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Numero do processo: 13855.721179/2020-85
Turma: Terceira Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 10 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Fri Aug 26 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE (SIMPLES)
Ano-calendário: 2020
OPÇÃO. TERMO DE INDEFERIMENTO. DÉBITO.
Será indeferida a inclusão no Simples Nacional se a microempresa ou empresa de pequeno porte possuir débito com a Fazenda Pública Federal, com exigibilidade não suspensa, não regularizado no prazo legal para o exercício da opção.
Numero da decisão: 1003-003.146
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Márcio Avito Ribeiro Faria - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Márcio Avito Ribeiro Faria, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça, Gustavo de Oliveira Machado e Carmen Ferreira Saraiva (Presidente).
Nome do relator: Márcio Avito Ribeiro Faria
1.0 = *:*
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ementa_s : ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE (SIMPLES) Ano-calendário: 2020 OPÇÃO. TERMO DE INDEFERIMENTO. DÉBITO. Será indeferida a inclusão no Simples Nacional se a microempresa ou empresa de pequeno porte possuir débito com a Fazenda Pública Federal, com exigibilidade não suspensa, não regularizado no prazo legal para o exercício da opção.
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M. F. MADEIRAS LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE (SIMPLES) Ano-calendário: 2020 OPÇÃO. TERMO DE INDEFERIMENTO. DÉBITO. Será indeferida a inclusão no Simples Nacional se a microempresa ou empresa de pequeno porte possuir débito com a Fazenda Pública Federal, com exigibilidade não suspensa, não regularizado no prazo legal para o exercício da opção. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva - Presidente (documento assinado digitalmente) Márcio Avito Ribeiro Faria - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Márcio Avito Ribeiro Faria, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça, Gustavo de Oliveira Machado e Carmen Ferreira Saraiva (Presidente). Relatório Trata-se de Recurso Voluntário contra acórdão de nº 110-001.546 proferido pela 6ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil DRJ10, que julgou, por unanimidade de votos, improcedente a manifestação de inconformidade da contribuinte (fls. 38/40). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 85 5. 72 11 79 /2 02 0- 85 Fl. 59DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 1003-003.146 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 13855.721179/2020-85 O Termo de Indeferimento da Opção pelo Simples Nacional, nº 00.11.42.02.14, foi emitido em razão do contribuinte incorrer na seguinte situação: Débito inscrito em Dívida Ativa da União (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional), sem a exigibilidade suspensa: Em sede de manifestação de inconformidade alegou, em síntese, que os débitos constantes no termo de indeferimento teriam sido parcelados, conforme documentação que anexou aos autos. A d. DRJ não acatou as alegações da defesa e, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade da contribuinte DO RECURSO Regularmente cientificada, por via postal em 23.2.2021 (cópia de AR de fl. 43), apresentou o recurso voluntário antecipadamente, fls. 46/49, em 21.1.2021, assim manejado. Sustentou que o indeferimento da sua opção teria considerado equivocadamente a data 31/01/2020, como prazo final para regularização das pendências. No seu entendimento o indeferimento deveria levar em consideração jurisprudência majoritária da DRJ e do CARF de que a regularização do Termo de Indeferimento pode ocorrer no prazo de impugnação, aplicando-se por analogia, nos termos do artigo 108, inciso I, do CTN, o disposto na Lei Complementar n° 123/2006, art. 31, § 2º, que concerne à exclusão do Simples. Nesse sentido, seria o Acórdão 1101-001.061, de 12/03/2014, da 1ª Câmara/1ª Turma Ordinária do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF). Acresce, ainda, que se aplicariam à espécie os princípios da finalidade, razoabilidade e proporcionalidade previstos no artigo 2° da Lei n° 9.784, de 29 de janeiro de 1999 (Lei Geral do Processo Administrativo). Afirmou ter exaustivamente tentado solucionar todos os trâmites e pendências impeditivas para a opção pelo Simples Nacional, efetuando todos os pedidos de parcelamentos dos débitos previdenciários e do simples nacional, bem como efetuando os pagamentos das 1ª parcelas. Fl. 60DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 1003-003.146 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 13855.721179/2020-85 Salientou que, desde meados do ano 2017, e com o agravamento da crise econômica, vem tendo dificuldades financeiras e consequentemente não conseguindo manter os seus débitos fiscais em dia, e que outro regime de tributação que não seja o Simples Nacional, comprometeria mais recursos financeiros e operacionais da empresa. Asseverou que a própria decisão recorrida teria confirmado a solicitação ao parcelamento do débito impeditivo à opção pelo Simples Nacional (Debcad inscrito em dívida ativa da União sob o n° 15.562.218-8) em 11/02/2020. Alegou que teria efetuado sua opção em 21/01/2020, indeferida, mediante o Termo de Indeferimento da Opção pelo Simples Nacional nº 00.11.42.02.14 datado de 11/02/2020, em razão da situação impeditiva, contudo, situação regularizada uma vez parcelados em 11/02/2020, com pagamento da primeira parcela em 13/02/2020, conforme documentos juntados aos autos. Defendeu a regularização do débito no prazo, qual seja, antes de 11/03/2020, tendo demonstrado que inexistiu o motivo que fundamentou o Termo de Indeferimento da Opção peio Simples Nacional nº 00.11.42.02.14 emitido pela RFB. Juntou o Processo 13855.720996/2020-16 cujos fatos, fundamentação e decisão seguiram o mesmo teor ora explanado, tendo sido deferida a Opção pelo Simples Nacional a outro contribuinte em situação idêntica à ora apresentada. Noticiou que, reforçando o princípio da igualdade que a Constituição Federal nos garante, para o ano 2021, a Receita Federal suspenderá a exclusão dos contribuintes do Simples Nacional, tendo em vista a pandemia ocasionada pelo coronavírus. À vista de todo o exposto, teria demonstrado a insubsistência e improcedência do Termo de Indeferimento, esperando acolhimento do presente recurso para fim de inclui-lo novamente no Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte - Simples Nacional retroativamente a 01/2020, com aplicação também ao ano de 2021, por consequência. É o relatório. Voto Conselheiro Márcio Avito Ribeiro Faria, Relator. Submete-se à apreciação desta Turma de Julgamento o recurso voluntário oferecido pela contribuinte J. M. F. MADEIRAS LTDA. O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência, em especial no Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972, que dispõe sobre o Processo Administrativo Fiscal – PAF, inclusive para os fins do inciso III, do art. 151 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, denominada Código Tributário Nacional – CTN. Assim, dele toma-se conhecimento. Fl. 61DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 1003-003.146 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 13855.721179/2020-85 O litígio é decorrente do ato de indeferimento da opção pelo Simples Nacional para o ano de 2020, em virtude da existência de débitos com exigibilidade não suspensa, na data limite para a opção. Cumpre inicialmente destacar que em relação as decisões administrativas proferidas pelos Conselhos de Contribuintes, Conselho de Recursos Administrativos Fiscais – CARF e mesmo pela Câmara Superior de Recursos Fiscais, ainda que reiteradas sobre determinada questão, não se fazem oponíveis à autoridade administrativa julgadora, ressalvada a hipótese de edição de súmula administrativa, na forma do artigo 26A do Dec. 70.235/1972, incluído pela Lei 11.196/2005. Veja-se também o Parecer Normativo CST nº 390, de 1971, que se presta a bem elucidar o tema: Entenda-se aí que, não se constituindo em norma legal geral a decisão em processo fiscal proferida por Conselho de Contribuintes, não aproveitará seu acórdão em relação a qualquer outra ocorrência senão aquela objeto da decisão, ainda que de idêntica natureza, seja ou não interessado na nova relação o contribuinte parte no processo de que decorreu a decisão daquele colegiado. Assim, no tocante à noticiada decisão favorável a outro contribuinte, bem como qualquer outro entendimento, não há como acatá-los. Pois bem. A Recorrente, em sede recursal, defendeu que o prazo para regularização do débito seria 11/03/2020, a partir da aplicação, por analogia, do disposto na Lei Complementar n° 123/2006, art. 31, § 2º, que concerne à exclusão do Simples. Em que pese todo o seu arrazoado, não lhe assiste razão. Vejamos, Como é cediço, a analogia pode ser aplicada tão somente na ausência de disposição expressa, nos exatos termos do art. 108 do Código Tributário Nacional – CTN: Art. 108. Na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para aplicar a legislação tributária utilizará sucessivamente, na ordem indicada: I - a analogia; (...) Não é o caso dos autos. A legislação de regência é muito clara quando disciplina que o prazo de 30 dias para permanência no regime somente opera quando o contribuinte é excluído do Simples Nacional (art. 17, V e 31, IV, §2º). Nos termos da Lei Complementar – LC nº 123, de 14 de dezembro de 2006, a existência de débitos é uma causa de exclusão, operada a partir do ano-calendário subsequente ao da ciência da comunicação da exclusão, contudo, se houver a regularização dos débitos no prazo legal, é permitida a permanência da pessoa jurídica no Simples Nacional: Fl. 62DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 1003-003.146 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 13855.721179/2020-85 Art. 17. Não poderão recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa ou empresa de pequeno porte: V - que possua débito com o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa; Art. 31. A exclusão das microempresas ou das empresas de pequeno porte do Simples Nacional produzirá efeitos: IV - na hipótese do inciso V do caput do art. 17 desta Lei Complementar, a partir do ano-calendário subseqüente ao da ciência da comunicação da exclusão; § 2 o Na hipótese dos incisos V e XVI do caput do art. 17, será permitida a permanência da pessoa jurídica como optante pelo Simples Nacional mediante a comprovação da regularização do débito ou do cadastro fiscal no prazo de até 30 (trinta) dias contados a partir da ciência da comunicação da exclusão. O caso em baila não trata de exclusão, mas sim de opção, não podendo ser aplicado o dispositivo acima, por analogia, posto que a LC nº 123/2006 tem disposição expressa sobre o tema, ao disciplinar, em seu art. 16, que a opção se dá na forma a ser estabelecida em ato do Comitê Gestor e deve ser realizada no mês de janeiro, até o seu último dia útil: Art. 16. A opção pelo Simples Nacional da pessoa jurídica enquadrada na condição de microempresa e empresa de pequeno porte dar-se-á na forma a ser estabelecida em ato do Comitê Gestor, sendo irretratável para todo o ano-calendário. (...) § 2 o A opção de que trata o caput deste artigo deverá ser realizada no mês de janeiro, até o seu último dia útil, produzindo efeitos a partir do primeiro dia do ano-calendário da opção, ressalvado o disposto no § 3º deste artigo. (grifo nosso) O artigo supra citado é cristalino. A opção deve obrigatoriamente ser realizada até o último dia útil de janeiro e ocorre na forma estabelecida em ato do Comitê Gestor, no caso, a opção se dá nos termos do parágrafo 2º, inciso I, do artigo 6º da Resolução CGSN nº 140, de 22 de maio de 2018. Assim, o Recorrente dispunha de prazo até 31/01/2020 (último dia útil do mês) para regularizar eventuais pendências impeditivas ao ingresso no Simples Nacional, nos termos do parágrafo 2º, inciso I, do artigo 6º da Resolução CGSN nº 140, de 22 de maio de 2018, abaixo reproduzido (grifei): Art. 6º A opção pelo Simples Nacional deverá ser formalizada por meio do Portal do Simples Nacional na internet, e será irretratável para todo o ano-calendário. (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 16, caput) § 1º A opção de que trata o caput será formalizada até o último dia útil do mês de janeiro e produzirá efeitos a partir do primeiro dia do ano-calendário da opção, ressalvado o disposto no § 5º. (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 16, § 2º) § 2º Enquanto não vencido o prazo para formalização da opção o contribuinte poderá: (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 16, caput) I - regularizar eventuais pendências impeditivas do ingresso no Simples Nacional, e, caso não o faça até o término do prazo a que se refere o § 1º, o ingresso no Regime será indeferido; Fl. 63DF CARF MF Original Fl. 6 do Acórdão n.º 1003-003.146 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 13855.721179/2020-85 II - cancelar o pedido de formalização da opção, salvo se este já houver sido deferido. § 3º O disposto no § 2º não se aplica às empresas em início de atividade. (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 16, caput) Nesta seara, restou demonstrado que a solicitação do parcelamento do débito impeditivo à opção pelo Simples Nacional (Debcad inscrito em dívida ativa da União sob o nº 15.562.218-8) se deu em 11/02/2020, posteriormente, portanto, ao prazo estabelecido em para regularização, conforme identificado no comprovante de adesão a negociação da PGFN de fl. 27 e na consulta às informações do crédito de fl. 32 do processo. Como os débitos que ensejaram o Indeferimento da Opção pelo Simples Nacional não foram regularizados em tempo hábil, conclui-se pela existência de motivo impeditivo ao deferimento da solicitação de opção pelo Simples Nacional. Sobre a inclusão da Recorrente no Simples Nacional (ano de 2021) tal pedido não pode ser conhecido, posto tratar-se de matéria que não se encontra em litigio. Por fim, tem-se que nos estritos termos legais este procedimento está de acordo com o princípio da legalidade ao qual o agente público está vinculado em razão da obrigatoriedade da aplicação da lei de ofício (art. 37 da Constituição Federal, art. 116 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, art. 2º da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999, art. 26-A do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972 e art. 62 do Anexo II do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 343, de 09 de julho de 2015). Ante o exposto, conheça-se do Recurso Voluntario, para negar-lhe provimento. É como voto. (documento assinado digitalmente) Márcio Avito Ribeiro Faria Fl. 64DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 19647.004073/2007-88
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO INTEMPESTIVO.
