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Numero do processo: 10980.902900/2008-16
Turma: Terceira Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 06 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Tue Aug 25 00:00:00 UTC 2020
Numero da decisão: 1003-000.204
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência À Unidade de Origem para que esta: 1 Intime a Recorrente a apresentar documento que comprove a vinculação do recolhimento de IRRF no valor de R$ R$ 3.784,97 com o processo judicial trabalhista n° 4169/2001 da reclamante Maria Ivandi Silva Cardoso; 2 Informe quais foram os rendimentos pagos pela Recorrente à beneficiária Maria Ivandi Silva Cardoso decorrente de processo judicial trabalhista e os respectivas retenções de imposto de renda na fonte; 3 - Elabore Relatório circunstanciado, acrescentando outras informações que entender pertinentes para o deslinde da questão.
(documento assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Wilson Kazumi Nakayama - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Bárbara Santos Guedes, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça, Wilson Kazumi Nakayama e Carmen Ferreira Saraiva( Presidente)
Nome do relator: WILSON KAZUMI NAKAYAMA
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência À Unidade de Origem para que esta: 1 – Intime a Recorrente a apresentar documento que comprove a vinculação do recolhimento de IRRF no valor de R$ R$ 3.784,97 com o processo judicial trabalhista n° 4169/2001 da reclamante Maria Ivandi Silva Cardoso; 2 – Informe quais foram os rendimentos pagos pela Recorrente à beneficiária Maria Ivandi Silva Cardoso decorrente de processo judicial trabalhista e os respectivas retenções de imposto de renda na fonte; 3 - Elabore Relatório circunstanciado, acrescentando outras informações que entender pertinentes para o deslinde da questão. (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva - Presidente (documento assinado digitalmente) Wilson Kazumi Nakayama - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Bárbara Santos Guedes, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça, Wilson Kazumi Nakayama e Carmen Ferreira Saraiva( Presidente) Relatório Trata-se de recurso voluntário contra o acórdão 06-26.754, de 27 de maio de 2010, da 1ª Turma da DRJ/CTA, que considerou a manifestação de inconformidade improcedente. A contribuinte formalizou o Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (PER/DCOMP) nº 13442.37524.220404.1.3.04-3081, em 22/04/2004, e-fls. 11- 19, utilizando-se de crédito relativo a pagamento indevido ou a maior de IRRF (código de arrecadação 0561) do período de apuração 24/01/2004 recolhido com DARF na data de 27/01/2004 no valor de R$ 3.784,97, para compensação dos débitos ali confessados. A compensação não foi homologada, conforme consta no Despacho Decisório eletrônico n° de rastreamento 763940879 juntado à e-fl. 3, porque a partir das características do RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 80 .9 02 90 0/ 20 08 -1 6 Fl. 257DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 da Resolução n.º 1003-000.204 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10980.902900/2008-16 DARF discriminado no PER/DCOMP foram localizados um ou mais pagamentos, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Inconformada com a não homologação da compensação a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade onde alegou que por erro declarou na DCTF do 1º trimestre de 2004 o valor de R$ 3.784,97 como DARF vinculado a débito do período, requerendo a retificação de ofício da DCTF visando contemplar o crédito não homologado. A manifestação de inconformidade foi julgada improcedente pela 1ª Turma da DRJ/CTA pelo fato da contribuinte não ter esclarecido e provado qual teria sido o erro que teria ocorrido e que o pagamento informado no PER/DCOMP estÁr vinculado a débitos na DCTF. Além disso, consignou o I. Relator do acórdão combatido que a retificação da DCTF deveria ter sido feita pela própria contribuinte tempestivamente nos termos da legislação vigente à época. Irresignada com o r. acórdão a contribuinte, ora Recorrente, apresentou recurso voluntário em 21/07/2010 (e-fls. 147-249) onde afirmou que foi ré em reclamação trabalhista proposta por ex-funcionário onde foi obrigado a depositar judicialmente o valor de R$ 27.640,89 em 16/01/204, tendo sido disponibilizado o valor incontroverso ao reclamante, do qual a Recorrente reteve e recolheu a título de imposto de renda na fonte o valor de R$ 3.784,97, conforme comprovaria cópia de DARF juntada aos autos. Prossegue a Recorrente, afirmando que o valor depositado não fora liberado ao reclamante, pois em 30/01/2004 efetuou acordo judicial no valor líquido de R$ 16.700,00 para encerramento do processo judicial, do qual resultou nova retenção e recolhimento de IRRF no valor de R$ 4.356,53, conforme cópia de DARF que junta aos autos. Aduz a Recorrente que efetuou recolhimento de IRRF em duplicidade (em 27/01/2004 no valor de R$ 3.784,97 e em 31/01/2004 no valor de R$ 4.356,53) mas a retenção ocorreu somente do valor correto, daí surgindo o crédito pleiteado. Reitera que na DCTF do 2º trimestre de 2003, 3ª semana de abril de 2004, consta declarado corretamente o valor de R$ 3.915,93, que é relativo ao valor relativo ao pedido de compensação do crédito original de R$ 3.784,97. Roga pela aplicação do princípio da verdade material, considerando seu argumentos e provas juntados aos autos que comprovariam o recolhimento a maior e erro no preenchimento da DCTF. Requer ao final o provimento do recurso. É o Relatório. VOTO Conselheiro Wilson Kazumi Nakayama, Relator. Não constam dos autos o comprovante de recebimento do acórdão pela Recorrente. Não há manifestação da Autoridade Administrativa quanto a tempestividade do Fl. 258DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 da Resolução n.º 1003-000.204 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10980.902900/2008-16 encaminhamento do recurso, de modo que para não causar prejuízo à defesa considerarei tempestiva a apresentação do recurso e preenchendo os demais requisitos de admissibilidade. A Recorrente encaminhou PER/DCOMP cujo crédito pleiteado foi relativo a pagamento indevido ou a maior de IRRF. A compensação não foi homologada porque o DARF informado no PERD/DCOMP estava totalmente alocado a débito confessado em DCTF. Na manifestação de inconformidade a Recorrente somente alegou erro no preenchimento da DCTF, sem apresentar nenhum esclarecimento e sem juntar documentos comprobatórios do erro alegado o que levou a DRJ a julgar improcedente sua irresignação com a decisão administrativa. Em sede de recurso voluntário a Recorrente alega que fez recolhimento em duplicidade em relação a recolhimento de imposto de renda sobre pagamento realizado a ex- funcionário nos autos de processo judicial de Reclamatória Trabalhista. Alega que incialmente foi obrigado a fazer um depósito judicial no valor de R$ 27.640,89 em 16/01/2004, tendo sido disponibilizado o valor incontroverso da ação judicial ao Reclamante, do qual reteve e recolheu o valor de R$ 3.784,97 a título de IRRF na data de 23/01/2004. Aduz que o valor não foi liberado ao Reclamante, pois antes da liberação as partes efetuaram acordo judicial no valor bruto de R$ 22.150,40 e líquido de R$ 16.700,00. E que isso resultou em nova retenção de IRRF no montante de R$ 4.356,53, conforme cópia de DARF que junta aos autos. Alega que fez dois recolhimentos de IRRF sobre o pagamento realizado ao Reclamante (R$ 3.784,97 em 27/01/2004 e R$ 4.356,53 em 31/01/2004). E por isso pleiteia a repetição do indébito no valor de R$ 3.784,97 (valor original), pago a maior, segundo a Recorrente. Para comprovação do alegado a Recorrente juntou aos autos no Recurso Voluntário: - Cópia de guia de Depósito Judicial Trabalhista e, nome da reclamente maria Ivandi Silva Cardoso no valor de R$ 27.640,89 (e-fl.225); -Cópia de requerimento para homologação de acordo judicial ( e-fls. 233-237); -Cópia de petição para juntada de comprovantes de recolhimentos de GPS, IRRF e salário-educação (e-fls. 239-241); -Cópia de Guia de retirada de depósito judicial (e-fls. 243-247); -Cópia de comprovante de arrecadação de IRRF no valor de R4 3.784,97 (e-fl. 249); Fl. 259DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 da Resolução n.º 1003-000.204 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10980.902900/2008-16 A Recorrente juntou aos autos os documentos para comprovar o alegado recolhimento em duplicidade de imposto de renda na fonte, contudo tais documentos foram trazidos aos autos apenas em sede recursal, não tendo a DRJ analisado seu conteúdo. A autoridade julgadora deve se orientar pelo princípio da verdade material quando da apreciação das prova, deve formar livremente sua convicção mediante a persuasão racional decidindo com base nos elementos existentes no processo e nos meios de prova em direito admitidos. O princípio da ampla defesa, por outro lado, garante ao contribuinte o direito de defender-se plenamente de todos os fatos e fundamentos dentro do processo administrativo. A apresentação da prova documental em momento processual posterior é possível desde que fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior, refira-se a fato ou a direito superveniente ou se destine a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. O julgador orientando-se pelo princípio da verdade material na apreciação da prova, deve formar livremente sua convicção mediante a persuasão racional decidindo com base nos elementos existentes no processo e nos meios de prova em direito admitidos ainda que apresentados em sede recursal com o escopo de confrontar a motivação constante nos atos administrativos em que foi afastada a possibilidade de homologação da compensação dos débitos, porque não foi comprovado o erro material (art. 170 do Código Tributário Nacional e art. 15, art. 16, art. 18 e art. 29 do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972). Em que pese ter a Recorrente juntado os documentos apenas em grau de recurso, em obediência à verdade material que deve pautar os processos administrativos e da formalidade moderada e na permissão concedida pelo art. 38 da Lei 9.784/99, o contribuinte tem a possibilidade de juntar documentos indispensáveis para sua defesa mesmo após a manifestação de inconformidade. No presente caso a Recorrente alega que reteve e recolheu o valor de R$ 3.784,97 que seria decorrente do depósito judicial no valor de R$ 27.640,89 depositado em 16/01/2004. Contudo verifico que a embora a Recorrente apresente cópia do DARF no valor de R$ 3.784,97 à e-fl.87, comprovando o recolhimento do IRRF com código de Receita 5936 na data de 27/01/2004 e que tal pagamento conste informado na página 95 da DCTF do 1º trimestre de 2004 e Período de Apuração 4ª semana de janeiro de 2004 (e-fl.71), não há documento nos autos que vincule o recolhimento com o depósito efetuado no valor de R$ 27.640,89 Por outro lado, constato que o recolhimento de IRRF no valor de R$ 4.356,53 tem vinculação com o processo judicial trabalhista como se verifica na demonstração da base de contribuição do INSS e de apuração do imposto de renda (e-fl. 235). A cópia do DARF juntado à e-fl. 241 comprova o recolhimento do imposto de renda no valor de R$ 4.356,53 e o débito está confessado na página 100 da DCTF do 1º trimestre de 2004 e Período de Apuração 5ª semana de janeiro de 2004 (e-fl.81). Entendo que o processo carece de algumas informações para o justo deslinde da controvérsia. Fl. 260DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 da Resolução n.º 1003-000.204 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10980.902900/2008-16 É que a Recorrente não apresentou documento que comprove que o recolhimento de R$ 3.784,97 em 27/01/2004 tem vinculação com o processo judicial trabalhista n° 4169/2001 da reclamante Maria Ivandi Silva Cardoso. Dessa forma, entendo necessário intimar a Recorrente para apresentar documento que comprove a vinculação do recolhimento de IRRF no valor de R$ R$ 3.784,97 com o processo judicial em 27/01/2004 trabalhista n° 4169/2001 da reclamante Maria Ivandi Silva Cardoso, e também que a Unidade de Origem informe quais foram os rendimentos pagos pela Recorrente à beneficiária Maria Ivandi Silva Cardoso decorrente de processo judicial trabalhista e os respectivas retenções de imposto de renda na fonte. DISPOSITIVO Portanto entendo que o processo deve ser convertido em diligência à unidade de Origem para que esta: 1 – Intime a Recorrente a apresentar documento que comprove a vinculação do recolhimento de IRRF no valor de R$ R$ 3.784,97 com o processo judicial trabalhista n° 4169/2001 da reclamante Maria Ivandi Silva Cardoso; 2 – Informe quais foram os rendimentos pagos pela Recorrente à beneficiária Maria Ivandi Silva Cardoso decorrente de processo judicial trabalhista e os respectivas retenções de imposto de renda na fonte 3 - Elabore Relatório circunstanciado, acrescentando outras informações que entender pertinentes para o deslinde da questão. Deve ser dado ciência do Relatório à Recorrente, dando-lhe prazo de 30 dias para manifestar-se, caso desejar. Após que os autos retornem ao CARF para continuidade do julgamento. É como voto. (documento assinado digitalmente) Wilson Kazumi Nakayama Fl. 261DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 19563.000041/2007-33
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 26/05/2006
LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INFRAÇÃO. GFIP.
APRESENTAÇÃO COM INFORMAÇÕES INEXATAS, INCOMPLETAS OU OMISSAS.
Apresentar a empresa GFIP com informações inexatas, incompletas ou omissas nos dados não relacionados aos fatos geradores de contribuições previdenciárias constitui infração à legislação previdenciária.
