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Numero do processo: 13831.000123/2006-11
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 09 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Feb 09 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2002
Ementa
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. VERBAS NÃO DISCRIMINADAS.
Não se observando nos autos a discriminação das verbas recebidas para Os rendimentos tributáveis, percebidos pelo contribuinte, omitidos na declaração de ajuste anual ficam sujeitos a lançamento de ofício
MULTA DE OFÍCIO. ERRO ESCUSÁVEL.
Se o contribuinte, induzido pelas informações prestadas por sua fonte pagadora, que qualificara de forma equivocada os rendimentos por ele recebidos, incorreu em erro escusável quanto à tributação e classificação dos rendimentos recebidos, não deve ser penalizado pela aplicação da multa de ofício
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2802-000.654
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR
PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para tão-só excluir a multa de ofício aplicada, por erro escusável. Ausentes momentaneamente os Conselheiros Carlos Nogueira Nicácio e Sidney Ferro Barros.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: LUCIA REIKO SAKAE
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VERBAS NÃO DISCRIMINADAS. Não se observando nos autos a discriminação das verbas recebidas para Os rendimentos tributáveis, percebidos pelo contribuinte, omitidos na declaração de ajuste anual ficam sujeitos a lançamento de ofício MULTA DE OFÍCIO. ERRO ESCUSÁVEL. Se o contribuinte, induzido pelas informações prestadas por sua fonte pagadora, que qualificara de forma equivocada os rendimentos por ele recebidos, incorreu em erro escusável quanto à tributação e classificação dos rendimentos recebidos, não deve ser penalizado pela aplicação da multa de ofício Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para tãosó excluir a multa de ofício aplicada, por erro escusável. Ausentes momentaneamente os Conselheiros Carlos Nogueira Nicácio e Sidney Ferro Barros. (assinado digitalmente) Valeria Pestana Marques Presidente (assinado digitalmente) Lucia Reiko Sakae Relator. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 28/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por LUCIA REIKO SAKAE Assinado digitalmente em 01/03/2011 por LUCIA REIKO SAKAE, 25/03/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES 2 EDITADO EM: Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ana Paula Locoselli Erichsen, Carlos Nogueira Nicacio, Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Lucia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros e Valeria Pestana Marques. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra acórdão proferido na 1ª instância administrativa, pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento, de fls. 82/87, que considerou procedente o lançamento relativo a Omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica com vínculo empregatício, conforme informação na Declaração do Imposto de Renda Retido na FonteDirf: Fonte Pagadora Rend. Recebido Rend. Declarado Rend. omitido Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S/A 166.082,50 70.000,00 86.082,50 Ação Trabalhista 3033/1999 DESPESAS MÉDICAS Dedução indevida a título de despesas médicas, em virtude do contribuinte, intimado, não apresentar os comprovantes das despesas médicas declaradas. Valor Glosado: R$ 7.127,00. Foi efetuada ainda a seguinte alteração, não considerada infração: IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE TITULAR O valor do Imposto Retido na Fonte Titular, foi alterado tendo em vista que a fonte pagadora recolheu o valor de R$ 26.082,50, declarado R$ 19.250,00, diferença R$ 6.832,50. No relato da impugnação constante da decisão de 1ª instância se fez constar (com grifos nossos) que: a empresa reclamada assumiria todo o ônus pelo eventual recolhimento de contribuições devidas ao fisco e à previdência oficial; ..... não considera sua responsabilidade a discriminação das verbas indenizatórias; não é parte legitima a sofrer conseqüências de eventual falta de discriminação das verbas trabalhistas, pois é responsabilidade de terceiros; ......” Na decisão de 1ª instância, considerando a lide limitada aos rendimentos da ação trabalhista, decidiuse pela procedência do lançamento, como a seguir: “Tratase, assim, de ação trabalhista em desfavor da Eletropaulo Metropolitana Eletricidade S.A, pela qual o contribuinte teria direito a receber, liquido, R$ 140.000,00, sendo convencionado entre as partes que deste total R$ 68.000,00, possuiriam natureza indenizatória (fls..33/35). Fl. 2DF CARF MF Emitido em 28/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por LUCIA REIKO SAKAE Assinado digitalmente em 01/03/2011 por LUCIA REIKO SAKAE, 25/03/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES Processo nº 13831.000123/200611 Acórdão n.º 280200.654 S2TE02 Fl. 110 3 ... No item 6 do acordo firmado entre a Eletropaulo Metropolitana Eletricidade do São Paulo S/A e o contribuinte, extraise a seguinte informação: 6. Convencionam as partes que do total ajustado, 49,275% (R$ 68.000,00 possui natureza indenizatória, e 50,725% (R$ 70.000,00) retrata verbas de natureza salarial, e sobre as quais incidirão as contribuições de natureza fiscal e previdenciária. Em resposta ao Termo de Intimação Fiscal (fl. 42), lavrado pelo auditorfiscal, a empresa informa que: O valor de RS 70.000,00, mencionado no item 6 do Acordo firmado entre as partes, referese à verba de natureza salarial e sobre as quais incidiram as contribuições de natureza fiscal e previdenciária (anexo 2). Não foi trazida aos autos informação sobre o total das verbas recebidas, de forma discriminada, principalmente, sobre a parcela considera como de natureza indenizatória, visto que somente pode ser considerada isenta até o limite garantido pela lei trabalhista ou por dissídio coletivo e convenções trabalhistas homologados pela Justiça do Trabalho, conforme legislação acima mencionada. Ora o acordo firmado entre as partes que convencionaram que parte do valor tem natureza indenizatória não pode se sobrepor à lei que estipula quais as verbas são isentas do imposto de renda.” .... Diante do exposto, julgo pela PROCEDÊNCIA do lançamento, mantendo as infrações apuradas pela autoridade lançadora.” (g.n.) A ciência de tal julgado se deu por via postal em 08/09/08, consoante o AR – Aviso de Recebimento – de fl. 93. À vista da decisão, foi protocolizado, em 25/09/2008, recurso voluntário de fls. 98/ 104, no qual o pólo passivo questiona a decisão proferida. Na peça recursal, o contribuinte informa que: impetrara Reclamação Trabalhista junto a Empresa Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S/A, requerendo sua REINTEGRAÇÃO uma vez que este detinha estabilidade no trabalho, por ser naquele momento dirigente sindical, conforme docs. (fls 52 à 57). Em contrapartida a empresa propôs acordo, comprometendose a reparar o dano sofrido pelo recorrente. Em tal acordo (fls. 58 à 60), ficou “evidente a responsabilidade da empresa Eletropaulo em efetuar os devidos recolhimentos junto ao fisco, bem como junto a Previdência, dos valores correspondentes aos tributos.”, conforme Clausula 7 (fls. 59), resultando no demonstrativo (DARF), apontado na (fls. 64) nos autos do processo, na qual recolheu o valor de R$ 18.846,74 (dezoito mil oitocentos e quarenta e seis reais e setenta e quatro centavos). Fl. 3DF CARF MF Emitido em 28/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por LUCIA REIKO SAKAE Assinado digitalmente em 01/03/2011 por LUCIA REIKO SAKAE, 25/03/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES 4 “ Ainda foi exigido, conforme os cálculos apresentados pela Fazenda Nacional, através do auto de infração, que fosse efetuado o recolhimento da diferença apontada do valor principal, bem como o recolhimento das multas e juros. Tal exigência foi atendida conforme consta nos autos do processo (fls. 66), pela guia DARF, posta com o valor de R$12.847,81 (doze mil oitocentos e quarenta e sete reais e oitenta e um centavos). esses recolhimentos perfizeram o montante de R$ 31.694,55 (trinta e um mil seiscentos e noventa e quatro reais cinqüenta e cinco centavos). ..... A não omissão de informações vem confirmada pela declaração de ajuste anual de 2002, na qual o valor em discussão está inserido como rendimento isento e não tributável. (fls. 27 e 28). Desta forma não há que se falar em omissão. Em se tratando da omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica com vinculo empregatícia, há que se atentar à Ação Trabalhista, Processo 3033/99, no qual pleiteia REINTEGRAÇÃO ao trabalho, uma vez que o recorrente detinha naquele momento a estabilidade, por ser dirigente sindical. Isto vem confirmado pelo Termo de Compromisso firmado entre o recorrente e a entidade sindical (doc. 01 em anexo), na qual a entidade sindical assumiu o compromisso pela mantença de seu diretor demitido de forma arbitrada Fica comprovado a condição de dirigente sindical do recorrente, logo, os valores recebidos, e acusados pela Fazenda Nacional como rendimentos recebidos de pessoa jurídica com vinculo empregatício, são na verdade "INDENIZAÇÃO", dada para suprir o dano sofrido pelo recorrente, quando da sua condição, ou seja, dirigente sindical demitido arbitrariamente. DO DIREITO O recorrente gozava de estabilidade no momento em que foi demitido, logo, seus direitos vem garantido conforme texto do artigo 7° Caput e inc.I da Constituição Federal de 1988, in verbis: "São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à sua melhoria de sua condição social: inc. I relação de emprego protegida contra despedida arbitraria ou sem justa causa, nos termos de lei complementar, que preverá indenização compensatória, dentre outros direitos. Não diferente, a Consolidação das Leis Trabalhista em seu artigo 496 "Caput', in verbis: "Quando a reintegração do empregado estável for desaconselhável, dado o grau de incompatibilidade resultante de dissídio, o Tribunal do trabalho poderá converter aquela obrigação em indenização. O que se pretende demonstrar aos Excelentíssimos Senhores Conselheiros é que, o lançamento de oficio posto pelo auto de infração aplicado, não podem ser considerados como verbas de caráter salarial, incidindo sobre elas tributos, pois, são na verdade verbas indenizatórias. Delio Maranhão exemplifica que: "A cessação das relações de trabalho sendo o contrato por tempo indeterminado quando o empregado não lhe haja dado motivo, importará para o empregador a obrigação de lhe pagar uma indenização correspondente". (Direito da trabalho, 14° ed. 1987, p 229). Fl. 4DF CARF MF Emitido em 28/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por LUCIA REIKO SAKAE Assinado digitalmente em 01/03/2011 por LUCIA REIKO SAKAE, 25/03/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES Processo nº 13831.000123/200611 Acórdão n.