Não se conhece de recurso voluntário apresentado após o prazo de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância.
Recurso Não Conhecido.
Numero da decisão: 2801-001.631
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ANTONIO DE PÁDUA ATHAYDE MAGALHÃES
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO INTEMPESTIVO. Não se conhece de recurso voluntário apresentado após o prazo de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância. Recurso Não Conhecido.
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RECURSO INTEMPESTIVO. Não se conhece de recurso voluntário apresentado após o prazo de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância. Recurso Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Tânia Mara Paschoalin e Carlos César Quadros Pierre. Relatório Trata o presente processo de Notificação de Lançamento às fls. 06/08, onde está o fisco a exigir do autuado o recolhimento do crédito tributário no valor total de R$ 55.340,27, a título de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física, incluídos multa de oficio de 75%, multa de mora de 20%, e juros de mora, estes calculados até 30/03/2007. Fl. 179DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Assinado digitalmente em 22/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 19647.004073/200788 Acórdão n.º 280101.631 S2TE01 Fl. 176 2 A exigência fiscal decorreu da revisão efetuada na declaração de ajuste anual apresentada pelo contribuinte referente ao exercício de 2005, anocalendário 2004, em que foram apuradas as seguintes infrações: i) compensação indevida de Imposto de Renda Retido na Fonte, no valor de R$ 52.944,77, relativamente à fonte pagadora Unibanco – União de Bancos Brasileiros S.A., não tendo o contribuinte atendido à intimação para comprovar os valores compensados; ii) omissão de rendimentos tributáveis recebidos, no valor de R$ 3.300,00, da fonte pagadora Unibanco AIG Seguros S.A., conforme comparativo da declaração do contribuinte com a DIRF apresentada pela fonte pagadora, não tendo o interessado atendido intimação para comprovação do valor declarado. O contribuinte foi cientificado do lançamento e apresentou impugnação, às fls. 01/04, alegando, em síntese, que: em sua DIRPF 2005/2004 constam informações verídicas sobre os rendimentos, tendo sido feita por um escritório de contabilidade, por existirem valores vinculados a dois processos trabalhistas (n° 1623/1995 na 13a Vara do Trabalho e n° 0085/2003 na 6a Vara do Trabalho) e não ter conhecimento profundo sobre o assunto; pela demora em sua restituição, foi à Receita Federal e ficou sabendo que caiu em malha fiscal; recebeu intimação e apresentou a documentação solicitada, sendo informado que precisaria da documentação da Justiça do Trabalho “para finalizar” sua declaração, sendolhe dado maior prazo (20 dias), mas não foi possível cumprilo, e em virtude dos compromissos de trabalho, foi protelando a ida à Receita Federal, até que em 09/04/2007, recebeu a notificação em apreço. todas as informações de sua declaração são verídicas, podendo ser verificadas nos documentos que anexa aos autos (“Darf, planilhas, execuções, etc.”). Ao apreciar o litígio, a 1a Turma de Julgamento da DRJ/Recife(PE) decidiu, por unanimidade de votos, considerar improcedente a impugnação, mantendo a exigência do crédito tributário, nos termos do Acórdão às fls. 148/151, que apresenta as seguintes ementas: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA MICA – IRPF Anocalendário: 2004 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Mantémse a omissão de rendimentos em relação a qual o contribuinte não logrou comprovar a sua exclusão. GLOSA DE IRRF. Mantémse a glosa de IRRF em relação A qual o contribuinte não logrou comprovar a sua retenção. Impugnação Improcedente. Fl. 180DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Assinado digitalmente em 22/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 19647.004073/200788 Acórdão n.º 280101.631 S2TE01 Fl. 177 3 Crédito Tributário Mantido. Com a ciência da decisão de primeira instância ocorrendo em 19/10/2010, conforme documento à fl. 154, o contribuinte, interpôs, em 19/11/2010, o Recurso Voluntário às fls. 156/164, em que reforça seus argumentos de defesa. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. De início, cabe apreciar a tempestividade do recurso interposto. O Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, assim dispõe: Art. 5º Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. (...) Art. 23. Farseá a intimação: I pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (...) § 2° Considerase feita a intimação: I na data da ciência do intimado ou da declaração de quem fizer a intimação, se pessoal; II no caso do inciso II do caput deste artigo, na data do recebimento ou, se omitida, quinze dias após a data da expedição da intimação; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (...) Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. Fl. 181DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Assinado digitalmente em 22/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 19647.004073/200788 Acórdão n.º 280101.631 S2TE01 Fl. 178 4 (grifei) No caso, o contribuinte foi cientificado do Acórdão da 1a Turma de Julgamento da DRJ/Recife (PE) em 19/10/2010 (terçafeira), conforme Aviso de Recebimento AR à fl. 154 dos autos. Somente em 19/11/2010 (sextafeira), depois de transcorrido o prazo de 30 (trinta) dias para interposição de recurso a este Conselho, apresentou a petição às fls. 156/164, sem discussões quanto à sua tempestividade. O término do prazo para apresentação do recurso se deu em 18/11/2010 (quintafeira), nos termos do art. 33 do Decreto n.º 70.235, de 06 de março de 1972, acima transcrito. Pelo exposto, VOTO por não conhecer do recurso, por intempestivo. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 182DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Assinado digitalmente em 22/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA
score : 1.0
Numero do processo: 10380.010276/2006-26
Data da sessão: Thu Jun 25 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Jun 25 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2001, 2002, 2003
DESPESAS MÉDICAS - PROVA - EXISTÊNCIA DE SÚMULA DE DOCUMENTAÇÃO
TRIBUTARIAMENTE INEFICAZ - Sem a apresentação de documentos hábeis e idôneos capazes de comprovarem a efetividade dos serviços profissionais e dos correspondentes pagamentos, incabível aceitar a dedução de despesas médicas relativas a profissional para o qual existe "Súmula de Documentação Tributariamente Ineficaz".
Recurso negado.
