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Numero do processo: 13634.000137/87-11
Data da sessão: Fri Jul 08 00:00:00 UTC 1988
Ementa: IRF - DECORRENCIA - NULIDADE DA DECISÃO DE
PRIMEIRA INSTANCIA.
Sendo anulada a decisão do processo matriz,a
mesma orientação deve ser seguida no decorrente.
Numero da decisão: 103-08.495
Decisão: ACORDAM Os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em declarar nula a decisão de primeiro grau
Nome do relator: Dícler de Assunção
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MINISTÉRIO DA FAZENDA MFCT Simão de 08 de julho de 19 88... ACORDA° N...1037:08.495. Recurso n. • 50.232 - IRF - ANOS DE 1984 a 1987 Recorrente MADEIREIRA MUCURY LTDA Recorrld DRF em GOVERNADOR VALADARES - MG IRF - DECORRENCIA - NULIDADE DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTANCIA. Sendo anulada a decisão do processo-matriz,a mesma orientação deve ser seguida no demi-1-m_ te. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por MADEIREIRA MUCURY LTDA. ACORDAM Os Membros da Terceira Cãmara do Primeiro Con_ selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em declarar nula a decisão de primeiro grau. Sa , i das Sess5es-DF., O de julho de 1988. I i DA SILV CABRAL - PRESIDENTE i1& D ilD • E ASSUN 'Oígé 'E • I - RELATOR VISTO EM mPàIZ C 0 IV - PROCURADOR DA FAZENDA NACIO SESSÃO DE: 1 6 MAR 1989 NAL _ Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: AMAURY JOSÉ DE AQUINO CARVALHO, IARGIO RIBEIRO, FRANCISCO XA- VIER DA SILVA GUIMARÃES, CARLOS AUGUSTO DE VILHENA, RICHARD ULRICH KREUTZER e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. /L SERVIÇO MOUCO FEDERAL Processo n9 13634/000.137/87-11 Recurso ri (50.232 Acórdão n9 103-08.495 Recorrente: MADEIREIRA MUCURY LTDA. RELATÓRIO Trata-se de recurso voluntário (f is. 46/63) ã de- cisão de primeira instância do Sr. Delegado da Receita Federal em Governador Valadares-MG (f is. 40/42) que, referendando os ter mos da informação fiscal prestada (f is. 34), houve por bem em julgar improcedente a impugnação oferecida pela contribuinte (fls. 04/31) a auto de infração contra si lavrado (fls. 01), em virtude de tributação reflexa na fonte (Decreto n9 2065/83, art. 89), por omissão de receita operacional, caracterizada por pas- sivo fictício e suprimentos de caixa, nos anos de 83, 84 e 86. A empresa, tanto em sua impugnação (E is. 04/31), quanto em seu recurso (E is. 46/63), repetiu as mesmas alegações produzidas no processo matriz (n9 13634/000.136/87-58), quais se jam: a) Sua escrita comercial revestir-se-ia de todas as formali_ dades e requisitos legais exigidos, não se enquadrando nas hipóteses dos artigos 157, § 19 e 158 do RIR/80; b) A contabilização "a posteriori" da duplicata, o que te- ria caracterizado passivo fictício, segundo o fico, só ocorrera devido ao seu desparecimento temporário; c) O aumento de seu capital seria consequância da necessida de de aumento do capital de giro, além de já disporem os sócios créditos devidamente contabilizados junto ã mes- ma; d) Descreveu as sucessivas alterações de capital, salientan do que o seu instrumento considerou o valor das cotas dos sócios como se fossem là vista, omitindo parte do de- senvolvimento das operações de aumento de capital.Porém j' 4" SERVIÇO PÚBLICO FEDEIUL Processo n9 13634/000.137/87-11 2. Acórdão n9 103-08.495, não teria a transação sido comprometida; e) Concorda que há uma base tributável, mas de Cr$ 1.200.000, correspondente à quitação de dois de seus sócios, e não de Cr$ 3.000.000, como pretende o fisco; f) Os empréstimos realizados no exercício de 87, ano base de 86, originaram-se e extinguiram-se no mesmo período- -base e, como conseqüência, já teriam sido tributados; g) Por fim, requereu o cancelamento da exigência fiscal, protestando pela produção de prova documentale pericial. Com relação â tributação reflexa na fonte, a em- presa, citando o art. 89 do Decreto n9 2065/83 e a Instrução Nor mativa SRF n9 54/84, concluiu que, à época da ocorrência do fato gerador de uma glosa (Janeiro e Abril de 83), ainda não vigia tal dispositivo legal. A informação fiscal (fls. 34) propôs que a esse processo decorrente fosse reservado o mesmo tratamento danatriz. A autoridade monocrática, obedecendo ao princípio da decorrência, considerou integralmente procedente o crédito tri butãrio (fls. 40/42). Inconformada com a decisão, a contribuinte inter pós recurso (fls. 64/88), cujos fundamentos já foram expostos. Este, o relatório. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 13634/000.137/87-11 3. Acórdão 1W 103-08.495 VOTO Conselheiro DICLER DE ASSUNÇÃO, Relator. O recurso é tempestivo (fls. 46/63), deverdb, pois, ser conhecido. Preliminarmente, há que se ressaltar a nulidade da decisão de primeira instância por cerceamento ao direito de defesa. • Na sua peça impugnatória, ao final (fls. 12) a em presa, expressamente, protestou pela "produção de todas provas em direito admitidas, especialmente a documental e pericial que, ad cautelam, requeridas ficam." Entretanto, examinando a informação fiscal (fls. 33/34), bem como a decisão monocrâtica (fls. 40/42), não se per- cebe, em momento algum, qualquer mencão a tal requerimento. É entendimento pacifico nesssa Giumra(ac.103-04.557, de 09.06.82; ac. 103-05.829, de 17.10.83) que o pedido expresso de perícia e/ou diligência da contribuinte deve, necessariamente, ser apreciado pelo dr. Delegado, por força do art. 17 do Decreto 70.235/72. não se exige o seu deferimento; contudo, a autoridade singular está obrigaaa a se pronunciar a respeito do requerimen- to, o que não se verificou no caso concreto. Além, cumpre observar que se trata de um processo decorrente, por tributação reflexa na fonte. Dessa forma, a deci são dos autos principais pode se estender nestes. Pelo Acórdão n9 103-08.494 de 04.07.88, essa Cima ra declarou nula a decisão de primeira instância do processo ma- triz, eis que a autoridade julgadora singular não se pronunciou sobre o pedido de prova pericial da empresa. Face ao exposto, pelas razões preli inares e em 61 * SERVIÇO POOL/C0 FEDERAI. Processo n9 13634/000.137/87-11 4. Acórdão n9 103-08.495 observância ao princípio da decorrência, voto no sentido de co- nhecer do recurso, por tempestivo, e declarar nula a decisão de primeira instância (f is. 40/42), para que outra seja prolatada na devida forma. Bras: ia-DF., 06 de julho de 1988. fill À / J., D 41/11 1. hit.UN 0 - RELAT R MFCT. Page 1 _0069900.PDF Page 1 _0070100.PDF Page 1 _0070300.PDF Page 1 _0070500.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10240.000931/2003-90
Data da sessão: Fri May 22 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 3102-000.047
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA
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CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTOs.4,r-rattjt.. Processo n° 10240.000931/2003-90 Recurso n° 137.418 Resolução n° 3102-00.047 - 1' Câmara / r Turma Ordinária Data 22 de maio de 2009 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente Leme Empreendimentos e Participações Ltda. Recorrida DRS-Recife/PE Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator. 1 / \'' ç-f-Itét9‘2-1. IS L A T " : •JANO DA140RtM. - PresidenteML..., 1,N, f OkikzgirY/0 • MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA _QP/L eiatogniLCMA00 EDITADO EM: Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Ricardo Paulo Rosa, Corintho Oliveira Machado, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Marcelo Ribeiro Nogueira (Relator), Beatriz Veríssimo de Sena, Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro e Judith do Amaral Marcondes Armando. 1 Processo n0 10240.00093112003-90 53-C IT1 Resolução n.' 3102-00.047 Fl. 168 Relatório Trata-se de retomo de diligência determinada por este Colegiado, na qual foram acostados aos autos diversos documentos novos. Dentre os documentos trazidos aos autos, como resultado da referida diligência, aponto que estão aqueles de fls. 158/159 e 162/165, entretanto, apesar dos mesmos terem sido carimbados com os dizeres "DRF — PORTO VELHO — RO CONFERE COM O ORIGINAL Em / / " não consta qualquer referência a quem recebeu os mesmos ou a quem atesta que este conferem com os originais apresentados pelo contribuinte, o que claramente retira a certeza necessária ao documento. Ao mesmo tempo, aponto a meus pares que conforme documento de fls. 162, qual seja, cópia do Oficio n° 042/2009 da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental do Governo do Estado de Rondônia está consignado que o imóvel objeto da presente lide, estaria, no ano de 1999, inserido parcialmente nas chamadas zonas 04 e 05, da Aproximação do Zoneamento Sócio Econômico e Ecológico do Estado de Rondônia, sendo "áreas de restrição ambiental". Contudo, não está claro a este relator se estas áreas eram, à época, áreas de interesse ambiental, regularmente declaradas como tal pelos órgãos estaduais, na forma da legislação de regência e quais eram as restrições a que tais áreas estariam submetidas. Tendo sido criado o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, pela Medida Provisória n° 449, de 03 de dezembro de 2008, e mantida a competência deste Conselheiro para atuar como relator no julgamento deste processo, na forma da Portaria n°41, de 15 de fevereiro de 2009, requisitei a inclusão em pauta para julgamento deste recurso. É o Relatório. Voto Conselheiro MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Relator Entendo que não estão presentes os elementos indispensáveis ao correto julgamento do feito, portanto, VOTO por converter o julgamento em diligência para que a delegacia a que está submetido o contribuinte, (i) regularize a autenticação dos documentos de fls. 158/159 e 162/165; (ii) oficie a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental do Governo do Estado de Rondônia para que esta informe a este Colegiado se as parcelas do imóvel em questão inseridas nas zonas 04 e 05, da 1' Aproximação do Zoneamento Sócio Econômico e Ecológico do Estado de Rondônia foram regularmente decretadas como áreas de interesse ambiental, pelos órgãos estaduais competentes, na forma da legislação de regência e quais eram as restrições a que tais áreas estavam submetidas na data do fato gerador. Após intime-se o contribuinte para que se manifeste sobre o resultado desta nova diligência, no prazo de 10 (dez) dias e retomem os autos a este Colegiado. Recebidos os autos após a diligência, intime-se a douta Procuradoria da Fazenda Nacional para que a mesma se manifeste sobre as diligências realizadas, no prazo de 20 (vinte) dias. Estabeleço este prazo maior à parte, por não ter a mesma sido intimada do resultado da diligência anterior. 2 Processo n°10240.000931/2003-90 S3-CIT1 Resolução n.° 3102-00.047 Fl, 169 Por fim, retornem os autos a este Conselho para o regular prosseguimento do julgamento. , 240, LrP,/ CELO RIBEIRO NOGUEIRA Is--) 3
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Numero do processo: 11686.000213/2008-51
Data da sessão: Thu Jun 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/03/2008
Produtos Sujeitos à Tributação Diferenciada da Lei nº 10.485, de 2002. Aquisição de Créditos pelo Atacadista ou Varejista. Impossibilidade. Por força de determinação legal expressa, que não foi alvo de revogação, a aquisição, para revenda, de produtos sujeitos à tributação diferenciada da Lei nº 10.485, de 2002, não gera créditos nem do Pis, nem da Cofins não-cumulativos.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3102-01.055
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros Álvaro Almeida Filho e Nanci Gama. O Conselheiro Luciano Pontes de Maya Gomes declarou-se impedido.
