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Numero do processo: 11128.007029/96-17
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 18 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Jun 18 00:00:00 UTC 2008
Ementa: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 23/11/1995
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO.
A existência de contradição entre a parte dispositiva e os fundamentos do acórdão dá azo a embargos de declaração.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EFEITOS INFRINGENTES.
Operam efeitos infringentes os embargos de declaração quando a alterada a conclusão do julgamento depois de eliminada a contradição.
Classificação de Mercadorias
Data do fato gerador: 23/11/1995
CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS. ÁLCOOL ETÍLICO HIDRATADO COMBUSTÍVEL (AEHC).
O álcool importado, sem água em sua composição, não atendia às especificações determinadas pelo Conselho Nacional de Petróleo para álcool etílico desnaturado para fins carburantes. Mercadoria classificada no código TAB/NBM 2207.20.0199.
Normas gerais de direito tributário
Data do fato gerador: 23/11/1995
PENALIDADES. MULTA DE OFÍCIO.
Não há se falar em multa de ofício quando o sujeito passivo da obrigação tributária é induzido a erro por órgão da administração pública competente para examinar e deferir pedido do administrado.
Recurso voluntário provido em parte
Numero da decisão: 303-35.390
Decisão: ACORDAM os membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade, acolher parcialmente os embargos de declaração ao Acórdão 30331792, de 25/01/2005, tão somente em relação à “presença de água” (por contradição) e retificar o aresto para: (1) pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso voluntário quanto aos tributos, vencidos os Conselheiros Nilton Luiz Bartoli (Relator), Heroldes Bahr Neto, Nanci Gama e Vanessa Albuquerque Valente, que deram provimento; (2) por maioria, dar provimento quanto às multas de ofício (II e IPI), vencidos os Conselheiros Tarásio Campelo Borges, Luis Marcelo Guerra de Castro e Celso Lopes Pereira Neto, que negaram provimento. O Conselheiro Celso Lopes Pereira Neto fará declaração de voto. Designada redatora para o acórdão a Conselheira Anelise Daudt Prieto.
Nome do relator: Nilton Luiz Bartoli
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(COPERSUCAR) Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 23/11/1995 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. A existência de contradição entre a parte dispositiva e os fundamentos do acórdão dá azo a embargos de declaração. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EFEITOS INFRINGENTES. Operam efeitos infringentes os embargos de declaração quando a alterada a conclusão do julgamento depois de eliminada a contradição. Assunto: Classificação de Mercadorias Data do fato gerador: 23/11/1995 CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS. ÁLCOOL ETÍLICO HIDRATADO COMBUSTÍVEL (AEHC). O álcool importado, sem água em sua composição, não atendia às especificações determinadas pelo Conselho Nacional de Petróleo para álcool etílico desnaturado para fins carburantes. Mercadoria classificada no código TAB/NBM 2207.20.0199. Assunto: Normas gerais de direito tributário Data do fato gerador: 23/11/1995 PENALIDADES. MULTA DE OFÍCIO. Não há se falar em multa de ofício quando o sujeito passivo da obrigação tributária é induzido a erro por órgão da administração pública competente para examinar e deferir pedido do administrado. Fl. 895DF CARF MF Impresso em 24/04/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 26/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11128.007029/9617 Acórdão nº 30335.390 S3C1T1 Fl. 623 _________ Recurso voluntário provido em parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade, acolher parcialmente os embargos de declaração ao Acórdão 30331792, de 25/01/2005, tão somente em relação à “presença de água” (por contradição) e retificar o aresto para: (1) pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso voluntário quanto aos tributos, vencidos os Conselheiros Nilton Luiz Bartoli (Relator), Heroldes Bahr Neto, Nanci Gama e Vanessa Albuquerque Valente, que deram provimento; (2) por maioria, dar provimento quanto às multas de ofício (II e IPI), vencidos os Conselheiros Tarásio Campelo Borges, Luis Marcelo Guerra de Castro e Celso Lopes Pereira Neto, que negaram provimento. O Conselheiro Celso Lopes Pereira Neto fará declaração de voto. Designada redatora para o acórdão a Conselheira Anelise Daudt Prieto. Henrique Pinheiro Torres Presidente (na data da formalização do acórdão) Tarásio Campelo Borges Redator ad hoc Formalizado em: 26/03/2012 Participaram do presente julgamento os conselheiros: Anelise Daudt Prieto, Celso Lopes Pereira Neto, Nanci Gama, Nilton Luiz Bartoli, Heroldes Bahr Neto, Luis Marcelo Guerra de Castro, Tarásio Campelo Borges e Vanessa Albuquerque Valente. Relatório Trata o presente processo de exigência de ofício, em UFIR, de diferença de Imposto de Importação, de juros de mora calculados até 29/11/96, Imposto sobre Produtos Industrializados, multa de ofício de 100% (II e IPI) e multa do controle administrativo de 30%, objetos dos Autos de Infração de fls. 02/08, em razão de divergência quanto à correta classificação tarifária do produto importado. Segundo descrição dos fatos (fls. 03/04), por meio da DI n° 007.625/92 foram declarados 15.001,793 metros cúbicos de álcool etílico sintético bruto desnaturado, hidratado, combustível com teor alcoólico mínimo 92,9° INPM (ou 95,4° GL) para fins carburantes com especificações do DNC, conforme telex DNC/CORAB/DISUP 21.866/91, de 11/10/91, amparados pela G.I. 001891/100.5989, classificado pelo importador na posição TAB/NBM –2207.20.0101. Fl. 896DF CARF MF Impresso em 24/04/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 26/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11128.007029/9617 Acórdão nº 30335.390 S3C1T1 Fl. 624 _________ No entanto, de acordo com os Laudos de análise n°s. 1.517, 1.526, 1.527, 1.528, 1.530, 1.531 e 1.532, todos de 27/03/92, emitidos pelo Laboratório Nacional de Análises, foi concluído tratarse de preparação à base de uma mistura contendo álcool etílico, álcool metílico e outros componentes não identificados (entre os quais, gasolina), cuja classificação tarifária reside na posição TAB/NBM – 2207.20.0199 com alíquotas de 20% para o I.I. e 8% para o IPI. Uma vez que a Decisão de n° 11128.028/95 (folha 98 do Processo n° 10845.003367/9299) julgou improcedente as ações fiscais relativas aos Autos de Infração e Termo de Apreensão e Guarda Fiscal n° 10845.00074/92 1084500075/92, referente aos processos 10845.003368/9851 e 10845.003367/9299, a Autoridade Fiscal lavrou os presentes Autos de Infração para recolhimento do II e IPI, com os acréscimos legais devidos, declarando que na lavratura dos mesmos, considerou a quantidade efetivamente descarregada (11.971.400 Kg), conforme Laudo SETCDE n° 169/92, bem como a atualização da taxa de conversão do dólar aplicada na data do registro da Declaração de Importação de Cr$ 1.467,4500000 para Cr$1.532,7500000, tendo em vista tratarse de despacho antecipado. Com fundamento no artigo 432, do RA, aprovado pelo Decreto 91.030/85, a Autoridade Fiscal considerou que a mercadoria foi importada ao desamparo de Guia de Importação, em razão de ser diversa da licenciada. Capitulouse a exigência do Imposto de Importação nos artigos 87, I; 99; 100; 220; 499 e 542, do RA, aprovado pelo Decreto 91.030/85, e do IPI nos artigos 29, I; 55, I, alínea “a”; 63, I, alínea “a” e 112, I, do RIPI, aprovado pelo Decreto 87.981/82. A fundamentação legal dos respectivos acréscimos legais exigidos encontramse às fls. 03/08. Ciente do lançamento, a interessada manifestouse contrária à exigência, apresentando tempestivamente Impugnação (fls. 70/76), alegando, em suma, que: As especificações contidas na carta n° 04091/92, encaminhada pela Requerente ao DNC, foram aprovadas por esse órgão (DNC), o qual informou estar o produto “dentro das especificações do DNC”; Todas as especificações do DNC foram confirmadas e devidamente atestadas no laudo (certificado) emitido pela “Societé Generale de Surveillance” (SGS), empresa de controle de qualidade de renome internacional, após análise do produto, comprovando cabalmente que o álcool importado atendia aos padrões de qualidade exigidos pelo DNC; Se o álcool importado tratase de uma mistura, não significa que o mesmo deixará de estar dentro das especificações do DNC, ao contrário, pois no próprio documento indicativo das especificações do produto e aprovado pelo DNC é descrito literalmente que se trata (o produto a ser importado) de uma mistura de álcool, água e gasolina, o que aliás é ainda previsto em diversas normas do próprio DNC; O álcool importado pela Requerente obedecia às especificações do DNC (órgão que veio a assumir as atribuições do CNP) e, portanto, classificava se à época no código NBM/SH 2207.20.0101 (álcool etílico e aguardentes, desnaturados, com qualquer teor alcoólico – para fins carburantes, com as especificações determinadas pelo Conselho Nacional do Petróleo), estando, assim, Fl. 897DF CARF MF Impresso em 24/04/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 26/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11128.007029/9617 Acórdão nº 30335.390 S3C1T1 Fl. 625 _________ sujeito às alíquotas 0 (zero) do Imposto de Importação e do IPI à época de sua importação; Não se pode admitir que se exija o recolhimento de tributos com base em laudo técnico que indica apenas que houve uma mistura, e que, portanto, o álcool etílico não é puro (mistura esta que constava dos próprios documentos aprovados pelo DNC); Tudo que foi alegado encontrase devidamente comprovado nos processos administrativos n° 10845.003367/9299 e 10845.003368/9251, apensos ao presente. Pelo exposto, requer seja cancelada e declarada nula as exigências fiscais contidas nos Autos de Infração. Ato seguinte, o despacho de folha 136 determinou a conversão do presente em diligência, encaminhando os autos à ALF/Porto de Santos para a adoção de providências, caso houvesse constatação, junto ao Labana, no sentido de existirem contraprovas das amostras que originaram os Laudos citados. Em resposta ao Laudo, o contribuinte declara às fls. 161/164, resumidamente, que: (i) o laudo técnico apresentado pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT) limitase a afirmar que o produto importado se trata de uma “mistura cujos componentes principais são o álcool etílico e o álcool metílico” e, que notase no Resultado da Análise de todas as amostras que o elemento preponderante é o álcool etílico, presente em todas as amostras em, no mínimo, 56,8% do total do produto analisado; (ii) ocorre que, nas próprias especificações do produto a ser importado, contidas na carta n° 04091/92, é mencionado que se trata de uma “mistura”, não existindo qualquer exigência legal de que o álcool importado fosse puro, e não uma “mistura”; (iii) a classificação NBM/SH 2207.20.0101 (indicada pela Requerente), como a NBM/SH 2207.20.0199 (indicada pelo Agente Fiscal) se referem ao mesmo produto, isto é, o álcool etílico, diferindo apenas no fato do produto ter fim carburante e conter especificações determinadas pelo DNC, fato amplamente comprovado através da documentação juntada na Impugnação – ou do produto der Qualquer Outro; (iv) se fosse possível concluir, com base no parecer indicado no laudo técnico, que o produto importado não se trata de álcool etílico, a própria classificação fiscal utilizada pelo Agente Fiscal (NBM/SH 2207.20.0199) como fundamento para a lavratura do auto de infração, também estaria equivocada, uma vez que o produto “álcool etílico qualquer outro”; (v) e o referido laudo técnico em nenhum momento concluiu que o produto não é um álcool etílico, ou que não tenha fins carburantes, ou ainda que esteja o mesmo em desacordo com as especificações determinadas pelo antigo CNP, de modo a que pudesse ser descaracterizada a classificação fiscal NBM/SH 2207.20.0101 adotada pela Requerente. Consta do despacho de fls. 167/169 que, de acordo com os laudos do Labana, não foi constatada a presença de água na mistura analisada e o teor de metanol situa se, em média, na faixa de 34,4% em volume, ao passo que, segundo o INT, em média, o Fl. 898DF CARF MF Impresso em 24/04/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 26/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11128.007029/9617 Acórdão nº 30335.390 S3C1T1 Fl. 626 _________ referido teor de metanol encontrase na faixa de 31,16%, tendo sido, por outro lado, encontrado um percentual médio de 3,85% de água, presente na mistura em questão. Diante da complexidade da matéria e tendo em vista a necessidade de esclarecimento de aspectos essenciais à elucidação da lide, o despacho de fls. 167/169 propôs a solicitação de informação técnica a ser efetuada pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e pelo Laboratório de Análises (Labana), encaminhando quesitos. Em resposta ao novo parecer do INT apresentado às fls. 186/187, o contribuinte manifestouse às fls. 191/193 afirmando, em suma, que os quesitos formulados pela Secretaria da Receita Federal, abordados no referido parecer, em nada contribuem à elucidação da matéria em debate, o que é sintomático e apenas confirma a improcedência da autuação lavrada, bem como a correção da classificação fiscal atribuída pela Requerente ao produto que importou, o que por sinal, não foi contestado no parecer. Remetidos os autos à Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São PauloSP, a autoridade julgadora de primeira instância, entendeu pela procedência em parte do lançamento (fls. 201/209), consubstanciando sua decisão na seguinte ementa: Assunto: Classificação de Mercadorias Data do fato gerador: 23/11/1995 Ementa: CLASSIFICAÇÃO FISCAL. MULTA DE OFÍCIO. RETROATIVIDADE. REDUÇÃO. Mercadoria importada – ainda que destinada para fins carburantes – mas não correspondendo às especificações determinadas pelo DNC, excluise do código 2207.20.0101, estando correto o seu reenquadramento no código 2207.20.0199. Em se tratando de classificação tarifária errônea e inexata a descrição da mercadoria, são cabíveis as multas do II e do IPI previstas, respectivamente, no art. 4° da Lei n° 8.218/91 e no art. 634, inciso II do Regulamento do IPI aprovado pelo Decreto n° 87.981/82, respectivamente. As referidas multas do II e do IPI devem ser reduzidas de 100% para 75%, na forma do art. 44, I e 45 da Lei n° 9.430/96 por aplicação do princípio da retroatividade da legislação mais benigna. Lançamento Procedente em Parte Ciente da decisão, a contribuinte interpôs tempestivo Recurso Voluntário (fls. 216/234), pleiteando pela reforma da decisão de Primeira Instância, reiterando os fundamentos, argumentos e pedidos de sua Peça Impugnatória e, acrescentando, em suma, que: O primeiro e principal argumento trazido na decisão recorrida é o de que as partidas de álcool importadas pela Recorrente, contrariam a autorização fornecida pelo DNC, nos termos dos laudos que instruíram o presente feito, no entanto, reiterese “que não a autorização do DNC, mas sim conter suas especificações, é requisito para a adequação das mercadorias importadas pela Recorrente ao código que indicou ; Em nenhum momento foi exigida a necessidade de que o álcool etílico importado não contivesse qualquer teor de metanol em sua composição (além de água e gasolina), e nem poderia mesmo ocorrer, já que, a presença de metanol na mistura com o álcool etílico e a gasolina, longe de descaracterizar o Fl. 899DF CARF MF Impresso em 24/04/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 26/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11128.007029/9617 Acórdão nº 30335.390 S3C1T1 Fl. 627 _________ produto como “álcool etílico”, é expressamente prevista e autorizada por atos editados (especificações) pelo DNC, justamente para fins de uso como combustível (carburante); Aliás, para que o álcool etílico seja desnaturado, é inclusive necessário que haja a adição de uma substância desnaturante, tal como o metanol, nesse sentido, são as Notas Explicativas do Sistema Harmonizado de Designação e Codificação de Mercadorias (NESH), aprovadas pela Instrução Normativa n° 123, de 22/10/98, que estabelecem o alcance e o conteúdo da posição 2207; O fato de conter metanol, ao invés de denotar a irregularidade do produto, é elemento imprescindível à sua classificação na posição 2207.20, ou seja, é necessária à própria classificação atribuída pelo Fisco; O absurdo argumento da “proibição do metanol” somente e, repentinamente, surgiu após o registro da DI relativa ao produto importado; O argumento de que as partidas de álcool importadas pela Recorrente não corresponderiam à autorização fornecida pelo DNC é equivocado e um tanto oportunista, haja vista a exigência de que tais produtos não contivessem álcool metílico (metanol) em sua composição, surgiu após seu ingresso no País e não constava da autorização fornecida pelo DNC para tais importações, mesmo porque, não poderia fazelo; As importações de partidas de álcool realizadas, longe de visarem iludir a Fiscalização e/ou o DNC, corresponderam exatamente às especificações daquele órgão, do qual não decorreu, anteriormente e à época das importações, qualquer exigência/comunicado quanto à “necessária ausência” de metanol – ou de qualquer outra substância – nos