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Numero do processo: 10875.003653/2001-02
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jan 24 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Jan 24 00:00:00 UTC 2007
Ementa: IPI. RESSARCIMENTO. CRÉDITOS INCENTIVADOS. Tratando-se de crédito incentivado, o ônus de provar o direito alegado é de quem o reclama, não sendo dever da Administração produzir prova a seu favor. Não prova, torna-se incerto e ilíquido o pedido.
Recurso negado.
Numero da decisão: 203-11731
Matéria: IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
Nome do relator: Dalton Cesar Cordeiro de Miranda
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Ministério da Fazenda --&-..qt. Fl. 'ff .c.-:,•''T Segundo Conselho de Contribuintes de conuit0,99$ „ e%fids t13 Ural° UM" do cons INIO 1_313-- Processo n2 : 10875.003653/2001-02 Pub1"d"°: ja-- •de.-.3-0-- sua Recurso n2 : 131.497 Ftubdos ' Acórdão n2 : 203-11.731 Recorrente : ELMACTRON ELÉTRICA E ELETRÔNICA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. Recorrida : DRJ em Ribeirão Preto - SP 'PI. RESSARCIMENTO. CRÉDITOS INCENTIVADOS. NIF-SEGUNDO CCASELHO 'a CONTP.W:NTES Tratando-se de crédito incentivado, o ônus de provar o direito CONÃE.77: :-.r.?7,1C.) ()PUGINkl A 1- alegado é de quem o reclama, não sendo dever da Administração era &VÁ / • "" 0- , dit produzir prova a seu favor. Não prova, toma-se incerto e ilíquido o pedido. . vin, Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: ELMACTRON ELÉTRICA E ELETRÔNICA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 24 de janeiro de 2007. AN.1.-tr- • Antonio 4erra Neto • W esiden e ~MN 1/4-Dalton - ., . ore - . e - iranda Relator Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Roberto Velloso (Suplente), Sílvia de Brito Oliveira, Valdemar Ludvig, Odassi Guerzoni Filho e Eric Moraes de Castro e Silva. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Cesar Piantavigna. Eaal/inp .,. 1 .. 22 CC-MF Ministério da Fazenda --°P.3--,:`K Segundo Conselho de Contribuintes Processo n2 : 10875.003653/2001-02 Recurso 112 : 131.497 Acórdão n2 : 203-11.731 Recorrente • ELMACTRON ELÉTRICA E ELETRÔNICA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. RELATÓRIO Trata-se de recurso voluntário manejado por ELMACTRON ELÉTRICA E ELETRÔNICA INDÚISTRIA E COMÉRCIO LTDA., contra Acórdão da DRJ em Ribeirão Preto que manteve o deferimento parcial do pleito de ressarcimento formulado. A interessada se insurge contra a parte não deferida de seu pleito administrativo, alegando que a informação fiscal não corresponde à realidade dos fatos, pois a Administração Fiscal não computou corretamente certos percentuais e aliquotas, o que teria dado ensejo a inversão dos valores apurados. O processo versa sobre pedido de ressarcimento de créditos incentivados de IPI, conforme Portaria n° 260/96 e Medidas Provisórias n's 1508-17 e 1508-18, ambas de 1996,_„. cumulado com pedido de compensação de débitos para com a COFINS. t, - É o relatório. br-sEGuNoo CONsEr,"4-0 DE. coNrivauNTEs arafita0ving (.)t-ea.td.. it O t 1/ gel ~Irl.; 1 (1". 2 • • 2 CC-mF Ministério da Fazenda Fl. teA' Segundo Conselho de Contribuintes );:"4".3Ak5 Processo n2 : 10875.003653/2001-02 Recurso n2 : 131.497 Acórdão n2 : 203-11.731 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR DALTON CESAR CORDEIRO DE MIRANDA O Recurso Voluntário da recorrente atende aos pressupostos para a sua admissibilidade, daí dele se conhecer. Como relatado, foi deferido parcialmente o pedido de ressarcimento de créditos incentivados de TI, cumulado com pedido de compensação para com débitos da COF1NS, conforme em parte formulado pela recorrente. A insurgência da recorrente se dá contra a parte não deferida de seu pleito administrativo, sendo que, tanto em suas razões de impugnação, como em razões de apelo a este Segundo Conselho, a recorrente tão somente alega que a informação fiscal não corresponde à realidade dos fatos; uma vez a Administração Fiscal não computou corretamente certos percentuais e alíquotas, o que teria dado ensejo a inversão dos valores apurados. Não traz, entretanto, qualquer elemento de prova e/ou demonstração de suas afirmativas. A jurisprudência do Segundo Conselho de Contribuintes já está sedimentada no sentido de que em se tratando de "crédito incentivado, o ônus de provar o direito alegado é de quem o pugna não sendo dever na Administração produzir prova a seu favor. Não provado, torna-se incerto e ilíquido o pedido." (Recurso Voluntário n° 123912, Acórdão n° 202-15990, • relator o Conselheiro Jorge Freire). Aliás, o entendimento em parte acima transcrito e para o caso em concreto está em linha com a observação feita por Alberto Xavier em sua obra 'Princípios do Processo Administrativo e Judicial Tributário', Editora Forense, Rio de Janeiro, página 170, quando assevera o aludido autor que entre "nós a lei é expressa ao impor o ônus da prova ao impugnante." Neste sentido, somado a tudo mais que consta dos autos, voto pelo não provimento ao apelo voluntário interposto a este Segundo Conselho de Contribuintes. É como voto. Sala das Sessões, em : 'aneiro de 2007. 