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Numero do processo: 13864.000369/2007-89
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Oct 18 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Mon Oct 18 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/05/1997 a 01/01/2003
DECADÊNCIA PARCIAL. RECONHECIMENTO. ABONO. AJUDA DE CUSTO. NATUREZA INDENIZATÓRIA. FALTA DE COMPROVAÇÃO. TERCEIROS. POSSIBILIDADE DE COBRANÇA. AÇÃO JUDICIAL. AUSÊNCIA DE PROVA.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Crédito Tributário Mantido em Parte.
Numero da decisão: 2803-000.312
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado, para reconhecer a decadência dos créditos do período de 06/1997 a 07/2002. Porém rejeitar a alegação de natureza no salarial do abono e ajuda de custo, bem como a impossibilidade de cobrança da rubrica terceiros, tendo em vista a falta de comprovação das alegações.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/1997 a 01/01/2003 DECADÊNCIA PARCIAL. RECONHECIMENTO. ABONO. AJUDA DE CUSTO. NATUREZA INDENIZATÓRIA. FALTA DE COMPROVAÇÃO. TERCEIROS. POSSIBILIDADE DE COBRANÇA. AÇÃO JUDICIAL. AUSÊNCIA DE PROVA. Recurso Voluntário Provido em Parte. Crédito Tributário Mantido em Parte.
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Th S2-TE03 Fl. 169 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 13864.000369/2007-89 Recurso n° 260.747 Voluntário Acórdão n° 2803-00.312 — 3' Turma Especial Sessão de 18 de outubro de 2010 Matéria REMUNERAÇÃO DE SEGURADOS: PARCELAS EM FOLHA DE PAGAMENTO; SALÁRIO INDIRETO: ABONO; SALÁRIO INDIRETO: AJUDA DE CUSTO; CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. Recorrente SEGVAP SERVIÇOS LTDA Recorrida DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DE JULGAMENTO EM CAMPINAS - SP. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/1997 a 01/01/2003 DECADÊNCIA PARCIAL. RECONHECIMENTO. ABONO. AJUDA DE CUSTO. NATUREZA INDENIZATORIA. FALTA DE COMPROVAÇÃO. TERCEIROS. POSSIBILIDADE DE COBRANÇA. AÇÃO JUDICIAL. AUSÊNCIA DE PROVA. Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado, para reconhecer a decadência dos créditos do período de 06/1997 a 07/2002. Porém rejeitar a alegação de natureza no salarial do abono e ajuda de custo, bem como a impossibilidade de cobrança da rubrica terceiros, tendo em vista a falta de comprovação das alegações. EDUARDO-13 VEIRA - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Junior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Helton Carlos Praia de Lima (presidente). Relatório A presente Notificação Fiscal de Lançamento de Débito - NFLD tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social. 0 período de apuração compreende as competências maio de 1997 a dezembro de 2002, conforme Mandado de Procedimento Fiscal — MPF, fls. 92. 0 contribuinte foi cientificado do lançamento fiscal, em 13/08/2007, Folha de Rosto da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito - NFLD, de fls. 01. A empresa in-esignada com a notificação apresentou petição de impugnação, as fls. 128, e as razões, as fls. 129 a 133, tal impugnação foi acompanhada dos documentos, de fls. 134 a 140. A impugnação foi considerada tempestiva, fls. 144 e 145. O lançamento foi confirmado pelo Acórdão 05-21.306 - 9 ' Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campinas — SP, de fls. 146 a 150, que considerou o lançamento procedente. O sujeito passivo foi cientificado desta decisão, em 12/03/2008, AR, de fls. 152. Não concordando novamente corn a decisão do órgão fiscal. 0 contribuinte interpôs recurso voluntário petição, as fls.. 156 e 157, com razões recursais, as fls. 158 a 162, acompanhada dos documentos, de fls. 163. O deposito recursal foi extinto pela MP 413/2008, convertida na Lei 11.727/2008, a contar de 03/01/2008. As razões recursais são assim resumidas. • Preliminarmente, aplicando-se no caso em tela o artigo 173, I°, do CTN, operou-se a decadência das contribuições exigidas, devendo o crédito ser declarado nulo; • Mérito — que as verbas pagas a titulo de ajuda de custo e abonos não tem natureza salarial, pois visavam reembolsar despesas realizadas pelos trabalhadores, no exercício de suas funções em favor da empregadora; • Que em relação as contribuições de terceiros SEBRAE, SESC, SENAC E SENAI o sindicato da categoria está promovendo ação judicial, motivo pelo qual a empresa não deve ser compelida a este recolhimento até decisão judicial definitiva; • Ao final pede: a) provimento do recurso; b) reformando a decisão a quo c) julgando-se totalmente inválido o lançamento em razão da Processo n° 13864.000369/2007-89 S2-TE03 AcOrdao n.° 2803-00.312 Fl. 170 decadência e) ou alternativamente reconhecer a improcedência deste, determinando o arquivamento para se fazer justiça. E o Relatório. Voto Conselheiro EDUARDO DE OLIVEIRA, Relator 0 recurso foi interposto tempestivamente, conforme consta, as fls. 152, AR, recebido em 12/03/2008, e carimbo de recepção do recurso, em 11/04/2008, fls. 156. A recorrente não realizou o depósito recursal, pois este foi extinto pela MP 413/2008, em 03/01/2008, data da publicação no Diário Oficial da União - DOU. Preliminarmente, à questão suscitada relativa à fluência do prazo decadencial, encontra eco na legislação, uma vez que depois de proferida a decisão pela autoridade julgadora a quo o Supremo Tribunal Federal entendeu por editar a Súmula Vinculante N° 08/2008, abaixo transcrita: Súmula Vinculante n° 8"Sito inconstitucionais os parcigrafo único do artigo 5' do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário". E conforme previsto no art. 103-A da Constituição Federal a Sumula de n " 8 tal norma vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplicá-la. Art. I03-A. 0 Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus men ibros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinca/ante em relação, aos demais órgãos do Poder Judiciário e a administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, ben) como proceder a sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Contudo, embora, argiiida como preliminar, em realidade trata-se de antecedente lógico, pois tal questão leva a resolução de mérito da causa. No caso em estudo a questão é saber qual deve ser o marco inicial da decadência, ou seja, a contagem dar-se-ia pelo artigo 150, 4° ou 173, I, ambos do CTN. Aplica-se o primeiro no caso de antecipação de pagamento e o segundo em não havendo tal antecipação, conforme já definido pelo STJ, sendo a teoria mais aceita e que, também, esposo, como a seguir explicitada: RECURSO ESPECIAL N°970.947 SC (2007/0173291-6) Esta Corte tem firmado o entendimento de que aprazo decadencial para a constituição do crédito tributário pode ser estabelecido da seguinte maneira: a) em regra, segue-se o disposto no art. 173, 1, do CTN, ou seja, o prazo é de cinco anos, contado "do primeiro dia do exercício seguinte aquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado"; 3 b) nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, cujo pagamento ocorreu antecipadamente, o prazo é de cinco anos, contado do ‘fato gerador, nos termos do art. 150, ,sç 4" do CTN. Ausente qualquer pagamento por parte do contribuinte, e iniciado o procedimento administrativo de fiscalização, o fisco dispõe de cinco anos, a contar do primeiro dia do exercício seguinte aquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, para proceder ao lançamento direto substitutivo a que se refere o art. 149 do CTN, sob pena de decadência No entanto, no presente caso Notificação Fiscal de Lançamento de Debito — NFLD a regra a ser aplicada é a do artigo 150, § 40 , do CTN, no que tange a todo o período constante do Discriminativo Analítico de Débito — DAD, de fls. 04 a 29, exceto para a competência 12/2002, que deve ser aplicado o artigo 173, I, ante a inexistência de antecipação do pagamento, tudo conforme tabela abaixo. ANOS/MÊS 1997 1998 1999 2000 2001 2002 OBS: JANEIRO X X X X X FEVEREIRO 000 X X X X MARÇO 000 000 X X X ABRIL 000 000 X X X MAIO 000 000 X X X X JUNHO X 000 X X X X JULHO X 000 X X X X AGOSTO 000 000 X X X X SETEMBRO X 000 X X X X OUTUBRO X 000 X X X X NOVEMBRO 000 000 X X X X DEZEMBRO 000 000 X X X SEM/PÁG. 13° SAL. X X 000 X X X Legenda: FORA DO PERIODO DO CRÉDITO; 000 NM) HÁ DIFERENÇAS LANÇADAS; X HÁ DIFERENÇAS LANÇADAS, PORÉM CONSTA PAGAMENTO PARCIAL; S/PÁG HA DIFERENÇAS LANÇADAS E NÃO HÁ PAGAMENTO. 4 Processo n° 13864.000369/2007-89 S2-TE03 Acórdão n.° 2803-00.312 Fl. 171 Assim sendo, reconheço que estão decadentes as competências 06/1997 a 07/2002, inclusive, devendo estas serem excluídas do presente credito, embora de forma intermitente, tendo em vista que o lançamento seu deu em 10/08/2007 e retroagindo a cinco anos antes deste tern-se 11/08/2002. No entanto, não há razão para se declarar a nulidade do credito, uma vez que este admite alteração e revisão, nos termos do artigo 145 c/c o 149, ambos, do CTN. Embora a recorrente alegue que o abono e a ajuda de custa não tenham natureza salarial e que os documentos acostados aos autos provam isso, não localizamos um único documento nos autos capaz a de comprovar tal afirmação e a prova do fato cabe a quem alega. 0 agente fiscal notificante deixou claro no Relatório Fiscal da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — REFISC, de fls. 103 a 110, subitens 5.1 a 5.3 e 6.1 a 6.3, que tais rubricas são pagas de forma continua e regular e caracterizam salário. No que se refere a alegação de que as contribuições para terceiros SEBRAE, SESC, SENAC E SENAI estão sendo contestadas judicialmente pelo sindicato da categoria e por isso não devem ser cobradas, ressentessem de lastro probatório, uma vez que não nos autos qualquer documento que comprove tal alegação e nem o agente notificante a esse fato se referiu quando da elaboração do REFISC da notificação. Assim sendo, tem-se mera alegação sem nenhum conteúdo probatório, nos termos do artigo 16, § 4°, do Decreto 70.235/72 c/c o artigo 333, II, da Lei 5.869/73. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto pelo CONHECIMENTO do recurso para no mérito DAR-LHE PROVIMENTO PARCIAL, para reconhecer a decadência dos créditos do período de 06/1997 a 07/2002. Porem rejeitar a alegação de natureza não salarial do abono e ajuda de custo, bem corno a impossibilidade de cobrança da rubrica terceiros, tendo em vista a falta de comprovação das alegações. o voto. Sala das Sessões, em 18 de outubro de 2010 EDUARDO fit'OLIVEIRA — Relator. 5
score : 1.0
Numero do processo: 10830.006600/96-41
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 05 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Tue Jul 05 00:00:00 UTC 2005
Numero da decisão: 303-01.046
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso voluntário em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: SERGIO DE CASTRO NEVES
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Numero do processo: 10183.002861/2006-89
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 303-01.456
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência â Repartição de Origem, nos termos do voto do relator, Vencido o Conselheiro Tardsio Campelo Borges.
