Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,060)
- Primeira Turma Ordinária (16,521)
- Primeira Turma Ordinária (16,450)
- Primeira Turma Ordinária (16,356)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,086)
- Segunda Turma Ordinária d (14,557)
- Primeira Turma Ordinária (13,115)
- Primeira Turma Ordinária (12,614)
- Segunda Turma Ordinária d (12,545)
- Primeira Turma Ordinária (11,521)
- Quarta Câmara (11,514)
- Quarta Câmara (85,954)
- Terceira Câmara (68,506)
- Segunda Câmara (57,351)
- Primeira Câmara (21,646)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,359)
- 1ª SEÇÃO (6,890)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,647)
- Segunda Seção de Julgamen (116,088)
- Primeira Seção de Julgame (77,944)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,141)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,432)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,612)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,273)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,201)
- HELCIO LAFETA REIS (3,911)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,937)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,875)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,769)
- WILDERSON BOTTO (2,683)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,961)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,477)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,673)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2026 (16,301)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,524)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 11522.001469/2005-14
Data da sessão: Thu Jun 17 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
Exercício: 2002
ITR - ÁREA DE EXPLORAÇÃO EXTRATIVA DECLARADA - FALTA
DE COMPROVAÇÃO.
Será considerada área de exploração extrativa aquela objeto de piano de manejo sustentado, desde que aprovado pelo órgão competente, e cujo cronograma esteja sendo cumprido, como também, importa demarcar se a área, efetivamente, é utilizada com tal finalidade.
EXCLUSÃO DA BASE DE CALCULO - ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE - ATO Declaratório AMBIENTAL - EXERCÍCIO POSTERIOR A 2001 - EXIGIBILIDADE.
Para fins de exclusão da base de cálculo do ITR, após a vigência da Lei n° 10.165, de 27/12/2000, se tornou imprescindível a informação em ato declaratório ambiental protocolizado no prazo legal.
Recurso Provido em Parte.
Numero da decisão: 2101-000.567
Decisão: ACORDAM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento PARCIAL ao recurso para excluir da base de cálculo do tributo 9.000 ha de Area de Reserva Legal, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - outros assuntos
Nome do relator: Ana Neyle Olimpio Holanda
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : ITR - notific./auto de infração eletrônico - outros assuntos
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201006
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 2002 ITR - ÁREA DE EXPLORAÇÃO EXTRATIVA DECLARADA - FALTA DE COMPROVAÇÃO. Será considerada área de exploração extrativa aquela objeto de piano de manejo sustentado, desde que aprovado pelo órgão competente, e cujo cronograma esteja sendo cumprido, como também, importa demarcar se a área, efetivamente, é utilizada com tal finalidade. EXCLUSÃO DA BASE DE CALCULO - ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE - ATO Declaratório AMBIENTAL - EXERCÍCIO POSTERIOR A 2001 - EXIGIBILIDADE. Para fins de exclusão da base de cálculo do ITR, após a vigência da Lei n° 10.165, de 27/12/2000, se tornou imprescindível a informação em ato declaratório ambiental protocolizado no prazo legal. Recurso Provido em Parte.
numero_processo_s : 11522.001469/2005-14
conteudo_id_s : 5993592
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2101-000.567
nome_arquivo_s : Decisao_11522001469200514.pdf
nome_relator_s : Ana Neyle Olimpio Holanda
nome_arquivo_pdf_s : 11522001469200514_5993592.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento PARCIAL ao recurso para excluir da base de cálculo do tributo 9.000 ha de Area de Reserva Legal, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Thu Jun 17 00:00:00 UTC 2010
id : 7706257
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:16:03 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782176501760
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-10-19T12:22:54Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 8; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-10-19T12:22:54Z; Last-Modified: 2011-10-19T12:22:54Z; dcterms:modified: 2011-10-19T12:22:54Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:771f97a8-2f0e-4d02-8cda-dfc49f3beeda; Last-Save-Date: 2011-10-19T12:22:54Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-10-19T12:22:54Z; meta:save-date: 2011-10-19T12:22:54Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-10-19T12:22:54Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-10-19T12:22:54Z; created: 2011-10-19T12:22:54Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2011-10-19T12:22:54Z; pdf:charsPerPage: 1453; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-10-19T12:22:54Z | Conteúdo => CA e MARCOS CANDID° - Presidente S2-C1T1 Fl 132 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo IV 11522.001469/2005-14 Recurso n° 342.056 Voluntário Acórdão re 2101-00.567 — Câmara / 1" Turma Ordinária Sessão de 17 de junho de 2010 Matéria ITR Recorrente COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO NOVA °LINDA Recorrida 1" TURMA/DRJ-RECIFE/PE ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 2002 ITR - AREA DE EXPLORAÇÃO EXTRATIVA DECLARADA - FALTA DE COMPROVAÇÃO, Sera considerada area de exploração extrativa aquela objeto de piano de manejo sustentado, desde que aprovado pelo órgão competente, e cujo cronograma esteja sendo cumprido, como também, importa demarcar se a área, efetivamente, é utilizada corn tal finalidade EXCLUSÃO DA BASE DE CALCULO - AREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE - ATO DECLARATóRIO AMBIENTAL - EXECÍCIO POSTERIOR A 2001 - EXIGIBILIDADE. Para fins de exclusão da base de cálculo do ITR, após a vigência da Lei n° 10.165, de 27/12/2000, se tornou imprescindível a informação em ato declaratório ambiental protocolizado no prazo legal. Recurso Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento PARCIAL ao recurso para excluir da base de cálculo do tributo 9.000 ha de Area de Reserva Legal, nos termos do voto da Relatora.. -ANA NELE lefOLARbAt- Relatora EDITADO EM: 22 au üiU Participaram do presente julgamento os Conselheiros Caio Marcos Cândido, Ana Neyle Olímpio Holanda, Alexandre Naoki Nishioka, Jose Raimundo Tosta Santos, Odmir Fernandes e Silva e Gonçalo Bonet Allage. Relatório Trata o presente processo de auto de infração que diz respeito a imposto sobre a propriedade territorial rural (ITR), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 50.888,28, referente ao imóvel rural Seringal Nova Olinda, localizado no município de Sena Madureira (AC), a titulo de imposto, acrescido da multa de oficio equivalente a 75% do valor do tributo apurado, além de juros de mora, ern face da glosa de valores apresentados na declaração do tributo, referente ao exercício 2002, com supedâneo nos artigos 1°, 7' a 11, 14 e 15 da Lei if 9393, de 19/11/1996, artigo 17-0, § 1 0, da Lei n° 6.938, de 31/08/1981, e artigo 1 0 da Lei n° 10.165 de 27/12/2000, nos seguintes moldes: i) Area de Preservação Permanente — 500,00 ha para 100,00 ha; ii) Area de Exploração Extrativa — 14.346,10 ha para 5.346,10 ha; iii) Valor da Terra Nua — R$ 426.417,86 para R$ 440.059,72. 2. Em contraposição ao lançamento, foi apresentada a impugnação de f .'s. 33 a 38. 3. Submetida a lide a julgamento, os membros da 1a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Recife (PE) acordaram por dar o lançamento como procedente, resumindo o seu entendimento nos termos da ementa a seguir transcrita: Assunto: . Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR Exercício: 2002 ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA. COMPROVAÇÃO. A exclusão de áreas declaradas como de preservação permanente e de utilização imitada da área tributável do imóvel rural, para efeito de apuração do IT]?, está condicionada ao seu reconhecimento pelo Ibanta ou por tire° estadual competente, mediante Ato Declaratório Ambiental (ADA), ou it comprovação de protocolo de requerimento desse ato àqueles órgãos, no prazo de seis meses, contado da data da entrega da DITR. MATÉRIA NÃO EXPRESSAMENTE ABORDADA NA IMPUGNAÇÃO. 2 Processo n' 11522 001469/2005-14 Acárdrio n ° 2101-00.567 S2-C1T1 Fl 133 Considera-se não impugnada a matéria, objeto da autuação, respeito da qual o contribuinte não se manifestou expressamente. DECISÕES JUDICIAIS. EFEITOS. A extensão dos efeitos das decisões judiciais, no âmbito da Secretaria da Receita Federal, possui como pressuposto a existência de decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal acerca da insconstitucionalidade da lei que esteja em ? litígio e, ainda assim, desde que seja editado ato especifico do Sr Secretário da Receita Federal nesse sentido. Não estando enquadradas 'testa hipótese, as sentenças judiciais só produzem efeitos para as partes entre as quais são dadas, não beneficiando nem prejudicando terceiros. DECISÕES ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. As decisões administrativas proferidas pelos órgãos colegiados não se constituem em normas gerais, posto que inexiste lei que lhes atribua eficácia normativa, razão pela qual seus julgados não se aproveitam em relação a qualquer outra ocorrência, senão àquela objeto da decisão. INSTRUÇÃO DA PEÇA IMPUGNATORIA, A impugnação deve ser instruída coin os documentos em que se fundamentar e que comprovem as alegações de defesa, prechando o direito de o contribuinte fazê-lo em outro momento processual. Langamento Procedente 4. Intimado aos 05103/2008, o sujeito passivo apresenta sua irresignação por meio de recurso voluntário tempestivo (fls. 101 a 111). 5. No apelo interposto, o sujeito passivo apresenta, em síntese, os seguintes argumentos de defesa: I — durante a fiscalização, apresentou cópias das notas fiscais referentes ao extrativismo praticado no imóvel, que foram desconsideradas sob a alegativa de que se referiram ao ano seguinte; II — pelas características da atividade de extrativismo, coin a exploração da borracha, o lógico seria se comprovado urn ano seria desnecessária a comprovação para os demais; TU - constituiu a Area de Reserva Legal de 80% do imóvel, averbada na matricula do registro do bem; IV — a Medida Provisória estabeleceu a Reserva Legal minima de 80% para os imóveis localizados na Amazônia Legal, o que já seria suficiente parta acobertar a area declarada; V — segundo o mandamento do artigo 16, a, § 2°, da Lei n° 4.771, de 1965, corn a redação da Lei n° 7.803, de 1989, deve ser considerada, no mínimo 50% da area do 3 imóvel como Reserva Legal, desde que comprovada a devida cobertura florestal de qualquer natureza; VI — o Ato Declaratório ambiental (ADA), por se tratar de simples formulário, não tem valor documental para modificar a situação jurídica e tributária do imóvel, assim, a sua falta representa apenas descumprimento de formalidade cadastral; VII — o Valor da Terra Nua (VTN) utilizado para o lançamento não representa a realidade da regido em que se encontra o imóvel rural; VIII — foi adotado procedimento inadequado para apurar o tributo, configurando-se o confisco, vedado pelo artigo 150, IV, da Constituição Federal. 6. Ao final, defende o provimento do recurso para o cancelamento do auto de infração guerreado. 7. Os autos vieram a julgamento nesse colegiado, de acordo com as determinações de competência veiculadas pela Portaria MF n° 256, de 22/06/2009, em seu artigo 3°, ILL o Relatório. Voto Conselheira Ana Neyle Olímpio Holanda, Relatora 0 recurso preenche os requisitos para sua admissibilidade, dele tomo conhecimento. O objeto do presente processo é o auto de infração que diz respeito a imposto sobre a propriedade territorial rural (ITR), referente ao imóvel Seringal Nova Olinda, localizado no município de Sena Madureira (AC), no exercício 2002, em face da glosa de valores apresentados na declaração do tributo, por falta de comprovação, mediante documentação hábil e idônea das informações prestadas na declaração do ITR, a titulo de: i) Area de Preservação Permanente — 500,00 ha para 100,00 ha, ii) Area de Exploração Extrativa — 14.346,10 ha para 5.346,10 ha, e iii) Valor da Terra Nua — R$ 426.417,86 para R$ 440.059,72. Em sua defesa, argumenta a recorrente que, durante a fiscalização, apresentou copias das notas fiscais referentes ao extrativismo praticado no imóvel, que foram desconsideradas sob a alegativa de que se referiram ao ano seguinte, e, pelas características da atividade de extrativismo, com a exploração da borracha, o lógico seria se comprovado um ano seria desnecessária a comprovação para os demais. Para efeitos de comprovação da existência da Area de Exploração Extrativa, dispõe o artigo 10, § 1°, V, c, da Lei n°9.393, de 1996, verbis: 4 Process() n° 11522.001469/2005-14 S2-CITI Acórd5o n 2101-00367 Fl 134 Art 10 A apuração e o pagamento do ITR serãoefetuados pelo contribuinte, indepoulentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, siqeitando-se a homologação posterior, §1" Para os efeitos de apuração do 1TR, considerar-se-6: ) — área efetivamente utilizada, a porção do imóvel que no ano anterior tenha • C ,. I c) sido objeto de exploração extrativa, observados os indices de rendimento por produto e a legislação ambiental; C §50. Na hipótese de que trata a alínea "c" do inciso V do §.1", será considerada a dreg total objeto de plano de maneio sustentado, desde que aprovado pelo óreão competente, e cujo cronograma esteja sendo cumprido pelo contribuinte. (destaques da transcrição) Dos dispositivos legais elencados, depreende-se que duas são as exigências para que se considere Area efetivamente utilizada aquela objeto de exploração extrativa: que exista urn plano de manejo sustentado, aprovado pelo órgão competente, e, que seu cronograma esteja sendo cumprido pelo contribuinte . Por outro lado, mais do que saber se existe no imóvel urna Area destinada a tal fim — exploração extrativa — e, se na dimensão informada pelo contribuinte, importa demarcar se a Area, efetivamente, é utilizada com tal finalidade. Na espécie, não está demarcada nos autos a existência de um plano de manejo, bem como de autorização do IBAMA para tal. Assim, não cabe que se acatem as considerações da recorrente, no sentido da existência de Area de Exploração Extrativa, No que diz respeito A Área de Preservação Permanente, a lavratura do auto de infração fez-se sob o argumento de que o sujeito passivo deixara de apresentar o Ato Declaratório Ambiental (ADA). A exigência do ADA, para efeito de exclusão da base de cálculo do ITR das Areas de preservação permanente, de utilização limitada, assim entendidas as Areas de reserva legal, Areas de reserva particular de património natural e Areas de declarado interesse ecológico, e de outras Areas passíveis de exclusão, como Areas corn plano de manejo florestal e Areas para reflorestamento, somente se fez valer a partir da Lei n° 10.165, de 27/12/2000, em seu artigo 17-0, em seu § 1°, que deu nova redação A Lei n°6.938, de .31/01/1981, nos seguintes termos: Art, 17-0. Os proprietários rurais que se beneficiarem com redução do valor do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR, coin base on Ato Declaratório Ambiental - ADA, 5 deverão recolher ao IBAMA a imporkincia prevista no item 3 11 do Anexo VII da Lei re 9.960, de 29 de janeiro de 2000, a tilo de Taxa de Vistoria. "§ I'. A utilização do ADA para efeito de redução do valor a pagar cio ITR 6 obrigatória." Sob esse pórtico, a partir de 1' de janeiro de 2001, o sujeito passivo está obrigado a apresentar o ADA, para fins de exclusão da Área de Preservação Permanente declarada pelo sujeito passivo, no cálculo da base do ITR. Na espécie, consta de fl. 115, ADA expedido pelo Instituto Brasileiro do Mein Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), aos 03/06/2005, portanto, em período posterior à ocorrência do fato gerador, como também, aos seis meses permitidos pela legislação tributária, contados a partir da data limite para entrega da declaração do ITR, que, para o exercício 2002, deu-se aos 30/09/2002, conforme artigo 3' da Instrução Normativa SRF n° 187, de 06/08/2002. No que diz respeito à Area Utilização Limitada deve ser observado o cumprimento da exigência da sua averbação à margem da inscrição da matricula do imóvel, no registro de imóveis competente, inserido no § 8°, do artigo 16 da Lei n° 4.771, de 15/09/1965 - o chamado Código Florestal, pelo artigo 1 0 da Medida Provisória n° 2.166-67, de 24/08/2001, litteris: Att. 16 As florestas e outias formas de vegetação nativa, ressalvadas as situadas em área de preserva cão permanente, assim como aquelas não sujeitas ao regime de utilização limitada ou objeto de legisla côo especifica, são suscetíveis de supressão, desde que sejam mantidas, a título de reserva legal, no mínimo: ,yç 8' A ái-ea de reserva legal deve ser averbada à margem da inscrição de matricula do imóvel, no registro de imóveis competente, sendo vedada a alteração de sua destinavao, nos casos de transmissão, a qualquer titulo. de desmembramento ou de retificação da área, com as exceções previstas neste Código. Conforme consta de fl. 124 verso, o sujeito passivo procedeu, aos 17/08/1994, a Averbação Av-8-803, à Matricula re' 803, no Livro n° 2C, da Serventia do Registro de Imóveis, da Comarca de Sena Madureira (AC), onde consta que o imóvel rural foi gravado corn Area de Utilização Limitada, no valor de 9.000 ha, nela podendo ser feita somente a exploração florestal sob a forma de manejo. Ainda, está demarcado no caderno processual (fl. 127) Termo de Responsabilidade de Preservação de Floresta, firmado pela proprietária do imóvel e o IBAMA, aos 10/08/1994, que determina o gravame, como Area de Utilização Limitada, de uma extensão no total de 9.000,00 ha. Com efeito, na espécie, como se trata de lançamento referente ao exercício 2002, e a averbação à margem do registro do imóvel da Area de Reserva Legal se deu anteriormente ao fato gerador, deve ser restabelecida aquela area preservacionista de 9.000,00ha.. Por oportuno, cabe ressaltar que a averbação de determinada area imobiliária corno reserva legal não se trata de formalidade, mas sim de ato constitutivo, vez que modifica o direito real sobre o imóvel, conforme determina o artigo 1.227 do Código 6 Processo n°11522 001469/2005-14 S2-C1T1 Acórdão n 2101-00.567 Fl 135 Art. 1..227, Os direitos reais sobre imóveis constituídos, ou transmitidos por atos entre vivos, só se adquirem com o registro FIO Cartório de Registro de imóveis dos referidos títulos (arts. 1.24.5 a 1.247), salvo os casos expressos neste Código. Ademais, que é urna peculiaridade da reserva legal a eleição, pelo proprietário, da parcela do imóvel, não inferior a 20%, que será reservada para a proteção ambiental, por tal, somente se constitui reserva legal corn a averbação daquela área no registro de imóveis, o que lhe revestirá dos efeitos contra terceiros. Assim, a Lei n°4.771, de 15/09/1965, passou a exigir a averbação no registro público, o que implica que a sua utilização se submeta As limitações legais. Nesse sentido, o entendimento do Supremo Tribunal Federal no julgamento do Mandado de Segurança n" 22688-9/PB, de relatoria do Ministro Moreira Alves (DJ de 28/04/2000), em que se discutiam os efeitos da constituição de reserva legal sobre o cálculo da produtividade de imóvel em processo de desapropriação para fins de reforma agrária, cuja ementa a seguir se transcreve: EMENTA; Mandado de Segurança Desapropriação de imóvel rural para fin.s de reforma agrária. Preliminar de perda de objeto da segurança que se rejeita No mérito, não .fizeram os impetrantes prova da averbação da área de reserva legal anteriorrnente à vistoria do imóvel, cujo laudo (fls. 71) é de 09.05_96, ao passo que a averbaçiio existente nos autos data de 2611.96 (fly. 73-verso), posterior inclusive ao Decreto em causa, que é de 06,09.96 Mandado de segurança indeferido. Em voto-vista, proferido naquele julgamento, o Ministro Sepulveda Pertence assim se pronunciou: Entendo que esse dispositivo não se refere a uma fração ideal do imóvel, mas as áreas identificadas ou identificciveis. Desde que sejam conhecidas as áreas de efetiva preservação permanente e as protegidas pela legislação ambiental devem ser tidas como aproveitadas. Assim, por exemplo, as matas ciliares, as nascentes, as margens de cursas de água, as áreas de encosta, os man guezais A reserva legal não é uma abstração matemática Há de ser entendida como uma parte determinada do imóvel Sem que esteja identificada, não é passível saber se o proprietário vem cumprindo as obrigações positivas e negativas que a legislação ambiental lhe impõe. Por outro lado, se sabe onde concretamente se encontra a reserva, se ela não foi medida e demarcada, em caso de divisão ou desmembramento de imóvel, o que dos novas proprietários só estaria obrigado por a preservar vinte cento da sua pal. 7 Desse 'nod°, a cada nova divisão ou desmembramento, haveria tuna diminuição do tamanho da reserva, proporcional diminuição do tamanho do imóvel, com o que restaria frustrada a proibição da mudança de sua destinagdo nos casos de transmissão a qualquer thigh) ou de desmembramento, que a lei foi estai prescreve. Estou assim em que, sem a averbação determinada pelo § 2° do art. 16 da Lei n°4.771/65, não existe a reserva legal Nessa mesma linha, o julgamento do Mandado de Segurança IV 23,370-2/GO, Relator designado Min. Sepólveda Pertence, DJ de 28/04/2000, com a seguinte ementa: EMENTA.. 1 - Reforma agrária, apuração da produtividade do imóvel e reserva legal .71 "reserva legal", prevista no art. 16, § 2° do Código Florestal, não 6 quota ideal que possa ser subtraida da area total do imóvel rural, para afim do cálculo de sua produtividade (cf. L 8.629/93, art.. 10, IF),senz que esteja identificada na sua averbação (v.g MS 22,688) II - Reforma agrária: desapropriação: vistoria e notificação. Ainda que na linha do entendimento majoritário do Tribunal, se empreste à notificação prá via da vistoria do imóvel exproptiando, prevista no art, 2", § 2", da L 8.926/93, as galas de requisito de validade da expropriação subseqüente, não se trata de direito indisponível: não Pode, pois, invocar a sua falta, o proprietário que, expressamente, consentiu que, sem ela, se iniciasse a vistoria. Mandado de segurança indeferido. Ressalta-se que permanece firme a jurisprudência do STF, como no julgamento do MS IV 28.156/DF, DJ de 02/03/2007. Sob esses entendimentos, a Area de reserva florestal não identificada no registro imobiliário não é de ser subtraida da area total do imóvel para o fim de cálculo da incidência do ITR. Forte no exposto, somos pelo provimento parcial ao recurso voluntário apresentado para excluir da base de cálculo do tributo 9.000 ha de Area de Reserva Legal, Sala das Sessões, em 17 de junho de 2010 -47Nasyle Olimpio nolanda 8
score : 1.0
Numero do processo: 13808.000394/2002-22
Data da sessão: Fri Mar 12 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF
Ano-calendário: 1998
PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE.
Inaplicabilidade de prescrição intercorrente em razão da Sumula CARF n° 11:
"Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal".
MPF. NULIDADE.
0 Mandado de Procedimento Fiscal é mero instrumento interno de
planejamento e controle das atividades e procedimentos da fiscalização, não implicando em nulidade do lançamento eventuais falhas na emissão e trâmite desse instrumento.
IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF - TRIBUTAÇÃO EXCLUSIVA.
