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Numero do processo: 16327.002011/2001-71
Data da sessão: Wed Nov 06 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Dec 09 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO (CSLL)
Ano-calendário: 1996
EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 10/96. MAJORAÇÃO DA ALÍQUOTA DA CSLL. ANTERIORIDADE NONAGESIMAL. OBSERVÂNCIA COMPULSÓRIA.
A observância do princípio da anterioridade nonagesimal, previsto no art. 195, §6º da CF/88, deve ser respeitado no caso da alteração do art. 72, inciso III do ADCT, com redação dada pelo art. 2° da EC n° 10/1996, que majorou a alíquota da CSLL, modificando seu aspecto material (quantitativo) da norma de incidência. No mesmo sentido o STF, no Recurso Extraordinário 587.008, sujeito ao regime de Repercussão Geral.
Numero da decisão: 9101-004.515
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial.
(documento assinado digitalmente)
Andrea Duek Simantob - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Demetrius Nichele Macei Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Mendes de Moura, Cristiane Silva Costa, Edeli Pereira Bessa, Demetrius Nichele Macei, Viviane Vidal Wagner, Lívia de Carli Germano, Andrea Duek Simantob (presidente em exercício) e Amélia Wakako Morishita Yamamoto. Ausentes, momentaneamente, o conselheiro Caio Cesar Nader Quintella (suplente convocado) e a conselheira Adriana Gomes Rêgo.
Nome do relator: DEMETRIUS NICHELE MACEI
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MAJORAÇÃO DA ALÍQUOTA DA CSLL. ANTERIORIDADE NONAGESIMAL. OBSERVÂNCIA COMPULSÓRIA. A observância do princípio da anterioridade nonagesimal, previsto no art. 195, §6º da CF/88, deve ser respeitado no caso da alteração do art. 72, inciso III do ADCT, com redação dada pelo art. 2° da EC n° 10/1996, que majorou a alíquota da CSLL, modificando seu aspecto material (quantitativo) da norma de incidência. No mesmo sentido o STF, no Recurso Extraordinário 587.008, sujeito ao regime de Repercussão Geral. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial. (documento assinado digitalmente) Andrea Duek Simantob - Presidente (documento assinado digitalmente) Demetrius Nichele Macei – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Mendes de Moura, Cristiane Silva Costa, Edeli Pereira Bessa, Demetrius Nichele Macei, Viviane Vidal Wagner, Lívia de Carli Germano, Andrea Duek Simantob (presidente em exercício) e Amélia Wakako Morishita Yamamoto. Ausentes, momentaneamente, o conselheiro Caio Cesar Nader Quintella (suplente convocado) e a conselheira Adriana Gomes Rêgo. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 00 20 11 /2 00 1- 71 Fl. 334DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 9101-004.515 - CSRF/1ª Turma Processo nº 16327.002011/2001-71 Relatório O sujeito passivo recolheu tributo pela alíquota de 18% referente à base de cálculo de CSLL para o ano-calendário de 1996. A fiscalização, revendo a declaração de rendimentos, entendeu que o percentual correto seria de 30%. Sendo assim, lançou de oficio (e-fls. 2 a 7), o valor correspondente a diferença do tributo devido, acrescida dos encargos legais cabíveis, nos termos da alteração introduzida pelo art. 2° da EC n° 10/1996. Em sua Impugnação (e-fls. 26 a 51) a autuada alegou, em síntese, que no momento da publicação da Emenda Constitucional nº 10/96 o fato gerador da CSLL referente ao ano-base de 1996 já estava em formação, de modo que a alíquota de 30% instituída pela referida Emenda Constitucional só deveria repercutir nos fatos geradores ocorridos a partir do exercício financeiro seguinte, ou seja, a partir de 10 de janeiro de 1997. Ponderou que, ainda que se admitisse que o fato gerador não se aperfeiçoasse tão- somente no fim do exercício financeiro, mas que se compõe de fatos isolados, que se concretizam mensalmente, a majoração da alíquota jamais poderia atingir os fatos geradores ocorridos antes do inicio de sua eficácia, ou seja, não poderia atingir aqueles fatos geradores ocorridos antes de 1º de julho de 1996. Pediu o cancelamento do suposto crédito tributário exigido, por ter sido calculado pela aplicação de alíquota superior a 18% relativamente à base de cálculo da CSLL apurada de 1º de janeiro de 1996 a 30 de junho de 1996, ou por ter sido calculado pela aplicação de alíquota superior a 18% relativamente à base de cálculo da CSLL apurada de 1º de janeiro de 1996 a 30 de junho de 1996. Postulou ainda, pelo descabimento da multa de oficio por ter ocorrido a sucessão de empresas, e pela ilegitimidade da aplicação da taxa SELIC para os juros de mora. O Acórdão da DRJ/SP nº 08.180, de 26 de outubro de 2005 (e-fls. 115 a 126), julgou procedente o lançamento, em decisão assim ementada: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Liquido - CSLL Data do fato gerador: 31/12/1996 Ementa: CSLL. ALÍQUOTA APLICÁVEL. A opção, na Declaração IRPJ/1997, pela apuração anual do imposto de renda e da contribuição social pressupõe que a base de cálculo e o valor da contribuição devida sejam estabelecidos em 31/12/1996, data em que tanto a legislação tributária quanto a ordem judicial determinam a aplicação da aliquota de 30%. LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA. APLICAÇÃO. INCONSTITUCIONALIDADE. 0 julgador administrativo não pode esquivar-se de aplicar a lei e carece de competência para apreciar questões suscitadas quanto à inconstitucionalidade da legislação tributária. Fl. 335DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 9101-004.515 - CSRF/1ª Turma Processo nº 16327.002011/2001-71 MULTA DE OFÍCIO. Decorre do cumprimento A Lei, através da atividade vinculada e obrigatória do lançamento, a imputação de multa de oficio sobre créditos apurados de oficio, sendo incabível a exclusão da mesma, exceto nos casos legalmente previstos. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. APLICABILIDADE. A utilização da taxa SELIC para o cálculo dos juros de mora decorre de lei, sobre cuja aplicação não cabe aos órgãos do Poder Executivo deliberar. Lançamento Procedente. Irresignado, o Contribuinte interpôs recurso voluntário (e-fls. 135 a 167) , reiterando seus argumentos. O Acórdão nº 1101-001-41, de 19 de junho de 2009 (e-fls.221 a 228), por unanimidade de votos, deu provimento parcial ao recurso para determinar que a aplicação da alíquota de 30% se faça apenas em relação ao segundo semestre de 1996, conforme ementa a seguir: Contribuição Social Sobre o Lucro Liquido — CSLL Ano-Calendário: 1996 CSLL — PRAZO NONAGESIMAL — EMENDA CONSTITUCIONAL N° 10/96 — Uma vez que a alteração do art. 72 do ADCT majorou a alíquota da CSLL, alterando, por conseguinte, o aspecto material (quantitativo) da norma de incidência, na aplicação da nova alíquota impõe-se a observância do prazo nonagesimal, conforme art. 195, § 6° da Constituição Federal. MULTA DE OFÍCIO — A imposição da multa de 75% sobre créditos apurados de oficio está prevista em lei, não sendo possível sua exclusão, exceto nos casos legalmente previstos. JUROS A TAXA SELIC — A partir de 1° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia — SELIC para títulos federais (Súmula 1° CC n° 4). Inconformada, a Fazenda Nacional interpôs Recurso Especial (e-fls. 243 a 253), alegando divergência jurisprudencial. Apresentou o seguinte Acórdão paradigma: Acórdão 108-09.720 (Processo: 16327.002010/2001-26) ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE 0 LUCRO LÍQUIDO - CSLL Exercício: 1997 PRELIMINAR DE DECADÊNCIA. INOCORRÊNCIA. CSLL. Como o lançamento tem por objeto a cobrança da CSLL devida ao final do ano-calendário, e não das antecipações mensais, considera-se ocorrido o fato gerador apenas ao final do ano-calendário, de modo que, ocorrido o fato Fl. 336DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 9101-004.515 - CSRF/1ª Turma Processo nº 16327.002011/2001-71 gerador em 31.12.96, dispunha o Fisco, pela regra prevista no artigo 150, parágrafo 4", do Código Tributário Nacional, do prazo de 5 anos, a contar da ocorrência do fato gerador, para cientificar o contribuinte do lançamento de oficio levado a cabo. MULTA. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA POR SUCESSÃO. INOCORRÊNCIA. Não cabe afastar a multa em razão de sucessão quando, em verdade, se trata de mera alteração de denominação social. MAJORAÇÃO DA ALÍQUOTA DA CSLL DE 18% PARA 30%, PARA SOCIEDADES DISTRIBUIDORAS DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS, POR MEIO DA EMENDA CONSTITUCIONAL N° 10, DE 04.03.96, PARA 0 PERÍODO DE 19.96 A 30.06.1996. O fato gerador da CSLL ocorre em 31 de dezembro de cada ano-calendário, quando então é realizado o ajuste - das eventuais antecipações realizadas frente a contribuição incidente sobre o lucro apurado no último dia do exercício, A. alíquota vigente em 31 de dezembro. TAXA SELIC - JUROS DE MORA - PREVISÃO LEGAL — Os juros de mora são calculados pela Taxa Selic desde abril de 1995, por força da Medida Provisória n° 1.621. Cálculo fiscal em perfeita adequação com a legislação pertinente. Súmula n° 04 do 1° Conselho de Contribuintes. Preliminar de Decadência Rejeitada. Recurso Voluntário Negado. O exame de admissibilidade (e-fls. 270 a 271) entendeu estar demonstrada a divergência apontada e deu seguimento ao recurso. A Contribuinte não apresentou Contrarrazões. Cabe esclarecer que o débito exonerado pelo CARF, no Acórdão nº 1101- 00141/2009, o qual foi objeto do Recurso Especial, possui o valor de R$ 163.159,00, conforme demonstrado em Informação Fiscal de e-fls. 274. O débito mantido pelo CARF, no valor de R$ 29.172,78, não foi objeto de Recurso pela Contribuinte. E o mesmo também não efetuou o recolhimento do crédito tributário em cobrança, motivo pelo qual houve uma Representação (e-fls. 284) no sentido de desmembrar o crédito tributário de CSLL referente à parte em cobrança, albergando-o em outro processo para prosseguimento da cobrança executiva. É o relatório. Fl. 337DF CARF MF Fl. 5 do Acórdão n.º 9101-004.515 - CSRF/1ª Turma Processo nº 16327.002011/2001-71 Voto Conselheiro Demetrius Nichele Macei, Relator. Conhecimento O Recurso Especial da Procuradoria (e-fls. 243 a 253), interposto em 25/09/2009, defende que a alíquota que deveria ser aplicada no cálculo da CSLL para o ano-calendário 1996 é de 30%, nos termos da EC nº 10/96, ou seja, a alíquota vigente à época do fato gerador do tributo devido, 31/12/1996. Para tanto, a recorrente apresentou o acórdão paradigma nº 108- 09.720, de 18 de dezembro de 2008 (e-fls. 254 a 265). Registro que não houve apresentação de Contrarrazões pela recorrida. O Despacho de Admissibilidade (e-fls. 270 a 271) admitiu o recurso entendendo que a divergência jurisprudencial alegada e demais requisitos de admissibilidade teriam se caracterizado. Confira-se: Em síntese os acórdãos recorrido e paradigma tratam da majoração de alíquota da CSLL para 30%, na base de cálculo do tributo. Há duas decisões contrárias, proferidas por Câmaras distintas, relativamente à interpretação e aplicação da legislação tributária, onde a tese contida na decisão hostilizada defende que o imposto pago, apurado por estimativa, se refere a fatos geradores ocorridos em cada mês, por conseguinte qualquer alteração na base de cálculo ou na aliquota não pode alcançar fatos geradores relativos a meses anteriores. Já a tese proclamada pela representação fazendária defende que o dispositivo contido no inciso III do art. 72 do ADCT, com redação dada pelo art. 2° da EC n° 10/1996 1 , autoriza expressamente a aplicação da aliquota de 30% no período assinalado pelo lançamento. Demais disso, o acórdão paradigma defendeu que o fato gerador da CSLL, por ocorrer em 31 de dezembro de cada ano-calendário, quando é realizado o ajuste considerando o lucro apurado, deve utilizar a aliquota vigente em 31 de dezembro, in casu, de 30%. Contudo, cumpre destacar que o acórdão paradigma nº 108-09.720, de 18 de dezembro de 2008 foi reformado em 16 de maio de 2013 pelo acórdão nº 9101-001.659 (Redator Ad Hoc Substituto: Marcos Vinícius Barros Ottoni), cuja fundamentação se coadunou com o decidido pelo v. acórdão recorrido. Disto, no que pese a reforma do acórdão paradigma ter sido posterior a interposição do recurso especial fazendário, tal fato não constitui óbice ao conhecimento do recurso em si, é preciso também reconhecer que o novo acórdão prolatado está em plena concordância com o entendimento exarado pelo E.STF, que em 2011, debruçando-se sobre tema ora discutido – em sede de repercussão geral (determinada pelo Pleno do STF em agosto/2008, 1 III - a parcela do produto da arrecadação resultante da elevação da alíquota da contribuição social sobre o lucro dos contribuintes a que se refere o § 1º do art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, a qual, nos exercícios financeiros de 1994 e 1995, bem assim no período de 1º de janeiro de 1996 a 30 de junho de 1997, passa a ser de trinta por cento, sujeita a alteração por lei ordinária, mantidas as demais normas da Lei nº 7.689, de 15 de dezembro de 1988; Fl. 338DF CARF MF Fl. 6 do Acórdão n.º 9101-004.515 - CSRF/1ª Turma Processo nº 16327.002011/2001-71 com efeitos estendidos para todos os processos em trâmite com o mesmo tema)– pacificou o entendimento de que a EC nº 10/96, especialmente quanto ao inciso III do artigo 72 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias é um novo texto que veicula nova norma e não mera prorrogação da emenda anterior (EC nº 01/94) e que, portanto, a anterioridade nonagesimal, contida no §6º do artigo 195, da Constituição Federal, deveria ser respeitada (RE 587008, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, julgado em 02/02/2011, REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-084 DIVULG 05-05-2011 PUBLIC 06-05-2011 EMENT VOL-02516- 02 PP-00433 RDDT n. 191, 2011, p. 163-176 RT v. 100, n. 912, 2011, p. 544-567). Nas palavras da Min. Ellen Gracie: Havendo afirmação constitucional expressa da irretroatividade da lei ao fato gerador, bem como da anterioridade da lei tributário, e considerando-se que tais garantias constituem desdobramentos inequívocos do princípio da segurança jurídica, pode-se concluir que não tem lugar, no direito tributário brasileiro a chamada retroatividade imprópria. Note-se que o aspecto temporal da norma tributária impositiva, quando não corresponda ao próprio momento da ocorrência material do fato gerador, constitui ficção jurídica voltada a facilitar a aplicação da lei tributária, não servindo, contudo, de referência para a verificação da observância das garantias da irretroatividade e da anterioridade tributárias. Ainda que se considere ocorrido o fato gerador da contribuição social sobre o lucro anual em 31 de dezembro de cada ano, é certo que o fato gerador se forma ao longo do período, desde 1º de janeiro até 31 de dezembro. Aliás, a contribuição é paga, ainda que por estimativa e a título de antecipação, desde janeiro. Só se estará assegurando efetivamente o conhecimento antecipado da lei tributária ao contribuinte, preservando-o do imprevisto e do inesperado e facultando-lhe tempo hábil para a organização das suas atividades em face da carga tributária real, se a garantia constitucional for aplicada com atenção à própria ocorrência material do fato gerador. Assim, tratando-se de tributo com fato gerador, complexo ou de período, tenho que só respeita a anterioridade nonagesimal de que cuida o art. 195, §6º, da Constituição Federal a lei publicada noventa dias antes do início do período. Publicada no curso de um período, só poderá ser aplicada ao período subsequente e, ainda assim, apenas quando sua publicação anteceda em noventa dias o seu início. (…) Note-se que o v. acórdão recorrido também se manifestou, em 19 de junho de 2009, no mesmo sentido do E. STF: Contribuição Social sobre o Lucro Liquido- CSLL Ano-calendário: 1996 CSLL- PRAZO NONAGESIMAL EMENDA CONSTITUCIONAL n" 10/96 — Uma vez que a alteração do art. 72 do ADCT majorou a alíquota da CSLL, alterando, por conseguinte, o aspecto material (quantitativo) da norma de Fl. 339DF CARF MF Fl. 7 do Acórdão n.º 9101-004.515 - CSRF/1ª Turma Processo nº 16327.002011/2001-71 incidência, na aplicação da nova alíquota impõe-se a observância do prazo nonagesimal, conforme art. 195, § 6" da Constituição Federal. (...) Relembro, então, a previsão do §2º do art. 62 e o art. 67, §12, inciso II do Regimento Interno – CARF: § 2º As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática dos arts. 543-B e 543-C da Lei nº 5.869, de 1973, ou dos arts. 1.036 a 1.041 da Lei nº 13.105, de 2015 -Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. (Redação dada pela Portaria MF nº 152, de 2016) Art. 67 (...) § 12. Não servirá como paradigma acórdão proferido pelas turmas extraordinárias de julgamento de que trata o art. 23-A, ou que, na data da análise da admissibilidade do recurso especial, contrariar: (Redação dada pela Portaria MF nº 329, de 2017) (...) II - decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça, em sede de julgamento realizado nos termos dos arts. 543-B e 543- C da Lei nº 5.869, de 1973, ou dos arts. 1.036 a 1.041 da Lei nº 13.105, de 2015 - Código de Processo Civil; e (Redação dada pela Portaria MF nº 152, de 2016) Diante do exposto, portanto, com base em imperativo regimental, voto para NÃO CONHECER do Recurso Especial da Procuradoria. É o voto. (documento assinado digitalmente) Demetrius Nichele Macei Fl. 340DF CARF MF
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Numero do processo: 13816.000920/2002-55
Data da sessão: Tue Nov 09 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Contribuição Social sobre o Lucro Liquido - CSLL
Ano-calendário: 1995
Ementa:
SALDO NEGATIVO DE CSLL DECADÊNCIA — PRAZO PARA REPETIÇÃO DE INDÉBITO TRIBUTÁRIO
Diante da interpretação dada pela Corte Especial do STI na Arguição de Inconstitucionalidade nos EREsp 644,736-PE, em 6 de junho de 2007, e sobretudo em face do julgamento, pela I" Seção do Superior Tribunal de Justiça, do REsp 1.002.932-SP, sob o rito de recurso repetitivo, de 6 de junho de 2009, forçoso se reconhecer a pacificação da questão no STJ. Nesse sentido, aos pagamentos indevidos antes de 9 de junho de 2005 o prazo para
o direito à repetição é de cinco mais cinco anos, contados da data do fato gerador, limitado ao prazo máximo de cinco anos a contar da vigência da Lei Complementar 118/05. Não consumação da decadência, devendo os autos retornarem ao órgão de origem para apreciação do mérito .