Nome do relator: NILTON LUIZ BARTOLI
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RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência â Repartição de Origem, nos termos do voto do relator, Vencido o Conselheiro Tardsio Campelo Borges. ANELISE DAUDT PRIETO Presidente „y2TON ARTOLp Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Nanci Gama, Luis Marcelo Guerra de Castro, Vanessa Albuquerque Valente, Heroldes Bahr Neto e Celso Lopes Pereira Neto. 1 Processo e 10183.002861/2006-89 Resolução n.° 303-01.456 CC03/CO3 Fls. 484 RELATÓRIO Trata-se de Auto de Infração (fls. 01/09), pelo qual se exige do contribuinte diferença de Imposto Territorial Rural — ITR, exercício 2001, em razão de glosa das areas de preservação permanente e reserva legal, em face de não ter sido apresentada documentação comprobatória de acordo com a legislação pertinente, referente ao imóvel rural cadastrado na Receita Federal sob o n° 1091456-0, localizado no município de Vila Bela da Santissima Trindade, estado do Mato Grosso. Capitulou-se a exigência nos artigos 1 0 , 7°, 90 , 10, 11 e 14 da Lei n° 9.393/96. Fundamentou-se a cobrança da multa proporcional no artigo 44, inciso I, da Lei n° 9.430/96 com redação dada pelo art.18 da medida Provisória n 303/06 c/c art. 14, §2°, da Lei n° 9.393/96. No que concerne aos juros de mora, fundamentou-se o cálculo no art. 61, §3°, da Lei if. 9.430/96. A presente lide teve inicio corn o Termo de Intimação Fiscal, constante As fls. 17/19, no qual o contribuinte foi intimado a apresentar documentos comprobatórios para as Areas de Reserva Legal, de Reserva do Patrimônio Natural, imprestável, Preservação Permanente e comprovação do Valor da Terra Nua. Ciente do referido Termo (AR - fls. 20), o contribuinte se manifestou As fls. 22/23 e 26/27, nas quais solicitou prazo suplementar para apresentação do laudo técnico. Em atendimento A intimação, o contribuinte se manifestou novamente As 29/30 e apresentou os seguintes documentos anexos: cédula de identidade e CPF do contribuinte; Ato Declaratório Ambiental (fls. 32); Laudo de Caracterização e Avaliação da Fazenda Guapore - exercício de 2001(fls. 34/86); ART (fls.87/88) Laudo de Caracterização e Avaliação da Fazenda Guapore - exercício 2002(fls. 90/153); ART (fls. 154); Consulta Processual a Seção Judiciária de Mato Grosso (fls. 156/160); cópias do SEDEX encaminhados ao Ministério da Fazenda (fls.161/163). Em análise dos documentos solicitados decidiu a autoridade fiscal realizar o lançamento de oficio, confon -ne o Auto de Infração Mencionado, no qual glosou a área de Preservação Permanente e de Reserva Legal em razão da não apresentação de cópia autenticada da matricula do imóvel, bem como pela não apresentação do Ato Declaratório Ambiental — ADA. Cienti ficado do Auto de Infração, o contribuinte apresentou Impugnação (fls. 170/211), na qual em síntese aduz: Processo n.° 10183.002861/2006-89 Resoluçlio n.° 303-01,456 CC03/CO3 Fls. 485 1. 0 contribuinte à época do fato gerador da obrigação tributária era proprietário do imóvel rural denominado "Fazenda Guaporé", situado no município de Vila Bela da Santíssima Trindade, do Estado do Mato Grosso e cadastrado na Receita Federal sob o n° 1091456-0 (NIRF); 2. corno de costume, o contribuinte realizou sua DIAT, utilizando- se das exclusões previstas em lei, nas quais as Areas de preservação permanente e reserva legal não são tributáveis, sendo estas definidas no art. 2° do Código Florestal (Lei n° 4.711, de 15 de setembro de 1965, confbnne o disposto nos art. 10, inciso II, alínea "a" da Lei 9.393/96), o qual transcreve; 3. a decisão impugnada entendeu que as areas declaradas A. titulo de reserva legal, não podem ser consideras corn base na DIAT apresentada, em razão da não apresentação de cópia autenticada da matricula imobiliária do imóvel, embora a autoridade fiscal tenha admitido que a área destinada a "reserva legal" (50%) encontrava-se devidamente averbada na matricula imobiliária e quanto a área de preservação permanente, esta não foi aceita, visto a intempestividade do ADE; 4. a lei 9.393/96, que disciplina a declaração do ITR, no menciona que há necessidade de averbar na matricula imobiliária do imóvel Area destinada a composição da Reserva Legal, tampouco a exigência da apresentação do ADA, apesar da previsão nas Instruções Normativas n° 67/97 e 60/01 da SRF; 5. a autoridade fiscal resolveu realizar o lançamento apesar do contribuinte ter apresentado cópia simples da matricula imobiliária com as averbações com data de 14 de setembro de 1987, bem como o ADA; 6. afirma ser um contra-senso a redação do art. 17 da Lei 9.393/96 e o art. 17 da IN n° 60/2001 da SRF, a qual transcreve; 7. a autoridade fiscal tresleu a referida Instrução Normativa, pois alterou a Lei que regula o ITR e ainda deu aplicação em desacordo corn sua própria dicção; Processo n.° 10183.002861/2006-89 Resoluçao n,° 303-01,456 CC03/CO3 Fls, 486 8. aduz que, conforme o Laudo Técnico anexado da lavra do engenheiro Agrônomo Jacob Kaiser, inscrito no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura — CREA, as areas isentas de tributação realmente existem, apesar de não declaradas ao IBAMA, à época do fato gerador; 9. conclui que a IN n° 60/01 diz respeito às regras do art. 3° do Código Florestal; 0 Auto de Infração 10. o auto de infração é um ato vinculado devendo atender aos princípios da Legalidade e da Motivação; 11. em respeito ao principio da Motivação, deve o Poder Público, através de seus órgãos de fiscalização e de seus agentes, apontar a causa ou o fato, que motivou o ato administrativo; 12. transcreve o auto de infração; 13. a base do Auto de Infração foi de que o contribuinte deixou de comprovar a autenticidade da cópia da matricula imobiliária do imóvel, cuja data de averbação é de 14/09/1987 e por não ter apresentado o ADA , contudo, quanto ao laudo de avaliação este foi aceito para a fixação do Valor da Terra Nua - VTN, consignado na Declaração; 14. a instrução normativa a que se apega a autoridade não impõe ao contribuinte a obrigação de comprovação e tampouco impõe obrigação de obter qualquer ato declaratório do IBAMA relativamente As florestas de "preservaçcio permanente" e "reserva legal"; 15. transcreve decisão do Conselho do Contribuintes acerca da inexigibilidade da averbação das area de Reserva Legal e Preservação Permanente; 16. ainda quanto ao Auto de Infração, informa que a discussão não se prende a existência das floretas no imóvel do contribuinte, visto que as estas restam claras no laudo técnico, à época do fato gerador, que a Fazenda Guaporé com area total de 25.998,9048 hectares, possuía de fato e na mais da verdade mais de 50% Processo n.° 10183.002861/2006-89 Resolução n.° 303 -01.456 CC03/CO3 Fls. 487 como a área de reserva legal, o que corresponde a 7.832,3869 ha e ainda, 10.334,1309 ha de preservação permanente, totalizando a área total de 18.166,5178 isenta de tributação; 17. o equivoco do contribuinte gerou prejuízo para ele mesmo, posto que a area de isenta, efetivamente existente na propriedade é maior que a declarada; 18. com o advento da Medida Provisória n° 1.956-50/00, que entrou em vigor A partir de 28 de maio de 2000, os proprietários rurais que ainda não tivessem desmatado 50% (cinqüenta por cento) de suas propriedades, não poderiam mais faze-10 e desta forma deveriam manter 80% (oitenta por cento) de sua área como Reserva Legal ( fls. 184), na região da Amazônia Legal, ou na hipótese de não terem utilizado da Lei no tempo; 19. como o imóvel possuía 70 % de suas areas preservadas, estas deverão permanecer intocadas, conforme determinação legal, ocasionando alteração no Grau de Utilização da Terra — GUT, sendo incorreta apuração da GUT em 11,8% feita pelo i. auditor fiscal; 20. por fim, conclui que restou comprovada as Areas de preservação permanente e reserva legal e destas forma é direito liquido e certo do contribuinte ter as áreas excluídas da base de calculo da incidência tributária; 21. porém, a autoridade impugnada entendeu por considerar a Area de reserva legal na composição na base de calculo do imposto, ainda que conste a Declaração prestada junto ao Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal - IBDF; 22. a não apresentação da averbação acarreta em uma obrigação acessória e não em uma infração material, que equivaleria a um ao fato gerador do imposto; 23. somente a descrição de uma infração material poderia constituir o crédito tributário pretendido. Para corroborar seu raciocínio transcreve o art. 14 da Lei n° 9.393/96; Processo n.° 10183.002861/2006-89 Resolução n.° 303-01,456 CC03/CO3 Fls. 488 24. não pode o Auto de Infração subsistir, visto que a própria autoridade reconhece que existe areas não tributáveis, nos termos do art. 10, inciso II, alínea "a", da Lei no 9.393/96, porém o lançamento foi efetuado sob o argumento do contribuinte "não ter comprovado" através da averbação da matricula do imóvel e o ADA; 25. o registro público não é um ato constitutivo da reserva legal, mas apenas declara a sua existência, outorga publicidade existência da referida reserva legal; 26. impugna também o auto de infração quanto ao Grau de Utilização da Terra - GUT, visto que o laudo técnico foi acolhido quanto ao Valor da Terra Nua - VTN; 27. conforme o Laudo Técnico, realizado de acordo a NBR 14.653 da ABNT, mencionado, o GUT é de 100%, considerando as Areas de Utilização Limitada e Preservação Permanente e não de 11,8% lançado pelo Fisco; 28. com o advento da medida provisória 1.956-50/00 poderia o contribuinte ainda averbar o maciço florestal existente, mas não o fez em razão do processo administrativo que teve inicio no ano de 1998 (processo INCRA/54.240.003748/98-48) e que culminou na desapropriação de parte do imóvel pelo INCRA (processo n° 2001.36.00.008432-7); Da ilegalidade do ato praticado 29. o "principio da legalidade", não só em razão das disposições Constitucionais contidas os artigos 5, inciso II e 150 inciso I, mas também em razão do art. 3° do Código Tributário Nacional, reveste-se de maior rigor na area tributária, sendo denominado como "Principio da Estrita Legalidade" ou "Principio da Reserva Legal"; 30. somente por força da lei é possível, instituir, majorar, reduzir ou extinguir impostos e da mesma forma ocorre a definição do que é fato gerador, a base de cálculo, a aliquota, a aplicação das Processo n.° 10183.002861 12006-89 Resoluefio n.° 303-01.456 CC03/CO3 Fls. 489 penalidades e as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção do crédito tributário; 31. a lei 9.393/96 instituiu o imposto e traçou suas particularidades, tais corno Areas de preservação permanente e utilização limitada, afastando-as da base de cálculo do imposto. Contudo, a lei não impôs qualquer condição para o exercício do direito; 32. as regras para a verificação da existência das Areas de preservação permanente e de reserva legal, bem como para o reconhecimento destas são as estabelecidas no Código Florestal, com as alterações introduzidas pela Lei n° 7.803/89; 33. transcreveu os arts. 14,15,16 e 17 da IN n° 60/01; 34. de acordo com o Código Florestal, basta A existência das condições nele previstas para que ocorra o reconhecimento das florestas de preservação permanente e de reserva legal para fins de isenção da tributação do ITR; 35. os mais altos tribunais já decidiram no sentido de ser inexigível a obrigação de averbação, posto que o espirito do legislador quis dar a Lei 9.393/96 era o de isentar o proprietário rural do pagamento de ITR sobre as Areas que não podem ser exploradas, ainda que tais áreas não estivessem averbadas na matricula imobiliária, o que não se aplica ao presente caso, elas efetivamente existem e, portanto, não podem ser exploradas, sob pena de toda sorte de sanções civis e penais; 36. a lei que hoje regula Imposto Territorial Rural também estabeleceu que as áreas de preservação pennanente ou de reserva legal não sofreriam a incidência tributária, visto que não são tributáveis; 37. aduz o contribuinte que não está obrigado a apresentar o ADA para a Receita Federal, visto que ao que parece, a IN SRF n° 67/97 deu nova redação para o § 4°, do art. 10 da IN 43/97 que se encontra revogado, porém era vigente à época do fato gerador, que exigia apenas a protocolização do requerimento de expedição documento junto ao IBAMA; 7 Processo n.° 10183.002861/2006-89 Resoluçâo n.° 303-01.456 COB/CO3 Fls. 490 38. transcreveu o art. 10 § 4° e incisos da Lei n° 9.393/96 A fim de corrobora seus colacionou respeitável jurisprudência. Por fim, requer: 1. determinar a retificação de oficio da declaração (DIAT) do ano 2001, com relação As áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal do imóvel em questão, considerando como de 100%, o Grau de Utilização da Terra (GUT), conforme o Laudo técnico, nos termos do que dispõe o artigo 148 do Código Tributário Nacional; 2. a fim de constatar as áreas de preservação permanente e de reserva legal, bem como o Grau de utilização da Terra constante do Laudo Técnico, o que, restaria observada a norma constante do art. 14 da Lei n° 9.393/96; 3. deferir a produção de prova pericial nos termos do art. 16, inciso IV do Decreto n° 70.235/72 para apuração das areas de reserva legal, preservação permanente, valor da terra nua, bem corno aferição do Grau de Utilização da Terra; 4. Julgar procedente a presente impugnação, tornando sem efeito o auto de infração, em razão de sua ilegalidade/inconstitucionalidade, julgando inexigível o crédito tributário tanto quanta ao imposto em si, seja no que tange A multa e aos juros de mora. Instrui sua impugnação os documentos anexados As fls. 213 a 333, dentre estes, a Procuração dos outorgados As fls. 213. Encaminhados os autos para a Delegacia da Receita Federal de Julgamento Campo Grande/MS, este indeferiu a impugnação do contribuinte nos termos da seguinte ementa (fls. 335): "Assunto: Imposto Territorial Rural - ITR Exercício.' 