Tributa-se corn fundamento no artigo 61, §§ 1°, 2° e 3° da Lei n° 8.981/1995, os pagamentos a beneficiários não identificados, os pagamentos sem causa ou cuja operação não for comprovada.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2201-000.587
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRF- ação fiscal - ñ retenção ou recolhimento(antecipação)
Nome do relator: EDUARDO TADEU FARAH
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRF- ação fiscal - ñ retenção ou recolhimento(antecipação)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201003
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF Ano-calendário: 1998 PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. Inaplicabilidade de prescrição intercorrente em razão da Sumula CARF n° 11: "Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal". MPF. NULIDADE. 0 Mandado de Procedimento Fiscal é mero instrumento interno de planejamento e controle das atividades e procedimentos da fiscalização, não implicando em nulidade do lançamento eventuais falhas na emissão e trâmite desse instrumento. IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF - TRIBUTAÇÃO EXCLUSIVA. Tributa-se corn fundamento no artigo 61, §§ 1°, 2° e 3° da Lei n° 8.981/1995, os pagamentos a beneficiários não identificados, os pagamentos sem causa ou cuja operação não for comprovada. Recurso negado.
numero_processo_s : 13808.000394/2002-22
conteudo_id_s : 6092936
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Nov 19 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2201-000.587
nome_arquivo_s : 220100587_13808000394200222_201003.PDF
nome_relator_s : EDUARDO TADEU FARAH
nome_arquivo_pdf_s : 13808000394200222_6092936.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Fri Mar 12 00:00:00 UTC 2010
id : 7985979
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:16:30 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782189084672
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-09-19T12:56:59Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 8; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-09-19T12:56:59Z; Last-Modified: 2011-09-19T12:56:59Z; dcterms:modified: 2011-09-19T12:56:59Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:1f3c2abb-703b-470d-95cd-10b3e60f62c0; Last-Save-Date: 2011-09-19T12:56:59Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-09-19T12:56:59Z; meta:save-date: 2011-09-19T12:56:59Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-09-19T12:56:59Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-09-19T12:56:59Z; created: 2011-09-19T12:56:59Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2011-09-19T12:56:59Z; pdf:charsPerPage: 1330; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-09-19T12:56:59Z | Conteúdo => Acordam os membr do olegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do olo' ator. S2-C2TI Fl. 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 13808.000394/2002-22 Recurso n° 164.012 Voluntário Acórdão n° 2201-00.587 — 2' Camara / 1 0 Turma Ordinária Sessão de 12 de março de 2010 Matéria IRRF Recorrente IGREJA ADVENTISTA DA PROMESSA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF Ano-calendário: 1998 PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. Inaplicabilidade de prescrição intercorrente em razão da Sumula CARF n° 11: "Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal". MPF. NULIDADE. 0 Mandado de Procedimento Fiscal é mero instrumento interno de planejamento e controle das atividades e procedimentos da fiscalização, não implicando em nulidade do lançamento eventuais falhas na emissão e trâmite desse instrumento. IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF - TRIBUTAÇÃO EXCLUSIVA. Tributa-se corn fundamento no artigo 61, §§ 1°, 2° e 3° da Lei n° 8.981/1995, os pagamentos a beneficiários não identificados, os pagamentos sem causa ou cuja operação não for comprovada. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Francisco is dg Oliveira Junior - Presidente Eduardo deu Farah - Relato EDITADO EM: 18 MAI ria0 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa, Rayana Alves de Oliveira França, Eduardo Tadeu Farah, Janaina Mesquita Lourenço de Souza, Moises Giacomelli Nunes da Silva e Francisco Assis de Oliveira Júnior (Presidente). 2 Processo n° 13808.000394/2002-22 S2-C2T1 Acórdão n.° 2201-00.587 Fl. 2 Relatório Igreja Adventista da Promessa recorre a este Conselho contra a decisão de primeira instância proferida pela 7 a. Turma da DRJ de Sao Paulo I, pleiteando sua reforma, nos termos do Recurso Voluntário de fls. 1409 a 1421. Trata-se de exigência de Imposto de Renda Retido na Fonte - IRRF (fls. 163/167), no montante de R$ 889.601,00 a titulo de Imposto, incluídos multa e juros de mora, calculados até 28/02/2002. A infração apurada pela fiscalização foi de pagamentos a beneficiários não identificados. A contribuinte apresentou cópias de cheques ao portador, e, portanto, sem identificação do beneficiário sendo que em outros casos constatados pela Fiscalização não foi apresentado qualquer documento (cheque) que comprovasse as operações da autuada. Não tendo sido comprovado o referido pagamento o montante foi objeto de Auto de Infração, ficando sujeito A incidência do IRRF, à aliquota de 35%, em confointidade com o previsto no art. 61 da Lei n°8.981/1995. Inconformada, a contribuinte apresentou Impugnação (fls. 314/323) alegando, em síntese: a) como se trata de entidade religiosa suas rendas provenientes de esmolas, espórtulas devem estar acobertadas pela imunidade ao IRPJ (art.150 da CF/1988); b) o auto de infração é nulo, posto que a lavratura ocorreu após o transcurso do prazo regulamentar previsto na Portaria SRF no 1.265/1999 (inicio em 30/03/2001 e término em 12/03/2002); c) a movimentação da CPMF foi elevada porque grande parte dos cheques apurados pela autoridade fiscal refere-se a valores transferidos entre contas de uma mesma entidade, portanto com o mesmo CNPJ; d) as pessoas fisicas estão identificadas nas folhas de pagamentos apresentadas pela contribuinte; e) apesar dos cheques terem sido emitidos sem constar o nome do beneficiário os mesmos foram nominados perante o banco sacado, ou seja, os cheques eram nominados ao próprio banco cujos pagamentos ou depósitos eram feitos em suas respectivas contas correntes; f) a autoridade autuante não levou em consideração a tabela progressiva do IR, ou seja, o limite de isenção. Os valores relativos ao IRRF acima do limite de isenção foram recolhidos; g) os cheques emitidos nas datas de 17/02/1998 e 13/05/1998, nos valores de R$ 5.000,00 cada, foram destinados A compra de um terreno (devido A ação movida pelo 3 vizinho). Assim, o referido valor foi depositado na conta poupança do vendedor, portanto, não caberia a incidência do IRRF (docs. 702/705); h) os cheques n°69 e 110 emitidos em 16/09/1998 e 23/11/1998, nos valores de RS 7.800,00 e R$ 24.183,00 respectivamente, foram utilizados para pagamento de congresso realizado por Departamento da Igreja (docs. 921/934). Assim, por se tratar de valores pagos a pessoas jurídicas não incidiria o IRRF. 0 cheque de no 109, emitido em 17/11/1998, no valor de R$ 15.000,00, refere-se a. transferência para a conta da autuada não sendo, portanto, devido o IRRF (doc. 1151). 0 saque/caixa efetuado na Nossa Caixa em 02/03/1998, no valor de R$ 3.893,81, foi utilizado'para pagamento de notas fiscais e duplicatas (doc. 1337); A 7a . Turma da DRJ de Sao Paulo I julgou integralmente procedente o lançamento, consubstanciado na ementa abaixo transcrita: Ementa: PAGAMENTO SEM CAUSA A BENEFICIÁRIO NÃO IDENTIFICADO. FALTA DE RECOLHIMENTO DE IRRF. Não tendo sido comprovada a causa e/ou beneficiário da operação que deu origem aos pagamentos efetuados, correta a ação fiscal ao cobrar o Imposto de Renda Retido na Fonte sobre a base de cálculo ajustada, conforme determinado pela legislação. Cientificado da decisão de primeira instancia, a recorrente apresenta tempestivamente Recurso Voluntário, sustentando, essencialmente: a) ocorrência de prescrição intercorrente; b) extinção do MPF no curso do procedimento fiscal. A conclusão do procedimento fiscal deveria acontecer até 27/07/2001, todavia, o pedido de prorrogação ocorreu em 24/08/2001; c) como se trata de entidade religiosa suas rendas provenientes de esmolas, espórtulas devem estar acobertadas pela imunidade ao IRPJ (art.150 da CF/1988); d) o cheque n° 105158, no valor de R$ 11.718,48; o cheque n° 988790, no valor de R$ 3653,54 e o cheque n° 988764, no valor de R$ 9724,55 estão devidamente comprovados conforme documentos juntados aos autos; e) os cheques emitidos nas datas de 17/02/1998 e 13/05/1998, nos valores de RS 5.000,00 cada, foram destinados à compra de um terreno (devido à ação movida pelo vizinho). Assim, como o referido valor foi depositado na conta poupança do vendedor, não caberia a incidência do IRRF (docs. 702/705); f) os cheques n°69 e 110 emitidos em 16/09/1998 e 23/11/1998, nos valores de RS 7.800,00 e R$ 24.183,00, respectivamente, foram utilizados para pagamento de congresso realizado por Departamento da Igreja, conforme nota fiscal no valor de R$ 25.857,00 e docs. 921/934. Portanto, por se tratar de valores pagos a pessoas jurídicas não incidiria o IRRF; a) o cheque de n° 109 emitido em 17/11/1998, no valor de R$ 15.000,00, refere-se a. transferência para a conta da autuada não sendo, portanto, devido o IRRF (doc.1151). 0 saque/caixa efetuado na Nossa Caixa em 02/03/98, no valor de R$ 3.893,81, foi utilizado para pagamento de notas fiscais e duplicatas (doc. 1337); Processo n° 13808.000394/2002-22 S2-C2T1 Acórdão n.° 2201-00.587 Fl. 3 Por fim, requer a contribuinte que o presente recurso seja julgado procedente e o crédito tributário cancelado. o relatório. rAz 5 Vo to Conselheiro Eduardo Tadeu Farah, Relator 0 recurso e tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. Alega preliminarmente a recorrente a ocorrência de prescrição intercorrente, pois, segundo seu ponto de vista, a imprescritibilidade do credito tributário é totalmente contrária ao nosso ordenamento jurídico. Sobre a prescrição intercorrente a matéria já foi objeto de Súmula do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Trata-se da súmula CARF n° 11, a seguir reproduzida: Súmula 1" CC n". 11: Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal. Em razão do acima exposto, rejeito a preliminar de prescrição intercorrente. Quanto A questão relativa As irregularidades ocorridas no Mandado de Procedimento Fiscal, impende inicialmente registrar que o MPF constitui-se em mero instrumento de controle da administração tributária, não podendo eventual inobservância das normas que o disciplinam gerar nulidades no âmbito do processo administrativo fiscal. Neste mesmo sentido, o pleno exercício da atividade fiscal não pode ser obstruido por força de um ato administrativo que deve ser entendido como sendo de caráter meramente gerencial. Ademais, por ser o MPF medida disciplinadora, visando A administração dos trabalhos de fiscalização, não pode se sobrepor ao que dispõe o CTN acerca do lançamento tributário. Portanto, não são causas de nulidade do lançamento, eventuais omissões ou incorreções no Mandado de Procedimento Fiscal. Destarte, não se acolhe as preliminares argüidas pela recorrente. Em relação ao mérito alega a suplicante que a Igreja Adventista da Promessa é uma entidade religiosa, portanto as rendas provenientes de esmolas, espórtulas e demais receitas dos fiéis devem ser acobertados pela imunidade ao IRPJ (art. 150 da CF/1988). Portanto, como todas as atividades acessórias seguem a principal é totalmente indevida a exigência fiscal com base no art. 61 da Lei n° 8.981/1995. De pronto, deve ser ressalvado que a imunidade constitucional a que se refere a recorre não se aproveita em relação à retenção e recolhimento de impostos sobre rendimentos pagos ou creditados e A prestação de informações, conforme se depreende da leitura do art. 144 do RIR/94: Art. 144. As imunidades, isenções e não incidências de que trata este Capitulo não eximem as pessoas jurídicas das demais obriga cães previstas neste Regulamento, especialmente as relativas a retenção e recolhimento c/c impostos sobre 6 Processo n° 13808.000394/2002-22 Acórdão n.° 2201-00.587 S2-C2T1 Fl. 4 rendimentos pagos ou creditados e à prestação de informações (Leis n`'s 4.506/64, art. 33, e 7.256/84, art. 11, § 1). Parágrafo único. A imunidade, isenção ou não incidência concedida as pessoas jurídicas não aproveita aos que delas percebam rendimentos sob qualquer titulo e forma (Decreto-lei n°5.844/43, art. 31)." Sendo assim, não há que se falar em imunidade tributária, mormente quando a operação objeto do lançamento constitui-se de rendimentos tributários. Em outra passagem afirma a recorrente que o cheque n° 105158, no valor de R$ 11.718,48; cheque no 988790, no valor de R$ 3.653,54 e cheque n° 988764, no valor de RS 9.724,55, e vários outros estão devidamente comprovados nos autos, conforme documentos carreados As fls. 355 a 1367, razão pela qual devem os mesmos serem excluídos da exigência fiscal. Compulsando inicialmente os documentos acostados As fls. 355 a 1367, verifica-se que a recorrente colaciona a imPugnação uma série de comprovantes que, em sua maioria, referem-se a pagamento de pessoal, tais como proventos de pastores, auxiliares, etc. Verifica-se, ainda, que as referidas despesas são quitadas por meio de um único cheque, na maioria das vezes, emitidos ao portador. Pois bem. Em que pese toda a documentação carreada pela suplicante, não é possível afirmar, de maneira inequívoca, que os cheques foram emitidos para a liquidação das despesas informadas. Apesar da alegação da recorrente de que todos os documentos juntados demonstram que os depósitos foram realizados nas contas correntes dos pastores, não foram carreado aos autos qualquer documento que comprove efetivamente os créditos na contas dos beneficiários. Ademais, não se encontra nos autos copia dos livros fiscais com escrituração diária demonstrando, de maneira inconteste, que tais recursos foram de fato utilizados para efetuar o pagamento das despesas da igreja. Desta forma, cumpre trazer à baila as conclusões do relator quando do julgamento de primeira instância: ... a lei confere ao sujeito passivo o ônus da prova dos registros de sua escrituração contábil e fiscal, uma vez que é a este que se solicita a identificação do beneficiário ou a comprovação da operação ou da sua causa. - 30. A defesa, por outro lado, entende que todos os pagamentos citados na autuação encontram-se nominados, ou seja, a realização de pagamentos a beneficiários estão comprovados por meio das folhas de pagamentos apresentadas (fls.355/379, 381/389, 392/418, 421/435, 437/464, 466/478, 480/499, 502/508, 510/520, 525/550, 553/565, 567/593, 595/605, 607/626, 628/639, 641/659, 661/687, 690/701, 710/714, 771, 881/888, 896/909, 914/925, 932/948, 950/958, 960/967, 971/974, 979/982, 1126/1133, 1135/1143, 1145/1156, 1168/1179, 1182/1188, 1193/1201, 1209/1215, 1218/1227, 1230/1240, 1244/1249, 1252/1285, 1287/1294, 1296/1302, 1318/1328, 1330/1341, 1344/1358, 1360/1367). No entanto, conforme constatado pela autoridade fiscal não ha a identificação dos 7 registros dos pagamentos efetuados aos beneficiários na contabilidade, em alguns casos os cheques apresentados eram ao portador, portanto, sem identificação do beneficiário dos valores e há a não apresentação dos cheques em outras. 31. No caso dos autos, a impugnante apresentou documentos que não comprovam a causa que deu origem aos pagamentos efetuados aos pastores e demais gastos. No caso dos cheques ao portador apresentados necessitar-se-ia da comprovação por parte da contribuinte de que os pagamentos .forcun efetuados aos beneficiários não bastando sua identificação apenas em folhas de pagamentos, devendo, as operações estarem registradas nos livros contábeis. A falta de identificação do beneficiário nos cheques não possibilita a identificação da clestinação do pagamento sendo insuficiente o fato de valores estarem depositados nas contas dos correntistas da instituição bancária tendo em vista que os montantes poderiam ter sido creditados de fontes diversas. A apresentação de comprovantes de depósitos bancários «is. 703/708, 716/719, 721/724, 728/731, 733/736, 738/741, 743/746, 748/749, 752/753, 756/758, 760/763, 765/767, 769, 774/777, 781/784, 786/789, 792/795, 820/824, 828/843, 845/879, 1010/1024, 1027/1041, 1043/1057, 1059/1073, 1089, 1091/1104, 1106/1121, 1124) por si s6 não comprova a origem dos depósitos efetuados e de que natureza seria o montante. 32. Para a autoridade fiscal não seria possível a identificação dos beneficiários urna vez que os registros contábeis não discriminam os beneficiários dos cheques emitidos e, dessa forma, não procede a alegação de que na apuração do valor devido do tributo não se considerou a tabela progressiva do IR. Ademais, os valores a pagar do IRRF, na ocasião do ajuste da declaração de rendimentos, deverão ser feitos pela pessoa fisica no final de cada exercício. 33. A afirmação de que grande parte dos cheques impugnados pela autoridade fiscal refere-se a valores transferidos entre contas de uma mesma entidade, portanto, com o mesmo CNPJ, o que elevou os valores tributados a titulo de CPMF, caberia ao impugnante demonstrar os referidos montantes transacionados." Portanto, como não foram colacionados outros elementos de prova, para que se possa cotejá-lo com os documentos juntados pela recorrente, não há como acatar a alegação da defesa de que os valores referem-se, efetivamente, a quitação de despesas operacionais da entidade. Prossegue a recorrente alegando que os cheques emitidos nas datas de 17/02/1998 e 13/05/1998, nos valores de R$ 5.000,00 cada, foram destinados a compra de um terreno. Deste modo, como os valores foram depositados na conta poupança do vendedor, não caberia a incidência do IRRF. Analisando detidamente a única cópia de cheque carreada pela recorrente do Banco [tau, no valor de R$ 5.000,00 (fl. 797), verifica-se que o mesmo foi emitido nominalmente a David Salviano de Souza e não ao real vendedor do imóvel. Por sua vez, no verso do. referido documento consta uma conta bancária, que segundo declaração anexa, pertence a David Salviano de Souza e a Joao Gonçalves Coutinho. 8 Edua b Tadeu Fara Processo n° 13808.000394/2002-22 S2-C2T1 Acórdão n.° 2201-00387 Fl. 5 Pelo que se vê, o deposito foi efetuado, segundo declara a recorrente, na conta do representante da empresa e do vendedor do imóvel. Todavia, não foram carreados aos autos outros elementos de prova para que se possa afirmar, com segurança, que o referido valor foi de fato depositado na compra do vendedor, bem como se refere a quitação de nota promissória decorrente a referida operação imobiliária. Ademais, de acordo com o recibo de if 815, as datas de vencimento dos pagamentos ocorreriam no dia 10 de fevereiro, entretanto, o referido cheque foi emitido no dia 17/02/1998. Portanto, como não foram carreados outros elementos de prova, entendo, pois que a recorrente não logrou comprovar a causa que deu origem aos pagamentos efetuados pelos cheques emitidos em 17/02/1998 e 13/05/1998, nos valores de R$ 5.000,00 cada. Em relação à alegação de que os cheques n° 69 e 110, emitidos em 16/0911998 e 23/11/1998, nos valores de R$ 7.800,00 e R$ 24.183,00 respectivamente, foram utilizados para pagamento de congresso realizado por Departamento da Igreja (docs. 921/934), (hospedagem de 400 mulheres), sem a comprovação de que os valores foram efetivamente utilizados para o referido fim, não há como acolhê-la. Para que se pudesse considerar como válida a referida alegação, deveria a recorrente ter carreado aos autos cópia dos cheques, bem como outros elementos de prova. Ressalte-se que o valor das notas fiscais aprésentadas não coincide corn os cheques emitidos. Destarte, deve ser mantida a exigência neste ponto. Relativamente ao cheque n° 109, no valor de R$ 15.000,00, emitido em 17/11/1998 (fls. 1123/1124), como não foi apresentada prova da origem, como cópia do cheque compensado, não é possível estabelecer, inequivocamente, que o recurso partiu de conta corrente de titularidade da própria recorrente. Deve ser ainda salientado que o comprovante de deposito carreado, por si só, não pode ser considerado como prova contundente, visto que não é possível identificar, objetivamente, a origem da referida operação. Portanto, não há novamente qualquer reparo a fazer no lançamento relativamente a este ponto. Por fim, os documentos apresentados às fls. 1304/1310 não são hábeis para justificar o saque efetuado em 02/03/1998, no valor de RS 3.893,81, posto que não coincide com a referida retirada. Ademais, a copia do extrato bancário carreado (fl. 1303) demonstra apenas que o saque foi efetuado, todavia, não que sua aplicação se deu confottne alega a recorrente. Ante ao exposto voto rejeitar as preliminares e, no mérito, negar provimento ao recurso 9
score : 1.0
Numero do processo: 10711.006139/2005-17
Data da sessão: Wed Jun 30 00:00:00 UTC 2010
Ementa: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES
Período de apuração: 04/11/2003 a 20/02/2004
EXPORTAÇÃO FICTÍCIA, FALSIDADE DE DOCUMENTOS. FRAUDE.
CONVERSÃO DA PENA DE PERDIMENTO, CABIMENTO
A exportação fictícia de produtos implica na aplicação da penalidade prevista de perdimento de mercadoria, convertida em multa por não ser mais encontrada a mercadoria, forte no art.
618 do RAl2002.
RECURSO DE OFÍCIO PROVIDO.
Numero da decisão: 3201-000.490
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado por unanimidade de votos, dar provimento ao Recurso Oficio, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
Nome do relator: Luciano Lopes de Almeida Moraes
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201006
ementa_s : OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 04/11/2003 a 20/02/2004 EXPORTAÇÃO FICTÍCIA, FALSIDADE DE DOCUMENTOS. FRAUDE. CONVERSÃO DA PENA DE PERDIMENTO, CABIMENTO A exportação fictícia de produtos implica na aplicação da penalidade prevista de perdimento de mercadoria, convertida em multa por não ser mais encontrada a mercadoria, forte no art. 618 do RAl2002. RECURSO DE OFÍCIO PROVIDO.
