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Numero do processo: 10280.008047/99-15
Data da sessão: Thu Sep 13 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Feb 25 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/07/1988 a 31/12/1994
RESTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO.
Para os pedidos de restituição protocolizados antes da vigência da Lei Complementar nº 118/2005, o prazo prescricional é de 10 anos a partir do fato gerador, em conformidade com a tese cognominada de cinco mais cinco.
As decisões do Superior Tribunal de Justiça, em sede recursos repetitivos, por força do art. 62-A do Regimento Interno do CARF, devem ser observadas no Julgamento deste Tribunal Administrativo.
Recurso Especial do Procurador Negado
Numero da decisão: 9303-002.122
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso especial para reconhecer o transcurso do prazo prescricional para períodos até abril/1989, determinando o retorno dos autos à unidade preparadora para análise das demais questões suscitadas
(assinado digitalmente)
Luiz Eduardo de Oliveira Santos.- Presidente. Substituto
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Luiz Eduardo de Oliveira Santos.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: RODRIGO DA COSTA POSSAS
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/07/1988 a 31/12/1994 RESTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO. Para os pedidos de restituição protocolizados antes da vigência da Lei Complementar nº 118/2005, o prazo prescricional é de 10 anos a partir do fato gerador, em conformidade com a tese cognominada de cinco mais cinco. As decisões do Superior Tribunal de Justiça, em sede recursos repetitivos, por força do art. 62-A do Regimento Interno do CARF, devem ser observadas no Julgamento deste Tribunal Administrativo. Recurso Especial do Procurador Negado
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso especial para reconhecer o transcurso do prazo prescricional para períodos até abril/1989, determinando o retorno dos autos à unidade preparadora para análise das demais questões suscitadas (assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos.- Presidente. Substituto (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas - Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Luiz Eduardo de Oliveira Santos.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1859; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 175 1 174 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10280.008047/9915 Recurso nº Especial do Procurador Acórdão nº 9303002.122 – 3ª Turma Sessão de 13 de setembro de 2012 Matéria RESTITUIÇÃO PIS. Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado ECCIR EMPRESA DE CONSTRUCOES CIVIS E RODOVIARIAS S A ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/07/1988 a 31/12/1994 RESTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO. Para os pedidos de restituição protocolizados antes da vigência da Lei Complementar nº 118/2005, o prazo prescricional é de 10 anos a partir do fato gerador, em conformidade com a tese cognominada de cinco mais cinco. As decisões do Superior Tribunal de Justiça, em sede recursos repetitivos, por força do art. 62A do Regimento Interno do CARF, devem ser observadas no Julgamento deste Tribunal Administrativo. Recurso Especial do Procurador Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso especial para reconhecer o transcurso do prazo prescricional para períodos até abril/1989, determinando o retorno dos autos à unidade preparadora para análise das demais questões suscitadas (assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos. Presidente. Substituto (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 0. 00 80 47 /9 9- 15 Fl. 206DF CARF MF Impresso em 28/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/01/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 21/01/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 22/02/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SA NTOS 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Luiz Eduardo de Oliveira Santos. Relatório Tratase de Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional contra o acórdão proferido pelo colegiado a quo, que deu provimento ao recurso voluntário interposto pelo contribuinte, para considerar como termo inicial da contagem do prazo prescricional para se pleitear a repetição do indébito a resolução nº 49/95 do SenadiFederal. A PGFN interpôs Recurso Especial a esta CSRF alegando, em síntese, que o direito de ação relativo ao exercício de um direito subjetivo de crédito decorrente de pagamento indevido é atribuído ao sujeito passivo e o termo inicial do prazo prescricional de 05 (cinco) anos (art. 168 do CTN) para exercêlo começa da data da extinção do crédito tributário, operandose este tão logo efetue o pagamento indevido. É o relatório. Voto Conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas O recurso atende aos pressupostos de admissibilidade e deve ser admitido. O pedido de restituição da Contribuição para o PIS, apresentado em 14/05/1999, relativo aos pagamentos efetuados a maior no período de apuração de julho de 1988 a dezembro de 1994. Não assiste razão à recorrente, pois, com a edição da Lei Complementar 118/2005, o seu artigo 3º foi debatido no âmbito do STJ no Resp 327043/DF, que entendeu tratarse de usurpação de competência a edição desta norma interpretativa, cujo real objetivo era desfazer entendimento consolidado. Entendendo configurar legislação nova e não interpretativa, os Ministros do STJ decidiram que as ações propostas até a data de 09/06/2005, não se submeteriam ao consignado na nova lei. Na mesma toada, de acordo com a decisão prolatada pelo pleno do STF, no RE nº 566.621, em 04/08/2011, em julgamento de mérito de tema com repercussão geral, o prazo prescricional para o contribuinte pleitear a restituição do indébito, nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, relativamente a fatos geradores e pedidos de restituição efetuados anteriormente à vigência da LC nº 118/05 (09/06/2005), é de cinco anos para a homologação do pagamento antecipado, acrescido de mais cinco para pleitear o indébito, em conformidade com a cognominada tese dos cinco mais cinco, sendo, portanto, de dez anos o prazo para pleitear a restituição do pagamento indevido. Fl. 207DF CARF MF Impresso em 28/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/01/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 21/01/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 22/02/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SA NTOS Processo nº 10280.008047/9915 Acórdão n.º 9303002.122 CSRFT3 Fl. 176 3 Assim, visto que a interessada protocolizou seu pedido de restituição em 14/05/1999, somente os pleitos referentes aos fatos geradores ocorridos anteriormente a 10 anos dessa data estariam com o eventual direito de restituição extinto, tendo em vista terem sido alcançados pela prescrição. No presente caso, houve a perda parcial do direito a se pleitear a restituição em relação a algumas competências. Portanto, em que pese a minha total discordância com tal entendimento, com fulcro no art. 62A do Anexo II à Portaria MF nº 256/09 (RICARF), deve ser reconhecida a aplicabilidade da tese dos cinco mais cinco, existe um período do alcançado pela prescrição, que é de julho de 1988 a abril de 1989 . Ante o exposto, voto pelo provimento parcial do recurso interposto pela PGFN, com a remessa dos autos à autoridade preparadora para a análise do mérito no período não prescrito. Rodrigo da Costa Possas Relator Fl. 208DF CARF MF Impresso em 28/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/01/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 21/01/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 22/02/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SA NTOS
score : 1.0
Numero do processo: 10680.008212/00-97
Data da sessão: Fri Dec 03 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Fri Dec 03 00:00:00 UTC 2004
Ementa: IPI. CRÉDITO PRESUMIDO (PIS E COFINS). RESSARCIMENTO. PRODUTOS EXPORTADOS NA CATEGORIA NT. POSSIBILIDADE.
A aquisição, no mercado interno, de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, ainda que não tributados pelo IPI, dá azo ao aproveitamento do crédito presumido a que se refere o art. 1º da Lei nº 9.363/96.
INSUMOS NÃO CONSUMIDOS NO PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO.
De acordo com o art. 3º da Lei nº 9.363, o alcance dos termos matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem, deve ser buscado na legislação de regência do IPI. E a normatização do IPI nos dá conta de que somente dará margem ao creditamento de insumos, quando estes integrem o produto final ou, em ação direta com aquele, forem consumidos ou tenham suas propriedades físicas e/ou químicas alteradas. Os produtos em análise não têm ação direita no processo produtivo, pelo que não podem ter seus valores de aquisição computados no cálculo do benefício fiscal.
TAXA SELIC.
Inviável a incidência de correção monetária ou o pagamento de juros equivalentes à variação da taxa Selic a valores objeto de ressarcimento de crédito presumido de IPI dada a inexistência de previsão legal.
Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 202-16.079
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer o direito ao crédito presumido referente aos insumos utilizados em contato com o produto NT exportado. Vencidos os Conselheiros Jorge Freire (Relator) e Gustavo Kelly Alencar quanto à taxa Selic; Nayra Bastos Manatta, Henrique Pinheiro Torres e Antônio Carlos Bueno Ribeiro que negaram provimento total; Raimar da Silva Aguiar e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda quanto à energia elétrica e à taxa Selic, Designado o Conselheiro Marcelo Marcondes Meyer-Kozlowski para redigir o voto vencedor, no que diz respeito à taxa Selic. Esteve presente ao julgamento a Dra. Evangelaine Faria da Fonseca, advogada da recorrente.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: Jorge Freire
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O. U4 \.'./ .Q ~I Q3:0 •.. _ .lQ.. _ •.w:: .......-_ ....•.-_•.•....._-- ~ ~ Recorrente Recorrida, MINERAÇÕES BRASILEIRAS REUNIDAS S/A - MBR DRJ em Juiz de Fora - MG MINISTÉRIO DA FAZENDA Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE COM O ülIGlt'~~ Brasilia-DF.em-.£J __ '_e-_ ~t.fa~Uji Secretáfla da Segunda Câmara IPI. CRÉDITO PRESUMIDO (PIS E COFINS). RESSAR- CIMENTO. PRODUTOS EXPORTADOS NA CATEGORIA NT. POSSIBILIDADE. A aquisição, no mercado interno, de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, ainda que não tributados pelo IPI, dá azo ao aproveitamento do crédito presumido a que se refere o art.:lQ. da Lei nQ 9.363/96. INSUMOS NÃO CONSUMIDOS NO PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO., ' De acordo com o art. 3,Q'ôaLei nQ 9.363, o alcance dos termos matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem, deve ser buscado na legislação de regência do IPI. E a normatização do IPI nos dá conta de que somente dará margem ao creditamento de insumos, quando estes integrem o produto final ou, em ação direta com aquele, forem consumidos ou tenham suas propriedades fisicas e/ou químicas alteradas. Os produtos em análise não têm ação direita no processo produtivo, pelo que não podem ter seus valores de aquisição computados no cálculo do beneficio fiscal. TAXASELIC. Inviável a incidência de correção monetária ou o pagamento de juros equivalentes à variação da taxa Selic a valores objeto de ressarcimento de crédito presumido de IPI dada a inexistência de previsão legal. Recurso provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por MINERAÇÕES BRASILEIRAS REUNIDAS S/A - MBR. ff ACORDAM os Membros da Segunda râmara do, Segundo Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer o direito ao crédito presumido referente aos insumos utilizados em contato com o produto NT exportado. Vencidos os Conselheiros Jorge Freire (Relator) e Gustavo Kelly Alencar quanto à taxa Selic; Nayra Bastos Manatta, Henrique Pinheiro Torres e Antônio Carlos Bueno Ribeiro que negaram provimento total; Raimar da Silva Aguiar e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda quanto à energia elétrica e à taxa Selic, Designado o Conselheiro Marcelo Marcond~s Meyer- Processo nQ Recurso nQ Acórdão nQ Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes 10680.008212/00-97 125.696 202-16.079 MINISTÉRIO DA FAZENDA Segundo Conselho de Conlnbulllles CONFERE COM O1iG~.;l Brasma.DF, em.-D __ ' , !!z1;~~fUji secret.na da segunda Câmara ~Ld Kozlowski para redigir o voto vencedor, no que diz respeito à taxa Selic. Esteve presente ao julgamento a Dra. Evangelaine Faria da Fonseca, advogada da recorrente. Sala das Sessões, em 03 de dezembro de 2004. L -L~ 1:-.4"':'7.,7--g;,. 1'.l'fennque rinlíeiro Torres /:>- Presidente 2 Processo nQ Recurso nQ Acórdão nQ Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes 10680.008212/00-97 125.696 202-16.079 MINISTÉRIO DA FAZENDA Segundo Conselho de Contribuintes CONFERECOMOQRIG~ Brasllia-Df. em'£-l_é_1 . P'1a}.k .f .. éfruza Ta a UJ' secretarIa da Segunda Cêmare ~bJ Recorrente MINERAÇÕES BRASILEIRAS REUNIDAS S/A - MBR RELATÓRIO Versam os autos sobre pedido de ressarcimento de crédito presumido de IPI relativo ao exercício de 1995 (fi. OI). A DRF em Belo Horizonte - MG negou o pedido, conforme Parecer Fiscal nQ 007 (fls. 9/1 I), ao fundamento que o produto final objeto da exportação, minério de ferro e seus concentrados, classificados na TIPI na posição 2601.1 1.00, é não tributável (NT), pelo que, estando fora do campo de incidência do IPI, não fariam jus ao beneficio as empresas que os exportem. Demais disso, afirmou-se que a empresa também pleiteia a inclusão de insumos (energia elétrica, óleo combustível, fretes, serviços de comunicação, material de.uso e consumo e compras para o ativo permanente) no cômputo do beneficio que não são consumidos no processo produtivo em decorrência de contato fisico ou de ação exercida pelo insumo sobre o produto, desta forma, nos termos do Parecer SRF/CST 65/79, não se incluindo no conceito de matéria-prima, produto intermediário ou material de embalagem, pelo que não poderiam compor os cálculos do referido beneficio fiscal (fi. 35). Houve compensação parcial do valor pleiteado com o tributo de código 2362 (fl. 43). Não satisfeita, a empresa manifestou sua inconformidade com o despacho denegatório da DRF em Belo Horizonte - MG, que foi indeferida pela 3~ Turma da DRl, sob a mesma motivação, qual seja, a de que produtos que estão fora do campo de incidência de IPI (NT) não fazem jus ao beneficio da Lei nQ 9.663/96. Irresignada com a r. decisão, a empresa interpôs o presente recurso voluntário, no qual, em síntese, alega que, preliminarmente, o trabalho fiscal seria inepto, sob o argumento de que não teria havido a verificação circunstanciada dos valores e que a r. decisão deveria ter determinado a verificação integral dos valores a ressarcir para que os julgadores do Conselho "pudessem estar munidos de todos os elementos para examinar integralmente o pleito". No mérito, em suma, argüiu que o afrontado decisum restringe o alcance da Lei concessiva do beneplácito fiscal ao entender que produtos exportados sem incidência de IPI estariam fora do alcance do incentivo fiscal postulado, eis que a legislação não se refere à exportação de produtos industrializados, mas sim à exportação de mercadoria que tenha sofrido processo de industrialização, o que, no caso do produto exportado, ter-se-ia dado por transformação, nos termos dos arts. 2Q e 3Q do RIPI/82. Aduz que esse seria o entendimento deste Conselho, trazendo à colação excertos de julgados nesse sentido. Em relação aos insumos que devem entrar no cálculo do beneficio, entende que "o crédito presumido merece ser deferido em relação a qualquer aquisicão que represenle cuslo de produção. inclusive em relação à energia elétrica, combustíveis, e aos outros produtos, pois a intenção da lei foi desonerar as exportações do PIS e da COFINS incidentes no ciclo de produção sob o efeito cumulativo. " E, por fim, pede a atualização monetária do eventual valor a ser ressarcido para recompor os efeitos da inflação nos moldes que a SRF atualiza os tributos pagos em atraso. É o relatório. / 3 Processo n2 Recurso n2 Acórdão n2 Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes ] 0680.008212/00-97 125.696 202-16.079 MINISTÉRIO DA FAZENDA Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE COM O ORIGINAL- BrasiUa.DF. em.