Numero da decisão: 3804-000.087
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Turma Especial da Terceira Seção do
Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
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Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por JESONI GRUSKA BENEVIDES FIGUEIREDO. ACORDAM os Membros da Quarta Turma Especial da Terceira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. ' • f- ~ l‘NEL)4N A 71(?-rresidente , W-Qà(P-4,--, AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE — Relatora FORMALIZADO EM: 20 SET 2009 1 Processo n° 10380.010276/2006-26 S3-TE04 Acórdão n.° 3804-00.087 Fl. 2 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Marcelo Magalhães Peixoto, Júlio Cezar da Fonseca Furtado e Nelson Mallmann (Presidente). 2 Processo n° 10380.010276/2006-26 83-T E04 Acórdão n.° 3804-00.087 Fl. 3 Relatório AUTUAÇÃO Contra a contribuinte acima identificada foi lavrado o Auto de Infração de fls. 04 a 09, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercícios 2001 a 2003, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$3.300,00, acrescido de multa de oficio qualificada e juros de mora. A autuação foi assim resumida no relatório do acórdão de primeira instância (fls. 140): "A infração apurada pela Fiscalização, relatada na Descrição dos Fatos e Enquadramentos Legais, fls. 05 e no Termo de Verificação Fiscal, fls. 10/12, foi dedução indevida de despesas médicas. Os dispositivos legais infringidos e a penalidade aplicável encontram-se detalhados às fls. 05 e 09 do Auto de Infração. Do Termo de Verificação Fiscal, fls. 10/12, constata-se que a autoridade fiscal qualificou a multa de oficio aplicada, tendo em vista que os recibos utilizados para comprovar as despesas médicas glosadas foram considerados inidôneos, mediante Ato Declaratório Executivo da Delegacia da Receita Federal em Fortaleza n" 91, de 29/11/2005, fls. 13 e Súmula Administrativa de Documentação Tributariamente Ineficaz, processo 10380.010736/2005-35, fls. 14/45. Conseqüentemente, procedeu à competente Representação Fiscal para Fins Penais, em conformidade com a Portaria SRF n° 326, de 15 de março de 2005, processo 10380.010281/2006-39." IMPUGNAÇÃO Cientificada do lançamento, a contribuinte apresentou a impugnação (fls. 102 a 104), acatada como tempestiva. Alegou, consoante transcrito no relatório do acórdão de primeira instância (fls. 140 e 141): "DOS FATOS A requerente deduziu de sua base de cálculo do Imposto de Renda nos anos-calendário 2000 (R$ 3.000,00), 2001 (R$ 5.000,00) e 2002 (R$ 4.000,00) pagos ao Fisioterapeuta Fco. de Assis Rebouças, CPF 045.501.103-68. Em fiscalização sofrida pela Delegacia da Receita Federal em Fortaleza ficou evidenciado que o Fisioterapeuta em causa "emitiu nos anos-calendário 2000 a 2002, centenas de recibos ideologicamente falsos, isto é, sem corresponderem a serviços efetivamente prestados" vide Termo de Verificação Fiscal. 3 Processo n° 10380.010276/2006-26 S3-TE04 Acórdão n.° 3804-00.087 Fl. 4 DO DIREITO Em nenhum momento a requerente deixou de atender ao chamamento da Receita Federal, fornecendo inclusive todos os recibos solicitados comprovando que os serviços foram realizados e pagos e nada mais justo que sejam dedutiveis. Foram ainda encaminhadas todas as cópias de solicitação de serviços fisioterápicos emitidos pela médica Izabela Parente além de declaração de tratamento cirúrgico de lesão do punho esquerdo da requerente emitido pelo médico Artur Almeida e comprovante de licença médica expedida pelo IPM. Os serviços do fisioterapeuta em causa foram efetivamente realizados tanto nas pessoas da requerente como em seus dois filhos menores como benz comprovam toda a documentação acostada à esta IMPUGNAÇÃO. O nivelamento que se refere o AFRF em seu Termo de Verificação de que a requerente "agiu dolosamente" e que a "autuada inseriu informação SABIDAMENTE falsa... para se beneficiar da dedução da base de cálculo do imposto, uma vez que SABIA que os serviços declarados como pagos àquele fisioterapeuta não foram efetivamente prestados nem tampouco pagos". A contradição salta aos olhos. Surge a indagação: como a requerente haveria de saber 4 ou 5 anos antes, que o citado fisioterapeuta estava envolvido em falcatruas dessa natureza, uma vez que essa informação só surgiu em 29/11/2005 pelo DOU. A requerente mantém a sua posição de que os trabalhos foram realizados pelo fisioterapeuta tanto em seus filhos como em sua própria pessoa. Assim dessa maneira, não é justo que tendo pago, e comprovado que pagou pelos serviços, a requerente tenha sofrido vexames de toda ordem como se tivesse pactuado desse alcance fiscal. DOCUMENTOS ANEXOS Estão anexos a esta impugnação cópias de todos os recibos e solicitação de serviços a que acima se refere. DO PEDIDO A luz do exposto, demonstrando a insubsistência e improcedência total do lançamento, requer seja acolhida a presente impugnação, uma vez que o Termo de Verificação Fiscal trabalha em cima de mera suposição." ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A DRJ-Fortaleza/CE julgou procedente o lançamento. Ao examinar os documentos que instruem a impugnação, assim se manifestou (fls. 144): fr 4 Processo n° 10380.010276/2006-26 S3-TE04 Acórdão n.° 3804-00.087 Fl. 5 "Em sua impugnação a contribuinte afirma que efetuou os pagamentos e que os serviços foram prestados a si e a seus dependentes e, no intuito de demonstrar a efetividade da necessidade dos serviços de fisioterapia, juntou aos autos cópias de solicitações médicas de tratamento de fisioterapia respiratória para seus dependentes, fls.117/130 e 132/133 e cópias de documentos médicos, fls. 134/136, que atestam que a contribuinte necessitou de tratamento de fisioterapia em julho de 2002. Veja-se que a lide instaurada no mencionado processo gira em torno de se saber se os valores consignados nos recibos emitidos por Francisco de Assis Rebouças foram pagos pela contribuinte e se os serviços foram de fato prestados. Não se questiona no presente lançamento se efetivamente a contribuinte e seus dependentes apresentaram problemas de saúde nos anos-calendário de 2000 a 2002 e se realizaram tratamentos de fisioterapia. Conforme já mencionado, o que se busca para a solução da lide é a confirmação dos dados constantes nos recibos apresentados pela defesa para comprovar despesas médicas. Interessa para o deslinde da questão a comprovação da efetividade dos pagamentos e da execução do tratamento, conforme descritos nos recibos emitidos pelo profissional Francisco de Assis Rebouças. Deste modo, tem-se que os documentos apresentados pela defesa prestam-se tão-somente para comprovar que, em algum momento dos anos-calendário de 2000 a 2002, a contribuinte e seus dependentes necessitaram de tratamento fisioterápico, entretanto, não são suficientes para comprovar que o tratamento foi realizado, que foi executado pelo fisioterapeuta Francisco de Assis Rebouças e que o mesmo teria recebido pela execução de tais serviços as quantias referidas nos recibos apresentados pela defesa." Os fundamentos da decisão de primeira instância estão consubstanciados na seguinte ementa: "ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Ano-calendário: 2000, 2001, 2002 GLOSA DE DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. EXISTÊNCIA DE SÚMULA DE DOCUMENTAÇÃO TRIBUTARIAMENTE INEFICAZ. A existência de Súmula de Documentação Tributariamente Ineficaz impede a utilização de tais documentos como elementos de prova de serviços prestados, quando apresentados isoladamente, sem apoio em outros elementos. Lançamento Procedente" RECURSO AO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 5 Processo n° 10380.010276/2006-26 S3-TE04 Acórdão n.° 3804-00.087 Fl. 6 Cientificada da decisão de primeira instância em 19/04/2007 (fls. 149), a contribuinte apresentou, em 16/05/2007, o Recurso de fls. 150 a 152, argumentando, em síntese, que efetuou pagamentos ao fisioterapeuta Francisco de Assis Rebouças em decorrência de serviços profissionais que lhe foram prestados e aos seus dois filhos e dependentes. Assim, tem o direito inalienável de deduzir tais pagamentos em suas declarações de ajuste anual. Instruindo o recurso, constam os documentos de fls. 153 a 188 (basicamente, cópias de documentos de identidade, declaração de tratamento cirúrgico, licença médica expedida pelo IPM, solicitações médicas de tratamento de fisioterapia respiratória para seus dependentes e recibos médicos). O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 189, que também trata do envio dos autos ao Primeiro Conselho de Contribuintes. É o Relatório. 734— 6 Processo n° 10380.010276/2006-26 S3-TE04 Acórdão n.° 3804-00.087 Fl. 7 Voto Conselheira AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. No caso, a interessada pleiteou deduções de despesas médicas que teria tido com o fisioterapeuta Francisco de Assis Rebouças, nos anos-calendário 2000, 2001 e 2002. Ocorre que, conforme Súmula Administrativa de Documentação Tributariamente Ineficaz (fls. 14 a 45) e Ato Declaratório Executivo n° 91, da DRF Fortaleza/CE, de 29/11/2005 (fls. 13), os recibos de tratamento fisioterápicos emitidos pelo referido profissional, CPF 045.501.103-68, no período de 01/01/2000 a 31/12/2002, foram declarados inidôneos, por serem ideologicamente falsos, portanto, imprestáveis e ineficazes para fins de dedução da base de cálculo do imposto de renda pessoa física. Insta frisar que Súmula é o processo administrativo de levantamento de elementos de prova da inidoneidade de documentos fiscais, realizado pela administração tributária, mediante procedimentos fiscais apropriados, com vistas a propiciar a formação de convicção por parte das autoridades julgadoras. Assim, sempre que a Fiscalização se deparar com documentos de emissão de empresas e/ou pessoas físicas sumuladas, poderá recorrer à respectiva súmula, sem a necessidade de realizar novas diligências para apurar os mesmos fatos já conhecidos. Dessa forma, comprovada pelo Fisco a inidoneidade dos recibos emitidos pelo citado profissional, cabe à impugnante a prova de que a prestação de serviços e o correspondente pagamento existiram de fato, podendo, eventualmente, dependendo das provas apresentadas, caracterizar tais operações uma exceção relativamente ao conjunto de provas produzidas em sentido contrário, no que tange a inidoneidade dos recibos emitidos. Portanto, embora a declaração de inidoneidade alcance todos os recibos emitidos no período, os contribuintes que efetivamente tenham realizado o tratamento fisioterápico e efetuado os correspondentes pagamentos têm a oportunidade de comprová-lo. Todavia, no caso, a interessada não logrou trazer aos autos elementos hábeis de prova para corroborar sua assertiva de que efetivamente teria recebido o atendimento profissional alegado, bem como efetuado os pagamentos decorrentes. Restringe-se a reapresentar os documentos que já haviam sido analisados com muita propriedade no acórdão recorrido, cujas ponderações encontram-se registradas no relatório deste voto. 7 Processo n" 10380.010276/2006-26 S3-TE04 Acórdão n." 3804-00.087 Fl. 8 Ora, nesse contexto, suas alegações são estéreis e não têm o condão de alterar o acerto da decisão recorrida. Diante do exposto, voto por NEGAR provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 25 de junho de 2009 Yxg..p,,(.9....... AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE , 8
score : 1.0
Numero do processo: 11080.003122/2005-44
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 09 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jun 09 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2001, 2002, 2003, 2004
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. PENSÃO ALIMENTÍCIA.
São tributáveis os valores recebidos a título de alimentos ou pensões, inclusive a prestação de alimentos provisionais, em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente.
DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. DESPESAS COM INSTRUÇÃO.
PREVIDÊNCIA PRIVADA.
Para que seja possível a dedução de despesas médicas, despesas com instrução e contribuição à previdência privada, indispensável a apresentação das respectivas provas comprobatórias, por meio de documentos hábeis e idôneos.
MULTA ISOLADA DO CARNÊ-LEÃO E MULTA DE OFÍCIO.
CONCOMITÂNCIA.
Incabível a aplicação da multa isolada por falta de recolhimento de carnê-leão concomitantemente com a multa de oficio, ambas incidindo sobre a mesma base de cálculo.
Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 2801-001.666
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso para excluir a multa isolada constituída pela falta de recolhimento do IRPF devido a título de carnê-leão, nos termos do voto do Relator
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2001, 2002, 2003, 2004 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. PENSÃO ALIMENTÍCIA. São tributáveis os valores recebidos a título de alimentos ou pensões, inclusive a prestação de alimentos provisionais, em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente. DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. DESPESAS COM INSTRUÇÃO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. Para que seja possível a dedução de despesas médicas, despesas com instrução e contribuição à previdência privada, indispensável a apresentação das respectivas provas comprobatórias, por meio de documentos hábeis e idôneos. MULTA ISOLADA DO CARNÊ-LEÃO E MULTA DE OFÍCIO. CONCOMITÂNCIA. Incabível a aplicação da multa isolada por falta de recolhimento de carnê-leão concomitantemente com a multa de oficio, ambas incidindo sobre a mesma base de cálculo. Recurso parcialmente provido.
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PENSÃO ALIMENTÍCIA. São tributáveis os valores recebidos a título de alimentos ou pensões, inclusive a prestação de alimentos provisionais, em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente. DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. DESPESAS COM INSTRUÇÃO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. Para que seja possível a dedução de despesas médicas, despesas com instrução e contribuição à previdência privada, indispensável a apresentação das respectivas provas comprobatórias, por meio de documentos hábeis e idôneos. MULTA ISOLADA DO CARNÊLEÃO E MULTA DE OFÍCIO. CONCOMITÂNCIA. Incabível a aplicação da multa isolada por falta de recolhimento de carnêleão concomitantemente com a multa de oficio, ambas incidindo sobre a mesma base de cálculo. Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir a multa isolada constituída pela falta de recolhimento do IRPF devido a título de carnêleão, nos termos do voto do Relator Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Fl. 161DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 16/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11080.003122/200544 Acórdão n.º 280101.666 S2TE01 Fl. 159 2 Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio de Pádua Athayde Magalhães, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima e Tânia Mara Paschoalin. Relatório AUTUAÇÃO Contra a contribuinte acima identificada foi lavrado o Auto de Infração de fls. 02/29, em virtude da constatação de infringência a dispositivos legais, referente aos anos calendário de 2000, 2001, 2002 e 2003, que resultaram na glosa das deduções pleiteadas nas declarações de ajuste anual a título de despesas médicas, despesas com instrução e com previdência privada. Foi também identificada omissão de rendimentos recebidos a título de pensão alimentícia e falta de recolhimento de IRPF a título de carnêleão. Foi apurado imposto no valor de R$ 50.182,03, mais acréscimos legais, além de multa isolada no valor de R$ 20.653,32, por falta de recolhimento de carnêleão. IMPUGNAÇÃO Cientificada do lançamento, a interessada apresentou a impugnação de fls. 107/109, juntamente com os documentos de fls. 110/129, acatada como tempestiva, expondo os seguintes argumentos: a) se impugne o lançamento de oficio de omissão de rendimentos recebidos a título de pensão alimentícia judicial declarado nos Anoscalendário 2.001, 2.002 e 2.003 em virtude no que diz Acordo Judicial homologado pelo juiz LUIZ MELLO GUIMARÃES em anexo .A fim de instruir os autos da ação supra, Solicito a Vossa Senhoria que seja descontado a título de alimentos da folha de pagamento do autor, o percentual de 50% (cinqüenta por cento ), abatendo os descontos legais de IR e Previdência Social, sendo depositado na conta existente junto ao Banrisul, em nome da Sra. Elma, conta n° 35.040.043.05, agência 077, nesta capital, até o 5° dia útil de cada mês; b) os extratos desta conta acima mencionada do Banrisul referente os Anoscalendário 2.001, 2.002 e 2.003 foram solicitados pela auditora fiscal Sra. Maria Virgínia Garcia Cunha para a comprovação do depósito estando todos no referido processo; c) que se faça as devidas . retificações nas Declarações de Ajuste Anuais Anoscalendário 2.001, 2.002 e 2.003 pois são Declarações não restituídas, portanto sem Glosa nos pagamentos efetuados, e, após se faça a devidas liberações das restituições retidas em malha fiscal. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Fl. 162DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 16/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11080.003122/200544 Acórdão n.º 280101.666 S2TE01 Fl. 160 3 A DRJ/Porto Alegre julgou o lançamento procedente (fls. 19/23), sendo oportuno transcrever trecho do voto do relator do respectivo acórdão que justifica a manutenção da autuação: (...) De acordo com os dispositivos transcritos, todas as deduções estão sujeitas à comprovação por parte do contribuinte, podendo o fisco solicitar os comprovantes e esclarecimentos que se fizerem necessários. A legislação determina que a pessoa física deve manter em boa guarda os documentos das operações ocorridas ao longo do anocalendário, até que se expire o direito de a Fazenda Nacional realizar ações fiscais relativas ao período, ou seja, até que ocorra a decadência do direito de lançar. Mediante a análise dos documentos juntados pelo contribuinte às fls. 112 a 117 e os demais constantes do presente processo, concluimos que não foram apresentados documentos comprobatórios capazes e suficientes para elidir o lançamento. Salientamos que o recebimento de pensão alimentícia tratase de rendimento tributável, que deve ser oferecido à tributação pelo beneficiário, não existindo o fato e nem as informações de retenção de imposto na fonte; portanto procedente o seu lançamento. Observese, ainda, que as alegações não comprovadas por documentação, hábil e idônea, ou que tratem de questões não pertinentes à matéria tributável não têm força para modificar a matéria em litígio. Outrossim, cabe ressaltar que em virtude do princípio da igualdade e da legalidade, a autoridade administrativa não pode se furtar à aplicação da Lei. A Norma Legal prevê situação abstrata para que, em havendo subsunção a determinado fato, aja a autoridade administrativa da maneira como lhe é determinado, não sendo admitida qualquer diferenciação em virtude de argumentações pessoais. (...) RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificada da decisão de primeira instância em 07/07/08, fls. 136, a contribuinte apresentou, em 24/07/08, o Recurso de fls. 146/149, juntamente com os documentos de fls. 150/152, alegando, em suma, preliminarmente, que: a) a tributação dos valores recebidos a título de pensão alimentícia representa bitributação, apresentando a seguinte justificativa: “sendo que do valor recebido por seu excônjuge, 50% deste valor, abatendo os descontos legais de Imposto de Renda e Previdência Social serem depositados na conta corrente da Contribuinte. Sendo feito a apuração de Fl. 163DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 16/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11080.003122/200544 Acórdão n.º 280101.666 S2TE01 Fl. 161 4 Base de cálculo do valor recebido pelo excônjuge, não poderia se fazer um novo cálculo do Imposto de Renda recebido de Pessoas Físicas, pois já teria havido o desconto do Imposto de Renda sobre este valor repassado como título de alimentos da folha de pagamento”. b) reiteradas decisões do Conselho de Contribuintes têm concluído pela impossibilidade de cobrança concomitante da multa de ofício de 75% e da multa exigida isoladamente pelo não recolhimento do carnêleão; c) as DAA dos exercícios 2002 a 2004 encontramse em malha fiscal, logo as restituições ali apuradas não foram recebidas. Por conseguinte os valores divergentes, apurados pela fiscalização, deveriam ser lançados naquelas declarações, excluindo a multa de 75%. Quanto ao mérito, menciona os seguintes pontos de discordância: a) Impugnese os Lançamentos de oficio de Omissão de Rendimentos recebidos a título de Pensão Alimentícia Judicial declarados nos Anoscalendário de 2001 a 2003, pois conforme o Acordo Judicial Homologado pelo Juiz de Direito Dr. Luiz Mello Guimarães, onde o mesmo "solicita que seja descontado a título de alimentos da folha de pagamento do autor, o percentual de 50% (cinqüenta por cento), abatendo os descontos legais de Imposto de Renda e Previdência Social, sendo depositado na conta existente junto ao Banrisul, em nome da Sra. Elma", o Imposto de Renda sobre estes valores já foram ajustados no momento do depósito referente ao valor recebido de seu ex cônjuge gerando uma bitributação; b) A Contribuinte identificada acima requer o cancelamento da Multa Exigida Isoladamente, pois a aplicação concomitante da multa isolada e da multa de oficio não é legítima quando incide sobre uma mesma base de cálculo; c) A Contribuinte requer as devidas retificações nas Declarações de Ajustes Anuais dos Anoscalendário 2001 a 2003, pois são Declarações não restituídas, conseqüentemente excluindo a multa. Diante do exposto acima requer o acolhimento do recurso para fins de cancelamento do débito fiscal. É o relatório. Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima O recurso é tempestivo e atende as demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Fl. 164DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 16/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11080.003122/200544 Acórdão n.º 280101.666 S2TE01 Fl. 162 5 A recorrente não trouxe novos elementos aos autos tampouco apresentou novos questionamentos acerca das glosas efetuadas, requerendo, somente, que as respectivas DAA fossem retificadas sem tais glosas. Convém ressaltar que todos os documentos juntados à impugnação para fins de comprovação de despesas médicas e contribuições à previdência privada (fls. 112/117) já haviam sido apresentados no curso da ação fiscal (fls. 34/41), e foram devidamente analisados pela fiscalização e considerados no lançamento realizado, nos termos do Relatório de Ação Fiscal de fls. 04/09, sendo que não foram juntados comprovantes relativos às despesas com instrução, Não há qualquer reparo a ser feito na análise de tais documentos, razão pela qual devem ser mantidas as glosas realizadas. É de se observar, também, que o crédito tributário relativo ao anocalendário 2000 foi transferido para o processo n° 11080.100934/2005/37 para fins de parcelamento, conforme extratos de fls. 156/157, em virtude de a contribuinte ter concordado com essa parcela do lançamento. Não obstante a recorrente ter arguído a existência de preliminares, as matérias apontadas não se enquadram nesse conceito e serão apreciadas conjuntamente com as alegações de mérito. A tributação dos rendimentos recebidos a título de pensão alimentícia é tratada no art. 3°, § 1°, da Lei n° 7.713, de 1988, que constitui a matriz legal do art. 54 do Regulamento do Imposto de Renda – RIR/99, aprovado pelo Decreto n° 3.000/99, in verbis: Decreto n° 3.000/99 (RIR/99) Art. 54. São tributáveis os valores percebidos em dinheiro, a título de alimentos ou pensões, em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente, inclusive a prestação de alimentos provisionais. Por sua vez, o art. 78 do mesmo diploma legal, cuja matriz legal é o art. 4°, II, da Lei n° 9.250, de 1995, prevê que a importância paga a título de pensão alimentícia, descrita no artigo acima reproduzido, poderá ser deduzida da base de cálculo sujeita à incidência mensal do imposto. Dessa forma, os rendimentos referentes à pensão alimentícia somente são tributados quando recebidos pelo beneficiário, haja vista que tais valores são deduzidos da base de cálculo do imposto de renda da pessoa responsável pelo seu pagamento, no caso, o ex cônjuge da contribuinte. Por conseguinte não há que se falar em bitributação. Diante do exposto acima a expressão contida na determinação judicial proferida por meio do Ofício n° 1310/2000 (fls. 151), de 19/12/2000, para desconto da folha de pagamento de Breno Silveira Verlindo do “percentual de 50% (cinqüenta por cento), abatendo os descontos legais IR e Previdência Social”, sendo depositado na conta bancária da recorrente, não justifica a alegação de bitributação dos rendimentos. No tocante ao período inicial do recebimento dos valores pela recorrente, em que pese haver declarações contraditórias de sua parte, uma informando que a pensão alimentícia começou a ser paga em julho/2001 (fls. 49), datada de 31/05/05, outra informando que recebeu mensalmente em 2001 os valores de R$ 4.222,64 (fls. 81), datada de 01/06/05, é importante destacar que a decisão judicial determinando o desconto na folha de pagamento do excônjuge da contribuinte foi prolatada em 19/12/2000 (fls. 151), logo produziria efeitos em Fl. 165DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 16/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11080.003122/200544 Acórdão n.