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Numero do processo: 35301.002500/2006-70
Data da sessão: Mon Nov 30 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias.
Período de apuração: 01/05/1995 a 31/12/1998.
Ementa: DECADÊNCIA. TOMADOR DE SERVIÇO. CESSÃO
DE MÃO DE OBRA. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA.
ARBITRAMENTO.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n°
08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212,
de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras de
decadência estabelecidas no Código Tributário Nacional.
Não tendo havido pagamento antecipado sobre as rubricas
lançadas pela fiscalização, há que se observar o disposto no
artigo 173, inciso I do CTN.
Encontramse
atingidos pela fluência do prazo decadencial todos
os fatos geradores apurados pela fiscalização.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2301-000.771
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª câmara / 1ª turma ordinária do segunda SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em acatar a preliminar de decadência para provimento do recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: Damião Cordeiro de Moraes
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias. Período de apuração: 01/05/1995 a 31/12/1998. Ementa: DECADÊNCIA. TOMADOR DE SERVIÇO. CESSÃO DE MÃO DE OBRA. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. ARBITRAMENTO. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras de decadência estabelecidas no Código Tributário Nacional. Não tendo havido pagamento antecipado sobre as rubricas lançadas pela fiscalização, há que se observar o disposto no artigo 173, inciso I do CTN. Encontramse atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização. Recurso Voluntário Provido.
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Período de apuração: 01/05/1995 a 31/12/1998. Ementa: DECADÊNCIA. TOMADOR DE SERVIÇO. CESSÃO DE MÃO DE OBRA. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. ARBITRAMENTO. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras de decadência estabelecidas no Código Tributário Nacional. Não tendo havido pagamento antecipado sobre as rubricas lançadas pela fiscalização, há que se observar o disposto no artigo 173, inciso I do CTN. Encontramse atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização. Recurso Voluntário Provido. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 10/07 /2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAE S Processo nº 35301.002500/200670 Acórdão n.º 230100.771 S2C3T1 Fl. 2 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª câmara / 1ª turma ordinária do segunda SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO, por unanimidade de votos, em acatar a preliminar de decadência para provimento do recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Julio Cesar Vieira Gomes Presidente (assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros, Leonardo Henrique Pires Lopes. Relatório 1. Tratase de recurso voluntário interposto pelo EMPRESA BRASILEIRA DE TELECOMUNICAÇÕES SA contra decisão monocrática que julgou procedente em parte o lançamento fiscal de crédito tributário ensejado pelo não recolhimento das contribuições previdenciárias para a Seguridade Social. Essa cobrança é proveniente da responsabilidade solidária entre a tomadora e a prestadora de serviço LOCADORA FORTALEZA SERV. DE LIMPEZA LTDA, tendo em vista a cessão de mão de obra referente a serviços de conservação e limpeza realizados durante o período de 01/05/1995 a 31/12/1998. 2. A ementa da decisão de primeira instância restou vazada nos seguintes termos: “RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. CESSÃO DE MÃO DE OBRA. A responsabilidade solidária não comporta benefício de ordem, podendo o fisco exigir o total do crédito constituído da empresa contratante, a teor do art. 31 da Lei 8.212/91, com a redação vigente à época dos fatos geradores, c/c art. 124, parágrafo único, do Código Tributário Nacional (Lei nº 5.172/66) A teor do art. 6º II, “a” da Portaria MPS nº 520/2004, na apreciação de impugnação tempestiva em face de Notificação Fiscal de Lançamento de débito que enseje retificação, esta será realizada na própria Decisão Notificação que julgar a matéria. LANÇAMENTO PROCEDENTE EM PARTE.” Fl. 2DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 10/07 /2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAE S Processo nº 35301.002500/200670 Acórdão n.º 230100.771 S2C3T1 Fl. 3 3 3. Considerando que a empresa contratada, em síntese, repisou os mesmos argumentos trazidos em sede de primeira instância, transcrevo trecho das contrarazões do fisco, nos seguintes termos: “7.1. Não se pode aplicar a variação do percentual da multa de 12%, 15%, 20%, e 25%, uma vez que tal norma penaliza, indiscutivelmente, sem qualquer cerimônia o exercício do direito de defesa do sujeito passivo; 7.2. O prazo de dez anos não pode ser, validamente utilizado para lançamentos tributários no ordenamento jurídico pátrio o que, sem maiores comentários, inquina de inconstitucionalidade o art. 45, da Lei nº 8.212/91; 7.3. Somente seria admissível ao INSS exigir da recorrente as contribuições objeto do lançamento se restasse configurada a efetiva inadimplência do prestador dos serviços, contra quem, inicialmente, deveria ter sido lançado o crédito e somente após terem esgotados todos os meios de cobrança; 7.4. Caso a decisão a quo seja mantida e a recorrente venha a ser compelida a efetuar o pagamento do suposto débito em discussão, o INSS pode estar se locupletando indevidamente; 7.5. Revelase patente a arbitrariedade do lançamento por meio de aferição indireta, em flagrante contrariedade aos dispositivos da Lei 8.212/91, e , aos princípios do não confisco e da verdade material; 7.6. Requerer a procedência do seu recurso administrativo para que seja reformada a decisão recorrida ou, caso os argumentos e fundamentos apresentados não sejam suficientes, per se, à anulação dos lançamentos em questão, seja realizada perícia ou no mínimo, seja o julgamento convertido em diligência, de forma que sejam carreados aos autos os elementos indispensáveis para que forme o convencimento do Colendo Conselho. [...] ” (fls. 198) 4. Por sua vez, o Colegiado da antiga 4ª Câmara de Julgamento decidiu, por unanimidade, converter o julgamento em diligência para que o fisco informasse “se o prestador do serviço já foi submetido à alguma espécie de fiscalização total (com contabilidade), ou mesmo se há lançamentos referentes ao mesmo período considerado no tomador, se aderiu a parcelamentos especiais, e se tem CND de baixa já emitida.” 5. Em seguida, após emissão de informativo fiscal (fl. 206), o contribuinte manifestouse nos autos pugnando pela improcedência do lançamento fiscal haja vista presença de vício e ilegalidade. É o relatório. Voto Conselheiro DAMIÃO CORDEIRO DE MORAES, Relator ADMISSIBILIDADE DO RECURSO 1. Conheço do recurso, uma vez que é tempestivo a atende aos pressupostos de admissibilidade. DECADÊNCIA Fl. 3DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 10/07 /2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAE S Processo nº 35301.002500/200670 Acórdão n.º 230100.771 S2C3T1 Fl. 4 4 2. Sobre a decadência, cumpre dizer que nas sessões plenárias dos dias 11 e 12/06/2008, respectivamente, o Supremo Tribunal Federal STF, por unanimidade, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91 e editou a Súmula Vinculante n° 08. Seguem transcrições: “Parte final do voto proferido pelo Exmo Senhor Ministro Gilmar Mendes, Relator: Resultam inconstitucionais, portanto, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91 e o parágrafo único do art.5º do Decretolei n° 1.569/77, que versando sobre normas gerais de Direito Tributário, invadiram conteúdo material sob a reserva constitucional de lei complementar. Sendo inconstitucionais os dispositivos, mantém se hígida a legislação anterior, com seus prazos qüinqüenais de prescrição e decadência e regras de fluência, que não acolhem a hipótese de suspensão da prescrição durante o arquivamento administrativo das execuções de pequeno valor, o que equivale a assentar que, como os demais tributos, as contribuições de Seguridade Social sujeitamse, entre outros, aos artigos 150, § 4º, 173 e 174 do CTN. Diante do exposto, conheço dos Recursos Extraordinários e lhes nego provimento, para confirmar a proclamada inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei 8.212/91, por violação do art. 146, III, b, da Constituição, e do parágrafo único do art. 5º do Decretolei n° 1.569/77, frente ao § 1º do art. 18 da Constituição de 1967, com a redação dada pela Emenda Constitucional 01/69. É como voto. Súmula Vinculante n° 08: São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. 3. Os efeitos da Súmula Vinculante são previstos no artigo 103A da Constituição Federal, regulamentado pela Lei n° 11.417, de 19/12/2006, in verbis: “Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004). Lei n° 11.417, de 19/12/2006: Regulamenta o art. 103A da Constituição Federal e altera a Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, disciplinando a edição, a revisão e o cancelamento de enunciado de súmula vinculante pelo Supremo Tribunal Federal, e dá outras providências. ... Fl. 4DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 10/07 /2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAE S Processo nº 35301.002500/200670 Acórdão n.º 230100.771 S2C3T1 Fl. 5 5 Art. 2º O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, editar enunciado de súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma prevista nesta Lei. § 1º O enunciado da súmula terá por objeto a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja, entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública, controvérsia atual que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre idêntica questão.” 4. Como se constata, a partir da publicação na imprensa oficial, todos os órgãos judiciais e administrativos ficam obrigados a acatarem a Súmula Vinculante. Assim sendo, independente de meu entendimento pessoal sobre a matéria, manifestado em meus votos anteriores, inclinome à tese jurídica na Súmula Vinculante n° 08. 5. Afastado por inconstitucionalidade o artigo 45 da Lei n° 8.212/91, resta verificar qual regra de decadência prevista no Código Tributário Nacional CTN se aplicar ao caso concreto. Compulsando os autos, constatase no Relatório de Lançamentos e no Discriminativo Analítico de Débito que a recorrente não efetuou o pagamento de suas obrigações as quais se refere o lançamento. Então, devese prevalecer a regra trazida pelo artigo 173, I do CTN. 6. Assim sendo, tendo sido cientificado o recorrente do lançamento fiscal em 21/12/2005, referente às contribuições do período de 01/05/1995 a 31/12/1998, fica alcançado pela decadência qüinqüenal o lançamento fiscal em sua totalidade. 7. Em razão do exposto, acato a preliminar de decadência para dar provimento ao recurso voluntário interposto. CONCLUSÃO 8. Assim, voto por dar PROVIMENTO ao recurso voluntário do contribuinte. (assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes Relator Fl. 5DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 10/07 /2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAE S
score : 1.0
Numero do processo: 11330.001294/2007-56
Data da sessão: Tue Jan 26 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Jan 26 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/2000
PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. ENTENDIMENTO DO STJ. ART. 150, PARÁGRAFO 4° DO CTN.
O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n° 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n ° 8.212 de 1991.
Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n ° 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN.
As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação, assim devem, em regra, observar a regra prevista no art. 150, parágrafo 4° do CTN. Havendo, então o pagamento antecipado, observar-se-á a regra de extinção prevista no art. 156, inciso VII do CTN. Entretanto, somente se homologa pagamento, assim caso esse não exista, não há o que ser
homologado, devendo assim ser observado o disposto no art. 173, inciso I do CTN. Nessa hipótese, o crédito tributário será extinto em função do previsto no art. 156, inciso V do CTN.
Na hipótese concreta, houve pagamento antecipado, ainda que parcial, sobre os valores lançados, conforme relatório fiscal (DAD). Assim, aplica-se a regra prevista no art. 150, parágrafo 4° do CTN.
Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização.
Recurso Voluntário Provido
Crédito Tributário Exonerado.
Numero da decisão: 2302-000.376
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos acatar a preliminar de decadência para provimento do recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: Marco André Ramos Vieira
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/2000 PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. ENTENDIMENTO DO STJ. ART. 150, PARÁGRAFO 4° DO CTN. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n° 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n ° 8.212 de 1991. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n ° 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN. As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação, assim devem, em regra, observar a regra prevista no art. 150, parágrafo 4° do CTN. Havendo, então o pagamento antecipado, observar-se-á a regra de extinção prevista no art. 156, inciso VII do CTN. Entretanto, somente se homologa pagamento, assim caso esse não exista, não há o que ser homologado, devendo assim ser observado o disposto no art. 173, inciso I do CTN. Nessa hipótese, o crédito tributário será extinto em função do previsto no art. 156, inciso V do CTN. Na hipótese concreta, houve pagamento antecipado, ainda que parcial, sobre os valores lançados, conforme relatório fiscal (DAD). Assim, aplica-se a regra prevista no art. 150, parágrafo 4° do CTN. Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado.
