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Numero do processo: 13708.000281/91-69
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Assim, uma vez julgado improcedente o arbi- tramento de lucro levado a efei- to no processo instaurado contra a pessoa jurídica, torna-se inca bivel o lançamento reflexo proc dido contra a pessoa física do sOcio (cooperado) sob o mesmo suporte fático. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por JACOP LAM., ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro 0211 selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em DAR provi- mento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a in tegrar o presente julgado. SessOes, em 21 de maio de 1992 7 -dOw MAR ÁM S r F --) - PRESIDENTE E RELA- / TORA .Á) VISTO EM AFG1 O - LS, FERREIR E CAMPOS - PROCURADOR DA FAZEN SESSÃO DE: DA NACIONAL ir —n V.V CCPAOP,i O tla4.10f1 J. Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: Carlos Alberto Gonçalves Nunes, SandrO Martins Silva, Celso Alves Feito sa, Raul Pimentel, Jezer de Oliveira Cãndido e Sebastião Rodrigues Ca- bral Ausente, justificadamente, o Conselheiro Francisco de Assis Miran • da.( \\ - - • SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N? lb708/000.281/91-69 RECURSO PO: 70.092 Aummict 101-81J.565 RECORRENTE: UACOB LAM RELATÕRIO O contribuinte acima identificado recorre a este Conselho de decisão do Sr. Chefe da Divisão de Tributação da DRF no Rio de Janeiro (RJ) Que, por delegação de competência, julgou procedente a exigência fiscal formalizada no 2AUto de Infração de fls.01. Trata-se de tributação reflexa de outro processo instaurado contra a pessoa jurídica da qual o contribuinte parti cina na condição de médico cooperado - UNIMED - RIO COOPERATIVA' DE TRABALHO MnDICO NO RIO DE JANEIRO -, na ãrea do Imposto de Penda-Pessoa Jurídica, protocolizado na repartição de ori gem sob o n9 10768-022.698/90-44. Nestes autos cogita-se da cobrança do imposto de renda-pessoa física, em virtude de inclusão na Cédula "F" das de clarações de rendimentos do epigrafado relativas aos exercícios' de 1986 a 1990, ano-base de 1985 a 1989, de parcela do lucro ar- bitrado na aludida sociedade cooperativa, a ele considerada auto maticamente distribuída, na proporção de sua quota-parte no capi tal social daquela sociedade, com fundamento no diposto nos ar- tigos 34, inciso I e 403 do RIR/80 e no 49 do artigo 39 da Lei n9 7.713, de 22.12.88. A autoridade julgadora de primeira instância, em observância ao Princípio da decorrência, dispensou a presente/ 0A.orr.'rr- SECO!' t99 055 ' 9C hls' SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO M9 1 1 708/000.281/91-69 3 Acórdão n9 101-83.565 exigência o mesmo tratamento dado ã tributação formalizada no processo matriz, ou seja, julaou procedente a ação fiscal,no mé- rito e retificou o lançamento de ofício, aaravando-o, conforme decisão de fls.27 /J0 sob os fundamentos sintetizados na seauinte ementa: "IMPOSTO DE RENDA - PESSO FÍSICA Aplica-se aos procedimentos intitulados decorrentes ou reflexos, no que a~r, o de cidido sobre a ação fiscal que lhes deU oriaem, por terem suporte fático comum. O lucro arbitrado, diminuído do imposto e do adicional incidente sobre o mesmo na pessoa jurídica, é considerado, Dor impo- sição leaal, distribuído a favor dos sócios ou acionistas de sociedades não anónimas, inclusive as constituídas sob a forma de cooperativa, não elidindo tal presunção a ausência de efetiva distribui ção de lucros pelas referidas sociedades: AÇÃO FISCAL PROCEDENTE, NO M2RITO, E LAN- CAMENTO RETIFICADO DE OFICIO." Dessa decisão o contribuinte foi cientificado em 30/10/ 1991 e, inconformado, inaressou em 31 /10/1991 com o re- curso voluntário de fls. 4/45. Como razões do anelo, o contribuinte se reporta' aos fundamentos apresentados no processo principal./_' 'itAk I I r\---\ 2 o relatório. ‘<.) SEM/IÇONUICORDERAL PROCESSO 1\79 11:170P/000.2P1/91-69 4 AcOrdão n9 101-EM.565 VOTO_ Conselheira Mariam Seif, Relatora O recurso e tempestivo e está amparado no artigo 33 do Decreto n9 70.235/72. Dele, portanto, conheço. Conforme relatado, a tributação objeto do presen te processo e decorrente da exiaência fiscal formalizada contra' a pessoa jurídica da qual o recorrente participa na condição de medico coonerado - UNIMED - RIO COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO NO RIO DE JANEIRO -, nos autos do processo n9 10768-022.698/90-44, cujo recurso foi protocolizado neste Conselho sob o n9 101.176. Tratando-se de tributação reflexa, o seu suporte fãtico e o mesmo Que embasou a exiaência procedida no processo principal, não comportando, por isso mesmo, uma anreciação des-- vinculada da levada a efeito naauele processo, Isto poraue,seaun do remansosa jurisprudência deste Coleaiado "o decidido no pro- cesso da pessoa jurídica, Quanto ã materia que, por sua natureza ou decorrência de lei acarrete reflexo na tributação das pessoas físicas ou na fonte, faz coisa julaada nos processos decorrentes, eis aue houvesse possibilidade de novo pronunciamento sobre os mesmos fatos poder-se-iam estabelecer eventuais contraditórios ' desaconselhãveis sob o ponto de vista social e legal". Como o processo principal foi objeto de delibera ção deste Cole giada em sessão realizada em 02/12/91, não cabe nestes autos reabrir a discussão em torno da existência ou insubsitencia do suporte fãtico da exigência, uma vez que a mate ria já foi amplamente debatida e examinada naauela ocasião. Na oportunidade, esta Câmara, por unanimidade de - votos, deu Provimento ao recurso, com faz certo o acórdão n9 101-82.389, assim ementado:/ DROCESSO M9 1 1,17OP/000.281/91-69 5SERVIDO PUBLICO FEDERAL Accirdão n9 101-8.565 "ARBITRAMENTO DE LUCROS - Cooperativa - Es crituração sem destaaue das receitas das diversas atividades - O arbitramento de lu cros é procedimento reservado aos casos de. inexistência de escrituração contãbil regu lar e aplicãvel apenas nas hi pOteses le- gais previstas nos incisos I a VI do arti- ao 399 do RIR/80, entre as quais não se in clui a aue fundamentou a ação fiscal. Ã- falta de destaque das receitas se gundo sua oriaem (atos cooperativos, não cooperati- vos e incompatíveis com o regime cooperati vo) não autoriza, pois, o arbitramento de lucros. No caso recomenda-se a tributação' do resultado global da cooperativa, com ba se no lucro real, por ser im possível a de- terminação de parcela desse lucro alcança- da pela não incidência tributária." Tornado insubsistente aue foi o lucro arbitrado, embasador do credito tributário constituído no processo Princi- pal, que, por sua vez, constitui a crOpria base de cálculo o crê_ dito tributário ora exiaido, observado, ainda, o princí p io da decorrência, outra não Poderá ser a decisão neste recurso. Nesta ordem de juízo, am provimento ao presente' recurso. - q .iRE, 21 de maio de 1992 (7-' , ___-,001!),_ MAR ! . 1F' - RELATORA I i \\-_,`" L /, , ,. ._ : ;, ,, , :, ,:,,,. Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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Numero do processo: 00008.100479/27-80
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Numero do processo: 00007.200060/34-80
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Recorrido DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM BARRA DO PIRAI (RJ) IRPJ - ARBITRAMENTO DO LUCRO - É licito ar bitrar-se o lucro, preferentemente sobre- a receita bruta,para cobrança do imposto de renda, quando a pessoa juridica,inclusi ve empresa individual equiparada, não cum:- pre as condiç8es da lei para, através de escrituração contébil regular, demonstrar a apuração de lucro real. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ALIFER INDOSTRIA E COMÉRCIO LIMITADA: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Con_ selho det.tribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso V), 11Sala das ', ,e s8-1, (DF), em 20 de outubro de 1981. , f_Ary AMADe01. s. -4' 0 1.550 DEZ - PRESIDENTE 444. A1 r .,,..*: , .4#M1 , , R - RELATOR0000,4 .. .1,Jiç ir VISTO EM di 0, tA.'EMILSON BA*Tip. DE C A HO - PROCURADOR DA FAZENDA._, SESSÃO DE2 3 cui iggi i NACIONAL Participaram, ainda, do presente julg. -n.o, os seguintes Conselhei- ros: FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, CARLOS , .BERTO GONÇALVES NUNES, AGOS- TINHO SERRANO FILHO, RAUL PIMENTEL, LUIZ ANDRÉ NETO (Suplente) e OLAVO JOÃO GALVÃO (Suplente). ,-•' ~ SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N. 0720/006.034/80 RECURSO N.° :— 83.884 ACÓRDÃO N.° : 101-72.695 RECORRENTE: ALIFER INDÚSTRIA E COMÉRCIO LIMITADA RELATÓRIO ALIFER INDÚSTRIA E COMÉRCIO LIMITADA, empresa esta_ belecida em Barra Mansa, Estado do Rio de Janeiro, sujeitou-se à ação fiscal direta e externa, efetuada em seu domicílio, da qual resultou a lavratura do Auto de Infração de fls. 04, para cobrança do crédito tributário relativo aos exercícios de 1977 a 1980, de- corrente do arbitramento do lucro pela aplicação do coeficiente de 15% sobre a receita bruta, apurada através de levantamento feito pelo livro de Registro de Saldas de Mercadorias, por falta de apre sentação das respectivas declarações de rendimentos, com o livro Diário n9 02, registrado, na Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro, sob o n9 673, em 10.06.1977, com a escrituração paralisa- da, no ano-base de 1976, a fls. 45, sem que o balanço estivessecom pletamente transcrito, como consta do termo a fls. 03. A empresa contestoua cobrança do crédito tributá- rio, na conformidade da petição de reclamação de fls. 08, alegando que desconheciao motivo pelo qual o responsável pela escrituração contábil a deixara em atraso na parte da escrituração comercial e por conseguinte o livro Diário, fato que somente lhe chegara ao conhecimento com a notificação fiscal, para afinal solicitar for_ ma mais branda de tributação, ou seja o levantamento do débito fis cal pelo lucro real. , gt Pela Decisão n9 177/81, a fls. 12/14, o Del df$ D M F - RJ/1.° C - C - Secgraf - V iço /75 , 3. SERVIÇO PÚBLICO FEDERALPrOCBSSO n9 0720/006.034/80 Acórdão n9 101-72.695 da Receita Federal em Barra do Pirai, considerando que a empresa não apresentara as declaraçOes de rendimentos dos exercícios de..