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Numero do processo: 14485.000264/2007-57
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Mar 15 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 30/07/2007
PREVIDENCIÁRIO. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DESATENDIMENTO À SOLICITAÇÃO DO FISCO PARA DISPONIBILIZAR INFORMAÇÕES CADASTRAIS, FINANCEIRAS E CONTÁBEIS E/OU A PRESTAR ESCLARECIMENTOS. INFRAÇÃO À LEGISLAÇÃO.
Deixar de prestar ao fisco todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis relacionadas à auditoria fiscal, bem como se recusar a fornecer os esclarecimentos necessários ao bom desenvolvimento dos trabalhos de fiscalização, caracteriza infração à legislação por descumprimento de obrigação acessória.
INFRAÇÃO. APURAÇÃO DE PERÍODO DECADENTE E NÃO DECADENTE. PENALIDADE FIXA NÃO VINCULADA AO NÚMERO DE INFRAÇÕES.
Para as autuações em que não há alteração do valor da penalidade em função do número de infrações verificadas, o fato de haver ocorrências em períodos alcançados pela decadência não torna o lançamento improcedente, desde que
haja infração detectada em período em que o fisco ainda poderia aplicar a
multa.
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 30/07/2007
CITAÇÃO DA CONDUTA INFRACIONAL, DO DISPOSITIVO LEGAL
INFRINGIDO E DA CAPITULAÇÃO LEGAL DA MULTA APLICADA.
FALTA DE MOTIVAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO.
INOCORRÊNCIA.
Não se detecta afronta ao Princípio da Motivação na confecção de Auto de
Infração, quando o fisco narra com precisão a conduta infracional, o
dispositivo infringido e a capitulação legal da multa aplicada.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2401-001.716
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos: I) rejeitar as preliminares suscitadas; e II) no mérito, negar provimento ao recurso.
Matéria: Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
Nome do relator: KLEBER FERREIRA DE ARAUJO
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ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 30/07/2007 PREVIDENCIÁRIO. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DESATENDIMENTO À SOLICITAÇÃO DO FISCO PARA DISPONIBILIZAR INFORMAÇÕES CADASTRAIS, FINANCEIRAS E CONTÁBEIS E/OU A PRESTAR ESCLARECIMENTOS. INFRAÇÃO À LEGISLAÇÃO. Deixar de prestar ao fisco todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis relacionadas à auditoria fiscal, bem como se recusar a fornecer os esclarecimentos necessários ao bom desenvolvimento dos trabalhos de fiscalização, caracteriza infração à legislação por descumprimento de obrigação acessória. INFRAÇÃO. APURAÇÃO DE PERÍODO DECADENTE E NÃO DECADENTE. PENALIDADE FIXA NÃO VINCULADA AO NÚMERO DE INFRAÇÕES. Para as autuações em que não há alteração do valor da penalidade em função do número de infrações verificadas, o fato de haver ocorrências em períodos alcançados pela decadência não torna o lançamento improcedente, desde que haja infração detectada em período em que o fisco ainda poderia aplicar a multa. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 30/07/2007 CITAÇÃO DA CONDUTA INFRACIONAL, DO DISPOSITIVO LEGAL INFRINGIDO E DA CAPITULAÇÃO LEGAL DA MULTA APLICADA. FALTA DE MOTIVAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO. INOCORRÊNCIA. Não se detecta afronta ao Princípio da Motivação na confecção de Auto de Infração, quando o fisco narra com precisão a conduta infracional, o dispositivo infringido e a capitulação legal da multa aplicada. Recurso Voluntário Negado.
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OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DESATENDIMENTO À SOLICITAÇÃO DO FISCO PARA DISPONIBILIZAR INFORMAÇÕES CADASTRAIS, FINANCEIRAS E CONTÁBEIS E/OU A PRESTAR ESCLARECIMENTOS. INFRAÇÃO À LEGISLAÇÃO. Deixar de prestar ao fisco todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis relacionadas à auditoria fiscal, bem como se recusar a fornecer os esclarecimentos necessários ao bom desenvolvimento dos trabalhos de fiscalização, caracteriza infração à legislação por descumprimento de obrigação acessória. INFRAÇÃO. APURAÇÃO DE PERÍODO DECADENTE E NÃO DECADENTE. PENALIDADE FIXA NÃO VINCULADA AO NÚMERO DE INFRAÇÕES. Para as autuações em que não há alteração do valor da penalidade em função do número de infrações verificadas, o fato de haver ocorrências em períodos alcançados pela decadência não torna o lançamento improcedente, desde que haja infração detectada em período em que o fisco ainda poderia aplicar a multa. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 30/07/2007 CITAÇÃO DA CONDUTA INFRACIONAL, DO DISPOSITIVO LEGAL INFRINGIDO E DA CAPITULAÇÃO LEGAL DA MULTA APLICADA. FALTA DE MOTIVAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO. INOCORRÊNCIA. Não se detecta afronta ao Princípio da Motivação na confecção de Auto de Infração, quando o fisco narra com precisão a conduta infracional, o dispositivo infringido e a capitulação legal da multa aplicada. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 01/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/03/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 24/03/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 29/03/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE 2 Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos: I) rejeitar as preliminares suscitadas; e II) no mérito, negar provimento ao recurso. Elias Sampaio Freire Presidente Kleber Ferreira de Araújo Relator Participaram do presente julgamento o(a)s Conselheiro(a)s Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Cleuza Vieira de Souza, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 01/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/03/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 24/03/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 29/03/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE Processo nº 14485.000264/200757 Acórdão n.º 240101.716 S2C4T1 Fl. 151 3 Relatório Tratase de recurso voluntário, fls. 109/120, interposto pela empresa acima identificada contra decisão da DRJ São Paulo I, fls. 95/105, que declarou procedente o Auto de Infração n. 37.111.7178, posteriormente cadastrado sob o número de processo constante no cabeçalho. A lavratura em questão diz respeito a aplicação de multa por descumprimento de obrigação acessória que, nos termos do Relatório Fiscal da Infração, fl. 62, decorreu da conduta da empresa de deixar de prestar à SRP todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse da mesma, na forma por ela estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização. De acordo com o citado relatório: O contribuinte foi autuado pelos seguintes motivos: 1 Apresentação deficiente de planilha referente a Bolsas de Estudo concedidas pela empresa a funcionários e seus dependentes. Foi solicitado a empresa que efetuasse relação onde constasse os valores pagos a titulo de bolsa de estudos a dependentes de empregados, contendo nome do empregado, PIS, nome do dependente, estabelecimento da prestação de serviço do empregado, valor do pagamento a titulo de bolsa de estudo por competência, valor do saláriodecontribuição do empregado e valor da contribuição do INSS retida. As bolsas de estudo foram contabilizadas pela empresa nas contas contábeis 41108202, 59111020 e 59113020, todas intituladas "Bolsas Especiais" que englobam valores de diversas bolsas concedidas pela empresa. A empresa efetuou relação, na qual consta: nome do empregado, PIS, nome do dependente,estabelecimento da prestação de serviço do empregado, valor do pagamento de bolsa de estudo por mês em cada ano, valor este que se repete mensalmente. Não informou, porém, o valor do saláriodecontribuição do empregado, por competência e o valor da contribuição do INSS retida. Além disso, na confecção da planilha, em alguns casos, não conseguiu atrelar dados dos alunos aos dados de empregados e do estabelecimento de prestação de serviço dos mesmos. 2 Não apresentação de planilhas referentes a valores pagos pela empresa a seus funcionários a título de Vale Transporte, Indenização por tempo de Serviço e Abono Especial. No caso das verbas acima elencadas, foram solicitadas à empresa planilhas contendo, para cada verba paga, o nome do funcionário, PIS, estabelecimento da prestação de serviço, competência, valor do pagamento a este título, valor do salário Fl. 3DF CARF MF Emitido em 01/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/03/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 24/03/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 29/03/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE 4 decontribuição por empregado e por competência e o valor da contribuição do INSS retida de cada empregado. Para o Vale transporte os dados solicitados se referem aos períodos de 07/99 a 08/2000 e 05/2004 a 05/2005. No caso da Indenização por tempo de Serviço e Abono Especial o período é de 01/97 a 02/2006. Observação: As 8 planilhas deste item foram solicitadas porque o contribuinte apresentou os Arquivos Manad com erros e inconsistências, conforme descrito no próximo item. 3 Apresentação deficiente das informações de folhas de pagamento e contabilidade em meio digital com leiaute previsto no manual Normativo de arquivo Digital da SRP em vigor a época de ocorrência dos fatos geradores, devidamente validados através do uso do Sistema da Validação e Autenticação de arquivos digitais SVA (versão 2007.06.04). Tendo em vista que os Arquivos Manad de folha de pagamento apresentados em 04/07/07, validados no SVA, contém diversos erros, conforme Relatórios de Mensagens de Validação, e os arquivos referentes à contabilidade apresentam inconsistências, solicitamos, em 06/07/2007, a apresentação de novos arquivos com os erros e inconsistências corrigidos, no entanto a empresa não os apresentou. Em seu recurso, a empresa alegou em síntese que: a) inexiste no Relatório Fiscal dispositivo que preveja o fato gerador da multa presente no AI, o que representa afronta ao Princípio da Motivação; b) os documentos requisitados referemse ao período de 1999 a 06/2002, o qual já fora alcançado pela decadência; c) para que esta reincidência fosse caracterizada efetivamente pela fiscalização, o Auditor Fiscal deveria juntar aos autos cópia do AI n.° 32.373.5376, de 18/12/1997; Por fim, pede a reforma da decisão da DRJ, com consequente cancelamento do AI. Voto Conselheiro Kleber Ferreira de Araújo, Relator O recurso merece conhecimento, posto que preenche os requisitos de tempestividade e legitimidade. A ausência de motivação do lançamento por falta de citação do dispositivo legal prevendo o fato gerador da multa é tese que não merece ser acatada. A citação da norma infringida na folha do rosto do AI, fl. 01, não deixa dúvida que o sujeito passivo desatendeu aos comandos insertos no art 32., III, combinado com o art. 225, III, do Regulamento da Fl. 4DF CARF MF Emitido em 01/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/03/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 24/03/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 29/03/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE Processo nº 14485.000264/200757 Acórdão n.º 240101.716 S2C4T1 Fl. 152 5 Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048/1999. Sendo que a falta relativa aos dados eletrônicos violou o art. 32, III, da Lei n. 8.212/1991 e o art, 8. da Lei n. 10.666/2003 combinados com o art. 225, III e § 22 do RPS. RPS Assim, não encontro fundamento nessa preliminar. Quanto à documentação e arquivos digitais solicitados corresponder a período alcançado pela decadência, também é alegação que não devo acolher. Vejo que realmente há documentos relativos a fatos geradores ocorridos a mais de cinco anos, todavia, a solicitação dos dados não apresentados de forma satisfatória diz respeito a amplo período que vai de 1997 a 2006. Considerando que a ciência da lavratura deuse em 31/07/2007, para os documentos relativos aos exercícios de 2003 a 2006 não há o que se falar em transcurso prazo decadencial de cinco anos previsto no CTN, o que faz cair por terra o argumento recursal, haja vista que para esse tipo de autuação a multa é fixa para cada ação fiscal, não se alterando com a quantidade de ocorrências verificadas, bastando apenas um documento sonegado para que se justifique a aplicação da penalidade. No presente AI não houve agravamento da penalidade em razão de reincidência, nesse sentido o argumento levantado contra a aplicação do instituto da reincidência não tem relação de pertinência com o presente lançamento. Diante do exposto, voto por afastar as preliminares suscitadas e, no mérito, pelo desprovimento do recurso. Kleber Ferreira De Araújo Fl. 5DF CARF MF Emitido em 01/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/03/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 24/03/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 29/03/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE
score : 1.0
Numero do processo: 10120.002201/2006-32
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 29 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jun 29 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ
Ano calendário: 2002, 2003
PIS. COFINS. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE INCOMPETÊNCIA DO CARF. SÚMULA 2. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, órgão integrante da estrutura administrativa da União, não é competente para enfrentar argüições acerca de inconstitucionalidade de lei tributária.