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CINCO ANOS. TERMO A QUO. ENTENDIMENTO DO STJ. ART. 150, PARÁGRAFO 4° DO CTN. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n ° 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n ° 8.212 de 1991. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n ° 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN. As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação, assim devem, em regra, observar a regra prevista no art. 150, parágrafo 4° do CTN. Havendo, então o pagamento antecipado, observar-se-á a regra de extinção prevista no art. 156, inciso VII do CTN. Entretanto, somente se homologa pagamento, assim caso esse não exista, não há o que ser homologado, devendo assim ser observado o disposto no art. 173, inciso I do CTN. Nessa hipótese, o crédito tributário será extinto em função do previsto no art. 156, inciso V do CTN. Na hipótese concreta, houve pagamento antecipado, ainda que parcial, sobre os valores lançados, conforme relatório fiscal (DAD). Assim, aplica-se a regra prevista no art. 150, parágrafo 4° do CTN. Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização. f\ Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado. \ 1 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Câmara / 2 Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos acatar a preliminar de decadência para provimento do recurso, nos termos do voto do relator. .44 _6-- 9 MÓ IEIRA — Presidente em exercício e Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Adriana Sato, Manoel Coelho Arruda Júnior, Leôncio Nobre de Medeiros (suplente), Marco André Ramos Vieira (presidente em exercício). Relatório A presente NFLD tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social. O período compreende as competências JANEIRO DE 1998 a DEZEMBRO DE 2000, conforme relatório fiscal às fls. 45 a 51. Não conformada com a notificação, foi apresentada defesa pela sociedade empresária, fls. 58 a 59 A Decisão-Notificação confirmou a procedência do lançamento, fls. 67 a 73 Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso, fls. 76 a 77. É o Relatório. Voto Conselheiro MARCO ANDRÉ RAMOS VIEIRA, Relator O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 79. Pressuposto superado, passo para o exame das questões preliminares ao mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES AO MÉRITO: Quanto à questão preliminar relativa à fluência do prazo decadencial, a mesma deve ser reconhecida. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n ° 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212 de 1991, nestas palavras: Súmula Vinculante n° 8"São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5° do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário". 2 Processo n° 11330.001294/2007-56 S2-C3T2 Acórdão n.° 2302-00.376 Fl. 81 Conforme previsto no art. 103-A da Constituição Federal a Súmula de n ° 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplicá-la. Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n ° 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN. As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação, assim devem, em regra, observar o disposto no art. 150, parágrafo 40 do CTN. Havendo, então o pagamento antecipado, observar-se-á a regra de extinção prevista no art. 156, inciso VII do CTN. Entretanto, somente se homologa pagamento, assim caso esse não exista, não há o que ser homologado, devendo assim ser observado o disposto no art. 173, inciso I do CTN. Nessa hipótese, o crédito tributário será extinto em função do previsto no art. 156, inciso V do CTN. Caso tenha ocorrido dolo, fraude ou simulação não será observado o disposto no art. 150, parágrafo 4° do CTN, sendo aplicado necessariamente o disposto no art. 173, inciso I, . independentemente de ter havido o pagamento antecipado. Na hipótese concreta, houve pagamento antecipado, ainda que parcial, sobre os valores lançados, conforme relatório fiscal (DAD). Assim, aplica-se a regra prevista no art. 150, parágrafo 4° do CTN. Assim, a contar dos fatos geradores, a fiscalização federal teria o prazo de cinco anos para efetuar o lançamento fiscal. A competência mais recente, dezembro de 2000, poderia ser lançada até abril de 2005. Pelo exposto encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização. CONCLUSÃO: Pelo exposto voto por CONHECER do recurso do notificado, para no mérito CONCEDER-LHE PROVIMENTO. É como voto. Sala das Sessões, em 26 de janeiro de -010 ) ------ - :7 / 7.- ,--/,- 7- - .7,. -) ) ,,,,, y 7 A(6-) - , it.:.. , ,,,- ,i1, ..... 1,, ,Il . i 3
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Numero do processo: 10480.005143/2002-86
Data da sessão: Tue Jul 28 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Jul 28 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 1996
Ementa: DECADÊNCIA. PRAZO.
o prazo para a Fazenda Pública constituir o crédito tributário referente aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação extingue-se em 5 (cinco) anos contados da ocorrência do fato gerador, conforme disposto no ali. 150, § 4°, do CTN. Essa regra aplica-se também à CSLL e à Cofins por força da Súmula nO8 do STF.
Numero da decisão: 1402-000.029
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher a arguição de decadência e cancelar o lançamento, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Leonardo de Andrade Couto
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ementa_s : Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 1996 Ementa: DECADÊNCIA. PRAZO. o prazo para a Fazenda Pública constituir o crédito tributário referente aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação extingue-se em 5 (cinco) anos contados da ocorrência do fato gerador, conforme disposto no ali. 150, § 4°, do CTN. Essa regra aplica-se também à CSLL e à Cofins por força da Súmula nO8 do STF.
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EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA. 3a TURMA/DRJ-RECIFE/PE Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 1996 Ementa: DECADÊNCIA. PRAZO. o prazo para a Fazenda Pública constituir o crédito tributário referente aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação extingue-se em 5 (cinco) anos contados da ocorrência do fato gerador, confonne disposto no ali. 150, S 4°, do CTN. Essa regra aplica-se também à CSLL e à Cofins por força da Súmula nO8 do STF. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher a arguição de decadência e cancelar o lançamento, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. EDITADO EM: ~llJlL~(U LEONARDO DE ANDRADE COUTO - Presidente e Relator ;""1 {;- li 2 Cl (\ (Jj .\v' .. - ,..... Participaram do presente julgamento os Conselheiros Valmar Fonseca de Menezes, Carlos Alberto Gonçalves Nunes, Carmen Ferreira Saraiva (suplente convocada), Carlos Pelá, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Leonardo de Andrade Couto (Presidente) . Relatório ,.. Processo nO 10480.005143/2002-86 Acórdão n.o 1402- 00.030 Sl-C4T2FI. 2. Por bem resumir a controvérsia, adoto o Relatório da decisão' recorrida que abaixo transcrevo: Contra a contribu.inte acima mencionada foi lavrado o Auto de Infração de fls. 02/04, e, por decorrência, os de natureza reflexa constantes às fls. 07/08, 11/12 e 15/16 do presente processo, para exigência do crédito tributário referente ao ano- calendário de 1996, adiante especificado, expresso em Reais: . , Tributo ' . ;; ~PQst?/con Juros. de Muita TOTA.L .' , . Jribuição ; Mora ProPc5rcional ,~~ . " IRPJ 43.154,26 44.159,75 32.365,69 119.679,70 PIS 2.721,96 2.875,47 2.041,47 7.638.90 COFINS 8.375,27 8.847,63 6.281,45 23.504.35 CSLL 31.019,53 31.742,28 23.264,64 86.026,45. '- Yalor total . . ," .. 236.849,40I . Os referidos Autos são decorrentes de ação fiscal efetuada junto à contribuinte, quando foi constatada a omissão de receitas da atividade e ausência de adição ao lucro líquido do período, na determinação do lucro real, do lucro inflacionário realizado por inobservância do percentual mínimo de realização previsto na legislação de regência, no supra citado período. A referida omissão foi apurada através da Malha Fazenda/97 referente às DIRF apresentadas por instituições fmanceiras relativas a valores de receitas de aplicações financeiras. Intimada a apresentar os documentos solicitados pela fiscalização através de intimação, a contribuinte não se pronunciou. O enquadramento legal do lançamento objeto do presente processo, consta dos mencionados Autos de Infração. Inconformada com o lançamento, a contribuinte apresentou impugnação às fls. 75/82, argumentando não ter tido ciência de nenhuma das intimações constantes do presente processo, e que inexistindo a intimação a fim de apresentar os documentos solicitados pela fiscalização, não poderia haver a lavratura do auto de infração em lide, considerando ter havido violação explícita ao princípio constitucional da ampla defesa. Aduz não ter sido respeitado o disposto no artigo 23, III do Decreto nO 70.235/1972, que regula o procedimento administrativo fiscal, o qual dispõe que o contribuinte deverá ser intimado por edital quando os outros meios resultarem improficuos. Requer a nulidade, portanto, do lançamento posto que não havia tomado ciência das intimações realizadas para prestar as informações que constituíram a base fática do auto de infração em comento. Quanto ao mérito, alega ter havido a decadência do direito da Fazenda Pública constituir o crédito tributário relativo ao ano-calendário 1996 no momento da autuação, por ser o IRPJ tributo sujeito ao lançamento por homologação, previsto no caput do artigo 150 do Código Tributário Nacional. Argumenta que o prazo decadencial inicia-se a partir da ocorrência do fato gerador, e que passados cinco anos de sua ocorrência, sem que a Fazenda Pública 2 Processo na 10480.00514312002-86 Acórdão n.o 1402- OO.~ Sl-C4T2 Fl.3 tenha agido, perderá esta o direito a constituir o crédito tributário, conforme disposto no parágrafo quarto do artigo 150 do Código Tributário Nacional. No caso concreto, afirma que o fato gerador teria ocorrido no ano calendário de 1996 e que, dessa forma, a homologação tácita da atividade exercida pela contribuinte teria ocorrido em 31 de dezembro de 2001, alegando estar tal entendimento em consonância com decisões do 10 Conselho de Contribuintes, reproduzindo ementa de acórdão da 1a Câmara. Finaliza requerendo a nulidade do lançamento face a ausência de intimação para apresentar os documentos requeridos pela fiscalização e a extinção do crédito tributário face a decadência. A Delegacia de Julgamento prolatou o Acórdão 11-19.535 (fls.126/134) considerando o lançamento integralmente procedente em decisão consubstanciada na seguinte ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1996 REVISÃO DA DECLARAÇÃO: Sendo o procedimento de lançamento privativo da autoridade lançadora, não há qualquer nulidade ou sequer cerceamento do direito de defesa pelo fato de a fiscalização lavrar um auto de infração após apurar o ilícito, mesmo sem consultar o sujeito passivo ou sem intimá-lo a se manifestar, já que esta oportunidade é prevista em lei para a fase de contencioso administrativo. OMISSÃO DE RECEITA FINANCEIRA. FALTA DE REALIZAÇÃO MÍNIMA DO LUCRO INFLACIONÁRIOMATÉRIA NÃO IMPUGNADA: Considera-se não impugnada matéria que não tenha sido expressamente contestada pela contribuinte. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO X LANÇAMENTO DE OFÍCIO -DECADÊNCIA: No lançamento por homologação o que se homologa é o pagamento. Não havendo pagamento de tributo, objeto de auto de infração, a hipótese é de lançamento ex offieio, regendo-se pelo disposto no art. 173, inciso I, do Código Tributário Nacional. DECADÊNCIA DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. O direito de formalizar o crédito tributário concernente às contribuições 'para a Seguridade Social só se extingue após 10 (dez) anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele a partir do qual tal crédito poderia ter sido formalizado. TRIBUTAÇÃO REFLEXA - CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO, PIS/FATURAMENTO E COFINS: A tributação reflexa deve, em relação ao respectivo Auto de infração, acompanhar o entendimento adotado quanto ao principal, em virtude da íntima relação dos fatos tributados. 3 Processo n° 10480.005143/2002-86 Acórdão 0.0 1402- 00.030 SI-C4T2 FI. 4 I) '.i '/ . ~ ! Devidamente cientificado (fi. 138), o sujeito passivo recorre a este Colegiado (fi. 140/152) ratificando a arguição de decadência. É o Relatório. Voto Conselheiro - LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Relator. Em relação à argüição de decadência, pauto minha linha de raciocínio no sentido de que esse prazo foi definido como regra geral no artigo 173, inciso I, do Código Tributário Nacional (CTN): Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: J - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; (....) Por outro lado, dentre as modalidades de lançamento definidas pelo CTN, o art. 150 trata do lançamento por homologação. Nesse caso, o S 4° do dispositivo estabeleceu regra específica para a decadência: Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (.....) g 4° Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. No que se refere às contribuições sociais sua natureza tributária coloca-as, no gênero, como espécies sujeitas ao lançamento por homologação. Aplicam-se a elas, portanto, as disposições do art. 150 do Código Tributário Nacional. O já mencionado S 4° do mencionado artigo autoriza que a lei estabeleça prazo diverso dos cinco anos ali determinados. Foi assim que a Lei nO 8.212, de 26 de julho de 1991, regulamentando a Seguridade Social, tratou do prazo decadencial das contribuições sociais da seguinte forma: "Art. 45. O direito da Seguridade Social apurar e constituir seus créditos extingue-se após 10 (dez) anos contados: 4 Processo nO 10480.005143/2002-86 Acórdão n.o 1402- 00."029 I -do primeiro dia do exercício seguinte âquele em 'que o crédito poderia ter sido constituído; 11 - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, a constituição de crédito anteriormente efetuada. " (grifo nosso) Sl-C4T2 FI. 5 A mencionada lei determina expressamente quais as contribuições sociais, a cargo da empresa, que tenham base no lucro e no faturamento: Art. 23. As contribuições a cargo da empresa provenientes do faturamento e do lucro, destinadas â Seguridade Social, além do disposto no art. 22 são calculadas mediante a aplicação das seguintes alíquotas: I - 2% (dois por cento) sobre sua receita bruta, estabelecida segundo o disposto no ~ ]O do art. 1° do Decreto-Lei nO 1.940, de 25 de maio de 1982, 11 - 10% (dez por cento) sobre o lucro líquido do período-base, antes da provisão para o Imposto de Renda, ajustado na forma do art. 2" da Lei n" 8.034, de 12 de abril de 1990. (.......). o Decreto-Lei nO 1.940/82 regulamenta o Finsocial. Posterionnente, a Lei Complementar n° 70, de 30 de dezembro de 1991 criou a Cofins e detenninou que essa contribuição seria cobrada em substituição àquela. Assim dispõe o art. 9° da LC: Art. 9° A contribuição social sobre o faturamento de que trata esta lei complementar não extingue as atuais fontes de custeio da Seguridade Social. salvo a prevista no art. 23. inciso I. da Lei nO 8.212. de 24 de julho de 1991, a qual deixará de ser cobrada a partir da data em que for exigível a contribuição ora instituída. (grifo nosso). Vê-se, portanto, que sob a ótica da Lei 8.212/91 a contribuição para a Seguridade Social calculada sobre o faturamento é o Finsocial, posteriormente substituído pela Cofins e a contribuição calculada sobre o lucro é a CSLL. Não há menção ao PIS. É certo que o CTN concedeu à lei ordinária a possibilidade de estabelecer prazo decadencial diferente daquele originariamente previsto no ~ 4° do art. 150 daquele diploma legal. No entanto, não se pode perder de vista que se trata de uma excepcionalidade. Sob e~sa ótica, .constatando,:,se que a Lei, n~ 8.212/91 em nenhum de seus dispositivos trata do PIS, considerar-se que o prazo decadencial previsto no art. 45 daquela norma aplicar-se-ia a essa contribuição seria um abuso interpretativo à concessão feita pelo CTN. o tema do prazo decadencial tem grande importância na relação fisco- contribuinte, inclusive pelo impacto no princípio da segurança jurídica. Sendo assim, o tratamento da matéria é prerrogativa da norma positivada. Não havendo disposição expressa no texto legal; não se pode definir o prazo decadencial com base em interpretação do alcance da lei. 5 Processo nO 10480.005143/2002-86 Acórdão n.o 1402- OO.