Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,224)
- Segunda Câmara (27,799)
- Primeira Câmara (25,084)
- Segunda Turma Ordinária d (17,395)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,074)
- Primeira Turma Ordinária (15,860)
- Primeira Turma Ordinária (15,855)
- Primeira Turma Ordinária (15,831)
- Segunda Turma Ordinária d (15,688)
- Segunda Turma Ordinária d (14,225)
- Primeira Turma Ordinária (12,958)
- Primeira Turma Ordinária (12,272)
- Segunda Turma Ordinária d (12,235)
- Quarta Câmara (11,513)
- Primeira Turma Ordinária (11,304)
- Quarta Câmara (83,955)
- Terceira Câmara (66,335)
- Segunda Câmara (54,592)
- Primeira Câmara (19,126)
- 3ª SEÇÃO (16,074)
- 2ª SEÇÃO (11,242)
- 1ª SEÇÃO (6,788)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (122,260)
- Segunda Seção de Julgamen (113,023)
- Primeira Seção de Julgame (75,502)
- Primeiro Conselho de Cont (49,051)
- Segundo Conselho de Contr (48,910)
- Câmara Superior de Recurs (37,700)
- Terceiro Conselho de Cont (25,965)
- IPI- processos NT - ressa (5,006)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,057)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,860)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,242)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,099)
- IRPJ - restituição e comp (2,087)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,641)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,197)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,619)
- HELCIO LAFETA REIS (3,510)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,210)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,899)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,625)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,605)
- WILDERSON BOTTO (2,588)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,074)
- 2021 (35,828)
- 2019 (30,958)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,914)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,465)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,086)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,176)
- 2010 (18,058)
- 2008 (17,077)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,838)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,020)
Numero do processo: 16327.004074/2003-23
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 31 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Mar 31 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IOF - COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. CONTROLE DA LEGALIDADE DO LANÇAMENTO DE OFÍCIO.
Constituindo-se a declaração de compensação confissão de divida como previsto no § 6º do art. 74 da Lei IV 9.430/1996, as declarações de compensação do IOF apresentadas em 02/09/1998 e 10/09/1998, relativa aos débitos fatos geradores agosto e setembro/98, respectivamente, são instrumentos hábeis e suficientes para a cobrança dos débitos cuja compensação não foi homologada. Aplica-se ao caso, o art. 18 da Medida Provisória n° 135/2003, então vigente, posteriormente convertida na Lei nº
10.833/2003.
DECADÊNCIA. TRIBUTO LANÇADO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTAGEM DO PRAZO.
A compensação declarada à SRF, assim corno o pagamento antecipado do tributo, extingue o crédito tributário sob condição resolutória de sua ulterior homologação. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, o prazo decadencial de cinco anos, para lançamento de oficio, contado da data da ocorrência do fato gerador, nos termos do § 4º do art. 150 do CTN.
Numero da decisão: 1101-000.454
Decisão: ACORDAM os membros da 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, DAR provimento ao
recurso voluntário. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Edeli Pereira Bessa, Carlos Eduardo de Almeida Guerreiro, Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho e Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, nos termos da declaração de voto da Conselheira Edeli Pereira Bessa
Nome do relator: José Sérgio Gomes
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201103
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : IOF - COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. CONTROLE DA LEGALIDADE DO LANÇAMENTO DE OFÍCIO. Constituindo-se a declaração de compensação confissão de divida como previsto no § 6º do art. 74 da Lei IV 9.430/1996, as declarações de compensação do IOF apresentadas em 02/09/1998 e 10/09/1998, relativa aos débitos fatos geradores agosto e setembro/98, respectivamente, são instrumentos hábeis e suficientes para a cobrança dos débitos cuja compensação não foi homologada. Aplica-se ao caso, o art. 18 da Medida Provisória n° 135/2003, então vigente, posteriormente convertida na Lei nº 10.833/2003. DECADÊNCIA. TRIBUTO LANÇADO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTAGEM DO PRAZO. A compensação declarada à SRF, assim corno o pagamento antecipado do tributo, extingue o crédito tributário sob condição resolutória de sua ulterior homologação. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, o prazo decadencial de cinco anos, para lançamento de oficio, contado da data da ocorrência do fato gerador, nos termos do § 4º do art. 150 do CTN.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Mar 31 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 16327.004074/2003-23
anomes_publicacao_s : 201103
conteudo_id_s : 4987440
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 20 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 1101-000.454
nome_arquivo_s : 110100454_16327004074200323_201103.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : José Sérgio Gomes
nome_arquivo_pdf_s : 16327004074200323_4987440.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso voluntário. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Edeli Pereira Bessa, Carlos Eduardo de Almeida Guerreiro, Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho e Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, nos termos da declaração de voto da Conselheira Edeli Pereira Bessa
dt_sessao_tdt : Thu Mar 31 00:00:00 UTC 2011
id : 4740014
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:39:30 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044041731407872
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-09-01T12:24:42Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 7; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-09-01T12:24:42Z; Last-Modified: 2011-09-01T12:24:42Z; dcterms:modified: 2011-09-01T12:24:42Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:75b2b6b3-cd73-41e4-afea-d10d249a8e7d; Last-Save-Date: 2011-09-01T12:24:42Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-09-01T12:24:42Z; meta:save-date: 2011-09-01T12:24:42Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-09-01T12:24:42Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-09-01T12:24:42Z; created: 2011-09-01T12:24:42Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 17; Creation-Date: 2011-09-01T12:24:42Z; pdf:charsPerPage: 1897; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-09-01T12:24:42Z | Conteúdo => SI-CIT1 Fl. I MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 16327.00407412003-23 Recurso n° 238.534 Voluntário Acórdão n° 1101-00.454 — P Câmara / la Turma Ordinária Sessão de 31 de março de 2011 Matéria IOF Compensação não homologada Recorrente BANCO BMC S/A. Recorrida 3' TURMA — DRJ — CPS IOF - COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. CONTROLE DA LEGALIDADE DO LANÇAMENTO DE OFÍCIO. Constituindo-se a declaração de compensação confissão de divida como previsto no § 6" do art. 74 da Lei IV 9.430/1996, as declarações de compensação do IOF apresentadas em 02/09/1998 e 10/09/1998, relativa aos débitos fatos geradores agosto e setembro/98, respectivamente, são instrumentos hábeis e suficientes para a cobrança dos débitos cuja compensação não foi homologada. Aplica-se ao caso, o art. 18 da Medida Provisória n° 135/2003, então vigente, posteriormente convertida na Lei n" 10.833/2003. DECADÊNCIA. TRIBUTO LANÇADO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTAGEM DO PRAZO. A compensação declarada à SRF, assim corno o pagamento antecipado do tributo, extingue o crédito tributário sob condição resolutória de sua ulterior homologação. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, o prazo decadencial de cinco anos, para lançamento de oficio, contado da data da ocorrência do fato gerador, nos termos do § 4" do art. 150 do CTN. Lançamento improcedente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da P Camara / 1" Turma Ordinária da PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso voluntário. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Edeli Pereira Bessa, Carlos Eduardo de Almeida Guerreiro, Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho e Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, nos termos da declaração de voto da Conselheira Ede li Pereira Bessa C6': VA — elator JOSÉ RIC 3 1 00 2011 FRANC LES RIBEIRO DE QUEIROZ - Presidente Processo n° 16327.004074/2003-23 SI-C ITI AcOrd5o n.° 1101-00.454 Fl. 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz (Presidente), Edeli Pereira Bessa, Carlos Eduardo de Almeida Guerreiro, Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho (Vice-Presidente), José Ricardo da Silva e Diniz Raposo e Silva (Suplente convocado). Processo n° 16327.004074/2003-23 SI-CITI Acórdão n.° 1101-00.454 Fl. 3 Relatório BANCO BMC S/A., já qualificado nos presentes autos, interpõe recurso voluntário a este Colegiado (fls. 97/104), contra o Acórdão n°05-14.539, de 11/09/2006 (fls. 86/92), proferido pela colenda 3a Turma de Julgamento da DRJ/CPS, em Campinas-SP, que julgou procedente o lançamento de oficio do IOF — Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros e relativas a Títulos ou Valores Mobiliários, fatos geradores ocorridos em agosto e setembro/1998, totalizando o crédito tributário em R$ 140.576,09. Contra o contribuinte foi lavrado Auto de Infração para constituição do credito tributário por falta de recolhimento do 'OF, apurado de acordo corn representação feita nos termos do Processo n° 163.003329/2003-31, face á. não homologação do pedido de compensação de débitos desse imposto com créditos de CSLL, constante do Processo IV 16237.000245/98-44. Cientificado da decisão, o interessado apresentou Impugnação ao lançamento de oficio (fis.24/43), com a anexação de documentos (fls. 44/73). A colenda Turma de Julgamento de primeira instância decidiu pela subsistência do lançamento, conforme acórdão recorrido IV 05-14.539, cuja ementa tern a seguinte redação: Assunto: Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários — 10F. Data do fato gerador: 29/08/1998, 05/09/1998 Ementa: LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÉNCIA. Arts. 150, § 4°c 173, /, do CTN. Na hipótese em que o recolhimento dos tributos sujeitos a lançamento por homologação não ocorre ou ocorre em desconformidade com a legislação aplicável e, por conseguinte, procede-se ao lançamento de oficio (CTN, art. 149), o prazo decadencial de 5 (cinco) anos, nos termos do art. 173, /, do CTN, tem inicio no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que esse lançamento de oficio poderia haver sido realizado. (Precedente STJ— RESP 182241/SP). COMPENSAÇÃO. DIREITO DE CRÉDITO NÃO CONHECIDO. LANÇAMENTO DE OFICIO. Indeferido o pedido de compensação, é aplicável o lançamento de oficio para a cobrança do crédito tributário inadimplido. INCONSTITUCIONALIDADE. INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. COMPETÊNCIA. As autoridades administrativas estão obrigadas a observância da legislação tributária vigente 110 País, sendo incompetentes para a apreciação de argüição de inconstitucionalidade e ilegitimidade, restringindo-se a instância 3 Processo n° 16327.004074/2003-23 SI-CITI Accirchlo n.° 1101-00.454 Fl. 4 administrativa ao exame da validade jurídica dos atos praticados pelos agentes do Fisco. JUROS DE MORA. TAXA SELIG. LEGITIMIDADE. 0 crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, calculados por meio da taxa Selic, conforme expressa previsão legal. Lançamento Procedente Ciente da decisão em 11/10/2006 (AR fls. 95) e corn ela não se conformando, o contribuinte recorre a este Colegiado por meio do recurso voluntário apresentado em 13/11/2006 (fls. 96/104), alegando, em síntese, o seguinte: a) Preliminarmente, diz estar decaído o direito da Fazenda Pública de constituir o crédito tributário, haja vista tratar-se de tributo lançado por homologação, cujos fatos geradores do IOF ocorreram nos meses de agosto e setembro de 1998, alcançados, portanto, pela decadência ao arrimo do art. 150, § 4', do CTN; b) 0 recorrente tinha o dever jurídico de antecipar os respectivos pagamentos e o fez mediante compensação, sem o prévio exame da autoridade administrativa. A guisa de sua defesa, citou farta jurisprudência dos Tribunais; c) É inaplicável a taxa SELIC porque sua natureza jurídica é diversa da de juros moratórios, visto ter sido criada para medir a variação apontada nas operações do Sistema Especial de Liquidação e Custódia, considerada, portanto, urna taxa de juros remuneratória. d) A taxa SELIC não decorre de lei, mas foi instituída pela Resolução 2.868, de 1999, ofendendo o principio constitucional da legalidade, bem como ao disposto no art. 161, § 1° do CTN. A Lei 11 0 9.430, de 1996, citada no Auto de Infração, não é suficiente para caracterizar obediência ao disposto na Constituição Federal e no CTN; e) Assim, considerando a natureza remuneratória da taxa SELIC e a inconstitucionalidade de sua aplicação, não há que se admitir sua exigência no presente caso. O Colaciona doutrina e julgado do STJ. g) Quanto ao mérito, argui que a autuação está diretamente vinculada ao pedido de restituição/compensação formulado por LEASING BMC S/A. ARRENDAMENTO MERCANTIL, no Processo n° 16327.000245/98-44; h) Acrescenta que uma vez reconhecido o direito creditório naquele processo, assiste-lhe razão quanto à homologação dos débitos de IOF compensados 4 Processo n° 16327.004074/2003-23 SI-CITI Acórao n.° 1101-00.454 Fl. 5 corn tais créditos da terceira beneficiária, em razão da relação de causa e efeito com a matéria ora discutida; i) As demais razões de defesa já foram deduzidas nos autos do mencionado processo, deixando de oferecê-las em sede de recurso voluntário. j) Ao final, requer seja declarada a nulidade do lançamento de oficio e 0 consequente arquivamento do processo. o relatório. Voto Conselheiro José Ricardo da Silva, Relator. 0 recurso é tempestivo. Dele torno conhecimento. Alega o recorrente, como preliminar de sua defesa, que os fatos geradores do 10F, ocorridos em agosto e setembro de 1998 (AI fls. 03), estavam atingidos pela decadência na data da ciência da autuação, em dezembro de 2003 (tis. 22). Invocando o § 40 do art. 150 do CTN, sustenta sua tese de que se contando o prazo decadencial de cinco anos a partir dos fatos geradores lançados, estava decaído o direito de a Fazenda Pública de constituir o respectivo crédito tributário, tendo em vista que o IOF é tributo do tipo lançado por homologação. A questão não deve ser tratada linearmente, pois a autuação decorre da não homologação de compensação de débitos do IOF discutida inicialmente no Processo IV 16327.000245/98-44, formalizado em nome do contribuinte, para aproveitamento de créditos de terceiros. As fls. 10/16 consta cópia do Despacho Decisório exarado em 02/04/2003, no Processo IV 16327.000177/98-76, em nome de Leasing BMC S/A. Arrendamento Mercantil, ao qual estava apensado o Processo em comento n° 16327.000245/98-44. Do r. despacho, datado de 02/04/2003, destacamos a proposta da autoridade fiscal: PROPOSTA 15. Em .função do exposto, opino, coin fundamento nos artigos 170 e 170-A do CTN, no artigo 74, da Lei 9.430/96, no artigo 49, da MP 66/2002, e nas IN SRF 210/2002 e 233/2002: - pela NÃO HOMOLOGAÇÃO DA COMPENSAÇÃO LEVADA A EFEITO PELO INTERESSADO dos débitos de titularidade de terceiros, BANCO BMC S/A., CNPJ 07.207.996/0001-50, e BANCO DE INVESTIMENTOS BMC S/A., CNPJ 58.668.322/0001-00, e constantes das Declarações 5 Processo n° 16327.004074/2003-23 SI-CITI Ac6rcl3o n.° 1101-00.454 Fl. 6 de Compensação das folhas 83 a 90, pelo fato de carecer certeza ao pretenso crédito utilizado para tal fim; - pela CONSTITUIÇÃO E COBRANÇA DOS DÉBITOS DE 07/98, 08/98 E 09/98, INDEVIDAMENTE COMPENSADOS, de titularidade de terceiros, BANCO BMC S/A., CNPJ 07.207.996/0001-50 e BANCO DE INVESTIMENTOS BMC S/A., CNPJ 58.668.322/0001-00, e constantes das Declarações de Compensação das folhas 83 a 90. (destaques conforme original) Referido Despacho Decisório foi aprovado pelo Delegado Especial de Instituições Financeiras assinado, por delegação, cuja Decisão e Ordem de Intimação, de 02/04/2003 (fls. 17), foi expedida nos seguintes termos: ADOTO as seguintes providências, em atenção a tudo quanto se coloca: k) NÃO HOMOLOGO, com fundamento nos artigos 170 e 170-A do CTN, no artigo 74, da Lei 9.430/96, no artigo 49, da MP 66/2002, e nas IN's SRF 210/2002 e 233/2002, A COMPENSAÇÃO LEVADA A EFEITO PELO INTERESSADO dos débitos de titularidade de terceiros, BANCO BMC S/A., CNPJ 07.207.996/0001-50, e BANCO DE INVESTIMENTOS BMC S/A., CNPJ 58.668.322/0001-00, constantes das Declarações de Compensação das folhas 83 a 90, pelo fato de carecer certeza ao pretenso crédito utilizado para tal fim; m) DETERMINO, ainda, sejam adotadas por esta Divisão as seguintes providências: n) - INTIMAR o interessado a tornar ciência deste despacho decisório; o) - ENCAMINHAR o presente processo à DIFIS/DEINF/SPO para: p) CONSTITUIR, para fins de cobrança, OS CRÉDITOS RELATIVOS AOS DÉBITOS DE 07/98, 08/98 E 09/98, de titularidade de terceiros, BANCO BMC S/A., CNPJ 07.207.996/0001-50, e BANCO DE INVESTIMENTOS BMC S/A., CNPJ 58.668.322/0001-00, constantes das Declarações de Compensação das folhas 83 a 90, pelas razões acima indicadas. (destaques conforme original) Nos autos do Processo n° 16327.000177/98-96, a contribuinte Leasing BMC S/A. Arrendamento Mercantil instaurou o contencioso administrativo (fls. 69/73), tendo a O 6 P Processo n° 16327.004074/2003-23 SI -CIT1 Acórao n.° 1101 -00.454 Fl. 7 autoridade julgadora de primeira instância (fls. 80/84) indeferida sua solicitação sob a fundamentação de que 6. vedado, para fins de compensação, aproveitar crédito objeto de disputa judicial antes do trânsito em julgado da decisão favorável ao beneficiário. Até onde nos foi dado conhecer dessa discussão, baseada nos fatos acima relatados e provas produzidas no processo (fis. 10/21, 55/73 e 80/84), a homologação da compensação dos débitos de I0F, fatos geradores agosto e setembro/1998, pleiteada pelo recorrente esbarrou no indeferimento do pedido de restituição formulado por Leasing BMC S/A. Arrendamento Mercantil, considerando que estes créditos de terceiros 6 . que seriam utilizados na compensação dos ditos débitos tributários de 10F. 0 crivo na aplicação do instituto da decadência alegada pelo recorrente é o dies a quo para contagem do prazo de cinco anos, se a partir da ocorrência do fato gerador, como previsto no § 4° do art. 150, do CTN, ou se a contar do primeiro dia do exercício seguinte Aquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, como estabelece o inciso I do art. 173, do CTN. 0 exame da matéria passa necessariamente pela leitura da legislação tributária inerente A compensação de débitos tributários e do Decreto n° 4.494, de 2002, que regulamentava o IOF na data da lavratura do Auto de Infração. Relativamente A cobrança e o recolhimento do imposto a previsão legal era a seguinte: Art. 10. 0 IOF será cobrado: I - no primeiro dia útil do mês subseqüente ao de apura cão, nas hipóteses em que a apuração da base de cálculo seja feita no ultimo dia de coda 111êS,' - na data da prorrogação, renovação, consolidação, composição e negócios assemelhados; 111 - na data da operação de desconto; IV- na data do pagamento, no caso de operação de crédito não liquidada 110 VC11Ci111C11t0; V - até o décimo dia subseqüente a data da caracterização do descumprimento ou da falta de comprovação do cumprimento de condições, total ou parcial, de operações isentas ou tributadas aliquota zero ou da caracterização do desvirtuamento da . finalidade dos recursos decorrentes das mesmas operações; VI - até o décimo dia subseqüente a data da desclassificação ou descaracterização, total ou parcial, de operação de crédito rural ou de adiantamento de contrato de cámbio, quando feita pela própria instituição financeira, ou do recebimento da comunicação da desclassificação ou descaracteriza cão; VII - na data da entrega ou colocação dos recursos à disposição do interessado, nos demais casos. Processo nO 16327.004074/2003-23 SI-CITI AcOaldo n.