produtos a ingressarem/ingressados no País; Pouco tempo depois das importações das partidas de álcool aqui tratadas, e visando realizar novas importações do mesmo produto, cuja composição química era praticamente idêntica às importações em discussão, a Recorrente pleiteou a manifestação da Secretaria de Comércio Exterior acerca da classificação fiscal que lhes seria aplicável, sendo que a própria Secretaria de Comércio Exterior, ao analisar a composição química dos produtos a serem importados pela Recorrente, declarou ser a classificação NBM/SH 2207.20.0101 aquela apropriada à tais importações; O percentual de metanol contido nas amostras das partidas de álcool importadas pela Recorrente encontrase dentro dos termos admitidos pela Portaria n° 35/91, a que se reporta a decisão recorrida; Na dúvida entre três análises (duas delas favoráveis à Recorrente e a outra, contrária, emanada do Laboratório da Alfândega) privilegiou se aquela que acabou se mostrando contrária à Recorrente, o que não pode prevalecer; No que se refere ao percentual de gasolina contido nas partidas de álcool importadas pela Recorrente, é a própria decisão recorrida, em um de seus trechos, que atesta a conformidade aos termos da Portaria DNC n° 35/91 (o que se estende à quantidade de metanol); Tanto o laudo produzido pelo INT, quanto o laudo do CEPAT, assim como já acontecera por ocasião da elaboração do laudo da SGS, atestam a presença de água nos produtos importados, fato que novamente vem demonstrar a Fl. 900DF CARF MF Impresso em 24/04/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 26/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11128.007029/9617 Acórdão nº 30335.390 S3C1T1 Fl. 628 _________ conformidade desses produtos à Portaria DNC n° 35/91, entretanto, mais uma vez, optouse por privilegiar a única análise que se mostrou contrária à Recorrente, o que é ilegal e deve ser reformado, por contrariar inclusive a própria jurisprudência desse E. Órgão Julgador (Acórdãos 30127.861 e 30127.862); Diante da inexistência das infrações argüidas na autuação lavrada, as penalidades aplicadas devem ser integralmente canceladas, conforme Julgado proveniente do próprio E. Conselho de Contribuintes (Acórdão n° 303 28.417, do Egrégio Terceiro Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, Sessão de 28/03/96). Por todo o exposto, requereu fosse dado provimento integral ao Recurso Voluntário, para que a exigência em tela fosse cancelada, determinandose o arquivamento do presente processo administrativo. O processo foi a julgamento, tendo a Terceira Câmara deste Conselho julgado pela manutenção da exigência fiscal. Inconformado, opôs o recorrente embargos de declaração, que foram acolhidos, voltando agora aos autos a novo julgamento. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro Nilton Luiz Bartoli (Relator) Retorna o processo a julgamento em razão de embargos de declaração, opostos em face da decisão de fls. 549/558, e que restaram acolhidos. Trata o presente caso de Auto de Infração lavrado em 19.12.1996 contra a empresa que, através de DI 007.625/92 (fls. 45/46) despachou para consumo 11.971,400 Kg de mercadoria descrita como “ALCOOL ETÍLICO SINTÉTICO BRUTO DESNATURADO HIDRATADO COMBUSTÍVEL COM TEOR ALCOOLICO MÍNIO DE 92,90 INPM PARA FINS CARBURENTES COM ESPECIFICAÇÕES DO DNC, CONFORME TELEX DNC/CORAB/DISUB 2.1866/91 DE 11/10/91”, no código NBM / TAB 2207.20.0101. A solução da controvérsia consiste, portanto, em analisar a descrição da mercadoria, bem como o enquadramento fiscal acima atribuído pelo ora recorrente, considerando o enquadramento do fisco, além das conclusões constantes dos diversos Laudos Técnicos emitidos pelo LABANA e pelo INT referente ao produto efetivamente importado. A embargante sustentou, em síntese, a existência de dúvidas e contradições no acórdão embargado, pois, (i) o fato de haver álcool metílico na composição do produto Fl. 901DF CARF MF Impresso em 24/04/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 26/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11128.007029/9617 Acórdão nº 30335.390 S3C1T1 Fl. 629 _________ envolvido apenas confirmaria tratarse de produto desnaturado, qualidade que foi expressamente mencionada no pedido de aprovação de importação requerido ao DNC e por ele autorizado; (ii) o laudo emitido pelo INT e o próprio voto proferido por este Relator indicam que todas as amostras testadas apresentaram volumes abaixo dos limites máximos estabelecidos pela Portaria DNC nº 35/91 para o metanol e a gasolina; (iii) o acórdão embargado referese ao percentual mínimo de 95% para “álcool etílico/água”, ao passo que o pedido deferido pelo DNC referese a “álcool/água”, de modo que deve ser considerado não apenas o álcool etílico, mas também o álcool metílico; (iv) o acórdão embargado afirma, de um lado, não ter sido constatada a presença de água na mistura e, de outro, haver 3,6% em volume de água, cuja presença foi igualmente atestada pelos laudos técnicos constantes dos autos; e (v) não houve, na hipótese, omissão de característica de qualidade do produto por parte da Recorrente, que sempre deixou claro tratarse de álcool etílico desnaturado, resultante de mistura. Penso que os embargos merecem acolhida. Realmente, há contradição no acórdão quando, à folha 557, dispõe que “Ademais, não fora constatada a presença de água na mistura portanto, não se tratando de álcool etílico hidratado.”, para logo abaixo afirmar que “No entanto, o produto importado não corresponde ao autorizado uma vez que apresenta em sua composição 59,0% em volume, de álcool etílico, 32,7% em volume de álcool metílico, 3,6% em volume de água e 4,7% em volume de gasolina.” De outro lado, verificase no pedido encaminhado pela embargante ao DNC a menção expressa à característica de “álcool etílico sintético bruto desnaturado hidratado combustível” (folha 593). Sustenta a embargante que, em conformidade com as Notas Explicativas do Sistema Harmonizado (NESH), para que determinado produto se caracterize como álcool etílico desnaturado, há que se verificar a adição intencional “de certas substâncias, que os tornam impróprios para consumo humano, mas não prejudicam o seu uso industrial”, “substâncias desnaturantes” estas “que variam conforme os países, segundo as respectivas legislações; são, em geral: o metileno, o metanol, a acetona, a piridina, os hidrocarbonetos aromáticos (benzeno, etc.), matérias corantes, etc.”. Defende, portanto, que a mistura de álcool etílico e álcool metílico (metanol) e outros hidrocarbonetos aromáticos é a característica própria do álcool etílico desnaturando, qualificandoo como tal. Reconheço que o tema ventilado pela embargante em seu recurso voluntário não foi objeto de análise por este Colegiado, sendo contraditório ao entendimento externado pela Câmara, segundo o qual a presença de álcool metílico não teria sido autorizada pelo DNC. Como tenho consignado, os embargos de declaração não se prestam, em princípio, à reforma de decisões proferidas pela Câmara, já que seu fim precípuo é a integração e complementação do julgado (Regimento Interno do CC, art. 57). É que, como regra geral do direito processual, o juiz, ao publicar a sentença de mérito, cumpre e acaba o ofício jurisdicional (CPC, art. 463, caput), não lhe sendo dado o direito de alterar o teor das decisões já proferidas. Fl. 902DF CARF MF Impresso em 24/04/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 26/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11128.007029/9617 Acórdão nº 30335.390 S3C1T1 Fl. 630 _________ As únicas exceções são aquelas previstas nos incisos I e II daquele mesmo artigo do CPC, também reproduzidas nos artigos 57 e 58 do Regimento Interno deste Colegiado Em ocasiões excepcionalíssimas, à guisa de esclarecer alguma obscuridade ou sanar omissão ou contradição porventura existente no julgado, ou quando manifesto o erro de julgamento, impõese a reforma da decisão embargada, dada sua incompatibilidade com as novas conclusões apresentadas. O efeito modificativo (ou infringente) dos embargos de declaração é, portanto, uma decorrência atípica da complementação ou retificação da decisão embargada, jamais podendo ser o objeto único dos embargos declaratórios, mas apenas seu possível desdobramento, em casos excepcionais. Nesse sentido, o entendimento jurisprudencial adotado pelo colendo STJ: “Suprida a omissão, pode, eventualmente, ser alterada a conclusão do acórdão, se incompatível com esse suprimento (argumento do art. 463“caput” e II; cf. RISTF 338)” Neste sentido: STJ3ª Turma, REsp 3.192ES, rel. Min. Waldemar Zveiter, j. 13.8.90, não conheceram, v.u., DJU 3.9.90, p. 8.844; RSTJ 36/435, 40/459; RTJ 86/359, 88/325, 112/314, 119/439; STFRT 569/222; RT 569/172, 578/185, 606/210, JTJ 171/246, JTA 88/405. “Conquanto não se trate de matéria de todo pacificada, existe firme corrente jurisprudencial que admite a extrapolação do âmbito normal de eficácia dos embargos declaratórios, quando utilizados para sanar omissões, contradições ou equívocos manifestos, ainda que tal implique modificação do que restou decidido no julgamento embargado” (STJRT 663/172) “Os embargos de declaração só podem ter efeitos modificativos se a alteração do acórdão é conseqüência necessária do julgamento que supre a omissão ou expunge a contradição” (STJ2ª Turma, REsp 15.569DFEDcl, rel. Min. Ari Pargendler, j. 8.8.96, não conheceram, v.u., DJU 2.9.96, p. 31.051) A doutrina também é uníssona em reconhecer o efeito modificativo excepcional dos embargos declaratórios, nas hipóteses em que o aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, provocada através dos embargos, conduzir a uma nova decisão. Em obra recente sobre o tema, o processualista paranaense Sandro Kozikoski faz um apanhado profundo sobre a evolução doutrinária e jurisprudencial dos efeitos modificativos atípicos dos Embargos de Declaração. De sua Dissertação1, merecem cita as seguintes passagens, muito esclarecedoras: “No entanto, embora não constitua objetivo dos embargos declaratórios a invalidação ou reforma da decisão judicial (eis que seu propósito imediato é permitir o esclarecimento ou a complementação da decisão embargada), não se pode ignorar que, muitas vezes, seu julgamento conduz a uma verdadeira alteração do resultado substancial da prestação jurisdicional. (p. 197) (...) Porém, volvendose àquilo que já foi dito, mesmo com distanciamento da finalidade primordial dos embargos, ainda assim há que se 1 Embargos de Declaração, Editora RT, 2004, São Paulo. Fl. 903DF CARF MF Impresso em 24/04/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 26/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11128.007029/9617 Acórdão nº 30335.390 S3C1T1 Fl. 631 _________ reconhecer que, em várias situações, uma vez esclarecido o ponto omisso, decidida a contradição ou sanada a obscuridade, ocorre imperiosa modificação na natureza da prestação jurisdicional. Em tais hipóteses, corrente significativa dos operadores jurídicos reconhece nos embargos declaratórios, excepcionalmente, a força infringente de seus julgados. Se o processo civil é instrumento colocado à disposição da realização dos direitos de natureza substancial, não pode o julgador simplesmente ignorar a realidade do erro evidente, seja aquele decorrente da obscuridade, seja aquele que ocorreu por força de ambigüidade ou contradição, e, finalmente, aquele advindo de omissão. Digase de passagem, a correção de tais vícios é medida que se impõe em nome do direito à correta prestação jurisdicional, por decorrência dos cânones constitucionais do devido processo legal e da garantia de inafastabilidade da tutela jurisdicional. Em última análise, tal postura coadunase com o ideal de economia de tempo e maior prestígio da Justiça, que só tem a perder com o trânsito em julgado de decisões proferidas por manifesto equívoco do órgão julgador. (p. 198) (...) De acordo com Humberto Theodoro Júnior, podese dizer que, em regra, há omissão no acórdão quando questão relevante suscitada por qualquer das partes deixa de ser solucionada pelo tribunal. Todavia, segundo ele, além dos problemas aventados pelo litigante, o órgão julgador tem o dever de apreciar de ofício certos temas que dizem respeito a requisitos de validade da própria atividade jurisdicional, o que deverá ocorrer independentemente da provocação das partes. Em última análise, segundo o processualista mineiro, o teor da regra do art. 267, §3º, do CPC, as matérias afetas às condições da ação e pressupostos processuais, além de outras como litispendência e coisa julgada, podem e devem ser conhecidas de ofício por parte do órgão julgador. Logo, conclui Humberto Theodoro Júnior que, se o tribunal, ao julgar recurso de apelação, deixou sem exame a ausência de uma das condições da ação, ocorreu omissão no julgado suficiente a justificar o cabimento dos embargos declaratórios. Por conseguinte, em qualquer das situações em que constata a ausência de uma das condições da ação ou de pressuposto processual de constituição válida do processo que até então não tinham merecido atenção especial, “os embargos declaratórios terão que ser providos com força inovativa, pois de sua acolhida necessariamente resultará a cassação do que antes se decidiu no acórdão embargado, dado o caráter prejudicial da matéria enfrentada nos embargos”. (p. 202) (...) É importante salientar, em abono à tese ora versada dos efeitos infringentes dos embargos, que o diploma processual anterior trazia vedação clara ao juízo de retratação exercido por meio dos embargos de declaração, tal como se entendia a partir da intelecção da norma do art. 862, §4º, do CPC de 1939: “Se os embargos forem providos, a nova decisão se limitará a corrigir a obscuridade, omissão ou contradição”. Tal dispositivo era invariavelmente interpretado no sentido de que o provimento dos embargos de declaração não poderia importar alteração no conteúdo da decisão embargada. A regra em comento não foi repetida na lei processual vigente, até mesmo porque, pelo art. 463, II, do CPC, facultase a alteração da sentença por meio dos embargos de declaração. Assim, segundo João Batista Lopes, a inexistência de regra expressa permite a alteração da decisão judicial por Fl. 904DF CARF MF Impresso em 24/04/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 26/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11128.007029/9617 Acórdão nº 30335.390 S3C1T1 Fl. 632 _________ meio dos embargos de declaração, precipuamente para o efeito de eliminar contradição entre a motivação e o dispositivo da sentença ou acórdão. (p. 203) (...) De tudo que já se viu, e partindo das colaborações supracitadas, é possível concluir que razões de “conveniência prática” acabaram preponderando sobre a “pureza dos conceitos”. Hoje, admitemse os efeitos infringentes dos embargos de declaração, por decorrência de uma hermenêutica construtiva, desde que voltados à reparação e correção do julgado. Ou seja, considerado o art. 535 do CPC em sua tipicidade aberta, têm os embargos declaratórios conteúdo temático próprio: o error in procedendo e o error in iudicando. De início, mais tímida no trato da matéria, prevaleceu a posição criativa da jurisprudência. Num primeiro momento, apenas algumas decisões isoladas, que entendiam que, diante de situações concretas nas quais não mais se encontravam disponíveis recursos para o embargante, serviram os embargos para sanar erro material contido na decisão impugnada. Posteriormente, sensíveis à evolução operada nos tribunais, também os processualistas mais aprimorados na matéria chegaram à conclusão de que de nada adiantaria fechar os olhos para uma realidade fática. Destarte, os embargos são utilizados com propósitos modificativos e, portanto, não há razão para cingilos a purismos conceituais, sob pena de exacerbação do formalismo processual. Há que se aceitar que a legislação vigente não repete regra expressa proibitiva de tal conduta, tal como havia sob a égide do Código de 1939 (art. 862, §4º). Aliás, tanto é verdade que a regra anterior não foi repetida que, por meio do art. 463, II, do CPC, facultase a alteração da sentença por meio dos embargos de declaração. Assim, a inexistência de regra expressa no sentido contrário autoriza, por si só, a alteração da decisão judicial por meio dos embargos de declaração, em hipóteses de cabimento similares às já examinadas. Além disso, em alguns casos a recusa quanto à adoção dos efeitos infringentes dos embargos de declaração significará permitir o emprego do recurso subseqüente, voltado à correção do vício da decisão judicial apontado pela parte. Ademais, é inadmissível a restrição do cabimento dos embargos de declaração somente a algumas hipóteses de error in procedendo previstas na lei, com a exclusão de outras formas de erro no oferecimento da prestação jurisdicional. A tese reducionista – que antevê nos embargos declaratórios apenas o propósito de dirimir os vícios previstos em lei – atenta contra o fundamento teleológico do próprio instituto. Por derradeiro, uma sentença que não fosse clara e precisa não cumpriria com os escopos para os quais se destina, observandose a moderna visão publicista do processo. Há que se aceitar que, em tais casos, a efetivação da prestação jurisdicional resultaria dificultada, na medida em que questões inerentes ao julgamento poderiam complicar a futura execução da sentença. Vale atentar ainda para a alteração operada na Consolidação das Leis do Trabalho, decorrente