numero_processo_s : 10711.006139/2005-17
conteudo_id_s : 6101280
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Dec 18 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3201-000.490
nome_arquivo_s : Decisao_10711006139200517.pdf
nome_relator_s : Luciano Lopes de Almeida Moraes
nome_arquivo_pdf_s : 10711006139200517_6101280.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado por unanimidade de votos, dar provimento ao Recurso Oficio, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 30 00:00:00 UTC 2010
id : 8003847
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:16:33 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782193278976
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-02T12:09:22Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-02T12:09:21Z; Last-Modified: 2010-09-02T12:09:22Z; dcterms:modified: 2010-09-02T12:09:22Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:eca04f81-2f09-4fe6-8f84-8f002f17234e; Last-Save-Date: 2010-09-02T12:09:22Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-02T12:09:22Z; meta:save-date: 2010-09-02T12:09:22Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-02T12:09:22Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-02T12:09:21Z; created: 2010-09-02T12:09:21Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2010-09-02T12:09:21Z; pdf:charsPerPage: 1337; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-02T12:09:21Z | Conteúdo => S3-C2T1 FL 437 jark0.,. MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS„ TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO ^'Iff Processo n" 10711,0061.39/2005-17 Recurso n" 343.160 De Oficio Acórdão n° 3201-00.490 — 2° Câmara / I° Turma Ordinária Sessão de 30 de junho de 2010 Matéria IMPOSTO DE IMPRTAÇÃO Recorrente DRJ - FLORIANÓPOLIS/SC Interessado MOTO PEÇAS TRANSMISSÕES LTDA. ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 04/11/2003 a 20/02/2004 EXPORTAÇÃO FICTÍCIA, FALSIDADE DE DOCUMENTOS. FRAUDE. CONVERSÃO DA PENA DE PERDIMENTO, CABIMENTO, A exportação fictícia de produtos implica na aplicação da penalidade prevista de perdimento de mercadoria, convertida em multa por não ser mais encontrada a mercadoria, forte no art. 618 do RAl2002, RECURSO DE OFÍCIO PROVIDO, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiada por unanimidade de votos, dar provimento ao Recurso Oficio, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. -(2U 'V. Ê )• JUDITH qd A A L ARCOND S ARMANDO - residente ,— LUCIANC7LOPES D A ' MEIDA MORAES - Relator FORMALIZADO EM: 20 de julho de 2010. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Judith do Amaral Marcondes armando, Mércia Trajano D'Amorim, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Marcelo Ribeiro Nogueira, Ricardo Paulo Rosa e Tatiana Midori Migiyama ( Suplente). Processo e' 10711.006139/2005-17 S3-C2I1 Acórdão o " 3201-011490 El 438 Relatório Por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, adoto o relato do órgão julgador de primeira instância até aquela fase: Trata-se da conversão da pena de perdimento em multa pecuniária, conforme previsão contida no art. 618, inciso VI e áç 1°, do Decreto n, 4 543, de 26/12/2002, artigo 23 do Decreto n° 1.455, de 1976, com redação dada pelo artigo 59 da Lei n° 10,637, de 2002, e artigo 73, §§ 1 ° e 20 da lei n° 10.833, de 2003. Os fatos, cuja constatação ensejou a exigência em tela, revelam terem sido fictícias as operações descritas nas Declarações de Exportação reportada na peça acusatória Respostas de intimações endereçadas aos envolvidos na prática do apontado ilícito dão conta de que são falsos os correspondentes registros de presença de carga e de embarque das mercadorias, bem como de que são falsos os conhecimentos de transporte emitidos. Segundo o relato contido no auto de infração, as presenças de carga registradas envolveram a participação de funcionários afastados de suas atividades e os embarques registrados . não correspondem à verdade. Em suma, todos os intimados se eximem de responsabilidade sobre os registros efetuados em seus nomes, no Siscomex. Não foi instada a prestar esclarecimentos a empresa responsável pelo transporte das mercadorias, no trajeto definido entre o estabelecimento exportador e o local de exportação. Desses fatos, depreendeu a fiscalização que as mercadorias descritas nas notas fiscais de saída para exportação foram desviadas para o mercado interno, de modo a evitar a tributação a que estaria sujeita sua comercialização no país. Cientificada da exação, a autuada apresentou defesa argumentando, em resumo, que foram regulares os procedimentos por ela praticados, uma vez que as mercadorias saíram de seu estabelecimento com destino ao Porto do Rio de Janeiro-RJ; que essas saídas foram amparadas em notas fiscais; que as mercadorias foram devidamente entregues aos transportadores Transtolardo Transportes Rodoviários Ltda e Risso Transportadora Ltda, conforme os romaneios emitidos; que se fraude houve, essa foi praticada pelos que registraram as presenças de carga e os embarques; que os atos do despacho aduaneiro estão vinculados à ação dos agentes alfandegários; que a própria depositária admite como inflacionária a conduta de dois de seus prepostos e que não poderia suspeitar da regularidade da operação, haja vista que o importador estrangeiro acusou o recebimento das mercadorias mediante seu pagamento normal e que a própria Alfândega do Porto do Rio de Janeiro atestou seu embarque no conhecimento marítimo. Assim, conclui que se conduta ilícita foi praticada, a responsabilidade por ela não recai sobre si. Antes de tudo, mediante suficientes 2 Processo o' 10711,006139/2005-17 S3-C2T1 AcOolio o.° 3201-00.490 Fl. 439 diligências, deveria ter sido identificada a autoria do ilícito, sobretudo para evitar que, em prejuízo de quem corretamente agiu, fossem inocentados os verdadeiros responsáveis pela infração acusada, cuja espécie revela o extravio ou desvio de mercadoria pelo transportador que, responsável por sua guarda ao longo do trajeto compreendido entre o estabelecimento exportador e o porto de exportação, teria agido em associação com os responsáveis pelos procedimentos afetos à formalização das exportações. Salienta, reiteradamente, que apesar de todos os indícios, a ,fiscalização poupou as empresas transportadoras das mercadorias no território nacional de virem aos autos para esclarecer sobre a real destinação das mercadorias.. No que respeita ao enquadramento legal da infração exibido na peça acusatória, a impugnante alega que o disposto no artigo 23, do Decreto Lei n ° 1 .455, de 1976, MeSMO na sua redação atualizada, não contempla o caso dos autos. Na decisão de primeira instância, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Florianópolis/SC julgou improcedente o lançamento, conforme Decisão DRJ/FNS 12.984, de 20/06/08, fis. 426/431: Assunto: Outros Tributos ou Contribuições Período de apuração.. 04/11/2003 a 20/02/2004 Ementa. INOCORRÊNCIA DA EXPORTAÇÃO DECLARADA.. FRAUDE.. CONVERSÃO DA PENA DE PERDIMENTO. Tendo sido premissa da autuação a inocorrência da exportação registrada, então jamais existiu o objeto sujeito à pena de perdimento, o que redunda na impossibilidade de sua conversão na multa aplicada. A conversão do perdimento em pena pecuniária depende de que tenha existido mercadoria sujeita ao perdimento, cuja cominação resulte obstada pelo desaparecimento dessa mercadoria, em .franco cometimento de dano ao erário. Ressalte-se que a improcedência do lançamento ora analisado não implica a preclusão do direito de a Fazenda Pública constituir novo crédito tributário, desde que o faça previamente ao decurso do prazo decadencial. Lançamento Improcedente. Em face da decisão, é encaminhado o processo para análise do recurso de oficio. 3 Processo n° 10711006139/2005-17 S3-C2r1 Acórdão n '3201-00.490 Fl 440 Voto Conselheiro LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Relator O recurso atende aos requisitos de admissibilidade. Como verificamos dos autos, o presente processo trata da conversão da pena de perdimento em multa em face da não exportação de mercadorias. A decisão ora recorrida entendeu que não poderia ter sido realizado o lançamento, pois, em seu entender, não teria restado comprovada a exportação: Tendo em vista tratar-se de matéria reiteradamente apreciada por esta 1 a Turma de Julgamento, adoto, na solução do presente litígio, o entendimento manifestado nos Acórdãos DRJ/FNS n°, 4 168, de 11 de junho de 2004; n° 9.757 e nO 9,758, ambos datados de 25 de maio de 2007. Dos elementos que integram o auto de infração depreende-se que a ação fiscal que deu origem à exação ora litigada teve por objeto verificar a regularidade das exportações realizadas pela fiscalizada. Assim, por tudo que do processo consta, é notório o equívoco cometido na autuação, haja vista não ser essa a ocorrência infracionária verificada. Não se pode negar que as operações em causa foram objeto do despacho aduaneiro de exportação. Contra esse fato não são argumentos simples e unilaterais declarações de alguns dos responsáveis pelos registros efetuados no Siscomex, prestadas para negar a autoria da fraude. Como se vê, no limite dos elementos integrantes do presente processo, é inevitável que se infira a ocorrência de colusão entre todos os agentes envolvidos na operação tida por fictícia, Vindo a ser comprovados os fatos e sua autoria, poderia persistir a acusação de desvio para o mercado interno de mercadorias destinadas à exportação, cuja tipicidade não encontra sede nos dispositivos legais indicados no auto de infração. A julgar pelo disposto no art. 73 da Lei ri. 10.833, de 29 de dezembro de 2003, se confirmada sua ocorrência, a infração constatada não encontra tipificação no dispositivo regulamentar capitulado. Sendo premissa da autuação a inexistência da mercadoria correspondente à presença de carga registrada, então jamais existiu objeto sujeito à pena de perdimento, o que redunda na impossibilidade de sua aplicação e, conseqüentemente, na impossibilidade de sua conversão na multa aplicada_ Por outro lado, o fato inflacionário apontado não encontra amparo disposto no artigo 23 do Decreto-lei a L455, de 1976, com redação dada pelo artigo 59, inciso V e parágrafos, da Lei n° 10.637, de 2002, que considera dano ao erário, punível com a pena de perdimento ou com sua conversão em pecúnia, as inflações relativas a mercadorias estrangeiras ou nacionais, na importação ou na exportação, na hipótese de ocultação do sujeito passivo, do 4 Processo n° 10711 006139/2005-17 S3-C211 Acórdào n 3201-00.490 F1 441 real vendedor, comprador ou de responsável pela operação, mediante fraude ou simulação, inclusive a interposição fraudulenta de terceiros. Não se trata aqui da hipótese de ocultação do sujeito passivo, do real vendedor, comprador ou do responsável pela operação, mediante fraude ou simulação, inclusive a interposição fraudulenta de terceiros, mas sim de possível desvio de mercadoria destinada à exportação. Em suma, o fato infracionário descrito não está sujeito à penalidade prevista no art. 618, inciso VI, § 1° e 3', do Regulamento Aduaneiro, Decreto n° 4.543, de 26 de dezembro de 2002. Com a devida vênia, entendo de forma diferente. Da análise do Auto de Infração, podemos claramente verificar que a exportação efetivamente não ocorreu e que os documentos que a suportaram eram falsos, se não, vejamos, exemplificativamente: A empresa depositária Multi Rio Operações Portuárias S/A relatou não haver em seus registros as passagens dos contêiner que levariam a suposta carga exportada pela recorrida, bem como os pedidos de embarque que se referem à suposta transação são de outra pessoa jurídica; A empresa Oceanus Agência marítima S/A, que teria realizado o registro dos dados de embarque no SISCOMEX, informou não ter localizado qualquer registro das DDE's objeto do lançamento; e, A empresa depositária Libra Terminal Rio S/A também confirma a inexistência de registro no terminal das mercadorias embarcadas, bem como o não embarque das mesmas. Os conhecimentos de embarque que tinham seu nome foram confirmados como falsos. Neste sentido, bem dispôs a decisão recorrida: Primeiramente, apresentaremos algumas considerações referentes aos fatos apurados, que dizem respeito aos despachos de exportação (DDE's) n.'s 2031016257/2 e 2031016303/0, ambos relativos a apuração do não embarque das mercadorias no navio Libra Buenos Aires, no intuito de formar a convicção fiscal quanto à existência de fraudes nas exportações, dando ensejo a lavratura deste auto de infração: - a empresa depositária Multi-Rio Operações Portuárias S/A informou que não há em seu sistema quaisquer registros relativos às movimentações dos contêineres n.'s TPHU 4.32659-9 e TPHU 461982-7, não obstante tenha registrado as presenças de carga, as quais reconheceu como sendo irregulares; - a Multi-Rio informa também que o navio Libra Buenos Aires não operou no terminal alfandegado, na ocasião em que foram realizadas as exportações; 3 - a Libra Terminal Rio S/A informa que o navio Libra Buenos Aires de fato operou no terminal, porém não existe em seu sistema de controle 5 Processo n° 10711 006139/2005-17 S3-C2T1 Acórdão n° 3201-00.490 Fl 442 informações sobre as DDE's em questão e tampouco as cargafe embarcaram no referido navio; - o acesso ao sistema SISCOMEX, para o registro dos dados de embarque, consta como tendo sido feito pela Oceanus Agência Marítima que, em resposta à intimação n.° 90/2005, informa desconhecer o motivo pelo qual os dados de embarque foram prestados com o uso do número de seu CNPJ, não dispondo de nenhum documento relativo às DDE's, em seu arquivo; - A Cia, Libra de Navegação, representante, no Rio de Janeiro, do armador do navio Libra Buenos Aires (Comparria Sudamericana de Vapores - CSAV), NÃO reconhece como sendo de sua emissão os Conhecimentos de Embarque m c's SAL000010 e SAL000011, apresentados pela Moto Peças como os documentos de transporte que ampararam o embarque das mercadorias no navio Libra Buenos Aires, em sua viagem 0063. No que diz respeito à apuração do não embarque das mercadorias relativas às DDE's n.'s 2,040,171.801/8, 2.040.171.757/7 e 2.040.171.714/3, emitidas pela empresa Moto Peças Transmissões S/A, no navio "Jan 5", ressaltamos os seguintes fatos: 1 - A empresa depositária Multi-Rio informa que o embarque dos contêineres GRIU 1116736 (DDE n.° 2.040.171.801/8), GRIU 1121985 (DDE n.° 2.040A 71.75'7/7) e GRIU 1124618 (DDE n.° 2.040.171.714/3), no navio Jan S, ocorreu através dos Pedidos de Embarque n.'s 268/04 e 269/04, que não dizem respeito à empresa Moto Peças e, na realidade, pertencem ao embarque das mercadorias da empresa Beta (omissão do nome verdadeiro, a fim de resguardar o sigilo fiscal), correspondendo a DDE's de numerações diferentes; 2 - Os Conhecimentos de Embarque it's RI0001 (DDE n.° 2.040.171,757/7), RI0002 (DDE n.° 2.040.171.714/3) e RI0003 (DDE n.° 2,040,171,801/8), que constam registrados no sistema Siscomex, na parte relativa aos dados de embarque, cujas cópias a empresa Moto Peças Transmissões 5/A apresentou-nos quando intimada, NÃO foram emitidos pela Oceanus Agência Marítima S/A, representante do armador do navio Jan 5, Srs, Grandi Traghetti. A empresa marítima informa que esses documentos " não foram emitidos e são totalmente desconhecidos desta agência e não fazem parte da documentação emitida, relativa à carga embarcada neste porto", (destacamos). - Os Conhecimentos apresentados pela Oceanus Agência Marítima que, de fato, amparam a exportação, através de Pedido de Embarque, são os de no's 181093 e 181094, que dizem respeito às cargas exportadas pela empresa Beta ( Ferro Silicon Manganese), nos contés ineres GRIU 1124618, GRIU 1116736 e GRIU 1121985, confirmando a informação prestada pela Multi-Rio. - O Sr Marco Aurélio de Luccas, CPF n.° 273.846A08-49, que seria a pessoa responsável pelo registro dos dados de embarque das DDE's n.'s 2.040,171.757/7, 2.040.17L714/3 e 2.040.171.801/8, no navio Jan S, informa não ter sido o responsável por essas informações, registradas em 22/02/2004, no sistema Siscomex, e ainda informa estar impossibilitado de apresentar osdocumentos solicitados na intimação, considerando que não fez quaisquer registros no sistema. A contrario sensu, a recorrida emitiu notas fiscais de saída das mercadorias, fechou os respectivos contratos de câmbio junto ao Banco Sudarneris do Brasil S/A. 6 Processo IV 10711.006139/2005-17 S3-C2T1 Acórdão n.° 3201-00.490 Fl. 443 O que temos aqui comprovado claramente é o recebimento de valores do exterior sem fato que o suportasse. É de ressaltar que mesmo diante destas informações de inexistência de embarque das mercadorias, a recorrida não procedeu a nenhum ato tendente a verificar o suposto extravio, bem como não há nos autos qualquer diligencia ocorrida tendente à devolução do valor recebido referente a um pagamento de compra de mercadorias que nunca foram recebidas. Temos então que se configura a hipótese de falsificação de documentos na suposta exportação, havendo sim a subsunção do fato à norma prevista no inciso VI do art. 618 do Decreto ne° 4,543/2002: Art, 618. Aplica-se a pena de perdimento da mercadoria nas seguintes hipóteses, por configurarem dano ao Erário: VI - estrangeira ou nacional, na importação ou na exportação, se qualquer documento necessário ao seu embarque ou desembaraço tiver sido falsificado ou adulterado; § 1° A pena de que trata este artigo converte-se em multa equivalente ao valor aduaneiro da mercadoria que não seja localizada ou que tenha sido consumida (Decreto-lei n{} 1.455, de 1976, art. 2.3, § 3', com a redação dada pela Lei n° 10.637, de 2002, art. 59). Ora, a falsidade dos documentos de exportação são evidentes, não havendo qualquer alegação ou prova que tenha demonstrado o contrário. Todas as partes ouvidas foram unânimes em não reconhecer os documentos apresentados como suportes da exportação realizada, ou seja, é cabal a prova da falsidade de documentos relativos à exportação supostamente promovida pela recorrida. Ademais, a despeito do entendido proferido na decisão recorrida, o art. 490 do RIPI é claro ao dispor que outras penalidades podem sim ser aplicadas ao caso, além daquela, o que também afasta o argumento utilizado pela DIU pala a não aplicação da penalidade ora debatida. Por fim, a jurisprudência administrativa é toda neste sentido, do cabimento da aplicação da multa lançada, como vemos: Acórdão n.° 4360, de 06 de agosto de 2004: ASSUNTO: Normas Gerais de Direito Tributário EMENTA: EXPORTADOR. RESPONSABILIDADE NA EXPORTAÇÃO FlUUDULENTA, Verificada a .fraude em documentos relativos à exportação caracteriza-se a responsabilidade do ex-portador (grifamos)„ sem prejuízo da eventual solidariedade de outras pessoas e salvo os casos em que ele (exportado?) demonstre a culpa exclusiva de outros, quais sejam, o depositário dou transportador, Constatado que os AWB relativos à exportação são falsos e sendo que as mercadorias não foram localizadas aplica-se a multa substitutiva à pena de perdimento, contra o exportador Acórdão n.° 5106, de 17 de dezembro de 2004: 7 Processo tf 10711006139/2005-17 S3-C2T1 Acórdão ri," 3201-00.490 Ft 444 ASSUNTO: Imposto de Exportação - EMENTA: EXPORTAÇÃO FitTiCIA, A não comprovação da efetividade das exportações indicadas nos documentos emitidos pela interessada enseja a aplicação da pena de perdimento das mercadorias, A não localização de tais produtos motiva a exigência da multa substitutiva da pena de perdimento. Acórdão n.° 5107, de 10 de dezembro de 2004: ASSUNTO: Imposto de Exportação - EMENTA: EXPORTAÇÃO FICTiCIA - A utilização de documento de transporte ,falso no despacho de exportação motiva a aplicação da pena de perclimento das mercadorias A não localização de tais produtos dá ensejo à exigência da multa substitutiva da pena de perdimento Acórdão n.° 5038, de 26 de novembro de 2004: ASSUNTO: Obrigações Acessórias EMENTA.' EXPORTAÇÃO. DOCUMENTOS FALSIFICADOS DANO AO ERÁRIO, PENA DE PERDIMENTO, CONVERSÃO EM MULTA, A conversão da pena de perdimento em multa equivalente ao valor aduaneiro da mercadoria que não seja localizada ou que tenha sido transferida a terceiro ou consumida somente é possível para infrações configuradas como dano ao erário ocorridas a partir de 30/08/2002, Ao fim e ao cabo, entendo correto o lançamento, motivo pelo qual deve ser revista a decisão proferida pela DRJ. Ante o exposto, voto por dar provimento ao Recurso de Oficio. LUCIANO LOPES D MEIDA MORAES 8
score : 1.0
Numero do processo: 18471.001852/2004-75
Data da sessão: Mon Jul 05 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF
Ano-calendário: 1999
IRRF. PAGAMENTO SEM CAUSA. DATA DE OCORRÊNCIA DO FATO
GERADOR. O fato gerador do IRRF devido por remuneração indireta paga a sócio ocorre a cada mês. Não observado na autuação as datas de ocorrência dos fatos geradores não pode subsistir o lançamento tributário por ofensa à norma de regência do referido tributo.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 1801-000.256
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado
Matéria: IRF- ação fiscal - outros
Nome do relator: Ana de Barros Fernandes
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRF- ação fiscal - outros
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201007
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF Ano-calendário: 1999 IRRF. PAGAMENTO SEM CAUSA. DATA DE OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR. O fato gerador do IRRF devido por remuneração indireta paga a sócio ocorre a cada mês. Não observado na autuação as datas de ocorrência dos fatos geradores não pode subsistir o lançamento tributário por ofensa à norma de regência do referido tributo. Recurso Voluntário Provido.
numero_processo_s : 18471.001852/2004-75
conteudo_id_s : 5770964
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 19 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1801-000.256
nome_arquivo_s : Decisao_18471001852200475.pdf
nome_relator_s : Ana de Barros Fernandes
nome_arquivo_pdf_s : 18471001852200475_5770964.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado
dt_sessao_tdt : Mon Jul 05 00:00:00 UTC 2010
id : 6934147
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:14:51 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782200619008
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-12-21T10:02:59Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-12-21T10:02:59Z; Last-Modified: 2010-12-21T10:02:59Z; dcterms:modified: 2010-12-21T10:02:59Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:6f48c846-94f1-48f5-a42d-f5235c105546; Last-Save-Date: 2010-12-21T10:02:59Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-12-21T10:02:59Z; meta:save-date: 2010-12-21T10:02:59Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-12-21T10:02:59Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-12-21T10:02:59Z; created: 2010-12-21T10:02:59Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2010-12-21T10:02:59Z; pdf:charsPerPage: 1243; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-12-21T10:02:59Z | Conteúdo => /s. SI-TE01 Fl MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 1847L001852/2004-75 Recurso n" 163282 Voluntário Acórdão n° 1801-00.256 — i a Turma Especial Sessão de 05 de julho de 2010 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO - IRRF - PAGAMENTO SEM CAUSA Recorrente COLORTEL S/A SISTEMAS ELETRÔNICOS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF Ano-calendário: 1999 IRRF. PAGAMENTO SEM CAUSA. DATA DE OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR. O fato gerador do IRRF devido por remuneração indireta paga a sócio ocorre a cada mês. Não observado na autuação as datas de ocorrência dos fatos geradores não pode subsistir o lançamento tributário por ofensa à norma de regência do referido tributo. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. ANA DE BARROS FERNANDES - Presidente e Relatora EDITADO EM: 12 NOV 2010 Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Maria de Lourdes Ramirez, André Almeida Blanco, Rogério Garcia Peres e Ana de Barros Fernandes. Relatório A empresa foi auditada e no procedimento fiscal verificou-se que diversas contas de ordem pessoal do sócio foram contabilizadas como despesas operacionais na empresa, ensejando a lavratura do Auto de Infração de fls. 37 a 42, para exigência de IRRF pelo pagamento de remunerações indiretas, no valor de R$ 12.684,96, mais multa de oficio regular e juros moratórios. Assim restou explicitada a autuação:` A empresa efetuou pagamentos indevidos da despesas particulares do sócio REYNALDO LEVI CARNEIRO, de alimentação, hotéis, decorações etc, conforme discriminadas nas fls. do razão da GC do mesmo, N 24,54,05,03, em anexo, deixando de incluir em seus rendimentos, bem C01120 não efetuou a retenção e o recolhimento do Imposto de Renda na Fonte sobre estas remunerações indiretas. Procedemos a lavratura do auto de infração, reajustando a base de cálculo conforme o disposto no art.,622 combinado com o art 675 do RIR/99. A empresa impugnou o lançamento tributário às fls. 60 a 64. Argumenta, em apertada síntese, que a autuação não está claramente explicitada, que as despesas não foram discriminadas especificamente, que o valor da matéria tributável é questionável e que não constituem remuneração ao sócio, mas sim empréstimos realizados. A Oitava Turma de Julgamento da DRJ no Rio de Janeiro/RJ I exarou o Acórdão n° 12-15:758/07, fis, 91 a 97, mantendo o lançamento tributário, restando assim fundamentado: Cabe a análise do que vem a ser a expressão "pagamento sem causa", Inicialmente, cabe esclarecer que o dispositivo acima transcrito refere-se à causa jurídica, não podendo ser confundida com o inativo, em sentido estrito, que é de cunho subjetivo. Da Teoria Geral das Obrigações se extrai com base no artigo 964 do Código Civil em vigor na época dos . fatos, (artigo 876 do atual), que pagamento sem causa é todo aquele , feito sem a pré- existência da obrigação, portanto, indevido. Pagamento sem causa significa pagamento indevido às .finalidades sócio econômicas da sociedade empresarial, pois, não decorreu de uma obrigação. Também sign(fica pagamento inadequado, se, não teve, ao menos, o potencial de gerar beneficio ou utilidade para a sociedade, Neste sentido, os pagamentos . feitos pela Interessada em beneficio do sócio, Sr Reynaldo Levi Carneiro, tiveram como motivo despesas' particulares concernentes a restaurantes, hotéis, decorações, alimentações e presentes, revelando-se como indevidas e inadequadas às finalidades empresariais,' portanto, os desembolsos caracterizaram-se como pagamentos sem causa, i(Y 2 Processo n° 18471,001852/2004-75 Si-TE01 Acórdão n." 1801-00.256 Fi, 2 A relação entre , fisco e contribuinte não é informal, é formal e vinculada à lei, sem exceção. O contribuinte não se exime de apresentar a prova da efetiva realização dos negócios jurídicos em toda a sua extensão. Assim, a declaração do I RPF do sócio e, até mesmo, a própria contabilidade, se desacompanhada de documentos hábeis e idóneos, não comprovam por si só, que ocorreu empréstimo/mutuo. A Interessada, na impugnação, em 12-01- 200.5, não acostou documentos que comprovassem a amortização/liquidação do suposto mútuo por parte do sócio. Não consta nos autos que, a Fiscalização reconheceu que a operação foi de empréstimo. Da base tributável. Quanto aos valores, cabe registrar que a infração do IRRF, decorreu da autuação da inflação 003 do IRRI, no âmbito do Processo n t). 