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Numero do processo: 10952.000050/2006-95
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Oct 24 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Mon Oct 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2001, 2002, 2003, 2004
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. PROVA.
Meras alegações de que os depósitos bancários seriam decorrentes de atividades inerentes à administração de imóveis rurais de propriedade de terceiro, desacompanhadas de elementos de provas hábeis e idôneos aptos a vincularem os depósitos às receitas da referida atividade, são insuficientes para afastar a presunção de omissão de rendimentos estabelecida na Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, art. 42.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-001.945
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
1.0 = *:*
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2001, 2002, 2003, 2004 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. PROVA. Meras alegações de que os depósitos bancários seriam decorrentes de atividades inerentes à administração de imóveis rurais de propriedade de terceiro, desacompanhadas de elementos de provas hábeis e idôneos aptos a vincularem os depósitos às receitas da referida atividade, são insuficientes para afastar a presunção de omissão de rendimentos estabelecida na Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, art. 42. Recurso Voluntário Negado.
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DEPÓSITOS BANCÁRIOS. PROVA. Meras alegações de que os depósitos bancários seriam decorrentes de atividades inerentes à administração de imóveis rurais de propriedade de terceiro, desacompanhadas de elementos de provas hábeis e idôneos aptos a vincularem os depósitos às receitas da referida atividade, são insuficientes para afastar a presunção de omissão de rendimentos estabelecida na Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, art. 42. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Walter Reinaldo Falcão Lima, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Carlos César Quadros Pierre. Fl. 502DF CARF MF Emitido em 07/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10952.000050/200695 Acórdão n.º 2801001.945 S2TE01 Fl. 488 2 Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 05 a 13 (vol. I), referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercícios 2001 a 2004, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$507.003,54, acrescido de multa de ofício e juros de mora. A autuação decorreu de omissão de rendimentos caracterizada por recursos creditados em conta de depósito ou de investimento, de titularidade do autuado, cuja origem não restou comprovada. No Termo de Constatação Fiscal de fls. 17 a 20 (vol. I), a autoridade lançadora esclarece que o interessado apresentou os extratos bancários solicitados e, com a finalidade de esclarecer a origem dos recursos utilizados nos depósitos ali identificados, informou que administra, sem remuneração, patrimônio rural de propriedade de seu sogro, Antônio Silva Fernandes, do qual mantém procuração pública, datada de 10/10/1990. Entretanto, como não foram apresentados comprovantes hábeis das receitas da aludida atividade rural, tais como, Livro Caixa, notas fiscais de produtor rural, cópia de cheques, etc., o contribuinte foi intimado a fazêlo e não se manifestou. Prossegue a autoridade lançadora registrando que, não obstante o ônus da prova, no caso, fosse do interessado, cuidou de intimar Antônio Silva Fernandes a se manifestar sobre as alegações do fiscalizado, além de apresentar o Livro Caixa da Atividade Rural e demais documentos atinentes a sua atividade rural. Embora Antônio Silva Fernandes confirmasse que o contribuinte administrou imóvel rural de sua propriedade, no período em exame, sem remuneração, bem como que teria movimentado recursos correspondentes em suas contas bancárias, do exame do Livro Caixa e demais documentos apresentados, constatouse que: a) de fato, o ora fiscalizado realizou despesas/custeio relativamente à Fazenda Putumujú, tais como aquisição de vacinas, insumos, contas de telefone, despesas de manutenção de automóveis, etc.; b) entretanto, a receita obtida com a exploração do referido imóvel, apurado com base nos valores constantes do Livro Caixa da Atividade Rural e demais documentos que o acompanham, alcançou, no período de 01/01/2000 a 31/12/2003, a R$ 318.771,72 (trezentos e dezoito mil, setecentos e setenta e um reais e setenta e dois centavos), sendo, portanto, bastante inferior ao montante dos depósitos realizados nas contas bancárias do fiscalizado no mesmo período (R$ 1.911.990,39), e c) Complementando o item anterior, não foram localizados quaisquer registros de receitas nos anoscalendário de 2001 e 2003, período em que os depósitos em contas bancárias do fiscalizado alcançaram a R$ 1.052.904,24 (um milhão, cinqüenta e dois mil, novecentos e quatro reais e vente e quatro centavos). Fl. 503DF CARF MF Emitido em 07/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10952.000050/200695 Acórdão n.º 2801001.945 S2TE01 Fl. 489 3 d) por fim, não foi identificada qualquer correlação entre as operações de vendas de gado da Fazenda Putumujú com as datas e valores creditados nas referidas contas bancárias). De observarse que as informações lançadas no referido Livro Caixa da Atividade Rural são compatíveis com os valores informados na Declaração de Ajuste Anual apresentada pelo contribuinte ANTONIO SILVA FERNANDES. IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou a impugnação (fls. 354 a 362, vol. Vol. II), acatada como tempestiva. Alegou, consoante relatório do acórdão de primeira instância (fls. 470, vol. III): a) todos os depósitos em sua conta corrente tiveram como origem receitas da atividade rural de propriedades do Sr. Antônio Silva Fernandes, CPF 000.522.72591, seu sogro, do qual possui procuração pública, de 10/10/1990 para administrar o seu patrimônio rural, e, b) além de não ser beneficiário das receitas que transitam por sua conta corrente, pois é mero administrador não remunerado, a atividade rural é devidamente tributada nas Declarações de Ajuste Anual do proprietário. Finaliza a defesa requerendo a improcedência do lançamento pois as provas apresentadas pelo contribuinte, ao longo do procedimento de fiscalização e a declaração do próprio beneficiário das receitas da atividade rural ao Fisco, após intimação, confirmando as declarações do impugnante toma insubsistente o Auto de Infração. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A 3ª Turma DRJ Salvador/BA, conforme Acórdão de fls. 469 a 474 (vol. III), julgou procedente o lançamento. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 27/02/2008 (fls. 476, vol. III), o contribuinte, por intermédio de representante (Procuração às fls. 484, vol. III) apresentou, em 26/03/2008, o Recurso de fls. 479 a 483 (vol. III), reafirmando, em síntese, que os recursos que transitaram por suas contas são decorrentes da administração de imóveis de propriedade de Antônio Silva Fernandes, seu sogro. Assevera que não percebe remuneração pela administração e que seu sogro respondeu positivamente às indagações da fiscalização tanto em relação a este fato quanto em relação à movimentação de recursos decorrentes desta administração em contas bancárias de titularidade do contribuinte. Afirma que suas explicações e as de Antônio Silva Fernandes não contém nenhum elemento indicativo no sentido de que o recorrente só administra a fazenda Pojuca (sic). Assim, se o sogro, real titular dos recursos os declarou e tributou, não pode prevalecer a autuação guerreada. Fl. 504DF CARF MF Emitido em 07/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10952.000050/200695 Acórdão n.º 2801001.945 S2TE01 Fl. 490 4 O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 486 (vol. III), que também trata do envio dos autos ao então Primeiro Conselho de Contribuintes. É o Relatório. Voto Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. No caso, a autuação está calcada na presunção de omissão de rendimentos estabelecida na Lei nº 9.430, de 1996, com as alterações introduzidas pelo art. 4º da Lei nº 9.481, de 1997, e pelo art. 58 da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002: Art. 42. Caracterizamse também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. § 1º O valor das receitas ou dos rendimentos omitido será considerado auferido ou recebido no mês do crédito efetuado pela instituição financeira. §2º Os valores cuja origem houver sido comprovada, que não houverem sido computados na base de cálculo dos impostos e contribuições a que estiverem sujeitos, submeterseão às normas de tributação específicas previstas na legislação vigente à época em que auferidos ou recebidos. § 3º Para efeito de determinação da receita omitida, os créditos serão analisados individualizadamente, observado que não serão considerados: I – os decorrentes de transferências de outras contas da própria pessoa física ou jurídica; II – no caso de pessoa física, sem prejuízo do disposto no inciso anterior, os de valor individual igual ou inferior a R$12.000,00 (doze mil reais), desde que o seu somatório, dentro do ano calendário, não ultrapasse o valor de R$80.000,00 (oitenta mil reais). (...) § 5º Quando provado que os valores creditados na conta de depósito ou de investimento pertencem a terceiro, evidenciando interposição de pessoa, a determinação dos rendimentos ou receitas será efetuada em relação ao terceiro, na condição de efetivo titular da conta de depósito ou de investimento. Fl. 505DF CARF MF Emitido em 07/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10952.000050/200695 Acórdão n.º 2801001.945 S2TE01 Fl. 491 5 § 6º Na hipótese de contas de depósito ou de investimento mantidas em conjunto, cuja declaração de rendimentos ou de informações dos titulares tenham sido apresentadas em separado, e não havendo comprovação da origem dos recursos nos termos deste artigo, o valor dos rendimentos ou receitas será imputado a cada titular mediante divisão entre o total dos rendimentos ou receitas pela quantidade de titulares. A lei transcrita estabeleceu uma presunção relativa de omissão de rendimentos que autoriza o lançamento do imposto correspondente, sempre que o titular de conta bancária, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos creditados em sua conta de depósito ou de investimento. Caberia, portanto, ao contribuinte apresentar justificativas válidas para os ingressos ocorridos em suas contascorrentes. Ora, mera alegação de que os depósitos foram efetuados com recursos provenientes de administração de imóveis de propriedade de Antônio Silva Fernandes, seu sogro, desacompanhada de elemento robusto de prova que permita o vínculo entre a receita alegada e o depósito efetuado não é hábil a afastar a presunção em comento. Dessa forma, o recorrente corretamente foi apontado como sujeito passivo do lançamento, conforme estabelecido na Súmula CARF nº 32, a saber: A titularidade dos depósitos bancários pertence às pessoas indicadas nos dados cadastrais, salvo quando comprovado com documentação hábil e idônea o uso da conta por terceiros. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Fl. 506DF CARF MF Emitido em 07/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 04/11/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL
score : 1.0
Numero do processo: 10580.726133/2009-26
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Jan 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005, 2006, 2007
NULIDADE. LANÇAMENTO. ACÓRDÃO DRJ. INOCORRÊNCIA.
Não procedem as alegações de nulidade quando não se vislumbra nos autos nenhuma uma das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972.
COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL.
A repartição da receita tributária pertencente à União com outros entes federados não afeta a competência tributária da União para instituir, arrecadar e fiscalizar o Imposto sobre a Renda. Portanto, não implica transferência da condição de sujeito ativo.
ILEGITIMIDADE PASSIVA. SÚMULA CARF Nº 12
Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção.
RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. VALORES INDENIZATÓRIOS DE URV. VEDAÇÃO À EXTENSÃO DE NÃO-INCIDÊNCIA TRIBUTÁRIA.
As verbas recebidas por membros do Ministério Público do Estado da Bahia não têm natureza indenizatória do abono variável previsto pelas Leis nºs 10.474 e 10.477, de 2002, sendo incabível excluir tais rendimentos da base de cálculo do imposto de renda.
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. JUROS MORATÓRIOS. AÇÃO TRABALHISTA.
Os juros moratórios recebidos acumuladamente em decorrência de sentença judicial, não se sujeitam à incidência do Imposto de Renda.
MULTA DE OFÍCIO. ERRO ESCUSÁVEL
Não comporta multa de oficio o lançamento constituído com base em valores espontaneamente declarados pelo contribuinte que, induzido pelas informações prestadas pela fonte pagadora, incorreu em erro escusável no preenchimento da declaração de rendimentos.