Numero da decisão: 1103-000.336
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por voto de qualidade, reconhecer a tempestividade do pedido de restituição e devolver os autos ao órgão de origem (DRF) para exame da questão de mérito, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado,.
Vencidos os Conselheiros Hugo Correia Sotero (Relator), Mário Sérgio Fernandes Barroso e Gervásio Nicolau Recktenvald. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Marcos Shigueo Takata,
Matéria: CSL- que não versem sobre exigência de cred. trib. (ex.:restituição.)
Nome do relator: MARCOS SHIGUEO TAKATA
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ementa_s : Contribuição Social sobre o Lucro Liquido - CSLL Ano-calendário: 1995 Ementa: SALDO NEGATIVO DE CSLL DECADÊNCIA — PRAZO PARA REPETIÇÃO DE INDÉBITO TRIBUTÁRIO Diante da interpretação dada pela Corte Especial do STI na Arguição de Inconstitucionalidade nos EREsp 644,736-PE, em 6 de junho de 2007, e sobretudo em face do julgamento, pela I" Seção do Superior Tribunal de Justiça, do REsp 1.002.932-SP, sob o rito de recurso repetitivo, de 6 de junho de 2009, forçoso se reconhecer a pacificação da questão no STJ. Nesse sentido, aos pagamentos indevidos antes de 9 de junho de 2005 o prazo para o direito à repetição é de cinco mais cinco anos, contados da data do fato gerador, limitado ao prazo máximo de cinco anos a contar da vigência da Lei Complementar 118/05. Não consumação da decadência, devendo os autos retornarem ao órgão de origem para apreciação do mérito .
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Liquido - CSLL Ano-calendário: 1995 Ementa: SALDO NEGATIVO DE CSLL DECADÊNCIA — PRAZO PARA REPETIÇÃO DE INDÉBITO TRIBUTÁRIO Diante da interpretação dada pela Corte Especial do STI na Arguição de Inconstitucionalidade nos EREsp 644,736-PE, em 6 de junho de 2007, e sobretudo em face do julgamento, pela I" Seção do Superior Tribunal de Justiça, do REsp 1.002.932-SP, sob o rito de recurso repetitivo, de 6 de junho de 2009, forçoso se reconhecer a pacificação da questão no STJ.. Nesse sentido, aos pagamentos indevidos antes de 9 de junho de 2005 o prazo para o direito à repetição é de cinco mais cinco anos, contados da data do fato gerador, limitado ao prazo máximo de cinco anos a contar da vigência da Lei Complementar 118/05. Não consumação da decadência, devendo os autos retornarem ao &gab de origem para apreciação do mérito . Vistas, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por voto de qualidade, reconhecer a tempestividade do pedido de restituição e devolver os autos ao órgão de origem (DRF) para exame da questão de mérito, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado,. Vencidos os Conselheiros Hugo Correia Sotero (Relator), Mário Sérgio Fernandes Barroso e Gervásio Nicolau Recktenvald. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Marcos Shigueo Takata, ALOYSIO 11:?'Ag..INIÓ DA SILVA - Presidente HUGO RRp A SOT RO — Relator Processo n" 13816 000920/2002-55 Acórdilo n." 1103-00336 SI-C113 Fl 2 MA IGUEO TAKATA - Redator designado. Ed ttd19 . e 2 r, j Participaram do presente julgamento os Conselheiros Aloysio Jose Percinio da Silva (Presidente), Hugo Correia Sotero (Relator), Decio Lima Jardim, Marcos Shigueo Takata, Gervásio Nicolau Recktenvald, Eric Moraes de Castro e Silva. Processo r1" 13816 000920/2002-55 SI-CI •r3 AcOrc15o n. 1103-00336 F 1 3 Relatório A Recorrente formulou pedido de restituição de valores pagos à guisa de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) no exercício de 1995, formalizando o pedido em 1.3/08/2002, A Delegacia da Receita Federal de Sao Bernardo do Campo (SP) indeferiu o pedido de restituição ante a caracterização da decadência do direito de pleitear restituição, nestes termos: "1H o prazo ‘lecadencial do direito de pleitear restitukdo de crédito decorrente de pagamento de tributo indevido, .seja por aplicaçáo inadequada da lei, seja pela inconstitucionalidade desta, rege-se pelo artigo 168 do CTN, extinguindo-se, destarte, após decorridos cinco anos da ocorrência de uma das hipóteses previstas no artigo 16.5 do mesmo código," Inconformada, apresentou a Recorrente manifestação de inconformidade (fls. 66-71), alegando que o direito de formular pedido de restituição de tributo pago indevidamente se extingue cinco anos após a extinção do crédito tributário, que, nos casos dos tributos submetidos à sistemática do lançamento por homologação, somente ocorre cinco anos após o pagamento (homologação tácita), de sorte que o prazo para pleitear a restituição seria de 10 anos. A manifestação de inconformidade foi rejeitada pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Campinas (SP), por decisão assim ementada: "PEDIDO DE RESTITUIC;10. DECADÊNCIA ART 168 DO CTN Nos termos do ari 168 do CTN o direito de pleitear a restitui 0o de tributo pago indevidamente ou em valor maior que o devido extingue-se com o decuryo do prazo de .5 (cinco) anos, contados da data da extingclo do crédito tributório.'' Em face de decisão interpôs o contribuinte o recurso voluntário de fis. 123- 130, reproduzindo, mula/is mutandis, os argumentos expendidos na manifestação de inconformidade, o relatório. 3 Processo n" 13816 000920)2002-55 S1-C1T3 Aanclilo n° 1103-00336 Fl 4 Voto Vencido Conselheiro HUGO CORREIA SOTE RO, Relator Recurso tempestivo. Preenchidos os requisitos de admissibilidade. A questão submetida à apreciação deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais se resume A aferição da correção da decisão pronunciada pela Delegacia de Julgamento de Campinas (SP) que declarou a decadência do direito da Recorrente de postular a restituição de valores pagos a maior no exercício de 1995. A questão encontra regulamento no art 168 do Código Tributário Nacional, que tem a seguinte redação: "Art. 168. O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de .5 (cinco) anos, contados 1 — nas hipótese dos incisos I e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributório, H — na hipótese do inciso hf do artigo 165, da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em julgado decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória " Defende a Recorrente entendimento no sentido de que, estando-se diante de tributo submetido A sistemática do lançamento por homologação, o pagamento efetuado espontaneamente pelo contribuinte, e submetido A possibilidade de ulterior revisão pela Administração Tributária, não teria o efeito de extinguir a obrigação tributária, extinção esta que se opera somente quando efetivada a homologação expressa do pagamento ou quando transcorrido o prazo quinquenal de revisão do lançamento . O entendimento não se coaduna com a natureza jurídica do pagamento realizado na sistemática do lançamento por homologação, posto que tal pagamento constitui ato juridic° submetido a condição resolutiva que importa, nos termos da disposição inserta no art.. 156, I, do Código Tributário Nacional, na extinção do crédito tributário desde a data de sua efetivação, cediço que os atos e negócios juridicos submetidos a condição resolutiva (in casa, ulterior homologação pela autoridade administrativa) têm, desde sua formalização, eficácia plena, estando aptos, no átimo desta formalização, a produzir todos os efeitos e consequências que lhes são próprios, não interferindo ou obstando a eficácia do ato ou negócio a existência da condição resolutiva (evento futuro e de incerta ocorrência) . Assim, sendo o pagamento ato juridic° submetido a condição resolutiya, a extinção do crédito tributário (consequência a ele atribuída pela regra do art. 156, 1, do CTN) se opera na data de sua efetivação. 4 Processo n" 13816 0(10921)/2002-55 SI-Cl U Ac6rdilo n° 1103-00336 Fl 5 Nesse sentido a jurisprudência deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais: "DECADÊNCIA PEDIDO DE RESTITUIÇÃO — TERMO INICIAL RESTITUIÇÁO E COMPENSAÇA'0 DE INDÉBITO CONTAGEM DO PRAZO DE DECADÊNCIA — INTELIGÊNCIA DO ART 168 DO CTN — Se o indébito eysurge da iniciativa undo feral do sujeito passivo, calcado em n situação tática não litigiosa, o prazo, de cinco anos, para pleitear a restituição ou a compensação tem inicio a partir da data do pagamento que se considera indevido (extinção do crédito tributário) Esse termo lido se altera em relação cio' tributos sujeitos a lançamento por homologação, eis que, nesse caso, o pagamento extingue o crédito .sob condição resohadria." (Acórdão n" 101-96609, 1" Cfimara, el. Cons Sandra Maria Faroni, j. 06/03/2008) "IRPHCSLL RES T T 0/COM PE N SA (7(40 DECADÊNCIA — Nos termos do art 16.5, inc 1 e art 168, ilk.' I do CTN, o prazo para que o contribuinte possa pleitear a restituição de tributo ou contribuição pogo indevidamente ou nu-tior que o devido extingue-se após o transcurso do prazo cinco anos conIado. da extinção do crédito tributário (art 1.56, inc. I), que ocorreu na data do pagamento considerado indevido. PAGAMENTO POR ESTIMATIVA - ANTECIPAÇÕES MAIORES QUE O IMPOSTO DEVIDO AO FINAL DO ANO CALDENDÁRIO - RESTIUIÇÃO - DECADÊNCIA - Nov casos de pagamento por estimativa, o direito de pleitear a restituigiio Oil compensação, de recolhimentos feitos a maior que o devido ao final do ano calendário, tern o inicio da contagem do prazo decadencial no encerramento do balanço do respectivo C1110 calendário. Recurso provido, Publicado no D.O.0 n" 165 de 26/08/05." (Acórdão n" 103-21952, 3". Camara, re.1 Cons Márcio Machado Caldeira f. 18/05/2005) Nesse soar, não há reparos a fazer na decisão pronunciada pela Delegacia de Julgamento no que concerne à questão da decadência do direito de postular a restituição dos valores pagos a maior, vez que, tratando-se de pagamentos realizados no curso do ano de 1995 guisa de Contribuição Social sobre o Lucro Liquido (CSLL), o saldo negativo a restituir restou apurado quando do encerramento do exercicio (31/12/1995), encerrando-se o prazo para postular a restituição em 31/12/2000, 5 Procestio n" 13816.000920/2002-55 S1-C1T3 Actin& n " 1103-00.336 FL 6 Corn estas considerações, conheço do recurso voluntário para negar-lhe provimento. o meu voto. Sala das Sessões, em 9 de novembro de 2010 - HUG RREIA OTERO 6 Processo n" 13816.000920/20(12-55 S1-CIT3 Aceircido n° 1103-09.336 Fl 7 Voto Vencedor Conselheiro MARCOS TAKATA, Redator Designado Peço vênia ao nobre relator, para me permitir discordar somente por razões de ordem jurisprudencial. Tenho para mim que o direito à repetição ou A compensação de "pagamento" indevido (em geral, recolhimento indevido) ou a maior é fulminado pela decadência (ou como quer a jurisprudência do STJ, pela "prescrição") com o decurso de cinco anos da data em que se denuncia ter havido "pagamento" indevido ou a maior, E essa data 6 a do próprio "pagamento" indevido ou a maior ou a da configuração de saldo negativo de !RN ou de CSL, ou a da declaração de inconstitucionalidade do tributo, ou a do reconhecimento de não incidir o tributo. Como se viu, trata-se de saldo negativo de CSL, de 1995, com pedido de restituição formulado em 13/08/02. A tese da recorrente é a de que o termo inicial do prazo decadencial de seu direito creditário 6 a data da homologação tácita do lançamento, de modo que o termo a quo se iniciaria somente com o decurso de cinco anos contados do fato gerador . Só a partir de então se contariam os cinco anos para concreção do fenômeno decadencial, ao teor do art. 168, 1, do CTN. E. a tese dos cinco + cinco anos, para consumação da decadência. Em matéria de tributo sujeito a lançamento por homologação (caso de quase todos os tributos), é assente a jurisprudência do Conselho de Contribuintes, especialmente desta Turma, de que a decadência do direito de lançar o crédito tributário se opera ao cabo de cinco anos contados da data da ocorrência do fato gerador, quer tenha havido ou não algum pagamento l . Tenho para mim que o direito à repetição ou A compensação de "pagamento" indevido (em geral, recolhimento indevido) ou a maior 6 fulminado pela decadência com decurso de cinco anos da data do "pagamento" indevido ou a maior. Isso porque o pagamento extingue a obrigação tributária, sob condição resolutiva. Alias, pagamento é forma de extinção de obrigação por excelência. Embora o art. 150 do CTN use a expressão "pagamento antecipado", o próprio § 1" reconhece que se cuida de pagamento simples, ao reconhecer que se extingue a obrigação tributaria sob condição resolutiva da ulterior não homologação do pagamento (malgrado a literalidade fale em "ulterior homologação do lançamento", evidente a erronia: o que resolve o pagamento 6 a ulterior não homologação). Como o CTN se aferra a indispensabilidade do lançamento, ele constrói a figura da homologação tácita do pagamento ao termo de cinco anos da ocorrência do fato E no seja caso de fraus legis (que, a rigor, compreende as hipóteses de doh) e simulac'do mencionadas no art. 150, § 40 , do M). Processo n" I 38 I 6 000920/2002-55 S I -C113 Acórdão n "110340336 Fl 8 gerador,. Mas, se o pagamento já extingue a obrigação tributária sob condição resolutiva, o corolário lógico e inescapável é o de que a chamada homologação tácita opera a decadência do direito de lançar, Isto 6, não ha mais como resolver o pagamento (que extingue a obrigação), corn o decurso de certo tempo 4- a inércia da autoridade fiscalizadora: para não ficar sem lançamento, na construção feita pelo CT.N, chama-se a isso de homologação tácita. Não se poder resolver o pagamento (que extingue a obrigação) é decair do direito de lançar; decadência que tem o mesmo suporte fatico da chamada homologação tácita. Pode-se, pois, dizer que essa tem coma sua contraface a decadência. Exegese diversa corrompe a lógica e o sentido do art. 150 do CTN. 0 art, 168, I, do CTN dispõe que o direito de pleitear a restituição se extingue com o decurso do prazo de