~ SI-C4"f2 FI. 6 •• Entendo, destarte, que ao prazo decadencial do PIS deve ser aplicada a regra geral qüinqüenal estabelecida no S 4° do art. 150 do CTN. Por outro lado, a Cofins e a CSLL estão elencadas entre as contribuições submetidas às regras da Lei n° 8.212/91, incluindo aí o prazo decadencial definido no art. 45 desse diploma legal. Entretanto, com a recente edição da Súmula Vinculante nO8 o Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional o mencionado dispositivo legal. Assim, a CSLL e a Cofins submetem-se ao prazo decadencial nas mesmas regras que os demais tributos sujeitos ao lançamento por homologação: Súmula vinculante n° 8 - São inconstitucionais o parágrafo único do artigo JO do Decreto-Lei nO 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Do exposto, para os fatos geradores ocorridos em 31/12/1996, como foi o caso, o decurso do prazo fatal ocorreu em 31/12/2001. A ciência da autuação formalizou-se posteriormente em 15/04/2002 (fi. 64). Assim, o lançamento foi atingido pela decadência e deve ser cancelado. Sala das Sessões -DF, em 28 de julho de 2009 ~L~~ LEONARDO DE ANDRADE COUTO 6 Processo n° Acórdão n° MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS QUARTA CÂMARA - PRIMEIRA SEÇÃO : 10480.005143/2002-86 : 1402-00.030 TERMO DE INTIMAÇÃO Intime-se um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, da decisão consubstanciada no acórdão supra, nos termos do art. 81, S 3°, do anexo lI, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria Ministerial nO256, de 22 de junho de 2009. Brasília, O 2 OU T 2009 Mariste~g~;~ Secretária da Câmara Ciência Data: / / Nome: Procurador(a) da Fazenda Nacional Encaminhamento da PFN: [ ] apenas com ciência; [ ] com Recurso Especial; [] com Embargos de Declaração. 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007
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Numero do processo: 13851.001011/99-13
Data da sessão: Mon Jan 28 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Mon Jan 28 00:00:00 UTC 2008
Ementa: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 31/12/1989 a 31/10/1995
PIS. RESTITUIÇÃO. DECADÊNCIA. PRAZO.
A decadência do direito de pleitear a compensação/restituição é de 5 (cinco) anos, tendo como termo inicial, na hipótese dos autos, a data da publicação da Resolução do Senado Federal que retira a eficácia da lei declarada inconstitucional.
Recurso Especial do Procurador Negado.
Numero da decisão: CSRF/02-02.858
Decisão: ACORDAM os Membros da SEGUNDA TURMA da CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a). Vencidos os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis (Substituto convocado), Antonio Carlos Atulim e Henrique Pinheiro Torres.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: Josefa Maria Coelho Marques
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Data da sessão: Tue Aug 18 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Aug 18 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 1997
BASE DE CÁLCULO. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. EXCLUSÃO. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL. PRESCINDIBILIDADE.
Para fins de exclusão da base de cálculo do ITR, somente após a vigência da Lei n° 10.165, de 27/12/2000 é que se tornou imprescindível a informação em ato declaratório ambiental protocolizado no prazo legal.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: 9202-000.111
Decisão: Acordam os membros e o colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: Júlio César Vieira Gomes
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ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. EXCLUSÃO. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL. PRESCINDIBILIDADE. Para fins de exclusão da base de cálculo do ITR, somente após a vigência da Lei n° 10.165, de 27/12/2000 é que se tornou imprescindível a informação em ato declaratório ambiental protocolizado no prazo legal. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros e o colegiado, ' ir unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. /4 .4 4w,/ CARLOS L riii i 01 • ITAS B ‘ " Te- Presidente 111 AnJULIO C 41 , • IEI ' ' GOMES — Relator EDITADO EM: 1 8 SEI 2009 , k 1 Processo n° 10925.000325/2001-11 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.111 Fl. 2 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente), Gonçalo Bonet Allage (substituto do Vice-Presidente), Caio Marcos Candido, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti (convocada), Julio Cesar Vieira Gomes, Manoel Coelho Arruda Júnior, Moisés Giaconelli Nunes da Silva, Nelson Mallmann (convocado), Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório Trata-se de recurso especial de divergência interposto pela Fazenda Nacional contra Acórdão, no qual, decidiu-se pela exclusão da base de cálculo do ITR da área do imóvel de preservação ambiental permanente, ainda que não informada em ato declaratório ambiental ou informada intempestivamente. Alega o ilustre representante da Fazenda Nacional que deve prosperar o entendimento consubstanciado nos acórdãos paradigmas que reconhecem a aplicação do artigo 10, §4°, inciso I da instrução Normativa SRF n° 43/97. Também que em nenhuma das sucessivas instruções normativas que foram posteriormente editadas tal obrigação fora dispensada e nem mesmo após a Medida Provisória n° 2.166-67, de 24/08/2001 que acrescentou o parágrafo 7° no artigo 10 da Lei n° 9.393/66: Artigo 10 (.) §7° A declaração para fim de isenção do ITR relativa às áreas de que tratam as alíneas "a" é "d" do inciso II, §1° deste artigo não está sujeita à prévia comprovação por parte do declarante, ficando o mesmo responsável pelo pagamento do imposto correspondente, com juros e multa previstos nesta lei, caso fique comprovado que a sua declaração não é verdadeira, sem prejuízo de outras sanções aplicáveis. E ainda que: a) A exigência existe desde a Lei n° 6.938, de 31/08/1981 com a redação dada pela Lei n° 10.165/2000, reiterando-se os termos da supracitada instrução normativa; b) A exigência alinha-se com a norma que consagrou o beneficio, servindo como meio para comprovação da área alcançada; c) A declaração evita que o direito seja comprovado por meios mais gravosos e dispendiosos, como a nomeação de peritos; e d) Não se discute a materialidade, isto, té, ser ou não a área de preservação permanente ou reserva legal, mas apenas o descumprimento de exigência essencial para que se valha do direito legal ao beneficio tributário, sempre interpretado literalmente. Em contra-razões, o interessado sustenta a inadmissibilidade do recurso e, no mérito, reprisa os argumentos em seu recurso voluntário. É o relatório. 2 Processo n° 10925.000325/2001-11 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.111 Fl. 3 Voto Conselheiro JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Relator Verifico que foram atendidos os pressupostos para admissibilidade do recurso; portanto, passo ao seu exame. Devolve-se a esta Câmara Superior de Recursos Fiscais o exame quanto à essencialidade ou não do cumprimento de determinadas exigências ou formalidades para fins de inclusão na base de cálculo do imposto territorial rural - ITR das áreas rurais de proteção ambiental, conforme artigo 11 da Lei n° 8.847/94, verbis: Art. 11. São isentas do imposto as áreas: 1— de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n° 4.771, de 1965, com a nova redação dada pela Lei n° 7.803, de 1989. (.) Embora ambas as áreas sejam protegidas, há distinção na legislação no que se refere ao tratamento fiscal a elas dispensado, especialmente quanto às exigências a serem cumpridas. A divergência é quanto à necessidade ou não do Ato de Declaração Ambiental - ADA para fins de exclusão da área de preservação permanente da base de cálculo do ITR. Em complemento ao Código Florestal e ao artigo 11 da Lei n° 8.847/94, abaixo transcrita, tem-se o artigo 10, caput, da Lei n° 9.393, de 19/12/1996, in verbis: Art. 11. São isentas do imposto as áreas: 1— de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n° 4.771, de 1965, com a nova redação dada pela Lei n° 7.803, de 1989. Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitando-se a homologação posterior. § 1° Para os efeitos de apuração do ITR, considerar-se-á: (.) II — área tributável, a área total do imóvel menos as áreas: 3 Processo n° 10925.000325/2001-11 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.111 Fl. 4 a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n° 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei n° 7.803, de 18 de julho de 1989; Mas, a exigência é encontrada no artigo 10 da Instrução Normativa SRF n° 43, de 07/05/1997, com a redação dada pelo art. 1° da Instrução Normativa SRF n° 67, de 01/09/1997, verbis: Art. 10. Área tributável é a área total do imóvel excluídas as áreas: 1- de preservação permanente; II - de utilização limitada. § 1° A área total do imóvel deve se referir à situação existente à época da entrega do DIA T, e a distribuição das áreas, à situação existente em 1° de janeiro de cada exercício, de acordo com os incisos I e II. (.) § 3° São áreas de utilização limitada: sç' 4° As áreas de preservação permanente e as de utilização limitada serão reconhecidas mediante ato declarató rio do IBAMA, ou órgão delegado através de convênio, para fins de apuração do ITR, observado o seguinte: - o contribuinte terá o prazo de seis meses, contado da data da entrega da declaração do ITR, para protocolar requerimento do ato declarató rio junto ao IBAMA; III\(1/ - se o contribuinte não requerer, ou se o requerimento não for reconhecido pelo IBAILL4, a Secretaria da Receita Federal fará lançamento suplementar recalculando o ITR devido. (.) Nos termos acima está claro que o contribuinte tem o prazo de seis meses, contado da data da entrega da DITR, para protocolizar requerimento do ato declaratório junto ao Ibama. Sendo que para o exercício de 1998, o prazo se expirou em 31/05/1999, ou seja, seis meses após o prazo final para a entrega da DITR/1998, que foi 30/11/1998, conforme Instrução Normativa SRF n° 136, de 20/11/1998. A questão é saber se tal regra, veiculada por instrução normativa, encontra guarida no ordenamento jurídico. Entendo que não. De fato, não recebeu a autoridade administrativa delegação legal para criar exigências necessárias ao gozo da isenção: Constituição Federal: Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: 4 Processo n° 10925.000325/2001-11 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.111 Fl. 5 IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução; Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: V - sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa; Isto porque o artigo 10, caput, da Lei n° 9.393, de 19/12/1996, cuidou somente de adotar como modalidade o lançamento por homologação, conforme artigo 150, §4° do CTN, o que implica, necessariamente, a ulterior verificação do pagamento realizado pelo sujeito passivo. Contraria o disposto no artigo 150, §6° da Constituição Federal e o artigo 97, inciso IV do CTN o entendimento de que criar exigências por instrução normativa para o gozo do beneficio de redução da base de cálculo estaria em consonância com a expressão "nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal". Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitando-se a homologação posterior. Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 4° Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Art. 150 (.) § 6. 0 Qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito presumido, anistia ou remissão, relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser concedido mediante lei especifica, federal, estadual ou municipal, que regule exclusivamente as matérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição, sem prejuízo do disposto no art. 155, § 2.°, NI, g. (Redação dada pela Emenda Constitucional n°3, de 1993). Art. 97. Somente a lei pode estabelecer: Processo n° 10925.000325/2001-11 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.111 Fl. 6 IV - a fixação de aliquota do tributo e da sua base de cálculo, ressalvado o disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65; Reitero que a delegação através da expressão "nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal" cinge-se às verificações necessárias para a homologação do pagamento realizado pelo contribuinte, não alcançando, muito menos, os procedimentos praticados junto aos órgãos de proteção do meio ambiente, no caso o IBAMA. E, em arremate, traz-se`também as disposições dos artigos 176 e 179 do CTN que reservam apenas à lei a competência para especificar as condições e requisitos necessários ao gozo da isenção, seja ela específica ou geral: Art. 176. A isenção, ainda quando prevista em contrato, é sempre decorrente de lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão, os tributos a que se 1 aplica e, sendo caso, o prazo de sua duração. *** 1 Art. 179. A isenção, quando não concedida em caráter geral, é efetivada, em cada caso, por despacho da autoridade administrativa, em requerimento com o qual o interessado faça prova do preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei ou contrato para concessão. Concluindo, entendo que para o período lançado a ausência do Ato de Declaração Ambiental — ADA não é impedido para o gozo da isenção; caso distinto da exigência de averbação, que é requisito para constituição da área de reserva legal. Em razão ,i o exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso interposto pela Fazenda Naci I al. \ 1 ,44 Julio Ces. ler) • ornes - Relator , , 1 1 1 , . - . 4, ... ".1 6
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Numero do processo: 35600.004313/2006-56
Data da sessão: Tue Aug 18 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Aug 18 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do fato gerador: 23/12/2005
GFIP. DADOS RELACIONADOS AOS FATOS GERADORES.
