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Numero do processo: 10073.000768/2003-34
Data da sessão: Wed May 23 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Mar 11 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/05/1992 a 31/12/1996
COFINS.DECADÊNCIA.
O prazo decadencial para o direito de restituição de pagamentos da COFINS, anteriores à Lei nº 118/05 é de 10 anos contados da data do pagamento da contribuição, conforme decisão proferida pelo E. Supremo Tribunal Federal, que deve ser seguida por este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, conforme seu regimento interno.
CORREÇÃO MONETÁRIA. TAXA SELIC.
É aplicável a taxa SELIC em casos de restituição de pagamento indevido, conforme dispõe o art. 61, §3º, da Lei nº 9460/96
Numero da decisão: 3401-001.816
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso nos termos do voto do relator.
JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Presidente.
FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE - Relator.
EDITADO EM: 20/12/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Odassi Guerzoni Filho, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte
Matéria: Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
Nome do relator: FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE
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Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/05/1992 a 31/12/1996 COFINS.DECADÊNCIA. O prazo decadencial para o direito de restituição de pagamentos da COFINS, anteriores à Lei nº 118/05 é de 10 anos contados da data do pagamento da contribuição, conforme decisão proferida pelo E. Supremo Tribunal Federal, que deve ser seguida por este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, conforme seu regimento interno. CORREÇÃO MONETÁRIA. TAXA SELIC. É aplicável a taxa SELIC em casos de restituição de pagamento indevido, conforme dispõe o art. 61, §3º, da Lei nº 9460/96 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso nos termos do voto do relator. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Presidente. FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE Relator. EDITADO EM: 20/12/2012 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 07 3. 00 07 68 /2 00 3- 34 Fl. 571DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2012 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 1 1/01/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 21/12/2012 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE Processo nº 10073.000768/200334 Acórdão n.º 3401001.816 S3C4T1 Fl. 572 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Odassi Guerzoni Filho, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte Relatório Em 30.6.2003, a contribuinte Prosimtra – Pronto Socorro Infantil Moleque Travesso LTDA (CNPJ 30.654.503/000141) protocolou Pedido de Restituição de créditos de COFINS no valor de R$ 24.615,25, referente ao período de maio de 1992 a dezembro de 1996. De acordo com o pedido: a) houve pagamento de tributo sem o devido respaldo legal, pois havia norma que isentava as Sociedades Civis da contribuição, devendo portanto ser restituído o pagamento; b) o prazo para decadência para lançamentos por homologação é de 5 anos. Apenas após extinto o crédito tributário pela homologação que começa a correr o prazo prescricional do artigo 168 do CTN. A decadência, portanto, ocorre após 10 anos. c) transcreve jurisprudência relativa à isenção para sociedades civis. Em Despacho Decisório da Seção de Orientação e Análise Tributária da Delegacia da Receita Federal em Volta Redonda/RJ, é proposto que seja indeferido o Pedido de Restituição, tendo em vista a extinção do direito de pleitear a restituição dos recolhimentos no momento da recepção do processo. No dia 18.2.2004, a contribuinte protocolou, tempestivamente, Manifestação de Inconformidade, na qual alega, em síntese, que: c) o STJ editou súmula a 276, que dispõe: “As sociedades civis de prestação de serviços profissionais são isentas de COFINS, irrelevante o regime tributário adotado”; b) mesmo que a administração pública não tenha competência para apreciar as questões relacionadas com a legalidade ou constitucionalidade da legislação tributária, ela pode deixar de aplicar lei por considerála inconstitucional; c) o art. 56 da Lei Ordinária nº 9.430/96 revogou a isenção da COFINS para as sociedades civis. A revogação é “ilegal” , uma vez que era estabelecida por Lei Complementar, não podendo lei inferior revogála; d) com base no art. 175, I, do CTN: “Art. 175 Excluem o crédito tributário: I – a isenção; II – a anistia Fl. 572DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2012 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 1 1/01/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 21/12/2012 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE Processo nº 10073.000768/200334 Acórdão n.