do advento da Lei 9.957, de 12/01/2001, que introduziu o art. 897A (seguindo a técnica alemã, com a inclusão de “letra” em seguida ao número do artigo, sem renumeração dos dispositivos subseqüentes), estabelecendo que “caberão embargos de declaração da sentença ou acórdão (...), admitindo efeito modificativo da decisão nos casos de omissão e contradição no julgado e manifesto equívoco no exame dos pressupostos extrínsecos do recurso”. Fl. 905DF CARF MF Impresso em 24/04/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 26/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11128.007029/9617 Acórdão nº 30335.390 S3C1T1 Fl. 633 _________ Em sendo assim, a partir da vigência da Lei 9.957, de 12/01/2001, os embargos declaratórios na seara da justiça do trabalho estão adstritos a três situações: omissão, contradição e manifesto equívoco no exame de pressupostos extrínsecos do recurso. Logo, o art. 897A da CLT, ao estabelecer os efeitos modificativos dos embargos de declaração, representa, em última análise, um avanço em relação aos preceitos do Código de Processo Civil vigentes. Sobretudo, encampa aquilo que vinha ocorrendo na praxe forense e talvez oriente futuras alterações na legislação processual em vigor. Sendo assim, na esteira da alteração legislativa, há que se compreender o enunciado da Súmula 278 do Tribunal Superior do Trabalho: “Embargos de declaração. Omissão no julgado. A natureza da omissão suprida pelo julgamento de embargos declaratórios pode ocasionar efeito modificativo no julgado”. (p. 215/217) (grifos nossos) No mesmo sentido, dentre outros, os Acórdãos ns. 10320.438 (Relator Cons. Márcio Machado Caldeira, julgado em 09/11/2000), CSRF/0303.081 (Relator Cons. Nilton Luiz Bártoli, julgado em 10/04/2000), 10321.641 (Relator Cons. Victor Luís de Salles Freire, julgado em 16/06/2004), 10321851 (Relator Cons. Victor Luís de Salles Freire, julgado em 23/02/2005) e 30130.228/ED (Relator Cons. José Luiz Novo Rossari, julgado em 24/01/2006). É o que se verifica no caso concreto. A decisão embargada fundamentouse nas assertivas de que (a) conforme consta dos Laudos Cepat pp. 37/44 e do Relatório Técnico 104578 do INT pp. 151/153, o produto importado pela Recorrente não corresponderia àquele autorizado pelo DNC, havendo na mistura álcool metílico (metanol); (b) referida mercadoria também não se enquadraria na Portaria DNC 35, posto que não teriam sido respeitados os limites permitidos naquela norma para metanol e gasolina, além de não ter sido constatada a presença de água na mistura; e (c) não teria sido observado o percentual mínimo de 95% de álcool etílico/água. Concluiuse, assim, “que a mercadoria importada, embora destinada para fins carburantes e com predominância na sua composição de álcool etílico, não corresponde às especificações determinadas pelo DNC previsto na TAB na classificação tarifária adotada pela Recorrente e por conseguinte não poderia se enquadrar no código 2207.20.0101”, reputandose correta a reclassificação no código residual 2207.20.0199 da TIPI. Ocorre que, no que respeita ao metanol, o fato de tratarse de mistura contendo álcool metílico, efetivamente, não implica ser o produto importado distinto daquele autorizado pelo DNC. Como se verifica dos documentos pp. 410/411, foi requerida e autorizada a importação não de “álcool etílico puro”, mas sim de “Álcool Etílico Sintético Bruto Desnaturado Hidratado Combustível” (grifei), com as seguintes características de Mistura ali expressamente indicadas: mínimo de 95% de “Álcool/Água” e máximo de 5% de gasolina. Ora, a expressão “Álcool/Água” somente pode ser entendida como abrangendo todos os tipos de álcool (além da água) constantes da mistura. Portanto, não se pode considerar apenas o volume de álcool etílico constante de cada amostra, mas, também, o de álcool metílico, por tratarse de duas espécies do mesmo gênero “Álcool”. Frisese que em momento algum, no pedido ou na autorização de importação, restringiuse o percentual de 95% à mistura de álcool “etílico” e água. O termo “álcool etílico / água” somente veio a ser utilizado pelo CEPAT em Ofício sequer dirigido à Recorrente, emitido em 06/03/1992 (p. 36), muito após a autorização de 11/10/1991 (pp. 410/411) e a Fl. 906DF CARF MF Impresso em 24/04/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 26/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11128.007029/9617 Acórdão nº 30335.390 S3C1T1 Fl. 634 _________ emissão da correspondente guia de importação, de 12/12/1991 (p. 15), sendo manifestamente inaplicável aos fatos anteriores. Em suma, o percentual mínimo de 95% de “Álcool/Água” há de ser entendido, no caso, como atinente à somatória dos percentuais de álcool etílico (etanol), álcool metílico (metanol) e água. Definido este ponto, cumpre averiguar se foram atendidos os limites máximo de gasolina e mínimo de “álcool/água” constantes do pedido de importação deferido (pp. 410/411), encontrandose nos autos os resultados dos exames realizados por três instituições oficiais distintas: CEPAT – Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas do Departamento Nacional de Combustíveis (p. 36), LABANA – Laboratório de Análises do Ministério da Fazenda (pp. 37/44) e INT – Instituto Nacional de Tecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia (pp. 151/152). No que respeita ao percentual máximo de 5% de gasolina, atestou o CEPAT ter sido observado (4,7% p. 36). Já o LABANA deixou de indicar os percentuais de gasolina constantes das amostras, limitandose aos percentuais de álcool etílico (média de 59,55%) e de álcool metílico (média de 34,40%) e consignando a existência de “outros componentes não identificados (entre os quais, provavelmente, uma Gasolina)” (pp. 37/44). Considerando, contudo, que a média do volume encontrado de álcool foi de 93,95% e que os 6,05% remanescente seriam compostos por outros produtos, dentre os quais a gasolina, podese compreender ter esta observado o limite máximo de 5%. O INT, de seu turno, indicou percentuais de “Alifático” inferiores a 5% para as oito amostras examinadas (variando de 3,1% a 4,9% p. 151). Posteriormente, esclareceu que “as gasolinas craqueadas são constituídas de hidrocarbonetos alifáticos, olefínicos e aromáticos, variando as concentrações de caso a caso”, bem como poderem “existir ciclopentanos, ciclohexanos, etc, porém a alta concentração de diciclopentadieno em relação à quantidade da gasolina não justifica sua presença apenas como componente desta” (p. 187). Deixou o INT, todavia, de esclarecer se, afinal, deveriam ser considerados como “gasolina” apenas os volumes indicados para o Alifático (média de 4,21% p. 151) ou se deveriam ser somados a estes os volumes de Aromático (média de 1,91% p. 151), com o que se atingiria o percentual médio de 6,12%. Ainda assim, quer em razão de não estar claro se a totalidade dos volumes de Aromáticos deve ser considerada como componente da gasolina (o que não parece crível considerando haver apenas 4,21% em média de Alifático para cada amostra), quer por tratarse de eventual e suposta diferença excedente desprezível (sendo usual e aceitável diferenças de aproximadamente 1% ou mais, em razão da diversidade de condições climáticas, pressão e temperatura), tenho para mim que também o INT comprovou ter sido observado o percentual máximo de gasolina autorizado. Deste modo, os exames laboratoriais procedidos pelas três instituições oficiais referidas comprovaram o atendimento do percentual máximo de 5% de gasolina. No que respeita ao percentual mínimo de 95% de “Álcool/Água” (isto é, álcool etílico, álcool metílico e água, conforme já explanado), indica o CEPAT ter sido atingido 95,30% (59% de álcool etílico + 32,7% de álcool metílico + 3,6% de água, p. 36). O LABANA não encontrou água nas amostras e apurou um percentual médio de 93,95% de álcool (etílico e metílico pp. 33/44), de modo que, tratandose de diferença supostamente a menor de apenas 1,05%, há de ser igualmente considerado como atendido o limite mínimo de 95%. Fl. 907DF CARF MF Impresso em 24/04/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 26/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11128.007029/9617 Acórdão nº 30335.390 S3C1T1 Fl. 635 _________ O INT apurou um volume médio de Etanol/Metanol/Água de 93% (p. 151). Ainda que inferior em dois pontos percentuais ao volume mínimo exigido, entendo que, tanto em razão da pequena diferença, quanto à vista dos resultados obtidos pelo CEPAT e pelo LABANA, foi comprovado ter sido igualmente atendido o volume mínimo de 95% de álcool/água. Importa ressaltar que, não obstante os laudos LABANA (pp. 37/44) tenham atestado “identificação química negativa para água”, o Relatório Técnico do INT (pp. 151/152), atinente às mesmas amostras (como indica o documento à p. 136) e mais pormenorizado, comprova a efetiva existência de água entre 3,7% e 3,9% (média de 3,85%). Também o CEPAT atestou o volume de 3,6% de água (p. 36), de modo que não há dúvida quanto a tratarse de álcool (mistura) hidratado carburante. Em manifestação posterior, deixou o LABANA de indicar uma razão certa e indubitável para a divergência quanto à existência de água, referindo que, “Embora a mercadoria encontrasse acondicionada em embalagem com tampa e batoque, em função do tempo decorrido, pode ter absorvido a umidade do ambiente e, conseqüentemente alterado o resultado do teor de Água quando comparado com os resultados obtidos na época da emissão do Laudo de Análise” (p. 184). Reputo, contudo, inaceitável tal justificativa, pois, além de incerta (“pode ter”), a divergência é relevante (inexistência de água cf. LABANA x 3,85% de água cf. INT) e a análise efetuada pelo CEPAT deuse à mesma época daquela procedida pelo LABANA, tendo apurado o referido volume de 3,6% de água. De outro lado, alega o INT não se tratar de “álcool etílico sintético bruto desnaturado hidratado combustível”, mas sim de “uma mistura cujos componentes principais são o álcool etílico e o álcool metílico” (p. 152). Ocorre que, como se verifica das Notas Explicativas do Sistema Harmonizado (NESH), para que determinado produto se caracterize como álcool etílico desnaturado há de se verificar a adição intencional “de certas substâncias, que os tornam impróprios para consumo humano, mas não prejudicam o seu uso industrial”, “substâncias desnaturantes” estas “que variam conforme os países, segundo as respectivas legislações; são, em geral: o metileno, o metanol, a acetona, a piridina, os hidrocarbonetos aromáticos (benzeno, etc.), matérias corantes, etc.”. Portanto, a mistura de álcool etílico e álcool metílico (metanol) e outros hidrocarbonetos aromáticos é a característica própria do álcool etílico desnaturando, qualificandoo como tal. Ademais, se o fato de se tratar de mistura cujos componentes principais são o álcool etílico e o álcool metílico impedisse a classificação como “Álcool Etílico e Aguardentes, Desnaturados, com qualquer teor alcoólico – Para fins carburantes, com as especificações determinadas pelo Conselho Nacional do Petróleo” (2207.20.0101), obviamente restaria também prejudicada a classificação pretendida na peça fiscal, como “Álcool Etílico e Aguardentes, Desnaturados, com qualquer teor alcoólico – Qualquer outro” (2207.20.0199). Vale dizer, se o produto não fosse aquele declarado pela Recorrente simplesmente por tratarse de mistura, também não seria o pretendido na peça fiscal, pois as duas classificações referemse a “álcool etílico desnaturado”, apenas divergindo por ser uma relativa àquele “para fins carburantes, com as especificações determinadas pelo Conselho Nacional do Petróleo” e, a outra, a “qualquer outro” (não carburante ou sem as especificações do CNP). Fl. 908DF CARF MF Impresso em 24/04/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 26/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11128.007029/9617 Acórdão nº 30335.390 S3C1T1 Fl. 636 _________ Esta incoerência na peça fiscal, aliás, é motivo suficiente ao cancelamento da exigência ali formulada, vez que, ainda que se admitisse a incorreção da classificação adotada pela Recorrente, não se saberia, afinal, qual seria a correta e se dela efetivamente resultaria qualquer diferença de imposto ou multa. Ainda que assim não fosse, verificase que a mercadoria em questão realmente atende ao disposto na Portaria DNC 35/91 (pp. 408/409), em vigor à época dos fatos, e mesmo naquela que a sucedeu (Portaria DNC 28/91 – p. 413), posto que foram respeitados os limites máximos fixados para o metanol (33%) e a gasolina (7%). De fato, quanto à gasolina foi atendido o limite máximo de 5% constante do pedido de importação deferido, conforme antes mencionado. Quanto ao metanol, não obstante tenha o LABANA apurado o percentual médio de 34,4% (um pouco superior ao limite de 33% pp. 37/44), atestou o CEPAT que tal percentual teria sido de 32,7% (p. 36), enquanto o INT identificou percentuais ainda inferiores: entre 30,3% e 31,8%, média de 31,16% (p. 151). Se tanto não bastasse, além de ser inequívoco, pelas razões já expostas, tratar se, no caso, de produto corretamente classificado no código 2207.20.0101, verificase que a orientação da Secretaria de Comércio Exterior, à época, era no mesmo sentido. Realmente, consta dos autos FacSimile enviado à Recorrente pelo Depto. Técnico de Intercâmbio Comercial – DTIC, encaminhando manifestação no sentido de que “a mistura composta por 60% de álcool etílico, 30% de álcool metílico, 5% de gasolina e 5% de água, utilizada para fins carburantes e que atenda às especificações da Portaria nº 28, de 14/12/92, do Departamento Nacional de Combustíveis (DNC), enquadrase no código 2207.20.0101 da Nomenclatura Brasileira de Mercadorias (NBM)” (p. 415). Assim, também sob este aspecto, tendo sido observada a classificação fiscal à época determinada pela SECEX, há de se reconhecer a improcedência da acusação fiscal. Logrou êxito a Recorrente em comprovar a correção da classificação fiscal por ela adotada e, no mínimo, ainda que pudessem restar “dúvidas quanto à correta classificação fiscal da mercadoria, mantémse a classificação adotada pelo contribuinte, nos termos do disposto no artigo 112 do Código Tributário Nacional” (acórdãos CSRF/0304.057 e CSRF/0304.058, julgados em 05/07/2004). Por estas razões, melhor examinando os laudos técnicos e documentos constantes dos autos, forçoso concluir que o acórdão embargado encerra dúvida, contradição e omissão que, sanadas, implicam conclusão necessariamente distinta daquela antes adotada, pois: (a) o fato de tratarse de mistura contendo álcool metílico (metanol) não implica ser o produto importado distinto daquele autorizado pelo DNC; (b) a autorização havida era para produto com os percentuais mínimo de 95% de “álcool/água” (e não álcool etílico/água) e máximo de 5% de gasolina, o que foi observado; (c) foi comprovada a presença de água nas amostras, tratandose, assim, de álcool hidratado carburante; (d) a mercadoria efetivamente atende ao disposto na Portaria DNC 35, posto que foram respeitados os limites fixados naquela norma para o metanol e a gasolina; (e) há orientação expressa da SECEX quanto a enquadrarse o produto em questão no código 2207.20.0101, tal como procedido pela Recorrente; e (f) ainda que remanescesse qualquer dúvida decorrente das pequenas divergências existentes entre os exames técnicos procedidos, haveria de ser mantida a classificação fiscal adotada pelo contribuinte, nos termos do art. 112 do CTN. Por conseqüência, tendo restado comprovado nos autos que o produto importado pela Recorrente corresponde àquele que lhe foi autorizado e atende às Fl. 909DF CARF MF Impresso em 24/04/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 26/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11128.007029/9617 Acórdão nº 30335.390 S3C1T1 Fl. 637 _________ especificações determinadas pelo DNC, a única conclusão possível é no sentido de ser correta a classificação tarifária por ela adotada (2207.20.0101) e inaplicável ao caso o código residual 2207.20.0199 da TIPI, pretendido na peça fiscal. Diante do exposto, acolho os embargos de declaração excepcionalmente com efeitos modificativos, para o fim de retificar o Acórdão nº 30331.792 e dar provimento ao Recurso Voluntário, cancelando integralmente a autuação fiscal. (esse é o voto vencido, redigido e proferido em sessão pelo então conselheiro relator) Nilton Luiz Bartoli Voto Vencedor Conselheiro Tarásio Campelo Borges (Redator ad hoc) Tratam os autos, conforme relatado, de embargos de declaração manejados pelo sujeito passivo da obrigação tributária. Neste recurso, o objeto do pedido está assim resumido: Assim sendo, [...] a Embargante tem como demonstrada a ocorrência dos vícios de dúvida e contradição existentes entre a decisão e os fundamentos do r. Acórdão n° 30331.792, e portanto requer (a) o conhecimento e o provimento do presente recurso de Embargos de Declaração, a fim de que sejam sanados os vícios de dúvida e contradição apontados acima, e consequentemente seja reformado o julgado e cancelado integralmente o Auto de Infração que deu origem à presente lide; ou, caso assim não entendam os Nobre Julgadores desta Câmara, requer a Embargante, sucessivamente, (b) o cancelamento das multas cominadas à Embargante, tendo em vista que em momento algum houve máfé ou intenção de omitir quaisquer informações das autoridades administrativas ou fiscais a respeito do produto; ao contrário, todas as informações do produto efetivamente importado