Constitui infração, punível na forma da Lei, a apresentação de Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP) com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, conforme disposto na Legislação.
DECADÊNCIA.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE.
Numero da decisão: 2402-000.087
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda
Seção de Julgamento, I) Por unanimidade de votos, nas preliminares, foi reconhecida a decadência. II) Por maioria foi reconhecida a decadência até 11/1999. Vencidos os Conselheiros Marcelo Freitas de Souza Costa e Edgard Silva Vidal, que votaram pela aplicação do art. 150, § 4° do CIN. III) No mérito, por unanimidade de votos em dar provimento parcial ao recurso, para, caso seja mais benéfico à recorrente, recalcular a multa, nos termos da Lei 11.941/2009.
Nome do relator: Marcelo Oliveira
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 23/12/2005 GFIP. DADOS RELACIONADOS AOS FATOS GERADORES. Constitui infração, punível na forma da Lei, a apresentação de Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP) com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, conforme disposto na Legislação. DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE.
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decisao_txt : ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, I) Por unanimidade de votos, nas preliminares, foi reconhecida a decadência. II) Por maioria foi reconhecida a decadência até 11/1999. Vencidos os Conselheiros Marcelo Freitas de Souza Costa e Edgard Silva Vidal, que votaram pela aplicação do art. 150, § 4° do CIN. III) No mérito, por unanimidade de votos em dar provimento parcial ao recurso, para, caso seja mais benéfico à recorrente, recalcular a multa, nos termos da Lei 11.941/2009.
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'' -)4 *C41 I .1 ,* ' • * MINISTÉRIO DA FAZENDA \,...7 '''xiinf'44' CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS ''v fr.-. ''z.7 1 SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 35600.004313/2006-56 Recurso n° 143.574 Voluntário Acórdão n° 2402-00.087 — 4a Câmara / r Turma Ordinária I Sessão de 18 de agosto de 2009 Matéria Auto de Infração. GFIP. Fatos Geradores. Recorrente UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA - UNISUL Recorrida SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIARIA - SRP ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 23/12/2005 GFIP. DADOS RELACIONADOS AOS FATOS GERADORES. Constitui infração, punível na forma da Lei, a apresentação de Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP) com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, conforme disposto na Legislação. DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional. 1 RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4 a Câmara / 2a Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, I) Por unanimidade de votos, nas preliminares, foi reconhecida a decadência. II) Por maioria foi reconhecida a decadência até 11/1999. Vencidos os Conselheiros Marcelo Freitas de Souza Costa e Edgard Silva Vidal, que votaram pela aplicação do art. 150, § 4° do CIN. III) No mérito, por unanimidade de votos em dar provimento parcial ao recurso, para, caso seja mais benéfico à recorrente, recalcular a multa, nos termos da Lei 11.941/2009. P Processo n°35600.004313/2006-56 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.087 Fl. 520 1 RC O OLIVEIRA ' b residente e Relator , Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Leôncio Nobre de Medeiros (Suplente), Edgar Silva Vidal (Suplente) e Marcelo Freitas de Souza Costa. Ausente o Conselheiro Rogério de Lellis Pinto. 2 Processo n° 35600.004313/2006-56 S2-C41'2 Acórdão n.° 2402-00.087 Fl. 521 Relatório Trata-se de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Previdenciária (DRP), Florianópolis / SC, fls. 0156 a 0162, que julgou procedente a autuação motivada por descumprimento de obrigação tributária legal acessória, fl. 001. Segundo a fiscalização, de acordo com o Relatório Fiscal (RF), fls. 010, 0123 a 0125 e anexos, a autuação refere-se a recorrente ter apresentado Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP) com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, conforme disposto na Legislação. Os motivos que ensejaram a autuação estão descritos no RF e nos demais anexos da autuação. Em 23/12/2005 foi dada ciência à recorrente da autuação, fls. 0129. Contra a autuação a recorrente apresentou impugnação, fls. 0130 a 0145, acompanhada de anexos. A Delegacia analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação. A DRP emitiu despacho suspendendo o trâmite dos autos, até decisão final sobre o Ato Cancelatório de Isenção, fls. 0170. Com a decisão sobre o Ato Cancelatório, que negou provimento ao recurso da recorrente, foi dada ciência à recorrente sobre a negativa, fls. 0274 a 0282. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, fls. 0286 a 0323, acompanhado de anexos, onde alega, em síntese, que: A Fiscalização não seguiu o que determina o Art. 660 da Instrução Normativa (IN) 03/2005; A autuação não demonstra as provas que levaram a fiscalização concluir' sobre a infração à legislação; Não foi oportunizado à recorrente se defender antes da lavratura da autuação, cerceando seu direito de defesa; A recorrente não recebeu o devido Termo de Início da Ação Fiscal (TIAF); Quanto ao mérito, a recorrente apresenta argumentos sobre o cancelamento de sua isenção; Por fim, requer que o processo seja baixado em diligência, a fim de se verificar questões quanto à isenção; seja reconhecido que o Acórdão emitido quanto à isenção 3 Processo n°35600.004313/2006-56 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.087 Fl. 522 ' está equivocado; seja cancelado o Ato Cancelatório de Isenção; e seja julgado insubsistente a presente autuação. Posteriormente, foram emitidas contra-razões, fls. 0509 a 0510, onde, em síntese, mantém a decisão proferida, enviando o processo ao Conselho. É o relatório. 4 Processo n° 35600.004313/2006-56 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.087 Fl. 523 • Voto Conselheiro Marcelo Oliveira, Relator Sendo tempestivo, CONHEÇO DO RECURSO e passo ao exame das questões preliminares. DAS QUESTÕES PRELIMINARES Quanto às preliminares, devemos verificar a questão da decadência. Os motivos da autuação estão descritos no RF: apresentação de GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, conforme disposto na Legislação, no período de 01/1999 a 12/2000. Primeiramente, cabe esclarecer que a autuação foi motivada por descumprimento de obrigação acessória tributária. A finalidade do ato é que define a regularidade da obrigação imposta pela Administração aos administrados. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n ° 8.212 de 1991, nestas palavras: Súmula Vinculante n° 8"São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 50 do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário". Conforme previsto no art. 103-A da Constituição Federal, a Súmula de n ° 8 vincula , toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplicá-la. Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n ° 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN. A decadência está arrolada como forma de extinção do crédito tributário no inciso V do art. 156 do CTN. Processo n° 35600.004313/2006-56 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.087 Fl. 524 A decadência decorre da conjugação de dois fatores essenciais: o decurso de certo lapso de tempo e a inércia do titular de um direito. Esses fatores resultarão, para o sujeito que permaneceu inerte, ou na extinção de seu direito material. Em Direito Tributário, a decadência está disciplinada no art. 173 e no art. 150, § 4°, do CTN (este último diz respeito ao lançamento por homologação). A decadência, no Direito Tributário, é modalidade de extinção do crédito tributário. CTN: Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extingue-se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento." Como não se trata de lançamento por homologação, pois não há recolhimentos há homologar, aplica-se a regra do lançamento de oficio, já que por ser autuação e não lançamento sua natureza sempre será de oficio. Portanto: o direito de constituir o crédito extingue-se em cinco anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que poderia ter sido efetuado o lançamento. Caso não existisse direito a constituir, também não existiria a necessidade de arquivamento e apresentação de documentos à fiscalização. Na presente autuação, a ciência do sujeito passivo ocorreu em 12/2005 e o fatos geradores ocorreram nas competências 01/1999 a 12/2000. / Logo, a recorrente não poderia ter sido autuada pelos motivos posteriores a 11/1999, pois o direito do Fisco nas competências até 11/1999 já estava extinto. Esclarecemos que a competência 12/1999 não deve ser excluída porque a exigibilidade das contribuições constantes em fatos geradores que ocorreram nessa competência somente ocorrerá a partir de 01/2000, quando poderia ter sido efetuado o lançamento. . Portanto, há necessidade de se retificar o cálculo da multa, com a exclusão das competências citadas. Outra preliminar argüida afirma que a Fiscalização não seguiu o que determina o Art. 660 da Instrução Normativa (IN) 03/2005, motivo de nulidade. 6 Processo n° 35600.004313/2006-56 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.087 Fl. 525 Devemos verificar o que determina a legislação. IN 03/2005: Art. 660. Constituem peças de instrução do processo administrativo-fiscal previdenciário, os seguintes relatórios e documentos: (Revogado pela IN RFB n°851, de 28 de mo de 2008) - Instruções para o Contribuinte - IPC, que fornece ao sujeito passivo orientações, dentre outros assuntos de seu interesse, sobre as providências para regularização de sua situação perante a Previdência Social, por meio de recolhimento, parcelamento ou apresentação de defesa ou recurso, quando for o caso; II - Discriminativo Analítico do Débito - DAD, que discrimina, por estabelecimento, levantamento, competência e item de cobrança, os valores originários das contribuições devidas pelo sujeito passivo, as alíquotas utilizadas, os valores já recolhidos, anteriormente confessados ou objeto de notificação, as deduções legalmente permitidas e as diferenças existentes; III - Discriminativo Sintético do Débito - DSD, que discrimina sinteticamente, por estabelecimento, competência e levantamento, as contribuições objeto da apuração, atualização monetária, multa e juros devidos pelo sujeito passivo; IV - Discriminativo Sintético por Estabelecimento - DSE, que discrimina sinteticamente, por competência e por estabelecimento, as contribuições objeto da apuração, atualização monetária, multa e juros devidos pelo sujeito passivo; V - Relatório de Lançamentos - RL, que relaciona os lançamentos efetuados nos sistemas específicos para apuração dos valores devidos pelo sujeito passivo, com observações, quando necessárias, sobre sua natureza ou fonte documental; VI - Relatório de Documentos Apresentados - RDA, que relaciona, por estabelecimento e por competência, as parcelas que foram deduzidas das contribuições apuradas, constituídas por recolhimentos, valores espontaneamente confessados pelo sujeito passivo e, quando for o caso, por valores que tenham sido objeto de notificações anteriores; VII - Relatório de Apropriação de Documentos Apresentados - RADA, que demonstra, por estabelecimento, competência, levantamento e tipo de documento, os valores recolhidos pelo sujeito passivo, arrolados no relatório do inciso VI, e a correspondente apropriação e abatimento das contribuições devidas; VIII - Diferenças de Acréscimos Legais - DAL, que discrimina, por levantamento e por estabelecimento, as diferenças decorrentes de recolhimento a menor de atualização monetária, juros ou multa de mora, com indicação dos valores que seriam 7 Processo n°35600.004313/2006.56 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.087 Fl. 526 devidos e dos valores recolhidos, considerando-se como competência para lançamento do acréscimo legal aquela em que foi efetuado o recolhimento a menor; IX - Fundamentos Legais do Débito - FLD, que informa ao contribuinte os dispositivos legais que fundamentam o lançamento efetuado, de acordo com a legislação vigente à época de ocorrência dos fatos geradores; X - Relação de Co-Responsáveis - CORESP, que lista todas as pessoas fisicas e jurídicas representantes legais do sujeito passivo, indicando sua qualificação e período de atuação; X - Relatório de Representantes Legais - RepLeg, que lista todas as pessoas fisicas e jurídicas representantes legais do sujeito passivo, indicando sua qualificação e período de atuação; (Redação dada pela IN SRP n°20, de 11/01/2007) XI - Relação de Vínculos - VÍNCULOS, que lista todas as pessoas físicas ou jurídicas de interesse da administração previdenciária em razão de seu vinculo com o sujeito passivo, representantes legais ou não, indicando o tipo de vínculo existente e o período correspondente; XIA - Termo de Início da Ação Fiscal (TIAF); (Incluído pela IN SRP n° 23, de 30/04/2007) XII - Mandado de Procedimento Fiscal - MPF; XII - Mandado de Procedimento Fiscal - MPF e o