18471 ,001849/2004-51, cujo montante .foi confirmado como sendo R$30...596,00. O parágrafo 3°., do artigo 61, da Lei n°, 8.981, de 1995, determina que o rendimento será considerado liquido cabendo o reajustamento do respectivo rendimento bruto sobre o qual recairá o imposto., Portanto, o rendimento liquido a ser considerado na aplicação deste parágrafo 3', é de R$30 596,00, Em conseqüência, este valor correspondera à 65% do valor do rendimento bruto sobre o qual deverá recair o imposto, que deveria ser R$47,070,76 Desta forma, o imposto a ser lançado deveria ter sido de R$16 474,76. Tendo por base que os órgãos de julgamento não tem competência de lançamento, deve ser mantido o valor lançado de imposto no valor de R$12.684,96 Tempestivamente, a empresa apresentou o Recurso Voluntário de fis, 100 a 127, instruindo-a com cópia do Auto de Infração lavrado contra si para exigência de IREI, bem como da decisão de primeiro grau exarada pela mesma turma de julgamento — Acórdão 12- 15,757/07 — processo n° 18471.001849/2004-51. Contesta a autuação objeto do presente processo pelas seguintes razões: I) ausência de motivação do ato administrativo e flagrante ofensa ao artigo 142 do Código Tributário Nacional pelo ato de a fiscalização não identificar precisamente quais seriam as despesas e os pagamentos que foram considerados remuneração indireta e que ensejaram a exigência de 1RRF; II) a descrição genérica de 'despesas e pagamentos' consignada no Auto de Infração denota que todos os valores constantes da conta contábil especificada podem ter sido considerados base tributável de IRRF, mas esta soma importa em R$ 17,360,34 e não 3 R$36.242,75, consoante apurado no Auto de Infração; esta falha macula insuperavelmente o lançamento tributário, razão pela qual deve ser declarado nulo; III) no acórdão vergastado a turma julgadora explicou que o valor da base tributável decorreu do item 003 do Auto de Infração lavrado contra a recorrente, objeto de outro processo fiscal, mais precisamente, suposta infração de que as despesas não seriam necessárias à empresa, devendo ser adicionadas ao lucro real; IV) ocorre que, também naquela autuação, o auditor fiscal não discriminou as despesas e/ ou os pagamentos sem causa, elementos indispensáveis à identificação da ocorrência do fato gerador e das bases tributáveis; V) o valor total lançado na conta n° 24.54,05.03 é inferior ao considerado na autuação como base tributável para exigência de IRRF; V) em vista da ausência da descrição precisa da suposta infração, bem como a quantificação exata da base de cálculo, acarretam a nulidade do presente lançamento tributário; VI) outra conseqüência da ausência de identificação precisa de cada valor que ensejou a tributação ora erguida, é o impedimento que a recorrente sofre de verificar as datas das tais despesas/pagamentos sem causa, para poder exercer o direito de verificar estar a autuação fulminada pela decadência ou não; o Auto de Infração foi lavrado em 13/12/2004, enquanto os lançamentos contábeis foram registrados entre 01/12 a 31/12/99; não identificados individualmente as despesas/pagamentos sem causa impossível verificar-se quais incorridos antes ou depois de 13/12/99; VII) os valores constantes da referida conta contábil referem-se a amortizações de empréstimos efetuados pelo sócio, Reynaldo L Carneiro à empresa; ao invés de receber quantias em dinheiro, a empresa pagava despesas diversas em seu favor; VIII) este fato está comprovado nos autos e foi devidamente justificado durante a fiscalização; cita o empréstimo de R$70.000,00 retirado de poupança da esposa do sócio e depositado em favor da empresa (este valor foi tributado como suprimento de caixa, sem comprovação); IX) não se pode admitir que a fiscalização afirme que a declaração de rendimentos e o Livro Razão não são documentos hábeis e comprovar as operações e as causas; suposta inidoneidade deve ser comprovada pela fiscalização, o que não aconteceu; cita acórdão administrativo que versa sobre a necessidade do fisco comprovar a ocorrência da situação descrita no art. 61, § 1°, da Lei n" 8.981/95, sendo que a fonte pagadora, naquele caso, apresentou documentação comprovando as operações que ensejaram os pagamentos, não restando o fisco provar inidoneidade deste documentos; X) a poupança da esposa possuía saldo suficiente para a realização do empréstimo em 20/12/99. Protesta, por fim, ipisis litteris: (a) o Auto de Infração lavrado contra a ora Recorrente não descreve precisamente quais seriam as despesas consideradas corno pagamento sem causa, fato que impede a identificação do fato gerador e da base tributável; 4 Processo n'18471 001852/2004-75 81-TE01 Acórdão n 1801-00.256 Fl 3 (b) embora a fiscalização tenha se reportado à descrição constante do item 003 do Auto de Infração que deu origem ao Processo Administrativo n° 18471.001849/2004-51, no intuito de jus4ficar a "base tributável" utilizada para a exigência do IRR.F pretendido, naqueles autos também deixou de descrever precisamente quais seriam as despesas consideradas como pagamento sem causa, e seus respectivos valores; (c) a totalidade dos valores lançados na conta n° 24,54.05.03 do livro Razão importa em valor inferior ao considerado para .fins de apuração da "base tributável" do IRRF pretendido; (d) a falta de indicação precisa dos pagamentos considerados sem causa impede a aferição da observância do prazo decadencial, nos termos do disposto no ,§ 4° do art. 150 do Código Tributário Nacional, tendo em vista que na conta n° 24.54.05,03 do livro Razão foram escriturados os pagamentos de despesas incorridas no período compreendido entre 01/12/1999 e 31/12/1999, e o Auto de Infração foi lavrado em 13/12/2004; (e) todas as despesas e as pagamentos escriturados na conta n° 24,54.05,03, do Livro Razão (doc. 04 da Impugnação), referem- se à amortização do empréstimo realizado pelo Sr, Reynaldo Levi Carneiro à Recorrente; e (f) houve efetiva transferência do numerário relativo ao empréstimo efetuado pelo Sr, Reynaldo Levi Carneiro à Recorrente (doc. anexo); Extraio do Acórdão prolatado no processo n° 18471,001849/2004-51 o seguinte trecho, relativo à infração 003, citada pela recorrente: Da infração 003. Relatou a Fiscalização que, a Intere.ssada deixou de comprovar' a necessidade operacional das despesas de restaurantes, hotéis, decorações, alimentações, presentes, despesas diversas, no valor de R$30.596,00, realizadas pelo sócio Sr.. Reynaldo Levi Carneiro, contabilizadas como contra partida na conta-corrente do mesmo (24,54.05,03), conformefls, 51/61_ Resta claro que, as despesas glosadas foram as especificadas no livro razão analitico, contabilizadas como contra partida na conta 24.54..05.03 individualizadas às . fls 51/61. Às lis, 49, item 5, consta que a Interessada foi intimada a comprovar a necessidade das despesas efetuadas pelo sócio creditadas a seu .favor e contabilizadas na empresa como despesa. A Interessada não acostou aos autos as contrapartidas do lançamento, bem como, documentos hábeis a comprovar a alegação de que, as despesas não afetaram o resultado do exercício. Voto pela procedência do lançamento. É o relatório, Passo a apreciar as razões recursais, 5 Voto Conselheira ANA DE BARROS FERNANDES Conheço do recurso voluntário interposto, por tempestivo. I) Das preliminares I.a) Das nulidades suscitadas — ausência de descrição precisa da matéria tributável A argumentação da recorrente é reiterada no sentido de que a fiscalização não explicitou adequadamente a matéria tributável do lançamento tributário ora em litígio. Verifico, primeiramente, que a fiscalização no bojo do Auto de Infração lavrado contra a recorrente expressamente vinculou a matéria às folhas do Razão Analítico, mais precisamente à conta contábil REYNALDO LEVI CARNEIRO, n° 245405A3 pertinentes ao ano-calendário de 1999, exercício financeiro de 2000, na qual constata-se diversos pagamento em favor de Reynaldo Levi Carneiro, tais como transporte de barco, net, Shoreline — manutenção de barco, Iate Clube, aluguel de garagens, despesas "Teresópolis" (luz, guarda, passagens), Light, compra de passagens Rio/Paris/Rio (para a esposa do sr. Reynaldo), luz/guarda e limpeza da casa de Petrópolis, Telemar, conserto máquina de lavar, hotéis, floricultura, fotos, presentes, restauração de móveis, etc — fis. 12 a 22. Em seguida, constato que a fiscalização intimou a empresa a esclarecer, especificamente quanto aos valores transitados nesta conta contábil, mantida em nome do sócio sr. Reynaldo - fls. 10 e 11, Termo de Intimação Fiscal: I- .1 4- Comprovar através de documentação hábil, o valor de R$ 70.000,00 recebido do sócio REYNALDO LEVI CARNEIRO, "em 20/12/1999, contabilizado na c/c do mesmo (24,54.05.03); 5- Tendo em vista que os valores de despesas efetuadas pelo sócio REYNALDO LEVI CARNEIRO, creditados a seu favor em sua conta corrente n° 24,54,05,03, que constam discriminados nas /is. do Livro Razão em anexo e contabilizados nesta empresa como despesa que a mesma deixou de comprovar as suas necessidades operacionais, informar se estes valores abaixo totalizados mensalmente, .foram incomorados aos vencimentos deste sócio e se houve retenção do Imposto de Renda na Fonte, deverá apresentar os respectivos comprovantes' 01/1999R$ 6255,93 02/1999R$ 737,81 03/1999 R$ 6567,83 04/1999 R$ 4,563,92 0511999 R$ 6214,90 6 Processo n° 18471.001852/2004-75 Acórdão n,° 1801-00.256 Si-TE01 Fi 4 06/1999 RS 5,160,61 12/1999 R$ 1.095,00 TOTAL R$ 30,596,00 Em resposta da fiscalizada à referida intimação fiscal, fis, 23 a 25, a empresa esclareceu: 4 — O valor de R$ 70.000,00 (setenta mil reais) foi sacado da conta de poupança n° 1499923 da agência 0389 do banco Itait S/A, em nome de Santa Levi Carneiro, cônjuge do Sr Reynaldo Levi Carneiro, e imediatamente depositado na conta da Colortel neste. mesmo banco e agência, conta de poupança esta que consta das declarações de rendimentos do mesma desde sua abertura, já que o casar faz a declaração em conjunto, razão pela qual este valor foi considerado como crédito do sócio junta a empresa. (anexo declaração de rendimento exercício 2000). 5 — Os valores mencionados neste item não foram incorporados aos vencimentos do sócio, e não tiveram retenção de imposto de renda na fonte, pois a empresa entendeu estes gastos como despesas operacionais da empresa. Desta forma, a resposta da empresa restou bem clara, Tanto quanto aos valores, quanto a sua natureza. Observo, ainda, que a empresa registra em conta contábil específica os empréstimos realizados, tais como aqueles efetuados a Cíntia Levi Carneiro – fls. 30, o qual restaram esclarecidos à fiscalização que indevidamente foram contabilizados em conta Fornecedores, mas posteriormente foram estornados e contabilizados em conta apropriada Não vejo o porquê da empresa possuir duas sistemáticas na contabilidade para tratar dos empréstimos realizados. A recorrente argumenta que os pagamentos sem causa considerados pela fiscalização foram efetuados em valores inferiores àquele que constou como matéria tributável. Ocorre que a fiscalização considerou todos os meses do ano-calendário de 1999 e não somente o valor relativo ao mês de dezembro. Como demonstrado no Termo de Intimação e na referência às folhas do Razão, o valor apurado pela fiscalização refere-se a todos os meses, de janeiro a dezembro de 1999„ Mais ainda soma-se para afastar esta alegação de nulidade do lançamento tributário em questão é a argumentação falaciosa de que nos autos de exigência de IRP.1 as despesas não foram discriminadas, A recorrente traz esta alegação mas não faz prova com a integralidade da cópia do Auto de Infração, que ao contrário do que alega, expressamente diz – fls. 142: 003 - CUSTOS, DESPESAS OPERACIONAIS E ENCARGOS NÃO NECESSÁRIOS 7 Valor apurado conforme demonstrado no anexo ao auto de infração. Fato Gerador Valor Tributável ou Imposto Multa(%) 31/12/1999 R$ 30.596,00 7.5,00 (grifos não pertencem ao original) Por último, mas não de somenos importância, resta trazer a esta fundamentação a bem colocada explicação quanto à forma de apurar a matéria tributável em questão feita pela turma de julgamento a qzto — repriso do relatório: Da base tributável. Quanto aos valores, cabe registrar que a infração do IRRF, decorreu da autuação da inflação 003 do 1RP,I, no âmbito do Processo n°.18471,001849/2004-51, cujo montante foi confirmado como sendo R$30„596,00. O parágrafo 3°., do artigo 61, da Lei n°, 8.981, de 1995, determina que o rendimento será considerado liquido cabendo o reajustamento do respectivo rendimento bruto sobre o qual recairá o imposto. Portanto, o rendimento liquido a ser considerado na aplicação deste parágrafo 3°, é de R$30 596,00. Em conseqüência, este valor correspondera à 65% do valor do rendimento bruto sobre o qual deverá recair o imposto, que deveria ser R$47.070,76 Desta forma, o imposto a ser lançado deveria ter sido de R$16 474,76, Tendo por base que os órgãos de julgamento não tem competência de lançamento, deve ser mantido o valor lançado de imposto no valor de R$12.684,96, Firmo o entendimento, pois, que a empresa está plenamente ciente de quais os valores considerados a título de remuneração indireta ao sócio Reynaldo Levi Cordeiro, sujeito pois à tributação de 35%, a título de IRRF, consoante norma de regência. Afasto a alegação desta nulidade. Lb) Decadência O fato gerador do IRRF é mensal. Dispõe o artigo 675, em seu § 2° do Regulamento do Imposto de Renda vigente — RIR199 (Decreto n° 3.000/99): Remuneração Indireta Paga a Beneficiário não Identificado Art. 675. A falta de identificação do beneficiário das despesas e vantagens a que se refere o art. 622 e a sua não incorporação ao salário dos beneficiários, implicará a tributação exclusiva na fonte dos respectivos valores, à aliquota de trinta e cinco por cento (Lei n2 8.383, de 1991, art. 74, ,§ 22, e Lei n2 8 981, de 1995, art. 61, yr 12). 8 Processo ri° 18471,001852/2004-75 S1-TE01 Acórdão n 1801-00,256 Fl 5 § 12 O rendimento será considerado líquido, cabendo o reajustamento do respectivo rendimento bruto sobre o qual recairá o imposto (Lei n2 8,981, de 199.5, art. 61, ,sç 32,, § 22 Considera-se vencido o imposto no dia do pagamento da referida importância (Lei n2 8.981, de 1995, art. 61, § Desta forma, forçoso é reconhecer que no lançamento tributário não se poderia ter somado todos os pagamentos realizados indiretamente ao sócio, sr. Reynaldo Levi Cordeiro, incorridos mensalmente, e tributado-os como se houvessem sido efetuados somente em 31/12/99, assim como acontece com o IRP.1", cujo fato gerador ocorre em 31/12/99. Em assim sendo, os valores de base de cálculo apurados para os meses de janeiro a novembro de 1999 foram efetivamente alcançados pela decadência, restando apenas o valor relativo a dezembro de 1999 — R$ 1.095,00 (valor líquido). A matéria tributável do presente litígio, portanto, de pronto, deveria ser reduzida para R$ L684,61 (valor bruto), Todavia, a inobservância à norma legal quanto à ocorrência do fato gerador da obrigação tributária, no caso exigência de IRRF, no ato administrativo do lançamento tributário fulmina-o com nulidade material. A constituição do lançamento tributário, por meio da autuação do contribuinte, é atividade plenamente vinculada às normas de regência de cada tributo. A confusão entre os elementos materiais de cada tributo é inadmissível por parte do agente tributário. O fato gerador do 1RRF não ocorre na mesma data que o fato gerador do IRPJ, apurado de forma anual, portanto a autuação para a exigência do 1RRF deve ser declarada insubsistente pelo equívoco cometido quanto à data de ocorrência do fato gerador. Voto em dar provimento ao recurso voluntário, ANA DE BARROS FERNANDES - Relatora 9
score : 1.0
Numero do processo: 10980.009503/2005-21
Data da sessão: Thu Apr 08 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Obrigações Acessórias
Exercício: 2000
Ementa: PEREMPÇÃO. Não se conhece do recurso interposto além do prazo fixado no artigo 33 do Decreto 70235, de 1972, por perempto, quando restar comprovada sua extemporaneidade.
Numero da decisão: 1803-000.376
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo, nos termos do relatóprio e voto que integram o presente juglado. Em face da declaração de impedimento do Conselheiro Sergio Rodrigues Mendes, foi convocado o Conselheiro Eduardo Martins Neiva Monteiro para compor o colegiado. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Benedicto Celso Benicio Júnior.
Matéria: IRPJ - multa por atraso na entrega da DIPJ
Nome do relator: Selene Ferreira de Moraes
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - multa por atraso na entrega da DIPJ
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201004
ementa_s : Obrigações Acessórias Exercício: 2000 Ementa: PEREMPÇÃO. Não se conhece do recurso interposto além do prazo fixado no artigo 33 do Decreto 70235, de 1972, por perempto, quando restar comprovada sua extemporaneidade.
numero_processo_s : 10980.009503/2005-21
conteudo_id_s : 5690325
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 08 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1803-000.376
nome_arquivo_s : Decisao_10980009503200521.pdf
nome_relator_s : Selene Ferreira de Moraes
nome_arquivo_pdf_s : 10980009503200521_5690325.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo, nos termos do relatóprio e voto que integram o presente juglado. Em face da declaração de impedimento do Conselheiro Sergio Rodrigues Mendes, foi convocado o Conselheiro Eduardo Martins Neiva Monteiro para compor o colegiado. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Benedicto Celso Benicio Júnior.
dt_sessao_tdt : Thu Apr 08 00:00:00 UTC 2010
id : 6667218
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:14:25 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782204813312
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-02T17:02:05Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-02T17:02:05Z; Last-Modified: 2010-09-02T17:02:05Z; dcterms:modified: 2010-09-02T17:02:05Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:73a23417-b269-4472-a89b-8c00e37e94fc; Last-Save-Date: 2010-09-02T17:02:05Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-02T17:02:05Z; meta:save-date: 2010-09-02T17:02:05Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-02T17:02:05Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-02T17:02:05Z; created: 2010-09-02T17:02:05Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2010-09-02T17:02:05Z; pdf:charsPerPage: 1371; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-02T17:02:05Z | Conteúdo => , ,, . S1-1E03 ; F 1 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA ':..1:.•::1;*. .:.." CONSELHOPRIM E IR AsSEÇÃO ÃA. DO DMEI JNIJILSGTAR AM ETN ITVO O DE RECURSOS FISCAIS q c.:... _.) Processo n' 10980.00950.3/2005-21 Recurso n" 167.427 Voluntário ; • Acórdão n" 1803-00.376 — 3" Turma Especial Sessão de 08 de abril de 2010 Matéria IRP,I Recorrente CENTRO DE REINTEGRAÇÃO SOCIAL TRABALHÃO DA ÚLTIMA HORA. Recorrida 1" TURMA/MU-CURITIBA/PR Assunto: Obrigações Acessórias Exercício: 2000 Ementa: PEREMPÇÃO. Não se conhece do recurso interposto além do prazo fixado no artigo 33 do Decreto 70235, de 1972, por perempto, quando restar comprovada sua extemporaneidade. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo, nos termos do relatóprio e voto que integram o presente juglado. Em face da declaração de impedimento do Conselheiro Sergio Rodrigues Mendes, foi convocado o Conselheiro Eduardo Martins Neiva Monteiro para compor o colegiado. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Benedicto Celso Benicio Júnior. ., _ ,_ _ ____.. • --- - -- ,:-.!... -. .- -- ii.aril • E...FE-RR-É-RA DE MORAES — Presidente e Relatora EDITADO EM: ., , , r. g tlp Lwuu - J L Participaram, da sessão de julgamento os Conselheiros: Selene Ferreira de Moraes, Luciano Inocêncio dos Santos, Walter- Adolfo Maresch e Eduardo Martins Neiva Monteiro. 1 Relatório Por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, adoto o relato do órgão julgador de primeira instância até aquela fase: "Trata o presente processo de auto de infração 10), cientificado em 01/08/2005 (/1 18), mediante o qual é exigido da contribuinte qualificada o crédito tributário de R$ 414,35 referente à multa por atraso na entrega da declaração de rendimentos da pessoa jurídica relativa ao ano-calendário1999. 2. O enquadrainento legal do lançamento encontra-se discriminado no campo 05 (Descrição dos Fatos/Fundamentação) do auto de infração, à fl. 10. 3. Em 31/08/2005, a contribuinte apresentou a impugnação de fls. 01/08, instruída com os documentos de fls. 09/16, cujo teor é a seguir sintetizado. 4 Alega, inicialmente, que a DIRI foi entregue e que teria havido falha no sistema de registro da data de envio. Diz, ainda, que é entidade imune/isenta de tributação e que, assim, não teria havido qualquer-prejuízo ao Erário. 5. A seguir, reclama da ausência e Sustenta a necessidade de prévia intimação do contribuinte para prestar esclarecimentos à fiscalização. 6 Sustenta, também, que a DIRT foi corretamente preenchida e que teria havido falha no sistema de transmissão de dados da Receita Federal, sendo inexigível a multa lançada 7. Na seqüência, aduz a necessidade de fixação da multa no valor míninno legal, que delènde ser de R$ 165,74, como estabelecido no art. 964 do Regulamento do Imposto de Renda. 8. Diz, a seguir, que não houve prejuízos ao Erário e que o .fim da multa em questão é meramente arrecadató rio 9. Ao final, pede o cancelamento da exigência ou, conforme o caso, a sua redução para R$ 165,74. 10. É o relatório." A Delegacia de Julgamento considerou o lançamento procedente, em decisão assim ementada: "DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS DA PESSOA JURÍDICA, MULTA POR ATRASO NA ENTREGA A pessoa jurídica que, obrigada à entrega da declaração de rendimentos, a apresenta fora do prazo legal, está sujeita à multa estabelecida na legislação de regência".. 2ezis/ Processo n° 10950009503/2005-21 S1-TE03 Acórdão n° 1803-00.376 Fl. 2 Contra a decisão, interpôs a contribuinte o presente Recurso Voluntário, em que, além de reiterar as alegações contidas na impugnação, apenas aduz que o recurso é tempestivo e é inexigível o depósito recursal de 30% como condição para seguimento do recurso. É o relatório. Voto Conselheira SELENE FERREIRA DE MORAES, Relatora A contribuinte foi cientificada por via postal, tendo recebido a intimação em 13/05/2008 (AR de fls. 28). O recurso foi protocolado em 16/06/2008, ou seja, após o transcurso do prazo legal de 30 dias previsto no Decreto n° 70.2.35/1972. Aduz a recorrente que foi intimada em 16/05/2008, conforme o extrato dos Correios, anexado às fls. 39. Ocorre porém que o extrato anexado pela recorrente refere-se ao objeto IV RL876077899BR, e não ao AR enviado e recebido pela contribuinte nos presentes autos (fls. 28). No AR de fls. 28 — número RL876075677BR - constam os números da intimação de fls. 26 e do presente processo administrativo - 10980,009503/2005-21. Como muito bem ressaltado no despacho de fls. 41, o AR ri.° RL876077899BR foi enviado a outro contribuinte, qual seja, Igreja Presbiteriana Renovada de Vila Camargo, nos autos de outro processo administrativo — 10980,009488/2005-11. Por conseguinte, restou comprovado nos autos a intempestividade do recurso. A contagem do prazo para apresentação do recurso iniciou em 14 de maio de 2008, primeiro dia útil após a intimação, conforme definido no art. 5 0 do Decreto n. 70,235, de 1972, sendo o prazo fatal para apresentação do recurso a data de 12 de junho de 2008, uma quinta-feira. Porém, a contribuinte só protocolou seu recurso voluntário em 16/06/2008 (fls. 41), depois de transcorridos mais de 30 (trinta) dias da ciência da decisão, implicando, portanto, na sua perempção, ex-vi do artigo .33 do Decreto n°, 70.235, de 1972. Ante todo o exposto, voto por NÃO CONHECER do recurso, por perempto, uma vez que restou comprovada sua extemporaneidade. EItENE FERREIRA DE MORAES 3
score : 1.0
Numero do processo: 11020.001018/2004-49
Data da sessão: Thu Jul 08 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ
Exercício: 2000, 2001
NULIDADE DO LANÇAMENTO. PRETERIÇÃO DA ESCRITA. IMPRECISÃO. FALTA DE CLAREZA. INOCORRÊNCIA, Não se há de acolher arguição de nulidade do lançamento quando não se constatam as alegações da recorrente acerca de preterição da escrita e dos documentos e
consequente arbitramento dos valores, nem sobre deficiente descrição e apuração da matéria tributária.
JOGOS DE BINGO. RECEITA DA ATIVIDADE, Considera-se como
receita própria, sujeita à incidência tributária, a parcela de vinte e oito por cento do total arrecadado com a exploração de jogos de bingo, à luz das disposições do art, 14 do Decreto n° .3,659, de 2000.
LUCRO PRESUMIDO. JOGOS DE BINGO. PERCENTUAL. Em conformidade com descrição contida no ato que regulamentou a autorização e
a fiscalização de jogos de bingo (Decreto n° 3.659, de 2000), a exploração da referida atividade constitui serviço público de competência da União (art. 10) e, como tal, a luz da legislação do imposto de renda, submete-se ao percentual de presunção de 32%.
MULTA DE OFÍCIO, INCONSTITUCIONALIDADE, CONFISCO. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de
lei tributária.
