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Numero do processo: 10073.000534/99-40
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/01/1995 a 31/12/1996
Ementa: RECURSO VOLUNTÁRIO. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA.
A matéria tributável não especificamente contestada na mpugnação é reputada como incontroversa e insuscetível de posterior invocação.
Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 201-80.486
Decisão: ACORDAM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por falta de objeto.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Walber José da Silva
1.0 = *:*
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/01/1995 a 31/12/1996 Ementa: RECURSO VOLUNTÁRIO. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. A matéria tributável não especificamente contestada na mpugnação é reputada como incontroversa e insuscetível de posterior invocação. Recurso não conhecido.
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Siape 91745 MINISTÉRIO DA-P , V-11" SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA . Processo n" 10073.000534/99-40 Recurso n" 124.261 Voluntário . de Matéria PIS/Pasep •","th"Var"4° Acórdão n" 201-80.486 • Rubrica 31.1 Sessão de 15 de agosto de 2007 • Recorrente TRANSMERIDIAN CARGAS LTDA. • Recorrida DRJ no Rio de Janeiro - RJ • Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/01/1995 a 31/12/1996 Ementa: RECURSO VOLUNTÁRIO. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. A matéria tributável não especificamente contestada na impugnação é reputada como incontroversa e insuscetível de posterior invocação. Recurso não conhecido. , Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por falta de objeto. ' 1 • ekaxi,C,L ie SE 'A MARIA COELHO MARQUE Presidente Á, WALB:b JOSÉ DA S 4 LVA Relator Partici e. am, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Fabiola Cassiano Keramidas, Maurício Taveira e Silva, Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça, José Antonio Francisco, Antônio Ricardo Accioly Campos e Gileno Gurjão Barreto. . A MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • Processo n.° 10073.000534/99-40 CCO2/C0 1 Sv CONFERE COM O Acórdão n.° 201-80.486 Fls. 144 Bradna, 1. BaftsCS'a Ma + Siapo 91745 Relatório Contra a empresa TRANSMERIDIAN CARGAS LTDA. foi lavrado auto de infração para exigir o pagamento de PIS, relativo a fatos geradores ocorridos entre 01/95 e 12/96, tendo em vista que a Fiscalização constatou que a interessada deixou de declarar e pagar a exação sobre as receitas recebidas da Cia. Siderúrgica Nacional - CSN. Tempestivamente a contribuinte insurge-se contra a exigência fiscal, conforme impugnação às fls. 44/45, cujos argumentos de defesa estão sintetizados às fls. 79/80 do Acórdão recorrido. • A Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro - RJ manteve parcialmente o lançamento para excluir os débitos do ano de 1996 e considerar não impugnado o débito do ano de 1995, nos termos do Acórdão DRJ/RJOII n2 1.850, de 24/01/2003, cuja ementa apresenta o seguinte teor: "Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/01/1995 a 31/10/1995, 01/01/1996 a 31/01/1996, 01/03/1996a 31/12/1996 Ementa: PIS - VALORES DECLARADOS EM DIRPJ -IMPOSSIBILIDADE DE EXIGÊNCIA - Os valores informados em DIRPJ não possuem os atributos de liquidez e certeza, necessários à constituição e exigência do crédito tributário, quando a pessoa jurídica possuía filial e não centralizava seus recolhimentos na matriz, à época da ocorrência do fato gerador. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA - A matéria não contestada expressamente configura-se -como não impugnada, nos termos do artigo 17 do Decreto n° 70.235/72. Lançamento Procedente em Parte". Ciente da decisão de primeira instância em 24/03/2003, fl. 85v, a contribuinte interpôs recurso voluntário em 17/04/2003, no qual alega a nulidade do auto de infração porque o débito foi constituído com base no Processo n2 10073.001843/95-86, cuja inscrição em dívida ativa da União foi cancelada e a ação de execução fiscal foi extinta. Por meio do Despacho de fls. 114/115, o processo retornou à repartição de origem para regularização quanto ao arrolamento de bens. Na forma regimental, o processo foi a mim distribuído no dia 14/06/2005, conforme despacho exarado na última folha dos autos - fl. 120. 2 Por não ter sido cumprido o determinado no despacho de fls. 114/115, o processo retornou à repartição de origem, conforme despacho de fls. 121/122. Em cumprimento ao despacho supra, foi juntado a este o Processo n2 10073.001843/95-86 e prestada a informação de fl. 141v sobre a dispensa de arrolamento de bens. 1W- • • MF.- SEGUNDO CONSELHO DE CONTRLBUINTES Processo n.° 10073.000534/99-40 CONFERE COM O ORv.".:NA.1. CCO2/C01 • • Acórdão n.° 201-80.486 BraCia,Fls. 145 - / DC.A) .;. Silvio Si.5Subcca Mat.: 5i7pF.! • O processo foi enviado a este offelheir3=Relator no-dia-1-8 007, conforme despacho de fl. 142. • êP É o Relatório. • • .• • .• •• • - • • • j. . . . -,,, : • . Processo n.° 10073.000534/9940 CCO2/C01 Acórdão n.° 201-80.486. Fls. 146 SEGUcoNVEONRESl..„1-:30000ERVINNZIWINT ES Mat.: 1:;13-,e 174,1 Voto .: , .., Conselheiro WALBER JOSÉ DA SILVA, Relator : O recurso voluntário é tempestivo, porém, não reúne as condições de admissibilidade, pelas razões que passo a expor. • Como relatado, foi mantido o lançamento do ano de 1995, que não foi objeto de - impugnação e, portanto, não se estabeleceu o litígio, como bem disse a decisão recorrida, nos seguintes termos: "Relativamente aos períodos de apuração do ano de 1995, em verdade a empresa não contesta sua exigência na impugnação apresentada, : uma vez que se restringe ao argumento de que os valores exigidos já : teriam sido informados por ela ao Fisco, por meio das correspondentes : declarações. Considerando que relativamente ao ano de 1995 não foi . apresentada nenhuma DCTF pela autuada, nem tampouco DIRPJ, . conforme se verifica pelas informações de fls. 64, conclui-se que o • argumento por ela utilizado em sua manifestação não se aplica ao ano- .• calendário 1995, pois, em relação a tal período, a empresa encontra-se : completamente omissa. Vale dizer, ainda, que a autuada também não • contesta os fundamentos da autuação para o ano de 1995. Sobre a questão, dispõe o artigo 17 do Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972, que regula o Processo Administrativo Fiscal: • - Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido 1 • • expressamente contestada pelo impugnante. Pelo exposto, voto pela manutenção da autuação relativamente ao ano- calendário 1995." .. • , Foge à competência deste Colegiado conhecer e julgar matéria que não foi apreciada na primeira instância, por não ter sido impugnada e, conseqüentemente, não se estabeleceu o litígio. Sem objeto, não há como conhecer do recurso voluntário. • Apenas para fins de esclarecimentos, a diligência solicitada por este Colegiado mostrou-se dispensável, quer pelas razões expostas no despacho de fl. 141v da repartição preparadora, quer porque o débito do Processo n g- 10073.001843/95-86 foi reinscrito em dívida ativa da União. ,: A repartição preparadora deve providenciar a desapensação do Processo n2: . . . 10073.001843/95-86, que tem curso independente deste processo. Em face do exposto, voto por não conhecer do recurso voluntário por falta de,: objeto.: I Sala das Ses -es, em 1 de agosto de 2007. l' I tif -1110 WALBE JOSÉ DA S , VA u i ()L M Page 1 _0093300.PDF Page 1 _0093400.PDF Page 1 _0093500.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 11610.006201/2003-18
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 10 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Feb 10 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 1999
IRRF NÃO RECOLHIDO PELA FONTE PAGADORA. BENEFICIÁRIO DO RENDIMENTO SÓCIO DA FONTE PAGADORA.
RESPONSABILIDADE. SOLIDARIEDADE.
Nos termos do artigo 8° do Decreto n°. 1.736, de 1979, são solidariamente responsáveis com o sujeito passivo os acionistas controladores, os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado, pelos créditos decorrentes do não recolhimento do imposto sobre a renda descontado na fonte. Nesse caso, o IRRF não recolhido aos cofres públicos pela fonte pagadora que incidiu sobre os rendimentos auferidos por sócio
deve ser glosado da declaração de ajuste anual do sócio beneficiário dos rendimentos.
MULTA DE OFÍCIO E JUROS DE MORA À TAXA SELIC. PRINCÍPIO
DO NÃO CONFISCO. IMPOSSIBILIDADE DO DEFERIMENTO DESSA
PRETENSÃO NA VIA ADMINISTRATIVA.
A multa de oficio lançada tem sede no art. 44 da Lei n° 9.430/96, e não se pode afastá-la sob o argumento de que é exorbitante, pois isso implicaria na decretação de inconstitucionalidade de modo incidental da norma citada, o que é vedado ao julgador administrativo. Na espécie incide a inteligência da
Súmula CARF n° 2: "0 CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionahdade de lei tributária". Mesma sorte socorre a aplicação dos juros de mora á. taxa selic, os quais foram objeto do enunciado Sumular CARF n° 4: "A partir de I° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal
são devidos, no período de inadimplência, a taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais". Ainda, com espeque no art. 72, caput e § 4°, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda, aprovado pela
Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009 (DOU de 23 de junho de 2009), deve-se ressaltar que os enunciados sumulares dos Conselhos de Contribuintes e do CARF são de aplicação obrigatória nos julgamentos de 2° grau.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2102-001.069
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
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materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 1999 IRRF NÃO RECOLHIDO PELA FONTE PAGADORA. BENEFICIÁRIO DO RENDIMENTO SÓCIO DA FONTE PAGADORA. RESPONSABILIDADE. SOLIDARIEDADE. Nos termos do artigo 8° do Decreto n°. 1.736, de 1979, são solidariamente responsáveis com o sujeito passivo os acionistas controladores, os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado, pelos créditos decorrentes do não recolhimento do imposto sobre a renda descontado na fonte. Nesse caso, o IRRF não recolhido aos cofres públicos pela fonte pagadora que incidiu sobre os rendimentos auferidos por sócio deve ser glosado da declaração de ajuste anual do sócio beneficiário dos rendimentos. MULTA DE OFÍCIO E JUROS DE MORA À TAXA SELIC. PRINCÍPIO DO NÃO CONFISCO. IMPOSSIBILIDADE DO DEFERIMENTO DESSA PRETENSÃO NA VIA ADMINISTRATIVA. A multa de oficio lançada tem sede no art. 44 da Lei n° 9.430/96, e não se pode afastá-la sob o argumento de que é exorbitante, pois isso implicaria na decretação de inconstitucionalidade de modo incidental da norma citada, o que é vedado ao julgador administrativo. Na espécie incide a inteligência da Súmula CARF n° 2: "0 CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionahdade de lei tributária". Mesma sorte socorre a aplicação dos juros de mora á. taxa selic, os quais foram objeto do enunciado Sumular CARF n° 4: "A partir de I° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, a taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais". Ainda, com espeque no art. 72, caput e § 4°, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda, aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009 (DOU de 23 de junho de 2009), deve-se ressaltar que os enunciados sumulares dos Conselhos de Contribuintes e do CARF são de aplicação obrigatória nos julgamentos de 2° grau. Recurso negado.