Preliminares Rejeitadas.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2801-002.151
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, rejeitar as
preliminares suscitadas e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo lançada a parcela referente aos juros moratórios e, sobre a parte mantida, excluir a
multa de ofício de 75%. Vencidos os Conselheiros Carlos César Quadros Pierre e Luiz Cláudio Farina Ventrilho que davam provimento ao recurso.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005, 2006, 2007 NULIDADE. LANÇAMENTO. ACÓRDÃO DRJ. INOCORRÊNCIA. Não procedem as alegações de nulidade quando não se vislumbra nos autos nenhuma uma das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972. COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL. A repartição da receita tributária pertencente à União com outros entes federados não afeta a competência tributária da União para instituir, arrecadar e fiscalizar o Imposto sobre a Renda. Portanto, não implica transferência da condição de sujeito ativo. ILEGITIMIDADE PASSIVA. SÚMULA CARF Nº 12 Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção. RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. VALORES INDENIZATÓRIOS DE URV. VEDAÇÃO À EXTENSÃO DE NÃO-INCIDÊNCIA TRIBUTÁRIA. As verbas recebidas por membros do Ministério Público do Estado da Bahia não têm natureza indenizatória do abono variável previsto pelas Leis nºs 10.474 e 10.477, de 2002, sendo incabível excluir tais rendimentos da base de cálculo do imposto de renda. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. JUROS MORATÓRIOS. AÇÃO TRABALHISTA. Os juros moratórios recebidos acumuladamente em decorrência de sentença judicial, não se sujeitam à incidência do Imposto de Renda. MULTA DE OFÍCIO. ERRO ESCUSÁVEL Não comporta multa de oficio o lançamento constituído com base em valores espontaneamente declarados pelo contribuinte que, induzido pelas informações prestadas pela fonte pagadora, incorreu em erro escusável no preenchimento da declaração de rendimentos. Preliminares Rejeitadas. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, rejeitar as preliminares suscitadas e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo lançada a parcela referente aos juros moratórios e, sobre a parte mantida, excluir a multa de ofício de 75%. Vencidos os Conselheiros Carlos César Quadros Pierre e Luiz Cláudio Farina Ventrilho que davam provimento ao recurso.
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LANÇAMENTO. ACÓRDÃO DRJ. INOCORRÊNCIA. Não procedem as alegações de nulidade quando não se vislumbra nos autos nenhuma uma das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972. COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL. A repartição da receita tributária pertencente à União com outros entes federados não afeta a competência tributária da União para instituir, arrecadar e fiscalizar o Imposto sobre a Renda. Portanto, não implica transferência da condição de sujeito ativo. ILEGITIMIDADE PASSIVA. SÚMULA CARF Nº 12 Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção. RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. VALORES INDENIZATÓRIOS DE URV. VEDAÇÃO À EXTENSÃO DE NÃOINCIDÊNCIA TRIBUTÁRIA. As verbas recebidas por membros do Ministério Público do Estado da Bahia não têm natureza indenizatória do abono variável previsto pelas Leis nºs 10.474 e 10.477, de 2002, sendo incabível excluir tais rendimentos da base de cálculo do imposto de renda. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. JUROS MORATÓRIOS. AÇÃO TRABALHISTA. Os juros moratórios recebidos acumuladamente em decorrência de sentença judicial, não se sujeitam à incidência do Imposto de Renda. MULTA DE OFÍCIO. ERRO ESCUSÁVEL. Fl. 236DF CARF MF Impresso em 02/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/01/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/01/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 24/01/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 10580.726133/200926 Acórdão n.º 280102.151 S2TE01 Fl. 237 2 Não comporta multa de oficio o lançamento constituído com base em valores espontaneamente declarados pelo contribuinte que, induzido pelas informações prestadas pela fonte pagadora, incorreu em erro escusável no preenchimento da declaração de rendimentos. Preliminares Rejeitadas. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, rejeitar as preliminares suscitadas e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo lançada a parcela referente aos juros moratórios e, sobre a parte mantida, excluir a multa de ofício de 75%. Vencidos os Conselheiros Carlos César Quadros Pierre e Luiz Cláudio Farina Ventrilho que davam provimento ao recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Walter Reinaldo Falcão Lima, Luiz Claudio Farina Ventrilho, Tânia Mara Paschoalin e Carlos César Quadros Pierre. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Relatório Trata o presente processo de auto de infração que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 129.738,53, referente ao exercício de 2005, 2006 e 2007, a título de imposto (R$ 60.089,19), acrescido da multa de ofício equivalente a 75% do valor do tributo apurado (R$ 45.066,87), além dos juros de mora (R$ 24.582,47). A autuação decorreu de omissão de rendimentos recebidos do Ministério Público do Estado da Bahia a título de “Valores Indenizatórios de URV”. Em sua impugnação, a contribuinte apresentou as razões de defesa abaixo, extraídas do acórdão recorrido: a) o lançamento fiscal é improcedente, pois teve como objeto valores recebidos pelo impugnante a título de diferenças de URV, que não estão sujeitos à incidência do imposto de renda, em razão do seu caráter indenizatório, não se enquadrando nos conceitos de renda ou proventos de qualquer natureza, previstos no art. 43 do CTN; Fl. 237DF CARF MF Impresso em 02/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/01/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/01/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 24/01/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 10580.726133/200926 Acórdão n.º 280102.151 S2TE01 Fl. 238 3 b) o STF, através da Resolução nº 245, de 2002, reconheceu a natureza indenizatória das diferenças de URV recebidas pelos magistrados federais, e que por esse motivo estariam isentas da contribuição previdenciária e do imposto de renda. Este tratamento seria extensível aos valores a mesmo título recebidos pelos membro do magistrados estaduais; c) o Estado da Bahia abriu mão da arrecadação do IRRF que lhe caberia ao estabelecer no art. 3º da Lei Estadual Complementar nº 20, de 2003, a natureza indenizatória da verba paga, sendo a União parte ilegítima para exigência de tal tributo. Além disso, se a fonte pagadora não fez a retenção que estaria obrigada, e levou o autuado a informar tal parcela como isenta em sua declaração de rendimentos, não tem este último qualquer responsabilidade pela infração; d) caso os rendimentos apontados como omitidos de fato fossem tributáveis, deveriam ter sido submetidos ao ajuste anual, e não tributados isoladamente como no lançamento fiscal; e) nos anos de 1994 e 1998, a alíquota do imposto de renda que vigorava era de 25%, e não as alíquotas de 26,6% e 27,5% aplicadas no lançamento fiscal; f) parcelas dos valores recebidos a título de diferenças de URV se referiam à correção incidente sobre 13º salários e a férias indenizadas (abono férias), que respectivamente estão sujeitas à tributação exclusiva e isenta, portanto, não deveriam compor a base de cálculo do imposto lançado; g) ainda que as diferenças de URV recebidas em atraso fossem consideradas como tributáveis, não caberia tributar os juros e correção monetária incidentes sobre elas, tendo em vista sua natureza indenizatória; h) mesmo que tal verba fosse tributável, não caberia a aplicação da multa de ofício e juros moratórios, pois o autuado teria agido com boa fé, seguindo orientações da fonte pagadora, que por sua vez estava fundamentada na Lei Estadual Complementar nº 20, de 2003, que dispunha acerca da natureza indenizatória das diferenças de URV. A 3ª Turma da DRJ/SDR/BA julgou improcedente a impugnação, conforme Acórdão de fls. 126/132, que restou assim ementado: DIFERENÇAS DE REMUNERAÇÃO. INCIDÊNCIA IRPF. As diferenças de remuneração recebidas pelos membros do Ministério Público do Estado da Bahia, em decorrência do art. 2º da Lei Complementar do Estado da Bahia nº 20, de 2003, estão sujeitas à incidência do imposto de renda. MULTA DE OFÍCIO. INTENÇÃO. Fl. 238DF CARF MF Impresso em 02/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/01/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/01/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 24/01/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 10580.726133/200926 Acórdão n.º 280102.151 S2TE01 Fl. 239 4 A aplicação da multa de ofício no percentual de 75% sobre o tributo não recolhido independe da intenção do contribuinte Regularmente cientificada daquele acórdão em 21/07/2011 (fl. 233), a interessada, representada por seu advogado (fls. 113/114), interpôs recurso voluntário de fls. 137/227, em 03/08/2011. Em sua defesa, discorre sobre a a Edição da Lei Estadual Complementar nº 20, de 2003, que reconhece a natureza indenizatória das diferenças recebidas a título de URV. Sustenta que não foi a causadora do erro de classificação dos valores recebidos. Aduz que a fonte pagadora também não errou ao considerar tais diferenças indenizatórias, eis que o STF, ao pagar idêntica parcela, editou a Resolução 245, que trata tais rendimentos como não sujeitos ao Imposto de Renda. Entende que o acórdão recorrido não enfrentou o argumento da ilegitimidade da União para cobrar Imposto de Renda que, por determinação judicial, pertence ao Estado Membro. Igualmente deixou de apreciar a alegação de quebra da capacidade contributiva da recorrente. Por tais motivos, protesta pela nulidade do acórdão recorrido. Renova os argumentos quanto à natureza indenizatória das diferenças recebidas de URV, trazendo entendimentos doutrinários para elucidar o raciocínio adotado. Protesta pela observâcia do disposto na Resolução STF nº 245, de 2002, para fins de apreciação do caso em discussão, sob pena de quebra do princípio da isonomia. Questiona os cálculos efetuados, reclamando que foram desconsideradas as deduções cabíveis, ainda que em tese, no cálculo do imposto devido. Pondera que não se pode invocar o art. 845 do RIR/1999, que trata da perda do benefícioo das deduções, pois declarara os rendimentos objeto do lançamento conforme informação recebida da fonte pagadora. Discorda da exigência de multa de ofício e juros de mora. Entende, ainda, que pode ser beneficiado pela redução da alíquota para os RRA recebidos, haja vista que, por meio da Instrução Normativa nº 1.127/2011, publicada no Diário Oficial da União em 08/02/2011, a Receita Federal reduziu a carga tributária sobre os rendimentos recebidos acumuladamente. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. A recorrente alega que o acórdão recorrido seria nulo por não ter enfrentado todos os argumentos da impugnação em especial a ilegitimidade ativa da União e a perda da capacidade contributiva. Fl. 239DF CARF MF Impresso em 02/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/01/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/01/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 24/01/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 10580.726133/200926 Acórdão n.