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Numero do processo: 10845.003767/2007-97
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. CONFRONTO DE INFORMAÇÕES.
É legítimo o lançamento baseado em omissão de rendimentos apurada pelo confronto das informações prestadas pela fonte pagadora com os rendimentos tributáveis declarados pelo contribuinte.
IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. COMPENSAÇÃO INDEVIDA DO IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE.
Deve ser mantido o lançamento tributário na hipótese de não restar comprovada a retenção do imposto de renda por parte da pessoa jurídica indicada pelo contribuinte na Declaração de Ajuste Anual. Documentos emitidos unilateralmente por parte do contribuinte não são aptos a comprovar a relação de trabalho, nem tampouco a retenção do IR declarada à Receita Federal.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 2801-001.903
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. CONFRONTO DE INFORMAÇÕES. É legítimo o lançamento baseado em omissão de rendimentos apurada pelo confronto das informações prestadas pela fonte pagadora com os rendimentos tributáveis declarados pelo contribuinte. IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. COMPENSAÇÃO INDEVIDA DO IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. Deve ser mantido o lançamento tributário na hipótese de não restar comprovada a retenção do imposto de renda por parte da pessoa jurídica indicada pelo contribuinte na Declaração de Ajuste Anual. Documentos emitidos unilateralmente por parte do contribuinte não são aptos a comprovar a relação de trabalho, nem tampouco a retenção do IR declarada à Receita Federal. Recurso voluntário negado.
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CONFRONTO DE INFORMAÇÕES. É legítimo o lançamento baseado em omissão de rendimentos apurada pelo confronto das informações prestadas pela fonte pagadora com os rendimentos tributáveis declarados pelo contribuinte. IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. COMPENSAÇÃO INDEVIDA DO IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. Deve ser mantido o lançamento tributário na hipótese de não restar comprovada a retenção do imposto de renda por parte da pessoa jurídica indicada pelo contribuinte na Declaração de Ajuste Anual. Documentos emitidos unilateralmente por parte do contribuinte não são aptos a comprovar a relação de trabalho, nem tampouco a retenção do IR declarada à Receita Federal. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Fl. 126DF CARF MF Emitido em 20/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/10/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 06/10/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10845.003767/200797 Acórdão n.º 280101.903 S2TE01 Fl. 119 2 Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Eivanice Canário da Silva. Relatório Trata o presente processo de auto de infração que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 51.520,16, referente ao exercício de 2005, a título de imposto suplementar (R$ 9.076,97), acrescido da multa de ofício equivalente a 75% do valor do tributo apurado (R$ 6.807,73), dos juros de mora (R$ 3.248,64), além do imposto apurado em decorrência das alterações do valor do imposto retido na fonte (R$ $ 20.788,77), acrescido da multa de mora (R$ 4.157,75) e dos juros de mora (R$ 7.440,30). O lançamento é decorrente da apuração de omissão de rendimentos, dedução indevida a título de despesas médicas e compesação indevida de imposto de renda retido na fonte. Em sua impugnação, o contribuinte anexou os documentos referentes às despesas médicas e os Recibos de Pagamento de Autônomos RPA, para comprovar a existência e a veracidade das informações prestadas em sua declaração. Disse que não conseguiu localizar rendimento de TCIL Móveis Ltda. no valor de R$ 4.500,00 com IRRF de R$ 814,42. A 3ª Turma da DRJ/SP2/SP julgou procedente em parte a impugnação, conforme Acórdão de fls. 91/96, que restou assim ementado: DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. O abatimento de despesas médicas na declaração do contribuinte está condicionado à comprovação hábil e idônea dos gastos efetuados. GLOSA DE FONTE. Restabelecese a compensação do imposto de renda retido na fonte, objeto de glosa pela fiscalização, na parte em que o contribuinte logra comprovar ter sofrido o ônus durante o ano calendário, com documentação hábil e idônea. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 17/09/2009 (fl. 100), o interessado interpôs recurso voluntário de fl. 101/104, em 19/10/2009. Em sua defesa, alega, em síntese, que: • Deve ser levada a efeito a dedução de contribuição à previdência privada reconhecida pelos próprios julgadores na decisão recorrida, no valor de R$ 8.359,27, referente a pagamentos a Aplub Previdência, Fl. 127DF CARF MF Emitido em 20/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/10/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 06/10/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10845.003767/200797 Acórdão n.º 280101.903 S2TE01 Fl. 120 3 cujos pagmentos foram relacionados indevidamente como despesas médicas; • Os documentos que possui para comprovar o imposto de renda retido na fonte são os RPA como engenheiro autônomo, cujos valores lançados são proporcionais ao valor do IRRF. Entretanto, se a Receita Federal concorda e aceita que não existiram os referidos pagamentos pelas empresas, e não quer verificar em seus arquivo (RFB Alfândega de Santos) se existem estas importações e meu Laudo de Engenharia, e também não quer considerar as respectivas retenções, que sejam ambos suprimidos (Base de Calculo e IRRF); • O fiscal não considerou o IRRF incidente sobre os rendimentos tidos como omitidos, sendo que os julgadores, percebendo o erro, simplesmente compensaramr o IRRF, esquecendo da multa. Acrescenta que não tem comprovante nos talões de RPA da correpondene fonte pagadora. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. De plano, esclareçase que não há mais que se reclamar a dedução do valor de R$ 8.350,27 referente a pagamentos efetuados ao plano de previdência privada Aplub Previdência, haja vista que a decisão recorrida, ao refazer os cálculos, já considerou tal dedução, eis que computou Contribuição à Previdência Privada no importe de R$ 11.833,67, não obstante o valor lançado sob a referida rubrica na DIRPF em tela fosse de R$ 3.474,00. No que tange à glosa do imposto de renda retido na fonte, não cuidou o contribuinte de carrear aos autos novos argumentos ou elementos de prova capazes de justificar a reforma da decisão recorrida. O contribuinte deveria trazer os elementos de prova de forma a comprovar as retenções e o recebimento dos valores líquidos representados nos RPAs apresentados, como comprovantes de que recebera o valor líquido consignado nos referidos RPAs, demonstrando, com isso, a efetiva retenção por parte da fonte pagadora, ou ainda, ter apresentado o Comprovante de Rendimentos Recebidos e Imposto Retido na Fonte, documento este hábil a comprovar as retenções alegadas. Deste modo, compartilho da observação efetuada pelo julgador de primeira instância que bem destacou que os RPA apresentados em nada provam a favor do sujeito passivo, por ser recibo emitido por ele próprio e de fácil produção a qualquer tempo e em qualquer condição. Portanto, há de se manter o correspondente lançamento. Fl. 128DF CARF MF Emitido em 20/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/10/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 06/10/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10845.003767/200797 Acórdão n.º 280101.903 S2TE01 Fl. 121 4 Da mesma forma, é dessarazoada a pretensa exclusão da base de cáculo tributável de rendimentos que foram confessados. Também, é equivocado o entendimento do recorrente a respeito de que a autoridade lançadora não considerou o IRRF sobre os rendimentos omitidos provenientes da fonte pagadora Tcil Moveis Ltda, CNPJ 38.542.932/000139, pois, consta da descrição dos fatos (fl. 04) que, na apuração do imposto devido, foi compensado o Imposto Retido na Fonte (IRRF) no valor de R$ 814,42 sobre os rendimentos omitidos no valor de R$ 4.500,00. Ademais, o IRRF compensado pela decisão de 1ª instância referese à fonte pagadora ABB Ltda., conforme comprovante de fl. 98. Ainda, é de se destacar que inexistem elementos ou argumentos, nos autos, capazes de afastar a omissão de rendimentos apurada pela autoridade fiscal, em consonância com as DIRF (Declaração de Imposto de Renda retido na Fonte) apresentada pela fonte pagadora Tcil Moveis Ltda, CNPJ 38.542.932/000139. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 129DF CARF MF Emitido em 20/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/10/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 06/10/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 10875.000006/84-41
Data da sessão: Fri May 27 00:00:00 UTC 1988
Data da publicação: Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
Ementa: DRAW-BACK. Redução da exigência de tributos sobre insumos tidos como não comprovadamente aplicados, face autorização da CACEX, para isso competente, de substituição dos relat6rios de comprovação
e consequente exclusão de insumos efetivamente incorporados a materiais exportados.