° 1101-00.454 Fl. 8 Parágrafo único. O 10F deve ser recolhido ao Tesouro Nacional até o terceiro dia útil da semana subseqii ente it de sua cobrança. (g. n) De acordo corn a norma insita no citado dispositivo, o 10F, fatos geradores agosto e setembro/I998, deveria ter sido recolhido, respectivamente, até o dia 02/09/1998 e 09/09/1998. A época, a legislação tributária admitia a compensação dos débitos corn créditos de titularidade de terceiros (parágrafo único , art. 30, da IN SRF n° 210, de 2002), estando a solicitação de compensação pelo recorrente perfeitamente amparada, inclusive porque formulada no prazo fixado para recolhimento do imposto (fls. 19 e 21), dependendo tão somente da ulterior homologação da Administração Tributária, conforme dispõe o art. 74, da Lei n" 9.430, de 1996, verbis: Art. 74. 0 sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Orgão. (g. ,sç 2' A compensação declarada â Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutó ria de sua ulterior homologação. (g. n) Se ao contrário, o recorrente tivesse efetuado o recolhimento do IOF nos mesmos prazos em que solicitou a compensação, o tratamento tributário seria o mesmo, i.é. o pagamento dependeria também da ulterior homologação da autoridade administrativa, nos termos do art. 150 do CTN, a saber: Art. 150. 0 lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (g. /7,,) sç 1" 0 pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. (g.n). Processo n" 16327.004074/2003-23 SI-CITI Acórdão n.° 1101-00.454 Fl. 9 Corno visto, tanto a compensação corno o pagamento extingue a obrigação tributária sob condição resolutória da ulterior homologação pela autoridade administrativa, fixando a legislação o prazo de cinco anos para fazê-la. No caso destes autos, o referido prazo seria conta da entrega na repartição das respectivas declarações de compensação ocorrida em dois momentos: 02/09/1998 e 10/09/1998, conforme estabelecido no citado art. 74 da Lei n° 9.430, de 1996: Art. 74. 5' O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. (g.n) Tempestivamente, a autoridade administrativa procedeu ao exame da regularidade da compensação dos débitos do IOF com os créditos de titularidade da Leasing BMC S/A. Arrendamento Mercantil, sendo indeferido o pedido, nos termos do citado Despacho Decisório e da Decisão e Ordem de Intimação (fls. 10/17), ambos datados de 02/04/2003. Em não tendo sido homologada a compensação, competia a Administração Tributária promover à cobrança dos referidos débitos, porém, no caso dos autos, a exigência tributária está sendo feita por meio de Auto de Infração corn imposição de multa de oficio de 75% e demais encargos legais. A discussão, portanto, é sobre se está ou não decaído o direito de a Fazenda Pública constituir o correspondente crédito tributário. Por se tratar, corno visto, de tributo lançado por homologação, não se pode negar aplicação ao § 4" do art. 150 do CTN. A non-na legal que rege a matéria é muito clara ao prever que: Art. 150. 4" Se a lei não .fixar prazo à homologação, será ele de cinco (cinco) anos, a contar da ocorrência do fato gerador, expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação.(g.n) Os fatos geradores ocorreram em 29/08/1998 e 05/09/1998 (fis. 03), e aplicando-se a regra do § 4" do art. 150 do CTN, a Administração Tributária poderia constituir o credito tributário até 05/09/2003. A ciência do lançamento de oficio se deu em 24/12/2003, donde se conclui que nesta data não mais poderia ser formalizado o Auto de Infração, para exigência do I0F. 9 Processo n" 16327.004074/2003-23 SI-CITI Acórclao n • ° 1101-00.454 Fl. 10 Pelos motivos destacados, não comungo do entendimento esposado pela i. autoridade julgadora de primeira instância, que diversamente assim se expressou: Verifica-se, que no caso proposto, o Fisco apurou que o IOF relativo aos latos geradores ocorridos em agosto e setembro de 1998 teriam sido indevidamente compensados pela utilização de direitos credito rios que careciam dos atributos da certeza e da liquidez, constatação que levou o Fisco a proceder ao lançamento de oficio, nos termos do art. 149 do CTN. 0 prazo decadencial nesta modalidade de constituição de crédito, como assentado no acórdão retromencionado, deve ser contado de acordo com o art. 173, I do CTN, iniciando-se no primeiro dia do exercício seguinte em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Tomando-se como base que o lançamento de oficio poderia ser efetuado depois de finalizados os fatos geradores do 10F, ou seja, o Fisco poderia agir já a partir de 29/08/1998 e 05/09/1998, tem-se que o prazo contra o Fisco, cuja contagem fbra aberta em 1" de janeiro de 1999 —primeiro dia do exercício seguinte aquele em que o Fisco já poderia praticar o lançamento — expirou-se em 31/12/2003. Como a ciência do lançamento data de 24/12/2003, nenhum dos fatos geradores teve o correspondente crédito tributário abatido pela decadência. Examinando a legalidade do lançamento de oficio, por ser função de controle deste Colegiado, não se pode deixar de levar em conta neste julgamento as profundas modificações no regime de compensação tributária produzidas pela Medida Provisória n° 66, de 2002, convertida na Lei 10.637, de 2002, e Medida Provisória n° 135, de 2003, convertida na Lei n" 10.833, de 2003, adequando a compensação do IOF As alterações introduzidas no art. 74 da Lei n°9.430, de 1996, a saber: Medida Provisória n" 66, de 29/08/2002, convertida na Lei n°10.637, de 30/12/2002 Art. 49. 0 art. 74 da Lei n" 9.430, de 27 de dezembro de 1996, passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. 74. 0 sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com transito em julgado, relativo ci tributo ou contribuição administrado pela Secretaria c/a Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizá-lo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. (Vide Decreto n°7.212, de 2010) Yo" 10 Processo n° 16327.004074/2003-23 SI-ClTI Acórao n.° 1101-00.454 Fl. 11 § 1 0 A compensação de que trata o caput sera efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados. § 20 A compensação declarada a Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação. § 3 ° Além das hipóteses previstas nas leis especificas de cada tributo ou contribuição, não poderão ser objeto de compensação: I - o saldo a restituir apurado na Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda da Pessoa Física; II - os débitos relativos a tributos e contribuições devidos no registro da Declaração de Importação. § 4 0 Os pedidos de compensação pendentes de apreciação pela autoridade administrativa serão considerados declaração de compensação, desde o seu protocolo, para os efeitos previstos neste artigo. (g. n) § 5° A Secretaria da Receita Federal disciplinará o disposto neste artigo. ""NR.) Medida Provisória n°135, de 30/10/2003, convertida na Lei n°10.833, de 27/12/2003 Art. 17. 0 art. 74 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, alterado pelo art. 49 da Lei n° 10.637, de 30 de dezembro de 2002, passa a vigorar com a seguinte redação: (Vide Decreto n° 7.212, de 2010) "Art. 74. § 3° Além i das hipóteses previstas nas leis especificas de cada tributo ou contribuição, não poderão ser objeto de compensação mediante entrega, pelo sujeito passivo, da declaração referida no § 1°: s_ III - os débitos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal que já tenham sido encaminhados á Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional para inscrição em Dívida Ativa da Unido; IV - os créditos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal com o débito Processo o' 16327.004074/2003-23 S I-CIT I Acórdão n." 1101-00.454 Fl. 12 consolidado no ámbito do Programa de Recuperação Fiscal - Re/Is, ou do parcelamento a ele alternativo; e V - os débitos que já tenham sido objeto de compensação não I; omologada pela Secretaria da Receita Federal. § 5° 0 prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. § 6° A declaração de compensaolo constitui confissão de divida e instrument() hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados. § 7° Mi.° homologada a compensação, a autoridade administrativa deverá cientificar o sujeito passivo e intimá-lo efetuar, no prazo de 30 (trinta) dias, contado da ciência cio ato que não a homologou. o pagamento clos débitos indevidamente compensados. § 8 ° Não efetuado o pagamento no prazo previsto no § 7°, o débito será encaminhado à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional para inscrição em Divida Ativa da União, ressalvado o disposto no § 9°. § 9° É.facultado ao sujeito passivo, no prazo referido no § 7°, apresentar manifestação de inconformidade contra a não- homologação da compensação. § 10. Da decisão que julgar improcedente a manifestação de inconformidade caberá recurso ao Conselho de Contribuintes. § 11. A manifestctção de inconformidade e o recurso de que tratam os §§ 9° e 10 obedecerão ao rito processual do Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972, e enquadram-se no disposto no inciso III do art. 151 da Lei n° 5.172, c/c 25 de outubro de 1966 - Código Tributário Nacional, relativamente ao débito objeto da compensação. § 12. A Secretaria da Receita Federal disctPlinará o disposto neste artigo, podendo, para fins de apreciação das declaragões de compensação e dos pedidos de restituição e de ressarcimento, fixar critérios de prioridade em função do valor compensado ou a ser restituído ou ressarcido e dos prazos cie prescrição." (NR) Art. 18. 0 lançamento de oficio de que trata o art. 90 da Medida Provisória le 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, limitar -se-á à imposição de multa isolada sobre as diferenças apuradas decorrentes de compensação indevida e aplicar-se-á unicamente nas hipóteses de o crédito ou o débito não ser passível de compensação por expresso disposição legal, de o crédito ser de natureza não tributária, ou em que ficar caracterizada a pratica das infrações previstas nos arts. 71 a 73 do Lei nf 4.502, c/c 30 de novembro de 1964.(gn) Processo n° 16327.004074 12003-23 SI-CITI Acórdão n.° 1101-00.454 Fl. 13 § 1° Nas hipóteses de que trata o caput, aplica-se ao débito indevidamente compensado o disposto nos §,sS . 6° a 11 do art. 74 da Lei n° 9.430, de 1996. § 2° A multa isolada a que se refere o caput é a prevista nos incisos I e II ou no § 22 do art. 44 da Lei n2 9.430, de 1996, conforme o caso. § 3° Ocorrendo manifestação de inconformidade contra a não- homologação da compensação e impugnação quanto ao lançamento das multas a que se refere este artigo, as peças serão reunidas em um imico processo para serem decididas simultaneamente. Para os efeitos do art. 74, conforme dispõe seu § 4 0 transcrito, os pedidos de compensação formalizados anteriormente e pendentes de apreciação pela autoridade administrativa serão considerados declara do de com ensa "ão desde o seu erotocolo, situação na qual se enquadra a compensação do IOF sob exame. Ora, se lhe são aplicáveis os regramentos do art. 74, claro está que também lhe é aplicável o disposto no § 6" do citado artigo. A conseqüência lógica é a de que se constituindo a declaração de compensação confissão de divida, como previsto no § 6", art. 74 em comento, as declarações de compensação do IOF apresentadas em 02/09/1998 e 10/09/1998, fatos geradores agosto e setembro/1998, respectivamente, são instrumentos hábeis e suficientes para a cobrança dos débitos não homologados. Significa dizer que o procedimento administrativo devia ser o de notificação do contribuinte para pagamento do respectivo débito (§ 7°, art. 74) e não autuação para exigência do TOP por compensação não homologada. Impõe observar que o art. 18 da Lei n° 10.833, de 2003, desde a sua redação original de acordo com a Medida Provisória n" 135, de 2003, já previa que o lançamento de oficio de que trata o art. 90 da Medida Provisória if 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, limitar- se-ia à imposição de multa isolada sobre as diferenças apuradas decorrentes de compensação indevida, aplicando-se unicamente nas hipóteses de: (i) o crédito ou o débito não ser passível de compensação por expressa disposição legal, (ii) o crédito ser de natureza não tributária, ou (iii) em que ficar caracterizada a prática das infrações previstas nos arts. 71 a 73 da Lei n" 4.502, de 1964. Esta previsão legal já estava em vigência por ocasião da lavratura do Auto de Infração (ciência em 24/12/2003) e por esta razão a exação não tern amparo legal. A bem do principio da legalidade, temos por insubsistente o lançamento de oficio. Primeiro, face aos efeitos do instituto da decadência, consoante regra inscrita no § 4° do art. 150 do CTN; segundo, caberia a autuação tão somente para imposição da multa isolada, nos termos do art. 18 da Lei n" 10.833, de 2003. 0 débito indevidamente compensado deve ser considerado com divida confessada, sujeita aos procedimentos administrativos previstos nos §§ 6° a 11 do art. 74 da citada Lei IV 9.430, de 1996. LI 13 Processo n° 16327.004074/2003-23 SI-CITI Acórao n.° 1101-00.454 Fl. 14 Assim, fica prejudicado o exame das demais alegações do recorrente sobre a inaplicabilidale da taxa SELIC, corn argüição de inconstitucionalidade do dispositivo que a instituiu. Ainda assim, convém observar que o art. 62 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), aprovado pela Portaria MF n° 256, de 2009 veda a autoridade julgadora administrativa afastar a aplicação da legislação de regência ou deixar de observá-la sob fundamento de inconstitucionalidade. Inclusive, por se tratar de matéria atualmente sumulada, como abaixo se demonstra, sua adoção é obrigatória pelos membros do CARF: Súmula CARF n°2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Szimula CARE n°4 A partir de I" de abril de 1995, os juros momtórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, a taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia — SELIC para títulos federais. CONCLUSÃO Pelas razões expostas voto no sentido de julgar improcedente o lançamento de oficio. Sala das Sessões, em 31 de março de 2011 José Ric rd t1-1.4 Processo n° 16327.004074/2003-23 Si-C1T1 Acórchlo n.° 1101-00.454 Fl. 15 Declaração de Voto Conselheira EDELI PEREIRA BESSA Como relatado, o litígio aqui presente envolve pedidos de compensação de débitos de 10F, nos quais a contribuinte comunica seu interesse de utilizar direito creditório relativo a saldo negativo de CSLL apurado por terceiro (Leasing BMC S/A. Arrendamento Mercantil). Dai a competência de julgamento deste colegiado, consoante disposto no Anexo II do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF n ° 256/2009: Art. 7 0 Incluem-se na competencia das Seções os recursos inteipostos em processos administrativos de compensação, ressarcimemo, restituição e reembolso, ben, como de reconhecimento de isenção on de imunidade tributória. ;;- 1' A competindo para o julgamento de recurso en, processo administrativo de compensação é definida pelo crédito alegado, inclusive quaint° houver lançamento de crédito tributário de matéria que se inclua na especialização de warn Camara on Seção. Entendo que os referidos pedidos de compensação não foram convertidos em Declarações de Compensação — DCOMP, na medida em que tal somente se deu em relação aos pedidos de compensação que, pendentes de apreciação na data de inicio da vigência da Medida Provisória n° 66/2002 (01/10/2002, conforme seu art. 63, inciso I), apresentavam os contornos da compensação definidos no caput do art. 74 da Lei n" 9.430/96, a partir da redação a ele dada por aquela Medida Provisória, convertida na Lei n° 10.637/2002. Em conseqüência, tais pedidos de compensação não se constituem confissão de divida, ate porque nem mesmo as Declarações de Compensação — DCOMP, apresentadas antes da vigência da Medida Provisória n ° 135/2003 (convertida na Lei n ° 10.833/2003) que lhes conferiu tal atributo, prestavam-se a tanto. Assim, ausente nos autos qualquer noticia de que os débitos compensados estavam, também, declarados em DCTF, o lançamento aqui em debate seria necessário para exigência dos débitos relativamente aos quais a extinção não estava confirmada, dada a incerteza do crédito alegado. Todavia, entendo que a formalização deste lançamento se deu a destempo. E isto mesmo tendo em conta que a matéria em litígio tem seu julgamento afetado pelas novas disposições do Regimento Interno do CARF, alterado por meio da Portaria MF no 586/2010, para passar a conter, em seu Anexo II, o seguinte artigo: Art. 62-A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543- B e 543-C da Lei n°5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverdo ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Isto porque, relativamente à contagem do prazo decadencial na forma do art. 150, do CTN, o Superior Tribunal de Justiça já havia decidido, na sistemática prevista pelo art. 543-C do Código de Processo Civil, o que assim foi ementado no acórdão proferido nos autos do REsp n° 973.733/SC, publicado em 18/09/2009: 15 Processo n° 16327.004074/2003-23 SI-CITI Acórdão n.° 1101-00.454 Fl. 16 PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543-C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE 0 FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIALARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4", e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. I. 0 prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de oficio) conta-se do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766,050/PR, Rel. Ministro Linz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Ltd:: Fux, julgado e111 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestcaivo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontra-se regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais .figura a regra da decadência do direito de lançar 110s casos de tributos sujeitos ao lançamento de oficio, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição 110 Direito Tributário", 3a ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. 0 dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial rege-se pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponivel, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelando-se inadmissível a aplicação cumulativo/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4", e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3" ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10" ecl., Ed. &waiver, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos DiniZ de San/i, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3" ed., Max Limo/lad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). 5. In east!, consoante assente net origem: (i) cuida-se de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no period° de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deu-se em 26.03.2001. 6. Destarte, revelam-se caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de oficio substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543-C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. Extrai-se deste julgado que o fato de o tributo sujeitar-se a lançamento por homologação não é suficiente para, em caso de ausência de dolo, fraude ou simulação, tomar- 16 Processo e 16327.004074/2003-23 SI -C1T1 Acórdalo n. 1101-00.454 Fl. 17 se o encerramento do período de apuração como tenno inicial da contagem do prazo decadencial de 5 (cinco) anos. Resta claro, a partir da ementa transcrita, que é necessário haver uma conduta objetiva a ser homologada, sob pena de a contagem do prazo decadencial ser orientada pelo disposto no art. 173 do CTN. E tal conduta, corno já se infere a partir do item 1 da referida ementa, não seria apenas o pagamento antecipado, mas também a declaração prévia do débito. Relevante notar, porém, que, no caso apreciado pelo Superior Tribunal de Justiça, a discussão central prendia-se ao argumento da recorrente (Instituto Nacional de Seguridade Social — INSS) de que o prazo para constituição do crédito tributário seria de 10 (dez) anos, contando-se 5 (cinco) anos a partir do encerramento do prazo de homologação previsto no art. 150, §4° do CTN, como antes já havia decidido aquele Tribunal. Por esta razão, os fundamentos do voto condutor mais se dirigiram a registrar a inadmissibilidade da aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, §40, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal. Em conseqüência não há, naquele julgado, maior aprofundamento acerca do que seria objeto de homologação tácita na forma do art. 150 do CTN, permitindo-se aqui a livre convicção acerca de sua definição. No caso presente, não há noticia de que a contribuinte tenha pago ou declarado parcelas dos débitos compensados. 0 pedido de compensação destes valores, porém, evidencia que foram atendidos os preceitos do art. 150 do CTN, pois evidentemente houve apuração do tributo pelo sujeito passivo e a pretensão de extingui-lo, comunicada Administração Tributária mediante documento por ela concebido para tanto, em datas que possivelmente são as de vencimento dos débitos compensados. Em tais condições, o sujeito passivo não se enquadra em uma hipótese na qual a lei não prevê o pagamento antecipado c/a exação, nem mesmo naquela onde, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre. A inocorrência do pagamento foi justificada mediante a prática de outra conduta cientificada A. Administração Tributária: a apresentação do pedido de compensação. Logo, não se pode negar que o prazo previsto no art. 150 do CTN também seja aplicável. Em conseqüência, encerrados os períodos de apuração em 29/08/98 e 05/09/98, não há dúvida que à data da formalização do lançamento (24/12/2003), já haviam transcorridos mais de 5 (cinco) anos. Assim, os débitos apontados nos pedidos de compensação, caso esta não seja admitida, somente poderão ser exigidos se, também, declarados em DCTF. Voto, assim, por acolher a argüição de decadência e DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. EDELI PEREIRA BESSA - Conselheira 17
