Sistemas: Acordãos
Busca:
mostrar execução da query
4759829 #
Numero do processo: 13707.000468/91-81
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-82826
Nome do relator: Não Informado

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021

dt_publicacao_tdt : Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009

numero_processo_s : 13707.000468/91-81

anomes_publicacao_s : 200912

conteudo_id_s : 4133899

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 101-82826

nome_arquivo_s : 10182826_068589_137070004689181_005.PDF

ano_publicacao_s : 2009

nome_relator_s : Não Informado

nome_arquivo_pdf_s : 137070004689181_4133899.pdf

arquivo_indexado_s : S

id : 4759829

atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:54:35 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1714075430894436352

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-07T19:10:18Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-07T19:10:17Z; Last-Modified: 2009-07-07T19:10:18Z; dcterms:modified: 2009-07-07T19:10:18Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-07T19:10:18Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-07T19:10:18Z; meta:save-date: 2009-07-07T19:10:18Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-07T19:10:18Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-07T19:10:17Z; created: 2009-07-07T19:10:17Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-07-07T19:10:17Z; pdf:charsPerPage: 1557; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-07T19:10:17Z | Conteúdo => PROCESSO N9 13707-000.468/91-81 miNirdnio DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO MSR Sessao de de ACORDÃO N9 10 de janeiro 92 101-82.826 19 Recurso n 9: : 68.589 — IRPF — Exercícios de 1986 a 1990 Recorrente . : FÁTIMA ADENYR RIBEIRO DIAS PIRES Recorrida : DRF NO RIO DE JANEIRO - RJ LUCRO ARBITRADO - Rendimentos da Cé- dula "F" - Decorrência - Por forçado principio da decorrência, o que fi- car decidido no proceso principal se rã estendido ao processo decorrente. Assim, uma vez julgado improcedente o arbitramento de lucro levado a e- feito no processo instaurado contra a pessoa jurídica, torna-se incabí- velo lançamento reflexo procedido contra a pessoa física do sócio (coo perado) sob o mesmo suporte fático. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por FÁTIMA ADENYR RIBEIRO DIAS PIRES: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimen- to ao recurso, •nos termos do relatório e voto que passam a inte- graro presente julgado. . a d:s Sessó-s, em 10 de janeiro de 1992//: MAR . SE 4d0 010 - PRESIDENTE E RELATORA / Á VISTO EM AFONSO CEL 0 IRA.DE - PROCURADOR DA FAZEN- SESSÃO DE:9 7 FEV 199 DA NACIONAL Participaram, ainda, d. pre ente julgamento, os seguintes Conse- lheiros: Carlos Alberto Gonçalves Nunes, Francisco de Assis Miran- da, Raul Pimentel, Cândido Rodrigues Neuber, José Eduardo Rangel& Alckmin e José Geraldo Rosa (Suplente convocado). Ausentes, justi- ficadamente, os Conselheiros Cristóvão Anchieta de Paiva e Celso Alves Feitosa. kpik\ DAMEFP/DF- SECOB N 2 064/9. 41/ J H 11.10 .. • • ,,,t; IERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO R? 13707-000.468/91-81 miemo 68.589 AÇORD110fiffl: 101-82.826 RECORRENTE: FÁTIMA ADENYR RIBEIRO DIAS PIRES -RELATÓRIO A contribuinte acima identificada recorre a ,este Conselho da decisão do Sr. Chefe da Divisão de Tributação da DRF no Rio de Janeiro-RJ, que, por delegação de competência, jul gou procedente a exigência fiscal formalizada no Auto de Infra- ção de fls. 01. Trata-se de tributação reflexa de outro processo instaurado contra a pessoa jurídica da qual a contribuinte par- ticipa na condição de médica cooperada - UNIMED - RIO COOPERATI VA DE TRABALHO MtDIDO NO RIO DE JANEIRO -, na ãreá do Imposto de Renda-Pessoa Jurídica, protocolizado na repartição de origem sob o n9 10768/022.698/90-44. Néstes autos cogita-se da cobrança do imposto de renda-pessoa física, em virtude de inclusão na Cédula "F" das declarações de rendimentos da epigrafada relativas aos exercí- cios de 1986 a 1990, anos-base de 1985 a 1989, de parcela do lu cro arbitrado na aludida sociedade coo perativa, a ela considera• • da automaticamente distribUída, na proporção de sua quota-parte no capital sociaí daquela sociedade, com fundamento no disposto nos artigos 34, inciso 1 e 403 do RIR/80 e no § 49 -do .artigo 39 da Lei n9 7.713, de 2.12.88. A autoridade julgadora de primeira instância, em 7 , I JA narrrp irr- !Ecos w9 065,9r 4 I& SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13707-000.468/91-81 2. ACÓRDÃO N9 101-82.826 observãncia ao principio da decorrência, dispensou a presente exi aência o mesmo tratamento dado ã tributação formalizada no proces so matriz, ou seja, julgou procedente a ação fiscal, no mérito e retificou o lançamento de oficio, agravando-o, conforme decisão de fls. 30/33 , sob os fundamentos sintetizados na seguinte emen ta: "rmposTo DE RENDA - PESSOA FISICA Aplica-se aos procedimentos intitulados decorren- tes ou reflexos, no que couber, o decidido sobre a ação fiscal que lhes deu origem, por terem suporte fãtico comum. O lucro arbitrado, diminuído do imposto e do adi- cional incidente sobre o mesmo na pessoa jurídica, é considerado, Por imposição legal, distribuído a favor dos sOcios ou acionistas de sociedades não a nónimas, inclusive as constituídas sob a forma d -e- cooperativa, não elidindo tal presunção a ausência de efetiva distribuição de lucros nelas referidas sociedades. AÇÃO FISCAL PROCEDENTE, NO MÉRITO, E LANÇAMENTO RETIFICADO DE OFICIO." Dessa decisão a contribuinte foi cientificada em 19.08.91 e, inconformada, ingressou em 04.09.91, com o recurso vo luntãrio de fls. 36. Como razOes do anelo, a contribuinte se reporta aos fundamentos apresentados no processo principal.r / N R o relatório. • SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13707-000.468/91-81 :3, ACÓRDÃO N9 101-82.826 - .V'OTO - Conselbeira MARIAM SEIF, Relatora O recurso-é tempestivo e está amparado no artigo 33 do Decreto n9 70.235/72. Dele, portanto, conheço. Conforme relatado, a tributação objeto do presente processo-e' decorrente da exigência fiscal formalizada contra a pes soa jurídica da qual a recorrente participa na condição de !Medica cooperada - UNIMED-RIO COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO NO RIO DE JA NEIRO -, nos autos do processo n9 10768/022.698/90-44, cujo recur- so foi Protocolizado neste Conselho sob o n9 101.176. Tratando-se de tributação reflexa, o seu suporte fã tico: é. o mesmo que embasou a exigência procedida no processo prin cipal, não comportando, por isso mesmo, uma apreciação desvincula- da de levada a efeito nequele processo. Isto porque, segundo reman sosa jurisprudência deste Colegiado "o decidido no processo da pes 1soa jurídica, quanto ã matéria gue, por sua natureza ou decorrên- cia de lei acarrete reflexo na tributação das pessoas físicas ou na fonte, faz coisa jul gada nos processos decorrentes, eis que hou vesse possibilidade de novo pronunciamento sobre os mesmos fatos poder-se-iam estabelecer eventuais contraditórios desaconselháveis sob o ponto de vista social e legal". Como o processo principal foi objeto de deliberação deste Colecriado, em sessão realizada em 02.12.91, não cabe nestes autos reabrir a discussão em torno da existência ou insubsistên- cia do suporte fático da exigência, uma vez que a matéria já foi amplamente debatida e examinada naquela ocasião. Ma onortunidade, esta Câmara, por unanimidade de votos, deu 'provimento ao recurso, COMO faz certo o Acórdão n9 .NA \ i Á , 4 I SERVIÇO NEXO FEDERAL PROCESSO N9 13707-000.468/91-81 4, ACÔRDÃO N9 101-82.826 , . • 101-82.389, assim ementado: . .. . .. . . . , .. • "ARBITRAMENTO :DE :LUCROS .'-, :Cooperativas ..- ; _ Escritura cão sem destorme das receitas das diversas ativida- des - O arbitramento de lucros-&:procedimento reser vado aos casos de inexistência de escrituração conZ tábil regular e aplicável:apenas nas bipôteses le- gais previstas nos incisos I a VI do artigo . 399 do RIR/80, entre as quais não se inclui a que fundamen tou a ação fiscal. A falta de destaque das receitas segundo Sua origem (atos cooperativos, não coopera- tivose incompatíveis com-o regime cooperativo) não autoriza, pois, o arbitramento de lucros. No caso recomenda-se a tributação do resultado global da cooperativa, com base nó lucro real, por ser impos- sível a determinação de parcela desse lucro alcança da pela não incidência tributãria-." - , Tornadd insubsistente que foi o lucro arbitrado, em basador do crédito tributário constituído no proceáso principal, _ que, por sua vez, constitui a própria base de cãlculo o creditotri_ butário ora exigido, observado, ainda, o princípio da decorrência, outra não poderá ser a decisão neste recurso. _ Nesta ordem de juízo, dou provimento ao presente -re_ curso. .,------ y/ârasi 'ia (DE),em 10 de janeiro de 1992,, , ( / MAR''' -_,) - RELATORA _ Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1

score : 1.0
4754649 #
Numero do processo: 10920.002567/2005-13
Data da sessão: Tue Nov 09 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Nov 09 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Ano-calendário: 2000 Ementa: PRELIMINARES DE NULIDADE — OFENSA À RAZOABILIDADE E À PROPORCIONALIDADE. A questão de a autoridade fiscal ter presumido ou não a impropriedade da escrituração contábil pode vir a denunciar vício substancial dos lançamentos, que se coloca na esfera de mérito desses . Ademais, no caso vertente, o que houve foi a constatação material de que o procedimento contábil e fiscal do contribuinte não se afinava com os ditames da legislação tributária e contábil, o que também 6 questão de mérito, Rejeição das preliminares de nulidade,. IRPI, CSLL — POSTERGAÇÃO DE DESPESA DE JUROS — JUROS INCORRIDOS ENTRE 1995 E 1999 — APROPRIAÇÃO EM 2000 Os elementos constantes nos autos indicam que no ano-calendário de 1999 não foi apurado prejuízo fiscal nem base negativa de CSLL e que não remanesceram prejuízos fiscais e bases negativas de CSLL anteriores a 1999. Ainda que houvesse apuração de prejuízos fiscais e de bases negativas de CSLL entre 1995 e 1998, a despesa' de juros em dissídio não ultrapassa 30% do lucro real e da base de cálculo da CSLL do ano-calendário de 2000. A postergação de despesa de juros incorridos entre 1995 e 1999 para o ano-calendário de 2000 não implicou postergação e tampouco redução de IRPI e de CSLL. Dedução de despesa que não merece reparos.
Numero da decisão: 1103-000.316
Decisão: ACORDAM os membros do colegiada, por unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar, e, no mérito, DAR provimento ao recurso para determinar a exclusão da parcela relativa a glosa da dedução dos juros. A Dra. Denise da Silveira Peres de Aquino Costa (OAB/SC 10264) acompanhou o julgamento, pela contribuinte, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
Nome do relator: Marcos Shigueo Takata

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)

dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201011

ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Ano-calendário: 2000 Ementa: PRELIMINARES DE NULIDADE — OFENSA À RAZOABILIDADE E À PROPORCIONALIDADE. A questão de a autoridade fiscal ter presumido ou não a impropriedade da escrituração contábil pode vir a denunciar vício substancial dos lançamentos, que se coloca na esfera de mérito desses . Ademais, no caso vertente, o que houve foi a constatação material de que o procedimento contábil e fiscal do contribuinte não se afinava com os ditames da legislação tributária e contábil, o que também 6 questão de mérito, Rejeição das preliminares de nulidade,. IRPI, CSLL — POSTERGAÇÃO DE DESPESA DE JUROS — JUROS INCORRIDOS ENTRE 1995 E 1999 — APROPRIAÇÃO EM 2000 Os elementos constantes nos autos indicam que no ano-calendário de 1999 não foi apurado prejuízo fiscal nem base negativa de CSLL e que não remanesceram prejuízos fiscais e bases negativas de CSLL anteriores a 1999. Ainda que houvesse apuração de prejuízos fiscais e de bases negativas de CSLL entre 1995 e 1998, a despesa' de juros em dissídio não ultrapassa 30% do lucro real e da base de cálculo da CSLL do ano-calendário de 2000. A postergação de despesa de juros incorridos entre 1995 e 1999 para o ano-calendário de 2000 não implicou postergação e tampouco redução de IRPI e de CSLL. Dedução de despesa que não merece reparos.

dt_publicacao_tdt : Tue Nov 09 00:00:00 UTC 2010

numero_processo_s : 10920.002567/2005-13

anomes_publicacao_s : 201011

conteudo_id_s : 5525993

dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jan 18 00:00:00 UTC 2019

numero_decisao_s : 1103-000.316

nome_arquivo_s : 110300316_156725_10920002567200513_011.PDF

ano_publicacao_s : 2010

nome_relator_s : Marcos Shigueo Takata

nome_arquivo_pdf_s : 10920002567200513_5525993.pdf

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : ACORDAM os membros do colegiada, por unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar, e, no mérito, DAR provimento ao recurso para determinar a exclusão da parcela relativa a glosa da dedução dos juros. A Dra. Denise da Silveira Peres de Aquino Costa (OAB/SC 10264) acompanhou o julgamento, pela contribuinte, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.

dt_sessao_tdt : Tue Nov 09 00:00:00 UTC 2010

id : 4754649

ano_sessao_s : 2010

atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:54:16 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1714075430897582080

conteudo_txt : Metadados => date: 2011-03-01T20:26:41Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 7; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-03-01T20:26:41Z; Last-Modified: 2011-03-01T20:26:41Z; dcterms:modified: 2011-03-01T20:26:41Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:f876cd9c-cc5b-4464-9023-63b81c38ae0f; Last-Save-Date: 2011-03-01T20:26:41Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-03-01T20:26:41Z; meta:save-date: 2011-03-01T20:26:41Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-03-01T20:26:41Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-03-01T20:26:41Z; created: 2011-03-01T20:26:41Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; Creation-Date: 2011-03-01T20:26:41Z; pdf:charsPerPage: 1740; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-03-01T20:26:41Z | Conteúdo => S1-C1T3 Fl MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 10920,002567/2005-13 Recurso n" 156.725 Voluntário Acórdão n" 1103-00.316 — 1" Câmara / 3 Turma Ordinária Sessão de 09 de novembro de 2010 Matéria IRPJ Recorrente DOHLER S.A. Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Ano-calendário: 2000 Ementa: PRELIMINARES DE NULIDADE — OFENSA À RAZOABILIDADE E Ã PROPORCIONALIDADE. A questão de a autoridade fiscal ter presumido ou não a impropriedade da escrituração contábil pode vir a denunciar vício substancial dos lançamentos, que se coloca na esfera de mérito desses . Ademais, no caso vertente, o que houve foi a constatação material de que o procedimento contábil e fiscal do contribuinte não se afinava com os ditames da legislação tributária e contábil, o que também 6 questão de mérito, Rejeição das preliminares de nulidade,. IRPI, CSLL — POSTERGAÇÃO DE DESPESA DE JUROS — JUROS INCORRIDOS ENTRE 1995 E 1999 — APROPRIAÇÃO EM 2000 Os elementos constantes nos autos indicam que no ano-calendário de 1999 não foi apurado prejuízo fiscal nem base negativa de CSLL e que não remanesceram prejuízos fiscais e bases negativas de CSLL anteriores a 1999. Ainda que houvesse apuração de prejuízos fiscais e de bases negativas de CSLL entre 1995 e 1998, a despesa' de juros em dissídio não ultrapassa 30% do lucro real e da base de cálculo da CSLL do ano-calendário de 2000. A postergação de despesa de juros incorridos entre 1995 e 1999 para o ano- calendário de 2000 não implicou postergação e tampouco redução de IRPI e de CSLL. Dedução de despesa que não merece reparos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. O DA SILVA — Presidente ALOYSIO J SHIGUEO TAKATA - Relator MA Processo e 10920 002567/2005-13 Si -C1T3 AcOrdilo a " 1103-00316 Fl 2 ACORDAM os membros do colegiada, por unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar, e, no mérito, DAR provimento ao recurso para determinar a exclusão da parcela relativa a glosa da dedução dos juros. A Dra. Denise da Silveira Peres de Aquino Costa (OAB/SC 10264) acompanhou o julgamento, pela contribuinte, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. EDITADO EM: IV 2011 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Aloysio José Percinio da Silva (Presidente), Mário Sérgio Fernandes Barroso, Gervasio Nicolau Recketenvald, Marcos Shigueo Takata, Eric Moraes de Castro e Silva, Hugo Correia Sotero (Vice presidente). Nixes- so n" 10920 002567/2005-13 Si -Cl T3 Acnrdiin n " 1103 -00.316 Fl. 3 Relatório DO LANÇAMENTO For meio dos autos de inflação (fls. 104 a 125) foram exigidas da recorrente, as importâncias de R$ 2.443,266,87 IRPJ, e RS 781.845,39 — CSL, acrescidas de multa de oficio e de juros de mora, relativamente aos fatos geradores ocorridos no ano-calendário de 2000. No "Termo de Verificação e de Encerramento da Ação Fiscal" (fls. 104 a 114), consta que a recorrente, ao adquirir créditos tributários decorrentes de aquisição de prejuízos fiscais e de base negativas de CSL das empresas relacionadas no termo, as apropriou na conta de resultados "411580010 — REFIS" do subgrupo de Outras Receitas Financeiras, lançando a crédito desta conta o valor de R$ 15.044382,72, com o histórico de "CREDITO TRIBUTARIOS DE TERCEIROS REF. MEL FISCAIS E BASE CAL,..NEGATIVA CSLL CFE, DECL, REFIS", tendo como contrapartida a conta de Passivo Circulante "223010012- REFIS" do subgrupo Tributos, com a mesmo histórica anteriormente citado . Os custos da aquisição de tais créditos no montante contabilizado de R$ 2,127.518,85, foram lançados a débito da conta de resultados "411580010 — REFIS", tendo como contrapartida a conta de Ativo "117010010 CESSA° DIREITO - CREDITOS TRIBUTARIO" do subgrupo Tributos a compensar e outro lançamento no valor de R$ 30,000,00 com o histórico de "TRANSF, DA CTA. 902 FORNECED, REF. PGTO CESSAO CREDITOS TERCEIROS A AUTO VIACAO LOPES REF. PREL FISCAIS E. BASE CALCULO NEG, DA CSLL". Em 31/08/2000, a empresa Dohler S.A., efetuou as seguintes deduções indevidas: a) Multa de Oficio - Na conta de resultados do Grupo de Receitas Financeiras conta "411580010 — REFIS", foi realizado lançamento contábil a débito no valor de RS 4.916,752,10, referente a multas de oficio lavradas em autuações constantes nos processos administrativos fiscais n° 10920,000419/00-15 e 10920.000420/00-15. Entretanto, não se verificou a adição ao lucro liquido, para fins de apuração do lucro real e da base de cálculo da CSL„ de qualquer valor a titulo de multas indedutiveis, O § 5° do art, .344 do RIR/99 prescreve que "não são dedutíveis como custo ou despesas operacionais as multas por infrações fiscais, salvo as de natureza compensatória e as impostas por infrações de que não resultem falta ou insuficiência de pagamento de tributo"; b) Juros Moratórias — Foi apropriado como despesa, mediante lançamento contábil a débito na conta de resultados do Grupo de Receitas Financeiras — conta "411580010 REFIS" o valor de R$ 10.128.100,70 a titulo de juros de mora pertinentes as já referidas autuações nos processos administrativos fiscais n's 10920.000419/00-15 e 10920.0004.20/00- 15. Desse valor, foram baixadas provisões no total de R$ 5,271,785,3.3, sendo efetivamente deduzida a diferença de R$ 4,856,315,37. A fiscalização revela que os juros incorridos desde 31/05/95 a dezembro de 1999, decorrentes das autuações, perfazem o montante de R$ 3 Processo n' 10920 002567/2005-13 S1 -C1T3 Acórdão " 1103-00316 Ff 4 11,459,458,27, e que os juros apropriados corno despesas referentes a exercícios anteriores deveriam ter sido lançados diretamente corn contrapartida da conta de Lucros ou Prejuízos acumulados, não interferindo na apuração do lucro real e da base de calculo da CSL do ano- calendário