cinco anos contados da data da extinção do crédito tributário . Apesar de outra aparente erronia, fácil extrair o sentido correto do preceito. Se o pagamento extingue o crédito sob condição resolutiva, ao teor do art, 150 do CTN, 6 a partir do "pagamento" indevido que se conta o prazo decadenciai para a repetição do indébito. Se é que se pode falar em dislate, este se verifica ao falar em extinção do crédito tributário. Se o chamado pagamento 6 indevido, nunca nasceu crédito tributário em relação ao indébito; não há corno se extinguir o que não nasce. Não se extingue crédito tributário. Em geral, ha recolhimento (que 6 diferente de pagamento — forma de extinção de obrigação) indevido. Mas, como exposto, fácil superar o aparente deslize redacional para se extrair a devida interpretação do preceito . Vale dizer, o direito de pleitear a restituição se extingue com o decurso do prazo de cinco anos contados da data do pagamento indevido ou que venha a se revelar a maior (data ern que se apura saldo negativo de IRPJ ou de CSL), salvo nos casos em que ha superveniente declaração de inconstitucionalidade do tributo ou de reconhecimento de não incidir o tributo. E o mesmo prazo incide, a meu ver, para a compensação do pagamento indevido. No caso em dissídio, o pedido de restituição é apresentado após o referido prazo, isto 6, após cinco anos contados da data da configuração de pagamento a maior (data de apuração de saldo negativo de CSL). Por outro lado, o STJ assentou a seguinte inteligência, por sua Corte Especial, no julgamento da Arguição de Inconstitucionalidade nos Embargos de Infringência no Recurso Especial (AI nos EREsp) 644,736/PE, de 6/06/07 2 , 0 art. 3" da Lei Complementar 118/05 só pode ter eficácia prospectiva, porquanto não se trata de norma interpretativa, de modo que seu comando só é aplicável "sobre situações que venham a ocorrer a partir de sua vigência": após 120 dias da publicação da Lei Complementar 118/05, isto 6, a partir de 9/06/05. Nesses moldes, a segunda parte do art. 4" da Lei Complementar 118/05 não passa pelo teste de validade, 2 E isso porque o STF, em recurso extraordinário ern face do "decisum" prolatado nos autos dos EREsp 644 736/PE, reconheceu a ofensa ao art 97 da CF (princípio da reserva de plenário), com a consequente inconstitucionalidade daquele acórdão. Dai a 1" Seção do STJ impor o processamento, perante a Corte Especial do STJ, de incidente de inconstitucionalidade do art 4" da Lei Complementar 118/05. Processo n" 13816.000920/2002-55 SI-C1T3 Ado (Rio o " 1103-00336 FL 9 Ou seja, conforme a interpretação assentada pelo ST.J, por sua Corte Especial, no julgamento por unanimidade da AI nos EREsp 644.736/PE: a) sobre pagamentos indevidos antes de 9/06/05, permanece o entendimento de que o prazo "prescricional" para repetição de indébito tributário é de cinco anos mais cinco anos, contados da data do fato gerador, limitado, porém, ao prazo máximo de cinco anos a contar da vigência da nova lei; b) sobre pagamentos indevidos a partir de 9/06/05, o referido prazo "prescricional" é de cinco anos contados da data do pagamento indevido, E a inconstitucionalidade foi declarada pelo órgão especial do ST.J, em conformidade corn o art. 97 da CF 3 , e em consonância com a Simula Vinculante n" 10 cio Supremo Tribunal FederaI 4 , Ainda, mais recentemente, a 1" Seção do 511 julgou, em sede de procedimento de recurso especial repetitivo, nos termos do art, 543-C cio CPC, o REsp 1,002,932-SP, em 25 de novembro de 2009. No julgamento desse REsp afetado em procedimento de recurso repetitivo, consagrou-se derradeiramente a interpretação dada no julgamento da AI nos EREsp 644,736/PE: a) sobre os pagamentos indevidos antes de 9/06/05, o prazo "presciicional" para repetição de indébito tributário é de cinco mais cinco, limitado ao prazo máximo de cinco anos a contar da vigência da nova lei; b) sobre pagamento indevidos a partir de 9/06/05, o prazo "prescricional é de cinco anos contados da data do pagamento indevido. Como já disse, não comungo com tal intelecção pelas razes adrede colocadas. Entretanto, diante do julgamento do REsp 1.,002.932-SP, sob o rito de recurso repetitivo, forçoso se reconhecer a pacificação da matéria no SIT Outrossim, vg, no REsp 1.096.288-RS, julgado em 9/12/09, no Agravo Regimental (AgRg) no Agravo de Instrumento 1M56.899-SP, julgado em 15/12/09, no AgRg no REsp 1..045.690-SP, julgado em 15/12/09, em todos esses julgamentos se fez expressa remissão à interpretação consagrada no regime repetitivo no REsp 1,002.932/SR. Embora discorde desse entendimento do ST,J, em face do quadro posto curvo- me à afetação da interpretação do ST,I, para reconhecer o prazo decadencial (ou "prescricional" como quer o ST.J) dos cinco mais cinco anos, limitado a cinco anos a contar da vigência da nova lei (Lei Complementar 118/05). • Art. 97. Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo orgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Sumula e 10 Viola a clausula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de Tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, arasta sua incidência, no todo ou em parte. Processo If 13816 000920/2002-55 S I -C113 AOrdilo n 0 1103-00,336 Fl 10 Sob essa ordem de considerações, reconheço inexistir a consumação do fenômeno decadencial, devendo os autos serem baixados ao Órgdo de origem para o exame do merito . É o 111e1.1 V010. Sala das Sessões, em 9 de novembro de 2010 10
score : 1.0
Numero do processo: 10768.001931/89-85
Data da sessão: Mon Jun 14 00:00:00 UTC 1993
Numero da decisão: 108-00.022
Decisão: ACORDAM os membros da Oitava câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: Luiz Alberto Cava Maceira
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PROCESSO Nº: 10768/001.931/89-85 RECORRIDA: DRF NO RIO DE JANEIRO - RJ CI'IFI... ./' Vistos, relatados e discutidos os presentes autos ek:. I"E'C:\.\I"~::.D :i.nt0:'l"pW::.to POI" ESCRITóRIO NUNES LEAL DE ADVOCACIA ACORDAM C.1S t'1embr-osda Oi tavé' CâmaF'<:\do Pr"imei.F'o Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos~ converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do I"E.I <:\ to I" • VISTO F 1"1 ~:;ES~:)Pi'ODE:: .... I:~EI...("TUI:~ .... PF:OCUR(',DOF: Dt, F'(IZE:J,lDt, I',I(~ICI 01'4(11... • Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: JOS~ CARLOS PASSUELO, PAULO IRVIN DE CARVALHO VIP,NNA, Mf"!jRIOJUI'..\GIUEIRAFR{il\.ICOJLJNIOR E f'.:iDEU'IOt1ARTINS SILVA. Ausente, justificadamente os Conselheir-os EDSON VIANNA DE BRITO e RENATA GONÇALVES PANfUJA • • • PROCESSO N2: 10768/001.931/89-85 RECURSO N2: 102.785 RESOLUÇAO: :I.OB....() • 02~':': RECORRENTE: ESC!-,ITóHIO 1',Il.JI',IES l..Et-I!... DE: (:~D'JOCt-IC]:':~1 R E L A T Ó R I O ESCRITóRIO NUNES LEAL DE ADVOCACIA ~ com sede na no CGC/MF Ccmm~:~lho s i. rH;,1ui êi\ I" • sob o NQ 42.271.197/0001-4::::;~ de Contribuintes, vem interpor recurso ao reforma da decim~o o Auto de Infraç~o~ de fls. 04 a 06~ constatou as irregularidades discriminadas a seguir: Exercício de 1985 Ano-Base de 1984 1- insuficiência de correç~a monetár'ia do Ative, Permanente, no valor de Cr$ 81.444,86: • 2 - depreciaç~o deduzida de cálculo, no valor 77.179,18: indeyidamente~ por erro e:.: cesso de correç~o monetária da conta Depn0c:::i"ilÇ;~0 Acumulada, por" err"o de cálcLtlo~ no valor" de Cr'$ /.lA. 8~.,9!,67: 4 ....:i.nobs~:.'rv•.i\nci. ,i'. elo t"€-~qim0~ d£" c:ompc-:~t@nci,i\!,qUêim to a receitas financeiras, no valor de Cr$ 1.444.317,00, pertinentes ao exerci cio de 1985~ declaradas~por erro de rateio~ no exercio d c.:,, :I.986 ~ • PROCESSO Nº: :l.O"/'f.>B/OO:l. "9:.:3:I./B.:.;; ....8::', ACÓrdào nQ 108-0"022 5 - n~o comprovaç~o de Cr. 3.791.894~OO, parte do imposto de renda compens na declaraç~o de r-endimentos do ~:!x ~:!,~C :í. c :i.o (a n t (.:!c :i. p '0\~/:'f<.:~~:;) :: Exercício de :1.986 - Ano-base :1.985 1- omiss~o de receitas financeira no valor de •• 2 - excesso de correç~o monetária da conta Lucros Acumulados, por erro de cálculo, no valor de CrS4"425"475,OO; 3 - lucro inflacionárioa realizado, nâo adicionado ao lucro liquido do exercicio~ na demonstraç~o do lucro real, no valor de Cr$ 15"237.205,00; 4 - n~o comprovaç~o de Cr-$ 25=,.862.31:2.,,00, parte do imposto de renda compensado na declaraç~o de t-endimentos do exerci cio (antecipações). In cOlyfOnh<ild<i\coma ~:~x:i.q~}!nc::i.<i\,"ilau tUi.'\(:I<i\ci\pr'€-~f:;(-'-"nt.OLl, tempesti vamente ~ a impL.lgnaç~o de fI s. .22 a 28, apresentando argLlmento apenas ~ sobre duas das nove infraçbes apontadas. A glosa é relativa às antecipaçbes do imposto de renda compensadas n<il~;;d(':!cl<:\I",i\~~eif.~~:;ek:' I"f":'nd:i./I'I(,:-:'nto~:;!,no~;:,V<i\lOI"f!.'~:;de CI"'~;~:)"791.8';>1..\, ()() (,.:. Cr$ 255.862.313~OO~ nos anos-base de 1984 e 1985~ respectivamente. Em síntese, as s~o as seguintes~ • que os valores se referem a rendimentos descontados - que n~o consta do Auto de lnfraç~o a indi.caçâo de quaisquer indícios de que as fontes pagadoras tenham deixado li ~~~,'i ( r~',) - que o fisco dispffe, no caso de elementos segu~os proporcionadas pelas próprias fontes pagadoras no cumprimento das normas juridicas; que a comprovaç:~o de) desconteI elo i.mpo=,t.D ele que cobr'ança em e>:ame absolutamente incompat..í.\/el com o aTtigo 29 do decr-eto-lei n9 j,'-=t68/82, com i::\ l"(.;:c!,:q~ào que 1he 'foi atr-i.buida pelo ar.tigo lO de) DecF'etc)-lei nQ :,\ ~:.:.x :i.q @n c: i <:~Ia q Ut;:, - qUi::\nt.oaos outros itens do Auto de Infraç~o, as o autuante manifestou-se às fls. 42 e 43, propondo A autoridade singu 1ar" julgou, totalmen'tl,,?, procedente a exiq~ncia fiscal, na sua decis~o de fls. 45 a 48, fazendo as seguintes c:onsideraç6esn a única matéria, em lit.igio é se a pesso<í.~jtw.i.dica, declaraç~o de rnediment.Ds, irnposto de r-ef",J:la fi') está, ou n~~(oobr"ig;:ld..~:/'a I"Ed:.I!.:.n ~;:}o do 'l:.t":i. buto empresas,oLlt,~aspor SUi::I com PI"OV<:\ '" l' que compensa, na ret.ido na font.e expressamente prevista no artigo 606, do RIR/80; o b I" :i. (I ,:\to I" :i. ~:~d<:"c!fI! d(.:~ ~. PROCESSO Nº: 10768/001.9~1/8Y-83 Acórdâo nQ 108-0.022 comr.:H"oViir,çào~ quando pelo fi. serj , • inclusive com respaldo no artigo 163 do RIR/80~ tem a finalidade de identificar~ também~ a natureza do rendimento tributado~ pois há incid@ncias do imposto de renda na fonte que n~o admitem~ na A interessada apresentou recurso voluntário de seguintes alegaçôes~ A autuiirda aduz que houve tr@s razôes de nulidade 1 - que o fisco se omitiu em trazer aoS i autos os '••..~I elementos de que dispbe~ fcn-necidos peLEIs font.es pagador-eIS e esclarec(~d(jres dos montantE~s paq:cc,_!'..J à recClrrente e dos descQntos procedidos e que essa omissào caracteriza cerceamento do direito ;:~....q U €.~ o '1',1'" :i. bu to 1"1 i?t' o rf.'. :::,,;::i:~,/ €.:. n~'?t'C) po de.:!i:;I::"I" Co b I" ,:H:Io com exclusiva base em descumprimento de obrigaçâo acessór'ia; que.:.:'<:\ de.:,'c:i.!:;,;'ro 1"eCOI"\":i.d<:\ni?t'o con tém nE'ill relatório, nem fundament.:;\ç~O~ quer- de falto, quer" de direit.o: limita-se à conclusào e à ordem de intimaçào~ reportando-se, no mais, ao que denomina "parecer", e que consist:e numi~ peç •.'i\ legalmente establecidos. A recorrente aduz que as r'etenções de 'fon te,:,:'. f. ..,," PROCESSO Nº: 10768/001.931/89-85 Acórd~o nQ 108-0.022 1- ."-".--~-\ indicadas J e'fetivament.E~, ClcorTeram, tnatando--sf.? dE~ hipótese em',7' que e f21S eram cab.í.veis e sua compensaçà'o foi perfed, tamente legitima. A única falha da recorrente está no extravio das vias , pOI"ém!, é :i,n C:,:IP,:1Z d~:" (1("'1",:11" :i,n(: id @nc::i.<:1 tl":i. bu 'l:,AI":i, <:l!, ou dE' j ust :i, '1':i,C;:,, I" pn:~\:;l"ln~;~iode inefetividacle de umel r-etenç~o, cuja pr"ova está r,,~m poder' do fisco, sendo, portanto, imposs.í.vel, sem um<?-Ivel~ificaçi:lo dessa prova, mant.er uma exigência de imposto que, afinal, já foi I"~::'c:olh:i,do .. Ar-guIiiE~nt.a,",\inda, que, segundo o Emt~~ndimEmto do Tribunal Federal de Recursos, a comprovaçào do desconto do • imposto de renda na fonte pelo contribuinte, para que se faça a c:ompensaçào na declaraç~o, é irrelevante, posto que a fonte dos rendimentoss é obrigadi'il ao lI:'~A1iiiinêri~:~)do tributo, ainda que n2'lo o t~:,~n1"1':1n,,' t :i,do • • RESOLUCAO NQ 108.00.022 v O T O ReCUFSo tempestivo~ dele conheço. Con !,; :i.d f!.' I" ,:\1"\ dC) .,. ., IP(~:'cu .. :1.,:\ I":t. C <:IC ~:~!::. questionada nos autos que versa sobre a n~o compr"OVclçâ'opelo Recorrente da retenç~o do imposto de renda na fonte sobre honorários recebidos de seus clientes e manifesta impossibilidade sistemática de alegada ccmtrole e~ do ainda~ imposto t~.mdo de em rE'nda que contempla a o fornecimento de tais informaç~es à Receita federal pelas fontes pagadoras~ voto propondo a conversâ'o do julgamento em diligência para que o processo retorne à Delegacia de origem e esta determine ao órgâ'o competente a verificaçâ'o nos arquivos da Fazenda Nacional a e}.:ist'fnciadas informaçbes pr-e<,St,?:'Idaspeli:l~::; fontes pagadoras arroladas no Anexo 3 (docs. 9 e 13)~ e proceda ao confronto das informaç~es contidas em seus arquivos com àquelas prestadas pelo contribuinte e ora objeto da questâ'o que se trata~ ao final, elaborando relatól"'io conclusivo aCSrC<E1 do assunto em foco. I?:: C:O(l'r(') VO to. LUIZ o junho de 1993. 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007
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Numero do processo: 35465.000660/2005-21
Data da sessão: Fri Jan 20 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Fri Feb 17 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/02/1999 a 31/12/2004
PEDIDO DE PARCELAMENTO. EFEITOS. DESISTÊNCIA DA DISCUSSÃO NO CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DAS DECISÕES PROFERIDAS POSTERIORMENTE AO PEDIDO DE PARCELAMENTO. CABIMENTO DE EMBARGOS.