º 3401001.816 S3C4T1 Fl. 573 3 Parágrafo único. A exclusão do crédito tributário não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias, dependentes da obrigação principal cujo crédito seja excluído, ou dela conseqüente” Podese, com fundamento no CTN, definir a isenção fiscal como fenômeno tributário que impede, por expressa disposição normativa, o surgimento do crédito tributário decorrente da obrigação que tenha por objetivo o pagamento do tributo; e) o argumento de que as sociedades civis ao optarem pela tributação dos resultados pelo lucro presumido perderiam, de imediato, o direito ao benefício fiscal, não merece prosperar, pois a citação ao DecretoLei nº 2 397/87 serviu apenas para identificar os beneficiados pela isenção. Em sessão de 7.4.2006, a 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro II/RJ acordou, por unanimidade de votos, indeferir a Manifestação de Inconformidade. Segundo o voto: a) a contribuinte, em sua Manifestação de Inconformidade, não teceu qualquer comentário a respeito da extinção do direito de requerer a restituição; b) a manifestação de inconformidade, além de não tratar da repetição de pretenso indébito tributário, também não se refere aos períodos de apuração da COFINS cujo direito à restituição se examina no presente processo. Em 27.12.2006, a contribuinte protocolou, tempestivamente, Recurso Voluntário, no qual, alega em síntese, que: a) a Lei Complementar nº 118/05 mostrase “ilegal” ao estabelecer alteração no prazo do indébito nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, à medida que “vai de encontro” ao que estabelece o CTN; b) caso reconhecida a legitimidade do pedido, este deve ser monetariamente atualizado, uma vez que a sua atualização corrige o efeito corrosivo da inflação; c) reitera os argumentos apresentados anteriormente. Conclui requerendo o provimento integral do Recurso Voluntário para reformar a decisão recorrida. É o relatório. Voto Conselheiro Fernando Marques Cleto Duarte Fl. 573DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2012 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 1 1/01/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 21/12/2012 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE Processo nº 10073.000768/200334 Acórdão n.º 3401001.816 S3C4T1 Fl. 574 4 Em suma a contribuinte apresentou Pedido de Restituição, com base no art. 6º da Lei Complementar 70/1991. Não logrando êxito em sua demanda, apresentou Recurso Voluntário, argumentando contra a decadência qüinqüenal segundo a interpretação prevista na Lei Complementar nº. 118/05. Inicialmente devemos analisar a possibilidade de sobrestamento do caso. O § 2º do art. 62A do Anexo II do Regimento Interno do CARF é bem claro ao dispor o seguinte: “Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes.” Portanto não cabe mais a este órgão julgado se posicionar sobre o caso em face, tendo em vista que o E. Supremo Tribunal Federal já se posicionou seguindo a sistemática do art. 543B do Código de Processo Civil, conforme reproduzo abaixo: “DIREITO TRIBUTÁRIO LEI INTERPRETATIVA APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005 DESCABIMENTO VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se autoproclamado interpretativa, implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. Inocorrência de violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata às pretensões pendentes de Fl. 574DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2012 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 1 1/01/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 21/12/2012 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE Processo nº 10073.000768/200334 Acórdão n.º 3401001.816 S3C4T1 Fl. 575 5 ajuizamento quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastandose as aplicações inconstitucionais e resguardandose, no mais, a eficácia da norma, permitese a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis, conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não havendo lacuna na LC 118/08, que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário. Reconhecida a inconstitucionalidade art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tãosomente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, § 3º, do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido.” (RE 566.621, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, julgado em 4.8.11, REPERCUSSÃO GERAL – MÉRITO DJe195 Divulgado 10.10.11 Publicado 11.10.11) Sendo assim, o prazo decadencial que deve ser aplicado à lide é aquele presente na tese dos cinco mais cinco, não existindo, portanto, decadência do direito pleiteado pela recorrente dos pagamento efetuados após 30.6.1993. Quanto à aplicação da taxa Selic é necessário levar em conta o entendimento do E. STJ, cuja ementa reproduzo em parte: “(...) 