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Numero do processo: 10240.000411/00-63
Data da sessão: Thu Oct 10 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Dec 03 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Período de apuração: 01/01/2000 a 31/01/2000
NORMAS REGIMENTAIS. OBRIGATORIEDADE DE REPRODUÇÃO DO CONTEÚDO DE DECISÃO PROFERIDA PELO STF NO RITO DO ART. 543-B DO CPC.
Consoante art. 62-A do Regimento Interno do CARF, As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B e 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF.
NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. PRESCRIÇÃO. DIREITO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. TERMO INICIAL. DECISÃO PROFERIDA PELO STF NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 566.621/RS (RELATORA A MINISTRA ELLEN GRACIE).
Reconhecida a inconstitucionalidade do art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerando-se válida a aplicação do novo prazo de cinco anos tão-somente às ações ajuizadas após o decurso da vacacio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543-B, § 3º do CPC aos recursos sobrestados
Numero da decisão: 9303-002.608
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso especial, para declarar prescritos até maio/1990 os créditos pleiteados.
OTACÍLIO - Presidente.
JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Relator.
NOME DO REDATOR - Redator designado.
EDITADO EM: 14/11/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Daniel Mariz Gudiño (Substituto convocado), Rodrigo da Costa Pôssas, Antônio Lisboa Cardoso (Substituto convocado), Irene Souza da Trindade Torres (Substituta convocada), Maria Teresa Martínez López, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva e Otacílio Dantas Cartaxo. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Rodrigo Cardozo Miranda, Joel Miyazaki, e Susy Gomes Hoffmann
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: JULIO CESAR ALVES RAMOS
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ementa_s : Assunto: Normas de Administração Tributária Período de apuração: 01/01/2000 a 31/01/2000 NORMAS REGIMENTAIS. OBRIGATORIEDADE DE REPRODUÇÃO DO CONTEÚDO DE DECISÃO PROFERIDA PELO STF NO RITO DO ART. 543-B DO CPC. Consoante art. 62-A do Regimento Interno do CARF, As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B e 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. PRESCRIÇÃO. DIREITO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. TERMO INICIAL. DECISÃO PROFERIDA PELO STF NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 566.621/RS (RELATORA A MINISTRA ELLEN GRACIE). Reconhecida a inconstitucionalidade do art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerando-se válida a aplicação do novo prazo de cinco anos tão-somente às ações ajuizadas após o decurso da vacacio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543-B, § 3º do CPC aos recursos sobrestados
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OBRIGATORIEDADE DE REPRODUÇÃO DO CONTEÚDO DE DECISÃO PROFERIDA PELO STF NO RITO DO ART. 543B DO CPC. Consoante art. 62A do Regimento Interno do CARF, “As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF”. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. PRESCRIÇÃO. DIREITO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. TERMO INICIAL. DECISÃO PROFERIDA PELO STF NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 566.621/RS (RELATORA A MINISTRA ELLEN GRACIE). “Reconhecida a inconstitucionalidade do art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de cinco anos tão somente às ações ajuizadas após o decurso da vacacio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, § 3º do CPC aos recursos sobrestados Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso especial, para declarar prescritos até maio/1990 os créditos pleiteados. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 24 0. 00 04 11 /0 0- 63 Fl. 573DF CARF MF Impresso em 05/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 21/11/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 14/11/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 2 OTACÍLIO Presidente. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Relator. NOME DO REDATOR Redator designado. EDITADO EM: 14/11/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Daniel Mariz Gudiño (Substituto convocado), Rodrigo da Costa Pôssas, Antônio Lisboa Cardoso (Substituto convocado), Irene Souza da Trindade Torres (Substituta convocada), Maria Teresa Martínez López, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva e Otacílio Dantas Cartaxo. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Rodrigo Cardozo Miranda, Joel Miyazaki, e Susy Gomes Hoffmann Relatório Tratase de recurso especial da Fazenda Nacional cujo pedido é: DO PEDIDO Face ao exposto, requer a UNIÃO (Fazenda Nacional) que seja dado provimento ao presente recurso, para reformar o acórdão proferido pela Quarta Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por ofensa aos artigos 165, inciso I e 168, inciso I e 156, inciso I, todos do Código Tributário Nacional, bem assim aos artigos 3° e 4° da Lei Complementar n.° 118/2005 e à disposição do Ato Declaratório SRF n.° 96/99, restabelecendose o prazo de cinco anos de restituição e/ou compensação para o PIS a partir do pagamento antecipado Ele se insurge contra decisão da antiga Quarta Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes que considerara como marco inicial para contagem do prazo prescricional do direito à restituição de PIS recolhido com base nos inconstitucionais decretosleis 2445 e 2449 a data da Resolução do Senado Federal nº 49/95. Com isso, validara postulação aviada administrativamente em 08 de maio de 2000 que englobava recolhimentos ocorridos entre outubro de 1988 e maio de 1995, que a Fazenda pretende, agora, ver expurgados. É o Relatório. Voto Conselheiro JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS O recurso foi apresentado por “contrariedade à lei” e aponta os artigos 165 do Código Tributário Nacional e 3º e 4º da Lei Complementar nº 118/2005 como violados, tecendo considerações para demonstrálo. Atende, pois, aos requisitos regimentais para que seja admitido. Fl. 574DF CARF MF Impresso em 05/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 21/11/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 14/11/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10240.000411/0063 Acórdão n.º 9303002.608 CSRFT3 Fl. 5 3 Mas a ele somente cabe dar parcial provimento. Isso porque já definido pelo e. Supremo Tribunal Federal que a regra oriunda da Lei Complementar nº 118/2005 não é meramente interpretativa e, pois, não se aplica a pedidos de restituição que lhe sejam anteriores. Por ocasião do julgamento pelo Pleno do CARF do recurso extraordinário interposto no processo 13832.000210/9914, entre outros, assim me pronunciei quanto à matéria: A matéria ora discutida, contagem do prazo para postularse restituição de quantias indevidamente recolhidas a título de tributo submetido à sistemática do lançamento por homologação, que tantos e tão acalorados debates já suscitou, encontrase inteiramente pacificada com o advento da decisão do colendo Supremo Tribunal Federal no julgamento do recurso extraordinário nº 566.621/RS. Nele discutiuse a constitucionalidade dos arts. 3º e 4º do referido diploma legal, que o pretendiam expressamente interpretativo de modo a poder ser aplicado mesmo às restituições requeridas judicialmente antes de sua publicação. Não se trata disso aqui, é certo, visto que a pretensão fazendária é apenas desconstituir a tese que prevaleceu no julgado administrativo segundo a qual o marco inicial é o dia de publicação de ato legal que “reconheceu” a inconstitucionalidade do dispositivo em que se baseou o recolhimento. Em outras palavras, não pugna a Fazenda pela aplicação retroativa da referida Lei, embora a forma de contagem do prazo prescricional por ela defendida isso implique. Isso não obstante, a ilustre Relatora no STF não deixa de enfrentar a discussão aqui posta. Com efeito, são suas palavras: “...Logo, aquela Corte firmou posição no sentido de que, também em tais situações de retenção e de reconhecimento do indébito em razão de inconstitucionalidade da lei instituidora, deverseia aplicar, sem ressalvas, a tese dos dez anos, conforme se vê dos ERESp 329.160/DF e ERESp 435.835/SC julgados pela Primeira Seção daquela Corte...” Assim, entendo eu, merece de fato reforma a decisão proferida, na medida em que aplicou entendimento não mais de acordo com a jurisprudência predominante no “tribunal ao qual cabe dar a interpretação definitiva da legislação federal”, nos dizeres da douta Ministra. Em suma, deve ser afastada a tese que demarca o início do prazo no “reconhecimento de inconstitucionalidade”. Ele é, sem mais discussão, a data de extinção do crédito tributário, consoante norma do art. 168, I do CTN como pretendido pela Procuradoria. O que isso implica, porém, não é, na inteireza, o que deseja a representação da Fazenda Nacional. Fl. 575DF CARF MF Impresso em 05/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 21/11/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 14/11/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 4 Deveras, a mesma decisão reitera, como já se disse, que a interpretação que prevalecia no STJ era a dos cinco mais cinco mesmo para esses casos de declaração de inconstitucionalidade do ato legal instituidor ou majorador da exação. E que esse entendimento deve ser respeitado, em louvor ao princípio da segurança jurídica, quando a postulação seja anterior à edição da Lei Complementar. Sendo essa a expressa conclusão do acórdão, prolatado pelo STF já na sistemática do art. 543B do Código de Processo Civil, é obrigatória sua adoção pelos Conselheiros Membros do CARF, por força do art. 62A do Regimento Interno. No presente caso, indubitável que a petição do contribuinte deu entrada administrativamente em data bem anterior à edição daquela Lei Complementar. É de rigor, pois, reconhecer, que o termo inicial para contagem do prazo de cinco anos previsto no art. 168, I do CTN somente tem início após findo aquele que vem estipulado no art. 150, § 4º do mesmo Código. A aplicação ao caso concreto leva à conclusão de que não estava prescrito o direito do contribuinte à restituição de quantias atinentes a fatos geradores ocorridos anteriormente a 15 de dezembro de 1989, dado que o seu pedido ingressou administrativamente apenas em 15 de dezembro de 1999. Voto, assim, pelo não provimento do apelo fazendário de modo a manter o afastamento da prescrição com respeito aos recolhimentos efetuados pelo contribuinte, embora por fundamento diverso daquele adotado nos julgados já ocorridos. No presente caso, o pedido foi formalizado em 08 de maio de 2000, anteriormente, pois, à edição daquela lei. Deve, portanto, ser contado o prazo inicial de cinco anos a partir de cada fato gerador e mais cinco até a postulação. Destarte, com relação aos fatos geradores ocorridos a partir de junho de 1990 ainda não se dera a prescrição quando ingressado o pedido. Com essas considerações, voto por dar parcial provimento ao apelo da Fazenda Nacional para considerar prescritos os recolhimentos que tenham por fatos geradores os meses ocorridos até maio de 1990 inclusive. É como voto. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Relator Fl. 576DF CARF MF Impresso em 05/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 21/11/2 013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 14/11/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 11080.003096/2003-92
Data da sessão: Tue Apr 25 00:00:00 UTC 2006
Ementa: Imposto sobre a Renda Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2000
NORMAS PROCEDIMENTAIS/REGIMENTAIS. RECURSO ESPECIAL PROCURADOR. CONTRARIEDADE À LEI/PROVA NÃO DEMONSTRADA. NÃO CONHECIMENTO.
Com arrimo nos artigos 5º, inciso I, e 7º, § 1°, do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 88/1998, vigente à época, somente deverá ser conhecido o Recurso Especial do Procurador, fundamentado naqueles dispositivos regimentais, quando devidamente comprovada à contrariedade à lei e/ou prova constante dos autos, não se prestando aludido recurso tão somente para rediscussão de
matéria embasada em entendimentos contrapostos.
Recurso especial não conhecido.
Numero da decisão: 9202-000.698
Decisão: Acordam os membros e do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso.