O pedido de parcelamento importa a desistência da discussão travada no âmbito do contencioso administrativo e autoriza a anulação de eventuais decisões favoráveis proferidas posteriormente, por meio de embargos de declaração.
Numero da decisão: 2301-004.898
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em declarar nula a decisão proferida no acórdão nº 2403-001.684, de 17/10/2012, porquanto posterior ao pedido de parcelamento apresentado pela Recorrente.
(assinado digitalmente)
Andréa Brose Adolfo Presidente em Exercício.
(assinado digitalmente)
Fábio Piovesan Bozza Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Andréa Brose Adolfo (presidente em exercício), Júlio César Vieira Gomes, Fábio Piovesan Bozza, Jorge Henrique Backes, Alexandre Evaristo Pinto, Maria Anselma Coscrato dos Santos.
Nome do relator: FABIO PIOVESAN BOZZA
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/02/1999 a 31/12/2004 PEDIDO DE PARCELAMENTO. EFEITOS. DESISTÊNCIA DA DISCUSSÃO NO CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DAS DECISÕES PROFERIDAS POSTERIORMENTE AO PEDIDO DE PARCELAMENTO. CABIMENTO DE EMBARGOS. O pedido de parcelamento importa a desistência da discussão travada no âmbito do contencioso administrativo e autoriza a anulação de eventuais decisões favoráveis proferidas posteriormente, por meio de embargos de declaração.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em declarar nula a decisão proferida no acórdão nº 2403-001.684, de 17/10/2012, porquanto posterior ao pedido de parcelamento apresentado pela Recorrente. (assinado digitalmente) Andréa Brose Adolfo Presidente em Exercício. (assinado digitalmente) Fábio Piovesan Bozza Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Andréa Brose Adolfo (presidente em exercício), Júlio César Vieira Gomes, Fábio Piovesan Bozza, Jorge Henrique Backes, Alexandre Evaristo Pinto, Maria Anselma Coscrato dos Santos.
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/1999 a 31/12/2004 PEDIDO DE PARCELAMENTO. EFEITOS. DESISTÊNCIA DA DISCUSSÃO NO CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DAS DECISÕES PROFERIDAS POSTERIORMENTE AO PEDIDO DE PARCELAMENTO. CABIMENTO DE EMBARGOS. O pedido de parcelamento importa a desistência da discussão travada no âmbito do contencioso administrativo e autoriza a anulação de eventuais decisões favoráveis proferidas posteriormente, por meio de embargos de declaração. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em declarar nula a decisão proferida no acórdão nº 2403001.684, de 17/10/2012, porquanto posterior ao pedido de parcelamento apresentado pela Recorrente. (assinado digitalmente) Andréa Brose Adolfo – Presidente em Exercício. (assinado digitalmente) Fábio Piovesan Bozza – Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 35 46 5. 00 06 60 /2 00 5- 21 Fl. 295DF CARF MF 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Andréa Brose Adolfo (presidente em exercício), Júlio César Vieira Gomes, Fábio Piovesan Bozza, Jorge Henrique Backes, Alexandre Evaristo Pinto, Maria Anselma Coscrato dos Santos. Relatório Trata o presente processo do lançamento de contribuições previdenciárias relativamente à retenção de 11% sobre o valor bruto das notas fiscais ou recibos emitidos por prestadores de serviços, sob o regime de cessão de mãodeobra. A Delegada da Receita Previdenciária da Delegacia São Paulo Centro/SP manteve o lançamento nos termos da DecisãoNotificação DN nº 21.401.4/0638/2006, de 23/10/2006. Em 17/10/2012 foi proferido, pela 3ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da 2ª Seção de Julgamento do CARF, o acórdão nº 2403001.684 (efls. 263/269), que, por unanimidade de votos, deu provimento ao recurso voluntário do contribuinte, sob o fundamento de que a contratante estaria dispensada de efetuar a retenção, quando a contratação envolvesse somente serviços profissionais relativos ao exercício de profissão regulamentada por legislação federal, desde que prestados pessoalmente pelos sócios, sem o concurso de empregados ou outros contribuintes individuais. Em 12/02/2015 a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Administração Tributária em São Paulo – DERAT/SP apresentou Informação (efls. 286/286) alegando que não deveria ter havido o julgamento do recurso voluntário pelo CARF, uma vez que o débito já se encontrava incluído em parcelamento desde 2010, implicando assim em confissão irrevogável e irretratável dos débitos, em consonância com o art. 5º da Lei nº 11.941/2009. Alega, também, que o Regimento Interno do CARF, na época Portaria MF nº 256, de 2009, com alteração da Portaria MF nº 586, de 2010, expressamente previa a situação narrada no presente processo no art. 78 § 3º, nos seguintes termos: § 3º No caso de desistência, pedido de parcelamento, confissão irretratável de dívida e de extinção sem ressalva de débito, estará configurada renúncia ao direito sobre o qual se funda o recurso interposto pelo sujeito passivo, inclusive na hipótese de já ter ocorrido decisão favorável ao recorrente, descabendo recurso da Procuradoria da Fazenda Nacional por falta de interesse. Propõe, assim, o retorno do processo para o CARF, para anulação do acórdão n.º 2403001.684, com a homologação da opção do contribuinte, se for o caso. Mediante análise dos autos, o ilustre presidente da 1ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da 2ª Seção do CARF recebeu o requerimento como se embargos fossem, em obediência ao princípio da fungibilidade. É o relatório Fl. 296DF CARF MF Processo nº 35465.000660/200521 Acórdão n.º 2301004.898 S2C3T1 Fl. 296 3 Voto Conselheiro Fábio Piovesan Bozza: Verifico a ocorrência de omissão quanto a questão sobre a qual deveria pronunciarse a turma, pois o parcelamento é uma das modalidades de suspensão do crédito tributário (art. 151, VI, CTN), e implica confissão irretratável da dívida e renúncia ao direito sobre qual se funda o recurso. Tal previsão consta de maneira expressa no atual Regimento Interno do CARF – RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 343, de 09/06/2015, consoante artigo 78, §§ 2º e 3º, do Anexo II, “verbis”: Art. 78. Em qualquer fase processual o recorrente poderá desistir do recurso em tramitação. § 1º A desistência será manifestada em petição ou a termo nos autos do processo. § 2º O pedido de parcelamento, a confissão irretratável de dívida, a extinção sem ressalva do débito, por qualquer de suas modalidades, ou a propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda Nacional, de ação judicial com o mesmo objeto, importa a desistência do recurso. § 3º No caso de desistência, pedido de parcelamento, confissão irretratável de dívida e de extinção sem ressalva de débito, estará configurada renúncia ao direito sobre o qual se funda o recurso interposto pelo sujeito passivo, inclusive na hipótese de já ter ocorrido decisão favorável ao recorrente. Pelo exposto, em face da omissão acima apontada, voto por declarar nula a decisão proferida no acórdão nº 2403001.684, de 17/10/2012, porquanto posterior ao pedido de parcelamento apresentado pela Recorrente. É como voto. Fábio Piovesan Bozza – Relator. Fl. 297DF CARF MF 4 Fl. 298DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 12965.001332/2007-77
Data da sessão: Tue Aug 07 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Contribuição para o PIS/Pasep
Ano-calendário: 1995, 1996, 1997, 1998
Ementa: DECLINAR COMPETÊNCIA.
Declina-se competência, pois, a matéria tratada nos autos, Pasep, não está nas relacionadas como de competência para esta 3.ª Turma da 1.ª Câmara, da 1.ª Seção do CARF.
Numero da decisão: 1103-000.728
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade, declinar
competência para a Terceira Seção de julgamento.
Nome do relator: Mário Sérgio Fernandes Barroso
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ementa_s : Contribuição para o PIS/Pasep Ano-calendário: 1995, 1996, 1997, 1998 Ementa: DECLINAR COMPETÊNCIA. Declina-se competência, pois, a matéria tratada nos autos, Pasep, não está nas relacionadas como de competência para esta 3.ª Turma da 1.ª Câmara, da 1.ª Seção do CARF.
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score : 1.0
Numero do processo: 11634.000301/2009-40
Data da sessão: Tue Jul 03 00:00:00 UTC 2012
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES
Exercício: 2006
Ementa:
EXCLUSÃO DO SIMPLES. EXPLORAÇÃO DE ATIVIDADE VEDADA.
COMPROVAÇÃO. NECESSIDADE.
Tratando-se de norma restritiva de direitos, o fato propulsor de sua aplicação deve estar suficientemente provado. No caso dos autos, em que a atividade impeditiva da permanência no SIMPLES está representada por suposta cessão de mão de obra, os elementos carreados ao processo não autorizam concluir que o contratado, a fiscalizada, limitou-se a fornecer os trabalhadores para a execução dos serviços, deixando, assim, de assumir os riscos inerentes à produção dos resultados esperados.
Numero da decisão: 1301-000.974
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.
Nome do relator: Wilson Fernandes Guimarães
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ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Exercício: 2006 Ementa: EXCLUSÃO DO SIMPLES. EXPLORAÇÃO DE ATIVIDADE VEDADA. COMPROVAÇÃO. NECESSIDADE. Tratando-se de norma restritiva de direitos, o fato propulsor de sua aplicação deve estar suficientemente provado. No caso dos autos, em que a atividade impeditiva da permanência no SIMPLES está representada por suposta cessão de mão de obra, os elementos carreados ao processo não autorizam concluir que o contratado, a fiscalizada, limitou-se a fornecer os trabalhadores para a execução dos serviços, deixando, assim, de assumir os riscos inerentes à produção dos resultados esperados.