de 2000, conforme determina o § 4 0 do art, 6' do Decreto-lei 1.598/77. A fiscalização afirmou que esses juros referentes a exercícios anteriores não poderiam ser deduzidos no exercido de 2000, em função do regime de competência a que se submetem, tal corno previsto nos arts. 247, 250, 251, 273 e 344, todos dos RIR199. De todo modo, o valor glosado foi a da efetiva diférença deduzida de R$ 4.856,315,37; Em razão desses fatos, a fiscalização apurou exigências de IRPJ e CSL. DA IMPUGNAÇÁO Inconformada, a recorrente apresentou impugnação (fis. 126 a 151), na qual alegou, em síntese, que: a) Preliminarmente, falta razoabilidade e proporcionalidade no ato fiscal que teria desconsiderado fatos, circunstâncias e efeitos fiscais/contábeis, para presumir a impropriedade nos lançamentos. Afirmou que a multa não poderia ser aplicada em razão de seu caráter confiscatorio, o que afrontaria o disposto no inciso IV do art, 150 da Constituição Federal. Ampara-se em precedentes judiciais; b) Aderiu ao Refis, tendo então promovido a liquidação de juros e multas de mora e de oficio, com créditos de prejuízos fiscais e bases de cálculo negativas, adquiridos de terceiros. Toda a operação teria sido devidamente contabilizada, mas a fiscalização entendeu que os valores de multa e juros incluidos no Refis não poderiam ser deduzidos da base tributável do IRPJ e CSL do período, o que acarretou a anulação dos efeitos do beneficio fiscal do parcelamento; c) Entende ser permitida a dedução dos juros após o período de sua inocorrência, desde que não implique prejuízo ao fisco, ou seja, desde que não produza efeito diverso daquele que seria obtido, se realizado na data em que poderia ter sido lançado; d) Discutiu judicialmente o chamado "Plano Verão", porque não reconhecia corno devidos os valores (principal, multa e juros). Por conta disto, não adicionou os juros ao lucro real e A base de calculo da CSL nos respectivos anos-calendário; e) Posteriormente, com a lavratura dos autos de infração, cujos processos administrativos são 10920.000419/00-15 (CSL) e 10920.000420/00-96 (IRPJ), e diante dos beneficios oferecidos pela legislação do REF IS (Lei 9.964/200), a recorrente incluiu os valores exigidos no referido programa de parcelamento; f) Somente após tal adesão em agosto de 2000, a recorrente, embora subjetivamente entendesse como indevido, reconheceu o débito (neste caso, em especifico, os juros) e o adicionou A base tributável do IRPJ e da CSL, ou seja, considerou-o no momento em que o débito fora reconhecido para fins contábeis/fiscais, Até então, os valores estavam sendo discutidos; 4 Process() re' 10920 002567/2005-13 1-C1T3 AcOrdtio " 1103-00.316 Fl 5 g) Desta forma, tern-se que o procedimento adotado pela recorrente 6 legitimo, não se enquadrando em nenhum dos casos de ajustes de exercícios anteriores, previstos na Lei das S.A. (Lei 6,404/76); h) No tocante à dedução da multa de oficio, os efeitos fiscais da dedutibilidade da mesma, bem corno dos juros, não acarretaram nenhum prejuízo ao El-ado, como consequência lógica do próprio beneficio proporcionado pela legislação do Refis; i) Levou à tributação o montante de R$ 12.887,063,87 a titulo de crédito adquirido de terceiros para compensação de débitos de multas e juros do Retis, descontando o custo de aquisição de R$ 2.157,518,85. Corn isso, o lucro real atingiu o montante de R$ 21.829.826,47 e a base de calculo da CSL, o de R$ 18,182.142,05; j) Caso não houvesse essa aquisição, o lucro real seria de R$ 8 942 762,60 e a base de calculo da CSL, de R$ 5.265,078,18; k) Se a multa inserida no Refis não pudesse ser deduzida na apuração do IRPI e da CSL devidos no período, as bases tributáveis seriam: lucro real de R$ 16,973,511,10 e base de cálculo da CSLL de R$ 13.325.826,68; I) Ainda assim, as bases tributáveis seriam menores que as verificadas com a aquisição dos prejuízos fiscais e bases negativas, evidenciando, sobremaneira, que a autuação fiscal esta desvirtuando os beneficios trazidos pela legislação do REF1S; in) Não ha previsão legal para adição de multa de oficio na base de calculo da CSL, porque essa contribuição deverá ter como base, o lucro contábil, antes da provisão para o imposto de renda, ajustado pelas adições e exclusões previstas na legislação especifica . O Regulamento do Imposto de Renda, no art. 344, dispõe sobre a indedutibilidade da multa especificainente pata o lucro real, o que não foi previsto na legislação que trata da base de cálculo da CSL, DA DECISÃO DA DIU E DO RECURSO VOLUNTÁRIO Em 20/10/2006, acordaram os membros da 4" Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, julgar procedentes os lançamentos, nos termos abaixo sintetizados: a) Referente à dedução dos juros moratórias, embora a recorrente tenha dito que "adicionou" os juros em questão à base de calculo do IRPJ e CSL, ou que os "levou a tributação", verdade 6 que os juros ora discutidos são aqueles referentes a exercícios anteriores ao de 2000, mas que foram deduzidos na apuração das bases de cálculo do RN e CSL deste exercício. Contudo, deve prevalecer o regime de competência para alocação dos juros moratórios, conforme previsto na legislação tal como consta do art, 247, § 2°, do RIR/99; b) Desta forma, os juros incorridos em períodos anteriores não poderiam influir na apuração do resultado do exercício de 2000, havendo assim autorização para a adição de oficio dos valores indevidamente deduzidos a este titulo, como expressamente previsto no inciso II do art. 27.3 do RIR/99; Process() n" 10920.002567/2005-13 SI -CI T3 AcOrdfio n " 1103-00316 Fl 6 c) A dedução de despesas e custos é urna prerrogativa do contribuinte, mas, quando exercida, deve ser feita corn observância do regime contábil de competência . Assim se o contribuinte pretende aproveitar deduções relativas a exercícios anteriores, deve fazer repercutir tais deduções nos resultados dos respectivos períodos, ainda que mediante retificação da sua escrita contábil-fiscal; d) Quanta h multa de oficio, verifica-se que a recorrente sustenta que as glosas efetuadas de oficio estariam a desvirtuar os beneficios decorrentes de sua adesão ao Refis, e que as deduções em questão não acarretaram nenhum prejuízo ao Erário, Entretanto, não assiste razão à recorrente; e) A dedução da multa de oficio é expressamente vedada, de acordo cam o previsto no § 5' do art. 344 do RIR/99. Por sua vez, a dedução dos juros deve observar o regime contábil de competência. Deste modo, lid base legal para a constituição do crédito tributário, não cabendo assim estabelecer juízos valorativos quanto à inexistência de prejuízo ao Erário, para a formalização do lançamento tributário, já que esta atividade é vinculada e obrigatória (CTN, art. 142); f) Além disso, a indedutibilidade da multa de oficio e dos juros independe da forma de liquidação adotada pelo contribuinte, ou seja, não se ahem mesmo que a liquidação fosse feita da forma convencional, sem parcelamento especial; g) A apuração de acréscimo patrimonial na aquisição de créditos de terceiros obriga a recorrente a oferecer esse ganho à tributação, de modo que, ao assim proceder, a recorrente nada mais fez do que observar a legislação de regência. Mas isso não tem o condão de justificar as deduções que efetivou e que foram glosadas, ante A clara distinção entre essas matérias; h) Quanto da dedução da multa de oficio e a base de calculo da CSL, aplicam-se ao lançamento de CSL as mesmas normas de apuração do IRPJ; i) Relativo ao efeito confiscatório da multa aplicada, não cabe a instância administrativa a apreciação de assuntos dessa natureza; Devidamente cientificada da r. decisão em 14/11/2006, a recorrente interpôs recurso voluntário, em 14/12/2006, no qual basicamente reitera as alegações manifestadas em sua impugnação. Posteriormente, a recorrente aderiu h anistia da Lei 1L941/09, protocolizando petição de desistência endereçada ao Presidente do CARP, referente As seguintes questões debatidas neste feito: a) glosas das multas de oficio deduzidas na determinação do lucro real e da base de cálculo da CSL; e b) multa de oficio de 75%., o relatório. 6 Process o if 10920 002567/2005-13 si -ciT3 Ac6rdtio II." 1103 -00316 Fl 7 Voto Conselheiro MARCOS SHIGUEO TAKATA, 0 recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele, pois, conheço. A recorrente precipita corno preliminares de nulidade a ofensa A razoabilidade e A proporcionalidade nos atos de lançamento e o caráter confiscatório da multa imposta. A questão do caráter confiscatório da multa de oficio não informa preliminar, mas questão de mérito, de modo que reservarei sua apreciação quando enfrentar as questões ineritum causae. A irrazoabiliclade e a não proporcionalidade teriam sido vertidas na presunção de impropriedade da escrituração contábil da recorrente, Discordo dessa acusação. A razoabilidade e a proporcionalidade, quer sejam vistas como princípios, quer como regras, informam nomeadamente atos administrativos discricionários. A atividade vertida no ato de lançamento, coma se sabe, é vinculada - bem assim o ato de lançamento Podem a razoabilidade e a proporcionalidade se projetarem eventualmente sobre atividades vinculadas, mas não é o que extraio no caso vertente . A questão de a autoridade fiscal ter presumido ou não a impropriedade da escrituração contábil pode vir a denunciar vicio substancial dos lançamentos, que se coloca na esfera de mérito desses. Não por menos, a eventual falta de aprofundamento da investigação pelo autuante revelaria vicio substancial dos lançamentos, que não veicularia questão de preliminar, mas de mérito. Alias, da análise do Termo de Verificação Fiscal que acompanha, ou melhor, compõe e integra os lançamentos, não diviso a concreção de presunção por parte da autoridade fiscal. O que houve foi a constatação material, com base na escrituração contábil e em outros processos administrativos existentes, de que o procedimento contábil e fiscal da recorrente não se afinava com os ditames da legislação tributária e contábil (comercial). Se tal constatação merece ou não ser endossada é questão de mérito, que irei examinar no momento próprio. Rejeito, portanto, a preliminar de nulidade . Passo ao exame do mérito. Antes de principiar a apreciação do mérito, lembro que a recorrente protocolizou petição de desistência endereçada ao Presidente do CARP, por adesão à anistia da Lei 11.941/09, quanto à pretensão fiscal relativa: Processo nõ 10920002567/2005-13 S1 -C1T3 Acordiio n•" 1103 -00316 Fl. 8 c) As glosas das multas de oficio deduzidas na determinação do lucro real e da base de cálculo da CSL; e d) A multa de oficio de '75%. Dessa forma, a questão /nerittim causae a ser enfrentada se reserva a glosa, na determinação do lucro real e da base de cálculo da CSL, da dedução da despesa de juros, reconhecida postergadamente, no ano-calendário de 2000. Consoante se vê do Termo de Verificação Fiscal, os juros de IRPI e de CSL, objetivados nos processos administrativos 10920.002420/00-96 (IRPJ) e -10920.00419/00-15 (CSL), são os "decorrentes" dessas autuações, e incorridos de 31/05/95 a 31/12/99 (fls. 106, 109 e 113) A recorrente alega que reconhecia os juros de IRP.1 e de CSL, objetivados nos processos administrativos supracitados, por regime de competência. Compulsando os autos, noto que desassiste razão a tal assertiva. Do Termo de Verificação Fiscal, vejo que há a reprodução do lançamento a débito na conta 4,1.15.80,010 — REFIS, no valor de R$ 10.128.100,70, corn histórico de juros de IRE' e de CSL concernentes aos referidos autos de infração (fl. 105),. A conta 4.1.5.80,10 — REF IS é conta de resultado, e o referido lançamento a débito é de 31/08/00. A própria recorrente em sua peça impugnatória, e também em seu recurso, descreve o seguinte lançamento contábil para ilustrar o valor dos juros de R$ 10,128.100,70 (fls. 141 e 200): Debito: IRPJ (Ctas 2.2.30.10.006) CSLL (Ctas 2.2.30.10.007) REFIS (Ctas. 4.1.15.80.010) — REFIS (Ctas. 4.1.15.80,010) — Crédito: REFIS (Cta 2.2.30.10.012) — REFIS (Cta. 2.2.30.10.012) — 8.370.091,80 (Principal) 2.556.023,99 (Principal) 10.128.100,70 (Juros) 4.916.752.10 (Multa) 25.970.968,59 19,857.837,65 (Notificação) 6.113.130,94 (Notificação) 25.970.968,59 Vê-se, pois, que o valor de R$ 10.128,100,70 foi lançado a débito em conta de resultado (4.1,15.80.010 REFIS) em 2000, e sua contrapartida se deu em conta do passivo (2.2.30.10.012 REFIS). 0 lançamento contábil acima acusa que a recorrente transferiu o valor de principal de IRP„I e de CSL da conta do passivo 2,2.30.10.006 —1RPJ e 2.2.30,10,007 CSLL para outra conta do passivo, na conta 2.2,30.10.012 — REF1S, e adicionou nesta conta os juros e multa que tiveram corno contrapartida o lançamento a debito na conta de resultado 4.1 .15.80.010 — REF1S (despesa). A recorrente lançou a reversão de parte desses juros que se encontrava ainda nas contas do passivo 2.2.30,10,006 — IRPI e 2.2„30,10.007 — CSLL, Ou seja, a recorrente reduziu o valor devido de juros que se encontrava registrado ainda nas mencionadas contas do passivo e, pois, reduziu a despesa de juros, no valor de R$ 5,271.785,33, como se vê do 8 Processo n 10920.002567/2005-13 SI-Cl T3 Acendao ii " 1103-00.316 Fl 9 lançamento contábil indicado nas peças inaugural e recursiva da recorrente (fls. 139, 140, 201 e 202): Debito: IRPJ (Ctas 2.2.30.10.006) — CSLL (Ctas 2.2.30.10.007) — Crédito: REFIS (Cta 4.1.15.80.010) — REFIS (Cta 4.1.15.80.010) — 3.887.743,10 (Juros IRP.1) 1.384.042.23 (Juros CSLL) 5.271,785,33 3.887.743,10 (Juros MN-) 1.384.042,23 (Juros CSLL) 5.271.785,33 No por menos, o autuante glosou a diferença entre R$ 10.128.100,70 e RS 5.271.785,33, correspondente a R$ 4.856.315,37 (fls. 114, 118 e 12.3). Enfim, dúvidas no me restam para concluir que a despesa de juros no valor liquido de RS 4.856.315,37 foram reconhecidos contabilmente não segundo o regime de competência. Tal despesa foi reconhecida postergadamente. Assim também a dedução de tal despesa, na determinação do lucro real e da base de cálculo da CSL, foi postergada . Nenhum problema há na no obediência ao regime contábil de competência no reconhecimento de despesas (e de receitas), desde que isso no implique postergação ou redução do imposto. Essa regra ficou expressa para o IRRI com o art. 6', § 5', do Decreto-lei 1,598/77 (reproduzido no art. 273, caput, I e 11, do RIR199), Regra que informa a relativização do principio da independência dos exercícios . Aliás, num cenário em que a despesa "X" por regime de competência devesse ser reconhecida e deduzida no ano "A", ern que se tenha apurado lucro fiscal, mas houver sido reconhecida e deduzida (a despesa "X") no ano "A+1", não só inexistird postergação ou redução de tributo, como haverá antecipação de tributo. Vendo a ficha 9A da DIRJ/01 acostada aos autos (fl, 15), noto que foi apurado lucro real no ano-calendário de 2000, antes da compensação de prejuízos fiscais de períodos anteriores, no valor de R$ 21.829.826,47 (linha 41), E não há estoque de prejuízos fiscais compensado, ou seja, o valor informado de prejuízos fiscais de periodos anteriores a ser compensado é igual a zero (linha 42), de modo que o lucro real é igual ao valor ora mencionado. E, na ficha 17 da mesma D1PJ (fl. 25), constato que a base de cálculo da CSL no ano-calendário de 2000, antes da compensação de bases negativas de CSL de períodos anteriores, é de R$ 18.182.142,05 (linha .31)„ E também não há estoque de bases negativas de CSL compensado (linha .32), i.e., o valor informado de bases negativas de períodos anteriores a ser compensado é igual a zero (linha 42), de modo que a base de cálculo da CSL é igual ao ora valor citado. Não há nos autos cópia das DIRJ/00, DIRT/99 e das D1R131/98, DIRPJ/97, DIRRT/96. Tudo indica que no ano-calendário de 1999 não foi apurado prejuízo fiscal nem base negativa de CSL, e que não remanesceram prejuizos fiscais e bases negativas de CSL, anteriores a 1999. 9 Processo n" 10920.002567/2005-13 S1 -Cl T3 Acórd5o n." 1103-00316 Fl 10 Mas houve apuração de prejuízo fiscal e de base negativa de CSL nos anos- calendário de 1998 a 1995? Ainda que a resposta venha a ser positiva, entendo que isso não prejudica o desfecho da questão. Esclareço. A DIPJ/01 não acusa a apuração de prejuízo fiscal e base negativa de CSL no ano de 1999. Ainda que o lucro real e a base de cálculo de CSL da recorrente tenham sido igual a zero no ano de 1999 e ela tenha apurado prejuízos fiscais e bases negativas de CSL nos anos de 1998 a 1995, a dedução da despesa de juros em dissídio não implicaria redução nem postergação do IRPJ e da CSL do ano-calendário de 2000. Sucede que, mesmo se adotando a premissa acima, a despesa de juros em questão não ultrapassa 30% do lucro real e 30% da base de cálculo da CSL, do ano-calendário de 2000. Isso significa (mesmo no quadro da premissa acima): se houvesse sido reconhecida e deduzida a despesa de juros por regime de competência, nos anos de 1995 a 1999, a consequência seria igual a apurada pela recorrente, pois o total da despesa de juros identificaria o estoque de prejuízo fiscal e de base negativa de CSL que seria integralmente compenscivel com o lucro de 2000, na determinação do lucro real e da base de calculo da CSL. E, caso se tenha apurado lucro real e base de cálculo da CSL maiores do que zero no ano de 1999, o total da despesa de juros poderia ser, inclusive, superior a 30% do lucro real e da base de cálculo da CSL (antes da dedução desses juros) do ano de 2000, pois parte desses juros - ou quiçá sua totalidade - já seria compensável com o lucro de 1999, E dizer, a consequência seria a mesma A de se ter reconhecida e deduzida a despesa de juros por regime de competência, nos anos de 1995 a 1999. Dir-se-á: mas não se sabe o quanto de prejuízo fiscal e base negativa de CSL foi apurado nos anos de 1998 a 1995 (se é que foram). A isso se objeta corn o seguinte. Não se apurou, ao que acusa a DIPJ/01, prejuízo fiscal e base negativa de CSL em 1999. Então, caso tenha sido apurado prejuízo fiscal e base negativa de CSL nos anos de 1998 a 1995, eles já teriam sido absorvidos em 1999. Outrossim, tomando-se R$ 26.686.141,82 (lucro real segundo a DIRJ/01 antes da dedução dos juros, mas depois da dedução da multa de oficio = R$ 21.829,826,47 -F R$ 4.856.315,37), 30% desse valor montam R$ 8 005 42,55 Isso é bem superior a R$ 4.856.315,37. E no calculo que fiz trava de 30% - considerei inclusive a dedução da multa de oficio (o que diminuiu a base de cálculo). Pegando-se R$ 23,038.457,42 (base de calculo da CSL confirme a DIPJ/01 antes da dedução dos juros, mas depois da dedução da multa de ofício = R$ 18.182.142,05 + R$ 4,856315,37), 30% desse montante totalizam R$ 6.911.537,23. Igualmente, aqui, esse valor é bem superior a R$ 4.8,56,315,37. E no cálculo que fiz (trava de 30%) considerei inclusive a dedução da multa de oficio o que diminuiu a base de calculo. 10 Processo n" 10920002567/2005-13 SI -Cl 1-3 Acórdrio n "1103-00316 Fl.. 11 Por isso acentuei que, mesmo que houvesse sido reconhecida e deduzida a despesa de juros por regime de competência, nos anos de 1995 a 1999, a consequência seria a mesma A do procedimento adotado pela recorrente., E isso, ainda que ela tenha apurado prejuizo fiscal e base negativa de CSL nos anos de 1998 a 1995. Dai minha conclusão de que a postergação da despesa de juros e de sua dedução não implicaram redução ou postergação de IRPJ e de CSL. E se a recorrente houver apurado lucro real e base positiva de CSL nos anos- calendário de 1998 a 1995? Nesse caso, tollitur quaestio, ou seja, maioridade de razões para conclusão de inexistir postergação ou redução de tributo: terá havido, contrariamente, antecipação de pagamento de tributo. 0 mesmo se diga se a recorrente tiver apurado lucro real e base positiva de CSL em algum(ns) desse(s) ano(s), Por força de tudo quanto deduzi, dou provimento ao recurso sobre a questão da dedução da despesa de juros glosada. Sob essa ordem de considerações e juizo, dou provimento ao recurso para afastar a glosa da dedução dos juros, para fins de IRPI e de CSL, o meu voto.