Recurso especial desprovido.
Numero da decisão: CSRF/03-01.526
Decisão: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOSE FAÇANHA MAMEDE
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ementa_s : DRAW-BACK. Redução da exigência de tributos sobre insumos tidos como não comprovadamente aplicados, face autorização da CACEX, para isso competente, de substituição dos relat6rios de comprovação e consequente exclusão de insumos efetivamente incorporados a materiais exportados. Recurso especial desprovido.
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DRAW-BACK. Redução da exigaulcia de Uri butos sobre insumos tidos como não com provadamente ap licados, face autoriza:: ção da CACEX, para isso competente, de substituição dos relat6rios de compro- vação e conseqUente exclusão de iusu- mos efetivamente incorPorados a maLe- riais exportados. Recutso especial des provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Eis cais, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos ter mos do relateSrío e voto que passam a integrar o presente julgado. Sala das Sessões(DF), em 27 de maio de 1983. „(2 URÇEiL PERE' À LOPE. — PRESIDENTE /Y74 4€20~ ,4 . MAM9E — RELATOR = .1 ° MAR f ONIO MENEGHETTI — PROCURADOR DA FAZENDA NA- CIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei ros: PAULO AFFON SECA DE BARROS FARIA JONTOR, HILIO LOYOLLA DE ALE-ff CASTRO, HAMILTON DE SÃ DANTAS, PAULO CÉSAR DE ÃVTLA E SILVA, EDWAL DO REIS DA SILVA e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. SERV1ÇC PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N 2 10875/000.006.84-41 RECURSO N 2 : RP/303-0.946 ACÓRDÃO N 2 : CSRF/03-01.526 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA : TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, SUJEITO PASSIVO: CUMINNS BRASIL S.A. RELATóRI O Recorre a Fazenda Nacional, por seu Procurador junto à Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, contra deci são daquele colegiado constante do Acórdão. , assim emen tardo: "DRAWBACK - Comprovado, através de relaório, o cum primento parcial, do ato concessório, a exig&ncia de vorá recair somente sobro os insumos cuja comprova ção não foi concretizada. Recurso provido parcial men te para esse fim." Insurge-se o recorrente contra o fato de a Câmara recor rida ter acolhido, sem autorizaao legal, ao dizer do recorrente, novos anexos ao Relatório de CoMprovação de Drawback, remetidos pe ia Cacex, ensejando, assim, uma determinação abusiva de refazimento dos cálculos do tributo devido pela empresa. Em contra-razões, diz o sujeito passivo que a decisão recorrida deve ser mantida, pois, salvo eventual erro cometido na forma de comprovar as exporLaç6es, o compromisso de exportar foi cumprido pelo modo e forma previstos na legislação. Aduz que é absur do querer-se erigir como fato gerador de tributo simples erros for. mais no preenchimento de documentos. Tanto assim 6, acrescenta, que a pr6pria Cacex, 6rgão competente para apreciar a questão, solici tou à Delegacia da Receita Federai a suspensão da exigibilidade Cos débitos tributários da empresa, pelo prazo de 90 dias, para que as irregularidades fossem sanadas. É o relat6rio. (13 -2- SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N 2 10875/000.006.84-41 AcOrdão n 2 CSRF/03-01.526 VOTO Conselheiro JOSÉ FArANHA MAMEDE, Relator O atual Regulamento Aduaneiro, Decreto n 2 91.030/85, dispõe, no seu artigo 325, que a utilizaao do beneficio do "draw-back" se ra anotada no documento comprobatorio da exportação e a Portaria MF 36/82, que estabelece normas sobre o controle da aplicação desse re gime aduaneiro especial, determina, no seu item 2, que é atribuição da CACEX a concessão do beneficio "compreendidos os procedimentos que tenham por finalidade sua formaliz4 "ao, bem como a verificação do adimplemento do compromisso de exportar"-Ora, no caso, a 'CACEX, que tem a competência de verificar o adimplemento do compromisso de exportar, aceitando as ponderações da empresa beneficiária, entendeu de autorizar a substituição dos relatOrios de comprovação "de forma a excluir da relação dos componentes a nacionalizar aqueles que efe tivamente foram incorporados aos materiais exportados". Não vejo, assim, "data venia", como possa a Receita Federal vir a exigir tri buto sobre insumos que a CACEX diz ter sido aplicados em produtos exportados. Nego, pois, provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional., Bras:p_lia-DF, em 27 de maio de 1988. / / /jó É FACHA MAMEDE -.LATOR " Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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Numero do processo: 11012.000163/2003-21
Data da sessão: Wed Nov 18 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed Nov 18 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/10/1998 a 30/11/1998
LANÇAMENTO - Não logrando a interessada comprovar os procedimentos e os valores que ensejam a alegada compensação, é de ser mantido o lançamento.
PROVA PERICIAL - A perícia só se faz necessária para esclarecer dúvidas ou obscuridades acaso existentes no processo e não possíveis de elucidar pelos elementos disponíveis à Interessada. O pedido de perícia não preenche os requisitos da legislação.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.196
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª turma especial da terceira SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Matéria: DCTF_PIS - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (PIS)
Nome do relator: DANIEL MAURÍCIO FEDATO
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/10/1998 a 30/11/1998 LANÇAMENTO - Não logrando a interessada comprovar os procedimentos e os valores que ensejam a alegada compensação, é de ser mantido o lançamento. PROVA PERICIAL - A perícia só se faz necessária para esclarecer dúvidas ou obscuridades acaso existentes no processo e não possíveis de elucidar pelos elementos disponíveis à Interessada. O pedido de perícia não preenche os requisitos da legislação. Recurso Voluntário Negado.
