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Numero do processo: 10925.000705/2006-52
Data da sessão: Wed May 12 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2002
Ementa: ITR. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO
DECADENCIAL ORDINÁRIO REGIDO PELO ART. 150, § 4°, DO CTN.
OCORRÊNCIA DE DOLO, FRAUDE OU SIMULAÇÃO. PRAZO
DECADENCIAL REGIDO PELO ART. 173, I, DO CTN.
A regra de incidência prevista na lei é que define a modalidade do lançamento, sendo irrelevante a existência, ou não, de pagamento. O lançamento do imposto é por homologação e se aperfeiçoa em 1° de janeiro
do exercício. Para esse tipo de lançamento, o qüinqüênio do prazo
decadencial tem seu início na data do fato gerador, na forma do art. 150, § 4°,
do CTN, exceto se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação,
quando tem aplicação o art. 173, I, do CTN.
Recurso provido.
Numero da decisão: 2102-000.587
Decisão: Acordam os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em
ACOLHER a decadência do lançamento, nos termos do voto do Relator
Matéria: ITR - ação fiscal (AF) - valoração da terra nua
Nome do relator: GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
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LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL ORDINÁRIO REGIDO PELO ART. 150, § 4°, DO CTN. OCORRÊNCIA DE DOLO, FRAUDE OU SIMULAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL REGIDO PELO ART. 173, I, DO CTN. A regra de incidência prevista na lei é que define a modalidade do lançamento, sendo irrelevante a existência, ou não, de pagamento. O lançamento do imposto é por homologação e se aperfeiçoa em 1° de janeiro do exercício. Para esse tipo de lançamento, o qüinqüênio do prazo decadencial tem seu início na data do fato gerador, na forma do art. 150, § 4°, do CTN, exceto se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, quando tem aplicação o art. 173, I, do CTN. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Z-nAcordam os Membros cilo Colegiado, por unanimidade de votos, em ACOLHER a decadência do lança 1 mento, nos termos do voto do Relator. / r'r 17 / ./ A ... GIOVANNI CHRI if-f7 '/ES CAMPOS - Relator e Presidentei , , , / _illí il EDITADO EM: 16/06/2011 / /Vi/ Pai liciparam do presVníc i. . :amento os Conselheiros Núbia de Matos Moura, tif Ewan Teles Aguiar i i, Rubens Maurí9p ir arvalho, Carlos André Rodrigues Pereira de Lima, Roberta de Azereii i o Ferreira Pagetti - /iovan4i Christian Nunes Campos. ., LI Relatório Em face do contribuinte Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, CNPJ/MF n° 00.348.003/0001-10, já qualificado neste processo, foi lavrado, em 06/04/2006, auto de infração (fls. 02 a 13), com ciência postal em 20/04/2006 (fl. 86), a partir de ação fiscal iniciada em 08/02/2006 (fl. 30). Abaixo, discrimina-se o crédito tributário constituído pelo auto de infração antes informado, que sofre a incidência de juros de mora a partir do mês seguinte ao do vencimento do crédito: IMPOSTO R$ 93.153,10 MULTA DE OFÍCIO R$ 69.864,82 Em revisão da DITR — exercício 2002, do imóvel Embrapa-Estação Experimental Caçador, NIRF 923.550-7, localizado em Caçador (SC), área total de 1.523,6ha, a autoridade fiscal glosou integralmente as áreas de preservação permanente - APP (868,9ha) e de utilização limitada (194,2ha) e majorou o valor da terra nua de R$ 87.210,66 para R$ 1.101.562,80 (fl. 11). Segue um breve resumo da descrição das infrações feita pela autoridade autuante: • no tocante à área de utilização limitada, o intimado apresentou certidão cartorária de parte do imóvel (1.157,48ha), na qual consta a averbação de reserva legal de 248,3 lha, datada de 26/01/2005, bem como apresentou Ato Declaratório Ambiental — ADA, protocolizado em 22/03/2006. Os procedimentos (ADA e averbação) extemporâneos e a ausência de todas as matrículas que compõem o imóvel levaram à glosa perpetrada pela autoridade fiscal; • aos autos foram trazidos documentos assenhoreados em revisões de DITRs anteriores, nos quais há um requerimento para transformar uma área de 722,0 ha em Reserva Particular de Patrimônio Natural — RPPN (fls. 52 a 84). Ocorre que o intimado não logrou acostar ato específico do poder público reconhecendo a RPPN, razão que impediu a inclusão dessa área como de utilização limitada; • o intimado acostou mapas indicando uma área de 368,67ha como de APP a restaurar e de 335,50ha como preservada permanentemente. Não logrou comprovar que a destruição da APP a restaurar tenha sucedido por ato natural ou de terceiro, o que obrigou a se considerar apenas a área de 335,50ha como APP. Ainda no ADA apresentado extemporaneamente somente se informou uma APP de 295,9ha. Dessa forma, em decorrência do ADA extemporâneo, glosou-se a APP integralmente (que fora declarada com uma área de 868,9ha); • considerando a grande discrepância entre o valor do VTN do SIPT e o declarado na DITR, a autoridade intimou o contribuinte a apresentar 2 Processo n° 10925.00070512006-52 S2-C1T2 Acórdão n.° 2102-00.587 Fl. 2 laudo técnico de avaliação do imóvel. Não apresentado o laudo, a autoridade arbitrou o preço da terra nua com base nos valores do SIPT. O termo de início da ação fiscal (Intimação n° 21/2006) foi dirigido à Embrapa, localizada na EPAGRI-Rodovia Admar Gonzaga, 1347, Caixa Postal n° 502, Itacorubi, Florianópolis — SC (fls. 28 a 30). A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina S/A — EPAGRI, qualificando-se como comodatária do imóvel auditado, atendeu a intimação acima, primeiro pedindo dilações de prazo (fls. 31 e 32), e na seqüência acostou parte da documentação exigida, na qual consta uma matrícula de fração do imóvel, figurando como proprietária a Embrapa (fls. 33 a 47). O lançamento foi cientificado ao sujeito passivo no seguinte endereço: EPAGRI-Rodovia Admar Gonzaga, 1347, Caixa Postal n° 502, Itacorubi, Florianópolis — SC (fls. 86). Inconformado com a autuação, a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina S/A — Epagri, qualificando-se como comodatária da área auditada, apresentou impugnação ao lançamento, dirigida à Delegacia da Receita Federal de Julgamento. O impugiante juntou cópia do Comodato filmado com a Embrapa (fls. 117 a 122). Ainda, informou que retificou a DITR-exercício 2002, com pagamento em 04 cotas do imposto apurado (fis. 148 a 156). A ia Turma de Julgamento da DRJ-Campo Grande (MS), por unanimidade de votos, julgou procedente o lançamento, em decisão de fls. 158 a 164, consubstanciada no Acórdão n° 04-14.796, de 1° de agosto de 2008. Em 14/08/2008, a Embrapa, por procurador constituído nos autos (fl. 172), ainda não notificada da decisão acima, trouxe prova documental, ancorando-se no art. 16, § 40, "a", do Decreto n° 70.235/72. Eis a prova documental aditada: o ADA, entregue em 25/07/2008, com registro de uma área de reserva legal de 248,31ha (fls. 173 e 174); • Laudo Técnico de avaliação do imóvel auditado, no qual apurou um valor de terra nua de R$ 1.520.000,00 para o exercício 2002 (fls. 175 a 201). A autoridade preparadora notificou a Embrapa, em sua sede (Pq Estação Biológica-PQEB S/N — Edificio Sede — Plano Piloto — Brasília — DF), da decisão da Turma de julgamento da DRJ, em 26/08/2008 (fls. 165 e 203). A Embrapa, por seu procurador, juntou cópias das ARTs dos profissionais que executaram a perícia consubstanciada no Laudo Técnico acima referido (fls. 206 a 214). Em 05/09/2008, a Embrapa, por intermédio de procurador constituído nos autos (fls. 225 a 226v), apresentou recurso voluntário, no qual pugnou pela incidência do 4 „7 fenômeno extintivo da decadência, já que o fato gerador lançado se aperfeiçoou em 1°/01/2002 e o lançamento definitivo ocorreu em 1°/08/2008, e, nas demais razões de mérito, reapresentou o Laudo Técnico e ADA já acostado aos autos desde 14/08/2008. Este recurso voluntário compôs o lote n° 04, sorteado para este relator na sessão pública da Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção do CARF de 02/12/2009. Voto Conselheiro Giovanni Christian Nunes Campos, Relator Declara-se a tempestividade do apelo, já que o contribuinte foi intimado da decisão recorrida em 26/08/2008 (fl. 203), terça-feira, e interpôs o recurso voluntário em 05/09/2008 (fl. 220), dentro do trintídio legal, este que teve seu termo final em 25/09/2008, quinta-feira. Dessa forma, atendidos os demais requisitos legais, passa-se a apreciar o apelo. Compulsando os autos, vê-se que somente se pode considerar a recorrente Embrapa intimada do lançamento quanto esta veio aos autos, fato ocorrido em 14/08/2008. Até a data acima tinha funcionado no processo a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina S/A — EPAGRI, comodatkia da área auditada, atendendo intimações e recorrendo, e, como é cediço, deve-se lembrar que o comodatário jamais poderia ser considerado como proprietário, posseiro ou enfiteuta do bem imóvel, estes sujeitos passivos do ITR, já que sequer o comodato é um direito real (art. 1.225 do Código Civil), sendo apenas um contrato de empréstimo gratuito de coisas fungíveis, de natureza obrigacional (art. 579 do Código Civil). O comodato defere ao beneficiário a mera •detenção da coisa (ou uma posse limitada, precária), jamais a posse plena. Não por outra razão, o art. 40, § 40, da IN SRF 256/2002 exclui expressamente o comodatário do pólo passivo dos lançamentos do ITR, verbis: Art. 4° Contribuinte do ITR é o proprietário de imóvel rural, o titular de seu domínio útil ou o seu possuidor a qualquer título. § 1° É titular do domínio útil aquele que adquiriu o imóvel rural por enfiteuse ou aforamento. § 2° É possuidor a qualquer título aquele que tem a posse do imóvel rural, seja por direito real de fruição sobre coisa alheia, no caso do usufrutuário, seja por ocupação, autorizada ou não pelo Poder Público. (-) § 4° Para fins do disposto nesta Instrução Normativa, não se considera contribuinte do ITR o arrendatário, comodatário ou parceiro de imóvel rural explorado por contrato de arrendamento, comodato ou parceria. (grifou-se) E a jurisprudência administrativa não discrepa do entendimento acima, como se vê Acórdão n° 303-34.072, sessão de 27/02/2007, abaixo ementado, que rechaçou lançamento em desfavor de comodatária: 4 Processo n° 10925.000705/2006-52 S2-C1T2 Acórdão n." 2102-00.587 Fl. 3 Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 1998 Ementa: ITR. 1998. ILEGITIMIDADE PASSIVA. EMPRESA COMODATÁRIA NÃO É CONTRIBUINTE DO ITR. NORMAS DA IN SRF 256/2002. A PROPRIETÁRIA DO IMÓVEL E COMODANTE É A COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO DO VALE DO SÃO FRANCISCO-CODEVASF. INCABÍVEL A EXIGÊNCIA DE ITR E DEMAIS CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS RURAIS DE PARTE ILEGÍTIMA. Comprovado mediante documentação hábil ser a totalidade da área da propriedade pertencente à Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco CODEVASF, que na qualidade de COMODANTE cedeu-a, mediante "Contrato de Comodato", a empresa autuada, nos termos do Art. 4°, §4° da IN SRF 256 de 11/12/2002, não poderá a recorrente ser considerada Contribuinte do ITR, portanto, caracterizado a ilegitimidade passiva. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. Na forma acima, como o sujeito passivo do ITR lançado (Embrapa) somente veio aos autos em 14/08/2008, deve-se considerar tal data como a da ciência do lançamento ao sujeito passivo autuado. De plano, aqui não se apreciará a patente nulidade do lançamento e da própria decisão recorrida, em decorrência do atendimento por terceiros das intimações na fase anterior à autuação e pelo fato da comodatária ter impugnado o lançamento, pois, "quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe a falta" (art. 59, 3 0, do Decreto n° 70.235/72). Como adiante se demonstrará, o contribuinte tem razão na prejudicial de mérito da decadência. Assim, passa-se a apreciar a incidência do fenômeno extintivo da decadência sobre o presente lançamento. Deve-se anotar que o fator gerador do ITR se aperfeiçoa em 1° de janeiro de cada ano, consubstanciado na propriedade, no domínio útil ou na posse de imóvel localizado fora da zona urbana, na forma do art. 1°, caput, da Lei n° 9.393/96, verbis: Art. 1° O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - 1TR, de apuração anual, tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de imóvel por natureza, localizado fora da zona urbana do município, eml° de janeiro de cada ano. No caso destes autos, o lançamento versa sobre o ITR do exercício 2002, cujo fato gerador se aperfeiçoou em 1°/01/2002. Ademais, o contribuinte foi considerado cientificado do lançamento em 14/08/2008. A lei é que define a modalidade do lançamento ao que o tributo se amolda. O fato de não haver o pagamento não altera a natureza do lançamento. O lançamento por homologação, independentemente de haver ou não pagamento, amolda-se ao prazo decadencial do art. 150, § 40, do Código Tributário Nacional - CTN, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, quando incide a regra decadencial do art. 173, I, do CTN. O art. 10 da Lei n° 9.393/96 não deixa qualquer dúvida que o lançamento do /k), ITR é por homologação, como se pode ver pela estrita dicção legal, verbis: "`" Art. 10. A apuração e o pagamento do 1TR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitando-se a homologação posterior. Sendo lançamento por homologação, o prazo decadencial amolda-se ao estatuído no art. 150, § 4°, do CTN, contado a partir do fato gerador. No caso aqui em debate, como já dito, o fato gerador do ITR12002 se aperfeiçoou em 1°/01/2002, sendo forçoso reconhecer que o qüinqüênio decadencial se finou em 31/12/2006, implicando que, quando da ciência do lançamento em 14/08/2008, a decadência já tinha extinguido o crédito tributário lançado. Atente-se que o entendimento acima era comungado no âmbito do Terceiro Conselho de Contribuintes, então competente para apreciar as controvérsias no âmbito do ITR, como se poder ver pelos arestos abaixo: Acórdão n° 301-34.789, sessão de 15/10/2008, unânime, relator o Conselheiro Luiz Roberto Dominzo: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2000 ITR. MODALIDADE DE LANÇAMENTO. DECADÊNCIA - A partir do exercício de 1997, a modalidade de lançamento do o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural passou a ser por homologação. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. Acórdão n° 303-35233, sessão de 24/04/2008, por maioria, relator o Conselheiro Nilton Luiz Bartoli: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 1999 DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. O direito de constituição do crédito tributário pertencente à Fazenda Nacional, relativo aos lançamentos por homologação, como é o caso do ITR, decai no prazo de 5 anos contados da data da ocorrência do fato gerador. Inteligência do artigo 150, § 4 0 do CI'N. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO Acórdão n° 303-35414, sessão de 19/06/2008, por maioria, relator o Conselheiro Heroldes Bahr Neto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - 1TR Exercício: 1997 ITR797. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÊNCIA DAS ÁREAS DE PASTAGEM O prazo decadencial do direito de a Fazenda constituir o crédito tributário, na hipótese dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, é regido pelo art. 150, § 4 0, do Código Tributário Nacional (CIN), ou seja, será de 5 (cinco) anos a contar da ocorrência do fato gerador, o qual, a partir da vigência da Lei n° 9.393, de 19 de dezembro de 1996, se perfaz em 1° de janeiro de cada ano. SUSPENSÃO DO RECURSO DE OFICIO ATÉ JULGAMENTO, PELA AUTORIDADE DE PRIMEIRA INSTÂNCIA, DOS PONTOS IMPUGNADOS PELA DEFESA, PERTINENTES ÀS ÁREAS DE RESERVA LEGAL E PRESERVAÇÃO PERMANENTE. RECURSO DE OFÍCIO PROVIDO EM PARTE. 26//, Processo n° k0925.000705/2006-52 S2-C1T2 Acórdão n.° 2102-00.587 Fl. 4 Acórdão n° 392-00008, sessão de 23/09/2008, por maioria, relator o Conselheiro Francisco Eduardo Orcioli Pires e Albuquerque Pizzolante: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 1999 DECADÊNCIA DO LANÇAMENTO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO - INCIDÊNCIA DO DISPOSTO NO ART. 150, ,¢' 4 0, DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. Área lindeira a reserva ecológica - limitação à sua utilização econômica que promana de disposição legal. Apresentação do ato declaratóri o ambiental quando da declaração do imposto pelo contribuinte - desnecessidade. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. Reconhecida a decadência, fica prejudicada a análise das demais questões de mérito. Ante o exposto, v to—nt-3—se-ritido de DAR provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 12 de aio de 2010 / 7 / pos ' ? ; 1 /--- Giovanni Chris// / /V I (.. 11;h( ,/ , I 7
score : 1.0
Numero do processo: 14033.000206/2005-80
Data da sessão: Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL
Ano-calendário: 2003
PAF DILIGÊNCIA CABIMENTO A diligência deve ser determinada
pela autoridade julgadora, de ofício ou a requerimento do impugnante, quando entendê-la necessária.
COMPROVAÇÃO DO CRÉDITO. A retenção da Contribuição Social Sobre
o Lucro Líquido CSLL por órgão público deve ser comprovada mediante
documentação hábil e idônea, uma vez que o crédito do contribuinte contra a Fazenda Pública tem como premissa sua certeza e liquidez.
Numero da decisão: 1202-000.804
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: Nereida de Miranda Finamore Horta
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Ano-calendário: 2003 PAF DILIGÊNCIA CABIMENTO A diligência deve ser determinada pela autoridade julgadora, de ofício ou a requerimento do impugnante, quando entendê-la necessária. COMPROVAÇÃO DO CRÉDITO. A retenção da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido CSLL por órgão público deve ser comprovada mediante documentação hábil e idônea, uma vez que o crédito do contribuinte contra a Fazenda Pública tem como premissa sua certeza e liquidez.
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COMPROVAÇÃO DO CRÉDITO. A retenção da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido CSLL por órgão público deve ser comprovada mediante documentação hábil e idônea, uma vez que o crédito do contribuinte contra a Fazenda Pública tem como premissa sua certeza e liquidez. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Nelson Lósso Filho Presidente. (assinado digitalmente) Nereida de Miranda Finamore Horta – Relatora (assinado digitalmente) Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Nelson Lósso Filho, Carlos Alberto Donassolo, Nereida de Miranda Finamore Horta, Geraldo Valentim Neto, Orlando Jose Gonçalves Bueno e Viviane Vidal Wagner. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 03 3. 00 02 06 /2 00 5- 80 Fl. 414DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2013 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HORTA, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por NEREIDA DE MIRANDA FIN AMORE HORTA 2 Relatório Cuidase de Recurso Voluntário oriundo de pedido de compensação de créditos formulado pela Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social – DATAPREV (CNPJ 42.422.253/000101). A contribuinte formulou pedido de compensação de créditos constantes das PER/DCOMP acostadas aos autos (fls. 02/31) decorrentes de saldo negativo de Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), referentes ao anocalendário de 2003, no importe de R$ 3.128.292,45, com débitos de COFINS não cumulativa, de contribuição ao PIS não cumulativo, de IRRF sobre rendimentos do trabalho assalariado, de IRRF sobre aluguéis e royalties pagos a pessoa física, e de IRRF sobre rendimento de trabalho sem vínculo empregatício, todos referentes ao anocalendário de 2004. Ao analisar o pedido, a DRF/BSB, em Despacho Decisório (fls. 84/86), decidiuse por deferir em parte o pleito da contribuinte, reconhecendo o direito creditório no montante de R$ 3.090.891,73 somente. A contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade (fls. 95/99), aduzindo, em apertada síntese, que, no anocalendário de 2003, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ao pagar o valor total de R$ R$ 34.892.573,45 referente à prestação de serviços, reteve na fonte a importância de R$ 3.367.511,04 a título de CSLL, sendo feita a compensação de R$ 239.218,59, em relação a este valor, na data de 31 de dezembro de 2003. Informa que não há que se falar em benefício de duplicidade, uma vez que na DIPJDeclaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica, ficha 16, linha 2, houve a apuração da CSLL por estimativa, referente ao mês de dezembro de 2003, perfazendo um total de R$ 239.218,59, fazendose a compensação desse valor com a CSLL retida na fonte por órgão público federal (linha 6 – conforme “Manual de Preenchimento”). Assim, por ocasião do ajuste, apurouse CSLL no importe de R$ 239.218,59, valor idêntico ao que já havia sido compensado. De acordo com as orientações do Manual de Preenchimento, deduziu na linha 41, a CSLL mensal paga por estimativa (R$ 239.218,59), e, na linha 44, a CSLL retida na fonte por órgão público (R$ 3.128.292,45). Refuta o entendimento do órgão fazendário, pois informa que o período da ocorrência do saldo negativo vai de 1º de janeiro de 2003 a 31 de dezembro do mesmo ano e que o valor a ser considerado na compensação é de R$ 3.128.292,45 e, não, o valor encontrado pela decisão impugnada. Portanto, requer o reconhecimento do valor creditório no montante acima informado. A 2ª Turma da DRJ/BSB, julgando o pedido no Acórdão nº 0330.669 (fls. 215/220), houve por bem deferilo em parte. Analisando o pleito da contribuinte, entendeu que a discussão cingese ao montante total da CSLL tido como retido no anocalendário de 2003. Ocorre que, para o órgão julgador, a documentação (planilha) na qual se baseou a contribuinte para indicar as retençoes e assim requerer a compensação não serve para tal propósito. Para a DRJ, necessário seria apresentar documentos como “comprovantes de rendimentos e de retenção, extratos do Siafi, cópias das Dirf entregues pela fontes pagadoras, e outros, por óbvio, não manufaturados pelo próprio contribuinte.” (fl. 217), informando, em acréscimo que não há prova documental que ampare o valor encontrado pela contribuinte. Fl. 415DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2013 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HORTA, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por NEREIDA DE MIRANDA FIN AMORE HORTA Processo nº 14033.000206/200580 Acórdão n.º 1202000.804 S1C2T2 Fl. 415 3 Ainda, informa que os cálculos efetuados pela autoridade fiscal são errôneos e demonstra, com cálculos, o valor referente ao saldo negativo de CSLL que entende que deve ser reconhecido. Assim, julgou parcialmente procedente o pedido, reconhecendo a diferença de crédito no valor de R$ 2.818,32 e determinando sua compensação com débito relativo à COFINS de 03/2004, reduzindo o montante devido de R$ 19.609,58 para R$ 16.790,21 dessa contribuição. Cientificada em 25 de maio de 2009, apresentou Recurso Voluntário (fls. 225/230) em 24 de junho do mesmo ano, onde pugna pela legalidade da utilização dos créditos de IRPJ para abatimento dos valores de CSLL. Informa que a documentação acostada é suficiente para o reconhecimento do crédito pleiteado e que o valor total da CSLL pode ser facilmente verificado pela planilha elaborada pelo Setor Contábil da empresa. Destaca que não apresentou cópias dos documentos que amparam a pretensão deduzida na planilha, onde informa os valores a serem compensados, devido ao grande volume de referidas cópias (aproximadamente 3.200) e que o alto custo destas causaria prejuízo também ao Erário, por ser a contribuinte Empresa Pública. Ainda, aduz que somente os extratos consolidados apresentados pelas fontes pagadoras foram considerados na apreciação e julgamento do pedido, e que, apesar de divergência com valores informados na DIPJ, não houve notificação à contribuinte e nem às fontes pagadoras para esclarecerem referidas divergências. Nesse passo, informa o descompasso com os artigos 6º e 10º da Portaria MF nº 58, de 17 de março de 2006, em que o relator dos processos sob julgamento na DRJ poderá propor diligências para verificação de fatos que entenda necessários para formação de seu conhecimento, o que não ocorreu. Prossegue, informando que há que se considerar que as divergências encontradas entre os valores declarados na DIPJ e os apresentados nas DIRF Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte são gerados também em decorrência da discrepância entre a data do depósito, pelo responsável pela retenção, e a efetiva compensação bancária. Lembra que, no regime de arrecadação na fonte, o fato gerador pode ser tanto o pagamento quanto o crédito dos rendimentos, nos termos do item 11 do Parecer Normativo CST de 2/4/1986. Também esclarece que é correto o entendimento da contribuinte ao considerar o direito de crédito relativo às retenções sofridas quando houver a efetiva compensação bancária, quando se adquire a disponibilidade econômica da renda. Assim, pede pela reforma da decisão para que o pedido de compensação seja homologado nos termos pleiteados. É o relatório. Voto Conselheira Nereida de Miranda Finamore Horta O Recurso é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, Fl. 416DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2013 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HORTA, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por NEREIDA DE MIRANDA FIN AMORE HORTA 4 portanto, dele conheço. Tratamse os autos de pedido de compensação decorrente de saldo negativo de Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), apurado no anocalendário de 2003, no importe de R$ 3.128.292,45, tendo sido reconhecido pela DRF o montante de R$ 3.090.891,73. A DRJ, por sua vez, em seu Acórdão, reconheceu adicionalmente o valor de R$ 2.818,32 e acatou que tal crédito fosse compensado com a COFINS devida referente a 4/2003, reduzindo o débito de R$ 19.609,58 para R$ 16.790,21. Em relação à diferença não reconhecida, fundamentou a DRJ sua decisão no fato de que a recorrente apresentou planilha preparada por ela mesma, o que não comprova as retenções feitas e, conseqüentemente, não fundamenta as compensações, uma vez que seria necessário apresentar documentos como “comprovantes de rendimentos e de retenção, extratos do Siafi, cópias das Dirf entregues pela fontes pagadoras, e outros, por óbvio, não manufaturados pelo próprio contribuinte.” (fl. 217). A recorrente, em seu Recurso Voluntário, solicita diligência para que seja constatada a diferença uma vez que: não apresentou cópias dos documentos que amparam seu pedido por se tratar de grande volume, aproximadamente 3.200 cópias e que geraria um custo muito grande para o Erário, por ser empresa pública; e, não houve notificação à contribuinte e nem às fontes pagadoras para esclarecerem referidas divergências. Ora, quanto à solicitação de diligência da recorrente, temos que ter em mente que, como ela mesma afirmou, o crédito tem origem em retenções decorrentes de receitas de prestação de serviços a empresa pública, portanto, poderia ser facilmente verificado através de DIRF, informação que a DRF já não conseguiu obter nos sistemas da Receita Federal do Brasil, e, da mesma forma, a DRJ também não conseguiu. Ademais, a recorrente não juntou a documentação hábil ou idônea, ou amostra dessa documentação, nem em sua Manifestação de Inconformidade ou Recurso Voluntário. Com efeito, se entende que é necessária documentação, deveria juntálas por ser de seu interesse e, não, solicitar diligência para que seja verificada. Ademais, deveria atentar aos quesitos do artigo 16, IV, do Decreto nº 70.235/1972, a saber: “Art. 16. A impugnação mencionará: .......... IV as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito.” Não houve observância ao disposto na norma e sequer houve formulação de quesitos. Portanto, não há como acatar esse pedido da recorrente pois não foram cumpridos os quesitos para diligência. Fl. 417DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2013 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HORTA, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por NEREIDA DE MIRANDA FIN AMORE HORTA Processo nº 14033.000206/200580 Acórdão n.º 1202000.804 S1C2T2 Fl. 416 5 Passando ao crédito propriamente dito, temos que o crédito do sujeito passivo contra a Fazenda Pública está regido pelo artigo 170 do Código Tributário Nacional – CTN, que esclarece que para que seja efetivada a compensação, este deve ser líquido e certo, in verbis: “Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública” (grifamos) Deriva daí que o pressuposto nuclear para a compensação tributária é que o crédito da contribuinte contra a Fazenda Pública se revista de certeza e liquidez. A certeza diz respeito ao reconhecimento por parte da Secretaria da Receita Federal do Brasil quanto à possibilidade da contribuinte se compensar de supostos indébitos. Já a liquidez do direito, há de ser comprovada pela prova documental do montante compensável, a ser reconhecido pela devedora. No caso sob análise, não há a certeza e liquidez do crédito pleiteado. Adicionalmente, para consubstanciar o crédito, a recorrente deveria ter apresentado o Informe de Rendimentos ou mesmo poderia ser observado, pela autoridade fiscal, na DIRF da empresa retentora, e não se verificou nenhum dos dois casos. A recorrente apresentou apenas planilhas produzidas por ela, as quais não comprovam o crédito, e também solicitou que fosse feita diligência para comprovação dos créditos, o que não foi realizado cumprindo os quesitos relativos a diligência. Portanto, temos demonstrado a contrariedade ao disposto no artigo 170 do CTN. Com isso, meu voto é no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Nereida de Miranda Finamore Horta Relatora Fl. 418DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2013 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HORTA, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por NEREIDA DE MIRANDA FIN AMORE HORTA
score : 1.0
Numero do processo: 16327.002199/2005-81
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu May 20 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ
Ano calendário: 2000
DECADÊNCIA TERMO INICIAL IRPJ. APURAÇÃO ANUAL RECOLHIMENTOS ANTECIPADOS. O fato gerador do IRPJ relativamente aos contribuintes optantes pela apuração anual somente se completa em 31 de dezembro de cada ano, sendo este o marco inicial para contagem do prazo decadencial, que se rege pelo art. 150 4º , do CTN, na presença de
recolhimentos antecipados e na ausência de qualquer acusação de dolo, fraude ou simulação
APURAÇÃO DO CREDITO TRIBUTÁRIO RETENÇÕES NA FONTE
DESCONSIDERADAS. Admite-se a dedução de valores informados na DIPJ retidos na fonte, quando não desconstituídos pela autoridade lançadora.