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decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
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BENEFICIÁRIO DO RENDIMENTO SÓCIO DA FONTE PAGADORA. RESPONSABILIDADE. SOLIDARIEDADE. Nos termos do artigo 8° do Decreto n°. 1.736, de 1979, são solidariamente responsáveis com o sujeito passivo os acionistas controladores, os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado, pelos créditos decorrentes do não recolhimento do imposto sobre a renda descontado na fonte. Nesse caso, o IRRF não recolhido aos cofres públicos pela fonte pagadora que incidiu sobre os rendimentos auferidos por sócio deve ser glosado da declaração de ajuste anual do sócio beneficiário dos rendimentos. MULTA DE OFÍCIO E JUROS DE MORA Ã TAXA SELIC. PRINCÍPIO DO NÃO CONFISCO. IMPOSSIBILIDADE DO DEFERIMENTO DESSA PRETENSÃO NA VIA ADMINISTRATIVA. A multa de oficio lançada tern sede no art. 44 da Lei n° 9.430/96, e não se pode afastá-la sob o argumento de que é exorbitante, pois isso implicaria na decretação de inconstitucionalidade de modo incidental da norma citada, o que é vedado ao julgador administrativo. Na espécie incide a inteligência da Súmula CARF n° 2: "0 CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionahdade de lei tributária". Mesma sorte socorre a aplicação dos juros de mora á. taxa selic, os quais foram objeto do enunciado Sumular CARF n° 4: "A partir de I° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, a taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais". Ainda, corn espeque no art. 72, caput e § 4°, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda, aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009 (DOU de 23 de junho de 2009), Acordam os membros d provimento ao recurso, nos termos do v nanimidade de v tos, em NEGAR Colegiado, por o do Relator. deve-se ressaltar que os enunciados sumulares dos Conselhos de Contribuintes e do CARF são de aplicação obrigatória nos julgamentos de 2° grau. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos rese s autos. GIOVANNI C ISTIAN NUNE elator e Presidente EDITADO M: 15/03/2011 Participar Vanessa Pereira Rodrigue Pereira Lima, Acácia Sayu do presente julg Domene, Rubens Wakasugi e Giova e o os Conselheiros Núbia Matos Moura, uricio Carvalho, Carlos André Rodrigues hristian Nunes Campos. Relatório Em face do contribuinte Laurindo Chinellato, CPF/MF n° 448.776.928-00, já qualificado neste processo, foi lavrado, em 13/11/2002 (fl. 13), auto de infração (fls. 13 a 16), decorrente da revisão de sua declaração de imposto de renda do ano-calendário 1998. Abaixo, discrimina-se o credito tributário constituído pelo auto de infração antes informado, que sofre a incidência de juros de mora a partir do mês seguinte ao do vencimento do crédito: IMPOSTO R$ 5.129.68 MULTA DE OFÍCIO R$ 3.847,26 Pelo que se vê da descrição da infração, a autoridade fiscal glosou o IRRF retido pelas fontes pagadoras e informado na DIRPF respectiva, ao argumento de que as empresas do contribuinte CNPJ nos 00000308/0001-37 e 67260034/0001-96 não recolheram aos cofres públicos o IRRF retido em nome do contribuinte. Inconformado com a autuação, o contribuinte apresentou impugnação ao lançamento, dirigida à Delegacia da Receita Federal de Julgamento. Na impugnação, ainda, foi juntada uma cópia do comprovante de rendimentos pagos pela empresa Auto Link Telecom Telecomunicações S/A (CNPJ n° 00000308/0001-37), na qual consta que a natureza dos rendimentos seria pro-labore/sócios, com retenção de IRRF de R$ 7.525,44 (fl. 12), este que foi glosado. A 4' Turma de Julgamento da DRJ-Brasilia (DF), por unanimidade de votos, julgou procedente o lançamento, em decisão consubstanciada no Acórdão n° 03-21.588, de 19 de julho de 2007 (fls. 27 a 35). 2 Processo n° 11610.006201/2003-18 S2-CIT2 Acórdão n.° 2102-01.069 Fl. 57 0 contribuinte foi intimado da decisão a quo em 31/07/2008 (fl. 39). Irresignado, interpôs recurso voluntário em 26/08/2008 (fl. 41). No voluntário, o recorrente alega, em síntese, que: "Muito embora seja cediço que o referido tributo enseja cobrança solidária entre o contribuinte e a personalidade jurídica, a qual deve descontar e recolher aos cofres públicos o imposto na fonte - resta límpido que a obrigação do recorrente foi cumprida, qual seja, o mesmo, demonstrou os referidos descontos em sua declaração de imposto de renda, isentando-se assim de responsabilidade, haja vista, que sendo personalidades distintas (a física da jurídica), não pode o recorrente ter o prejuízo de forma duplicada, ou spja, além de sofrer os descontos — e assim não ter recebido — vir a pagar novamente o imposto" (fl. 42 – transcrição do recurso voluntário); a multa de oficio pecuniária de 75% sobre o imposto lançado e os juros de mora a taxa selic tem caráter manifestamente confiscatórios e devem ser afastados do lançamento em foco. o relatório. Voto Conselheiro Giovanni Christian Nunes Campos, Relator Declara-se a tempestividade do apelo, já que o contribuinte foi intimado da decisão recorrida em 31/07/2008 (fl. 39), quinta-feira, e interpôs o recurso voluntário em 26/08/2008 (fl. 41), dentro do trintidio legal, este que teve seu termo final em 1°/09/2008, segunda-feira. Dessa forma, atendidos os demais requisitos legais, passa-se a apreciar o apelo, como discriminado no relatório. Sem preliminares, passa-se apreciar diretamente o mérito da controvérsia. 0 contribuinte sofreu a glosa do IRRF informado na DIRPF-exercício 1999, pois seria sócio das fontes pagadoras de CNPJ nos 00000308/0001-37 e 67260034/0001-96, que fizeram a retenção do IRRF, porém não o recolheram aos cofres públicos. Na linha da argumentação da decisão recorrida, haveria solidariedade entre o contribuinte e a fonte pagadora com o IRRF não recolhido, razão para justificar a glosa em debate. A questão que se coloca é se um contribuinte, sócio da fonte pagadora, auferindo rendimentos de pro-labore e sofrendo a retenção de IRRF não recolhido aos cofres públicos pela fonte pagadora, pode registrar tal IRRF na DIRPF respectiva, sem sofrer qualquer glosa. Parece-me claro que essa é uma situação em que ambas as pessoas, o sócio e a pessoa jurídica fonte pagadora, têm interesse comum na situação que constituiu o fato gerador do imposto não pago, devendo ambas ser solidárias no cumprimento da obrigação em face da fazenda pública, basicamente porque o sócio detém o poder para fazer a pessoa jurídica cumprir, ou não, a obrigação, não sendo razoável permitir a dedução do IRRF não pago na declaração do sócio, inclusive com a possibilidade de restituição desse imposto, como se tentou no caso aqui em debate. Este tipo de solidariedade está estampado no art. 124 do C'FN, abaixo: Art. 124 do CTN. São solidariamente obrigadas: I - as pessoas que tenham interesse comum na situa cão que constitua o fato gerador da obrigação principal; A especifica solidariedade aqui em foco, no caso de IRRF retido de sócio da fonte pagadora e não recolhido aos cofres públicos, está regulada no Decreto-Lei n° 1.736/79 (e regulamentada no art. 723 do Decreto n° 3.000/99), abaixo transcrito: Art 8° do DL n° 1.736/79 - Silo solidariamente responsáveis com o sujeito passivo os acionistas controladores, os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado, pelos créditos decorrentes do não recolhimento do imposto sobre produtos industrializados e do imposto sobre a renda descontado na fonte. Parágrafo único. A responsabilidade das pessoas referidas neste artigo restringe-se ao período da respectiva administração, gestão ou representação. (grifou-se) Dessa forma, claramente agiu acertado a autoridade fiscal quando glosou o IRRF não pago pela fonte pagadora da DIRPF do sócio dela, pois o recorrente estava obrigado também a pagar tal fonte e não o fez, sendo, assim, impossível dele se creditar na DIRPF. No ponto, sem razão o contribuinte. No tocante aos pretensos efeitos confiscatórios da multa de oficio e dos juros de mora à taxa selic lançados, deve-se anotar que a Constituição da República somente aplica o Principio do não-confisco para os tributos (art. 150, IV, da CR88), não dirigindo tal garantia para as cominaçõ'es pecuniárias. Ademais, a multa de oficio lançada tem sede no art. 44 da Lei n° 9.430/96, e não se pode afastá-la sob o argumento acima, pois isso implicaria na decretação de inconstitucionalidade de modo incidental da norma citada, o que é vedado ao julgador administrativo. Na espécie incide a inteligência da Súmula CARF n° 2: "0 CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tribut Já a aplicação dos juros de mora, a taxa Selic, é matéria pacificada no âmbito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF, objeto, inclusive, do enunciado Sumular CARF n° 4 (DOU de 22/12/2009): "A partir de 1° de abril de 1995, os juros moratórias incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplacia, a taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais". Ainda, com espeque no art. 72, caput e § 4°, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda, aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009 (DOU de 23 de junho de 2009), deve-se ressaltar que os enunciados sumulares dos Conselhos de Contribuintes e do CARF são de aplicação obrigatória nos julgamentos de 2° grau. De todo o entendimento acima não discrepa a jurisprudência administrativa, como se pode ver no Acórdão n° 104-22.753, Quarta Camara do Primeiro Conselho de 4 do de NEGAR pro imento ao recurso. Processo n° 11610.006201/2003-18 S2-C1T2 Acórdão n.° 2102-01.069 Fl. 58 Contribuintes, relator o Conselheiro Remis Almeida Estol, sessão de 18/10/2007, unânime, que restou assim ementado: DESPESAS MÉDICAS - MATÉRIA NÃO RECORRIDA - Considera-se não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada, nos termos do artigo 17 do Decreto n°. 70.235, de1972. IRRF - RESPONSABILIDADE - RETENÇÃO - Nos termos do artigo 8° do Decreto te. 1.736, de 1979, são solidariamente responsáveis com o sujeito passivo os acionistas controladores, os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado, pelos créditos decorrentes do não recolhimento do imposto sobre a renda descontado na fonte. MULTA DE OFICIO - APLICABILIDADE - Nos casos de lançamento de oficio cabe a aplicação da multa no percentual de 75% conforme previsto na legislação de regência. MULTA DE OFICIO - CONFISCO - Em se tratando de lançamento de oficio, é legitima a cobrança da multa correspondente, por falta de pagamento do imposto, sendo inaplicável o conceito de confisco que é dirigido a tributos. SELIC - A partir de I° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIG para títulos federais (Súmula 1° CC n". 4). 5
score : 1.0
Numero do processo: 10580.007922/88-79
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Oct 25 00:00:00 UTC 1991
Data da publicação: Fri Oct 25 00:00:00 UTC 1991
Ementa: FINSOCIAL - OMISSÃO DE RECEITAS OPERACIONAIS - Exigível a contribuição quando não elidida a apuração de receitas omitidas. Recurso não-provido.
