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Numero do processo: 11618.004427/2006-49
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 09 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jun 09 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2005
OMISSÃO DE RENDIMENTOS.
Comprovada a devolução dos valores à fonte pagadora, recebidos
indevidamente por estar o contribuinte no gozo de licença para tratar de interesses particulares, o montante devolvido deve ser excluído do lançamento.
Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 2801-001.667
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo do lançamento o montante de R$ 9.311,92, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2005 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Comprovada a devolução dos valores à fonte pagadora, recebidos indevidamente por estar o contribuinte no gozo de licença para tratar de interesses particulares, o montante devolvido deve ser excluído do lançamento. Recurso parcialmente provido.
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Comprovada a devolução dos valores à fonte pagadora, recebidos indevidamente por estar o contribuinte no gozo de licença para tratar de interesses particulares, o montante devolvido deve ser excluído do lançamento. Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo do lançamento o montante de R$ 9.311,92, nos termos do voto do Relator Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio de Pádua Athayde Magalhães, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima e Tânia Mara Paschoalin. Fl. 64DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 16/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11618.004427/200649 Acórdão n.º 2801001.667 S2TE01 Fl. 60 2 Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi lavrada a Notificação de Lançamento de fls. 02/05, relativa à Declaração de Ajuste AnualDAA do Imposto de Renda Pessoa Física do exercício 2005, anocalendário 2004, decorrente de omissão de rendimentos no valor de R$ 10.007,79, recebidos da fonte pagadora Universidade Federal da Paraíba, tendo sido apurado um imposto suplementar de R$ 2.686,27 mais acréscimos legais. IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o interessado apresentou a impugnação de fls. 01, acatada como tempestiva, alegando que o valor lançado como omissão foi devolvido à respectiva fonte pagadora, apresentando como prova declaração fornecida pela Universidade Federal da Paraíba (fls. 07) informando que o autuado depositou na conta daquela instituição o montante de R$ 12.953,97, correspondente ao ressarcimento dos seus vencimentos período de 01/03/2004 a 31/01/2005 e às contribuições previdenciárias repassadas ao PSS, tendo em vista decisão constante no processo no 23074.000343/0594, arquivado em sua pasta funcional. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A DRJ/Recife julgou o lançamento procedente (fls. 21/24) em virtude de o valor informado como devolvido pelo contribuinte não coincidir com o montante recebido em 2004, e lançado pela fiscalização, tendo ressaltado que não foi juntada cópia do processo no 23074.000343/0594, citado na declaração prestada pela Universidade Federal da Paraíba, e que na DIRF apresentada (fls. 15) consta rendimento pago a partir de fevereiro, ao passo que a aludida declaração informa que o ressarcimento dos vencimentos foi no período de 01/03/2004 a 31/01/2005. Por conseguinte não acatou as informações prestadas pela fonte pagadora naquele documento. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 15/09/08, fls. 27, o interessado apresentou, em 08/10/08, o Recurso de fls. 29, juntamente com os documentos de fls. 30/57, reiterando as alegações apresentadas na impugnação. Entre os documentos anexados consta cópia do processo no 23074.000343/0594, comprovante do depósito efetuado em 28/02/05 (fls. 52) na conta única do Tesouro Nacional no valor de R$ 12.953,97. Diante do exposto acima requer o provimento de seu recurso. É o Relatório. Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima Fl. 65DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 16/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11618.004427/200649 Acórdão n.º 2801001.667 S2TE01 Fl. 61 3 O recurso é tempestivo e atende as demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O processo no 23074.000343/0594 referese à licença para tratar de interesses particulares solicitada pelo recorrente à Universidade Federal da Paraíba em 01/03/04, que foi deferida por meio da Portaria/CLVDDD/SRH/N° 193, de 17 de maio de 2005, com efeitos a partir de 01/03/04 findando em 01/03/07(fls. 53). Conforme informação prestada naquele processo (fls. 42), o contribuinte recebeu indevidamente os seus vencimentos no período de 01/03/04 a 31/01/05, mesmo estando no gozo da aludida licença a partir de 01/03/04, razão pela qual a Superintendência de Recursos Humanos daquela instituição adotou providências para que o recorrente efetuasse a devolução de tais valores (fls. 43), apurados como sendo R$ 12.953,97 (fls. 49). Conforme documentos de fls. 50/52, a citada quantia foi devolvida à Universidade Federal da Paraíba pelo interessado. O art. 43 do CTN dispõe sobre o fato gerador do imposto de renda, in verbis: Art. 43. O imposto, de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica: I de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; II de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no inciso anterior. § 1o A incidência do imposto independe da denominação da receita ou do rendimento, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem e da forma de percepção. (Incluído pela Lcp nº 104, de 10.1.2001) § 2o Na hipótese de receita ou de rendimento oriundos do exterior, a lei estabelecerá as condições e o momento em que se dará sua disponibilidade, para fins de incidência do imposto referido neste artigo. (Incluído pela Lcp nº 104, de 10.1.2001) De acordo com o dispositivo legal acima reproduzido o fato gerador do imposto de renda constituise pela aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica de renda ou proventos de qualquer natureza. No presente caso a devolução dos valores recebidos indevidamente pelo contribuinte, em virtude de não ter prestado serviços no período de 01/03/04 a 31/01/05, por estar no gozo de licença para tratar de interesses particulares, descaracteriza a ocorrência do fato gerador naquele interregno temporal. Convém ressaltar que, embora o total apurado pela fonte pagadora para o período de 01/03/04 a 31/12/04 (fls. 48) não coincida com os valores informados na DIRF (fls. 15), tal divergência não tem relevância nesse julgamento, pelo fato de o valor apurado e Fl. 66DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 16/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11618.004427/200649 Acórdão n.º 2801001.667 S2TE01 Fl. 62 4 recolhido para aquele período, R$ 11.850,67, ser superior ao valor recebido indevidamente, R$ 9.311,92, de acordo com a citada DIRF. Não obstante o acima exposto, cumpre observar que o lançamento abrangeu os rendimentos recebidos nos meses de fevereiro a dezembro de 2004, e o contribuinte efetuou a devolução dos valores recebidos no período de 01/03/04 a 31/01/05, pois a sua licença para tratar de assuntos particulares teve início em 01/03/04. Assim resta a omissão relativa aos rendimentos recebidos em fevereiro, correspondente a R$ 695,87, conforme DIRF de fls. 15. Diante do exposto acima voto por DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para excluir do lançamento o montante de R$ 9.311,92, correspondente aos rendimentos recebidos nos meses de março a dezembro de 2004. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator Fl. 67DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 16/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA
score : 1.0
Numero do processo: 13836.000043/2007-99
Data da sessão: Thu Mar 19 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Mar 19 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2005
MOLÉSTIA GRAVE - ISENÇÃO - Deve ser reconhecido o direito à isenção do imposto de renda sobre rendimentos de aposentadoria, quando o beneficiário apresenta Laudo Pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios em que conste diagnóstico que descreva uma doença prevista dentre aquelas constantes na legislação.
DESPESAS MÉDICAS - DEPENDENTE - INSTRUÇÃO DE DEFICIENTE
FÍSICO OU MENTAL - Consideram-se despesas médicas os pagamentos
relativos à instrução de deficiente físico ou mental, desde que a deficiência seja atestada em laudo médico e o pagamento efetuado a entidades destinadas a deficientes físicos ou mentais.
Recurso provido
Numero da decisão: 3804-000.041
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Turma Especial da Terceira Seção do
Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: JULIO CEZAR DA FONSECA FURTADO
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materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2005 MOLÉSTIA GRAVE - ISENÇÃO - Deve ser reconhecido o direito à isenção do imposto de renda sobre rendimentos de aposentadoria, quando o beneficiário apresenta Laudo Pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios em que conste diagnóstico que descreva uma doença prevista dentre aquelas constantes na legislação. DESPESAS MÉDICAS - DEPENDENTE - INSTRUÇÃO DE DEFICIENTE FÍSICO OU MENTAL - Consideram-se despesas médicas os pagamentos relativos à instrução de deficiente físico ou mental, desde que a deficiência seja atestada em laudo médico e o pagamento efetuado a entidades destinadas a deficientes físicos ou mentais. Recurso provido
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Fl. I .,---7nV '--..,:---,_ MINISTÉRIO DA FAZENDA 4.\rá . - -- (fryl : CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS.. ... ., TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 13836.000043/2007-99 Recurso n° 165.598 Voluntário Acórdão n° 3804-00.041 — 4' Turma Especial Sessão de 19 de março de 2009 Matéria IRPF Recorrente JOSÉ VICTOR BAZUCHI Recorrida r TURMA/DRJ-SÃO PAULO/SP II Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2005 MOLÉSTIA GRAVE - ISENÇÃO - Deve ser reconhecido o direito à isenção do imposto de renda sobre rendimentos de aposentadoria, quando o beneficiário apresenta Laudo Pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios em que conste diagnóstico que descreva uma doença prevista dentre aquelas constantes na legislação. DESPESAS MÉDICAS - DEPENDENTE - INSTRUÇÃO DE DEFICIENTE FÍSICO OU MENTAL - Consideram-se despesas médicas os pagamentos relativos à instrução de deficiente físico ou mental, desde que a deficiência seja atestada em laudo médico e o pagamento efetuado a entidades destinadas a deficientes fisicos ou mentais. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por JOSÉ VICTOR BAZUCHI. ACORDAM os Membros da Quarta Turma Especial da Terceira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. , I-N s'o 4' Lrilr resid- te i Processo n° CCOI/T93 Acórdão n. 3804-00.041 Fiz. 2 JULIO CEZA DA FONSECA FURTADO Relator FORMALIZADO EM: 12 MA R009 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Amarylles Reinaldi e Henriques Resende e Marcelo Magalhães Peixoto. 2 Processo n° cco Wn3 Acórdão n.° 380400.041 Fls. 3 Relatório Por medida de economia processual, adoto in totum o Relatório de primeira instância: "Em procedimento de revisão interna efetuado na declaração em nome do contribuinte acima qualificado, após entrega de Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física retificadora entregue em 25/09/2006, referente ao ano-calendário de 2004, foi alterado o imposto a restituir no valor de R$ 6.064,76 para R$ 1.460,78, decorrente de inclusão de rendimento tributável, no valor de R$ 11.780,95, recebido do Comando do Exército, CNPJ 00.394.452/0533-04, e glosa de despesas médicas de R$ 6.154,00, conforme Notificação de Lançamento de fls. 16/18. Cientificado do lançamento, em 05/02/2007, o contribuinte apresentou, em 13/02/2007, impugnação de fls. 01/03. Primeiramente, relata que formalizou Pedido de Restituição do Imposto de Renda, referente às retenções na fonte de outubro a dezembro de 2004, por ser portador de moléstia grave. Seu pedido foi indeferido pela Saort/DRF/Jundiaí, que alegou que, apesar de justo, seu pedido fora feito de maneira errada. Após ciência da• decisão, apresentou retificação da Declaração de Imposto de Renda/2005, conforme orientação. Argumenta, em síntese, que: 1) Na DIRPF retificadora declarou uma parte dos R$ 25.371,25 pagos pelo Comando do Exército como rendimento tributável, correspondente a R$ 13.590,30, e o restante (R$ 11.780,95), relativo ao período de outubro a dezembro de 2004, como rendimentos isentos e não tributáveis. 2) O valor de R$ 11.780,95 declarado como rendimento isento e não tributável foi encontrado mediante a soma dos rendimentos registrados nos comprovantes mensais fornecidos pelo Exército. 3) Reapresenta a declaração que recebeu do Centro Israelita de Assistência ao Menor, que comprova os pagamentos realizados no valor total de R$ 23.074,50 a título de despesas médicas. Anexa na impugnação os seguintes documentos, dentre outros: Comprovante de Rendimentos pagos pelo Exército (fls. 19); Comprovantes de Rendimentos mensal, referente aos meses de outubro a dezembro de 2004, pagos pelo Exército «is. 20/22) e Informe de Recebimento de Mensalidades emitido pelo CIAM (fls. 23)." A Delegacia de \Julgamento da Receita Federal do Brasil em São Paulo, através da 73 Turma, julgou procedente o lançamento conforme Acórdão n° 17.19.634, de 14/08/2007, o qual porta a seguinte Ementa: 3 Processo n° CCO I /TM Acórdão n.