111.11» D e • e.* cemE MIRANDA GE:4EGUNLo CnNEEL:te COffrRIBUNTES Cet_A ORieN.iaras;ga GEL; uf2 (atifit_6( 3 Page 1 _0022400.PDF Page 1 _0022500.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10980.001820/95-75
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Mar 20 00:00:00 UTC 1996
Data da publicação: Wed Mar 20 00:00:00 UTC 1996
Ementa: IPI - 1) POSTES DE CIMENTO VENDIDOS A CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇOS PÚBLICOS - a) BENEFÍCIO FISCAL - FRUIÇÃO - A isenção prevista no art. 17, III, do Decreto-Lei nr. 2.433/88, na redação do Decreto-Lei nr. 2.451/88, vigorou até sua revogação pela Lei nr. 8.191/91. b) CRÉDITO FISCAL DOS INSUMOS UTILIZADOS NA PRODUÇÃO - UTILIZAÇÃO INDEVIDA - Em face da revogação do § 1, do art. 17, do Decreto-Lei nr. 2.433/88, indevida a utilização do crédito fiscal após a edição da Lei nr. 7.988/89. 2) APLICAÇÃO DA TR COMO ÍNDICE DE JUROS - IMPOSSIBILIDADE - Adotando a posição do STF, incabe a aplicação da TR como base de juros anteriormente a 01.08.91. Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 203-02591
Nome do relator: MAURO JOSE SILVA
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ementa_s : IPI - 1) POSTES DE CIMENTO VENDIDOS A CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇOS PÚBLICOS - a) BENEFÍCIO FISCAL - FRUIÇÃO - A isenção prevista no art. 17, III, do Decreto-Lei nr. 2.433/88, na redação do Decreto-Lei nr. 2.451/88, vigorou até sua revogação pela Lei nr. 8.191/91. b) CRÉDITO FISCAL DOS INSUMOS UTILIZADOS NA PRODUÇÃO - UTILIZAÇÃO INDEVIDA - Em face da revogação do § 1, do art. 17, do Decreto-Lei nr. 2.433/88, indevida a utilização do crédito fiscal após a edição da Lei nr. 7.988/89. 2) APLICAÇÃO DA TR COMO ÍNDICE DE JUROS - IMPOSSIBILIDADE - Adotando a posição do STF, incabe a aplicação da TR como base de juros anteriormente a 01.08.91. Recurso parcialmente provido.
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PUBLICADO NO I). O. 11. 2' De...Q.2. j_e_q_ ../ 19 Q 7- „ v:ittii4 MINISTÉRIO DA FAZENDA C 'ir] nta C Rubrica 11%...1C4 SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10980.001820/95-75 Sessão de : 20 de março de 1996 Acórdão : 203-02.591 Recurso : 98.310 Recorrente : POSTEPAR IND. DE ARTEFATOS DE CONCRETO PARANÁ LTDA. Recorrida : DRJ em Curitiba - PR IPI - 1) POSTES DE CIMENTO VENDIDOS A CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇOS PÚBLICOS - a) BENEFICIO FISCAL - FRUIÇÃO - A isenção prevista no art. 17, ILI, do Decreto-Lei n° 2.433/88, na redação do Decreto-Lei n° 2.451/88, vigorou até sua revogação pela Lei n° 8.191/91. b) CRÉDITO FISCAL DOS INSUMOS UTILIZADOS NA PRODUÇÃO - UTILIZAÇÃO INDEVIDA - Em face da revogação do § 1°, do art. 17, do Decreto-Lei n° 2.433/88, indevida a utilização do crédito fiscal após a edição da Lei n° 7.988/89. 2) APLICAÇÃO DA TR COMO INDICE DE JUROS - IMPOSSIBILIDADE - Adotando a posição do STF, incabe a aplicação da TR como base de juros anteriormente a 01.08.91. Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: POSTEPAR IND. DE ARTEFATOS DE CONCRETO PARANÁ LTDA. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Ricardo Leite Rodrigues. Sala das Sessões, em 20 de março de 1996 A Tà ir, /Seitas .o : es Ta uary7 "Vicei; esid e, n exercício da Presidência _— Ás a o >si] , ski Rei: gr 14 Porde tara , ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Sérgio Afanasieff, Tiberany Ferraz dos Santos, Celso Ângelo Lisboa Gallucci e Elso Venâncio de Siqueira (Suplente). itnn(ja-ml 1 a 20NR . MINISTÉRIO DA FAZENDA NI§OT SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10980.001820195-75 Acórdão : 203-02.591 Recurso : 98.310 Recorrente : POSTEPAR IND. DE ARTEFATOS DE CONCRETO PARANÁ LTDA, RELATÓRIO Contra a empresa acima identificada foi lavrado o Auto de Infração de fls. 30/35, para exigência do crédito tributário no montante de 48.017,26 UFIR, decorrente da falta de lançamento do IPI na saída de produtos tributados, cuja isenção não restabelecida no prazo de dois anos só vigorou até 04.10.90, conforme artigo 41, § 1°, das Disposições Transitórias da Constituição Federal/1988. Fundamenta-se a exigência nos artigos 55, inciso I, alínea "b" e