- 1977 a 1980, que a escrituração do livro Diãrio estava paralisada 1 no ano-base de 1976 e que, na conformidade do termo de fls. 03,ine 1 xistiam diversos livros comerciais e fiscais e entre eles o livro de Registro de Inventário e o Livro de Apuração do Lucro Real, jul I 1 gou procedente a ação fiscal. 1 I Contrariada pela decisão singular, a autuada afere 1 ceu, tempestivamente, o recurso constante da petição de fls. 18/19, l, , na qual volta a afirmar que ignora os motivos pelos quais a escri- turação se encontrava em atraso, porém que o autuante conseguira a _ purar a receita bruta em livro que se achava escriturado e por fim 1 pede que se baixe o processo em iligência para se proceder perícia [ contábil em sua escrituração a, . i , 99 2 o relatório. 1 I 1-i i 1 , . SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0720/006.034/80 4. Acórdão n9 101-72.695 VOTO Conselheiro SYLVIO RODRIGUES, Relator: A matéria aberta ao debate envolve questão atinente ao arbitramento do lucro, que pode ser examinada quanto aos fatos ocorridos antes e depois do advento do Decreto-lei n9 1.648, de 18.12.1978, em face dos exercícios abrangidos pela ação fiscal. To- davia, como foi aplicado um só coeficiente, e por sinal o mínimo, sobre a base do arbitramento, que teve por supedâneo a receita bru- ta, elemento preferido, em casos idgnticos, para fins de cálculo e - É icobrança do tributo devido, e como o arbitramento do lucro não sur- giu com o advento do Decreto-lei n9 1.648/78 citado, pois ele já an [ _ tes existia, também, no coeficiente mínimo de 15%, como se verifica do artigo 149 do RIR/75, e assim dada a prova dos autos pode-se ad- mitir cabível, em qualquer dos exercícios examinados, o que se disser mesmo em relação ás novas disposiçOes legais. - I' Embora o artigo 485, alínea "a", do RIR/75, repro- duzido no artigo 678, inciso I, do RIR/80 determine que o lançamen- to de ofício fax-se-á arbitrando os rendimentos mediante os elementos de que se dispuser, nos casos de falta de declaração, o fato é que , a falta da declaração de rendimentos, por si só, não é mil:frio-lbe para a- poiar o arbitramento do lucro, e assim torna-se necessário compreen _ I der o verdadeiro significado da expressão "mediante os elementos de que se dispuser". Esses elementos se encontram no domicílio fiscal 1 da pessoa jurídica contribuinte, onde a autoridade tributante pode dispor deles, inclusive tornando conhecida a receita bruta, para , fins do arbitramento do lucro, quando cabível. 1 II Nesta linha de raciocínio, verificada a falta da declaração de rendimentos, a medida preliminar a ser tomada consis- I 1, te em saber se porventura se trata de pessoa jurídica que possa ser submetida à tributação com base no lucro real, forma comum de 1 incidência tributária, pois, embora se encontre a citada pessoa ju- rídica apenas omissa no cumprimento da obrigação acessória pertinen I _ te à prestação da declaração de rendimentos faltantes, se estiver ai I 1mantendo escrituração nos termos das leis comerciais e fiscais =_n . •:4 f : , . i, SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0720/006.034/80 5. , , Acórdão n9 101-72.695 ,!,,,,, se tiver elaborado as demonstrações financeiras de que trata o §_ 49, art. 79, do Decreto-lei n9 1.598, de 26.12.1977, o arbitramen ! ,, to do lucro não terá, nessa hipótese, cabimento. Se, porém, con- firmar-se que a pessoa jurídica, inclusive empresa individual e- 1 quiparada, não atende aqueles requisitos legais para lhe ser defe 1 rida a tributação pelo lucro real, a autoridade fazendária, com , ! base no disposto no artigo 149 do RIR/75 ou no artigo 79, inciso 1! 1, do Decreto-lei n9 1.648/78 (art. 399, inc. I, do RIR/80), fixa 1_ rá o lucro arbitrado em percentagem da receita bruta, quando co- nhecida, nos termos do citado art. 149 do RIR/75 ou do artigo 89 ,do aludido Decreto-lei n9 1.648/78 (art. 400 do RIR/80). 1! : Para que essa verificação se faça, é necessária a - 1 ida do representante fiscal ao domicílio da pessoa jurídica_omiSsa,, onde, por força dos comandos da lei, os elementos ali lhe são franquea !, dos, ficando à sua disposição, inclusive, se for o caso de não es tarem sendo observados os requisitos legais, para colher-se o tri - 1_ buto com base no lucro real, tem ele a oportunidade de levantar o ! montante da receita bruta sobre a qual preferentemente o arbitra- I, mento do lucro se assenta. 1',, f- Quando a fiscalização compareceu à sede da recor- rente, a fim de conferir-lhe a situação fiscal, verificou que ela 1!não havia prestado as declarações de rendimentos dos exercícios: de , 1977 a 1980, que a escrituração do livro Diário estava paralisada no ano-base de 1976, sem transcrição do balanço e que não possuía 1 ! _ 1 1 vários livros fiscais, inclusive o Registro de Inventário e o Li- , !, ,r, vro de Apuração do Lucro Real, razão por que lavrou o Auto de In 1 fração de fls. 04, mediante o arbitramento do lucro pela adoção L do coeficiente de 15% aplicado sobre a receita bruta. 1 O arbitramento do lucro, em hipótese idêntica à 1! 1 dos autos, quanto aos exercícios de 1979 em diante, se faz de for ma definitiva, no instante em que se verifica o descuTwimento das condições da lei, por falta de escrituração regular, meio material de conferência do lucro real, em vista das alteraçOes introduzidas 1 na legislação do imposto de renda pelo Decreto-lei n9 1.648, de $ 1 18.12.1978, e diferentemente do que ocorria no passado, quando,(01 i /:::; 1› ! 1 1 I I 6. SERVIÇO PÚBLICO FEDERA L PrOCeSSO n9 0720/006.034/80 AcOrdão n9 101-72.695 pessoa jurídica viesse a demonstrar, na fase de reclamação, que jã fizera escrituração contãbil, inclusive apresentando capia do ba- lanço patrimonial levantado, isso não mais prevalece, pois o ideal legislativo atualmente vigorante consiste em obrigar o contribuin- te a dar cumprimento ã lei dentro dos prazos oficialmente marcados. Se a pessoa jurídica tinha prazo para fazer a escrituração dos li vros contãbeis, e não os escriturou, se tinha data certa para ela- borar as demonstrações financeiras, e não as elabora, se tinha dia fixado até quando deveria prestar as declarações de rendimentos, e não as presta, o que poderia a recorrente esperar senão o arbitra- mento do lucro. A recorrente confessa que os seus livros se deixa- 5 ram de escriturar e ainda pede que se baixe o processo em diligên cia para se proceder a uma perícia contãbil na escrituração. O pe- dido não tem sentido, pois, nem mesmo na fase de reclamação, quan- to aos exercícios anteriores a 1979, ela conseguiu comprovar a existência de escrituração regular. Ante o rlk pw to, julgar elo improvimento do recur- so é o voto do relator t op NW 1fr,____ RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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Numero do processo: 11065.002747/92-83
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Numero do processo: 13984.000210/92-41
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FABIO PNFIgz; ITDA. R.r.r,rr4H;:k. DRF FM -InACARA(P1-) TRPJ - OMISSO 1-3F RECEITAS - MEIOS DF PROVA - A omis=..ãn de rceii. a ,v--., quando sua prova não estiver estabelecida na legislação fiscal, pode realizar-se por todos os meios admitidos em Direito, in clusive presuntiva com base em indicios veementes, sendo livre a convição do ,'L.1,-,--r. Vistos, relatados e discutidos os autos de recurso vo- luntário intekpu-.1u por FÁBIO PNEUS LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira C2mara do Primeiro Con selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provi mento ao recurso interposto, nos termos do voto do relator. Sala das Sessbes, em 19 da-outubro de 1994 1 ,00, . ' Elif-ii..!T ;ri P!7" 4 F -- Presidente , KAZHKT -.44InRARA - Ri...lal-or7 LUIZ FERNANDO 01 7 1EIRA LE MORAFS - Procurador d.R F.,..,--,.~- /,---- da Nacional VISTO EM RFRRAn DE g 1 1 mrI l i Anni 1 1 IMUV luza SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 13984-000.210/92-41 1-A Acórdão n9 101-87.255 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei ros: JEZER DE OLIVEIRA CÂNDIDO, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, RAUL PIMENTEL, ROBERTO WILLIAM GONÇALVES e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. Ausente, justificadamente, o Conselheiro CELSO ALVES FEITOSA4 I-, :X) a < n 1,4 ri Ci C4 Cl. Cl. "..1:1 ".t::' ',X) ELI 1-4 1:1 1.,,, 11) 1,,,) C1 L.1 C 1 al 1'D hl r) ril :',3) 1.-1 3 X1 1,11 Ti 1,, ..,(1 'i O Di ri r.") 1:1 ("1 Ci r+ ",.. 1 111 e I-, C) XI C:" `11: 1-4 0.1 (3 ai in 3)éiii ,, ii.., III ai IA () ::T) 0.1 "„T3 hl (.1.) CL ,..2.. "n . i'....4 a 1-, cr rui' O ,..Z1 1111 a) O' ..., ri. r_p III ""r III O O 111 13 C) XI IT1, 1 P. 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"Cl 1.0, 111 1... 1,1 ....; 13,i +1 MTNTSTÉRin DA FAZENDA PRIMEIRO nONSELHO nr í.".:ONTRIRHTNTEç PROCESSO NO 13984.000210f92-41 Acórdão n2 101-87.255 e não encontro qualquer resquício de arbitrariedade OU irreoula rioade que possa macular aquela decisão e muito pelo contrArin, os autos foram lavrados e conduzidos com muita compef -é-ncia e ob- servado o direito de ampla defesa que tem direito o contribuinte e, portanto, a exio -ëncia deve r-"-f-"-=3"- mantida sem qualquer reparo De todo o exposto, voto no-sentido de negar provimento ao recurso voluntário interposto Brasília(DF) 19 de outubro de 1994 KAZUKI SHIOBARA Relator o>„ ,W -(144' Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1 _0001200.PDF Page 1 _0001300.PDF Page 1 _0001400.PDF Page 1 _0001500.PDF Page 1
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Numero do processo: 16024.000412/2007-96
Data da sessão: Fri Jan 29 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Fri Jan 29 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
Exercício. 2003
LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO. NULIDADES. INOCORRÊNCIA. Há que
se afastar as preliminares de nulidade arguidas na situação em que resta
sobejamente demonstrada a inexistência das máculas apontadas. No caso
vertente, a autoridade autuante cuidou de detalhar, em Termo próprio,
cientificado ao contribuinte na mesma data da lavratura do auto de infração,
as infrações apuradas, especificando, também, na própria peça acusatória, a
multa lançada e o respectivo enquadramento legal.