Nome do relator: Luis Marcelo Guerra de Castro
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2006 a 31/03/2008 Produtos Sujeitos à Tributação Diferenciada da Lei nº 10.485, de 2002. Aquisição de Créditos pelo Atacadista ou Varejista. Impossibilidade. Por força de determinação legal expressa, que não foi alvo de revogação, a aquisição, para revenda, de produtos sujeitos à tributação diferenciada da Lei nº 10.485, de 2002, não gera créditos nem do Pis, nem da Cofins não-cumulativos. Recurso Voluntário Negado
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2006 a 31/03/2008 Produtos Sujeitos à Tributação Diferenciada da Lei nº 10.485, de 2002. Aquisição de Créditos pelo Atacadista ou Varejista. Impossibilidade. Por força de determinação legal expressa, que não foi alvo de revogação, a aquisição, para revenda, de produtos sujeitos à tributação diferenciada da Lei nº 10.485, de 2002, não gera créditos nem do Pis, nem da Cofins não cumulativos. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros Álvaro Almeida Filho e Nanci Gama. O Conselheiro Luciano Pontes de Maya Gomes declarouse impedido. (assinado digitalmente) Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Ricardo Rosa, Álvaro Almeida Filho, Paulo Sergio Celani, Luciano Pontes de Maya Gomes, Nanci Gama e Luis Marcelo Guerra de Castro. Fl. 180DF CARF MF Impresso em 08/11/2012 por NECY BATISTA DOS REIS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 0/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 11686.000213/200851 Acórdão n.º 310201.055 S3C1T2 Fl. 2 2 Relatório Por bem descrever a matéria litigiosa, adoto parcialmente o relatório que embasou o acórdão recorrido, que passo a transcrever: Tratase de manifestação de inconformidade contra indeferimento de pedido de ressarcimento (PER/DECOMP), relativo ao saldo credor de PIS/Pasep não cumulativo apurado no período de 01/01/2006 a 31/03/2008, onde o interessado sustenta que teria direito ao creditamento de PIS e Cofins na revenda de veículos importados, em cujas operações incidiu alíquota zero destas contribuições, por estarem compreendidas no regime de tributação concentrada, também chamado de incidência monofásica, conforme regulado na Lei 10.485, de 3 de julho de 2002. No intuito de demonstrar a pertinência da sua inconformidade, aduz o sujeito passivo, em síntese que: a) está sujeito ao regime do Lucro Real e, consequentemente, ao pagamento das Contribuições para o PIS e para o Financiamento da Seguridade Social no regime não cumulativo instituído, respectivamente, pelas leis nº 10.637, de 2002 e 10.833, de 2003; b) a vedação imposta no art. 3º, I, “b”, de ambos os diplomas foi alvo de revogação pelo art. 16 da Medida Provisória nº 206, de 2004, posteriormente convertido no art. 17 da Lei nº 11.033, de 2004. Expõe os fundamentos que levariam, por meio do critério lógico sistemático, à tal conclusão. Sustenta, que o dispositivo novel veio justamente para autorizar o creditamento nas hipóteses em que o mesmo estaria proibido, pois, se assim não fosse, não haveria justificativa para sua edição. cita precedente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região; c) a fixação de alíquota zero quando da saída dos produtos que revende não significaria atribuirlhe o regime monofásico; que se caracterizaria exclusivamente na hipótese em que o tributo só incidisse uma única vez na cadeia produtiva. d) no caso dos autos, haveria incidência em toda a cadeia, só que com alíquota zero. Sustenta que quando a legislação pretende manter o produto no campo da incidência e apenas desonerálo, atribui alíquota zero; e quando intenta retirálo da subsunção tributária, taxativamente o diz não incidente. e) a Constituição empregou linguagem técnica, exigindo lei que a lei especificasse as hipóteses em que a tributação incidirá uma única vez. Transcreve o art. 155, XII, “h”e o art.149, § 4º da Carta Política de 1988; f) no intuito de exemplificar uma hipótese em que tal preceito foi aplicado, transcreve o art. 22 da Lei nº 10.560, de 2002, que trata da incidência sobre a venda de querosene de aviação; Fl. 181DF CARF MF Impresso em 08/11/2012 por NECY BATISTA DOS REIS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 0/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 11686.000213/200851 Acórdão n.º 310201.055 S3C1T2 Fl. 3 3 g) mantido o argumento que sustentara o indeferimento, portanto, estarseia diante de uma hipótese de “substituição tributária informal” e desprovida de amparo legal; h) por opção do legislador, o que a lei previra teria sido a incidência com alíquota positiva no produtor e com alíquota zero, para o atacadista ou varejista; Passível de alteração a qualquer tempo, por meio da elevação da alíquota das operações realizadas por este último; i) dado que a Administração teria o poder de alterar as alíquotas a qualquer tempo, teria igualmente que suportar o ônus da plurifasia; j) ademais, dada a “grande folga de arrecadação”, o Estado teria almejado devolver a parte do creditamento suprimido que estava descaracterizando a nãocumulatividade do PIS/COFINS. Este seria o contexto em que teria sido editado o art. 16 da MP nº 206, 2004; k) a MP que introduziu o art. 17 seria norma multitemática, sendo descabida a alegação no sentido de que a mesma só se aplicaria ao regime do REPORTO. Transcreve trecho da exposição de motivos que demonstraria o elenco dos artigos dedicados a esse regime; l) o artigo. 16 da Lei nº 11.116/05 reforçaria a tese no sentido de que as pessoas jurídicas tributadas à alíquota zero teriam pleno direito de se creditar. Transcreve o dispositivo. m) em duas oportunidades, por meio de medidas provisórias, pretendera o Poder Executivo limitar a amplitude do dispositivo e, nas duas, tal limitação foi suprimida do texto da lei de conversão; n) o legislador elegera o método "indireto subtrativo" para disciplinar a não cumulatividade do PIS/COFINS, por meio do qual o crédito é calculado por meio da incidência da alíquota base sobre as aquisições, sem outras perquirições acerca da etapa anterior. Nesse aspecto, o pleito de creditamento não estaria vinculado a recolhimentos anteriores; Ponderando as razões aduzidas pela recorrente, juntamente com o consignado no voto condutor, decidiu o órgão de piso pelo indeferimento do pedido de ressarcimento, conforme se observa na ementa abaixo transcrita: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2006 a 31/03/2008 Ementa: NÃOCUMULATIVIDADE. APROPRIAÇÃO DE CRÉDITOS. COMERCIALIZAÇÃO DE VEÍCULOS IMPORTADOS. TRIBUTAÇÃO CONCENTRADA. Existe expressa vedação legal para o creditamento referente à comercialização/revenda de veículos importados, incluídos no escopo da Lei 10.485, de 2002. Manifestação de Inconformidade Improcedente Após tomar ciência da decisão de 1ª instância, comparece o Contribuinte ao processo para, em sede de recurso voluntário, sinteticamente, reiterar as alegações manejadas por ocasião da instauração da fase litigiosa: Fl. 182DF CARF MF Impresso em 08/11/2012 por NECY BATISTA DOS REIS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 0/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 11686.000213/200851 Acórdão n.º 310201.055 S3C1T2 Fl. 4 4 É o Relatório. Voto Conselheiro Luis Marcelo Guerra de Castro, Relator Tomo conhecimento do presente recurso, que foi tempestivamente apresentado e trata de matéria afeta à competência desta Terceira Seção Não foi apresentada preliminar. 1. Preliminarmente Demarcação da Matéria Litigiosa Não pende discussão acerca do objeto societário da Recorrente, sabidamente dedicada à comercialização de veículos contemplados nos anexos I e II da Lei nº 10.485, de 2002, adquiridos de estabelecimento importador. Igualmente extreme de dúvida é a sua sujeição à tributação pelo Imposto de Renda com base no Lucro Real, o que a obriga ao recolhimento das Contribuições para o PIS/Pasep e para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) segundo o regime não cumulativo. Consequentemente, respeitados os limites inerentes à competência deste Colegiado, impedido de promover controle de constitucionalidade em razão do comando insculpido no art. 26A do Decreto nº 70.235, de 19721, inserido pela MP nº 449, de 2008, convertida na Lei nº 11.941, de 2009, toda a discussão acerca do presente litígio passa necessariamente pela análise da vigência do inciso I, “b”, do art. 3º das Leis nº 10.637, de 2002 e 10.833, de 2003. Transcrevo, por economia, exclusivamente o art. 3º, I, “b”, da Lei nº 10.833, de 2003, na versão que vigia à época dos fatos, já que ambos tinham redação idêntica. "Art. 3º Do valor apurado na forma do art. 2º a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: I bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos: (...) b) no § 1º do art. 2° desta Lei; A seu turno, o art. 2º, caput e parágrafo 1º, III, têm a seguinte redação: Art. 2º Para determinação do valor da Cofins aplicarseá, sobre a base de cálculo apurada conforme o disposto no art. 12, a alíquota de 7,6%% (sete inteiros e seis décimos por cento). 1 Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Fl. 183DF CARF MF Impresso em 08/11/2012 por NECY BATISTA DOS REIS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 0/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 11686.000213/200851 Acórdão n.º 310201.055 S3C1T2 Fl. 5 5 § 1º Excetuase do disposto no caput deste artigo a receita bruta auferida pelos produtores ou importadores, que devem aplicar as alíquotas previstas: (...) III no art. I° da Lei n° 10.485, de 3 de julho de 2002, e alterações posteriores, no caso de venda de máquinas e veículos classificados nos códigos 84.29, 8432.40.00, 84.32.80.00, 8433.20, 8433.30.00, 8433.40.00, 8433.5, 87.01, 87.02, 87.03, 87.04, 87.05 e 87.06, da TIPI; (Incluído pela Lei n° 10.865, de 2004) Os dispositivos, a meu ver, são suficientemente claros: o valor da aquisição de bem para revenda, regra geral, pode ser considerado para efeito do cálculo dos créditos de PIS/Pasep e da Cofins, salvo se, dentre outras hipóteses, estiver sujeito ao regime da Lei nº 10.845, de 2002. Ocorre que, recordese, segundo defende o sujeito passivo, tal proibição fora, ao menos tacitamente, revogada pelo art. 17 da Lei nº 11.033, de 2004, fruto da conversão da Medida Provisória nº 206, de 2004. Diz o dispositivo: Art. 17. As vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS não impedem a manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações. Em resumo, sustentase que o propósito do dispositivo seria revogar a restrição das leis 10.637, de 2002 e 10.833, de 2003 e, por lapso, não foi consignada tal revogação no texto da medida provisória, nem no projeto de lei de conversão. Todos os argumentos manejados, convergem na busca pela demonstração da coerência dessa tese ou dependem da sua confirmação. 2. Mérito 2.1. Revogação Tácita 2.1.1 Demonstração Antes de enfrentar tais argumentos, julgo importante registrar a minha opinião no sentido de que a revogação tácita não é fenômeno que se presuma. Tomo emprestada, a fim de melhor expor meu ponto de vista, a lição de Carlos Maximiliano2, que, analisando as hipóteses revogação, concluiu (original não destacado): “442 Pode ser promulgada nova lei, sobre o mesmo assunto, sem ficar tacitamente abrogada a anterior: ou a última restringe apenas o campo de aplicação da antiga; ou, ao contrário, dilatao, estendeo a casos novos; é possível até transformar a determinação especial em regra geral. Em suma: a incompatibilidade implícita entre duas expressões de direito 2 Hermenêutica e Aplicação do Direito. Rio de Janeiro. Forense, 2009, 19ª ed., p. 292. Fl. 184DF CARF MF Impresso em 08/11/2012 por NECY BATISTA DOS REIS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 0/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 11686.000213/200851 Acórdão n.º 310201.055 S3C1T2 Fl. 6 6 não se presume; na dúvida, se considerará uma norma conciliável com a outra. O jurisconsulto Paulo ensinara que — as leis posteriores se ligam às anteriores, se lhes não são contrárias; e esta última circunstância precisa ser provada com argumentos sólidos...” Com efeito, partindose do pressuposto de que o ponto de partida para uma interpretação sistemática é a presunção de coerência do Ordenamento Jurídico, somente se afasta a aplicação da norma anterior após a demonstração inequívoca de tal incoerência, conforme sintetizou o renomado hermeneuta3: Em resumo: sempre se começará pelo Processo Sistemático; e só depois de verificar a inaplicabilidade ocasional deste, se proclamará abrogada, ou derrogada, a norma, o ato, ou a cláusula. Não é outra a linha fixada na Lei de Introdução ao Código Civil (original não destacado): Art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue. § 1º A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior. § 2º A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior. Não se pode esquecer, ademais, que, como é cediço, o art. 9º da Lei Complementar nº 95, de 1998, alterado pela Lei Complementar nº 107, de 20014, orienta o legislador no sentido de que a revogação sempre se dê de forma expressa. Tal e qual não se pode presumir a incoerência do ordenamento, sem o devido aprofundamento, igualmente não se poderia presumir a omissão. 2.1.2. Emprego dos Critérios Finalístico e Lógico Segundo sustenta a Recorrente, diferentemente do que poderia ser invocado, sob um enfoque finalístico, o art. 17 da Lei nº 11.033, de 2004 não estaria restrito ao regime do Reporto. Por outro lado, a aplicação do critério lógico, diferentemente do sustentado pelo acórdão recorrido, levaria à conclusão de que a única interpretação possível para o dispositivo novel seria a revogação das restrições impostas no já transcrito art. 3º das Leis nº 10.637, de 2002 e 10.833, de 2003: se o mesmo não tivesse o objetivo de revogar a proibição de creditamento, não haveria sentido na edição da norma. Penso, com a devida licença, que tais argumentos não dão amparo ao pleito de reconhecimento dos créditos, pois, apesar de não conseguir divisar a restrição da aplicação do dispositivo ao Reporto, não vejo como atribuirlhe a amplitude defendida. 3 op. cit. p. 291. 4 Art. 9o A cláusula de revogação deverá enumerar, expressamente, as leis ou disposições legais revogadas. Fl. 185DF CARF MF Impresso em 08/11/2012 por NECY BATISTA DOS REIS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 0/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 11686.000213/200851 Acórdão n.º 310201.055 S3C1T2 Fl. 7 7 Com efeito, sua leitura em conjunto com os incisos IV a IX do art. 3º da Lei nº 10.637, de 2007 e III a IX do art. 3º da Lei nº 10.833, de 2003, permite delimitar com clareza seu universo de aplicação. Transcrevo, para demonstrar, o art. 3º da Lei nº 10.637, de 2002: Art. 3º Do valor apurado na forma do art. 2º a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: (...) IV – aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos, pagos a pessoa jurídica, utilizados nas atividades da empresa; V valor das contraprestações de operações de arrendamento mercantil de pessoa jurídica, exceto de optante pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte SIMPLES; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) VI máquinas e equipamentos adquiridos para utilização na fabricação de produtos destinados à venda, bem como a outros bens incorporados ao ativo imobilizado; VII edificações e benfeitorias em imóveis de terceiros, quando o custo, inclusive de mãodeobra, tenha sido suportado pela locatária; VIII bens recebidos em devolução, cuja receita de venda tenha integrado faturamento do mês ou de mês anterior, e tributada conforme o disposto nesta Lei. IX energia elétrica consumida nos estabelecimentos da pessoa jurídica. (Incluído pela Lei nº 10.684, de 30.5.2003) Como é possível concluir, o Contribuinte, se sujeito ao regime não cumulativo, qualquer que seja o ramo de atividade, tem direito a acumular créditos relativos a dispêndios diversos da aquisição de mercadorias sujeitas a tributação diferenciada. Diferentemente do alegado, portanto, as medidas provisórias 413 e 451, de 2008, não teriam o condão de reinstituir eventual proibição, mas agregar novas, restringindo o crédito decorrente daqueles dispêndios não alcançados pela proibição que sempre vigeu. Confirase, a título ilustrativo, o texto do § 14 do art. 3º da Lei nº 10.637, incluído pela MP 413, não convertida em lei: § 14. Excetuamse do disposto neste artigo os distribuidores e os comerciantes atacadistas e varejistas das mercadorias e produtos referidos no § 1º do art. 2º desta Lei, em relação aos custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas, não se aplicando a manutenção de créditos de que trata o art. 17 da Lei no 11.033, de 21 de dezembro de 2004.” (NR)p Aliás, ainda que se trate de produto sujeito a tributação diferenciada, há que se recordar que a restrição só alcançaria as aquisições para revenda. Se os mesmos se destinam Fl. 186DF CARF MF Impresso em 08/11/2012 por NECY BATISTA DOS REIS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 0/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 11686.000213/200851 Acórdão n.º 310201.055 S3C1T2 Fl. 8 8 à incorporação ao processo produtivo como, por exemplo, de uma montadora que adquire pneumáticos, não há que se falar em vedação ao crédito. Assim, a meu ver, a partir do art. 17 da Lei nº 11.033, de 2004, restou definido que o sujeito passivo manteria os créditos decorrentes dos dispêndios excluídos da proibição e, após a edição do art. 16 da Lei nº 11.116, de 20055, que poderia utilizálos em uma das modalidades elencadas nos incisos I e II. Não custa registrar, ademais, que o texto do artigo 17, de fato, é suficientemente claro quando trata da manutenção dos créditos apurados: Art. 17. As vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS não impedem a manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações. Embora sempre insuficiente, o critério gramatical é sempre o ponto de partida para qualquer processo de interpretação. Nesse contexto, a meu ver, seria incabível pretender atribuir à expressão “manter” o mesmo sentido de “apurar”. Assim, estou convicto de que, efetivamente, o dispositivo novel disciplinou o tratamento a ser empregado, dentre outros, aos créditos adquiridos por contribuintes sujeitos ao regime da Lei nº 10.485, de 2002 e esse disciplinamento em nada impactou a proibição de se apurar créditos a partir da aquisição de veículos para a revenda. Jamais autorizou a aquisição de créditos expressamente vedados. 2.2 Regime Monofásico Sustenta a Recorrente que, na ausência de dispositivo legal que identifique a incidência monofásica, o regime de tributação dos veículos que adquiriria para revenda seria o de incidência polifásica, com aplicação da alíquota zero. Traz à colação, como forma de respaldar suas alegações, o § 4º do art. 149 da CF de 19886. Afastandose a préfalada monofasia, cairia por terra um dos fundamentos que embasaram a denegação do reconhecimento dos créditos. Reforçaria tal convicção o fato de que, a qualquer tempo, poderia o legislador alterar a alíquota vigente para a saída dos produtos que revende. Demonstrado que, a meu ver, a não aquisição de créditos quando da aquisição de produtos sujeitos ao regime da Lei nº 10.485, de 2002, é fruto de vedação 5 Art. 16. O saldo credor da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins apurado na forma do art. 3º das Leis nos 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e do art. 15 da Lei nº 10.865, de 30 de abril de 2004, acumulado ao final de cada trimestre do anocalendário em virtude do disposto no art. 17 da Lei nº 11.033, de 21 de dezembro de 2004, poderá ser objeto de: I compensação com débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, observada a legislação específica aplicável à matéria; ou II pedido de ressarcimento em dinheiro, observada a legislação específica aplicável à matéria. Parágrafo único. Relativamente ao saldo credor acumulado a partir de 9 de agosto de 2004 até o último trimestre calendário anterior ao de publicação desta Lei, a compensação ou pedido de ressarcimento poderá ser efetuado a partir da promulgação desta Lei. 6 § 4º A lei definirá as hipóteses em que as contribuições incidirão uma única vez. Fl. 187DF CARF MF Impresso em 08/11/2012 por NECY BATISTA DOS REIS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 0/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 11686.000213/200851 Acórdão n.º 310201.055 S3C1T2 Fl. 9 9 expressa em lei, pouca margem sobra ao intérprete: se a lei expressamente proíbe, não há processo exegético capaz de afastar tal proibição. De qualquer forma, entendo prudente esclarecer que, qualquer que seja o conceito doutrinário empregado, regime monofásico, de tributação concentrada, etc., o relevante é que, a meu ver, não haveria como deduzir os créditos litigiosos, salvo se houvesse lei que, a título de benefício fiscal, concedesse tal direito, como ocorre, por exemplo, com as exportações. Com efeito, mais do que consolidado na doutrina e na jurisprudência, o conceito de nãocumulatividade encontrase assentado na Constituição Federal de 1988, mais especificamente, no § 3º, II, do art. 1537: compensase o que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores. Se nada for devido na operação, salvo expressa disposição de lei (que não há), não haveria o que compensar. Não custa registrar que, em homenagem fenômeno que Alfredo Augusto Becker denomina cânone hermenêutico da totalidade8, ausente qualquer dispositivo que apresente um conceito distinto para as contribuições alvo de recurso, embora o conceito constitucional esteja topologicamente alocado nos princípios constitucionais do IPI, o mesmo se não houver ressalva (e não há), será igualmente aplicável às contribuições litigiosas. Por outro lado, tanto no caso do PIS, como na Cofins, segundo o próprio recorrente, o legislador elegeu o método "indireto subtrativo" para disciplinar a não cumulatividade das contribuições, fato que se confirma na leitura da exposição de motivos da MP 135, de 2003. Pois bem, como certamente é de conhecimento geral, pela aplicação desse método, o crédito fiscal concedido sobre os custos e despesas é calculado na mesma proporção da alíquota que grava as receitas. Ora, se o tributo incidente sobre o resultado obtido com venda dos bens sujeitos ao regime diferenciado da Lei nº 10485, de 2002 é “calculado” com a alíquota zero, os créditos decorrentes de tais aquisições, se tomado o conceito à risca, seriam igualmente zero. Finalmente, acho relevante deixar claro que, a meu ver, a tributação dos veículos comercializados, com a devida vênia, se amolda ao conceito de monofasia ou de tributação concentrada, na medida em que o que caracteriza tal fenômeno é a concentração da tributação no produtor ou importador. Pouco importaria, assim, se tal concentração da tributação decorre da exclusão da operação do campo de incidência, hipótese do querosene de aviação, ou por meio 7 § 3º O imposto previsto no inciso IV: (...) II será nãocumulativo, compensandose o que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores; 8 Os vários ramos do direito não constituem compartimentos estanques, mas são partes de um único sistema jurídico, de modo que qualquer regra jurídica exprimirá sempre uma única regra (conceito ou categoria ou instituto jurídico) válida para a totalidade daquele único sistema jurídico. Esta interessante fenomenologia jurídica recebeu a denominação de cânone hermenêutico da totalidade do sistema jurídico. (Teoria Geral do Direito Tributário. São Paulo Lejus, 3ª ed. p.p. 116/123) Fl. 188DF CARF MF Impresso em 08/11/2012 por NECY BATISTA DOS REIS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 0/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 11686.000213/200851 Acórdão n.º 310201.055 S3C1T2 Fl. 10 10 da fixação da alíquota zero, hipótese dos veículos albergados pela Lei nº 10.485, de 2002, pois, em ambos, a tributação somente alcançará um dos elos da cadeia. Assim, com o devido respeito às ponderações do impugnante, a instituição de alíquota zero, que, registrese, depende da Lei tanto quanto a exclusão do bem ou operação do campo de incidência, produz o mesmo efeito, para fins de conceituação do mecanismo de tributação da cadeia de determinado produto. 3 Conclusão Com essas considerações, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões, em 2 de junho de 2011 (assinado digitalmente) Luis Marcelo Guerra de Castro Fl. 189DF CARF MF Impresso em 08/11/2012 por NECY BATISTA DOS REIS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 1 0/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO
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Numero do processo: 16682.720686/2014-71
Data da sessão: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Wed Mar 23 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/01/2010 a 31/12/2010
IPI. CRÉDITO BÁSICO. INSUMOS ADQUIRIDOS DA ZONA FRANCA DE MANAUS COM ISENÇÃO. SENTENÇA TRANSITADA EM JULGADO. EFICÁCIA.