score : 1.0
4761678 #
Numero do processo: 10880.055055/92-34
Data da sessão: Tue Nov 08 00:00:00 UTC 1994
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-87408
Nome do relator: Não Informado

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021

anomes_sessao_s : 199411

dt_publicacao_tdt : Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009

numero_processo_s : 10880.055055/92-34

anomes_publicacao_s : 200912

conteudo_id_s : 4135809

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 101-87408

nome_arquivo_s : 10187408_108607_108800550559234_017.PDF

ano_publicacao_s : 2009

nome_relator_s : Não Informado

nome_arquivo_pdf_s : 108800550559234_4135809.pdf

arquivo_indexado_s : S

dt_sessao_tdt : Tue Nov 08 00:00:00 UTC 1994

id : 4761678

ano_sessao_s : 1994

atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:55:10 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1714075430902824960

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-07T23:07:10Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-07T23:07:09Z; Last-Modified: 2009-07-07T23:07:10Z; dcterms:modified: 2009-07-07T23:07:10Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-07T23:07:10Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-07T23:07:10Z; meta:save-date: 2009-07-07T23:07:10Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-07T23:07:10Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-07T23:07:09Z; created: 2009-07-07T23:07:09Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 17; Creation-Date: 2009-07-07T23:07:09Z; pdf:charsPerPage: 1781; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-07T23:07:09Z | Conteúdo => ' MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No 10890/055.055/92-34 SESSAO DE 08 DE NOVEMBRO DE 1994 ACORDO No 101-87.408 RECURSO No ,: 108.607 - I.R.P.J. - EXS. DE 1988 A 1990 RECORRENTE: LUA NOVA - IND. E COM. DE PRODUTOS ALIMENTICIOS LTDA, RECORRIDA: D.R.F. EM SA0 PAULO/LESTE (SP) OMISSO DE RECEITA - PRESUNÇA0 - A presunção de omissão de receita baseada em determinados . indícios deve assentar em dados concretos, objetivos e não em meras ilaçbes deduzidas de circunstâncias não suficientemente provadas, que se mostrem incapazes de estabelecer fonte segura para o convencimento do julgador. VIGENCIA DA LEGISLAÇA0 TRIBUTARIA - INCIDENCIA DA TRD COMO JUROS DE MORA - Por força do disposto no artigo 101 do CTN e no par. 4o do art. 1o_ da Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro, a Taxa Referencial Diária - TRD só poderia ser cobrada como juros de mora a partir do mês de agosto de 1991, quando entrou em vigor a Lei no 8.219. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por LUA NOVA - INDUSTRIA E COMERCIO DE PRODUTOS ALIMENTICIOS LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos: a) NEGAR provimento ao recurso de ofício; b) REJEITAR a preliminar de nulidade arguida pelo sujeito passivo e, no mérito, DAR provimen- to parcial ao recurso voluntário, para excluir da tributação as importâncias de NCZ$86.480,10, NCZ$1.147.953,03 e NCZ$18.305.838,10, nos exercícios de 1988, 1989 e 1990, respectivamente, bem como a exigência do encargo da TRD relativo ao período de fevereiro a julho de 1991 sobre o valor remanescen- te, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o pre- sente julgado. l ....14a d=s Sesseses, DF, 08 de novembro de 1994 • . ,.. MARI-IM F r - PRESIDENTE E RELATORA .01/ 1 i .. - MINISTERIO DA FAZENDA - PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No 1088O/055.055/92-34 ACORDO No 101-87.408 ii34°1‘ LUIZ FERNANDO V RA $E MORAES - PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL VISTO EM SESSAO DE: 1 1 NOV 1994 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conse- lheiros: jezer de Oliveira Càndido, Francisco de Assis Miranda, Kazuki Shiobara, Celso Alves Feitosa, Raul Pimentel, Roberto William Gonçalves e Sebastião Rodrigues Cabral. - 2 1441 I Ití , 2 MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No 10880/055.055/92-34 RECURSO No: 108.607 - I.R.P.J. EXS. DE 1988 A 1990 ACORDO No: 101-87.408 RECORRENTE: LUA NOVA - IND. E COM. DE PRODUTOS ALIMENTICIOS LTDA, 1 RECORRIDA: D.R.F. EM SA0 PAULO/LESTE (SP) RELATORI O LUA NOVA - INDUSTRIA E COMERCIO DE PRODUTOS ALI- MENTICIOS LTDA., empresa qualificada nos autos, recorre a este Conselho da decisão do Sr. Chefe da DIVTRI da DRF em Sâo Paulo/ 1 Leste (SP), que, por delegação de competência, julgou procedente, em parte, o lançamento fiscal formalizado no Auto de infração de fls. 16/17. 1 O crédito tributário diz respeito ao Imposto de Renda-Pessoa Jurídica relativo aos exercícios de 1988 a 1990, e resultou da apuração das irregularidades assim descritas na peça vestibular: "1. Omissão de Receita: esternada nas "remessas" de produtos para venda fora do estabelecimento do contribuinte, onde, parte, os chamados "retornos", não tiveram a sua entrada efetivamente comprovada, sendo, porisso, caracterizados como representando vendas realizadas à margem da escrita contabil • Capitulação legal: artigo 181 combinado com os artigos 157, par. 10 e 387 inciso II, todos do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto no 85.450/80 (RIR/80). 2. Saldo Credor de Correção Monetária: decorrente de "ativo oculto" apurado na incorporação de bens, por valor inferior aos de aquisição e em datas posteriores ... Capitulação legal: artigos 347, inciso I e 361, combinados com os artigos 157, paro lo e 387, inciso II, todos do mencionado RIR/80" -111 3 MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No 10880/055.055/92-34 ACORDO No 101-87.408 Além das irregularidades acima descritas, foram ainda objeto de autuação, a título de Ativo Oculto, diferenças na aquisição de uma Máquina Sanduicheira e vários veículos, considerados incorporadas ao ativo por valor inferior ao real, nos montantes de NCZ$4.157,75, relativo à sanduicheira, no exercício de 1989 e NCZ$19.405,95, NCZ$42,325,81 e NCZ$636.700,00 relativos aos veículos, nos exercícios de 1988 a 1990, respecti- vamente. Entretanto, tais valores não foram objeto de adição ao lucro real, em separado, por terem sido considerados compreendi- dos no item pertinente à omissão de receitas, por devoluçães não comprovadas, cujo total é bastante superior a tais parcelas. Inaugurando a fase litigiosa do procedimento, a contribuinte ingressou, tempestivamente, com a impugnação de fls. 22/28, alegando, em síntese, que: - toda Nota Fiscal por ela emitida, segue a orientação ordenada pela legislação Federal e Estadual, contida no Convénio SINIEF, de 15/12/70, art. 41, além de conter outros detalhes adicionais como: a identificação dos prepostos da Suplicante, que em geral são seus funcionários, e a indicação do número do carro usado no transporte dos produtos; - tais Notas Fiscais de Remessas fazem menção á placa do veiculo transportador das mercadorias, indicam as quan tidades e descrevem os produtos, os valores unitários e globais, bem como o talonário utilizado nas vendas; - as Notas Fiscais de vendas, quando emitidas por seus prepostos, afora os dados impressos, encerram ainda todas as informa es do destinatário, data da emissão, data da salda, natureza da operação, quantidade e descrição dos produtos, valo- res unitários e globais, número do carro, etc.; - as Notas Fiscais de Entradas, que a gasalham os retornos das mercadorias não vendidas, identificam o preposto do veículo utilizado no transporte, a quantidade, descrição e valo- res dos produtos recebidos em devolução; , - os procedimentos descritos seguem determinação do Fisco Estadual, na forma prevista no art. 340 do RICM baixado pelo Decreto 17.717/81, vigente à época dos fatos questionados; ip 41' 1 ._ 4 MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No 10880/055.055/92-34 ACORDO No 101-87.408 - o controle, dito inexiste pelos Auditores, é feito diariamente, mesmo porque impe-se que seja feita a indispensável prestação de contas, ao cabo da qual, restam defi- nidas as vendas que resultam das notas fiscais emitidas no ato da entrega; - para corroborar suas alegageles junta modelos das notas fiscais utilizadas e demonstrativos de remessa, venda e retorno relativos a todas as operaçbes questionadas; ..... assim, discorda da autuação relativa a esse item, por consederá-la assentada em mera presunção; - quanto a máquina sanduicheira, considerada como ativo oculto, diz que a adquiriu pelo valor de U$25,000.00, que, no entanto, obteve um desconto incondicional de U$17,200.00, o qual não foi levado em conta pelos Auditores Fiscais; - à vista dos documentos que junta para comprovar a aquisição, requer a improcedência do crédito exigido neste item, bem como da correção monetária da diferença ativada exigida nos exercícios de 1989 e 1990; - relativamente aos veículos tidos como não registrados ou registrados por valor inferior, postula pelos efeitos da correção monetária devedora aflorada no património liquido em razão da adição no lucro líquido dos exercícios alcançados pela fiscalização. Face às razeies de defesa apresentadas os autuante procederam a nova diligência junto ao estabelecimento da contri- buinte, através da qual resultou comprovado o desconto incondicional obtido na aquisição da sanduicheira, conforme consignado no Relatório de Diligência às fls. 68/69-v, que leio em Sessão, para conhecimento dos demais Membros deste Colegiada. Em informação Fiscal à fls. 72, os autores do feito, reportando-se ao Relatório de Diligências, propugnaram pela manutenção parcial do lançamento, a fim de excluir da exi- gência o valor relativo à máquina sanduicheira e os efeitos da ativação no património líquida. 5 MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No 109901055.055/92-34 ACORDA° Np 101-87.408 A autoridade de primeira instància, acolheu a proposta fiscal e julgou procedente, em parte, o lançamento, excluindo da exigência as parcelas propostas pelos autores do feito, nos termos da decisão de fls. 77/85, assim ementaria: 'OMISSO DE RECEITAS - Caracterizada a omissão de receitas pela não comprovação do retorno, ao es tabelecimento, de mercadorias enviadas para venda através de ambulantes, reforçada pela aquisição de veículos, aquisição esta mantida, no mesmo período, à margem da escrituração, impe-se a tributação da receita correspondente. Mantém-se o lançamento. SALDO CREDOR DA CONTA CORREÇAO MONETARIA - Estando comprovada a obtenção de desconto incondicional na importação de máquinas, bem como a repercussão no Patrimônio Liquido da conta correção monetária para o segundo exercício a partir da exigência de ativos ocultos. Mantém-se parcialmente o lançamento. 1 AÇO FISCAL PARCIALMENTE PROCEDENTE." Dentre os fundamentos que respaldaram a decisão recorrida, destacam-se os seguintes:, "Quanto a aquisição de máquina sanduicheira ficou comprovado pela documentação acostada ao processo que o valor pago é o efetivamente registrado na contabilidade e que a diferença originalmente constatada se refere a desconto incondicional. O fato é inclusive reconhecido pelos próprios autuantes. Quanto a existência do ativo oculto - veículos - o fato não é contestado na impugnação, sendo ! contestado apenas os valores da correção monetária dos exercícios subsequentes. Efetivamente a impugnante tem razão quando alega que os efeitos da correção monetária nos exercícios subsequentes devem ser excluídos da base de cálculo pelo seu efeito no Patrimônio Líquido. Lí4 6 . . ._ MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No 10880/055.055/92-34 ACORDO No 101-87.408 Quanto a omissão de receitas apuradas, pela remessa de produtos para venda fora do estabele cimento e sem a comprovação do efetivo retorno, a razão cabe à fiscalização, como veremos: 1. Os produtos saídos do estabelecimento industrial, para venda através de ambulantes, não , tiveram, quanto àqueles ditos retornados ou con- siderados como retorno, a devida comprovação. No que se refere às operaçbes de vendas realizadas fora do estabelecimento industrial, através de ambulantes, devemos, também, levar em consideração a legislação do IPI a que está sujeita esta empresa Já que a mesma é contribuinte do IPI quanto às obrigaçbes acessórias. A simples emissão de Notas Fiscais de Entrada não comprova a efetividade do retorno do ambulante, nos termos da legislação do IPI, arts. 295 a 297 do RIPI, aprovado pelo Decreto no 87.981/82. Pelo par. 2o do art. 297 do disposto no RIPI/82, considera-se, também, que houve retorno do ambulan- te, quando ocorrer prestação de contas entre as partes e, mais ainda, que aos ambulantes sejam fornecidos documentos que os credenciem ao exercício de sua atividade (par. 3o do mesmo art. 297 do RIPI/82). As cópias de Notas Fiscais trazidas pela impugnante e acostadas às fls. 30 a 35, além de preenchidas de forma ilegível eiou indecifrável quanto ao nome do ambulante, placa do veículo transportador ..., não comprova o retorno das mercadorias ... 2. da diligencia fiscal realizada resultou que a empresa não possuía registros analíticos capazes de demonstrar a movimentação dos estoques de produtos e mercadorias de revenda, sendo que a legislação vigente obriga a empresa a mantê-los. Não possuía contabilidade de custos integrada e coordenada à contabilidade geral. Também não possuía documentos - relativos à prestação de contas do numerário das r livendas feitas pelos motoristas (ambulantes) para n 7 MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No 10880/055.055/92-34 ACORDO Np 101-87.408 completar o fechamento da sua remessa, ou ainda, outro documento da empresa que demonstre o rece bimento do numerário das vendas e o valor dos retornos. Não existem registros de quantidades produzidas e foi impossível demonstrar o preço de custo de seus produtos. O estoque é avaliado por valores es- timados nos termos do art. 187 do RIR/80, onde o ponto de partida é a contagem física dos estoques existentes no final do exercício, sem se considerar a efetiva movimentação havida durante o curso do ano-base, o que, no presente caso, e por todas as razbes acima mencionadas, não possibilitam, com segurança quantificar a movimentação real, mes a mes, das mercadorias produzidas, retornadas e vendidas. Ainda, de acordo com o relatado na diligência fiscal às fls. 69 a 71, não existem livros ';(ice registros de produção e movimentação dos estoques e tampouco controles permanentes de movimentação dos estoques. 3. para corroborar e reforçar o feito do Fisco quando apurou omissão de receita, ficou demonstrado que o contribuinte adquiriu e manteve à margem da escrituração diversos veículos de sua propriedade, o que, também, desqualifica completamente os "controles por produtos retornados por veiculo". Quanto a este fato, ou seja, a existência de veículos à margem da escrituração não foi contestada pelo .contribuinte. 5. Relativamente aos documentos de fls. 0033 a 1540 (em volume anexo), elaboradas e juntadas pela impugnante na tentativa de comprovar que houve retorno das mercadorias ... nada mais é do que um simples mapa de quantitativo, por ambulante, de mercadorias remetidas, vendidas e retornadas, elaboradas a partir de Notas Fiscais de Remessas, Vendas e de Retornos, emitidas no mês de Janeiro/97 que, de per si, nada comprova que o retorno efetivo ocorreu. A prova fundamental, conforme já foi acima 1 deduzido, é a efetiva prestação de contas do ambu- 8 MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No 10980/055.055/92-34 ACORDO No 101-87. 408 lante em face da empresa, e do respectivo credenciamento desses ambulantes ao exercício de sua atividade. Finalizando, em nenhum momento a empresa afastou, mediante provas, a acusação imputada pelo Fisco, pelo contrário, os elementos probatórios dos autos revelam de forma cabal de que houve a prática do ilícito fiscal, principalmente quando a empresa deixa à margem de sua escrita, valores referentes a aquisição de diversos veículos, cujas compras devem ser imputadas como advindas de receitas de vendas não tributadas. Ao final, a r. autoridade "a quo" recorreu de oficio, a este Conselho, da parte que exonerou o contribuinte do pagamento da exigência fiscal julgada improcedente, e determinou a ciência ao contribuinte da parte que lhe foi desfavorável. Ciente da decisão em 22/03/94, o contribuinte fez protocolar em 22/04/94 o recurso voluntário de fls. 89/95, ar- guindo, em preliminar ao mérito, nulidade do lançamento tributário, por flagrante inadequação dos fatos supostamente acontecidos à hipótese de incidência do tributo, uma vez que não há qualquer menção da ocorrência de suprimento de caixa, com recursos entregues pelos sócios, e muito menos se cogita da falta de comprovação da origem e efetico ingressos de recursos na conta "caixa", que é a Unica hipótese que dá aso a aplicação do art. 191 do RIR/90, adotado na fundamentação da exigência. Em reforço a preliminar que suscita, observa que a decisão recorrida, talvez com inteção de não dar maior destaque errónea e absurda capitulação legal, simplesmente omitiu a indicação do mecionado art. 181, mencionando outros dispositivos que tratam de matéria não relacionada com a questão, para sustentar a exigência, tais como, arts. 157, 347, 361 e 397 do mesmo RIR/80. No tocante ao mérito, além de se reportar aos argumentos expendidos na fase impugnatória, reitera a tese de improcedência da tributação, uma vez que pautada em meras 9 -,- , MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No 10880/055.055/92-34 ACORDO No 101-97,A08 suposiçbes, sem suporte . , sequer em elementos indiciários, inco- vando, neste sentido entendimentos jurisprudencial deste Primeiro Conselho de Contribuintes e também da Câmara Superior de Recursos Fiscal s. Reafirma que todos os fatos foram devida e oportunamente comprovados, inexistindo razão para que a Fiscalização insista na insustentável tese da presumida omissão de receitas, especialmente quando fundada unicamente na falta de cumprimento uma formalidade que só teria releváncia na área do IPI, destacando trechos do Relatório de Diligência e da Decisão Singular neste sentido. Observa que a Fiscalização não pode inverter o Ônus da prova, como vem fazendo desde o início, pois se a contribuinte comprovou documentalmente todas as fases de suas operaOes, o Fisco só poderia concluir pela existência de vendas sem notas através de elementos seguros que comprovem tal fato, o que não logrou fazer. Na hipótese de dúvidas quanto ao efetivo retorno, caberia à Fiscalização aprofundar suas investigaçbes para apurar a realidade dos fatos e não simplesmente partir para a tributação com base em meras suspeitas. Ressalta em seu favor que a digna Fiscalização deixou de apontar qualquer diferença de estoque de produtos acabados mantido pela empresa durante todos os periodos fiscali- zados e que, de igual modo, não produziu qualquer prova direta ou indireta da venda de produtos sem emissão de Nota Fiscal ou da falsidade do que consta da escrita, devendo assim prevalecer o estabelecido o disposto no art. 174, pars. 10 e 2o do RIR/80, no sentido de que a escrituração mantida com observância das disposiçbes legais faz prova a favor do contribuinte, cabendo à autoridade administrativa a prova da inveracidade dos fatos registrados. Finalmente, suscita a ilegalidade da cobrança do encargo da TRD como juros de mora no períod anterior a vigência da Medida Provisória no 298, de 01/08/91. ' //..: E o relatório. 10 MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No 10880/055.055/92-34 ACORDO No 101-87A08 VOTO Conselheira MARIAM SEIF, Relatora O recurso é tempestivo e assente em lei. Dele, portanto, conheço. Na realidade são dois os recursos submetidos ao deslinde deste Colegiado: um de oficio, interposto pela autoridade recorrida, relativamente à matéria que excluiu da tributação; outro voluntário, interposto pelo sujeito passivo, pertinente à matéria mantida. Quanto ao primeiro, ou seja, o recurso de oficio, é de se lhe negar provimento, pois não merece reparos a decisão prolatada pela r. autoridade "a quo" na parte que excluiu deter- minadas parcelas da tributação, eis que o fez de conformidade com a lei e a jurisprudência pacificada neste Colei:liado, senão veja- mos: Um dos itens excluídos da tributação refere-se ao valor de uma máquina sanduicheira, considerada pela Fiscalização como ativo oculto, em razão de pretensa diferença de preço entre o de aquisição e o contabilizado. A contribuinte, no entanto, comprovou documentalmente que a diferença apontada pelo Fisco resultou de desconto incondicional obtido na aquisição, a qual não foi computado peos autuantes A vista da comprovação, a única solução seria a adotada pela r.Á., autoridade monocrática, qual seja, a de excluir da tributaçãco respectivo valor, bem como o da correspondente correção monetária credora lançada pela acusada ativação a menor. O outro item que mereceu acolhimento em primeira instância foi o relativo a redução da correção monetária credora dos veículos não contabilizados ou contabilizados por valor a menor, em razão da repercussão que tal procedimento causa no Patrimernio Líquido, a artir do segundo exercício, face à reserva oculta lá aflorada. /b 11 , , . MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No 10880/055 055/92-34 ACORDO No 101-87.408 A questão foi alvo de inúmeras decistes na Câmara Superior de Recursos Fiscais, onde prevalece o entendimento consubstanciado no Actrdão no CSRF/01-01.069, de 22.11.90, em cuja ementa se lè: "IRPJ - CORREÇAO MONETÁRIA DO BALANÇO - Os bens e direitos ativáveis devem ser considerados como se estivessem escriturados em conta do Ativo Permanente, para sofrerem a correspondente correção quando corrigido o Balanço. Procede a correção extracontábil. Contudo, cabe, igualmente, a dedução da depreciação, considerados os aspectos legais e fiscais que a envolvem, tratando-se de bens que sofreram os efeitos do desgaste ou obso- lescência, inobstante escriturados em conta não integrante do Ativo Permanente. IRPJ - CORREÇA0 MONETARIA DO ATIVO - RESERVA OCULTA - REPERCUSSA0 NO PATRIMONIO LIQUIDO - A correção monetária extracontâbil do Ativo gera reserva oculta a ser considerada no Patrimônio Líquido nos exercícios subsequentes alcançados pela ação fiscal, inclusive para fins de correção monetária, reserva essa a ser computada pelo líquido, isto é, diminuída do imposto de renda provisionado e devido." Assim, andou bem a autoridade "a quo", ao admitir os efeitos da correção monetária devedora nos exercícios subse- quentes alcançados pela ação fiscal, pelo que nego provimento ao recurso de ofício que interpôs. Passo, assim, ao exame do recurso voluntário interposto pelo sujeito passivo. Quanto a preliminar de nulidade do lançamento por incorreto enquadramento legal, entendo não mereça acolhida, pois, segundo mansa e pacifica jurisprudência deste Colegiado, a capi- tulação inadequada ou incorreta não constitui vicio capaz de eivá-lo de nulidade, na medida em m i e o contribuinte se defende dos fatos que lhe são imputados. 12 - - 4j)1:1 _ ,, . MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE 'CONTRIBUINTES PROCESSO No 10880/055.055/92-34 ACORDA0 No 101-87.408 Portanto, se a descrição da irregularidade se faz de modo claro e preciso, sem prejuízo ao amplo direito de defesa garantido ao contribuinte, a simples inadequação do dispositivo legal invocado para fundamentar a exigência torna-se uma falha sanável, especialmente quando complementarmente são citados [ outros dispositivos que dão respaldo à acusação, como ocorre na espécie. Tanto é assim, que no presente caso, a contribuin- te não teve qualquer dúvida em exercer na plenitude a sua defesa em relação aos fatos considerados irregulares. Rejeito, pois, a preliminar de nulidade do lançamento. Relativamente ao mérito, contudo, entendo assistir razão à recorrente, pelas razbes que passo a expor. A Fiscalização acusou a Recorrente de ter omitido receitas (vendas sem emissão das respectivas notas fiscais), por entender não comprovados adequadamente retornos de produtos remetidos para venda fora do estabelecimento, através de ambulantes. Evidencia-se do Termo de Constatação de Irregula- ridades que a conclusão fiscal partiu de imperfeiçbes apontadas nos controles das operaçbes mantidos pela empresa. A Recorrente, por seu turno, afirma possuir todo documentário fiscal relativo às operaçbes que realiza (venda, remessa e retorno), tendo, inclusive, juntado algumas notas, a titulo exemplificativo, além de milhares de mapas denominados "Resumo de Remessas, Vendas e Retornos", elaborados diariamente, onde são identificados os números das respectivas Notas Fiscais. Em diligência realizada após a impugnação, com o propósito de corroborar as alegaçCes da empresa, os autuantes apuraram que: 111 13 , MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No 10880/055.055/92-34 ACORDO No 101-87.408 a) o contribuinte reiterou deciaraOes que não possuía registro analítico para demonstrar a movimentação de seus estoques de produtos e de mercadorias de revenda, embora seja obrigado a mantê-lo, conforme artigo 265 do RIPI/82; b) declarou também que não tinha contabilidade de custos e nem registro de quantidades produzidas para demonstrar o preço de custo de seus produtos e mercadorias, que nos inventários foram avaliados pelo critério do artigo 187 do RIR/80 c) o Acordo SINIEF mantido com a Secretaria da Fazenda de São Paulo não dispensa ou desobriga o contribuinte de manter o livro de registro de produção e movimentação de estoques d) OS resumos apresentados com a defesa, embora volumosos, referem-se apenas a uma amostra de janeiro de 1987 e pretende demonstrar o fechamento dos retornos diários. Não de- monstra a prestação de contas dos valores recebidos das vendas • e seus registros e não são mantidos de forma permanente; e) o fisco carreou provas que o contribuinte possuía veículos à margem da escrita oficial e que não comprovou a origem dos recursos dispendidos em sua aquisição, o que se liga diretamente à omissão de receitas. Com base nessas observaçCies e ainda com respaldo nos artigos 295 e 297 do RIPI/82, que estabelecem que a simples emissão de Notas Fiscais de Entrada não comprovam a efetividade do retorno do ambulante, a acusação fiscal foi integralmente mantida pela autoridade de primeira instância. A contribuinte, em seu recurso, insiste que a autuação se fez por mera presunção, já que a Fiscalização sequer apurou diferença em seus estoques. Não obstante às imperfeiOes apontadas nos contro- les mantidos pela Recorrente, entendo que, em matéria do Imposto de Renda a razão está do seu lado, uma vez que, conforme bem enfatizou a suplicante, salvo nos casos de presunção legal, a jp1 exigència do tributo, sob o pretexto de omissão de receitas deve </..J 14 MINISTERIO DA FAZENDA ” PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No 10880/055.055/92-34 ACORDO No 101-87.408 repousar em dados concretos, objetivos e sólidos, e não em meras ilaçbes deduzidas de circunstâncias não suficientemente comprovadas. E, no caso sob exame, a Fiscalização não se procupou em produzir qualquer prova, ainda que indiciária, que pudesse dar respaldo a acusada omissão de receitas, por vendas sem notas. Sequer diferenças nos estoques foram apuradas, o que, aliás, para tal imputação seria o indicio mais indicado. Para tanto, ê óbvio, teria que partir de um levan- tamento quantitativo dos estoques, o não foi cogitado em nenhuma das fases do processo. Nem mesmo existência de depósitos bancários não escriturados ou em valor superior ao contabilizado, sem a devida comprovação da origem dos recursos, foi apontado. Ou, ainda, suprimentos de caixa feitas pelos sócios, sem a prova da origem e efetiva entrega dos recursos, indícios esses, que para OS efeitos do Imposto de Renda, são considerados evidenciadores de omissbes de receitas. Neste particular, o único indicio apontado pela Fiscalização foi a existência de veículos não escriturados ou escriturados por valores inferiores aos de aquisição, o que, ainda assim, ê insuficiente para justificar a acusação, jà que os valores de tais veiculos são irrisórios diante do montante tribu- tado, correspondendo, aproximadamente, a 18%, 3,5% e 3,4% do total, nos exercícios de 1988, 1989 e 1990, repectivamente. Nem se argumente que a responsabilidade pela prova seria da contribuinte, pois segundo as normas consagradas no nosso Direito Processual, o ónus da prova cabe a quem alega, salvo nos casos de presunção legal, quando, em regra, inverte-se tal Ónus. Em matéria de Imposto de Renda, há diversos dispo- sitivos que evidenciam a responsabilidade da autoridade tributária em provar a inveracidade dos fatos registrados na escrituração dos contribuintes, ou impugnar os esclarecimentos por eles prestados, dentre os quais podemos citar o par. 2o do art. 174, e par. 2o do art. 678, ambos do RIR/80. - iP1 15 ç_- MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No 10880/05.5.055/92-34 ACORDO No 101-87.408 Portanto, a ação fiscal padesse desse mal: o da falta de elementos concretos tendentes a dar suporte à acusada omissão de receitas por vendas Sem notas. Quanto as observaçeles constantes do Relatório de Diligência e que constituiram o principal suporte para sustentação da exigência na decisão recorrida, data maxima venia, considero-as insuficientes para superar a falta da prova da irregularidade, uma vez que, em sua maioria, referem-se a eventuais descumprimentos de obriga0es acessórias estabelecidas em legislação pertinente a outros tributos. Dentre essas, a única que poderia ser relevante seria a inexistência de contabilidade de custos, caso a empresa não utilizasse outro critério para supri-ia. Entretanto, o próprio Fisco afirma que a empresa avalia seus estoques pela sistemática autorizada pelo artigo 187, inciso II, do RIR/80, além disso, não apontou qualquer prejuízo ao erário provocado pela adoção de tal critério de avaliação, que seria o seu dever . fazê-lo, com vistas a desqualificá-lo, se fosse o caso. Também o argumento de que os mapas-resumo de remessas, vendas e retornos referem-se apenas a alguns meses do período alcançado pela Fiscalização não é bastante para justifi- car a pretensa omissão de receita, já que teve acesso a todos os documentos e llivros mantidos pela empresa, o que lhe possibili- taria apurar a veracidade das informa0es neles contidas. Por todas essas razbes, entendo que carece de suporte fático a exigéncia relativa a este item, devendo, contu- do, ser mantida a tributação sobre as parcelas relativas ao ativo oculto, pela aquisição de veículos, compreendidas no montante tributado como omissão de receitas, por vendas sem emissão de notas fiscais, uma vez que a Recorrente não contestou a sua , i cocorréncia. Finalmente, no que pertine à cobrança da Taxa Referencial como indexador, com fundamento na Lei no 8.177/91, é totalmente descabida, posto que, como bem ressaltou a recorrente, o dispositivo que discas sobre a matéria foi declarado inconsti- tucional pelo Supremo Tribunal Federal e acatada pelo Poder jr . Executivo. Tanto assim, que foi editada a Lei no 8.218,1 agosto :Áll i 1,-a , i , ! , MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No 10880/055.055/92-34 ACORDO No 101-87.408 de 1991, adequando a cobrança do mencionado encargo á decisão da Suprema Corte, passando a tratá-lo COMO juros de mora, cobrança essa que só pode se cogitada a partir da edição da nova lei, conforme decisão da Câmara Superior de Recursos Fiscais, consubs- tanciaria no Acórdão no CSRF/01-01.773, de 17/10/94, em cuja , ementa se declara: , "VISENCIA DA LEGISLAÇA0 TRIBUTARIA - INCIDENCIA DA TRD COMO JUROS DE MORA - Por força do disposto no artigo 101 do CTN e no par. 4o do art. 12 da Lei de 1 Introduçâo ao Código Civil Brasileiro, a Taxa i Referencial Diária - TRD só poderia ser cobrada ,como Juros de mora a partir do mês de agosto de 1991, quando entrou em vigor a Lei no 8.218." ! , ,, Tendo em vista que a exigência do questionado encargo, segundo capitulaçâo legal constante do Auto de Infração, foi feita ao amparo da nova Lei, é de se excluir do seu cômputo a importância relativa ao período de fevereiro a julho de 1991. I, : Por todo o exposto, voto no sentido de: a) NEGAR provimento ao recurso de ofício; b) REJEITAR a preliminar de - nulidade arguida pelo sujeito passivo e, no mérito, DAR 1' provimento parcial ao re,nurso voluntário, para excluir da tributaçâo as importâncias de NCZ$86.480,10, NCZ$1.147.953,03 e • NCZ$18.305.838,10, nos exercícios de 1988, 1989 e 1990, respecti- • •! vamente, bem como a exigência do encargo da TRD relativo ao . período de fevereiro a julho de 1991 sobre o valor remanescente. U I! Brasília, DF, 08 de novembro de 1994 ,: , • MAR ^ -_I r lI RELATORA )00m/d 1111 i , 17 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1 _0001200.PDF Page 1 _0001300.PDF Page 1 _0001400.PDF Page 1 _0001500.PDF Page 1 _0001600.PDF Page 1 _0001700.PDF Page 1

score : 1.0
4761166 #
Numero do processo: 10280.008033/90-64
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-87619
Nome do relator: Não Informado

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021

dt_publicacao_tdt : Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009

numero_processo_s : 10280.008033/90-64

anomes_publicacao_s : 200912

conteudo_id_s : 4135279

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 101-87619

nome_arquivo_s : 10187619_069161_102800080339064_004.PDF

ano_publicacao_s : 2009

nome_relator_s : Não Informado

nome_arquivo_pdf_s : 102800080339064_4135279.pdf

arquivo_indexado_s : S

id : 4761166

atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:55:00 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1714075430911213568

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-08T14:20:16Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-08T14:20:16Z; Last-Modified: 2009-07-08T14:20:16Z; dcterms:modified: 2009-07-08T14:20:16Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-08T14:20:16Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-08T14:20:16Z; meta:save-date: 2009-07-08T14:20:16Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-08T14:20:16Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-08T14:20:16Z; created: 2009-07-08T14:20:16Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-07-08T14:20:16Z; pdf:charsPerPage: 1157; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-08T14:20:16Z | Conteúdo => MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO NR. 10280-008.033/90-64 LADS SessVo de 07 de dezembro de 1994 ACOR DP40 NR . 10:1. -87.619 Recurso nr.: 69.161 - FINSOCIAL EX. DE 1988 Recorrente : INDUSTRIA METALUROICA RENASCENÇA LTDA. Recorrida 2 DM': EM BELEM - PA. DECORRENCIA - A decisão de mérito proferida pelo Colegiado no julgamento do recurso interposto no processo principal instaurdao contra a pessoa ju- rídica, estende-se ao litígio decorrente relacto - nado com a contribuição para o FINSOCIAL/IR do, ante a intima rela0o de causa e efeito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por INDUSTRIA METALURGICA RENASCENÇA LTDA.: ACORDAM os Membros da Primeira ClAmara do Primeiro Con- selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o pre- .!sen te ,:i 1..i. .i. g ad o . . Sala das Sessaes„ e AI 07 dc-y., dez C.::: AI b 1' O CI e 1. 99 /4 il Aí :I: A ..::::[Fr - IV I DENTE , ' s, FRANCISCO DE A ...;:11115 r:53:,.. —II 70? VISTO EM LUIZ FERNAND. OLIVEIRA DE MORAES - PROCURADOR DA FA - „/"."---"/SES8g0 DE:: 13 JAN 19.!-,-. ZENDA NACIONAL PROC ESS (3 NR .1 0280-008 „ 033/90-64 ç(:(IIcD n r „ 01 -87 „ 6 J. 9 Frt:i::±pitrarn „ aincia, do pr Is e n u 3. g a (ri ent o„ os se g u ntes on r os ;.TE:ZE:F.: DE: VE IRA CANX)I DO RAUL. PI ME N .T. EL KAZUK 3: SN I OBARA CEL.SO AL. VE (3 FE I TOSA ROBERTO W :E AM GONÇALVES „ e (3E: BA(3T io RODR I GUE (3 CABRAL . 44\ , ..p ,..) MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO NR., 10280-008.033/90-64 RECURSO NR.: 69.161 ACORDNO NR.: 101-87.619 RECORRENTE : INDUSTRIA METALURGICA RENASCENÇA LTDA. RELATORI O A empresa supra-referenciada, qualificada nos autos, inconformada com a decisWo de lo. grau que manteve a exigencia do re- colhimento da Contribuiç'No Social para o FINSOCIAL/IR-Devido, no exer- cício de 1988, articula recurso tempestivo, nos termos da petiOo de fls. 22/24. A exigencia iniciou-se com o Auto de Infra0o de fls. 02/04, como decorrendo do que consta do processo original instaurado contra a pessoa jurídica, no qual foi apurado redu0o indevida da base de cálculo do Imposto de Renda, gerando insuficiencia na determina0o da base de cálculo desta contribui0o. O Recurso interposto contra a deci~ de lo. grau pro- ferida no processo principal, já foi submetido â julgamento desta Cã- mora, em sess'ão realizada em 06.12.94, , havendo o . Colegiado, â unanimidde de votos, negado provimento. Neste feito a Recorrente adotou como razãoes de recurso aquelas mesmas apresentadas com vistas ao lançamento originário, ane- xadas em xerocôpia. (") E o relatório. fl... • À1. , 4 , MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO NR. 10280-008.033/90-64 ACORDNO NR. 101-87.619 5, O T . Q. Conselheiro :FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, Relator: , , A cobrança da Contribui0o para o Finsocial/IR-Devido, 1 de acordo com a prova dos autos, se revela mera decorrOncia do que a fiscalização externa do Imposto de Renda apurou, ao proceder a audito- ria contábil-fiscal da recorrente. Consta, quanto ao pleito matriz desta decorrOncia, que a postulante, de acordo com os elementos que o com p~, praticou as irregu:laridades retro-mencionadas, recolhendo, com insuficiOncia, a contribuição para o Finsocial/IR Devido. Releva notar que esta ClAmara, ao julgar o Recurso vo- luntário nr. 101.555, interposto no processo principal, negou-lhe pro- vimento, à unanimidade de votos, nos termos do Acórd'ào nr. 101/87.560 de 06/12/94. A decisão de mérito proferida no julgamento do recurso interposto no processo matriz, se estende aos decorrentes, por presen- te a intima rela0o de causa e efeito. Na esteira dessas consideragffes, voto pela negativa de provimento do recurso. Brasília (DE), em gil zembro de 1994p ....."'"'" frt th.,44. 40.."3 420 1111W P 111111111111111111111 • FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA - RELATOR Illii' .... .._.- Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1

score : 1.0
4759734 #
Numero do processo: 13648.000017/86-10
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-79374
Nome do relator: Não Informado

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021

dt_publicacao_tdt : Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009

numero_processo_s : 13648.000017/86-10

anomes_publicacao_s : 200912

conteudo_id_s : 4133796

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 101-79374

nome_arquivo_s : 10179374_092700_136480000178610_021.PDF

ano_publicacao_s : 2009

nome_relator_s : Não Informado

nome_arquivo_pdf_s : 136480000178610_4133796.pdf

arquivo_indexado_s : S

id : 4759734

atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:54:34 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1714075430914359296