constaram expressamente do pedido feito pela Embargante ao DNC e que, por atender às suas especificações, foi devidamente aprovado por aquele órgão. No julgamento desses embargos, o relator ficou vencido e foi designada redatora a conselheira Anelise Daudt Prieto. Em face do fim do mandato da redatora, fui designado redator ad hoc. Para cumprir essa missão, recebi os autos do processo em 15 de março de 2012. Fl. 910DF CARF MF Impresso em 24/04/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 26/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11128.007029/9617 Acórdão nº 30335.390 S3C1T1 Fl. 638 _________ Da secretaria da Primeira Câmara da Terceira Seção do CARF, recebi arquivo em mídia eletrônica contendo o relatório e o voto vencido elaborados pelo então conselheiro Nilton Luiz Bartoli (relator) e lidos na sessão de julgamento. Esses textos compõem o acórdão ora redigido. Também aproveito do arquivo referido no parágrafo imediatamente anterior a parte do voto vencedor elaborada pela então conselheira Anelise Daudt Prieto, que adotava e transcrevia a declaração de voto apresentada pelo conselheiro Celso Lopes Pereira Neto, verbis: Peço vênia ao i. relator para discordar do judicioso voto condutor do acórdão prolatado nos autos dos presentes embargos declaratórios, quanto à classificação fiscal dos produtos importados pela embargante. As classificações adotadas pela embargante e pela fiscalização coincidem nos oito primeiros dígitos, quais sejam, 2207.20.01¸ que correspondia a álcool etílico desnaturado, com qualquer teor alcoólico. A divergência gira em torno do fato de ser o álcool etílico desnaturado importado pela embargante, produto para fins carburantes, com as especificações determinadas pelo Conselho Nacional de Petróleo, ou qualquer outro álcool etílico desnaturado. A classificação NBMSH (dez dígitos) adotada pelo contribuinte – 2207.20.0101 – referese a álcool etílico desnaturado para fins carburantes com especificações do DNC e aquela adotada pela fiscalização 2207.20.0199 – referese a outros álcoois etílicos desnaturados. A simples presença de metanol e gasolina no álcool etílico não desqualificariam a classificação adotada pela embargante, uma vez que o álcool etílico tornase desnaturado justamente pela adição intencional de certas substâncias, que o torna impróprio para consumo humano, mas não prejudica o seu uso industrial. A questão é estabelecer se o produto atendia as especificações determinadas pelo Conselho Nacional de Petróleo CNP. Em primeiro lugar, vale ressaltar que o fato de o documento de folha 116 afirmar que o que havia sido solicitado (doc de folha 115) estava dentro das especificações do DNC, não permite inferir que o produto que foi importado atende àquelas especificações. A questão é justamente essa: solicitouse a autorização para importar um produto e, efetivamente, importouse produto diverso daquele autorizado. Em segundo lugar, a simples presença de Metanol e gasolina não impede o atendimento das especificações do CNP. Até dezembro de 1991, essas especificações proibiam a presença de metanol no álcool etílico mas, as especificações contidas na Portaria nº 35, de 20 de dezembro de 1991, do Departamento Nacional de Combustíveis – DNC, vigente por ocasião das importações efetuadas já admitiam certas proporções de metanol/gasolina no álcool etílico hidratado combustível. Por essa Portaria, o percentual máximo de metanol era de 33% (trinta e três por cento) e para esse percentual de metanol, o teor máximo de gasolina admito seria de 7% (sete por cento). Para percentuais menores de metanol, Fl. 911DF CARF MF Impresso em 24/04/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 26/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11128.007029/9617 Acórdão nº 30335.390 S3C1T1 Fl. 639 _________ o teor máximo de gasolina admitido também seria menor. Por exemplo, para um percentual de metanol de 30% (trinta por cento), o teor máximo de gasolina seria de aproximadamente 6,71 % (seis vírgula setenta e um por cento). Pelos laudos do LABANA nºs 1.517, 1.526, 1.527, 1.528, 1.529, 1.530, 1.531 e 1.532 (fls. 37/44), algumas amostras teriam percentual de metanol (álcool metílico) superior ao máximo permitido. Os percentuais verificados foram de 32,4% a 36,1%. Já nos laudos do INT (fls. 151/152), os percentuais de metanol seriam de 30,3% a 31,8% e os teores de gasolina entre 6,4% e 8,1% (considerando se a soma dos teores de hidrocarbonetos alifáticos, aromáticos e DCPdien), ou seja, para aqueles percentuais de metanol, algumas amostras teriam teor de gasolina acima do máximo permitido. Todos esses percentuais encontravamse próximos aos limites estabelecidos pelas especificações da referida Portaria, e ainda assim, algumas amostras, levandose em conta apenas os percentuais de metanol e gasolina, estariam dentro das especificações, de tal forma que a caracterização de que o produto não atenderia às especificações da Portaria não seria muito clara. Porém, um último item da especificação da Portaria, a presença de água no álcool, uma vez que o álcool especificado é AEHC – Álcool Etílico Hidratado Combustível, era essencial para determinar sua classificação. Sem água na mistura, o Álcool não atenderia as especificações do CNP, pois não se trataria de álcool etílico hidratado AEHC. Os Laudos do LABANA (fls. 37/44), citados anteriormente, realizados à época das importações é categórico em afirmar para todas as amostras analisadas, a ausência de água no produto importado. Não se tratava, portanto de álcool etílico hidratado AEHC Os laudos do INT (fls. 151/152), realizados mais de 6 (seis) anos após a importação, relatou percentuais de 3,7 a 3,9 % de água nas misturas analisadas. Questionado sobre as divergências entre os resultados apresentados, o LABANA respondeu (folha 184) que tal fenômeno (absorção da umidade do ambiente pela mistura) havia sido constatado em outras amostras após 4 (quatro) anos no laboratório, verbis: “O fato acima foi confirmado, ao analisar amostras com as mesmas características, que se encontravam armazenadas durante 4 anos”. De acordo com o LABANA, esse fato também justificaria as diferenças de percentual de Metanol constatadas nos dois laudos. O Certificado SGS, citado no voto do i. Relator, não fala da composição do produto e sim de características como densidade, teor alcoólico (não importa se de álcool etílico ou metílico), etc. Sequer cita a presença de Metanol. O FAX nº 119/GABDIRADJ/DNC (folha 39 do anexo), de 18 de março de 1992 solicita que a embargante entregue “ao DNC a amostra recolhida do carregamento de álcool objeto da Guia de Importação 1891/920004611 de 14/11/91, que supostamente é idêntico ao da guia de importação 1891/1005989 de 12/12/91” (grifei). Na Declaração de Importação, através da qual foram importados os produtos objeto do presente processo, vemos Fl. 912DF CARF MF Impresso em 24/04/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 26/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11128.007029/9617 Acórdão nº 30335.390 S3C1T1 Fl. 640 _________ que a Guia de Importação correspondente é a 001891/1005989. Portanto, o laudo do CEPAT, também citado no voto do i. Relator, foi feito com base em produto supostamente idêntico ao importado e não sobre aquele que foi efetivamente importado. Portanto, os únicos laudos realizados sobre as amostras do produto, nas condições em que foi importado, são os do LABANA, de modo que a conclusão é que o álcool importado não continha água e, dessa forma, não atendia as especificações determinadas pelo Conselho Nacional de Petróleo para álcool etílico desnaturado para fins carburantes. Ante o exposto, devese considerar incorreta a classificação adotada pela embargante – 2207.20.0101 – e CORRETA aquela adotada pela fiscalização 2207.20.0199 – referente a outros álcoois etílicos desnaturados. Quanto às multas de ofício do imposto de importação e do imposto sobre produtos industrializados, a maioria do colegiado concluiu pela inaplicabilidade delas em face da boafé do sujeito passivo, fato corroborado pela oportuna prestação de informações do produto efetivamente importado no pedido feito ao Departamento Nacional de Combustíveis (DNC) e por este órgão aprovado. Com essas considerações, o colegiado, por unanimidade, acolheu parcialmente os embargos de declaração ao Acórdão 30331792, de 25/01/2005, tão somente em relação à “presença de água” (por contradição) e retificou o aresto para: (1) pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso voluntário quanto aos tributos; (2) por maioria, dar provimento quanto às multas de ofício (II e IPI). Tarásio Campelo Borges Fl. 913DF CARF MF Impresso em 24/04/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 26/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 10831.001465/87-38
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Mar 28 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Mar 28 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Data do fato gerador: 22/03/1989
Ementa: Normas gerais de direito tributário. Benefício fiscal deferido sem previsão legal por autoridade competente.
A atividade do administrador tributário é sempre vinculada (princípio constitucional da legalidade) e carecem de sustentação jurídica os atos da administração que concedem favores fiscais estranhos às leis tributárias, sem embargo da exclusão de penalidades, acréscimos moratórios e atualização monetária.
Recurso voluntário provido em parte.
Numero da decisão: 303-34.171
Decisão: Acordam os Membros da Terceira Câmara do terceiro conselho de contribuintes Por maioria de votos, decidiu-se que a Câmara deve julgar o pedido de reconsideração em face de determinação judicial, vencidos os Conselheiros Zenaldo Loibman, Sérgio de Castro Neves e Marciel Eder Costa, que entendiam caber a apreciação à Câmara Superior de Recursos Fiscais. Pelo voto de qualidade, deu-se provimento parcial ao recurso voluntário para excluir da imputação, além das penalidades, a atualização monetária, vencidos os Conselheiros, Nilton Luiz Bartoli, Relator, Nanci Gama, Sérgio de Castro Neves e Silvio Marcos Barcelos Fiúza, que davam provimento integral. Designado para redigir o voto o Conselheiro Tarásio Campelo Borges.
Nome do relator: NILTON LUIZ BARTOLI
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decisao_txt : Acordam os Membros da Terceira Câmara do terceiro conselho de contribuintes Por maioria de votos, decidiu-se que a Câmara deve julgar o pedido de reconsideração em face de determinação judicial, vencidos os Conselheiros Zenaldo Loibman, Sérgio de Castro Neves e Marciel Eder Costa, que entendiam caber a apreciação à Câmara Superior de Recursos Fiscais. Pelo voto de qualidade, deu-se provimento parcial ao recurso voluntário para excluir da imputação, além das penalidades, a atualização monetária, vencidos os Conselheiros, Nilton Luiz Bartoli, Relator, Nanci Gama, Sérgio de Castro Neves e Silvio Marcos Barcelos Fiúza, que davam provimento integral. Designado para redigir o voto o Conselheiro Tarásio Campelo Borges.
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Numero do processo: 10746.000217/96-10
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jun 19 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Thu Jun 19 00:00:00 UTC 2008
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL
RURAL - ITR
Exercício: 1994
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.
A não constatação da configuração das hipóteses previstas no art.
57 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes impede
o provimento dos embargos de declaração .
Embargos rejeitados.
Numero da decisão: 301-34.566
Decisão: ACORDAM os membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, em rejeitar aos Embargos de Declaração, para rerratificar o acórdão embargado, mantida a decisão prolatada.
Nome do relator: Irene Souza da Trindade Torres
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A não constatação da configuração das hipóteses previstas no art. 57 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes impede o provimento dos embargos de declaração . Embargos rejeitados. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em rejeitar aos Embargos de Declaração, para rerratificar o acórdão embargado, mantida a decisão prolatada. Cts OTACÍLIO DANTAS TAXO - Presidente <11k v11,1,4 IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES - Relatora Participaiam, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, Rodrigo Cardozo Miranda, João Luiz Fregonazzi, Valdete Aparecida Marinheiro e Susy Gomes Hoffmann. CC03/C01 Fli; 1 71 Processo 0 10746 000217/96-10 Acárciiio 11 301-3 4 .566 CC03/C0 I Hs 179 Relatório Por bem descrever os fatos ate aquele momento, adoto o relatório de fls. 151/154 Em sessão de 20 de outubro de 2005, este Colegiado decidiu anular o processo ah Milo, por vicio formal (fls. 150/156). Em 26 de novembro de 2006, a Procuradoria da Fazenda Nacional tomou ciência da decisão, sem interposição de recurso (fl“ 157). Em 29 de janeiro de 2007, a contribuinte apresentou petição, requerendo o cancelamento de sua inscrição em divida ativa, em face da decisão proferida por este Conselho Es, 161/162). Os autos foram, então, encaminhados à PFN/RJ, que, em 23 de março de 2007, dentre outras questões, aleitou para a intempestividade da impugnação (1ls.167/171). Por fim, em novembro de 2007, a Procuradoria da Fazenda Nacional formulou pedido de retificação do Acórdão exarado, sob o argumento de evidente lapso manifesto (fls.172/176). É o breve Relatório. 2 Processo n° 10746 000217 1 96-10 Adm.liio "301-34.566 CC03/C01 Voto Conselheira Irene Souza da Trindade Torres, Relatora Tratam os autos de pedido de retificação, apresentado em novembro de 2007 pela Procuradoria da Fazenda Nacional, ao argumento de evidente lapso manifesto na decisão proferida por esta Câmara em 29/01/2007(fls.172/176). Não existe no regimento previsão legal para pedido de retificação, sendo cabível, contra decisão do Conselho, somente os recursos previstos no art. 56 do Regimento Interno: Art, 56. Contra as decisões proferidas pelas Câmaras dos Conselhos de Confribuintes são cabíveis or seguintes recursos: I - Embargos de Declaração; - Recurso Especial, e III - Recurso Assim, o pedido de retificação da PFN deve ser recebido como embargos de declaração e como tal analisado. Acontece que, nos termos do §1° do art. 57 do mesmo Regimento, o prazo para interposição de embargos é de cinco dias, contados da data da ciência da decisão: Art. ,57. Cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus litnclamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciar-se a Câmara. 1" Os embargos de declaração poderão ser interpostos por Conselheiro da Câmara, pelo Procurador da Fazenda Nacional, por Presidente da Turma de Julgamento de primeira instância, pelo titular cicz unidade da administração tributária encarregada da execução cio acórdão ou pelo recorrente, mediante petição fundamentada, dirigida ao Presidente da Camara, no prazo de cinco dias contados da ciência do acórdão . Verifica-se, portanto, que o prazo para interposição de embargos pela PFN ha muito se esgotou, vez que tomou ciência da decisão em 26/11/2006 (fl. 157), teno aprewentado os embargos somente em novembro de 2007, razão pela qual NA() DEVEM SER CONHECIDOS referidos embargos, por perempção. Entretanto, na forma prevista nesse mesmo § ID do predito Regimento, que faculta ao Conselheiro da Câmara a interposição dos declaratórios, devem ser acolhidos os embargos propostos pelo Conselheiro desta Câmara, JOSÉ LUIZ NOVO ROSSARI, sob o 3 Processo n" 10746 000217196-10 Ac6rd5o n "301-34.566 CCOMCal Fis 181 argumento de que esta Câmara omitiu-se ao proferir o julgamento, vez que teria deixado de apreciar a questão da intempestividade da impugnação de fis.33/36. Da leitura do voto-condutor do Acórdão, entendo não se haver configurada a omissão suscitada pelo embargante, haja vista que o enfrentamento da matéria referente ii legalidade do ato administrativo configura-se em questão preliminar, que prejudica a análise de intempestividade da impugnação. Isso porque o at administrativo de constituição do crédito tributário não se encontra perfeito, pois não se reveste de todos os elementos necessários à sua validação, não tendo sido expedido em absoluta conformidade com as exigências estabelecidas pelo ordenamento jurídico, sendo, portanto, inválido. Ora, se o crédito tributário não chegou sequer a se constituir, por vicio formal, não há que se falar em intempestividade da impugnação, Assim, referido vicio formal precede a qualquer questão, haja vista se tratar de legalidade do ato administrativo. Desta forma, não se encontrando o ato adequado as exigências normativas, a ele não se pode conferir validade, devendo, portanto, ser anulado de oficio, com esteio no que dispõe o art, 59 do Decreto 11°. 70.235/72 e a Lei IV. 9.784/99, em seu artigo 53, conforme decisão deste Colegiado (fls. 150/156), Isto posto, voto no sentido de REJEITAR os embargos de declaração opostos pelo Conselheiro JOSÉ LUIZ NOVO ROSSARI. É como voto. Sala das Sessões, em 19 de junho de 2008, 7,1-099 IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES 4
score : 1.0
Numero do processo: 19515.000453/2011-25
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri May 03 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3403-000.435
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência.