2001 Ementa: PROVA PERICIAL A perícia técnica destina-se a subsidiar a formação da convicção do julgador, limitando-se ao aprofundamento de questões sobre as provas e elementos incluidos nos autos, não podendo ser utilizada para suprir o descurnprimento de uma obrigação prevista na legislação. CONSTITUCIONALIDADE. Processo n.° 10183.002861/2006-89 Resolução n.° 303-01.456 CC03/CO3 Fls. 491 Não se encontra abrangida pela competência das Delegacias da Receita Federal de Julgamento a apreciação da inconstitucionalidade ou da ilegalidade dos atos normativos expedidos pela Secretaria da Receita Federal, uma vez que neste juízo eles se presumem revestidos do caráter de validade e eficácia, não cabendo, pois, na hipótese, negar-lhe execução. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE / ÁREA DE RESERVA LEGAL Não reconhecidas como de interesse ambiental nem comprovada a protocolizada tempestiva do requerimento do Ato Declaratório junto ao IBAMA ou órgão conveniado, incide o imposto sobre as áreas declaradas como sendo de preservação permanente e de utilização limitada. VALOR DA TERRA NUA O valor da terra nua, apurado pela .fiscalização em procedimento de oficio nos termos do art. 14 da Lei 9.393/96, não é passível de alteração, quando o contribuinte não apresentar elementos de convicção que justifiquem reconhecer valor menor. MULTA DE OFICIO - JUROS — TAXA SEL1C A obrigatoriedade da aplicação da multa de oficio, nos casos de informação inexata na declaração, e os acréscimos do imposto com juros de mora equivalentes et taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia — SELIC decorrem de lei. Lançamento Procedente." Ciente da decisão (AR — fls. 361), o contribuinte apresentou o recurso voluntário As fls. 362/ 425, no qual reitera todos os argumentos de sua peça impugnatória. Instrui seu recurso voluntário os documentos anexos As fls. 426/247, dentre os quais: Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda Pessoa Física, ano-calendário 2006 (fls. 428); 2007 (fls. 429) e Matricula do Imóvel com Averbação (fls.430). A fl. 427, consta informação da Relação de Bens e Direitos para Arrolamento para o seguimento do Recurso Voluntário, conforme determina o §3°, do artigo 33, do Decreto n°. 70.235/72, redação dada pelo §2°, do artigo 32, da Lei n°. 10.522/02. Os autos foram distribuídos a este Conselheiro em em três volumes, constando numeração até As fls. 482, penúltima. Desnecessário o encaminhamento do processo à Procuradoria da Fazenda Nacional para ciência quanto ao Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte, nos termos da Portaria MF n°. 314, de 25/08/99. o relatório. Processo n.° 10183.002861/2006-89 Resolução n.° 303-01.456 CC03/CO3 Fls. 492 • VOTO Conselheiro NILTON LUIZ BARTOLI, Relator Conheço do Recurso Voluntário por tempestivo, por estar devidamente garantido e por conter matéria de competência deste Eg. Terceiro Conselho de Contribuintes. Primeiramente, saliento que com relação ao Valor da Terra Nua VTN, constante do Auto de Infração As fls. 01/09, não se trata de matéria controversa no presente, posto que foram aceitos os documentos comprobatórios pela autoridade fiscal e quanto ao requerimento de prova pericial acompanho a decisão ora recorrida. Superadas as questões mencionadas, portanto, segue a análise do recurso voluntário interposto pelo Recorrente quanto As demais questões. Cinge-se a controvérsia A. glosa, para efeito do calculo do Imposto Territorial Rural, de Area declarada como área de Preservação Permanente e de Reserva Legal, com conseqüente redução do Grau de Utilização, com referência ao ano de competência 2001, em razão, segundo o entendimento da fiscalização, da não apresentação do Ato Declaratório Ambiental — ADA, dentro do prazo regulamentar. Quanto A área de Reserva Legal (ARL), esta será objeto de análise posterior por esta Eg. Camara, pois, no momento, entendo que a análise deve restringir- se A Area de Preservação Permanente (APP). Para efeitos de apuração do Imposto Territorial Rural, a Lei n.° 8.847 1 , de 28 de janeiro de 1994, dispõe serem isentas do ITR as Areas de Preservação Permanente (APP) e de Reserva Legal (ARL), previstas na Lei n.° 4.771, de 15 de setembro de 1965. Trata-se, portanto, de imposição legal. Tenho assentado o entendimento, inclusive ratificado por unanimidade de votos pelos pares da Camara Superior de Recursos Fiscais2 , de que basta a simples Lei n.°8.847, de 28 de janeiro de 1994 Art. 11. Sao isentas do imposto as ireas: I - de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n.°4.771, de 1965, com a nova redação dada pela Lei n.°7.803, de 1989; II - de interesse ecológico para a proteção dos ecossis' temas, assim declarados por ato do órgão competente - federal ou estadual - e que ampliam as restriçOes de uso previstas no inciso anterior; III - reflorestadas com essências nativas. 2 "ITR — ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E RESERVA LEGAL — A teor do artigo 10°, §7° da Lei no. 9.393/96, modificado pela Medida Provisória 2.166-67/2001, basta a simples declaração do contribuinte, para fim de isenção do ITR, respondendo o mesmo pelo pagamento do imposto e consectários legais em caso de falsidade. Nos termos da Lei n°. 9.393/96, não são tributáveis as áreas de preservação permanente e de reserva 10 Processo n.° 10183.002861/2006-89 Resolução n.° 303-01.456 CC03/CO3 Fls. 493 declaração do interessado para gozar da isenção do ITR relativa as areas de que tratam as alíneas "a" e "d" do inciso II, §1°, do artigo 10, da Lei n°. 9.393/96 3 , entre elas as areas de Preservação Permanente (APP) e de Reserva Legal (ARL), insertas na alínea "a", diante da modificação ocorrida com a inserção do §704 , no citado artigo, através da Medida Provisória n.° 2.166-67, de 24 de agosto 2001 (anteriormente editada sob dois outros números). 0 contribuinte declarou que no exercício de 2001 sua propriedade era composta por 7.799,7 ha de area de preservação permanente e, a fim de comprovar a area, após intimação, anexou os seguintes documentos: o Ato Declaratório Ambiental (fl. 291), no qual consta a Area de Preservação Permanente - 10.400,000 ha; e Laudo Técnico, referente ao exercício 2001, no qual consta a informação de que a propriedade em questão possui 9.371,4834, como de Preservação Permanente. Destarte, conforme dito acima, bastar a simples declaração do contribuinte para este obter a isenção quanto as area de preservação permanente e reserva legal, constata-se dos documentos anexados que há valores controversos quanto as areas glosadas pela autoridade fiscal. Assim, em atendimento ao principio da verdade material, entendo por converter o presente julgamento em diligência à repartição de origem, a fim de que o contribuinte seja intimado a apresentar novo Laudo Técnico realizado por profissional habilitado, acompanhado de ART .,e de acordo com as normas da ABNT no qual deverá restar discriminadas as areas de preservação permanente de acordo corn os arts. 20 e 3 da Lei 4.771/65 (Código Florestal). I II É como voto. Sala das Sessões, em 13 de agosto de 2008. >12TON L BARTOLI elator legal. Recurso especial negado." — Acórdão CSRF/03-04.433 — proferido por unanimidade de votos. Sessão de 17/05/05 3.Art 10. lg I - II - a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n°. 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei n°. 7,803, de 18 de julho de 1989; b) d) as areas sob regime de servidão florestal., 4 5 7 A declaração para fim de isenção do ITR relativa as areas de que tratam as alíneas "a" e "d" do inciso II, § lg, deste artigo, não esti sujeita previa comprovação por parte do declarante, ficando o mesmo responsivel pelo pagamento do imposto correspondente, com juros e multa previstos nesta Lei, caso fique comprovado que a sua declaração não é verdadeira, sem prejuízo de outras sangOes aplicaveis." (NR) 11
score : 1.0
Numero do processo: 19647.009808/2008-41
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 30 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Wed Aug 19 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/04/2008 a 30/06/2008
PARCELAMENTO. DESISTÊNCIA.
O pedido de parcelamento culmina desistência do recurso, uma vez que o contribuinte abre mão do direito ao processo administrativo fiscal para aderir ao programa (artigo 78, §2º do RICARF).
Numero da decisão: 3402-007.556
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Rodrigo Mineiro Fernandes - Presidente
(assinado digitalmente)
Thais De Laurentiis Galkowicz - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo, Cynthia Elena de Campos, Silvio Rennan do Nascimento Almeida, Renata da Silveira Bilhim, Thais De Laurentiis Galkowicz e Rodrigo Mineiro Fernandes.
Nome do relator: THAIS DE LAURENTIIS GALKOWICZ
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ementa_s : ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/2008 a 30/06/2008 PARCELAMENTO. DESISTÊNCIA. O pedido de parcelamento culmina desistência do recurso, uma vez que o contribuinte abre mão do direito ao processo administrativo fiscal para aderir ao programa (artigo 78, §2º do RICARF).
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário. (assinado digitalmente) Rodrigo Mineiro Fernandes - Presidente (assinado digitalmente) Thais De Laurentiis Galkowicz - Relatora Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo, Cynthia Elena de Campos, Silvio Rennan do Nascimento Almeida, Renata da Silveira Bilhim, Thais De Laurentiis Galkowicz e Rodrigo Mineiro Fernandes.
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IInntteerreessssaaddoo FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/2008 a 30/06/2008 PARCELAMENTO. DESISTÊNCIA. O pedido de parcelamento culmina desistência do recurso, uma vez que o contribuinte abre mão do direito ao processo administrativo fiscal para aderir ao programa (artigo 78, §2º do RICARF). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário. (assinado digitalmente) Rodrigo Mineiro Fernandes - Presidente (assinado digitalmente) Thais De Laurentiis Galkowicz - Relatora Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo, Cynthia Elena de Campos, Silvio Rennan do Nascimento Almeida, Renata da Silveira Bilhim, Thais De Laurentiis Galkowicz e Rodrigo Mineiro Fernandes. Relatório Trata-se de recurso voluntário apresentado em 14 de junho de 2010, segunda-feira (fls 194 a 197), contra o Acórdão nº. 11-28.250 prolatado pela 5ª Turma da DRJ de Recife (fls. 183 a 186), cuja ciência foi dada ao contribuinte em 13 de maio de 2010, quinta-feira (conforme AR de fls 190). Por bem descrever os fatos que fundamentaram a autuação fiscal e as razões de defesa da Contribuinte, colaciono a seguir o relatório do Acórdão recorrido in verbis: AC ÓR Dà O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 64 7. 00 98 08 /2 00 8- 41 Fl. 246DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3402-007.556 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 19647.009808/2008-41 Sobreveio então o Acórdão da DRJ de Recife, julgando a manifestação de inconformidade improcedente, cuja ementa foi lavrada nos seguintes termos: Fl. 247DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3402-007.556 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 19647.009808/2008-41 Regularmente notificado em 13/05/2010 (fls. 190), o Contribuinte apresentou o recurso voluntário de fls. 194/197 em 14/06/2010 (fl. 194), no qual informou que desistiu do processo no qual se discutia o direito ao ressarcimento de IPI para aderir ao parcelamento da Lei nº 11.941/2009. Entretanto, por cautela, alegou que o pedido de ressarcimento foi indeferido pela decisão de primeira instância sem nenhuma fundamentação, apenas porque no entender daquela autoridade a empresa não faria jus aos créditos. Disse que no exercício de sua atividade adquire insumos gravados pelo IPI e que tem direito à tomada de crédito nos termos do art. 153, II, da CF/88. Requereu que seu recurso fosse julgado, mesmo tendo ingressado com o pedido de desistência do direito ao crédito. É o relatório. Voto Conselheira Thais De Laurentiis Galkowicz, Relatora. O art. 78, § 2º do Regimento Interno do CARF dispõe o seguinte: Art. 78. Em qualquer fase processual o recorrente poderá desistir do recurso em tramitação. § 1º (omissis) § 2º O pedido de parcelamento, a confissão irretratável de dívida, a extinção sem ressalva do débito, por qualquer de suas modalidades, ou a propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda Nacional, de ação judicial com o mesmo objeto, importa a desistência do recurso. § 3º ao 5º (omissis) Fl. 248DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3402-007.556 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 19647.009808/2008-41 Portanto, à luz desse dispositivo regimental não é possível atender ao pedido formulado pelo contribuinte no seu recurso voluntário, em virtude da desistência formulada no processo no qual se discutia o direito ao crédito. A desistência do direito invocado no processo de crédito, acarreta automaticamente a cobrança dos débitos compensados que vincularam aqueles créditos. A comprovação da desistência TOTAL do processo nº 10480.0072222/2003-11 encontra-se às fls. 211, in verbis: Com esses fundamentos, voto no sentido de não tomar conhecimento do recurso voluntário, em virtude da desistência do contribuinte. (documento assinado digitalmente) Thais De Laurentiis Galkowicz Fl. 249DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 13983.000197/2002-82
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Dec 13 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Dec 13 00:00:00 UTC 2007
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS
Exercício: 1997
COFINS. DEPÓSITO JUDICIAL. EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO.
A extinção do crédito tributário somente ocorre na data da
conversão do depósito judicial em renda da União.