Transitada em julgado a sentença que resolve o mérito da lide, presumem-se deduzidas e repelidas todas as alegações e defesas que poderiam haver sido opostas à pretensão do oponente. Não se apresenta viável à Administração afastar a respectiva tutela jurídica sob a alegação de que, por ocasião da cognição levada a efeito pelo Órgão Judicial, não fora tomada em consideração disposição jurídica que já integrava, ao tempo da prolação da decisão, o ordenamento jurídico pátrio.
RELAÇÃO JURÍDICA DE TRATO CONTINUADO. MODIFICAÇÃO NO ESTADO DE FATO OU DE DIREITO. PARECER PGFN/CRJ/nº 492/2011.
O Parecer PGFN/CRJ/nº 492/2011 exige, além do controle concentrado ou da repercussão geral, a definitividade e a objetividade das decisões do STF tomadas como parâmetro para a perda de efeito vinculante dos provimentos com trânsito em julgado porventura obtidos pelo contribuinte.
Condicionantes não satisfeitas, mantém-se incólume a legitimidade dos atos praticados em sintonia com a tutela conquistada.
RECURSO DE OFÍCIO NEGADO PROVIMENTO.
Numero da decisão: 3402-002.983
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 4ª Câmara/ 2ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento do recurso de ofício.
ANTONIO CARLOS ATULIM
Presidente
VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
Relatora
Participaram, ainda, do presente julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Jorge Olmiro Lock Freire, Valdete Aparecida Marinheiro, Waldir Navarro Bezerra, Maria Aparecida Martins de Paula, Thais De Laurentiis Galkowicz, Diego Diniz Ribeiro e Carlos Augusto Daniel Neto.
Nome do relator: VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/01/2010 a 31/12/2010 IPI. CRÉDITO BÁSICO. INSUMOS ADQUIRIDOS DA ZONA FRANCA DE MANAUS COM ISENÇÃO. SENTENÇA TRANSITADA EM JULGADO. EFICÁCIA. Transitada em julgado a sentença que resolve o mérito da lide, presumem-se deduzidas e repelidas todas as alegações e defesas que poderiam haver sido opostas à pretensão do oponente. Não se apresenta viável à Administração afastar a respectiva tutela jurídica sob a alegação de que, por ocasião da cognição levada a efeito pelo Órgão Judicial, não fora tomada em consideração disposição jurídica que já integrava, ao tempo da prolação da decisão, o ordenamento jurídico pátrio. RELAÇÃO JURÍDICA DE TRATO CONTINUADO. MODIFICAÇÃO NO ESTADO DE FATO OU DE DIREITO. PARECER PGFN/CRJ/nº 492/2011. O Parecer PGFN/CRJ/nº 492/2011 exige, além do controle concentrado ou da repercussão geral, a definitividade e a objetividade das decisões do STF tomadas como parâmetro para a perda de efeito vinculante dos provimentos com trânsito em julgado porventura obtidos pelo contribuinte. Condicionantes não satisfeitas, mantém-se incólume a legitimidade dos atos praticados em sintonia com a tutela conquistada. RECURSO DE OFÍCIO NEGADO PROVIMENTO.
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CRÉDITO BÁSICO. INSUMOS ADQUIRIDOS DA ZONA FRANCA DE MANAUS COM ISENÇÃO. SENTENÇA TRANSITADA EM JULGADO. EFICÁCIA. Transitada em julgado a sentença que resolve o mérito da lide, presumemse deduzidas e repelidas todas as alegações e defesas que poderiam haver sido opostas à pretensão do oponente. Não se apresenta viável à Administração afastar a respectiva tutela jurídica sob a alegação de que, por ocasião da cognição levada a efeito pelo Órgão Judicial, não fora tomada em consideração disposição jurídica que já integrava, ao tempo da prolação da decisão, o ordenamento jurídico pátrio. RELAÇÃO JURÍDICA DE TRATO CONTINUADO. MODIFICAÇÃO NO ESTADO DE FATO OU DE DIREITO. PARECER PGFN/CRJ/nº 492/2011. O Parecer PGFN/CRJ/nº 492/2011 exige, além do controle concentrado ou da repercussão geral, a definitividade e a objetividade das decisões do STF tomadas como parâmetro para a perda de efeito vinculante dos provimentos com trânsito em julgado porventura obtidos pelo contribuinte. Condicionantes não satisfeitas, mantémse incólume a legitimidade dos atos praticados em sintonia com a tutela conquistada. RECURSO DE OFÍCIO NEGADO PROVIMENTO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª Câmara/ 2ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento do recurso de ofício. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 68 2. 72 06 86 /2 01 4- 71 Fl. 423DF CARF MF Impresso em 23/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2016 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 22 /03/2016 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 22/03/2016 por ANTONIO CARLOS AT ULIM 2 ANTONIO CARLOS ATULIM Presidente VALDETE APARECIDA MARINHEIRO Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Jorge Olmiro Lock Freire, Valdete Aparecida Marinheiro, Waldir Navarro Bezerra, Maria Aparecida Martins de Paula, Thais De Laurentiis Galkowicz, Diego Diniz Ribeiro e Carlos Augusto Daniel Neto. Relatório Por bem relatar, adotase o Relatório de fls. 350 a 352 dos autos emanados da decisão DRJ/RPO, por meio do voto do relator Celso Toshio Sakamoto nos seguintes termos: Tratase de Auto de Infração lavrado contra a contribuinte acima epigrafada, para o lançamento do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI, constituindose os respectivos créditos tributários no montante total de R$ 112.668.049,23 (cento e doze milhões, seiscentos e sessenta e oito mil, quarenta e nove reais, vinte e três centavos), consolidado na data do lançamento conforme demonstrativo de efls. 2 e 86. O procedimento fiscal levado a cabo junto ao estabelecimento industrial foi instaurado em face dos pedidos de ressarcimento PER nº 31318.93699.270410.1.1.019900, PER nº 06774.10438.300710.1.1.010659, PER nº 08111.57972.281010.1.1.016751 e PER nº 03389.49407.270111.1.1.011098. No Auto de Infração, a autoridade fiscal competente apontou os seguintes fundamentos fáticos a justificar o lançamento (efl. 87): 1 O IPI apurado em novembro de 2010 não foi declarado em DCTF. 2 Nos meses de janeiro a outubro e dezembro de 2010, o estabelecimento industrial não efetuou o recolhimento do imposto por ter se utilizado de crédito básico indevido. O procedimento conduzido, os exames efetuados e as conclusões deduzidas encontramse detalhados no Termo de Verificação Fiscal (efls. 102/110). Em resumo, consta ali que: 1 IPI apurado em novembro de 2010 O saldo a pagar de IPI apurado no RAIPI, em novembro de 2010, não foi declarado em DCTF, motivo pelo o crédito correspondente é constituído de ofício, no valor de R$ 424.146,36. 2 Glosas de créditos básicos indevidos A empresa valese de decisão judicial transitada em julgado (Mandado de Segurança nº 91.00287245) para creditarse do IPI relativo Fl. 424DF CARF MF Impresso em 23/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2016 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 22 /03/2016 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 22/03/2016 por ANTONIO CARLOS AT ULIM Processo nº 16682.720686/201471 Acórdão n.º 3402002.983 S3C4T2 Fl. 3 3 à aquisição de insumos isentos, oriundos de estabelecimento localizado na Zona Franca de Manaus, utilizados na industrialização dos seus refrigerantes. Com base no Parecer Demac/RJO 01/2012 (efls. 61/85), entende a autoridade fiscal que a decisão da Justiça Federal, prolatada em 1991, discrepa da ordem jurídica constitucional vigente e do entendimento que atualmente prevalece na Corte Suprema, na linha dos Recursos Extraordinários nº 460.785, 562.980, 353.657, 370.682 e 566.819. É que, em 18/03/1993, entrou em vigor a Emenda Constitucional nº 03, de 1993, introduzindo o § 6º ao artigo 150 da Constituição Federal, que passou a exigir previsão em lei específica para a concessão de crédito presumido. A partir da vigência da EC nº 03/1993, o crédito presumido de IPI, nas aquisições de insumos isentos, tornouse, para a impetrante, objeto juridicamente impossível. Efetuadas as glosas dos créditos assim apropriados, restaram saldos devedores em todos os meses no ano de 2010. Especificamente em novembro de 2010, os créditos fictos originados das aquisições isentas não foram lançados no RAIPI, razão pela qual não houve glosas desta natureza. No entanto, constatouse divergência nos créditos apropriados no mês. No RAIPI, o crédito lançado foi de R$ 2.671.781,07. Nas planilhas fornecidas pela fiscalizada (as quais foram cotejadas com as notas fiscais obtidas do SPED), o valor é de R$ 2.664.818,15. Assim, a diferença de R$ 6.962,92 deve ser objeto de glosa. Cabe observar que, na reconstituição da apuração do IPI em face das glosas, foram ainda levados em conta: a) O saldo credor inicial, considerado em janeiro de 2010, é igual a zero, tendo em vista o Auto de Infração de que trata o processo administrativo nº 16682.721553/201331. Esse processo encontrase pendente de apreciação pelo CARF (Recurso do Ofício/Acordão nº 0129.288, da DRJ/BEL/PA). b). Os valores referentes aos pedidos de ressarcimento foram expurgados da apuração do novo saldo de IPI a recolher, considerando o indeferimento desses pleitos. No caso, houve correções nos meses de janeiro, abril, julho e outubro, relativamente aos ressarcimentos do 4º trimestre de 2009 e dos 1º, 2º e 3º trimestres de 2010, respectivamente. Regularmente cientificada do lançamento em 23/09/2014 (efl. 142), a interessada apresentou sua Impugnação (efls. 177/211) em 21/10/2014. Aduziu em sua defesa as razões que, em apertada síntese, se expõem a seguir: ● Sobrestamento do processo: O lançamento em tela está intimamente ligado ao processo nº 16682.721553/201331. Ademais, a Impugnação àquele Auto de Infração foi julgada procedente pela DRJ/Belém/PA, estando o Recurso de Ofício pendente de apreciação pelo CARF. ● Eficácia da decisão judicial proferida no Mandado de Segurança nº 91.00287245: Fl. 425DF CARF MF Impresso em 23/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2016 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 22 /03/2016 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 22/03/2016 por ANTONIO CARLOS AT ULIM 4 O mandado de segurança impetrado teve como escopo a manutenção dos créditos de IPI na aquisição de insumos isentos provenientes da ZFM. A decisão, favorável a impetrante, transitou em julgado em 13/03/2000 O argumento de que houve inovação do cenário jurídico pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993, não pode ser tomada como fundamento superveniente, pois ela é anterior à formação da coisa julgada. Os recursos extraordinários paradigmas, mencionados pela Fiscalização, não representam alteração normativa em relação à situação decidida, vez que não tratam, especificamente, da situação em tela. E ainda que fossem, jamais poderiam retroagir a fatos anteriores. A DRJ/Juiz de Fora/MG, no julgamento da impugnação no processo administrativo nº 16682.720793/201237, corroborou o entendimento preconizado pela impugnante. No mesmo sentido foi a análise da DRJ/Belém/PA no processo nº 16682.721553/201331. ● Princípio da nãocumulatividade do IPI: Basta que existam operações anteriores dentro do campo constitucional de competência tributária concernente ao IPI para que exista o direito ao crédito do imposto. Isto porque a norma constitucional que garante o direito ao crédito do IPI é totalmente autônoma em relação à norma que determina a imposição do tributo, o que torna irrelevante, para fins de creditamento, se há pagamento efetivo nas operações anteriores. A partir da vigência da CF/1988, o regime diferenciado da ZFM passou a ter status constitucional, não podendo ser alterado ou mitigado pela legislação inferior. Em não se admitindo os créditos de insumos provenientes da ZFM, o benefício da medida ficaria esvaziado. Não se pode tomar o art. 11 da Lei nº 9.779, de 1999, como fundamento para afastar o direito ao creditamento, porque a impossibilidade da tomada de crédito em determinada hipótese não pode levar à mesma conclusão em outra situação. O direito ao crédito de IPI decorre da própria CF. Por fim, além do sobrestamento do processo e do cancelamento do Auto de Infração, protesta pela juntada posterior de documentos e pela produção de todas as provas em direito admitidas. É o relatório do essencial. ” A decisão recorrida emanada do Acórdão nº. 1456.361 de fls. 349 traz a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2010 a 31/12/2010 IPI. CRÉDITO BÁSICO. INSUMOS ADQUIRIDOS DA ZONA FRANCA DE MANAUS COM ISENÇÃO. SENTENÇA TRANSITADA EM JULGADO. EFICÁCIA. Fl. 426DF CARF MF Impresso em 23/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2016 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 22 /03/2016 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 22/03/2016 por ANTONIO CARLOS AT ULIM Processo nº 16682.720686/201471 Acórdão n.º 3402002.983 S3C4T2 Fl. 4 5 Transitada em julgado a sentença que resolve o mérito da lide, presumemse deduzidas e repelidas todas as alegações e defesas que poderiam haver sido opostas à pretensão do oponente. Não se apresenta viável à Administração afastar a respectiva tutela jurídica sob a alegação de que, por ocasião da cognição levada a efeito pelo Órgão Judicial, não fora tomada em consideração disposição jurídica que já integrava, ao tempo da prolação da decisão, o ordenamento jurídico pátrio. RELAÇÃO JURÍDICA DE TRATO CONTINUADO. MODIFICAÇÃO NO ESTADO DE FATO OU DE DIREITO. PARECER PGFN/CRJ/nº 492/2011. O Parecer PGFN/CRJ/nº 492/2011 exige, além do controle concentrado ou da repercussão geral, a definitividade e a objetividade das decisões do STF tomadas como parâmetro para a perda de efeito vinculante dos provimentos com trânsito em julgado porventura obtidos pelo contribuinte. Condicionantes não satisfeitas, mantémse incólume a legitimidade dos atos praticados em sintonia com a tutela conquistada. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2010 a 31/12/2010 MATÉRIA NÃO CONTESTADA. Considerase como não contestada a matéria que não tenha sido expressamente questionada. Impugnação Procedente Crédito Tributário Mantido em Parte. Não se encontra nos autos qualquer recurso do contribuinte a essa decisão. É o relatório. Voto Conselheira Relatora Valdete Aparecida Marinheiro, O presente Recurso de Oficio foi submetido à apreciação do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, de acordo com o art. 34 do Decreto nº 70.235, de 1972, e alterações introduzidas pela Lei nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997, e Portaria MF nº 3, de 3 de janeiro de 2008, por força de recurso necessário. Conforme o relatado o presente processo originouse da lavratura de Auto de Infração contra a contribuinte acima epigrafada, para o lançamento do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI, constituindose os respectivos créditos tributários no montante total de Fl. 427DF CARF MF Impresso em 23/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2016 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 22 /03/2016 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 22/03/2016 por ANTONIO CARLOS AT ULIM 6 R$ 112.668.049,23 (cento e doze milhões, seiscentos e sessenta e oito mil, quarenta e nove reais, vinte e três centavos), consolidado na data do lançamento conforme demonstrativo de e fls. 2 e 86. O procedimento fiscal levado a cabo junto ao estabelecimento industrial foi instaurado em face dos pedidos de ressarcimento PER nº 31318.93699.270410.1.1.019900, PER nº 06774.10438.300710.1.1.010659, PER nº 08111.57972.281010.1.1.016751 e PER nº 03389.49407.270111.1.1.011098. A decisão de fls. 352 a 360 é impecável e deve ser mantida, assim, como poderá ser lida em sessão se necessário. Na realidade, a questão versada nos autos, foi muito debatida nas sessões dessa 2ª Turma da 4ª Câmara da Terceira Seção em fevereiro de 2016, das quais participei, inclusive com um outro processo de outro contribuinte em uma situação parecida, pois, tratava se de Recurso de ofício, onde outra turma da DRJ de Juiz de Fora, reconheceu as alegações da Recorrente e lhe deu procedência a sua impugnação. Assim, como nos presentes autos, a decisão recorrida aborda a questão de uma forma absolutamente pertinente aos autos é que entendo que não mereça reparos. Isto Posto, nego provimento ao Recurso de Ofício para mantêla em sua totalidade. É como voto. Relatora Valdete Aparecida Marinheiro Fl. 428DF CARF MF Impresso em 23/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2016 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 22 /03/2016 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 22/03/2016 por ANTONIO CARLOS AT ULIM
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Numero do processo: 19515.002650/2008-83
Data da sessão: Tue May 14 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Aug 14 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/01/2004
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - GFIP - TERMO DE CONFISSÃO DE DÍVIDA - SEGURADOS EMPREGADOS INCLUÍDOS EM FOLHA DE PAGAMENTO - NÃO CONHECIMENTO DA IMPUGNAÇÃO - CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA
A não apreciação das alegações do recorrente, quanto a questões de direito relacionadas ao procedimento fiscal realizado, importa cerceamento do direito de defesa, devendo ser declarada a nulidade da decisão de 1º instância.