12. Nos casos de repetição de indébito tributário, a orientação prevalente no âmbito da 1ª Seção quanto aos juros pode ser sintetizada da seguinte forma: (a) antes do advento da Lei 9.250/95, incidia a correção monetária desde o pagamento indevido até a restituição ou compensação (Súmula 162/STJ), acrescida de juros de mora a partir do trânsito em julgado (Súmula 188/STJ), nos termos do art. 167, parágrafo único, do CTN; (b) após a edição da Lei 9.250/95, aplicase a taxa SELIC desde o recolhimento indevido, ou, se for o caso, a partir de 1º.01.1996, não podendo ser cumulada, porém, com qualquer outro índice, seja de atualização monetária, seja de juros, porque a SELIC inclui, a um só tempo, o índice de inflação do período e a taxa de juros real. 13. Na assentada de 11.07.2007, a 1ª Seção desta Corte, apreciando os ERESP 912.359/MG, da relatoria do Ministro Humberto Martins, dirimiu a controvérsia atinente aos índices Fl. 575DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2012 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 1 1/01/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 21/12/2012 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE Processo nº 10073.000768/200334 Acórdão n.º 3401001.816 S3C4T1 Fl. 576 6 utilizados para o cálculo da correção monetária na repetição do indébito tributário, decidindo pela adoção do atual Manual de Orientação de Procedimentos para os Cálculos da Justiça Federal, aprovado pelo Conselho da Justiça Federal, através da Resolução n. 561/CJF, de 02.07.2007, que prevê a aplicação dos seguintes índices:(a) IPC, de março/1990 a janeiro/1991; (b) INPC, de fevereiro a dezembro/1991; (c) UFIR, a partir de janeiro/1992; (d) taxa SELIC, exclusivamente, a partir de janeiro/1996; com observância dos seguintes índices: janeiro/1989 (42,72%), fevereiro/1989 (10,14%), março/1990 (84,32%), abril/1990 (44,80%), maio/90, (7,87%) e fevereiro/1991 (21,87%). 14. Recurso especial a que se dá parcial provimento (REsp 988.816/SP, Processo nº 2007/02218410, Rel Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA TURMA, DJe 15.5.08, julgado em 6.5.08)” Portanto, por se configurar recolhimento indevido, é aplicável a taxa SELIC ao caso em face, desde o recolhimento, não podendo ser cumulada, porém, com qualquer outro índice, seja de atualização monetária, seja de juros, porque a SELIC inclui, a um só tempo, o índice de inflação do período e a taxa de juros real. Frente a todo o exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso voluntário, tendo em vista o reconhecimento de repercussão geral e julgamento por parte do STF do RE 566.621, garantindo a restituição dos pagamentos efetuados após 30.6.1993. Acrescento que a DRF verifique o exato valor a ser restituído. É como Voto Sala das Sessões, em 23 de maio de 2012. Fernando Marques Cleto Duarte – Relator. Fl. 576DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2012 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 1 1/01/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 21/12/2012 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE
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Numero do processo: 13890.000565/2003-11
Data da sessão: Tue Oct 20 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Oct 20 00:00:00 UTC 2009
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/10/1997 a 31/10/1997 DECADÊNCIA.
Opera-se contra a Fazenda Pública a decadência do direito de lançar com o decurso do prazo de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador, nos termos do que rege o art. 150, § 4º, do CTN.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 3803-000.165
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, para cancelar o lançamento em face da decadência
Matéria: DCTF_PIS - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (PIS)
Nome do relator: Belchior Melo de Sousa
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/10/1997 a 31/10/1997 DECADÊNCIA. Opera-se contra a Fazenda Pública a decadência do direito de lançar com o decurso do prazo de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador, nos termos do que rege o art. 150, § 4º, do CTN. Recurso Voluntário Provido
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Numero do processo: 10665.000457/2007-39
Data da sessão: Tue Dec 01 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Dec 01 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/05/1996 a 31/10/2005
DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE N 08 DO STF. PRAZO DE 05 (CINCO) ANOS. APLICAÇÃO DO ART. 150, §4° DO CTN. É de 05 (cinco) anos o prazo decadencial para o Fisco efetuar o lançamento das
contribuições previdenciárias.
SAT. Alíquota. ATIVIDADE PREPONDERANTE ESTABELECIMENTO MATRIZ E FILIAIS COM CNPJ's DISTINTOS. No caso da empresa possuir filiais, cada qual com o seu próprio CNPJ, a atividade preponderante, para fins de determinação do grau de risco do SAT, deverá ser considerada relativamente a cada um dos estabelecimentos em
separado.
ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. MULTA. CONFISCO.
Falece ao Conselho de Contribuintes a competência para análise da
constitucionalidade de normas tributárias, atividade privativa do Poder Judiciário, nos termos da Súmula n. 02.
SELIC. APLICAÇÃO. LEGALIDADE. Nos termos da Súmula n. 03 do Eg
Segundo Conselho de Contribuintes é cabível a cobrança de juros de mora com base na taxa SELIC para débitos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE.