MULTA APLICÁVEL. LEI SUPERVENIENTE MAIS BENÉFICA. APLICABILIDADE
O artigo 32 da lei 8.212/91 foi alterado pela lei 11.941/09, traduzindo penalidade, em tese, mais benéfica ao contribuinte, a qual deve ser aplicada, consoante art. 106, II “c”, do CTN, se mais favorável. Deve ser efetuado o cálculo da multa de acordo com o art. 32-A, I, da lei 8.212/91, na redação dada pela lei 11.941/09, e comparado aos valores que constam do presente
auto, para que seja aplicado o mais benéfico à recorrente.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2803-000.985
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), para que seja efetuado o cálculo da multa de acordo com o art. 32A,
I da lei 8.212/91, na redação dada pela lei 11.941/09, e comparado aos valores que constam do presente auto, após a retificação da
alíquota SAT/GILRAT de 3% para 2%, para que seja aplicado o mais benéfico à recorrente.
Matéria: Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
Nome do relator: OSÉAS COIMBRA
1.0 = *:*
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materia_s : Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
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ementa_s : Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 26/05/2006 LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INFRAÇÃO. GFIP. APRESENTAÇÃO COM INFORMAÇÕES INEXATAS, INCOMPLETAS OU OMISSAS. Apresentar a empresa GFIP com informações inexatas, incompletas ou omissas nos dados não relacionados aos fatos geradores de contribuições previdenciárias constitui infração à legislação previdenciária. MULTA APLICÁVEL. LEI SUPERVENIENTE MAIS BENÉFICA. APLICABILIDADE O artigo 32 da lei 8.212/91 foi alterado pela lei 11.941/09, traduzindo penalidade, em tese, mais benéfica ao contribuinte, a qual deve ser aplicada, consoante art. 106, II “c”, do CTN, se mais favorável. Deve ser efetuado o cálculo da multa de acordo com o art. 32-A, I, da lei 8.212/91, na redação dada pela lei 11.941/09, e comparado aos valores que constam do presente auto, para que seja aplicado o mais benéfico à recorrente. Recurso Voluntário Provido em Parte
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 26/05/2006 LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INFRAÇÃO. GFIP. APRESENTAÇÃO COM INFORMAÇÕES INEXATAS, INCOMPLETAS OU OMISSAS. Apresentar a empresa GFIP com informações inexatas, incompletas ou omissas nos dados não relacionados aos fatos geradores de contribuições previdenciárias constitui infração à legislação previdenciária. MULTA APLICÁVEL. LEI SUPERVENIENTE MAIS BENÉFICA. APLICABILIDADE O artigo 32 da lei 8.212/91 foi alterado pela lei 11.941/09, traduzindo penalidade, em tese, mais benéfica ao contribuinte, a qual deve ser aplicada, consoante art. 106, II “c”, do CTN, se mais favorável. Deve ser efetuado o cálculo da multa de acordo com o art. 32A,I, da lei 8.212/91, na redação dada pela lei 11.941/09, e comparado aos valores que constam do presente auto, para que seja aplicado o mais benéfico à recorrente. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 71DF CARF MF Impresso em 28/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 24/08/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 24/08/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 19563.000041/200733 Acórdão n.º 280300.985 S2TE03 Fl. 67 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a), para que seja efetuado o cálculo da multa de acordo com o art. 32A,I da lei 8.212/91, na redação dada pela lei 11.941/09, e comparado aos valores que constam do presente auto, após a retificação da alíquota SAT/GILRAT de 3% para 2%, para que seja aplicado o mais benéfico à recorrente. assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior. Fl. 72DF CARF MF Impresso em 28/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 24/08/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 24/08/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 19563.000041/200733 Acórdão n.º 280300.985 S2TE03 Fl. 68 3 Relatório A empresa foi autuada por descumprimento da legislação previdenciária, por ter apresenta Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informação à Previdência Social – GFIP, com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições, conforme Relatório Fiscal da Infração de fls. 15 a 17. A DecisãoNotificação – fls 35 e ss, conclui pela retificação parcial do Auto lavrado, reduzindo a multa aplicada de R$ 16.100,90 para R$ 6.792,10. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário tempestivo, alegando, na parte que interessa, o seguinte: • Nulidade do auto de infração em decorrência da nulidade dos TIADs – entregues ao contador e a faxineira e não à administração do prédio. • Nulidade do acórdão recorrido por vícios expressamente manifestados no voto da relatora. • Nulidade do acórdão proferido pela 5a turma, em razão de violação da competência do auditorfiscal pela relatora. Se a eminente relatora encontrou um Auto de Infração imprestável, viciado por todos os prismas, teria dois caminhos a seguir: ou recomendava a nulidade do Auto ou determinava diligências para sanar as impropriedades encontradas. Jamais ela própria poderia promover a modificação do documento ao seu bel prazer. • Nulidade do julgado por violação aos princípios constitucionais da legalidade, da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal. • A própria julgadora fulminou o Auto de Infração classificandoo como materialmente viciado, e reconhecendo que houve prejuízo da defesa para habilitação ao direito legal de relevação da sanção, não é razoável promover a modificação do Auto e não possibilitar o exercício do direito suprimido, como fez a d. relatora. Também não consta da norma que à d. relatora sejam conferidos os poderes de fiscalização para alterar o Auto de Infração, atribuir nova interpretação, enfim, modificálo em sua essência, como o fez, haja vista que ela própria fez questão de mencionar que os atos administrativos dessa natureza são vinculados. Poderia, isso sim, detectadas as irregularidades no Auto de Infração, baixálo em diligência a fim de ser suprida a falha, vicio, ou mesmo determinar a nulidade do Auto. • Da improcedência da aplicação da alíquota de 3% sobre a atividade de vigilância eletrônica. Ao longo da impugnação, a recorrente demonstrou e comprovou por meio do contrato social, que sua atividade preponderante é de menor risco em relação ao Fl. 73DF CARF MF Impresso em 28/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 24/08/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 24/08/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 19563.000041/200733 Acórdão n.º 280300.985 S2TE03 Fl. 69 4 SAT/GILRAT, haja vista que atua, basicamente, no ramo do monitoramento eletrônico e de locação de mão de obra de agente de portaria, sem utilização de arma de qualquer natureza, o que situa seu ramo na faixa de 1% em relação à contribuição prevista no art. 274, do Decreto n° 3048/99 e seu Anexo V (Relação de Atividades Preponderantes e Correspondentes Graus de Risco). • Improcedência dos autos por ausência de demonstração da origem especifica dos nomes constantes da relação que a fiscal pretendeu determinar por omissão na GFIP. • Por fim requer a recorrente que o E. Conselho conheça do presente recurso para determinar a anulação do auto de infração aludido. É o relatório. Fl. 74DF CARF MF Impresso em 28/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 24/08/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 24/08/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 19563.000041/200733 Acórdão n.º 280300.985 S2TE03 Fl. 70 5 Voto Conselheiro Oséas Coimbra DAS PRELIMINARES LEVANTADAS Preliminarmente a recorrente alega a nulidade do auto de infração em decorrência da nulidade do TIAD; nulidade do acórdão recorrido por vícios expressamente manifestados no voto da relatora; nulidade do acórdão proferido pela 5a turma, em razão de violação da competência do auditorfiscal pela relatora e nulidade do julgado por violação aos princípios constitucionais da legalidade, da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal. Sobre a entrega do TIAD a terceiros, que não os administradores, não vejo mácula no procedimento. O Termo de Intimação para Apresentação de Documentos, como diz o próprio nome, é o instrumento utilizado pela fiscalização para requerer ao contribuinte os documentos necessários à ação fiscal. Do relatório fiscal, temos que os documentos que fundamentaram a autuação foram folha de pagamento, GFIP e RAIS, todos solicitados no TIAD de fls 10, assinado pelo contador da empresa. Assim sendo o Termo de Intimação cumpriu seu desiderato, pois as informações foram prestadas pela empresa, significando que a mesma teve o devido conhecimento do que lhe era solicitado e foi apresentado, não havendo assim que se falar em qualquer irregularidade. Em relação às eventuais nulidades em razão do acórdão proferido, tenho que as mesmas se confundem com o mérito e assim serão analisadas, a seguir. Quanto a nulidade em razão de cerceamento de defesa, do contraditório e do devido processo legal, não assiste razão a recorrente, que se manifestou em duas ocasiões, na impugnação e no recurso, demonstrando o completo conhecimento das irregularidades que lhe eram imputadas. Registrese que o contribuinte também não apontou qualquer fato concreto que configurasse a irregularidade processual, limitandose a afirmar que autoridade julgadora de primeiro grau deveria ter determinado a baixa do processo em diligência, procedimento este não requerido quando da impugnação e que é deferido a juízo da autoridade julgadora, consoante art. 18 do decreto 70.235/72. Uma vez que a mesma não fez uso do expediente, é porque entendeu que o processo estava devidamente instruído. DA APRESENTAÇÃO DA GFIP COM DADOS INEXATOS A legislação previdenciária, em especial o artigo 32, IV da Lei n° 8.212/91, c/c o artigo 225, inciso IV e §4º do Regulamento da Previdência Social RPS aprovado pelo Decreto n° 3048/99, determina a obrigatoriedade de declarar à Secretaria da Receita Federal do Fl. 75DF CARF MF Impresso em 28/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 24/08/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 24/08/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 19563.000041/200733 Acórdão n.º 280300.985 S2TE03 Fl. 71 6 Brasil, na forma, prazo e condições estabelecidos, dados relacionados a fatos geradores, base de cálculo e valores devidos da contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS. Após a retificação da decisão impugnada, restou configurado que a irregularidade consistiu na inexata informação relativa à remunerações pagas a segurados empregados, tendo por base o que levantado na RAIS e folhas de pagamento, em comparação com o que constava da GFIP. Às fls 15 e 16 há relação nominal dos segurados e a diferença remuneratória lançada, dessa forma todos os elementos foram postos à disposição do contribuinte, que não impugnou expressamente os valores declinados. Caso erro houvesse, esse poderia inclusive ser facilmente demonstrado, bastando o simples confronto RAIS x Folha e GFIP, documentos elaborados pelo próprio contribuinte. A retificação, de ofício, feita pela autoridade julgadora, corrigiu erro de soma nas competências 11 e 12 de 2004, erro de alíquota, aplicando a alíquota de contribuições de segurados (8%), empresa (20%) e SAT/GILRAT (3%), no total de 31% (trinta e um por cento) e excluindo as competências outubro de 2005 a janeiro de 2006. Finalmente, temos que, após exclusão das competências outubro de 2005 a janeiro de 2006, e o erro de soma em 11 e 12/2004, todos os demais valores não declarados em GFIP – base de cálculo da multa aplicada, apresentados no relatório da infração, foram mantidos, não havendo que se falar em violação da competência do auditorfiscal autuante, tampouco que o r. acórdão inovou nos fatos apresentados. ALÍQIOTA SAT/GILRAT Sobre a alíquota SAT/GILRAT, tenho que assiste, em parte, razão a recorrente. Na leitura do anexo V do decreto 3.048/99, em sua redação vigente à época dos fatos geradores, as atividades de monitoramento de sistemas de segurança, CNAE 80200/00, possuíam alíquota de 2% referente ao seu grau de risco, ao invés dos 3% determinados pelo acórdão impugnado. APLICAÇÃO DA NORMA MAIS FAVORÁVEL AO CONTRIBUINTE O art. 106, inciso II,”c” do CTN determina a aplicação de legislação superveniente, caso esta seja mais benéfica ao contribuinte. As multas em GFIP foram alteradas, após a lavratura do auto, pela lei n º 11.941/09, o que pode beneficiar o recorrente. Foi acrescentado o art. 32A à Lei n º 8.212, senão vejamos: Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitar seá às seguintes multas: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). Fl. 76DF CARF MF Impresso em 28/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 24/08/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 24/08/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 19563.000041/200733 Acórdão n.º 280300.985 S2TE03 Fl. 72 7 I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3o deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 2o Observado o disposto no § 3o deste artigo, as multas serão reduzidas: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 3o A multa mínima a ser aplicada será de: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). Dessarte, o valor do Auto de Infração deve ser calculado segundo a nova norma legal art. 32A,I, da lei 8.212/91, e comparado aos valores que constam do presente auto, para se determinar o resultado mais favorável ao contribuinte. CONCLUSÃO Ante o exposto, conheço do presente recurso e DOULHE PARCIAL PROVIMENTO para que seja efetuado o cálculo da multa de acordo com o art. 32A,I da lei 8.212/91, na redação dada pela lei 11.941/09, e comparado aos valores que constam do presente auto, após a retificação da alíquota SAT/GILRAT de 3% para 2%, para que seja aplicado o mais benéfico à recorrente. Fl. 77DF CARF MF Impresso em 28/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 24/08/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 24/08/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 19563.000041/200733 Acórdão n.º 280300.985 S2TE03 Fl. 73 8 assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Fl. 78DF CARF MF Impresso em 28/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 24/08/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/09/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 24/08/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR
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Numero do processo: 14052.003124/92-65
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Aug 15 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Tue Aug 15 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 303-01.183
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora.
Nome do relator: ANELISE DAUDT PRIETO
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Numero do processo: 13551.000107/2004-03
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 21 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Jun 21 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 303-01.169
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora.
Matéria: DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
Nome do relator: ANELISE DAUDT PRIETO
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Numero do processo: 18108.000241/2007-09
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 21 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Sep 21 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1997 a 01/12/1998
PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO ANTECIPADO SOBRE AS RUBRICAS LANÇADAS. ART. 173, INCISO I, DO CTN.
0 Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Sumula Vinculante de nº 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8212 de 1991. Não tendo havido pagamento antecipado sobre as rubricas lançadas pela fiscalização, ha que se observar o disposto no art. 173, inciso I, do CTN.
Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2803-000.259
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a).