Decisão de Primeira Instância Anulada
Numero da decisão: 2401-003.016
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, anular a decisão de primeira instância.
Elias Sampaio Freire - Presidente
Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Carolina Wanderley Landim e Ricardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2003 a 31/01/2004 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - GFIP - TERMO DE CONFISSÃO DE DÍVIDA - SEGURADOS EMPREGADOS INCLUÍDOS EM FOLHA DE PAGAMENTO - NÃO CONHECIMENTO DA IMPUGNAÇÃO - CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA A não apreciação das alegações do recorrente, quanto a questões de direito relacionadas ao procedimento fiscal realizado, importa cerceamento do direito de defesa, devendo ser declarada a nulidade da decisão de 1º instância. Decisão de Primeira Instância Anulada
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, anular a decisão de primeira instância. Elias Sampaio Freire - Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Carolina Wanderley Landim e Ricardo Henrique Magalhães de Oliveira.
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Decisão de Primeira Instância Anulada Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, anular a decisão de primeira instância. Elias Sampaio Freire Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira – Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 26 50 /2 00 8- 83 Fl. 280DF CARF MF Impresso em 14/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Carolina Wanderley Landim e Ricardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 281DF CARF MF Impresso em 14/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 19515.002650/200883 Acórdão n.º 2401003.016 S2C4T1 Fl. 3 3 Relatório O presente Auto de Infração de Obrigação Principal, lavrado sob o n. 37.172.3604, em desfavor da recorrente tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social, parcela destinada a terceiros, levantadas sobre os valores pagos a pessoas físicas na qualidade de empregados à título de Participação nos Lucros e Resultados – PLR.. Conforme descrito no relatório fiscal, fl. 20 a 24, os fatos geradores das contribuições ocorreram com o pagamento de valores classificados como Participação nos Lucros e Resultados, mas sem possuir as premissas básicas, previstas em Lei, desta verba. Destacou , ainda o auditor as infrações: 1. Objeto de negociação entre a empresa e seus empregados: não há provas de que o pagamento referente à Participação nos Lucros e Resultados decorrentes dos Acordos tenha sido objeto de qualquer negociação entre a Comissão de Empregados e a Empresa. Não há Atas de Negociação para os Acordos que indiquem como foram previamente pactuados valores e direitos, ou a ciência destes pelos participantes. Muito embora tenha havido pagamento da PLR nas filiais da empresa (conforme anexo Base de Cálculo da Participação nos Lucros e Resultados), esta não apresentou os respectivos acordos pactuados nas filiais. O acordo firmado na matriz não pode ser ampliado ao restante das filiais tendo em vista o fato de o sindicato envolvido não possuir legitimidade para atuar fora da sua base. 2. Pagamento vinculado ao atingimento de Metas: foi somente no final de cada ano base que houve a assinatura do Acordo, praticamente coincidindo com a data de pagamento da PLR. Não houve, portanto, tempo hábil para o atingimento de metas do ano todo. O Acordo de 2002 da matriz foi assinado em novembro de 2002 e o pagamento foi efetuado em janeiro e março de 2003. O Acordo de 2003 da matriz, foi assinado em dezembro de 2003 e o pagamento foi efetuado em janeiro de 2004. Os acordos das filiais não foram apresentados. O Acordo, em todos os casos acima, referese a metas estipuladas para todo o ano (janeiro a dezembro) não havendo, portanto possibilidade de se cumprir as metas estabelecidas. Sem a existência de negociação pautada na Lei, estes valores são a simples maquiagem da nomenclatura de um sistema de bonificação da empresa. 3. Protocolo de Arquivamento ( 2° do art. 2°): não foi apresentado o protocolo de arquivamento no sindicato dos Acordos. Importante, destacar que a lavratura do AI deuse em 30/06/2008, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 02/07/2008. Fl. 282DF CARF MF Impresso em 14/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 4 Não conformada com a autuação a recorrente apresentou defesa, fls. 50 a 72. Foi exarada a Decisão de 1 instância que confirmou a procedência do lançamento, fls. 214 a 225. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS • PREVIDENCIARIAS Período de apuração: 01/01/2003 a 31/01/2004 PAGAMENTOS DE PLR. DESATENDIMENTO ik LEI 10.101/2000. BASE DE CALCULO DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIARIA. PARTE DOS EMPREGADOS. Pagamentos, a titulo de PLR Participação nos Lucros e Resultados, quando realizados em desacordo com a Lei 10.101/2000, constituem base de cálculo de contribuição previdencidria. Parte dos empregados. PRAZO DECADENCIAL. SÚMULA VINCULANTE. STF. Prescreve a Súmula Vinculante no 8, do STF, que são inconstitucionais os artigos 45 e 46, da Lei 8.212/91, • que tratam de prescrição e decadência, razão pela qual, em se tratando de lançamento de oficio, devese aplicar o prazo decadencial de cinco anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele que o lançamento poderia ter sido efetuado (art.173, I, do CTN). PEDIDO DE PRODUÇÃO POSTERIOR DE PROVAS Indeferese o pedido de perícia e diligencia, quando não são atendidas as exigências contidas na norma de regência do contencioso administrativo fiscal vigente A. época da impugnação Lançamento Procedente Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso pela notificada, conforme fls. 229 a 259, contendo em síntese os mesmo argumentos da impugnação, os quais podemos descrever: 1. Preliminarmente, nos tributos de lançamento por homologação como é o caso das contribuições sociais o prazo que a Seguridade Social dispõe para constituir seus créditos é qüinqüenal, começando a fluir da data da ocorrência do fato gerador, a teor do § 4° do art. 150 do CTN. 2. O ponto nodal da preliminar aduzida, é que nenhum dispositivo da referida Lei n° 10.101/2000 foi apontado como fundamento do débito no Relatório de Fundamentos Legais FLD, que seguiu anexo ao auto de infração. Assim, a ora recorrente não pode ter certeza dos efetivos fundamentos da autuação, já que o relatório fiscal não está em consonância com o relatório de fundamentos legais. 3. Conforme entendimento firme e pacifico do E. STJ e dos Tribunais Regionais Federais a PLR paga, independentemente do cumprimento de determinadas formalidades legais, não perde a sua natureza não salarial. Fl. 283DF CARF MF Impresso em 14/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 19515.002650/200883 Acórdão n.º 2401003.016 S2C4T1 Fl. 4 5 4. Aliás, também antes de mais nada, é importante frisar que a r. decisão de fls. apenas transcreve a Lei 10.101/2000 e colaciona diversos julgados, mas não rebate cada um dos pontos atacados na defesa administrativa apresentada. 5. Verificase decisão recorrida não soube como refutar os diversos argumentos da empresa, passando a limitar a fundamentação da autuação ao seguinte fato: • As assinaturas dos acordos se deram ao final de cada ano base, não tendo sido dada ciência prévia das metas aos empregados. Contudo, esse rigor formal não leva em conta a realidade fática e nem mesmo o melhor entendimento jurisprudencial sobre o tema. 6. Que, conforme "Atas de Eleição" (fls. 79), de13.12.2000, houve eleição de comissão de representantes dos empregados no Programa Chubb de Participação nos Resultados para os anos 2001 e 2002, com a presença do Representante do Sindicato, para o fim especifico de discutir e negociar, junto aos representantes da empresa, a melhor forma de elaboração e aplicação do PLR. Quanto à PLR dos anos de 2003 e 2004, também foram constituídas comissões. 7. Neste aspecto, especificamente em relação ao ano de 2003 (PLR gaga em 2004), impugnado pelo relatório fiscal, analisandose o 'TERMO DE ACORDO COLETIVO PARA PROGRAMA DE PARTICIPAÇÃO DOS EMPREGADOS NOS I RESULTADOS PPR' (doc. anexado à defesa), datado de 10.12.2003, verificase que o mesmo ratifica, em sua cláusula 9a , que o plano foi elaborado com base nas deliberações realizadas pela comissão composta por representantes dos empregados e da empresa: 8. Neste aspecto, especificamente em relação ao ano de 2003 (PLR gaga em 2004), impugnado pelo relatório fiscal, analisandose o 'TERMO DE ACORDO COLETIVO PARA PROGRAMA DE PARTICIPAÇÃO DOS EMPREGADOS NOS I RESULTADOS PPR' (doc. anexado à defesa), datado de 10.12.2003, verificase que o mesmo ratifica, em sua cláusula 9a , que o plano foi elaborado com base nas deliberações realizadas pela comissão composta por representantes dos empregados e da empresa: 9. Que não há vedação legal quanto a se utilizar do PLR para todas as localidades, ou seja, para todas as filiais, já que seus respectivos empregados participaram das eleições, da negociação e da criação do programa. 10. Ademais, em relação à representação sindical, a Constituição Federal e a CLT sempre denotaram preocupação com a observância da categoria profissional, com vista a proteger os interesses de determinados grupos de empregados. A questão da base territorial é apenas acessória e não prejudica a proteção dada pelo Sindicato vinculado matriz da empresa. 11. O argumento da fiscalização não tem amparo legal, pois a lei não exige que exista um lapso temporal mínimo entre a assinatura do acordo de PLR e o período de avaliação, assim como não fixa uma datalimite para a assinatura do referido instrumento de implementação da PLR. 12. Logo, por qualquer angulo que se analise, seja para a PLR de 2002 (paga em 2003), seja para a PLR de 2003 (paga em 2004), as metas a serem atingidas, seja pela empresa, seja pelos empregados, sempre foram de conhecimento de todos, de forma que a formalização do plano mediante a assinatura não pode esconder o fato de que tudo foi previamente sabido e negociado, não havendo que se falar em falta de tempo hábil para atingimento. Fl. 284DF CARF MF Impresso em 14/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 6 13. Por fim, a fiscalização alega outra absurda formalidade, qual seja, que não foi apresentado protocolo de arquivamento dos acordos no Sindicato, como se este fato pudesse alterar a natureza jurídica da PLR ou invalidar o negociado e acordado com os empregados. 14. Que o Presidente do Sindicato, Sr. Serafim, atestou em 23 de julho de 2008, (fls.209), que cada uma das cópias dos Acordos de PLR da Impugnante estão devidamente arquivadas na entidade sindical e que o STJ jamais exigiu cumprimento de formalidades para que a natureza jurídica do PLR fosse declarada nãosalarial, seja antes ou seja depois da regulamentação legal do artigo 7°, XI, da Constituição Federal. não haveria necessidade imperiosa da existência de protocolo/carimbo do Sindicato, conforme entendimento jurisprudencial do STJ. 15. Em situação semelhante, quando constatada irregularidade ou não cumprimento de requisitos legais, temse afirmado pela preservação da natureza do instituto. Nesse sentido, Marcelo C. Mascaro Nascimento entende que mesmo quando a verba for distribuída em periodicidade inferior ao semestre civil, não haveria fundamento jurídico para afastar a natureza não salarial da verba 4. 16. Como se vê, constatada eventual irregularidade, o máximo que poderia ser imputado à recorrente seria uma multa pelo descumprimento da forma estabelecida em lei, mas jamais retirar a natureza jurídica do pagamento, fazendo com que sobre esse incidissem contribuições previdenciárias. 17. Diante do acima exposto, pedese e esperase seja acolhido o presente recurso, reformandose a decisão de primeira instância administrativa afim de que seja reconhecida a total nulidade da autuação ora em debate. A DRFB encaminhou o processo para julgamento no âmbito do CARF. É o relatório. Fl. 285DF CARF MF Impresso em 14/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 19515.002650/200883 Acórdão n.º 2401003.016 S2C4T1 Fl. 5 7 Voto Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 263. Superados os pressupostos, passo as preliminares ao exame do mérito. DAS PRELIMINARES AO MÉRITO DA DECISÃO PROFERIDA PELO JULGADOR A QUO. Em seu recurso, descreve o recorrente que a decisão de primeira instância não refutou os argumentos trazidos na peça impugnatória, senão vejamos: Aliás, também antes de mais nada, é importante frisar que a r. decisão de fls. apenas transcreve a Lei 10.101/2000 e colaciona diversos julgados, mas não rebate cada um dos pontos atacados na defesa administrativa apresentada. Nesse sentido, verificase a fls. 222 que a r. decisão de fls. não soube como refutar os diversos argumentos da empresa, passando a limitar a fundamentação da autuação ao seguinte fato: • As assinaturas dos acordos se deram ao final de cada ano base, não tendo sido dada ciência prévia das metas aos empregados. Contudo, esse rigor formal não leva em conta a realidade fática e nem mesmo o melhor entendimento jurisprudencial sobre o tema. Analisando a referida decisão, observase realmente a falta do julgador, posto que mesmo não refutou os argumentos trazidos pelo recorrente, sendo que os mesmos são fundamentais para determinação da procedência do lançamento. O relatório fiscal, assim embasou o lançamento quanto ao descumprimento da lei 10.101: Objeto de negociação entre a empresa e seus empregados: não há provas de que o pagamento referente à Participação nos Lucros e Resultados decorrentes dos Acordos tenha sido objeto de qualquer negociação entre a Comissão de Empregados e a Empresa. Não há Atas de Negociação para os Acordos que indiquem como foram previamente pactuados valores e direitos, ou a ciência destes pelos participantes. Muito embora tenha havido pagamento da PLR nas filiais da empresa (conforme anexo Base de Cálculo da Participação nos Lucros e Resultados), esta não apresentou os respectivos acordos pactuados nas filiais. O acordo firmado na matriz não pode ser ampliado ao restante das filiais tendo em vista o fato de o sindicato envolvido não possuir legitimidade para atuar fora da sua base. Pagamento vinculado ao atingimento de Metas: foi somente no final de cada ano base que houve a assinatura do Acordo, praticamente Fl. 286DF CARF MF Impresso em 14/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 8 coincidindo com a data de pagamento da PLR. Não houve, portanto, tempo hábil para o atingimento de metas do ano todo. O Acordo de 2002 da matriz foi assinado em novembro de 2002 e o pagamento foi efetuado em janeiro e março de 2003. O Acordo de 2003 da matriz, foi assinado em dezembro de 2003 e o pagamento foi efetuado em janeiro de 2004. Os acordos das filiais não foram apresentados. O Acordo, em todos os casos acima, referese a metas estipuladas para todo o ano (janeiro a dezembro) não havendo, portanto possibilidade de se cumprir as metas estabelecidas. Sem a existência de negociação pautada na Lei, estes valores são a simples maquiagem da nomenclatura de um sistema de bonificação da empresa. Protocolo de Arquivamento ( 2° do art. 2°): não foi apresentado o protocolo de arquivamento no sindicato dos Acordos. Ora, embora entenda que nem sempre se faz necessário apreciar ponto a ponto trazido na peça impugnatória ou recursal, compete a autoridade fiscal, no mínimo afastar em conjunto as alegações. Contudo, no presente caso, como a autoridade fiscal descreveu três fundamentos para que a verba PLR constituísse salário de contribuição, e tendo o recorrente impugnado um a um desses fundamentos, necessário a apreciação dos mesmos de forma individual, até mesmo para que esse colegiado, possa, baseado no relatório fiscal e nos argumentos trazidos pelo recorrente, apreciar a consonância da decisão de primeira instância com o débito apurado. Também não haveria de se decretar a nulidade do lançamento, face a falta cometida pelo julgador, nem tampouco, poderíamos falar que o mesmo tacitamente concordou com os argumentos trazidos pelo autuado em sua defesa, tendo em vista que o julgador não abordou de forma aprofundada as questões trazidas e que o AI encontrase devidamente fundamentado. Assim, no entender dessa relatora, não há como ultrapassar a falta cometida pela decisão recorrida, razão porque deve a mesma ser anulada, para que sejam enfrentadas na forma devida os argumentos trazidos pelo recorrente, bem como os documentos apresentados, frente ao AI lavrado. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por ANULAR A DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. É como voto. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Fl. 287DF CARF MF Impresso em 14/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
score : 1.0
Numero do processo: 13502.000321/2004-37
Data da sessão: Thu Dec 09 00:00:00 UTC 2010
Ementa: REGIMES ADUANEIROS
DATA DO FATO GERADOR: 11/09/2001
DRAWBACK-SUSPENSÃO. INADIMPLEMENTO DO COMPROMISSO DE EXPORTAR.
