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Numero do processo: 10980.009930/2007-71
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 28 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Fri Sep 11 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Ano-calendário: 2003
ISENÇÃO POR MOLÉSTIA GRAVE
Para gozo da isenção do imposto de renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Súmula CARF 63.
ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE. LAUDO POSTERIOR AO FATO GERADOR.
Para fins de isenção por moléstia grave, é imprescindível que conste a data em que a doença foi contraída no laudo pericial emitido por serviço médico oficial, caso este tenha sido emitido em ano-calendário posterior ao da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária.
Numero da decisão: 2001-003.522
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Honório Albuquerque de Brito - Presidente
(documento assinado digitalmente)
André Luis Ulrich Pinto - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Luis Ulrich Pinto, Fabiana Okchstein Kelbert, Honório Albuquerque de Brito e Marcelo Rocha Paura.
Nome do relator: ANDRE LUIS ULRICH PINTO
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2003 ISENÇÃO POR MOLÉSTIA GRAVE Para gozo da isenção do imposto de renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Súmula CARF 63. ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE. LAUDO POSTERIOR AO FATO GERADOR. Para fins de isenção por moléstia grave, é imprescindível que conste a data em que a doença foi contraída no laudo pericial emitido por serviço médico oficial, caso este tenha sido emitido em ano-calendário posterior ao da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Honório Albuquerque de Brito - Presidente (documento assinado digitalmente) André Luis Ulrich Pinto - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Luis Ulrich Pinto, Fabiana Okchstein Kelbert, Honório Albuquerque de Brito e Marcelo Rocha Paura.
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Súmula CARF 63. ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE. LAUDO POSTERIOR AO FATO GERADOR. Para fins de isenção por moléstia grave, é imprescindível que conste a data em que a doença foi contraída no laudo pericial emitido por serviço médico oficial, caso este tenha sido emitido em ano-calendário posterior ao da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Honório Albuquerque de Brito - Presidente (documento assinado digitalmente) André Luis Ulrich Pinto - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Luis Ulrich Pinto, Fabiana Okchstein Kelbert, Honório Albuquerque de Brito e Marcelo Rocha Paura. Relatório Trata-se de notificação de lançamento, lavrada em 13 de julho de 2007, referente ao ano-calendário 2003, exercício 2004, da qual exige-se da Recorrente o valor de R$ 1.585,58 a ser restituído, acrescido de multa de ofício e demais consectários legais, diante de omissão de rendimentos tributáveis no valor de R$ 62.633,60. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 00 99 30 /2 00 7- 71 Fl. 43DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2001-003.522 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10980.009930/2007-71 Devidamente notificada do lançamento, a Recorrente apresentou impugnação alegando, em síntese: a) o motivo para impugnação da referida notificação de lançamento se deve ao fato da declarante ser portadora de moléstia grave, enquadrada nos critérios de isenção de tributação do IR b) a Recorrente não omitiu o valor de rendimento sujeito à tributação, o mesmo está declarado como rendimentos tributáveis recebidos de pessoa jurídica pelo titular. A Recorrente instruiu a sua impugnação com os seguintes documentos: (i) laudo técnico (fl. 08); (ii) título de pensionista militar (fl. 10); (iii) informes de rendimento Caixa Federal e Itaú (fl. 15 à 19); (iv) comprovante de pagamento para Unimed Curitiba (fl. 20 à 21). Na ocasião do julgamento da Impugnação apresentada pela ora Recorrente, a 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Curitiba, proferiu o acórdão 06-25.115 – 4ª Turma da DRJ/CTA, julgando procedente o lançamento e mantendo a alteração do saldo de imposto a ser restituído, por entender, em síntese, que o laudo pericial apresentado pela Recorrente não comtempla a data observada pela notificação. Irresignada com o v. acórdão a quo, a Recorrente interpôs recurso voluntário para este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais alegando, em síntese que a sua doença antecede ao ano de 2006. Apresenta laudo que aponta o CID Z95.2 desde setembro de 1993. Voto Conselheiro André Luis Ulrich Pinto, Relator. O recurso voluntário é tempestivo, preenche os demais pressupostos de admissibilidade e dele eu conheço. Cinge-se a controvérsia sobre a isenção de imposto de renda destinada a portadores de moléstia grave. Como é sabido, nos termos da legislação tributária, a concessão de isenção por moléstia grave só merece ser deferida quando presentes os três requisitos cumulativos indispensáveis para tanto. São eles: (i) serem os rendimentos proventos de aposentadoria ou pensão; (ii) ser o contribuinte portador de moléstia grave; e (iii) estar comprovada a moléstia grave por laudo pericial emitido pelo serviço médico oficial, nos termos da solução de consulta interna nº 11 – Cosit, de 28/06/2012. Deve-se destacar que a súmula nº 63 deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais estabelece as condições para o gozo da isenção do imposto de renda da pessoa física portadora de moléstia grave, sendo certo que, para tanto, o interessado deve demonstrar a existência de moléstia grave por meio da apresentação de laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, Estados, Distrito Federal ou Municípios. Neste sentido, veja-se o enunciado da referida súmula que segue abaixo transcrito. Para gozo da isenção do imposto de renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve ser devidamente comprovada por Fl. 44DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2001-003.522 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10980.009930/2007-71 laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. O enunciado da referida súmula está em consonância com a legislação em a partir do ano-calendário de 1996, mais precisamente, a norma veiculada pelo art. 30 da Lei nº 9.250, de 26/12/1995, que assim dispõe: Art. 30 – A partir de 1º de janeiro de 1996, para efeito do reconhecimento de novas isenções de que tratam os incisos XIV e XXI do art. 6º da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, com a redação dada pelo art. 47 da Lei nº 8.541, de 23 de dezembro de 1992, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Neste sentido, os requisitos do laudo médico pericial estão relacionados na solução de consulta interna nº 11 – Cosit, de 28/06/2012, cuja ementa segue abaixo transcrita, veja-se: Ementa: A comprovação da moléstia grave deverá ser realizada mediante laudo pericial, assim entendido como documento emitido por médico legalmente habilitado ao exercício da profissão de medicina, integrante de serviço médico oficial da União, dos estados, do Distrito Federal ou dos municípios, independentemente de ser emitido por médico investido ou não na função de perito, observadas as legislações e as normas internas especificas de cada ente. O laudo pericial deve conter, no mínimo, as seguintes informações: a)o órgão emissor; b)a qualificação do portador da moléstia; c)o diagnóstico da moléstia (descrição; CID- 10; elementos que o fundamentaram; a data em que a pessoa física é considerada portadora da moléstia grave, nos casos de constatação da existência da doença em período anterior à emissão do laudo); d)caso a moléstia seja passível de controle, o prazo de validade do laudo pericial ao fim do qual o portador de moléstia grave provavelmente esteja assintomático; e e) o nome completo, a assinatura, o nº de inscrição no Conselho Regional de Medicina (CRM), o nº de registro no órgão público e a qualificação do(s) profissional(is) do serviço médico oficial responsável(is) pela emissão do laudo pericial." No caso em tela, a Recorrente instruiu a sua impugnação com laudo pericial emitido pelo serviço médico oficial em setembro de 2006 sem fazer referência à data em que a doença foi contraída. Por esta razão, considerando o disposto no art. 39, §5º, III, do Regulamento do Imposto de Renda vigente à época do fato gerador, a Turma Julgadora a quo julgou improcedente a autuação, por ausência de prova de que a Recorrente era portadora de moléstia grave no ano-calendário de 2003. Visando suprir a apontada carência probatória, a Recorrente instruiu o seu recurso voluntário com a declaração de fls. 37, assinada pelo médico Roberto G. de Carvalho, que declara que a Recorrente foi submetida à cirurgia cardíaca para troca valvar mitral com implante de prótese mecânica em 02/09/1993. No entanto, a referida declaração não é suficiente para comprovar a pré-existência de cardiopatia grave que permita o reconhecimento de isenção por moléstia grave no ano- calendário de 2003, uma vez que não se trata de laudo pericial emitido pelo serviço oficial médico e não preenche os requisitos relacionados na solução de consulta interna nº 11 – Cosit, de 28/06/2012 Fl. 45DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 2001-003.522 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10980.009930/2007-71 Conclusão Diante do exposto, conheço do recurso voluntário e, no mérito, nego-lhe provimento. (documento assinado digitalmente) André Luis Ulrich Pinto Fl. 46DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 35011.005432/2003-13
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 21 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Sep 22 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/04/1999 a 31/05/2002
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. NÃO COMPROVAÇÃO DO DIREITO PLEITEADO. INDEFERIMENTO
A não apresentação de documentação que comprove o direito à restituição, justifica o indeferimento desta.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-000.265
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/04/1999 a 31/05/2002 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. NÃO COMPROVAÇÃO DO DIREITO PLEITEADO. INDEFERIMENTO A não apresentação de documentação que comprove o direito à restituição, justifica o indeferimento desta. Recurso Voluntário Negado.
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RAIA DE LIMA - Presidente. S2-TE03 FL I MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 35011.005432/2003-13 Recurso n° 256.268 Voluntário Acórdão n° 2803-00.265 — 3 0 Turma Especial Sessão de 21 de setembro de 2010 Matéria RESTITUIÇÃO: SEGURADOS Recorrente EDILBERTO RODRIGUES Recorrida SRP-SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/04/1999 a 31/05/2002 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. NÃO COMPROVAÇÃO DO DIREITO PLEITEADO. INDEFERIMENTO A não apresentação de documentação que comprove o direito à restituição, justifica o indeferimento desta. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 30 Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). OSEAS COIMBRA JUNIOR - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Amilcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato e Helton Carlos Praia de Lima (presidente). Relatório Trata-se de recurso voluntário apresentado contra decisão da Agência da Previdência Social em Manaus/AM, fls. 184, que indeferiu pedido de restituição de contribuições retidas em nota fiscal de serviços prestados, referente ao período 04, 06 a 09 e 12/1999, 02 a 12/2000, 01, 05 a 09 e 12/2001, e 02 a 05/2002. Foi realizada diligência fiscal, onde o contribuinte foi intimado a apresentar Livro Diário e Razão, folhas de pagamento e GFIP. Nada foi apresentado e lavrado o AI 35.287.974-2 Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, transcrevemos excerto de suas razões: • Deixamos de apresentar essa documentação, por se tratar de firma Microempresa e Inscrita no Simples, portanto, desobrigada de escrituração fiscal e mercantil. Não apresentamos também folhas de - pagamento e guias do FGTS porque não temos empregados com carteira assinada, nossos serviços são todos por empreitada de 30 a 40 dias, e nunca são as mesmas pessoas, pois sempre trabalhamos com pessoas da família de nosso titular e pessoas de confiança. • Estamos anexando toda a documentação que comprova a nossa alegação e informação a esse Órgão para um julgamento justo. Por fim requer a reforma da r.decisão com o deferimento das parcelas referentes ao exercício de 2001." o relatório. Voto Conselheiro OSEAS COIMBRA JUNIOR, Relator O indeferimento da restituição pleiteada se deu em razão de a empresa não apresentar documentos que comprovassem seu direito. No recurso apresentado, a mesma afirma que anexa toda a documentação que comprova o alegado, no entanto, anexa apenas um documento de constituição de firma individual, onde informa que prestará serviços no ramo de construção civil, uma declaração de firma mercantil individual perante o Ministério da Indústria, Comércio e Turismo e o cadastro de CNPJ. Não lid documento que sequer comprove inscrição no SIMPLES e a atividade da empresa — Construção Civil, não permitia, h. época, a opção pelo sistema simplificado de tributação. Como não optante pelo SIMPLES, cabia a empresa apresentar a documentação requerida pela fiscalização. Temos ainda que a alegação de que os serviços prestados "são todos por empreitada de 30 a 40 dias, e nunca são as mesmas pessoas, pois sempre trabalhamos com pessoas da família de nosso titular e pessoas de confiança." — foi feita sem nenhuipa, comprovação, como contratos de empreitada, comprovação de pagamentos, notas fiscais, etc. 2 Processo IA 35011.005432/2003-13 S2-TE03 A*ciao rt.° 2803-00.265 Fl. 2 Assim sendo, tenho como correta a decisão de indeferimento da restituição requerida. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, nego-lhe provimento. Sala das Sessões, em 21 de setembro de 2010 OSEAs OI JUNIOR 3
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Numero do processo: 36624.003669/2006-67
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 12 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Dec 12 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/06/1994 a 31/05/1996
CUSTEIO – NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO – RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA – AFERIÇÃO INDIRETA - AUSÊNCIA DE FUNDAMENTO LEGAL. – FALTA DE LEGITIMIDADE PASSIVA.
Uma vez que houve aferição indireta pela apresentação deficiente de documentos, deveria constar no relatório fiscal ou em outro relatório que compõe a NFLD a menção ao dispositivo do art. 33, § 3º da Lei n° 8.212/1991.
Ausência de fundamento legal é causa de nulidade do lançamento.
Processo Anulado.