score : 1.0
Numero do processo: 37193.005870/2002-35
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 10 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Feb 10 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/03/1993 a 31/12/1996
AUTO DE INFRAÇÃO
É dever da empresa proceder a inscrição de segurado que lhe presta serviço como empregado.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2302-000.847
Decisão: Acordam os membros da Segunda Turma da Terceira Câmara da Segunda
Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: Liege Lacroix Thomasi
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201102
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/03/1993 a 31/12/1996 AUTO DE INFRAÇÃO É dever da empresa proceder a inscrição de segurado que lhe presta serviço como empregado. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Feb 10 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 37193.005870/2002-35
anomes_publicacao_s : 201102
conteudo_id_s : 4973693
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Dec 09 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 2302-000.847
nome_arquivo_s : 230200847_37193005870200235_201102.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : Liege Lacroix Thomasi
nome_arquivo_pdf_s : 37193005870200235_4973693.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros da Segunda Turma da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Thu Feb 10 00:00:00 UTC 2011
id : 4738748
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:38:45 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044041736650752
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1424; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T2 Fl. 409 1 408 S2C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 37193.005870/200235 Recurso nº 242.122 Voluntário Acórdão nº 230200.847 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 10 de fevereiro de 2011 Matéria Auto de Infração: Obrigações Acessórias em Geral Recorrente SOCIEDADE DE ENSINO SUPERIOR TOLEDO S/C LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/03/1993 a 31/12/1996 AUTO DE INFRAÇÃO É dever da empresa proceder a inscrição de segurado que lhe presta serviço como empregado. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da Segunda Turma da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora Marco Andre Ramos Vieira Presidente. Liege Lacroix Thomasi Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Andre Ramos Vieira (Presidente), Liege Lacroix Thomasi, Arlindo da Costa e Silva, Thiago D’ Ávila Melo Fernandes,Manoel Coelho Arruda Junior, Adriana Sato Fl. 1DF CARF MF Emitido em 04/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/03/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI Assinado digitalmente em 22/03/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, 26/03/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEI RA 2 Relatório Trata o presente de auto de infração lavrado em desfavor do sujeito passivo acima identificado, por não ter inscrito na previdência social, os segurados que lhe prestaram serviço nas competências compreendidas no período de 03/1993 a 12/1996. O relatório fiscal de fl.02, diz que a constatação da não inscrição de segurados se deu através do exame de documentos da empresa, mais especificamente recibos de pagamento não contabilizados, apreendidos pelos Ministério Público, por força de determinação judicial. Consta também do relatório listagem com o nome dos segurados não inscritos e sua função, professor, bedel, monitor, auxiliar de laboratório e alguns não especificados. As contribuições referentes à relação de emprego foram lançadas em notificação fiscal de lançamento de débito. Após a impugnação que foi considerada intempestiva, DecisãoNotificação de fls. 25/29, julgou a autuação procedente. Inconformado o contribuinte apresentou recurso tempestivo arguindo em síntese: a) que o sócio é legítimo para recorrer, não necessitando o depósito recursal; b) que a impugnação foi tempestiva frente ao relatório complementar; c) que a multa é ilegal; d) que não consta a função exercida, o pagamento recebido e não está demonstrada a relação empregatícia. Requer a nulidade do auto de infração e a relevação da multa. Posteriormente, o contribuinte impetrou Mandado de Segurança para que sua defesa fosse analisada eis que tempestiva, frente ao relatório complementar das notificações. Com efeito, a defesa apresentada foi considerada tempestiva, mas já tinha sido analisada quando da emissão da DN, já que o auto de infração é sempre apreciado e julgado. A DRP apresentou as contrarazões pela manutenção da decisão recorrida e Acórdão da 2ª CaJ do CRPS anulou a autuação pela falta de caracterização da relação de emprego, fls. 103/106. Às fls. 107/110, o fisco pede revisão do Acórdão porque os documentos para comprovar a habitualidade, subordinação e onerosidade foram sonegados pelo contribuinte, não podendo o mesmo se beneficiar da decisão. O recorrente foi cientificado apresentou suas razões e novo Acórdão de fls. 128/129, transforma o julgamento em diligência para que seja localizada a NFLD onde está caracterizada a relação de emprego. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 04/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/03/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI Assinado digitalmente em 22/03/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, 26/03/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEI RA Processo nº 37193.005870/200235 Acórdão n.º 230200.847 S2C3T2 Fl. 410 3 O fisco em resposta, informa que a notificação encontrase em cobrança pela procuradoria. Cientificado o contribuinte, Acórdão de fls. 221/222, baixa novamente o processo em diligência para que sejam apensadas partes da NFLD a fim de elucidar as características da relação de emprego. O fisco junta documentos de fls. 227/313, relaciona os segurados não inscritos, explicitando as razões da existência dos pressupostos da relação de emprego em cada recibo. Retornam os autos a julgamento e Acórdão de fls.320/321, os baixam em diligência para ciência do contribuinte quanto às informações prestadas. A recorrente apresenta, novamente, suas razões. É o relatório. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 04/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/03/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI Assinado digitalmente em 22/03/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, 26/03/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEI RA 4 Voto Conselheiro LIEGE LACROIX THOMASI Cumprido o requisito de tempestividade, conheço do recurso e passo ao seu exame. Das Preliminares O auto de infração referese a não inscrição de segurados considerados pela fiscalização como empregados no período de 03/1993 a 12/1996, e foi lavrado em 28/10/2002. Portanto, deve ser examinada de ofício a questão da decadência, já que nas sessões plenárias dos dias 11 e 12/06/2008, respectivamente, o Supremo Tribunal Federal STF, por unanimidade, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91 e editou a Súmula Vinculante n° 08: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. A partir da publicação na imprensa oficial, que se deu em 20/06/2008, todos os órgãos judiciais e administrativos ficam obrigados a acatarem a Súmula Vinculante. As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação, assim devem observar a regra prevista no art. 150, parágrafo 4o do CTN. Havendo, então o pagamento antecipado, observarseá a regra de extinção prevista no art. 156, inciso VII do CTN. Entretanto, somente se homologa pagamento, caso esse não exista, não há o que ser homologado, devendo ser observado o disposto no art. 173, inciso I do CTN. Nessa hipótese, o crédito tributário será extinto em função do previsto no art. 156, inciso V do CTN. Caso tenha ocorrido dolo, fraude ou simulação não será observado o disposto no art. 150, parágrafo 4o do CTN, sendo aplicado necessariamente o disposto no art. 173, inciso I, independentemente de ter havido o pagamento antecipado. Como no caso presente temos uma autuação, não há que se falar em recolhimento a ser homologado, devendo ser aplicado o artigo 173, I do CTN: Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 04/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/03/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI Assinado digitalmente em 22/03/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, 26/03/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEI RA Processo nº 37193.005870/200235 Acórdão n.º 230200.847 S2C3T2 Fl. 411 5 Assim, resta neste auto de infração apenas a competência 12/1996. Todavia, não haverá diferença no valor da penalidade aplicada, eis que é único, não permitindo fracionamento, conforme disposto pelo artigo 659, §4º, da Instrução Normativa n.º 03/2005: §4º Se houver materialização das demais infrações não referidas nos arts. 646 a 648, a multa será fixada por Auto de Infração, independentemente do número de ocorrências. Quanto à desnecessidade do depósito recursal para garantia de instância, devendo ser aceito o recurso em nome do sócio, como quer a recorrente, é de se notar que tal pressuposto não é mais exigido por este Colegiado em obediência ao Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. De acordo com o previsto no parágrafo único do art. 62 do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria n ° 256/2009 do Ministério da Fazenda, no julgamento de recurso voluntário ou de ofício, fica vedado aos Conselhos de Contribuintes afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Não se aplicando aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo, que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; O STF já se posicionou no julgamento do Recurso Extraordinário n ° 389383, transitado em julgado, pela inconstitucionalidade dos parágrafos 1º e 2º do art. 126 da Lei n ° 8.212. Do Mérito A lavratura do auto de infração se deu com base em recibos de pagamento da empresa para segurados que lhe prestavam serviços nas funções de professor, monitor, bedel e auxiliar de laboratório. Os documentos tinham sido apreendidos pelo Ministério Público e não constavam da contabilidade da recorrente. Muito embora, o relatório fiscal da infração não tenha bem caracterizado a relação de emprego, ficou evidenciado após as inúmeras diligências ocorridas, com os devidos esclarecimentos do fisco e as razões do contribuinte, que a situação fática encontrada pela fiscalização denotava a existência dos pressupostos de uma relação de emprego. E, se não houve um maior número de provas materiais trazidas aos autos por parte da fiscalização, isto se atribuiu à sonegação de dados e informações por parte da empresa, que nem contabilizava os pagamentos havidos aos segurados e justamente por esta razão não pode ser beneficiada com a nulidade do procedimento. Ademais, a única competência que restou neste auto de infração, 12/1996, referese ao segurado que prestou serviço como monitor nas competências de 04/1996 a 12/1996, Sr. José Ari Gualberto Junqueira, cujos recibos de pagamentos estão colacionados às fls. 141/147, inclusive com pagamento de 13º salário, ficando demonstrada a caracterização da relação de emprego e a obrigatoriedade da inscrição do segurado na Previdência Social. Os artigos 118 e 149 do CTN prevêem a primazia da realidade sobre os atos jurídicos realizados, autorizando a fiscalização a desconsiderar os atos e negócios jurídicos que não retratam a realidade dos fatos. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 04/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/03/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI Assinado digitalmente em 22/03/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, 26/03/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEI RA 6 Art. 118 – A definição legal do fato gerador é interpretada abstraindose: I – da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes, responsáveis, ou terceiros, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos; II – dos efeitos dos fatos efetivamente ocorridos Art. 149 – O lançamento é efetuado e revisto de oficio pela autoridade administrativa nos seguintes casos: (...) VII – quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro em benefício daquele, agiu com dolo, fraude ou simulação. Essa atribuição da fiscalização é reforçada quando se trata do correto enquadramento dos segurados empregados, para fins de cobrança da contribuição previdenciária devida. Nesse sentido, dispõe o artigo 33 da Lei no 8.212/91 que dispõe: Art. 33 – Ao Instituto Nacional do Seguro Social – INSS compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do Art. 11, bem como as contribuições incidentes a título de substituição; e à Secretaria da Receita Federal – SRF compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas d e e do parágrafo único do Art. 11, cabendo a ambos os órgãos, na esfera de sua competência, promover a respectiva cobrança e aplicar as sanções previstas legalmente. Essa atribuição passou a ser do Ministério da Previdência Social, por força do artigo 1 da Lei 11.098/2005. Para que a fiscalização da Secretaria da Receita Previdenciária – SRP possa efetuar o lançamento das contribuições previdenciárias; é necessário que se enquadre corretamente os segurados obrigatórios. O artigo 12, I “a” da Lei 8.212/91 prevê: Art. 12 – São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: I – como empregado: a) aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado. Para que a fiscalização possa vincular o segurado empregado com a empresa que lhe remunera, também é necessário conhecer o conceito de empresa, que está estabelecido no artigo 15, I da Lei 8.212/91: Art. 15 – Considerase: I – empresa – a firma individual ou sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e entidades da administração pública direta, indireta e fundacional; Fl. 6DF CARF MF Emitido em 04/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/03/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI Assinado digitalmente em 22/03/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, 26/03/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEI RA Processo nº 37193.005870/200235 Acórdão n.º 230200.847 S2C3T2 Fl. 412 7 Auditor Fiscal da Previdência Social (há época da autuação), no exercício de atividade vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional, prevista no art. 142, CTN ao constatar que o segurado contratado como contribuinte individual, trabalhador avulso, ou sob qualquer outra denominação, preenche as condições referidas no inciso I, do caput do art. 9º, RPS, deverá desconsiderar o vínculo pactuado e efetuar o enquadramento como segurado empregado [art. 229, § 2º, do RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048, de 1999, Redação dada pelo Decreto nº 3.265, de 29/11/99]: RPS ART. 229 , (...) § 2º Se o Auditor Fiscal da Previdência Social constatar que o segurado contratado como contribuinte individual, trabalhador avulso, ou sob qualquer outra denominação, preenche as condições referidas no inciso I do caput do art. 9º, deverá desconsiderar o vínculo pactuado e efetuar o enquadramento como segurado empregado. Uma vez reconhecido o vinculo empregatício existente não há que se desconsiderar o descumprimento da Lei n° 8.213, de 24/07/1991, artigo 17 combinado com artigo 18, I e § 1° do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999: Lei n. 8231/91 Art. 17. O Regulamento disciplinará a forma de inscrição do segurado e dos dependentes. RPS Art.18.Considerase inscrição de segurado para os efeitos da previdência social o ato pelo qual o segurado é cadastrado no Regime Geral de Previdência Social, mediante comprovação dos dados pessoais e de outros elementos necessários e úteis a sua caracterização, observado o disposto no art. 330 e seu parágrafo único, na seguinte forma I o empregado e trabalhador avulso pelo preenchimento dos documentos que os habilitem ao exercício da atividade, formalizado pelo contrato de trabalho, no caso de empregado, observado o disposto no § 2o do art. 20, e pelo cadastramento e registro no sindicato ou órgão gestor de mãodeobra, no caso de trabalhador avulso (...) §1ºA inscrição do segurado de que trata o inciso será efetuada diretamente na empresa, sindicato ou órgão gestor de mãode obra e a dos demais no Instituto Nacional do Seguro Social. Fl. 7DF CARF MF Emitido em 04/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/03/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI Assinado digitalmente em 22/03/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, 26/03/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEI RA 8 Por todo o exposto, voto por negar provimento ao recurso. Liege Lacroix Thomasi Relatora Fl. 8DF CARF MF Emitido em 04/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/03/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI Assinado digitalmente em 22/03/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, 26/03/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEI RA
score : 1.0
Numero do processo: 10865.001669/2007-87
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do fato gerador: 08/12/2006
RETROATIVIDADE BENIGNA. GFIP. MEDIDA PROVISÓRIA Nº 449.
REDUÇÃO DA MULTA.
As multas em GFIP foram alteradas pela Medida Provisória n º 449 de 2008, sendo benéfica para o infrator. Foi acrescentado o art. 32A à Lei n º 8.212.
Conforme previsto no art. 106, inciso II do CTN, a lei aplicase
a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de defini-lo como infração; b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe
comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Crédito Tributário Mantido em Parte
Numero da decisão: 2302-000.973
Decisão: ACORDAM os membros da Segunda Turma da Terceira Câmara da Segunda
Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade em conceder provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. A multa deve ser calculada considerando as disposições da Medida
Provisória n º 449 de 2008, mais precisamente o art. 32A,
inciso II, que na conversão pela Lei n º 11.941 foi renumerado para o art. 32A, inciso I da Lei nº 8.212 de 1991.
