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Numero do processo: 11128.001606/96-68
Data da sessão: Tue Oct 20 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Oct 20 00:00:00 UTC 2009
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO- li
Data do fato gerador: 2810111994
IL CLASSIFICAÇÃO TARIFÁRIA.
Constatado que a mercadoria importada se trata, na verdade, de um produto químico inorgânico, de metais de terras raras, mais especificamente um concentrado de cério, e não urna preparação ou urna mistura deliberadamente preparada, restando configurado que os demais elementos químicos identificados tratam-se tão somente de impurezas, fazendo parte da composição química do minério do qual é extraído o composto, há que se adotar a Regra Geral n.° 01 de Interpretação do Sistema Harmonizado, para classificá-la no código TAB 2846.10.0400.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 3202-000.064
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
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LTDA. DRI-SÀO PAULO/SP ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO- li Data do fato gerador: 2810111994 IL CLASSIFICAÇÃO TARIFÁRIA. Constatado que a mercadoria importada se trata, na verdade, de um produto químico inorgânico, de metais de terras raras, mais especificamente urn concentrado de cério, e não urna preparação ou urna mistura deliberadarnente preparada, restando configurado que os demais elementos químicos identificados tratam-se tão somente de impurezas, fazendo parte da composição química do minério do qual é extraído o composto, há que se adotar a Regra Geral n.° 01 de Interpretação do Sistema Harmonizado, para classificá-la no código TAB 2846.10.0400. Recurso Voluntário Provido.. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar rovimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente Z OVO ROS SARI - Presidente tZ, ;¡ IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES — Relatora ORMALIZADO EM: 14 de setembro de 2010. Ros,aari, Hoffma 1! Participaram do presente julgamento os Conselheiros José Luiz Novo ne Souza da Trindade Torres, Luis Eduardo Garrosino Barbieri, Susy Gomes Rodrigo Cardozo Miranda e Heroldes Bahr Neto. ! I Ausente Justificadamente o conselheiro Joao Luiz Fregonazzi. I! !I ' Processo 11128 001606/96-68 Acoi chlo n " 3202-00.064 S3-C2T2 Fl . 2 elatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, o qual asso a transcrever: A empresa acima qualificada submeteu a despacho, através da DI 006073/Adição 001, de 28/01/1994 (fls. 09 a 13), o produto descrito como "HIDRÓXIDO DE CÉRIO", classificando-o no código 2846.10.0400/TAB, como um Composto de Cério, com aliquota de 0% para o If e para o Retirada amostra do produto para efeito de análise, o laudo técnico n" 2036, do Warta (fls. 22), concluiu tratar-se de uma Preparação à base de Mistura de Hidróxido de Céria e Compostos Inorgânicos de Bário e Cálcio, na forma de pó. vista da análise laboratorial, a Fiscalização desconsiderou o enquadramento tarifário pleiteado pelo importador, reclassificando o produto no código NBM 3823.90.9999, como tun produto das indústrias químicas, não especificado nem compreendido em posição diferente da 382.3, com aliquota de 20% para o II. e 10% para o IPI Em conseqüência, lavrou-se o Auto de Infração de fls. 01 a 06, pelo qual o contribuinte foi intimado a recolher ou impugnar o crédito tributário de 61.481,92 Ufirs, relativo ao II e fF1 que deixaram de ser pagos, juros de »tora, multas do art 4", inciso da Lei 8218/91, art. 364, inciso II do RIPL Discordando da exigência ,fiscal, a autuada impugnou (fly, 43 a 46) o Auto de Infração, apresentando, sucintamente, em sua defeS a, as razões abaixo; 1 o enquadramento tarifário da mercadoria é especifico e não genérico, como consta do Auto de Infração; 2, o laudo do La bana está correto, pois a mercadoria despachada é um composto de Cério; 3. a classificação deve fazer-se pela regra 3 "b"; 4, a exclusão da posição 2846 a que se referem as Notas Explicativas não se aplica ao produto; e .5, solicita nova perícia, tendo formulado quesitos; A antiga Delegacia de Julgamento de São Paulo, it vista das ponderações do impugnante, solicitou nova perícia ao INT, tendo ,formulado os quesitos de fls. 60 e 62 , acrescidos dos quesitos da interessada, dells 46 3 Os mantend dedlirit9 cio .! 9:00 inciso II (1151 1 IrIimii respont em sin e Da perícia, resultou o Relatório Técnico de fls. 102 a 105, que restunimo.s abaixo; - a mercadoria se compõe de; 70,70% de Oxidas de terras raras, sendo 64,62% de Ce02 (Oxido de Cério); 5,89% de Ba0 Sr0 (como Bat)); 4,54% de CaO (óxido de cálcio); 0,89% de Si02; 4,58% de P205, etc. - não foi detectada a presença de nitratos de cério com sulfatos ou cloretos do mesmo elemento; - um dos LOOS do produto é ser aditivo para a fabricação de vidros; - o produto não é uma preparação; - o dizio principal é o oxigénio Solicitada a manifestar-se sobre o Relatório Técnico acima, nos termos do art 44 da Lei 9,784, de 29 de janeiro de 1999, a interessada não o fez," A DRJ-São Paulo/SP julgou o lançamento parcialmente procedente, nos ementa transcrita adiante (fls. 112/117): "Assunto: Imposto sobre a Importação - lI Data do fato gerador: 28/0111994 Ementa: CLASSIFICACÁO FISCAL. PENALIDADES TRIBUTÁRIAS 0 produto identificado por análise laboratorial como uma mistura de metais das terras rams com compostos de metais alcalino-terrosos e elementos não metálicos, de constituição química não definida, um produto diverso das indústrias químicas, se classifica no código NBM 3823 90.9999, por aplicação da Regra Geral de Interpretação n" I do Sistema Haiinonizado Cabíveis as multas do 4 0, inciso I da Lei 8218/1991, coin a redação dada no art, 44, inciso I da Lei 9,430/1996, por declaração inexata e a do art. 364, inciso II do RIPI, coin a redação dada pelo art. 45 da Lei 9,430/96, por falta de lançamento do IPI na Declaração de bnpoi loção." Aquela autoridade julgadora entendeu cabível a reclassificação fiscal, integralmente o lançamento referente ao II e ao IPI. Quanto h multa relativa inexata, capitulada no art 4°, inciso I da Lei n°. 8.218/1991, determinou a redução tnial para 75%, por aplicação da retroatividade benigna do inciso I do art. 44 da Lei 96 Pelo mesmo motivo, aplicou a redução da multa lançada referente ao art. 364, o RIPI, por falta de lançamento do IN na Declaração de Importação. Irresignada, a contribuinte apresentou recurso voluntário a este Colegiado 131), repisando os mesmos argumentos expendidos na peça impugnatória. imente, suscitou a conversão do julgamento em diligência, em razão de o TNT haver 6 exclusivamente aos quesitos propostos pela autoridade julgadora a quo. No mérito, , alegou que a posição pretendida pelo fisco, código 3823, está em contrariedade As 4 ' Processo n° 11128 001606/96-68 S3-C2T2 AcotcIfio n 0320200064 . Fl 3 informações do Laudo do INT e que a NESH ampara a posição 2846, pretendida pela contribuinte. Ao final, requereu o provimento do recurso. • Em sessão de 11 de novembro de 2004, a então Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por meio da Resolução if. 303-00.986, rejeitou a preliminar de ulidade da decisão recorrida e decidiu converter o julgamento em diligencia, para que' o INT e'spondesse As questões anteriormente formuladas pela contribuinte, bem como a questões -nuladas por aquela Câmara (fis.1401147). Cumprida a diligência requerida, retornam os autos a este Colegiado para ulgamento. o Relatório. 5 Votei Conselheira IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Relatora el n 06Ó7 2846.10(.0 ptodtiio exame go regras1 g 20/22?4' , os trs elabora itqT, 4 1i fi O recurso é tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade, s quais dele conheço. Cinge-se h lide a classificação fiscal da mercadoria importada por meio da DI -9, descrita como "Hidróxido de Cério", classificada pela contribuinte no código 00 — compostos de cério e reclassificada pelo fisco no código 3823.90.9999- indústrias químicas, não especificado nem compreendido em outras posições. Para decidir qual classificação é a correta, necessário se faz proceder ao caso concreto em face das informações trazidas pelos Laudos Técnicos e A luz das de classificação fiscal. 0 laudo do LABANA, que embasou a autuação, assim se manifestou (fls. Quesito I. Trata-se de hidróxido de cério? K A mercadoria analisada não se trata somente de hidróxido de cério. Quesito 2. Caso negativo, de que produto se trata? R Trata-se de uma preparação à base de mistura de hidróxido de cério e compostos inorgânicos de bário e cálcio, na forma de Pó. CONCLUSÃO. Trata-se de uma Preparação c't base de Mistura de Hidróxido de Cério e Compostos Inorgcinicos de Bário e Cálcio, na forma de pó. A URI converteu o julgamento em diligência, para que fossem respondidos esitos formulados pela então impugnante (fl. 37), bem como outros que foram por aquele órgão julgador, A resposta a todos os quesitos encontra-se no Laudo do 94/96: ouEsiros FORMULADOS PELA PARTE I. Analisando o laudo ern questão, é possível identificar a existência de misturas de nitratos de cello com sulfatos ou cloretos do mesmo elemento? R - A análise feita pelo INT determinou a presença de fluoretos, cloretos e fosfatos. O fato de o produto não conter nitratos, pelo menos em quantidades apreciáveis, evidencia a inexistência de misturas de nitrato de cério com outros sais do mesmo elementos. 2 0 produto analisado pode ser matéria prima para a . fabricação de vidro? De acordo com a bibliografia consultada, um dos usos deste produto é como aditivo para a fabricação de vidros, QUESITOS FORMULADOS PELA URI: rocesso n° 11128.001606/96-68 S3 -C2T2 córdiio n ° 3202-00.064 Fl 4 I. 0 produto importado é um composto inorgânico ou orgânico, mistura de metais de terras raras com predominância de hidróxido de cério, contendo impurezas conforme definição acima exposta? R. O produto importado é um produto inorgânico com predominância de óxido cérico (Ce02), ou seja, um concentrado de cério obtido a partir do beneficiamento do minério conhecido como bastnasita, contendo as impurezas esperadas em fim ção do procedimento usual de beneficiamento deste tipo de material. A bastnasita é um fluocarbonato de cério, contendo as outras terras raras, especialmente as levas, em menores proporções ( „) A composição química encontrada para o produto em questão mostra que ele é um concentrado de cério, obtido através do beneficiamento de um minério que ocorre na natureza, a bastnasita, e não uma preparação ou unto mistura deliberadamente preparada. uma mistura de óxidos- ou hidróxidos de metais das terras raras ou misturas de sais coin o mesmo anion, mas não misturas de sais com ânions diferentes, sendo irrelevante o fato do cátion ser o mesmo? R — Sendo um concentrado de cério, é natural que o produto contenha as outras terras raras, já que estes elementos ocorrem sempre misturados na natureza, e a sua separação acarretaria um aumento excessivo no custo do produto. O ânion principal é o oxigênio, embora fluoreto.s, cloretos e fasfatos estejam também presentes, como mostrado pela análise química do produto, Às fls. 165/166, o TNT responde a quesitos formulados pelo Conselho de o ltribuintes: 1 QUESITOS FORMULADOS PELO CONSELHO DE CONTRIBUINTES: 3 — Da análise do laudo do LABANA pode-se entender que o produto analisado pertence à categoria daqueles descritos na posição 3823? R — Não. A posição 3823 "'Lidos graxos (gordos) monocarboxilicas industriais; elos ácidos de refinação; álcoois graxas (gordos) industriais" trata de produtos orgânicas do tipo ácidos monocarboxilicas de cadeia longa e de álcoois de cadeia longa, portanto, não tendo alguma ligação com o produto em questão, já que esse trata-se de uni produto inorgânico obtido a partir do beneficiamento de 11171 minério existente na natureza. 4 — O produto em causa se apresenta na forma em que é extraido na natureza, ainda que tenha sofrido processos simples de concentração, tais como lavagem, levigação ou decanta cão? R — Não, O produto em questão é obtido a partir do beneficiamento do minério conhecido como bastnazita, que 6. um fluocarbonato de cério, contendo as outras terras raras ein menores proporções, especialmente as terras raras leves 7 'I! 5 — Em caso afirmativo do quesito anterior; trata-se de uma areia? R Não 6 — Em caso negativo quanta ao quarto quesito, as substâncias presentes,além do óxido ou hidróxido de cério, podem ser consideradas impurezas, quer por já se encontrar juntas na natureza, quer por constituir dejetos normais do processo de produção, cuja eliminação seria desnecessária ou antieconômica? R — Sim Todas as substâncias presentes no produto em questão, além do óxido ou hidróxido de cério, faze'', parte da composição química do minério extraído, podendo, portanto, serem consideradas como impurezas cuia eliminação seria desnecessária para a utilização do produto na indústria de vidro, dal de antieconômica 7. Há no produto alguma substância . estranha ao óxido ou hidróxido de cério que tenha sicd'o . quer propositahnente agregada, quer ali deixada com finalidade especifica.? Elll caso afirmativo, qual finalidade? R — NãO. Todas as substâncias estranhas ao óxido ou hidróxido de cério presentes no produto fazem parte da composição química do minério, a bastnazita, antes deste ser submetido ao processo de beneficiamento e não precisam ser totalmente removidas, tuna vez que podem fazer parte da composição de vidros impu que rã queUltó e 11, os riltad gras ( triir10 quii.niafs ztaL) esclare4i Aquele, um pr Concen btn eletien c`Cticht qu4ia faz eece4Si a ' asfi 11 o (grifos não constantes do original) Note-se que a resposta ao quesito ri°, 3, elaborado pela interessada na o e indicado pelo Conselho de Contribuintes, encontra-se prejudicada. Vale ressaltar be ao órgão técnico demandado pronunciar-se sobre classificação de mercadorias, o atéria técnica, conforme entendeu a diligência feita pela 1" Câmara. LL A. época da reclassificação, a posição 3823 tinha outra redação e englobava graxos (gordos) monocarboxilicos industriais, os óleos de refinação, os álcoois ardas) industriais". A posição 3823 abrangia os "aglutinantes preparados para h. para micleos de fundição, os produtos químicos e preparações das indústrias ou das indústrias conexas (inchddos os constituídos por misturas de produtos ,nao especificados nem compreendidos em outras posigões". Como tal fato não foi àquele Instituto, não há como ser considerada a informação fornecida na resposta • rto. Os dois Laudos formulados pelo TNT deixam claro que o produto analisado é to químico inorgânico, de metais de terras raras, mais especificamente um o de cério, obtido através do beneficiamento de um minério que ocorre na natureza, ta, e Wan urna preparação ou uma mistura deliberadamente preparada . Os demais químicos observados pelo LABANA, quando da análise da amostra, e que o levaram o equivocada de que se tratava de unia preparação, são, na verdade, impurezas, as rit 'parte da composição química do minério do qual 6 extraído o composto e que não ser removidas para sua utilização na fabricação de vidros. Ex vi da Regra Geral para Interpretação do Sistema Harmonizado n°. 