Numero da decisão: 206-00.328
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos em anular, por vicio formal, a NFLD.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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SEXTA CÂMARA Processo n° 36624.00366912006-67 Recurso n° 142.415 Voluntário Matéria RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA - CESSÃO MÃO DE OBRA Acórdão n° 206-00.328 Sessão de 12 de dezembro de 2007 Recorrente SAUDIBRAS AGROPECUÁRIA EMPREENDIMENTOS E REPRESENTAÇÕES LTDA Recorrida SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENC1ÁRIA EM SÃO PAULO OESTE - SP ei„ced‘renj: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias cotor°o(0\65,-v"— Período de apuração: 0110611994 a 31/05/1996 sse°°v?, 2 Ementa: CUSTEIO — NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO — RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA — AFERIÇÃO INDIRETA - AUSÊNCIA DE FUNDAMENTO LEGAL. — FALTA DE LEGITIMIDADE PASSIVA. Uma vez que houve aferição indireta pela apresentação deficiente de documentos, deveria constar no relatório fiscal ou em outro relatório que compõe a NFLD a menção ao dispositivo do art. 33, § 3" da Lei n°8.212/1991. Ausência de fundamento legal é causa de nulidade do lançamento. Processo Anulado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ME- SEGUNDO 'D O' i' s tR n L+INTES Processo n.° 36624.003669/2006-67 comr,:-; o r DCO2/036 Acórdão n.°206-00.328 Brasilia, 08 Fls. 183 14/ Sdme de • - • S. 877862 ACORDAM os Membros • ' = • sl y r• Nr• •o SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos em anular, por vicio formal, a NFLD. ELIAS SAMPAIO FREIRE Presidente ELA ISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ana Maria Bandeira, Rogério de Lellis Pinto, Bernadete de Oliveira Barros, Daniel Ayres Kalume Reis, Cleusa Vieira de Souza e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Processo o.° 36624.003669/2006-67 CCO2/C06 Acórdão ri.• 206-00.328 CONFERE C04.10 otA. FeDuiNTES Fl PAF s. 184 -SEGUNDO _ CONSE LHO OF. r.OTYT., Relatório Simontes de ~Ira ma: Sce eT1$2 A presente NFLD tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social em virtude do instituto da responsabilidade solidária, previsto no art. 30, VI da Lei n° 8.212/1991. O período compreende a competência JUNHO DE 1994 a maio de 1996. A base de cálculo dos segurados utilizados na prestação de serviços pela empresa MF MÃO FORTE, CNPJ n° 68.456.458/0001-93. foram obtidas mediante as notas fiscais/faturas de serviços e livros Diário e Razão, conforme relatório fiscal fls. 26 a 29. Não conformada com a notificação, foi apresentada defesa, fls. 33 a 47. Foi emitido despacho pelo Chefe do Serviço de Contencioso Administrativo, cientificando a empresa Mão Forte Empreitada de Mão de Obra para Construções Ltda, na qualidade de responsável solidária, fls. 112 a 113, porém a empresa não se manifestou. A Decisão-Notificação - DN confirmou a procedência do lançamento, fls. 119 a 130. Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso, conforme fls. 139 a 159.Em síntese, a recorrente em seu recurso alega o seguinte: ». O crédito previdenciário objeto deste lançamento não poderia ser exigido, posto que alcançado pelo instituto da decadência. ». Tratando-se de cobrança sobre competências relativas ao período de março de 1994 a agosto de 1998, caduco está o direito de revisão do lançamento, pelo que improcedente a cobrança que deve ser cancelada, inclusive a correspondente multa e acréscimos legais, devendo para tanto ser provido o recurso; > A contribuição previdenciária objeto deste lançamento é indevida, de um lado, porque a verdadeira contratante dos serviços para com a empresa Mão Forte é a empreiteira, ou melhor a construtora, empresa esta que subcontratou a obra e que, portanto, na forma do art. 31, § 2°, deveria ser responsável solidário; > Impossível a revisão dos próprios atos, considerando que concluir a obra os próprios auditores fiscais examinaram toda a documentação e emitiram a imprescindível certidão negativa, razão pela qual não está legitimada a receita Previdenciária, passados quase 10 anos, a buscar a revisão de seus próprios atos administrativos, pois estaria se beneficiando de sua própria torpeza. > Impugna a imposição da multa, ainda que a referida decisão guerreada tenha proclamado que a mesma não pode ser relevada Tem sido decidido pelos tribunais ser indevida a multa moratória quando espontaneamente confessado o tributo devido; > Indevida, também, a aplicação da taxa SELIC, por exorbitar os limites do art. 161, §1° do CTN. • MF - SEGUNDO CO/g r.viLHO DE CONTR'BUINTEC. Processo n.• 36624.003669/2006-67 CONFERE Co O UR iG i NAL CCO2/C06 Acórdão n.• 206-00.328 Brasilia, .29N / O n5 Fls. 185 ta/ > Requer seja provido o presen e re nurso, *1024"1"2(1 n j rnprocedência das exigências impugnadas, e como tal canceladas por absoluta falta de amparo na Constituição Federal. A unidade descentralizada da Receita Previdenciária apresenta suas contra- razões às fls. 167 A 181, argumentando: ». O prazo decadencial para o fisco constituir seus créditos é baseado no art. 45 da Lei 8212/91; > O lançamento apurado contra a empresa contratante de serviços executados mediante empreitada , observou o disposto no art. 30, VI da Lei 8.212, não se aplicando o beneficio de ordem; > O argumento de que a falta de recolhimento é incerta e poderia gerar bis in idem, observando que a subempreiteira em questão encerrou regularmente suas atividades, conforme documento da receita federal e portanto, "deve" ter sido submetida a fiscalização é mera suposição. > No que concerne a revisão dos próprios atos, também não merece guarida, pois ao contrário do que a recorrente argumenta a mera emissão de certidão negativa de débitos emitida após a conclusão da obra, não gera homologação impeditiva de nova verificação. Ademais em todas as certidões consta inclusive que o INSS, através da fiscalização se reserva o direito, de a qualquer tempo, cobrar as importâncias que venham a ser consideradas devidas; • As alegações do contribuinte seriam pertinentes em se tratando de multa ex officio e não multa moratória, como é o caso desta NFLD; > Quanto aos juros SELIC, tem-se que, após análise pela doutrina de seus aspectos econômicos e jurídico, restou demonstrada a plena validade de sua aplicação; Requer seja negado provimento ao recurso impetrado pela recorrente. É o Relatório. (gt)"" Processo n.° 36624.003669/2006-67 CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.328 Fls. 186 MF - SEGUNDO CONJE_HO I' r CONT,R;BUINTES CONE EIZC C.. 1 4t O amue s Voto •4/.ISeimsa ce angra Lia Sapo 877062 Conselheira ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 97. Foi dado prosseguimento ao recurso sem a efetivação do depósito recursal, por ter o recorrente obtido liminar junto a 5° Vara da Justiça Federal de Ribeirão SP que autoriza o prosseguimento sem a exigência de depósito ou arrolamento de bens,fls. 153 a 155. Avaliados os pressupostos, passo para o exame das preliminares ao mérito. DAS OUESTÕES PRELIMINARES: No que pretende ter reconhecida a decadência de 5 anos, também não lhe confiro razão. Entendo que o prazo decadencial para a autoridade previdenciária constituir os créditos trabalhistas é de 10 anos, e está previsto em lei específica da previdência social, art. 45 da Lei n° 8.212/1991, abaixo transcrito. Desse modo, foi correta a aplicação do instituto pela autoridade previdenciária: "Art.45. O direito da Seguridade Social apurar e constituir seus créditos extingue-se após 10 (dez) anos contados: 1 - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído; 11 - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, a constituição de crédito anteriormente efetuada." A legislação previdenciária marca como inicio da contagem do prazo decadencial, o primeiro dia do exercício seguinte aquele em que o crédito poderia ter sido constituído. No caso de o contribuinte ter efetivado o recolhimento parcial ou não ter realizado recolhimento, assiste ao fisco o dever de constituir o crédito, bem como as diferenças que por ventura sejam devidas, dentro do mesmo prazo, bem como exigir a apresentação dos documentos necessários a verificação do cumprimento do dispositivo legal. Considerando que o Código Tributário Nacional - CTN dispõe sobre normas gerais em matéria tributária, especialmente acerca da prescrição e da decadência, não há impedimento para que legislação ordinária disponha sobre normas específicas e assim o prazo decadencial previsto no art. 45 da Lei n ° 8.212/1991 é compatível com o ordenamento jurídico, conforme demonstrar-se-á a seguir. Mesmo restringindo a análise apenas ao CTN, para a melhor interpretação dessa lei devemos observar a relação existente entre os diversos artigos, evitando a interpretação isolada de um único dispositivo. Assim, o art. 150, §4° do CTN, não deve ser analisado de forma isolada, mas sim combinado com o artigo 173 do próprio CTN que dispõe sobre o instituto da decadência. MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES " CONFERE COM O ORIGINAL Processo n.° 36624.003669/2006-67 / CCOVC06 Acórdão n.° 206-00.328 Brada 9,-•1/4- I 0: Fls. 187 ‘,1" IML: Sate 877862 Em mesmo sendo argüida pela recorrente a inconstitucionalidade da lei previdenciária que dispõe sobre o prazo decadencial de 10 anos, incabível seria sua análise na esfera administrativa. Não pode a autoridade administrativa recusar-se a cumprir norma cuja constitucionalidade vem sendo questionada, razão pela qual são aplicáveis os prazos regulados na Lei n° 8.212/1991 em matéria de decadência e prescrição relativas às contribuições administradas e arrecadadas pelo INSS. Em relação ao prazo decadencial, o entendimento firmado pelo STJ é o de que nos casos de tributos cujo lançamento seja por homologação, o direito de a Fazenda constituir o crédito tributário é de 5 anos contados da ocorrência do fato gerador, acrescido de mais um qüinqüênio, o que totalizariam os 10 anos. Essa interpretação combina os arts. 173, I e 150, § 4°, do CTN (Resp n° 132.329). Inexistindo pagamento não há que se falar em homologação tácita, conforme entende o STJ. Nesse sentido, segue ementa do Recurso Especial n° 132.329, cujo relator foi o Ministro Garcia Vieira, publicado no DJ de 7/6/1999. "TRIBUTÁRIO - TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO - DECADÊNCIA - PRAZO. Estabelece o artigo 73 (sic), inciso Ido CT7 n1 que o direito da Fazenda de constituir o crédito tributário extingue-se após 05 (cinco) anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento por homologação poderia ter sido efetuado. Se não houve pagamento, inexiste homologação tácita. Com o encerramento do prazo para homologação, inicia-se o prazo para a constituição do crédito tributário. Conclui-se que, quando se tratar de tributos a serem constituídos por lançamento por homologação, inexistindo pagamento, tem o fisco o prazo de 10 anos, após a ocorrência do fato gerador, para constituir o crédito tributário. Embargos recebidos." Toda lei presume-se constitucional e, até que seja declarada sua inconstitucionalidade pelo órgão competente do Poder Judiciário, deve o agente público, como executor da lei, respeitá-la. Nesse sentido, segue trecho do Parecer/CJ n° 771, aprovado pelo Ministro da Previdência Social em 28/1/1997. "Cumpre ressaltar que o guardião da Constituição Federal é o Supremo Tribunal Federal, cabendo a ele declarar a inconstitucionalidade de lei ordinária. Ora, essa assertiva não quer dizer que a administração não tem o dever de propor ou aplicar leis compatíveis com a Constituição. Se o destinatário de uma lei sentir que ela é inconstitucional o Pretório Excelso é o órgão competente para tal declaração. Já o administrador ou servidor público não pode se eximir de aplicar uma lei, porque o seu destinatário entende ser inconstitucional, quando não há manifestação definitiva do STF a respeito. A alegação de inconstitucionalidade formal de lei não pode ser objeto de conhecimento por parte do administrador público. Enquanto não for declarada inconstitucional pelo STF, ou examinado seu mérito no controle difuso (efeito entre as partes) ou revogada por outra lei federal, a referida lei estará em vigor e cabe à Administração Pública acatar suas disposições." MF - SEGUNDO CO” iQ DE C.ONTRIBU,N I ES CONFERI COM O uRtGINAL Processo n.• 36624.003669/2006-67 Ci 5 of COWC06 Acórdão n.° 206-00.328 Braslaa. / Fls. 188 Sim atra Ia.: Sai 877862 No mesmo sentido posiciona-se este 2° Conselho de Contribuintes ao publicar a súmula n° 2 aprovadas na Sessão Plenária de 18 de setembro de 2007, publicadas no DOU de 26/09/2007, Seção 1, pág. 28: "SÚMULA N°2 O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária." Não se pode esquecer que a Constituição Federal em seu artigo 146, III reservou à lei complementar estabelecer normas gerais em matéria tributária. Dessa forma, as normas gerais estão dispostas no CTN, entretanto, normas especificas se estiverem de acordo com o disposto no CTN adquirem sua validade. Assim, o próprio CTN em seu artigo 97, VI dispõe que somente a lei pode estabelecer as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. O instituto da decadência é modalidade de extinção do crédito tributário, conforme previsto no art. 156, V do CTN, e sendo assim pode ser regulado por lei ordinária. Além do mais, o art. 150, § 4° do CTN dispõe que a lei pode alterar o prazo à homologação do tributo, que pelo C1N é de 5 anos. Sabemos que em regra, as contribuições previdenciárias são lançadas por homologação, e assim a Lei n°8.212/1991, poderia alterar o prazo para 10 anos, conforme previsão no próprio CTN. DO MÉRITO Mesmo já estando superadas às alegações preliminares da recorrente, entendo devam ser avaliados outros pressupostos indispensáveis a apreciação do mérito. Já com relação às alegações da recorrente acerca da responsabilidade solidária, clara é a possibilidade legal nesse sentido. Conforme destacado no art. 30, VI da Lei n° 8.212/1991, o proprietário, incorporador ou dono da obra não importa qual seja o tipo de contratação é solidário com o construtor pelo cumprimento das obrigações perante a previdência social. Assim, descreve o texto legal: "Art. 30 (.). VI - o proprietário, o incotporador definido na Lei n°4.591, de 16 de dezembro de 1964, o dono da obra ou condômino da unidade imobiliária, qualquer que seja a forma de contratação da construção, reforma ou acréscimo, são solidários com o construtor, e estes com a subempreiteira, pelo cumprimento das obrigações para com a Seguridade Social, ressalvado o seu direito regressivo contra o executor ou contratante da obra e admitida a retenção de importância a este devida para garantia do cumprimento dessas obrigações, não se aplicando, em qualquer hipótese, o beneficio de ordem; (Redação dada pela MP n° 1.523-9, de 28/06/97 e reeditada até a MP n° 1.523-13, de 23/10/97 - Republicada na MP n°1.596-14 de 10/11/97, convertida na Lei n°9.528, de 10/12/97)." Processo n.° 36624.003669/2006-67 MF SEGUNDO COr _ :At r/N. Ir1UNTES CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.328 CONFERE C. ..A/AO Or110 n , 1AL Fls. 189 Brasiba. 2 9" O I pi ti IP sarna Oilairà A recorrente SENPAR L IP • .* .• I • "' •'. n••• • • - iços contratou a empresa CONSTRUTORA JK LTDA, para prestação de serviços de transporte, carga, descarga e espalhamento na pista de material para reforço do sub leito, conforme informação descrita no relatório fiscal, fls. 19 a 21. Dessa forma, a recorrente tornou-se responsável solidária com a empresa que realizou os serviços. Assim, o contribuinte e o responsável tributário, no caso o recorrente, são solidários em relação à obrigação tributária, não cabendo, nos termos do parágrafo único do artigo 124 do CTN e do art. 30, VI da Lei n° 8.212/1991, beneficio de ordem. Não tendo a recorrente sob sua guarda a documentação especifica para a obra, a autoridade previdenciária passa a ter a prerrogativa de lançar a importância que reputar devida, cabendo ao contribuinte o ônus da prova em contrário, por força do artigo 33, § 3° da Lei n° 8.212/1991. Assim a legislação previdenciária possibilita a autoridade fiscal mecanismos para lavrar a Notificação, o que no presente caso, foi realizado com base no valor da nota fiscal, pois embutido nesse valor há a parcela referente à mão-de-obra utilizada. "An. 33. Ao Instituto Nacional do Seguro Social - INSS compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normalizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas "a", 'b" e "c" do parágrafo único do art. 11, bem como as contribuições incidentes a título de substituição; e à Secretaria da Receita Federal - SRF compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normalizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas "d" e "e" do parágrafo único do art. 11, cabendo a ambos os órgãos, na esfera de sua competencia, promover a respectiva cobrança e aplicar as sanções previstas legalmente. (Redação alterada pela Lei n°10.256/01). 3° Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS e o Departamento da Receita Federal - DRF podem, sem prejuízo da penalidade cabível, inscrever de oficio importância que reputarem devida, cabendo à empresa ou ao segurado o ónus da prova em contrário. (Atualmente Secretaria da Receita Federal, conforme o caput deste artigo e Lei n° 8.490/92)." A recorrente deveria possuir guia de recolhimento especifica, bem como folha de pagamento elaborada pela construtora, a fim de elidir a responsabilidade. Como já deveria ser de conhecimento da fiscalização previdenciária, existe uma codificação especifica para o lançamento por arbitramento, que faz constar no relatório de fundamentos legais a menção ao art. 33, § 4° da Lei n° 8.212/1991, no caso de aferição em obra de construção civil. O caput do art. 33 faz referência somente à competência da autarquia para fiscalizar, não para arbitrar. Para este último caso há fundamentação legal especifica. Como os valores objeto desta NFLD foram apurados sobre as notas fiscais de prestação de serviços, tendo arbitrado o valor da mão de obra sobre 40% da nota fiscal, deveria ter sido indicado o artigo do arbitramento. - — MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo o.' 36624.003669/2006-67 CONFERE COMO ORIGINAL CCO2/C06 Acórdão n.• 206-00.328 BrasIlia. a ,9`. C:"5 g Fls. 190 Silma v cHgjl)—iiveiree ma: Baee 877882 Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e resolvo anular a NFLD em questão. CONCLUSÃO: Pelo exposto voto por ANULAR a NFLD, por vicio formal, pela falta de fundamentação legal do arbitramento. Sala das Sessões, em 12 de dezembro de 2007 ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 37322.001058/2007-22
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Dec 11 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Dec 11 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/03/2001 a 02/02/2004
Ementa: PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. TAXA SELIC. INCIDÊNCIA.