Nome do relator: Marco André Ramos Vieira
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201104
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 08/12/2006 RETROATIVIDADE BENIGNA. GFIP. MEDIDA PROVISÓRIA Nº 449. REDUÇÃO DA MULTA. As multas em GFIP foram alteradas pela Medida Provisória n º 449 de 2008, sendo benéfica para o infrator. Foi acrescentado o art. 32A à Lei n º 8.212. Conforme previsto no art. 106, inciso II do CTN, a lei aplicase a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de defini-lo como infração; b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10865.001669/2007-87
anomes_publicacao_s : 201104
conteudo_id_s : 4679633
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 14 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 2302-000.973
nome_arquivo_s : 230200973_10865001669200787_201104.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : Marco André Ramos Vieira
nome_arquivo_pdf_s : 10865001669200787_4679633.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da Segunda Turma da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade em conceder provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. A multa deve ser calculada considerando as disposições da Medida Provisória n º 449 de 2008, mais precisamente o art. 32A, inciso II, que na conversão pela Lei n º 11.941 foi renumerado para o art. 32A, inciso I da Lei nº 8.212 de 1991.
dt_sessao_tdt : Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2011
id : 4740367
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:39:42 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044041747136512
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2083; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T2 Fl. 159 1 158 S2C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10865.001669/200787 Recurso nº 252.453 Voluntário Acórdão nº 230200.973 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 13 de abril de 2011 Matéria Auto de Infração. Obrigações Acessórias em GFIP. Recorrente B. L. BITTAR INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PAPEL LTDA Recorrida SRP SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 08/12/2006 RETROATIVIDADE BENIGNA. GFIP. MEDIDA PROVISÓRIA N º 449. REDUÇÃO DA MULTA. As multas em GFIP foram alteradas pela Medida Provisória n º 449 de 2008, sendo benéfica para o infrator. Foi acrescentado o art. 32A à Lei n º 8.212. Conforme previsto no art. 106, inciso II do CTN, a lei aplicase a ato ou fato pretérito, tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Segunda Turma da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade em conceder provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. A multa deve ser calculada considerando as disposições da Medida Provisória n º 449 de 2008, mais precisamente o art. 32A, inciso II, que na conversão pela Lei n º 11.941 foi renumerado para o art. 32A, inciso I da Lei n º 8.212 de 1991. Marco André Ramos Vieira Presidente e Relator Fl. 1DF CARF MF Emitido em 17/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Assinado digitalmente em 09/05/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Marco André Ramos Vieira (Presidente), Liege Lacroix Thomasi, Arlindo da Costa e Silva, Manoel Coelho Arruda Júnior, Adriana Sato. Ausente momentaneamente o Conselheiro Thiago Davila Melo Fernandes. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 17/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Assinado digitalmente em 09/05/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Processo nº 10865.001669/200787 Acórdão n.º 230200.973 S2C3T2 Fl. 160 3 Relatório Trata o presente auto de infração, lavrado em desfavor do recorrente, originado em virtude do descumprimento do art. 32, IV, § 5º da Lei n ° 8.212/1991, com a multa punitiva aplicada conforme dispõe o art. 284, II do RPS, aprovado pelo Decreto n ° 3.048/1999. Segundo a fiscalização previdenciária, a recorrente não informou à previdência social por meio da GFIP todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias nas competências outubro de 2003 a dezembro de 2005, conforme fls. 12 a 16. Inconformada, a autuada apresentou impugnação no prazo normativo, fls. 132 a 135. A Delegacia da Receita Previdenciária emitiu a Decisão de fls. 145 a 148, mantendo a autuação em sua integralidade. Inconformada com a decisão, a autuada interpôs recurso voluntário, fls. 151 a 154. Alega em síntese que: a) A recorrente possui direito à relevação da multa; b) A recorrente não é reincidente; Não foram apresentadas contrarazões pelo órgão fazendário. É o relato suficiente. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 17/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Assinado digitalmente em 09/05/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA 4 Voto Conselheiro Marco André Ramos Vieira, Relator O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 157. Pressuposto superado, passo ao exame das questões preliminares ao mérito. Quanto ao cabimento da relevação da multa teço a seguinte análise. A relevação prevista no art. 291, § 1º do RPS necessita dos seguintes requisitos: I. Pedido no prazo de defesa, mesmo que não contestada a infração; II. Primariedade do infrator; III. Correção da falta até a decisão do INSS; IV. Sem ocorrência de circunstância agravante. Art.291. Constitui circunstância atenuante da penalidade aplicada ter o infrator corrigido a falta até a decisão da autoridade julgadora competente. § 1º A multa será relevada, mediante pedido dentro do prazo de defesa, ainda que não contestada a infração, se o infrator for primário, tiver corrigido a falta e não tiver ocorrido nenhuma circunstância agravante. A relevação não é faculdade da autoridade administrativa, uma vez o infrator atendendo aos requisitos do art. 291, § 1º do RPS, quais sejam: primariedade do infrator; correção da falta e sem ocorrência de circunstância agravante; surge para a autoridade o dever de relevar a multa. Contudo, essa autoridade não pode agir de ofício, é necessária a provocação da parte. Analisando os requisitos e os autos, verificase que a recorrente é reincidente, conforme fl. 17, o que impede a relevação da multa, em virtude da ausência de primariedade. A atenuação e a relevação da multa são benefícios concedidos ao infrator, sendo uma contrapartida oferecida pela legislação previdenciária. Caso esse infrator corrija a falta, ficará responsável por um débito de menor valor, caso atenda aos demais requisitos a multa será relevada. Uma vez sendo em beneficio do infrator, é necessário que este atenda aos requisitos exigidos pela Previdência Social e na forma pelo órgão estabelecida, traduzida no Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n ° 3.048/1999. Contudo, há que se observar a retroatividade benigna prevista no art. 106, inciso II do CTN. As multas em GFIP foram alteradas pela Medida Provisória n º 449 de 2008, sendo mais benéficas para o infrator. Foi acrescentado o art. 32A à Lei n º 8.212, nestas palavras: “Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do art. 32 no prazo fixado ou Fl. 4DF CARF MF Emitido em 17/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Assinado digitalmente em 09/05/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Processo nº 10865.001669/200787 Acórdão n.º 230200.973 S2C3T2 Fl. 161 5 que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitarseá às seguintes multas: I de dois por cento ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no § 3o; e II de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas. § 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso I do caput, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento. § 2o Observado o disposto no § 3o, as multas serão reduzidas: I à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou II a setenta e cinco por cento, se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. § 3o A multa mínima a ser aplicada será de: I R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e II R$ 500,00 ( quinhentos reais), nos demais casos.” (NR) Desse modo, resta evidenciado, que a conduta de apresentar a GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores sujeitava o infrator à pena administrativa correspondente à multa de cem por cento do valor devido relativo à contribuição não declarada, limitada aos valores previstos no parágrafo 4º do artigo 32 da Lei n º 8.212 de 1991. Agora, com a Medida Provisória n º 449 de 2009, convertida na Lei n º 11.941, a tipificação passou a ser apresentar a GFIP com incorreções ou omissões, com multa de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas. O núcleo do tipo infracional seja na redação anterior à MP n º 449, seja com o novo ordenamento é o mesmo: apresentar a GFIP com erros. A multa será aplicada ainda que o contribuinte tenha pago as contribuições, conforme previsto no inciso I do art. 32 A. Resta demonstrado, assim, que estamos diante de uma obrigação puramente formal, devendo ser aplicada a multa isolada. Não há razão para serem somadas as multas por descumprimento da obrigação principal e da acessória antes da MP n º 449 e após, para verificar qual a mais vantajosa. A análise tem que ser multa por descumprimento de obrigação principal antes e multa por tal descumprimento após; e multa por descumprimento de obrigação acessória antes e após. A análise tem que ser realizada dessa maneira, pois como já afirmado tratase de obrigação acessória independente da obrigação principal. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 17/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Assinado digitalmente em 09/05/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA 6 A conduta de não apresentar declaração, ou apresentar de forma inexata, somente se subsumiria à multa de 75%, prevista no art. 44 da Lei n º 9.430, nas hipóteses em que não há penalidade específica para ausência de declaração ou declaração inexata. Para a GFIP, assim como a DCTF e a DIRPF, há multa com tipificação específica; desse modo inaplicável o art. 44. Para a GFIP aplicase o art. 32A da Lei n º 8.212 de 1991. Conforme previsto no art. 44 da Lei n º 9.430, a multa de 75% incidirá sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata. Desse modo, há três condutas no art. 44 que não precisam ocorrer simultaneamente para ser aplicada a multa. Há a conduta deixar de pagar ou recolher; outra conduta é ausência de declaração, e a outra é a apresentação de declaração inexata. Logicamente, se o contribuinte tiver recolhido os valores devidos antes da ação fiscal, não se aplica a multa de 75% prevista no art. 44 da Lei n º 9.430; mas a despeito do pagamento não declarou em GFIP, é possível a aplicação da multa isolada do art. 32A da Lei n º 8.212. Essa aplicação de multa isolada somente é possível, pelo fato de serem condutas distintas. Agora, se o contribuinte tiver declarado em GFIP não se aplica a multa do art. 44 da Lei n º 9.430, sendo aplicável somente a multa moratória do art. 61 da Lei n º 9430, pois os débitos já estão confessados e devidamente constituídos, sendo prescindível o lançamento. Afinal, a multa do art. 44 da Lei n º 9.430 somente se aplica nos lançamentos de ofício. Desse modo, se o contribuinte tiver declarado em GFIP, mas não tiver pago, o art. 44 da Lei 9.430 não é aplicado pelo fato de o contribuinte não ter recolhido, mas ter declarado; de fato, não se aplica o art. 44 em função de não haver lançamento de ofício, pois o crédito já está constituído pelo termo de confissão que é a GFIP. E nas hipóteses em que o contribuinte não recolhe e não declara em GFIP, há duas condutas distintas: por não recolher o tributo e ser realizado o lançamento de ofício, aplicase a multa de 75%; e por não ter declarado em GFIP a multa prevista no art. 32A da Lei n º 8.212. Como já afirmado, a multa será aplicada ainda que o contribuinte tenha pago as contribuições, conforme previsto no inciso I do art. 32 A. Pelo exposto, é de fácil constatação que as condutas de não recolher ou pagar o tributo e não declarar em GFIP não estão tipificadas no mesmo artigo de lei, no caso o art. 44 da Lei nº 9.430/96. Assim, não há que se falar em bis in idem, tampouco em consunção. Pelo contrário, a lei ao tipificar essas infrações, inclusive em dispositivos distintos, demonstra estar tratando de obrigações, infrações e penalidades tributárias distintas, que não se confundem e tampouco são excludentes. Logo, não há consistência nos entendimentos que pretendem dispensar a multa isolada, por ter sido aplicada a multa genérica. A Receita Federal do Brasil editou a Instrução Normativa RFB n º 1.027 de 22 de abril de 2010 que assim dispõe em seu artigo 4º: Art. 4º A Instrução Normativa RFB nº 971, de 2009, passa a vigorar acrescida do art. 476A: Art. 476A. No caso de lançamento de oficio relativo a fatos geradores ocorridos: I até 30 de novembro de 2008, deverá ser aplicada a penalidade mais benéfica conforme disposto na alínea “c” do inciso II do art. 106 da Lei nº 5.172, de 1966 (CTN), cuja análise será realizada pela comparação entre os seguintes valores: a) somatório das multas aplicadas por descumprimento de obrigação principal, nos moldes do art. 35 da Lei nº 8.212, de 1991, em sua redação anterior à Lei nº 11.941, de 2009, e das Fl. 6DF CARF MF Emitido em 17/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Assinado digitalmente em 09/05/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Processo nº 10865.001669/200787 Acórdão n.º 230200.973 S2C3T2 Fl. 162 7 aplicadas pelo descumprimento de obrigações acessórias, nos moldes dos §§ 4º, 5º e 6º do art. 32 da Lei nº 8.212, de 1991, em sua redação anterior à Lei nº 11.941, de 2009; e b) multa aplicada de ofício nos termos do art. 35A da Lei nº 8.212, de 1991, acrescido pela Lei nº 11.941, de 2009. II a partir de 1º de dezembro de 2008, aplicamse as multas previstas no art. 44 da Lei nº 9.430, de 1996. § 1º Caso as multas previstas nos §§ 4º, 5º e 6º do art. 32 da Lei nº 8.212, de 1991, em sua redação anterior à dada pela Lei nº 11.941, de 2009, tenham sido aplicadas isoladamente, sem a imposição de penalidade pecuniária pelo descumprimento de obrigação principal, deverão ser comparadas com as penalidades previstas no art. 32A da Lei nº 8.212, de 1991, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009. § 2º A comparação de que trata este artigo não será feita no caso de entrega de GFIP com atraso, por se tratar de conduta para a qual não havia antes penalidade prevista.? Entendo inaplicável a referida Portaria por ser ilegal. Como demonstrado, é possível a aplicação da multa isolada em GFIP, independentemente de o contribuinte ter pago, conforme dispõe o art. 32A da Lei n º 8.212. Uma vez que a penalidade está prevista em lei, somente quem pode dispor da mesma é o Poder Legislativo, a interpretação da Receita Federal gera a concessão de uma anistia sem previsão em lei. Nesse sentido, o art. 150, parágrafo 6º da Constituição exige lei específica para concessão de anistia. A Portaria também viola o art. 182 do CTN que exige a concessão de anistia por meio de lei. Além de violar, os artigos 32A da Lei n º 8.212 e 44 da Lei n º 9.430. Conforme previsto no art. 106, inciso II do CTN, a lei aplicase a ato ou fato pretérito, tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Entendo que há cabimento do art. 106, inciso II, alínea “c” do CTN. CONCLUSÃO Pelo exposto, CONHEÇO do recurso voluntário, para no mérito CONCEDERLHE PROVIMENTO PARCIAL. A multa deve ser calculada considerando as disposições da Medida Provisória n º 449 de 2008, mais precisamente o art. 32A, inciso II, que na conversão pela Lei n º 11.941 foi renumerado para o art. 32A, inciso I da Lei n º 8.212 de 1991. É como voto. Marco André Ramos Vieira Fl. 7DF CARF MF Emitido em 17/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Assinado digitalmente em 09/05/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA 8 Fl. 8DF CARF MF Emitido em 17/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Assinado digitalmente em 09/05/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 11050.001661/2009-20
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Fri Aug 12 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Aug 12 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do Fato Gerador: 01/10/2004; 05/10/2004; 07/10/2004; 08/10/2004; 09/10/2004; 10/10/2004; 12/10/2004; 15/10/2004; 16/10/2004; 19/10/2004; 21/10/2004; 22/10/2004; 23/10/2004; 28/10/2004; 29/10/2004; 31/10/2004.
REGISTRO EXTEMPORÂNEO DOS DADOS DE EMBARQUE NA EXPORTAÇÃO. MULTA DO ART. 107, IV, “E” DO DL 37/1966 (INs SRF 28/1994 E 510/2005). VIGÊNCIA E APLICABILIDADE.
Em se tratando do descumprimento do prazo de registro dos dados de embarque na exportação estabelecido pelo art. 37 da IN SRF no 28/1994, a multa instituída no art. 107, IV, “e” do Decreto-lei
no 37/1966, na redação dada pela Lei no 10.833/2003, somente começou a ser passível de aplicação a partir de fatos ocorridos a partir de 15/2/2005, data em que a IN SRF no 510/2005 entrou em vigor e fixou prazo certo para o registro desses dados no Siscomex.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3202-000.353
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar
provimento ao recurso voluntário, vencida a Conselheira Irene Souza da Trindade Torres.
Declarou-se impedido o Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior.
Nome do relator: PAULO SERGIO CELANI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201108
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do Fato Gerador: 01/10/2004; 05/10/2004; 07/10/2004; 08/10/2004; 09/10/2004; 10/10/2004; 12/10/2004; 15/10/2004; 16/10/2004; 19/10/2004; 21/10/2004; 22/10/2004; 23/10/2004; 28/10/2004; 29/10/2004; 31/10/2004. REGISTRO EXTEMPORÂNEO DOS DADOS DE EMBARQUE NA EXPORTAÇÃO. MULTA DO ART. 107, IV, “E” DO DL 37/1966 (INs SRF 28/1994 E 510/2005). VIGÊNCIA E APLICABILIDADE. Em se tratando do descumprimento do prazo de registro dos dados de embarque na exportação estabelecido pelo art. 37 da IN SRF no 28/1994, a multa instituída no art. 107, IV, “e” do Decreto-lei no 37/1966, na redação dada pela Lei no 10.833/2003, somente começou a ser passível de aplicação a partir de fatos ocorridos a partir de 15/2/2005, data em que a IN SRF no 510/2005 entrou em vigor e fixou prazo certo para o registro desses dados no Siscomex. Recurso Voluntário Provido.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Aug 12 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 11050.001661/2009-20
anomes_publicacao_s : 201108
conteudo_id_s : 4944852
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 30 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 3202-000.353
nome_arquivo_s : 3202000353_11050001661200920_201108.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : PAULO SERGIO CELANI
nome_arquivo_pdf_s : 11050001661200920_4944852.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, vencida a Conselheira Irene Souza da Trindade Torres. Declarou-se impedido o Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior.
