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Numero do processo: 11050.001776/2009-14
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu May 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 03/11/2004, 04/11/2004, 08/11/2004, 12/11/2004, 15/11/2004, 18/11/2004, 23/11/2004, 26/11/2004
MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. REGISTRO EXTEMPORÂNEO DOS DADOS DE EMBARQUE. MATERIALIZAÇÃO DA INFRAÇÃO. IMPOSIÇÃO DA MULTA. OBRIGATORIEDADE.
O descumprimento do prazo de 7 (sete) dias, fixado pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) para o registro, no Siscomex, dos dados do embarque marítimo, subsume-se à hipótese da infração por atraso na informação sobre carga transportada, sancionada com a respectiva multa regulamentar.
INFRAÇÃO POR ATRASO NA PRESTAÇÃO DA INFORMAÇÃO SOBRE CARGA TRANSPORTADA. PENALIDADE APLICADA CONTRA O AGENTE MARÍTIMO. LEGITIMIDADE PASSIVA. OCORRÊNCIA.
O agente marítimo que, na condição de representante do transportador estrangeiro, comete a infração por atraso na informação sobre carga transportada tem legitimidade para integrar o polo passivo da ação de cobrança da multa sancionadora da respectiva infração.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3802-001.565
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Regis Xavier Holanda - Presidente.
(assinado digitalmente)
José Fernandes do Nascimento - Relator.
EDITADO EM: 17/03/2013
Participaram da Sessão de julgamento os Conselheiros Regis Xavier Holanda, Francisco José Barroso Rios, José Fernandes do Nascimento, Solon Sehn, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Ausente o Conselheiro Bruno Maurício Macedo Curi.
Nome do relator: JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda - Presidente. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento - Relator. EDITADO EM: 17/03/2013 Participaram da Sessão de julgamento os Conselheiros Regis Xavier Holanda, Francisco José Barroso Rios, José Fernandes do Nascimento, Solon Sehn, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Ausente o Conselheiro Bruno Maurício Macedo Curi.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 03/11/2004, 04/11/2004, 08/11/2004, 12/11/2004, 15/11/2004, 18/11/2004, 23/11/2004, 26/11/2004 MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. REGISTRO EXTEMPORÂNEO DOS DADOS DE EMBARQUE. MATERIALIZAÇÃO DA INFRAÇÃO. IMPOSIÇÃO DA MULTA. OBRIGATORIEDADE. O descumprimento do prazo de 7 (sete) dias, fixado pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) para o registro, no Siscomex, dos dados do embarque marítimo, subsumese à hipótese da infração por atraso na informação sobre carga transportada, sancionada com a respectiva multa regulamentar. INFRAÇÃO POR ATRASO NA PRESTAÇÃO DA INFORMAÇÃO SOBRE CARGA TRANSPORTADA. PENALIDADE APLICADA CONTRA O AGENTE MARÍTIMO. LEGITIMIDADE PASSIVA. OCORRÊNCIA. O agente marítimo que, na condição de representante do transportador estrangeiro, comete a infração por atraso na informação sobre carga transportada tem legitimidade para integrar o polo passivo da ação de cobrança da multa sancionadora da respectiva infração. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso nos termos do voto do Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 05 0. 00 17 76 /2 00 9- 14 Fl. 78DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 20 /03/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA 2 (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda Presidente. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Relator. EDITADO EM: 17/03/2013 Participaram da Sessão de julgamento os Conselheiros Regis Xavier Holanda, Francisco José Barroso Rios, José Fernandes do Nascimento, Solon Sehn, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Ausente o Conselheiro Bruno Maurício Macedo Curi. Relatório Tratase do Auto de Infração de fls. 02/12, em que formalizada a aplicação da multa, no valor de R$ 45.000,00, por descumprimento do prazo de 7 (sete) dias para registro no Siscomex dos dados de embarque das cargas transportadas nos nove navios estrangeiros, representados no Brasil pela autuada, referente ao período de 26/10/2004 a 18/11/2004. Em sede de impugnação, a contribuinte alegou a insubsistência da autuação, sob o argumento de que: (i) não houve a tipicidade da infração, pois não deixou de prestar a informação; (ii) não tinha legitimidade para figurar no polo passivo da autuação, pois exercia atividade de agente marítimo, não podendo ser considerado representante do transportador para fins de responsabilidade tributária; (iii) a multa aplicada afrontava os princípios da legalidade e da motivação, porquanto não fora demonstrado qualquer prejuízo ou resultado negativo que justificasse a autuação; e (iii) a autuação estava eivada de vícios que cerceavam o direito ao contraditório e à ampla defesa, irregularidades que levavam a sua nulidade absoluta. Sobreveio o acórdão da 2ª Turma de Julgamento da DRJ – Florianópolis/SC, em que, por unanimidade de votos, julgou a impugnação improcedente e manteve a multa aplicada, sob o fundamento de que (i) não procedia a alegação de ilegitimidade passiva, pois, na condição de mandatário e representante do transportador, a autuada respondia pessoalmente pelos atos praticados com infração à lei; (ii) a referida multa fora aplicada em razão do simples descumprimento da obrigação acessória, tinha natureza objetiva e independia da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, da natureza e da extensão dos efeitos do ato praticado, portanto, era prescindível a caracterização da máfé, do prejuízo ao Erário ou embaraço à fiscalização aduaneira; e (iii) não houve agressão aos princípios da legalidade e da motivação, tampouco vício que importasse em prejuízo ao direito de ampla defesa e ao contraditório, pois, estava presente no feito a descrição detalhada das razões de fato e de direito que ensejaram a autuação. Em 6/10/2011, a Recorrente foi cientificada da decisão primeira instância. Em 21/10/2011, protocolou o Recurso Voluntário fls. 60/75, em que reafirmou os argumentos aduzidos na peça impugnatória. É o relatório. Fl. 79DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 20 /03/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA Processo nº 11050.001776/200914 Acórdão n.º 3802001.565 S3TE02 Fl. 101 3 Voto Conselheiro José Fernandes do Nascimento, Relator O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade, portanto, deve ser conhecido. Das questões preliminares. Em preliminar, a Recorrente reafirmou alegação de nulidade do auto infração (i) por cerceamento do direito ao contraditório, à ampla defesa e à publicidade, em face da ausência de apresentação pela Fiscalização de provas sobre a pessoa que atuou na condição de transportador, e (ii) por ilegitimidade passiva da Autuada. Em relação ao primeiro tópico, não é possível enxergar qualquer violação do direito à publicidade, haja vista que a Recorrente foi devidamente cientificada do inteiro teor do procedimento fiscal em tela, o que tornou possível as defesas apresentadas na primeira instância e nesta esfera recursal. Da mesma forma, no que tange à alegação de cerceamento do direito ao contraditório e à ampla defesa, a meu ver, o fato de não constar o nome do transportador na descrição dos fatos do Auto de Infração ou a ausência dos extratos do Siscomex com essa informação, não constitui qualquer empecilho ao contraditório e ao direito de defesa da Recorrente, haja vista que as informações sobre o nome do navio, a data do embarque e a data da informação dos dados de embarque são suficientes para caracterizar a infração cometida e possibilitar a Recorrente a contestação de qualquer dessas informações, por meio da documentação em seu poder. Além disso, contrariando ao alegado, observase que todos instrumentos de defesa previsto no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, que trata do processo administrativo fiscal, foram exercitados pela Recorrente, incluindo o recurso em apreço, o que infirma qualquer transgressão do direito ao contraditório. Da mesma, a precisa descrição dos fatos, acompanhado do enquadramento legal da infração imputada, bem como os exaustivos argumentos de defesa, suscitados nas duas oportunidades que a Recorrente compareceu aos autos, evidenciam que não houve qualquer empecilho ao exercício do direito defesa. Portanto, não procede essa alegação. No que tange questão da ilegitimidade passiva, a Recorrente alegou que não podia integrar o polo passivo da autuação, porque, na qualidade de agente do transportador, não respondia por eventuais tributos e/ou obrigações acessórias devidos com base no Decrtolei 37/66, porquanto o agente marítimo não era considerado representante do transportador para fins de responsabilidade tributária nem se equiparava para os efeitos do Decretolei 37/66 Também não procede essa alegação, pois o agente marítimo, na condição de representante, no País, do transportador estrangeiro, foi expressamente designado como responsável solidária pelo pagamento do Imposto sobre a Importação (II), nos termos do inciso II do parágrafo único do art. 32 do Decretolei n.º 37, de 1966, com redação dada pela Medida Provisória n.º 2.15835, de 2001, o que tornou superada a jurisprudência do C. STF e do E. STJ, baseada na Súmula 192, de 19 de novembro de 1985, do extinto Tribunal Federal de Fl. 80DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 20 /03/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA 4 Recursos (TFR), que determinava que o agente marítimo, quando no exercício exclusivo das atribuições próprias, não era considerado responsável tributário, nem se equiparava ao transportador para efeitos do Decretolei 37/66. Entretanto, é oportuno ressaltar, que tanto a referida jurisprudência, quanto o novel preceito legal tratam de responsabilidade tributária, ao passo que o objeto da presente autuação diz respeito a responsabilidade por infração por descumprimento de obrigação acessória. Dessa forma, tratandose de infração à legislação aduaneira e tendo em vista que a Recorrente concorreu para a sua prática, por conseguinte, deve responder pela penalidade aplicada, conforme dispõe o inciso I do art. 95 do Decretolei nº 37, de 1966, a seguir transcrito: Art. 95 Respondem pela infração: I conjunta ou isoladamente, quem quer que, de qualquer forma, concorra para sua prática, ou dela se beneficie; (...). Além disso, como se trata de atos praticados com infração de lei, a responsabilidade é exclusiva do agente infrator, segundo determina o inciso II do art. 135 do Código Tributário Nacional (CTN), a seguir reproduzido: Art. 135 São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos: [...] II os mandatários, prepostos e empregados; [...]. É oportuno ressaltar que, na condição de agente de marítimo e mandatário do transportador estrangeiro, a Recorrente estava obrigada a prestar, tempestivamente, as informações no Siscomex sobre a carga transportada pelo seu representado. Logo, em decorrência do descumprido dessa obrigação, foi a Autuada quem efetivamente cometeu a infração capitulada na alínea “e” do inciso IV do artigo 107 do Decretolei n° 37, de 1966, com redação dada pelo artigo 77 da Lei n° 10.833, de 2003, por conseguinte deve responder pessoalmente pela infração em apreço. Alem disso, é oportuno ressaltar que, os termos do caput do art. 94 do Decretolei n° 37, de 1966, constitui infração aduaneira toda ação ou omissão, voluntária ou involuntária, que “importe inobservância, por parte da pessoa natural ou jurídica, de norma estabelecida neste Decretolei, no seu regulamento ou em ato administrativo de caráter normativo destinado a completálos”. Por outro lado, não é relevante para caracterizar a infração a geração de prejuízo, bem como qualquer dificuldade para os trâmites normais da movimentação da carga, conforme alegado pela Recorrente. Assim, resta demonstrada a legitimidade passiva da Recorrente e improcedência das questões preliminares suscitadas. Fl. 81DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 20 /03/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA Processo nº 11050.001776/200914 Acórdão n.º 3802001.565 S3TE02 Fl. 102 5 Das questões de mérito. No mérito, o objeto da controvérsia limitase à discussão acerca da legalidade da aplicação da multa por atraso na prestação de informação sobre a carga transportada via marítima, destinada à exportação para o exterior, capitulada na alínea “e” do inciso IV do artigo 107 do Decretolei n° 37, de 1966, com redação dada pelo artigo 77 da Lei n° 10.833, de 2003, que segue transcrita: Art. 107. Aplicamse ainda as seguintes multas: (...) IV de R$ 5.000,00 (cinco mil reais): (...) e) por deixar de prestar informação sobre veículo ou carga nele transportada, ou sobre as operações que execute, na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, aplicada à empresa de transporte internacional, inclusive a prestadora de serviços de transporte internacional expresso portaaporta, ou ao agente de carga; (...) De acordo com a Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal que integra o presente Auto de Infração (fls. 04/11), verificase que a conduta que motivou a imputação da multa em apreço fora a prestação da informação, no Siscomex, dos dados do embarque marítimo, atinentes às mercadorias objeto das diversas Declarações de Despacho de Exportação (DDE), após o prazo de sete dias, estabelecido no § 2º do art. 371 da Instrução Normativa SRF n° 28, de 27 de abril de 1994, com a redação dada pela Instrução Normativa SRF nº 510, de 14 de fevereiro de 2005, a seguir transcrito: Art. 37. O transportador deverá registrar, no Siscomex, os dados pertinentes ao embarque da mercadoria, com base nos documentos por ele emitidos, no prazo de dois dias, contado da data da realização do embarque. (...) 1 A redação atual do referido artigo é a seguinte: Art. 37. O transportador deverá registrar, no Siscomex, os dados pertinentes ao embarque da mercadoria, com base nos documentos por ele emitidos, no prazo de 7 (sete) dias, contados da data da realização do embarque. (Redação dada pela Instrução Normativa RFB nº 1.096, de 13 de dezembro de 2010) § 1º Na hipótese de embarque de mercadoria em viagem internacional, por via rodoviária, ferroviária, fluvial ou lacustre, o registro de dados do embarque, no Siscomex, será de responsabilidade do exportador ou do transportador, e deverá ser realizado antes da apresentação da mercadoria e dos documentos na unidade da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) de despacho. (Redação dada pela Instrução Normativa RFB nº 1.096, de 13 de dezembro de 2010) § 2º Na hipótese de o registro da declaração para despacho aduaneiro de exportação ser efetuado depois do embarque da mercadoria ou de sua saída do território nacional, nos termos do art. 52, o prazo a que se refere o caput será contado da data do registro da declaração. (Redação dada pela Instrução Normativa RFB nº 1.096, de 13 de dezembro de 2010) § 3º Os dados de embarque da mercadoria poderão ser informados pela fiscalização aduaneira nas hipóteses estabelecidas em ato da CoordenaçãoGeral de Administração Aduaneira (Coana).(Incluído pela Instrução Normativa RFB nº 1.096, de 13 de dezembro de 2010) Fl. 82DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 20 /03/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA 6 § 2º Na hipótese de embarque marítimo, o transportador terá o prazo de sete dias para o registro no sistema dos dados mencionados no caput deste artigo. Assim, encontrase demonstrado nos autos que houve o descumprimento, por parte da Autuada, da obrigação de prestar informação, no Siscomex, dos dados da carga embarcada, dentro prazo de 7 (sete) dias, estabelecido no § 2º do art. 37 da mencionada Instrução Normativa, conduta sancionada com a multa objeto da presente controvérsia. Cabe ressaltar que a conduta típica descrita na norma em comento não se limita a deixar de prestar informação, como alegado pela Recorrente, mas deixar de prestar informação sobre carga transportada em veículo de transporte de carga internacional, na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, atualmente, Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB). No presente caso, foi exatamente isso que ocorreu, haja vista que a Autuada, embora tenha prestado as informações relativas à carga por ela embarcada, prestouas após o prazo de 7 (sete) dias estabelecido na referida Instrução Normativa. Dessa forma, resta demonstrado que a conduta praticada pela Recorrente subsumese perfeitamente a hipótese da infração descrita no referido preceito legal, portanto, a aplicação da multa em questão foi feita em perfeita conformidade com o princípio da legalidade. Por fim, é oportuno ressaltar que a alegação de que a multa era abusiva e desnecessária, tratase de juízo de valor, portanto, fora do plano da análise da legalidade, que constitui o estreito campo de atuação deste Conselho. Da conclusão. Por todo o exposto, NEGO PROVIMENTO ao recurso, para manter na íntegra o Acórdão recorrido. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Fl. 83DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 20 /03/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA
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Numero do processo: 10925.000031/2009-39
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 2301-000.182
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ADRIANO GONZALES SILVERIO
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Resolvem os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Marcelo Oliveira Presidente Adriano Gonzales Silvério Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Marcelo Oliveira (Presidente), Damião Cordeiro de Moraes, Leonardo Henrique Pires Lopes, Mauro José Silva e Adriano Gonzales Silvério. Fl. 166DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/04/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 24/04 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/04/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO 2 Tratase de Auto de Infração nº 37.129.2263, no qual a autoridade fiscal exige multa pelo fato de ter a empresa entregado livro razão e diário “contendo informação diversa da realidade ou que omite informação verdadeira caracterizada por escrituração irregular”. Fundamenta a autuação que o sujeito passivo e terceiras empresas configuram grupo econômico, o que ensejou a representação para exclusão do Simples, bem como o lançamento das contribuições previdências correspondentes e a exigência da escrituração contábil, como aqui exigida. Devidamente intimado o sujeito passivo apresentou impugnação, a qual, em apertada síntese, sustentou a inexistência de grupo econômico, bem como a ausência de simulação entre as empresas, além de defender a sua permanência no regime simplificado de pagamento de tributos, sustentando, ainda, o fato de que apresentou defesa administrativa contra os atos de exclusão do citado regime. A DRJ de Ribeirão Preto manteve a autuação. Diante da decisão supra a empresa apresentou recurso voluntário repisando os argumentos suscitados na impugnação. É o Relatório. Fl. 167DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/04/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 24/04 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/04/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 10925.000031/200939 Resolução n.º 2301000.182 S2C4T2 Fl. 166 3 Conselheiro Adriano Gonzales Silvério, Relator Como se depura dos autos a premissa fiscal foi a de que haveria a existência de grupo econômico entre o sujeito passivo e as empresas Idugel Industrial Ltda. E KF Montagens Industriais Ltda ME. Conseqüência desse entendimento resultou na representação para a exclusão da autuada do Simples, bem como no lançamento das contribuições previdenciárias. Especificamente, a autuação exige multa em decorrência de a empresa ter entregado livro razão e diário, os quais não atenderiam a legislação comercial em vigor. Por outro lado, o sujeito passivo sustenta que se defendeu dos atos de exclusão do Simples, o que fica evidente na leitura da decisão recorrida a qual se ampara em acórdão proferido nos processos administrativos originados com a impugnação da empresa (processos 10935.002073/200823 e 10925.002252/200861). Entendo que as decisões a serem tomadas naqueles autos, podem, sobremaneira, influenciar na decisão aqui a ser proferida por essa Egrégia 1º Turma, haja vista que se for decidido que o sujeito passivo deve permanecer no Simples, o presente lançamento sofrerá conseqüências, quiçá seu cancelamento se for esse o caso, haja vista que as empresas enquadradas no Simples, por força do disposto no artigo 26, § 2º da Lei Complementar nº 123/06 são obrigadas a manter, em boa guarda e escrituração o livrocaixa, não havendo obrigação em relação aos livros diário e razão, objeto da multa ora aplicada. Assim, voto no sentido de CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, a fim de que esses autos aguardem o trânsito em julgado dos processos administrativos 10935.002073/200823 e 10925.002252/200861. Caso o trânsito em julgado já tenha ocorrido deverá a autoridade administrativa anexar as decisões nele proferidas, seja de primeira, como de segunda instâncias administrativas. Adriano Gonzales Silvério Conselheiro Fl. 168DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/04/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 24/04 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/04/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO
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Numero do processo: 19740.000034/2006-62
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Aug 05 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue Aug 05 00:00:00 UTC 2008
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 07/01/1998, 14/01/1998, 21/01/1998, 28/01/1998, 04/02/1998, 11/02/1998, 18/02/1998, 25/02/1998, 04/03/1998, 11/03/1998, 18/03/1998, 25/03/1998, 01/04/1998, 06/04/1998, 15/04/1998, 22/04/1998, 28/04/1998, 06/05/1998, 13/05/1998, 20/05/1998, 27/05/1998, 03/06/1998, 09/06/1998, 17/06/1998, 24/06/1998, 01/07/1998, 08/07/1998, 15/07/1998, 22/07/1998, 05/08/1998, 12/08/1998, 02/09/1998, 09/09/1998, 30/09/1998, 07/10/1998, 14/10/1998, 21/10/1998, 04/11/1998, 02/12/1998
CPMF. DECADÊNCIA.