DEPÓSITO JUDICIAL. MULTA E JUROS DE MORA.
Quando comprovado o depósito judicial, até a data do vencimento da obrigação tributária, do montante integral do crédito tributário, não cabe a aplicação de multa de oficio, nem de
juros de mora.
INTIMAÇÃO. CONTEÚDO CONFLITANTE COM DECISÃO PROFERIDA.
É passível de desconsideração tal intimação, de forma a manter a
decisão proferida no acórdão, incorrendo em erro a intimação
publicada.
Recurso de oficio negado.
Numero da decisão: 201-80.844
Decisão: ACORDAM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
recurso de oficio.
Nome do relator: GILENO GURJÃO BARRETO
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Exercício: 1997 COFINS. DEPÓSITO JUDICIAL. EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. A extinção do crédito tributário somente ocorre na data da conversão do depósito judicial em renda da União. DEPÓSITO JUDICIAL. MULTA E JUROS DE MORA. Quando comprovado o depósito judicial, até a data do vencimento da obrigação tributária, do montante integral do crédito tributário, não cabe a aplicação de multa de oficio, nem de juros de mora. INTIMAÇÃO. CONTEÚDO CONFLITANTE COM DECISÃO PROFERIDA. É passível de desconsideração tal intimação, de forma a manter a decisão proferida no acórdão, incorrendo em erro a intimação publicada. Recurso de oficio negado.
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PRIMEIRA CÂMARA Processo n° 13983.000197/2002-82 GeStf: c"toic03\ Recurso n° 136.608 De Oficio Matéria Cofins Acórdão te 201-80.844 Sessão de 13 de dezembro de 2007 Recorrente SADIA AGROAVÍCOLA S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO Interessado DRJ em Campina Grande - MS ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Exercício: 1997 COFINS. DEPÓSITO JUDICIAL. EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. A extinção do crédito tributário somente ocorre na data da conversão do depósito judicial em renda da União. DEPÓSITO JUDICIAL. MULTA E JUROS DE MORA. Quando comprovado o depósito judicial, até a data do vencimento da obrigação tributária, do montante integral do crédito tributário, não cabe a aplicação de multa de oficio, nem de juros de mora. INTIMAÇÃO. CONTEÚDO CONFLITANTE COM DECISÃO PROFERIDA. É passível de desconsideração tal intimação, de forma a manter a decisão proferida no acórdão, incorrendo em erro a intimação publicada. Recurso de oficio negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. I. _ • • . LIE - SEGUNDO C04r.:.W-10 CE. CONTS3SUINIO 0-2;1:ERE bra^ 4_ 9_ e___.talf2-28.: CCO2/C01 Acórdão n.° 201-80.844 Processo n°13983.000197/2002-82 Fls. 124 Shia 9145:Writti Mat: Slape 81745 ACORDAM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de oficio. n • Qilliklibt Ct/ itt(Palrutn - / OS E A MARIA COELHO MARQUE Presidente G NO L/7. BARRETO Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Walber José da Silva, Fabiola Cassiano Keramidas, Mauricio Taveira e Silva, José Antonio Francisco e Antônio Ricardo Accioly Campos. Ausente o Conselheiro Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça. • 2 ME- SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n• 13983.000197/2002-82 CONFERE CC:.1 O ORIGINAL CCO2JC01 • Acórdão n.° 20140.844 124:27282. BrasWa 2/ F1s. 125o á' SIM° ad0;11)rocsa Mat.: Siape 91145 Relatório Trata-se de auto de infração lavrado em desfavor da contribuinte (fls. 03/10), em 03/07/2002, originado da realização de auditoria interna da Fiscalização na DCTF do 3' trimestre de 1997. O auto de infração constituiu um crédito tributário no montante de R$ 655.163,83 (seiscentos e cinqüenta e cinco mil, cento e sessenta e três reais e oitenta e três centavos), relativos à Cofins, além de juros de mora no valor de R$ 609.707,47 (seiscentos e nove mil, setecentos e sete reais e quarenta e sete centavos), e multa proporcional no valor de R$ 491.372,87 (quatrocentos e noventa e um mil, trezentos e setenta e dois reais e oitenta e sete centavos), totalizando o crédito de R$ 1.756.244,17 (um milhão, setecentos e cinqüenta e seis mil, duzentos e quarenta e quatro reais e dezessete centavos). A contribuinte foi cientificada em 14/06/2002, conforme AR de fl. 54. Na data de 03/07/2002 a contribuinte apresentou impugnação de fls. 01/02, onde alegou, nas preliminares, ser nulo o lançamento fiscal, por não encontrar suporte em Mandado de Procedimento Fiscal. Citou acórdão da 4 11 Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Florianópolis - SC. Quanto ao mérito, afirmou a contribuinte que os valores já estão depositados e são objeto de discussão judicial (Processo n 2 94.900-3) ou já foram compensados (Processo if 10925.001336/97-91). Documentos de folhas 13/40. Por fim, requereu seja acolhida a impugnação e julgado insubsistente o auto de infração. Às fls. 43/65 foram juntados aos autos os extratos dos Processos de ris1/4 10925.001336/97-91, 13983-000.197/2002-82 e 10183-001.935/98-34. O Acórdão da Turma da DRJ em Campo Grande (MS) de n 2 02.446, de 27 de junho de 2003 (fls. 66/74), rejeitou, por unanimidade de votos, a preliminar de nulidade argüida e, no mérito, julgou procedente em parte o lançamento. Sua ementa foi transcrita a seguir: "Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins. Ano-calendário: 1997. Ementa: REVISÃO DE DECLARAÇÃO. AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL - MPF. O procedimento fiscal de revisão de declaração dispensa a exigência de MPF para ser instaurado, não podendo a falta deste instrumento ser invocada como causa de nulidade do auto. ATIVIDADE DE LANÇAMENTO. OBRIGATORIEDADE. DEPÓSITOS JUDICIAIS. SUSPENSÃO DE EXIGIBILIDADE. A atividade de lançamento é vinculada e obrigatória, fazendo-se necessária sempre que presentes os pressupostos legais, não lhe Ith 3 MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COMO ORIGINAL Processo n° 13983.0001971200242CCO2/C01 Acórdão o.° 201 -80.844 Bras!! a, I, 02,r i_aget-, Fls. 126 suo SO.14;'ssa Mst: àtape 91745 obstando a existência de depósitos judiciais, cuja conseqüência, quando muito, é a mera suspensão de exigibilidade de crédito fiscal. EXIGIBILIDADE SUSPENSA. MULTA DE OFICIO. Cancela-se, por inaplicável, penalidade incidente sobre crédito tributário com exigibilidade suspensa em face de depósito judicial da contribuição em seu montante integral ou concessão de liminar. COMPENSAÇÃO. CRÉDITOS DE TERCEIROS. O lançamento deve ser parcialmente reduzido em face da comprovação da regularidade dos créditos vinculados informados nas DCTF. Lançamento Procedente em Parte". Quanto à preliminar, o Acórdão salientou que, conforme previsto no inciso I do art. 59 do Decreto n 70.235/72, seria nulo o auto de infração lavrado por pessoa incompetente, porém, a ausência de Mandado de Procedimento Fiscal não significa que o autuante não tenha competência. Citou que o inciso IV do art. 11 da Portaria SRF n 2 1.265/1999, que disciplina o Mandado de Procedimento Fiscal, estabelece que não serão exigidos os MPF quando o procedimento fiscal for disciplinado pela IN SRF flQ 24, de 24/12/1997, e que no caso em questão a autuação decorreu de revisão interna dos valores declarados em DCTF pela contribuinte, portanto, estava dispensada a emissão de MPF. Junta jurisprudência da DRJ em Florianópolis - SC para demonstrar que foi superado o entendimento alegado pela contribuinte. No que diz respeito ao mérito, não prosperou a tese da contribuinte quanto à desnecessidade da autuação referente à parte do crédito depositado judicialmente. Dispõe que, conforme disposto no art. 151 do CTN, o depósito judicial apenas suspende a exigibilidade do crédito e não o extingue. Por conseguinte, a discussão na esfera judicial não impede o Fisco de , efetuar o lançamento de oficio. Citou o parecer PGFN/CRJN irt' 1.064, de 1 Q de novembro de 1993, para justificar a legitimidade da atividade do Fisco. Apesar de não impugnada pela contribuinte, o Acórdão considerou incabível a exigência da multa de 75%, uma vez que a exigibilidade do crédito está suspensa por decisão judicial. Aduziu que este entendimento é pacificado nas esferas administrativas de julgamento da SRF. Citou o art. 63 da Lei nfl 9.430/96 e o Parecer Cosit n° 02/99 para embasar o posicionamento. Afirma que deve ser cancelada de oficio a multa de oficio lançada. O Acórdão reconheceu a procedência da compensação pleiteada. Conforme os documentos juntados pela contribuinte, fez-se provado que todos os requisitos foram preenchidos para sua homologação. Os créditos em favor da contribuinte foram suficientes para amortizar parte dos débitos lançados pela Cofms correspondente aos períodos de apuração de 07/1997 a 10/1997. Logo, ainda restou com a exigibilidade suspensa o saldo resultante do lançamento original, subtraindo-se o montante compensado, formalizado em processo apensado, conforme representação Sact/Profisc n2 06/2004 (fl. 01 do processo apensado). A contribuinte foi cientificada deste Acórdão na data de 19/09/2003, conforme termo de juntada de AR de fl. 80, e, inconformada com o conteúdo da intimação de fls. 77/79, protocolou petição de fls. 82 e 83, em 25/09/2003, alegando que o Acórdão decidiu manter a suspensão da exigibilidade da totalidade dos créditos remanescentes, eis que o débito está Ashu- 4 MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COMO ORIGINAL Processo n° 13983.000197/2002-82 CCO2/C01 Acórdão n.° 201-80.844 Brasika / O R / eQP08• Fls. 127 Sif.o Sarbosa Mat Siape 91745 depositado judicialmente, cancelar integralmente a multa exigida no auto de infração e cancelar a exigência dos créditos que já foram objeto de compensação. Porém, afirma que foi intimada a recolher o crédito tributário remanescente e a multa no prazo de 30 (trinta) dias. Por fim, requer sejam julgadas insubsistentes as exigências contidas na intimação Sacat/Profisc n2 054, respeitando a decisão da DRJ em Campo Grande - MS. Do pedido, solicita que o recurso seja recebido e que seja julgada improcedente a atuação fiscal. Procedeu à juntada de documentos solicitados, das folhas 84/96, em 04/08/2004. A Delegacia da Receita Federal em Cuiabá - MT propôs encaminhar o processo para o Primeiro Conselho de Contribuintes em 30/06/2005, à folha n2 104. Nas folhas 106 a 114 foi juntada a Resolução ri 2 303-01.186, em que os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, declinaram a competência do julgamento a este Egrégio Segundo Conselho de Contribuintes, em razão da matéria a ser votada. É o Relatório. Mf - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° 13983.000197/2002-82 CONFERE COM O ORIGINAL CCO2/C01 • Acórdão n.° 291-80.844 &adia, _j_d rplei--+98-12.12(22; nS. 128 skwo SfraSa Mal: So-pe 91745 Voto Conselheiro GILENO GURJÃO BARRETO, Relator No presente caso, tratamos de um recurso de oficio interposto contra Acórdão que considerou procedente em parte o lançamento em questão, uma vez que parte dos débitos levantados foi compensada com créditos de terceiros, sendo que a quantia não coberta por estes créditos foi depositada em juizo, tendo sua exigibilidade suspensa, e está sendo discutida judicialmente, através do Processo n2 94.900-3, cujos extratos dos depósitos foram anexados aos autos deste processo. No tocante à multa de oficio e aos juros de mora impostos, a decisão eximiu a contribuinte do pagamento, uma vez que foram feitos os depósitos judiciais no montante discutido, a que se refere o lançamento. I - Suspensão da Exigibilidade - Depósitos Judiciais. A contribuinte anexou aos autos deste processo o extrato dos depósitos feitos no Processo n2 94.900-3, no qual a mesma está discutindo judicialmente os valores acerca desta contribuição, além dos comprovantes das compensações realizadas com créditos de terceiros, junto à Secretaria da Receita Federal, juntamente com os formulários necessários, cumprindo, assim, os requisitos necessários para a compensação realizada, de forma a reduzir do valor principal apurado pela Fiscalização os valores relativos a estas compensações, conforme disposto na decisão de 1 2 instância. Já no tocante ao valor depositado em juizo, fruto de discussão judicial por parte da contribuinte, saliento que o depósito judicial dos valores em questão não extingue o crédito tributário, além do fato de a quantia depositada em juizo não ter sido convertida em renda da União, considero procedente o Acórdão atacado, no tocante aos pagamentos em aberto, declarados na DCTF da recorrente, de forma a manter tais valores com a exigibilidade suspensa. Para melhor elucidar esta questão, transcrevo ementa deste Colegiado, para demonstrar o entendimento a respeito deste tema: "COFINS - DEPÓSITO JUDICIAL - I) EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO - Á extinção do crédito tributário somente ocorre na data da conversão do depósito judicial em renda da União." (Segunda Câmara, Recurso Voluntário Tf 103.707, relator Luiz Roberto Domingo, em 07/12/1999) - Da Multa de Oficio e Juros de Mora. No tocante à cobrança da multa de oficio e dos juros de mora, amparado na jurisprudência desse Egrégio Conselho de Contribuintes, entendo que a realização do depósito judicial elide ambos os consectários. Lembro, ainda, que o art. 63 da Lei ri2 9.430/96 mff, 4" MF -SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo V 13983.000197/2002-82 CONFERE COMO ORIGINAL CCO2/C01 Acórdão o.