I - Sob as contribuições não recolhidas ou pagas com atraso ou a menor, incidem juros equivalentes à taxa SELIC, assim como multa de mora, nos termos da Lei nº 8.212/91;
II - Não cabe aos Órgãos Julgadores dos Conselhos de Contribuintes afastar a aplicação da legislação tributária em vigor, nos termos do art. 49 do seu Regimento Interno.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 206-00.274
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: ROGERIO DE LELLIS PINTO
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Siape 751687 MINISTÉRIO FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEXTA CÂMARA Processo n° 37322.001058/2007-22 Recurso n° 143.704 Voluntário ntoblOtes de C/"" 0640 Matéria PRODUTO RURAL una° C°10:5316:0-2'— b•Pnao •Pu" si'Acórdão n° 206-00.274 0360 • • Sessão de 11 de dezembro de 2007 Recorrente FRIGORÍFICO VANGÉLIO MONDELLI LTDA Recorrida SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/03/2001 a 02/02/2004 Ementa: PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. TAXA SELIC. INCIDENCIA. I - Sob as contribuições não recolhidas ou pagas com atraso ou a menor, incidem juros equivalentes à taxa SELIC, assim como multa de mora, nos termos da Lei n°8.212/91; II - Não cabe aos Órgãos Julgadores dos Conselhos de Contribuintes afastar a aplicação da legislação tributária em vigor, nos termos do art. 49 do seu Regimento Interno. Recurso Voluntário Negado/ Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIE CONFERE COM O ORIGINAL Processo n.° 37322.001058/2007-22 Rua 9.1 29fd CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.274 Fls. 224 Maria de N.t., Fe~ Mat. Siape 751683 ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINT por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. ELIAS S PAIO FREIRE Presidente 4••," ROG • • !E ELLIS PINTO Relate Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ana Maria Bandeira, Bemadete de Oliveira Barros, Daniel Ares Kalume Reis, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Cleusa Vieira de Souza e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. , , Processo n.• 37322.001058/2007-22 MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.274 CONFERE COM O ORIGINAL Fls. 225 BadliL II / lil • / "dl) ela wra lb h• Relatório Maria de Fátima ira . e la.Mat. Siape 751683 Trata-se de Recurso Voluntário interposto pelo FRIGORÍFICO VANGÉLIO MONDELLI LTDA, contra Decisão-Notificação (fls. 142 e s.), exarada pela Secretaria da Receita Previdenciária em Bauru-SP, a qual julgou procedente a presente NFLD no valor originário de R$ 1.365.861,70 (um milhão trezentos e sessenta e cinco mil oitocentos e sessenta e um reais e setenta centavos). Segundo o Relatório Fiscal (fls. 70 e s.), as contribuições lançadas são aquelas devidas pelos produtores rurais, que em virtude da comercialização de seus produtos (carne bovina e suína) com a Notificada, caberia a esta o desconto dos valores respectivos e o recolhimento ao Fisco. Informa ainda que os produtores rurais em questão ajuizaram ação perante a Justiça Federal, visando à desoneração do tributo e as obrigações de retenção daqueles que adquirem seus produtos, tendo obtido liminar nesse sentido. Não obstante a decisão liminar, a Notificada procedeu ao desconto das contribuições, o que, em tese, configura crime contra a Seguridade Social. A empresa Recorre alegando que a presente NFLD é conexa a varias outras que cita, requerendo o julgamento em conjunto. Afirma ser indevida a exigência de deposito prévio para fins de seguimento do seu recurso, e questiona a incidência da taxa SELIC sobre o débito, que a seu ver seria inconstitucional. Aduz que as contribuições sobre as receitas brutas da Pessoa Jurídica, já teriam sido declaradas inconstitucionais pelo STF, reclamando o seu reconhecimento por essa corte, da mesma forma acontece com as contribuições dos produtores rurais pessoa fisica, que seriam igualmente inconstitucionais. Diz que não efetuou a retenção uma vez que existia ordem judicial que a impedia de assim proceder, e que teria reconhecido a insubsistência da exigência telada. Assim, coloca que as contribuições não poderiam ser lançadas em seu nome, encerra requerendo o provimento do seu recurso. A extinta SRP apresentou suas contra-razoes, reiterando os fundamentos da DN. 9( É o Relatório. Processo n.• 37322.001058/2007-22 CCO2/C06MF - SEGUNDO CONSELHO DE CtOfTRIBUINTESAcórdão ri.° 206-00.274 CONFERE COMO ORIGINAL Fls. 226 BrasIliaH / O ,w15% 4.:247, Voto met de Fáti •-r e . . Mat. Siape 731683 Conselheiro ROGERIO DE LELLIS PINTO, Relator Recurso tempestivo, dispensado do depósito prévio por força de decisão judicial, e considerando presentes todos os requisitos de sua admissibilidade, apto se encontra ao seu conhecimento. Temos no caso em baila, exigência de contribuições previdenciárias devidas pelos produtores rurais pessoas fisicas, as quais a legislação previdenciária conferiu a obrigação de retenção e recolhimento do tributo, a empresa adquirente dos produtos rurais, no caso, a Notificada. Sem espaços para dúvidas, a obrigação em debate, consubstanciada no dever de retenção adstrito ao adquirente de produto rural, acha-se assentada na atual redação do art. 30, incisos III e IV da Lei n. 8.212/91, que assim dispõe: "Art. 30: omissis: III — a empresa adquirente, consumidora ou consignatária ou a cooperativa são obrigadas a recolher a contribuição de que trata o art. 25 desta Lei até o dia 10 (dez) do mês subseqüente ao da operação de venda ou consignação da produção, independentemente de essas operações terem sido realizadas diretamente com o produtor ou com intermediário pessoa fisica, na forma estabelecido em regulamento; IV - a empresa adquirente, consumidora ou consignatária ou a cooperativa ficam sub-rogadas nas obrigações da pessoa física de que trata a alínea "a" do inciso V do art. 12 e do segurado especial pelo cumprimento das obrigações do art. 25 desta Lei, independentemente de as operações de venda ou consignação terem sido realizadas diretamente com o produtor ou com intermediário pessoa fisica, exceto no caso do inciso X deste artigo, na forma estabelecido em regulamento; A legislação previdenciária, por meio do dispositivo legal acima citado, conferiu a responsabilidade pelo destaque e posterior recolhimento do tributo em questão, a empresa que adquira o produto rural diretamente da pessoa fisica. É dizer, o adquirente da produção rural da pessoa fisica, atrai para si a obrigação de reter as contribuições devidas por estes, e efetuar o seu recolhimento ao Fisco. Não olvidemos que a Lei não transforma esse adquirente em contribuinte, e nem mesmo o confere essa condição, mas possivelmente em vista de uma maior eficiência no recolhimento do tributo, portanto, adotando critério de conveniência ou necessidade, atribui a ele o dever de retenção no momento em que for efetuar o pagamento referente aos produtos adquiridos. Os contribuintes de tais contribuições, são as pessoas fisicas alienantes da produção rural, e não aqueles que a adquirem) - .a.. ,•21,r CONS LIA 10 Lo g CON I Run . TES CONFERE COM O ORIGINAL Processo n.° 37322.001058/2007-22 emala. 9- 1 o 9, %Cd CCO2C06 Acórdão n.° 206-00.274 Fls. 227 Maria de Fig. rreua Carv4 Mat. Stape 731683 No caso sub exame, segundo demonstrado no REFISC, a empresa, mesmo diante de expressa liminar em ação judicial proposta pelos Produtores Rurais que impedia o destaque da retenção, a Notificava o efetuou mas não recolheu ao Fisco a quantia devida, motivo pelo qual executou o lançamento. Esse desconto das remunerações não parece ter sido questionado pelo contribuinte, de forma que não há como discordar do entendimento esposado pela autoridade fiscal, sendo correto o lançamento neste ponto. O caso aqui tratado, não corresponde à mesma situação em que o contribuinte não efetua a retenção em vista de decisão judicial que o impedia. Nessa hipótese, a responsabilidade, como já entendemos, seria deslocada para os contribuintes, que permaneceriam com o ónus do tributo, já que este não fora descontado de seu pagamento. Aqui, mesmo impedido, o contribuinte efetuou a retenção, descontando as contribuições dos valores devidos aos produtores rurais, de forma que a sua responsabilidade ressalta cristalina. Quanto à alegação de conexão, embora as NFLD's mencionadas tenham as mesmas contribuições como objeto, não me parece que exista uma relação direta entre todas elas, que exija o julgamento simultâneo, mas pelo contrário, o conjunto probatório ofertado no presente levantamento, permite a este julgador ter a exata compreensão do débito e é suficiente para a formação de sua convicção quanto as questões que lhe são afetas. Insurge o contribuinte contra o lançamento ainda, alegando a impossibilidade de aplicação da taxa SELIC, que seria inconstitucional, requerendo a fixação dos juros de atualização em 1%, nos termos do CTN. Mais uma vez sem razão alguma. Com efeito, importa-nos lembrar que a incidência da referida taxa, está expressamente prevista no artigo 34 da Lei n° 8.212/91, com redação dada pela Lei n° 9.528/97, que assim expressa: "Artigo 34: As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia — SEL1C, a que se refere o art. 13 da Lei n° 9.065/95, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrevogável." Como se vê, a aplicação da taxa SELIC sobre o débito ora exigido decorre de lei, e não pode ser taxada de indevida, como alega o Recorrente. A bem da verdade, dizer o contrário seria o mesmo que afastar a aplicação da determinação contida em lei, em flagrante desrespeito à vedação prevista no artigo 49, do Regimento Interno deste Conselho, bem como a própria Súmula 02 deste Conselho acima citada. Não olvidemos ainda que a incidência da taxa SELIC sob os débitos para com a União referente aos tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, encontra amparo também na Súmula de n° 03 deste 2° Conselho de Contribuintes, não podendo ser afastada por esta Câmara. Desse modo, indubitavelmente correta a postura do Auditor Fiscal da Previdência Social, ao fazer incidir, sobre contribuições recolhidas com atraso, os juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia — SELIC, já que assim ordena o comanda legal.), .seis MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIb. CONFERE COM O ORIGINAL • Processo n.° 37322.001058/2007-22 Staa / oa 2-0'01) CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.274 Fls. 228 Maria cle Fátim errara de Mn Siert 731683 O contribuinte segue seu recurso alegando que seriam inconstitucionais as contribuições ora exigidas. Não obstante seu abastado discurso, a este julgador nem mesmo a este Colegiado, é facultado adentrar ao mérito de validade da norma jurídica em vigor, devendo aplicá-la mesmo que a tome por ilegal ou inconstitucional, nos termos do já citado art. 49 do Regimento Interno e da Súmula 02 deste 2° Conselho. Ante o exposto, voto no sentido de conhecer do recurso, rejeitar a preliminar de conexão, e no mérito NEGAR-LHE PROVIMENTO nos termos da fundamentação supra. Sala das Sessões, em 11 de dezembro de 2007 ROGE • i1' • PINTO Page 1 _0070700.PDF Page 1 _0070800.PDF Page 1 _0070900.PDF Page 1 _0071000.PDF Page 1 _0071100.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10166.001024/2008-11
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 25 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Tue Oct 13 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Ano-calendário: 2004
RENDIMENTOS RECEBIDOS DE ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL. SERVIÇOS TÉCNICO.
São isentos os rendimentos recebidos de Organização Internacional pela remuneração de serviços de assistência técnica especializada, na condição de Técnico Especialista, ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD.
Numero da decisão: 2001-003.629
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Honório Albuquerque de Brito - Presidente
(documento assinado digitalmente)
André Luis Ulrich Pinto - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Luís Ulrich Pinto, Honório Albuquerque de Brito e Marcelo Rocha Paura.
Nome do relator: ANDRE LUIS ULRICH PINTO
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2004 RENDIMENTOS RECEBIDOS DE ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL. SERVIÇOS TÉCNICO. São isentos os rendimentos recebidos de Organização Internacional pela remuneração de serviços de assistência técnica especializada, na condição de Técnico Especialista, ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD.