JUROS DE MORA COM BASE NA TAXA SELIC. SUMULA 4. A partir
de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 1402-000.599
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o
presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF- omissão receitas - demais presunções legais
Nome do relator: CARLOS PELA
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ Ano calendário: 2002, 2003 PIS. COFINS. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE INCOMPETÊNCIA DO CARF. SÚMULA 2. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, órgão integrante da estrutura administrativa da União, não é competente para enfrentar argüições acerca de inconstitucionalidade de lei tributária. JUROS DE MORA COM BASE NA TAXA SELIC. SUMULA 4. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Recurso Voluntário Negado.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ Anocalendário: 2002, 2003 PIS. COFINS. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE INCOMPETÊNCIA DO CARF. SÚMULA 2. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, órgão integrante da estrutura administrativa da União, não é competente para enfrentar argüições acerca de inconstitucionalidade de lei tributária. JUROS DE MORA COM BASE NA TAXA SELIC. SUMULA 4. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) Albertina Silva Santos de Lima Presidente (assinado digitalmente) Carlos Pelá Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Albertina Silva Santos de Lima. Fl. 721DF CARF MF Emitido em 20/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/10/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/ 11/2011 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 20/11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 10120.002201/200632 Acórdão n.º 140200.599 S1C4T2 Fl. 2 2 Relatório MULTIMASSAS & FRIOS LTDA, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF), recorre a este Conselho contra a decisão de primeira instância administrativa. Tratase de auto de infração de IRPJ, CSLL, COFINS, PIS, e Multa exigida isoladamente sobre o IRPJ e CSLL , anoscalendário 2002 e 2003 (fls.498/552). Por razões de economia processual, adoto parte do relatório da DRJ/BSA no que esclarece sobre as supostas transgressões à legislação tributária e as alegações do contribuinte em sua peça impugnatória: a) no anocalendário de 2002, em que apresentou DIPJ optando pela tributação com base no lucro real anual, não houve informação dos débitos fiscais em DCTF nem qualquer recolhimento, o que provocou o lançamento de oficio do IRPJ e da CSLL apurados em 31/12/2002 com base na escrituração contábil da empresa, assim como da Cofins e da contribuição para o PIS sobre as receitas auferidas mensalmente; b) no anocalendário de 2003, a empresa não apresentou DIPJ, não informou débitos fiscais em DCTF e também não efetuou qualquer recolhimento, o que motivou o lançamento de oficio do IRPJ e da CSLL com base na regra geral do lucro real . trimestral, apurado com base na escrituração contábil da empresa, assim como da Cofins e da contribuição para o PIS sobre as receitas auferidas mensalmente; e c) no anocalendário de 2002, em que apresentou DIPJ optando pela tributação com base no lucro real anual, a empresa não efetuou os recolhimentos mensais obrigatórios de IRPJ e CSLL por estimativa, o que motivou o lançamento de oficio da multa exigida isoladamente sobre os valores não recolhidos. Cientificada pessoalmente das exigências em 04/04/2006 (fl. 498 e outras), em 02/05/2006 a autuada postou a petição impugnativa às fls. 572/586, contestando o procedimento fiscal com os argumentos a seguir sumariados: a) invocando os princípios constitucionais da igualdade e da equidade, especificamente em relação à contribuição para o PIS e à Cofins, a interessada pugna pelo tratamento tributário que afirma ser dispensado pela legislação às operações de câmbio, às instituições financeiros e às revendedoras de veículos usados, argumentando que é injustificável o tratamento desigual adotado Fl. 722DF CARF MF Emitido em 20/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/10/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/ 11/2011 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 20/11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 10120.002201/200632 Acórdão n.º 140200.599 S1C4T2 Fl. 3 3 em relação a outros contribuintes que igualmente se dedicam à mercancia; e b) a aplicação da taxa Selic para cobrança de juros de mora no âmbito tributário é inconstitucional e ilegal. A DRJ/BSA por meio do Acórdão de n° 0319.497 (fls.595/599), julgou o lançamento procedente e considerou como matérias não impugnadas, devendo ser sujeitas a imediata cobrança em autos apartados, o IRPJ e a CSLL, com as respectivas multas de ofício, bem como, as multa exigidas isoladamente aplicadas sobre estes tributos. Ressalvou que dos valores a serem cobrados deveriam ser excluídos os juros contestados expressamente pelo contribuinte. Em função do exposto, os tributos retrocitados foram transferidos para o processo administrativo nº 10120.002899/200777, para o prosseguimento da cobrança (fls.639/642), permanecendo neste processo para serem apreciados o PIS, a COFINS,. A recorrente apresenta recurso voluntário (fls.689/703), repisando os argumentos de sua peça impugnatória. É o Relatório. Fl. 723DF CARF MF Emitido em 20/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/10/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/ 11/2011 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 20/11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 10120.002201/200632 Acórdão n.º 140200.599 S1C4T2 Fl. 4 4 Voto Conselheiro Carlos Pelá, Relator O recurso atende a todos os pressupostos de admissibilidade. Deve, pois, ser conhecido. De plano, cumpre destacar que o recurso voluntário, assim como a impugnação interposta pelo contribuinte é parcial, haja vista não apresentar qualquer contestação expressa às exigências que envolvem os lançamentos de oficio do IRPJ e da CSLL não declarados, com a respectiva multa de ofício, bem assim como igualmente silencia quanto à aplicação da multa exigida isoladamente sobre a falta de recolhimento das estimativas. Assim, a omissão de um item no recurso voluntário e na impugnação do contribuinte, por si só caracteriza a concordância do sujeito passivo relativo à parte não contestada, ensejando a aplicação do art. 17 do Decreto nº 70.235/1972, que rege o Processo Administrativo Fiscal. Existindo nos autos matéria não recorridas, tornase definitiva a decisão de primeira instância em relação àquela parte. Portanto, correto o procedimento adotado que providenciou a formação dos autos apartados para a imediata cobrança da parte não contestada. Passo a analisar as matérias recorridas. Pleiteia a recorrente, em apertada síntese, que, quanto à contribuição para o PIS e à COFINS, seja estendido à recorrente o tratamento tributário previsto para as instituições financeiras e revendedoras de veículos usados. Como bem afirmado pela decisão a quo, inexiste previsão legal para adoção de tal critério, até mesmo porque o ramo de negócio explorado pela empresa (panificação e mercearia), em nada se assemelha àquelas atividades. Além disso, no que tange ao argumento de que o tratamento diferenciado estabelecido pela legislação de PIS e COFINS contraria princípios constitucionais, como a igualdade e a eqüidade, descabe tal análise pelo julgador administrativo. Súmula CARF Nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre inconstitucionalidade de lei tributária. Especialmente no que toca à alegação de que é ilegal a utilização da taxa SELIC, vale afirmar que sobre esse tema, aplicase a Súmula nº 4 do CARF: Súmula CARF Nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no Fl. 724DF CARF MF Emitido em 20/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/10/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/ 11/2011 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 20/11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 10120.002201/200632 Acórdão n.º 140200.599 S1C4T2 Fl. 5 5 período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Portanto, cumpre manter a decisão recorrida por seus próprios fundamentos. Diante do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Carlos Pelá Fl. 725DF CARF MF Emitido em 20/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/10/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 15/ 11/2011 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 20/11/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 10245.000524/2006-85
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Exercício: 2003
RECURSO VOLUNTÁRIO INTEMPESTIVO.
Não se conhece de recurso voluntário apresentado após o prazo de 30 dias, previsto no art. 33 do Decreto n.º 70.235, de 6 de março de 1972 e alterações.
A justificativa do atraso devido à mudança de cidade, e à dificuldade na obtenção de documentos junto à Justiça Trabalhista não permite a dilação do prazo.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2101-001.123
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: Jose Evande Carvalho Araújo
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Não se conhece de recurso voluntário apresentado após o prazo de 30 dias, previsto no art. 33 do Decreto n.º 70.235, de 6 de março de 1972 e alterações. A justificativa do atraso devido à mudança de cidade, e à dificuldade na obtenção de documentos junto à Justiça Trabalhista não permite a dilação do prazo. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) ___________________________________ José Raimundo Tosta Santos Presidente. (assinado digitalmente) ___________________________________ José Evande Carvalho Araujo Relator. EDITADO EM: 16/05/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: presentes José Raimundo Tosta Santos (Presidente), Gonçalo Bonet Allage, José Evande Carvalho Araujo, Maria Paula Farina Weidlich, Célia Maria De Souza Murphy, Alexandre Naoki Nishioka. Fl. 53DF CARF MF Emitido em 01/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 20/05/2011 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 20/ 05/2011 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/06/2011 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS 2 Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 10 a 12, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2003, para glosar dedução indevida de imposto de renda retido na fonte, formalizando a redução do saldo do imposto a restituir de R$1.753,13 para R$0,00. IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou impugnação (fl. 2), acatada como tempestiva. Alegou, consoante relatório do acórdão de primeira instância (fl. 39), que os contracheques de sua relação trabalhista com a empresa CABURAÍ TÁXI AÉREO LTDA foram extraviados com outros documentos; que ajuizou ação trabalhista contra essa empresa; que o cálculo de liquidação de sentença substitui os contracheques e prova a veracidade de sua Declaração de Ajuste Anual, bem como seu direito à restituição do imposto no valor de R$1.753,13; que tais verbas somente foram recebidas mediante alvará judicial, após maio de 2004; e que a situação do anocalendário 2003 é idêntica ao de 2002. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento julgou procedente o lançamento, em julgamento consubstanciado na seguinte ementa (fls. 38 a 40): ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Os rendimentos recebidos em decorrência de ação trabalhista, ainda que a título de "indenização", são tributáveis na fonte e na declaração de ajuste do respectivo beneficiário, excetuadas apenas as verbas legalmente isentas ou não tributáveis. Lançamento Procedente RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 22/07/2008 (fl. 43), o contribuinte apresentou, em 09/09/2008, o recurso de fls. 44 a 49, onde afirma: a) que, por não mais residir na cidade de Boa Vista, somente tomou conhecimento do resultado da decisão por comunicação de parentes; Fl. 54DF CARF MF Emitido em 01/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 20/05/2011 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 20/ 05/2011 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/06/2011 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10245.000524/200685 Acórdão n.º 210101.123 S2C1T1 Fl. 52 3 b) que tentou resolver o problema na cidade de Aracaju, mas que foi informado que isso só seria possível em Roraima; c) que somente agora conseguiu desarquivar e desentranhar documentos do processo trabalhista, e ainda de forma parcial, pois a Justiça já havia incinerado parte dos autos; d) que apresenta contracheques de novembro e dezembro de 2002, do 13o salário de 2002, e de fevereiro e março de 2003, para trazer razoável certeza de que não faltou com suas obrigações de impostos federais; e) que a empresa Caburaí Táxi Aéreo, sem nenhum aviso prévio aos seus funcionários, encerrou atividades em 2003, fazendose necessário que diversos funcionários fossem buscar amparo na Justiça do Trabalho, onde a empresa nunca compareceu às audiências, tendo sido leiloado um de seus aviões para pagamento de direitos trabalhistas e a diversos credores. O processo foi distribuído a este Conselheiro, numerado até a fl. 50, que também trata do envio dos autos ao então Primeiro Conselho de Contribuintes. É o Relatório. Voto Conselheiro José Evande Carvalho Araujo, Relator. O contribuinte foi cientificado do julgamento de 1a instância em 22/07/2008 (fl. 43), uma terçafeira, e só apresentou o recurso voluntário em 09/09/2008 (fl. 44), também uma terçafeira, ou seja, 49 (quarenta e nove) dias após a ciência. Entretanto, o prazo legal previsto para a interposição desse tipo de recurso é de 30 (trinta) dias, nos termos do art. 33 do Decreto n.º 70.235, de 6 de março de 1972 e alterações, sendo, portanto, o recurso intempestivo. O recorrente justifica o atraso pelo fato de ter se mudado de cidade, e pela dificuldade na obtenção de documentos junto à Justiça Trabalhista. Entretanto, não existe previsão legal para a dilação de prazo nessas situações. Diante do exposto, voto por NÃO CONHECER DO RECURSO, por sua intempestividade. (assinado digitalmente) José Evande Carvalho Araujo Fl. 55DF CARF MF Emitido em 01/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 20/05/2011 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 20/ 05/2011 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/06/2011 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS 4 Fl. 56DF CARF MF Emitido em 01/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 20/05/2011 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 20/ 05/2011 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/06/2011 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 13706.000733/2004-81
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF
Exercício: 2003
DEDUÇÕES. GLOSA. DEPENDENTES.
Deve-se restabelecer a dedução quando devidamente comprovada pelo
sujeito passivo a relação de dependência.
Numero da decisão: 2201-001.026
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade dar provimento do
recurso para restabelecer a dedução com dependente pleiteada na DIRPF do exercício de 2003. Ausência justificada da conselheira Janaína Mesquita Lourenço de Souza
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: EDUARDO TADEU FARAH
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF Exercício: 2003 DEDUÇÕES. GLOSA. DEPENDENTES. Deve-se restabelecer a dedução quando devidamente comprovada pelo sujeito passivo a relação de dependência.
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GLOSA. DEPENDENTES. Devese restabelecer a dedução quando devidamente comprovada pelo sujeito passivo a relação de dependência. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade dar provimento do recurso para restabelecer a dedução com dependente pleiteada na DIRPF do exercício de 2003. Ausência justificada da conselheira Janaína Mesquita Lourenço de Souza. (Assinado Digitalmente) Francisco Assis de Oliveira Júnior Presidente. (Assinado Digitalmente) Eduardo Tadeu Farah Relator. Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa, Eduardo Tadeu Farah, Guilherme Barranco de Souza, Gustavo Lian Haddad e Francisco Assis de Oliveira Júnior (Presidente). Ausente, justificadamente, a Conselheira Janaína Mesquita Lourenço de Souza. Fl. 49DF CARF MF Emitido em 19/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/04/2011 por EDUARDO TADEU FARAH Assinado digitalmente em 18/04/2011 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JU, 06/04/2011 por EDUARDO TADEU FARAH 2 Relatório Contra o contribuinte acima identificado foi lavrada notificação de lançamento de fls. 03/05, relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2003, na qual se apurou crédito tributário no valor de R$ 190,80 e demais acréscimos legais. A fiscalização, por meio de revisão da Declaração de Ajuste Anual do contribuinte, apurou dedução indevida de dependente. Cientificado do lançamento, o autuado apresentou tempestivamente Impugnação, alegando que a dependente declarada é sua esposa, Maria Heloisa Romanizio Antonini. Por sua vez, a 3ª Turma de Julgamento da DRJ – Rio de Janeiro/RJ II julgou integralmente procedente o lançamento, tendo em vista falta de comprovação da relação de dependência. Intimado da decisão de primeira instância em 19/11/2007 (fl. 32verso), Geraldo Antonini apresenta Recurso Voluntário em 11/12/2007 (fl. 34), informando que está juntando o documento que comprova ser sua esposa dependente para fins de imposto de renda. É o relatório. Voto Conselheiro EDUARDO TADEU FARAH, Relator O recurso é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. A controvérsia dos autos cingese, exclusivamente, na glosa efetuada pela autoridade fiscal relativa à despesa com dependente. Segundo se colhe do relatório, a autoridade julgadora de primeira instância manteve a glosa por falta de comprovação da relação de dependência. Contudo, alega o recorrente que a certidão de casamento juntada anteriormente aos autos comprova a despesa com dependente. Fundamentalmente, informa o suplicante que “... estando casado por 41 anos conforme atesta a Certidão de Casamento tirada em 2006 e que foi juntada ao processo embora digam que não. Portanto estou anexando novamente esta Certidão”. Pois bem, compulsando a Certidão de Casamento, fl. 35, verifico, pois, que Maria Heloiza Romanizio Antonini é casada com o recorrente desde 15 de janeiro de 1966, sendo, até prova em contrário, dependente do contribuinte. Assim, de acordo com a prova trazida aos autos restou resolvida a controvérsia instaurada, devendo, portanto, ser restabelecida a dedução originalmente informada em sua DIRPF/2003. Fl. 50DF CARF MF Emitido em 19/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/04/2011 por EDUARDO TADEU FARAH Assinado digitalmente em 18/04/2011 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JU, 06/04/2011 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 13706.000733/200481 Acórdão n.º 220101.026 S2C2T1 Fl. 2 3 Em face ao exposto, voto pelo provimento do recurso para restabelecer a dedução com dependente pleiteada na DIRPF/2003. (Assinado Digitalmente) Eduardo Tadeu Farah MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Fl. 51DF CARF MF Emitido em 19/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/04/2011 por EDUARDO TADEU FARAH Assinado digitalmente em 18/04/2011 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JU, 06/04/2011 por EDUARDO TADEU FARAH 4 Processo nº: 13706.000733/200481 Recurso nº: 165.585 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovados pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto a Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão nº 220101.026. Brasília/DF, 17 de março de 2011. ______________________________________ FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JUNIOR Presidente da Segunda Câmara / Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 52DF CARF MF Emitido em 19/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/04/2011 por EDUARDO TADEU FARAH Assinado digitalmente em 18/04/2011 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JU, 06/04/2011 por EDUARDO TADEU FARAH
score : 1.0
Numero do processo: 10830.003670/2009-13
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2006
Ementa: GLOSA DE DESPESA COM PREVIDÊNCIA PRIVADA. COMPROVAÇÃO. RESTABELECIMENTO. Comprovada a despesa com previdência privada, deve-se cancelar a glosa perpetrada pela fiscalização.