Matéria: IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
Nome do relator: Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira
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ementa_s : Imposto sobre a Renda Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2000 NORMAS PROCEDIMENTAIS/REGIMENTAIS. RECURSO ESPECIAL PROCURADOR. CONTRARIEDADE À LEI/PROVA NÃO DEMONSTRADA. NÃO CONHECIMENTO. Com arrimo nos artigos 5º, inciso I, e 7º, § 1°, do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 88/1998, vigente à época, somente deverá ser conhecido o Recurso Especial do Procurador, fundamentado naqueles dispositivos regimentais, quando devidamente comprovada à contrariedade à lei e/ou prova constante dos autos, não se prestando aludido recurso tão somente para rediscussão de matéria embasada em entendimentos contrapostos. Recurso especial não conhecido.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-08-17T14:31:30Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-08-17T14:31:30Z; Last-Modified: 2010-08-17T14:31:30Z; dcterms:modified: 2010-08-17T14:31:30Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:0f44a28d-ce01-4f39-8a69-7812f438335f; Last-Save-Date: 2010-08-17T14:31:30Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-08-17T14:31:30Z; meta:save-date: 2010-08-17T14:31:30Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-08-17T14:31:30Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-08-17T14:31:30Z; created: 2010-08-17T14:31:30Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2010-08-17T14:31:30Z; pdf:charsPerPage: 1267; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-08-17T14:31:30Z | Conteúdo => CSRF-T2 Fl. 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA • CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS - CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS - Processo n° 11080.003096/2003-92 Recurso n° 147.981 Especial do Procurador Acórdão n° 9202-00.698 — 2 Turma Sessão de 13 de abril de 2010 Matéria IRPF Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado ARTÊMIO GONZALEZ Assunto: Imposto sobre a Renda Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2000 NORMAS PROCEDIMENTAIS/REGIMENTAIS. RECURSO ESPECIAL PROCURADOR. CONTRARIEDADE À LEI/PROVA NÃO DEMONSTRADA. NÃO CONHECIMENTO. Com arrimo nos artigos 5 0, inciso I, e 70, § 1°, do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 88/1998, vigente à época, somente deverá ser conhecido o Recurso Especial do Procurador, fundamentado naqueles dispositivos regimentais, quando devidamente comprovada à contrariedade à lei e/ou prova constante dos autos, não se prestando aludido recurso tão somente para rediscussão de matéria embasada em entendimentos contrapostos. Recurso especial não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros e o colegiafi o, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso. o. ' CARLOS ALB . • T • F • ITAS RRETO- Presidente N - RYCARDO HE • ,QUI MAGAL AES DE OLIVEIRA—Relator EDITADO EM:j 14 MAM 2010 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente), Susy Gomes Hoffmann (Vice-Presidente), Caio Marcos Candido, Gonçalo Bonet Allage, Julio César Vieira Gomes, Manoel Coelho Arruda Junior, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Francisco de Assis Oliveira Junior, Rycardo Henrique Magalhães •de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório ARTÊMIO GONZALEZ, contribuinte, pessoa fisica, já devidamente qualificado nos autos do processo administrativo em epígrafe, teve contra si lavrado Auto de Infração, em 13/03/2003, exigindo-lhe crédito tributário concernente ao Imposto de Renda Pessoa Física - IRPF, decorrente de omissão de rendimentos do trabalho com vínculo empregatício recebidos de pessoa jurídica após ação judicial homologada na justiça do trabalho; e deduções indevidas a título de contribuição à previdência oficial e de pensão alimentícia judicial, em relação ao ano-calendário 2000, conforme peça inaugural do feito, às fls. 78/84, e demais documentos que instruem o processo. Após regular processamento, interposto recurso voluntário ao Primeiro Conselho de Contribuintes contra Decisão da 4a Turma da DRJ em Porto Alegre/RS, consubstanciada no Acórdão n° 4.802/2004, às fls. 86/90, que julgou procedente o lançamento fiscal em referência, a Egrégia 6 a Câmara, em 25/05/2006, por maioria de votos, achou por bem DAR PROVIMENTO PARCIAL AO RECURSO VOLUNTÁRIO DO CONTRIBUINTE, o fazendo sob a égide dos fundamentos inseridos no Acórdão n° 106- 15.555, sintetizados na seguinte ementa: "IRF - PRELIMINAR — ERRO DE IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO - RESPONSABILIDADE DA FONTE PAGADORA - O contribuinte do imposto de renda é o adquirente da disponibilidade econômica ou jurídica da renda ou de proventos de qualquer natureza. A responsabilidade atribuída à fonte pagadora tem caráter apenas supletivo, não exonerando o contribuinte da obrigação de oferecer os rendimentos à tributação. IRPF — VERBAS INDENIZA TÓRIAS RECONHECIDAS E HOMOLOGADAS COMO TAL PELA JUSTIÇA DO TRABALHO — NÃO INCIDÊNCIA DO IMPOSTO DE RENDA. Têm nítido caráter indenizatório e não representam acréscimo patrimonial os valores recebidos a título de "indenização por tempo de serviço" e de "indenização instituída pelo art. 18 do Código de Processo Civil", cuja finalidade é apenas a de recompor o patrimônio do contribuinte pelos prejuízos, reconhecidos e homologados pela Justiça do Trabalho, que lhe foram causados por sua ex-empregadora. Não se está diante de fato gerador do imposto de renda, tal qual previsto no artigo 43, incisos I e II, do CTN e a pretensão de tributá-lo ofende o princípio da capacidade contributiva, expresso no artigo 145, sr 1°, da Constituição Federal. RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE - AUSÊNCIA DE RETENÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA PELA FONTE PAGADORA - OMISSÃO DE RENDIMENTOS - 2 Processo n° 11080.00309612003-92 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.698 Fl. 2 • Tributa-se na declaração de ajuste anual do IRPF os rendimentos recebidos de pessoas jurídicas incluídos no campo de incidência desse imposto, que foram recebidos acumulczdamente, não submetidos à respectiva retenção pela fonte pagadora e nem oferecidos à tributação mensal pelo contribuinte. JUROS MORA TÓRIOS - São tributáveis na fonte e na declaração de ajuste anual da pessoa física beneficiária, os juros compensatórios ou morató rios de qualquer natureza provenientes dos rendimentos do trabalho assalariado, das remunerações por trabalho prestado no exercício de empregos, cargos e funções. PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL - DEDUÇÃO — O valor determinado pelo Poder Judiciário, a título de pensão alimentícia, deve ser efetivamente pago, cabendo ao contribuinte fazer prova suficiente do cumprimento desses requisitos. Recurso parcialmente provido." Irresignada, a Procuradoria da Fazenda Nacional interpôs Recurso Especial, às fls. 176/182, com arrimo no artigo 32, do RICC, c/c 5°, inciso II, do então Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 55/1998, procurando demonstrar a insubsistência do Acórdão recorrido, desenvolvendo em síntese as seguintes razões: Inicialmente, pretende seja conhecido seu recurso, trazendo excerto do Despacho n° 0028/2006, concluindo que o pleito da Fazenda Nacional, quando fundamentado no artigo 7°, § 1°, do RICSRF, deverá ter seguimento independentemente da indicação da lei e/ou prova contrariada, impondo observar tão somente se o recurso oferece fundamentos suficientes. Após breve relato das fases ocorridas no decorrer do processo administrativo fiscal, insurge-se contra o Acórdão atacado, por entender que a Câmara recorrida, ao conferir caráter indenizatório às verbas rescisórias da relação empregatícia, não logrou comprovar sua conclusão. Assevera que o contribuinte, em que pese insistir e rebater a propósito da natureza indenizatória das verbas em comento (tempo de serviço), equiparáveis, segundo diz, ao FGTS, em momento algum fez prova de tal afiunação, deixando de colacionar aos autos cópia da r. sentença trabalhista, capaz de corroborar o alegado, ou não. Infere que o contribuinte, trouxe à colação inúmeros documentos com o fito de amparar sua pretensão, não o tendo feito, porém, em relação à sentença trabalhista. Indaga qual seria o motivo dessa omissão, uma vez que bastaria solicitar cópia nos autos do processo. Quanto às verbas sob análise, com arrimo nos artigos 16, 17 e 18, do Código de Processo Civil, aduz que possuem caráter meramente processual, tendentes a reparar dano/fatos ocorridos no decorrer do processo, não se revestindo de natureza indenizatória de bem da vida ou de direitos previamente existentes à lide. \\. C)( 3 Por fim, requer o conhecimento e provimento do Recurso Especial, impondo. a reforma do decisum ora atacado, nos termos encimados. Submetido a exame de admissibilidade, a ilustre Presidente da então 6a Câmara do 1° Conselho, entendeu por bem admitir o Recurso Especial do Procurador, sob o argumento de terem sido observados os pressupostos para conhecimento do recurso, uma vez tempestivo e por tratar-se de decisão não unânime, além da existência do pré-questionamento da matéria, conforme Despacho n°106-253/2007, às fls. 184/186. Instado a se manifestar a propósito do Recurso Especial do Procurador, o contribuinte ofereceu suas contrarrazões, às fls. 193/196, corroborando as razões de decidir do Acórdão recorrido, em defesa de sua manutenção, trazendo à colação jurisprudência administrativa ratificando seu entendimento, sobretudo quando a matéria já se encontra pacificada neste Colegiado. É o relatório. Voto Conselheiro RYCARDO HENRIQUE MAGALHÃES DE OLIVEIRA, Relator Com a devida vênia a ilustre Presidente da então 6a Câmara do 1° Conselho de Contribuintes, ouso divergir do despacho que deu seguimento ao Recurso Especial da Fazenda Nacional, por não vislumbrar na hipótese vertente requisito regimental amparando a pretensão da recorrente, não merecendo ser conhecida sua peça recursal, como passaremos a demonstrar. Conforme se depreende da análise do Recurso Especial, pretende a Procuradoria a reforma do Acórdão recorrido, alegando, preliminarmente, que o conhecimento do seu recurso independe da indicação de prova ou lei contrariada, bastando que sua pretensão esteja devidamente fundamentada. Por sua vez, em análise preliminar de admissibilidade, a Presidente da Câmara recorrida acolheu o pleito da recorrente, sob o argumento de terem sido observados os pressupostos para conhecimento do recurso, uma vez tempestivo e por tratar-se de decisão não unânime, além da existência do pré-questionamento da matéria. Observe-se, que não houve um aprofundamento no exame da contrariedade à lei e/ou evidência de prova propriamente dita, mesmo porque entende a recorrente ser desnecessária aludida providência. Ora, nos termos dos artigos 5°, inciso I e, e 7°, § 1 0, do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 55/1998, vigente à época, a decisão tomada por maioria de votos é um dos pressupostos de admissibilidade do Recurso Especial em comento, não se confundido com a contrariedade à lei e/ou evidência de prova, que deverá (ão) ser comprovada (s) cabalmente, senão vejamos: "Art. 5 ° Compete à Câmara Superior de Recursos Fiscais julgar recurso especial interposto contra: 4 Processo n° 11080.003096/2003-92 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.698 Fl. 3 I — decisão não unânime de Câmara de Conselho de Contribuintes, quando for contrária à lei ou à evidência da prova; e II — decisão que der à lei tributária interpretação divergente da que lhe tenha dado outra Câmara de Conselho de Contribuintes ou a própria Câmara Superior de Recursos Fiscais. Art. 7 ° O recurso especial deverá ser formalizado em petição dirigida ao Presidente da Câmara que houver prolatado a decisão recorrida e deverá ser apresentado por Procurador da Fazenda Nacional, no prazo de quinze dias, contando da vista oficial do acórdão, ou pelo sujeito passivo, em igual prazo, contado da data da ciência da decisão. § 1° Na hipótese de que trata o inciso I do art. 5 ° deste Regimento, o recurso deverá demonstrar, fimdamentadamente, a contrariedade à lei ou à evidência da prova e, havendo matérias autônomas, o recurso especial alcançará apenas a parte da decisão não unânime contrária à Fazenda Nacional." (grifamos) A jurisprudência desta Colenda Corte Administrativa não discrepa desse entendimento, impondo a comprovação cabal da contrariedade à lei e/ou evidência de prova para efeito de conhecimento do Recurso Especial do Procurador, como se extrai dos julgados com as seguintes ementas: CONHECIMENTO DO RECURSO - ACÓRDÃO PROFERIDO POR MAIORIA DE VOTOS. Para que seja conhecido o recurso especial interposto pela Fazenda Nacional contra acórdão não-unânime, deve restar demonstrada a contrariedade à lei ou à evidência de prova. Providência adotada no caso em tela. [...]" (4' Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais — Recurso n° 102-146640 — Acórdão n° CSRF/04-00.958, Sessão de 04/08/2008) (grifamos) "RECURSOS. ADMISSIBILIDADE. - A falta de demonstração fundamentada da contrariedade à lei ou à evidência da prova rende ensejo ao não conhecimento do recurso.Recurso especial não conhecido." (2a Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais — Recurso n°203-124521 — Acórdão n° CSRF/02-02.291, Sessão de 25/04/2006) (grifamos) "RECURSO ESPECIAL — CONHECIMENTO — Não pode ser conhecido, por falta de objeto, o recurso que não demonstra contrariedade à Lei e, portanto, desatende os pressupostos regimentais de admissibilidade.Recurso Especial Não Conhecido." (1° Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais — Recurso n°102-128213 —Acórdão n° CSRF/01-04.489, Sessão de 14/04/2003) (grifamos) Na hipótese dos autos, constata-se que, muito embora a recorrente procure demonstrar a insubsistência do Acórdão recorrido utilizando-se dos mais variados argumentos, a bem da verdade discute-se, novamente, o mérito da questão (natureza indenizatória das verbas rescisórias pagas em decorrência de sentença trabalhista), o qual já foi objeto de análise pela Câmara recorrida. Assim, em que pesem as razões lançadas em seu Recurso Especial, em momento algum a contribuinte logrou comprovar a contrariedade à lei e/ou evidência de prova, repetindo questões já devidamente debatidas por ocasião do julgamento no decisum guerreado. E, como é de conhecimento daqueles que lidam com o direito tributário, o Recurso Especial não se presta a atingir tal finalidade. Como se verifica, a Fazenda Nacional ao formular seu Recurso Especial utilizou como fundamento à sua empreitada o artigo 5 0, inciso I, do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, sem conquanto demonstrar que a tese sustentada no Acórdão atacado foi contrária à lei ou à evidência da prova, capaz de ensejar a refoima do r. decisório da Câmara recorrida. Aliás, sequer pode-se concluir que o fundamento do recurso da Fazenda Nacional fora à contrariedade à lei e/ou prova, com a segurança que o caso exige, uma vez que, além de não indicar quais seriam os dispositivos legais ou provas contrariadas, a recorrente na folha de rosto de sua peça recursal trouxe como amparo à sua pretensão o inciso II, do artigo 5°, do RICSRF, o qual contempla divergência entre decisões de Câmaras dos Conselhos. Melhor elucidando, com o fito de rechaçar qualquer dúvida quanto a matéria posta nos autos, consoante se positiva da legislação tributária especifica, na oportunidade em que fora exarado o Acórdão recorrido, não existia qualquer disposição legal contrária ao entendimento ali inserido a propósito do tema sub examine, não se vislumbrando as divergências de leis e/ou decretos ou mesmo contrariedade à provas constantes dos autos, na foi= pretendida pela ora recorrente, mas simplesmente entendimentos diferentes em relação a questão, o que, isoladamente, não tem o condão de acobertar à pretensão da Fazenda Nacional. A rigor, a própria argumentação inicial da recorrente, destacando em sede de preliminar ser despicienda a indicação da lei ou prova contrariada para conhecimento do recurso, comprova inexistir qualquer contrariedade capaz de justificar o prosseguimento do feito. Dessa forma, escorreito o Acórdão recorrido devendo, nesse sentido, ser mantido o provimento parcial ao recurso voluntário do contribuinte, na forma decidida pela então 6a Câmara do 1° Conselho de Contribuintes, uma vez que a recorrente não logrou infiimar os elementos que serviram de base ao decisório atacado, mormente quando inobservados os pressupostos para conhecimento do seu recurso. Por todo o exposto, estando o Recurso Especial da Procuradoria em dissonância com as nolinas egimentais vigentes à época de sua protocolização, VOTO NO SENTIDO DE NÃO CONH E-LO, pelas razões de fato e de direito acima esposadas. s ' — Rycardo He • ue Magalhães de Oliveira - Relator 6
score : 1.0
Numero do processo: 13808.000728/99-56
Data da sessão: Fri Apr 20 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Feb 26 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Exercício: 1996
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEGISLAÇÃO.