Antonio Carlos Atulim - Presidente.
Rosaldo Trevisan - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim (presidente), Rosaldo Trevisan (relator), Robson José Bayerl, Marcos Tranchesi Ortiz, Ivan Allegretti e Domingos de Sá Filho.
Nome do relator: ROSALDO TREVISAN
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DE TABACOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência. Antonio Carlos Atulim Presidente. Rosaldo Trevisan Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim (presidente), Rosaldo Trevisan (relator), Robson José Bayerl, Marcos Tranchesi Ortiz, Ivan Allegretti e Domingos de Sá Filho. Relatório Versa o presente sobre Autos de Infração lavrados em 14/2/2011 (fls. 156 a 1691) contra a recorrente, para exigência da Contribuição para o PIS/Pasep (períodos de apuração de 08/2006, e 02/2007 a 09/2007) e da Cofins (períodos de apuração de 02/2007 a 07/2007, e 09/2007), acrescidas de juros de mora e multa de ofício (75%), nos valores consolidados de R$ 2.800.943,75 (Contribuição para o PIS/Pasep) e de R$ 10.439.345,60 (Cofins). 1 Todos os números de folhas indicados nesta decisão são baseados na numeração eletrônica da versão digital do processo (eprocessos). RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 95 15 .0 00 45 3/ 20 11 -2 5 Fl. 598DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/04/2013 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 27/04/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 19515.000453/201125 Resolução nº 3403000.435 S3C4T3 Fl. 598 2 No Termo de Constatação (fls. 147 a 151), narrase que a empresa apresentou vários pedidos de compensação, em 2006 e 2007, relacionados à fl. 147, referentes a créditos oriundos de “obrigações do reaparelhamento econômico” O.R.E. (cártulas representativas de dívida), todos indeferidos administrativamente, tendo sido as compensações consideradas como não declaradas. Em procedimento de revisão interna, constatouse que os pedidos de compensação contêm valores de Contribuição para o PIS/Pasep e Cofins que ainda não se encontravam formalmente constituídos. A apuração de tais valores foi feita confrontando os montantes apurados em ação fiscal anterior (processo administrativo no 19515.0004388/2007 21) e DACON com os valores declarados em DCTF e lançados na autuação anterior, lançando se em complemento a diferença, conforme os demonstrativos de fls. 149 e 152. Notificada da autuação em 21/2/2011 (AR à fl. 171), a empresa apresenta impugnação em 21/3/2011 (fls. 185 a 195), alegando que: (a) o procedimento é nulo por ausência de ordem escrita da autoridade competente, conforme art. 906 do RIR, para a realização de nova fiscalização de período já fiscalizado, sendo imprescindível a demonstração de existência de motivo novo e relevante; b) o procedimento é nulo pela ausência de MPF, nos termos da Portaria RFB no 11.371/2007 (arts. 2o e 10, IV) e do Decreto no 3.724/2001 (art. 2o, § 3o, IV), pois não houve o tratamento automático de declarações, mas uma nova verificação dos dados referentes à fiscalização anterior; c) houve dupla cobrança, pois se está exigindo débitos que já estão sendo cobrados em dívida ativa da União, no processo administrativo no 16143.000107/200829. Em 18/8/2011 (fls. 246 a 259), ocorre o julgamento de primeira instância, no qual se acorda pela procedência parcial da autuação, exonerandose o montante referente à Contribuição para o PIS/Pasep do período de apuração 08/2006, no valor de R$ 67.836,41 (com a correspondente multa de R$ 50.877,30), que corresponde a exigência já efetuada em autuação anterior. Decidese ainda que: (a) não é necessária autorização escrita para reexame do mesmo período de apuração quando o procedimento fiscal decorre de revisão interna de declaração apresentada pelo sujeito passivo, pois esta não constitui reexame ou nova fiscalização; (b) o MPF representa mero instrumento de controle da Administração Tributária, não tendo implicação sobre a competência da autoridade fiscal, e sua emissão não é obrigatória em ato de revisão interna de declarações apresentadas pelos contribuintes; (c) não houve no processo nenhuma das nulidades previstas no art. 59 do Decreto no 70.235/1972; e (d) os débitos com compensação considerada não declarada não foram confessados em DCTF e nem incluídos no auto de infração lavrado anteriormente, devendo o crédito tributário decorrente ser constituído, em consequência de ser a atividade de lançamento vinculada e obrigatória. O julgador de primeira instância detecta ainda erro na transcrição na tabela da Contribuição para o PIS/Pasep referente a agosto de 2006, refazendo o demonstrativo do mês, o que resultou na exoneração da contribuição a ele referente. Cientificada da decisão em 13/12/2011 (AR à fl. 269), a empresa apresenta recurso voluntário em 4/1/2011 (fls. 281 a 298), reiterando a argumentação no sentido de que o lançamento padece de nulidade por vícios formais (ausência de autorização expressa da autoridade competente e inadequação do RPF, emitido pelo próprio Auditorfiscal, para o procedimento fiscal), agregando que por duas vezes (na MP no 66/2002, art. 47, e na MP no 75/2002) o Poder Executivo tentou (sem êxito) equivaler o MPF à autorização escrita de que trata o RIR. Por fim, acrescenta que interpôs ação ordinária objetivando a exclusão da parcela referente ao ICMS da base de cálculo das contribuições, obtendo provimento, reconhecendo direito à exclusão, em segunda instância, pelo que o lançamento fiscal deveria ter sido efetuado com exclusão das referidas parcelas. Fl. 599DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/04/2013 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 27/04/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 19515.000453/201125 Resolução nº 3403000.435 S3C4T3 Fl. 599 3 É o relatório. Voto O recurso preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele se toma conhecimento. Dois são os temas originalmente versados no presente contencioso (ausência da autorização escrita a que se refere o art. 906 do RIR e ausência de MPF), tendo sido em sede de Recurso Voluntário adicionado um terceiro assunto, atinente à ação judicial para exclusão do ICMS da base de cálculo das contribuições. Sobre os dois primeiros temas, cabe destacar preliminarmente que a autuação anterior (efetuada no processo administrativo no 19515.004388/200721), cientificada à recorrente em 26/12/2007, tratava de exigência de Contribuição para o PIS/Pasep e de Cofins relativas aos períodos de 31/1/2005 a 31/8/2007 (cf. cópia às fls. 78 a 115), em decorrência de cotejamento entre valores declarados em DCTF e valores escriturados. De 14/9/2006 a 19/10/2007, a recorrente apresentou diversos pedidos de compensação, indicando como origem as “O.R.E.”, tendo as compensações sido unanimemente consideradas “não declaradas” em diversos despachos decisórios (emitidos antes e depois da autuação, mas dela desconectados). Tal conexão vem a ser feita na segunda autuação, quando a fiscalização efetua o lançamento de diferenças em relação às contribuições, ligadas a cada pedido de compensação (conforme detalhamentos de fls. 149 e 152). Essa segunda autuação decorre de ação fiscal inaugurada com o Termo de Intimação de fl. 7. Em tal termo, a autoridade fiscal informa que “no exercício das funções de AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil, dando início à ação de REVISÃO INTERNA determinada pelo RPF no 08.1.90.002010035183” (grifo nosso), ficava a recorrente intimada a apresentar determinados documentos. A recorrente afirma, em seu Recurso Voluntário, que o reexame de período já analisado, de acordo com o art. 906 do RIR (Decreto no 3.000/1999), não poderia ser feito sem ordem escrita do Superintendente, do Delegado ou do Inspetor da Receita Federal, e que: “O indigitado Registro de Procedimento Fiscal não foi expedido pelo Superintendente, Delegado ou Inspetor da Receita Federal, mas sim pelo AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil, autoridade absolutamente incompetente para os efeitos do artigo 906 supra citado”. (grifo nosso) A documentação carreada ao processo não permite tal ilação da recorrente, visto que o RPF que determina ao AuditorFiscal a revisão interna não figura nos autos, para que se ateste quem o expediu. Recomendável, no caso, a baixa do processo em diligência para que a unidade local esclareça a dúvida em relação à autoridade expedidora do documento que determinou a revisão interna, juntando ao processo o RPF de no 08.1.90.002010035183, ou comprovando Fl. 600DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/04/2013 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 27/04/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 19515.000453/201125 Resolução nº 3403000.435 S3C4T3 Fl. 600 4 por outro modo a identificação da autoridade expedidora de tal documento (em caso de não ser a autoridade o delegado da unidade, cabível ainda a juntada de eventual instrumento de delegação de competência). Em relação à informação trazida em sede de recurso voluntário sobre a situação da ação judicial (ação ordinária com antecipação de tutela) em nome da empresa, tendente a excluir a parcela referente ao ICMS da base de cálculo das contribuições, incumbe destacar que a decisão do TRF da 3a Região no processo 2007.61.00.0297892 (0029789 14.2007.4.03.6100), conforme Certidão de Objeto e Pé de fl. 300, foi no sentido de “julgar procedente o pedido, reconhecendo o direito da autora a excluir o ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS”, tendo sido rejeitados os embargos declaratórios da União, chegando os autos ao TRF para processamento do Recurso Extraordinário da União em 13/9/2011, restando em 19/12/2011 ao aguardo das contrarazões do recorrido. Em consulta aos sítios do TRF da 3a Região e da Justiça de Primeiro Grau, e ao Diário Eletrônico da Justiça Federal da 3a Região (de 29/6/2012), constatouse que o Recurso Extraordinário interposto pela União teve sua admissibilidade negada em 18/5/2012, pela ausência do exaurimento das vias recursais na instância ordinária (Súmula 281 do STF), transitando em julgado o acórdão em 23/7/2012. Assim, a autoridade local, ainda em sede de diligência, deve adequar a autuação ao definido judicialmente, isolando a parcela de ICMS da base de cálculo das contribuições. Considerando o aqui exposto, votase pela baixa do processo em diligência, para que a unidade local: a) esclareça a dúvida em relação à autoridade expedidora do documento que determinou a revisão interna (cuja peça inicial no processo é a intimação de fl. 5), juntando o RPF de no 08.1.90.002010035183, ou comprovando por outro modo a identificação da autoridade expedidora de tal documento (em caso de não ser a autoridade o delegado da unidade, juntar ainda eventual instrumento de delegação de competência); e b) promova a adequação da autuação ao definido judicialmente, isolando a parcela de ICMS da base de cálculo das contribuições. Após a emissão do relatório de diligência, dêse ciência à recorrente, observandose os ditames do parágrafo único do art. 35 do Decreto no 7.574/2011, para que se manifeste em trinta dias, devolvendose os autos a este colegiado. Rosaldo Trevisan Fl. 601DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/04/2013 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 27/04/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por ROSALDO TREVISAN
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Numero do processo: 10680.003402/97-78
Turma: Segunda Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 19 00:00:00 UTC 2002
Data da publicação: Wed Jun 19 00:00:00 UTC 2002
Ementa: IRPF - EX.: 1992 - DECADÊNCIA - O Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza - Pessoas Física tem incidência à medida em que os rendimentos vão sendo percebidos, devendo ser pago antecipadamente independente de qualquer procedimento da Administração Tributária, forma característica do lançamento por homologação. Assim, o direito da Fazenda Pública da União constituir o crédito tributário não pago no prazo estabelecido extingue-se em cinco anos contados do primeiro dia do ano-calendário imediatamente subseqüente ao do fato gerador.
Preliminar acolhida.
Numero da decisão: 102-45.543
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, ACOLHER a preliminar de decadência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Luiz Fernando Oliveira de Moraes que negava provimento. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Amaury Maciel, Maria Goretti de Bulhões Carvalho e Antonio de Freitas Dutra.