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-07T22:30:41Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-07T22:30:40Z; Last-Modified: 2009-07-07T22:30:41Z; dcterms:modified: 2009-07-07T22:30:41Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-07T22:30:41Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-07T22:30:41Z; meta:save-date: 2009-07-07T22:30:41Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-07T22:30:41Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-07T22:30:40Z; created: 2009-07-07T22:30:40Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 21; Creation-Date: 2009-07-07T22:30:40Z; pdf:charsPerPage: 1596; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-07T22:30:40Z | Conteúdo => PROCESSO N9 13643-000.017/86-10 - - ~- MINISTÉRIO DA FAZENDA IADS/ Sessão de 19 0.41tUbZ.Q..de 19. ACÓRDÃO Ng 101-79.,374 Recurso n2 - 92.700 - IRPJ - EXS : DE 1984 a 1986 Recorrente _ TRANS PADAP LTDA. Recorrida - DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM UBERABA - (MG ) . IRPJ - GLOSA DE DESPESAS REFERENTES A CONTRATOS DE ARRENDAMENTO MERCANTIL - DESCARACTERIZAÇÃO PELA CONCENTRAÇÃO ' DO PAGAMENTO NAS PRIMEIRAS CONTRAPRES_ TAÇÕES E PELO VALOR RESIDUAL ÍNFIMO . De acordo com reiteradas decisões do Primeiro Conselho de Contribuintes , a concentração do pagamento do bem nas primeiras contraprestações, as- sim como a fixação de valor residual' irrisório, descaracterizam a opera- ção de arrendamento mercantil. IRPJ - RECEITA DE CORREÇÃO MONETÁRIA ADVENIENTE DE BENS QUE DEIXARAM DE SER ATIVADOS INDEVIDAMENTE. Tendo em vista que a falta de ativação dos bens importa em diminuição do credito da conta de correção monetária, necessá- rio que por ocasião da ação fiscal o valor correspondente (à diminuição)se ja considerado como receita. IRPJ - BENS CONSIDERADOS ATIVÁVEIS NA AUTUAÇÃO FISCAL - DIREITO À DEPRECIA- ÇÃO. Em decorrência de a autuação fis cal ter considerado determinados ben-s. ativáveis, glosando a aquisição dos mesmos como despesa, tem direito o contribuinte à depreciação, nos ter mos dos arts. 199 e seguintes do RIR/ /80. IRPJ - REPAROS E CONSERTOS FEITOS EM VEÍCULOS - ATIVAÇÃO - IMPROCEDÊNCIA QUANDO NÃO DEMONSTRADO O AUMENTO DE VIDA ÚTIL POR MAIS DE UM ANO. Não ten do a autuação demonstrado de_que for-1 ma teriam os consertos e reparos des- critos nas notas fiscais aumentado a vida útil do veículo por mais de um a e) v.v no, impõe-se o acolhimento da irresig nação do contribuinte. Recurso parcialmente provido._ Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de' recurso interposto por TRANS PADAP LTDA.: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Con selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, rejeitar a prelimi- nar argüida e, no mérito, dar provimento, em parte, ao recurso, para excluirda tributação as importâncias de Cr$ 6.981.637,00 e Cr$ 3.676.235,00, nos exercícios de 1984 e 1985, respectivamente, bem co- mo admitir a depreciação sobre os bens considerados imobilizãveis,nos termos do relatOrio e voto que passam a integrar o presente julgado. ,..-" Sala das Sessões (DF), em 19 de outubro de 1989 - URGEMVLOP S - PRESIDENTE 41.-~ • (-- 44 Ctx. c-cx."' illír 4St EDUARDOGEL DE AIICKNilN ,_- - RELATOR VISTO EM AFONSO - -,r--0_ ERREIRA DE PÁ POS - PROCURADOR DA FA — SESSÃO DE: 1 P -- ZENDA NACIONAL gj Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, CEL- SO ALVES FEITOSA, CRISTÓVÃO ANCHIETA DE PAIVA, CÂNDIDO RODRIGUES NEU- BER e RAUL PIMENTEL. - SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PR OCESSO N9 13648-000.017/86-10 RECURSON9: 92.700 ACóRDÃON9: 101.,79.374, RECORRENTE : TRANS PADAP LTDA. RELATÓRIO Cuida-se de exigência relativa aos exercícios de 1984 a 1986, pelas razões de fato e de direito narradas pelo Auto de Infração de fls. 04/13 e que assim podem ser sumariadas, na par- te ainda litigiosa: a) glosa de despesas com contratos ditos de arren- damento mercantil, caracterizados como de com- pra e venda a prestação, em virtude de concen- tração do pagamento do valor total de bem obje to do acordo nas primeiras contraprestações, as sim como pelo valor ínfimo da opção de compra; b) omissão de receita de correção monetãria pela não inclusão dos bens adquiridos através dos contratos ditos de leasing no ativo da empresa; c)- omissão de receita caracterizada por pagamen- tos não contabilizados; d) glosa de despesas com veículos referentes a serviços e peças aplicadas, como também retífi- ca de motores, asJquais deveriam ser imobiliza- das por se enquadrarem no § 29 do art. 193 do ; RIR/80; 7/7 DMF D F /19 C-C Secgraf 1600/75 SERNONBLICOFEDERAL PROCESSO N9 13648,,000.017/86-10 3. ACÓRDÃO N9 101-79.374 _e) omissão de correção monetária pela não inclu são no ativo das peças aludidas no item ante- rior. Em relação ao primeiro item do Auto, esclareceu a FiScaliiação que as prestações pagas foram estabelecidas de forma a, burlar o regime de competência dos exercícios, uma vez que no pri meiro. meses de contrato as mesmas são de valor muito superior às dbs- últimos meses, assim também que o valor residual é. meramente siMbõliCa: (1%), o que evidencia que a opção de compra já ocorrera no início do ajuste. Acentuou ainda que em função do tratamento de ,ar- rendamento mercantil dispensado às operações aludidas, a autuada au 4 feriu vantagens tributárias relativamente à depreciação e apropria- ção de despesas, além de eximir-se de correção monetária dos bens,pe la não contabilização no Ativo Permanente. Quanto aos pagamentos não contabilizados, asseve rou a autuação que a empresa deixou de contabilizar o pagamento da contraprestação do contrato havido com a BMG LEASING S/A., e tam bem a 1.2 do contrato mantido com a AGRILEASING S/A. Em relação ao item "despesas com veículos", adtiziu o autuante: "O contribuinte contabilizou como "despesas com veículos", as importâncias referentes a servi ços e peças aplicadas em veículos (incluindo - retifica de motor) discriminadas nos QDs nOs 01 e 02, as quais no entanto deveriam ser imo bilizadas por se enquadrarem no § 29 do art.- 193 do RIR/80, disposição legal esta que, com o procedimento adotado, foi infringida." Esclareça-se que nos Quadros Demonstrativos mencio nados discriminou-se o n9 de serie da Nota Fiscal, a data de emissão, o emitente, fls. do Diário onde foi registrada a despesa, valor e trimestre. Tendo a contribuinte tomado ciência do Auto de 71-), PROCESSO N9 13648-000.017/86-10 4. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL ACÓRDÃO N9 101-79.374 fração em 28.11.86, contra ele apresentou impugnação em 29.12.86 conforme fls. 81/92, acompanhada dos documentos de fls. 93/250. Em preliminar, a impugnate argüiu a nulidade do Au to por descumprimentó do disposto no art. 10, IV, do Decreto núme- ro 70.235/72, que estabelece a obrigatoriedade de menção da dispo- sição legal infringida. Alegou a defendente que não houve referên- cia ã disposição legal violada, com o que restou inobservada a for ma prescrita, pressuposto inafastável do direito de ampla defesa. No-cante ao mérito, sustentou a contribuinte que a descaracterização das operações de arrendamento mercantil nao tem amparo legal, já que a Lei n9 6.099/74 estabeleceu taxativamen te as hipóteses ensej adoras da medidas,', nelas não se encontrando a concentração do pagamento da maior parte do preço do contrato nas primeiras contrapreestações nem o estabelecimento de valor resi- dual mínimo. Ainda na mesma linha de raciocínio, lembrou que não é dado ao Administrador Público ou a Fiscalização criar novos casos de descaracterização do arrendamento mercantil e de sua equi paração a compra e venda a prestação, além dos casos expressos em lei, o que representaria uma indevida intromissão na vontade das partes contratantes, em desrespeito ao princípio, constitucional-- mente consagrado, da reserva legal (art. 153, § 29). Teceu, também, a impugnante considerações quanto ao aspecto econômico do contrato de arrendamento mercantil, a.cen tuando que a forma de pagamento das contraprestações, no que diz respeito ã distribuição dos valores, dentro do prazo —contratual, não muda a espécie, ainda mais tendo em vista que a devolução do capital é aspecto inerente a tal tipo de contrato. Isto posto, demonstrando as diferenças entre a compra e venda, a locação e o arrendamento mercantil, bem como sa lientando que, 'In casu u foram fielmente observados todos os requi- I sitos estabelecidos pela legislação para os contratos da espécie, /21 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13648-000.017/86-10 5. ACÓRDÃO N9 .101-79.374 pediu a contribuinte a decretação da improcedência do lançamento' nesta parte e da correspondente exigência de correção monetária. Concernentemente ao item "pagamentos não contabi lizados",a impugnante argumentou que sendo o valor corresponden, te a contraprestação que foi efetivamente paga, houve igualmente omissão do registro da despesa; não havendo desse modo fruição da receita dita omitida. No que pertine ao item "despesa com veículos", a- legou a interessada tratar-se de despesas necessárias à manuten- ção da fonte produtora como também usuais e normais no ramo de a- tividade da empresa. Anexou à reclamação as notas fiscais e qua- dros demonstrativos, assim também como enfatizou que, do total da glosa, parte diz respeito com despesas de manutenção de velou los, parte com reposição de peças de motor e parte com despesa de combustíveis. Entre os documentos juntados com a impugnação, en contra-se parecer do eminente Professor ARNOLDO WALD, a respei- to da questão da descaracterização do contrato de arrendamento mer cantil. Instada a se manifestar, a Fiscalização observou, quanto aos pagamentos não contabilizados, não ser procedente a ir resignação da empresa, tendo em vista que os pagamentos extra-con tãbeis foram realizados com recursos extra-contábeis, portanto re celtas omitidas, que hão de ser consideradas na apuração do lucro real, estejam elas vinculadas a passivo fictício, suprimento de caixa ou, como no caso, pagamento não contabilizados. No que diz respeito às despesas com veículos, adu ziu que cuidando-se de reparos que aumentaram a vida útil dos bens em mais de um ano (incluída aí a retifica do motor), os correspon dentes gastos haveriam de ser ativados. Finalmente, em relação às operações de arrendamen , SEM/IÇOI~OFEDERAL PROCESSO N9 13648-000.017/86-10 6. AMRDÃO N9 101-79.374 to mercantil, argumentou a Fiscalização ter seguido a orientação da Secretaria da Receita Federal, por dever de oficio, deixando de manifestar-se quanto ao mérito. Salientou, contudo, que a falta de menção especifica a artigo infringido, no caso de arrendamen- to mercantil, não implica em nulidade do Auto, consoante disposto no art. 60 do Decreto n9 70.235/72. Com tais considerações, opinou pela manutenção in tegral do Auto. Em 26.05.87, a empresa comunicou o pagamento, com os benefícios do Decreto-lei n9 2.303/86, de parte da exigência con substanciada no item "despesa com veículos", qual seja, a parce la relativa ao que a autuada alega ser gastos com reposição de pe çasdo motor. A decisão de primeiro grau porta a seguinte ementa: "IMPOSTO SOBRE A RENDA E PROVENTOS DE QUALQUER NA- TUREZA - IRPJ EXERCÍCIOS DE 1984 A 1986 - ANOS-BA- SE DE 1983 a 1985. Custos, Despesas Operacionais e Encargos. Arrendamento Mercantil - A fixação de valor residual mínimo em desproporção com o preço de aquisição dos bens junto ao fabri- cante; as prestações estabelecidas de forma a que os primeiros meses dos contratos elas fossem de valor bem superior aos últimos, alem de os prazos dos contratos serem muito inferiores ã expectativa do tempo de vida útil dos bens, desvirtua a essên- cia do contrato de "leasing" e dos princípios em que assenta, convertendo-o na realidade, em contra to de compra e venda a prazo. Indedutíveis, conseguinte, as prestações pagas a título de ar- rentamento mercantil, devendo o valor pago ser imo bilizado para fins de correção monetária. Despesas com Veículos - O custo de aquisição de bens do ativo permanente ' não poderá ser deduzido como despesa operacional, salvo se o bem adquirido tiver valor unitário não superior ao fixado anualmente. )71- PROCESSO N9 13648-000.017/86-10 7. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL ACÓRDÃO N9 101-79.374 Receitas Operacionais - Pagamentos não contabilizados - Configura omissão de receita de igual valor que na forma do artigo 387, II do RIR/80 deve ser computada na apuração do lucro real. Suprimentos de Caixa Devem ser comprovados, com documentação hábil e i dõnea, coincidente em datas e valores os supri- mentos feitos à pessoa jurídica." Em suas razões de decidir, a Autoridade julgadora rejeitou a preliminar de nulidade argüida, com base no art. 59 do Decreto n9 70.235/72, que estabelece serem nulos "os termos la_ vrados por pessoa incompetente, os despachos e decisões lavrados' por autoridade incompetente ou com preterição ao direito de defe- sa. Não se enquadrando a preliminar de nulidade em nenhum ,desses casos, entendeu o Julgador a quo não proceder a questão suscitada. Quanto ao mérito, salientou que, no tocante ao item ", arrendamento mercantil", os efeitos econômicos dos fatos é que prevalecem, e não sua forma jurídica, para efeitos de aplica ção das normas tributárias. Citando obra de ANTONIO DA SILVA CABRAL, asseve rou a decisão que se as contraprestações são previstas para cobri rem o valor da aquisição dos bens mais encargos, a curto prazo,de modo tal que o valor residual seja simbólico, o que se terá é ma compra e venda. Lembrando, outrossim, que o valor residual garan- tido funciona como uma espécie de seguro da remuneração global pre tendida pela arrendadora, assinalou o ilustre Julgador que foge da natureza das coisas o fato daquele se distanciar de qualquer' parâmetro possível, como o valor residual contábil ou o valor do bem no mercado. E acrescentou que "o preço que fuja acentuadamen- te a qualquer desses valores, para se fixar em valores desprezi-- veis, afronta a essência do leasing., (91 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13648-000.017/86-10 8. ACÓRDÃO N9 101-79.374 De outra parte, ressaltou que a não uniformidade ' das contraprestações acarreta, entre outras conseqüências, anteci- pação da despesas e em aumento de acelaração de depreciação pela arrendadora, conduzindo ambos os caso à postergação do pagamento do imposto de renda das contratantes, fato este que, por si só,pro picia a presunção de simulação, do findamento nos artigos 102 e se guintes do Código Civil Brasileiro. Aduziu ainda que não foi obedecido o prazo de vi- da útil dos bens arrendados(05 anos), o que somado às outras irre- gularidades enseja a manutenção da descaracterização da operação' de arrendamento mercantil. Neste passo, argumentou que uma vez glosados os valores registrados como despesas operacionais e com a conseqüen- te imobilização dos mesmos¡ em conta do Ativo Permanente, corre- ta a exigência de receita de correção monetária, ate porque a con- tabilização da depreciação acumulada é uma faculdade que pode ser exercida até por ocasião da alienação do bem e que se considerou na presente autuação o efeito do "lucro oculto" nos exercícios pos tenores. Em concernência ao item "pagamentos não contabili- zados", observou a Autoridade julgadora que a simples falta de con tabilização pressupõe omissão de receita do mesmo valor, devendo ser tributada na forma do art. 387, II ,' por infração ao art. 157, § 19, todos do RIR/80. Já em relação às despesas com veículos, sustentou estar correta a autuação, pelo fato de todos os dispêndios, não só aqueles com reposição de peças do motor, aumentam a vida útil do bem em mais de um ano, o que não foi contestado pela impugnante,ra zão por que devem ser tratados como benfeitorias imobilizáveis, su jeitos à correção monetária. E, assim, com tais considerações restou mantida a ação fiscal pela decisão monocrática. . sEnnornialcoffunL PROCESSO N9 13648-000.017/86-10 9. ACÓRDÃO N9 101-79.374 Inconformada, a empresa interp8s recurso a este- Conselho, reiterando os argumentos expendidos em sua impugnação. Para melhor conhecimento do Plenãrio, faço a leitura na integra. É o relatório. (9, .!-- ,, SERVIÇO PÚBLICO FEDEM PROCESSO N9 13648-000.017/86-10 10 Acórdão n9 101-79.374 VOTO Conselheiro JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN, Relator: O recurso foi interposto com guarda do prazo _ de trinta dias estabelecido pelo art. 33 do Decreto n9 70.235/72, ra zão por que dele tomo conhecimento. Preliminarmente, sustenta a recorrente a nulidade' da ação fiscal por cerceamento do direito de defesa, em decorrén cia de não ter sido mencionado no Auto de Infração os dispositi- vos legais que ensejariam a desclassificação do contrato de ar- rendamento mercantil. Todavia, é inequívoco que o Auto atacado dedica es pecial atenção à matéria (f is. 06), podendo-se destacar, entre outras, as seguintes passagens: "Houve, no presente caso, uma manipulação da forma jurídica dos atos contratuais de forma a obter um_menor pagamento ou não pagamento de tributo. Temos, assim, que ocorreu infração às disposi- ções da Lei n9 6.099/74, combinado com os §§ 19 ao 49 do art. 235 do RIR/80." Ora, pelo que se percebe, não só foram narrados com clareza os fatos ensejadores do lançamento, como também houve ex pressa alusão aos dispositivos legais que dariam suporte à ação fiscal. Saber-se se são, ou não, invocáveis é matéria de mérito. Rejeito, pois, a preliminar. Com pertinência à questão do arrendamento mercan- til, cuida-se de tema por diversas vezes analisado por este Cole giado, motivo pelo qual peço vênia para reportar-me a voto expen dido em oportunidade anterior, no seguinte sentido: "Para a caracterização do contrato de leasing' não basta somente a forma,mas é necessário que igualmente em sua essência também corresponda' àquele tipo de negócio jurídico. SERVI90 PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13648-000.017/86-10 11 Acordão n9 101-79.374 O traço distintivo do contrato de "leasing",' sem dúvida, é a possibilidade que se cria pa- ra o arrendatário de dispor de equipamentos modernos e caros sem imobilização de conside- ráveis recursos próprios. FÃBIO KONDER COMPA- RATO acentua a respeito que: "Trata-se de fórmula engenhosa, que reflete uma mentalidade essencialmente prática: ao in vês de comprar o equipamento de que necessita com ou sem financiamento, o empresário pede a uma instituição financeira especializada ,que o compre em_seu lugar, segundo indicações téc nicas que ele próprio fornece e que lhe dê ei.-n seguida em locação por um prazo determinado,' ao cabo do qual o empresário tem a opção de adquirir o material locado por um preço resi- dual, ou de devolvê-lo, se não preferir conti nuar na locação por prazo indeterminado. Faz-se, destarte, um investimento amortizável como o próprio lucro que ele propicia, e que permite ao empresário conservar em seu poder os bens de equipamento unicamente durante o período em que sua rentabilidade é elevada. Eis aí o leasing, termo que vem sendo consa- grado mesmo em língua latina." Também o emérito Professor ARNOLDO WALD, in "Noções Básicas de "Leasing" destaca que: "A idéia básica de uma expansão sem necessida de de investimento imediato é o leit-motiv de toda a propaganda das companhias de leasing quando afirmam nos seus slogans: "Equipem-se' sem investir - Reequipem-se sem imobilizar fun dos" - "Um reequipamento menos oneroso, uma expansão mais rápida e maiores lucros"." Desta maneira, verifica-se que o contrato de arrendamento mercantil tem esse traço característi co: o de possibilitar o acesso a equipamentos sem necessidade de alocação de grandes somas de recur- sos. Ora, examinando-se o contrato controvertido neste processo vê-se logo que foge ele às caracte- rísticas do "leasing", tanto porque o pagamento do preço se deu quase integralmente logo nos primei- ros meses de vigência do ajuste, como também pelo reduzido valor residual fixado. Assim, não se pode afirmar que a operação en- cetada teve como objetivo proporcionar à empresa ' recorrente a aquisição de equipamento sem oneração de volumosos recursos. Na verdade, observa-se, até porque foi expressamente declarado, que o objetivo SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13648-000.017/86-10 12 Acórdão n9 101-79.374 maior da opção pelo tipp de negócio jurídico foi o de colher benefícios fiscais destinados aos contra tos de "leasing". A acolhida, no entanto, de tal- procedimento importaria, sem dúvida, em grave dis- torção da lei. De outra parte, peço vênia para me reportar a magistral voto do eminente Conselheiro SYLVIO RO- DRIGUES, proferido no Acórdão n9 101-77 -:016, a que aderi, e que em seu ponto fulcral assim está lavra do: "Sob o ângulo de pagamentos mensais, corres,- pondidos por valores retilíneos das . contra- prestações devidas pela arrendatária, conquan to seja certo não haver, no ordenamento jurr: dico, uma regra fechada e mesmo observar-se frente ã fórmula estabelecida no item 7 da Por tarja MF n9 564, de 03-11-1978, uma variável' curva descendente no cálculo dos valores das prestações, sendo até possível depararem-se,' no confronto fático de cada caso, situações que justifiquem uma variação lógica no valor das contribuições durante o prazo do contrato, em virtude das características e do uso dos bens arrendados, capaz de razoabilizar Alma perda considerável no valor residual, compen- sada por um_ maior encargo no valor do primei ro lote de prestações, que venham cobrir o de clínio das últimas, não se pode, porém, ofer -e- cer abrigo, legal-tributário, a anomalias, co mo as da espécie dos autos, em que, em média, as doze primeiras prestações atingiram, faixa de 80% (oitenta por cento) do_custo definiti- vo dos bens, numa inegável contrariedade aos pressupostos do arrendamento mercantil, que se assenta na filosofia ou da falta de capi- tal de giro, ou da impossibilidade, ou, ainda, da inconveniência de reduzi-10 de um mais bem adequado emprego no desempenho da atividade própria. Tal desproporção descaracteriza o ar rendamento mercantil, principalmente perante' o inexpressivo valor residual, revelando-se que ele apenas tomou as vestes de formalismo contratual, como o irrecomendável uso da for- ma pela forma, para tão-somente servir como instrumento de economia do tributo. Trata-se de procedimento fiscal correto _ na aplicação das normas tributárias do art. 235, e seus parágrafos, do RIR/80 (art. 11, e §§ da Lei n9 6.099/74), porquanto os efeitos eco nõmicos dos fatos prevalecem sobre a forma j.0 rídica de que estes se revestem, contratual- mente, e, na hipótese, em face do disposto nos §§ 29 e 39 do citado art. 235, o total desem, bolsado é que constituirá o custo do bem, não tendo cabimento a separação dos custos finan- ceiros. Há, portanto, norma particular expres, SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13648-000.017/86-11 13 Acórdão n9 101-79.374 sa, no sentido de considerar no total das con traprestações os encargos financeiros como - tegrantes ao custo de aquisição do bem. Imune de dúvida de que os fatos não podem pre valecer na forma como são indicados, quando relevada a imagem de um fenômeno psicológico, abstrato e interno, que os controverte em seus primórdios, pois a eficácia do direito depen- de sempre da prova dos fatos que lhe servem de base e não é apenas o uso da forma pela pró pria forma, a dar vestimenta externa aos fa- tos, que vai assegurar aquela eficácia. Ora, se o tratamento jurídico-tributário defe rido às operações de arrendamento mercantil T se liga ao pressuposto da impossibilidade e ou inconveniência de imobilizar-se capital de giro na aquisição de bens, não desviando a ar rendatária recursos de um mais bem apropriado emprego deles no desempenho de suas ativida- des,lógica evidentemente não há para quem, já no primeiro ano do contrato, pagando 80% (oi- tenta por cento) do total das prestações, de- - pendia, a toda prova, de contratar um arrenda - , mento assim formalizado. A desproporcionalidade do desembolso das pres tações iniciais evidencia com todo o relevo que a operação foi ilusoriamente formalizada em arrendamento mercantil para, por uma lado, auferir o benefício fiscal da dedução de um volume grande de dispêndios, como despesas ope racionais e não como aquisição de bens, como de fato é, e para, por outro lado, evitar os efeitos, decorrentes do crédito da correção monetária incidente sobre a a quisição da pro- priedade de bens que se classificam no ativo permanente do balanço patrimonial. Tal despro porcionalidade, além de controverter a filoso fia de impossibilidade de dispor de capital T de giro ou da inconveniência de não lhe dar aproveitamento integral dos recursos nos obje tivos específicos das atividades exploradas,' constitui inegável subversão aos princípios contábeis e fiscais que regulam a apuração do resultado do exercício." E continua adiante: "As circunstâncias relevantes como até aqui se têm examinado, de modo abrangente, o aspec to objeitvo do "leasing", embora até mesmo in - dependam da natureza jurídica do contratq dam a analisar cada operação na medida em que a característica mercantil do negício contra- tado propenda a desmascarrar uma compra e ven da a prestação, procurando-se impressionar o contrato com as aparências de um arrendamento ' SERVIÇONKWOEURAL PROCESSO N9 13648-000.017/86-10 14 Acórdão n9 101-79.374 mercantil em consonância com a lei, como se direito fosse a mesma coisa que formalismo contratual. Isto se torna irrefutável, sobre- tudo em razão da promessa sinalagmâtica de venda ocorrente desde o inicio do contrato, deixando a transferência do domicilia , sobre o bem condicionada ao exercício da opção de com pra por parte do arrendatário. Em ser assim entendida, a operação se despega. do jogo do seu esconderelo, se ao sair do estabelecimen- to da empresa, de "leasing" o bem se destina ao comércio, em virtude da venda contratada, com preço e momento certo de, sob condição po testativa, exercer o "arrendatário" (entre as pas) a opção de compra por valor residual ín- fimo.Dúvida não há de que, se isso assim ooar re, por detrás do negócio mercantil se está,- em realidade, encobrindo, só e tão-só, urna operação de financiamento de compra a prazo,' e não se realizando uma locação de coisa ou bem. O necessário é, portanto, não se levan- tar o véu da operação que, desde o seu início oculta uma compra e venda revelada em estabe- lecer-se um preço residual vil. Sob o mirante do valor residual, FÃBIO KONDER COMPARATO comenta que a existência de uma pro messa unilateral de venda por valor ,residual previamente fixado, desde o início do contra- to, ao lado da relação locatícia de coisa, torna irretorquível a descaracterização __ de "leasing" para mera locação ou venda a crédi- to (Enciclopécia Saraiva, vol. 19, pág. 390). , - Ademais, nãoé porque o contrato tome as roupa géns de "leasing", e só por isso, que a dupla destinação ("renting" ou "leasing" operacio- nal) deixa de caracterizar, como coisa vendi- da, os bens negociados sob a forma disfarçada de arrendamento mercantil. É sobretudo a natu reza do bem a par de sua destinação ou utili- zação que se define o caráter da operação, pois, em relação a esta, há de se ter em vis- ta a comutatividade peculiar em descaracteri- zar-lhe a feição de "leasing", contemplado pe ia Lei n9 6.099/74, a insignificância de um valor residual baixo. Não se olvide que nem só nos grandes princí- pios o sistema jurídico-legislativo, regula-- dor do arrendamento mercantil, encontra firme za em seus preceitos normativos, pois também princípios menores o infra-estruturam. E tan- to mais consistente se torna o sistema, quan- to mais a firmeza do princípio menor ostenta' a segurança dos princípios maiores. Se assim não fosse, difícil não seria fazer o artifi- cialismoda operação prevalecer sobre a essên .--7é cia da matéria. í1 , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13648-000.017/86-10 15 Acórdão n9 101-79.374 Seria ingenuidade admitir-se que, em face das disposições do artigo 59 da Lei n9 6.099/74» o arrendatário iria restituir o bem ou reno- varo contrato, e não exercer a opção de com- pra, frente ã pequenez de um valor residual a ser despendido. 2 de notar-se que o valor re- sidual é pequeno e grande o contrato de "lea, sing" pelo volume das contraprestações pagas, no prazo de sua vigência, porque correspondi- das por um total muito superior ao custo __de aquisição do bem e, contudo, toda a grandeza' do formalismo em que se firmou o instrumento contratual está-lhe impedindo de tornar a ()pe. ração na modalidade de "leasing", sujeito ao tratamento tributário diferenciado, pela pe- quenez do resto a pagar como preço pela opção de compra. Ninguém, após despender uma enormi dade soma de dinheiro, teria tal despreendil mento a ponto de deixar escapar a oportunidade de adquirir a proP.±.- iedade do bem, faltando tão pouco para inteirar-se o preço de compra, a menos que ele se contemple em estado de in- terdição. Lembrança de uma luta entre o gigan te (as contraprestações) e o anão (o valor re sidual). E mesmo que, frente ao diminuto va- lor residual, reduzidíssimo, se venha alegar que o bem não foi vendido ao arrendatáriq mas a um terceiro, como pode acontecer, é porque, às ocultas, outro negócio se fez entre o _ar- rendatárío e o terceiro, como conseqüência 16 T gica. A fixação de um valor residual mínimo é uma evidência a caracterizar uma compra e venda.' Nem se argumente com o princíio da autonomia' da vontade, para si dizer que nada obsta em a arrendatária renunciar ao seu direito de opção de compra e vai renovar o contrato ou devol- vero bem ã sociedade de "leasing". Acontece, porém, que a opção só se exercerá por ocasião do término do contrato, mas a contratação pré via do valor residual mínimo, insignificante, simbólico, por exemplo, igual a 1% (um por cen to), ou a Cr$ 1 (um cruzeiro), revela que a opção de compra foi feita no início do contra to, o que, nos termos do artigo 10, e seu pa- rágrafoúnico, da Resolução BCB n9 351, de 17-11-1975, deixa caracterizada uma operação de compra e venda e não de arrendamento mer- cantil. Por outro lado, há de considerar-se o fato econômico que o valor residual inexpressivo ' - faz sobressair com o retorno de capital, quan do o contrato de "leasing" estabelece ,prazo inferior ao de vida útil do bem, objeto _ da operação." /// 16 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13648 - 0 0 0 . 0 1 7 /86 - 1 0 Acórdão n9 101-79.374 Para mais bem compreender-se o problema, ve- ja-se que, nos contratos de arrendamento, a fls. 34/41, com prazos de vigência por 2 (dois) anos, se fixou, como preço para a opção de compra, o valor residual de apenas 1% (um por cento) do valor original do bem , ou Cr$ 1,00 (um cruzeiro), conforme se indi- ca no quadro do valor residual previsto. Ten do o equipamento, constante dos documentos T anexos como objeto da operação, vida útil ' por 5 (cinco) anos, o sistema provoca, ante a inexpressividade da bagatela do resíduo uma superdepreciação do bem. O retorno de ca pital se dá em dois anos, enquanto que se T ele fosse recuperado através da formação de de quotas de depreciação, teria de vencer o prazo de cinco anos, isto sem contar os efei tos da insuficiência feita ao crédito conta de correção monetária, por se ter dei- xado registrado o bem em conta classificada' no ativo permanente do balanço patrimonial. Na forma como se encontra estabelecido no contrato, o valor de 1% do custo original do bem, ou Cr$ 1,00 (um cruzeiro) por si só, re presenta valor simbólico, ou valor de memó-= ria, ou qualquer outra coisa, mas valor resi dual, efetivo ou contábil, de fato, não é T A expressão monetária falta representativida - de para o valor que o bem ainda deverá pos- suir , ao final da duração do contrato. O valor residual inferior ao valor de merca- do não descaracterizaria, isoladamente, o contrato de "leasing", mas na hipótese dos autos, se fixou valor residual simbólico, em virtude de ter o contrato de arrendamento du ração por tempo muito inferior ao de vida T útil do bem, objeto da operação. Na hipótese de arrendamento de bens, que te- nham prazo estimado de vida útil em certo nú mero de anos, se o contrato de arrendamento' tiver o mesmo prazo de duração dos bens, po- der-se-á estipular um valor residual inex- pressivo,isto por que o custo de aquisição' na arrendadora, estará, normalmente, todo de preciado, com o valor contábil igual a zero, portanto. Não há, porém, na hipótese dos au- tos, diferença alguma entre o arrendamento como foi contratado, e uma operação comum , reconhecida como financiamento com correção - monetária prefixada. O argumento de beneficiar-se o fisco com dupla incidência tributária do imposto de renda por declarar-se que se o valor consti- 1 17 sEmnoNalconum PROCESSO N9 13648-000.017/86-10 Acórdão n9 101-79.374 tui receita para a empresa arrendadora, impor ta em despesa para a outra, ou seja, na arre-171 datária que suportou o encargo das contrapre tações, é um dito que pode impressionar ao raciocínio desavisado, mas não implica no re- levo que a defesa pretende emprestar-lhe. A dupla incidência tributária, a bitributação, somente ocorreria se os efeitos da cobrança do imposto incidessem sobre o patrimônio da mesma empresa. Os fatos econômicos são distin tos e autônomas, as empresas. Numa das empre- sasglosou-se a dedução pelo disfarce da des- pesa, mas tal fato não resulta em desconside- rar-se a receita que a outra empresa obteve.A glosa de despesas que provocam exacerbações às disposições legais e por isso tenham os seus valores submetidos ao gmwstne do tributo, não enreda a idéia de dupla incidência do im- posto de renda, pelo fato de constituirem es- ses valores receita de outra empresa. Entendendo a defesa por incabível a presente exigência sob o argumento de que as importân- cias lançadas como despesa na arrendatária , constituiram receita na empresa arrendadora e, sob essa ótica argüir que a glosa da despe sa implicaria em dupla incidência tributária' - cabe dizer: - em primeiro lugar, que a dupla incidência tributária no sentido de -se ter a mesma verba submetida duas vezes à tributação,so mente pode ser assim considerada, indepen- dentemente de qualquer norma legal estabe- lecer regras expressas, se o ônus do tribu to for suportado pela mesma pessoa jurídi- ca, o que não é o caso; - em segundo lugar, que a legislação fiscal se alheia a esses fatos, por motivo de ser inviável determinar em que montante exato uma verba desembolsada por uma pessoa jurí dica sofrerá incidência do tributo da mes- ma natureza em outra pessoa jurídica, pois nesta aquela verba pode ser aplicada na produção de bens, cuja receita não seja tributável, ou até sujeitar-se a outras causas ou circunstâncias sobre a qual não redunda tributo algum; - - em terceiro lugar, que legislação de reg-én cia do imposto de renda somente exclui a incidência tributária sobre os lucros apu- rados e regularmente distribuídos entre pessoas jurídicas, nos casos em que expres samente ndica, e esta não é a espécie dos §) autos." SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL - PROCESSO N9 13648-000.017/86,10 18 Acórdãodã. o n9 101-79.374 Não há, portanto, como se falar em dupla in- cidência tributária, ou seja, em bitributa-- ção desses fatos situados em patrimônios e personalidades jurídicas que se distinguem." Continuo convencido, data venia das opiniões em contrário, que esta é a interpretação mais correta das disposi- çõeslegais que disciplinam a matéria. No que respeita aos pagamentos não contabilizados improcede a argumentação desenvolvida pela recorrente. O paga- mento feito à margem da contabilidade indica utilização de recur sos igualmente mantidos ã margem da contabilidade. E se tais re- cursos não estão contabilizados obviamente são recursos omitidos' à tributação. Argumenta a contribuinte que à omissão revelada cor- respondeu igualmente um pagamento de despesa não contabilizado inexistindo, assim, matéria tributável. O fato de o recurso omitido ter sido utilizado para pagamento de obrigação da empresa, contudo, não descaracteriza a omissão, mormente quando a despesa não é dedutível como a trata- da no caso (pagamento de parcela de bem ativável adquirido atra- vés de-contrato de compra e venda a prazo indevidamente nominado de arrendamento mercantil). No que toca omissão_de_receita de correção monetá- ria, correta a orientação da decisão de primeiro _grau, porque realmente a não ativação do bem adquirido importa em redução do crédito da conta de correção monetária. Com_efeito, pela não ativação do bem há, evidentemen te, diminuição,do valor do ativo imobilizado. Consequentemente a correção monetária deste (ativo imobilizado) também fica diminuí da. Com esse valor significa crédito na conta de correção monetá ria, configura-se indevida redução do valor tributável. No entanto, a ativação do bem há de ser considerada' '7) 1 19 urimo pamonum PROCESSO N9 13648-000.017/86-10 Acórdão n9 101-79.374 em sua inteireza. Se de um lado não se pode olvidar das conseqüen cias da ativação para a conta de correção monetária, de outro há de ser lembrado que a ativação do bem enseja à pessoa jurídica di reito de depreciação (art. 199 e seguintes do RIR/80). Nesse sentido, observa-se que a autuação não levou em consideração, nos três exercícios objeto de fiscalização, o valor correspondente à depreciação dos bens ativados. Sendo, contudo indubitável a opção pelo contribuinte da diminuição do montante tributável em decorrência dos aludidos bens-tanto assim que lan- çou como despesa - parece ser irrecusável o ajustamento do valor a tributar também pela consideração do montante referente à de- preciação. Deve, portanto, ser o recurso ser provido nesta parte, para o efeito aludido. Finalmente, com relação às despesas com veículos, fo ram elas glosadas, sob o argumento de serem ativáveis, no montan te de Cr$ 8.542.600 e Cr$ 5.700.000, nos exercícios de 1984 e 1985, respectivamente. Conquanto tenha a autuada impugnado a exigência, cer to é que no decorrer do processo conformou-se, em parte, em rela - ção às seguintes parcelas: Exercício de 1984 - Ano-base de 1983 Peças de reposição motor Cr$ 2.231.611 Correção monetária Cr$ 362.893 Exercício de 1985 - Ano-base de 1984 Peça de reposição motor Cr$ 3.722.679,00 Correção monetária Cr$ 4.470.696,90 Em relação ao exercício de 1984, a contribuinte efe- tuou o recolhimento do tributo correspondente. No concernente ao exercício de 1985 a contribuinte apenas admitiu a diminuição do valor do prejuízo. 20 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13648-000.017/86-10 Acórdão n9 101-79.374 Insistiu, porém, quanto às demais parcelas, na impro- cedência da autuação, alegando que são despesas referentes a manutenção de veículos e combustíveis. Realmente, compulsando os documentos de fls. 140 a 204, observa-se notas ou então itens em notas referentes a lubri _ ficantes (vg. fls. 141, 150, 165 e 211), bem como serviços de ma _ nutenção do veículo que não são dispêndios com bens necessária— mente ativáveis. A demonstração de que os aludidos serviços propri-- ciariam aumento de vida útil superior a um ano no veículo deve- .- ria ser feita de forma inequívoca, sob pena de aqui por diante todos os consertos feitos em veículos de empresas transportado-- _ ras serem considerados ativáveis. No caso, não houve tal demonstração inequívoca, ao contrário, há entre as notas relacionadas despesas que evidente- mente não poderiam ser consideradas ativáveis, como as relativas à lubrificantes. Portanto, em relação à matéria ainda litigiosa enten _ do não poder prosperar a ação fiscal, devendo ser provido o re- curso para ser afastado da tributação os valores remanescentes ' referentes à despesas de manutenção de veículos e a corresponden te correção monetária. Por todo o exposto, voto pelo provimento parcial do recurso para excluir da tributação os valores de Cr$ 6.981.637 e Cr$ 3.676.235, nos exercícios de 1984 e 1985, respectivamente,co mo também para que seja considerada a depreciação dos bens ativa dos./ ) ( ;2-- / 0 •SÊ EDUARDG-RA-gdEL DE ALCKMIN - RELATOR III, Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1 _0001200.PDF Page 1 _0001300.PDF Page 1 _0001400.PDF Page 1 _0001500.PDF Page 1 _0001600.PDF Page 1 _0001700.PDF Page 1 _0001800.PDF Page 1 _0001900.PDF Page 1 _0002000.PDF Page 1 _0002100.PDF Page 1