DEPOSITO JUDICIAL PARCIAL. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE.
EXCLUSÃO DA MULTA DE OFICIO Nem mesmo a interpretação literal
das disposições do C acerca da suspensão da exigibilidade do crédito
tributário permite. negar ercitos ao depósito parcial do crédito tributário Sua efetivação espontânea, acompanhada dos acréscimos mor atórios devidos, quando em atraso, assegura a suspensão da exigibilidade proporcional ao valor depositado, e, por conseqüência, impede, na mesma medida, a aplicação
de multa de oficio. "JUROS DE MORA SUSPENSÃO Não são devidos
juros de mora sobre o crédito tributário a partir da elei ivaçao do depósito
judicral (Sumula CARI n" 5).
Numero da decisão: 1101-000.306
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar as argüições de decadência e nulidade do lançamento e dar provimento parcial ao recurso para reduzir o principal lançado a R .i;3 140 950,84 e também, relativamente à parcela deste principal de R$L179 040,34, ai:ágil]: a multa de oficio e os juros de mora, estes calculados a partir da data de e1etiva0o dos depósitos judiciais, nos termos do iclatorio O votos que integram O presente julgado Declarou-se npedido o Conselheiro Shelley lenrique Dalcarnim
Nome do relator: EDELI PEREIRA BESSA
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Ano calendário: 2000 DECADÊNCIA TERMO INICIAL IRPJ. APURAÇÃO ANUAL RECOLHIMENTOS ANTECIPADOS. O fato gerador do IRPJ relativamente aos contribuintes optantes pela apuração anual somente se completa em 31 de dezembro de cada ano, sendo este o marco inicial para contagem do prazo decadencial, que se rege pelo art. 150 4º , do CTN, na presença de recolhimentos antecipados e na ausência de qualquer acusação de dolo, fraude ou simulação APURAÇÃO DO CREDITO TRIBUTÁRIO RETENÇÕES NA FONTE DESCONSIDERADAS. Admite-se a dedução de valores informados na DIPJ retidos na fonte, quando não desconstituídos pela autoridade lançadora. DEPOSITO JUDICIAL PARCIAL. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE. EXCLUSÃO DA MULTA DE OFICIO Nem mesmo a interpretação literal das disposições do C acerca da suspensão da exigibilidade do crédito tributário permite. negar ercitos ao depósito parcial do crédito tributário Sua efetivação espontânea, acompanhada dos acréscimos mor atórios devidos, quando em atraso, assegura a suspensão da exigibilidade proporcional ao valor depositado, e, por conseqüência, impede, na mesma medida, a aplicação de multa de oficio. "JUROS DE MORA SUSPENSÃO Não são devidos juros de mora sobre o crédito tributário a partir da elei ivaçao do depósito judicral (Sumula CARI n" 5).
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-01T16:45:59Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-01T16:45:58Z; Last-Modified: 2010-09-01T16:45:59Z; dcterms:modified: 2010-09-01T16:45:59Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:81a61eba-1cac-4b67-a00b-85207174ac54; Last-Save-Date: 2010-09-01T16:45:59Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-01T16:45:59Z; meta:save-date: 2010-09-01T16:45:59Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-01T16:45:59Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-01T16:45:58Z; created: 2010-09-01T16:45:58Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 16; Creation-Date: 2010-09-01T16:45:58Z; pdf:charsPerPage: 2241; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-01T16:45:58Z | Conteúdo => SI-C11 1 HH MIN ISTERIO DA FAZENDA - CONSELHO ADMINISTRATIVO DIT:, RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SECÃO DE MI GAMFNTO - - Processo n" 16327 002199/2005-81 Recurso n" 173.892 Voluntário Acórdão n" 1101-00_306 --- 1" Câmara I 1" Turma Oidinária Sessão de 20 de maio de 2010 Matéria IRPI - Depósito judicial - Multa de Oficio e Juros de Mora Recorrente SAN l'ANDER S A - CORRETORA DF CÂMBIO E 1 ITULOS (atual denominação social de BANE.SPA S A CORRETORA li)E CÂMBIO TI'l 1.11,0S) Recorrida 10" Tom ia da DR.f/São Paulo-1 AssItN1 O: Kl l'OS 1 O SOIIRL A RENDA DE PESSOA JURÍDICA 1R1).1 Ano caleridario: 2000 DE,CADISCIA, TERMO INICIAL , IRPJ. ANIL: AÇÃO ANUAL. RECOLIIIMENIOS ANTECIPADOS. O fato gerador do I RP.I relativamente aos contribuintes optantes pela apuração anual somente se completa ein 31 de dezembro de cada ano, sendo este o marco inicial paia contagem do prazo decadencial, que se rege pelo art. [50, ;`; 4, do C IN, na presença de recolhimentos antecipados e na ausência de qualquer acusação de dolo, fraude ou simulação APURAÇÃO DO CREDITO TRIBU LÁRIO kr , LEN0u, 5 NA FONTE DESCONSIDERADAS. Admite-se a dedução de valores inrormados na I) retidos na ronte, quando não deseonstituídos pela autoridade lançadora DEPOSITO JUDICIAL PARCIAL.. SUSPENSÃO DA EXIGH311 IDADE. EXCLUSÃO DA MULTA DE 01' ICIO Nem mesmo a interpretação literal das disposições do C acerca da suspensão da exigibilidade do crédito tributário permite. negar ercitos ao depósito parcial do crédito tributário Sua efetivação espontânea, acompanhada dos acréscimos mor atórios devidos, quando em atraso, assegura a suspensão da exigibilidade proporcional ao valor depositado, e, por conseqüência, impede, na mesma medida, a aplicação de multa de oficio. "JUROS DE MORA SUSPENSÃO Não são devidos juros de mora sobre o crédito tributário a partir da elei ivaçao do depósito judicral (Sumula CARI n" 5). Vislos, relatados e discutidos os pi escutes autos Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar as argüições de decadência e nulidade do lançamento e dar provimento parcial ao recurso para reduzir o principal lançado a R .i;3 140 950,84 e também, relativamente à parcela deste principal de R$L179 040,34, ai:ágil]: a multa de oficio e os juros de mora, estes calculados a partir da data de e1etiva0o dos depósitos judiciais, nos termos do iclatorio O votos que integram O presente julgado Declarou-se npedido o Conselheiro Shelley lenrique Dalcarnim. ,RANCIS( ( DE SALES IGBE1R0 DE QUEIROZ - ['residente , .,1).,11 PER „ÉlRA BESSA - Relatou] 1-,Dt j 02/00/2010 lici pai um da sessão de julgamento Os conselheiros: laaneisco de Sales Ribeno de Queiroz (presidente da turma), Alexandre Andrade Lima da Ponte Pilho (vice- presidente), Carlos Eduardo de Almeida Grei eito, Edeli Peleira Bossa o Shelley Henrique Dalcannin Ausente o Conselheno José Ricardo da Silva. • Processo n" 6327. 002 I 99/2005 } Acó-tclão ri." 11(11-00.306 Relatório SANTANDER. - CORRETORA DE CA.N/IB10 E "1 - T IfULOS (atual denominação social de BANESPA 5 A CORRETORA DE C'AIVIBI(..) E TÍTULOS), já qualificada nos autos, recorre de decisão proferida pela 10" 1 urma da Delegacia da Receita Vedem] de julgamento de São Paulo-1, que por unanimidade de votos, julgou PROCEDENTE o lançamento formalizado cm 20/1.2/2005, relativo ao Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica --1RPI devido no ano-calendário 2000, no valor total de R$ 8.336 885,81 Consta da decisão recorrida o seguinte relato: ConfOrnic o Relatório Piscai de fl. 62/65, em . fiscaliza. K.ão empreendida . firrito à - empresa acima identificada, O autuante verificou em sinte:,c que 1 1,2fitou-se uma análise comparativa entre a DIP.1 e o [ALUIR, rele7entes à apuração do lucro real do rum-calendário de 2000, por meio dos quais ,forain apurada S- divergências rui escrittuação dos valores de lano líquido, adições e exclusões 2 (.1:onfor me a tabela de lis 72, as diferenças observadas coniálie171, o valor da provisão de CSU, do ano de 2000 que não foi adicionado no 1...11:1IR, implicando no;;; apuração rir lucro real menor do que o devido $ Cabe observar que, para não adicionar a CSI.1, na apuração da !use de cálculo do IRPI, como determinado pelo art. I", da Lei 9316/96, a com) impeiron O mandado clã segurança de a" 1999 61 00.008830-1 JOn decorrència dos constatações . fia/as pela Fiscalização, em 20/1212005 foi Lavrada Auto de Infração de IR111 (ffs. 57/61), com os valores a seguir dis(riminados IMPLIGNAK7À0 autuada apresentou a impugnação de /Is 7.2/85, protocolizaria em 19/01/2000 e acompanhada dos documenios de Ils 86/225, expondo, em que laviouira do auto de infração ocorreu em 20/12/2005, logo, contando-se o pi azo de cinco anos previsto no , -,.21(), do art..150, do CTiV, todos os valores relativos ao /RR! ocorridos de janeiro a novembro cie> 2000 foram tacitamente homologados no mesmo período (janeiro a novembro) de 2005, corri a cor; s.eqiiente exiinção parcial do c7 Mit° tribulario 7.4 conti ibuintr teve sua liminar indeferida na Mcdida (Jautela,' 200$ 03 00 077658-0 (petição Inicial de I1s.203/224), não restando à impugnanie erião eic.luar o depósito dos valores corai ()versos Ws 225) 2.1 Sentia assim, houve a suspensão e.x.izi.bilidade do ci édito ti Unitário, no.s termos do arl 151, incisos H e IV, do CIN, o que veda a aplicação da multa de oficio, além de impedir a cobrança dos juros de mora, tendo em exisincia de dept;,.stio.s. judiciais (4Q A 1 Urnla Julgadora recorrida afastou tais alewições argumentando que: • A contagem do prazo decadencial deve observar o art. 173, Ido C 1N, por se tratar de lançamento de oficio. Por sua vez, o fato gerador na apuração anual do 1RPJ somente se perfaz em 31 de dezembro, iniciando-se a contagem do prazo decadencial apenas em 01/01/2002, não havendo que se falai de decadência relativamente à exigência formalizada em 20/12/2005 • A multa de oficio somente deixaria de ser aplicada na presença de depósito judicial do montante integral do tributo devido, com a conseqiierne suspeirsão da exigibilidade do crédito tributàrro todavia, o demonstrativo apresentado pelo contribuinte resulta em .uni depósito de R8 3 140.950,84 para o período, ao passo clue a exigência monta em n$ 3.208 228,013 • De outro lado, a suspensão da exigibilidade. ao Iiindamcbto do art 151, inciso IV também não se continua, pois a Medida Caldeia"- nu 2003.03 00.077658-0 já havia sido arquivada antes da ciência do auto de infração, e não há prova de qualquer- outra decisão judicial que pudesse amparar a alegada suspensão • Pela mesma razão, os juros cie mora seriam. devidos Mas, de qualquer forma, eles seriam aplicáveis mesmo na hipótese de suspensão da exigibilidade por medida judicial, apesar de a suficiência do depósito judicial ter por referência a data em que ele foi efetuado , ensejando sua conversa° ern lenda da tiMão a extinção do crédito tributário, se promovido no prazo de vencimento do tributo Cientificada da decisão de primeira instância em :30/07/2008 241), a contribuinte interpôs ri„:,ichtso voluntário, tempestivamente, um 28/08/2008 (tis 248/26:3), que versa somente sobre a decadénca do direito do ['isco em (Main a cobrança rios p(.3 kkios de _janeiro a novembro de 2005, bem como a não aplicação da multa (.1(.? ofício c ri não incidência de juros do mora sobrr o crédito slipotamente devido "Novamente argúi a decadência dos valores relativos ao periodo de janeiro a novembro/2000, em razão do transcurso do prazo previsto no int 150, §4' do CFN, na medida em que houve recolhimento no periodo, a teor do que já O unado pelo Superior intitular. de !tisno. e pela Câmara Superior de Recursos Fiscais Afir Ma que nulo sena o lançarnento, ein razão de eviiiroco no montante cio tributo devido, na medida em que a diferença de imposto no período, em razão da falta de adição da CSLL, em sua base de cálculo, seria de R$ 3 140.950,81, conforme demonstrativos que apresenta Por sua vez, as deduções consideradas na apuração, e dedal adas na 1)11)1, representariam 1:8 10.252 944,97 e não R$ "10.185 673,73, corno indicado pela antoridade lançadora. • Reproduz ementas de julgados administralivos que reconhecei a nulidade da exigência se não atendido o art 14? do C 1N, bem como os tirrigos 10 e 59 do Decreto ui' 70,235/72 Quanto à multa de oficio aplicada, assevera que o depósito judicial circinado no valor de R$ 8 074.956,43 é significativamente superior ao débito lançado do R$ r() Procesw> n" 1f).i 27 007199/2005 -21 Si-Cl II Acórdão ri 1101-00306 Fi 3.208.222,03, e mesmo se interior, somente autorizaria a aplicação da multa sobre a diferença não depositada, conforme legislação e ementas de julgados administrativos que cita.. Por fim, opõe-se à aplicação de juros de mora, dado que o depósito judicial é suficiente, e à teor da Súmula .n" 5 do antigo Primeiro Conselho de Contribuintes, que ressalva inaplieabilidade dos .juros de mora quando existir depósito judicial no Montante integral, a. suspender a exigibilidade do crédito tributário. Ressalta que inoxiste prejuízo ao Fisco, na medida em que a parcela que deixou de Sct re,:.'othida, urna vez depositada judicialmente, .fOi transl erida aos cofres públicos. Acrescenta que o depósito judicial Ébi efetuado antes da lavratura do auto de infração e dentro do prazo especificado pelo art. 63 da Lei n" 9430/96, a contar do acórdão publicado em 26/11/2003, que revogou a suspensão da exigibilidade do crédito tributário., se mantido o absurdo entendimento de (Inc. os depósito.s bo in..51/ficierncs, os juros de mora deveria se restringir ao montante não depositado, conforme entendimento firmado pelos Conselhos de Contribuintes, Pede, assim, provimento ao recurso para que seja reconhecida a decadência alegada, bem como para que .sejam alas siados a multa de oficio e os juros moratórias. incidentes sobre o principal, haja vista o depósito judicial do debito ora combatido.. É o relatório. Voto EDEL1 PEREIRA 131iSSA Inicialmente: com referência à argüição da decadência, não tern razão a recorrente.. A exigência reporta-se a credito tributário devido no ajuste do ano-calendário 2000, GU IO Eito gerador, por ser complexivo, apenas se completa em 31/12/2000 Ausente qualquer situação especial que antecipe este momento, a contagem do prazo &cadenciai o tern como ponto de partida, mormente se confirmada a existência de recolhimentos antecipados no período e ausente qualquer acusação de dolo, fraude ou simulação, a permitir a aplicação do art. 150, §40 do CTN, de forma a validar qualquer lançamento efetuado dentro dos cinco anos subseqüentes, inclusive este, cientificado à contribuinte em 20/12/2005 R.ejeita-se, lambem, a argüição de nulidade do lançamento, .pois eventual erro na determinação do valor exigível não impõe esta conseqüência; prevista no Decreto n'' 70.235/72 para os atos formalizados por autoridade competente ou sem a observância dos reqUiSLÉOS do SOLE MI 1 0, o que não se ver111Ca no presente caso, onde a CX igência formalizada por Auditor Fiscal da Receita Federal e ainda contextualizada CO 1 Termo de Verificação Fiscal com detalhes que, inclusive, permitiram à recorrente identificar, nos cálculos, os itens dos quais discordava Cumpre, portanto, avaliar se a descrição dos fatos trazida no lançamento é hábil a sustentar a diferença exigida no valor principal de R$ 3 208 222,03 Comparando-se os elementos trazidos no recuíso voluntário, vê-se que a coMribuinte: discorda, basicamente, do valor utilizado .pela autoridade lançadora a titulo de deduções do IRPI apurado (R$ 10 185 673,73) que deveria ser elevado a R$ 10.252.944,97 Desta forma, o valor devido seria reduzido a R$ 3 140 950,84. No Relatóiio Fiscal de lis 62/65, a autoridade lançadora descreve os procedimentos desenvolvidos, e aponta divergência entre a apuração do lucro real constante do Livro de Apuração do Lucro Real LALUR e aquela reproduzida na 11)IP1 . Ambas resultaram em lucro real de R$ 68 237,338,48, mas apresentavam diferenças no valor do lucro líquido, das adições e das exclusões. Concluindo perla prevalência da apuração constante do LAI.,11R, a autoridade lançadora rtjustou o valor das adições, para incluir a CSLL apurada no período (.R..$ 12 563.803:35), cuja indeduhbilidade roi prevista no art., da Lei n" 9 316/90, e assim apurou lucro real de R$ 80 801.141,73, do qual a recorrente não discorda. .Na seqüência, este valor é indicado corno valor tributável no Dernoustrativo de Apuração de 11. 60, resultando eri imposto de R$ 12 120.171,75 e adicional de R$ 8.056 114,17, mesmas cifras reconhecidas no recurso voluntário E, para deterniinação do valor devido de R$ 3 208 222,05, aquelas parcelas foram reduzidas ein R$ 16„968.063,37, cuja composição está assim descrita no campo subsequente do mesmo demonstrativo de ff 611 (; Impos.to po t()07() 1' (.1) Isstimuurra das mesc ,,- de jancfro a ¡unho de 2000 mai .) c:,.tein.1),,-0 cic2;é:vilbío que corre5pondc co valor de R$ 9 8,U 021,46, E'reç:esso r-t° 16327,002 90/2005- 51.-(111 AcórcUio ri "1101-00.306 H 1 h) Valor cori espondente afitstc de R$ 6 782 389,64, Dedueies Opei ação de Caráter Cillitn (ff, R$ 30 000, PAT R$ 23 429,48, atividade audivisual, R$ 20 .1.000,00 e Mulo do c/arilo da criança O do adolcseente, R$ 45 223,00: Comparando-se estas deduções com aquelas iníbrmadas na DIN (11 28), somente há divergência relativamente ao montante de estimativas recolhidas no período, que o contribuinte apontou ser R$ 9,950 292,70, ao passo que a Fiscalização considerou apenas o montante de R$ 9.883 021,46, a ensejar, justamente, deduções no valor total de R$ 10 185.673,73, que a recorrente entende corresponder a RS 10 252 944,97. À ff 29 a autoridade lançadora juntou extrato dos pagamentos de estimativas efetuados pela recorrente no período em questão, e a sorna dos recolhimentos efetuados de 29/02/2000 (vencimento da estimativa de janeiro/2000) a 31/01/2001 (vencimento da estimativa de dezembro/2000) resulta, de fato, em R.$ 9.883.021,16. A recorrente, por sua vez, juntou cópia integral da DIPJ relativa ao ano- calendário 2000, da qual consta, na Ficha 1 1, o detalhamento do cálculo das estimativas devidas dc janeiro a dezembro e, ali, constata-se que os valores apurados, Os quais sornados resultam na dedução computada no ajuste anual, reuniram não só os valores recolhidos, como também as retenções efetuadas por Fontes pagadoras de rendimentos à contribuinte (fls 303/306). Assim se verificou nos meses em que a contribuinte apurou estimativas a. recolher, com base na receita bruta e acréscimos ou a partir de balanceies de redução, quais sejam: janeiro (R$ 5.196,14), Fevereiro (R$ 3 942,02), março (R 3 581 ,00), abril (1n$ 5.754,32), maio (R$ 2 803,1.4), .junho (R$ 4 437,45), setembro (R$ 21 718,60), outubro (R$ 2994,14), novembro (R$ 899,32) e dezembro (R$ 15„914,35). A soma destas parcelas aos valores efetivamente recolhidos conforme H. 29 resulta, precisamente, na dedução de 12; 9 950 292,70 indicada na DIPI, reduzida a R$ 9 883.021,46 pela autoridade, lançadora Considerando que nada foi trazido aos autos para desconstituir aquelas deduções que, à sernellumça das estimativas, estavam consignadas na DIN apreciada pela autoridade lançador a, impõe-se admitir que tem razão a recorrente quando defende deduções no montante total de R$ 1 0. 25 2 944,97. Em conseqüência, este voto é no sentido de dai provimento ao recurso voluntário na parte em que pleiteia a redução do crédito tributário ao valor de R$ 3.140.950,84 A recai rente também questiona a aplicação de multa de oficio e juros de mora por estar o crédito tributário depositado judicialmente Afirma que o valor cio (.1epésilo ludicial está em pei feita consonância com o valor do imposto de 1. onda devido, sendo o valor aqui exigido de R$ 3.208 222,03 r azo ave me nu? ao valor depositado de 1/5 8 074 .956,43. Tariro na impugnação, como no recurso voluntário, nenhum elemento novo foi trazido para provar o depósito judicial dos valores questionados.. Por sua vez, • o demonstrativo de fl 67 elaborado pela contribuinte e apresentado à scalizaeão, aponta, na lormação da base de cálculo do valor total depositado, a parcela de R$ 12.563 803,35, f'\ correspondente à C.:SLL que seria dedutivel 110 ano-calendário 2000.. Sobre este valo", somado às parcelas cuja cledutibilidade pretende em 1999, 2001, 2002 e 2003 ) a contribuinte aplicou. a alíquota de 25% (piovavelmente 15% a titulo de W,Pf e 10% de adicional), para deterniírair o imposto a ser depositado (R$ 8.0692880,74) A autoridade lançadora informou que o depósito foi. efetuado em 26/12/2003, c assira consignou em seu relatório fiscal: (..:onclusão ocortlo com o ali 151, inciso 1.1. do ( -"'IN- -su.v)entlern a exigibilidade: do c:rédito tributário O dep(;sito do 01 montante, inlegt ai 1,Ci 9 430/1996, Débitos com exU.2,-ibilidacie suspensa, ar!. 63. • " No constituição de crédito tributário cieStinada a prevenir a decadência, relativo a tributo cio competência da União, cuia exigibíliciocic houver sido suspensa na turma dos incisas IV e V do ar t 151 da .Lei 172/1966, cabeia lançamento de multa de oficio (Capta com i edac,:ãO determinada pela MI' 2 .158-95/2000 ,,T) O ch, ,,pcm,0 noto tipo aplica-se, excIusicomente, 005 ca S 0 S C771 que a suspensão da exigibilidade do débito tenha ocorrido antes do inicio do qualquer procedimento de oficio a ele relativo 2' A interposição ela ação judicial favorecida com a medida liminar interrompe a inc.'idência da multa de nzoi a. desde a consão da medida judicial, até 30 thaS após a data da publica0.7o da decisão judicial que considerar devido o tributo ou contribuição '' Assim, para tias do pi evenir a decadência, este.ti sendo lançado de oficio o valor do IRRI devido pela falia de adiça° da (.'SLII, na base de cc.'ileslo do 11?P 1 no ano calendário de 2000. Infere-se, daí) que mesmo tendo conhecimento do depósito judicial em lk.t .erencia, a autoridade lançadora formalizou a exigência com aplicação da multa de oncio, na medida em que o ai t 6 -.3 da Lei n'' 94'30/96, antes citado, somente dispensa a aplicação de penalidade nos casos em que a suspensão da exigibilidade do crédito tributário se der nó forma dos incisos IV e V do art 151 da Lei n'' 5 1./2/66 .1 .0davia, corno expresso na decisão de 11 instancia, a Secretaria da .R.eceita Federal, por meio da C:mordetraeão do Sistema de 'Tributação, lirmon o Parecer CO51 . 1' n" 02/1999 nos seguintes termos: "7 Relativamente ao deposito do montanto 01/00/ (/1 do crálito tribiztátio, per. tino-de salientar que. em (::onf0rmidade com o uri 4' do Decreto-lei /37 de 20 de de2;(.,.mbro d( .-: 1979, duve cie ser 4c.-duado pelo valor monetariam(Jite atualizado do crédito; acrescido (4.i multa e Itif-05 de mota cabíveis, partir da data do vencimento do 6 ibid.() ou contiihinOo atE'' a data do depo.5ito As.sim, é vtnSpensi'io da vx-i.-1. 1.7i.lidade do crédito tributc.'irio ogre, r,;(1-e o ptincipal de(...0trewle do depósito, qual seja, e_yinie o v.jetto passivo, a parti,- da data em que 5 efiluado, do Onri corteção monetária e evita a .fluinja dos juros multa de MOi'a era IVIIC 1TICOI 101 id ató ci .5011,Wcia da lide on 8 Considerando que a conversão do depósito em I. c.iida, após s-ohrçiio . 1àvorávefil à Uruá°, 5, ar) temos do 156, inciso 11/ do C7N, modutidade elo extinção do édaa tributário di auct c-J.o opera C/C/105' eX 1.11P1C, Oagh-U10 .[":1 data do doptiOto, pw.000 clai-o que não há qw: sc falar em pi.i.,;amento exiempoícineo do cfMito ttibutáno, tampouco ( .:tri pa,k,,-atne'rito após o veit(..Imcnto sem os a(-7,:,.sennos moratórias i:.v1.9ivei Pra face (.11so, conclui-se que, 00 dispor sob! e a inaplicabiliduk da mult0 olicu»hi Constituição do (.1(`Witos ti ilnitát los pata pfeverm a dce,-,1..:."-ncta, ui/tendeu o legi.').1a(101" de'NfleCeti.'ié; que O tratamento proviSh) art 6..":-; da Processo n" 1 (..;32 7 002 W2(1)5.21 St-Cl TI Acórdão n " 1 101-00..306 ri 5 9 430/1996 es. lende- e ao (:.aso de suspepção da evigibilidade do c] (>diro em (.1"ão do depósito do seu montante inkwral, pois disperrs. áw:..1 3 legislar sobre o óbvio Assim, a multa de ofício deveria ser cancelada se confirmado o depósito integral do valor em litígio. Todavia, embora se observe que a aplicação da alíquota de 25% sobre a base de cálculo de R$ 12 563 803,35 resulta no principal aqui mantido de R$ 3.140.950,84, necessário seria que a contribuinte provasse o depósito judicial não só (lesta parcela, como também dos juros de mora incorridos entre o seu vencimento (30/03/2001, 11 61) e a (lata de efetivação do depósito judicial (26/12/2003), na medida em a fluência da muita de !nora manteve-se interrompida, a teor do art.. 63 da Lei IV 9.430/96, ao se efetuar o depósito judicial dentro dos 30 (trinta) dias corridos a partir da publicação, em 26/11/2003, ck) acórdão do TRF/3 a I.Zegião que ieformou a sentença que autorizou a contribuinte a promover a dedução da. CSI.L da base de cálculo do fRP.I Nos autos, além do demonstrativo apresenlido pela contribuinte à fiscalização; antes citado (11. 