º 280200.654 S2TE02 Fl. 111 5 Isto posto, sobre verbas recebidas por empregado a titulo de indenização não estará sujeita a tributação pelo imposto de renda. Esta afirmação vem pacificada pela jurisprudência, quando de decisão prolatada pela 4ª Turma DRJ — Porto AlegreRS em 13 de setembro de 2005, que assim se apresenta: IRPF — Indenizações Trabalhistas/Encargos — São verbas indenizatórias, portanto não sujeitas à tributação do imposto de renda, os valores recebidos em decorrência da demissão sem justa causa de funcionário estável, inclusive os juros e atualizações. Contra o recorrente foi lavrado o auto de infração de (fis 04) para exigir lhe o recolhimento do IRPF suplementar acrescidos dos encargos legais, sob a alegação de Omissão de Recebimento de Rendimentos Recebidos de Pessoa Jurídica decorrente de Ação Judicial na declaração de ajuste anual relativa ao exercício de 2002, ano base 2001. Ainda, confirmando o posicionamento jurisprudencial, a decisão prolatada pela Segunda Turma do Conselho de Contribuintes, no processo 13.708.000 96919932, referente a recurso voluntário, decide dar provimento ao recurso, por maioria de votos, que se traduz: Ementa — IRPF — Ex. 1995— Verbas Indenizatórias — Anistia — Comprovado que a verba percebida pelo contribuinte decorreu de indenização por período de desligamento da empresa ocasionado por motivos políticos, não há incidência do Imposto de Renda, de acordo com o artigo 9° da Lei 10.559/2002. Também, a Quarta Turma do Conselho de Contribuintes consagra em matéria de IRPF, julgado do processo 11080.013046/200232, por unanimidade de votos, darem provimento ao recurso, quando afirma em ementa: IRPF —Indenizações Trabalhistas/Encargos — São verbas indenizatórias, portanto não sujeitas à tributação do imposto de renda os valores recebidos em decorrência de demissão sem justa causa de funcionário estável inclusive os juros e atualizações. Muito embora a autoridade lançadora tenha o entendimento pela omissão de rendimento recebida de pessoa jurídica com vinculo empregatício, não teria ela poder de alterar a definição quanto às verbas recebidas a titulo de indenização. ... Não há em que se falar no caso em questão que ocorreu acréscimo patrimonial, porque, na verdade ocorreu apenas a recomposição do patrimônio do recorrente, que sofreu um dano alheio a sua vontade. A indenização restringese a restabelecer o "Status Quo" ante do patrimônio do beneficiário motivada pela compensação de algo que pela vontade do próprio não se perderia, logo, as reparações estão fora da esfera de incidência do imposto, uma vez que não acrescem o patrimônio. ... Resta ao contribuinte recorrente a comprovação da efetiva existência da estabilidade, garantida por lei, fato que é solidificado com as peças apresentadas nos autos do processo, nas (fls. 52 a 57), dada pela Ação Fl. 5DF CARF MF Emitido em 28/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por LUCIA REIKO SAKAE Assinado digitalmente em 01/03/2011 por LUCIA REIKO SAKAE, 25/03/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES 6 Trabalhista de Reintegração, bem como pelo acordo firmado entre o recorrente e a empresa Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S/A, nos autos do processo nas (fls. 58 a 60), visto que este se deu para reparar o dano sofrido pelo contribuinte recorrente, no qual foi o referido acordo homologado perante o Poder Judiciário, Justiça do Trabalho, em 03 de dezembro de 2001. Considerando os valores já recolhidos junto ao fisco, referente às verbas de caráter salarial recebidas pelo contribuinte recorrente, que totaliza um montante de R$ 31.694,55(trinta e um mil, seiscentos e noventa e quatro reais e cinqüenta e cinco centavos), somados ao lançamento de oficio que está sendo exigido pelo órgão da Fazenda Nacional, que por sua vez é de R$ 38.240,83(trinta e oito mil, duzentos e quarenta reais e oitenta e três centavos), perfaz um total de R$ 69. 935 38 (sessenta e nove mil novecentos e trinta e cinco reais e trinta e oito centavos). Temse pelo absurdo do direito de tributação, quando esses valores ultrapassam os valores recebidos pelo contribuinte recorrente, Pelos motivos e fatos acima expostos e provados, espera o postulante, que de forma tempestiva, seja o recurso conhecido e, depois de analisadas à luz mediana do direito, seja dado provimento ao presente recurso para afinal ser anulada a cobrança do imposto e multa, com efeito da mais perfeita justiça.” É o relatório. Voto Conselheiro Lucia Reiko Sakae, Relator O recurso voluntário é tempestivo e presentes, ainda, os demais requisitos formais de admissibilidade, dele conheço. Tratase de recurso voluntário em face da decisão que manteve o lançamento por omissão de rendimentos. Observase que a omissão lançada foi no valor de R$ 86.082,50, uma vez que do total recebido no montante de R$ 166.082,50, o recorrente oferecera à tributação em sua declaração de ajuste anual o montante de R$ 70.000,00, alegando ser a verba complementar de natureza indenizatória Na DIRPF de fls. 27/28, recepcionada em 01/05/2002, o recorrente informara como rendimento tributável o valor de R$ 70.000,00, com retenção no valor de R$ 19.250,00 e R$ 72.000,00 como rendimento isento e nãotributável, com a discriminação: “Indenização por Rescisão Contr. Trab, Incl. A título PDV, Acidente Trab e FGTS” (fl. 28). Consta do anexo do auto de infração de fl. 12 Pago direta/e ao reclamante 109.737,00 Pago ao Sindicato por ordem do reclamante 30.263,00 subtotal 140.000,00 I R F 26.082,50 total 166.082,50 Fl. 6DF CARF MF Emitido em 28/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por LUCIA REIKO SAKAE Assinado digitalmente em 01/03/2011 por LUCIA REIKO SAKAE, 25/03/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES Processo nº 13831.000123/200611 Acórdão n.º 280200.654 S2TE02 Fl. 112 7 No documento de fls. 33/ 35 endereçado à Justiça do trabalho, consta a informação relativa à conciliação em que a reclamada, “Eletropaulo”, pagaria em parcela única o valor de R$ 140.000,00. Ainda, consta desse documento que: “1. Visando pôr termo ao presente processo e à relação jurídica existente entre as partes, a reclamada pagará ao autor a importância líquida de R$ 140.000,00 (cento e quarenta mil reais) em parcela única, cujo pagamento será efetuado no dia 03.12.2001, através de depósito bancário: Banco Bradesco, ag.0118, cc. 01352261. ... 6. Convencionam as partes que do total ajustado, 49,275% (R$ 68.000,00) possui natureza indenizatória, e 50,725% (R$ 70.000,00) retrata verbas de natureza salarial, e sobre as quais incidirão as contribuições de natureza fiscal e previdenciária. 7. A reclamada assumirá o ônus pelas contribuições devidas ao Fisco e à Previdência Social, comprometendose em apresentar a planilha de cálculo demonstrando a composição das parcelas e os valores das respectivas contribuições.” (g.n.) No Termo de Constatação e Intimação (fls. 37) observouse a falta de discriminação das verbas de modo a se identificar a sua natureza, ressalvando que fora estipulado um valor satisfatório para as partes, “sem que se discriminassem as verbas que o compõe, impossível, portanto, utilizálo como base para demonstrar que a verba paga, e se for, se está dentro dos limites garantidos pela lei trabalhista ou por dissídio coletivo e convenções trabalhistas homologadas pela Justiça do Trabalho, de acordo com o inciso XX, do art. 39 do RIR 99.” (grifei) Consta dos autos, ainda,: À fls. 52/57 o pedido de reintegração; às fls. 58/60 requerimento das partes para homologação do acordo de conciliação pela Justiça do Trabalho; às fls. 63 apuração do I R F a recolher, em jan/2002, no valor de R$ 18.846,74, considerando o valor do crédito de R$ 70.000,00 e INSS de R$ 157,30, com comprovante desse recolhimento, em 18/01/2002 à fl. 64. Consta à fl. 66, recolhimento complementar do IR no valor do principal de R$ 7.235,76, efetivado em 17/03/2005 e à fl. 67 mais um recolhimento no montante de R$ 2.674,35 desta feita, não sendo discriminada a composição das verbas recebidas, observandose apenas que as partes convencionaram os valores acordados para darem termo à contenda, correto o lançamento que considerou toda a verba recebida como tributável, por não restar comprovado tratarse de rendimentos que não devam compor a base de cálculo, como dispõe o artigo 39 do RIR/99. “Art.39. Não entrarão no cômputo do rendimento bruto: ... Fl. 7DF CARF MF Emitido em 28/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por LUCIA REIKO SAKAE Assinado digitalmente em 01/03/2011 por LUCIA REIKO SAKAE, 25/03/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES 8 Indenização por Rescisão de Contrato de Trabalho e FGTS XXa indenização e o aviso prévio pagos por despedida ou rescisão de contrato de trabalho, até o limite garantido pela lei trabalhista ou por dissídio coletivo e convenções trabalhistas homologados pela Justiça do Trabalho, bem como o montante recebido pelos empregados e diretores e seus dependentes ou sucessores, referente aos depósitos, juros e correção monetária creditados em contas vinculadas, nos termos da legislação do Fundo de Garantia do Tempo de ServiçoFGTS (Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, inciso V, e Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990, art. 28); Art.638. Os rendimentos pagos a título de décimo terceiro salário (CF, art. 7º, inciso VIII)estão sujeitos à incidência do imposto na fonte com base na tabela progressiva (art. 620), observadas as seguintes normas (Lei nº 7.713, de 1988, art. 26, e Lei nº 8.134, de 1990, art. 16): .... IIIa tributação ocorrerá exclusivamente na fonte e separadamente dos demais rendimentos do beneficiário;” (grifei) Da Multa de Ofício Nesta questão, há que registrar que, como a indicação da natureza indenizatória foi convencionada também pela fonte pagadora, que não forneceu detalhes sobre a composição do rendimento, não pode o recorrente ser penalizado por negligência dessa fonte, devendose excluir apenas a multa de ofício, no mesmo sentido dos acórdãos 10616801, 106 16760 e 19600065, cujos excertos são a seguir reproduzidos, por erro escusável. “(...) MULTA DE OFÍCIO EXCLUSÃO Deve ser excluída do lançamento a multa de ofício quando o contribuinte agiu de acordo com orientação emitida pela fonte pagadora, um ente estatal que qualificara de forma equivocada os rendimentos por ele recebidos. (...)” (acórdão 10616801, de 06/03/2008, da 6ª Câmara do 1º Conselho de Contribuintes,relator Conselheiro Luiz Antonio de Paula) “ (...) MULTA DE OFICIO CONTRIBUINTE INDUZIDO A ERRO PELA FONTE PAGADORA Não comporta multa de oficio o lançamento constituído com base em valores espontaneamente declarados pelo contribuinte que, induzido pelas informações prestadas pela fonte pagadora, incorreu em erro escusável no preenchimento da declaração de rendimentos. (...) (Acórdão n° 10616760, sessão de 23/01/2008, relator o Conselheiro Giovanni Christian Nunes Campos) “ (...) MULTA DE OFÍCIO. ERRO ESCUSÁVEL. Se o contribuinte, induzido pelas informações prestadas por sua fonte pagadora, um ente estatal que qualificara de forma equivocada os rendimentos por ele recebidos, incorreu em erro escusável quanto à tributação e classificação dos rendimentos recebidos, não deve ser penalizado pela aplicação da multa de ofício.(...)” (acórdão nº 19600065, de 02/12/2008, da 6ª Turma Especial do 1º Conselho de Contribuintes, conselheiro(a) relator(a) Valéria Pestana Marques) Fl. 8DF CARF MF Emitido em 28/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por LUCIA REIKO SAKAE Assinado digitalmente em 01/03/2011 por LUCIA REIKO SAKAE, 25/03/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES Processo nº 13831.000123/200611 Acórdão n.º 280200.654 S2TE02 Fl. 113 9 Conclusão. Ante o exposto, voto no sentido de DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para tãosó excluir a multa de ofício aplicada, por erro escusável. (assinado digitalmente) Lucia Reiko Sakae Fl. 9DF CARF MF Emitido em 28/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por LUCIA REIKO SAKAE Assinado digitalmente em 01/03/2011 por LUCIA REIKO SAKAE, 25/03/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES
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Numero do processo: 11831.003266/2001-37
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 20 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Oct 20 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 1999
DEDUÇÕES. PENSÃO ALIMENTÍCIA.
Somente são dedutíveis dos rendimentos tributáveis na Declaração de Ajuste Anual os valores pagos a título de pensão alimentícia pagos em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente, inclusive a prestação de alimentos provisionais.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2802-000.554
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR
PROVIMENTO ao recurso, tão só no concernente à matéria litigada, qual seja a glosa da pensão alimentícia.