inciso II alínea " c" , 107, inciso II, c/c os artigos 44; 82, inciso I; 42; 23 inciso VII; 112, inciso IV e 59 do Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados aprovado pelo Decreto n° 87.981/82; artigo 41, § 1°, do Ato das Disposições Constitucionais Transitorias e artigo 9° da Lei n° 7.988/89. Devidamente cientificada, a autuada interpôs, em tempo hábil, a Impugnação de fls. 84/89, onde apresenta os seguintes fatos e argumentos de defesa: a) a alegada revogação da isenção prevista no artigo 17, inciso III, letra "b", do Decreto-Lei n°2.433/88, ocorreu por força do disposto no artigo 7° da Lei n°8.191/91 e não pelo artigo 41, § 1°, do ADCT. Assim sendo, a pleiteada isenção só foi revogada em 11.06.91, com a publicação da Lei n° 8.191/91; b) esse entendimento ampara-se no Parecer PGFN/CAT n° 627/91, adotado pelo Coordenador do Sistema de Tributação. Contudo, em novo Parecer (n° 966/94), a Procuradoria- Geral da Fazenda Nacional reformulou o entendimento anterior. Mesmo aceitando a reformulação do critério jurídico que produziu um lançamento tributário mais oneroso para o contribuinte, a modificação jamais poderia atingir fatos geradores passados, ou seja, sua eficácia abrange apenas os fatos geradores ocorridos após 06.09.94, data da publicação do mencionado Parecer PGFN n° 966/94. Por esse fundamento, o lançamento tributário efetuado contra a impugnante carece de legalidade; c) o Parecer PGFN n°966/94 fere frontalmente o disposto na Lei n° 8.191/91, cujo artigo 7°, ao revogar a isenção em junho/91, reconheceu que a mesma era válida até então; d) a empresa sempre agiu de acordo com a orientação fiscal específica, obtida em processo de consulta escrita, o que exclui a imposição de penalidade, tanto quanto a cobrança 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA ore '40.-MÉ4 SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Ats g, Processo : 10980.001820/95-75 Acórdão : 203-02.591 de juros de mora e correção monetária (artigo 100, parágrafo único, do Código Tributário Nacional); e) é indevida a correção monetária do crédito tributário calculado pela TRD, existindo nesse sentido numerosos julgados judiciais e administrativos. Às fls. 37/43, a Companhia Paranaense de Energia - COPEL, em nome da autuada, impugna o lançamento consubstanciado no Auto de Infração de fls. 30/35. A Delegada da Receita Federal de Julgamento em Curitiba, baseando-se nos Fundamentos expostos às fls. 95/101, julgou procedente a ação fiscal, em decisão assim ementada: "IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS Períodos de apuração 1-10/90 a 2-08/91. Postes de cimento são classificados na Tabela de Incidência do 1PI, na posição 6810.91.0400, cuja aliquota é de 10%, com isenção até 04.10.90. A partir dessa data, é devido o imposto, por se tratar de isenção não restabelecida no prazo de dois anos, conforme artigo 41, § 1°, das Disposição Transitorias da Constituição Federal • Lançamento procendente". Insurgindo-se contra a decisção prolatada em primeira instância administrativa, a empresa recorre, tempestivamente, a este Conselho de Contribuintes através do Documento de fls. 108/111, onde reitera os mesmos argumentos de defesa apresentados na peça impugnatória. É o relatório. 3 "reá. StA. MINISTÉRIO DA FAZENDA HÉ‘lieNE • R^r‘ntÉAÉ^/ li'MEHMtr. SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10980.001820/95-75 Acórdão : 203-02.591 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR MAURO WASILEWSKI A peça recursal combate três exigências fiscais: a) saídas de postes de cimento, para empresas concessionárias de energia elétrica com a isencão do art. 17 inciso III, alínea "b" do Decreto-Lei n° 2433/88, na redação do Decreto-Lei n° 2.451/88, no período de janeiro/90 a setembro/91: Equivocadamente, o Fisco entendeu revogado, a partir de 05.10.1990, em face do art. 41, § 1°, do ADCT-CF/88, a isenção mencionada. O Decreto-Lei n°2,433/88, na redação do Decreto-Lei n°2.451/88, estabelece: "Art. 17 - Ficam isentos do Imposto sobre Produtos Industrializados os equipamentos, máquinas, aparelhos e instrumentos, importados ou de fabricação nacional, bem como os acessórios, sobressalentes e ferramentas que acompanham esses bens, quando: III - adquiridos por órgãos ou entidades da administração pública, direta ou indireta, ou concessionárias de serviços públicos, destinados à: Parágrafo 1° - São assegurados a manutenção e a utilização dos créditos relativos a matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, efetivamente empregados na industrialização dos bens referidos neste artigo." O ADCT-CF/88, disciplina: " Art. 41 - Os Poderes Executivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios reavaliarão todos os incentivos fiscais de natureza setorial ora em vigor, propondo aos Poderes Legislativos respectivos as medidas cabíveis. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA ÉVSZÉ j'WH4IL SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ‘=à, Processo : 10980.001820/95-75 Acórdão : 203-02.591 Parágrafo 1° - Considerar-se-ão revogados após dois anos, a partir da data da promulgação da Constituição, os incentivos que não forem confirmados por lei." Por outro lado, sobre a matéria, há que se observar as seguintes leis: - Lei n° 7.988/89: "Art. 90 - Revogam-se o art. 8 0 da Lei n° 6.468, de 14 de novembro de 1977, o Decreto-Lei n° 1.692, de 29 de agosto de 1979 oparágrafo P do art. 17 do Decreto-Lei n° 2.433 de 19 de maio de 1988. alterado pelo Decreto-Lei n° 2.451, de 29 de julho de 1988 o nó 3 da alínea "c" do parágrafo I° do art. 2°, da Lei n° 7.698, de 15 de dezembro de 1988, e demais disposições em contrário." (grifei). - Lei n°8.191/91: "Art. 7° - Revoga-se o art. 17 do Decreto-Lei n° 2.433, de 19 de maio de 1988, com a redação dada pelo art. I°, do Decreto-Lei n° 2.451, de 29 de julho de 1988." Diante de tais regras, no que pertine a esta imputação, cabe razão a recorrente, relativamente ao período anterior a revogação do art. 17 do Decreto-Lei n° 2.433/88, na redação do Decreto-Lei n°2.451/88, pela Lei n° 8.191, de 11 de junho de 1991. Tal afirmação depreende-se do fato de que a Lei n° 7.988/89 foi editada dentro do prazo de dois anos estabelecido no art. 41, §1°, do ADCT-CF/88, vez que a mesma, ao reduzir os incentivos concedidos no art. 17, do Decreto-Lei n° 2.433/88 (na redação do Decreto-Lei n° 2.451/88) - supressão do § I°, que assegurava manutenção dos créditos fiscais, confirmou tacitamente, a manutenção dos demais incentivos previstos nesse artigo (17). Sacramentado de vez este entendimento, a Lei n° 8.191/91 - Art. 70 - revogou o art. 17 do Decreto-Lei n° 2.433/88, ou seja, obviamente este artigo não seria expressamente revogado se ainda não estivesse em vigor. Na mesma esteira dessa posição o brilhante voto do Relator ELIO ROTHE, no Recurso n° 89.637, aprovado por unanimidade, pelos ilustres membros da segunda Câmara deste Segundo Conselho de Contribuintes. 6) utilização de crédito indevido (falta de estorno) dos insumos utilizados na produção de postes de cimento no período de 01.01.90 a 04.10.90.: 5 '1817 -- 0NC MINISTÉRIO DA FAZENDA 14)7* `TIS"FTO SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTESas.,À Processo : 10980.001820/95-75 Acórdão : 203-02.591 Consoante observado na análise da imputação do item anterior, o § 1°, do art. 17, do Decreto-Lei n° 2.433/88, na redação do Decreto-Lei n° 2.451/88, antes transcrito, que assegurava a manutenção e a utilização dos créditos fiscais, referentes a hipótese em questão, foi expressivamente revogado em 1989, pelo art. 9°, da Lei n°7.988/89. Assim, o tratamento dos créditos fiscais dos produtos da recorrente, voltaram à abrangência art. 82, I, do RIPI182, que não os admite no caso da saída do respectivo produto acabado ser isenta do imposto. Portanto, totalmente procedente esta imputação fiscal. c) juros anteriores a 1° de agosto de 1991: Adotando a posição firmada pelo Pretório Excelso, esta Câmara, por unanimidade, tem corretamente entendido que incabe a aplicação dos índices da TA, como juros, no período anterior a 1° de agosto de 1991. Destarte, devem os valores do A.I. em questão, serem diminuídos na parte do crédito tributário remanescente, após esta decisão. Assim, conheço do recurso e lhe dou provimento parcial, para excluir da exigência fiscal a primeira imputação - saída de postes de cimento com isenção - manter a glosa do crédito fiscal; e determinar a exclusão da TR. como base de juros, no período anterior a 01.08 95, relativamente a partir do crédito tributário julgado procedente. Sala d. S . oes, I 20 de março de 1996 dei" às!: ILEWSKI 4fifr 6
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Numero do processo: 10880.090010/92-24
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Mar 23 00:00:00 UTC 1994
Data da publicação: Wed Mar 23 00:00:00 UTC 1994
Ementa: ITR - BASE DE CÁLCULO - A base de cálculo do lançamento é o valor da terra nua, extraído da declaração anual apresentada pelo contribuinte, retificado de ofício caso não seja observado o valor mínimo de que trata o parágrafo 2º do artigo 7º do Decreto nº 84.685/80, nos termos do item 1 da Portaria Interministerial MEFP/MARA nº 1.275/91. A instância administrativa não é competente para avaliar e mensurar os VTNm constantes na IN/SRF nº 119/92. Recurso a que se nega provimento.