MULTA DE OFÍCIO E JUROS DE MORA. ORIENTAÇÃO DEFICIENTE
DO SITE DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. PEDIDO DE EXONERAÇÃO DOS CONSECTÁRIOS LEGAIS. DESCABIMENTO. Como é de conhecimento geral, no direito tributário, como regra, não se perquire sobre a responsabilidade subjetiva do contribuinte ou alguma atenuante a partir de conduta de terceiro (art. 136 do
Código Tributário Nacional. Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato), exceto se a lei dispuser de forma diversa, situação que não existe no âmbito da legislação do imposto de renda. Aqui não importar
investigar qualquer responsabilidade subjetiva do contribuinte, verificando a existência de dolo ou culpa por parte dele no cometimento da infração tributária, pois tal forma de responsabilização, como regra, não pertence ao campo do direito tributário. Assim, constatada a infração tributária, devem
ser aplicados os juros de mora e a multa de ofício sobre o imposto devido e apurado. No caso em debate, a mera alegação de que o site da RFB orientou mal o contribuinte, sem qualquer indicação de onde isso ocorreu, não pode socorrê-lo,
no sentido de afastar a multa de ofício e os juros de mora
incidentes sobre o imposto devido.
Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 2102-001.338
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DAR parcial provimento ao recurso para restabelecer a despesa com previdência privada/PGBL, no montante de R$ 4.500,00.
Nome do relator: GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
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COMPROVAÇÃO. RESTABELECIMENTO. Comprovada a despesa com previdência privada, devese cancelar a glosa perpetrada pela fiscalização. MULTA DE OFÍCIO E JUROS DE MORA. ORIENTAÇÃO DEFICIENTE DO SITE DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. PEDIDO DE EXONERAÇÃO DOS CONSECTÁRIOS LEGAIS. DESCABIMENTO. Como é de conhecimento geral, no direito tributário, como regra, não se perquire sobre a responsabilidade subjetiva do contribuinte ou alguma atenuante a partir de conduta de terceiro (art. 136 do Código Tributário Nacional. Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato), exceto se a lei dispuser de forma diversa, situação que não existe no âmbito da legislação do imposto de renda. Aqui não importar investigar qualquer responsabilidade subjetiva do contribuinte, verificando a existência de dolo ou culpa por parte dele no cometimento da infração tributária, pois tal forma de responsabilização, como regra, não pertence ao campo do direito tributário. Assim, constatada a infração tributária, devem ser aplicados os juros de mora e a multa de ofício sobre o imposto devido e apurado. No caso em debate, a mera alegação de que o site da RFB orientou mal o contribuinte, sem qualquer indicação de onde isso ocorreu, não pode socorrêlo, no sentido de afastar a multa de ofício e os juros de mora incidentes sobre o imposto devido. Recurso provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 66DF CARF MF Emitido em 17/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Assinado digitalmente em 15/06/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DAR parcial provimento ao recurso para restabelecer a despesa com previdência privada/PGBL, no montante de R$ 4.500,00. Assinado digitalmente GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Relator e Presidente. EDITADO EM: 15/06/2011 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho. Relatório Em face do contribuinte WALTER ALEXANDRE CARNIELLI, CPF/MF nº 775.289.72800, já qualificado neste processo, foi lavrado, em 25/02/2009, auto de infração (fls. 19 a 21), decorrente da revisão da declaração de ajuste anual do anocalendário 2005. Abaixo, discriminase o crédito tributário constituído pelo auto de infração, que sofre a incidência de juros de mora a partir do mês seguinte ao do vencimento do crédito: IMPOSTO R$ 3.926,25 MULTA DE OFÍCIO NO PERCENTUAL DE 75% R$ 2.944,68 Ao contribuinte foram imputadas as seguintes infrações: § Dedução Indevida de Previdência Privada e Fapi — glosa do valor de R$ 4.500,00, por falta de comprovação; § Dedução Indevida de Pensão Alimentícia Judicial — glosa do valor de R$ 17.500,00, declarado a titulo de pensão judicial paga a Flavio de Godoy Carnielli, vez que as pensões pagas por liberalidade não são dedutíveis por falta de previsão legal; § Omissão de Rendimentos Recebidos por Dependente — da análise das informações e documentos apresentados pelo contribuinte e das informações constantes dos sistemas da Secretaria da Receita Federal do Brasil. foi constatada a omissão de rendimentos, sujeitos à tabela progressiva, no valor de R$ 1.970,78, recebidos pela dependente Juliana de Godoy Carnielli, CPF 344.536.47883. Inconformado com a autuação, o contribuinte apresentou impugnação ao lançamento, dirigida à Delegacia da Receita Federal de Julgamento. Fl. 67DF CARF MF Emitido em 17/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Assinado digitalmente em 15/06/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10830.003670/200913 Acórdão n.º 2102001.338 S2C1T2 Fl. 2 3 A 8ª Turma de Julgamento da DRJSão Paulo II (SP), por unanimidade de votos, julgou procedente o lançamento, em decisão consubstanciada no Acórdão n° 1743.940, de 25 de agosto de 2010 (fls. 44 a 50). O contribuinte foi intimado da decisão a quo em 08/10/2010 (fl. 53). Irresignado, interpôs recurso voluntário em 05/11/2010 (fl. 54). No voluntário, o recorrente alega textualmente (fls. 54 e 55): Em atendimento à intimação acima, venho pela presente solicitar RECURSO junto ao Conselho de Contribuintes, conforme facultado e informado no documento acima de 04/10/2010, reiterando minha intenção de impugnar o item relativo, à DEDUÇÃO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA E FAPI Reitero que há certamente um engano por parte da Receita Federal quanto à "dedução indevida" da Previdência privada (PGBL) no valor de R$ 4.500,00, havendo por alguma razão a cópia do documento bancário a respeito deixado de acompanhar minha correspondência anterior. Dessa forma, venho solicitar ao Conselho de Contribuintes a apreciação do documento emitido pelo Banco Santander, cuja cópia protocolada agora acompanha este recurso, solicitando recalcular o parcelamento da divida, descontando este valor relativo à DEDUÇÃO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA E FAPI Quanto aos demais itens da minha impugnação, concernentes à "omissão de rendimento de dependente" e à "dedução indevida de pensão alimentícia judicial", apelo ao Conselho de Contribuintes que fui mal orientado pelo "site" da Receita Federal, lembrando que tanto é verdade que o referido "site" era impreciso, que o próprio atendimento da Receita Federal melhorou o "site" e agora distribui cartilhas para melhor orientação. Dessa forma reitero minha solicitação de liberação da multa e juros. Lembro mais uma vez meu histórico de mais de 30 anos como fiel pagador de tributos e meu amplo cadastro positivo, apelando para o bom entendimento do Conselho de Contribuintes de que este modesto contribuinte, funcionário público, certamente não iria se comprometer por 'erros como esse se não houvesse confiado no sistema de retificações "on line" da Receita Federal do Brasil. Juntou cópia do informe de rendimentos do Banco Santander/Banespa, no qual consta um aporte no anocalendário 2005 de R$ 4.500,00 a título de previdência privada/PGBL (fl. 56). É o relatório. Voto Fl. 68DF CARF MF Emitido em 17/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Assinado digitalmente em 15/06/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS 4 Conselheiro Giovanni Christian Nunes Campos, Relator Declarase a tempestividade do apelo, já que o contribuinte foi intimado da decisão recorrida em 08/10/2010 (fl. 53), sextafeira, e interpôs o recurso voluntário em 05/11/2010 (fl. 54), dentro do trintídio legal, este que teve seu termo final em 09/11/2010, terçafeira. Dessa forma, atendidos os demais requisitos legais, passase a apreciar o apelo, como discriminado no relatório. No tocante à despesa com previdência privada/PGBL, o contribuinte acostou aos autos o informe de rendimentos emitido pelo banco Santander/Banespa em seu favor, no qual consta o aporte de R$ 4.500,00, no anocalendário 2005 (fl. 56), devendo ser restabelecida tal despesa. Em relação à glosa da pensão alimentícia e à omissão de rendimentos provenientes do dependente, o recorrente alega que foi mal orientado pelo site da Receita Federal do Brasil – RFB e pede a desoneração de multa e juros de mora. Claramente se vê que o autuado se conformou com as infrações do parágrafo precedente, pugnando, apenas, pelo afastamento dos consectários legais que acompanham o imposto devido. Os juros de mora e a multa de ofício de 75% têm sede nos arts. 44 e 61 da Lei nº 9.430/96, respectivamente, e devem incidir sempre que seja constatada uma infração à lei tributária, como se viu nestes autos. Como é de todos conhecido, no direito tributário, como regra, não se perquire sobre a responsabilidade subjetiva do contribuinte ou alguma atenuante a partir de conduta de terceiro (art. 136 do Código Tributário Nacional. Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato), exceto se a lei dispuser de forma diversa, situação que não existe no âmbito da legislação do imposto de renda. Assim, constatada a infração tributária, devem ser aplicados os juros de mora e a multa de ofício sobre o imposto devido e apurado. No caso em debate, a mera alegação de que o site da RFB orientou mal o contribuinte, sem qualquer indicação de onde isso ocorreu, não pode socorrêlo, no sentido de afastar a multa de ofício e os juros de mora incidentes sobre o imposto devido. Ademais, como já dito, aqui não importar investigar qualquer responsabilidade subjetiva do contribuinte, verificando a existência de dolo ou culpa por parte dele no cometimento da infração tributária, pois tal forma de responsabilização, como regra, não pertence ao campo do direito tributário. Com as razões acima, voto no sentido de DAR parcial provimento ao recurso para restabelecer a despesa com previdência privada/PGBL, no montante de R$ 4.500,00. Assinado digitalmente Giovanni Christian Nunes Campos Fl. 69DF CARF MF Emitido em 17/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Assinado digitalmente em 15/06/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10830.003670/200913 Acórdão n.º 2102001.338 S2C1T2 Fl. 3 5 Fl. 70DF CARF MF Emitido em 17/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Assinado digitalmente em 15/06/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
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Numero do processo: 13963.001775/2008-21
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Mar 15 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2004 a 28/02/2006
FORNECIMENTO DE ALIMENTAÇÃO EM PECÚNIA. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS.