DECADÊNCIA. Na ocorrência de dolo, fraude ou simulação, a teor do
parágrafo 4° do art. 150 do Código Tributário Nacional, a regra de decadência
ali prevista não opera. Nesses casos a melhor exegese é aquela que direciona
para aplicação da regra geral estampada no art. 173, I do mesmo diploma
legal (Código Tributário Nacional).
DEPÓSITOS BANCÁRIOS. A partir da edição da Lei n° 9.430, de 1996,
caracterizam-se omissão de receita os valores creditados em conta de
depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em
relação aos quais o titular, reg,ulaimente intimado, não comprove, mediante
documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas
operações.
PIS/COFINS. BASE DE CÁLCULO. Restando demonstrado que o
lançamento teve por base receitas auferidas em decorrência da realização do
objeto da pessoa jurídica, descabe apreciar questão relacionada à eventual
inconstitucionalidade da lei que incluiu nas bases de cálculo das exaçõ es
receitas de outras naturezas
MULTA QUALIFICADA. Se os fatos apurados pela Autoridade Fiscal
permitem caracterizar o intuito deliberado da contribuinte de subtrair valores
à tributação, é cabível a aplicação, sobre os valores apurados a título de omissão de receitas, da multa de oficio qualificada de 150%, prevista, à época
da ocorrência dos fatos, no inciso II do artigo 44 da Lei n°9.430, de 1996.
Numero da decisão: 1302-000.162
Decisão: Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, manter a multa qualificada e afastar a decadência, nos termos do relatório e voto que interam o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Paulo Jacinto do Nascimento, Benedicto Celso Benicio Júnior e Irineu Bianchi que afastavam a multa qualificada e reconheciam a decadência. Por unanimidade de votos, negar provimento em relação às demais matérias.
Matéria: IRPJ - AF- lucro presumido(exceto omis.receitas pres.legal)
Nome do relator: WILSON FERNANDES GUIMARAES
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Recorrida Y TURMA/DRJ-RIBEIRÃO PRETO/SP ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Exercício. 2003 LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO. NULIDADES. INOCORRÊNCIA. Há que se afastar as preliminares de nulidade arguidas na situação em que resta sobejamente demonstrada a inexistência das máculas apontadas. No caso vertente, a autoridade autuante cuidou de detalhar, em Termo próprio, cientificado ao contribuinte na mesma data da lavratura do auto de infração, as infrações apuradas, especificando, também, na própria peça acusatória, a multa lançada e o respectivo enquadramento legal. DECADÊNCIA. Na ocorrência de dolo, fraude ou simulação, a teor do parágrafo 4° do art. 150 do Código Tributário Nacional, a regra de decadência ali prevista não opera. Nesses casos a melhor exegese é aquela que direciona para aplicação da regra geral estampada no art. 173, I do mesmo diploma legal (Código Tributário Nacional). DEPÓSITOS BANCÁRIOS. A partir da edição da Lei n° 9.430, de 1996, caracterizam-se omissão de receita os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, reg,ulaimente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. PIS/COFINS. BASE DE CÁLCULO. Restando demonstrado que o lançamento teve por base receitas auferidas em decorrência da realização do objeto da pessoa jurídica, descabe apreciar questão relacionada à eventual inconstitucionalidade da lei que incluiu nas bases de cálculo das exaçõ es receitas de outras naturezas MULTA QUALIFICADA. Se os fatos apurados pela Autoridade Fiscal permitem caracterizar o intuito deliberado da contribuinte de subtrair valores à tributação, é cabível a aplicação, sobre os valores apurados a título de omissão de receitas, da multa de oficio qualificada de 150%, prevista, à época da ocorrência dos fatos, no inciso II do artigo 44 da Lei n°9.430, de 1996. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, manter a multa qualificada e afastar a decadência, nos termos do relatório e voto que interam o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Paulo Jacinto do Nascimento, Benedicto Celso &Meio Júnior e Irineu Bianchi que afastavam a multa qualificada e reconheciam a decadência. Por unanimidade de votos, negar provimento em relação às demais matérias. MARCOS RODRIGUES DE MELLO - Presidente WILSON ERNA N.'"'" IMA • S - Relator , EDITADO EM: 26 A P 2 Participa -C.; do • — -nte julgamento os Conselheiros: Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jacinto do Nascimento, Albertina Silva Santos de Lima Benedicto Celso Benicio Júnior Natanael Vieira dos Santos Irineu Bianchi e Marcos Rodrigues de Mello. 2 Processo n° 16024.000412/2007-96 SI-C3T2 Acórdão n.° 1302-00.162 Fl. 2 Relatório DEGRADE CONFECÇÕES PORTO FELIZ LTDA., já devidamente qualificada nestes autos, inconformada com a decisão da 3 a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento Ribeirão Preto, São Paulo, que manteve, na íntegra, os lançamentos tributários efetivados, interpõe recurso a este colegiado administrativo objetivando a reforma da decisão em referência. Trata o processo de exigências de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e reflexos (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido — CSLL, Contribuição para Financiamento da Seguridade Social — COFINS e Programa de Integração Social — PIS), relativas ao ano-calendário de 2002, formalizadas a partir da constatação de omissão de receitas, caracterizada pela ausência de comprovação da origem de depósitos/créditos em contas bancárias titularizadas pela fiscalizada. Extraem-se dos autos as seguintes informações: - o procedimento fiscal teve inicio em razão da incompatibilidade entre a movimentação financeira da contribuinte e a receita bruta declarada no ano de 2001; - após duas concessões de prorrogação de prazo para apresentação espontânea dos extratos bancários, a contribuinte permaneceu silente, motivo pelo qual foi promovida requisição às instituições financeiras; - sendo intimada a comprovar a origem dos recursos creditados em suas contas-bancárias, a contribuinte não logrou fazê-lo, tendo impetrado mandado de segurança (2005.61.10.013823-7), cuja sentença, proferida em 26 de maio de 2006, determinava que a Receita Federal se abstivesse da prática de quaisquer atos tendentes a quebrar o sigilo bancário cia fiscalizada sem a autorização judicial, bem assim reconhecendo a nulidade dos atos praticados no procedimento de fiscalização n° 0811000/00197/2005 a partir da quebra do sigilo bancário sem o devido amparo judicial; - o procedimento fiscal, que tinha como objeto somente o ano-calendário de 2001, teria sido suspenso em razão da determinação judicial; - foi apurada, também, incompatibilidade entre a movimentação financeira e a receita bruta declarada no ano de 2002, tendo sido expedida intimação para que a contribuinte comprovasse a origem dos recursos utilizados nas operações bancárias; - foram apresentados esclarecimentos (fls. 290 a 301), tendo sido comprovados alguns depósitos ou transferências. Inconformada, a contribuinte apresentou impugnações aos feitos fiscais (fls. 423/470, 565/611, 706/753 e 848/895), por meio das quais ofereceu, em síntese, os seguintes argumentos: 474 3 - que não teria havido descrição pormenorizada dos fatos que ensejaram a constituição do crédito tributário, com prejuízo para a formulação de sua defesa, pois, para ela, sequer seria possível identificar os fatos que desencadearam a lavratura dos autos de infração; - que, apesar de o Decreto n° 70.235, de 1972, dispor, em seu art. 10, que o auto de infração deve conter obrigatoriamente a descrição do fato, o autuante teria se limitado a informar, apenas e tão-somente, no campo "descrição dos fatos e enquadramento legal", que efetuara o lançamento de oficio; - que não constariam, nos autos de infração, descrição das circunstâncias capazes de demonstrar a subsunção da matéria de fato à hipótese abstratamente prevista na norma jurídica (ausência de regular construção da norma individual e concreta necessária para a constituição do crédito tributário); - que, assim, a constituição do crédito tributário estaria eivada de vicio insanável, por manifesto desrespeito ao art. 10, III, do Decreto n° 70.235, de 1972, e dos princípios processuais que regulamentam a matéria, motivo pelo qual requeria a decretação de sua nulidade; - que a fiscalização e a lavratura dos autos de infração seriam atos nulos, pois• teria havido imprecisão dos fundamentos legais indicados nos autos de infração, em manifesto descumprimento do Código Tributário Nacional (CTN) e do Decreto n°70.235, de 1972, tendo sido apenas indicado genericamente diversos enunciados legais, não identificando especificamente quais veículos introdutores de normas foram responsáveis pela autuação; - que a multa deveria ser descrita, por imposição legal, no auto de infração, e não, como no presente caso, no "Demonstrativo de Apuração"; - que no tocante ao auto de infração do IRPJ, Cofins e da CSLL, a multa estaria fundamentada equivocadamente apenas no artigo 44, II, da Lei n° 9.430, de 1996, sendo certo que haveriam normas complementares indispensáveis para a correta tipificação; - que o indeferimento do pedido de prorrogação de prazo para apresentar os documentos que comprovariam a origem da movimentação bancária teria ferido o principio da razoabilidade e da ampla defesa, este consagrado na Constituição Federal (CF), art. 5 0, LV, uma vez que não ocasionaria prejuízo ao Fisco; - que todo o procedimento fiscalizatório teria sido pautado pela quebra de sigilo bancário decretada nos autos do processo n°2006.61.10.010366-5, da 2° Vara Federal de Sorocaba, porém, a sentença proferida estaria viciada por ser genérica, vez que o Magistrado não teria especificado a qual período se referia a quebra do sigilo; - que tratar-se-ia de um equivoco insanável, que macularia todo o procedimento construido com base na referida decisão; - que, no tocante à parte final da sentença, haveria uma anotação a caneta entre as linhas: "(2001 a 2004)", sem a rubrica do Magistrado, tampouco haveria qualquer certidão de que tinha havido autorização judicial para essa anotação; - que tais evidências manchariam indelevelmente os meios utilizados para embasar a constituição do crédito tributário, caracterizando a obtenção de provas por meios ilícitos, em afronta à CF, art. 5 0, LVI, e art. 30 da Lei n° 9.784, de 1999; 4 Processo n° 16024.000412/2007-96 SI-C3T2 Acórdão n.