Nome do relator: LUCIA REIKO SAKAE
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PENSÃO ALIMENTÍCIA. Somente são dedutíveis dos rendimentos tributáveis na Declaração de Ajuste Anual os valores pagos a título de pensão alimentícia pagos em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente, inclusive a prestação de alimentos provisionais. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR PROVIMENTO ao recurso, tão só no concernente à matéria litigada, qual seja a glosa da pensão alimentícia. (assinado digitalmente) Valeria Pestana Marques Presidente. (assinado digitalmente) Lucia Reiko Sakae Relator. EDITADO EM: Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ana Paula Locoselli Erichsen, Carlos Nogueira Nicacio, Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Lucia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros e Valeria Pestana Marques. Fl. 60DF CARF MF Emitido em 28/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por LUCIA REIKO SAKAE Assinado digitalmente em 01/03/2011 por LUCIA REIKO SAKAE, 25/03/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra acórdão proferido na 1ª instância administrativa, pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento, de fls. «fls_DRJ», que considerou procedente em parte o lançamento relativo a: a) rendimentos recebidos de pessoas jurídicas para R$ 83.619,74, devido à omissão de rendimentos decorrentes de trabalho com vínculo empregatício e de aluguéis ou royalties recebidos da pessoa jurídica; b) dedução com dependentes para R$ 1.080,00, devido à dedução indevida com Rioko Iório, por ter apresentado Declaração em separado, e Priscila Kelly Iório, beneficiária de pensão alimentícia; c) dedução com despesas com instrução para R$ 1.700,00, devido à dedução indevida a esse título com Priscila Kelly Iório, beneficiária de pensão alimentícia; d) dedução com despesas médicas para R$0,00, devido à dedução indevida a esse título, por falta de apresentação de documentação comprobatória; e) dedução como pensão alimentícia para R$ 6.500,00, devido à dedução indevida a esse título. Apresentou documento de Priscila Kelly Iório; Na decisão de 1ª instância se fez constar que: “da impugnação depreendese que o litígio se instaurou em relação à glosa de dependentes, despesas médica e de instrução e pensão alimentícia.”; ... Da análise da documentação trazida aos autos, vêse que não foi apresentado nenhum documento hábil a comprovar decisão judicial ou acordo homologado judicialmente relativo ao pagamento de pensão alimentícia a suas filhas, bem como a obrigação de gastos médicos ou com instrução das mesmas. Por essa razão, mantémse à glosa. Frisase que foi considerado no lançamento de oficio, à fl. 06/verso, dedução com pensão alimentícia paga a Priscilla Kelly Iorio no valor de R$ 6.500,00. ..... Da análise da documentação trazida aos autos, vêse que o contribuinte comprova despesas médicas no valor de R$ 995,57, de acordo com Comprovante de Rendimentos Pagos e Retenção do Imposto de Renda na Fonte, à fl. 16, fazendo jus, portanto, a dedução de despesas médicas no valor mencionado.; Sobre a dedução de dependentes na declaração de ajuste anual ... verificase, conforme descrito no auto de infração (fl. 6) que as deduções pleiteadas não se enquadram com dedutíveis, razão pela qual mantémse a glosa. .... Fl. 61DF CARF MF Emitido em 28/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por LUCIA REIKO SAKAE Assinado digitalmente em 01/03/2011 por LUCIA REIKO SAKAE, 25/03/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES Processo nº 11831.003266/200137 Acórdão n.º 280200.554 S2TE02 Fl. 52 3 Pelo exposto e tudo mais que consta dos autos, VOTO pela procedência em parte do lançamento, para restabelecer dedução com despesas médicas no valor de R$ 995,97, e apurar imposto suplementar de R$ 6.167,71, conforme demonstrativo abaixo, a ser acrescido de multa de ofício de 75% e juros de mora, de acordo com a legislação regente.... A ciência de tal julgado se deu por via postal em 10/06/2008, consoante o AR – Aviso de Recebimento – de fl. 35. À vista da decisão, foi protocolizado, em 08/07/2008, recurso voluntário de fls. 43/46, no qual o pólo passivo questiona a decisão proferida. Afirma o recorrente que: “O julgador assevera que somente as despesas referente á prestação alimentícia, fundada em decisão judicial ou em acordo homologado judicialmente poderá ser deduzida, ressaltando que o restante da impugnação anteriormente apresentada foi aceita. Com a apresentação da Impugnação, fora aceita em primeira instância, a apresentação dos comprovantes pedidos, porém as despesas com referência à alimentos das filhas havidas fora do casamento não foram acatados. Destarte se faz uso do presente remédio, uma vez que jamais poderia ter procedido da forma como o fez.”( Na peça recursal, o contribuinte asseverando ser pessoa correta, efetuou pagamentos das prestações alimentícias às suas filhas sem que as mesmas ingressassem com ação judicial, de forma espontânea. Desta feita, entende não poder ser punido por cumprir suas obrigações, sem a necessidade de interpelação judicial. Requer, assim, “a reconsideração da r. decisão de fls., considerandose a pensão alimentícia devidamente paga e comprovada nos autos, devendo ser levada à efeito o demonstrativo de fls.19, o qual demonstra a realidade do caso em tela, o qual inclusive, comprova ter o recorrente imposto á restituir e não à pagar.”. Em virtude de erro no nome do recorrente nas “Razões de Recurso” (fl. 43), foi o contribuinte reintimado a ratificar o recurso interposto (fl. 48), o que se confirmou pelo documento de fl. 49. É o relatório. Voto Conselheiro Lucia Reiko Sakae, Relator O recurso voluntário é tempestivo e presentes, ainda, os demais requisitos formais de admissibilidade, dele conheço. Tratase de recurso voluntário em face da decisão que considerou procedente em parte o lançamento, restabelecendose apenas a dedução com despesas médicas no valor de R$ 995,97, e apurar imposto suplementar de R$ 6.167,71. Fl. 62DF CARF MF Emitido em 28/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por LUCIA REIKO SAKAE Assinado digitalmente em 01/03/2011 por LUCIA REIKO SAKAE, 25/03/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES 4 Necessário se faz ressaltar o resultado da decisão de primeira instância, uma vez que no recurso voluntário, o recorrente assevera em termos gerais que “Com a apresentação da Impugnação, fora aceita em primeira instância, a apresentação dos comprovantes pedidos, porém as despesas com referência à alimentos das filhas havidas fora do casamento não foram acatados”. Do recurso, observase o questionamento apenas da manutenção da glosa da pensão alimentícia, que passo a analisar. Inicialmente cabe esclarecer que as deduções de base de cálculo encontram previsão legal no art. 8º, inciso II, alíneas “a”, e §2º, da Lei nº. 9.250, de 26 de dezembro de 1995, que assim dispõe: “Art. 8º A base de cálculo do imposto devido no anocalendário será a diferença entre as somas : I de todos os rendimentos percebidos durante o anocalendário, exceto os isentos, os nãotributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte e os sujeitos à tributação definitiva; II das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; b) a pagamentos efetuados a estabelecimentos de ensino relativamente à educação préescolar, de 1º, 2º e 3º graus, cursos de especialização ou profissionalizantes do contribuinte e de seus dependentes, até o limite anual individual de R$ 1.700,00 (um mil e setecentos reais); c) à quantia de R$ 1.080,00 (um mil e oitenta reais) por dependente; d) às contribuições para a Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; e) às contribuições para as entidades de previdência privada domiciliadas no País, cujo ônus tenha sido do contribuinte, destinadas a custear benefícios complementares assemelhados aos da Previdência Social; f) às importâncias pagas a título de pensão alimentícia em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente, inclusive a prestação de alimentos provisionais; g) às despesas escrituradas no Livro Caixa, previstas nos incisos I a III do art. 6º da Lei nº 8.134, de 27 de dezembro de 1990, no caso de trabalho nãoassalariado, inclusive dos leiloeiros e dos titulares de serviços notariais e de registro. § 1º A quantia correspondente à parcela isenta dos rendimentos provenientes de aposentadoria e pensão, transferência para a reserva remunerada ou reforma, pagos pela Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, por qualquer pessoa jurídica de direito público interno, ou por entidade de previdência privada, representada pela soma dos Fl. 63DF CARF MF Emitido em 28/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por LUCIA REIKO SAKAE Assinado digitalmente em 01/03/2011 por LUCIA REIKO SAKAE, 25/03/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES Processo nº 11831.003266/200137 Acórdão n.º 280200.554 S2TE02 Fl. 53 5 valores mensais computados a partir do mês em que o contribuinte completar sessenta e cinco anos de idade, não integrará a soma de que trata o inciso I. § 2º O disposto na alínea a do inciso II: I aplicase, também, aos pagamentos efetuados a empresas domiciliadas no País, destinados à cobertura de despesas com hospitalização, médicas e odontológicas, bem como a entidades que assegurem direito de atendimento ou ressarcimento de despesas da mesma natureza; II restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento; IV não se aplica às despesas ressarcidas por entidade de qualquer espécie ou cobertas por contrato de seguro; V no caso de despesas com aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias, exigese a comprovação com receituário médico e nota fiscal em nome do beneficiário. § 3º As despesas médicas e de educação dos alimentandos, quando realizadas pelo alimentante em virtude de cumprimento de decisão judicial ou de acordo homologado judicialmente, poderão ser deduzidas pelo alimentante na determinação da base de cálculo do imposto de renda na declaração, observado, no caso de despesas de educação, o limite previsto na alínea “b” do inciso II deste artigo. Pelo disposição transcrita, verificase que os valores pagos a título de pensão alimentícia só são dedutíveis para o estabelecimento da base de cálculo do imposto de renda, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente, não se tratando de penalidade a impossibilidade de dedução, mas mera obediência ao permissivo legal, que estabelece as condições para a sua dedutibilidade. Desta feita, não se tratando de pensão alimentícia paga em cumprimento a sentença judicial, o valor pago a esse título não pode ser deduzido para determinação da base de cálculo. Conclusão. Por todo o exposto, voto em NEGAR PROVIMENTO ao recurso interposto. (assinado digitalmente) Lucia Reiko Sakae Fl. 64DF CARF MF Emitido em 28/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por LUCIA REIKO SAKAE Assinado digitalmente em 01/03/2011 por LUCIA REIKO SAKAE, 25/03/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES 6 Fl. 65DF CARF MF Emitido em 28/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por LUCIA REIKO SAKAE Assinado digitalmente em 01/03/2011 por LUCIA REIKO SAKAE, 25/03/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES
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Numero do processo: 13888.000381/2003-91
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 22 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Sep 22 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF.
Exercício: 1999
DEPÓSITOS BANCÁRIOS - APLICAÇÃO DO ARTIGO 42, § 3º, INCISO II, DA LEI N° 9.430/96.
Nos termos do artigo 42, § 3º, inciso II, da Lei n° 9.430/96, com redação dada pela Lei n° 9.481/97, não serão considerados rendimentos omitidos os depósitos bancários de valor individual igual ou inferior a R$ 12.000,00, desde que seu somatório, dentro do ano-calendário, não ultrapasse R$ 80.000,00.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2802-000.481
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso interposto, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF. Exercício: 1999 DEPÓSITOS BANCÁRIOS - APLICAÇÃO DO ARTIGO 42, § 3º, INCISO II, DA LEI N° 9.430/96. Nos termos do artigo 42, § 3º, inciso II, da Lei n° 9.430/96, com redação dada pela Lei n° 9.481/97, não serão considerados rendimentos omitidos os depósitos bancários de valor individual igual ou inferior a R$ 12.000,00, desde que seu somatório, dentro do ano-calendário, não ultrapasse R$ 80.000,00. Recurso Voluntário Provido.
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Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso interposto, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) VALERIA PESTANA MARQUES - Presidente (assinado digitalmente) ANA PAULA Locosnu ERICHSEN Relator 1 1 O DEZ 2010 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Nogueira Nicácio, Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Lúcia Reiko Sakae e Valéria Pestana cMarquew(Presidente)vAusentejustificadarnenteiSidneynFernrElarros;TAw, MAKMJES Aatenik.:ado digitlimente ein 2 411W2010lar ANA PAULA LOCOSELII EP3CHGEN Erniklo era 10/1212010 pelo MiniMerin l'anwpi F...)E CA RE MI 11. 2 Relatório Contra o contribuinte foi lavrado auto de infração de imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF, relativo ao ano-calendário 1998, para formalização da exigência e cobrança de crédito tributário, tendo em vista que foi apurada a infração de omissão de rendimentos caracterizada por valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida em instituições financeiras, A Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Fortaleza-CE, julgou procedente em parte o lançamento relativo ao imposto sobre a renda de pessoas físicas, ano- calendário 1998 Quanto aos fundamentos da decisão acima referida, segue abaixo transcrita a ementa que sintetiza o entendimento da DRJ: OMISSÃO DE RENDIMENTOS LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS Para os fatos geradores ocorridos a partir de I" de janeiro de 1997, o ar! 42 da Lei n°9430. de 1996, autoriza a presunção legal de omissão de rendimentos com base em depósitos bancários de origem não comprovada pelo sedeito passivo. ÓNUS DA PROVA Se o rimes da prova, por presunção legal, é do contribuinte, cabe a ele a prova da origem dos recursos utilizados para acobertar seus depósitos bancários LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS. CONTAS CONJUNTAS Nos casos de contas bancárias em conjunto é indispensável a regular e prévia intimação de todos os titulares para comprovar a origem dos recursos depositados e a infração de omissão de rendimentos deverá, necessariamente, ser imputada, em proporções iguais, entre os titulares, salvo quando estes apresentarem declaração em conjunto APRESENTAÇÃO POSTERIOR DE PROVAS PRAZO CONDIÇÕES A apresentação de prova documental deve ser feita durante a fase de impugnação Precheso o direito de o contribuinte .fazê-lo em outro momento processual : salvo se comprovadas as exceções previstas em lei A DRJ cancelou o imposto de renda devido sobre os valores de R$ 3.757,06 (três mil, setecentos e cinqüenta e sete reais, e seis centavos) referente a movimentação da conta-corrente conjunta, cuja titular é Odete Pelegrine Aplilante (mãe do contribuinte) e de R$ 4.480,00 (quatro mil, quatrocentos e oitenta reais), referente ao rendimento de pró-labore da empresa Casa Medeiros.. Esclareça-se que conforme Termo de Verificação Fiscal (fls 281) o valor total omitido inicial era de R$ 79 093,46, e após a decisão da DRJ passou a ser de R$ 70.856,40 O contribuinte foi intimado da decisão a ano em 15/08/2007 (fis. 339) e interpôs recurso voluntário em 14/09/2007 Assinado digiturnente ern 21 , 10/2010 pnr ANA PAULA LO000ELL1 ERICHSENL 04/11/2030 por VALERIA PESTANA MARQUES Autentiealn digit4rnent4-2 em 21 f 10/2010 per ANA PAULA /Ç ELI_ ER1CHSEN 2 ein 10 ,12/2010 pelo Mini;stérin da Fazenda 2 DF CART NIF El 3 Processo n" 13888.000381/2003-91 S2-TE02 Acórdão n " 2892-00,481 Fl 2 Em seu apelo recursal alegou, em síntese, que apresentou comprovante de origem da maioria dos depósitos, porém não foram considerados pelo fisco. É o relatório, Voto Conselheira ANA PAULA LOCOSELL1 ER1CHSEN, Relator O recurso é tempestivo e atende aos pressupostos de admissibilidade, razão pela qual dele torno conhecimento e passo a analisá-lo DOS DEPÓSITOS BANCÁRIOS De acordo com o Demonstrativo de Apuração de depósitos com origem não comprovada de fls. 273/281, os depósitos bancários de valor individual igual ou inferior a R$ 12,000,00 (doze mil reais), totalizaram R$ 79,093,46 (setenta e nove mil, noventa e três reais, e quarenta e seis centavos) Sendo que após a apreciação da Delegacia da Receita Federal referido valor foi reduzido para R$ 70 856,40 (setenta mil, oitocentos e cinqüenta e seis reais, e quarenta centavos), conforme demonstrativo de fls. .334. Não há nenhum depósito superior da R$ 12 000,00, Verifica-se, assim que, trata-se de depósitos de pequenos valores e, portanto, aplicável a regra o § .3°, art. 42, da Lei n° 9.430/96. Vejamos o que dispõem referido dispositivo legal, com a alteração promovida pela Lei n° 9,481/97: Art. 42. Caracterizam-se também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida . junto a instituição financeira, em relação aos quais o titulai; pessoa física ou .jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. I" O valor das receitas ou das rendimentos omitido será considerado auferido ou recebido no mês do crédito efetuado pela instituição financeira. 2" Os valores cuja origem houver sido comprovada, que não houverem sido computados na base de cálculo dos impostos e contribuições a que estiverem sujeitos, submeter-se-ão às normas de tributação específicas, previstas na legislação vigente à época em que auferidos ou recebidos. ,y; 3" Para efeito de determinação da receita omitida, os créditos serão analisados individualizadamente, observado que não serão considerados: - os decorrentes de transferências de outras contas da própria pessoa física ou jurídica; 11 - no caso de pessoa física, sem prejuízo do disposto no inciso anterior, os ,„„ 2 1 ! 