Numero da decisão: 202-04579
Nome do relator: Antônio Carlos de Moraes
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O. ,., 1 ji , _. 2. D,2 .1_, o ___] 19,16 i 40 C ----...... MNISTÉRIO DA FAZENDA,,.. SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo N. 10.580-007.922/88-79 MAPS Sessão de...25....da.._outuhro do 19 1 ACORDÃO N. 202-0 4 . 579 . Recurso o.° 85 . 703 Recorrente FORNECEDORA DE NAVIOS SOUZA IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA. Recurida DRF EM SALVADOR - BA . .. . . FINSOCIAL - OMISSÃO DE RECEITAS OPERACIONAIS - Exigível * a contribuição quando não elidida a apuração de recei- tas omitidas. Recurso não provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por FORNECEDORA DE NAVIOS SOUZA IMPORTAÇÃO E EX PORTAÇÃO LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Cãmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao - -- .recurso. . _ _ I - . • I/Sala das Sesse5:-s em 25 d)/tUbro de 1991 . ... HELVIO ES , 1 DO :ARCEI1 - PRESIDENTE ,. Y 410011,W -492=W '. -.. e Nv .: lir* )E 'ORAES - LATOR 11111. ___/ JOS2 C •• O DE • EI A LEMOS - PRFN / )/ VISA EM 9ESSÃ 9 DE 2-2 NOV1991 . Participaram,ainda, do presente julgamento, os Conselheiros ELIO . ROTHE, JOSÉ CABRAL GAROFANO, OSCAR LUÍS DE MORAIS, ACÃCIA DE LOUR- DES RODRIGUES, JEFERSON RIBEIRO SALAZAR E WOLLS ROOSEVELT DE ALVA-. RENGA(Suplente). , • -----.._ . ._ 'Lf 1 Ld -02- t!-fkiOr• MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo N2 10.580-007.922/88-79 Recurso Ng : 85.703 Acordão No : 202-04.579 Recorrente: FORNECEDORA DE NAVIOS SOUZA IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO S.A. RELATÓRIO A empresa foi autuada em 30.11.88, auto de infração de fls. 01, por omissão de receitas apuradas em procedimento do IRPJ decorrente de diferenças verificadas entre as DeclaraçOes de Rendi mentos e o Livro de Apuração de ICM nos anos-base de 1983, 1984, 1985 - e 1986, e também de diferença apurada entre guias de exporta- ção e respectivas notas fiscais, nos anos-base de 1984 e 1985 e,fi nalmente, diferença apurada ISélo fisco estadual no ano-base de 1984, sobre as quais não procedeu o recolhimento do Finsocial, de que resultou o credito tributário constituído no valor original de Cz$ 21.750,39. Não há impugnação específica quanto a este procedimento nos autos como declarado por termo às fls. 07, o processo foi instruído como tendo sido o credito impugnado pela impugnação- do procedimento que lhe deu causa, o do IRPJ, e nesta esteira prola- tada a decisão de primeira instância julgando a ação fiscal proce- dente. O que se discute, na demanda, é a conhecida questão da pro- va emprestada que a impugnante alega não estar a questão -decidida, mas fez juntar comprovante de pagamento do auto estadual. -segue- dl L, '» sv,çc Pj eLizo Ç ErE = r,t. -03- Processo nQ 10.580-007.922/88-79 Acórdão nQ 202-04.579 Em recurso a este Conselho, também impetrado de forma irregular, pois que dirigido ao Delegado como pedido de revisão,li mita-se a recorrente a dizer ter efetuado o pagamento da contribui ção objeto da exigência, antes mesmo desta ter sido formulada,sem contudo juntar qualquer comprovante do que alega. 07, E o relatório. -segue- Li,Z sE R v n Cc P .L5Lic.-3 ÇE::E = At. -04- Processo nQ 10.580-007.922/88-79 Acórdão n(2, 202-04.579 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR ANTONIO CARLOS DE MORAES O recurso é tempestivo e dele tomo conhecimento. É comum, em casos como este, a conversão do julgamento em diligência para a juntada do Acórdão relativo ao chamado proces so matriz por ser aquele, de regra, melhor instruido e permitir , por isto mesmo, melhor compreensão das questões atinentes à mate - ria de fato que embasa todos os feitos. No entanto, no caso presen te, não temos dúvidas quanto ã procedência da exigência fiscal e cremos que nem a recorrente as tem, pois simplesmente alega,inobs- tante não prove, já ter pago a contribuição que se reclama. Assim, não vejo porque se procrastinar a decisão deste - processo sobre cuja conclusão não remanescem dúvidas. Voto, por conseguinte, porque se negue provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 25 de outubro de 1991 ONIeb ,."-* • LOS D r4 MORAES
score : 1.0
Numero do processo: 10283.006083/89-52
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Sep 23 00:00:00 UTC 1991
Data da publicação: Mon Sep 23 00:00:00 UTC 1991
Ementa: CONFERENCIA FINAL DE MANIFESTO. Falta. A inocorrência de pedido de
indenização ao transportador por parte do importador não produz
nenhum efeito justificatório de ocorrência de falta constatada pela
fiscalização aduaneira.
Numero da decisão: 302-32094
Nome do relator: JOSÉ ALVES DA FONSECA
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ementa_s : CONFERENCIA FINAL DE MANIFESTO. Falta. A inocorrência de pedido de indenização ao transportador por parte do importador não produz nenhum efeito justificatório de ocorrência de falta constatada pela fiscalização aduaneira.
turma_s : Segunda Câmara
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Numero do processo: 10469.004536/90-07
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 07 00:00:00 UTC 1994
Data da publicação: Wed Dec 07 00:00:00 UTC 1994
Ementa: ITR - LANÇAMENTO - É de ser mantido o lançamento do imposto contra o qual nada se prove, a de fato ou de direito. Recurso negado.
Numero da decisão: 203-01950
Nome do relator: SÉRGIO AFANASIEFF
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score : 1.0
Numero do processo: 10283.006003/88-32
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Aug 19 00:00:00 UTC 1991
Data da publicação: Mon Aug 19 00:00:00 UTC 1991
Ementa: CONFERENCIA FINAL DE MANIFESTO. Falta de mercadoria. Caracterizada a
responsabilidade do transportador, nos termos do artigo 478, l.,
inciso VI do Regulamento Aduaneiro.(Decreto 91.030/85). Recurso
negado.