A concessão do regime condiciona-se ao cumprimento dos termos e
condições estabelecidos no seu regulamento (art. 78 do Decreto-lei n° 37/1966).
0 descumprimento das exigências estabelecidas em Ato Concessório e na legislação de regência enseja a cobrança de tributos suspensos relativos As mercadorias importadas sob esse regime aduaneiro especial, acrescidos dos encargos legais.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
Numero da decisão: 3201-000.608
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso voluntário.
Vencidos os conselheiros Luciano Lopes de Almeida Moraes e Marcelo Ribeiro Nogueira.
Nota de Correção: Conforme a ata de julgamento do dia 12/2010, o acórdão formalizado como 3201-000.609, e na verdade é o 3201-000.608.
Nome do relator: Mercia Helena Trajano D'Amorim
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ementa_s : REGIMES ADUANEIROS DATA DO FATO GERADOR: 11/09/2001 DRAWBACK-SUSPENSÃO. INADIMPLEMENTO DO COMPROMISSO DE EXPORTAR. A concessão do regime condiciona-se ao cumprimento dos termos e condições estabelecidos no seu regulamento (art. 78 do Decreto-lei n° 37/1966). 0 descumprimento das exigências estabelecidas em Ato Concessório e na legislação de regência enseja a cobrança de tributos suspensos relativos As mercadorias importadas sob esse regime aduaneiro especial, acrescidos dos encargos legais. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso voluntário. Vencidos os conselheiros Luciano Lopes de Almeida Moraes e Marcelo Ribeiro Nogueira. Nota de Correção: Conforme a ata de julgamento do dia 12/2010, o acórdão formalizado como 3201-000.609, e na verdade é o 3201-000.608.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2011-03-10T13:05:25Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 8; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-03-10T13:05:25Z; Last-Modified: 2011-03-10T13:05:25Z; dcterms:modified: 2011-03-10T13:05:25Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:62519184-0f65-4785-a8a6-e8b51d8205b3; Last-Save-Date: 2011-03-10T13:05:25Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-03-10T13:05:25Z; meta:save-date: 2011-03-10T13:05:25Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-03-10T13:05:25Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-03-10T13:05:25Z; created: 2011-03-10T13:05:25Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2011-03-10T13:05:25Z; pdf:charsPerPage: 1306; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-03-10T13:05:25Z | Conteúdo => S3-C2 II II I MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE .IITLGAmwro Processo n" 13502.000321/2004-37 Recurs() n" 5 19 368 Voluntário Acórdão n" 3201-00.609 — 2" Camara / 1" Turma Ordiniria Sessão de 09 de dezembro de 2010 Matéria REGIMES ADUANEIROS Recorrente RMD TCATFIS I IDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSILJN 0: REGIMES ADUANEIROS DA IA 1)0 1.A 10 GERADOR: 11/09/2001 DR/4 W/MCK-SUSPENSÃO, INADIMPLEMENTO 1)0 COMPROMISSO DE F,XPORTAR .A concessão do regime condiciona-se ao cumprimento dos termos e condições estabelecidos no seu regulamento (art. 78 do Decreto-lei 111 ° 37/1966). 0 descumprimento das ex igeneias estabelecidas em Ato ConcessOrio e na legislação de regência enseja a cobrança de tributos suspensos relativos as mercadorias importadas sob esse regime aduaneiro especial, acrescidos dos encargos legais. RECURSO VOIJ, J NT RIO NEGADO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso voluntário. Vencidos os conselheiros Imciano Lopes de Almeida Moraes e Marcelo Ribeiro Nogueira.. /"-----1/1_,4 CAA—CAS-A_ Judith (16' mard Marcondes Armando - Presidente, Méi 1-1Zgr.L6t. 'Frajano 'Arno= - Relator.. Editado 10 de janeiro de 2011 Participaram da sessdo de julgamento os conselheiros: Judith. do Amaral M.areondes .Arniando, Luciano Lopes de Almeida Moines, Mércia Helena Trajano D'Amorim, Marcelo Ribeiro Nogueira, Luis Eduardo G. irrossino Barbieri e .ftiniel Mariz Cludino Relatório 0 interessado acima identificado recorre a este Conseiho, de decisao prolerida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Fortaleza/CE.. . Por hem descrever os fatos ocorridos, ate entdo, adoto o relatório da decisao recorrida, que transcrevo, a seguir: "Plata o prcscwle proccs.so da eAlgericia de etr.Wito tiibutatio deco; rode de procedimento fiscal levado a (kilo pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Camay:en em decorre?ricia de auditoria corn:el-ricrac d 1111l -10lla(0es realizadas pelo contribuinte RAID Te 3.Ark.'is Lida, coin esteio HO regime aduaneiro especial de drasvback modalidade sospensao, que culminou com a lavratur a, datada de 11/06/2004, do auto de infraeao-zil relativo ao imposto de importação, no valor. de R$ 30.801,70, peifilZe100, Coin a inclusao da penalidade pecuniiiria (75`X)), a55n./1 coin() dos COI' TeSpOiRknteS 1111-0 1110,(116tiOS, MI data da autuaeao, o importe de R$ 69.078,97, ludo nos termos day peeas de fis. 2/18, destacando-se, ainda, a ineidc".3.nc:ia de al/quota zero TIO que tairge ao imposto .sobre produlas industrializados (11 50) De ac.'ordo com o ielatório de fiscalLacao, integrante do ig„ e donuts doctimentos que o acompanham, acostados as lis 8/98, o contribuinte em tela, fruindo do regime advarieho especial em comento, promoveu imporfireaes lastrei/as no au) c:oneessério- IC n" 2978-01/000045-8, emitido On! 23/08/2001 Ion rvsumo, vivmd0 ao comprimento dos termos estabelvidos. consoante c.specifice -tOo con.signada 23, o c - ontubtrinte deveria, inicialmente, haver importado 30 224.34 do insulin) denominado fios de afia tenacidade de poliestei es, no import(' total (»OM de 118$ 76.840,45, mirando djaln 'cacao, e posterior exporlavio, até 0 mare° final de 19/02/2002, de 27 201 .90kg, correspondente a 203.744,78m do produto final tecido de rnalha ordidoi a de fibra simaea, redundando no valor total (FOB) das exportaeaes equivalente a 118$ 132 297,28 De se notar, ainda, que houve alteraçael, promovidas pelos aditivos jiiriiticlo.s aos autos in /is 24/28, conecinentes aos &trios originais do rdci ido alo, ensejando, além de modílicavics relacionadas ao produto final pactuado as elporlavies, o deslocamento do lapso final par(1 o compliment° do regime a data de .13/08/2003 dolor idade au/iam/e, cm sin/esc, tecendo considerações acerca da legishreao que, ci c'poca, regia o regime especial de dravvback-suspensao, destacou, em especial, pour a 1. ruierio do leg i/ne, gut , as produtos importados deveriam ser, coin firlcio no principio da vincida00 física , necessariamente, empr egados, (Inc*, e fisicamente, in) producao das mercadorias expo, tat/as . Destacou, tambern, que, em virtude do m eferido principio e, 2 Processo 0 13.502 00032 I /2004-3 7 S3-C2T1 Acórd5o " 3201-00,609 Fl. 2 sobretudo diante dos aspectos relacionados ao regime irentivo de trihutação, caber ia ao beneficial-to /0(10 0 6nus decorrente da demonsuação inequívoca da seats fação dos termos estabelecidos no (Ito concvssór 10 /timid, rcl (lido auto, idade assemou que em virtude do refirido principle), o beneficiálio, tp,nafinente, deveria manta especeficos connotes atinentes ao registro de estoque dos insumos impor lados, hem corno dos produtos finals elaborados cow a ritifiza(ão daqueles ASSi 14, ap6S re0k10 predinIVII0 e analisando a documentação apresentada pelo contribuinte poi ocasião da auditoria, a fiscalização (Or MOU haver encontrado diversas ineongruCncias a macular a satisfação regiiiiC aduaneiro, o que ensejou, por conseqiiencia, a presente exigcricia km sumo!, a fiscalização con siderou inevistir comprovação habit a .sustenten , integrafineme, a coil-eta aplicação dos 07Sifinoy inipor finks-, segundo os lermos postos no aludido (no coneessório e, por conseguinte, não reconheceu, em sua inteireza, o gaze (10 regime especial pelo contribuinte cm tela Der re modo, a fisealização glosou, de um universo de sele 32/34), seis registros de exportação-RE„ explieilados fl 14, os quais foram apresentados, pelo beneficiario, a comp ovação do regime Pal ação fincou-se mi deleeção de que aludido to! de R12.: não estava COOWntei He() com a legislação ele regC;ncia, não sendo, pois, comprovação do regime, diorite, pi inten o, da omissão ver ficada quanto à devida identificação do (Ito coneescório em questão atinente aquelas elportaçães Segundo, em einco desses igualmente, nap havia consignação do especifico código de enquadramento da operação de exportação jungido to efralVIVICk-Wspcns(rio (81 101) 4dvertiti a fiscalização, outrossim, que ar ações empreendidas pelo contribuinte, (10 rentido de retificar os dador err ocos dos visando à migração ao escorre/Io código ele enquadramento, bem como à correta idenn ficação do ato concessório, após o procedimento de averbação relativo aos embarques, não foram passíveis de aceitação, visto que intempestivos para os fins a plc se destinavam 4 swim, a vista dessa glosa, a fiscalização, cm regra proporcione/, calculou o ina/imp/emento na ordem de 79,267N, apropriando-o na fOrma disciplinada Portanto, por entender que o contribuinte não logrou provar o cumprimento do regime, acarretando o rompimento parcial com or terMOS prescritos no ato eoncesscirio supramencionado, outorgado ao sujeito passivo em apreço, a . fisealização decidiu considerar não liquidado integralmente o comm.-miss° (mid() assumido pelo contribuinte, efiluando, COilSegUinle, (11(ifile (10 inadimplemento parcial (10 regime, o lançamento dos atinentes triNitos, com os acrescirnos e penalidades correspondentes, resultando na exação supra Por fim. nos termos dos documentos acostados as fls 195/204, a unidade preparadora comunica o existência de decisdo no.s autos da apelação cm mandado de segurança n'' 2005.33.00 003932-5/134, relativa a inc)déncia dc nu/la mot atóa ia, lam/urn, respeitante a este Da impugnação 0 contribrante, twos surf ciéncia pessoal, em 16/06/2004, consoante firz prova a pew constante à j(1. 4, apresentou, em 16/07/2004, sua impugnação, confirm(' documentação juntado fis 99/191, onde, após breve histórico dos fatos, desenvolveu suer dekso, ibando-se ern dispositivos da legislação cum:4am, além de entendimentos plasmados em decisães administrativas da byre'. do Conselho de Conti ibuintes, conforme i sciiii, CIT1 sintese, colocado - 00 revj.s do que 'Argo a . fisealização., o ato conces.sório foi devidamente cumprido, pot interm&ho da realização das correspondentes expo) taçães dantes compromissada.s, confOrmc .se ver Urea, inclusive, por anolise aos .scqUentes relatórios de comprovação do regime, bem como de toda o documentação c.omprobatoria das impothkoes e exportaçães opre.5enlatia., reconhece sea equivoco relacionado à omissão dos inlOrmaçães concernemes à designa(ão, (WI sua documernação fiscal comprobafin ia do regime aduaneiro especial cm te/a, da çonsignação das informações relativas ao regime aduaneiro cm debate, po.steriormente sanadas, todavia o credita a nu2ro env documental, portanto de natureza instrumental, 0 qual Hao 1cm a envergadm a de oh stacidizar a fruição do I Cg/m e especial, ante a prima2-,io da verdade material, aflorada lias exportaç;éres efetiWITIV:71TC realizadas; - a autoridade fiscal, em vez de transitar Tio Cairn) 1110 "WV/ 117-Cilia(10 pc/ax ncí:rsatia produçóes pro bat(iF por 001/ 51(L0 da fiscalização, entendeu, equivocadamente, mediante CSI: iii1A1 utilização de presunçães e suposições, desqualificar o regime ad:rumen o, - eventual saneão a abarcar o presente et/so consistiria eni especifica penalidatk pecuniói ia em face de descumprimento de obrigação acessoria, »MIS TOO riti desqualificação do regime, lend° em vista o desabi igo legal a Ir mientar ltd agir, - a autuação í eareeedora de tespaldo legal hábil, invoca , tambóm que descabe 41 .RECClift 1ed.C.901 do Brasil invadir a e.sfio a de competencia da Secretaria de Comércio Exterior, Úrgao vinculado a Minist&io diverso, qual seja, Ministéfrio do Desenvolvimento, IndUstria e Comércio Exterior, somente cabendo àquele órgão traduzir o cumprimento„ ou não, do regime aduaneiro pelo beneficiario; - co/ao/orou julgados administrativos, creditando-os mais atualizados em relação aos pastas pela fiscalização, os quais julgou ufirapassados; 4 Processo le I 3502..00032 I /2004-37 S3-C211 Acórddo ii " 3201-00..609 Por . fitn, ame seus argumentos oprescruados„ o inmugnante rêquereu a decretaçõo da improcedência total da c.A.ay'io cm apre(o É UM breve relato." 0 pleito foi indeferido, no julgamento de primeira instancia, nos termos do acorddo DRJ/FOR n' 08-16.689, de 27/11/2009, proferida pelos membros da 71 Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Fortaleza/CL, cuja ementa dispõe, verbis: "AsStiNm: REGimEs ADUANEIROS' DA TA DO PA TO GERA DOR: 11/09/2001 DRAWBACK COMPETÊNCIA PARA lqS(',41,17.4.R Compete à Saci ataria da Receita Federal do Brasil (REB) a aplicação do regime Drawback e fisealizaçqo dos tributos, compreendendo a verilicaçiio do regular cumprimento, pelo contribuinte, dos requisitos e condições ,fiyados pela legislay70 de regência e o lançamento do crédito tributario correspondente DR 11/BACK-SUSPENS1i0 INADIMPLEMENTO 1)0 COMPROMISSO DE EXPOR1A1?, O deSCUllipfilT1Cilt0 das condições estabelecidos em ato coneessário e na legislay-io de . regência enseja a cobrança de tributos relativos às mercadorias importadas sob regime aduaneiro especial de di awback- suspcnsdo, acrescidos dos encargos previstos era lei.. IMPUGNACAO IMPROCEDKNIE " 0 julgamento foi no sentido de negar provimento, manter, integralmente, o crédito tributário, uma vez que não foram observados os requisitos necessários inerentes ao drawback-suspensão.. O Contribuinte protocolizou o Recurso Volimtatio, .tempestivamente, no qual, basicamente, reproduz as razões de defesa constantes C i.n sua peça imptignatória. O processo digitalizado tbi distribuído e encaminhado a esta Conselheira. Relatório Voto Conselheira .Mércia Helena Trajano D'Amorim, Relatora O presente recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, razão por que dele tomo conhecimento. Inicialmente, ressalto que a decisão judicial mencionada e trazida aos ./utos aborda o cabimento da aplicação da multa Moratória no âmbito de denuncia espoi .mea, relativo a tributos outros que não o de importação. Portanto, ado há que se f ar concomitãneia corn o -mérito, objeto deste litígio. 5 E, ainda, uma preliminar suscitada, que se confunde com o mérito, a da competência para liscalizar o regime de di aryback A Seer etaria de Conu:Tcio Fxterior-Secex detém competência para a concessão dos regimes de drawback, nas modalidades isençao e suspensão. Esta autorização abrange os procedimentos quanto ao exame documental, das questões relativas ao plano de exportação, vinculação dos insumos importados ao produto a ser exportado, processo produtivo, prazo para exportação; bem como, a modalidade de di a wbacl, coucedida. Assim sendo, compete a Receita Federal-RE - 13, a aplicação e a fiscalização do regime de drawback, mediante reconhecimento do beneficio, mercadorias importadas se são as do ato concessorio; assim como etetuar o lançamento dos tributos, quando constatado o ina.dimplemento das condições impostas, apurado em procedimento de fiscalização, do compromisso, nas condições estipuladas no ato concessório, la que o próprio regime na modalidade de suspensão ficará sob condição resolutiva. Versa a matéria sobre a autuação decorrente da não comprovação de compromissos de drawback - suspensão, firmados através das importações lastreadas tio aio concessorio-AC n" 2978-01/000045-8, emitido em 23/08/2001, A fiscalização glosou, de um universo de se -te (lis. . 