JUROS DE MORA. TAXA SELIC. A partir de 1 2 de abril de 1995, os juras moratórias incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para
títulos federais. Súmula rit) 4 do CARF.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 1301-000.342
Decisão: Acordam os membros do colegiada, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso voluntário, reduzindo a receita bruta para a incidência do IRPJ, a qual deve ser recalculada, aplicando-se o percentual de 28% ao valor que consta na coluna intitulada "3,1,1.01001. Venda de Carteias" no demonstrativo de fls. 11/12, e procedendo aos novos cálculos daí decorrentes, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF- lucro presumido(exceto omis.receitas pres.legal)
Nome do relator: Waldir Viega Rocha
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - AF- lucro presumido(exceto omis.receitas pres.legal)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201007
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2000, 2001 NULIDADE DO LANÇAMENTO. PRETERIÇÃO DA ESCRITA. IMPRECISÃO. FALTA DE CLAREZA. INOCORRÊNCIA, Não se há de acolher arguição de nulidade do lançamento quando não se constatam as alegações da recorrente acerca de preterição da escrita e dos documentos e consequente arbitramento dos valores, nem sobre deficiente descrição e apuração da matéria tributária. JOGOS DE BINGO. RECEITA DA ATIVIDADE, Considera-se como receita própria, sujeita à incidência tributária, a parcela de vinte e oito por cento do total arrecadado com a exploração de jogos de bingo, à luz das disposições do art, 14 do Decreto n° .3,659, de 2000. LUCRO PRESUMIDO. JOGOS DE BINGO. PERCENTUAL. Em conformidade com descrição contida no ato que regulamentou a autorização e a fiscalização de jogos de bingo (Decreto n° 3.659, de 2000), a exploração da referida atividade constitui serviço público de competência da União (art. 10) e, como tal, a luz da legislação do imposto de renda, submete-se ao percentual de presunção de 32%. MULTA DE OFÍCIO, INCONSTITUCIONALIDADE, CONFISCO. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. A partir de 1 2 de abril de 1995, os juras moratórias incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. Súmula rit) 4 do CARF. Recurso Voluntário Provido em Parte.
numero_processo_s : 11020.001018/2004-49
conteudo_id_s : 5881228
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 23 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1301-000.342
nome_arquivo_s : Decisao_11020001018200449.pdf
nome_relator_s : Waldir Viega Rocha
nome_arquivo_pdf_s : 11020001018200449_5881228.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiada, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso voluntário, reduzindo a receita bruta para a incidência do IRPJ, a qual deve ser recalculada, aplicando-se o percentual de 28% ao valor que consta na coluna intitulada "3,1,1.01001. Venda de Carteias" no demonstrativo de fls. 11/12, e procedendo aos novos cálculos daí decorrentes, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Jul 08 00:00:00 UTC 2010
id : 7364768
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:15:28 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782206910464
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-12-21T10:04:17Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-12-21T10:04:16Z; Last-Modified: 2010-12-21T10:04:17Z; dcterms:modified: 2010-12-21T10:04:17Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:9950b50a-4e25-4ae9-8a9a-581b2300f082; Last-Save-Date: 2010-12-21T10:04:17Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-12-21T10:04:17Z; meta:save-date: 2010-12-21T10:04:17Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-12-21T10:04:17Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-12-21T10:04:16Z; created: 2010-12-21T10:04:16Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; Creation-Date: 2010-12-21T10:04:16Z; pdf:charsPerPage: 1898; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-12-21T10:04:16Z | Conteúdo => S1-C311 Fi 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 11020,001018/2004-49 Recurso n" 171,231 Voluntário Acórdão n" 1301-00.342 — 3" Câmara / 1" Turma Ordinária Sessão de 08 de julho de 2010 Matéria IRP.I Recorrente BINGPLAY ENTRETENIMENTOS LTDA. Recorrida 1' TURMA/DRJ-SANTA MARIA/RS ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2000, 2001 NULIDADE DO LANÇAMENTO. PRETERIÇÃO DA ESCRITA. IMPRECISÃO. FALTA DE CLAREZA. INOCORRÊNCIA, Não se há de acolher arguição de nulidade do lançamento quando não se constatam as alegações da recorrente acerca de preterição da escrita e dos documentos e consequente arbitramento dos valores, nem sobre deficiente descrição e apuração da matéria tributária. JOGOS DE BINGO. RECEITA DA ATIVIDADE, Considera-se como receita própria, sujeita à incidência tributária, a parcela de vinte e oito por cento do total arrecadado com a exploração de jogos de bingo, à luz das disposições do art, 14 do Decreto n° .3,659, de 2000, LUCRO PRESUMIDO. JOGOS DE BINGO. PERCENTUAL. Em conformidade com descrição contida no ato que regulamentou a autorização e a fiscalização de jogos de bingo (Decreto n° 3.659, de 2000), a exploração da referida atividade constitui serviço público de competência da União (art. 10) e, como tal, a luz da legislação do imposto de renda, submete-se ao percentual de presunção de 32%. MULTA DE OFÍCIO, INCONSTITUCIONALIDADE, CONFISCO. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. A partir de 1 2 de abril de 1995, os juras moratórias incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. Súmula rit) 4 do CARF, Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiada, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso voluntário, reduzindo a receita bruta para a incidência do IRPJ, a qual deve ser recalculada, aplicando-se o percentual de 28% ao valor que consta na coluna intitulada "3,1,1.01001. Venda de Carteias" no demonstrativo de fls. 11/12, e procedendo aos novos cálculos daí decorrentes, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado, LEONARDO DE ANDRADE COUTO - Presidente WALDIR VEI ROCHA Relator EDITADO EM: te12 NOV 2010 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Waldir Veiga Rocha, Ricardo Luiz Leal de Melo, Paulo Jakson da Silva Lucas, Fábio Soares de Melo, Valmir Sandri e Leonardo de Andrade Couto, Relatório BINGPLAY ENTRETENIMENTOS LTDA., já qualificada nestes autos, inconformada com o Acórdão n° 18-9.625, de 18/09/2008, da 2a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Santa Maria/RS, recorre voluntariamente a este Colegiada, objetivando a reforma do referido julgado. Trata o presente processo de auto de infração de fl. 05, lavrado em 24/05/2004 (ciência em 31/05/2004, cf. fl. 51), para constituição de crédito tributário do Imposto de Renda Pessoa Jurídica IRPJ, por fatos geradores ocorridos nos anos-calendário 1999 e 2000. O total da exação alcançou RS 153.575,63, ai incluídos juros moratórias e multa proporcional de 75%, conforme Demonstrativo Consolidado do Crédito Tributário do Processo à fl. 04. Segundo a Descrição dos Fatos (fl. 06), o Fisco apurou divergências entre os valores declarados em DIN' e DCTF e aqueles escriturados na contabilidade. As diferenças foram consideradas receitas omitidas e lançadas respeitando-se a tempestiva opção do sujeito passivo pelo lucro presumido. Ciente das exigências e com elas áresignado, o contribuinte apresentou a impugnação de fls. 55/66, em que aduz argumentos assim resumidos pelo relatou do processo por ocasião do julgamento em primeira instância: Após resumos dos fatos relacionados com a exação, a Defesa, em sede de preliminar, argúi a nulidade do Auto de Infração, ..por inexistência de segurança jurídica para sua perfectibilização" (folha 56), na medida em que a Fiscalização preteriu o exame da escrita contábil, arbitrando os valores apurados a partir de análise de elementos insuficientes. Acrescenta que a descrição dos fatos e a apuração da matéria tributária é deficiente, vulnerando as disposições do Processo Administrativo Cita e transcreve Seabra Fagundes e Hely Lopes Meirelles. Invoca EDITADO EM: 2 Processo n" 11020001018/2004-49 SI-C31-1 Acórdão ri 1301-00342 El 2 jurisprudência do antigo TFR. Ainda, segundo a Defesa, ",a imprecisão contida no referido auto de infração quanto à forma de arbitramento procedida pelo Fisco fere, também, o disposto no artigo 37, caput da Constituição federal de 1988 e o artigo 142 e seu parágrafo único, do CTN, porque afasta o ato vinculado da lei ." (folha 59-60), No mérito, rechaça a imputação de existência de diferenças a serem recolhidas a título de IRPJ, na medida em que, de acordo com o artigo 105 do Decreto n2 2,754, de 1998 e artigo 14 do Decreto n2 3,659, de 2000, transcritos às folhas 64 e 65, não são todas as receitas que se submetem à tributação pelo IRRI e pela CSLL, devendo- se afastar da tributação aquelas que não ingressam no patrimônio da sociedade. Alega, ainda, que a Fiscalização equivocou-se ao aplicar o percentual de 32% sobre a receita proveniente da venda de carteias para apuração da base de cálculo do IRPJ. No entender do Contribuinte, esse percentual deveria ser de 8%, pois se trata de venda de mercadorias, conforme jurisprudência administrativa do Conselho de Contribuintes, que cita e transcreve às folhas 63 e 64. Acusa a multa aplicada de ter caráter confiscatório e de escapar ao princípio da razoabilidade Impugna, finalmente, a aplicação da taxa SELIC no cálculo dos juros de mora, que considera inconstitucional. Conclui, requerendo a procedência de sua impugnação, para o fim de desconstituir-se o Auto de Infração,. A 1" Turma da DR.' em Santa Maria/RS analisou a impugnação apresentada pela contribuinte e, por via do Acórdão n° 18-9,625, de 18/09/2008 (fls. 88/95), considerou procedente o lançamento com a seguinte ementa: Assunto: . Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 1999, 2000 NULIDADE Demonstrado que o Auto de ração foi .formalizado de acordo com os requisitos de validade previstos em lei e que não ocorreu violação das disposições dos artigos 10 e 59 do Decreto n " 70235, de 1972, não há que se acatar o pedido de nulidade formalizado pelo Contribuinte.. Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica — IRPJ Ano-calendário: 1999, 2000 RECEITA DECLARADA A MENOR.. TRIBUTAÇÃO Procede a tributação das diferenças entre as receitas declaradas ao Fisco e as lançadas nos livros contábeis, JOGO DE BINGO, TRIBUTAÇÃO COM BASE NO LUCRO PRESUMIDO, RECEITA BRUTA No caso da pessoa jurídica explorar o fogo de bingo, a receita bruta para fins de apuração do lucro presumido corresponde a totalidade dos valores arrecadados na distribuição de cartelas desse jogo, sem qualquer dedução, 3 LUCRO PRESUMIDO, JOGO DE BINGO PERCENTUAL O lucro presumido das pessoas jurídicas, cuja atividade seja a exploração de sorteios do jogo de bingo, quando conhecida a receita bruta, é determinado mediante a aplicação de 32% sobre a arrecadação total auferida na distribuição de carteias desse jogo. Assunto.• Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário. 1999, 2000 PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DISCUSSÃO hicabível na esfera administrativa a discussão de que uma determinada norma legal não é aplicável por _ferir princípios constitucionais, pois essa competência é atribuída exclusivamente ao Poder Judiciário, na fOrma dos artigos 97 e 102 da Constituição Federal. MULTA DE LANÇAMENTO DE OFÍCIO CARÁTER CONFISCA TORIO Falece a alegação da imposição de multa col?fiscatória emr face da aplicação da multa de ofício quando o lançamento está de acordo com a legislação vigente ACRÉSCIMOS LEGAIS, JUROS MORA TÓRIOS, TAXA SELIC Os juros moratórias incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. O órgão preparador buscou cientificar o sujeito passivo da decisão de primeira instância por via postal, em seu domicílio tributário. Entretanto, a correspondência de ti, 98 foi devolvida ao remetente pela empresa de Correios. Nova tentativa foi feita, desta vez para o endereço da pessoa que consta nos cadastros da RF.B como responsável pelo sujeito passivo, tendo sido a correspondência entregue em 21/10/2008, conforme Aviso de Recebimento à fl. 100. A contribuinte apresentou recurso voluntário em 24/11/2008 conforme carimbo de recepção à folha 101 No recurso interposto (fis, 102/115), a interessada repete, mais ou menos com as mesmas palavras, os argumentos anteriormente aduzidos na impugnação. É o Relatório, 4 Processo n° 11020 001018/200449 S1-C3T1 Acórdão n " 1301-00342 Ft 3 Voto Conselheiro WALDIR VEIGA ROCHA A correspondência entregue por via postal em endereço diverso daquele eleito pelo sujeito passivo e fornecido, para fins cadastrais, à Receita Federal não caracteriza a ciência da decisão de primeira instância, nos termos do art 2.3 do Decreto n° 70„235/1972. Entretanto, visto que o contribuinte compareceu ao processo para interpor recurso voluntário, tenho que a ciência foi de fato feita, embora não se possa precisar sua data. Desta forma, o recurso interposto deve ser considerado tempestivo e merece ser conhecido. Preliminarmente, a recorrente repete suas arguições de nulidade, em face da preterição da escrita e dos documentos e consequente arbitramento dos valores, Sustenta, ainda, ter havido deficiente descrição e apuração da matéria tributária. A imprecisão e a falta de clareza no procedimento adotado pelo Fisco seria capaz de macular todo o procedimento fiscal, tomando-o nulo. Compulsando os autos, não constato o preterimento da escrita e demais documentos a que se refere a recorrente. As diferenças entre valores declarados e escriturados foram apuradas pelo Fisco exatamente mediante o exame dos livros contábeis da interessada, cujas cópias instruem os autos a partir da ti. 13 e que deram origem ao demonstrativo de fls. 11/12. Em nenhum momento se verificou arbitramento de valores, muito menos do lucro, O lançamento foi feito pelo critério do lucro presumido, conforme tempestiva opção do contribuinte. Em que pese a simplicidade da infração apurada, sua descrição e respectivo enquadramento legal às fls. 06/07 são adequados e suficientes para que a autuada pudesse compreender em toda sua extensão o que lhe foi imputado, podendo exercer, como de fato o fez, seu direito à ampla defesa e ao contraditório. No que toca ao Termo de Intimação n° 0.3, cuja cópia o contribuinte faz acostar à fl. 81, a reclamação é de que o prazo de dez dias estabelecido para seu atendimento não teria sido respeitado pelo Fisco, ao lavrar o auto de infração antes de seu decurso. De se observar, entretanto, que os elementos de que necessitava o Fisco para a lavratura do presente auto de infração já se encontravam em seu poder, tratando-se referido Termo da obtenção de informações e provas para o prosseguimento da ação fiscal, em relação a períodos de apuração subseqüentes, conforme se observa do teor do Termo de Encerramento à fl. 10. Desta forma, rejeito a preliminar de nulidade do lançamento. No mérito, a recorrente pretende que, por se tratar de administradora de bingos vinculada à Federação Gaúcha de Handebol, apenas 28% de suas receitas sofreriam a incidência tributária, à luz do que estabelecem o art. 105 do Decreto if 2.574/1998 e o art. 14 do Decreto n° 3.659/2000. Em primeira instância, a Turma Julgadora não acolheu essa pretensão, escudada na definição de receita bruta que exsurge da conjugação dos artigos 518, 519 e 224, todos do Decreto n° .3.000/1999 (Regulamento do Imposto de Renda — RIR/99). Sua conclusão 5 foi de que "somente poderiam ser excluídas as parcelas repassadas a terceiros caso houvesse legislação específica para tanto ou no caso de ter apurado o lucro com base no lucro real", Eis o texto dos artigos dos Decretos invocados pela recorrente: Decreto ,i"2.574, de 29/04/1998 Art 105 A destinação total de recursos arrecadados em cada sorteio dar-se-á nos seguintes termos . (Revogado peio Decreto n°3.659, de 14.11.2000) I - sessenta e cinco por cento para a premiação, incluindo a parcela correspondente ao imposto sobre a renda e outros eventuais tributos e taxas incidentes,. - a premiação líquida terá a seguinte distribuição: a) Bingo oitenta por cento; h) Linha doze por cento; c) Acumulado, Extra Bingo e Reserva oito por centro; III - vinte e oito por cento para custeio de despesas de operação, administração e divulgação; e IV - sete por cento para as entidades desportivas ou para as Decreto tz° 3.659 de 14/11/2000 Art. I' A exploração de jogos de bingo, serviço público de competência da União, será executada, direta ou indiretamente, pela Caixa Econômica Federal em todo o território nacional, nos termos das Leis n's 9.615, de 24 de março de 1998, e 9.981, de 14 de julho de 2000, dos respectivos regulamentos, deste Decreto e das demais normas expedidas no âmbito da competência conferida à Caixa Econômica Federal. Art. 14. A destinação total dos recursos arrecadados em cada sorteio dos jogos de bingo permanente ou eventual será efetuada da seguinte forma: 1- cinqüenta e três e meio por cento para a premiação, incluindo a parcela correspondente ao imposto sobre a renda e outros eventuais tributos sobre a premiação; - vinte e oito por cento para custeio de despesas de operação, administração e divulgação; Iii - sete por cento para as entidades desportivas; IV- quatro e meio por cento para a União,. e - sete por cento para a CAIXA. 6 Processo o" / 1020 001018/2004-49 S1-C3T1 Acórdão o ° 1301-00.342 FI, 4 Art. 19. Ficam revogados o capta e o § do art. 74 e os arts. 75 a 105 do Decreto n° 2.574, de 29 de abril de 1998. De se observar que o texto dos Decretos se refere sempre ao valor arrecadado, dando destinação específica a parcelas desse valor. Tenho que o valor arrecadado não se pode confundir com o valor da receita auferida pela entidade que explora o jogo de bingo. De fato, parcela significativa dos valores arrecadados é destinada a terceiros, e não integra, a meu ver, o conceito de receita própria do contribuinte, sujeita à incidência tributária. Assiste razão à recorrente ao afirmar que tão somente 28% dos totais arrecadados com bingo consistem em receitas próprias para fazer frente aos custos/despesas com a operação, administração e divulgação do negócio. Essas são as receitas sobre as quais há de incidir o tributo, independentemente da forma de apuração do imposto, seja o lucro real, presumido ou arbitrado. O mesmo não ocorre no que tange a sua reclamação quanto ao percentual de presunção aplicado pelo Fisco à receita bruta, Entende a recorrente que seria aplicável um percentual único de 8%, incidente tanto sobre a receita decorrente da exploração da atividade de bingo, quanto sobre a receita auferida com o restaurante, isso porque, alega, a atividade de bingo seria, na verdade, venda de carteias (mercadorias). O próprio Decreto ri° 3,659/2000, em seu artigo 1°, acima transcrito, traz a correta solução para essa questão, ao definir que a exploração de jogos de bingo é serviço publico, a ser explorado direta ou indiretamente pela Caixa Econômica Federal, Em se tratando de serviço, correto o percentual de 32% aplicado pelo Fisco, cabendo tão somente reduzir a receita sobre o qual haverá de incidir, conforme acima exposto. Nessa linha de raciocínio, destaco o acórdão a seguir., prolatado pelo extinto Primeiro Conselho de Contribuintes: JOGOS DE BINGO - RECEITA DA ATIVIDADE - Improcede a argumentação de que fbi tributada a totalidade da receita auferida na exploração de Jogos de bingo quando se constata que a autoridade fiscal, observando disposições do Decreto n° 3.659, de 2000, calcula a matéria tributável com base no percentual de vinte e oito por cento do total dos recursos apurados. LUCRO PRESUMIDO - JOGOS DE BINGO - PERCENTUAL Em conformidade com descrição contida no ato que regulamentou a autorização e a fiscalização de jogos de bingo (Decreto n° 3.659, de 2000), a exploração da referida atividade constituía serviço público de competência da União (art. 1 0) e, como tal, a luz da legislação do imposto de renda, submete-se ao percentual de presunção de 32%. (Acórdão 105- 17099, de 26/06/2008, processo 110.20,001244/2005-19, Relato,- Cons. Wilson Fernandes Guimarães.) Também a jurisprudência administrativa colacionada pela recorrente é nesse sentido. Embora a ementa possa sugerir entendimento diferente, o seguinte trecho do voto condutor do acórdão é esclarecedor: Destarte, não há qualquer irregularidade no lançamento que, após verificar supressão de numerário pela legitima apreensão de livros contábeis da Recorrente, aplica o percentual de 28% referente à cota dos recursos arrecadados pertencentes ao 7 contribuinte, subtraindo deste saldo valores devidamente declarados, obtendo-se, finalmente, a base sobre a qual incidirá o coeficiente de determinação do lucro, in casa, 32%. (Acórdão 108-07.683, de 29/01/2004, processo 11060.000704/2002-64, Relatora Cons Karen Jureidini Dias de Mello Peixoto) A receita bruta para a incidência do IRP.1 deve, então ser recalculada, aplicando-se o percentual de 28% ao valor que consta na coluna intitulada "3.1.101001: Venda de Carteias" no demonstrativo de fls. 11/12, e procedendo aos novos cálculos daí decorrentes. A seguir ., insurge-se a reCOIT ente contra a aplicação da multa de 75%, prevista pelo art, 44, inciso 1, da Lei n° 9,430/1996 (antes das alterações introduzidas pela Lei n" 11,488/2007). Por sua ótica, essa multa teria efeito confiscatório, afrontando assim o inciso IV do art. 150 da Constituição Federal, Assim reza o dispositivo constitucional invocado pela recorrente (grifo não consta do original): Ari 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: IV- utilizar tributo com efeito de confisco,- [ Por pertinente, reproduzo abaixo o artigo 3 0 da Lei n° 5„172/1966 (CTN) (grifo não consta do original): Art. .3" Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, aue não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. Ora, desde que tributo não é sanção de ato ilícito, conforme dispõe o CTN, fica patente a distinção entre tributo e multa, esta, sim, de natureza punitiva. E a vedação constitucional invocada se refere tão somente a tributo. Quanto à multa ora em discussão, inaplicável a limitação constitucional do poder de tributar trazida pela recorrente. E para sepultar de vez qualquer discussão sobre esse ponto, deve ser trazida à colação a súmula n° 2 deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, pelo que desnecessário se faz qualquer outro comentáriol: Súmula CARI' 11 0 2: O CARF Mio é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Acrescento que, tratando-se de penalidade expressamente prevista em lei, a autoridade administrativa não pode dela dispor, menos ainda se a recorrente não demonstra de que forma e por quais motivos teriam oconido o alegado desajustamento aos princípios gerais de direito e a ofensa ao princípio da razoabilidade. As súmulas do CARF se encomiam consolidadas no Anexo III da Portaria CARF n° 106, de 12/12/2009, publicada no DOU de 22/12/2009. 8 Processo n" 1 1020.0010 1 8/2004-49 SI-C3T1 Acórdão o 1301-00342 El 5 Finalmente, o questionamento acerca da aplicação da taxa SEL,IC para cálculo dos juros moratórios é matéria que já foi inúmeras vezes discutida por este Colegiada, bem assim pelo extinto Primeiro Conselho de Contribuintes e pelo CARF, e se encontra pacificada, a ponto de resultar na súmula n° 4, a seguir reproduzida2: Súmula CARF n' 4: A partir de 1" de abril de 199.5, os juros moratórias incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. Por amor à clareza, trago à colação às disposições do art. 161, § 1 0, do CTN (grifeis não constam do original): Ari 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. § 1' Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês. Ocorre que a Lei if 9,4.30/1996, em seu artigo 61, § 3', conjugado com o art, 5, § 3', veio a dispor de modo diverso, estabelecendo a aplicação de juros equivalentes à taxa SELIC sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos não pagos, nos seguintes termos (grifas não constam do original): Art. .5" O imposto de renda devido, apurado na forma do art. 1", será pago em quota única, até o último dia útil do mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração, 3" As quotas do imposto serão acrescidas de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SEL1C para títulos .federais, acumulada mensalmente, calculados a partir do primeiro dia do segundo mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração até o último dia do mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês do pagamento. [ Art. 6]. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1" de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação especifica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso, r. 2 As súmulas do CAIU se encontram consolidadas no Anexo III da Portaria CARF n° 106, de 12/12/2009, publicada no DOU de 22/12/2009 9 § 3" Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora cakulados à taxa a que se refere o § 3' do art. 5", a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês do pagamento. Não acolho, pois, as alegações acerca da aplicação da taxa SELIC. Por todo o exposto, em conclusão, voto por rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso voluntário, reduzindo a receita bruta para a incidência do 'RN, a qual deve ser recalculada, aplicando-se o percentual de 28% ao valor que consta na coluna intitulada "3.1101.001.. Venda de Cartelas" no demonstrativo de fls. 11/12, e procedendo aos novos cálculos daí decorrentes, WALDIR VEIGA KOCHA Relator 10
score : 1.0
Numero do processo: 10283.005879/2007-95
Data da sessão: Wed Feb 23 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Contribuição Social Sobre o Lucro Liquido
Ano-Calendário: 1999
SALDO NEGATIVO DE CSLL. ERRO NO PREENCHIMENTO DA DCTF. CIRCUNSTÂNCIA QUE NÃO EXCLUI O DIREITO DE APROVEITAR O SALDO NEGATIVO EFETIVAMENTE APURADO EM EXERCÍCIO ANTERIOR.
Nos anos de 1996, 1997 e 1998, a empresa apurou saldo negativo de CSLL. No ano de 1999, a recorrente continuou com prejuízo e, por consequência, não apurou CSLL a pagar. Assim, o saldo negativo existente no final de 1998, mesmo sem considerar qualquer recolhimento a título de estimativas no ano seguinte, continuou a existir no final de 1999, podendo ser utilizado, para fins de compensação, com débitos fiscais da competência de novembro de 2003 e seguintes.
Não será pelo fato da recorrente ter cometido erro na entrega da DCTF, relativa ao ano de 1999, que perderá o direito de utilizar o saldo negativo existente no final do ano-calendário de 1998, para compensar débitos da competência relativa aos meses que compõem o ano de 2003.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 1402-000.430
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado em dar provimento parcial ao
recurso, nos seguintes termos: 1) Em primeira votação, por maioria de votos, afastar a exigência de informação da compensação na DCTF, na vigência da redação original do art. 74
da Lei 9.430/1996, como condição para a realização da compensação, vencidos os Conselheiros Carlos Pelá (relator) e Albertina Silva Santos de Lima que negavam provimento
ao recurso. 2) Em segunda votação, por maioria de votos, determinar o retorno dos autos à Unidade de origem para que a autoridade administrativa aprecie o mérito, considerando o saldo
negativo acumulado em 31.12.99, vencido o Conselheiro Eduardo Martins Neiva Monteiro que votou pela realização de diligência. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Moises Giacomelli Nunes da Silva. Ausentes, momentaneamente, os Conselheiros Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Frederico Augusto Gomes de Alencar. Participou do julgamento o Conselheiro Eduardo Martins Neiva Monteiro.