01, a a fiscal de um produto é determinada, primeiramente, pelos textos das Posições e Processo n° 11128.001606/96-68 S3-C2T2 At: Rik a.' 3202-00.064 Fl. 5 das Notas de Seção e de Capitulo. Os títulos das Seções, dos Capítulos e dos Subcapitulos tern valor apenas indicativo. 0 termo "texto da posição" refere-se a redação pertinente a cada urna das posições, de sorte que, em principio, a classificação é determinada pelo enquadramento da mercadoria no texto de urna determinada posição, atendendo ao disposto nas Notas de Seção e de Capitulo. Vejamos, portanto, os textos das posições sob análise, bem como as Notas de Seção ou Capitulo relacionadas: CAPÍTULO PRODUTOS OLIbilICOS INORGÂNICOS; COMPOSTOS INORGÂNICOS OU ORGÂNICOS DE METAIS PRECIOSOS, DE ELEMENTOS RADIOATIVOS, DE METAIS DAS TERRAS RARAS OU DE ISO TOPOS POSIÇÃO 2846 - COMPOSTOS, INORGÂNICOS OU ORGÂNICOS, DOS METAIS DAS TERRAS RARAS, DE ITN° OU DE ESCÂNDIO OU DAS MISTURAS DESTES METAIS. SUBPOSIÇÃO 2846.10— Compostos de Cério (grips não constantes do original) CAPÍTULO 38- PRODUTOS DIVERSOS DAS INDÚSTRIAS QUÍMICA POSIÇÃO 3823- AGLUTINANTES PREPARADOS PARA MOLDES OU PARA NÚCLEOS DE FUNDIÇÃO, - PRODUTOS QUÍMICOS E PREPARAÇÕES DAS INDUSTRIAS QUÍMICAS OU DAS INDÚSTRIAS CONEXAS (INCLUÍDOS OS CONSTITUÍDOS POR MISTURAS DE PRODUTOS NATURAIS), NÃO ESPECIFICADOS NEM COMPREENDIDOS EM OUTRAS POSIÇÕES SUBPOSIÇÂO 3823.90— Outros (grifos não constantes do original) NOTA DO CAPÍTULO 28: I, Ressalvadas as disposições em contrário, as posições do presente Capitulo compreendem apenas: a) os elementos químicos isolados ou os compostos de constituição química definida apresentados isoladamente, mesmo contendo impurezas b) ar soluções aquosas dos produtos da alínea a) acima; c) as outras soluções dos produtos da alínea a) acima, desde que essay soluções constituam um modo de acondicionamento usual e indispenscivel, determinado exclusivamente por razões de segurança ou por necessidades de transporte, e que o solvente nlio torne o produto particulannente apto para usos específicos de preferência à sua aplicagdo geral,- d) os produtos' das alíneas a), b) ou c) acima, adicionados de um e,stabilizante ()ncluído um agente antiaglomerante) indispensável à sua conservação ou transporte; e) os produtos das alíneas a), N, o ou d) acima, adicionados de uma substância antipoeira ou de um corante, com a finalidade de facilitar a sua identificação ou por razões de segurança, desde que essas adições não tornem o produto particularmente apto para usos espec(icos de preferência a sua aplicação genii. Por fim, esclarece a NESH: NOTA EXPLICATIVA DO SISTEMA HARMONIZADO (NESH) REFERENTE A POSIÇÃO 2846 Esta posição compreende os compostos inorgânicos ou orgânicos do itrio, do escândio ou dos metais de ten -as raras da posição 28 05 *Huai°, cério, praseodimio, neodimio, son:611o, eu -ópio, gadolinio, térbio, disprósio, há/mio, érbio, túlio, itérbio, lutécio). Também abrange os compostos diretamente obtidos pot tratamento químico das misturas dos elementos, Isto significa que a posição inclui misturas de óxidos ou de hidróxidos desses elementos ou misturas de sais com o mesmo ânion (por exemplo, cloreto de metais das ten as raras), mas não misturas e sais com ânions diferentes, sendo irrelevante o fato de o ccition ser o mesmo. A posição não abrange, dessa ,forma, uma mistura de nitratos de európio e samário com os oxalatos e nem uma mistura de cloreto de cério com sulfato de cémio, dado que estes exemplos não consistem em compostos derivados diretamente de misturas de elementos, mas em misturas de compostos identificáveis como tendo sido produzidos intencionalmente para uma dado fim( ,.) Entre os compostos desta posição, podem citar-se os seguintes: I) Compostos do aria a) Oxidas e hidróxidos O óxido cérico, pó branco, insolúvel em água, obtém-se a partir do nitrato; emprega-se em cerâmica como opacificante, na indústria de vidro como corante, na preparação de carvões para lâmpadas de arco voltaico ou como catalisadores na ,fabricação do ácido nítrico ou de amônia.. Também existe uni hidróxido cérico. O óxido e hidróxido cenosos são poucos estáveis. ) contri enquad • postoa posq po*,?td • Li rrr riterOret eócilli0oh asst efetua cÍó •I • Verifica-se facilmente que o texto da posição 2846, pretendida pela te, enquadra-se perfeitamente ao produto em questão, não podendo este ser o na posição 3823, pretendida pelo fisco, por não se adequar ao texto daquela ão havendo disposição relativa As Notas de Seção ou de Capitulo que o exclua da 4,6. Antes pelo contrário, as Notas do capitulo 28 corroboram a classificação naquela em corno as Notas Explicativas da NESH acima transcritas. Destarte, no caso em exame, concluo pela aplicação da Regra Geral para ao do Sistema Harmonizado n". 01, para classificar a mercadoria importada no B 2846..10.0400, especifico para compostos de cério, julgando incabível a ação pretendida pelo fisco e, por conseqüência, improcedente o lançamento fiscal rocesso 1 1 128 001606/96-68 S3-C2T2 co do n '3202-00.064 Fl 6 Pelo exposto, DOU PROVIMENTO ao recurso voluntário. Sala das Sessões, em 20 de outubro de 2009 d tva:11-1-eNv'' IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES it
score : 1.0
Numero do processo: 10166.008802/2002-07
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jul 27 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Jul 27 00:00:00 UTC 2006
Ementa: PIS/PASEP. INTIMAÇÃO PARA RECOLHIMENTO DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO COM EXIGIBILIDADE SUSPENSA. IMPOSSIBILIDADE.
Estando claro que o acórdão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento decidiu pela suspensão da exigibilidade do crédito tributário nos termos do art. 151, inciso II, do CTN, é incabível o prosseguimento da cobrança.
Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 202-17.216
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: DCTF - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada(TODOS)
Nome do relator: MARIA CRISTINA ROZA DA COSTA
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O. U Fl. . - )* (> Processo n! : 10166.008802/2002-07 C Recurso n-t : 131.925 C Rubrica Acórdão : 202-17.216 Recorrente : SOLTEC ENGENHARIA LTDA. Recorrida : DRJ em Brasília - DF• PIS/PASEP. INTIMAÇÃO PARA RECOLHIMENTO DE MINISTÉRIO DA FAZENDA CRÉDITO TRIBUTÁRIO COM EXIGIBILIDADE SUS- Segundo Conselho de Contribuintes PENSA. IMPOSSIBILIDADE.• CONFERE COMO WIGINALÉ Brasflia-DF, em 30 / / Estando claro que o acórdão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento decidiu pela suspensão da exigibilidade do crédito • euza akafuji tributário nos termos do art. 151, inciso II, do CTN, é incabível Secretária da Segunda Camara o prosseguimento da cobrança. Recurso não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por SOLTEC ENGENHARIA LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto da Relatora. Sala d Sessões, em 27 de julho de 2006. Aluo Carlos Atulim Presidente CUic- / Maria Cristina Roza d4 Costa Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Gustavo Kelly Alencar, Nadja Rodrigues Romero, Ivan Allegretti (Suplente), Antonio Zomer, Simone Dias Musa (Suplente) e Maria Teresa Martínez López. 1 ,4;;n MINISTÉRIO DA FAZENDA 22 CC-MF - Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE C00,0 911RIGINAL/ Fl. Brasilia-DF em o /1 /.120 Processo n2 : 10166.008802/2002-07 leuzak afuji Recurso n2 : 131.925 Seeretina da Segunda Câmara Acórdão n : 202-17.216 Recorrente : SOLTEC ENGENHARIA LTDA. RELATÓRIO Trata-se de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 4-9- Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Brasília - DF. Por economia processual, reproduz-se, abaixo, em parte, o relatório da decisão recorrida: "Versa o presente processo sobre Auto de Infração - PIS/1998 - Declaração de Contribuições e Tributos Federais, ano calendário de 1998, folhas 11, mediante o qual é exigido da interessada supra identificada o crédito tributário no valor de R$ 127.724,88 pelas razões constantes às folhas 12/17. Cientificada, a contribuinte apresentou impugnação ' (folhas 01/08) contestando o Auto de Infração, com base nas seguintes alegações: NULIDADE OU CANCELAMENTO DO AUTO DE INFRAÇÃO LAVRADO, consoante • os fatos e fundamentos a seguir expostos: 1. A Secretaria da Receita Federal, em Brasília/DF, através de seu agente público, lavrou o Auto de Infração em tela, por entender que o contribuinte não efetivou o pagamento principal do tributo (PIS), conforme demonstrativo anexo I. (.) 3. Ocorre que, totalmente equivocada a autuação processada pela Secretaria da Receita Federal, posto que os valores apurados a título do referido tributo foram recolhidos pelo contribuinte, em juízo, consoante faz prova guias de recolhimentos anexas. 4. Assim sendo, os depósitos foram efetuados de forma integral, isto é, na data do vencimento de cada parcela, em juízo (docs. anexos), em vez de fazê-los administrativamente, digo, via DARF. • 7. Que a Fazenda Nacional foi informada de todos os atos processuais ocorridos nos autos do Processo Judicial n° 96.5915-2 (17°VF). 8. Ademais, consoante disposição contida no art. 1°, parágrafo 2°, da Lei n° 9.703/98, existe a remessa imediata das quantias depositadas judicialmente para a conta única do Tesouro Nacional, portanto, os valores depositados já adentraram nos cofres da União, inexistindo qualquer inadimplência. 9. Isto posto, requer-se que o ilustre Delegado da Receita Federal de Julgamento analise o pleito e os documentos anexados, para que ao final anule ou cancele o Auto de Infração em tela, sob pena de criar sérios embaraços ao contribuinte, inclusive, privando-o de prosseguir com os seus atos de comércio (participar de processos licitatórios, contratar com o serviço público e etc). 10. Por outro lado, caso não seja acolhida a pretensão acima, o que não se espera, requer-se o afastamento da aplicação da Multa isolada e da Taxa Selic (..) 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA 22 CC-MF - Ministério da Fazenda, cSeoguNnFdEo RCvsceoltimo doe C9ionitirawibuinuftes Fl. • .'•;',W• Segundo Conselho de Contribuintes Brasllia-DF, emjIlt _I 1 le±.1?__u Processo n2 : 10166.008802/2002-07 á z411-atfu ji Recurso in2 : 131.925 Semana da Segunda Camara Acórdão n : 202-17.216 Apreciando as razões postas na impugnação, o Colegiado de primeira instância • proferiu decisão, resumida na seguinte ementa: "Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep • Ano-calendário: 1998 Ementa: DCTF - CONCOMITÂNCIA ENTRE PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL - Não se toma conhecimento da impugnação administrativa no tocante a matéria de ação judicial quando o auto de infração seja lavrado antes ou após a interessada ter ingressado em juízo com ação judicial, da parte que tenha o mesmo • objeto do processo administrativo. Impugnação não Conhecida DEPÓSITO JUDICIAL - MULTA DE OFICIO E JUROS DE MORA - Incabíveis multa de oficio e juros moratórios sobre o crédito tributário que esteja com sua exigibilidade suspensa, em razão do art. 151, II, da Lei 5.172, de 1966, ou seja, coberto por depósito judicial no valor do montante integral, desde que o mesmo tenha sido efetuado dentro do prazo previsto na legislação tributária. PAGAMENTO - O pagamento extingue o crédito tributário. Lançamento Procedente em Parte". A parte dispositiva da decisão dispõe como segue: "Vistos, relatados e discutidos os autos do processo n° 10166.008802/2002-07, ACORDAM os julgadores da Quarta Turma da DRJ em Brasília, por unanimidade de votos, não tomar conhecimento da impugnação relativamente aos valores da contribuição (PIS/98) depositados em juízo e JULGAR improcedente o lançamento no correspondente à multa de oficio e juros de mora nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado." Intimada a conhecer da decisão em 16/02/2004, a empresa, insurreta contra seus termos, apresentou, em 11/03/2004, recurso voluntário a este Egrégio Conselho de Contribuintes, com as seguintes razões de improcedência total do auto de infração e da decisão singular, alegando em recurso: a) nulidade ou cancelamento do auto de infração lavrado, uma vez que efetuado depósito judicial integral e tempestivo da exação ora exigida; e b) existência de contradição entre a decisão recorrida e a intimação recebida. Enquanto a primeira decidiu pela suspensão da exigibilidade do crédito tributário em face do depósito judicial realizado, a segunda intimou a recorrente a recolher o tributo no prazo de trinta dias, contados a partir do recebimento da mesma. Alfim, requer o acatamento das razões apresentadas, modificando a decisão recorrida e anulando a intimação n2 14/04 lançada pela Delegacia da Receita Federal, pois contrária aos termos dispostos na Decisão proferida no Acórdão da DRJ em Brasília - DF. Os autos foram remetidos ao Terceiro Conselho de Contribuintes, cuja Terceira Câmara expediu a Resolução n2 303-01.075 declinando competência para este Conselho, por versar os autos sobre matéria de sua competência. É o relatório. 3 fp MINISTÉRIO DA FAZENDA 2 Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes 2 CC-MF CONF O ,RNAL/ Segundo Conselho de Contribuintes ERE Brasilia-DF, ecom QIGI Fl. m / / COOU Processo n9- : 10166.008802/2002-07 euzattkafuji Recurso 112 : 131.925 Surdina da Segunda Câmara Acórdão n2. : 202-17.216 VOTO DA CONSELHEIRA-RELATORA MARIA CRISTINA ROZA DA COSTA O recurso voluntário atende aos requisitos legais exigidos para sua admissibilidade e conhecimento. A matéria contida nos autos decorre exclusivamente da inobservância da Delegacia da Receita Federal em Brasília - DF dos termos da decisão expedida pela DRJ. Na verdade, não se trata de recurso contra a referida decisão, mas contra a • intimação recebida da referida DRF, na qual a recorrente foi instada, de forma indevida, a efetuar o recolhimento do tributo lançado nos autos no prazo de trinta dias, contrariando a decisão da DRJ que reconheceu a inexigibilidade do mesmo. Consciente de que se não se manifestasse corria o risco de ver-se às voltas com a inscrição do crédito tributário na Dívida Ativa da União, a recorrente optou por buscar guarida junto ao Conselho de Contribuintes. Entretanto, não se trata propriamente de recurso voluntário interposto nos termos estabelecidos pelas normas que regem o processo administrativo fiscal. Também não seguiu as mesmas normas a DRF quando expediu a referida intimação, nem atentou para a decisão proferida em primeira instância, na qual consta a suspensão da exigibilidade do crédito tributário indevidamente cobrado. Com essas considerações, voto por não conhecer do recurso, devendo a DRF responsável atentar para o disposto no Acórdão da DRJ em Brasília - DF contido às fls. 61 e 62. Sala das Sessões, em 27 de julho de 2006. AM.A RIS" TIN' A RO±:A/DA COSTA 4 Page 1 _0015500.PDF Page 1 _0015600.PDF Page 1 _0015700.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10983.907308/2009-61
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 22 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano-calendário: 2003
Ementa: COMPENSAÇÃO. FORMALISMO MODERADO.
RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS DESPACHO DECISÓRIO. DIREITO À
REPETIÇÃO DO INDÉBITO.
A prévia retificação da DCTF não é condição sine qua non para a análise de declarações de compensação de indébitos tributários por pagamentos aplicados em débitos confessados, em face da alegação de erro na declaração.
Recurso Voluntário Provido.
Aguardando Nova Decisão.
Numero da decisão: 3803-002.670
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso, determinando o retorno dos autos à autoridade julgadora de primeira instância para que seja proferida nova decisão, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2003 Ementa: COMPENSAÇÃO. FORMALISMO MODERADO. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS DESPACHO DECISÓRIO. DIREITO À REPETIÇÃO DO INDÉBITO. A prévia retificação da DCTF não é condição sine qua non para a análise de declarações de compensação de indébitos tributários por pagamentos aplicados em débitos confessados, em face da alegação de erro na declaração. Recurso Voluntário Provido. Aguardando Nova Decisão.
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FORMALISMO MODERADO. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS DESPACHO DECISÓRIO. DIREITO À REPETIÇÃO DO INDÉBITO. A prévia retificação da DCTF não é condição sine qua non para a análise de declarações de compensação de indébitos tributários por pagamentos aplicados em débitos confessados, em face da alegação de erro na declaração. Recurso Voluntário Provido. Aguardando Nova Decisão. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, determinando o retorno dos autos à autoridade julgadora de primeira instância para que seja proferida nova decisão, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. [assinado digitalmente] Alexandre Kern Presidente. [assinado digitalmente] Jorge Victor Rodrigues Relator Fl. 48DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani. Relatório Tratase de declaração de compensação transmitida em 15/12/2005, onde busca a contribuinte compensar crédito de PIS/PASEP, do período de apuração de julho de 2003, decorrente de pagamento a maior ou indevido, com débitos da mesma contribuição. A DRF em Florianópolis não homologou a compensação tendo em vista que o DARF discriminado no Per/Dcomp foi integralmente utilizado para quitar débitos da contribuinte não restando saldo credor para compensar a dívida declarada. Cientificada em 29/06/2009, apresentou manifestação de inconformidade em 23/07/2009, na qual alega que A empresa sendo tributada pelo lucro real, vinha pagando o PIS não cumulativo no período de janeiro/2003 à abril/2005 e a COFINS no período de janeiro/2004 à abril/2005 não cumulativos. Porém em maio de 2005 foi verificado que a atividade de vigilância se enquadrava nas atividades da Lei 7.102 de 20 de junho de 2003, que devem tributar o PIS e a COFINS pelo método cumulativo. Desta forma, foi refeito o cálculo do período acima referido, com base na tributação cumulativo conforme determina a lei e devidamente retificadas as declarações de IR, DCTF e DACON, sendo que o crédito referente ao pagamento a maior, foi compensado nos débitos posteriores conforme PERDCOMP (grifamos) A DRJ em Florianópolis manteve o despacho decisório por entender que a DCTF retificada após o início do procedimento fiscal não possui o condão de produzir efeitos retroativos, de modo que somente seria possível a homologação da compensação, independentemente de eventuais outras verificações, caso a contribuinte houvesse retificado a DCTF antes da transmissão da Dcomp. Eis a ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2003 COMPENSAÇÃO. INDÉBITO ASSOCIADO A ERRO EM VALOR DECLARADO EM DCTF. REQUISITO PARA HOMOLOGAÇÃO. Nos casos em que a existência do indébito incluído em declaração de compensação está associada à alegação de que o valor declarado em DCTF e recolhido é maior do que o devido, só se pode homologar tal compensação, independentemente de eventuais outras verificações, nos casos em que o contribuinte, previamente à apresentação da DCOMP, retifica regularmente a DCTF. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Fl. 49DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10983.907308/200961 Acórdão n.º 380302.670 S3TE03 Fl. 2 3 Inconformada, após ciência do acórdão retro (20/07/2011), apresentou recurso voluntário em 16/08/2011, na qual requer a homologação da compensação apresentada ou, subsidiariamente, que seja facultado outro pedido de compensação utilizando o crédito gerado pela retificação da DCTF. Voto Conselheiro Jorge Victor Rodrigues O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos para a sua admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. Consoante o relato, tratam os autos de declaração de compensação na qual o contribuinte buscou compensar créditos com débitos próprios, porém não logrou êxito ante a constatação pela RFB de insuficiência de saldo credor. A defesa da PROLINCON VIGILANCIA LTDA fundamentase na ocorrência de erro de fato em relação ao regime tributário de arrecadação. Alega que recolhia o PIS/Pasep pelo regime não cumulativo mas que, em análise posterior, verificouse que deveria recolher pelo regime cumulativo pois a empresa de vigilância se enquadraria na Lei 7.102 de 20 de junho de 2003. Diante disso, apresentou a DCOMP em 15/12/2005, acreditando na existência de crédito tributário a seu favor em decorrência deste erro. No caso em tela, observase que o contribuinte somente retificou a DCTF em 09/07/2009, ou seja, após a ciência do despacho decisório (29/06/2009) –passados mais de três anos após a transmissão da Dcomp. Eis a controvérsia que ora se analisa. Salientamos que não existe norma na legislação de regência condicionando a apresentação do Per/Dcomp à prévia retificação da DCTF, apesar de este ser um procedimento lógico. O comando empregado pela decisão a quo para rejeitar o pedido consubstanciado na manifestação de inconformidade, qual seja, o inciso III do § 2º do art. 11 da IN RFB nº 786/2007, abaixo reproduzido, se refere ao início do procedimento fiscal strictu sensu, ou seja, aquele que visa constituir o crédito tributário, o que não é o caso, uma vez que o tributo já foi pago pelo contribuinte: Art . 11. A alteração das informações prestadas em DCTF será efetuada mediante apresentação de DCTF retificadora elaborada com observância das mesmas normas estabelecidas para a declaração retificada. §1º A DCTF retificadora terá a mesma natureza da declaração origináriamente apresentada, substituindoa integralmente, e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados. §2º A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto alterar débitos relativos a impostos e contribuições: Fl. 50DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN 4 I cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU, nos casos em que importe alteração desses saldos; II cujos valores apurados em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações indevidas ou não comprovadas prestadas na DCTF, sobre pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU; ou III em relação aos quais a pessoa jurídica tenha sido intimada sobre o início de procedimento fiscal. (grifei) Desta feita, não há impedimento legal algum para a retificação da DCTF em qualquer fase do pedido de compensação, porém, o mesmo somente será deferido após a retificação da DCTF de ofício ou por iniciativa do contribuinte. Este também é o entendimento partilhado pela 3ª SJ/3ª C/ 3ª TO deste Conselho.1 Através da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF, o contribuinte presta as informações relativas a valores de débitos de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal bem como o respectivos valores dos créditos, tais como pagamentos, parcelamentos ou compensações. Já se encontra pacificado no âmbito administrativo e judicial que este instrumento constituise em confissão de dívida, sendo inclusive suficiente para a Fazenda Nacional exigir o respectivo crédito tributário mediante a inscrição em dívida ativa do débito declarado.2 Não há o que repreender no despacho que não homologou a compensação se quando do encontro de constas a autoridade fiscal constatou que o DARF indicado na declaração de compensação já havia sido integralmente utilizado para a quitação de débitos do contribuinte, não restando saldo credor para compensar. Isto porque a Receita Federal não tinha conhecimento do equívoco cometido pela Recorrente na apuração do PIS/Pasep objeto do pedido de compensação à época. O mesmo não se pode falar da DRJ que, ao tomar conhecimento do equívoco cometido pela Interessada, a qual transmitiu a DCTF retificadora, sob a justificativa de haver recolhido o PIS/Pasep sobre regime de apuração errôneo, tinha o dever de verificar o alegado, mormente ante o princípio da verdade material, mas não o fez sob o pretexto de que não se deve reconhecer a retificadora apresentada após o início do procedimento fiscal, premissa esta já devidamente superada. Como bem citou a PROLINCON, os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela Administração, desde que não lesem o interesse público nem causem prejuízo a terceiros3. Em contradição ao princípio da verdade formal, aclamado e inerente ao processo judicial, temos que no processo administrativo fiscal deve o julgador se pautar pela verdade material, princípio segundo o qual a autoridade administrativa competente não limita 1 Acórdão nº 330200811 do Processo 10530901535200821; Acórdão nº 330200810 do Processo 10530901534200886; Acórdão nº 330200812 do Processo 10530901536200875; Acórdão nº 330200809 do Processo 10530901533200831. 2 art. 5º, §§ 1º e 2º do Decreto Lei nº 2.124, de 1984. 3 art. 55 da Lei nº 9.784/99. Fl. 51DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10983.907308/200961 Acórdão n.º 380302.670 S3TE03 Fl. 3 5 seu exame ao que foi alegado pelas partes, podendo e devendo buscar todos os elementos que possam influir no seu convencimento. Nos dizeres de Odete Medauar: 4 O princípio da verdade material ou real, vinculado ao princípio da oficialidade, exprime que a Administração deve tomar as decisões com base nos fatos tais como se apresentam na realidade, não se satisfazendo com a versão oferecida pelos sujeitos. Para tanto, tem o direito e o dever de carrear para o expediente todos os dados, informações, documentos a respeito da matéria tratada, sem estar jungida aos aspectos considerados pelos sujeitos. Assim, no tocante a provas, desde que obtidas por meios lícitos (como impõe o inciso LVI do art. 5º da CF), a Administração detém liberdade plena de produzilas. Aliado ao princípio retro mencionado, apontamos o formalismo moderado dos atos a serem praticados pelo administrado, princípio este cristalizado no final do artigo 2º, inciso IX, da Lei 9.784/99: “...adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado graus de certeza e respeito aos direitos dos administrados”. O quase informalismo evidenciado no PAF, tem o fito de facilitar o acesso do contribuinte ao processo sem, contudo, lançar mão dos ritos e formas inerentes a todos os procedimentos para garantir o mínimo de segurança jurídica às partes. O processo administrativo deve ser simples, despido de exigências formais excessivas, tanto mais que a defesa pode ficar a cargo do próprio contribuinte, nem sempre familiarizado com os meandros processuais. No tocante ao mérito da questão, extraímos do art. 8º da Lei nº 10.637/02 que as pessoas jurídicas de direito privado, e as que lhe são equiparadas pela legislação do imposto de renda, que apuram o IRPJ com base no lucro real estão sujeitas à incidência nãocumulativa, exceto: as instituições financeiras, as cooperativas de crédito, as pessoas jurídicas que tenham por objeto a securitização de créditos imobiliários e financeiros, as operadoras de planos de assistência à saúde, as empresas particulares que exploram serviços de vigilância e de transporte de valores de que trata a Lei nº 7.102, de 1983, e as sociedades cooperativas (exceto as sociedades cooperativas de produção agropecuária e as sociedades cooperativas de consumo). Sabendo que a alíquota do PIS/PASEP nãocumulativo, instituído pela Lei nº 10.637, de 2002, é de 1,65% e que a alíquota da contribuição pelo regime cumulativo é de 0,65% há que se presumir a existência de efetivo recolhimento a maior pela Interessada. Quanto ao montante do crédito a que tem direito a ora Recorrente, fica ressalvado o direito de a RFB determinar a base de cálculo do período de apuração de agosto de 2003, apurar o PIS/Pasep devido, e verificar se o valor pleiteado está correto. No presente caso, o contribuinte verificou existência de crédito ao constatar que a atividade de vigilância se enquadrava nas atividades da Lei nº 7.102/2003 e que estava apurando o tributo equivocadamente pelo regime não cumulativo, que apresenta alíquota majorada se comparada com o regime cumulativo, o correto. Por força dos princípios da verdade material e do formalismo moderado, princípios estes que regem o processo administrativo fiscal, entendo que a retificadora deve ser aceita, posto que o equívoco perpetrado pelo contribuinte foi de gravidade tal que inequivocamente geroulhe o direito ao 4 A Processualidade do Direito Administrativo, São Paulo, RT, 2ª edição, 2008, Pág. 131. Fl. 52DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN 6 crédito. Não reconhecer tal fato ensejaria o recolhimento em duplicidade do tributo e conseqüentemente o enriquecimento ilícito da Fazenda Nacional. Apesar de ter se omitido na apresentação dos documentos e lançamentos contábeis que permitissem à autoridade competente identificar a ocorrência do fato gerador, a base de cálculo sujeita à tributação e o correspondente tributo devido, observamos que tal direito não lhe foi oportunizado haja vista que a discussão pairou somente na entrega da DCTF retificadora posteriormente ao despacho decisório. Superado o óbice, há que se determinar o retorno dos autos para que seja oportunizado ao mesmo a entrega da escrituração fiscal e contábil aptas a demonstrar o valor eventualmente recolhido a maior. Ante o exposto, voto por reformar o acórdão proferido pela DRJ em Florianópolis, que não adentrou o mérito, e determinar o retorno dos autos àquela Autoridade Julgadora, para proferição de nova decisão, arredandose o óbice erigido (a necessidade de prévia retificação da DCTF como condição para análise de declaração de compensação de indébitos), em face das alegações recursais de erro na declaração. É como voto. [assinado digitalmente] Jorge Victor Rodrigues Relator Fl. 53DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN
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Numero do processo: 10283.002591/2005-05
Turma: Terceira Turma Especial
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue May 05 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue May 05 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Ano-calendário: 1999
Ementa: PRESCRIÇÃO. ART. 165, I E 168, I, AMBOS DO CTN.