° 201-80.644 Fls. 129 Os'? /2.42sags Sotwo P---sry,reíteibose expressamente determina não ser cabíve o law raintAtru: S'tIP; 911 .7.45ulta de urgiu no caso de constituição de débito de tributo cuja exigibilidade houver sido suspensa. No tocante ao assunto, o recurso de oficio ofertado não merece ser provido. De fato, já decidiu este Egrégio Conselho de Contribuinte, por diversas vezes, que o depósito judicial dos valores elide a incidência da multa de oficio, porquanto suspende a exigibilidade do crédito, bem como afasta o cômputo dos juros moratórios, verbis: "DEPÓSITO JUDICIAL - MULTA E JUROS DE MORA - Quando comprovado o depósito judicial, até a data do vencimento da obrigação tributária, do montante integral do crédito tributário, não cabe a aplicação da multa de oficio de juros de mora." (CSRF/02-01.095, Rel. Conselheiro Sérgio Gomes Velloso, DJ de 22/01/2002) "COFINS - CONSTITUCIONALIDADE. A constitucionalidade da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social - COFINS, criada pela Lei Complementar n° 70/91, está definitivamente reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal, o que legitima seu recolhimento incidente sobre o faturamento da empresa. DEPÓSITO JUDICIAL. O depósito judicial de débitos, que se encontram em discussão judicial, afasta a exigência de qualquer importância a título de juros de mora e multa de oficio. Recurso provido em pane." (Acórdão dl 201-74.078, Rel. Conselheiro Valdemar Ludvig, DJ de 19/10/2000) (negritamos) "COFINS. CONVERSÃO DO DEPÓSITO EM RENDA. A conversão do depósito em renda quando este se deu no montante integral do débito extingue o crédito tributário. LANÇAMENTO DE OFICIO - EXIGIBILIDADE SUSPENSA. DEPÓSITO JUDICIAL. MULTA DE OFÍCIO E JUROS DE MORA. DESCABIMENTO. Não cabe a cobrança de multa de oficio quando o auto de infração foi lavrado com exigibilidade suspensa, nem juros de mora, se houver depósito no montante integral do débito. Recurso de oficio negado." (Acórdão 203-09.968, Rel. Conselheiro Leonardo de Andrade Couto, DJ de 28/01/2005) (negritamos) Corroborando com este entendimento, há ainda a Súmula r12 5 do Primeiro Conselho de Contribuintes, que estabelece que: Súmula n5 do 1 2 CC: "São devidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, ainda que suspensa sua exigibilidade, salvo quando existir depósito no montante integraL" Mediante este raciocínio, considero inaplicável ao caso a multa e os juros de mora impostos à recorrente, com base no art. 63 da Lei ri 9 9.430/96 e jurisprudência pacificada neste Colegiado. III - Da Intimação Recebida pela Contribuinte. Na data de 05/09/2003 a contribuinte recebeu intimação (fl. 77), dando ciência da decisão proferida no Acórdão, na qual constava abertura de prazo para o recolhimento do débito constante da decisão, juntamente com a respectiva multa lançada, o que gerou uma çb 7 4 A4F - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° 23983.000197/2002-82 CONFERE COM O ORIGINAL CCO2JC01 Acórdão n.° 201-80.844 &adia, 2# / V Fls. 130 S;c5aosa Siape 91745 manifestação por parte da contribuinte (fls. 82 e 83), no sentido de questionar tais exigências, uma vez que o Acórdão suspendeu a exigibilidade dos créditos remanescentes e eximiu a contribuinte do pagamento de multa e juros. A contribuinte, no caso, pode desconsiderar tal exigência, de forma a manter a decisão proferida no Acórdão, incorrendo em erro a intimação publicada. IV - Conclusão. Diante de todo o exposto, voto no sentido da improcedência do presente recurso de oficio, de forma a manter a decisão de P instância em sua integralidade. Sala das Sessões, em 13 de dezembro de 2007. •GILpbíRJ 4 ri BARRETO Page 1 _0062300.PDF Page 1 _0062500.PDF Page 1 _0062700.PDF Page 1 _0062900.PDF Page 1 _0063100.PDF Page 1 _0063300.PDF Page 1 _0063500.PDF Page 1
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Numero do processo: 11070.002054/2009-49
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 22 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/04/2007 a 30/06/2007
Ementa: PAF. CONCOMITÂNCIA DE OBJETOS. NÃO
CONHECIMENTO.
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Direito Creditório Não Reconhecido.
Numero da decisão: 3803-002.965
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA
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CONCOMITÂNCIA DE OBJETOS. NÃO CONHECIMENTO. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Recurso Voluntário Não Conhecido. Direito Creditório Não Reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. [assinado digitalmente] Alexandre Kern Presidente. [assinado digitalmente] João Alfredo Eduão Ferreira Relator. Fl. 285DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 25/ 07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 27/07/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Adriana Oliveira e Ribeiro. Relatório Tratase de Pedido de Ressarcimento e de Declarações de Compensação transmitidos eletronicamente pela contribuinte, onde procurou utilizar pretenso saldo credor de COFINS Não Cumulativo — Mercado Interno acumulado no 2° trimestre/2007, para compensar débito de sua responsabilidade, relativo a tributo administrado pela Receita Federal do Brasil. Foi desenvolvida ação de fiscalização junto a empresa, MPF nº 10.1.08.00 2009003441 para conferência do crédito de COFINS informado no pedido de ressarcimento, tendo a autoridade fiscal concluído pela ilegitimidade do saldo credor pleiteado pelo contribuinte, conforme excerto que transcrevemos a seguir: O pleito da contribuinte não encontra respaldo na legislação pertinente ao assunto, visto que, o desconto de créditos das operações com substituição tributária no regime de tributação da não cumulatividade encontrase vedado pelo disposto na redação original do artigo 3º, inciso I letra "a" da Lei nº 10.833 de 29 de dezembro de 2.003. Posteriormente, o referido dispositivo legal veio a sofrer modificações pelas Leis nº 10.865 de 30 de abril de 2004; 11.727 de 23 de junho de 2.008 e 11.787 de 25 de setembro de 2.008, mas que não alteraram sua essência. No mesmo sentido, o artigo 17 da Lei n° 11.033 de 21 de dezembro de 2.004, ao permitir a manutenção de créditos vinculados às operações de vendas efetuadas com suspensão, isenção, aliquota zero ou com não incidência das contribuições do PIS e da COFINS, não respalda o procedimento adotado pela contribuinte. O artigo 16 de Lei n° 11.116 de 18 de maio de 2.005 veio esclarecer que o crédito apurado em virtude do contido no artigo 17 de Lei n ° 11.033/2004 deve ser apurado na forma dos artigos 3º das Leis nº 10.637/2.002 e 10.833/2003, portanto, alem das permissões, devem também ser observadas as proibições lá destacadas na apropriação de créditos. A DRF em Santo Ângelo adotou o Relatório Fiscal como razão de decidir e não homologou a compensação, nem reconheceu o direito creditório pretendido. Inconformado, apresentou manifestação de inconformidade na qual aduz, em apertada síntese que: a) há direito de crédito de PIS e de COFINS em relação às aquisições tributadas quando a saída é isenta, não tributada, imune ou tributadas com aliquota zero. Conforme o art. 16 da MP n° 206, de 2004 (atualmente art. 17 da Lei n° 11.033, de 2004), os contribuintes cujas operações de venda são isentas, não tributadas, tributadas com alíquota Fl. 286DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 25/ 07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 27/07/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11070.002054/200949 Acórdão n.º 380302.965 S3TE03 Fl. 2 3 zero ou com suspensão têm direito à manutenção dos créditos de PIS e COFINS decorrentes da aquisição de insumos; b) não existe na legislação que rege a matéria qualquer restrição ao crédito efetuado pela empresa. Ao contrário, existe expressa autorização legal para que isto ocorra (art.17 da Lei n° 11.033, de 2004). Ainda que houvesse restrição, tal seria inconstitucional, porquanto a não cumulatividade deve ser entendida como integral e absoluta, nunca parcial e relativa. O direito de abatimento é garantido constitucionalmente (art. 195, § 12, da CF). A CF não dá margens para que o legislador ordinário restrinja o principio da nãocumulatividade, autorizando, apenas, que sejam definidas as categorias econômicas para as quais as contribuições seriam nãocumulativas; c) o caráter de nãocumulatividade inerente As contribuições para o PIS e para a COFINS deve ser interpretado de forma ampla, devendo a técnica base contra base ser atentamente observada, não podendo qualquer legislação infraconstitucional restringir o direito ao crédito; d) sendo a empresa revendedora de mercadorias, onde sua operação de venda é tributada com aliquota zero, suspensa, não tributada ou isenta, tem ela direito à manutenção dos créditos de PIS e de COFINS decorrentes da aquisição de insumos vinculados a esta vendas, em função do regime da nãocumulatividade. A DRJ em Porto Alegre considerou improcedente a manifestação de inconformidade, confirmando o despacho decisório e o relatório fiscal conforme ementa que transcrevemos a seguir: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/2007 a 30/06/2007 INCONSTITUCIONALIDADE. LEGISLAÇÃO REGULARMENTE EDITADA. PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE. A autoridade administrativa não possui atribuição para apreciar a argüição de inconstitucionalidade ou de ilegalidade de dispositivos normativos, bem como a legislação regularmente editada goza de presunção de constitucionalidade e de legalidade. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS eríodo de apuração: 01/04/2007 a 30/06/2007INCIDÊNCIA NÃOCUMULATIVA. TRIBUTAÇÃO CONCENTRADA. PRODUTOS. AQUISIÇÃO. DISTRIBUIDOR/COMERCIANTE. REVENDA. APURAÇÃO DE CRÉDITOS. IMPOSSIBILIDADE. VEDAÇÃO LEGAL. No regime da nãocumulatividade da COFINS, a aquisição de produtos sujeitos à tributação concentrada não gera créditos para o comerciante na revenda/distribuição dos mesmos por Fl. 287DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 25/ 07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 27/07/2012 por ALEXANDRE KERN 4 expressa vedação legal, não se aplicando à hipótese a disposição contida no art. 17 da Lei n° 11.033, de 2004. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cientificada em 19/12/2011, apresentou recurso voluntário para este Conselho, no qual advoga a mesma tese da manifestação de inconformidade, requerendo ao final, o reconhecimento do direito creditório e homologação da DCOMP. Voto Conselheiro João Alfredo Eduão Ferreira O recurso é tempestivo, entretanto, dele não tomarei conhecimento pelo que explano a seguir: Do breve relato dos fatos extraise que o direito creditório pleiteado pela contribuinte se origina da aquisição de produtos sujeitos à tributação monofásica, a qual fica desonerada sobre as receitas auferidas com a venda posterior destes produtos, que são revendidos pelo seu estabelecimento com alíquota zero. Compulsando os autos, observamos ainda, que a discussão em comento, qual seja, o creditamento da aquisição de produtos sujeitos à tributação monofásica cujas operações de venda são tributadas à alíquota zero, foi objeto de Mandado de Segurança impetrado pela ora Recorrente, junto à 2ª VF e JEF CÍVEL DE SANTO ÂNGELO sob o n° 2009.71.05.0014210/RS. Em consulta ao andamento processual no sítio da Justiça Federal da 4ª Região, constatei que foi proferida decisão em 04/08/2010, publicada em 12/08/2010, admitindo o Recurso Extraordinário e o Recurso Especial interposto pela Redepeças. Peço vênia para trasladar a decisão monocrática: DECISÃO Tratase de recurso extraordinário interposto com apoio no art. 102, III, a, da Constituição Federal, contra acórdão proferido por Órgão Colegiado desta Corte, cuja ementa foi lavrada nas seguintes letras: TRIBUTÁRIO. LEI Nº 11.033/2004, ARTIGO 17. PIS E COFINS. DIREITO A CREDITAMENTO EM REGIME NÃO CUMULATIVO SUJEITO A INCIDÊNCIA MONOFÁSICA. Tratandose de tributação monofásica não há que se falar em cumulatividade, diante da inexistência do pressuposto fático necessário para a adoção da técnica do creditamento, qual seja, a possibilidade de incidências múltiplas ao longo da cadeia econômica. O artigo 17 da Lei nº 11.033/2004 restringese ao "Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária REPORTO", descabendo aplicálo a situações diversas daquela prevista na legislação, sob pena de privilegiar indevidamente certas atividades econômicas, em detrimento das outras sujeitas à tributação polifásica. Fl. 288DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 25/ 07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 27/07/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11070.002054/200949 Acórdão n.