Numero da decisão: 302-32076
Nome do relator: LUÍS CARLOS VIANA DE VASCONCELOS
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Sessão de 19 de agosto de 19 91 ACORDÃO N. 0 302-32.076 Recurso n.° 113.606 - Proc. 1028 5/00600 3/88-32 Recorrente VARIG S . A . - VIAÇÃO AÉREA RIO-GRANDENTSE Recorrid a IRF/PORTO DE MANAUS FALTA DE MERCADORIA APURADA EM CONFERÊNCIA FINAL DE MANI FESTO. Caracterizada a responsabilidade do transportador nos termos dc art. 478, 12, inciso VI do RegulamentoAdu aneiro (Dec. 91.030/85). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao re- curso, na forma do relatOrio e voto que passam a integrar o presente julgado. Sala das Sess8e., 19 de agosto de 1991. f JOSÉ A VE. D á FONSECA • resi ente - LUIS "LOS VIANA DE VASCO CEIAS - Relator/ 10 r . • _ AF7 O NEVES BAPTISTA NETO - Piocurador da :I zenda Nacional VISTO EM SESSÃO DE:' 22 AG01991 Participaram ainda do presente julgamento os seguintes Con selheiros: Ubaldo Campello Neto, José otero Telles de Menezes, Eli- zabeth Maria Violatto (suplente co ocada) e Ronaldo Lindimar José Marton. Ausente justificadamente o Conselheiro Inaldo de Vasconcelos Soares. 2. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MEFP - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - SEGUNDA CÂMARA RECURSO M2 113.606 - ACÓRDÃO N 2 302-32.076 RECORRENTE: VARIG S.A. - VIAÇÃO AÉREA RIO-GRANDENSE RECORRIDA : IRF/PORTO DE MANAUS-AM RELATOR : LUIS CARLOS VIANA DE VASCONCELOS RELATÓRIO Em ato de Conferencia Final de Manifesto VARIG S/A - Via ção Aérea Rio-Grandense foi responsabilizada pela falta de 1(um) vo- lume contendo vídeo cassete marca Panasonic, sendo-lhe exigido em consequencia o crédito tributário referente ao imposto de importa- . ção, bem como à multa prevista no art. 521, inciso II, alínea do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto n 2 91.030/85. As fls. 35, a autuada apresenta impugnação em tempo há- bil, alegando em síntese: 1) Que a falta decorreu de Conferencia Final de Manifes- to realizada, decorridos 03 (tres) anos da chegada do carregamento, sem que a impugnante tivesse recebido qualquer reclamação da recebe- dora. 2) Que não mais dispôe a recebedora de elementos de pro- va, uma vez que tivesse a Conferencia Final de Manifesto sido reali- zada na época, poderia, assim, demonstrar não haver entrado o alega- do volume no território nacional, não havendo a ocorrência do fato 10 gerador. As fls. 39/41, ao analisar as alegaçôes da impugnante, a autoridade "a quo" julgou procedente a ação fiscal mantendo a exi- gencia do crédito tributário. Inconformada com a decisão de primeira instância, a au- tuada interpôs recurso tempestivo a este E. Conselho (fls. /44/45) cujas razOes leio em sessão (ler). É o relatório. Rec. 113.606 Ac. 302-32.076 3. SFrIVICO rinaLico FEDERAL VOTO Da análise do processo, verifica-se que a recorrente não tem razão em pretender eximir-se de sua responsabilidade tributária. De principio, a sua alegação de que não houve a competen te vistoria aduaneira a que se reporta o art. 549 do Regulamento Adu aneiro vigente, não prevalece tendo em vista a desistência, pelo im- portador, da referida vistoria, nos termos do disposto no art. 473 do citado Regulamento (fls. 26). Quanto a falta apurada pela repartição fiscal, não sombras de dúvidas quanto a sua ocorrencia. Com efeito, através do Conhecimento de Carga n 2 042-60638163, emitido no exterior em 15/ 10/87, a recorrente transportou 100 (cem) volumes para entrega há ao destinatário em Manaus. Na descarga, em 17/10/87, conforme Termo de Avaria lavrado pela depositária (fls. 17) e também , assinado pelo transportador, descarregaram 99 (noventa e nove) volumes, configura- da, assim, a falta de 1 (um) volume. A referida falta é ainda confir mada, quando do desembaraço da mercadoria, conforme observação fei- ta, pela autoridade aduaneira na DI n 2 10042/87 (fls. 5, verso). Pelo exposto, considerando, ainda, que a recorrente não produziu qualquer prova excludente de sua responsabilidade, no curso do processo, está caracterizada a responsabilidade tributária da re corrente, nos termos do art. 478, § 1 2 do Regulamento Aduaneiro, apro vado pelo Decreto n 2 91.0:0/85, razão pela qual nego provimento ao recurso. 10 Sala das Sess6- 19 de agosto de 1991. c_L S CARLOS VIANA DE VASCONCE •S Relator
score : 1.0
Numero do processo: 10168.001278/96-14
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Oct 24 00:00:00 UTC 1996
Data da publicação: Thu Oct 24 00:00:00 UTC 1996
Ementa: CONSÓRCIO - RECURSO DE OFÍCIO. Somente é cabível recurso de ofício quando o valor exonerado for superior a 150.000 UFIRs, nos termos do art. 34, da Lei nr. 70.235/72, com nova redação dada pelo art. 1, da Lei nr. 8.748/92. Recurso de Ofício que não se toma conhecimento.
Numero da decisão: 202-08809
Nome do relator: Antônio Sinhiti Myasava
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PUBLICADO1 0 er;10 ./ L). U MINISTÉRIO DA FAZENDA 4d- Xf".Z), C Rubrica SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ' Processo : 10168.001278/96-14 Sessão 24 de outubro de 1.996 Acórdão : 202-08.809 Recurso : 00566 Recorrente : BANCO CENTRAL DO BRASIL Interessada : TRANS-AMERICANA CONSÓRCIO NACIONAL LTDA. CONSÓRCIO - RECURSO DE OFÍCIO. Somente é cabível recurso de oficio quando o valor exonerado for superior a 150.000 UFIRs, nos termos do art. 34, da Lei n° 70235/72, com nova redação dada pelo art. 1°, da Lei n° 8.748/92. Recurso de Oficio que não se toma conhecimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso de Ofício interposto pelo BANCO CENTRAL DO BRASIL ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, no mérito, por unanimidade de votos não conhecer do recurso de Oficio. Preliminar de incompetência rejeitado por maioria, vencido o Conselheiro José de Almeida Coelho. Sala das Sessões, em 24 de outubro de 1.996. 411111 Otto Cris lano de 8 , , eira Glasner Presidente Ante io> sava Reide( Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Antonio Carlos Bueno Ribeiro, Daniel Correa Homem de Carvalho, Tarasio Campelo Borges, Oswaldo Tancredo de Oliveira, José de Almeida Coelho e José Cabral Garofano. 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10168.001278/96-14 Acórdão : 202-08.809 Recurso : 00566 Recorrente : BANCO CENTRAL DO BRASIL RELATÓRIO A empresa TRANS-AMERICANA CONSÓRCIO NACIONAL LTDA., com sede a SCS, Quadra 6, Bi. "A", n° 130, em Brasília-DF., inscrito no CGC sob n° 03.636.586/0001-73, foi cientificado pelo Banco Central do Brasil, através da intimação DEBRA/REFIS-I-3-93/61, PA 9300168668, de 18/02/93, pelas seguintes irregularidades da penalidades prevista no art. 70, da Lei n° 5.768/71, itens 1, 3, 5, 64 e 65, da Portaria MF n° 190/89 e o item 2 da Portaria MEFP n° 473/90, descrita na decisão de primeira instância: a) constituição de vários grupos de consórcios no período entre o vencimento do certificado de autorização e a sua revalidação, solicitada ao Departamento da Receita Federal, e também constituição de 2 (dois) novos grupos após haver protocolizado o pedido; e b) constituição do grupo de n° 143, em 26/09/90, no período em que estavam suspensas as autorizações para constituição de novos grupos de consórcios. Em sua defesa, diz que; a) que agiu de conformidade com item III, da Portaria n° 008/89, que prorrogou, em carretar excepcional e por igual período, o prazo de validade das autorizações concedidas pela Secretaria da a Receita Federal -SRF, entre 01/01/89 e 31/12/89, para formação de novos grupos de consórcio; b) que a formação de grupos após a protocolização do pedido de revalidação e, especificamente, do grupo 143, durante o período em que estavam suspensas as autorizações para constituição de novos grupos, tinha por objeto a aquisição de eletrodomésticos, bens que não foram alcançados pela proibição do item 2, da Portaria MEFP n° 473/90. A decisão de primeira instância, fez as seguinte considerações: 1- Que, realmente, as alegações da indiciada merecem ser acolhidas no que diz respeito à constituição dos grupos até a data de 30/08/89, heis que em estreita conformidade com o item 3, da Portaria MF n° 008/89, já que o certificado de autorização n° 03/00/125/88, emitido em 20/06/88, teve seu vencimento prorrogado para 20/06/90, afastando assim, qualquer irregularidade na formação desses grupos; 2- Quanto aos grupos pretensamente formados para aquisição de eletrodomésticos, não houve realmente infração ao item 2, da Portaria MEFP n° 473/90, mas 2 ..er „ MINISTÉRIO DA FAZENDA u?..4451%;” SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10168.001278/96-14 Acórdão : 202-08.809 infringiram o item 1, da Portaria MF n° 190/89, e o artigo 7°, da Lei n° 5.768/71, pois, vencido o certificado de autorização da empresa em 20/06/90, e solicitada sua revalidação somente em 18/04/91, não lhe conferia automaticamente nova concessão. Dessa forma, esses grupos foram organizados sem prévia autorização: 3- Por conseguinte, permanecem caracterizadas, em parte, as irregularidades dispostas na peça inaugural, impondo à indiciada as sanções dispostas no artigo 12, inciso II, letra "A", da Lei n° 5.768, de 21/12/71, com a redação dada pela Lei n° 7.691, de 15/12/88. É o relatório. 3 - MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10168.001278/96-14 Acórdão : 202-08.809 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR ANTONIO SINHITI MYASAVA O Decreto n° 70235/72, com a alteração introduzida, pelo art. 1°, da Lei n° 8748/92, determina o seguintes: "Art. 34 - A autoridade de primeira instância recorrerá de oficio sempre que a decisão: I - exonerar o sujeito passivo do pagamento de crédito tributário de valor total (lançamento principal e decorrentes), atualizado monetariamente na data da decisão, superior a 150.000 (cento e cinqüenta mil) Unidades Fiscais de Referência (UFIR). II- § 1° - O recurso será interposto mediante declaração na própria decisão. § 2° - Em atenção a Diligência n° 202-01.787, o Banco Central do Brasil, informa que o valor exonerado é de 762,97 UFlRs., portanto não cabe Recurso de Oficio, consagrado no art. 34, do Decreto n° 70.235/72, alterado pelo art. 1°, da Lei n° 8.748/92, por faltar o pressuposto de admissibilidade.. Por esta razão deixo de conhecer do recurso. Sala de sessões, em 2 A 6- outubro de 1.996 n111 ANTONI0 ' 11,v 1 ASAVA 4 W
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Numero do processo: 10283.002726/91-11
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Jul 30 00:00:00 UTC 1993
Data da publicação: Fri Jul 30 00:00:00 UTC 1993
Ementa: FALTA DE MERCADORIA APURADA EM CONFERENCIA FINAL DE MANIFESTO. Transporte de container sob a cláusula "Shipper's load and count" descarregado com o lacre de origem intacto, sem indícios de violação. Descaracteriza-se a responsabilidade do transportador por
extravio ou falta de mercadoria nele contida.
Recurso provido por maioria.
Numero da decisão: 302-32.668
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, vencida a Conselheira Elizabeth Emílio Moraes Chieregatto que negava provimento, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
Nome do relator: LUÍS CARLOS VIANA DE VASCONCELOS
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Numero do processo: 10384.001991/2002-12
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Nov 09 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Nov 09 00:00:00 UTC 2006
Ementa: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/10/1995 a 29/02/1996
Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PAGAMENTOS REALIZADOS COM BASE NA MP Nº 1.212/1995. PRAZO DECADENCIAL.