º 280102.151 S2TE01 Fl. 240 5 Entretanto, não verifico razão nas alegações trazidas pela recorrente, mormente considerando que a decisão recorrida possui todos os requisitos exigidos em lei para sua validade em termos formais, ou seja, está em consonância ao que preceitua o artigo 31 do Decreto 70.235/72, in verbis: Art. 31. A decisão conterá relatório resumido do processo, fundamentos legais, conclusão e ordem de intimação, devendo referirse, expressamente, a todos os autos de infração e notificações de lançamento objeto do processo, bem como às razões de defesa suscitadas pelo impugnante contra todas as exigências. Ademais, especificamente quanto à questão de analise de ilegalidade de normas, não é de competência dos órgãos administrativos de julgamento, haja vista a competência privativa do Poder Judiciário, e, portanto, fora do alcance da competência administrativa, não podendo o contribuinte invocar nulidade por esta razão. Aliás, no tocante à análise das demais alegações de inconstitucionalidade de normas que respaldam o procedimento fiscal, importante esclarecer que não pode ser objeto de verificação inclusive por parte deste Conselho de Contribuintes, pois é questão pacificada na Súmula CARF nº 2, a saber: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Além disso, não se verifica em qualquer hipótese o cerceamento ao direito de defesa da contribuinte em relação à decisão recorrida, notase que todos os pontos foram abordados e fundamentados, permitindo inclusive à contribuinte a interposição do Recurso Voluntário, ora em análise, rebatendo todas as argumentações trazidas tanto no auto de infração, quanto na decisão atacada. Examinando os autos, observase que foram utilizadas as alíquotas corretas na apuração do imposto devido pela contribuinte, como também foram excluídas da base de cálculo do tributo a parcela que incidiu sobre férias indenizadas e 13° salário. Como bem esclareceu a decisão recorrida, o imposto de renda devido foi apurado com base nas tabelas e alíquotas das épocas próprias a que se referiam os rendimentos em questão, conforme disposto no Parecer PGFN/CRJ nº 287/2009, em razão das diferenças terem sido recebidas acumuladamente, sendo que as bases de cálculo declaradas já se sujeitavam à incidência do imposto de renda em sua alíquota máxima, bem como já tinham sido aproveitadas as parcelas a deduzir previstas legalmente. Nesta situação, o imposto apurado mediante aplicação direta da alíquota máxima sobre os rendimentos omitidos coincide com o imposto apurado com base na tabela progressiva sobre a base de cálculo ajustada em razão da omissão. No que tange à ilegitimidade da União para atuar como pólo ativo no presente procedimento administrativo fiscal, uma vez que competiria aos Estados reclamar o imposto indevidamente não recolhido, nos termos do que dispõe o art. 157, I, da Constituição Federal de 1988, importa ressaltar que o objetivo do disposto no mencionado artigo é a de promover a repartição da receita tributária pertencente à União com outros entes federados, sem afetar a competência tributária do ente eleito pela Constituição como titular do poder de tributar relativo a determinado tributo. No caso do Imposto de Renda, a competência para instituir, arrecadar e fiscalizar o imposto sobre a renda é da União, a teor do que estabelece o art. 153, III., da Constituição Federal. Fl. 240DF CARF MF Impresso em 02/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/01/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/01/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 24/01/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 10580.726133/200926 Acórdão n.º 280102.151 S2TE01 Fl. 241 6 O art. 6º, parágrafo único, do Código Tributário Nacional CTN didaticamente explicita: "Art. 6° A atribuição constitucional de competência tributária compreende a competência legislativa plena, ressalvadas as limitações contidas na Constituição Federal, nas Constituições dos Estados e nas Leis Orgânicas do Distrito Federal e dos Municípios, e observado o disposto nesta Lei. Parágrafo único . Os tributos cuja receita seja distribuída, no todo ou em parte, a outras pessoas jurídicas de direito público pertencem à competência legislativa daquela a que tenham sido atribuídos." (grifos acrescidos) Assim, não implicando a repartição de receitas transferência da condição de sujeito ativo, rejeitase a ilegitimidade ativa da União reclamada pela autuada. Ainda importa observar que nos autos deste procedimento administrativo fiscal não se está discutindo o destino do imposto de renda retido na fonte mas, sim, o fato de a recorrente ter omitido na declaração de ajuste anual os rendimentos auferidos nos anos calendário de 2004, 2005 e 2006. Neste caso, cabe à contribuinte, como titular da disponibilidade econômica desses rendimentos, a responsabilidade pela correspondente tributação. Esse entendimento já é posição sumulada neste Conselho: Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção.( Súmula CARF nº 12) Rejeito, portanto, as preliminares suscitadas. Quanto ao mérito, a interessada discute, essencialmente, o caráter indenizatório dos valores recebidos. Insta frisar que o imposto em questão incide sempre que houver aquisição de disponibilidade econômica ou jurídica de renda e de proventos de qualquer natureza. O termo “proventos de qualquer natureza” é fórmula ampla da qual lançou mão o legislador para evitar controvérsias sobre o conceito de renda. Nele se inclui todo o acréscimo do patrimônio contábil do contribuinte, mensurável monetariamente. No presente caso, a contribuinte enquadrou no campo de rendimentos isentos e não tributáveis de suas declarações de ajuste anual, exercícios 2005 a 2007, valores recebidos do Ministério Público do Estado da Bahia, por entendêlas isentas de imposto de renda à luz do disposto na Lei Estadual Complementar nº 20, de 2003, e por analogia à Resolução nº 245, de 2002, do Supremo Tribunal Federal (STF), que teria deixado claro que o abono conferido aos magistrados federais em razão das diferenças de URV possui natureza indenizatória. Ora, de acordo com a Resolução do Supremo Tribunal Federal (STF) nº 245, de 2002, o abono, tratado no artigo 2º da Lei nº 10.474, de 2002 e no artigo 6º da Lei nº 9.655, Fl. 241DF CARF MF Impresso em 02/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/01/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/01/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 24/01/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 10580.726133/200926 Acórdão n.º 280102.151 S2TE01 Fl. 242 7 de 2 de junho de 1998, foi considerado de natureza indenizatória. Entretanto, o referido ato do STF atribuiu natureza jurídica indenizatória ao abono variável devido apenas aos Magistrados do Poder Judiciário Federal, tratado pela Lei nº 9.655, de 1998 e pela Lei nº 10.474, de 2002. Registrese ainda que somente com o advento da Lei nº 10.477, de 2002, os membros do Ministério Público da União passaram a fazer jus ao abono variável criado pela Lei nº 9.655, de 1998, nos termos do art. 2º, abaixo transcrito: Art. 2o O valor do abono variável concedido pelo art. 6º da Lei nº 9.655, de 2 de junho de 1998, é aplicável aos membros do Ministério Público da União, com efeitos financeiros a partir da data nele mencionada, passa a corresponder à diferença entre a remuneração mensal percebida pelo membro do Ministério Público da União, vigente à data daquela Lei, e a decorrente desta Lei. §1o Serão abatidos do valor da diferença referida neste artigo todos e quaisquer reajustes remuneratórios percebidos ou incorporados pelos membros do Ministério Público da União, a qualquer título, por decisão administrativa ou judicial, após a publicação da Lei nº 9.655, de 2 de junho de 1998. §2o Os efeitos financeiros decorrentes deste artigo serão satisfeitos em 24 (vinte e quatro) parcelas mensais e sucessivas, a partir do mês de janeiro de 2003. §3o O valor do abono variável da Lei nº 9.655, de 2 de junho de 1998, é inteiramente satisfeito na forma fixada neste artigo. Destaquese que referido abono variável, nos moldes da Lei nº 10.477, de 2002, se restringia ao Ministério Público da União. Todavia, neste caso, a contribuinte não faz parte dos quadros da Magistratura Federal nem do Ministério Público da União, pertencendo ao Ministério Público do Estado da Bahia, não podendo tal Resolução do STF ser estendida às verbas pagas ao recorrente, pois isto resultaria na concessão de isenção sem lei federal especifica. Salientese que, em momento algum, houve pronunciamento do STF ou do Ministro da Fazenda acerca das naturezas jurídica e tributária dos rendimentos recebidos com base na Lei Estadual Complementar nº 20, de 2003. Atribuir aos rendimentos em exame a mesma natureza do abono variável destacado nas Leis nºs 10.474 e 10.477, de 2002, seria estender os limites da não incidência tributária sem previsão de lei federal para tal. Não se pode olvidar que é defeso ao aplicador do direito valerse da analogia para excluir rendimentos do campo de incidência tributária. As exceções fiscais devem constar expressamente do texto legal, em conformidade com o disposto no art. 111, do CTN. Assim, incabível atribuir aos rendimentos recebidos pela recorrente idêntica natureza do abono variável pago aos Magistrados Federais e aos membros do Ministério Público da União, não havendo nisso nenhuma ofensa ao Princípio Constitucional da Isonomia (art. 150, II, da Constituição Federal), posto que não existe lei federal conferindo identidade de tratamento tributário entre essas verbas. Fl. 242DF CARF MF Impresso em 02/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/01/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/01/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 24/01/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 10580.726133/200926 Acórdão n.º 280102.151 S2TE01 Fl. 243 8 Por outro lado, há que se observar que a Primeira Seção do STJ, ao julgar, em 28/09/2011, o Resp nº 1.227.133/RS, submetido à sistemática do art. 543C do CPC e Res. Nº 8, de 2008STJ, que tratam dos recursos repetitivos, negou provimento ao recurso interposto pela Fazenda Nacional e manteve o acórdão da 4ª Região, o qual havia decidido que não cabe a tributação pelo Imposto de Renda Pessoa Física sobre os juros moratórios incidentes sobre valores recebidos acumuladamente em decorrência de sentença judicial, por se tratarem de verbas indenizatórias. Sendo assim, considerando o disposto no art. 62A do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, com alterações da Portaria MF nº 596, de 21 de dezembro de 2010, devem ser refeitos os cálculos de fls. 12, que embasam o lançamento, de modo a contemplar a exclusão dos valores recebidos a título de juros, identificados nos documentos de fls. 19 a 21 (considerados no demonstrativo de fls. 12). No tocante à multa de ofício, consoante vem sendo decidido por este Colegiado (confiramse os julgados 280101.675, 280101.676 e 280101.677, todos de 27/07/2011, relatados pelo Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães é incabível a exigência de tal penalidade quando a contribuinte demonstra ter sido induzida pelas informações prestadas pela fonte pagadora quanto à não tributação dos rendimentos recebidos, incorrendo, deste modo, em erro escusável. Diante do exposto, voto por rejeitar as preliminares suscitadas e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo lançada a parcela referente aos juros moratórios e, sobre a parte mantida, excluir a multa de ofício de 75%. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 243DF CARF MF Impresso em 02/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/01/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/01/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 24/01/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N
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Numero do processo: 10880.001217/2002-01
Turma: Primeira Turma Especial
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue May 20 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue May 20 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 301-01.967
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência â. Repartição de Origem, nos termos do voto do relator
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: OTACILIO DANTAS CARTAXO