° 1302-00.162 Fl. 3 - que deveria ser reconhecida a nulidade do procedimento fiscal, por evidente afronta à CF, art. 5°, XII e X; - que a ciência do lançamento se deu em 12 de novembro de 2007, se referindo aos tributos supostamente devidos a partir de janeiro de 2002, assim, todos os tributos devidos relativamente às competências anteriores a 12/11/2002 já teriam sido alcançados pela decadência; - que o Fisco, na conformação da regra matriz do imposto sobre a renda, estaria jungido ao conceito de renda estabelecido constitucionalmente e deveria tributar a riqueza nova, o acréscimo patrimonial, o saldo positivo entre dois instantes de tempo; - que, ao considerar como base de cálculo do IRPJ os depósitos bancários, o autuante teria incorrido em afronta ao princípio da estrita legalidade, razão que ensejaria a insubsistência do auto de infração; - que teria feito a apuração do IRPJ com base no lucro presumido, estando obrigada a apurar o PIS e Cofins pelo sistema da cumulatividade, nos termos da Lei n°9.718, de 1998; - que a base de cálculo das referidas contribuições é a receita bruta, entendida como o faturamento decorrente da venda de mercadorias, da prestação de serviços e da realização de ambas as atividades conjuntamente; - que o legislador ordinário ao editar a Lei n° 9.718, de 1998, não poderia alargar o conceito de faturamento, visto que feriria o art. 110 do Código Tributário Nacional; - que o lançamento tributário somente poderia ter sido realizado se tivesse ficado demonstrado cabalmente pelo Fisco que os depósitos bancários apurados seriam fruto da venda de mercadorias da pessoa jurídica, uma vez que transações bancárias, como troca de cheques, contrato de empréstimo, ou mesmo valores recebidos a título de receitas não operacionais, jamais poderiam compor a referida base de cálculo; - que, da mesma forma, a movimentação bancária não poderia servir de base de cálculo da CSLL; - que os lançamentos de oficio realizados com base em extratos bancários ou movimentações financeiras dos contribuintes jamais foram mantidos, seja pelos tribunais administrativos, seja pelo Poder Judiciário; - que, em decorrência da avalanche de lançamentos cancelados judicialmente porque fundados exclusivamente em depósitos bancários, sem averiguação quanto à presença de renda consumida, o Tribunal Federal de Recursos — TER editou a Súmula 182; - que a Lei n° 9.430, de 1996, art. 42, na qual se fundamenta o lançamento realizado, não destoaria da legislação anterior (Lei n° 8.021, de 1990) e não autorizaria a alteração do entendimento já consolidado na doutrina e jurisprudência judicial e administrativa, segundo o qual meros depósitos bancários, ainda que de origem não comprovada, não autorizam o lançamento do imposto de renda, sem a demonstração da existência de renda consumida pelo contribuinte; C. 2... 5 - que a regra do artigo 42 da lei acima citada deveria ser interpretada com as ponderações jurídicas impostas pelos princípios da razoabilidade, da proporcionalidade e da finalidade, por força do art. 2° da Lei n°9.784, de 1999; - que os valores relacionados pelo Fisco como sendo omissão de receitas teriam como suporte documentação idônea e transações legais entre contas-correntes do mesmo titular e compensações de cheques; - que referidos valores, em hipótese nenhuma, representariam riqueza nova, muito menos receita bruta da pessoa jurídica, por isso não poderiam ser base de cálculo dos tributos lançados, na forma do § 2° do artigo 849 do RIR, de 1999; - que anexava laudo com o detalhamento de diversas operações financeiras, com base em documentos bancários, a fim de demonstrar inequivocamente que os valores constantes na planilha elaborada pelo Fisco não representavam base de incidência tributária, motivo pelo qual o critério quantitativo da norma estaria maculado, ensejando a nulidade dos autos de infração; - que não haveria que se falar em crime contra a ordem tributária tampouco em prática reiterada da mesma infração, visto que jamais teria sido autuada anteriormente, e em nenhum momento agiu com dolo nas suas práticas contábeis/fiscais, nem apresentou qualquer embaraço à fiscalização, não devendo, assim, ser aplicada a multa de 150%; - que a prova amealhada aos autos seria frágil para dar suporte ao lançamento tributário e seria insuficiente para servir de apoio a uma acusação de crime contra a ordem tributária e de conduta dolosa; - que, ao afirmar que se tratava de "prática reiterada da mesma infração", teria levantado o Fisco uma questão de ordem objetiva, por isso mesmo deveria informar quais teriam sido os lançamentos definitivos realizados contra ela em outros exercícios analisados, visto que só assim seria sustentável sua assertiva; A então impugnante, solicitou que lhe fosse concedido prazo de sessenta dias para que pudesse apresentar os extratos bancários solicitados junto a algumas instituições bancárias, possibilitando assim a apresentação de novos valores referentes às transações bancárias e que demonstrariam o equivoco na base de cálculo dos tributos lançados. A 3' Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Ribeirão Preto, analisando os feitos fiscais e as peças de defesa, decidiu, por meio do Acórdão n° 14- 19041, de 13 de março de 2008, pela procedência dos lançamentos, conforme ementa que ora transcrevemos. DEPOSITO BANCÁRIO. OMISSÃO DE RECEITA. Evidencia omissão de receita a existência de valores creditados em conta de depósito mantida em instituição financeira, em relação aos quais a contribuinte, regularmente intimada, Mão comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. PRESUNÇÃO LEGAL. ÔNUS DA PROVA. A presunção legal tem o condão de inverter o ônus da prova, transferindo-o para a contribuinte, que pode refutá-la mediante oferta de provas hábeis e idôneas. /'ne9 6 Processo n° 16024.000412/2007-96 SI-C3T2 Acórdão n.° 1302-00.162 Fl. 4 PROVA. EXTRATOS BANCÁRIOS. OBTENÇÃO. Válida é a prova consistente em informações bancárias obtidas por determinação judicial NULIDADE. Somente são nulos os atos e termos lavrados por pessoa incompetente, bem como os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. CERCEAMENTO DE DEFESA Descabe falar-se em cerceamento do direito de defesa quando não comprovado o prejuízo à contribuinte. TRIBUTAÇÃO REFLEXA. CSLL. PIS. COFINS. Aplica-se ri tributação reflexa idêntiáz solução dada ao lançamento principal em face da estreita relação de causa e efeito. JUNTADA POSTERIOR DE DOCUMENTAÇÃO. A juntada posterior de documentação só é possível em casos especificados na lei. INTIMAÇÃO. REPRESENTANTE LEGAL. ENDEREÇAMENTO. Dada a existência de determinação legal expressa, as notificações e intimações devem ser endereçadas ao sujeito passivo no domicilio fiscal eleito por ele. DECADÊNCIA. IRPJ. Tratando-se de lançamento de oficio, o termo inicial da decadência ocorre no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. DECADÊNCIA. CSLL. P15. COFINS. O prazo decadencial para lançamento das contribuições sociais é de dez anos, a contar do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que poderia ter sido efetuado o lançamento. MULTA QUALIFICADA. Caracterizado o evidente intuito de fraudar o Fisco, correta a aplicação da multa no percentual de 1504 MULTA. CARÁTER CONFISCATORIO. A vedação ao confisco pela Constituição Federal é dirigida ao legislador, cabendo à autoridade administrativa apenas aplicar a multa, nos moldes da legislação que a instituiu. INCONSTITUCIONALIDADE. ARGÜIÇÃO 7 A autoridade administrativa é incompetente para apreciar argüição de inconstitucionalidade de lei. Inconformada, a contribuinte apresentou o recurso de folhas 1.018/1.043, por meio do qual renova os argumentos expendidos na peça impugnatória. É o Relatóri "). 1/4 • 8 Processo na 16024.000412/2007-96 SI-C3T2 Acórdão n.° 1302-00.162 Fl. 5 Voto Conselheiro WILSON FERNANDES GUIMARÃES Atendidos os requisitos de admissibilidade, conheço do apelo. Trata a lide de exigências de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (MPJ) e reflexos, relativas ao ano-calendário de 2002, formalizadas a partir da constatação de omissão de receitas, caracterizada pela ausência de comprovação da origem de depósitos/créditos em contas bancárias titularizadas pela fiscalizada. Irresignada com a decisão prolatada em primeira instância, a contribuinte traz razões, em sede de recurso voluntário, as quais passo a apreciar. DESCRIÇÃO DOS FATOS E ENQUADRAMENTO LEGAL Alega a Recorrente que não teria havido descrição pormenorizada dos fatos que ensejaram a constituição do crédito tributário, com prejuízo para a formulação de sua defesa, pois, para ela, sequer seria possível identificar os fatos que desencadearam a lavratura dos autos de infração. Afirma que, apesar de o Decreto n°70.235, de 1972, dispor, em seu art. 10, que o auto de infração deve conter obrigatoriamente a descrição do fato, o autuante teria se limitado a informar, apenas e tão-somente, no campo "descrição dos fatos e enquadramento legal", que efetuara o lançamento de oficio. Diz que não consta, nos autos de infração, descrição das circunstâncias capazes de demonstrar a subsunção da matéria de fato à hipótese abstratamente prevista na norma jurídica (ausência de regular construção da norma individual e concreta necessária para a constituição do crédito tributário) e que, assim, a constituição do crédito tributário estaria eivada de vício insanável, por manifesto desrespeito ao art. 10, III, do Decreto n° 70.235, de 1972, e dos princípios processuais que regulamentam a matéria, motivo pelo qual requer a decretação de sua nulidade. Argumenta que a fiscalização e a lavratura dos autos de infração seriam atos nulos, pois teria havido imprecisão dos fundamentos legais indicados nos autos de infração, em manifesto descumprimento do Código Tributário Nacional (CTN) e do Decreto n° 70.235, de 1972, tendo sido apenas indicado genericamente diversos enunciados legais, não identificando especificamente quais veículos introdutores de normas foram responsáveis pela autuação. Não assiste razão à Recorrente. Com efeito, às fls. 377/379 identifica-se TERMO DE CONSTATAÇÃO FISCAL no qual a autoridade fiscal descreveu, detalhadamente, os fatos apurados. O referido Termo foi devidamente cientificado à Recorrente (fls. 379), na mesma data em que ela tomou ciência dos autos de infração lavrados (12 de novembro de 2007), constituindo peça integrante da autuação, conforme assinalado às fls. 384. Ali, diferentemente do alegado pela contribuinte, cuidou a autoridade fiscal de detalhar o procedimento fiscalizatório realizado, bem como as infrações apuradas. Relativamente ao enquadramento legal, inexiste, também, a imprecisão alegada, eis que os dispositivos legais que serviram de suporte para a efetivação dos 9 lançamentos encontram-se devidamente indicados nas peças acusatórias (fls. 385, 392, 399 e 405) e guardam perfeita correlação comes fatos apurados. DESCRICÃO DA MULTA LANÇADA Alega a Recorrente que a multa deveria ser descrita, por imposição legal, no auto de infração, e não, como no presente caso, no "Demonstrativo de Apuração". Equivoca-se a Recorrente, pois, diferentemente do que aparenta entender, o auto de infração constitui documento composto pelas seguintes peças: INTLMAÇAO; DESCRIÇÃO DOS FATOS E ENQUADRAMENTO LEGAL, que, como no caso vertente, pode ser complementado por Termo aditivo (TERMO DE VERIFICAÇÃO FISCAL ou TERMO DE CONSTATAÇÃO FISCAL); DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO; e DEMONSTRATIVO DE MULTA E JUROS DE MORA. Resta evidente, assim, que a multa foi devidamente descrita no auto de infração, e não em peça apartada como quer fazer crer a contribuinte. ENOUADRAMENTO LEGAL DA MULTA LANÇADA Argumenta a Recorrente que no tocante ao auto de infração do IRPJ, Cofins e da CSLL, a multa estaria fundamentada equivocadamente apenas no artigo 44, II, da Lei n° 9.430, de 1996, sendo certo que haveriam normas complementares indispensáveis para a correta tipificação. Em primeiro lugar, a contribuinte não aponta quais normas complementares seriam essas que deveriam, necessariamente, constar das peças acusatórias. Em segundo, a tipificação legal adotada pela autoridade fiscal revela-se necessária e suficiente à regularidade dos feitos fiscais. Dispunha o inciso II do art. 44 da Lei n° 9.430, de 1996, à época em que os fatos foram apurados: Art. 44. Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: 1- de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; II - cento e cinqüenta por cento, nos casos de evidente intuito de fraude, definido nos arts. 71, 72 e 73 da Lei n°4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. Pois bem, estamos diante de lançamento de oficio, foram detectadas diferenças de tributo e de contribuição, vez que foram constatadas receitas omitidas, e, no entender da autoridade fiscal, a conduta adotada pela contribuinte foi dolosa. Resta evidente, portanto, que inexiste mácula capaz de desautorizar o enquadramento legal aplicado. PRAZO PARA APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS ar io Processo n° 16024.000412/2007-96 S1-C3T2 Acórdão n.° 1302-00.162 Fl. 6 Alega a Recorrente que o indeferimento do pedido de prorrogação de prazo para apresentar os documentos que comprovariam a origem da movimentação bancária teria ferido o princípio da razoabilidade e da ampla defesa, este consagrado na Constituição Federal (CF), art. 5°, LV, uma vez que não ocasionaria prejuízo ao Fisco; Conforme documentos de fls. 276/281, a contribuinte foi intimada em 14 de agosto de 2007 a prestar informações acerca da origem dos créditos bancários. Em resposta, recepcionada em 03 de setembro de 2007, requereu prorrogação de trinta dias que foi devidamente aceita nela autoridade fiscal, conforme assinalado no documento de fls. 285. Em 28 de setembro de 2007, a contribuinte requereu, mais uma vez, prorrogação do prazo por mais 30 dias Diante do fato de que a prorrogação já havia sido deferida anteriormente, a autoridade fiscal consignou: Sr. contribuinte, já foi dado 20 (vinte) dias para atender nossa intimação, com prorrogação por mais 30 (trinta) dias, portanto indefiro o pedido de prorrogação de prazo. Não obstante, em 09 de outubro de 2007, em atendimento ao pedido de esclarecimentos acerca da origem dos créditos bancários, apresentou a correspondência de fls. 290/292, por meio da qual limitou-se a listar e a anexar extratos bancários que supostamente indicavam a ocorrência de transferências bancárias. Portanto, ainda que se desconsidere o fato de que o cerceamento do direito de defesa só se dá a partir da instauração da fase litigiosa do processo e que à autoridade administrativa julgadora é defeso apreciar supostas inconstitucionalidades, os elementos carreados aos autos demonstram que autoridade fiscal agiu com razoabilidade, eis que oportunizou à contribuinte, a partir da disponibilização de prazos elásticos e sua prorrogação, meios para que fossem apresentados os documentos exigidos por meio de intimação regular. AFASTAMENTO DO SIGILO BANCÁRIO Argumenta a Recorrente que todo o procedimento fiscalizatório teria sido pautado pela quebra de sigilo bancário decretada nos autos do processo n° 2006.61.10.010366- 5, da 2 ' Vara Federal de Sorocaba, porém, a sentença proferida estaria viciada por ser genérica, vez que o Magistrado não teria especificado a qual período se referia a quebra do sigilo. Inexiste a mácula apontada. Não obstante o fato de a ação fiscal aqui tratada ter sido direcionada tão- somente para o ano-calendário de 2002, a sentença, trazida aos autos por cópia (fls. 09/12), é cristalina no sentido de acolher o afastamento do sigilo bancário nos timos em que foi requerido pelo parquet federal, isto é, no período de 2001 a 2004. DECADÊNCIA Afirma a Recorrente que a ciência do lançamento se deu em 12 de novembro de 2007, se referindo aos tributos supostamente devidos a partir de janeiro de 2002, assim, todos os tributos devidos relativamente às competências anteriores a 12/11/2002 já teriam sido alcançados pela decadência. Para que se possa analisar a questão decadência toma-se necessário, primeiro, apreciarmos a procedência da imputação de dolo na conduta da contribuinte feita pela Ir autoridade fiscalizadora. Como é cediço, a contagem do prazo decadencial a partir do disposto no parágrafo 4° do art. 150 do Código Tributário Nacional, como pretendida pela Recorrente, só opera nos casos de inexistência de dolo, fraude ou simulação. A autoridade fiscal qualificou a multa e, portanto, considerou dolosa a conduta da contribuinte, por considerar que, no caso, estamos diante de prática reiterada de infração, pois, apesar do lançamento, no presente processo, alcançar apenas o ano-calendário de 2002, a análise que serviu de suporte para o pedido de afastamento de sigilo bancário constatou incompatibilidade entre a movimentação financeira da contribuinte e as receitas declaradas no período de 2001 a 2004. A meu ver, a simples constatação de incompatibilidade entre a movimentação bancária e as receitas declaradas, por si só, não autoriza a conclusão de que os valores que, por presunção da lei, são considerados como provenientes de receitas omitidas, foram intencionalmente subtraído das bases de incidência dos tributos devidos. Isto porque, nessas circunstâncias, estaríamos diante de uma imputação de prática dolosa consubstanciada em presunção. Necessário, portanto, que os elementos carreados aos autos pela autoridade autuante permita identificar prova direta capaz de demonstrar que os valores que transitaram pelas contas bancárias do fiscalizado efetivamente decorriam de receitas auferidas na exploração do seu objeto. No caso vertente, a Recorrente trouxe ao processo o LAUDO PERICIAL de fls. 686/702, do qual releva destacar o seguinte excerto: O presente Laudo Pericial tem por objetivo a análise documental contábil e financeira da empresa DEGRADE CONFECÇÕES PORTO FELIZ ITDA com CNPJ: 00.248.529/0001-29 no período de 01 de janeiro de 2002 a 31 de dezembro de 2002 e, elaborar Demonstrativo Comparativo Depósitos, Empréstimos Financeiros, Operações Financeiras de Desconto de Terceiros (Cheques de Clientes e de Sócios), cheques de transferência entre Contas da mesma titularidade (denominada Operação TB e DOC "D" e, apresentar a Análise do valor apurado pelo Sr. Agente Fiscal, com inclusão e exclusão do montante (base de cálculos) dos impostos e contribuições do Auto de Infração. A partir de tal descrição, o referido LAUDO PERICIAL, detalhando os elementos que serviram de suporte para a análise (contratos financeiros, cheques de clientes, cheques dos sócios, contratos de empréstimos), passa a indicar valores que deveriam ser excluídos da tributação, pois, em razão da origem alegada, não poderiam ser considerados como provenientes de omissão de receitas. Nessa linha, o referido laudo aponta, como origem, depósitos/créditos que seriam provenientes de venda de imobilizado, desconto de cheques de sócios e empréstimos. Cabe destacar que ao citado LAUDO não foi juntado qualquer documento para comprovar o que ali se alegou. Porém, o que é relevante para análise empreendida neste item é a constatação de que o próprio LAUDO PERICIAL trazido pela Recorrente admite, de forma expressa, que valores significativos que transitaram peias suas contas bancárias (de um total de R$ 9.710.074,16 apontado pela autoridade fiscal, o documento indica que deve ser 12 Processo n° 16024.000412/2007-96 S1-C3T2 Acórdão n.° 1302-00.162 Fl. 7 excluída a quantia de R$ 1.002.000,00) decorreram de DESCONTOS DE CHEQUES DE CLIENTES. Não obstante existir registro no LAUDO PERICIAL no sentido de que ele tem caráter preliminar, vez que ali se alega que não teriam sido considerados outros contratos financeiros, o certo e relevante, aqui, é o registro nos autos de que, de forma contumaz, a Recorrente descontava cheque de clientes em suas contas bancárias e não oferecia os valores correspondentes à tributação. Existente, assim, a prova direta da omissão, e, considerada a conduta continuada, tenho por procedente a imposição da multa qualificada. Como já foi dito, presente o dolo, não ha que se falar em aplicação das disposições do parágrafo 4° do art. 150 do Código Tributário Nacional. Logo, a regra de decadência a ser observada é a de natureza geral, estampada no inciso I do art. 173 do mesmo diploma legal. Tratando-se, pois, de lançamentos relativos a fatos geradores ocorridos no período de janeiro a dezembro de 2002, cuja ciência se deu em 12 de novembro de 2007, descabe falar em caducidade do direito, vez que a constituição dos créditos poderia ter sido efetivada até 31 de dezembro de 2007. DEPÓSITOS BANCÁRIOS • Alega a Recorrente que o Fisco, na conformação da regra matriz do imposto sobre a renda, estaria jungido ao conceito de renda estabelecido constitucionalmente e deveria tributar a riqueza nova, o acréscimo patrimonial, o saldo positivo entre dois instantes de tempo. Diz que o auto de infração lavrado apresenta como base de cálculo do IRPJ, exclusivamente, relatório de depósitos bancários, o que, a seu ver, não significa isoladamente que se trata de acréscimo patrimonial. Argumenta que o lançamento tributário somente poderia ter sido realizado se tivesse ficado demonstrado cabalmente pelo Fisco que os depósitos bancários apurados seriam fruto da venda de mercadorias da pessoa jurídica, uma vez que transações bancárias, como troca de cheques, contrato de empréstimo, ou mesmo valores recebidos a titulo de receitas não operacionais, jamais poderiam compor a referida base de cálculo. Afirma que os lançamentos de oficio realizados com base em extratos bancários ou movimentações financeiras dos contribuintes jamais foram mantidos, seja pelos tribunais administrativos, seja pelo Poder Judiciário e que, em decorrência da avalanche de lançamentos cancelados judicialmente porque fundados exclusivamente em depósitos bancários, sem averiguação quanto à presença de renda consumida, o Tribunal Federal de Recursos — TFR editou a Súmula 182. Sustenta que a Lei n° 9.430, de 1996, art. 42, na qual se fundamenta o lançamento realizado, não destoaria da legislação anterior (Lei n° 8.021, de 1990), e não autorizaria a alteração do entendimento já consolidado na doutrina e jurisprudência judicial e administrativa, segundo o qual meros depósitos bancários, ainda que de origem não comprovada, não autorizam o lançamento do imposto de renda, sem a demonstração da existência de renda consumida pelo contribuinte. Diz que a regra do artigo 42 da lei acima citada deveria ser interpretada com as ponderações jurídicas impostas pelos princípios da razoabilidade, da proporcionalidade e da finalidade, por força do art. 2° da Lei n° 9.784, de 1999. Adita que os valores relacionados pelo Fisco como sendo omissão de receitas teriam como suporte documentação idônea e transações legais entre contas-correntes do mesmo titular e compensações de cheques e que referidos valores, em hipótese nenhuma, representariam cr:::„.