Nome do relator: Naury Fragoso Tanaka
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Assim, o direito da Fazenda Pública da União constituir o crédito tributário não pago no prazo estabelecido extingue-se em cinco anos contados do primeiro dia do ano- calendário imediatamente subseqüente ao do fato gerador. Preliminar acolhida. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por LEANDRO MÁRCIO DOS SANTOS. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, ACOLHER a preliminar de decadência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Luiz Fernando Oliveira de Moraes que negava provimento. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Amaury Maciel, Maria Goretti de Bulhões Carvalho e Antonio de Freitas Dutra. ANTONIO D rlElTAS OUTRA.. —PRESIDENTE //," NAURY FRAGOSO TA,AKA RELATOR ; FORMALIZADO EM: Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros VALM1R SANDRI, CÉSAR BENEDITO SANTA RITA PITANGA e MARIA BEATRIZ ANDRADE DE CARVALHO. MINISTÉRIO DA FAZENDA ';•;;, PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo n°. :10680.003402/97-78 Acórdão n°. :102-45.543 Recurso n°. : 128.213 Recorrente : LEANDRO MÁRCIO DOS SANTOS RELATÓRIO Crédito tributário, em montante de R$ 570.750,83, constituído em 07 de maio de 1997, mediante Auto de Infração e demonstrativos, fls. 01 a 04, decorrente do lançamento do imposto de renda e acréscimos legais pertinentes incidente sobre as omissões de rendimentos caracterizadas por acréscimos patrimoniais, mensais, a descoberto nos meses de Fevereiro — Cr$ 270.896.000,00 — e Maio — Cr$ 30.651.000,00 - do ano-calendário de 1991. Conforme Termo de Verificação Fiscal, fls. 5 a 10, tal tributação decorreu de levantamento efetuado pelo Banco Central do Brasil que identificou envio de moeda ao exterior pelo contribuinte, sendo este encaminhado à Receita Federal pelo Ministério Público Federal em 11 de outubro de 1994, enquanto determinada abertura de procedimento fiscal em 26 de junho de 1996. Além dos valores informados pelo BACEN, localizados, pela fiscalização, no Milbanco S/A os cheques 026303, de 18/02/91, em valor de Cr$ 24.950.000,00 e 026358, de 22/02/1991, de Cr$ 112.295.000,00. Indagado sobre a origem de todos esses valores o contribuinte informou desconhecê-los. No entanto, o Milbanco S/A identificou, em sua documentação contábil-fiscal, o tomador dos referidos cheques como contribuinte de mesmo nomes deste. Essa identificação também é confirmada pela cópia das ordens de pagamento, no entanto, não se verifica qualquer ligação entre o nome e documento de identificação pessoal deste contribuinte. O contribuinte, mediante seus representantes legais Aquiles Nunes de Carvalho, Julian° Gomes de Aguiar, e Márcio Renaud Domingues, inscritos na OAB/MG sob n.° 65.039, 67.224 e 24.834, respectivamente, não concordou com a 2 dl MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES -- -j --n'K SEGUNDA CÂMARA Processo n°.: 10680.003402/97-78 Acórdão n°. :102-45.543 exigência tributária e apresentou peça impugnatória trazendo preliminar de decadência do fato gerador em face do lançamento reportar-se ao mês de ocorrência do acréscimo patrimonial a descoberto, motivo para concluir que aplicado o artigo 150, § 4°, do CTN, referida incidência já estaria tacitamente homologada, 5 (cinco) anos, contados a partir dos referidos meses. Complementa, concluindo que o lançamento também não se manteria se considerado o prazo decadencial previsto no artigo 173,1, do CTN, pois transcorrido 5 (cinco) anos após 1. 0 de janeiro de 1992. Quanto ao mérito, alega que não remeteu ao exterior as importâncias objeto do lançamento usando como fundamento a ausência de sua assinatura na documentação juntada ao processo; no fato de que existem diversos outros contribuintes com mesmo nome que o seu; que o Milbanco S/A, intimado por diversas vezes a identificar o tomador das referidas ordens de pagamento, informou não reconhecê-lo, fato decorrente da própria legislação da época que não o obrigava a identificar os tomadores. Ainda, impõe dúvidas sobre a autenticidade das ordens de pagamento juntadas ao processo porque o nome do tomador, delas constante, encontrava-se impresso com tinta diferenciada do restante do texto. Volta-se contra a constituição do crédito tributário pela ausência de liquidez e certeza em face de não se encontrar demonstrado e provado no processo a sua autoria quanto às ordens de pagamento ao exterior; e finaliza, solicitando, também, a exclusão da Taxa Referencial Diária — TRD no período de 4 de fevereiro de 1991 a 29 de agosto de 1991, de acordo com a IN SRF n.° 32, de 4 de abril de 1997. Julgado em primeira instância o lançamento foi considerado procedente em parte, sendo afastada a preliminar de decadência, motivada pela aplicação do artigo 150, § 4•° do CTN, em razão de o pagamento do tributo não ter sido efetuado no prazo legal, fato que demandou o lançamento de ofício e, conseqüentemente, imperativo o prazo decadencial previsto no artigo 173, 1 do CTN, 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES *.n 2' SEGUNDA CÂMARA Processo n°. : 10680 003402/97-78 Acórdão n°. :102-45.543 com termo de início da contagem do referido prazo na data de entrega da declaração de ajuste anual, documento base para que o fisco apure eventuais acréscimos patrimoniais. Quanto ao mérito, afastou as alegações sobre a incidência incorreta do tributo decorrente da ausência de identificação da pessoa tomadora dos recursos encaminhados ao exterior considerando que os indícios existentes no processo são suficientes para a presunção de que trata-se da mesma pessoa. Acatou a alegação quanto a não incidência de juros calculados com base na TRD, no período de 4 de fevereiro de 1991 a 29 de agosto de 1991. Considerou que o procedimento encontrava-se incorreto quanto à forma porque tributação efetuada no mês de verificação dos acréscimos patrimoniais, como se a omissão fosse decorrente de rendimentos pagos por pessoas físicas, sujeitas ao recolhimento mensal pelo beneficiário, contrário à determinação da Instrução Normativa SRF n° 46, de 13 de maio de 1997. Procedeu a correção do feito, alterando o cálculo do tributo e dos acréscimos legais pertinentes, conforme consta da fl. 135, reduzindo o imposto de R$ 114.868,22 para R$ 113.870,50. Decisão DRJ 1 BHE n° 1017, de 11 de junho de 2001, fis. 127 a 135. Não conformado com a decisão de primeira instância, agora representado, apenas, por Aquiles Nunes de Carvalho, já identificado, dirigiu recurso ao E. Primeiro Conselho de Contribuintes, no qual ratificou as alegações não acatadas no julgamento anterior. Complementou alegando engano na posição adotada pela autoridade a quo quanto ao termo de início do prazo para a decadência depender do tributo pago, pois no lançamento por homologação não se homologa o pagamento mas o próprio lançamento. Contesta, ainda, a justificativa para o início do prazo decadencial com lastro na necessidade da apresentação da Declaração de Ajuste Anual para a apuração do acréscimo patrimonial a descoberto, considerando que o feito pautou-se pela tributação da omissão de rendimentos tributáveis sujeitos 4 e )01 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo n°. :10680.003402/97-78 Acórdão n°. : 102-45.543 ao recolhimento mensal obrigatório e que, mesmo tratando-se da primeira situação, a metodologia de apuração deveria ser mensal em decorrência da lei n° 7713188. Para reforçar sua posição cita acórdãos 104-15689, DOU de 01/07/98 e 104-17499, DOU de 13/09/00. Sobre a alteração do feito em decorrência da IN SRF n° 46/97 afirma ser esta inaplicável uma vez com publicação posterior a sua conclusão. Volta-se contra os indícios utilizados para atribuir-lhe os valores tributados, ratificando os argumentos da impugnação. Informa que o contribuinte portador do CPF 851.651.906-68 não era incapaz na época, porque nascido em 13 de maio de 1972, (com 20 anos em 1991), e que esse fato somado à existência de outros portadores do mesmo nome reforça a tese de que poderia ser qualquer outra pessoa aquela constante dos registros contábeis do banco. Apela para a determinação contida no artigo 112 do CTN sobre a interpretação da lei tributária em caso de dúvidas quanto à autoria, imputabilidade ou punibilidade, e, combinando esta com aquela do artigo 142, deduz que o feito não poderia ter sido lavrado porque contrário a elas. E, por último, cita que o feito utilizou de presunção não prevista em lei, como indicado na própria decisão, portanto sem o condão de inverter o ônus da prova e ilegal. Trouxe o acórdão n° 104-16.454/98, DOU de 19/02/99, para reforçar esta posição. Contrato de Fiança com Stone Comércio de Diamantes Ltda. para garantia do valor de 30% e seguimento do recurso, fls. 155 a 170. É o Relatório. 5 (1 //I MINISTÉRIO DA FAZENDA •-4= - PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES .4. SEGUNDA CÂMARA Processo n°. : 10680.003402/97-78 Acórdão n°. : 102-45.543 VOTO Conselheiro NAURY FRAGOSO TANAKA, Relator A preliminar de decadência deve ser melhor apreciada em face da complexidade que envolve o lançamento do imposto de renda incidente sobre o produto das atividades desenvolvidas pelas pessoas físicas e os demais proventos por elas recebidos. Esse tributo é do tipo que determina o pagamento do imposto à medida em que os rendimentos vão sendo percebidos, antes de qualquer atitude de .formalização do respectivo crédito tributário pelo fisco. Assim é que os rendimentos percebidos são tributados ou pelas fontes pagadoras ou pela própria beneficiária, no caso daqueles oriundos de outras pessoas físicas ou de ganhos de capital. O tributo assim pago pode ser definitivo ou sofrer ajuste ao final do período — ano-calendário — mediante submissão à tabela progressiva anual. Alguns rendimentos, bem assim ganhos de capital, têm tributação definitiva já na primeira incidência tributária, ou seja, não se sujeitam à incidência anual. Outros, caso do resultado da atividade rural, não se submetem à incidência mensal, porque decorrentes da exploração de um patrimônio especial, com fato gerador complexivo que se completa no último dia do ano-calendário, enquanto o resultado positivo comporá a renda tributável anual do contribuinte. Desta forma de tributação, decorre que o pagamento do tributo, à medida em que os rendimentos vão sendo percebidos, pode coincidir com o apurado após a incidência da tabela progressiva anual — casos em que o rendimento é fonte única, repetindo-se ao longo dos meses do ano, enquanto ausentes deduções aproveitáveis na declaração - mas, na maioria das situações, resulta diferente 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo n°. : 10680.003402/97-78 Acórdão n°. :102-45.543 daquele pela existência de pagamentos não submetidos à incidência mensal por situarem-se abaixo do limite de isenção, ou adição dos resultados positivos da atividade rural; ou, ainda, pelo aproveitamento das deduções não ligadas ao rendimento. Evidencia-se, portanto, que o fato gerador do tributo é da modalidade complexiva, porque se completa no último dia do ano-calendário, mas a tributação obrigatória ocorre a cada percepção de rendimento ou ganho de capital, exceto a produção da atividade rural. Dessa conclusão, poderiam visualizar impossibilidade de apuração mensal de acréscimos patrimoniais porque não se combinaria com fato gerador complexivo, no entanto, correto esse procedimento em virtude dos pagamentos efetuados quando de cada percepção de rendimento. Adotada a verificação anual, ofensa ao princípio constitucional da isonomia, insculpido no artigo 150, II da Constituição Federal, pois tratamento desigual a contribuintes em situações idênticas. "Artigo 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: - • II — instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos;" O levantamento anual não permite a identificação de omissão de rendimentos mensais por acréscimos patrimoniais enquanto, nesses casos, a aplicação da tabela progressiva anual implica em tratamento distinto e mais benéfico ao sonegador, pois com tributação posterior. 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA lè: PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES •-n 2” SEGUNDA CÂMARA Processo n°. : 10680.003402/97-78 Acórdão n°. :102-45.543 Então, possível e obrigatória a tributação dentro do próprio ano- calendário, decorre que o fisco pode efetuar levantamento a partir da data em que deveria ter sido recolhido o tributo, seja pelo próprio contribuinte, seja pela fonte pagadora, e, como conseqüência, o período decadencial deve ter início: a) no caso de pagamento a menor, a partir da data do fato gerador, regra determinada pelo artigo 150, § 4• 0 do CTN; b) não havendo o pagamento, do primeiro dia do exercício imediatamente subseqüente, artigo 173, l do CTN, porque sujeito ao lançamento de ofício; c) em caso de dolo, fraude ou simulação, do primeiro dia do exercício imediatamente subseqüente, por aplicação do artigo 173, I do CTN. Com a devida vênia e com lastro nestas justificativas, discordo da Autoridade Julgadora a quo quanto ao início do prazo decadencial a partir do ano- calendário subseqüente ao da entrega da declaração de ajuste anual, porque o fisco não necessita dela para a fiscalização, nem da conclusão do fato gerador complexivo para o lançamento do tributo devido mensalmente. Destarte, o lançamento foi efetuado em 7 de maio de 1997, após a conclusão do prazo decadencial, pois este expirou em 31 de dezembro de 1996 — 5 (cinco) anos após 31 de dezembro de 1991, constatação coincidente, em parte com a preliminar argüida, motivo para acatá-la e votar pela insubsistência da constituição do crédito tributário Sala das Sessões - F, em 19 de junho de 2002. A(-- NAURY FRAGOSO TANIAKA /// 8 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1
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Numero do processo: 10660.005842/2007-12
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 03 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Dec 03 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/09/1997 a 30/11/1998
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL. O prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, contados da data da ocorrência do fato gerador do tributo, nos termos do artigo 150, § 4º, do Código Tributário Nacional, ou do 173 do mesmo Diploma Legal, no caso de dolo, fraude ou simulação comprovados, tendo em vista a declaração da inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n° 8.212/91, pelo Supremo Tribunal Federal, nos autos dos RE's n°s 556664, 559882 e 560626, oportunidade em que fora aprovada Súmula Vinculante n° 08, disciplinando a matéria. In casu, constatou-se a decadência sob qualquer fundamento legal que se pretenda aplicar (artigo 150, § 4º ou 173, do CTN).
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 2401-000.832
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em declarar a decadência das contribuições.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: RYCARDO HENRIQUE MAGALHÃES DE OLIVEIRA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/09/1997 a 30/11/1998 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL. O prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, contados da data da ocorrência do fato gerador do tributo, nos termos do artigo 150, § 4º, do Código Tributário Nacional, ou do 173 do mesmo Diploma Legal, no caso de dolo, fraude ou simulação comprovados, tendo em vista a declaração da inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n° 8.212/91, pelo Supremo Tribunal Federal, nos autos dos RE's n°s 556664, 559882 e 560626, oportunidade em que fora aprovada Súmula Vinculante n° 08, disciplinando a matéria. In casu, constatou-se a decadência sob qualquer fundamento legal que se pretenda aplicar (artigo 150, § 4º ou 173, do CTN). RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
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decisao_txt : ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em declarar a decadência das contribuições.
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Numero do processo: 10480.006006/2002-69
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jan 29 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue Jan 29 00:00:00 UTC 2008
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Importação - II
Data do fato gerador: 19/05/1997
PREFERÊNCIA TARIFÁRIA PREVISTA EM ACORDO INTERNACIONAL. CERTIFICADO DE ORIGEM.
É incabível a aplicação de preferência tarifária percentual em caso de divergência entre Certificado de Origem e fatura comercial, quando não tenham sido atendidos os requisitos previstos na legislação de regência.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO
Numero da decisão: 301-34.249
Decisão: Acordam os Membros da primeira Câmara do terceiro conselho de contribuintes Por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso. Ausentes os conselheiros Irene Souza da Trindade Torres e João Luiz Fregonazzi.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - insufiência apuração/recolhimento
Nome do relator: Rodrigo Cardozo Miranda
1.0 = *:*
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Importação - II Data do fato gerador: 19/05/1997 PREFERÊNCIA TARIFÁRIA PREVISTA EM ACORDO INTERNACIONAL. CERTIFICADO DE ORIGEM. É incabível a aplicação de preferência tarifária percentual em caso de divergência entre Certificado de Origem e fatura comercial, quando não tenham sido atendidos os requisitos previstos na legislação de regência. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO
turma_s : Primeira Câmara
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Numero do processo: 10680.009936/2005-61
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Aug 14 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Thu Aug 14 00:00:00 UTC 2008
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
ANO-CALENDÁRIO: 2004
DCTF/2004. IMPOSSIBILIDADE DE ENTREGA NA DATA FIXADA. ENVIO DE DCTF, ACOPLADA EM CD, VIA POSTAL. ACOLHIMENTO. FALHA NOS SERVIÇOS DE RECEPÇÃO E TRANSMISSÃO DAS DECLARAÇÕES. CULPA ADMINISTRATIVA. EMPREGO DA EQÜIDADE AO CASO. INCABÍVEL A IMPOSIÇÃO DE MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DAS DECLARAÇÕES.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO
Numero da decisão: 303-35.617
Decisão: ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de
contribuintes, Por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso voluntário.
Matéria: DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
Nome do relator: Heroldes Bahr Neto
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias ANO-CALENDÁRIO: 2004 DCTF/2004. IMPOSSIBILIDADE DE ENTREGA NA DATA FIXADA. ENVIO DE DCTF, ACOPLADA EM CD, VIA POSTAL. ACOLHIMENTO. FALHA NOS SERVIÇOS DE RECEPÇÃO E TRANSMISSÃO DAS DECLARAÇÕES. CULPA ADMINISTRATIVA. EMPREGO DA EQÜIDADE AO CASO. INCABÍVEL A IMPOSIÇÃO DE MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DAS DECLARAÇÕES. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO
turma_s : Terceira Câmara
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secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
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decisao_txt : ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de contribuintes, Por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso voluntário.