dt_sessao_tdt : Fri Aug 12 00:00:00 UTC 2011
id : 4743657
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:41:39 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044041753427968
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2160; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T2 Fl. 148 1 147 S3C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11050.001661/200920 Recurso nº 896.849 Voluntário Acórdão nº 3202000.353 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 12 de agosto de 2011 Matéria MULTA ISOLADA TRANSPORTADOR Recorrente ALIANÇA NAVEGAÇÃO E LOGÍSTICA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do Fato Gerador: 01/10/2004; 05/10/2004; 07/10/2004; 08/10/2004; 09/10/2004; 10/10/2004; 12/10/2004; 15/10/2004; 16/10/2004; 19/10/2004; 21/10/2004; 22/10/2004; 23/10/2004; 28/10/2004; 29/10/2004; 31/10/2004. REGISTRO EXTEMPORÂNEO DOS DADOS DE EMBARQUE NA EXPORTAÇÃO. MULTA DO ART. 107, IV, “E” DO DL 37/1966 (INs SRF 28/1994 E 510/2005). VIGÊNCIA E APLICABILIDADE. Em se tratando do descumprimento do prazo de registro dos dados de embarque na exportação estabelecido pelo art. 37 da IN SRF no 28/1994, a multa instituída no art. 107, IV, “e” do Decretolei no 37/1966, na redação dada pela Lei no 10.833/2003, somente começou a ser passível de aplicação a partir de fatos ocorridos a partir de 15/2/2005, data em que a IN SRF no 510/2005 entrou em vigor e fixou prazo certo para o registro desses dados no Siscomex. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, vencida a Conselheira Irene Souza da Trindade Torres. Declarouse impedido o Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior. José Luiz Novo Rossari Presidente. Paulo Sergio Celani Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros José Luiz Novo Rossari, Irene Souza da Trindade Torres, Rodrigo Cardozo Miranda, Gilberto de Castro Moreira Júnior e Paulo Sergio Celani. Fl. 95DF CARF MF Impresso em 02/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2012 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 21/03/2012 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por JOSE LUIZ NOVO ROSSARI 2 Relatório Para fins de resumir a controvérsia, adoto o relatório do acórdão recorrido. “O presente processo referese à exigência da multa capitulada no art. 107, IV, “e”, do DecretoLei n.º 37/66, com a redação da Lei n.º 10.833/2003, art. 77, no valor de R$ 85.000,00. Segunda alega a fiscalização, a autuada deixou de informar no prazo estabelecido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, os dados de embarques de mercadorias que ocorreram em diversos navios relacionados às fl. 04/17, entre os dias 23/09/2004 e 21/10/2004, havendo a respectiva informação sido registrada pelo transportador após o prazo de sete dias estabelecido no art. 37 da IN SRF n.º 24, de 1994, com a alteração da IN SRF n.º 510/2005. A fiscalização informa que extraiu os dados da relação acima mencionada dos sistemas informatizados da Receita Federal. Ressalta ainda que aplicou a referida multa por viagem do transportador e não por DDE. Intimada da autuação, a interessada apresentou a impugnação de fls. 25/29, alegando o que segue: 1 Que eventual descumprimento de prestar informação no prazo estipulado, não gera qualquer efeito no âmbito arrecadatório ou fiscalizatório de tributos, nos termos do art. 113, § 2.º do CTN. 2 A responsabilidade pela descumprimento da obrigação foi excluída pela denúncia espontânea, já que prestou as informações espontaneamente antes da lavratura do auto de infração. 3 Também contesta pelo princípio da reserva legal já que a penalidade foi indevidamente instituída pela Instrução Normativa n.º 28/94e não por lei.” A impugnação foi considerada procedente em parte pela unidade julgadora da RFB, nos termos do acórdão recorrido, cuja ementa está assim redigida: “ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/10/2004 a 31/10/2004 DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. LANÇAMENTO. ATIVIDADE VINCULADA E OBRIGATÓRIA. O registro dos dados de embarque no Siscomex após o prazo estabelecido pela legislação de regência constitui infração objetiva cominada com a multa de cinco mil reais por viagem cujos dados de embarque foram registrados intempestivamente, em face de expressa determinação legal. CUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. Não caracteriza denúncia espontânea a informação extemporânea dos registros dos dados de embarque pois este fato, por si, caracteriza conduta infracional cominada por multa regulamentar. Impugnação Improcedente. Crédito Tributário Mantido..” Fl. 96DF CARF MF Impresso em 02/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2012 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 21/03/2012 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por JOSE LUIZ NOVO ROSSARI Processo nº 11050.001661/200920 Acórdão n.º 3202000.353 S3C2T2 Fl. 149 3 Contra a decisão, a contribuinte ingressou com o recurso voluntário em análise, no qual repete os argumentos da impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Paulo Sergio Celani, Relator. O recurso é tempestivo, atende aos demais requisitos de admissibilidade e é da competência da 3a. Seção de Julgamento. Logo, deve ser conhecido. Observo que a recorrente apenas apresenta argumentos de direito; ela não nega os fatos descritos no auto de infração, o que nos impõe considerálos verdadeiros. A infração e a sanção em discussão estão definidas e fundamentadas na legislação aduaneira, em especial no DecretoLei n.º 37, de 18/11/1966, que possui status de lei. Vejamse alguns De seus dispositivos em vigor na data dos fatos e que fundamentaram a lavratura do auto de infração: “Art. 37. O transportador deve prestar à Secretaria da Receita Federal, na forma e no prazo por ela estabelecidos, as informações sobre as cargas transportadas, bem como sobre a chegada de veículo procedente do exterior ou a ele destinado. (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 29.12.2003) § 1o O agente de carga, assim considerada qualquer pessoa que, em nome do importador ou do exportador, contrate o transporte de mercadoria, consolide ou desconsolide cargas e preste serviços conexos, e o operador portuário, também devem prestar as informações sobre as operações que executem e respectivas cargas. (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 29.12.2003) ...” “Art.94 Constitui infração toda ação ou omissão, voluntária ou involuntária, que importe inobservância, por parte da pessoa natural ou jurídica, de norma estabelecida neste DecretoLei, no seu regulamento ou em ato administrativo de caráter normativo destinado a completálos. § 1º O regulamento e demais atos administrativos não poderão estabelecer ou disciplinar obrigação, nem definir infração ou cominar penalidade que estejam autorizadas ou previstas em lei. § 2º Salvo disposição expressa em contrário, a responsabilidade por infração independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato.” Fl. 97DF CARF MF Impresso em 02/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2012 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 21/03/2012 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por JOSE LUIZ NOVO ROSSARI 4 “Art.96 As infrações estão sujeitas às seguintes penas, aplicáveis separada ou cumulativamente: ... III multa; ....” “Art. 107. Aplicamse ainda as seguintes multas: (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 29.12.2003) ... IV de R$ 5.000,00 (cinco mil reais): (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 29.12.2003) ... e) por deixar de prestar informação sobre veículo ou carga nele transportada, ou sobre as operações que execute, na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, aplicada à empresa de transporte internacional, inclusive a prestadora de serviços de transporte internacional expresso portaaporta, ou ao agente de carga; e ... § 2o As multas previstas neste artigo não prejudicam a exigência dos impostos incidentes, a aplicação de outras penalidades cabíveis e a representação fiscal para fins penais, quando for o caso. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 29.12.2003)” A autoridade fiscal fundamenta a aplicação da penalidade, também no art. 37 da Instrução Normativa SRF n.º 28/94, de 27/04/1994, que com a redação dada pela IN SRF n.º 510/2005, de 14/02/2005, dispõe: "Art. 37. O transportador deverá registrar, no Siscomex, os dados pertinentes ao embarque da mercadoria, com base nos documentos por ele emitidos, no prazo de dois dias, contado da data da realização do embarque. § 1º Na hipótese de embarque de mercadoria em viagem internacional, por via rodoviária, fluvial ou lacustre, o registro de dados do embarque, no Siscomex, será de responsabilidade do exportador ou do transportador, e deverá ser realizado antes da apresentação da mercadoria e dos documentos na unidade da SRF de despacho. § 2º Na hipótese de embarque marítimo, o transportador terá o prazo de sete dias para o registro no sistema dos dados mencionados no caput deste artigo.” Da leitura destes dispositivos, restaria claro que, ao deixar de registrar os dados de embarque de mercadorias objeto de declarações de exportação, no prazo de sete dias, contados da data do embarque, a recorrente não se conduziu do modo exigido no art.37 e na alínea “e” do inciso IV do art. 107, do DL n.º 37/66, fazendo incidir o comando do caput e do Fl. 98DF CARF MF Impresso em 02/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2012 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 21/03/2012 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por JOSE LUIZ NOVO ROSSARI Processo nº 11050.001661/200920 Acórdão n.º 3202000.353 S3C2T2 Fl. 150 5 inciso IV deste artigo 107, ou seja, caracterizarseia infração, que, por força de lei, ensejaria aplicação da multa de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) ao infrator por infração. Há aqui, porém, um equívoco. É que, no caso, os embarques dos navios ocorreram no ano de 2004, quando ainda não havia sido editada a IN SRF n.º 510/2005. O artigo 37 da IN SRF n.º 28/94 possuía, então, a seguinte redação: “Art. 37. Imediatamente após realizado o embarque da mercadoria, o transportador registrará os dados pertinentes, no SISCOMEX, com base nos documentos por ele emitidos. Parágrafo único. Na hipótese de embarque de mercadoria em viagem internacional, por via rodoviária, fluvial ou lacustre, o registro de dados do embarque, no SISCOMEX, será de responsabilidade do exportador ou do transportador, e deverá ser realizado antes da apresentação da mercadoria e dos documentos à unidade da SRF de despacho.” Logo, não se podia aplicar, na época dos fatos, o prazo de sete dias para o registro de dados de embarque de mercadoria, na via marítima, vez que a Secretaria da Receita Federal o estabeleceu apenas em 15/02/2005, por meio da IN SRF n.º 510/2005. Verificase, portanto, que o auto de infração está fundamentado em norma inadequada para aplicação da sanção, o que, por si só, não caracteriza cerceamento do direito de defesa, haja vista que a recorrente teve conhecimento dos fatos e da sanção que lhe foram imputados, tendo impugnado a exigência com argumentos que demonstram tal conhecimento. Por outro lado, verificase que a lei determina que a infração se dá com o descumprimento da obrigação de prestar informações na forma e no prazo estabelecido pela Secretaria da Receita Federal, de sorte que se estes não tiverem sido estabelecidos, não há que se falar em infração. Como vimos, conforme art. 37 da IN SRF n.º 28/94, com a redação vigente à data dos fatos, a forma estabelecida pela Receita Federal para a prestação de informações relativas ao embarque de mercadoria seria o registro dos seus dados no Sistema Integrado de Controle do Comércio ExteriorSiscomex. O momento para a efetivação destes registros era “imediatamente após realizado o embarque da mercadoria”. O termo “imediatamente”, no caso, pode levar à interpretação de que o prazo seria indeterminado ou que seria no instante seguinte ao do embarque. De uma ou de outra forma, não pode a imposição da penalidade se sustentar, pois se “imediatamente” implica um prazo indeterminado, não há como aplicar a pena sob a alegação de que o prazo de sete dias, ou qualquer outro, foi descumprido; e, se o termo “imediatamente” significa que o transportador ou o agente de carga deve proceder aos registros do embarque nos instantes seguintes a este, vale dizer, nos segundos ou minutos seguintes, então, este termo não define um prazo. Fl. 99DF CARF MF Impresso em 02/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2012 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 21/03/2012 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por JOSE LUIZ NOVO ROSSARI 6 Determinar que alguém deve fazer algo imediatamente não pode ser equiparado a dar um prazo a este alguém para fazêlo. Ora, o comando da norma é claro: deve haver um prazo para o cumprimento da obrigação. A própria RFB reconheceu a impropriedade de se exigir que o registro dos dados de embarque se fizesse nos instantes seguintes à sua efetivação que expediu a Notícia Siscomex no 105/1994, pela qual veiculou que o termo imediatamente deveria ser entendido como “em até 24 horas da data do efetivo embarque da mercadoria”. Por outro lado, uma vez que Notícia Siscomex não possui caráter normativo, nem sequer consta da Portaria SRF n.º 1, de 02/01/2001, que disciplina a edição de atos de natureza tributária e aduaneira, de atos administrativos, despachos e correspondência da Secretaria da Receita Federal, o prazo de 24 horas nela referido não pode ser considerado como o prazo a ser exigido do transportador ou agente de carga. Deste modo, o prazo somente foi estabelecido com a edição da IN SRF n.º 510/2005, portanto, só após a sua entrada em vigor se pode dizer que foi descumprido. Não vejo, pois, como manter a autuação nos termos em que formalizada, especialmente, porque à época dos fatos não havia um prazo estabelecido pela Secretaria da Receita Federal para a efetivação dos registros dos dados de embarque de mercadoria destinada ao exterior, motivo pelo qual dou provimento ao recurso voluntário, consideradas prejudicadas as alegações da recorrente. Paulo Sergio Celani Fl. 100DF CARF MF Impresso em 02/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2012 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 21/03/2012 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por JOSE LUIZ NOVO ROSSARI
score : 1.0
Numero do processo: 18471.001042/2007-61
Turma: Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 24 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Feb 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Omissão de Receitas — IRPJ e reflexos
Ano-calendário: 2002
Ementa: DECADÊNCIA — IRPJ E LANÇAMENTOS REFLEXOS DE CSLL, PIS E COFINS - Quando ausente dolo, fraude ou simulação, ao teor do disposto no art. 150, § 40, do CTN (Lei n° 5.172/1966), mesmo que
ausentes pagamentos relacionados ao período, o Fisco dispõe de 5 (cinco) anos, a contar do respectivo fato gerador, para revisar o procedimento do contribuinte e, quando for o caso, constituir crédito tributário. Sob este enfoque, no caso, o lançamento, notificado ao contribuinte em 27/08/2007, não pode prosperar em relação aos fatos geradores, mensais ou trimestrais, ocorridos anterionnente a 27/08/2002.
Numero da decisão: 1103-000.419
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, DAR parcial
provimento ao recurso voluntário, para reconhecer a decadência aos fatos geradores anteriores a 27/ 08/ 2002. Vencidos os Conselheiros Mário Sérgio Fernandes Barroso e José Sérgio Gomes, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: Gervasio Nicolau Recketenvald
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201102
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Omissão de Receitas — IRPJ e reflexos Ano-calendário: 2002 Ementa: DECADÊNCIA — IRPJ E LANÇAMENTOS REFLEXOS DE CSLL, PIS E COFINS - Quando ausente dolo, fraude ou simulação, ao teor do disposto no art. 150, § 40, do CTN (Lei n° 5.172/1966), mesmo que ausentes pagamentos relacionados ao período, o Fisco dispõe de 5 (cinco) anos, a contar do respectivo fato gerador, para revisar o procedimento do contribuinte e, quando for o caso, constituir crédito tributário. Sob este enfoque, no caso, o lançamento, notificado ao contribuinte em 27/08/2007, não pode prosperar em relação aos fatos geradores, mensais ou trimestrais, ocorridos anterionnente a 27/08/2002.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Feb 24 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 18471.001042/2007-61
anomes_publicacao_s : 201102
conteudo_id_s : 4652400
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jan 22 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 1103-000.419
nome_arquivo_s : 110300419_18471001042200761_201102.PDF
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : Gervasio Nicolau Recketenvald
nome_arquivo_pdf_s : 18471001042200761_4652400.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, DAR parcial provimento ao recurso voluntário, para reconhecer a decadência aos fatos geradores anteriores a 27/ 08/ 2002. Vencidos os Conselheiros Mário Sérgio Fernandes Barroso e José Sérgio Gomes, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Feb 24 00:00:00 UTC 2011
id : 4739151
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:39:01 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044041771253760
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-04-06T14:33:05Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 9; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-04-06T14:33:05Z; Last-Modified: 2011-04-06T14:33:05Z; dcterms:modified: 2011-04-06T14:33:05Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:0bdebfeb-1e28-4884-87d5-0d2f2434bba8; Last-Save-Date: 2011-04-06T14:33:05Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-04-06T14:33:05Z; meta:save-date: 2011-04-06T14:33:05Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-04-06T14:33:05Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-04-06T14:33:05Z; created: 2011-04-06T14:33:05Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2011-04-06T14:33:05Z; pdf:charsPerPage: 1716; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-04-06T14:33:05Z | Conteúdo => SI-C1T3 Fl. I MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 18471.001042/2007-61 Recurso n° 884.968 Voluntário Acórdão n° 1103-00.419 — la Camara / 3' Turma Ordinária Sessão de 24 de fevereiro de 2011 Matéria Auto de Infração - IRPJ Recorrente COPY CASTEL SERVIÇOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Omissão de Receitas — IRPJ e reflexos Ano-calendário: 2002 Ementa: DECADÊNCIA — IRPJ E LANÇAMENTOS REFLEXOS DE CSLL, PIS E COFINS - Quando ausente dolo, fraude ou simulação, ao teor do disposto no art. 150, § 40, do CTN (Lei n° 5.172/1966), mesmo que ausentes pagamentos relacionados ao período, o Fisco dispõe de 5 (cinco) anos, a contar do respectivo fato gerador, para revisar o procedimento do contribuinte e, quando for o caso, constituir crédito tributário. Sob este enfoque, no caso, o lançamento, notificado ao contribuinte em 27/08/2007, não pode prosperar em relação aos fatos geradores, mensais ou trimestrais, ocorridos anterionnente a 27/08/2002. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, DAR parcial provimento ao recurso voluntário, para reconhecer a decadência aos fatos geradores anteriores a 27/ 08/ 2002. Vencidos os Conselheiros Mário Sérgio Fernandes Barroso e José Sérgio Gomes, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. O — Vice Presid nte (em exercício da Presidência) , 9 l GERV SIO NICOLAU RECKTE V ' LD - Relator 1 HUG7RR/E' EDITADO EM: u t) R 2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Hugo Correia Sotero (Vice Presidente em exercício da Presidência), Mário Sergio Fernandes Barroso, Gervasio c Nkovae9, C,a5,tvo SV 0 C S1V10., OSC C 0. M CO' ..ccos Sktisaco Goocs ÇS-a‘cate Col-Nocaao). akata , Processo n° 18471.001042/2007-61 S1-C1T3 Acórdão n.° 1103-00.419 Fl. 2 Relatório A empresa COPY CASTEL SERVIÇOS LTDA., CNPJ 01.561.585/0001-81, veio perante este Conselho para, através do competente recurso voluntário, demonstrar sua não conformidade com o decidido pela la Turma da DRJ do Rio de Janeiro, que negou provimento A impugnação, conforme registra o Acórdão n° 12-19.181, de 15 de maio de 2008. 0 referido julgamento, por unanimidade de votos, manteve os lançamentos de IRPJ, CSLL, PIS e COFINS, com os correspondentes acréscimos legais, marcados com a aplicação de multa de oficio de 75% (fl. 186), por constatada presumida omissão de receita, tendo sido refutada a alegação de decadência, arguida pela recorrente. Compulsando os autos, vê-se que matéria discutida cinge-se A. tributação, desenvolvida pela DIFIS do Rio de Janeiro, de omissão de receitas caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada, presumida nos termos do art. 42 da Lei n° 9.430/96, relativamente ao ano calendário de 2002, ano em que a empresa adotou a tributação pelo lucro arbitrado, cuja sistemática foi mantida pelo Fisco no lançamento. 0 procedimento foi iniciado em 27/06/2007 (fl. 38), intimando-se a fiscalizada a apresentar o contrato social e alterações, os livros contábeis e fiscais, os extratos bancários da conta 8000814 e a esclarecer e comprovar a origem dos recursos relacionados em anexo ao termo de inicio, movimentados em 2002. Em resposta, a recorrente informou desconhecer a movimentação financeira apresentada pelo fisco, apresentou o contrato social e disse não possuir os livros contábeis e fiscais (fl. 44 e 49). Não justificados a contento os depósitos, o montante destes foi considerado como omissão de receita, por presunção, nos valores especificados nas fls. 40 a 43, resultando uma autuação no valor total de R$ 2.169.128,05 (IRPJ, CSLL, PIS e COFINS), tudo conforme relatado no Termo de Verificação Fiscal (fl. 104 a 107). Ainda, é oportuno frisar que a autuação foi procedida com base no lucro arbitrado, opção já adotada pela empresa, aplicando-se o percentual de arbitramento do lucro, para o Imposto de Renda, de 38,4%. Por fim, cabe referir não constar nos autos informação de que a recorrente tivesse feito algum pagamento de tributos, relativo ao ano calendário de 2002, embora tivesse declarado na DIPJ débitos de IRPJ e CSLL. A autuação foi notificada à recorrente em 27/08/2007 (fl. 108), que a impugnou, tempestivamente, em 14/09/2007 (fl. 141). Como questão preliminar, a impugnante alegou ter ocorrido decadência parcial do lançamento, abarcando todos os fatos geradores ocorridos anteriormente a 21 de agosto de 2002, uma vez que a exigência teria sido notificada A. recorrente somente em 21/08/2007 (fl. 145). 3 No mérito, não ha contestação, do que se infere que a recorrente reconhece os débitos não alcançados pela decadência por ela arguida. Encaminhada a impugnação para a decisão administrativa, a DRJ do Rio de Janeiro, em 15 de maio de 2008, através da P Turma, efetuou o julgamento em Primeiro Grau, registrado no acórdão n° 12-19.181 (fl. 185), com as seguintes ementas: DECADÊNCIA IRPJ. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. Tratando-se de tributo sujeito a lançamento por homologação, na contagem do prazo decadencicil deve-se observar a regra do art. 150, 4 0, do Código Tributário Nacional. Se o pagamento do tributo lido for antecipado, na constituição do crédito tributário deverá ser observado o disposto no art. 173, inciso I, do mesmo diploma legal. DELIMITAÇÃO DA LIDE. Se o contribuinte concorda coin a autuação ou deixa de impugná-la, a matéria correspondente situa-se fora dos limites da lide, descabendo a sua apreciação pelo órgão julgador. Opera-se, por conseguinte, a constituição definitiva do crédito tributário na esfera administrativa. OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES. DECADÊNCIA. PIS. COFINS. CSLL. Ê de 10 (dez) anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte aquele em que o crédito tributário poderia ter sido constituído, o prazo para o fisco efetuar o lançamento das contribuições para a seguridade social (art. 45 da Lei n°8.212/1991 c/c art. 150, ,sç 40, do CTN). Conforme se observa, a DRJ manteve integralmente o lançamento, com base na fundamentação expressa de forma sintética nas próprias ementas, ou seja, afastou o pleito da decadência por entender ser aplicável o art. 173 do CTN em relação ao IRPJ e o art. 45 da Lei n° 8.212/1991 (dez anos) em relação as contribuições sociais. Ainda, o voto condutor do acórdão a quo frisa que "a interessada apresentou, em 28/08/2003, a Declaração de IRPJ relativa ao ano-calendário de 2002, porém, apesar de ter sido apurado imposto de renda a pagar no segundo trimestre (fls. 05/08), não foi constatado o efetivo pagamento desse imposto (1l. 183)". Inconformada com a decisão, da qual foi notificada em 29/07/2008 (fl. 192), tempestivamente, em 13/08/2008, a interessada interpôs recurso voluntário, repisando, basicamente, as arguições da impugnação (fl. 195). Primeiramente, como questão preliminar, alegou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212/91, no qual a DRJ fundamentou a rejeição da decadência em relação as contribuições sociais. Ainda, preliminarmente, argui a decadência parcial do lançamento, em relação aos fatos geradores anteriores a 21 de agosto de 2002, o que fundamentou no art. 150, § 4°, do CTN, uma vez que, segundo a recorrente, o lançamento foi notificado em 21/08/2007 e por ausente dolo, fraude ou simulação, não seria aplicável o disposto no art. 173 do CTN, como decidiu a DRJ. Por fim, pede o deferimento do recurso, com o consequente cancelamento das exigências formuladas nos autos de infração de IRPJ e reflexos que tenham fato gerador anterior a 21 de agosto de 2002. o Relatório. 4 Processo n° 18471.001042/2007-61 SI-CIT3 Acórdão n.° 1103-00.419 Fl. 3 Voto Conselheiro GERVASIO NICOLAU RECKTENVALD, 0 recurso voluntário interposto é tempestivo e reúne os demais pressupostos de admissibilidade. Portanto, é conhecido. Conforme relatado, a exigência fiscal constituída neste processo envolve omissão de receita presumida com base no art. 42 da Lei n° 9.430/96 (depósitos bancários de origem não comprovada), relativamente ao ano calendário de 2002. Sobre a receita assim determinada, por já ter sido a opção da recorrente, o lucro foi arbitrado pelo fisco, com base no modo "receita bruta conhecida". Nesse contexto, inicialmente cabe ressaltar que, embora constatada omissão de receita, a controvérsia não envolve questionamentos acerca dessa presunção, mas cinge-se unicamente à decadência parcial. No que concerne a esse pleito, considerando a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212/91 e focando disposições do CTN, entendo assistir razão à recorrente, pois o lançamento foi notificado em 27/08/2007, abrangendo fatos geradores mensais de 01/2002 a 08/2002 (PIS e COFINS) ou trimestres, nos três primeiros trimestres de 2002 (IRPJ e CSLL). Nesse panorama, ainda que ausentes pagamentos, e quando não constatado dolo, fraude ou simulação, esta Terceira Turma Julgadora da Primeira Camara da Primeira Seção, majoritariamente, tem entendido que a homologação tácita do procedimento do contribuinte se concretiza em cinco anos a contar do fato gerador, ao teor do disposto no art. 150, § 4°, do CTN. Portanto, na situação em tela, quando do lançamento, em 27/08/2007, estavam homologados os fatos geradores anteriores a 27 de agosto de 2002, devendo ser afastadas as exigências concernentes. Assim, em relação ao PIS e COFINS, remanescem do lançamento apenas as exigências do mês de agosto de 2002. Em relação ao IRPJ e à CSLL, apurados trimestralmente em 2002, segundo propõe esta relatoria, não estão alcançados pela decadência as exigências relativas ao 3° trimestre de 2002. Ante o exposto, dou provimento parcial ao recurso voluntário, acolhendo a arguição de decadência parcial, que alcança todos os fatos geradores ocorridos anteriormente a 27 de agosto de 2002. como voto. V GERVASIO NICO U RECKTENVA \D 5
score : 1.0
Numero do processo: 10410.005707/2003-95
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 24 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Feb 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES
Ano calendário: 2000
SIMPLES. EXCLUSÃO. ATIVIDADE ECONÔMICA.