score : 1.0
4735095 #
Numero do processo: 10283.002278/2005-69
Data da sessão: Thu Apr 15 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Thu Apr 15 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL ,RURAL - ITR Exercício: 2002 ITR, ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E DE RESERVA OBRIGATORIEDADE DE APRESENTAÇÃO DO ADA A partir do exercício de 2001 é indispensável a apresentação do Ato Declaratório Ambiental como condição para o gozo da redução do ITR em se tratando de áreas de preservação permanente e de reserva legal, tendo em vista a existência de lei estabelecendo expressamente tal obrigação. MULTA DE OFÍCIO. CONFISCO.. A vedação constitucional quanto à instituição de exação de caráter confiscatório dos tributos, se refere aos tributos e não às multas e dirige-se ao legislador, e não ao aplicador da lei. JURISPRUDÊNCIA ARGÜIDA Não sendo parte nos litígios objetos da jurisprudência trazida aos autos, não pode o sujeito passivo beneficiar-se dos efeitos das sentenças ali prolatadas, uma vez que tais efeitos são inter parles e não erga anules.. CONVERSÃO DO JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA. DESNECESSIDADE. Estando presentes nos autos elementos de prova que permitam ao julgador formar convicção sobre a matéria em litígio, não se justifica a realização de diligência.
Numero da decisão: 2102-000.536
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - outros assuntos
Nome do relator: Rubens Maurício Carvalho

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : ITR - notific./auto de infração eletrônico - outros assuntos

dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201004

ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL ,RURAL - ITR Exercício: 2002 ITR, ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E DE RESERVA OBRIGATORIEDADE DE APRESENTAÇÃO DO ADA A partir do exercício de 2001 é indispensável a apresentação do Ato Declaratório Ambiental como condição para o gozo da redução do ITR em se tratando de áreas de preservação permanente e de reserva legal, tendo em vista a existência de lei estabelecendo expressamente tal obrigação. MULTA DE OFÍCIO. CONFISCO.. A vedação constitucional quanto à instituição de exação de caráter confiscatório dos tributos, se refere aos tributos e não às multas e dirige-se ao legislador, e não ao aplicador da lei. JURISPRUDÊNCIA ARGÜIDA Não sendo parte nos litígios objetos da jurisprudência trazida aos autos, não pode o sujeito passivo beneficiar-se dos efeitos das sentenças ali prolatadas, uma vez que tais efeitos são inter parles e não erga anules.. CONVERSÃO DO JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA. DESNECESSIDADE. Estando presentes nos autos elementos de prova que permitam ao julgador formar convicção sobre a matéria em litígio, não se justifica a realização de diligência.

dt_publicacao_tdt : Thu Apr 15 00:00:00 UTC 2010

numero_processo_s : 10283.002278/2005-69

anomes_publicacao_s : 201004

conteudo_id_s : 4777328

dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jul 25 00:00:00 UTC 2019

numero_decisao_s : 2102-000.536

nome_arquivo_s : 210200536_342206_10283002278200569_009.PDF

ano_publicacao_s : 2010

nome_relator_s : Rubens Maurício Carvalho

nome_arquivo_pdf_s : 10283002278200569_4777328.pdf

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.

dt_sessao_tdt : Thu Apr 15 00:00:00 UTC 2010

id : 4735095

ano_sessao_s : 2010

atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:53:28 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1714075430926942208

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-01T20:18:31Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-01T20:18:30Z; Last-Modified: 2010-09-01T20:18:31Z; dcterms:modified: 2010-09-01T20:18:31Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:7c3ecf29-cdf0-4ae7-a360-a88b3a0a488e; Last-Save-Date: 2010-09-01T20:18:31Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-01T20:18:31Z; meta:save-date: 2010-09-01T20:18:31Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-01T20:18:31Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-01T20:18:30Z; created: 2010-09-01T20:18:30Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2010-09-01T20:18:30Z; pdf:charsPerPage: 1620; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-01T20:18:30Z | Conteúdo => S2-C1T2 11 1 14 . . j'L‘fk MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS ''-!,,T;f.!.-kr;'..tifi: • SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10283.002278/2005-69 Recurso n" 342.206 Voluntário Acórdão n" 2102-00.536 — 1" Câmara / 2" Turma Ordinária Sessão de 15 de abril de 2010 Matéria Irt'R Recorrente ARTSTIDES RODRIGUES Recorrida DRI Recife ASSUNTO: LM POSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRI LORI AI ,RURM - I TR Exercício: 2002 UR, ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E DE RESERVA OBRIGATORIEDADE DE APRESENTAÇÃO DO ADA A partir do exercício de 2001 é indispensável a apresentação do Ato Declaratório Ambiental como condição paia o gozo da redução do ITR em se tratando de áreas de preservação permanente e de reserva legal, tendo em vista a existência de lei estabelecendo expressamente tal obrigação. MULTA DE OFÍCIO. CONFISCO.. A vedação constitucional quanto à instituição de exação de caráter confiscatório dos tributos, se refere aos tributos e não às multas e dirige-se ao legislador, e não ao aplicador da lei. JURISPRUDÊNCIA ARGÜIDA Não sendo parte nos litígios objetos da jurisprudência trazida aos autos, não pode o sujeito passivo beneficiar-se dos efeitos das sentenças ali prolatadas, uma vez que tais efeitos são inter parles e não erga anules.. CONVERSÃO DO JULGAMENTo EM DILIGÊNCIA. DESNECESSIDADE. Estando presentes nos autos elementos de prova que permitam ao julgador formar convicção sobre a matéria em litígio, não se justifica a realização de diligência. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.. Acordam os membros do colegiada por unanimidade de votos, NEG,+ provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator, :iovanni Christi: _(,____Bp-;a1 et.-- Presidente, Rtib ‘f x icio Carvalho - Relator. LDITAD EM: 29/07/2010 Presentes os Conselheiros Nithia de Matos Moura, Ewan Teles Aguiar, Rubens Maurício Carvalho, Carlos André Rodrigues Pereira de Lima, Roberta de Azeredo Ferreira Pa getti e Giovanni Christian Nunes Campos, Relatório Para descrever a SUCeSSãO dos tatos deste processo até O julgamento na Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (1)R,1), adoto o relatório do acórdão de fls. 67 a 76 da instância a giro, in verbis: Contra o contribuinte acima identificado fbi lavrado o Auto de Infração de lis 02/08, no qual é cobrado o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - I [R, exercício 2002, relativo ao imóvel denominado -Fazenda Áurea", localizado no município de Novo Aripuanã - AM, com área total de 1 666,0 ha, cadastrado na SIO sob o n o 3 049.649-7, no valor de R$ 9 932,95, acrescido de multa de lançamento de olicio e de juros de mora, calculados até 29/04/2005, perfazendo uru crédito tributário total de R$ 22 028,30 (vinte e dois mil vinte e oito reais e trinta centavos). 2 No procedimento de, análise e verificação das informações declaradas na DITR/2002 e dos documentos coletados no curso da ação fiscal, conlimme demonstrativo de Apuração do VIR, Il. 08, a fiscalização apurou a seguinte infração: a) exclusão, indevida, da tributação de 1.666,0 ha de área de utilização 1 iiTlitadl. 3. A exclusão indevida, confoi me Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal 11 07, tem origem na Erlta de apresentação dos documentos solicitados 4. O Auto de Infração foi postado nos correios tendo o contribuinte tomado ciência em 17/06/05, conforme AR de fl 17. 5.. Não concordando coar a exigência, o contribuinte apresentou, em 12/07/05, a impugnação de fls. 24/62, alegando, em síntese: I que "a Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STI) em decisão unánime defluiu que, nos lermos da Medida Provisória a' 2 /66-67. é desnecessária a apresentação do Alo Declaratório Ambiental (AD,-1) para fins de Isenção do Imposto Territorial Rural (ITI?) reftrenie às áreas de preservação permanente e reserva legal; H - que oÇ 7' do art 10 da Lei 9.393/1996 prevê a dispensa de prévia apresentação pelo contribuinte do ato deelaratório expedido pelo Mama, 1H apresenta Recurso Especial IP 587 429 - rt 2 Processo IV 10283.002275/2005-69 S2-C1 12 Acórdão n° 2102-00.536 II E 15 Diante desses fatos, as alegações da impugnação e demais documentos que compõem estes autos, o órgão julgador de primeiro grau, ao apreciar o litígio, em votação unânime, considerou procedente o lançamento, mantendo o crédito consignado no auto de infração, considerando que a apresentação do AD.A. e a averbação da Área de Utilização Permanente na matricula do imóvel são condições insuperáveis e sem essas formalidades não é possível se considerar isentas estas áreas, ainda, consta no voto que as decisões judiciais apresentada.s não em efeitos sobre o .julgamento a quo, resumindo o seu entendimento na seguinte ementa: ÁREA DE UTIT,I/AÇÁ-0 LIMITADA COMPROVA Gio. Sendo a átea de utilização limitada constante do Ato Declaratório Ambiental (4DA), protocolado no lbama, no prazo de seis meses ., contado da data da entrega da DITR, e .sendo a área de reserva legal averbada à margem da inscrição de matrícula do imóvel., no registro de imóveis competente, até a data da ocorrência do fato gerador, deve Ser considerada área não tributável pelo IT.R. ISEWÇÃO, INTERPRETAÇÃO LITERAL A legislação tributária que disponha sobre outorga dr isenção deve ser interpretada I iterabnente. DECISÕES JUDICIAIS EFEITOS A extensão dos efeitos das decisões judiciais, no ámbito da Secretaria da Receita Federal, possui tomo pressuposto a existência de decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal acerca da inconstilueionalidade da lei que esteja em litígio e, ainda assim, desde que .seja editado aio especifico do Sr. ,Ycereiário da Receita Federal nesse ,sentido. Não estando enquadradas nesta hipótese, as sentenças judiciais ,só produzem efiitos inter-partes. Inconformado, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário, de fls, 85 a .108, repisando as razões já declinadas em primeira instância, alegando em síntese: a) Ser inexigível a apresentação do ADA para fins da isenção da Área de Reserva Legal; b) Que a multa aplicada é desproporcional e confiscatório, contrariando preceitos constitucionais e c) Solicita prova pericial e requisição de ofícios para que se veri fique a. existência da Área de Reserva I ,egal e Área de Preservação Permanente, Dando prosseguimento ao processo este foi encaminhado para o julgamento de segunda instância administrativa, z/ É o RELATÓRio.. Voto 3 Conselheiro Rubens Mauricio Carvalho. ADMISSIBILIDADE O recurso apresentado) atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto n°70235, de 6 de março de 1.972. Assim sendo, dele conheço. ÁRLA Dr. 111 11 ÁZAÇÃO LIMI 1ADA. AIO DECLARATÓRIO AMBIENTAL (AD4 No recurso, os recorrentes afirmam que as existências das referidas áreas estão devidamente comprovadas e que a glosa das áreas de utilização limitada 1:Oram desconsideradas somente em razão da não-apresentação do Ato Declaratorio Ambiental (ADA). Verifica-se, portanto, que o que se discute no presente feito não é a existência ou não das referidas áreas, mas a obrigatoriedade da utilização dos documentos exigidos em lei par a. a concessão da isenção), em contraposição ir admissibilidade de outros meios de prova capazes de comprovar a existência das 'heas de preservação). Afirmam, ainda, os recorrentes que a apresentação do ADA estaria dispensada em. razão do disposto no para gralb 7' do artigo 10 da Lei 9.393, de 19 de dezembro de 1996, incluído pela Medida Provisória 2.166-67, de 24 de agosto de 2001, nos seguintes termos: 7" A declaração para fim de. iYeriç:ão do 177? relativa às arras de que tratam as alíneas "a" e "d" do inciso 11, 1", deste artigo, não está sujeita à prévia comprovação por parte do declarante, ficando o Ine51110 responsável pelo pagamento do imposto correspondente, com juros e multa pra vistos nesta Lei, caso fique comprovado que a .sua declaração não é verdadeira, sem prejuízo de outras sanções aplicáveis. (Aíedida Provisória n" 2 166-67, de 24 de agosto de 2001) A Lei n" 5.172, de 25 de outubro de 1966 - Código Tributário Nacional (CT.N) assim se refere à responsabilidade de fazer prova para concessão da isenção) de tributos: Art. 179 A isenção, quando não concedida em caráter geral, é efetivada, em cada caYo, por despacho da autoridade administrativa, em requerimento com o qual o interessado firsig prova do preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos previstos etn lei ou contrato para .sua concessão (gt Por outro lado, o artigo 147 do mesmo) diploma legal previu as situações em. que o lançamento) seria efetuado sem a necessidade de que a autoridade fiscal obtivesse, pelos seus próprios meios, as informações especificadas no artigo 142. Ari 142 - Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorréneia do fino gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido' identificar o sujeito passivo e, .sendo caso, propor a aplicação . lyenalidade cabível. 4 Proceso n" 10283 002278/2005-69 S2-C112 Acórdão n." 210240.536 Ël 116 ) 4,1 147 - O lançamento é efetuado com base na declaração do sujeito passivo Ou de terceiro, quando um ou outro, na . fOrma da legislação tributária, presta à autoridade administrativa infOrmações sobre matéria de falo, indispensáveis à sua efdivação. § 1" - A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, vá é admissivel mediante comprovação do erro em que s-e &ide., e antes de notificado o lançamento. § 2" - Os erros contidos na declaração e apuráveis pelo seu exame .verão retificados de oficio pela autoridade adrninistratim a que competir a revisão daquela. No mesmo sentido, o artigo 150 estabeleceu as regras que norteiam o lançamento realizado por homologação. Art. 150 - O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento .sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. ,s\' I" O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo eytingue o crédito, :sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. § - Não influem _sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3" - Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém, considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. Dos artigos acima transcritos, verifica-se que o (.7N, visando à simplificação da estrutura necessária à fiscalização e arrecadação de tributos, previu as hipóteses em que o sujeito passivo prestaria à autoridade administrativa inibi-mações sobre matéria d.e fato, indispensáveis à efetivação do lançamento e anteciparia o pagamento do tributo sem prévio exame da autoridade administrativa. Tal modalidade de pagamento/lançamento, denominada de lançamento por homologação, hodiernamente, compreende quase que a totalidade dos tributos administrados pela União, dentre os quais se encontra o Imposto Territorial Rural, Foi, sem dúvida, com base nesses preceitos legais que o legislador atribuiu ao contribuinte a responsabilidade prevista nos artigos 8" e 10° da I,ei n" 9,39.3, de 1996, to verbis: Art. 8') O contribuinte do I7R entregará, obrigatoriamente, em cada ano, o Documento de Informação e Apuração do 111? - DIAT, correspondente a cada imóvel, observadas data e condições fixadas pela Secretaria da Receita Federal / '.411101115 5 1" O contribuinte declarará, no DT/1T, o Valor da Terra Nua - Vi7Vcorrespondente ao imóvel. 2' O 1/TN refletirá O preço de mercado de terras, apurado em 1" de janeiro do ano a que se referir o D1A7 e será considerado auto-avaliação da leira nua a preço de mercado 3" O contribuinte cujo imóvel se enquadre na.s . hipolese.s e.slabelecidas nos arts. 2`) e 3' fica ilispensado da apresentação do DIAT Art. .10. A apuração e o pagamento do ITR serão eféluado.s pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujei/ando-se homologação posterior. Contudo, a sistemática do lançamento por homologação não dispensa O contribuinte de fazer prova do preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei ou contrato para a concessão da isenção. Com efeito, mais do que o dever geral de colaboração, a isenção de caráter especial, impõe ao beneficiário o ônus de provar o preenchimento das condições para fruição do tratamento diferenciado.. Está claro que o parágrafo 7' apenas dispensa a prévia apresentação dos documentos definidos em lei, no caso o ADA, como necessários à fruição da isenção do UR quanto às áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal Contudo, inarredável é a competência da autoridade fiscal para solicitá-lo posterionn.ente, dentro do prazo decadencial, visando a verificação do correto cumprimento da obrigação tributária por parte do contribuinte. No que diz respeito à obrigatoriedade de apresentação do ADA para lias de redução do imposto a pagar, tem-se que, a partir da vigência da Lei n" 10..165, de 27 de dezembro de 2000, que deu nova redação à. Lei n°6.938, de 31 de agosto de 1981, tal exigência passou a ter expressa disposição legal, "Art. 17-0. Os proprietário.s rurais que se beneficiarem com redução do valor do imposto sobre a Propriedade Territorial Rural T1R, com base em Ato Declinatório Ambiental - ADA, deverão recolher ao .113.4M4 a importância prevista no item 3 11 do Anexo VII da Lei r/' 9.960, de 29 de janeiro de 2000, a título de 1 ina de Vistoria..(Redação dada pela Lei n ü .101 65, de 2000) 1" A A Taxa de Vistoria a que se refere o capta deste artigo mio poderá exceder a dez por cento do valor da redução do imposto proporcionada pelo ADA.(Incluido pela Lei n" 10 165, de 2000) 1" A utilização do ADA para (Jeito de redução do valor a pagar . do IIR obrigatória.(Redação dada pela Lei n" 1 0 165, de 2000)" (grifei) Do artigo acima transcrito, resta claro que, a -partir do exercício 2001, a Obtenção do ADA é condição necessária e obrigatória para que o contribuinte usufrua a redução do valor a pagar do 1TR quanto às áreas de Preservação Permanente e Reserva L 6 Processo n° 10283.002278/2005-69 Acórdão fl.." 2 - 102-00.536 Fl 117 Convém citar, aqui, entendimento jurisdicional que confirma este entendimento.. Em sentença denegatória de segurança, datada de 15 de dezembro de 2005, no âmbito do MS no 2005.36„00,008725-0, impetrado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso -- FAMATO, o Dr. Jeferson Schneider, Juiz da 2a Vara Federal de Mato Grosso, asseverou pela legalidade da exigência do ADA: Seguem os dois artigos para perkita análise da questão controvertida. (transcreve art 17-0 da Lei n° 6.938/81 e art. 10,§ 7", da Lei n O 9 .393/96 ) Os dois dispositivos acima colacionados são perfeitamente compatíveis, ao contrário do que sustenta a impetrante. A Receita Federal em nenhum momento está exigindo previamente a declaração, para .fins de isenção do ITR, a comprovação des. sa declaração por meio do .ADA -- Ato Dedal-otário Ambiental_ Como estatui a Lei n° 9,393/96, que trata do .[(1/posto Territorial Rural — ITR, com a redação da Medido Provisória o' 2.166-67/0! , a apuração e o pagamento do ITI? são efituado.s pelo contribuinte independentemente de prévio procedimento administrativo. ) Assim, nenhum óbice há em que a administração exija do contribuinte o ADA, no prazo razoável de até em seis meses após o pagamento do tributo, pois é a partir desse Ato que poderá definir a exata dimensão da área tributada, assim como o acerto do valor pago. O que a impetrante pretende é que seja permitido aos substituídos reduzirem as áreas de tributação, mediante a exclusão das áreas de preservação permanente e reserva legal do total da área, sem que a administração tenha qualquer espécie de controle sobre essa redução. Ora., qual o problema que eviste para o contribuinte em declarar ao MAMA a dimensão da área de preservação permanente e a área de reserva legal mediante o ADA. Nenhum, (...) Dai a necessidade de apresentação do Ato Dechtratório _Ambiental para verificação posterior pelo Fisco por tratar-se de lançamento por homologação ( )" (grifámos) Nestes Autos, não foi apresentado qualquer ADA tempestivo ou intempestivo para o Exercício 2002 objeto do lançamento. Assim, a não-apresentação do .ADA implica em descumprimento dos requisitos necessários para a concessão da isenção, de tal tbrma que o lançamento, nesse item, deve prosperar nos termos em que .foi consubstanciado no Auto de Infração. MUT, EA DE OFÍCIO. Da análise dos documentos constantes nestes autos, verifico que a contribuinte na data do lançamento não contava com alguma medida judicial com força suficiente para suspender a exigibilidade da contribuição evitando o lançamento da multa de oficio.. Salientamos que uma vez positivada a norma, é dever da autoridade fiscal aplicada. A base legal para a multa e .juros aplicados está indicada no anexo do auto de infração. Assim engana-se a impugnante ao reclamar da. muita aplicada, pois e , - -- / 7 conseqüência pelo não recolhimento da contribuição, apurada em procedimento de fiscalização, conforme, mandamento legal vigente. A multa de lançamento de oficio foi aplicada com fundamento na legislação pertinente, como se Observa pelo enquadramento legal informado no auto de inflação. A vedação ao confisco, expressamente contida no art. 150, IV, da Constituição da República, restringe-se aos tábidos, não é extensiva às multas.. Sobre o tema, ensina objetivamente Hugo de Brito Machado': "Lm .sínlesc, qualquer que seja o elemento de interpretação ao qual .se dê ênfase, a conclusão será contrária à aplicação do princípio do não-confisco às multas fiscais Se prestigiarmos O elemento literal, temos que o art150, inciso IV, refere-se apenas aos tributos. O elemento teleológico não nos permite interpretar o dispositivo constitucional de outro modo„ posto que a finalidade das multas é exatamente desestimular as práticas- ilícitas. O elemento lógicosistèmico, a seu turno, não leva a conclusão diversa, posto que a nãoconfiseatoriedude dos ti ibutos é garantida para preservar a garantia do livre exercício da atividade ecominrica, e não é razoável invocar-se qualquer garantia jurídica para o exercício da iliitudc" Conclui-se, com fundamento no exposto, que não há possibilidade legal para se considerai a exclusão da multa no lançamento impugnado, PkRiciA/DnAGÊNciA Pede o recorrente diligência para que seja demonstrada a existência do seu direito. Da análise dos autos, verifica-se que o interessado foi intimado a apresentar documentação compro-Nitriria, como se vê à fls..: 3, Ainda, ao co.nnibuinte tbi dado oportunidade em todas as fases processuais de julgamento administrativo, de primeira e segunda instância, condições necessárias para apresentar provas das suas alegações, contudo, preferiu apenas repetir as mesmas razões sem juntar documentos comprobatórios, Descabe o pedido de diligência quando presentes nos autos todos os elementos necessários para. que a autoridade julgadora forme sua convicção. As perícias devem limitar-se ao aprofundamento de investigações sobre o contendo de provas já incluídas no processo, ou à confrontação de dois ou mais elementos de prova, também incluídos nos autos, não podendo ser utilizadas para reabrir, por via indireta, a ação fiscal. Portanto, não há in easu justificativa para o deferimento da diligência pleiteada, não se podendo olvidar que é da Recorrente o ânus de provar os fatos extintivos e moditicativos do direito da Fazenda Nacional, nos termos do art., 16, inciso 111, do Decreto n() 70,235/72, c/c o disposto no art, 333 do Código de Processo Civil, que subsidia o .Processo Administrativo Fiscal. Não há possibilidade de se sugerir qualquer -preterição de direito de defesa, muito menos de se requerer a nulidade da autuação, ' "Os Princípios Jurídicos da Tributação na Constituição de 1985", Dialética, 4" edição, página 107 8 Processo n" 10283 002278/2005-69 S2-C.111-2 Acórdão 11 2102-00.536 El 118 Registro por Ultimo que os julgados administrativos ou judiciais somente tem efeito vinculantes às partes e não vinculam o presente processo, especialmente, pelo fato que estamos diante de análise de provas que são distintas em cada caso Pelo exposto, não merecendo reparos da decisão recorrida, NEGO PROV1MEN 1 O AO RECURSO. Rubens Maurício Carvalho - Relator 9

score : 1.0
4735382 #
Numero do processo: 19515.002867/2006-21
Data da sessão: Thu Jan 28 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Fri Jan 29 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONSTITUCIONALIDADE. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária, nos termos da Súmula n° 2, do Primeiro Conselho de Contribuintes. NULIDADE INOCORRÊNCIA, Comprovado que o procedimento Fiscal foi feito regularmente, não se apresentando, nos autos, as causas apontadas no art. 59 do Decreto n° 70.235, de 1972, não há que se cogitar em nulidade processual, nem em nulidade do lançamento enquanto ato administrativo. Descabe a nulidade do lançamento quando a exigência Fiscal foi lavrada por pessoa competente e sustenta-se em processo instruído com todas as peças indispensáveis à constituição do lançamento, inexistindo qualquer prejuízo ao exercício do direito de defesa da pessoa jurídica autuada. NORMAS PROCESSUAIS. PRECLUSÃO. Não se conhece, na fase recursal, de matéria não cogitada na fase impugnatória, pena de supressão de instância. IRPJ, CSLL, PIS. COFINS. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. A natureza do lançamento, se por homologação ou não, não se identifica com o pagamento, pois o objeto da homologação engloba toda a cadeia de atos interligados tais como a escrituração de lançamentos, apresentação de declarações e, se apurado resultado, o recolhimento de tributos. Considerando que o lançamento do IRPT, CSLL, PIS e COFINS se dá por homologação, o prazo para o fisco efetuá-lo, quando não ficar comprovado o evidente intuito de fraude, é de 5 anos a contar da ocorrência do fato gerador, sob pena de decadência nos termos do art. 150, § 40, do CTN. Recurso especial (PFN) negado. (Ac. CSRF/01-05.644, de 27/03/2007). PIS, COFINS, MOMENTO DA OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR. RETIFICAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO. POSSIBILIDADE. O fato de a autoridade autuante ter considerado períodos de apuração trimestrais na determinação do montante devido a título de PIS e COFINS, não impede que, em sede de revisão, a autoridade administrativa julgadora retifique as bases de cálculo correspondentes a cada um dos meses de encerramento do referido período de apuração, vez que, concretizada a hipótese de incidência, ainda que disso decorram exações inferiores as que foram consignadas nas peças acusatórias, remanesce o dever do contribuinte de cumprir com a obrigação tributária principal correspondente, IRPI. OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS CUJA ORIGEM NÃO FOI COMPROVADA. Caracteriza omissão de receitas os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituições financeiras, em relação aos quais a interessada, regularmente intimada, não comprovou, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados. ARBITRAMENTO DO LUCRO. O arbitramento do lucro decorre de expressa previsão legal, consoante a qual a autoridade tributária, impossibilitada de aferir a exatidão do lucro real declarado em virtude da não apresentação - total ou parcial - de livros e documentos pela pessoa jurídica regularmente intimada, está legitimada a adotá-lo como meio de apuração da base de cálculo do IRPJ, LANÇAMENTOS DECORRENTES. Subsistindo o lançamento principal, igual sorte colhem os lançamentos que tenham sido formalizados por mera decorrência de parcela daquele, na medida que inexistem fatos ou argumentos novos a ensejarem conclusões diversas. MULTA AGRAVADA, INTIMAÇÕES, NÃO ATENDIMENTO. Comprovado nos autos que o contribuinte não atendeu às intimações para prestar esclarecimentos, aplica-se a multa agravada de 112,5%.
Numero da decisão: 1302-000.163
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, afastar as preliminares, reconhecer a decadência de IRPJ e CSLL dos três primeiros trimestres de 2001, reconhecer a decadência de PIS e CUPINS até novembro de 2001, Pelo voto de qualidade, manter o lançamento de PIS e CUPINS em relação a dezembro de 2001. Vencidos os Conselheiros Paulo Jacinto do Nascimento, Benedicto Celso Bailei() Júnior (Suplente Convocado) e Irineu Bianchi (Relator). Designado o Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães para redigir o voto vencedor.
Nome do relator: IRINEU BIANCHI