-L/_.(;_/~ A.L l+k"Ç ..éflfzffi ai U)l Secreltm8 da Segunda Câmafa I ,ocr"' IFI. VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR JORGE FREIRE (VENCIDO QUANTO À TAXA SELIC) Do relatado, exsurge que a matéria já foi objeto de discussão por esta Corte. No que tange às exportações de produtos NT, com a razão a recorrente. O incentivo visa ressarcir ao industrial nacional as incidências de PIS e de Cofins ao longo da cadeia produtiva dos produtos exportados como forma de fomentar as exportações nacionais. Assim, o referido incentivo nada tem a ver, juridicamente falando, com o IPI, pois o que se ressarce não é este tributo, mas sim PIS e Cofins. A opção do legislador, no entretanto, a meu ver indevidamente, foi operacionalizar tal ressarcimento com base na escrituração e sistemática do IPI, o que, estreme de dúvidas, gerou e gera confusão de conceitos. Os limites traçados pelo legislador é que o produto exportado tenha sido objeto de industrialização pela empresa que pleiteia o beneficio, mas não que o produto final a ser exportado deva ser obrigatoriamente tributado peJo IPI. E, nesse sentido, vem sendo o entendimento deste Conselho em reiterados julgados, conforme se denota da ementa a seguir transcrita, no Acórdão n2 201-75.229, julgado em 21/08/2?01, sendo relator o Dr. Serafim Fernandes Correa, o qual teve meu voto (avorável. "IPI - CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI NA EXPORTAÇÃO - PRODUTOS EXPORTADOS CLASSIFICADOS NA TIPI COMO NA-OTRIBUTADOS - O art. 1" da Lei n" 9.363/96 prevê crédito presumido de IPI como ressarcimen/o de PIS e COFINS em favor de empresa produ/ora e expor/adora de mercadorias nacionais. Referindo-se a lei a "mercadorias" foi dado o beneficio fiscal ao gênero, não cabendo ao intérprete restringi-lo apenas aos "produtos indus/rializados" que são uma espécie do gênero "mercadorias li. Recurso provido. " Portanto, neste tópico, é de ser dado provimento ao recurso. No que se refere às aquisições de insumos que não entram em contato físico com o produto a ser exportado, entendo escorreito o entendimento da fiscalização. Com efeito, como vimos há tempos nos manifestando, que nem todo o insumo pode ser computado no cálculo do crédito presumido do IPI. Também estreme de dúvidas que para concluirmos quais insumos devem estar embutidos no cálculo do benefício devemos buscar subsídios na legislação regente do beneficio. E a lei instituidora do benefício (Lei nQ 9.363), no parágrafo único do art 32, dispõe que: "Utilizar-se-á. subsidiariamente, a legislação do Impos/o de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados para o estabelecimento. respectivamente. dos cOllceitos de receita operacional bnlia e de produção, matéria-prima, produtos illtermedi/Írios e material de embalagem... (grifei)4 1- 4 Processo nQ Recurso nQ Acórdão nQ Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes 10680.008212/00-97 125.696 202-16.079 MINISTÉRIO DA FAZENDA Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE COM O ORIGINAL/ Brasitia-DF. em-L.J_6_'.2d2fl c4ft.);A~fuji Secreláfla da Segunda Câmara ~ ~ -----/1 I Ac. n2201-65.182. Sem embargo, entendo que o legislador foi explícito que em relação às hipóteses elencadas devem ser aplicadas, quando não suficientemente claros os conceitos abarcados pela própria norma instituidora do beneficio, as leis de regência do IR e do IPI. Assim, restritos os contornos do litígio em relação a quais produtos se íncluem no conceíto de matérias- primas ou produtos intermediários, é de aplícar-se então, subsidiariamente, a legislação do IPI. E, como é cediço, o termo legislação é amplo, não se restringindo à lei em seu sentido formal, mas compreendendo também as normas infralegais, como os decretos e atos administrativos pertinentes à matéria. Dessarte, não sendo a lei instituidora do beneficio definitivamente clara quanto a tais conceitos, determina o legislador, vez que se utilizou da sistemática do IPI para concessão do ressarcimento daquelas contribuições embutidas nos produtos efetivamente exportados, que seu alcance deva ser buscado na legislação de regência daquele tributo. Esse é o alcance do termo subsidiário aposto na lei de regência do beneplácito fiscal. Sem embargo, tenho para mim que só podem dar margem a ressarcimento de PIS e de Cofins, a título de crédito presumido de IPI, aquelas mercadorias que, consoante o entendimento previsto na legislação do IPI, possam enquadrar-se no conceito de matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem. E, de acordo com a legislação do IPI, tais insumos são aqueles que dão margem ao que veio a chamar-se de créditos básicos, ou seja, aqueles que geram o direito subjetivo do contribuinte de creditar-se de forma a moldar-se nos preceitos constitucionais da não- cumulatividade do IPI. Nesse passo, concluo que o beneficio só existirá em relação às matérias- primas, produtos intermediários e materiais de embalagem que geram direito ao crédito, pois é isto que dispõe a norma a ser aplicada subsidiariamente. Estatui o art. 25 da Lei nQ 4.502/64, reproduzido no art. 82, inciso I, do RIPI/82 que: "Art. 82 - Os estabelecimentos industriais. e os que lhes são equiparados, poderão creditar-se: I - do imposto relativo a matérias primas, produtos intermediários e material de embalagem, adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, exceto de alíquota zero e os isentos, incluindo-se, entre as matérias primas e produtos intermediários, aqueles que, embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente. " (grifei). É assente na jurisprudência do Segundo Conselho de Contribuintes que para dar margem ao creditamento é necessário que os insumos sejam consumidos no processo de industrialização ou sofram desgaste em função de ação exercida diretamente sobre o produto em fabricação. Nesse sentido, a ementa' a seguir transcrita: "CRÉDITO DO IMPOSTO - MATÉRIAS PRIMAS, PRODUTOS INTERMEDIARIOS E MATERIAL DE EMBALAGEM - Para aproveitamento do crédito, os bens devem ser consumidos no processo de industrialização ou sofrer desgaste, dano ou perda de propriedades jisicas ou quimicas em função de ação diretamente exercida sobre o ~. /C' 5 , c Processo n~ Recurso n~ Acórdão n~ Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes 10680.008212/00-97 125.696 202-16.079 MINISTÉRIO DA FAZENDA Segundo Conselho de Contribuintes CONFERECOMOORIG~} Brasllia.DF,em...L.-'_6_' A ,I,.~TA- k •r 'éie:f;;;' a a,UlI Secretáfla da Segunda Cãmara ~ ~ produto em fabricação ou vice-versa e, ainda, não estarem compreendidos entre os bens do ativo permanente ... ".(sublinhei). Desta forma, para que determinado insumo possa servir de base ao cálculo do litigado beneficio fiscal, deve ficar provado à exaustão, e este ônus é de quem pede, que efetivamente o insumo foi utilizado no processo produtivo em ação exercida diretamente sobre o produto em fabricação, desde que nesse processo sofra perda ou modificação de suas propriedades fisicas e/ou químicas. Por seu turno, o Parecer Normativo SRF/CST n~ 65/79, aclarando o alcance da norma insculpida no art. 25 da Lei n~ 4.502/64, asseverou que os produtos intermediários e as matérias-primas que não integrem o produto final mas que sofram, em função da ação exercida diretamente sobre o produto em fabricação, alterações tais como desgaste, o dano ou perda de propriedades fisicas ou quimicas, também dará margem ao creditamento. A contrário senso, de acordo com a legislação de regência do IPI, a qual devemos buscar elementos subsidiários para definir o alcance dos termos matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem, consoante a norma de regência do beneficio pleiteado nestes autos, qualquer insumo utilizado no processo produtivo que não atenda tais requisitos não darão margem ao creditamento do IPI, e, por conseguinte, não poderão ser utilizados no cômputo do beneficio da Lei n~9.363/96. Dessarte, só podem ser admitidos como insumos a integrarem o cálculo do beneficio aqueles que entram em contato direto do produto a ser industrializado e, posteriormente, exportado, constante da tabela anexa pela recorrente à fl. 35. Os demais, energia elétrica, óleo diesel, insumos sem contato direto, frete ferroviário e outros, não compõem o valor da base em que se assenta o incentivo fiscal em análise. Quanto à atualização monetária, caso a repartição local, com base no direito dantes declarado, constate que a recorrente tem direito a alguma restituição, é de ser a mesma deferida nos termos da Norma de Execução SRF/Cosit/Cosar n~08/1997. A questão a ser decidida é a fonna de atualização monetária do valor a ser ressarcido, em relação ao que tem sido decidido, majoritariamente, no âmbito da CSRF, no sentido de determinar a aplicação da Norma de Execução SRF/Cosit/Cosar n~08/97. Não há mais dúvida, no âmbito deste Conselho de Contribuintes, que mesmo o ressarcimento de valor a título de beneficio fiscal deve ser creditado ao contribuinte com a atualização monetária correspondente, sob pena de prejudicar ou mesmo tomar inócua a própria política visada pelo legislador. Ainda mais numa economia como a brasileira, onde já chegamos a níveis estratosféricos da espiral inflacionária. Sem falar o tempo em que a Administração tributária necessita para aferir a legalidade e legitimidade do direito postulado. Note-se que no caso sob exame já se passaram mais de seis anos desde o protocolo do pedido. E se dúvida existia quanto à aplicação de algum Índice que, de alguma forma, repusesse a corrosão do valor aquisitivo da moeda, a CSRF, em consonância com o que já vinha decidindo o Judiciário, pôs uma pá de cal nessa discussão decidindo que também em relação ao ressarcimento ela é cabivel. Nesse sentido, pronunciou-se, por maioria, a Câmara Superior de Recursos Fiscais conforme os fundamentos vazados no Acórdão CSRF/02-0.707, publicado no DOU de 21/06/98. Todavia, com a devida vênia, discordo dos fundamentos do voto da Egrégia Câ'7~periOr, , y 6 Processo n" Recurso n" Acórdão n" Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes 10680.008212/00-97 125.696 202-16.079 MINISTÉRIO DA FAZENDA Segundo Conselho de Contrlbumtes CONFERECO~O ~IG1~ Brasma-DF. em2-l.---J ~.J«J~fUji Secrelafl8 da Segunda Câmara ~Ld - 7 vez entender que restituição e ressarcimento não têm a mesma natureza jurídica. A questão de fundo é a perda do valor aquisitivo da moeda, desnaturando o valor do incentivo. Mas o entendimento da CSRF iguala a natureza do ressarcimento à da repetição de indébito, justamente porque não se discute a atualização monetária para créditos dos contribuintes cuja natureza assente-se na repetição ou compensação. A partir de então, a discussão que tive na Primeira Câmara deste Conselho foi quanto ao indice a ser aplicado após o fim da UFIR em 31/12/1995, uma vez que nos períodos anteriores à sua extinção firmamos o escólio de que o ressarcimento seria corrigido em UFIR. Contudo, a questão que vinha debatendo com meus ilustres pares naquela Câmara é quanto à aplicação da taxa Selic, cuja aplicação eu negava, posto que em tal taxa estariam embutidos os juros remuneratórios'. Mas a solução me incomodava, porque eu não tinha dúvida da desvalorização da moeda com a conseqüente perda do valor aquisitivo do produto do ressarcimento. Na hipótese estaria havendo um empobrecimento ilícito, refutado pelo nosso ordenamento jurídico sob todos os prismas. Justamente pelo mesmo fundamento é que entendia] que ao ser excluída a TRD4 no período entre 02/02/91 e 30/08/91, nos lançamentos de oficio, fosse aplicado índice alternativo para repor as perdas inflacionárias, caso contrário estaríamos diante de um enriquecimento ilícito pelo sujeito passivo da exigência em questão. Anos após, o STl, por meio de sua Corte Especial', referendou esse entendimento. Dessarte, não sendo a reposição da moeda qualquer p/us, não vejo porque haver necessidade de lei específica para tal, bastando que se aplique o mesmo cálculo que a administração tributária aplíca em relação aos seus créditos, e também aos débitos tributários quando esses tiverem sua origem em pedidos de repetição ou compensação. Aliás, esta foi a motivação da recorrente para pedir a atualização monetária de seus eventuais créditos. E desde essa época, é importante o registro, vinha o Conselheiro Serafim Corrêa Femandes, da Primeira Câmara, conforme as razões lançadas em seu brilhante voto, esposando entendimento de que a partir de 01/01/1995 a legislação, por força dos arts. 5" e 62 da Lei n" 8.981/95, teria desindexado a economia como um todo, desta forma não permitindo a indexação de tributos. Nada obstante, minha divergência com meu ilustre par naquela Câmara era no sentido de que poderia ter havido desindexação legal da economia, mas não o fim da inflação, a qual, uma vez existindo, retira o poder de compra da moeda, fulminando o real valor do beneficio e, assim, desnaturando-o. 2 Pois esse era o entendimento do STJ: "Pertinente a aplicação da TAXA SEUC à compensação e à repetição de indébito, em substituição à correção monetária ejuros de mora". STJ, 2! Turma, ReI. Min. Eliana Calmon, RESP N2169.755 - G,j. em 08.02.2000, DJI, n2 69-E, 10.04.2000, p.76. 3 Conforme voto que prolatei no Acórdão n2 201- 70.501, em 19/11/1996. 4 Posteriormente admitido pela própria SRF, de acordo com os termos da IN SRF n2 32/97. 5 EMENTA: "Trata-se de definir qual o Índice que o Superior Tribunal aceita para calcular o falo objetivo da desvalorização dos débitos, seja em matéria tributária, previdenciária, liquidação Judicial em geral, bancária, entre outros. Afastada a incidência da TR, por não ser índice de correção monetária, deve ser adotado o INPC apurado pelo IBGE, previsto no art. 4° da Lei n. 8.177/1991". Precedentes citados: REsp 31.024-GO, Dl ~0/9/1993; REsp 80.734-SP, DJ 22/4/1996, e REsp 153.344-RS, DJ 8/3/2000. EREsp 66.545-MG, ReI. Min. RÚ\-Rosado, julgados em 9/5/2002. _4'/f Processo n~ Recurso n~ Acórdão n~ Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes 10680.008212/00-97 125.696 202-16.079 MINISTÉRIO DA FAZENDA Segundo Conselho de Contribuinles CONFERE COM O ORIG~ Brasllia-DF. em :> 1.6 I c~tÍ;;fUjj Secretaria da Segunda Cámaf8 ~Ld Em síntese, entendo que em havendo inflação, e quero crer que os seus sempre tão divulgados índices não sejam peças de ficção, esta deva ser reposta nos casos de ressarcimento de incentivo fiscal, como definiu a CSRF, e mesmo o Parecer AGU 01/96, embora alisando caso em relação à repetição de indébito, ao dispor às explícitas que "a correção monetária não constitui um plus a exigir expressa previsão legal", bem como que o princípio da moralidade "impede a todos, inclusive ao Estado, o enriquecimento sem causa, e que determina ao beneficiário de uma norma o reconhecimento do mesmo dever na situação inversa". Sem embargo, não pode haver perda do valor real de qualquer incentivo com a perda do valor de compra da moeda circulante. Então, sopesando esta questão e qual o índice a ser aplicado, conclui, à míngua de permissivo legal para utilização de outro indice de correção monetária, que o mais justo seria aplicar aos beneficios fiscais a mesma metodologia utilizada pela Fazenda em relação a seus créditos tributários, abstraindo-me da natureza da taxa Selic, e, desta forma, mantendo o tratamento isonômico entre a administração e os administrados. Por isso que desde a votação dos Recursos n~s 114.029, da lavra do eminente Conselheiro Antônio Mário de Abreu Pinto, e 106.200, por mim relatado, venho acatando o entendimento majoritário desta Câmara de que aos créditos a serem ressarcidos deva ser aplicada a Norma de Execução Conjunta SRF/Cosit/Cosar n~08/97. Todavia, reitero meu entendimento pessoal, como datites colocado, de que é descabida a aplicação de juros moratórios em ressarcimento de créditos incentivados, pois nessa hipótese não há que se falar em mora. Por todo o exposto, a mim não resta dúvida que os valores a serem ressarcidos não podem sê-lo em seu valor nominal. Em face de tal, entendo que, em havendo crédito a restituir na forma declarada neste aresto, ao ressarcimento deva ser aplicada a Norma de Execução SRF/Cosit/Cosar n~ 08/97, tendo como termo a quo a data do protocolo do pedido e como termo final a data do efetivo ressarcimento. Forte em todo o exposto, DOU PROVIMENTO PARCIAL AO RECURSO PARA ADMITIR QUE O PRODUTO EXPORTADO SEJA NT NA TIPI E PARA DECLARAR QUE SOMENTE OS INSUMOS QUE INTEGRAM O PRODUTO FINAL OU QUE SOFRAM, EM FUNÇÃO DA AÇÃO EXERCIDA DIRETAMENTE SOBRE O PRODUTO EM FABRICAÇÃO, ALTERAÇÕES TAIS COMO DESGASTE, DANO OU PERDA DE PROPRIEDADES FÍSICAS OU QUÍMICAS, PODEM SER CONSIDERADOS NO CÁLCULO DO BENEFÍCIO. ATENDIDOS TAIS PRESSUPOSTOS, CONSTATANDO O FISCO QUE HÁ VALOR A SER RESSARCIDO, ESTE DEVE SER, DESDE A DATA DO PROTOCOLO DO PEDIDO ATÉ SEU EFETIVO RESSARCIMENTO/COMPENSAÇÃO, ATUALIZADO MONETARIAMENTE, NOS TERMOS DA NORMA DE EXECUÇÃO SRF/COSIT/COSAR 08/1997. Sala das ,Sessões, em 03 de dezembro de 2004. - (,- ~.