Os serviços prestados por salões de beleza, tais como limpeza de pele, massagem, rejuvenescimento e depilação, não se enquadram nas atividades vedadas aos optantes do regime especial do sistema integrado de pagamento de impostos e contribuições das microempresas e das empresas de pequeno porte Simples.
SIMPLES. EXCLUSÃO. EFETIVO EXERCÍCIO DE ATIVIDADE VEDADA. PROVA.
A descrição no contrato social da empresa de atividade vedada aos optantes do Simples, quando desacompanhada de elementos que comprovem o exercício efetivo daquela atividade, não tem fôlego para embasar a exclusão da empresa daquele regime.
Numero da decisão: 1402-000.452
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201102
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Ano calendário: 2000 SIMPLES. EXCLUSÃO. ATIVIDADE ECONÔMICA. Os serviços prestados por salões de beleza, tais como limpeza de pele, massagem, rejuvenescimento e depilação, não se enquadram nas atividades vedadas aos optantes do regime especial do sistema integrado de pagamento de impostos e contribuições das microempresas e das empresas de pequeno porte Simples. SIMPLES. EXCLUSÃO. EFETIVO EXERCÍCIO DE ATIVIDADE VEDADA. PROVA. A descrição no contrato social da empresa de atividade vedada aos optantes do Simples, quando desacompanhada de elementos que comprovem o exercício efetivo daquela atividade, não tem fôlego para embasar a exclusão da empresa daquele regime.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Feb 24 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10410.005707/2003-95
anomes_publicacao_s : 201102
conteudo_id_s : 4667097
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1402-000.452
nome_arquivo_s : 140200452_10410005707200395_201102.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR
nome_arquivo_pdf_s : 10410005707200395_4667097.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Feb 24 00:00:00 UTC 2011
id : 4739161
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:39:02 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044041862479872
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1778; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T2 Fl. 121 1 120 S1C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10410.005707/200395 Recurso nº 512.793 Voluntário Acórdão nº 140200.452 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 24 de fevereiro de 2011 Matéria SIMPLES Recorrente LILIAM M. ALBUQUERQUE ME Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2000 SIMPLES. EXCLUSÃO. ATIVIDADE ECONÔMICA. Os serviços prestados por salões de beleza, tais como limpeza de pele, massagem, rejuvenescimento e depilação, não se enquadram nas atividades vedadas aos optantes do regime especial do sistema integrado de pagamento de impostos e contribuições das microempresas e das empresas de pequeno porte Simples. SIMPLES. EXCLUSÃO. EFETIVO EXERCÍCIO DE ATIVIDADE VEDADA. PROVA. A descrição no contrato social da empresa de atividade vedada aos optantes do Simples, quando desacompanhada de elementos que comprovem o exercício efetivo daquela atividade, não tem fôlego para embasar a exclusão da empresa daquele regime. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Albertina Silva Santos de Lima Presidente. (assinado digitalmente) Frederico Augusto Gomes de Alencar Relator. Fl. 124DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/04/2011 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE Assinado digitalmente em 28/04/2011 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, 28/04/2011 por ALBERTINA SIL VA SANTOS DE LIMA Processo nº 10410.005707/200395 Acórdão n.º 140200.452 S1C4T2 Fl. 122 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Albertina Silva Santos de Lima (Presidente de Turma), Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira, Antonio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Moisés Giacomelli Nunes da Silva e Frederico Augusto Gomes de Alencar. Fl. 125DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/04/2011 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE Assinado digitalmente em 28/04/2011 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, 28/04/2011 por ALBERTINA SIL VA SANTOS DE LIMA Processo nº 10410.005707/200395 Acórdão n.º 140200.452 S1C4T2 Fl. 123 3 Relatório Liliam M. Albuquerque ME recorre a este Conselho contra decisão de primeira instância proferida pela 1ª Turma da DRJ1 Rio de Janeiro/RJ, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF). Por pertinente, transcrevo o relatório da decisão recorrida (verbis): “Trata o presente processo da Manifestação de Inconformidade de fls. 01/02, apresentada pelo interessado acima identificado, com o indeferimento do seu pedido de revisão da sua exclusão do Simples, efetivado por meio da Solicitação de Revisão de Exclusão do Simples – SRS, cujas cópias estão nas fls. 04/07. O interessado foi excluído do Simples por meio do Ato Declaratório Executivo DRF/MAC nº 412.403, de 07 de agosto de 2003, cópia à fl. 03, proferido no âmbito da Delegacia da Receita Federal em Maceió AL, por exercício de atividade vedada aos optantes pelo regime simplificado de tributação, com os efeitos a partir de 01/01/2002. Inconformado, o interessado apresentou a sua manifestação de inconformidade (fls. 01/02), alegando em síntese que: Comprovou através de vários documentos a sua legítima e justa condição de microempresa optante pelo Simples; Em 24/10/2003 foi cientificado da injusta decisão, onde o auditorfiscal fundamentou a decisão da seguinte maneira: “o contribuinte não providenciou, desde 01/01/1997, sua alteração de atividade econômica – por ser atividade econômica código 85162/99 – Outras atividades relacionadas com a atenção à saúde, vedada pelo Simples, somos pela manutenção da exclusão.”. O entendimento do auditorfiscal é de que por ter escolhido equivocadamente um código de atividade, quando da sua inscrição, ele não poderia se enquadrar no Simples. Realmente não se apercebeu que o código de atividade escolhido poderia tornálo inapto para o Simples, no entanto, tem a convicção de que a real atividade exercida satisfaz plenamente todas as exigências para a sua permanência, como provou em sua justificativa. Pelo exposto e por ser justo, requer que seja restabelecia a sua condição de participante do simples, conforme fica evidente em todos os documentos e justificativas apresentados. [...] É o relatório.” A decisão de primeira instância, representada no Acórdão da DRJ nº 12 17.731 (fls. 104107) de 27/12/2007, por unanimidade de votos, indeferiu a solicitação da contribuinte sob o argumento de que a empresa exercia atividade vedada aos optantes do Simples. A decisão foi assim ementada. Fl. 126DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/04/2011 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE Assinado digitalmente em 28/04/2011 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, 28/04/2011 por ALBERTINA SIL VA SANTOS DE LIMA Processo nº 10410.005707/200395 Acórdão n.º 140200.452 S1C4T2 Fl. 124 4 “Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte Simples Anocalendário: 2000 OPÇÃO PELO SIMPLES. ATIVIDADE VEDADA. É vedada a opção pelo Simples às pessoas jurídicas cujo exercício da atividade exija habilitação profissional legalmente autorizada. ERRO MATERIAL. RETIFICAÇÃO DO ACÓRDÃO. Deverá ser proferido novo acórdão quando verificada a ocorrência de erro material na decisão anterior.” Contra a aludida decisão, da qual foi cientificada em 21/08/2008 (A.R. de fl. 112), a interessada interpôs recurso voluntário em 19/09/2008 (fls. 113114) onde repisa os argumentos trazidos em sua impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Frederico Augusto Gomes de Alencar. O recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal. Dele, portanto, tomo conhecimento. Compulsandose os autos, formo minha convicção no sentido de dar razão à recorrente pelos motivos a seguir expostos. Consta no extrato de informações de apoio para emissão de certificado (fl. 96), emitido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, como atividade principal da empresa “Outras atividades de tratamento de beleza”, código CNAE 96025/02. Nessa esteira, o Ato Declaratório Executivo (ADE) de fl. 03 excluiu a empresa do Simples por considerar, tãosomente com base em seu objeto social, que essa teria exercido atividades relacionadas com a atenção à saúde, vedada à teor do art. 9º, inciso XIII, da Lei nº 9.317, de 1996, in verbis: Art. 9º. Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: (...) XIII que preste serviços profissionais de corretor, representante comercial, despachante, ator, empresário, diretor ou produtor de espetáculos, cantor, músico, dançarino, médico, dentista, enfermeiro, veterinário, engenheiro, arquiteto, físico, químico, economista, contador, auditor, consultor, estatístico, administrador, programador, analista de sistema, advogado, psicólogo, professor, jornalista, publicitário, fisicultor, ou Fl. 127DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/04/2011 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE Assinado digitalmente em 28/04/2011 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, 28/04/2011 por ALBERTINA SIL VA SANTOS DE LIMA Processo nº 10410.005707/200395 Acórdão n.º 140200.452 S1C4T2 Fl. 125 5 assemelhados, e de qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida; ” (grifei) De outro lado, a recorrente sustenta que a natureza dos serviços que exerce “não possui nenhuma correlação com qualquer atividade ligada a área médica, pois os mesmos são executados em locais não apropriados para serviços de saúde e por profissionais práticos, mas sem formação técnica que os obriguem a ser filiados a conselhos regionais regulamentadores de profissões.”. Apresenta em sua defesa cópias seqüenciais de suas notas fiscais (nº 211 – 11/01/2002 a 269 – 25/08/2003) às fls. 13/70, onde constam como serviços prestados limpeza de pele, massagem, rejuvenescimento e depilação. A DRJ, por sua vez, indeferiu a solicitação da empresa sob o argumento de que a interessada realizava serviço de massagem, o qual exigiria habilitação profissional legalmente autorizada. Com efeito, peço vênia para discordar do entendimento contido na decisão de primeira instância. Os serviços executados pela interessada mais se assemelham àqueles prestados por salões de beleza, que, definitivamente, não exigem habilitação de profissionais legalmente regulamentados para tanto. Ademais, há que se reconhecer que o ADE que excluiu a empresa do Simples, tem por base tãosomente a descrição do objeto social, constante do contrato social da empresa. Tal decisão não pode prosperar, já que o embasamento da exclusão não levou em consideração qualquer elemento, tais como notas fiscais e recibos de pagamento, que comprovassem o exercício efetivo da atividade vedada. Não tem fôlego, portanto, o ADE em apreço para embasar a exclusão da empresa da sistemática do Simples. Ex positis, encaminho meu voto no sentido de dar provimento ao recurso voluntário interposto. Sala das Sessões, em 24 de fevereiro de 2011 (assinado digitalmente) Frederico Augusto Gomes de Alencar Relator. Fl. 128DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/04/2011 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE Assinado digitalmente em 28/04/2011 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, 28/04/2011 por ALBERTINA SIL VA SANTOS DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 16327.000776/2005-08
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 26 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu May 26 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ
Exercício: 1999
Embargos.
Não demonstrada omissão, contradição ou obscuridade no acórdão
embargados, nega-se provimento aos embargos.
Numero da decisão: 1302-000.575
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, conhecer dos embargos e negar-lhe provimento.
Matéria: CSL - AF (ação fiscal) - Instituição Financeiras (Todas)
Nome do relator: MARCOS RODRIGUES DE MELLO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : CSL - AF (ação fiscal) - Instituição Financeiras (Todas)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201105
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 1999 Embargos. Não demonstrada omissão, contradição ou obscuridade no acórdão embargados, nega-se provimento aos embargos.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu May 26 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 16327.000776/2005-08
anomes_publicacao_s : 201105
conteudo_id_s : 4798384
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Aug 22 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1302-000.575
nome_arquivo_s : 130200575_16327000776200508_201105.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : MARCOS RODRIGUES DE MELLO
nome_arquivo_pdf_s : 16327000776200508_4798384.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, conhecer dos embargos e negar-lhe provimento.
dt_sessao_tdt : Thu May 26 00:00:00 UTC 2011
id : 4741454
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:40:21 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044041913860096
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1458; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T2 Fl. 3.29 1 22..2299 S1C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16327.000776/200508 Recurso nº 167.071 Embargos Acórdão nº 130200.575 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 26 de maio de 2011 Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Embargante DELEGACIA ESPECIAL DE INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS SP Interessado LEASING BMC S/A ARRENDAMENTO MERCANTIL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 1999 Embargos. Não demonstrada omissão, contradição ou obscuridade no acórdão embargados, negase provimento aos embargos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, conhecer dos embargos e negarlhe provimento. (documento assinado digitalmente) MARCOS RODRIGUES DE MELLO Presidente. e relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Rodrigues de Mello , Luiz Tadeu Matosinho Machado, Andre Ricardo Lemes da Silva, Lavínia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira, Wilson Fernandes Guimarães e Irineu Bianchi Relatório Ciente do acórdão 1302000.066, proferido em 28/09/2009 pela 2ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da 1ª Seção de Julgamento do CARF, a DELEGACIA ESPECIAL DE Fl. 1DF CARF MF Emitido em 06/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/06/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Assinado digitalmente em 06/06/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 16327.000776/200508 Acórdão n.º 130200.575 S1C3T2 Fl. 4.29 2 INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS – SP apresenta embargos de declaração, onde afirma haver omissão no acórdão, pois aquele reconheceu a decadência do lançamento pela aplicação da súmula vinculante nº 08 do STF, sem analisar se tinha ou havido pagamento por parte da então recorrente. Traz como fundamento de sua afirmação trecho do Parecer PGFN?CAT nº 1617, de 1º de agosto de 2008, onde foi analisada a aplicação da súmula vinculante nº 8 e a forma de contagem dos prazos de decadência e prescrição das contribuições previdenciárias. Voto Conselheiro MARCOS RODRIGUES DE MELLO Não é possível aferir a tempestividade dos presentes embargos, pois pelo sistema Comprot é possível apenas verificar a data de saída do processo do CARF, não sendo possível verificar a data da chegada na Delegacia, razão pela qual considero os embargos tempestivos. Entendo não assistir razão à recorrente. À época em que o acórdão proferido ainda não vigorava o art. 62A do Regimento Interno do CARF, no que se refere aos recursos repetitivos no âmbito do STJ, onde se consolidou a interpretação da necessidade de pagamento antecipado para a aplicação do art. 150 do Código Tributário Nacional e o Parecer proferido pela douta Procuradoria da Fazenda nacional, sem aprovação pelo Ministro da Fazenda não possui efeito vinculante para este colegiado. Também é relevante considerar que este colegiado entendia, de maneira unânime, que a existência ou não de pagamento era irrelevante para a determinação da norma aplicável para verificação da decadência, sendo que, diante da inexistência de dolo, fraude ou simulação e tendo o contribuinte praticado suas obrigações, mesmo que acessórias (não era omisso, não se declarava falsamente isento ou imune, não se declarava falsamente sem movimento), a regra de decadência aplicável era a prevista no art. 150 do CTN. Entendo não poder ser a questão levantada pela DEINF resolvida em sede de embargos de declaração, mas, se cabível, em sede de recurso especial, meio processual adequado para uniformização de jurisprudência. Diante do exposto, voto por conhecer do embargos e, no mérito rejeitálos, por não ter sido demonstrada omissão, obscuridade ou contradição. (documento assinado digitalmente) Marcos Rodrigues de Mello – Relator Fl. 2DF CARF MF Emitido em 06/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/06/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Assinado digitalmente em 06/06/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 16327.000776/200508 Acórdão n.º 130200.575 S1C3T2 Fl. 5.29 3 Fl. 3DF CARF MF Emitido em 06/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/06/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Assinado digitalmente em 06/06/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO
score : 1.0
Numero do processo: 13830.001126/2006-74
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 22 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Feb 22 00:00:00 UTC 2011
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES
Ano-calendário: 1999
MEDIÇÃO DE RADIAÇÕES. PROFISSIONAL ESPECIALIZADO EM FÍSICA. VEDAÇÃO AO SIMPLES.