Numero da decisão: 202-06526
Nome do relator: Tarásio Campelo Borges
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C) .:( O. 19 C — — n MINISTÉRIO DA FAZENDA 'Imbrica SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Pro;....eS so no u 10880.090010/92-24 Sess'iXo deu 23 de marco de 199A ACORDMO Np 202-06.526 Recurso no c 95.571 Recorrente : COTRIGUAÇU COLONIZADORA DO ARIPUANM S/A Recorrida u DRE EM SAO PAULO - SP ITR - BASE DE CALCULO - A base de cálculo do lançamento é o valor da terra nua, extraído da declaração anual apresentada pelo contribuinte, retificado de ofício caso não seja observado o valor mínimo de que trata o parágrafo 22 do artigo 72 do Decreto n2 84.685/SO, nos termos do item 1 da Portaria Interministerial MEFP/MARA ng 1.275/91. A instncia administrativa nXo é competente para avaliar e mensurar os VTNm constantes na IN/SRF n2 119/92. Recurso a que se nega provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por COTRIGUAÇU COLONIZADORA DO ARIPUANN ACORDAM os Membros da Segunda Gámara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Ausente o Conselheiro jOSE ANTONIO AROC•A DA CUNHA. Sala das SesSiNes, em 2 .3,de março de 1994. HELVT6 ESCO'„E0 BARC'...LLOS - Presidente (ço"ff:11';(i1tJ CT,"1 O Ri R to r. /11) ADRI :',(NA QUEIROZ DE CARVALHO - Procuradora-Represen tante da Fazenda Na- cional VISTA EM SESSNO DE 1 9 wu 1994 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros ELIO ROTHE, ANTONIO CARLOS BUEHO RIBEIRO, OSVALDO TANCREDO DE OITVFIRA e JOSE CABRAL GAROFANO. hr/jm/ac/cf :..-. MINISTÉRIO DA FAZENDA,A t . ^ -,:. -,' ' . - .•- '"AO' * :• ki, SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES . b-:?Processo non 10E380.090010/92-24 Recurso no n 95.571 Acórdão no:: 202-06.526 Recorrente n COTRIGUAÇU COLONIZADORA DO ARIPUANM S/A RELATORIO . COTRIGUAÇU COLONIZADORA DO ARIPUANM S/Â, notificada do lançamento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR, Contribuição Sindical Rural - CNA - CONTAG, Taxa de Serviços Cadastrais e Contribui0o Parafiscal, relativo ao exercício de 1992, referente ao imóvel rural cadastrado na Receita Federal sob o no 1.083.450.8, situado no Estado de Mato Grosso, apresenta, tempestivamente, impugnaçWo ao lançamento, argumentando quee a) a Instrução Normativa SM': n2 119, de 18.11.92, que fixou o valor da terra nua mínimo em Juruena e Aripuanã, no Estado de Mato Grosso, está completamente equivocada, pois o valor nela fixado é superior ao valor praticado pelo mercado imobiliário para lotes rurais infra-estruturados e colonizadosp b) 05 valores venais dos imóveis rurais estabelecidos pela Prefeitura Municipal, para fins de cálculo do 'TB', em dezembro/91, oscilando gradativamente de acordo com a dist&ncia do imóvel para a sede do Município, também eram bastanL: inferiores ao valor fixado na IN/SRF ora questionadag c) os preços vigentes no mercado imobiliário, em dezembro/91, em razãO da crise econejmica e monetária do Pais, já eram inferiores aos estabelecidos pela Prefeitura Municipal, mesmo em se tratando de lotes infra-estruturados e situados próximos à sede do Município, obrigando a Prefeitura Municipal a não mais reajustar sua tabela de valores venais para fins de cálculo do ITBI, a partir de abri. oi preço de mercado estabelecido pelas colonizadoras que atuam no município, 100 (cem) BTNs, após o fracasso do plano cruzado em 1987, não acompanhou sua valorização pelos índices oficiais da inflaçSo nos anos de 1991 e 1992p e) o valor fixado na IN/SRF n2 119, de 18.11.92, refere-se apenas á terra nua, sem qualquer benfeitoria, enquanto que o valor praticado no mercado imobiliário, assim como o valor estabelecido pela•Prefeitura Municipal para fins de cálculo do ITPI, incorporam à terra nua o valor do patrimtinio floresta:1 e a graduaçWo de valor em funOxe da distãncia do imóvel rural à sede do Municipiog . 1 2 . , ,, MINISTÉRIO DA FAZENDA i -44(:',.:),,-À* :',...