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conteudo_txt : Metadados => date: 2013-10-29T11:31:14Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-10-29T11:31:14Z; Last-Modified: 2013-10-29T11:31:14Z; dcterms:modified: 2013-10-29T11:31:14Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:f7865c68-0f4f-401e-b532-3a8a19451eb7; Last-Save-Date: 2013-10-29T11:31:14Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-10-29T11:31:14Z; meta:save-date: 2013-10-29T11:31:14Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-10-29T11:31:14Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-10-29T11:31:14Z; created: 2013-10-29T11:31:14Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2013-10-29T11:31:14Z; pdf:charsPerPage: 905; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-10-29T11:31:14Z | Conteúdo => CC03/C01 Fls. 93 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA Processo n" Recurso n° Assunto Resolução n° Data Recorrente Recorrida 10880.001217/2002-01 134.948 Solicitação de Diligência 301-1.967 20 de maio de 2008 MORGADO SERVIÇOS LTDA. - EPP DRJ/SÃO PAULO/SP RESOLUÇÃO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência â. Repartição de Origem, nos termos do voto do relator. trik OTACiLIO DANTA CARTAXO — Presidente e Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, Joao Luiz Fregonazzi, Rodrigo Cardozo Miranda, Valdete Aparecida Marinheiro, Susy Gomes Hoffmann e José Fernandes do Nascimento (Suplente). Ausente a Conselheira Irene Souza da Trindade Torres. 1 Processo n.° 10880.001217/2002-0 I Resolução n.° 301-1.967 CCONCO I Fls. 94 RELATÓRIO A contribuinte já identificada foi excluída da sistemática do Simples, por meio do Ato Declaratório n° 142.179, a partir de 01/01/99, pelo exercício de atividade vedada. E o que informa a Decisão DICAT N° 140/2004, que também assinala pelo deferimento de pedido anteriormente formulado pela interessada em 16/01/02, para a sua inclusão retroativa do Simples a partir de 01/01/03, na condição de empresa de pequeno porte, como contribuinte do INSS, sem prejuízo das verificações fiscais regulares (fls. 39/40). Impugnando o feito (fls. 42/44) a interessada em face de efetivamente vir apresentando as declarações anuais simplificadas desde o ano de 1997, bem assim contribuindo regularmente, além de inexistir óbice à sua permanência desde sempre, excetuada a vedação contida no ADE n° 142.749 em 01/03/99, da qual não tomou ciência. Assim, continuou a recolher os tributos sob o código 6106 (fls. 13/15), até que em janeiro de 2002, mediante pesquisa realizada, verificou que havia sido desenquadrada do Simples e, incontinente, demandou pedido de revisão em 16/01/02, posteriormente, em 04/10/02, procedeu a alteração cadastral no CNPJ, regularizando o CNAE sob o novo código 7230-3-00, cuja atividade é permitida pela Simples. A Decisão DICAT N° 140/2004 deferiu parcialmente o seu pleito, para determinar a inclusão com data retroativa a 01101/03, com isso criando-se uma lacuna em relação ao período compreendido entre 01/03/99 a 01/01/03, que teria que ser revisto, por meio da aplicação do regime de tributação com base no lucro presumido ou no lucro real, o que poderia acarretar transtornos tanto para a impugnante quanto para a repartição preparadora. Em face do exposto, postulou no sentido de se retroagir a sua inclusão retroativa para 01/03/99.a solicitação formulada pela interessada, consoante entendimento vazado, sucintamente, de acordo com o teor da ementa transcrita: A decisão prolatada pelo Acórdão DRJ/SPOI n° 7.584/05 (fls. 60/63), indeferiu a solicitação formulada pela contribuinte, expressando o seu entendimento de forma sucinta, consoante teor do texto da ementa adiante transcrita: "Ano-calendário: 1999, 2000, 2001, 2002, OPÇÃO PELO SIMPLES. INCLUSÃO RETROATIVA. ATIVIDADE VEDADA. Deve ser mantida a vedação ao regime de tributação do SIMPLES no período em que a empresa desenvolveu atividades impeditivas, relacionadas a serviços de desenvolvimento e implantação de sistemas informatizados e consultoria." 0 indeferimento se deu sob à égide do art. 9°-XIII, da Lei n° 9.317/96, que impede á. opção pelo Simples da pessoa jurídica que presta serviços de programador, analista de sistemas ou assemelhados, e de qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida. Jt» 2 Processo n.° 10880.001217/2002-01 Resolução n.° 301 -1.967 CC03/C01 Fls. 95 Diante desse impedimento e, nos termos da IN SRF n° 250/02, a manifestante apenas poderia ser admitida, nessa sistemática, a partir de 01/01/03, desde que atendidos os demais pressupostos previstos na legislação pertinente. Ciente da decisão em 24/01/05, conforme AR (fl. 67-v) interpôs recurso voluntário em 22/02/06 (fls. 68/73), portanto, tempestivo, para aduzir resumidamente: Considerando que recolheu regularmente seus tributos, procedeu de acordo com os parcimetros do SIMPLES, postura que recomenda a inclusão retroativa naquele sistema, conforme determina jurisprudência contida no julgamento do recurso n° 127.219, consoante a inteligência contida no ADI SRF 16/02. Por outro lado, ainda seja admitido o não atendimento de seu pleito, a própria Receita federal apresentou como data limite para os efeitos da retroação da exclusão 1° de janeiro de 2002, e não os anos de 1999, 2000, 2001 e 2002, como pretende a decisão recorrida. assessoria de imprensa da SRF, em 24/09/03, publicou notícia intitulada Receita divulga nota sobre exclusões de empresas do Simples (documento anexo), cujo item 4 noticia que: "a legislação vigente determina que o efeito da exclusão no caso de exercício de atividade impeditiva, retroage ate a data de 1° de janeiro de 2002, quando a situação excludente for anterior a essa data ou, se posterior, a partir do mês subseqüente ao da verificação do problema". Assim, inexistindo Milo do contribuinte perante a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional; não havendo outros fatores impeditivos à sua opção pelo Simples; há a comprovação de recolhimentos efetuados, de acordo com o código 6106; há a demonstração inequívoca de que o contribuinte pretendia aderir ao Simples, nos dizeres da Decisão DICAT N° 140/2004; beni assim diante do entendimento exarado pelo 3° Conselho de Contribuintes de que tendo havido recolhimento de tributo por meio de DARF-Simples e tendo sido apresentada as declarações anuais simplificadas.., pode, então, ser retificada a Ficha Cadastral da Pessoa Juridica (FCP) para a inclusão retroativa; e sendo a data limite para os efeitos da retroação da exclusão I 701/2002; ê perfeitamente clara a possibilidade de retroação de sua inclusão nesta sistemática. Requer o reconhecimento do direito a retroatividade de sua inclusão sistemática do Simples desde 1997, conforme pleiteado, ou, em assim não sendo o entendimento dessa Egrégia Turma, que seja considerado como data limite para os efeitos da exclusão naquele sistema, 1701/2002, por ser medida que atende aos preceitos do direto e da justiça. o relatório. 3 4 Processo rt.° 10880.001217/2002-0 I Resolução n.° 301-1.967 CC03/C0 I Fls. 96 VOTO Conselheiro Otacilio Dantas Cartaxo, Relator Versa a matéria trazida à apreciação desta Corte sobre a inclusão com data retroativa da ora Recorrente da sistemática do Simples. A recorrente foi excluída da sistemática do Simples pelo exercício de atividade vedada, com fulcro no art. 9°-XIII, da Lei n° 9.317/96, de acordo com o disposto no ADE n° 142.179, a partir de 01/01/99. Com a Decisão DICAT N° 140/2004, foi re -incluída nesta sistemática com data retroativa do Simples a partir de 01/01/03. De antemão registre-se a ausência nos autos do Ato Declaratório Executivo n° 142.179, a partir de 01/01/99, que excluiu a ora recorrente da sistemática do Simples. A exclusão de oficio dar-se-á mediante ato declaratório da autoridade fiscal da SRF que jurisdicione o contribuinte, assegurado o contraditório e a ampla defesa, observada a legislação relativa ao processo tributário administrativo (Inteligência do § 3° do art. 15 da Lei n°9.317/96). 0 Ato Declaratório Executivo ausente nos autos resulta em vicio de um ato vinculado emanado por autoridade competente no exercício legal de suas funções e em razão delas. 0 ato decisório é a peça final do encadeamento de operações realizadas pelo órgão fiscalizador na verificação da regularidade da conduta do contribuinte. Nele se encontra a indicação dos fatos, os preceitos jurídicos que foram infringidos e a sanção a ser aplicada. Portanto, é imprescindível que o ato exarado pela autoridade administrativa que determinou a exclusão do contribuinte esteja revestido de fon -na, de urna finalidade, de uma motivação e de um objeto, para que tenha validade e surta a eficácia desejada e se encontre nos autos para que se cumpra o desiderato a que se propôs. Em face do exposto, pugno pela conversão deste julgamento em diligência a repartição de origem para que o Ato Declaratório Executivo n° n° 142.179, seja colacionado aos autos, devendo, posteriormente, ao cumprimento da solicitação proposta, retornar a esta Corte para a apreciação do feito. assim que voto. Sala das Sessões, cm 20 de maio de 2008 OTAC LIO DAN S CARTAXO - Relator
score : 1.0
Numero do processo: 10768.001067/2009-90
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2006
Súmula CARF n° 68: A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem
enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2801-002.289
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: CARLOS CÉSAR QUADROS PIERRE
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Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima, Tânia Mara Paschoalin e Sandro Machado dos Reis. Relatório Fl. 52DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10768.001067/200990 Acórdão n.º 280102.289 S2TE01 Fl. 45 2 Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 1ª Turma da DRJ/RJ2 (Fls. 31), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Trata o processo fiscal de lançamento, gerado após o processamento da declaração de ajuste, por omissão de rendimentos recebidos. Cientificado, o impugnante insurgiuse contra o lançamento, focando primordialmente o inciso III do art. 1° da Lei 8.852/94, o qual, segundo alega, enumera hipóteses que excluiriam rendimentos do campo de incidência do imposto de renda sobre a pessoa física e, assim, a Secretaria da Receita Federal deveria rever o lançamento. Passo adiante, a 1ª Turma da DRJ/RJ2 entendeu por bem julgar o lançamento procedente, em decisão que restou assim ementada: OMISSÃO DE RENDIMENTOS As exclusões do conceito de remuneração, estabelecidas na Lei n° 8.852/94, não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF, que requerem, pelo Principio da Estrita Legalidade em matéria tributária, disposição legal federal especifica. Cientificado em 24/11/2009 (Fls. 33 verso), o Recorrente interpôs Recurso Voluntário considerado tempestivo como indicado às fls. 43, reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação. É o Relatório. Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Recurso conhecido; posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. Não merece reforma o acórdão de Primeira Instância. Indenização significa ressarcir, compensar; ou seja, é a reparação de um dano ou prejuízo. Deste modo, para que um determinado rendimento seja considerado de natureza indenizatória, este deve ser decorrente da reparação de um dano ou prejuízo. Ocorre que o chamado “adicional por tempo de serviço”, e a “compensação orgânica” não são decorrentes da reparação de um dano ou prejuízo. Na verdade, estes se prestam mais como um prêmio pelo tempo de serviço do servidor; razão pela qual não devem ser considerados como rendimento que possuem natureza indenizatória. Fl. 53DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10768.001067/200990 Acórdão n.º 280102.289 S2TE01 Fl. 46 3 Temos ainda que, nos termos, do artigo 43 do Código Tributário Nacional, o Imposto sobre a Renda incidirá sobre a renda e proventos de qualquer natureza; in verbis: Art. 43 – O imposto, de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade jurídica: I – de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; II – de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no inciso anterior. Na medida em que o Imposto sobre a Renda incide sobre os rendimentos do produto de trabalho, e sobre os proventos de qualquer natureza, para que o chamado “adicional por tempo de serviço” e a “compensação orgânica”não fossem alcançados por sua base de cálculo haveria a necessidade de Lei específica determinando a sua isenção. Contudo, não há norma legal determinando a isenção do Imposto de Renda de Pessoa Física sobre os rendimento do adicional por tempo de serviço ou sobre a compensação orgânica. O art. 39, do Decreto n 3.000 99 (Regulamento do Imposto de Renda), que estabelece as exclusões do rendimento bruto, não elenca, entre as suas exclusões de rendimentos, o rendimento oriundo do adicional por tempo de serviço ou da compensação orgânica. Melhor sorte não resta a Lei 8.852, de 1994, que, em nenhum momento estabelece isenção, ou hipótese de não incidência do IRPF. Na verdade, a Lei 8.852, de 1994, apenas define aquilo que seja vencimento básico, para efeitos de cálculo dos tetos remuneratórios dos ocupantes de cargos, funções, e empregos públicos. Assim, o rendimento oriundo do adicional por tempo de serviço, e a compensação orgânica, importam em aquisição de disponibilidade econômica de renda, não possuem natureza indenizatória, e não estão relacionados entre as isenções previstas em Lei; sujeitos, portanto, estão à incidência do Imposto sobre a Renda. Este, esclareçase, é o entendimento mantido por este Egrégio Conselho, conforme estabelecido na Súmula CARF 68, de aplicação obrigatória pelos Conselheiros; in verbis: Súmula CARF n° 68: A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Ante tudo acima exposto, voto negando provimento ao recurso. Assinado digitalmente Fl. 54DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10768.001067/200990 Acórdão n.º 280102.289 S2TE01 Fl. 47 4 Carlos César Quadros Pierre Fl. 55DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE
score : 1.0
Numero do processo: 10821.000305/2009-58
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Jul 29 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
ESTATUTO DO IDOSO.