67), apenas identifica-se àsts.. 148/151 do Anexo 1 que, vinculados à Medida Cantei ar n' 200.3.03 00 077658-0, a contribuinte efetuou depósitos judiciais de R$ 8 074.956,43 (cm 26/12/2003), R$ 1.216 096,67 (em U)/03/2004) e R$ 1 404,376,44 (em 28/01/2005). Além destas informações: a) o documento de ti 176 descreve a atualização da parcela de R$ 1 7 .79 040,34, vinculada à conta 'RISCOS 1 ISCAIS - SUBCONTA: 680213- DIEERFNÇA DE IR PI 2000 - DE DA CS LI,", que inicialmente recebe juros acumulados a partir. de 2001 à. taxa total de 51,92%, e na seqüência é atualizada a pai-lir de dezembro/2003 pela taxa S ,:t.0 mensal. b) o documento de fl 177 demonstra a apuração do IR 1'] e da (.S 11. no ano- calendário 2000, tendo em conta as ações judiciais propostas, e especificamente em relação à CM], a reduz de R$ 12 561 803,35 para R$ 7.116.161,38, se considerados os eleitos de luninaves obtidas, uma para incorporação contábil/mercantd da parcela de correção nroneiária expurgada no Plano Ver ao (proce rso n°199.9 61 0132-0) e outra para dedução da CS1,1, da base de (.aleuto do 1RP,I, cm 2000 (processo n°19996700 008830-1).. Este documento também consta da 11 24 destes autos Infere-se, daí, que o valor depositado relativamente ao IRPI devido no ano- calendário 2000 conesponderia, apenas ; ao principal de R$ 1 779..040,34, o que poderia ter relação com a redução da CSLI, devida no período, em razão de urna das ações judiciais menciona.das Em procedimentos fiscais posteriores, esta constatação volta a se repetir. De início, porém, na fiscalização dirigida à constituição do crédito tributário que, pelos mesmos motivos antes expostos, deixou de ser reeolindo no ano-calendário 2001, a autoridade lançadora, não. dispondo da composição dos depósitos judiciais efetuados, promoveu, com fundamento no art 163 do (1 N, a imputação ptopoi eional dos valores totais antes mencionados aos débitos que deixaram de ser recolhidos em virtude do questionamento dirigido ao art. 1" da Lei n" 9 316/96. 9 Como resultado, o depósito de 70/12/2003 (R$ 8 071 950,43) foi suficiente para cobin integralmente o principal e juros de mota incidentes sobre os débitos de R$ 872 677,91 apurado em .1999 e de R$ 3,140.950,83 aparado em 2000. .Do débito de R$ 830 511,33 apurado em 2001 (até a cisão parcial em 30/07/2001), restou pai cela a descoberto que foi alcançada pca imputação do depósito de R$ 1 216.096,07, efetuado ern 2004, que também se prestou a cobrir o débito RS 505.129,36 apurado em 31/12/2001 Dai o lançamento destes débitos de 2.001 apenas com o acréscimo dc juros de mora aos autos dos processos administrativos n" 16327 001293/2006-01 e 16327.001369/2006-91. Posteriormente, tendo por alvo o IR P1 devido nos anos-calendário 2002 a 2004, á autoridade lançadora obteve, junto à contribuinte, demonstrativo dos valores depositados judicialmente, que vinculava os depósitos efetuados em. 2004 e 2005 ao .1.R.P1 não recolhido nos anos-calendário 2003 e 2004, iespectivamente, e informava as parcelas que compunham o deposito judicial efetuado em 26/12/2003 (1 100 do piocesso administrativo n() 16327 001978/2006-40), consistentes em valores devidos de 1999 a 2002, nos seguintes montantes: a) ano-calendário 1999: principal de R$ 872.672,75 e atualização monetária de R$ 604 413,14; b) ano-calendário 2000: atualização monetária de R$ 417.043,83 decorrente do balancete de suspensão elaborado cio setembro/2000, principal de R$ 1 779 040,34 e atualização monetária de R$ 947 516,88 ao final do ano-ealendário; c) janeiro a julho/2001 (cisão parcial): principal de R$ 93.5 379,99 e atualização monetária de R$ 412 315,48; d) ano-calendario 2001: principal de R$ 448 961,4 . 1 e atualização monetária de R$ 165 01.8,16; e) ano-calendário 2002: principal de R$ 1,267.864,37 e atualização monetária de R$ 238 736,08. O mesmo demonstrativo ainda trouxe, ao seu final, quadro explicativo se (preslionado o principal de .w.'h:unbro, informando que ele corresponderia a .1.d 732 298,20, de fôrma a ensejai a atualização de RS 417 043,82, e que o questionamento total, nestes termos, equivaleria a R$ 3.143,601,05 (soma da atualização de setembro/2000 e do principal atualizado de dezembro/2000). Extrai-se do referido demonstrativo que, para fins de depósito judiciai do 1RP1 que deixou de ser recolhido no ano-calendário 2000, a contribuinte já se considerou devedora desde o balancete de suspensão de setembro/2000 da pai cela de 7 32 .29M0, fazendo incidir a atualização monetária desde aquele momento. Ao final do ano-cale.ndário, teria apurado fRP:l não recolhido no valor total de R$ 1:779 040,34, do qual a parcela de R$ 732 298,20 estava sujeita a juros desde setembro/20(J0, sendo o restante (R$ 1 149 342,02) atualizado a partir do encerramento do ano-calendário E isto poi-que, como se vê do mesuro demonstrativo à fi. 100 do processo administrativo ir 16327.001978/2006-40, a reversão da CSLL deduzida da base de Cálculo do IR.11, naqueles autos, representou apenas R$ 7 116 161,37, e não R$ 12 563 803,35. lista divergencia, como antes mencionado, decorreria do recalculo da ('8 Li em razão de liminares obtidas', 1.1171(1 para ineorpofaç.iio contábil/mefeanül da pai cela de (-1 t) Ploces.u5 ri' 1 (> 2 / 002199/200:5 ;.; S1-('I I 1 Acórdâo o 1.101-00.500 correção monetária explugada no Nano Ve,ão (processo n'1999 61 0132-0) c (ma a para dedução da C,S1.,1, da base de cálculo do 1RP.1, em 2000 (process-o n'19996100 008830-1) Contudo, ó preciso considerar que o pi escute lançamento pi esta se a constituir o IRP.1 que deixou de ser recolhido em razão da falta de adição da (SI À, à sua base de calculo.. Significa dizer que o lucro liquido do período foi reduzido em razão de uma despesa de CSU provisionada, que era indedutível em razão do art. 1' da I ei n' 9,316/96, e deveria ter sido adicionada. logo, a referência para a adição é o valor da CSL,1, contabilizada, no período, como despesa, e não o valor da CSI,L, efetivamente devida. Por sua vez, a demonstração de resultado estampada na 0113 1 do ano- calendário 2000, ficha 0613 (11. 301) aponta precisamente a dedução de R$ 12.563 801,35 do lucro líquido do período„ não há motivos para dela duvidar Veja-se que o E. ALÁJR da contribuinte aponta lucro líquido de R. 108 826.974,08, que após adições e exclusões resulta eia lucro real de R$ 68 237_338,48 (41.s„ 36/13), diversamente, de sua 01P1, na qual este mesmo lucro real resulta de ajustes a um lucro líquido de R$ 103.583 332,17 (11. 301/302). Contudo, no recurso voluntário, a contribuinte deinonstra que, a partir do lucro liquido constante de seu 1_,ALITR (R$ .108 826.974,08), considerando a adição da CSLL de R. 12 563.803,35, o lucro real. seria de R$ 80.801..141,75, ao passo que deixando de adicionala a base de cálculo do 1R.PJ seria R$ 68 237 338,40, de forma que a diferença enfie as duas apurações resulta, precisamente, no IR P.1 aqui lançado, já retificado, de R$ 3,110.950,89 (11 263), Ressalte-se, por fim, que o demonstrativo à 11. 24 anota, ainda, que a diferença entre a CSUL contabilmente apurada (R$ 12 .803,35) e aquela considerando os eleitos das ações judiciais propostas (R$ 7.116.161,38) representaria um dos pas,;ivos contingenic.sr consiffitátas- com as diferenças entre as .situações acima que F Epreentain poNte)gaçães de recolhimentos, com base nas liminare, o que somente indica a alteração da classificação, no passivo, de parte desta obrigação (R$ 5 447.641,97), e não a ieversão do valor correspondente no resultado tributável, pelo IR P3, no ano-calendário 2000 Frente a estas evidências, e consideiando que a recorrente reconhece o débito de R$ 3.140.950,89, limitando-se a alegar que o depósito de R$ 8 074 956,43 é significativamente superior ao débito lançado de R$ 3 208 222,03, seio sequer abordai o fato daquele montante reunir o deposito do IR PI devido de 1999a 2002 em razão da ação proposta, conclui-se que somente foi depositado judicialmente parcela do IR Ri devido no ano-calendario 2000, equivalente a k$ 1.779 040,34 Subsidiariamente, porém, a interessada afirma que o depósito, mesmo se inferior, somente autorizaria a aplicação da multa sobre a diferença não depositada. Tal matéria é controvertida, na medida em que o Código -.Ltd:mita-tio Nacional (!:1N assim dispõe: 4,1 151 Su.5::',-Infern a exigibilidade do cr(Wito - o dep6suo do seu numfartle integral, [ Ari 156 Extinguem O cfr.'2ito tribut(ii Li VI - O COOVél'i '“'10 depósrlo em 1 onda, I I Parágrafo entoo A lei dispwIt quanto aos. eflitos da extinção total 00 ptncial do crédito sole e a ulteriot verificação da a regularidade da sua constituição, observado o tuispo yto nos artigos 144 e .14.9 É comum extrair-se, daí, que somente o deposito integial é hábil a suspendei a exigibilidade do crédito tributário, e posteriormente extingui-lo em razão da conversão em rei ida O depósito parcial não teria este eleito e, por conseqüência, não afastaria a aplicação de penalidade por falta de recolhimento, como admitido nos demais casos pelo Parecer COSI"! n" 02/99 Outra disposição que induz a esta conclusão é a Súmula n" 112 do Superioi '1 ribunal de Justiça que assim expressa: O DEPOSITO SOMP:NTE SUSPENDE. A EXIGIBILIDADE 1)0 (REMI° IRIB(17 >1 RIO SP; FOR INIEGRAL LM DINFIL IRO Todavia; a análise dos precedentes que ensejaram a edição da referida Sinta:da evidencia que a expressão 'somente" não tinha como foco a integralidade tio depósito judicial, mas sim sua efetivação -em dinheiro". De lato, no sitio do Superiot Tribunal de Justiça na internei: colhe-se dos paradigmas ali indicados Wlisp 8764-SP, I 02IS-SP e 30610- SP, e RMS 1269-AM e .R.MS 1267-AM), a rejeição de alegações que pretendiam, apenas, o oferecimento de garantias mediante caução de Títulos da Divida Publica ou Agrária, bem como de carta fiança. Em nenhum dos casos tratou-se dos efeitos do depósito parcial em diulieno Logo, esta é unia interpretação que precisa ser construída àluz dos dispositivos do (I".1...N E, neste sentido, o antigo Primeiro Conselho de Contribuintes adotou, uni casos semelhantes, soluções divergentes: a) Acórdão 110 107-08276 (Relator Conselheiro Oetávio Campos Lischer, em sessão de 13/09/2005): nega a suspensão da exigibilidade e mantém a aplicação da multa de ofício; IRPC D.EPÓSLI`O JUDICIAL APÓS O VENCIMP,IN7'0 ,SU5PANS/i0 DA -EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBULÁ RIO- O depóito do montante somente extingue o credito quando converfido 01E1 renda em lavo, do Fisco Até hei pode suspender a exigibilidade se ekluade com o valo,' integral do débito No pl esente COSO, porém, verifica- se e.11.1E' (1. COT1IHMUITne efetuou o depósito apo.s O ptd_w pagamento do ti lindo, sem que o mesmo fosse acompanhado pela multa b) Acórdão n" 105-1(090 (Relaioi Conselheiro José Carlos Passuello, em sessão dc 27/05/2008, citando acórdãos n" 201-79058 e 203-03617): nega a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, mas exclui a multa de ofício e os juros inoratorios sobre a parcela depositada: DEPOSIM JuDicIAL - SUSPENSÃO DO CRIfifl.70 TRIBUlÁRIO - 11A.NÇAilill2N7'O DE MULTA DE Ol'ICIO E JUROS MORATÓRIOS - DurnoriNtrudo que o deposito ,judicial mio foi procedido pelo montante integral do cie":'diJo tributário, ni-710 tern o condão do 51:1.11)CildUr a exigibilidade Mesmo sem asuv.iierisão da exi,gibduladé, pot (":"fri, nãO deve sei lançada multa de ofício 110111 /11105 calculados sobre o montante dcpusitado antes da Icf"VralEf a do auto de infilç,tio '12 Processo I 6327 00? 99P.005-1 SI-c1 11. Acórdão ri." 1 /01-00.306 1-1 e) Acórdão n" 10.3-23574 (Relator Conselheiro Antonio Bezerra "Neto, em sessão de 18/09/2008): admite a suspensão da exigibilidade parcial e exclui a nrulta de ofício pF() porcionalmente_ SU,SPLiVNiÓ EUGIBILIDADE. DEPÓSITO ..TUDICIAL liVS"LIHCIANTE O depósito pairial suspende a exigibilidade do crálito tributário e não enseja a exigência de iludia de oficio na exata proporção dos depósitos efi:auados Ú. certo que o art.. 112 do CTN impõe a interpretação literal das ¡brunas relativas à suspensão da exigibilidade do crédito. Todavia, mesmo a interpretação literal não permite concluir que o legislador, ao estabelecer suspensão da exigibilidade do crédito tributário mediante depósito do seu montante integral, determinou a cobrança integral do credito tributário em face de depósito judicial insuficiente, à semelhança do ocorrido quando nenhum depósito existe. É perfeitamente possível extrair, da literalidade do texto legal, que o depósito judicial parcial não suspende a cobrança de crédito tributário, mas Ião só na pari_e equivalente à parcela. n.ão coberta pelo valor depositado. R.essaite-se que desde a I,ei n" 9_703/98 os depósitos judiciais e extrajudiciais referentes a tributos e contribuições federais administrados pela Receita Federal são repassados pela Caixa Econômica Federal para a Conta Única do Tesouro Nacional, no mesmo prazo fi-xado para recolhimento dos tributos e das contribuições federais, E neste contexto, se de um lado a -União Federal está obrigada a arcar com o ônus da devolução destes valores e dos juros correspondentes, no máximo vinte e quatro horas da decisão favorável ao contribuinte, de outro é inegável a disponibilidade financeira praticamente imediata que se opera em .favor do sujeito ai.ivo, a ponto de o art.. 1°, §30 da Lei ri" 9.703/98 firmar que em lace de sentença ou decisão favorável à Fazenda Nacional, o depósito judicial será trans.lOrmado em pagamento definitivo, proporcionalmente é cri„e-ência do (.y)rre,sponclente tributo ou contribuição, inclusive seus acessót Inadmissível, assim, que não se atribua qualquer efeito ao depósito parcial do crédito tributário. Sua efetivação espontânea, acompanhada dos ae,réseimos moratórios devidos, quando em atraso (art. 40 do 'Decreto-lei n" 1.737/79), assegura a suspensão da exigibilidade proporcional ao valor depositado, e, por conseqüência, impede„ na mesma medida, a aplicação de muita de ofício_ De -fato, o crédito tributário é, por essência, divisível, em decorrência da natureza pecuniária de seu objeto, como expresso no art.. 11.3, §1 0 do CTN, combinado com o aut. 139 do rriesino diploma legal.. E, assemelhando-se o depósito judicial ao pagamento, rnorinente em face (lo antes exposto, é perfeitamente possível detenninar qual a parcela do crédito tributário cuja exigibilidade está suspensa, mediante imputação proporcional do depósito judicial ao valor exigível na data de sua efetivação.. Aqui, como restou esclarecido nos procedimentos fiscais desenvolvidos em face da contribuinte — em especial aquele -formalizado nos autos do processo administrativo ri" -16.327.001978/2006-40 -, promoveu-se o depósito judicial do FRU pertinente ao ano calendário 2000 iío valor principal de R$ 1..779.040,34 em 26/12/2003, com o acréscimo de ..juros, calculados com base na taxa SEI .R. - !, no percentual de 53,26%, equivalentes à variação verificada entre o vencimento (lo tribulo (fevereiro/2000) e novembro/2003, somado a 1"/(í devido no més cio depósito judicial. 3 Este lato, associado à interrupção da incidência da multa de moia nos 30 dias subseqüentes ao acórdão do TRF/3 Região, que em 26/11/2003 retOrinou a sentença que autorizava a contribuinte a deduzir. a CS.I.A., da base de cálculo do {RH - art 63 da Lei n" 9.430/96 — permite concluir peta inaplicabilidade da multa de oficio sobre a parcela de 111; 1.779.040,34, depositada judicialmente com os acréscimos moratórios correspondentes em 26/12/2003 A multa de oficio somente tem cabimento relativamente à parcela de R$ 1 361 910,50, que não foi objeto de depósito judicial Quanto aos ui os de mora, aplicados sob r e o principal exigido e aqui reduzido para R$ 3 140,950,84, observe-se, primeiramente, que o registro dos juros de mora no ii.tto de infração apenas quantifica o montante do crédito atualizado na data do lançamento de oficio Os valores então consignados não correspondem, necessariamente, ao importe a ser cobrado do sujeito passivo, uma vez que somente na data da efetiva extinção do cuédito tributário o montante devido de juros é precisamente determinado.. Ainda, tríse-se que OS juros de mora não precisam ser lançados para que possam ser exigidos: são mera conseqüência do decurso do tempo, entre a data de vencimento e de pagamento, latos que independem dc constituição -formal Assim, como acessórios desta natureza, seguem o principal.. Aliás, nem mesmo a parcel.a o débito principal garantida por depósito judicial precisaria ser constituída, consoante já se lirmou a jurisprudência do Superior tribunal de Justiça: Pl?0C»SSU4L (.7 VIL h :1 kW U17Í 1/I0 — 40//A 00 D L'VS1 U.11.4P Ni (' ON 1/1:,.RS.À0 EM RENDA DE DEPO'ITOS JUDICIAIS PARA SUSPENSÃO D,4 Xl0M.1.1,1154DL DO C:RÉ OITO 77UHU7ÁRI( DkCADÈLVC:L1 2/./0/. (,iii0 1)0 AM' .5 35 1)0 CR' INEXISTÉNOA InexiNte oli:,,rnd ao art. 535 do ("7:"'(' glidiplo :I rt drainai analis.a a questão tida por omi,;sa. 2 O S.V., a pai tit de precedente da Primen a Sução tEREsp 898.992/PR), teia entendido que, quando O contribuinte efetua o depósito nomontanie cite ai paio o fim de s.u.spendet ci eXigi bitzdade do crédito tributár i o, ()cor rc ycy lancamento por homologação .. sendo ilenet.e.ss .útio o lançamento de pela autoridade fisco! dar importâncias depositadi-h Por ir v). não há (Fie n e lar cm ti anscut:so do 5/ azo decadenc ta/ Ressalva do ponto (Ir vista da telatora $ Recurso especial não pio rufo (R.Esp 8)5()04/SP, pul.)1/e'delo no Me em 11/04/2008) Contudo, o lançamento de °hei° de crédito tributário já consumido por outro meio de formalização, embora desnecessário, não é nulo, cumprindo à autoridade preparadora apenas evitar eventual cobrança elll dnmpiicidade i clatn VarntintC à parcela de R$ 1 779 040,34, depositada judicial me.nte, Em .verdade, os juros de moia somente seriam exigíveis sobre a pai cela depositada na hipótese de levantamento prévio, pela contribuinte, inconendo desde a data do vencimento do tributo até a solução da lide De toda .sorte, o Patecer Cosit n" 03, de 2001, veiculou enteirdunento administrativo em -face de pedido de edição de súmula, motivado peia existência de Ucitel-adOS acórdãos do Conselho de Contribuintes sobie a inadmissibil idade da exigência de multa de oficio no caso de lançamento para prevenir a decadência e sobre o cabimento dos juros 14 Proce;s0 II' 16327 002.19912005 . 81 51 -c 111 AcónVio n.° 1 i 01 -00.306 Fl moratorios quando inexistente depósito do valor integral da exigência [iscai. Seguiu-se despacho assinado pelo Secretário da Receita Federal, que aprovou a edição de unia súmula pelo Conselho de Contribuintes nos seguintes termos: Ementa . EDIÇÃO DE SÚMULA LANÇAMENTO PARA PR E'VENIR. A DECADÈNC.VA MUI, IA DE OFICIO INE.VGIBILIDAD.E. É incabível a exigncia de multa de oficio, no lançamento para prevenir a deccuMncia ilètriaclo no curso de processo Judicial proposto antes do início do procedimentoliscal 'Todavia, Sã.° exigíveis os pu os de mora, exceto quando houver depósito do valor integral da exigência 'iscai, a partir da. data da cJitivaçêo desse depósito Não há óbicies ê edição de súmula Dispositivos tegais ei 11'9 430, de 1996, art. 63 R TÓRI O 'trata-se de proposta apresentada pelo Conselheiro Renato Sçalco lsquier do ao ,Segundo Conselho de Contribuintes para consubstanciação em súmula de entendimento expresso em decisões reiteradas. daquele Conselho .sobre a inadmissihilidade da exigência de Imitir"' de ofício, na constituição de crédito tributário com visto a prevenir a decadência, e sola-c o cabimento dos juros moratórios quando não houver depósito do valor integral da exigência fiscal 2 A proposta foi anafisada pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (P(íFIV) que, cumprindo o disposto no art 30, inciso II, do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, aprovado pela Portaria ME. no 55, de 16 de março de 1998, emitiu o Parecer PGFN/CAT n" 507/2001, com manifestação favorável à edição dasúmula com a seguinte redação "Aros lançamentos formalizados para evitar a decadéneia, no curso de processo judicial proposto antes do início do procedimento fiscal. não cabe a exigência de multa de oficio Inevigívels, também, os juros cie mora, a parta da data da efetivação do depósito em seu montante integral 3 Com o pronunciamento da MEN-, o assunto foi submetido à audiência da Secretaria da Receita Federal ORO, em confOrmidade com o art 30, inciso Hl, do precitado Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes FUNDA.MÉNI'OSLEG.A/S ,S'obr e a matéfia que se pretende sant/dar, cumpre registrar que esta Coordenação-Geral, no cumprimento de suas atribuições regimentais, ern especial o competência para interpretar a legislação tributária e correlato, prevista no ar! 32, inciso 11, do Regimento Interno da 811h aprovado pela Portaria MP rio 227, de 3 de setembro de 1998, tem manifestado entendimento em .perfeita consonan eia com a súmula, nos teimas em que foi transcrita no item 2 acima Todavia, em prol da clareza e da adequado conexão do testo na explicuaeão hipótese em que, em/iam a não s(:-.,'ja exigível a multa de ofício, são exigíveis os juros moratórios, sugere-se que a sêmola seja editada com a seguinte redação -Nos lançamentos formalizados J701 a evitar a decadência, no curso de processo judicial proposto cintes do início do procedimento fiscal, é incabível a exigência de multa de ofício No emanto, são exigíveis os juros de MOW., exceto quando houver depósito do valor integral do crédito tributário, a partir da data da , sfe'divad .,:ão do &vós i to CONCLUSÃO ex_L-) Ô. disso, considerando que. a matétla JO1 sulicteni•menic elucidado pela PGI'N, que a súmula em que,tão exptes',a oite..ndnnento 1 sposado pot esta (.2oordena,; qo-Gt.oal e que a edu-,.-i.-to de w'muila, favwc,,:c cl unijOt ¡náiade e u celeridad,.. dos' julgamento, dos /)/0( CS 505 CldillrniNi VOS fiSCUIN, Stig•t e--W a Inani"; •::ia...río i/.1 2(n-i'ivel da Sci-Tetária da Receita Fetleral ( 1..)1',,S1-)AC110. fendo em III ta O Pareuet C001 de 18 de alnil de 7001, c O dispoto air 30, inci.so III, do Reginurnto IMeo no dos Conselho. de Contillmintes, ainov(ido pcla Pottai'ia ME no 55, de 10 de março de 1998. manifesto me ,Ptvorável à edição da yíunola objetode'...s . te proce.so, com a redaçào iac'iuia pcla t ooi denucão- Ge:v .(11 do Sistema de Tributação, conlOtme item 5 do refir ido Mn ece.:r Rei!~ O ,1)1'OCUS So ao ,S'e ,,undo ConSelho do (`ontribuinte para pios Seguimento »vet ardo Sc (/010/10 da Rec..eWa »edema! Ou seja, o entendimento administrativo é de que, a pariri da data da efetivação do depósito do valor integral, nau são exigíveis Os juros de mora F. neste sentido era também a Súmula n" 5, aprovada pelo Conselho Pleno do I" Conselho de. Contilbuintes, convertida na Sumula CARF 5 de seguinte teor: Súmula CARF 11" 5 são devïdo N J uro,, de moia .101, 1 e O créartto tributar' to ruiu integralmente pa ,2ro no vencimento, ainda que suspensa 111(1 CXigibilidUde, n UIVO qtlatid0 esntii dê.'1)(11ito no montante integral Assim, impõe-se reconhecer que, ria presença de depósito judicial efetuado em 26/12/2003, descabe a imputação de juros a partir daquela data, cumprindo à autoridade pieparadora adotai as providé;ncias pertinentes quando da amoitizaçao do crédito tiibutat ia pela conversão doS depósitos judiciais em renda da União Impõe—se, assim, a exclusão não sé da multa de oficio, como também dos juros de mora excedentes ao peremtual de 53,26%, calculados a partir de janeiro/2004, sobre a parcela, depositada de R$ 1 779 040,34 Diante do exposto, o presente voto é no sentido de RL. 1.1 .',ITA.R. as aiguiçOes de decadência e nulidade do lançamento e DAR PROVIMENTO PAI:CIAI, AO RECURSO VOLLINIA.RIO, para reduzir o 'principal lançado a R$ 3 140 950,8* ç também, 'relativamente à parcela deste principal de R$' 1.779 040,34, afastar a multa de alicio e os juros de mora, estes calculados a partir da data de eieti \Jaça() dos depósitos judiciais. 10111,1 PFR FIRA RESSA Relatora •,
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Numero do processo: 10845.002930/2003-71
Data da sessão: Wed Mar 25 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue Jun 14 00:00:00 UTC 2016
Numero da decisão: 1801-000.386
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em declinar da competência do julgamento do litígio para a Terceira Seção de Julgamento deste CARF, em razão da matéria, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Wipprich Presidente
(assinado digitalmente)
Neudson Cavalcante Albuquerque Relator
Participaram do julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Leonardo Mendonça Marques, Neudson Cavalcante Albuquerque, Joselaine Boeira Zatorre, Rogério Aparecido Gil e Ana de Barros Fernandes Wipprich..