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EXPLORAÇÃO DE ATIVIDADE VEDADA. COMPROVAÇÃO. NECESSIDADE. Tratandose de norma restritiva de direitos, o fato propulsor de sua aplicação deve estar suficientemente provado. No caso dos autos, em que a atividade impeditiva da permanência no SIMPLES está representada por suposta cessão de mão de obra, os elementos carreados ao processo não autorizam concluir que o contratado, a fiscalizada, limitouse a fornecer os trabalhadores para a execução dos serviços, deixando, assim, de assumir os riscos inerentes à produção dos resultados esperados. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. “documento assinado digitalmente” Alberto Pinto Souza Junior Presidente “documento assinado digitalmente” Wilson Fernandes Guimarães Fl. 122DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/07/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 07/0 7/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 11634.000301/200940 Acórdão n.º 130100.974 S1C3T1 Fl. 109 2 Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Alberto Pinto da Souza Junior, Paulo Jakson da Silva Lucas, Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior e Carlos Augusto de Andrade Jenier. Fl. 123DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/07/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 07/0 7/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 11634.000301/200940 Acórdão n.º 130100.974 S1C3T1 Fl. 110 3 Relatório LEANDRO CARLOS BONDEZAM & CIA LTDA, já devidamente qualificada nestes autos, inconformada com a decisão da 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Curitiba, Paraná, que manteve a exclusão do SIMPLES promovida por meio de Ato Declaratório expedido pela Delegacia da Receita Federal em Londrina, interpõe recurso a este colegiado administrativo objetivando a reforma da decisão em referência. Trata o processo de exclusão do SIMPLES fundada na alegação de exercício de atividade vedada (locação de mão de obra), conforme disposto no inciso XII, do art. 9º, da Lei nº 9.317, de 1996. Em sede de manifestação de inconformidade (fls. 43/57), a contribuinte sustentou: que haveria diferença entre "ter" e "exercer" locação de mãodeobra, sendo que o fato de a empresa "ter" atividade vedada no contrato social, sem que seja exercida, não obstaria a opção pelo Simples, que seria o seu caso; que o Ato Declaratório deveria ser anulado porque a administração incorreu em erros e porque o motivo nele inscrito inexistiria; que, não obstante as descrições de atividades de comércio arroladas na representação fiscal, estas nunca teriam sido exercidas, não podendo, assim, servir de motivo para a exclusão do Simples; que nunca teve locação de mãodeobra como atividade; que haveria diferença entre locação ou cessão de mãodeobra e empreitada de serviços, que seria o que ela desenvolvia (na primeira atividade, a mãodeobra é a própria razão de existência da contratação, já na segunda, a mão de obra é mero meio de atingir a obra ou tarefa desejada pelo contratante, embora em ambos casos haja emprego de mão de obra); que desenvolvia atividade de gradagem e cultivo mediante contrato de empreitada, na qual há utilização de mãodeobra como meio para fins do contrato mas, apesar de o contrato impor condições, regras e peculiaridades para o desenvolvimento da atividade, como em qualquer contrato, os empregados não estão cedidos ao tomador do serviço, nem estão sob o poder diretivo deste, como comprovaria a cláusula contratual 1.4 que a obrigaria a não permitir consumo de bebidas alcoólicas antes ou durante a jornada de trabalho; a fazer revisões e manutenções periódicas do maquinário objeto do contrato; e a arcar com o óleo diesel consumido, sendo ela a responsável pelo serviço e pela sua fiscalização; que a autoridade fiscal, sem qualquer análise material ou prova, concluiu que ela desenvolvia atividade vedada que a verdade material deveria prevalecer sobre a presunção; Fl. 124DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/07/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 07/0 7/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 11634.000301/200940 Acórdão n.º 130100.974 S1C3T1 Fl. 111 4 que mesmo nas presunções legais o Fisco não estaria dispensado de fazer prova cabal do fato indiciário; contesta a retroatividade dos efeitos do ADE à data de 17/03/2005 (citou jurisprudência e invocou o princípio da irretroatividade das leis); que os efeitos do Ato Declaratório só poderiam se dar a partir da notificação. A já citada 2a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Curitiba, analisando os elementos reunidos aos autos, decidiu, por meio do Acórdão nº 06 29.957, de 20 de janeiro de 2011, pela manutenção da exclusão. O referido julgado restou assim ementado: ADE. NULIDADE. Somente ensejam a nulidade os atos e termos lavrados por pessoa incompetente e os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. CESSÃO DE MÃO DE OBRA. DISPONIBILIZAÇÃO DE TRABALHADORES. SERVIÇOS CONTÍNUOS. A cessão de mãodeobra caracterizase pela disponibilização de trabalhadores nas dependências do contratante, ou de terceiros, para a realização de serviços contínuos, relacionados ou não com a atividadefim da empresa, quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação. EXCLUSÃO DO SIMPLES. EFEITOS. A exclusão da empresa do Simples produz efeitos a partir do mês subseqüente ao que for comprovadamente incorrida a situação excludente de desempenho de atividade vedada. Irresignada, a contribuinte apresentou o recurso de folhas 75/92, por meio do qual sustenta: que, sem muito esforço, concluise que os argumentos expendidos na decisão recorrida são inconsistentes, visto que o contrato de serviços estabelece que os trabalhadores disponibilizados estão sob sua inteira responsabilidade; que a presunção de que as máquinas e equipamentos são de propriedade da contratante dos serviços não se sustenta; que as máquinas e equipamentos são de propriedade do próprio prestador de serviços, conforme documentos fiscais anexos; que é inquestionável a presença, no caso, da empreitada de serviços; que a retenção previdenciária por parte do tomador dos serviços, por si só, não pode materializar a obediência ao art. 219 do Decreto nº 3.048/99; Fl. 125DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/07/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 07/0 7/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 11634.000301/200940 Acórdão n.º 130100.974 S1C3T1 Fl. 112 5 que a retenção, no caso concreto, foi operada por imprecisão técnica do tomador dos serviços. Adiante, a contribuinte renova a argumentação expendida na peça inicial de defesa. É o Relatório. Fl. 126DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/07/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 07/0 7/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 11634.000301/200940 Acórdão n.º 130100.974 S1C3T1 Fl. 113 6 Voto Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães Atendidos os requisitos de admissibilidade, conheço do apelo. A lide a ser enfrentada no presente processo diz respeito à exclusão do SIMPLES, fundada na imputação de exercício de atividade vedada. O fundamento para referida exclusão encontrase estampado no ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO nº 37, de 2009, expedido pela Delegado da Receita Federal do Brasil em Londrina, Paraná, fls. 37, qual seja: inciso XII, letra “f”, art. 9º, Lei nº 9.317, de 1996 (abaixo transcrito). Art. 9° Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: [...] XII que realize operações relativas a: [...] f) prestação de serviço vigilância, limpeza, conservação e locação de mãode obra; O referido ATO DECLARATÓRIO teve por base Representação Fiscal (fls. 01/03), cujos excertos reproduzo a seguir. [...] 1. A empresa supra tem como descrição de Atividade Econômica Principal no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica CNPJ, "Atividades de apoio à agricultura não especificadas anteriormente", código 01.61099 e como Atividades Secundárias "Serviço de pulverização e controle de pragas agrícolas, código 01.61001, Serviço de preparação de terreno, cultivo e colheita, código 01.61003, Comércio a varejo de peças e acessórios novos para veículos automotores, código 45.30703, Comércio a varejo de peças e acessórios usados para veículos automotores, código 45.30704, Comércio a varejo de pneumáticos e câmaras de ar, código 45.30705, Manutenção e reparação de tratores agrícolas, código 33.14712, Comércio varejista de combustíveis para veículos automotores, código 47.31800 e Comércio varejista de lubrificantes, código 47.32600" [...] 3. Outro fator relevante que cabe informar é que a empresa supra elaborou Contratos de Prestação de Serviços de Gradagem com a empresa Contratante denominada Agrícola Carandá Ltda. com o seguinte objeto "Obrigase o CONTRATADO a prestar serviços durante o horário previamente estipulado pela Contratante, inclusive aos domingos e feriados... Contratar operador para Fl. 127DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/07/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 07/0 7/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 11634.000301/200940 Acórdão n.º 130100.974 S1C3T1 Fl. 114 7 cada máquina, para prestação de serviços objeto do presente, ficando estabelecido que tais operador (sic) deverão seguir as orientações dos encarregados de setores onde os serviços serão prestados...Fornecer identificação a todos os seus funcionários a fim de facilitar o trânsito dos mesmos nas dependências da Contratante...", observamos que, notadamente o serviço prestado pela empresa era de natureza "Locação de Mão de Obra". 4. Pelos fatos acima expostos e Considerando que a empresa infringiu a Lei 9.317 em seu artigo 9º, inciso XII, letra "f” que prevê: "Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica...que realize operações relativa a... prestação de serviços de vigilância, limpeza, conservação e locação de mão de obra", atividade esta impeditiva de optar pelo SIMPLES, propomos a sua exclusão do SIMPLES, conforme previsto na Lei n° 9.317 em seu art. 14, inciso I, com efeitos a partir de 17/03/2005, data de sua constituição na Junta Comercial do Paraná. (GRIFEI) Da decisão exarada em primeira instância, extraio os seguintes fragmentos: [...] 2 Atividade desenvolvida. Provas. 16. O comprovante de inscrição no CNPJ, fl. 4, especifica como atividade principal o "CNAEFiscal 01.610/99 atividades de apoio à agricultura não especificadas anteriormente" e atividade secundárias de pulverização e controle de pragas, preparação de terreno, cultivo e colheita, comércio, manutenção e reparação de tratores. 17. Elementos concretos sobre o significado da atividade principal constam do Contrato de Prestação de Serviços de Gradagem para a Agrícola Carandá Ltda., fls. 7/11 e notas fiscais de prestação de serviços de gradagem, adubação, sulcação e tríplice operação em máquinas agrícolas, reboque, moagem, preparo de solos, para esta empresa, datadas de 10/04/2006 a 05/04/2007, nas quais a contratante efetuou a retenção de 11% de seguridade social em obediência à determinação contida do art. 219 do Decreto n° 3.048, de 6 de maio de 1999 (Regulamento da Previdência Social), com a redação dada pelo Decreto n° 4.729, de 9 de junho de 2003 (retenção sobre a cessão de mão deobra), fls. 31/36; também foram juntados recibos de pagamentos de salários dos funcionários ocupantes dos seguintes cargos: tratoristas agrícolas, um supervisor administrativo e um administrador. 18. Consta do processo apenas o Contrato de Prestação de Serviços de Gradagem assinado em 01/01/2006, embora conste na representação que foram elaborados diversos contratos, seu teor é: "contrato de locação de imóvel comercial", o que aparenta ser erro de redação, porque nenhum outro elemento dos autos, ou da impugnação o confirma; prestação de serviços de gradagem pesada com grade de disco (...), cultivo com adubo, gradagem intermediária e terraceamento com dois tratores de grade e com trabalhadores por si contratados; prazo de 6 meses ou até o término dos serviços; a contratada deve contratar operadores de máquinas que deverão seguir as orientações dos encarregados dos setores onde os serviços serão prestados, nomear um funcionário como responsável pelo maquinário e que se manterá em contato com a contratante, contratar e responder por todos os aspectos trabalhistas e previdenciários, bem como por acidentes ou infrações cometidas pelos funcionários, os quais trabalharão nos dias e horários estipulados pela contratante, nas terras desta; realizar revisão mensal dos maquinários objeto do contrato e efetuar Fl. 128DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/07/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 07/0 7/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 11634.000301/200940 Acórdão n.º 130100.974 S1C3T1 Fl. 115 8 a manutenção, e responsabilizarse pelo bom estado das mesmas; a contratante fornecerá o óleo diesel, que será descontado do pagamento à contratada; os preços avençados são quantias fixas pagas por hectare gradeado e cultivado ou terraceado, confirmados pela inspeção da contratante. 19. A contratante é empresa que possui as terras e desenvolve atividades agrícolas, aufere receitas de atividades rural e que contabiliza despesas com veículos e conservação do imobilizado. 20. Do exposto se verifica que a interessada contrata, por encomenda da contratante de seus serviços, funcionários que operarão máquinas agrícolas de propriedade da contratante que trabalharão subordinados às chefias da contratante, obedecendo suas ordens quanto a como, quando e onde executar as tarefas; coloca o pessoal à disposição da contratante e também é responsável pelo gasto com o óleo diesel necessário à operação das máquinas; o trabalho é pago mediante valor fixo por hectare concluído e apesar de constar o prazo de duração como sendo "até 30 de junho de 2006 ou Término dos Serviços", e a litigante argumentar que trabalha por empreitada não consta n° de hectares definido como contratado, ou seja, o teor do contrato é de que se realizarão as tarefas na medida em que a contratante planejar seus objetivos, ou seja, não há um quantum fixado que justifique o argumento da empreitada; apenas se especifica que o pagamento é pela quantidade de hectares trabalhados; apesar de o contrato de 01/01/2006 ter duração prevista de 6 meses, foi ou renovado ou foram assinados novos porque as notas fiscais emitidas para a Agrícola Carandá incluem o ano de 2007. 21. Sobre a questão do objeto social das microempresas e empresas de pequeno porte em relação à opção ou permanência no Simples, temse que a descrição das atividades no CNPJ seria insuficiente para a exclusão, porém foram acostados outros elementos que se descreveu que explicam o que significam na prática. 22. Vale a pena rever o que consta no item 7, do elenco de perguntas e respostas, organizado pela Coordenaçãogeral de Tributação Cosit, e divulgado inclusive no Boletim Central (BC) n.° 55, de 24 de março de 1997, da Secretaria da Receita Federal, em que se externou o entendimento da autoridade para interpretar a legislação em espécie: [...] 23. A orientação transcrita é clara em que o fator decisivo para a exclusão do Simples é a comprovação de que a empresa desempenhou atividades vedadas, mesmo que não constem do Contrato Social. 24. Quanto à locação de mãodeobra, é atividade vedada, conforme se exemplifica no acórdão a seguir, entendimento esse que não foi alterado: [...] 25. A CoordenaçãoGeral de Tributação Cosit, da Secretaria da Receita Federal, tratou da vedação à opção pelo Simples no caso do exercício de atividade de locação de mãodeobra, e de empreitada de mãodeobra, por meio do Parecer n° 69 de 10 de novembro de 1999, do qual importa transcrever os seguintes itens: "3. Em se tratando de locação da mãodeobra, pressupõese que será utilizado trabalho alheio, ou seja, alguém cederá a outrem a atividade laborativa Fl. 129DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/07/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 07/0 7/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 11634.000301/200940 Acórdão n.º 130100.974 S1C3T1 Fl. 116 9 em virtude de necessidade transitória de substituição de pessoal regular e permanente ou do acréscimo extraordinário de tarefas. 4. A locação de mãodeobra pode também ser definida como o contrato pelo qual o locador se obriga a fazer alguma coisa para uso ou proveito do locatário, não importando a natureza do trabalho ou do serviço. Os trabalhos são realizados sem a obrigação de executar a obra completa, ou seja, sem a produção de um resultado determinado. Na locação de mãodeobra, também definida como contrato de prestação de serviços, a locadora assume a obrigação de contratar empregados, trabalhadores avulsos ou autônomos sob sua exclusiva responsabilidade do ponto de vista jurídico. A locadora é responsável pelo vínculo empregatício e pela prestação de serviços, sendo que os empregados ou contratados ficam à disposição da tomadora dos serviços (locatária), que detém o comando das tarefas, fiscalizando a execução e o andamento dos serviços. 