Nome do relator: Conselheiro Carlos Pelá
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201102
ementa_s : Contribuição Social Sobre o Lucro Liquido Ano-Calendário: 1999 SALDO NEGATIVO DE CSLL. ERRO NO PREENCHIMENTO DA DCTF. CIRCUNSTÂNCIA QUE NÃO EXCLUI O DIREITO DE APROVEITAR O SALDO NEGATIVO EFETIVAMENTE APURADO EM EXERCÍCIO ANTERIOR. Nos anos de 1996, 1997 e 1998, a empresa apurou saldo negativo de CSLL. No ano de 1999, a recorrente continuou com prejuízo e, por consequência, não apurou CSLL a pagar. Assim, o saldo negativo existente no final de 1998, mesmo sem considerar qualquer recolhimento a título de estimativas no ano seguinte, continuou a existir no final de 1999, podendo ser utilizado, para fins de compensação, com débitos fiscais da competência de novembro de 2003 e seguintes. Não será pelo fato da recorrente ter cometido erro na entrega da DCTF, relativa ao ano de 1999, que perderá o direito de utilizar o saldo negativo existente no final do ano-calendário de 1998, para compensar débitos da competência relativa aos meses que compõem o ano de 2003. Recurso Voluntário Provido em Parte.
numero_processo_s : 10283.005879/2007-95
conteudo_id_s : 5654064
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Nov 07 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 1402-000.430
nome_arquivo_s : Decisao_10283005879200795.pdf
nome_relator_s : Conselheiro Carlos Pelá
nome_arquivo_pdf_s : 10283005879200795_5654064.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado em dar provimento parcial ao recurso, nos seguintes termos: 1) Em primeira votação, por maioria de votos, afastar a exigência de informação da compensação na DCTF, na vigência da redação original do art. 74 da Lei 9.430/1996, como condição para a realização da compensação, vencidos os Conselheiros Carlos Pelá (relator) e Albertina Silva Santos de Lima que negavam provimento ao recurso. 2) Em segunda votação, por maioria de votos, determinar o retorno dos autos à Unidade de origem para que a autoridade administrativa aprecie o mérito, considerando o saldo negativo acumulado em 31.12.99, vencido o Conselheiro Eduardo Martins Neiva Monteiro que votou pela realização de diligência. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Moises Giacomelli Nunes da Silva. Ausentes, momentaneamente, os Conselheiros Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Frederico Augusto Gomes de Alencar. Participou do julgamento o Conselheiro Eduardo Martins Neiva Monteiro.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 23 00:00:00 UTC 2011
id : 6557550
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:14:17 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782264582144
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2474; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T2 Fl. 1 1 S1C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10283.005879/200795 Recurso nº 176.760 Voluntário Acórdão nº 140200.430 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 23 de fevereiro de 2011 Matéria RECONHECIMENTO DIREITO CREDITORIO. SALDO NEGATIVO CSLL Recorrente YAMAHA MOTOR DA AMAZONIA LTDA Recorrida 1a. TURMA DRJBELO HORIZONTE Assunto: Contribuição Social Sobre o Lucro Liquido AnoCalendário: 1999 SALDO NEGATIVO DE CSLL. ERRO NO PREENCHIMENTO DA DCTF. CIRCUNSTÂNCIA QUE NÃO EXCLUI O DIREITO DE APROVEITAR O SALDO NEGATIVO EFETIVAMENTE APURADO EM EXERCÍCIO ANTERIOR. Nos anos de 1996, 1997 e 1998, a empresa apurou saldo negativo de CSLL. No ano de 1999, a recorrente continuou com prejuízo e, por consequência, não apurou CSLL a pagar. Assim, o saldo negativo existente no final de 1998, mesmo sem considerar qualquer recolhimento a título de estimativas no ano seguinte, continuou a existir no final de 1999, podendo ser utilizado, para fins de compensação, com débitos fiscais da competência de novembro de 2003 e seguintes. Não será pelo fato da recorrente ter cometido erro na entrega da DCTF, relativa ao ano de 1999, que perderá o direito de utilizar o saldo negativo existente no final do anocalendário de 1998, para compensar débitos da competência relativa aos meses que compõem o ano de 2003. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado em dar provimento parcial ao recurso, nos seguintes termos: 1) Em primeira votação, por maioria de votos, afastar a exigência de informação da compensação na DCTF, na vigência da redação original do art. 74 da Lei 9.430/1996, como condição para a realização da compensação, vencidos os Conselheiros Carlos Pelá (relator) e Albertina Silva Santos de Lima que negavam provimento ao recurso. 2) Em segunda votação, por maioria de votos, determinar o retorno dos autos à Unidade de origem para que a autoridade administrativa aprecie o mérito, considerando o saldo negativo acumulado em 31.12.99, vencido o Conselheiro Eduardo Martins Neiva Monteiro que Fl. 813DF CARF MF Emitido em 29/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/07/2011 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA Assinado digitalmente em 29/07/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 12/07/2011 por MOISES GIACOM ELLI NUNES DA SILVA, 16/07/2011 por CARLOS PELA Processo nº 10283.005879/200795 Acórdão n.º 140200.430 S1C4T2 Fl. 2 2 votou pela realização de diligência. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Moises Giacomelli Nunes da Silva. Ausentes, momentaneamente, os Conselheiros Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Frederico Augusto Gomes de Alencar. Participou do julgamento o Conselheiro Eduardo Martins Neiva Monteiro. (assinado digitalmente) Albertina Silva Santos de Lima – Presidente. (assinado digitalmente) Carlos Pelá – Relator. (assinado digitalmente) Moisés Giacomelli Nunes da Silva – Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira, Moisés Giacomelli Nunes da Silva e Albertina Silva Santos de Lima. Relatório Tratase de pedido de compensação de crédito de saldo negativo de CSLL do anocalendário de 1999 com débito de Cofins da competência de novembro de 2003. Referido saldo negativo teria se originado de estimativas pagas nos meses de janeiro a agosto de 1999, liquidadas por compensação com saldo negativo de CSLL de anos anteriores. A Unidade da Receita Federal deixou de homologar a compensação por não reconhecer o crédito declarado, uma vez que não encontrou comprovação da liquidação das referidas estimativas. A contribuinte, inconformada, apresentou manifestação de inconformidade, alegando, em síntese: “1. No anocalendário 1999 não houve nenhum recolhimento em DARF das estimativas de CSLL, código 2484; 2. As estimativas dos meses de janeiro/1999 a agosto/1999, demonstradas nas fichas 29 da DIPJ retificadora foram compensadas com saldos negativos de CSLL dos anoscalendário de 1996, 1997 e 1998; 3. No entanto, estas compensações, demonstradas extra contabilmente, não foram registradas na contabilidade por tratarse de antecipação do devido no ano calendário de 1999, não sendo prática da recorrente à época, demonstrar o registro a débito e a crédito da mesma conta do ativo; Fl. 814DF CARF MF Emitido em 29/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/07/2011 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA Assinado digitalmente em 29/07/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 12/07/2011 por MOISES GIACOM ELLI NUNES DA SILVA, 16/07/2011 por CARLOS PELA Processo nº 10283.005879/200795 Acórdão n.º 140200.430 S1C4T2 Fl. 3 3 4. Por um lapso da recorrente, não foi retificada a DCTF referente aos meses janeiro a agosto de 1999, em atendimento ao termo de intimação. n. 672415091, para declarar as estimativas apuradas nas fichas 29 da DIPJ e vinculálas com as compensações sem processo, procedimento este feito pela recorrente através de planilhas de controle extra contábeis, juntadas à INTIMAÇÃO SEORT/DRF/MNS N° 18/2008; 5. Contudo, ressaltase que as estimativas foram declaradas nas fichas 29, da DIPJ do anocalendário 1999 e compensadas em controles extra contábeis; 6. Para corrigir este lapso, em maio de 2008, a recorrente efetuou as devidas retificações nas DCTF do período em questão (anexo VIII),para regularizar as divergências apontadas entre a DCTF x DIPJ; 7. O remanescente do saldo negativo da CSLL de 1996 no valor de R$ 2.227,83 foi utilizado para compensação da estimativa CSLL do mês de janeiro, no valor de R$ 3.366,47, conforme informado na DCTF retificadora; 8. O valor remanescente do saldo negativo CSLL de 1997, no valor de R$ 404.350,14 (saldo do principal), foi utilizado para compensar as estimativas de CSLL dos meses de janeiro (parcial), fevereiro, março, abril, maio e junho (parcial); 9. Parte do saldo negativo da CSLL de 1998, no valor de R$ 141.281,01, foi utilizado para compensar as estimativas de CSLL dos meses junho (parcial), julho e agosto; 10. Em resumo, os valores das estimativas da CSLL de 1999 demonstradas nas fichas 29 e 30 da DIPJ retificada em 29 de março de 2007, foram compensadas com saldo negativo de CSLL apurados em 1996, 1997 e 1998; 11. Requer seja reconhecido o direito creditório pleiteado, nos termos do art.165, I do C1N, no valor de R$ 706.690,86 e homologada a compensação declarada no PER/DCOMP 09836.46604.151203.1.3.036560.” A DRJ manteve a decisão de primeira instância, resumindo seu julgamento com a seguinte ementa: “SALDO NEGATIVO CSLL. INEXISTÊNCIA. Não tendo sido comprovada a quitação, mediante compensação sem processo, das estimativas de CSLL, não há que se falar em saldo negativo CSLL. Compensação não Homologada” O Fundamento invocado pela DRJ merece transcrição: “A análise das provas constantes dos autos nos permite afirmar que o contribuinte não efetuou a pretendida compensação das estimativas CSLL de janeiro a agosto/1999 com saldo negativo CSLL de períodos anteriores (1996 a 1998). É o que veremos. O artigo 170 do Código Tributário Nacional estabeleceu as diretrizes acerca do instituto da compensação: Fl. 815DF CARF MF Emitido em 29/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/07/2011 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA Assinado digitalmente em 29/07/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 12/07/2011 por MOISES GIACOM ELLI NUNES DA SILVA, 16/07/2011 por CARLOS PELA Processo nº 10283.005879/200795 Acórdão n.º 140200.430 S1C4T2 Fl. 4 4 "Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular,ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. Parágrafo único. Sendo vincendo o crédito do sujeito passivo, a lei determinará, para os efeitos deste artigo, a apuração do seu montante, não podendo, porém, cominar redução maior que a correspondente ao juro de 1% (um por cento) ao mês pelo tempo a decorrer entre a data da compensação e a do vencimento." A Lei n° 8.383/91 criou a possibilidade do contribuinte se utilizar de crédito oriundo de pagamento indevido ou a maior para fins de compensação, nos termos do artigo 66: "Art. 66. Nos casos de pagamento indevido ou a maior de tributos,contribuições federais, inclusive previdenciárias, e receitas patrimoniais, mesmo quando resultante de reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória, o contribuinte poderá efetuar a compensação desse valor no recolhimento de importância correspondente a período subseqüente. 1º. A compensação só poderá ser efetuada entre tributos, contribuições e receitas da mesma espécie. 2° É facultado ao contribuinte optar pelo pedido de restituição. 3º. A compensação ou restituição será efetuada pelo valor dotributo ou contribuição ou receita corrigido monetariamente com base na variação da UFIR 4º. As Secretarias da Receita Federal e do Patrimônio da União e o Instituto Nacional do Seguro Social INSS expedirão as instruções necessárias ao cumprimento do disposto neste artigo." Posteriormente, a Lei 9.430/96 ampliou as possibilidades do contribuinte proceder à compensação entre tributos e contribuições de espécies diferentes. A regulamentação, em nível de Receita Federal, veio por intermédio da INSRF21/97. Regra geral, o contribuinte que desejasse utilizar crédito oriundo de pagamento indevido ou a maior para fins de compensação deveria formalizar perante a Secretaria da Receita Federal — SRF os pedidos de restituição e de compensação. Porém, o caput do artigo 14 da referida norma trata da situação em que o contribuinte poderia efetuar a compensação independentemente de autorização da autoridade administrativa: "Art. 14. Os créditos decorrentes de pagamento indevido, ou a maior que o devido, de tributos e contribuições da mesma espécie e destinação constitucional, inclusive quando resultantes de reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória, poderão ser utilizados, mediante compensação, para pagamento de débitos da própria pessoa jurídica, correspondentes a períodos subseqüentes, desde que não apurados em procedimento de oficio, independentemente de requerimento." Assim, o contribuinte que fosse detentor de crédito de pagamento indevido ou a maior do tributo X, em determinado período de apuração, poderia se utilizar desse crédito para compensar débito do tributo X referente a período subseqüente, sem necessidade de formalização do "pedido de restituição" e "pedido de compensação". Como crédito de pagamento indevido ou a maior entendase aquele oriundo dos recolhimentos mensais, bem como aquele apurado ao final do período, como é o caso dos saldos negativos de IRPJ e CSLL. Fl. 816DF CARF MF Emitido em 29/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/07/2011 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA Assinado digitalmente em 29/07/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 12/07/2011 por MOISES GIACOM ELLI NUNES DA SILVA, 16/07/2011 por CARLOS PELA Processo nº 10283.005879/200795 Acórdão n.º 140200.430 S1C4T2 Fl. 5 5 Nessa situação, o contribuinte procedia diretamente à compensação e ao Fisco . era dado prazo para homologar o procedimento do contribuinte. Perguntase, então: como o contribuinte poderia comprovar a efetivação da compensação de determinado débito com crédito de pagamento indevido ou a maior, se não havia necessidade de formalizar os pedidos de restituição e de compensação? Na verdade, o procedimento correto era composto de duas etapas: primeiramente, o contribuinte registrava em sua contabilidade o crédito apurado, com as devidas atualizações e, na data de vencimento do débito, fazia constar de sua escrita o procedimento de compensação; em segundo lugar, o contribuinte declarava ao Fisco a compensação realizada na DCTF Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais. Nesta declaração, havia campo próprio em que o contribuinte informava tratarse de "compensação sem processo" e informava a natureza do crédito utilizado na compensação. A informação "compensação sem processo" era o indicativo de que o contribuinte tinha efetuado a compensação diretamente, sem necessidade de formalizar processo administrativo com os pedidos de restituição e compensação. Esse procedimento, repetimos, era efetuado com amparo no caput do artigo 14 da INSRF21/97. Na situação dos autos, o contribuinte não efetuou nenhuma das providências supracitadas, ou seja, não registrou a compensação em sua escrita (vide declaração do contribuinte na manifestação de inconformidade — fl.661), nem declarou as compensações na DCTF original (vide fls.244/245). A alegação do contribuinte de que informou as estimativas na DIPJ e compensadas em controles extra contábeis não merece prosperar. Notese que a DIPJ apenas revela as estimativas CSLL apuradas (fls.791/800), nada dizendo a respeito das compensações. A respeito das planilhas (vide fls.637/642), não se pode considerar como válidas visto que somente elaboradas em 2008. A DCTF retificadora juntada pelo contribuinte (fls.703/719) e apresentada em 21/05/2008 (fl.703), não pode servir como prova da compensação efetuada em1999 uma vez que a utilização de crédito apurado em 31/12/1999 somente em 2008 revelase extemporânea. Portanto, não tendo o contribuinte logrado êxito em comprovar a compensação das estimativas CSLL de janeiro a agosto/1999 na escrita e na DCTF, sem processo, inexiste a quitação dessas estimativas e não há que se falar em saldo negativo CSLL anocalendário 1999.” Inconformado, a Contribuinte apresenta recurso voluntário a este CARF, repetindo os argumentos já invocados na manifestação de inconformidade. Fl. 817DF CARF MF Emitido em 29/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/07/2011 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA Assinado digitalmente em 29/07/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 12/07/2011 por MOISES GIACOM ELLI NUNES DA SILVA, 16/07/2011 por CARLOS PELA Processo nº 10283.005879/200795 Acórdão n.º 140200.430 S1C4T2 Fl. 6 6 Voto Vencido Conselheiro Carlos Pelá Relator O cerne da questão em debate é saber se as estimativas apuradas de janeiro a agosto de 1999 foram efetivamente extintas. Na minha visão, o recolhimento de estimativas representa um método peculiar utilizado pela Administração para gestão da política fiscal. Por esse método, o contribuinte, por opção sua, promove recolhimentos de valores com bases em uma perspectiva de renda do exercício de forma simplificada, utilizandose de uma alíquota especial aplicada sobre suas receitas. Não se trata de recolhimento de tributo, ainda não apurado, mas de uma relação de débitos e créditos entre a União e o contribuinte. Caso o contribuinte recolha valores superiores ao imposto apurado no exercício, passa a ter um crédito contra a União, que utiliza para liquidar os débitos do imposto apurado no final do período de apuração. Para que este crédito nasça, é necessário que o valor apurado de acordo com as regras da estimativa estejam efetivamente liquidados, por qualquer forma de liquidação permitida, como o pagamento ou a compensação. O pagamento não merece maiores considerações, pois só existe uma forma de realizálo, o que não é o caso dos presentes autos. Já a compensação, como qualquer forma de extinção de créditos tributários exige um procedimento formal para sua efetivação. Nesse caso, a extinção do crédito depende de previsão legal, presente no CTN e complementada por legislação ordinária, notadamente pela Lei 9.430/96. O CTN, art. 170, determina que “A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública”. A lei de fato autorizou, como se vê do art. 74 da Lei 9.430/96, que dispõe: Art. 74.O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão.(Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002) § 1º A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) Como se vê, para que créditos e débitos tributários sejam extintos por compensação, mister que o contribuinte adote um procedimento formal, previsto em lei ordinária, autorizada por lei complementar, que não é absolutamente desarrazoado. Com efeito, a Receita Federal deve controlar (não autorizar, pois a lei não permite) o nascimento, a constituição e a extinção dos créditos tributários, e não há como supor que faça isso sem Fl. 818DF CARF MF Emitido em 29/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/07/2011 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA Assinado digitalmente em 29/07/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 12/07/2011 por MOISES GIACOM ELLI NUNES DA SILVA, 16/07/2011 por CARLOS PELA Processo nº 10283.005879/200795 Acórdão n.º 140200.430 S1C4T2 Fl. 7 7 estabelecer procedimentos formais pelos quais estes fatos são constituídos. A exigência de formalização é exatamente o meio pelo qual se transforma em linguagem, se insere no mundo jurídico, os fatos que determinam a extinção do crédito. Em outras palavras, os pedidos de compensação e de restituição contém a norma que tem por conseqüente a extinção do crédito. Sem a conversão em linguagem adequada, o fato não se materializa, assim como sem o lançamento tributário o crédito não se constitui. Portanto, não basta a existência de crédito e débitos para a extinção de ambos por compensação. É imprescindível que a extinção seja retratada numa norma jurídica específica, construída através do procedimento previsto em lei. Portanto, na falta dos procedimentos exigidos por lei, não se pode considerar extinto o crédito tributário. Como o contribuinte não cumpriu as exigências legais para extinção do crédito por compensação, os débitos que pretendia compensar não o foram. Consequentemente, os créditos que seriam originados com o pagamento das estimativas de janeiro a agosto de 2009 também não surgiram, pois as estimativas não foram liquidadas por nenhuma das formas permitidas em lei. Posto isso, não vejo reparos a fazer na decisão recorrida. Voto, portanto, para negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Carlos Pelá. Fl. 819DF CARF MF Emitido em 29/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/07/2011 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA Assinado digitalmente em 29/07/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 12/07/2011 por MOISES GIACOM ELLI NUNES DA SILVA, 16/07/2011 por CARLOS PELA Processo nº 10283.005879/200795 Acórdão n.º 140200.430 S1C4T2 Fl. 8 8 Voto Vencedor Conselheiro Moisés Giacomelli Nunes da Silva – Redator designado. O voto do ilustre relator pode ser sintetizado no seguinte trecho que transcrevo: “...não basta a existência de crédito e débitos para a extinção de ambos por compensação. É imprescindível que a extinção seja retratada numa norma jurídica específica, construída através do procedimento previsto em lei. Portanto, na falta dos procedimentos exigidos por lei, não se pode considerar extinto o crédito tributário. Como o contribuinte não cumpriu as exigências legais para extinção do crédito por compensação, os débitos que pretendia compensar não o foram. Consequentemente, os créditos que seriam originados com o pagamento das estimativas de janeiro a agosto de 2009 também não surgiram, pois as estimativas não foram liquidadas por nenhuma das formas permitidas em lei.” Ao examinar matéria semelhante, em sessão realizada no mês de janeiro do corrente ano, quando do julgamento do processo nº 13830.000328/200518, do qual fui relator, decidido por maioria, propus ementa com o seguinte conteúdo: “COMPENSAÇÃO. CRÉDITO E DÉBITOS APURADOS NA DIPJ E DECLARADOS EM DCTF. ASPECTOS MATERIAIS QUE DEVEM PREVALECER SOBRE REQUISITOS PROCEDIMENTAIS. Ao dizer que a compensação deve conter informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados, quis o legislador que os elementos materiais prevalecessem sobre os aspectos formais. Não será pela utilização de formulário equivocado que haverá de se desconsiderar a compensação. Em sendo o sujeito passivo credor e devedor de tributo ao mesmo tempo, tem ele, à luz do artigo 170 do CTN e do artigo 74 da Lei nº 9.430, de 1996, o direito de realizar a compensação, comunicandoa ao credor para evitar inscrição em dívida ativa e a consequente execução. A PERDCOMP é mecanismo de controle e acompanhamento interno da Administração. Isto, todavia, não significa que se constitui como único instrumento válido e essencial para que se realize a extinção de crédito mediante compensação que, em determinados casos concretos, pode darse de ofício, por iniciativa da própria autoridade fiscal. Na realização do direito, os elementos materiais devem prevalecer sobre os aspectos formais.” Naquele voto, cuja proposta de ementa acima transcrevi, destaquei que “enquanto no direito civil, a exceção de créditos de alimentos, o devedor sempre tem a prerrogativa de compensar créditos que possui junto aos seus credores, no direito tributário o Código prevê que a lei pode estabelecer condições para que se processe a compensação. Assim, Fl. 820DF CARF MF Emitido em 29/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/07/2011 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA Assinado digitalmente em 29/07/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 12/07/2011 por MOISES GIACOM ELLI NUNES DA SILVA, 16/07/2011 por CARLOS PELA Processo nº 10283.005879/200795 Acórdão n.º 140200.430 S1C4T2 Fl. 9 9 dentre os requisitos estabelecidos pelo legislador e aqui volto a repetir, são exigências estabelecidas pelo legislador e não pela Administração – estão os contidos no artigo 74 da Lei nº 9.430, de 1996, com a redação atribuída pela Lei 10.637, de 2002, a seguir transcrito:” "Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão.” § 1º A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados. § 2º A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação.” O caput do artigo 74 da Lei nº 9.430, de 1996, assegura o direito à compensação. Por sua vez, o parágrafo primeiro do citado artigo, destaca a forma com que esta se dará. Dito procedimento, entendo eu, tem respaldo no artigo 170 do CTN, que prevê que “a lei pode estipular condições para que se processe a compensação” e estas exigências são: “entrega de declaração na qual conste informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados.” A questão que se coloca diz respeito aos aspectos essenciais da declaração de que trata a lei. Teria o legislador privilegiado a forma ou os elementos materiais. No julgamento anterior asseverei que “ao dizer que a compensação deve conter informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados, quis o legislador que os elementos materiais prevalecessem sobre os aspectos formais. “Não será pela utilização de formulário equivocado que haverá de se desconsiderar a compensação. Em sendo o sujeito passivo credor e devedor de tributo, ao mesmo tempo, tem ele, à luz do artigo 170, do CTN, e do artigo 74, da Lei nº 9.430, de 1996, o direito de realizar a compensação, comunicandoa ao credor para evitar inscrição em dívida ativa e a consequente execução.” Nos debates realizados naquela sessão de julgamento confrontamos o entendimento antes citado com os seguintes argumentos: Enquanto a DCTF, é instrumento adequado à constituição do crédito tributário, a extinção deste só se dá por meio do processamento da DCOMP.” Tanto é assim que o parágrafo segundo do artigo 74 da Lei nº 9.430, de 1996, com a redação dada a partir da MP 66, convertida na Lei 10.637, de 2002, prevê que “a compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário.” Enquanto não declarada a compensação não há extinção do crédito tributário informado na DCTF. As teses supramencionadas não subsistem ao crivo da análise jurídica pelas razões que passo a expor: Fl. 821DF CARF MF Emitido em 29/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/07/2011 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA Assinado digitalmente em 29/07/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 12/07/2011 por MOISES GIACOM ELLI NUNES DA SILVA, 16/07/2011 por CARLOS PELA Processo nº 10283.005879/200795 Acórdão n.º 140200.430 S1C4T2 Fl. 10 10 1º. A apuração de imposto a pagar ou de saldo negativo a recuperar, se dá a partir da escrita contábil e da declaração de imposto de renda da pessoa jurídica; 2º. As informações constantes em DCTF devem espelhar o que consta na DIPJ e não ao contrário; 3º. A entrega de DCTF constituise em atividade acessória, por meio da qual o sujeito passivo informa os valores encontrados em sua DIPJ e os valores do imposto a pagar ou a compensar; 4º. As informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados, exigidas por lei, podem ser obtidas a partir dos registros existentes na DIPJ; 5º. A DCOMP é mecanismo de controle e acompanhamento interno da Administração. Isto, todavia, não significa que se constitui como único instrumento válido e essencial para que se realize a extinção de crédito mediante compensação que, em determinados casos concretos, pode darse de ofício, por iniciativa da própria autoridade fiscal; 6º. Na realização do direito, os elementos materiais devem prevalecer sobre os aspectos formais. No caso em tela, do que se extrai do relatório, nos anos de 1996, 1997 e 1998 a recorrente apurou saldo negativo de CSLL. No ano de 1999, a empresa continuou com prejuízo e, por consequência, não apurou CSLL a pagar. Assim, o saldo negativo existente no final de 1998, mesmo sem considerar qualquer recolhimento a título de estimativas no ano seguinte, continuou a existir no final de 1999, podendo ser admitido, para fins de compensação com débito de COFINS, da competência de novembro de 2003. Não será pelo fato da recorrente ter cometido erro na entrega da DCTF, relativa ao ano de 1999, que perderá o direito de utilizar o saldo negativo existente no final do anocalendário de 1998, para compensar débitos da competência relacionada aos meses que compõem o ano de 2003. ISSO POSTO, com a devida vênia ao voto do ilustre relator, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso, para afastar a exigência de informação da compensação na DCTF, na vigência da redação original do art. 74 da Lei 9.430/1996, como condição para a realização da compensação, bem como determinar o retorno dos autos à Unidade de origem para que a autoridade administrativa aprecie o mérito, considerando o saldo negativo acumulado em 31.12.99. (assinado digitalmente) Moisés Giacomelli Nunes da Silva. Fl. 822DF CARF MF Emitido em 29/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/07/2011 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA Assinado digitalmente em 29/07/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 12/07/2011 por MOISES GIACOM ELLI NUNES DA SILVA, 16/07/2011 por CARLOS PELA
score : 1.0
Numero do processo: 10845.001877/2002-18
Data da sessão: Mon May 17 00:00:00 UTC 2010
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E
CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO
PORTE - SIMPLES
Ano-calendário: 1997, 1998, 1999, 2000, 2001
OPÇÃO PELO SIMPLES. INCLUSÃO RETROATIVA. ATIVIDADE VEDADA.