1 0,20 io pov Ande -valor,individuaLiguaton.iinferior.n,n12,000,00(dpze mil reais), desde MARQUES Auterikicudil djlitalm(:mte em 2 110i2n rà PAULA LOCOSELL F ÉRicilsEN 3 10;121201i.) miniãtérn ti2 ?.e nda DF (ARI- NU' H 4 que o seu somatório dentro do ano-calendário não ultrapasse o valor de RS 80.000,00 (oitenta mil reais) (Alteração promovida pela Lei n" 9,481/1997) § 4" Tratando-se de pessoa fisica, os rendimentos omitidos serão tributados no mês em que considerados recebidos, com base na tabela progressiva vigente à época em que tenha sido efetuado o crédito pela instituição financeira § 5" Quando provado que os valores creditados na conta de depósito ou de investimento pertencem a terceiro, evidenciando interposição de pessoa, a determinação dos rendimentos ou receitas- será efetuada em relação ao terceiro, na condição de efetivo titular da conta de depósito ou de investimento (Incluído pela Lei n" 10,637/2002). § Na hipótese de contas de depósito ou de investimento mantidas em conjunto, cuja declaração de rendimentos ou de informações dos titulares tenham sido apresentadas em separado, e não havendo comprovação da origem dos recursos nos termos deste artigo, o valor dos rendimentos ou receitas será imputado a cada titular mediante divisão entre o total dos rendimentos ou receitas pela quantidade de titulares (incluído pela Lei n° 10. 637/2002) (grifei) Da análise do artigo retro-mencionado é possível constatar que se caracteriza omissão de rendimento os valores creditados em conta de depósito não comprovados a origem dos recursos utilizados nessas operações, excluindo-se os de pequeno valor. No presente caso, os depósitos de valor inferior a R$ 12.000,00, segundo o Demonstrativo de Apuração de depósitos com origem não comprovada de fls. 273/281, totalizaram R$ 79.093,46 (setenta e nove mil, noventa e três reais, e quarenta e seis centavos), no ano-calendário de 1998 (portanto, inferior ao limite de R$ 80.000,00), o que, a meu ver, afasta a exigência relativamente aos depósitos, de todos os valores inferiores a R$ 12..000,00. Desse modo, o lançamento deve ser cancelado, uma vez que é composto por depósitos em valores individuais inferiores a R$ 12.000,00 e totaliza o montante anual inferior a R$ 80.000,00, limite mínimo tributável, Ante o exposto, dou provimento total ao recurso voluntário DF/Brasília. Sala das Sessões, em 22 de setembro de 2010 (assinado digitalmente) ANA PAULA LOCOSELL1 ER1CHSEN Assinado digitalmente em 21j10,1 2010 por ANA PAULA LOCOSELL1 ERICHSIEN 04111:2010 por VALERIA PESTANA MARQUES Auli 1:1TBIci odo d1 9 11i111)"~ em 2 -11.1 0/20 1 0 por ANA PAULA 1..000SELL1 ERICHSEN Emitido (iwi 1011212010 pe1e Ministérin do n.n04.1 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n°: 13888.000381/200.3-91 Recurso n° : 162.252 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3 0 do art., 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n° 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão n° 2802-00.481 il Brasília/DF, 14/12/ 10. 11. EVELINE COÊLHO DE MELO HOMAR Chefe da Secretaria Segunda Câmara da Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: „..) Apenas com ciência Com Recurso Especial Com Embargos de Declaração Data da ciência: Procurador(a) da Fazenda Nacional
score : 1.0
Numero do processo: 13424.000017/2005-41
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 01 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Dec 01 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2002
Ementa:
IRRF. COMPROVANTE DE RENDIMENTOS.
É legítima a dedução do imposto de renda retido na fonte incidente sobre rendimentos tributáveis quando comprovada a retenção por meio de comprovante de retenção emitido pela fonte pagadora dos rendimentos.
Recurso provido.
Numero da decisão: 2802-000.565
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DAR
PROVIMENTO ao recurso.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: JORGE CLÁUDIO DUARTE CARDOSO
1.0 = *:*
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COMPROVANTE DE RENDIMENTOS. É legítima a dedução do imposto de renda retido na fonte incidente sobre rendimentos tributáveis quando comprovada a retenção por meio de comprovante de retenção emitido pela fonte pagadora dos rendimentos. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DAR PROVIMENTO ao recurso. (Assinado digitalmente) Valéria Pestana Marques - Presidente. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso - Relator. EDITADO EM: 10/12/2010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Valéria Pestana Marques (Presidente da turma), Carlos Nogueira Nicácio, Jorge Claudio Duarte Cardoso, Ana Paula Locoselli Erichsen, Lúcia Reiko Sakae e Sidney Ferro Barros. Fl. 65DF CARF MF Emitido em 24/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/12/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 10/12/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES 2 Relatório Contra o contribuinte acima identificado, foi emitido Auto de Infração de Imposto de Renda Pessoa Física, ano-calendário 2001, exercício de 2002, em conseqüência das seguintes alterações promovidas de ofício: a) rendimentos tributáveis de R$ 69.086,92, para R$ 147.186,64, conforme demonstrativo das infrações à fl. 08; b) imposto de renda retido na fonte de R$ 4.048,04, para R$ 1.824,04; c) rendimentos isentos e não-tributáveis de R$ 97.990,84, para R$ 19.891,12. Na primeira instância de julgamento o lançamento foi julgado parcialmente procedente, reconhecendo com isentos os rendimentos de R$ 78.099,72 referentes a doação recebida por sua esposa e dependente, e mantendo a autuação referente à glosa de IRRF, matéria tida como não impugnada. Ciente da decisão de primeira instância em 10-10-2008 (fls. 36), o recorrente apresentou recurso voluntário em 29-10-2008 (fls. 40), no qual apresenta, em síntese, os seguintes argumentos: 1) tempestividade do recurso e desnecessidade de arrolamento de bens; 2) com base no comprovante de rendimentos da fonte pagadora declarou os rendimentos de R$23.750,00 e o IRRF de R$2.224,00 que comprova com a juntada do documentos de fls. 50. É o relato do essencial. Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele deve-se tomar conhecimento. Subsiste o lançamento unicamente quanto à glosa do IRRF referente à fonte pagadora Fundação de Saúde do Estado de Alagoas – FUSAL no valor de R$2.224,00. No auto de infração a glosa foi justificada pelo fato de o contribuinte intimado não ter apresentado comprovação. Fl. 66DF CARF MF Emitido em 24/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/12/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 10/12/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES Processo nº 13424.000017/2005-41 Acórdão n.º 2802-00.565 S2-TE02 Fl. 61 3 Não obstante o pedido final formulado com a impugnação ter sido pela insubsistência do auto de infração, a falta de menção específica sobre a glosa do IRRF levou o julgador de primeira instância a declarar não impugnada a mencionada glosa. Entretanto, o documento que comprova a retenção na fonte é o mesmo documento que fundamenta a tributação dos rendimentos, logo não se pode justificar a autuação com base em parte da informação do mesmo documento. No mesmo sentido opera o princípio da verdade material. Assim, comprovada a retenção de R$2.224,00 pelo comprovante de rendimentos emitido pela FUSAL deve-se restabelecer a dedução. Diante do exposto, voto por DAR PROVIMENTO ao recurso. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 67DF CARF MF Emitido em 24/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/12/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 10/12/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES
score : 1.0
Numero do processo: 10380.015456/2002-71
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 01 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Mar 01 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI
Período de apuração: 01/04/2002 a 30/06/2002, 01/07/2002 a 30/09/2002, 01/10/2002 a 31/12/2002
RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS. ABONO DE JUROS.
É imprestável como instrumento de correção monetária, não justificando a sua adoção, por analogia, em processos de ressarcimento de créditos incentivados, por implicar concessão de um “plus”, sem expressa previsão legal. O ressarcimento não é espécie do gênero restituição, portanto inexiste previsão legal para atualização dos valores objeto deste instituto.
Numero da decisão: 3803-001.278
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/04/2002 a 30/06/2002, 01/07/2002 a 30/09/2002, 01/10/2002 a 31/12/2002 RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS. ABONO DE JUROS. É imprestável como instrumento de correção monetária, não justificando a sua adoção, por analogia, em processos de ressarcimento de créditos incentivados, por implicar concessão de um “plus”, sem expressa previsão legal. O ressarcimento não é espécie do gênero restituição, portanto inexiste previsão legal para atualização dos valores objeto deste instituto.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1943; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 121 1 120 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10380.015456/200271 Recurso nº 500.888 Voluntário Acórdão nº 380301.278 – 3ª Turma Especial Sessão de 1 de março de 2011 Matéria IPI PEDIDO DE RESSARCIMENTO SALDO CREDOR TRIMESTRAL DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Recorrente MALLORY LTDA (atualmente CESDE INDÚSTRIA E COMÉRCIO ELETRÔNICO DE ELETRODOMÉSTICOS LTDA.) Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/04/2002 a 30/06/2002, 01/07/2002 a 30/09/2002, 01/10/2002 a 31/12/2002 RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS. ABONO DE JUROS. É imprestável como instrumento de correção monetária, não justificando a sua adoção, por analogia, em processos de ressarcimento de créditos incentivados, por implicar concessão de um “plus”, sem expressa previsão legal. O ressarcimento não é espécie do gênero restituição, portanto inexiste previsão legal para atualização dos valores objeto deste instituto. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, Daniel Maurício Fedato, Carlos Henrique Martins de Lima e Rangel Perrucci Fiorin. Relatório O estabelecimentomatriz de Cesde Indústria e Comércio Eletrônico de Eletrodomésticos Ltda. formulou, fls. 100/102, pedido de ressarcimento do saldo credor básico de IPI, acumulados nos 2°, 3º e 4° trimestres de 2002, no valor principal de R$ 542.850,47, ao Fl. 1DF CARF MF Emitido em 18/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN 2 amparo da Lei nº 9.779, de 19 de janeiro de 1999, regulamentado pelo Instrução Normativa – SRF nº 33, de 4 de março de 1999. O requerente adicionou ao valor do pedido correção monetária calculada pela taxa SELIC, totalizando o pedido em R$ 563.589,97. Cumulativamente, declarou compensações do direito creditório com débitos controlados nos autos do processo administrativo nº 13308.000211/200218, juntado a este por apensação. Delegada da Receita Federal em Fortaleza, nos termos do Despacho Decisório de fls. 253, deferiu o ressarcimento de tão somente R$ 538.107,97, sem incidência dos juros SELIC, e homologou as compensações até o limite do crédito reconhecido. Conforme Informação Fiscal, fls. 239/241, a glosa, no valor de R$ 4.743,00, referese às notas fiscais não comprovadas, relacionadas às fls. 237. Sobreveio Manifestação de Inconformidade, fls. 293 a 310. A DRJ/BEL3ª Turma julgoua procedente em parte e autorizou ressarcimento adicional de R$ 4.742,50, mas manteve o indeferimento do abono de juros calculados pela taxa SELIC. O Acórdão nº 01 11.917, de 2 de setembro de 2008, fls. 352 a 355, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS – IPI Período de apuração: 01/04/2002 a 30/06/2002, 01/07/2002 a 30/09/2002,01/10/2002 a 31/12/2002 Ementa: RESSARCIMENTO DE IPI. CRÉDITOS BÁSICOS. LIQUIDEZ E CERTEZA. O ressarcimento autorizado pelo art.11 da Lei no 9.779, de 1999, vinculasé ao preenchimento dos requisitos e condições determinados pela legislação tributária de regência. Na apresentação de provas, nos autos, que permitem presumir a certeza e a liquidez do crédito pleiteado, impõese o deferimento da pretensão. Solicitação Deferida em Parte Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da 3ª Turma da DRJ/BEL3ª Turma. O arrazoado de fls. 357 a 369, após protestar por sua tempestividade e resumir os fatos relacionados, insiste no seu direito à atualização monetária do ressarcimento pela taxa SELIC, pela aplicação analógica do art. 39, § 4º, da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995. Cita e transcreve doutrina e jurisprudência. Pede provimento. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 357 a 369 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJBEL3ª Turma nº 0111.917, de 2 de setembro de 2008. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 18/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10380.015456/200271 Acórdão n.º 380301.278 S3TE03 Fl. 122 3 Mérito – Direito à correção monetária do valor do ressarcimento mediante abono de juros calculados pela taxa Selic A matéria tem entendimento dominante na 3ª Turma da CSRF, prevalente no julgamento do Recurso nº 228.964, que transcrevo e adoto como razão de decidir. A questão da possibilidade de incidência da taxa Selic no ressarcimento de IPI passa necessariamente pela diferenciação dos institutos do ressarcimento da restituição. A restituição é a repetição de um indébito. Decorre de pagamento indevido ou a maior que o devido. Já o ressarcimento não está vinculado a qualquer pagamento indevido, mas decorre de concessão legal. Sobretudo, não se pode olvidar que o direito subjetivo ao ressarcimento somente é constituído com o advento do despacho da autoridade competente, em oposição ao que ocorre com a repetição do indébito, em que o direito de repetir já nasce imediatamente com o pagamento indevido ou a maior, independentemente de qualquer ato da autoridade administrativa. Nesta linha, fica evidente existir duas figuras que não se confundem: a) restituição por pagamento indevido ou a maior do que o devido (repetição de indébito); e b) ressarcimento, previsto em lei concessiva. É certo que restituição e ressarcimento compartilham alguns aspectos, como o de ser ambos passíveis de satisfação em dinheiro ou mediante compensação, mas de nenhum modo ressarcimento é espécie do gênero restituição. Noutro giro, não há que se falar em desvalorização do valor a ser ressarcido, mesmo porque o ambiente de ampla correção monetária que vigia no passado foi abolido pelo Legislador. Com efeito, o Legislador aboliu e repudiou o sistema geral de indexação da economia através da aprovação das normas legais que consolidaram o Plano Real, inexistindo atualmente previsão de atualização monetária tanto para caso de ressarcimento como para caso de restituição. Nesse contexto, inadmissível pensar na aplicação da taxa Selic como um meio de reposição do valor real da moeda. A taxa Selic é, isto sim, a expressão numérica dos juros. Não se trata de atualização monetária. Juros, por sua vez, é um acréscimo ao principal, é um plus que inclusive se caracteriza como renda para aquele que o aufere. Ora, o Estado não pode pagar rendimentos – na forma de taxa Selic, vale dizer, de juros – sem previsão legal, mormente quando o que seria o valor principal (ressarcimento) é, ele próprio, dependente de lei concessiva. A previsão legal para a incidência de juros Selic, por sua vez, somente se refere aos casos de restituição. Ao mencionar a compensação (art. 39, § 4º), é claro que o dispositivo referese aos valores que poderiam ser restituídos, não permitindo interpretação extensiva. O texto da Lei nº 9.250, de 1995, é claro, não havendo como aplicar por analogia aquele dispositivo ao caso do ressarcimento. Neste sentido devese dizer que o art. 39, § 4º, da Lei nº 9.250/95, inclusive não estabeleceu a atualização de valores restituídos ao contribuinte com base na taxa Fl. 3DF CARF MF Emitido em 18/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN 4 Selic. Isto porque, simplesmente, tal taxa expressa juros, não correção ou atualização monetária. O que foi previsto para casos de restituição foi a aplicação de juros, calculados com base na taxa Selic. Depois, o dispositivo trata de restituição, nada falando de ressarcimento. Por fim, a data prevista para o início da incidência dos juros é a do pagamento indevido ou a maior do que o devido, data essa que somente pode ser identificada se se tratar de pedido de restituição. A incidência dos juros Selic a partir da data de protocolo do processo de pedido de ressarcimento é critério que não consta da legislação, o que reforça a tese de que os juros não podem incidir, nesse caso. Conclusão Com essas considerações, voto por negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 1 de março de 2011 Alexandre Kern Fl. 4DF CARF MF Emitido em 18/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10380.015456/200271 Acórdão n.º 380301.278 S3TE03 Fl. 123 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10380.015456/200271 Interessada: MALLORY LTDA (atualmente CESDE INDÚSTRIA E COMÉRCIO ELETRÔNICO DE ELETRODOMÉSTICOS LTDA.) Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380301.278, de 1 de março de 2011, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 1 de março de 2011. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 5DF CARF MF Emitido em 18/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 13864.000143/2006-05
Data da sessão: Mon Apr 12 00:00:00 UTC 2010
Ementa: MULTA QUALIFICADA.