5. A legislação aplicável ao SIMPLES, relativamente ao aspecto discutido, estabelece a vedação para as pessoas jurídicas que tenham como atividade a locação de mãodeobra. Assim, onde a atividade referida for o objeto da pessoa jurídica, estará caracterizada a vedação a sua opção pela sistemática de pagamento de que trata o SIMPLES. Empreitada de mãodeobra 6. A empreitada, tanto na lei civil (CC art. 1.237 e segs.), quanto na Lei comercial (CCom, art. 226 e segs.), é admitida como modalidade do contrato de locação (locação de obra, contrato de obra). É admissível a existência das seguintes espécies de empreitada: de materiais e mãodeobra; exclusivamente de mãode obra (lavor) e por administração. Sua principal característica é o trabalho autônomo, possuindo utilização corrente na construção civil e no meio rural. A distinção entre os diferentes tipos de empreitadas farseá pela natureza da prestação de trabalho. Fundamental para caracterizarse a empreitada é que o empreiteiro assuma o risco de realizar a obra contratada, por si ou seus prepostos, segundo as especificações estabelecidas de tempo e preço. O empreiteiro é responsável pela organização dos meios necessários e a gestão do próprio risco, além da obrigação de executar a obra ou o serviço para o qual foi contratado. Como regra geral, todos os contratos de empreita pressupõem a assunção, por parte do contratado, do ônus relativo à fiscalização, orientação e planejamento do bem objeto da contratação. 7. A diferenciação básica existente entre a empreitada e a locação de mão deobra, portanto, é obtida pelo modo de encarar a obrigação de fazer. Se o que é ajustado limitase ao fornecimento da mãodeobra, sob controle e supervisão do locatário, temos a locação de mãodeobra. Se o que é ajustado restringese à apresentação de um resultado, defrontamos com a empreitada. No caso da empreitada exclusivamente de mãodeobra, o resultado é a própria execução do serviço, estabelecendose, assim, sua similitude com a locação de mãodeobra. 8. Por conseguinte, dedicandose a empresa à execução de empreitada exclusivamente de mãodeobra, não poderá optar pelo SIMPLES. Assim também, a empreitada por administração, relacionada ao trabalho intelectual e administrativo de organizar os serviços e fiscalizar o andamento da execução do objeto da empreita, não poderá, também, optar pelo SIMPLES, devido ao fato de prestar serviços inerentes ao engenheiro e arquiteto. (...) Fl. 130DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/07/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 07/0 7/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 11634.000301/200940 Acórdão n.º 130100.974 S1C3T1 Fl. 117 10 Cessão de mãodeobra 12. O conceito de cessão de mãodeobra não tem utilização corrente no direito do trabalho, assim também no direito civil, sendo comum, todavia, sua utilização na área de atuação da previdência e assistência social. Encontrase definido no art. 23 da Lei n° 9.711, de 20 de novembro de 1998, que conferiu nova redação ao art. 31 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, conforme segue: 'Art. 31. A empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mãodeobra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher a importância retida até o dia dois do mês subseqüente ao da emissão da respectiva nota fiscal, ou fatura, em nome da empresa cedente da mãodeobra, observado o disposto no § 5º do art. 33. (...) § 3o Para os fins desta Lei, entendese como cessão de mãodeobra a colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de segurados que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com a atividadefim da empresa, quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação. §4° Enquadramse na situação prevista no parágrafo anterior, além de outros estabelecidos em regulamento, os seguintes serviços: I limpeza, conservação e zelador ia; II vigilância e segurança: III empreitada de mãodeobra; IV contratação de trabalho temporário na forma da Lei n° 6.019, de 3 de janeiro de 1974. 13. A partir da definição expressa na Lei n° 9.711, de 1998. notase a similaridade entre os conceitos de locação de mãodeobra e cessão de mãode obra, fato este que não ensejará, então, dúvidas na aplicação da vedação ao SIMPLES." 26. Do exposto concluise que a empresa executou atividade vedada de locação de mãodeobra: recebe pagamento mediante hectares trabalhados, realizados por funcionários seus colocados à disposição do contratante, de forma contínua, nas instalações da contratante, que determina aos funcionários o trabalho a ser realizado e como. 27. Por isso, descabido o argumento de que a exclusão foi por presunção legal; a exclusão se baseou na conclusão de que as atividades listadas no cadastro da empresa se realizam na modalidade de cessão ou locação de mãodeobra, com base em elementos como contrato assinado com cliente e notas fiscais emitidas. Encontramse reunidos ao processo os seguintes documentos: Contrato de Prestação de Serviços de Gradagem (fls. 07/11), do qual merecem destaque as seguintes passagens: Fl. 131DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/07/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 07/0 7/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 11634.000301/200940 Acórdão n.º 130100.974 S1C3T1 Fl. 118 11 OBJETO DO CONTRATO : A prestação de serviços que o CONTRATADO prestará à CONTRATANTE, de gradagem pesada com grade de disco de 12x32" polegadas, cultivo com adubo, gradagem intermediária e terraceamento, com 02 (dois) tratores com grade e com trabalhadores por si contratados, obedecidas todas as condições deste Contrato. [...] DAS OBRIGAÇÕES DO CONTRATADO O CONTRATADO obrigarseá a efetivar a prestação de serviços aqui contratados durante o horário previamente estipulado pela CONTRATANTE, inclusivamente aos domingos e feriados, obedecendo sempre a legislação trabalhista vigente. São obrigações do CONTRATADO: 1.1 Contratar operador para cada máquina, para prestação de serviços objeto deste contrato, ficando estabelecido, que tais operador deverão seguir as orientações dos encarregados de setores onde os serviços serão prestados; 1.2 Manter seguro contra acidentes pessoais de todos os seus funcionários; 1.3 Obedecer as normas de velocidade e a sinalização de trânsito existente nos locais onde os serviços serão prestados, assim como programar antecipadamente com a CONTRATADA, a parada para manutenção das máquinas, de forma a evitar prejuízos ao bom andamento dos serviços; 1.4 Não permitir, em hipótese alguma, o consumo de bebida alcoólica por seus funcionários antes ou durante a jornada de trabalho; 1.5 Nomear um funcionário como responsável pelo maquinário, devendo o mesmo manter contatos permanentes com a CONTRATANTE, para resolução de quaisquer problemas que por ventura ocorram; 1.6 Obedecer rigidamente as Leis de Trânsito vigentes no País, assumindo desde já, a responsabilidade pela ocorrência de acidentes, que por ventura venham a ocorrer, por negligência, imperícia ou imprudência, do CONTRATADO ou de seus funcionários; 1.7 Fornecer identificação a todos os seus funcionários a fim de facilitar o trânsito dos mesmos nas dependências da CONTRATANTE; 1.8 Responsabilizarse perante a Justiça Trabalhista por todo e qualquer litígio que ocorra, em virtude deste Contrato, que envolva qualquer dos trabalhadores destacados pela CONTRATADA, para a prestação de serviços objeto deste instrumento; 1.9 Assumir todos os encargos trabalhistas e previdenciários dos trabalhadores que prestarão os serviços referidos neste Contrato e pagar todos os impostos e taxas que recaiam ou venham a recair sobre a prestação de serviços objeto deste instrumento, assim como as multas e majorações a que der causa por inadimplência, imperícia ou negligência; 1.10 Realizar revisão periódica, a cada trinta dias, nos maquinários objeto deste Contrato, efetuando toda manutenção necessária para o bom funcionamento dos mesmos; Fl. 132DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/07/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 07/0 7/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 11634.000301/200940 Acórdão n.º 130100.974 S1C3T1 Fl. 119 12 1.11 Manter as máquinas objeto deste instrumento em perfeito estado de conservação, inclusive odômetro e horímetro, obedecidos os critérios de segurança previstos na legislação brasileira; 1.12 Pagar todos os impostos e taxas que recaiam ou venham a recair sobre a prestação de serviços objeto deste instrumento, assim como as multas e majorações a que der causa, por imperícia, negligência ou imprudência; 1.13 Obedecer rigidamente as Normas de Segurança da CIPA Comissão de Prevenção de Acidentes, e responsabilizarse pelo uso de EPI (equipamento de segurança) de todos os seus funcionários. 2. O descumprimento pelo CONTRATADO de qualquer uma das normas de segurança, de forma reincidente, implicará em multa equivalente a 5% do faturamento mensal do CONTRATADO, revertida em favor da CIPA da CONTRATANTE. DAS OBRIGAÇÕES DA CONTRATANTE 3. A CONTRATANTE obrigarseá a fornecer ao CONTRATADO: 3.1 óleo diesel necessário para a prestação de serviços aqui contratados, descontando, porém, dos imediatos pagamentos o que foi fornecido, no preço praticado na bomba, em Nova AndradinaMS, no momento do desconto; em caso de aumento do diesel, o mesmo será repassado no percentual de 30% na tabela de preço da CONTRATANTE; 3.2 o óleo diesel será fornecido de segunda à sábado, das 06:30 às 16:18 horas, somente na bomba da CONTRATANTE. Folhas de Pagamento (fls. 12/19), emitidas pela fiscalizada, nas quais constam as remunerações pagas a diversos tratoristas; Recibos de pagamento de salários (fls. 20/30), emitidos pela fiscalizada, assinados por diversos tratoristas; Cópia de notas fiscais de serviço emitidas pela fiscalizada (fls. 31/37), tendo como cliente a empresa AGRÍCOLA CARANDÁ LTDA. (nas referidas notas, consta a indicação de que foi promovida retenção de 11% para a seguridade social, sendo que, em algumas, existe informação de que tal retenção foi objeto de processo restituição); Em sede de recurso, a fiscalizada aportou aos autos os documentos de fls. 94/105, comprobatórios da aquisição de máquinas e tratores. Como se vê, a questão a ser dirimida no presente processo dirigese no sentido de se averiguar se os elementos trazidos aos autos permitem criar a convicção de que a Recorrente efetivamente praticou atividade de cessão de mão de obra, o que a impediria recolher tributos e contribuições na sistemática do SIMPLES. A Lei nº 9.711, de 1998, dando nova redação ao art. 31 da Lei nº 8.212, de 1991, estabeleceu que, para fins previdenciários, “entendese como cessão de mãodeobra a colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de segurados que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com a atividadefim da empresa, quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação”. Fl. 133DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/07/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 07/0 7/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 11634.000301/200940 Acórdão n.º 130100.974 S1C3T1 Fl. 120 13 Podese dizer que na cessão ou locação de mão de obra, diferentemente da prestação de serviços genericamente considerada, o elemento crucial e destacado contratualmente é a mão de obra que será colocada à disposição do contratante. No caso sob exame, não se pode negar que as cláusulas contratuais pactuadas, bem como os elementos destacados pela Fiscalização e pela autoridade julgadora de primeira instância, trazem um certo grau de dúvida acerca da natureza do contrato de fls. 07/11, se relativo a empreitada de serviços, como sustenta a Recorrente, ou à cessão de mão de obra, como decidido na instância a quo. Não obstante, penso que, tratandose de norma restritiva de direitos, o fato propulsor de sua aplicação deve estar suficientemente provado. No caso vertente, um elemento crucial que poderia concorrer para solução da controvérsia diz respeito à propriedade do maquinário utilizado na prestação de serviços, se do contratado (a fiscalizada) ou do contratante. Neste particular, em convergência com o alegado pela Recorrente, a autoridade de primeira instância afirma textualmente que o citado maquinário é de propriedade do contratante, porém, não aponta os elementos que lhe possibilitaram concluir dessa forma. Em sentido contrário, ainda que não se possa dizer que a aquisição de maquinário constitui prova da utilização dos equipamentos correspondentes nos serviços prestados, a Recorrente, ao menos, trouxe aos autos documentos que indicam que no período de execução do contrato promoveu a compra de variadas máquinas agrícolas, máquinas essas que guardam relação com os serviços contratados pela empresa AGRÍCOLA CARANDÁ LTDA. Nesse contexto, não resta suficientemente comprovado que a fiscalizada, não obstante a descrição do objeto apresentada no contrato de prestação de serviços, limitouse a fornecer a mão de obra para a contratante, Não identifico, também, elementos capazes de indicar que o contratante assumiu, integralmente, o risco pela execução dos serviços. A previsão, no contrato, de que os operadores das máquinas empregadas na execução dos serviços deveriam seguir as orientações dos encarregados da contratante, a meu ver, não constitui elemento suficiente à caracterização de subordinação a que se reporta a decisão recorrida. Por outro lado, a simples indicação de que houve retenção por parte da contratante de 11% do valor da nota fiscal, por si só, não autoriza a conclusão de que, no caso, estamos diante de cessão de mão de obra. Quanto a esse aspecto, inclusive, cabe destacar, como já dito, que algumas notas fiscais assinalam que a referida retenção foi objeto de pedido de restituição. Não constato, também, a existência de outros elementos caracterizadores da cessão ou locação de mão de obra, tais como: cláusula contratual exigindo a substituição de empregados em determinadas circunstâncias; cláusula contratual dando poderes a contratante para indicar empregados; descrição vaga e imprecisa, no contrato, do serviço a ser executado; Fl. 134DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/07/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 07/0 7/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 11634.000301/200940 Acórdão n.º 130100.974 S1C3T1 Fl. 121 14 cláusula contratual obrigando a contratante a reembolsar a fiscalizada pelos custos relacionados à mão de obra envolvida na execução dos serviços; etc. Assim, conduzo meu voto no sentido de DAR PROVIMENTO ao recurso, determinando, em conseqüência, o cancelamento do ATO DECLARATÓRIO de exclusão de fls. 37. “documento assinado digitalmente” Wilson Fernandes Guimarães Relator Fl. 135DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/07/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 07/0 7/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR
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Numero do processo: 13054.000444/97-40
Data da sessão: Tue Apr 27 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 05/11/1980 a 05/10/1990
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL.RECURSO ESPECIAL. ADMISSIBILIDADE AFASTADA. PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE.
O recurso especial de divergência previsto no Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, tem como requisito a demonstração da divergência entre casos com identidade de situações fáticas, comprovada mediante confronto de acórdãos. Se não preenchido o pressuposto, o recurso, nesse aspecto não há de ser admitido.
Recurso Especial do Contribuinte Não Conhecido
Numero da decisão: 9303-000.875
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso especial, por falta de paradigma.
Nome do relator: Maria Teresa Martinez Lopes
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 05/11/1980 a 05/10/1990 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL.RECURSO ESPECIAL. ADMISSIBILIDADE AFASTADA. PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE. O recurso especial de divergência previsto no Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, tem como requisito a demonstração da divergência entre casos com identidade de situações fáticas, comprovada mediante confronto de acórdãos. Se não preenchido o pressuposto, o recurso, nesse aspecto não há de ser admitido. Recurso Especial do Contribuinte Não Conhecido
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Numero do processo: 13413.000160/2005-61
Data da sessão: Wed Jun 16 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
Exercício: 2001
VALOR DA TERRA NUA (VTN). ARBITRAMENTO.
Acata-se o VTN declarado pelo contribuinte, mormente se no período de três anos o valor do YIN apurado com base no SIFT sofre variações absolutamente incompatíveis com a inflação e valorização dos bens imóveis.
ITR. REBANHO. ÁREA DE PASTAGENS.
No que concerne à relação entre o rebanho e a extensão da área de pastagens e suas implicações, o reconhecimento da eficácia das provas materiais apresentadas pela contribuinte merecem integral confirmação, posto que oriundas de documentos hábeis e idôneos e por comprovar a veracidade das informações alegadas
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2102-000.648
Decisão: Acordam os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em DAR
provimento PARCIAL ao recurso para acatar uma área de pastagens de 1.816,0 hectares e o valor da terra nua de R$ 409.800,00, nos termos do voto do Relator
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - valor terra nua
Nome do relator: RUBENS MAURÍCIO CARVALHO
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 2001 VALOR DA TERRA NUA (VTN). ARBITRAMENTO. Acata-se o VTN declarado pelo contribuinte, mormente se no período de três anos o valor do YIN apurado com base no SIFT sofre variações absolutamente incompatíveis com a inflação e valorização dos bens imóveis. ITR. REBANHO. ÁREA DE PASTAGENS. No que concerne à relação entre o rebanho e a extensão da área de pastagens e suas implicações, o reconhecimento da eficácia das provas materiais apresentadas pela contribuinte merecem integral confirmação, posto que oriundas de documentos hábeis e idôneos e por comprovar a veracidade das informações alegadas Recurso Voluntário Provido em Parte