Tendo em vista a empresa ter desenvolvido atividades impeditivas,
relacionadas a serviços de engenharia, profissão cujo exercício depende de habilitação profissional legalmente exigida, deve ser mantida a vedação ao regime de tributação do SIMPLES.
Numero da decisão: 1802-000.450
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: NELSON KICHEL
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201005
ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 1997, 1998, 1999, 2000, 2001 OPÇÃO PELO SIMPLES. INCLUSÃO RETROATIVA. ATIVIDADE VEDADA. Tendo em vista a empresa ter desenvolvido atividades impeditivas, relacionadas a serviços de engenharia, profissão cujo exercício depende de habilitação profissional legalmente exigida, deve ser mantida a vedação ao regime de tributação do SIMPLES.
numero_processo_s : 10845.001877/2002-18
conteudo_id_s : 5629956
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jul 12 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1802-000.450
nome_arquivo_s : Decisao_10845001877200218.pdf
nome_relator_s : NELSON KICHEL
nome_arquivo_pdf_s : 10845001877200218_5629956.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso
dt_sessao_tdt : Mon May 17 00:00:00 UTC 2010
id : 6482839
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:14:07 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782271922176
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-10-19T17:17:24Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-10-19T17:17:23Z; Last-Modified: 2010-10-19T17:17:24Z; dcterms:modified: 2010-10-19T17:17:24Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:9b7f1353-295b-401b-a57b-a2939d7406d9; Last-Save-Date: 2010-10-19T17:17:24Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-10-19T17:17:24Z; meta:save-date: 2010-10-19T17:17:24Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-10-19T17:17:24Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-10-19T17:17:23Z; created: 2010-10-19T17:17:23Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2010-10-19T17:17:23Z; pdf:charsPerPage: 1206; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-10-19T17:17:23Z | Conteúdo => SI-TE02 Fl. 1 ' MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10845.001877/2002-18 Recurso n° 333.355 Voluntário Acórdão n° 1802-00.450 — 2 Turma Especial Sessão de 17 de maio de 2010 Matéria SIMPLES - INCLUSÃO RETROATIVA Recorrente HIDROTOP CONSTRUÇÕES E LEVANTAMENTOS LTDA Recorrida 7TURMA/DRJ-SÃO PAULO/SP ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 1997, 1998, 1999, 2000, 2001 OPÇÃO PELO SIMPLES. INCLUSÃO RETROATIVA. ATIVIDADE VEDADA. Tendo em vista a empresa ter desenvolvido atividades impeditivas, relacionadas a serviços de engenharia, profissão cujo exercício depende de habilitação profissional legalmente exigida, deve ser mantida a vedação ao regime de tributação do SIMPLES. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. ster Marques Lin erS--usa- Presidente Nelso Kichel - Relator EDITADO EM: O 5 JUL 2010' Participaram da Sessão de Julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (Presidente), José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Gilberto Baptista (Suplente Convocado), Gabriela Maria Hilu da Rocha Pinto (Suplente Convocada) e João Francisco Bianco (Vice-Presidente). Ausente, justificadamente, o conselheiro Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior. Relatório Cuidam os autos de Recurso Voluntário em face do Acórdão da DRJ/São Paulo de 16/06/2005 que indeferiu a solicitação de inclusão retroativa no Sistema SIMPLES, cuja ementa foi redigida nos seguintes termos (fl. 127): (-) Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 1997, 1998, 1999, 2000, 2001 Ementa: OPÇÃO PELO SIMPLES. INCLUSÃO RETROATIVA. ATIVIDADE VEDADA. Tendo em vista a empresa ter desenvolvido atividades impeditivas, relacionadas aos serviços de engenharia, profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida, deve ser mantida a vedação ao regime de tributação do SIMPLES. Solicitação Indeferida Quanto aos fatos, reproduzo o relatório constante da decisão recorrida (fl. 129): A contribuinte acima qualificada teve sua opção pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Micro empresas e das Empresas de Pequeno Porte (SIMPLES) indeferida por meio de despacho decisório (fls. 28 a 30) exarado pela Delegacia da Receita Federal em Santos (DRF/STS), tendo como motivação a inexistência de opção por esta sistemática de pagamento no ano-calendário de 1997. 2. Cientificada da decisão supra descrita em 16/08/2002 (fl. 30 e33), a contribuinte manifesta seu inconformismo em 05/12/2003 (tl. 37 a 42), alegando, em síntese, que o Ato Declaratório Normativo COSIT n° 3 0/1 99 7 e o Ato Declarató rio Interpretativo n° 16/2002 garantir-lhe-ia o direito a inclusão retroativa no SIMPLES, visto que cumpriu as exigências impostas, quais sejam, ter efetuado os pagamentos mensais por intermédio do Documento de Arrecadação do Simples (Darf- Simples) e ter apresentado anualmente a Declaração Anual Simplificada. I 3. Em nova decisão (fls. 101 a 106), a DRF de Santos manteve o indeferimento à solicitação de reconhecimento de opção pelo SIMPLES, tendo como fundamento o art. 9° da Lei n°9.317/1996 )\\. e Ato Declaratório Normativo COSIT n° 30/1999, eis que o 2 Processo n0 10845.001877/2002-18 S1-TE02 Acórdão n.° 1802-00.450 E. 2 contribuinte exercia as atividades vedadas de terraplanagem, demolição e construção. 4. Cientificada da nova decisão em 13/02/2004, a contribuinte manifesta seu inconformismo em 27/02/2004 (fl. 108 a 116), alegando, em síntese, que o Ato Declarató rio Normativo COSIT n° 30/1997 e o Ato Declaratório Interpretativo n° 16/2002 garantir-lhe-iam o direito a inclusão retroativa no SIMPLES, visto que cumpriu as exigências impostas, eis que efetuou os pagamentos mensais por intermédio do Documento de Arrecadação do Simples (Darf-Simples) e apresentou anualmente a Declarações Anual Simplificada. Ademais, entende, com fidcro no art. 24 da Instrução Normativa SRF n° 355/2003, que a exclusão de oficio do contribuinte do SIMPLES, caso fosse possível, só poderia produzir efeitos a partir de 01/01/2002. A recorreente tomou ciência da decisão da DRJ/São Paulo de fls. 127/134 em 14/07/2005 (fl.136); apresentou Recurso Voluntário em 05/08/2005 de fls. 137/145, juntando, ainda, os documentos de fls. 146/164. Constam, em síntese, das razões dos Recurso Voluntário os seguintes argumentos: - que, em relação aos anos-calendário 1997 a 2001, apresentara as Declarações Anuais Simplificadas do SIMPLES, requisito para a manifestação da opção por esse regime de tributação fovorecido, consoante Ato Declaratório (Normativo) n° 30/97; - que, mesmo que houvesse erro de fato na manifestação da opção, ainda assim a inclusão no SIMPLES deveria ser acatada, conforme entendimento das Superintendências Regionais da RFB (7' e 9' Regiões), e Ato Declaratório Interpretativo n° 16, de 04/1002002; - que tendo apresentado as Declarações Anuais Simplicadas do SIMPLES, quanto ao período citado, e tendo efetuado os recolhimentos em DARF-Simples dos tributos respectivos, teria formalizado a opção pelo SIMPLES; - que, por conseguinte, estaria incluída no SIMPLES, até que que fosse formalmente excluída, conforme disposto nos arts. 12 e 15 da Lei n°9.317/96; - que, no caso, a exclusão não poderia ter sido retroativa, em face das diversas modificações de redação do art. 15, II, da Lei n° 9.317/96; que — na tentativa de conciliar essas regras de direito intertemporal — a Receita Federal fez constar no artigo 24 da INSTRUÇÃO NORMATIVA SRF N° 250/02, (mantido pelo artigo 24 da INSTRUÇÃO NORMATIVA SRF N°355/03): "Art. 24 A exclusão do Simples nas condições de que tratam os artigos 22 e 23 surtirá efeito: (.) Parágrafo único. Para as pessoas jurídicas enquadradas nas hipóteses dos incisos III a XVII do art. 20, que tenham optado pelo Simples até 27 de julho de 2001, o efeito da exclusão dar- se-á a partir: I - do mês seguinte aquele em que se proceder à exclusão, quando efetuada em 2001; II - de 1° de janeiro de 2002 quando a situacã o excludente tiver ocorrido até 31 de dezembro de 2001 e a exclusão for efetuada a partir de 2002." - que, sendo assim, a exclusão só poderia ter efeitos a partir de 01/01/2002; - que, no entanto, a D. autoridade recorrida (fl.132), criando uma figura inexistente nos atos administrativos acima referidos, qual seja, a "inclusão retroativa", houve por bem considerar como "não inscrita" no SIMPLES desde o inicio, a pretexto de que não formalizou Termo de Opção ao SIMPLES, e que a empresa vinha exercendo atividades impeditivas de adesão ao SIMPLES", conforme conforme cópias do Contrato Social (fls. 18/27)e de notas fiscais (fls. 52/100); - que não é porque exercia "atividades impeditivas de adesão ao SIMPLES" (que são em número cada vez maior, em face da sanha arrecadatária de que estão possuídas as nossas autoridades fazendárias), que podia ser considerada como não incluída na sistemática, porquanto, como demonstrado, a legislação de regência estabelece regras exatamente para atender os casos em que a empresa não preenche os requisitos do artigo 9° da Lei n° 9.317/96, e mediante as quais deve ser processada a respectiva exclusão; - que ante mansa, pacifica e torrencial, jurisprudência do então E. 1° Conselho de Contribuintes, cabe o reconhecimento da opção pelo SIMPLES mesmo na ausência do Termo de Opção, como se vê no Acórdão n° 105-15051 (Recurso n° 141013), cuja ementa contém: "IRPJ- SIMPLES - AUSÊNCIA DE TERMO DE OPÇÃO - É de se reconhecer a opção pela sistemática do Simples quando o contribuinte, demonstrando erro de fato quanto à não-opção, recolhe e apresenta declarações como se estivesse incluído nessa forma de tributação. Entendimento esposado no ADI n°16/2002. Recurso provido." - que — em tese - uma empresa incluída no SIMPLES, mediante Termo de Opção, mas sem condições de nele permanecer, a exclusão ocorre partir de 01/01/2002, prevista no artigo 24 da Instrução Normativa SRF N° 355/03, e não fazê-lo ou não aplicar essa regra à recorrente, que exerce mesma atividade, a pretexto de que nele não se encontrava inscrita, como feito pela decisão recorrida, caracteriza a quebra do princípio constitucional da isonomia. Ante o exposto, a recorrente pede o acolhimento do recurso. É o relatório. 4 Processo n° 10845.001877/2002-18 Sl-TE02 Acórdão n.° 1802-00.450 Fl. 3 Voto Conselheiro NELSO KICHEL, Relator O recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para a sua admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. A questão a ser aqui enfrentada, em grau de recurso, diz respeito à irresignação da recorrente contra a decisão recorrida que indeferiu a solicitação de inclusão retroativa no SIMPLES, para os anos-calendário 1997, 1998, 1999, 2000 e 2001. Desde o inicio, convém frisar que os presentes autos não tratam de exclusão do SIMPLES, pois sequer ficou configurada ou formalizada a opção pelo SIMPLES. A propósito, convém trascrever excertos da primeira decisão nos autos, prolatada pela unidade de origem da RFB (fls. 28/30), in verbis: O contribuinte solicita às fls. 01 a regularização de sua situação fiscal, alegando ser optante pelo Simples em razão de haver apresentado a Declaração Anual Simplificada nos anos de 1998 a 2002, bem como efetuado os pagamentos mensais de DARF Simples. 2. Alega, ainda, que sua opção manifestou-se pela apresentação, em 1998, da Declaração Anual Simplificada, conforme estabelecido no Ato Declaratório (Normativo) Cosit n° 30, de 24 de dezembro de 1997. 3. O contribuinte equivoca-se em sua interpretação do citado ADN, querendo dar a ele alcance que não tem. O ADN em questão não pode se sobrepor à Lei e aos demais atos normativos que regem a matéria nem ser contrário a eles. 4. O ADN apenas regulamentou uma situação que envolvia a confirmação ou a desistência da opção e apenas para o ano calendário 1997. Nada além disso. A apresentação da Declaração somente ratifica a opção anteriormente feita, nos termos do Art. 10 da IN SRF n° 074/96. Na verdade, a razão da edição do ADN está no Inciso II, que determina a desistência da opção efetuada, para o ano calendário 1997, em caso de não apresentação da Declaração Simplificada até a data prevista para a entrega no exercício 98. 5. Não se pode ignorar que a base legal da opção pelo Simples é o Art 8°, capta, e § 1° da Lei 9.317/96: ?\. "Art 80 A opção pelo SIMPLES dar-se-á mediante a inscrição da pessoa jurídica enquadrada na condição de microempresa ou empresa de pequeno porte no Cadastro Geral de Contribuições do Ministério da Fazenda. § 1° As pessoas jurídicas já devidamente cadastradas no CGC/MF exercerão sua opção pelo SIMPLES mediante alteração cadastral." 6. A IN SRF n° 074/96 regulamentou esse dispositivo da Lei no Art 10: "Art.10 - A opção pelo SIMPLES dar-se-á mediante a inscrição da pessoa jurídica enquadrada na condição de micro empresa ou empresa de pequeno porte no Cadastro Geral de Contribuintes do Ministério da Fazenda - CGC/MF. ,sç 1 0 A pessoa jurídica, inscrita no Cadastro Geral de Contribuintes - CGC/MF até 31 de dezembro de 1996, formalizará sua opção para adesão ao SIMPLES mediante apresentação de "Termo de Opção" instituído por Instrução Normativa especifica. (-) 7. A IN SRF n° 075/96 instituiu o Termo de Opção, (..). Posteriormente a IN SRF n° 102/97 eliminou a forma de opção através do Termo de Opção, determinando que a opção fosse feita, a partir do ano calendário 1998, somente pelo uso da FCPJ instituída pela IN SRF n° 068/96 (.) 9.Diante do exposto e no uso da competência a mim delegada pela Portaria DRF/STS n° 60/2001, indefiro o pedido de inclusão do contribuinte no Simples, devendo ele providenciar a retificação das declarações indevidamente apresentadas, bem como a regularização dos pagamentos indevidamente efetuados na rubrica do Simples, (.) Como visto, embora a recorrente tivesse apresentado as Declarações Simplificadas Anuais do SIMPLES e efetuado os recolhimentos do tributos do SIMPLES em DARF Simples, nunca formalizou o Termo de Opção ou a FCRI, conforme exigência da legislação de regência. Por isso, não há se que falar em exclusão do SIMPLES, pois a opção nunca fora formalizada. Então, foi indeferida a solicitação de inclusão no SIMPLES (fls. 28/30). Tomou ciência dessa decisão em 16/08/2002 (fl. 30). Não houve impugnação dessa decisão. Entretanto, em 05/12/2003, lapso temporal superior a um ano da ciência dessa decisão, a contribuinte, novamente, voltou ao assunto, alegando que o Fisco deveria reconhecer sua condição de empresa do SIMPLES, desde 1997 até 2001; que - embora não tivesse formalizado sua opção ou adesão ao SIMPLES pela entrega do Teimo de Opção ou a FCPJ - entregara Declarações Simplificadas do SIMPLES no período e fizera os recolhimentos dos tributos em DARF —SIMPLES e que esses atos indicariam sua inegável opção por esse 6 Processo n° 10845.001877/2002-18 SI-TE02 Acórdão n.° 1802-00.450 Fl. 4 regime favorecido de tributação; que a jurisprudencia adminstrativa, nesse caso, com base no erro de fato, tem deferido a opção pelo SIMPLES aos contribuintes (fls. 37/43). Novamente a unidade de origem da RFB denegou o pleito da contribuinte (fls. 102/106). Agora, acrescentando o fundamento de que a atividade exercida pela empresa, desde o inicio, não se enquadraria no SIMPLES; que a opção, nesse caso, é vedada pela Lei do SIMPLES, pelo art. 90, V e XIII, da Lei n° 9.317196. Nesse sentido, convém transcrever excertos e parte dispositiva dessa decisão da unidade de origem da RFB, de 10/02/2004 (11.105/106): (-) Dispõe o inciso V do art. 90 da Lei n° 9.317, de 1996: "Art. 9° Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: V - que se dedique à compra e à venda, ao loteamento, à incorporação ou à construção de imóveis; 4° Compreende-se na atividade de construção de imóveis, de que trata o inciso V deste artigo, a execução de obra de construção civil, própria ou de terceiros, como a construção, demolição, reforma, ampliação de edificação ou outras benfeitorias agregadas ao solo ou subsolo. (.) As atividades de terraplanagem, demolição e construção são também impeditivas à opção pelo SIMPLES. (-) Com base no que consta do processo e na informação retro, e no uso da competência a mim delegada pelo art.3°, inciso VI da Portaria DRT/STS n° 60, de 11 de outubro de 2001, decido indeferir o pedido de inclusão no Simples a partir de 01/01/1997." Tomando ciência dessa decisão, a contribuinte solicitou revisão junto DRJ/São Paulo/SP, em 26/02/2004 (fls.108/116). Mais uma vez, o seu pleito foi denegado, conforme Acórdão da DRJ/São Paulo/SP, de 16/06/2005 (fls. 127/134), cujos fundamentos foram os seguintes no voto condutor do Acórdão: (-) • 11. Dessa forma, seria licito concluir pela possibilidade de inclusão retroativa no SIMPLES, dos contribuintes que tiveram eventual problema com a recepção do termo de opção entre os anos-calendário de 1997 a 2002, desde que seja possível identificar, além da (z) apresentação do termo de opção, a 7 intenção do contribuinte em optar por essa sistemática de pagamentos, seja através da comprovação (i) da entrega das Declarações Anuais Simplificadas, seja por meio da apresentação (ii) dos comprovantes de pagamento (Darf- Simples), conquanto seja sempre necessário (iii) considerar ainda que o contribuinte não poderia ter exercido qualquer atividade vedada pelo art. 9° da Lei n° 9.317/1996. 12. Assim sendo, não há como reconhecer razão à manifestação de inconformidade do contribuinte, eis que embora conste nos autos as Declarações Anuais Simplificadas (fls. 119 a 123), não há o termo de opção ao SIMPLES, além do contrato social de fls. 18 a 27 e as notas fiscais de fls. 52 a 100 demonstrarem claramente que a empresa vinha exercendo atividades impeditivas de adesão ao SIMPLES, como bem relatou a autoridade fiscal. Percebe-se que a própria impugnante não apresentou argumentos contra este fundamento, restringindo-se a afirmar que o despacho exarado teria os efeitos de um ato de exclusão de oficio. Sobre a matéria o art. 90, inciso XIII da Lei n°9.317/1996 dispõe o que segue: "Art. 9° Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: XIII - que preste serviços profissionais de corretor, representante comercial, despachante, ator, empresário, diretor ou produtor de espetáculos, cantor, músico, dançarino, médico, dentista, enfermeiro, veterinário, engenheiro, arquiteto, fisico, químico, economista, contador, auditor, consultor, estatístico, administrador, programador, analista de sistema, advogado, psicólogo, professor, jornalista, publicitário, fisicultor ou assemelhados, e de qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida:" (grifo nosso) 13. Quanto ao último argumento trazido para debate, decerto não merece melhor sorte, afinal, pretende o contribuinte locupletar-se com o seu próprio erro, omitindo, inclusive, sua responsabilidade legal, decorrente dos arts. 12 e 13 da Lei 9.317/1996, de comunicar à SRF o exercício de atividades econômicas vedadas. A exclusão de ofício do SIMPLES trata das opções efetuadas e recepcionadas pela SRF que, apenas após algum lapso de tempo, vem manifestar-se contrariamente à possibilidade jurídica do pedido. Nestes casos, entendeu por bem a legislação que a exclusão de oficio do contribuinte, quando, por exemplo, efetuada no ano de 2002, produziria efeitos a partir deste ano- calendário, desde que a situação exchidente tivesse ocorrido até 31/12/2001. 14. Contudo, a situação do presente julgamento é distinta. O contribuinte não fez a opção pelo SIMPLES conforme determina o art. 8° da Lei n° 9.317/1996. Assim sendo, não há como, conforme a própria legislação citada na impugnação, permitir a retificação de oficio do Termo de • 8 Processo n° 10845.001877/2002-18 S1-TE02 Acórdão n.° 1802-00.450 Fl, 5 Opção ao SIMPLES, simplesmente porque não há declaração a retificar. (.) Compulsando os autos, constata-se na Cópia do Instrumento de Contrato Social — Segunda Alteração Contratual de 01/10/96 — Cláusula Segunda - que o objeto social da recorrente no período de 1997 a 2001 foi o exercício de atividade de engenheiro ou de profissão regulamentada pelo CREA (fls.1481157), verbis: CLAÚSLUA SEGUNDA: O objetivo da sociedade que era a exploração do ramo de atividade: HIDROGRAFIA, TOPOGRAFIA, PERITAGEM NAVAL, SERVIÇOS AQUÁTICOS, FISCALIZAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DE SERVIÇOS EM GERAL; passa a ser: CONSTRUÇÃO CIVIL, MANUTENÇÃO PREDIAL, PINTURA, IMPERMEABILIZAÇÃO, REMOÇÃO E TRANSPORTE DE RESTOS DE CONSTRUÇÃO, DRAGAGEM, LEVANTANTAMENTOS TOPOGRÁFICOS, BATIMETRIA, IMPLANTAÇÃO E MANUTENÇÃO DE BALIZAMENTO NÁUTICO, FISCALIZAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DE SERVIÇOS AFINS E CORRELATOS. As notas fiscais — cópias — confirmam o exercício dessa atividade não abarcada pelo SIMPLES no período de 1997 a 2001 (fls.52/101). Desse modo, a atividade exercida pela recorrente no período de 1997 a 2001 constituiu óbice, ou seja, é atividade vedada de opção pelo SIMPLES (art. 9°, incisos V e XIII, do Lei n°9.317/96). Assim, somente seria razoável invocar erro de fato na famialização da opção, no sentido de aperfeiçoá-la, caso a opção fosse permitida ou lícita, que não é o caso, pois a atividade ecônomica exercida pela recorrente é vedada de opção pelo SIMPLES. Os precedentes jurisprudenciais invocados, também, não a socorrem, pois não possuem força normativa ou vinculante, justamente pela falta de lei nesse sentido (CTN, art. 100,11). Por tudo que já foi exposto, a recorrente — além de não ter formalizado a opção pelo SIMLES na fauna do art. 8° da Lei n° 9.317/96 — ainda estava vedada de fazer a opção pelo SIMPLES, pois, confoime Cópia da Segunda Alteração do Contrato Social e cópias da notas fiscais do período de 1997 a 2001, exerceu atividade incompatível com a legislação de regência do SIMPLES. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. NELSO KICHEL 9
score : 1.0
Numero do processo: 11065.000771/98-82
Data da sessão: Tue Aug 21 00:00:00 UTC 2001
Numero da decisão: 201-00.179
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, converter.o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: José Roberto Vieira
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200108
numero_processo_s : 11065.000771/98-82
conteudo_id_s : 5670024
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jan 05 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 201-00.179
nome_arquivo_s : Decisao_110650007719882.pdf
nome_relator_s : José Roberto Vieira
nome_arquivo_pdf_s : 110650007719882_5670024.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter.o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 21 00:00:00 UTC 2001
id : 6602045
ano_sessao_s : 2001
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:14:21 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782277165056