º 280101.666 S2TE01 Fl. 163 6 relação aos rendimentos recebidos a partir dessa data. Como o lançamento abrangeu os rendimentos recebidos a partir de janeiro de 2001, está em consonância com a aludida decisão judicial. Vale dizer que a interessada não apresentou cópia dos extratos bancários relativos ao período de 01/01/01 a 28/06/01 da conta bancária n° 35.040043.05, na qual a autoridade judiciária determinou que fossem efetuados os depósitos relativos à pensão alimentícia. Assim, não comprovou que os citados valores não foram depositados naquela conta no período acima mencionado. Ademais, informações contidas na DAA de seu ex cônjuge, relativa ao anocalendário 2001, e na DIRF apresentada pela respectiva fonte pagadora, comprovam o recebimento dos rendimentos pela recorrente desde janeiro de 2001, conforme informação contida no Relatório de Ação Fiscal de fls. 04/09. Quanto à alegação de impossibilidade de aplicação concomitante da multa isolada, por falta de recolhimento de carnêleão, e da multa de oficio, por incidirem sobre uma mesma base de cálculo, assiste razão à recorrente. O entendimento da Câmara Superior de Recursos Fiscais, acatado por mim, é nesse sentido, conforme Acórdão CSRF/0400.832, cuja ementa reproduzo a seguir: Acórdão CSRF/0400.832 MULTA ISOLADA E MULTA DE OFICIO. CONCOMITÂNCIA. MESMA BASE DE CÁLCULO. A aplicação concomitante da multa isolada (inciso III, do § 1°, do art.44, da Lei n° 9.430, de 1996) e da multa de ofício (incisos I e II, do art. 44, da Lei n° 9.430, de 1996) não é legítima quando incide sobre uma mesma base de cálculo." (Data da Sessão: 04/03/2008) No presente caso ambas as multas incidiram sobre o imposto decorrente de rendimentos de pensão alimentícia não declarados pela contribuinte. Logo, incabível a exigência da multa isolada por falta de recolhimento de carnêleão, devendo ser mantida somente a multa de oficio de 75%, incidente sobre o imposto devido no ajuste anual. Embora a multa acima contestada não tenha sido objeto de questionamento específico na impugnação, não posso deixar de apreciar sua legalidade, sob pena de ratificar lançamento efetuado em descompasso com a jurisprudência pacífica deste Conselho. Por fim não cabe a exclusão da multa aplicada no percentual de 75%, como postula a recorrente, sob a alegação de que as DAA dos anoscalendário 2001 a 2003 ainda não foram restituídas, devido não haver previsão legal para o afastamento daquela penalidade na situação apontada pela interessada. A multa em questão decorre de lançamento efetuado de ofício e tem fundamento legal no art. 44, I, da Lei n° 9.430/96. Por tais razões voto por DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para excluir a multa isolada constituída pela falta de recolhimento do IRPF devido a título de carnê leão. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator Fl. 166DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 16/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11080.003122/200544 Acórdão n.º 280101.666 S2TE01 Fl. 164 7 Fl. 167DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 16/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA
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Numero do processo: 10283.003823/2004-53
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Aug 23 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Aug 23 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 301-01.676
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidades de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOSE LUIZ NOVO ROSSARI
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Numero do processo: 10283.003815/2004-15
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jul 13 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Jul 13 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 301-01.665
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOSE LUIZ NOVO ROSSARI
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Numero do processo: 13805.009763/96-17
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Oct 17 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Tue Oct 17 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 301-01.712
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: Finsocial- ação fiscal (todas)
Nome do relator: CARLOS HENRIQUE KLASER FILHO
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RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. OTACiLIO D, ART A O Presidente 0 _ AMA --":■1:6■ 01M11111111111111111 CAOS HEN Is fQ E 411 -7".' Relator R FILHO Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, Valmar Fonsésca de Menezes, Atalina Rodrigues Alves, Susy Gomes Hoffmann e Irene Souza da Trindade Torres. Esteve presente o Procurador da Fazenda Nacional José Carlos Dourado Maciel. Esteve presente a advogada De Renata Dutra Luna. CCS Processo n° : 13805.009763/96-17 Resolução n° : 301-1.712 RELATÓRIO Trata-se o presente caso de auto de infração lavrado para constituir crédito tributário de FINSOCIAL, decorrente da falta de recolhimento dos valores devidos, pertinentes ao período de 31/05/1991 a 31/03/1992, que está sendo questionado judicialmente pelo contribuinte. Irresignado, o contribuinte apresenta Impugnação (fls. 52/62) alegando em síntese, a inconstitucionalidade do FINSOCIAL, e que o STF reiterou a inconstitucionalidade dos aumentos de aliquotas superiores a 0,5% no RE n° 150.764- 1. Requereu fosse declarada inexistente a relação jurídica tributária desobrigando-se ao recolhimento do valor principal da contribuição para o FINSOCIAL, e dos encargos de multa e juros, com o conseqüente cancelamento do auto de infração. A Impugnante foi intimada a apresentar a certidão de objeto e pé das ações judiciais referente ao FINSOCIAL, bem como, cópias das respectivas sentenças e acórdãos. Consta das certidões que: • - o processo judicial n° 91.0659752-1, transitou em julgado e os depósitos judiciais foram convertidos em renda da Unido; - que no SINAL — 08 encontra-se registrado um pagamento referente a conversão em renda efetuada pela CEF, arrecadado em 09/04/1997; - que a contribuinte levantou 75% dos valores depositados judicialmente mediante alvará judicial n° 052/95, datado de 17/04/1995; - que o demonstrativo de imputação judicial comprova que os depósitos não foram suficientes para liquidar o crédito tributário lançado no auto de infração que originou o processo em tela, - que as fls. 128 consta a "Listagem de Saldos de Débitos discutidos em Juizo", onde são listados os saldos devedores do referido processo. Na decisão de primeira instância a autoridade julgadora julgou o lançamento pro .cedente em parte, no sentido de excluir a TRD no período de 04/02/1991 a 29/07/1992 e reduzir a multa de oficio para 75% sobre as parcelas não recolhidas da contribuição para o FINSOCIAL. 2 Processo n° : 13805.009763/96-17 Resolução no : 301-1.712 Quanto A concomitância de ações, a DRJ entendeu que a propositura de ação judicial, por qualquer modalidade processual, antes ou posteriormente A autuação, com o mesmo objeto, importa na renúncia As instâncias administrativas, ou desistência de eventual recurso interposto. As fls. 205/213, a Recorrente protocolou Pedido de Revisão de Lançamento, onde afirma que o valor tido como tributável para o auto de infração a ser revisado diverge do valor real da base de cálculo da referida contribuição, como se constata da análise das Declarações de Rendimentos (fls. 37/38). Que o auditor fiscal cometeu um equivoco na apuração dos valores a serem lançados, uma vez que considerou a receita bruta, auferida pela empresa, como base de cálculo da contribuição ao Finsocial, sem contudo considerar as devidas exclusões. Sendo assim, requer a retificação do auto de infração. Após, As fls. 220/229, o contribuinte apresenta Recurso Voluntário, reiterando que o valor tido como tributável para o auto de infração, diverge do valor real da base de cálculo da referida contribuição. Requer, portanto, a reforma da decisão recorrida para anular ou cancelar o auto de infração, ou assim entendendo, retificar a base de cálculo relativa A contribuição ao FINSOCIAL devida nos períodos de apuração de maio de 1991 a março de 1992, apurando-se assim, o montante devido, a resultar na inexistência de débito. Assim sendo, os autos foram encaminhados a este Conselho para julgamento. o relatório. 3 . Sala das Sessei s, em 17 de outubro de 2006 0 INN :-.1.0111111WMIllialiMIRIM CA • ---.0 ---- r. i - • e 31 - A • FILHO - Relator Processo n° : 13805.009763/96-17 Resolução n° : 301-1.712 VOTO Conselheiro Carlos Henrique Klaser Filho, Relator 0 Recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos para a sua admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Trata-se o presente caso de auto de infração lavrado para constituir crédito tributário de FINSOCIAL, decorrente da falta de recolhimento dos valores devidos, pertinentes ao período de 31/05/1991 a 31/03/1992, que está sendo questionado judicialmente pelo contribuinte. Cabe razão ao contribuinte quando argumenta o erro na lavratura do auto de infração. Analisando os períodos de apuração, nota-se que já havia decaído o direito da fiscalização no que tange aos períodos de maio e junho de 1991, tendo em vista que a data da lavratura do auto de infração foi em 20/08/1996. Portanto, devem ser excluídos estes dois períodos de apuração, em virtude da decadência. Por outro lado, quanto ao argumento de que o valor tributável para o auto de infração, diverge do valor real da base de cálculo do FINSOCIAL, e necessário que se faça uma perícia técnica sobre os valores tributáveis, a fim de que sejam apurados os valores compostos na base de cálculo das contribuições ao FINSOCIAL. Em face do exposto, determino que os autos retornem em diligência A. sua origem, para que seja realizada a perícia técnica para apurar supostas diferenças entre os valores depositados judicialmente. S6 depois de realizada a diligencia é que se poderá, com base no resultado, tomar decisão. Diante do exposto, voto no sentido de dar provimento ao Recurso interposto para determinar o retorno do processo A Repartição de Origem para diligências. É como voto.
score : 1.0
Numero do processo: 11065.001688/00-62
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed May 12 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Wed May 12 00:00:00 UTC 2004
Ementa: PAF. CLASSIFICAÇÃO FISCAL DE PRODUTOS NA TIPI. COMPETÊNCIA.