Não havendo pagamentos antecipados ou configurando-se hipótese de dolo, fraude ou simulação, o prazo de decadência da CPMF é de cinco anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte em que o lançamento poderia ter sido realizado.
Recurso voluntário provido.
Numero da decisão: 201-81295
Matéria: CPMF - ação fiscal- (insuf. na puração e recolhimento)
Nome do relator: José Antonio Francisco
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BOINTES• -EGUNDO CONtlE1H0 DE,CONTRI CONFERE COM O C FANAL CCOVCO I Fls. 405 siS Mat. Sapa 91745 C.-kH • • MINISTÉRIO DA FAZENDA t;tt. SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES •' tk:n2i• PRIMEIRA CÂMARA • Processo n° 19740.000034/2006-62 Recurso n° 137.944 Voluntário Matéria CPMF • • Acórdão n° 201-81.295 Sessão de 05 de agosto de 2008 • Recorrente BANCO RURAL S/A • Recorrida DRJ no Rio de Janeiro I - ASSUNTO: NORMAS GERALS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 07/01/1998, 14/01/1998, 21/01/1998, 28/01/1998, 04/02/1998, 11/02/1998, 18/02/1998, 25/02/1998, 04/03/1998, 11/03/1998, 18/03/1998, 25/03/1998, 01/04/1998, 06/04/1998, 15/04/1998, 22/04/1998, 28/04/1998, 06/05/1998, 13/05/1998, 20/05/1998, 27/05/1998, 03/06/1998, 09/06/1998, 17/06/1998, 24/06/1998, 01/07/1998, 08/07/1998, 15/07/1998, 22/07/1998, 05/08/1998, 12/08/1998, 02/09/1998, 09/09/1998, 30/09/1998, 07/10/1998, 14/10/1998, 21/10/1998, 04/11/1998, 02/12/1998 CPMF. DECADÊNCIA. Não havendo pagamentos antecipados ou configurando-se hipótese de dolo, fraude ou simulação, o prazo de decadência • da CPMF é de cinco anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte em que o lançamento poderia ter sido realizado. • Recurso voluntário provido. • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. 1g)1/4)\-/ . sewetvo copysiEtke CONTReMff-S COlZki COM O Processo n° 19740.000034/200642 CCO7JC0i • Acórdão ri! 20141.295 ElearakiNg0 --- lis 406 &Mo rrna $145 me • ACORDAM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, cru dar provimento ao recurso para reconhecer a decadência. 414aeOlick, • SE A MARIA COELHO MARQUË Presidente JO T *MO FRANCISCO • Relator • Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Walber José da • Silva, Fabiola Cassiano Keramidas, Mauricio Taveira e Silva, Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça Alexandre Gomes e Gileno GurIão Barreto. 2 Processo n° 19740.000034/2006-62 C= I Acórdão n.° 201 -81.295 Fls. 407 • Wir-SE------------C"IGUNDCONFE CREINSW.CCOMOCK- 9" ;GINALAL_____ NTES ser» 5.21-#(1" Mat: Seve lia Relatório Trata-se de recurso voluntário (fls. 315 a 339) apresentado em 13 de dezembro de 2006 contra o Acórdão n2 12-11.478, de 24 de agosto de 2006, da 92 Turma de Julgamento da DRJ no Rio de Janeiro I - RJ (fls. 292 a 304), que considerou procedente exigência de • CPMF, relativamente a fatos geradores ocorridos em 1998, formalizada em auto de infração de 9 de fevereiro de 2006, nos seguintes termos: "Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 1998 Ementa: CPMF. DECADÊNCIA. O direito da Administração de constituir o crédito tributário relativamente à CPMF decai em dez anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído, conforme determina a legislação de regência. • MULTA DE OFICIO QUALIFICADA EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE. A conduta reiterada da instituição financeira tendente a dificultar o conhecimento do Fisco sobre a ocorrência do fato gerador da CPMF, ao prestar serviços de pagamentos com recursos sem o devido registro na conta de depósitos do cliente, denota o intuito de fraude, nos termos dos artigos 71, 72 e 73, da Lei n° 4.502/1964, justiJicando a aplicação da multa de 150% pois tais práticas decorrem • de ações voluntárias dirigidas no sentido de reduzir o resultado tributável do contribuinte do qual a instituição é a responsável • tributária. Assunto: Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira - CPMF • Ano-calendário: 1998 Ementa: CPMF. FATO GERADOR. Ocorre o fato gerador da CPMF nos lançamentos a débito na conta de depósito do cliente, a teor do inciso I do art. 22, da Lei n° 9.311/1996, de titularidade da cliente. • Incide CPMF, também, nos pagamentos intermediados por instituição • financeira, por conta e ordem de seu cliente, mediante a utilização de recursos entregues ao banco e não creditados nas contas de depósito, de acordo como o inciso VI do mesmo dispositivo legal acima • mencionado, ainda que custodiados em conta de depósitos vinculados, consoante legislação tributária de regência. Lançamento Procedente". • As causas da autuação foram descritas no termo de verificação de fls. 167 a 182 e são resumidas a seguir: 3 •o CONFERE m - SEGUNDO mCGO:tRIBUINTES , COM OProcesso ' 19740.000034/200642 CCO2/C0 1 Acórdão ri, 20141.295 Braska.%&__L x5--g a_.2 Fls. 408 Sa sigc, t Mr.: &Ia 174.5 "O presente procedimento fiscal, respaldado pelo MPF 0716600 - 2005-00046-6 (fls. 1 e 2), foi instaurado em virtude de duas representações, a saber: 1)A primeira, encaminhada pela Delegacia da Receita Federal em Juiz de Fora - MG, com o fito de verificar a falta de retenção e recolhimento de CPMF ocorrida na conta na 80-000187-0, agência 0036, titulada por Maria de Lourdes Falhares Del Piccolo - CPF: 029.439.706-03, por conta de 'serviços' que estariam sendo prestados ao titular da conta na emissão de 'DOCs', transferências e distribuições de recursos (oriundos de cheques diversos) para outras contas correntes, diretamente, sem o devido registro a crédito e débito na conta corrente do titular. Além disso, também teriam sido constatados estornos da CPMF sem qualquer motivação legal. Para tanto, a Delegacia da Receita Federal em Juiz de Fora - MG municiou a referida representação com informações obtidas em atendimento às Requisições de Informações Sobre Movimentação Financeira - RMF de números 06.1.04.00-2001-00036-7, 06.1.04.00- 2001-00045-6 e 06.1.04.00-2002-00022-0 (fls. 55 a 87). 2) A segunda, encaminhada pela Delegacia da Receita Federal em Goiânia - GO, com o fito de verificar a falta de retenção e recolhimento de CPMF ocorrida na conta n2 96203, agência 0015, titulada pelo S1ND EMPRESAS TRANSP COLETIVO URBPASSAGEIROS GOIÂNIA - CNPJ: 33.638.032/0001-76. Para tanto, a Delegacia da Receita Federal em Goiânia - GO municiou a referida representação com os extratos bancários da empresa em tela, obtidas em virtude da quebra de sigilo n° 2001.35.00.005223-0 (fls. 88 a 165)". Em relação à primeira representação ainda esclareceu o seguinte: "A diligência realizada pela Delegacia da Receita Federal em Juiz de Fora - MG detectou duas situações na conta n° 80-000187-0, que chamaram de pronto sua atenção; Nos meses de abril e maio do ano-calendário de 1998, a fiscalizada estornou débitos a título de CPMF no montante de R$500, 00 e • R$3. 200,00 respectivamente, oriundos de lançamentos a débitos na • conta relativos a aplicações financeiras em 'CDB RURAL'; Entre os meses de agosto e novembro verificaram-se diversos lançamentos a débito de histórico 'CH. DEP. DEVOLV' (Cheque • depósito devolvido), lançamentos estes que, a principio, seriam redutores da base de cálculo da CPMF devida. Ocorre, todavia, que • por meio das informações obtidas em atendimento às Requisições de Informações Sobre Movimentação Financeira - RMF de números 06.1.04.00-2001-00036-7, 06.1.04.00-2001-00045-6 e 06.1.04.00-2002- 00022-0 (lh. 58 a 87), ficou constatado que diversos débitos a titulo de 'CH. DEP. DEVOLV' ocorreram não por terem sidos compensados na conta do titular, mas sim por não terem sidos compensados em contas correntes de terceiros. Explica-se: a titular da conta corrente em tela, por intermédio Banco Rural S/A, efetuava 'DOCs', transferências e ‘N- 4 "4'4f n eEt;enutH COflflRE COMO Processo n° 19740.000034/2006-62 D1TRISUIN ES &estua, 52P--1-22a---1112W5 CCOVC01 Acórdão n.° 20 1 41 29 5 Fl s .4O9 MatfS4aps 91 7 45 distribuições de recursos (oriundos de cheques diversos) para outras , contas correntes, diretamente, sem o devido registro a crédito e débito na conta corrente do titular. Quando, por algum motivo, estes cheques não eram compensados diretamente na conta de terceiros, a fiscalizada imediatamente debitava os valores dos cheques na conta corrente do titular que usufruía dos serviços por ela prestados. Em vista disso, a fiscalização encaminhou-se para apurar a falta de . retenção e recolhimento de CPMF ocorrida na conta n° 80-000187-0, agência 0036, titulada por Maria de Lourdes Falhares Dei Piccolo - • CPF: 029.439.706-03. Primeiramente foi a fiscalizada intimada, em 08/03/2005, a apresentar (fls. 6 e 7): • a) uma descrição do serviço (produto) que permitia um cliente do banco efetuar DOCs, transferir e distribuir recursos (cheques de terceiros) para outras contas correntes, sem, contudo, transitar em sua • própria conta corrente; • b) Justificar os estornos de CPMF nos montantes de R$500,00 e R$3.200,00, ocorridos nos meses de abril e maio de 1998, respectivamente. Em resposta, a fiscalizada declara que não ofereceu qualquer produto ou serviço e, que o fato em questão ocorrera de forma isolada e a princípio localizada. Em razão disso, alegou não existir sistema • informatizado e, que os cheques devolvidos eram lançados a débito em contas-correntes a partir de anotaçõesfeitas nos verso dos mesmos (fls. 13). Com relação aos estornos ocorridos nos meses de abril e maio, a fiscalizada afirma que em ambos os casos, apesar de apresentarem o histórico 'estorno', não se tratavam de cancelamento de cobrança de CPMF, mas sim, para cada caso, um crédito de valor correspondente, • a título de boncação feita pela instituição por força da aplicação • • financeira feita pela ex-correntista. Anexa, ainda, cópias dos avisos de lançamentos (comprovantes de entrega de recursos em reais), diretamente na conta-corrente da ex-cliente, nos valores de R$ 500,00 • e R$ 3.200,00, datados de 29/04/98 e 19/05/98, respectivamente (fls. 14 e15). Neste momento, cabe deixar claro que as cópias dos avisos de lançamentos só comprovam que a titular da conta corrente teve um • crédito no montante de R$ 3.700,00 a título de bonificação. Não há nenhum elemento que comprove a retenção e o recolhimento da CPMF. Em 19 de abril de 2005, lavrou-se nova intimação à fiscalizada, requisitando-lhe, dessa feita, o embasamento legal pela não retenção e • recolhimento da CPMF do titular da conta n° 80-000187-0. dos • valores que serviram para emissão de DOCs, transferências e distribuição de recursos (cheques de terceiros) para outras contas correntes, sem que esses tenham transitado pela conta corrente do titular. Os valores, objetos de questionamento, foram os seguintes; 7.1 • 11.1F -SUBA :O CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COMO ORIGINAL Processo e 19740.000034/2006-62. CCO2/C01 Ac6rdào ri .° 201-81.295 iblitilia.%1V-1—aa--42025- Fls. 410 . • SP.46.5-- ~Ma • Mat.: e 91145 • Em resposta, a fiscalizada declara não ter sido possível identificar uma . justificativa para dispensa da CPMF nos casos elencados (fls. 18 e 19). - (4". . A seguir, a Fiscalização analisou a questão da elisão fiscal e da interpretação econômica do fato gerador, citando o art. 1 2 da Instrução Normativa SRF n2 66, de 1998 1 , para • , concluir pelo cabimento da autuação. Ademais, considerando que o sujeito passivo "estava dotado da vontade de • cometer a ação, ou a omissão, e de produzir o resultado" e "tinha consciência da conduta, do • ' resultado e da relação causal objetiva entre a conduta e o resultado", concluiu que caberia a • aplicação da multa qualificada, ainda ressaltando o seguinte: "As peças probatórias revelam que: a) uma das condutas adotadas foi a de impedir, total ou parcialmente, a ocorrência do fato gerador, excluir ou modificar suas características essenciais, de modo a diminuir a contribuição de que seria • responsável, obtendo-se, em prol da instituição financeira, o proveito • de uma política de captação de recursos. Melhor afirmação é a de que o banco quis organizar - e organizou - um sistema interno pelo qual se viabilizou a possibilidade de não efetuar lançamentos a crédito e a débito na conta corrente escriturai. Assim, embora sem conseguir • impedir a circulação escriturai do crédito financeiro - daí o fato • gerador. - o banco responsável, em conluio com o titular da conta corrente n° 80-000187-0, agência 0036, praticou condutas reiteradas cuja intenção foi a de excluir ou modificar as características essenciais desta circulação, não promovendo o registro do crédito total dos recursos para não ter que registrar o débito, e estipulando beneficios • para ambos, sendo um desses ganhos pretendidos a economia indevida da contribuição. • Na esfera de liberdade individual, as partes poderiam, em princípio, celebrar qualquer espécie de negócio jurídico indireto, como realmente celebraram. Contudo, restringe-se a liberdade dos contratantes, quando seus fins forem proibidos pelo direito. Aqui, o comando do artigo 72 da Lei 4.502/64 reconhece o uso irregular do direito pela existência do dolo especifico na conduta ora descrita. Os agentes deixaram visível que a intenção foi a de impedir a ocorrência do fato gerador e a de excluir ou modificar as características essenciais da circulação dos créditos financeiros, tudo para tentar livrar o contribuinte da CPMF, quando da permissão de emissão de 'DOCs', transferências e distribuições de recursos (oriundos de cheques diversos), tudo sem transitar na conta corrente do titular, para outras contas correntes, bem como estornos da CPMF sem qualquer motivação legal "Art. 1° Nas hipóteses em que a instituição financeira utiliza recursos provenientes de créditos, direitos ou valores, inclusive decorrentes de cobrança bancária, não creditados na conta de depósito de seu titular, para efetuar qualquer pagamento por sua conta e ordem, a Contribuição Provisória sobre Movimentação ou • Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira - CPMF será calculada sobre o • montante dos referidos créditos, direitos e valores." 