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SERVIÇOS TÉCNICO. São isentos os rendimentos recebidos de Organização Internacional pela remuneração de serviços de assistência técnica especializada, na condição de Técnico Especialista, ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Honório Albuquerque de Brito - Presidente (documento assinado digitalmente) André Luis Ulrich Pinto - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Luís Ulrich Pinto, Honório Albuquerque de Brito e Marcelo Rocha Paura. Relatório Trata-se de notificação de lançamento, lavrada em 05 de novembro de 2007, ano- calendário 2004, exercício 2005, da qual exige-se da Recorrente o valor de R$ 3.594,67, além de multa de ofício e demais consectários legais, a título de IRPF, diante de omissão de rendimentos recebidos do exterior no valor de R$ 35.240,24. Devidamente notificada, a ora Recorrente apresentou impugnação alegando, em síntese, que: AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 00 10 24 /2 00 8- 11 Fl. 132DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2001-003.629 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10166.001024/2008-11 a) foi contratada por organismo internacional PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) para execução de tarefas de Assessoria Técnica Especializada, na função de Técnico Especializado, conforme consta nos contracheques. Ao longo de todo o tempo realizou trabalhos e projetos de forma vinculada ao organismo internacional contratante, sem qualquer interrupção no contrato de trabalho, configurando como contrato por tempo indeterminado, nos termos da legislação vigente; b) a Recorrente esteve vinculada ao referido contrato e recebia seus rendimentos, mensalmente, em conta corrente, comprovados com a declaração anual de rendimentos fornecida pelo organismo internacional e contracheque mensal; c) a omissão foi assinada antes da lavratura da notificação de lançamento em questão, quando a Recorrente efetuou a retificação da Declaração de IRPF, de nº 31.63.74.04.17-44, realizada em 18/12/2005; d) alega que não houve omissão de rendimentos, uma vez que os informou como isentos e não-tributáveis na Declaração de Imposto de Renda, em consonância com a legislação vigente, qual seja, o art. 5º da Lei nº 4.506, de 1964, em vigor por força do art. 30 da Lei nº 7.713, de 1988 e observado o art. 98 do CTN; e) aponta que não poderia efetuar o recolhimento do imposto por meio de carnê-leão, tendo em vista que os rendimentos são isentos e também porque o carnê-leão é cabível para o recolhimento de imposto incidente sobre rendimentos de pessoa física ou de fonte externa. Os rendimentos não eram pagos por pessoa física, nem por fonte externa, mas sim provenientes do Órgão no qual prestava serviços. A Recorrente instruiu a sua impugnação com os seguintes documentos: (i) documentos de identificação (fls. 19); (ii) contracheque mensal (fls. 22 a 27); (iii) declaração anual de rendimentos fornecida pelo organismo internacional (fls. 28); (iv) declaração retificadora de IRPF (fls. 32 a 34). Na ocasião do julgamento da Impugnação apresentada pelo ora Recorrente, a 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Brasília, proferiu o acórdão 03- 29.430 – 3ª Turma da DRJ/BSA, julgando procedente o lançamento, mantendo o crédito tributário exigido, por entender, em síntese, que os rendimentos recebidos pela contribuinte do Programa Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD/ONU, decorrente da prestação de serviços contratuais, não gozam de isenção do Imposto de Renda por falta de previsão legal, e estão sujeitos à tributação mensal sob a forma de recolhimento mensal obrigatório no mês do recolhimento, sem prejuízo do ajuste anual. Irresignado com o v. acórdão a quo, a Recorrente interpôs recurso a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais alegando, em síntese: resta configurado o vínculo empregatício da Impugnante com o organismo internacional, estando assim sujeito às normas e procedimentos estabelecidos pela organização e sendo-lhe aplicáveis também as Fl. 133DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2001-003.629 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10166.001024/2008-11 prerrogativas e os privilégios previstos nas Convenções e Acordos firmados pelos Estados-Membros, ratificados pelo Brasil; o salário recebido pela Recorrente no âmbito de se contrato como empregado da PNUD é objeto das isenções previstas no art. 5º da Lei nº 4.506, de 1964, que foi declarado pela Impugnante, em sua Declaração de Rendas Retificadora dos anos 2005, ano-calendário 2004; neste sentido, não houve classificação indevida de rendimentos pela Recorrente, nem é tributável a renda percebida do PNUD, assim como a Receita Federal não é credora de qualquer dívida da Impugnante. É a síntese do necessário, passo ao voto. Voto Conselheiro André Luis Ulrich Pinto, Relator. Conheço do recurso voluntário, tendo em vista a sua tempestividade. Desta forma, passo a analisar os argumentos expostos pela Recorrente em sua peça recursal: Haja vista a decisão proferida pelo STJ sob a sistemática dos recursos repetitivos 543-C do Código de Processo Civil de 1973, na qual entendeu que a isenção ora debatida se estende aos peritos e técnicos que prestem serviços no âmbito do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD, tal decisum deve ser aplicado ao caso. Observe-se: EMENTA TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. RENDIMENTOS RECEBIDOS POR PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS AO PNUD. ISENÇÃO. MULTA. SÚMULA 98/STJ. 1. O Acordo Básico de Assistência Técnica firmado entre o Brasil, a ONU e algumas de suas Agências, aprovado pelo Decreto Legislativo 11/66 e promulgado pelo Decreto 59.308/66, assumiu, no direito interno, a natureza e a hierarquia de lei ordinária de caráter especial, aplicável às situações nele definidas. Tal Acordo atribuiu, não só aos funcionários da ONU em sentido estrito, mas também aos que a ela prestam serviços na condição de "peritos de assistência técnica", no que se refere a essas atividades específicas, os benefícios fiscais decorrentes da Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas, promulgada pelo Decreto 27.784/50. 2. O autor prestou serviços de assistência técnica especializada, na condição de Técnico Especialista, ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD, de quem recebia a correspondente contraprestação. Assim, os valores recebidos nessa condição estão abrangidos pela cláusula isentiva de que trata o inciso II do art. 23, do RIR/94, reproduzida no art. 22, II, do RIR/99. 3. Nos termos da Súmula 98/STJ, embargos de declaração manifestados com notório propósito de prequestionamento não têm caráter protelatório. 4. Recurso especial provido. (RECURSO ESPECIAL Nº 1.159.379 - DF (2009/0194481-9)- RELATOR : MINISTRO TEORI ALBINO ZAVASCKI - Brasília, 08 de junho de 2011). Fl. 134DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 2001-003.629 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10166.001024/2008-11 Outrossim, nos termos em que dispõe o art. 62, § 2º, do Anexo II do Regimento Interno deste Conselho- RICARF as decisões proferidas pelos Tribunais Superiores sob a sistemática de recursos repetitivo, como a que se seguiu, são de observância obrigatória pelo CARF. Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. ... § 2º As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática dos arts. 543-B e 543-C da Lei nº 5.869, de 1973, ou dos arts. 1.036 a 1.041 da Lei nº 13.105, de 2015 - Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. (Redação dada pela Portaria MF nº 152, de 2016). Independentemente de a recorrente ter sido contratada na condição de técnica ou funcionária, o entendimento a ser seguido é aquele segundo o qual aquele que presta serviços à organismos internacionais se enquadra na isenção prevista na legislação. A recorrente demonstrou exaustivamente que prestou seus serviços à organismo internacional, tendo auferido rendimentos isentos, nos termos do art. 22, II do RIR/99. Deste modo, o entendimento a ser seguido por este conselho não pode ser outro senão aquele que reconhece o direito à isenção dos rendimentos recebidos pelo recorrente de organismo internacional, nos termos do julgado do Superior Tribunal de Justiça. Conclusão Diante do exposto, conheço do recurso e lhe concedo provimento para reconhecer a isenção dos rendimentos recebidos de Organismo Internacional. (documento assinado digitalmente) André Luis Ulrich Pinto Fl. 135DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 2001-003.629 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10166.001024/2008-11 Fl. 136DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 10670.001203/2007-69
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Dec 11 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Dec 11 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/07/2005
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA - EMPRESA INDUSTRIAL - FILIAL - ATIVIDADE AGRÍCOLA - CONTRIBUIÇÃO SOBRE COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTO RURAL - IMPOSSIBILIDADE.
Com exceção das agroindústrias, é vedada às empresas que exploram outra atividade econômica, além da atividade rural, a prerrogativa de apurar a contribuição a seu cargo, referente aos empregados da área rural, tomando como base o valor da comercialização da produção rural.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 206-00.268
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: ANA MARIA BANDEIRA
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Stipa 731683 MINISTÉRIO • • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEXTA CÂMARA Processo n° 10670.001203/2007-69 Recurso n° 144.294 Voluntário Matéria DIFERENÇAS DE CONTRIBUIÇÕES de contsweintes Acórdão n° 206-00.268 ncio con""oficsak _ D 13 hW."' ne Sessão de 11 de dezembro de 2007 depuicati Rute" Recorrente RIMA INDUSTRIAL S/A Recorrida SRP - SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1999 a 31/07/2005 Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA EMPRESA INDUSTRIAL - FILIAL - ATIVIDADE AGRÍCOLA - CONTRIBUIÇÃO SOBRE COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTO RURAL - IMPOSSIBILIDADE. Com exceção das agroindústrias, é vedada às empresas que exploram outra atividade econômica, além da atividade rural, a prerrogativa de apurar a contribuição a seu cargo, referente aos empregados da área rural, tomando como base o valor da comercialização da produção rural. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. MF SEUUNDO CONSELHO DE CONTRIB • •R CONFERE COM O ORIGINAL Processo n.° 10670.001203/2007-69 Bruilisg---.11-1 O 9- 1 (1-015.9 I CCO2/C06 Acórdão n.• 206-00.268 al • Fls. 342 Maria de Fáti eir e g g Mat. S gape 751683 ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINT . . r unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. ELIAS • r. 1* AIO FREIRE Presidente ANO9SIBAN IRA Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Rogério de Lellis Pinto, Bernadete de Oliveira Barros, Daniel Ayres Kalume Reis, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Cleusa Vieira de Souza e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. • Processo n! 10670.001203/2007-69 MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES cavam Acórdão n.• 206-00.268 CONFERE COM O ORIGINAL Fls. 343 Brasfile. (1- O 9-- Mbh I Maria de Fenran eira de Carvalho Relatório Mat. Stape 751683 Trata-se de lançamento de contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à contribuição da empresa e a destinada aos terceiros (Salário Educação, SENAR e INCRA). O Relatório Fiscal (fls. 274/275) informa que foram lançadas diferenças de contribuição apuradas em razão da empresa ter recolhido, nos estabelecimentos que atuam na área rural, sobre o valor da receita da produção rural e não sobre o valor da folha de pagamento dos empregados. A empresa tem como atividade principal a produção de magnésio e ferro ligas e tem como algumas filiais fazendas produtores de lenha e de carvão, matérias primas utilizadas na produção industrial. Nessas filiais, o recolhimento foi feito na forma da substituição tributária, onde a contribuição incide sobre o valor da comercialização da produção rural. Tal prerrogativa é vedada à pessoa jurídica que, além da atividade rural, explorar outra atividade econômica autônoma. A auditoria fiscal elaborou planilhas demonstrativas da diferença entre folha e produção rural e informa que nos casos em que o recolhimento relativo à produção foi maior que o apurado em folha, a diferença foi atualizada monetariamente e lançada como dedução na competência e alguns casos rateado em outras competências. A notificada apresentou defesa tempestiva (fls. 278/288) onde afirma que as pessoas jurídicas que recolheram a contribuição à Seguridade Social, que ora se exige a diferença, não possuem outra atividade econômica além da rural.. Tece considerações a respeito do ato administrativo, do princípio da legalidade e conclui que a autoridade administrativa afastou o disposto na legislação. Alega que a partir de 1994, os produtores rurais pessoas jurídicas passaram a ter tratamento diferenciado, nos termos do art. 25 da Lei n° 8.870/1994. Afirma que as empresas autuadas são todas dedicadas, exclusivamente, à atividade rural e finaliza alegando que não existe previsão legal que autorize a tributação dos produtores rurais pessoas jurídicas com base na folha de pagamento. Pela Decisão-Notificação n° 11.424.4/127/2006 (fls. 305/309), o lançamento foi considerado procedente. Irresignada, a notificada apresentou recurso tempestivo (fls. 313/320), onde efetua a mera repetição das argumentações já apresentadas em sede de defesa. Não houve apresentação de contra-razões. É o Relatório. • Processo n.• 10670.001203/2007-69 ME - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUNTES CCO2/C06 Acórdão o.° 206-00.268 CONFERE COMO ORIGINAL Fls. 344 Brasília. 2- / O a- (5." 41$ oap v o • Maria de Fátird. 'r oMat. Siape 751683 Conselheira ANA MARIA BANDEIRA, Relatora O recurso é tempestivo e está desacompanhado do depósito recursal previsto no § 1° do art. 126 da Lei n° 8.213/1991, por força da liminar concedida em Mandado de Segurança n°2006.38.13.010063-6. Assim, os requisitos para admissibilidade estão cumpridos. A questão trazida pela recorrente diz respeito ao entendimento da mesma de que os estabelecimentos que se destinam à atividade agrícola devam ser tratados como produtor rural pessoa jurídica. O enquadramento de uma empresa em determinada atividade engloba todos os seus estabelecimentos, e a recorrente é uma empresa industrial que se dedica à produção de ferro liga e magnésio. O produtor rural pessoa jurídica é aquele que tem como atividade precípua a produção e comercialização de produto rural e esta não é a atividade da recorrente. O estabelecimento é parte da empresa e não pode ser tratado de modo dissociado da mesma, como uma empresa autônoma, da forma como pretende a recorrente. A vedação ao procedimento adotado pela recorrente está expressa no § 22 do mi. 201 do Decreto n°3.048/1999, in verbis: "5 22. A pessoa jurídica, exceto a agroindústria, que, além da atividade rural, explorar também outra atividade econômica autônoma, quer seja comercial, industrial ou de serviços, no mesmo ou em estabelecimento distinto, independentemente de qual seja a atividade preponderante, contribuirá de acordo com os incisos I, II e III do art. 201 e art. 202." De acordo com o dispositivo, quando se trata de empresa que desenvolve mais de um tipo de atividade, além da produção rural, somente à agroindústria é concedida a prerrogativa de recolher a contribuição calculada sobre o valor da comercialização da produção rural. Ainda assim, após a edição da Lei n° Lei n° 10.256, de 09/07/01, que acrescentou o art. 22-A à Lei n° 8.212/1991. Anteriormente à tal alteração, mesmo a agroindústria recolhia sobre a folha de pagamento de seus empregados, ainda os que laboravam na área agrícola. A recorrente invoca o princípio da legalidade porém, é justamente em nome desse princípio que não é possível aceitar o procedimento adotado pela mesma, uma vez que este afronta as disposições contidas na legislação previdenciária. MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIB. ntS CONFERE COM O OR IGNAL • PTOCCSSO e 10670.001203/2007-69 Raras. , (;) 2_ urot, ccovco6 Acórdão n.• 206-00.268 Fls. 345 Maria de Fátima F ira de Siapc 751683 Nada mais havendo a ser enfrentado e considerando tudo o mais que dos autos consta. Voto no sentido de CONHECER do recurso para NEGAR-LHE PROVIMENTO. É como voto. Sala das Sessões, em 11 de dezembro de 2007 AM1A l?'"UBA EIRA Page 1 _0066900.PDF Page 1 _0067000.PDF Page 1 _0067100.PDF Page 1 _0067200.PDF Page 1
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Numero do processo: 16370.000221/2007-94
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Feb 07 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Mon Feb 07 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/02/1997 a 31/12/2006
DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE N. 8/STF.
Na hipótese concreta, o lançamento está declarado em GFIP e há
recolhimento parcial. Assim, aplica-se a regra prevista no art. 150, parágrafo 4º do CTN.
Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial parte dos fatos geradores apurados pela fiscalização.
GFIP. CONTRIBUIÇÕES INCIDENTES SOBRE A REMUNERAÇÃO DE SEGURADOS EMPREGADOS.