32/34), seis registros de exportação-RE, os quais foram apresentados, pelo beneficiário, ii comprovação do regime. Urn registro dc exportação -RE estava sem a devida identilicação do ato concessório em questão atinente aquelas exportações,. Os outros cinco desses RE não havia consignação do especifico código de enquadramento da operação de exportação vinculado ao di awback-suspensão (81 ,10 I. ) A empresa teve autorização paru importar 30 224,34 Kg do insumo denominado: fiu de aha ienacidade de polijwere, no importe total (FOB) de US$ 76840,45. com fins a fabricação, e posterior exportação, ate o marco final de 19/02/2002, de 27 201 90 Kg, correspondente a 203.744,78m do produto final: tecido de math(' zudidwa dc fibra qnicWea, redundando no valor total (F013) das exportações equivalente a US$ .1 32 297,28 I louve algumas alterações, promovidas pelos aditivos juntados aos autos as tis. 24/28 Constitui regim.e aduaneiro, o tratamento aplicável às mercadorias submetidas a controle aduaneiro, de acordo com as leis e regulamentos aduaneiros, segundo a natureza e os Objetivos da operação.. São chamados regimes aduaneiros especiais, de acordo com o Decreto lei 37/66 corn redação do Di , 2472/88, porque escapam a regra geral do regime comum de importação que, salvo exceções legais (isenção, Acordos Internacionais) implicam no pagamento do It. O regime Drawback (3 considerado um incentivo à exportação e pode ser aplicado em tri,'s modalidades: suspensão, isenção e restituição e tem como Objetivo, dar -poder competitivo a produção nacional, tendo par fundamento eliminar do custo final dos produtos ex -portáveis o onus tributário relativo as mercadorias estrangeiras neles utilizadas. Acontecem, portanto, o incremento das exportações e o aumento da competitividade do produto final no mercado externo, urna vez que os produtos beneficiados, desonerados da carga tributária comma as importações, agregam-se ao processo produtivo de um pais, possibilitando o barateamento de custos. Criado par a incentivar as exportações, o Drawback enquadra-se dentre os regimes especiais -previstos no Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto n" 91.030, de 05/03/85.. Para tanto, o beneficiário deve observar os Processo li 0 3502.000321/2004-37 S3-C2T Acórcrio n " 3201 -00..609 Fl 4 termos, limites e condições estabelecidos pelo orgdo conccdente. Logo, são suspensivos, tendo cm vista o aspecto _juridico da suspensão da. ex igibil idade da obrigação tributdria que aea retam Drawback suspensão é a modalidade que permite ao bend -wiz-Ili° importar, corn suspensão de tributos, mercadoria a ser exportada após beneficiamento ou destinada. A tabricação, complementação ou acondicionamento de outra a ser exportada, que o utilizado - pela empresa.. A competência para conceder o Ato Concessorio é da. Secretaria de Comércio Exterior - Sccex, orgdo pertencente ao Ministério do Desenvolvimento da Indústria e do Comércio MD1C. Assim como a solicitação do Ato Concessório, também deverão ser encaminhados A Secex, os pedidos de retificações e adendos, previstos em seus aditivos e anexos, Ressalte-se que o beneficio de drawback, modalidade de suspensão, está previsto no art. 78 do Decreto-lei n" 37/1966, verbis: At 78 Podera concedida nos lei mos e condkJes estabelecidos no regulamento I - Suspenwio do pagamento dos tributas iitcs .s- obre a imporfaçâo de meía.tdOria a SCT exportada após benejiciamenfo, 01.1 destinada à fabrica(do, complementaK.77o ou acondieionamento de outra a ser exporta/a, Observa-se de forma clara a vinculação entre a. mercadoria importada. c mercadoria a ser exportada no regime, seja quanto à espécie, quantidade, valor e prazo, bem como ainda quanto ao bone -lick:1/26o do regime e em conseqüência a imposição do cumprimento de varios requisitos de modo a tornar inequívoca a vinculação entre a importação c a exportação, para fins de controle do emprego e destinação dos bens Como relatado, versam os autos sobre a inadmissibilidadc dos Registros de Exportação-RV com fins de comprovação do adimplcmento do com.promisso relacionado a.o Drawback, em virtude de não terem sido vinculados ao respectivo Ato Concessório e falla de indicação do código da operação. O art. 325 do Regulamento Aduaneiro dispõe: -Ail. .325 A talliza0o do beneficio previsto neste Capitulo será anotada no document() com probatório da exporta(Zio. " 0 Comunicado Decex n" 21, dc 11/07/97, o qual, posteriormente, loi revogado pelo Comunicado n" 6, de 28/06/1.999, que, por sua vez, teve .nova redação conferida pelo Comunicado n" 2, de 31/01/2000, porem todos verificados cam a necessidade da vinculação, mios termos abaixo: "Comunicado Deccx n" 21/97 AneN0 3. É obrigatót la a vincula0o do If egis00 de EApottacao (R1L) ao ,410 L'once)trn io de Drawback, modalidade sitpens17.0 4 Somente será accito pall! compt0vaçâo do Regime, modalidade suspensi-to Registro de Exportacao (RE) coniendo, no camp) 2-a, o código ncenquadratnento con.stante Anexo "V (fabela de Enquadratnento da Operao`to) .Porntria TLTX n" 2, de 22/12/1.992. Item como as 0-fó0 mtn,:.ócs exigida ■ 00 comp, 24 (dodos do labricank) " 1(a:tondo que para a fruição do regime, que os produtos importados deveriam ser, corn base no principio da vinculação tisica , necessariamente, empregados, direta lisicamente, na produção das mercadorias exportadas. 0 principio e, sobretudo diante dos aspectos relacionados no regime especial de tributação, caberia ao beneticiario todo o ()ruts decorrente da demonstração .inequivoca da satistação dos termos estabelecidos no ato concussorio.. Como constatado pela. fiscalização, não houve comprovação da relação untie as expottações e o At Concessório, seja pela ralta de vinculação da exportação ao Ato Concessorio respectivo, seja pela falta de indicação do código ró rio da operação Drawback rios campos apropriados dos Registros de Exportação, no momento do despacho aduaneiro, não tra corny se demonstrar que as mercadorias importadas foram efetivamente utilizadas na produção dos bens exportados e, por conseguinte, não lid corno atestar que a empresa cumpriu com o compromisso assumido, Por todo o exposto, e pela necessidade da vinculação, por set: urna exiga.cia não merece reparo o auto de .infração, quanto à descaraeterização das exportações correspondentes aos Registros de Exportação corn o código de exportação comum e tampouco a vinculação a Ato Con.cessorio, Assim, emendo que a decisão recorrida está correta e não InClece ser alterada.. Por todo o exposto voto por negar provimento ao recurso voluntário. cvi,' hi ereta 1/. ena ncram. 8
score : 1.0
Numero do processo: 13826.000253/97-91
Data da sessão: Tue Nov 07 00:00:00 UTC 2006
Ementa: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES
Período de apuração: 28/02/1990 a 30/03/1993
FINSOCIAL - Pedido de Restituição/Compensação - Possibilidade de Exame - Inconstitucionalidade reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal - Prescrição do direito de Restituição/Compensação - Inadmissibilidade - dies a quo - edição de Ato Normativo que dispensa a constituição de crédito tributário - Duplo Grau de Jurisdição.
Recurso Especial do Procurador Negado.
Numero da decisão: CSRF/03-05.162
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso especial. Vencida a Conselheira Judith do Amaral Marcondes Armando (Relatora) que dava provimento ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Luis Antonio Flora.
Nome do relator: Antonio Carlos Atulim - Ad Hoc
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ementa_s : OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 28/02/1990 a 30/03/1993 FINSOCIAL - Pedido de Restituição/Compensação - Possibilidade de Exame - Inconstitucionalidade reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal - Prescrição do direito de Restituição/Compensação - Inadmissibilidade - dies a quo - edição de Ato Normativo que dispensa a constituição de crédito tributário - Duplo Grau de Jurisdição. Recurso Especial do Procurador Negado.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2015-04-08T20:28:25Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2015-04-08T20:28:25Z; Last-Modified: 2015-04-08T20:28:25Z; dcterms:modified: 2015-04-08T20:28:25Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2015-04-08T20:28:25Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2015-04-08T20:28:25Z; meta:save-date: 2015-04-08T20:28:25Z; pdf:encrypted: true; modified: 2015-04-08T20:28:25Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2015-04-08T20:28:25Z; created: 2015-04-08T20:28:25Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2015-04-08T20:28:25Z; pdf:charsPerPage: 2039; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2015-04-08T20:28:25Z | Conteúdo => CSRF/T03 Fls. 532 _________ 1 nfls txtfls531 CSRF/T03 OOlldd MMIINNIISSTTÉÉRRIIOO DDAA FFAAZZEENNDDAA CCÂÂMMAARRAA SSUUPPEERRIIOORR DDEE RREECCUURRSSOOSS FFIISSCCAAIISS TTEERRCCEEIIRRAA TTUURRMMAA PPrroocceessssoo nnºº 13826.000253/97-91 RReeccuurrssoo nnºº 303-130.015 Especial do Procurador MMaattéérriiaa FINSOCIAL - RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO AAccóórrddããoo nnºº 03-005.162 SSeessssããoo ddee 07 de novembro de 2006 RReeccoorrrreennttee FAZENDA NACIONAL IInntteerreessssaaddoo NOVA AMÉRICA S.A. - AGRÍCOLA ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 28/02/1990 a 30/03/1993 FINSOCIAL - Pedido de Restituição/Compensação - Possibilidade de Exame - Inconstitucionalidade reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal - Prescrição do direito de Restituição/Compensação - Inadmissibilidade - dies a quo - edição de Ato Normativo que dispensa a constituição de crédito tributário - Duplo Grau de Jurisdição. Recurso Especial do Procurador Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso especial. Vencida a Conselheira Judith do Amaral Marcondes Armando (Relatora) que dava provimento ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Luis Antonio Flora. Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente Antonio Carlos Atulim - Redator ad hoc Participaram do presente julgamento os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo, Carlos Henrique Klaser Filho, Judith do Amaral Marcondes Armando, Luís Antonio Flora, Anelise Daudt Prieto, Nilton Luiz Bartoli e Mário Junqueira Franco Júnior e Manoel Antônio Gadelha Dias (Presidente à época do julgamento). Fl. 532DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 08/04/201 5 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/04/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO 2 Relatório Versa o presente processo sobre pedido de restituição/compensação do Finsocial referente aos pagamentos a maior relativos aos fatos geradores ocorridos no período de janeiro de 1990 a março de 1992, protocolizado em 03/12/1997. O pedido foi indeferido pela Delegacia da Receita Federal e posteriormente deferido pela Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por meio do Acórdão nº 303-32.223, que recebeu a seguinte ementa: FINSOCIAL. CONTAGEM DO PRAZO PRESCRICIONAL DO DIREITO DE REPETIR 0 INDÉBITO TRIBUTÁRIO. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE. 0 termo a quo do prazo prescricional do direito de pleitear restituição ou compensação relativo ao recolhimento de tributo efetuado indevidamente ou a maior que o devido em razão de julgamento da inconstitucionalidade das majorações de alíquota, pelo Supremo Tribunal Federal, é o momento em que o contribuinte teve reconhecido seu direito pela autoridade tributária, o que no caso concreto é a data da MP N° 1.110, vale dizer, 31/08/95. Regularmente notificada daquele julgado em 23/12/2005, a Procuradoria da Fazenda Nacional apresentou recurso especial de divergência em 05/01/2006, alegando divergência em relação ao Acórdão nº 302-35.782. A Fazenda Nacional fundamenta-se, em síntese, nos seguintes argumentos para prestigiar o posicionamento do paradigma: - pela análise dos artigos 165, inciso I e 168, inciso I, do Código Tributário Nacional, constata-se que o direito do sujeito passivo pleitear a restituição total ou parcial de tributo pago indevidamente ou maior que o devido, extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados da data da extinção do crédito tributário; - não há nada que justifique ser considerada a data da publicação da Medida Provisória n° 1.110/95 o termo inicial da contagem do prazo para se pleitear a restituição do FINSOCIAL; - se existe norma legal dispondo sobre a matéria, não tem cabimento este Conselho de Contribuintes negar-lhe vigência para, assumindo a função legislativa, usurpar de sua competência e criar um termo inicial para a contagem do prazo decadencial; - no momento que foi recolhido indevidamente o tributo, no outro dia, o contribuinte já poderia ter buscado a guarida do Judiciário para pleitear a restituição dos valores, não tendo que aguardar decisão da Colenda Suprema Corte para tal fim. Devidamente cientificada da decisão do Conselho de Contribuintes e do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional, tendo lhe sido facultada a apresentação de contra-razões recursais, a contribuinte compareceu aos autos argumentando que o Acórdão em questão não merece ser reformado. Fl. 533DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 08/04/201 5 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/04/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13826.000253/97-91 Acórdão n.º 03-005.162 CSRF/T03 Fls. 553333 _________ 3 Na sessão realizada pela Câmara Superior de Recursos Fiscais em 07/11/2006, os autos foram distribuídos, por sorteio, a esta Conselheira, em conformidade com o art. 16 do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais. É o Relatório. Voto Vencido Conselheiro Antonio Carlos Atulim, Redator ad hoc Nos termos do art. 17, III, do RICARF 1 , incumbiu-me o Senhor Presidente do Colegiado de formalizar o presente acórdão, tendo em vista que os relatores originário e designado deixaram o colegiado antes da formalização. Para tal fim, embora discorde do seu teor, adoto o voto vencido entregue à secretaria pela Conselheira Judith do Amaral Marcondes Armando, in verbis: "A Fazenda Nacional interpôs Recurso Especial em face de Decisão proferida pela Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, assim ementada: FINSOCIAL. CONTAGEM DO PRAZO PRESCRICIONAL DO DIREITO DE REPETIR O INDÉBITO TRIBUTÁRIO. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE. O termo a quo do prazo prescricional do direito de pleitear restituição ou compensação relativo ao recolhimento de tributo efetuado indevidamente ou a maior que o devido em razão de julgamento da inconstitucionalidade das majorações de alíquota, pelo Supremo Tribunal Federal, é o momento em que o contribuinte teve reconhecido seu direito pela autoridade tributária, o que no caso concreto é a data da MP Nº 1.110, vale dizer, 31/08/95. Em seu arrazoado apresenta divergência jurisprudencial assentada no seguinte paradigma: “FINSOCIAL RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO A inconstitucionalidade reconhecida em sede de Recurso Extraordinário não gera efeitos erga omnes, sem que haja Resolução do Senado Federal suspendendo a aplicação do ato legal inquinado (art. 52, inciso X, da Constituição Federal). Tampouco a Medida Provisória n° 1.110/95 (atual Lei n° 10.522/2002) autoriza a interpretação de que cabe a revisão de créditos tributários definitivamente constituídos e extintos pelo pagamento. 1 Art. 17. Aos presidentes de turmas julgadoras do CARF incumbe dirigir, supervisionar, coordenar e orientar as atividades do respectivo órgão e ainda: (...) III - designar redator ad hoc para formalizar decisões já proferidas, nas hipóteses em que o relator original esteja impossibilitado de fazê-lo ou não mais componha o colegiado; Fl. 534DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 08/04/201 5 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/04/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO 4 DECADÊNCIA O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de cinco anos, contados da data de extinção do crédito tributário (art. 168, inciso I, do Código Tributário Nacional). NEGADO PROVIMENTO POR MAIORIA. (Acórdão 302- 35.782, relatora Conselheira Maria Helena Cotta Cardozo, sessão de 15 de outubro de 2003).” Como visto no relatório, trata-se de pedido de restituição de valores recolhidos a título de Finsocial no período de 02/1990 a 03/1993, apresentado em 3 de dezembro de 1997. Para solucionar a divergência transcrevo, por economia, outro voto de minha relatoria, alertando para as necessárias adaptações ao caso aqui relatado: Contribuições sociais são instrumentos encontrados pela sociedade para assegurar a efetivação de ações destinadas a dar cumprimento às suas – as da sociedade – determinações em matéria de direitos sociais. Tais ações fazem parte da cesta de bens públicos pontualmente indicados pela sociedade e que merecem tratamento diferenciado dos demais por sua natureza e pela priorização que lhes é atribuída pela própria sociedade. A forma mista de custeio do orçamento social, pela via de contribuições específicas e do orçamento fiscal ordinário é expressão da racionalidade do legislador e de sua determinação em fazer estável e independente o orçamento previdenciário. Chamo atenção aqui para os valores estável e independente posto que em minha conclusão vou me reportar, outra vez, a esses valores. O Decreto-lei nº. 1940/82, ao criar o FINSOCIAL o fez determinando que os recursos fossem destinados ao custeio de “investimentos de caráter assistencial em alimentação, habitação popular, saúde, educação e amparo ao pequeno agricultor”. Entendo que, adiantando-se aos ideais de uma nova expressão da cidadania, que seriam materializados na Constituição Federal de 1988, individualizou o legislador daquele então uma função específica do Estado que deveria ser apoiada por recursos específicos. Esse se adiantar à identificação de determinados bens públicos, digamos “notabilizados”, marcou de forma cristalina a passagem do Estado de Direito para o Estado Democrático de Direito. E nesse ponto atento para valores ligados aos direitos coletivos, uma vez que ao final vou novamente tratar desses direitos, em contraposição aos direitos individuais. Faço esta digressão introdutória de minhas reflexões sobre a questão da decadência porque entendo que ademais da intempestividade do pedido de restituição, à luz do que preceitua o Código Tributário Nacional, questão preliminar neste caso, outros marcos legais devem ser abordados, também em instância preliminar à decisão do mérito, e bem assim valores implícitos na Constituição Federal. Em primeiro lugar, peço licença para retomar debate já ocorrido neste colegiado, e externar de forma clara minha posição relativa à decadência do direito de pleitear a devolução de tributos: 5 anos a partir da data do pagamento, conforme determina o art. 168, II do CTN. Fl. 535DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 08/04/201 5 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/04/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13826.000253/97-91 Acórdão n.