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: Resolução nº 201-00.179; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-01-05T14:15:32Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: Resolução nº 201-00.179; xmpMM:DocumentID: uuid:6ee02f40-372a-4261-a8c8-381a751a3e93; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: Resolução nº 201-00.179; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; ModDate--Text: ; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-01-05T14:15:32Z; created: 2017-01-05T14:15:32Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2017-01-05T14:15:32Z; pdf:charsPerPage: 612; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:custom:ModDate--Text: ; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-01-05T14:15:32Z | Conteúdo => , "~'1 j I I ---,-,--~ - - -------- ~ ~_._-_._~ MIINISTÉRIO DA FAZENDA ,SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES I i I 1 ~ I \ Processo Resolução :, Recurso Sessão" Recorrente :' Recorrida 11065.000771/98 .•'82 201 .•00.1791 116.155 21 de agosto de 2001 ,INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE-CALÇADOS MALU LTDA. DRJ em Porto Ale~re - RS RESOLUÇÃO N° 201-00.179 Vistos, relatados e discutidos os \presentes autos do recurso interposto por: J;NDÚSTRIA E COMÉRCIO DE CALçADOS MALU LTDA. RESOLVEM; os Membros' da Primeira Câmara ,do Segundo ,Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter.o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator. ' , Sala das Sessões, em 21 de agosto de 2001 PJorge Freire ., Presi n .< Eaal/cf o sujeito passivo apresentou, em 07.04.98, Pedido de Ressarcimento de Crédito, Presumido do IPI de fls. 01, relativo às exportações (Lei n° 9.363/96), acompailhado da respectiva Documentação de fls. 02 a 33, e, posteriormente, seguido dos Pedidos de Compensação de fls. 34, 47 e 48. 2 , RELATÓRlO INDÚSTRlA E COMÉRCIO DE CALçADOS MALU LTDA. 11065.000771/98-82 201-00.179 116.155 SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES MIINISTÉRIO DA FAZENDA Como fruto das investigações promovidas pela fiscalização da DRF em Novo Hamburgo - RS, foi lavrado o Relatório de Verificação Fiscal de 23.02.99 (fls. 49/51), sugerindo o indeferimento do pedido e apontando a inclusão,' dita indevida, na sua base de cálculo, de " valores referentes a beneficiamento e mão de obra realizados por terceiros ... " (fls. 50). Cientificada da decisão monocrática em 10.10.2000 (fls. 88, verso), o sujeito passivo interpôs RecursoVoluntário para este' Conselho em 09. Ü.2000 (fls. 89 a 103), reiterando Inconformada, a contribuinte impugnou tal despacho, por instrumento apresentado em 17.03.99 (fls. 56 a 69), alegando que os valores pagos a terceiros, sobre os quais incidiram PIS/P ASEP e COFINS, como é o caso dessas operações, entram na base de cálculo do beneficio, por determinação legal; e alegando, ainda, que a orientação contida na "nota" do Boletim Central, seguida, neste caso, pela administração tributária, primeiro,' não integra a legislação tributária (CTN, artigo 96), e segundo, nem sequer foi publicada. E acrescentou esclarecimentos por instrumento apresentado em 02.07.99 (fls. 75 a 80). No despacho decisório de 23.02.99, a Delegada da DRF em Novo Hamburgo - RS acatou a sugestão da fiscalização, indeferindo a solicitação (fls. 52), decisão da qual a peticionária foi cientificada em 23.02.99 {fls. 52 e 53), A decisão de primeira instância da Delegacia da Receita Federál de Julgamento em Porto Alegre - RS, datada de 22.09.2000, tomou conhecimento da impugnação para, na seqüência, indeferiz o pleito do sujeito passivo; confirmando o entendimento da DRF em Novo Hamburgo - RS (fls. 85 a 88). Recorrente : Processo Resolução: Recurso , i f j I ! . I i I I I I Processo Resolução Recurso MIINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 11065.000771/98-82 201,:,00.179 116.155 . t- I, 1 I I I ~ I I seus argumentos, tendo a DRJ Porto em Alegre - RS encaminhado o processo, com o mencionado recurso, em 22.11.2000, a este Conselho (fls. 152). É o relatório. \ \ . 3 " I " Processo Resolução: Re.curso 11065.000771/98-82, 201-00.179 116.155 VOTO 00 CONSELHEIRO-RELATOR JOSÉ ROBERTO VIEIRA' Trata-se de Pedido de Ressarcimento de Crédito Presumido do IPI' de fls. 01, relativo às exportações (Lei nO9.363/96), em que o valor originalmente solicitado foi reduzido pela inclusão, dita indevida; na sua base de cálculo, do valor de beneficiamento e da mão":de-obra realizados por terceiros. '. Tanto o despacho decisório da DRF e~ Novo Hamburgo :_'RS quanto a decisão ./ de primeira' irl'stância da DRJ em Porto. Alegre .~ RS, tomélfamem consideração orientação constante de. um Bolet.im Central da Secretaria da Receita Federal, segundo o qual o critério de admissão do valor da industrialização por encomenda .na base de cálculo do crédito presumido é a tribuÚlç.ão p'elo IPI,' seja da operação de remessa .dos. insumos para industrialização, seja da operação de remessa do produto pelo executor da Industrialização, que devem permanecer sem o beneficio dà suspensão. Havendo tributação do. IPI, .0 valor da . industrialização por encomenda integra a base' de .cálculo do credito presumido; inexistindo tal . tributação, o.valor da ii1.du~triatizaçãopor en~omenda não integraria essa base de cálculo.' . '.Nessa Jinha; .também; a orientação constante da' resposta à Pergunta n° 723 da obra "Imposto de Re.nda2001""7 Perguntas e Respostas" (Ministé.rio da Fazenda - Secretaria da Receita Federal, 2001, p. 382): "No c~so' em que O ençomendanje. remete os insumos com suspensão do IPI ao executor da encomenda ... e o executor da encomenda remete os produtos com suspensão, não há 'que sefalar em inclusão do valor cobradoP(!lóencomendante na base de' cálculo do crédito presumido. Trata-se de mera prestação de serviço.s e não de aquisição de matéria-prima, material de embalqgem e produto intermediário". Parece que a administração tributária está aqui a raciocinar que, não tendo havido tributação do. IPI no retomo da indu.strialização por encomenda, o executor da industrialização não utilizou produtos de sua fabri~ação ou importação, hipótese em que se estaria diante de ti ••• mera pr?stação de .serviços " / . Recorde-se o. tratamento dispensado \pela legislação Ido . IPI . à industrialização por. encomenda, em que o encomtmdante pode remeter ao industrializado~ por encomenda, com suspensão do IPI,' matérias-primas, produtos intermediários. e: material ' de embalagem destinados. à industri&J,ização; desde que. os' produtos industrializados. devam .ser enviados ao estabelecimento remeténte daqueles insumos (Regulamento do IPI,.Decreto nO2.637, de 25.06.98, artigo>40, VII), bem como o executor da industrialização por encomenda pode remeter ao estabelecimento encomendante, igualmente, com suspensão do IPI, os prqdutos dessa forma industrial1zados; desde que não tenha utilizadQ, na operação, produtos de sua 5 industrialização ou, importação, e desde que os produtos industrializad6s por encomenda sejam destinados pelo encomendante a comércio ou' industrialização (Regulamento do IPI, artigo 40, VIII). " o 'critério da tributação ou não pelo IPI, adotado, pela administração tributária no presente caso, embora constitua indicativo 'no sentido deseJado, por si só, não . é o bastante para o deslinde da questão. V'eja-se, por exemplo, que o executor de uma industrialização por encomenda pode remeter ao encomendante produtos dessa forma fabricados; que serão por este destinados a comércio ou industrialização, e em cuja'industrialização não tenha utilizado produtos de sua fabricação ou importação, ou seja, atendendo 'a todos os requisitos legais para a aplicação do beneficio da suspensão, contudo, agregou, na industrializaç~o por encomenda, produtos i,ntermediáriosadquiridos de terceiro; de tão grande relevância que fazem do produto assim industrializado, indubitavelmente,uma nova matéria~prima,muito diferente daquela originalmente enviada pelo encomendante. da industrialização, caracterizando a remessa do executor da industrialização, irrecusavelmente, como uma aquisição de matéria-prima, 'hipótese em que, entendemos, não poderá a industrialização por encomenda ser excluída da base de cálculo do crédito presumido. 110,65.000771/98-82 201-00.179 116.155 Processo Resolução Recurso Pensamos que o critério para a admissão do valor da, industrialização por en~omenda na base de cálculo do crédito presumido não pode ser, exclusivamente, a tributação ou não pelo IPI das remessas relativas a tal industrialização. Considere-se que a Lei nO 9.363, de 13.12.96, ipst~tuiu o "... crédito presumido do Imposto sobre 'PrQdutos Industrializados", concedido à ti ••• empresaprodutora' e exportadora de mercadorias nacionais", como ressarcimento das Contribuições ao PIS/PASEP e da COFTI:J"S""... incidentes sobre' as respectivas aquisições, no mercado interno, de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, para uttzizc,zçãono processo produtivo" (artigo 10), elegendo como base de cálculo do crédito presumido o valor obtido "...mediante a aplicação, sobre o valor total das aquisições de matérias-primas, produtos intermediários e, material de embalagem..., do percéntual correspondente à relt;zçãoentre a receita de exportação e a recei{a operacional bruta do produtor exportador" (artigo 2°). Logo, ~ntendemos que, se a base de cálculo do 'crédito presumido resulta da aplicação do referido percentual sobre o valor total das aquisições d~ insumos, o critério de admissão do valor da industrialização por encomenda na bàse de <;.álculo'desse crédito só pode ser o da. adequação ou não do produto obtido via industrialização por encomenda aos conceitos de matérias-primas, produ~os intermediários ou material de embalagem: 6 Cumprida a diligência, devem os presentes autos retornar a esta Câma:ra~ É o meu voto. _ Isso posto, entendemos deva este julgamento' ser convertido em diligência para que a' repartição de origem. promova as investigações necessárias, junto 'ao estabelecimento da contribuinte, com a devida ciência a ela, de forma a trazer ao processo, com o detalhamento necessário, as informações aqui referidas, cuja ausência foi acima diagnosticada, para instruir convenientemente o presente processo administrativo, permitindo a sua justa e legal decisão.. ' 11065.000771/98-82 201-00.179 116.155 Processo Resolução: Recurso Sala daSl)1essõ , em 21 de agosto de ~oo1 / ~ . JOSÉt ERTOVIEIRA . Eis que necessário, portanto, o conhecimento, em suas minúcias e detalhes, do conteúdo da chamada "industrialização por encomenda" para determinar se o encomendante, ao receber o produto desse modo industrializado, .está efetivamente "adquirindo uma matéria-prima, produto intermediário ou material de embalagem?'. E que informações temos acerca do processo de industrialização por encomenda no presente caso? Pouquíssimas. O Relatório de Verificação Fiscal menciona os li ••• valores referentes' a beneficiamento e mão-de-obra realizados por terceiros ... " (fls. 50); a impugnação refere a li ••• industrialização realizada por terceiros .,. beneficiamento ~.. " (fls. 61), bem como' li ••• uma operação de beneficiamento,' agregando insumos de sua propriedade ... " (fls. 66 e 67); r a decisão de primeira instância cita o li ••• beneficiamento e mão-de-obra efetuados por terceiros ... " (fls. 85); o Recurso Voluntário faz menção aos li ••• valores pagos a pessoas jurídicas que realizam operações de industrialização por encomenda ... " (fl~. 92), às li... etapas de' industrialização realizadas por terceiros .... beneficiamento .. , " (fls. 94) e aos li ••• valor.es pagos a estabelecimentoS de terceiros que realizam operações de beneficiamento ~.. " (fls. 99), e, muito embora a decisão de primeira instância tenha acrescentado referências a li ••• serviços prestados . por terceiros ... "(fls. 87) e a li ••• valor do serviço prestado ... " (fls. 87), em nenhum momento do processo fica esclarecido em' detalhes o conteúdo' da industrialização por encomenda. Quais os procedimentos de beneficiamento por encomenda efetivamente ocorridos. neste caso? E em que . grau? O presente processo simplesmente carece dessas informações. 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006
score : 1.0
Numero do processo: 10140.001796/00-03
Data da sessão: Mon May 20 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3201-000.374
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª Câmara /1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, converter o processo em diligência.
Nome do relator: Luciano Lopes de Almeida Moraes
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201305
numero_processo_s : 10140.001796/00-03
conteudo_id_s : 5767492
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 12 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 3201-000.374
nome_arquivo_s : Decisao_101400017960003.pdf
nome_relator_s : Luciano Lopes de Almeida Moraes
nome_arquivo_pdf_s : 101400017960003_5767492.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 2ª Câmara /1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, converter o processo em diligência.
dt_sessao_tdt : Mon May 20 00:00:00 UTC 2013
id : 6925801
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:14:50 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782279262208
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 3201000374_101400017960003_201305; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-09-08T20:26:03Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 3201000374_101400017960003_201305; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 3201000374_101400017960003_201305; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-09-08T20:26:03Z; created: 2017-09-08T20:26:03Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2017-09-08T20:26:03Z; pdf:charsPerPage: 989; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-09-08T20:26:03Z | Conteúdo => \ S3-C2Tl FI. 848 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10140.001796/00-03 Recurso n° Voluntário Resolução n° 3201-000.374 - 2a Câmara /la Turma Ordinária Data 20 de maio de 2013 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÃNSITO DE MATO GROSSO DO SUL - DETRAN-MS Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 23 Câmara /13 Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, converter o processo em diligência. I EDITADO EM: 25/06/2013 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Mônica Monteiro Garcia de Los Rios, Ana Clarissa Masuko dos Santos e Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto. hap:/ /decisoes- w.recei ta.fazenda/pesquisa.asp Relatório Por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, adoto o relato do órgão julgador de primeira instância até aquela fase: Por descrever a matéria de maneira bastante sucinta e tendo em vista todo o trâmite processual já ocorrido, adota-se parte do relatório referente à Informação n. 123/2006 da SAORT-DRF-Campo J Processo nO 10140.001796/00-03 Resolução nO 3201-000.374 Grande/MS, acrescido do restante contido no relatório do Acórdão n. 04-15.093/2008 da Segunda Turma de Julgamento da DRJ/CGE: DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO, autarquia já qualificada nos autos, apresentou pedido de restituição dos pagamentos referentes ao PASEP calculados com base nos Decretos-Leis n. o 2.445/88 e 2.449/88, período de apuração entre 07/88 e 12/95. 2. O pedido tem por motivo a inconstitucionalidade dos referidos Decretos-Leis, declarada pelo Supremo Tribunal Federal, o seu valor é de R$ 1.878.210,27. 3. Por meio da Decisão n° 744/2000 (fls. 70/75), o pedido foi indeferido no âmbito da Delegacia da Receita Federal, com fulcro no art. 165,1, combinado com o art. 168,1, ambos do CTN e no Ato Declaratório SRF n° 96/99. O requerente apresentou manifestação de inconformidade contra tal Decisão (fls. 78/104). A Delegacia de Julgamento da Receita Federal em Campo Grande/MS julgou improcedente a impugnação através da Decisão DRJ/CGE nO 501/2001 (fls. 107/120). 4. Desta feita, foi apresentado Recurso Voluntário (fls. 124/167), sendo os autos analisados pela Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes. O Acórdão 201-75.529 (fls.205/226) deu provimento parcial ao recurso nos seguintes termos (fl. 251): Quanto ao prazo decadencial: O termo inicial de contagem da decadência/prescrição inicia-se com a data da publicação da Resolução do Senado Federal que suspendeu os diplomas legais considerados inconstitucionais. Quanto à base de cálculo: Com a retirada do mundo jurídico dos Decretos-Lei nOs 2.445/88 e 2.449/88, através da Resolução do Senado Federal n° 49/95, prevalecem as regras da Lei Complementar n° 8/70 e do Decreto n° 71.618, de 26.12.72, em relação ao PASEP, cuja contribuição deverá ser calculada considerando que sua base de cálculo seja a receita e o faturamento apurados no sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador. A referida Informação, pela qual foi apurado o quantum do direito creditório, foi recebida pela interessada em 6 de dezembro de 2006 (AR àj 724). Às j 725 a 743 foi juntada impugnação ao Parecer n. 384/2006, exarado no âmbito do processo n. 14112.000216/2005-35, protocolada em 5 dejaneiro de 2007, na qual é aduzido, em síntese: a) a tempestividade da manifestação; b) o cerceamento do direito de defesa; c) que os cálculos para a apuração dos créditos são ininteligíveis; S3-C2T1 FI. 849 2 Processo nO 10140.001796/00-03 Resolução nO 3201-000.374 d) que a Fazenda Nacional se valeu de créditos havidos através de pedido de restituição para compensar supostos débitos de PASEP não lançados nem confessados; e) que há a necessidade de confissão de dívida e/ou lançamento dos créditos; que já houve homologação do lançamento, a teor do art. 150, ~ 4° do CTN e que também já se operou a decadência, com base no art. 173 do CTN; f) que há óbices jurídicos relativamente ao procedimento do fisco, sendo que a periodicidade do PASEP era mensal, não tendo cabimento serem compensados supostos saldos negativos, mês a mês; que houve afronta aos princípios da vedação ao enriquecimento ilícito, moralidade pública e que não há norma jurídica que autorize a reabertura de períodos já homologados ou decaídos no cálculo do montante a restituir e, se esta existisse, seria inconstitucional; g) as compensações a pedido da contribuinte devem ser tomadas como formuladas e válidas até a instituição de norma que as vede, o que somente ocorreu em dezembro de 2004. São requeridas a anulação da decisão por cerceamento do direito de defesa e, alternativamente, perícia quanto aos cálculos. No mérito, que sejam reconhecidas a homologação e a decadência dos valores pagos entre 1988 e 1995, nos meses em que, nos cálculos finais do direito de restituição, se demonstre que o recolhimento foi inferior ao valor que seria devido sob a égide da Lei Complementar n. 08/1970. Há requerimento, ainda, do expurgo do "encontro de contas" de todos os valores indicados como créditos tributários em aberto, que não foram objeto de lançamento regular nem de confissão por DCTF ou por outro meio (PASEP de 1988 a 1995); para que os cálculos sejam efetuados de acordo com as planilhas apresentadas quando do protocolo do pedido de restituição e, também, para que sejam efetuados os expurgos inflacionários reconhecidos pela Justiça Federal. Por fim, é requerido sejam as compensações a pedido levadas em consideração nos termos da lei. Foram juntados por apensamento os autos dos processos n. 14112.000216/2005-35, 14112.000454/2006-21, 14112.000455/2006- 76 e 14120.000051/2007-64. ojulgamento foi convertido em diligência em 10 de dezembro de 2007, para que a DRF/Campo Grande procedesse aos cálculos de compensação, considerando-se a decisão obtida junta ao Segundo Conselho de Contribuintes (f. 751 e 752). O resultado consta às f 754 a 794. A manifestação não foi conhecida, conforme acórdão supra- referenciado (fls. 795 a 799, atuais fls. 738 a 742 após digitalização dos autos). Foi emitido o Parecer 649/2008 pela SAORT da DRF/CGE, não reconsiderando a Informação nO123/2006. ~ S3-C2T1 FI. 850 • 3 I, ~ '"' ." ..-: ,;-1' .~ , • .J~.- ~. •-\li' .iV Processo nO 10140.001796/00-03 Resolução nO 3201-000.374 A contribuinte apresentou o documento de fls. 991 a 1.003, o qual denominou de recurso voluntário. Os autos foram encaminhados à Disit ]O RF e, posteriormente, à Cosi!. Com base em entendimento emanado por esta Coordenação, o senhor Secretário da Receita Federal do Brasil em despacho de fl. 787, determinou que a DRJ/CGE apreciasse a manifestação de inconformidade de fls. 725 a 743, atuais fls. 666 a 684 após a digitalização dos autos. S3-C2Tl FI. 851 Na decisão de primeira instância, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Campo Grande/MS indeferiu o pleito da recorrente, conforme Decisão DRJ/CGE nO26.232, de 18/10/2011: Assunto: Outros Tributos ou Contribuições Ano-calendário: 1988, 1989, 1990, 1991, 1992, 1993, 1994, 1995 NULIDADE. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Estando demonstrados os cálculos e a apuração efetuada e não havendo neles obscuridade ou falhas, a perícia torna-se desnecessária e não há que se falar em cerceamento do direito de defesa. RESTITUIÇÃO. LIQUIDEZ E CERTEZA QUANTO AO CRÉDITO. A administração pode rever documentos e cálculos para a apuração de certeza e liquidez de créditos, mesmo relativamente a períodos já alcançados pela decadência do direito de lançar tributos. ATUALIZAÇÃO DE CRÉDITOS. Os créditos foram atualizados até a data em que se deu a compensação de oficio, segundo metodologia aprovada por órgão central da Receita Federal e demonstrada conforme documentos insertos nos autos. COMPENSAÇÕES. Os pedidos e declarações de compensação foram tomados como válidos, compondo, entretanto, outros processos administrativos que já tiveram decisão de primeira instância prolatada nesta DRJ. JUSTIÇA FEDERAL. EXPURGOS INFLACIONARIOs. O sistema de cálculo utilizado está concebido de acordo com a sistemática e os índices adotados pela Receita Federal, tendo sido aprovado pela Coordenação competente. Manifestação de Inconformidade Improcedente o sistema de cálculo utilizado está concebido de acordo com a sistemática e os índices adotados pela Receita Federal, tendo sido aprovado pela Coordenação competente. Manifestação de Inconformidade Improcedente Intimado da decisão, a recorrente interpõe recurso voluntário. ~ É o relatório. 4 Processo nO 10140.001796/00-03 Resolução nO 3201-000.374 Voto o recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade. S3-C2T! FI. 852 Como podemos observar do processo, o recorrente discute o seu crédito em face de PASEP pago a maior. Discute, desde o InICIO, os cálculos realizados pela fiscalização, alegando correção monetária equivocada, bem como abatimentos de valores não lançados à época correta. Analisando o processo, entendo que existem dúvidas pertinentes quanto ao cálculo realizado, motivo pelo qual entendo deva baixar o feito em diligência. Assim, voto por baixar este processo em diligência para que: Seja intimado o contribuinte para, no prazo de 15 dias, oferte seus questionamentos frente à perícia que será realizada; Após, com ou sem resposta, sejam respondidos os seguintes questionamentos deste Conselheiro: Sejam explicitados quais os índices aplicados, bem como se estes são os mesmos dos utilizados no Manual de Orientação de Procedimentos para Cálculos na Justiça Federal, aprovado pela Resolução nO242, de 03/07/2001; Informar se no cálculo realizado, foi atualizada a base de cálculo do PASEP, do período entre o sexto mês anterior e o pagamento realizado; e, Informar se foram realizados abatimentos/compensações em face de eventual recolhimento a menor do contribuinte no período ora buscado de repetição e, caso positivo, explicitá-los. Realizada a diligência, deverá ser dado vista ao recorrente para se manifestar, querendo, pelo prazo de 30 dias. Após, devem ser encaminhados os autos para vista à PGFN da diligência realizada. Por fim, devem os aut s retornar a este Conselheiro para julgamento. aio de 2013. e Luciano Lopes de 5 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
score : 1.0