6 •./ .4% ^", "44; • , Piocesso n° 19740.000034/2006-62 Acórdão n.° 201-81.295 ~Là, Jo05 CCO2/C0. • Els. 411 kide Sia. 1745 A circulação dos creditos sem transitar na conta corrente revela, por pane dos autores, vontade dirigida aos resultados condenáveis em comento. • b) Inegavelmente, houve o objetivo de esconder da Fazenda Pública a • capacidade contributiva do titular da conta corrente n° 80-000187-0, agência 0036. Nesse tema, o apoio do artigo 13 do Código Penal, como ' recurso de integração, é fundamentai a que se considere como causa qualquer ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. Pois bem! No exame do elemento subjetivo da sonegação, à luz do artigo 71 da Lei 4.502/64, vê-se que a sanção é dirigida à ação (ou à omissão) cuja intenção direta não é a de reduzir a contribuição, e sim a de impedir que o Fisco tome conhecimento da ocorrência do fato gerador, de suas circunstâncias materiais e da condição pessoal do contribuinte. E foi o que ocorreu: os autores procuraram, ao máximo, impedir que o titular da conta corrente n° 80-000187-0, agência 0036, surgisse nas movimentações dos créditos, eliminando as evidências por meio das quais a capacidade contributiva do titular da conta pudesse receber efetiva mensuração. A arquitetura da montagem do esquema que se desenhou, a possibilidade de emitir DOCs, transferências e distribuições de recursos (cheques de terceiros) para outras contas correntes, diretamente, sem o devido registro a crédito e débito na• conta corrente do titular, merece ser vista como causa planejada para isolar a visão do Fisco, impedindo-o de conhecer a circulação dos• créditos se a condição de contribuinte inerente ao titular da conta corrente n° 80-000187-0, agência 0036. Com efeito, a prestação das informações a respeito da CPMF retida, na forma da Portaria MF n° • 106, de 15 de maio de 1997, com base no artigo 11, § 2°, da Lei 9.311/96, certamente não abrangeu os valores levantados no presente trabalho. Aliás, o raciocínio é muito simples: se houve aparatos engenhosos criados para sustentar a inocorrência do fato gerador, foi necessário suprimir as possibilidades de avaliação da capacidade contributiva, por parte da autoridade fazendá ria, induzindo-a a vislumbrar, no negócio jurídico indireto, que o titular da conta corrente n° 80-000187-0, agência 0036 jamais esteve presente. c) O conluio entre a Fiscalizada e o titular da conta corrente n° 80- 000187-0, agência 0036, visou aos efeitos citados nas letras 'a' e '6', supra, pois as condutas verificadas geraram benefícios recíprocos. São inegáveis as vantagens que as partes lograram com as ações descritas neste trabalho: a fiscalizada implantou uma política agressiva de captação de recursos; o titular da conta corrente n° 80-000187-0, agência 0036, não sofreu a retenção da contribuição devida. O 'modus operandi' dependia do consentimento mútuo. Ao responsável não é admissivel desembaraçar-se, ao menos, do dolo eventual, pelas práticas ilícitas relatadas, uma vez considerando as conseqüências inteiramente previsíveis para o empresário bancário. Assim sendo, a multa no lançamento de oficio será de 150% de acordo com a Lei 9.430/96, art. 44, inciso II." Quanto à segunda representação, destacou o seguinte: 0-1\ 7 MF - SEGUNDO CONSEUI0 DE CONTRIBUINTES CONFERE COMO ORIGINAL na • Processo e 19740.000034/2006-62 Brasiet ic) llseVr-jj ccovco I Acórdão n.• 201-61.295 Fls. 412 Sadio Ç#Irbrea • ma. 91745 'Em vista disso, a fiscalização encaminhou-se para apurar a falta de retenção e recolhimento de CPMF ocorrida na referida conta. Desta forma, em 07/11/2005, esta Fiscalização intimou a fiscalizada (fls. 40) a manifestar-se sobre um demonstrativo da CPMF devida a cada período de apuração (fls. 41 a 49), elaborados a partir dos extratos • bancários. • A fiscalizada, em referência à intimação datada de 07/11/2005, declara • que na apuração dos valores recolhidos a título de CPMF, só foi • possível identificar um montante de .R8 6.745,12 de um total devido de R$ 80.223,74. ((is. 50 a 52). • Pelo exposto, em face da falta de retenção e recolhimento da Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de • Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira - CPMF, será efetuado lançamento de ofício, por meio de Auto de infração. Para tanto, elaborou-se um demonstrativo da CPMF devida a cada • período de apuração (fls. 182 a 192), confrontando os valores devidos com aqueles efetivamente retidos e apurando, em seguida, as diferenças a serem lançadas de oficio. Consideramos, como data de ocorrência dos fatos geradores, o último • dia de cada período de apuração. • O lançamento em questão, ora realizado junto ao Banco Rural 5/A, • responsável pela contribuição, restringi-se às operações mencionadas neste Termo, realizadas na conta corrente n° 96203, agência 0015, e • em conformidade com o art. 9°, ,f 2°, do Decreto 70.235/72, com redação dada pelo art. 1° da Lei 8.748/93." Em seu recurso voluntário, após discorrer sobre sua tempestividade, o • arrolamento de bens, o Acórdão de primeira instância e os fatos relativos à autuação, a interessada alegou que teria ocorrido a decadência, por não se aplicar ao caso dos autos o disposto no art. 45 da Lei n2 8.212, de 1991, conforme decisões judiciais e administrativas citadas. Quanto ao mérito, alegou que, relativamente aos incisos I a III do art. r da Lei•- n2 9.311, de 1996, a hipótese de incidência da contribuição exigiria a intermediação por instituição financeira, enquanto que a hipótese do inciso VI aplicar-se-ia "somente às operações não realizadas, do ponto de vista formal, por meio de instituições financeiras, sendo que os contribuintes serão aqueles que realizarem a movimentação ou a transmissão". Nesse contexto, a autuação seria nula por "vicio de enquadramento legal", à vista do disposto nos arts. 202, 111, e 203 do Código Tributário Nacional (Lei n 2 5.172, de 1966). • A seguir, abordou a questão da norma antielisão, alegando que a "teoria da substância sobre a forma apenas teve espaço no ordenamento jurídico a partir da Lei Complementar e 104, de 10 de janeiro de 2001, que alterou o art. 116 do CTN, incluindo o parágrafo único (...)", cujos procedimentos não foram, ainda, "estabelecidos em lei ordinária". F 1113U NIES • GUCONFERE COM O C481604AL da Ase Processo n° 19740 000034/2006-62 la.{±2.1.3____ ‘ 4/0//45-1 dr i CO32/C0 Acérdão n.° 201-81.295 Pis 413 Mat 5x 91745 Contestou a existência de simulação com base nas disposições dos as. 102 e 103 do Código Civil, afirmando que "os atos realizados se concretizaram exatamente como foram declarados" e que não teria havido infração à lei. Na seqüência, citando entendimento da doutrina e jurisprudência, alegou que a multa aplicada seria confiscatória. Posteriormente, apresentou o pedido de fls. 363 a 366, relativamente ao arrolamento de bens. É o Relatório. 9 • Processo n` 19740.000034/2006-62CCO2/CO1 CCCar-wt0100 C um_ E5Acórdão n.• 20141.295 14F Sa 654FERE COM ° at --aya Eis. 414 • . . Voto Conselheiro JOSÉ ANTONIO FRANCISCO, Relator O recurso é tempestivo e satisfaz os demais requisitos de admissibilidade, devendo-se dele tomar conhecimento. • Em relação à decadência, a questão é saber se se aplicaria ao caso da CPMF a disposição da Lei n2 8.212, de 1991, art. 45. A referida lei foi editada para regular a "organização da Seguridade Social", instituir "Plano de Custeio" e outras providências e, no tocante às fontes de financiamento, • dispõe o seguinte em seu art. 11: "Art. 11. No âmbito federal, o orçamento da Seguridade Social é composto das seguintes receitas: 1- receitas da União; - receitas das contribuições sociais; III - receitas de outras fontes. Parágrafo único. Constituem contribuições sociais: a) as das empresas, incidentes sobre a remuneração paga ou creditada • aos segurados a seu serviço; (Vide Lei n°11.098, de 2005) (Vide Lei n° • 11.196, de 2005) (Regulamento) b) as dos empregadores domésticos; • c) as dos trabalhadores, incidentes sobre o seu salário-de- contribuição; (Vide Lei n° 11.098, de 2005) (Vide Lei n° 11.196, de 2005) (Regulamento) d) as das empresas, incidentes sobre faturamento • e lucro; e) as incidentes sobre a receita de concursos de prognósticos." • Entretanto, o Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária de 12 de junho de • 2008, aprovou a Súmula Vinculante n2 8, publicada em 20 de junho de 2008, do seguinte teor: "São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5" do Decreto-lei • 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário." A Súmula teve origem no julgamento do RE n 2 559.882-9, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, que reconheceu as referidas inconstitucionalidades. O texto da decisão que tratou da modulação temporal dos efeitos da decisão foi o seguinte (http:// www.sttgov.br/ portal/ processo/ verProcessoTexto.asp? id= 2393382&tipoApp= RTF): io MF -SEGUCNODONI,COERrAr40000EsCIGONALNTRIBUINTES Processo n° 19740.000034/2006-62CCOLCO1 Acórdão n. • 201-81.295 8/6sr53, 0 / 2/2E( Fls.415 • • lidi3tSTSSS945 - "Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, deliberou aplicar efeitos ex nunc à decisão, esclarecendo que a modulação aplica-se tão-somente em relação a eventuais repetições de indébitos ajuizadas após a decisão assentada na sessão do dia 11/06/2008, não abrangendo, portanto, os questionamentos e os processos já em curso, nos termos do voto do relator. Ausente, justcadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Plenário, 12.06.2008." A decisão, portanto, atribuiu efeito preclusivo aos casos não litigiosos na data da decisão, aplicando-se aos casos em julgamento. A referida Súmula, nos termos da Emenda Constitucional n 2 45, de 2004, art. 22, tem efeito vinculante "em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal [...]" Portanto, à Cotins também se aplicam as disposições do CTN, que fixam termo inicial diverso dependendo da existência de pagamentos antecipados. A respeito S da matéria, o Superior Tribunal de Justiça pacificou seu entendimento, como demonstra a ementa abaixo reproduzida (REsp n2 512.840/SP, Relatora: Ministra Eliana Calmon, DJ de 23/05/2005, p. 194): "TRIBUTÁRIO - DECADÉNCIA - LANÇAMENTO POR • HOMOLOGAÇÃO (ART. 150 rE 173 DO CTM. 1. Nas exações. cujo lançamento se faz por homologação, havendo pagamento antecipado, conta-se o prazo decadencial a partir da ocorrência do fato gerador (art. 150, 4°, do CIVI). 2. Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CIN. 3.Em normais circunstâncias, não se conjugam os dispositivos legais. 4. Precedentes das Turmas de Direito Público e da Primeira Seção. 5. Recurso especial provido." No caso dos autos, conforme esclarecido no relatório, não havendo pagamentos antecipados e pressupondo-se ter ocorrido dolo, aplica-se, ao caso, o termo inicial do art. 173, I, do CTN. O último período de apuração do auto de infração foi dezembro de 1998. Como a última contribuição desse período venceria em janeiro de 1999, ela poderia haver sido lançada somente em 2000. Assim, o prazo de decadência iniciar-se-ia em 1 2 de janeiro de 2001 e terminaria em dezembro de 2005. II Lotk, G"-----C 617R1BUINTES MF7SEGuteartRESICA141° P n 19740.34/2006-62 0 ORIGINAL 4 • C072/C01Acórdão 6.° 201 -81.295 F15.416ema". 2,63 91745 COMO o lançamento ocorreu em 2006, houve decadência. • À vista do exposto, voto por dar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 05 de agosto de 2008. *JOigeS/ ONIO FRANCISCO 12 Page 1 _0064600.PDF Page 1 _0064700.PDF Page 1 _0064800.PDF Page 1 _0064900.PDF Page 1 _0065000.PDF Page 1 _0065100.PDF Page 1 _0065200.PDF Page 1 _0065300.PDF Page 1 _0065400.PDF Page 1 _0065500.PDF Page 1 _0065600.PDF Page 1
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Numero do processo: 13627.000175/2005-14
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Mar 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Exercício: 2001
MULTA ISOLADA. REDUÇÃO.
O valor da multa exigida de associação sem fins lucrativos mediante lançamento de ofício deve ser reduzida a 10% (dez por cento) no caso de a declaração ser apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício.