O pagamento do salário utilidade em espécie caracteriza descumprimento da legislação do PAT e da Lei de Custeio da Previdência Social, por conseguinte, deve sofrer a incidência de contribuições previdenciárias.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2401-001.691
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Matéria: CPSS - Contribuições para a Previdencia e Seguridade Social
Nome do relator: KLEBER FERREIRA DE ARAUJO
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INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. O pagamento do salário utilidade em espécie caracteriza descumprimento da legislação do PAT e da Lei de Custeio da Previdência Social, por conseguinte, deve sofrer a incidência de contribuições previdenciárias. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Elias Sampaio Freire Presidente Kleber Ferreira de Araújo Relator Participaram do presente julgamento o(a)s Conselheiro(a)s Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Cleuza Vieira de Souza, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 173DF CARF MF Emitido em 04/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/03/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 29/03/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 01/04/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE 2 Relatório Tratase de recurso voluntário, fls. 162/163, interposto pela empresa acima epigrafada contra decisão da DRJ em Florianópolis (SC), fls. 157/159, a qual declarou procedente o lançamento consubstanciado no Auto de Infração – AI n. 37.155.5833, posteriormente cadastrado sob o número de processo constante no cabeçalho. O crédito em questão contempla o período de 01/2004 a 02/2006 e diz respeito às contribuições destinadas a outras entidades e fundos. O crédito, com data de consolidação em 13/06/2008, assumiu o montante de R$ 21.726,53 (vinte e um mil, setecentos e vinte e seis reais e cinquenta e três centavos). Nos termos do Relatório da Auditoria, fls. 42/47, o lançamento teve como base tributável os valores repassados a título de “alimentação” aos segurados empregados que laboraram em serviço prestado pela autuada ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Asseverou o Fisco que a empresa era inscrita no Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT, na modalidade “AlimentaçãoConvênio”, cuja execução deveria se dar através da empresa Ticket Serviços Ltda, todavia, verificouse que programa não foi cumprido tendo em vista que a alimentação foi paga em pecúnia diretamente aos empregados, mediante depósito bancário ou em folha de pagamento. Diante desse fato, o fisco considerou a aludida verba como saláriodecontribuição. A Auditoria ressalta que comprovou, mediante análise da Ação Trabalhista n. 1082/2006, movida pela empregada Maria Salete da Silva Vicente que a autuada efetuava o pagamento do salário utilidade alimentação sem registrar os valores em folha de pagamento, tendo o Magistrado reconhecido que a reclamada não cumpria as normas do PAT. Esclarece ainda o Fisco que, pelo fato da contribuinte não lançar nas folhas de pagamento os valores correspondentes à verba “alimentação”, a base de cálculo foi extraída das notas fiscais referentes ao valealimentação e emitidas pela autuada ao seu contratante. De acordo com o citado Relatório, foram aproveitados na apuração os recolhimentos efetuados, as retenções destacadas nas notas fiscais emitidas pela empresa, em decorrência da Lei 9.711/1998, nas respectivas competências de sua emissão, inclusive os saldos remanescentes das retenções relativas às obras de construção civil. Também houve o aproveitamento dos créditos constituídos mediante Intimações para Pagamentos (IP) emitidas pela Receita Federal do Brasil. No seu recurso, a empresa argumentou, em apertada síntese, que: a) não poderia se manifestar favoravelmente à compensação dos seus créditos no presente lançamento, uma vez que entende que não há incidência de contribuições sobre a verba “alimentação; b) a farta jurisprudência citada demonstra não haver tributação previdenciária sobre a rubrica em questão; c) a apuração fiscal efetuada no período de 06/2004 a 02/2006 carece de um critério mais preciso, posto que tais valores não constavam em folha de pagamento; Fl. 174DF CARF MF Emitido em 04/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/03/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 29/03/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 01/04/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE Processo nº 13963.001775/200821 Acórdão n.º 240101.691 S2C4T1 Fl. 167 3 d) o Fisco, ao levar em conta os descontos da parte dos empregados, acabou por reconhecer que a empresa cumpria as normas do PAT, posto que esse desconto é previsto nas mesmas. Ao final, requer a declaração de nulidade do AI. É o relatório. Fl. 175DF CARF MF Emitido em 04/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/03/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 29/03/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 01/04/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE 4 Voto Conselheiro Kleber Ferreira de Araújo, Relator O recurso merece conhecimento, posto que preenche os requisitos de tempestividade e legitimidade. O argumento de que a empresa cumpria as normas do PAT e que, por conseguinte, não poderia haver a incidência de contribuições sobre a verba “alimentação” não merece acatamento. Sobre a questão, façamos uma breve análise da legislação aplicável, desde a Constituição Federal até as normas infralegais editadas pela Administração Tributária. As contribuições incidentes sobre as remunerações pagas às pessoas físicas com e sem vínculo empregatício encontram fundamento máximo de validade no art. 195, alínea “a” do inciso I da Constituição Federal de 1988 (redação dada pela EC n.º 20/1998): Art.195.A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: I do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; (...) Observese que a Lei Maior, a princípio permite a exação para a Seguridade Social sobre pagamentos efetuados pelo empregador a qualquer título a pessoa que lhe preste serviço, sendo irrelevante o fato da quantia ter sido paga ou creditada ao obreiro. A Lei n.º 8.212/1991 confere eficácia à citada determinação constitucional, tratando da contribuição patronal sobre as remunerações disponibilizadas aos empregados nos seguintes termos: Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de: I vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo Fl. 176DF CARF MF Emitido em 04/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/03/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 29/03/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 01/04/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE Processo nº 13963.001775/200821 Acórdão n.º 240101.691 S2C4T1 Fl. 168 5 de trabalho ou sentença normativa. (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 26/11/1999). (...) Temos que o conceito previdenciário de remuneração, o chamado saláriode contribuição, é bastante amplo, o qual também é cuidado no inciso I do art. 28 da Lei n.º 8.121/1991, nesses termos: Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: I para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10/12/1997). Como se pode observar, a princípio, qualquer rendimento pago em retribuição ao trabalho, qualquer que seja a forma de pagamento, enquadrase como base de cálculo das contribuições previdenciárias. Tendose em conta a abrangência do conceito, o legislador achou por bem excluir determinadas parcelas da incidência previdenciária, enumerando em lista exaustiva as verbas que estariam fora deste campo de tributação. Essa relação encontrase presente no § 9.º do artigo acima citado. É importante que se diga que o propósito do legislador foi de explicitar na lei todas as hipóteses de não incidência de contribuição, em lista exaustiva. Vejase que a Medida Provisória nº 1.59614, de 10/11/1997, posteriormente convertida na Lei nº 9.528/97, introduziu o termo “exclusivamente” ao citado dispositivo, ficando claro que, no preceptivo em questão (§ 9.º do art. 28), estão dispostas hipóteses de não incidência em lista numerus clausus. Enfocando as hipóteses previstas na alínea “c”, a impugnante afirma que o lançamento sob desvelo não encontra amparo na legislação de regência. Eis o dispositivo invocado: § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) c) a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei n°6.321, de 14 de abril de 1976; (...) Fl. 177DF CARF MF Emitido em 04/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/03/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 29/03/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 01/04/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE 6 Observese do dispositivo transcrito que a previsão de não incidência de contribuição sobre a alimentação fornecida aos empregados condiciona a desoneração a dois requisitos: que a alimentação seja fornecida “in natura” e que a sua disponibilização esteja em conformidade com as normas do PAT. Na apreciação do alcance da norma sob comento, temos que ter em vista que, nos termos do art. 111, I, do Código Tributário Nacional – CTN, a norma isentiva tem que ser interpretada restritivamente, não cabendo ao aplicador ampliarlhe o alcance para dispensar o contribuinte do pagamento de tributo. Nessa linha, a norma é enfática ao prescrever que as condições para que o fornecimento de alimentação aos trabalhadores fique a margem do campo da tributação previdenciária são a sua disponibilização “in natura” e em conformidade com as regras do PAT. Consultando a legislação específica que trata do PAT, pude verificar que inexiste a previsão de seu fornecimento em pecúnia. É que se pode concluir da leitura da alínea “c” do § 1. do art. 2. da Portaria Interministerial n. 05, de 30/11/1999, in verbis: § 1°A adesão ao PAT consistirá na apresentação do formulário oficial instruído com os seguintes elementos.. (...) c) modalidade de serviços de alimentação e percentuais correspondentes (próprio, fornecedor, convênio e cesta de alimentos); Não é razoável, então, que se deixe de tributar a verba que foi repassada aos empregados da recorrente sem sequer transitar pela folha de pagamento e, mais grave ainda, paga em total desconformidade com as normas do PAT. Observese o que dispunha a Instrução Normativa SRP n. 03/2005 quando tratava do fornecimento de alimentação: Art. 753. (...) §2° O pagamento em pecúnia do salário utilidade alimentação integra a base de cálculo das contribuições sociais. (...) Pois, então, não há como ser acatada a alegação de que o fornecimento de alimentação em espécie, ou seja, em desacordo com as normas aplicáveis, possa ficar livre incidência de contribuições previdenciárias. Não encontrei também desacerto do fisco quando fixou a base de cálculo pelo valor das notas fiscais, posto que, como afirmou a recorrente, os valores da alimentação não foram lançados em folha de pagamento, no período de 01/2004 a 02/2006. O próprio contrato firmado entre a autuada e a recorrente previa o repasse dos valesrefeição aos empregados, que seriam custeados com recursos específicos repassados pela contratante. Então, na ausência do registro na folha de pagamento, não havia outra alternativa do fisco senão considerar saláriodecontribuição os valores das notas fiscais relativas ao vale alimentação, deduzindo a parcela descontada dos empregados e os valores não utilizados. No Fl. 178DF CARF MF Emitido em 04/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/03/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 29/03/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 01/04/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE Processo nº 13963.001775/200821 Acórdão n.º 240101.691 S2C4T1 Fl. 169 7 entanto, quando os valores da rubrica em questão foram lançados em folha de pagamento, a base de cálculo foi coletada com esteio nas mesmas. Vejase que o fato do Fisco haver excluído a parcela descontada dos trabalhadores não é indicativa de tenha havido o entendimento de que as normas do PAT estariam cumpridas, mas decorreu da impossibilidade de haver tributação sobre verbas que não se constituíram em repasse da empresa. Por fim, há de se ter em conta que, por força da legislação citada do anexo Fundamentos Legais do Débito – FLD, as contribuições devidas ao INCRA, SESC, SENAC, SEBRAE e SalárioEducação incidem sobre a mesma base tributável apurada para as contribuições previdenciárias. Diante do exposto, voto por conhecer do recurso para, no mérito, negarlhe provimento. Kleber Ferreira de Araújo Fl. 179DF CARF MF Emitido em 04/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/03/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 29/03/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 01/04/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE
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Numero do processo: 15983.000716/2007-42
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/07/2005
DECADÊNCIA PARCIAL
De acordo com a Súmula Vinculante nº 08 do Supremo Tribunal Federal, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer as disposições da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional, no que diz respeito a prescrição e decadência.
Tratando de multa por descumprimento de obrigação acessória, aplica-se o prazo qüinqüenal previsto no artigo 173, inciso I, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional.
AUTO DE INFRAÇÃO
Não havendo prova de que se trata de mero erro material, corrigido pela retificação da GFIP, deve se manter a autuação.
MULTA RETROATIVIDADE BENIGNA
Houve beneficiamento da situação do contribuinte, motivo pelo qual incide na espécie a retroatividade benigna prevista na alínea “c”, do inciso II, do artigo 106, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional, devendo ser a multa lançada no presente Auto de Infração calculada nos termos do artigo 32A da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991,
incluído pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009.
Numero da decisão: 2301-001.915
Decisão: Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso, no mérito, para aplicar ao cálculo da multa o art. 32A, da Lei 8.212/91, caso este seja mais benéfico à Recorrente, nos termos do voto do Relator. Vencidos
os Conselheiros, Leôncio Nobre de Medeiros e Marcelo Oliveira, que votaram em dar provimento parcial ao recurso, no mérito, para determinar que a multa seja recalculada, nos termos do I, art. 44, da Lei n.º 9.430/1996, como determina o Art. 35A da Lei 8.212/1991, deduzindo-se as multas aplicadas nos lançamentos correlatos, e que se utilize esse valor, caso seja mais benéfico à Recorrente; II) Por unanimidade de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso, nas preliminares, para excluir do lançamento, devido à regra decadencial expressa no I, Art. 173 do CTN, as contribuições apuradas até a competência 12/2001, anteriores a
01/2002, nos termos do voto do Relator; b) em negar provimento às demais questões apresentadas pela Recorrente.