As informações constantes da GFIP serviram de base de cálculo das
contribuições devidas, bem como constituir-se-ão em termo de confissão de divida, na hipótese de não recolhimento, nos termos do artigo 32, inciso IV, parágrafo 2°, da Lei 8.212/91, c/c o artigo 225, parágrafo 1º, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99.
CONTRIBUIÇÃO AO INCRA. EXIGIBILIDADE.
A lei que instituiu a cobrança da contribuição devida ao INCRA não foi revogada pela edição da Lei n.° 8.212/91, permanecendo exigível.
MULTA. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO.
Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) aplica-se a lei a ato ou fato pretérito não julgado quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2803-000.469
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Ausente momentaneamente o Conselheiro Eduardo de Oliveira.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/1997 a 31/12/2006 DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE N. 8/STF. Na hipótese concreta, o lançamento está declarado em GFIP e há recolhimento parcial. Assim, aplica-se a regra prevista no art. 150, parágrafo 4º do CTN. Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial parte dos fatos geradores apurados pela fiscalização. GFIP. CONTRIBUIÇÕES INCIDENTES SOBRE A REMUNERAÇÃO DE SEGURADOS EMPREGADOS. As informações constantes da GFIP serviram de base de cálculo das contribuições devidas, bem como constituir-se-ão em termo de confissão de divida, na hipótese de não recolhimento, nos termos do artigo 32, inciso IV, parágrafo 2°, da Lei 8.212/91, c/c o artigo 225, parágrafo 1º, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99. CONTRIBUIÇÃO AO INCRA. EXIGIBILIDADE. A lei que instituiu a cobrança da contribuição devida ao INCRA não foi revogada pela edição da Lei n.° 8.212/91, permanecendo exigível. MULTA. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO. Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) aplica-se a lei a ato ou fato pretérito não julgado quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1952; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 237 1 236 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16370.000221/200794 Recurso nº 271.545 Voluntário Acórdão nº 280300.469 – 3ª Turma Especial Sessão de 07 de fevereiro de 2011 Matéria REMUNERAÇÃO DE SEGURADOS: PARCELAS EM FOLHA DE PAGAMENTO. GFIP. Recorrente CONDOMINIO METROPOLITAN PLAZA RESIDENCE Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/1997 a 31/12/2006 DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE N. 8/STF. Na hipótese concreta, o lançamento está declarado em GFIP e há recolhimento parcial. Assim, aplicase a regra prevista no art. 150, parágrafo 4o do CTN. Encontramse atingidos pela fluência do prazo decadencial parte dos fatos geradores apurados pela fiscalização. GFIP. CONTRIBUIÇÕES INCIDENTES SOBRE A REMUNERAÇÃO DE SEGURADOS EMPREGADOS. As informações constantes da GFIP serviram de base de cálculo das contribuições devidas, bem como constituirseão em termo de confissão de divida, na hipótese de não recolhimento, nos termos do artigo 32, inciso IV, parágrafo 2°, da Lei 8.212/91, c/c o artigo 225, parágrafo 1º, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99. CONTRIBUIÇÃO AO INCRA. EXIGIBILIDADE. A lei que instituiu a cobrança da contribuição devida ao INCRA não foi revogada pela edição da Lei n.° 8.212/91, permanecendo exigível. MULTA. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO. Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) aplicase a lei a ato ou fato pretérito não julgado quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Recurso Voluntário Provido em Parte. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 11/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Ausente momentaneamente o Conselheiro Eduardo de Oliveira. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato. Relatório DO LANÇAMENTO Tratase da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD, referente às contribuições destinadas à Seguridade Social, parte patronal, incidentes sobre remunerações pagas aos segurados empregados, bem como da diferença de acréscimos legais. As bases de cálculo foram apuradas por intermédio da análise das folhas de pagamento e das GFIP Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social, Guias de Recolhimento da Previdência Social, RAIS, Livro de Registro de Empregados, Balancetes Sintéticos, período: 02/1997 a 12/2006, inclusive 13/2006 (décimo terceiro salário), conforme Relatório Fiscal de fl. 130 a 135, DA IMPUGNAÇÃO O contribuinte tomou ciência do lançamento em 16/03/2007, fl. 01. Inconformado apresentou impugnação às fls. 159 a 175. DO RECURSO VOLUNTÁRIO O órgão julgador de primeira instância considerou o lançamento procedente em parte, fls. 201 a 209, reconhecendo a decadência do período: 02/1997 a 11/2001. O contribuinte tomou ciência da decisão em 12/09/2008, fls. 212. Inconformado apresentou recurso voluntário, em 15/10/2008, fls. 216 a 233, em síntese alega: DA IRREGULARIDADE DO LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO DA AUSÊNCIA DE RESPONSABILIDADE PELA RETENÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS À PREVIDÊNCIA SOCIAL: os valores informados no lançamento referemse a honorários, mãodeobra de reparos, ajudas de custos, diárias e demais valores pagos a pessoas físicas, independentemente de sua natureza. Devese observar os seguintes requisitos: a) se os valores foram recolhidos pelo contribuinte de direito; b) se no mês de competência os valores recolhidos pelo contribuinte de direito superavam ou alcançavam o teto fixado pela legislação Fl. 2DF CARF MF Emitido em 11/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 16370.000221/200794 Acórdão n.º 280300.469 S2TE03 Fl. 238 3 previdenciária. A inobservância de tais requisitos leva a dupla tributação, pois se o valor já fora recolhido anteriormente, não haveria hipótese tributária cabível para autorizar o novo recolhimento. No mesmo sentido, alguns dos recibos lançados referemse a pessoas jurídicas, cuja responsabilidade pelo recolhimento é exclusiva do contribuinte de direito (o prestador de serviços). Tratase dos serviços contábeis e honorários advocatícios devidos; as ajudas de custas pagas ao síndico não se enquadram na hipótese da legislação previdenciária. O síndico não recebe remuneração. Recebe, apenas, ressarcimento pelas despesas realizadas com a administração do condomínio. Vale observar que o art. 110 do CTN desautoriza que institutos pertencentes a outros ramos do direito sejam alterados para fins de enquadramento tributário; a violação é patente. São indevidas as contribuições devidas por força da obrigação de retenção e também as devidas pelo "empregador" ou "tomador de serviços"; DA ILEGALIDADE DA INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO PARA INCRA — CONTRIBUIÇÃO PARA TERCEIROS: narra o fato histórico citando algumas jurisprudências; DA ILEGALIDADE NO CÁLCULO DA MULTA MORATÓRIA: deveria, por uma questão lógica, ter sido realizado com base apenas no valor principal, sem qualquer acréscimo. A multa aplicada tem por base o valor integral devido a título de tributo, acrescida da importância dos juros em percentual desproporcional. Ora, tal valor representa confisco do patrimônio do recorrente. por fim, requer a anulação do lançamento. Não houve contrarrazões. É o relatório. Voto Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima, Relator O Recurso Voluntário é intempestivo, como se verifica pelo documento acostado às fls. 234 e 236. Entretanto, acato o recurso em razão de haver questões que devam ser conhecidas de ofício. Quanto à questão relativa à fluência do prazo decadencial, a mesma deve ser reconhecida. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n º 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212 de 1991, nestas palavras: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 11/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA 4 Conforme previsto no art. 103A da Constituição Federal a Súmula de n º 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplicála. Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n º 8.212/1991, há que serem observadas as regras previstas no Código Tributário Nacional CTN. As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação, assim devem, em regra, observar o disposto no art. 150, parágrafo 4o do CTN. Havendo, então o pagamento antecipado, observarseá a regra de extinção prevista no art. 156, inciso VII do CTN. Se não houver pagamento antecipado sobre a rubrica há que ser observado o disposto no art. 173, inciso I do CTN. Nessa hipótese, o crédito tributário será extinto em função do previsto no art. 156, inciso V do CTN. Caso tenha ocorrido dolo, fraude ou simulação não será observado o disposto no art. 150, parágrafo 4o do CTN, sendo aplicado necessariamente o disposto no art. 173, inciso I, independentemente de ter havido o pagamento antecipado. O Superior Tribunal de Justiça STJ, em acórdão exarado em Recurso Especial REsp 761908 / SC, 2005/01010128, T1 PRIMEIRA TURMA, relator Ministro LUIZ FUX (1122), publicação DJ 18/12/2006 p. 322, prevê a aplicação de regras de contagem de decadência distintas em um mesmo lançamento de contribuições previdenciárias, cujo excerto transcrevemos: "TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. SEGURIDADE SOCIAL. PRAZO PARA CONSTITUIÇÃO DE SEUS CRÉDITOS. DECADÊNCIA. LEI 8.212/91 (ARTIGO 45). ARTIGOS 150, § 4º, E 173, I, DA CF/88. ACÓRDÃO ASSENTADO EM FUNDAMENTO CONSTITUCIONAL. ....... 11. In casu, a notificação de lançamento, lavrada em 31.10.2001 e com ciente em 05.11.2001, abrange duas situações: (1) diferenças decorrentes de créditos previdenciários recolhidos a menor (abril e novembro/1991, março a julho/1992; novembro e dezembro/1992; setembro a novembro/1993, janeiro/1994, março/1994 a janeiro/1998; e março e junho/1998); e (2) débitos decorrentes de integral inadimplemento de contribuições previdenciárias incidentes sobre pagamentos efetuados a autônomos (maio a novembro/1996; janeiro a julho/1997; setembro e dezembro/1997; e janeiro, março e dezembro/1998) e das contribuições destinadas ao SAT incidente sobre pagamentos de reclamações trabalhistas (maio/1993; abril/1994; e setembro a novembro/1995). 12. No primeiro caso, considerandose a fluência do prazo decadencial a partir da ocorrência do fato gerador, encontram Fl. 4DF CARF MF Emitido em 11/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 16370.000221/200794 Acórdão n.º 280300.469 S2TE03 Fl. 239 5 se fulminados pela decadência os créditos anteriores a novembro/1996. 13. No que pertine à segunda situação elencada, em que não houve entrega de GFIP (Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social), nem confissão ou qualquer pagamento parcial, incide a regra do artigo 173, I, do CTN, contandose o prazo decadencial qüinqüenal do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Desta sorte, encontramse hígidos os créditos decorrentes de contribuições previdenciárias incidentes sobre pagamentos efetuados a autônomos e caducos os decorrentes das contribuições para o SAT." Nosso grifo REGRA DO ART. 150, § 4 DO CTN No caso em concreto, no período do lançamento: 02/1997 a 13/2006, houve recolhimento parcial para todo o período do lançamento e a partir de 1999 os valores foram declarados em GFIP, conforme DAD Discriminativo Analítico de Débito (fls. 04 a 27) e Relatório Fiscal de fl. 130 a 135. Assim, deve ser observada a regra disposta no art. 150, § 4o , do CTN, cuja extinção do crédito ocorre em cinco anos contados da ocorrência do fato gerador. O contribuinte tomou ciência da notificação fiscal em 16/03/2007, fl. 01. Destarte, em preliminar, decido reformar a decisão de primeira instância administrativa, para excluir do lançamento as contribuições apuradas até a competência 02/2002, inclusive, em razão da regra decadencial disposta no art. 150, § 4o , do CTN. No mérito, as diferenças de Acréscimos Legais sobre contribuições previdenciárias recolhidas em atraso encontram respaldo no art. 35, da Lei n. 8.212/91 e alterações, bem como demais normas citadas no relatório de fundamentos legais do débito – FLD (fls. 109), sendo devidas pelo contribuinte. Os argumentos do recorrente se assemelham aos apresentados na impugnação. Os valores apurados pela fiscalização se referem a salário de contribuição de segurado empregado e foram declarados em Folha de pagamento, GFIP, Guias de Recolhimento da Previdência Social, RAIS, Livro de Registro de Empregados, Balancetes Sintéticos. Estes documentos foram apresentados pelo contribuinte, conforme DAD Discriminativo Analítico de Débito (fls. 04 a 27) e Relatório Fiscal de fl. 130 a 135. Assim, não assiste razão ao contribuinte, pois as informações foram declaradas pelo próprio contribuinte. Quanto a IRREGULARIDADE DO LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO e DA AUSÊNCIA DE RESPONSABILIDADE PELA RETENÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS À PREVIDÊNCIA SOCIAL, os valores informados no lançamento não se referem a honorários, mãodeobra de reparos, ajudas de custos, diárias e demais valores pagos a pessoas físicas, independentemente de sua natureza, tampouco de ajuda de custo a síndico e/ou de retenção de serviços prestados por terceiros pessoa física e/ou jurídica, mas sim a empregados. O contribuinte se limita a fazer contestações genéricas sem, no entanto, comprovar o alegado. Entendese por salário de contribuição para o empregado a remuneração auferida, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer Fl. 5DF CARF MF Emitido em 11/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA 6 título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa, consoante art. 28, inciso I, da Lei n º 8.212/91. As informações constantes da GFIP serviram de base de cálculo das contribuições devidas, bem como constituirseão em termo de confissão de divida, na hipótese de não recolhimento, nos termos do artigo 32, inciso IV, parágrafo 2°, da Lei 8.212/91, c/c o artigo 225, parágrafo 1º, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99. Ressaltase que todas as informações constantes da GFIP foram informadas pelo contribuinte e que o lançamento fiscal foi efetuado com base nestas informações. Não há que se falar em extinção do lançamento, pois o crédito tributário encontrase revestido das formalidades legais do art. 142 e § único, e arts. 97 e 114, todos do CTN, com período apurado, discriminação dos fatos geradores por intermédio do Relatório de Lançamento – RL contendo a competência (mês e ano), a base de cálculo, a discriminação das observações; e, ainda, o Discriminativo Analítico de Débito – DAD que informa as alíquotas e os valores das contribuições previdenciárias devidas; as Instrução para o Contribuinte – IPC; os Fundamentos Legais do Débito – FLD; a identificação do contribuinte, identificação do Auditor Fiscal notificante, Relatório Fiscal; e demais informações constantes das folhas 01 a 157, tendo sido lavrado de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam o assunto, consoante o artigo 33 da Lei n° 8.212/91, e demais dispositivos mencionados nos autos. Relativo a ILEGALIDADE DA INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO PARA INCRA CONTRIBUIÇÃO PARA TERCEIROS. Quanto às empresas urbanas terem que recolher contribuição destinada ao INCRA, não há óbice normativo para tal exação. Não se olvida que a contribuição destinada ao INCRA tenha natureza distinta das contribuições sociais da Seguridade Social. As competências do INCRA são atribuídas pela sua lei de criação e o Estatuto da Terra: DECRETOLEI Nº 1.110, DE 9 DE JULHO DE 1970. Regulamento Cria o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), extingue o Instituto Brasileiro de Reforma Agrária, o Instituto Nacional de Desenvolvimento Agrário e o Grupo Executivo da Reforma Agrária e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o artigo 55, item I, da Constituição, DECRETA: Art. 1º É criado o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), entidade autárquica, vinculada ao Ministério da Agricultura, com sede na Capital da República. Art. 2º Passam ao INCRA todos os direitos, competência, atribuições e responsabilidades do Instituto Brasileiro de Reforma Agrária (IBRA), do Instituto Nacional de Desenvolvimento Agrário (INDA) e do Grupo Executivo da Reforma Agrária (GERA), que ficam extintos a partir da posse do Presidente do novo Instituto. Fl. 6DF CARF MF Emitido em 11/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 16370.000221/200794 Acórdão n.