Numero da decisão: 2402-000.312
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para, nas preliminares, excluir do lançamento as contribuições apuradas até a competência 02/2001, anteriores a 03/2001, com fundamento no § 4º, Art. 150 do CTN. No mérito, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: LOURENÇO FERREIRA DO PRADO
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/1996 a 31/10/2005 DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE N 08 DO STF. PRAZO DE 05 (CINCO) ANOS. APLICAÇÃO DO ART. 150, §4° DO CTN. É de 05 (cinco) anos o prazo decadencial para o Fisco efetuar o lançamento das contribuições previdenciárias. SAT. Alíquota. ATIVIDADE PREPONDERANTE ESTABELECIMENTO MATRIZ E FILIAIS COM CNPJ's DISTINTOS. No caso da empresa possuir filiais, cada qual com o seu próprio CNPJ, a atividade preponderante, para fins de determinação do grau de risco do SAT, deverá ser considerada relativamente a cada um dos estabelecimentos em separado. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. MULTA. CONFISCO. Falece ao Conselho de Contribuintes a competência para análise da constitucionalidade de normas tributárias, atividade privativa do Poder Judiciário, nos termos da Súmula n. 02. SELIC. APLICAÇÃO. LEGALIDADE. Nos termos da Súmula n. 03 do Eg Segundo Conselho de Contribuintes é cabível a cobrança de juros de mora com base na taxa SELIC para débitos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE.
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SÚMULA VINCULANTE N 08 DO STF. PRAZO DE 05 (CINCO) ANOS. APLICAÇÃO DO ART. 150, §4° DO CTN. É de 05 (cinco) anos o prazo decadencial para o Fisco efetuar o lançamento das contribuições previdenciárias. SAT. ALíQUOTA. ATIVIDADE PREPONDERANTE ESTABELECIMENTO MATRIZ E FILIAIS COM CNPJ's DISTINTOS. No caso da empresa possuir filiais, cada qual com o seu próprio CNPJ, a atividade preponderante, para fins de determinação do grau de risco do SAT, deverá ser considerada relativamente a cada um dos estabelecimentos em separado. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. MULTA. CONFISCO. Falece ao Conselho de Contribuintes a competência para análise da constitucionalidade de normas tributárias, atividade privativa do Poder Judiciário, nos termos da Súmula n. 02. SELIC. APLICAÇÃO. LEGALIDADE. Nos termos da Súmula n. 03 do Eg Segundo Conselho de Contribuintes é cabível a cobrança de juros de mora com base na taxa SELIC para débitos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE. Vistos, relatados e discutidos os pie _es autos. ACORDAM os membros da 4" Câmara / 2' Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para, nas preliminares, excluir do lançamento as contribuições apuradas até a competência 02/2001, anteriores a 03/2001, com fundamento no § 4 0, Art. 150 do CTN. No mérito, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. „07.04, (ItleC-ELO OLIVEIRA - Presidente LOURE O FERREIRA DO PRADO - Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros: Marcelo Oliveira, Ana Maria Bandeira, Rogério de Lellis Pinto, Lourenço Ferreira do Pra. celo Freitas de Souza Costa (Convocado) e Nrib ia Moreira Banos Mazza (Suplente (r\ 2 Processo n° 10665.000457/2007-39 S2-C4T2 Acórdão n.°2402-00312 Fl. 536 Relatório Trata-se de crédito tributário constituído em desfavor de LÍDER INDUSTRIA E COMERCIO DE ESTOFADOS LTDA, por meio de NFLD, na qual é efetuada a cobrança de diferenças de contribuições sociais incidentes sobre remuneração paga a segurados empregados, contribuintes individuais, bem como da diferença de 01% (hum por cento) no recolhimento da aliquota RAT relativas a 09 (nove) empresas filiais, que informaram estar sujeitas ao grau de risco médio (alíquota 02%), quando, em verdade, deverias estar sujeito ao grau de risco grave (Ali quota 03%). O lançamento relativo as diferenças de contribuições dos segurados empregados e contribuintes individuais compreende o período de 05/1996 a 07/2005 e o relativo as diferenças de afiquotas RAT de 05/2001 a 10/2005, tendo sido o contribuinte cientificado em 31/03/2006. No que se refere a cobrança do diferencial de aliquota RAT entendeu o Ilustre fiscal notificante que a atividade preponderante da contribuinte é a indústria, pois restou verificado que o estabelecimento matriz detém o maior numero de segurados empregados em comparação com a soma dos segurados dos estabelecimentos filiais, motivo que deu azo a nova classificação do nível de risco da atividade. Mantida