Na forma do inciso XVI do artigo 9º do Regimento Interno do Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, a classificação de mercadorias na TIPI é matéria cuja apreciação compete ao Terceiro Conselho de Contribuintes.
Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 202-15.582
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, declinando competência para o Terceiro Conselho de Contribuintes.
Matéria: IPI- ação fiscal - penalidades (multas isoladas)
Nome do relator: MARCELO MARCONDES MEYER-KOZLOWSKI
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MINISTÉRIO DA FAZENDA•. ._ Segundo Conselho de Contribuintes . Â$. 'i.O\ .- 7'..•,.‘:--r-,,-;;' Ministério da Fazenda Publicado no Diário Oficial da União 2' CC-MF kng,-:-.0 Segundo Conselho de Contribuintes De )6- / (76 / cams- Fl. •qetinci-> i . 4 C • ---__ Processo n° : 11065.001688/00-62 VISTO ._ Recurso n° : 120.142 Acórdão n° : 202-15.582 Recorrente : PLÁSTICOS JAVEL LTDA. Recorrida : DRJ em Porto Alegre - RS PAF. CLASSIFICAÇÃO FISCAL DE PRODUTOS NA TIPI. . l COMPETÊNCIA. i , -. e. '' • Na forma do inciso XVI do artigo 9° do Regimento Interno do CT .:..: ,.... O UrC.:.` Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, a IA ; }4 . 0(1 . classificação de mercadorias na TIPI é matéria cuja apreciação —---- VIL f0 compete ao Terceiro Conselho de Contribuintes. Recurso não conhecido. , Vis os, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: PLÁSTICOS JAVEL LTDA. . ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, declinando competência para o Terceiro Conselho de Contribuintes. Sala das Sessões, em 12 de maio de 2004 0 p Pc-,4-erulti4 eie-Pinneiro tOSS-Presidente ÁvI arcel . Marcon es Meyer-atKo : slci Relator neParticiparam, ainda, do presente julgamento os - . selheiros Antônio Carlos Bueno Ribeiro, Gustavo Kelly Alencar, Raimar da Silva Aguiar, Jorge Freire, Nayra Bastos Manatta e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda. cl! 1 Ministério da Fazenda 22 CC-MF Segundo Conselho de Contribuintes Fl. A4-4 Processo n° : 11065.001688/00-62 Recurso n° : 120.142 14 j14 °ti Acórdão n° : 202-15.582 VISTO Recorrente : PLÁSTICOS JAVEL LTDA. RELATÓRIO Trata-se de auto de infração do qual a Contribuinte fora intimada em 17.08.2000, no valor histórico de R$ 2.471.192,35 por entender a Fiscalização terem sido incorretamente classificadas na TIPI os produtos por ela elaborados, conforme Relatório da Ação Fiscal constante de fls. 157/164. Impugnação da Contribuinte às fls. 203/218 na qual aduz, em apertadíssima síntese, estar classificando corretamente seus produtos Às fls. 238/244, acórdão lavrado pela 3 a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Porto Alegre/RS assim ementado: "Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados — IPI Período de Apuração: 20/07/1995 a 10/12/1998 Ementa: NORMAS PROCESSUAIS — A opção do contribuinte pela via judicial para discussão da mesma matéria, objeto de processo fiscal, implica a desistência da esfera administrativa e torna definitiva a exigência nesta área, que se submete à determinação daquele Poder. Juros de mora: a cobrança de juros pela Taxa Selic está autorizada em lei à qual a autoridade administrativa está vinculada, não podendo se afastar de suas determinações. Multa de Oficio: A exigência da multa de oficio, no percentual de 75% do imposto, na falta de lançamento do imposto, está prevista em lei, descabendo competência à autoridade administrativa para examinar aspectos de inconstitucionalidade da lei que esteja em vigor. Lançamento Procedente". Irresignada, apresentou a Contribuinte, tempestivamente, o recurso voluntário de fls. 252/268, basicamente repisando os argumentos já aduzidos em sede de impugnação. É o relatório. 22,-Cc-4, Ministério da Fazenda CC-MF Fl.ceM4*-: Segundo Conselho de Contribuintes e o c ;;:411a," b R ... Processo n° : 11065.001688/00-62 Recurso n° : 120.142 ViSTO -.— Acórdão n° : 202-15.582 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR MARCELO MARCONDES MEYER-KOZLOWSKI Como relatado, a matéria discutida nos presentes autos cinge-se à classificação dos produtos elaborados pela Recorrente na Tabela de Incidência do IPI — TIPI, sendo certo, entretanto, que, na forma do inciso XVI do artigo 9° do Regimento Interno do Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, a classificação de mercadorias na TIPI é matéria cuja apreciação compete ao Terceiro Conselho de Contribuintes. À vista do exposto, deixo de admitir o Recurso Voluntário, determinando sua redistribuição a uma das Câmaras integrantes do Egrégio Terceiro Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda. É como voto. Sala das Sessões, em 12 de maio de 2004 ARCE LIKOMARCONDES MEAI/ • OZ‘LOWSKI1 g 3
score : 1.0
Numero do processo: 11543.002838/2004-59
Turma: Primeira Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Sep 14 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Fri Sep 14 00:00:00 UTC 2007
Ementa: DECADÊNCIA – CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS - Segundo jurisprudência do Conselho de Contribuintes e da Câmara Superior de Recursos Fiscais, a decadência das contribuições sociais se submete às regras do CTN.
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. O ato de oficio que excluir a espontaneidade do sujeito passivo exclui também a dos demais envolvidos nas infrações verificadas, independentemente de notificação.
Numero da decisão: 101-96.341
Decisão: ACORDAM, os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, ACOLHER a preliminar de decadência de todas a exações em relação aos fatos geradores ocorridos até 30 de novembro de 1998, vencido o conselheiro Caio Marcos Cândido, que não a acolhia em relação a COFINS e CSLL e, no mérito, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: SANDRA MARIA FARONI
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Recorrida : 28 Turma-DRJ-RIO DE JANEIRO – RJ. 1 Sessão de : 14 de setembro de 2007 Acórdão n°. : 101-96.341 DECADÊNCIA – CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS - Segundo jurisprudência do Conselho de Contribuintes e da Câmara Superior de Recursos Fiscais, a decadência das contribuições sociais se submete às regras do CTN. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. O ato de oficio que excluir a espontaneidade do sujeito passivo exclui também a dos demais envolvidos nas infrações verificadas, independentemente de notificação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por COMERCIAL FERNANDES LTDA. ACORDAM, os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, ACOLHER a preliminar de decadência de todas a exações em relação aos fatos geradores ocorridos até 30 de novembro de 1998, vencido o conselheiro Caio Marcos Cândido, que não a acolhia em relação a COFINS e CSLL e, no mérito, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. ANTONIO JO É PRAG DE SOUZA PRESIDENTE —c, 4 SANDRA MARIA FARONI RELATORA • Processo n° 11543.002838/2004-59 Acórdão n° 101-96.341 FORMALIZADO EM: I/ 9 NOV 2001 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros JOSÉ RICARDO DA SILVA, PAULO ROBERTO CORTEZ, CAIO MARCOS CÂNDIDO e ALEXANDRE ANDRADE LIMA DA FONTE FILHO. Ausente, justificadamente, o Conselheiro JOÃO CARLOS DE LIMA JÚNIOR. Ausentes, justificadamente temporariamente o Conselheiro VALMIR SANDRI e o PresidenteA /41 2 Processo n° 11543.002838/2004-59 Acórdão n° 101-96.341 Recurso n°. : 153.894 Recorrente : COMERCIAL FERNANDES LTDA. RELATÓRIO Contra a empresa Comercial Femandes Ltda foram lavrados autos de infração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica — SIMPLES, imposto de renda da pessoa jurídica — IRPJ - Simples, e os dele decorrentes, Programa de Integração Social — SIMPLES, Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido — SIMPLES, Contribuição para Financiamento da Seguridade Social — SIMPLES, Imposto Sobre Produtos Industrializados — SIMPLES e Contribuição Para Seguridade Social — INSS — SIMPLES, notificados à interessada em 29/07/2004. As infrações de que deram causa aos lançamentos consistiram em: (1) omissão de receitas caracterizada por créditos bancários de origem não comprovada, em conta mantida junto a instituição financeira, de titularidade não comprovada, e (2) insuficiência de recolhimento correspondente à diferença do valor devido a título de SIMPLES sobre a receita originalmente declarada, em função dos novos percentuais aplicáveis em conseqüência da mudança de faixa da receita mensal ao nela se computar a parcela omitida. Foi aplicada a multa de 150% sobre a omissão de receitas e de 75% sobre a insuficiência de recolhimento. Em impugnação tempestiva a interessada argúi insuficiência do prazo de 20 dias concedido pela fiscalização para informar quais os recursos depositados na conta-corrente n° 1.537.547 do Banestes lhe pertenciam, requerendo perícia para proceder ao trabalho.Na seqüência, suscita a decadência. Alega, ainda ter ocorrido excesso de exação, uma vez que foi formalizada a exigência de tributos sobre a receita declarada, que já teriam sido recolhidos. Afirma ser descabida a aplicação da multa no percentual de 150%, uma vez que denunciou espontaneamente a sua receita não declarada ao apresentar, em 19/05/2003, a retificadora da Declaração de Informações Econômico-fiscais da Pessoa Jurídica — DIPJ/99. Nesse sentido, pondera que a ação fiscal somente se iniciou relativamente a ela, interessada, em 01/12/2003, quando tomou ciência do Termo de Intimação Fiscal n°303/2003, sendo 3 Processo n° 11543.002838/2004-59 Acórdão n° 101-96.341 equivocada a afirmação de que a espontaneidade já teria sido afastada a partir de 30/04/2003, data do inicio da ação fiscal no contribuinte Ubiratan Affonso Fernandes. A 5a Turma de Julgamento da DRJ no Rio de Janeiro julgou procedente em parte a ação fiscal, conforme Acórdão 6.105/2004, cuja ementa tem _ _ a seguinte dicção: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Exercício: 1999 Ementa: PERÍCIA DENEGADA. A perícia se reserva à elucidação de pontos duvidosos que requerem conhecimentos especializados para o deslinde do litígio, não se justificando a sua realização quando o fato probando puder ser demonstrado pela juntada de documentos. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. O instituto da denúncia espontânea não alberga a prática de ato puramente formal do contribuinte, após iniciada a ação fiscal, como entrega de declaração retificadora referente ao exercício fiscalizado. Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Exercício: 1999 Ementa: IRPJ. DECADÊNCIA. DOLO, FRAUDE OU SIMULAÇÃO. Na hipótese de ocorrência de dolo, fraude ou simulação, a decadência do direito de a Fazenda Nacional formalizar a exigência tributária do IRPJ ocorre 5 (cinco) anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito tributário poderia ter sido constituído. PIS. COFINS. CSLL. CONTRIBUIÇÃO AO INSS. DECADÊNCIA. A decadência das contribuições que compõem o orçamento da seguridade social ocorre 10 (dez) anos após o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ser constituído pelo lançamento. SIMPLES. RECOLHIMENTOS INSUFICIENTES. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considera-se não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo contribuinte, ressalvado o controle da legalidade do ato administrativo. 51— 4 Processo n° 11543.002838/2004-59 Acórdão n° 101-96.341 OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS.. PRESUNÇÃO LEGAL. A Lei 9.430/98 autoriza a presunção de omissão de receitas a partir da existência de depósitos bancários de origem não comprovada. MULTA QUALIFICADA. EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE. Configura evidente intuito de fraude o fato de o contribuinte efetuar reiterada movimentação de recursos mantidos a margem da contabilidade através de conta-corrente de interposta pessoa, visando a ocultação da ocorrência do fato gerador. Cabível a multa de 150% sobre a diferença ou totalidade dos tributos apurados de ofício. Não foi impugnada a infração correspondente a insuficiência de recolhimento. Quanto à parte impugnada, acolheu a preliminar de decadência quanto ao IRPJ relativo aos meses de janeiro a novembro de 1998. Ciente da decisão em 20 de dezembro de 2004, a interessada apresentou recurso em 19 de janeiro seguinte, postulando pela decadência para os demais tributos e insistindo no descabimento da multa agravada, em razão da alagada denúncia espontânea. É o relatório. ri 5 Processo n° 11543.002838/2004-59 Acórdão n° 101-96.341 - VOTO Conselheira SANDRA MARIA FARONI, Relatora O recurso é tempestivo e preenche as condições legais para seguimento. Dele conheço. O recurso apresentado cinge-se a duas questões, quais sejam, a decadência para os demais tributos, que não o IRPJ, quanto aos fatos geradores ocorridos até novembro de 1998, e o descabimento da multa, ao argumento de ter ocorrido denúncia espontânea. Passo a apreciá-las. No que se refere à decadência, a decisão de primeira instância afastou-a ao fundamento de que, para as contribuições sociais, a decadência se rege pelo art. 45 da Lei 8.212191. Essa decisão vem de encontro à jurisprudência desta Câmara e da 1 8 Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, que firmaram o entendimento de que a decadência das contribuições para o PIS, a COFINS e a CSLL se rege pelas normas do Código Tributário Nacional. Para postular a espontaneidade na retificação da declaração, para fins de desqualificação da multa, alega a interessada que o Termo lavrado contra Ubiratan Afonso Fernandes não exclui a responsabilidade da pessoa jurídica da qual aquele contribuinte é sócio. Nesse ponto, equivoca-se a recorrente. O § 1° do art. 70 do Decreto n° 70.235/72 determina que o início do procedimento de fiscalização exclui a espontaneidade do sujeito passivo em relação a atos anteriores e, independente de intimação, a dos demais envolvidos nas infrações verificadas. No presente caso, em se tratando de omissão de receitas caracterizada por depósitos efetuados em conta corrente mantida pela empresa sob falsa titularidade, e em nome de Ubiratan Afonso Femandes, o procedimento fiscal instaurado contra essa pessoa física, a fim de averiguar a incompatibilidade da movimentação financeira em conta de sua titularidade com a declaração de isento apresentada , exclui a espontaneidade da pessoa jurídica quanto às receitas omitidas. A pessoa jurídica Comercial Femandes Ltda. está inquestionavelmente 6 Processo n° 11543.00283812004-59 Acórdão n° 101-96.341 relacionada com a infração objeto de Verificação na pessoa física (declaração de rendimentos incompatível com a movimentação financeira da pessoa física). Pelo exposto, acolho a preliminar de decadência para todas as exações, em relação aos fatos geradores ocorridos até novembro de 1998, e no mérito, negar provimento ao recurso. - Sala das Sessões, DF, em 14 de setembro de 2007 —5 42 ,p,771-c_ SANDRA MARIA FARONI 7 Page 1 _0010200.PDF Page 1 _0010300.PDF Page 1 _0010400.PDF Page 1 _0010500.PDF Page 1 _0010600.PDF Page 1 _0010700.PDF Page 1
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Numero do processo: 13888.002482/2006-40
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 12 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Apr 12 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2001, 2002, 2003, 2004, 2005
DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. ANTECIPAÇÃO DO PAGAMENTO. CONTAGEM DO PRAZO.
Nas exações cujo lançamento se faz por homologação, havendo pagamento antecipado, conta-se o prazo decadencial a partir da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 4º, do CTN).
CONSTITUCIONALIDADE. LEI TRIBUTÁRIA.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (Súmula CARF nº 2).
IRRETROATIVIDADE. USO DE INFORMAÇÕES DA CPMF.
O art. 11, § 3º, da Lei nº 9.311/96, com a redação dada pela Lei nº 10.174/2001, que autoriza o uso de informações da CPMF para a constituição do crédito tributário de outros tributos, aplica-se
retroativamente. (Súmula CARF nº 35).
DEPÓSITO BANCÁRIO. TRIBUTAÇÃO.
A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada. (Súmula CARF nº 26).
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS.
EXCLUSÃO. DEPÓSITO IGUAL OU INFERIOR A R$ 12.000,00. LIMITE
DE R$ 80.000,00.
Para efeito de determinação do valor dos rendimentos omitidos, não será considerado o crédito de valor individual igual ou inferior a R$ 12.000,00, desde que o somatório desses créditos não comprovados não ultrapasse o valor de R$ 80.000,00, dentro do ano-calendário.
Preliminar rejeitada.
Numero da decisão: 2801-001.485
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso para reconhecer a decadência relativamente ao ano-calendário de 2000, bem como para excluir da tributação os
valores apurados a título de omissão de rendimentos no ano-calendário de 2002, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TANIA MARA PASCHOALIN
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LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. ANTECIPAÇÃO DO PAGAMENTO. CONTAGEM DO PRAZO. Nas exações cujo lançamento se faz por homologação, havendo pagamento antecipado, contase o prazo decadencial a partir da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 4º, do CTN). CONSTITUCIONALIDADE. LEI TRIBUTÁRIA. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (Súmula CARF nº 2). IRRETROATIVIDADE. USO DE INFORMAÇÕES DA CPMF. O art. 11, § 3º, da Lei nº 9.311/96, com a redação dada pela Lei nº 10.174/2001, que autoriza o uso de informações da CPMF para a constituição do crédito tributário de outros tributos, aplicase retroativamente. (Súmula CARF nº 35). DEPÓSITO BANCÁRIO. TRIBUTAÇÃO. A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada. (Súmula CARF nº 26). OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. EXCLUSÃO. DEPÓSITO IGUAL OU INFERIOR A R$ 12.000,00. LIMITE DE R$ 80.000,00. Para efeito de determinação do valor dos rendimentos omitidos, não será considerado o crédito de valor individual igual ou inferior a R$ 12.000,00, desde que o somatório desses créditos não comprovados não ultrapasse o valor de R$ 80.000,00, dentro do anocalendário. Preliminar rejeitada. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 03/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 25/04/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, 24/04/2011 por TANIA MARA PA SCHOALIN 2 Recurso voluntário provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso para reconhecer a decadência relativamente ao anocalendário de 2000, bem como para excluir da tributação os valores apurados a título de omissão de rendimentos no anocalendário de 2002, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Tania Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis e Jose Evande Carvalho Araujo. Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 3ª Turma de Julgamento da DRJ em Salvador, BA. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “O interessado contesta o auto de infração do imposto de renda apurado com base em depósitos bancários de origem não comprovada, efetuados em contas de sua responsabilidade entre 2000 e 2004, e que resultou em imposto de R$ 194.338,83. Foi aplicada ainda multa isolada de R$ 50,00 por recolhimento a menor do carnê leão em julho de 2004. Com a multa de ofício e os juros de mora, a exigência total elevase para R$ 452.729,05. A ação fiscal iniciouse a partir de representação formulada pelo juiz da 6ª Vara Cível de Piracicaba (SP), comunicando à Fazenda Nacional possível prática de sonegação fiscal (fls. 04) e encaminhando cópias dos autos judiciais, onde LUIZ CARLOS GALLO movia ação indenização por ato ilícito contra o seu irmão, JOSÉ ADALBERTO GALLO, sujeito passivo no presente processo (fls. 05/08). O autor afirmava que teria descontado para o seu irmão duplicatas emitidas pela Femhil Oleodinâmica Ltda.; que este afirmara ser sócio da empresa, garantindo ainda a licitude do negócio; que parte destas duplicatas, porém, fora recusada pelo devedor, a Valtra do Brasil S/A, que impugnara a validade dos documentos. Sem ter sucesso em obter do seu irmão a quitação da dívida, ingressara com queixa policial para apuração do crime de estelionato. Apesar de a notitia criminis ter sido acatada pelo representante do Ministério Público, a ação penal somente foi julgada extinta porque, por desconhecimento de sua parte, não formulara no prazo legal a devida representação. Em sua réplica (fls. 19), o réu, JOSÉ ADALBERTO GALLO, entre outras razões de defesa, incriminava o seu irmão, LUIZ CARLOS GALLO, pela prática ilícita de desconto de títulos de crédito com taxas de juros exorbitantes e irregulares, revelando a atividade de agiotagem exercida por este, o que inclusive poderia ser Fl. 2DF CARF MF Emitido em 03/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 25/04/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, 24/04/2011 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 13888.002482/200640 Acórdão n.º 280101.485 S2TE01 Fl. 392 3 comprovado com a oitiva de testemunhas. Procurava assim demonstrar que a obrigação seria nula pela forma ilícita como se constituíra. Sem acatar estas razões, por falta de documentação que comprovasse os termos do negócio, o juiz, porém, reconhece, em sua sentença, que o desconto de títulos de crédito, nos termos da Lei n° 4.595/1964, é atividade reservada às instituições financeiras, e que a sua prática por pessoas físicas, mesmo que eventual, as equipara, para fins de tributação, a estas instituições. Por este motivo decide enviar aos órgãos fazendários cópias dos autos judiciais "a fim de iniciarem investigação acerca de possível prática de delito de sonegação fiscal ou usura" (fls. 25). Iniciada a ação fiscal, o autuante, de acordo com o seu relatório às fls. 277, analisou as informações da CPMF de ambos os litigantes e constatou que o contribuinte autuado, JOSÉ ADALBERTO GALLO, havia realizado movimentação financeira elevada e não declarada. Em conseqüência, o procedimento fiscal foi instaurado contra este, que foi intimado a apresentar os extratos de suas contas bancárias e a comprovar a origem dos depósitos. Desatendidas estas exigências, providenciouse a quebra do sigilo bancário através de requisições dirigidas diretamente às instituições financeiras (fls. 52/58), com base no art. 40, § 6°, do Decreto n° 3.724/2001. De posse dos extratos, os depósitos a serem comprovados foram relacionados pelo autuante e o interessado mais uma vez intimado a comprovarlhes as origens. Mais uma vez não se manifestou, motivando o lançamento com base no art. 42 da Lei n° 9.430/1996. Os argumentos do impugnante são em síntese os seguintes (fls. 282): 1) Nos termos da petição inicial de da defesa nos autos judiciais é notório que somente o seu irmão, LUIZ CARLOS GALLO, poderia ter praticado agiotagem, sonegação fiscal ou usura. 