º 03-005.162 CSRF/T03 Fls. 553344 _________ 5 A tese, muitas vezes utilizada, de que a presunção da constitucionalidade da lei faz com que o contribuinte deixe de questioná-la não me parece razoável. O próprio ordenamento jurídico nacional estabelece prazo para que os interessados possam questionar qualquer ato jurídico que, porventura, venha a lhes causar algum prejuízo. Assim, presunção de constitucionalidade não determina vedação ao exercício do direito de questionar. Valho-me de entendimento já acolhido anteriormente neste colegiado: “Dessa maneira, quando alguém entender que determinada lei é inconstitucional deve ser proposta uma ação. Afinal, a todo direito corresponde uma ação. E esta ação deve ser proposta, também, dentro do prazo que o próprio Direito também estabelece. É evidente que este prazo varia de acordo com a matéria regulada pela lei em questão. No caso de uma lei tributária, em regra, o prazo seria o de cinco anos, ou seja, o mesmo prazo estipulado para o pedido de devolução de tributos pagos indevidamente Por isso, já diziam os romanos: dormientibus non succurrit jus. Portanto, quando da edição de uma nova lei, cabe aos estudiosos do Direito verificar se esta lei foi elaborada nos exatos termos do figurino constitucional. E isso, evidentemente, dentro do prazo legal. No entanto, na prática, isso não ocorre. Poucos estudam e exercem o seu Direito. Estes, após anos de debates e em decorrência do empenho conseguem um pronunciamento favorável. É de Direito estender está decisão isolada a toda sociedade? A resposta é negativa, pois, o Direito não socorre aos que dormem!!! Como já acima citado o Direito é segurança. E dentro desta segurança é que o mesmo Direito, através da Constituição Federal, outorga uma ação específica para esse fim, isto é, a ação direta de inconstitucionalidade, que da mesma forma deve ser proposta dentro de um determinado prazo. Esta sim, à luz de inconstitucionalidade, possui eficácia erga omnes, para proteger a sociedade como um todo. Em suma, uma lei, quando inconstitucional, já nasce inconstitucional. Não é um acórdão do STF que a torna inconstitucional. A inconstitucionalidade é preexistente, dependente, apenas, de uma sentença que a declare como tal, observado o prazo para a propositura da ação. Destarte, entendo que o efeito de uma declaração de inconstitucionalidade em sede de controle difuso deve restringir a quem a postulou antecipadamente, não devendo produzir “efeito despertador” para que toda sociedade venha reclamar aquilo que lhe foi, outrora, de Direito.”. (extraído do Fl. 536DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 08/04/201 5 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/04/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO 6 PROCESSO Nº 13807.011547/00-71, SESSÃO DE 14 de setembro de 2004, ACÓRDÃO Nº 302-36.339, RECURSO Nº 126449). Mas, não admito o marco puramente legal, com sua ética e forma, como único condutor de um raciocínio lúcido sobre o direito de restituir ou compensar. Creio que a legislação deve ser referida a seu contexto, aos valores sociais de sua época, as circunstâncias econômicas e políticas que circundaram sua edição, e não pode ser trazida a julgamento posterior sem essas preciosas referências, sob o risco de produzir uma falsa justiça. Nesse sentido, valho-me também do conceito de sustentabilidade trazido da economia e da ecologia, para fundamentar o meu convencimento. Um sistema articulado e harmonizado, como é o do orçamento de receitas e gastos públicos, deve trabalhar com dados e variáveis em equilíbrio dinâmico e com conseqüências em perspectiva. O sistema social chamado de Orçamento Fiscal tem uma de suas partes constituída pelos contribuintes e outra pela Fazenda Pública. Ora, muitos anos depois dos cinco estabelecidos no CTN, estão reconhecidos, julgados e acreditados os valores recebidos, e gastos nos bens para os quais foram estabelecidos. Sob esse aspecto é razoável supor que aqueles que não contestaram a majoração do gravame pelas vias legalmente autorizadas - administrativas ou judiciárias - deixaram de exercer um direito que lhes era garantido pelo prazo de 5 anos, conforme determina o CTN, e que a Fazenda Pública já utilizou os recursos colocados a sua disposição. Ora, se estamos tratando de um sistema, as entropias se corrigem no curto prazo, sob risco de destruir o sistema, violando a estabilidade e independência a que me referi. E o curto prazo, para efeito de restituição de tributos é aquele em que a segurança jurídica não impeça a segurança social e econômica do sistema orçamentário fiscal, vale dizer os 5 anos eleitos pela sociedade e positivados no ordenamento jurídico. Em seqüência desejo tratar do mandamento do art. 166 do Código Tributário Nacional que determina: “A restituição de tributos que comportem, por sua natureza, transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido referido encargo, ou, no caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado a recebê-la”. Tributos fazem parte da equação que determina o preço do produto. Em economia o custo de oportunidade determina a decisão de investir. Ora, para que seja determinado o custo de oportunidade é necessário que todos os custos de produção sejam orçados no momento da decisão de investir. Assim sendo, salvo se por razões do universo não econômico, o empresário deixou de repassar para os preços o custo da tributação ou de parte dela, essa realidade contábil deve estar registrada de forma clara. Permitam-me afirmar, essa é a única forma de bem Fl. 537DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 08/04/201 5 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/04/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13826.000253/97-91 Acórdão n.º 03-005.162 CSRF/T03 Fls. 553355 _________ 7 identificar a matriz de insumo/produto, absolutamente indispensável em qualquer empreendimento econômico. Não é de se supor, por irracional do ponto de vista econômico, que todos os que pagaram o Finsocial com as alíquotas majoradas tenham levado em contabilidade apartada um custo de produção por eles suportado, em detrimento ou da remuneração do capital ou do lucro daquele momento econômico, em nome de uma crença absoluta que no futuro haveria de se considerar inconstitucional o tributo e lhes seria devolvido o montante, com a remuneração de capital do setor, acrescidos do lucro do investimento, e das devidas compensações pelos danos de terem sido expulsos do mercado. Aliás, em se supondo, seria inadmissível que deixassem de interpor demandas, administrativas ou judiciais, já naquele momento. Neste processo em nenhum tempo está representada a contabilidade do empreendedor, aqui contribuinte, que permita afastar a racionalidade econômica e reconhecer o direito de restituição, nos termos do art. 166 do CTN. Pelo exposto, neste ponto, já me permitiria negar provimento ao pedido do contribuinte, convencida de que não há o que devolver a quem não provou ter pago e não repassado o ônus do pagamento. Na seqüência de meu raciocínio, creio que poderia o julgador, em instância não administrativa, entender que incautamente o contribuinte deixou de apresentar sua contabilidade e também não lhe foi nunca exigido, motivo pelo qual poderia ser que existisse o direito alegado. No campo das conjecturas é possível admitir que a instância judicial seja menos afeiçoada aos raciocínios marcados por parâmetros contábeis. Nesse ponto, é de evidencia solar, como se costuma dizer entre os juristas, que mesmo se admitindo, por amor ao debate, que haja um direito individual na questão da repetição do Finsocial, há também um direito coletivo, social, que deve ser posto em evidência e aquilatado para que se possa efetivamente fazer uma escolha razoável, no momento de julgar, em dúvida, pró – contribuinte. É evidente que para restituir o que é reclamado o fisco deixará de oferecer algum bem público a que tem direito a coletividade que hoje paga seus tributos. Ou deverá onerar com mais tributos essa mesma coletividade. Ou seja a sociedade deverá pagar, outra vez, os tributos que já pagou anteriormente, diretamente ao Estado, ou indiretamente pela via dos preços. Valho-me então do saber contido no RE 374981 relatado pelo Ministro Celso de Melo, que me permito descontextualizar: “É certo – consoante adverte a jurisprudência constitucional do Supremo Tribunal Federal - que não se reveste de natureza absoluta a liberdade de atividade empresarial, econômica, ou profissional, eis que inexistem, em nosso sistema jurídico, direitos e garantias impregnados de caráter absoluto: “OS DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS NÂO TÊM CARÁTER ABSOLUTO. Não há, no sistema constitucional brasileiro, direitos e garantias que se revistam de caráter absoluto, mesmo porque razões de relevante interesse público ou exigências derivadas do princípio de convivência das liberdades legitimam, Fl. 538DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 08/04/201 5 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/04/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO 8 ainda que excepcionalmente, a adoção, por parte dos órgãos estatais , de medidas restritivas das prerrogativas individuais ou coletivas, desde que respeitados os termos estabelecidos pela própria Constituição. O estatuto constitucional das liberdades públicas, ao delinear o regime jurídico a que estão sujeitas - e considerando o substrato ético que as informa – permite que sobre elas incidam limitações de ordem jurídica, destinadas, de um lado, a proteger a integridade do interesse social e, de outro, a assegurar a coexistência harmoniosa das liberdades, pois nenhum direito ou garantia pode ser exercido em detrimento da ordem pública ou com desrespeito aos direitos e garantias de terceiros” (RTJ 173/807-808 Rel. Min. Celso de Melo, Pleno). Para não me alongar maçantemente com outros argumentos menos expressivos finalizo: A legislação tributária determina que o pedido de restituição se faça dentro dos cinco anos que se seguem ao pagamento; A lei não socorre aos que dormem; Os tributos são parte do custo dos produtos e serviços; Não foi comprovado que o contribuinte não repassou o custo do tributo aos compradores de seus produtos ou serviços; O direito individual não se sobrepõe ao direito coletivo; É certo que a sociedade pagará pela repetição do “indébito” ou na forma de novos tributos ou na substituição de bens públicos pelo pagamento em apreço. Tudo isso posto dou provimento ao Recurso interposto pela Fazenda Nacional." Antonio Carlos Atulim Voto Vencedor Conselheiro Antonio Carlos Atulim, Redator ad hoc Exclusivamente para o fim de formalizar o voto vencedor, adoto os fundamentos lançados pelo redator designado no Acórdão CSRF nº 03/-05.135, in verbis: "A questão que me é proposta a decidir, cinge-se ao fato de saber se a contribuinte exerceu o direito de restituição do Finsocial dentro do prazo legal. Ao contrário do que diz a decisão recorrida, a Fazenda Nacional assevera que tal direito extingui-se com o decurso do prazo de 5 anos contados da data da extinção do crédito tributário, ocorrida com o pagamento. Fl. 539DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 08/04/201 5 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/04/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13826.000253/97-91 Acórdão n.º 03-005.162 CSRF/T03 Fls. 553366 _________ 9 De minha parte, entendo que a legitimação do pedido ocorreu com a edição da Medida Provisória 1.110/95, ocasião em que o próprio Poder Executivo reconheceu não serem devidas quaisquer quantias a título de Finsocial, dispensando os seus procuradores de promoverem quaisquer exigências quanto a essa contribuição. Esta, aliás, é a posição majoritária desta Câmara Superior de Recursos Fiscais, citando-se, por exemplo os Acórdãos 03-04278 e 03-04298, que estampam a seguinte ementa: FINSOCIAL - Pedido de Restituição/Compensação - Possibilidade de Exame - Inconstitucionalidade reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal - Prescrição do direito de Restituição/Compensação - Inadmissibilidade - dies a quo - edição de Ato Normativo que dispensa a constituição de crédito tributário - Duplo Grau de Jurisdição. Recurso especial negado. Diante do exposto, tendo o prazo prescricional/decadencial se iniciado na data da publicação da referida Medida Provisória 1.110/95, é tempestivo o pedido de restituição/compensação formulado pela contribuinte. No entanto, as autoridades preparadora e julgadora não entenderam dessa forma, razão pela qual, quando da decretação da prescrição/decadência, deixaram de apreciar outras questões relativamente ao pedido de devolução de quantia propriamente dito. Tal fato deve ser levado em consideração, como adiante será ressaltado. Ante o exposto, nego provimento ao apelo da Fazenda Nacional, confirmando a conclusão da decisão recorrida (que se baseia na MP 1.621-36/98), que a meu ver acertadamente afastou a prescrição/decadência, o que confere à contribuinte o direito de ver ressarcido (compensado e/ou restituído) os valores pagos indevidamente a título de Finsocial. Todavia, impõe-se a verificação do conteúdo probatório do recolhimento, além de outros elementos ligados ao pedido que deixaram de ser apreciados pelas autoridades preparadora e julgadora. Portanto, os autos devem ser remetidos à autoridade preparadora para análise de tais quesitos, procedendo-se como se não tivesse havido a decretação da prescrição/decadência. Feito isso, aplique-se os termos procedimentais estabelecidos pelo Decreto 70.235/72. Sala das Sessões - DF, em 07 de novembro de 2006. LUIS ANTONIO FLORA" Embora não concorde com esses fundamentos, adoto a tese do redator designado como fundamento deste julgado, pois foi esta a tese que angariou a maioria dos votos na assentada do dia 07 de novembro de 2006. Antonio Carlos Atulim Fl. 540DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 08/04/201 5 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/04/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Relatório Voto
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Numero do processo: 13688.000276/2005-71
Data da sessão: Thu Apr 08 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Ano-calendário: 2002
Ementa: SIMPLES - EXCLUSÃO - ATIVIDADE NÃO VEDADA. SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO DE TRATORES E MÁQUINAS AGRÍCOLAS - Não se enquadram nas atividades privativas de engenheiros ou de outras profissões cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida a atividade de reparação e manutenção de tratores e máquinas agrícola, na forma exercida pela recorrente.