º 280300.469 S2TE03 Fl. 240 7 LEI Nº 4.504, DE 30 DE NOVEMBRO DE 1964. Dispõe sobre o Estatuto da Terra, e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 37. São órgãos específicos para a execução da Reforma Agrária: (Redação dada pela Decreto Lei nº 582, de 1969) I O Grupo Executivo da Reforma Agrária (GERA); (Redação dada pela Decreto Lei nº 582, de 1969) Il O Instituto Brasileiro de Reforma Agrária (IBRA), diretamente, ou através de suas Delegacias Regionais; (Redação dada pela Decreto Lei nº 582, de 1969) III as Comissões Agrárias. (Redação dada pela Decreto Lei nº 582, de 1969) Art. 43. O Instituto Brasileiro de Reforma Agrária promoverá a realização de estudos para o zoneamento do país em regiões homogêneas do ponto de vista sócioeconômico e das características da estrutura agrária, visando a definir: I as regiões críticas que estão exigindo reforma agrária com progressiva eliminação dos minifúndios e dos latifúndios; II as regiões em estágio mais avançado de desenvolvimento social e econômico, em que não ocorram tenções nas estruturas demográficas e agrárias; III as regiões já economicamente ocupadas em que predomine economia de subsistência e cujos lavradores e pecuaristas careçam de assistência adequada; IV as regiões ainda em fase de ocupação econômica, carentes de programa de desbravamento, povoamento e colonização de áreas pioneiras. Art. 74. É criado, para atender às atividades atribuídas por esta Lei ao Ministério da Agricultura, o Instituto Nacional do Desenvolvimento Agrário (INDA), entidade autárquica vinculada ao mesmo Ministério, com personalidade jurídica e autonomia financeira, de acordo com o prescrito nos dispositivos seguintes: I o Instituto Nacional do Desenvolvimento Agrário tem por finalidade promover o desenvolvimento rural nos setores da colonização, da extensão rural e do cooperativismo; II o Instituto Nacional do Desenvolvimento Agrário terá os recursos e o patrimônio definidos na presente Lei; III o Instituto Nacional do Desenvolvimento Agrário será dirigido por um Presidente e um Conselho Diretor, composto de Fl. 7DF CARF MF Emitido em 11/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA 8 três membros, de nomeação do Presidente da República, mediante indicação do Ministro da Agricultura; IV Presidente do Instituto Nacional do Desenvolvimento Agrário integrará a Comissão de Planejamento da Política Agrícola; ... Quanto à alegação de aplicação do artigo 240 da Constituição Federal, não é em razão desse dispositivo que as contribuições ao INCRA não se destinem à Seguridade Social, mas em razão das competências atribuídas à autarquia federal, como já exposto acima. A redação é clara quanto sua restrição apenas às entidades privadas de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical, onde não se enquadra o INCRA: Art. 240. Ficam ressalvadas do disposto no art. 195 as atuais contribuições compulsórias dos empregadores sobre a folha de salários, destinadas às entidades privadas de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical. Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: (...) A contribuição ao INCRA não alcança exclusivamente a produção rural, conforme sua lei de instituição, que relaciona atividades industriais que podem ser desenvolvidas tanto no meio rural como nas regiões urbanas: DECRETOLEI Nº 1.146, DE 31 DE DEZEMBRO DE 1970. Consolida os dispositivos sôbre as contribuições criadas pela Lei número 2.613, de 23 de setembro de 1955 e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , no uso da atribuição que lhe confere o artigo 55, item II, da Constituição, DECRETA: Art 1º As contribuições criadas pela Lei nº 2.613, de 23 de setembro 1955, mantidas nos têrmos dêste DecretoLei, são devidas de acôrdo com o artigo 6º do DecretoLei nº 582, de 15 de maio de 1969, e com o artigo 2º do DecretoLei nº 1.110, de 9 julho de 1970: I Ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária INCRA: 1 as contribuições de que tratam os artigos 2º e 5º dêste DecretoLei; 2 50% (cinqüenta por cento) da receita resultante da contribuição de que trata o art. 3º dêste Decretolei. Fl. 8DF CARF MF Emitido em 11/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 16370.000221/200794 Acórdão n.º 280300.469 S2TE03 Fl. 241 9 II Ao Fundo de Assistência do Trabalhador Rural FUNRURAL, 50% (cinqüenta por cento) da receita resultante da contribuição de que trata o artigo 3º dêste Decretolei. Art 2º A contribuição instituída no " caput " do artigo 6º da Lei número 2.613, de 23 de setembro de 1955, é reduzida para 2,5% (dois e meio por cento), a partir de 1º de janeiro de 1971, sendo devida sôbre a soma da fôlha mensal dos salários de contribuição previdenciária dos seus empregados pelas pessoas naturais e jurídicas, inclusive cooperativa, que exerçam as atividades abaixo enumeradas: I Indústria de canadeaçúcar; II Indústria de laticínios; III Indústria de beneficiamento de chá e de mate; IV Indústria da uva; V Indústria de extração e beneficiamento de fibras vegetais e de descaroçamento de algodão; VI Indústria de beneficiamento de cereais; VII Indústria de beneficiamento de café; VIII Indústria de extração de madeira para serraria, de resina, lenha e carvão vegetal; IX Matadouros ou abatedouros de animais de quaisquer espécies e charqueadas. Nesse sentido é o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, que também se consolidou no Supremo Tribunal Federal: PROCESSUAL CIVIL EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA CONTRIBUIÇÃO PARA O FUNRURAL E INCRA EMPRESA URBANA LEGALIDADE ORIENTAÇÃO DESTA PRIMEIRA SEÇÃO, SEGUINDO A JURISPRUDÊNCIA DO STF RECURSO NÃO ADMITIDO SÚMULA 168/STJ AGRAVO REGIMENTAL AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA MERA REPETIÇÃO DAS RAZÕES DOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA IRRESIGNAÇÃO MANIFESTAMENTE INFUNDADA RECURSO NÃO CONHECIDO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. 1. Nos termos da orientação desta Primeira Seção e do Supremo Tribunal Federal, é legítimo o recolhimento da contribuição social para o FUNRURAL e INCRA pelas empresas urbanas. Considerando que o acórdão embargado corroborou esse entendimento, correta é a aplicação da Súmula 168 desta Corte Superior. 2. Não tendo a agravante rebatido especificamente os fundamentos da decisão recorrida, limitandose a reproduzir as Fl. 9DF CARF MF Emitido em 11/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA 10 razões oferecidas nos embargos de divergência, é inviável o conhecimento do recurso. 3. Tratandose de agravo interno manifestamente infundado, impõese a condenação da agravante ao pagamento de multa de 10% (dez por cento) sobre o valor corrigido da causa, nos termos do art. 557, § 2º, do Código de Processo Civil. 4. Agravo interno não conhecido, com aplicação de multa. (AgRg nos EREsp 530802/GO. Primeira Seção. Relatora Ministra DENISE ARRUDA. Julgamento 13/04/2005. DJ 09/05/2005, p. 291) (sem grifos no original). Ementa no Agravo Regimental do Recurso Extraordinário de n ° 211.190, publicado no Diário da Justiça em 29 de novembro de 2002: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DESTINADA A FINANCIAR O FUNRURAL. VIOLAÇÃO DO PRECEITO INSCRITO NO ARTIGO 195 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO INSUBSISTENTE. A norma do artigo 195, caput, da Constituição Federal, preceitua que a seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, sem expender qualquer consideração acerca da exigibilidade de empresa urbana da contribuição social destinada a financiar o FUNRURAL. Precedentes. Agravo regimental não provido. Ressaltase, por fim, que é vedado a este órgão julgador afastar a aplicação de normas legais sob fundamento de inconstitucionalidade. Neste sentido, foi aprovada pelo Conselho Pleno do Segundo Conselho de Contribuintes a Súmula 02, publicada no DOU de 26/09/2007: “O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária” Destarte, o contribuinte está sujeito a exigência legal da contribuição para o INCRA. Concernente à ILEGALIDADE NO CÁLCULO DA MULTA MORATÓRIA, temse que as contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação nos termos do art. 150 do CTN. Corrobora com o entendimento o Superior Tribunal de Justiça STJ, REsp 289181/MG. A multa aplicada pela Lei n º 8.212/91, na redação introduzida pela Lei n º 11.941/2009, estabelece a distinção entre multa de mora (art. 35) e a multa de ofício (art. 35 A). Suas aplicações devem seguir formas distintas, aplicandose para a multa de mora o art. 61 da Lei n º 9.430/96, e para a multa de ofício o art. 44 da Lei n º 9.430/96. Este entendimento, também, é corroborado pelo Superior Tribunal de Justiça – STJ no Processo AGRESP 200601560547. A multa de mora, art. 35 da Lei n º 8.212/91, deve ser aplicada para pagamento fora do prazo previsto na legislação e será calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento por dia de atraso limitada a 20% (vinte por cento), nos termos do art. 61 da Lei n º 9.430/96. Fl. 10DF CARF MF Emitido em 11/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 16370.000221/200794 Acórdão n.º 280300.469 S2TE03 Fl. 242 11 A multa de ofício, art. 35A da Lei n º 8.212/91, deve ser aplicada nos termos do art. 44 da Lei no 9.430/96 (I 75% sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; II 50%, exigida isoladamente, sobre o valor do pagamento mensal). O lançamento de ofício está previsto no art. 149 do CTN: Outrossim, o Supremo Tribunal Federal – STF fixou entendimento no sentido de que as cominações impostas por meio de lançamento de ofício decorrem do fato de omissão na declaração e recolhimento intempestivos da contribuição, nos termos do Processo REAgR 241087. O julgado é acompanhado pelo STJ, REsp 330519/RS, e Tribunais Federais TRF3ª Região, AC 94.03.0108363/SP, e TRF1ª Região, AC 1997.01.00.0475312/DF; que compreendem que deve ser efetuado o lançamento de ofício quando constatadas diferença a menor, ou inexistência de pagamento, ou irregularidades na declaração de tributos sujeitos a lançamento por homologação (omissão ou inexatidão). As alterações trazidas pela Lei n º 8.212/91 quanto a aplicação da multa devem ser observadas no caso objeto de análise, buscando o disposto nos artigos 106, inciso II, e 112, ambos do CTN, no sentido de se analisar e aplicar a norma que for mais benéfica ao contribuinte. A análise dos valores das multas para verificação e aplicação da regra que for mais benéfica, se cabível, será realizada no momento do pagamento ou do parcelamento, consoante entendimento trazido pela Portaria Conjunta PGFN/RFB nº14, de 4 de dezembro de 2009, DOU de 8.12.2009, bem como, demais normativos sobre o assunto. A análise será realizada pela comparação entre a soma dos valores das multas aplicadas nos lançamentos por descumprimento de obrigação principal, conforme o art. 35 da Lei nº 8.212, de 1991, em sua redação anterior à dada pela Lei nº 11.941, de 2009, e de obrigações acessórias, conforme §§ 4º e 5º do art. 32 da Lei nº 8.212, de 1991, em sua redação anterior à dada pela Lei nº 11.941, de 2009, e da multa de ofício calculada na forma do art. 35A da Lei nº 8.212, de 1991, acrescido pela Lei nº 11.941, de 2009. A comparação deverá ser efetuada em relação aos processos conexos, devendo ser considerados, inclusive, os débitos pagos, os parcelados, os nãoimpugnados, os inscritos em Dívida Ativa da União e os ajuizados após a publicação da Medida Provisória nº 449, de 3 de dezembro de 2008, atentando para a necessidade de análise em conjunto com os demais lançamentos sofridos pelo contribuinte, registrados no Termo de Encerramento da Auditoria Fiscal – TEAF constante dos autos, se devido. O valor das multas aplicadas, na forma do art. 35 da Lei nº 8.212, de 1991, em sua redação anterior à dada pela Lei nº 11.941, de 2009, sobre as contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, deverá ser comparado com o valor das multa de ofício previsto no art. 35A daquela Lei, acrescido pela Lei nº 11.941, de 2009, e, caso resulte mais benéfico ao sujeito passivo, será reduzido àquele patamar. Na hipótese de ter havido lançamento de ofício relativo a contribuições declaradas na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP), a multa aplicada limitarseá àquela prevista no art. 35 da Lei nº 8.212, de 1991, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009. Ante ao exposto, a análise será com base na multa aplicada no lançamento fiscal por descumprimento de obrigação principal, valores declarados em GFIP, conforme o art. 35 da Lei nº 8.212, de 1991, em sua redação anterior à dada pela Lei nº 11.941, de 2009, Fl. 11DF CARF MF Emitido em 11/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA 12 constante no Relatório de Fundamentos Legais – FLD, desde que mais favorável ao contribuinte. O contribuinte não trouxe aos autos provas que pudessem alterar o lançamento. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto em dar provimento parcial ao recurso, em preliminar, para excluir do lançamento as contribuições apuradas até a competência 02/2002, inclusive, em razão da regra decadencial disposta no art. 150, § 4o , do CTN, ficando as demais competências válidas para o lançamento; e no mérito, determinar a retificação da multa moratória sobre os créditos constituídos, devendose aplicar o disposto no art. 35, da Lei n. 8.212/1991, com a redação dada pela Lei n. 11.941/2009, combinado com o art. 61, da Lei n. 9.430/1996, desde que mais favorável ao sujeito passivo. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Fl. 12DF CARF MF Emitido em 11/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Numero do processo: 35232.000337/2007-52
Data da sessão: Mon Apr 26 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Mon Apr 26 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/05/2003 a 31/08/2006
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREV1DENCIAR1A DEVIDA PELA EMPRESA. AUTUAÇÃO REGULAR. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO A AMPLA DEFESA.
A NFLD foi lavrada corretamente, em conformidade com a legislação de regência, especificamente ao disposto no art. 37 da Lei n°8.212/91, e no art. 243 e parágrafos, do Regulamento da Previdência Social - RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048199. Não ha, pois, que se falar em violação ao Principio da Ampla Defesa.
VINCULAÇÃO AO PRINCIPIO DA LEGALIDADE. JUROS SELIC E MULTA DE MORA.
A incidência dos juros SEL1C e da multa de mora está prevista nos arts. 34 e 35 da Lei n° 8.212/91 e no art. 239 do Regulamento da Previdência Social.