a integralidade da autuação pela Decisão Notificação (fls.), a recorrente apresente recurso voluntário, por meio do qual sustenta em preliminar 1. A Decadência do direito do Fisco em efetuar o lançamento das contribuições objeto da NFLD, com arrimo no art. 150, §4° do CTN. Quanto ao mérito, sustenta a necessidade de anulação da NFLD sob o fundamento de que: Fora devidamente informado o grau de risco dos estabelecimentos filiais, pois se tratam de estabelecimentos comerciais e não industriais como a matriz, possuindo natureza autônoma em relação as atividades exercidas na matriz, apesar da mesma controlar toda a atividade empresarial das empresas; Que o lançamento se baseou em presunções pois o fiscal notificante, ao entender que todas as empresas filiais exerciam as mesmas atividades do estabelecimento, deixou de expor os motivos que o levaram a tal conclusão, não tendo verificado a real ocorrência do fato gerador da contribuição.; Que a multa aplicada é confiscatória; Ilegalidade da adoção da taxa SELIC como juros de mora Sem contrarrazôes da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, subiram os autos a este Eg. Conselho. É o rela 3 Voto Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado, Relator Tempestivo o recurso e presente os seus pressupostos de admissibilidade, dele conheço. Considerando o entendimento do Supremo Tribunal Federal, de que apenas lei complementar pode dispor sobre prescrição e decadência em matéria tributária, em observância aquilo que disposto no artigo 146, III, "b", da Constituição Federal, à unanimidade de votos, negou provimento aos Recursos Extraordinários n° 556.664, 559.882, 559.943 e 560.626, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46 da Lei n. 8.212/91, os quais concediam à Previdência Social o prazo de 10 (dez) anos para a constituição de seus créditos. Na mesma assentada, inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, o STF editou a Súmula Vinculante de n° 8, cujo teor é o seguinte: Súmula Vinculante n° 8"São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5° do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário". Dessa forma, em observância ao que disposto no artigo no art. 103-A e parágrafos da Constituição Federal, inseridos pela Emenda Constitucional n° 45/2004, as súmulas vinculantes, por serem de observância e aplicação obrigatória pelos entes da administração pública direta e indireta, devem ser aplicadas por este Eg. Conselho de Contribuintes, in verbis: , "Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Logo, inaplicável o prazo de 10 (dez) anos para a aferição da decadência no âmbito das contribuições previdenciárias, resta necessário, para a solução da demanda, a aplicação das normas legais relativas à decadência e constantes no Código Tributário Nacional, a saber, dentre os artigos 150, § 40 ou 173, I, diante da verificação, caso a caso, se tenha ou não havido dolo, fraude, simulação ou o recolhimento de parte dos valores das contribuições sociais objeto da NFLD, conforme mansa e pacifica orientação desta Eg. Câmara. As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação, motivo pelo qual, em regra, devem observar o previsto no art. 150, § 4° do CTN. Dessa forma, verificado o pagamento antecipado, observar-se ' a de extinção inscrita no art. 156, 4 Processo n° 10665.000457/2007-39 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.312 Fl. 537 inciso VII do CTN, que condiciona o acerto do lançamento efetuado pelo contribuinte a ulterior homologação por parte de Fisco. Ao revés, caso não exista pagamento ou mesmo a parcialidade deste, não há o que ser homologado, motivo que enseja a incidência do disposto no art. 173, inciso I do CTN, hipótese na qual o crédito tributário será extinto em função do previsto no art. 156, inciso V do CTN. No caso dos autos do presente processo da análise do relatório fiscal, itens 2.1 e 2.2, fls. 425, depreende-se que os fiscal deixa claro que se trata da cobrança de diferenças de contribuições sociais e de alíquota do RAT, de modo que vários recolhimentos já efetuados pelo contribuinte foram considerados no DAD, o que caracteriza a parcialidade do pgamento. Dessa forma, há que ser aplicado ao caso o art. 150, §4° do CTN, de modo que deverão ser excluídas do lançamento as contribuições referentes ao período anterior a 03/2001. Quanto ao mérito, verifico que das razões apresentadas pelo contribuinte, este não impugnou o lançamento cujos fatos geradores