Matéria: Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
Nome do relator: Adriano González Silvério
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Tratando de multa por descumprimento de obrigação acessória, aplicase o prazo qüinqüenal previsto no artigo 173, inciso I, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional. AUTO DE INFRAÇÃO Não havendo prova de que se trata de mero erro material, corrigido pela retificação da GFIP, deve se manter a autuação. MULTA RETROATIVIDADE BENIGNA Houve beneficiamento da situação do contribuinte, motivo pelo qual incide na espécie a retroatividade benigna prevista na alínea “c”, do inciso II, do artigo 106, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional, devendo ser a multa lançada no presente Auto de Infração calculada nos termos do artigo 32A da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, incluído pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso, no mérito, para aplicar ao cálculo da multa o art. 32A, da Lei 8.212/91, caso este seja mais benéfico à Recorrente, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros, Leôncio Nobre de Medeiros e Marcelo Oliveira, que votaram em dar Fl. 1DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Assinado digitalmente em 19/05/2011 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, 02/06/2011 por MARCELO OLIVEIRA 2 provimento parcial ao recurso, no mérito, para determinar que a multa seja recalculada, nos termos do I, art. 44, da Lei n.º 9.430/1996, como determina o Art. 35A da Lei 8.212/1991, deduzindose as multas aplicadas nos lançamentos correlatos, e que se utilize esse valor, caso seja mais benéfico à Recorrente; II) Por unanimidade de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso, nas preliminares, para excluir do lançamento, devido à regra decadencial expressa no I, Art. 173 do CTN, as contribuições apuradas até a competência 12/2001, anteriores a 01/2002, nos termos do voto do Relator; b) em negar provimento às demais questões apresentadas pela Recorrente Marcelo Oliveira Presidente. Adriano Gonzales Silvério Relator. Adriano Gonzales Silvério Redator designado. EDITADO EM: Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Damião Cordeiro de Moraes, Bernadete de Oliveira Barros, Leonardo Henrique Pires Lopes, Mauro José Silva e Adriano Gonzales Silvério. Relatório Tratase de Auto de Infração nº 37.073.3932, o qual exige multa tendo em vista que a empresa deixou de informar nas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social — GFIP fatos geradores de contribuições previdenciárias. Mediante impugnação a empresa autuada sustentou que houve o pagamento, porém em valores diferentes, o que teria ocorrido por absoluta ignorância e não por vontade de errar. Sobreveio acórdão da DRJ de São Paulo o qual manteve integralmente a autuação. Ante essa decisão, a autuada apresentou recurso voluntário que repisou a impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Adriano Gonzales Silvério O recurso é tempestivo e dele conheço. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Assinado digitalmente em 19/05/2011 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, 02/06/2011 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 15983.000716/200742 Acórdão n.º 230101.915 S2C3T1 Fl. 65 3 Em que pese o contribuinte afirmar no curso do processo que se trata de valores pagos a título de contribuição e que houve apenas erro no preenchimento de GFIP não trouxe elementos aos autos que provassem o alegado. Se assim fosse, bastaria a retificação da GFIP para declarar os valores corretos, fato esse não trazido aos autos. Não obstante, há de se reconhecer a decadência, de ofício, de parte do período autuado. De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional. Nos termos do art. 103A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. Verificase que a fiscalização lavrou a NFLD discutida com amparo na Lei 8.212, de 24 de julho de 1991 que, em seu art. 45, dispõe que o direito da Seguridade Social apurar e constituir seus créditos extinguese após 10 (dez) anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído. No entanto, o Supremo Tribunal Federal, entendendo que apenas lei complementar pode dispor sobre prescrição e decadência em matéria tributária, nos termos do artigo 146, III, ‘b’ da Constituição Federal, negou provimento por unanimidade aos Recursos Extraordinários nº 5596664, 559882, 559943 e 560626, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46, da Lei nº 8212/91. Na oportunidade, foi editada a Súmula Vinculante nº 08 na respeito do tema, publicada em 20/06/2008, transcrita abaixo: Súmula vinculante 8 “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário” Cumpre ressaltar que o art. 62, da Portaria 256/2009, que aprovou o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, veda o afastamento de aplicação ou inobservância de legislação sob fundamento de inconstitucionalidade. Porém, determina, no inciso I do § único, que o disposto no caput não se aplica a dispositivo que tenha sido declarado inconst6itucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal: “Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou” Fl. 3DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Assinado digitalmente em 19/05/2011 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, 02/06/2011 por MARCELO OLIVEIRA 4 Portanto, em razão da declaração de inconstitucionalidade dos arts 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 pelo STF, restaram extintos os créditos cujo lançamento tenha ocorrido após o prazo decadencial e prescricional previsto nos artigos 173 e 150 do Código Tributário Nacional. É necessário observar ainda que as súmulas aprovadas pelo STF possuem efeitos vinculantes, conforme se depreende do art. 103A e parágrafo da Constituição Federal, que foram inseridos pela Emenda Constitucional nº 45/2004, in verbis: “Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. §1º A Súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. § 2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade. § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgandoa procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso (g.n.).” Da leitura do dispositivo constitucional acima, concluise que a vinculação à súmula alcança a administração pública e, por conseqüência, os julgadores no âmbito do contencioso administrativo fiscal. Ademais, nos termos do artigo 64B da Lei 9.784/99, com a redação dada pela Lei 11.417/06, as autoridades administrativas devem se adequar ao entendimento do STF, sob pena de responsabilidade pessoal nas esferas cível, administrativa e penal. “Art. 64B. Acolhida pelo Supremo Tribunal Federal a reclamação fundada em violação de enunciado da súmula vinculante, darseá ciência à autoridade prolatora e ao órgão competente para o julgamento do recurso, que deverão adequar as futuras decisões administrativas em casos semelhantes, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal” Afastado, pois, o prazo previsto originalmente no citado artigo 45, cabe agora verificar o prazo aplicável, se aquele do 150, § 4º ou 173, inciso I, ambos da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Assinado digitalmente em 19/05/2011 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, 02/06/2011 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 15983.000716/200742 Acórdão n.º 230101.915 S2C3T1 Fl. 66 5 Temos adotado a posição doutrinária e jurisprudencial no sentido de que havendo pagamento antecipado por parte do contribuinte, em relação ao fato gerador posto em discussão, deve incidir o prazo decadencial qüinqüenal previsto no mencionado artigo 150, § 4º. Nesse sentido a decisão proferida pelo Egrégio Superior Tribunal de Justiça nos autos do Recurso Especial 989.421/RS, publicado no Diário da Justiça de 10 de dezembro de 2008: “PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. ICMS. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. OCORRÊNCIA. ARTIGO 150, § 4º, DO CTN. (...) 5. A decadência do direito de lançar do Fisco, em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, nem sido notificado pelo Fisco de quaisquer medidas preparatórias, obedece a regra prevista na primeira parte do § 4º, do artigo 150, do Codex Tributário, segundo o qual, se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador: "Neste caso, concorre a contagem do prazo para o Fisco homologar expressamente o pagamento antecipado, concomitantemente, com o prazo para o Fisco, no caso de não homologação, empreender o correspondente lançamento tributário. Sendo assim, no termo final desse período, consolidamse simultaneamente a homologação tácita, a perda do direito de homologar expressamente e, conseqüentemente, a impossibilidade jurídica de lançar de ofício" (In Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Santi, 3ª Ed., Max Limonad pág. 170).” Ocorre que no caso dos autos a situação é distinta, pois não está se tratando de exigência de tributos não recolhidos integralmente ou parcialmente, mas de descumprimento de obrigação acessória por parte do sujeito passivo. Nessa situação, não há que se cogitar em lançamento por homologação no qual há pagamento antecipado sujeito a posterior homologação pelo Fisco, mas tão somente o cumprimento ou não, pelo sujeito passivo, do dever instrumental que lhe é exigido por lei. Figurase, portanto, o lançamento de ofício embasado nas hipóteses do artigo 149 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional, o qual se submete ao prazo previsto no artigo 173, inciso I desse mesmo diploma legal. Isto é, ao prazo qüinqüenal cujo dies a quo é o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido levado a efeito. Sabendose que na espécie o período verificado está compreendido entre janeiro de 1999 a julho de 2005 e que a ora recorrente foi intimada do AI em 03 de outubro de 2007, verificase que está decaído o período de janeiro de 1999 a dezembro de 2001. Outrossim, há de se registrar que o dispositivo legal da multa aplicada foi alterado pela Lei 11.941, de 27 de maio de 2009, merecendo verificar a questão relativa à Fl. 5DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Assinado digitalmente em 19/05/2011 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, 02/06/2011 por MARCELO OLIVEIRA 6 retroatividade benigna prevista na alínea “c”, do inciso II, do artigo 106, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966. A multa aplicada ao caso era a prevista no § 5º do artigo 32 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, a qual previa multa de 100% (cem por cento) sobre o valor devido da contribuição não declarada, limitada pelo número de segurados. É certo que o artigo acima citado foi, no curso desse processo, revogado pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009, a qual instituiu uma nova multa para casos como esse ora analisado, previsto no novel artigo 32A da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 cabendo, portanto, analisar a viabilidade ou não da aplicação do que dispõe a alínea “c”, do inciso II, do artigo 106, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional. Segundo as novas disposições legais, a multa prevista no recente dispositivo legal prevê multa de R$20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas e 2% (dois por cento) ao mês, limitada a 20% (vinte por cento). A meu ver houve beneficiamento da situação do contribuinte, motivo pelo qual incide na espécie a retroatividade benigna prevista na alínea “c”, do inciso II, do artigo 106, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional, devendo ser a multa lançada no presente Auto de Infração calculada nos termos do artigo 32A da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, incluído pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009. Portanto, voto no sentido de CONHECER o recurso voluntário para DAR LHE PARCIAL PROVIMENTO, reconhecendo a decadência, nos termos do artigo 173, inciso I, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional, excluindose do lançamento o período de janeiro de 1999 a dezembro de 2001, devendo no período restante ser recalculada a multa aplicada nos termos do artigo 32A da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, incluído pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009, caso seja mais benéfica ao contribuinte. Adriano Gonzales Silvério Relator Fl. 6DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/05/2011 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Assinado digitalmente em 19/05/2011 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, 02/06/2011 por MARCELO OLIVEIRA
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Numero do processo: 11065.100167/2005-54
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 10 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Aug 11 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005
COFINS NÃO CUMULATIVA — É lícito o aproveitamento de crédito na
hipótese de contratação de empresa para a realização de embalagem e acondicionamento de produtos exportados pelo contribuinte, ainda que haja indícios de que a empresa contratada tenha a
ingerência da empresa contratante. Inexistência de vedação legal e
insuficiência de indícios para caracterizar a ausência de substância econômica nos atos e negócios jurídicos praticados, de
forma a deflagrar simulação.
Numero da decisão: 3201-000.770
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram
o presente julgado. Vencido o Conselheiro Luiz Eduardo Garrossino
Barbieri.
Nome do relator: DANIEL MARIZ GUDINO
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005 COFINS NÃO CUMULATIVA — É lícito o aproveitamento de crédito na hipótese de contratação de empresa para a realização de embalagem e acondicionamento de produtos exportados pelo contribuinte, ainda que haja indícios de que a empresa contratada tenha a ingerência da empresa contratante. Inexistência de vedação legal e insuficiência de indícios para caracterizar a ausência de substância econômica nos atos e negócios jurídicos praticados, de forma a deflagrar simulação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Vencido o Conselheiro Luiz Eduardo Garrossino Barbieri. JUDITH DO AMARAL MARCONDES ARMANDO Presidente. DANIEL MARIZ GUDIÑO Relator. EDITADO EM: 13/08/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Judith do Amaral Marcondes Armando (presidente da turma), Robson José Bayerl, Luciano Lopes de Almeida Moraes (vicepresidente), Luiz Eduardo Garrossino Barbieri, Marcelo Ribeiro Nogueira e Daniel Mariz Gudiño. Ausente justificadamente a Conselheira Mércia Helena Trajano D'Amorim. Fl. 575DF CARF MF Emitido em 07/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/08/2011 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 13/08/2011 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 01/12/2011 por JUDITH DO AMARAL MARCONDES ARM 2 Relatório Por bem descrever os fatos ocorridos até a data da prolação do acórdão recorrido, transcrevo abaixo o relatório do órgão julgador de 1ª instância, incluindo, em seguida, as razões de recurso voluntário apresentado pela Recorrente: Trata o presente do ressarcimento pleiteado pela interessada em epígrafe em 20/10/2005, relativo aos créditos de Cofins não cumulativa do primeiro trimestre de 2005, no valor de R$ 659.242,09 (fl. 01). A DRF em Novo Hamburgo emitiu o Despacho Decisório DRF/NHO/2006 (fl. 64), com base no Relatório da Ação Fiscal de fls. 50 a 62, reconhecendo o crédito passível de ressarcimento no valor de R$ 623.729,47. Foram glosados os valores decorrentes de: (i) créditos de serviços prestados na industrialização por terceiros, ante a constatação de que a empresa que prestava tais serviços (PUPPIES TIME, CNPJ 04.585.274/000140) era, na realidade, estabelecimento da própria interessada. O Relatório Fiscal transcreve parte de relatório anterior, resultado de detalhado procedimento de fiscalização, efetuado para exame de solicitações referentes ao ano calendário 2004. São apontados os diversos aspectos que resultaram na constatação de inexistência de serviços prestados por empresa independente, em desacordo com o critério para a apuração de créditos estabelecido, na legislação. Cabe frisar que não foram oferecidos pela empresa à tributação os valores decorrentes de transferências de créditos de ICMS a terceiros. Conforme o citado no relatório, tais valores não foram considerados para efeitos de glosa em função da determinação judicial no Mandato de Segurança 2006.04.01.016972/RS. Após efetuar as compensações, a DRF/NHO efetuou a ordem bancária do ressarcimento do saldo incontroverso (fl. 97). O contribuinte apresenta, em 16/03/2007, tempestivamente, sua manifestação de inconformidade (fls. 101 a 115, mais os anexos), através de representante devidamente habilitado, na qual se insçrge contra a glosa dos créditos decorrentes dos serviços que outra essoa jurídica terlheia prestado. Inicialmente, questiona o fato do auditorfiscal sequer ter Comparecido nas empresas,' tendo como base integralmente a fiscalização anterior. Aborda todos os aspectos levantados Pela fiscalização e que levaram à conclusão da estreita vinculação entre as duas a ponto de concluir pela inexistência de créditos, com o objetivo de comprovar serem empresas diferentes e, em decorrência, ser legítimo o creditamento de PIS e Cofins sobre os serviços prestados pela empresa PUPPIES TIME. Observa que sendo a empresa Puppies de menor porte e em função da forma de atuação da IMS, que preza que os parceiros ;possuam uma relação de Confiança e participem de programas de qualidade da empresa, ,a proximidade das empresas constatada pela fiscalização (sócia ser exfuncionária, uso de orientações e memorandos da IMS, uso de papel timbrado, bens em nome de IMS, comprovante de pagamento de seguro de Puppies encaminhado por IMS, entre outros fatos constatados) seria natural, nada caracterizando irregularidade. Sobre a assistência de saúde da Unimed contratada por Puppies, na qual figura Fl. 576DF CARF MF Emitido em 07/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/08/2011 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 13/08/2011 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 01/12/2011 por JUDITH DO AMARAL MARCONDES ARM Processo nº 11065.100167/200554 Acórdão n.