Considerando a vinculação da atividade administrativa ao Principio da Legalidade, devem ser afastadas as alegações de violação aos preceitos legais e constitucionais.
RECOLHIMENTO A DESTEMPO. NECESSIDADE DE APROVEITAMENTO.
O recolhimento de contribuições previdenciárias a destempo, realizado após a constituição do crédito tributário e lavratura da NFLD, devem ser considerados pela Fiscalização para a redução do montante devido, desde que o pagamento tenha sido realizado com o código de receita correto e vinculado ao DEBCAD a que se refere.
Recurso Voluntário Negado.
Crédito Tributário Mantido.
Numero da decisão: 2803-000.026
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, em conhecer do recurso, e no mérito, pelo voto de qualidade, negar provimento, vencidos os Conselheiros CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE (relatora), GUSTAVO VETTORATO e VERA KEMPERS DE MORAES ABREU (suplente), apenas quanto a aplicação da multa de oficio do art. 35 da Lei 8,212/91, na redação dada pela Lei e 11.941 de 2009, nos termos do voto vencedor apresentado pelo redator designado Conselheiro Eduardo de Oliveira
Nome do relator: CAROLINA SIRQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE
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LTDA Recorrida SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIARIA 11 ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIARIAS Período de apuração: 01/05/2003 a .31/08/2006 Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREV1DENCIAR1A DEVIDA PELA EMPRESA. AUTUAÇÃO REGULAR. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO A AMPLA DEFESA. ,! A NFLD foi lavrada corretamente, em conformidade com a legislação de regência, especificamente ao disposto no art. 37 da Lei n°8.212/91, e no art. 243 e parágrafos, do Regulamento da Previdência Social - RPS, aprovado pelo Decreto 3,048199. Não ha, pois, que se falar em violação ao Principio da Ampla Defesa. VINCULAÇÂO AO PRINCIPIO DA LEGALIDADE. JUROS SEL1C E MULTA DE MORA. A incidência dos juros SEL1C e da multa de mora está prevista nos arts. 34 e 35 da Lei n° 8.212/91 e no art. 239 do Regulamento da Previdência Social. Considerando a vinculação da atividade administrativa ao Principio da Legalidade, devem ser afastadas as alegações de violação aos preceitos legais e constitucionais. RECOLHIMENTO A DESTEMPO. NECESSIDADE DE APROVEITAMENTO. O recolhimento de contribuições previdencidrias a destempo, realizado após a constituição do crédito tributário e lavr atura da NFLD, devem ser considerados pela Fiscalização para a redução do montante devido, desde que o pagamento tenha sido realizado corn o código de receita correto e vinculado ao DEBCAD a que se refere. Recurso Voluntário Negado, Crédito Tributário Mantido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3" Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em conhecer do recurso, e no mérito, pelo voto de q¡lalidade, I negar provimento, vencidos os Conselheiros CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO 1),EN ANDRADE (relatora), GUSTAVO VETTORATO e VERA KEMPERS DE MORAES ABREU (suplente), apenas quanto a aplicação da multa de oficio do art. 35 da Lei 8,212/91, na r4d'ação dada pela Lei e 11.941 de 2009, nos termos do voto vencedor apresentado pelo redator designado Conselheiro Eduardo de Oliveira 1, HELTO PR4A DELIMA — Presidente A_DO - OLIVEIRA — Redator designado -1/ifocb.. MONTEIRO DE ANDRADE - Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros Eduardo de Oliveira, 0,seas, Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Vera Kempers de Moraes Abreu (Suplente), Gustavo Vettorato, Helton Carlos Praia de Lima (Presidente). , ! ,1 ' 1. 1 , 1111 , il Relatorio 1 1 III Trata-se de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito lavrada contra „ , OMERCIAL LATICiNIOS DE NATAL pelo não recolhimento de contribuições preidencidrias a cargo da empresa destinadas à Seguridade Social, levantadas pela Fiscalização, incidentes sobre a remuneração paga, devida ou creditada aos segurados eirrpregados que lhe prestaram serviços, na forma prevista no art. 11, parágrafo único , alínea no art.12, inciso I, no art. 22, inciso I e no art. 30, inciso I, todos da Lei n" 8.212/91, além da+elativas ao financiamento dos beneficios concedidos em razão do grau de incidência de inevacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho, na forma prevista no art. 2iirliciso II, da Lei n" 8212/91, e também das destinadas aos terceiros e/ou outras entidades (Salário Educação, SENAR, INCRA, SENAI, SESI, SEBRAE), na forma prevista no art. 94 da Lein 8.212/91 e nas legislações especificas dos órgdos destinatários, todas em decorrência das .11 Trtunerações pagas e das aquisições efetuadas no período de maio de 2003 a agosto de 2006, e ria&declaradas na Guia de Recolhimento do FGTS e Informações 8 Previdência Social - GFIP. : ■ 1 I (a) a autoridade fiscal autuante não teria considerado o fato de que a 1 ern I resa não efetuou a retenção da contribuição dos pagamentos do prestador do serviço, do f rpecedor do produto agrícola ou dos sócios; ..1 ,!1! (b) as exigências contidas na autuação seriam desarrazoadas e desproporcionais, tendo sido violado o seu direito a ampla defesa, na medida em que o ato r 1 2 11, 1 ..1 Em sua peça impugnatória, o contribuinte argüiu, preliminarmente, que: 1. 52-T E03 H 2 Processo n° 35232 000337/2007-52 Acôrdiio n 2803-00.026 Processual não teria observado os requisitos do direito administrativo, devendo 'Administração Pública orientar antes de punir. Quanto ao mérito, sustentou o autuado que: (a) a conjuntura econômica e política têm penalizado o contribuinte, acarretando redução drástica em seu faturamento, o que dificultou o pagamento a tempo e modo dos tributos devidos; (b) desde junho de 2005, o contribuinte vem recolhendo as contribuições 'previdencidrias incidentes sobre suas atividades tempestivamente, já tendo promovido, inclusive, o pagamento das contribuições relativas aos meses de junho e julho de 2003, o que seria suficiente para reduzir o valor do debito objeto do lançamento; (c) a taxa Selic não deveria ser aplicada a débitos tributários, em razão da sua evidente natureza remuneratória, devendo-se aplicar o percentual máximo de 1% a titulo de juros, conforme preceitua o art,. 161, § 1" do Código Tributário Nacional; e (d) a multa aplicada violaria o Principio da Capacidade Contributiva, insculpido no art. 145, 1 0, e o Principio do Não Confisco, previsto no art. 145, ambos da Constituição Federal de 1988. I " H 11 . 'Ll' Na decisão de fls. 93/101, a Delegacia da Receita Previdenciária em Natal ressaltou que foram preenchidos todos os requisitos legais para a lavr atura da NFLD ern exame, afastando 4ralquerofensa ao principio da legalidade; que, conforme o artigo 37 da Lei n" 8.212/91, o auditor teria a' ido em estrita conformidade corn a legislação de regência, tendo lavrado a NFLD logo que constatado anão recolhimento das contribuições devidas; que todos os elementos que lastrearam a autuação estão 4vidarriente demonstrados nos autos, não havendo violação ao principio cio contraditório e . da ampla defesa. ' ' Quanto ao mérito, entendeu a autoridade fiscal que foi certificado o aproveitamento dps ,GPS recolhidas e que, em relação as competências 06/2003 e 07/2003, o seu aproveitamento não seria passive, por terem sido erroneamente recolhidas em data posterior á constituição do crédito; que jirroS e multa aplicáveis pelo descumprimento da obrigação principal estão previstos em lei, não podendo a autoridade fiscal deixar de aplicá-lo s, e que a taxa Selic pode ser utilizada como índice para atualização dos juros de mora, na forma do art. 1.3 da Lei 9.065/95, pois o art. 161, § 1°, do CTN, não , prorbe a estabelecimento por lei de juros moratórios ern percentual superior a 1% ao mês, nem tampouco obsta a possibilidade de estipulação legal diversa daquele percentual, Contra essa decisão, foi interposto Recurso Voluntário tempestivamente. Em suas razões, alega a Recorrente que as guias referentes As competências 06/2003 e 07/2003, muito embora tenham sido pagas após a constituição do crédito, devem ser consideradas; e que a multa deve se r. relevadá ll Ou atenuada, conforme o art. 291 e parágrafo 1" do decreto 3.048/99. Por fim, ratifica todos os fundamentos da defesa inicial. 1 , 1 111 Em razão de medida liminar . deferida nos autos do Mandado de Segurança n" 2007.84.00.005332-3, em tramite na Seção Judiciaria do Rio Grande do Norte — Natal, foi dispensada a realização de depósito no valor de 30% do débito discutido nos presentes autos. Os autos foram encaminhados ao 2" Conselho de Contribuintes do Ministério da aienda, atual Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, para regular julgamento. II 1 1 11 11 I . o relatorio. to Vencido Conselheit a CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE, Relatora 0 Recurso Voluntário é tempestivo e preenche todos os requisitos de admissibilidade, ragio pela qual, passo a analisá-lo. Apenas a titulo de esclarecimento, a declaração de 11 mconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal da exigência de deposito prévio, no valor mínimo d00% da.êxigancia fiscal, como condição para seguimento do recurso voluntário, deu ensejo a edição I 4r , Súnu1a Vinculante n " 21, DOU de 10/11/2009, tornando prejudicada a verificação da manutenção da ecrsao Judicial proferida em favor do contribuinte. ' 1 11 inicialmente, quanto aos aspectos preliminares, revela-se inetocável a decisão da autOridadejulgadora. Depreende-se dos elementos contidos nos autos que a Fiscalização agiu em estrita conformidade com a legislação de regência, tendo cumprido todas as exigências legais na verificação e apuVação dOs tributos devidos, 1 11 , h Tanto é assim que em momento algum a Recorrente contradiz a alegação fiscal de não ter recolhido aos cofres previdenciatios os tributos devidos. Limita-se a afirmar que "desde o mês de c+tl6.6/2002, ante as medidas adotadas pelos poderes constituídos que a impugnante leve uma 1.1 I . F.dit9ao drástica no seu faturamento de aproximadamente 50% (cinqüenta) por cento", o que teria impossibilitado o imediato cumprimento de sua obrigações tributárias. Com a devida vênia, a obrigatoriedade de recolhimento das contribuições p -eyidenciarias pela empresa está prevista em lei e não pode, sob qualquer cincusntfincia econômica ou financeira, ser descumptida pelo contribuinte. Veja, a respeito, o que estabelecia o art 30, incisos I, a inlea l 17", da Lei n°8.212191, com a redação vigente á época, in verbis: ,) recolher o produto arrecadado na .forma da alínea anterior, a contribuição a que se rtyére o inciso IV do art. 22, assim como as contribuicães a seu cargo incidentes sobre as remunerações pagas, deviclas ou creditadas, a qualquer titulo, aos segurados empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais a seu serviço até o dia dais do més seguinte ao da competência,-"(Original sera gr ilbs) Não há dúvidas, pois, de que o fato de a Recorrente ter atravessado um momento de crise enconômico-financeira não a desobriga do recolhimento das contribuições previdenciárias devidas a Seguridade Social. , No que diz respeito ao questionamento dos acréscimos legais, também não restam dúvidas de que a atuação fiscal baseou-se nos preceitos legais que regulamentam a matéria., , , l[r 1 r "Ai 1 30 A arrecadação e o recolhimento das contribuiVies ou de outras imp(); iúnciu devidas ir Seguridade Social obedecem às seguirnes normas • (Redação dada pela Lei n°8,620, de 5.1.93) - a empresa é obrigada a I r 4 1. r, r'rocesso e 35232 00033712007-5 1 'AcordIo n." 2803-00.026 ,• ' 52-T E03 Fl 3 . ! , A exigência de juros SELIC e da multa de mora, nas hipóteses de recolhimento a 'destempo 'de contribuições previdencidrias, encontra-se prevista no art. 34 da Lei n" 8.212/91, que assim 1 estabelece: H 1 "Art. 34. As contribuições sociais e outras importanciaY arrecadadas pelo INSS, incluidas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam stijeitas juros equivalentes a taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia — SELIG, a que se refère o art 13 da Lei n" 9 065, de 20 de junho de 199.5, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter I I Hi , 11 No mesmo sentido, o Regulamento da Previdência Social, aprovado 48/99, 'preceitua, em seu art. 239: pelo Decreto no . "Art 239. As contribuições sociais e outras importáncias an ecadadas pelo Instituto Nacional do Segura Social, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento de débito, pagas com atraso, objew ou não de pal celamento, ficam sujeitas w II - juros de mora, de caráter irrelevavet, incidentes sobre o valor atualizado, equivalentes a: a) um por cento no Inds de vencimento b) taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia nos meses intermediários e c) um por cento no Inds do pagamento", , Como se depreende do exposto, a exigência de juros e multa moratoria incidente sobre as contribuições previdenciarias em atraso é decorrente de lei, e no pode o Fisco Previdencitirio 'furtar-se de sua obrigação de aplicar a lei, já que o ato administrativo de lançamento é totalmente mculado à norma. A cobrança os referidos acréscimos legais, assim, tem previsão legal que ampara Í sua exigência e, portanto, sua aplicação obedece ao principio da legalidade, essencial ao funcionamento dd Administração Pública. Também quanto aos pedidos de relevação ou atenuação da multa de mora, não assiste razão à Recorrente Ili, 11 1,1!1 0 Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n" 3.048/99, estabelece, eip 1 seu art, 291, § 2", que a multa não poderá ser relevada nos casos em que decorrer de falta ou I l insuficiência de recolhimento tempestivo de contribuições. Nesse mesmo sentido, o art.. 239 do diploma legal em comento, ao tratar dos acréscimos legais aplicáveis no recolhimento tardio de tributos, prevê o caráter inelevavel da multa de mora: 'Art. 239. As contribuições sociais e outras importcincias arrecadadas pelo Instituto Nacional do Seguro Social, incutidas ou não CO! notificação fiscal de lançamenlo, pagas con: atraso, objeto ou não de parcelamento, .ficam sujeitas a: III - niulta vat icivel, de caráter " Logo, pelas razões trazidas aos autos, não se pode admitir a relevação da multa, tal o Pleiteado pelo contribuinte.. C Por fim, no que diz respeito ao pagamento das contribuições previdenciárias relativas as meses de junho e julho de 2003, realizado a destempo pelo contribuinte, merece considerações a 49s -410 proferida pela autoridade julgadora. Como se verifica As fls.. 98, o fundamento pata o indeferimento do pedido de aproveitamento das guias pagas para a redução do débito lançado nos H. 1 presentes autos diz respeito ao fato de o recolhimento ter se dado após a constituição do crédito tributário. veja-se: • 1 1 "Já CLS guias apresemadas em cópias as .fls. 89/90, refer:ernes as competências 07 e 06/2003, não são aproveitadas na presente Notificação, porque erroneamente recolhidas em data posterio, á constiluição do crédito Unia vez consolidada a Notificação, não ec mais pertinente o recolhimento de GPS em atraso para competências envolvidas no credito previdencidrio abarcado pelo documento lavrado Dessa forma, não existem pagamentos não considerados que possum)) o condão de alterar o valor /aviado pela presente Notilicação," Ora, os recolhimentos realizados após a constituição do credito tributário devem ser a irveitados pela autoridade fiscal, se er vinculados A I\IFLD a que se refiram. 