Aplica-se a multa qualificada se evidenciado o intuito de fraude, com a conseqüente e indevida redução de base de cálculo que visa majorar indevidamente restituições de Imposto de Renda.
PRINCIPIO DA VERDADE MATERIAL NO PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
No PAF é possível a produção de novas provas, novas arguições e alegações e reexame de matéria de fato. Todas estas circunstâncias são possíveis e se fundamentam no principia da verdade material, pois o que se busca, durante todo o processo administrativo é a verdade real dos fatos, e isto pode acontecer em qualquer fase ou instância processual.
Recurso Voluntário parcialmente provido.
Numero da decisão: 2802-000.234
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso para restabelecer a dedução com as despesas de instrução no valor de R$ 1300,00 (ano-calendário 2001); R$ 1.998,00 (ano-calendário 2002); R$ 1.998,00 (ano-calendário 2003); e R$1.9.00 (ano-calendário 2004), nos termos do voto da Relatora
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN
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CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS .s .sa SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 13864.000143/2006-05 Recurso n° 157.968 Voluntário Acórdão n° 2802-00.234 — r Turma.Especial Sessão de 12 de abril de 2010 Matéria IRPF Recorrente VITAL DOS SANTOS PEREIRA Recorrida FAZENDA NACIONAL MULTA QUALIFICADA. Aplica-se a multa qualificada se evidenciado o intuito de fraude, com a conseqüente e indevida redução de base de cálculo que visa majorar indevidamente restituições de Imposto de Renda. PRINCIPIO DA VERDADE MATERIAL NO PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL No PAF é possível a produção de novas provas, novas arMliçães e alegações e reexame de matéria de fato. Todas estas circunstâncias são possíveis e se fundamentam no principia da verdade material, pois o que se busca, durante todo o processo administrativo é a verdade real dos fatos, e isto pode acontecer em qualquer fase ou instância processual. Recurso Voluntário parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso para restabelecer a dedução com as despesas de instrução no valor de R$ 1300,00 (ano-calendário 2001); R$ 1.998,00 (ano-calendário 2002); R$ 1.998,00 (ano-calendário 2003); e R$1.9.00 (an -calendário 2004), nos termos do votd• da Relatora. c sn-- n._ . c CARLOS GO EIRA NICÁCIO- Presidente em Exercício (1 ANA PAULA LO..‘LLI ERICHSEN — Relatora ; EDITADO EM: I Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Ana Paula Locoselli Erichsen, Lúcia Reiko Sakae, Odmir Femandes (Suplente convocado), José Eyande Carvalho Araujo (Suplente convocado) e Carlos Nogueira Nicacio (Presidente em exercício). Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Sidney Ferro Barros e Valéria Pestana Marques (Presidente). 2 -=.-k Processo n° 13864.000143/2006-05 S2-TE02 Acórdão n.° 2802-00.234 Fl. 2 Relatório Em ação fiscal em face do contribuinte foi lavrado auto de infração de Imposto de Renda Pessoa Fisica, em relação aos anos-calendários de 2001 a 2004, onde foram g,losadas deduções indevidas com despesas médicas e de instrução com aplicação da multa qualificada de 150%, em decorrência da caracterização de intuito de fraude pelo sujeito passivo. A DRJ de São Paulo II, julgou o lançamento procedente nos termos da ementa abaixo transcrita: DENÚNCIA ESPONTÂNEA. Não caracterizam denúncia espontânea, com a conseqüente exclusão da responsabilidade pela infração, o pagamento e a entrega da declaração retificadora após o inicio da ação fiscal. MULTA QUALIFIC'ADA. O aspecto subjetivo do infrator deve ser considerado à luz de todo conjunto probatório. Informações de terceiros e significativas e continuadas deduções indevidas da base de cálculo do imposto são elementos suficientes para caracterizar a consciência pelo agente de sua ação ilícita contra o FISCO. FORMAÇÃO PROBATÓRIA. O pedido de formação de provas na impugnação há de ser especifico e as documentais, ressalvadas as exceções expressamente previstas na legislação, devem ser apresentadas já neste momento. O contribuinte foi intimado do Acórdão 17.16.956 através de AR em 18/01/2007 (fis. 257) e interpôs Recurso Voluntário, através do correio, em 22/02/2007 (fls. 269), onde apresenta sua razões de defesa e requer; - seja declarada a nulidade do ato do auditor fiscal, que, insubsistente, lançou auto de infração sobre tributo anteriormente quitado; - seja julgado improcedente o auto de infração, haja vista a existência de prévio pagamento do imposto lançado; i - que seja reconhecida a extinção do crédito tributário com base no Inciso I, do art. 165 do CTN, urna vez que demonstrados os respectivos pagamentos; - a produção de todos os meios de provas admitidos no processo administrativo fiscal; - que seja oficiada a Corregedoria da Secretaria da Receita Federal, para apuração do ilícito capitulado no artigo 316, § 1° do Código Penal Brasileiro, cometido pelo auditor fiscal Alberto Sakes Tatei, matricula n° 64.270. ft-1É o relatório. ---A"t4)1 3 Voto Conselheira Ana Paula Locoselli Erichsen, Relatora O contribuinte foi intimado do Acórdão 17.16.956 através de AR em 18/0112007 (quinta-feira) (fls. 257) e intelpôs Recurso Voluntário, através do envio de carta pelo correio, em 22/02/2007 (fls. 269). Cumpre destacar que o fim do prazo para interposição deste Recurso seria no dia 17/02/2007 (sábado), sendo considerado o dia 19/02/2007 como último dia para sua interposição, no entanto, por tratar-se do feriado de Carnaval, não havia expediente normal, pois ,conforme Portaria n° 740 de 27/12/2006, do Secretário executivo do Ministério do Planejamento, que divulga os dias de feriado nacional e de ponto facultativo no ano de 2007, os dias 19/02 e 20/02 foram pontos facultativos, sendo que do dia 21/02, o ponto facultativo foi até às 14 horas, sendo certo que neste dia o expediente não pode se considerado como normal, c, desta forma entendo que o contribuinte interpôs o Recurso Voluntário dentro do prazo legal, dele conheço e passo à análise do mérito. Em relação ao contribuinte foram glosadas deduções indevidas com despesas médicas e de instrução referentes aos anos-calendário 2001 a 2004, com a aplicação da multa qualificada de 150%, tendo em vista que a fiscalização entendeu caracterizado o intuito de fraude. Para a fiscalização são vários os elementos que caracterizaram o intuito de fraude, a saber: 1 - O fato do nome do contribuinte constar de documentos apreendidos no trabalho de malha fiscal, no escritório de contabilidade da titularidade do contabilista Rogério da Conceição, que elaborou suas declarações; 2 - O fato do contribuinte intimado a apresentar comprovantes originais com as despesas médicas e com instrução, ter informado que teria revisado sua declaração e constatado o erro no tocante às referidas despesas, e procedido à retificação das informações e o recolhimento complementar de imposto; 3 — Que as instituições de ensino, intimadas, negaram ter recebido quaisquer valores a titulo de prestação de serviço, valores estes que foram informados pelo contribuinte para reduzir o imposto devido; 4 — Que o contribuinte não apresentou qualquer elemento comprobatório que comprovasse a realização de tais despesas. DA DENÚNCIA ESPONTÂNEA Inicialmente, com relação à declaração retiticadora, apresentada pelo contribuinte, após o inicio da ação fiscal, a mesma não se caracteriza corno espontânea, devendo o pagamento efetuado ser utilizado para amortização do crédito apurado, nos termos do voto da DRI. Desta forma, neste ponto não assiste razão ao contribuinte. DA APLICAÇÃO DA MULTA QUALIFICADA 4 Processo n° 13864.000143/2006-05 S2-TE02 Acórdão n.° 2802-00.234 Fl. 3 Quanto à exigência da multa qualificada prevista no art. 44 da Lei n" 9.430/96, que até a edição da Medida Provisória n°303/2006, estabelecia o seguinte: Art. 44. Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas, cakuladas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: I - de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; II- cento e cinqüenta por cento, nos casos de evidente intuito de fraude, definido nos arts. 71 72 e 73 da Lei Tr 4.502 de 30 de novembro de 1964 independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. (grifei) Dessa forma, existem duas modalidades de multas: a) de 75% por falta de pagamento, pagamento após o vencimento, falta de declaração ou por declaração inexata e; 6) a multa qualificada de 150% nos casos de evidente intuito de fraude. Conclui-se que a multa de 75%, prevista no inciso I é a regra, enquanto a multa de 150% prevista no inciso II é aplicada excepcionalmente, nos casos de evidente intuito de fraude. E, por se tratar de situação excepcional, qualquer circunstância que autorize agravar a multa deverá ser minuciosamente justificada e comprovadas nos autos. Além disso, exige-se que o contribuinte tenha procedido com evidente intuito de fraude. Da análise dos fatos ocorridos neste processo está comprovado que o contribuinte agiu com evidente intuito de fraude, uma vez que ao ter conhecimento da ação fiscal efetuada contra o contabilista Rogério da Conceição Vasconcelos e ao ser intimado a prestar esclarecimentos sobre as referidas declarações, informou que em todas, haviam informações incorretas, em alguns itens requeridos pelo Auditor Fiscal e convencido dos equívocos, procedeu á imediata retificação das mesmas. Portanto, entendo que neste caso está devidamente caracterizado o intuito de fraude conforme descrito na legislação, devendo ser mantida a multa qualificada no percentual de 150%. GLOSA DE DESPESAS COM INSTRUÇÃO DOS DEPENDENTES Com relação às glosas de despesas referentes à instrução, entendo que o contribuinte logrou êxito em comprová-las, através da juntada dos comprovantes de pagamento conforme abaixo descrito: Ano-calendário 2001 Comprovantes de pagamentos efetuados ao Colégio Olavo Bilac — S/C CTA COB noturno, referentes às despesas com instrução da dependente Meire de Oliveira Pereira (fls. 98/11), no total de RS 2.096,00 (dois mil e noventa e seis reais).(....._," ..ii-W 5 Ano-calendário 2002 Comprovantes de pagamentos efetuados ao Colégio Bilac — S/C CTA. COB noturno, referentes às despesas com instrução da dependente Meire de Oliveira Pereira (fls. 116/127), no total de RS 2.112,00 (dois mil cento e doze reais). Ano-calendário 2003 Comprovantes de pagamentos efetuados a Universidade do Vale do Paraíba, referentes às despesas de instrução da dependente Meire de Oliveira Pereira (fls. 1331144), no total de RS 6.690,00 (seis mil e seiscentos e noventa reais). Ano-calendário 2004 Comprovantes de pagamentos efetuados a Universidade do Vale do Paraíba, referentes às despesas de instrução da dependente Meire de Oliveira Pereira (fls. 150/161) no total de RS 7.810,00. A DR) não aceitou tais documentos sob a justificativa de que é a impugnação que inicia a fase contenciosa do procedimento, e tais documentos deveriam ter sido juntados com a mesma, conforme previsão do § 4°, art. 16 do Decreto 70.235/72, e não durante o procedimento fiscal, como ocorreu no presente caso. No entanto, neste ponto discordo da decisão proferida pela DRJ uma vez que o Processo Administrativo Fiscal tem por finalidade primeira garantir a apuração do crédito tributário, devendo o julgador pesquisar exaustivamente se, de fato, ocorreu a hipótese abstratamente prevista na norma, c em caso de impugnação do contribuinte, verificar aquilo que realmente e verdade, independentemente do alegado e provado. Desta forma, da análise de todos os documentos juntados ao presente processo, desde o início da fiscalização até o presente momento, entendo que o conjunto probatório é hábil e suficiente para comprovar as alegações do contribuinte. Segundo Hely Lopes Meirellesi O princípio da verdade material, também denominado de liberdade na prova, autoriza a administração a valer-se de qualquer prova que a autoridade processante ou julgadora tenha conhecimento, desde que afaça trasladar para o processo. É a busca da verdade material em contraste com a verdade formal. Portanto, entendo devam ser restabelecidas referidas glosas das despesas efetuadas com instrução, tendo em vista a prevalência da busca da verdade material que norteia o Processo Administrativo Fiscal. Diante do exposto,voto no sentido de dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, para restabelecer a glosa das despesas com instrução, nos valores de RS 1.700,00 (ano-calendário 2001); RS 1.998,00 (ano-calendário 2002); RS 1.993,00 (ano-calendário 2003) e, RS 1.998,00 (ano-calendário 2004). _4„ ANA PAULA LO • • LI ERICHSEN - Relatora • • 021:C. MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS 2' CAMARA/2' SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n°: 13864.000143/2006-05 Recurso n°: 157.968 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3° do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n° 256, de 22 de junho de 2009,. intime-se o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado Junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão n° 2802-00.234 Brasília/DF. 18 MAI 2010 I EVELINE COELHO DE ME O HOMAR Chefe da Secretaria Segunda Câmara da Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com Ciência - ( ) Com Recurso Especial ( ) Com Embargos de Declaração Data da ciência: Procurador(a) da Fazenda Nacional
score : 1.0
Numero do processo: 16682.721807/2015-82
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 27 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Thu Oct 20 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Data do fato gerador:24/10/2011
MULTA ISOLADA. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. NULIDADE DO DESPACHO DECISÓRIO. CANCELAMENTO.