Somente aplica-se a Lei a ato ou fato pretérito, nas hipóteses consignados no artigo 106 do Código Tributário Nacional, entre as quais se insere a instituição de penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Instituição de tributação menos onerosa não significa instituição de penalidade menos severa.
Recurso a que se dá provimento.
Numero da decisão: 9101-001.300
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dado provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Estiveram presentes as alunas do curso de Direito da Faculdade Uniplan Nelsi Maria Zuchelli RG/RS 1056579079, Sarah Ramos Santos RG/DF 2639760, Nayara Rodrigues dos Santos RG/DF 2843027 e Aline Campos do Nascimento Lima RG/DF 2673016.
(assinado digitalmente)
Henrique Pinheiro Torres - Presidente Substituto
(assinado digitalmente)
Valmar Fonseca de Menezes - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheirosHenrique Pinheiro Torres (Presidente Substituto), Susy Gomes Hoffmann, Karem Jureidini Dias, João Carlos de Lima Junior, José Ricardo da Silva, Alberto Pinto Souza Junior, Valmar Fonseca de Menezes, Jorge Celso Freire da Silva, Valmir Sandri e Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz.
Nome do relator: VALMAR FONSECA DE MENEZES
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Exercício: 1996 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEGISLAÇÃO. Somente aplica-se a Lei a ato ou fato pretérito, nas hipóteses consignados no artigo 106 do Código Tributário Nacional, entre as quais se insere a instituição de penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Instituição de tributação menos onerosa não significa instituição de penalidade menos severa. Recurso a que se dá provimento.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dado provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Estiveram presentes as alunas do curso de Direito da Faculdade Uniplan Nelsi Maria Zuchelli RG/RS 1056579079, Sarah Ramos Santos RG/DF 2639760, Nayara Rodrigues dos Santos RG/DF 2843027 e Aline Campos do Nascimento Lima RG/DF 2673016. (assinado digitalmente) Henrique Pinheiro Torres - Presidente Substituto (assinado digitalmente) Valmar Fonseca de Menezes - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheirosHenrique Pinheiro Torres (Presidente Substituto), Susy Gomes Hoffmann, Karem Jureidini Dias, João Carlos de Lima Junior, José Ricardo da Silva, Alberto Pinto Souza Junior, Valmar Fonseca de Menezes, Jorge Celso Freire da Silva, Valmir Sandri e Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz.
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APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEGISLAÇÃO. Somente aplicase a Lei a ato ou fato pretérito, nas hipóteses consignados no artigo 106 do Código Tributário Nacional, entre as quais se insere a instituição de penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Instituição de tributação menos onerosa não significa instituição de penalidade menos severa. Recurso a que se dá provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dado provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Estiveram presentes as alunas do curso de Direito da Faculdade Uniplan Nelsi Maria Zuchelli RG/RS 1056579079, Sarah Ramos Santos RG/DF 2639760, Nayara Rodrigues dos Santos RG/DF 2843027 e Aline Campos do Nascimento Lima RG/DF 2673016. (assinado digitalmente) Henrique Pinheiro Torres Presidente Substituto (assinado digitalmente) Valmar Fonseca de Menezes Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 8. 00 07 28 /9 9- 56 Fl. 217DF CARF MF Impresso em 26/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2013 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 23/12 /2013 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S Processo nº 13808.000728/9956 Acórdão n.º 9101001.300 CSRFT1 Fl. 3 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheirosHenrique Pinheiro Torres (Presidente Substituto), Susy Gomes Hoffmann, Karem Jureidini Dias, João Carlos de Lima Junior, José Ricardo da Silva, Alberto Pinto Souza Junior, Valmar Fonseca de Menezes, Jorge Celso Freire da Silva, Valmir Sandri e Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz. Fl. 218DF CARF MF Impresso em 26/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2013 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 23/12 /2013 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S Processo nº 13808.000728/9956 Acórdão n.º 9101001.300 CSRFT1 Fl. 4 3 Relatório Tratase de recurso especial interposto pela douta Procuradoria da Fazenda Nacional, em face de acórdão proferido por Câmara ordinária, com fundamento no art. 7 0, inciso I, do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 147, de 25 de junho de 2007, admitido por despacho do seu presidente, nos autos. O acórdão recorrido pode ser resumido pela transcrição da sua ementa, o que faço a seguir: “IRPJCSLIRF LUCRO PRESUMIDO APLICAÇÃO DOS ARTS. 43 E 44 DA LEI N° 8.541/92, ALTERADOS PELA LEI N° 9.064/95 E REVOGADOS PELA LEI N° 9.249/95 – RETROATIVIDADE BENIGNA: A forte conotação de penalidade da norma de incidência,combinada com a quebra da isonomia e da sistemática que instrui o lucro presumido e o conflito entre os conceitos de receita e lucro, faz com que seja aceitável a aplicação da retroatividade benigna quando da revogação da norma de caráter punitivo, aplicandose aos casos de omissão de receitas de empresa que tributou pelo lucro presumido seus resultados do anocalendário de 1.995. Por impedimento legal, inevitável o cancelamento da exigência como um todo. [...] ”. Alega a Fazenda Nacional, em transcrição resumida: “De acordo com a tese plasmada no r. acórdão recorrido, as regras encartadas nos artigos 43 e 44 da Lei 8.541/92 consistem em penalidades, de forma que sua revogação por norma posterior ensejaria a aplicação da retroatividade benigna. Todavia, não há que se falar que a Lei 8.541/92 criou base de cálculo do imposto com natureza de sanção ao contribuinte que omitiu receitas. Com efeito, não há sentido em afastar a tributação ao argumento que esta teria "caráter penalizante", em vista inclusive da edição de norma posterior "menos gravosa", a qual deveria ter efeitos retroativos. Data maxima venha, há dois equívocos nesse entendimento. O primeiro é que a retroação da norma "menos gravoa" justifica se quando certa pena, imputada à prática de certo ato, é diminuída ou extinta por norma posterior, eis que o ato, antes ilícito, passa a ser lícito, ou passa a ser valorado de modo menos gravoso pela sociedade. No caso, a retroação não se justifica, pois a obrigação tributária não é pena; ademais, nasceria independentemente do fato ser classificado como lícito ou ilícito por outros ramos do Direito. Fl. 219DF CARF MF Impresso em 26/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2013 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 23/12 /2013 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S Processo nº 13808.000728/9956 Acórdão n.º 9101001.300 CSRFT1 Fl. 5 4 Outro equívoco é que, seguindose o raciocínio da e. Turma Especial a quo, concluise que a sanção instituída, no caso, para a infração cometida (manutenção de receitas à margem da contabilidade) seria justamente a cobrança do tributo sobre o valor omitido.” A contribuinte apresenta contrarrazões, nos seguintes termos, em excertos: “Ocorre que, ao contrário do quanto afirmado pela Fazenda Nacional, o caráter punitivo da tributação em separado, instituída pelos artigos 43 e 44 da Lei n° 8.541/92, é reconhecido pela própria norma instituidora ao alocar os mencionados dispositivos dentro do Título IV, destinado às Penalidades. Realmente não há como se negar a natureza sancionatória da tributação em separado, vez que essa acarreta uma majoração desproporcional dos tributos que seriam devidos caso não tivesse a receita sido omitida. No caso do Recorrido, tributada à época (1995) pelo Lucro Presumido, a tributação regular pelo Imposto de Renda das receitas tidas por omitidas darseia pela aplicação da alíquota de 25% sobre 3,5% do faturamento. No entanto, a tributação em separado tomou por base de cálculo a totalidade da receita omitida, sem qualquer redução, multiplicando, assim, por aproximadamente 30 vezes o valor que seria originalmente devido. Com efeito, conforme se verifica dos autos de infração lavrados, a receita supostamente omitida foi tributada em separado, sem qualquer redução da base de cálculo para a apuração do IRPJ e da CSLL, e com majoração da alíquota do IRRF para 25%, conforme determinado pelos artigos 43 e 44 da Lei n° 8.541/92. Ou seja, a despeito do Recorrido, à época, ser tributado pela sistemática do lucro presumido, com redução da base de cálculo do IRPJ e da CSLL para 3,5% do faturamento, os lançamentos efetuados recaíram sobre o total da receita tida por omitida, majorandose, ainda, a alíquota do IRRF para 25%. Assim, sendo patente o caráter punitivo da tributação na forma dos artigos 43 e 44 da Lei n° 8.541/92, resta inconteste que a revogação operada pela Lei n.° 9.249/95 deve retroagir para beneficiar o contribuinte. Outro não é o entendimento dessa CSRF manifestado em inúmeros julgados, conforme jurisprudência colacionada pelo próprio acórdão recorrido, cuja transcrição se dispensa para evitar a repetição desnecessária. Se não bastasse, ainda que não se admita a retroatividade benigna da revogação de referidos dispositivos, certo é que não são os mesmos aplicáveis à espécie, visto que o Recorrido, em Fl. 220DF CARF MF Impresso em 26/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2013 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 23/12 /2013 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S Processo nº 13808.000728/9956 Acórdão n.º 9101001.300 CSRFT1 Fl. 6 5 1995, era tributado pelo lucro presumido, conforme consignado no próprio Termo de Verificação e Constatação de fls. 04/05. (...) A tributação prevista nos art. 43 e 44, da Lei n° 8.541/92 (artigos 523, § 3° do RIR/94), alcançava tão somente as pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real, visto que a sistemática do lucro presumido é absolutamente incompatível com a utilização do total da receita bruta como base de cálculo do imposto de renda. Conforme ressaltado pela própria União Federal no recurso apresentado, "a tributação em separado das receitas omitidas sempre foi prevista na legislação fiscal brasileira, justificada em face da presunção (jure et de jure a partir da Lei 8.541/92) de que os custos inerente a tais receitas já foram considerados no cálculo do lucro". Ora, como bem ressaltado i. Relator José Clóvis Alves no acórdão recorrido "no presumido não há como fazer tal ilação já que os custos e despesas embora precisem seus pagamentos ser escriturado não há o que falar em base de cálculo por diferença em relação a eles já que há uma presunção legal de custos/despesas em determinado percentual de acordo com a atividade." Assim, as receitas omitidas das pessoas jurídicas tributas pelo Lucro Presumido passaram a ser tributadas apenas a partir de 1996, quando adquiriu eficácia o art. 24 da Lei n.° 9.249, de 26/12/1995.” É o relatório. Fl. 221DF CARF MF Impresso em 26/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2013 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 23/12 /2013 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S Processo nº 13808.000728/9956 Acórdão n.º 9101001.300 CSRFT1 Fl. 7 6 Voto Conselheiro Valmar Fonseca de Menezes Relator O recurso preenche as condições de admissibilidade,e, portanto, dele conheço. Entendo revelarse de extrema simplicidade a questão posta à análise por este Colegiado. De fato, tratase de aplicação de norma posterior considerada menos gravosa na tributação da contribuinte. A Câmara recorrida considerou a norma aplicada no lançamento como de caráter penalizante, e, por essa razão, entende ser o caso de norma posterior,que estabeleceu uma tributação mais favorável ao contribuinte. Dispõe o Código Tributário Nacional, com relação à aplicação retroativa de normas, em seu artigo 106, in verbis: “Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.” Por outro lado, dispõem os artigos 43 e 44 da Lei 8541/92, objetos da presente análise: “ Art. 43.Verificada omissão de receita, a autoridade tributária lançará o Imposto de Renda, à alíquota de 25%, de ofício, com os acréscimos e as penalidades de lei, considerando como base de cálculo o valor da receita omitida. § 1º O valor apurado nos termos deste artigo constituirá base de cálculo para lançamento, quando for o caso, das contribuições para a seguridade social. § 2º O valor da receita omitida não comporá a determinação do lucro real e o imposto incidente sobre a omissão será definitivo. Fl. 222DF CARF MF Impresso em 26/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2013 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 23/12 /2013 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S Processo nº 13808.000728/9956 Acórdão n.º 9101001.300 CSRFT1 Fl. 8 7 Art. 44.A receita omitida ou a diferença verificada na determinação dos resultados das pessoas jurídicas por qualquer procedimento que implique redução indevida do lucro líquido será considerada automaticamente recebida pelos sócios, acionistas ou titular da empresa individual e tributada exclusivamente na fonte à alíquota de 25%, sem prejuízo da incidência do imposto sobre a renda da pessoa jurídica. § 1º O fato gerador do imposto de renda na fonte considerase ocorrido no mês da omissão ou da redução indevida. § 2º O disposto neste artigo não se aplica a deduções indevidas que, por sua natureza, não autorizem presunção de transferência de recursos do patrimônio da pessoa jurídica para o dos seus sócios. ” Claramente se vislumbra que os artigos em tela não trazem nenhuma sanção por ato ilícito praticado pelo sujeito passivo; tratase simplesmente de norma que institui a hipótese de incidência do tributo, determinando a alíquota aplicável. Não há como se extrapolar o que, de forma patente estabelece a Lei. A aplicação retroativa da Legislação somente pode ocorrer nos casos expressamente consignados no artigo 106 do nosso Código Tributário Nacional, e, ao meu ver, não é o caso que se dá nos autos. Diante do exposto, dou provimento ao recurso da Fazenda Nacional, restabelecendo o lançamento. (assinado digitalmente) Valmar Fonseca de Menezes Fl. 223DF CARF MF Impresso em 26/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/12/2013 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 23/12 /2013 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S
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Numero do processo: 10166.014236/2003-45
Data da sessão: Mon Sep 27 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Fri Jul 10 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/01/1998 a 31/10/2003
FATURAMENTO. ENTIDADE DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR.