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PROVA PERICIAL - A perícia só se faz necessária para esclarecer dúvidas ou obscuridades acaso existentes no processo e não possíveis de elucidar pelos elementos disponíveis à Interessada. O pedido de perícia não preenche os requisitos da legislação. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3" turma especial da terceira SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. ALSEXANDRE KERN - Presidente DANIEL MAURÍCIO FEDATO Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Henrique Martins de Lima, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis e Ivan Allegretti, Ausente, temporariamente, o Conselheiro Belchior Melo de Sousa, Relatório A questão a ser tratada versa sobre lançamento de oficio dos valores do PIS devidos nos períodos de apuração de outubro e novembro 1998, declarados na DCTF complementar, compensados por força de liminar concedida em Mandado de Segurança. A justificativa para o lançamento foi de processo judicial não comprovado. A Recorrente impugnou o lançamento, alegando que os valores objeto do alçamento estariam extintos pela compensação, já que em janeiro e fevereiro de 1990 efetivou pagamento a maior que o devido a título de PIS, por obediência ao disposto nos Decretos-Lei n° 2.445 e 2,449 ambos de 1988, posteriormente declarados inconstitucionais, Defende que o crédito foi utilizado dentro do prazo prescricional, e de acordo com o disposto no artigo 66 da Lei ri° 8.383, de 1991, sem necessidade de autorização previa da Receita Federal, já que a compensação seria de PIS com PIS. Aguarda também prova pericial no Auto de Infração. Além das cópias dos DARF's dos recolhimentos de PIS dos períodos de apuração, janeiro e fevereiro de 1990, junta cópia da DCTF Complementar de 4" trimestre de 1998, verificando-se que declarou que a parcela do PIS dos períodos de apuração de outubro e novembro, estariam extintas por compensação graças a liminar em Mandado de Segurança. Também juntada pesquisa quanto ao Mandado de Segurança impetrado pela interessada, tratando de isenção do PIS, sem esclarecer a existência de liminar, e, à época da pesquisa, sem sentença transitada em julgado. Juntada também cópia dos procedimentos de revisão do lançamento e cobrança dos valores objeto do Auto de Infração, verificando-se que o lançamento permaneceu na forma do Auto de Infração, sendo suspensa a cobrança por efeito da impugnação apresentada. Tendo contra si a lavratura de um Auto de Infração (fl. 13/14), referente a Contribuição do PIS, sob o pretexto de suposta diferença no recolhimento do tributo, a Intimada impugnou o lançamento e posteriormente em 21,122006 a DRJ de Porto Alegre/RS considerou parcial o lançamento, apenas provendo a alteração da multa aplicada, passando a ser multa de mora e não reconhecendo a solicitação de perícia. Ementa da decisão lavrada: "LANÇAMENTO — Não logrando a interessada comprovar os procedimentos e os valores que ensejam a alegada compensação, é de ser mantido o lançamento, PROVA PERICIAL — A perícia só se faz necessária para esclarecer dúvidas ou obscuridades acaso existentes no processo e não possíveis de elucidar pelos elementos disponíveis à interessada.. O pedido de perícia não preenche os requisitos da legislação, MULTA DE OFÍCIO — RETROATIVIDADE BENIGNA — MULTA DE MORA — Multa de oficio transformada em multa de mora pelo advento de norma tributária com aplicação retroativa, 7105 termos do art. 106, inciso II, alínea "c" do CTN." 2 Processo n" 110 /2 00016.3/2003-21 S3-TE03 Acárdao n '3803-00.196 Fl. 212 Ocorre que no Auto de Infração além dos seus apontamentos de praxe, informou também que não havia Processo Judicial, o que não procede. Inclusive a DRJ reconheceu sua existência como também proferiu comentários do mesmo. Pois verifica-se o Mandado de Segurança nas fls. 154/156, onde o Trânsito em Julgado se deu em 06.03.2006 (Colacionado pela Interessada todas as peças do trânsito judicial.) Diante do exposto a Interessada aguarda deste Conselho de Contribuintes que seja declarado insubsistente o Auto de Infração, alegando que além de ter efetuado a compensação, abriu mão de um direto seu, o direto subjetivo de qualquer contribuinte que tenha pago tributos indevidos, de efetuar a compensação (art. 66 da Lei 8.383/91). Pois demonstra que a compensação foi efetuada com base em crédito fiscal reconhecido erga ~nes pelo STF (RE 148.754-2-RJ e Resolução n" 49, do Senado Federal), e incidenter tantwn pela decisão proferida no Mandado de Segurança, afora arguir nulidade do Auto de Infração por ausência dos requisitos mínimos que exigem a legislação, especialmente o art. 142 do CTN. É, em síntese, o relatório. Voto Conselheiro DANIEL MAURÍCIO FEDATO, Relatar O Recurso sendo tempestivo e atendendo os demais requisitos para sua admissibilidade me concede o direto de conhecê-lo. A impugnante espera que seja aceito neste foro, conforme relatório demonstra, a reforma para revisão da decisão a fim de excluir e/ou anular a decisão de 1" instância, ou que julgue improcedente o lançamento tributário. O Auto de Infração lavrado contra a contribuinte (fls. 13/14) refere-se à Contribuição ao PIS em relação aos quais declarou em DCTF a vincul ação dos valores devidos. No que se refere a impugnação a Interessada deveria apresentar provas necessárias para confirmar sua defesa, conforme termos dos artigos 15 e 16 do Decreto n° 70.235/72. Sabe-se, conforme constado nos autos, que a Recorrente declarou na DCTF complementar que o PIS devido nos meses de outubro e novembro estaria extinto, por compensação com base em liminar em Mandado de Segurança, não foi comprovado. Nada do que alega e nem os elementos trazidos conseguem comprovar a existência nem do crédito, nem da liminar que lhe asseguraria o procedimento de compensação. Mais ainda, informou errado o número do Processo Judicial na DCTF. 3 A Interessada apresentou novos argumentos, declarados na DCTF Complementar. Ou seja, pela falta de provas apresentadas, confirma-se a justificativa do lançamento de oficio. Deveria a Autora, trazer elementos que comprovassem o teor do pedido na Justiça, através da cópia da inicial no Mandado de Segurança e Liminar concedida além dos seus exatos termos e elementos contábeis que comprovassem os valores do crédito assegurado pela Liminar. Isto porque, na compensação, a liquidez do direito precisa ser comprovada No caso pelos elementos da ação judicial e pela demonstração do valor recolhido indevidamente, através da juntada de elementos contábeis da base de cálculo sobre a qual efetivou o pagamento nos periodos em que alegadamente possui créditos. Desta forma, ficaria comprovada efetivamente a existência de direito creditório em favor da interessada, que poderia ser objeto de compensação. É assente na doutrina que direito líquido e certo é aquele cujos aspectos de fito possam comprovar-se documentalmente. No presente, no entanto, a interessada não trouxe qualquer elemento para comprovar a alegação. De outra parte, o artigo 18 da Lei ri° 10.833, de 29 de dezembro de 2003, alterado pelo artigo 25, da Lei n° 11.051, de 29 de dezembro de 2004, deu nova redação ao art. 90 da Medida Provisória n° 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, que trata do lançamento de oficio sobre compensação indevida. Nesta nova determinação normativa, a aplicação da multa de oficio fica restrita a multa isolada nos casos em que ficar caracterizada a prática de infrações previstas nos artigos 71 a 73, da Lei n°4.502, de 30 de novembro de 1964. Quanto ao pedido de perícia, tem-se ser a mesma dispensável. Isto porque a compensação que a contribuinte alega ter efetivado por liminar em Mandado de Segurança por ela impetrado, poderia ser comprovada pela juntada dos elementos pela própria contribuinte. A perícia somente se presta para elucidar dúvidas ou obscuridades acaso existentes no processo e não passíveis de elucidação através dos elementos disponíveis à interessada. Neste aspecto, a Ementa ao Acórdão 107-05172, de 16 de julho de 1998, do Primeiro Conselho de Contribuintes, assim se manifestou: "PERICIA - A perícia se reserva a elucidação de pontos duvidosos que requerem conhecimentos especializados para o deslinde do litígio, não se justificando quando o fato puder ser demonstrado pela juntada de documentos." Ademais, o próprio artigo 16, do mesmo diploma legal, citado pela contribuinte, especifica, em relação aos pedidos de perícia, "Art. 16. A impugnação mencionará: IV - as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justtfiquem, com a formulação de quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional de seu perito; (Redação dada pelo art, 1.0 da Lei n°8.748/1993) §1 0 Considerar-se-á não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos 4 Processo n° 11012.000163/200.3-21 S3-TE03 Acórdão n 3803-00.196 F 1 213 no inciso IV do art. 16. (Parágrafo acrescido pelo art. 1" da Lei n" 8.748/93)," Assim, o pedido sequer está em conformidade com o determinado pela legislação. Ademais, os quesitos elencados pela contribuinte para serem respondidos por perito referem-se aos elementos do Auto de Infração os quais foram todos colhidos da declaração prestada em DCTF. Assim de toda a análise, é de ser indeferida a perícia, por prescindível e por não ter sido o pedido formulado na forma preconizada pela legislação. Diante do exposto, voto no sentido de considerar procedente o lançamento e indeferir o pedido de perícia. DANIEL MAURÍCIO FEDATO
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Numero do processo: 17883.000275/2005-71
Data da sessão: Thu Jun 25 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Jun 25 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2001
REMUNERAÇÃO PELO EXERCÍCIO DE CARGO OU FUNÇÃO - INCIDÊNCIA -
Sujeitam-se à incidência do imposto de renda as verbas recebidas como remuneração pelo exercício de cargo ou função, independentemente da denominação que se dê a essa verba.