-..: < • '-"--- JORGE ;REIRE,{ 8 ... ..- v Processo nQ Recurso nQ Acórdão nQ Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes 10680.008212/00-97 125.696 202-16.079 MINISTÉRIO DA FAZENDA Segundo Conselho de Contnbum'es CONFEHECOM O <fIGIN~ Brasília-DF, emJ_,__ '_l_ A.L_~).'f " é~Taka uJ' Secre1ána da Segunda Camala I "CCM' •FI. VOTO DO CONSELHEIRO MARCELO MARCONDES MEYER-KOZLOWSKI (DESIGNADO QUANTO À TAXA SELIC) Entendo não assistir razão à recorrente quanto à taxa Selic, Senão vejamos. Entendo ser impossível a atualização do valor postulado mediante a aplicação da variação da taxa Selic, dada a ausência de previsão legal. Sua concessão representaria, isto sim, verdadeira violação ao princípio da legalidade administrativa, segundo o qual à Administração somente é dado fazer o que a lei determina. Por estas razões, nego provimento ao recurso nesta parte. Sala das Sessões, em 03 de dezembro de 2004. M~~ !MA\ELO MARCONDES MEYE -K 9 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008 00000009
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Numero do processo: 10073.000768/2003-34
Data da sessão: Wed May 23 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Mar 11 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/05/1992 a 31/12/1996
COFINS.DECADÊNCIA.
O prazo decadencial para o direito de restituição de pagamentos da COFINS, anteriores à Lei nº 118/05 é de 10 anos contados da data do pagamento da contribuição, conforme decisão proferida pelo E. Supremo Tribunal Federal, que deve ser seguida por este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, conforme seu regimento interno.
CORREÇÃO MONETÁRIA. TAXA SELIC.
É aplicável a taxa SELIC em casos de restituição de pagamento indevido, conforme dispõe o art. 61, §3º, da Lei nº 9460/96
Numero da decisão: 3401-001.816
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso nos termos do voto do relator.
JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Presidente.
FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE - Relator.
EDITADO EM: 20/12/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Odassi Guerzoni Filho, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte
Matéria: Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
Nome do relator: FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE
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Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/05/1992 a 31/12/1996 COFINS.DECADÊNCIA. O prazo decadencial para o direito de restituição de pagamentos da COFINS, anteriores à Lei nº 118/05 é de 10 anos contados da data do pagamento da contribuição, conforme decisão proferida pelo E. Supremo Tribunal Federal, que deve ser seguida por este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, conforme seu regimento interno. CORREÇÃO MONETÁRIA. TAXA SELIC. É aplicável a taxa SELIC em casos de restituição de pagamento indevido, conforme dispõe o art. 61, §3º, da Lei nº 9460/96 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso nos termos do voto do relator. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Presidente. FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE Relator. EDITADO EM: 20/12/2012 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 07 3. 00 07 68 /2 00 3- 34 Fl. 571DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2012 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 1 1/01/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 21/12/2012 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE Processo nº 10073.000768/200334 Acórdão n.º 3401001.816 S3C4T1 Fl. 572 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Odassi Guerzoni Filho, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte Relatório Em 30.6.2003, a contribuinte Prosimtra – Pronto Socorro Infantil Moleque Travesso LTDA (CNPJ 30.654.503/000141) protocolou Pedido de Restituição de créditos de COFINS no valor de R$ 24.615,25, referente ao período de maio de 1992 a dezembro de 1996. De acordo com o pedido: a) houve pagamento de tributo sem o devido respaldo legal, pois havia norma que isentava as Sociedades Civis da contribuição, devendo portanto ser restituído o pagamento; b) o prazo para decadência para lançamentos por homologação é de 5 anos. Apenas após extinto o crédito tributário pela homologação que começa a correr o prazo prescricional do artigo 168 do CTN. A decadência, portanto, ocorre após 10 anos. c) transcreve jurisprudência relativa à isenção para sociedades civis. Em Despacho Decisório da Seção de Orientação e Análise Tributária da Delegacia da Receita Federal em Volta Redonda/RJ, é proposto que seja indeferido o Pedido de Restituição, tendo em vista a extinção do direito de pleitear a restituição dos recolhimentos no momento da recepção do processo. No dia 18.2.2004, a contribuinte protocolou, tempestivamente, Manifestação de Inconformidade, na qual alega, em síntese, que: c) o STJ editou súmula a 276, que dispõe: “As sociedades civis de prestação de serviços profissionais são isentas de COFINS, irrelevante o regime tributário adotado”; b) mesmo que a administração pública não tenha competência para apreciar as questões relacionadas com a legalidade ou constitucionalidade da legislação tributária, ela pode deixar de aplicar lei por considerála inconstitucional; c) o art. 56 da Lei Ordinária nº 9.430/96 revogou a isenção da COFINS para as sociedades civis. A revogação é “ilegal” , uma vez que era estabelecida por Lei Complementar, não podendo lei inferior revogála; d) com base no art. 175, I, do CTN: “Art. 175 Excluem o crédito tributário: I – a isenção; II – a anistia Fl. 572DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2012 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 1 1/01/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 21/12/2012 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE Processo nº 10073.000768/200334 Acórdão n.º 3401001.816 S3C4T1 Fl. 573 3 Parágrafo único. A exclusão do crédito tributário não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias, dependentes da obrigação principal cujo crédito seja excluído, ou dela conseqüente” Podese, com fundamento no CTN, definir a isenção fiscal como fenômeno tributário que impede, por expressa disposição normativa, o surgimento do crédito tributário decorrente da obrigação que tenha por objetivo o pagamento do tributo; e) o argumento de que as sociedades civis ao optarem pela tributação dos resultados pelo lucro presumido perderiam, de imediato, o direito ao benefício fiscal, não merece prosperar, pois a citação ao DecretoLei nº 2 397/87 serviu apenas para identificar os beneficiados pela isenção. Em sessão de 7.4.2006, a 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro II/RJ acordou, por unanimidade de votos, indeferir a Manifestação de Inconformidade. Segundo o voto: a) a contribuinte, em sua Manifestação de Inconformidade, não teceu qualquer comentário a respeito da extinção do direito de requerer a restituição; b) a manifestação de inconformidade, além de não tratar da repetição de pretenso indébito tributário, também não se refere aos períodos de apuração da COFINS cujo direito à restituição se examina no presente processo. Em 27.12.2006, a contribuinte protocolou, tempestivamente, Recurso Voluntário, no qual, alega em síntese, que: a) a Lei Complementar nº 118/05 mostrase “ilegal” ao estabelecer alteração no prazo do indébito nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, à medida que “vai de encontro” ao que estabelece o CTN; b) caso reconhecida a legitimidade do pedido, este deve ser monetariamente atualizado, uma vez que a sua atualização corrige o efeito corrosivo da inflação; c) reitera os argumentos apresentados anteriormente. Conclui requerendo o provimento integral do Recurso Voluntário para reformar a decisão recorrida. É o relatório. Voto Conselheiro Fernando Marques Cleto Duarte Fl. 573DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2012 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 1 1/01/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 21/12/2012 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE Processo nº 10073.000768/200334 Acórdão n.º 3401001.816 S3C4T1 Fl. 574 4 Em suma a contribuinte apresentou Pedido de Restituição, com base no art. 6º da Lei Complementar 70/1991. Não logrando êxito em sua demanda, apresentou Recurso Voluntário, argumentando contra a decadência qüinqüenal segundo a interpretação prevista na Lei Complementar nº. 118/05. Inicialmente devemos analisar a possibilidade de sobrestamento do caso. O § 2º do art. 62A do Anexo II do Regimento Interno do CARF é bem claro ao dispor o seguinte: “Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes.” Portanto não cabe mais a este órgão julgado se posicionar sobre o caso em face, tendo em vista que o E. Supremo Tribunal Federal já se posicionou seguindo a sistemática do art. 543B do Código de Processo Civil, conforme reproduzo abaixo: “DIREITO TRIBUTÁRIO LEI INTERPRETATIVA APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005 DESCABIMENTO VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se autoproclamado interpretativa, implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. Inocorrência de violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata às pretensões pendentes de Fl. 574DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2012 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 1 1/01/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 21/12/2012 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE Processo nº 10073.000768/200334 Acórdão n.º 3401001.816 S3C4T1 Fl. 575 5 ajuizamento quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastandose as aplicações inconstitucionais e resguardandose, no mais, a eficácia da norma, permitese a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis, conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não havendo lacuna na LC 118/08, que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário. Reconhecida a inconstitucionalidade art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tãosomente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, § 3º, do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido.” (RE 566.621, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, julgado em 4.8.11, REPERCUSSÃO GERAL – MÉRITO DJe195 Divulgado 10.10.11 Publicado 11.10.11) Sendo assim, o prazo decadencial que deve ser aplicado à lide é aquele presente na tese dos cinco mais cinco, não existindo, portanto, decadência do direito pleiteado pela recorrente dos pagamento efetuados após 30.6.1993. Quanto à aplicação da taxa Selic é necessário levar em conta o entendimento do E. STJ, cuja ementa reproduzo em parte: “(...) 12. Nos casos de repetição de indébito tributário, a orientação prevalente no âmbito da 1ª Seção quanto aos juros pode ser sintetizada da seguinte forma: (a) antes do advento da Lei 9.250/95, incidia a correção monetária desde o pagamento indevido até a restituição ou compensação (Súmula 162/STJ), acrescida de juros de mora a partir do trânsito em julgado (Súmula 188/STJ), nos termos do art. 167, parágrafo único, do CTN; (b) após a edição da Lei 9.250/95, aplicase a taxa SELIC desde o recolhimento indevido, ou, se for o caso, a partir de 1º.01.1996, não podendo ser cumulada, porém, com qualquer outro índice, seja de atualização monetária, seja de juros, porque a SELIC inclui, a um só tempo, o índice de inflação do período e a taxa de juros real. 13. Na assentada de 11.07.2007, a 1ª Seção desta Corte, apreciando os ERESP 912.359/MG, da relatoria do Ministro Humberto Martins, dirimiu a controvérsia atinente aos índices Fl. 575DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2012 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 1 1/01/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 21/12/2012 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE Processo nº 10073.000768/200334 Acórdão n.º 3401001.816 S3C4T1 Fl. 576 6 utilizados para o cálculo da correção monetária na repetição do indébito tributário, decidindo pela adoção do atual Manual de Orientação de Procedimentos para os Cálculos da Justiça Federal, aprovado pelo Conselho da Justiça Federal, através da Resolução n. 561/CJF, de 02.07.2007, que prevê a aplicação dos seguintes índices:(a) IPC, de março/1990 a janeiro/1991; (b) INPC, de fevereiro a dezembro/1991; (c) UFIR, a partir de janeiro/1992; (d) taxa SELIC, exclusivamente, a partir de janeiro/1996; com observância dos seguintes índices: janeiro/1989 (42,72%), fevereiro/1989 (10,14%), março/1990 (84,32%), abril/1990 (44,80%), maio/90, (7,87%) e fevereiro/1991 (21,87%). 14. Recurso especial a que se dá parcial provimento (REsp 988.816/SP, Processo nº 2007/02218410, Rel Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA TURMA, DJe 15.5.08, julgado em 6.5.08)” Portanto, por se configurar recolhimento indevido, é aplicável a taxa SELIC ao caso em face, desde o recolhimento, não podendo ser cumulada, porém, com qualquer outro índice, seja de atualização monetária, seja de juros, porque a SELIC inclui, a um só tempo, o índice de inflação do período e a taxa de juros real. Frente a todo o exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso voluntário, tendo em vista o reconhecimento de repercussão geral e julgamento por parte do STF do RE 566.621, garantindo a restituição dos pagamentos efetuados após 30.6.1993. Acrescento que a DRF verifique o exato valor a ser restituído. É como Voto Sala das Sessões, em 23 de maio de 2012. Fernando Marques Cleto Duarte – Relator. Fl. 576DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2012 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 1 1/01/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 21/12/2012 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE
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Numero do processo: 13890.000565/2003-11
Data da sessão: Tue Oct 20 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Oct 20 00:00:00 UTC 2009
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/10/1997 a 31/10/1997 DECADÊNCIA.