O faturamento das entidades de previdência complementar compreende a totalidade de suas receitas decorrentes das atividades econômicas do seu objeto social e não apenas as receitas classificadas como serviços.
BASE DE CÁLCULO. RECEITA FINANCEIRA. EXCLUSÃO.
As receitas financeiras decorrentes de aplicações em operações realizadas nos mercados de renda fixa e de renda variável integram a base de cálculo da contribuição para o PIS, sendo passível de exclusão apenas e tão somente a parcela destinada ao pagamento dos benefícios de aposentadoria, pecúlio e de resgates.
Recurso Especial do Procurador Provido.
Numero da decisão: 9303-001.113
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos em dar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Nanci Gama, Leonardo Siade Manzan, Maria Teresa Martínez López e Susy Gomes Hoffmann (Relatora), que negavam provimento. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro José Adão Vitorino de Morais. O Conselheiro Henrique Pinheiro Torres declarou-se impedido de votar.
Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente
José Adão Vitorino de Morais - Redator-Designado
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Leonardo Siade Manzan, José Adão Vitorino de Morais, Maria Teresa Martínez López e Susy Gomes Hoffmann.
Nome do relator: SUSY GOMES HOFFMANN
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ENTIDADE DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. O faturamento das entidades de previdência complementar compreende a totalidade de suas receitas decorrentes das atividades econômicas do seu objeto social e não apenas as receitas classificadas como serviços. BASE DE CÁLCULO. RECEITA FINANCEIRA. EXCLUSÃO. As receitas financeiras decorrentes de aplicações em operações realizadas nos mercados de renda fixa e de renda variável integram a base de cálculo da contribuição para o PIS, sendo passível de exclusão apenas e tão somente a parcela destinada ao pagamento dos benefícios de aposentadoria, pecúlio e de resgates. Recurso Especial do Procurador Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos em dar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Nanci Gama, Leonardo Siade Manzan, Maria Teresa Martínez López e Susy Gomes Hoffmann (Relatora), que negavam provimento. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro José Adão Vitorino de Morais. O Conselheiro Henrique Pinheiro Torres declarouse impedido de votar. Carlos Alberto Freitas Barreto Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 01 42 36 /2 00 3- 45 Fl. 1029DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 03/07/2015 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 10/07/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10166.014236/200345 Acórdão n.º 9303001.113 CSRFT3 Fl. 1.029 2 José Adão Vitorino de Morais RedatorDesignado Participaram do presente julgamento os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Leonardo Siade Manzan, José Adão Vitorino de Morais, Maria Teresa Martínez López e Susy Gomes Hoffmann. Relatório Em face de a Conselheira Relatora não mais integrar a 3ª Turma da CSRF, aproveito o relatório lido em sessão e entregue à secretaria da CSRF, verbis: Tratase de recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional, com base em violação à legislação tributária. O auto de infração foi lavrado tendo em vista o insuficiente recolhimento da Contribuição para o PIS, relativamente aos fatos geradores ocorridos nos anos de 1998, 1999, 2000, 2001, 2002 e 2003, no valor total de R$ 121.550,06. O contribuinte apresentou impugnação às fls. 895/906 dos autos. A sua argumentação consiste no fato de que a diferença apontada pelo Fisco, em que se chegou à conclusão de recolhimento a menor do tributo em questão, fundamentouse em base de cálculo errônea, porquanto considerou como receita recursos que, asseverou, não o são. Explicou que, com base em contrato de gestão financeira firmado com a BB DTVM, esta entidade presta serviços de administração de todos os seus ativos. Relatou que os recursos recebidos são, num primeiro momento, contabilizados em conta do Programa Previdencial. Parte desses valores são destinados ao Programa Administrativo, para fins de custeio e gerenciamento dos planos previdenciários. Outra parte destinase ao Programa de Investimento. A taxa de administração paga à entidade administradora “inicialmente é debitado na conta do Programa Administrativo e, posteriormente, o referido programa se ressarce, proporcionalmente, perante o Programa Investimento. Em seguida ao débito inicial na conta do Programa Administrativo, há um ingresso/crédito de valor (no Programa Administrativo) correspondente a uma parte das despesas com a taxa de administração pagas à BBDTVM e, em contrapartida, debitase o Programa Investimento”. O contribuinte, diante disso, sustentou que, ao contrário do que entendeu a fiscalização, referida “transferência interprograma” não constitui receita, por não consubstanciar acréscimo no seu ativo decorrente de venda de bens, prestação de serviços, rendimentos ou ganhos eventuais. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento julgou procedente o lançamento (fls. 930/939). O contribuinte interpôs recurso voluntário às fls. 944/957 dos autos. Reiterou seus fundamentos já exposto na impugnação. No mais, reputou inconstitucional a ampliação da base de cálculo perpetrada pela Lei n° 9.718/98. A antiga Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, deu provimento ao recurso do contribuinte (fls. 968/975), por Fl. 1030DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 03/07/2015 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 10/07/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10166.014236/200345 Acórdão n.º 9303001.113 CSRFT3 Fl. 1.030 3 entender, com base em decisão do STF, inconstitucional o disposto no art. 3°, §1°, da lei n° 9.718/98. Eis a ementa da decisão: Assunto: Contribuição para o PIS/PASEP. Período de apuração: 01/01/1998 a 31/10/2003. Ementa: RECEITA FINANCEIRA. A base de cálculo da contribuição para o PIS e da Cofins é o faturamento, assim compreendido a receita bruta da venda de mercadorias, de serviços e mercadorias e serviços, afastado o disposto no §1° do art. 3° da Lei n° 9.718/98 por sentença proferida pelo plenário do Supremo Tribunal Federal em 09/11/2005, transitada em julgado em 29/09/2006. Recurso Provido. A Procuradoria da Fazenda Nacional, desta forma, interpôs o presente recurso especial (fls. 979/990), com base na violação dos artigos 2° e 3°, caput, da Lei n° 9.718/98; artigo 2°, da MP n° 2.15835/2001; e o art. 29 da IN SRF n° 247/2002, por parte da decisão proferida por maioria de votos. Em primeiro lugar, alegou que o julgamento do STF, que serviu de esteio à decisão recorrida, na verdade, não retirou da base de cálculo do tributo versado nos autos as receitas financeiras. Teria, sim, apenas enfatizado a equivalência de faturamento e receita bruta, e definido que “não é qualquer receita que pode ser considerada faturamento para fins de incidência da COFINS/PIS, mas apenas aquelas vinculadas à atividade mercantil típica da empresa”. Assim, arrematou a recorrente: A descrição contida no plano de contas da contribuinte, reproduzido no auto de infração, diz que as receitas do Programa Administrativo se referem à prestação de serviços de convênios, administração de seguros, taxa de administração de empréstimos e, por sua vez, o Programa Assistencial registra ‘os atos e fatos referentes ao plano assistencial’ (fls. 13). Defluise que as receitas relacionadas nos Programas suso estão diretamente ligadas ao exercício da atividade empresarial da BB Previdência, ou seja, decorrem de operações mercantis realizadas. Às fls. 1000/1014, o contribuinte apresentou suas contrarazões. Defendeu a aplicação da decisão do STF ao caso. Por outro lado, aduziu que as “transferências interprogramas” não constituem receita nem faturamento. É o Relatório. Voto Vencido Conselheiro José Adão Vitorino de Morais, Redator ad hoc Para o fim de formalizar o voto vencido, adoto o voto lido em sessão e entregue pela relatora originária à secretaria da CSRF, verbis: Fl. 1031DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 03/07/2015 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 10/07/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10166.014236/200345 Acórdão n.º 9303001.113 CSRFT3 Fl. 1.031 4 O presente recurso especial é tempestivo. Preenche, também, os demais requisitos de admissibilidade, pois que, tendo sido a decisão recorrida tomada por maioria de votos, a recorrente especificou como dispositivos legais violados os artigos 2° e 3° da Lei n° 9.718/98. O objeto recursal, em síntese, referese à discussão a respeito da inclusão ou não das chamadas “transferências interprogramas” na base de cálculo da contribuição ao PIS. Antes de se entrar na análise concreta da questão, é relevante que se estabeleça um panorama legislativo e jurisprudencial acerca da base de cálculo da contribuição para o PIS, bem como da Cofins. Pois bem. A redação original do artigo 195, inciso I, da Constituição Federal, estabelecia como base de cálculo das contribuições em questão, especificamente, o faturamento. Eis o texto: Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições: I dos empregadores, incidentes sobre a folha de salários, o faturamento e o lucro. Em 25/11/1998, com o advento da Lei n° 9.715 (conversão da MP 1.676), passouse a definir, no que tange à base de cálculo da contribuição para o PIS, o faturamento como sendo a receita bruta, conforme considerada pela legislação do Imposto de Renda, à alíquota de 0,65%. Por outro lado, e no mesmo sentido, assomou a Lei n° 9.718, de 27/11/1998, alterandose a base de cálculo da Cofins, para abranger a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente do tipo de atividade por ela exercida e da classificação contábil que lhes fosse conferida, nos seguintes termos: Art. 3° O faturamento a que se refere o artigo anterior corresponde à receita bruta da pessoa jurídica. §1° Entendese por receita bruta a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas. No dia 15/12/1998, sobreveio a Emenda Constitucional n° 20, conferindo nova redação ao artigo 195, inciso I, da Constituição Federal: Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: I dos empregadores, incidente sobre a folha de salários, o faturamento e o lucro; II dos trabalhadores; Fl. 1032DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 03/07/2015 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 10/07/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10166.014236/200345 Acórdão n.º 9303001.113 CSRFT3 Fl. 1.032 5 II do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) b) a receita ou o faturamento; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) c) o lucro; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) Destarte, temse que, a partir da E.C n°20/98, surgiu a possibilidade constitucional de incidência das contribuições em questão sobre a receita bruta. Contudo, a E.C n° 20, que veio possibilitar a tributação sobre a receita bruta, data de 15/12/1998. As leis n° 9.715 e 9.718, que ampliaram as bases de cálculo do PIS e da COFINS, respectivamente, são de 25/11/1998 e de 27/11/1998. Houve, em seguida, as seguintes inovações legislativas: a) Lei n° 10.833/03 (conversão da MP n° 135, de 30/10/2003, que entrou em vigor noventa dias após a sua publicação) trata da Cofins nãocumulativa. b) Lei n° 10.637/2002 (conversão da MP n° 66, de 29/08/2002) Trata do PIS nãocumulativo. Ambas as leis vieram adequar a base de cálculo à nova disciplina inaugurada pela E.C n° 20/1998, referindose a “todas as receitas auferidas pela pessoa jurídica”, porém incidindo tãosomente sobre os contribuintes do PIS/Pasep e da Cofins sujeitos ao regime nãocumulativo. Desta forma, temse que os contribuintes daquelas contribuições, com incidência cumulativa, continuam submetidos à disciplina anterior, conforme expressamente dispõem o artigo 10 da Lei n° 10.833/03 e o art. 8° da lei n° 10.637/2002. Por outro lado, 09/11/2005, o Supremo Tribunal Federal julgou o Recurso Extraordinário n° 357.950RS, declarando inconstitucional o § 1° do artigo 3° da Lei n° 9718/98, diante do alargamento da base de cálculo da Cofins, de faturamento para receita bruta, a qualquer título. No julgamento, o STF externou o seu posicionamento no sentido da inadmissibilidade, no ordenamento jurídico brasileiro, da chamada “constitucionalidade superveniente”, ratificandose o entendimento de que a superveniente modificação do texto constitucional não importa em validação de norma infraconstitucional que, editada sob o fundamento da norma constitucional anterior, com ela chocavase. Para a Suprema Corte, o faturamento resumese à receita bruta advinda da venda de mercadorias, de serviços e de mercadorias e serviços, e não toda e qualquer receita auferida pela pessoa jurídica. Assim, o STF considerou que a edição da EC nº 20/98 não veio validar ou legitimar a Lei n° 9.718/98, que ampliava a base de cálculo da Cofins em contraste Fl. 1033DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 03/07/2015 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 10/07/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10166.014236/200345 Acórdão n.