Uma vez declarada a nulidade do despacho decisório em que não se homologou a compensação declarada, tem-se por afastado o fundamento jurídico da multa isolada prevista no § 17 do art. 74 da Lei nº 9.430/1996.
Numero da decisão: 3201-009.796
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3201-009.748, de 27 de setembro de 2022, prolatado no julgamento do processo 16682.721714/2015-58, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Hélcio Lafetá Reis Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Arnaldo Diefenthaeler Dornelles, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Lara Moura Franco Eduardo (suplente convocada), Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Carlos Delson Santiago (Suplente convocado), Laércio Cruz Uliana Júnior, Márcio Robson Costa e Hélcio Lafetá Reis (Presidente e Relator).
Nome do relator: Hélcio Lafetá Reis
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COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. NULIDADE DO DESPACHO DECISÓRIO. CANCELAMENTO. Uma vez declarada a nulidade do despacho decisório em que não se homologou a compensação declarada, tem-se por afastado o fundamento jurídico da multa isolada prevista no § 17 do art. 74 da Lei nº 9.430/1996. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3201-009.748, de 27 de setembro de 2022, prolatado no julgamento do processo 16682.721714/2015-58, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Arnaldo Diefenthaeler Dornelles, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Lara Moura Franco Eduardo (suplente convocada), Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Carlos Delson Santiago (Suplente convocado), Laércio Cruz Uliana Júnior, Márcio Robson Costa e Hélcio Lafetá Reis (Presidente e Relator). Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adota-se neste relatório substancialmente o relatado no acórdão paradigma. Trata-se de Recurso Voluntário interposto em contraposição ao acórdão da Delegacia de Julgamento (DRJ) que julgou procedente em parte a Impugnação manejada pelo contribuinte acima identificado em decorrência do lançamento de multa isolada, exigida em AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 68 2. 72 18 07 /2 01 5- 82 Fl. 342DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 3201-009.796 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 16682.721807/2015-82 razão da não homologação da compensação declarada no processo administrativo nº 16682.720030/2015-39, com base no § 17 do art. 74 da Lei nº 9.430/1996. Na Impugnação, o contribuinte requereu (i) o reconhecimento da nulidade do auto de infração, aduzindo a falta de motivação válida, dada a inocorrência de conduta ilícita ou abusiva, (ii) a suspensão do processo até a prolação de decisão definitiva no julgamento do Recurso Extraordinário 796.939/RS, com repercussão geral reconhecida pelo STF, (iii) a suspensão do processo até a prolação de decisão definitiva no processo em que se discute a compensação não homologada e (iv) o reconhecimento da ocorrência de bis in idem em razão da exigência da multa de mora sobre o débito não compensado cumulativamente com a multa destes autos. A DRJ manteve a exigência da multa, afastando-se todos os argumentos de defesa do contribuinte. Cientificado da decisão de primeira instância, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário e reiterou seus pedidos, repisando os argumentos de defesa, sendo ainda requerida a apensação destes autos ao processo da compensação. Por meio da Resolução, esta turma ordinária converteu o julgamento do recurso em diligência, para que estes autos fossem apensados ao processo nº 16682.720030/2015-39, em razão de conexão. O contribuinte peticionou junto à repartição de origem aduzindo que o presente processo devia ser imediatamente extinto por perda de objeto, ante o seu caráter acessório ao processo de crédito, dada a prolação, pela 2ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento do CARF, declarando a nulidade do despacho decisório que dera origem aos presentes autos. O Presidente da 3ª Seção do CARF exarou despacho informando que, no julgamento do processo nº 16682.720030/2015-39, já havia sido prolatada decisão administrativa definitiva no sentido de se reconhecer a nulidade do despacho decisório, razão pela qual a resolução destes autos havia perdido o seu objeto. É o relatório. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: Conforme acima relatado, trata-se do lançamento de multa isolada, exigida em razão da não homologação da compensação declarada no processo administrativo nº 16682.720030/2015-39, com base no § 17 do art. 74 da Lei nº 9.430/1996. Fl. 343DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 3201-009.796 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 16682.721807/2015-82 Após a conversão do julgamento do Recurso Voluntário em diligência à repartição de origem para que estes autos fossem apensados ao processo da compensação, em razão de conexão, o Presidente da 3ª Seção do CARF exarou despacho, no qual se destacam os seguintes trechos: O colegiado resolveu remeter os autos para a Unidade de Origem para que fosse realizada a apensação ao processo principal acima referido, a requerimento da parte, com posterior retorno para continuidade do julgamento. Ao que parece, o colegiado pretendeu que os autos fossem remetidos para julgamento em conjunto com o processo nº 16682.720030/2015-39, o que ocorreu na 2ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento. Ocorre que o julgamento do processo principal ocorreu em 13/12/2018, antes do julgamento em que se prolatou a resolução, em 31/01/2019. No caso, a distribuição por decorrência poderia ocorrer antes do julgamento do processo principal, a teor do §2º do artigo 6º do Anexo II do RICARF, abaixo transcrito: (...) Destaca-se ainda que o processo principal já possui decisão definitiva no âmbito administrativo e não mais retornará para pauta. Ao contrário, deverá retornar à Unidade de Origem para dar seguimento na apuração do direito creditório. Em consulta aos seus autos, verifico que o Acórdão de Embargos nº 3302-006.418 teve a seguinte decisão: “Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração, com efeitos infringentes, para dar provimento parcial ao recurso voluntário e declarar a nulidade do despacho decisório ora atacado; efetivar a apuração das contribuições e do direito creditório através dos arquivos digitais no leiaute do ADE nº 15/2001, independentemente da apresentação do ADE nº 25/2010; e para que DCOMP sejam separadas por processo.” Tomando ciência da decisão, a PGFN interpôs recurso especial, o qual, entretanto, não foi admitido, conforme despacho, cujo dispositivo transcrevo abaixo: “3 Conclusão Em cumprimento ao disposto no art. 18, inc. III, do Anexo II do RI-CARF, NEGO SEGUIMENTO ao recurso especial interposto pela Fazenda Nacional. Contra este despacho cabe o recurso previsto no art. 71, do Anexo II, do RI-CARF. Encaminhe-se à PGFN, para ciência do presente despacho. Após, caso haja interposição do recurso previsto no art. 71 do RI-CARF, encaminhe- se ao CARF para apreciação. Caso não haja, encaminhe-se à Unidade Local da RFB, para cientificar o sujeito passivo do Acórdão nº 3302- 006.418, bem como para a adoção das demais providências de sua alçada.” Desse despacho a PGFN não interpôs agravo, tornando a decisão proferida no acórdão de embargos definitiva. Portanto, a resolução perdeu seu objeto. Fl. 344DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 3201-009.796 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 16682.721807/2015-82 Destarte, devem os autos retornar para nova distribuição/sorteio no âmbito da 1ª Turma Ordinária da 2ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento, uma vez que o relator original não mais pertence aos quadros de conselheiro do CARF. Salienta-se que o processo deve ser desapensado do processo principal nº 16682.720030/2015-39, que deve ser encaminhado à Unidade Preparadora para dar continuidade à apuração do direito creditório, não havendo mais litígio quanto ao despacho decisório que deu origem à não homologação das compensações. (g.n.) Considerando-se o acima exposto, conclui-se que, diante da declaração de nulidade do despacho decisório em que não se homologou a compensação declarada, tem-se por afastado o fundamento de exigência da multa destes autos, razão pela qual deve ela ser cancelada. Diante do exposto, vota-se por dar provimento ao Recurso Voluntário. Conclusão Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas, não obstante os dados específicos do processo paradigma eventualmente citados neste voto. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de dar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis – Presidente Redator Fl. 345DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 11080.908546/2009-21
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/07/2000 a 31/07/2000
DECISÃO NÃO CONTESTADA.
Considerar-se-á não recorrida a matéria que não for expressamente
contestada pelo interessado.
Numero da decisão: 3803-001.366
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
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ementa_s : Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/07/2000 a 31/07/2000 DECISÃO NÃO CONTESTADA. Considerar-se-á não recorrida a matéria que não for expressamente contestada pelo interessado.