MULTA DE OFÍCIO - CONTRIBUIR VÊ INDUZIDA A ERRO PELA FONTE PAGADORA - Não comporta multa de oficio o lançamento constituído com base em valores espontaneamente declarados pelo contribuinte que, induzido pelas informações prestadas pela fonte pagadora, incorreu em erro escusável no preenchimento da declaração de rendimentos.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 3804-000.110
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Turma Especial da Quarta Câmara da
Terceira Seção do Conselho de Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso para excluir da exigência a multa de ofício, nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Júlio Cezar da Fonseca Furtado que provia integralmente o recurso.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
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materia_s : IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2001 REMUNERAÇÃO PELO EXERCÍCIO DE CARGO OU FUNÇÃO - INCIDÊNCIA - Sujeitam-se à incidência do imposto de renda as verbas recebidas como remuneração pelo exercício de cargo ou função, independentemente da denominação que se dê a essa verba. MULTA DE OFÍCIO - CONTRIBUIR VÊ INDUZIDA A ERRO PELA FONTE PAGADORA - Não comporta multa de oficio o lançamento constituído com base em valores espontaneamente declarados pelo contribuinte que, induzido pelas informações prestadas pela fonte pagadora, incorreu em erro escusável no preenchimento da declaração de rendimentos. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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MULTA DE OFÍCIO - CONTRIBUIR VÊ INDUZIDA A ERRO PELA FONTE PAGADORA - Não comporta multa de oficio o lançamento constituído com base em valores espontaneamente declarados pelo contribuinte que, induzido pelas informações prestadas pela fonte pagadora, incorreu em erro escusável no preenchimento da declaração de rendimentos. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Quarta Turma Especial da Quarta Câmara da Terceira Seção do Conselho de Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso para excluir da exigência a multa de ofício, nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Júlio Cezar da Fonseca Furtado que provia integralmente o recurso. NV A — r ente Pra S. AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE — Relatora Processo n° 17883.000275/2005-71 S3-TE04 Acórdão n.° 3804-00.110 Fl 2 FORMALIZADO EM: 28 SET 789 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Marcelo Magalhães Peixoto e Júlio Cezar da Fonseca Furtado e Nelson Mallmann (Presidente). Processo V' 17883.000275/2005-71 S3.4E04 Acórdão n.° 3804-00.110 EL 3 •Relatório AUTUAÇÃO Contra a contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 13 a 18, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2001, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de RS9.028,81, acrescido de multa de oficio e juros de mora. A autuação decorre da classificação indevida de rendimentos recebidos do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, no valor de R$32.832,05. Tal valor foi considerado pela- contribuinte, em declaração_ retificadora, corno rendimentos isentos e não- tributáveis, com base na Resolução STF n°245, de 12 de dezembro de 2002. IMPUGNAÇÃO Cientificada do lançamento, a contribuinte apresentou a impugnação (fls. 22 . a 25), acatada como tempestiva, insurgindo-se contra o lançamento. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A DRJ-Rio de Janeiro/RJ II julgou procedente o lançamento. Os fundamentos da\ Jecisào de primeira instância estão consubstanciados nas seguintes ementas (fls. 45): "ASSINTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA -IRPF Exercício; 2001 PRELIMINAR DE CERCEAMENTO DE DEFESA Inexiste embaraço ao exercício do direito de defesa se o auto de infração e os demais elementos do processo permitem à Impugnante o conhecimento pleno da motivação da ação fiscal, não dando margem a dúvidas quanto à matéria tida como infringida. RENDIMENTOS TRMUTÁVEIS. ABONO VARIÁVEL. NATUREZA INDENIZATORIA. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MUDE JANEIRO. VEDAÇÃO À EXTENSÃO DE NÃO-LVCIDÉNCIA TRIBUTÁRIA. Inexistindo dispositivo de lei federal atribuindo as verbas recebidas pelos membros do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro a mesma natureza indenizatória do abono variável previsto pela Lei n° 10.474, de 2002, descabe excluir tais rendimentos da base de cálculo do imposto de renda, haja vista ser vedada a extensão com base em analogia em sede de não incidência tributária. Lançamento Procedente" 1 3 Processo n" 17883.000275;2005-71 S3-TE.04 Acórdão D.° 3804-00110 Fl. 4 RECURSO AO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Cientificada da decisão de primeira instância em 23/03/2007 (fls. 54), a contribuinte, por intermédio de representante (Procuração às fls. 26), apresentou, em 25/0412007, o Recurso de fls. 58 a 60, argumentando, em síntese, que é pensionista de Desembargador com exercício no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e apresentou declaração retificadora com base em comprovante de rendimentos enviado pela fonte pagadora. Inicialmente a Receita Federal acato a retificação e promoveu a restituição correspondente. Depois, efetuou lançamento para cobrar os valores que entendeu que não deveriam ter sido restituídos, acrescidos de penalidades. O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 67, que também trata do envio dos autos ao Primeiro Conselho de Contribuintes. É o Relatório. • 4 • • Processo n.° 17883.000275/2005-71 S3-TE0.4 Acórdão n.° 3804-00.110 Fl. 5 • Voto Conselheira AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Examinando os autos, depreende-se que o litígio centra-se na discussão acerca da natureza da verba paga à recorrente, no ano-calendário 2001, pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, instituída pela Lei Estadual n°3.396, de 5 de maio de 2000. A tese que ampara a discussão seria, em última análise, que a verba em questão tem natureza indenizatoria, tratando-se do mesmo abono variável pago aos Magistrados da União, o qual foi considerado pelos Ministros do Supremo Tribunal Federal - STF, por meio da Resolução n° 245, de 1° de dezembro de 2002, como tendo natureza indenizatória. Tal entendimento foi acatado pela Procuradoria da Fazenda Nacional - PFN no Parecer PGFN n° 529, de 2003. Entretanto, a Resolução e o Parecer mencionados acima cuidaram especificamente do abono concedido aos Magistrados da União (Leis n° 9.655, de 1998 e 10.474, de 2002), o que não é o caso da recorrente. • Portanto, em que pesem os argumentos da interessada, filio-me ao entendimento expresso na decisão recorrida (fls. 50): "Em momento algum, houve pronunciamento do STF ou do Ministro da Fazenda acerca das naturezas jurídica e tributária dos rendimentos recebidos com fulcro na Lei Estadual n° 4.631, de 2005. Atribuir aos rendimentos em análise a mesma natureza do abono variável da Lei n° 10.474, de 2002, seria alargar as fronteiras da não incidência tributária sem previsão de Lei Federal para tanto. Não se pode olvidar que é defeso ao aplicador do Direito valer- se da analogia para excluir rendimentos do campo de incidência tributária. As exceções fiscais devem verter expressamente do texto legal, em respeito ao principio contido no art. 111, do CTN Assim, descabe na hipótese em tela atribuir aos rendimentos recebidos pela Interessada a mesma natureza do abono variável pago aos membros do Poder Judiciário Federal, não havendo nisso nenhuma ofensa ao Principio Constitucional da Isonomia (art. 150, II, da Constituição Federal), haja vista inexistir lei federal conferindo identidade de tratamento tributário entre essas importâncias." cbc- V • • Processo n°17883,00027562005 s71. . S3-TE04 Acórdão n.