O estatuto do idoso prioriza o atendimento das pessoas diante dos órgãos públicos a partir de 60 (sessenta) anos de idade.
GLOSA DE DEDUÇÃO DE PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL.
COMPROVAÇÃO.
Restabelece-se a dedução a titulo de pensão alimentícia no valor efetivamente comprovado pelo contribuinte, em cumprimento de decisão judicial.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2801-001.752
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer dedução com pensão alimentícia judicial no montante de R$ 4.680,00, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 ESTATUTO DO IDOSO. O estatuto do idoso prioriza o atendimento das pessoas diante dos órgãos públicos a partir de 60 (sessenta) anos de idade. GLOSA DE DEDUÇÃO DE PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL. COMPROVAÇÃO. Restabelece-se a dedução a titulo de pensão alimentícia no valor efetivamente comprovado pelo contribuinte, em cumprimento de decisão judicial. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1586; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 48 1 47 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10821.000305/200958 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2801001.752 – 1ª Turma Especial Sessão de 29 de julho de 2011 Matéria IRPF Recorrente AURASIL BRANDAO JOLY JUNIOR Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 ESTATUTO DO IDOSO. O estatuto do idoso prioriza o atendimento das pessoas diante dos órgãos públicos a partir de 60 (sessenta) anos de idade. GLOSA DE DEDUÇÃO DE PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL. COMPROVAÇÃO. Restabelecese a dedução a titulo de pensão alimentícia no valor efetivamente comprovado pelo contribuinte, em cumprimento de decisão judicial. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer dedução com pensão alimentícia judicial no montante de R$ 4.680,00, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente Assinado digitalmente Luiz Cláudio Farina Ventrilho – Relator Fl. 57DF CARF MF Impresso em 21/10/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 5/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 13/03/2012 por LUIZ CLAUD IO FARINA VENTRILHO Processo nº 10821.000305/200958 Acórdão n.º 2801001.752 S2TE01 Fl. 49 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Eivanice Canário da Silva. Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Do Lançamento 0 processo referese à notificação de lançamento de fls. 27/28 lavrada em face do contribuinte acima identificado, em decorrência de procedimento interno de revisão de Declaração Anual de Ajuste de Imposto de Renda Pessoa Física relativo ao exercício 2005, por meio da qual foi exigido crédito tributário apurado no valor de R$ 7.121,97, sendo imposto suplementar apurado no valor de R$ 3.110,85, juros de mora no valor de R$ 1.677,99 (calculados até 29/05/2009) e multa de oficio no valor de R$ 2.333,13. De acordo com o contido na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, fls. 27/v., a autoridade fiscal procedeu ao lançamento da seguinte infração na notificação fiscal em exame: • Glosa de Dedução Indevida de Pensão Alimentícia Judicial — R$ 13.680,00 — após regularmente intimado, o contribuinte não comprovou o efetivo pagamento da pensão alimentícia declarada; Da Impugnação Transcorrido o prazo regulamentar para apresentação de defesa ou pagamento do débito em epígrafe, o contribuinte apresentou manifestação tempestiva As fls. 01/02, anexando documentos as fls. 03/16, alegando em síntese que: > em atendimento ao termo de intimação fiscal, compareceu à Inspetoria da Receita Federal em Selo Sebastião e apresentou cópia da homologação da pensão alimentícia, ficando para momento posterior o envio dos comprovantes de pagamentos; > ignorando o atendimento da intimação, o fiscal lavrou a notificação fiscal em tela, alegando falta de provas do pagamento da pensão alimentícia; > não poderia deixar de cumprir a citada ordem judicial, uma vez que o não cumprimento desta o coloca em detenção prisional, fato que não ocorreu até a presente data; Fl. 58DF CARF MF Impresso em 21/10/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 5/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 13/03/2012 por LUIZ CLAUD IO FARINA VENTRILHO Processo nº 10821.000305/200958 Acórdão n.º 2801001.752 S2TE01 Fl. 50 3 > apresenta cópia de depósitos bancários que ainda estão legíveis com o decorrer do tempo; > requer acolhimento da impugnação e cancelamento do débito fiscal reclamado; É o relatório” Passo adiante, em 02 de agosto de 2010, através do Acórdão n.° 1742.980 a 8a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo II (SP) entendeu por julgar procedente em parte a impugnação apresentada, excluindose o montante integrante do quadro de demonstrativo de valores.bem julgar improcedente a impugnação, mantendo o crédito tributário, em decisão que restou assim ementada:: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF Exercício: 2005 ESTATUTO DO IDOSO. 0 estatuto do idoso prioriza o atendimento das pessoas diante dos órgãos públicos a partir de 60 (sessenta) anos de idade. GLOSA DE DEDUÇÃO DE PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL.COMPROVAÇÃO. Restabelecese a dedução a titulo de pensão alimentícia no valor efetivamente comprovado pelo contribuinte, em cumprimento de decisão judicial. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Cientificado em 19/08/2010 (fls. 42 – Int n. 880/2010), o Recorrente, interpôs Recurso Voluntário em 17/09/2010 (fls. 43 a 44), reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação, informando ainda que em razão de uma inundação em sua residência, bem como da “ péssima qualidade” dos recibos, que se apagam com o tempo, estes se “ desintegraram”, não tendo o recorrente condições de fazer prova material dos pagamentos efetuados, requerendo ainda pela oitiva do Juízo de Direito da 9ª Vara da Família e das Sucessões da Comarca da Capital, a fim de que se comprove a regularidade dos pagamentos efetuados, requerendo ao fim, pelo “ cancelamento do débito fiscal (sic)” É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. Fl. 59DF CARF MF Impresso em 21/10/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 5/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 13/03/2012 por LUIZ CLAUD IO FARINA VENTRILHO Processo nº 10821.000305/200958 Acórdão n.º 2801001.752 S2TE01 Fl. 51 4 De se destacar a preliminar argüida, no sentido de que foi requerido impugnação do Auto de Infração ou Notificação de Lançamento do Imposto de Renda Pessoa Física, Proc. 2005/608451452734174, o qual foi feito em parte, mantendose Glosa de R$ 10.000,00, referentes aos pagamentos de Pensão Alimentícia não comprovados através de depósitos bancários.” (sic), no qual o contribuinte resumese a esta alegação sem qualquer pedido ou conclusão. Neste tocante, apenas para conferir resposta ao mencionado pelo contribuinte, não acato referida preliminar, uma vez que a impugnação mencionada já teve seu julgamento pela DRJ2SP, em decisão atacada através de recurso protocolizado pelo contribuinte as folhas 43/44, que ora se processa, portanto, neste bojo, respeitado o devido procedimento administrativo fiscal vigente e respeitados os princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa. No mérito, a presente demanda cingese, tão somente, a dedução indevida de despesas havidas com pensão alimentícia apontada pela fiscalização, vazada nos seguintes termos, por ocasião do TERMO DE INTIMAÇÃO FISCAL N ° N° 2005/608138730891169, que assim dispõe in verbis: “ DESCRIÇÃO DOS FATOS E ENQUADRAMENTO LEGAL Dedução Indevida de Pensão Alimentícia Judicial. Glosa do valor de R$ ********13.680,00, indevidamente deduzido a titulo de Pensão Alimenticia Judicial, por falta de comprovação, ou por falta de previsão legal para sua dedução. 0 contribuinte não comprovou o efetivo pagamento da pensão alimenticia. Enquadramento Legal: Art. 8. , inciso II, alinea 'f', da Lei n. 9.250/95; arts. 49 e 50 da Instrução Normativa SRF n. 15/2001, arts.73, 78 e 83 inciso II do Decreto n. 3.000/99 RIR/99.” O recorrente apresenta às folhas 07 a 09, documentos comprobatórios emitidos pelo Juízo da 9ª Vara da Família e das Sucessões da Comarca da Capital, datada de 28/09/2004, nos autos do processo de número 00010879005) de que está efetivamente obrigado ao pagamento de pensão a sua filha STEPHANIE FERRARINI DE FREITAS JOLY, havida com a Sra. RENATA FERRARINI DE FREITAS. Às folhas 10, o recorrente, junta declaração de quitação e pagamento das referidas pensões no montante de R$ 13.680,00 (treze mil, seiscentos e oitenta reais), datada de 09 de junho de 2009, relativas ao ano de 2004, emitida pela própria Sra. RENATA FERRARINI DE FREITAS, representante legal e mãe da alimentada (STEPHANIE FERRARINI DE FREITAS JOLY). Neste tocante de se destacar que, é legalmente possível a dedução de despesas com pensão alimentícia, determinada por força de decisão judicial. Fl. 60DF CARF MF Impresso em 21/10/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 5/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 13/03/2012 por LUIZ CLAUD IO FARINA VENTRILHO Processo nº 10821.000305/200958 Acórdão n.º 2801001.752 S2TE01 Fl. 52 5 No presente caso o recorrente faz prova inequívoca de sua incumbência legal, conforme documento juntado ao processo, sendo indiscutível sua obrigação judicial de prestar alimentos a sua filha menor. Neste sentido, de se destacar que a falta de pagamento de pensão alimentícia judicialmente determinada é caso em nosso ordenamento jurídico vigente de prisão civil, com ampla jurisprudência neste sentido. O esforço probatório do recorrente é registrado, na medida em que, buscou comprovar através de documento (declaração de quitação) o efetivo pagamento, que guarda pertinência com a situação fática narrada pelo recorrente (inundação e perda de qualidade dos documentos), sendo os comprovantes de depósito foram considerados, em parte, pela DRJ. Por outro viés, de se destacar que, à declaração emitida pela própria genitora da menor beneficiária dos alimentos, deve ser conferida o devido peso contextual, considerando que a declarante, Sra. RENATA FERRARINI DE FREITAS, possui não somente o status de genitora como também o de detentora da guarda legal da menor, nesta esteira, obrigada a defesa incontinenti de seus direitos. De se destacar, inclusive, que, mutatis mutandis, e a depender da análise do conjunto probatório de cada processo, tais declarações são consideradas como válidas em processos judiciais para fins de comprovação de pagamento dos alimentos devidos, não podendo ser desconsiderado nesta seara administrativa, evidentemente, sempre em cotejo com o contexto probatório dos autos. Dentro deste contexto, sem maiores delongas, deve ser considerada como válida, para fins de comprovação de efetivo pagamento pelo recorrente dos valores referentes a pensão alimentícia de sua filha menor em comum, nos valores e lapso temporal ali constantes, a declaração de quitação emitida pela genitora Sra. RENATA FERRARINI DE FREITAS, em relação a menor STEPHANIE FERRARINI DE FREITAS JOLY. Conclusão Por todo o exposto, firme nos argumentos expendidos acima, VOTO POR DAR PROVIMENTO PARCIAL AO RECURSO PARA RESTABELECER AS DESPESAS RELATIVAS A PENSÃO ALIMENTÍCIA, no importe de R$ 4.680,00 (quatro mil, seiscentos e oitenta reais). Assinado digitalmente Luiz Cláudio Farina Ventrilho – Relator Fl. 61DF CARF MF Impresso em 21/10/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 5/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 13/03/2012 por LUIZ CLAUD IO FARINA VENTRILHO Processo nº 10821.000305/200958 Acórdão n.º 2801001.752 S2TE01 Fl. 53 6 Fl. 62DF CARF MF Impresso em 21/10/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 5/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 13/03/2012 por LUIZ CLAUD IO FARINA VENTRILHO
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Numero do processo: 10730.010888/2007-82
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Oct 24 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Mon Oct 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2005
RECURSO VOLUNTÁRIO. PRAZO.