A execução de prestação de serviços de medição de radiações emitidas por aparelhos de raio-x necessita de profissional especializado em física de radiodiagnóstico, dentre eles o físico. Esse profissional encontra-se expressamente relacionado dentre aqueles que prestam serviços vedados para opção do SIMPLES, nos termos do inciso XIII, art. 9° da Lei n° 9.317,
de1996.
Numero da decisão: 1202-000.481
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Carlos Alberto Donassolo
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201102
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Ano-calendário: 1999 MEDIÇÃO DE RADIAÇÕES. PROFISSIONAL ESPECIALIZADO EM FÍSICA. VEDAÇÃO AO SIMPLES. A execução de prestação de serviços de medição de radiações emitidas por aparelhos de raio-x necessita de profissional especializado em física de radiodiagnóstico, dentre eles o físico. Esse profissional encontra-se expressamente relacionado dentre aqueles que prestam serviços vedados para opção do SIMPLES, nos termos do inciso XIII, art. 9° da Lei n° 9.317, de1996.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Feb 22 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 13830.001126/2006-74
anomes_publicacao_s : 201102
conteudo_id_s : 4663955
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Dec 26 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1202-000.481
nome_arquivo_s : 120200481_13830001126200674_201102.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : Carlos Alberto Donassolo
nome_arquivo_pdf_s : 13830001126200674_4663955.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Tue Feb 22 00:00:00 UTC 2011
id : 4739330
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:39:07 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044041919102976
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1687; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C2T2 Fl. 44 1 43 S1C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13830.001126/200674 Recurso nº 00000 Voluntário Acórdão nº 120200.481 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 22 de fevereiro de 2011 Matéria SIMPLES Recorrente PRASSESSORIA EM FÍSICA MÉDICA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 1999 MEDIÇÃO DE RADIAÇÕES. PROFISSIONAL ESPECIALIZADO EM FÍSICA. VEDAÇÃO AO SIMPLES. A execução de prestação de serviços de medição de radiações emitidas por aparelhos de raiox necessita de profissional especializado em física de radiodiagnóstico, dentre eles o físico. Esse profissional encontrase expressamente relacionado dentre aqueles que prestam serviços vedados para opção do SIMPLES, nos termos do inciso XIII, art. 9° da Lei n° 9.317, de1996. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto Donassolo – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Donassolo, Orlando José Gonçalves Bueno, Flávio Vilela Campos, Valéria Cabral Géo Verçoza, Nereida de Miranda Finamore Horta e Jaci de Assis Júnior. Fl. 44DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/03/2011 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS Assinado digitalmente em 14/03/2011 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 13830.001126/200674 Acórdão n.º 120200.481 S1C2T2 Fl. 45 2 Relatório A contribuinte acima identificada foi excluída da sistemática de tributação pelo Simples por intermédio do Ato Declaratório Executivo DRF/MRA n° 564.720, de 02 de agosto de 2004 (fl. 18), com efeitos a partir de 01/01/2002, em face da indicação do exercício de atividade vedada à opção: "Ensaios de materiais e de produtos; análise de qualidade". A empresa apresentou Solicitação de Revisão da Exclusão do Simples SRS alegando que presta serviços de medição de radiação dos equipamentos de raiox de terceiros, bem como o controle de qualidade dos referidos equipamentos, sendo que tal atividade pode ser executada por uma pessoa comum, somente com conhecimento do aparelho de medição, não havendo exigência de habilitação profissional legal para o exercício da atividade. Alegou também que já havia sido excluído do Simples por ocasião da emissão de Ato Declaratório anterior, de nº 125.285/1999, com a motivação de exercer “atividade econômica não permitida para o Simples”, fls. 05, tendo a empresa providenciado na retificação do CNAE no cadastro CNPJ, assinalando atividade que possibilitaria sua permanência no sistema SIMPLES, de modo que a exclusão foi julgada improcedente de acordo com o Despacho da DRF/Marília, fls. 04 a 06, Sua solicitação foi indeferida, sob fundamentação de que a empresa presta serviços de controle de qualidade em equipamentos médicos, cuja atividade deve ser exercida por profissionais com habilitação legal exigida ou a eles assemelhados. Cientificada dessa decisão, interpôs sua manifestação de inconformidade, na qual reitera as razões já expostas anteriormente. A manifestação de inconformidade foi apreciada pela DRJ/Ribeirão Preto, mantendo a exclusão do SIMPLES sob o fundamento de ficou caracterizada a prestação de serviços assemelhados aos de profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida, emitindo o Acórdão nº 1419.995, de fls. 27 a 31, assim ementado: ATIVIDADE VEDADA. A pessoa jurídica que presta serviços de inspeções, ensaios de materiais,e análise de qualidade e assistência técnica, em aparelhos de raio X, está impedida de exercer opção pelo Simples, pela caracterização da prestação de serviços ASSEMELHADOS ao de profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida. Solicitação Indeferida Irresignada, a empresa apresentou seu recurso voluntário a este colegiado, mediante arrazoado, de fls. 34 e 35, repisando praticamente os mesmos argumentos apresentados na peça impugnatória. É o relatório. Fl. 45DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/03/2011 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS Assinado digitalmente em 14/03/2011 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 13830.001126/200674 Acórdão n.º 120200.481 S1C2T2 Fl. 46 3 Voto Conselheiro Carlos Alberto Donassolo, Relator. O recurso voluntário é tempestivo e nos termos da lei. Portanto, dele tomo conhecimento. A matéria em litígio diz respeito em esclarecer se a atividade desenvolvida pela empresa encontrase dentre aquelas discriminadas no inciso XIII do art. 9° da Lei n° 9.317, de1996, fundamento da exclusão contido no Ato Declaratório Executivo n° 564720, fls. 18. O inciso XIII do art. 9° da Lei n° 9.317, de1996, assim dispõe: "Artigo 9o Não poderá optar pelo SIMPLES a pessoa jurídica: (...) XIII que preste serviços profissionais de corretor, representante comercial, despachante, ator, empresário, diretor ou produtor de espetáculos, cantor, músico, dançarino, médico, dentista, enfermeiro, veterinário, engenheiro, arquiteto, físico, químico, economista, contador, auditor, consultor, estatístico, administrador, programador, analista de sistema, advogado, psicólogo, professor, jornalista, publicitário, fisicultor. ou assemelhados, e de qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida; (grifei) Por seu turno, a atividade econômica explorada pela contribuinte consta do seu Contrato Social, fls. 11, assim discriminada: “assessoramento e execução de serviços de radioproteção, dosimetria e controle de qualidade em equipamentos médicos". Já o quadro societário da empresa é composto por um profissional com formação em física e outro profissional com a indicação de desenhista. A recorrente argumenta que a atividade por ele exercida consiste na “prestação de serviços de medição de radiação dos equipamentos de RX de terceiros, assim também o controle de qualidade dos referidos equipamentos, sendo que tal serviço é executado por uma pessoa comum somente com conhecimento do aparelho de medição”, não se encontrando dentre aquelas arroladas no inciso XIII, art. 9º da lei nº 9.317, de 1996, nem necessitando de profissional legalmente habilitado para poder exercêla. Creio não assistir razão à recorrente. A atividade de medição de radiação dos equipamentos de raiosx, bem como o controle de qualidade dos referidos equipamentos, necessariamente exigem a presença de pessoa habilitada para a sua operação. Tratamse de equipamentos que possuem um certo grau de complexidade, que necessitam de cuidados especiais dado o teor de periculosidade que possuem. Fl. 46DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/03/2011 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS Assinado digitalmente em 14/03/2011 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 13830.001126/200674 Acórdão n.º 120200.481 S1C2T2 Fl. 47 4 Via de regra, as atividades desenvolvidas pela recorrente, denotam ser atividades em que especificamente se manuseiam fontes radioativas, seja de medição ou de manutenção dos equipamentos que emitem radiações, tais como calibração, medições, testes e inspeções. Com efeito, a Portaria do Ministério da Saúde nº 453, de 01 de junho de 1998, regula a utilização, dentre outros, dos aparelhos de raiosx de diagnósticos. Em vários de seus dispositivos, a norma exige que a execução dos serviços seja feita por especialista em física de radiodiagnóstico (ou com certificação equivalente) para que seja autorizado o funcionamento dos aparelhos de raiosx. Dentre os serviços realizados por especialista em física, encontramse o cálculo da blindagem dos equipamentos, levantamento radiométrico, medidas de proteção e controle de qualidade das radiações, conforme trechos que se transcreve: 3.4 Nenhum serviço de radiodiagnóstico pode funcionar sem estar devidamente licenciado pela autoridade sanitária local. (...) 3.6 A aprovação de projeto está condicionada à análise e parecer favorável sobre os seguintes documentos: a) Projeto básico de arquitetura das instalações e áreas adjacentes, conforme Portaria 1884/94 do Ministério da Saúde ou outra que venha a substituíla, incluindo: (...) (iii) descrição técnica das blindagens (portas, paredes, piso, teto, etc.) incluindo material utilizado, espessura e densidade. (...) d) Planilha de cálculo de blindagem assinada por um especialista em física de radiodiagnóstico, ou certificação equivalente, reconhecida pelo Ministério da Saúde. (...) 3.9 O memorial descritivo de proteção radiológica deve conter, no mínimo: (...) (ii) relatório de levantamento radiométrico, emitido por especialista em física de radiodiagnóstico (ou certificação equivalente), comprovando a conformidade com os níveis de restrição de dose estabelecidos neste Regulamento; (...) 3.25 Compete aos titulares e empregadores, no âmbito do seu estabelecimento, a responsabilidade principal pela Fl. 47DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/03/2011 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS Assinado digitalmente em 14/03/2011 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 13830.001126/200674 Acórdão n.º 120200.481 S1C2T2 Fl. 48 5 segurança e proteção dos pacientes, da equipe e do público em geral, devendo assegurar os recursos materiais e humanos e a implementação das medidas necessárias para garantir o cumprimento dos requisitos deste Regulamento. Para tanto, os titulares e empregadores devem: (...) g) Assessorarse de um especialista de física de radiodiagnóstico na execução das medidas de proteção radiológica no âmbito do serviço, incluindo controle de qualidade. Como se percebe da redação dos dispositivos acima transcritos, as diversas atividades desenvolvidas em aparelhos de radiodiagnóstico, tais como, de cálculo da blindagem dos equipamentos, levantamento radiométrico, medidas de proteção e controle de qualidade das radiações, atividades típicas daqueles locais onde existem e funcionam equipamentos de raiosx, exigem a execução de medição de radiações por profissional especializado em física de radiodiagnóstico, dentre eles o físico. Pois é justamente nessa atividade de medição de radiações emitidas por aparelhos de raiosx que a recorrente alega prestar serviços, o que me leva a concluir da necessidade da presença de um profissional com formação em física para a sua execução. Com efeito, o quadro societário da recorrente é composto por um profissional formado em física, o físico, o que vem reforçar a tese de que se trata de empresa que executa atividades que necessita de profissional com essa especialidade, o qual se encontra expressamente relacionado dentre as atividades de prestação de serviços vedadas pela legislação do SIMPLES, nos termos do inciso XIII, art. 9° da Lei n° 9.317, de1996, acima transcrito. Dessa forma, entendo que os serviços de medição de radiação dos equipamentos de raiosx, executados pela empresa interessada, necessitam de profissional especializado (físico), diferentemente do que alegou a recorrente, encontrando vedação expressa na legislação para opção na sistemática do Simples. Por fim, quanto à alegação de que uma exclusão anterior da sistemática do Simples teria sido julgada improcedente, conforme Despacho da DRF/Marília, fls. 04 a 06, entendo que a motivação entre os dois Atos de Exclusão são distintos, o que possibilita a mudança de entendimento. Além disso, um Ato posterior pode perfeitamente alterar a situação antes examinada, em atendimento ao princípio da legalidade a que está obrigada a administração pública (art. 37 da Constituição Federal), onde atos administrativos eivados de falhas ou de vícios podem e devem ser revistos, como é o caso que ora se apresenta. Em face do exposto, voto para que seja negado provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto Donassolo Fl. 48DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/03/2011 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS Assinado digitalmente em 14/03/2011 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 13830.001126/200674 Acórdão n.º 120200.481 S1C2T2 Fl. 49 6 Fl. 49DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/03/2011 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS Assinado digitalmente em 14/03/2011 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO
score : 1.0
Numero do processo: 10850.900930/2008-73
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 23 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Feb 23 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL
Ano calendário:2004
Ementa: DIREITO CREDITÓRIO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A
MAIOR.ÔNUS DA PROVA. O artigo 165 do CTN autoriza a restituição do pagamento indevido e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa.
COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. Apenas os créditos líquidos e certos
comprovados inequivocamente pelo contribuinte são passíveis de
compensação tributária, conforme preceituado no artigo 170 da Lei nº 5.172/66 (Código Tributário Nacional).
IRPJ. CSLL. EVENTUAL EXCESSO DE RECOLHIMENTO POR
ESTIMATIVA. RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO.
Eventual excesso nos recolhimentos por estimativa, após 31 de dezembro do ano calendário, momento do fato gerador do IRPJ e CSLL, poderá ser restituído ou compensado como pagamento a maior apurado decorrente do ajuste anual configurado, como saldo negativo, em consonância com o artigo 6º da Lei nº 9.430/96.
IRPJ e CSLL – EXIGÊNCIA DE RECOLHIMENTO POR ESTIMATIVA Encerrado
o período de apuração do imposto de renda, a exigência de
recolhimentos por estimativa deixa de ter sua eficácia, uma vez que prevalece o efetivamente devido com base no lucro real ou base de cálculo positiva da CSLL.
DILIGÊNCIA/PERÍCIA – A admissibilidade de diligência, por não se
constituir em direito do autuado, depende do livre convencimento da autoridade julgadora como meio de melhor apurar os fatos, podendo como tal dispensar quando entender desnecessária ao deslinde da questão.
Numero da decisão: 1802-000.810
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201102
ementa_s : Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Ano calendário:2004 Ementa: DIREITO CREDITÓRIO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR.ÔNUS DA PROVA. O artigo 165 do CTN autoriza a restituição do pagamento indevido e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. Apenas os créditos líquidos e certos comprovados inequivocamente pelo contribuinte são passíveis de compensação tributária, conforme preceituado no artigo 170 da Lei nº 5.172/66 (Código Tributário Nacional). IRPJ. CSLL. EVENTUAL EXCESSO DE RECOLHIMENTO POR ESTIMATIVA. RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. Eventual excesso nos recolhimentos por estimativa, após 31 de dezembro do ano calendário, momento do fato gerador do IRPJ e CSLL, poderá ser restituído ou compensado como pagamento a maior apurado decorrente do ajuste anual configurado, como saldo negativo, em consonância com o artigo 6º da Lei nº 9.430/96. IRPJ e CSLL – EXIGÊNCIA DE RECOLHIMENTO POR ESTIMATIVA Encerrado o período de apuração do imposto de renda, a exigência de recolhimentos por estimativa deixa de ter sua eficácia, uma vez que prevalece o efetivamente devido com base no lucro real ou base de cálculo positiva da CSLL. DILIGÊNCIA/PERÍCIA – A admissibilidade de diligência, por não se constituir em direito do autuado, depende do livre convencimento da autoridade julgadora como meio de melhor apurar os fatos, podendo como tal dispensar quando entender desnecessária ao deslinde da questão.