O pleito de restituição/compensação de valores recolhidos a maior ou indevidamente extingue-se em cinco anos, contados a partir do pagamento do tributo, conforme previsão dos arts. 165, I e 168, I, ambos do CTN.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2803-000.096
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da SEGUNDA SEÇÃO DO
CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
Nome do relator: ANDRÉIA DANTAS LACERDA MONETA
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I ..40:.1, a*. MINISTÉRIO DA FAZENDA i , ::,!;V: 4-11/4-fr>,•c<4.4 CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10283.002591/2005-05 Recurso n" 139.513 Voluntário Acórdão e 2803-00.096 - 3" Turma Especial Sessão de 05 de maio de 2009 Matéria RESTITUIÇÃO / COMPENSAÇÃO COFINS Recorrente TEC TOY S/A Recorrida DRJ-BELÉM/PA Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cotins Ano-calendário: 1999 Ementa: PRESCRIÇÃO. ART. 165, 1 E 168, I, AMBOS DO CTN. O pleito de restituição/compensação de valores recolhidos a maior ou indevidamente extingue-se em cinco anos, contados a partir do pagamento do tributo, conforme previsão dos arts. 165, I e 168, I, ambos do CTN. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da SEGUNDA SEÇÃO DO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS, por unanimidade de votos, em f negar provimento ao recj . / Z, G SON MACE D • ROSENB RG FILHO 'residente , J chex. __".. n IL -)REIA 6-"ANTLAC-E”RDA MONETA Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Alexandre Kern e Luis Guilherme Queiroz Vivacqua. i Processo n° 10283.002591/2005-05 SZ-TE03 Acórdão n.° 2803-00.096 Fl. 2 Relatório Trata-se de recurso voluntário (fls. 63/79) interposto pelo contribuinte acima identificado, em 20/04/2007, contra acórdão d. 01-7.722 — r Turma da DRJ em Belém/PA, datado de 22 de fevereiro de 2007, que indeferiu o pedido de restituição, nos termos da ementa do acórdão (fls. 58), abaixo transcrita: "ASSUNTO: Contribuição para o PIS/Pasep Ano-calendário: 1999. Ementa: DECADÊNCIA. RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITO RIO. RESTITUIÇÃO. O prazo para que o contribuinte possa pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação declara tória ou em recurso extraordinário, extingue-se após o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos, contado da data da extinção do crédito tributário. Solicitação Indeferida. Em 08/06/2005, a contribuinte protocolou pedido de restituição, no valor de R$ 17.464,35, dos valores recolhidos a maior em razão de CORNS, em outubro e novembro de 1999, conforme pedido de restituição às tls. 01 e planilha de fls. 13. Em 05/07/2005 (fls. 42/44) a autoridade local indeferiu o pedido de restituição, em virtude da ocorrência da decadência do direito de pleitear restituição. A DRJ indeferiu a solicitação, nos termos da Ementa já transcrita. Inconformada com a decisão, a recorrente interpôs recurso voluntário ao 2° Conselho de Contribuintes, aduzindo, em suma, que o prazo para pleitear a restituição de pagamento indevido ou a maior finda-se transcrito o lapso de 10 (dez) anos a partir do pagamento indevido (tese dos cinco mais cinco). É o relatório. Processo n° 10283.002591/2005-05 S2-TE03 Acórdão n.° 2803-00.096 Fl, 3 Voto Conselheira ANDREIA DANTAS LACERDA MONETA, Relatora O recurso é tempestivo e satisfaz os demais requisitos de admissibilidade, devendo ser conhecido. O presente recurso voluntário não merece provimento. O direito e prazo para pleitear restituição de indébito estão disciplinados nos arts. 165 e 168 do CTN, que assim dispõem: "Art. 165 O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § do artigo 162, nos seguintes casos: I - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; (-) An. 168 O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: I - nas hipóteses dos incisos 1 e II do art.165. da data da extinção do crédito tributário; Aplica-se, portanto, o prazo de 5 (cinco) anos, nos termos do caput do art. 168 do Código Tributário Nacional, bem como o art. 3° da Lei Complementar n° 118, de 09 de fevereiro de 2005. No lançamento por homologação a extinção do crédito tributário ocorre com o pagamento do tributo e se confirma com a homologação ocorrida cinco anos depois, o que é ratificado pelo art. 3° da Lei Complementar n". 118/2005. A posição adotada pelo STJ, tese dos 5 + 5, além de não se alinhar ao conceito de adio nata e aos princípios que regem a prescrição, teve sua aplicação prejudicada em face das disposições dos art. 3" e 4° da Lei Complementar n" 118/05, que assim dispõe: 'Ar!. 3° Para efeitos de interpretação do inciso I do art. 168 da Lei n" 5.172, de 25 de outubro de 1966 - Código Tributário Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o §1" do art. 150 da referida Lei." 3 Processo n° 10283.002591/2005-05 S2-TE03 Acórdão n.° 2803-00.096 Fl. 4 "Art. 4" Esta lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após a sua publicação, observado, quanto ao ar. 3', o disposto no ar. 106, inciso I, da Lei 5.172, de 25 de outubro de 1966- Código Tributário Nacional." O art. 3° da LC 118/05 trata-se de disposição expressamente interpretativa. Para evitar qualquer dúvida existente, a LC n° 118/05, em seu art. 4", textualmente afirma que, quanto a regra do art. 3°, deve ser observado o art. 106, I, do CTN, que determina justamente a aplicação retroativa das leis expressamente interpretativas. No tocante à sua aplicação, o Superior Tribunal de Justiça adotou, equivocadamente, o entendimento de que a disposição somente teria aplicação em relação aos pedidos de restituição apresentados após sua publicação, como ocorreu no REsp 791.370- MT, de 24 de outubro de 2008. Ressalte-se que o STJ não é órgão competente para exercer o controle abstrato de constitucionalidade. No tocante a Lei Complementar 11 0 118, de 2005, é importante esclarecer que o STF, em tese, poderá eventualmente declarar a sua constitucionalidacle. É que se o STF considerar que a interpretação do STJ contraria o CTN (tese dos 5 + 5), as disposições consideradas inconstitucionais pelo STJ seriam meramente interpretativas. Assim sendo, enquanto não houver apreciação da matéria pelo plenário do STF, o art. 4" da LC 118/05, não foi retirado do mundo jurídico, não tendo como ser afastado do julgamento administrativo em questão, em aplicação ao que dispõe o mi. 49 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes. Além disso, o artigo 3° da Lei Complementar ri° 118/05 apenas confirma um entendimento já consolidado na Administração Tributária, como se depreende do item 1 do Ato Declaratório SRF n° 96, de 26/11/1999, publicado no Diário Oficial da União de 30/11/1999, que assim dispõe: - o prazo para que o contribuinte possa pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação declaratória ou em recurso extraordinário, extingue-se após o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados da data da extinção do crédito tributário - ares. 165, 1 e 168, da Lei n" 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional)." No presente caso, o suposto pagamento indevido alegado pela contribuinte se deu em outubro e novembro de 1999, tendo sido o presente pedido de restituição protocolizado no dia 08/06/2005, encontrando-se, portanto, prescritos os recolhimentos efetuados anteriormente a 08/06/2000, não tendo que se falar no presente caso de crédito a favor da contribuinte. Diante do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso. Sala das Sesseipernn(2) de e..maio de 2009. 1 ./ doa, -ANDREIA D NTAs LACERDA MKINETA 4 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10166.907945/2009-61
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 23 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano-calendário: 2004
Ementa: COMPENSAÇÃO. FORMALISMO MODERADO.
RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS DESPACHO DECISÓRIO. DIREITO À
REPETIÇÃO DO INDÉBITO.
A prévia retificação da DCTF não é condição sine qua non para a análise de declarações de compensação de indébitos tributários por pagamentos aplicados em débitos confessados, em face da alegação de erro na declaração.
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-003.009
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2004 Ementa: COMPENSAÇÃO. FORMALISMO MODERADO. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS DESPACHO DECISÓRIO. DIREITO À REPETIÇÃO DO INDÉBITO. A prévia retificação da DCTF não é condição sine qua non para a análise de declarações de compensação de indébitos tributários por pagamentos aplicados em débitos confessados, em face da alegação de erro na declaração. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido
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FORMALISMO MODERADO. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS DESPACHO DECISÓRIO. DIREITO À REPETIÇÃO DO INDÉBITO. A prévia retificação da DCTF não é condição sine qua non para a análise de declarações de compensação de indébitos tributários por pagamentos aplicados em débitos confessados, em face da alegação de erro na declaração. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. [assinado digitalmente] Alexandre Kern Presidente. [assinado digitalmente] Jorge Victor Rodrigues Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani. Fl. 34DF CARF MF Impresso em 10/12/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 20/08/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 20/08/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Relatório Tratase de declaração de compensação transmitida em 30/10/2006, onde busca a contribuinte compensar crédito, código de receita 2172, do período de apuração de setembro de 2004, decorrente de pagamento a maior ou indevido. A DRF em Brasília não homologou a compensação tendo em vista que o DARF discriminado no Per/Dcomp foi integralmente utilizado para quitar débitos da contribuinte não restando saldo credor para compensar a dívida declarada. Cientificada em 18/06/2009, apresentou manifestação de inconformidade em 20/07/2009, na qual alega que De janeiro de 2004 a fevereiro de 2006 pagou a Cofins e o Pis sobre a totalidade da venda de mercadorias, sem a exclusão da base de cálculo dos produtos monofásicos. Sendo a atividade da empresa Bar e Restaurante, com grande volume de venda de Chopp, cervejas e refrigerantes, foram pagos um valor maior, tendo em vista a não observância do tratamento tributário adequado. Tomando conhecimento do erro na apuração dos impostos, fez DIRPJ retificadora do período, corrrigindo as informações referentes ao PIS e Cofins, passando a compensar os valores pagos a maior na quitação do PIS e Cofins dos meses seguintes a partir de março/2006, através do PER/Dcomp. Ao tomar conhecimento dos Despachos Decisórios, procurou o Plantão Fiscal, apresentando todos os documentos a respeito do assunto. O Fiscal de Plantão informou a necessidade de apresentar as DCTF retificadoras, alterando o valor devido e informando o valor pago a maior, para que a Receita possa apurar o valor do crédito que posteriormente seria compensado através de Dcomp. Assim, retificou a DCTF para que a receita possa, processando as informações contidas nas DCTF retificadoras, baixar os débitos referentes aos Despachos Decisórios. A DRJ em Brasília manteve o despacho decisório por entender que o contribuinte não trouxe aos autos os documentos contábeis e fiscais que comprovassem a liquidez e certeza do crédito, ou seja, do pagamento supostamente realizado a maior. Consignou, ainda que a competência para apreciar declarações retificadoras (DCTF, DIPJ, Dcomp, etc) é do Delegado da Receita Federal de jurisdição do sujeito passivo, não cabendo a esta Turma de Julgamento se manifestar a respeito, por falta de previsão legal. Eis a ementa do julgado: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário:2004 Compensação – Impossibilidade Necessidade da Liquidez e Certeza do Crédito do Sujeito Passivo. A lei somente autoriza a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos do sujeito passivo. No caso, o crédito do contribuinte resultaria de suposto pagamento a maior, o qual foi totalmente utilizado para quitar contribuição devida e declarada, portanto, inexistente. Retificação de Declaração – Admissibilidade e Competência para Apreciar. Fl. 35DF CARF MF Impresso em 10/12/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 20/08/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 20/08/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10166.907945/200961 Acórdão n.º 3803003.009 S3TE03 Fl. 2 3 A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento. A competência para apreciar declarações retificadoras é do Delegado da Receita Federal de jurisdição do sujeito passivo. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada, após ciência do acórdão retro (28/10/2011), apresentou Pedido de Revisão de Ofício em 25/11/2011, o qual pelo princípio do formalismo moderado e pela instrumentalidade das formas será aceito como se recurso voluntário fosse, na qual repisa os argumentos da manifestação de inconformidade e requer a homologação da compensação apresentada. Voto Conselheiro Jorge Victor Rodrigues O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos para a sua admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. A defesa da ARMAZEM DO FERREIRA BAR E RESTAURANTE LTDA fundamentase na ocorrência de erro de fato no preenchimento da DCTF tendo em vista que calculou o recolhimento da Cofins e do PIS sobre a totalidade da venda de mercadorias, sem a exclusão da base de cálculo dos produtos monofásicos, o que representaria boa parte de suas receitas. Diante disso, apresentou DCOMP, acreditando na existência de crédito tributário a seu favor em decorrência deste erro. No caso em tela, observase que o contribuinte somente retificou a DCTF em 14/07/2009, após a ciência do despacho decisório –passados quase três anos após a transmissão da Dcomp. Eis a controvérsia que ora se analisa. Salientamos que não existe norma na legislação de regência condicionando a apresentação do Per/Dcomp à prévia retificação da DCTF, apesar de este ser um procedimento lógico. O comando empregado pela decisão a quo para rejeitar o pedido consubstanciado na manifestação de inconformidade, qual seja, o inciso III do § 2º do art. 11 da IN RFB nº 786/2007, abaixo reproduzido, se refere ao início do procedimento fiscal strictu sensu, ou seja, aquele que visa constituir o crédito tributário, o que não é o caso, uma vez que o tributo já foi pago pelo contribuinte: Art . 