° 3804-00.041 Fls. 4 "ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Ano-calendário: 2004 • PORTADOR DE MOLÉSTIA GRAVE - ISENÇÃO Deve ser reconhecido o direito à isenção do imposto de renda sobre rendimentos de aposentadoria, quando o beneficiário apresenta Laudo Pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios em que conste diagnóstico que descreva uma doença prevista dentre aquelas constantes na legislação. DESPESAS MÉDICAS. INSTRUÇÃO DE DEFICIENTE FiSICO OU MENTAL. Consideram-se despesas médicas os pagamentos relativos à instrução de deficiente fisico ou mental, desde que a deficiência seja atestada em laudo médico e o pagamento efetuado a entidades destinadas a deficientes físicos ou mentais. Ciente, em 13/12/2007, o interessado, na condição de espólio, e representado pela inventariante, Maria Amália Siqueira Bazuchi, CPF 056.481.308-72, recorre, tempestivamente, a este Colegiado através das razões de fls. 71/73.. É o Relatório. 4 Processo n° CCO1!T93 Acórdão n.° 3804-00.041 Fls. 5 Voto Conselheiro JULIO CEZAR DA FONSECA FURTADO, Relator O recurso é tempestivo e atende os requisitos para a sua admissibilidade, pelo que dele tomo conhecimento. Trata-se de lançamento relativo à omissão de rendimentos do trabalho, no montante de R$ 11.780,95 e de glosa de despesas médicas por falta de comprovação. Referido lançamento resultou de um pedido de restituição do Imposto de Referente às retenções na fonte de outubro a dezembro de 2004, por ser o - interessado portador de doença grave, conforme Parecer Técnico n°. 800/2005, da Seção de Perícias Médicas do Exercito, Brasília O Despacho Decisório DRF/JUN/SAOORT n° 179, de 31/07/2006 (fls. 07/09) concluiu que (sic) "o imposto de renda mensalmente na fonte entre outubro e dezembro de 2004, quando o interessado comprova fazer jus à isenção, será restituído mediante a apresentação de DIRPF retificadora referente ao ano-calendário 2004, ainda não apresentada pelo contribuinte", propondo, por este motivo, o indeferimento do pedido de restituição. Regularmente intimado através do TERMO DE INTIMAÇÃO FISCAL N° 040/07 (fls. 13) para apresentar documentos e prestar esclarecimentos, o interessado atendeu ao solicitado (fls 15), comunicando, inclusive, que efetuara a retificação da Declaração Exercício 2005, Ano-calendário 2004, conforme orientação constante do citado Despacho Decisório. Não obstante reconhecer o mencionado Despacho Decisório ser o interessado portador de doença grave, a Delegacia da Receita Federal em Jundiaí não levou em consideração tal fato, revisou a Declaração Retificadora lançando como omissão de rendimentos a quantia de R$ 11.780,95, que corresponde aos rendimentos isentos recebidos do Exercito nos meses de outubro a dezembro de 2004 (fls. 10,11 e 12), glosando parte (R$ 6.154,00) das despesas pagas ao CIAM-Aldeia da Esperança, onde se encontrava internado o dependente do declarante, o interdito FERNANDO ROBERTO S. BAZUCHI, portador de deficiência mental. A decisão recorrida julgou procedente em parte o lançamento para considerar como isento e não tributável o valor de R$ 5.361,75, relativo aos rendimentos recebidos do Comando do Exercito nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2004, em razão da moléstia grave. Relativamente à glosa de despesas médicas, no montante de R$ 23.074,50, a decisão recorrida não admitiu a dedução de R$ 6.154,00, ao argumento de que o contribuinte não apresentou laudo médico atestando o estado de deficiência de seu dependente, e que o Processo n° CCOliT93 Acórdão n.° 380400.041 Fls. 6 Informe de Recebimento de Mensalidade de Residentes emitido pelo Centro Israelita de Assistência ao Menor - CIAM, no valor de R$ 23.074,50 não comprova que o valor se refere a pagamentos feitos com instrução de deficiente fisico ou mental. Ora, ao recurso encontram-se acostados diversos documentos que comprovam o estado de deficiência do dependente do Recorrente, a saber: Fls. 80 - Laudo Médico da Unimed Amparo, atestando que Fernando Roberto Bazuchi é portador de distúrbios comportamentais em conseqüência de lesão pós-encefalite - CI-F07.1+F70.1 (comprovada por TC, quando tinha 8 anos, e que, em 2004, o paciente foi encaminhado para uma instituição especializada, o CIAM, pertencente à Aldeia da Esperança; Fls. 81 - Estudo Tomográfico Computadorizado Crânio-Encefálico, expedido pela Real e Benemérita Associação Portuguesa de Beneficência; Fls. 82 - Relatório Médico da Prefeitura Municipal da Instância Hidromineral de AMPARO - Secretaria Municipal de Saúde, declarando que er Fernando Roberto Siqueira Bazuchi apresenta distúrbios comportamentais em conseqüência de lesão pós-encefálica aos oito anos de idade; Fls. 89/90 - Laudo Médico do Ministério da Defesa - Exercito Brasileiro CMSE 2' RM - HOSPITAL GERAL DE SÃO PAULO, que confirma o estado de alienação mental irreversível, com a seguinte Conclusão: É Alienação Mental, síndrome pós-encefálica, que no caso cursa em comprometimento irreversível das funções cognitiva (de aprendizagem). Incapaz de gerir os próprios meios. Sua condição compromete todas as funções sócio- laborativa de modo crônico e irreversísvel; Fls. 91/92 - Parecer Técnio n° 1162/2005, do MINISTÉRIO DA DEFESA - EXERCITO BRASILEIRO - DEPARTAMENTO-GERAL DO PESSOAL - DIRETORIA DE SAÚDE, o qual diagnostica: fi9 (CID 10) - TRANSTORNO MENTAL ORGÂNICO + F07.1 (CID 10) SÍNDROME PÓS-ENCEFÁLICA (ESTÁGIO GRAVE E IRREVERSÍVEL) (ALIENAÇÃO MENTAL). Nada mais a acrescentar, estando devidamente comprovado o estado de deficiência do dependente do declarante e que a despesa foi efetuada em entidade destinada a deficientes fisicos ou mentais, razões pelas quais deve ser restabelecida a dedução de R$ 6.154,00 a titulo de despesas médicas. Ante todo o exposto, oriento o meu voto no sentido de dar integral provimento ao recurso. É como voto. Sala das Sessões - DF em 19 de março de 2009 JULIO CEZAR DA FONSECA FURTADO 6 Page 1 _0015600.PDF Page 1 _0015700.PDF Page 1 _0015800.PDF Page 1 _0015900.PDF Page 1 _0016000.PDF Page 1
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Numero do processo: 10510.003159/2008-45
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 09 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jun 09 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2006
DEDUÇÃO. DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO.
Devem ser restabelecidas as deduções pleiteadas pelo contribuinte e glosadas pela autoridade fiscal quando comprovadas na fase recursal.
APLICAÇÃO DO ARTIGO 112 DO CTN.
Aplica-se o art. 112 do CTN no caso de haver dúvida quanto à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou ainda à natureza ou extensão dos seus efeitos.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-001.663
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Vencida a Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende que negava provimento ao recurso.
Nome do relator: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES
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DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Devem ser restabelecidas as deduções pleiteadas pelo contribuinte e glosadas pela autoridade fiscal quando comprovadas na fase recursal. APLICAÇÃO DO ARTIGO 112 DO CTN. Aplicase o art. 112 do CTN no caso de haver dúvida quanto à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou ainda à natureza ou extensão dos seus efeitos. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Vencida a Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende que negava provimento ao recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Tânia Mara Paschoalin e Carlos César Quadros Pierre. Relatório Fl. 139DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Assinado digitalmente em 22/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10510.003159/200845 Acórdão n.º 280101.663 S2TE01 Fl. 127 2 Trata o presente processo de Notificação de Lançamento às fls. 02/04, decorrente da revisão efetuada na declaração de ajuste anual retificadora apresentada pela contribuinte referente ao exercício de 2006, anocalendário 2005, que resultou na exigência de crédito tributário, no valor total de R$ 16.490,15, relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física, incluídos a multa de ofício e os juros de mora. Segundo a descrição dos fatos e o enquadramento legal constantes da peça de autuação, foi glosado o valor total de R$ 29.885,00 referente a deduções pleiteadas pela contribuinte a título de despesas médicas, por ausência de comprovação, ou por falta de previsão legal para dedução. Cientificada do lançamento, a interessada apresentou impugnação, à fl. 01, referindose às despesas no valor de R$ 20.310,00, ressaltando que foram devidamente declaradas, porque reais, pois representam fidedignamente os fatos acontecidos, e estão comprovadas através de cópias dos laudos médicos, bem como dos respectivos recibos emitidos pelos profissionais que prestaram os serviços (fls. 14/20). Consta às fls. 24/61, a documentação (dossiê) analisada pela malha fiscal. A 3a Turma da DRJ/Salvador (BA), exarou sua decisão, para considerar procedente em parte a impugnação, nos termos do Acórdão DRJ/SDR nº 1525.095, de 13/10/2010, às fls. 67/68, que apresenta a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF Anocalendário: 2005 DEDUÇÃO. ADMISSIBILIDADE. Comprovadas as exigências legais para a dedutibilidade, inclusive a apresentação de documentação hábil e idônea, admissível a dedução pleiteada na declaração de ajuste anual. Cientificada da decisão a quo em 10/11/2010, conforme faz prova o Termo à fl. 70, a contribuinte interpôs recurso voluntário em 07/12/2010, às fls. 71/73, pleiteando o cancelamento da exigência fiscal. Junta ao processo os documentos às fls. 74/124. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O recurso em julgamento foi tempestivamente apresentado, preenchendo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Diante da ausência de questão preliminar, passemos à análise das razões de mérito postas pela contribuinte em seu recurso, e cuja discussão, restringese à glosa de despesas médicas declaradas pela recorrente em sua Declaração de Ajuste Anual do exercício Fl. 140DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Assinado digitalmente em 22/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10510.003159/200845 Acórdão n.º 280101.663 S2TE01 Fl. 128 3 2006, anocalendário 2005, por falta de comprovação, ou por falta de previsão legal para sua dedução. A decisão de primeira instância restabeleceu tãosomente o montante de R$ 19.700,00 pago a Raimundo Silva Rocha, face à documentação colacionada aos autos pela interessada por ocasião da impugnação ao lançamento, no caso, o relatório de controle pós operatório às fls. 14/15, e os novos recibos às fls. 17/19 emitidos pelo referido profissional para substituir aqueles considerados inábeis pela fiscalização. Em sede recursal, a contribuinte junta novos documentos aos autos para comprovar a realização das despesas médicas informadas em sua declaração de rendimentos. Do exame desses documentos, podese concluir que: i) o recibo à fl. 111 comprova a despesa no valor de R$ 4.000,00 efetuada com serviços odontológicos prestados por Raimundo Silva Rocha, exatamente a parcela que restava a comprovar o montante de R$ 23.700,00 declarado pela contribuinte como pago a este profissional, apresentandose tal documento nos termos daqueles acatados no julgamento de primeira instância; ii) os novos recibos emitidos por Maria Teresa Azevedo Barreto, às fls. 106/107, comprovam despesas médicas no valor de R$ 550,00, valor este constante na DIRPF sob exame; iii) a despesa relacionada à inscrição em simpósio de hipertensão arterial à fl. 20, no valor de R$ 60,00, foi equivocadamente considerada pela fiscalização como tendo sido declarada pela contribuinte como despesa médica, no entanto, nitidamente se observa que se refere à dedução pleiteada com despesa com instrução; portanto, não pode prosperar essa glosa efetuada no lançamento. Diante do restabelecimento dos valores acima, que totalizam R$ 4.610,00, quando somados ao valor de R$ 19.700,00 reconhecido no julgamento de primeira instância como despesas médicas devidamente comprovadas pela contribuinte, alcançase o montante de R$ 24.310,00. Ocorre que, no presente caso, o valor total glosado pela fiscalização a título de despesas médicas foi de R$ 29.885,00. Entretanto, notase que, relativamente à diferença de R$ 5.575,00 (R$ 29.885,00 – R$ 24.310,00) que restaria para comprovação, não há qualquer esclarecimento ou informação na peça de autuação no sentido de apontar a que despesas médicas declaradas pela recorrente tal diferença se refere, não sendo possível obter qualquer conclusão diante dos valores individuais das despesas médicas relacionadas pela contribuinte em sua declaração de rendimentos. Assim, como todas as demais despesas médicas pleiteadas pela recorrente como dedução do imposto não foram objeto de questionamento pela fiscalização, cumpre aplicar ao presente caso o disposto no art. 112 do Código Tributário Nacional (CTN), o qual estabelece que a lei tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades, deve ser interpretada da maneira mais favorável ao acusado, em caso de dúvida quanto à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus efeitos. Fl. 141DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Assinado digitalmente em 22/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10510.003159/200845 Acórdão n.º 280101.663 S2TE01 Fl. 129 4 Isto posto, VOTO por dar provimento ao recurso para restabelecer as despesas médicas cujas glosas restaram mantidas pela decisão recorrida. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 142DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Assinado digitalmente em 22/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA
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Numero do processo: 10860.002607/2003-17
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Jun 19 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Mon Jun 19 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 301-01.617
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter julgamento em
diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
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A. LEMES CRUZEIRO - ME. DRJ/CAMPINAS/SP . R E S O L U ç Ã O Nº 301-1.617 , I • • • • • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado . OTACÍLIO D~ CARTAXO Presidente )A~\ ~ IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Relatora Formalizado em: 114 JUL 2006 .11 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, Valmar Fonsêca de Menezes, Atalina Rodrigues Alves, Susy Gomes Hoffmann e Carlos Henrique Klaser Filho. ccs Processo nO Resolução n° 10860.002607/2003-17 301-1.617 RELATÓRIO .' • t.'-, • Tratam os autos de exclusão da recorrente acima identifica da sistemática do Simples, por meio do Ato Declaratório n° 12, de 7 de julho de 2003 (fl. 11), em virtude de a contribuinte exercer atividade econômica vedada, conforme assinalou representação administrativa formulada pelo INSS (fls. 03/03) . A recorrente apresentou impugnação (fls. 14/15), alegando que sua atividade é o comércio varejista de peças de máquinas operatrizes, sendo que os serviços de reparação e manutenção das referidas máquinas são apenas atividades auxiliares do comércio. A DRJ-Campinas/SP indeferiu o pedido da então impugnante (fls . 20/23), nos termos da ementa transcrita adiante: "Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2002 Ementa: Exclusão. Manutenção e Reparo de Equipamentos.Não podem optar pelo Simples as pessoas jurídicas que prestem serviços de manutenção e reparação de máquinas e equipamentos, pois essa atividade é exercida por profissionais com habilitação legalmente exigida ou a eles assemelhados. Solicitação Indeferida" Inconformada, a contribuinte. apresentou recurso voluntário a este Colegiado (fls. 26/28), alegando, em sintese: - que presta serviços de manutenção de máquinas para a empresa Maxion Sistemas Automotivos LIda, onde não efetua nenhum tipo de serviço relacionado a projetos e modificações, mas apenas a troca de peças e manutenção das máquinas, sempre com a supervisão de um engenheiro da própria empresa contratante; - que desde 1997 recolhe mensalmente por intermédio de DARF- Simples e apresenta Declaração Anual simplificada, prova inequivocas de sua intenção em aderir ao Simples; 2 • Processo n° Resolução n° 10860.002607/2003-17 301-1.617 • • ., • • . - que sua exclusão do Simples refere a garantia constitucional de tratamento favorecido às empresa de pequeno porte, bem como aos princípios da segurança jurídica e da irretroatividade da lei; - que não é cabível a exclusão com efeito retroativo, mas somente a partir do recebimento do ADE; e - queo art. 4° da Lei nO10.964, de 28 de outubro de 2004, excetua das vedações à opção pelo Simples as pessoas jurídicas que se dediquem às atividades de serviço de manutenção e reparação de aparelhos eletrodomésticos . Pede, ao final, a sua manutenção no Simples É o relatório . 3 • Processo nO Resolução n° 10860.002607/2003-17 301-1.617 VOTO • • • • • Conselheira Irene Souza da Trindade Torres, Relatora O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade, razões pelas quais dele conheço . Diante dos elementos trazidos aos autos, bem como tendo em vista as disposições da Lei n° 11.051/2004, que alterou o art. 4° da Lei n° 10.964/2004, cujo comando normativo foi alegado em defesa pela recorrente, vislumbro a necessidade de maior explicitação acerca da efetiva natureza dos serviços de manutenção e reparo de máquinas realizados pela recorrente, visto constar da sua Declaração de Firma Individual objeto social amplo, insuficiente para fundamentar qualquer decisão inconteste acerca da real atividade exercida pela empresa (fi. 6). Assim, norteada pela busca pela verdade real como prinCipIO informador do processo administrativo fiscal - que clama de seus atores não se conformarem apenas com a verdade formal enquanto não esgotados todos os recursos para se conhecer a verdade real - voto no sentido de CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, para que a autoridade preparadora, utilizando-se dos livros fiscais da recorrente e demais elementos probatórios que se mostrarem suficientes, diligencie no sentido de apurar, de forma conclusiva, qual a real natureza dos serviços de manutenção e reparo prestados pela contribuinte, inclusive à referida empresa Maxion Sistemas Automotivos Ltda . É como voto. Sala das Sessões, em 19 de junho de 2006 ~ IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES - Relatora 4 00000001 00000002 00000003 00000004
score : 1.0
Numero do processo: 13807.010837/2003-84
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 02 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Thu Dec 02 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 1999
ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE.
São isentos do imposto de renda os rendimentos de aposentadoria percebidos pelos portadores de moléstia grave descrita no inciso XIV do art. 6º da lei 7.713/1988, quando a doença for comprovada, mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estado, do Distrito Federal ou dos Municípios.
Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 2801-001.308
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso para excluir da tributação os valores recebidos do Banco do Brasil no período de julho a dezembro de 1998, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: TANIA MARA PASCHOALIN
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MOLÉSTIA GRAVE. São isentos do imposto de renda os rendimentos de aposentadoria percebidos pelos portadores de moléstia grave descrita no inciso XIV do art. 6º da lei 7.713/1988, quando a doença for comprovada, mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estado, do Distrito Federal ou dos Municípios. Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da tributação os valores recebidos do Banco do Brasil no período de julho a dezembro de 1998, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães - Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin - Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Eivanice Canário da Silva e Tânia Mara Paschoalin. Fl. 200DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/01/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 29/01/201 1 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 18/02/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL 2 Relatório Trata o presente processo de pedido de restituição de Imposto de Renda Pessoa Física, referente aos exercícios de 1999 a 2003, em face da isenção concedida aos portadores de moléstia grave, nos termos do artigo 39, inciso XXXIII do RIR/99. O pedido foi indeferido pelo fato de o contribuinte não ter comprovado ser portador de moléstia grave, considerando que os documentos apresentados não preenchem os requisitos legais. Em sua manifestação de inconformidade, o sujeito passivo alegou que já houve restituição recebida, oriunda do processo n.° 13807.010837/2003-84, acreditando ter havido um lapso na emissão da intimação n.° 2.816/2007. Requereu a reconsideração da decisão ora tratada, apresentando cópia autenticada de novo laudo pericial do médico perito Dr. Gerson Mazzucato. A 4ª Turma da DRJ em São Paulo II/SP, conforme Acórdão de fls. 120/124, deferiu em parte a solicitação do contribuinte, reconhecendo seu direito à isenção do imposto de renda sobre seus proventos de aposentadoria e/ou complementação, pagos pela Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (fls. 97, 103, 108,109, 117 e 118) nos anos- calendário 1999 a 2002 e pelo Instituto Nacional do Seguro Social (fl. 102) no ano-calendário 2000, e indeferiu a solicitação referente ao ano-calendário 1998, por não terem sido auferidos rendimentos de aposentadoria, reforma e/ou pensão neste período. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 12/11/2007 (fl. 125), o interessado, representado por seu procuradores (fl. 68), interpôs recurso voluntário de fls. 150/188, em 29/11/2007, no qual reclama a restituição do período de julho a dezembro de 1998, pois encontrava-se aposentado desde 01/11/1995, junto à Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil — PREVI, auferindo proventos da aposentadoria, conforme legislação em vigor. Informa ainda que, no exercício de 1998, por motivos internos das duas entidades, ou seja, Banco do Brasil e Previ, os comprovantes de rendimentos anuais foram emitidos pelo Banco do Brasil que considerou a natureza do rendimento como trabalho assalariado, ao invés de proventos da aposentadoria. Acrescenta que tal ocorrência foi conseqüência da fase de transferência dos encargos administrativos do Banco do Brasil para PREVI, procedimento esse encerrado em junho/99. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. De plano destaque-se que a decisão recorrida considerou que o contribuinte comprovou ser portador de moléstia grave a partir de 13/07/1998, tendo em vista o Laudo Pericial de fls. 76/79, emitido em 08/09/2005, pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual. reconhecendo que o requerente é portador de Cardiopatia Grave, com data de diagnóstico em 13/07/1998. Fl. 201DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/01/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 29/01/201 1 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 18/02/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13807.010837/2003-84 Acórdão n.º 2801-01.308 S2-TE01 Fl. 191 3 O recorrente também reconhece que a moléstia grave foi comprovada somente a partir de 13/07/1998. Nesse ponto, portanto, não há controvérsia. Entretanto, o recorrente defende ter também direito à restituição referente ao período de julho a dezembro de 1998, sob o argumento de que se encontrava aposentado desde 01/11/1995 junto à Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil — PREVI, auferindo proventos da aposentadoria, conforme legislação em vigor. A Autoridade julgadora de 1ª instância indeferiu o pedido, no tocante ao mencionado período, pois verificou que, no ano-calendário 1998, o interessado auferiu rendimentos tributáveis a título de rendimentos do trabalho assalariado pagos pelo Banco do Brasil S/A (fl. 83) e do Banco Econômico S/A — Em Liquidação Extra Judicial (fl. 85), a título de trabalho sem vínculo empregatício e também auferiu rendimentos de pessoas físicas, conforme declarado em sua declaração de ajuste anual do exercício 1999 (fl. 37). Os documentos apresentados pelo recorrente, às fls. 175/185 e 187, demonstram que os rendimentos por ele percebidos no ano-calendário de 1998, proveniente do Banco do Brasil S/A são rendimentos de aposentadoria, haja vista o Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho de fl. 187, que registra o afastamento do contribuinte em 08/11/1995, motivado pela aposentadoria por tempo de serviço. Ademais, a Folha Individual de Pagamento de cada um dos meses do ano-calendário de 1998 contém rendimentos com as seguintes rubricas: “Previ Complemento”, “Previ-Compl Adicional” e “INSS-Benefício”. Os correspondentes valores brutos, inclusive, são compatíveis com aqueles informadas pelo Banco do Brasil na DIRF de fl. 83. Destarte, deve ser deferida a solicitação do recorrente relativamente ao reconhecimento da isenção do imposto de renda sobre os proventos de aposentadoria e/ou complementação, pagos pelo Banco do Brasil S/A nos meses de julho a dezembro de 1998, mantendo-se, portanto, o indeferimento no que tange aos rendimentos recebidos de pessoas físicas e do Banco Econômico S/A. Diante do exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso para excluir da tributação dos rendimentos auferidos do Banco do Brasil S/A no período de julho a dezembro de 1998. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 202DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/01/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 29/01/201 1 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 18/02/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL 4 Fl. 203DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/01/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 29/01/201 1 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 18/02/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL
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Numero do processo: 10480.006108/2003-65
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 27 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 2001, 2002, 2003
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.