Demonstrativo de que trata o ,ss' 6' do art. 587, quando aplicável; (Redação dada pela IN SRP n°23, de 30/04/2007) XIII - Termo de Intimação para Apresentação de Documentos - TIAD; XIV - Auto de Apreensão, Guarda e Devolução de Documentos - AGD; XV - Termo de Arrolamento de Bens e Direitos - TAB; XVI - Termo de Encerramento da Auditoria-Fiscal - TEAF; XVI - Termo de Encerramento da Ação Fiscal (TEAF); (Redação dada pela IN SRP n°23, de 30/04/2007) XVII - Relatório Fiscal - REFISC, que se destina à narrativa dos fatos verificados em procedimento fiscal, sendo emitido por AFPS sempre que houver lavratura de NFLD, LDC ou AI; XVIII - Outros anexos a critério da fiscalização, devendo o relatório fiscal fazer menção aos mesmos. Parágrafo único. Na hipótese de lançamento relativo à Contribuição Social do Salário- Educação, a que se refere o art. 15 da Lei n° 9.424, de 24 de dezembro de 1996, os relatórios e documentos definidos neste artigo, relativos a fatos geradores 8 Processo n°35600.004313/2006-56 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.087 Fl. 527 ocorridos até 31 de dezembro de 2006, podem ser discriminados por estabelecimento centralizador que efetuou o recolhimento da contribuição. (Incluído pela IN RFB n°761, de 30/07/2007) Nota-se, com facilidade, que a emissão do TIAF somente voltou a ser exigida a partir de 2007. O TIAF era documento necessário e determinado pela legislação, mas na época da lavratura da autuação o mesmo não era exigível. Portanto, não há razão no argumento. Outra preliminar refere-se a autuação não demonstrar as provas que levaram a fiscalização concluir sobre a infração à legislação. Analisando o RF e seus anexos encontramos todos os elementos determinados pela legislação. CTN: Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Decreto 3.048/1999: Art. 293. Constatada a ocorrência de infração a dispositivo deste Regulamento, a fiscalização do Instituto Nacional do Seguro Social lavrará, de imediato, auto-de-infração com discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, dispositivo legal infringido e a penalidade aplicada e os critérios de sua gradação, indicando local, dia, hora de sua lavratura, observadas as normas fixadas pelos órgãos competentes. §1 0 Recebido o auto-de-infração, o autuado terá o prazo de quinze dias, a contar da ciência, para efetuar o pagamento da multa com redução de cinqüenta por cento ou impugnar a autuação. No RF e em seus anexos há a descrição clara e precisa dos motivos da autuação, inclusive com a construção de planilhas, citação de segurados, período dos fatos. Portanto, a recorrente, com o rol de informações detalhadamente prestadas, possuiu a total e ampla possibilidade de defesa. Assim sendo, não há razão na alegação. 9 Processo n°35600.004313/2006-56 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.087 Fl. 528 Sobre o cerceamento de defesa que teria ocorrido com a falta de oportunidade à recorrente se defender antes da lavratura da autuação, informamos que o Fisco seguiu o que determina, obriga, a legislação. Decreto 3.048/1999: Art. 293. Constatada a ocorrência de infração a dispositivo deste Regulamento, a fiscalização do Instituto Nacional do Seguro Social lavrará, de imediato, auto-de-infração com discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, dispositivo legal infringido e a penalidade aplicada e os critérios de sua gradação, indicando local, dia, hora de sua lavratura, observadas as normas fixadas pelos órgãos competentes. §1 0 Recebido o auto-de-infração, o autuado terá o prazo de quinze dias, a contar da ciência, para efetuar o pagamento da multa com redução de cinqüenta por cento ou impugnar a autuação. Como se verifica, a oportunidade de defesa ocorre após a lavratura da autuação. Nesse sentido, ressaltamos à recorrente que estamos em um Estado Democrático de Direito, em que as regras jurídicas - Constituição, Leis, Decretos, Portarias, etc. - possuem mecanismos, presentes na Constituição, para sua elaboração, manutenção e extinção. Regras jurídicas vigentes devem ser obedecidas por todos, até que seja extinta, pelo mecanismo hábil e pelo órgão competente. Portanto, não há razão no argumento da recorrente. Por todo o exposto, acato parcialmente a preliminar ora examinada, no que tange a decadência, e passo ao exame de mérito. DO MÉRITO Quanto ao Mérito, a recorrente traz vários argumentos sobre a negativa de provimento ao recurso interposto no processo que se refere ao Ato Cancelatório de Isenção, inclusive solicitando diligência. Esclarecemos à recorrente que este processo não é o correto para a apresentação desses argumentos. Neste processo estamos verificando somente os aspectos da lavratura da autuação. Alegações sobre a isenção deveriam ter sido trazidas para o respectivo processo sobre o tema. Portanto, não há como analisar essas questões. io , Processo n° 35600.004313/2006-56 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.087 Fl. 529 Ressaltamos, por fim, que - por determinação do Art. 106 do Código Tributário Nacional (CTN) - a Receita Federal do Brasil deve calcular a forma de aplicação da multa, conforme previsto pela Lei 11.941, de 27 de maio de 2009, e compará-la com a multa aplicada, para verificar qual o cálculo mais benéfico ao sujeito passivo, a fim de adotá-lo. CONCLUSÃO Em razão do exposto, Voto pelo provimento parcial do recurso, com a exclusão do cálculo da multa das competências atingidas pela decadência, ressaltando que a multa deve ser calculada conforme a nova legislação e comparada com a multa aplicada, a fim de que se utilize a forma de cálculo de multa mais benéfica ao sujeito passivo. Sala das Sessões, - .• de agosto de 2009 "VELO OLIVEIRA - Relator 11
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Numero do processo: 13807.000593/99-11
Data da sessão: Mon Sep 01 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Mon Sep 01 00:00:00 UTC 2008
Ementa: PIS. DECADÊNCIA.
Conforme declarado pelo Supremo Tribunal Federal, são inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do decreto-lei n° 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da lei n° 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário (Súmula Vinculante n° 08/STF).
MULTA DE OFÍCIO, JUROS E CORREÇÃO.
Correta a exclusão da multa de ofício, juros de mora e correção que incidiam sobre os valores lançados em razão das diferenças ocorridas com a aplicação da LC 07/70, nos termos do parágrafo único do artigo 100 do CTN.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: CSRF/02-03.429
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Turma da Câmara Superior de
Recursos Fiscais: 1) por maioria de votos, ACOLHER a preliminar de decadência, suscitada pelo Relator, para os períodos de apuração anteriores a janeiro de 1994. Vencido o Conselheiro Henrique Pinheiro Torres que não a acolhia; 2) por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso especial. Vencido o Conselheiro Henrique Pinheiro Torres que deu provimento ao recurso.
Nome do relator: Dalton Cesar Cordeiro de Miranda
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decisao_txt : ACORDAM os Membros da Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais: 1) por maioria de votos, ACOLHER a preliminar de decadência, suscitada pelo Relator, para os períodos de apuração anteriores a janeiro de 1994. Vencido o Conselheiro Henrique Pinheiro Torres que não a acolhia; 2) por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso especial. Vencido o Conselheiro Henrique Pinheiro Torres que deu provimento ao recurso.
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Numero do processo: 19515.003058/2004-75
Data da sessão: Thu Oct 04 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Oct 25 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/10/1999 a 31/12/1999
LANÇAMENTOS REFLEXOS E DECORRENTES.
Pela íntima relação de causa e efeito, aplica-se o decidido em relação ao lançamento principal de IRPJ aos lançamentos reflexos ou decorrentes de CSLL, PIS e COFINS.
Numero da decisão: 1803-001.541
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Selene Ferreira de Moraes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Walter Adolfo Maresch - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Selene Ferreira de Moraes (presidente), Walter Adolfo Maresch, Sergio Rodrigues Mendes, Meigan Sack Rodrigues, Viviani Aparecida Bacchmi e Sérgio Luiz Bezerra Presta.
Matéria: IRPJ - AF- omissão receitas - demais presunções legais
Nome do relator: WALTER ADOLFO MARESCH
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REPRESENTAÇÕES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Período de apuração: 01/10/1999 a 31/12/1999 OMISSÃO DE RECEITAS. LUCRO PRESUMIDO. FLUXO FINANCEIRO. Não subsiste a omissão de receitas apurada com base em fluxo financeiro, quando os desembolsos considerados em determinado período de apuração ocorreram em período anterior e tiveram como contrapartida conta patrimonial de idêntica natureza a que foi considerada no levantamento fiscal. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/1999 a 31/12/1999 LANÇAMENTOS REFLEXOS E DECORRENTES. Pela íntima relação de causa e efeito, aplicase o decidido em relação ao lançamento principal de IRPJ aos lançamentos reflexos ou decorrentes de CSLL, PIS e COFINS. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Selene Ferreira de Moraes Presidente. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 30 58 /2 00 4- 75 Fl. 582DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/10/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 19/10/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 19515.003058/200475 Acórdão n.º 1803001.541 S1TE03 Fl. 576 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Selene Ferreira de Moraes (presidente), Walter Adolfo Maresch, Sergio Rodrigues Mendes, Meigan Sack Rodrigues, Viviani Aparecida Bacchmi e Sérgio Luiz Bezerra Presta. Relatório ALTRADE IND. COM. REPRESENTAÇÕES LTDA, pessoa jurídica já qualificada nestes autos, inconformada com a decisão proferida pela DRJ SANTA MARIA (RS), interpõe recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, objetivando a reforma da decisão. Adoto o relatório da DRJ por bem retratar os fatos. Versa o presente processo sobre Autos de Infração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), Programa de Integração Social — PIS, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social — COFINS e Contribuição Social sobre o Lucro Liquido — CSLL, às fls. 432 a 450, referente aos fatos geradores trimestrais encerrados em 31/03/1999, 30/06/1999, 30/09/1999 e 31/12/1999, pelos quais exigese da empresa em epígrafe crédito tributário no valor total de R$ 84.304,52 (discriminado a fl. 09), inclusos os consectários legais até 07/12/2004. A autuação decorre de levantamento do Fluxo Financeiro do contribuinte (fl. 110), tendo sido constatado que, em alguns meses do anocalendário de 1999, houve excesso de dispêndios em relação aos recursos auferidos, o que caracteriza omissão de receitas nos termos dos arts. 281 a 288 e 528 do Regulamento do Imposto de Renda (RIR11999), aprovado pelo Decreto n° 3000, de 26/03/1999. Os excessos considerados como omissão de receitas foram nos seguintes valores: janeiro/1999 — R$ 2.089,81; março/1999 — R$ 197.508,56; junho/1999 — R$ 81.996,16; julho/1999 — R$ 1.824,89; outubro/1999 — R$ 30.626,66 e dezembro/1999 — R$ 162.014,88. Os períodos de apuração (fato gerador) lançados foram o 1º, 2°, 3º e 4º trimestre de 1999 para o IRPJ e CSLL (fls. 434 e 440) e 31/01/1999, 31/03/1999, 30/06/1999, 31/07/1999, 31/10/1999 e 31/12/1999 para o PIS e COFINS (fls. 445 e 449). No Termo de Verificação Fiscal (fls. 426 a 431) consta o detalhamento dos procedimentos fiscais adotados e das infrações apuradas pela fiscalização. Os lançamentos do PIS, COFINS e CSLL são decorrentes da fiscalização do Imposto de Renda Pessoa Jurídica, na qual foram apuradas as infrações, ocasionando, por conseguinte insuficiência na determinação da base de cálculo dessas contribuições. Fl. 583DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/10/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 19/10/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 19515.003058/200475 Acórdão n.