foram a remuneração dos segurados empregados e contribuintes individuais, mas cercou-se apenas na tentativa da demonstração de que o fiscal notificante não agiu em conformidade com a lei ao atribuir, às suas filiais, grau de risco grave, sujeito a alíquota SAT de 03% (três por cento), tendo efetuado o lançamento com base em presunção e em afronta ao art. 142 do CTN. Sobre o assunto, reza o art. 22 da Lei 8.212/91: "Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de: 6 - vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. (Redação dada pela Lei n° 9.876, de 1999). II - para o financiamento do beneficio previsto nos arts. 57 e 58 da Lei 8.213, de 24 de julho de 1991, e daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer do mês, aos segurados empregados e 7 trabalhadores avulsos: (Redação dada pela Lei n°9.732, de 1998). a) 1% (um por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante oi risco de acidentes do trabalho seja considerado leve; b) 2% (dois por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considerado médio; c) 3% (três por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considerado 5 E também o art. 202 do Regulamento da Previdência Social § 32 Considera-se preponderante a atividade que ocupa, na empresa, o maior número de segurados empregados e trabalhadores avulsos. Justificou o fiscal notificante que a atribuição de novo grau de risco, em observância as normas supracitadas deu-se por haver verificado que o estabelecimento matriz emprega número de segurados maior do que o de todas as filiais juntas, estando, portanto, ai caracterizada a atividade preponderante de indústria, cuja alíquota de SAT deveria ser extensível a todas. Entretanto, tenho que tal entendimento não é o melhor a ser aplicável a espécie. A atividade preponderante de empresa que possua filiais com CNPJ's distintos, inclusive em outros Municípios do mesmo Estado ou mesmo em outros Estados da Federação deve ser entendida como relativa a cada estabelecimento em separado e não como fez o Ilmo. Auditor Fiscal. Por possuírem CNPJ's distintos, são estabelecimentos autônomos. A divisão da empresa em unidades autônomas é um fato que decorre propriamente da expansão dos negócios de uma sociedade empresarial. Existem empresas que funcionam em vários Estados da Federação, no exercício de diferentes atividades, como é o caso da recorrente. Logo, é exatamente por esta razão, que devidamente atento à evolução das práticas comerciais, o Fisco exige o registro no CNPJ de cada filial ou sucursal da empresa para uma melhor fiscalização acerca do cumprimento das obrigações tributárias por parle dos contribuintes. E no caso dos autos tal situação é facilmente perceptível da leitura do contrato social acostado às fls. 479/480, donde se verifica a gama de locais onde a empresa possui estabelecimento, diga-se, alguns longe de serem considerados aptos a que se instale uma indústria de móveis no local, como por exemplo, o Shopping Interlagos em São Paulo. Ademais, às fls. 492/497, verifica-se que a recorrente colacionou o comprovante de inscrição de suas filiais no CNP', o que demonstra ter agido de forma a registrar, junto a Secretaria da Receita Federal do Brasil cada uma delas. Não obstante o relatório fiscal é claro em apontar que todas as filiais possuem CNPJ distinto. É pelo CNPJ que a Receita Federal registra todas as informações cadastrais de determinada pessoa jurídica, de interesse das administrações tributárias inclusive de Estados e Municípios, seja para o intercâmbio de informações ou integração dos respectivos cadastros. No caso dos presentes autos, ao revés daquilo o que concluído pelo fiscal notificante, sob o auspício de justificar a malsinada readequação do nível de risco da recorrente de médio para grave, é verificado mais um entrave com relação a própria diferenciação da ' situação fática das atividades desenvolvidas nas filiais e na matriz. Verifica-se que se tratam as filiais de centros de comercialização das mercadorias produzidas pela matriz e por óbvio ali não é exercida qualquer atividade de natureza industrial, mas ao contrário, como reconheceu o próprio fiscal, o comércio varejista de móveis. Assim, por se tratarem de filiais com CNPJ's distintos, resta claro terem autonomia própria no exercício de suas funções, que é o comércio e não a indústria. Seria o mesmo que estender os efeitos de uma atividade reconhecida pela legislação como perigosa por quilômetros e quilômetros de distância, atribuindo-a a empregados que nunca estariam sujeitos aos seus efeitos. Será então, que todas as me • eventivas e protetivas utilizadas para a , 6 Processo n° 10665.000457/2007-39 32-C4T2 Acórdão n.