º 9303001.113 CSRFT3 Fl. 1.033 6 com o que dispunha o artigo 195, inciso I, da Constituição Federal, antes da sua modificação. Pois bem. No acórdão recorrido, foi tido como premissa que os valores que foram objeto do lançamento tributário referemse às receitas financeiras, anotese parte do voto condutor do Acórdão: As alegações de defesa resumemse ao fato de as transferências interprogramas não corresponderem ao conceito de receita e da inconstitucional alteração da base de cálculo pela Lei 9.718/98. Os valores insertos na base de cálculo pela fiscalização dizem respeito às despesas incorridas pelo Programa Previdenciário, custeadas em um primeiro momento pelo Programa Administrativo, as quais foram, num segundo momento, transferidas daquele para este a título de ressarcimento de despesas. Tratase de despesas relativas a receita de investimentos. Assim, é silogístico concluir que tais despesas estão insertas no rendimento bruto de aplicações financeiras, sendo, portanto, parcela que compõe a receita financeira total, antes da dedução das despesas necessárias à sua obtenção. Também a fiscalização, no auto de infração, às fls. 14, é taxativa em afirmar que “não há previsão legal para que as receitas de aplicações financeiras dos programas administrativos e assistencial sejam excluídas da base de cálculo da contribuição.” Identificada a origem dos valores tributados pela fiscalização – despesas necessárias à obtenção de receita financeira pela aplicação de valores oriundos do Programa Previdenciário – têmse que a parcela agregada pela fiscalização à base de cálculo originariamente apurada pela recorrente referese, efetivamente, a receita de aplicação financeira, independente da motivação que tenha conduzido à movimentação inter programas. ... Tratandose, como afirma a fiscalização, de inexistência de previsão legal para exclusão de receitas de aplicação financeira da base de cálculo, a apreciação da matéria se dá em momento posterior à ocorrência de importante modificação do cenário jurídico que atinge frontalmente a matéria em foco. Portanto, entendo que as transferências interprogramas ocorridas em razão de ressarcimento de despesas incorridas no Programa de Investimentos referemse, na verdade, a custos decorrentes de receitas financeiras. Assim, entendo, também, que por se tratar de valores que foram inseridos pela fiscalização no conceito de receita financeira, em razão do § 1º do art. 3º da Lei 9.718/98, deve a matéria ser apreciada à luz da recente decisão proferida em sessão plenária do Supremo Tribunal Federal. Fl. 1034DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 03/07/2015 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 10/07/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10166.014236/200345 Acórdão n.º 9303001.113 CSRFT3 Fl. 1.034 7 No presente caso, ademais, temse que há um pagamento, por parte da contribuinte, à BBDTVM à título de taxa de administração, cujo valor é debitado na conta do Programa Administrativo. Tal programa é ressarcido, posteriormente, pelo Programa Investimento. Quanto a este ressarcimento, que se constitui na chamada “transferência interprograma”, o fisco o entendeu como receita, componente da base de cálculo da contribuição para o PIS. Além disso, no próprio termo de verificação fiscal, o agente lançador assumiu que tais supostas receitas seriam financeiras, como se verifica às fls. 14 dos autos: 7) As receitas de aplicações do programa de investimentos pertencem aos três programas que repassam recursos para serem aplicados, contudo apenas as receitas referentes ao programa previdencial podem ser excluídas na base de cálculo do PIS (vide item 4b). Não há previsão legal para que as receitas das aplicações financeiras dos programas administrativo e assistencial sejam excluídas da base de cálculo da contribuição. Como já referido, para o STF, somente integram a base de cálculo do PIS o faturamento, consistente nas receitas provenientes da venda de mercadorias, de serviços e de mercadorias e serviços. Os valores concernentes às referidas transferências, por terem sido alocados como pertinentes a receitas financeiras, portanto, não podem compor, nos termos do entendimento do STF, a base de cálculo da contribuição em tela. Isto porque o conceito de receita financeira não se encaixa no conceito de faturamento. A lição de Misabel Derzi, citado por Minatel, é neste sentido: “o faturamento real de uma empresa não pode incluir receitas financeiras e impostos incidentes sobre vendas que são meros repasses”. 1 Por outro lado, e consoante o meu entendimento, não há como se conceber tais transferências interprogramas como receitas, pois , conforme apresentado pela Recorrida o tratamento contábil de despesas dado à administração de carteiras de renda fixa e variável encontra expressa previsão no item 5.2 Despesas do Programa Administrativo. Como indicado no Capítulo IV “Normas Gerais” do Anexo E da Resolução CGPC 05/2002: c) serão consideradas despesas específicas da Administração dos Investimentos as gestões de carteiras de Rendas Fixas e Variável, de Investimentos Imobiliários e de Operações com Participantes, remuneração, encargos e contingências trabalhistas, diárias e estadas ligadas ao pessoal da área de investimentos e outras inerentes à área. Todavia, a classificação que foi dado a estes valores, no lançamento tributário, foi como receita financeira e, em consonância com os princípios da ampla defesa e do contraditório, não é possível, no curso do processo, alterar esta classificação. Por este motivo, o Acórdão recorrido, assim tratou tal receita e aplicou o entendimento do STF. Deste modo, não há como dar guarida ao Recurso da Procuradoria da Fazenda Nacional, uma vez que, a sua pretensão implica na alteração dos fatos na forma que 1 MINATEL, José Antonio. Conteúdo do Conceito de Receita e regime jurídico para sua tributação.São Paulo: MP Editora, 2005. p. 99. Fl. 1035DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 03/07/2015 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 10/07/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10166.014236/200345 Acórdão n.º 9303001.113 CSRFT3 Fl. 1.035 8 foram descritos e relatados pela fiscalização e por tal motivo, não há como se adentrar no mérito da classificação dos valores objeto do lançamento (receita operacional, receita financeira ou despesa). Por este motivo e por tudo mais do que consta do acórdão recorrido, deve o mesmo ser mantido em todos os seus termos. Assim, nego provimento ao Recurso Especial da Procuradoria da Fazenda Nacional. José Adão Vitorino de Morais Voto Vencedor Conselheiro José Adão Vitorino de Morais, RedatorDesignado Discordo da Ilustre Relatora somente quanto à exclusão das receitas decorrentes de aplicações financeiras contabilizadas sob a rubrica “transferências interprogramas” da base de cálculo da contribuição para o PIS. As entidades de previdência complementar estão sujeitas à contribuição para o PIS nos termos da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, que assim dispõe, in verbis: “Art. 2º. As contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS, devidas pelas pessoas jurídicas de direito privado, serão calculadas com base no seu faturamento, observadas a legislação vigente e as alterações introduzidas por esta Lei. (destaque nãooriginal) Art. 3º. O faturamento a que se refere o artigo anterior corresponde à receita bruta da pessoa jurídica. (...). §2º Para fins de determinação da base de cálculo das contribuições a que se refere o art. 2º, excluemse da receita bruta: I as vendas canceladas, os descontos incondicionais concedidos, o Imposto sobre Produtos Industrializados IPI e o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação ICMS, quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário; II as reversões de provisões e recuperações de créditos baixados como perda, que não representem ingresso de novas receitas, o resultado positivo da avaliação de investimentos pelo valor do patrimônio líquido e os lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de aquisição, que tenham sido computados como receita; Fl. 1036DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 03/07/2015 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 10/07/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10166.014236/200345 Acórdão n.º 9303001.113 CSRFT3 Fl. 1.036 9 (...); IV a receita decorrente da venda de bens do ativo permanente. (...). §5º Na hipótese das pessoas jurídicas referidas no §1º do art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, serão admitidas, para os efeitos da COFINS, as mesmas exclusões e deduções facultadas Processo nº 10166.014236/200345 Acórdão n.º 930301.113 CSRFT3 Fl. 1.024 9 para fins de determinação da base de cálculo da contribuição para o PIS/PASEP. §6º Na determinação da base de cálculo das contribuições para o PIS/PASEP e COFINS, as pessoas jurídicas referidas no § 1º do art. 22 da Lei no 8.212, de 1991, além das exclusões e deduções mencionadas no § 5º, poderão excluir ou deduzir: (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) (...); III no caso de entidades de previdência privada, abertas e fechadas, os rendimentos auferidos nas aplicações financeiras destinadas ao pagamento de benefícios de aposentadoria, pensão, pecúlio e de resgates; (...); §7º As exclusões previstas nos incisos III e IV do § 6º restringemse aos rendimentos de aplicações financeiras proporcionados pelos ativos garantidores das provisões técnicas, limitados esses ativos ao montante das referidas provisões. (...).” Ora, de conformidade com este diploma legal e a própria interessada (BB Previdência) reconheceu nos autos que as receitas financeiras contabilizadas sob a rubrica “transferência interprograma” decorrem de contrato de gestão financeira firmado com a BB DTVM que presta serviços de administração de todos os seus ativos. Tais receitas não estão elencadas no dispositivo legal transcrito acima dentre aquelas passíveis de dedução. Conforme demonstrado e segundo o inciso III do §6º, c/c o §7º, ambos do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998, transcritos acima, as receitas financeiras cujas deduções da base de cálculo da contribuição para o PIS restringemse aos rendimentos de aplicações financeiras proporcionados pelos ativos garantidores das provisões técnicas, limitados esses ativos ao montante das referidas provisões. Ressaltese, ainda, que o faturamento das instituições financeiras corresponde à soma de todas as receitas decorrentes das atividades econômicas do seu objeto social, ou seja, suas receitas operacionais, dentre elas as financeiras. Assim, a decisão do Supremo do Supremo Tribunal Federal (STF) proferida nos Recursos Extraordinários nºs 346.084/PR, 357.950/RS, 358.273/RS e 390.840/MG em que reconheceu a inconstitucionalidade do §1º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998, que havia ampliado a base de cálculo do PIS e da Cofins, não se aplica ao presente caso. Fl. 1037DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 03/07/2015 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 10/07/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 10166.014236/200345 Acórdão n.º 9303001.113 CSRFT3 Fl. 1.037 10 Naquele julgamento o Ilmo. Sr. Ministro Cezar Peluzo do STF, assim, definiu faturamento: “Faturamento nesse sentido, isto é, entendido como resultado econômico das operações empresariais típicas, constitui a base de cálculo da contribuição, enquanto representação quantitativa do fato econômico tributado. Noutras palavras, o fato gerador constitucional da COFINS são as operações econômicas que se 10 exteriorizam no faturamento (sua base de cálculo), porque não poderia nunca corresponder ao ato de emitir faturas, coisa que, como alternativa semântica possível, seria de todo absurda, pois bastaria à empresa não emitir faturas para se furtar à tributação.” (grifo nãooriginal). Ainda, segundo o Ilmo. Ministro, “se determinadas instituições prestam tipo de serviço cuja remuneração entra na classe das receitas chamadas financeiras, isso não desnatura a remuneração de atividade própria do campo empresarial, de modo que tal produto entra no conceito de ‘receita bruta igual a faturamento’”. (grifo nãooriginal) Dessa forma, independentemente do julgamento do STF que julgou inconstitucional a ampliação da base de cálculo do PIS, as pessoas jurídicas referidas no § 1º do art. 22 da Lei no 8.212, de 1991, dentre elas as entidades de previdência privada, estão sujeitas a esta contribuição nos termos da Lei nº 9.718, de 1998, art. 2º, ou seja, sobre o seu faturamento mensal correspondente à soma de todas as receitas oriundas de sua atividade típica decorrente de seu objeto social. Em face do exposto e de tudo o mais que dos autos consta, voto pelo provimento do recurso especial interposto pela Fazenda Nacional. José Adão Vitorino de Morais Fl. 1038DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 03/07/2015 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 10/07/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO
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Numero do processo: 10850.001415/2003-02
Data da sessão: Tue Jul 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Sep 06 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 28/02/1999 a 31/08/1999
PIS. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO DOS VALORES COMPUTADOS COMO RECEITA, MAS TRANSFERIDOS A TERCEIROS. IMPOSSIBILIDADE.