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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CINCO ANOS. TERMO A QUO. AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO ANTECIPADO SOBRE AS RUBRICAS LANÇADAS. ART. 173, INCISO I, DO CTN. 0 Supremo Tribunal Federal, conforrne entendimento sumulado, Sumula Vinculante de n 0 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lein " 8212 de 1991. Não tendo havido pagamento antecipado sobre as rubricas lançadas pela fiscalização, ha que se observar o disposto no art. 173, inciso I, do CTN. Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, ern dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a). HELTON MA — Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Junior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Amílcar Barca Júnior, Gustavo Vettorato e Helton Carlos Praia de Lima (presidente). Relatório A presente Notificação Fiscal de Lançamento de Débito - NFLD tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social. O período compreende as competências: 01/1997 a 12/1998, conforme relatório fiscal as fls, 27/29 e 35 A ciência se deu em 19/09/2007, fls. 39, inconformado com a notificação o recorrente apresentou impugnação, fls. 41 a 49. A decisão do órgão julgador de primeira instância confirmou a procedência do lançamento, fls. 59 a 65. O contribuinte tomou ciência da decisão em 18/03/2008, fls. 67, inconformado interpôs recurso, fls. 69 a 75, em 15/04/2008, alegando em síntese a decadência do lançamento. Os autos foram encaminhado ao 2° Conselho de Contribuintes para julgamento. É o Relatório. Voto Conselheiro HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Relator O recurso foi interposto tempestivamente, fis, 77. Pressuposto superado, passo para o exame das questões preliminares de mérito. Quanto à questão preliminar relativa à fluência do prazo decadencial, a mesma deve ser reconhecida. 0 Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Sumula Vinculante de n " 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei mio 8,212 de 1991, nestas palavras: Súmula Vinczdante n" 8"São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5" do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário" Conforme previsto no art. 10.3-A da Constituição Federal a Súmula de n 0 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplica-la: Art 103-A O Supremo Tribunal Federal poderá, de ()lido ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá eleito vinculante em relação aos demais órgãos do 2 Processo nu 18108.000241/2007-09 S2-1- E03 Acórd5o n." 2803 -00159 Fl 79 Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder a sua revisão ou cancelamento, na Ibinza estabelecido em lei Uma vez não sendo mais possivel a aplicação do art. 45 da Lei n 8.212/91, ha que serem observadas as regras previstas no CTN. As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação, assim devem, em regra, observar o disposto no art. 150, parágrafo 4 ° do CTN. Havendo, então o pagamento antecipado, observar-se-á a extinção prevista no art. 156, inciso VII do CTN. Entretanto, se não houver o pagamento antecipado não se aplica o disposto no art. 156, inciso VII do CTN, devendo assim ser observado o disposto no art. 173, inciso I do GIN; havendo a necessidade de lançamento de oficio substitutivo, conforme previsto no art. 149, inciso V do CTN. Nessa hipótese, caso não haja o lançamento, o crédito tributário sera extinto em função do previsto no art., 156, inciso V do CTN. Caso tenha ocorrido dolo, fraude ou simulação não sera observado o disposto no art. 150, parágrafo 4 ° do CTN, sendo aplicado necessariamente o disposto no art, 173, inciso I, independentemente de ter havido o pagamento antecipado. No presente caso o contribuinte tomou ciência do lançamento em 19/09/2007, fl, 39; como não houve pagamento antecipado sobre os valores lançados, conforme DAD - DISCRIMINATIVO ANALÍTICO DE DÉBITO; fls. 07 a 11, assim, aplica-se a regra prevista no art. 173, inciso I do CTN. Pelo exposto, encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização (01/1997 a 12/1998). Para a competência mais recente: 12/1998, cujo vencimento é em janeiro de 1999, o prazo decadencial findaria em 31/12/2004. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto por CONHECER do recurso para CONCEDER-LHE PROVIMENTO em razão da decadência total do período do lançamento, nos termos do art. 17.3, inciso I do CTN. É como voto . Sala das Sessões, em 21 de setembro de 2010 3
score : 1.0
Numero do processo: 10980.723146/2009-31
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2008
RECURSO VOLUNTÁRIO. INEXISTÊNCIA DE LIDE. NÃO CONHECIMENTO.
Por falta de litígio, não deve ser conhecido o recurso voluntário em que o recorrente acata a decisão de primeira instância e utiliza a peça recursal para formular pedido de restituição ao invés fazê-lo na forma preconizada pela legislação específica. Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 2802-000.808
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NÃO
CONHECER do recurso voluntário nos termos do voto do (a) relator(a).
Nome do relator: JORGE CLÁUDIO DUARTE CARDOSO
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2008 RECURSO VOLUNTÁRIO. INEXISTÊNCIA DE LIDE. NÃO CONHECIMENTO. Por falta de litígio, não deve ser conhecido o recurso voluntário em que o recorrente acata a decisão de primeira instância e utiliza a peça recursal para formular pedido de restituição ao invés fazê-lo na forma preconizada pela legislação específica. Recurso não conhecido.
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INEXISTÊNCIA DE LIDE. NÃO CONHECIMENTO. Por falta de litígio, não deve ser conhecido o recurso voluntário em que o recorrente acata a decisão de primeira instância e utiliza a peça recursal para formular pedido de restituição ao invés fazêlo na forma preconizada pela legislação específica. Recurso não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NÃO CONHECER do recurso voluntário nos termos do voto do (a) relator(a). (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente e Relator. EDITADO EM: 16/05/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Sidney Ferro Barros, Lúcia Reiko Sakae, Carlos André Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite e German Alejandro San Martín Fernández. Relatório Fl. 65DF CARF MF Emitido em 14/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 16/05/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 16/05/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Tratase de recurso voluntário interposto contra acórdão da DRJ Curitiba que indeferiu a impugnação ofertada contra notificação de lançamento de imposto de renda do exercício 2008, anocalendário 2007, que alterou o saldo do imposto a restituir de R$31.834,00 para R$16.722,76, em virtude de compensação indevida de imposto complementar no valor de R$15.111,24. No acórdão da DRJ constou que o pedido de restituição referente ao recolhimento feito sob o código 0211 (saldo de imposto a pagar apurado na DIRPF2008 e recolhido), caso se configure como pagamento indevido deve ser pleiteado por meio de Pedido Eletrônico de Restituição PER Ciente da decisão de primeira instância, por via postal, cujo AR expedido pelos Correios em 13052010 não continha a data de recebimento, o recorrente apresentou recurso voluntário em 01062010, por meio do qual acata a decisão da DRJ e pleiteia que “sejam considerados os pagamentos efetuados e relacionados na declaração como dedutíveis do imposto pago, vez que não o foram conforme se depreende da presente declaração” (sic). Consta às fls. 23 uma cópia de DARF no valor de R$15.211,24 , com código de receita 0211, e data de arrecadação em 30042008. O processo foi distribuído a esse Conselheiro exclusivamente pelo sistema informatizado eprocesso. É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. Tratase de peça recursal sucinta da qual se extraí que não há insurgência contra a decisão da DRJ, mas tão só um pedido para que pagamentos efetuados sejam considerados. Embora o recorrente não especifique com precisão quais seriam esses pagamentos, presumese que se reporta ao valor de R$15.211,24 (código 0211) que coincide com o valor que havia sido declarado como imposto complementar e que foi glosado por meio da notificação de lançamento sob exame. Esclareçase que o imposto complementar é facultativo, porém deve ser pago no curso do anocalendário, enquanto o 0211 é para pagamento das cotas do imposto apurado na Declaração de Ajuste Anual. No caso presente, o recorrente apresentou a Declaração de Ajuste Anual do exercício 2008 retificadora em 27062009 (f.s 24 e ss) em que apurou saldo de imposto a restituir no valor de R$31.834,00, principalmente em razão de ter informado como imposto complementar pago o a quantia deR$15.11,24. Fl. 66DF CARF MF Emitido em 14/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 16/05/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 16/05/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10980.723146/200931 Acórdão n.º 280200.808 S2TE02 Fl. 66 3 Não tendo sido comprovado pagamento desse valor a título de imposto complementar a importância foi integralmente glosada, o que implicou redução do valor a restituir para R$16.722,76. Ainda que o DARF (fls. 23) venha a ser autenticado pela Receita Federal como valor efetivamente pago, não teria o condão de modificar o lançamento, pois efetuado após o encerramento do ano calendário. Como não há manifestação contrária à decisão, não há recurso propriamente dito, de forma que não deve ser conhecido o recurso, por falta de litígio. O que o recorrente requer é matéria inerente à arrecadação e cobrança de competência da Receita Federal. Com base legal no §1º e §14 do art. 74 da Lei nº 9.430/1996 a Secretaria da Receita Federal do Brasil tem disciplinado o procedimento de solicitação de restituição de tributos por meio de Instruções Normativas específicas. Atualmente a matéria é disciplinada pela IN RFB nº 900/2008 (com alterações posteriores), sem modificar o regramento que, à época dos fatos tratados nesses autos, era definido pela IN SRF n 600/2005 que dispunha sobre o pedido exclusivamente por meio do Pedido Eletrônico de Restituição (§2º do art. 9º) c/c §1º do art. 3º). Nessa seara, o saldo a restituir apurado na DIRPF é pleiteado exclusivamente por meio da entrega da DIRPF, enquanto o indébito de outra natureza é pleiteado por meio de Pedido Eletrônico de Restituição, como é o caso dos autos: um suposto pagamento efetuado após o encerramento do anocalendário enquanto a declaração retificadora apresentou imposto a restituir. Corretamente esclareceu a Delegacia da Receita Federal de Julgamento DRJ que eventual pagamento indevido, uma vez comprovado, deve ser objeto de pedido de restituição nos moldes preconizados pela Receita Federal (Pedido Eletrônico de Restituição), respeitado o prazo qüinqüenal. Diante do exposto, voto por não conhecer do recurso. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 67DF CARF MF Emitido em 14/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 16/05/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 16/05/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 14474.000059/2007-11
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1998 a 30/11/1998
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional CTN.
Assim, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplica-se o artigo 150, §4°; caso contrário, aplica-se o disposto no
artigo 173, I.
Encontram-se atingidos pela decadência todos os fatos geradores apurados pela fiscalização.
Numero da decisão: 2803-000.907
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: OSÉAS COIMBRA
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1998 a 30/11/1998 O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional CTN. Assim, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplica-se o artigo 150, §4°; caso contrário, aplica-se o disposto no artigo 173, I. Encontram-se atingidos pela decadência todos os fatos geradores apurados pela fiscalização.
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Tratandose de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional CTN. Assim, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplicase o artigo 150, §4°; caso contrário, aplicase o disposto no artigo 173, I. Encontramse atingidos pela decadência todos os fatos geradores apurados pela fiscalização. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Presidente. OSÉAS COIMBRA Relator. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 06/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Oséas Coimbra Júnior, Eduardo Augusto Marcondes de Freitas, Amílcar Barca Júnior. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 06/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 14474.000059/200711 Acórdão n.º 280300.907 S2TE03 Fl. 227 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra notificação fiscal lavrada em 29.03.2006 referente a contribuições devidas a seguridade social no período 01 a 11/1998, apuradas originalmente na NFLD 35.682.9260, anulada por vício formal e entregue ao contribuinte em 17/05/2005 – DN anulatória n° 14.401.4/0045/2005. A DecisãoNotificação – fls 151 e ss, conclui pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo a Notificação lavrada. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário tempestivo. Foi determinada diligência para que se apresentasse cópia da NFLD 35.682.9260, já anexada. É o relatório. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 06/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR 4 Voto Conselheiro Oséas Coimbra DAS QUESTÕES PRELIMINARES DA DECADÊNCIA A súmula vinculante do STF, nº 08 traz: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Com a decisão do Pretório Excelso, a questão passa a ser decidida com base nos artigos art. 150, § 4º e 173, ambos do Código Tributário Nacional – CTN. Trasncrevemos o artigo 173 : Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. A jurisprudência pátria já assentou que a aplicabilidade deste artigo seria na hipóteses de inexistência de pagamento antecipado ou na ocorrência de fraude ou dolo, conforme transcrevemos. “Ementa: .... II. Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. ....” (STJ. REsp 395059/RS. Rel.: Min. Eliana Calmon. 2ª Turma. Decisão: 19/09/02. DJ de 21/10/02, p. 347.) ... “Ementa: .... Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, a fixação do termo a quo do prazo decadencial para a constituição do crédito deve considerar, em conjunto, os arts. 150, § 4º, e 173, I, do Código Tributário Nacional. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 06/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 14474.000059/200711 Acórdão n.º 280300.907 S2TE03 Fl. 228 5 Na hipótese em exame, que cuida de lançamento por homologação (contribuição previdenciária) com pagamento antecipado, o prazo decadencial será de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. .... .... Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. ....” (STJ. EREsp 278727/DF. Rel.: Min. Franciulli Netto. 1ª Seção. Decisão: 27/08/03. DJ de 28/10/03, p. 184.) Já o artigo 150, § 4º, informa: Art.150 O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. ... § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (grifo nosso) Tal regra é aplicada quando temos antecipação parcial de pagamento e inocorrência de fraude ou dolo. Aplicandose as regras dos arts. 150 ou 173, há que se reconhecer a decadência referente às competências anteriores a 11/1999, inclusive. Uma vez que a ciência do primeiro débito, anulado, foi em 17/05/2005 todos os fatos geradores constantes na presente NFLD estão decadentes, pois se trata de NFLD que substituiu créditos já decadentes, pois referentes a período até 11/1998. Ante o exposto, acato a preliminar de decadência, nos termos do voto proferido. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, doulhe provimento. Oséas Coimbra Relator Fl. 5DF CARF MF Emitido em 06/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR 6 Fl. 6DF CARF MF Emitido em 06/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR
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Numero do processo: 11474.000179/2007-20
Data da sessão: Tue Jun 08 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Jun 08 00:00:00 UTC 2010
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 01/02/2007
DESCUMPRIMENTO A DEVERES INSTRUMENTAIS. INFRAÇÃO A LEGISLAÇÃO. APLICAÇÃO DE MULTA. CABIMENTO. FOLHAS DE PAGAMENTO FORA DO PADRÃO. DECADÊNCIA PARCIAL. RECONHECIMENTO.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Crédito Tributário Mantido em Parte
Numero da decisão: 2803-000.091
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram 0 presente julgado.