O prazo decadencial para requerer a restituição dos pagamentos da contribuição para o PIS, efetuados com base na Medida Provisória nº 1.212/1995, inicia-se em 16/08/1999, data da publicação da decisão do STF proferida na ADIn nº 1.417-0/DF.
BASE DE CÁLCULO. SEMESTRALIDADE.
A base de cálculo do PIS, até a entrada em vigor da MP nº 1.212/95, corresponde ao faturamento do sexto mês anterior ao de ocorrência do fato gerador.
CORREÇÃO MONETÁRIA.
A atualização monetária, até 31/12/95, dos valores recolhidos indevidamente, deve ser efetuada com base nos índices constantes da tabela anexa à Norma de Execução Conjunta SRF/Cosit/Cosar nº 8, de 27/06/97, devendo incidir a taxa Selic a partir de 01/01/96, nos termos do art. 39, § 4º, da Lei nº 9.250/95.
Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 202-17.540
Decisão: ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES: I) por maioria de votos, em dar provimento ao recurso para afastar a decadência. Vencida a Conselheira Nadja Rodrigues Romero (Relatora). Designado o Conselheiro Antonio Zomer para redigir o voto vencedor, e II) no mérito, por
unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Nadja Rodrigues Romero
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ementa_s : Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/10/1995 a 29/02/1996 Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PAGAMENTOS REALIZADOS COM BASE NA MP Nº 1.212/1995. PRAZO DECADENCIAL. O prazo decadencial para requerer a restituição dos pagamentos da contribuição para o PIS, efetuados com base na Medida Provisória nº 1.212/1995, inicia-se em 16/08/1999, data da publicação da decisão do STF proferida na ADIn nº 1.417-0/DF. BASE DE CÁLCULO. SEMESTRALIDADE. A base de cálculo do PIS, até a entrada em vigor da MP nº 1.212/95, corresponde ao faturamento do sexto mês anterior ao de ocorrência do fato gerador. CORREÇÃO MONETÁRIA. A atualização monetária, até 31/12/95, dos valores recolhidos indevidamente, deve ser efetuada com base nos índices constantes da tabela anexa à Norma de Execução Conjunta SRF/Cosit/Cosar nº 8, de 27/06/97, devendo incidir a taxa Selic a partir de 01/01/96, nos termos do art. 39, § 4º, da Lei nº 9.250/95. Recurso provido em parte.
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PAGAMENTOS REALIZADOS COM BASE NA SEC9940 CONSELHO DE RIBUINTES MP N2 1.212/1995. PRAZO DECADENCIAL. - CONT CONFERE COM O ORIGINAL O prazo decadencial para requerer a restituição dos aramam& ..a.at "CH--11-- par.ters.tzt.. d i ermt.-11,,i;çan para ci P15 efiarnarlon Coima Maria de Albuque ti, - Mn!. Sia N. 94442 ir com base na Medida Provisória n2 1.212/1995, inicia- se em 16/08/1999, data da publicação da decisão do STF proferida na ADIn n 2 1.417-0/DF. BASE DE CÁLCULO. SEMESTRALIDADE. A base de cálculo do PIS, até a entrada em vigor da MP n2 1.212/95, corresponde ao faturamento do sexto mês anterior ao de ocorrência do fato gerador. CORREÇÃO MONETÁRIA. A atualização monetária, até 31/12/95, dos valores recolhidos indevidamente, deve ser efetuada com base nos índices constantes da tabela anexa à Norma de Execução Conjunta SRF/Cosit/Cosar n 2 8, de 27/06/97, devendo incidir a taxa Selic a partir de 01/01/96, nos termos do art. 39, § 42, da Lei n2 9.250/95. Recurso provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos J\);, Processo n.° 10384.001991/2002-12 — Acórdão t1.• 202-17.540 Fls. 2 ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES: I) por maioria de votos, em dar provimento ao recurso para afastar a decadência. Vencida a Conselheira Nadja Rodrigues Romero (Relatora). Designado o Conselheiro Antonio Zomer para redigir o voto vencedor, e II) no mérito, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso. AN'TONIO CARLOS ATULIM Presidente ;N. - c 2. 10 Zi MER Relator-Designado - SEGUNDO cotásaso De CONIRSUINTES CONFERE COMO OMINAI. Srandlia , waQJ Colma Maria de Albuque> •Mat. Sia . 94442 ,Whi Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Maria Cristi Roza da Costa, Gustavo Kelly Alencar, Simone Dias Musa (Suplente), Ivan Allegr (Suplente) e Maria Teresa Martinez López. Processo n.0 10384.001991.2002-12 Acórdão a.° 202-17340 M.F SEGOLDO CONSELHO OE CONTRIBUINTE S I Fls. 3 CONFERECORO ORIGINAL aranha, ,j,S2J...25_J–a- Celma Marta de Atbuque • - Relatório Mat Sia 94442 o' Trata o presente processo de Pedido de Restituição de créditos relativos à contribuição para o Programa de Integração Social - PIS (fls. 01 a 05), períodos de apuração compreendidos entre outubro de 1995 e fevereiro de 1996. O pedido está fundamentado na declaração de inconstitucionalidade pelo STF (Adin 1.417-0 DF) do art. 15 da Ml' n2 1.212/1995 e reedições (art. 18 da lei de conversão da MP n2 9.715/1998), que, no entender da contribuinte, criou vácuo legal, tomando inexistente o fato gerador entre 01/1011995 até 31101/1998. Alega, que a IN SRF n2 006 de 2000 ampara o seu direito à aludida devolução. "A Seção de Análise e Orientação Tributária (SAORT) da Delegacia da Receita Federal em Teresina - PI, ao apreciar o pleito, decidiu pelo indeferimento do pedido, porquanto os recolhimentos do PIS (períodos de apuração de 10/95 a 02/96) não foram indevidos em função de que o STF, examinando a AD1N rp? 1.417 declarou inconstitucional somente a parte final do art. 18 da Lei ne 9.715/98, conforme já havia fazendo com a MP n2 1.212/95, restando válidos os demais dispositivos da lei de conversão, como, de relevância aqui, o art. 17 que convalidou os "atos praticados com base na Medida Provisória n2 1.676-37 de 25 de setembro de 1998, última reedição da MP n2 1.212/95. Para confirmar esse entendimento, foi editada a IN SRF ne 06/2000, que dispõe no parágrafo único do se art. 12 que "aos fatos geradores ocorridos entre le de outubro de 1995 e 29 de fevereiro de 1996, aplica-se o disposto na Lei Complementar ne 7, de 7 de setembro de 1970, e n2 8, de dezembro de 1970. Inconformado com a Decisão proferida pela Autoridade Administrativa, a contribuinte apresentou manifestação de ircnnformidade às fis. 39/42, com as seguintes alegações sintetizadas: (.) O pleito é justo e perfeito, tem embasamento legal na Medida Provisória n2 1.212/95 com suas diversas republicações teve o objetivo de normatizar o PIS após a inconstitucionalidade dos Decretos-Leis nes 2.445 e 2.449/88, cujo efeito 'erga omnes' foi determinado pela Resolução do Senado n2 49/95, passando a valer, então, para empresas prestadoras de serviços, a Lei Complementar n2 7/70; Porém, com o receio de haver 'Vacado Legis' sobre tal tributo, foi criada a Medida Provisória n e 1.212, que dentre as várias reedições 38 (trinta e oito) entre 1995 e 1998, deveriam ser editadas dentro do prazo MÁXIMO de 30 dias, para manter sua eficácia, conforme, determina a Constituição Federal em seu art. 62, determinação esta que não foi cumprida, além de não obedecer o período nonagesimal da primeira edição; A Medida Provisória ne 1.365/96, publicada no DOU de 13/03/96, expirou no dia 11/04/96 (302 dias de sua publicação), prazo MÁXIMO permitido pela Constituição Federal em seu art. 62, "As medidas provisórias perderão sua eficácia, desde a edição, se não forem ‘ci MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COMO ORIGINAL Processo n.° 10384.001991/2002- 12 Acórdão ri.° 202- 17.540 Brasília .3.52/ irn t"°.-. Fls. 4 Celma Maria de Aibuque e MM. Siape 94442 .....? 4SC4------- convertidas em Lei no prazo de trinta dias, a partir de sua publicação", sendo que a Medida Provisória n .2 1.407/96 somente foi publicada no dia 12/04/96, isto é, fora do prazo determinado na Constituição, perdendo assim sua eficácia. Conforme decisões do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL e SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, com posições inquestionáveis quanto ao prazo de reedição de Medidas Provisórias (fls. 40). Com a reedição da medida provisória fora de prazo, acarretou duas graves conseqüências, a primeira à perda da eficácia da MP n2 1.365/96, inexistindo a reedição da mesma, a segunda, decorre da imposição do art. 195, § 62 da Constituição Federal, a qual daria • vigência a MP ns 1.407/96. Deste modo, por ausência de Lei, as contribuições neste período, especialmente de outubro de 1995 a fevereiro de 1996, cuja eficácia da aplicação foi suprimida se constitui em crédito restituível e/ou compensável em favor da requerente. O pedido, portanto, encontra-se embasado no cumprimento da Constituição Federal, que determina em seu art. 62 o prazo de validade das medidas provisórias, e o no art. 195. o período nonagesimal, determinação esta, como não poderia ser diferente, foi seguida pelo STF. STJ e Conselhos de Contribuintes." Requer, ao final, o reconhecimento do direito ao crédito tributário e a respectiva homologação das compensações realizadas. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Fortaleza — CE apreciou as razões de defesa da contribuinte e o que mais do processo consta, decidindo pelo indeferimento do pedido de restituição/compensação, por meio do Acórdão n2 4.891, de 10 de setembro de 2004, assim ementado: "Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/10/1995 a 28/02/1996 Ementa: RESTITUIÇÃO. Não há que se falar em restituição da Contribuição para o Programa de Integração Social - PIS, quando não restar comprovado a existência de pagamento indevido ou maior que o devido da aludida contribuição. BASE DE CÁLCULO. No período de outubro de 1995 a fevereiro de 1996, a contribuição para o PIS será 0,75% (zero virgula setenta e cinco por cento) incidente sobre a receita bruta, na forma disciplinada na Lei Complementar n° 07/70, combinado como artigo 1° da Lei Complementar n°17/73, e alterações posteriores ora vigentes no nosso ordenamento jurídico. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI L.---"" \\ÀV\ .." \I ME - REDUNDO CONSELHO DE CONTRIGUINTES Processo n.° 10384.001991,2002-12 CONFERE COM O ORIGINAL Acórdão n.• 202-17340 Brasília.. .22J OS- Lia.— Fls. 5 Celma Maria de Albuqu!fett;e,e.,,./ Mat. Siape 94442 Compete ao Poder Judiciário declarar a inconstitucionalidade das leis ou atos normativos, porque presumem-se constitucionais todos os atos emanados dos Poderes Executivo e Legislativo. Assim, cabe à autoridade administrativa promover a aplicação das normas nos estritos limites de seu conteúdo. Na ADIn 1.417-0, o Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional somente a parte final do art. 18 da Lei n." 9.715/98, restringindo-se a decisão ao penbdo de 1° de outubro de 1995 a 29 de fevereiro de 1996. Solicitação Indeferida". A decisão da DRJ negou, ainda, o pedido da contribuinte com base na preliminar de mérito, pois os períodos de apuração da contribuição pleiteada referem-se aos meses de outubro de1995 a fevereiro de 1996, que foram atingidos pela decadência do direito de a contribuinte pleitear restituição em 09/07/2002, pois já havia transcorrido mais de 5 (cinco) anos da extinção do crédito tributário. Às fls. 61/67, a contribuinte, irresignada com a decisão prolatada pela Primeira Instância de Julgamento Administrativo, apresentou recurso voluntário a este Colegiado, com os seguintes argumentos de defesa a seguir resumidos: - trata o presente de Pedido de Restituição do PIS — semestralidade — dos valores pagos a maior, valores estes comprovados em planilhas, ao considerar a base de cálculo do PIS o sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador; - o acórdão recorrido indeferiu o pedido somente por decadência/presença°, não considerou a doutrina e a jurisprudência legal, referente ao tema "Decadência e Prescrição" para repetição do indébito em pedido de restituição de crédito tributário com compensação de débitos fiscais próprios e de terceiros; - o Ato Deciaratório SRF ns" 96/99, citado no indeferimento, sõmente informa o que já consta do Código Tributário Nacional — CTN, desde 1966, ou seja, que o período para repetição do indébito tributário extingue-se após o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos, contado da data da extinção do crédito tributário (art. 165,1 e 168,1, do CTN); - A DRJ em Fortaleza - CE baseou-se na extinção temporária, causando discrepância jurídica, onde a Fazenda Nacional pode agir em defesa de seus interesses por dez anos, e o contribuinte apenas pode agir em defesa dos seus interesses, pedindo restituição de tributos recolhidos e posteriormente julgados ilegais ou inconstitucionais, por cinco anos do recolhimento; - o CTN, no sentido de dirimir dúvidas sobre a contagem do prazo de decadência e prescricional, no mi. 168, II, prevê o inicio da contagem como a data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em julgado a decisão judicial; - cita a IN SRF n9 247, que prevê em seus arts. 105 e 106 que o prazo para constituição do credito tributário extingue-se em dez anos, bem como prazo de cobrança. ()1v\•"" Processo n." 10384.001991,2002-12 Acórdão n.. 202-17.540 Fls. 6 Ao final, requer a admissibilidade e o regular processamento do recurso e, após admitido, o provimento para que seja reconhecido o direito de restituição, e conseqüentemente a homologação da compensação. Consta termo de arrolamento de bens e direitos. É o Relatório. ta "j 1,------- 1 IAS - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTESI •CONFERE COM O ORIGINAI. - Brasília, .30 JS_LS fcj 3544....._Celma Marfa de Albuque Mat Si3Pe 94442 • Processo n.° 10384.001991'2002-12 Acórdão n.• 202-17.540 11, .10~0 CANSEM OE CONTRIEWINTF-S Fls. 7 CONFERE COM O ORIGINAL Mermailia S OS" I - I Geba Maria de Albuptra Mat Siape 94442 Voto Vencido Conselheira NADJA RODRIGUES ROMERO, Relatora O recurso é tempestivo e reúne as demais condições de admissibilidade, portanto dele conheço. Segundo o relato, a questão a ser tratada no presente recurso restringe-se à possibilidade de a contribuinte pleitear a restituição da Contribuição para o Programa de Integração Social — PIS, nos meses de outubro de 1995 a fevereiro de 1996. Portanto, cabe a análise em sede de preliminar de mérito da ocorrência da prescrição ou decadência do direito de a contribuinte pleitear restituição relativa a períodos de apuração da contribuição, após o transcurso do prazo qüinqüenal previsto no art. 168 do Código Tributário Nacional, o qual define que o direito à restituição de pagamentos indevidos ou a maior extingue-se no prazo de cinco anos, contados da extinção do crédito tributário. Por sua vez, o art. 156 do mesmo código afirma que, nos casos de lançamento por homologação, o pagamento antecipado pelo sujeito passivo extingue o crédito tributário sob condição resolutória de sua posterior homologação pela autoridade administrativa. E é exatamente essa condição que causava celeuma, mormente em função de decisão do STJ que entendeu só ocorrer a extinção após a homologação, tácita ou expressa, prevista no art. 150. Majoritariamente combatido pelos melhores doutrinadores, os quais apontam a incorreção da interpretação do sentido da condição resolutória, aquele entendimento vem de ser expressamente obstado com a edição da Lei Complementar n 2 118/2005, cujo art. 3 2 é literal e de aplicação retroativa, afirmando ser o prazo contado da data do pagamento. Igualmente não acolhemos a tese de que este prazo decadencial tem sua forma de contagem dependente da causa do indébito. Segundo ela, quando se trate de declaração de inconstitucionalidade de lei proferida pelo STF ou estendida pelo Senado Federal, aquele prazo começaria a fluir apenas a partir desse ato de‘la, atório. E assim entendemos hoje por não haver no nosso ordenamento jurídico outro ato que discipline essa contagem, além do já mencionado ait. 168 do CTN, cuja interpretação já não mais comporta dúvida, dada a edição da Lei Complementar n2 118/2005. Destarte, na esteira da melhor doutrina, entendemos que o direito à restituição de pagamentos indevidos ou a maior que o devido, seja qual for a causa, extingue-se com o decurso do prazo de cinco anos, a contar do pagamento indevidamente efetuado. No presente caso, mesmo que se admita que havia algum pagamento indevido no período considerado — outubro 1995 a fevereiro 1996—, o direito à sua restituição está irremediavelmente fulminado, pois o pedido foi formulado mais de sete anos após o primeiro e mais de seis após o último. Além disso, nem há mesmo pagamento indevidamente praticado. Como ben assentado na r. decisão, o que a contribuinte considera indevido é o total dos pagamento efetuados no período, ao abrigo da pobre tese de que, sendo a MP n 2 1.212/95 inconstituciorp não existiria norma determinando a cobrança da exação. Muito pelo contrário, assente hoje na doutrina e na jurisprudência que os efi da declaração de inconstitucionalidade dos Decretos-Leis nes 2.445 e 2.449, estendida a t Processo n.° 10384.001991/2002-12 Acórdão n.° 202-17.540 Fls. 8 os contribuintes pela resolução n2 49, do Senado Federal, são de revalidação da norma vigente antes da edição daqueles atos, isto é, a Lei Complementar n2 7/70. Desse modo, mesmo que a MP n 2 1.212/95 fosse de fato inconstitucional, longe estaríamos da vacatio legis preconizada. Ao contrário, mesmo que a MP n 2 1.212/95 fosse, como pretende a empresa, declarada inconstitucional, prevaleceriam válidas as determinações da LC n2 7/70, em cujo caso, ao invés de crédito fiscal, remanesceria contra a empresa débito a ser exigido consoante anotado no Despacho de fl 83. Acontece que a MP n9 1.212/95 não é inconstitucional. Assim já se pronunciou o STF, que apenas declarou inconstitucional parte do seu art. 15, exatamente daquela expressão que pretendia que a norma entrasse em vigor já a partir de outubro 1995, sem respeitar a anterioridade nonagesimal prevista no art. 195 da CF. Por tudo isso, resta claro que a MP n I2 1.212/95 é constitucional, válidas são, portanto, as alterações na forma de cálculo da contribuição ao PIS por ela empreendidas, as quais, porém, só puderam ser exigidas a partir de março de 1996. Até o período çle apuração referente ao mês de fevereiro de 1996 permanecem aplicáveis as disposições da LC n 2 7/70, em cujo caso nenhum direito creditório possui a contribuinte. Em conseqüência, voto por negar provimento ao recurso interp. osto. É COMO voto. Sala das Sessões, em 09 de novembro de 2006. t NADJA RODRIGUES ROMERO MF CONFERE CON O ORIGINAL umes» coesas° DE CONTRIBUINTES Earatoina, Mat.a .. 