Nome do relator: NEUDSON CAVALCANTE ALBUQUERQUE
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em declinar da competência do julgamento do litígio para a Terceira Seção de Julgamento deste CARF, em razão da matéria, nos termos do voto do Relator. (ASSINADO DIGITALMENTE) Ana de Barros Fernandes Wipprich– Presidente (ASSINADO DIGITALMENTE) Neudson Cavalcante Albuquerque – Relator Participaram do julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Leonardo Mendonça Marques, Neudson Cavalcante Albuquerque, Joselaine Boeira Zatorre, Rogério Aparecido Gil e Ana de Barros Fernandes Wipprich.. Relatório VEBASA VEÍCULOS LTDA., pessoa jurídica já qualificada nestes autos, inconformada com a decisão proferida no Acórdão nº 1616.329 (fl. 79), pela DRJ São Paulo I, interpõe recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, objetivando a reforma da decisão. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 45 .0 02 93 0/ 20 03 -7 1 Fl. 118DF CARF MF Impresso em 14/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/04/2015 por NEUDSON CAVALCANTE ALBUQUERQUE, Assinado digitalmente em 01/04/2015 por NEUDSON CAVALCANTE ALBUQUERQUE, Assinado digitalmente em 01/04/2015 por ANA DE BARROS FERNANDES WIPPRICH Processo nº 10845.002930/200371 Resolução nº 1801000.386 S1TE01 Fl. 3 2 O processo tem origem em auditoria interna realizada nos termos da Instrução Normativa SRF nº 77, de 1998, em que foram verificados os dados contidos nas Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) apresentadas pelo contribuinte, referentes ao 1º, 2 e 3º trimestres do anocalendário 1998. Essa auditoria identificou a existência de créditos tributários declarados como compensados com DARF em processos, os quais não foram localizados, o que resultou na lavratura do Auto de Infração nº 3133 COFINS/1998 (fls. 45/52), em que foram exigidos: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS, no valor originário de R$ 83.789,17; multa de ofício, no valor de R$ 47.820,13; e juros de mora, no valor de R$ 53.817,82; totalizando R$ 175.198,12 (as respectivas fundamentações legais encontramse à fl. 46, quadro 10). Inconformada com a exigência, o contribuinte apresentou a impugnação de fl. 5, cujas alegações foram assim resumidas na decisão recorrida (fl. 81): a) concorda com os valores correspondentes aos débitos de janeiro a março de 1998, os quais de fato não pagou; b) não pretende discutir administrativamente tais débitos, porque serão objeto de parcelamento especial em conformidade com a lei n° 10.68412003 ; c) quanto aos débitos de junho e julho de 1998, quitouos por meio da compensação com créditos de ILL (imposto sobre o lucro líquido), tributo declarado inconstitucional pelo STF, valendose para tanto do disposto no art. 1 ° do decreto n ° 2.138/97 e no art. 14 da IN SRF n° 21197 (ambos reproduzidos na fl. 9), os quais permitem a compensação entre tributos de espécies distintas independentemente de prévio requerimento do contribuinte; Com isso, os créditos tributários de janeiro a março de 1998 foram apartados nos autos do processo nº 10845.4527301/200446, remanescendo na presente lide apenas os créditos tributários de junho e julho de 1998 A DRJ julgou procedente em parte a manifestação de inconformidade, exonerando a multa de ofício exigida. A decisão adotou a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS Período de apuração: 01/01/1998 a 31/03/1998, 01/06/1998 a 31/07/1998 DCTF. AUDITORIA INTERNA. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. DESISTÊNCIA PARCIAL DA IMPUGNAÇÃO. Considerase não impugnada a matéria a cuja discussão administrativa a contribuinte tenha renunciado expressamente com o propósito de aderir a parcelamento especial. COMPENSAÇÃO ENTRE TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES DE ESPÉCIES DISTINTAS. PEDIDO ADMINISTRATIVO INDEFERIDO. Fl. 119DF CARF MF Impresso em 14/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/04/2015 por NEUDSON CAVALCANTE ALBUQUERQUE, Assinado digitalmente em 01/04/2015 por NEUDSON CAVALCANTE ALBUQUERQUE, Assinado digitalmente em 01/04/2015 por ANA DE BARROS FERNANDES WIPPRICH Processo nº 10845.002930/200371 Resolução nº 1801000.386 S1TE01 Fl. 4 3 O regime de compensação previsto no art. 1 ° do decreto n ° 2.138/97 exige a apresentação de requerimento à autoridade administrativa sempre que se tratar de tributos ou contribuições distintos. Indeferido o pedido de restituição, fica impossibilitada a compensação a ele vinculada. MULTA DE OFÍCIO. RETROATIVIDADE BENIGNA. Em homenagem ao princípio da retroatividade benigna, exonera se a multa de ofício imposta, em virtude de o art. 18 da lei 10.833/2003, na redação dada pelo art. 18 da lei 11.488/2007, não prever sua aplicação no caso em exame. Cientificado dessa decisão em 11/03/2008, por via postal (fl. 89), o contribuinte apresentou o recurso voluntário de fl. 90, em 04/04/2008, no qual reafirma que quitou os débitos de COFINS ora exigidos, por meio de compensação, cujo crédito tem origem no pagamento indevido de ILL. O recurso voluntário foi inicialmente distribuído para a Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção de Julgamento deste CARF, a qual entendeu que a matéria em discussão fugia de sua competência (Acórdão nº 330100.510, fl. 106), conforme o seguinte excerto (fl. 108): Entretanto, como a recorrente alega a existência de supostos créditos decorrentes do recolhimento do Imposto de Renda sobre o Lucro Líquido (ILL), com os quais pretende liquidar os valores em exigência, relativos à Cofins, o que, firma a competência para analisar o recurso à colenda Primeira Seção do CARF, nos ternos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais — CARF, aprovado pela Portaria n" 256, de 22/06/2009 (Publicada no DOU de 23 de junho de 2009, Seção I, fls. 34 a 39 e retificado no DOU de 26 junho de 2009, Seção 1, fl. 23 2), constando Anexo I1, arts. 2º e 7º, seguinte: É o relatório. Voto O recurso voluntário apresentado atende aos pressupostos de admissibilidade, mas não pode ser conhecido por esta Turma de Julgamento, conforme as razões que se seguem. A presente lide tem como objeto um lançamento tributário em que se exige COFINS, com fundamento legal nos artigos 1º ao 4º da LeiComplementar nº 70, de 1991, a qual instituiu a referida contribuição social. O art. 4°, I, do Anexo II do Regimento Interno do CARF, abaixo transcrito, determina que o recurso voluntário de decisão de primeira instância que verse sobre aplicação da legislação da COFINS deve ser apreciado pela Terceira Seção de Julgamento: Art. 4° À Terceira Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação de: Fl. 120DF CARF MF Impresso em 14/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/04/2015 por NEUDSON CAVALCANTE ALBUQUERQUE, Assinado digitalmente em 01/04/2015 por NEUDSON CAVALCANTE ALBUQUERQUE, Assinado digitalmente em 01/04/2015 por ANA DE BARROS FERNANDES WIPPRICH Processo nº 10845.002930/200371 Resolução nº 1801000.386 S1TE01 Fl. 5 4 I Contribuição para o PIS/PASEP e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), inclusive as incidentes na importação de bens e serviços; É certo que o recorrente, em sua defesa, faz a afirmação de que o crédito tributário de COFINS exigido foi por ele quitado, mediante compensação, cujo crédito viria do pagamento indevido de ILL. Todavia, essa realidade não é suficiente, no meu entender, para deslocar a competência do órgão julgador. A forma de quitação do crédito tributário não compõe o conjunto dos seus elementos constitutivos, razão pela qual não tem a força de alterar a sua natureza. A quitação do valor exigido dá ensejo a uma verificação fática, ao alcance de qualquer turma de julgamento deste CARF, mas a lide permanece ancorada na legislação da COFINS, de apreciação exclusiva das turmas da Terceira Seção de Julgamento. Em razão do exposto, voto por declinar da competência de julgar o presente processo, em benefício da Terceira Seção de Julgamento deste CARF. (assinado digitalmente) Neudson Cavalcante Albuquerque Fl. 121DF CARF MF Impresso em 14/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/04/2015 por NEUDSON CAVALCANTE ALBUQUERQUE, Assinado digitalmente em 01/04/2015 por NEUDSON CAVALCANTE ALBUQUERQUE, Assinado digitalmente em 01/04/2015 por ANA DE BARROS FERNANDES WIPPRICH
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Numero do processo: 13846.000025/2008-79
Data da sessão: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Mon Oct 31 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 1996
DECADÊNCIA. INCORRÊNCIA.
É regular o lançamento tributário levado a termo no prazo de cinco anos contado da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado.
Numero da decisão: 2801-001.452
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, Por maioria de votos, negar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Julio Cezar da Fonseca Furtado (Relator) que dava provimento ao recurso. Designada redatora do voto vencedor a Conselheira Tânia Mara Paschoalin. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Sandro Machado dos Reis.
Antônio da Pádua Ataíde Magalhães - Presidente (em exercício na Sessão de Julgamento).
Carlos Henrique de Oliveira - Presidente.
Júlio Cezar da Fonseca Furtado - Relator.
CARLOS ALBERTO DO AMARAL AZEREDO - Redator designado.
EDITADO EM: 26/09/2016
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES (Presidente), SANDRO MACHADO DOS REIS, CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, TANIA MARA PASCHOALIN, JULIO CEZAR DA FONSECA FURTADO.
Nome do relator: JULIO CEZAR DA FONSECA FURTADO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 1996 DECADÊNCIA. INCORRÊNCIA. É regular o lançamento tributário levado a termo no prazo de cinco anos contado da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, Por maioria de votos, negar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Julio Cezar da Fonseca Furtado (Relator) que dava provimento ao recurso. Designada redatora do voto vencedor a Conselheira Tânia Mara Paschoalin. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Antônio da Pádua Ataíde Magalhães - Presidente (em exercício na Sessão de Julgamento). Carlos Henrique de Oliveira - Presidente. Júlio Cezar da Fonseca Furtado - Relator. CARLOS ALBERTO DO AMARAL AZEREDO - Redator designado. EDITADO EM: 26/09/2016 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES (Presidente), SANDRO MACHADO DOS REIS, CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, TANIA MARA PASCHOALIN, JULIO CEZAR DA FONSECA FURTADO.
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INCORRÊNCIA. É regular o lançamento tributário levado a termo no prazo de cinco anos contado da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, Por maioria de votos, negar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Julio Cezar da Fonseca Furtado (Relator) que dava provimento ao recurso. Designada redatora do voto vencedor a Conselheira Tânia Mara Paschoalin. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Antônio da Pádua Ataíde Magalhães Presidente (em exercício na Sessão de Julgamento). Carlos Henrique de Oliveira Presidente. Júlio Cezar da Fonseca Furtado Relator. CARLOS ALBERTO DO AMARAL AZEREDO Redator designado. EDITADO EM: 26/09/2016 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES (Presidente), SANDRO MACHADO DOS REIS, CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, TANIA MARA PASCHOALIN, JULIO CEZAR DA FONSECA FURTADO. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 84 6. 00 00 25 /2 00 8- 79 Fl. 123DF CARF MF 2 Relatório O presente processo trata da Notificação de Lançamento de fl. 08, pela qual a autoridade fiscal lançou crédito tributário relativo a Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural no valor originário total apurado de R$ 23.422,87. O lançamento é relativo ao exercício de 1996 e o imóvel rural em questão está cadastrado na Receita Federal do Brasil sob o número 3.095.5939. Inicialmente, o exercício em questão foi objeto de Notificação de Lançamento emitida em 21/10/1996, discutida nos autos do processo apenso nº 13848.000129/9603 (ap. 1), a qual, em razão de não identificar a autoridade lançadora, foi anulada, por vício formal, por meio do Acórdão 30329.698, da 3ª Câmara do 3º Conselho de Contribuintes (fl. 122/123 do ap. 1). Na ocasião, inconformada, a Procuradoria da Fazenda Nacional impetrou Recurso Especial que, submetido à Câmara Superior de Recursos Fiscais, foi julgado improvido (fl. 165/167 do ap.1), resultado que a Fazenda Nacional tomou ciência em 28 de maio de 2003 (fl. 168 do ap. 1). Em 03 de novembro de 2003, foi emitida nova Notificação de lançamento, cuja ciência foi dada ao contribuinte em 24 de dezembro de 2003. Inconformado, o contribuinte impugnou tempestivamente este segundo lançamento, nos autos do processo, também apenso ao presente, nº 13848.000094/200439 (ap. 2). Julgado em 2ª Instância, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campo Grande/MS emitiu o Acórdão de fls. 19 a 22 (ap.2), que considerou o lançamento procedente. Em 08 de outubro de 2007, atendendo a proposta da Seção de Arrecadação e Cobrança, o Delegado da Receita Federal do Brasil em Presidente Prudente, determinou o cancelamento de Ofício da Notificação emitida em 03 de novembro de 2003 (segunda notificação), por ter sido identificado vício material insanável, já que tal lançamento se reportou ao exercício de 1995 e não ao de 1996 (fl. 30 a 34 ap. 2). No dia seguinte à decisão citada no parágrafo precedente, 09 de outubro de 2007, foi emitida nova Notificação de Lançamento (fl. 36 ap.2), esta sim para o exercício de 1996, cuja ciência foi dada ao contribuinte em 12 de dezembro de 2007 (fl. 43 do ap. 2). Inconformado com o lançamento, o contribuinte inaugurou nova lide administrativa, mediante impugnação juntada às fl. 2 a 7, na qual não tratou do mérito da autuação, mas apenas alegou, em sede preliminar, a impossibilidade de novo lançamento após decisão do órgão máximo da fase administrativa que anulou o lançamento anterior, bem assim por entender que "ocorreu a prescrição, assim extinguiuse o direito de formalização do crédito tributário pela fazenda nacional", prazo este que, segundo seu entendimento, teria exauridose em 31 de dezembro de 2002, nos termos do inciso I do art. 173 do CTN. Debruçada sobre o tema, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento exarou o Acórdão de f.. 88 a 93, no qual decidiu rejeitar as preliminares arguidas pelo contribuinte, reconhecendo a procedência do lançamento. Fl. 124DF CARF MF Processo nº 13846.000025/200879 Acórdão n.º 2801001.452 S2TE01 Fl. 124 3 Ciente da Decisão da DRJ em 28 de agosto de 2008, o contribuinte apresentou o Recurso Voluntário de fl. 104 a 112, cujas razões serão analisadas no curso do voto a seguir, objetivando a reforma do Acórdão da 1ª Instância e o arquivamento do presente processo. É o relatório necessário. Voto Conselheiro Carlos Alberto do Amaral Azeredo Redator ad hoc. Antes de mais nada, necessário recordar que o presente voto foi por mim elaborado em razão de sorteio eletrônico realizado por força do despacho de nomeação de redator ad hoc (fls 122) do Sr. Presidente, em razão do relator original não integrar mais o presente colegiado. Com essas considerações passo ao voto vencedor. Em razão de ser tempestivo e por preencher demais condições de admissibilidade, conheço do presente Recurso Voluntário. Preliminar O contribuinte inicia sua argumentação afirmando que o crédito tributário em questão encontrase extinto, já que a Notificação original foi emitida em 21 de outubro de 1996, não podendo a nova notificação alterar a data de sua emissão para 09 de outubro de 2007. Afirma que a lei autoriza nova formalização do crédito tributário, desde que não extinto esse direito, em prazo contado da data que deu origem ao nascimento do fato gerador ocorrência do fato gerador, em respeito ao que prevê o inciso I do art. 173 do CTN. Já o inciso II do mesmo artigo se referese, exclusivamente, ao lançamento efetuado pelo contribuinte, fl. 106. Afirma que declarada a nulidade de um Auto de Infração no curso de um litígio administrativo sob amparo do inciso II do 173 do CTN, pode ocorrer que o quinquênio retroativo mencionado ainda não foi alcançado, aí sim pode a Fazenda, antes que ocorra este lapso de tempo, efetuar novo lançamento, fl. 106/107. A recorrente cita o art. 6º da IN SRF nº 94/97, segundo o qual, sem prejuízo do disposto no art. 173, inciso II da Lei 5.172/66, será declarada a nulidade do lançamento que houver sido constituído em desacordo com o disposto no art. 5º da mesma Instrução, para afirmar que tal hipótese não se confunde com a nulidade declarada pelo Conselho de Contribuinte após negar Recurso Especial da Fazenda, fl. 107. Continua seus argumentos considerando descabida as conclusões do ADN Cosit nº 2/1999, segundo o qual, declarada a nulidade do lançamento por vício formal, dispõe a Fazenda Nacional de 5 (cinco) anos para efetuar novo lançamento, contado da data em que a decisão declaratória da nulidade se tornar definitiva na esfera administrativa. Entende o Fl. 125DF CARF MF 4 recorrente que o excerto em negrito há se ser substituído pela expressão "contado da data do fato gerador", fl. 108. Mérito Em suas razões de mérito, aparentemente, o contribuinte continua tratando de questões preliminares, afirmando que o Acórdão guerreado é contrário à "norma constitucional do inciso IX do art. 156 do CTN", fl. 109 Aduz que a revisão do lançamento só poderia ter sido iniciado enquanto não extinto o direito da fazenda pública de constituir o lançamento (§ único do art. 149 do CTN), concluindo que o crédito tributário teria sido extinto, nos termo do inciso IX do art. 156 do CTN, pelo Acórdão do Terceiro Conselho de Contribuintes, fl. 109. Sustenta que não há como se aceitar tal ilegalidade, pois, nesse passo, jamais teria fim o direito da fazenda Nacional de Constituir créditos tributários já extintos por decisão administrativa irreformável, fl. 110. Cita entendimento de Ruy Barbosa de Nogueira sobre prazo para revisão de lançamento, para concluir que a notificação em questão não tem razão de ser, não sendo possível sua nova formalização, posto que já se operou a decadência. fl. 110. Como se vê acima, não foi tratada em sede de Recurso Voluntário ou de Impugnação nenhuma matéria relacionada à procedência material do lançamento, mas apenas questões relacionada ao seu aspecto de legalidade. Quanto ao o Direito da Fazenda Pública em constituir o lançamento, temos como regra matriz a previsão do artigo 173 da Lei 5.172/66 (CTN): Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. Portanto, como regra, nos termos do incido I citado acima, a Fazenda Pública tem 5 anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Este prazo pode ser menor, caso o contribuinte seja notificado de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento antes, naturalmente, do inicio da fruição do prazo previsto no inciso I, é o que se depreende da análise do § único acima. Ou seja, caso um contribuinte que apresente uma declaração em março do ano X, o prazo para exercício do direito de constituir o crédito tributário começa a fluir em 1º de janeiro de X+1. Contudo, caso a Fazenda Pública notifique o contribuinte de qualquer Fl. 126DF CARF MF Processo nº 13846.000025/200879 Acórdão n.º 2801001.452 S2TE01 Fl. 125 5 medida preparatória indispensável ao lançamento, por exemplo, em 1º agosto do ano X, é a partir daí que se inicia a contagem do prazo quinquenal. Temos ainda a previsão do § 4º do artigo 150 do mesmo CTN, segundo a qual, nos casos de lançamento por homologação, em que a legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento do tributo sem prévio exame da autoridade administrativa, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito se a Fazenda Pública não se pronuncie no prazo de cinco anos contado do fato gerador. Assim, até aqui, temos três situações diversas: a primeira, no caso de lançamento por homologação em que o contribuinte antecipa o pagamento do tributo (cindo anos contato do fato gerador), a segunda, no caso da regra geral (cinco anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado), e a terceira, no caso de iniciar o lançamento antes de iniciado o exercício seguinte. Contudo, o legislador trouxe, ainda, mais um formato de contagem do prazo decadencial, que é o previsto no inciso II do art. 173 do CTN, também citado acima, segundo o qual o prazo de cinco anos começa a fluir da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Ora, não me parecem pertinentes os argumentos do contribuinte em restringir suas considerações ao entendimento de que o prazo decadencial sempre se inicia com o fato gerador. Não se pode interpretar a norma de forma a esvaziar todo o seu sentido. Se fosse para contar sempre do fato gerador, não seria necessária nenhuma outra previsão legal sobre o tema. Assim, o Código Tributário é cristalino ao prever um novo prazo quinquenal para que, nos casos em que haja uma decisão definitiva que houver anulado por vício formal o lançamento efetuado anteriormente, a Fazenda Publica constitua o crédito tributário. Portanto, não é a interpretação dada pelo contribuintes à IN 94/97 ou ao ADN Cosit nº 2/1999, que ensejará a alteração ou diminuição do alcance daquilo que está expressa e claramente previsto na Lei 5.172/66. Ainda que lastreadas em suas razões de justiça, improcedente também as considerações do recorrente que pretendam trazer à lide institutos que não guardam relação com o caso em tela. Não se pode confundir a constituição de um crédito tributário como a revisão de lançamento ou a extinção do crédito tributário pela ocorrência de uma de suas modalidades. Ora, a revisão de lançamento é possível nas situações previstas no art. 149. Mas, no presente processo, não estamos falando de revisão de um lançamento, estamos falando de um novo lançamento, efetuado no prazo previsto no inciso II do art. 173 do CTN. Este novo lançamento também não se confunde com as modalidades de extinção previstas no art. 156 do CTN. Seguindo o raciocínio do contribuinte, não seria possível um lançamento de ofício nos casos em que tenha havido pagamento do crédito tributário. Ora, o que extingue, com as hipóteses em questão é o crédito tributário e não o direito da Fazenda Pública constituílo mediante lançamento. Este, como visto acima, extingue se nos termos dos art. 150 § 4º e 173 do CTN. Fl. 127DF CARF MF 6 Não se espera que o comando normativo contido no inciso II do art. 173 tenha o condão de perpetuar o direito da Fazenda Pública de constituir o lançamento, mas apenas garantir que outro seja efetuado quando o anterior tenha sido anulado pela ocorrência do vício formal, que é o verificado de plano, no próprio instrumento de formalização do crédito e que não esteja relacionado à realidade jurídica e fática declarada pelo ato. Portanto, o vício formal seria apenas o erro menor que não inviabilizasse um novo lançamento utilizandose dos mesmos elementos constitutivos da obrigação e que não se confundisse com a essência da atividade de lançamento, que seria a verificação da ocorrência do fato gerador, a determinação da matéria tributável, o cálculo do montante devido do tributo, a identificação do sujeito passivo, tudo no termos do art. 142 do CTN. Portanto, o contribuinte até poderia ter questionado, na época da decisão que anulou o lançamento originário, a sua natureza formal ou material, mas não há como contestar, diante da anulação do lançamento anterior por vício formal, a procedência da atividade administrativa que, valendose desse novo prazo, constitui novo lançamento. Essas as minhas razões de decidir que, inclusive, explicitam minha divergência com o insigne relator. Conclusão: Tendo em vista tudo que consta nos autos, bem assim na descrição e fundamentos legais acima expostos, voto por negar provimento ao Recurso Voluntário. Carlos Alberto do Amaral Azeredo Redator ad hoc. . Fl. 128DF CARF MF
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Numero do processo: 10725.001440/99-94
Data da sessão: Tue Mar 11 00:00:00 UTC 2008
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PLSWASEP
Período de apuração: 31/10/1989 a 30/04/1996
NORMAS PROCESSUAIS. CONSELHOS DE CONTRIBUINTES. FINSOCIAL. DIREITO CREDITÓRIO. COMPETÊNCIA DO 32 CONSELHO DE CONTRIBUINTES.