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201001

ementa_s : CONSTITUCIONALIDADE. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária, nos termos da Súmula n° 2, do Primeiro Conselho de Contribuintes. NULIDADE INOCORRÊNCIA, Comprovado que o procedimento Fiscal foi feito regularmente, não se apresentando, nos autos, as causas apontadas no art. 59 do Decreto n° 70.235, de 1972, não há que se cogitar em nulidade processual, nem em nulidade do lançamento enquanto ato administrativo. Descabe a nulidade do lançamento quando a exigência Fiscal foi lavrada por pessoa competente e sustenta-se em processo instruído com todas as peças indispensáveis à constituição do lançamento, inexistindo qualquer prejuízo ao exercício do direito de defesa da pessoa jurídica autuada. NORMAS PROCESSUAIS. PRECLUSÃO. Não se conhece, na fase recursal, de matéria não cogitada na fase impugnatória, pena de supressão de instância. IRPJ, CSLL, PIS. COFINS. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. A natureza do lançamento, se por homologação ou não, não se identifica com o pagamento, pois o objeto da homologação engloba toda a cadeia de atos interligados tais como a escrituração de lançamentos, apresentação de declarações e, se apurado resultado, o recolhimento de tributos. Considerando que o lançamento do IRPT, CSLL, PIS e COFINS se dá por homologação, o prazo para o fisco efetuá-lo, quando não ficar comprovado o evidente intuito de fraude, é de 5 anos a contar da ocorrência do fato gerador, sob pena de decadência nos termos do art. 150, § 40, do CTN. Recurso especial (PFN) negado. (Ac. CSRF/01-05.644, de 27/03/2007). PIS, COFINS, MOMENTO DA OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR. RETIFICAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO. POSSIBILIDADE. O fato de a autoridade autuante ter considerado períodos de apuração trimestrais na determinação do montante devido a título de PIS e COFINS, não impede que, em sede de revisão, a autoridade administrativa julgadora retifique as bases de cálculo correspondentes a cada um dos meses de encerramento do referido período de apuração, vez que, concretizada a hipótese de incidência, ainda que disso decorram exações inferiores as que foram consignadas nas peças acusatórias, remanesce o dever do contribuinte de cumprir com a obrigação tributária principal correspondente, IRPI. OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS CUJA ORIGEM NÃO FOI COMPROVADA. Caracteriza omissão de receitas os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituições financeiras, em relação aos quais a interessada, regularmente intimada, não comprovou, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados. ARBITRAMENTO DO LUCRO. O arbitramento do lucro decorre de expressa previsão legal, consoante a qual a autoridade tributária, impossibilitada de aferir a exatidão do lucro real declarado em virtude da não apresentação - total ou parcial - de livros e documentos pela pessoa jurídica regularmente intimada, está legitimada a adotá-lo como meio de apuração da base de cálculo do IRPJ, LANÇAMENTOS DECORRENTES. Subsistindo o lançamento principal, igual sorte colhem os lançamentos que tenham sido formalizados por mera decorrência de parcela daquele, na medida que inexistem fatos ou argumentos novos a ensejarem conclusões diversas. MULTA AGRAVADA, INTIMAÇÕES, NÃO ATENDIMENTO. Comprovado nos autos que o contribuinte não atendeu às intimações para prestar esclarecimentos, aplica-se a multa agravada de 112,5%.

dt_publicacao_tdt : Fri Jan 29 00:00:00 UTC 2010

numero_processo_s : 19515.002867/2006-21

anomes_publicacao_s : 201001

conteudo_id_s : 4767837

dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 28 00:00:00 UTC 2018

numero_decisao_s : 1302-000.163

nome_arquivo_s : 130200163_166462_19515002867200621_013.PDF

ano_publicacao_s : 2010

nome_relator_s : IRINEU BIANCHI

nome_arquivo_pdf_s : 19515002867200621_4767837.pdf

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, afastar as preliminares, reconhecer a decadência de IRPJ e CSLL dos três primeiros trimestres de 2001, reconhecer a decadência de PIS e CUPINS até novembro de 2001, Pelo voto de qualidade, manter o lançamento de PIS e CUPINS em relação a dezembro de 2001. Vencidos os Conselheiros Paulo Jacinto do Nascimento, Benedicto Celso Bailei() Júnior (Suplente Convocado) e Irineu Bianchi (Relator). Designado o Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães para redigir o voto vencedor.

dt_sessao_tdt : Thu Jan 28 00:00:00 UTC 2010

id : 4735382

ano_sessao_s : 2010

atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:53:30 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1714075430933233664

conteudo_txt : Metadados => date: 2011-02-14T13:33:23Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-02-14T13:33:21Z; Last-Modified: 2011-02-14T13:33:23Z; dcterms:modified: 2011-02-14T13:33:23Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:32f38b97-19d3-418f-a119-d0f8455c98bf; Last-Save-Date: 2011-02-14T13:33:23Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-02-14T13:33:23Z; meta:save-date: 2011-02-14T13:33:23Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-02-14T13:33:23Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-02-14T13:33:21Z; created: 2011-02-14T13:33:21Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; Creation-Date: 2011-02-14T13:33:21Z; pdf:charsPerPage: 2016; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-02-14T13:33:21Z | Conteúdo => S1-C3T2 Fl 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 19515,002867/2006-21 Recurso n° 166462 Voluntário Acórdão n° 1302-00.163 — 3a Câmara / 2" Turma Ordinária Sessão de 29 de janeiro de 2010 Matéria IRPJ E OUTROS - Ex(s): 2002, Recorrente M.F,I. ASSESSORIA E DESENVOLVIMENTO DE NEGÓCIOS EMPRESARIAIS LTDA. (EX M.EL FRIGORÍFICO INDUSTRIAL LTDA.) Recorrida FAZENDA NACIONAL CONSTITUCIONALIDADE. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária, nos termos da Súmula n° 2, do Primeiro Conselho de Contribuintes. NULIDADE INOCORRÊNCIA, Comprovado que o procedimento Fiscal foi feito regularmente, não se apresentando, nos autos, as causas apontadas no art. 59 do Decreto n° 70.235, de 1972, não há que se cogitar em nulidade processual, nem em nulidade do lançamento enquanto ato administrativo. Descabe a nulidade do lançamento quando a exigência Fiscal foi lavrada por pessoa competente e sustenta-se em processo instruído com todas as peças indispensáveis à constituição do lançamento, inexistindo qualquer prejuízo ao exercício do direito de defesa da pessoa jurídica autuada. NORMAS PROCESSUAIS. PRECLUSÃO. Não se conhece, na fase recursal, de matéria não cogitada na fase impugnatória, pena de supressão de instância. IRPJ, CSLL, PIS. COFINS. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO, A natureza do lançamento, se por homologação ou não, não se identifica com o pagamento, pois o objeto da homologação engloba toda a cadeia de atos interligados tais como a escrituração de lançamentos, apresentação de declarações e, se apurado resultado, o recolhimento de tributos. Considerando que o lançamento do IRPT, CSLL, PIS e COFINS se dá por homologação, o prazo para o fisco efetuá-lo, quando não ficar comprovado o evidente intuito de fraude, é de 5 anos a contar da ocorrência do fato gerador, sob pena de decadência nos termos do art. 150, § 40, do CTN. Recurso especial (PFN) negado. (Ac. CSRF/01-05.644, de 27/03/2007). 2 PIS, COFINS, MOMENTO DA OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR. RETIFICAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO. POSSIBILIDADE. O fato de a autoridade autuante ter considerado períodos de apuração trimestrais na determinação do montante devido a título de PIS e COFINS, não impede que, em sede de revisão, a autoridade administrativa julgadora retifique as bases de cálculo correspondentes a cada um dos meses de encerramento do referido período de apuração, vez que, concretizada a hipótese de incidência, ainda que disso decorram exações inferiores as que foram consignadas nas peças acusatórias, remanesce o dever do contribuinte de cumprir com a obrigação tributária principal correspondente, IRPI. OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS CUJA ORIGEM NÃO FOI COMPROVADA. Caracteriza omissão de receitas os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituições financeiras, em relação aos quais a interessada, regularmente intimada, não comprovou, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados. ARBITRAMENTO DO LUCRO. O arbitramento do lucro decorre de expressa previsão legal, consoante a qual a autoridade tributária, impossibilitada de aferir a exatidão do lucro real declarado em virtude da não apresentação - total ou parcial - de livros e documentos pela pessoa jurídica regularmente intimada, está legitimada a adotá-lo como meio de apuração da base de cálculo do IRPJ, LANÇAMENTOS DECORRENTES. Subsistindo o lançamento principal, igual sorte colhem os lançamentos que tenham sido formalizados por mera decorrência de parcela daquele, na medida que inexistem fatos ou argumentos novos a ensejarem conclusões diversas. MULTA AGRAVADA, INTIMAÇÕES, NÃO ATENDIMENTO. Comprovado nos autos que o contribuinte não atendeu às intimações para prestar esclarecimentos, aplica-se a multa agravada de 112,5%. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, afastar as preliminares, reconhecer a decadência de IRPJ e CSLL dos três primeiros trimestres de 2001, reconhecer a decadência de PIS e CUPINS até novembro de 2001, Pelo voto de qualidade, manter o lançamento de PIS e CUPINS em relação a dezembro de 2001. Vencidos os Conselheiros Paulo Jacinto do Nascimento, Benedicto Celso Bailei() Júnior (Suplente Convocado) e Irineu Bianchi (Relator). Designado o Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães para redigir o voto vencedor. taQ._a \ M4RCOS RODRIGUES DE MELLO - Presidente \ r IRINEU BIANCHI - Relator Processo rf 19515 002867/200G-21 S1-C3T2 Acórdão 1302-09163 F I 2 WILS018- FERNANO,UN UIMARAES – Redator Designado Participam da—sessão de julgamento os Conselheiros:\ Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jacinto do Nascimento, Albertina Silva Santos de tina,Benedieto Celso Benicio Júnior, Natanael Vieira dos Santos, Irineu Bianchi e Marcos Rcdri es de Mello. 3 Relatório M.F.I. ASSESSORIA E DESENVOLVIMENTO DE NEGÓCIOS EMPRESARIAIS LTDA., CNPJ n° 01684.245/0001-00, inconformada com a decisão de primeira instância prolatada pela 3' Turma Julgadora da DRJ em Fortaleza (CE), recorre ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, visando à reforma da mesma. A ação fiscal diz respeito à exigência de IRPJ e reflexos, de acordo com os autos de infração de fls. 224/230 e 231/247, através dos quais restou formalizado um crédito tributário no valor total de R$ 22.602396,96. A infração apurada pela fiscalização e relatada na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal (fls. 229/231) e no Termo de Constatação Fiscal (fls. 213/223), diz respeito à omissão de receitas por depósitos bancários não contabilizados e/ou de origem não comprovada. A base tributável foi obtida mediante arbitramento do lucro, tendo em vista que o contribuinte, sujeito à tributação com base no Lucro Real, não possuía escrituração na forma das leis comerciais e fiscais, fato este, comprovado pela não apresentação dos livros fiscais e documentos. Cientificado da exigência através do Edital Difis 1 n" 104/2006, às fls. 254, a interessada apresentou a impugnação de fls. 257/287, instaurando o contencioso administrativo. A Terceira Turma Julgadora da DRJ em Fortaleza (CE), julgou procedente a ação fiscal, nos termos do Acórdão n° 08-10.312 (fls. 319/364), cujos fundamentos acham-se consubstanciados na respectiva ementa, in verbis: DECADÊNCIA, IRPJ IMPOSTO DE RENDA DAS PESSOAS JURÍDICAS Havendo pagamento a ser homologado pela autoridade, o prazo decadencial é regido pelas disposições do art. 150, §4") do Código Tributário Nacional, tendo como termo de início a data de ocorrência do fato gerador que, no caso da apuração anual do imposto, é a data de encerramento do período. As antecipações devidas no curso do Ano-calendário (IRRF e estimativas), antes da determinação do lucro real e do imposto devido em caráter de definitividade ao final do período de apuração, não se constituem em pagamentos extintivos de crédito tributário DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES ADMINISTRADAS PELA SRF. Na forma do art., 45 da Lei n" 8.212, de 1991, o direito de a Fazenda Pública apurar e constituir os créditos tributários relativos às contribuições para a seguridade social extingue-se após 10 (dez) anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído. EXAME DA LEGALIDADE E DA CONSTITUCIONALIDADE DAS LEIS Não compete à autoridade administrativa oi exame da legalidade/constitucionalidade das leis, porque • ,terrogativa exclusiva_do Poder Judiciário, 4 Processo ri° 19515.002867/2006-21 81-C3T2 Acórdão n.' 1302-00.163 Fl. 3 LANÇAMENTO. LEGISLAÇÃO. Aplica-se ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliando os poderes de investigação das autoridades administrativas, ou outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios.. SENTENÇAS JUDICIAIS E DECISÕES ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. As decisões administrativas e as .judiciais não se constituem em normas gerais, razão pela qual seus julgados não se aproveitam em relação a qualquer outra ocorrência, senão aquela objeto da decisão, à exceção das decisões do STF sobre inconstitucionalidade da legislação. SÚMULA 182 DO TER. INAPLICABILIDADE A LANÇAMENTOS EMBASADOS EM LEI POSTERIOR. A Súmula 182 do TER aplica-se a lançamentos vertidos com base no ordenamento jurídico contemporâneo à sua edição; logo, desserve como parâmetro para aferir a legalidade de lançamentos embasados na Lei n° 9.430, de 1996, que lhe é posterior. AMPLIAÇÃO DOS MEIOS DE FISCALIZAÇÃO. IRRETROATIVIDADE DE LEI. A Lei Complementar n° 105, de 2001, apenas ampliou os poderes de fiscalização do Fisco, inclusive quanto a fatos geradores ocorridos anteriormente a sua vigência, ficando, pois, afastada a alegação de desrespeito ao princípio da h-retroatividade, o qual atinge somente os aspectos materiais do lançamento. MULTA DE OFÍCIO. NATUREZA NÃO CONFISCATÓRIA.. Não tem caráter confiscatório a multa de oficio aplicada sobre o valor do imposto ou contribuição apurado, quando o percentual da referida multa, como acessório do principal, ,for compatível com o gravame tributário, inclusive no tocante a graduação do ilícito fiscal praticado pelo contribuinte. MULTA AGRAVADA. INTIMAÇÕES NÃO ATENDIMENTO: Comprovado nos autos que o contribuinte não atendeu às intimações para prestar esclarecimentos, aplica-se a multa agravada de 112,5%. HIPÓTESE DE ARBITRAMENTO DO LUCRO. O lucro da pessoa jurídica será arbitrado quando o contribuinte, obrigado à tributação com base no lucro real, não mantiver escrituração na forma das leis comerciais e fiscais, ou deixar de elaborar as demonstrações .financeiras exigidas pela legislação,fiscat ARBITRAMENTO DO LUCRO. O arbitramento do lucro decorre de expressa previsão legal, consoante a qual a autoridade tributária, impossibilitada de aferir a exatidão do lucro real declarado em virtude da não apresentação - total oupa\rcial - de livros e documentos pela pessoa jurídica regularMente i dimada, está legitimada a adotá-lo como meio de apura0o da base de cálculo do IRP1 \ / 5 ESCRITURAÇÃO ÔNUS DA PROVA, A escrituração mantida com observância das disposições legais .faz prova a .favor do contribuinte dos .fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais. Cabe ao sujeito passivo o ônus de provar que os dados por ele escriturados nos livros ,fiscais referem-se a meras estimativas e não preenchem os requisitos da legislação tributária. TRIBUTAÇÃO REFLEXA, CONTRIBUIÇÃO PARA O PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL.. CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO, Aplica-se às exigências ditas reflexas, o que foi decidido quanto à exigência matriz, devido à intima relação de causa e efeito entre elas, ressalvadas as alterações exoneratórias procedidas de oficio, decorrentes de novos critérios de interpretação ou de legislação superveniente. NULIDADE, INOCORRÊNCIA. Comprovado que o procedimento Fiscal foi feito regularmente, não se apresentando, nos autos, as causas apontadas no art. 59 do Decreto n" 70.235, de 1972, não há que se cogitar em nulidade processual, nem em nulidade do lançamento enquanto ato administrativo. Descabe a nulidade do lançamento quando a exigência Fiscal foi lavrada por pessoa competente e sustenta-se em processo instruído com todas as peças indispensáveis à constituição do lançamento, inexistindo qualquer prejuízo ao exercício do direito de defesa da pessoa jurídica autuada. VALIDADE DA AUTUAÇÃO. PESSOA COMPETENTE: A .formalização da exigência previne a jurisdição e prorroga a competência da autoridade que dela primeiro conheceu. Assim, a Repartição, onde se iniciou a ação fiscal, não está obrigada a transferir a .fiscalização para a Repartição que passou a jurisdicionar o contribuinte, após a sua mudança de domicílio. Cientificada da decisão (fls. 379), a interessada, tqmpeStivamente, interpôs o recurso voluntário de fls. 382/416, tornando a suscitar os argumentos \da impugnação. É o Relatório. 6 Processo n" 19515.002867/2006-21 S1-C3T2 Acórdão a° 1302-0(1363 Fl. 4 Voto Vencido Conselheiro IRINEU BIANCHI O recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade, devendo ser conhecido. Tratam os autos de exigência de IRPJ e reflexos, via arbitramento do lucro, tendo em vista a constatação de omissão de receitas caracterizada pela existência de depósitos bancários não contabilizados e de origem não comprovada. INCONSTITUCIONALIDADES A peça recursal contém argumentos que buscam a insubsistência do auto de infração tendo por premissa a inconstitucionalidade e/ou ilegalidade de leis tributárias. O exame de tais alegações foge à competência do CARF, nos termos da Súmula n° 2, do então Primeiro Conselho de Contribuintes, In verbis: O Primeiro Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Assim sendo deixo de conhecer as alegações recursais, quanto a este particular, PRELIMINAR DE NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO A recorrente suscita a nulidade do auto de infração. Argumenta, em síntese, que era sediada em São Paulo vindo a transferir seu domicílio tributário para Fortaleza, no Ceará. Apesar disto, o auto de infração foi lavrado pelo Auditor Fiscal de São Paulo, o qual não tinha competência para tanto. Pela decisão recorrida o argumento restou afastado, com base no art. 9°, §§ 2° e 3°, do Decreto n" 70.235, de 1972, com a seguinte dicção: ,§ 2°. Os procedimentos de que tratam este artigo e o art. 7°, serão válidos, mesmo que formalizados por servidor competente de jurisdição diversa da domicilio tributário do sujeito passivo. ,sç 3° A formalização da exigência, nos termos do parágrafo anterior, previne a jurisdição e prorroga a competência da autoridade que dela primeiro conhecer. Portanto, a formalização da exigência está consoante a previsão legal, não incorrendo em nenhuma nulidade, (Outrossim, a decisão de primeira instância deve ser m tida, inclusive, pelo que dispõe o art. 985 do RIR/99, in verbis: Art. 985 A autoridade fiscal competente para aplicar as normas constantes deste Decreto é a do domicílio . fiscal do contribuinte, ou de seu procurador ou representante, observado o disposto no 3' do art. 904. (grifei). Com efeito, encontra-se acostado, às fls. 21 dos autos, instrumento de mandato ao Sr VALMIR SILVA, com escritório na capital paulista, com poderes para representar a recorrente perante a SRF. À vista disto, voto no sentido de afastar a preliminar, DA IMPOSSIBILIDADE DE ARBITRAMENTO Também preliminarmente, o sujeito passivo diz que somente a autoridade fiscal de Fortaleza teria condições de apurar o lucro Real e assim, a fiscalização de São Paulo não poderia arbitrar o lucro. Trata-se de argumento não apresentado na impugnação, o que importa no seu não conhecimento na fase recursal, pela preclusão. De qualquer maneira, as razões recursais aqui invocadas, em última análise, são as mesmas utilizadas para suscitar a preliminar de nulidade do auto de infração por incompetência da autoridade fiscal autuante. Além do mais, o arbitramento se mostrou a única alternativa ao agente fiscal, uma vez que a contribuinte, embora regularmente intimada para apresentar seus livros fiscais e contábeis, manteve-se inerte, À vista do exposto, deixo de acolher a preliminar. DECADÊNCIA Em linhas gerais, a recorrente torna a suscitar a decadência do direito de a Fazenda Pública constituir créditos tributários relativamente aos fatos geradores ocorridos nos meses de janeiro a novembro de 2001. O pleito decadencial restou afastado pela decisão de primeira instância, sob o argumento de que, in casu, a contagem do respectivo prazo obedece à regra do art, 173, I, do C.T.N., e não aquela invocada pela parte interessada, qual seja, o art. 150, § 4° do mesmo diploma legal. Já no que diz respeito às contribuições sociais, entenderam os julgadores de primeira instância que o prazo decadencial era de 10 (dez) anos, segundo o art. 45, da Lei n° 8.212. É cediço que os tributos e contribuições objetos destes autos são constituídos na modalidade de lançamento por homologação e, portanto, a decadência rege-se pelo artigo 150 e seus parágrafos do Código Tributário Nacional, A jurisprudência administrativa já está assentada, inclusive, com a uniformização pela Câmara Superior de Recursos Fiscais de que IRPJ, CSLL, COFINS e PIS/FATURAMENTO são constituídos na modalidade de lançamento por ho ogação vez que o sujeito passivo deve efetuar os pagamentos dos tributos e contribuiçõe no respectivos vencimentos, independentemente de qualquer procedimento por parte d autoridade administrativa.,.., Processo n° 19515002867/2006-21 S1-C3T2 Acórdão n /302-0016:3 Fl. 5 Cito: IRPJ — DECADÊNCIA — AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO — LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO — A classificação do lançamento, se por homologação e portanto com o prazo de decadência fixado pelo art. 150, parágrafo 4", do CTN, não depende do recolhimento do tributo Tributo sujeito por homologação é aquele em que a lei estabelece ao contribuinte o dever de apurar e recolher o tributo independentemente de ato administrativo prévio. Recurso especial (PFN) negado." (Ac. CSRF/01-05,464, DE 19/06/2006). IRRI/CSL/PIS/COFINS LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO — AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO — A natureza do lançamento, se por homologação ou não, não se identifica com o pagamento, pois o objeto da homologação engloba toda a cadeia de atos interligados tais como a escrituração de lançamentos, apresentação de declarações e, se apurado resultado, o recolhimento de tributos., CSL — DECADÊNCIA Considerando que a Contribuição Social Sobre o Lucro é lançamentos do tipo por homologação, o prazo para o fisco efetuar lançamento, quando não ficar comprovado o evidente intuito defraude, é de 5 anos a contar da ocorrência do fato gerado]; sob pena de decadência nos termos do art. 150, § 4 0, do CIN,Recurso especial (PFN) negado" (Ac CSRF/01- 05,644, de 27/03/2007). IRPJ - LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO — DECADÊNCIA — O tributo submetido à modalidade do chamado lançamento por homologação rege-se pela regra do art. 150, § 4° do CTN, com a contagem do prazo decadencial de cinco anos a partir do fato gerador, CSL/COFINS — DECADÊNCIA — ART. 45 DA LEI N" 8212/91 —INAPLICABILIDADE — Por força do Art. 146, III, b, da Constituição Federal e considerando a natureza tributária das contribuições, a decadência para lançamentos de CSL e COFINS deve ser apurada conforme o estabelecido no Art. 150, § 4o, do CIN; com a contagem do prazo de .5 (cinco) anos partir do fato gerador." (Ac CSRF/01- 05.246, DE 14106/2005). A decadência para a constituição de créditos tributários relativos às contribuições sociais para a seguridade social que o Superior Tribunal de Justiça vinha proferindo sentenças conflitantes, agora foi uniformizada com a Súmula n° 08, do Supremo Tribunal Federal que decretou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212/91. Desta forma, na data da ciência dos lançamentos já estava decaído o direito de a Fazenda Pública da União de constituir créditos tributários de 1RPJ e CSLL, com fatos geradores trimestrais, para os três primeiros trimestres de 2001. Superada a questão dos dez anos pela Súmula n. 8, caberia acolher a decadência das contribuições para o PIS e a COFINS para os meses de jan iro a novembro de 2001, \ 9 10 Porém, a constituição daqueles créditos se deu trimestralmente, em desacordo com a legislação de regência, pelo que, os respectivos autos de infração se apresentam inconsistentes. Em tais circunstâncias, oriento meu voto no sentido de acolher a decadência de IRPJ e CSLL para os 3 (três) primeiros trimestres de 2001 e na impossibilidade de reconhecer a decadência das contribuições para o PIS e a COFINS de janeiro a novembro do mesmo ano, dada à impropriedade antes citada, tomo insubsistentes, de forma integral, aquelas exigências. MÉRITO A principal questão abordada pela recorrente diz respeito à impossibilidade da exigência fundada em depósitos bancários Segundo a recorrente, os depósitos bancários não fazem prova de renda auferida e, consequentemente, não podem gerar o nascimento de obrigação tributária deles decorrentes. Os mesmos argumentos foram oferecidos com a impugnação, os quais, a decisão recorrida afastou de forma convincente, de acordo com a pacífica jurisprudência administrativa. Com efeito, o art. 42 da Lei ri° 9.430/1996, criou uma presunção legal de omissão de receitas a partir da constatação de depósitos bancários de origem não comprovada. Com o advento da referida lei, a Súmula n° 182, invocada pela recorrente em suas razões recursais, restou plenamente superada. Assim, diante da presunção legal instituída, inverte-se o ônus da prova, cabendo ao beneficiário dos depósitos, no caso, o contribuinte, o dever de comprovar que os depósitos não representam receitas à margem da contabilidade. No caso destes autos, o agente fiscal, por diversas oportunidades tentou obter da interessada as informações que poderiam afastar os efeitos da presunção aludida, sem sucesso. Caracterizada, pois, restou a omissão de receitas pela presunção legal, devendo a respectiva exigência ser mantida. As demais questões propostas passam pelo exame da constitueionalidade das leis, matérias que aqui não se conhece, por serem estranhas à competência jurisdicional da esfera administrativa. Outrossim, a base tributável foi determinada por arbitramento, tendo em vista que o contribuinte, apesar de regularmente intimado, deixou de apresentar os livros e documentos da sua escrituração. A insurgência da recorrente contra tal modalidade de tributação não é capaz de neutralizar o trabalho fiscal, que observou estritamente o disposto no art. 530, inciso III do RIR/1999. Intimado o contribuinte, de forma reiterada, a apresenta os seus livros comerciais e fiscais, e restando infrutíferas as tentativas, a inteligência da lei ddermina que o lucro seja4. ado por arbitramento, Foi o que ocorreu.. _ Processo n' 19515.002867/2006-21 Acórdão n 1302-00.163 S1-C3T2 Fl 6 Em resumo, tendo o trabalho fiscal observado estritamente os ditames legais, não há que se falar em impropriedade do lançamento pela via do lucro arbitrado. LANÇAMENTOS DECORRENTES No tocante à tributação reflexa de CSLL, PIS e COFINS, há que se considerar que, lavrado o auto de infração principal, devem também ser lavrados os autos reflexos, que seguem a mesma orientação decisória daquele do qual decorrem, dada a relação de causa e efeito que os vincula. Assim, julgado procedente o lançamento do [RN o mesmo destino deve ter os lançamentos reflexos, já que o impugnante não trouxe aos autos qualquer alegação ou elemento de prova adicional. Contudo, conforme adrede enfatizado, o lançamento das contribuições para o PIS e para a COFINS acham-se contaminados por vício insanável. O fato gerador das referidas contribuições é definido nas leis que os instituíram, como sendo mensal. Olvidando a determinação legal, o autor do feito constituiu os créditos tributários considerando os fatos geradores como sendo trimestrais. Em assim procedendo, a exigência das referidas contribuições está em desacordo com o que determina a lei, pelo que, considero insubsistentes os respectivos autos de infração. MULTA DE OFÍCIO AGRAVADA A imposição da multa de oficio decorre da própria lei, que a fixa em patamar mínimo de 75% (setenta e cinco por cento). E, sendo a atividade fiscal vinculada, era dever do autor do feito exigir a multa de acordo com os parâmetros fixados em lei. Na mesma linha, ao julgador administrativo não compete decidir se o percentual é confiscatório ou é por demais elevado. Examina, apenas, a conformação do fato concreto com a hipótese legal. Importa examinar se a multa de oficio de 75% agravada para 112,5% deu-se com observância aos ditames legais. O artigo 44, parágrafo 2°, da Lei n° 9.430/96, com a nova redação dada pela Lei n° 9,532/97, dispõe, in verbis: Art. 44. Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição.: § 2' As multas a que se referem os incisos 1 e 11 do caput passarão a ser de cento e doze inteiros e cinco décimos por cento e duzentos e vinte e cinco por cento, re,spectivamen(e, nos casos de não atendimento pelo sifeito passivo, no prazo marcado, de intimação para: \ 11 a) prestar esclarecimentos; b) apresentar os arquivos ou sistemas de que tratam os arts„ 11 a 13 da Lei n" 8.218, de 29 de agosto de 1991, com as alterações introduzidas pelo art 62 da Lei n 8,383, de 30 de dezembro de 1991; c) apresentar a documentaçâo técnica de que truta o atl. 38". Conforme descrição dos fatos constante do Termo de Verificação Fiscal anexo ao auto de infração, a autoridade fiscal teve que reiterar algumas intimações por até seis vezes, para a apresentação dos seus livros e documentos fiscais, inclusive arquivos magnéticos, haja vista ausência de atendimento por parte do sujeito passivo das solicitações. Como o dispositivo acima abrange o não atendimento de pelo menos um dos itens ou esclarecimentos das solicitações que compõem a intimação, resta considerar que a atitude do sujeito passivo subsume-se perfeitamente no fato jurídico abstratamente definido na norma. O agravamento da multa é, pois, devido. Portanto, a multa agravada deve ser mantida. DIANTE DO EXPOSTO, conheço do recurso voluntário e oriento meu voto no sentido de afastar as preliminares de nulidade do lançamento e no mérito, para DAR PROVIMENTO-' CIAL ao recurso voluntário, reconhecendo a decadência de IRPI e CSLL dos fatos ge adores ocorridos nos (3) três primeiros trimestres de 2001, e declarando insubsistentes is auto- de infração relativos ao PIS e a COFINS. IRINEU 41k. 4_ BIANCHI —Relator 12 Processo ri" 19515.002867/2006-21 S1-C3T2 Acórdão n.' 1302-00.163 Fl. 7 Voto Vencedor Conselheiro WILSON FERNANDES GUIMARÃES No presente julgado, o Colegiado, pelo voto de qualidade, divergiu do entendimento expendido pelo ilustre Relator, relativamente aos lançamentos tributários das contribuições para o PIS e para a COF1NS. Para o Relato', o fato de a autoridade fiscal ter considerado que os fatos geradores das exações em referência ocorreram em períodos trimestrais, viciou, de forma insanável, os lançamentos tributários correspondentes. Não foi essa, contudo, a conclusão a que chegou o Colegiada Com efeito, predominou o entendimento de que o fato de a autoridade autuante ter considerado períodos de apuração trimestrais na determinação do montante devido a titulo de PIS e COFINS, não impede que, em sede de revisão, a autoridade administrativa julgadora retifique as bases de cálculo correspondentes a cada um dos meses de encerramento do referido período de apuração. Para o Colegiado, uma vez concretizada a hipótese de incidência em determinado período de apuração, emerge o dever do contribuinte de cumprir com a obrigação tributária principal correspondente, cabendo, se for o caso, a adequação da base de cálculo ao fato gerador ocorrido. Considerou-se, na linha aqui esposada, que, não obstante a indicação incorreta dos períodos de apuração, cada um dos meses correspondentes ao momento em que a autoridade fiscal considerou ocorrido o fato gerador, efetivamente era indicativo de tal ocorrência, porém, em montantes inferiores aos apontados nas peças acusatórias, eis que ali estavam incluídas receitas que correspondiam a meses distintos do indicado como sendo o correspondente à concretização da hipótese de incidência. No caso vertente, em que foi reconhecida, por unanimidade, a caducidade do direito de a Fazenda constituir créditos relativos aos fatos geradores ocorridos até o mês de novembro de 2001, remanescem, apenas, os créditos tributários relativos às contribuições para o PIS e para COFINS do mês de DEZEMBRO de 2001, devendo-se, contudo, excluir-se das matérias tributáveis consignadas nos autos de infração as receitas correspondentes aos meses de outubro e novembro ali computadas. WILSON FERN GydARÃES — Redator Designado 13