Opera-se contra a Fazenda Pública a decadência do direito de lançar com o decurso do prazo de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador, nos termos do que rege o art. 150, § 4º, do CTN.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 3803-000.165
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, para cancelar o lançamento em face da decadência
Matéria: DCTF_PIS - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (PIS)
Nome do relator: Belchior Melo de Sousa
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Numero do processo: 10665.000457/2007-39
Data da sessão: Tue Dec 01 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Dec 01 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/05/1996 a 31/10/2005
DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE N 08 DO STF. PRAZO DE 05 (CINCO) ANOS. APLICAÇÃO DO ART. 150, §4° DO CTN. É de 05 (cinco) anos o prazo decadencial para o Fisco efetuar o lançamento das
contribuições previdenciárias.
SAT. Alíquota. ATIVIDADE PREPONDERANTE ESTABELECIMENTO MATRIZ E FILIAIS COM CNPJ's DISTINTOS. No caso da empresa possuir filiais, cada qual com o seu próprio CNPJ, a atividade preponderante, para fins de determinação do grau de risco do SAT, deverá ser considerada relativamente a cada um dos estabelecimentos em
separado.
ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. MULTA. CONFISCO.
Falece ao Conselho de Contribuintes a competência para análise da
constitucionalidade de normas tributárias, atividade privativa do Poder Judiciário, nos termos da Súmula n. 02.
SELIC. APLICAÇÃO. LEGALIDADE. Nos termos da Súmula n. 03 do Eg
Segundo Conselho de Contribuintes é cabível a cobrança de juros de mora com base na taxa SELIC para débitos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE.
Numero da decisão: 2402-000.312
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para, nas preliminares, excluir do lançamento as contribuições apuradas até a competência 02/2001, anteriores a 03/2001, com fundamento no § 4º, Art. 150 do CTN. No mérito, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: LOURENÇO FERREIRA DO PRADO
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/1996 a 31/10/2005 DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE N 08 DO STF. PRAZO DE 05 (CINCO) ANOS. APLICAÇÃO DO ART. 150, §4° DO CTN. É de 05 (cinco) anos o prazo decadencial para o Fisco efetuar o lançamento das contribuições previdenciárias. SAT. Alíquota. ATIVIDADE PREPONDERANTE ESTABELECIMENTO MATRIZ E FILIAIS COM CNPJ's DISTINTOS. No caso da empresa possuir filiais, cada qual com o seu próprio CNPJ, a atividade preponderante, para fins de determinação do grau de risco do SAT, deverá ser considerada relativamente a cada um dos estabelecimentos em separado. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. MULTA. CONFISCO. Falece ao Conselho de Contribuintes a competência para análise da constitucionalidade de normas tributárias, atividade privativa do Poder Judiciário, nos termos da Súmula n. 02. SELIC. APLICAÇÃO. LEGALIDADE. Nos termos da Súmula n. 03 do Eg Segundo Conselho de Contribuintes é cabível a cobrança de juros de mora com base na taxa SELIC para débitos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE.
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SÚMULA VINCULANTE N 08 DO STF. PRAZO DE 05 (CINCO) ANOS. APLICAÇÃO DO ART. 150, §4° DO CTN. É de 05 (cinco) anos o prazo decadencial para o Fisco efetuar o lançamento das contribuições previdenciárias. SAT. ALíQUOTA. ATIVIDADE PREPONDERANTE ESTABELECIMENTO MATRIZ E FILIAIS COM CNPJ's DISTINTOS. No caso da empresa possuir filiais, cada qual com o seu próprio CNPJ, a atividade preponderante, para fins de determinação do grau de risco do SAT, deverá ser considerada relativamente a cada um dos estabelecimentos em separado. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. MULTA. CONFISCO. Falece ao Conselho de Contribuintes a competência para análise da constitucionalidade de normas tributárias, atividade privativa do Poder Judiciário, nos termos da Súmula n. 02. SELIC. APLICAÇÃO. LEGALIDADE. Nos termos da Súmula n. 03 do Eg Segundo Conselho de Contribuintes é cabível a cobrança de juros de mora com base na taxa SELIC para débitos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE. Vistos, relatados e discutidos os pie _es autos. ACORDAM os membros da 4" Câmara / 2' Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para, nas preliminares, excluir do lançamento as contribuições apuradas até a competência 02/2001, anteriores a 03/2001, com fundamento no § 4 0, Art. 150 do CTN. No mérito, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. „07.04, (ItleC-ELO OLIVEIRA - Presidente LOURE O FERREIRA DO PRADO - Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros: Marcelo Oliveira, Ana Maria Bandeira, Rogério de Lellis Pinto, Lourenço Ferreira do Pra. celo Freitas de Souza Costa (Convocado) e Nrib ia Moreira Banos Mazza (Suplente (r\ 2 Processo n° 10665.000457/2007-39 S2-C4T2 Acórdão n.°2402-00312 Fl. 536 Relatório Trata-se de crédito tributário constituído em desfavor de LÍDER INDUSTRIA E COMERCIO DE ESTOFADOS LTDA, por meio de NFLD, na qual é efetuada a cobrança de diferenças de contribuições sociais incidentes sobre remuneração paga a segurados empregados, contribuintes individuais, bem como da diferença de 01% (hum por cento) no recolhimento da aliquota RAT relativas a 09 (nove) empresas filiais, que informaram estar sujeitas ao grau de risco médio (alíquota 02%), quando, em verdade, deverias estar sujeito ao grau de risco grave (Ali quota 03%). O lançamento relativo as diferenças de contribuições dos segurados empregados e contribuintes individuais compreende o período de 05/1996 a 07/2005 e o relativo as diferenças de afiquotas RAT de 05/2001 a 10/2005, tendo sido o contribuinte cientificado em 31/03/2006. No que se refere a cobrança do diferencial de aliquota RAT entendeu o Ilustre fiscal notificante que a atividade preponderante da contribuinte é a indústria, pois restou verificado que o estabelecimento matriz detém o maior numero de segurados empregados em comparação com a soma dos segurados dos estabelecimentos filiais, motivo que deu azo a nova classificação do nível de risco da atividade. Mantida a integralidade da autuação pela Decisão Notificação (fls.), a recorrente apresente recurso voluntário, por meio do qual sustenta em preliminar 1. A Decadência do direito do Fisco em efetuar o lançamento das contribuições objeto da NFLD, com arrimo no art. 150, §4° do CTN. Quanto ao mérito, sustenta a necessidade de anulação da NFLD sob o fundamento de que: Fora devidamente informado o grau de risco dos estabelecimentos filiais, pois se tratam de estabelecimentos comerciais e não industriais como a matriz, possuindo natureza autônoma em relação as atividades exercidas na matriz, apesar da mesma controlar toda a atividade empresarial das empresas; Que o lançamento se baseou em presunções pois o fiscal notificante, ao entender que todas as empresas filiais exerciam as mesmas atividades do estabelecimento, deixou de expor os motivos que o levaram a tal conclusão, não tendo verificado a real ocorrência do fato gerador da contribuição.; Que a multa aplicada é confiscatória; Ilegalidade da adoção da taxa SELIC como juros de mora Sem contrarrazôes da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, subiram os autos a este Eg. Conselho. É o rela 3 Voto Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado, Relator Tempestivo o recurso e presente os seus pressupostos de admissibilidade, dele conheço. Considerando o entendimento do Supremo Tribunal Federal, de que apenas lei complementar pode dispor sobre prescrição e decadência em matéria tributária, em observância aquilo que disposto no artigo 146, III, "b", da Constituição Federal, à unanimidade de votos, negou provimento aos Recursos Extraordinários n° 556.664, 559.882, 559.943 e 560.626, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46 da Lei n. 8.212/91, os quais concediam à Previdência Social o prazo de 10 (dez) anos para a constituição de seus créditos. Na mesma assentada, inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, o STF editou a Súmula Vinculante de n° 8, cujo teor é o seguinte: Súmula Vinculante n° 8"São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5° do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário". Dessa forma, em observância ao que disposto no artigo no art. 103-A e parágrafos da Constituição Federal, inseridos pela Emenda Constitucional n° 45/2004, as súmulas vinculantes, por serem de observância e aplicação obrigatória pelos entes da administração pública direta e indireta, devem ser aplicadas por este Eg. Conselho de Contribuintes, in verbis: , "Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Logo, inaplicável o prazo de 10 (dez) anos para a aferição da decadência no âmbito das contribuições previdenciárias, resta necessário, para a solução da demanda, a aplicação das normas legais relativas à decadência e constantes no Código Tributário Nacional, a saber, dentre os artigos 150, § 40 ou 173, I, diante da verificação, caso a caso, se tenha ou não havido dolo, fraude, simulação ou o recolhimento de parte dos valores das contribuições sociais objeto da NFLD, conforme mansa e pacifica orientação desta Eg. Câmara. As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação, motivo pelo qual, em regra, devem observar o previsto no art. 150, § 4° do CTN. Dessa forma, verificado o pagamento antecipado, observar-se ' a de extinção inscrita no art. 156, 4 Processo n° 10665.000457/2007-39 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.312 Fl. 537 inciso VII do CTN, que condiciona o acerto do lançamento efetuado pelo contribuinte a ulterior homologação por parte de Fisco. Ao revés, caso não exista pagamento ou mesmo a parcialidade deste, não há o que ser homologado, motivo que enseja a incidência do disposto no art. 173, inciso I do CTN, hipótese na qual o crédito tributário será extinto em função do previsto no art. 156, inciso V do CTN. No caso dos autos do presente processo da análise do relatório fiscal, itens 2.1 e 2.2, fls. 425, depreende-se que os fiscal deixa claro que se trata da cobrança de diferenças de contribuições sociais e de alíquota do RAT, de modo que vários recolhimentos já efetuados pelo contribuinte foram considerados no DAD, o que caracteriza a parcialidade do pgamento. Dessa forma, há que ser aplicado ao caso o art. 150, §4° do CTN, de modo que deverão ser excluídas do lançamento as contribuições referentes ao período anterior a 03/2001. Quanto ao mérito, verifico que das razões apresentadas pelo contribuinte, este não impugnou o lançamento cujos fatos geradores foram a remuneração dos segurados empregados e contribuintes individuais, mas cercou-se apenas na tentativa da demonstração de que o fiscal notificante não agiu em conformidade com a lei ao atribuir, às suas filiais, grau de risco grave, sujeito a alíquota SAT de 03% (três por cento), tendo efetuado o lançamento com base em presunção e em afronta ao art. 142 do CTN. Sobre o assunto, reza o art. 22 da Lei 8.212/91: "Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de: 6 - vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. (Redação dada pela Lei n° 9.876, de 1999). II - para o financiamento do beneficio previsto nos arts. 57 e 58 da Lei 8.213, de 24 de julho de 1991, e daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer do mês, aos segurados empregados e 7 trabalhadores avulsos: (Redação dada pela Lei n°9.732, de 1998). a) 1% (um por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante oi risco de acidentes do trabalho seja considerado leve; b) 2% (dois por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considerado médio; c) 3% (três por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considerado 5 E também o art. 202 do Regulamento da Previdência Social § 32 Considera-se preponderante a atividade que ocupa, na empresa, o maior número de segurados empregados e trabalhadores avulsos. Justificou o fiscal notificante que a atribuição de novo grau de risco, em observância as normas supracitadas deu-se por haver verificado que o estabelecimento matriz emprega número de segurados maior do que o de todas as filiais juntas, estando, portanto, ai caracterizada a atividade preponderante de indústria, cuja alíquota de SAT deveria ser extensível a todas. Entretanto, tenho que tal entendimento não é o melhor a ser aplicável a espécie. A atividade preponderante de empresa que possua filiais com CNPJ's distintos, inclusive em outros Municípios do mesmo Estado ou mesmo em outros Estados da Federação deve ser entendida como relativa a cada estabelecimento em separado e não como fez o Ilmo. Auditor Fiscal. Por possuírem CNPJ's distintos, são estabelecimentos autônomos. A divisão da empresa em unidades autônomas é um fato que decorre propriamente da expansão dos negócios de uma sociedade empresarial. Existem empresas que funcionam em vários Estados da Federação, no exercício de diferentes atividades, como é o caso da recorrente. Logo, é exatamente por esta razão, que devidamente atento à evolução das práticas comerciais, o Fisco exige o registro no CNPJ de cada filial ou sucursal da empresa para uma melhor fiscalização acerca do cumprimento das obrigações tributárias por parle dos contribuintes. E no caso dos autos tal situação é facilmente perceptível da leitura do contrato social acostado às fls. 479/480, donde se verifica a gama de locais onde a empresa possui estabelecimento, diga-se, alguns longe de serem considerados aptos a que se instale uma indústria de móveis no local, como por exemplo, o Shopping Interlagos em São Paulo. Ademais, às fls. 492/497, verifica-se que a recorrente colacionou o comprovante de inscrição de suas filiais no CNP', o que demonstra ter agido de forma a registrar, junto a Secretaria da Receita Federal do Brasil cada uma delas. Não obstante o relatório fiscal é claro em apontar que todas as filiais possuem CNPJ distinto. É pelo CNPJ que a Receita Federal registra todas as informações cadastrais de determinada pessoa jurídica, de interesse das administrações tributárias inclusive de Estados e Municípios, seja para o intercâmbio de informações ou integração dos respectivos cadastros. No caso dos presentes autos, ao revés daquilo o que concluído pelo fiscal notificante, sob o auspício de justificar a malsinada readequação do nível de risco da recorrente de médio para grave, é verificado mais um entrave com relação a própria diferenciação da ' situação fática das atividades desenvolvidas nas filiais e na matriz. Verifica-se que se tratam as filiais de centros de comercialização das mercadorias produzidas pela matriz e por óbvio ali não é exercida qualquer atividade de natureza industrial, mas ao contrário, como reconheceu o próprio fiscal, o comércio varejista de móveis. Assim, por se tratarem de filiais com CNPJ's distintos, resta claro terem autonomia própria no exercício de suas funções, que é o comércio e não a indústria. Seria o mesmo que estender os efeitos de uma atividade reconhecida pela legislação como perigosa por quilômetros e quilômetros de distância, atribuindo-a a empregados que nunca estariam sujeitos aos seus efeitos. Será então, que todas as me • eventivas e protetivas utilizadas para a , 6 Processo n° 10665.000457/2007-39 32-C4T2 Acórdão n.