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ARBITRAMENTO. Acata-se o VTN declarado pelo contribuinte, mormente se no período de três anos o valor do YIN apurado com base no SIFT sofre variações absolutamente incompatíveis com a inflação e valorização dos bens imóveis. ITR. REBANHO. AREA DE PASTAGENS. No que concerne à relação entre o rebanho e a extensão da área de pastagens e suas implicações, o reconhecimento da eficácia das provas materiais apresentadas pela contribuinte merecem integral confirmação, posto que oriundas de documentos hábeis e idôneos e por comprovar a veracidade das informações alegadas Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. EDITADO EM: 03/11/2010 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Giovanni Christian Nunes Campos, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti, Niabia Matos Moura, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Rubens Mauricio Carvalho e Ewan Teles Aguiar. Relatório Trata o presente processo de autuação do ITR decorrente das seguintes retificações de oficio, conforme demonstrativo de fIs. 16: ITR 2001 Declarado Apurado de oficio 08 - Pastagens 2.300,0 ha 0,0 ha 16 - Valor da Terra Nua R$ 35.000,00 R$ 880.968,00 Para descrever a sucessão dos fatos deste processo até o julgamento na Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ), adoto o relatório do acórdão de fls. 66 a 75 da instância a quo, in verbis: Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração, no qual é cobrado o Imposto sobre a Propriedade 'Territorial Rural ITR, exercício 2001, relativo ao imóvel denominado "Fazenda Saco de Dentro", localizado no município de Tacaratu PE, com area total de 2.400,0 ha, cadastrado na SRF sob o n° 3 634.491-5, no valor de R$ 75 679,24, acrescido de multa de lançamento de oficio e de juros de mora, no total de R$ 186 602,30. Ciência do lançamento em 29/11/2005, conforme AR de fl 62. Não concordando corn o auto de infração apresenta impugnação, em data de 24/11/2005: "I — Os Fatos Dos anexos do auto de infr ação constam valores muito acima do mercado para terra ,ira os quais contrariam até mesmo os assentos da Receita Federal e do INCRA (pesquisas anexas), não levando em conta a localização da propriedade no polígono da seca (sertão do Moxotó) e de acesso dificil, a qual não foi vistoriada pela Fiscalização e não levou em conta também o grau de sua utilização, — O Direito A propriedade sempre foi utilizada para cria, recria e engorda de animais de grande e de médio portes, inclusive na época em que se refere a autuação, como provam os depoimentos prestados em Tabelião e anexos, ela toda cercada e dividida, plantada de capim estrela e cajueiros, bem como dotada dos demais equipamentos necessários à sua utilização, como prova o laudo técnico anexo, pois não faria sentido manter uma propriedade desse porte, toda formada e dotada desses equipamentos relatados no laudo técnico e não No laudo técnico o grau de utilização — GU é superior a 80%; a alíquota não poderia ser superior a 30%. 0 VIN de R$ 367,07 utilizado pela Fiscalização baseou-se em pesquisa nula, urna vez que do seu próprio rodapé (fl. 15) consta o seguinte: NÃO EXISTE V rN PARA 0 EXERCÍCIO/MUNICTPIO INFORM 2 Processo n" 13413 000160/2005-61 S2-C1T2 AcOrdZio n ° 2102-00.64S Fl 110 Por outro lado, a pesquisa anexa, feita na própria Receita Federal, consta para o Município de Tacaratu o VTN de R$ 45,99, aproximando-se do VTN encontrado na pesquisa, também anexa, feita junto ao INCRA, para o Sertão do Moxot6 e que é de R$ 50,00. Esses valores são menores do que o valor que consta do laudo técnico de avaliação de terra nua e propriedade em anexo, que é de R$ 71,35, baseado nas planilhas disponibilizadas para o Estado de Pernambuco em vigor e observado o preço praticado na região. Impugna o auto de infração por não haver levado em conta a utilização da propriedade e por ter utilizado urn valor da terra nua muito acima do mercado. Impugna também os valores apurados para o imposto e seus acessórios (multa e juros). O parágrafo 2° do art. 8' do Decreto n° 9.393/96 estabelece que o VTN refletirá o preço de mercado de terras, apurado em 1° de janeiro do ano a que se referir o DIAT, e sera considerado auto-avaliação da terra nua o preço de mercado. Requer vistoria no imóvel rural, caso os documentos apresentados não sejam suficientes para modificar a ação fiscal. Diante desses fatos, as alegações da impugnação e demais documentos que compõem estes autos, o órgão julgador de primeiro grau, ao apreciar o litígio, em votação unânime, não acatou o pedido de perícia e no mérito, considerou procedente o lançamento, mantendo o crédito consignado no auto de infração, considerando que os argumentos da recorrente e provas apresentadas foram insuficientes, no seu entender, para desconstituir os fatos postos nos autos que embasaram o lançamento, resumindo o seu entendimento na seguinte ementa e excertos do voto que transcrevo a seguir livremente: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR Exercício: 2001 AREA DE PASTAGENS. IND10E DE RENDIMENTO. Para fins de cálculo do grau de utilização do imóvel rum!, considera-se área servida de pastagem a menor entre a declarada pelo contribuinte e a obtida pelo quociente entre a quantidade de cabeças do rebanho ajustada e o índice de lotação minima AREAS DE PASTAGEM ANIMAIS. FALTA DE COMPROVAÇÃO. Deve ser mantida a glosa do valor declarado a tittdo de área de pastagem, quando não-comprovada pelo contribuinte, recalculando-se, conseqüentemente, o ITR, devendo a diferença apurada ser. acrescida das cominagões legais, por meio de lançamento de oficio suplementar VALOR TOTAL DO IMÓVEL. VALOR DA TERRA NUA. APURAÇÃO COM BASE NO SISTEMA DE PREÇOS DE TERRA. A base de cálculo do imposto é o valor da terra nua apurado pela fiscalização, tomando por base o Sistema de Pregos de Terras aprovado pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, quando este for superior ao declarado e o contribuinte não apresentar elementos de convicgdo que justifiquem reconhecer valor menor 3 MULTA. LANÇAMENTO DE OFICIO As nviltas de oficio constituindo-se em instrumento de desestimulo ao sistermitico inadimplemento das obrigações tributárias, atingindo, por via de conseqüência, apenas os contribuintes infi-atores, em nada afetando o sujeito passivo crimp idor de suas obrigações fiscais LANÇAMENTO DE OFiCIO. INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA COM BASE NA VARIAÇÃO DA TAXA SEEK'. LEGALIDADE A partir de 1" de abril de 1995, os juros moi atórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplacia, à taxa referencial do Sistenia Especial de Liquidação e Cust6dia - Selic para títulos federais, face disposição literal de lei PEDIDO DE PERÍCIA E DILIGÊNCIA INDEFERIMENTO. Estando presentes nos autos todos os elementos de convicção necessários à adequada solução da lide, indefere-se, por prescindível, o pedido de realização de perícia e diligência, mormente quando ele não satisfaz os requisitos previstos na legislação de regência. INSTRUÇÃO DA PEÇA IMPUGNATÓRL4. A impugnação deve ser instruida com os documentos em que se fundamentar e que comprovem as alegações de defesa, precluindo o direito de o contribuinte fazê-lo em outro momento processual Inconformado, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário, de fls. 81 a 107, repisando, os mesmos argumentos trazidos na sua impugnação dirigida à DRJ, solicitando em síntese a redução do VTN aplicado e que sejam considerados os rebanhos existentes na propriedade conforme documentação acostada aos autos, requerendo ao final, pelo provimento ao recurso e cancelamento da exigência Dando prosseguimento ao processo este foi encaminhado para o julgamento de segunda instância administrativa. RELATÓRIO. Voto Conselheiro Rubens Mauricio Carvalho, ADMISSIBILIDADE 0 recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972. Assim sendo, dele conheço. AREA DE PASTAGEM. REBANHOS Acerca do pedido do contribuinte nessa questão, não foram aceitas as alegações do interessado por falta de provas, notadamente disse a autoridade da DRJ: 4 Processo n" 13413 000160/2005-61 S2-C1T2 Ac6Idao 11.° 2102-00.648 Ei. Ill Os documentas hábeis para comprovar o rebanho existente no imóvel rural seriam, por exemplo: ficha registro de vacinagdo e movimentação de gados e/ou ficha do Serviço de Erradicação da sarna e Piolheira dos Ovinos fornecidas pelos escritórios vinculados ri Secretaria de Agricultura, localizados nos respectivos municipios, laudo de acompanhamento de projeto ,fornecido por instituições oficiais (secretaria de Agricultura dos Estados, Banco do Brasil, bancos e órgãos regionais ou estaduais de desenvolvimento), no qual deverão constar as informações sobre o efetivo pecuário de grande e médio porte, no imóvel em questão, no exercício anterior, no caso ao período de 01/01/2000 a 31/12/2000. Para qualquer situação, deverá ser apresentada Certidão expedida pela Inspetoria Veterinária da Secretaria Estadual de Agricultura, informando a composição do rebanho registrado em nome do contribuinte, no imóvel rural em questão, no exercício anterior. Ocorre que em sede de Recurso, o contribuinte juntou Cadastro de Propriedade para Bovinos e Bubalinos, emitido pela Divisão de Sanidade Animal da Secretaria de Produção Rural e Reforma Agrária do Governo do Estado de Pernambuco, atestando a existência de rebanho, fls. 104/105. Ainda, a. fl. 107, anexou a Ficha de Controle de Vacinação, emitido pelo Departamento de Desenvolvimento,Agropeeudrio da Secretaria de Agricultura. A Ficha de Vacinação, mostra que existiam 400 bovinos em abril de 2001 e o mesmo número é o que consta no Cadastro emitido pela Secretaria de Produção Animal. Ainda, a Ficha de Vacinação mostra que em setembro de 2001 mais 400 doses de vacina foram utilizadas. Saliente-se que em geral os bovinos são vacinados duas vezes por ano. Tais documentos, convencem esse julgador que a propriedade realmente continha tal rebanho, assim entendo que deve ser retificado o calculo do ITR, considerando-se a existência dos seguintes rebanhos na propriedade rural objeto ., do lançamento, conforme o Cadastro de Propriedade para Bovinos e Bubalinos: Ocorre que estes documentos são do ano 2001, contudo, analisando em conjunto o documento de fls. 57 a 59 do exercício 2000 e considerando que não é possível que se forme um rebanho tão grande totalmente de um ano para o outro, formo convicção que o contribuinte realmente dispunha do rebanho, nas quantidades indicadas no documento do ano de 2000, quais sejam: Quantidade de bovinos: 450 Quantidade de Eqiiinos: 4 Cumpre destacar o que diz Instrução Normativa SRF IV 60, de 6 de Junho de 2001: Cálculo da Área Utilizada pela Atividade Rural 5 Art 25. A álea utilizada pela atividade rural será obtida pela soma das áreas mencionadas nos incisos I a VII do art, 21, observado o seguinte: ) II - a área servida de pastagem aceita soh a menor entre a declarada pelo contribuinte e a área obtida pelo quociente entre a quantidade de cabeças do rebanho ajustada e o índice de lotação minima, observado o seguinte: a) a quantidade de cabeças do rebanho será a soma da média anual do total de animais de grande porte. de qualquer idade ou sexo, mais a quarta parte da média anual do total de animais de médio porte existente no imóvel; b) são considerados animais de médio porte os ovinos e caprinos; c) são considerados animais de grande porte os bovinos, bufalinos, eqiiinos, asininos e muares; e d) a quantidade média de cabeças de animais é a somatório da quantidade de cabeças existentes a cada Inds dividida por 12 (doze), independentemente do número de MeSeS em que existiram animais no imóvel; ) A partir dessa informação calculemos a Area Se rvida de Pastagem Aceita que é encontrada entre a menor area dentre Area de Pastagem Declarada e a Area de Pastagem Calculada. Por sua vez, a Area de Pastagem Calculada, é a divisão total do Rebanho Ajustado pelo índice de lotação por zona de pecuária. Rebanho ajustado = [An. Gde Porte ajustado + An. Médio Porte ajustado] Rebanho ajustado --= 454 Area de Pastagem Calculada = [Rebanho Ajustado] / [Índice de lotação por zona de pecuária] 2 Area de Pastagem Calculada = 454/0,25 3= 1.816,0 ha IN SRF n° 60, 2001, art 25, II, a). 2 IN SRF n° 60, 2001, art 24: As áreas do imóvel servidas de pastagem e as exploradas com extrativismo estão sujeitas, respectivamente, a indices de lotação pot zona de pecuária e de rendimento por produto extrativo. § lo Aplicam-se, até ulterior ato em contrário, os indices constantes das tabelas no 3 (fndices de Rendimentos Mínimos para Produtos Vegetais e Florestais) e no 5 dndices de Rendimentos Mínimos para Pecuária), aprovados pela Instrução Especial mera no 19, de 28 de maio de 1980 e Portaria no 145, de 28 de maio de 1980, do Ministro de Estado da Agricultura (Anexos H e III, respectivamente) 3 MUNICÍPIO LOCALIZAÇÃO RENDIMENTO MÍNIMO cab/ha Tacarant Poligono das Secas 0,25 6 Processo n° 13413000160/2005-61 S2-C1T2 Acórdão o" 2102-00.648 Fl 112 Dessa forma, confrontando-se a Area de pastagem declarada de 2.300,00 ha com a Area de pastagem calculada de 1.816,0 ha , deve ser aceita nos temos legais acima, a menor antra elas, ou seja: 1.816,0 ha. VALOR DA TERRA NUA (VTN) Na lançamento, a autoridade fiscal justifica que procedeu ao arbitramento do VTN aplicando o valor do Sistema de Preços de Terra de Terra da Secretaria da Receita Federal do Brasil (S1PT) pela declaração abaixo do limite minima do sistema citada e porque o laudo técnico apresentado pelo contribuinte não atendeu as exigências da legislação regente e a DRJ manteve o arbitramento sob a mesma fundamentação. Analisando os laudos e documentos apresentados durante a Fiscalização e Impugnação, fls. 12 a 14 e 38 a 55 e, posteriormente corn o Recurso, fls.. 98 a 103, resta evidente que tais documentos não atendem dais aspectos fundamentais para a subavaliação do VTN: 1- Deve ser comprovado por laudo técnico seguindo norma NBR e 2-Que demonstre cabalmente a existência de características particulares desfavoráveis em relação aos imóveis circunvizinhos. Contudo, chama também a atenção, o fato de o Sipt apontar valores tão diferentes para o município do imóvel objeto da autuação de um ano para o outro conforme os extratos desse sistema juntados pelo próprio Relator do acórdão da DRJ ás fls. 63 a 65. Para se ter uma ideia dessa variação, indicamos os valores do Sipt dois anos antes e dois anos depois do exercício autuado: Exercício do VTN Sipt Valor do VTN Sipt Fls. dos autos 1999 R$ 86,28 Fl. 63 2000 R$ 118,98 Fl. 63-verso 2001 (Auto de Infração) R$ 367,07 Fl. 63-verso 2002 R$ 79,25 Fl. 64 2003 R$202,17 Fl. 64 Destacamos que dos valores acima do Sipt de 1999 para 2001, há um aumento da ordem de 325%. Bem, sabe-se que em tempos de moeda estável, os valores de imóveis rurais não tem grandes oscilações de um ano para o outro, de sorte que é improvável que no período de dois anos, os imóveis situados no município tributado, tenham sofrido tamanha valorização. Nestes termos, considerando que o primeiro valor disponível do Sipt nos autos ser de 2 anos antes (1999), entendo ser plausível que se faça uma média dos próprios valores do Sipt, no intervalo de 2 anos antes ate 2 anos depois da autuação, conforme a tabela acima, de 1999 a 2003, para se obter um valor Medic do VTN para 2001. Assim sendo, ternos : 7 (R$ 86,28+R$ 118,98+R$ 367,07+R$ 79,25+RS 202,17)/5=-R$ 170 Destarte, concluo que deve-se reduzir o VTN/ha aplicado a propriedade para • R$ 170,75/ha que multiplicado pela Area da propriedade de 2A00,0, chega-se num Valor da Terra Nua (VTN) de R$ 409.800,00. CONCLUSÃO Pelo exposto, VOTO PELO PROVIMENTO PARCIAL DO RECURSO, para se proceda as seguintes retificações: ITR 2001 Declarado Apurado de oficio Retificação Carf 08 - Pastagens 2.300,0 ha 0,0 ha 1.816,0 ha 16- Valor da Terra Nua R$ 35.000,00 R$ 880.968,00 R$ 409.800,00 Assim, em função dessas duas retificações, determino que sejam refeitos os devidos cálculos da Area utilizada do imóvel, Grau de Utilização, aliquota aplicável, Valor da Terra Nua Tributável e, finalmente, o valor do ITR devido. Rubens auricio Carvalho - Relator' 8
score : 1.0
Numero do processo: 13808.000518/00-19
Data da sessão: Tue Sep 11 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Exercício: 1997 Ementa: DESPESAS OPERACIONAIS. COMPROVAÇÃO. NECESSIDADE. Para fins tributários, tratando-se de importâncias declaradas como pagas ou creditadas a título de comissões, bonificações, gratificações ou semelhantes, a dedutibilidade dos referidos dispêndios exige que os registros contábeis correspondentes encontrem-se devidamente suportados por documentos hábeis à comprovação da operação que lhes deram causa, à comprovação dos pagamentos correspondentes e que os beneficiários sejam devidamente individualizados. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. NÃO APLICAÇÃO. Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal (SÚMULA CARF Nº 11).
Numero da decisão: 1301-001.039
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.
Nome do relator: Wilson Fernandes Guimarães
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Exercício: 1997 Ementa: DESPESAS OPERACIONAIS. COMPROVAÇÃO. NECESSIDADE. Para fins tributários, tratando-se de importâncias declaradas como pagas ou creditadas a título de comissões, bonificações, gratificações ou semelhantes, a dedutibilidade dos referidos dispêndios exige que os registros contábeis correspondentes encontrem-se devidamente suportados por documentos hábeis à comprovação da operação que lhes deram causa, à comprovação dos pagamentos correspondentes e que os beneficiários sejam devidamente individualizados. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. NÃO APLICAÇÃO. Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal (SÚMULA CARF Nº 11).