score : 1.0
4760149 #
Numero do processo: 13888.000474/85-37
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-76694
Nome do relator: Não Informado

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021

dt_publicacao_tdt : Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009

numero_processo_s : 13888.000474/85-37

anomes_publicacao_s : 200912

conteudo_id_s : 4134232

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 101-76694

nome_arquivo_s : 10176694_090316_138880004748537_005.PDF

ano_publicacao_s : 2009

nome_relator_s : Não Informado

nome_arquivo_pdf_s : 138880004748537_4134232.pdf

arquivo_indexado_s : S

id : 4760149

atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:54:41 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1714075430939525120

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-07T16:31:57Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-07T16:31:57Z; Last-Modified: 2009-07-07T16:31:57Z; dcterms:modified: 2009-07-07T16:31:57Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-07T16:31:57Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-07T16:31:57Z; meta:save-date: 2009-07-07T16:31:57Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-07T16:31:57Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-07T16:31:57Z; created: 2009-07-07T16:31:57Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-07-07T16:31:57Z; pdf:charsPerPage: 1392; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-07T16:31:57Z | Conteúdo => PROCESSO N9 13888--000.474/85-37 Wk-~ .2MOW>4. MINISTÉRIO DA FAZENDA MHP Sessão de 02 de j_ulho de 19 86 ACORDÃO N.° 101-76.694 Recurso n..° 90.316 - IRPj - Exercício de 1983. Recorrente CIA, PIRACICABA DE AUTOMÓVEIS. Recorrida DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM LIMEIRA - SP. IRPj - INCENTIVO Ã ARRECADAÇÃO FEDERAL - Os débitos para com a Fazenda Nacional, de na- tureza tributária, poderiam ser pagos, de uma só vez, com a dispensa das multas e dos juros de mora, até 28 de dezembro de 1984 desde que os fatos geradores tenham ocorri- do até 31 de dezembro de 1982, com fulèro no art. 19 do Decreto-lei n9 2.176/84. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CIA. PIRACICABANA DE AUTOMÓVEIS: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Con selhó de Contriubintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao re curso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presen- te julgado,/ ,Sala das Sessaes—pF), 02 de julho de 1986. - VICE PRESIDENTE NO EXERCI-. CIO DA PRESIDÉNCIA 1, He S c" A NO FILHO - RELATOR/ VISTO EM. OSTINHO FLORES - PROCURADOR DA FAZENDA NA- • SESSÃO DE: " '" ' uur CIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: r SYLVIO RODRIGUES, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN eALCEU DE AZEVEDO FONSECA PINTO. 1 Ausente justificadamente o Conselheiro AMADOR OUTERELO FERNÃNDEZ. 2 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13888-000.474/85-37 RECURSO N9: 90.316 ACÓRDÃO N9: 101-76.694 RECORRENTEN9: CIA. PIRACICABANA DE AUTOMÓVEIS. RELATÓRIO Recorre a este Conselho, a empresa em epígrafe, já qualificada nos autos, irresignada com a decisão singular, de fls. 31 e 32, que manteve a exigência da multa do imposto de renda do exercício de 1983, através do lançamento suplementar de fls. 02. Em sua impugnação, à fl. 01, alega a empresa que recebeu o Aviso de Lançamento Suplementar, referente à multa, por- quanto tinha pago o imposto de renda apenas com o acréscimo da cor- reção monetária, usufruindo dos benefícios do Decreto-lei n9 2.163, de 19/09/84, revigorado pelo Decreto-lei n9 2.176, de 29/11/84. Tendo a decisão de 1e. instância, às fls. 12, consi - derado que a contestação de aviso de cobrança não instaurava a fase litigiosa; em sessão de 14 de janeiro do ano em curso ) os membros' desta Câmara resolvemos anular tal decisão, a fim de a 1 instância apreciar o mérito da impugnação. Esta é a eMenta da nova deciâão recorrida: "A dispensa da multa, prevista no art. 19 DL 2.163/84, aplicar-se-á aos débitos es- pontaneamente declarados pelo sujeito passi - , • vo da obrigação tributária," DMF - DF/19 C-C - Secgraf - 1600/75 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13888-000.474/85-37 3 Acórdão n9 101-76.694 Em seus recursos, às fls. 14 e 15 e de fls. 33 a 35, argumenta o seguinte, além de reiterar o que disse na im pugnação: 1 - Idêntico lançamento fora feito contra a empresa Revel S.A. Indústria e Comércio e a Delegacia da Receita Federal em Campinas decidiu arquivar o processo face à impugnação daquela empresa que usou dos mesmos argumentos. 2 - A Superintendência da Receita Federal jul gou correto o procedimento da empresa, pois o anteriormente cita- do Decreto-lei é" extensivo e não tem a ressalva pretendida pela autoridade monocrática, que quer dar outra interpretação à norma legal. 3 - O referido dispositivo legal é geral e abrangente, exatamente para anistiar as empresas dos encargos e o caput do Decreto-lei não faz exceção aos débitos, cujos fatos ge- radores tenham ocorrido até 31/12/82. 4 - O parágrafo 49 do Decreto-lei n9 2.163" - que o julgador quer fazer prevalecer, é entendido como também os débitos, espontaneamente declarados, gozariam do benefício fiscal, pois, se não fosse entendido assim, não haveria razão para o bene - fício fiscal, o que ocorre mesmo em casos de parcelamento do tri- buto e até nos casos de execução fiscal. 5 - Se o Decreto-lei quisesse restringir o benefício teria disposto Claramente no caput do Decreto, que o be nefício ficaria restrito aos casos espontaneamente declarados, mas não o fez, fazendo com que o benefício fosse mais abrangente ain- da no Decrto-lei n9 2.163. if 4i' É- o relatórios PROCESSO N9 13888-000.474/85-37 4. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL corciao n9 101-76.694 VOTO Conselheiro AGOSTINHO SERRANO FILHO, Relator: São tempestivos tanto a impugnação como os recur- sos. Por isso, vamos examinar o mérito, que se restringe unicamen - r te em saber se a recorrente tem razão ou não em deixar de ter re- colhido a multa,quando pagou o imposto de renda do exereibio de_.1983, coma devida correção monstaria, após o recebimento de notificação couvlemen-- tar. Ora, como reconhecem as partes litigantes, o fun- damento legal da presente lide são os Decretos-leis de n9s 2.163, de 19.09.84, e 2.176, de 29.11.84. Examinemo-los então. O Decreto-Lei n9 2.176, que alterou o caput do ar _ tigo 19 do Decreto-Lei 2.163, traz a seguinte norma: "Art. 19. Os débitos para com a Fazenda Nacional, de natureza tributária, cujos fatos geradores te nham ocorrido até 31 de dezembro de 1982, inseri tos ou não como Dívida Ativa da União, ajuizado-s.- ou não, poderão ser pagos, de uma só vez, . com dispensa das Multas e dos juros de mora, até 28 de dezembro de 1984". Ora, o présente processo trata de um débito para com a Fazenda Nacional, de natureza tributária, cujo fato gera- dor ocorreu até 31 de dezembro de 1982. Não encontramos, pois, razão porque a recorrente não podia recolher o imposto de renda com correção monetária, gozando do benefício da dispensa das mul- tas e dos juros de mora, já que ela pagou antes do dia 28 de de- zembro de 1984, como mandava o Decreto-Lei, de acordo com os do- cumentos de fls. 11 e 12. Afirmou a decisão recorrida que o parágrafo 49 do artigo 19 do Decreto-Lei n9 2.163 assinala que "o disposto nes te artigo aplicar-se-á aos débitos espontaneamente declarados pe- lo sujeito passivo da obrigação tributária". Data venha ao D.D. julgador de 1Q . instancia, se a idéia do legislador fosse que a norma do caput se aplicasse sód0 _ _ , PROCESSO N9 13888-000.474/85-37 5. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Acórdão n9 101-76.694 aos débitos espontaneamente declarados teria dito claramente no parágrafo quarto, ou teria já restringido o benefício no caput' do artigo 19. Mas, como podemos observar pela transcrição por nós já efetuada, o Decreto-Lei concede o benefício a qualquer dé- bito de natureza tributária, unicamente sob duas condições: que os fatos geradores tenham ocorrido antes de 31 de dezembro de 1982 e sejam pagos, de uma só vez, até 28 de dezembro de 1984. A boa exegesse diz que os parágrafos, para colocarem exceção ao ca_ put do artigo, devem ser bem explícitos, enquanto nós não lemos que o disposto no artigo deveria se aplicar "exclusivamente", ou "apenas", ou "só", aos débitos espontaneamente declarados. Interpretando a norma legal, julgamos que o pará- grafo foi inserido no artigo 19 justamente porque o legislador,no 2aEuS. , frisou muito o benefício aplicável aos débitos, "inscritos ou não como Dívida Ativa da União, ajuizados =não". Como os ca- sos dos débitos, espontaneamente declarados, estão inclUídos nos débitos em geral do caput e tem maior direito ainda ao benefício, .: o legislador quis destacá-los dos demais débitos, "inscritos ou não como Divida Ativa da União, ajuizados ou não". O _parágrafo 49, então, tem o sentido de destacar do "caput", que menciona to i_ dos e quaisquer débitos, os que foram declarados espontaneamente. ' Portanto, se o parágrafo 49 do Decreto-Lei núme- ro 2.163/84 tivesse sido colocado para excepcionar o caput do ar- tigo 19, teria usado das palavras que expressam exceção, como por exemplo, "só", ",apenas", "exclusivamente". Ante o exposto, dou provimento / o recurso. 4 /1Or07_.' .0 i . , 'O SrRIZ‘Ne F .e. ILHO - R ÁT4R /' Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1

score : 1.0
4760725 #
Numero do processo: 10840.001750/87-95
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-79691
Nome do relator: Não Informado

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021

dt_publicacao_tdt : Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009

numero_processo_s : 10840.001750/87-95

anomes_publicacao_s : 200912

conteudo_id_s : 4134823

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 101-79691

nome_arquivo_s : 10179691_095395_108400017508795_007.PDF

ano_publicacao_s : 2009

nome_relator_s : Não Informado

nome_arquivo_pdf_s : 108400017508795_4134823.pdf

arquivo_indexado_s : S

id : 4760725

atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:54:52 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1714075430941622272

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-08T04:31:52Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-08T04:31:52Z; Last-Modified: 2009-07-08T04:31:52Z; dcterms:modified: 2009-07-08T04:31:52Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-08T04:31:52Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-08T04:31:52Z; meta:save-date: 2009-07-08T04:31:52Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-08T04:31:52Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-08T04:31:52Z; created: 2009-07-08T04:31:52Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2009-07-08T04:31:52Z; pdf:charsPerPage: 1495; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-08T04:31:52Z | Conteúdo => PROCESSO N9 10840-001.750/87-95 4.1.ê:, Its4Ww MINISTÉRIO DA FAZENDA al-IP Sessão de 17 de janeiro de 19 90 ACÓRDÃO N9 101 -79. 691 Recurso n2 95 . 395 _ IRPJ - Exercícios de 1983 e 1984 Recorrente CERAMEX COMÉRCIO DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO LTDA. Recorrida DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM RIBEIRÃO PRETO (SP). PASSIVO FICTÍCIO - A permanência de obriga- ções já pagas no passivo do balanço, berfLco mo o registro de dívidas não comprovadas 7 configuram desvio de receitas. REMUNERAÇÃO DE DIRIGENTES - É indedutivel do lucro oneracional o excesso de remunera- ção de dirigentes em relação ao limite de 30% do lucro real acrescido das retiradas do período. OMISSÃO DE RECEITAS - A Saída de mercadorias sem emissão de nota-fiscal caracteriza des- vio de receitas. CORREÇÃO MONETÁRIA DA PROVISÃO DO IMPOSTO ! DE RENDA - O art. 22 do Decreto-lei número 1.598/77, vigente ã época do fato gerador,' vedava expressamente a dedução da provisão do imposto de renda para efeito de determi- nação do lucro real. CORREÇÃO MONETÁRIA - O excesso de correção' monetária sobre as d.=,,p,-,,,ciç^.=,c acarreta a glosa do encargo correspondente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CERAMEX COMÉRCIO DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃOLTEA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conse- lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao re.._ curso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente :,,--- julgado. . ,, Sala das Sessões(DF) em 17 de janeiro de 1990 / )7 . v.v v URGd-PEREI'A LOP - PRESIDENTE CARLOS ALBER 1 ONÇALVES NUNES RELATOR VISTO EM AFO E-1SO FERRE DE CAMPOS - PROCURADOR DA FA- SESSÃO DE: ,,, ZENDA NACIONAL Participaram,ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, CRISTÓVÃO ANCHEITA DE PAIVA, RAUL PIMENTE1 CÂNDIDO RODRIGUES NEUBER e JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN. Ausente po] motivo justificado o Conselheiro CELSO ALVES FEITOSA. 2 JW40 tivit. j'4~4, SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSON9 10840-001.750/87-95 RECURSON9: 95.395 ACÓRDÃO N9: 101-79.691 R ECORRENTE : CERAMEX COMÉRCIO DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO LTDA. RELATÓRIO CERAMEX COMÉRCIO DE,MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO , LTPA.; qualificada nos autos, manifesta recurso a este Colegiado (fls. 381/ 384) contra a decisão do Sr. Delegado da Receita Fedéral em Ribeirão Preto, (SP) (fls. 375/377) que manteve o auto de infração de fls. 19, reduzindo apenas a alíquota do imposto referente ao exercício de 1983. As matérias tributárias objeto do lançamento foram' as seguintes: a) Passivo não comprovado Exercício de 1983 9 864 186,11 Exercício de 1984 28 107 392,58 b) Excesso de retiradas Exercício de 1984 599.414,00 c) Não tributação da correção monetá- ria das quotas do imposto de renda pagas em 1983 Exercício de 1984 832.054,00 ?e DNIF DF/19C: C S2CCir 3 1600/75 SERVIÇO KIBLAW FWMM PROCESSO N9 10840-001.750/87-95 3 Acórdão n9 101-79.691 d) Dedução a maior da despesa de correção monetária das quotas de depreciação 627.741,22 e) Omissão de receitas (auto _de infração lavrado pelo fisco estadual) Exercício de 1984 ...... . . . 162.040,00 A empresa impugno-11.a exigência de forma genérica' sustentando a improcedência do lançamento que está em desacordo com sua contabilidade a qual está revestida de todas as formalida- des legais (fls. 352/3). Informação fiscal (fls. 372/374), sustentando o lançamento. O julgador de primeira instância motivou o seu conhecimento nos seguintes considerandos: "Considerando que, nos termos do art. 236, 29, do RIR/80, tributa-se como despesa opera-- cional não dedutível a parcela das remuneração pagas que for superior a 30% (trinta por cento) do lucro real, antes de feita a dedução dessas mesmas remunerações, ressalvada a hipótese em que a lei assegura ao sócio remuneração mínima mensal igual ao valor do limite de isenção pa- ra efeito de desconto na fonte sobre rendimen- tos; Considerando que a falta de comprovação da ve- racidade do saldo da conta fornecedores autori za a presunção de omissão de receita, conforme dispõe o art. 180 do RIR/80; Considerando que o valor da despesa de corre- ção monetária das quotas de depreciação e a di ferença entre o valor dessas quotas corrigida-s" e o que foi lançado como encargos do exercícicT Considerando que no exercício de 1984, período 4e 1983, a despesa de correção monetária das - quotas do imposto de renda (atualização do tri buto) era despesa não dedutivel, nos termos d5 art. 22 do D.L. 1.967/82, só vindo a sê-lo com o advento do D.L. n9 2.325/87 e nas condições' "2, definidas por ele e pelo D.L. n9 2.397/87;cir7 SERVIÇO PUBLICO FEDEM. PROCESSO N9 10840-001.750/87-95 4 Acórdão n9 101-79.691 Considerando que a empresa, por haver trans- portado mercadorias sem nota fiscal, foi au- tuada pelo fisco estadual e, tendo pago a exigência, tornou-se legal a incidência do imposto de renda sobre o valor da mesma, por se tratar de omissão de receita, como precei - . tua o art. 181 do RIR/80; Considerando, finalmente, que na constitui- ção do credito tributário, o lançamento deve se reportar ã data da ocorrência do fato ge- rador da obrigação e reger-se pela lei então vigente (art. 144 do CTN); Considerando, todavia, que no exercício de - 1983 a alíquota incidente sobre o lucro real, - para efeito de cálculo do imposto, foi redu- zida para 30% (trinta por cento), por força do art. 24, I, do D.L. n9 1.967/82, e o au- tor do procedimento, conforme documento de fls. 20, utilizou 35% (trinta e cinco por cento), torna-se nescessário sanar a irregu- laridade, procedendo a novo cálculo do impos to e de seus acessórios, como é feito a se- guir." ' Na fase recursl (f is. 382/3) diz que não houve ocorrência de passivo fictício, mas pagamento de obrigações com cheques pré-datados, sendo o pagamento imediatamente escriturado' para compensação futura do título. O Cheque era apresentado quan- do houvesse subsistência no Caixa. Uma perícia contábil comprova- dria a ilegalidade da autuação. Sustenta a recorrente também que: 1) o fisco não comprovou que a fiscalizada pagou a exigência do fisco estadual, descabendo-lhe a prova negativa; 2) de acordo com o artigo 106 do CTN a lei nova se aplica a fato ainda não definitivamente julgado . e, assim, a correção monetária do imposto do exercício de 1983 pa - ga no período seguinte e dedutível; e, 3) o procedimento adotado' na correção monetária está de acordo com a legislação aplicável,' fato que seria demonstrado em perícia. É o ,elatóriofv, / I Lr/ __ SERVIO PULICO ~AL PROCESSO N9 10840-001.750/87-95 5 Acórdão n9 101-79.691 VOTO Conselheiro CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, Relator. A alegação da recorrente de que os pagamentos de suas obrigações constantes do seu passivo, em que se baseou a tri bútação por omissão de receitas, foram feitos com cheques pré-da- tados não foi comprovada. Para tanto, bastaria, se verídica a sua afirmação, acostar à sua petição recursória cópia dos cheques com que efetua- ra os pagamentos e dos extratos bancários de que figurassem as respectivas compensações bancárias. A perícia para a realização dessa prova e inteira . mente dispicienda. A permanência no passivo do balanço de obrigações já pagas bem como o registro de dívidas não comprovadas caracteri zam omissão de receitas. O excesso de retiradas em relação ao limite de - 30% do lucro real mais as retiradas do período está devidamente foi devidamente comprovado na peça básica e, portanto, indedutí-- vel do lucro operacional. Para comprovar o oposto, a empresa não precisa de perícia. O mesmo se diga em relação ao cálculo das quotas de depreciação duplamente corrigidas pela pessoa jurídica, tendo o autuante demonstrado sobejamente essa irregularidade e refeitos t os cálculos. Para demonstrar o contrário, não precisa a recor- rente de perícia. A Lei aplicável á a seguinte à época do fato gera dor WTN art. 144) que, naquela oportunidade, era o Decreto-lei /, SERVIÇO PÚBLICO FEDEM. PROCESSO N9 10840-001.750/87-95 6 AcOrdão n9 101-79.691 n9 1.967/82, cujo artigo 22 proibia a dedução da correção monetã ria do imposto. O art. 106 do CTN não tem aplicação à espécie posto que versa sobre infrações e, mesmo assim quando não tenha implicado em falta de pagamento de tributo. Por fim, a fiscalização comprovou que a empresa havia pago o ICM e respectiva multa por dar salda a mercadorias' sem a emissão de nota-fiscal (fls. 82), o que implica ,realmente em admitir a prática da infração. E mais que isso, a empresa às fls. 12, letra "f", afirma textualmente que o valor das mercado- rias não foi submetida à tributação do imposto de renda. A salda de mercadorias sem nota-fiscal caracteri za omissão de receitas. Isto posto, nego provimento ao recurso./%1 ‘.1~4( CARLOS ALBERTO GONÇALVES SNES - RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1

score : 1.0
4753407 #
Numero do processo: 10855.001897/2003-42
Data da sessão: Thu Sep 30 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Sep 29 00:00:00 UTC 2010
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/01/1993 a .30/06/2002 CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE, A regra prevista no inciso I do § 2°, do art. 14, da Medida Provisória n° 2.0.37-24 exclui expressamente a isenção das operações destinadas à Zona Franca de Manaus, cuja aplicação não pode ser afastada pelo Conselho de Contribuintes. O controle de constitucionalidade da legislação é de competência exclusiva do Poder Judiciário, MEDIDA CAUTELAR NA ADIN n° 2.348-9. A decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal, ao suprimir a expressão 'na Zona Franca de Manaus', do inciso I do § 2°, do art., 14, da Medida Provisória n° 2,037-24, não vincula a administração pública no caso dos autos uma vez que: (i) estava vigente a Emenda Constitucional n° 03/1993, que restringia o caráter vinculante às ações declaratórias de constitucionalidade; (ii) não se trata de decisão definitiva de mérito; (iii) a declaração continha efeitos ex nunc; e (iv) houve a perda do objeto da Medida Cautelar na ADIN, ficando prejudicada a liminar proferida. VENDAS A ZONA FRANCA DE MANAUS. MP 2.037-25, A partir da edição da Medida Provisória 2,0.37-25 deixou de existir a vedação ao fruição da isenção prevista no decreto-Lei 288/67 e corroborada pelao art. 40 do ADCT da Constituição Federal ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/199.3 a 30/06/2002 CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE. A regra previstai.o, inciso I do § 2', do art 14, da Medida Provisória n° 2.0.37-24 exclui expr .,ssarnente a isenção das operações destinadas à Zona Franca de Manaus, cujaPlicação não pode ser afastada pelo Conselho de Contribuintes. O contrle de constitucionalidade da legislação é de competência exclusiva do Poder Judiciário. MEDIDA CAUTELAR NA ADIN n° 2.348-9. A decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal, ao suprimir a expressão 'na Zona Franca de Manaus', do inciso I do § 2°, do art 14, da Medida Provisória n° 2.037-24, não vincula a administração pública no caso dos autos uma vez que: (i) estava vigente a Emenda Constitucional IV 03/1993, que restringia o caráter vinculante às ações declaratórias de constitucionalidade; (ii) não se trata de decisão definitiva de mérito; (iii) a declaração continha efeitos ex nunc; e (iv) houve a perda do objeto da Medida Cautelar na ADIN, ficando prejudicada a liminar proferida.. VENDAS A ZONA FRANCA DE MANAUS. MP 2.037-25. A partir da edição da Medida Provisória 2,037-25 deixou de existir a vedação ao fruição da isenção prevista no decreto-Lei 288/67 e corroborada pelo art. 40 do ADCT da Constituição Federal. Recurso Voluntário Parcialmente Provido.
Numero da decisão: 3302-000.591
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros José Antonio Francisco e Alan Fialho Gandra, que negavam provimento,
Nome do relator: Não Informado