0 fato de os referidos pagamentos terem sido realizados em data posterior ao vencimento do tributo é irrelevante e não pode ser argiiide,por si so, como causa ao indeferimento da pretensão do contribuinte. . ;;;; • , Tanto é assim que o próprio Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decteto 1048/99, prevê a incidência de acréscimos legais como multa, juros e atualização monetária ; ;Lb •.; parah as contribuições pagas com atraso, mesmo para pagamentos realizados após a notificação fiscal de lançamento do débito. É. o que dispõe o art. 239: "A,! 239. As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo In.stituto Nacional do Seguro Social, Matilda) ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujei/as ci - atualização monetái ia, quando exigida pela legislação de regência; II - juros de moia, de caréte, itielevávei, incidentes sobre o valor catcall:ado, equivalentes a a) um pot: cento no Inds do vencimento, taxa referencial cio Sistema Especial de Liquidação e de Custódia nos Me.SCA intermediários, e c) tun pm' cento no mês do pagamento; e 111 - mho varkivel, de caráter irielevavel, nos seguintes perceinuais, para fatos geradores: ocorridos a porn: . de 28 de novembro de 1999: h) para pagamento de obi igação Matilda em notificação fiscal de lançamento vinte e quatro por cento, toé quin:e dias do recebimento da notifica cão (Reclacão dada pelo Decreto n" 3 265, de 29/11/1999) 2 ti mm pO cento, após o décimo quinto dia do recebimento dct notificação(Reda00 dada pelo Decreto n" 3.265, de 29/11/1999) 1; ; •; Processo n°35232.000337/2007-52 Máran n "1 2803-00.026 IJ, 82-TE03 VI 4 3. quarenta por cento, após apresentação de I ecurso desde que I antecedido de defèsa, sendo antbos tempestivos, até quinze dias da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social; ou (Redação dada pelo Decreto n"3.265, de 29/11/1999) 4. cinqüenta por cento, após a décimo quinto dia da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social, enquanto não inscrim em Divida (Redação dada pelo Decreto n" 3 265, de 29/11/1999)" 11 Há que se esclarecer, contudo, que muito embora a decisão de primeira instância não jjtenha fundamentado o indeferimento do pedido do contribuinte corretamente, os recolhimentos II efetuados após a constituição do credito tributário devem observar - procedimento especifico, o que não o Itcorreu. Não pode o contribuinte recolher espontaneamente o tributo, devendo as guias de recolhimento o Ai 1 Jser, fornecidas pela Delegacia da Receita Federal de sua circunscrição. O código de receita será • - especific° e o pagamento deverá, necessariamente, estar vinculado ao DESCAD a que se refere, Na hipótese dos autos, o contribuinte efetuou o recolhimento com o código incorreto e identificação do pagamento, descumprindo a legislação de regência,. Todavia, cumpre ressaltar que, com a edição da Medida Provisória n° 449, de 03 de 2008, posteriormente convertida na Lei n° 11.941, de 27 de maio de 2069, a redação do n° 8.212/91, acima transcrito, foi substancialmente alterada, ficando assim redigida: sem qualquer J HI 1, I I, deembro , de it 35 da Lei "Art. 35. Os débitos coin a União decorrentes das contribuições .sociais previstas nas alíneas a, b e c do pc:nip alb único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituidas a titulo de substituição e das cow; ibuições devidas a terceiros, assim entendichts outras entidades e lunch" não pagas nos prazos previstas em legislação, serão acrescidos de nutha de mora e juros de mom, nos termos do art 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996 (Redação dada pela Lei n" 11 941, de 27 de maio de 2009)" Corno se depreende das disposições legais acima colacionadas, o novo regramento 1, razido pela Lei no 11.941/2009 contem penalidades mais benéficas aos contribuintes, na medida em ue limita a multa aplicável à 20% (vinte por cento). Por essa razão, e considerando a retroatividade j4gna prevista pelo art. 106, II, c, do Código Tributário Nacional, resta claro que a penalidade j J) JimpOsta pela autoridade fiscal nos presentes autos deve ser adequada ao que estabelece a novel legislação de regência, desde que demonstrado que a multa poderá ser reduzida no caso concreto dos autos. t. o que dispõe o referido artigo: , "Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fat° pretérito.- II - tratando-se de ato niio definit(vamente julgado c) quando lhe comine penalidade menos serei a que a 1,1 crista na lei '1 vigente ao tempo da sua prática." Esse é inclusive o posicionamento que tern sido adotado pela Câmara Superior de curses Fiscais para casos análogos ao presente: "NORMAS PROCESSUAIS - RETROATIVIDADE BENÉFICA DE LEI A multa de oficio deve ser reduzida, de ofício, quando Lei posterior trou.ver percentual mais j favorável ao sujeito passivo. Recurso Especial provido em par te. "(Acórdão n" : CSRF/02 - ji I ! I 1„ Conselheit o LIVE IRA, Redator designado como voto. „r1 Voto Vencedor I , 1 1 CAROLINA SEQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE - Relatora LIVEIRA - Redator designado DUARDO , 02.082, Processo n°: 10880.016118/94-44, Recurso n°: 201-101662, Relator: Conselheiro 11 HENRIQUE PINHEIRO TORRES) "MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO SOBRE '1 OPERAÇÕES 1MOBILIARMS RETROATIVIDADE BENIGNA, LEI N" 10,865, DE 2004 - 1 ,Aplica-se o novo diploma legal que comine penalidade ao sujeito passivo da obrigação rtributária menos gravosa ou severa que a prevista em lei ao tempo da prática da infração apurada em procedimento de .fiscalização quando o ato ou fato pretórito não foi ,c-lcjinitivaniente julgado, "ex-vi" do disposto no Art, 106, inciso iL letra "c" da Lei n.° "5 172, de 25.10.1996 - Código Tributário Nacional." (ACÓRD;k0 CSRF/04-00.246, ' 1 Recurso n° 104-131127, Processo n°: 10980.006526/2001-50, Relator: Conselheiro JOSE RIBAMAR BARROS PENHA) CONCLUSÃO: Ante o exposto, conheço do recurso e no mérito DOU PARCIAL PROVIMENTO, pra manter o crédito tributário em sua integralidade, reduzindo, contudo, a multa aplicada ao : p reel tual Previsto no art, 35 da Lei n° 8.212/91, com a atual redação dada pela Lei n° 11941/2008. Nos presentes autos a divergência circunscreve-se exclusivamente sobre o fato de se dec arar dé.oficio a redução da multa nos terms do artigo 35 da Lei 8,212/91, na redação da Lei 11.9‘0 /2009, entendendo este Conselheiro e os que o acompanharam que tal citação seria despicienda, .„ uni i yez ,que os órgãos de execução das DREs devem obediência ao principio da legalidade, insculpido no artigo 37, caput, cia CF/88, corno qualquer outro órgão da Administração Pública, bem WI como porque tais órgãos devem se submeter a aplicação das Portaria Conjunta PGFN/RFB N° 14/2009.. H 11 pi Desta . forma, entendemos por manter o crédito tributário em sua integralidade e no Mérito Negar Provimento ao recurso, haja vista que cabe aos órgãos de execução nas URF's, de oficio, h' I adequar o crédito a ue determinado )ela lei.
score : 1.0
Numero do processo: 10120.008126/2008-85
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. GLOSAS DE DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO IDÔNEA.
Insurgindo-se o contribuinte contra glosas de deduções de despesas médicas, limita-se a alegar que não está obrigado a comprovar os beneficiários dos serviços em questão, pretendendo ainda deduzir despesa com tratamento de cônjuge que apresentou declaração em separado. Necessidade de observar-se o 80, §1o, II, do RIR/99. Glosas mantidas.
Recurso improvido.
Numero da decisão: 2802-001.683
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR
PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
Nome do relator: CARLOS ANDRÉ RIBAS DE MELLO
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GLOSAS DE DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO IDÔNEA. Insurgindose o contribuinte contra glosas de deduções de despesas médicas, limitase a alegar que não está obrigado a comprovar os beneficiários dos serviços em questão, pretendendo ainda deduzir despesa com tratamento de cônjuge que apresentou declaração em separado. Necessidade de observarse o 80, §1o, II, do RIR/99. Glosas mantidas. Recurso improvido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello Relator. EDITADO EM: 26/09/2012 Fl. 122DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 26/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos André Ribas de Mello (Relator), Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernández, Jaci de Assis Junior, Dayse Fernandes Leite, Sidney Ferro Barros. Relatório Contra o contribuinte foi emitida a notificação de lançamento de fl. 64/71, referente ao imposto de renda pessoa física, exercício 2004, anocalendário 2003, pela constatação das seguintes supostas infrações: Dedução Indevida com Dependentes – dedução indevida com dependentes, no valor de R$3.816,00, por não ter atendido a intimação para comprovação da relação de dependência; Dedução Indevida com Despesas de Instrução no valor de R$4.264,08 por não ter atendido a intimação para comprovação das despesas informadas na declaração; Dedução Indevida de Despesas Médicas no valor de R$ 34.239,69, por não ter atendido a intimação para comprovação das despesas informadas na declaração; Dedução Indevida Previdência Provada e Fapi no valor de R$11.324,19, por não ter atendido a intimação para comprovação das despesas informadas na declaração. Na impugnação ao lançamento o contribuinte, inicialmente, a título dos fatos se reporta à autuação e alega não ter recebido a intimação alegada, impossibilitandoo a comprovar a realização das despesas efetivadas. Prosseguindo em sua defesa, ele requer a anulação do valor lançado em razão de vicio, por não ter sido notificado como alegado na notificação de lançamento, fato que impediu a comprovação das despesas realizadas, gerando desta forma multa de ofício e juros de mora, incidentes sobre o imposto de renda pessoa física suplementar. Em seguida faz alegações específicas das deduções com dependentes e despesas com instrução, citando a legislação de regência sobre a matéria. Ao final, requer a improcedência do lançamento, com base nos documentos que junta ao processo. Em julgamento, a 3ª Turma da DRJ/BSB, em sessão realizada no dia 30/11/2009, por unanimidade, julgou procedente em parte o lançamento, para restabelecer deduções nos valores de R$ 2.544,00; R$ 2.382,80; R$ 10.439,69 e R$ 11.176,00, aos fundamentos de que não há nulidade do procedimento, quando frustrada a notificação no endereço constante da base de dados da receita, procedeuse à citação por edital e, diante do não atendimento do contribuinte, ao lançamento de ofício; restou comprovada a relação de dependência de duas das três dependentes informadas; comprovouse existência de alimentanda, que, por decisão judicial deve ter pagas suas despesas de instrução e de plano de saúde, sendo de restabeleceremse as despesas de instrução feitas com esta alimentanda até o limite legal; também se restabelecem outras despesas com instrução de dependentes comprovadas nos autos, embora não se possam deduzir despesas com material didático e Fl. 123DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 26/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO Processo nº 10120.008126/200885 Acórdão n.º 2802001.683 S2TE02 Fl. 123 3 cursos de idiomas, por falta de previsão legal; quanto aos comprovantes de despesas médicas, a fl.98 a DRJ indica de forma discriminada as razões de aceitação ou não aceitação de cada um deles; também se restabelecem despesas com previdência privada e FAPI. Cientificado da supramencionada decisão, conforme fl.110, o contribuinte, tempestivamente, interpôs Recurso Voluntário a fl. 104, atacando em parte a decisão exarada pela DRJ, no que tange às glosas de despesas médicas que ainda subsistem, ao fundamento que pagou as mesmas em cheque e que não deve a turma julgadora suspeitar que despesas pagas em cheque pessoal pelo recorrente não se destinem ao tratamento de seus dependentes, tratandose de terapia familiar, cada membro da família consultandose individualmente e havendo sessões em grupo; que todos os aspectos exigidos pela legislação de regência estão contemplados nos comprovantes apresentados; que a vista do montante da declaração do contribuinte o mesmo é o único capacitado a arcar com o montante das referidas despesas médicas; a lei não exige expressamente a indicação dos beneficiários dos serviços; que a despesa médica que teve por beneficiário o cônjuge, que apresentou declaração em separado, não foi utilizada pela mesma em sua DIRPF e foi arcada pelo contribuinte, sendo cabível que a deduza em sua DIRPF. É o relatório. Voto Conselheiro Carlos André Ribas de Mello, Relator. Em sede preliminar, o recurso deve ser conhecido, por tempestivo, no particular em que impugna parte das glosas de deduções de despesas médicas, que foram objeto do lançamento . No mérito, o Regulamento do Imposto de Renda, Decreto 3.000/1999, estabelece em seu artigo 80, §1o, II, que a dedução de despesas médicas “restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes”. Assim, assiste razão ao contribuinte quando afirma que os recibos e notas fiscais passados pelos profissionais ou estabelecimentos prestadores de tais serviços não devem obrigatoriamente conter a indicação de que o beneficiário do serviço tenha sido o contribuinte ou seus dependentes, mas, se assim o exigir o Fisco, se tal informação não consta dos comprovantes de pagamento, tem o contribuinte o ônus de realizála por outros meios, qual seja a obtenção de declarações passadas pelos profissionais em questão atestando quem foram os beneficiários dos serviços prestados, por exemplo. A mera alegação de que pagou pelos serviços com cheque pessoal não permite nenhuma ilação quanto àqueles que tenham sido os beneficiários de tais serviços. Fl. 124DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 26/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 4 O fundamento legal de tal exigência é precisamente a necessidade de aferir se o contribuinte faz jus ou não à dedução, já que, como se viu, somente são dedutíveis a este título despesas com tratamento próprio ou de seus dependentes, nos termos do Regulamento do Imposto de Renda. Uma vez exigida, tal prova é essencial à configuração do direito à dedução. Finalmente, pela mesma razão, despesa efetuada com tratamento médico do cônjuge, que apresentou declaração em separado e, portanto, não figura na declaração do contribuinte como seu dependente, não é passível de dedução. Aliás, a afirmação de que não foi utilizada para fins de dedução pelo cônjuge em sua DIRPF é compreensível, uma vez que não tendo por ela sido paga a despesa, também não poderia deduzila em sua DIRPF. Isto posto, nego provimento ao recurso. É como voto. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello Fl. 125DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 26/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 10650.000706/2001-60
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Mar 17 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Wed Mar 17 00:00:00 UTC 2004
Numero da decisão: 303-00.939
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Paulo de Assis, relator. Designado para redigir o voto o Conselheiro Francisco Martins Leite Cavalcante.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: PAULO DE ASSIS
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