° 3804-00.110 Fl. 6 No caso, não se deve esquecer que a Lei do Estado do Rio de Janeiro no 3.396, de 2000, cuida da remuneração dos membros da Magistratura Estadual. Portanto, qualquer verba paga em decorrência dessa lei terá, necessariamente, natureza remuneratória, suj eitando-sefa tributação. Por sua vez, a Lei do Estado do Rio de Janeiro n°4.631, de 27 de outubro de 2005, estendeu para os membros do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro o disposto no artigo 2°, eaput e § 1°, da Lei Federal n° 10.474, de 2002, a saber: Árt - Aplica-se aos membros do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro o disposto no art. 2", caput e ,¢ I° da Lei Federal n°10.474, de 27 de junho de 2002". Todavia, a Lei estadual n°4.631, de 2005, não ter o condão de transformar a verba rcmuneratória paga à recorrente em 2001 em indenizatória. Diante do exposto, os rendimentos percebidos pela contribuinte são — tributáveis. A recorrente discorda, ainda, da aplicação de multa de oficio e dos juros de mora, sob o argumento de que preencheu sua declaração retificadora com base em comprovante de rendimentos retificador que lhe foi enviado pela fonte pagadora. De fato, da análise dos autos, infere-se que a contribuinte foi induzida a erro pela fonte pagadora, a qual fez constar no informe de rendimentos, como isentos ou não tributáveis, os valores aqui discutidos, o que a levou a declará-los como tal. Assim, como pleiteado, deve ser exigido da contribuinte tão-somente o imposto e os encargos de mora, dispensando-a do recolhimento da multa de oficio, tendo em vista que o rendimento foi informado em sua declaração, ainda que de forma equivocada. Frise-se que não se pode dispensar os juros de mora, pois o art. 161 da Lei ri' 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional (CTN), disciplina que o crédito não integralmente pago no Vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta. Diante do exposto, voto por DAR provimento PARCIAL ao recurso para excluir a multa de oficio. Sala das Sessiies, em 25 de junho de 2009 • • AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE • 6 . • MINISTÉRIO DA FAZENDA §055`41.Biarrs-, a. CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS Processo M. 17881000275/2005-71 Recurso n°: 160.796 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3' do art. Si do Regimento Interno do — — — Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n°256, de 22 de junho de 2009, intime-se o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junte à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão n° 3804-00 110 Brasilia, 28 SEI 2089 / ir 7/ -17/7 NELSON I ALLMANN Presidente Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com Ciência ( ) Com Recurso Especial ( ) Com Embargos de Declaração Data da ciência: Procurador(a) da Fazenda Nacional
score : 1.0
Numero do processo: 10920.000966/2003-70
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 28 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Sep 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2000, 2001, 2002
PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE.
Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal (Súmula CARF nº 11).
REMISSÃO. DÉBITOS ABAIXO DE R$ 10.000,00. MATÉRIA ESTRANHA AO CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO FISCAL.
As Turmas de Julgamento do CARF não têm competência para aplicar, ou não, remissões definida em lei, matéria a ser solicitada na Delegacia da Receita Federal do Brasil que jurisdiciona o sujeito passivo.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 2801-001.862
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Ausente o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Matéria: IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal (Súmula CARF nº 11). REMISSÃO. DÉBITOS ABAIXO DE R$ 10.000,00. MATÉRIA ESTRANHA AO CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO FISCAL. As Turmas de Julgamento do CARF não têm competência para aplicar, ou não, remissões definida em lei, matéria a ser solicitada na Delegacia da Receita Federal do Brasil que jurisdiciona o sujeito passivo. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Ausente o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Fl. 61DF CARF MF Emitido em 20/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/10/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 06/10/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10920.000966/200370 Acórdão n.º 280101.862 S2TE01 Fl. 57 2 Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Carlos César Quadros Pierre e Tânia Mara Paschoalin. Relatório Trata o presente processo de auto de infração que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 29.052,30, referente aos exercícios de 2000, 2001 e 2002, a título de imposto (R$ 11.702,11), acrescido da multa de ofício equivalente a 75% ou 112,50% do valor do tributo apurado (R$ 12.792,82), além dos juros de mora (R$ 4.557,37). O lançamento é decorrente da apuração de omissão de rendimentos do trabalho sem vínculo empregatício recebidos de pessoas jurídicas e de dedução indevida a título de contribuição para previdência oficial, dependentes, despesas médicas e livrocaixa. Em sua impugnação, o contribuinte apresentou as razões de defesa abaixo, extraídas do Acórdão recorrido: ... alega que não houve omissão pois estão lançados todos os rendimentos recebidos dos operadores portuários; foram efetuadas as deduções de previdência oficial de acordo com as informações recebidas das fontes pagadoras, conforme documentação anexa; que as deduções referentes aos dependentes, só foram efetuadas com embasamento legal, por se tratar de seus filhos legítimos, esposa e os demais que dependem do seu trabalho; que, quanto ao item plano de saúde, paga para seus dependentes através de seu Sindicato de Classe; quanto às despesas com instrução referemse aos valores pagos a estabelecimento de ensino particular, cujos comprovantes já solicitou cópia que serão enviadas posteriormente; que o item livro caixa referese ao pagamento da contribuição mensal obrigatória ao Sindicato, descontada de sua remuneração, para poder participar do rodízio de chamada. Alega, ainda, que foi notificado à revelia, sob a justificativa de que não apresentou os documentos solicitados. Informa que, apesar de ter residência fixa, o presente auto de infração foi remetido para o Sindicato dos Estivadores. Requer a improcedência do lançamento. Junta Declaração de Rendimentos e cópias de documentos às fls. 38/43. A 6ª Turma da DRJ/FNS/SC, conforme Acórdão de fls. 46/50, julgou procedente em parte o lançamento para restabelecer as seguintes parcelas da dedução a título de dependentes: anocalendário de 1999 R$ 2.160,00; anocalendário de 2000 R$ 3.240,00; anocalendário de 2001 R$ 3.240,00. Fl. 62DF CARF MF Emitido em 20/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/10/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 06/10/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10920.000966/200370 Acórdão n.º 280101.862 S2TE01 Fl. 58 3 Regularmente cientificado daquele Acórdão em 29/01/2009 (fl. 53), o interessado interpôs recurso voluntário de fl. 54, em 17/02/2009. Em sua defesa, requer o cancelamento do auto de infração, tendo em vista que decorreram mais de cinco anos entre a data da notificação e a data do julgamento. Também aduz que, de acordo com a medida provisória assinada pelo Presidente da República, todos os débitos com valor inferior a R$ 10.000,00 foram extintos, tendo sido, portanto, a notificação em tela alcançada por essa norma. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Inicialmente, no que tange à suscitada prescrição, importa esclarecer que o prazo de prescrição só tem iniciada a sua contagem a partir da decisão definitiva no processo administrativo fiscal, vale dizer que, enquanto não resolvido o litígio, nenhum prazo de caducidade achase em curso. Esse entendimento já é posição sumulada neste Conselho: Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal. (Súmula CARF nº 11) No que tange à alegada remissão concedida para débitos inferiores a R$ 10.000,00, em que pese não seja a situação do presente caso, é de se ressaltar que a aplicação de remissão é matéria de competência da autoridade preparadora, à luz da lei, não havendo controvérsia a ser dirimida no âmbito do processo administrativo fiscal, até porque isso não foi objeto de discussão quando da autuação. Ademais, eventual dissídio surgido na aplicação da Lei que concedeu o benefício deve ser proposto no rito da Lei geral do processo administrativo (Lei nº 9.784/99), não havendo previsão de discussão no âmbito do Decreto nº 70.235/72. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 63DF CARF MF Emitido em 20/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/10/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 06/10/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN
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Numero do processo: 13672.000080/2007-17
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 30 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Nov 30 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2004
DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS.