O prazo para interposição do recurso voluntário é de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância, não devendo ser conhecido o recurso apresentado intempestivamente.
Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 2801-001.938
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
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PRAZO. O prazo para interposição do recurso voluntário é de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância, não devendo ser conhecido o recurso apresentado intempestivamente. Recurso não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende e Sandro Machado dos Reis. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Relatório AUTUAÇÃO Fl. 47DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 27/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 08/11/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10730.010888/200782 Acórdão n.º 2801001.938 S2TE01 Fl. 42 2 Contra o contribuinte acima identificado foi lavrada a Notificação de Lançamento de fls. 03/05, relativa à Declaração de Ajuste AnualDAA do Imposto de Renda Pessoa Física do exercício 2005, anocalendário 2004, em que foi apurado um imposto suplementar de R$ 3.744,97, mais acréscimos legais, decorrente da seguinte infração, conforme descrição dos fatos de fls. 04: “Omissão de Rendimentos do Trabalho com Vínculo e/ou sem Vínculo Empregatício Da análise das informações e documentos apresentados pelo contribuinte, e das informações constantes dos sistemas da Secretaria da Receita Federal do Brasil constatouse omissão de rendimentos do trabalho com vínculo e/ou sem vínculo empregatício, sujeitos à tabela progressiva, no valor de R$ 16.551,76, recebido(s) pelo titular e/ou dependentes, da(s) fonte(s) pagadora(s) relacionada(s) abaixo. Na apuração do imposto devido, foi compensado o Imposto Retido na Fonte (IRRF) sobre os rendimentos omitidos no valor de R$ 0,00.” IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o interessado apresentou a impugnação de fls. 01/03, alegando, em síntese, que não informou os rendimentos referentes a sua matrícula 0112.380/1 na Secretaria de Estado da Administração por estar aposentado há mais de 10 anos, além de expor seus problemas de saúde e suas dificuldades financeiras. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A DRJ/Rio de JaneiroII julgou o lançamento procedente (fls. 30/31), nos termos do voto da relatora do respectivo aresto, reproduzido a seguir: “A impugnação é tempestiva e reúne os demais requisitos de admissibilidade, portanto, dela conheço. Cumpre observar, inicialmente, que a responsabilidade pelas informações constantes da Declaração de Ajuste Anual pertence exclusivamente ao seu titular e que, em se tratando de matéria tributária, não importa se o mesmo cometeu a infração por puro descuido ou desconhecimento da legislação. A responsabilidade pelas infrações é objetiva, não dependendo da existência de culpa ou dolo do agente, nos termos do art. 136 do Código Tributário Nacional – CTN. Art. 136. Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. É importante ressaltar, ainda, que, em que pesem os problemas de saúde e financeiros trazidos na defesa, os mesmos não têm o condão de elidir o crédito apurado. De acordo com o art. 142 do CTN, a atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, não cabendo discussão sobre a aplicabilidade ou não das determinações legais vigentes por parte das autoridades fiscais. As normas devem ser seguidas nos estritos limites do seu Fl. 48DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 27/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 08/11/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10730.010888/200782 Acórdão n.º 2801001.938 S2TE01 Fl. 43 3 conteúdo, independente das razões de cunho pessoal apresentadas pelo interessado. Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Importa esclarecer, por fim, que as hipóteses de isenção e não incidência do imposto de renda da pessoa física estão elencadas no art. 39 do Regulamento do Imposto de Renda – RIR/99, aprovado pelo Decreto 3.000/99, e que os rendimentos decorrentes de aposentadoria não estão por si só abrangidos por este dispositivo, ao contrário do que entende o impugnante. Notese que os incisos XXXIII e XXXIV prevêem a isenção dos proventos de aposentadoria por doença grave e dos proventos e pensões de maiores de 65 anos, respectivamente, mas em ambos os casos fazse necessário o preenchimento de outros requisitos para que se faça jus a tal benefício. Assim, tendo em vista que os valores apurados pela autoridade fiscal (fls. 04) estão em consonância com a Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte – DIRF apresentada pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (fls. 29) e que o contribuinte reconhece a omissão referente a sua matrícula 0112.380/1, cujo comprovante de rendimentos pagos foi juntado à defesa (fls. 06), considero correto o presente lançamento. Pelo exposto, voto pela improcedência da impugnação, mantendo o crédito tributário exigido.” RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 08/11/10 (fls. 33), o contribuinte apresentou, em 30/12/10, o Recurso de fls. 34/37, alegando, preliminarmente, que o recurso deve ser conhecido, ainda que apresentado fora do prazo legal, haja vista que o advogado signatário somente foi constituído em 23/12/10, bem como diante da necessidade de declaração de inconstitucionalidade das razões a seguir expostas; Quanto ao mérito, não questiona a infração apurada, mas somente a utilização da taxa Selic como juros de mora incidente sobre os valores não recolhidos, que afirma ser ilegal e inconstitucional ressaltando que o Superior Tribunal de Justiça já se pronunciou nesse sentido (sic) Diante do exposto acima requer o conhecimento e provimento do recurso para que seja declarada a “ilegalidade e o reconhecimento da inconstitucionalidade na aplicação da Taxa Selic e dos Juros Compostos fá correção dos valores pagos a destempo, com Fl. 49DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 27/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 08/11/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10730.010888/200782 Acórdão n.º 2801001.938 S2TE01 Fl. 44 4 a consequente retificação do lançamento, aplicandose o que determina o artigo 161, § 1° do CTN, com fundamento no principio da verdade material”. É o Relatório. Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima O recurso não deve ser conhecido, por ter sido apresentado intempestivamente, como será demonstrado a seguir. De acordo com o art. 33 do Decreto nº 70.235/72, o prazo para interposição do recurso voluntário é de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância. Como pode ser observado pelo Aviso de Recepção de fls. 33, o recorrente foi cientificado do acórdão da DRJ/Rio de JaneiroII, de fls. 30/31, em 08/11/10. Logo o prazo para interposição do recurso teve início em 09/11/10, haja vista que na contagem do prazo se exclui o dia da ciência, nos termos do art. 5o do citado Decreto, e encerrouse em 08/12/10, antes, portanto da data em que o recurso foi protocolado, 30/12/10, como pode ser observado pelo carimbo aposto às fls. 34. Não obstante as razões apresentadas pelo recorrente para que o recurso fosse conhecido, mesmo tendo sido apresentado intempestivamente, cumpre assinalar que não há previsão legal para prorrogação do prazo em questão, cabendo ressaltar que não há necessidade de constituição de advogado para interpor recurso voluntário. Por tais razões, voto por NÃO CONHECER do recurso. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator Fl. 50DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 27/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 08/11/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL
score : 1.0
Numero do processo: 10183.005504/2007-53
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
DESPESAS MÉDICAS E COM INSTRUÇÃO. ALIMENTANDOS. DEDUÇÃO.
As despesas médicas e com instrução efetuadas com alimentandos, quando realizadas em virtude de cumprimento de decisão judicial ou de acordo homologado judicialmente, poderão ser deduzidas pelo alimentante na declaração de ajuste anual.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2801-002.360
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso para restabelecer deduções a título de despesas médicas e com instrução, respectivamente, nos valores de R$ 6.805,94 e R$ 3.996,00, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ANTONIO DE PÁDUA ATHAYDE MAGALHÃES
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ALIMENTANDOS. DEDUÇÃO. As despesas médicas e com instrução efetuadas com alimentandos, quando realizadas em virtude de cumprimento de decisão judicial ou de acordo homologado judicialmente, poderão ser deduzidas pelo alimentante na declaração de ajuste anual. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer deduções a título de despesas médicas e com instrução, respectivamente, nos valores de R$ 6.805,94 e R$ 3.996,00, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Walter Reinaldo Falcão Lima, Carlos César Quadros Pierre, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Tânia Mara Paschoalin. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Fl. 89DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10183.005504/200753 Acórdão n.º 2801002.360 S2TE01 Fl. 88 2 Relatório Tratase de Notificação de Lançamento, às fls. 36/41, formalizada para exigência de crédito tributário no valor total de R$ 1.623,99, referente ao Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF (suplementar), multa de oficio e juros de mora, estes calculados até 31/07/2007. O lançamento decorreu da glosa de valores declarados pelo contribuinte a título de despesas médicas, dependentes, e despesas com instrução, referente ao exercício 2004, anocalendário 2003, conforme a seguir: (i) dependentes (glosado o valor de R$ 5.088,00); (ii) despesas médicas (glosado o valor de R$ 20.126,19); e (iii) despesas com instrução (glosado o valor de R$ 5.994,00). Esclarece a autoridade lançadora que, embora intimado, o contribuinte não atendeu à intimação. Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou impugnação, às fls. 01/02, argumentando, em síntese, que: pagou as mensalidades do colégio de seus dependentes Thiago de Oliveira Cardoso e Enéas Cardoso Júnior; além da pensão alimentícia paga mensalmente aos filhos, assumiu a responsabilidade de pagar aos seus dependentes escola e plano de saúde; efetuou despesas com o curso de direito na Universidade de Várzea Grande – Univag, conforme comprovantes anexados; Ao final, o impugnante solicitou que fosse acolhida sua defesa e recalculada a restituição referente ao anocalendário 2003. Após apreciar o litígio, a 4a Turma de Julgamento da DRJ/Campo Grande (MS), ao exarar sua decisão, julgou procedente em parte a impugnação, nos termos do Acórdão DRJ/CGE nº 0418.910, de 28/10/2009, às fls. 43/48. Concluiu aquele Colegiado por: a) considerar não instaurado o litígio em relação a parte do valor glosado pela fiscalização a título de despesas médicas, bem como em relação a alguns dos dependentes declarados; b) manter a glosa de dependentes, pois o contribuinte não comprovou possuir a guarda judicial dos dependentes Thiago de Oliveira Cardoso e Enéas Cardoso Junior; c) manter a glosa das despesas relacionadas com o plano de saúde AFFEMAT, posto que os documentos apresentados pelo interessado não especificam os beneficiários das contribuições para o plano; e Fl. 90DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10183.005504/200753 Acórdão n.º 2801002.360 S2TE01 Fl. 89 3 d) restabelecer somente a despesa efetuada com instrução do próprio declarante, no limite estabelecido pela legislação de R$ 1.998,00. A ciência da decisão de primeira instância ocorreu em 03/12/2009, conforme faz prova o Aviso de Recebimento – AR à fl. 53. O contribuinte interpôs Recurso Voluntário em 22/12/2009, às fls. 55/59, anexando ao processo os seguintes documentos: petição em Ação de Separação Conjugal e respectiva Sentença Judicial fls. 60/64; certidões de nascimento – fls. 65/67; e comprovante de contribuição emitido pela AFFEMAT (Associação dos Funcionários da Fazenda do Estado do MT) referente ao ano base 2004 fl. 68. Submetido o processo à apreciação desta Primeira Turma Especial da Segunda Seção do CARF, decidiuse, à unanimidade de votos, pela conversão do julgamento em diligência, nos termos da Resolução n° 2801000.064, de 28/09/2011, às fls. 73/75, que assim estabeleceu: (...) converter o presente julgamento em DILIGÊNCIA, para que o recorrente seja intimado a apresentar documentação (comprovante ou declaração) emitida pela entidade AFFEMAT Associação dos Funcionários da Fazenda do Estado MT, com a informação dos valores efetivamente pagos pelo contribuinte no ano de 2003 a título de despesas com plano de saúde, de forma individualizada, ou seja, identificando os valores pagos em relação a cada um dos beneficiários (titular e outros). Intimado para adoção da providência acima destacada, o contribuinte colacionou ao presente processo a documentação às fls. 82/85. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator O recurso em julgamento foi tempestivamente apresentado, preenchendo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Diante da ausência de questão preliminar, passo à análise do mérito, que nesta instância de julgamento restringese à discussão em torno de parte de valores pleiteados pelo recorrente em sua declaração de rendimentos a título de dedução com dependentes, despesas com instrução, além de despesa médica inerente a gastos com plano de saúde (AFFEMAT Associação dos Funcionários da Fazenda do Estado MT), deduções estas não consideradas pela decisão recorrida. Dedução com dependentes Fl. 91DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10183.005504/200753 Acórdão n.º 2801002.360 S2TE01 Fl. 90 4 O recorrente insiste na argumentação de que faz jus à dedução com os dependentes José Pedro de Oliveira Cardoso, Thiago de Oliveira Cardoso, e Enéas Cardoso Junior, seus filhos. Ocorre que, como foi corretamente salientado na decisão recorrida, o art. 35, § 3°, da Lei n° 9.250, de 26/12/1995, estabelece que no caso de filhos de pais separados, poderão ser considerados dependentes os que ficarem sob a guarda do contribuinte, em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente. Assim, no presente caso, verificase que o acordo homologado por sentença judicial no âmbito da ação de separação consensual interposta pelo contribuinte e sua exesposa (documentação anexada juntamente com a peça recursal, às fls. 60/64) estabeleceu que os filhos menores do casal ficariam sob a guarda da mãe, excluindo, portanto, a possibilidade do recorrente pleitear tal dedução face ao disposto na legislação retrocitada. Deste modo, procedente a glosa da dedução com dependentes como efetuada pela autoridade fiscal. Dedução com despesas médicas e instrução Quanto a estas deduções questionadas na peça recursal, conforme se observa do teor das disposições estabelecidas e homologadas judicialmente na mencionada ação de separação consensual, restou definido que (fl. 61 dos autos): “(...) 1.4 – o Cônjuge Varão por sua livre e espontânea vontade além da pensão quitará o plano de saúde dos seus três filhos menores, a aquisição de medicamentos e arcará com o pagamento da escola dos seus filhos.” Portanto, entendo que o conjunto probatório constante dos autos se revela suficiente à comprovação de que o contribuinte faz jus à dedução com instrução relacionada aos menores Thiago de Oliveira Cardoso e Enéas Cardoso Junior, conforme informado na declaração de rendimentos, e cujo limite legal autoriza a dedução do total de R$ 3.996,00 (R$ 1.998,00 x 02). Por fim, no que diz respeito à dedução com despesas médicas, como resultado da diligência empreendida (Resolução às fls. 73/75), o interessado colacionou à fl. 85 do presente processo comprovante emitido pela entidade AFFEMAT/Associação dos Funcionários da Fazenda do Estado MT, com a informação dos valores efetivamente pagos pelo recorrente no ano de 2003 a título de despesas com plano de saúde. Observase que referido documento identifica, de forma individualizada, a despesa efetuada com o plano de saúde do próprio recorrente, bem como os gastos relacionados aos seus filhos menores (por força de acordo homologado judicialmente), totalizando despesas no montante de R$ 6.805,94. Portanto, tal importância deve também ser restabelecida. Isto posto, VOTO em dar provimento parcial ao recurso para restabelecer deduções a título de despesas médicas e com instrução, respectivamente, nos valores de R$ 6.805,94 e R$ 3.996,00. Fl. 92DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10183.005504/200753 Acórdão n.º 2801002.360 S2TE01 Fl. 91 5 Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 93DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA
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Numero do processo: 11065.001221/2003-18
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue May 22 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue May 22 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 301-01.851
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: VALMAR FONSECA DE MENEZES
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Numero do processo: 10980.008136/2001-14
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jan 25 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Jan 25 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 301-01.779
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: OTACILIO DANTAS CARTAXO
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Numero do processo: 19515.001202/2007-81
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 01 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Dec 01 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003, 2004, 2005
GANHO DE CAPITAL. IMÓVEL RURAL.VALOR DE ALIENAÇÃO.
BENFEITORIAS.
Na alienação dos imóveis rurais, a parcela do preço correspondente às benfeitorias é computada como valor da alienação, quando o seu valor de aquisição não houver sido deduzido como custo ou despesa da atividade rural.
Recurso voluntário provido em parte.
Numero da decisão: 2801-002.134
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso para que o valor recolhido a título de "Imposto Pago sobre Ganhos de Capital" na declaração de ajuste anual do exercício de 2005, bem como os impostos pagos em decorrência da colação das receitas da atividade rural vinculadas à alienação do imóvel em debate nas declarações de ajuste anual dos exercícios 2003, 2004 e 2005, sejam abatidos do imposto aqui lançado, antes da incidência dos juros de mora e da multa de ofício, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1854; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 407 1 406 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19515.001202/200781 Recurso nº 912.115 Voluntário Acórdão nº 280102.134 – 1ª Turma Especial Sessão de 01 de dezembro de 2011 Matéria IRPF Recorrente PETER JORG SCHALLOWETZ KRATSCHMER Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003, 2004, 2005 GANHO DE CAPITAL. IMÓVEL RURAL.VALOR DE ALIENAÇÃO. BENFEITORIAS. Na alienação dos imóveis rurais, a parcela do preço correspondente às benfeitorias é computada como valor da alienação, quando o seu valor de aquisição não houver sido deduzido como custo ou despesa da atividade rural. Recurso voluntário provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para que o valor recolhido a título de "Imposto Pago sobre Ganhos de Capital" na declaração de ajuste anual do exercício de 2005, bem como os impostos pagos em decorrência da colação das receitas da atividade rural vinculadas à alienação do imóvel em debate nas declarações de ajuste anual dos exercícios 2003, 2004 e 2005, sejam abatidos do imposto aqui lançado, antes da incidência dos juros de mora e da multa de ofício, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Fl. 407DF CARF MF Impresso em 21/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 09/12/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 19515.001202/200781 Acórdão n.º 280102.134 S2TE01 Fl. 408 2 Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Trata o presente processo de auto de infração que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 487.334,19, referente aos exercícios de 2003, 2004 e 2005, a título de imposto (R$ 209.419,52), acrescido da multa de ofício equivalente a 75% do valor do tributo apurado (R$ 157.064,63), além dos juros de mora (R$ 120.850,04). O lançamento é decorrente da apuração de omissão de ganhos de capital obtidos na alienação de bens e direitos. Em sua impugnação, o contribuinte apresentou as razões de defesa abaixo, extraídas do Acórdão recorrido: • Exerceria preponderantemente e sem interrupção, desde 1984, a atividade rural, estando inscrito como produtor rural em duas propriedades rurais, uma das quais aquela cuja venda foi objeto da autuação em pauta; • Os trâmites seguidos pelas pessoas físicas e jurídicas na transferência dos imóveis teriam sido legais e a operação de redução de capital teria sido fiscalizada, sem resultado, pela SRF a pedido do MPF; • Não procederiam e não teriam valor legal as alegações da fiscalização, a saber: a) que o impugnante não exerceria atividade rural; b) que o Compromisso de Alienação da Fazenda Prata teria sido realizado em 08.05.2002, antes da lavratura da escritura de alteração do contrato social que teria sido firmada em 11.07.2002; • Os procedimentos previstos em lei quanto à formalização do negócio teriam sido obedecidos; • Como houve devolução de participação no capital social de empresa, não teria havido alienação, mas somente devolução, sem dispêndio econômico; • A alegação da fiscalização de que a data de alienação do bem teria sido 08.05.2002 comprovaria o desconhecimento "de parte" da retrocitada fiscalização da legislação comercial, empresarial e civil, bem como desconhecimento do fato gerador do Imposto de Renda; • Apenas com a disponibilidade jurídica e com a disponibilidade econômica ocorreria o fato gerador do imposto de renda, não com a intenção de venda caracterizada com o documento Intenção de Venda; Fl. 408DF CARF MF Impresso em 21/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 09/12/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 19515.001202/200781 Acórdão n.º 280102.134 S2TE01 Fl. 409 3 • A autuação teria tributado como ganho de capital à alíquota de 15% sobre o valor apurado sem deduzir do cálculo os impostos já pagos nos exercício de 2002, 2003 e 2004 pelo contribuinte teria agido de maneira arbitrária; • A alienação do imóvel, objeto da autuação, teria seguido os ditames da legislação tributária, sendo que a DIAT entregue pela pessoa jurídica teria separado corretamente os valores da terra nua e das benfeitorias, aproveitadas posteriormente pelas pessoas físicas que, por sua vez, teriam optado pelo arbitramento na tributação das já citadas benfeitorias (consideradas receita da atividade rural); o valor da terra nua considerado na apuração do ganho de capital teria sido aquele constante da DIAT. A 6ª Turma da DRJ/SP2/SP julgou improcedente a impugnação, conforme Acórdão de fls. 332/340, que restou assim ementado: GANHO DE CAPITAL. IMÓVEL RURAL. BENFEITORIAS. BENS RECEBIDOS NA REDUÇÃO DE CAPITAL DE SOCIEDADE AGROPASTORIL. O valor de alienação das benfeitorias recebido pelo sócio, pessoa física, em virtude da devolução do capital de sociedade agropastoril, somente pode ser tributado como receita da atividade rural se esse sócio der continuidade à exploração da atividade rural; caso contrário, deverá integrar o valor de alienação do imóvel rural para fins de apuração do ganho de capital. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 15/12/2010 (fl. 342), o interessado, representado por seu advogado (fl. 155), interpôs recurso voluntário de fls. 369/404, em 22/12/2010. Em sua defesa, apresenta as argumentações sintetizadas a seguir: • A Lei n° 8.023/90 e a legislação atinente à matéria em momento algum proíbe que numa transação entre produtores rurais, pessoas físicas e jurídicas ou entre pessoas físicas e físicas, o comprador do imóvel não possa utilizar, como custo, as benfeitorias realizadas anteriormente pelo vendedor do referido imóvel rural. Se para o vendedor a benfeitoria é considerada receita da atividade, para o adquirente a benfeitoria é considerada custo da atividade; • No caso em questão a pessoa jurídica devolveu economicamente o capital para a pessoa física efetuando o pagamento de sua quota no capital com a entrega de um imóvel rural cujo valor devidamente comprovado em sua contabilidade e na escritura pública de transmissão mencionava valor da terra nua e valor das benfeitorias existentes no imóvel; • O Conselho de Contribuintes decidiu que para a prova do valor das benfeitorias, utilizase aquele que consta da declaração do imposto territorial rural, na escritura ou nas declarações de bens da atividade rural e que também é possível a apresentação de outro tipo de prova. Assim, se a propriedade ficar com o novo proprietário por um dia, por um mês ou por Fl. 409DF CARF MF Impresso em 21/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 09/12/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 19515.001202/200781 Acórdão n.