A competência para julgamento de recurso relativo a direito creditório de Finsocial é do 32 Conselho de Contribuintes.
Recurso não conhecido
Numero da decisão: 201-80.962
Decisão: ACORDAM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, declinando a competência para o Terceiro Conselho de Contribuintes.
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça
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CONSELHOS DE CONTRIBUINTES. FINSOCIAL. DIREITO CREDITÓRIO. COMPETÊNCIA DO 32 CONSELHO DE CONTRIBUINTES. A competência para julgamento de recurso relativo a direito creditório de Finsocial é do 32 Conselho de Contribuintes. Recurso não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, declinando a competência para o Terceiro Conselho de Contribuintes. OS A MARIA COELHO Miter lçg itdlev‘nte ail C 10‘4‘°7041' FERNANDO LUIZ DA GAMA ,BO D'EÇA Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Walber José da Silva, Fabiola Cassiano Keramidas, Mauricio Taveira e Silva, José Antonio Francisco, Antônio Ricardo Accioly Campos e Gileno Gurjão Barreto. • ME -SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n" 10725.001440/99-94 CCNFERE COM O ORIGINAL CCO2/C01 Acórdão n.° 201-80.982 Brasil a, __c24,51 O 31 Fls. 481 Silvio SI rabosaa Mat. Sore 91745 Relatório Trata-se de recurso voluntário (fls. 450/459, vol. III) contra o v. Acórdão DRJ/RJOII n2 6.634, de 18/11/2004, constante de fls. 398/406 (vol. III), intimado por via postal em 31/08/2004 e exarado pela 52 Turma da DRJ no Rio de Janeiro - RJ, que, por unanimidade de votos, houve por bem indeferir a solicitação contida na manifestação de inconformidade de fls. 362/372, deixando de homologar os pedidos de restituição de fls. 01 e 99, formulado em 17/07/99 e 11/07/2002, indeferidos por Despacho Decisório da DRF em Campos - RJ e respectivo Parecer de fls. 352/357 (vol. II), através do qual a ora recorrente pretendia ver compensados supostos créditos contra a Fazenda de PIS, com base nos Decretos-Leis n2s 2.445/88 e 2.449/88, julgados inconstitucionais pelo STF, e Finsocial, com débitos de tributos administrados pela SRF. Por seu turno, a r. Decisão de fls. 398/406 (vol. III), da 5 2 Turma da DRJ no Rio de Janeiro - RJ, houve por bem indeferir a solicitação contida na manifestação de inconformidade de fls. 362/372, deixando de homologar os pedidos de restituição de fls. 01 e 99, formulado em 17/07/99 e 11/07/2002, indeferidos por Despacho Decisório da DRF em Campos - RJ e respectivo Parecer de fls. 352/357 (vol. II), aos fundamentos sintetizados em sua ementa exarada nos seguintes termos: "Assunto: Normas de Administração Tributária Período de apuração: Ementa: INDÉBITO FISCAL. COMPENSAÇÃO DECADÊNCIA. O pagamento antecipado extingue o crédito referente aos tributos lançados por homologação e marca o inicio do prazo decadencial do direito de pleitear restituição ou compensação de tributo pago indevidamente. OPÇÃO PELA VIA JUDICIAL. DESISTÊNCIA DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. concomitância de processos administrativo e judicial com o mesmo objeto, aplicação do princípio da unicidade de jurisdição conforme disposto no inciso XXXV do art. 5° da CF. Solicitação Indeferida". Nas razões de recurso voluntário (fls. 450/459, vol. III) oportunamente apresentadas a ora recorrente sustenta a reforma da r. decisão recorrida e a legitimidade do crédito compensando, tendo em vista: a) a inocorrência da decadência do pedido de restituição; b) o direito ao crédito restituendo, em face da proclamação da inconstitucionalidade de sua base legal pelo Egrégio STF; e c) o direito à correção do crédito restituendo à taxa Selic. É o Relatório. 2 . . Processo n° 10725.001440/99-94 MF -SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CCO2/C01 Acórdão n.• 201-80.962 • CONFERE COMO ORIGINAL Fls. 482 Brunia, SiváBastcsa Mal: Sia 91745 Voto Conselheiro FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA, Relator Desde logo verifico que a matéria tratada nestes autos versa sobre restituição e compensação afeta ao antigo Finsocial, cuja competência para julgamento pertence ao 32 Conselho de ,C,Aorntffisbucin Compete me ps, etecoanso oTanercteeiroexper Conselho eamlhoendt ee Cdoi ns p gmenot os Interno dos Conselhos de Contribuintes, em seu art. 92, verbis: . Contribuinteso giuintesRjeular recursos de oficio e voluntários de decisão de primeira instância sobre a aplicação da legislação referente a: (.) XVII - contribuição para o Fundo de Investimento Social (Finsocial), quando sua exigência não esteja lastreada, no todo ou em parte, em fatos cuja apuração serviu para determinar a prática de infração a dispositivos legais do Imposto sobre a Renda; (Redação dada pelo art. 2° da Portaria MF n° L132, de 30/09/2002) (. Parágrafo único. Na competência de que trata este artigo, incluem-se os recursos voluntários pertinentes a: I - apreciação de direito creditó rio dos impostos e contribuições relacionados neste artigo; e (Redação dada pelo art. 2° da Portaria MF n° 1.132, de 30/09/2002) (.)". Do preceito exposto, não resta dúvida que, tratando-se de compensação de Finsocial com Cofms, a matéria submetida a julgamento é o direito creditório, de forma que não cabe manifestação deste 2 2 Conselho de Contribuintes sobre a matéria. Ademais, deve-se esclarecer que não houve lavratura de auto de infração, tratando-se apenas de exame relativo ao pedido de compensação apresentado. Isto posto, preliminarmente, voto no sentido de não conhecer da matéria relativa ao Finsocial, ora submetida à apreciação desta Colenda Câmara, e declinar a competência para seu exame para o 3 2 Conselho de Contribuintes e, se vencido na preliminar, negar provimento ao recurso, seja em face de sua concomitância com a matéria discutida em ação judicial, seja)4$, 3 — — • ME- SEGUNDO CONSELHO DE CON/RtSLIINTES CONFERE COM O 0111C1NAL Processo n° 10725.001440/99-94 CCO2/C0 I _.422 5 ____ Y----1-222 —gAcórdão n.° 20140.962 Fls. 483 Stivio '.5:5:Parttosa Mat.: Suo 91145 porque a r. decisão da DRJ no Rio de Janeiro - RJ se conforma com a jurisprudência desta Corte, sendo que na primeira hipótese (não conhecimento do recurso), após ciência do acórdão à interessada, os autos deverão ser encaminhados ao 32 Conselho de Contribuintes. É o meu voto. Sala das Sessões, em 11 de março de 2008. \leivyi t á tu,.5 FERNANDO LUIZ DA GAMA LIBO D'EÇA •E • • 4 • Page 1 _0088700.PDF Page 1 _0088900.PDF Page 1 _0089100.PDF Page 1
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Numero do processo: 11020.001510/2005-03
Data da sessão: Thu May 13 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
Exercício: 2001
ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE, COMPROVAÇÃO.
O fisco pode exigir a comprovação da área de preservação permanente cuja exclusão o contribuinte pleiteou na DITR. Não comprovada a existência efetiva da área mediante laudo técnico, é devida a glosa do valor declarado.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2201-000.661
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA
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O fisco pode exigir a comprovação da área de preservação permanente cuja exclusão o contribuinte pleiteou na DITR. Não comprovada a existência efetiva da área mediante laudo técnico, é devida a glosa do valor declarado. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. - Moisés GiacomelltNürre-s-oin-Sila,- Presidente em exercício , -) 1 1 , Lac)tA0 1 -.)Pedro Paulo Pereira Barbosa - Re ator 22 Oii2G10EDITADO EM: Dele conheço, O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa, Rayana Alves de Oliveira França, Eduardo Tadeu Fatah, Guilherme Barranco de Souza (Suplente convocado), José Evande Carvalho Araújo (Suplente convocado) e Moisés Giacomelli Nunes da Silva (Presidente em exercício). Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Janaina Mesquita Lourenço de Souza e Francisco Assis de Oliveira Júnior (Presidente). Relatório Contra MADEIREIRA IBIRAJARA 8/A fui lavrado o auto de inflação de lis. 28/32 e Relatório Fiscal de fls. 35/41 para formalização da exigência de Imposto Territorial Rural — ITR no valor de R$ 88,613,53, acrescido de multa de oficio e de juros de mora, perfazendo um crédito tributário total lançado de R$ 211.617,96. Segundo o relatório fiscal, a autuação decorre de revisão da DITR apresentada pela Contribuinte da qual foi glosada a área declarada como de preservação permanente, implicando na alteração da área aproveitável do imóvel, na redução do grau de utilização e, consequentemente, na alteração da alíquota aplicável e do imposto apurado, conforme detalhadamente demonstrado no instrumento de autuação, A Contribuinte apresentou impugnação ao lançamento na qual alegou, em síntese, que fotos aéreas juntadas ao processo demonstram a existência da área de mata nativa destinada a reserva ambiental permanente, que, segundo a legislação em vigor não pode ser explorada; que em razão de dificuldades financeiras não formalizou pedido para o enquadramento das áreas na forma preconizada na legislação em vigor; que o valor do tributo em relação ao valor da propriedade é um "despropósito". A DRJ-CAMPO GRANDE/MS julgou procedente o lançamento com base, em síntese, na consideração de que a apresentação tempestiva do requerimento do ADA do IBAMA é requisito essencial para a exclusão de área de preservação permanente, conforme determina o parágrafo 1' do artigo 17-0 da Lei if 6,938/81, com redação dada pela Lei n" 10,165/2000; que a alegada dificuldade financeira da Contribuinte não afasta a necessidade desse requisito; que o valor do tributo é proporcional à base de cálculo declarada pela própria Contribuinte, A Contribuinte foi cientificada da decisão de primeira instância em 24/07/2008 (fls. 73) e, em 08/08/2008, o recurso de fls. 75/77 na qual reitera, em síntese, os fundamentos da impugnação e acrescenta que o direito da União encontra-se prescrito "haja vista a data do fato gerador", É o relatório., Voto Conselheiro Pedro Paulo Pereira Barbosa, Relatou ir%kreira Barbosa t-A- P acesso n' 1 1020.001510/2005-03 S2 -C2T 1 Acórao o " 2201-00„661 Fl Fundamentação Intimação fls. 04/05 apresentar comprovação da APP e AUL. Como se vê, o lançamento refere-se a imposto suplementar apurado em razão da glosa de área declarada como de preservação permanente. Tanto o lançamento quanto a decisão de primeira instância enfatizaram o fato de que a Contribuinte não apresentou o ADA. Divirjo dos que entendem que a apresentação do ADA deve ser condição para a exclusão das áreas de preservação permanente e de reserva legal. Entendo que se trata de áreas ambientais cuja existência decorre diretamente da lei, prescindindo da manifestação da vontade do proprietário, por um lado, e de ato do Poder Público, por outro. A legislação também prevê que essas áreas não são tributáveis. Sendo assim, não vejo corno a exclusão dessas áreas para fins de apuração da área tributável do imóvel possa estar condicionada ao cumprimento de um procedimento meramente formal de apresentação do ADA. Também entendo que o art. 1' da Lei n" 10.165, de 27/12/2000, que deu nova redação ao art. 1740 da Lei n" 6.938/81art 17-0 imponha a exigência da apresentação do ADA em todas as situações. Acho que o artigo deve ser interpretado de forma sistemática, levando em consideração outros aspectos da tributação da propriedade rural e dos princípios gerais que regem a tributação e, nessas condições, não vislumbro como se interpretar o referido dispositivo com tal abrangência, No caso concreto, todavia, independentemente desta discussão, a Contribuinte não apresenta comprovação da existência da área protegida. Limita-se a dizer que "fotos aéreas juntadas ao processo demonstram a existência da área de mata nativa destinada a reserva ambiental permanente, que, segundo a legislação em vigor não pode ser explorada; que em razão de dificuldades financeiras não formalizou pedido para o enquadramento das áreas na forma preconizada na legislação em vigor". Ora, sem a comprovação da existência efetiva da área ambiental, não é devida a exclusão. Conclusão Ante o exposto, encaminho meu voto no sentido de negar provimento ao recurso. 3
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Numero do processo: 35439.000501/2004-62
Data da sessão: Fri May 21 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das
Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Ano-calendário: 2002
SIMPLES. LOCAÇÃO DE MÃO DE OBRA. CESSÃO DE MÃO-DEOBRA, EMPREITADA EXCLUSIVAMENTE DE MÃO DE OBRA.
VEDAÇÃO.
Não podem optar pelo Simples as pessoas jurídicas que exercem atividades de locação de mão de obra, de cessão de mão-de-obra ou de empreitada exclusivamente de mão de obra.
Numero da decisão: 1401-000.249
Decisão: Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, negar provimento ao presente recurso, vencidos os Conselheiros Alexandre Antônio Allanin Teixeira, Maurício Pereira Faro e Sandra Maria Nunes Dias, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Fernando Luiz Gomes de Mattos
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ementa_s : Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2002 SIMPLES. LOCAÇÃO DE MÃO DE OBRA. CESSÃO DE MÃO-DEOBRA, EMPREITADA EXCLUSIVAMENTE DE MÃO DE OBRA. VEDAÇÃO. Não podem optar pelo Simples as pessoas jurídicas que exercem atividades de locação de mão de obra, de cessão de mão-de-obra ou de empreitada exclusivamente de mão de obra.
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L. ... (,:4. CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO ,.. -.. , . Processo n" 35439,000501/2004-62 , N ) Recurso n' 340.813 Voluntário Acórdão n° 1401-00.249 — 4" Câmara / P Turma Ordinária Sessão de 21 de maio de 2010 Matéria SIMPLES Recorrente RIO PARDO SERVIÇOS RURAIS SC LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2002 SIMPLES. LOCAÇÃO DE MÃO DE OBRA. CESSÃO DE MÃO-DE- OBRA, EMPREITADA EXCLUSIVAMENTE DE MÃO DE OBRA. VEDAÇÃO. Não podem optar pelo Simples as pessoas jurídicas que exercem atividades de locação de mão de obra, de cessão de mão-de-obra ou de empreitada exclusivamente de mão de obra. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, negar provimento ao presente recurso, vencidos os Conselheiros Alexandre Antônio Allanin Teixeira, Maurício Pereira Faro e Sandra Maria Nunes Dias, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. araMbr -, .--- Viviane Vidal Wagner - Presidente , -.J,),,I4J.).;v4 O - ) ' v I) . L,G, Vir I Fernando Luiz Gomes de Mattos - Relator,. EDITADO EM: 09/07/2010 Participaram do presente julgamento os conselheiros: Viviane Vidal Wagner, Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antonio Allanim Teixeira, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro e Sandra Maria Dias Nunes. i Relatório A Recorrente foi excluída do Simples, mediante Ato Declaratório Executivo no 18 (Es. 80), de 8/9/2005, emitido pelo Sr, Delegado da Receita Federal em Franca. A causa da exclusão foi o exercício de atividade econômica vedada, no caso, locação de mão-de-obra (cessão de mão-de-obra e/ou empreitada exclusiva de mão de obra), consoante Lei n° 9.317196, art. 9°, XII, "f', A exclusão do Simples foi motivada por Representação Fiscal do INSS, em anexo, encaminhada à Secretaria da Receita Federal em face da situação de vedação/exclusão à opção pelo SIMPLES. Aos autos foram juntados cópia de representação fiscal, contrato social e alterações, notas fiscais e contratos firmados entre a Recorrente e seu único cliente (Irmãos Biaggi S/A Açúcar e Álcool). Cientificada do Ato Declaratório, a interessada ingressou com a manifestação de inconformidade, fis. 170/175. Em sua defesa, alegou que não pratica locação de mão de obra e sim prestação de serviços de mecanização agrícola (v. fia 174. Com fundamento na IN MPS/SRP n° 3/2005, arts. 140 e seguintes, sustentou que a empreitada é o conceito que melhor define a sua forma de prestação de serviços. Fez referência a diversas decisões administrativas da Receita Federal (Es. 174), que alegadamente reforçariam seu entendimento. A DRi Curitiba indeferiu a solicitação da contribuinte, por meio do Acórdão n,° 14-16.371 — 1" Turma (fis.. 186-191), do qual transcrevo o seguinte trecho (grifado): Algumas empresas, por outro lado, trabalham através do contrato de empreitada, que tem por objeto a produção de um resultado a ser promovido pelo contratado. A empreitada, tanto na lei civil (CC art.1.237 e segs), quanto na Lei comercial (CC., art, 226 e segs.), é admitida como modalidade do contrato de locação (locação de obra, contrato de obra). E admissível a existência das seguintes espécies de empreitada: de materiais e mão-de-obra; exclusivamente de mão-de-obra (lavor) e por administração. Sua principal característica é o trabalho autônomo, possuindo utilização corrente na construção civil e no meio rural.. A distinção entre os diferentes tipos de empreitadas far-se-á pela natureza da prestação de trabalha Fundamental para caracterizar-se a empreitada é que o empreiteiro assuma o risco de realizar a obra contratada, por si ou seus prepostos, segundo as especificações estabelecidas de tempo e preço, O empreiteiro é responsável pela organização dos meios necessários e a gestão do próprio risco, além da obrigação de executar a obra ou o serviço para o qual .foi contratado. Como regra geral, todos os contratos de empreitada pressupõem a assunção, por parte do contratado, do ônus relativo à . fiscalização, orientação e planejamento do bem objeto da contrafação 2 M. Processo n° 354.39.000501/2004-62 S1-C4T1 Acórdão n ° 1401-0U49 Fl 2 Observe-se que os artigos citados se referem ao Código Civil de 1916 e da Parte Primeira do Código Comercial de 1850, revogados pela Lei n° 10406, de 10/01/2002, cujo conteúdo foi mantido com matizes em seus artigos 610 a 623, razão pela qual os fundamentos continuam aplicáveis ao caso em exame. A diferenciação básica existente entre a empreitada e a locação de mão-de-obra, portanto, é obtida pelo modo de encarar a obrigação de fazer. Se o que é ajustado limita-se ao fornecimento da mão-de-obra, sob controle e supervisão do locatário, temos a locação de mão-de-obra Se o que é ajustado restringe-se à apresentação de um resultado, defrontamos com a empreitada No caso da empreitada exclusivamente de mão-de- obra, o resultado é a própria execução do serviço, estabelecendo-se, assim, sua similitude com a locação de mão- de-obra Por conseguinte, dedicando-se a empresa à execução de empreitada exclusivamente de nzão-de-obra, não poderá optar pelo Simples A interessada foi cientificada desse Acórdão em 19/09/2007 (fls. 194), Irresignada, interpôs Recurso Voluntário em 18/10/2007 (fls. 195-205), argumentando basicamente que: a) a representação fiscal do INSS, que motivou a expedição do ADIE de exclusão do Simples, é contraditória em relação a urna Instrução Normativa emitida pelo próprio órgão (IN MPS/SRP n° 3/05), além de contrariar o Parecer COSIT rf 23/99; b) o ADE de exclusão do Simples foi emitido sem prévia manifestação da Recorrente, além do que não contém uma análise técnica dos fatos relatados pela autoridade do INSS; c) as decisões proferidas em face da "SRS" (pela DRF Franca) e em face da manifestação de inconformidade (pela DRJ Ribeirão Preto) não apreciaram as provas e argumentos apresentados, razão pela qual merecem ser anuladas; d) o contrato social da Recorrente dispõe que sua atividade é "carregamento de cana-de-açúcar e serviços rurais em geral". Nos contratos de prestação de serviços anexados ao SRL, consta que os serviços prestados pela Recorrente são "reboque de carretas containeres de cana-de-açúcar". Por sua vez, nas Notas Fiscais emitidas pela Recorrente, constam os seguintes serviços prestados: "reboque de conteineres", "preparo do solo" e "reboque de julietas — colheita de cana". Tais elementos de prova, em sua opinião, demonstram a ocorrência de prestação de serviços a título de empreitada, com fornecimento de máquinas. Afirma, textualmente, que "em nenhum momento ocorreu o fornecimento de mão-de-obra para a contratada", 4k. )1 :. 3 e) novamente fez referência a diversas decisões da Receita Federal e do Conselho de Contribuintes que, no seu entender, demonstrariam a possibilidade de a Recorrente optar pelo Simples (v. fis. 202-204); f) nestes termos, requereu: a) a declaração de nulidade do Acórdão recorrido, por não ter apreciado as razões constantes da impugnação; b) a realização de diligência, para confirmar que os serviços prestados não caracterizam cessão de mão-de-obra; c) que seja dado provimento ao presente recurso, declarando-se a nulidade do ADE de exclusão do Simples. É o sucinto relatório. Voto Conselheiro FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Relator Trata o presente processo de exclusão do Simples, em razão do exercício de atividade econômica vedada, caracterizada pela realização da atividade de locação de mão-obra (cessão de mão-de-obra e/ou empreitada exclusiva de mão de obra), PRELIMINARES Nulidade formal da representação fiscal do INSS e do Ato Declaratório Executivo de exclusão do Simples A Recorrente, em sua peça recursal, alegou que a representação fiscal do INSS, que originou a expedição do ADE de exclusão do Simples, é contraditória em relação a uma Instrução Normativa emitida pelo próprio órgão (IN MPS/SRP n" 3/05), além de contrariar o Parecer COSIT n° 23/99. Adicionalmente, a Recorrente afirmou que o ADE de exclusão do Simples foi emitido sem prévia manifestação da Recorrente, além do que não contém uma análise técnica dos fatos relatados pela autoridade do INSS. Não assiste razão à recorrente. A representação fiscal do INSS constitui um simples documento interno, cuja única finalidade foi de comunicar a autoridade competente sobre a necessidade de expedição de Ato Declaratório Executivo de exclusão da Recorrente do Simples. Tal comunicação foi motivada pelo fato de a referida pessoa jurídica supostamente desenvolver atividade vedada no âmbito do referido sistema. O referido ato administrativo compõe a fase inquisitiva do presente processo, na qual apenas se estava investigando a necessidade de expedição de ato administrativo de exclusão da Recorrente do Simples. Vale dizer que a expedição do ADE não requer a prévia oitiva da pessoa jurídica. Somente após a efetiva expedição do referido ato é que tem início a fase contraditória do processo admnistrativo, com a apresentação sucessiva de SRS, manifestação de inconformidade e demais meios de recurso postos à sua disposição AR 4 Processo n° 35439.000501/2004-62 S1-C4TI Acórdão n." 1401-00.249 Fl 3 No caso concreto, verifica-se que, sob o ponto de vista formal, foi inteiramente regular a expedição do competente Ato Declaratório Executivo de exclusão da Recorrente do Simples. Posteriormente, na análise de mérito, iremos analisar se o referido ADE também foi regular sob o ponto de vista material. Nulidade das decisões anteriores, que negaram o pedido formulado pela Recorrente Ainda em sede de preliminar, a Recorrente alegou que as decisões proferidas em face da "SRS" (pela DRF Franca) e em face da manifestação de inconformidade (pela DM Ribeirão Preto) não apreciaram todas as provas e argumentos apresentados, razão pela qual merecem ser anuladas. Novamente, não assiste razão à Recorrente. Sobre a "SRS", vale dizer que se trata de simples instrumento de análise sumária, visando a correção de possíveis erros de fato ou de situações que não demandem apreciação pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento-DM, não se constituído esta análise uma primeira instância de julgamento. Na apreciação da referida SRS, procurou-se tão somente verificar a eventual ocorrência de erros flagrantes, tais como: a) erro na identificação do sujeito passivo; b) erro na identificação da atividade desenvolvida pelo sujeito passivo; c) verificação se a atividade identificada pelo Fisco efetivamente se enquadrava no rol de atividades vedadas à opção pelo Simples etc.. Sobre o terna, assim se manifestou a autoridade responsável pela apreciação da SRS (grifado): - trata-se de processo originado por Representação Fiscal da Auditoria Fiscal do Ministério da Previdência Social não se constatando, em análise, evidências que permitam?? comprovadamente reconhecer alguma inconsistência do Ato Declara/ária Executivo n" 18, de 08/09/2005, não sendo de competência desta unidade da Secretaria da Receita Federal análise de matéria de direito; e - cabe salientar que, a Previdência Social dispõe entre outras bases legais, o art 31,"caput" e áç 3" da Lei n° 8.212/1991 e o art. 219, "caput" e §2" do Decreto n" 3.048/1999, Desta forma, não foi evidenciado qualquer inconsistência cio ADE A atividade econômica vedada ora [analisada] ainda constitui fator impeditivo para adesão pelo sistema Simples, conforme discrimina o ADE, com base na redação vigente da Lei n°9.317, de 05/12/1996, No que tange ao Acórdão recorrido, verifica-se que a referida decisão considerou, sim, todos os argumentos e elementos de prova colacionados aos autos, à luz da profunda e extensa análise de cunho doutrinário e jurisprudenciaL Para bem demosntrar este fato, transcrevo um pequeno excerto do Acórdão recorrido: 45 Verificada claramente nestes autos a situação de fato descrita na lei, sem que a interessada lograsse infirmar sua inocorrência, impõe-se a confirmação da exclusão da en2presa do sistema e corrobora-se a validade do ato administrativo de exchusão. Diante do exposto, não vislumbro qualquer motivo para decretar a nulidade das decisões anteriores, seja aquela que analisou a SRS, seja aquela que apreciou a manifestação de inconformidade. Realização de diligência Por fim, a Recorrente requereu a realização de diligência, visando confirmar que os serviços por ela prestados não caracterizam cessão de mão-de-obra. Tal pedido merece ser indeferido, por se revelar totalmente desnecessário para formação de convicção sobre os fatos de que trata o presente processo. Os elementos constantes dos autos (contrato social da Recorrente, notas fiscais, contratos de prestação de serviços etc,) são suficientes para se conhecer a natureza das atividades efetivamente desenvolvidas pela Recorrente. No presente processo, o litígio restringe-se a uma questão de direito, ou seja, a lide se resume a verificar se as atividades desenvolvidas pela Recorrente (matéria incontroversa) se enquadram ou não no rol de atividades vedadas para opção pelo Simples. De uma maneira mais especifica, a lide se resume a analisar se a atividade ralizada pela Recorrente, nos termos dos diversos contratos juntados aos autos, pode ou não ser enquadrada em alguma das seguintes modalidades: locação de mão de obra propriamente dita; de cessão de mão-de-obra ou de empreitada exclusivamente de mão de obra. Para tanto, passo à análise do mérito. MÉRITO Delimitação da lide Para maior clareza, transcrevo o inteiro teor do inciso XII, "f" do artigo 9" da Lei n° 9317/96, devidamente grifado: Art 92 Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: XII - que realize operações relativas a: .1) prestação de serviço de vigilância, limpeza, conservação e locação de mão-de-obra; Para fins tributários, já se encontra pacificado o entendimento de que a expressão genérica "locação de mão-de-obra" abrange três espécies distintas de prestação de serviços: locação de mão-de-obra propriamente dita, cessão de mão de obra e empreitada exclusivamente de mão-de-obra, Sobre o tema, encontramos dezenas de julgados unânimes deste Conselho, dentre os quais destacamos (e grifamos) os seguintes: .6 Processo tr" 35439M00501/2004-62 S1-C4T1 Acórdão o.