° 2402-00312 E. 538 monitoração do risco a que se expõe o empregado na indústria também deverá ser adotada para os estabelecimentos filiais. Creio que não. Ademais, cumpre lembrar que o Superior Tribunal de Justiça já editou Súmula sobre o assunto, confira-se: Súmula 351 - A aliquota de contribuição para o Seguro de Acidente do Trabalho (SAT) é aferida pelo grau de risco desenvolvido em cada empresa, individualizada pelo seu CNPJ, ou pelo grau de risco da atividade. A conclusão do fiscal, portanto, não se coaduna com a nonna, pois deixou de considerar a autonomia operacional entre cada um dos estabelecimentos, de modo que o lançamento das contribuições devidas não o foi em conformidade com o art. 142 do CTN. Logo, merece guarida, neste ponto, a pretensão recursal. Com relação aos demais pontos de insurgência, há que ser mantido aquilo que determinado na Decisão Notificação. O pedido do reconhecimento da excessividade e confisco da multa aplicada ensejaria, via de rega, o reconhecimento da inconstitucionalidade de dispositivo da legislação tributária, o que suprime competência privativa do poder Judiciário, conforme previsto nos artigos 97 e 102, I, "a" e III, "b" da Constituição Federal. Sobre o tema, o Segundo Conselho de Contribuintes editou a Súmula n. 02, aplicável ao presente caso, fixando o seguinte comando: SÚMULA n. 02 "Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária. Cumpre lembrar que a sua aplicação decorre daquilo que claramente disposto no art. 34 da Lei n° 8.212/91, com redação dada pela Lei n° 9.528/97, confira-se: "Artigo 34: As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia — SELIC a que se refere o art. 13 da Lei n° 9.065/95, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrevogável." Não obstante a matéria já foi objeto de inúmeras discussões neste Eg. Conselho, quando então fora editada a Súmula n. 03 do Segundo Conselho de Contribuintes, aplicável ao presente caso e cuja redação fora assim aprovada na sessão plenária de 18/09/2007: "SÚMULA N. 3 - É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liqüidação e Custódia — Selic para título federal. Ante todo o exposto, voto no sentido de CONHECER do recurso para acolher a preliminar de decadência e mar a extinção do crédito tributário constante na 7 NFLD no período anterior a 03/2001 e, no mérito, em DAR-LHE PARCIAL PROVIMENTO para determinar a nulidade, na NFLD, do lançamento relativo as diferenças da aliquota de SAT. É como voto. Sala das Sessões, em 1 de dezembro de 2009 LOURENÇO FERREIRA DO PRADO - Relator .:404,1 MINISTÉRIO DA FAZENDAt8,1 CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS 44E4, QUARTA CÂMARA - SEGUNDA SEÇÃO Processo 110: 10665.000457/2007-39 Recurso n°: 147.595 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 3° do artigo 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n° 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Quarta Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão n° 2402-00.312 Brasíli. 02 de fevereiro de 2010 ELIAS SAkr FREI" Presidente da` uarta Câmara Ciente, com a observação abaixo: [ ] Apenas com Ciência [ ] Com Recurso Especial [ ] Com Embargos de Declaração Data da ciência. / / Procurador (a) da Fazenda Nacional
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Numero do processo: 17460.000998/2007-11
Data da sessão: Wed Oct 17 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1999 a 30/04/2003
DECADÊNCIA.
Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos dos art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal.
ILEGALIDADE DO SALÁRIO EDUCAÇÃO. INOCORRÊNCIA.
É legítima a incidência do salário educação, vez que previsto desde a promulgação da CF/88 até os dias atuais.
EMPRESAS URBANAS. CONTRIBUIÇÃO PARA O INCRA
É legitima a cobrança da contribuição para o INCRA das empresas urbanas, sendo inclusive desnecessária a vinculação ao sistema de previdência rural.
MATÉRIA CONSTITUCIONAL.
O CARF não se pronuncia sobre matéria tributária constitucional, nos termos da Súmula nº 2 do CARF.
TAXA SELIC. LEGALIDADE
Legalidade da Taxa SELIC nos termos do art. 62-A do Regimento Interno do CARF e da Súmula n. 3 do CARF.
MULTA
Recálculo da multa para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, c do CTN.
Numero da decisão: 2403-001.701
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para nas preliminares reconhecer a decadência referente ao período compreendido entre: 01/1999 a 12/2000, com base no artigo 150 do CTN. No mérito, por maioria de voto, determinar o recálculo da multa de mora de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Marcelo Magalhães Peixoto - Relator
Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Carolina Wanderley Landim, Ivacir Julio de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Maria Anselma Coscrato dos Santos.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1977; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 2 1 1 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 17460.000998/200711 Recurso nº 000.001 Voluntário Acórdão nº 2403001.701 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 17 de outubro de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente FIORELLA PRODUTOS TÊXTEIS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 30/04/2003 DECADÊNCIA. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos dos art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal. ILEGALIDADE DO SALÁRIO EDUCAÇÃO. INOCORRÊNCIA. É legítima a incidência do salário educação, vez que previsto desde a promulgação da CF/88 até os dias atuais. EMPRESAS URBANAS. CONTRIBUIÇÃO PARA O INCRA É legitima a cobrança da contribuição para o INCRA das empresas urbanas, sendo inclusive desnecessária a vinculação ao sistema de previdência rural. MATÉRIA CONSTITUCIONAL. O CARF não se pronuncia sobre matéria tributária constitucional, nos termos da Súmula nº 2 do CARF. TAXA SELIC. LEGALIDADE Legalidade da Taxa SELIC nos termos do art. 62A do Regimento Interno do CARF e da Súmula n. 3 do CARF. MULTA Recálculo da multa para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 17 46 0. 00 09 98 /2 00 7- 11 Fl. 961DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para nas preliminares reconhecer a decadência referente ao período compreendido entre: 01/1999 a 12/2000, com base no artigo 150 do CTN. No mérito, por maioria de voto, determinar o recálculo da multa de mora de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Carolina Wanderley Landim, Ivacir Julio de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Maria Anselma Coscrato dos Santos. Fl. 962DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 17460.000998/200711 Acórdão n.º 2403001.701 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório Tratase de crédito lançado contra o contribuinte acima identificado, por meio da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD, DEBCAD n° 35.831.1489, cuja notificação ocorreu em 05/01/2006 (fl. 545), no valor de R$ 1.542.559,53 (um milhão, quinhentos e quarenta e dois mil, quinhentos e cinquenta e nove reais e cinquenta e três centavos), em relação às competências: 01/1999 a 04/2003. Segundo o Relatório Fiscal de fls. 190/198, in verbis: “(...) foram levantados débitos relativos a contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à parte da empresa, financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho, e as destinadas a terceiros (Salário Educação, Incra, Senai, Sesi e Sebrae) incidentes sobre os fatos geradores das folhas de pagamento de segurados empregados declarados em GFIP, bem como de contribuições relativas a remuneração de contribuintes individuais declarados e não declarados em GFIP, e ainda, débitos relativos a diferenças de acréscimos legais. (...)” DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento, a empresa contestou a presente NFLD, por meio do instrumento de fls. 551/661. DA DILIGÊNCIA Por meio do Despacho de fls. 691/693 os autos foram baixados em diligência para verificar as competências envolvidas no processo, bem como verificar se os depósitos judiciais são suficientes para suspender a exigibilidade do crédito, nos termos do art. 151, II do CTN. Por meio da petição de fl. 713, c/c os depósitos judiciais de fls. 694/712, a Fiscalização esclarece que os depósitos judiciais não cobrem nem a contribuição descontada dos segurados, assim como que devem ser suprimidas as competências de 12/200 e 13/2001 (levantamento FO 1). DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da Recorrente, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo I, por meio da 13a Turma da DRJ/SPOI, prolatou o Acórdão n° 1616.543 de fls. 793/831, mantendo procedente em parte o lançamento, conforme ementa que abaixo se transcreve, in verbis: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIARIAS Fl. 963DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 Período de apuração: 01/01/1999 a 30/04/2003 Ementa: MULTA MORATÓRIA. JUROS SELIC A interposição de ações judiciais com objetos idênticos aos pedidos administrativamente configura renúncia ao direito de recorrer na esfera administrativa e desistência da impugnação apresentada. Impugnação não conhecida DECADÊNCIA. Ê de 10 (dez) anos o prazo para apuração e constituição do crédito previdenciário. GILRAT Atende à legalidade e à constitucionalidade a contribuição para financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho. INCRA O INCRA corno contribuição de intervenção no domínio econômico é devido por todas as empresas, independente do tipo de atividade. SESI/SENAI As contribuições destinadas ao SESI e SENAI foram expressamente recepcionadas pelo art. 240 da Constituição Federal e incidem sobre as remunerações dos segurados empregados. SEBRAE A contribuição destinada ao SEBRAE tem natureza de contribuição de intervenção no domínio econômico e beneficia todas as empresas, ainda que indiretamente. INCONSTITUCIONALIDADE/ILEGALIDADE Compete exclusivamente ao Poder Judiciário decidir sobre matéria relativa a constitucionalidade /legalidade. RETIFICAÇÃO. Devem ser objeto de exclusão as competências que não estão abrangidas pela ação judicial. Lançamento Procedente em Parte” DO RECURSO Inconformada, a empresa interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário de fls. 847/951, requerendo a reforma do Acórdão da DRJ, com os seguintes argumentos: Fl. 964DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 17460.000998/200711 Acórdão n.º 2403001.701 S2C4T3 Fl. 4 5 Preliminarmente Sustenta ser indevido o depósito recursal. Da Decadência do Lançamento Requer a aplicação do prazo decadencial de 5 (cinco) anos, nos termos do art. 150 e 173 do CTN. Dos Fatos A Recorrente resume a lide. Da Função do Conselho de Recursos Sustenta que o CRPS é competente para afastar leis inconstitucionais ou não válidas. Da Ilegalidade do Salário Educação A Recorrente traz um histórico da legislação brasileira para concluir que a contribuição devida a título de salário educação é inconstitucional. Colaciona jurisprudências para fundamentar o alegado. Da Ilegitimidade da Cobrança de Contribuição ao INCRA Não incide contribuição ao INCRA em relação à empresa que desenvolve atividade exclusivamente urbana, sendo, portanto, ilegal. Traz jurisprudências nesse sentido. Da Inconstitucionalidade da Contribuição para o SEBRAE, SESC e SENAC A Recorrente traz um histórico legislativo, colacionado com jurisprudências, para concluir que as citadas contribuições são inconstitucionais. Do Bis In Idem A cobrança de contribuições para o SEBRAE, SESC e SENAC constitui um bis in idem, vez que tem a mesma regramatriz da contribuição previdenciária. Do Efeito Confiscatório da Multa Aplicada Para a Recorrente caracteriza confisco a multa acima de 20%, nos termos doa RT. 61 da Lei n. 9.430/96. Traz jurisprudência nesse sentido. Da criação e da Finalidade da Taxa SELIC Traz um histórico legislativo, acompanhado de jurisprudências, para concluir ser inconstitucional a taxa Selic. É o relatório. Fl. 965DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fl. 957, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. PRELIMINARMENTE DECADÊNCIA O Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária de 12 de Junho de 2008, aprovou a Súmula Vinculante nº 8, nos seguintes termos: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Referida Súmula declara inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91, que impõem o prazo decadencial e prescricional de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias, o que significa que tais contribuições passam a ter seus respectivos prazos contados em consonância com os artigos 150, § 4º, 173 e 174, do Código Tributário Nacional: CTN Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (...) Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; De acordo com o art. 103A, da Constituição Federal, a Súmula Vinculante nº 8 vincula toda a Administração Pública, inclusive este Colegiado: Fl. 966DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 17460.000998/200711 Acórdão n.