Inexistindo as omissões e contradições apontadas, rejeitamse
os embargos de declaração.
Embargos Rejeitados
Numero da decisão: 3403-001.663
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração.
Nome do relator: ANTONIO CARLOS ATULIM
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1654; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T3 Fl. 1 1 S3C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10480.006108/200365 Recurso nº Embargos Acórdão nº 340301.663 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 27 de junho de 2012 Matéria PIS e COFINS Embargante SANTISTA FRIGORÍFICO & CIA LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2001, 2002, 2003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Inexistindo as omissões e contradições apontadas, rejeitamse os embargos de declaração. Embargos Rejeitados. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração. Antonio Carlos Atulim – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Robson José Bayerl, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Raquel Motta Brandão Minatel e Marcos Tranchesi Ortiz. Relatório Tratase de embargos de declaração opostos em tempo hábil pelo contribuinte ao Acórdão 340301.444, sob a alegação de que o julgado estaria eivado de omissão e contradição. Segundo o embargante a omissão e a contradição consistiriam no seguinte: “(...) 5 Conforme se constata, o v. acórdão embargado se omitiu de examinar a liquidação do Parcelamento – Processo Administrativo nº 10480.004440/200395, inscritos Fl. 571DF CARF MF Impresso em 09/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/06/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/06/201 2 por ANTONIO CARLOS ATULIM 2 (sic) na Dívida Ativa da União sob o nº 40 6 04 01648317 – COFINS e sob o nº 40 7 04 00295094 – PIS, com base no benefício dado pela Lei nº 11.941/2009 (Novo REFIS). 5.1 – Com o objetivo de extinguir os débitos da COFINS e do PIS, cobrados no Processo Administrativo nº 10480.004440/200395, a empresa quitou os mesmos com os descontos previstos no art. 1º, § 3º, inciso I da Lei nº 11.941/2009 (Novo REFIS), conforme comprovado através dos DARF’s anexados no doc. 6 da petição de fls. 435/487, motivando a extinção dos créditos tributários por pagamento, nos termos do art. 156, I, do CTN, conforme Extratos do Débitos (sic), emitidos pela Procuradoria da Fazenda Nacional, onde constam as informações de que as inscrições estão EXTINTAS POR PAGAMENTO COM AJUIZAMENTO A SER CANCELADO (doc. 7, anexado à petição de fls. 435/487). 6 Acrescentese, ainda que, o v. acórdão foi contraditório com a realidade dos autos, pois todos os créditos tributários referentes à COFINS e ao PIS dos anos de 2001, 2002 e 2003, cobrados mediante os Autos de Infração nº 10480.006108/200365 e nº 10480.006109/200318, que foram lavrados no dia 06/06/2003, já haviam sido cobrados através do Processo Administrativo nº 10480.004440/200395, o qual foi formalizado em decorrência do parcelamento solicitado pela suplicante desde o dia 07/05/2003, ou seja, antes da lavratura dos autos de infração. (...)” No mais, insurgiuse contra a cobrança dos consectários do lançamento de ofício. Atacou a cobrança da diferença da multa, dos 20% no processo de parcelamento para os 75% do auto de infração, em razão desta ser confiscatória e ultrapassar o limite da razoabilidade. Atacou a manutenção dos juros de mora com base na taxa Selic por violar o limite de 1% ao mês, estabelecido no CTN. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio Carlos Atulim, Relator. Segundo a embargante a omissão consistiria no fato de o colegiado não ter levado em conta a extinção do parcelamento por pagamento. Não existe a omissão apontada, pois o fato relevante que norteou o acórdão embargado foi a existência do parcelamento e não a sua liquidação, conforme se pode constatar no seguinte excerto do voto condutor daquela decisão (fl. 545): “Conforme se pode verificar nas folhas 435/487 o contribuinte parcelou os valores das contribuições lançadas neste processo e no processo nº 10480.006109/200318, que se encontra juntado por anexação. Na fl. 314 verificase que o processo de parcelamento nº 10480.004440/200395, foi protocolado em 07/05/2003, posteriormente ao início da ação fiscal, que ocorreu em 31/03/2003 (fls. 14 e 171). Ora, o art. 78, § 2º do Regimento Interno do CARF estabelece que “O pedido de parcelamento, a confissão irretratável da dívida, a extinção sem ressalva do débito, por qualquer de suas modalidades, ou a propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda Nacional, de ação judicial com o mesmo objeto, importa a desistência do recurso.” Fl. 572DF CARF MF Impresso em 09/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/06/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/06/201 2 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10480.006108/200365 Acórdão n.º 340301.663 S3C4T3 Fl. 2 3 Desse modo, em relação ao principal, resta analisar o recurso apenas quanto às alegações de fato, que possam influenciar na apuração do “quantum debeatur”, uma vez que perderam objeto as alegações de direito. Em relação aos consectários caberá analisar toda a matéria posta no recurso. (...)” O fato de o contribuinte ter quitado o parcelamento em nada altera a conclusão do acórdão recorrido, no sentido de que o contribuinte concordou com a exigência em relação aos valores parcelados. Os valores pagos no parcelamento serão imputados no auto de infração, conforme expressamente determinou o dispositivo da decisão. No que tange à suposta contradição entre o acórdão embargado e a realidade dos autos, cumpre esclarecer que à luz do art. 65 do Regimento Interno, a contradição que rende ensejo aos embargos deve se verificar entre as premissas e a conclusão do voto e não entre o acórdão e a realidade dos autos. Se o acórdão está em desconformidade com a realidade dos autos pode ser o caso de erro de julgamento, hipótese em que os embargos são incabíveis; ou pode ser o caso de omissão de ponto sobre o qual o colegiado deveria ter se manifestado, hipótese em que o Regimento admite o saneamento por meio de embargos. No caso concreto, não ocorreu nenhuma coisa e nem outra. O voto do acórdão embargado foi bem claro ao consignar que o lançamento deveria ser mantido com seus consectários porque o embargante, ao tempo em que requereu o parcelamento dos débitos, não se encontrava mais em situação de espontaneidade, o que se pode verificar na seguinte passagem: “(...) Na fl. 314 verificase que o processo de parcelamento nº 10480.004440/200395, foi protocolado em 07/05/2003, posteriormente ao início da ação fiscal, que ocorreu em 31/03/2003 (fls. 14 e 171). (...)” Pouco importa que o parcelamento tenha sido requerido antes da ciência do auto de infração. O que importa é que ele foi requerido após o início do procedimento fiscal, fato que retirou o contribuinte da situação de espontaneidade. Tendo confessado os débitos após o início do procedimento fiscal, o contribuinte deve arcar com os consectários do lançamento de ofício. Quanto às demais alegações contidas nos embargos, além de terem se voltado contra matérias que estão sumuladas, verificase que não podem ser analisadas pelo colegiado, pois não se limitaram a apontar omissões, contradições e obscuridades na decisão recorrida, mas sim a atacar os fundamentos do acórdão embargado, visando a sua modificação. Os termos em que foram postos os embargos revelam nitidamente a intenção de provocar o reexame dos fundamentos do acórdão embargado, o que não pode ser feito por meio deste recurso. Em face do exposto, voto no sentido de rejeitar os embargos de declaração. Antonio Carlos Atulim. Fl. 573DF CARF MF Impresso em 09/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/06/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/06/201 2 por ANTONIO CARLOS ATULIM 4 Fl. 574DF CARF MF Impresso em 09/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/06/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/06/201 2 por ANTONIO CARLOS ATULIM
score : 1.0
Numero do processo: 13804.003811/2003-18
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 02 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Thu Dec 02 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Ano-calendário: 2000, 2001
ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE. LAUDO PERICIAL.
A isenção do imposto de renda decorrente de moléstia grave abrange rendimentos de aposentadoria, reforma ou pensão; no entanto, a patologia deve ser devidamente comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, produzindo efeitos tão-somente a partir da data da expedição do laudo ou da data em que a moléstia foi contraída, quando identificada no referido documento.
Recurso Negado.
Numero da decisão: 2801-001.300
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Ano-calendário: 2000, 2001 ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE. LAUDO PERICIAL. A isenção do imposto de renda decorrente de moléstia grave abrange rendimentos de aposentadoria, reforma ou pensão; no entanto, a patologia deve ser devidamente comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, produzindo efeitos tão-somente a partir da data da expedição do laudo ou da data em que a moléstia foi contraída, quando identificada no referido documento. Recurso Negado.