º 280102.134 S2TE01 Fl. 410 4 muito tempo, as benfeitorias oriundas da aquisição do imóvel quando destacadas na escritura, serão despesas e, quando alienadas, serão receitas da atividade rural, seja a transmissão por pessoa física ou por pessoa jurídica; • O valor da redução de capital, pelo valor contábil, foi de R$ 1.031.502,00 (R$ 514.534,00 pela terra e R$ 516.968,00 pelas benfeitorias inclusas pastagens artificiais), declarado no DIAT do exercício de 2001, no total de R$ 16.237.706,00 (R$ 1.894.482,00 pela terra nua e R$ 14.343.224,00 pelas benfeitorias) comprova que a devolução do bem para os sócios continha o valor da terra e o valor das benfeitorias rurais utilizadas na produção da atividade devidamente comprovados, tanto no balanço da empresa quanto no DIAT entregue, referente ao último exercício antes da redução do capital; • O resultado da atividade rural foi apurado/arbitrado no limite de vinte por cento, tributando na íntegra as receitas das benfeitorias alienadas, não prevalecendo o livro caixa, não utilizando, portanto por força da opção legal, as benfeitorias como custo ou despesa da atividade rural. Nesse sentido, a opção pelo arbitramento descaracteriza a letra "b" do artigo 19 da IN 84/2001, um dos fundamentos utilizados pelo Agente Fiscal, que desviou uma receita de natureza rural para a tributação de ganhos de capital; • A alienação foi realizada por R$ 15.923.646,00, sendo R$ 14.343.224,00 pelas benfeitorias fincadas e existentes no imóvel, destinadas à produção rural, devidamente declaradas à Receita Federal e R$ 1.894.482,00 pela terra nua, conforme disposto na legislação; • As benfeitorias oriundas da aquisição, por ocasião da alienação são receitas da atividade rural, independentemente de o novo proprietário dar ou não continuidade à exploração da atividade rural,. Ou seja, para caracterizar a benfeitoria como receita da atividade rural, sendo o proprietário produtor rural (atividade preponderante), não há exigência legal que o novo proprietário rural exerça naquele imóvel a aquisição de novas benfeitorias; • Foram juntadas aos autos cópias das escrituras parciais da alienação da Fazenda Prata, nas quais fica comprovado que a posse e o domínio da área de 12.744,711 ha era transmitido anualmente em média 1.000,00 ha e que a área remanescente continuava sendo explorada pelo contribuinte, que ainda continua explorando a área de 1.481,48 ha do referido imóvel na qualidade de produtor rural devidamente cadastrado junto às exatorias estaduais da situação do imóvel; • O auto de infração e o acórdão de primeira instância são insubsistentes, eis que ficou provado que as benfeitorias devem ser mantidas como receita da atividade rural e a terra nua como ganho de capital em conformidade com o declarado e tributado nos anoscalendários sob exame. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora Fl. 410DF CARF MF Impresso em 21/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 09/12/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 19515.001202/200781 Acórdão n.º 280102.134 S2TE01 Fl. 411 5 O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. A matéria em litígio referese ao valor a ser considerado como sendo o de alienação do imóvel para fins de apuração do ganho de capital, mais especificamente se este compreende ou não a parcela do valor de alienação, classificada na escritura de venda como correspondendo às benfeitorias. O principal fundamento da autuação para incluir essa parcela no valor de alienação é o de que não foram comprovadas as benfeitorias realizadas após a aquisição do imóvel. A fiscalização fez observar, inclusive, que o contribuinte em nenhum momento efetuou benfeitorias no imóvel rural alienado , visto que o imóvel foi adquirido e alienado na mesma data , ou seja 11/07/2002. Isto é, em 11/07/2002, na mesma data em que ocorreu a redução do capital social da empresa AGROPECUÁRIA JACIARA LTDA., quando os sócios receberam a sua parte ideal em propriedade rural denominada FAZENDA PRATA com 12.744,711 ha, o imóvel denominado FAZENDA PRATA COM 12.744,711 ha foi alienado a GILBERTO FLAVIO GOELLNER, CPF 090.388.84097, pelo valor de R$ 15.923.646,00. O recorrente alega ter o direito de utilizar como custo da atividade rural as benfeitorias realizadas anteriormente pela pessoa jurídica que lhe devolveu o capital mediante os pagamento de sua quota no capital com a entrega de um imóvel rural cujos valores da terra nua e das benfeitorias existentes no imóvel constam devidamente comprovados na contabilidade da empresa e na escritura pública de transmissão. Defende, ainda, que as benfeitorias oriundas da aquisição, por ocasião da alienação são receitas da atividade rural, independentemente de o novo proprietário dar ou não continuidade à exploração da atividade rural. Analisando os argumentos trazidos pelo recorrente, não vislumbro a possibilidade do seu acolhimento, pois entendo que a legislação que disciplina a matéria não permite dúvida quanto ao procedimento correto a ser observado. Dispõe o art. 19 da IN da SRF nº 84, de 11 de outubro de 2001, in verbis: Art. 19. Considerase valor de alienação: I o preço efetivo da operação de venda ou de cessão de direitos; [...] VI no caso de imóvel rural com benfeitorias, o valor correspondente: a) exclusivamente à terra nua, quando o valor das benfeitorias houver sido deduzido como custo ou despesa da atividade rural; b) a todo o imóvel alienado, quando as benfeitorias não houverem sido deduzidas como custo ou despesa da atividade rural. § 1º Tratandose de imóvel rural adquirido a partir de 1997, considerase valor de alienação da terra nua: Fl. 411DF CARF MF Impresso em 21/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 09/12/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 19515.001202/200781 Acórdão n.º 280102.134 S2TE01 Fl. 412 6 I o valor declarado no Diat do ano da alienação, quando houverem sido entregues os Diat relativos aos anos de aquisição e alienação; II o valor efetivamente recebido, nos demais casos. § 2º Na alienação dos imóveis rurais, a parcela do preço correspondente às benfeitorias é computada: I como receita da atividade rural, quando o seu valor de aquisição houver sido deduzido como custo ou despesa da atividade rural; II como valor da alienação, nos demais casos. Notese que, no presente caso, o valor atribuído para a área rural foi declarado integralmente na declaração de bens integrante da Declaração de Ajuste Anual e as benfeitorias não fora m computadas como despesas da atividade rural. Isto porque, conforme consta da Escritura Pública de Alteração de Contrato Social (fls. 51/60), quando da aquisição do imóvel, ou seja, quando da transferência do imóvel da pessoa jurídica (AGROPECUÁRIA JACIARA LTDA) para os sócios (dentre os quais está o autuado), não foram destacadas as benfeitorias constantes do imóvel, haja vista que a transmisão do imóvel rural aos sócios se deu pelo valor contábil atribuído ao bem sem separar as benfeitorias da terra nua. Assim, como no momento da aquisição do imóvel, não foi discriminado o valor das benfeitorias, que passaram a integrar o custo de aquisição, não cabe subtraílas do valor de alienação. Na espécie, também não há que se falar em benfeitorias realizadas no imóvel entre a data de aquisição até a data alienação, conforme bem concluiu a fiscalização, porquanto o imóvel foi adquirido e alienado na mesma data de 11/07/2002. Corretos, portanto, o procedimento fiscal e a decisão de primeira instância ao não admitirem a subtração do valor declarado no instrumento de venda como benfeitoria para fins de apuração do valor de alienação. Neste sentido, também já decidiu o Conselho de Contribuintes, conforme ementas dos acórdãos abaixo transcritas: GANHO DE CAPITAL IMÓVEL RURAL VALOR DE ALIENAÇÃO BENFEITORIAS. Quando o contribuinte não deduz o custo das benfeitorias como despesa, na apuração do resultado da atividade rural, a quantia a elas correspondente integra o valor de alienação, para efeito de apuração do ganho de capital, e não a tributação como receita da atividade rural. (Acórdão 10615526, de 24/05/2006, Relator: José Carlos da Matta Rivitti). IRPF. ATIVIDADE RURAL. O exercício da atividade rural tem regramento específico. O tratamento fiscal atribuído à alienação da terra nua é a apuração do ganho de capital, nos termos da Instrução Normativa SRF 84/2001. As benfeitorias realizadas devem receber o tratamento fiscal de "despesa" no mês do efetivo pagamento, abatendo a receita bruta respectiva, que será oferecida à tributação. No momento posterior, por ocasião da alienação, os valores das benfeitorias que antes eram uma Fl. 412DF CARF MF Impresso em 21/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 09/12/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 19515.001202/200781 Acórdão n.º 280102.134 S2TE01 Fl. 413 7 despesa, se reverte em receita decorrente da operação de venda, montante que deverá compor o resultado da receita bruta, base de cálculo da atividade rural. Lei 8.023 de 1.990, art. 4º, parágrafos 1º e 2º, e artigo 5º e na Lei 8.383 e 1.991, art.14. No RIR/99 art. 61 a 63 e art. 71. (Acórdão 10247537, de 28/04/2006, Relatora: Silvana Mancini Karam). GANHO DE CAPITAL TERRA NUA BENFEITORIAS As benfeitorias constantes no imóvel rural constituem receita da atividade rural, mas a exclusão dos valores correspondentes na apuração de ganho de capital quando da alienação da terra nua somente se justifica se comprovados os respectivos valores, com identificação nos instrumentos que efetivaram a operação de alienação (e.g. escritura pública). (Acórdão 10422438, de 24/05/2007, Relator: Gustavo Lian Haddad). Por outro lando, verificase que o contribuinte informou nas DIRPF, dos exercícios de 2003 a 2005, como receita da atividade rural, os valores que diz terem sido recebidos como contrapartida pelas benfeitorias, implicando em apuração de imposto. Ora, se o lançamento que ora se examina originouse do entendimento de que as benfeitorias não poderiam ser tributadas como receita da atividade rural, o imposto pago em razão dessa opção pelo contribuinte deveria ser subtraído para fins de apuração do imposto a ser exigido na autuação. De outro modo, o Fisco estaria recebendo o imposto duplamente. Portanto, deve ser subtraído do valor da autuação, referente a cada ano, e antes da aplicação da multa de ofício e dos juros de mora, o valor apurado e pago pelo Contribuinte em decorrência das respectivas declarações em que constaram os valores recebidos em decorrência da alienação, como receita da atividade rural. Da mesma forma, deve ser considerado o valor apurado e pago a título de “Imposto Pago sobre Ganhos de Capital” consignado na declaração de ajuste anual do contribuinte, referente ao ano calendário 2004, exercício 2005 (fl. 30), eis que se trata da alienação do imóvel em questão, conforme demonstrativo de fl. 37/38, porém, não foi computado pelo fisco. Diante do exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso para que o valor recolhido a título de "Imposto Pago sobre Ganhos de Capital" na declaração de ajuste anual do exercício de 2005, bem como os impostos pagos em decorrência da colação das receitas da atividade rural vinculadas à alienação do imóvel em debate nas declarações de ajuste anual dos exercícios 2003, 2004 e 2005, sejam abatidos do imposto aqui lançado, antes da incidência dos juros de mora e da multa de ofício. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 413DF CARF MF Impresso em 21/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 09/12/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 19515.001202/200781 Acórdão n.º 280102.134 S2TE01 Fl. 414 8 Fl. 414DF CARF MF Impresso em 21/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 09/12/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALI N
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