º 2403001.701 S2C4T3 Fl. 5 7 CF/88 Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal, poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder a sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. In casu, como se trata de contribuições sociais previdenciárias que são tributos sujeitos a lançamento por homologação, contase o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, caso se verifique a antecipação de pagamento (mesmo que parcial) ou, nos termos do art. 173, I, do CTN, quando o pagamento não foi antecipado pelo contribuinte. Nesse diapasão, mister destacar que para que seja aplicado o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, basta que haja a antecipação no pagamento de qualquer Contribuição Previdenciária, ou seja, não é necessária a antecipação em todas as competências. Havendo a antecipação parcial em uma única competência, já se aplica as regras do art. 150, § 4º do CTN. Também é entendimento deste Relator, que a antecipação a título de Contribuição Previdenciária abrange o pagamento para todas as rubricas relacionadas, tais como: destinadas a outras entidades e fundos — Terceiros (Salárioeducação e INCRA), dentre outras. Analisando o Termo de Encerramento da Auditoria Fiscal – TEAF, na fl. 186/188, a Fiscalização destaca que examinou “Comprovantes de Recolhimentos”. Concluise, portanto, que houve recolhimento a título de contribuição previdenciária, fato suficiente para a aplicação da decadência nos termos do art. 150, § 4º do CTN. O período de apuração compreendeu as competências 01/1999 a 04/2003. A notificação ocorreu em 05/01/2006 (fl. 545). Logo, o prazo decadencial ocorreu em relação ao período compreendido entre 01/1999 a 12/2000, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, conforme explicado. MÉRITO DO SALÁRIO EDUCAÇÃO A Recorrente pleiteia a declaração da ilegalidade da contribuição destinada ao salário educação. Ocorre que, o Supremo Tribunal Federal já se pronunciou tanto, pela recepção da legislação da contribuição social do salário educação pela Constituição Federal de 1988, como pela constitucionalidade da Lei n° 9.424/1996, in verbis: SÚMULA (STF)N° 732: É CONSTITUCIONAL A COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO DO SALÁRIO EDUCAÇÃO, SEJA SOB A CARTA DE 1969, SEJA Fl. 967DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 8 PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988, E NO REGIME DA LEI 9424/1996. Logo, improcede o pleito da Recorrente no que se refere ao salárioeducação. DA CONTRIBUIÇÃO AO INCRA Para fundamentar a ilegalidade da contribuição devida ao INCRA, a recorrente tomou por base o antigo entendimento do Colendo STJ. Ocorre que tal entendimento está superado e, conforme a atual jurisprudência, é devida a contribuição ao INCRA, verbis: PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. AÇÃO RESCISÓRIA. CONTRIBUIÇÃO AO INCRA. LEI N. 8.212/91. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. MODIFICAÇÃO DE ENTENDIMENTO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 343/STF. 1. A ação rescisória foi manejada para desconstituir acórdão que entendeu indevida a contribuição para o INCRA, porquanto teria sido revogada pela Lei n. 8.212/91, entendimento este perfilhado pelo STJ à época de sua prolação. 2. A modificação do referido entendimento aconteceu somente a partir de 2006, quando se conclui que a contribuição destinada ao INCRA não foi extinta, nem pela a Lei n. 7.787/89, nem pela Lei n. 8.212/91, ainda estando em vigor. Tal entendimento foi exarado com o julgamento proferido pela Primeira Seção, nos EREsp 770.451/SC, Rel. Min. Castro Meira, Sessão de 27.9.2006. 3. Com efeito, a mudança de entendimento adotado no Superior Tribunal de Justiça não pode justificar, somente por este motivo, a impugnação por via da ação rescisória. Isso porque, após o trânsito em julgado, a lei beneficia a segurança jurídica em lugar da justiça. O fato de a matéria ter entendimento pacificado, à época, afasta a possibilidade de violação de "literal disposição de lei", ainda que a jurisprudência posteriormente tenhase firmada consoante a pretensão da parte. 4. Cumpre reiterar que tanto o STF quanto o STJ firmaram o entendimento de que a questão referente à exigibilidade da contribuição destinada ao INCRA após a edição das Leis 7.787/89 e 8.212/91 é de cunho infraconstitucional. Precedentes: RE 540.304 AgR, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 25/3/2010; AI 612.433 AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 22/10/2009; REsp 902.349/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Seção, DJe 3/8/2009; AgRg no REsp 597.069/SC, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe 25/11/2008. 5. Incide, portanto, a Súmula 343 do STF. A título de reforço, precedentes idênticos: AgRg na AR 4.439/PR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Seção, julgado em 22.9.2010, DJe 1.10.2010; Fl. 968DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 17460.000998/200711 Acórdão n.º 2403001.701 S2C4T3 Fl. 6 9 AgRg na AR 3.509/PR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Seção, julgado em 9.8.2006, DJ 25.9.2006, p. 202). Agravo regimental improvido. (AgRg no REsp 1244089/RS, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 26/04/2011, DJe 03/05/2011) (grifo nosso) Nesse diapasão, em 09 de julho de 2009, no julgamento do Proc. n. 37311.010070/200676, a 3a Câmara / 2a Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento prolatou o Acórdão n. 230200.073, no sentido de ser devida a contribuição destinada ao INCRA, mesmo por empresas urbanas, verbis: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/1996 a 31/03/2000, 01/05/2000 a 31/08/2001, 01/12/2001 a 20/12/2001 (...) EMPRESAS URBANAS. CONTRIBUIÇÃO PARA O INCRA. É legitima a cobrança da contribuição para o INCRA das empresas urbanas, sendo inclusive desnecessária a vinculação ao sistema de previdência rural. (...) Recurso Voluntário Provido em Parte (...) ACORDAM os membros da 3a Câmara / 2a Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, com fundamento nos artigos 150, § 4° e 173, 1 do CTN, acatar a preliminar de decadência de parte do período a que se refere o lançamento para provimento parcial do recurso. Os Conselheiros Edgar Silva Vidal e Manoel Coelho Arruda Junior acompanharam o Relator pelas conclusões entendendo que se aplica o artigo 150, § 4° do CTN para ambos os levantamentos; no mérito, por unanimidade de votos, mantidos os demais valores. (grifo nosso) Portanto, reconhecida a legalidade da contribuição devida ao INCRA, não deve ser reformado o Acórdão da DRJ no que se refere a esse pedido. INCONSTITUCIONALIDADE DA CONTRIBUIÇÃO PARA O SEBRAE, SESC E SENAC A Recorrente alega inconstitucionalidade da contribuição destinada ao SEBRAE, SESC e SENAC. Diante disso, não há o que se pronunciar, posto que o CARF não é competente para se pronunciar sobre matéria constitucional nos termos da Súmula nº 02 do CARF, abaixo transcrita: Fl. 969DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 10 “O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária”. Por esse mesmo motivo, já se afasta de plano o pronunciamento acerca das alegações de inconstitucionalidade levantadas no Recurso Voluntário, dado o impedimento acolhido pela presente Súmula. DA APLICAÇÃO DA TAXA SELIC A Recorrentes entende como ilegal a incidência de algum índice de atualização monetária superior a 12% ao ano. Ocorre que, nos termos do art. 62A do Regimento Interno do Conselho de Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, os julgamentos dos conselheiros estão vinculados aos acórdãos do STF e STJ, quando prolatados nos termos dos arts. 543B e 543C do CPC, verbis: Art. 62A do Regimento Interno do CARF: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Nesse diapasão, o Colendo STJ já se manifestou acerca da possibilidade de atualização monetária pela Taxa SELIC, nos termos do art. 543C do CPC, verbis: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL SUBMETIDO À SISTEMÁTICA PREVISTA NO ART. 543C DO CPC. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. JUROS DE MORA PELA TAXA SELIC. ART. 39, § 4º, DA LEI 9.250/95. PRECEDENTES DESTA CORTE. 1. Não viola o art. 535 do CPC, tampouco nega a prestação jurisdicional, o acórdão que adota fundamentação suficiente para decidir de modo integral a controvérsia. 2. Aplicase a taxa SELIC, a partir de 1º.1.1996, na atualização monetária do indébito tributário, não podendo ser cumulada, porém, com qualquer outro índice, seja de juros ou atualização monetária. 3. Se os pagamentos foram efetuados após 1º.1.1996, o termo inicial para a incidência do acréscimo será o do pagamento indevido; no entanto, havendo pagamentos indevidos anteriores à data de vigência da Lei 9.250/95, a incidência da taxa SELIC terá como termo a quo a data de vigência do diploma legal em tela, ou seja, janeiro de 1996. Esse entendimento prevaleceu na Primeira Seção desta Corte por ocasião do julgamento dos EREsps 291.257/SC, 399.497/SC e 425.709/SC. Fl. 970DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 17460.000998/200711 Acórdão n.º 2403001.701 S2C4T3 Fl. 7 11 4. Recurso especial parcialmente provido. Acórdão sujeito à sistemática prevista no art. 543C do CPC, c/c a Resolução 8/2008 Presidência/STJ. (REsp 1111175/SP, Rel. Ministra DENISE ARRUDA, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 10/06/2009, DJe 01/07/2009) (grifo nosso) Ademais, além do referendo Judicial em sede de Recurso Repetitivo, essa matéria consta na Súmula n. 3 do CARF, verbis: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Portanto, não há que se falar em ilegalidade na aplicação da Taxa SELIC em matéria tributária. MULTA A multa aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabelece que os débitos referentes a contribuições não recolhidas no prazo previsto em lei, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61, da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Tendo em vista que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, cominelhe penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 em comparativo com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo), para determinação e prevalência da multa mais benéfica, no momento do pagamento. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Fl. 971DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 12 CONCLUSÃO Do exposto, preliminarmente, reconheço a decadência referente ao período compreendido entre: 01/1999 a 12/2000, nos termos do art. 150, § 4º do CTN. No mérito, julgo procedente em parte o recurso para determinar o recálculo da multa de mora de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 972DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
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Numero do processo: 36204.003834/2006-21
Data da sessão: Tue Oct 27 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Oct 27 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 2402-000.010
Decisão: RESOLVEM os membros da Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara
do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem.
Nome do relator: ANA MARIA BANDEIRA
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CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo u° 36204.00383412006-21 Recurso n° 151.021 Resolução n° 2402-00.010 — C Câmara / r Turma Ordinária Data 27 de outubro de 2009 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente COMPROFAR ADMINISTRAÇAO DE BENS LTDA Recorrida SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA - SRP RESOLVEM os membros da Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem. i / 1 i 41 / t ARG LO OLIVEIRA / Presidente OP 04/ ofitiz7) RAnn •• • li IA ANDE ratora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Marcelo Oliveira, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Rogério de Lellis Pinto, Cleusa Vieira de Souza (Convocada) e Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira (Convocada). 1 Processo e 36204.003834/2006-21 S2-C4T1 Resolu "cão n.° 2402-00.010 Fl. 340 RELATÓRIO Trata-se de Auto de Infração lavrado com fundamento na inobservância da obrigação tributária acessória prevista na Lei n° 8.212/1991, no art. 32, inciso IV e § 5°, acrescentados pela Lei n°9.528/1997 c/c o art. 225, inciso IV e § 4° do Decreto n° 3.048/1999, que consiste em a empresa apresentar a GE1P — Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. A autuação foi mantida em decisão de primeira instância e a autuada apresenta recurso. É o relat 2 Processo e 36204.00383412006-21 S2-C4T1 I Resolução n.° 2402-00.010 Fl. 341 I : • VOTO Conselheira Ana Maria Bandeira, Relatora Para que o recurso seja devidamente apreciado e julgado, é necessário que se esclareça a questão que se segue.. O Relatório Fiscal da Infração (fl. 42/43), informa que a autuada deixou de incluir em GFIP os seguintes fatos geradores: • —Remuneração paga a trabalhadores –eriquadrados na categoria de segurado empregado, originalmente considerados representantes comerciais pela empresa, cujas contribuições correspondentes foram objeto da NFLD 35.908.395-1. • • Remuneração paga a segurados contribuintes individuais e pagamentos efetuados à cooperativas de trabalho, cujas contribuições correspondentes foram objeto da NFLD n° 35.908.397-8. Como se vê, se trata de descumprimento de obrigação acessória consubstanciada na omissão de determinados fatos geradores em GFIP e está a empresa discutindo administrativamente a natureza de salário de contribuição de tais valores nos autos das notificações citadas. ' Dessa forma, entendo que o julgamento do presente Auto de Infração só pode ocorrer após o julgamento das notificações, quando ficará definido se os valores omitidos seriam ou não fatos geradores de contribuições previdenciárias. Quanto à NFLD 35.908.397-8, objeto do Recurso n° 150905, este foi objeto de análise por parte desta Conselheira que entendeu por dar provimento parcial ao recurso para reconhecer a decadência parcial face à edição da Súmula Vinculante n° 8 do Supremo Tribunal Federal. No que tange à NFLD n° 35.908.395-1, objeto do Recurso n° 151281, o qual também foi distribuído a esta Conselheira para relatoria, foi observado que antes da decisão de primeira instância foi realizada diligência cujo resultado não foi encaminhado à notificada para .; \ manifestação. ) A fim de se evitar alegações de cerceamento de defesa, entendeu-se por anular a decisão de primeira instância para saneamento do processo, ou seja, intimar a empresa da diligência realizada. Como o julgamento do recurso da NFLD n° 35.908.395-1 ainda não ocorreiã, haja vista, a dependência do reconhecimento da natureza previdenciária dos valoresnãby teriam sido informados na GFIP, entendo que o julgamento do presente auto encontra ól I . . 3 Processo tf 36204.003834/2006-21 82-C4T1 Resolução n.° 2402-00.010 R. 342 Assim, entendo que os autos do presente processo devem se encaminhados à origem onde ficarão sobrestados até o saneamento da NFLD correlata. Diante do exposto, voto por CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, para que se proceda conforme o proposto. Sala das Sessões, em 27 de outubro de 2009 1 irr Y BANDE • - Relatora 4
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Numero do processo: 10830.720424/2006-79
Data da sessão: Wed Apr 25 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 3101-000.230
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por voto de qualidade, em converter o julgamento do recurso voluntário em diligência à repartição de origem. Vencidos os conselheiros Valdete Aparecida Marinheiro (relatora), Vanessa Albuquerque Valente e Luiz
Roberto Domingo. Os Conselheiros Vanessa Albuquerque Valente e Luiz Roberto Domingo votaram pelas conclusões. Designado redator para a resolução o Conselheiro Corintho Oliveira Machado.