Matéria: Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
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S2-TE03 Fl. I MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 11474.000179/2007-20 Recurso n° 255.417 Voluntário Acórdão n° 2803-00.091 — 3' Turma Especial Sessão de 08 de junho de 2010 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS EM GERAL Recorrente EDSON DAMIANI & CIA LTDA. Recorrida DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DE JULGAMENTO EM FLORIANÓPOLIS - SC. ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 01/02/2007 Ementa: DESCUMPRIMENTO A DEVERES INSTRUMENTAIS. INFRAÇÃO A LEGISLAÇÃO. APLICAÇÃO DE MULTA. CABIMENTO. FOLHAS DE PAGAMENTO FORA DO PADRÃO. DECADÊNCIA PARCIAL. RECONHECIMENTO. Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram 0 presente julgado. HELTON sidente. Participaram da sessão de julgamento os conseIheiiEduarb de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Vera Kempers de Moraes Abreu (Suplente), Gustavo Vettorato (Vice-Presidente), Helton Carlos Praia de Lima (Presidente). Fez sustentação oral o advogado da recorrente Dr. Richardy Espindola Silva, OAB/SC 21733 I I Relate" Trata-se no presente processo de Auto de Infração — AI, com período de apuração de 01/1999 a 09/2006, conforme Mandado de Procedimento Fiscal — MPF, de fls. 06 e07. O crédito fiscal foi constituído, em 21/02/2007, data em que o contribuinte tomou c nhecimento do lançamento, conforme, AR, de fls. 38. O sujeito passivo impugnou o credito, em 08/03/2007, fls. 39 a 56, acompanhado dos documentos, de fls. 57 a 330, sendo este considerado tempestivo, fls 331 e 332. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Florianópolis proferiu o Acórdão 07-10.324, em 27/07/2007, fls. 336 a 343, onde conclui ser o crédito procedente. O irnpugnante foi cientificado deste Acórdão, ern 28/09/2007, AR, de fls. ' 344. A empresa apresentou o Recurso Voluntário, ern 29/10/2007, fls. 346 a 377, aOmpan rada dos documentos, de fls. 378 e 381 a 408. A recorrente não realizou o depósito prévio, mas está amparada por decisão liminar no MS 2007.72.00.014526-0/SC, fls. 415. As ra'Z'des recursais resumidas são as seguintes. io • Utilização de presunção simples para o arbitramento, sendo que esta não esta prevista em lei; • Afastamento dos documentos apresentados, porém, este foram aceitos em relação ao advogado Luiz Renato Camargo e ao engenheiro Clacinei Afonso Pires, não aceitação do contraditório, ampla defesa e devido processo legal ; • A empresa não apresentou os contratos e nem tão pouco os recibos, pois não efetuou pagamento aos causídicos, o que exclui a contribuição; • Que ocorreu fato novo, pois a recorrente pagou a Ivo Carminati e Advogados Associados e a Anerino de Cezaro Cavaler Jbnior honorários advocaticios, pois os sucumbenciais não foram o suficiente, mas que o pagamento a pessoa jurídica sociedade simples exclui a contribuição; • Que a infração ao Código da Ética da OAB não gera contribuição social; • Que houve bis in idem, pois considerou o mesmo processo judicial duas vezes, dando-se isso em razão de vários processos relacionado-os e que nos processos onde a autora não logrou êxito não houve pagamento de honorários; • Que os honorários não são estabelecidos por peça processual, mas sim por objetivo; 2 • que seja reconhecida a decadência no prazo de cinco anos e aplicac artigo 150, § 4° do CTN; 3 Processo n° 11474.000179/2007-20 S2-TE03 Acórdão n.° 2803-00.091 FL 2 • Utilizou o agente fiscal de processos para fins do arbitramento que a recorrente nem sequer é parte; • que apesar de constar o nome do advogado Ivo Canninati nos sistemas do TJSC e nas publicações os serviços são prestados por Ivo Canninati & Advogados Associados — CNPJ 04.357.413/0001-89, sendo que o próprio regulamento do IR prevê a prestação de serviços pela sociedade, embora este seja personalissimo; • que os honorário estabelecidos seriam apenas os sucumbênciais; • que os serviços de engenharia foram prestados gratuitamente pelo casal Werchjzer, que a ART não comprova honorários e nem é documento hábil a contabilização, que prestar serviço sem remuneração é infração ética e não fato gerador de contribuição; • o contribuinte alega situações semelhantes à diversos profissionais que nomina: Edson Luiz Silvestre, Hilário Perego, Luiz Gonzaga Nunes, Nilson Oliveira da Silva e Roberto Menezes, e que não pediu a invalidação da ART, a autoridade julgadora seria incompetente para tal ato, violação ao Código de ttica não gera contribuição; • que o engenheiro Edson Luiz Silvestre era colaborador da empresa em 02/2001 e a ART está com honorários zerado; • que as Art's do engenheiro Hilário Perego foram de alteração dos projetos iniciais e que a autoridade fiscal não citou que este profissional constava das folhas de pagamento da recorrente; • que em relação ao engenheiro Luiz Gonzaga Nunes a autoridade fiscal não comprovou o efetivo recebimento dos honorários, bem como a obra constante da ART 19966150-8 não foi executada e que o profissional baixou a ART como obra concluída por engano e pede verificação in loco; • que em relação ao engenheiro Nilson de Oliveira Silva seus serviços foram prestados para a sociedade Jaqueane Marques de Oliveira CNPJ 03.422.830/0001-03 havendo erro no preenchimento da ART que é de responsabilidade da empresa Jaqueane e não Edson Damiani; • que em relação ao engenheiro Roberto Menezes a ART elencada não foi remunerada e que os outros serviços prestados tiveram as contribuições devidamente recolhidas, conforme prova o extrato mensal da folha de pagamento; • que os pagamento efetuados aos engenheiros constam das RPA' s, folhas de pagamento e na GFIP; • que em momento algum a autoridade fiscal provou que os pagamentos foram efetivamente realizados aos profissionais engenheiros; arquitetos e advogados relacionados no auto de infração, que sua contabilidade faz prova a sem favor, pois mantidas dentro de princípios contábeis aceitáveis; • traz o Acórdão 104-22352 do Conselho de Contribuintes; que a situação destes autos é semelhante a do Acórdão invocado, pois os fisco não comprovou o efetivo pagamento dos honorários; • requerendo por fim: a) o provimento do recurso e a anulação da autuação. o relatório. ' Voto Conselheiro EDUARDO DE OLIVEIRA, Relator O presente recurso foi interposto tempestivamente, haja vista que a empresa foi cientificada do Acórdão de primeiro grau, em 28/09/2007, AR, fls. 344, e impetrou o Recurso Voluntário, em 29/10/2007, fls. 346. Não houve o depósito recursal, mas a empresa encontraise amparada por decisão liminar em MS que determina o recebimento e prosseguimento do recurso sem •, o depósito, estando presentes os pressupostos de admissibilidade do recurso passe a este. Inicialmente, em sede de preliminar, embora levando a resolução de mérito a decadência deve ser apreciada. Quanto ã questão preliminar relativa h. fluência do prazo decadencial, a recorrent esta abalizada em sua assertiva, uma vez que depois de proferida a decisão pela autoridade julgadora a quo o Supremo Tribunal Federal entendeu por editar a Súmula Vinculante N° 08/2008, abaixo transcrita: Vinculnnte n" 8"Sjio inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5" do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário". E conforme previsto no art. 103-A da Constituição Federal a Sumula de n ° 8 norina vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplicá-la. Art. I03-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar sumula que, a partir de sua publicação na imprensa terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e ft administração pública direta e indireta, nas esferas . federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão our cancelamento, na forma estabelecida em lei. 4 tal Processo n° 11474.00017912007-20 82-TE.03 Acórdão n.° 2803-00.091 Fl. 3 Desta forma, não tendo mais aplicação o artigo 45 da Lei 8.212/91 devem as contribuições sociais previdencidrias, se submeterem ao regramento da Lei 5.172/66, isto 6, CTN. No entanto, não comungo da opinião do contribuinte no sentido de que o prazo decadencial deva ser contado nos termos do artigo 150, § 4 0, do CTN. A uma , porque o próprio contribuinte sustenta o tempo todo que não houve pagamento aos profissionais liberais, sendo inclusive um dos motivos pelos quais, para ele contribuinte, o auto deve ser considerado nulo. A duas, porque por se tratar de multa por descumprimento de obrigação acessória obviamente não há pagamentos a serem considerados, pois no caso de AI o pagamento só se daria após seu lançamento e este extinguiria o crédito, ou seja, não haveria processo administrativo fiscal - PAF. Desta fon-na, não havendo a comprovação da ocorrência de pagamento deve incidir a regra do artigo 173, I, do CTN, conforme já definido pelo STJ, sendo a teoria mais aceita e que, também, esposamos, como a seguir explicitada: RECURSO ESPECIAL N" 970.947 Sc (2007/0173291-6) Esta Corte tem firmado o entendimento de que o prazo decadencial para a constituição do crédito tributário pode ser estabelecido da seguinte maneira: a) em regra, segue-se o disposto no art. 173, I, do CTN, ou seja, o prazo é de cinco CMOs, contado "do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido *motto"; b) nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, cujo pagamento ocorreu antecipadamente, o prazo é de cinco anos, contado do fato gerador, nos termos do art. 150, § 4" do CTN. Ausente qualquer pagamento por parte do contribuinte, e iniciado o procedimento administrativo de .fiscalização, o fisco dispõe de cinco anos, a contar do primeiro dia do exercício seguinte àquele ern que o lançamento poderia ter- sido efetuado, para proceder ao lançamento direto substitutivo a que se refere o art. 149 do CTN, sob pena de decadência Com essas considerações reconheço a decadência parcial para excluir do crédito os fundamentos de imposição da multa, referente ao período de 04/1999 a 11/2001, inclusive. Desta forma, necessário se faz fixar quais os fatos que dão suporte a autuação e que estariam alcançados pela decadência. Assim sendo, no que tange aos serviços advocaticios listados na tabela, de fls. 14 e 15, devem ser excluídos dos fundamentos da autuação, o seguintes eventos: PROFISSIONAL-PROCESSO-COMPETÊNCIA Anerino de Cezaro Cavaler Júnior-020.00.004965-4-04/2000 Anerino de Cezaro Cavaler Júnior-020.99.016399-7/001-12/1999 Anerino de Cezaro Cavaler Júnior-020.99.013965-4-09/1999 5 Ivo Carminati-020.01.009823-5-06/2001 Ivo Can-ninati-020.01.009814-3-06/2001 Ivo Carminati-020.00.002540-2-03/2000 I vo Canninati-020.97.001960-2/001-04/1999 Ivo Canninati-020.97.001960-2/002-05/1999 Situação semelhante enfrenta a relação, de fls. 16 e17, relativa a honorários de I profissionais engenheiros, arquitetos e assemelhados: PROFISSIONAL-ART-COMPETÊNCIA Edson Luiz Silvestre-1862138-9-11/2001 Luiz Gonzaga Nunes-1996150-8-11/2001 Nilson Oliveira da Silva-1796265-7-04/2001 Nilson Oliveira da Silva-1796264-9-04/2001 Nilson Oliveira da Silva-1830668-4-08/2001 ! Roberto de Menezes-1773951-1-03/2001 1 As declarações apresentadas em sede de impugnação não são aptas a provar a ilexisté'n?ia de remuneração dos profissionais liberais sejam eles advogados, engenheiros, arquitetos ou de qualquer outra categoria profissional, pois como constou do Acórdão a quo, ex vf lege, o contratos de prestação de serviços são por definição legal onerosos — artigo 1.216, CC/1916 ou artigo 594 do CC/2002 e para elidir tal característica necessário se faria a existência de contrato escrito devidamente registrado que contivesse cláusula expressa no 1 1 sentido dp excluir a remuneração, pois estamos no campo da autonomia da vontade, no que tange a contratação. Assim sendo, não há utilização de presunção simples, mas aplicação de col mando legal. Não há a alegada não aceitação do contraditório, ampla defesa e devido processo legal. 0 contraditório e ampla defesa como diz a CF/88 deve ser realizado com os meios e recursos inerentes. Desta forma aquele que alega deve provar seu ponto, as declarações provam seu conteúdo, mas não o fato de não haver remuneração, artigo 368, parágrafo único da Lei 5.869103. No caso dos dois profissionais excluídos da notificação 37.002.153-3 isto não se deli pela alta de remuneração em razão das declarações, mas sim porque o órgão julgador de 'r primeiro grau, considerou que estes prestavam serviços para pessoa jurídica diversa da recorrente — Acórdão, fls. 373v; 374 e 374v, da notificação citada. 1 Apesar da alegação de que fato novo ocorreu, pois quando foi necessário p game, de honorários a profissionais, este foi executado, via nota fiscal, de fls. 381, NF 16 — Ivo Canninati & Advogados Associados S/C — competência 02/2007, sendo que tal situação foi 'declatjada em GFIP, em nada altera a autuação, pois tal ocorrência não consta do Relatório Fiscal da Infração, como fundamentação desse auto. 0 fato da remuneração ser ern razão de pessoa jurídica sociedade simples e não pessoa fisica em nada, também, afeta a autuação, pois tal 'fato não é fundamento desse crédito, isto ocorre de igual forma para os valores pagos a , 1 Anerino de Cezaro Cavaler Junior em 05/03/2007, Doc.02, pois, também, não é fundamento 1 1 e Processo n° 11474.000179/2007-20 S2- T E03 Acórdão n.