Apesar da vigência do inciso III, do §2o, do art, 3o, da Lei nº 9.718/98, até o dia 10 de junho de 2000, quando foi revogado pela MP nº 1.991-18/2000, esse dispositivo nunca teve aplicabilidade, haja vista tratar-se de norma de eficácia limitada, cuja efetivação dependia de norma regulamentadora expedida pelo Poder Executivo, a qual nunca foi editada.
RESSARCIMENTO. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO INDEVIDO OU MAIOR QUE O DEVIDO. CRÉDITO NÃO RECONHECIDO.
Constatada a inexistência de pagamento indevido ou a maior, não deve ser reconhecido o direito creditório.
Numero da decisão: 3401-002.315
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Presidente.
JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Robson José Bayerl (substituto), Fernando Marques Cleto Duarte, Jean Cleuter Simões Mendonça, Fenelon Moscoso de Almeida (Suplente) e Ângela Sartori.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 28/02/1999 a 31/08/1999 PIS. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO DOS VALORES COMPUTADOS COMO RECEITA, MAS TRANSFERIDOS A TERCEIROS. IMPOSSIBILIDADE. Apesar da vigência do inciso III, do §2o, do art, 3o, da Lei nº 9.718/98, até o dia 10 de junho de 2000, quando foi revogado pela MP nº 1.991-18/2000, esse dispositivo nunca teve aplicabilidade, haja vista tratar-se de norma de eficácia limitada, cuja efetivação dependia de norma regulamentadora expedida pelo Poder Executivo, a qual nunca foi editada. RESSARCIMENTO. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO INDEVIDO OU MAIOR QUE O DEVIDO. CRÉDITO NÃO RECONHECIDO. Constatada a inexistência de pagamento indevido ou a maior, não deve ser reconhecido o direito creditório.
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BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO DOS VALORES COMPUTADOS COMO RECEITA, MAS TRANSFERIDOS A TERCEIROS. IMPOSSIBILIDADE. Apesar da vigência do inciso III, do §2o, do art, 3o, da Lei nº 9.718/98, até o dia 10 de junho de 2000, quando foi revogado pela MP nº 1.99118/2000, esse dispositivo nunca teve aplicabilidade, haja vista tratarse de norma de eficácia limitada, cuja efetivação dependia de norma regulamentadora expedida pelo Poder Executivo, a qual nunca foi editada. RESSARCIMENTO. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO INDEVIDO OU MAIOR QUE O DEVIDO. CRÉDITO NÃO RECONHECIDO. Constatada a inexistência de pagamento indevido ou a maior, não deve ser reconhecido o direito creditório. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Presidente. JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 85 0. 00 14 15 /2 00 3- 02 Fl. 203DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 30 /08/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Robson José Bayerl (substituto), Fernando Marques Cleto Duarte, Jean Cleuter Simões Mendonça, Fenelon Moscoso de Almeida (Suplente) e Ângela Sartori. Relatório Trata o presente processo de pedido de restituição do PIS, supostamente recolhido de modo indevido, entre fevereiro de 1999 e agosto de 2000. O pedido foi protocolado em 15/05/2003 (fl.02), sob o argumento de que o PIS do aludido período teria sido recolhido sem a subtração dos valores computados como receitas, mas que foram repassados a terceiro. O pedido foi indeferido porque a delegacia de origem entendeu que a exclusão da dos valores repassados a terceiros da base de cálculo do PIS foi revogado e, antes da sua revogação, dependia de regulamentação, contudo nunca foi regulamentado (fls.120/125). A Contribuinte apresentou manifestação de inconformidade (fls.127/142), mas a DRJ em Ribeirão Preto/SP manteve o indeferimento, ao prolatar acórdão com a seguinte ementa (fls.150/156): “CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP. BASE DE CALCULO. EXCLUSÃO. Não produz eficácia, para fins de determinação da base de cálculo da contribuição para o PIS, no período de 1° de fevereiro de 1999 a 31 de agosto de 2000, eventual exclusão da receita bruta que tenha sido feita a titulo de valores que, computados como receitas, hajam sido transferidos para outra pessoa jurídica, por faltar regulamentação do Poder Executivo, conforme requisito previsto na lei. ARGÜIÇÃO DE ILEGALIDADE E INCONSTITUCIONALIDADE. INCOMPETÊNCIA DAS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS PARA APRECIAÇÃO. As autoridades administrativas estão obrigadas à observância da legislação tributária vigente no Pais, sendo incompetentes para a apreciação de arguições de inconstitucionalidade e ilegalidade de atos regularmente editados. COMPENSAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE CRÉDITOS. Não há que ser admitida a compensação quando não restar comprovada a existência de crédito em nome da requerente. Solicitação Indeferida”. Fl. 204DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 30 /08/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA Processo nº 10850.001415/200302 Acórdão n.º 3401002.315 S3C4T1 Fl. 204 3 A Contribuinte foi intimada do acórdão da DRJ em 02/06/2009 (fl. 157) e interpôs recurso voluntário em 18/06/2009 (fls.158/177), com as alegações resumidas abaixo: 1 A falta de regulamentação não é motivo para extinguir o direito do contribuinte de abatimento da base de cálculo dos valores repassados a terceiros; 2 A Recorrente tem direito de compensar seus créditos com tributos devidos. Ao fim, a Recorrente pediu a homologação do pedido de compensação feito pela empresa. É o Relatório. Voto Conselheiro Jean Cleuter Simões Mendonça O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. A Recorrente pediu a restituição dos valores do PIS recolhidos sobre as receitas repassadas a terceiros. O pedido foi indeferido sob o fundamento de que a dedução dessas receitas dependeria de regulamentação, o que não ocorreu. Combatendo tal fundamento, a Recorrente alega que a falta de regulamentação não afasta o direito ao abatimento, vez que a regulamentação não poderia afastar tal prerrogativa. Assim, o cerne da questão é saber se, entre fevereiro de 1999 e agosto de 2000 (período do suposto recolhimento indevido), a Recorrente poderia abater da base de cálculo do PIS os valores que, apesar de computados como receita, foram repassados a terceiros. Os argumentos da Recorrente estão fundamentados no inciso III, do §2o, do art. 3o, da Lei nº 9.718/98, cuja redação é a seguinte: “§ 2º Para fins de determinação da base de cálculo das contribuições a que se refere o art. 2º, excluemse da receita bruta: III os valores que, computados como receita, tenham sido transferidos para outra pessoa jurídica, observadas normas regulamentadoras expedidas pelo Poder Executivo”. (grifo nosso) Fl. 205DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 30 /08/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA 4 Cabe destacar que esse dispositivo foi revogado pela Medida Provisória nº 1.19118/2000, hoje atual Medida Provisória nº 2.15835/2001. Contudo, no período discutido neste processo, entre fevereiro de 1999 e agosto de 2000, a mencionada norma ainda era vigente. Apesar da vigência do inciso III, do §2o, do art, 3o, da Lei nº 9.718/98, na época do período pleiteado, esse dispositivo nunca teve eficácia, haja vista tratarse de norma de eficácia limitada, cuja aplicação dependia de norma regulamentadoras expedidas pelo Poder Executivo, as quais nunca foram editadas. A falta da edição das normas regulamentadoras fez com que os contribuintes nunca tivessem o direito à exclusão da base de cálculo do PIS dos valores que, computados como receita, tenham sido transferidos para outra pessoa jurídica. Nesse sentido, é didático o acórdão proferido pelo STJ, de relatoria do Ministro Luiz Fux, in verbis: “PIS E COFINS RECEITAS TRANSFERIDAS A OUTRAS PESSOAS JURÍDICAS FALTA DE REGULAMENTAÇÃO BASE DE CÁLCULO EXCLUSÃO INADMISSIBILIDADE "Tributário. PIS e COFINS. Incidência sobre receitas transferidas para outras pessoas jurídicas. Lei nº 9.718/91, art. 3º, § 2º, III. Norma de eficácia limitada. Ausência de regulamentação. 1. É de sabença que na dicotomia das normas jurídicotributárias, há as cognominadas leis de eficácia limitada ou condicionada. Consoante a doutrina do tema, 'as normas de eficácia limitada são de aplicabilidade indireta, mediata e reduzida, porque somente incidem totalmente sobre esses interesses após uma normatividade ulterior que lhes desenvolva a eficácia'. Isto porque, 'não revestem dos meios de ação essenciais ao seu exercício os direitos, que outorgam, ou os encargos, que impõem: estabelecem competências, atribuições, poderes, cujo uso tem de aguardar que a Legislatura, segundo o seu critério, os habilite a se exercerem'. 2. A Lei nº 9.718/91, art. 3º, § 2º, III, optou por delegar ao Poder Executivo a missão de regulamentar a aplicabilidade desta norma. Destarte, o Poder Executivo, competente para a expedição do resectivo decreto, quedouse inerte, sendo certo que, exercendo sua atividade legislativa constitucional, houve por bem retirar a referida disposição do universo jurídico, através da Medida Provisória nº 1.99118/2000, numa manifestação inequívoca de aferição de sua inconveniência tributária. 3. Conquanto o art. 3º, § 2º, III, da Lei supracitada tenha ostentado vigência, careceu de eficácia, ante a ausência de sua imprescindível regulamentação. Assim, é cediço na Turma que 'se o comando legal inserto no art. 3º, § 2º, III, da Lei nº 9.718/98 previa que a exclusão de crédito tributário ali prevista dependia de normas regulamentares a serem expedidas pelo Executivo, é certo que, embora vigente, não teve eficácia no mundo jurídico, já que não editado o decreto regulamentador, a citada norma foi expressamente revogada com a edição de MP nº 1.99118/2000'. 4. Deveras, é lícito ao legislador, ao outorgar qualquer benefício tributário, condicionar o seu gozo. Tendo o legislador optado por delegar ao Poder Executivo a trefa de estabelecer os contornos da isenção concedida, também essa decisão encontra amparo na Fl. 206DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 30 /08/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA Processo nº 10850.001415/200302 Acórdão n.º 3401002.315 S3C4T1 Fl. 205 5 sua autonomia legislativa. 5. Conseqüentemente, 'não comete violação ao art. 97, IV, do Código Tributário Nacional o decisório que em decorrência deste fato, não reconhece o direito de o recorrente proceder à compensação dos valores que entende ter pago a mais a título de contribuição para o PIS e a COFINS. In casu, o legislador não pretendeu a aplicação imediata e genérica da lei, sem que lhe fossem dados outros contornos como pretende a recorrente, caso contrário, não teria limitado seu poder de abrangência'. 6. Recurso Especial desprovido.". (STJ REsp 518.473 RS 1ª T. Rel. Min. Luiz Fux DJU 19.12.2003 p. 350) O entendimento demonstrado acima já está pacificado na esfera judicial e administrativa, conforme se percebe pelas decisões abaixo: “TRIBUTÁRIO. PIS E COFINS. BASE DE CÁLCULO. INCIDÊNCIA SOBRE RECEITAS TRANSFERIDAS PARA OUTRAS PESSOAS JURÍDICAS. ART. 3º, § 2º, INCISO III, DA LEI N. 9.718/98. REVOGAÇÃO. VIOLAÇÃO DO ART. 535. INEXISTÊNCIA. 1. A Lei n. 9.718/98 previu, em seu art. 3º, § 2º, inciso III, que a exclusão da base de cálculo do PIS e da Cofins das receitas transferidas a outras pessoas jurídicas estava condicionada à edição de normas regulamentadoras do Poder Executivo. Entretanto, malgrado esse mandamento estivesse em plena vigência, não possuía eficácia, porquanto não havia sido editado o respectivo decreto regulamentador. Posteriormente, a mencionada regra veio a ser revogada pela Medida Provisória n. 1.99118/2000. 2. Não se excluem da base de cálculo do PIS e da Cofins os valores que, computados como receitas, tenham sido transferidos para outra pessoa jurídica. 3. Revelase improcedente argüição de ofensa ao art. 535 do Código de Processo Civil quando o Tribunal de origem tenha adotado fundamentação suficiente para decidir de modo integral a controvérsia, atentandose aos pontos relevantes e necessários ao deslinde do litígio. 