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MOLÉSTIA GRAVE. LAUDO PERICIAL. A isenção do imposto de renda decorrente de moléstia grave abrange rendimentos de aposentadoria, reforma ou pensão; no entanto, a patologia deve ser devidamente comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, produzindo efeitos tão-somente a partir da data da expedição do laudo ou da data em que a moléstia foi contraída, quando identificada no referido documento. Recurso Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin e Eivanice Canário da Silva. Relatório Fl. 80DF CARF MF Emitido em 02/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/12/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 28/12/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL 2 Trata-se de Recurso Voluntário que pretende a reforma do Acórdão DRJ/SPOII n° 17-21.458, de 07/11/2007, às fls. 39/43. O processo tem início com a petição à fl. 01, assinada pelo contribuinte acima identificado, com protocolização em 21/07/2003, cujo objetivo é o reconhecimento da isenção do Imposto sobre a Renda de Pessoa Física incidente sobre proventos de aposentadoria, com a consequente restituição do tributo, referente aos exercícios 2001 e 2002, uma vez que afirma o interessado ser portador de cardiopatia grave. Em decisão às fls. 27/29, a DERAT/SP negou o pedido formulado pelo requerente, sob o fundamento de que a documentação apresentada não atendia às exigências legais para o reconhecimento da isenção. Consta do referido Despacho Decisório que o contribuinte não trouxe ao processo exame pericial com parecer conclusivo assinado por um médico perito especialista na patologia, e que o documento à fl. 03 não se trata de laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Notificado desse indeferimento, o contribuinte, tempestivamente, protocolou a manifestação de inconformidade à fl. 31, juntando aos autos os documentos às fls. 32/37. A 6 a Turma da DRJ/São Paulo II, por unanimidade de votos, indeferiu a solicitação, nos termos da decisão às fls. 39/43, baseando-se nas seguintes considerações: [...] 5.1 o recorrente só foi submetido à cirurgia cardíaca de aneurisma da aorta ascendente, com correção do aneurisma da aorta descendente, justamente como informado na declaração de fl. 03, em outubro de 2002; 5.2 apesar da declaração da “Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil”, informando que o contribuinte estava isento do imposto de renda desde janeiro de 2000, os comprovantes relativos ao período de 01/2000 a 12/2001, juntados às fls. 12/23, indicam a retenção na fonte do imposto de renda; 5.3 os documentos apresentados não atendem ao disposto nas legislações citadas, assim, apesar da alegação do prazo ser exíguo, o recorrente não apresentou, até a presente data, laudo pericial, nos termos dos dispositivos citados, com a indicação da data em que a doença foi contraída; [...] (destaque original) Ciente do teor do Acórdão exarado pela DRJ/SPO II, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário a este Egrégio Tribunal administrativo, por meio dos documentos às fls. 58/59, oportunidade em que reitera os argumentos dantes apresentados, bem como questiona os fundamentos postos na decisão recorrida para o indeferimento do pleito. Descreve, ainda, em seu recurso, acerca da dificuldade com que tem se deparado em razão das negativas de diversos órgãos quanto à sua solicitação para ser submetido a uma perícia médica oficial, asseverando, ao final, que mesmo não sendo servidor público do Estado de São Paulo, anexa documentos que comprovam um pedido de perícia Fl. 81DF CARF MF Emitido em 02/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/12/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 28/12/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13804.003811/2003-18 Acórdão n.º 2801-01.300 S2-TE01 Fl. 71 3 (para elaboração de laudo) que formalizou junto à Secretaria Estadual da Saúde, embora sem resultado até aquela data. Em 31/03/2008, a unidade preparadora promoveu o encaminhamento dos autos a este Conselho através do seguinte despacho: Tendo em vista a apresentação tempestiva do Recurso Voluntário (fls. 45/68), contrário ao Acórdão N° 17-21.458 DRJ/SPOII (fls. 39 a 43), proponho o envio do presente ao PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES para apreciação e análise. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O recurso em julgamento foi tempestivamente apresentado, preenchendo os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Não há no documento recursal qualquer alegação preliminar. Passa-se, portanto, ao mérito da questão. A não tributação dos proventos de aposentadoria ou pensão recebidos por portador de moléstia grave encontra-se expresso nos incisos XXXI e XXXIII do artigo 39 do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 - RIR/1999, a seguir transcrito juntamente com seus parágrafos 4º e 5º, que definem critérios a serem devidamente observados para o reconhecimento da isenção: Decreto nº 3.000/1999 Art. 39. Não entrarão no cômputo do rendimento bruto: ........................................ XXXI - os valores recebidos a título de pensão, quando o beneficiário desse rendimento for portador de doença relacionada no inciso XXXIII deste artigo, exceto a decorrente de moléstia profissional, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída após a concessão da pensão (Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, inciso XXI, e Lei nº 8.541, de 1992, art. 47); ......................................... XXXIII - os proventos de aposentadoria ou reforma, desde que motivadas por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados de doença Fl. 82DF CARF MF Emitido em 02/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/12/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 28/12/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL 4 de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome de imunodeficiência adquirida, e fibrose cística (mucoviscidose), com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma (Lei n.º 7.713, de 1988, art. 6º, inciso XIV, Lei n.º 8.541, de 1992, art. 47, e Lei n.º 9.250, de 1995, art. 30, § 2º); ....................................... §4º Para o reconhecimento de novas isenções de que tratam os incisos XXXI e XXXIII, a partir de 1º de janeiro de 1996, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, devendo ser fixado o prazo de validade do laudo pericial, no caso de moléstias passíveis de controle; §5º As isenções a que se referem os incisos XXXI e XXXIII aplicam-se aos rendimentos recebidos a partir: I - do mês da concessão da aposentadoria, reforma ou pensão; II - do mês da emissão do laudo ou parecer que reconhecer a moléstia, se esta for contraída após a aposentadoria, reforma ou pensão; III - da data em que a doença foi contraída, quando identificada no laudo pericial. (grifos nossos) Nos termos do que preceitua a norma legal acima transcrita, dois são os requisitos (cumulativos) para fazer jus à isenção. Primeiro, que os rendimentos tenham a natureza de “proventos de aposentadoria, reforma ou pensão”; segundo, que o beneficiário seja portador de moléstia especificada na lei. Diante da documentação acostada aos autos, verifica-se que os rendimentos percebidos pelo recorrente no período em questão são decorrentes de aposentadoria. Constata-se, ainda, a existência de declaração da PREVI - Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, à fl. 07, informando que o contribuinte estava isento do imposto de renda desde janeiro de 2000, não obstante os comprovantes – Folhas Individuais de Pagamento - relativos aos meses de 01/2000 a 12/2001, às fls. 12/23, indicarem o contrário, ou seja, que houve a retenção na fonte do imposto de renda nesse período. Todavia, não há nos autos laudo pericial, emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, que ateste ser o contribuinte portador de quaisquer das moléstias especificadas em lei, condição “sine qua non” para que seus proventos de aposentadoria sejam considerados isentos. Somente exames laboratoriais, radiológicos e atestados médicos não são suficientes, de acordo com a legislação de regência, para que o contribuinte faça jus à isenção. A documentação anexada às fls. 53/54, por si só, não constitui elemento de prova hábil para concessão da isenção, uma vez que, conforme acima destacado, a legislação Fl. 83DF CARF MF Emitido em 02/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/12/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 28/12/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13804.003811/2003-18 Acórdão n.º 2801-01.300 S2-TE01 Fl. 72 5 tributária estabelece que a moléstia deve ser comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Cabe salientar que o benefício aqui invocado decorre de lei, que, ao tratar de isenção, deve ser interpretada literalmente, consoante determina o art. 111 do Código Tributário Nacional - CTN (Lei nº 5.172, 25 de outubro de 1966). Deste modo, o benefício pleiteado não pode ser estendido a quem não preencha rigorosamente as condições e requisitos exigidos para sua concessão, especificados em consonância com o art. 176 do CTN. Em sua peça recursal, refere-se ainda o contribuinte a um pedido de perícia formalizado junto à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo em 16/12/2007, por meio do ofício (cópia) à fl. 65, visando à realização de perícia médica para elaboração de laudo; no entanto, até a presente data, nenhum documento foi colacionado aos autos pelo recorrente como resultado dessa solicitação. Portanto, os argumentos do interessado, desacompanhados de laudo pericial oficial que o enquadre em alguma das moléstias expressamente prevista na legislação já mencionada anteriormente, não são hábeis a produzirem os efeitos pretendidos. Isto posto, VOTO em NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 84DF CARF MF Emitido em 02/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/12/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 28/12/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL
score : 1.0
Numero do processo: 12466.001156/2003-71
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Apr 24 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Apr 24 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 25/02/2003
Ementa: CLASSIFICAÇÃO FISCAL. PERFUMES. ÁGUAS DE COLÔNIAS. A s mercadorias mencionadas no código 3303.00.20 da NCM, referidas como "águas de colônias" englobam os produtos com teor de concentração de essência de 10 a 15%, nos termos da NOTA COANA/COTEC/DINOM no. 253/2002, em vigor até 13 de dezembro de 2006, quando foi expedida a NOTA COANA/COTEC/DINOM no. 00344/2006.
RECURSO PROVIDO
Numero da decisão: 301-33.785
Decisão: ACORDAM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do TERCEIRO, CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
Nome do relator: VALMAR FONSECA DE MENEZES
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ementa_s : Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 25/02/2003 Ementa: CLASSIFICAÇÃO FISCAL. PERFUMES. ÁGUAS DE COLÔNIAS. A s mercadorias mencionadas no código 3303.00.20 da NCM, referidas como "águas de colônias" englobam os produtos com teor de concentração de essência de 10 a 15%, nos termos da NOTA COANA/COTEC/DINOM no. 253/2002, em vigor até 13 de dezembro de 2006, quando foi expedida a NOTA COANA/COTEC/DINOM no. 00344/2006. RECURSO PROVIDO
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Numero do processo: 10935.002716/2002-24
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Sep 12 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Sep 12 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 1998
Ementa: ITR. SUJEITO PASSIVO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA. POSSE — Contribuinte do ITR é o possuidor do imóvel à época do fato gerador.
ITR. VALOR DA TERRA NUA - A base de cálculo do ITR é o valor da terra nua apurado pela fiscalização, se superior ao declarado, sem comprovação.
MULTA DE OFÍCIO - A aplicação da multa de oficio no percentual de 75%, prevista no inciso I do art. 44 da Lei n° 9.430/96 está devidamente prevista na lei, em respeito ao princípio da legalidade.