2) A investigação ultrapassa os limites do ofício judicial, pois a queixa se referia a fato ocorrido em 1998, já abrangido pela decadência, o que revela excesso de exação da autoridade lançadora, também caracterizado pelo fato de o autuante haver ligado diversas vezes para a sua residência exigindo a apresentação de documentos, intimidando os seus filhos e sua esposa, mesmo depois dos documentos terem sido apresentados, revelando o interesse pessoal do agente em caracterizar a qualquer custo uma situação de punibilidade. O caráter de perseguição pessoal se revela também pelo fato de não se ter fiscalizado o seu irmão, verdadeiro infrator. 3) Houve quebra irregular do sigilo bancário, pois não havia autorização judicial para os anos posteriores a 1998, bem como porque até 2001 esta autorização era indispensável, considerando a irretroatividade da Lei Complementar n° 105/2001 e da Lei n° 10174/2001. Mesmo quanto aos períodos posteriores, deve prevalecer a vedação contida no art. 5º, incisos X e XII da Constituição, que não poderia ser alterado por normas infraconstitucionais. Além disso, o Fisco deveria demonstrar a necessidade destas informações, com estrito cumprimento das condições legais.” Conforme Acórdão de fls. 350/352, o lançamento foi julgado procedente sob os fundamentos consubstanciados nas seguintes ementa: SIGILO BANCÁRIO. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 03/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 25/04/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, 24/04/2011 por TANIA MARA PA SCHOALIN 4 As normas que autorizam o acesso às informações bancárias aplicamse aos procedimentos em curso, ainda que relativos a fatos anteriores à sua promulgação. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 26/06/2009 (fl. 355), o interessado, representado por seu advogado (fls. 281 e 376), interpôs recurso voluntário de fls. 363/375, em 24/07/2009, no qual suscita a decadência do lançamento, considerando que a investigação ultrapassa os limites do ofício judicial, que se restringia a fato ocorrido em 1998, bem como a nulidade do auto de infração, em razão da inconstitucionalidade da quebra do sigilo bancário e da indevida aplicação retroativa das Leis nº 105/2001 e 10.174/2001. No mérito, defende a impossibilidade de aplicação da norma do artigo 42 da Lei nº 9.430/1996, pretendendo seja reconhecida a impropriedade e a ilegalidade do lançamento do tributo imposto de renda pessoa física tão somente baseado em meros depósitos bancários. Requer, ainda, a suspensão do presente Processo Administrativo Fiscal até Julgamento do Recurso Extraordinário n° 261.278, pelo Supremo Tribunal Federal, quando haverá pronunciamento do Poder Judiciário acerca da (in) constitucionalidade da quebra de sigilo bancário por autoridade administrativa sem prévia Ordem Judicial. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O recorrente suscita em preliminar a decadência e a nulidade do lançamento. De plano, importa registrar que não houve a imposição de multa de oficio qualificada para as exigências formalizadas no presente lançamento. Quanto à decadência do direito de a Fazenda Pública constituir crédito tributário, o Superior Tribunal de Justiça STJ firmou o entendimento de que a regra do art. 150, §4o, do CTN, só deve ser adotada nos casos em que o sujeito passivo antecipar o pagamento e não for comprovada a existência de dolo, fraude ou simulação, prevalecendo os ditames do art. 173, nos demais casos. Vejase a ementa do Recurso Especial nº 973.733 SC (2007/01769940), julgado em 12 de agosto de 2009, sendo relator o Ministro Luiz Fux: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento Fl. 4DF CARF MF Emitido em 03/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 25/04/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, 24/04/2011 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 13888.002482/200640 Acórdão n.º 280101.485 S2TE01 Fl. 393 5 antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). (...) 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (destaques do original) Observese que o acórdão do REsp nº 973.733/SC foi submetido ao regime do art. 543C do Código de Processo Civil, reservado aos recursos repetitivos, o que significa que essa interpretação deverá ser aplicada por este Colegiado, em obediência ao art. 62A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009, com alterações da Portaria MF nº 586, de 21 de dezembro de 2010, in verbis: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Fl. 5DF CARF MF Emitido em 03/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 25/04/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, 24/04/2011 por TANIA MARA PA SCHOALIN 6 Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes Assim, tendo em vista que o fato gerador do IRPF é complexivo, completandose apenas em 31 de dezembro do anocalendário, qualquer pagamento do imposto, seja como retenção da fonte, seja como antecipação obrigatória ou voluntária, ou ainda como ajuste, desloca a contagem da decadência para o fato gerador. Em inexistindo pagamento a ser homologado, a regra de contagem do prazo decadencial aplicável deve ser a regra geral do art. 173, inciso I, do CTN. No presente caso, verificase que houve pagamento antecipado em todos os anos submetidos à autuação, conforme registrado nas respectivas DIRPF em anexo e, inclusive, no próprio auto de infração. Portanto o prazo decadencial contase a partir de 31 de dezembro de cada ano sob exame. Considerando que, em 30/06/2006 (fl. 275), o contribuinte foi cientificado do auto de infração, deve ser cancelado, por força da decadência, somente o lançamento referente ao anocalendário de 2000. Ainda, em preliminar, afasto a suscitada nulidade do auto de infração amparada nas teses de ilegalidade/inconstitucionalidade da quebra do sigilo bancário e de indevida aplicação retroativa da Lei nº 10.174, de 2001. Isto porque tais matérias já estão sumuladas de forma contrária ao entendimento do contribuinte, pelas Súmulas CARF nº 2 e 35, transcritas a seguir: Súmula CARF nº 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Súmula CARF nº 35 O art. 11, § 3º, da Lei nº 9.311/96, com a redação dada pela Lei nº 10.174/2001, que autoriza o uso de informações da CPMF para a constituição do crédito tributário de outros tributos, aplicase retroativamente. No mérito, a discussão cingese à aplicação do artigo 42 da Lei nº 9.430, de 1996, que prevê a possibilidade de se efetuar lançamentos tributários por presunção de omissão de rendimentos, tendo por base os depósitos bancários de origem não comprovada. A constituição do crédito tributário, no presente caso, decorreu em face de o contribuinte não ter logrado comprovar, por meio do necessário lastro documental hábil e idôneo, a origem dos depósitos bancários que transitaram em contas bancárias de sua titularidade, dando ensejo à omissão de receita ou rendimento (Lei nº 9.430/1996, art. 42) e, refletindo, conseqüentemente, na lavratura do instrumento de autuação em causa. O artigo 42 da Lei nº 9.430, de 1996, definiu que os depósitos bancários, de origem não comprovada, caracterizam omissão de rendimentos e não meros indícios de omissão, razão pela qual, também, não há que se estabelecer o nexo causal entre cada depósito e o fato que represente omissão de receita, ou mesmo restringir a hipótese fática à ocorrência de variação patrimonial ou a indícios de sinais exteriores de riqueza, como previa a Lei nº 8.021, de 1990. Fl. 6DF CARF MF Emitido em 03/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 25/04/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, 24/04/2011 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 13888.002482/200640 Acórdão n.º 280101.485 S2TE01 Fl. 394 7 Tal entendimento, aliás, encontrase consolidado no CARF, conforme enunciado da Súmula CARF n° 26: A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada. Assim, restando não comprovada a origem dos recursos depositados nas contascorrentes de titularidade da contribuinte, considerase acertada a tributação do total dos depósitos bancários não justificados, nos termos do art. 42 da Lei no 9.430/1996, in verbis: “Art. 42. Caracterizamse também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. (...) §3º Para efeito de determinação da receita omitida, os créditos serão analisados individualizadamente, observado que não serão considerados: (...) II no caso de pessoa física, sem prejuízo do disposto no inciso anterior, os de valor individual igual ou inferior a R$ 12.000,00 (doze mil reais), desde que o seu somatório, dentro do ano calendário, não ultrapasse o valor de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais).” (Redação inserida pela Lei nº 9.481, de 1997.) Como se vê, por determinação legal, devem ser retirados da tributação os depósitos que não ultrapassarem o valor individual de R$ 12.000,00, desde que o somatório anual dos valores depositados no conjunto de contas correntes seja igual ou inferior a R$ 80.000,00. No caso, verificase que os valores depositados no anocalendário 2002 somam R$ 10.750,51 (fl. 270), logo, aplicável a norma supra do inciso II do §3°, excluindose da tributação os valores apurados relativos ao referido período. Por fim, esclareçase que, por falta de amparo legal, não há como suspender o presente Processo Administrativo Fiscal até Julgamento do Recurso Extraordinário n° 261.278, pelo Supremo Tribunal Federal. Destarte, o crédito tributário em litígio estará com a exigibilidade suspensa até o julgamento final deste processo, nos termos do art. 151, inciso III, do CTN. Diante do exposto, voto por rejeitar a preliminar de nulidade e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso para reconhecer a decadência relativamente ao anocalendário de 2000, bem como para excluir da tributação os valores apurados a título de omissão de rendimentos no anocalendário de 2002. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 7DF CARF MF Emitido em 03/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 25/04/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, 24/04/2011 por TANIA MARA PA SCHOALIN 8 Fl. 8DF CARF MF Emitido em 03/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 25/04/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, 24/04/2011 por TANIA MARA PA SCHOALIN
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