Acatam-se as deduções quando comprovadas por documentação hábil
apresentada pelo contribuinte.
Recurso voluntário provido.
Numero da decisão: 2801-002.093
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2004 DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. Acatam-se as deduções quando comprovadas por documentação hábil apresentada pelo contribuinte. Recurso voluntário provido.
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DESPESAS MÉDICAS. Acatamse as deduções quando comprovadas por documentação hábil apresentada pelo contribuinte. Recurso voluntário provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Trata o presente processo de notificação de lançamento que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima Fl. 65DF CARF MF Impresso em 21/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 09/12/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 13672.000080/200717 Acórdão n.º 280102.093 S2TE01 Fl. 49 2 identificado o montante de R$ 23.663,73, referente ao exercício de 2004, a título de imposto (R$ 10.527,98), acrescido da multa de ofício equivalente a 75% do valor do tributo apurado (R$ 7.895,98), além dos juros de mora (R$ 5.239,77). O lançamento é decorrente da apuração de dedução indevida a título de dependentes, despesas com instrução e despesas médicas. Em sua impugnação, o contribuinte admitiu serem devidas as glosas de dedução com dependentes e despesas de instrução. Defendeu a legitimidade das seguintes deduções: contribuição à Previdência Privada e Fapi no valor de R$12.211,99, que foi erroneamente declarada como despesas médica; despesas com plano especial de saúde no valor de R$15.132,68; e contribuição com o HSPM no valor de R$260,43. A 7ª Turma da DRJ/BHE/MG, conforme Acórdão de fls. 32/35, considerou: • Não impuganda a glosa da dedução com dependentes, no valor de R$ 2.544,00, da dedução com despesa de instrução, no valor de R$ 3.996,00, e da dedução de despesas médicas dos dependentes Rodrigo Heleno Correa e Enrico Heleno Correa; • Comprovada e, portanto, dedutível os pagamentos efetuados a título de Contribuições com Previdência Privada/FAPI, no montante de R$ 12.568,19; • Comprovada a despesa médica no valor de R$ 260,43, referente à contribuição ao HSPM, e a parcela de R$ 9.838,14, referente ao plano de saúde elaborado pela Fundação CESP, correspondente às despesas médicas efetuadas com o contribuinte e seus dependentes Luiz Correa dos Reis e Fernando Heleno Correa; • Não dedutíveis as despesas médicas de Maria do Carmo Reis pelo fato de que não foi provada a relação de dependência para com o contribuinte, apesar de não ter sido glosada a referida dependente. Isto porque não ficou demonstrado que Maria do Carmo Reis e Maria Assunção dos Reis são a mesma pessoa. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 24/09/2010 (fl. 36), o interessado interpôs recurso voluntário de fls. 37/38, em 21/10/2010. Em sua defesa, pretende sejam acatas as despesas médicas incorridas com Maria do Carmo Reis, uma vez que a mesma conforme certidão anexa é de fato sua genitora, e, principalmente dependente economicamente. Informa que a divergência de nome decorre simplesmente de um erro material, cometido em Cartório na primeira metade do século passado, mais precisamente no ano de 1946. Em razão disso, apresenta Certidão de Averbação emitida pelo Registro Civil da cidade de Campo Belo – MG, datada do dia 19/10/2010, em que retifica no registro de Nascimento do contribuinte acima citado o nome de sua genitora, juntamente com a Certidão de Nascimento emitida em 19/10/2010 com parecer favorável do Ministério Publico em 14/10/2010. É o relatório. Voto Fl. 66DF CARF MF Impresso em 21/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 09/12/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 13672.000080/200717 Acórdão n.º 280102.093 S2TE01 Fl. 50 3 Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Cuida o presente litígio da inconformidade do recorrente em relação à glosa das despesas médicas declaradas referentes à dependente Maria do Carmo Reis, uma vez que a mesma conforme certidão anexa é de fato sua genitora. De acordo com o comprovante apresentado em sede de impuganção, à fl. 18, emitido pelo Plano Especial de Saúde – PES – Fundação CESP, o contribuinte efetuou pagamentos para a beneficiária Maria do Carmo Reis no valor de R$ 5.373,80. Pelo que consta dos autos, a dedução da dependente Maria do Carmo Reis na declaração de ajuste anual do contribuinte sob exame foi mantida pela autoridade fiscal, haja vista que somente foram glosados os dependentes Rodrigo Heleno Correa e Enrico Heleno Correa. Relativamente à referidas despesas médicas, assim se pronuncia a decisão recorrida: Não se acatam as despesas médicas de Maria do Carmo Reis pelo fato de que não foi provada a relação de dependência para com o contribuinte. Extraise da certidão de casamento e documento de identidade do sujeito passivo que seus pais são Luiz Correa dos Reis e Maria Assunção dos Reis. A cota do contribuinte no verso de fls. 25 não é suficiente a demonstrar que Maria do Carmo Reis e Maria Assunção dos Reis são a mesma pessoa, ou seja, sua mãe. Se, de fato, quisesse provar a identidade, deveria ter trazido aos autos provas robustas e idôneas. Em sede de recurso, o contribuinte apresenta, à fl. 40, a Certidão de Averbação emitida pelo Serviço de Registro Civil de Campo Belo MG, cujo conteúdo segue transcrito: “CERTIFICA que, na data de 19/10/2010, procedeu à averbação da RETIFICAÇÃO no Registro; de Nascimento de JOÃO EDUARDO CORRÊA, registrado no livro 26 A, folha 097, termo 7735 , para que conste corretamente o nome de sua genitora, onde constava MARIA ASSUNÇÃO DOS REIS, conste o correto, qual seja, MARIA DO CARMO REIS, permanecendo os demais termos inalterados, em confonnidade com a Lei 12.100/2009 e processo administrativo 025/2010 e manifestação favorável do Promotor de Justiça, Dr. Ubiratan Domingues aos 14 de outubro de 2010.” Assim, restando comprovado que a dependente Maria do Carmo Reis é mãe do autuado, é de se restabelecer a dedução de despesas médicas com ela, no valor de R$ 5.373,80. Diante do exposto, voto por dar provimento ao recurso para restabelcer despesas médicas no montante de R$ 5.373,80 Fl. 67DF CARF MF Impresso em 21/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 09/12/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 13672.000080/200717 Acórdão n.º 280102.093 S2TE01 Fl. 51 4 Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 68DF CARF MF Impresso em 21/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 09/12/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALI N
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Numero do processo: 13807.005123/00-40
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 02 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Feb 02 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 30/05/1995, 30/06/1995, 30/07/1995, 31/08/1995, 30/09/1995, 30/10/1995, 30/11/1995, 31/12/1995, 31/01/1996, 28/02/1996
INTEMPESTIVIDADE.