Nome do relator: VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
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Acordam os membros do Colegiado, por voto de qualidade, em converter o julgamento do recurso voluntário em diligência à repartição de origem. Vencidos os conselheiros Valdete Aparecida Marinheiro (relatora), Vanessa Albuquerque Valente e Luiz Roberto Domingo. Os Conselheiros Vanessa Albuquerque Valente e Luiz Roberto Domingo votaram pelas conclusões. Designado redator para a resolução o Conselheiro Corintho Oliveira Machado. Tarásio Campelo Borges Presidente Substituto Valdete Aparecida Marinheiro Relatora Corintho Oliveira Machado Redator Designado Participaram do presente julgamento os Conselheiros Tarásio Campelo Borges, Corintho Oliveira Machado, Luiz Roberto Domingo, Mônica Monteiro Garcia De Los Rios, Valdete Aparecida Marinheiro e Vanessa Albuquerque Valente. Fl. 344DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 31/05 /2012 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 31/05/2012 por TARASIO CAMPELO BORG ES, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10830.720424/200679 Resolução n.º 3101000.230 S3C1T1 Fl. 2 2 Relatório Por bem relatar, adotase o Relatório de fls. 293 dos autos emanados da decisão DRJ/RPO, por meio do voto do relator João Francisco Sampáio Garcia, nos seguintes termos: “Tratase de Declarações de Compensação (fls. 01/125) no valor total de R$ 371.435,81, cujo crédito é oriundo de ressarcimento de IPI, com fundamento na Lei nº 9.779/99, relativo ao 4º trimestre de 2004. Com base na informação fiscal de fls. 137/138, a Delegacia da Receita Federal em Campinas proferiu o Despacho Decisório de fl. 152, no qual deferiu parcialmente o valor de R$ 130.362,25 e glosou R$ 241.073,56, homologando parcialmente as compensações pleiteadas. Segundo consta, a contribuinte deu saída a produtos de sua fabricação com classificação fiscal equivocada, e com falta de lançamento do imposto. Consequentemente, foi lançado o imposto e reconstituída a escrita fiscal, resultando em redução do saldo credor ao final do trimestrecalendário, razão pela qual foi deferido parcialmente o valor solicitado. Regularmente cientificada, a postulante apresentou a manifestação de inconformidade de fls. 156/167, alegando, em resumo, o seguinte: 1. O mérito desse processo de ressarcimento/compensação é dependente e vinculado ao processo de auto de infração de IPI nº 10830.006632/200661, assim, o exame do mérito desses autos deve ser sobrestado até o julgamento final do auto de infração relativo à mesma matéria, ou ter julgamento simultâneo com este; 2. Contesta a reconstituição da escrita fiscal efetuada pela fiscalização, questionando os critérios adotados na lavratura do auto de infração. 3. Protesta contra a cobrança dos débitos compensados enquanto estiver pendente a discussão sobre a legitimidade dos procedimentos adotados pela contribuinte; requereu, ainda, seja sustada a precipitada cobrança, consignandose a suspensão da exigibilidade das parcelas indicadas nesta. Por fim, requer o reconhecimento da improcedência do Despacho Decisório.” A decisão recorrida emanada do Acórdão nº. 1418.057 de fls. 292 traz a seguinte ementa: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004 RESSARCIMENTO DE IPI. SALDO CREDOR DO TRIMESTRECALENDÁRIO. Havendo redução do saldo credor de IPI do trimestrecalendário, em virtude de lançamento de imposto, deferese o ressarcimento do novo saldo credor, após a reconstituição da escrita fiscal. Fl. 345DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 31/05 /2012 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 31/05/2012 por TARASIO CAMPELO BORG ES, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10830.720424/200679 Resolução n.º 3101000.230 S3C1T1 Fl. 3 3 Quando a delegacia de origem já deferiu o valor correspondente ao saldo credor reconstituído, não resta saldo a ser deferido. Solicitação Indeferida” Irresignado, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário a este Conselho – CARF (fls. 316 a 334) onde resumidamente, faz as seguintes alegações: I – Breve Histórico dos Fatos; II – Preliminarmente – a) Nulidade – inversão quanto à ordem do recebimento da decisão proferida no processo principal (10830.006632/200661 – Cerceamento ao direito de defesa. A recorrente não pode se manifestar quanto aos fundamentos de mérito utilizados para instruir o voto do presente processo, uma vez que não tomou ciência da decisão proferida no processo principal (10830.006632/200661). Assim, entendeu que houve preterição do direito de defesa da Recorrente na medida em que houve inversão na ordem de recebimento da decisão proferida nos presentes autos (reflexo) e a decisão proferida no processo principal do Auto de Infração, ainda não notificada. Contudo, demonstrada a dificuldade da Recorrente em apresentar suas razões de recurso, devido a inversão na ordem de recebimento das decisões, o que acarretou cerceamento ao seu direito de defesa, a r.decisão ora rechaçada deve ser declarada nula. b) Dependência – Processo reflexo do Lançamento de Ofício do IPI No processo realtivo ao Auto de Infração que exige IPI, juros moratórios e multas, já impugnado pela empresa, está a discussão sobre a classificação fiscal dos suplementos vitamínicos, marca XTAPA, produzido pela Recorrente. A decisão acerca da classificação dos produtos tem direta influência no saldo credor de IPI apurado pela empresa, já que foi em razão da classificação fiscal adotada pela Recorrente, cuja saída é tributada mediante aplicação de alíquota correspondente a 0%, que foi gerado o saldo credor em seus livros fiscais. Assim, requer o sobrestamento do exame do mérito desses autos até o julgamento final do Processo nº 10830.006632/200661, referente ao Auto de Infração que versa sobre a mesma matéria. Quanto a impossibilidade desse sobrestamento, conforme decisão recorrida, rebate a Recorrente que de acordo com a Portaria SRF nº 6.129 de 02/12/2005 há expressa determinação para que os processos sejam anexados na unidade da SRF em que se encontrem. c) Da Incerteza do Indeferimento Do Crédito Da Impugnante – Tendo em vista a reconstituição da escrita fiscal realizada pela r. fiscalização está contaminada de erros, tornando a exigência constante do AI lavrado ilíquida e incerta e, consequentemente, fazendo com que o indeferimento do crédito de IPI da Impugnante seja indevido. III No mérito a Recorrente discorreu, por tópicos, os erros incorridos pela fiscalização ao elaborar a reconstituição da escrita fiscal da Recorrente. Fl. 346DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 31/05 /2012 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 31/05/2012 por TARASIO CAMPELO BORG ES, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10830.720424/200679 Resolução n.º 3101000.230 S3C1T1 Fl. 4 4 IV – Do Pedido – a) Demonstrada a improcedência do indeferimento do Pedido de Ressarcimento de IPI, a Recorrente requer seja restabelecido seu direito integral ao ressarcimento/compensação efetuados no presente processo; b) reitera o pedido de julgamento deste processo em conjunto com o litígio também instaurado no Processo nº 10830.006632/200661 (principal), referente ao Auto de infração lavrado; c) por fim protesta pela nulidade da decisão e a abertura de novo prazo para Recurso, uma vez que com a inversão na ordem de recebimento das decisões, teve seu direito de defesa cerceado; d) como há determinação no processo principal para exclusão de valores indevidamente exigidos no período de janeiro a novembro de 2001, essa revisão redundará em reconhecimento de maior saldo credor que altera a recomposição da escrita fiscal da Recorrente, circunstância não reconhecida na decisão recorrida. Além do que, o saldo credor apurado em 31.12.2001 e não considerado pela fiscalização na reconstituição da escrita fiscal de 2002, também, redundará em saldo credor maior. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro Relator Valdete Aparecida Marinheiro, O Recurso Voluntário é tempestivo e dele tomo conhecimento, por conter todos os requisitos de admissibilidade. Trata o presente processo de pedido de ressarcimento/compensação de IPI e conforme relatado está totalmente vinculado ao Processo nº 10830.006632/200661, resultante do Auto de Infração de IPI lavrado, por divergência de classificação fiscal de produto produzido pela Recorrente. Evidentemente, no meu entendimento a decisão acerca da classificação dos produtos em discussão no processo referido tem, sim, direta influência no saldo credor de IPI apurado pela Recorrente. Portanto, o exame do mérito desses autos deve ser sobrestado, acostado ou juntado até o julgamento final do Processo 10830.006632/200661, que dado ao perfil dessa Conselheira, sequer tenho como conhecer o seu resultado. Assim, como concordei com a Recorrente, que em preliminar requereu a necessidade de o presente processo ser juntado por anexação na unidade da SRF em que se encontre o processo nº 10.830.006632/200661, com base na Portaria SRF nº 6.129, de 02.12.2005, que determina o seguinte: “Art. 1º Serão objeto de um único processo administrativo: I – as exigências de crédito tributário do mesmo sujeito passivo, formalizadas com base nos mesmos elementos de prova, referentes: (...) Fl. 347DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 31/05 /2012 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 31/05/2012 por TARASIO CAMPELO BORG ES, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10830.720424/200679 Resolução n.º 3101000.230 S3C1T1 Fl. 5 5 II – à exclusão do Simples, à suspensão de imunidade ou de isenção ou a não homologação de compensação e o lançamento de ofício de crédito tributário delas decorrentes; Art. 2º Os processos em andamento, que não tenham sido formalizados de acordo com o disposto no art. 1º, serão juntados por anexação na unidade da SRF em que se encontrem.” Discordo do voto de qualidade, que converteu o julgamento do presente Recurso Voluntário em diligência à Repartição de origem. É como voto Relatora Valdete Aparecida Marinheiro Voto Vencedor Conselheiro Corintho Oliveira Machado, Redator Designado Sem embargo das razões ofertadas pela recorrente e das considerações tecidas pela eminente Conselheira Relatora, o Colegiado, pelo voto de qualidade, aprovou a proposta de diligência, por entender essa necessária naquele momento para chegar à solução da lide posteriormente. Tratam os autos deste processo, conforme relatado, de Declarações de Compensação (fls. 01/125) no valor total de R$ 371.435,81, cujo crédito é oriundo de ressarcimento de IPI, com fundamento na Lei nº 9.779/99, relativo ao 4º trimestre de 2004. Ao verificar a escrita fiscal da recorrente, a auditoriafiscal constatou que a contribuinte deu saída a produtos de sua fabricação com classificação fiscal equivocada, e com falta de lançamento do imposto. Consequentemente, foi lançado o imposto e reconstituída a escrita fiscal, resultando em redução do saldo credor ao final do trimestrecalendário, razão pela qual foi deferido parcialmente o valor solicitado. Corolário disso, o mérito deste processo de ressarcimento/compensação é dependente e vinculado ao processo de auto de infração de IPI nº 10830.006632/200661, relativo à mesma matéria ventilada neste. Por conseguinte, a solução deste contencioso carece de instrução da decisão definitiva daqueles outros autos (processo nº 10830.006632/200661), que consubstanciam questão prejudicial a este. Nessa moldura, voto pela conversão do julgamento do recurso voluntário em diligência à repartição de origem para que a autoridade competente: Fl. 348DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 31/05 /2012 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 31/05/2012 por TARASIO CAMPELO BORG ES, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10830.720424/200679 Resolução n.º 3101000.230 S3C1T1 Fl. 6 6 (1) aguarde o julgamento definitivo na esfera administrativa do processo que cuida do mencionado lançamento de IPI; e (2) instrua os autos do presente processo administrativo com o resultado do julgamento definitivo do processo administrativo nº 10830.006632/200661. Posteriormente, após facultar à recorrente oportunidade de manifestação quanto ao resultado da diligência, providenciar o retorno dos autos para este colegiado, para julgamento. Sala das Sessões, em . CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Fl. 349DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 31/05 /2012 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 31/05/2012 por TARASIO CAMPELO BORG ES, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
score : 1.0
Numero do processo: 10620.000992/2003-82
Data da sessão: Wed Oct 29 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Oct 29 00:00:00 UTC 2008
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL — ITR
Exercício: 1999
ITR11999. ÁREA DE RESERVA LEGAL. Devidamente
comprovada a área de reserva legal por meio da averbação na
Matrícula do Imóvel, mesmo que após a ocorrência do fato
jurídico tributário, tal área deve ser excluída para finalidade do
cálculo do ITR devido.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: CSRF/03-06.159
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos
Fiscais, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencida a Conselheira Anelise Daudt Prieto
que deu provimento ao recurso.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: Susy Gomes Hoffmann