° 2803-00.091 Fl. 4 desse auto. É certo que infração ao Código de Ética Profissional desta ou daquela categoria não gera contribuição, mas a contratação de profissionais liberais para a prestação de serviços remunerados, como estabelecido na lei gera a obrigação fiscal, independentemente, de ter havido o pagamento, pois o artigo 22, inciso I, da Lei 8.212/91, diz que a remuneração paga, devida ou creditada, isto 6, basta a contraprestação ser devida para ocorrer o fato gerador da exação, não é necessário o efetivo pagamento da verba. Não houve ocorrência do alegado bis in idem, porque o valor da multa aplicada é fixa e não depende do valor dos honorários. No que se refere aos processos que a autuada diz não ser parte a autoridade julgadora a quo juntou, as fls. 333 a 335, extrato do site do TJSC, onde consta a recorrente como ré. Embora a recorrente alegue que diversos processos foram pagos a pessoa jurídica e não fisica, só encontramos prova disto, as fls. 381, NF 16 — Iva Carminati & Advogados Associados S/C — competência 02/2007, ocorre que tal competência não consta da autuação. 0 IR nada tem a ver como a contribuição previdencidria, pois ambos os tributos possuem pressupostos, fundamentos e critérios distintos. É certo que infração ao Código de Ética Profissional desta ou daquela categoria não gera contribuição, mas a contração de profissionais liberais para a prestação de serviços remunerados, como estabelecido na lei gera, independentemente, de ter havido o pagamento, pois o artigo 22, inciso I, da Lei 8.212/91, diz que a remuneração paga, devida ou creditada, isto 6, basta a contraprestação ser devida para ocorrer o fato gerador da exação, não é necessário o efetivo pagamento da verba. Embora a ART não seja propriamente um documento de comprovação de remuneração e nem contábil, no levantamento realizado por aferição indireta — arbitramento — é certo, conforme autoriza o artigo 33, parágrafo 3°, da Lei 8.212/91, que a autoridade fiscal deve se pautar por critérios objetivos e matemáticos que possam ser claramente demonstrados e para tanto pode se utilizar de qualquer elemento de convicção que o permita estabelecer as bases da tributação e no caso as ART's se demonstraram documentos hábeis a tal mister, pois contém em seu corpo o valor da remuneração declarado pelo próprio beneficiário ao órgão flscalizador de classe. A autoridade julgadora ao usar o termo invalidar a ART não o usou em seu sentido semântico gramatical, ou seja, tirar a validade, tornar nulo, mas sim no sentido coloquial ou figurado de afastar seu conteúdo nos presentes autos, fazendo, assim, a recorrente tabula rasa das palavras, como se não fosse capaz de entender o que le. A autuação não inclui a contribuição do engenheiro Edson Luiz Silvestre em 02/2001, como fundamento desta. Mas apenas na competência 11/2001, fls. 16, porém, excluído em razão da decadência. No que se refere ao engenheiro Hilário Perego o fato das ART's serem de alteração a projetos iniciais em nada inviabiliza a cobrança de honorários e nem o fato de estar o profissional na folha de pagamento da empresa inviabilizaria tal cobrança, pois o serviço pelo qual esta na folha pode ser um e o da ART pode ser outro, além do que o documento 06.2 mencionado pelo recorrente se refere a competência 05/2004, fls. 189, e as ART' s mencionadas no relatório, de fls. 16 e 17, são das competências 02/2005 e 03/2005. Pode-se verificar da ART 19966150-8, fls. 27 e 200, que o serviço descrito é a execução de projeto preventivo contra incêndio, desta forma o fato de a obra ter sido ou não realizado em nada afeta o fundamento da exação, pois os honorários não são devidos em razão da obra, mas dos projetos, no entanto este fundamento do AI foi excluído por decadência. 0 fato do engenheiro Nilson de Oliveira Silva ser empregado da empresa 14 Jaqueane Marques de Oliveira, não inviabiliza que este preste de forma concomitante serviçii A"di a empresa Edson Damiani, ART, fls. 29 a 31, além do que não foi comprovado, que na épo ■AW da prestação dos serviços, este profissional manteve vinculo corn a empresa Jaqueane, o que como já siito não afasta a prestação a empresa Damiani, contudo este fundamento foi excluído do Al. Quanto a ART, de fls. 36, engenheiro Roberto de Menezes, competência 03/2001, o fato li de haver contribuições para outros meses e de estar este incluso nos resumos mensais de pagarnen o, competência 06/2001, não afasta a obrigação do tomador de serviços de contribuir Or outro ls serviços prestados e não só por aqueles que apresentam algum comprovante, mas tal fundamento foi excluído do AI por decadência. A decisão administrativa colacionada pelo contribuinte em nada o socorre, i pois esta é afeta a IRPF a beneficiários não identificados e nos presentes autos se está tratando de contribuições previdenciárias á. profissionais liberais, as quais como constou em passagem a -iterior nascem pelo simples fato de dever a remuneração, sem a necessidade efetiva da realizaçao do pagamento. Em outra vertente no caso suscitado a contabilidade registrava todos i. i os movimentos porém passando tudo pela conta caixa. No caso da NFLD 37.002.152-5, que registra a obrigação principal em razão de obras, isso não ocorreu, pois como transcreve em 1 sua peça recursal, fls 348 e 349, último parágrafo, in fine, o agente fiscal notificante diz em seus relatório fiscal item 4 "a contabilidade da empresa não foi considerada como elemento de prova ern favor I do contribuinte, tendo em vista que, comprovadamente, não registrou diversos itens ou .cOntabilizOu-os de maneira diversa do previsto pela boa técnica contábil ou em desacordo com a legislação tributaria. (,..)grifado no original", ou seja, temos aqui situação diversa da tratada na decisão apresentada, pois naquela todos as operações foram registradas embora que em conta diversa, no presente lançamento vários itens não foram contabilizados e outros o foram ern desacord? com a legislação, o que é mais grave do que simplesmente deixar de cumprir as técnicas contábeis, pois o STJ admite a infração a legislação para permitir o redirecionamento da execução fiscal contra os sócios pessoas fisicas. Posto isto, não vislumbro motivos para o atendimento aos pleitos do contribui ite, salvo quanto ao reconhecimento da decadência de forma parcial, coin fulcro em outros fundamentos, isto 6, no artigo 173, I do CTN. Porém apenas para excluir parte dos fundamentos da autuação, sem contudo alterar o valor desta, uma vez que este valor é fixo, ou seja, indePencie da quantidade de fundamentos para se obter o seu valor. Destarte, lançados os argumentos acima voto por CONHECER DO RECURSO para no mérito DAR-LHE PROVIMENTO PARCIAL para reconhecer a decadência no período de 04/1999 a 11/2001, inclusive, devendo os fundamentos da autuação, baseados em falta ocorridas neste período serem desconsiderados para qualquer fim, sem 1. contudo, haver alteração no valor da infração, sendo desnecessário que a DRF origem realize qualquer alteração no valor do crédito. Sala das Sessões 08 de junho de 2010. po DE OLIVEIRA - Relator 8
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Numero do processo: 13502.000377/2008-15
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/09/1993 a 30/06/1998
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO.
Constatada a existência de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão exarado pelo Conselho, correto o acolhimento dos embargos de declaração visando sanar o vicio apontado.
COMPLEMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO.
Constatada a falta de clareza no julgado cabe complementá-lo,
re/ratificando o Acórdão.
Embargos Acolhidos.
Numero da decisão: 2803-000.860
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por voto de qualidade, em acolher dos embargos sem efeitos modificativos, mantendo a decisão recorrida. Vencido(a)s o(a)s Conselheiro(a) Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Eduardo Augusto Marcondes de Freitas que entendem que não deveriam ser admitidos os embargos.
Nome do relator: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Embargante UNIÃO (PROCURADORIA DA FAZENDA NACIONAL) Interessado CARAIBA METAIS S/A E OUTRO ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/09/1993 a 30/06/1998 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO. Constatada a existência de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão exarado pelo Conselho, correto o acolhimento dos embargos de declaração visando sanar o vicio apontado. COMPLEMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO. Constatada a falta de clareza no julgado cabe complementálo, re/ratificando o Acórdão. Embargos Acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por voto de qualidade, em acolher dos embargos sem efeitos modificativos, mantendo a decisão recorrida. Vencido(a)s o(a)s Conselheiro(a) Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Eduardo Augusto Marcondes de Freitas que entendem que não deveriam ser admitidos os embargos. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Amilcar Barca Teixeira Junior, Eduardo Augusto Marcondes de Freitas. Fl. 593DF CARF MF Emitido em 04/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13502.000377/200815 Acórdão n.º 280300.860 S2TE03 Fl. 140 2 Relatório Tratase de embargos de declaração interposto pela União (Procuradoria da Fazenda Nacional) contra Acórdão exarado pela 3a. Turma Especial, Segunda Seção de Julgamento, do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, sob a alegação de haver omissão na decisão. Referese a notificação fiscal NFLD lavrada em substituição as NFLD's n º 32.615.8731 e n º 32.615.9835, ambas de 1998, anuladas por decisão do CRPS, conforme acórdãos no 002023 e no 02/02364/2003 (item 2.2 do relatório fiscal d fls. 118). Tratase de contribuições previdenciárias cujo recolhimento não foi comprovado pelo responsável solidário em serviços de cessão de mão de obra. O Acórdão embargado foi de provimento do Recurso Voluntário para reconhecer a decadência do crédito tributário nos termos do artigo 150, § 4o. e artigo 173, I do Código Tributário Nacional, por entender inaplicável o artigo 173, II do referido Código. Aduz a embargante, em síntese, que a decisão recorrida destacou que as NFLD's substituídas foram anuladas por vicio material e não formal, em razão da falta de caracterização dos fatos geradores. Dispôs que os motivos da sentença não fazem coisa julgada aplicando subsidiariamente o Código de Processo Civil, artigo 469, inciso I. Ao contrário da decisão recorrida, a embargante entende que o artigo 469 do CPC visou esclarecer o alcance da coisa julgada, ao retirar do âmbito da coisa julgada os motivos, importantes e determinantes da parte dispositiva da sentença e não a motivação integral da sentença onde se encarta a causa de pedir. Menciona a decisão do acórdão 2428/2003 da antiga 2a. CaJ/CRPS transcrito às fls. 562 v a 563v: "Portanto, entendo que o melhor desfecho para a NFLD em pauta, é apontar sua nulidade por cerceamento defesa, possibilitando que o INSS, a seu critério refaça o lançamento, sanando a nulidade apresentada. Registro ainda que em alguns contratos e serviços, vislumbrei a existência de cessão de mão deobra, entretanto volto a reafirmar que cabe à autoridade lançadora motivar seus atos. Tal decisão resguarda os direitos da autarquia no que se refere a prazo decadencial Inciso II, do Art. 173 do CTN. (fls. 563v)". Assim, tratase de vício formal e não material e tem caráter preclusivo, não cabendo interpretação quanto ao tema em decisão proferida em lançamento posterior. Deste modo, não pode o acórdão embargado desconsiderar a motivação dos acórdãos que anularam os lançamentos anteriores. Assim, requer a aplicação do inciso II do artigo 173 do Código Tributário Nacional destacada no acórdão no 2428/2003 para suprir a omissão da decisão recorrida. É o Relatório. Voto Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima, Relator Fl. 594DF CARF MF Emitido em 04/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13502.000377/200815 Acórdão n.