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201009

ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/01/1993 a .30/06/2002 CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE, A regra prevista no inciso I do § 2°, do art. 14, da Medida Provisória n° 2.0.37-24 exclui expressamente a isenção das operações destinadas à Zona Franca de Manaus, cuja aplicação não pode ser afastada pelo Conselho de Contribuintes. O controle de constitucionalidade da legislação é de competência exclusiva do Poder Judiciário, MEDIDA CAUTELAR NA ADIN n° 2.348-9. A decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal, ao suprimir a expressão 'na Zona Franca de Manaus', do inciso I do § 2°, do art., 14, da Medida Provisória n° 2,037-24, não vincula a administração pública no caso dos autos uma vez que: (i) estava vigente a Emenda Constitucional n° 03/1993, que restringia o caráter vinculante às ações declaratórias de constitucionalidade; (ii) não se trata de decisão definitiva de mérito; (iii) a declaração continha efeitos ex nunc; e (iv) houve a perda do objeto da Medida Cautelar na ADIN, ficando prejudicada a liminar proferida. VENDAS A ZONA FRANCA DE MANAUS. MP 2.037-25, A partir da edição da Medida Provisória 2,0.37-25 deixou de existir a vedação ao fruição da isenção prevista no decreto-Lei 288/67 e corroborada pelao art. 40 do ADCT da Constituição Federal ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/199.3 a 30/06/2002 CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE. A regra previstai.o, inciso I do § 2', do art 14, da Medida Provisória n° 2.0.37-24 exclui expr .,ssarnente a isenção das operações destinadas à Zona Franca de Manaus, cujaPlicação não pode ser afastada pelo Conselho de Contribuintes. O contrle de constitucionalidade da legislação é de competência exclusiva do Poder Judiciário. MEDIDA CAUTELAR NA ADIN n° 2.348-9. A decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal, ao suprimir a expressão 'na Zona Franca de Manaus', do inciso I do § 2°, do art 14, da Medida Provisória n° 2.037-24, não vincula a administração pública no caso dos autos uma vez que: (i) estava vigente a Emenda Constitucional IV 03/1993, que restringia o caráter vinculante às ações declaratórias de constitucionalidade; (ii) não se trata de decisão definitiva de mérito; (iii) a declaração continha efeitos ex nunc; e (iv) houve a perda do objeto da Medida Cautelar na ADIN, ficando prejudicada a liminar proferida.. VENDAS A ZONA FRANCA DE MANAUS. MP 2.037-25. A partir da edição da Medida Provisória 2,037-25 deixou de existir a vedação ao fruição da isenção prevista no decreto-Lei 288/67 e corroborada pelo art. 40 do ADCT da Constituição Federal. Recurso Voluntário Parcialmente Provido.

dt_publicacao_tdt : Wed Sep 29 00:00:00 UTC 2010

numero_processo_s : 10855.001897/2003-42

anomes_publicacao_s : 201009

conteudo_id_s : 5037700

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 3302-000.591

nome_arquivo_s : 330200591_259835_10855001897200342_010.PDF

ano_publicacao_s : 2010

nome_relator_s : Não Informado

nome_arquivo_pdf_s : 10855001897200342_5037700.pdf

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros José Antonio Francisco e Alan Fialho Gandra, que negavam provimento,

dt_sessao_tdt : Thu Sep 30 00:00:00 UTC 2010

id : 4753407

ano_sessao_s : 2010

atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:54:00 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1714075430944768000

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-12-21T10:15:18Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-12-21T10:15:17Z; Last-Modified: 2010-12-21T10:15:18Z; dcterms:modified: 2010-12-21T10:15:18Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:76aec76c-03e2-46e2-b921-625ee0e5a60a; Last-Save-Date: 2010-12-21T10:15:18Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-12-21T10:15:18Z; meta:save-date: 2010-12-21T10:15:18Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-12-21T10:15:18Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-12-21T10:15:17Z; created: 2010-12-21T10:15:17Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; Creation-Date: 2010-12-21T10:15:17Z; pdf:charsPerPage: 2018; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-12-21T10:15:17Z | Conteúdo => ,53-C3T2 Ff 98 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 10855,001897/2003-42 Recurso n" 259,835 Voluntário Acórdão n" 3302-00391 — 3" Câmara / 2" Turma Ordinária Sessão de 29 de setembro de 2010 Matéria RESTITUIÇÃO/COMP CONFINS E PIS Recorrente PPE FIOS ESMALTADOS S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/01/1993 a .30/06/2002 CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE, A regra prevista no inciso I do § 2°, do art. 14, da Medida Provisória n° 2.0.37-24 exclui expressamente a isenção das operações destinadas à Zona Franca de Manaus, cuja aplicação não pode ser afastada pelo Conselho de Contribuintes. O controle de constitucionalidade da legislação é de competência exclusiva do Poder Judiciário, MEDIDA CAUTELAR NA ADIN n° 2.348-9. A decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal, ao suprimir a expressão 'na Zona Franca de Manaus', do inciso I do § 2°, do art., 14, da Medida Provisória n° 2,037-24, não vincula a administração pública no caso dos autos uma vez que: (i) estava vigente a Emenda Constitucional n° 03/1993, que restringia o caráter vinculante às ações declaratórias de constitucionalidade; (ii) não se trata de decisão definitiva de mérito; (iii) a declaração continha efeitos ex nunc; e (iv) houve a perda do objeto da Medida Cautelar na ADIN, ficando prejudicada a liminar proferida. VENDAS A ZONA FRANCA DE MANAUS. MP 2.037-25, A partir da edição da Medida Provisória 2,0.37-25 deixou de existir a vedação ao fruição da isenção prevista no decreto-Lei 288/67 e corroborada pelao art. 40 do ADCT da Constituição Federal ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/199.3 a 30/06/2002 CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE. A regra previstai.o, inciso I do § 2', do art 14, da Medida Provisória n° 2.0.37-24 exclui expr .,ssarnente a isenção das operações destinadas à Zona Franca de Manaus, cujaPlicação não pode ser afastada pelo Conselho de Contribuintes. O contrle de o-J\ residente , WE constitucionalidade da legislação é de competência exclusiva do Poder Judiciário. MEDIDA CAUTELAR NA ADIN n° 2.348-9. A decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal, ao suprimir a expressão 'na Zona Franca de Manaus', do inciso I do § 2°, do art 14, da Medida Provisória n° 2.037-24, não vincula a administração pública no caso dos autos uma vez que: (i) estava vigente a Emenda Constitucional IV 03/1993, que restringia o caráter vinculante às ações declaratórias de constitucionalidade; (ii) não se trata de decisão definitiva de mérito; (iii) a declaração continha efeitos ex nunc; e (iv) houve a perda do objeto da Medida Cautelar na ADIN, ficando prejudicada a liminar proferida.. VENDAS A ZONA FRANCA DE MANAUS. MP 2.037-25. A partir da edição da Medida Provisória 2,037-25 deixou de existir a vedação ao fruição da isenção prevista no decreto-Lei 288/67 e corroborada pelo art. 40 do ADCT da Constituição Federal. Recurso Voluntário Parcialmente Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento _i/parcial ao recurso volUritário,/nos ter] los do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros José Antonio Francisco e/Alan Fialliko Cal rque negavam provimento, KlVexlitkiv eVioYntjál- R3elator EDITADO EM: 18/10/2010 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva (Presidente), José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Alan Fialho Gandra, Alexandre Gomes (Relator) e Gileno Gurjão Barreto. Relatório Por bem retratar a matéria tratada no presente processo, transcreve-se o relatório produzido pelo relator do acórdão recorrido: Trata o presente processo de pedido de restituição de créditos da contribuição ao Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cotins), no valor de R$ 974 594,56, do período de 1993 a junho 2002, conforme pedido de restituição de fl. 1 e planilha de fl 2. O pedido baseia-se no entendimento, da requerente de que as \vendas à Zona Franca de Manaus (ZFI171), naquele período, estavam isentas dessas contribuições. ,\ / 2 Pmeesso n a 10855.001897/2003-42 S3-C3T2 Acórdào n a 3302-00.591 11 99 A DRF de Sorocaba, SP, por meio do despacho decisório de .fls. 30/34, indeferiu a solicitação da contribuinte sob a alegação de que somente a partir de dezembro de 2004, com a publicação da Lei IP 10.996, as alíquota.s da Cofias e da contribuição ao PIS sobre as vendas à ZFM tiveram suas ai/quotas reduzidas a zero. Inconformada, a interessada apresentou manifestação de inconfbrmidade, alegando, em síntese, que o ar!. 4" do Decreto- Lei (DL) d. 288, de 1967, equipas-ou, para todos os efeitos ,fiscais, as exportações às vendas à ZFAII e que, com o advento da Constituição de 1988, esse decreto-lei foi recepcionado e incosporado pelo ordenamento jurídico vigente pelo art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT). Alegou ainda que o Supremo Tribunal Federal (STF), na ADI'? n 2.348-9, suspendeu a eficácia da expressão "na Zona Franca de Manaus ", contida no inciso 1,§ .2" do art. 14 da Medida Provisória (MP n 2.037-24, de 2000, que discriminava as exclusões das isenções da Cotins e da contribuição ao PIS Desta forma, em sua próxima reedição —MP si' 2.037-25, de .21 de dezembro de 2000 —essa exclusão de isenção foi retirada do texto legal, de modo que as vendas à ZFM tornaram-se isentas dessas contribuições, sendo esse o entendimento do Superior Tribunal de Justiça. Após análise dos argumentos apresentados pelo Recorrente, a DRJ de Ribeirão Preto entendeu por bem manter o lançamento, em decisão que assim ficou ementada: Assunto. Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cotins Período de apuração • 01/01/1993 a 30/06/200.2 PAI. P4 RECOLHIMENTO. A .fidta ou insuficiência de recolhimento da Cofins, apurada em procedimento . fiscal, enseja o lançamento de oficio com o.s. acréscimos legais. ZONA FRANCA DE MANAUS. RECEITA DE VENDAS COFINS TRIBUTABILIDADE. De acordo com entendimento da Administração, são tributáveis as receitas decorrentes de vendas à ZFM, sendo que, a partir de 18/12/2000, são isentas apenas as receitas previstas no art. 14, IV, VI, VIII e IX da Medida Provisória n' .2,158-35, de 2001. Assunto. • Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/01/1993 a 30/06/2003 FALTA DE RECOLHIMENTO. n• A falta ou insuficiência de recolhimentb, da contribuição para o PIS, apurada em procedimento fiscal, nseja o lançamento de oficio com os devidos acréscimos legais. \ 3 ZONA FRANCA DE MANAUS. RECEITA DE VENDAS PIS TRIBUTABILIDADE De acordo com entendimento da Administração, são tributáveis as receitas deconente.s de vendas à ZFM, sendo que, a partir de 18/12/2000, são isentas apenas as receitas previstas no art. 14, IV, VI, VIII e IX, da Medida Provisória n 2.158-35, de 2001. Contra a decisão proferida fbi interposto Recurso Voluntário onde são reprisados os argumentos expostos na manifestação de inconformidade, É o relatório. Voto Conselheiro Alexandre Gomes, Relator O presente Recurso é tempestivo, preenche os demais requisitos e dele tomo conhecimento. Trata-se de pedido de restituição de valores relativos ao PIS e COFINS incidentes sobre as vendas realizadas para empresas sediadas na Zona Franca de Manaus, sob o argumento de que seriam equiparadas pela legislação de regência a vendas ao exterior. A beneficio a que faria jus o Recorrente encontra-se esculpido no Decreto- Lei n" 288/67, que em seu art. 4" estabelece: Art. 40. A exportação de mercadorias de origem nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus ou reexportação para o estrangeiro, será, para todos os efeitos fiscais constante da legislação em vigor, equivalente a uma exportação brasileira para o estrangeiro No âmbito do novo texto constitucional, trazido pela Constituição Federal de 1988, encontra-se o art, 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias — ADCT, que assim prescreve: Ari 40. É mantida a Zona Franca de Manaus, com suas cai-aderis ficas de área livre de comércio, de exportação e importação, e de incentivos .fiscais, pelo prazo de vinte e cinco anos, a partir da promulgação da Constituição O direito ao beneficio encontra respaldo na pacifica jurisprudência do STJ, como vemos: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. PIS E CUPINS RECEITAS DECORRENTES DE EXPORTAÇÕES. ZONA FRANCA DE MANAUS EOUIVALÊNCIA. DL. N 288/67, ACÓRDÃO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. SÚMULA 83/STJ. PRECEDENTES. RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE CONHECIDO E NÃO PROVIDO. I Despicienda a alegação de contrariedade ao art. 53.5„ II, do CPC, haja vista que não foram opostos embargos de declaração pela parte insurgente Além disso, mostra-se deslituída.j razoabilidade as assertivas acerca da aplicabilidade do prazo- Processo n' 10855 001897/2003-42 S3-C3T2 Acórdão n ." 3302-00.591 Fl 100 prescricional encartado no art. 1 do Decreto 20.910/3.2, pois refoge da matéria efetivamente debatida nos autos: .2 A apreciação de pretensa violação a dispositivo de natureza constitucional mostra-se imprópria para a via eleita, por se tratar de matéria adstrita ao Supremo Tribunal Federal. 3. Esta Corte possui entendimento assente no sentido de que as operações envolvendo mercador/as destinadas à Zona Franca de Manaus são equiparadas à exportação, para efeitos conforme disposições do Decreto-lei n. 288/67. 4. Recurso especial conhecido em parle, e, nessa parte, não provido. (ST,1 — T2 — Relator Ministro Mauro Campbell Marques. D.le 13/11/2009) Contudo, a análise definitiva da matéria sob este aspecto dependerá de verificar se há o efetivo alcance, nestes autos, dos efeitos da decisão proferida na Medida Cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade n" 2.349-9/DF, emanada do Supremo Tribunal Federal, uma/ vez que o mérito da presente discussão foi diretamente enfrentado pela referida ação. Em sendo assim, deve se observar que: as decisões proferidas através do controle concentrado de constitucionalidade podem vincular os Poderes Executivo e Judiciário; os efeitos dessas decisões podem ser modulados pelo Supremo Tribunal Federal; referida modulação pode interferir diretamente na forma de contagem do prazo prescricional; e; mais importante, no próprio direito à devolução. Por estes motivos considera-se indispensável que seja feita uma análise prévia da decisão proferida, para saber se haverá ou não interferência direta sobre o resultado do presente recurso. Mister, antes de adentrar nestas questões, fazer um breve apanhado legislativo com relação direta ao período em discussão nestes autos. 1 — Da Legislação de Regência — Solução da controvérsia com base na legislação federal de regência: Observa-se que a Medida Provisória n° 622, de 22 de setembro de 1994, e suas reedições, resultaram na edição da Lei n° 9.004, de 16 de março de 1995, que deu nova redação ao artigo 5 0 da Lei n° 7.714 de 1988, disciplinando que o direito à exclusão das receitas de exportações da base de cálculo da contribuição para o PIS não se aplicava às vendas efetuadas "a empresa estabelecida na Zona Franca de Manaus", Referido tratamento restritivo foi mantido pela Medida Provisória n" 1.212, de 29 de novembro de 1995 e reedições, que restou convertida na Lei n" 9.715, de 25 de novembro de 1988. Neste meio tempo houve a edição da Lei Complementar n° 85, d 15 de fevereiro de 1996, alterando a Lei Complementar n° 07, de 1970, assim como a edição da Lei )n° 9,718, de 27 de novembro de 1998, mas essas não trataram especificamente da exclu ão 1'. a base de cálculo ou da isenção do PIS nessas operações destinadas à Zona Franca de Manais. g(I / Foi então editada a Medida Provisória n" 1.858-6, de 29 de junho de 1999, que determinava em seu artigo 14, inciso II e § 1', transcritos a seguir, que as receitas das vendas ao exterior estariam isentas das contribuições, mas que a referida isenção não alcançava as operações destinadas à Zona Franca de Manaus: Art. 14 — Em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1 de fevereiro de 1999, são isentas da COFINS as receitas [ 11 — de exportação de mercadorias para o exterior; 1" — São isentas das contribuições para o P1S/PASEP as receitas referidas- nos incisos 1 a IX do capto 2 " — As isenções previstas no capta e no parágrafo anterior não alcançam as receitas de vendas efetuadas. 1 — a empresa estabelecida na Zona Franca de Manaus, na Amazônia Ocidental ou área de livre comércio, A mesma redação foi repetida quando da reedição da mesma Medida Provisória n" 2,037-23, que dispôs: Art 14. Em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de lo de fevereiro de 1999, são isentas da COF1NS as receitas• .1 — dos recursos recebidos a título de repasse, oriundos do Orçamento Geral da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, pelas empresas públicas e sociedades de economia mista; 11 — da exportação de mercadorias para o exterior,. III — dos serviços prestados à pessoa física ou . juridica residente ou domiciliada no exterior, cujo pagamento represente ingresso de divisas; IV — do fornecimento de mercadorias ou serviços para uso ou consumo de bordo em embarcações e aeronaves em tráfego internacional, quando o pagamento for efetuado em moeda conversível, V do transporte internacional de cargas ou passageiros; VI — auferidos pelos estaleiros navais brasileiros nas atividades de construção, conservação, modernização, conversão e reparo de embarcações pré-registradas ou registradas no Registro Especial Brasileiro — REB, instituído pela Lei no 9.432, de 8 de janeiro de 1997, VII — de 1)-ele de mercadorias transportadas entre o País e o exterior pelas embarcações registradas no .REB, de que trata o art. .1.1 da Lei no 9.432, de 1997; (VIII — de vendas realizadas pelo produtor-vendedor às empresas comerciais exportadoras nos termos do Decreto-Lei .na 1.248, de 29 de novembro de 1972, e alterações posteriores, desde que destinadas ao fim especifico de exportação para o exterior,' \ 6 Processo n" 10855.001897/2003-42 S3-C3T2 Acórdão n." 3302-01E591 Fl. 101 IX — de vendas, com fim especifico de exportação para o exterior, a empresas exportadoras registradas na Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior,' X— relativas às atividades próprias das entidades a que se refere O ar! 13, § lo São isentas da contribuição para o PIS/PASEP as receitas referidas nos incisos Ia IX do caput. § 2o As isenções previstas no capta e no parágrafo anterior não alcançam as receitas de vendas efetuadas: 1 — a empresa estabelecida na Zona Franca de Manaus, na Amazónia Ocidental ou em área de livre comércio,' II — a empresa estabelecida em zona de processamento de exportação; III — a estabelecimento industrial, para industrialização de produtos destinados à exportação, ao amparo do ar! 3o da Lei no 8.402, de 8 de janeiro de 1992." Com base nessas prescrições legislativas pode-se chegar à conclusão inicial de que a legislação ordinária específica das contribuições não assegurou, como defende a Requerente, o direito à exclusão da base de calculou ou à isenção da contribuição do PIS. Pelo contrário, a legislação rechaçou expressamente a pretensão ao considerar que as operações destinadas à Zona Franca de Manaus não seriam agraciadas pelos beneficias concedidos às demais espécies de exportações. Para chegar à conclusão diversa seria indispensável que este Conselho Administrativo analisasse a constitucionalidade da expressão "estabelecida na Zona Franca de Manaus" diante da regra do artigo 40 do Ato das Disposições Constitucionais e Transitórias e do artigo 4 0, do Decreto Lei IV 288/67 e declarasse sua incompatibilidade com o texto maior. Entretanto, considerando as limitações da atuação deste egrégio Conselho Administrativo, onde não é possível à discussão acerca da constitucionalidade das leis, resta desde logo superada a possibilidade de restituição das quantias, diante da ausência de previsão legal específica. Neste sentido convém citar o que determina a Sumula n" 2 do CARF: O CART' não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. II - O entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal na Medida Cautelar na ADIN n o 2.348-9 - Análise de vinculação à decisão: r-\\ Conforme abordado nos tópicos anteriores, há que se observar se a deciro proferida pelo Plenário do STF na Medida Cautelar na ADIN n° 2348-9, possui o condão le vincular este egrégio Conselho Administrativo no que se refere ao caso concreto em discuss o nestes autos. ÉP-',;(( 7 Isso porque, diante das limitações dos julgadores do Conselho, este seria o único meio de aplicar a regra do artigo 4°, do Decreto Lei n° 288/67, em detrimento do artigo 14, inciso II e § I" da Medida Provisória n° 2.037-23 e dos demais dispositivos legais que lhe antecederam, considerando, para esse fim, a prevalência da regra do artigo 40 do Ato das Disposições Constitucionais e Transitórias e do artigo 4°, do Decreto Lei n° 288/67. Em julgamento, restou decidido pelo Supremo Tribunal Federal: ZONA FRANCA DE MANAUS - PRESER tfit ÇÁ-0 CONSTITUCIONAL. Configuram-se a relevância e o risco de manter-se com plena eficácia o diploma atacado se este, por via direta ou indireta, implica a mitigação da norma inserta no artigo 40 cio Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Carta de 1988. Art, 40. É mantida a Zona Franca de Manaus, com suas características de área livre de comércio, de exportação e importação, e de incentivos ,fiscais, pelo prazo de vinte e cinco anos, a partir da promulgação da Constituição Parágrafb único. Somente por lei federal podem ser modificados os critérios que disciplinaram ou venham a disciplinar a aprovação dos projetos na Zona Franca de Manaus. Suspensão de dispositivos da Medida Provisória n" 2.037-24, de novembro de 2000 O poder vinculante das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal decorre do artigo 102, inciso I, § 2' da Constituição Federal, que determina: Art. 102 Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe- I - processar e julgar, originariamente: a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e a ação declaratória de consfitucionalidade de lei ou ato normativo federal; sf 2." As decisões definitivas de mérito, proftridas pelo Supremo Tribunal Federal, nas ações deelaraárias de Hecos demais órgãos do Poder Judiciário e ao Poder Executivo: (Iftelifido em § I" p - • • . • t" 3, de 17103193). Conforme se observa, a redação original do § 2' conferia caráter vinctlan e ., às "decisões definitivas de mérito" proferidas nas "ações declaratórias 'xf constitucionalidade de lei ou ato normativo federal", enquanto a nova redação conferiu \ § 2" As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, nas ações diretas de inconstitucionalidade e nas ações declaratórias de constitucionalidade produzirão eficácia contra todos e efeito vinca/ante, relativamente aos. demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas . federal, estadual e municipal (Redação dada pela Emenda Constitucional n" 45, de 2004) 8 Processo if 10855 001897/2003-42 Acórdão ri" 3302-00.591 S3-C312 Fl. 102 mesmo efeito àquelas pioferidas nas "ações diretas de inconstitucionalidade e nas ações deciaratórias de constitucionalidade". Feita esta diferenciação, observam-se pelo menos quatro óbices à aplicação do caráter vinculante ao caso dos autos por este Conselho. Em primeiro lugar, observa-se que a decisão em questão foi proferida em 07 de dezembro de 2000, época em que ainda vigia a redação original do dispositivo dada pela Emenda Constitucional IV 0.3, de 17 de março de 1993. Como nesse período o efeito vinculante era restrito às decisões proferidas em ações declaratórias de constitucionalidade, não seria possível que a referida decisão, proferida em ação direta de ineonstitucionalidade, fosse dotada deste efeito. Em segundo lugar, é de se observar que o efeito vinculante também dependia de "decisões definitivas de mérito", mas esse também não é o caso da Medida Cautelar na ADIN n° 2,348-9, posto que a mencionada decisão, ainda que analisada pelo Plenário, foi proferida como urna "Medida Cautelar" que não era necessariamente definitiva como exige a redação constitucional. Tanto é verdade que posteriormente perdeu o objeto e foi considerada prejudicada, como restará demonstrado adiante. Uma terceira situação está relacionada aos efeitos da liminar, eis que a mesma foi proferida com efeitos ex 12W1C, que todos sabem, não retroagern. Isso significa que teria aplicabilidade e vinculação apenas para as demandas administrativas ou judiciais iniciadas antes de sua publicação. Mas como não é esse o caso dos autos, seus efeitos não podem ser utilizados para justificar o direito à restituição dessas quantias.. Por fim, deve ser observado um quarto aspecto que, no entender deste Relator, é prejudicial aos demais, Isso porque em 07 de dezembro de 2000, foi proferida decisão liminar para suspender a eficácia da expressão "na Zona franca de Manaus" constante no inciso I do § 2' do artigo 14 da Medida Provisória 2.037-24. O acórdão foi publicado em 19 de novembro de 200.3 e em 18 de dezembro de 2003 foi apresentado parecer da Procuradoria Geral da República.. Em decorrência deste parecer foi proferida em 02 de fevereiro de .2005, a seguinte decisão: "CONFORME RESSALTADO PELO PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA NA PEÇA DE FOLHA 545 A .547, A MEDIDA PROVISÓRIA ATACADA MEDIANTE ESTA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE FOI OBJETO DE REEDIÇÕES SUCESSIVAS, NÃO HAVENDO OCORRIDO ADITAMENTO À INICIAL. NOS TERMOS DO PRECEDENTE REVELADO NA APRECIAÇÃO DA QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE N" 1 .9,52/DF, RELATADA PELO MINISTRO MOREIRA ALVES, COM DECISÃO PUBLICADA NO DIÁRIO DA JUSTIÇA DE 9 DE AGOSTO DE 2002, DECLARO O PREJUÍZO DO PEDIDO POR PERDA DE OBJETO, FICANDO PREJUDICADA A MEDIDA LIMINAR DEFERIDA" Referida decisão foi publicada em 15 de fevereiro de 2005, e eM 24 de fevereiro de 2005, ocorreu o decurso do prazo sem que houvesse recurso pelas partes. i\letese que ainda mais relevante é o fato de que a decisão asseverou que ficou "prejudicada a medida M, 99 liminar requerida". Urna vez considerada prejudicada, na prática, é como se não tivesse existido, o que também impede seja utilizada no caso dos autos. Somente com a edição da Medida Provisório ir 2.037-25 de 21 de dezembro de 2000 é que o termo "na Zona Franca de Manaus" deixou de constar expressamente do art. 14, motivo pelo qual, entendo que, a partir da entruda em vigor da referida Medida Provisória, as vendas realizadas para empresas sediadas na Zona Franca de Manaus equiparam-se a exportação, sendo, portanto, isentas da COFINS e do PIS. Afirmar o contrário é negar vigência ao Decreto-Lei 288/67 e ao art. 40 do ADcr da Constituição Federal, Também não pode prosperar o entendimento exposto pelo acórdão recorrido de que somente teriam direito a isenção as receitas relacionadas nos incisos IV, VI, VIII e IX do art. 14 da Medida Provis 'ria n° 2.1,58-35, de 2001, uma vez que o beneficio analisado(. decorre da expressdaplicaçã do Dec/eto lLei 288/67, 1 .to, voto por DAR PARCIAL PROVIMENTO ao recurso ) ao rédito pleiteado em relação as vendas ocorridas após a e 21/12/2000. voluntário, para re entrada em vigor C for tppy expo '91'Wcei o greil a Pá 2. 37125 ( r A è5t.ã.ndr 1 0

score : 1.0