º 320100.0770 S3C2T1 Fl. 560 3 como representante autorizado um sócioadministrador da IMS, a empresa esclarece que ocorreu apenas um equívoco. Junta notas fiscais de remessa de mercadorias, entre as empresas, contrato de locação, inventário de material de embalagem e documentação relativa ao contrato de seguro com a empresa Frankfurt. Requer, por fim, que seja reformada a Decisão para reconhecer a procedência do pedido em relação aos itens abordados. Cumpre registrar que das Ações Fiscais realizadas, em decorrência dos mesmos fatos aqui abordados, resultaram glosas em outros processos e lançamentos de ofício em relação a valores já ressarcidos referentes a outros períodos de apuração. Na decisão de primeira instância, proferida na Sessão de Julgamento de 23/10/2009, a 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Porto Alegre (RS) indeferiu a solicitação da ora Recorrente, conforme Acórdão n° 1021.426 (fls. 539/540): Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005 Ementa: COFINS NÃO CUMULATIVA — Corretas as glosas relativas aos créditos que a interessada se utilizou provenientes de serviços de industrialização prestados por estabelecimento industrial da própria fiscalizada, dissimulado como outra pessoa jurídica. Mantidas as glosas não contestadas pela interessada. Solicitação Indeferida A Recorrente foi cientificada do teor do referido acórdão em 17/03/2010 (f1.544), tendo protocolado seu recurso voluntário em 15/04/2008 (fls. 545/555), que, em síntese, reitera os argumentos da sua manifestação de inconformidade. Na forma regimental, o processo digitalizado foi distribuído e, posteriormente, encaminhado a este Conselheiro Relator em 27/08/2010. É o relatório. Voto Conselheiro Daniel Mariz Gudiño Por atender aos pressupostos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 1972, CONHEÇO o recurso voluntário e passo a analisálo. Fl. 577DF CARF MF Emitido em 07/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/08/2011 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 13/08/2011 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 01/12/2011 por JUDITH DO AMARAL MARCONDES ARM 4 O referido recurso ataca a glosa do crédito de COFINS decorrente da contratação de mãodeobra terceirizada para processo de industrialização. Sobre esse aspecto, entendo que a questão merece muita cautela. Com efeito, a glosa dos créditos oriundos das despesas de contratação de mãodeobra terceirizada teve por base a premissa de que a Recorrente agiu dissimuladamente para reduzir a sua carga tributária. Tal premissa, segundo o juízo a quo, foi devidamente comprovada pela fiscalização, e, portanto, a glosa foi mantida. Inicialmente, é importante consignar que o emprego de dolo, fraude ou simulação em matéria tributária configura hipótese de evasão fiscal, e não de elisão fiscal. A distinção básica entre esses dois institutos é que a evasão é empreendida por meios ilícitos, enquanto a elisão é empreendida por meios lícitos. Configurada hipótese de evasão, a autoridade fiscalizadora deve proceder à lavratura de auto de infração, acrescida de multa qualificada e acompanhada de representação fiscal para fins penais, uma vez que evasão é crime contra ordem tributária capitulado na Lei nº 8.137 de 1990. Já a elisão, se empreendida com abuso de forma, abuso de direito, negócio jurídico indireto, entre outras figuras afins, permitiria à autoridade fiscalizadora desqualificar o negócio jurídico praticado pelo contribuinte para alcançar os efeitos tributários do negócio jurídico dissimulado. Entretanto, o fundamento legal para essa desqualificação é o art. 116, parágrafo único, do Código Tributário Nacional, que é norma de eficácia limitada, ou seja, a sua aplicação é condicionada à regulamentação posterior (fato que, nesse particular, ainda não há). Segundo a autoridade fiscalizadora, a Recorrente teria forjado a contratação de uma pessoa jurídica independente, que, em verdade, seria um estabelecimento próprio, o que inviabilizaria a tomada de créditos de COFINS na sistemática nãocumulativa dessas contribuições. Desse modo, desconsiderou a personalidade jurídica da empresa Puppies Time Ltda., glosando os referidos créditos. Na minha visão, a questão central em discussão é a seguinte: a Recorrente empreendeu evasão por ter simulado a contratação da empresa Puppies Time Ltda. ou elisão por ter reestruturado as suas atividades com o propósito de reduzir o seu custo de produção? Simular é mentir sobre algo, fazendoo parecer algo que não é. No caso concreto, a Recorrente realmente contratou uma empresa regularmente constituída para realizar uma etapa do processo de industrialização dos seus produtos, sendo que em momento algum a Recorrente alegou fazer outra coisa. Desse modo, não há mentira, e, portanto, simulação. Haveria simulação se a Recorrente emitisse notas fiscais de prestação de serviço de uma empresa fantasma para gerar créditos de COFINS. Também haveria simulação se os serviços que foram contratados não fossem efetivamente prestados, caso em que não poderia haver o creditamento de COFINS. Nenhuma dessas hipóteses se verificou, entretanto. Convém consignar que a jurisprudência deste Egrégio Conselho Administrativo de Recursos Fiscais evoluiu no trato do assunto, pois até bem pouco tempo atrás a verificação da licitude do planejamento tributário limitavase ao aspecto formal dos atos e negócios jurídicos praticados pelo contribuinte, sendo certo que atualmente é necessário ir além, analisandose a substância econômica dos atos e negócios jurídicos efetivamente praticados pelo contribuinte. Vejamos: SIMULAÇÃO A simulação se caracteriza pela divergência entre a exteriorização e a vontade, isto é, são praticados determinados atos formalmente, enquanto subjetivamente, os que Fl. 578DF CARF MF Emitido em 07/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/08/2011 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 13/08/2011 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 01/12/2011 por JUDITH DO AMARAL MARCONDES ARM Processo nº 11065.100167/200554 Acórdão n.º 320100.0770 S3C2T1 Fl. 561 5 se praticam são outros. Assim, na simulação, os atos exteriorizados são sempre desejados pelas partes, mas apenas no aspecto formal, pois, na realidade, o ato praticado é outro. (Acórdão nº 10423.129, Rel. Cons. Heloisa Guarita Souza, Sessão de 23.04.2008) ......................................................................................................... Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Exercício: 2005 Ementa: DESPESAS COM ÁGIO. CARACTERIZADA SIMULAÇÃO. INDEDUTIBILIDADE. PROVAS. É indedutível as despesas com ágio quando provado nos autos que as mesmas foram levadas a efeito a partir da prática de simulação através de negócio jurídico que aparenta transferir direitos a pessoa diversa daquela à qual realmente se transmitem. SIMULAÇÃO. CARACTERIZAÇÃO. O fato dos atos societários terem sido formalmente praticados, com registro nos órgãos competentes, escrituração contábil, etc. não retira a possibilidade da operação em causa se enquadrar como simulação, isso porque faz parte da natureza da simulação o envolvimento de atos jurídicos lícitos. Afinal, simulação é a desconformidade, consciente e pactuada entre as partes que realizam determinado negócio jurídico, entre o negócio efetivamente praticado e os atos formais (lícitos) de declaração de vontade. Não é razoável esperar que alguém tente dissimular um negócio jurídico dandolhe a aparência de um outro ilícito. GLOSA DE DESPESAS FINANCEIRAS DESNECESSIDADE. A tão só coexistência, com aplicações financeiras remuneradas a taxas inferiores, de empréstimos tomados a pessoas relacionadas não autoriza a inferência de serem desnecessárias as despesas havidas com estes empréstimos. RESERVA DE REAVALIAÇÃO. REALIZAÇÃO. INEXISTÊNCIA. A entrega de bens em pagamento do valor do capital subscrito, fato permutativo que é, não implica em realização da reserva de reavaliação. MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA SIMULAÇÃO EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE A prática da simulação com o propósito de dissimular, no todo ou em parte, a ocorrência do fato gerador do imposto caracteriza a hipótese de qualificação da multa de ofício, nos termos do art. 44, II, da Lei nº 9.430, de 1996. Publicado no D.O.U. nº 141 de 24/07/2008. (Acórdão nº 10323.441, Redator Designado Cons. Antonio Bezerra Neto, Sessão de 17.04.2008) ......................................................................................................... NULIDADE DO LANÇAMENTO INCOMPETÊNCIA DA AUTORIDADE LANÇADORA INOCORRÊNCIA O Auditor Fiscal da Receita Federal é servidor competente para proceder a lançamento de ofício de tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal SRF, em nome desta. Não há falar em nulidade do lançamento quando a autuação foi feita por servidor competente e com a estrita observância da legislação tributária. DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA NULIDADE Fl. 579DF CARF MF Emitido em 07/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/08/2011 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 13/08/2011 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 01/12/2011 por JUDITH DO AMARAL MARCONDES ARM 6 INOCORRÊNCIA. Não há falar em nulidade da decisão de primeira instância quando esta atende aos requisitos formais previstos no art. 31 do Decreto nº. 70.235, de 1972. SIMULAÇÃO SUBSTÂNCIA DOS ATOS Não se verifica a simulação quando os atos praticados são lícitos e sua exteriorização revela coerência com os institutos de direito privado adotados, assumindo o contribuinte as conseqüências e ônus das formas jurídicas por ele escolhidas, ainda que motivado pelo objetivo de economia de imposto. SIMULAÇÃO NEXO DE CAUSALIDADE A caracterização da simulação demanda demonstração de nexo de causalidade entre o intuito simulatório e a subtração de imposto dele decorrente. SIMULAÇÃO EFEITOS DA DESCONSIDERAÇÃO O lançamento, na hipótese de simulação relativa, deve considerar a realidade subjacente em todos os seus aspectos, com adequada consideração do sujeito passivo que praticou os atos que a conformam. Preliminares rejeitadas. Recurso provido. (Acórdão nº10421.729, Redator Designado Cons. Gustavo Lian Haddad, Sessão de 26.07.2006) Ora, a Recorrente reconhece que reestruturou suas atividades de forma a reduzir custos, passando a contratar empresa cuja sócia era sua exfuncionária e que efetivamente lhe prestava serviços. Além disso, como era a principal cliente da Puppies Time Ltda. (a Recorrente não era sua cliente exclusiva), reconhece que possuía ingerência sobre as atividades dessa empresa. Ocorre que isso, por si só, ainda não permite que a autoridade fiscalizadora desqualifique o negócio jurídico realizado entre as empresas, de modo a glosar as despesas incorridas pela Recorrente que originaram os seus créditos de COFINS. Para tanto, deveria provar que a relação entre a Recorrente e a Puppies Time Ltda. era meramente formal, sem substância econômica. Em outras palavras, a circunstância de que a Recorrente possuir ingerência sobre a Puppies Time Ltda. é totalmente irrelevante para revelar a falta de substância econômica nessa relação comercial. Impõese ressaltar que o critério da ingerência administrativa é totalmente alheio à legislação de regência da COFINS não cumulativa, uma vez que o art. 3º, II, da Lei nº 10.833 de 2003, não faz qualquer restrição relacionada à qualidade do prestador dos serviços ou da sua relação comercial com o tomador. Tanto é assim que uma matriz pode contratar a sua subsidiária para prestar serviços, e viceversa, sem que isso lhes impeça de tomarem crédito de COFINS, nos termos da legislação citada. A questão que se faz pertinente nesse caso é a adequação dos preços praticados aos padrões de mercado, mas a legislação de regência é omissa nesse aspecto. Convém mencionar, por fim, que se o legislador ordinário tivesse a intenção de evitar esse tipo de reestruturação operacional, ele deveria ter estabelecido vedação similar ao creditamento da locação ou arrendamento de bens que já tenham integrado o ativo permanente da empresa locatária ou arrendatária. Vejamos: Lei nº 10.833 de 2003 Art. 3º Do valor apurado na forma do art. 2º a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: (...) Fl. 580DF CARF MF Emitido em 07/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/08/2011 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 13/08/2011 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 01/12/2011 por JUDITH DO AMARAL MARCONDES ARM Processo nº 11065.100167/200554 Acórdão n.º 320100.0770 S3C2T1 Fl. 562 7 V aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos, pagos a pessoa jurídica, utilizados nas atividades da empresa; (...) Lei nº 10.865 de 2004 Art. 31. (...) § 3º É também vedado, a partir da data a que se refere o caput, o crédito relativo a aluguel e contraprestação de arrendamento mercantil de bens que já tenham integrado o patrimônio da pessoa jurídica. Ante a falta de indícios suficientes que respaldem a desconsideração da personalidade da Puppies Time Ltda. e a inexistência de vedação legal ao planejamento tributário empreendido pela Recorrente, voto por DAR PROVIMENTO ao presente recurso voluntário, de modo a afastar a glosa dos créditos decorrentes da contratação da empresa Puppies Time Ltda. para o processo de embalagem dos produtos da Recorrente. É como voto. Daniel Mariz Gudiño Relator Fl. 581DF CARF MF Emitido em 07/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/08/2011 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 13/08/2011 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 01/12/2011 por JUDITH DO AMARAL MARCONDES ARM
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Numero do processo: 14041.001449/2007-06
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/05/2004 a 31/12/2006
Ementa:
AUTO-DE-INFRAÇÃO. GFIP. DADOS NÃO CORRESPONDENTES A TODOS OS FATOS GERADORES.
Constitui infração a apresentação de GFIP com dados não correspondentes a todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias, conforme artigo 32, Inciso IV e §5°, da Lei nº 8.212/91.
Verbas pagas através de cartões de premiação integram o salário de contribuição, art.28 da Lei n.° 8.212/91 e devem constar de GFIP.
RETROATIVIDADE BENIGNA. GFIP. MEDIDA PROVISÓRIA Nº 449 REDUÇÃO DA MULTA.
As multas em GFIP foram alteradas pela Medida Provisória n° 449 de 2008, que beneficiam o infrator. Foi acrescentado o art. 32-A à Lei n ° 8.212.