º 280300.860 S2TE03 Fl. 141 3 Tratase de embargos de declaração contra acórdão, amparado na existência de omissão na decisão, interposto tempestivamente. O Regimento Interno deste Órgão Colegiado prevê, em seu art. 65 e seguintes, embargos declaratórios contra seus julgados que restarem omissos, obscuros ou contraditórios em algum de seus termos. Analisando as alegações da embargante e contrastandoa com o Acórdão guerreado concluímos que há razão na peça recursal, pois pairam dúvidas na metodologia utilizada na contagem da regra decadencial aplicada. Destarte, é necessária nova análise no sentido de esclarecer todas as dúvidas quanto ao questionamento dos embargos. A embargante entende que o artigo 469 do CPC visou esclarecer o alcance da coisa julgada, ao retirar do âmbito da coisa julgada os motivos, importantes e determinantes da parte dispositiva da sentença e não a motivação integral da sentença onde se encarta a causa de pedir. Menciona que o acórdão 2428/2003 da antiga 2a. CaJ/CRPS resguardou o direito do fisco em fazer novo lançamento com base no prazo decadencial previsto no inciso II, do art. 173 do CTN. Assim, tratase de vício formal e não material e tem caráter preclusivo, não cabendo interpretação quanto ao tema em decisão proferida em lançamento posterior. Deste modo, não pode o acórdão embargado desconsiderar a motivação dos acórdãos que anularam os lançamentos anteriores, requerendo a aplicação do inciso II do artigo 173 do CTN. Em relação a NFLD em questão (nº 35.868.4369, consolidada em 21/12/2005, período 09/93 a 06/98) é que se deve examinar a aplicação ou não do artigo 173, II, do CTN. Por essa razão a importância da análise em conjunto dos fatos constantes dos autos e o acórdão paradigma n º 2428/2003 da antiga 2a. CaJ/CRPS que declarou nulo lançamento substituído. Consta do acórdão do CRPS que o lançamento foi anulado por falta de caracterização da cessão de mão de obra. Não há menção de que o vício tenha sido por erro formal ou material. Apenas informa que o órgão fiscalizador pode refazer o lançamento, deixando a critério da fiscalização o novo lançamento ou não, com base no artigo 173, II, do CTN, no entender do relator do Acórdão do CRPS. Vale lembrar, como norma subsidiária, o que dispõe o artigo 469, I, do CPC, estabelecendo que os motivos da sentença não fazem coisa julgada: Art. 469. Não fazem coisa julgada: I os motivos, ainda que importantes para determinar o alcance da parte dispositiva da sentença; Quanto ao efeito imediato da existência de vício, por ampla maioria entende o colegiado (CRPS) que o lançamento é nulo, não tendo prosperado a tese de que seria possível, mesmo que reconhecido o prejuízo ao direito de defesa, a complementação do relatório fiscal a fim de suprir suas omissões. Destarte, devese analisar que tipo de vício, se formal ou material, foi objeto da anulação do primeiro lançamento para poder se definir o marco inicial do prazo decadencial da constituição do novo lançamento do crédito tributário anulado. Quanto ao vício formal, o Código Tributário Nacional CTN confere regra especial para a decadência do direito de constituição do crédito tributário: Fl. 595DF CARF MF Emitido em 04/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13502.000377/200815 Acórdão n.º 280300.860 S2TE03 Fl. 142 4 Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extingue se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. Consoante art. 173. II, do CTN, acima transcrito, somente reinicia o prazo decadencial quando a anulação do lançamento anterior decorreu da existência de vício formal, onde se conclui que não há reinício do prazo quando a anulação se dá por outras causas (vício material), pois a regra geral é a ininterrupção, conforme artigo 207 do Código Civil: Código Civil: Art. 207. Salvo disposição legal em contrário, não se aplicam à decadência as normas que impedem, suspendem ou interrompem a prescrição. No mesmo sentido é o entendimento do Superior Tribunal de Justiça – STJ, que estabelece a aplicação do art. 173, II, do CTN somente para vício formal, como segue: Processo AGRESP 200800866207AGRESP AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL 1050432 Relator(a) CASTRO MEIRA, STJ, SEGUNDA TURMA, Fonte DJE DATA:02/06/2010 Ementa TRIBUTÁRIO. LANÇAMENTO FISCAL ANULADO. VÍCIO MATERIAL. SUSPENSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. 1. Apenas a existência de vício formal autoriza aplicação do artigo 173, II do Código Tributário Nacional em que o prazo decadencial passa a contar da data em que se tornar definitiva a anulação de lançamento tributário. Precedente. 2. Agravo regimental não provido. Ainda que o Código Civil estabeleça efeitos para os vícios formais dos negócios jurídicos, artigo 166, quando se tratam de atos administrativos, como o lançamento tributário por exemplo, é no Direito Administrativo que se encontram as regras especiais de validade dos atos praticados pela Administração Pública: competência, motivo, conteúdo, forma e finalidade. É formal o vício que contamina o ato administrativo em seu elemento “forma”; por toda a doutrina, cito a Professora Maria Sylvia Zanella Di Pietro. 1 Segundo a autora, o elemento “forma” comporta duas concepções: uma restrita, que considera forma como a exteriorização do ato administrativo (por exemplo: auto de infração) e outra ampla, que inclui todas as demais formalidades (por exemplo: precedido de MPF, ciência obrigatória do sujeito passivo, oportunidade de impugnação no prazo legal etc), isto é, esta última confunde 1 DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella: Direito Administrativo, São Paulo: Editora Atlas, 11ª edição, páginas 187 a 192. Fl. 596DF CARF MF Emitido em 04/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13502.000377/200815 Acórdão n.º 280300.860 S2TE03 Fl. 143 5 se com o conceito de procedimento, prática de atos consecutivos visando a consecução de determinado resultado final. O Professor Eduardo Sabbag, Manual de Direito Tributário, São Paulo: Saraiva, 1 ª ed., 2009, p.773, quanto aos vícios formal e material, menciona: Ressaltese que o comando se refere a vicio formal – aquele inerente ao procedimento do lançamento (e.g., insuficiência/ausência na fundamentação no lançamento; ausência de assinatura da autoridade fiscal, etc), desde a atividade de fiscalização até a notificação do lançamento ao sujeito passivo, e não a insubsistência do lançamento por vícios de índole “material”. Estes dizem com a substância da obrigação tributária, com a validade e com a incidência da lei, v.g. inexistência de fato gerador, atribuição de responsabilidade a quem legalmente não a tenha, situações de imunidade, de isenção etc. Portanto, há que se diferenciar o vício formal (adjetivo) daquele de natureza material (substantivo). Portanto, qualquer que seja a concepção, “forma” não se confunde com o “conteúdo” material ou objeto. É um requisito de validade através do qual o ato administrativo, praticado porque o motivo que o deflagra ocorreu, é exteriorizado para a realização da finalidade determinada pela lei. E quando se diz “exteriorização” devemos concebêla como a materialização de um ato de vontade através de determinado instrumento. Daí temse que conteúdo e forma não se confundem: um mesmo conteúdo pode ser veiculado através de vários instrumentos, mas somente será válido nas relações jurídicas entre a Administração Pública e os administrados aquele prescrito em lei. Nas relações de direito público a forma confere segurança ao administrado contra investidas arbitrárias da Administração. Os efeitos dos atos administrativos impositivos ou de império são quase sempre gravosos para os administrados, daí a exigência legal de formalidades ou ritos. No caso do ato administrativo de lançamento, o auto de infração/notificação fiscal com todos os seus relatórios e elementos extrínsecos é o instrumento de constituição do crédito tributário. E a sua lavratura se dá em razão da ocorrência do fato descrito pela regra matriz como gerador de obrigação tributária. Quando a descrição do fato não é suficiente para a certeza de sua ocorrência, carente que é de algum elemento material necessário para gerar obrigação tributária, o lançamento se encontra viciado por ser o crédito dele decorrente duvidoso. É o que a jurisprudência deste Conselho denomina de vício material: “[...]RECURSO EX OFFICIO – NULIDADE DO LANÇAMENTO – VÍCIO FORMAL. A verificação da ocorrência do fato gerador da obrigação, a determinação da matéria tributável, o cálculo do montante do tributo devido e a identificação do sujeito passivo, definidos no artigo 142 do Código Tributário Nacional – CTN, são elementos fundamentais, intrínsecos, do lançamento, sem cuja delimitação precisa não se pode admitir a existência da obrigação tributária em concreto. O levantamento e observância desses elementos básicos antecedem e são preparatórios à sua formalização, a qual se dá no momento seguinte, mediante a lavratura do auto de infração, seguida da notificação ao sujeito passivo, quando, aí sim, deverão estar presentes os seus requisitos formais, extrínsecos, como, por exemplo, a assinatura do autuante, com a indicação Fl. 597DF CARF MF Emitido em 04/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13502.000377/200815 Acórdão n.º 280300.860 S2TE03 Fl. 144 6 de seu cargo ou função e o número de matrícula; a assinatura do chefe do órgão expedidor ou de outro servidor autorizado, com a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula.[...]” (7ª Câmara do 1º Conselho de Contribuintes – Recurso nº 129.310, Sessão de 09/07/2002) Por sua vez, o vício material do lançamento ocorre quando a autoridade lançadora não demonstra/descreve de forma clara e precisa os fatos/motivos que a levaram a lavrar a notificação fiscal e/ou auto de infração. Diz respeito ao conteúdo do ato administrativo, pressupostos intrínsecos do lançamento. Conforme acórdão do Conselho de Contribuintes, abaixo mencionado, restará configurado o vício material quando há equívocos na construção do lançamento, artigo 142 do CTN: O vício material ocorre quando o auto de infração não preenche aos requisitos constantes do art. 142 do Código Tributário Nacional, havendo equívoco na construção do lançamento quanto à verificação das condições legais para a exigência do tributo ou contribuição do crédito tributário, enquanto que o vício formal ocorre quando o lançamento contiver omissão ou inobservância de formalidades essenciais, de normas que regem o procedimento da lavratura do auto, ou seja, da maneira de sua realização... (Acórdão n° 19200.015 IRPF, de 14/10/2008 da Segunda Turma Especial do Primeiro Conselho de Contribuintes) Não se pode agrupar sob uma mesma denominação vício formal e vício material. Nesse sentido: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL – NULIDADE VÍCIO FORMAL LANÇAMENTO FISCAL COM ALEGADO ERRO DE IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO – INEXISTÊNCIA – Os vícios formais são aqueles que não interferem no litígio propriamente dito, ou seja, correspondem a elementos cuja ausência não impede a compreensão dos fatos que baseiam as infrações imputadas. Circunscrevemse a exigências legais para garantia da integridade do lançamento como ato de ofício, mas não pertencem ao seu conteúdo material. O suposto erro na identificação do sujeito passivo caracteriza vício substancial, uma nulidade absoluta, não permitindo a contagem do prazo especial para decadência previsto no art. 173, II, do CTN. (Acórdão n° 10808.174 IRPJ, de 23/02/2005 da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes). Os vícios em geral, desde que comprovado o prejuízo à defesa, implicam nulidade do lançamento, mas é justamente essa diferença acima que justifica a possibilidade de lançamento substitutivo apenas quando o vício é formal. O rigor da forma como requisito de validade gera um cem número de lançamentos anulados. Em função desse prejuízo para o interesse público é que se inseriu no Códex Tributário a regra de interrupção da decadência para a realização de lançamento substitutivo do anterior, anulado por simples vício na formalização. Fl. 598DF CARF MF Emitido em 04/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13502.000377/200815 Acórdão n.º 280300.860 S2TE03 Fl. 145 7 De fato, forma não pode ter a mesma relevância da matéria que dela se utiliza como veículo. Ainda que anulado o ato por vício formal, podese assegurar que o fato gerador da obrigação existiu e continua existindo, diferentemente da nulidade por vício material. Caso não houvesse a interrupção da decadência, o Estado estaria impedido de refazer o ato através da forma válida. Não se duvida da forma como instrumento de proteção do particular, mas nem por isso ela se situa no mesmo plano de relevância do conteúdo. Ressaltese que a fiscalização observa que, realmente, na mencionada ação fiscal não foi examinada a existência (ou não) do instituto da responsabilidade solidária nos contratos de prestação de serviços que a Caraíba Metais S/A firmou com diversas empresas prestadoras (item 1.5 do relatório fiscal, fls. 117). No Relatório Fiscal explicita a falta da análise dos contratos de prestação de serviços por cessão de mãodeobra e de construção civil. Por esta razão, o contribuinte também foi cientificado através do MPF n° 09220145, de 10/02/2005, no campo "Descrição Sumária" que a ação fiscal encerrada em 17/11/1995 não verificou a existência de responsabilidade solidária na cessão de mãodeobra/construção civil (item 1.6 do relatório fiscal, fls. 117/118). Destaquese, ainda, que segundo o STJ não se aplicam às empresas transportadoras de cargas as determinações da Lei nº 9.711, de 20/11/1998, que alterou o art. 31, da Lei nº 8.212/1991, visto que a nova redação dada ao inciso XVIII do § 2º do artigo 219 do Decreto n. 3.048/99, pelo Decreto n. 4.729, de 09 de junho de 2003, suprimiu da lista de serviços realizados mediante cessão de mão de obra as operações de 'transporte de cargas', permanecendo, apenas, as operações de 'transporte de passageiros”, como segue: Processo RESP 200500457779RESP RECURSO ESPECIAL 735005 Relator(a) JOSÉ DELGADO Órgão julgador PRIMEIRA TURMA Fonte DJ DATA:27/06/2005 PG:00292 Ementa TRIBUTÁRIO.CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇO. RETENÇÃODE11% SOBRE FATURAS. ART. 31 DA LEI Nº 8.212/91, COM A REDAÇÃO DA LEI Nº 9.711/98. NOVA SISTEMÁTICA DE ARRECADAÇÃO MAIS COMPLEXA, SEM AFETAÇÃO DAS BASES LEGAIS DA ENTIDADE TRIBUTÁRIA MATERIAL DA EXAÇÃO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇO DE TRANSPORTE DE CARGAS.INAPLICABILIDADE. 1. O julgador não está obrigado a enfrentar todas as teses jurídicas deduzidas pelas partes, sendo suficiente que preste fundamentadamente a tutela jurisdicional. In casu, não obstante em sentido contrário ao pretendido pelo recorrente, constatase que a lide foi regularmente apreciada pela Corte de origem, o que afasta a alegada negativa de prestação jurisdicional. 