4. Recurso especial da Fazenda Nacional provido. Recurso especial da Fitesa S/A parcialmente conhecido e, nessa parte, improvido”. (REsp 505.057/RS, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, SEGUNDA TURMA, julgado em 12/12/2006, DJ 08/02/2007, p. 307) “TRIBUTÁRIO TRIBUTÁRIO PIS E COFINS RECEITA BRUTA PRETENDIDA COMPENSAÇÃO DE VALORES TRANSFERIDOS A OUTRA PESSOA JURÍDICA ART. 3º, § 2º, Fl. 207DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 30 /08/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA 6 INCISO III, DA LEI N. 9.718/98 AUSÊNCIA DE REGULAMENTAÇÃO POR DECRETO DO PODER EXECUTIVO POSTERIOR REVOGAÇÃO DO FAVOR FISCAL PELA MEDIDA PROVISÓRIA N. 199118/2000 PRECEDENTES. Dispõe o artigo 3º, § 2º, inciso III, da Lei n. 9.718 que poderiam ser excluídos da base de cálculo da contribuição devida a título de PIS e COFINS ‘os valores que, computados como receita, tenham sido transferidos para outra pessoa jurídica, observadas normas regulamentadoras expedidas pelo Poder Executivo’. A aplicabilidade da referida norma esteve condicionada, até sua revogação pela Medida Provisória 199118/2000, à edição de decreto pelo Poder Executivo Federal. A exclusão da base de cálculo do PIS e da COFINS dos valores que, ao constituírem a receita da empresa, fossem transferidos para outra pessoa jurídica, somente poderia ocorrer após a devida regulamentação. Se tal não se deu, inviável o deferimento da pretensão do contribuinte. Agravo regimental improvido”. (AgRg no Ag 544.104/PR, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 15/08/2006, DJ 28/08/2006, p. 260) “(...) CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP PERÍODO DE APURAÇÃO: 01/04/1999 A 30/06/1999INCONSTITUCIONALIDADE DE NORMAS TRIBUTÁRIAS, INCOMPETÊNCIA. APLICAÇÃO DA SÚMULA N° 2 DO CARF.Este colegiado é incompetente para apreciar questões que versem sobre constitucionalidade das leis tributárias.pis. lei n° 9 718/98. RECEITAS REPASSADAS PARA TERCEIROS INEFICÁCIA.O inciso III do § 2° do art. 3º da Lei n° 9.718 ao prever que os ‘valores que, computados como receitas tenham sido transferidas para outra pessoa jurídica, observadas normas regulamentares expedidas pelo poder executivo’, embora vigente temporariamente, não logrou eficácia no ordenamento, face de sua revogação pelo art. 47, inciso IV, da MP n° 199118 antes de qualquer iniciativa regulamentar”. (Proc. 10950.003158/0039, CARF, 3a SJ, 4a Câm. 3o TO, Rel. Conselheiro WINDERLEY MORAIS PEREIRA, julgado em 29/07/2010). “PIS/COFINS. LEI N° 9.718/98, ART. 3°, § 2°, III. VALORES COMPUTADOS COMO RECEITA QUE TENHAM SIDO TRANSFERIDOS PARA OUTRA PESSOA JURÍDICA. IMPOSSIBILIDADE DE EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO. AUSÊNCIA DE REGUIAMENTAÇÃO. A norma contida no inciso III do parágrafo 2° do artigo 3º' da Lei n° 9.718/98 não é autoaplicável, não sendo possível ao contribuinte excluir de sua receita bruta, para fins de Fl. 208DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 30 /08/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA Processo nº 10850.001415/200302 Acórdão n.º 3401002.315 S3C4T1 Fl. 206 7 determinação da base de cálculo da Cotins ou do PIS. Os valores que, computados como receita, tenham sido transferidos para outra pessoa jurídica, dada a inexistência de normas regulamentadoras expedidas pelo Poder Executivo. (...) Compensação não homologada. Recurso Voluntário Negado”. (Proc. 10983.901650/200613, CARF, 3a SJ, 3a TE, Rel.Conselheiro Carlos Henrique Martins de Lima, julgado em 03/12/2009) Portanto, a Recorrente nunca teve direito de excluir da base de cálculo do PIS os valores que, computados como receitas, foram repassados a terceiros, de modo que não houve pagamento indevido e não existe crédito a ser compensado. Ex positis, nego provimento ao recurso voluntário interposto e mantenho o acórdão da DRJ em sua integralidade. É como voto. Jean Cleuter Simões Mendonça Relator Fl. 209DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 30 /08/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA
score : 1.0
Numero do processo: 11040.001342/2004-29
Data da sessão: Mon Oct 19 00:00:00 UTC 2009
Ementa: MULTA 75% – PREVISÃO LEGAL – MATÉRIA SUJEITA À LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA
A incidência de multa punitiva no patamar de 75% em matéria tributária, está prevista na Lei nº 9.430/96, devendo, portanto, ser aplicada. As regras atinentes ao Código de Defesa do Consumidor apenas se aplicam às relações de consumo ou, quando menos, subsidiariamente à outras situações ocorridas no âmbito do direito privado.
Numero da decisão: 3302-000.203
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª câmara / 2ª turma ordinária do terceira
SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, negou-se
provimento ao recurso.
Nome do relator: Fabiola Cassiano Keramidas
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As regras atinentes ao Código de Defesa do Consumidor apenas se aplicam às relações de consumo ou, quando menos, subsidiariamente à outras situações ocorridas no âmbito do direito privado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª câmara / 2ª turma ordinária do terceira SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO, por unanimidade de votos, negouse provimento ao recurso. WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente “ad hoc” Fabiola Cassiano Keramidas Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: José Antonio Francisco, Walber José da Silva, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Ausente o conselheiro Alexandre. Relatório Tratase de auto de infração (fls. 04/09 – Vol. I) lavrado para o fim de constituir débitos de contribuição ao PIS – Programa de Integração Social – devidos e não declarados no período de julho/02 a novembro/02 e referente à apuração não cumulativa no período de dezembro/02 até janeiro/04. Registrase que em janeiro/04 houve declaração e Fl. 672DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2014 por LEVI ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 02/07/201 4 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 03/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 11040.001342/200429 Acórdão n.º 330200.203 S3C3T2 Fl. 2 2 recolhimento, todavia realizados em valor inferior ao efetivamente devido. Ao valor foi adicionado juros (Taxa Selic) e multa de ofício (75%). Irresignada, a Recorrente interpôs impugnação às fls. 545/554 (acrescidos de documentos fls. 555/630) alegando, em sua defesa, as dificuldades de atuação de sua atividade no mercado brasileiro e internacional; bem como a ilegalidade/inconstitucionalidade de aplicação da Taxa Selic como taxa de juros e da multa no patamar de 75%. Registrase que, em relação à inaplicabilidade da multa de ofício, a Recorrente defende a incidência da multa de 2%, prevista no Código de Defesa do Consumidor, até porque é credora da União (crédito prêmio de IPI) no valor de R$15.000.000,00 e sobre tal crédito não há incidência de multa. Em termos genéricos discorda do quantum indicado pela fiscalização como devido em razão de erros no levantamento das informações. Após analisar as razões apresentadas, a Segunda Turma da Delegacia de Julgamento de Porto Alegre proferiu o acórdão nº 1015.056 (fls. 637/637 v – Vol. IV), por meio do qual manteve, incólume, o auto de infração por seus próprios e jurídicos fundamentos, in verbis: “LANÇAMENTO DE OFÍCIO Não logrando a contribuinte comprovar as alegações da impugnação e sendo a multa e os juros lançados de acordo com a legislação, é de manterse o lançamento.” Inconformada com a manutenção do lançamento, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário (fls. 641/642 – Vol. IV), no qual sustentou a redução da multa para o patamar de 2%, conforme disposto no § 1º, do artigo 52 do Código de Defesa do Consumidor. É o relatório. Voto Conselheira Fabiola Cassiano Keramidas, Relatora O recurso voluntário é tempestivo e atende os pressupostos de admissibilidade, razão pela qual dele conheço. Conforme relatado, a única questão que permanece em discussão nos presentes autos referese à possibilidade de aplicação da multa de ofício no patamar de 75%. A argumentação da Recorrente não merece guarida. A matéria tributária é regida por legislação específica e vincula administração pública e administrados e, justamente em razão desta natureza pública, não pode ser confundida com relação de consumo ou regida pelas normas que norteiam estas relações, pertencentes ao âmbito do direito privado. A incidência da multa punitiva na grandeza de 75% está prevista na Lei nº 9.430/96, e é a penalidade cabível para as hipóteses de não recolhimento de tributos, devendo, portanto, ser aplicada. Fl. 673DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2014 por LEVI ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 02/07/201 4 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 03/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 11040.001342/200429 Acórdão n.º 330200.203 S3C3T2 Fl. 3 3 Ante o exposto, CONHEÇO do Recurso Voluntário apresentado para o fim de NEGARLHE PROVIMENTO, mantendo in totum a decisão administrativa de primeira instância, bem como o auto de infração nos termos como lavrado. Fabiola Cassiano Keramidas Fl. 674DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2014 por LEVI ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 02/07/201 4 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 03/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA
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Numero do processo: 13855.000305/88-91
Data da sessão: Tue Apr 24 00:00:00 UTC 1990
Ementa: IRPJ - NULIDADE - É nula a decisão de
primeiro grau que não se manifeste sobre questão preliminar suscitada na impugnação.
Numero da decisão: 103-10.318
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em declarar nula a decisão de primeira instância
Nome do relator: Antonio Passos Costa de Oliveira
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-23T18:43:57Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-23T18:43:57Z; Last-Modified: 2009-07-23T18:43:57Z; dcterms:modified: 2009-07-23T18:43:57Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-23T18:43:57Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-23T18:43:57Z; meta:save-date: 2009-07-23T18:43:57Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-23T18:43:57Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-23T18:43:57Z; created: 2009-07-23T18:43:57Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2009-07-23T18:43:57Z; pdf:charsPerPage: 1078; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-23T18:43:57Z | Conteúdo => PROCESSO N9 13855/000.305/88-91 nV: 0. ‘41/;;I::- , gktrattio, MINISTÉRIODAFAZENDA AMS Smuliode 24 de abril d. 19_10.. AcómioN. 103-10.318 Reamong 95.521 - IRPJ - EX.: DE 1986 Recorrente INDOSTRIA MECÂNICAS ROCHFER LTDA. Recordd DRF em RIBEIRÃO PRETO (SP) IRPJ - NULIDADE - É nula a decisão de primeiro grau que não se manifeste so bre questao preliminar suscitada na impugnação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por INDÚSTRIA MECÂNICAS ROCHFER LTDA. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Con- selho de Contribuintes, por unanim'dade de votos, em declarar nula a decisão de primeira instância. Sala das Sessões, em 24 de abril de 1990 _ ANT 0 DA SILV , 4:RAL - PRESIDENTE - ANT -1ttt O D OLIVEIRA - RELATOR it VISTO EM ZAII4ITO HOLANDA 8' , - PROCURADOR DA FAZEN SESSÃO DE 2 1JUN 1990 DA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: AYRES DE OLIVEIRA, LIÚRGIO RIBEIRO, DICLER DE ASSUNÇÃO, LUIZ AL- BERTO CAVA MACEIRA e BRAZ JANUARIO PINTO. Ausente por motivo justice do o Conselheiro FRANCISCO XAVIER DA SILVA GUIMARÃES. servicaP0Bucoratut PROCESSO N9 13855/000.305/88-91 RECURSO N9 95.521 ACÓRDÃO N9 103-10.318 RECORRENTE: INDÚSTRIA MECÂNICAS ROCHFER LTDA. RELATÓRIO INDÚSTRIA MECÂNICAS ROCHFER LTDA., CGC 47.964.424/ /0001-30, recorre a este Conselho da decisão do Delegado da Re- ceita Federal em Ribeirão Preto que manteve o lançamento "ex officio" para o exercício de 1986, período-base 19 semestre de 1986. 2. Em sua impugnação de fls. 124/133, tempestivamente apresentada, em mais de uma passagem, requer ela seja .realizada diligencia em relação a dois tópicos da matéria tributevel liti- giosa. 3. A autoridade julgadora de primeira instância, na decisão de fls. 146/149, em seus fundamentos e conclusão, não se pronunciou sobre o pedido da contribuinte. 4. Cientificada a contribuinte dessa decisão em 24 de agosto de 1989, no dia 22 de setembro seguinte deu ela entrada no recurso de fls. 153/159, no qual não sé, insiste no pedido de realizaçãf de diligencia, como também suscita a preliminar de ,nu lidade da decisão por cerceamento do direito de defesa. É o relatório. VOTO Conselheiro ANTONIO PASSOS COSTA DE OLIVEIRA, Relator: /./ O recurso é tempestivo. salmo pcsuco FECOUL Processo n9 13855/000.305/88-91 2. Acõrdão n9 103-10.318 2. A análise atenta da decisão de fls. 146/149 eviden- cia que o pedido de diligencia, expressamente formulado no penúl- timo parágrafo da impugnação de fls. 124/133, não foi apreciado -9- 'pelo julgador singular, a ele não se referindo em seus fundarnen - tos e, principalmente, em sua conclusão. 3. Este Conselho, através de reiteradas decisões, esta beleceu o entendimento de que o srlencio sobre questões prelimina res importa no cerceamento do direito de defesa, provocando a nu- lidade da decisão, nos termos do artigo 59 1 II do Decreto n9 70.235/72. 4. Tal jurisprudencia tem o respaldo do artigo 560 do Código de Processo Civil, a seguir transcritci: "Qualquer questão suscitada no julgamento • será decidida antes do mérito; deste não se conhe - • cendo se incompatível com a decisão daquela." Ante o exposto, VOTO no sentido de se acolher a pre liminar de cerceamento do direito de defesa, para declarar nula a decisão de primeiro grau a fim de que outra seja prolatada com ob servancia das prestações legais. Brasília-DF., em24 de abr /de 1990. t as.. ANTONIO P . r--lersu: *E OLIVEIRA - RELATOR AS. Page 1 _0027300.PDF Page 1 _0027500.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10865.002261/2007-22
Data da sessão: Wed Jul 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Sep 12 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Período de apuração: 01/04/2003 a 30/06/2003
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO. INEXISTÊNCIA. NÃO HOMOLOGAÇÃO.