94442 Cedeu Maria si de Albuque Lus dle .. • Processo rhe 10384.001991 12002- ) 2 Acórdão'n.° 202-17.540 Fls. 9 MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COMO ORIGINAL Brama 20 LaCt_e3"._ Celma Maria de Albuque e Voto Vencedor Mat Sia 94442 dg_ Conselheiro ANTONIO ZOMER, Relator-Designado Cuidarei neste voto exclusivamente da questão do prazo decadencial para se pleitear a restituição de indébito do PIS, pago com base na Medida Provisória n 2 1.212/95, relativamente aos períodos de apuração de outubro de 1995 a fevereiro de 1996, bem como do procedimento a ser utilizado na sua determinação, tendo em vista a decisão do STF proferida na ADIn n2 1.417-0/DF. Neste pormenor, tenho adotado a decisão da Câmara Superior de Recursos Fiscais, que, embora entendendo que o prazo para pedir restituição/compensação de indébitos tributários é sempre de 5 (cinco) anos, faz importante distinção nos casos em que o pedido decorre de situação jurídica conflituosa, que tenha culminado em declaração de inconstitucionalidade de lei. Nestas hipóteses, o prazo decadencial tem inicio na data de publicação da declaração de inconstitucionalidade, pois é somente a partir dela que o pagamento, antes legalmente válido, toma-se indevido. Este entendimento foi muito bem sintetizado no Acórdão CSRF/01-03.239, de • 19 de março de 2001, cuja ementa tem o seguinte teor: "Decadência. Pedido de Restituição. Termo Inicial. yr:: az: c rar:tr. fnn.r.s-tttncricnn "dnie ot•Vin otributária, termo iniclia para contagem do prazo decadencial do direito de pleitear a restituição de tributo pago indevidamente inicia- se: a) da publicação do acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal em ADI; b) da Resolução do senado que confere efeito 'erga omites' à decisão • proferida 'inter partes' em processo que reconhece inconstitucionalidade de tributo: c) da publicação de ato administrativo que reconhece caráter indevido de exação tributária." Na mesma linha, esta Câmara proferiu o Acórdão n2 . 202-15.492, em 17/03/2004, cuja ementa foi assim redigida: "PIS - PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE DIREITO CREDTTORIO SOBRE RECOLHIMENTOS EFETUADOS COM BASE EM NORMAS DETERMINADAS INCONSTITUCIONAIS - PRAZO DECADENCIAL — Se o indébito se exterioriza a partir da declaração de inconstitucionalidade das normas instituidoras do tributo, surge para o contribuinte o direito à sua repetição, independentemente do exercício financeiro em que se deu o pagamento indevido (Entendimento baseado no RE n° 141.331-0, Rel. MM. Francisco Rezek). A contagem do prazo decadencial para pleitear a repetição da indevida incidência apenas se inicia a partir da data em que a norma n Lit SEOUNJOCEREONSELHOcoit onioDECONINALTRIBU Processo n? 10354.0019912002-12 Acórclào n. 202-17.540 Grama. .20_12,51___. Fls. 10 Celma Maria de Albuque Mat Sbpe 94442 foi declarada inconstitucional, vez que o sujeito passivo não poderia perder direito que não podia exercitar( Ante o exposto e considerando que a cobrança da contribuição para o PIS, com base na MP n2 1.212/95, no período de 1 2 de outubro de 1995 a 29 de fevereiro de 1996, só veio a ser afastada com publicação da decisão do STF na ADIn n 2 1.417-0/DF, em 16/08/1999, deve ser este o dies a quo da contagem do prazo decadencial dos pedidos de restituição dos valores pagos com base na referida MP. Conseqüentemente, não está decaído o presente pedido de restituição, formulado em 09/0712002, quando ainda não tinha transcorrido o prazo de cinco anos, contados da data da publicação do Acórdão do STF na ADIn n 2 1.417-0/DF. Ultrapassada a questão da decadência, passo a analisar a forma de apuração dos possíveis indébitos. A retirada do vicio de que padecia o art. 18 da Lei n2 9.715, de 1998,— advindo do art. 15 da Medida Provisória n2 1.212—, produziu efeitos ex tune, operando como se aquele mandamento nunca tivesse existido, retomando, assim, a aplicação da sistemática anterior de apuração do PIS, ou seja, com base na Lei Complementar ng 7/70, com as modificações da Lei Complementar ne 17/73 e alterações posteriores, que não aquelas introduzidas pelas normas inconstitucionais. A jurisprudência deste Segundo Conselho de Contribuintes e da Câmara Superior de Recursos Fiscais consolidou-se no sentido de que, afora os Decretos-Leis n2s 2.445/88 e 2.449/88, nenhuma outra legislação editada depois da Lei Complementar n2 07/70 e antes da Medida Provisória n2 1.212/95 reportou-se à base de cálculo da contribuição para o PIS. Conseqüentemente, a base eleita pelo art. 6 2, parágrafo único, da Lei Complementar n2 07/70 permaneceu incólume e em pleno vigor até 29 de fevereiro de 1996, pois a eficácia da Medida Provisória n2 1.212/95 só se mimou em 12/03/1996. Neste sentido, tem decidido o Superior Tribunal de Justiça - STJ, bastando consultar o REsp n2 240.938/RS (1990/0110623-0). Na esfera administrativa, a Câmara Superior de Recursos Fiscais, seguindo a mesma linha do STJ, expediu o Acórdão CSRF/02-01.570, assim ementado: "PIS — BASE DE CÁLCULO - SEMESTRALIDADE — Até o advento da MP n 9 1212/95, a base de cálculo da Contribuição para o PIS é o faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador, de acordo com o parágrafo único, do art. 69 da Lei Complementar n9 07/70. Precedentes do ST-1 e da CSRF — Recurso especial da Fazenda Nacional negado." Desta maneira, na determinação dos valores a restituir deve-se descontar, dos pagamentos efetuados com base na Medida Provisória n 2 1.212/95, os valores devidos, segundo as regras da Lei Complementar n2 7/70, considerando-se o faturamento do sexto mês anterior ao de pagamento, sem qualquer atualização monetária. )\\I'" Processo n.° 10384.0019Q1,2007-12 Acórdão n.° 202-17.540 Fls. 11 A aplicação da Lei Complementar n2 7/70 requer, também, seja utilizada a alíquota de 0,75% estipulada no art. 1 2 da Lei Complementar n2 17/73. Os indébitos que remanescerem devem ser corrigidos monetariamente até 31/12/1995 com base na tabela anexa à Norma de Execução Conjunta SRF/Cosit/Cosar n 2 08, de 27/06/97. A partir de 1 2/01/96, passam a incidir sobre os indébitos exclusivamente juros equivalentes à taxa Selic, acumulada mensalmente até o mês anterior ao da restituição/compensação, e de 1% relativamente ao mês em que esta estiver sendo efetuada, por força do disposto no art. 39, § 4 2, da Lei n2 9.250/95. Com essas considerações, voto no sentido de se afastar a decadência em todo o período requerido e dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer o direito à restituição/compensação dos indébitos referentes aos pagamentos efetuados, no que for • superior à contribuição calculada com base na Lei Complementar n 2 7/70, sem qualquer atualização monetária da base de cálculo. Por fim, esclareço que este Colegiado está reconhecendo a existência do direito à restituição/compensação em tese, ficando a análise da liquidez e certeza dos valores calculados pela recorrente a cargo da autoridade administrativa encarregada da execução do presente julgado. Sala das Sessões, em 09 de novembro de 2006. • • ZFUTIOZOilivIER DE CONTRIBUINTES 14 F SEG UCNOD F CE F21E'N S %MAC g Bras Dia, 322_,I Celma Maria de Albueue e Mat. Siape 94442 Page 1 _0024000.PDF Page 1 _0024100.PDF Page 1 _0024200.PDF Page 1 _0024300.PDF Page 1 _0024400.PDF Page 1 _0024500.PDF Page 1 _0024600.PDF Page 1 _0024700.PDF Page 1 _0024800.PDF Page 1 _0024900.PDF Page 1
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Numero do processo: 10240.000913/2003-16
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Oct 20 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Fri Oct 20 00:00:00 UTC 2006
Ementa: Assunto: Contribuição para Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 03/02/1997, 06/06/1997, 07/07/1997, 08/08/1997, 09/09/1997, 09/09/1997, 10/10/1997, 11/11/1997, 12/12/1997, 05/05/1997, 07/07/1997, 08/08/1997, 09/09/1997, 10/10/1997
Ementa: MULTA DE OFÍCIO. RECOLHIMENTO DE TRIBUTO APÓS O PRAZO SEM MULTA DE MORA. Na vigência da MP n.º 303/2006 deve-se cancelar a multa de ofício quando o recolhimento foi efetuado após o prazo legal sem o acréscimo de multa de mora, face ao princípio da retroatividade benigna, consagrado no art. 106, II, “c”, do CTN.
Recurso provido.