* 1401-00,249 Ft. 4 Acórdãos versando sobre as três modalidade de prestação de serviços vedadas para o Simples.' Processo n° 10650.000829/00-76 Acórdão n° : 303-30.8.59 SIMPLES. EXCLUSÃO. Empresa dedicada à locação de mão-de-obra, empreitada de mão de-obra ou cessão de mão de obra. Pessoa jurídica que presta serviços de montagem e manutenção de equipamentos industriais — caracterizada a prestação de serviço profissional de engenharia. Processo n." 13558,000778/2004-04 Acórdão n.." 302-38. 699CO3/CO2 Assunto Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ementa: INEXISTÊNCIA DE LOCAÇÃO DE MÃO DE OBRA, EXCLUSÃO INDEVIDA. Analisando o objeto social, as notas . fiscais de prestação de serviços e os contratos celebrados pela empresa, nota-se que não há como caracterizar as atividades da empresa como sendo locação ou cessão ou empreitada de mão-de-obra simplesmente, dessarte, nenhum impedimento à opção pelo SIMPLES Acórdão versando sobre as modalidades "locação de mão-de- obra" e "cessão de mão-de-obra": Processo n." 10980.001096/2004-22 Acórdão n." 302-39830 Assunto; Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples ANO-CALENDÁRIO: 2002 SIMPLES LOCAÇÃO E/OU CESSÃO DE MÃO-DE- OBRA .VEDAÇÃO. A pessoa jurídica que exerce atividades que envolvem locação de mão-de-obra ou cessão de mão-de-obra não pode optar pelo Simples. Acórdão versando sobre a modalidade "empreitada exclusivamente de mão-de-obra": PROCESSO N; 10665.000110/2001-09 7 ACÓRDÃO N° : 303-31.083 SIMPLES EXCLUSÃO, Em caso de empreitada exclusivamente de meio-de-obra fica caracterizada situação excludente a que se refere o artigo 9", inciso XII, alínea da Lei n° 9.317/96 Acórdão versando sobre a modalidade "cessão ele mão-de- obra": Processo n.° 10920000848200108 Acórdão o," 302-35994 CESSÃO DE MÃO-DE-OBRA. IMPEDIMENTO À OPÇÃO. Está legalmente impedida de optar pelo Simples a pessoa jurídica dedicada à cessão de mão-de-obra para trabalhar em estabelecimento de terceiro. Esta atividade não se confunde com industrialização por encomenda, realizada no estabelecimento da contratada, que é permitida o ingresso e permanência no Simpes. Consequentemente, o julgamento do presente recurso consiste apenas em se decidir se as atividades desenvolvidas pela Recorrente efetivamente se enquadram nos conceitos de locação de mão-de-obra e/ou de cessão de mão-de-obra e/ou de empreitada exclusivamente de mão de obra. Em caso afirmativo, deve-se negar provimento ao presente recurso. Em caso negativo, o presente recurso deve ser provido, com a declaração de nulidade do ADE que excluiu a Recorrente do Simples. Conceitos legais e doutrinários de "locação de mão-de-obra", "cessão de mão-de-obra" e "empreitada exclusivamente de mão-de-obra" Antes, ainda, de se apreciar o mérito do presente recurso, torna-se necessário identificar claramente os conceitos legais e/ou doutrinários de "locação de mão-de-obra", "cessão de mão-de-obra" e "empreitada exclusivamente de mão-de-obra", que serão adotados para fins de enquadramento ou não das atividades efetivamente desempenhadas pela Recorrente. Nesse sentido, locação de mão-de-obra doutrinariamente costuma ser definida corno o contrato pelo qual o locador se obriga a fazer alguma coisa para uso ou proveito do locatário, não importando a natureza do trabalho ou do serviço. Os trabalhos são realizados sem a obrigação de executar a obra completa, ou seja, sem a produção de um resultado determinado. Na locação de mão-de-obra, a locadora assume a obrigação de contratar empregados, trabalhadores avulsos ou autônomos sob sua exclusiva responsabilidade do ponto de vista jurídico. A locadora é responsável pelo vínculo empregatício e pela prestação de serviços, sendo que os empregados ou contratados ficam à disposição da tornadora dos serviços (locatária), que detém o comando das tarefas, fiscalizando a execução e o andamento dos serviços. Já a definição legal de cessão de mão-de-obra encontra-se no art. 31 da Lei if 8.212, de 24 de julho de 1991, regulamentado pelo art. 219 do Regulamento da Previdência B Processo e 35439000501/2004-62 S1-C41-1 Acórdão n.° 1401-00.249 F1 5 Social (Decreto n° 3.048, de 6 de maio de 1999) e pelo art. 143 da IN SRP n' 3, de 14 de julho de 2005, que assim dispõe: Art. 143. Cessão de mão-de-obra é a colocação à disposição da empresa contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de trabalhadores que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com sua atividade fim, quaisquer que sejam a natureza e a .forma de contratação, inclusive por meio de trabalho temporário na forma da Lei n" 6.01 9, de 1974. §1" Dependências de terceiros são aquelas indicadas pela empresa contratante, que não sejam as suas próprias e que não pertençam à empresa prestadora dos serviços. §2" Serviços contínuos são aqueles que constituem necessidade permanente da contratante, que se repetem periódica ou sistematicamente, ligados ou não a sua atividade fim, ainda que sua execução seja realizada de forma intermitente ou por diferentes trabalhadores. §3" Por colocação à disposição da empresa contratante entende- se a cessão do trabalhador, em caráter não eventual, respeitados os limites do contrato Quanto à empreitada, trata-se de instituto regulado pelos arts, 610 e seguintes do Código Civil (Lei n° 10,406, de 10 de janeiro de 2002), e pelo art, 144 da IN SRP n° 3, de 2005, que assim dispõe: Ar!, 144. Empreitada é a execução, contratualmente estabelecida, de tarefa, de obra ou de serviço, por preço ajustado, com ou sem fornecimento de material ou uso de equipamentos, que podem ou não ser utilizados, realizada nas dependências da empresa contratante, nas de terceiros ou nas da empresa contratada, tendo como objeto um resultado pretendido. Registre-se que é admissivel a existência das seguintes espécies de empreitada: de materiais e mão-de-obra; exclusivamente de mão-de-obra (lavor) e por administração. Sua principal característica é o trabalho autônomo, possuindo utilização corrente na construção civil e no meio rural. A distinção entre os diferentes tipos de empreitadas far-se-á pela natureza da prestação de trabalho. Fundamental para caracterizar-se a empreitada é que o empreiteiro assuma o risco de realizar a obra contratada, por si ou seus prepostos, segundo as especificações estabelecidas de tempo e preço. O empreiteiro é responsável pela organização dos meios necessários e a gestão do próprio risco, além da obrigação de executar a obra ou o serviço para o qual foi contratado, Como regra geral, todos os contratos de empreitada pressupõem a assunção, por parte do contratado, do ônus relativo à fiscalização, orientação e planejamento do bem objeto da contratação. A diferenciação básica existente entre a empreitada e a locação de mão-de- obra, portanto, é obtida pelo modo de encarar a obrigação de fazer. Se o que é ajustado limita- se ao fornecimento da mão-de-obra, sob controle e supervisão do locatário, temos a locação de mão-de-obra. Se o que é ajustado restringe-se à apresentação de um resultado, defrontamos com a empreitada. 10— No caso da empreitada exclusivamente de mão-de-obra, o resultado é a própria execução do serviço, estabelecendo-se, assim, sua similitude com a locação de mão-de- obra. Análise do caso concreto O contrato social da Recorrente dispõe que sua atividade é "carregamento de cana-de-açúcar e serviços rurais em geral". Nos contratos de prestação de serviços anexados ao autos, consta que os serviços prestados pela Recorrente são "reboque de carretas containeres de cana-de-açúcar". Por sua vez, nas Notas Fiscais emitidas pela Recorrente, constam os seguintes serviços prestados: "reboque de conteineres", "preparo do solo" e "reboque de julietas — colheita de cana". Tais elementos de prova, na opinião da Recorrente, demonstram a ocorrência de prestação de serviços a titulo de empreitada, com fornecimento de máquinas. Afirma, textualmente, que "em nenhum momento ocorreu o fornecimento de mão-de-obra para a contratada". As atividades de "preparo de solo" e "reboque de julietas" constam apenas de algumas Notas Fiscais emitidas pela Recorrente e anexadas ao processo, por ocasião da apresentação da "SRS". Os autos não fárnecem maiores informações sobre a natureza destas atividades, as quais não foram citadas nos diversos contratos de prestação de serviços anexados aos autos. Por esta razão, estas duas atividades ("preparo de solo" e "reboque de julietas") serão desconsideradas na presente análise, tendo em vista a inexistência de elementos suficientes para caracterizá-las como atividades impeditivas à opção pelo Simples. A desconsideração destas atividades em nada prejudica a Recorrente, posto que, na prática, tal providência equivale a considerar que tais atividades não a impedem de optar pelo Simples. Nossa análise irá se deter apenas na atividade principal da Recorrente, descrita corno "serviço de reboque de carretas containeres de cana-de-açúcar". Esta parece ser a atividade básica ou principal da Recorrente, conforme consta do seu contrato social original, cuja cláusula segunda dispunha (v. fis, 05): SEGUNDA — ATIVIDADES A sociedade ora constituída tem por objetivo operacional de (sic) CARREGAMENTO DE CANA-DE-AÇÚCAR E SERVIÇOS RURAIS EM GERAL", A primeira Alteração Contratual da sociedade, ocorrida em 15/12/2003, modificou o objeto social da pessoa jurídica, que passou a ser a seguinte (v. fls. 89): CLÁUSULA 3"- OBJETO SOCIAL Processo n 35439 000501/2004-62 SI-C4T1 Acórdão n.° 1401-00.249 Fl 6 O objetivo da sociedade será a exploração do ramo de: Carregamento de Cana-de-Açúcar e Serviços Rurais de produção de colheita (CNAE 7499.3/99). As Notas Fiscais emitidas pela Recorrente (v, fls. 09-39) trazem a seguinte inscrição, logo abaixo da sua razão social: "Carregamento de Cana-de-Açúcar e Serviços Rurais em Geral", A Folha de Pagamentos da Recorrente, referente ao mês de setembro de 2003, indica 19 funcionários registrados. Destes, 16 exercem a função de "tratorista" e estão lotados no Departamento de "Transporte de Cana". Além desses, existe 1 funcionário que exerce a função de "escriturário" junto ao Departamento Contábil e 2 funcionários que exercem a função de "motorista carreteiro", lotados no Departamento de Transporte de Vinhaça. A forma de execução dos serviços de transporte de cana encontra-se detalhadamente descrita nos diversos contratos constantes dos autos, fis, 94-158, A Recorrente, em sua peça recursal, sustentou que os elementos constantes dos autos, na sua opinião, demonstram a ocorrência de "prestação de serviços a título de empreitada, com fornecimento de máquinas", Afirmou, textualmente, que "em nenhum momento ocorreu o fornecimento de mão-de-obra para a contratada". Não assiste razão à Recorrente„ Analisando-se os referidos contratos, verifica-se que por meios deles a Contratada (Recorrente) se compromete a prestar à Contratante "serviços de transporte de vinhaça" ou então "serviços de reboque de carretas containers de cana-de-açúcar picada". Estas duas espécies de serviços são prestados em "diversas propriedades agrícolas e/ou áreas indicadas pela Contratante"„ No capítulo relativo à "obrigações da contratada", nos diversos contratos, consta que "os serviços objeto deste contrato serão executados exclusivamente por empregados da Contratada", "sob 'fiscalização de prepostos desta última", que se obrigava a mantê-los em número suficiente ao completo desempenho das atividades, supostamente "sem a necessidade de avaliação ou solicitação da Contratante". No entanto, convém destacar o fato de que a Folha de Pagamentos da Recorrente, anexada aos autos, não indicava a existência de nenhum funcionário contratado para exercer a função de preposto junto à Contratada, fiscalizando a adequada prestação dos serviços contratados. Tal fato faz presumir que a Contrantante (Irmãos Biaggi S/A — Açúcar e Álcool) na prática exercia pleno poder de fiscalização e de controle sobre os serviços prestados pelos funcionários da Recorrente, colocados à sua disposição„ Reforçando esta presunção, cumpre transcrever a seguinte cláusula padrão, incluída em todos os contratos de prestação de serviços firmados entre a Recorrente e a pessoa jurídica Irmãos Biaggi S/A — Açúcar e Álcool (grifado): 4+11 A Contratada, ou seu preposto, deverá instruir seus empregados no sentido de cumprir e fazer cumprir, fielmente, as normas internas e instruções da Contratante. Por meio desta cláusula, constata-se que a Contratante efetivamente repassava instruções diretamente aos empregados da Contratada, instruções essas que deveriam ser "fielmente cumpridas", sob pena de multa por inadimplemento contratual. Merece destaque, também, o fato de que a pessoa jurídica Irmãos Biaggi S/A — Açúcar e Álcool figura como única contratante dos serviços prestados pela Recorrente. Em outras palavras, tudo indica que a pessoa jurídica da Recorrente foi criada com a única finalidade de terceirizar o serviço de transporte de cana-de-açúcar e vinhaça, que são essenciais e inerentes às atividades de uma usina de açúcar e álcool, tal como a Irmãos Biaggi S/A. Esse detalhe reforça, ainda mais, a conclusão de que os funcionários da Recorrente exerciam suas tarefas sob plena e irrestrita dependência, orientação e fiscalização da pessoa jurídica Contratante dos seus serviços (Irmãos Biaggi S/A — Açúcar e Álcool). Vale dizer que essa relação de absoluta dependência também se verifica na relação entre as duas pessoas jurídicas envolvidas nesse contrato (a Recorrente e a pessoa jurídica Irmãos Biaggi S/A — Açúcar e Álcool, única contratante dos seus serviços). Para ilustrar esse fato, convém transcrever mais algumas cláusulas padrão desses contratos, que demonstram o enorme poder de mando e fiscalização exercido pela Contratada sobre a ora Recorrente: - A Contratada elaborará e entregará .folha de pagamento mensal, devidamente assinada, que conterá exclusivamente os empregados que contratou para a execução dos serviços objeto deste contrato, .fornecendo à Contratante, até o dia 15 (quinze) do mês subsequente ao de referência, cópia autenticada da referida folha, nas quais deverão constar discriminadas todas as verbas e títulos trabalhistas pagos aos mesmos. - Os recolhimentos dos encargos sociais, tais como, guias do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, contribuição revidenciária, contribuição sindical, etc.. serão efetuadas pela Contratada, com base nas . folhas de pagamentos de que trata a Cláusula anterior, - Juntamente com a cópia autenticada da folha de pagamento, a Contratada entregará à Contratante cópias autenticadas das guias de recolhimento, mencionadas na Cláusula anterior., devidamente quitadas, assim como da Relação de Empregados do FGTS, até o dia 15 (quinze) do mês subsequente. De todo o exposto, conclui-se que os serviços prestados pela Recorrente se subsumem, perfeitamente, ao conceito de cessão de mão de obra, uma vez que a Recorrente, cumulativamente "coloca à disposição da empresa contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, trabalhadores (motoristas) que realizam serviços contínuos (transporte de cana-de- açúcar e vinhaça), relacionados com sua atividade fim (usina de açúcar e álcool)". É este, precisamente, o conceito de "cessão de mão-de-obra", constante do art. 143 da IN SRP n° 3, de 14 de julho de 2005, que regulamenta o disposto no no art. 31 da Lei n° 8.212, de 24 de julho de 1991, anteriormente transcrito no corpo do presente voto. Processo n' 35439 000501/2004-62 S1-C4T1 Acórdão n,' 1401-01L249 Fl. 7 Vale dizer que o conceito legal de cessão de mão de obra abrange até mesmo serviços não relacionados com a atividade fim da empresa contratante e independe da natureza e forma de contratação dos empregados, conforme consta expressamente do caput do retrocitado art. 14.3 da IN SRP n° 3/2005. Por fim, cumpre ressaltar que, mesmo se os serviços prestados pela Recorrente efetivamente se caracterizassem como empreitada, ainda sim a Recorrente continuaria impedida de optar pelo Simples. Isso ocorreria porque a modalidade de empreitada assumida pela Recorrente seria a modalidade de "empreitada exclusivamente de mão-de-obra", a qual recebe o mesmo tratamento da "locação de mão-de-obra" e da "cessão de mão-de-obra" em relação à vedação para o Simples, conforme pacifica e remansosa jurisprudência desta Corte. Vale dizer que o simples fato de a Recorrente utilizar um caminhão de sua prorpiedade na prestação dos serviços não teria o condão de tranformar a "empreitada exclusiva de mão-de-obra" em "empreitada mista". A "empreitada exclusivamente de mão-de-obra" caracteriza-se por envolver apenas uma obrigação de fazer (prestação de serviços, com ou sem a utilização de equipamentos de propriedade da prestadora do serviço). Por outro lado, a "empreitada mista" caracteriza-se por envolver uma obrigação de fazer (prestação de serviços, com ou sem a utilização de equipamentos de propriedade da prestadora do serviço) aliada a uma obrigação de dar (fornecimento de materiais que serão definivarnente agregados à obra contratada ou que serão consumidos durante o processo de prestação de serviços). Em suma: a "empreitada mista" é aquela em que a prestadora de serviços, além de fornecer a mão-de-obra, também fornece materiais que serão definitivamente incorporados à obra contratada ou então que serão consumidos durante a fase de prestação de serviços. Esta espécie de empreitada (mista) é muito comum no ramo da construção civil, onde a empresa pode ser contratada para fornecer apenas a mão-de-obra (empreitada exclusivamente de mão-de-obra) ou então para fornecer a mão-de-obra bem como os materiais de construção utilizados naquela obra (tijolos, ferro, cimento, areia, revestimentos cerâmicos etc.). O simples emprego de equipamentos convencionais de trabalho (tais como caminhões, betoneiras, tratores, pás, enxadas, peneiras etc.) não têm o condão de, por si só, transformar uma "empreitada exclusivamente de mão-de-obra" em uma "empreitada mista", Isto ocorre porque tais equipamentos continuam sendo de propriedade da empresa prestadora de serviços, que apenas os utiliza durante a prestação de serviços, sem transferir sua propriedade à empresa contratante. Assim, no caso presente, ainda que as atividades desenvolvidas pela Recorrente pudessem ser caracterizadas como "empreitada", ainda assim estaríamos diante de uma "empreitada exclusivamente de mão-de-obra", razão pela qual a Recorrente continuaria impedida de optar pelo Simples, pelas razões exaustivamente expostas no corpo deste voto, jk,k 13 Finalmente, cumpre analisar as diversas decisões da Receita Federal e do Conselho de Contribuintes, colacionada pela Recorrente e que, no seu entender, demonstrariam a possibilidade de a Recorrente optar pelo Simples (v. fls. 202-204). Ora, nenhum das decisões transcritas é útil para a Recorrente, na medida em que nenhuma delas trata de situação similar à dos presente autos. No caso em análise, resultou fartamente comprovado que a Recorrente se dedica à "cessão de mão-de-obra", atividade claramente impeditiva à opção pelo Simples. Mesmo que a atividade desempenhada fosse de empreitada, estaríamos diante de uma "empreitada exclusivamente de mão-de-obra", que igualmente se inclui entre as atividades vedadas para as empresas optantes pelo Simples. Por outro lado, os diversos precedentes transcritos no corpo deste voto, todos eles unânimes, demonstram, à exaustão, o posicionamento claro e pacífico deste Egrégio Conselho em relação à presente matéria, no sentido de que "não podem optar pelo Simples as pessoas jurídicas que exercem atividades de locação de mão de obra, de cessão de mão-de-obra ou de empreitada exclusivamente de mão de obra". Conclusão Por todos o exposto, voto por negar o pedido de diligência, rejeitar as preliminares de nulidade e, no mérito, NEGAR PROVIMENTO ao presente recurso. FERNANDO L IZOMES DE MATTOS 14 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CARF l a SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 35439.00050112004-62 Interessado(a) : RIO PARDO SERVIÇO RURAIS SC LTDA. TERMO DE JUNTADA a Seção Declaro que juntei aos autos o Acórdão n° 1401-00,249, (fls. ), e certifico que a cópia arquivada neste Conselho confere com o mesmo. Encaminhem-se os presentes autos à Delegacia da Receita Federal do Brasil Em / / ASSINATURA
score : 1.0
Numero do processo: 10783.921127/2009-02
Data da sessão: Fri Mar 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 2009 MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. CABIMENTO DE DISCUSSÃO SOBRE MATÉRIA FORMAL E MATERIAL. ADEQUAÇÃO. A manifestação de inconformidade é o instrumento adequado para defesa do contribuinte contra aspectos formais e materiais do despacho decisório exarado pela autoridade competente. Não é cabível o afastamento dos argumentos levantados na manifestação de inconformidade sob a justificativa de que o contribuinte está trazendo fatos novos ao processo, pois tal ato configuraria cerceamento de defesa. Antes do despacho decisório não há processo, mas sim procedimento fiscalizatório, no qual não há ampla defesa e nem contraditório. A manifestação de inconformidade é a primeira oportunidade que o contribuinte possui de se defender no processo. DIREITO CREDITÓRIO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DO PAGAMENTO MAIOR OU INDEVIDO. AFASTABILIDADE. Afasta-se o reconhecimento do direito creditório postulado pelo contribuinte, se não há nos autos a demonstração do pagamento a maior ou indevido
Numero da decisão: 1802-001.165
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: Marco Antonio Nunes Castilho
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 2009 MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. CABIMENTO DE DISCUSSÃO SOBRE MATÉRIA FORMAL E MATERIAL. ADEQUAÇÃO. A manifestação de inconformidade é o instrumento adequado para defesa do contribuinte contra aspectos formais e materiais do despacho decisório exarado pela autoridade competente. Não é cabível o afastamento dos argumentos levantados na manifestação de inconformidade sob a justificativa de que o contribuinte está trazendo fatos novos ao processo, pois tal ato configuraria cerceamento de defesa. Antes do despacho decisório não há processo, mas sim procedimento fiscalizatório, no qual não há ampla defesa e nem contraditório. A manifestação de inconformidade é a primeira oportunidade que o contribuinte possui de se defender no processo. DIREITO CREDITÓRIO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DO PAGAMENTO MAIOR OU INDEVIDO. AFASTABILIDADE. Afasta-se o reconhecimento do direito creditório postulado pelo contribuinte, se não há nos autos a demonstração do pagamento a maior ou indevido