° 2402-00312 E. 538 monitoração do risco a que se expõe o empregado na indústria também deverá ser adotada para os estabelecimentos filiais. Creio que não. Ademais, cumpre lembrar que o Superior Tribunal de Justiça já editou Súmula sobre o assunto, confira-se: Súmula 351 - A aliquota de contribuição para o Seguro de Acidente do Trabalho (SAT) é aferida pelo grau de risco desenvolvido em cada empresa, individualizada pelo seu CNPJ, ou pelo grau de risco da atividade. A conclusão do fiscal, portanto, não se coaduna com a nonna, pois deixou de considerar a autonomia operacional entre cada um dos estabelecimentos, de modo que o lançamento das contribuições devidas não o foi em conformidade com o art. 142 do CTN. Logo, merece guarida, neste ponto, a pretensão recursal. Com relação aos demais pontos de insurgência, há que ser mantido aquilo que determinado na Decisão Notificação. O pedido do reconhecimento da excessividade e confisco da multa aplicada ensejaria, via de rega, o reconhecimento da inconstitucionalidade de dispositivo da legislação tributária, o que suprime competência privativa do poder Judiciário, conforme previsto nos artigos 97 e 102, I, "a" e III, "b" da Constituição Federal. Sobre o tema, o Segundo Conselho de Contribuintes editou a Súmula n. 02, aplicável ao presente caso, fixando o seguinte comando: SÚMULA n. 02 "Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária. Cumpre lembrar que a sua aplicação decorre daquilo que claramente disposto no art. 34 da Lei n° 8.212/91, com redação dada pela Lei n° 9.528/97, confira-se: "Artigo 34: As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia — SELIC a que se refere o art. 13 da Lei n° 9.065/95, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrevogável." Não obstante a matéria já foi objeto de inúmeras discussões neste Eg. Conselho, quando então fora editada a Súmula n. 03 do Segundo Conselho de Contribuintes, aplicável ao presente caso e cuja redação fora assim aprovada na sessão plenária de 18/09/2007: "SÚMULA N. 3 - É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liqüidação e Custódia — Selic para título federal. Ante todo o exposto, voto no sentido de CONHECER do recurso para acolher a preliminar de decadência e mar a extinção do crédito tributário constante na 7 NFLD no período anterior a 03/2001 e, no mérito, em DAR-LHE PARCIAL PROVIMENTO para determinar a nulidade, na NFLD, do lançamento relativo as diferenças da aliquota de SAT. É como voto. Sala das Sessões, em 1 de dezembro de 2009 LOURENÇO FERREIRA DO PRADO - Relator .:404,1 MINISTÉRIO DA FAZENDAt8,1 CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS 44E4, QUARTA CÂMARA - SEGUNDA SEÇÃO Processo 110: 10665.000457/2007-39 Recurso n°: 147.595 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 3° do artigo 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n° 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Quarta Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão n° 2402-00.312 Brasíli. 02 de fevereiro de 2010 ELIAS SAkr FREI" Presidente da` uarta Câmara Ciente, com a observação abaixo: [ ] Apenas com Ciência [ ] Com Recurso Especial [ ] Com Embargos de Declaração Data da ciência. / / Procurador (a) da Fazenda Nacional
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Numero do processo: 17460.000998/2007-11
Data da sessão: Wed Oct 17 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1999 a 30/04/2003
DECADÊNCIA.
Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos dos art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal.
ILEGALIDADE DO SALÁRIO EDUCAÇÃO. INOCORRÊNCIA.
É legítima a incidência do salário educação, vez que previsto desde a promulgação da CF/88 até os dias atuais.
EMPRESAS URBANAS. CONTRIBUIÇÃO PARA O INCRA
É legitima a cobrança da contribuição para o INCRA das empresas urbanas, sendo inclusive desnecessária a vinculação ao sistema de previdência rural.
MATÉRIA CONSTITUCIONAL.
O CARF não se pronuncia sobre matéria tributária constitucional, nos termos da Súmula nº 2 do CARF.
TAXA SELIC. LEGALIDADE
Legalidade da Taxa SELIC nos termos do art. 62-A do Regimento Interno do CARF e da Súmula n. 3 do CARF.
MULTA
Recálculo da multa para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, c do CTN.