11. A alteração das informações prestadas em DCTF será efetuada mediante apresentação de DCTF retificadora elaborada com observância das mesmas normas estabelecidas para a declaração retificada. Fl. 36DF CARF MF Impresso em 10/12/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 20/08/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 20/08/2012 por ALEXANDRE KERN 4 §1º A DCTF retificadora terá a mesma natureza da declaração origináriamente apresentada, substituindoa integralmente, e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados. §2º A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto alterar débitos relativos a impostos e contribuições: I cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU, nos casos em que importe alteração desses saldos; II cujos valores apurados em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações indevidas ou não comprovadas prestadas na DCTF, sobre pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU; ou III em relação aos quais a pessoa jurídica tenha sido intimada sobre o início de procedimento fiscal. (grifei) Desta feita, não há impedimento legal algum para a retificação da DCTF em qualquer fase do pedido de compensação, porém, o mesmo somente será deferido após a retificação da DCTF de ofício ou por iniciativa do contribuinte. Este também é o entendimento partilhado pela 3ª SJ/3ª C/ 3ª TO deste Conselho.1 Através da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF, o contribuinte presta as informações relativas a valores de débitos de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal bem como o respectivos valores dos créditos, tais como pagamentos, parcelamentos ou compensações. Tendo em vista o caráter de confissão de dívida característico do documento, não há o que repreender no despacho que não homologou a compensação se quando do encontro de constas a autoridade fiscal constatou que o DARF indicado na declaração de compensação já havia sido integralmente utilizado para a quitação de débitos do contribuinte, não restando saldo credor para compensar. Isto porque a Receita Federal não tinha conhecimento do equívoco cometido pela Recorrente na apuração da contribuição objeto do pedido de compensação à época. O mesmo não se pode falar da DRJ que, ao tomar conhecimento do equívoco cometido pela Interessada, a qual transmitiu a DCTF retificadora, sob a justificativa de haver recolhido o PIS/Pasep e a COFINS sobre a totalidade das vendas, sem a exclusão dos produtos monofásicos, tinha o dever de verificar o alegado, mormente ante o princípio da verdade material, mas não o fez sob o pretexto de que não detinha a competência para a análise de DCTFs retificadoras. Salutar destacar que os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela Administração, desde que não lesem o interesse público nem causem prejuízo a terceiros2. 1 Acórdão nº 330200811 do Processo 10530901535200821; Acórdão nº 330200810 do Processo 10530901534200886; Acórdão nº 330200812 do Processo 10530901536200875; Acórdão nº 330200809 do Processo 10530901533200831. 2 art. 55 da Lei nº 9.784/99. Fl. 37DF CARF MF Impresso em 10/12/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 20/08/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 20/08/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10166.907945/200961 Acórdão n.º 3803003.009 S3TE03 Fl. 3 5 Em contradição ao princípio da verdade formal, aclamado e inerente ao processo judicial, temos que no processo administrativo fiscal deve o julgador se pautar pela verdade material, princípio segundo o qual a autoridade administrativa competente não limita seu exame ao que foi alegado pelas partes, podendo e devendo buscar todos os elementos que possam influir no seu convencimento. Nos dizeres de Odete Medauar: 3 O princípio da verdade material ou real, vinculado ao princípio da oficialidade, exprime que a Administração deve tomar as decisões com base nos fatos tais como se apresentam na realidade, não se satisfazendo com a versão oferecida pelos sujeitos. Para tanto, tem o direito e o dever de carrear para o expediente todos os dados, informações, documentos a respeito da matéria tratada, sem estar jungida aos aspectos considerados pelos sujeitos. Assim, no tocante a provas, desde que obtidas por meios lícitos (como impõe o inciso LVI do art. 5º da CF), a Administração detém liberdade plena de produzilas. Aliado ao princípio retro mencionado, apontamos o formalismo moderado dos atos a serem praticados pelo administrado, princípio este cristalizado no final do artigo 2º, inciso IX, da Lei 9.784/99: “...adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado graus de certeza e respeito aos direitos dos administrados”. O quase informalismo evidenciado no PAF, tem o fito de facilitar o acesso do contribuinte ao processo sem, contudo, lançar mão dos ritos e formas inerentes a todos os procedimentos para garantir o mínimo de segurança jurídica às partes. O processo administrativo deve ser simples, despido de exigências formais excessivas, tanto mais que a defesa pode ficar a cargo do próprio contribuinte, nem sempre familiarizado com os meandros processuais. Quanto ao montante do crédito a que tem direito a ora Recorrente, fica ressalvado o direito de a RFB determinar a base de cálculo do período de apuração de setembro de 2004, apurar o tributo devido, e verificar se o valor pleiteado está correto. Apesar de ter se omitido na apresentação dos documentos e lançamentos contábeis que permitissem à autoridade competente identificar a ocorrência do fato gerador, a base de cálculo sujeita à tributação e o correspondente tributo devido, observamos que tal direito não lhe foi oportunizado haja vista que o que determinou o indeferimento do seu pleito foi entrega da DCTF retificadora posteriormente ao despacho decisório, realidade esta que não podemos aceitar. Superado o óbice, há que se determinar o retorno dos autos para que seja oportunizado ao mesmo a entrega da escrituração fiscal e contábil aptas a demonstrar o valor eventualmente recolhido a maior. Ante o exposto, voto por reformar o acórdão proferido pela DRJ em Brasília, que não adentrou o mérito, e determinar o retorno dos autos àquela Autoridade Julgadora, para proferição de nova decisão, arredandose o óbice erigido (a necessidade de prévia retificação da DCTF como condição para análise de declaração de compensação de indébitos), em face das alegações recursais de erro na declaração. [assinado digitalmente] 3 A Processualidade do Direito Administrativo, São Paulo, RT, 2ª edição, 2008, Pág. 131. Fl. 38DF CARF MF Impresso em 10/12/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 20/08/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 20/08/2012 por ALEXANDRE KERN 6 Jorge Victor Rodrigues Relator Fl. 39DF CARF MF Impresso em 10/12/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 20/08/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 20/08/2012 por ALEXANDRE KERN
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Numero do processo: 15983.000047/2009-71
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2004 a 01/01/2006
REMUNERAÇÃO NÃO DECLARADA E FRETE NÃO DECLARADO. BASE DE CÁLCULO COMP. 12/2005. CORREÇÃO. EXCESSO EXPURGADO NO DADR. GPS. APROVEITAMENTO. POSSIBILIDADE. SITUAÇÃO QUE DEVE SER VERIFICADA NA DRF ORIGEM.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2803-000.736
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), a fim de que sejam aproveitados as GPS, de fls. 415 e 416, desde que confirmado seu efetivo recolhimento nos sistemas da RFB, bem como não exista nenhuma causa impeditiva deste aproveitamento,
situação a ser averiguada na DRF origem.
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
1.0 = *:*
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 01/01/2006 REMUNERAÇÃO NÃO DECLARADA E FRETE NÃO DECLARADO. BASE DE CÁLCULO COMP. 12/2005. CORREÇÃO. EXCESSO EXPURGADO NO DADR. GPS. APROVEITAMENTO. POSSIBILIDADE. SITUAÇÃO QUE DEVE SER VERIFICADA NA DRF ORIGEM. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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Recorrente LINE TRANSPORTES SERVIÇOS E EMBALAGENS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 01/01/2006 REMUNERAÇÃO NÃO DECLARADA E FRETE NÃO DECLARADO. BASE DE CÁLCULO COMP. 12/2005. CORREÇÃO. EXCESSO EXPURGADO NO DADR. GPS. APROVEITAMENTO. POSSIBILIDADE. SITUAÇÃO QUE DEVE SER VERIFICADA NA DRF ORIGEM. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), a fim de que sejam aproveitados as GPS, de fls. 415 e 416, desde que confirmado seu efetivo recolhimento nos sistemas da RFB, bem como não exista nenhuma causa impeditiva deste aproveitamento, situação a ser averiguada na DRF origem. (Assinado digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Carolina Siqueira Monteiro Andrade, Oséas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato. Fl. 430DF CARF MF Emitido em 03/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 07/06/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 14/06/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA Processo nº 15983.000047/200971 Acórdão n.º 280300.736 S2TE03 Fl. 6.17 2 Relatório A presente Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD DEBCAD 37.209.6913, objetiva o lançamento de contribuições sociais previdenciárias, decorrente da remuneração paga aos empregados e das remunerações pagas aos contribuintes individuais devido em razão do prólabore e do pagamento de fretes, conforme Relatório Fiscal da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – REFISC – NFLD, de fls. 28 a 35. O período de apuração compreende as competências 11/2004 a 12/2005, conforme Termo de Início de Procedimento Fiscal TIPF, fls. 16 e 17. Entretanto, o período de débito compreende as competências 11/2004 a 01/2005, incluindo 13°/2004; 04/2005; 07/2005; 09/2005; 11/2005 ao 13°/2005, conforme Discriminativo Sintético de Débito – DSD, de fls. 08 e 09. O contribuinte foi cientificado do lançamento fiscal, em 04/02/2009, Folha de Rosto do Notificação Fiscal, de fls. 01. A empresa irresignada com a notificação apresentou impugnação, as fls. 48 a 80, recebida, em 06/03/2009, tal impugnação foi acompanhada dos documentos, de fls. 81 a 199, e 202 a 297. A impugnação foi considerada tempestiva, fls. 298 e 299. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento São Paulo – II, em 04/06/2009, baixou o processo em diligência, fls. 300 e 301. O agente fiscal notificante, em 30/10/2009, as fls. 302 a 305, emitiu Informação Fiscal na qual reconhece a necessidade de retificação do crédito propondo a realização desta. A diligência fiscal foi comunicada ao contribuinte pelo Ar, de fls. 310. A impugnante manifestou sobre a informação fiscal, as fls. 312 a 314, que foi acompanhada dos documentos, de fls. 315 a 338. O crédito foi retificado, conforme Relatório Discriminativo Analítico de Débito Retificado – DADR, de fls. 341 a 342. A autoridade julgadora de primeiro grau prolatou o Acórdão 0529.459 9ª Turma da DRJ/CPS, em 16/07/2010, fls. 344 a 348, por intermédio do qual considerou a impugnação procedente em parte. O sujeito passivo foi cientificado desta decisão, em 30/08/2010, AR, de fls. 353. Fl. 431DF CARF MF Emitido em 03/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 07/06/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 14/06/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA Processo nº 15983.000047/200971 Acórdão n.º 280300.736 S2TE03 Fl. 7.17 3 O contribuinte interpôs recurso voluntário petição de interposição, as fls. 354, recebida, em 29/09/2010. As razões recursais estão, as fls. 355 a 359, estando acompanhada dos documentos, de fls. 360 a 416. As razões recursais estão assim resumidas. • Que o valor correto da base de cálculo da competência 12/2005 é R$ 35.721,47 e não R$ 57.385,91, conforme demonstra o livro diário, cópias anexas; • Que a base de cálculo é 20% do valor bruto dos serviços; • Que as competências 11/2004 e 12/2004 estão devidamente recolhidas em 12/2004 e 01/2005, conforme cópias de GPS anexas, devendo ser excluídas tais cobranças, pois já realizados as pagamentos; • Pede por fim: a) acolhimento do recurso; b) exoneração do pagamento das quantias questionadas c) requer redução dos valores constates do acórdão. O recurso foi considerado tempestivo, fls. 417. Os autos subiram ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda – CARF/MF, fls. 417. É o Relatório. Fl. 432DF CARF MF Emitido em 03/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 07/06/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 14/06/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA Processo nº 15983.000047/200971 Acórdão n.º 280300.736 S2TE03 Fl. 8.17 4 Voto Conselheiro Eduardo de Oliveira. O recurso foi interposto tempestivamente, conforme consta, as fls. 353, AR, datado de 30/08/2010, e Petição Recursal, de fls. 354, com recepção do recurso, em 29/09/2010. A recorrente não tem razão ao dizer que a base de cálculo da competência 12/2005 – levantamento FND – FRETE NÃO DECLARADO – estabelecimento 67.534.917/000147, está incorreta, devendo ser reduzida de R$ 57.385,91 para R$ 35.721,47. Verificase do Relatório Discriminativo Analítico de Débito Retificado – DADR, de fls 341, que foi excluído desta competência o valor de R$ 35.447,76, sendo que havia sido lançado com base na folha de pagamento de frete desta competência os valores de R$ 33.134,87 e de R$ 24.251,04, que resultam em R$ 57.385,91, conforme Relatório de Lançamentos – RL, fls. 10. Ocorre que o agente fiscal notificante lançou a importância de R$ 24.251,04 que advém da – DIF. ARQ. DIG. 2005 (1.595.494,21) – GFIP (= 1.160.651) – FP 11 e 12/2005, ou seja, o valor renascente independe do aproveitamento da folha de 12/2005, pois já efetivado tal aproveitamento, com descrito. No que tange, as Guias da Previdência Social – GPS, de fls. 415 e 416, estas não estão constando do Relatório de Apropriação de Documentos Apresentados – RADA, de fls. 306 e 307. Assim sendo, depois de confirmado no ContaCorrente da empresa – CCOR do Sistema Águia o efetivo recolhimento destas guias devem ser as mesmas apropriadas, nas devidas competências, rubricas e levantamentos, desde não haja alguma causa impeditiva de tal aproveitamento. Desta forma, com as considerações traçadas, acolho parcialmente aos pedidos da recorrente, no que tange ao aproveitamento das GPS, desde que não haja causa impeditiva e seja o recolhimento das mesmas confirmado nos sistemas da RFB e não tenham sido aproveitadas anteriormente em outra situação. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto por CONHECER do recurso, para no mérito DARLHE PROVIMENTO PARCIAL, a fim de que sejam aproveitados as GPS, de fls. 415 e 416, desde que confirmado seu efetivo recolhimento nos sistemas da RFB, bem como não exista nenhuma causa impeditiva deste aproveitamento e não tenham sido aproveitadas anteriormente em outra situação, o que deve ser averiguado na DRF origem. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Fl. 433DF CARF MF Emitido em 03/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 07/06/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 14/06/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA Processo nº 15983.000047/200971 Acórdão n.º 280300.736 S2TE03 Fl. 9.17 5 Fl. 434DF CARF MF Emitido em 03/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 07/06/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 14/06/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA
score : 1.0
Numero do processo: 10940.720012/2007-72
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 26 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Tue Oct 13 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Ano-calendário: 2004
ERRO NO PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL INDUZIDO PELA FONTE PAGADORA.
O erro no preenchimento da declaração de ajuste do imposto de renda, causado por informações erradas, prestadas pela fonte pagadora, não autoriza o lançamento de multa de ofício. (Súmula CARF nº 73)
Numero da decisão: 2001-003.649
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, para afastar a aplicação de multa de ofício.
(documento assinado digitalmente)
Honório Albuquerque de Brito - Presidente
(documento assinado digitalmente)
André Luis Ulrich Pinto - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Luis Ulrich Pinto, Honório Albuquerque de Brito e Marcelo Rocha Paura.