-H,-, SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES J4Y•— ...,.,cv , Processo no. : 10880.090010/92-24 Acórdgo n2: 202-06.526 . f) em dezembro/92, os valores venais dos imóveis rurais situados a mais de 15 km e a menos de 50 km da sede do município, para fins de ITBI, foram estimados em Cr$ 115.228,40 por hectare, o mercado imobiliário trabalhou com um valor médio de Cr$ 300.000,00 por hectare, e o 1TR foi calculado com base no VTNm fixado em Cr$ 635.382,00 por hectare, superior aos valores anteriormente citadosg g) o VTNm utilizado no ITR/91 (Cr$ 3.283,80 por hectare), da mesma forma que nos anos anteriores, poderia ser reajustado monetariamente, para ser utilizado no lançamento do 1TR/92, com base em qualquer Indice inflacionário editado, e resultaria no preço máximo de Cr$ 25.000,00 por hectareg h) o imóvel a que co refere o presente lançamento está situado em nova e pioneira fronteira agrícola na Amazõnia Legal, sendo ainda uma região considerada ínvia e de difícil acesso, onde a proprietária implantou seu projeto de colonização particular. • Fundamentada nesses argumentos, a impugnante requer a revisgo ou retificaçgo do valor tributado no ITR/92, dentro de pa~etros que a mesma considera justos e compativeis com a realidade, equivalente a 25% do preço médio de mercado ou 50% do valor venal médio fixado pela Prefeitura Municipal de juruena, para fins de cálculo do ITDI, vigentes em dezembro/91, que resultará em 10% (dez por cento), aproximadamente, do valor efetivamente lançado no ITR impugnado. A decisão da autoridade monocrática concluiu pela procedOncia da exigOncia fiscal, com a seguinte fundamentação: a) o lançamento foi efetuado de acordo com a L egislação vigente e a base de cálculo utilizada - VTNm ?» está prevista nos parágrafos 22 e 32 do artigo 72 do Decreto n2 84.685, de 06.05.80g L) os VTNm, constantes da 1N/SRF n2 119, de 18.11.92, foram obtidas em conson g.ncia com o estabelecido no artigo 12 da Portaria Interministerial MEFE/MARA n2 1.275, de 27.12.91, e parágrafos 22 e 32 do artigo 72 do Decreto n2 04.685, de 06.05.80p c) não cabe à instáncia adminiStrativa pronunciar-se a respeito do centeMo da legislação de regOncia do tributo em questão, mas sim observar o fiel cumprimento da aplicaçgo da mesma. , , - ._ 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA . .‘SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES F'ro c: e 4. g-C) no :: 1. 088() ,. ()90()1. ()/92.--24 iftt córd 'So n2..: 202-06 ,, '326 I. i- re.:, s :i. g n acl ::::,. „ i':). 11 (:) 1:. :i. :1: :i. r::t et -::ç :i. ri :t.e.:, r: pt:.)(.:1. I- c..., c:11. I' C) V C.) 11..1. ri .r :i. o „ r : e :i. -)... eran cl o :i. n 4.:.....:,., g r : .:::....1. rn ente ,::t s. r,:::.. z Cíc,.,s cl e st.I. a. :i. rn pur.gn -::ç (;:,:3:b „ , E. o re., -.1..:::\ -Lá t- :i. o .. 1 ,, - , I : I I • o ' i , • MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 'ÃCW Processo nqu 10890.090010/92-24 Acór~ nq: 202-06.526 , VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR TARASIO CAMPELO BORGES I, O recurso é tempestivo e dele conheço. Toda a argumenta0o da recorrente é voltada para a contestaçãO do VTN tributado, alegando que a Instruçaa Normativa SRF n2 119, de 18.11.92, que fixou o valor ~imo da terra nua em juruena e Aripuanã, no Estado de Mato Grosso, está completamente equivocada, pois o valor nela fixado é superior ao valor praticado pelo mercado imobiliário para lates rurais infra- estruturados e colonizados, bem como aos valores venais dos imóveis rurais estabelecidos pela Prefeitura Municipal, para fins de cálculo do ITBI. O lançamento do ITR/92 foi efetuado com base na deciara0o anual apresentada pela contribuinte, sem que tenha sido acatado o VTN nela informado, por estar abaixo do valor mTnimo da terra nua de que trata o parágrafo 22 do artigo 72 do 1 Decreto n2 84•695, de 06.05.90. A Instru0o Normativa questionada pela recorrente foi baixada pelo Secretário da Receita Federal, com base no que dispe:e o parágrafo 32 do artigo 72 do Decreto ng 94.695, de 06.05.90, e fixa, para o exercício de 1992, o Valor Mínimo da Terra Nua - VTNm, por hectare, levantado referencialmente em 31.12.91, através de entidade especializada, credenciada pelo Departamento da Receita Federal, nos termos do item 1 da Portaria Interministerial MEM/MARA n2 1.275, de A instância administrativa n'ão é competente para avaliar e mensurar os VTNm constantes da IN/SRF ng 119/92, cabendo a mesma cumprir e exigir o cumprimento da legislaçab tributária vigente. Com estas consideracdes, nego provimento ao recurso. SE(: (das Sess3es, em 23 de ma orç de 1 994. l'''( ciãíê :1 -•f , TARASIO CAMPELO BORGES , 5