º 380302.965 S3TE03 Fl. 3 5 [...] O recurso merece prosseguir, tendo em conta o prequestionamento da matéria relativa aos dispositivos supostamente contrariados, não envolvendo exame de provas. Além disso, encontramse preenchidos os demais requisitos de admissibilidade. [...] (grifamos) A título informativo, em 30/11/2010 o Min. Herman Benjamin, em decisão monocrática, negou seguimento ao Recurso Especial e em 10/10/2011 houve a baixa definitiva dos autos do MS retromencionado. Ademais, cotejando os argumentos aduzidos pela Defendente nos recursos até então apresentados no presente processo administrativo fiscal com os interpostos na contenda judicial, verificouse que tais encontramse inclusos nas razões do madamus o que definitivamente se constata na leitura do relatório da sentença que julgou improcedente o Mandado de Segurança impetrado: Para tanto, alegaram que se dedicam à distribuição de máquinas agrícolas e peças, adquirindo produtos direto das indústrias, sendo que alguns, quando da revenda, existe suspensão do pagamento das contribuições para o PIS e COFINS, cuja tributação se dá com alíquota zero, isentos ou não são tributados. Disseram que, desde a implantação do sistema não cumulativo, vinham descontando do valor a pagar relativo ao PIS e COFINS, créditos em relação às compras efetuadas com tributação destas contribuições, em conformidade com a redação original do art. 3º das Leis nºs 10.637/2002 e 10.833/2003, tendo por base o art. 17 da Lei nº 11.033/04 (MP 204/2004). Mencionaram que, em decorrência da MP nº 451, que inseriu o parágrafo 15 no art. 3º da Lei nº 10.637/2001, o direito ao abatimento do valor a recolher, de créditos de PIS e COFINS, relativo aos insumos mencionados, foi suprimido. Falaram que, por este dispositivo, o direito de crédito ao PIS e COFINS em relação às vendas efetuadas pelos distribuidores e os comerciantes atacadistas e varejistas restou impossibilitado, ficando os créditos restritos apenas em relação aos custos, despesas e encargos vinculados às receitas com a venda de produtos cuja saída é onerada por estas contribuições. Defenderam nos casos em que a operação de venda é tributada com alíquota zero, suspensa, não tributada ou isenta, ter direito à manutenção dos créditos de PIS e COFINS decorrentes da aquisição de insumos vinculados a estas vendas, em função do regime de nãocumulatividade. Disseram que a restrição imposta pela MP nº 451 deve observar o prazo nonagesimal, previsto no art. 195, § 6º, da CF/88. Falaram acerca do direito de correção monetária dos valores. Pediram liminar e, por fim, em caso de não ser reconhecido o direito de efetuar créditos de PIS e COFINS decorrentes de aquisição de insumos, independentemente se a saída é onerada ou não por estas contribuições, seja determinada a observância da anterioridade nonagesimal. Juntaram documentos (fls. 13/28). Fl. 289DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 25/ 07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 27/07/2012 por ALEXANDRE KERN 6 Assim, socorreuse a ora Recorrente do judiciário com a finalidade de ver assegurado e reconhecido o direito de efetuar créditos de PIS e COFINS decorrentes de aquisição de insumos, independentemente se a saída é onerada ou não por estas contribuições, o que inequivocamente configurou a concomitância entre as demandas. Cabe salientar que a opção pela via judicial implica na renúncia da via administrativa, bem como dos recursos eventualmente interpostos pelo sujeito passivo, tal qual o caso. Isto porque pelo princípio da unicidade da jurisdição e inafastabilidade do controle jurisdicional, competirá ao Poder Judiciário dar a última palavra nos casos trazidos à sua apreciação, e portanto sua decisão sempre sobejará sobre a administrativa. A decisão judicial se torna lei entre as partes e vincula a administração tributária aos seus ditames, devendo ser aplicada, inclusive, no processo administrativo. Vejamos o teor da súmula nº 01 do CARF: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Sabendo que o sujeito passivo propôs mandado de segurança para discutir o suposto direito creditório na via judicial, com o mesmo objeto da demanda administrativa, implicando na renúncia do recurso por ele interposto, voto pelo NÃO CONHECIMENTO do presente recurso voluntário. [assinado digitalmente] João Alfredo Eduão Ferreira Relator Fl. 290DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 25/ 07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 27/07/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11070.002054/200949 Acórdão n.º 380302.965 S3TE03 Fl. 4 7 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 11070.002054/200949 Interessada: REDEPECAS REDEPARTS INDUSTRIA E COMERCIO LTDA Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380302.965, de 22 de maio de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 22 de maio de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 291DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 25/ 07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 27/07/2012 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 10283.002520/2006-85
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Feb 13 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Feb 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 2004
RECURSO VOLUNTÁRIO. JULGAMENTO. COMPETÊNCIA
Cabe às Turmas Ordinárias processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância em processos que excedem o valor de alçada das turmas especiais.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Direito Creditório Não Reconhecido.
Numero da decisão: 3803-002.409
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: JOÃO ALFREDO E. FERREIRA
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2004 RECURSO VOLUNTÁRIO. JULGAMENTO. COMPETÊNCIA Cabe às Turmas Ordinárias processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância em processos que excedem o valor de alçada das turmas especiais. Recurso Voluntário Não Conhecido. Direito Creditório Não Reconhecido.
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Recorrente BENARROS VEÍCULOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2004 RECURSO VOLUNTÁRIO. JULGAMENTO. COMPETÊNCIA Cabe às Turmas Ordinárias processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância em processos que excedem o valor de alçada das turmas especiais. Recurso Voluntário Não Conhecido. Direito Creditório Não Reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. [assinado digitalmente] Alexandre Kern Presidente. [assinado digitalmente] João Alfredo Eduão Ferreira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani. Relatório Fl. 645DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0320.13293.D1KF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 2 Tratamse de Declarações de Compensação, transmitidas em 27/02/2004, vinculadas a créditos reconhecidos em Ação Ordinária Declaratória sob o nº 995.32.41383, no valor inicial de R$ 1.052.627,98. Em Despacho Decisório resolveu a Autoridade Competente não homologar a compensação efetuada tendo em vista que o sujeito passivo não logrou em comprovar pela documentação apresentada os créditos em desfavor da Fazenda Nacional, descumprindo a Instrução Normativa SRF 600/2005, e por conseqüência o artigo 74 da Lei 9.430, de 27.12.1996 — com alterações determinadas pelas leis 10.637/2002, 10.833/2003 e 11.051/2004 — e o artigo 170 do Código Tributário Nacional. Cientificada do Despacho Decisório em 10/12/2008 (AR fls. 307), a interessada apresentou, tempestivamente, em 06/01/2009, manifestação de inconformidade (fls.319/329) na qual: a) Faz histórico da ação judicial ressaltando que, tendo sido indeferido seu pedido de cautelar e de antecipação da tutela na ação ordinária, enquanto aguardava a decisão de mérito na ação principal, o Fisco glosou a compensação realizada, ficando a empresa obrigada a pagar os tributos compensados com juros e multa, conforme processos 10283.000184/9676 e 10283.000183/9611; b) Diante do trânsito em julgado da ação judicial, de cunho declaratório, transmitiu suas declarações de compensação, constantes do presente processo; c) Todavia, ao apreciar o pedido de compensação da contribuinte, o Fisco entendeu por bem indeferilo pelo fato, segundo a proposição e despacho decisório, que a mesma não teria apresentado os comprovantes (DARF) dos créditos originários do Finsocial e as DCTF necessários a comprovação da restituição e vinculação com o processo de parcelamento cujos valores pretende compensar; Em acórdão exarado pela 3ª Turma da DRJ/BEL, resolveu por bem o colegiado em não conhecer da Manifestação de Inconformidade haja vista que, no entender daquela turma, a contribuinte deixou de apresentar contestação especifica em relação a matéria que se compreenderia, a priori, no âmbito de sua potencial irresignação relativamente à matéria constante dos autos, havendo deixado de apresentar os pontos de discordância, razões c provas em que se fundariam sua pretensão. Consignouse, ainda, que a restituição/compensação pleiteada está vedada na instância administrativa em virtude da ação judicial interposta, principalmente, porque a sentença judicial já foi executada pela requerente. Cientificada em 25/07/2009 (fls. 397), apresentou Recurso Voluntário em 25/08/2009 (fls. 398), na qual expurga os argumentos adotados no acórdão vergastado. Ao final, requereu a decretação da nulidade da decisão recorrida, pelos vícios e impropriedades nela apresentadas, bem como determinar a regular apuração do montante dos créditos pleiteados, objeto do pleito compensatório referente aos créditos do Finsocial e a compensação glosada e recolhida nos processos de parcelamento n° 10283.000184/9676 (Pis Pasep) e n° 10283.000183/9611 (Cofins), cuja devolução para efeito de compensação deverá observar o principal e os encargos de direito. É o relatório. Fl. 646DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0320.13293.D1KF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10283.002520/200685 Acórdão n.º 380302.409 S3TE03 Fl. 414 3 Voto Conselheiro João Alfredo Eduão Ferreira O recurso é tempestivo, entretanto, dele não tomarei conhecimento pelo que explano a seguir: Considerando (i) que a competência das turmas especiais fica restrita ao julgamento de recursos em processos de valor inferior ao limite fixado para interposição de recurso de oficio pela autoridade julgadora de primeira instância, nos termos do § 2º do art. 2º do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RI/CARF; (ii) que esse valor está fixado atualmente em R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), e (iii) que o valor original do crédito declarado nas Dcomps (fls. 01/132) deste processo é de R$ 1.052.627,98, voto pelo não conhecimento do recurso voluntário, declinandose a competência para seu julgamento às turmas ordinárias desta 3ª Seção. [assinado digitalmente] João Alfredo Eduão Ferreira Relator Fl. 647DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0320.13293.D1KF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 4 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10283.002520/200685 Interessada: BENARROS VEÍCULOS LTDA. À SEJUL da 3ª Seção, para formação de lote de sorteio para as turmas ordinárias, haja vista que o valor do processo supera a alçada desta TE, estabelecida no § 2º do art. 2º do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RI/CARF. Brasília DF, em 2 de março de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 648DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0320.13293.D1KF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA em 02/03/2012 14:55:07. Documento autenticado digitalmente por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA em 02/03/2012. Documento assinado digitalmente por: ALEXANDRE KERN em 04/03/2012 e JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA em 02/03/2012. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 10/03/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP10.0320.13293.D1KF Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 8CBF1E317D23FC23957729FECE0061A4EC471A08 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10283.002520/2006-85. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 10932.000866/2007-38
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 26 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Tue Oct 13 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 2002
MATÉRIA NÃO IMPUGNADA EM SEDE DE IMPUGNAÇÃO.
Não há como ser conhecido o recurso voluntário quando suas razões não foram aventadas em sede de impugnação, hipótese na qual ocorre preclusão consumativa.
VALIDADE DE NOTIFICAÇÃO POR VIA POSTAL RECEBIDA POR TERCEIRO.
É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário (Súmula CARF nº 9)
ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Ano-calendário: 2002
PEDIDO DE RETIFICAÇÃO DE DAA FORMULADO EM IMPUGNAÇÃO AO AUTO DE INFRAÇÃO.
É inadmissível o pedido retificação de declaração de ajuste anual em sede de impugnação ao auto de infração.
Numero da decisão: 2001-003.642
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente do Recurso Voluntário, exceto na parte em que o Recorrente ataca o cálculo e aplicação de multa de ofício; em rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, em negar-lhe provimento.
(documento assinado digitalmente)
Honório Albuquerque de Brito - Presidente
(documento assinado digitalmente)
André Luis Ulrich Pinto - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Luís Ulrich Pinto, Honório Albuquerque de Brito e Marcelo Rocha Paura.
Nome do relator: ANDRE LUIS ULRICH PINTO
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ementa_s : ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2002 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA EM SEDE DE IMPUGNAÇÃO. Não há como ser conhecido o recurso voluntário quando suas razões não foram aventadas em sede de impugnação, hipótese na qual ocorre preclusão consumativa. VALIDADE DE NOTIFICAÇÃO POR VIA POSTAL RECEBIDA POR TERCEIRO. É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário (Súmula CARF nº 9) ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2002 PEDIDO DE RETIFICAÇÃO DE DAA FORMULADO EM IMPUGNAÇÃO AO AUTO DE INFRAÇÃO. É inadmissível o pedido retificação de declaração de ajuste anual em sede de impugnação ao auto de infração.