Reputa-se feita a ciência do auto de infração, por via postal, com a prova de recebimento no domicilio tributário eleito pelo sujeito passivo, inexistente regra de que deva ser recebida por representante legal da contribuinte.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 3803-000.319
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
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TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n' 13807.005123/00-40 Recurso n° 159.603 Voluntário Acórdão n° 3803-00.319 — 3' Turma Especial Sessão de 02 de fevereiro de 2010 Matéria PIS - AUTO DE INFRAÇÃO Recorrente IGAN5 VEÍCULOS LTDA. Recorrida DRJ-SÃO PAULO I/SP Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 30/05/1995, 30/06/1995, 30/07/1995, 31/08/1995, 30/09/1995, 30/10/1995, 30/11/1995, 31/12/1995, 31/01/1996, 28/02/1996 INTEMPESTIVIDADE. Reputa-se feita a ciência do auto de infração, por via postal, com a prova de recebimento no domicilio tributário eleito pelo sujeito passivo, inexistente regra de que deva ser recebida por representante legal da contribuinte. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso. , ALE NDRE KERN — Presidente BELCHill R MELO DE SOUSA - Relator Particip• , ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Daniel Mauricio Fedato, Meio Li feta Reis, Carlos Henrique Martins de Lima e Rangel Perrucci Fiorin. Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de n° 07.832, de 06 de setembro de 2005, da DRI/São Paulo-SP, fls. 62 a 69, que considerou o lançamento procedente, em face da manifestação de inconformidade, fls. 20 a 25. O auto de infração foi lavrado por insuficiência de pagamento da contribuição para o PIS, dos períodos de apuração maio de 1995 a 28 de fevereiro 1996, por diferença de alíquota aplicada. Vigia na abrangência do período acima a LC 07/70, em razão da declaração de inconstitucionalidade dos Decretos-Leis n° 2.445 e 2.449/88 e da inconstitucionalidade da incidência retroativa da 1VIP n° 1.212/95. A contribuinte recolheu a contribuição à aliquota de 0,65%. O procedimento fiscal exige a aliquota de 0,75% prevista na LC 07/70 e constitui a diferença. Na impugnação, a interessada defende-se argumentando o equivoco do lançamento, apoiado este, inclusive, no Parecer n° 437/98 da PGFN, por deixar de considerar o faturamento do sexto mês anterior ao do recolhimento, sem correção monetária. Alega, ainda, que, para reivindicar o seu direito ao crédito, que moveu ação declaratória. A DAI manteve o lançamento, primeiramente, registrando o movimento do processo judicial na primeira e segunda instâncias, para concluir que "em nenhum dos provimentos jurisdicionais mencionados proferidos na ação ordinária 95.0058235-0 foi apreciada a tese da semestralidade. Em outras palavras, as decisões judiciais proferidas reconhecem o direito à compensação dos valores de PIS recolhidos em montante superior ao devido consoante as Leis Complementares 7/70 e 17/73, mas em nenhum momento afastam a legislação posterior que alterou o prazo de recolhimento. "[grifo acrescido] De forma percuciente, a nobre relator aborda o cerne da questão da semestralidade, e busca demonstrar, com fulcro na doutrina de Paulo de Barros Carvalho, a inconsistência conceituai de se interpor o lapso de tempo de seis meses entre a ocorrência do fato gerador, que é o faturamento, e a consideração da base de cálculo. Com essa defesa, assenta que a lei instituidora da contribuição, ao estabelecer o interregno de tempo, estava cuidando não de dissociar fato gerador daquilo que apenas é o seu aspecto material, a base de cálculo, mas de prazo de recolhimento. Ciente da decisão em 10 de dezembro de 2007, irresignada, apresenta recurso voluntário em 15 de janeiro de 2008, em que: a) alega a irregularidade da intimação, afirmando que o funcionário da empresa não tinha habilitação para recebê-la. Traz, para prová-lo, ementa em mandado de segurança em que consta dever ser o aviso de recepção assinado pelo citando. Pede que seja novamente intimada, para seja cumprida a determinação do Decreto n°70.235172. ct , r 2 Processo rio 13807.005123/00-40 S3-TE03 Acórdão n.°3803-00.319 Fl. 123 b) contra-ataca a tese da decisão recorrida, citando ementa de decisão judicial e consigna o que afirma o Ministro José Delgado no REsp n° 240.938/RS que 'sob o regime da LC 07/70, o faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador da contribuição consitui a base de cálculo da incidência'. Sendo a única controvérsia travada no processo, pede, ao fim, que seja acolhida a preliminar de nulidade da intimação com a consequente renovação da mesma, nos termos do art. 23, II, do Decreto n° 70.235/72, e que, no mérito, seja dado provimento ao recurso voluntário, para tornar insubsistente o auto de infração. É o relatório. Voto Conselheiro BELCHIOR MELO DE SOUSA, Relator Ante o que expõe para justificar a extemporaneidade do recurso a recorrente alega que o funcionário que quem assinou o aviso de recebimento não era pessoa hábil para fazê-lo, devendo ser recepcionado pela própria diretoria. A intimação foi efetuada por via postal. A norma que evoca para embasar sua alegação, o art. 23, II, do Decreto n° 70.235/72, prescreve: Art. 23. Far-se-á a intimação: - por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicilio tributário eleito pelo sujeito passivo; Como se vê, não há possibilidade de se inferir que a assinatura deva ser de algum tipo ou nível de funcionário. Tendo sido recebida no domicilio tributário eleito pelo sujeito passivo, é bastante a prova do seu recebimento por qualquer que seja o funcionário a receber. Para sua validade, diferentemente do que prescreve o CPC para a ação judicial, é dispensável que a assinatura no aviso de recebimento seja de representante legal do sujeito passivo. Súmula n° 6 "É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário." Assim posto, não procede a alegação, pelo que voto por não conhecer do recurso, por intempesti o. BELC OR O 13E-S • • 3
score : 1.0
Numero do processo: 10831.012172/2001-96
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 301-01.874
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: SUSY GOMES HOFFMANN
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Numero do processo: 10314.000536/99-59
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Aug 12 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue Aug 12 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 301-02.004
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO
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Recorrida DRJ/SÃO PAULO/SP RESOLUÇÃO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator. LUIZ ROBERTO DOMINGO Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Luiz Novo Rossari, Irene Souza da Trindade Torres, Rodrigo Cardozo Miranda, João Luiz Fregonazzi, Valdete Aparecida Marinheiro e Susy Gomes Hoffmann. Fez sustentação oral o advogado José Arnaldo da Fonseca Filho OAB/DF n" 7.893. e Processo n.° 10314.000536/99-59 Resoluçlio 0. 0 301-2.004 CC03,"CO I Fls. 568 RELATÓRIO Trata-se dc retorno dc diligência determinada por esta Camara pela Resolução if. 301-01419, de 06 de julho de 2005, na qual se constou e determinou o seguinte: "Diante do exposto, voto pela conversão do julgamento em diligência repartição de origem para que oficie a Secretaria de Comércio Exterior — SECEX a Jim de que se pronuncie acerca da regularidade do cumprimento do ato concess.órios Atos Concessórios 18-93/000122-5, 18-94/000655-6, 18-94/000696-3, 18-95/000198-0 e 18-97/000126-9, coin as seguintes questões.. a) a empresa cumpriu integralmente as obrigações assumidas nos atos concessórios; S b) houve regular comprovação das exportações requeridas para cumprimento do regime especial; c) foram devidamente corrigidas as REs para efeito de cumprimento dos Atos concessórios elllreferência; Após a resposta do oficio, intime-se a Recorrente para que se manifeste acerca das informa cães, no praz.o de 30 (trinta) dias, para a garantia do contraditório e da ampla defesa, devendo os autos retornarem &imam para apreciação do recurso." Constata-se a partir do despacho de fi. que não houve cumprimento da diligência por entender a repartição de origem que os autos não poderiam deixar a repartição fazenddria, em face de determinação expressa de norma internas. o relatório. • 2 • Processo n.° 10314.000536;99-59 Resolugao n.° 301-2.004 CC03, CO! Fls. 569 VOTO Conselheiro Luiz Roberto Domingo, Relator Realmente não vejo qualquer óbice ao cumprimento da diligência em face das atuais tecnologias disponíveis para transmissão de informações e cópias de documentos, seja em forma de cópias reprográficas seja em cópias digitais. Injustificada, portanto, a decisão da autoridade fiscal que não age para solução da lide. Preliminarmente, faz-se necessário estabelecer que o principio da verdade material norteia o julgador para que descubra qual é o fato ocorrido e, a partir dai, qual a norma aplicável, ou seja, a verdade objetiva dos fatos, independente das alegações da impugnação do contribuinte. 0 principio da verdade material teve inicio no Direito Penal, da fase inquisitória, no procedimento de averiguação dos fatos relativos ao crime com o fim de se determinar sua materialidade e autoria, tendo sido transpassado ao processo, como direito de defesa do acusado. 0 que se busca no processo administrativo é averiguar se ocorreu no mundo dos fenômenos o fato hipoteticamente previsto na norma, e em que circunstâncias deve ser interpretado. Os fatos são a expressão escrita de urn acontecimento em determinado tempo e espaço. São os documentos que declaram a existência ou não de um fato para que alcance sua relevância para o Direito. Não pode um impedimento de movimentação de processo, mero caráter administrativo, obstar a consecução de relevante principio de direito e que possibilita de efetivação do principio da estrita legalidade, sem a qual inexiste direito de o Estado exigir qualquer tributo. Assim se a verdade dos fatos não se revela no lançamento, este perde sustentação de fato para percutir o direito. Diante disso, voto por nova CONVERSÃO DO JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA para que sejam atendidas as questões requeridas na Resolução n°. 301 - 01419. Sala das s, em 1 de ost de 2008 LUIZ ROBERTO DOMINGO - Relator 3
score : 1.0
Numero do processo: 11516.002792/2005-86
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003
DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS.