Numero da decisão: 1801-000.504
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPJ - multa por atraso na entrega da DIPJ
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
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REDUÇÃO. O valor da multa exigida de associação sem fins lucrativos mediante lançamento de ofício deve ser reduzida a 10% (dez por cento) no caso de a declaração ser apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. (documento assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Relatora Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carmen Ferreira Saraiva, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Maria de Lourdes Ramirez, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, André Lemes da Silva e Ana de Barros Fernandes. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 28/06/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13627.000175/200514 Acórdão n.º 180100.504 S1TE01 Fl. 34 2 Relatório Contra a Recorrente acima identificada foi lavrado o Auto de Infração à fl. 02, com a exigência do crédito tributário no valor de R$414,35 a título de multa de ofício isolada por atraso na entrega da Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (DIPJ) do anocalendário de 2000 entregue em 01/04/2002, cujo prazo final era 31/05/2001. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: alínea “c” do art. 106 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional), art. 88 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, art. 27 da Lei nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997 e art. 7° da Lei n° 10.426, de 24 de abril de 2002, bem como Instrução Normativa SRF nº 166, de 12 de dezembro de 1999. Cientificada em 15/08/2005, fl. 09, a Recorrente apresentou a impugnação em 25/08/2005, fl. 01, alegando: Tendo em vista, a falta de recursos financeiros, e por se tratar de entidade sem fins lucrativos, venho através deste oficio, solicitar de V.sa, a suspensão imediata das multas aplicadas por atraso na entrega das D1PJs dos anos calendário 1999/2000/2002 e 2003, conforme documentos comprobatórios anexos. Está registrado como resultado do Acórdão da 5ª TURMA/DRJ/RJO I nº 12 20.300, de 13/08/2008, fls. 12/13: “Lançamento Procedente”. Consta que: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Exercício: 2001 Ementa: MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. ENTREGA INTEMPESTIVA. Mantêmse a aplicação da multa por atraso na entrega de Declaração da pessoa jurídica quando inexistirem razões previstas em lei ou normas que, diante das razões apresentadas pela interessada, justifiquem e permitam o afastamento da mesma. Notificada em 24/09/2008, fl. 16, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 09/10/2008, fl. 17, esclarecendo A Associação Comunitária Amigos do Mandioca', inscrita no CNPJ sob n°:73.71 9.445/000108, através da sua Diretoria, na pessoa do seu Presidente o Sr. Juvenal Batista de Aguilar, portador do CPF:500.615.85653; vêem através deste oficio, solicitar deste renomado conselho, a redução nos valores das multas aplicadas por entrega em atraso das DIPJs relativas aos exercícios 2000/2001/2003 e 2004, anos calendário 1999/2000/2002 e 2003, baseandose na Lei 11.727, artigo 30 de 23/06/2008, de acordo com os DARFs devidamente preenchidos e recolhidos e demais documentação anexa. Cabe esclarecer que os autos foram instruídos com o comprovante de pagamento de crédito tributário exigido referente à parcela não litigiosa. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 28/06/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13627.000175/200514 Acórdão n.º 180100.504 S1TE01 Fl. 35 3 É o Relatório. Voto Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. O objeto de litígio devolvido para esta segunda instância de julgamento se limita à possibilidade jurídica de aplicação do art. 30 da Lei nº 11.727, de 2008. Cumpre salientar que a parte litigiosa deste processo corresponde a 90% (noventa por cento) do valor da multa, tendo em vista que a Recorrente concorda com 10% (dez por cento) deste montante, conforme cópias dos recolhimentos juntados. A Recorrente discorda do lançamento de ofício. O Regulamento do Imposto de Renda constante no Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 – RIR, de 1999, prevê: Art.167. As imunidades, isenções e não incidências de que trata este Capítulo não eximem as pessoas jurídicas das demais obrigações previstas neste Decreto, especialmente as relativas à retenção e recolhimento de impostos sobre rendimentos pagos ou creditados e à prestação de informações (Lei nº 4.506, de 1964, art. 33). [...] Art.170. Não estão sujeitas ao imposto as instituições de educação e as de assistência social, sem fins lucrativos (CF, art. 150, inciso VI, alínea "c"). [...] §3ºPara o gozo da imunidade, as instituições a que se refere este artigo estão obrigadas a atender aos seguintes requisitos (Lei nº 9.532, de 1997, art. 12, §2º): [...] V apresentar, anualmente, Declaração de Rendimentos, em conformidade com o disposto em ato da Secretaria da Receita Federal; A Lei nº 10.426, de 24 de abril de 2002, alterada pela Lei nº 11.051, 29 de dezembro de 2004, prescreve: Art. 7º O sujeito passivo que deixar de apresentar Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica DIPJ, Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais DCTF, Fl. 3DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 28/06/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13627.000175/200514 Acórdão n.º 180100.504 S1TE01 Fl. 36 4 Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica, Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte DIRF e Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais Dacon, nos prazos fixados, ou que as apresentar com incorreções ou omissões, será intimado a apresentar declaração original, no caso de não apresentação, ou a prestar esclarecimentos, nos demais casos, no prazo estipulado pela Secretaria da Receita Federal SRF, e sujeitarseá às seguintes multas: [...] II de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante dos tributos e contribuições informados na DCTF, na Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica ou na DIRF, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega destas Declarações ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3º; [...] § 2º Observado o disposto no § 3º, as multas serão reduzidas: I à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; [...] § 3º A multa mínima a ser aplicada será de: (Vide Lei nº 11.727, de 2008) [...] II R$ 500,00 ( quinhentos reais), nos demais casos. A Instrução Normativa SRF nº 22, de 22 de fevereiro de 2001, fixa: Art. 3º A DIPJ relativa ao anocalendário de 2000 deverá ser apresentada: I até 31 de maio de 2001, no caso das pessoas jurídicas imunes ou isentas; O atraso na entrega da DIPJ pela pessoa jurídica obrigada, ainda que goze de imunidade tributária ou de isenção de caráter pessoal, enseja a aplicação da penalidade prevista no art. 7º da Lei nº 10.426, de 2003. A Recorrente não contesta o fato imponível de que cumpriu a obrigação acessória de forma inoportuna, ou seja, houve atraso na entrega da Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (DIPJ) do anocalendário de 2000 entregue em 01/04/2002, cujo prazo final era 31/05/2001. No que se refere à tese da defesa de que tem cabimento a redução da multa de ofício isolada (art. 30 da Lei nº11.727, de 2008), cabe ressaltar que a aplicação da lei é uma objeção, ou seja, é matéria de ordem pública que pode ser conhecida a requerimento da parte ou de ofício, a qualquer tempo e em qualquer instância de julgamento. O Código tributário Nacional determina: Fl. 4DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 28/06/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13627.000175/200514 Acórdão n.º 180100.504 S1TE01 Fl. 37 5 Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: [...] II tratandose de ato não definitivamente julgado: [...] c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Por seu turno, a Lei nº 11.727, de 23/06/2008, ordena: Art. 30. Até 31 de dezembro de 2008, a multa a que se refere o § 3o do art. 7o da Lei no 10.426, de 24 de abril de 2002, quando aplicada a associação sem fins lucrativos que tenha observado o disposto em um dos incisos do § 2o do mesmo artigo, será reduzida a 10% (dez por cento). Sobre a matéria, restou evidenciado na jurisprudência administrativa (fonte: http://www.lexml.gov.br/busca/search?keyword=multa+atraso+a+associa%C3%A7%C3%A3o +sem+fins+lucrativos+redu%C3%A7%C3%A3o+10%25+&f1tipoDocumento=, acesso em 09/02/2011): Autoridade Primeiro Conselho de Contribuintes. 7ª Câmara. Turma Ordinária Título Acórdão nº 10709431 do Processo 13732000165200581 Data 26/06/2008 Ementa Assunto: IMPOSTO DE RENDA IRPJ Ano calendário: 2003 [...] REDUÇÃO DA MULTA. ART. 30, DA LEI 11.727/08. RETROATIVIDADE BENIGNA. ART. 106, III, "c", DO CTN Em se tratando de associação sem fins lucrativos, a multa imposta deverá ser reduzida a 10%, com base no art. 30, da Lei n.° 11.727/08 e no art. 106, III, "c", do CTN O valor da multa exigida de associação sem fins lucrativos mediante lançamento de ofício deve ser reduzida a 10% (dez por cento) no caso de a declaração ser apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício. Como o presente caso se trata de cominação de penalidade, tem cabimento a aplicação do princípio da retroatividade legal benigna para imposição do valor reduzido a 10% (dez por cento) da multa ofício isolada formalizada no Auto de Infração, uma vez que se trata de associação sem fins lucrativos que apresentou a DIPJ após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício. Neste sentido, o pedido da Recorrente deve ser atendido. Em face do exposto voto por dar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Fl. 5DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 28/06/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13627.000175/200514 Acórdão n.º 180100.504 S1TE01 Fl. 38 6 Fl. 6DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 28/06/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 13896.903404/2008-27
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 27 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu May 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/05/2000 a 31/05/2000
COFINS. RECEITA DE SERVIÇOS PRESTADOS PARA O EXTERIOR. IMUNIDADE. PAGAMENTO INDEVIDO.
As receitas auferias com a prestação de serviços para o exterior estão imunes da incidência da Cofins, logo, se comprovado nos autos que o valor pagamento do débito da Cofins foi proveniente dessa modalidade de receita, resta demonstrada a existência do pagamento indevido.
COMPENSAÇÃO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO (DCOMP). EXISTÊNCIA DO CRÉDITO PROVADA. HOMOLOGAÇÃO. OBRIGATORIEDADE.
Homologa-se a compensação declarada uma vez comprovado que, na data da entrega da DComp, o crédito utilizado apresentava os atributos da certeza e liquidez.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3802-001.604
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Regis Xavier Holanda - Presidente.
(assinado digitalmente)
José Fernandes do Nascimento - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Regis Xavier Holanda, Francisco José Barroso Rios, José Fernandes do Nascimento, Solon Sehn e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Ausente o Conselheiro Bruno Maurício Macedo Curi.
Nome do relator: JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/05/2000 a 31/05/2000 COFINS. RECEITA DE SERVIÇOS PRESTADOS PARA O EXTERIOR. IMUNIDADE. PAGAMENTO INDEVIDO. As receitas auferias com a prestação de serviços para o exterior estão imunes da incidência da Cofins, logo, se comprovado nos autos que o valor pagamento do débito da Cofins foi proveniente dessa modalidade de receita, resta demonstrada a existência do pagamento indevido. COMPENSAÇÃO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO (DCOMP). EXISTÊNCIA DO CRÉDITO PROVADA. HOMOLOGAÇÃO. OBRIGATORIEDADE. Homologa-se a compensação declarada uma vez comprovado que, na data da entrega da DComp, o crédito utilizado apresentava os atributos da certeza e liquidez. Recurso Voluntário Provido.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/05/2000 a 31/05/2000 COFINS. RECEITA DE SERVIÇOS PRESTADOS PARA O EXTERIOR. IMUNIDADE. PAGAMENTO INDEVIDO. As receitas auferias com a prestação de serviços para o exterior estão imunes da incidência da Cofins, logo, se comprovado nos autos que o valor pagamento do débito da Cofins foi proveniente dessa modalidade de receita, resta demonstrada a existência do pagamento indevido. COMPENSAÇÃO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO (DCOMP). EXISTÊNCIA DO CRÉDITO PROVADA. HOMOLOGAÇÃO. OBRIGATORIEDADE. Homologase a compensação declarada uma vez comprovado que, na data da entrega da DComp, o crédito utilizado apresentava os atributos da certeza e liquidez. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda Presidente. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 89 6. 90 34 04 /2 00 8- 27 Fl. 60DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 20 /03/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Regis Xavier Holanda, Francisco José Barroso Rios, José Fernandes do Nascimento, Solon Sehn e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Ausente o Conselheiro Bruno Maurício Macedo Curi. Relatório Tratase de Declaração de Compensação (DComp), transmitida em 3/9/2004 (retificada), em que informada a compensação do crédito do pagamento indevido da Cofins do mês de maio de 2000, com débito do mesmo valor da Cofins do mês de maio de 2003. Por intermédio do Despacho Decisório (eletrônico) de fl. 13, a compensação não foi homologada, em razão da inexistência do crédito informado, sob o argumento de que o pagamento indevido declarado, embora localizado nos sistemas dados de controle pagamento, fora integralmente utilizado na quitação de débito da contribuinte. Em sede de manifestação de inconformidade, a contribuinte alegou que a origem do crédito pleiteado era proveniente das receitas de vendas de serviços para exterior, contempladas com a isenção da Cofins, conforme explicitado nas notas fiscais de serviços carreadas aos autos. Sobreveio o acórdão da 8ª Turma de Julgamento da DRJ Campinas/SP, que, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade, com base no argumento de que a manifestante não havia apresentado prova documental adequada e suficiente para corroborar os argumentos suscitados na sua defesa. Em 20/6/2012, a Recorrente foi cientificada da decisão primeira instância. Em 11/7/2012, protocolou o Recurso Voluntário de fls. 48/51, em que reafirmou o argumento de defesa aduzido na manifestação de inconformidade. Em aditamento, apresentou as cópias autenticadas do Livro de Registro de Notas Fiscais de Serviços Prestados, registrado na Prefeitura de Burueri/SP, e dos extratos dos contratos de câmbio extraídos do Sisbacen. É o relatório. Voto Conselheiro José Fernandes do Nascimento, Relator O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade, portanto, deve ser conhecido. O cerne do litígio limitase à questão atinente a comprovação da certeza e liquidez do crédito utilizado. Segundo o voto condutor do acórdão recorrido, as notas fiscais apresentadas eram insuficientes para comprovar a origem do crédito informado, pois, não evidenciavam que os valores nelas explicitados estariam computados no faturamento, a base de cálculo do tributo. As cópias das notas fiscais, da folha do Livro de Registro de Notas Fiscais de Serviços Prestados e dos extratos dos contratos de câmbio extraídos do Sisbacen, colacionadas aos autos, a meu ver, de forma congruente, comprovam que o total das receitas da prestação de Fl. 61DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 20 /03/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA Processo nº 13896.903404/200827 Acórdão n.º 3802001.604 S3TE02 Fl. 101 3 serviços para o exterior, auferidas pela Recorrente no mês de maio de 2000, representa o valor de R$ 41.494,90, que, submetido a alíquota 3%, resulta no valor de R$ 1.244,85, equivalente ao do crédito informado no procedimento compensatório em apreço. Como as receitas decorrentes de exportação de serviços estão imunes da incidência da Cofins, nos termos do art. 149, § 2º, I, da Constituição Federal, resta demonstrado que o pagamento da Cofins do mês de maio de 2000 fora indevido, portanto, existente o direito creditório utilizado na compensação do debito da Cofins do mês de maio de 2003. Por todo o exposto, DOU PROVIMENTO ao recurso, para homologar a compensação declarada na DComp colacionada aos autos. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Fl. 62DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 20 /03/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA
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Numero do processo: 35166.000007/2007-06
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/07/2003 a 31/07/2004
OMISSÃO DE FATOS GERADORES NA DECLARAÇÃO DE GFIP. INFRAÇÃO
Apresentar a GFIP sem a totalidade dos fatos geradores de contribuição previdenciária caracteriza infração à legislação previdenciária, por descumprimento de obrigação acessória.
ENTIDADES ISENTAS DO RECOLHIMENTO DA COTA PATRONAL. DISPENSA DO CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS. IMPOSSIBILIDADE.
Ainda que a recorrente ostentasse a condição de entidade isenta quanto ao recolhimento das contribuições sociais, não estaria desobrigada do cumprimento das obrigações acessórias.
DECLARAÇÃO PARCIAL DOS FATOS GERADORES. RELEVAÇÃO DA MULTA NA PROPORÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO DECLARADA.
Se o contribuinte, até a decisão de primeira instância, declarava parte dos fatos geradores omitidos na GFIP, merecia a relevação da multa na proporção das contribuições declaradas, desde que cumpridos os demais requisitos normativos.
ALTERAÇÃO DA LEGISLAÇÃO. MULTA MAIS BENÉFICA. APLICAÇÃO DA NORMA SUPERVENIENTE.
Tendo havido alteração na legislação que instituiu sistemática de cálculo da penalidade por descumprimento de obrigação acessória, deve-se aplicar a norma superveniente aos processos pendentes de julgamento, se mais benéfica ao sujeito passivo.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2401-002.398
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial, para relevar a penalidade na proporção das contribuições declaradas e que se aplique a multa mais favorável ao contribuinte na comparação entre o cálculo efetuado de acordo com o art. 32A, I da Lei n.º 8.212/1991 e aquele constante do auto de infração.