º 1803001.541 S1TE03 Fl. 577 3 As bases legais das infrações estão citadas nos Autos de Infrações e no Termo de Verificação Fiscal. O autuado, no ano calendário de 1999, apresentou declaração pelo regime de lucro presumido. Cientificado do lançamento em 07/12/2004, o contribuinte, por intermédio de procurador, apresenta em 28/12/2004, a impugnação de fls. 453 a 475 e documentos de fls. 476 a 497, alegando, em síntese: Da preliminar de nulidade A autuação não obedeceu ao art. 9° do Decreto n° 70.235, de 1972, que estabelece a forma de constituição do crédito tributário, exigindo expressamente a lavratura de autos de infração distintos para cada um dos tributos objeto de lançamento. Não havendo um auto de infração para cada tributo exigido pelo presente auto, o mesmo deve ser considerado nulo, devendo ser refeito o lançamento em autos de infração independentes, para garantia da ampla defesa e contraditório e obediência ao devido processo legal, assegurados no inciso LV, do art. 5°, da Carta Magna. Do mérito Do adiantamento de despesas recebidos nos períodos de março e junho de 1999 Equivocase o AuditorFiscal quando assevera que nos meses de março e junho de 1999 tenha ocorrido excesso de dispêndios em relação aos recursos auferidos. Isso porque, nos referidos períodos o contribuinte efetuou o lançamento dos valores recebidos a título de adiantamentos de clientes, consoante se infere pela juntada da inclusa fotocópia do Livro Razão e que o ingresso de referidos valores não foram computados pelo Agente Fiscal ao elaborar a planilha de fluxo financeiro, tendo sido considerados em períodos subseqüentes, o que acabou gerando, por conseguinte, excesso de dispêndios em aludidos meses. Alega também que as receitas recebidas a titulo de antecipação de clientes deveriam ser reconhecidas nos períodos em que se der o faturamento, e não em períodos subseqüentes, nos termos do disposto no § 2°, do art. 1°, da Instrução Normativa SRF n° 104, de 1998. Dos critérios utilizados para apuração do débito No que se refere aos demais itens da autuação, diz que os critérios utilizados pela fiscalização para cálculo do imposto em tela, e que estão anexados no relatório fiscal, não espelham o montante real da divida, uma vez que houve a consideração de alguns acréscimos descabidos, aumentando de forma substancial o débito. Argui que a multa aplicada no percentual de 75%, corresponde a verdadeiro confisco, deixandose de levar em consideração a proporcionalidade entre o dano e o ressarcimento, ensejando a violação expressa ao art. 150, inciso IV, bem como o principio Fl. 584DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/10/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 19/10/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 19515.003058/200475 Acórdão n.º 1803001.541 S1TE03 Fl. 578 4 da capacidade contributiva previsto no § 1º, do art. 145, ambos da Constituição Federal. Cita ainda, sobre o assunto, doutrina de Sacha Calmon Navarro e julgados proferidos pelo Tribunal Regional Federal da 3' e 5' Região e Supremo Tribunal Federal. Alega que a incidência da taxa SELIC sobre os débitos tributários em atraso nos termos do dispositivo do art. 13 da Lei n° 9.065, de 1995, mostrase totalmente inconstitucional e ilegal, por afrontar dispositivos contidos tanto na Carta Magna (arts. 5°, inciso II e 150, inciso I) como no Código Tributário Nacional (art. 161, parágrafo 1°), isso porque, ela foi criada com o escopo de remunerar o capital investido pelo tomador de títulos da divida pública federal, possuindo assim, característica de juros remuneratórios. Assim sendo, não há como prosperar sua aplicação para fins tributários, uma vez que não há nenhuma Lei definindo seus contornos para sua incidência nos débitos tributários em atraso, o que acarreta sua indevida cobrança. Ao final, requer o acolhimento da impugnação para o fim de serem julgados integralmente improcedentes os Autos de Infração. A DRJ SANTA MARIA (RS), através do acórdão nº 189.445, de 14 de agosto de 2008 (fls. 503/514), julgou procedente em parte o lançamento, ementando assim a decisão: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 1999 LUCRO PRESUMIDO DESEMBOLSOS SUPERIORES AOS RECURSOS OMISSÃO DE RECEITAS A constatação, por meio de demonstrativo do fluxo financeiro, de que os dispêndios da empresa superam os recursos disponíveis em determinado período caracteriza a prática de omissão de receitas, ressalvado ao sujeito passivo a prova da origem dos recursos efetivamente utilizados. MULTA DE OFICIO. CONFISCO A vedação contida na Constituição Federal sobre a utilização de tributo, e não da multa, com efeito de confisco é dirigida ao legislador, não se aplicando aos lançamentos de oficio efetuados em cumprimento das leis tributárias regularmente aprovadas. JUROS MORATÓRIOS A incidência de juros calculados com base na taxa SELIC está prevista em lei, que os órgãos administrativos não podem se furtar a aplicar. LANÇAMENTOS DECORRENTES.Contribuição para o PIS, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS e Contribuição Social sobre o Lucro – CSLL. A solução dada ao litígio principal, relativo ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica, aplicase, no que couber, ao lançamento decorrente, quando não houver fatos ou argumentos novos a ensejar conclusão diversa. Fl. 585DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/10/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 19/10/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 19515.003058/200475 Acórdão n.º 1803001.541 S1TE03 Fl. 579 5 Lançamento Procedente em Parte Ciente da decisão em 14/01/2009, conforme Aviso de Recebimento – AR (fl. 515v), apresentou o recurso voluntário em 13/02/2009 fls. 527/538, onde pugna pela improcedência da exigência remanescente, argüindo a decadência dos fatos geradores outubro e novembro de 1999 e a retificação dos desembolsos no mês de dezembro/99. É o relatório. Voto Conselheiro Walter Adolfo Maresch O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos legais para sua admissibilidade, dele conheço. Trata o presente processo de autos de infração IRPJ e seus reflexos de CSLL, PIS e COFINS, lavrados em virtude da constatação de omissão de receitas, decorrentes de insuficiências de caixa apuradas mediante fluxo de recursos. Alega a recorrente em síntese: a) A decadência adicional dos fatos geradores outubro e novembro de 1999; b) Que em nome da verdade material deve ser retificado o valor dos desembolsos considerados no mês de Dezembro de 1999, considerando que os mesmos ocorreram em períodos anteriores e não decorrem de desembolso de recursos mas mero ajuste de contas do passivo. A decisão de primeira instância merece reforma. Deixo de apreciar a prejudicial de mérito acerca de eventual decadência pois a decisão de mérito deve ser em favor da recorrente. Com efeito, se merece reparos pelo empirismo a própria metodologia empregada em apurar omissão de receitas mediante fluxo financeiro possuindo a contribuinte escrituração regular, recomendandose nesses casos a recomposição da conta caixa, tampouco a questão fática apresentada enseja a manutenção da exigência remanescente. Embora tenha sido parcimoniosa em sua impugnação (fls. 453) ao enfrentar a questão dos desembolsos considerados pela autoridade fiscal no mês de dezembro/1999, entendo que já por ocasião do procedimento fiscal a contribuinte aventou a hipótese de mero equívoco contábil no registro do pagamento de contratos de câmbio, sanado em dezembro de 1999. A autoridade fiscal formulou em 23/11/2004, termo de constatação fiscal e intimação (fls. 108/109), afirmando que com base em fluxo financeiro (fl. 110), foram apurados excessos de dispêndios em relação aos recursos apurados, situação que caracterizaria omissão de receitas em caso de não comprovação da origem dos recursos. Fl. 586DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/10/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 19/10/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 19515.003058/200475 Acórdão n.º 1803001.541 S1TE03 Fl. 580 6 Em atendimento à intimação formulada, apresentou a contribuinte resposta e justificativas para as insuficiências de recursos apuradas pela fiscalização (fls. 411/422). Com relação ao mês de dezembro/1999, apresentou a contribuinte os documentos de fls. 420/422, onde procura demonstrar que a insuficiência de caixa de R$ 162.014,88, estaria justificada pelo valor de R$ 184.081,69 que foi baixado da conta de fornecedores em dezembro/1999 (conta 2.1.02.00007), mas se referia a desembolsos de meses anteriores relativos a pagamentos de contratos de câmbio e lançados indevidamente na conta de passivo – Comissária – 2.1.08.00001. Realça a contribuinte que tratandose de duas contas de passivo não houve efetivo desembolso de recursos e em conseqüência não haveria a insuficiência apontada pela autoridade fiscal. A autoridade fiscal em seu Termo de Verificação Fiscal (fls. 426/431), refutou a comprovação afirmando: Com relação à justificativa consignada pelo contribuinte (fls. 420 a 422) onde o mesmo informa que o lançamento 5999, no valor de R$ 184.081,69, referente a pagamento de fornecedor externo no mês de dezembro/99 foi feito través de lançamento entre as contas 2.1.08.00001 (COMISSÁRIA) E 2.1.02.00007 (DIVERSOS), ou seja, lançamento de acerto contas de passivo, argumentando que esse valor reduziria os dispêndios relativos a dezembro/99, a fiscalização não aceita a justificativa apresentada pelo contribuinte pois quando do levantamento do saldo inicial e final da conta fornecedores (planilha de fIs. 112), foi considerado somente a conta 2.1.02.0007 (DIVERSOS) justamente por ser a conta de destino da transferência informada pela contribuinte, e sendo este o caso, pela diferença dos saldos (inicial e final) obtemos as baixas a título de pagamento. Outra argumentação que demonstra este entendimento por parte da fiscalização, e não considerada no saldo de fornecedores a conta 2.1.08.00001 COMISSÁRIA, e sim com relação a esta última, foram consideradas apenas as baixas a título de pagamentos, como demonstrado na planilha DESEMBOLSOS – DESPESAS PAGAS NOS MESES DE JAN/99 A DEZ/99 (FLS. 114). Ora a assertiva já demonstra a precariedade do levantamento fiscal e deveria ao menos ser objeto de maior indagação por parte da autoridade fiscal. Por ocasião do recurso voluntário juntou a recorrente diversos contratos de câmbio (fls. 539/555) e o razão contábil da conta 2.1.02.00007 – Diversos (Fornecedores) – fl. 562, e 2.1.08.00001 – Comissária de Despachos Souza Leite (fls. 562/566). Pelos mencionados elementos já apresentados parcialmente por ocasião do procedimento fiscal é fácil verificar que o débito de R$ 184.081,69 realizado na conta fornecedores (2.1.02.00007) em 30/12/1999 decorre de estorno da conta 2.1.02.00008 (Comissária), cujos lançamentos a débito ocorreram em datas anteriores ao mês de dezembro de 1999. Fl. 587DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/10/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 19/10/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 19515.003058/200475 Acórdão n.º 1803001.541 S1TE03 Fl. 581 7 Destarte, seja pelo fato se tratar de duas contas de idêntica natureza (passivo), seja em razão de se tratar de desembolsos ocorridos em períodos anteriores (já decaídos), não podem ser considerados como dispêndios no mês de dezembro de 1999. Ante o exposto, voto por dar provimento ao recurso voluntário em relação ao IRPJ e pela íntima relação de causa e efeito também em relação aos lançamentos decorrentes de CSLL, PIS e COFINS. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch Relator Fl. 588DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/10/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 19/10/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH
score : 1.0
Numero do processo: 10880.032024/99-18
Data da sessão: Mon Nov 12 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Sun Nov 11 00:00:00 UTC 2007
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - RECONHECIMENTO DE DIREITO CREDITÓRIO - DUPLO GRAU - ANÁLISE DE MÉRITO -Nos processos administrativos fiscais de pedido reconhecimento do direito creditório, cujo litígio instaurou-se apenas quanto ao prazo para interposição do pleito, ou seja, a unidade de origem da Receita Federal não apreciou o mérito, afastada essa preliminar, os autos devem retornar àquela origem para essa análise, podendo o contribuinte apresentar outra manifestação de inconformidade à DRJ, no prazo de 30 dias da ciência, caso discorde da nova decisão.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: CSRF/03-05.467
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, 1) Por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional. Prevaleceu o entendimento que a contagem do prazo de 5 (cinco) anos para interpor o pedido de restituição do Finsocial iniciou-se em 31/08/1995, com a publicação da Medida Provisória n° 1.110 de 30/08/1995. Em face da proposição de três teses distintas, na primeira votação ficaram vencidos os Conselheiros Anelise Daudt Prieto e Antônio José Praga de Souza, que davam provimento integral ao recurso, sob o entendimento que esse prazo tem como marco final a publicação do Ato Declaratório SRF n° 96, em 30/11/1999. Em segunda votação foram vencidos os Conselheiros Judith do Amaral Marcondes Armando, Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro e Valmir Sandri, para os quais esse prazo é de 10 (anos), contados da ocorrência de cada fato gerador (tese dos "cinco + cinco"), e davam provimento parcial ao recurso. Os Conselheiros Anelise Daudt Prieto e Antônio José Praga de Souza, vencidos na primeira votação, acompanharam a tese vencedora. 2) Pelo voto de qualidade, foi determinado o retorno dos autos à Delegacia da Receita Federal (DRF) de origem, para enfrentamento do mérito, podendo o Contribuinte, se discordar da nova decisão, interpor manifestação de inconformidade dirigida à DRJ, vencidos os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo, Marciel Eder Costa, Anelise Daudt Prieto e Valmir Sandri que determinavam o retorno dos autos à DRJ, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Designado para redigir o voto vencedor nesta parte o Conselheiro Antônio José Praga de Souza.