(rf.7; 13 riqueza nova, muito menos receita bruta da pessoa jurídica, por isso não poderiam ser base de cálculo dos tributos lançados, na forma do § 2° do artigo 849 do RIR, de 1999. Equivoca-se a Recorrente. O lançamento tributário efetivado pela autoridade fiscal encontra suporte na lei, não merecendo recepção, assim, a argumentação de que a constatação da existência de depósitos bancários de origem não comprovada não autorizam o lançamento do imposto de renda. No caso, descabe, também, falar em demonstração da existência de renda consumida, eis que, estando diante de presunção de lei, caberia ao fiscalizado comprovar, por meio de documentação hábil e idônea, a origem dos recursos creditados em suas contas bancárias. Como é cediço, por força do disposto no art. 42 da Lei n° 9.430, de 1996, abaixo reproduzido, os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações, caracterizam-se como omissão de receita. Lei n°9.430, de 1996 [.7 Art.42. Caracterizam-se também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou deinvestimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. §1 0 O valor das receitas ou dos rendimentos omitido será considerado auferido ou recebido no mês do crédito efetuado pela instituição financeira. §2° Os valores cuja origem houver sido comprovada, que não houverem sido computados na base de cálculo dos impostos e contribuições a que estiverem sujeitos, submeter-se-ao às normas de tributação especificas, previstas na legislação vigente à época em que auferidos ou recebidos. §3 0 Para efeito de determinação da receita omitida, os créditos serão analisados individualizadamente, observado que não serão considerados: 1- os decorrentes de transferências de outras contas da própria pessoa fisica ou jurídica; 11-no caso de pessoa fisica, sem prejuízo do disposto no inciso anterior, os de valor individual igual ou inferior a R$ 1.000,00 (mil reais), desde que o seu somatório, dentro do ano- calendário, nao ultrapasse o valor de R$ 12.000,00 (doze mil reais). §4 0 Tratando-se de pessoa física, os rendimentos omitidos serão tributados no mês em que considerados recebidos, com base na tabela progressiva vigente à época em que tenha sido efetuado o crédito pela instituição financeira. GCCr:::-/7 14 Processo n° 16024.00041212007-96 SI-C3T2 Acórdão n.° 1302-00.162 Fl. S § 5° Quando provado que os valores creditados na conta de depósito ou de investimento pertencem a terceiro, evidenciando interposição de pessoa, a determinação dos rendimentos ou receitas será efetuada em relação ao terceiro, na condição de efetivo titular da conta de depósito ou de investimento. § 60 Na hipótese de contas de depósito ou de investimento manadas em conjunto, cuja declaração de rendimentos ou de informações dos titulares tenham sido apresentadas em separado, e não havendo comprovação da origem dos recursos nos termos deste artigo, o valor dos rendimentos ou receitas será imputado a cada titular mediante divisão entre o total dos rendimentos ou receitas pela quantidade de titulares. Releva repisar que, tratando-se de presunção legal relativa, erigida como tal no interesse da Administração Tributária, caberia ao contribuinte trazer os elementos de prova capazes de elidir a pretensão do Fisco. No caso vertente, a contribuinte foi intimada por meio de Termo datado de 14 de agosto de 2007 (fls. 424) a justificar a origem dos recursos movimentados em suas contas bancárias. Em atendimento, limitou-se a listar e a anexar extratos bancários que supostamente indicavam a ocorrência de transferências bancárias. Nessas circunstâncias, há que se manter o lançamento fundado na presunção legal estampada no art. 42 da Lei n° 9430, de 1996, cabendo esclarecer, apenas, que as manifestações doutrinárias e jurisprudenciais citadas na peça recursal só são aplicáveis a fatos geradores ocorridos até 31 de dezembro de 1996. PIS/COFINS - CUMULATIVIDADE Argumenta a Recorrente que apurou do IRPJ com base no lucro presumido, estando, assim, obrigada a apurar o PIS e a Cofins pelo sistema da cumulatividade, nos termos da Lei n° 9.718, de 1998. Alega que a base de cálculo das referidas contribuições é a receita bruta, entendida como o faturamento decorrente da venda de mercadorias, da prestação de serviços e da realização de ambas as atividades conjuntamente. Adita que o legislador ordinário ao editar a Lei n° 9.718, de 1998, não poderia alargar o conceito de faturamento, visto que feriria o art. 110 do Código Tributário Nacional. Diz, ainda, que a movimentação bancária não poderia sei vir de base de cálculo da CSLL. Revela-se imprópria a questão trazida pela Recorrente acerca do alargamento do conceito de faturamento trazido pela Lei n° 9.718/98, vez que o lançamento ora em debate teve por base receitas omitidas, apuradas com base na presunção legal prevista no art. 42 da Lei n° 9.430, de 1996. Neste caso, a conclusão lógica é de que a receita considerada omitida decorre da realização do objeto da pessoa jurídica. No que diz respeito à CSLL, é evidente que se a imputação feita pela autoridade fiscal é de que receitas foram omitidas, o lucro do período revela-se diminuído do montante dessas receitas e, por via reflexa, deve ser exigida a parcela de contribuição correspondente. LAUDO PERICIAL 15 Informa a Recorrente que anexou laudo com o detalhamento de diversas operações financeiras, com base em documentos bancários, a fim de demonstrar inequivocamente que os valores constantes na planilha elaborada pelo Fisco não representavam base de incidência tributária, motivo pelo qual o critério quantitativo da norma estaria maculado, ensejando a nulidade dos autos de infração. O laudo noticiado pela Recorrente, como já dissemos, não traz qualquer documento que permita aferir a veracidade das informações nele consignadas. Diante disso, o referido documento não constitui peça hábil para desqualificar o montante tributável apurado pela autoridade fiscal. Quanto à matéria tributável determinada pela autoridade autuante a partir dos créditos bancários, releva destacar que, em conformidade com assinalado no TERMO DE CONSTATAÇÃO FISCAL, dos créditos em que a Recorrente foi intimada a comprovar as origens, foram excluídos: os estornos relativos aos cheques devolvidos; as transferências de mesma titularidade; as transferências comprovadas (fls. 290/301); os créditos decorrentes de empréstimos bancários; os resgates de aplicações financeiras; e a receita bruta declarada. MULTA QUALIFICADA Afirma a Recorrente que não haveria de se falar em crime contra a ordem tributária, tampouco em prática reiterada da mesma infração, visto que jamais teria sido autuada anteriormente, e em nenhum momento agiu com dolo nas suas práticas contábeis/fiscais, nem apresentou qualquer embaraço à fiscalização, não devendo, assim, ser aplicada a multa de 150%. Alega que a prova amealhada aos autos seria frágil para dar suporte ao lançamento tributário e seria insuficiente para servir de apoio a uma acusação de crime contra a ordem tributária e de conduta dolosa. Sustenta que, ao afirmar que se tratava de "prática reiterada da mesma infração", teria levantado o Fisco uma questão de ordem objetiva, por isso mesmo deveria informar quais teriam sido os lançamentos definitivos realizados contra ela em outros exercícios analisados, visto que só assim seria sustentável sua assertiva. A questão da procedência da multa qualificada já foi abordada na análise da DECADÊNCIA. Não obstante, renovo meu entendimento no sentido de que o LAUDO PERICIAL aportado ao processo constitui prova inequívoca da conduta dolosa da Recorrente, qual seja, movimentar, por meio de contas bancárias, receitas auferidas, sem, contudo, as oferecer à tributação. O quadro abaixo permite visualizar a magnitude das receitas omitidas, cabendo notar que, em que pese o fato de a ação fiscal, no presente processo administrativo, ter ficado restrita ao ano-calendário de 2002, a divergência entre a movimentação financeira da contribuinte e as receitas por ela declaradas foi identificada em quatro anos consecutivos (2001 a 2004). PERÍODO RECEITA DECLARADA RECEITA OMITIDA (R$) (R$) 1° TRIMESTRE 387.509,60 1.495.603,64 2° TRIMESTRE 670.069,34 2.463.350,37 3° TRIMESTRE 905.062,18 2.759.561,81 eir 16 Processo n° 16024.00041212007-96 S1-C312 Acórdão n.° 1302-00.162 Fl, 9 4° TRIMESTRE Í 1.425.792,76 2.991.858,34 Cabe reiterar que a coluna corresponden e à RECEITA OMITIDA decorre de créditos bancarios de origem não comprovada, sendo que a autoridade autuante cuidou de excluir dos referidos montantes os valores correspondentes aos estornos relativos aos cheques devolvidos, às transferências de mesma titularidade, às transferências comprovadas aos créditos decorrentes de empréstimos bancários, aos resgates de aplicações financeiras e à própria receita bruta declarada. Assim, considerado todo o exposto, conduzo meu voto no sentido de negar provimento ao recurso. WILSO FERNA • • ES - Relator 17
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Numero do processo: 19679.001424/2003-06
Data da sessão: Thu Aug 05 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Thu Aug 05 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 1999
Ementa: RECURSO VOLUNTÁRIO, PRAZO, PEREMPÇÃO, O recurso
voluntário contra decisão de primeira instância deverá ser interposto dentro dos 30 (trinta) dias seguintes à ciência da decisão. O recurso perempto não será conhecido.