Nome do relator: ANDRE LUIS ULRICH PINTO
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O erro no preenchimento da declaração de ajuste do imposto de renda, causado por informações erradas, prestadas pela fonte pagadora, não autoriza o lançamento de multa de ofício. (Súmula CARF nº 73) Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, para afastar a aplicação de multa de ofício. (documento assinado digitalmente) Honório Albuquerque de Brito - Presidente (documento assinado digitalmente) André Luis Ulrich Pinto - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Luis Ulrich Pinto, Honório Albuquerque de Brito e Marcelo Rocha Paura. Relatório Trata-se de notificação de lançamento, lavrada em 21 de maio de 2007, ano- calendário 2004, exercício 2005, por meio da qual exige-se da Recorrente o valor de R$ 915,75, acrescido de multa de ofício e demais consectários legais, a título de IRPF, diante de omissão de rendimentos do trabalho com vínculo e/ou sem vínculo empregatício totalizando R$ 4.156,56. Devidamente notificada, a ora Recorrente apresentou impugnação alegando, em síntese, que não houve omissão de rendimentos, que a fonte pagadora se equivocou ao declarar R$ 42.075,20 para a Receita Federal. A ora Recorrente instruiu a sua impugnação com os seguintes documentos: (i) comprovante de rendimentos pagos e de retenção de imposto de renda na fonte (fls. 10 e 11); (ii) declaração de ajuste anual (fls. 12 a 15). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 0. 72 00 12 /2 00 7- 72 Fl. 47DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2001-003.649 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10940.720012/2007-72 Na ocasião do julgamento da Impugnação apresentada pela ora Recorrente, a 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Curitiba, proferiu o acórdão nº 06-25.605 – 5ª Turma da DRJ/CTA, julgando improcedente a impugnação por entender que a Recorrente deveria ter juntado outros documentos para comprovar os fatos alegados. Irresignada com o v. acórdão a quo, a Recorrente interpôs recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais alegando, em síntese: não viu necessidade de apresentar os recibos mensais de pagamento, visto que a simples apresentação do comprovante de rendimentos pagos e de retenção de imposto de renda na fonte do Instituto de Saúde do Paraná por ela recebido já seria o suficiente para provar o alegado; e a prova do alegado pode ser verificada a partir da análise do extrato bancário do ano de 2004, de sua conta corrente 36000-7, do Banco do Brasil, que para facilitar a conferência, inseriu uma planilha contendo os rendimentos, o imposto de renda na fonte e o saldo final recebido pela Recorrente durante o ano de 2004: A Recorrente anexa ao seu recurso os seguintes documentos: 1. comprovante de rendimentos pagos e de retenção de imposto de renda na fonte (fls. 31); 2. extratos bancários (fls. 32 a 43); 3. documentos de identificação (fls. 45). É a síntese do necessário, passo ao voto. Voto Conselheiro André Luis Ulrich Pinto, Relator. O recurso é tempestivo e preenche os requisitos para a sua admissibilidade, razão pela qual, dele eu tomo conhecimento. Alega a Recorrente que não houve omissão de rendimentos e que declarou os valores constantes em comprovante de rendimentos pagos e de retenção de imposto de renda na Fl. 48DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2001-003.649 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10940.720012/2007-72 fonte fornecido pela fonte pagadora Instituto de Saúde do Paraná, inscrito no CNPJ sob o nº 76.683.986/0001-03. No caso em tela, a Recorrente instruiu o seu recurso voluntário com cópias dos extratos de sua conta bancária, na qual recebeu os rendimentos da referida fonte pagadora. A partir da análise dos extratos juntados pelas Recorrente, verifica-se o recebimento, no ano calendário de 2004, do valor de R$ 35.766,15. mês valor recebido Janeiro R$ 3.217,08 Fevereiro R$ 2.622,32 março R$ 2.329,91 abril R$ 2.179,64 maio R$ 2.740,57 junho R$ 3.278,19 julho R$ 2.927,11 agosto R$ 3.788,19 setembro R$ 3.436,59 outubro R$ 3.191,09 novembro R$ 3.389,83 dezembro R$ 2.665,63 Total R$ 35.766,15 Analisando a DIRF retificadora emitida pela fonte pagadora (fls. 20), verifica-se que ao subtrair os valores informados a título de imposto de renda retido na fonte (R$6.308,39) dos valores informados como rendimento bruto (R$ 42.075,20), o resultado é R$ 35.766,81, ou seja, apenas alguns centavos diferente dos valores recebidos pela Recorrente em sua conta corrente. Ademais disso, os valores líquidos recebidos pela Recorrente são incompatíveis com os valores declarados a título de rendimentos tributáveis e IRRF. Isso porque, somando o valor recebido pela Recorrente em sua conta corrente (R$ 35.766,15) com o IRRF declarado pela Recorrente em sua DAA (R$ 5.588,42), o resultado ultrapassa o total dos rendimentos tributáveis declarados pela Recorrente (R$ 37.918,64). Portanto, ao contrário do que pretendia a Recorrente, os extratos juntados confirmam a omissão de rendimentos tributáveis, no valor de R$ 4.156,56. Por outro lado, o conjunto probatório constante dos autos do presente processo administrativo, do qual merece destaque o comprovante de rendimentos pagos e de retenção de imposto de renda na fonte (fls. 10), aliado ao fato de que a fonte pagadora se viu obrigada a entregar DIRF retificadora (fls. 20), indicam que a Recorrente foi induzida a erro por informações incorretas prestadas pela própria fonte pagadora. Dessa forma, deve ser afastada a multa de ofício. Não é outro o entendimento sumulado por este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, veja-se: Súmula CARF nº 73 Fl. 49DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 2001-003.649 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10940.720012/2007-72 Erro no preenchimento da declaração de ajuste do imposto de renda, causado por informações erradas, prestadas pela fonte pagadora, não autoriza o lançamento de multa de ofício. Assim, merece ser afastada a multa de ofício aplicada. Conclusão Diante do exposto, voto por conhecer do recurso voluntário e, no mérito, dar-lhe parcial provimento para afastar a aplicação da multa de ofício. (documento assinado digitalmente) André Luis Ulrich Pinto Fl. 50DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10070.001347/2007-84
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
Ementa:
MOLÉSTIA GRAVE. ISENÇÃO DE IRPF QUANTO AOS RENDIMENTOS DECORRENTES DE APOSENTADORIA.. COMPROVAÇÃO POR LAUDO OFICIAL.
Comprovado através de laudo emitido por serviço médico oficial que o contribuinte é portador de moléstia grave capaz de tornar isentos os rendimentos decorrentes de aposentadoria, com expressa menção da data em que se iniciou tal condição, é de se reconhecer a isenção a partir do momento em que se constata o início da doença. Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 2802-001.340
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para reconhecer a isenção dos rendimentos a partir de março de 2003 os quais devem ser excluídos da base de cálculo, nos termos do voto do relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: CARLOS ANDRÉ RIBAS DE MELLO
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 Ementa: MOLÉSTIA GRAVE. ISENÇÃO DE IRPF QUANTO AOS RENDIMENTOS DECORRENTES DE APOSENTADORIA.. COMPROVAÇÃO POR LAUDO OFICIAL. Comprovado através de laudo emitido por serviço médico oficial que o contribuinte é portador de moléstia grave capaz de tornar isentos os rendimentos decorrentes de aposentadoria, com expressa menção da data em que se iniciou tal condição, é de se reconhecer a isenção a partir do momento em que se constata o início da doença. Recurso parcialmente provido.
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ISENÇÃO DE IRPF QUANTO AOS RENDIMENTOS DECORRENTES DE APOSENTADORIA.. COMPROVAÇÃO POR LAUDO OFICIAL. Comprovado através de laudo emitido por serviço médico oficial que o contribuinte é portador de moléstia grave capaz de tornar isentos os rendimentos decorrentes de aposentadoria, com expressa menção da data em que se iniciou tal condição, é de se reconhecer a isenção a partir do momento em que se constata o início da doença. Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para reconhecer a isenção dos rendimentos a partir de março de 2003 os quais devem ser excluídos da base de cálculo, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello Relator. EDITADO EM: 20/09/2012 Fl. 79DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos André Ribas de Mello (relator), Jorge Claudio Duarte Cardoso (presidente), Lucia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, German Alejandro San Martín Fernández. Relatório Tratase de Auto de Infração (fl. 03) proveniente de revisão de Declaração de Ajuste Anual relativo ao exercício do ano de 2004, anocalendário de 2003, que apurou omissão de rendimentos pelo Contribuinte por falta de comprovação de ser aposentado ou portador de moléstia grave. Devidamente cientificado (fl. 25), o Contribuinte apresentou, tempestivamente, Impugnação (fl. 01), pleiteando a improcedência do lançamento ao fundamento de gozar de isenção, em razão de ser portador de moléstia grave e anexando documentos, em especial o laudo médico, expedido por serviço municipal de saúde, de que consta ser portador, desde março de 2003, da moléstia classificada na CID pelo código I 25, que por consulta à mesma CID constato tratarse de Doença Isquêmica Crônica do Coração, embora descrita no laudo como DAC, que verifiquei ser a sigla usual para a expressão, Doença Arterial Coronariana. Os autos foram remetidos para julgamento à 2ª Turma da DRJ/RJ2, que, em sessão realizada no dia 09/04/2009, por maioria de votos, julgou procedente o lançamento, sob o fundamento de que o laudo de fl.40, malgrado informe ser o contribuinte portador da moléstia classificada pelo código CID I25, qual seja, Doença Isquêmica Crônica do Coração, não indica nome de doença isentiva, tudo nos termos do Acórdão n.º 1324.180. Intimado da supramencionada decisão, conforme fl.44, o Contribuinte apresentou, tempestivamente, Recurso Voluntário (fls. 51/53), pleiteando a improcedência do lançamento e repisando os argumentos já antes guerreados, trazendo, ainda, aos autos, novo laudo (fl.62), expedido por serviço oficial municipal de saúde, de que consta ser o mesmo portador de Cardiopatia Isquêmica Grave (CID I25.0), desde 17/03/2003, e de Leucemia Linfocítica Crônica (CID C91.1), sem no entanto indicar a data de acometimento desta última, sendo o laudo datado de 05/09/2009. É o relatório. Voto Conselheiro Carlos André Ribas de Mello, Relator. O recurso deve ser conhecido, por atender aos requisitos de admissibilidade, e exclusivamente quanto àquilo que constitui seu objeto, isto é, a omissão de rendimentos pelo Contribuinte por falta de comprovação de ser aposentado ou portador de moléstia grave. Invoco o princípio do formalismo moderado para conhecer do documento trazido pelo contribuinte em sede recursal (fls.62). Tratase de laudo médico (fls.62), expedido Fl. 80DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO Processo nº 10070.001347/200784 Acórdão n.º 280201.340 S2TE02 Fl. 71 3 por serviço municipal oficial de saúde, atestando ser o contribuinte portador de “Cardiopatia Isquêmica Grave” (CID 125.0), desde 17/03/2003. Tratase do mesmo código CID apontado pelo primeiro laudo, de fls.08/08 verso, apresentado pelo contribuinte quando de sua impugnação, laudo este que assinalava o mês de março de 2003 como a ocasião do acometimento, em tudo consistente com o laudo de fls.62, trazido em fase recursal. Ora, se o código CID utilizado em ambos os laudos é o mesmo, tratase, a toda evidência, da mesma enfermidade e, conforme já acima observado, da mesma data de acometimento em ambos os laudos. O que falta ao primeiro laudo, aquele trazido quando da impugnação é o nome por extenso da moléstia, indicada apenas pela sigla DAC, o que é irrelevante pois há indicação do código CID, e a afirmação de tratarse de condição grave. Não estou totalmente convencido quanto ao fato de que seria indispensável que o laudo apontasse explicitamente o caráter grave da moléstia, mas o fato é que o segundo laudo, de fls.62, o afirma, razão pela qual não subsiste mais qualquer fundamento para questionarse a condição de acometimento pelo contribuinte de enfermidade isentiva. Pois bem, o segundo laudo, trazido em fase recursal, é claro ao indicar tratar se “Cardiopatia Isquêmica Grave”. Considerandose ainda que a condição de aposentado do contribuinte e o fato de que não declarou rendimentos provenientes do trabalho estão configurados pelos documentos de fls.34/39, tenho como preenchidas as condições necessárias ao reconhecimento da isenção, com a ressalva que o início do gozo de tal isenção deve coincidir com a data em que o laudo constata a doença, isto é, 17 de março de 2003. Isto posto, dou parcial provimento ao recurso, reconhecer a isenção por moléstia grave a partir de março de 2003. É como voto. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello. Fl. 81DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 4 Fl. 82DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO Processo nº 10070.001347/200784 Acórdão n.º 280201.340 S2TE02 Fl. 72 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº: 10070.001347/200784 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão referente ao processo em epígrafe. Brasília/DF, 20 de setembro de 2012. (assinado digitalmente) JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 83DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO
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Numero do processo: 37311.003065/2004-45
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 12 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Dec 12 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/12/2001 a 30/09/2003
Ementa: PREVIDENCIÁRIO - COMPENSAÇÃO - DIREITO - PRESCRIÇÃO.