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CABIMENTO DE DISCUSSÃO SOBRE MATÉRIA FORMAL E MATERIAL. ADEQUAÇÃO. A manifestação de inconformidade é o instrumento adequado para defesa do contribuinte contra aspectos formais e materiais do despacho decisório exarado pela autoridade competente. Não é cabível o afastamento dos argumentos levantados na manifestação de inconformidade sob a justificativa de que o contribuinte está trazendo fatos novos ao processo, pois tal ato configuraria cerceamento de defesa. Antes do despacho decisório não há processo, mas sim procedimento fiscalizatório, no qual não há ampla defesa e nem contraditório. A manifestação de inconformidade é a primeira oportunidade que o contribuinte possui de se defender no processo. DIREITO CREDITÓRIO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DO PAGAMENTO MAIOR OU INDEVIDO. AFASTABILIDADE. Afastase o reconhecimento do direito creditório postulado pelo contribuinte, se não há nos autos a demonstração do pagamento a maior ou indevido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Fl. 49DF CARF MF Impresso em 15/05/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 14 /05/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10783.921127/200902 Acórdão n.º 180201.165 S1TE02 Fl. 50 2 (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (assinado digitalmente) Marco Antonio Nunes Castilho Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, (Presidente), Marco Antonio Nunes Castilho, Marciel Eder Costa, Jose de Oliveira Ferraz Correa, Nelso Kichel e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Fl. 50DF CARF MF Impresso em 15/05/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 14 /05/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10783.921127/200902 Acórdão n.º 180201.165 S1TE02 Fl. 51 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro – RJ I (“DRJRJI”), que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada pela Recorrente. Para descrever os fatos, e também por economia processual, transcrevo o relatório constante do acórdão recorrido, verbis: “Em 31.07.2009, a Nexa Teconologia & Outsourcing Ltda. formalizou o Per/Dcomp (PEDIDO DE RESTITUIÇÃO E DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO) Nº 22326.41605.310709.1.3.044506 (fls. 20/24), com o objetivo de ver reconhecido o direito creditório de R$ 43.031,16, parte do pagamento feito a maior em 30.04.2009, de R$ 52.000,00, relativo a estimativa de IRPJ (código 5993) do mês de março de 2009, e compensar com débito de estimativa de IRPJ do mês de junho de 2009. Em 20.11.2009, por meio de análise eletrônica, foi emitido o Despacho Decisório de fls. 03/04, pela DRF Vitória – ES, que não reconheceu o direito creditório porque o pagamento apontado no pedido, apesar de ter sido localizado, foi integralmente utilizado para quitar o débito de R$ 52.000,00, relativo ao código de receita 5993 (estimativa de IRPJ) de março de 2009. Cientificado do Despacho Decisório em 01.12.2009 (fl. 25), o interessado apresentou, em 21.12.2009, a manifestação de inconformidade de fls. 01/02, na qual alegou, em síntese, que retificou sua DCTF do 1º semestre de 2009 em 16.12.2009, uma vez que os valores constantes estavam equivocados, conforme documentos anexos. É o relatório. Em sua decisão, a DRJRJI houve por bem manter o entendimento do Despacho Decisório da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Vitória – ES por meio do Acórdão n° 1235.773, conforme ementa transcrita abaixo: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA – IRPJ. Anocalendário: 2009 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO. Fl. 51DF CARF MF Impresso em 15/05/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 14 /05/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10783.921127/200902 Acórdão n.º 180201.165 S1TE02 Fl. 52 4 O direito creditório deve ser apurado e demonstrado antes da apreciação do pedido pela autoridade administrativa. Não cabe à Delegacia de Julgamento examinar o direito creditório não analisado pela DRF. Manifestação de Inconformidade Improcedente.” Direito Creditório não reconhecido Inconformada com a decisão, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário no sentido de que seja reconhecido seu Direito Creditório pleiteado. É o relatório, passo a decidir. Fl. 52DF CARF MF Impresso em 15/05/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 14 /05/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10783.921127/200902 Acórdão n.º 180201.165 S1TE02 Fl. 53 5 Voto Conselheiro Marco Antonio Nunes Castilho, Relator. O recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para a sua admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. Um dos argumentos utilizados para negar provimento à manifestação de inconformidade se refere a questões de competência. Assim, cumpre esclarecer quais matérias podem ser alegadas e qual objetivo empregado a este recurso administrativo. Nos termos do art. 74, § 9º, da Lei n. 9.430/96, da decisão que não homologar um pedido de compensação, cabe manifestação de inconformidade. Embora o dispositivo não trate explicitamente, é evidente que esta espécie recursal se presta à discussão tanto de questões procedimentais quanto de matéria de mérito, pois, se assim não fosse, haveria flagrante cerceamento de defesa. Isto porque, nos termos do art. 5º, inciso LV, da Constituição Federal, aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, são assegurados o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes. Ou seja, os contribuintes têm direito de se insurgir contra qualquer decisão que lhe seja desfavorável, podendo, para tanto, fazer uso de todos os instrumentos processuais que a legislação administrativa lhes confere. Contudo, há que se observar que a ampla defesa não possui caráter meramente formal. Além da garantia a todos os meios de defesa, ao contribuinte também deve ser garantida a possibilidade de discutir qualquer aspecto dos atos que lhe prejudiquem, sejam eles formais ou materiais. Logo, em sede de manifestação de inconformidade, pode o contribuinte alegar tanto vícios formais, tais como irregularidades procedimentais, quanto vícios materiais concernentes à legalidade da decisão em si. Já ao julgador, dependendo do argumento apresentado, compete declarar a nulidade da decisão anterior ou reformar seu posicionamento. No caso em tela, notase que a autoridade julgadora, além da questão de competência acima analisada e já afastada, rejeitou os argumentos e provas trazidas pela ora Recorrente sob o fundamento de que, não foi afastado o fundamento utilizado no despacho decisório, qual seja, as informações constantes na DCTF do contribuinte não demonstram que houve pagamento a maior no mês de março de 2009 (IRPJ no valor de R$ 52.000,00), de modo a justificar a compensação realizada com o débito do mês de junho de 2009 (IRPJ no valor de R$ 43.031,16). Ocorre que, da análise dos documentos juntados pela Recorrente aos autos (Razão Analítico de fls. 05/08 e trecho da DCTF, indicando apenas o débito de IRPJ de junho de 2009 no valor de R$ 8.695,89, que não confere com o que o montante do mesmo débito apontado da PER/DCOMP de fls. 20/24, qual seja, R$ 21.583,49 de valor principal), não é possível concluir se houve pagamento a maior de IRPJ no mês de março de 2009, a fim de Fl. 53DF CARF MF Impresso em 15/05/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 14 /05/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10783.921127/200902 Acórdão n.º 180201.165 S1TE02 Fl. 54 6 justificar o crédito utilizado para compensar o débito de IRPJ de junho de 2009 no valor total de R$ 43.031,16 (valor principal de R$ 21.583,49). Isso porque não há nos autos documentos demonstrativos dos pagamentos realizados e dos débitos declarados das estimativas mensais de IRPJ do anocalendário de 2009. Sem sombra de dúvidas, seria necessária a apresentação pelo contribuinte de documentos que comprovem a existência do crédito objeto de discussão, tais como, DCTFs completas, DIPJ e respectivos DARFs de pagamentos, de todo anocalendário de 2009. Assim, diante da ausência de elementos probatórios, não é possível reconhecer o direito creditório da Recorrente. Nesse sentido: “IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTEIRRF (...) PEDIDO DE RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÕES CORRESPONDENTES. O pedido de restituição não realizado de acordo com as exigências legais não deve ser acatado pela autoridade administrativa, mormente quando o contribuinte não anexa ao pedido, dentre outros documentos e/ou informações, planilha demonstrativa do valor reclamado a título de crédito. O ônus de provar a liquidez e certeza do direito creditório pugnado cabe ao contribuinte. Recurso negado.” (1º Conselho de Contribuintes, 2ª Câmara, Acórdão n° 10249.447, Sessão de 17 de dezembro de 2008) (grifouse). Desse modo, fica claro que o direito creditório somente pode ser deferido se provado mediante a juntada de documentos fiscais e contábeis hábeis à demonstração do pagamento maior ou indevido. Diante de todo o exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário, tendo em vista a falta de documentos materiais probatórios. (assinado digitalmente) Marco Antonio Nunes Castilho Fl. 54DF CARF MF Impresso em 15/05/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 14 /05/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10783.921127/200902 Acórdão n.º 180201.165 S1TE02 Fl. 55 7 Fl. 55DF CARF MF Impresso em 15/05/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 14 /05/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO
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Numero do processo: 10830.720420/2007-71
Data da sessão: Tue Dec 04 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
Exercício: 2000
SALDO NEGATIVO IRPJ - COMPENSAÇÃO -A existência do crédito é o primeiro pressuposto do instituto da compensação, nos termos do artigo 74 da Lei 9430/1996.
PAF - PREJUDICIALIDADE - PROCESSOS CONEXOS - Provado, em sede de diligência, que o crédito pretendido tem origem em processos, julgados e negados, já conclusos no âmbito administrativo, este seguirá a sorte daqueles.
PAF -LIMITES DO LITÍGIO - Nos termos do artigo 471 do CPC não se decidirá novamente SOBRE “ as questões já decididas, relativas à mesma lide”.
PAF - CONCOMITÂNCIA ENTRE PROCESSOS - MESMA CAUSA DE PEDIR - a discussão judicial do crédito tributário, sob qualquer modalidade de ação, antes ou posteriormente à autuação, importa na renúncia às instâncias administrativas, ou desistência de eventual recurso interposto.
PAF - INCONSTITUCIONALIDADE DAS LEIS -.SÚMULA CARF Nº 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Súmula CARF No- 4 A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais.
COMPENSAÇÃO NÃO-HOMOLOGADA. INCIDÊNCIA DE ACRÉSCIMOS MORATÓRIOS.- Legítima a incidência de acréscimos moratórios sobre débitos indevidamente compensados com direito creditório, cuja certeza e liquidez teria ficado comprometida após lançamento de ofício, julgado procedente em decisão definitiva na esfera administrativa, e validado por sentença denegatória em mandado de segurança.
Numero da decisão: 1103-000.791
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, negar provimento por unanimidade. O Conselheiro Marcos Shigueo Takata acompanhou o relator pelas conclusões.
Nome do relator: Mário Sérgio Fernandes Barroso
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PAF PREJUDICIALIDADE PROCESSOS CONEXOS Provado, em sede de diligência, que o crédito pretendido tem origem em processos, julgados e negados, já conclusos no âmbito administrativo, este seguirá a sorte daqueles. PAF LIMITES DO LITÍGIO Nos termos do artigo 471 do CPC não se decidirá novamente SOBRE “ as questões já decididas, relativas à mesma lide”. PAF CONCOMITÂNCIA ENTRE PROCESSOS MESMA CAUSA DE PEDIR a discussão judicial do crédito tributário, sob qualquer modalidade de ação, antes ou posteriormente à autuação, importa na renúncia às instâncias administrativas, ou desistência de eventual recurso interposto. PAF INCONSTITUCIONALIDADE DAS LEIS .SÚMULA CARF Nº 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Súmula CARF No 4 A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. COMPENSAÇÃO NÃOHOMOLOGADA. INCIDÊNCIA DE ACRÉSCIMOS MORATÓRIOS. Legítima a incidência de acréscimos moratórios sobre débitos indevidamente compensados com direito creditório, cuja certeza e liquidez teria ficado comprometida após lançamento de ofício, julgado procedente em decisão definitiva na esfera administrativa, e validado por sentença denegatória em mandado de segurança. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 72 04 20 /2 00 7- 71 Fl. 599DF CARF MF Documento de 15 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0719.09249.6TX1. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10830.720420/200771 Acórdão n.º 1103000.791 S1C1T3 Fl. 597 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, negar provimento por unanimidade. O Conselheiro Marcos Shigueo Takata acompanhou o relator pelas conclusões. (assinado digitalmente) Aloysio José Percínio da Silva Presidente (assinado digitalmente) Mário Sérgio Fernandes Barroso Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Mário Sérgio Fernandes Barroso, Marcos Shigueo Takata, Eduardo Martins Neiva Monteiro, Sérgio Luiz Bezerra Presta, Hugo Correia Sotero e Aloysio José Percínio da Silva. Relatório Tratase de Retorno da diligência requerida através da Resolução 1102.00019, de 02 de setembro de 2010, inserta às fls. 450/454. Naquela ocasião, o julgamento foi convertido em diligência, para que fossem prestados os esclarecimentos necessários ao deslinde do litígio e saneada suposta falha processual argüida pelo Contribuinte. O litígio se deu pela negativa de homologação das compensação constantes das DCOMPs de número, 01185.71103.261103.1.3.020907,(retificadora) transmitida em 26/11/2003 e 0296589753.121203.1.3.020220, transmitida em 12/12/2003, utilizandose do saldo negativo do IRPJ referente ao ano calendário de 1999. O Despacho decisório de fls.45/47 consigna que no tocante ao saldo negativo do IRPJ no ano de 1999, tanto nas PER/DCOMPs, quanto na ficha 13A da DIPJ/2000, n°1166437 (fl. 27), a Contribuinte declara possuir crédito de saldo negativo de IRPJ no valor de R$ 24.366.381,97, oriundo de IRRF no valor de R$ 16.893.901,81, e de pagamento das estimativas de IRPJ, as quais somam R$ 32.833.568,35, conforme tabela que apresenta referente a ficha 12 (Cálculo do IRPJ mensal por Estimativa), conforme fls. 2126. Informa que as estimativas de maio a novembro foram compensadas com saldo negativo de IRPJ do ano de 1997 (fl. 10). A empresa, em sua Declaração de IRPJ/1998, n° 3561410, aponta um saldo negativo de 1RPJ de R$ 54.110.176,17 no ano de 1997 (fls. 2829). Opôs a pretensão da Contribuinte o auto de infração, processo 10830.002286/00 95, tendo por objeto, entre outros, IRPJ do ano de 1997, sendo lançado o valor total de R$ 97.830.504,06 fls.34. Neste, o motivo de não confirmar as quitações realizadas sobre as estimativas do 1RPJ referente aos meses de maio a novembro de 1999, Foi a utilização do suposto saldo negativo relativo ao ano calendário de 1997. Fl. 600DF CARF MF Documento de 15 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0719.09249.6TX1. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10830.720420/200771 Acórdão n.º 1103000.791 S1C1T3 Fl. 598 3 Aponta, também, a lavratura de outro auto de infração, através do processo 10830.0094444/200342, tendo por objeto IRPJ do próprio ano de 1999, sendo lançado o valor de R$ 19.931.145,98, sendo R$ 11.398.226,56 de IRPJ e R$ 8.541.919,92 de multa de oficio (fl. 44). A empresa impugnou o auto de infração, porém a Delegacia de Receita Federal de Julgamento — Campinas, decidiu pela procedência deste, conforme folhas 0102 e 16 do acórdão n° 056049, extraída do sistema DecisõesW (fls. 3941). Não conformada, a interessada recorreu ao Conselho de Contribuintes, o qual reconheceu em parte o recurso, dando provimento parcial a fim de afastar a imposição da multa de oficio, conforme mostram as fls. 4243. Porém, a empresa impetrou recurso especial o qual aguarda julgamento (fl. 44). Por esses motivos, a decisão de primeiro grau, fls.391/402 confirma o despacho decisório e não homologa as compensações. A Recorrente apontou vários vícios no procedimento e no acórdão vergastado, principalmente por não ver analisados os argumentos expendidos no âmbito do processo n° 10830.002286/0095, pediu, desta Turma, a nulidade do acórdão e a competente análise desses motivos. Afirma que demonstrara a ilegitimidade da glosa do saldo credor de IRPJ, por configurar mudança de critério jurídico e violar, frontalmente a legislação em vigor (arts. 100, I parágrafo único, 109, 110 e 146 CTN, O II, 50 XXXVI, LIV e 37 "caput" da CF). Apontara, ainda, que a embasar seu direito creditório havia, quando do oferecimento da PERD/COMP que deu origem ao presente processo, liminar concedida em sede de mandado de segurança e suspensão da exigibilidade tributária por força de processo administrativo pendente. Obteve do Secretário da Receita Federal aceitação da consulta que lhe foi formulada, sem quaisquer óbices formais e respondeu às suas indagações emitindo a Nota 157, juntada a esses autos, em face do negócio jurídico celebrado entre ela e a Fundação CESP. Reclama que a consulta formulada e a respectiva Nota 157 tenham dado origem a procedimento administrativo, com a formação e autuação do respectivo processo, sendo justamente esse processo que pleiteia a juntado a esses autos para que os órgãos julgadores tivessem visão do conjunto dos fatos. Reconheceu a decisão recorrida As fls. 400, que o presente processo é "mera repercussão dos lançamentos de IRPJ e CSLL efetuados nos anoscalendários de 1997, 1998 e 2000, nos processos n° 10.830.002286/0095, 10.830.009444/200342", dai a razoabilidade do seu pedido de juntada dos feitos. A alegação de que as principais peças já foram carreadas aos autos seria motivação insuficiente para o indeferimento do seu pedido. Menciona que a Nota 157 fez expressa menção ao negócio jurídico celebrado com a Fundação CESP, o que evidencia a orientação nela contida, que não se revestiu de caráter genérico mas versou, especificamente, sobre o negócio jurídico ao qual reconheceu a natureza jurídica de novação. Transcreve o comando do artigo 37 da Lei 9784/99, para dizer que o julgador deveria providenciar, de oficio, a juntada do procedimento que deu origem à. Nota 157 e conclui que esses motivos bastariam para demonstrar a nulidade da decisão recorrida, por ofensa aos princípios do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal, previstos nos Fl. 601DF CARF MF Documento de 15 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0719.09249.6TX1. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10830.720420/200771 Acórdão n.º 1103000.791 S1C1T3 Fl. 599 4 arts. 50 LIV e LV CF, art. 2° "caput" e parágrafo único X da Lei 9784/99; ao principio da informalidade, consagrado no art. 2°, parágrafo único, inciso IV e art. 22 da Lei 9784/99 e ao art. 37 da Lei 9784/99, motivos para retorno dos autos à origem para saneamento. Pelos mesmos motivos argui nulidade da decisão, no tocante à falta de análise da ilegalidade da exigência da SELIC. Por isto a conversão do julgamento em diligência pela douta 2.ª Turma da 1.ª Câmara. Da diligência retornam os seguintes documentos: Às fls. 456 /58consta cópia do processo 10830.002286/0095; às fls. 461/462, consta certidão de objeto e pé Mandado de Segurança 2003.61.05.0056568. Às fls. 463 MEMORANDO N° 10830/240/2004MS Campinas, 26 de Julho de 2004, encaminhando a sentença para as providências cabíveis. Às fls. 464/476 consta o ofício 409/2004 –ARS da 6a.Vara Federal de Campinas (cópia da sentença acima mencionada) . Às fls. 477/481, cópia do despacho 101195/2008, que negou seguimento ao recurso especial interposto contra o processo 10830.009444/200342. Às fls.482/484, cópia do despacho decisório proferido no âmbito do processo 10830.720148/200720,que negou a compensação ali pleiteada. Às fls.485, AR do despacho e às fls. 486, termo de revelia deste processo. O Despacho de fls.487 reencaminha os autos ao CARF e está assim vazado: Em atendimento à diligência solicitada pelo CARF no processo em epígrafe (Reso11100110200.019) informo que juntei ao presente as peças que tornaram definitivas as decisões constantes dos processos abaixo: 1 Processo 10830.002286/0095: folhas 456 a 476 nesse PAF o Recurso Voluntário foi considerado perempto, e decisão judicial no mandado de segurança 2003.61.05.0056568 acostada ao Auto indeferiu o pedido da empresa. Após, o processo foi inscrito em DAU, onde permanece em fase de execução. 2 Processo 10830.009444/200342: folhas 477 a 481 nesse PAF o contribuinte apresentou Recurso Especial, ao qual foi negado seguimento conforme despacho do Primeiro Conselho de Contribuintes. Após, o processo foi inscrito em DAU, onde permanece em fase de execução. 3 Processo 10830.720148/200720: folhas 482 a 486 nesse PAF o contribuinte teve ciência do despacho decisório deste SEORT/DRF/Campinas, mas não apresentou manifestação de inconformidade, sendo considerado revel. Após, o processo foi inscrito em DAU, onde permanece em fase de execução. Fl. 602DF CARF MF Documento de 15 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0719.09249.6TX1. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10830.720420/200771 Acórdão n.º 1103000.791 S1C1T3 Fl. 600 5 Retorno o presente processo ao CARF para continuidade. Informo que nos termos da Nota eprocesso 11 de 21/06/2011, por conter separadores plásticos numerados, este processo não foi digitalizado, seguindo em papel. Voto Conselheiro Mário Sérgio Fernandes Barroso, Relator O recurso preenche os pressupostos de admissibilidade e dele conheço. Como anteriormente relatado, tratase de pedido de compensação cujo crédito se respalda em suposto saldo negativo do IRPJ apurado no ano calendário de 1999. O litígio se deu pela negativa de homologação das compensação constantes das DCOMPs de número, 01185.71103.261103.1.3.020907,(retificadora) transmitida em 26/11/2003 e 0296589753.121203.1.3.020220, transmitida em 12/12/2003, utilizandose do saldo negativo do IRPJ referente ao ano calendário de 1999. A Recorrente ofereceu, em síntese, as seguintes questões para análise: a) nulidade da autuação/decisão por cerceamento do direito de defesa: (i) por indeferimento do pedido de juntada “dos processos administrativos dos quais o presente é decorrencial”; (ii) por falta de apreciação da ilegalidade da exigência(Selic);(iii) por desconsiderar suspensão da exigibilidade tributária;(iv) nulidade da autuação por representar alteração de critério jurídico constante de ato individual aperfeiçoado e cientificado ao contribuinte, relativamente ao mesmo fato gerador; b), alternativamente, se mantido o lançamento , a exclusão dos encargos por força do artigo 100 do Código Tributário Nacional. Tanto nas razões impugnatórias quanto recursais é também argüida a prejudicialidade do conhecimento deste processo desapartado dos PAFs. 10830.002286/0095, 10830.009444/200342 e 10830.720148/200720. Por isto, na sessão de 02 de setembro de 2010 houve a Conversão do julgamento em diligência para esclarecer este ponto. O Relatório de diligência bem esclareceu a sorte desses processos. Informou sua conclusão, no âmbito administrativo e para o primeiro, também no judicial, conforme relatório de fls.487 e documentos antecedentes, cujo despacho é na ordem seguinte: 1 Processo 10830.002286/0095: folhas 456 a 476 nesse PAF o Recurso Voluntário foi considerado perempto, e decisão judicial no mandado de segurança 2003.61.05.0056568 acostada ao Auto indeferiu o pedido da empresa. Após, o processo foi inscrito em DAU, onde permanece em fase de execução. 2 Processo 10830.009444/200342: folhas 477 a 481 nesse PAF o contribuinte apresentou Recurso Especial, ao qual foi negado seguimento conforme despacho do Primeiro Conselho de Fl. 603DF CARF MF Documento de 15 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0719.09249.6TX1. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10830.720420/200771 Acórdão n.º 1103000.791 S1C1T3 Fl. 601 6 Contribuintes. Após, o processo foi inscrito em DAU, onde permanece em fase de execução. 3 Processo 10830.720148/200720: folhas 482 a 486 nesse PAF o contribuinte teve ciência do despacho decisório deste SEORT/DRF/Campinas, mas não apresentou manifestação de inconformidade, sendo considerado revel. Após, o processo foi inscrito em DAU, onde permanece em fase de execução. O processo 10830.002286/0095, já foi concluído. A sentença proferida responde às várias questões postas nas razões de recurso, por terem sido, também, objeto de pedido de tutela judicial, fl. 464 e ss.: Eis o teor da sentença: (...) Tratase de mandado de segurança, com pedido de liminar, no qual a impetrante alega ter realizado pedido de consulta endereçada ao Secretário da Receita Federal, pretendendo deduzir da base de cálculo do 1RPJ e da CSL valores a serem pagos ã Fundação CESP. Informa que realizou instrumento particular de contrato de ajuste das reservas matemáticas do plano misto de benefícios previdenciários para pagamento, no prazo de 20 anos, de uma divida oriunda de parcela devida pela empresa em relação ao plano de previdência privada de seus empregados. Por meio da Nota/MF/SRF/COSIT/GA n. 157/1998, concluiuse que tais valores (R$ 426.115.364,24), ern razão de novação, poderiam ser deduzidos nos termos do artigo 301 do Regulamento do IR/ 1994. A Delegacia da Receita Federal em Campinas, por não concordar com o resultado da consulta, deu inicio a ação fiscal e a encaminhou ao Secretário da Receita Federal; houve pronunciamento da Procuradoria da Fazenda Nacional e foi emitida outra resposta à consulta Nota MF/SRF/COSIT/DIRPJ n. 21/2000. Agentes da Delegacia da Receita Federal em Campinas lavraram auto de infração n.10.830.0002286/0095 no montante de R$ 209.359.545,59. Ingressa a impetrante com este mandado de segurança alegando, em breves palavras, basicamente: 1. Que houve novação, existindo nova divida; 2. Obrigatoriedade da Receita Federal em se vincular ao resultado da consulta originalmente respondida; 3. A autuação realizada pela Receita Federal violou o disposto no Código Tributário Nacional, artigo 100 e 146.