Nome do relator: MARCIEL EDER COSTA
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - RECONHECIMENTO DE DIREITO CREDITÓRIO - DUPLO GRAU - ANÁLISE DE MÉRITO -Nos processos administrativos fiscais de pedido reconhecimento do direito creditório, cujo litígio instaurou-se apenas quanto ao prazo para interposição do pleito, ou seja, a unidade de origem da Receita Federal não apreciou o mérito, afastada essa preliminar, os autos devem retornar àquela origem para essa análise, podendo o contribuinte apresentar outra manifestação de inconformidade à DRJ, no prazo de 30 dias da ciência, caso discorde da nova decisão. Recurso especial negado.
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decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, 1) Por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional. Prevaleceu o entendimento que a contagem do prazo de 5 (cinco) anos para interpor o pedido de restituição do Finsocial iniciou-se em 31/08/1995, com a publicação da Medida Provisória n° 1.110 de 30/08/1995. Em face da proposição de três teses distintas, na primeira votação ficaram vencidos os Conselheiros Anelise Daudt Prieto e Antônio José Praga de Souza, que davam provimento integral ao recurso, sob o entendimento que esse prazo tem como marco final a publicação do Ato Declaratório SRF n° 96, em 30/11/1999. Em segunda votação foram vencidos os Conselheiros Judith do Amaral Marcondes Armando, Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro e Valmir Sandri, para os quais esse prazo é de 10 (anos), contados da ocorrência de cada fato gerador (tese dos "cinco + cinco"), e davam provimento parcial ao recurso. Os Conselheiros Anelise Daudt Prieto e Antônio José Praga de Souza, vencidos na primeira votação, acompanharam a tese vencedora. 2) Pelo voto de qualidade, foi determinado o retorno dos autos à Delegacia da Receita Federal (DRF) de origem, para enfrentamento do mérito, podendo o Contribuinte, se discordar da nova decisão, interpor manifestação de inconformidade dirigida à DRJ, vencidos os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo, Marciel Eder Costa, Anelise Daudt Prieto e Valmir Sandri que determinavam o retorno dos autos à DRJ, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Designado para redigir o voto vencedor nesta parte o Conselheiro Antônio José Praga de Souza.
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Numero do processo: 10209.000864/2005-61
Data da sessão: Tue Jul 10 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS TRIBUTÁRIAS. IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. REDUÇÃO COM BASE EM ACORDO INTERNACIONAL NO ÂMBITO DA ALADI.
REQUISITOS. A aposição no Certificado de Origem da denominação da
empresa de onde a mercadoria será finalmente faturada acompanhada de declaração à unidade aduaneira da operação de triangulação comercial, já prevista nas normas regulamentares da Associação, supre os requisitos para concessão do benefício de redução da alíquota do imposto prevista nos Acordos internacionais firmados pelo Brasil no âmbito da ALADI.
Numero da decisão: 9303-002.038
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do recurso e, por maioria, em negar-lhe provimento, vencidos os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Rodrigo da Costa Pôssas e Walmar Fonseca de Menezes, que negavam provimento. Os Conselheiros Rodrigo Cardozo Miranda e Nanci Gama declararam-se impedidos de votar.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - insufiência apuração/recolhimento
Nome do relator: JULIO CESAR ALVES RAMOS
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TRIANGULAÇÃO COMERCIAL Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado PETRÓLEO BRASILEIRO S/A NORMAS TRIBUTÁRIAS. IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. REDUÇÃO COM BASE EM ACORDO INTERNACIONAL NO ÂMBITO DA ALADI. REQUISITOS. A aposição no Certificado de Origem da denominação da empresa de onde a mercadoria será finalmente faturada acompanhada de declaração à unidade aduaneira da operação de triangulação comercial, já prevista nas normas regulamentares da Associação, supre os requisitos para concessão do benefício de redução da alíquota do imposto prevista nos Acordos internacionais firmados pelo Brasil no âmbito da ALADI. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do recurso e, por maioria, em negarlhe provimento, vencidos os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Rodrigo da Costa Pôssas e Walmar Fonseca de Menezes, que negavam provimento. Os Conselheiros Rodrigo Cardozo Miranda e Nanci Gama declararamse impedidos de votar. WALMAR FONSECA DE MENEZES – Presidente da Primeira Seção no exercício da Presidência em substituição ao Presidente Otacílio Dantas Cartaxo, ausente temporariamente. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walmar Fonseca de Menezes, Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martinez Lopez e Gileno Gurjão Barreto. Fl. 229DF CARF MF Impresso em 02/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 06/11/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 01/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 2 Relatório Em exame, mais uma vez, matéria bem conhecida deste Colegiado: possibilidade de validar redução do imposto de importação pretendida pela Petróleo Brasileiro S/A em operação de importação de derivados de petróleo produzidos na Venezuela instruída com fatura comercial emitida por filial sua sediada em País não integrante da ALADI, ao passo que no Certificado de Origem há referência a fatura emitida pela PDVSA, empresa venezuelana. Diferentemente da maioria dos recursos aqui examinados, todavia, neste a empresa fez constar no próprio Certificado de Origem o nome de sua subsidiária que emitiria a fatura: Petrobras Finance Company PIFCO. Esta inserção, contudo, não atendeu por completo as disposições da Resolução ALADI 232 uma vez que não constaram a localização da empresa emitente nem o número da fatura. E isso foi o motivo para que a DRJ negasse o pleito, em decisão não unânime e que veio a ser revista pela Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes. No recurso fazendário, aviado por contrariedade ao art. 434 do Regulamento Aduaneiro aprovado pelo Decreto 91.030, argúise a necessidade do atendimento pleno àquelas disposições sob pena de invalidade da redução tarifária. Intimada da admissibilidade do recurso, a recorrida apresentou contrarazões. É o Relatório. Voto Conselheiro JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Como anotei em relatório, este processo apresenta uma singularidade que me leva a aceitar a validade da redução que tenho em outros tantos negado. Essa peculiaridade já havia levado a que, na própria DRJ, a decisão não houvesse sido unânime. Por concordar inteiramente com as considerações ali expendidas pelo julgador Francisco José Barroso Rios, adotoas como minhas razões de decidir, pedindo vênia para transcrevêlas na parte relativa ao mérito: Do Mérito 15. A matéria versada no presente processo diz respeito a tratamento tributário diferenciado por aplicação de alíquota reduzida prevista no Acordo de Complementação Econômica n° 39 (ACE39), que está condicionado à apresentação de Certificado de Origem e ao atendimento das exigências prescritas pela Associação Latino Americana de Integração — ALADI Fl. 230DF CARF MF Impresso em 02/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 06/11/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 01/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10209.000864/200561 Acórdão n.º 9303002.038 CSRFT3 Fl. 2 3 16. Conforme a descrição dos fatos contida no Auto de Infração de fls. 02/11, as mercadorias amparadas pelo Certificado de Origem apresentado pelo importador (fls. 21) correspondem à fatura comercial n° 1291990, emitida pela empresa PDVSA Petróleo Y Gas, ao passo que a fatura que instruiu a DI (fls. 20) foi expedida pela empresa Petrobras International Finance Company — PIFCO, situada nas Ilhas Cayman. Tal prática configuraria desrespeito a dispositivos do ACE39, assim como da Resolução n° 252 da ALADI, o que ensejou a glosa do beneficio tarifário pleiteado, conforme entende a autoridade lançadora. 17. Com respeito ao tratamento tributário favorecido entre países pertences à ALADI, preceitua o art. 434 do Regulamento Aduaneiro — RA então em vigor, aprovado pelo Decreto n°91.030, de 05/03/1985: "Art. 434 No caso de mercadoria que goze de tratamento tributário favorecido em razão de sua origem, a comprovação desta será feita por qualquer meio julgado idôneo. Parágrafo único — Tratandose de mercadoria importada de paismembro da Associação LatinoAmericana de Integração (ALADI) quando solicitada a aplicação de reduções tarifárias negociadas pelo Brasil, a comprovação constará de certificado de origem emitido por entidade competente, de acordo com modelo aprovado pela citada Associação." 18. A Associação LatinoAmericana de Integração foi criada pelo Tratado de Montevidéu, de 12/08/1980, onde estavam previstas algumas modalidades de acordos, dentre os quais os Acordos de Alcance Parcial. O Brasil, na qualidade de paísmembro da citada associação, assinou o Regime Geral de Origem, consubstanciado na Resolução n° 78 do Comitê de Representantes da ALADI, anexa ao Decreto n° 98.874, de 24/11/1990, assim como a Regulamentação das Disposições Referentes à Certificação de Origem, que se operou através do Acordo n° 91, apenso ao Decreto n° 98.836, de 17/01/1990. Tais normas disciplinam a comprovação da origem da mercadoria e estipulam outros requisitos a serem atendidos para a fruição das preferências tarifárias pactuadas entre os países membros da ALADI. Posteriormente, através da Resolução n° 252, do Comitê de Representantes da ALADI, foi aprovado o texto consolidado e ordenado da Resolução n° 78, contemplando, também, as disposições das Resoluções nºs. Fl. 231DF CARF MF Impresso em 02/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 06/11/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 01/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 4 227 e 232, além dos Acordos nºs. 25, 91 e 215. A Resolução n° 252 foi aprovada pelo Decreto n°3.325, de 30/12/1999. 19. No uso das prerrogativas da ALADI foi assinado, entre o Brasil, a Colômbia, o Equador, o Peru e a Venezuela, o Acordo de Complementação Econômica — ACE n° 39, o qual teve sua execução na esfera nacional determinada pelo Decreto n° 3.138 de 16/08/1999. Referido acordo, por adotar o Regime Geral de Origem da ALADI, consubstanciado na Resolução 78 e no Acordo 91 (cujos preceitos foram incorporados posteriormente à Resolução n° 252 do Comitê de Representantes da ALADI), impende a observação dos ditames estabelecidos pelos citados dispositivos de direito internacional. Nesse sentido, há que se destacar a regra contida no art. 7° da Resolução n° 252 da ALADI, verbis: SÉTIMO Para que as mercadorias objeto de intercâmbio possam beneficiarse dos tratamentos preferenciais pactuados pelos países participantes de um acordo celebrado de conformidade com o Tratado de Montevidéu 1980, esses países deverão acompanhar os documentos de exportação, no formuláriopadrão adotado pela Associação, de uma declaração que acredite o cumprimento dos requisitos de origem que correspondam, de conformidade com o disposto no Capítulo anterior. Essa declaração poderá ser expedida pelo produtor final ou pelo exportador da mercadoria de que se tratar (grifo nosso) 20. Pelo exposto, resta evidente que o tratamento tarifário diferenciado praticado entre os países membros da ALADI está fundado na origem da mercadoria e, por isso mesmo, a sua fruição fica condicionada à comprovação dessa origem através de um documento próprio, o Certificado de Origem, cuja apresentação é pressuposto de validade do regime de tributação utilizado pelo importador. 21. Atentese para o disposto no artigo 8° da Resolução n° 252, que teve sua origem no artigo 1° do Acordo 91 da ALADI: OITAVO A descrição das mercadorias incluídas na declaração que acredita o cumprimento dos requisitos de origem estabelecidos pelas disposições vigentes deverá coincidir com a que corresponde à mercadoria negociada, classificada de conformidade com a NALADI/SH e com a que se registra na fatura comercial que acompanha os documentos apresentados para o despacho aduaneiro. Nos casos em que a mercadoria tenha sido negociada em uma nomenclatura diferente à NALADI/SH se indicará o Fl. 232DF CARF MF Impresso em 02/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 06/11/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 01/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10209.000864/200561 Acórdão n.º 9303002.038 CSRFT3 Fl. 3 5 código e a descrição da nomenclatura registrada no acordo de que se tratar. 22. De acordo com o citado dispositivo, a certificação da origem é feita em função da fatura comercial que acoberta determinada partida de mercadoria. Desse modo, a norma internacional vincula expressamente o certificado de origem da mercadoria à fatura comercial correspondente. Tanto assim o é que o formuláriopadrão adotado para formalizar a mencionada certificação possui um campo próprio destinado à informação expressa do número da fatura a que corresponde. Logo, um determinado certificado de origem ampara exclusivamente a mercadoria coberta pela fatura comercial nele indicada. Enfim, é o vinculo entre certificado de origem e fatura comercial que garante o cumprimento dos requisitos fixados entre os Estados signatários do acordo e legitima o gozo do beneficio tarifário quanto à mercadoria importada. 23. À luz das normas até agora mencionadas, resulta claro que as preferências e contrapartidas econômicas, assentadas no regime de origem, contemplam exclusivamente o comércio praticado entre os países signatários, destinandose tal regime a coibir uma interferência nociva aos objetivos dos acordos pactuados entre os paísesmembros. Não obstante, a própria ALADI ressalvou a hipótese de intervenção de um operador de um terceiro país, desde que atendidas as exigências estabelecidas pela citada Associação. 