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Considerarseá não recorrida a matéria que não for expressamente contestada pelo interessado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Henrique Martins de Lima, Hélcio Lafetá Reis, Rangel Perrucci Fiorin e Daniel Maurício Fedato. Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de nº 1024.215, de 4 de março de 2010, da DRJPorto Alegre/RS, fls. 22 a 24, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade. Fl. 148DF CARF MF Emitido em 15/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 08/03/2011 por ALEXANDRE KERN, 07/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 2 A nãohomologação da compensação declarada fundamentase na falta de comprovação do pagamento indicado na declaração de compensação. Na manifestação de inconformidade apresentada a interessada “contesta o Despacho alegando que, ao fazer levantamento de importâncias pagas a título de Pis e Cofins, constatou a existência de valores pagos a maior a título das contribuições. Afirma que houve tributação indevida sobre valores repassados a terceiros, que deveriam ter sido excluídos da base tributável da contribuição com base no disposto no art. 3º, §2º, inciso III, da Lei n° 9.718/1998, o que teria gerado indébitos compensáveis. Transcreve decisões judiciais favoráveis ao seu pleito. Não traz ao processo qualquer comprovação da existência do DARF indicado na DCOMP.”, nos termos do relatório do acórdão recorrido. Em seu julgamento, a DRJ/Porto Alegre, considerou inexistente o direito creditório, seja pela falta de comprovação do recolhimento indicado, seja pela impossibilidade de conferir eficácia ao dispositivo legal que, não tendo o atributo da autoexecutoriedade, foi revogado pela Medida Provisória n° 1.99118, de 2000. Cientificada da decisão em 05 de maio de 2010, irresignada, a interessada apresentou o recurso voluntário de fls. 34 a 43, em 21 de maio de 2010, em que não se contrapõe à decisão recorrida, mas busca alcançar por meio do recurso outro fim, nos termos como registra a seguir o seu pedido: “antes de adentrar (mos) aos fatos do presente recurso fazse necessário deixar claro que a empresa não busca a reforma da decisão que manteve a decisão de não homologação dos créditos tributários, exarada pela Delegacia da Receita.”. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Belchior Melo de Sousa O recurso é tempestivo, porém não atende a todas as condições de admissibilidade. À guisa de esclarecimento Registro que a nobre relatora da decisão de primeira instância não compreendeu o preenchimento da DComp, ao enxergar o pagamento a maior indicado pela contribuinte efetuado quase oito (8) anos após o vencimento sem o acréscimos da multa de mora e dos juros Selic, e excesso de juros sobre o débito para uma compensação que teria ocorrido poucos meses após o alegado recolhimento indevido, dados extraídos do despacho decisório de fl. 12. A elucidação desses dados deve ser feita no contexto da reivindicação da contribuinte. Como segue: O pagamento que a contribuinte efetuou sob a égide da LC nº 07/70 foi tido, posteriormente, pela então declarante como indevido, decorrente do seu entendimento de ter ocorrido a vacatio legis atrás referida. A transmissão da DComp eletrônica não se faria se fosse registrado pagamento com mais de cinco (5) anos. Daí, a falsa informação prestada pela Fl. 149DF CARF MF Emitido em 15/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 08/03/2011 por ALEXANDRE KERN, 07/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Processo nº 11080.908546/200921 Acórdão n.º 3803001.366 S3TE03 Fl. 139 3 declarante de que o pagamento teria se dado na própria data da DComp, 31 de outubro de 2005, para burlar o aplicativo PerdComp. Quanto aos juros excessivos, não foram indicados pela contribuinte, como pensou a nobre relatora, mas calculados pelo aplicativo do Sistema de Controle de CompensaçãoSCC, tendo em vista a cobrança do débito não homologado. Tratase da sua incidência sobre o débito vencido em outubro de 2005, que a contribuinte pretendeu quitar com base em toda a falácia que trouxe aos autos, para pagamento até 30 de abril de 2009, mês de emissão do despacho decisório eletrônico. Portanto tais juros são representativos do acúmulo de mais de quarenta meses de incidência da Selic. Da impertinência do pedido no recurso No requerimento de fl. 24, dirigido ao Delegado da Receita Federal do Brasil em Porto Alegre, a empresa informa que aderiu ao parcelamento instituído pela Lei n.°11.941/2009, que se deu em 21 de setembro de 2009. A Agência da Receita Federal em Guaíba, órgão jurisdicionante da contribuinte, atendendo o recomendado pelo SEORT/DRF/Porto Alegre intimou a requerente do resultado do seu pleito de desistência de interpor recurso voluntário, para confirmar a adesão no dito parcelamento, nos termos abaixo: Informar, que referente a Desistência do direito a interpor Recurso Voluntário, protocolada em 19/03/2010, não há de se considerar, tendo como base a Portaria Conjunta PGFN/RFB n o 13, de 19 de novembro de 2009, Art. 29 que determina: "Os prazos para desistência de impugnação ou recurso administrativos ou de ação judicial de que batam o caput do art 13e o § 40 do art. 32 da Portaria Conjunta PGFN/RFI3 No 6, de 2009, ficam prorrogados para 28 de fevereiro de 2010." Informar, ainda, que é facultado à interessada, no mesmo prazo de 30 dias da intimação, o direito de recurso ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF. [grifos do original] A recorrente expressamente declara que não contesta a decisão de primeira instância, que não homologou as compensações, e o que almeja – completa: e sim pretende ver CONSOLIDADA SUA ADESÃO AO PARCELAMENTO INSTITUÍDO PELA LEI 11.941/09, inobstante não ter havido protocolo de petição de desistência dos recursos administrativos dentro do prazo estipulado pela Portaria Conjunta n°. 13/2009, pelas razões de fato e de direito que passa a expor. Na linha do que enuncia o art. 14 do Decreto nº 70.235, de 1972, “A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento.”, o recurso voluntário permite a continuidade do litígio na esfera de julgamento de segundo grau, vale dizer, no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Assim deixa claro o art. 56 da Lei nº 9.784, de 1999, litteris: Fl. 150DF CARF MF Emitido em 15/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 08/03/2011 por ALEXANDRE KERN, 07/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 4 Art. 56. Das decisões administrativas cabe recurso, em face de razões de legalidade e de mérito. No mesmo diapasão do art. 17, que estabelece: que “considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante.” (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997), matéria que não houver sido expressamente contestada na decisão de piso, será considerada não recorrida. Não é escopo deste processo decidir acerca da inclusão ou não de débitos em programa de parcelamento. Pelo exposto, voto por não conhecer do recurso. Sala das sessões, 02 de março de 2.011 Belchior Melo de Sousa Fl. 151DF CARF MF Emitido em 15/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 08/03/2011 por ALEXANDRE KERN, 07/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Processo nº 11080.908546/200921 Acórdão n.º 3803001.366 S3TE03 Fl. 140 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 11080.908546/200921 Interessada: SINALIZADORA RODOVIÁRIA LTDA Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 3803001.366, de 02 de março de 2011, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 02 de março de 2011. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 152DF CARF MF Emitido em 15/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 08/03/2011 por ALEXANDRE KERN, 07/03/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA
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Numero do processo: 11065.903793/2009-29
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 02 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Feb 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL.
Período de apuração: 01/05/2002 a 31/05/2002
INTIMAÇÃO ENDEREÇADA AO ADVOGADO.
Dada a existência de determinação legal expressa em sentido contrário, Indefere-se o pedido de endereçamento das intimações ao escritório do procurador.
ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO.
Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado.
ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/05/2002 a 31/05/2002
Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITOS. DÉBITOS CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO.
O deferimento de pedido de restituição de pagamento indevido de débito declarado em DCTF depende da prova do erro na confissão, passível de ser produzida, mesmo no curso do contencioso administrativo fiscal, até o momento processual da reclamação.
COMPENSAÇÃO. REQUISITOS.
É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza.
Numero da decisão: 3803-001.073
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/05/2002 a 31/05/2002 INTIMAÇÃO ENDEREÇADA AO ADVOGADO. Dada a existência de determinação legal expressa em sentido contrário, indeferese o pedido de endereçamento das intimações ao escritório do procurador. ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/05/2002 a 31/05/2002 Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITOS. DÉBITOS CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO. O deferimento de pedido de restituição de pagamento indevido de débito declarado em DCTF depende da prova do erro na confissão, passível de ser produzida, mesmo no curso do contencioso administrativo fiscal, até o momento processual da reclamação. COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado Fl. 76DF CARF MF Emitido em 27/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN 2 Alexandre Kern – Presidente e relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Rangel Perrucci Fiorin, Hélcio Lafetá Reis, Carlos Henrique Martins de Lima e Daniel Maurício Fedato. O Dr. Camilo de Oliveira Leipnitz – OAB/RS no 58.392 – fez sustentação oral. Relatório Centro Clínico Canoas Ltda. transmitiu, em 16/06/2005, o Pedido de Ressarcimento ou Restituição / Declaração de Compensação PER/DCOMP no 13318.97734.160605.1.3.047460, visando a restituirse de indébito ocasionado pelo pagamento de no 1263436131 e a declarar a compensação do direito creditório daí emergente com débitos de Cofinsdo período de apuração de mai/2002. O Despacho Decisório no 831671970, fl. 1, não homologou a compensação porque o referido pagamento foi integralmente utilizado para a quitação de débitos do contribuinte, não resultando crédito disponível para a compensação dos débitos informados no PER/Dcomp para a compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Sobreveio Manifestação de Inconformidade, fls. 2 a 6, por meio da qual o requerente alega que: a) o direito creditório está relacionado com o efetivo pagamento do tributo. Pagamento este comprovado a partir da guia DARF devidamente autenticada pela instituição que recebeu o pagamento; b) o documento legitimador do crédito é a respectiva DARF e não a DCTF e/ou DIPJ; c) o pagamento indevido decorreu de equívoco constatado na apuração do valor devido a título de Cofins, período de apuração: mai/2002, que não corresponde ao valor constante da DARF de pagamento. Logo, apenas a instituição fazendária é capaz de autorizar o contribuinte a retificar a DCTF, com isso, restará explícito o direito creditório que a empresa possui. A DRJ/POA2ª Turma julgou a reclamação improcedente e não reconheceu o direito creditório pleiteado. O Acórdão no 1021.757, de 30 de outubro de 2009, fls. 31 e 32, teve emente vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/05/2002 a 31/05/2002 RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO FALTA DE LIQUIDEZ E CERTEZA INDEFERIMENTO. Nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional, essencial à comprovação da liquidez e certeza dos créditos para a efetivação do encontro de contas, sendo obrigação do contribuinte comprovar suas alegações, nos termos do art.333, inciso II do Código de Processo Civil. Fl. 77DF CARF MF Emitido em 27/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11065.903793/200929 Acórdão n.º 380301.073 S3TE03 Fl. 71 3 Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da DRJ/POA2a Turma. O arrazoado de fls. 36 a 53, em sede de preliminar, argui a nulidade da decisão recorrida, que teria alterado a fundamentação do indeferimento de seu pleito, em violação aos arts. 2° e 50 da Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999. No mérito, sinteticamente, pede reforma, alegando que: a) a instituição fazendária tem o dever de intimar a recorrente para apresentar os documentos contábeis e fiscais para comprovar o erro ocasionado no preenchimento da DCTF, sob pena de incorrer em manifesta ilegalidade; b) conforme entendimento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e jurisprudência pacificada no Superior Tribunal de Justiça, a cópia autenticada do DARF é suficiente para comprovação do recolhimento indevido de tributo; c) o pagamento indevido decorreu do equívoco decorrente da apuração do valor devido a título de Cofins, na competência de mai/2002; d) apenas a fiscalização tem o poder de autorizar que a empresa retifique a DCTF, motivo pelo qual a recorrente reitera seus argumentos para que seja possível sanar o erro cometido. Conclui, pedindo anulação do acórdão ora recorrido e, alternativa e sucessivamente, sua reforma para homologar o pedido de compensação formulado, haja vista a existência do DARF legitimador do direito creditório. Requer, por derradeiro, sejam, todas as intimações e comunicações do presente procedimento administrativo, inclusive para fins de sustentação oral, realizadas sempre em nome dos procuradores signatários. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 31 e 32 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJPOA2ª Turma nº 1021.757, de 30 de outubro de 2009. Pedido de direcionamento das intimações para o endereço dos procuradores Com relação ao requerimento para que as notificações e intimações relativas ao presente processo sejam enviadas ao endereço do patrono da causa, indefirase. Na atual fase do procedimento, todos os atos administrativos são, via de regra, feitos por meio postal e o Fl. 78DF CARF MF Emitido em 27/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN 4 Decreto nº 70.235, de 6 de março 1972 PAF, art. 23, II, com a redação que lhe foi dada pela Lei nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997, art. 67, determina que, nesta modalidade, sejam endereçados ao domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo. Não há portanto como deferir a solicitação para que as intimações sejam encaminhadas ao domicílio dos procuradores da sociedade. Preliminar de nulidade da decisão recorrida O recorrente infirma a decisão de piso sob o argumento de que apresentou novo fundamento para o indeferimento do pleito, em infração ao art. 50 da Lei nº 9.784, de 1999. O argumento recursal é o de que, enquanto o Despacho Decisório no 831671970 considerou que não haveria direito creditório para realizar a compensação, porque o valor do DARF teria sido utilizado para quitar débito do contribuinte, a decisão recorrida julgou improcedente a manifestação de inconformidade sob o fundamento de que a ora recorrente deveria comprovar, por meio de documentos contábeis e fiscais que houve erro no preenchimento da DCTF. A argüição de nulidade não prosperará simplesmente porque inexistiu a alegada inovação. Com efeito, o fundamento fático para o indeferimento do pleito de restituição e para a nãohomologação da compensação declarada foi a integral utilização do pagamento no 1263436131 na extinção de débitos do próprio contribuinte. Tratandose de julgamento de reclamação formulada pelo requerente, fundada na alegação de erro no preenchimento da Declaração de Contribuições e Tributos Federais – DCTF, instituída pela Instrução Normativa SRF nº 129, de 19 de novembro de 1986, a decisão recorrida julgoua improcedente porquanto inexistia, nos autos, qualquer prova do erro alegado. Não se trata pois de novo fundamento para o indeferimento do pleito, visàvis o motivo original, mas, tãosomente, de refutação expressa de argumento brandido na reclamação. Rejeito a preliminar. Mérito – A comprovação do indébito O recorrente está prenhe de razão: constatando que houve equívoco na apuração da base de cálculo de um tributo ou contribuição, o sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo no caso de cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido. É o que assegura o inc. I do art. 165 do CTN, transcrito em rodapé pelo recorrente, mas merecedor de maior destaque por caudalosa jurisprudência judicial, e.g.: “Ementa: .... I. Demonstrado o pagamento indevido de tributo, em razão de erro– depósito judicial feito por equívoco, mas convertido em renda da União – impõese a restituição (art. 165, II, do CTN). ....” (TRF1ª Região. AC 2000.01.00.0958800/MA. Rel.: Des. Federal Olindo Menezes. 3ª Turma. Decisão: 29/10/02. DJ de 13/12/02, p. 47.) “Ementa: .... É clara a autorização normativa à restituição de tributo recolhido indevidamente (art. 165, I, CTN). ....” (TRF2ª Região. AC 1999.02.01.0351647/RJ. Rel.: Des. Federal Ricardo Regueira. 1ª Turma. Decisão: 06/11/00. DJ de 07/12/00.) Fl. 79DF CARF MF Emitido em 27/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11065.903793/200929 Acórdão n.º 380301.073 S3TE03 Fl. 72 5 “Ementa: .... III. A restituição do tributo recolhido indevidamente encontra arrimo no art. 165, I, do CTN. ....” (TRF5ª Região. AC 2002.05.00.0177105/PE. Rel.: Des. Federal Luiz Alberto Gurgel de Faria. Decisão: 17/12/02. DJ de 16/04/03, p. 407.) Tenho certeza, o relator da decisão recorrida jamais pretendeu oporse a esse direito. O recorrente, no entanto, articula argumento falacioso, ao pugnar por seu direito à restituição, bradando que o mesmo “.., consoante dispõe o art. 165, inc. I do CTN decorre da ‘cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ...", e não dos valores declarados pelo contribuinte em DIPJ, DCTF...”. Se, de um lado é certo que o DARF informado no PER/Dcomp nº 13318.97734.160605.1.3.047460 comprova um recolhimento, de outro, como bem destacou a decisão recorrida, inexiste nos autos qualquer prova de que o pagamento nº 1263436131 seja indevido. Há tãosomente a alegação do requerente, ora recorrente. Nada mais. E, em sede de prova, nada alegar e alegar, mas não provar o alegado se equivalem (allegare nihil et allegatum non probare paria sunt). A esse propósito, reportome à Lei nº 9.784, de 1999, que o recorrente demonstrou bem conhecer. De acordo com o seu art. 36, que regulamenta o sistema de distribuição da carga probatória no Processo Administrativo Federal: o ônus de provar a veracidade do que afirma é do requerente: Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no artigo 37 desta Lei. No mesmo sentido o art. 330 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (CPC), já referido pela decisão recorrida. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça também corrobora esse entendimento: Allegare nihil et allegatum non probare paria sunt — nada alegar e não provar o alegado, são coisas iguais.(HABEAS CORPUS Nº 1.1710 — RJ, R. Sup. Trib. Just., Brasília, a. 4, (39): 211276, novembro 1992, p. 217) Alegar e não provar significa, juridicamente, não dizer nada.(INTERVENÇÃO FEDERAL Nº 83 — PR, R. Sup. Trib. Just., Brasília, a. 7, (66): 93116, fevereiro 1995. 99) RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA – APOSENTADORIA – NEGATIVA DE REGISTRO – TRIBUNAL DE CONTAS – ATOS ADMINISTRATIVOS NÃO COMPROVADOS – ART. 333, INCISO II, DO CPC – PAGAMENTO DOS PROVENTOS DE NOVEMBRO/96 E DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO DAQUELE MESMO ANO – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULAS 269 E 271 DA SUPREMA CORTE – 1. O ônus da prova incumbe ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (art. 333, II, do Código de Processo Civil). Incumbe às Secretarias de Educação e da Fazenda a demonstração de que a professora havia sido notificada da suspensão de sua aposentadoria. 2. Não cabe em mandado de segurança para cobrança de proventos não recebidos, a teor das súmulas 269 e Fl. 80DF CARF MF Emitido em 27/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN 6 271 da Suprema Corte. 3. Recurso parcialmente provido. (STJ – ROMS 9685 – RS – 6ª T. – Rel. Min. Fernando Gonçalves – DJU 20.08.2001 – p. 00538)JCPC.333 JCPC.333.II TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – IMPOSTO DE RENDA – VERBAS INDENIZATÓRIAS – FÉRIAS E LICENÇAPRÊMIO – NÃO INCIDÊNCIA – COMPENSAÇÃO – AJUSTE ANUAL – ÔNUS DA PROVA – O ônus da prova incumbe ao autor quanto ao fato constitutivo de seu direito e ao réu quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Cabe ao contribuinte comprovar a ocorrência de retenção na fonte do imposto de renda incidente sobre verbas indenizatórias e à Fazenda Nacional incumbe a prova de eventual compensação do imposto de renda retido na fonte no ajuste anual da declaração de rendimentos. Recurso provido. (STJ – REsp 229118 – DF – 1ª T. – Rel. Min. Garcia Vieira – DJU 07.02.2000 – p. 132) PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO – EXECUÇÃO FISCAL – EMBARGOS DO DEVEDOR – NOTIFICAÇÃO DO LANÇAMENTO – IMPRESCINDIBILIDADE – ÔNUS DA PROVA – 1. Imprescindível a notificação regular ao contribuinte do imposto devido. 2. Incumbe ao embargado, réu no processo incidente de embargos à execução, a prova do fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (CPC, art. 333, II). 3. Recurso especial conhecido e provido. (STJ – REsp 237.009 – (1999/00996607) – SP – 2ª T. – Rel. Min. Francisco Peçanha Martins – DJU 27.05.2002 – p. 147) TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – IRPF – REPETIÇÃO DE INDÉBITO – VERBAS INDENIZATÓRIAS – RETENÇÃO NA FONTE – ÔNUS DA PROVA – VIOLAÇÃO DE LEI FEDERAL CONFIGURADA – DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL NÃO COMPROVADA – SÚMULA 13/STJ PRECEDENTES – Cabe ao autor provar que houve a retenção do imposto de renda na fonte, por isso que é fato constitutivo do seu direito; ao réu competia a prova de eventual compensação na declaração anual de rendimentos dos recorrentes, do imposto de renda retido na fonte, fato extintivo, impeditivo ou modificativo do direito do autor – Incidência da Súmula 13 STJ – Recurso especial conhecido pela letra a e provido. (STJ – RESP 232729 – DF – 2ª T. – Rel. Min. Francisco Peçanha Martins – DJU 18.02.2002 – p. 00294) Ao contrário, em face da legislação tributária aplicável, milita contra a alegação do requerente a presunção de que o pagamento nº 1263436131 não lhe confere qualquer direito creditório porque foi alocado a débito espontaneamente confessado em DCTF. O recorrente poderia objetar que, dada sistemática declaratória atual do procedimento de compensação, não lhe foi oportunizada a comprovação do crédito, originado do pagamento indevido. Objeção improcedente. Bastaria que o contribuinte, espontaneamente, retificasse a DCTF respectiva, conforme lhe autorizava o art. 10 da Instrução Normativa SRF no 482, de 21 de dezembro de 2004, então vigente, e o próprio processamento eletrônico do PER/Dcomp nº 13318.97734.160605.1.3.047460 lhe deferiria o crédito pleiteado, transferindo para o Fisco o ônus da posterior verificação do seu procedimento. Mesmo na fase contenciosa do procedimento administrativo fiscal, que ora se desenrola, quando já não mais teria Fl. 81DF CARF MF Emitido em 27/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11065.903793/200929 Acórdão n.º 380301.073 S3TE03 Fl. 73 7 espontaneidade para retificar a DCTF1,o requerente, enquanto manifestante, poderia produzir a prova necessária para a demonstração de seu direito, em face da aplicação analógica do § 4º do art. 16 do PAF, autorizada pelo § 4º do art. 66 da Instrução Normativa RFB no 900, de 30 de dezembro de 2008. O recorrente, contudo, não se dignou a fazêlo, talvez esperando que a autoridade fiscal suplementasse a sua vontade e o intimasse a tanto. Ou, quem sabe, contasse o requerente justamente com a usual dilação temporal do processo administrativo com o propósito de fazer adiar ao máximo o cumprimento da obrigação tributária confessada, como permite supor a sua insistência nos requerimentos de suspensão da exigibilidade do débito oposto na compensação do hipotético direito creditório, aventura jurídica corriqueira depois da edição da Medida Provisória no 66, de 2002. Seja como for, tranqüilizese o contribuinte. Caso realmente disponha do direito creditório alegado, nos termos do art. 1º do Decreto nº 20.910, de 6 de janeiro de 1932, tem cinco anos, contados da data do pagamento indevido – desde que devidamente comprovada essa circunstância – para buscar seu direito. Nada a reparar na decisão recorrida, cujos fundamentos, forte no § 1º do art. 50 da Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, passam a fazer parte integrante desse voto. Conclusão Com essas considerações, voto por negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 2 de fevereiro de 2011 Alexandre Kern 1 Súmula CARF No. 33 A declaração entregue após o início do procedimento fiscal não produz quaisquer efeitos sobre o lançamento de ofício. Fl. 82DF CARF MF Emitido em 27/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN 8 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 11065903793200929 Interessada: CENTRO CLÍNICO CANOAS LTDA. Encaminhemse, de ordem, os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380301.073, de 2 de fevereiro de 2011, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 2 de fevereiro de 2011. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 83DF CARF MF Emitido em 27/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN
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Numero do processo: 10845.008438/88-36
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Nov 23 00:00:00 UTC 1995
Data da publicação: Thu Nov 23 00:00:00 UTC 1995
Ementa: O produto identificado em diligência como preparação desmoldante
utilizada na indústria da fabricação de peças plásticas e borrachas e na produção de peças metálicas, classifica-se, "in casu", no código específico TAB/SH 3403.19.0000.
Numero da decisão: 303-28.370
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: SÉRGIO SILVEIRA MELO
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RECORRIDA : DRF - SANTOS - SP O produto identificado em diligência como preparação desmoldante utilizada na indústria de fabricação de peças plásticas e borrachas e na produção de peças metálicas, classifica-se, "in casu", no código especifico TAB/SH 3403.19.0000 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DE, emi 3 de novembro de 1995 JO 7 L RA COSTA P ente _• **MELLO I' (42011( rneeProcurador da Fazenda N Rnzile Or,t‘nal‘Itao „Ar, VISTA EM Onn° A^e ". O 4 JUN1998to. Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: Romeu Bueno de Camargo, Jorge Climaco Vieira (suplente), Zorilda Leal Schall (suplente), Manoel D'Assunção Ferreira Gomes e Dione Maria Andrade da Fonseca. Ausentes os Conselheiros Sandra Maria Faroni e Francisco Ritta Bemardino. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 115.257 ACÓRDÃO N° : 303-28.370 RECORRENTE : ATLANTIS BRASIL COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA. RECORRIDA : DRF - SANTOS - SP RELATOR(A) : SÉRGIO SILVEIRA MELLO RELATÓRIO E VOTO Retomou o presente processo de diligência determinada por esta Terceira Câmara deste Conselho, conforme resolução 303-0.557, cujo relatório e voto constam das fls. 140 "usque" 143 deste processo. Em resposta à diligência requerida através da retromencionada resolução a Informação Técnica n° 007/95 concluiu o que se segue: Pergunta: O produto identificado se caracteriza como uma preparação lubrificante ou uma preparação do tipo das utilizadas no tratamento a óleo ou a graxa, de têxteis, couros ou outros materiais, que contenha em peso menor 70% de Óleo de Petróleo ou de minerais betuminosos, considerando que a expressão "óleo de petróleo ou de minerais betuminosos" abrange além dos próprios, também os óleos semelhantes e os constituídos por mistura de hidrocarbonetos não saturados cujos componentes não aromáticos predominam em peso sobre os aromáticos, qualquer que seja o processo de obtenção? • Resposta Sim. Segundo os ensaios realizados e dados técnicos (fls. 19 a 23), a mercadoria analisada trata-se de preparação desmoldante utilizada na indústria de fabricação de peças plásticas e de borrachas e na produção de peças metálicas. A Resolução n° 75, de 22 de abril de 1988, que adaptou a NBM/SH à Convenção Internacional sobre Sistema Harmonizado de Designação e Codificação de Mercadoria, dispõe na Secção VI, Cap. 34 dentre seus diversos itens sobre preparação lubrificante. A atual nomenclatura da TAB/SH descreve, "in verbis": "Preparação lubrificantes (incluídos os óleos de corte, as preparações antiaderentes de porcas e parafusos, as preparações antiferrugem ou anticorrosão e as preparações para desmoldagem, à base de lubrificantes): - Contendo óleos de petróleo ou de minerais betuminos 3403.19.000d% MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 115.257 ACÓRDÃO N° : 303-28.370 De acordo com o resultado da diligência, podemos perfeitamente enquadrar a mercadoria em questão no código TAB/SH transcrito acima, que é o especifico para tal produto. Fa- positis, conheço do recurso por ser tempestivo para no mérito negar-lhe provimento. Sala das Sessões, em 23 de novembro de 1995 k S • RGI r • - .1 LLO - RELATOR Page 1 _0011100.PDF Page 1 _0011200.PDF Page 1
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