Numero da decisão: 1103-000.284
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso por perempto, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
Nome do relator: ALOYSIO JOSÉ PERCINIO DA SILVA
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Numero do processo: 10630.000815/89-86
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-81945
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''4-W,:',V+fr annisTívuo DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO PROCESSO N9 10630/000.815/89-86 AFCA Seseao de 15 de agosto ACORDÃO N9de 19 91 1.01-81.945 . , Recurso n 2: 63.273 — PIS/REPIQUE — EXS: DE 1985 a 1988. Recorrente, CLÍNICA ESPECIALIZADA CLINESP LTDA. Recorrida : DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM GOVERNADOR VALADARES /MG . PIS/REPIQUE — EMPRESA PRESTADORA DE SERVIÇOS. A contribuição para o Programa de In- tegração Social, a ser paga com recur sos próprios de empresa prestadora de- serviços, se cobrana modalidade de re pique e se calcula sobre o imposto d-e- renda devido. Vistos, relatados e discutidos os presentes au tos de recurso interposto por CLINICA ESPECIALIZADA CLINESP LTDA , ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Pri- meiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que pas- sam a integrar o presente julgado. - ala •as Sessões (DF), em 15 de agosto de 1991 MA r IA' Air . — PR IDENTE1141 , . , Ilir Koi-vo / I . FRANCISCO D . ASSIS MIRANDA TOR i r---- ,, AF, NSO t E SO FERRE IRA DE POS — PRCCURADOR) DA FAZENDA NA— VISTO EM CIONAL 1 5 NG01991SESSÃO DE: Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conse .. lheiros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, CRISTÓVÃO ANCHIETA D* n, v.v. ,P4'DAMErP/Dr- SECOS N9 064/90 3.0 lid \ 4, 3 PAIVA, CELSO ALVES FEITOSA, RAUL PIMENEEL, CÂNDIDO RODRIGUES NEUBER e JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN. 5;4 • . • • •,;41/4 sanviço Pissuco FEDERAL PROCESSO N° 10630/000.815/89.86 2. mimoso P49 63.273 AÇORDÃO Ne: 101-81.945 RECORRENTE: CLINICA ESPECIALIZADA CLINESP LTDA. RELATÓRIO CLINICA ESPECIALIZADA CLINESP LIMITADA, empresa prestadora de serviços, estabelecida na cidade de Coronel Fabri- ciano, Estado de Minas Gerais, inconformada com a decisão do Dele gado da Receita Federal em Governador Valadares/MG, que lhe inde- feriu a petição impugnativa com a qual se opusera ã exigência da contribuição para o Programa de Integração Social - PIS, articu- la recurso tempestivo, nos termos da petição de fls. 26/27. Trata-se de cobrança da contribuição devida sob a modalidade de PIS/REPIQUE, como se verifica do Auto de Infração de fls. 01, lavrado quanto aos exercícios de 1985 a 1988. A exigência decorre do que consta do processo ori- ginal n9 10630/000.813/89-51, através do qual apurou falta de es- crituração contábil e estar a empresa omissa em apresentar as de- clarações de rendimentosdos exercícios correspondentes. O Recurso n9 98.974, constante do processo origi- nal, seguiu os trâmites legais, tendo esta Câmara lhe negado pro- vimento pelo Acórdão n9 101-8T.862, de 13.08.91. É o relatório. 1Y'4 tworr pitir. -9coe Nt, 065/90 \k SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10630/000.815/89-86 3. Acórdão n9 101-81.945 VOTO Conselheiro FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, Relator: A cobrança da contribuição PIS/REPIQUE de acordo com a prova dos autos se revela mera decorrência do que a fis- calização apurou no processo original instaurado contra a recor rente. O Fundo de Participação do Programa de Integração Social -PIS e constituído por duas parcelas: uma, mediante dedu- ção do imposto de renda devido com participação do Governo, ou- tra, com recursos próprios da empresa, calculada com base no fa- turamento. As empresas, que não realizam operações de vendas de mercadorias, participarão do Programa de Integração Socialcam uma contribuição ao Fundo de Participação através de recursos próprios, de valor idêntico do que for apurado mediante a dedu- ção do imposto de renda devido. Esta se designa por contribuição PIS/REPIQUE. Consta, quanto ao pleito matriz desta decorrência, que a postulante não possuia escrituração contábil, quando a fiscalização compareceu ã sua sede para verificar-lhe a situação fiscal, uma vez que ela não vinha apresentando declarações de rendimentos. As irregularidades, apontadas no processo original, se confirmaram quando esta Câmara julgou com negativa de provi- mento do Recurso n9 98.974 pelo Acórdão n9 101-81.862. Assim, frente ã íntima relacão de causa e efeito, e considerando que a solução proferida no processo matriz cons 1LP v . V . OtA - titui prejulgado aplicável ao processo decorrente,nego pro- vimento ao recurso. , e.-/(3 .41hle FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA - R l'e, Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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Numero do processo: 13807.001455/2004-41
Data da sessão: Tue Jul 06 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Jul 06 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das
Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — Simples
Ano-calendário: 2001, 2002 E 2003
Ementa:
PEDIDO DE INSCRIÇÃO RETROATIVA NO SIMPLES — IMPOSSIBILIDADE POR ATIVIDADE VEDADA, Somente é admissivel o deferimento de pedido de inscrição retroativa no Simples quando a interessada, desde o início, não incorre em nenhuma das condições vedadas e,
deixando de optar em virtude de erro de fato, prova, de forma inequívoca, sua intenção de aderir ao Simples.
Numero da decisão: 1103-000.250
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Gervásio Nicolau Recketenvald
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ementa_s : Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — Simples Ano-calendário: 2001, 2002 E 2003 Ementa: PEDIDO DE INSCRIÇÃO RETROATIVA NO SIMPLES — IMPOSSIBILIDADE POR ATIVIDADE VEDADA, Somente é admissivel o deferimento de pedido de inscrição retroativa no Simples quando a interessada, desde o início, não incorre em nenhuma das condições vedadas e, deixando de optar em virtude de erro de fato, prova, de forma inequívoca, sua intenção de aderir ao Simples.
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termiÁ dote a ório e voto que integram o presente julgado. ALOYSIO JC, INDA SILVA - Presidente, li a O . t GERVÁSICICOLAU R KTENVALD Relator, EDITADO EM: r, nn ti J LU Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Aloysio José Percinio da Silva (Presidente da Turma), Gervásio Nicolau Recketenvald, Hugo Correia Sotero (Vice Presidente), Eric Moraes de Castro e Silva, Mario Sergio Fernandes Barroso e Marcos Shigueo Takata„ Relatório A empresa A S Aero Service Ltda., CNP.' n" 04,234_933/0001-02, vem perante este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais para requerer o reconhecimento de sua inscrição retroativa no Simples, relativamente ao período de 08/01/2001 a 31/12/2003, tendo em vista que o pedido foi parcialmente negado, pois foi deferido pela administração tributária somente a partir de 01/01/2004, e não a partir da constituição da empresa, em 08101/2001, conforme pedido originário. A controvérsia, segundo os autos, iniciou em 27/02/2004, quando a interessada apresentou perante a Receita Federal um pedido de inscrição retroativa no Simples, alegando enquadrar-se, desde então, nas condições da Lei n°9317/96 (ff. 01), Tal pedido, inicialmente, foi negado através da Decisão DICAT n" 3108/2005, da Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária em São Paulo, sob a alegação de que "a atividade econômica que a interessada exerce constitui fator impeditivo à opção pelo Simples" (11. 12). Na sequência, por razões não esclarecidas, em 23/02/2006 foi proferida uma nova decisão - Decisão DICAT n" 271/2006 (fl. 23), ocasião em que foi realizada uma segunda análise da situação por constatada uma mudança de atividade na ficha cadastral do CNN, procedida em 04/11/2003, quando se observou que a atividade informada não mais era vedada, Tal fato possibilitou, então, a inclusão retroativa no Simples, mas apenas a partir de 01/01/2004. Inconformada, a interessada recorreu à URI para ver aceito o enquadramento a partir de 08/01/2001, data da constituição da empresa, arguindo que ela sempre foi optante pelo Simples, isto é, desde a abertura da empresa (fl, 26) A DRI, todavia, manteve a decisão DICAT, ao dizer que "a inclusão na sistemática do Simples com eleitos retroativos está condicionada à demonstração, pela empresa, de que atende as exigências da legislação de regência do regime simplificado" (fl. 45). Desta forma, manteve a inclusão no Simples apenas a partir de 01/01/2004, negando-a no período de 08/01/2001 a 31/12/2003., Diante disso, a interessada recorreu a este Conselho, alegando, em síntese, que nunca procedeu alteração no objeto social da empresa, e que a mudança no CNAE, em 04/11/2003, "simplesmente ..fbi alterada pata manter uma situação que já estava definida desde 2001".. Alega, ainda, que a mudança na ficha do CNN foi feita automaticamente pela Receita Federal (fl. .50). Requer, por fim, que seja reconhecida a inscrição, retroativa para 08/01/2001, e não apenas a partir de 01/01/2004, conforme decidido.. Por fim, e antes do desenvolvimento do voto, cumpre informar que não há nos autos qualquer informação de que a administração tributária tivesse constituído algum lançamento em vista da não aceitação da inscrição no Simples nos anos calendário de 2001, 2002 e 2003, anos em que a empresa já havia entregue suas declarações pelo Simples e em relação aos quais não obteve inscrição retroativa. É o Relatório.. 