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Não há como ser conhecido o recurso voluntário quando suas razões não foram aventadas em sede de impugnação, hipótese na qual ocorre preclusão consumativa. VALIDADE DE NOTIFICAÇÃO POR VIA POSTAL RECEBIDA POR TERCEIRO. É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário (Súmula CARF nº 9) ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2002 PEDIDO DE RETIFICAÇÃO DE DAA FORMULADO EM IMPUGNAÇÃO AO AUTO DE INFRAÇÃO. É inadmissível o pedido retificação de declaração de ajuste anual em sede de impugnação ao auto de infração. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente do Recurso Voluntário, exceto na parte em que o Recorrente ataca o cálculo e aplicação de multa de ofício; em rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, em negar-lhe provimento. (documento assinado digitalmente) Honório Albuquerque de Brito - Presidente (documento assinado digitalmente) André Luis Ulrich Pinto - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Luís Ulrich Pinto, Honório Albuquerque de Brito e Marcelo Rocha Paura. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 2. 00 08 66 /2 00 7- 38 Fl. 90DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2001-003.642 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10932.000866/2007-38 Relatório Trata-se de auto de infração, lavrado em 12 de dezembro de 2007, ano-calendário 2002, exercício 2003, por meio da qual exige-se do Recorrente o valor de R$ 5.504,74, a título de IRPF, acrescido de multa de ofício e demais consectários legais, diante de omissão de rendimentos de trabalho sem vínculo empregatício recebidos de pessoa jurídica no valor de R$ 152,24, dedução indevida por dependente glosada em R$ 2.544,00, dedução indevida de despesas médicas no montante de R$ 13.325,00 e dedução indevida de despesa com instrução no valor de R$ 3.996,00. Devidamente notificado, o ora Recorrente apresentou impugnação juntando documentação visando comprovar a higidez das deduções de despesas médicas, instrução e por dependentes, requerendo, ainda, a inclusão de outras despesas não declaradas na Declaração de Ajuste Anual. O Recorrente instruiu a sua impugnação com os seguintes documentos: (i) declaração de ajuste anual (fls. 08 a 10); (ii) comprovante de rendimentos pagos e de retenção de imposto de renda na fonte (fls. 11); (iii) declaração do imposto de renda retido na fonte – DIRF (fls. 12 e 13); (iv) certidão de nascimento (fls. 45 e 46); (v) boletos bancários em nome de CEDENTE – Escola Terra Maes S/C Ltda. EPP (fls. 47 a 59); (vi) recibos médicos (fls. 60 a 67). Na ocasião do julgamento da Impugnação apresentada pelo ora Recorrente, a 9ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo II, proferiu o acórdão nº 17-30.973 – 9ª Turma da DRJ/SPOII, considerando procedente em parte a impugnação e afastando a pretensão do Recorrente de ver reconhecidas dedução de despesas não declaradas em sua DAA, o que implicaria na inadmissível hipótese de retificação das declarações após cientificado o sujeito passivo do lançamento, pois, no caso em questão, o ora Recorrente somente as solicitou depois da emissão do AI em sua peça impugnatória. Irresignado com o v. acórdão a quo, a Recorrente interpôs recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais alegando, em síntese: a) nulidade da notificação entregue a pessoa diversa do Recorrente; b) violação dos princípios do contraditório e ampla defesa; c) a multa de ofício não pode incidir sobre a multa de ofício É a síntese do necessário, passo ao voto. Voto Conselheiro André Luis Ulrich Pinto, Relator. O recurso é tempestivo. Analisando os demais pressupostos de admissibilidade, verifica-se um obstáculo para conhecimento do recurso na parte em que se pretende atacar a incidência da multa de ofício. Isso porque estes argumentos nem sequer foram ventilados em impugnação, tendo operado, in casu, a preclusão consumativa prevista nos art. 15, 16, III e 17, todos do Decreto nº 70.235/1972. Fl. 91DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2001-003.642 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10932.000866/2007-38 Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. Art. 16. A impugnação mencionará: (...) III - os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (...) Art. 17. Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante Dessa forma, está claro que, nesta parte, o recurso voluntário não dialoga com a decisão recorrida, limitando-se a apresentar novas razões, não trazidas na impugnação, para a improcedência da autuação, tudo isso em completa inobservância à estabilidade do processo entre as partes. Relativamente a parte conhecida, passo a analisar o mérito. Nulidade da notificação e ofensa ao contraditório e ampla defesa O Recorrente alega que a notificação do Termo de Início da ação fiscal é nula porque teria sido recebida por pessoa diversa. Entendo que não assiste razão ao Recorrente. Explico. De fato, analisando o aviso de recebimento juntado às fls. 7 dos autos deste processo administrativo, é possível verificar que a notificação foi recebida por pessoa diversa do Recorrente, no entanto, deve-se observar que a referida notificação foi encaminhada para o domicílio tributário eleito pelo Recorrente em sua Declaração de Ajuste Anual, qual seja Avenida Imperador Pedro II, 1390, Nova Petrópolis, São Bernardo do Campo, SP. Dessa forma, não há qualquer nulidade na intimação do Recorrente, devendo ser aplicado o entendimento consolidado por este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e veiculado pelo enunciado da Súmula CARF nº 9, que assim dispõe: Súmula CARF nº 9 É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário. (Vinculante, conforme Portaria MF nº 277, de 07/06/2018, DOU de 08/06/2018). Portanto, sendo válida a notificação por via postal, não há que se falar em nulidade no procedimento fiscal. Relativamente à alegação de ofensa ao princípio do contraditório e ampla defesa prescritos no art. 5º LV, da Constituição Federal, apesar da incompetência deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade da Lei Tributária, entendo que o argumento do Recorrente pode ser refutado com base na análise do processo de positivação das normas jurídicas, sendo certo que as normas e princípios do PAF dão efetividade aos princípios invocados ao Recorrente. Fl. 92DF CARF MF Documento nato-digital http://idg.carf.fazenda.gov.br/acesso-a-informacao/boletim-de-servicos-carf/portarias-do-mf-de-interesse-do-carf-2018/portarias-mf-277-sumulas-efeito-vinculantes.pdf http://idg.carf.fazenda.gov.br/acesso-a-informacao/boletim-de-servicos-carf/portarias-do-mf-de-interesse-do-carf-2018/portarias-mf-277-sumulas-efeito-vinculantes.pdf Fl. 4 do Acórdão n.º 2001-003.642 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10932.000866/2007-38 Ocorre que, no caso em tela, não há qualquer ofensa ao exercício do direito de defesa do, sendo certo que, a notificação prévia encaminhada para o seu domicílio tributário é válida e que, uma vez instaurado o litígio, foram garantidos todos os meios de defesa ao Recorrente, que teve oportunidade para apresentar os documentos que comprovassem o seu alegado direito. Evidentemente, em observância ao devido processo legal, apenas podem ser reconhecidas as despesas declaradas pelo Recorrente em sua Declaração de Ajuste Anual, não sendo permitida a retificação desta declaração após instaurado o litígio e muito menos o pedido de dedução de despesas em sede de impugnação. Neste sentido, veja-se a ementa de acórdão proferido pela Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção de Julgamento deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais ao julgar caso análogo. Numero do processo: 16041.000876/2008-75 Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção Câmara: Quarta Câmara Seção: Segunda Seção de Julgamento Data da sessão: Tue Jul 09 00:00:00 BRT 2019 Data da publicação: Tue Jul 30 00:00:00 BRT 2019 Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2004 IRPF. NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO. OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS POR DEPENDENTE INFORMADO NA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. CARACTERIZAÇÃO. PROCEDÊNCIA. RETIFICAÇÃO DA DIRPF. IMPOSSIBILIDADE. Comprovada a omissão de rendimentos recebidos por dependente informado na declaração de ajuste anual, é procedente o lançamento em face da infração constatada. Não há que se falar de retificação de declaração de ajuste anual após o início do procedimento fiscal. Numero da decisão: 2402-007.429 Nome do relator: LUIS HENRIQUE DIAS LIMA Portanto, não há que se falar em violação aos princípios do contraditório ou ampla defesa. Conclusão Diante do exposto, voto por conhecer parcialmente o recurso, rejeitar a preliminar de nulidade e, no mérito, negar-lhe provimento. (documento assinado digitalmente) André Luis Ulrich Pinto Fl. 93DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 2001-003.642 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10932.000866/2007-38 Fl. 94DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 10855.002039/92-83
Turma: Sétima Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Oct 14 00:00:00 UTC 1996
Data da publicação: Mon Oct 14 00:00:00 UTC 1996
Ementa: REVISÃO DE ACÓRDÃO - ERRO MATERIAL - Revê-se o Acórdão em que tiver sido constatado erro material. GANHO DE CAPITAL - A
transferência de imóveis deve ser comprovada por documento hábil e idôneo. Não fazem prova os assentamentos contábeis que não estão corroborados por documentação comprobatória dos fatos registrados. JUROS DE MORA - TRD - Os juros serão cobrados à taxa de 1% (um por cento) ao mês ou fração, se a lei não dispuser em contrário (CTN, art.161, parágrafo primeiro). Disposição em contrário viria a ser estabelecido pela Medida Provisória n° 298, de 29.07.91 (DOU de 30.07.91), a qual viria a ser convertida na Lei n° 8.218, de 29.08.91, publicada no DOU de 30, seguinte,
a qual estabeleceu a taxa de juros no mesmo percentual da variação da TRD. Admissível, portanto, a exigência de juros de mora pela mesmas taxas da TRD a partir de 01 de agosto de 1991, vedada sua retroação a 04 de fevereiro de 1991.