JUROS DE MORA PELA TAXA SELIC - Não cabe obediência da Administração direta ou indireta aos julgados do Superior Tribunal de Justiça referentes à improcedência dos juros SELIC, por não se tratar de decisão transitada em julgada do Supremo Tribunal Federal, conforme determinado no art. 1° do Decreto n°
2346/97. A aplicação dos juros de mora calculados pela taxa SELIC tem amparo legal no art. 13 da Lei n° 9.065/95 e no § 3° do art. 61 da Lei n° 9.430/96, enquanto a taxa de 12% ao ano, prevista no §3° do art. 192 da Constituição Federal não se aplica ao Direito Tributário, mas sim ao Sistema Financeiro Nacional.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO
Numero da decisão: 301-34.050
Decisão: ACORDAM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de
ilegalidade de parte passiva. No mérito, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
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ementa_s : Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 1998 Ementa: ITR. SUJEITO PASSIVO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA. POSSE — Contribuinte do ITR é o possuidor do imóvel à época do fato gerador. ITR. VALOR DA TERRA NUA - A base de cálculo do ITR é o valor da terra nua apurado pela fiscalização, se superior ao declarado, sem comprovação. MULTA DE OFÍCIO - A aplicação da multa de oficio no percentual de 75%, prevista no inciso I do art. 44 da Lei n° 9.430/96 está devidamente prevista na lei, em respeito ao princípio da legalidade. JUROS DE MORA PELA TAXA SELIC - Não cabe obediência da Administração direta ou indireta aos julgados do Superior Tribunal de Justiça referentes à improcedência dos juros SELIC, por não se tratar de decisão transitada em julgada do Supremo Tribunal Federal, conforme determinado no art. 1° do Decreto n° 2346/97. A aplicação dos juros de mora calculados pela taxa SELIC tem amparo legal no art. 13 da Lei n° 9.065/95 e no § 3° do art. 61 da Lei n° 9.430/96, enquanto a taxa de 12% ao ano, prevista no §3° do art. 192 da Constituição Federal não se aplica ao Direito Tributário, mas sim ao Sistema Financeiro Nacional. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO
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SUJEITO PASSIVO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA. POSSE — Contribuinte do ITR é o possuidor do imóvel à época do fato gerador. ITR. VALOR DA TERRA NUA - A base de cálculo do ITR é o valor da terra nua apurado pela fiscalização, se superior ao declarado, sem comprovação. MULTA DE OFÍCIO - A aplicação da multa de oficio no percentual de 75%, prevista no inciso I do art. 44 da Lei n° 9.430/96 está devidamente prevista na lei, em respeito ao princípio da legalidade. 11111 JUROS DE MORA PELA TAXA SELIC - Não cabe obediência da Administração direta ou indireta aos julgados do Superior Tribunal de Justiça referentes à improcedência dos juros SELIC, por não se tratar de decisão transitada em julgada do Supremo Tribunal Federal, conforme determinado no art. 1° do Decreto n° 2346/97. A aplicação dos juros de mora calculados pela taxa SELIC tem amparo legal no art. 13 da Lei n° 9.065/95 e no § 3° do art. 61 da Lei n° 9.430/96, enquanto a taxa de 12% ao ano, prevista no §3° do art. 192 da Constituição Federal não se aplica ao Direito Tributário, mas sim ao Sistema Financeiro Nacional. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. , , Processo n.° 10935.002716/2002-24 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.050 Fls. 536 ACORDAM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de ilegalidade de parte passiva. No mérito, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora. (INL VI OTACÍLIO DANTA -- CA • AXO - Presidente (k.tivxt)YnVivnk° IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES — Relatora II Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Luiz Roberto Domingo, Maria Regina Godinho de Carvalho (Suplente), Patrícia Wanderkoke Gonçalves (Suplente), Luis Alberto Pinheiro Gomes e Alcoforado (Suplente), João Luiz Fregonazzi e Susy Gomes Hoffmann. Ausente o Conselheiro José Luiz Novo Rossari. Esteve presente a Procuradora da Fazenda Nacional Diana Bastos Azevedo de Almeida Rosa. 00 Processo n.° 10935.002716/2002-24 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.050 Fls. 537 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, o qual passo a transcrever: "Contra a interessada supra foi lavrado o Auto de Infração e respectivos demonstrativos de fls. 150 a 158, por meio do qual se exigiu o pagamento do Imposto Territorial Rural — ITR do Exercício 1998, acrescido de juros moratórios e multa de oficio, totalizando o crédito tributário de R$ 1.632,04, relativo ao imóvel rural denominado Fazenda Liasi Reas/CX-010, cadastrado na Receita Federal sob n.° 5807595-0, localizado no município de Catanduvas/PR, o que decorreu do fato de a fiscalização ter rejeitado a classificação de isenção para o imóvel e efetuado a tributação considerando a distribuição da área e Valor de Terra Nua informados em documentos apresentados pela interessada. 2. O lançamento foi fundamentado nos artigos 1°, 10, 11 e 14 da Lei n." 9.393/1996. A descrição dos fatos que justificaram o lançamento constou do Termo de Verificação Fiscal de fls. 157/158. Instruíram o lançamento os documentos de fls. 01 a 149, a maioria apresentados pela interessada em atendimento a Intimações da fiscalização, onde foram solicitados comprovantes visando a análise dos dados informados na DITR/1998. 3. Cientificada do lançamento em 31/10/2002, por via postal (AR às fls. 159), a interessada apresentou a impugnação de fls. 160 a 176 em 28/11/2002, argumentando, em suma, o que segue: 3.1- por Lei Estadual, foi autorizada a reestruturação societária da Companhia Paranaense de Energia - Copel, com transferência das concessões, bens, instalações, direitos e obrigações para as Subsidiárias Integrais, cabendo à Copel Geração S/A responder por esse assunto/matéria, e, assim, requer que seja autorizado a esta responder ao Auto de Infração; 3.2- constata-se a nulidade do Auto de Infração por não ter sido observada a exigência constante da Portaria SRF n." 1.265/1999, alterada pela Portaria 1.614/2000 e Portaria SRF n° 407/2001, de expedição do Mandado de Procedimento Fiscal e do Termo de Início de Ação fiscal; não foi emitido Mandado de Procedimento Fiscal Complementar para a substituição dos AFRF e não foi dado ciência dessas substituições; e também não se observou o art. 196 do CT7V, tendo sido suprimidas formalidades essenciais para o desenvolvimento válido e regular do Auto de Infração; 3.3- atendendo várias intimações, apresentou documentos relativos às fazendas desapropriadas para o Reassentamento, incluindo o imóvel em questão, e à situação de imunidade/isenção declarada, e, por fim, foi surpreendida com o Auto de Infração; 3.4- o ITR tem função extrafiscal; desde que passou a ser de competência da União, prevaleceu a teoria de tratar-se de um instrumento tributário a ser utilizado em conexão com o sistema da Processo n.° 10935.002716/2002-24 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.050 Fls. 538 política agrícola e do processo de reforma agrária; no lançamento não foram observados os aspectos extrafiscais da Lei n." 9.393/96 e as particularidades da legislação vigente e até a que rege o setor elétrico brasileiro; 3.5- cumprindo a legislação que citou e o art. 225 da Constituição Federal, contratou a elaboração dos Estudos de Impacto Ambiental e do Relatório de Impacto Ambiental - EIA/RIMA culminando com o Projeto Básico Ambiental que previu a implantação, entre outros, do Programa de Reassentamento, tudo devidamente aprovado pelo órgão licenciador Estadual; 3.6- para implantar o Programa de Reassentamento, foram desapropriados diversos imóveis, dentre eles o imóvel em questão, declarado de interesse social pelas autoridades competentes do Governo do Estado do Paraná, conforme art. 2°, item III da Lei n° 4.132/1962 e Decretos Estaduais n.° 1.658/1996 e 2005/1996; o imóvel foi subdividido em aproximadamente 44 lotes e nele implantado benfeitorias e melhoramentos; 3.7- o loteamento está em fase de regularização fitndiária, sendo que em nenhum momento foi explorada ou exercida a posse pela COPEL, primeiramente porque o objetivo é a efetiva implantação do Programa de Reassentamento e depois porque, logo após a aquisição, o imóvel foi repassado aos beneficiários do Programa; mesmo sem a regularização do loteamento, foi ratificada a transferência do domínio e da posse dos lotes subdivididos através de Escritura Pública de dação em pagamento, o que não descaracteriza o Reassentamento; portanto, o programa de reassentamento é oficial e se enquadra no art. 3" da Lei n." 9.393/1996, sendo que o imóvel é explorado por uma associação e a fração ideal por família não ultrapassa 30,0 ha. em média e essas não possuem outro imóvel; 3.8- por ser área desapropriada para um fim determinado e estando plenamente afetada para essa finalidade, vinculada a um interesse 410 social, está fora do comércio e não tem valor de mercado, devendo ser declarada com o valor "zero"; o preço de mercado do imóvel é resultado da oferta e da procura das terras na mesma situação, o que não existe; não existe cotação atribuída por órgão ou entidade, pois a área foi desapropriada para um fim específico. 4. Ao final, a contribuinte questionou a taxa SELIC sob a alegação, em suma, de que esta não pode ser usada como equivalente aos juros morató rios para a atualização dos débitos de natureza fiscal por não encontrar guarida em nenhum texto legal e ter natureza de juros remuneratórios e não moratón. os, contrariando dispositivo do CTN, e também discordou da multa de 75%, por entender que essa ofende o princípio constitucional do não-confisco. Para amparar seu entendimento, transcreveu doutrina e jurisprudência tratando desses assuntos. Acompanharam a impugnação os documentos de fls. 177 a 396." A DRJ-Campo Grande/MS indeferiu o pedido da contribuinte (fls.3991406), rejeitando as preliminares argüidas e, no mérito, mantendo o lançamento, por entender que a então impugnante era o sujeito passivo do ITR litigado, que não havia sido apresentado Processo n.° 10935.002716/2002-24 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.050 Fls. 539 qualquer elemento que justificasse a alteração do Valor da Terra Nua considerado pela fiscalização e que a exigência da multa de oficio e dos juros de mora estavam de acordo com a lei. Irresignada, a contribuinte apresentou Recurso Voluntário a este Colegiado (fls.4441469), onde alega, em suma: Que o loteamento da Fazenda Liasi Reas/CX-010, a exetrzplo de outras, está em fase de regularização fundiária, e que em nenhum momento foi explorada ou exercida a posse pela requerente, inicialmente porque o objetivo sempre foi a efetiva implantação do Programa de Assentamento e depois porque, logo após a aquisição, o imóvel foi repassado aos beneficiários do Programa, que se organizaram em várias Associações, para plantarem nas áreas; Que foi ratificada a transferência do domínio e da posse dos lotes• subdivididos por meio de escritura pública. Esclarece que foi lavrada escritura pública de dação em pagamento tão somente por questão técnica jurídica, o que não desnatura as características de reassentamento; Que, desde a desapropriação, quem detinha a posse do imóvel era "a pessoa a quem se prendia ao imóvel", ou seja, as Associações respectivas e seus reassentados ou assentados, não podendo a contribuinte ser responsabilizada pelo ITR, porque o fato gerador deste tributo baseia-se na propriedade, no domínio útil ou na posse do imóvel rural; Que o programa de reassentamento é oficial, público e notório, não dependendo de outras provas, pois é reconhecido e caracterizado pelo Governo do estado do Paraná. Que não se pode aceitar o teor da decisão de primeira instância quando esta afirma que a recorrente era a proprietária legítima do imóvel, vez que a contribuinte não dispõe da faculdade de usar, gozar e dispor da área ora sob litígio e nem sequer pode reavê-la dos assentados; Que o imóvel sob litígio é área fora do comércio, pois está afeta ao reassentamento, o que poderia levar a requerente a declará-la como tendo valor zero (VTN); Que a taxa SELIC não pode ser usada como equivalente aos juros moratórios para atualização de débitos de natureza fiscal, por não encontrar amparo legal; e Que a multa aplicada tem caráter confiscató rio, o que viola o princípio constitucional consagrado no art.5°, XXI da CF. Ao final, em suma, requereu fosse declarada a nulidade do Auto de Infração, com o conseqüente cancelamento do débito fiscal e a correspondente homologação das DITR apresentadas pela contribuinte. Em sessão de 25 de maio de 2006, este Colegiado decidiu converter o julgamento em diligência, para que fossem dirimidas as questões apontadas às fls. 458/464. , Processo n.° 10935.002716/2002-24 CCO3/C0 I Acórdão n.° 301-34.050 Fls. 540• Em sessão de 19 de outubro de 2006, decidiu novamente pela diligência (fls. 506/512), a fim de se esclarecer as questões suscitadas na Resolução n°. 301-1.732. Cumprida a diligência requerida, retornam os autos a este Conselho de Contribuintes para julgamento. É o relatório. 010 1 Processo n.° 10935.002716/2002-24 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.050 Fls. 541 Voto Conselheira Irene Souza da Trindade Torres, Relatora O recurso é tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade, razões pelas quais dele conheço. Contra a contribuinte já identificada, foi lavrado Auto de Infração relativo ao imóvel denominado "Fazenda Liasi Reas/CX-010", para constituição do crédito tributário referente ao ITR que deixou de ser recolhido, referente ao exercício de 1998. DO SUJEITO PASSIVO DA OBRIGACÃO TRIBUTÁRIA A primeira questão a ser analisada, prejudicial a todas as demais questões 410 argüidas no presente litígio, diz respeito à identificação do sujeito passivo da obrigação tributária, vez que a recorrente alega não ser titular desta. Aduz que, embora na data do fato gerador em questão fosse a proprietária do imóvel, deste não era a possuidora, alegando, ainda, que jamais o fora. Cabe aqui analisar todas as informações e documentos trazidos aos autos no cumprimento das diversas diligências requeridas por este Conselho, a saber: 1.Às fls. (470/471), manifestou-se a contribuinte no seguinte sentido: 1.1 - que o imóvel foi adquirido para o fim de reassentar os pequenos proprietários e produtores rurais sem terra atingidos pelo reservatório da Usina Hidrelétrica Governador José Richa, antes denominada "Salto Caxias"; 1.2- que desde outubro de 1996, logo após a aquisição do imóvel, os reassentados tomaram posse das áreas; • 1.3- que a COPEL nunca esteve na posse dos lotes e, embora o Termo de Compromisso mencionasse apenas validade para a safra agrícola 96/97, o imóvel jamais foi retomado, continuando a ser explorado e possuído pelos reassentados, fato que perdurava até aquela data; e 1.4- que não existiam outros documentos além daqueles por ela apresentados nos autos até então. 