2 Processo ri" 13807.001455/20041-41 SI-CIT3 Acórdilo n " 1103-00.250 Fl. 2 Voto Conselheiro Gervásio Nicolau Recktenvald O recurso voluntário interposto é tempestivo e foi apresentado por parte legítima. Assim, por reunir os pressupostos de admissibilidade, é conhecido, Conforme se infere da Decisão Dicat n" 271/2006, antes referida, juntada na 23, a interessada não foi aceita no Simples no período de 08/01/2001 a 31/12/2003 por exercer atividade vedada, isto é, a "representação comercial e agentes do comércio", cuja teria sido excluída do rol de suas atividades em 04/11/2003.. Efetivamente, nos termos do inciso XIII do art.. 9" da Lei n" 9..317/96, a atividade de representação comercial é expressamente vedada. Por outro lado, a recorrente, em nenhum momento hostiliza tal constatação, limitando-se a dizer que sempre exerceu a mesma atividade. Diante dessa pobreza de argumentos e provas, e compulsando os autos, verifica-se que o objeto indicado no Contrato Social (ti. 04) é recheado de atividades que são vedadas ao Simples: desde manutenção de aeronaves, até o desenvolvimento de projetos de sistemas para aplicações aeronáuticas ou execução de trabalhos de consultoria e peritagem. Em outras páginas, a exemplo do contido no recibo de entrega da declaração simplificada do ano calendário de 2001 (fl. 56), há a confirmação de que o contribuinte está sujeito ao ISS, o que é um indicativo de que sua atividade não é exclusivamente comercial. Também, na Ficha Cadastral da Pessoa Jurídica — FCPJ, há indicação de que a empresa exerce a atividade de "intermediários do comércio de máquinas„." (fl. 57), sujeitando-se, ainda segundo a mesma folha, ao "IPI/ICMS/ISS" (ff 57)„ Ante tais evidências e constatações, não desfeitas pela defesa, NEGO PROVIMENTO ao recurso voluntário para manter a recorrente afastada do Simples no período de 08/01/2001 a 31/12/2003. É como voto. r,") !Ir GERVÁS NICOLAU RECKTENVALD 3
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PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO NR. 10945-000.762/91-56 . . EAS:I . ..- Seio de 12 de novembro "de 1992 ACORDA() NR. 101-84.357 . RECURSO NR.: 72.087 - CONTRIBUIÇNO SOCIAL - EXe DE,1990 RECORRENTE g UNICON-UNIA0 DE CONSTRUTORAS LTDA. RECORRIDA : DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL em FOZ DO IGUAÇU - PR. TRIBUTAWAO REFLEXA - CONTRIBUIW40 SOCIAL - Par- cialmente provido o recurso voluntário apresentado no processo principal - IRP3 -, por uma relapRó de causa e efeito, é de se prover parcialmente a exigéncia decorrente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por UNICON-UNIA0 DE CONSTRUTORAS LTDA.g. ACORDAM os Membros da Primeira Camara do Primeiro Con- selho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento par- cial ao recurso, para ajustar a exigOncia ao decidido no processo principal, através do Ac. 101-84.317, de 11.11.92, nos termos do rela- tório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os , Conselheiros jezer de Oliveira Cândido (Relator), Sandro Martins Sil- va, Sebasti'ão Rodrigues Cabral e Mariam Sei .f Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Celso Alves Feitosa. 4 Sala das Sessaes, em 12 de novembro de 1993. MAP:AM :1- ,4011111".// -- pR ES :1: DE:NTE: ... , 1-A PROCESSO NR. 10945-000.762/91-56 Acórdão n r . 101-96., 37 - ' ,./ -- , •-#4,,l' ff 19 /.- ". ,.° C. v: :El..i.C3 • Al...VE .3 F E: 1'1.053A / - I d..I...A I 01 Dl- 1( II( D( E53TO E:11 .'...JIZ FERNAN)0 OLIv :....MA DE MORAES - PROCURADOR DA Fó_ .S Essrno DE: :: 2 g kgn 1994 zE:NDA NACIONAL_ P a r t. :1. c: :i. p a r: a til • a :i. n tà a, do presen t e i t.t:t g atum to „ os segui n t t:..s Conse 1. ti e Á. -- r os e CARLOS ALBERTO GONÇ ALE S NUNES „ F. RANC I SCO DE ASS I S ITI I RANDA e RAUL. 1 I"' I MEN'rEL. .. ';'n iâ (1) . f 1 i -, DFSL„f".:'• '..1,,,i 2 ock , . : „nR%7 4~4s. , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO Nt' 10945/000.762/91-56 RECURSO N9 : 72.087 ACORDI10 N2: 101-84.357 RECORRENTE: UNICON-UNIÃO DE CONSTRUTORAS LTDA. RELATÓRIO UNICON - UNIÃO DE CONSTRUTORAS LTDA, qualificada nos autos, recorre para este Conselho da decisão do Sr. Delegado da Re- ceita Federal em Foz do Iguaçu - PR, que manteve exigencia fiscal de cobrança da contribuição social sobre o lucro, relativa ao( exenÃcio de 1989, por ter a recorrente postergado receitas ou bonificaçOes e apropriado, indevidamente, despesas ou variaçOes monetárias no ano de 1988, estornando-as no ano subseqüente. Em seu recurso, a empresa argumenta, em preliminar, que: a) a decisão monocrática g suspeita uma vez que não pode o acusador julgar o acusado de suas prOprias acusaçOes; h) ” a decisão do homem julgador e uma pura esimples ratificação do homem acusador ambos membros do mesmo Orgão adminis trativo. 4.*41\c No merito, aduz que a exigencia fiscal e ilegal eque 1 os valores apresentados estão incorretos, já que a fiscalização in- d'--... clusive indevidamente na bese de calculo, o valor da variação mone- R _ SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n 2 10945/000.762/91-56 3 AcOrdão n 2 101-84.357 tária passiva por ela considerada indedutivel e, assim, o cor reto seria o cálculo da contribuição social apenas sobre a receita de bonificação. Acrescenta que o valor da contribuição social decor reu de recomposição do lucro real do exercício de 1989/1990, jun- tando demonstrativo segundo o qual teria recebido a maior 61.682,44 OTN. Deduz que não cabe exigencia de multa de ofício no caso de postergação, por força do 72 do art. 6 2 do Decreto-Lei n 2 1598/77 e que a fiscalização confundiu declaração inexata com inexatidão quanto a período-base de escrituração. Reitera que não houve postergação de receitas, con- forme demonstrado no processo principal ( recurso n 2 102.828). É o relatOrio. 4 Recurso n. 10945-000.762/91-56 • Recorrente : Unicon-União de Construtoras Ltda Acórdão 101-84.357 Voto em razão de pedido de vista (vencedor) Pedi vista após o voto do ilustre relator JEZER DE OLIVEIRA CANDIDO, vez que as questões discutidas no processo n. 10945/000.761/91-93, Recurso n. 101-84.317, IRPj, com vista a meu favor, envolve o lançamento em julgamento - Contribuição Social, da qual é consequência. No referido processo dei, provimento ao recurso para afastar a postergação do pagamento do imposto, bem como afastei a glosa sobre as deduções no campo da informática. O meu voto segue anexo. Assim, por uma relação de causa e efeito, dou provimento parcial ao recurso, para que se taça o ajuste nos termos da conclusão do pro--, matriz_ É: o meu vot • O° ..,,,i...‘../' •- •••.....,• 0,- • .. Ár...- • •••_.01 • Ce_scy-ves •.,,,,_.tosa (voto com vista) ,. . , , ! . . 5 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n 2 10945/000.762/91-56 AcOrdão n 2 101-84.357 VOTO VENCIDO Conselheiro JEZER DE OLIVEIRA CÂNDIDO - RELATOR O recurso e tempestivo, dele tomo conhecimento. O presente processo e decorrencia do lançamento efe tuado para -cobrança do imposto de renda - pessoa jurídica, ob jeto de recurso n 2 102-828, apreciadd p.Os esta Cãmara. Na preliminar, conforme ficou esclarecido no pro- cesso principal, totalmente déseabUlás : as aleczaa-, . - d&sUTS1:5:49ãO levan tadas pela recorrente, uma vez que a dupla função desempenha 2 da pelo agente fiscal decorre de determinação legal e que, no ca- so vertente, não foi o mesmo "homem" quem efetuou o lançamento e o julgamento, mas, sim, pessoas diversas. No merito, entendemos que as mesmas razOes de jul- gamento sejam estendidas ao presente processo e, assim, no caso de postergação de resultados (receitas, custos, despesas), a fiscali zação deve recompor os resultados de ambos os exercícios, podendo daí resultar postergação no pagamento do imposto ou contribuição ou diferença de imposto a pagar. No primeiro caso, entendemos ina plicável a multa de ofício, "ex vi" art. 6 2 , 72 do Decreto-Lei n 2 1598/77 (art. 171 §, 6 2 do RIR/80). Não tem razão a recorrente, quando afirma ser in-, vida a incluao na base de cálculo da despesa de variação mone- tária ativa, uma vez que deve ser -teita a recomposição dos resul tados de ambos os periodos-base e, no caso, a despesa deve ser ,alocada no perlado de competencia e retirada daquele ,,em que foi indevidamente computada. Não se trata de despesa indedutí SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n 2 10945/000.762/91-56 6 AcOrdão n2101-84.357 vel unicamente para efeitos:fiscáis, mas, na verdade, de apropria ção inexata na contabilidade. Assim, tal procedimento afetou diretamente a base de cálculo da contribuição social, como, aliás, a prOpria recor- rente reconheceu em seus cálculos ( ao calcular os reflexos , (da correção monetária do patrimOnio líquido,(despesa)no exercício de 1990, a rx~nmile retirou da "reserva" o valor do imposto de renda e da contribuição social). Tendo em vista os calculos apresentados pela recor rente (fls. 129/130), temos que: a) no exercício de 1989, apOs recomposição dolucro líquido, o valor da contribuição social devida era de Cz$ 5.055.472.336, enquanto arecorrente declarou Cz$ 4.447.495.009, com uma diferença a menor de Cz$ 607.977.327, equivalente a 126.902,79 OTN; h) no exercício de 1990, a contribuição social de- vida era de NCz$ 67.573.314 enquanto a recorrente declarou NCz$ 74.462.333; com uma diferença a maior de NCz$ 6.889.019, equiva- lente a 101.949,87 OTN; Ora, desse modo, 101.949,87 OTN de comtribuição so cial foram pagos no exercício de 1990, quando relativos ao exercl cio anterior e 24.952,92 OTN deixaram de ser recolhidos. A exigencia fiscal, portanto, deve ser a seguinte: 7 SERVICO PUBLICO FEDERAL Processo n 2 10945/000.762/91-56 AcOrdão n 2 101-84.357 VL. CONTRIBbi (ÇÃO ACRÉSCIMOS LEGAIS * 101:949,87 OTN JUROS DE MORA DE 12% TE LA POSTERGAÇÃO NO PAGTO (DO EXERCÍCIO DE 1989 PA RA O EXERCÍCIO DE 1990) 24.952,92 OTN JUROS DE MORA E MULTA DE OFíCIO(EXERCÍCIO DE 1989) *DÉBITO DEVE '.ATUALIZADO DE ACORDO COM A TEGISLAÇÃO Diante todo o exposto, voto no sentido de dar pro- vimento parcial ao recurso, de acordo com o quadro constante do presente voto. Brasília (DF), em 12 de novembro de 1992 J'ZE DE OLIVEIR CÂNDIDO - RELATOR.: 14) Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1
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