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I eÇ1 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA -, tr CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS 4:-32ltej> TERCEIRA TURMA Processo e 10620.000992/2003-82 Recurso n• 302-129.443 Especial do Procurador Matéria IMPOSTO TERRITORIAL RURAL Acórdão e 03-06.159 Sessão de 29 de outubro de 2008 Recorrente UNIÃO FEDERAL (FAZENDA NACIONAL) Interessado V & M FLORESTAL LTDA ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL — ITR Exercício: 1999 ITR11999. ÁREA DE RESERVA LEGAL. Devidamente comprovada a área de reserva legal por meio da averbação na Matrícula do Imóvel, mesmo que após a ocorrência do fato jurídico tributário, tal área deve ser excluída para finalidade do cálculo do ITR devido. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente jul . Vencida a Conselheira Anelise Daudt Prieto que deu provimento a ecurso. A IO GA Pr id te n iPÀ "4.1. SUSY GO , H • ANN Relator. FORMALIZADO EM: 1 O JUL 2009 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Anelise Daudt Prieto, Susy Gomes Hoffmann, Judith do Amaral Marcondes, Nilton Luiz Bartoli (Substituto convocado), Maria Cristina Roza da Costa, Luciano Lopes de Almeida Moraes (Substituto convocado), Antonio Carlos Guidoni Filho (Substituto do vice-presidente). Ausentes justificadamente as Conselheiros Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro e Nanci Gama. Processo n° 10620.000992/2003-82 CSRFiT03 Acórdão n.° 03-08.159 Fls. 2 Relatório Trata o presente de Recurso Especial por maioria, interposto pela União Federal, por meio de seu Procurador, alegando que o Acórdão n° 302-37265, proferido pela r Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes contraria legislação tributária, no que tange ao provimento do recurso voluntário do contribuinte, determinando a exclusão da base de cálculo do ITR as áreas declaradas como sendo de reserva legal. O presente processo refere-se a auto de infração (fls.05/09), consubstanciando o lançamento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR, exercício de 1999, referente ao imóvel denominado "Fazenda Campo Alegre II", cadastrado na SRF, sob o 0631180-6 com área de 10.536,6 hectares, localizado no Município de João Pinheiro — MG. Em resposta à notificação fiscal, o contribuinte apresentou os seguintes documentos: i) Ato Declaratório Ambiental do IBAMA — ADA; ii) Laudo Técnico expedido por profissional habilitado; ii) Matrículas do imóvel com averbações. Entretanto, a autoridade fiscal entendeu por bem efetuar a glosa total da área declarada pelo contribuinte, qual seja: 2.645,4 hectares de Reserva Legal sob o fundamento de que a averbação das áreas nas matriculas do imóvel foi efetuada em data posterior ao fato gerador do ITR/99. O contribuinte então apresentou impugnação alegando em síntese que: 1) a simples falta de averbação não modifica o fato real e concreto de que a empresa possui áreas de reserva legal, que são de grande interesse ecológico e vêm sendo preservadas, já que nenhuma atividade, econômica ou não, é desenvolvida; 2) o Manual de Instrução para preenchimento do Ato Declaratório determina que "a isenção do Imposto Territorial Rural — ITR para aqueles que preservam e protegem as florestas em áreas de delicado equilíbrio, de extrema necessidade (próxima aos cursos d'água, ao redor de nascentes, no topo dos morros, etc...), ou em outras situações cuja importância da preservação seja tão grande quanto a prática de uma atividade econômica que exija a remoção desta cobertura natural, é a demonstração do governo brasileiro ao incentivo não subjetivo, mas concreto, a todos aqueles que contribuem de uma maneira consciente para a manutenção de um ambiente saudável e duradouro"; 3) foram feitas as averbações das áreas de reserva legal em 20/09/2001; 4) observando as disposições contidas no artigo 217, da Lei n. 6.015/73 de Registros Públicos, qualquer pessoa deverá provocar a averbação da área de interesse ecológico. Assim, a falta de averbação não é responsabilidade apenas da empresa, mas de todo cidadão, inclusive o Ministério Público; ratC 2 • Processo n° 10620.000992/2003-82 CSRE/T03 Acórdão n.° 03-06.159 Fls. 3 5) requer ao final o cancelamento do Auto de Infração e conseqüente extinção do crédito fiscal. A Delegacia da Receita Federal em Brasília proferiu acórdão (fls.80/87) julgando o lançamento procedente, pois a exigência legal de averbação da área de reserva legal à margem da inscrição da matricula do imóvel no cartório de registro de imóveis competente, para fins de exclusão da tributação, sujeita-se ao limite temporal da ocorrência do fato gerador do ITR no correspondente exercício. O contribuinte apresentou recurso voluntário (fls.91/95) reiterando praticamente os mesmos argumentos trazidos com a impugnação. O Terceiro Conselho de Contribuintes proferiu acórdão às fls. 113/123, dando provimento por maioria de votos, ao Recurso Voluntário. Os Ilustres Conselheiros da Segunda Câmara entenderam que a condição de reserva legal não decorre nem da averbação da área no registro de imóveis nem da vontade do contribuinte, mas de texto expresso de lei. È suficiente, para fins de isenção do ITR, a declaração feita pelo contribuinte da existência, no seu imóvel, das áreas de preservação permanente e de reserva legal, ficando responsável pelo pagamento do imposto e seus consectários legais, em caso de falsidade, a teor do artigo 10, § 70 da Lei n. 9.393/96. modificado pela MP n°. 2.166-67/2001. A Fazenda Nacional apresentou recurso especial (fls.125/134) aduzindo que a inexistência do compromisso público de preservar as áreas assim como o compromisso extemporâneo não podem ter o condão de isentar o tributo anterior à respectiva anotação. Caso assim o fosse, nenhum efeito resultaria da medida de incentivo à conservação do meio ambiente, pois o proprietário da terra usaria o beneficio da exclusão de tais áreas na apuração do ITR e o Poder Público não teria qualquer garantia quanto à responsabilidade pela preservação, o que não ocorre quando da existência da averbação da área ou termo de compromisso estiverem devidamente registrados. O contribuinte apresentou contra-razões (fls.143/163) afirmando que o reconhecimento da isenção do ITR basta a simples declaração do contribuinte. Em síntese é o relatório. Voto •Conselheira SUSY GOMES HOFFMANN, Relatora. O presente recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, razão por que dele tomo conhecimento. Trata-se o presente processo administrativo de lançamento tributário veiculado por meio de Auto de Infração e Imposição de Multa do ITR relativo ao exercício de 1999 em que houve as seguintes glosas/alterações na DITR apresentada pelo contribuinte: raeç 3 Processo n° 10620.000992/2003-82 CSRUTO3 Acórdão n.° 03-06.159 Fls. 4 DITR AIIM Motivo Decisão Decisão 3° CC DRJ Deu Provimento ao Área de Reserva Averbação Manteve o 2.645,4 ha 0,0 Recurso para exclusão daLegal extempora'nea lançamento área declarada A questão que se apresenta no caso em tela é o fato de que o contribuinte providenciou a averbação da área de reserva legal em data posterior ao fato gerador do ITR. Assim, vejamos o que prescreve a legislação relativa à exclusão de áreas preservadas da tributação do referido imposto. O amparo legal para a exclusão das áreas de reserva legal encontra-se disciplinado no art. 10 da Lei n°. 9.393/96 com redação dada pela M? 2166-67, de 24 de agosto de 2001, in verbis: "Art. 10. (..) 1°. Para os efeitos de apuração do 1TR, considerar-se-á: II — área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n°. 4.771, de 15 de setembro de 1965, com redação dada pela Lei n". 7.803, de 18 de julho de 1989; b) de interesse ecológico para a proteção dos ecossistemas, assim declaradas mediante ato do órgão competente, federal ou estadual, e que ampliem as restrições de uso previstas na alínea anterior; c) comprovadamente imprestáveis para qualquer exploração agrícola, pecuária, granjeira, aquícola, ou florestal, declaradas de interesse ecológico mediante ato do órgão competente, federal ou estadual; d) as áreas sob regime de servidão florestal". E dessa forma, havendo a glosa das referidas áreas pela fiscalização, o contribuinte deve comprovar, segundo meu entendimento, a sua existência através dos seguintes documentos hábeis, quais sejam: • Área de reserva legal: matrícula do imóvel contendo averbação da área de reserva legal, ainda que intempestiva, laudo técnico, termo de compromisso para averbação de reserva legal ou ADA. No presente caso, contudo, verifica-se que houve certa divergência relativamente a dimensão da área destinada à área de reserva legal, conforme quadro abaixo: DITR LAUDO (fl. ADA AVERBAÇÃO (fl. 22) (fl. 19) 26/58) Área de Reserva Legal 2.645,4 ha 2.852,87 ha 2.645,4 ha 2.978,57 ha r"-K 4 a Processo n° 10620.000992/2003-82 CSRF/T03 Acórdão n? 03-04.159 Fls. 5 Assim, entendo que a área de reserva legal do imóvel em questão está devidamente comprovada por meio da averbação da área na Matrícula no Registro do Imóvel, independentemente do fato de ter sido extemporânea. Neste sentido, é a jurisprudência do Conselho de Contribuinte, conforme ementa de Acórdão do Recurso 134.840 da relatoria de Sílvio Marcos Barcelos Fiúza, nos seguintes termos: Ementa: ITR/I 999. AUTO DE INFRAÇÃO. GLOSA DAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E UTILIZAÇÃO LIMITADA. Afastada a preliminar suscitada. Para fins de isenção do IIR não estão sujeitas à prévia comprovação por pane do declarante conforme dispõe o art. 10, parágrafo 7°, da Lei n.° 9.393/96. Comprovada habilmente, mediante ADA, declarações oficiais devidamente protocolizadas, laudo técnico e averbação à margem da matrícula no registro de imóveis, dentre outros, mesmo a destempo, a existência das áreas isentas da propriedade, conforme declaradas. Ainda no mesmo sentido: Ementa: ITR/2000. LAUDO TÉCNICO COMPETENTE. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ÁREA DE RESERVA LEGAL. A vigente Lei 9.393/96, com a nova redação posterior à Lei 10.165/2000, deve ser interpretada em conjunto com o Código Florestal, de forma sistemática e teleológica, e não autoriza a exigência prévia de protocolo de requerimento de ADA para fins de isenção do TIRO lançamento pretendeu glosar áreas de interesse ambiental legalmente isentas do ITR, apresentando como única motivação o requerimento intempestivo de ADA ao IBAMA, em contrariedade ao prazo definido arbitrariamente em IN SRF, porém, trata-se de exigência sem qualquer fundamento legaL Os laudos técnicos elaborados por engenheiros agrônomos constituem prova suficiente da existência de área de preservação permanente pelo só efeito do art.2° da Lei 4.771/65, e da área de reserva legal definida no código florestal. O lançamento é improcedente (J. Recurso Provido por Unanimidade de votos. Acórdão n° 303-34669. Terceira Câmara. Processo n° 13629.000954/2004-19. Relator: Zanaldo Loibman. Julgado em 11/09/07 Isto posto, voto para NEGAR PROVIMENTO ao presente Recurso Especial, mantendo-se a r. decisão ora combatida, no sentido de excluir do lançamento a área de reserva legal, devidamente comprovadas por meio da averbação na Matrícula do Imóvel. É como voto. Brasília, 29 de outubro de 2008 à. 11 1) SUSY GO '.4bk 0F4 ANN Page 1 _0008800.PDF Page 1 _0008900.PDF Page 1 _0009000.PDF Page 1 _0009100.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 11543.002890/2003-24
Data da sessão: Wed May 23 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998 PROCESSO JUDICIAL. INEXISTÊNCIA DE AMPARO JUDICIAL. Constatado que à época do lançamento não havia qualquer medida judicial que justificasse as compensações declaradas, deve ser mantida a exigência. Recurso Improvido.
Numero da decisão: 3301-001.487
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ANTONIO LISBOA CARDOSO
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1586; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T1 Fl. 269 1 268 S3C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11543.002890/200324 Recurso nº 01 Voluntário Acórdão nº 330101.487 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 23 de maio de 2012 Matéria COFINS Recorrente BARTER COMÉRCIO INTERNACIONAL S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998 PROCESSO JUDICIAL. INEXISTÊNCIA DE AMPARO JUDICIAL. Constatado que à época do lançamento não havia qualquer medida judicial que justificasse as compensações declaradas, deve ser mantida a exigência. Recurso Improvido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Rodrigo da Costa Pôssas Presidente Antônio Lisboa Cardoso Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Adão Vitorino de Moraes, Antônio Lisboa Cardoso (relator), Amauri Amora Câmara Júnior, Andrea Medrado Darzé, Maria Teresa Martínez López e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente). Fl. 269DF CARF MF Impresso em 21/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 09/08/20 12 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO 2 Relatório Cuidase de recurso em face do acórdão da DRJ do Rio de Janeiro (II) que julgou parcialmente procedente o auto de infração eletrônico de Cofins, do período de apuração de 01/01/1998 a 31/12/1998, excluindo tãosomente a multa de ofício, conforme sintetiza a ementa a seguir reproduzida: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/ 01/1998 a 31/12/1998 COMPENSAÇÃO COM PROCESSO JUDICIAL.EXIGIBILIDADE SUSPENSA . NÃO COMPROVAÇÃO. Constatado que à época do lançamento não havia amparo judicial às compensações declaradas, regular é a exigência. NULIDADE. AMPLA DEFESA. Uma vez perfeitamente identificado no auto de infração que foram garantidos ao autuado todos os direitos para o exercício de sua defesa, não se tem configurada qual quer afronta aos princípios da ampla defesa ou do contraditório. AUTO DE INFRAÇÃO CERCEAMENTO DO D IRE ITO DE DEFESA. Não acarreta nulidade do Auto de Infração por cerceamento do direito de defesa, quando comprovado, pela descrição dos fatos nele contido e a impugnação apresentada pelo contribuinte contra as imputações que lhe foram feitas, que inocorreu o referido cerceamento. MULTA DE OFÍCIO. Em face do princípio d a retroatividade benigna, exonerase a multa de ofício no lançamento de corrente de vinculação não comprovada, apurada em declaração prestada pelo sujeito passivo. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido em Parte. Cientificada em 20/09/2011 (AR – fl. 233, do processo digitalizado), a interessada interpôs o recurso voluntário de fls. 235 e seguintes, em 19/10/2011, arguindo a nulidade do auto de infração, por não descrever adequadamente os fatos e o enquadramento legal, e no mérito, alegando que ajuizou, em setembro de 1999, ação ordinária declaratória contra a União Federal, objetivando o reconhecimento/do seu direito em não se submeter à cobrança da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social COFINS, no período compreendido entre a data da dispensa do último empregado (23.08.1995) até a promulgação da Emenda Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998 (processo nº 99.00076877). É o relatório. Fl. 270DF CARF MF Impresso em 21/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 09/08/20 12 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO Processo nº 11543.002890/200324 Acórdão n.º 330101.487 S3C3T1 Fl. 270 3 Voto Conselheiro Antônio Lisboa Cardoso, Relator O processo indicado nas DCTF é o de nº 96000.40362, sendo que o processo judicial existente é de nº 99.00076877, o qual na verdade se referia ao Mandado de Segurança julgado extinto pela 2ª Vara Federal do Estado do ES (fls. 55/61) dos autos, com o objetivo de não recolher Cofins em razão de sua atividade comercial, por não ser empregador, antes da EC nº 20/98. Na própria sentença relativo ao pedido de antecipação de tutela, nos autos do processo nº 99.00076877, consta esclarecimento de que a requerente já havia ajuizado mandado de segurança (nº 96.00040362) na mesma 2ª Vara Federal, o qual foi extinto sem julgamento de mérito, visto que MM. Juiz Titular entendeu que a matéria encerrava dilação probatória incompatível com o rito do "writ" (fls. 95/99) Desta forma, não há como declarar a nulidade do auto de infração, ainda que emitido eletronicamente em auditoria das DCTF´s declaradas. Em relação ao mérito, melhor sorte não assiste á Recorrente, vez que a v. sentença (fls. 156/159) que julgou o mérito da Ação Ordinária (proc. nº 99.0076877), também julgou improcedente o pleito da ora Recorrente e o Recurso de Apelação também foi julgado improcedente pelo TRF da 2ª Região (fls. 177/182), cujos recursos extraordinário e especial também foram inadmitidos na sequência (fls. 209/212). Portanto, uma vez demonstrado que a Recorrente se encontrava amparada por decisão judicial, bem como pelo fato do crédito tributário não se encontrar com a exigibilidade suspensa, nos termos do art. 151, do CTN, deve ser mantida a exigência. Em face do exposto, voto no sentido de rejeitar a preliminar de nulidade, pra no mérito negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 23 de maio de 2012 Antônio Lisboa Cardoso Fl. 271DF CARF MF Impresso em 21/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 09/08/20 12 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO 4 Fl. 272DF CARF MF Impresso em 21/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 09/08/20 12 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO
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