2. À fl. 517, informou a ADERABI- Associação de Desenvolvimento dos Reassentados e Atingidos pela Barragem do Rio Iguaçu que não possui recibos ou quaisquer outro documentos que comprovem a transferência de posse aos participantes do programa de reassentamento da Usina Hidrelétrica de Salto Caxias. Informou, ainda, que nos anos de 1997/ 1998 não houve nenhuma atividade agropecuária compartilhada com a COPEL. 3. Às fls. 520/521, informou a COPEL Geração S/A: 3.1- que desde a aquisição, o imóvel foi sempre explorado pelos reassentados e/ou suas associações; Processo n.° 10935.002716/2002-24 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.050 Fls. 542 3.2- que durante os primeiros meses, encarregou-se de implantar as benfeitorias necessárias à exploração dos imóveis (casas e galpões) e as benfeitorias comunitárias (igrejas, estradas, centros comunitários, etc), mas que a exploração econômica e a posse direta da área sempre foram dos beneficiários do programa; 3.3- juntou o ART. Solicitado; 3.4- informou, por último, que os documentos juntados às fls. 527/531, denominados "Termo de Compromisso e Responsabilidade para Ocupação a Título Precário do Imóvel no Reassentamento Salto Caxias — Fazenda Liasi, caracterizam documentalmente a posse das áreas pelos beneficiários. Informa, ainda, que não localizou todos os Termos referentes ao imóvel, requerendo ajuntada por amostragem. 4. À fl. 534, informou a Seção de Fiscalização e Controle Aduaneiro da DRF- Cascavel/PR que não localizou nenhuma informação sobre receita auferida pela COPEL ou • pela ADERABI referente à exploração agrícola do imóvel. De plano, verifica-se que a situação é diferente daquela apontada pela querelante, que afirma nunca ter estado na posse do imóvel. Embora a recorrente tenha informado que não existiam outros documentos além daqueles por ela apresentados nos autos, verificou-se, primeiramente, a existência de um outro documento denominado "TERMO DE SUBSTABELECIMENTO E PRORROGAÇÃO DE POSSE, DE USO PRECÁRIO, TEMPORÁRIO, TRANSITÓRIO DE IMÓVEL RURAL, EM CARÁTER ONEROSO" (fls. 501/504), onde fartamente identificou-se que a COPEL deteve, sim, a posse e o uso do imóvel, tendo sido estes, inclusive, compartilhados com a ADERABI no verão 1996/1997, a saber.: ""Considerando que a Aderabi (Associação de desenvolvimento dos reassentados e atingidos pela Barragem da Hidroelétrica de Salto Caxias) recebeu da Copel (Companhia Paranaense de Energia), mediante o incluso e integrante deste instrumento, o TERMO DE COMPROMISSO, RESPONSABILIDADE E OUTRAS AVENÇAS, PARA OCUPAÇÃO E USO A TÍTULO PRECÁRIO, TEMPORÁRIO E • TRANSITÓRIO DE IMÓVEIS ADQUIRIDOS PARA O PROGRAMA DE REASSENTAMENTOS, DA USINA HIDROELÉTRICA DA SALTO CAXIAS, a posse da área agrícola abaixo especificada, da qual assumiram a responsabilidade pela posse, em caráter precário temporário e transitório, com as condições, obrigações e direitos constantes das cláusulas I" (primeira) a 8" (oitava) do referido termo de compromisso...." E mais, verifica-se que à safra produzida naquele período foi dada destinação econômica: 2" DA REMUNERAÇÃO — tendo em vista que o subestabelecido procederá a produção da safra de verão de 96/97, dando-lhe destinação econômica e, na expectativa dos rendimentos a serem obtidos pactuam que, independentemente dos resultados da colheita, cujos riscos e custos correm por conta do subestabelecido, entregará à Aderabi, 10.992 (dez mil novecentos e noventa e dois) sacas de soja, de 60 (sessenta) quilos, livre de impurezas, em local a ser escolhido pela Aderabi, até 24 horas após a colheita ou se frustrada esta, até o dia 5 de maio de 1997. Processo n.° 10935.002716/2002-24 CCO3/C01 • Acórdão n.° 301-34.050 Fls. 543 3° DAS LIMITAÇÕES DA POSSE — Fica expressamente reconhecido e pactuado que, durante a vigência deste instrumento, ou seja, desta data até o término da colheita da safra de verão 96/97, a posse e uso do referido imóvel será em caráter precário e transitório e poderá ser exercido, concomitante pela Copel e Aderabi, os quais terão livre acesso à propriedade e suas benfeitorias".. •• • 10° - DO PRAZO DE VIGÊNCIA — O presente termo terá vigência da assinatura deste instrumento até o término da colheita da safra de verão de 96/97, quando então estará automaticamente rescindido, devendo a subestabelecida entrezar imediatamente a posse do imóvel, inclusive das benfeitorias que estejam sendo utilizadas, neste ato, sob pena de responder por perdas e danos." (grifèi). A posse compartilhada entre a ADERABI e a COPEL, portanto, parece ter sido extinta no fim da safra verão 96/97, não se perdurando durante os demais períodos do ano de 1997, nem em 1998, conforme declarou aquela Associação à fl. 517. Acontece, porém, que, muito embora alegue a COPEL jamais ter exercido a posse das terras em questão — o que já se comprovou a inverdade - consta ainda dos autos, às fls. 527/531, vários documentos denominados "Termo de Compromisso e Responsabilidade para Ocupação a Título Precário de Imóvel no Assentamento Salto Caxias — Fazenda Liasi". Por meio dos referidos instrumentos, a COPEL, como promitente cedente, concede a cada um dos promitentes cessionários a ocupação e o uso de parte do imóvel em questão. Informa, ainda, a própria recorrente que os referidos Termos "caracterizam documentalmente a posse das áreas pelos beneficiários". Ora, é óbvio, portanto, que em abril de 1998 (data em que foram lavrados referidos Termos) cabia a posse do imóvel à COPEL. Por instrumento juridicamente válido, ninguém pode dar a outrem aquilo que não seja seu. Se a COPEL não detivesse a posse, não poderia conceder a todas aquelas pessoas o direito à ocupação e ao uso do imóvel, elementos intrínsecos do instituto possessório! Desta forma, nada há nos autos que comprove as alegações da recorrente, configurando-se a COPEL, portanto, como legítima proprietária e possuidora do imóvel ora sob litígio no exercício de 1998, consubstanciando-se, portanto, em legítimo sujeito passivo da obrigação tributária. DO VTN DA APLICAÇÃO DA TAXA SELIC E DA MULTA DE OFÍCIO Alega a recorrente que a COPEL poderia ter declarado o imóvel com valor zero, por, no seu entender, tratar-se de bem totalmente fora do comércio, vinculado a um interesse social, qual seja, um reassentamento reconhecido pelo governo estadual. Além disso, insurge- se a contribuinte contra a taxa SELIC aplicada no cálculo dos juros moratórios, bem como quanto ao valor da multa de oficio, a qual entende ter caráter confiscatório. Processo n.° 10935.002716/2002-24 CCO3/C0 1 Acórdão n.° 301-34.050 • Fls. 544 Tais matérias foram muito bem enfrentadas pela eminente Conselheira ROBERTA MARIA RIBEIRO ARAGÃO, por ocasião do julgamento do Recurso n°. 128.251, Acórdão n° 301-31.468, onde figura como recorrente a mesma contribuinte, e que, pela total similitude, adoto como razões de decidir, transcrevendo os excertos seguintes: "(..) Com relação ao Valor da Terra Nua, concordo na integra com os fundamentos da decisão de primeira instância, no sentido de que a recorrente não apresentou comprovação que justificasse alteração do V'TN lançado pela Fiscalização, no caso o valor de aquisição do imóvel no ano de 1996, uma vez que o argumento de que o imóvel está fora de mercado porque foi destinado a reassentamento não é suficiente para que não exista um valor de mercado. E se assim fosse, como alega o recorrente, o Termo de • Subestabelecimento e prorrogação de posse, de uso precário, temporário, transitório de imóvel rural, em caráter oneroso anexado às fls. 225/228 não teria o caráter oneroso descrito em seu título remuneração prevista na cláusula 2" do referido termo. Portanto, por ser a possuidora do imóvel em questão de acordo com o art. 4' da Lei n° 9.393/96 está correta a exigência do ITR/97 da recorrente, com base no valor de aquisição do imóvel no ano de 1996, conforme previsto no art. 14 do mesmo dispositivo legal citado. Com relação ao percentual de 75% da multa de oficio inicialmente cumpre observar o disposto no art. 44 da Lei n' 9.430/96, verbis: "Art. 44. Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: I - de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, • sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; II - cento e cinqüenta por cento, nos casos de evidente intuito de fraude, definido nos arts. 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis....". (grifo nosso). Conforme se verifica a legislação vigente é clara, no que respeita à incidência da multa de oficio sobre débitos fiscais nos casos de lançamento de oficio. Desta forma, a multa de oficio calculada com o percentual de 75% tem amparo legal na Lei n° 9.430/96 e se aplica às exigências decorrentes de créditos tributários, ou seja, é matéria de direito tributário, conforme definido no Código Tributário Nacional. Cabe acrescentar ainda que segundo prescrição da Lei n° 5.172/1966 — Código Tributário Nacional art. 97 e inciso V, "Somente a lei pode estabelecer a cominação de penalidades paras as ações ou omissões Processo n.° 10935.002716/2002-24 CCO3/C01 • Acórdão n.° 301-34.050 Fls. 545 contrárias a seus dispositivos, ou para outras infrações nela definidas". Portanto, a aplicação da multa de oficio no percentual de 75%, prevista no inciso Ido art. 44 da Lei n° 9.430/96 não comporta dúvidas e está devidamente prevista na lei, em respeito ao princípio da legalidade. Finalmente, sobre a questão da improcedência da cobrança dos juros pela taxa SELIC, com base nos julgados do Superior Tribunal de Justiça, cumpre observar o disposto no art. 1° do Decreto n° 2.346, de 10/10/97, in verbis: "Art. 1° As decisões do Supremo Tribunal Federal que fixem, de forma inequívoca e definitiva, interpretação do texto constitucional deverão ser uniformemente observadas pela Administração Pública Federal direta e indireta, obedecidos aos procedimentos estabelecidos neste Decreto. 1° Transitada em julgado decisão do Supremo Tribunal Federal que declare a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo, em ação direta, a decisão, dotada de eficácia ex tunc, produzirá efeitos desde a entrada em vigor da norma declarada inconstitucional, salvo se o ato praticado com base na lei ou ato normativo inconstitucional não mais for suscetível de revisão administrativa ou judicial. 55. 2' O disposto no parágrafo anterior aplica-se, igualmente, à lei ou ao ato normativo que tenha sua inconstitucionalidade proferida, incidentalmente, pelo Supremo Tribunal Federal, após a suspensão de sua execução pelo Senado Federal. ,f 3" O Presidente da República, mediante proposta de Ministro de Estado, dirigente de órgão integrante da Presidência da República ou do Advogado-Geral da União, poderá autorizar a extensão dos efeitos jurídicos de decisão proferida em caso concreto." (grifo nosso). 1111 Conforme se observa no art. 1" acima transcrito, as hipóteses que, em tese, poderiam ser objeto de aplicação, não se aplicam ao caso em questão, uma vez que o Acórdão transcrito no recurso é do Superior Tribunal de Justiça, ou seja, não se trata de decisão transitada em julgado do Supremo Tribunal Federal. Portanto, apenas as decisões do Supremo Tribunal Federal que fixem, de forma inequívoca e definitiva, interpretação do texto constitucional é que deverão ser observadas pela Administração Pública Federal direta. Desta forma, não cabe obediência à Administração direta ou indireta aos julgados do Superior Tribunal de Justiça referentes à improcedência dos juros SELIC, por não se tratar de decisão transitada em julgada do Supremo Tribunal Federal, conforme determinado no art. 1° do Decreto n°2.346/97. Acrescente-se que os juros de mora calculados pela taxa SELIC no auto de infração fls. 01/04 tem amparo legal no art. 13 da Lei n° 9.065/95 e no ,f 3° do art. 61 da Lei n° 9.430/96, enquanto a taxa de Processo n.° 10935.002716/2002-24 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.050 Fls. 546 12% ao ano, prevista no § 3" do art. 192 da Constituição Federal não se aplica ao Direito Tributário, mas sim ao Sistema Financeiro Nacional. Ademais, já é pacífica a jurisprudência administrativa sobre a legalidade na cobrança de juros pela taxa SELIC, podendo-se citar, a título exemplificativo, os seguintes Acórdãos proferidos pelo Primeiro Conselho de Contribuintes: "JUROS MORA TÓRIOS CALCULADOS COM BASE NA TAXA SELIC - LEGALIDADE - A Lei n° 9.065/95, que estabelece a aplicação de juros morató rios com base na variação da taxa SELIC para os débitos tributários não pagos até o vencimento, está legitimamente inserida no ordenamento jurídico nacional. Os mecanismos de controle da constitucionalidade, regulados pela própria Constituição Federal passam, necessariamente, pelo Poder Judiciário que detém, com exclusividade, essa prerrogativa. Não consta, até o momento, que os 111 tribunais superiores tenham analisado e decidido, especificamente, a constitucionalidade ou não da referida Lei. (7" Câmara, Ac. 107- 06478, sessão de 09/11/2001)." "JUROS DE MORA - TAXA SELIC - LEGALIDADE - O Código Tributário Nacional outorgou à lei a faculdade de estipular os juros de mora aplicáveis sobre créditos tributários não pagos no vencimento. O parágrafo 10 do art. 161 do CTN estabelece que os juros serão calculados à taxa de 1%, se outra não for fixada em lei. A partir de 1' de janeiro de 1996, os juros de mora passaram a refletir a variação da Taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC - conforme artigo 13 da Lei 9.065/95. (3" Câmara, Ac. 103- 20437 , sessão de 08/11/2000)". Assim é que, de acordo com a legislação em vigor, está correta a cobrança dos juros de mora com base na taxa SELIC." Saliente-se, por último, que, conforme assinala a decisão vergastada, na • apuração do VTN a fiscalização considerou as informações prestadas pela própria contribuinte, em correspondência enviada em 07/05/2002 (fl. 130/131). Do mesmo modo, foram considerados os dados de distribuição das áreas no imóvel informados pela contribuinte no Laudo Pericial por ela apresentado (fls. 140/149), cujo ART foi juntado à fl.533. Por todo o exposto, NEGO PROVIMENTO ao recurso voluntário. É como voto. Sala das Sessões, em 12 de setembro de 2007 IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES - Relatora
score : 1.0
Numero do processo: 10580.720210/2007-72
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
MOLÉSTIA GRAVE. TERMO INICIAL DA ISENÇÃO.