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IMPOSSIBILIDADE DE ENTREGA NA DATA FIXADA. ENVIO DE DCTF, ACOPLADA EM CD, VIA POSTAL. ACOLHIMENTO. FALHA NOS SERVIÇOS DE RECEPÇÃO E TRANSMISSÃO DAS DECLARAÇÕES. CULPA ADMINISTRATIVA. EMPREGO DA EQÜIDADE AO CASO. INCABÍVEL A IMPOSIÇÃO DE MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DAS DECLARAÇÕES. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Nanci Gama, Nihon Luiz Bartoli, Vanessa Albuquerque Valente, Luis Marcelo Guerra de Castro, Celso Lopes Pereira Neto e Tardsio Campelo Borges. Processo n° 10680.009936/2005-61 Acórd5o n.° 303-35.617 CC03/CO3 FL 76 Relatório Trata o presente feito de auto de infração (fls. 03), consubstanciado na exigência de multa em face do atraso na entrega de Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais — DCTF, relativa ao 4° trimestre de 2004, no valor de R$ 500,00 (quinhentos reais). Regularmente intimada do feito fiscal em 28/06/2005 (AR as fls. 27), a Contribuinte apresentou a impugnação de fls. 01/02, suscitando em sua defesa os seguintes pontos: Em 15.02.2005, prazo final para entrega da DCTF 4" Trimestre 2004, os computadores do SERPRO não as recepcionavam devido a problema técnico. A legislação de regência desta declaração prevê apenas a sua entrega em meio magnético via internet. A Receita Federal adota, em diversos procedimentos, a Portaria n". 12, de 12/04/1982, do Ministro Extraordinário da Desburocratização, que veio permitir a remessa de documentos endereçados para órgãos públicos por via postal, bem como o Ato declaratório Normativo n". 19, de 26.05.1997, definindo que será considerada como data da entrega, no exame da tempestividade cio pedido, a data da respectiva postagem constante do AR. Sendo assim, o escritório contábil "Sattlo Caus Contadores Associados Ltda.", inscrito no CNPJ sob n". 01.516.133/0001-88, encaminhou por AR a referida declaração emt meio magnético à Receita Federal, uma vez que o SERPRO não a estava recepcionando, para cumprimento do prazo, conforme determina a legislação, visando elidir qualquer infração pelo descumprimento de obrigação acessória tempestivcunente. Ou seja, zuna vez que o órgão receptor não estava cumprindo sua função, o contribuinte encaminha ao órgão destinatário, na forma e prazo previstos. Consoante se infere do auto de infração supra, a contribuinte, ora recorrente, teria apresentado a DCTF em 17/05/2005, quando o prazo para apresentação era em 18/02/2005, considerando que a data inicial, 15/02/2005, foi alterada por motivo de problemas técnicos nos sistemas eletrônicos da Receita Federal, de recepção e transmissão das declarações, em respeito ao contido no Ato Declaratório Executivo SRF n". 24, de 8 de abril de 2005, DOU 12/04/2005. Diante da ocorrência de problemas técnicos nos sistemas eletrônicos no dia 15/02/2005, a Secretaria da Receita Federal considerou tempestivas todas as DCTF apresentadas até 18/02/2005. Na decisão de primeira instancia, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belo Horizonte (MG), por unanimidade de votos, julgou procedente o lançamento fiscal, mantendo o crédito tributário exigido. Cite-se os fundamentos do voto condutor do acórdão recorrido, consubstanciados na ementa abaixo transcrita: Assunto: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS 2 Processo II° 10680.009936/2005-61 Acórdzio ,i.°303-35.617 CC03/CO3 Fls. 77 Ano-calendário: 2004 Ementa: DCTF. ENTREGA POR VIA POSTAL. A remessa, por via postal, de CD ou disquete contendo DCTF não caracteriza o cumprimento da obrigação de apresentar referida declaração. Lançantento Procedente' Inconformada corn a decisão nos autos de infração, apresentou a Recorrente, tempestivamente, o presente recurso voluntário (fls. 38/66). Na oportunidade, reiterou as alegações coligidas em sua defesa inaugural, de que, em razão do congestionamento de dados no site da Receita Federal, não houve possibilidade de recepção e transmissão das declarações fiscais. Sustenta que a SRF restringiu a apresentação da DCTF por urna só via e, mesmo ante os problemas técnicos ocorridos nos sistemas do SERPRO, desconsiderou o correto, legal e tempestivo procedimento de apresentação da referida declaração, por via postal, mesmo observadas as especificações técnicas determinadas, razão pela qual, pugna a recorrente pelo insubsistência do Auto de Infração. Foram os autos encaminhados ao Primeiro Conselho de Contribuintes para análise e parecer (fls. 73). Ficou a recorrente dispensada da realização do deposito recursal no presente caso (fls. 73). Em 18.06.08 foi o processo distribuído a este Conselheiro. o breve relatório. Acórdão DRJ/BHE 02-12.871, de 20 de dezembro de 2006 (fls. 31/34). 3 Processo n° 10680.009936/2005-61 Adm.( n.° 303-35.617 CC03/CO3 Fls. 78 Voto Conselheiro HEROLDES BAHR NETO, Relator Satisfeitos estão os requisitos viabilizadores da admissibilidade deste recurso, razão pela qual deve ser ele conhecido por tempestivo. No presente caso, infere-se que a questão central cinge-se à aplicação de penalidade de multa pelo atraso na entrega da DCTF referente ao 4° trimestre de 2004. A entrega da DCTF fora do prazo previamente determinado na legislação especifica, indicada as fls. 03 dos autos de infração, com datas de vencimento para 16, 17 e 18 de fevereiro de 2005, ocasionou a exigência da multa em R$ 500,00 pelo atraso na apresentação das declarações faltantes no período referente ao 4' trimestre. A recorrente, por sua vez, não refuta a entrega das DCTF fora do prazo legalmente previsto, entretanto, imputa a Delegacia Regional da Receita Federal a responsabilidade pelo atraso, em decorrência dos problemas técnicos constantes dos sistemas de recepção e transmissão das aludidas declarações, os quais impossibilitaram a apresentação das declarações faltantes no lapso temporal estabelecido. A mais, sustenta que procedeu na forma como orientado por funcionária da Delegacia local. Sobre a ocorrência de incorreções ou omissões na entrega das DCTF's na data fixada, a IN SRF n". 255, de 11 de dezembro de 2005, art. 7°, § 3', que assim dispõe: "Art. 7" - O sujeito passivo que deixar de apresentar a DCTF nos prazos fixados ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentar declaração original, no caso de não- apresentação, ou a prestar esclarecimentos, nos demais casos, no prazo estipulado pela Secretaria da Receita Federal, e sujeitar-se-á às seguintes multas: I - de dois por cento ao mês-calendário ou fração, incidente sobre o montante dos tributos e contribuições informadas na DCTF, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega desta declaração ou entrega após o prazo, limitada a vint5e por cento, observado o disposto II - de RS 20,00 (vinte reais) para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas. 5 ,, • o - Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso I do caput, será considerado COMO termo inicial o dia seguinte ao término do prazo originalmente fixado para a entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não-apresentação, da lavratura do auto de infração. §2 0 - Observado o disposto no ,sç 3(1, as multas serão reduzidas: 4 Processo n° 10680.009936/2005-61 Acórdão n.° 303-35.617 CC03/CO3 Fls. 79 I - em cinqüenta por cento, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de oficio; II - em vinte e cinco por cento, se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. sç 3" - A multa minima a ser aplicada será de: I — R$ 200,00 (duzentos reais), tratando-se de pessoa jurídica inativa; II — 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos." No presente caso, para a perfeita mitigação do rigor da lei ao caso concreto, imperiosa se mostra a utilização do instituto da eqüidade de modo ajustar a aplicação da norma, permitindo a este Julgador pautar-se no senso geral de justiça. O Código Tributário Nacional, em seu art. 108, § 2°, utiliza-se do vocábulo 01) "equidade" no sentido de suavização, de benevolência na aplicação da norma. Com efeito, considerando a extensão de aludido instituto, oportuno destacar que o procedimento de autuação fiscal deveria, ainda, estar ajustado aos postulados da moralidade administrativa, da eficiência da Administração Pública, bem corno e, principalmente, à boa-fé do contribuinte, inclusive, exigia-se da Autoridade Fiscal que, tão logo, procedesse com a cautela necessária e exigida a análise da situação dos sistemas de recepção e transmissão de dados, de modo a não acarretar aos prejuízos, ora percebidos, ao autuado. Ressalte-se que estando a Administração Fiscal ciente dos limites técnicos para recepção das DCTF's ainda pendentes da regularização via eletrônica de transmissão e recepção, deveria de modo claro e geral informar aos contribuintes o prazo prospectivo, a todos concedido para proceder à transmissão eletrônica das respectivas DCTF's, e não, ao contrário do ocorrido, proceder de forma temerosa, gerando com isso, insegurança e prejuízos ao autuado, por obstaculizar seu amplo direito de defesa. • Insta consignar, ainda, que a fixação do prazo em questão requeria essencialmente prévia e oportuna previsão, reconhecendo-se, inclusive, a existência de uma possível necessidade de se arbitrar um prazo maior, aquém daquele estipulado, de forma a proporcionar aos contribuintes em geral a possibilidade de transpor o obstáculo representado pela congestionamento do sistema oficial de transmissão das DCTF's, sem, com isso, incorrer em situação faltosa. In casa, infere-se, pois, uma atuação negligente por parte da administração fiscal, no que toa à prévia e adequada definição do critério de distribuição de transmissão e recepção da demanda de declarações, bem como o prazo geral prospectivo que deveria ser concedido, em igualdade de condições, a todos os contribuintes que foram impedidos de entregar suas DCTF, pela via eletrônica, no prazo legal. Outrossim, uma vez que a própria Receita Federal, através do Ato Declaratório Executivo SRF n° 24, de 08/04/2005, reconheceu a ocorrência de problemas técnicos nos sistemas eletrônicos para a recepção e transmissão das declarações de débitos e créditos tributários federais, e persistindo aludidos problemas mesmo após a data limite para entrega das declarações, não subsiste respaldo ao não recebimento das DCTF's, em razd de terem tais - _ documentos sido acoplados em cd e encaminhadas via postal pela Contribuinte. Processo 10680.009936/2005-61 Acórddo n.° 303-35.617 CC03/CO3 Fls. 80 Registre-se que, no caso em cotejo, a Contribuinte-Recorrente, não se eximiu da entrega da respectiva DCTF, inclusive, procedendo ao envio da forma mais oportuna e viável existente por ocasião dos problemas técnicos presentes nos sistemas de recepção e transmissão da Receita Federal. Porquanto, com base nos fundamentos suscitados, bem como em observância As circunstâncias do caso e a devida eqüidade, conforme previsto no CTN, deve-se afastar a penalidade indevidamente aplicada pela entrega a destempo das DCT's/2004. Diante do exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, dar-lhe provimento, a fim de cancelar o lançamento fiscal e, conseqüentemente, afastar a multa aplicada em face da entrega extemporânea das DCTF, nos termos lançados na fundamentação. Sala das Sessões, em 14 de agosto d 2008 EROLDES BAHR N tor 6
score : 1.0
Numero do processo: 10735.004681/2002-14
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 16 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Wed Jun 16 00:00:00 UTC 2004
Ementa: PIS. PRELIMINARES DE IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO E DE RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. INCORPORAÇÃO RESPONSABILIDADE FISCAL. MULTA. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS , JUROS. Preliminar de
identificação rejeitada ao fundamento de que a Ação Fiscal
transconeu durante o período de transposição societária relativa a incorporação. Preliminar de responsabilidade acatada em razão do que preleciona o artigo 133 do CTN. A esfera administrativa não tem competência pal a apreciar constitucionalidade ou legalidade de normas. Juros aplicados conforme legislação de regência.
MULTA. RESPONSABILIDADE POR SUCESSÃO. Responde o sucessor pela multa de natureza fiscal. 0 direito dos contribuintes às
mudanças societkias não pode servir de instrumento h liberação de
quaisquer ônus fiscais (inclusive penalidades), ainda mais quando a incorporador a conhecia perfeitamente o passivo da incorporada.
Recurso negado.
Numero da decisão: 203-09.645
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes I) por maioria de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade. Vencidos os Conselheiros Maria Teresa Martinez L6pez e Cesar Piantavigna; II) no mérito, em negar provimento ao recurso: a) por maioria de votos, quanto à multa de oficio. Vencidos os Conselheiros Francisco Mauricio R de Albuquerque Silva (Relator), Maria Teresa Martinez López e Cesar Piantavigna Designada a Conselheira Luciana Pato Peçanha Martins par a elaborar o voto vencedor; e b) por unanimidade de votos, quanto às demais matérias. Fez sustentação oral, o advogado da recorrente, Dr. João Marcos Colussi.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Francisco Maurício R. de Albuquerque Silva
1.0 = *:*
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ementa_s : PIS. PRELIMINARES DE IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO E DE RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. INCORPORAÇÃO RESPONSABILIDADE FISCAL. MULTA. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS , JUROS. Preliminar de identificação rejeitada ao fundamento de que a Ação Fiscal transconeu durante o período de transposição societária relativa a incorporação. Preliminar de responsabilidade acatada em razão do que preleciona o artigo 133 do CTN. A esfera administrativa não tem competência pal a apreciar constitucionalidade ou legalidade de normas. Juros aplicados conforme legislação de regência. MULTA. RESPONSABILIDADE POR SUCESSÃO. Responde o sucessor pela multa de natureza fiscal. 0 direito dos contribuintes às mudanças societkias não pode servir de instrumento h liberação de quaisquer ônus fiscais (inclusive penalidades), ainda mais quando a incorporador a conhecia perfeitamente o passivo da incorporada. Recurso negado.
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decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes I) por maioria de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade. Vencidos os Conselheiros Maria Teresa Martinez L6pez e Cesar Piantavigna; II) no mérito, em negar provimento ao recurso: a) por maioria de votos, quanto à multa de oficio. Vencidos os Conselheiros Francisco Mauricio R de Albuquerque Silva (Relator), Maria Teresa Martinez López e Cesar Piantavigna Designada a Conselheira Luciana Pato Peçanha Martins par a elaborar o voto vencedor; e b) por unanimidade de votos, quanto às demais matérias. Fez sustentação oral, o advogado da recorrente, Dr. João Marcos Colussi.