O direito de solicitar restituição ou de efetivar compensação de contribuições sociais previdenciárias relativas à remuneração paga a autônomos, empresários e avulsos efetuadas com base no inciso I do art. 22 da Lei nº 8.212, de 1991, relativos ao período de novembro de 1991 a abril de 1996, prescreveu em 1º de dezembro de 2000.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 206-00.294
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos: I) em rejeitar a preliminar suscitada; e II) no mérito, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: ANA MARIA BANDEIRA
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TAL grau. • 9nP CCO2/C06 Fls. 225 4 IN Maria de Fát * -- "A".42 7-a &Ca 751683 MINISTÉRI DA F ws-cr, SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEXTA CÂMARA Processo n° 37311.003065/2004-45 Recurso n° 143.813 Voluntário com`b‘intes _Lao _uos° Matéria DIFERENÇAS DE CONTRIBUIÇÕES no ..) e Acórdão n° 206-00.294 0ettb2 to • ao" Sessão de 12 de dezembro de 2007 Recorrente PRIMOS ETIQUETAS ESPECIAIS LTDA Recorrida SRP - SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração . 01/12/2001 a 30/09/2003 Ementa: PREVIDENCIÁRIO - COMPENSAÇÃO - DIREITO - PRESCRIÇÃO. O direito de solicitar restituição ou de efetivar compensação de contribuições sociais previdenciárias relativas à remuneração paga a autônomos, empresários e avulsos efetuadas com base no inciso I do art. 22 da Lei n° 8.212, de 1991, relativos ao período de novembro de 1991 a abril de 1996, prescreveu em 10 de dezembro de 2000. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. . - — Ni - saitiNce comseuio DECONTICIi. nz • CONFERE COM O ORIGINAL Processo n.° 37311.003065/2004-45 Prt.R.,.._ , 001 „ 204, CCO2/C06 Acórdão n." 206-00.294 Fls. 226 N1?rt.t ,Ic Carvalho »!?.-. sapt 731(,83 ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos: I) em rejeitar a preliminar suscitada; e II) no mérito, em negar provimento ao recurso. ELIAS SAMPAIO FREIRE Presidente POeSI4DEIRA Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Rogério de Lellis Pinto, Bemadete de Oliveira Barros, Daniel Ayres Kalume Reis, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Cleusa Vieira de Souza e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. ' Processo n.• 37311.003065/2004-45 Iklí• - SEGUNDO CONSELHO 1Ye CON1RIBLINTES CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.294 CONátRE COM O PPIOINAL Fls. 227 Brs..1.a, if( J , I. ' /2.008 . ell"m,....L..J,:re -.1k fl.- dtf2h3Relatório 1.!..t. : .. . A. )5 VS'. Trata-se de lançamento de contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à contribuição da empresa, à destinada ao financiamento dos beneficios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho, as destinadas a terceiros (Salário-Educação, SESI, SENAI, SEBRAE e INCRA). O Relatório Fiscal (fls. n° 46/48) informa que a notificada efetuou ,compensações das contribuições recolhidas sob a égide do inciso I do art. 22 da Lei n° 8.212/1991, na parte em que foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, após o término do prazo prescricional desse direito, que ocorreu em 01/12/2000 Dessa forma, foram lançadas as contribuições correspondentes. I A notificada apresentou defesa tempestiva (fls. 52/74), onde alega que o inciso I do art. 22 da lei n° 8.212/1991 que determinava o recolhimento de vinte por cento sobre os pagamentos a autônomos, avulsos e pró-labore foi considerado inconstitucional pela Suprema Corte do Judiciário Nacional. Afirma que incide a correção monetária na restituição ou compensação de tributos indevidamente pagos pelo contribuinte. Faz considerações a respeito de prescrição e decadência e afirma que os artigos 45 e 46 da Lei n°8.212/1991 são inconstitucionais. Entende que não haveria de se cogitar a prescrição do direito à restituição dos valores contribuídos a maior ou indevidamente, pois atingiria o princípio constitucional da isonomia. Afirma que utilizou-se da legitima compensação, respeitando os créditos a partir de novembro de 1991 até setembro de 1996, todos devidamente apurados e demonstrados. Pela Decisão-Notificação n° 21.426.4/166/2004 (fls. 82/87) o lançamento foi considerado procedente. Irresignada, a notificada apresentou recurso tempestivo (fls. 93/127) onde alega nulidade do lançamento por cerceamento de defesa pela adoção de norma interna da repartição fiscal, com índices de desconhecimento da pessoa jurídica. Afirma que os índices utilizados no procedimento fiscal somente ficaram explicitados na decisão notificação. No mais, efetua repetição das argumentações já apresentadas em defesa. Como a notificada não apresentou o depósito recursal necessário, a notificação foi encaminhada para inscrição em dívida ativa. Ocorre que a notificada protocolou pedido de parcelamento abrangendo a divida constante na presente notificação, por meio do TPDA — Termo de Parcelamento de Dívida Ativa. ; Após esse ato, a notificada conseguiu a segurança que havia pleiteado junto à 7' Vara da Justiça Federal em Campinas que determinou o seguimento do recurso sem o condicionamento ao depósito prévio obrigatório previsto no artigo 126, § 1° da Lei n° i 8.213/1991. , Yi, _ 14.1f. - SEGUNDO CONSELHO DE CONT- CONFERE COM O ORIGINAL - 2,yos" Prom Bras!lis, 52.. 1 , o 9. sso o.' 37311.003065/2004-45 CCO2/C06 Acórdão n.• 206-00.294( 2k JJÚr) Fls. 228 Maria J.:, nirn ra srvatlio . s 751683 Como a Portaria MPS no 520/2004, que regula o processo administrativo no âmbito da Previdência Social, prevê que o pedido de parcelamento importa em desistência do processo administrativo, a SRP concedeu à notificada o prazo de quinze dias para efetuar a desistência expressa do contencioso administrativo fiscal. Diante do silêncio da notificada, a SRP solicitou a rescisão do parcelamento informado e encaminhou o recurso à segunda instância para apreciação. Posteriormente, a notificada apresentou recurso complementar, porém em nada inovando, limitando-se a repetir as alegações já apresentadas anteriormente. É o Relatório. • Processo n.° 37311.003065/2004-45 IMF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.294 CONFERE COM O ORIOINAL Fls. 229 Brasília, •21 t / 0 92Ort de VOt O Maria Fát ta de Carvs o Mat. Siava 751683 Conselheira ANA MARIA BANDEIRA, Relatora O recurso é tempestivo e está desacompanhado de depósito recursal previsto no § 1° do art. 126 da Lei n° 8.213/1991 em razão da sentença proferida nos autos do Mandado de Segurança n°2004.61.05.015347-5. Assim, os requisitos para admissibilidade estão cumpridos. Inicialmente, cabe afastar a preliminar de nulidade do lançamento por cerceamento de defesa. Afirma a recorrente que "índices efetivamente utilizados no procedimento fiscal" somente ficaram explicitados na decisão de primeira instância. Ora, há que se perguntar que índices seriam esses para que se pudesse fazer a devida análise. Argumentação de tal natureza não prova absolutamente nada se não apresentada com a devida discriminação, caso contrário, se revela alegação meramente protelatória. Dessa forma, deixo de acolher a aludida preliminar. Em seguida, a recorrente faz considerações a respeito da inconstitucionalidade do inciso I do art. 22 da Lei n° 8.212/1991, na parte em que previa contribuição de vinte por cento sobre os pagamentos a autônomos, avulsos e pró-labore. Cumpre ressaltar que para a administração é incontroversa a inconstitucionalidade do dispositivo porque o Supremo Tribunal Federal nas ADIN's 1.102, 1.108 e 1.116/95, declarou inconstitucionais as expressões "empresários e autônomos", bem como suspendeu a eficácia da expressão " avulsos" (liminar na ADIN 1.153-7/DF) e, posteriormente, extinguiu a ação sem julgamento de mérito por entender que a Lei Complementar n°84/96 revogou a Lei n°8.212/91, no tocante a essa contribuição. Portanto, é impertinente, no caso, a discussão a respeito da inconstitucionalidade da parte do dispositivo. Ocorre que, após a citada declaração de inconstitucionalidade, ficou determinado que o prazo final para apresentação de pedido de restituição ou de início da efetivação da compensação de contribuições sociais previdenciárias relativas a remuneração paga a autônomos, empresários e avulsos efetuados com base no inciso I do art. 22 da Lei n° 8.212, de 1991, relativos ao período de novembro de 1991 a abril de 1996, seria do dia 1° de dezembro e 2000. Tal data representa o término do período de cinco anos contados do dia 1° de dezembro de 1995, data da republicação da decisão proferida na Ação Direta de Inconstitucionalidade - AD1N n° 1.102/DF. In casu, trata-se de compensações efetuadas entre as competências 12/2001 a 09/2003, ou seja, após prescrito o direito de fazê-las. MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTR1L '""rs.S CONFFtE COM O ORIGINAL • Processo n.• 37311.003065/2004-45 Bras111., a_ '1 o 02._ , • 4 CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.294 • Fls. 230 1912ria de .arvaaho Mut sapo 731683 Quanto às alegações de que é devida a correção monetária em casos de restituição ou compensação de tributos indevidamente pagos pela recorrente, conforme já informado na decisão de primeira instância inexiste previsão legal para correção monetária de valores expressos em reais desde 1° de janeiro de 1996, conforme dispõe o art. 30 da lei n° 9.249/1995. Ademais, estando extinto o direito à compensação das contribuições, não há que se falar em aplicação de correção monetária para recompor o valor a ser restituído ou compensado. No mais, a recorrente faz considerações a respeito do prazo decadencial para concluir que os art. 45 e 46 da Lei n°8.212/1991 são inconstitucionais. Como os artigos encimados estão vigentes no ordenamento jurídico pátrio, não cabe ao julgador na instância administrativa argüir a respeito da constitucionalidade dos mesmos, pelo Princípio da Legalidade. O inconformismo da recorrente deve ser manifestado perante o Poder Judiciário que detém a competência para tratar a questão. Diante do exposto e de tudo o mais que dos autos consta. Voto no sentido de CONHECER do recurso para NEGAR-LHE PROVIMENTO. É como voto. Sala das Sessões, em 12 de dezembro de 2007 4 dirAç,RA Page 1 _0089700.PDF Page 1 _0089800.PDF Page 1 _0089900.PDF Page 1 _0090000.PDF Page 1 _0090100.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10283.000376/2009-95
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA
Período de apuração: 01/03/2004 a 31/03/2004
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO.
MEIOS DE PROVA.
A autoridade administrativa competente para decidir sobre a restituição e a compensação pode condicionar o reconhecimento do direito creditório à apresentação de documentos comprobatórios do referido direito, inclusive arquivos magnéticos.
ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/03/2004 a 31/03/2004
COMPENSAÇÃO. REQUISITOS.
É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza.
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/03/2004 a 31/03/2004
ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL
SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO.
Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado.
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-003.309
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em
rejeitar a preliminar de nulidade e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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Recorrente AMAZONAS DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/03/2004 a 31/03/2004 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. MEIOS DE PROVA. A autoridade administrativa competente para decidir sobre a restituição e a compensação pode condicionar o reconhecimento do direito creditório à apresentação de documentos comprobatórios do referido direito, inclusive arquivos magnéticos. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/03/2004 a 31/03/2004 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/03/2004 a 31/03/2004 ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 336DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por A LEXANDRE KERN 2 ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira e Jorge Victor Rodrigues. Ausente o Conselheiro Juliano Eduardo Lirani. Relatório AMAZONAS DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S/A formulou o pedido de restituição de pagamentos tidos como indevidos a título de Contribuição para o PIS/Pasep, por meio de DARF no valor de R$ 480.000,00, referente ao período de apuração de março de 2004, juntamente com declarações de compensação de fls. 04/09 (final 0334 R$ 212.425,84) e 11/15 (final 2429 R$ 204.249,93). Segundo o Parecer EAC4/SEORT/DRF/MNS nº 60/09, de 16 de fevereiro de 2009 (fls. 34/39), o contribuinte, posteriormente, transmitiu, em 12/06/2004 (fl. 04) e 06/07/2005 (fl. 10) pedidos de cancelamento das compensações efetuadas e, intimado a esclarecer os motivos dos cancelamentos e apresentar comprovação do direito creditório originalmente pleiteado, não se manifestou em tempo hábil. A DRF/Manaus acatou unicamente o pedido de cancelamento enviado em 12/06/2004, procedido antes da intimação acima citada, permanecendo então válida a declaração de compensação de final 2429, a qual não foi homologada por falta de comprovação do crédito, nos termos do DESPACHO DECISÓRIO SEORT/DRF/MNS Nº 60/09, do qual a interessada foi cientificada em 16.02.2009, conforme AR de fl. 40. Entretanto, antes de qualquer manifestação da empresa, a DRF/MNS detectou a existência de novas compensações cujos créditos tinham origem no mesmo DARF, elaborando Parecer Complementar EAC4/SEORT/DRF/MNS nº 199/2009, (fls. 69/73) para a análise das mesmas, segundo o qual deveriam ser indeferidos os pedidos de cancelamento feitos pelo mesmo motivo anteriormente citado (transmissão posterior à intimação para esclarecimentos), e não homologadas as compensações (de finais 3314 – fls. 51/55, 4619 – fls. 56/59 e 9041 – fls. 60/65), também em virtude da falta de comprovação. Sobreveio manifestação de inconformidade (fls. 91/95), por meio da qual a interessada contesta a imputação de falta de atendimento da intimação, afirmando ter protocolado o expediente CE nº 031/2009 FCO, apresentando toda a documentação exigida na Intimação SEORT nº 32/2009” . A DRJ/BEL3ª Turma acolheu a exceção e baixou o processo à unidade preparadora, em diligência, para que se adotassem as seguintes providências (Despacho nº 206, de 13 de novembro de 2009, fls. 110 e 111): a) Encaminhar estes autos à Delegacia de Manaus/AM, para: i. apreciar o mérito do pedido de restituição feito e declarações de compensação a ele vinculadas; ii. apresentar quaisquer outras informações e anexar outros documentos que se considere úteis ou necessários ao prosseguimento do julgamento do presente processo; Fl. 337DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10283.000376/200995 Acórdão n.º 380303.309 S3TE03 Fl. 327 3 b) Dar ciência ao contribuinte do resultado da diligência; c) Conceder ao impugnante o prazo de 30 (trinta) dias para manifestarse sobre o resultado da diligência; d) Com o relatório acima referido, e, se for o caso, com a manifestação do sujeito passivo, encaminhar o presente processo a esta DRJ para prosseguimento do julgamento administrativo. Intimada à produção da documentação comprobatória de seu crédito (fls. 117 a 120), a interessada silenciou. Reintimada (fls. 122) e, em 06/06/2011, requereu prorrogação do prazo (fl. 130). Em seguida, nova reintimação foi expedida (fls. 133 a 142). A interessada alegou que estaria tendo dificuldades para gerar os arquivos solicitados, apresentando unicamente cópia do LALUR (fls. 143 a 179). Diante do quadro, a DRF/Manaus emitiu o PARECER SEORT/DRF/MNS Nº 00443/2010 (fls. 180 a 204), em que se propôs novamente o indeferimento do pedido em função da não comprovação do recolhimento a maior, mantendo a não homologação das compensações apresentadas. Contra essas conclusões, a interessada alegou que (fls. 222 a 228): a) a Fiscalização ignorou a dificuldade prática enfrentada pela empresa para obtenção dos arquivos solicitados; b) as decisões são nulas porque partem da equivocada premissa de que a empresa não teria atendido, no primeiro caso, o termo de intimação, e no segundo “ toma por base o descumprimento inexistente de uma intimação em que estavam em análise outras declarações da contribuinte, ainda que referentes ao mesmo crédito” ; c) ainda que a contribuinte tivesse de fato deixado de atender a intimação, jamais poderia essa omissão prejudicar o exame de outras PER/DCOMPs que não faziam parte do processo na época da intimação e, portanto, não eram por ela abrangidas; d) contesta o indeferimento do pedido de cancelamento do PER/DCOMPs de finais 2429 e 4619; e) os valores constantes do balancete analítico podem ser confirmados por meio de auditoria nos documentos contábeis e fiscais da empresa, em função da impossibilidade de geração dos arquivos solicitados. A DRF/BEL3ª Turma julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente. O Acórdão 0123.958, de 10 de janeiro de 2012, fls. 274 a 278, teve ementa vazada nos seguintes termos: Fl. 338DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por A LEXANDRE KERN 4 ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/03/2004 a 31/03/2004 CRÉDITO. COMPROVAÇÃO. Diferentemente da hipótese de lançamento de ofício, em que o Fisco deve comprovar a infração cometida, no caso de pedido de restituição ou ressarcimento cabe à parte interessada, que pleiteia o crédito, provar que possui o direito invocado. Assim, ao efetuar o pedido, deve dispor a empresa dos elementos de prova que sustentarão seu pleito, sem o que será indeferido. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da 3ª Turma da DRJ/BEL. O arrazoado de fls. 283 a 294, após síntese dos fatos relacionados com a lide, argui, em sede de preliminar, a nulidade de todas as decisões já proferidas no presente processo: a primeira, por ter como não atendida uma intimação, quando de fato ela o foi; a segunda, porque, tomando como base esse pretérito descumprimento, que se mostrou inexistente, rejeita outras compensações que não eram tratadas originalmente, à época do termo de intimação tido como não atendido, e, por fim; a decisão recorrida, ao julgar sanadas as nulidades anteriores em face da diligência para apurar a existência do crédito da contribuinte. Requer que seja reconhecida a nulidade das decisões proferidas nestes autos e, como consequência, que seja determinada a remessa dos autos à primeira autoridade administrativa que as proferiu, para que examine novamente todas as declarações da contribuinte, inclusive dos pedidos de cancelamento transmitidos, que integram os limites da lide. Quanto ao pedidos de cancelamento de PER/COMPs 26349.38661.120604.1.3.042429 e 24302.56209.111006.1.3.044619, impõese o seu acolhimento, já que que o caso sob exame não se amolda à hipótese do art. 62 da Instrução Normativa SRF nº 600, de 28 de dezembro e 2005, e até mesmo por bom senso, uma vez que realmente houve erro de fato no preenchimento dessas declarações e a sua manutenção repercutiria em todas as demais PER/DCOMPs em que a contribuinte pretendeu usar o mesmo crédito, criando um verdadeiro desencontro de informações. No mérito, explica as dificuldades técnicas que enfrenta na geração dos arquivos magnéticos requeridos pela Fiscalização, mas argumenta que existem “...outras formas de se verificar a existência do crédito, como o exame da documentação em papel, que foi disponibilizado à fiscalização. A resistência do i. fiscal em examinar os documentos apresentados em papel só pode ser interpretado como fruto de preguiça/comodismo, data vênia, ou perseguição à contribuinte.” (fl. 293). Nas duas PER/DCOMPs remanescentes, não canceladas (finais 8306 e 9041), explica que pretendeu compensar crédito de PIS (código 8109), referente ao período de apuração de março de 2004, no valor originário de R$480.000,00. O valor acima é fruto de um DARF pago em 15/04/2004 (fl. 258), referente ao PA 03/2004. Naquele PA, o total da receita bruta da contribuinte foi de R$ 135.733.704,01 (cópias de seu balancete analítico, fls. 260/269). Desse total, foram deduzidos créditos por insumos adquiridos da ordem de R$ 136.374.754,20 (fls. 260/269), nos termos da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, conforme consta também do anexo balancete analítico mensal. Aduz que, sem grande esforço matemático, verificarseá que o contribuinte não apurou débito de PIS no período de apuração de março de 2004 e que todo o valor pago a esse título representa um indébito passível de compensação, evidenciando a regularidade das duas declarações remanescentes transmitidas. Fl. 339DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10283.000376/200995 Acórdão n.º 380303.309 S3TE03 Fl. 328 5 Nesse contexto, tem como prescindível o exame dos arquivos magnéticos solicitados pela Fiscalização para se comprovar a existência, validade, regularidade e suficiência do crédito, até mesmo porque os arquivos magnéticos nada mais seriam do que uma compilação daquilo que está documentado em papel. Destaca ainda que a apuração de março de 2004 jamais foi questionada pela Fiscalização, seja no que diz respeito à receita bruta apurada pela contribuinte ou aos créditos passíveis de dedução. Acusa a Fiscalização de exigirlhe uma prova impossível, impedindo que quaisquer de suas declarações sejam aceitas, o que não se pode admitir, impondose o reconhecimento da regularidade das compensações transmitidas, acolhendose integralmente a defesa apresentada, para homologálas. Pede provimento. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 283 a 294 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJBEL3ª Turma nº 0123.958, de 10 de janeiro de 2012. Preliminar de Nulidade A argüição não prosperará, pois não vislumbrei qualquer preterição do direito de defesa e do contraditório, nem violação do princípio do devido processo legal. No que pertine às decisões da DRF/MNS, a atenta 3ª Turma da DRJ/BEL, percebendo que os dados solicitados foram apresentados tempestivamente, cabendo então a apreciação do mérito do pleito, reabriu a dilação probatória, ensejando ao interessado o pleno exercício do contraditório e a comprovação de seu direito. A providência requerida pelo recorrente – a remessa dos autos à unidade de origem, para que uma nova decisão fosse proferida, apreciando o crédito aventado e todas as compensações declaradas – coincide integralmente com a determinada pela autoridade julgadora a quo, nos termos do Despacho nº 206 de 13 de novembro de 2009, fls. 110 e 111. A higidez da decisão recorrida, a seu turno, é decorrência do entendimento de que as providências adotadas pela 3ª Turma da DRJ/BEL visaram ao macroprincípio do devido processo legal. Como decretar a nulidade de uma decisão que restaurou o contraditório e o pleno exercício do direito de defesa? Rejeito a preliminar. Pedidos de cancelamento de Dcomp A decisão recorrida, expressamente, retirou dos limites da lide a insurgência contra o indeferimento do cancelamento de algumas Dcomp, já que na Manifestação de Fl. 340DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por A LEXANDRE KERN 6 Inconformidade não houve qualquer contestação expressa. O recorrente, a seu turno, entende que a insurgência contra o indeferimento dos cancelamentos requeridos inserese no contexto da nulidade arguida. Acatada a nulidade das decisões, imporseía o reexame da matéria. Efetivamente, não houve contestação expressa do indeferimento dos pedidos de cancelamento. Ainda que houvesse, é definitiva a decisão da autoridade administrativa que indeferir pedido de retificação ou cancelamento de DComp (art. 67 da Instrução Normativa SRF nº 900, de 30 de dezembro de 2008), não se lhe emprestando o rito previsto no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Não socorreu melhor sorte ao recorrente a inserção da insurgência na contexto da nulidade, que, como recém visto, não mereceu acolhida. Mérito – comprovação do direito creditório Matéria de extremada importância em sede processual é a referente à repartição do ônus da prova nas questões litigiosas. Com efeito, da delimitação do onus probandi depende a definição de grande parte das responsabilidades processuais. Assim é nas relações de direito privado e, igualmente, nas relações de direito público, dentre as quais as relacionadas à imposição tributária. Neste campo, a legislação processual administrativotributária inclui disposições que, em regra, reproduzem aquele que é, por assim dizer, o principio fundamental do direito probatório, qual seja o de que quem acusa e/ou alega deve provar. Assim é que, nos casos de lançamentos de oficio, não basta a afirmação, por parte da autoridade fiscal, de que ocorreu o ilícito tributário; pelo contrário, é fundamental que a infração seja devidamente comprovada, como se depreende da parte final do caput do artigo 9° do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, que determina que os autos de infração e notificações de lançamento "deverão estar instruídos com todos os termos, depoimentos, laudos e demais elementos de prova indispensáveis à comprovação do ilícito". De outro lado, ao contribuinte a legislação impõe o ônus de provar o que alega em face das provas carreadas pela autoridade fiscal, como expresso no inciso III do artigo 16 do mesmo Decreto nº 70.235, de 1972, que determina que a impugnação conterá "os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir". Esse, portanto, o quadro nos lançamentos de oficio: à autoridade fiscal incumbe provar, pelos meios de prova admitidos pelo direito, a ocorrência do ilícito; ao contribuinte, cabe o ônus de provar o teor das alegações que contrapõe às provas ensejadoras do lançamento. Já nos casos de repetição de indébito, como no presente processo, entretanto, o quadro resta um pouco modificado, como a seguir se verá. Quando a situação posta se refere à restituição, compensação ou ressarcimento de créditos tributários, é atribuição do contribuinte a demonstração da efetiva existência do indébito. Tanto é assim que a Instrução Normativa SRF nº 900, de 30 de dezembro de 2008, que rege atualmente os processos de restituição, compensação e ressarcimento de créditos tributários, assim expressa em vários de seus dispositivos: Art. 3° A restituição a que se refere o art. 2° poderá ser efetuada: I a requerimento do sujeito passivo ou da pessoa autorizada a requerer a quantia; ou Fl. 341DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10283.000376/200995 Acórdão n.º 380303.309 S3TE03 Fl. 329 7 II mediante processamento eletrônico da Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (DIRPF). § Iº A restituição de que trata o inciso I do caput será requerida pelo sujeito passivo mediante utilização do programa Pedido de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação (PER/DCOMP). § 2º Na impossibilidade de utilização do programa PER/DCOMP, o requerimento será formalizado por meio do formulário Pedido de Restituição, constante do Anexo I, ou mediante o formulário Pedido de Restituição de Valores Indevidos Relativos a Contribuição Previdenciária, constante cio Anexo II, conforme o caso, aos quais deverão ser anexados documentos comprobatórios do direito creditório. [..1 § 4° Tratandose de pedido de restituição formulado por representante do sujeito passivo mediante utilização do programa PER/DCOMP, os documentos a que se refere o § 3° serão apresentados à RFB após intimação da autoridade competente para decidir sobre o pedido. [..1 Art. 65. A autoridade da RFB competente para decidir sobre a restituição, o ressarcimento, o reembolso e a compensação poderá condicionar o reconhecimento do direito creditório à apresentação de documentos comprobatórios do referido direito. inclusive arquivos magnéticos, bem como determinar a realização de diligência fiscal nos estabelecimentos do sujeito passivo a fim de que seja verificada. mediante exame de sua escrituração contábil e fiscal, a exatidão das informações prestadas. Como se percebe, em qualquer dos tipos de repetição é exigida a apresentação dos documentos comprobatórios da existência do direito creditório como prerrequisito ao conhecimento do pleito. E o que se deve ter por documentos comprobatórios do crédito? Por óbvio que os documentos que atestem, de forma inequívoca, a origem e a natureza do crédito; sem tal evidenciação, o pedido repetitório fica inarredavelmente prejudicado. É certo que as normas acima transcritas prevêem a realização de diligências, por parte da autoridade fiscal, destinadas à verificação da exatidão das informações trazidas pelos contribuintes, mas é preciso ter em conta que tal previsão não existe com o fim de suprir o ônus da prova colocado às partes, mas sim de elucidar questões pontuais mantidas controversas mesmo em face dos documentos trazidos pelo contribuinte/pleiteante; em outras palavras, as diligências servem para esclarecer pontos duvidosos específicos, e não para que a autoridade fiscal, diante da falta de comprovação da existência do crédito, supra tal omissão do contribuinte. No caso específico dos pedidos de restituição, compensação ou ressarcimento de créditos tributários, o contribuinte cumpre o ônus que a legislação lhe atribui, quando traz os elementos de prova que demonstrem a existência do crédito. E tal demonstração, no caso das pessoas jurídicas, está, por vezes, associada a uma conciliação entre registros contábeis e Fl. 342DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por A LEXANDRE KERN 8 documentos que respaldem tais registros. Assim, para comprovar a existência de um crédito vinculado a um registro contábil, não basta apresentar o registro, mas também indicar, de forma específica, que documentos estão associados a que registros; ainda, é importante, quando a natureza da operação escriturada/documentada for importante para a caracterização ou não do direito creditório, que a descrição da operação constante dos registros e documentos seja clara, sem abreviaturas ou códigos que dificultem ou impossibilitem a perfeita caracterização do negócio. Em regra, portanto, cumpre ao contribuinte vincular registros contábeis a documentos fiscais, estabelecendo com clareza a natureza das operações por eles instrumentadas, não lhe sendo lícito simplesmente juntar uma massa de documentos ao processo, sem indicação individualizada de a quais registros se referem. A atividade de "provar" não se limita, no mais das vezes, a simplesmente juntar documentos aos autos; nos casos em que se tem inúmeros registros associados a inúmeros documentos, provar significa associar registros e documentos de forma individualizada, do mesmo modo que, no caso das provas indiciárias, exigese a contextualização dos fatos por via do cruzamento dos indícios. Não é tarefa do julgador contextualizar os elementos de prova trazidos pelo contribuinte no caso de um pedido de restituição, compensação ou ressarcimento, tanto quanto não é contextualizar os elementos de prova trazidos pela autoridade fiscal no âmbito de um lançamento de oficio. Quem acusa deve provar, contextualizando os elementos de prova que evidenciam a infração; da mesma forma, quem pleiteia repetição deve provar a existência do direito creditório, contextualizando os elementos de prova que evidenciam o indébito. Pergunto ao recorrente: que prova há, nos autos, de que sua receita bruta foi de R$ 135.733.704,01 no mês de março de 2004? Ou de que os créditos de que se deduziu somam, efetivamente, R$ 136.374.754,20? Qual o valor probante de um balancete analítico que não atende ao disposto no item 4 da NBC T 2.7, aprovada pela resolução CFC nº 685, de 1990? Nesse contexto, a INRFB nº 900, de 2008, assentou que a autoridade administrativa competente para decidir sobre a restituição e a compensação pode condicionar o reconhecimento do direito creditório à apresentação de documentos comprobatórios do referido direito, inclusive arquivos magnéticos. Acusar a Fiscalização de excesso por ter requerido a uma pessoa jurídica do porte de Amazonas Distribuidora de Energia SA a apresentação de informações em meio eletrônico, em pleno século XXI, beira o escárnio. Se houve alguma preguiça na produção de provas no presente processo, ela não pode ser atribuída à Fiscalização, como pretende o recorrente. Intimado a defender seu próprio interesse, o recorrente, aparentemente, não se preocupou muito em fazêlo. O recorrente talvez tenha razão num ponto: a Fiscalização de fato perseguiuo. Fêlo por diversas vezes, insistentemente, intimandoo e reintimandoo a aportar aos autos alguma prova que fosse de seu direito creditório, até que o requerente, constrangido, se dignasse a pedir prorrogação de prazo, para em seguida, esquivar se do atendimento da intimação. A Fiscalização talvez devesse absterse de ser tão constrangedora. À míngua de prova do direito creditório, só restou à Autoridade Fiscal indeferir o pleito restituitório e não homologar às compensações, já que, nos termos do art. 170 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional CTN, a compensação depende da prévia comprovação da liquidez e certeza do crédito do sujeito passivo. Fêlo escorreitamente, assim como a decisão recorrida, que manteve esse indeferimento. Nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 19 de julho de 2012 Fl. 343DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10283.000376/200995 Acórdão n.º 380303.309 S3TE03 Fl. 330 9 Alexandre Kern Fl. 344DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por A LEXANDRE KERN 10 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10283.000376/200995 Interessada: AMAZONAS DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S/A Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380303.309, de 19 de julho de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 19 de julho de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 345DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por A LEXANDRE KERN
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