Nome do relator: KLEBER FERREIRA DE ARAUJO
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ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/07/2003 a 31/07/2004 OMISSÃO DE FATOS GERADORES NA DECLARAÇÃO DE GFIP. INFRAÇÃO Apresentar a GFIP sem a totalidade dos fatos geradores de contribuição previdenciária caracteriza infração à legislação previdenciária, por descumprimento de obrigação acessória. ENTIDADES ISENTAS DO RECOLHIMENTO DA COTA PATRONAL. DISPENSA DO CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS. IMPOSSIBILIDADE. Ainda que a recorrente ostentasse a condição de entidade isenta quanto ao recolhimento das contribuições sociais, não estaria desobrigada do cumprimento das obrigações acessórias. DECLARAÇÃO PARCIAL DOS FATOS GERADORES. RELEVAÇÃO DA MULTA NA PROPORÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO DECLARADA. Se o contribuinte, até a decisão de primeira instância, declarava parte dos fatos geradores omitidos na GFIP, merecia a relevação da multa na proporção das contribuições declaradas, desde que cumpridos os demais requisitos normativos. ALTERAÇÃO DA LEGISLAÇÃO. MULTA MAIS BENÉFICA. APLICAÇÃO DA NORMA SUPERVENIENTE. Tendo havido alteração na legislação que instituiu sistemática de cálculo da penalidade por descumprimento de obrigação acessória, deve-se aplicar a norma superveniente aos processos pendentes de julgamento, se mais benéfica ao sujeito passivo. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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INFRAÇÃO Apresentar a GFIP sem a totalidade dos fatos geradores de contribuição previdenciária caracteriza infração à legislação previdenciária, por descumprimento de obrigação acessória. ENTIDADES ISENTAS DO RECOLHIMENTO DA COTA PATRONAL. DISPENSA DO CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS. IMPOSSIBILIDADE. Ainda que a recorrente ostentasse a condição de entidade isenta quanto ao recolhimento das contribuições sociais, não estaria desobrigada do cumprimento das obrigações acessórias. DECLARAÇÃO PARCIAL DOS FATOS GERADORES. RELEVAÇÃO DA MULTA NA PROPORÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO DECLARADA. Se o contribuinte, até a decisão de primeira instância, declarava parte dos fatos geradores omitidos na GFIP, merecia a relevação da multa na proporção das contribuições declaradas, desde que cumpridos os demais requisitos normativos. ALTERAÇÃO DA LEGISLAÇÃO. MULTA MAIS BENÉFICA. APLICAÇÃO DA NORMA SUPERVENIENTE. Tendo havido alteração na legislação que instituiu sistemática de cálculo da penalidade por descumprimento de obrigação acessória, devese aplicar a norma superveniente aos processos pendentes de julgamento, se mais benéfica ao sujeito passivo. Recurso Voluntário Provido em Parte. Fl. 777DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 22/05 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial, para relevar a penalidade na proporção das contribuições declaradas e que se aplique a multa mais favorável ao contribuinte na comparação entre o cálculo efetuado de acordo com o art. 32A, I da Lei n.º 8.212/1991 e aquele constante do auto de infração. Elias Sampaio Freire Presidente Kleber Ferreira de Araújo Relator Participaram do presente julgamento o(a)s Conselheiro(a)s Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Lourenço Ferreira do Prado, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 778DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 22/05 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 35166.000007/200706 Acórdão n.º 240102.398 S2C4T1 Fl. 778 3 Relatório Tratase do Auto de Infração – AI n.º 35.703.8860, para aplicação de multa por descumprimento da obrigação acessória de apresentar a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social GFIP sem a totalidade dos fatos geradores de contribuições previdenciárias. De acordo com o Relatório Fiscal da Infração, fl. 15: A empresa em referência preencheu erroneamente o campo que se refere ao enquadramento da ocorrência na GFIP ocasionando recolhimento a menor com relação ao RAT especial (dos trabalhadores sujeitos a agentes nocivos prejudiciais a sua saúde ou a sua integridade física) para o período de 06/2003 a 07/2004. A empresa também deixou de informar, na sua totalidade, através de GFIP/GRFP, a remuneração total paga aos seus segurados empregados declaradas em folha de pagamento para o período de(sic!) Cientificado da autuação em 22/12/2004, o sujeito passivo apresentou impugnação alegando haver corrigido a falta e requerendo a relevação da penalidade. O órgão de julgamento requereu a manifestação do fisco, para que fosse esclarecido o período relativo à falta de declaração em GFIP das remunerações constantes em folha de pagamento. A auditoria manifestouse, fl. 194, afirmando que houvera emitido novo Relatório Fiscal, haja vista que não se verificou a infração relativa a falta de declaração das remunerações dos segurados empregados. Foram ainda apresentadas tabelas indicando quais as ocorrências foram corrigidas pela empresa, fls. 197 e segs. A empresa apresentou nova defesa alegando que retificou as GFIP e acostando os documentos que supostamente comprovariam a correção das faltas que deram ensejo ao AI. Afirma ainda que o procedimento de retificação foi aprovado pela Auditoria, quando esta procedeu a diligência fiscal. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento – DRJ em Belém declarou improcedente a impugnação e indeferiu o pedido de relevação da multa, sob a justificativa de que não houve a retificação integral das informações (ver fls. 286/291). Salientouse ainda que no momento da extinção do crédito tributário deve a autoridade competente verificar a possibilidade de aplicação do art. 35A, incluído na Lei n.º 8.212/1991 pela Lei n.º 11.941/2009, posto que a multa aplicada por essa sistemática pode ser mais benéfica ao contribuinte que aquela aplicada no presente AI. O sujeito passivo atravessou petição de fl. 294, requerendo a juntada de documentos que comprovariam a correção da falta (ver fls. 295/742. Fl. 779DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 22/05 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 4 Na sequência foi apresentado recurso voluntário, fls. 743/750, no qual, após discorrer sobre as diversas alterações na sua personalidade jurídica e os fatos ocorridos no presente processo, alegou, em síntese, que: a) o acórdão recorrido deve ser reformado, uma vez que não considerou a condição da recorrente de entidade filantrópica na época da autuação; b) confeccionou as retificação da GFIP conforme orientado pelo fisco, merecendo a dispensa da multa; c) mesmo que não tenham sido saneadas todas as incorreções merece relevação parcial, de modo que se atenda aos ditames dos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade; Ao final, pede a relevação da penalidade ou a aplicação de multa mais benéfica. É o relatório. Fl. 780DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 22/05 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 35166.000007/200706 Acórdão n.º 240102.398 S2C4T1 Fl. 779 5 Voto Conselheiro Kleber Ferreira de Araújo, Relator Admissibilidade O recurso merece conhecimento, posto que preenche os requisitos de tempestividade e legitimidade. A condição de entidade filantrópica Nos termos do Código Tributário Nacional – CTN, a condição de isenta não afasta do sujeito passivo a obrigação de cumprir as obrigações acessórias. Eis o que dispõe o Codex referido: Art. 175. Excluem o crédito tributário: I a isenção; II a anistia. Parágrafo único. A exclusão do crédito tributário não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias dependentes da obrigação principal cujo crédito seja excluído, ou dela conseqüente. Nesse sentido, o fato da empresa ser ou não considerada entidade beneficente de assistência social, em nada interfere na sua obrigação de cumprir os deveres instrumentais instituídos no interesse da fiscalização e arrecadação de tributos, como é o caso da norma que determina que os contribuintes informem a GFIP sem incorreções. A relevação da penalidade Analisando, por amostragem, a documentação acosta pelo sujeito passivo, a qual supostamente corrigiria a falta, pude notar que não houve a correção integral em todas as competências, tendo sido esse o motivo que levou o órgão recorrido a indeferir o pedido de relevação da penalidade. Conclui a DRJ que somente com a correção integral da falta poderia ser concedido o favor fiscal de dispensa da multa. O sujeito passivo, todavia, contestou esse posicionamento, requestando pela relevação na proporção das contribuições declaradas. Sobre esse tema, relevação da multa na proporção dos valores declarados, confesso que alterei meu posicionamento. Em julgamento realizado nessa Turma no dia 16/03/2011, fui vencido nessa questão, o que me levou a uma melhor reflexão sobre o assunto, tendo evoluído para o entendimento firmado no citado julgamento pela maioria da Turma. Nesse sentido, para justificar meu atual posicionamento, favorável a relevação da multa de forma parcial, mesmo para as ocorrências em que inexistiu a correção integral da falta, peço Fl. 781DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 22/05 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 6 licença para transcrever o voto vencedor naquela ocasião da lavra do Ilustre Conselheiro Elias Sampaio Freire (Acórdão n.º 240101.693): Ouso divergir do ilustre relator na sua seguinte afirmação: “Alinhome aos que entendem que a concessão do benefício da relevação da penalidade por descumprimento de obrigações acessórias previstas na legislação previdenciária, hoje fora do nosso ordenamento, pressupunha a integral correção de cada ocorrência.” Anteriormente, até o advento da IN SRP nº 23/2007, a legislação previa a possibilidade de relevação da multa na proporção do valor das contribuições sociais previdenciárias relativas aos fatos geradores informados (art. 656, § 6º da IN SRP nº 3/2005): Art. 656. (...) (...) §6° Na hipótese do inciso III do caput do art. 647, a entrega pelo autuado de GFIP informando parte dos fatos geradores omitidos na competência implicará a atenuação ou a relevação da multa na proporção do valor das contribuições sociais previdenciárias relativas aos fatos geradores informados, exceto: (REVOGADO PELA IN SRP nº 23/2007) I os fatos geradores não relacionados no Relatório Fiscal; II a diferença entre o valor total relativo à contribuição não declarada e o limite máximo estabelecido para a aplicação da multa. Ocorre que esta alteração, decorrente da revogação do aludido dispositivo normativo, não decorreu de alteração legal e sim de interpretação. Há de se salientar que regra de hermenêutica do art. 112 do CTN preconiza que deva se dar a interpretação da maneira mais favorável ao contribuinte, no que diz respeito a lei tributária que defina infrações, nas situações em que menciona, in verbis: “Art. 112. A lei tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades, interpretase da maneira mais favorável ao acusado, em caso de dúvida quanto: I à capitulação legal do fato; II à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus efeitos; III à autoria, imputabilidade, ou punibilidade; IV à natureza da penalidade aplicável, ou à sua graduação.” A expedição de atos normativas pela Administração Tributária deve aterse à observância dos princípios da legalidade e da razoabilidade. Embora o Código Tributário Nacional estabeleça que a obrigação acessória decorre da legislação tributária (art. 113, § 2°), expressão que compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares (atos normativos, decisões dos órgãos de jurisdição administrativa, as práticas reiteradamente observadas pelas autoridades tributários e convênios), não se deve perder de vista que sobrepaira sobre todo o sistema o princípio da legalidade. Fl. 782DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 22/05 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 35166.000007/200706 Acórdão n.º 240102.398 S2C4T1 Fl. 780 7 Em comentário ao dispositivo, Luiz Alberto Gurgel de Faria enfatiza, na esteira da melhor doutrina, que apenas a lei formal poderia ser fonte de obrigação tributária acessória: (Código Tributário Nacional Comentado, Coord. Vladimir Passos de Freitas, 3a ed., Ed. RT, pp. 551552) A obrigação acessória decorre da 'legislação tributária' (§ 2°), o que há de ser interpretado em harmonia com a Constituição Federal. Com efeito, nos termos do art. 96 do CTN, a referida expressão 'compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes', de modo que, na concepção do legislador de 1966 (ano da promulgação do CTN), quaisquer desses atos poderiam instituir uma obrigação acessória. Ocorre que, na Carta Magna em vigor, o princípio da legalidade foi reforçado ' ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei' (art. 5°, II) , demonstrando que as obrigações acessórias hão de ser criadas através de lei, formal e materialmente considerada, advinda, portanto, do Poder Legislativo, cabendo aos decretos e demais normas complementares o papel de explicitar a lei, viabilizando a sua melhor forma de execução, quando necessário Portanto, as obrigações tributárias acessórias, incluídas as possibilidades de atenuação ou relevação de multa, não podem ser criadas ou extintas via de atos normativas da Administração Tributária. Pelo exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso, para relevar a multa na proporção do valor das contribuições sociais previdenciárias relativas aos fatos geradores informados em GFIP. É como voto. Diante dessas considerações, a multa para as competências em que houve correção parcial da falta deve ser relevada na proporção das contribuições previdenciárias declaradas na GFIP. Aplicação da multa mais benéfica O pedido de aplicação da multa mais benéfica merece acatamento. É que ocorreu alteração do cálculo da multa para esse tipo de infração pela Medida Provisória n.º 449/2008, convertida na Lei n.º 11.941/2009. Nessa toada, devo verificar se a multa calculada conforme a legislação é mais benéfica ao sujeito passivo, de forma a prestigiar o comando contido no art. 106, II, “c”, do CTN, verbis: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: (...) II tratandose de ato não definitivamente julgado: (...) Fl. 783DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 22/05 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 8 c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Na sistemática anterior, a infração de omitir fatos geradores em GFIP era punida com a multa correspondente a cem por cento da contribuição não declarada, ficando a penalidade limita a um teto calculado em função do número de segurados da empresa. Quanto havia lançamento da obrigação principal relativo aos fatos geradores não declarados, o sujeito passivo ficava também sujeito à aplicação da multa de mora nos créditos lançados, num percentual do valor principal que variava de acordo com a fase processual do lançamento, ou seja, quanto mais cedo o contribuinte quitava o débito, menor era a multa imposta. Com a nova legislação, há duas sistemáticas de aplicação da multa. Inexistindo o lançamento das contribuições, aplicase apenas a multa de ofício prevista no art. 32A da Lei n. 8.212/1991, que é calculada a partir de um valor fixo para cada grupo de 10 informações incorretas ou omitidas, nos seguintes termos: Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitar seá às seguintes multas:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e (...) Todavia pelo art. 35A da mesma Lei, também introduzido pela Lei n. 11.941/2009, ocorrendo o lançamento da obrigação principal, a penalidade decorrente do erro ou omissão na GFIP fica incluída na multa de mora constante no crédito constituído. Deixa, assim, de haver cumulação de multa punitiva e multa moratória, condensandose ambas em valor único. Vejam o diz o dispositivo: Art. 35A. Nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35 desta Lei, aplicase o disposto no art. 44 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. É que o art. 44, I, da Lei n. 9.430/19961 prevê que, havendo declaração inexata ou omissa de tributo, acompanhado da falta de recolhimento do mesmo, devese aplicar a multa ali especificada. Como já exposto, nessas situações, a multa agora é una para ambas as infrações, descumprimento das obrigações principal e acessória. Diante das considerações acima expostas, e se tendo em conta que a no julgamento do processo n.º 37338.000294/200591, efetuado a minutos atrás, concluímos que as contribuições eram indevidas, devese lançar mão do art. 32A, I, da Lei n. 8.212/1991 para aferir a multa pela legislação vigente. 1 Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; (...) Fl. 784DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 22/05 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 35166.000007/200706 Acórdão n.º 240102.398 S2C4T1 Fl. 781 9 Nesse sentido, deve o órgão responsável pelo cumprimento da decisão, após relevar a multa na proporção das contribuições declaradas, verificar que se o valor remanescente deve prevalecer ou se a penalidade aplicada com esteio no art. 32A é mais benéfica.Ressaltese que esse comparativo deve ser efetuado competência à competência, considerandose ainda o piso previsto no inciso II do § 3.º do art. 32A da Lei n.º 8.212/1991, correspondente a R$ 500,00 por competência. Conclusão Voto então pelo provimento parcial do recurso para relevar a penalidade na proporção das contribuições declaradas e que se aplique a multa mais favorável ao contribuinte na comparação entre o cálculo efetuado de acordo com o art. 32A, I, da Lei n.º 8.212/1991 e aquele constante do auto de infração. Kleber Ferreira de Araújo Fl. 785DF CARF MF Impresso em 10/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 22/05 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
score : 1.0
Numero do processo: 10283.909319/2009-73
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 08 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon May 06 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Ano-calendário: 2006
COMPENSAÇÃO INDEVIDA
Alegado erro de preenchimento de DCTF não pode ser ilidido por valor constante em DIPJ ou DCTF retificada a destempo, desacompanhados de comprovação lastreada em documentação contábil idônea.