Numero da decisão: 203-11427
Nome do relator: Antonio Bezerra Neto
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ementa_s : Assunto: Contribuição para Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 03/02/1997, 06/06/1997, 07/07/1997, 08/08/1997, 09/09/1997, 09/09/1997, 10/10/1997, 11/11/1997, 12/12/1997, 05/05/1997, 07/07/1997, 08/08/1997, 09/09/1997, 10/10/1997 Ementa: MULTA DE OFÍCIO. RECOLHIMENTO DE TRIBUTO APÓS O PRAZO SEM MULTA DE MORA. Na vigência da MP n.º 303/2006 deve-se cancelar a multa de ofício quando o recolhimento foi efetuado após o prazo legal sem o acréscimo de multa de mora, face ao princípio da retroatividade benigna, consagrado no art. 106, II, “c”, do CTN. Recurso provido.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-05T19:43:41Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-05T19:43:41Z; Last-Modified: 2009-08-05T19:43:41Z; dcterms:modified: 2009-08-05T19:43:41Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-05T19:43:41Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-05T19:43:41Z; meta:save-date: 2009-08-05T19:43:41Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-05T19:43:41Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-05T19:43:41Z; created: 2009-08-05T19:43:41Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2009-08-05T19:43:41Z; pdf:charsPerPage: 1168; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-05T19:43:41Z | Conteúdo => • r CCO2CO3 Fls. I *:41 MINISTER/0 DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° 10240.000913/2003-16 Recurso n° 127.833 Voluntário en~titio de Contribuintes Matéria COFINS ww.s.gundo —.Irai da t_ps_ PubirtUla de Acórdão n° 203-11.427 Rabos 41111n Sessão de 20 de outubro de 2006 Recorrente COTA CONSTRUTORA AMAZÔNIA S/A Recorrida DRI em Belém-PA Assunto: Contribuição para Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 03/0211997, 06/06/1997, 07/07/1997, 08/08/1997, 09/09/1997, 09/09/1997, 10/10/1997, 11/11/1997, 12/12/1997, 05/05/1997, 07/07/1997, 08/08/1997, 09/09/1997, 10/10/1997 Ementa: MULTA DE OFÍCIO. RECOLHIMENTO DE TRIBUTO APÔS O PRAZO SEM MULTA DE MORA. Na vigência da MP n.° 303/2006 deve-se cancelar a multa de oficio quando o recolhimento foi efetuado após o prazo legal sem o acréscimo de multa de mora, face ao princípio da retroatividade benigna, consagrado no art. 106, II, "c", do CTN. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. /1/47);-• ANTONICZERRHÂ; NETO Presidente e Relator , • Processo n.• 10240.000913i2003-16 CCO2/CO3 Acórdão n.° 203-11.427 Fls. 2 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Emanuel Carlos Damas de Assis, Cesar Piantavigna, Silvia de Brito Oliveira, Valdemar Ludvig, Odassi Guerzoni Filho, Eric Moraes de Castro e Silva e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda. - - Processo n. • 10240.000913/2003-16 CCO2/CO3 Acta° a.° 203-11.427 Fls. 3 Relatório Transcrevo o relatório da decisão recorrida: "O presente processo, que ostenta como última folha a de n o 90, e seu Anexo 01 )'ls. 1/197), trata de autuação contra o contribuinte acima qualcado, conforme auto de infração de fls. 01/16, lavrado para cobrança de Multa Exigida Isoladamente, no valor de R$ 73.078,84 (setenta e três mil, setenta e oito reais e oitenta e quatro centavos), além de Juros de Mora Exigidos Isoladamente no montante de R$ 2.548,57 (dois mil e quinhentos e quarenta e oito reais e cincoenta e sete centavos), calculados de acordo com a legislação de regência em virtude da COFIES ter sido recolhida com atraso e sem os acréscimos _ _ _ _ _ -legais pertinentes. 2. A autuação, lavrada em 29 de setembro de 2003, (AR à fl.02, verso), decorreu de Inobservância do Regime de Escrituração ( a partir do ano-calendário de 1997) - Postergação da COFIES, tendo sido apurada diferença entre o valor escriturado e o declarado/pago, nos períodos de apuração discriminados na Descrição dos fatos e Enquadramento Legal, fls. 03/04, do Auto de Infração ora guerreado. 3. No dia 29 de outubro de 2003 foi juntada a impugnação de fls. 73/78, assinada pelo representante legal da empresa, cujo teor, em suma foi que: a) empresa "utilizou como base de cálculo o faturamento mensal dos serviços prestados para as instituições públicas (DNER E INCRA)"; b) "aplicou a alíquota de 2% (dois por cento) sobre a base de cálculo oriunda dos serviços prestados"; c) "O vencimento para o pagamento do COFIES será o último dia útil do disandio subseqüente ao mês de ocorrência do fato gerador (art. 57 da Lei n o 9.069,de 29 de junho de 1955)."; d) "Considerando que os respectivos valores da base de cálculo do COFIES sao de recebimentos dos serviços prestados a orgãos do Governo Federal (DNER E INCRA), e que quando do pagamento à empresa Cota Construtora Amazônia S.A., houve a efetiva retenção na fonte referente à contribuição, conforme a instrução normativa SRF/STN/SFC n° 04, de 18/08/97, retenções estas que estão explicitas no processo 10210.000355/2001-19, e que por lapso de informação a empresa informou o período de faturamento da notas (regime de competência) as contribuições e não pelo efetivo recebimento dos serviços prestados as entidades públicas."; • e) "a divergência das datas das informações ocasionaram a lavratura do auto de infração aqui questionado e que em nenhum momento a empresa beneficiou-se de qualquer valor e a receita federal em nenhum momento foi prejudicada em termos financeiros"; 4. Finalmente, requer: • Processo n.° 10240.000913/2003-16 CCO2/CO3 Acórdão o. 203-11.427 Fls. 4 a) "Considerar que as datas de informações para as efetivas contribuições sejam consideradas as do item I, constantes do anexo I — Quadro Demonstrativo referente à contribuição do COFIS ano de 1997 (período em que os órgãos governamentais efetuaram as devidas retenções)"; b) o cancelamento do auto de infração." A autoridade julgadora de primeira instância manteve na integra o lançamento na Decisão de fls. 91/97, assim ementada: ".Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 03/02/1997, 06/06/1997, 07/07/1997, 08/08/1997, 09/09/1997, 09/09/1997, 10/10/1997, 11/11/1997, 12/12/1997, 12/12/1997, 05/05/1997, 07/07/1997, 08/08/1997, 09/09/1997, 10/10/1997 Ementa: MULTA DE LANÇAMENTO DE OFICIO ISOLADA. PAGAMENTO EM ATRASO. AUSÉNCL1 DA MULTA DE MORA O pagamento após o vencimento do prazo legal, desacompanhado da respectiva multa de mora, enseja o lançamento da multa de oficio isolada de 75% sobre o tributo recolhido espontaneamente em atraso. JUROS DE MORA ISOLADOS. O lançamento de juros de mora isolados é cabível quando o sujeito passivo efetuar o pagamento do tributo ou contribuição, fora do prazo legal, sem incidência deste encargo." Inconformada com a decisão de primeira instância, a interessada, às fls. 106/115, interpôs recurso voluntário tempestivo a este Segundo Conselho de Contribuintes, onde alegou a nulidade do auto de infração, pela falta de mandado de procedimento fiscal, e contestou a exigência da multa e dos juros isolados. À fl. 140 o órgão local informou sobre o processamento do arrolamento de bens para garantia da instância recursal. É o Relatório. Processo n.° 10240.000913/2003-16 CCO2/CO3 Acórdão n.°203-11.427 Fls. 5 Voto Conselheiro ANTONIO BEZERRA NETO, Relator O recurso voluntário cumpre os requisitos legais exigidos para seu conhecimento. Trata o presente de autuação decorrente do recolhimento a destempo de tributo sem o acréscimo da multa e dos juros de mora. Exigiu-se no atuo de infração em lide a multa isolada de 75% e os juros moratórios devidos. No apelo apresentado a este Conselho a recorrente: _ - alegou, preliminarmente, a nulidade da autuação por falta de prévio mandado de procedimento fiscal; e - no mérito, aduziu a decadência do direito de lançar, visto o lapso temporal de mais de cinco anos entre os fatos geradores e a imposição da penalidade em lide; e - contestou a exigência da multa isolada e dos juros de mora. PRELIMINAR — NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO Quanto à questão de nulidade do feito fiscal, verifico que trata-se de questão não levada à conhecimento do julgador a quo. Matéria não questionada em primeira instância, quando se inaugura a fase litigiosa do procedimento fiscal, somente suscitada nas razões do recurso, constitui matéria preclusa, nos termos do art. 17 do Decreto n° 70.235/72, e que, portanto, não pode ser conhecida nesta instância administrativa. Desse modo, voto no sentido de não conhecer da preliminar de nulidade alegada, por preclusão. A título de informação, cabe lembrar que esta Câmara já pacificou entendimento de que o Mandado de Procedimento Fiscal constitui mero instrumento interno de distribuição de serviço e sua falta não é motivo de nulidade, principalmente, quando o auto de infração decorre da constatação eletrônica da falta, como no presente caso. MÉRITO =-EXIGÊNCIA-DA MULTA ISOLADA E DOS-JUROS DE MORC ----. - A exigência de encargos moratórias, multa e juros, no caso de recolhimento a destempo de tributo, está prevista no artigo 61 da Lei no 9.430/96, nos seguintes termos: "Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1° de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação especifica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. § 1° A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. , Processo ri.• 10240.00091312003-16 CCO2JCO3 Acórdão n.° 203-11.427 Fls. 6 § 2° O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. § 3° Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3° do art. 5°, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento." A aplicação da multa isolada teve fundamento no art. 44, § 1°, II, da Lei n° 9.430/96, verbis: "Art. 44. Nos casos de lançamento de ofikio, serão aplicado ç as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: I - de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; (.4 § 1° As multas de que trata este artigo serão exigidas: (.4 II - isoladamente, guando o tributo ou a contribuição houver sido paro após o vencimento do prazo previsto, mas sem o acréscimo de multa de mora: V - isoladamente, no caso de tributo ou contribuição social lançado, que não houver sido pago ou recolhido." (rifei) Dessa forma, a Lei n.° 9.430/96 tipificava como infração, passível de imposição de multa de ofício, a hipótese de o tributo ou contribuição ter sido pago após o vencimento do prazo previsto, mas sem acréscimo da multa de mora. De acordo com o art. 44, § 1 0, II dessa Lei, em caso de pagamento de tributo, após o vencimento do prazo previsto na legislação, sem _ . o _acréscimo de multa de-mora, deveria- ser-exigida isoladamente a-multa de lançamento de ofício. Entretanto, com a edição da MP n.° 303, de 29/06/2006, cuja vigência foi prorrogada pelo período de 60 dias a partir de 29/08/2006 pelo ato n.°38/2006 do Presidente do Congresso Nacional, a redação desse art.44 da Lei n° 9.430/96 foi alterada e passou a ser: "Art. 44. Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas: I - de setenta e cinco por cento sobre a totalidade ou diferença de tributo, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; - de cinqüenta por censo, exigida isoladamente, sobre o valor do pagamento mensal: Processo n. 10240.000913/2003-16 CCO2/033 Acórdão n.° 203-11.427 Es. 7 a) na forma do art. 82 da Lei rt2 7.713, de 22 de dezembro de 1988, que deixar de ser efetuado, ainda que não tenha sido apurado imposto a pagar na declaração de ajuste, no caso de pessoa Pica; b) na forma do art. 22 desta Lei, que deixar de ser efetuado, ainda que tenha sido apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no ano-calendário correspondente, no caso de pessoa jurídica. § .12 O percentual de multa de que trata o inciso I do capuz será duplicado nos casos previstos nos arts. 71, 72 e 73 da Lei te 4.502, de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. § 22 Os percentuais de multa a que se referem o inciso Ido capuz e o § 12, serão aumentados de metade, nos casos de não atendimento pelo sujeito passivo, no prazo marcado, de intimação para: I - prestar esclarecimentos; II - apresentar os arquivos ou sistemas de que tratam os arts. 11 a 13 da Lei n2 8.218, de 29 de agosto de 1991; III - apresentar a documentação técnica de que trata o art. 38." Dessa maneira, não cabe mais imposição de multa de ofício fora dos casos . mencionados, sendo tal norma aplicável aos lançamentos ocorridos anteriormente à edição da MP n° 303/2006 face ao princípio da retroatividade benigna, consagrado no art. 106, H, "c", do CTN, havendo que se exonerar a multa de ofício aplicada sobre o pagamento feito a destempo pela contribuinte. Pelo exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso para cancelar a exigência da multa isolada. Sala das Sessões, em 20 de outubro de 2006 r ONIO ZERRA NETO Page 1 _0020200.PDF Page 1 _0020300.PDF Page 1 _0020400.PDF Page 1 _0020500.PDF Page 1 _0020600.PDF Page 1 _0020700.PDF Page 1
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