Somente estão acobertados pela isenção concedida aos portadores de moléstia grave os rendimentos de aposentadoria ou reforma percebidos a partir da data em que a doença foi contraída, quando identificada no laudo pericial.
CONTRIBUIÇÃO À PREVIDÊNCIA PRIVADA/FAPI. DEDUÇÃO.
COMPROVAÇÃO PARCIAL.
Se o contribuinte comprova, em sede de recurso, de forma inequívoca, parte da Contribuição à Previdência Privada/FAPI informada em sua Declaração de Ajuste Anual, deve ser restabelecida esta parcela da dedução pleiteada.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2801-001.435
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso para restabelecer dedução de Contribuição Previdenciária Privada/FAPI no valor de R$ 2.452,12, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
Nome do relator: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES
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TERMO INICIAL DA ISENÇÃO. Somente estão acobertados pela isenção concedida aos portadores de moléstia grave os rendimentos de aposentadoria ou reforma percebidos a partir da data em que a doença foi contraída, quando identificada no laudo pericial. CONTRIBUIÇÃO À PREVIDÊNCIA PRIVADA/FAPI. DEDUÇÃO. COMPROVAÇÃO PARCIAL. Se o contribuinte comprova, em sede de recurso, de forma inequívoca, parte da Contribuição à Previdência Privada/FAPI informada em sua Declaração de Ajuste Anual, deve ser restabelecida esta parcela da dedução pleiteada. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer dedução de Contribuição Previdenciária Privada/FAPI no valor de R$ 2.452,12, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Julio Cezar da Fonseca Furtado, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin e Carlos César Quadros Pierre. Fl. 213DF CARF MF Emitido em 08/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/03/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 28/03/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL 2 Relatório Trata o presente processo de Notificação de Lançamento às fls. 05/07, lavrada em desfavor de Joel Antonio de Oliveira Carneiro, inscrito no CPF sob n° 005.340.48587, relativo ao IRPF Imposto sobre a Renda de Pessoa Física, exercício 2004, anocalendário 2003, para exigência de crédito tributário no montante de R$ 7.930,16, incluídos a multa de ofício e os juros de mora, estes calculados até 28/02/2007. O lançamento decorreu da revisão de oficio da Declaração de Ajuste Anual retificadora apresentada ao fisco, em que foi apurada omissão de rendimentos de trabalho, sujeitos à tabela progressiva, no valor total de R$ 48.537,87. A infração foi apurada com base em DIRF apresentadas pelas seguintes fontes pagadoras: Fundação de Assistência Social e Seguridade da Embasa e Instituto Nacional do Seguro Social. Ressaltou a autoridade lançadora que o contribuinte declarou os referidos rendimentos como isentos por moléstia grave, porém o laudo médico indica 23/07/2004 como data de início da doença. Cientificado do lançamento, o interessado apresentou sua impugnação, às fls. 02/03, argumentando, em suma, que: é portador de doença grave, CID – C 73 (Carcinoma Papilífero variante folicular), desde o ano de 2004, precisamente, em 23/07/2004, conforme Relatório Médico e Laudo; em princípio, a comprovação da moléstia grave seria feita mediante relatório de 2 (dois) médicos, o que foi providenciado; após a apresentação dos referidos relatórios, foi esclarecido que a comprovação deveria ser feita mediante laudo pericial expedido por médico de instituição pública federal, estadual ou municipal, e assim, mesmo observando que os relatórios inicialmente apresentados tinham sido assinados por médicos que são de entidades públicas (um estadual e outro federal) requereu ao INSS laudo pericial médico, mediante a apresentação dos citados relatórios; o laudo pericial foi recebido em 15/01/2007, e apresentado ao setor de malha da Receita Federal; requer seja desconsiderada a declaração retificadora apresentada em 11/07/2006, fls. 08/12 e que seja reconsiderada a declaração original apresentada em 26/04/2004, fls. 21/26, tendo em vista que somente, em 23/07/2004, foi comprovada a existência da doença grave; deveria ser levado em consideração que: apresentou tempestivamente a DIRPF/2004, na qual resultou saldo de imposto a pagar no valor de R$ 1.871,79, que foi pago em 30/04/2004, conforme DARF às fls. 27; que está aposentado por tempo de contribuição, desde 10/02/2000, tendo se afastado da atividade laboral, efetivamente em 16/01/2002; e que se equivocou ao indicar na declaração retificadora o valor de R$ 486,00 relativo à “Contribuição à Previdência Privada e Fapi”, quando o valor correto seria R$ 5.638,12 informado na declaração original. Fl. 214DF CARF MF Emitido em 08/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/03/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 28/03/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10580.720210/200772 Acórdão n.º 280101.435 S2TE01 Fl. 106 3 Ao apreciar a impugnação, a 3a Turma de Julgamento da DRJ/Salvador (BA) decidiu, por unanimidade de votos, considerar procedente em parte o lançamento, nos termos do Acórdão DRJ/SDR nº 1512.952, de 21/06/2007, às fls. 46/49, mantendo a parcela do crédito tributário no valor R$ 1.749,30, e exonerando o valor de R$ 1.871,79, juntamente com os acréscimos legais devidos. Transcrita, a seguir, a ementa constante do referido Acórdão: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF Anocalendário: 2003 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. É cabível o lançamento fiscal para constituir crédito tributário decorrente omissão de rendimentos. Lançamento Procedente em Parte. Com a ciência da decisão de primeira instância ocorrendo em 13/08/2007, nos termos do AR – Aviso de Recebimento à fl. 52, o contribuinte, interpôs, em 21/08/2007, o Recurso Voluntário à fl. 53, discordando da decisão de primeira instância. Posteriormente, apresentou novas petições, às fls. 85 e 91, para que fossem anexadas ao processo. Conforme destacou a unidade preparadora em despacho à fl. 103, o contribuinte solicitou urgência no envio dos autos à segunda instância, invocando o benefício do art. 71, da Lei 10.741/2003 (Estatuto do Idoso), e ainda, em razão de ser portador de moléstia grave. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O recurso em julgamento foi tempestivamente apresentado, preenchendo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Não há no documento recursal qualquer alegação preliminar. Passase, portanto, ao mérito da questão. A não tributação dos proventos de aposentadoria recebidos por portador de moléstia grave encontrase expresso no art. 6°, inciso XIV, da Lei n° 7.713/88 e alterações posteriores, e regulamentado pelo art. 39, inciso XXXIII, do Decreto n° 3.000/99, onde estão definidos critérios a serem devidamente observados para o reconhecimento da isenção. Diante desse regramento, inferese que, existindo laudo médico emitido na forma especificada na lei, comprovando que, antes ou após a concessão da aposentadoria, o contribuinte contraiu uma das doenças citadas na legislação, a ele cabe o direito à isenção do imposto de renda sobre tais proventos a partir do mês da emissão do laudo ou da data em que a doença foi contraída, quando devidamente identificada no laudo. Fl. 215DF CARF MF Emitido em 08/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/03/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 28/03/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL 4 Conforme reconhece o próprio interessado, o laudo pericial colacionado à fl. 20 atesta que o mesmo é portador de doença classificada sob o CID C 73 a partir de 23/07/2004. Deste modo, a isenção a qual o recorrente tem direito somente engloba os proventos de aposentadoria percebidos após o reconhecimento da moléstia. Assim, os rendimentos recebidos pelo contribuinte no anocalendário sob exame (2003) estão sujeitos à tributação. Outro ponto que se destaca nos autos referese à dedução a título de “Contribuição Previdenciária Privada/FAPI” a que faz jus o recorrente. A respeito, salientese que, em obediência ao princípio da verdade material, a apresentação de provas em sede de recurso não inviabiliza a sua apreciação. O fato gerador da obrigação tributária somente ocorre quando verificada sua hipótese de incidência (prevista em lei), não podendo os erros (a exemplo da omissão na apresentação anterior de elementos de prova) dar causa à obrigação tributária. Portanto, com relação à “Contribuição Previdenciária Privada/FAPI”, constatase que o valor a ser considerado para fins de dedução do imposto a pagar é de R$ 2.938,12, e não apenas o valor de R$ 486,00 destacado na decisão recorrida. O Comprovante de Rendimentos emitido pela Fundação de Assistência Social e Seguridade da Embasa, à fl. 67, informa este valor de R$ 2.938,12, comprovando, desta forma, parte do montante de R$ 5.638,12 originalmente pleiteado pelo contribuinte em sua declaração de rendimentos. Quanto ao valor restante de R$ 2.700,00, informado pelo interessado como tendo sido pago à REAL PREV E SEG S/A, verificase que não há nos autos qualquer documentação comprobatória da realização desse dispêndio. Por todo o exposto, VOTO no sentido de DAR provimento parcial ao recurso para restabelecer dedução de Contribuição Previdenciária Privada/FAPI no valor de R$ 2.452,12 (=R$ 2.938,12 – R$ 486,00). Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 216DF CARF MF Emitido em 08/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/03/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 28/03/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL
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