Numero da decisão: 1801-001.127
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente
(assinado digitalmente)
Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira - Relator
Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Maria de Lourdes Ramirez, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira, Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERREIRA
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ementa_s : Assunto: Normas de Administração Tributária Ano-calendário: 2006 COMPENSAÇÃO INDEVIDA Alegado erro de preenchimento de DCTF não pode ser ilidido por valor constante em DIPJ ou DCTF retificada a destempo, desacompanhados de comprovação lastreada em documentação contábil idônea.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente (assinado digitalmente) Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira - Relator Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Maria de Lourdes Ramirez, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira, Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Ana de Barros Fernandes.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1649; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE01 Fl. 2 1 1 S1TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10283.909319/200973 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1801001.127 – 1ª Turma Especial Sessão de 08 de agosto de 2012 Matéria COMPENSAÇÃO Recorrente ENVISION INDUSTRIA DE PRODUTOS ELETRONICOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 2006 COMPENSAÇÃO INDEVIDA Alegado erro de preenchimento de DCTF não pode ser ilidido por valor constante em DIPJ ou DCTF retificada a destempo, desacompanhados de comprovação lastreada em documentação contábil idônea. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira Relator Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Maria de Lourdes Ramirez, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira, Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Ana de Barros Fernandes. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 3. 90 93 19 /2 00 9- 73 Fl. 103DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/04/2013 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERREIRA, Assinado digitalment e em 07/04/2013 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERREIRA, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES 2 Tratase de pedido de compensação (DCOMP n° 02319.37234.140307.1.3.040154 fls.1/5) de suposto crédito de IRPJ, PA 06/2006, no valor original de R$ 580.012,77, com débito próprio do contribuinte de COFINS PA 02/2007. O alegado credito teria origem em suposto pagamento a maior de IRPJ. Conforme despacho n° 849769175 (fls.06), referida compensação não foi homologada, assim como o respectivo crédito apontado não foi reconhecido, por terem sido localizados um ou mais débitos vinculados ao alegado credito, não restando saldo credor a ser compensado.. Inconformado o contribuinte interpôs manifestação de inconformidade alegando ter se equivocado ao não retificar a DCTF e limitandose a anexar a DCTF original, não retificada, a PERDCOMP e o comprovante de arrecadação DARF, como provas do suposto credito. A decisão de 1 instancia consignou a natureza constitutiva da DCTF quanto ao credito tributário, assim como a necessidade de provas idôneas para infirmar sua presunção de legitimidade, notadamente a escrita fiscal e contábil. Dessa forma, a decisão de primeira instancia não reconheceu o credito pleiteado, julgando improcedente a manifestação de inconformidade. Regularmente notificado em 07/02/11, o recorrente interpôs tempestivamente Recurso Voluntário em 04/03/2011 alegando em síntese: (i) que houve erro de fato no valor declarado em DCTF, (ii) que o valor correto de seu debito de IRPJ foi regularmente declarado em DIPJ, (iii) que o valor declarado em DCTF não deve prevalecer sobre o valor declarado em DIPJ (iv) que procedeu a retificação da DCTF (em 1/03/11), diminuindo o debito de IRPJ para o período. Voto Conselheiro Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira, Relator Conheço do recurso por tempestivo. No mérito não merecem prosperar as alegações da recorrente. Com efeito é cediço neste tribunal que a simples alegação de erro material na DCTF, desacompanha das provas idôneas do credito pleiteado não é capaz de gerar qualquer direito creditório. Com efeito, o contribuinte limitase a alegar erro material na apresentação de sua DCTF, buscando comprovar seu credito por meio da juntada de DIPJ e DCTF retificada após a decisão proferida em 1 instancia, sem demonstrar nenhuma evidencia contábil de seu credito. A comprovação idônea do credito pleiteado por meio de escrita fiscal e contábil e fundamental nos casos de alegado erro de fato em DCTF, não sendo suficiente a comprovação do alegado erro com a mera juntada de DIPJ. Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo I / 11a. Turma / DECISÃO 1636598 em 13/03/2012 Contribuição Fl. 104DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/04/2013 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERREIRA, Assinado digitalment e em 07/04/2013 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERREIRA, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10283.909319/200973 Acórdão n.º 1801001.127 S1TE01 Fl. 3 3 para o Financiamento da Seguridade Social Cofins DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO (DCOMP). PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. DIREITO CREDITÓRIO NÃO RECONHECIDO. DCTF. ERRO DE PREENCHIMENTO. NÃO COMPROVAÇÃO EM DOCUMENTAÇÃO IDÔNEA. Considerase confissão de dívida os débitos declarados em DCTF (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais), e não constitui elemento de prova suficiente para justificar a retificação dos valores dos tributos devidos constantes da DCTF, as informações declaradas pelo Contribuinte por meio da Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica DIPJ, quando desacompanhada dos documentos e demonstrativos contábeis aptos a lhe darem sustentação. Não apresentada a escrituração contábil, nem outra documentação hábil e suficiente, que demonstrem a liquidez e certeza do crédito, se mantém a decisão proferida, sem o reconhecimento de direito creditório. Na apuração da liquidez e certeza do crédito pleiteado, necessário se faz a retificação da DCTF, pelo contribuinte. COMPENSAÇÃO O crédito usado em compensação tem que estar disponível na data da transmissão do PERDCOMP. Diante do exposto e por tudo mais que dos autos consta, voto por negar provimento ao Recurso Voluntário não reconhecendo o direito creditório pleiteado. (assinado digitalmente) Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira Fl. 105DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/04/2013 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERREIRA, Assinado digitalment e em 07/04/2013 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERREIRA, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 10880.690160/2009-79
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu May 16 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3801-000.492
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator. Fez sustentação oral pela recorrente o Dr. Fernando Giacon Ciscato, OAB/SP 198.179.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes Presidente e Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, José Luiz Feistauer de Oliveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: FLAVIO DE CASTRO PONTES
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator. Fez sustentação oral pela recorrente o Dr. Fernando Giacon Ciscato, OAB/SP 198.179. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, José Luiz Feistauer de Oliveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .6 90 16 0/ 20 09 -7 9 Fl. 295DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/05/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 10/05/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10880.690160/200979 Resolução nº 3801000.492 S3TE01 Fl. 3 2 Relatório Adoto o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que narra bem os fatos, em razão do princípio da economia processual: 1. Trata o presente processo de Declaração de Compensação apresentada pelo Contribuinte em meio eletrônico (PER/DCOMP nº 29084.60799.180407.1.3.040104), na data de 18/04/2007 (página 1 – PER/DCOMP), pela qual pretende quitar os débitos declarados na página 4 do referido documento, com supostos créditos decorrentes de recolhimento indevido realizado por meio do DARF de 15/09/2004, no valor de R$12.220,83 (código de receita: 6912). 2. Apreciando o pedido formulado, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Administração Tributária em São Paulo (DERAT/SPO) emitiu o Despacho Decisório de fls. 5, datado de 23/10/2009, no qual pronunciouse pela NÃO HOMOLOGAÇÃO por inexistência de crédito da compensação declarada. 3. Cientificada, em 05/11/2009, da solução dada à declaração de compensação apresentada, conforme informação constante às fls.7, a Insurgente, por intermédio de representante constituído, interpôs a Manifestação de Inconformidade de fls.08 a 18, tempestivamente, conforme fls. 128, com a juntada de documentos de fls.19127 (Instrumento de procuração "ad judicia et extra", documentos societários, cópia do DD, cópia da DCTF retificadora, cópia da DACON, cópia de folhas do Razão Acumulado, cópia da PER/DCOMP e tabela demonstrativa da conta contábil 120.8006.00000), apresentando, resumidamente, as seguintes alegações: 3.1. A Requerente incorreu em erro no preenchimento da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF), o qual não invalida o direito de compensação e reconhecimento de ofício de crédito líquido e certo, nem da homologação da compensação pretendida. 3.2. Em adição, articulando que todo erro de forma é passível de retificação, informa que, inclusive, providenciou a entrega de nova DCTF, 16/10/2009, fls. 36, corrigindo os mencionados equívocos. 3.3. Ademais, ratifica a existência de recolhimentos indevidos passíveis de serem compensados, o que pretende comprovar com os documentos que acosta, invocando, para tanto, a observância ao princípio da verdade material, pois que não foram analisados os documentos e demais elementos levados ao conhecimento das autoridades tributárias (DACON Retificadora, DCTF RETIFICADORA, RAZÃO). 3.4. Em consequência, contesta a incidência de multa e juros. Fl. 296DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/05/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 10/05/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10880.690160/200979 Resolução nº 3801000.492 S3TE01 Fl. 4 3 3.5. Alegando a necessidade de observância ao princípio da verdade material ou real, assevera que cabe ao agente fiscal averiguar os fatos realmente ocorridos. 3.6. Diante do exposto, requer seja julgada procedente a Manifestação em apreço, homologada a respectiva compensação, com a consequente extinção do crédito compensado, tendo por esteio os documentos que acosta e o princípio da verdade material. 3.7. Protesta, por fim, pela juntada de outros documentos, outras provas, bem como a regular intimação de seus patronos para produção de sustentação oral. A DRJ em São Paulo (SP) julgou improcedente a manifestação de inconformidade, nos termos da ementa abaixo transcrita: DESPACHO DECISÓRIO. AUSÊNCIA DE SALDO DISPONÍVEL. MOTIVAÇÃO. Motivada é a decisão que, por conta da vinculação total de pagamento a débito do próprio interessado, expressa a inexistência de direito creditório disponível para fins de compensação. DCOMP. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. A mera alegação da existência do crédito, desacompanhada de elementos cabais de prova quanto aos motivos determinantes das alterações nos débitos confessados originalmente por intermédio da DCTF, não é suficiente para reformar a decisão não homologatória de compensação. PEDIDO DE PRODUÇÃO POSTERIOR DE PROVAS. As provas que possuir, salvo excludentes legais expressamente previstas, devem ser apresentadas no prazo para Impugnação/Manifestação. INTIMAÇÃO. DOMICÍLIO DO SUJEITO PASSIVO. ENDEREÇO DIVERSO. IMPOSSIBILIDADE. Indeferese o pedido de endereçamento de intimações ao escritório dos procuradores em razão de inexistência de previsão legal para intimação em endereço diverso do domicílio do sujeito passivo. SUSTENTAÇÃO ORAL EM SESSÃO DE JULGAMENTO. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO NA LEGISLAÇÃO QUE REGE O PROCESSO ADMINISTRATIVO EM PRIMEIRA INSTÂNCIA. Deve ser indeferido o pedido de sustentação oral em sessão de julgamento na primeira instância administrativa, tendo em vista a falta de previsão na legislação pertinente, em especial o Decreto nº 70.235/72 e a Portaria MF nº 58/2006. Discordando da decisão de primeira instância, a recorrente interpôs recurso voluntário, instruído com diversos documentos, cujo teor é sintetizado a seguir. Fl. 297DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/05/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 10/05/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10880.690160/200979 Resolução nº 3801000.492 S3TE01 Fl. 5 4 Em breve arrazoado, inicialmente, descreve os fatos argumentando que a recorrente incorreu em erro no preenchimento da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF). Sustenta, em preliminar, a nulidade da decisão de primeira instância uma vez que o indeferimento do pedido de sustentação oral infringe o direito constitucional de ampla defesa e contraditório. No mérito, alega que embora tenha havido uma inconsistência no preenchimento da DCTF (erros formais), é inegável seu direito creditório em razão da materialidade das informações constantes no presente processo. Outrossim faz diversas referências a contribuição Cofins que não é objeto de discussão. Defende a tese de que não é razoável que o contribuinte seja penalizado pela análise isolada de uma de suas obrigações acessórias, ao passo que as demais (DIPJ e o Livro Razão), devidamente retificadas antes de proferido o despacho atacado, sejam desconsideradas como elemento probatório. Em relação ao direito creditório, afirma que a necessidade de informar os motivos e operações que foram objeto de retificação transcendem o assunto debatido no presente processo, pois o objeto em discussão é o erro de forma e que está comprovado através da própria DIPJ e DCTF retificadoras. Insiste na tese de que conforme informação fiscal/contábil possui crédito proveniente do recolhimento indevido ou a maior de PIS da competência de agosto de 2004. Destaca que todo erro de forma, ou seja, aquele que não turbe o direito material é passível de retificação. Relata que causou espanto a força que se dá à análise isolada da DCTF, com a inconsistência apontada, sem se recorrer à análise sistemática com as demais obrigações acessórias: DCOMP, DIPJ e Livro Razão, desconsideradas como elemento probatório. Faz referência ao princípio da verdade material, colacionando doutrina e jurisprudência sobre este princípio. Reitera que apenas houve erro de forma no preenchimento da DCTF, facilmente comprovado através da análise sistemática dessa declaração com as demais obrigações acessórias: DCOMP, DIPJ e Livro Razão. Afirma que o erro é completamente escusável e encontrase patente a boafé da recorrente. Cita jurisprudência do antigo Conselho de Contribuintes sobre a existência de erros no preenchimento da DCTF. Discorda da incidência de multa de 20% e da imputação de juros de mora pelo simples fato de que não há débito a ser liquidado. Ressalta que em medida judicial posterior ao encerramento do presente processo administrativo não se pode alegar que o contribuinte deu causa à suposta exigência fiscal. Fl. 298DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/05/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 10/05/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10880.690160/200979 Resolução nº 3801000.492 S3TE01 Fl. 6 5 Por fim, requer que fosse dado provimento ao seu recurso voluntário e alternativamente seja determinada baixa dos autos à fiscalização de modo a apurar e confirmar as informações trazidas pela recorrente no bojo do presente processo administrativo. É o relatório. Fl. 299DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/05/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 10/05/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10880.690160/200979 Resolução nº 3801000.492 S3TE01 Fl. 7 6 Voto O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomase conhecimento. A recorrente sustenta que possui crédito proveniente do recolhimento indevido ou a maior de PIS da competência de agosto de 2004. Do exame do despacho decisório que indeferiu a compensação, verificase que essa matéria não foi apreciada. A autoridade fiscal não enfrentou o mérito do direito creditório, apenas considerou os dados apresentados na DCTF original. As diversas referências no recuso voluntário à Cofins serão entendidas como contribuição PIS em face de que o processo trata de repetição de indébito decorrente de pagamento a maior ou indevido da contribuição PIS. Registrese, por oportuno, que a DCTF retificadora foi apresentada antes da ciência do despacho decisório. Assim, a interessada não foi intimada a justificar a origem de seu crédito, o que de fato lhe trouxe prejuízo. Convém ressaltar que o simples erro de preenchimento da DCTF não pode resultar em enriquecimento ilícito da Fazenda Nacional. Ademais, não há óbice legal para a apresentação de DCTF retificadora antes da emissão do despacho decisório. De sorte que o mero erro de fato no preenchimento da DCTF não é elemento suficiente para afastar o direito à restituição de tributo pago a maior ou indevidamente. Com efeito, é incontroverso o bom direito da recorrente. Neste sentido, os dados da DCTF retificadora e os demais documentos colacionados (DACON e Livro Razão) são indícios de prova dos créditos e, em tese, ratificam os argumentos apresentados. Não se pode perder de vista que os fundamentos do despacho decisório afastam se da realidade fática, ou seja, a administração fazendária desconsiderou as informações constantes da DCTF retificadora e do Dacon, o que fere o princípio do devido processo legal e implica ofensa ao amplo direito de defesa administrativa, que é uma garantia individual e reconhecida constitucionalmente. Em que pese o direito da interessada, do exame dos elementos comprobatórios, constatase que, no caso vertente, os documentos apresentados são insuficientes para se apurar o valor correto da contribuição PIS referente ao período de apuração em discussão. Ante ao exposto, voto no sentido de converter o presente julgamento em diligência para que a Delegacia de origem: a) apure com base na escrituração fiscal e contábil a correta composição da base de cálculo e o respectivo valor a recolher da contribuição PIS do período de apuração em discussão, verificando se houve pagamento a maior ou indevido; b) cientifique a interessada quanto ao teor dos cálculos para, desejando, manifestarse no prazo de dez dias. Fl. 300DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/05/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 10/05/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10880.690160/200979 Resolução nº 3801000.492 S3TE01 Fl. 8 7 Após a conclusão da diligência, retornar o processo a este CARF para julgamento. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Relator Fl. 301DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/05/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 10/05/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 12045.000516/2007-00
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1997 a 30/09/2004
Ementa: DECADÊNCIA.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional.
MPF. NULIDADE. EMISSÃO CONFORME A LEGISLAÇÃO.
AUSÊNCIA DE NULIDADE.
Não é nula a ação fiscal amparada por Mandado de Procedimento Fiscal expedido conforme as determinações contidas na legislação.
DESCANSO SEMANAL REMUNERADO. SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. INCIDÊNCIA.
Os pagamentos oriundos de serviços prestados em descanso semanal
remunerado devem integrar o Salário de Contribuição, pois há previsão legal, não é caso de ressarcimento ou indenização e não há previsão legal sobre isenção.
Numero da decisão: 2301-002.287
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos: a) em
conhecer parcialmente do recurso, devido a pedido de desistência anexo ao processo; e b) em negar provimento ao recurso, na parte restante, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: MARCELO OLIVEIRA
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1997 a 30/09/2004 Ementa: DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional. MPF. NULIDADE. EMISSÃO CONFORME A LEGISLAÇÃO. AUSÊNCIA DE NULIDADE. Não é nula a ação fiscal amparada por Mandado de Procedimento Fiscal expedido conforme as determinações contidas na legislação. DESCANSO SEMANAL REMUNERADO. SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. INCIDÊNCIA. Os pagamentos oriundos de serviços prestados em descanso semanal remunerado devem integrar o Salário de Contribuição, pois há previsão legal, não é caso de ressarcimento ou indenização e não há previsão legal sobre isenção.