É insuscetível de homologação a compensação declarada com utilização de crédito integralmente utilizado em compensação anterior.
Numero da decisão: 3803-004.403
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente
(assinado digitalmente)
Belchior Melo de Sousa - Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1789; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 198 1 197 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10865.002261/200722 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3803004.403 – 3ª Turma Especial Sessão de 24 de julho de 2013 Matéria RESSARCIMENTO DE IPI/COMPENSAÇÃO Recorrente ELFUSA GERAL DE ELETROFUSÃO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/04/2003 a 30/06/2003 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO. INEXISTÊNCIA. NÃO HOMOLOGAÇÃO. É insuscetível de homologação a compensação declarada com utilização de crédito integralmente utilizado em compensação anterior. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Este processo retorna de diligência. Trata da Declaração de Compensação nº 16561.74375.290803.1.3.017440, por meio da qual a Contribuinte compensou débitos de CSLL e IRPJ do PA julho/2003, nos valores de R$ 36.336,59 e de R$ 60.307,51, AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 86 5. 00 22 61 /2 00 7- 22 Fl. 198DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/09/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 06/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 2 respectivamente, com crédito no valor de R$ 96.644,10, correspondente a parcela do Crédito Presumido de IPI Para Ressarcimento da Contribuição para o PIS e da Cofins2º trimestre de 2003, solicitada no processo n° 13841.000471/200319. O valor pleiteado naquele processo foi de R$ 551.273,74. Foi deferido o valor de R$ 187.404,92, não tendo havido saldo para compensar sequer os débitos da DComp no dito processo. Logo, na data do despacho decisório não havia saldo para a compensação neste processo. Na manifestação de inconformidade a Interessada solicitou o sobrestamento do julgamento até a decisão final no processo nº 13841.000471/200319 e apresentou, com relação ao crédito, as mesmas alegações apresentadas no referido processo: de que haveria direito ao Crédito Presumido de IPI em questão sobre aquisições de energia elétrica, combustíveis, fretes e seguros. A DRJ/Ribeirão Preto indeferiu a solicitação e manteve a não homologação das compensações, por considerar que toda a argumentação da Manifestante quanto ao direito ao crédito já havia sido apreciada no já citado processo. No recurso voluntário, a Recorrente novamente afirma o seu direito ao crédito e volta a solicitar o sobrestamento do presente processo até a conclusão do trâmite do processo nº 13841.000471/200319. Esta Turma Especial converteu o julgamento do presente processo em diligência para que fosse verificado o resultado do julgamento no processo nº 13841.000471/200319 e se dele remanesceu crédito que pudesse compensar os débitos neste processo. É o relatório. Voto Conselheiro Belchior Melo de Sousa Relator Em resposta à solicitação de diligência, a DRF/Limeira referiu o que segue, no tocante ao desfecho no processo no 13841.000471/200319: “Por meio do Acórdão no 3402000.217, de 14/08/2009, a 2ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento do CARF deu provimento parcial ao recurso interposto pelo contribuinte, reconhecendo seu direito ao crédito presumido sobre a energia elétrica utilizada, não como força motriz ou fonte de iluminação, mas como produto intermediário essencial à eletrofusão da qual resultam os produtos de sua fabricação. Não foi reconhecido o direito ao crédito presumido sobre combustíveis, fretes e nem seu direito à alteração para a sistemática da Lei no 10.276/01. Em 29/04/2010, por meio da Informação Fiscal cuja cópia consta da fl. 174, o processo nº 13841.000471/200319 foi reanalisado para sua adequação ao acórdão do CARF, tendo o valor de crédito presumido de IPI referente ao 2º Fl. 199DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/09/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 06/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10865.002261/200722 Acórdão n.º 3803004.403 S3TE03 Fl. 199 3 trimestre de 2003 passível de ressarcimento passado para R$ 309.021,54 (trezentos e nove mil e vinte e um reais e cinquenta e quatro centavos).” O crédito reconhecido foi, no entanto, insuficiente para compensar todos os débitos declarados pelo sujeito passivo. Em 25/06/2010 e em 31/08/2010, o contribuinte foi intimado a recolher o saldo devedor e, em 11/10/2010, por Não ter sido efetuado qualquer pagamento, o processo no 13841.000471/200319 foi encaminhado pra inscrição em Divida Ativa da União (fls. 175178). Assim, verificase que o crédito reconhecido no processo no 13841.000471/200319 foi integralmente utilizado na compensação dos débitos nele declarados pelo contribuinte, não havendo crédito remanescente para compensar os débitos constantes do presente processo.”(grifos aqui) Como se vê, do valor pleiteado, R$ 551.273,74, o direito creditório reconhecido alçou a valor aquém do utilizado nas compensações do próprio processo, tendo sido o saldo devedor encaminhado para inscrição na Dívida Ativa da União. Portanto, nenhum crédito, de fato, remanesceu daquele processo para a efetivação da compensação declarada neste processo. Pelo exposto, voto por negar provimento ao recurso. Sala das sessões 24 de julho de 2013 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 200DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/09/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/09/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 06/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
score : 1.0
Numero do processo: 13707.001573/89-87
Data da sessão: Wed Oct 18 00:00:00 UTC 1995
Ementa: PIS FATURAMENTO. Nos casos da constatação de omissão
de receitas na fiscalização de IRPJ, é de se exigir a
contribuição para o PIS-Faturamento, sobre a parcela
omitida.
Numero da decisão: 102-30.280
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de voto, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: José Clovis Alves
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ementa_s : PIS FATURAMENTO. Nos casos da constatação de omissão de receitas na fiscalização de IRPJ, é de se exigir a contribuição para o PIS-Faturamento, sobre a parcela omitida.
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Nos casos da constatação de omissão de receitas na fiscalização de IIIPJ, é de se exigir a contribuição para o PIS-Faturamento, sobre a parcela omitida. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por BANANA CLIMATIZADA VITÓRIA LTDA ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanímídade de voto, negait pnovímento ao te cuu o , no tettmo4 do telat5A-Lo e_ voto que pa44am a íntegiLart o joteA ente j cagado . Saia das Sessões (DF), em 1 8de outubro de 1995. ANTO "''ITAS DUTRA - PRESIDENTE J* *É CLÓVIS ALVES - RELATOR VISTO EM LOUREMBERG RIBEIRO NUNES ROCHA - PROCURADOR DA FA- SESSÃO DE. 2 O OLT '1995 ZENDA NACIONALI Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros . (g a/de v an Á.e.ve4 de 0Lve.,Lita, Urus u./a !lar/A en, Ma,uia CIElía de Andtade Fígueíte.do, Suelí MendeA de BAítto, JL.o Cscvc Gomes da Sílva e Io Ca/L.1°4 Pa)sisuel lo. MINISTÉRIO DA FAZENDA 2. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° :13707 001 573/89-87 RECURSO N°: - 82.621 ACORDÃO N°: 102- 30 . 2 80 RECORRENTE: BANANA CLIMATIZADA VITÓRIA LTDA RELATÓRIO Em 30 de novembro de 1989 a empresa supra qualificada foi autuada e intimada a recolher 594,21 BTNF mais acréscimos legais, de PIS FATURAMENTO, como lançamento decorrente da fiscalização do Imposto de Renda Pessoa Jurídica, na qual foi apurada omissão de receita operacional, ocasionando, por conseguinte, insuficiência na determinação da base de calculo desta contribuição. A contribuinte infringiu o art 30 alínea e art 6° e seu § único da Lei Complementar n° 07/70 O lucro foi arbitrado por falta de apresentação dos livros e documentos fiscais. Tempestivamente o contribuinte impugnou o lançamento principal e este decorrente, alegando em síntese, o seguinte. Preliminarmente que a fiscalização não atendeu ao prescrito no artigo 70 do Decreto 70.235/72, pois passaram-se mais de 60 dias da intimação inicial sem nenhum ato escrito e que fora surpreendido com o auto de infração Diz ainda que o procedimento fiscal não cumpriu o inciso 1° do artigo 70 pois o único ato de oficio praticado perdeu sua eficácia face a aplicação do parágrafo 2° do mesmo artigo Diz que por ocasião da autuação já havia encontrado os livros solicitados somente não o fazendo porque não estava mais legalmente intimado, por terem decorridos mais de 60 dias sem qualquer ato de oficio Diz saber que arbitramento é medida extrema e pede o cancelamento do auto e a solicitação dos livros que serão logo entregues Diz que a receita Bruta da empresa é bem superior que a constante das listagens utilizadas para o arbitramento, conforme consta do livro diário e registro de saídas e que houve mero erro de transcrição para a declaração de IRPJ A autoridade monocrática, seguindo o decidido no processo principal, de LRPJ, manteve "in totun" o lançamento do PIS FATURAMENTO, por terem suporte fático comum Em sua peça recursal, a recorrente repete os argumentos aduzidos na impugnação, acrescidos de considerações à decisão do juízo "a quo" dizendo que "no censo fiscal e decisão de primeira instância ocorreram os seguintes fatos a) cerceamento de direito de defesa, b) bitributação, c) parecer anexo à decisão de 1' instância esqueceu pontos argüidos na petição inicial, d) manutenção da omissão de receita por presunção, agravada pelo fato desta presunção ter sido saneada pela diligência efetuada É o relatório MINISTÉRIO DA FAZENDA 3. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° :13707 001 573/89-87 RECURSO N°: - 82.621 ACORDÃO N°: 102- 30 . 2 80 RECORRENTE: BANANA CLIMA TU AD A VITÓRIA LTD A VOTO Conselheiro José Clóvis Alves, Relator O processo principal, do qual este é decorrente ou, tem a mesma base factual, foi julgado por esta câmara em 29 de janeiro de 1993, tendo o acórdão recebido o número 102-27794. Os membros deste colegiado, por unanimidade de votos decidiram, rejeitar a preliminar de nulidade e no mérito negar provimento ao recurso O sujeito passivo representou contra a decisão do Conselho, afirmando que a questão da bitributação não fora examinada Submetida a representação à deliberação da Câmara, nos termos do § único do artigo 26 do Regimento Interno do Primeiro Conselho de Contribuintes, esta acatou a alegação do contribuinte quanto à bitributação referente a utilização duas vezes da receita omitida como base de cálculo do IRPJ. Quanto ao PIS Faturamento, a fiscalização utilizou corretamente a base de cálculo que foi a receita omitida, sendo que a representação no processo matriz não modifica a exigência da referida contribuição Assim, conheço o recurso, como tempestivo, e voto para rejeitar a preliminar de nulidade e, no mérito, NEGAR-LHE provimento Brasília DF, 1 g de outubro de 1995 • 6~,f 17011teaeà'O- - Pekt0" Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1
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Numero do processo: 10855.001318/92-10
Data da sessão: Tue Oct 17 00:00:00 UTC 1995
Ementa: PIS-FATURAMENTO - PROCESSO DECORRÊNCIA - Tratando-se de
Pelo principio da decorrência, este processo, decorrente,
deve merecer a mesma decisão adotada no processo
principal, já. que nenhuma discrepância de matéria ou
fundamento jurídico impele diferente tratamento.
Numero da decisão: 102-30.265
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso, para ajustar a exigência no processo principal, através do Acórdão N' 109-29.:250, de 16.08.94
Nome do relator: José Carlos Passuello
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