Acatam-se as deduções quando comprovadas por documentação hábil
apresentada pelo contribuinte.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2801-002.242
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso para restabelecer dedução com despesas médicas no montante de R$ 16.080,00, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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DESPESAS MÉDICAS. Acatamse as deduções quando comprovadas por documentação hábil apresentada pelo contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer dedução com despesas médicas no montante de R$ 16.080,00, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Walter Reinaldo Falcão Lima, Ewan Teles Aguiar, Tânia Mara Paschoalin e Eivanice Canário da Silva. Relatório Fl. 90DF CARF MF Impresso em 03/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 13/02/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 16/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 11516.002792/200586 Acórdão n.º 280102.242 S2TE01 Fl. 85 2 Trata o presente processo de auto de infração que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), referente ao exercício de 2003, por meio do qual se alterou imposto a restituir de R$ 6.625,80 para R$ 1.653,68. O lançamento é decorrente da apuração de dedução indevida a título de despesas médicas. Em sua impugnação, o contribuinte apresentou as razões de defesa abaixo, extraídas do acórdão recorrido: O autuado apresenta impugnação, às folhas 01/04, insurgindose quanto aos itens 3 e 4 do relatório fiscal, sendo que alega que a ausência de endereço dos profissionais nos recibos de pagamentos, que é de conhecimento público daqueles a quem importa, não gera qualquer prejuízo à Receita Federal, que tem em seu cadastro esta informação. Quanto à relação de parentesco entre os profissionais envolvidos somente demonstra a confiança neles depositada ao ponto de tratarem a família toda. No tocante ao pagamento à Lúcia Figueiredo Kikko, informa que foram efetuados através dos diversos cheques relacionados; que, devido aos pequenos valores, a instituição financeira é dispensada de fornecer cópia, motivo que impede o contribuinte de apresentálas; que o Fisco tem condições de verificar os fatos com a citada profissional ou com a instituição financeira. A 6ª Turma da DRJ/FNS/SC julgou improcedente a impugnação, conforme Acórdão de fls. 39/41, concluindo que o contribuinte não se desincumbiu do ônus de comprovar que estas despesas correspondem a serviços efetivamente recebidos e pagos aos prestadores, considerando que a simples apresentação dos recibos e declarações não suprem este encargo. Regularmente cientificado daquele acórdão em 30/06/2008 (fls. 45), o interessado interpôs recurso voluntário de fls. 46/49, em 09/07/2008. Em sua defesa, suscita, preliminarmente, ausência de melhor fundamentação, sob o argumento de que não existe qualquer impedimento no sentido de que profissionais da saúde possam atuar em favor de seus parentes. No mérito, alega que o dispositivo legal citado pelos julgadores de 1ª instância em nada desclassifica a despesa médica ocorrida, tendo em vista que houve, em 2002, a prestação dos serviços, houve o pagamento, foi fornecido o recibo e os recebedores declararam em suas respectivas declarações de ajuste com a Receita Federal. Aduz, ainda, que não há problema legal quanto ao fato de as declarações confirmatórias terem um mesmo padrão de conteúdo. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Fl. 91DF CARF MF Impresso em 03/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 13/02/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 16/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 11516.002792/200586 Acórdão n.º 280102.242 S2TE01 Fl. 86 3 Observase que foram glosadas a seguintes despesas médicas: • R$ 253,00 pagos a Sonitec para Rita Felippe Medeiros, que não é dependente; • R$ 392,45 pagos ao Lab. Sta. Luzia por falta de comprovação; • R$ 3.650,00 pagos a Marilene S R Medeiros, R$ 4.150,00 pagos a Rafael F S Medeiros, R$ 4.280,00 pagos a Raquel A Medeiros e R$ 4.000,00 pagos a Daniella O Pereira, pela documentação não preencher os requisitos legais; • R$ 1.355,00 pagos a Lúcia F Kikko por não apresentar os recibos. A decisão recorrida manteve as glosas impugnadas, quais sejam, as despesas médicas declaradas referentes aos profissionais: Marilene S R Medeiros (R$ 3.650,00), Rafael F S Medeiros (R$ 4.150,00), Raquel A Medeiros (R$ 4.280,00) e Daniella O Pereira (R$ 4.000,00), por entender que não foi comprovado de forma objetiva a efetiva prestação do serviço médico e o pagamento realizado mediante a apresentação de documentos que comprovem a transferência de numerário (o pagamento) e de documentos que comprovem a realização do serviço (comprovantes de agendamento de consultas, laudos, prontuários, receitas médicas, exames solicitados, aquisição de medicamentos, etc), bem como não basta a disponibilidade de simples recibos e declarações unilaterais. Ocorre que a razão pela qual foram mantidas as glosas das deduções das referidas despesas médicas não corresponde à motivação indicada pela fiscalização para considerálas indevidas, que se limita ao fato de a documentação apresentada não preencher os requisitos legais. Assim, tomando como premissa o princípio constitucional do devido processo legal que exige que o processo caminhe sempre para frente e que o contribuinte arque com o ônus de defenderse unicamente da imputação que lhe foi feita no auto de infração, que, na espécie, é unicamente a glosa por utilização de recibos que não preenchem os requisitos legais, como a falta de indicação do paciente e do endereço do profissional, entendo que é insubsistente o correspondente lançamento, dado que as declarações firmadas pelos indicados prestadores dos serviços (fls. 16, 20, 25 e 30) suprem as faltas que ensejaram as glosas em questão. Portanto, devem ser levadas a efeito as deduções das despesas médicas declaradas referentes aos profissionais Marilene S R Medeiros, Rafael F S Medeiros, Raquel A Medeiros e Daniella O Pereira. Diante do exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso para restabelecer dedução com despesas médicas no montante de R$ 16.080,00. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 92DF CARF MF Impresso em 03/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 13/02/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 16/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 11516.002792/200586 Acórdão n.º 280102.242 S2TE01 Fl. 87 4 Fl. 93DF CARF MF Impresso em 03/04/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 13/02/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 16/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A
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