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PREVIDENCIÁRIA Recorrente SUPERMECADO MODELO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1997 a 30/09/2004 Ementa: DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional. MPF. NULIDADE. EMISSÃO CONFORME A LEGISLAÇÃO. AUSÊNCIA DE NULIDADE. Não é nula a ação fiscal amparada por Mandado de Procedimento Fiscal expedido conforme as determinações contidas na legislação. DESCANSO SEMANAL REMUNERADO. SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. INCIDÊNCIA. Os pagamentos oriundos de serviços prestados em descanso semanal remunerado devem integrar o Salário de Contribuição, pois há previsão legal, não é caso de ressarcimento ou indenização e não há previsão legal sobre isenção. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos: a) em conhecer parcialmente do recurso, devido a pedido de desistência anexo ao processo; e b) em negar provimento ao recurso, na parte restante, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Declaração de voto: Damião Cordeiro de Moraes. Ausência: Mauro José Silva. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 12045.000516/200700 Acórdão n.º 230102.287 S2C3T1 Fl. 2.554 2 (assinado digitalmente) MARCELO OLIVEIRA Presidente Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Adriano Gonzáles Silvério, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro De Moraes, Leonardo Henrique Pires Lopes. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 12045.000516/200700 Acórdão n.º 230102.287 S2C3T1 Fl. 2.555 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Previdenciária (DRP), Cuiabá / MT, fls. 02087 a 02136, que julgou procedente o lançamento, oriundo de descumprimento de obrigação tributária legal principal, fl. 001. Segundo a fiscalização, de acordo com o Relatório Fiscal (RF), fls. 0855 a 0870, o lançamento referese a contribuições destinadas à Seguridade Social, incidentes sobre a remuneração paga a segurados, correspondentes a contribuição dos segurados, da empresa, a contribuição para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho (GILRAT) e as contribuições devidas aos Terceiros. Ainda segundo o RF, os valores da base de cálculo correspondem a: 1. Valores obtidos na contabilidade da recorrente, diversos dos valores constantes em folha de pagamento; 2. Valores de seguro de vida e previdência, recebidos somente pelos sócios, pagos em desacordo com a legislação; 3. Valores pagos a título de leasing de veículos dos sócios; 4. Valores pagos a título de aluguel para funcionários; 5. Valores pagos a título de seguro de vida em grupo, sem a previsão em acordo ou convenção coletiva; 6. Valores pagos a título de Bolsas educacionais, sem extensão a todos segurados, em desacordo com a legislação; 7. Valores pagos a contribuintes individuais; e 8. Valores pagos a trabalhadores avulsos. Os motivos que ensejaram o lançamento estão descritos no RF e nos demais anexos do lançamento. Em 01/08/2005 foi dada ciência à recorrente do lançamento, fls. 001. Contra o lançamento, a recorrente apresentou impugnação, fls. 01257 a 01306, acompanhada de anexos, onde alega, em síntese, que: Fl. 3DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 12045.000516/200700 Acórdão n.º 230102.287 S2C3T1 Fl. 2.556 4 1. O Mandado de Procedimento Fiscal (MPF) não foi expedido por servidor competente, pois não há previsão legal para delegação de sua expedição, razão pela qual, é nulo o MPF 09213571 bem como os mandados complementares que o seguiram e ainda todos os atos administrativos produzidos pela fiscalização; 2. De acordo com a legislação, o MPF – Complementar, haveria de ser identificado pelo número do Mandado de Procedimento FiscalF acrescido de mais um número seqüencial, correspondente a sua emissão; 3. Como a norma não foi cumprida os MPF C são nulos, pois não há qualquer número de ordem que os identifique; 4. O MPF de 20/07/2005 não existe, pois não fora subscrito pela autoridade emissora, conforme determina a legislação; 5. O lançamento se deu em prazo superior ao contido no MPF a que estava subordinado, motivo de nulidade; 6. A exigência das contribuições presentes no lançamento não estão autorizadas por MPF; 7. A fiscalização avançou em muito os poderes que lhes foram outorgados pela Autoridade emissora do MPF, tornando nulo o lançamento; 8. Os levantamentos constantes do processo em tela são descabidos, uma vez que os mesmos já foram constituídos em LDC; 9. A natureza do pagamento em dobro do descanso semanal remunerado não usufruído possui natureza sancionatória e não remuneratória, significando verdadeira indenização ao empregado que trabalhar nos dias de descanso. Em razão disso, não existe hipótese de incidência de contribuições previdenciárias; 10. Inexiste pro labore indireto contabilizado como seguro de vida e previdência; 11. A CLT tem disposição legal que as verbas referente a seguro de vida e previdência não integram a remuneração; 12. Quanto aos veículos, a CLT determina que esses valores não integram o Salário de Contribuição (SC) e Fl. 4DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 12045.000516/200700 Acórdão n.º 230102.287 S2C3T1 Fl. 2.557 5 que foram utilizados para o trabalho, não integrando a remuneração; 13. O aluguel, a habitação e a energia elétrica foram pagos para o trabalho, não devendo integrar o SC; 14. O seguro de vida e a bolsa educacional pagos aos empregados não deve integrar o SC, pois a CLT determina que esse pagamento não é salário; 15. Quanto à contribuição patronal sobre notas fiscais, faturas ou recibos de contribuintes individuais prestadores de serviços de fretes solicita prazo de 120 dias para apresentação das referidas guias de recolhimento da previdência social, que comprovam que os referidos créditos estão extintos pelo pagamento; 16. A regra decadencial deve ser a determinada no CTN; 17. Requer acolhimento e provimento das suas alegações. O Fisco analisou o lançamento e a impugnação, julgando procedente o lançamento. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, fls. 02141 a 02225, acompanhado de anexos, onde reitera argumentos presentes em sua defesa e alega, em síntese, que: 1. A decisão é nula, pois o julgador foi parcial e argumentos expostos foram ignorados, ferindo seu direito à ampla defesa; 2. As decisões administrativas devem reconhecer a inconstitucionalidade e a ilegalidade; 3. O MPF3 não foi assinado, portanto, nulo; 4. Ressaltese que a previsão, em Instrução Normativa, para que o MPF fosse assinado eletronicamente não é válida, pois não há previsão para tanto na legislação; 5. A recorrente consultou o site da Previdência Social e não conseguiu, conforme documento anexo, obter confirmação de sua validade; 6. Portanto, como não há MPF válido para a sustentação do procedimento fiscalizatório, a fiscalização e seus lançamentos devem ser declarados nulos; 7. A fiscalização também é nula por ter extrapolado as determinações presentes no MPF; Fl. 5DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 12045.000516/200700 Acórdão n.º 230102.287 S2C3T1 Fl. 2.558 6 8. O prazo decadencial deve ser o previsto no Código Tributário Nacional (CTN); 9. A decisão é nula, pois não enfrentou o argumento de defesa de que período constante no lançamento já havia sido fiscalizado; 10. A recorrente já foi fiscalizada, de forma total, no período de 1992 a 1999, portanto, não poderia ter sido fiscalizada em mesmo período sem a necessária fundamentação; 11. O prazo para defesa foi exíguo; 12. O direito à prova pericial foi subtraído da recorrente; 13. Como o pagamento em dobro pelo domingo não constitui hipótese de incidência de contribuição previdenciária, não há que se falar em remuneração extra folha, sendo indevido o lançamento de ofício realizado; 14. Não há como conceituar valores oriundos de seguro de vida em grupo e previdência complementar como remuneração, pois a legislação trabalhista expressamente afirma que não o são; 15. O seguro de vida é disponibilizado a todos os segurados a serviço da recorrente; 16. Os veículos são usados para o trabalho e seus custos não podem ser conceituados como salário de contribuição; 17. Os automóveis são de propriedade da empresa e são usados para o trabalho; 18. Os aluguéis foram fornecidos aos gerentes das lojas pelo motivo de deslocamento dos mesmos para outras localidades, portanto, não integram o Salário de Contribuição (SC); 19. Pela CLT a educação não integra a definição de salário; 20. As bolsas educacionais são fornecidas a todos os segurados, não integrando, assim, o SC; 21. As irregularidades cometidas pela fiscalização, como solicitado na defesa, devem ser apuradas; 22. Ante o exposto, a recorrente solicita: a) a nulidade do lançamento, pelos motivos expostos; b) reconhecimento da decadência; c) a instauração de procedimento administrativo, a fim de se apurar as responsabilidades funcionais; d) prazo de 120 dias para apresentação de documentos; e) deferimento de sustentação oral; f) todas as informações sejam prestadas ao advogado citado. Fl. 6DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 12045.000516/200700 Acórdão n.º 230102.287 S2C3T1 Fl. 2.559 7 Posteriormente, a Delegacia emitiu contrarazões, fls. 02406 a 02422, onde, em síntese, mantém a decisão proferida, enviando o processo ao Conselho. A Segunda Turma, da Quarta Câmara, da Segunda Seção do CARF analisou os autos e decidiu converter o julgamento em diligência, a fim de que o Fisco elaborasse Parecer Conclusivo com os seguintes esclarecimentos: 1. Esclarecer qual era a função do outorgante do MPF 03, fls. 0287, e qual o ato de delegação para essa competência, anexando o ato? 2. O programa de previdência complementar é extensivo a todos os segurados e dirigentes a serviço da recorrente? Em que condições? 3. Os automóveis são de propriedade da recorrente ou dos sócios? Os sócios utilizam os automóveis para o trabalho? Há mais provas ou indícios que possam esclarecer a questão? 4. A habitação fornecida pela empresa ao empregado contratado foi para os mesmos trabalharem em localidade que, por força da atividade, exigiu seu deslocamento e estada? 5. Quais são as condições e em que regra está estabelecida a concessão do benefício educacional? 6. Por fim, foram utilizados arbitramentos nos lançamentos efetuados? O Fisco elaborou Parecer, fls. 02458, informando que: 1. A função do outorgante do MPF 3 era de chefe de serviço, citando a portaria ministerial que delegou competência para tanto;’ 2. Não houve informação por parte da empresa, apesar de intimada, sobre a extensão do programa de previdência complementar a todos os segurados; 3. Os veículos não são da recorrente (leasing) são usados de forma preponderante para uso particular; 4. Não houve informação por parte da empresa, apesar de intimada, sobre o pagamento de aluguéis a funcionários; 5. Não houve informação conclusiva se a bolsa educacional é extensiva a todos os segurados. A recorrente apresentou documentos que comprovam Fl. 7DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 12045.000516/200700 Acórdão n.º 230102.287 S2C3T1 Fl. 2.560 8 como o benefício era mantido, mas não comprova a extensão do benefício a todos os segurados; 6. Não houve arbitramento, pois todas as bases de cálculo foram retiradas da contabilidade da recorrente. A recorrente obteve ciência do Parecer Fiscal e apresentou novos argumentos, fls. 02504, onde alega, em síntese, que: 1. A previdência complementar é extensiva a todos os seus segurados; 2. Os veículos utilizados pelos sócios eram para uso exclusivo nas atividades da empresa; 3. A gerência geral das lojas é feita por um único segurado empregado, mas cada loja possui um gerente, por isso, o pagamento de aluguel ocorreu devido à mudança para o trabalho; 4. A bolsa educacional era para aprimoramento das atividades profissionais dos segurados a seu serviço. A recorrente junta aos autos, fls. 02512, requerimento de desistência parcial de seu recurso, referente aos seguintes levantamentos e períodos: 1. ALU 41/5150, de 07/2000 em diante; 2. BOL 41/5150, de 07/2000 em diante; 3. OU2 41/5150. de 07/2000 em diante; 4. PLI 41/5150, de 01/2001 em diante; 5. REF 41/5150, de 12/2000 em diante; 6. SVG 41/5150, de 07/2000 em diante; 7. VEI 41/5150, de 11/2000 em diante. Os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão, fls. 02570. É o Relatório. Fl. 8DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 12045.000516/200700 Acórdão n.º 230102.287 S2C3T1 Fl. 2.561 9 Voto Conselheiro MARCELO OLIVEIRA, Relator Quanto à admissibilidade, conheço parcialmente do recurso, pois, apesar de tempestivo, houve a desistência nas competências e levantamentos citados abaixo: 1. ALU 41/5150, de 07/2000 em diante; 2. BOL 41/5150, de 07/2000 em diante; 3. OU2 41/5150. de 07/2000 em diante; 4. PLI 41/5150, de 01/2001 em diante; 5. REF 41/5150, de 12/2000 em diante; 6. SVG 41/5150, de 07/2000 em diante; 7. VEI 41/5150, de 11/2000 em diante. Assim, para esses levantamentos, nessas competência, não há o conhecimento do recurso, restringindo a análise para as demais competências e levantamentos. DAS QUESTÕES PRELIMINARES Questão preliminar referese a ocorrência, ou não, da decadência. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n º 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212 de 1991, nestas palavras: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Conforme previsto no art. 103A da Constituição Federal, a Súmula de n º 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplicála. Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Fl. 9DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 12045.000516/200700 Acórdão n.º 230102.287 S2C3T1 Fl. 2.562 10 Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n º 8.212, há que serem observadas as regras previstas no Código Tributário Nacional (CTN). A decadência está arrolada como forma de extinção do crédito tributário no inciso V do art. 156 do CTN e decorre da conjugação de dois fatores essenciais: o decurso de certo lapso de tempo e a inércia do titular de um direito. Esses fatores resultarão, para o sujeito que permaneceu inerte, na extinção de seu direito material. Em Direito Tributário, a decadência está disciplinada no art. 173 e no art. 150, § 4º, do CTN (este último diz respeito ao lançamento por O Código Tributário Nacional (CTN), ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, nos casos de lançamentos em que não houve antecipação do pagamento assim estabelece em seu artigo 173: Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. Esse posicionamento possui amparo em decisões do Poder Judiciário. “Ementa: .... II. Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. ....” (STJ. REsp 395059/RS. Rel.: Min. Eliana Calmon. 2ª Turma. Decisão: 19/09/02. DJ de 21/10/02, p. 347.) ... “Ementa: .... Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, a fixação do termo a quo do prazo decadencial para a constituição do crédito deve considerar, em conjunto, os arts. 150, § 4º, e 173, I, do Código Tributário Nacional. Na hipótese em exame, que cuida de lançamento por homologação (contribuição previdenciária) com pagamento antecipado, o prazo decadencial será de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. .... .... Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. ....” (STJ. EREsp 278727/DF. Rel.: Min. Fl. 10DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 12045.000516/200700 Acórdão n.º 230102.287 S2C3T1 Fl. 2.563 11 Franciulli Netto. 1ª Seção. Decisão: 27/08/03. DJ de 28/10/03, p. 184.) Já em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, aplicase o disposto no § 4º, do artigo 150, do CTN, segundo o qual, se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador, Senão vejamos o dispositivo legal que descreve essa assertiva: Art.150 O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. ... § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (grifo nosso) Contudo, para que possamos identificar o dispositivo legal a ser aplicado, seja o art. 173 ou art. 150 do CTN, devemos identificar se ocorreram recolhimentos parciais nas competências atingidas, pois, só assim, poderemos declarar de maneira devida a decadência dos tributos exigidos. No caso em questão o lançamento foi efetuado em 08/2005, data da ciência, e os fatos geradores ocorreram entre as competências 01/1997 a 09/2004. Na análise dos autos, verificamos, fls. 0164 em diante, no anexo “Relatório de Documentos Apresentados (RDA), que há recolhimentos parciais referentes às competências que podem ser influenciadas pelo efeito da decadência. Assim, devemos aplicara a regra expressa no Art. 150 do CTN, pois houve pagamento parcial. Esclarecemos, também que o fato gerador da contribuição previdenciária é a totalidade da remuneração paga ou creditada pelos serviços, independentemente do título que se lhe atribua, tanto em relação ao tomador do serviço (empresa), quanto do segurado contribuinte. Portanto, para a definição da regra decadencial, devemos levar em conta se houve alguma antecipação de pagamento, não por tipo de remuneração (levantamento) pois é a totalidade desses pagamentos que se denomina SaláriodeContribuição (SC), como determina a legislação, que é todo e qualquer pagamento ou crédito feito ao segurado, em decorrência da prestação de serviço, de forma direta ou indireta, em dinheiro ou sob a forma de utilidades, habituais em relação ao segurado empregado. Lei 8.212/1991: Fl. 11DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 12045.000516/200700 Acórdão n.º 230102.287 S2C3T1 Fl. 2.564 12 Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: I para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; Essa assertiva tanto é verdadeira que o recolhimento do tributo devido não é feito de forma segmentada, por levantamento, mas sim de forma total, com todas as contribuições sendo pagas/quitadas/recolhidas de forma única. Portanto, como a ciência do lançamento ocorreu em 08/2005, temos que pela regra decadencial expressa no § 4º, Art. 150 do CTN, o direito de exigência de todas as contribuições apuradas até 07/2000, anteriores a 08/2000, está extinto. Ocorre que a recorrente apresentou pedido de desistência de todas as verbas contidas no período atingido pela decadência, portanto tornase inócua a decisão sobre o prazo decadencial. A recorrente, em outra preliminar, argumenta que a decisão é nula, pois o julgador foi parcial e argumentos expostos foram ignorados, ferindo seu direito à ampla defesa. Analisando o argumento da recorrente, não encontramos, nem foi descrito pelo recurso, quais argumentos foram ignorados. Portanto, como não há matéria a ser analisada, não há razão no argumento. Em outra alegação, a recorrente alega que há exigências no lançamento que são inconstitucionais. Esclarecemos à recorrente que a apreciação de matéria constitucional em tribunal administrativo exacerba sua competência originária, que é a de órgão revisor dos atos praticados pela Administração, bem como invade competência atribuída especificamente ao Poder Judiciário pela Constituição Federal. No Capítulo III, do Título IV, da Constituição Federal, especificamente no que trata do controle da constitucionalidade das normas, observase que o constituinte teve especial cuidado ao definir quem poderia exercer o controle constitucional das normas jurídicas. Decidiu que caberia exclusivamente ao Poder Judiciário exercêla, especialmente ao Supremo Tribunal Federal (STF). Permitir que órgãos colegiados administrativos reconheçam a constitucionalidade de normas jurídicas é infringir o disposto na própria Constituição Federal, padecendo, portanto, a decisão que assim o fizer de vício de constitucionalidade, já que invadiu competência exclusiva de outro Poder. Fl. 12DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 12045.000516/200700 Acórdão n.