score : 1.0
Numero do processo: 10880.020837/90-91
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Dec 03 00:00:00 UTC 1991
Data da publicação: Tue Dec 03 00:00:00 UTC 1991
Ementa: PIS/FATURAMENTO. DECRETO-LEI No. 2.445/88. Descabe apreciação de inconstitucionalidade de leis, na esfera administrativa. Verificada a falta de pagamento da contribuição, nos termos prescritos pelo referido decreto-lei, é de se efetuar a respectiva cobrança, com as penalidades cabíveis. Recurso não provido.
Numero da decisão: 201-67628
Nome do relator: Aristófanes Fontoura de Holanda
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-02-04T18:58:21Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-02-04T18:58:20Z; Last-Modified: 2010-02-04T18:58:21Z; dcterms:modified: 2010-02-04T18:58:21Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-02-04T18:58:21Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-02-04T18:58:21Z; meta:save-date: 2010-02-04T18:58:21Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-02-04T18:58:21Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-02-04T18:58:20Z; created: 2010-02-04T18:58:20Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-02-04T18:58:20Z; pdf:charsPerPage: 1426; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-02-04T18:58:20Z | Conteúdo => PUBLICADO NO D. ... a De ...Ta 4 ) ,A...4../ 19..V.2_ —4_mau . rica Açe 31/4 tk,;:r.“:z44i Jt vret-S; MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo N.° 10880-020.837/90-91 (nms) Senão de...03 ... de....de.zegthi.Q....de 1991_ ACORDAI) N, 201-67.628 Numere 86.226 RecwreMó ITAPEVA PROPAGANDA E PROMOÇÕES LTDA. Recosida DRF EM SÃO PAULO - SP PIS-FATURAMENTO. DECRETO-LEI NQ 2.445/88. Descabe apre ciação de inconstitucionalidade de leis, na esfera ad- ministrativa. Verificada a falta de pagamento da con- tribuição, nos termos prescritos pelo referido decreto -lei, é de se efetuar a respectiva cobrança, com as pe nalidades cabíveis. Recurso não provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ITAPEVA PROPAGANDA E PROMOÇÕES LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conse lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimen to ao recurso.Ausente o Conselheiro HENRIQUE NEVES DA SILVA. Sala das Sessões, em 03 de dezembro de 1991 ROBERTO/ffiCtBOSA DE CASTRO — PRESIDENTE7^ evz,Qhf/ ARIST0' 7' Fn4.4OURA DE HOLANDA — RELATOR I ,i ANTON o loAre,' t '00 4 441 ''GO — PROCURADOR—REPRESENTAN4,4- \ TE DA FAZENDA NACIONAL VISTA EM SESS Y0 DE 06 DEZ 1991 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros LINO DE AZEVEDO MESQUITA, ROSALVO VITAL GONZAGA SANTOS (suplente),DOMIN GOS ALFEU COLENCI DA SILVA NETO, ANTONIO MARTINS CASTELO BRANCO -J WOLLS ROOSEVELT DE ALVARENGA (suplente). • -2- }1Ç 4>i,c2idir MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo Nã 10880-020.837/90-91 Recurso NI2: 86.226 Acordão N g : 201-67.628 Recorrente: ITAPEVA PROPAGANDA E PROMOÇÕES LTDA. RELATÓRIO Trata-se de auto de infração lavrado em 21.06.90 con tra a empresa acima indicada, para cobrança da contribuição devida ao Programa de Integração Social, nos meses de setembro de 1989 a março de 1990, consignando a autora do feito fiscal que "não foram apresentadas as guias de recolhimento de PIS sobre receita bruta operacional,na forma do Decreto-Lei nQ 2.445, de 29.06.88? Impugnação tempestivamente apresentada (fls. 09/27) em que a autuada questiona a constitucionalidade do Decreto-Lei nQ... 2.445/88, base para a autuação, o qual estabeleceu como base de cálculo para a contribuição a receita bruta operacional do contri - buinte. Diz a autuada que "persevera em efetuar os recolhimentos de vidos ao PIS na forma em que higida lei complementar o estabelece?. Ao final, requer, se não acolhida a tese de inconstitucionalidade do decreto-lei em que se baseou o lançamento, que o trabalho fis- cal seja refeito, para considerar como créditos da autuada os reco lhimentos feitos a título de "PIS-Repique", o que segundo ela, a seque- . -3- )1ç SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo nQ 10880-020.837/90-91 Acórdão nQ 201-76.628 constituiria como "credora e não devedora do Fisco Federal".Requer, ainda, perícia, limitando-se, porém, a citar o art. 16, 1v, do De- creto-Lei nQ 70.235/72. A decisão de primeira instância (fls.44/48) man - tém a exigência fiscal, rejeitando o pedido de perícia, aos funda- mentos de que descabe apreciação de inconstitucionalidade, na esfe ra administrativa, e de que, embora a autuada tenha recolhido "PIS -Repique" em conformidade com o disposto na Lei Complementar nQ... 07/70, não há suporte legal para compensação desses valores com os devidos sobre a receita operacional bruta, apurados pela fiscaliza ção. Raso tempestivamente apresentado (fls.51/57), em que a autuada repete as alegações de inconstitucionalidade do De- creto-Lei nQ 2.445/88, inclusive face 'à vigente Constituição, e re nova o pleito de que sejam levados em conta, no cálculo da contri- buição devida, os recolhimentos feitos a título de "PIS-Repique" de acordo com a Lei Complementar nQ 07/70. É o relatório. segue- Imprensa Nacional -4- NÇS SERVICO PUBLICO FEDERAL Processo nQ 10880-020.837/90-91 Acórdão nQ 201-67.628 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR ARISTOFANES FONTOURA DE HOLANDA É de ser confirmada a decisão de primeiro grau. Com efeito, o controle da constitucionalidade dos atos normativos é prerrogativa constitucional do Poder Judiciário, atentos /1 os princípios da separação e da independência dos Po-a deres da União. A administração cabe a rigorosa observância das leis, mormente na atividade de lançamento de tributos e contribui ções, que é vinculada e obrigatória. Coubesse à administração pro nunciar-se sobre a constitucionalidade das leis, estar-se-ia dian te de flagrante desrespeito aos mencionados princípios constitu - cionais, eis que estariam sendo invadidas pelo Executivo,áreas de competência dos Poderes Legislativo e Judiciário. Quanto aos valores da contribuição que se afirma terem sido recolhidos de conformidade com a Lei Complementar ns?.. 07/70, tenho que efetivamente não poderão ser compensados com os devidos de acordo com o Decreto-Lei nQ 2.445188 (com as altera - çaSes do D.L. ng 2.449/88), por falta de previsão legal. Não pode- ria ser de outra maneira, aliás,porquanto admitir a compensação implicaria acolher a tese de inconstitucionalidade do Decreto-Lei nQ 2.445/88, o que é defeso no âmbito administrativo, como demons imprensa Nacional segue- -5- kçy SERVIÇO PÚBLICO FEDERAI Processo no 10880-020.837/90-91 Acórdão no 201-67.628 demonstrado. Tais recolhimentos, a partir da entrada em vigor do Decreto-Lei no 2.445, não poderiam ter sido feitos a título de edneribifição ao PIS, na modalidade de "PIS-Repique", uma vez que tal tipo de contribuição foi extinto pelo artigo 10 do decreto-lei. Se não eram contribuições ao PIS, portanto, não pddem ser crédi - tos compensáveis com débitos relativos a contribuições ao PIS, de terminados de acordo com o D.L. no 2.445. Sobre a perícia requerida, entendo-a desnecessá ria, por presentes nos autos os elementos necessários -a formação de convicção, e por não ter a recorrente observado o disposto no art. 17 do Decreto no 70.235/72. Voto, portanto, pelo não provimento do recurso. Sala das Sessões, em 03 de dezembro de 1991 “:494( ARISTÓFW:FONet2 DE HOLANDA imprensa Nacional
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Numero do processo: 10909.001570/2002-17
Turma: Quinta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Dec 06 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Dec 06 00:00:00 UTC 2007
Ementa: CSLL - COMPENSAÇÃO DE BASE NEGATIVA - ATIVIDADES RURAIS - Nas atividades rurais, as bases de cálculo negativas de Contribuição Social sobre o Lucro, apuradas em períodos anteriores, podem ser integralmente compensadas com o resultado do período-base de apuração, não se aplicando o limite máximo de 30%.
Recurso voluntário conhecido e provido.
Numero da decisão: 105-16.828
Decisão: ACORDAM os Membros da QUINTA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPJ - glosa de compensação de prejuízos fiscais
Nome do relator: José Carlos Passuello
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