Numero da decisão: 1103-000.175
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos dos relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: Gervásio Nicolau Recktenvald
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ementa_s : Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2002 Ementa: SIMPLES - EXCLUSÃO - ATIVIDADE NÃO VEDADA. SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO DE TRATORES E MÁQUINAS AGRÍCOLAS - Não se enquadram nas atividades privativas de engenheiros ou de outras profissões cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida a atividade de reparação e manutenção de tratores e máquinas agrícola, na forma exercida pela recorrente.
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Numero do processo: 11080.001459/2008-60
Data da sessão: Wed Dec 10 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Feb 12 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 28/02/2003 a 31/05/2003
EMBARGOS. REDISCUSSÃO DO MÉRITO. IMPOSSIBILIDADE.
Os embargos de declaração não são recursos hábeis na busca da rediscussão do mérito.
EMBARGOS CONHECIDOS.E REJEITADOS.
Numero da decisão: 3201-001.839
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, conhecer e rejeitar os embargos de declaração apresentados, nos termos do voto do relator.
JOEL MIYAZAKI Presidente
LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES - Relator.
EDITADO EM: 27/01/2015
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Winderley Morais Pereira, Erika Costa Camargo Autran e Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto
Nome do relator: LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 28/02/2003 a 31/05/2003 EMBARGOS. REDISCUSSÃO DO MÉRITO. IMPOSSIBILIDADE. Os embargos de declaração não são recursos hábeis na busca da rediscussão do mérito. EMBARGOS CONHECIDOS.E REJEITADOS.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, conhecer e rejeitar os embargos de declaração apresentados, nos termos do voto do relator. JOEL MIYAZAKI Presidente LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES - Relator. EDITADO EM: 27/01/2015 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Winderley Morais Pereira, Erika Costa Camargo Autran e Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto
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REDISCUSSÃO DO MÉRITO. IMPOSSIBILIDADE. Os embargos de declaração não são recursos hábeis na busca da rediscussão do mérito. EMBARGOS CONHECIDOS.E REJEITADOS. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, conhecer e rejeitar os embargos de declaração apresentados, nos termos do voto do relator. JOEL MIYAZAKI – Presidente LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES Relator. EDITADO EM: 27/01/2015 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Winderley Morais Pereira, Erika Costa Camargo Autran e Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 00 14 59 /2 00 8- 60 Fl. 524DF CARF MF Impresso em 12/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 11/02/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 27/01/2015 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 11080.001459/200860 Acórdão n.º 3201001.839 S3‐C2T1 Fl. 1.102 2 Relatório Por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, adoto o relato do órgão julgador de primeira instância até aquela fase: Tratase de Auto de Infração lavrado em 11/02/2008, fls. 05/08, referente ao período de 28/02/2003 a 30/05/2003, para exigir o Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI, no valor total de R$ 1.116.224,07, assim como os respectivos juros de mora e multa de ofício de 75%. Conforme Relatório de Auditoria Fiscal, fls. 13/16, o autuado informou em DCTFs (fls. 48 a 53) e DCOMPs (fls. 54 a 65) débitos de IPI, nos períodos do 3o decêndio de fevereiro de 2003 ao 3o decêndio de maio de 2003, que estariam extintos por compensação mediante utilização de créditos oriundos de decisão judicial, no mesmo valor, restando saldo “zero” de IPI nos períodos. Em seguida a fiscalização registra, que as compensações declaradas – DCOMPs, formalizadas no processo administrativo nº 13003.000439/200224, ainda estão pendentes de apreciação por parte da Receita Federal, conforme decisão da DRJ de Florianópolis (fls. 22 a 32), tendo em vista decisão judicial provisória que impede eventual não homologação do procedimento (Embargos de Declaração em AMS nº 2003.71.00.0301832/RS – fls. 33 a 47), e que na hipótese de uma futura não homologação da compensação, farseia necessária a interposição de ação de cobrança dos débitos em tela, o que poderia ser obstaculizado tendo em vista a ineficácia do lançamento, baseado em declarações de compensação, DCOMPs apresentadas no período de 10/03/03 a 15/10/03 (período anterior a data da vigência da MP no 135/2003), no processo nº 13003.000439/2002 24. Ressalta que o procedimento adotado, com vistas a resguardar a Fazenda Pública de eventuais argüições do contribuinte de extinção de seu débito com fulcro no instituto da decadência ou mesmo na previsão de homologação tácita do procedimento originário, encontra respaldo no despacho de fls. 294 e 295 do processo de representação nº 11080.000197/200816, juntado nas fls. 19 a 21 desses autos. Consta nas fls. 22/32 cópia do acórdão nº 5.574, de 17 de fevereiro de 2005, da 2a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento Florianópolis – SC, proferido nos autos do processo 13003.000439/200224. Os enquadramentos legais das irregularidades apuradas, bem assim dos acréscimos legais, estão discriminados dos dispositivos das fls. 07 e 11/12. Regularmente cientificado, em 12/02/2008, conforme consta do auto de infração, fls. 06 e 16, o autuado apresentou impugnação tempestiva em 13/03/2008, fls. 71/94, subscrita por procuradores devidamente habilitados Fl. 525DF CARF MF Impresso em 12/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 11/02/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 27/01/2015 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 11080.001459/200860 Acórdão n.º 3201001.839 S3‐C2T1 Fl. 1.103 3 nos autos (instrumento de mandato na fls. 95), na qual, após breve resumo dos fatos, alega: a) A extinção dos créditos tributários, nos termos do inciso II, do artigo 156 do CTN. Diz que “em 11/11/2002 formulou pedido de restituição de créditos adquiridos da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé Ltda. – COOXUPÉ, formalizando o Processo Administrativo nº 13003. 000.439/200224 (doc. Nº 12), nos autos do qual promoveu a compensação dos referidos créditos com débitos de IPI e COFINS, dentre os quais se incluem os débitos objeto da presente autuação, ...“que o direito creditório é decorrente de decisão judicial transitada em julgado nos autos da Ação de Repetição de Indébito nº 91.00079642, ...a qual julgou indevidos os recolhimentos efetuados a título de Quota de Contribuição sobre Exportação de Café, em função da declaração de inconstitucionalidade desta exação pelo Supremo Tribunal Federal (docs. nºs 13 a 19), que tais créditos lhe foram cedidos através de escritura pública, da qual a União Federal foi devidamente cientificada, diz ainda que foi realizada a transferência do pólo ativo da referida ação, por decisão judicial também já transitada em julgado, e que os créditos objeto do auto de infração encontramse extintos em decorrência da formalização dos pedidos de compensação até que sobrevenha decisão administrativa decidindo sobre a homologação das respectivas compensações. b) A suspensão do prazo prescricional para exigência dos créditos tributários pelo fisco, sustentando que os créditos tributários em questão não podem ser objeto de cobrança, uma vez que sua exigibilidade encontrase suspensa por força de decisão judicial. Informa que impetrou Mandado de Segurança nº 2003.71.00.0301832, objetivando que os expurgos relativos a janeiro de 1989, fevereiro de 1989, março de 1990, abril de 1990, maio de 1990 e fevereiro de 1991, nos percentuais de 42,72%, 6,31%, 30,46%, 44,90%, 2,36% e 13,89%, fossem incluídos na apuração do referido indébito. A seguir discorre sobre o andamento da ação, e conclui que o lançamento só poderia ser feito quando do trânsito em julgado da decisão final da referida ação. c) Que informou os valores autuados pelo fisco através de Declaração de Contribuições e Tributos Federais – DCTFs, encontrandose os créditos tributários já constituídos por autolançamento – confissão de dívida, sendo inadmissível a constituição de crédito através do lançamento de ofício, por gerar duplicidade de cobrança que é vedada pela Carta Magna. d) Que a cobrança da multa de ofício é indevida, porque fundamentada em dispositivo legal que não mais se encontra em vigor em nosso ordenamento jurídico, sustentando a aplicação do art. 106, II, “a”, do CTN. Cita ainda o § 2º do art. 5º do Decreto nº 2.124/84, que determina, no caso de não pagamento de débitos declarados em DCTF, o que diz não ter ocorrido no caso em tela, ser cabível somente correção monetária, juros de mora e multa de 20% (vinte por cento) sobre o valor do débito. Fl. 526DF CARF MF Impresso em 12/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 11/02/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 27/01/2015 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 11080.001459/200860 Acórdão n.º 3201001.839 S3‐C2T1 Fl. 1.104 4 Ao final, requer a desconstituição do lançamento. Consta nas fls. 337/338, cópia da decisão proferida pelo Delgado da DRF/Uberaba no processo administrativo nº 15254.000018/201087, tendo como interessada a pessoa jurídica GPC Química S/A, CNPJ nº 90.195.892/002160. O contribuinte é intimado da decisão, interpondo recurso voluntário. Julgado o recurso, este foi negado. O Delegado da RFB, ao receber o processo, interpõe embargos de declaração, alegando que a multa de mora deveria ter sido interrompida, não afastada. É o relatório. Voto Conselheiro Luciano Lopes de Almeida Moraes, Relator O recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade. A decisão recorrida discutiu apenas a possibilidade de lançamento de multa em processos para evitar a decadência. Entendendo ser indevida a multa, esta foi excluída. Os embargos pretendem discutir o mérito da decisão, alegando que a multa de mora deveria ter sido mantida. Além do recurso interposto buscar rediscutir o mérito, a decisão recorrida bem tratou do tema, inclusive dispondo ser ilegal da decisão da DRJ que alterou a multa lançada na infração original de ofício para moratória. A legislação pátria é clara: descabe a aplicação de qualquer multa nos lançamentos para evitar a decadência. Assim, voto por conhecer e rejeitar os embargos interpostos. Sala das Sessões, 10 de dezembro de 2014 Luciano Lopes de Almeida Moraes Fl. 527DF CARF MF Impresso em 12/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 11/02/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 27/01/2015 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 11080.001459/200860 Acórdão n.º 3201001.839 S3‐C2T1 Fl. 1.105 5 Fl. 528DF CARF MF Impresso em 12/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 11/02/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 27/01/2015 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES
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Numero do processo: 13851.000006/91-82
Data da sessão: Fri Mar 24 00:00:00 UTC 1995
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - FINSOCIAL FATURAMENTO
EX. 1987 - Não se conhece do recurso, quando
declarada, pela autoridade de primeira instância,
a intempestividade da impugnação.
Numero da decisão: 102-29.790
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso por intempestiva a impugnação, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
Nome do relator: Ursula Hansen
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LTDA RECORRIDA :.DRF - RIBEIRA° PRETO - SP PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - FINSOCIAL FATURA- MENTO EX. 1987 - Não se conhece do recurso, quando declarada, pela autoridade de primeira instância, a intempestividade da impugnação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por HILOSHI OKADA 81 CIA. LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conse- lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, não conhecer do recur- so por intempestiva a impugnação, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Sala 24 de março de 1995 41111ÉMW auut - PRESIDENTE PR S L; ' N RELATORA VISTO EM LOUREMBERG RIBEIRO NUNES ROCHA - PROCURADOR DA F. SESSAO PE: ZEN-0A A9R 1995 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros= Waldevan Alves de Oliveira, Maria ClAlía de Andrade Figueiredo, Júlio César Gomes da Silva e José Carlos Passuello. MINISTERIO DA FAZENDA 2. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO Na. 13851/000.006/91-82 RECURSO Na.: 80.392 ACORDA() Na.: 102-29,790 RECORRENTE : HILOSHI OKADA & CIA. LTDA RE.1.1A.12RIQ . O presente processo trata de Auto de Infração, fia. 05, J nontra HTLOSHI OKADA & CIA. LTDA, CGC Na 52.316:759/0001-81, jurisdicionada à Delegacia da Receita Federal em Ribeirão Preto - SP, formalizando a P:xisência fiscal •de FINSOCIAL FATURAMENTO EX. 1987, no valor originário de 807,15 BTNF, sujeito aos correspondentes acrésci- mos li,,,gais. O lançamento, com base no Artigo la, parágrafo ia do Decreto Lei Na 1940/82 e Artigos 16, 80 e 83 do Regulamento do Finso- ciai, aprovado pelo Decreto Na 92.693/86, decorreu de irregularidades apuradas em procedimento de fiscalização na pessoa jurídica, conforme demonstrado no pronRsso 13851/000,004/91-57. Termo de RevAlia às fls. 06, Inconformado com a exiwência fiscal, o contribuinte, apresentou, sua impugnação de fls. 09/16, fundamentando suas alegações nas razões apresentadas no processo matriz. A decisão da la Instância relativa ao presente proces- so, de número 129/91, foi proferida às fls. 21/23, não tendo a autori- dade julgadora "a quo" tomado conhecimento da impugnação, por intem- pestiva. Ciente da decisão singular em 01/07/91 (fls. 26), o contribuinte apresenta seu recurso voluntário em 15/07/91, conforme petição -1.-. -P1 fls, 98/32, O recurso foi lido na integra em Plenário, ..,-n .E o relatóri0=L ,7/ t- . . MINISTERIO DA FAZENDA 3. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO Na. 13851/000,006/91-82 ACORDA() NQ. 102-29,790 VQIQ Conselheira Ursula Hansen - Relatora: A exigência fiscal constante deste processo é decorrên- cia da que foi apurado do processo matriz de No. 13851/000.004/91-57. O recurso interposto no processo acima mencionado foi submetido à apreciação desta Câmara em sessão realizada em 15/02/93, e, conforme faz certo o Acórdão de No 102-27.817, não se conheceu do recurso, por intempestiva a impugnação, Tendo sido carreado aos presentes autos o Acórdão acima citado (fls. 99 e seguintes), e estando caracterizada neste processo decorrente situação idêntica à ocorrida no processo matriz, peço vênia para adotar o teor daquele voto, considerando-o como se aqui transcri- to g=stivess-R. Considerando o acima exposto e o que mais dos autos consta, Voto pelo não conhecimento do recurso, por intempestiva a impugnação, Brasília - DF, 24 de março de 1995. ) - Relatora. Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1
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