24. Tal operação, denominada comumente de triangulação comercial, passou a ser prática freqüente no comércio internacional contemporâneo. Com o advento da Resolução n° 232 do Comitê de Representantes da ALADI, que alterou o Acordo 91, e incorporada à nossa legislação pelo Decreto n° 2.865, publicado em 08/12/1998, passouse a permitir a participação de um operador de um terceiro país, membro ou não da ALADI, desde que atendidos os requisitos estabelecidos na citada Resolução, da seguinte forma: SEGUNDO Quando a mercadoria objeto de intercâmbio for faturada por um operador de um terceiro país, membro ou não da Associação, o produtor ou exportador do país de origem deverá indicar no formulário respectivo, na área relativa a "observações", que a mercadoria objeto de sua Declaração será faturada de um terceiro país, identificando o nome, denominação ou razão social e domicílio do operador que em definitivo será o que fature a operação destino. Fl. 233DF CARF MF Impresso em 02/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 06/11/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 01/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 6 Na situação a que se refere o parágrafo anterior e, excepcionalmente, se no momento de expedir o certificado de origem não se conhecer o número da fatura comercial emitida por um operador de um terceiro pais, a área correspondente do certificado não deverá ser preenchida. Nesse caso, o importador apresentará à administração aduaneira correspondente uma declaração juramentada que justifique o fato, onde deverá indicar, pelo menos, os números e datas da fatura comercial e do certificado de origem que amparam a operação de importação. 25. As mesmas exigências constam do artigo 9° da Resolução n° 252 da ALADI, a qual, conforme já citado, consolidou as normas relativas ao Regime Geral de Origem da ALADI, dentre elas o Acordo 91. 26. Em várias outras ocasiões em que participei de julgamentos da autuada sobre a matéria em exame, votei contrariamente à aceitação de reduções tarifárias em vista do descumprimento dos requisitos exigidos nas operações envolvendo triangulação comercial no âmbito do Regime de Origem estabelecido pela ALADI. Em alguns dos processos em que fui relator assim me manifestei: Todavia, da análise das peças processuais constatase que não ocorreu a intervenção de um operador nos moldes previstos na Resolução mencionada [Resolução n° 232]. O próprio contribuinte admite que adquire a mercadoria da Venezuela, revendea para sua subsidiária situada nas Ilhas Cayman e, posteriormente, a recompra, fato este que descaracteriza a participação de um operador na forma prevista na legislação referenciada, evidenciando, dessa maneira, a participação de uma empresa situada em país não signatário da ALADI, mas que fatura e exporta para o Brasil uma mercadoria para a qual se pretende aplicar preferências tarifárias pactuadas entre o Brasil e a Venezuela, com base nos Acordos firmados no âmbito da ALADI. Ademais, a alegada operação triangular não está respaldada pelo Certificado de Origem, para efeito de gozo da redução tarifária, como exige a legislação. De relevo salientar que a intermediação de um operador de terceiro país está condicionada ao atendimento dos requisitos previstos no art. 2° do Acordo 91, com redação dada pela Resolução 232, hipótese não confirmada na espécie em análise. Assim, acaso o Certificado de Origem fosse pertinente à importação em causa e a empresa situada nas Ilhas Cayman se enquadrasse de fato como operadora, o produtor ou exportador do país de origem teria indicado no Certificado que a mercadoria objeto de sua declaração seria faturada por um terceiro pais, identificando o número da fatura, nome, denominação ou razão social e domicílio do operador, nos termos da Resolução 232, acima citada. Fl. 234DF CARF MF Impresso em 02/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 06/11/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 01/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10209.000864/200561 Acórdão n.º 9303002.038 CSRFT3 Fl. 4 7 Alternativamente, se no momento de expedir o certificado de origem não se conhecesse o número da fatura comercial emitida pelo operador de terceiro país, o importador deveria apresentar à administração aduaneira uma declaração juramentada que justificasse o fato. No caso em tela, não foi demonstrado o atendimento de tais exigências, o que impossibilita o reconhecimento da origem da mercadoria e, por conseguinte, o tratamento tarifário pleiteado. Como visto, o fato de a empresa situada nas Ilhas Cayman haver informado, em um campo de sua fatura, o número da fatura comercial indicada no Certificado de Origem, também não supre as exigências acima destacadas, porquanto, segundo a Resolução 232, a informação quanto a intervenção de um operador de terceiro país deve obrigatoriamente estar respaldada no documento expedido pela própria entidade que certifica a origem, e não pela empresa exportadora de terceiro país. 27. Não obstante, o caso que ora se apresenta é significativamente diferente dos anteriores, uma vez que agora foram atendidas as exigências contidas na Resolução n° 252 (e, portanto, no Acordo 91 e na Resolução 232), necessárias à caracterização da operação de triangulação comercial realizada pelo sujeito passivo. 28. Analisando a fatura emitida pela PIFCO (fls. 20) e o Certificado de Origem n° ALD101011013501 (fls. 21), constatase que referido certificado fora emitido em 03/01/2001, ou seja, depois de já expedida a fatura pelo operador do terceiro pais (em 31/12/2000). Essa particularidade exige que a questão da triangulação comercial seja analisada com o olhar dirigido à primeira parte do item segundo da Resolução n° 232 acima transcrita, a qual preconiza que, quando a mercadoria for faturada por um operador de um terceiro pais, o produtor ou exportador do país de origem deverá indicar no certificado de origem, na área relativa a "observações", que a mercadoria objeto de sua Declaração será faturada de um terceiro país, identificando o nome, denominação ou razão social e domicílio do operador que em definitivo será o que fature a operação destino" (grifo nosso). 29. Notese que, no campo "observaciones" do Certificado de Origem n° ALD101011013501 (fls. 21), é feita referência à Petrobras International Finance Company, empresa que expediu a invoice que instruiu a DI (fatura n° PIFSB1201/00 — fls. 20). Constam ainda no mesmo campo do Certificado de Origem, dados contidos no Conhecimento de Embarque, dentre eles a data da Fl. 235DF CARF MF Impresso em 02/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 06/11/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 01/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 8 expedição do BL (13/12/2000 — cujo ano foi grafado incorretamente no Certificado de Origem — 2001 — quando deveria ter sido anotado o ano 2000, o que fica patente diante da data da emissão do Certificado de Origem — 04/01/2001), a qual, com a devida correção, coincide com a data informada no Conhecimento de fls. 19, que está consignado à PIFCO. Além disso, no referido BL consta que o produto seria entregue em porto brasileiro ("[..] to be delivered at the port of COUNTRY, BRAZIL"), comprovando que a mercadoria fora destinada diretamente da Venezuela para o Brasil. 30. Como se vê, é fato que, no campo do certificado de origem destinado às observações, foi cumprida a exigência da ALADI relativa à necessidade de informação da razão social do operador que, em definitivo, expediu a fatura relativa à operação de destino. No referido campo faltou apenas a anotação relativa ao domicilio do operador, particularidade a qual, a meu ver, não é suficiente para descaracterizar a operação, uma vez que é facilmente suprida pela própria Declaração de Importação objeto da lide, onde está consignado que o domicilio da PIFCO é na cidade de Georgetown, em Gran Cayman Ilhas Cayman (ver fls. 22). Ressaltese ainda que todo o modelo de triangulação realizado pela autuada foi formalmente declarado à SRF, questão a qual será subsidiariamente abordada adiante. 31. Em suma, entendo que os dados informados no certificado de origem, na fatura comercial expedida pela PIFCO, no conhecimento de embarque, e nas demais peças que instruem os autos, são suficientes para atender às exigências relativas à participação de um operador de um terceiro pais emissor da fatura relativa à operação de destino. Ressaltese ainda que, nesta fatura, há informações concernentes ao Certificado de Origem e à fatura original emitida pela empresa venezuelana (PDVSA Petróleo y Gas S.A.) (vide fls. 20 — fatura n° PIF SB 1201/00). 32. Em reforço ao entendimento acima esposado pela licitude da triangulação comercial realizada no âmbito da ALADI, é interessante destacar que o artigo 9° da Resolução n° 252 da ALADI (que, como ressaltado, contempla o disposto no artigo 2° da Resolução n° 232), em sua segunda parte, prescreve que, se na ocasião da expedição do certificado de origem ainda não se conhecer o número da fatura comercial emitida pelo operador do terceiro pais, "[..] o importador apresentará à administração aduaneira correspondente uma declaração juramentada que justifique o fato, onde deverá indicar, pelo menos, os números e datas da fatura comercial e do certificado de origem que amparam a operação de Fl. 236DF CARF MF Impresso em 02/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 06/11/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 01/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10209.000864/200561 Acórdão n.º 9303002.038 CSRFT3 Fl. 5 9 importação". Essas informações, como ressaltado, constam de toda a documentação que instruiu a DI. 33. Quanto à declaração juramentada em evidência não se tem noticia de que a Secretaria da Receita Federal tenha estabelecido uma forma especifica para o citado documento, de sorte que não se poderia exigir do contribuinte mais do que esteja prescrito na legislação tributária. Diante dessa ressalva, e mesmo tendose em conta que a realidade em análise não se enquadra na hipótese relativa à necessidade de apresentação de declaração juramentada, consta, às fls. 30/32, expediente remetido pela autuada à Alfândega no Porto de Belém onde o sujeito passivo esclarece os motivos e a natureza da operação de triangulação comercial envolvendo duas subsidiárias da empresa, dentre elas, a Petrobras International Finance Company — PIFCO. 34. Segundo informa a empresa, para fins de atender a exigências do Banco Central relativas à liquidação dos contratos de câmbio na data do cumprimento da obrigação (vencimento das faturas), e não mais em data futura, como anteriormente permitido, a PETROBRAS passou a se utilizar de uma companhia subsidiária para fazer o financiamento internacional, adquirir o petróleo e derivados no mercado internacional e, posteriormente, os revender à própria PETROBRAS em prazo compatível com a realidade do ciclo operacional da empresa. Essa companhia subsidiária passou a se utilizar das linhas de crédito anteriormente obtidas pela PETROBRAS, mas em vista da rejeição inicial deste modelo pelo mercado internacional, a própria PETROBRAS foi obrigada a iniciar a cadeia operacional para, só depois, revender o produto à subsidiária e adquirilo posteriormente, conforme esquema representativo contido no expediente da autuada: Fornecedor > Petrobras > Brasoil > Petrobras 35. Com o passar do tempo, a autuada passou a adotar o modelo onde a aquisição do produto era realizada diretamente pela sua subsidiária, conforme assevera textualmente: “Com o decorrer do tempo, após intenso trabalho de marketing e oferecimento de garantias formais pela Petrobras quanto, ao cumprimento das obrigações pela Brasoil, posteriormente pela Petrobras International Finance Company, as seguintes cadeias comercial (sic) passaram a ser efetivadas: Fl. 237DF CARF MF Impresso em 02/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 06/11/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 01/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 10 Fornecedor > Petrobras International Finance Company > Petrobras Fornecedor> Braspetro Oil Services> Petrobras 36. A cadeia envolvendo a Petrobras International Finance Company PIFCO é justamente o modelo que caracteriza a transação de importação de derivados de petróleo objeto da lide. A admissibilidade desse tipo de triangulação comercial pelo Regime de Origem da ALADI, associado aos documentos já analisados acima, são plenamente suficientes para caracterizar o vínculo existente entre a fatura original emitida pela PDVSA (fornecedor), o Certificado de Origem e a fatura expedida pela PIFCO, conforme já asseverado, de sorte que não há nenhuma razão para descaracterizar a redução tarifária que beneficia as negociações realizadas no âmbito do ACE39. 37. Em conclusão, está plenamente demonstrado nos autos que o produto importado provém, de fato, da Venezuela, país signatário do ACE39, firmado no âmbito da ALADI, tendo sido atendidas, pelos argumentos acima elencados, as exigências prescritas pela citada Associação. Em suma, aqui não havia necessidade de apresentação de declaração juramentada e, embora não cumpridos à risca os requisitos da Resolução, restou indubitavelmente comprovada a origem da mercadoria e o motivo por que foi utilizada fatura diversa da que consta no Certificado de Origem. Por esses motivos, voto por negar provimento ao recurso da Fazenda. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Relator Fl. 238DF CARF MF Impresso em 02/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 06/11/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 01/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS
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