Conforme previsto no art. 106, inciso II do CTN, a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de defini-lo como infração; b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe
comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2302-001.176
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em conceder
provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. A multa deve ser calculada considerando as disposições da Medida Provisória n ° 449 de 2008, mais precisamente o art. 32-A, inciso II, que na conversão pela Lei
n° 11.941 foi renumerado para o art. 32-A, inciso Ida Lei nº 8.212 de 1991.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: Liege Lacroix Thomasi
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I S2-C3T2 Fl. 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo le 14041.001449/2007-06 Rezurso no 260.737 Voluntário Acórdão n° 2302-01.176 — 3' Câmara / 2 Turma Ordinária Sessão de 28 de julho de 2011 Matéria Auto de Infração: GFIP. Fatos Geradores Recorrente CAIXA VIDA PREVIDÊNCIA S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/05/2004 a 31/12/2006 Ementa: AUTO-DE-INFRAÇÃO. GFIP. DADOS NÃO CORRESPONDENTES A TODOS OS FATOS GERADORES. Constitui infração a apresentação de GFIP com dados não correspondentes a todos os fatos geradores de contribuições previdencidrias, conforme artigo 32, Inciso IV e §5°, da Lei no 8.212/91. Verbas pagas através de cartões de premiação integram o salário de contribuição, art.28 da Lei n.° 8.212/91 e devem constar de GFIP. RETROATIVIDADE BENIGNA. GFIP. MEDIDA PROVISÓRIA N 0449 REDUÇÃO DA MULTA. As multas em GFIP foram alteradas pela Medida Provisória n ° 449 de 2008, que beneficiam o infrator. Foi acrescentado o art. 32-A à Lei n ° 8.212. Conforme previsto no art. 106, inciso II do CTN, a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de defini-lo como infração; b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em conceder orovigiojo reurso y9441963. ° .410 tertn9s do relq.tário 9 voto que integram o Assinado dioitalinetite r , br2 plo Lko •cc.,;,2k , 1E1 HA Autenlicado digilairronto orp 03 ,0i:72011 por LIEGE LACROIX THOMASI Impress° oin 24/0S/2011 por IV NA CiAI iA DF CARFVI.F FL2 presente julgado. A multa deve ser calculada considerando as disposições da Medida Provisória n ° 449 de 2008, mais precisamente o art. 32-A, inciso II, que na conversão pela Lei n° 11.941 foi renumerado para o art. 32-A, inciso Ida Lei n '8.212 de 1991. Marco Andre Ramos Vieira - Presidente. Liege Lacroix Thomasi - Relatora. EDITADO EM: 08/08/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Andre Ramos Vieira (presidente), Manoel Coelho Arruda Júnior, Arlindo da Costa e Silva, Liege Lacroix Thomasi, Adriana Sato, Vera Kempers de Moraes Abreu. 1,5.•:;incido digitalmente em 08%08/2011 por LIEGE LACROIX TI 10MASI, 09,U/2011 pr MAï,ZGO ANDR1 RAMOS VIE.I RA Autenticrido digitaImenle em 0/2aI;2011 por LILLIE LACROIX "f I-13MASI 2 Impresso em 2410312011 por NANA CLAti2tA SILVA C'S'IIIP.0 DF CARE MF Fl. 3 Processo n° 14041.001449/2007-06 Acórdão n.° 2302-01.176 S2-C3T2 Fl. 2 Relatório Trata o presente de auto-de-infração, lavrado em 05/12/2007, em desfavor do sujeito passivo acima passivo acima identificado, com ciência em 10/12/2007, em virtude do descun' tprimento do artigo 32, inciso IV, §5°, da Lei n.° 8.212/91 e artigo 225, inciso IV do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.° 3.048/99, com multa punitiva aplicada conforme dispõe o artigo 32, § 5° da Lei n.° 8.212/91 e artigo 284, inciso II, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.° 3.048/99, por não ter informado nas Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social — GFIP's, os valores pagos aos segurados empregados e contribuintes individuais a titulo de premiação concedida através de cartões de fidelização por intermédio da empresa SPIRIT INCENTIVO E FIDELIZAÇÃO LTDA., no período de 05/2004 a 12/2006. O Relatório Fiscal, de fls.06/09, diz que a premiação era concedida sob a forma de valores em espécie, comissões e pontos de fidelização pagos diretamente pela CEF, por intermédio de empresas de marketing e endo-marketing, para o público interno. Aduz o relatório que também eram pagos aos funcionários, pelas empresas do GRUPO CAIXA (formado pelas empresas CAIXA CONSÓRCIOS S/A, CAIXA VIDA PREVIDÊNCIA S/A, CAIXA CAPITALIZAÇÃO S/A E CAIXA SEGURADORA S/A) e a FENAE CORRETORA DE SEGUROS E ADMINISTRAÇÃO DE BENS S/A, comissões creditadas em conta-corrente ou por cartões de crédito/débito ou ainda de outros tipos, relativas aos produtos comercializados das empresas do GRUPO CAIXA, cuja atividade de corretagem está a cargo da FENAE Corretora, responsável pelo repasse dos valores aos empregados da CEF. Os funcionários também recebiam pontos de fidelização nos programas de incentivo de marketing das empresas do GRUPO CAIXA denominados como "Programa PAR e Programa de Relacionamentos do Grupo Caixa Seguros — Sempre Ao Lado", creditados em conta fidelidade administrada pela empresa SPIRIT INCENTIVO E FIDELIZAÇÃO LTDA. 0 resgate dos pontos ocorria pela aquisição de bens junto a empresas como : Produtos Americanas.com ; CVC; Pão de Açúcar; C&A; Cinemark; Abril e Carta Capital. Após a impugnação, Acórdão de fls. 304/312, julgou a autuação procedente. Inconformado, o contribuinte apresentou recurso tempestivo, onde alega que a multa deve ser excluída, pois a obrigação principal ainda está pendente de julgamento e que deve ser deferido o pedido de perícia porque dele pode resultar o cancelamento do auto de infração. Por fim, requer o provimento do recurso para cancelar o auto de infração ou que seja reconhecida a nulidade apontada. o relatório. Assinado dig mente ern 08/08/2011 por 1_1 EGE LACROIX THOMAS', ;;;1`;,::::120 I por ;;IARCO ANLRE OAMOY/ VR:1I RA Autenticado digitalmente em 00/03/20I1 por LIEGE LACRCIX THOMAS! Impresso em 24/08/2011 por IVANA CLAUDIA SI! VA CASTRO DF CARF MF Fl. 4 Voto Conselheira Liege Lacroix Thomasi Cumprido o requisito de admissibilidade, conheço do recurso e passo ao seu exame. A recorrente foi autuada por ter deixado de informar em GFIP a remuneração paga aos segurados a seu serviço, por meio de cartões de premiação , no período de 05/2004 A 12/2006. Ao não informar os valores relativos à remuneração de todos os segurados que lhe prestaram serviço, a recorrente infringiu o artigo 32, inciso IV, § 5 0, da Lei n.° 8.212/91 e artigo 225, inciso IV do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.° 3.048/99, pois é obrigada a informar, mensalmente, ao INSS, por intermédio da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social — GFIP, na forma por ele estabelecida, dados cadastrais, todos os fatos geradores de contribuição previdencidria e outras informações do interesse do Instituto, sendo que a apresentação do documento com dados não correspondentes aos fatos geradores sujeitará o infrator à pena administrativa correspondente à multa de cem por cento do valor devido relativo A. contribuição não declarada. Os valores pagos através de cartões de premiação foram considerados salário, e passíveis de inclusão em GFIP por se enquadrarem no conceito de salário de contribuição e por não constarem das excludentes legais de tal conceito. "Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: I - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer titulo, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Redação dada pela Lei n°9.528, de 10.12.97) A Constituição Federal, no seu artigo 195, I, alínea "a", estabelece: Art. 195. A seguridade social set-6 financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da Unido, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: (Redação dada pela Emenda Constitucional n°20, de 1998) AV:,111:1:10 digtaoenie em 08/0812011 por LIEGE LACROIX THOMASI, 02í032i I por MARCO AIT)RE RAMOS \AEI RA Aulenticado digitalmente on 03/00/2011 LACROIX THOMAS Impresso em 24/08/2011 por I \JANA CLAUDIA SILVA GAS I RC.) 4 DF CARFMF 11. 5 Processo n° 14041.001449/2007-06 S2-C3T2 Acórdão n.° 2302-01.176 Fl. 3 a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer titulo, et pessoa física que lhe preste serviço. mesmo sem vinculo empregaticio; (Incluido pela Emenda Constitucional n°20, de 1998) '0 dispositivo constitucional transcrito cuida não de "remuneração", não de "folha de pagamento", fala de "folha de salários". A "folha de salários" é composta por lançamentos onde constam o nome dos trabalhadores e todas as parcelas devidas a estes em decorrência do serviço executado. Assim, :qualquer tipo de contraprestação paga pela empresa, a qualquer titulo, aos segurados empregados faz parte da "folha de salários", que, nos termos da Carta Política de 1988, é a base de incidência da contribuição social devida pelos empregadores. Ademais, para que não restasse dúvidas sobre a amplitude da base de incidência da contribuição social em questão, o dispositivo constitucional transcrito acrescentou "....e demais rendimentos do trabalho " Além da "folha de salários e demais rendimentos do trabalho", também integram a base de incidência de contribuições previdencidrias, nos termos do § 11 do artigo 201 da Constituição Federal, os "ganhos habituais do empregado, a qualquer titulo". A seu turno, a Lei 8.212, de 24/07/1991, dispõe em seu artigo 22: Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada a Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de: I - vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer titulo, durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. (Redação alterada pela Lei no 9.876, de 26/11/99) Assim, todas as parcelas que fazem parte da remuneração, creditadas a qualquer titulo, são base de incidência constitucional da contribuição em questão, devendo constar das GF1P's, nas competências correspondentes ao pagamento efetuado, excluídas apenas as arroladas no § 9° do art. 28 da Lei 8.212/91, face à isenção concedida por lei, entre as quais não se encontram os prêmios concedidos para incremento da produtividade. inquestionável, portanto, a natureza salarial da verba premial de incentivo à produtividade, devendo constar de GFIP. A$:;inado digitalmen:e em 03/0 512,)11 !N,r 10C: LAUI:0IX . 111C%:ASI, 09/08/201'1 „ VIE:1 RA Aulenticado digita!menle em 0020 11 por LLGI: LACRer,(1; Impresso em 244812011 r.) ,;:r IVA ■ IA CI At :DIA SILVA CASTRO 5 DF CARFMF Fl. 6 Os fatos geradores da obrigação principal já foram objeto de julgamento por este colegiado, que os entendeu como passiveis de incidência contributiva previdenciária, em sessão realizada em dezembro de 2010. Em razão da natureza do lançamento e dos elementos que foram examinados e lhe deram suporte, é prescindível qualquer diligência ou perícia para a necessária convicção no julgamento do presente recurso, devendo-se aplicar o disposto nas normas que disciplinam o processo administrativo tributário, in verbis: DECRETO N° 70.235, DE 6 DE MARCO DE 1972. Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instancia determinará, de oficio ou a requerimento do imp ugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendê-las necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observando o disposto no art. 28, in fine. (Redação dada pela Lei n°8.748, de 9.12.1993) Portanto, indefiro o pedido de perícia, com base no artigo 18 do Decreto n.° 70.235/72, já que não se constitui em direito subjetivo do notificado e a prova do fato de eventual erro nos valores lançados, independe de conhecimento técnico e poderia ter sido trazida, aos autos pela recorrente, posto que sequer houve qualquer apontamento onde os cálculos poderiam estar incorretos. Quanto ao mérito do lançamento, já é matéria pacificada por este colegiado que a premiação recebida através de cartões operacionalizados por empresa de marketing, se constitui em salário de contribuição, sendo totalmente prenscindivel a realização de perícia para a convicção do julgado. Por derradeiro, há que se observar a retroatividade benigna prevista no art. 106, inciso II do CTN. As multas em GFIP foram alteradas pela Medida Provisória n ° 449 de 2008, que beneficiam o infrator. Foi acrescentado o art. 32-A 6. Lei n ° 8.212, já na redação da Lei n.° 11.941/2009, nestas palavras: "Art. 32-A. 0 contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar corn incorreções ou omissões sera intimado a apresenta-la ou a prestar esclarecimentos e sujeitar-se-á as seguintes multas: I — de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e II — de 2% (dois por cento) ao mês-calendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de Jana de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3' deste artigo. § 1`' Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não- apresentaçã o, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento. Assinado dìgltaimerSe emn 0 ,0812011 por LIEGE LACROIX mom 09/08/' JS \AEI RA Autenticado digitalmente em 03/00/2011 p6r LIEGE: LACROIX THOMAS! 6 Impressa um 24.1,8/2011 por NANA CI tAiDIA S;!.V,'; GAS -I RO DF CARF MF Fl. 7 Processo n° 14041.001449/2007-06 S2-C3T2 Acórdão n.° 2302-01.176 Fl. 4 § Observado o disposto no § 32 deste artigo, as multas serão reduzidas: 1-a metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de oficio; ou II — a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. § 3' A multa minima a ser aplicada será de: I — R$ 200,00 (duzentos reais), tratando-se de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e II — R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos." Conforme previsto no art. 106, inciso II do CTN, a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de defini-lo como infração; b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Assim, no caso presente, há cabimento do art. 106, inciso II, alínea "c" do Código Tributário Nacional. Pelo exposto, voto pelo provimento parcial do recurso, devendo a multa aplicada ser calculada considerando as disposições do artigo 32-A, inciso I, da Lei n.° 11.941/2009. Liege Lacroix Thomasi - Relatora Asnado d tamene em 08/C3/2011 por LIE:GE LAcroix Ti 0MAS!, 0,03/2C "11 , RAMOS VIE1 RA Autenticado digitaimente cm 03103/2011 por LiCC LACrOIX THOMAS' Impress° cm 21/08/2011 por PIARA CLAM1A SILVA GAS 1 RD
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Numero do processo: 14751.002063/2009-69
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Jun 07 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2005
OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. APRESENTAÇÃO DE ARQUIVOS DIGITAIS. DESCUMPRIMENTO. INFRAÇÃO
A não exibição de arquivos digitais solicitados pelo Fisco, no prazo por esse estabelecido, caracteriza infração, por descumprimento de obrigação acessória.
ALEGAÇÃO DO CUMPRIMENTO DOS DEVERES PARA COM A FAZENDA PÚBLICA E A COLETIVIDADE EM PERÍODOS ANTERIORES À OCORRÊNCIA DO ILÍCITO TRIBUTÁRIO. INTERFERÊNCIA NO LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO. INEXISTÊNCIA.
Quando o Fisco demonstra a existência de tributos não recolhidos, o fato de, em períodos pretéritos à ocorrência dos fatos geradores, a empresa haver adimplido com todos os seus encargos fiscais e ter cumprido com o seu papel social, não interfere na aplicação de multa por inobservância de obrigações acessórias.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2401-001.863
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, or unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso.