º 230102.287 S2C3T1 Fl. 2.565 13 O professor Hugo de Brito Machado in “Mandado de Segurança em Matéria Tributária”, Ed. Revista dos Tribunais, páginas 302/303, assim concluiu: “A conclusão mais consentânea com o sistema jurídico brasileiro vigente, portanto, há de ser no sentido de que a autoridade administrativa não pode deixar de aplicar uma lei por considerála inconstitucional, ou mais exatamente, a de que a autoridade administrativa não tem competência para decidir se uma lei é, ou não é inconstitucional.” Ademais, como da decisão administrativa não cabe recurso obrigatório ao Poder Judiciário, em se permitindo a declaração de inconstitucionalidade de lei pelos órgãos administrativos judicantes, as decisões que assim a proferissem não estariam sujeitas ao crivo do Supremo Tribunal Federal que é a quem compete, em grau de definitividade, a guarda da Constituição. Poderseia, nestes casos, ter a absurda hipótese de o tribunal administrativo declarar determinada norma inconstitucional e o Judiciário, em manifestação do seu órgão máximo, pronunciarse em sentido inverso. Por essa razão é que através de seu Regimento Interno e Súmula o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) se autoimpôs regra nesse sentido: Portaria MF n° 256, de 22/06/2009 (Aprova o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) e dá outras providências): Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. Súmula 02 do CARF: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Portanto, não há razão no argumento. Fl. 13DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 12045.000516/200700 Acórdão n.º 230102.287 S2C3T1 Fl. 2.566 14 Quanto aos MPF, devemos verificar sua emissão e prorrogação. Nesse sentido, temos: MPF EMISSÃO TÉRMINO FLS. F 04/04/2005 04/06/2005 283 1 03/05/2005 04/07/2005 284 2 28/06/2005 25/07/2005 285 3 20/07/2005 15/08/2005 287 Pela simples verificação das datas acima, facilmente verificamos que não houve nenhuma descontinuidade entre as datas de vencimento dos MPF e suas prorrogação. Verificamos, também, que a ciência do sujeito passivo (01/08/2005) ocorreu dentro do prazo de vigência do último MPF expedido (15/08/2005). Portanto, não há razão nos argumentos da recorrente sobre esses dois pontos. Quanto à dúvida sobre a competência dos servidores que expediram os MPF, temos que os MPF F, 1, 2, foram expedidos pelo mesmo servidor, que era Chefe do Serviço de Fiscalização. A legislação determinava quem poderia expedir o MPF. Decreto 3.969/2001: Art. 6o O Mandado de Procedimento Fiscal será emitido pelas seguintes autoridades do Instituto Nacional do Seguro Social, permitida a delegação: I Diretor de Arrecadação; II CoordenadorGeral de Fiscalização; e III Titular da área de fiscalização das Gerências Executivas. Esclarecendo que o titular da área de fiscalização é o Chefe do Serviço de Fiscalização e que, Quanto ao MPF 3, seu outorgante também era chefe do Serviço de Fiscalização, conforme consta em documento (DOU), anexo, fls.02461. Portanto, não há razão no argumento sobre a competência dos servidores autorizadores dos MPF. Quanto à assinatura digital constante do MPF 3, corretamente informa o próprio recurso da recorrente que a previsão para a assinatura digital consta em Instrução Normativa. Não encontramos razão na alegação de nulidade da ação fiscal pela assinatura digital do MPF. Fl. 14DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 12045.000516/200700 Acórdão n.º 230102.287 S2C3T1 Fl. 2.567 15 Cabe esclarecer que os caso de nulidade estão previstos na legislação. Decreto 70.235/1972: Art. 59. São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. A questão da competência já foi analisada acima e quanto à questão do cerceamento do direito de defesa não há preterição a esse direito com a assinatura digital do MPF. Portanto, como o MPF foi outorgado por servidor competente para tanto,como havia a previsão na legislação da possibilidade de assinatura digital e como esta não pretere o direito de defesa do contribuinte, não há razão na alegação da recorrente sobre nulidade da ação fiscal por esse motivo. Quanto à alegação da recorrente de que a fiscalização também é nula por ter extrapolado as determinações presentes no MPF, informamos que essa, também, não pode prosperar. Verificando os autos e as contribuições dispostas no MPF chegamos à conclusão que a ação fiscal lançou as contribuições determinadas no MPF. Portanto, não há razão no argumento. Quanto à alegação da recorrente de que período constante do lançamento (1992 a 1999) já havia sido fiscalizado, informamos à recorrente que com a decisão sobre a decadência todas as contribuições apuradas em competências anteriores a 08/2000 devem ser excluídas. Assim, como as contribuições questionadas nas competências citadas já foram excluídas, não há como analisar a questão, não havendo razão no argumento da recorrente. Em outra preliminar a recorrente alega que o prazo de defesa concedido impossibilita o exercício do direito de defesa. Esclarecemos à recorrente que o prazo para defesa consta da legislação e a Administração Pública deve seguir a determinação. Decreto 3.048/1999: Art.243. Constatada a falta de recolhimento de qualquer contribuição ou outra importância devida nos termos deste Regulamento, a fiscalização lavrará, de imediato, notificação fiscal de lançamento com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos competentes. Fl. 15DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 12045.000516/200700 Acórdão n.º 230102.287 S2C3T1 Fl. 2.568 16 ... §2º Recebida a notificação, a empresa, o empregador doméstico ou o segurado terão o prazo de quinze dias para efetuar o pagamento ou apresentar defesa. Ressaltese, também, que o lançamento utilizou documentos da recorrente, de conhecimento da recorrente, que pôde contestar os argumentos elaborados pelo Fisco. Não há como alegar preterição ao direito de defesa se o Fisco seguiu o determinado pela legislação. Portanto, não há razão no argumento. Em outro argumento, a recorrente afirma que o direito à prova pericial foi subtraído da recorrente. Esclarecemos à recorrente que a autoridade julgadora pode deferir, ou não, a realização de perícia, conforme seu entendimento. Decreto 70.235/1972: Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observando o disposto no art. 28, in fine. Na análise da decisão de primeira instância verificamos que houve a análise da necessidade da realização da perícia, não havendo motivo, portanto, para a dfecretação da nulidade por esse motivo. A respeito do pedido de perícia da impugnante cabe a autoridade julgadora determinála quando a entender necessária, conforme abaixo disposto: PORTARIA MPS Nº 520, DE 19 DE MAIO DE 2004 – DOU DE 31/05/2004 (*)CAPÍTULO IV Da Diligência e Perícia Art. 11. A autoridade julgadora determinará de ofício ou a requerimento do interessado, a realização de diligência ou perícia, quando as entender necessárias, indeferindo, mediante despacho fundamentado ou na respectiva DecisãoNotificação, aquelas que considerar prescindíveis, protelatórias ou impraticáveis. § 1º Considerarseá não formulado(gn) o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV do art. 9º(gn). ... Art. 9º A impugnação mencionará: Fl. 16DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 12045.000516/200700 Acórdão n.º 230102.287 S2C3T1 Fl. 2.569 17 (...) IV as diligências ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação de quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional de seu perito. (g.n.) 28.2. Diante do exposto, não basta o interessado simplesmente protestar por perícia, sendo necessário demonstrar por que se pede tal verificação. A solicitação de perícia deverá conter os motivos que a justificam e os quesitos referentes aos exames desejados, bem assim, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito. O pedido de perícia formulado sem esses requisitos considerarseá não formulado. 28.3. Verificase, pois, que a perícia não constitui direito subjetivo do autuado, cabendo ao julgador recusála se entendê la desnecessária, o que não caracterizará cerceamento do direito de defesa. Sobre a perícia: EMENTA: CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Inocorrência da hipótese. Não deferido o pedido de perícia quando o contribuinte invoca produção de provas que eram de seu conhecimento e podiam ser por ele comodamente trazidas aos autos, transferindo seu ônus processual à autoridade julgadora. (Acórdão n.º 20209.728, do Conselho de Contribuintes, DOU de 07/07/98) 28.4. Portanto, com relação ao pedido de perícia realizado pelo contribuinte, o que se verifica é que não foram trazidas aos autos nenhuma razão subsistente ou ao menos foi juntado aos autos documentação que a justificasse, além de não ter sido feita nos parâmetros determinados pela Portaria do MPS nº 520 de 19/05/2004, razão pela qual, há que se indeferir referido pedido de Perícia. Assim, não há razão no argumento da recorrente. Por fim, a Decisão proferida encontrase revestida das formalidades legais, tendo sido lavrada de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam o assunto, não havendo o que se alegar quanto a nulidades. DO MÉRITO: Quanto ao mérito, devido ao pedido da recorrente que desistiu do recurso sobre vários levantamentos, nas competências citadas – conjugado com a decisão sobre a decadência, verificamos que só há para nossa análise a questão da integração, ou não, ao Salário de Contribuição das verbas pagas a título de pagamento em dobro pelo trabalho no domingo. Esclarecemos à recorrente que sobre essa verba há a incidência do tributo federal previdenciário, devido ao seu pagamento estar em sintonia com o conceito de salário de Fl. 17DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 12045.000516/200700 Acórdão n.º 230102.287 S2C3T1 Fl. 2.570 18 contribuição, não se confundir com ressarcimento ou indenização e não existir previsão de isenção sobre esse pagamento. Lei 8.212/1991: Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: I para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; O pagamento de serviços prestados no domingo ocorre, diretamente, pela prestação de serviços. Assim sendo, esses pagamentos devem integrar o SC, não havendo razão no argumento da recorrente. Finalmente, pela análise dos autos, chegamos à conclusão de que o lançamento e a decisão foram lavrados na estrita observância das determinações legais vigentes, sendo que tiveram por base o que determina a Legislação. CONCLUSÃO: Em razão do exposto, Voto em conhecer parcialmente do recurso, devido à pedido de desistência protocolado pela recorrente, e, na parte conhecida, voto em negar provimento ao recurso, nos termos do voto. MARCELO OLIVEIRA Fl. 18DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 12045.000516/200700 Acórdão n.º 230102.287 S2C3T1 Fl. 2.571 19 Declaração de Voto Conselheiro Damião Cordeiro de Moraes, 1. Conforme relatado na Sessão desta Turma do CARF, o recorrente se insurge contra o lançamento efetuado pela fiscalização previdenciária, mantido pela autoridade julgadora de primeira instância. Após o regular processamento do recurso voluntário, houve a desistência parcial (f. 2512), restando para análise a incidência da contribuição previdenciária sobre o valor pago em razão do descanso semanal remunerado. 2. O Conselheiro Marcelo Oliveira consignou em seu voto a incidência do tributo, sob os seguintes argumentos: “Esclarecemos á recorrente que sobre essa verba há a incidência do tributo federal previdenciário, devido ao seu pagamento estar em sintonia com o conceito de salário de contribuição, não se confundir com ressarcimento ou indenização e não existir previsão de isenção sobre esse pagamento. Lei 8.212/1991: Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: I para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; Fl. 19DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 12045.000516/200700 Acórdão n.º 230102.287 S2C3T1 Fl. 2.572 20 O pagamento de serviços prestados no domingo ocorre, diretamente, pela prestação de serviços. Assim sendo, esses pagamentos devem integrar o SC, não havendo razão no argumento da recorrente.”. 3. O Descanso Semanal Remunerado é “o direito do empregado a repousar um dia da semana, sem prejuízo da remuneração devida pelo empregador, nas condições que a lei estabelecer”. (José Augusto Rodrigues Pinto. Suspensão Negociada do Contrato Individual de Emprego. Suplemento Trabalhista LTr n.º 039/99: São Paulo, 1999. Ano 35. p. 195). 4. Tem natureza jurídica de suspensão parcial (ou interrupção) do contrato de trabalho. É o período em que o empregado deixa de prestar serviços uma vez por semana ao empregador, de preferência aos domingos, mas percebendo remuneração. Esse período é de 24 horas consecutivas (art. 1º da Lei 605/49). 5. Fica clara, portanto, a natureza salarial da remuneração paga em razão do descanso semanal. Interessa ao Estado que o empregado goze efetivamente do descanso, daí a natureza tutelar do instituto, de ordem pública, para que o operário possa recuperar suas energias gastas durante a semana. 6. Assim, concluise que a rubrica tem natureza salarial, não incidindo, dessa forma, a norma isentiva, razão pela qual considero devida a exação. 7. Ante ao exposto, acompanho do voto do Relator. (assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes – Conselheiro Fl. 20DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES
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Numero do processo: 13974.000180/2004-04
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Mar 06 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed May 22 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2000
RECURSO ESPECIAL. REQUISITO. DIVERGÊNCIA.
Para a admissibilidade de recurso especial é obrigatória a existência e apresentação pelo recorrente da devida divergência.
No presente caso, não há divergência a ser analisada.
Numero da decisão: 9202-002.574
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso.
(assinado digitalmente)
HENRIQUE PINHEIRO TORRES
Presidente
(assinado digitalmente)
Marcelo Oliveira
Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Gonçalo Bonet Allage (Vice-Presidente em exercício), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Marcelo Freitas de Souza Costa (suplente convocado), Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: MARCELO OLIVEIRA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso. (assinado digitalmente) HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Gonçalo Bonet Allage (Vice-Presidente em exercício), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Marcelo Freitas de Souza Costa (suplente convocado), Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
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REQUISITO. DIVERGÊNCIA. Para a admissibilidade de recurso especial é obrigatória a existência e apresentação pelo recorrente da devida divergência. No presente caso, não há divergência a ser analisada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso. (assinado digitalmente) HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 97 4. 00 01 80 /2 00 4- 04 Fl. 110DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 2 (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Gonçalo Bonet Allage (VicePresidente em exercício), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Marcelo Freitas de Souza Costa (suplente convocado), Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 111DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 13974.000180/200404 Acórdão n.º 9202002.574 CSRFT2 Fl. 78 3 Relatório Tratase de Recurso Especial por divergência, fls. 063, interposto pela nobre Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) contra acórdão, fls. 0052, que decidiu dar provimento ao recurso voluntário do sujeito passivo. O acórdão em questão possui a seguinte decisão: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2000 INDENIZAÇÃO PELO USO DE VEÍCULO PRÓPRIO NO EXERCÍCIO DE CARGO PÚBLICO ("AUXÍLIOCONDUÇÃO" "AUXÍLIO COMBUSTÍVEL"). VERBA DE CARÁTER INDENIZATÓRIO. NÃO INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA. A teor do acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, no Recurso Especial n° 1.096.288 RS, sujeito ao regime do art. 543C do Código de Processo Civil, a verba paga com o objetivo de repor os valores despendidos com a utilização de veiculo próprio no exercício da função pública tem caráter indenizatório e não constitui fato gerador do imposto de renda. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Declarouse impedida no julgamento a Conselheira Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga. Para esclarecimento, o litígio trata da incidência, ou não, do IRPF sobre a verba recebida a título de utilização de veículo próprio no exercício de cargo público. Em seu recurso especial a Procuradoria alega, em síntese, que: 1. O acórdão recorrido possui decisão que diverge da prolatada nos acórdãos 10421443 e 104.21234; 2. A discussão consiste em saber se as verbas percebidas pelo contribuinte a titulo de "auxilio transporte" possuem, ou não, natureza indenizatória, a fim de se perquirir se as mesmas estão no âmbito de incidência do IR; 3. De acordo com o art. 43 do CTN, o Imposto de Renda possui como fato gerador a aquisição da Fl. 112DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 4 disponibilidade econômica ou jurídica da renda, cujo conceito prendese à noção de acréscimo patrimonial; 4. Assim, incide IR sobre os valores que integram positivamente o patrimônio do individuo, caracterizandose como riqueza nova; 5. Ora, conforme se extrai da legislação estadual que disciplina o pagamento aos determinados servidores do Estado de Santa Catarina, da verba referente ao auxilio transporte, vêse que esse pagamento é realizado a todos os servidores referidos nos dispositivos acima transcritos, independentemente da comprovação de que fazem uso de seus veículos para a realização de atividades fora de suas repartições; 6. Assim, todos esses servidores do Estado de Santa Catarina recebem o valor máximo da verba referente ao auxilio transporte, ainda que alguns deles não realizem trabalhos externos com veículos próprios; 7. Ressaltese ainda que não há que se falar em aplicação do art. 62A do RICARF, urna vez que, em pesquisa ao sitio eletrônico do Superior Tribunal de Justiça, constatase que o acórdão proferido no Recurso Especial nº 1.096.288/RS a que se refere a decisão recorrida, além de tratar de caso distinto, servidor do Estado do Rio Grande do Sul, ainda não transitou em julgado, (vide: http://www.stj.jus.br/webstj/Processo/Justica/detalhe.as p?numreg=200802204160); 8. Assim, diante da natureza remuneratória das verbas pagas ao contribuinte a titulo de auxilio combustível, não há como deixar de considerálas incluídas no campo de incidência do Imposto de Renda, nos exatos termos previstos no art. 43 do CTN; 9. Ante o exposto, requer a PGFN que seja conhecido e provido o presente recurso especial. Por despacho, fls. 067, deuse seguimento t ao recurso especial. O sujeito passivo, apesar de devidamente intimado, não apresentou suas contra razões. Os autos retornaram ao Conselho, para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 113DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 13974.000180/200404 Acórdão n.º 9202002.574 CSRFT2 Fl. 79 5 Voto Conselheiro Marcelo Oliveira, Relator Quanto à admissibilidade, há questão a ser analisada. A questão em litígio referese à conceituação da verba recebida por servidor público, a título de indenização de transporte, recebidos como "Aux. Combustível — 50%, por auditor fiscal da Estado de Santa Catarina. Para a recorrente deve incidir IRPF sobre essa verba, pois não se trata de indenização, já que é paga, indistintamente, a todos os servidores. Após análise, verificamos que na decisão prolatada pelo acórdão recorrido não há essa análise, pois a mesma possui como fundamento a determinação contida no Art 62 A do Regimento Interno do CARF (RICARF). Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Na decisão contida no acórdão recorrido não há análise de mérito, há a simples aplicação do dispositivo acima. A nobre PGFN afirma em seu recurso que não há que se falar em aplicação do art. 62A do RICARF, urna vez que, em pesquisa ao sitio eletrônico do Superior Tribunal de Justiça, constatase que o acórdão proferido no Recurso Especial nº 1.096.288/RS a que se refere a decisão recorrida, além de tratar de caso distinto, servidor do Estado do Rio Grande do Sul, ainda não transitou em julgado, Mas, em nosso entender, se esse fosse o caso, a PGFN deveria ter entrado com embargos de declaração, a fim de sanar a contradição/obscuridade constante do acórdão (aplicação do Art. 62A em matéria não vinculada a sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C do Código de Processo Civil). Com a ausência de embargos e com a decisão contida no acórdão recorrido em confronto com os paradigmas apresentados, não há divergência a ser analisada. Fl. 114DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 6 CONCLUSÃO: Em razão do exposto, voto em NÃO CONHECER do presente recurso, nos termos do voto. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Fl. 115DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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