Numero da decisão: 106-08.308
Decisão: ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, retificar o Acórdão N° 106-07.224 e, no mérito, dar-lhe provimento parcial para excluir da exigência o encargo da TRD, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MARIO ALBERTINO NUNES
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GANHO DE CAPITAL - A transferência de imóveis deve ser comprovada por documento hábil e idôneo. Não fazem prova os assentamentos contábeis que não estão corroborados por documentação comprobatória dos fatos registrados. JUROS DE MORA - TRD - Os juros serão cobrados à taxa de 1% (um por cento) ao mês' ou fração, se a lei não dispuser em contrário (CTN, art.161, parágrafo primeiro). Disposição em contrário viria a ser estabelecido pela Medida Provisória n° 298, de 29.07.91 (DOU de 30.07.91), a qual viria a ser convertida na Lei n° 8.218, de 29.08.91, publicada no DOU de 30, seguinte, a qual estabeleceu a taxa de juros no mesmo percentual da variação da TRD. Admissivel, portanto, a exigência de juros de mora pela mesmas taxas da TRD a partir de 01 de agosto de 1991, vedada sua retroação a 04 de fevereiro de 1991. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ANA MERECE SAMARONE PIMENTEL. ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, retificar o Acórdão N° 106-07.224 e, no mérito, dar-lhe provimento parcial para excluir da exigência o en rgo da TRD, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. D .4D / GUES DE' IFLA NTE,..„ MARIO • BERTINO NUNES RELATOR FORMALIZADO EM: ola JAN 1997 Participaram, ainda, do presente julgamento. os Conselheiros: HENRIQUE ORLANDO MARCONI, WILFRIDO AUGUSTO MARQUES, ANA MARIA RIBEIRO DOS REIS, GENÉSIO DESCHAMPS e ROMEU BUENO DE CAMARGO. Ausente justificadamente o Conselheiro ADONIAS DOS REIS SANTIAGO. MINISTÉRIO DA FAZENDA 2 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. : 10650/000.041/94-95 ACÓRDÃO : 106-08.308 RECURSO N°. : 86.747 RECORRENTE : ANA MEREGE SAMARONE PIMENTEL RELATÓRIO ANA MEREGE SAMARONE PIMENTEL, brasileira, casada, domiciliada e residente à Rua Mário Pradini, N° 781, na cidade de Itapeva, Estado de São Paulo, inscrita no Ministério da Fazenda, C.P.F. N° 122.930.418-59, recorre da decisão do Delegado da Receita Federal em Sorocaba, da qual foi cientificada em 23 de dezembro de 1993 (fls. 98), através de recurso protocolado em 21 de janeiro de 1994(fls. 99/101). Contra a contribuinte foi emitida a Notificação de fls. 60, exigindo o pagamento do imposto de renda em valor equivalente a 2.738,59 UFIR acrescido de juros de mora (6.352,17 UFIR), e da respectiva multa de lançamento de oficio (1.369,30 UFIR), decorrente da tributação do ganho de capital auferido na alienação de sua parte do imóvel sito à Avenida Dr. Epaminondas Ferreira Lobo, N° 197, conforme demonstrativo de fls. 58. Inconformado, tempestivamente, a contribuinte apresentou sua impugnação de fls. 64/66, requerendo o cancelamento da exigência tributária mediante os seguintes argumentos: a) que alienou o imóvel em 18 de abril de 1991 e que a escritura de aquisição do mesmo foi lavrada em seu nome dia 28 de dezembro de 1984; b) que o imóvel, de fato, foi adquirido em 7 de março de 1973, em nome de Djanira Pimentel, Aluisio Pimentel e Ana Merege Samarone Pimentel, conforme escritura de Alteração de Contrato de Mútuo com Garantia Hipotecária, lavrada as fls. 667 do Livro 28, do 20° Cartório de Notas de São Paulo; MINISTÉRIO DA FAZENDA 3 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. : 10650/000.041/94-95 ACÓRDÃO N°. : 106-08.308 c) que na mesma data o referido imóvel foi transferido para a firma A. Pimentel & Cia. Ltda., da qual a contribuinte e seu cônjuge, sr. Aluisio Pimentel, são sócios; d) que consta no balanço de abertura, datado de 1° de janeiro de 1974, o referido imóvel no valor de Cr$ 274.000,00, que correspondia a divida hipotecária; e) que, portanto, o imóvel era da empresa e não da contribuinte e do seu cônjuge, sr. Aluisio Pimentel; e O que não possui documentos comprobatórios do alegado, pois o seu cônjuge faleceu, sendo os fatos comprovados pelos lançamentos contábeis do livro Diário da empresa, A. Pimentel & Cia. Ltda., conforme cópias reprográficas de fls. do mencionado livro. A informação fiscal de fls. 88/90 propôs a manutenção integral da exigência tributária, tendo em vista que a contribuinte não apresentou documento comprobatório das suas alegações. A decisão de 1 3 instância de fls. 91/96 julgou procedente a ação fiscal mediante a alegação de que a contribuinte não apresentou prova formal, a qual daria sustentação a transferência do imóvel constante dos lançamentos contábeis alegados na impugnação. Irresignado a recorrente apresenta, tempestivamente, o recurso de fls. 145/532, reiterando os argumentos da impugnação, que leio em sessão para conhecimento dos seus pares. É o relatório. MINISTÉRIO DA FAZENDA 4 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. : 10650/000.041/94-95 ACÓRDÃO N°. : 106-08.308 VOTO CONSELHEIRO MÁRIO ALBERT1NO NUNES, RELATOR A tributação constante do presente processo refere-se ao ganho de capital, no valor de Cr$ 6.540.421,18, correspondente a 1/4 (hum quarto) da operação imobiliária, o qual foi apurado pelo 'Demonstrativo da Apuração dos Ganhos de Capital" de fls. 58. A recorrente não apresenta razões sobre o mencionado cálculo, bem como não instaura contencioso com referência a data de aquisição e alienação do imóvel sito À Avenida Dr. Epaminondas Ferreira Lobo, N° 197, na cidade de Itapeva. As alegações do recurso referem-se a que a recorrente e seu cônjuge teriam transferido o mencionado imóvel para a empresa, A. Pimentel & Cia. Ltda., da qual os mesmos eram sócios quotistas. A recorrente reconhece não ter contrato ou escritura pública comprobatória da alegação, alegando que o seu cônjuge faleceu e desconhece a existência ou local em que esteja qualquer documento referente a mencionada transferência. As cópias reprográficas de fls. do livro Diário da mencionada empresa, nas quais constam assentamentos contábeis mencionando a referida transferência imobiliária não são suficientes para comprovar o fato, tendo em vista que lançamentos contábeis para produzirem provas devem estar corroborados por documentos hábeis e idôneos. MINISTÉRIO DA FAZENDA 5 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO IN1°. : 106501000.041/94-95 ACÓRDÃO N°. : 106-08.308 A escritura pública de fls. 27, na qual a recorrente na qualidade de outorgante vendedora reconhece ser proprietária e efetua a alienação do imóvel, na data de 18 de abril de 1991, não pode ser descaracterizada por assentos contábeis que não possuem sequer contratos particulares para sua comprovação. Ressalte-se, ainda, que na mencionada escritura consta que a recorrente declara haver recebido no ato da lavratura da mesma o valor referente a venda. A notificação de fls. 60 prevê a exigência da Taxa Referencial Diária, não tendo sido, entretanto, a mesma recebido qualquer menção na decisão de primeira instancia. No meu entendimento a incidência da TRDA ocorre no período compreendido entre 30 de agosto de 1991 e 31 de dezembro de 1991, o qual encontra amparo na orientação prescrita pela Câmara Superior de Recursos Fiscais, contida no Acórdão N° CSRF/01-1.773/94 assim redigido: "Com efeito, por força das normas legais contidas nos diplomas citados emerge a conclusão de que a Taxa Referencial Diária - TRD sã poderia ser cobrada como juros de mora a partir do mês em que começou a viger a Lei N°8.218/91, ou seja, o mês de agosto de 1991." Diante do exposto, e por tudo mais que do processo consta, conheço do recurso, por tempestivo e interposto na forma da Lei e, no mérito, voto pelo PROVIMENTO PARCIAL para excluir a incidência da Taxa Referencial Diária Acumulada, no período compreendido entre 04 de fevereiro de 1991 e 29 de agosto de 1991, período em que os juros de mora devem ser calculados à taxa de 1% (um por cento) ao mês ou fração. É o meu voto. Sala das es - DF, em 14 de outubro de 1996 • iniA ERTINO NUNES 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. :10855/002.039/92-83 ACÓRDÃO N°. :106-08.308 INTIMAÇÃO Fica o Senhor Procurador da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho de Contribuintes, intimado da decisão consubstanciada no Acórdão supra, nos termos do parágrafo 2°, do artigo 40, do Regimento Interno, com a redação dada pelo artigo 3° da Portaria Ministerial n°. 260, de 24/10/95 (D.O.U. de 30/10/95). Brasília - DF, e O Q JAN 1997- D .uanoti. • . S DE OL IRA PRES er E Ciente em r2j • JÁN 1997. ROD • 4,9 PEREIRA DE MELLO PR * TURADOR DA FAZENDA NACIONAL Page 1 _0004700.PDF Page 1 _0004800.PDF Page 1 _0004900.PDF Page 1 _0005000.PDF Page 1 _0005100.PDF Page 1
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Numero do processo: 10865.003394/2010-11
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 31/07/2001
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. REDISCUSSÃO DA
MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE.
Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e
objetivam, tão-somente, sanar obscuridade, contradição ou omissão, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado.
ALEGAÇÕES E PROVAS APRESENTADAS SOMENTE NO
RECURSO. PRECLUSÃO.
Consideram-se precluídos, não se tomando conhecimento, os argumentos e provas não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal.
Embargos Acolhidos
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-002.712
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em
acolher os embargos de declaração do contribuinte, rerratificando o Acórdão nº 3803-002.092, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 31/07/2001 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE. Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e objetivam, tão-somente, sanar obscuridade, contradição ou omissão, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado. ALEGAÇÕES E PROVAS APRESENTADAS SOMENTE NO RECURSO. PRECLUSÃO. Consideram-se precluídos, não se tomando conhecimento, os argumentos e provas não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal. Embargos Acolhidos Direito Creditório Não Reconhecido
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1778; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 2 1 1 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10865.003394/201011 Recurso nº 920.717 Embargos Acórdão nº 380302.712 – 3ª Turma Especial Sessão de 24 de abril de 2012 Matéria DCOMP ELETRONICO PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO Embargante ITAIQUARA ALIMENTOS S.A. Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 31/07/2001 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE. Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e objetivam, tãosomente, sanar obscuridade, contradição ou omissão, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado. ALEGAÇÕES E PROVAS APRESENTADAS SOMENTE NO RECURSO. PRECLUSÃO. Consideramse precluídos, não se tomando conhecimento, os argumentos e provas não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal. Embargos Acolhidos Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração do contribuinte, rerratificando o Acórdão nº 3803002.092, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira , Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Fl. 233DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN 2 Relatório ITAIQUARA ALIMENTOS S.A. formulou, em 23 de janeiro de 2012, os Embargos de Declaração de fls. s/nº, contra o Acórdão nº 3803002.092, de 7 de novembro de 2011, fls. 57 a 59, assim ementado: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 31/07/2001 Ementa: COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 31/07/2001 ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Invocando o art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RICARF, a embargante acusa a decisão embargada de omitirse de analisar a prova contábil aportada aos autos na fase recursal. Requer sejam acolhidos os presentes Embargos de Declaração, para que essa Turma enfrente as questões suscitadas, analisandoas sob todos os aspectos possíveis, inclusive para eventual retificação ou anulação do Acórdão embargado. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. s/nº merece ser conhecida como Embargos de Declaração contra o Acórdão nº 3803002.092, de 7 de novembro de 2011. Nos termos do art. 65 do RICARF, cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual deveria pronunciarse a Turma. Compulsando o voto condutor da decisão embargada, há que se dar razão à Embargante, já que, aparentemente, o relator limitouse a refutar o poder probante das provas Fl. 234DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10865.003394/201011 Acórdão n.º 380302.712 S3TE03 Fl. 3 3 acostadas aos autos até o momento processual da Manifestação de Inconformidade, sem nada acrescentar quanto aos documentos trazidos aos autos no recurso voluntário, no sentido de evidenciar o erro cometido nas informações prestadas em DCTF. Nesse sentido, portanto, entendo que a omissão deve ser sanada pela via dos presentes declaratórios. Talvez tal omissão expliquese pela preclusão temporal que se operou. É que, de acordo com as normas processuais, é na manifestação de inconformidade que a lide é demarcada e o processo administrativo propriamente dito tem início, com a instauração do litígio, não se permitindo, a partir daí, a abertura de novas teses de defesa ou a apresentação de novas provas, a não ser nas situações legalmente excepcionadas. A este respeito, Marcos Vinícius Neder de Lima e Maria Tereza Martínez López1 asseveram que “a inicial e a impugnação fixam os limites da controvérsia, integrando o objeto da defesa as afirmações contidas na petição inicial e na documentação que a acompanha”. As alegações de defesa são faculdades do demandado, mas constituemse em verdadeiro ônus processual, porquanto, embora o ato seja instituído em seu favor, não sendo praticado no tempo certo, surgem para a parte conseqüências gravosas, dentre elas a perda do direito de fazêlo posteriormente, pois operase, nesta hipótese, o fenômeno da preclusão, isto porque o processo é um caminhar para a frente, não se admitindo, em regra, ressuscitar questões já ultrapassadas em fases anteriores. De acordo com o § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, só é lícito produzir novas provas quando: 1) relativas a direito superveniente; 2) competir ao julgador delas conhecer de ofício, a exemplo da decadência; ou 3) por expressa autorização legal. Este colegiado já teve oportunidade de manifestarse nesse sentido, por meio do Acórdão nº 380302.042, de 6 de outubro de 2011: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Anocalendário: 2003, 2004 ALEGAÇÕES E PROVAS APRESENTADAS SOMENTE NO RECURSO. PRECLUSÃO. Consideramse precluídos, não se tomando conhecimento, os argumentos e provas não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal. Ainda que, por liberalidade injustificada, se conhecesse dos documentos aportados aos autos intempestivamente, o recorrente não se preocupou em identificar, inequivocamente, a ocorrência do fato gerador, a base de cálculo sujeita à tributação e o correspondente tributo devido, limitandose a apresentar planilha de demonstração do valor recolhido a maior de cálculo e demonstrativos outros, sem resguardo de qualquer formalidade2 1Processo Administrativo Fiscal Federal Comentado. São Paulo: Dialética, 2002, p. 67. 2 Notese, por exemplo, que o documento que o recorrente diz tratarse de uma ficha do Livro Razão Analítico nem está assinado por contabilista responsável, formalidade indispensável segundo a RESOLUÇÃO CFC nº 1.330, de 2011. Fl. 235DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN 4 e, principalmente, sem o necessário lastro na sua escrita contábil e em documentação idônea e hábil para atestar a liquidez e a certeza do crédito oposto na compensação declarada. Este tem sido o entendimento deste Colegiado por reiteradas vezes, estampado, por exemplo no recente Acórdão nº 380302.634, de 21 de março de 2012, da lavra do Conselheiro Belchior Melo de Sousa: Assunto : Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/01/2004 a 31/01/2004 MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. APRESENTAÇÃO DE PROVAS. Aplicamse as regras processuais previstas no Decreto nº 70.235, de 1972, à manifestação de inconformidade, a qual deve mencionar os motivos de fato c de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as provas que possuir. Assunto : Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/01/2004 a 31/01/2004 DCTF. ALTERAÇÃO NAS INFORMAÇÕES. REQUISITOS. ÔNUS DA PROVA As alterações nos dados informados em DCTF são formalizados por meio de DCTF retificadora, que tem a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindoa integralmente. Não provida antes de despacho decisório de não homologação de compensação vinculada, cabe à Defendente o ônus de comprovar os erros em que se fundou a informação, por meio da escrituração contábil e/ou fiscal Conclusão Com essas considerações, voto pelo acolhimento dos declaratórios do contribuinte, rerratificandose a decisão embargada, sem alterar o resultado do julgamento. Sala das Sessões, em Alexandre Kern Fl. 236DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10865.003394/201011 Acórdão n.º 380302.712 S3TE03 Fl. 4 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: Interessada: Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no , de , da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em . [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 237DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN
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