(Destaques do voto) Pede, em liminar e ao final, a suspensão da exigibilidade do auto de infração. Em pedido subsidiário, pede a exclusão da multa moratória e de juros. Foram apresentados documentos. A liminar não foi concedida de inicio. A impetrante apresentou pedido de reconsideração, enfatizando os mesmos argumentos da petição inicial e destacando o periculum in mora. Fl. 604DF CARF MF Documento de 15 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0719.09249.6TX1. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10830.720420/200771 Acórdão n.º 1103000.791 S1C1T3 Fl. 602 7 Em nova análise, a liminar foi deferida em parte (fls. 1452/1453) para determinar a suspensão da seguintes medidas: inscrição em divida ativa, negativacão do nome no CADIM, imposição de restrições ao CNPJ ou na expedição de CND, e a adoção de quaisquer outras medidas que efetivem a cobrança do crédito tributário constante do auto de infração. Desta decisão, a União Federal, por meio da Procuradoria da Fazenda Nacional, apresentou recurso de agravo (autos n. 2003.03.00.0317262), no qual foi rejeitado o pedido de efeito suspensivo. As informações foram prestadas. Sustenta a improcedência da pretensão e a legalidade da autuação fiscal. O Ministério Público Federal, em parecer elaborado pela Procuradora da República Dra. Letícia Pohl, deixou de opinar sobre o mérito em razão do interesse envolvido. Vieram os autos em conclusão. Passo a decidir por estar em exercício na titularidade da 6a. Vara Federal de Campinas, conforme Ato 8597/2004. É o relatório. Decido. (...) Antes da exposição dos fundamentos de base desta decisão, necessárias algumas considerações, as quais podem revelar o substrato de fatos precedentes ao ajuizamento da ação. Importante mencionar que, neste caso, houve erros de ambas as partes; tanto a impetrante, na qualidade de contribuinte, quanto a Receita Federal agiram de forma equivocada. A impetrante apresentou consulta à Receita Federal dirigida ao Secretário da Receita Federal (fls.217/224), autoridade diversa daquela prevista na Lei 9430/1996, artigo 48, em vigor já naquela data; com isso, enfraquecese os argumentos quanto à validade da consulta, uma vez que o endereçamento da impetrante foi incorreto. Nem mesmo se apresentou qualquer justificativa para este erro na peça inicial. A Receita Federal, por seu turno, aceitou se pronunciar em uma consulta fora dos padrões legais no tocante à competência administrativa; e posteriormente, ainda pior, deixou de publicar o resultado em órgão oficial de imprensa, conforme noticia em fls. 1478, remetendo oficio ao contribuinte (fls. 285). Mediante a provocação da Delegacia da Receita Federal em Campinas, houve a revisão desta resposta à consulta, com outra nota em sentido contrário. Alega o órgão de consulta da Receita Federal que não lhe foram prestados todos os elementos e que a resposta ocorreu para atender uma necessidade urgente do contribuinte (fls. 308/313). E esta resposta foi dada de forma informal, como se noticia em fls. 313, item 19. Atentase contra inúmeros principias da administração pública (impessoalidade, moralidade, eficiência). Fl. 605DF CARF MF Documento de 15 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0719.09249.6TX1. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10830.720420/200771 Acórdão n.º 1103000.791 S1C1T3 Fl. 603 8 Nem poderia a Receita Federal aceitar a consulta dita informal, fora dos padrões da lei; nem poderia se pronunciar sem exigir todos os elementos; não poderia a Receita Federal se precipitar em um pronunciamento para atender a urgência do contribuinte; e muito menos conceder pareceres informais, isto é, tornandose atividade consultiva privada. Estes fatos, graves no entender deste Magistrado, ficam expostos como análise preliminar dos fundamentos da ação e serão oportunamente analisados pelo Ministério Público Federal, que terá ciência obrigatória desta sentença. Como os equívocos se sucederam de parte a parte, este Magistrado compreende que ambas as partes, em alguns aspectos, agiram movidas pela boafé e acreditam nas suas razões, almejando o acatamento de seu pleito. A impetrante, ao proceder conforme resposta da consulta, entendia estar agindo no sentido do pronunciamento da Receita Federal e, por isso, espera ver seu pedido inicial atendido, o que lhe reconheceria um direito baseado na sua atuação cautelosa e legitima. A Receita Federal, particularmente por meio dos integrantes da Delegacia da Receita Federal em Campinas, agem com plena convicção de estarem atendendo a sua função pública e esperam a improcedência da demanda em razão de terem se convencido do desacerto dos atos praticados pela impetrante (que se baseava em pronunciamento da própria Receita Federal). E se lê nas entrelinhas que os auditores da Delegacia da Receita Federal em Campinas não se resignaram em face do posicionamento adotado pela cúpula da Receita Federal em Brasília. Esta conclusão, retirada por este Magistrado da leitura dos autos e análise da questão, está indicada por meio da manifestação da Delegada da Receita Federal em Campinas fls. 288/296, o que bem demonstra seu correto e digno apego ao interesse público. Estes fatos foram mencionados para demonstrar as partes, impetrante e Receita Federal, que o Magistrado refletiu sobre todos os aspectos da questão, inclusive aqueles de ordem moral que não se mostram suficientes claros nos autos. Contudo, mesmo ao se considerar tais elementos, o julgamento há que ser jurídico segundo o Direito e os principio gerais do sistema normativo. No mérito, o pedido é improcedente. Não verifico a existência de direito liquido e certo a sustentar o pedido da impetrante. Dos pontos levantados na petição inicial, a questão em julgamento passa pela análise prioritária de um especifico, o qual deve ser apreciado em primeiro lugar em razão da prejudicialidade. Primeiramente necessário se apreciar a existência ou não de novação na realização do instrumento particular de contrato de ajuste das reservas matemáticas do Fl. 606DF CARF MF Documento de 15 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0719.09249.6TX1. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10830.720420/200771 Acórdão n.º 1103000.791 S1C1T3 Fl. 604 9 plano misto de benefícios previdenciários da CPFL, ora impetrante, com a Fundação CESP. Em regra, nos termos dos artigos 360 e 361 do Código Civil de 2002, dispositivos já. constantes do Código Civil de 1916, artigos 999 e 1000, há necessidade de algo novo, ânimo de novar, em relação a uma divida anterior para que haja novação. A simples ampliação do prazo de pagamento não é suficiente a gerar novação. (...) No caso em questão, há discussão nos autos sobre a ocorrência ou não da novação. Somente pela prorrogação do prazo de pagamento, não haveria novação, como acima citado. Por outro lado, há elementos novos a indicar a novação a nova divida foi alterada em elementos substanciais, tais como taxa de juros e obrigações (benefícios estipulados por contribuição). Entretanto, como consta da noticia dada pela Delegacia da Receita Federal em Campinas (fls. 291, item 16), em ação fiscal (ato administrativo com presunção de veracidade e certeza), não havia, nos registros da impetrante, divida anterior a ser extinta. Expressamente menciona que os balanços patrimoniais da CPFL (até 31/ 12/ 1996) não registravam dividas vencidas para com a Fundação CESP Havia um déficit técnico no plano de previdência que poderia ser coberto de várias formas. Em razão deste fato ser controvertido havia ou não divida anterior, seria necessário esclarecimentos por meio de perícia judicial, instrumento impróprio em sede de mandado de segurança. Prevalece, em principio, a posição do Fisco que indica não existir divida anterior, baseandose na presunção de veracidade e certeza. Contudo, mesmo que houvesse divida anterior, o que indicaria a existência de novação (já que há elementos novos, como acima foi dito), os seus efeitos não seriam aqueles expostos na petição inicial. Tanto o parecer opinativo do ilustre Professor Ives Gandra da Silva Martins como o minucioso parecer formulado pela Procuradoria da Fazenda Nacional analisam a existência de novação e não discutem seus efeitos. E esta questão pode ser considerada o ponto nuclear da discussão para o deslinde da demanda. Pouco importa se houve novação ou não, importante afirmar que a novação promove a quitação da divida anterior, isto e, não pagamento e sim meio de extinção das obrigações. A novação, como instituto de Direito Civil, não apresenta os efeitos considerados no parecer do ilustre Professor Ives Gandra da Silva Martins em fls. 40 e 42 (fls. 267 e 269 dos autos), acolhido na Nota 157/1998 item 04. Fl. 607DF CARF MF Documento de 15 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0719.09249.6TX1. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10830.720420/200771 Acórdão n.º 1103000.791 S1C1T3 Fl. 605 10 Há equívocos quanto aos efeitos da novação que não foram discutidos neste caso. Novação poderia até mesmo ter ocorrido no caso, no entanto não há quitação, não houve pagamento e por isso, sem a disponibilização dos valores, não há possibilidade de se aplicar o beneficio da Lei 9249/1995, artigo 13, inciso V. A novação não é pagamento e sim forma alternativa de extinção de obrigação. A nova obrigação nasce para substituir a primeira, extinguindoa. Entretanto, pagamento, quitação, não há. Partilha desta opinião Caio Mário da Silva Pereira ao escrever: Em linha de raciocínio, com a novação o devedor exonerase sem cumprir a obrigação, e é por isso que se diz que a novação realiza a sua extinção sem pagamento, enquanto que o credor adquire um novo crédito, em substituição ao antigo ... (in Instituições de Direito Ciuil. 19 n ed. Rio de Janeiro:Forense, 2000, vol. II, p. 146.). (...) E ressalto, como já referido, tanto no Código de 1916 quanto no Código Civil de 2002, o instituto da novação é tratado de forma semelhante. Pouco importa se houve ou não novação; a Nota 157/1998 não poderia ter emitido tal resposta, está equivocada em seus fundamentos jurídicos, uma vez que, mesmo que houvesse novação, não poderia deduzir os valores nos termos previstos na Lei 9249/1995, artigo 13, inciso V. E o artigo 301 do Regulamento do IR/ 1994 faz expressa menção ao pagamento para se efetivar a dedução; no caso, pagamento, no sentido empregado pelo Direito Civil, não existiu. Aliás a lei trazia tal beneficio como forma de estimular a formação de fundos de previdência privada pelas empresas, visando a promover a poupança interna. Se os valores não foram disponibilizados não houve integralização para o fundo e, com isso, a poupança não se fez. E, por estes argumentos, afastase qualquer contrariedade ao artigo 110 do Código Tributário Nacional. Em seguida, analiso os efeitos da consulta. O resultado da consulta é um ato administrativo e, por isso, passível de revisão de oficio ou mediante provocação a partir da constatação de ilegalidade, resultando em cassação por invalidade. Ou mesmo é possível, sob a alegação de interesse público, procederse a. revisão com a revogação do ato administrativo. No caso presente, constatado que a consulta feita pela impetrante foi realizada em desacordo com a Lei 9430/1996, poderseia atribuir natureza de invalidade do resultado da primeira consulta. E esta constatação seria fortalecida pela Fl. 608DF CARF MF Documento de 15 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0719.09249.6TX1. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10830.720420/200771 Acórdão n.º 1103000.791 S1C1T3 Fl. 606 11 verificação de imprecisões, para não se dizer inverdades, no requerimento formulado pela impetrante (fls.217/224), induzindo a Secretaria da Receita Federal em erro houve alegação de que se tratava de novação quando, na verdade, não possuiria este contorno, como acima já referido. Há decisão da Primeira Câmara do Conselho de Contribuintes (Autos n. 11065.001117/0091) que estabelece a vinculação da consulta, certa ou errada, até a sua revisão. Admitese, nesta linha de raciocínio, a possibilidade de revisão da consulta tributária se baseada em parâmetros equivocados. Expõe Luis Eduardo Schoueri (in Algumas Reflexões sobre a consulta em matéria fiscal. Cadernos de Direito Tributário e Finanças Públicas. São Paulo, RT, n. 10, p. 119140, jan.mar. de 1995) item 82: Do mesmo modo, não merece censura a solução do legislador pátrio, de não abrir mão do tributo, no caso de ser errada a resposta à consulta. .É certo que não seria certo impor ao contribuinte zeloso e de boa fé qualquer punição; ao mesmo tempo, arrepiaria ao principio da igualdade, admitir que dois contribuintes com igual capacidade contributiva e incorrendo em mesmo fato gerador, fossem onerados com tributos diferentes, conforme tivessem ou não consultado antes o Fisco. Notese que tal problema somente surgiria no caso de respostas a consultas, não se estendendo a outras orientações do Fisco que, por sua generalidade servem de guarida a todos os contribuintes. Entende o tributarista que é cabível a exigência do tributo no caso de ser errada a resposta à consulta, devendo o contribuinte de boafé (que segue a consulta) ficar isento de multa moratória e juros de mora, uma vez que o atraso do pagamento ocorreu por um comportamento que se imaginava licito. De outro lado, partilho da mesmo opinião do professor da Universidade de São Paulo não seria isonômico que um determinado contribuinte, por ter realizado a consulta (mesmo que o resultado fosse equivocado), ficasse amparado e os demais contribuintes fossem levados ao pagamento de um determinado tributo. A incidência tributária objeto antecedente da consulta realizada não se discute no caso. Nos termos da Lei 9249/1995, artigo 13, inciso V, houve autorização para a dedução do lucro real e da base de cálculo da CSL dos valores das contribuições destinadas a custear benefícios complementares assemelhados aos da previdência social, instituídos em favor dos empregados e dirigentes da pessoa jurídica; operava o beneficio em regime de caixa. Com a Lei 9532/1997, artigo 11, § 2°, limitouse a dedução a vinte por cento dos valores pagos como salário dos empregados Fl. 609DF CARF MF Documento de 15 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0719.09249.6TX1. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10830.720420/200771 Acórdão n.º 1103000.791 S1C1T3 Fl. 607 12 e remuneração dos dirigentes, vigorando a partir do ano de 1998, atuando em regime de competência. Alias, tal ponto é incontroverso. Os valores pagos ate o ano de 1997 são integralmente dedutíveis; os valores pagos a partir de 1998 sofrem a limitação acima mencionada. Também o artigo 146 do Código Tributário Nacional não é obstáculo para se admitir a revisão da resposta à consulta formulada. O dispositivo legal rege que a modificação introduzida, ... , nos critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercido do lançamento somente pode ser efetivada, em relação a um mesmo sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua introdução. No caso, não houve alteração dos critérios jurídicos. Houve sim informação equivocada por parte da impetrante nos elementos fornecidos à Receita Federal; a partir de explanações realizadas pela Delegada da Receita Federal em Campinas, em ação fiscal, reformulou o órgão de consulta da Receita Federal a resposta a partir da constatação de que havia outros fatos, particularmente a não existência de divida anterior contabilizada pela CPFL para com a Fundação CESP. Volto a mencionar para este Magistrado não importa tais fatos no meu entender, havendo ou não novação o resultado seria o mesmo, pela rejeição do pedido. No caso, a apreciação versa sobre a possibilidade de revisão do resultado da consulta a partir da verificação de inverdade, ou melhor, narração incompleta dos fatos pela impetrante na sua formulação. A Receita Federal pode, até mesmo deve, fazer esta revisão de oficio e isto não significa alteração de critérios jurídicos, significa sim aferição dos critérios verdadeiros em relação ao caso concreto na apreciação na consulta. Não há, por este motivo, possibilidade de se atender ao pedido subsidiário, afastandose a incidência de juros de mora e multa moratória. O resultado equivocado da consulta, por meio da Nota 157/1998, foi provocado pela própria impetrante ao formular o requerimento dirigido à autoridade errada (fls. 217/224), deixando de mencionar fatos que depois seriam levantados na ação fiscal da Delegacia da Receita Federal em Campinas. Se a impetrante tivesse formulado corretamente a consulta, muito provavelmente tais transtornos teriam sido evitados. Com isso, concluo a fundamentação desta decisão para enumerar as seguintes conclusões: 1. A consulta formulada pode ser revista desde que haja equívocos na sua formulação ou mesmo a Administração Tributária pode revisar posicionamentos jurídicos e fáticos baseadas em informações equivocadas; 2. Constitui fato controvertido a existência de Fl. 610DF CARF MF Documento de 15 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0719.09249.6TX1. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10830.720420/200771 Acórdão n.º 1103000.791 S1C1T3 Fl. 608 13 novação no contrato entre a impetrante e a Fundação CESP;3.Independentemente de se configurar novação com extinção de divida anterior, o referido contrato não operou qualquer pagamento, não foi quitada nenhuma divida; 4. Não há possibilidade, sob nenhum enfoque, de se verificar o direito da impetrante em aplicar o beneficio previsto na Lei 9249/1995, artigo 13, inciso V, e no Regulamento do IR/ 1994, artigo 301. Por estas razões, julgo improcedente o pedido e denego a ordem pleiteada. Fica cassada a liminar anteriormente deferida — fls. 1452/1453. Não que na esfera administrativa se possa discordar dos fundamentos exarados por uma instância judicial, mas adotase neste voto integralmente as razões jurídicas do mesmo, inclusive quanto a exclusão de juros e multas. Contudo, não é demais transcrever parte da decisão atacada a respeito do tema: “Reiterese: ainda que a contribuinte pretenda haver observado uma norma complementar à legislação tributária com relação à dedutibilidade da despesa discutida no processo n° 10830.002286/0095, pelo que estaria excluída a imposição de penalidades, a cobrança de juros de mora e a atualização do valor monetário da base de cálculo do tributo, tal amparo não respalda a compensação de direito creditório sem qualquer atributo de liquidez e certeza. Salientese que, no âmbito dos presentes autos, não se está mais a discutir a dedutibilidade da despesa da base de cálculo do IRPJ, mesmo porque já há decisão administrativa definitiva acerca da procedência da glosa. A discussão agora afeta a compensação de saldo negativo de IRPJ, cuja existência teria ficado completamente comprometida pelas autuações, para extinção de outros débitos de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil — RFB. Nesse contexto, perfeitamente cabível a incidência de acréscimos moratórios sobre os débitos indevidamente compensados.” Aqui, também, rejeitase a preliminar de nulidade pela não juntada dos requeridos PAFs anteriormente, pois, a matéria tratada nos outros processos administrativos, foram devidamente enfrentadas naqueles PAFs, sem nenhum prejuízo a defesa da contribuinte. Da mesma forma, quanto a suspensão da exigibilidade, que funciona, por causa do recurso. Quanto ao critério jurídico, esta argumentação não se refere a estes autos, mas sim, aos processos já em execução. Quanto a taxa Selic a decisão atacada enfrentou o assunto não tendo, assim, sentido a argüição de nulidade. Quanto ao tema principal, bom lembrar que esta turma já enfrentou a matéria no acórdão n.º 1103000.748, no dia 11 de setembro de 2012, em que o Ilustre relator José Sérgio Gomes escreveu: Fl. 611DF CARF MF Documento de 15 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0719.09249.6TX1. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10830.720420/200771 Acórdão n.º 1103000.791 S1C1T3 Fl. 609 14 “Nada obstante a existência de ato administrativo fiscal declaratório de ineficácia dessas deduções, consubstanciado no lançamento instrumentalizado por auto de infração lavrado no ano de 2000 e que se encontra abrigado no processo administrativo nº 10830.002286/0095, pelo qual veiculouse a reversão desses resultados negativos para a figura de lucros, verificouse que a contribuinte enveredou pela continuidade de compensações dos respectivos estoques nos anos subseqüentes, seguindo o teto legal de 30% (trinta por cento) a que alude o artigo 510 do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999. Depreendese que assim agiu em razão da oposição aviada contra aquele lançamento, na seara administrativa (e até judicial) aonde pediu, especificamente, a vinculação da Administração à resposta inserta na NOTA/MF/SRF/COSIT/GAB nº 157. Assim, ante a possibilidade de desconstituição do ato fiscal originário, salvaguardou os direitos compensatórios a cada ano subsequente. Ocorre que o sujeito ativo da relação tributária também atentou para a defesa de seus interesses e interferiu em cada um desses procedimentos compensatórios, declarandoos igualmente ineficazes, tudo em razão da ligação umbilical àquele primeiro. Contra a exigência em debate, afeta ao último procedimento compensatório, já que trata do saldo final daqueles estoques, trouxe a Recorrente suas razões quanto ao direito de deduzir as despesas com contribuições para fundo de previdência complementar e também a validade da resposta à consulta formulada diretamente ao Secretário da Receita Federal. Tenho que há óbice na apreciação dessa específica matéria. Com efeito, a presente exigência não declarou a reversão do alegado estoque de prejuízo fiscal e base de cálculo negativa de CSLL em lucros, mas sim, tão somente, diz que o procedimento compensatório agora efetuado pela contribuinte é de todo ineficaz em razão do ato administrativo anterior, este sim quem exteriorizou, a tempo e modo, a invalidade da ação da contribuinte em deduzir despesas por conta de novação de dívida e que resultou na figura de prejuízos fiscais. Noutras palavras: o presente lançamento decreta a figura da estreita decorrência. Portanto, no particular, o presente decisório deve lhe seguir a sorte.” Dessa forma, provado, em sede de diligência, que o crédito pretendido tem origem em processos, julgados e negados, já conclusos no âmbito administrativo, este seguirá a sorte daqueles. Pois, o que se questiona nestes autos não podem mais ser questionados na esfera administrativa, pois, os PAFs 10830.002286/0095, 10830.009444/200342, 10830.720148/200720, todos já se encontram em execução. Ademais, como a discussão judicial do crédito tributário, sob qualquer modalidade de ação, antes ou posteriormente à autuação, importa na renúncia às instâncias Fl. 612DF CARF MF Documento de 15 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0719.09249.6TX1. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10830.720420/200771 Acórdão n.º 1103000.791 S1C1T3 Fl. 610 15 administrativas, ou desistência de eventual recurso interposto, mais ainda, quando há perfeita identidade entre o objeto do processo administrativo e o objeto do processo judicial, nada mais há a responder a Recorrente. Porque, ao questionar judicialmente o crédito tributário objeto de lançamento fiscal, ela perdeu o direito de vêlo conhecido na esfera administrativa. A utilização concomitante das vias administrativa e judicial, com o mesmo objetivo, afigurase juridicamente impossível, em razão da primazia das decisões judiciais sobre as decisões administrativas. Também, pretender a Contribuinte rediscutir a matéria de fundo, a Nota 157, nos demais processos anteriormente mencionados e ditos prejudiciais ao conhecimento deste, não avança. Cabe ressaltar os limites objetivos do litígio, nos termos do artigo 471 do CPC , que deixa claro a impossibilidade de se decidir novamente “as questões já decididas, relativas à mesma lide”. De todo o exposto, voto por rejeitar as preliminares de nulidade, e no mérito nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 04 de dezembro de 2012 Mário Sérgio Fernandes Barroso Fl. 613DF CARF MF Documento de 15 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0719.09249.6TX1. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO em 21/12/2012 10:24:24. Documento autenticado digitalmente por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO em 21/12/2012. Documento assinado digitalmente por: ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA em 03/01/2013 e MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO em 21/12/2012. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 10/07/2019. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP10.0719.09249.6TX1 Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: BA727559547EDC6BA82832696E7A0AEF5BE4A0AC Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10830.720420/2007-71. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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