2. A Lei nº 9.711de20/11/1998, que alterou o art. 31 da Lei nº 8.212/1991, não criou qualquer nova contribuição sobre o faturamento, nem alterou a alíquota, nem a base de cálculo da contribuição previdenciária sobre a folha de pagamento. 3. A determinação do mencionado artigo 31 configura, apenas, uma técnica de arrecadação da contribuição previdenciária, colocando as empresas tomadoras de serviço como responsáveis tributários pela forma de substituição tributária. 4. O procedimento a ser adotado não viola qualquer disposição legal, haja vista que, Fl. 599DF CARF MF Emitido em 04/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13502.000377/200815 Acórdão n.º 280300.860 S2TE03 Fl. 146 8 apenas, obriga a empresa contratante de serviços a reter da empresa contratada, em benefício da previdência social, o percentualde11% sobre o valor dos serviços constantes da nota fiscal ou fatura, a título de contribuição previdenciária, em face dos encargos de lei decorrentes da contratação de pessoal. 5. A prestadora dos serviços, isto é, a empresa contratada, que sofreu a retenção, procede, no mês de competência, a uma simples operação aritmética: de posse do valor devido a título de contribuição previdenciária incidente sobre a folha de pagamento, diminuirá deste valor o que foi retido pela tomadora de serviços; se o valor devido a título de contribuição previdenciária for menor, recolhe, ao GRPS, o montante devedor respectivo, se o valor retido for maior do que o devido, no mês de competência, requererá a restituição do seu saldo credor. 6. O que a lei criou foi, apenas, uma nova sistemática de arrecadação, embora mais complexa para o contribuinte, porém, sem afetar as bases legais da entidade tributária material da contribuição previdenciária. 7. Entretanto, no caso em apreço, cuidase prestação de serviços por empresas transportadoras de cargas,não se aplicando as determinações da Lei nº 9.711,de20/11/1998, que alterou o art. 31, da Lei nº 8.212/1991, visto que: "A nova redação dada ao inciso XVIII do § 2º do artigo 219 do Decreto n. 3.048/99, pelo Decreto n. 4.729,de09dejunhode2003, suprimiu da lista de serviços realizados mediante cessão de mãodeobra as operações de 'transporte de cargas',permanecendo, apenas, as operações de 'transporte de passageiros, inclusive nos casos de concessão ou sub concessão". (REsp nº 504994/RS, Rel. Min. Franciulli Netto, DJde10/05/2004). No mesmo sentido: REsp 620574/PR, Relª. Minª. Denise Arruda, DJde08/11/2004, REsp 641086/SP, Rel. Min. Francisco Falcão, DJde06/12/2004. 8. Recurso especial provido. Por todo o exposto, não vejo com estender para o vício do lançamento decorrente da falta de descrição clara e precisa do fato gerador a regra especial no artigo 173, II, mas tão somente as regras gerais nos artigos 150, §4° e 173, I, do Código Tributário Nacional. Não se pode fazer o lançamento de fato gerador que não foi examinado a sua existência, corroborada com a falta de análise dos contratos de prestação de serviços por cessão de mãodeobra, fatos estes ratificados pela fiscalização. Como se pode complementar ou fazer a correção de fato gerador não claramente demonstrado, e as possíveis caracterizações de fato gerador detectadas no lançamento não se aplicam às empresas transportadoras de cargas em razão sas determinações da Lei nº 9.711, de 20/11/1998, que alterou o art. 31, da Lei nº 8.212/1991, visto que a nova redação dada ao inciso XVIII do § 2º do artigo 219 do Decreto n. 3.048/99, pelo Decreto n. 4.729, de 09 de junho de 2003, suprimiu da lista de serviços realizados mediante cessãodemão de obra as operações de 'transporte de cargas'. Pelo exposto, não há falar que o artigo 469 do CPC visou esclarecer o alcance da coisa julgada, tampouco, a preclusão da discussão quanto a erro material ou formal e a aplicação do inciso II, do art. 173 do CTN para lançamento que se entende ser por vício material em razão da definição exata do fato gerador. Destarte, no presente caso, entendo não ser possível a aplicação da regra do art. 173, inciso II do CTN por se tratar de erro material. Qualquer que seja a regra decadencial Fl. 600DF CARF MF Emitido em 04/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13502.000377/200815 Acórdão n.º 280300.860 S2TE03 Fl. 147 9 do art. 150, § 4o., ou 173, inciso I, ambas do CTN, todo o período do lançamento: 09/93 a 06/98 está por ela alcançado. Ainda que não considerasse o lançamento decadente, a hipótese de lançamento de fato gerador por responsabilidade solidária de cessão de mãodeobra sobre transporte de carga é improcedente. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto em conhecer dos embargos sem efeitos modificativos, mantendo a decisão recorrida. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Fl. 601DF CARF MF Emitido em 04/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 29/07/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Numero do processo: 11128.004438/97-52
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2005
Numero da decisão: 303-01.027
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por. unanimidade de votos, converter o julgamento do
recurso em diligência nos termos do voto do relator.
Nome do relator: ZENALDO LOIBMAN
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Esteve presente a Proçuradora da Fazenda Nacional M;uia Cecíliâ Barbosa. . " / -' " 11128.004438/97 •.52 125.830 13 de abril de 2005 KENKO DO BRASIL IND. E COM. LTDA. DRJ/SÃO PAULO/SP R. E S O L U ç Ã O Nº 303~Ol.O'27 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos., MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA , . RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conse,lho de Contribuintes, por. unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência nos tennos do voto do relator. A4~I ~~~;:t~EDAUDTPRIETO .. , , ./ Processo nO Recurso n° Sessão de Recorrente(s) Recorrida DM I, Processo n° Resolução nO 11128.004438/97-52 3b3-01.027 RELATÓRIO. ~.' .)..• ,~"'. Esclareça-se que o processo 11128.002.683/95-63 em apenso tratava de notificação para pagamento do crédito tribUtário decorrente dos mesmos fatos . geradores do crédito exigido neste presente processo 11128.004.438/97-52. Naquele a cobrança decorria da só existência de Termo de Responsabilidade assinado pelo importador. A autondade administrativa fiscal havia negado às fls. 42 do processo em apenso a apreciação de impugnação, mas o interess~do obteve do Poder Judiciário liminar em M.S para garantir seu direito de defesa .. Do Termo não consta a descrição dos fatos que ensejam a cobrança, requisito indispensável à possibilidade de ampla defesa, de forma, que a simples notificação para pagamento ~onfonne consta às fls.' O 1 do processo em apenso não preenche os requisitos exigidos pelo P.AF . . O despacho de fls. 64 da DRJ, no processo 11128.002.683 em apenso, propôs em 23/09/97 que aALF/P.Santos providenciasse a constituição do crédito tributário através de auto <;le infração ou de notificação de lançamento reabrindo o prazo para a impugnação correspondente. Trata o presente processo da exigência de crédito tributário lançado pelo auto de infração de fls. 01/06, cobrando imposto de importação (LI) e IPI vinculado àimportação, acrescidos de multa de ofício e juros de mora. O importador por meio da DI n° 009945, de 18/02/1994, declarou a importação' de "POLIACIÜLATO DE SÓDIO ENXERTADO COM AMIDO OU OUTRA SUBSTÂNCIA ABSORVENTE ..APLICAÇÃO EM FRALDAS DESCARTÁVEIS. ,NOME. COMERCIAL: AQUA KEEP SA 60S\', classificando-o no destaque EX 001 . do código 3906.90.9900, criado pela PortariaMF n° 402/93, que reduziu a alíquota do LI para 0%. O L~udo Técnico, de fls. 19, a partir de amostra, identificou a mercadoria como POLIACRILATO DE SÓDIO, um outro polímero acrílico; um produto de polimerização,.p.ão 'sendo detectada a presença de amido ou outra substância absorvente além do componente principal. Por decorrência a fiscalização concluiu que não cabe o benefício do '; EX, devendo ser aplicadas as alíquotas de 15% para o LI ~ de 12% para o IPI-v. ft 2 ., j .<It' . ----4.,.,------------------------------------------- Processo nO Resolução n° 11128.004438/97-52 303-01.027 o. interes~ado não concordou com a classificação apontada pela fiscalização e apresentou a .impugnação de fls. 28/37 ,com as seguintes principais. alegações: L o. LABANA admitiu que o "Aquakeep SA' 60S" pOSSUi /' capacidade absorvente. 2. O produto é uma resina superabsorvente, com utilização específicã na áreá de fraldas e outros objetos. 3. Junta Laudo do Departamento de Engenharia dos Materiais da Universidade de São Carlos atestando que o produto tem grande aplicação como material SUPERABSo.RVENTE. I 4. Não cabe cobrar multa de oficio,. uma vez que descreveu, corretamente a mercadoria, ~os termos do ADN 36/95 da COSIT. . . . . ~ 5. Junta também Relatório Técnico do INT que analisou, amostra do produto "AQUA KEEP CA" .. 6. Não cabe também a multa d~ IPI por falta de. Nota Fiscal, porquanto não se emite Nota Fiscal para pagamento do IPI na importação. 7. o. EX se refere a amido ou outra substância absorvente, e há substância absorvente no produto importado . • I 8. Requer nova perícia ~o INT, indagando-se sobre a existência ou não de elemento absorvente 110 produto.! A DRJ em face das alegações do interessado, solicitou nova perícia ao INT para identificação da mercadoria, conform'e consta às fls. 101/102. No entanto, consta às fls. 106 que a análise não pôde ser realizada por impossibilidade de se localizar a amostra da mercadoria em poder do LABANA dado -.Q longo períódo de tempo decorrido entre a coleta e a solicitação da nova perícia. A 23 Turma de Julgamento d~ DRJ/SPO lI, por unanimidade de votos, decidiu pela procedência do lançamento. As razões evocadas foram resumidamente que:. a) o. litígio está em se determinar se a mercadoria importada se. enqu1;ldraou ~ão no EX 001 do código 3906.90.9900. . b) o. laudo do LABANA descreveu a mercadoria como sendo "Poliacrilatode Sódio, um produto de polimerização, na forma de pó". Acrescentóu I . I 3 4 também que segundo os ensaios realizados não foi detectada a presença de amido ou outra substância absorvente. Além das razões Ja antes expostas na ,ocaSlao da impugnação acrescentou entre seus argumentos, resumidamente, o que segue: 11128.00443S/97-52 303:'01.027 Processo nO Resolução n° j~Y..H\, /,V Pede que seja 'dado provimento integral ao seu recurso, porque o produto iInportado objeto da lide, contém. na verdade substância absorvente; o queáo. seu ver ficou amplamente demonstrado, e o EX foi pleiteado corretamente, daí ser insubsistente a autuação. d) Somente' pode gozar do, EX em foco a mercadoria que se identifique rigorosamente com a descrita no EX 001 acima indicado, portanto, somente o Poliacrilato de Sódio com amido ou outra substância absorvente é que,pode ser beneficiado com a redução pretendida. O LABANA descartou a pr-esença de amido ou outra substânçia absorvente . c) O art. 129 do ,RA com fulCro no art. 111 do CTN determina que a legislação que' dispuser sobre outorga de isenção ou redução de imposto de importação deve ser interpretada literalmente. Dentro do prazo legal, o contribuinte insatisfeito com a decisão de primeira instância, protocolou seu' recurso voluntário ao Conselho de Contribuintes, conforme consta às fls. 125/141. \ •e) O fato de o LÂBANA ter assentido que o produto tem 'capacidade absorvente, como também consta dos demais laudos juntados pelo impugnante, não signific,\ que atenda -aodisposto no EX. O texto da norma exige que . - o Poliacrilato de Sódio esteja enxertado com amido ou.outra substância absorvente e não que ele tenha 'em si mesmo propriedades absorventes, pois se assim não fosse, o texto do EX se limitaria a conceder o beneficio ao Poliacrilato de Sódio pura e simplesmente sem fazer referência à presença de substância absorvente. t) I É cabível a multa prevista no art. 44,1, da Lei 9.430/96 por haver se configurado declaração inexata, incorreta, pelo que não pode o importador se beneficiar do disposto no ADN 10/97. ' g) Cabível também a multa capitulada no art. ,80, lI, da Lei 4.502/64c/a redação dada pelo art. 45 da Lei 9.430/96, por falta de declaração do IPI na DI. Embora a lei se refira a falta de lançamento na Nota Fiscal é sempre oportuno lembrar que no casõ do IPI-vinculado o documento hábil para lançar o imposto é a Declaração de Importação, conforme estabelece o art. 110, lI;alíneas "a" e "c" da I TIPI/1998. 5 5. Foi juntada aos autos Literatura sobre o material importado no qual se evidencia ser un;a resina superabsorvente, com utilização específica como fraldas e outros art~gos absorventes 11128.004438/97-52 303-01.027 Processo nO ,Resolução n° 4. Ocorre que o próprio LABANA ,de forma expressa, reconheceu que o produto "AQUA KEEP SA 60S" possui capacidade'absorVente quando'analisou a amostra sob os itens "Capacidade Absorvente da s.oluçao salina" e "Capacidade Absorvente de Urina Sintética". PÓ outro lado a ora recorrente demonstrou que os laudos do, LABANAa .respeito ~ão são uniformes', visto que em outras análises admitem que 0 produto, apresenta características de um absorvente e, mais' tarde, provo.cado, muda a redação, omitindo expressões anteriores, confovme se observa nas cópias documentais acostadas à impugnação. 