Nome do relator: KLEBER FERREIRA DE ARAUJO
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APRESENTAÇÃO DE ARQUIVOS DIGITAIS. DESCUMPRIMENTO. INFRAÇÃO A não exibição de arquivos digitais solicitados pelo Fisco, no prazo por esse estabelecido, caracteriza infração, por descumprimento de obrigação acessória. ALEGAÇÃO DO CUMPRIMENTO DOS DEVERES PARA COM A FAZENDA PÚBLICA E A COLETIVIDADE EM PERÍODOS ANTERIORES À OCORRÊNCIA DO ILÍCITO TRIBUTÁRIO. INTERFERÊNCIA NO LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO. INEXISTÊNCIA. Quando o Fisco demonstra a existência de tributos não recolhidos, o fato de, em períodos pretéritos à ocorrência dos fatos geradores, a empresa haver adimplido com todos os seus encargos fiscais e ter cumprido com o seu papel social, não interfere na aplicação de multa por inobservância de obrigações acessórias. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, or unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Elias Sampaio Freire Presidente Fl. 75DF CARF MF Emitido em 07/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 06/07/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE 2 Kleber Ferreira de Araújo Relator Participaram do presente julgamento o(a)s Conselheiro(a)s Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Cleusa Vieira de Souza, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 76DF CARF MF Emitido em 07/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 06/07/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE Processo nº 14751.002063/200969 Acórdão n.º 240101.863 S2C4T1 Fl. 73 3 Relatório Tratase de recurso voluntário, fls. 65/70, interposto pela empresa acima identificada contra acórdão da Delegacia de Julgamento em Recife, fls. 59/62, que decidiu pela procedência do lançamento consignado no Auto de Infração n. 37.231.0443. Da autuação De acordo com o Relatório Fiscal da Infração, fl. 22, a empresa descumpriu com a obrigação acessória de apresentar no prazo solicitado pelo Fisco arquivos digitais correspondentes aos registros dos seus negócios e atividades econômicas ou financeiras, livros ou documentos de natureza contábil e fiscal: 1. Em cumprimento de Mandado de Procedimento Fiscal MPF n. . 0430100.2008.00433, em Auditoria Fiscal Previdenciária na empresa GRADIENTE CONSTRUÇÕES CIVIS TERRAPLENAGEM LTDA, a fiscalização solicitou e reiterou nos Termos de Intimação Fiscal — TIF n o . 01 e 02, cientificados em 27/02/2009 e 08/06/2009, mas a empresa deixou de apresentar, nos prazos neles fixados, 20 (vinte) dias, até a presente data, as informações necessárias à fiscalização relativas aos arquivos em meio digital das informações relacionadas com as contribuições previdenciárias, indispensáveis à verificação do regular cumprimento das obrigações previdenciárias principais e acessórias, utilizadas por processamento eletrônico de dados na produção da escrituração contábil, livros Diário e Razão, dos exercícios de 2004 e 2005. O que constitui infração à obrigação tributária acessória disposta no artigo 11 da Lei 8.218/91. 1.1. A empresa apresentou à fiscalização os livros Diário e Razão, dos exercícios de 2004 e 2005, em meio papel, os quais foram produzidos por processamento eletrônico de dados. Foram colacionados documentos que supostamente comprovaria a ocorrência da infração apontada. A ciência da lavratura deuse em 28/08/2009 e a multa foi aplicada no valor de R$ 21.344,96 (vinte e um mil e trezentos e quarenta e quatro reais e noventa e seis centavos), a qual teve como fundamento legal o art. 12, inciso III e parágrafo único, da Lei 8.218/1991, e resultou da aplicação de 0,02% por dia de atraso, calculado sobre a receita operacional bruta informada na Demonstração do Resultado do Exercício dos anos de 2004 e 2005. Da impugnação A empresa apresentou impugnação, fls. 43/46, na qual alega, em síntese, que sempre cumpriu com suas obrigações tributárias; que os valores retidos pelos seus tomadores de serviço, no percentual de 11% do valor das notas fiscais, quitariam as contribuições Fl. 77DF CARF MF Emitido em 07/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 06/07/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE 4 lançadas e, ainda, que época da ocorrência dos fatos geradores inexistia norma que a obrigação a apresentação de escrituração digital, portanto, não lhe pode ser imputada a obrigação que deu ensejo à lavratura. Da decisão recorrida A DRJ em Recife decidiu por manter o crédito tributário na integralidade, exarando o acórdão assim ementado: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2005 PREVIDENCIÁRIO. INFORMAÇÕES EM MEIO DIGITAL. NÃO APRESENTAÇÃO. Constitui obrigação das empresas que utilizam sistemas de processamento eletrônico de dados para registrar negócios e atividades econômicas ou financeiras, escriturar livros ou elaborar documentos de natureza contábil ou fiscal, a manter, à disposição da então Secretaria da Receita Federal, os respectivos arquivos digital. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Do recurso No seu recurso a empresa, após breve sinopse dos fatos constantes no processo, alega, em apertada síntese, que: a) a vasta documentação apresentada é suficiente para desconstituir o lançamento sob cuidado; b) a recorrente é cumpridora de seus deveres legais, uma vez que atua no ramo da construção civil desde o ano de 1973, sem que nunca tenha sido autuada por irregularidades fiscais; c) exerce um importante papel no desenvolvimento econômico e social do Estado da Paraíba; d) nos anos de 2004 e 2005 foi contratada pelas empresas Siemens e WFI para execução de serviços na modalidade contratual de empreitada global; e) os trabalhadores que laboraram na execução dos serviços estão corretamente informados nas folhas de pagamento e Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP, fato que comprova que as contribuições foram corretamente adimplidas; f) a obrigatoriedade de efetuar a escrituração digital veio a ser instituída somente pela Instrução Normativa n. 787/2007, de 20/11/2007, para as empresa sujeitas ao Sistema Público de Escrituração Digital, o que não é o seu caso; Fl. 78DF CARF MF Emitido em 07/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 06/07/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE Processo nº 14751.002063/200969 Acórdão n.º 240101.863 S2C4T1 Fl. 74 5 g) mesmo que estivesse obrigada a essa sistemática, devese observar que os fatos geradores envolvidos no AI são anteriores a referida Instrução Normativa, portanto, não ocorreu a infração, por falta de previsão normativa para cumprimento da obrigação acessória. Ao final, pede a declaração de improcedência da autuação. É o relatório. Fl. 79DF CARF MF Emitido em 07/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 06/07/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE 6 Voto Conselheiro Kleber Ferreira de Araújo, Relator O recurso merece conhecimento, posto que preenche os requisitos de tempestividade e legitimidade. Do histórico da empresa Na sua peça recursal a empresa alega que sempre cumpriu com suas obrigações tributárias e que cumpre relevante papel social no desenvolvimento do Estado da Paraíba. Não posso desprezar tais argumentos, uma vez que é de fundamental importância, não só para a Paraíba, mas para todo o País, que as empresas contribuam, quer pelo correto adimplemento de suas obrigações fiscais, quer pela assunção da responsabilidade pelo bem estar das pessoas que residem na sua área de atuação. Todavia, por mais relevantes que sejam essas alegações, as mesmas não se prestam para afastar o lançamento de que se cuida. O Fisco, ao constatar a existência de descumprimento de obrigação tributária acessória, vêse obrigado a aplicar a penalidade legalmente prevista, procedimento que é plenamente vinculado e independe do fato da empresa demonstrar que até então vinha cumprindo integralmente com suas obrigações para com a Fazenda Pública. Inexiste no ordenamento pátrio comando legal que impeça o Fisco de efetuar o lançamento tributário em razão da ausência de antecedentes do sujeito passivo quanto ao cometimento de ilícitos fiscais ou quanto ao abandono de sua responsabilidade social. Nesse sentido, o que temos que analisar é se o procedimento administrativo de aplicação da multa está em consonância com a legislação que rege a matéria, não sendo necessário nos aprofundarmos sobre o histórico da empresa no que diz respeito ao cumprimento dos seus deveres fiscais e sociais. Da impertinência de teses recursais Uma leitura superficial da peça recursal já revela que há argumentos ali lançados que não guardam correlação com a infração imputada no presente AI. Em algumas passagens, a empresa se reporta a lançamento decorrente de descumprimento de obrigação principal, nas quais alega que as contribuições foram quitadas. Verificase que há uma confusão conceitual, quando a recorrente defendese contra autuação decorrente de falta de pagamento do tributo ao invés de se contrapor a acusação de cometimento de infração por descumprimento de dever instrumental. Essa distinção – obrigação principal X obrigação acessória vem estampada no Código Tributário Nacional – CTN que estabelece no seu art. 113 a clara separação entre os institutos1 1 Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extinguese juntamente com o crédito dela decorrente. § 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. § 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, convertese em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária. Fl. 80DF CARF MF Emitido em 07/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 06/07/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE Processo nº 14751.002063/200969 Acórdão n.º 240101.863 S2C4T1 Fl. 75 7 Da infração Alega a recorrente que inexistiu a infração, posto que, no período a que se refere o AI, não havia legislação que obrigasse tal conduta. Esse dever somente veio ao ordenamento pela Instrução Normativa IN n. 787/2007, de 20/11/2007, e isso para as empresa sujeitas ao Sistema Público de Escrituração Digital, o que não é o seu caso. Percebo que a empresa lança argumento impreciso. A apresentação de arquivos digitais relativos ao seu movimento contábil, fiscal, trabalhista e previdenciário difere do que se define como escrituração digital, essa sim introduzida no rol das obrigações acessórias somente em momento posterior. De fato, foi a IN 787/2007 que institui a Escrituração Contábil Digital ECD, para fins fiscais e previdenciários, a qual nos termos do art. 2. , alíneas “a”, “b” e “c”, do referido normativo, compreende: Art. 2º A ECD compreenderá a versão digital dos seguintes livros: I livro Diário e seus auxiliares, se houver; II livro Razão e seus auxiliares, se houver; III livro Balancetes Diários, Balanços e fichas de lançamento comprobatórias dos assentamentos neles transcritos. As empresas obrigadas a essa sistemática devem transmitir a ECD ao Sistema Público de Escrituração Digital – Sped anualmente até o último dia do mês de junho do ano seguinte ao anocalendário a que se refira a escrituração (art. 1. , § 1. , combinado com art. 5. , “caput”, da IN n. 787. Já o art. 10 da mesma IN, ao tratar da penalidade pelo descumprimento da obrigação de apresentar a ECD, assim dispõe: Art. 10. A não apresentação da ECD no prazo fixado no art. 5º acarretará a aplicação de multa no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por mêscalendário ou fração. A infração capitulada no presente a AI, todavia, é de outra natureza e, é lógico, contém fundamentação legal diverso. No caso do AI sob testilha, a conduta tida como contrária ao ordenamento diz respeito à omissão da empresa em apresentar os arquivos digitais utilizados para registrar negócios e atividades econômicas ou financeiras, escriturar livros ou elaborar documentos de natureza contábil ou fiscal. Essa obrigação vem estampada na Lei n. 8.218/1991, nos seguintes termos: Art.11.As pessoas jurídicas que utilizarem sistemas de processamento eletrônico de dados para registrar negócios e atividades econômicas ou financeiras, escriturar livros ou elaborar documentos de natureza contábil ou fiscal, ficam obrigadas a manter, à disposição da Secretaria da Receita Federal, os respectivos arquivos digitais e sistemas, pelo prazo Fl. 81DF CARF MF Emitido em 07/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 06/07/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE 8 decadencial previsto na legislação tributária. .(Redação dada pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) A penalidade para a infração a esse dever instrumental, vem apresentada na mesma Lei nos seguintes termos: Art. 12 A inobservância do disposto no artigo precedente acarretará a imposição das seguintes penalidades: I multa de meio por cento do valor da receita bruta da pessoa jurídica no período, aos que não atenderem à forma em que devem ser apresentados os registros e respectivos arquivos; II multa de cinco por cento sobre o valor da operação correspondente, aos que omitirem ou prestarem incorretamente as informações solicitadas, limitada a um por cento da receita bruta da pessoa jurídica no período; .(Redação dada pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) III multa equivalente a dois centésimos por cento por dia de atraso, calculada sobre a receita bruta da pessoa jurídica no período, até o máximo de um por cento dessa, aos que não cumprirem o prazo estabelecido para apresentação dos arquivos e sistemas. .(Redação dada pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) Parágrafo único.Para fins de aplicação das multas, o período a que se refere este artigo compreende o anocalendário em que as operações foram realizadas. .(Redação dada pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) Pois bem, tendo concluído que o sujeito passivo laborou em equívoco ao tentar justificar a inocorrência da infração pela suposta falta de norma impositiva na época da ocorrência dos fatos geradores, restame perquirir se efetivamente a empresa cometeu a falta que deu ensejo à aplicação da penalidade constante no AI. Sobre essa questão devese atentar para o fato de que o Fisco afirma que a empresa efetivamente utilizava de sistema de processamento de dados para preparar sua contabilidade, tendo juntado inclusive documentos para comprovar essa assertiva. A empresa não se contrapôs a esse fato, nem de forma incidental. Por outro lado, também não houve a apresentação de qualquer documento que viesse a comprovar a exibição dos dados magnéticos requeridos pela Auditoria, podendo se, com segurança, chegarse a conclusão de que a omissão apontada no AI concretizouse, sendo cabível a penalidade imposta. Por outro lado, alegada apresentação de GFIP não supre a referida omissão, uma vez que são obrigações de natureza diversa. Portanto, a suposta declaração dos fatos geradores em GFIP não é motivo para que se desconstitua a autuação. Não posso, assim, concordar com a reforma do Acórdão da DRJ que considerou procedente a lavratura. Fl. 82DF CARF MF Emitido em 07/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 06/07/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE Processo nº 14751.002063/200969 Acórdão n.º 240101.863 S2C4T1 Fl. 76 9 Conclusão Diante do exposto, por concluir que a empresa infringiu o dever legal acima transcrito, voto por conhecer do recurso, negandolhe provimento. Kleber Ferreira de Araújo Fl. 83DF CARF MF Emitido em 07/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 06/07/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE
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