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PRELIMINARES DE IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO E DE RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. INCORPORAO; O. RESPONSABILIDADE FISCAL. MULTA. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS , JUROS. Preliminar de identificação rejeitada ao fundamento de que a Ação Fiscal transconeu durante o período de transposição societária relativa a incorporação. Preliminar de responsabilidade acatada em razão do que preleciona o artigo 133 do CTN. A esfera administrativa não tem competência pal a apreciar constitucionalidade ou legalidade de normas.. Twos aplicados conforme legislação de regência.. MULTA. RESPONSABILIDADE POR SUCESSÃO. Responde o sucessor pela multa de natureza fiscal. 0 direito dos contribuintes às mudanças societkias não pode servir de instrumento h liberação de quaisquer ônus fiscais (inclusive penalidades), ainda mais quando a incorporador a conhecia perfeitamente o passivo da incorporada. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pox: ABC SUPERMERCADOS S/A. ACORDAM os Membros da Terceira Camara do Segundo Conselho de Contribuintes I) por maioria de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade. Vencidos os Conselheiros Maria Teresa Martinez L6pez e Cesar Piantavigna; II) no mérito, em negar provimento ao recurso: a) pox maioria de votos, quanto à multa de oficio. Vencidos os Conselheiros Francisco Mauricio R de Albuquerque Silva (Relator), Maria Teresa Martinez López e Cesar Piantavigna Designada a Conselheira Luciana Pato Peçanha Martins par a elaborar o voto vencedor; e b) pox unanimidade de votos, quanto 'is demais matérias. Fez sustentação oral, o advogado da recorrente, Dr. João Marcos Colussi MIN ; FAZENDA - 2.° CC CC-MF Fl OA FAZED.IDA - 2 " CC 1',I Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE CO O Cf ih BRASÍLIA cxf Processo no : 10735.004681/2002-14 Recurso n° : 124.074 VICIO Acórdão n° : 203-09.645 Ministério da Fazenda Recorrente : ABC SUPERMERCADOS S/A RELATÓRIO Na fl, 205 Acórdão DRJ/RIO-II N° 2,409 tendo como procedente o lançamento pela falta de recolhimento da Contribuição para o PIS no período de 31/01/99 a 30/11/2001. Dita Decisão rechaçou também a argüição de inconstitucionalidade e o insurgimento contra os juros de mora., Irresignada, nas fls,. 219/246, pot intermédio de advogado legalmente constituído (fl 215), interpõe Recurso Voluntário, onde inicia argüindo preliminar de mérito em face de erro na identificação do sujeito passivo, vez que, a ABC SUPERMERCADOS S/A foi sucedida pot incorporação pela COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO em data anterior (29/11/2002 — fl. 257) à lama -two do Auto de Inflação (20/12/2002 —fl, 110), não sendo possível legalmente a aplicação de multa punitiva vez que somente é responsável pelos tributos devidos até a data de dita incorporação. Transcreve decisões do Conselho de Contribuintes (fis. 223/226) julgando pela nulidade do lançamento o erro na identificação e pela inexigibilidade de multa por infrações cometidas pela incorporada Migra indicando a aplicação de lei que afronta a Constituição Federal, na confecção do lançamento ora cuidado . Constrói o texto argumentando que a CNI ajuizou ADIN (1.417-0) na qual, entre outros argumentos, alegou que a identidade de fatos geradores e bases de cálculo do PIS e da COF INS, caracterizaria a inconstitucionalidade do PIS, tendo transitado em julgado, com resultado unânime pela procedência em parte do pleito contido na dita ação, onde ficou, segundo a Recorrente, pacificado que a "regra matriz do PIS constitui uma exceção aos demais tributos e encontra todos os aspectos da sua hipótese de incidência tributária no corpo do texto constitucional, mais especificamente no artigo 239 da CF188.", tendo transcrito também, excerto de Decisão do Segundo Conselho no Acórdão n° 201-75„622, que de_ide pela recepção da CF/88 do PIS, Tal posicionamento está dir ecion.ado para argumentar que a base de cálculo do PIS é o faturarnento, não podendo subsistir a sua exigência sobre a totalidade das receitas. Continua asseverando que o Decreto Presidencial n° 2 ,346/91,atennina que as decisões da Suprema Corte que fixem de forma inequívoca e definitiva a inteipretação da Carta Magna, devem ser obrigatoriamente observadas pelas autoridades administrativas. Transcreve (fl 233) os arts. 2° e 3° e o parágrafo 1° da Lei n° 9.718/98, argumentando que padece de vicio formal no nascedouro porque, essa norma alterou substancialmente o conteúdo da MP n° 1,724/98 por intermédio da apfovaçãO pelo Congresso - : Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes Pr ocesso no : 10735004681/2002-14 Recur so no : 124.074 Acórdão no : 203-09.645 22 CC-MF Nacional das Emendas Modificativas n's 3 e 4, que permitiram a compensação de um terço da COFINS com a CSSL e não com o IR devido no period° como na redação original Desenvolve argumentos sobre a insuficiência no processo legislativo, vez que, não está a Lei n° 9318/98 com texto adequado para conversão originada de MP e sim, para exame bicameral, estando impossibrtada de integrar o ordenamento jurídico do Pais. Desenvolvf afgumentos sobre a inobservância pela Lei n° 9.718/98, de princípios constitucionais Finalmenie se'insurge contra a utilização da taxa Selic como juros de mora, \ É o relatkrio. \ r:147(1717A FAZENRA - 2. ° CC I I ........ CONFERE: Cf"Al O OMCINAL BRASILIA VITC Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes Processo n° : 10735.004681/2002-14 Recur so n° : 124.074 Ae6rd5o n° : 203-09.645 20 CC-MF Ft VOTO VENCIDO DO CONSELHEIRO-RELATOR FRANCISCO MAURÍCIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA O Recurso preenche as condições de admissibilidade, dele tomo conhecimento. Enfrento inicialmente a preliminar de nulidade do lançamento argüida, em face da identificação do sujeito passivo que no presente caso não merece prosperar. Inclino-me nessa direção porque o inicio da Ação Fiscal se deu quando o sujeito passivo não havia sido incorpor ado, e a data final desse ato culminado com o Auto de Infração é quase concomitante com a incorporação. Tal conclusão, principalmente em face da inocorrência de cerceamentos do direito de defesa, me faz rejeitar esta preliminar. Com relação à impossibilidade de assunção de multa, desta feita pela incorporadora, visto que como sucessora tributária deverá enfrentar o resultado da Ação Fiscal, entendo serem pertinentes os argumentos da Recorrente posto que, o art. 133 do CTN não deixa dúvidas, uma vez que o lançamento do qual se cuida neste processo, foi materializado após a incorporação. Assim sendo, segundo preleciona dito artigo do CTN "a pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por qualquer titulo, fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob fuma ou nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido, devidos até a data do ato," (Grifei) Conseqüentemente, não hi que se falar em multa posto que, penalidade é intransmissível Quanto a mencionada afr onta à Constituição Federal transcrevo, para facilitar o entendimento dos meus pares, o texto que a Recorrente invoca para justificar a aplicação de princípios constitucionais por ocasião dos julgamentos, verbis:. "Ressalte-se que NA-0 SE PRETENDE COM 0 PRESENTE RECURSO QUE SE DECLARE A INCONSTITUCIONALIDADE OU ILEGALIDADE DA NORMA, fa que somente . o Poder Judiciário é que tem competência para tanto, mas sim, a aplicaçdo desta subsumida aos princípios constitucionais, já que a observância destes princípios é obrigatória a todos os agentes públicos, sejam eles membros do Poder Executivo, Poder Legislativo; ou Poder .trudiciário," Com isto, conclama Recorrente do alto de suas razões; para que este Colegiado se insurja contra a aplicação da ai n° 9..718/98, que alargou desmesuradamente a base de cálculo da Contribuição para o PIS,\abominando o faturamento e elegendo todas as receitas porventura existentes, ao argumento de que a Constituição da República elegeu-a como o único tributo por ela regulado, mesmo !que\mediant,e(iernissão parcial à lei anterior. (Ministro Sepúlveda Pertence — transcrito fl. 230) \' ',LIZEWv1 - 2.° CC -"V con O C, Flii3iNAL SLII1 • • • . FRAN - • _ B O D ALBUQUERQUE SILVA Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes Process° n° : 10735.004681/2002-14 Rem/so no : 124.074 Acórdão n° : 203-09.645 r CC-MF Fl. Nossa cornpetencia como órgão administrativo é dotada de limites claros e precisos, e mais, sempre buscando seguir o entendimento vigorante no Poder Judiciário, tudo isto, relativamente A interpretação de normas legais, nunca para entende-las em desacordo com a legalidade ou com a Constituição. Sobre o tema, recentemente a Ministra Eliana Calmon no Resp. 501.628 — SC, mudou de ponto de vista adotado em maio de 2003, para entender que o conceito de faturarnento foi modificado pela Lei IV 9.718/98, infringindo o art. 110 do CTN. Embora entusiasmado com a cidadania de julgadora demonstrada pela Ilustre Ministra, não posso trilhar a senda requerida pox absoluta falta de competencia . Diante do exposto, d6parcial provimento ao Recurso para afastar do lançamento a multa imposta. Sala das Sessees, em 16 de junho de 2004 A ç-'1....ZEN "A - 2 n CC COFf ERE CON- O 021 -.A;11. BRASILIA 03 i Lidf_ fite • • e ■ •:.1,...rea., 2° CC-MF Fl Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes Processo n° 10735.004681/2002-14 Recurso n° : 124.074 Acórdão n° : 203-09.645 MIN OA FAZENDA - 2° CC I CONFERE COM O ORIGF.W.. .Pq PlAt V p. TO enurc..atams...z.a.u.retcs.ua VOTO VENCEDOR DA CONSELHEIRA LUCIANA PATO PEÇANHA MARTINS Ouso divergir do nobre relator no que diz respeito à responsabilidade do sucessor relativa As multas por infração tributária, adotando o entendimento do Conselheiro Marcus Vinícius Neder de Lima esposado no Acórdão n° 202-11.845, que a seguir transcrevo: 0 tema responsabilidade tributária é tratado no Capítulo V do Código Tributário Nacional e a responsabilidade por sucessão, mais especificamente, na Seção II desse mesmo capitulo. A Seção traz, inicialmente, a regra geral, em seu artigo 129, que direciona a responsabilidade tributária aos créditos tributários definitivamente constituídos ou em curso de constituição a data dos atos nela referidos e aos constituídos posteriorrnente aos mesmos atos. Ressalte-se, nesse passo, que o legislador; ao se referir a locução créditos tributários, cuja acepção técnica é bem definida em nosso ordenamento jurídico, não se reporta apenas ao tributo, alcança também a multa aplicada ao inflator da norma tributária. Corrobora tal entendimento o fato de o artigo 134, que regula as diversas hipóteses' de responsabilidade de terceiros, ressalvar; em seu parágrafo único, que as pessoas ali indicadas só respondem pelas multas de caráter moratório Por argumento a contrário senso, pode-se inferir que o legislador; ao restringir a aplicação de multa moratória apenas para os casos ali elencados, manteve a regra geral prevista no artigo 129 para as demais hipóteses de responsabilidade por inflação. No dizer de Carlos Maximiliano: 4( „ ) quando a norma se refere a hipótese determinada, sob a .forma de proposição normativa; e, em geral, quando estatui de matreira restritiva, limita claramente só a certo casos sua disposição, ou se inclui no campo do direito excepcionat Então se presume que, se uma hipótese é regulada de certa maneira, solução oposta caberá a hipótese contrária,.' Assim, em que pese a responsabilidade por incorporação de empresa, prevista no artigo 132, fazer referência tão-somente a tributos, sem mencionar penalidade, a interpretação desse dispositivo, a meu ver; deve ser feita sem se abstrair do contexto em que ele está inserido no Código.. Estamos diante de ilícito de natureza fiscal, não se confundindo com o ilícito penal, este sim de índole personalíssima e, por conseqüência, não passa da pessoa do infrator, Para Zelrno Denari, 'o ilícito penal é inconfundível com o .fiscal.. Ern sua formação, o que mais conta é o elemento subjetivo que enucleia a noção de culpabilidade. Por isso a maior preocupação daquele que interpreta ou julga o fato delituoso é justamente conhecer a personalidade do infrator, aferindo a intensidade da sua culpa. Tao representativo é. o componente intencional na formação do ilícito penal que jamais se discutiu sobre o caráter' personalíssimo da sanção que lhe corresponde.' - 2 " CC Pr.11»* *41n. k • CON: ;:nE c.;am o 043 A Processo n° : 10735.004681/2002-14 V 370 Recurso no : 124.074 Acórdão n° : 203-09.645 Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes 2 CC-MI; Fl Ora, nada disso imporia na configura cão do ilícito fiscal. A começar que, parctfixagdo da responsabilidade são desprezados todos os critérios subjetivos da conduta. Essa objetivação da responsabilidade foi acolhida pelo artigo 136 do Código Tributário Nacional, ao dispor que 'a responsabilidade por inflações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato', Ademais, quem pratica o ilícito fiscal, na generalidade dos casos, é pessoa juridica de direito privado e não pessoa fisica. Esta circunstancia afasta, de pronto, todo o propósito de dosar a gravidade do ilícito fiscal em função da personalidade do agente.. De resto, o ilícito .fiscal costuma traduzir simples descumprimento de um dever administrativo relacionado com as atividades empresariais do contribuinte. Nada tem a ver com o ilícito penal. Do mesmo modo, nada tem a ver entre si as respectivas sanções: 'a multa fiscal é somente uma punição de índole patrimonial que impõe um sofrimento económico, jamais libertário, ao contribuinte.' Além disso, a possibilidade de elisão da penalidade por mera alteração na estrutura societária da empresa é elemento indutor da prática de fraudes fiscais.. José Eduardo Soares de Melo sustenta, nesse sentido, que:. '0 direito dos contribuintes às mudanças societárias tão pode servir de instrumento a liberação de quaisquer ônus, fiscais (inclusive penalidade), pois seria muito simples efetuar negócios, com o objetivo de acarretar o desaparecimento dos devedores originários, de quem nada se pode exigir.' Nesse diapasão, a ilustre Ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça, em recente decisão no Recurso Especial n° 32967 - RS, DJ de 20 de março de 2000, assim se pronunciou sobre essa matéria, in verbis: Contudo, mesmo doutrinariamente, na atualidade, sinaliza-se para prevalência da tese de que a responsabilidade dos sucessores estende-se cis multas, sejam elas moratórias ou punitivas, pelo fato de integrarem elas o passivo da empresa sucedida, conforme entendimento do Dr. Luiz Alberto Gurgel de Faria, em `Código Tributário Nacional Comentado', Editora Revista dos Tribunais: A não set assim, muitas fraudes poderiam existir simplesmente para alterar a estrutura jurídica das empresas, fundindo-as, transformando-as ou realizando incorporações para afastar aplicação de penalidades ( ) a posição mais moderna se inclina para a continuidade das multas (jci aplicadas) por ocasião da sucessão da empresa. (Obra citada, pág. .527) Após essas considerações e passando ao exame do caso concreto, constata-se, ainda, que, no presente caso, no momento da incorporação, a incorporada se encontrava sob fiscalização a exatos um ano Tal mudança societária não pode, desta forma, acarretar a liberação da penalidade a que está sujeita a infratora, eis que os sucessores conheciam perfeitamente o G"t 7 vitemlte IsTo Ministétio da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes. CC-MF Processo n° 10735.004681/2002-14 Recur so n° : 124.074 Acórdão n0 : 203-09.645 passivo da empresa que estavam transformando. A responsabilidade, in casu, compreende todos e quaisquer acréscimos (juros, multas, atualizações), a fim de não se burlarem manifestos interesses fazenddrios (de superior interesse público), sob a falsa assertiva de que a pena não deveria passar da pessoa do infrator. Com essas razões, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário,. Sala das Sessões, em 16 de junho de 2004 LUCIANA PATO P ÇANHA MARTINS IDA FAZ EN A - 2 c' CC CONFERE CC O ORK:itiAt. BRASUA OSi4i !C.N
score : 1.0
Numero do processo: 35462.002004/2004-10
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 07 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu May 07 00:00:00 UTC 2009
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/01/2000 a 31/07/2001
DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA - INOVAÇÃO - MOTIVAÇÃO -
IMPOSSIBILIDADE
As razões que motivaram o lançamento não podem ser modificadas no
decorrer do contencioso administrativo fiscal. E nula a decisão que inova na motivação do lançamento.
DECISÃO RECORRIDA NULA.
Numero da decisão: 2401-000.198
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / lª Turma Ordinária da Segunda
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em acolher o pedido de revisão para anular o Acórdão n° 1392/2005 proferido pela 4ª Câmara de Julgamento do CRPS. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Cristiane Leme Ferreira, Cleusa Vieira de Souza, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Em substituição: Por unanimidade de votos: em anular a decisão de primeira instância. Apresentará Declaração de Voto o Conselheiro Elias Sampaio Freire.
Nome do relator: Ana Maria Bandeira
1.0 = *:*
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2000 a 31/07/2001 DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA - INOVAÇÃO - MOTIVAÇÃO - IMPOSSIBILIDADE As razões que motivaram o lançamento não podem ser modificadas no decorrer do contencioso administrativo fiscal. E nula a decisão que inova na motivação do lançamento. DECISÃO RECORRIDA NULA.
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decisao_txt : ACORDAM os membros da 4ª Câmara / lª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em acolher o pedido de revisão para anular o Acórdão n° 1392/2005 proferido pela 4ª Câmara de Julgamento do CRPS. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Cristiane Leme Ferreira, Cleusa Vieira de Souza, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Em substituição: Por unanimidade de votos: em anular a decisão de primeira instância. Apresentará Declaração de Voto o Conselheiro Elias Sampaio Freire.
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