turma_s : Segunda Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 23 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10850.900930/2008-73
anomes_publicacao_s : 201102
conteudo_id_s : 4671692
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Aug 04 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1802-000.810
nome_arquivo_s : 180200810_10850900930200873_201102.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
nome_arquivo_pdf_s : 10850900930200873_4671692.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 23 00:00:00 UTC 2011
id : 4739125
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:39:01 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044041922248704
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2159; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 114 1 113 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10850.900930/200873 Recurso nº 611.547 Voluntário Acórdão nº 180200.810 – 2ª Turma Especial Sessão de 23/02/2011 Matéria CSLL Recorrente LATICINIOS MATINAL LTDA Recorrida 5ª Turma da DRJ/RIBEIRÃO PRETO/SP Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Anocalendário: 2004 Ementa: DIREITO CREDITÓRIO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR.ÔNUS DA PROVA. O artigo 165 do CTN autoriza a restituição do pagamento indevido e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. Apenas os créditos líquidos e certos comprovados inequivocamente pelo contribuinte são passíveis de compensação tributária, conforme preceituado no artigo 170 da Lei nº 5.172/66 (Código Tributário Nacional). IRPJ. CSLL. EVENTUAL EXCESSO DE RECOLHIMENTO POR ESTIMATIVA. RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. Eventual excesso nos recolhimentos por estimativa, após 31 de dezembro do ano calendário, momento do fato gerador do IRPJ e CSLL, poderá ser restituído ou compensado como pagamento a maior apurado decorrente do ajuste anual configurado, como saldo negativo, em consonância com o artigo 6º da Lei nº 9.430/96. IRPJ e CSLL – EXIGÊNCIA DE RECOLHIMENTO POR ESTIMATIVA Encerrado o período de apuração do imposto de renda, a exigência de recolhimentos por estimativa deixa de ter sua eficácia, uma vez que prevalece o efetivamente devido com base no lucro real ou base de cálculo positiva da CSLL. DILIGÊNCIA/PERÍCIA – A admissibilidade de diligência, por não se constituir em direito do autuado, depende do livre convencimento da Fl. 117DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 2 autoridade julgadora como meio de melhor apurar os fatos, podendo como tal dispensar quando entender desnecessária ao deslinde da questão. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior, Nelso Kichel, Nereida de Miranda Finamore Horta e Gilberto Baptista. Fl. 118DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10850.900930/200873 Acórdão n.º 180200.810 S1TE02 Fl. 115 3 Relatório Por economia processual e bem resumir os fatos adoto o relatório da decisão recorrida (fl.60) que a seguir transcrevo: Tratase de Manifestação de Inconformidade interposta em face do Despacho Decisório em que foi apreciada Declaração de Compensação (PER/DCOMP), por intermédio da qual a contribuinte pretende compensar débitos de sua responsabilidade com crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior de tributo (CSLLestimativa mensal, código de arrecadação 2484). Por meio de despacho decisório, foi indeferido o pedido, e declarada não homologada a compensação, ante constatação de que o pagamento indicado pela interessada foi integralmente utilizado para quitação de débitos de sua responsabilidade, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados na PER/DCOMP. Cientificada, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade alegando, em síntese, a regularidade dos procedimentos por si adotados. Aduz que a irregularidade decorreria de erro material em retificação de DCTF, onde constariam antigos valores declarados, referentes ao período de apuração de 06/2004. A divergência poderia ser sanada pela retificação da DCTF (2° trim. de 2004) e pela verificação da DIPJ. Sustenta que nada deve ao erário, e que caberia homologação do crédito postulado. Ao final, requer seja conhecida a manifestação de inconformidade, extinto o crédito , tributário, autorizada a retificação da DCTF, admitida a juntada posterior de documentos e comunicada a decisão em endereço noticiado na manifestação de inconformidade. A 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ/Ribeirão Preto/SP) indeferiu o pleito, conforme decisão proferida mediante o venerando Acórdão nº 26.186 de 25 de setembro de 2009 (fls.59/66), cientificado ao interessado em 06/11/2009 (AR fl.67). A decisão recorrida possui a seguinte ementa (fl.59): Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Anocalendário: 2004 RECOLHIMENTO POR ESTIMATIVA. ANTECIPAÇÃO. Os recolhimentos de CSLL por estimativa são meras antecipações, não sendo passíveis de restituição, a não ser após a apuração de saldo negativo ao final do anocalendário. Fl. 119DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 4 DIREITO CREDITÓRIO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR.ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. Apenas os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação tributária, conforme artigo 170 do Código Tributário Nacional. Manifestação de Inconformidade Improcedente A empresa interpôs recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, em 07/12/2009, fls.67/76, trazendo os seguintes argumentos, em síntese, para contraditar a decisão recorrida: que o equivoco cometido na DCTF do segundo trimestre de2004, posteriormente corrigido pela DIPJ/2005, quanto à apuração da CSLL referente ao mês de junho de 2004, gerou à recorrente um crédito tributário, eis que efetuou, em junho de 2004, recolhimento indevido a título de CSLL, na ordem R$ 4.691,21; que, tendo a recorrente promovido recolhimento indevido deveria ter recolhido R$ 24.510,32 mas recolheu R$ 29.201,53 a titulo de CSLL no mês de JUNHO DE 2004 conforme DIPJ/2005 tal recolhimento indevido resulta passível de ser CREDITADO; que, os dados necessários para aferir a base de cálculo negativa da CSLL em JUNHO de 2004 encontramse inequívocos na DIPJ/2005, que se encontra na base de dados da Receita Federal; que, as declarações contidas na DIPJ/2005, revestemse da credibilidade necessária para o fim de serem aceitas e acatadas e, que não foram rejeitadas pela autoridade fiscal; que, a fiscalização validou, ainda que de forma implícita, o conteúdo das informações contidas na da DIPJ/2005, razão pela qual não pode, sob pena de subversão aos princípios que norteiam o direito tributário, apresentar, apenas em sede de julgamento, questionamentos com vistas a subtrair da recorrente seu direito ao crédito; que, estando o julgador na dúvida quanto aos valores da DIPJ/2005 deveria ter convertido o julgamento em diligência, restando, por conseguinte, lDÔNEA E INQUESTIONÁVEL a DIJP/2005 apresentada pela recorrente, até que se tenha algum dado objetivo que possa dizer ao contrário; que, não se conforma com o acórdão ora guerreado, no que tange à alegação segundo a qual a contribuinte deveria trazer provas, lastreadas em lançamentos contábeis e documentos fiscais, com vistas à ratificar sua DIPJ/2005, tanto mais porque em momento alguma a idoneidade desta DIPJ fora questionada por quem quer que fosse, assim como também não houve qualquer solicitação de apresentação de documentos complementares. Para fortalecer suas alegações a recorrente transcreve julgados administrativos à fl.75/76 sobre a verdade material no processo administrativo. Finalmente a recorrente requer seja provido o recurso voluntário, para o fim de decretar a procedência da manifestação de inconformidade veiculada pela recorrente, ou ainda, anular o Fl. 120DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10850.900930/200873 Acórdão n.º 180200.810 S1TE02 Fl. 116 5 acórdão recorrido, convertendo o julgamento em diligencia, para o exame dos documentos julgados porventura necessários à ratificação da DIJP/2005. É o relatório. Fl. 121DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 6 Voto Conselheira Relatora Ester Marques Lins de Sousa O recurso voluntário é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235/72, dele conheço. Conforme relatado o presente processo trata do PER/DCOMP nº 30114.43817.081104.1.7.047239, fls.47/51, em que a contribuinte pretende compensar débitos de CSLL (código 2484: R$ 3.933,73) por estimativa apurado em julho/2004, com alegado crédito decorrente de CSLL por estimativa (código 2484) apurada em junho/2004. O fundamento para o indeferimento do pedido no despacho decisório (fl.45) pela autoridade administrativa é que constatou que o valor do alegado crédito original de R$ 29.201,53, a partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, mas integralmente utilizados para quitação da CSLL por estimativa relativa ao período de apuração de 30/06/2004 no valor de R$ 29.201,53, não restando crédito disponível para compensação do débito informado no PER/DCOMP, no valor de R$ 3.933,73 relativo ao período de julho/2004. No recurso, a defesa é no sentido de que tendo a recorrente obtido prejuízo em relação ao mês de JUNHO/2004 não há sequer uma BASE DE CÁLCULO para apuração de CSLL no tocante a este período, significando, isso, que qualquer recolhimento tributário que tenha sido promovido a tal título, representa RECOLHIMENTO INDEVIDO e portanto passível de ser utilizado como crédito tributário. De plano, constatase na DIPJ/2005 (fl.12), Base de cálculo positiva de R$ 546.183,75 e CSLL apurada no valor de R$ 49.156,54, logo, cai por terra o “PREJUÍZO” relativo a JUNHO/2004 alegado pelo contribuinte para justificar o pagamento indevido. O DARF mencionado no Despacho Decisório é o mesmo discriminado no PER/DCOMP em questão. A compensação declarada não foi homologada porque declarado para quitação da CSLL por estimativa relativa ao período de apuração de débito de CSLL (código 2484: R$ 3.933,73) por estimativa apurado em julho/2004, DARF no valor de R$ 29.201,53 utilizado pelo próprio interessado referente a débito de CSLL (código 2484) por estimativa apurado em junho/2004 no valor de R$ 29.201,53. Cumpre lembrar que as Declarações (DCTF, DCOMP e DIPJ) são produzidas pelo próprio contribuinte, de sorte que, as inconsistências alegadas pelo interessado não retiram a obrigação do recorrente em comprovar os fatos mediante a escrituração contábil (conta do ativo a recuperar em que se demonstre sua evolução até julho/2004 e a contrapartida do tributo a recolher registrado em conta do passivo, bem como balanços ou balancetes mensais de suspensão até julho/2004, transcritos no Diário ou LALUR), tendo em vista que, apenas os créditos líquidos e certos comprovados inequivocamente pelo contribuinte são passíveis de compensação tributária, conforme preceituado no artigo 170 da Lei nº 5.172/66 (Código Tributário NacionalCTN). Fl. 122DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10850.900930/200873 Acórdão n.º 180200.810 S1TE02 Fl. 117 7 Dessarte, não havendo a recorrente trazido aos autos o conjunto probatório do crédito alegado não há falar em excesso de estimativa relativo ao mês de junho/2004. Sobre o pleito da recorrente para converter o julgamento em diligência, o artigo 29 do Decreto nº 70.235/75 informa o princípio do livre convencimento do julgador quando estabelece que “ Na apreciação da prova , a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias”. Como se vê, o artigo 29 diz respeito, à liberdade da autoridade julgadora na apreciação da prova. O julgador na análise das provas produzidas nos autos, deve decidir conforme o seu convencimento Com efeito, a admissibilidade de diligência ou perícia, por não se constituir em direito do autuado, depende do livre convencimento da autoridade julgadora como meio de melhor apurar a verdade material, ou seja, melhor apurar os fatos que constituem o processo, podendo como tal dispensar quando entender desnecessárias ao deslinde da questão diante dos elementos acostados aos autos. A busca da verdade material não autoriza o julgador a substituir o interessado na produção das provas. A apresentação dos documentos juntamente com a defesa é ônus da alçada da recorrente. No presente caso, a recorrente teria à sua disposição todos os meios para provar o alegado crédito. Não o fez. É certo que o artigo 165 do CTN autoriza a restituição do pagamento indevido e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. Desse modo, não há justificativa plausível para a conversão do julgamento em diligência, razão pela qual deve ser rejeitada a diligência pleiteada. Compulsandose os autos, observase que o contribuinte adotou o regime de tributação com base no lucro real, portanto, sujeita ao pagamento do IRPJ e CSLL mensal por estimativa e apuração do lucro em 31 de dezembro do ano calendário, conforme preceituado no artigo 2º da Lei nº 9.430/96. No que tange ao pagamento por estimativa o artigo 6º da Lei nº 9.430/96 assim dispõe: Art.6º O imposto devido, apurado na forma do art. 2º, deverá ser pago até o último dia útil do mês subseqüente àquele a que se referir. §1º O saldo do imposto apurado em 31 de dezembro será: I pago em quota única, até o último dia útil do mês de março do ano subseqüente, se positivo, observado o disposto no §2º; II compensado com o imposto a ser pago a partir do mês de abril do ano subseqüente, se negativo, assegurada a alternativa Fl. 123DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 8 de requerer, após a entrega da declaração de rendimentos, a restituição do montante pago a maior. §2º O saldo do imposto a pagar de que trata o inciso I do parágrafo anterior será acrescido de juros calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir de 1º de fevereiro até o último dia do mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês do pagamento. §3º O prazo a que se refere o inciso I do §1º não se aplica ao imposto relativo ao mês de dezembro, que deverá ser pago até o último dia útil do mês de janeiro do ano subseqüente (Grifos adicionados) (G.N) Assim, o eventual excesso nos recolhimentos por estimativa, após 31 de dezembro do ano calendário, momento do fato gerador do IRPJ e CSLL, poderá ser restituído ou compensado como pagamento a maior apurado decorrente do ajuste anual configurado, como saldo negativo, em consonância com o artigo 6º da Lei nº 9.430/96 acima transcrito. De outra banda, restando saldo do imposto a pagar em 31 de dezembro será acrescido de juros calculados à taxa SELIC, a partir de 1º de fevereiro até o último dia do mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês do pagamento. Verificase que o débito a ser compensado se refere a recolhimento de CSLL (código: 2484, fl.46) devido por estimativa relativo ao mês de julho do ano calendário de 2004. Para as pessoas jurídicas que optarem pelo balanço anual, o fato gerador do imposto de renda e da CSLL ocorre em 31 de dezembro de cada ano, data da apuração do lucro real. Como visto acima, o recolhimento mensal por estimativa se reveste, na hipótese, de uma característica de provisoriedade, onde encerrado o ano calendário é calculado o montante do tributo efetivamente devido, podendo resultar, na declaração de ajuste, recolhimento a maior, por estimativa, no curso do anocalendário, caso em que a contribuinte tem direito à restituição ou compensação, ou ainda uma diferença de tributo a ser recolhido. Dentro de tal contexto, e, guardando coerência com os mesmos fundamentos jurídicos para negar a restituição ou compensação de valores fundados em recolhimentos por estimativa, após 31 de dezembro concluise que, encerrado o período de apuração do imposto de renda e CSLL em 31/12/2004, a exigência de recolhimentos por estimativa do IRPJ e da CSLL deixa de ter sua eficácia, uma vez que prevalece o efetivamente devido com base no lucro real e base de cálculo positiva da CSLL, se for o caso. Diante do exposto, voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso, mantendo o indeferimento ao pedido de restituição e a nãohomologação da compensação efetuada pelo contribuinte, como posto na decisão recorrida, porém, a autoridade administrativa preparadora da Delegacia da Receita Federal do Brasil de São José do Rio Preto/SP, deverá cancelar a exigência fiscal por se tratar de débito por estimativa de que trata o PER/DCOMP em comento. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa. Fl. 124DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10850.900930/200873 Acórdão n.º 180200.810 S1TE02 Fl. 118 9 Fl. 125DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 11516.001192/2007-62
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 07 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 07 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI
Ano-calendário: 2002, 2003, 2004, 2005
Ementa: EMBARGOS DECLARATÒRIOS.
Existente a contradição argüida os embargos declaratórios hão de ser acolhidos, com efeitos infringentes, para corrigila.
PARTE DISPOSITIVA DO ACÓRDÃO
A parte dispositiva do acórdão deve ser alterada para que se adequar ao que efetivamente restou decidido pelo Colegiado e que consta do voto condutor do acórdão.
Numero da decisão: 3402-001.393
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em acolher os embargos declaratórios, com efeitos infringentes, de forma a adequar a parte dispositiva do acórdão ao que foi efetivamente decido pelo Colegiado e que consta do voto condutor, nos termos do voto.
Nome do relator: NAYRA BASTOS MANATTA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201107
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Ano-calendário: 2002, 2003, 2004, 2005 Ementa: EMBARGOS DECLARATÒRIOS. Existente a contradição argüida os embargos declaratórios hão de ser acolhidos, com efeitos infringentes, para corrigila. PARTE DISPOSITIVA DO ACÓRDÃO A parte dispositiva do acórdão deve ser alterada para que se adequar ao que efetivamente restou decidido pelo Colegiado e que consta do voto condutor do acórdão.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jul 07 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 11516.001192/2007-62
anomes_publicacao_s : 201107
conteudo_id_s : 5124193
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Dec 19 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3402-001.393
nome_arquivo_s : 3402001393_11516001192200762_201107.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : NAYRA BASTOS MANATTA
nome_arquivo_pdf_s : 11516001192200762_5124193.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em acolher os embargos declaratórios, com efeitos infringentes, de forma a adequar a parte dispositiva do acórdão ao que foi efetivamente decido pelo Colegiado e que consta do voto condutor, nos termos do voto.
dt_sessao_tdt : Thu Jul 07 00:00:00 UTC 2011
id : 4742715
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:41:04 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044041924345856
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1626; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T2 Fl. 1 1 S3C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11516.001192/200762 Recurso nº 153.630 Embargos Acórdão nº 3402001393 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 07 de julho de 2011 Matéria embargos Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado VONPAR REFRESCOS SA Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Anocalendário: 2002, 2003, 2004, 2005 Ementa: EMBARGOS DECLARATÒRIOS. Existente a contradição argüida os embargos declaratórios hão de ser acolhidos, com efeitos infringentes, para corrigila. PARTE DISPOSITIVA DO ACÓRDÃO A parte dispositiva do acórdão deve ser alterada para que se adequar ao que efetivamente restou decidido pelo Colegiado e que consta do voto condutor do acórdão. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em acolher os embargos declaratórios, com efeitos infringentes, de forma a adequar a parte dispositiva do acórdão ao que foi efetivamente decido pelo Colegiado e que consta do voto condutor, nos termos do voto. Nayra Bastos Manatta – Presidente e relatora N Redator designado. EDITADO EM: 04/08/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL (suplente), JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEÃO (suplente). Fl. 1DF CARF MF Emitido em 08/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/08/2011 por NAYRA BASTOS MANATTA Assinado digitalmente em 04/08/2011 por NAYRA BASTOS MANATTA 2 Relatório Tratase de embargos declaratórios interposto pela PFN sob o argumento de que a decisão proferida pela Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção de Julgamento do CARF incorreu em contradição ao fazer constar na parte dispositiva do acórdão no item II que “pelo voto de qualidade deuse provimento para considerar indispensável a existência do AD para fruição do beneficio fiscal. Vencidos os Conselheiros Ali Zraik Júnior, Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça e Leonardo Siade Manzan que consideravam prescindível a existência do AD” ao passo que no voto vencedor consta que “Vale ressaltar que, ainda que tenha obtido, posteriormente, o referido ato declaratório os efeitos por ele produzidos não retroagem parta albergar atos anteriores à sua expedição. Desta forma, entendo que correto o lançamento e a decisão recorrida que o manteve por considerar que a redução de alíquota em 50% referente ao beneficio fiscal previsto no art. 57, I do RIPI/98 não poderia ter sido aplicada pela recorrente em virtude da inexistência de ato declaratório proferido pela SRF que concedesse o beneficio fiscal em questão.” Conclui o voto vencedor por “dar provimento parcial ao recurso para reconhecer o direito ao creditamento do IPI dos insumos aditivos SU 221, usado na lavadora de retornáveis para remoção de ferrugem do gargalo; detergente para lavagem de garrafas retornáveis; solvente comprint ref 168545Q branco, usado para diluir a tinta no processo de codificação da linha de retornáveis” É o relatório. Voto Conselheiro Nayra Bastos Manatta Realmente embora o voto vencedor tenha considerado que efeitos do AD não retroagem parta albergar atos anteriores à sua expedição, constou da parte dispositiva do acórdão que foi dado provimento por qualidade para “considerar indispensável a existência do AD para fruição do beneficio fiscal. Vencidos os Conselheiros Ali Zraik Júnior, Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça e Leonardo Siade Manzan que consideravam prescindível a existência do AD” Fl. 2DF CARF MF Emitido em 08/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/08/2011 por NAYRA BASTOS MANATTA Assinado digitalmente em 04/08/2011 por NAYRA BASTOS MANATTA Processo nº 11516.001192/200762 Acórdão n.º 3402001393 S3C4T2 Fl. 2 3 Verificase assim uma inegável contradição entre o voto e a parte dispositiva do acórdão, razão pela qual os embargos devem ser acolhidos para sanala. De fato o que foi decidido pelo Colegiado foi, pelo voto de qualidade, NEGAR provimento ao recurso por “considerar indispensável a existência do AD para fruição do beneficio fiscal” Neste posicionamento foram vencidos os Conselheiros Ali Zraik Júnior, Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça e Leonardo Siade Manzan que consideravam prescindível a existência do AD Assim sendo acolho os embargos declaratórios, com efeitos infringentes para que se altere a parte dispositiva do Acórdão embargado que passará a ter a seguinte redação: Acordam os membros do Colegiado, em dar provimento parcial ao recurso da seguinte forma: 1) por unanimidade de votos, reconheceuse o direito ao creditamento do IPI dos insumos aditivos SU 221, usado na lavadora de retornáveis para remoção de ferrugem do gargalo; detergente para lavagem de garrafas retornáveis; solvente comprint ref 168545Q branco, usado para diluir a tinta no processo de codificação da linha de retornáveis; e II) pelo voto de qualidade negar provimento para considerar indispensável a existência do AD para fruição do beneficio fiscal. Vencidos os Conselheiros Ali Zraik Júnior, Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça e Leonardo Siade Manzan que consideravam prescindível a existência do AD. Fez sustentação oral pela Recorrente, o Dr. Gustavo Nygaard OAB/RS n° 29.023.” É como voto. Nayra Bastos Manatta Relator Fl. 3DF CARF MF Emitido em 08/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/08/2011 por NAYRA BASTOS MANATTA Assinado digitalmente em 04/08/2011 por NAYRA BASTOS MANATTA
score : 1.0