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COMPROVAÇÃO. NECESSIDADE. Para fins tributários, tratandose de importâncias declaradas como pagas ou creditadas a título de comissões, bonificações, gratificações ou semelhantes, a dedutibilidade dos referidos dispêndios exige que os registros contábeis correspondentes encontremse devidamente suportados por documentos hábeis à comprovação da operação que lhes deram causa, à comprovação dos pagamentos correspondentes e que os beneficiários sejam devidamente individualizados. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. NÃO APLICAÇÃO. Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal (SÚMULA CARF Nº 11). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. “documento assinado digitalmente” Alberto Pinto Souza Junior Presidente “documento assinado digitalmente” AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 8. 00 05 18 /0 0- 19 Fl. 297DF CARF MF Impresso em 26/10/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 9/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 13808.000518/0019 Acórdão n.º 1301001.039 S1C3T1 Fl. 294 2 Wilson Fernandes Guimarães Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Alberto Pinto Souza Junior, Paulo Jakson da Silva Lucas, Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior e Guilherme Pollastri Gomes da Silva. Fl. 298DF CARF MF Impresso em 26/10/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 9/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 13808.000518/0019 Acórdão n.º 1301001.039 S1C3T1 Fl. 295 3 Relatório BPAR CORRETAGEM DE SEGUROS LTDA., atual denominação de AMERICAN EXPRESS DO BRASIL S/A TURISMO E CORRETORA DE SEGUROS, já devidamente qualificada nestes autos, inconformada com a decisão da 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo, São Paulo, que manteve, na íntegra, os lançamentos tributários efetivados, interpõe recurso a este colegiado administrativo objetivando a reforma da decisão em referência. Trata o processo de autos de infração retificadores de saldo de prejuízo fiscal e de base negativa de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, relativos ao anocalendário de 1996, lavrados em razão da glosa de despesas relativas a comissões e corretagens sobre vendas. Em sede de impugnação (fls. 68/81), a contribuinte argumentou: que, não tendo havido descrição precisa do fato em que se fundou a exigência fiscal, não haveria como saber efetuar a comprovação necessária para ter direito à dedutibilidade das despesas; que, assim, haveria de ser considerada e declarada a nulidade absoluta da autuação fiscal, em obediência ao princípio da ampla defesa, previsto no art. 5°, inciso LV, da Constituição Federal, bem como ao disposto no art. 142 do Código Tributário Nacional; que os requisitos para descaracterização da dedutibilidade (art. 247 do RIR/1994) são a ausência de indicação da operação ou a causa que deu origem ao rendimento ou a ausência de individualização do beneficiário do rendimento no comprovante do pagamento, requisitos esses que encontrarseiam presentes nos documentos apresentados, podendose inferir a natureza do pagamento feito aos clientes ou do desconto na duplicata; que, no que se referia à individualização do beneficiário, a aludida documentação permitiria a clara e precisa identificação da pessoa destinatária da bonificação; que, ainda que houvesse erro no preenchimento da declaração de IRPJ, cujo valor teria sido indicado na linha 03 da ficha 05, tal fato não justificaria a glosa efetuada. A já citada 3a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo, analisando o feito fiscal e a peça de defesa, decidiu, por meio do Acórdão nº. 06.735, de 31 de março de 2005, pela procedência das retificações. O referido julgado restou assim ementado: DESPESAS COM COMISSÕES/BONIFICAÇÕES. Não são dedutíveis as importâncias declaradas como pagas ou creditadas a titulo de comissões, bonificações, gratificações ou semelhantes, quando o dispêndio não for comprovado. Fl. 299DF CARF MF Impresso em 26/10/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 9/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 13808.000518/0019 Acórdão n.º 1301001.039 S1C3T1 Fl. 296 4 AUTO REFLEXO. CSLL. Aplicase ao reflexo o que foi decidido quanto ao procedimento referente ao IRPJ, devido à intima relação de causa e efeito existente entre eles. Irresignada, BPAR CORRETAGEM DE SEGUROS LTDA. apresentou o recurso de folhas 215/229, por meio do qual sustenta: que ao Fisco não basta indicar que a documentação apresentada não se aproveitaria ao fim buscado, cabendo a ele (ao Fisco) descrever de forma clara e precisa qual o motivo pelo qual os documentos apresentados não seriam suficientes para comprovar a despesa; que houve ofensa ao direito de ampla defesa; que entregou à Fiscalização documentos suficientes para demonstrar e comprovar que os repasses dos valores aos seus clientes tratavamse de despesas com "comissões e corretagens sobre vendas"; que a decisão da Delegacia de Julgamento foi proferida após o prazo previsto na lei; que o fato econômico que se está analisando nada mais é que o "repasse", por ela, de parte dos valores recebidos a titulo de bonificações, para seus clientes (ressalta que, quando do recebimento do valor total das bonificações, os computou como receita); que os valores "repassados" são plenamente dedutíveis, nos termos do artigo 242 do Regulamento do Imposto de Renda aplicável à época ("RIR/94"), já que são necessários à atividade da empresa, pois, se não fizer tal "repasse", perderá competitividade, uma vez que as demais empresas do ramo o fazem; e também usuais ou normais, pois realizados com habitualidade por todas as empresas que atuam nesse segmento; que, a partir dos documentos ora juntados aos autos, a título ilustrativo, podese inferir qual a natureza do pagamento feito aos seus clientes ou do desconto na duplicata; que a documentação aludida acima permite a clara e precisa identificação da pessoa que está recebendo a bonificação; que, não havendo previsão expressa na legislação de como deve ser essa documentação, cabe ao contribuinte (e somente a ele) definir quais documentos utilizará, desde que identifiquem o beneficiário e a operação a que se referem; que o acórdão recorrido não analisa profundamente os documentos juntados e nem aduz quais documentos seriam necessários para comprovar tal fato, o que não pode ser admitido, já que as provas juntadas são suficientes para afastar as restrições previstas no artigo 247 do RIR/94. É o Relatório. Fl. 300DF CARF MF Impresso em 26/10/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 9/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 13808.000518/0019 Acórdão n.º 1301001.039 S1C3T1 Fl. 297 5 Voto Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães Tenho por tempestivo o recurso impetrado, eis que, não obstante a ausência de comprovante de ciência da decisão exarada em primeira instância, a contribuinte juntou às fls. 288 comprovação da data de recebimento do referido documento. Identifico às fls. 02 do processo Termo de Intimação, datado de 02 de setembro de 1999, por meio do qual foi requerida a apresentação dos documentos comprobatórios dos gastos com COMISSÕES E CORRETAGENS SOBRE VENDAS, no montante de R$ 1.845.642,07 (valor que foi registrado na FICHA 05, linha 03, da declaração apresentada à Receita Federal – fls. 44). Conforme relatado no Termo de Verificação Fiscal (fls. 56/59), a contribuinte, em resposta ao Termo de Intimação antes referenciado, limitouse a apresentar relação que, além de não constituir documento hábil para comprovar a despesa, sequer individualizou os beneficiários. O voto condutor da decisão exarada em primeira instância assinala: [...] cumpre observar que não é correta a alegação de não haver descrição precisa do fato em que se funda o procedimento fiscal. A autoridade administrativa relata no Termo de Verificação n° 01 (fls. 56/59) os fatos apurados e as razões para a glosa efetuada. [...] Analisando os documentos apresentados pela impugnante (fls. 04/28 e 146/169), verificase que estes não podem ser aceitos por se tratarem de listagens, fichas contábeis e pedidos de emissão de cheques, enfim, documentos elaborados pela própria impugnante. Essas informações, por si só, não comprovam a ocorrência de despesas, por se constituírem de informações sem respaldo em qualquer outro documento. [...] Quanto aos documentos de fls. 170/178, temse que os controles internos sobre emissão de passagens aéreas indicam apenas o valor da tarifa, taxa e IATA cedida e as duplicatas e os extratos comprovam a entrada dos recursos, porém nada provam a respeito das bonificações objeto da autuação. Como se vê, a controvérsia a ser enfrentada no presente processo referese, tãosomente, à comprovação de despesas relacionadas a comissões e corretagens sobre vendas. Primeiramente, em convergência com o pronunciamento da Turma Julgadora de primeira instância, penso não merecer guarida o argumento da Recorrente de que a fiscalização “não indicou, de forma objetiva, qual a razão que a motivou a considerar que a Fl. 301DF CARF MF Impresso em 26/10/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 9/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 13808.000518/0019 Acórdão n.º 1301001.039 S1C3T1 Fl. 298 6 documentação apresentada não seria hábil e idônea a comprovar a efetividade e a natureza do desembolso”, pois, relativamente a citada documentação, restou assinalado no Termo de Verificação Fiscal: Da análise dos documentos apresentados pela empresa, observase que a relação apresentada não identifica, individualiza e tampouco configura documentação hábil e idônea a comprovar a efetividade e a natureza do desembolso. Ademais, a contribuinte exerceu plenamente o seu direito de defesa, não existindo indicativo de qualquer natureza de que não houve perfeita compreensão acerca da infração que lhe foi imputada. A alegação de que o tempo transcorrido entre a data da interposição da impugnação e o pronunciamento da autoridade julgadora de primeira instância, à luz do disposto no art. 24 da Lei nº 11.457, de 2007, teria provocado a caducidade do direito de constituição do crédito tributário, da mesma forma, não pode ser recepcionada. Com efeito, em razão de reiterados pronunciamentos no mesmo sentido, este Colegiado editou a Súmula CARF nº 11, abaixo transcrita, de observância obrigatória, nos termos do art. 72 do Regimento Interno. Súmula CARF nº 11: Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal. Embora o art. 24 da Lei nº 11.457 tenha estabelecido o prazo de trezentos e sessenta dias (contados da data dos protocolos das petições, defesas e recursos) para que as decisões administrativas sejam proferidas, não cuidou o referido ato legal de dispor sobre os efeitos decorrentes do descumprimento do citado prazo. Em que pese tal lacuna, descabe falar em extinção do processo e, por decorrência, do crédito constituído, eis que, na esteira do pronunciamento do Superior Tribunal de Justiça (REsp 53467/SP), “a demora na tramitação do processoadministrativo fiscal não implica a ‘perempção’ do direito de constituir definitivamente o crédito tributário, instituto não previsto no Código Tributário Nacional”. Na mesma linha o REsp 1113959/RJ (DJe 11/03/2010), que assinalou, in verbis: [...] 3. O recurso administrativo suspende a exigibilidade do crédito tributário, enquanto perdurar o contencioso administrativo, nos termos do art. 151, III do CTN, desde o lançamento (efetuado concomitantemente com auto de infração), momento em que não se cogita do prazo decadencial, até seu julgamento ou a revisão ex officio, sendo certo que somente a partir da notificação do resultado do recurso ou da sua revisão, tem início a contagem do prazo prescricional, afastandose a incidência prescrição intercorrente em sede de processo administrativo fiscal, pela ausência de previsão normativa específica. Inatacável, pois, a súmula CARF nº 11, acima reproduzida. Fl. 302DF CARF MF Impresso em 26/10/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 9/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 13808.000518/0019 Acórdão n.º 1301001.039 S1C3T1 Fl. 299 7 Na linha do decidido em primeira instância, não julgo hábil a documentação aportada ao processo por ocasião da interposição da peça impugnatória, eis que, como afirmado pela própria Recorrente, está representada por “cópia de alguns documentos internos”; cópia de controle interno; cópia de duplicata; e cópia de extrato de duplicata. À evidência, os documentos referenciados não representam comprovantes de pagamento e, além disso, não são hábeis para identificar a sua causa e individualizar o beneficiário, vez que produzidos pela própria Recorrente. A despeito da existência de lei detalhando como devem ser elaborados os documentos de comprovação das despesas em questão, resta induvidoso de que, no caso, eles, os documentos, devem apresentar características intrínsecas (descrição da operação e indicação do beneficiário) e extrínsecas (emissão por terceiros e representativo de quitação) que levem à convicção acerca da natureza do gasto, do beneficiário do rendimento correspondente e do fato de que o gasto foi efetivamente incorrido. Por fim, destaco que a Recorrente, ao recurso voluntário interposto, não aportou documentação complementar relacionada às despesas glosadas pela Fiscalização. Por todo o exposto, conduzo meu voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso. “documento assinado digitalmente” Wilson Fernandes Guimarães Relator Fl. 303DF CARF MF Impresso em 26/10/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 18/0 9/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR
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Numero do processo: 18108.001309/2007-69
Data da sessão: Wed Apr 18 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Sep 09 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 9202-000.194
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Sesej, para providenciar a apensação do presente processo ao de nº 35564.005332/2006-83, com retorno dos processos à relatora, para julgamento conjunto, se possível.
(assinado digitalmente)
Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente em exercício
(assinado digitalmente)
Patrícia da Silva - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Patrícia da Silva, Heitor de Souza Lima Junior, Ana Paula Fernandes, Mário Pereira de Pinho Filho (suplente convocado), Ana Cecília Lustosa da Cruz, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício).
Nome do relator: PATRICIA DA SILVA
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Sesej, para providenciar a apensação do presente processo ao de nº 35564.005332/200683, com retorno dos processos à relatora, para julgamento conjunto, se possível. (assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo Presidente em exercício (assinado digitalmente) Patrícia da Silva Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Patrícia da Silva, Heitor de Souza Lima Junior, Ana Paula Fernandes, Mário Pereira de Pinho Filho (suplente convocado), Ana Cecília Lustosa da Cruz, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício). Relatório Tratase de Recursos Especiais interpostos pela Fazenda Nacional e pelo Contribuinte em face do Acórdão nº 2402002.284, por meio do qual a 2ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da 2ª Seção de Julgamento do CARF, por unanimidade, deu parcial provimento ao recurso voluntário do contribuinte para adequação da multa ao art. 32A da Lei n° 8.212/91, caso mais benéfica e para excluir da autuação a parte da multa aplicada relativa aos RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 81 08 .0 01 30 9/ 20 07 -6 9 Fl. 431DF CARF MF Processo nº 18108.001309/200769 Resolução nº 9202000.194 CSRFT2 Fl. 432 2 pagamentos efetuados a título de bolsa de estudos para custeio de cursos de capacitação e qualificação profissional. Segue abaixo a ementa da decisão recorrida: Acórdão nº 2402002.284 ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2000 a 30/06/2006 DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE N. 08 DO STF. É de 05 (cinco) anos o prazo decadencial para o lançamento do crédito tributário relativo a contribuições previdenciárias. AUTO DE INFRAÇÃO. CORRELAÇÃO COM O LANÇAMENTO DAS OBRIGAÇÕES PRINCIPAIS. OBSERVÂNCIA DO JULGAMENTO DAS NFLD´S RESPECTIVAS. Em se tratando o presente lançamento de obrigação acessória com relação direta e de dependência em face dos lançamentos principais, a sorte do julgamento do Auto de Infração deve obedecer ao que decidido no julgamento das NFLD´s respectivas. MULTA MORATÓRIA. CONFISCO. ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO TRIBUTARIA Não cabe ao CARF a análise de inconstitucionalidade da Legislação Tributária. SUPERVENIÊNCIA DA LEI 11.941/09. FUNDAMENTO LEGAL A SER UTILIZADO PARA O CÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA APLICADA AO CONTRIBUINTE. INFORMAÇÕES EM GFIP. ART. 32A da Lei 8.212/91. Em razão da superveniência da Lei 11.941/09, uma vez verificado que o contribuinte apresentou Guias de Recolhimento de FGTS e Informações a Previdência Social GFIP com informações que não compreendiam todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias, deve ser considerado, para fins de recálculo da multa a ser aplicada, o disposto no art. 32A da Lei 8.212/91. Recurso Voluntário Provido em Parte. Resultado do Procedimento Fiscal: Documento Período Número Data Valor NFLD 01/2000 06/2006 370113578 20/09/2006 226.496,04 NFLD 11/2000 0612006 370113624 20/09/2006 93.857,44 NFLD 11/2000 0612006 370113632 20/09/2006 165.314,53 NFLD 01/2000 06/2006 370113640 20/09/2006 139.196,82 GPS 04/2003 06/2006 000000291 20/09/2006 22.814,56 AI 09/2006 09/2006 370113748 20/09/2006 346.211,61 Fl. 432DF CARF MF Processo nº 18108.001309/200769 Resolução nº 9202000.194 CSRFT2 Fl. 433 3 Foi interposto Recurso Especial pela Fazenda Nacional, visando à : a) Exclusão de multa por descumprimento de obrigação acessória; b) Cálculo da multa mais benéfica ao contribuinte para os fatos geradores ocorridos antes da Medida Provisória (MP) nº 449/2008, atualmente convertida na Lei nº 11.941/2009, e não declarados em GFIP. rediscussão das Penalidades/Retroatividade Benigna AIOP/AIOA: fatos geradores anteriores à MP nº 449, de 2008, tendo sido admitido. O Contribuinte apresentou Contrarrazões pugnando pela manutenção do a quo quanto a exclusão da multa por descumprimento de obrigação acessória, acompanhando os termos dos lançamentos principais, consignando, ainda: . Ainda: Fl. 433DF CARF MF Processo nº 18108.001309/200769 Resolução nº 9202000.194 CSRFT2 Fl. 434 4 O Contribuinte apresentou Recurso Especial sob a matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Decadência/Prescrição Pagamento apto a atrair o art. 150, § 4º, do CTN, tendo sido admitido. A Fazenda Nacional apresentou Contrarrazões pugnando pela manutenção do a quo. Fl. 434DF CARF MF Processo nº 18108.001309/200769 Resolução nº 9202000.194 CSRFT2 Fl. 435 5 É o relatório. Voto Diante de todo exposto voto no sentido converter o julgamento do recurso em diligência à Sesej, para providenciar a apensação do presente processo ao de nº 35564.005332/200683, com retorno dos processos à relatora, para julgamento conjunto, se possível. É como voto (assinado digitalmente) Patrícia da Silva. Fl. 435DF CARF MF
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