6. O Laudo nO79/94-A, da Univ. São Carlos, confirina se tratar de uma resina de Polia~rilato de Sódio pertencente à classe dos polieletrólitos "com grande aplicação como, material SUPERABSORVENTE",salientando-se. que esse laudo referiu-se a amostra do produto indicado e cujas propriedades químicas e técnicas são inteiriças. O Laudo nO 101.249, de 22/05/95, produzido pelo INT-RJ., também analisou amostra do produto "objetivando a identificação de polímero super absorvente para fralda descartável" e concluiu que "os espectros das amostras apresentam picos característicos de Poliacrilato de Sódio (padrão secundário) e picos que sugerem a presença de derivados de celulose". \ 7'. Apesar dessas evidências o julgador de" primeira instância apegou-se exclusivamente à conclusão do LABANA. Ora a documentação trazida aos autos não deixa 'margem a 'dúvida quanto à eXistência de 'elemento absorvente no produto discutido. 3. A, autuada requereu na fase inicial a realização de nova perícia, ao INT/RJ a ser realizada em amostra a ,ser fornecida pela autoridade aduaneira. A DRJ acolheu o pedido e solicitou a nova perícia, no entanto, consta dos autos que o INT não pôde realiza-la por impossibilidade de se localizar a amostra em poder do LABANA dado o longo lapso temporal entre a coleta e a solicitação da nova perícia. , . 2. A recorrente, conforme, já fizera na impugnação, reafirma que se trata de uma RESINA SUPERABSORVENTE, tanto que, é ,utilizada especificamente na área de fraldas e qfins, fato comprovado por laudos da Universidade de São Carlos e do INT, ambos anexados aos autos. Consta também informação sobre 'a patente européia do produto, de propriedade do fabricante, recuperada pela autuada, que prova se tratar de resina superabsorvente. 1. O produto importado foi o "AQUA KEEP SA 60S".O LABANA com base em amostra retirada do produto PRODUZIU O LAUDO DE FLS. 19. ' \-' 6 11. A impraticabilidade da perícia, então tida como necessária à dirimência da questão, decorreu de culpa única e exclusiva da autoridade aduaneira, não sendo justo, transferir-se ao contribuinte o ônus desse fato. 11128.004438/97-52 303-01.027 Processo nO Resolução n° , 9. Ademais o próprio laudo LABANA no qual se concentrou a decisão recorrida RECONHECEU, QUE A AMOSTRA APRESENTA CARACTERÍSTICA ABSORVENTE. É de se questionar, então, como poderia tal material ser sirn,plesmente um Poliacrilato de Sódio Reticulado e possuir grande capacidade de absorção? Nãd teria ele, nece'ssariamente, que possuir substâncias absorventes? Não resta a menor dúvida de que o "AQUA KÉEP SA 60S" contém substância superabsorvente de líquidos, ou seja, solução salina, urina, sangue e outros. 13. A não localização da referida amostra prejudica a. recorrente, o que configura cerceamento ao direito de defesa e ofende o disposto no art. 5°, LV, da Carta Magrta, conforme já decidiu esse prestigioso Colegiado. Cita 'o Ac.301-26.615, D.O.U de08/0l/93, p. 203. ' " . 10. Portanto o produto importado se adequou perfeitamente à descrição literal do ÉX : "Poliacrilato de sódio. associado com Amido ou outra substância absorvente". 'Uma coisa ou o]ltra. E há substância absorvente no produto sob exame.O que foi atestado em todos os laudos trazidos aos autos. Por isso o interessado não teve receio de, solicitar com base na legislação regente, 'nóva perícia pelo INT, de forma oficial, ou seja, sobre amostra que deveria estar sob custódia da autoridade aduaneira. 8. Deve ser lembrado que a ora recorrente foi autuada em várias importações. em relação a eS,se mesmo produto e aquele instituto (INT). tem se' manifestado de modo contrário ao LABANA. O produto "AQUA KEEP SA60S" e mundialmente conhecido como absorvente de líquidos, para higiene feminina e em fraldas absorventes descartáveis, o que consta da literatura e do - catálogo apresentados, e que também é do conhecimento de todo ô mercado consu~nidor. Aliás, o objetivo social da recorrente é a produção, importação, exportação e. "comercialização de ABSORVENTES femininos e fraldas descartáveis, além de qutros. 12. A interessada não se furtou a -apresentar as provas de que dispunha, em momento' oportuno, oferecendo o màior número. possível de dados. A . formulação do produto é segredo industrial conforme sabe a autoridade fi$cal em razão de outros processos similares, daÍ. o rastreamento da aludida Patente e a adoção de providências prévias antes mencionadas. A interessada sabia do risco de a I autoridade julgadora desconsiderar todo o trabalho técnico e por isso requereu a nova perícia sob suas expensas, e com a oportunidade de formular novos quesitos a ser realizada sobre amostra oficial. 7 'b) SE decida contra o fisco, na medida que por sua umca e exclusiva culpa não pôde o INT produzir a nova perícia admitida e solicitada pela. . I \ 11128.004438/97-52 303-01.027 Processo n° Resolução n° , 18. Por fim, diante da culpa administrativa pela impossibilidade de nova perícia, prejudicando o direito do contribuinte, há de prevalecer de duas uma das seguintes proposições: \ 16. \ Não bastasse isso a decisão recorrida afirma ser cabível a multa 'do art. 4.4, I,da Lei 9.430/96, pretendendo que não seria a mera soliCitação indevida' de enquadramento em EX, mas descrição incorreta. Com o que demonstra totàl desconhecimento do Ato Declaratório Interpretativo n° 1'3/2002, publicado no D.O.U de 11/09/2002, que justamente dispõe sobre a nãó aplicabilidade da referida multa de oficio.Transcreve às fls. 135" o art. lOdo referido Ato. Em nenhum momento do processo ficoú caracterizado que a defendente teria agido de má-fé ou com in'tuito doloso, ao contrário, forneceu todos os elementos necessários à identificação do "AQUA KEEP", DESCREVENDO-O CORRETAMENTE: a) OUse admite a prova emprestada (mais do que isso, já que se trata do mesmo produto, do mesmo fabricante, da mesma empresa interessada, mesmo nome comerciât, etc.), OU então, 15. Cabe lembrar que o art.30 do Decreto 70.235/72 c/a nova redação dada pelo art. 67 da Lei 9.532/97 atribui eficácia a laudos e pareceres . exarados em outros processos administrativos quando se tratem de prodútos originários do mesmo fabricante, com igual denominação, marca e especificação. Trata-s.e da prova emprestada que vem sendo utilizada pelo fisco. Assim a recorrente requer o aproveitamento para este processo dos Relatórios Técnicos anexados aos autos, do mesmo importador, dra recorrente, já que d mesmo foi. \ lavrado sobre amostra do mesmo produto e fabricante e com igual denominação, marca e especificação" . 17. Também não procede a cobrança da multa do art.80,I1 d~ Lei 4502/64, c/a redação dada pelo art.45 da Lei .9.430/96. Tal multa é absolutamente atípica à hipótese descrita nestes autos.A norma refere-se a nota fiscal e não se 'emite nota fiscal para pagamento do IPI na importação e para o desembaraço aduaneiro, e esa distinção é feita no art.55 do RA. E esse é o entendimento do Egrégio Terceiro . Conselho, conforme Ac.303-28.496, D.O.U de 14/05/97,p.9920; Ac.303-28550-' D.O.U de 10/07~97,p. 14571. Também no inesmo sentido pronunciou-se a CSRF, Ac. CSRF/03-02!256, D.O.U de 20/02/97,p. 3170. . . 14. No caso concreto a autoridade julgadora atendeu o pedido e deferiu a nova perícia' consideràda necessária, mas a autoridade local não foi diligente _ sobre aguarda da ,amostra. Nem sequer houve alegação de Força Maior ou Caso fortuito, apenas uma afirmação simplista quanto ao temp.o decorrido.Ora nenhuma culpa cabe à parte pela demora na trarpitação do presente processo; ..' I Processo n° Resolução n° 11128.004438/97-52 303-01.027 I autoridade julgadora de primeira instância. A partir do momento em que foi deferida passou a integrar o processo como ato formal, necessário e dirimente da questão, sob pena de se ferir os princípios do Contraditório e da Plena defesa. Do pedido de encaminhamento do recurso voluntário consta, às fls. 126; a informação de arrolamento dos bens. constántes da NF Fatura n° 006086 emitida pela empresa COMPUMICRO Soluções em Infonhática cuja via autenticada anexa ao recurso às fls. 144.. Há ,às fls. 145, despacho da repartição de origem que atesta a regularidade do procedimento e recomenda o encaminhamento. do recurso ao Conselho de Contribuintes, com o que se entende o cumprimento da apresentação da garantia recursal. ' É o relatório. 8 ,, , Processo rio Resolução n° 11128.004438/97-52 .303-01.027 VOTO " Conselheiro Zenaldo Loibman, Relator . Estão presentes os requisitos de admissibilidade do recurso e trata-se de matéria abrangida na competência desta 33 Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes. , . Em que pese a informação de não mais existir amostra do produto importado correspondente á DI especificada nos autos, considerando os laudos exarados pela Universidade de São Carlos e pelo INT/RJ com relação ao mesmo produto, porém com base em amostra não retirada da mercadoria referente à DI sob. análise, e ,também o laudo emitido. pelo LABANA com base na amostra retirada da mercadoria importada e suposta em relação" ao mesmo produto de nOme .comercial "AQUAKEEP SA 60S", entendo ser possível com a ajuda de uma diligência ao INT/RJ suprir os autos com a informação suficiente a dirimir a questão remanescente. , " O laudo LABANA admite propriedades. absorventes no produto analisado, mas diz que apenas identificou "poliacrilato de sódio, um produto de polimerização, na/orma de pó grosso". Por outro lado o importador apresenta dois laúdos, um da Universidade de São Carlos que se refere ao "Aqua-Keep SA 60", e outro do INT/RJ, que descreve análise por espectrofotometria em ,relação a .duas amostras, uma delas em relação ao "Aqualic CA W4" e a outra em relação ao "Aqualic Keep". Ambos foram produzidos com base em amostras não retiradas do produto importado por meio da DI n0009.945/94. . 4 I O laudo da U.São Carlos, ao que pàrece se refere ao mesmo produto : comercial ,declarado na' DI, afirma que a a~ostra identificada como "Áquakeep SA 60" é constituída de uma resina de poliilcrilato de sódio, que pertence à. classe dos eletrólitos e apresenta grande aplicação como material absorvente. Quanto ao laudo produzido pelo INT/RJ, faz referência a nomes comerciais distintos daquele declarado na DI considerada, havendo dúvida se o que denomina por "Aqualic Keep" é o mesmo que " Aquakeep SA 60S" ou não. A premissa que proponho é que a falta de amostt:a, não preservada pela repartição aduaneira, mesmo sabendo que havia pendência com relação ao pressente proce,sso, de nenhum modo poderá vir a trazer'prejuízo ao interessado. 9 , i j ./ " I {:".,-,;;~ 10 .E)e sorte que se alguma dúvida houvesse quanto à natureza do produto importado; a dúvida militaria em favor do autuàdo, sob pena de cerceamento ao direito de defesa. . 11'128.004438/97-52 303-01.027 Antes de se devolver o processo ao Conselho de"Contribuintes com' as respostas do INT, a repartição de origem deve informar às partes das respostas, formuladas, para, se quiserem, se pronunciar a respeito. . A repartição de origem deve intimar o recorrente e abrir-lhe prazo regulamentar para, se quiser, acrescentar outros quesitos ao INT,. Igual oportunidade deve ser proporcionada à fiscalização aduaneira. 'I) Des,creva o produto cujo nome comercial é "AQUAKEEP r SA 60S", indicando se além do componente principal Poli(Acrilato de Sódio) há nele amido ou qualquer outra substância absorvente? Se for o caso indique qual seja essa substância absorvente. De forma que entendo ser útil à solução da presente lide: a conversão do julgamento em diligência, para que sob as custas do interessado, e conforme sua solicitação, a repartição de origem providencie junto ao INT/RJ a resposta ao seguinte quesito que proponho: Até este ponto podemos dizer com certeza que nestes autos se encontram pelo menos dois laudos que' se referem. ao produto comercial "AQUAKEEP SA 60", um é o do LABANA com base em amostra retirada do produto correspondente à DI especificada no auto de infração, e o outro é o da Universidade de São Carlos. Quanto ao laudo do INT/RJ, anexado às fls. 87, sob o título de "RELATÓRIO TÉCNICO N° 101249", emitido em 22/05/1995 não há certeza de que se refira ao mesmo produto comercial, conforme já se explicitou acÍina. De modo que a conseqüência imediata da não disponibilidade de amostra do produto importado para a realização de nova perícia, é a de que se deve tomar por ponto de. partida que na importação considerada se trata do produto cujo nome comercial é "AQUAKEEP SA 60S". O que ',aliás, em nenhum momento fora contraditadb, nos autos, pela autoridade aduaneira. Ao contrário, o laudo LABANA, cuja conclusão foi assumida como fundamentação para a autuação, .trata de descrever produto apresentado ein saco de papel contendo pó grosso incolor e impressão da denominação comercial: "AQUAKEEP SA 60S", e na sua análise faz referência a consulta bibliográfica a respeito da mercadoria com a denominação especificada para afirmar ser poliacrilato de sódio reticulado. com capacidade absorv~nte para solução salina e para urina sintética conforme especificado às fls. 19. Processo n° Resolução n° "- í , I .'\ " \.' ,, -( " 1'1 " " ", " , <" I. I ,) " I, I" , , ,/ ' r, \" r • ~or todo O exposto \;oto por conyerter op~esente jplgamento ,'. . , '." . . \ " , \ ~\ ) I ,~ ./ em - ), " Ij , '."'.,1 .. I .1n28.004438/97:.52, "- 303-01.027 ,. .' Sala das Sessões, em 13 d~abri'1 de 2boS ... _ r " ,; " ,j, Processo n°. Resolução, n~ . diligêiiciá~ I., 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008 00000009 00000010 00000011
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