Numero da decisão: 2403-001.701
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para nas preliminares reconhecer a decadência referente ao período compreendido entre: 01/1999 a 12/2000, com base no artigo 150 do CTN. No mérito, por maioria de voto, determinar o recálculo da multa de mora de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Marcelo Magalhães Peixoto - Relator
Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Carolina Wanderley Landim, Ivacir Julio de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Maria Anselma Coscrato dos Santos.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos dos art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal. ILEGALIDADE DO SALÁRIO EDUCAÇÃO. INOCORRÊNCIA. É legítima a incidência do salário educação, vez que previsto desde a promulgação da CF/88 até os dias atuais. EMPRESAS URBANAS. CONTRIBUIÇÃO PARA O INCRA É legitima a cobrança da contribuição para o INCRA das empresas urbanas, sendo inclusive desnecessária a vinculação ao sistema de previdência rural. MATÉRIA CONSTITUCIONAL. O CARF não se pronuncia sobre matéria tributária constitucional, nos termos da Súmula nº 2 do CARF. TAXA SELIC. LEGALIDADE Legalidade da Taxa SELIC nos termos do art. 62A do Regimento Interno do CARF e da Súmula n. 3 do CARF. MULTA Recálculo da multa para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 17 46 0. 00 09 98 /2 00 7- 11 Fl. 961DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para nas preliminares reconhecer a decadência referente ao período compreendido entre: 01/1999 a 12/2000, com base no artigo 150 do CTN. No mérito, por maioria de voto, determinar o recálculo da multa de mora de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Carolina Wanderley Landim, Ivacir Julio de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Maria Anselma Coscrato dos Santos. Fl. 962DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 17460.000998/200711 Acórdão n.º 2403001.701 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório Tratase de crédito lançado contra o contribuinte acima identificado, por meio da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD, DEBCAD n° 35.831.1489, cuja notificação ocorreu em 05/01/2006 (fl. 545), no valor de R$ 1.542.559,53 (um milhão, quinhentos e quarenta e dois mil, quinhentos e cinquenta e nove reais e cinquenta e três centavos), em relação às competências: 01/1999 a 04/2003. Segundo o Relatório Fiscal de fls. 190/198, in verbis: “(...) foram levantados débitos relativos a contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à parte da empresa, financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho, e as destinadas a terceiros (Salário Educação, Incra, Senai, Sesi e Sebrae) incidentes sobre os fatos geradores das folhas de pagamento de segurados empregados declarados em GFIP, bem como de contribuições relativas a remuneração de contribuintes individuais declarados e não declarados em GFIP, e ainda, débitos relativos a diferenças de acréscimos legais. (...)” DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento, a empresa contestou a presente NFLD, por meio do instrumento de fls. 551/661. DA DILIGÊNCIA Por meio do Despacho de fls. 691/693 os autos foram baixados em diligência para verificar as competências envolvidas no processo, bem como verificar se os depósitos judiciais são suficientes para suspender a exigibilidade do crédito, nos termos do art. 151, II do CTN. Por meio da petição de fl. 713, c/c os depósitos judiciais de fls. 694/712, a Fiscalização esclarece que os depósitos judiciais não cobrem nem a contribuição descontada dos segurados, assim como que devem ser suprimidas as competências de 12/200 e 13/2001 (levantamento FO 1). DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da Recorrente, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo I, por meio da 13a Turma da DRJ/SPOI, prolatou o Acórdão n° 1616.543 de fls. 793/831, mantendo procedente em parte o lançamento, conforme ementa que abaixo se transcreve, in verbis: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIARIAS Fl. 963DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 Período de apuração: 01/01/1999 a 30/04/2003 Ementa: MULTA MORATÓRIA. JUROS SELIC A interposição de ações judiciais com objetos idênticos aos pedidos administrativamente configura renúncia ao direito de recorrer na esfera administrativa e desistência da impugnação apresentada. Impugnação não conhecida DECADÊNCIA. Ê de 10 (dez) anos o prazo para apuração e constituição do crédito previdenciário. GILRAT Atende à legalidade e à constitucionalidade a contribuição para financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho. INCRA O INCRA corno contribuição de intervenção no domínio econômico é devido por todas as empresas, independente do tipo de atividade. SESI/SENAI As contribuições destinadas ao SESI e SENAI foram expressamente recepcionadas pelo art. 240 da Constituição Federal e incidem sobre as remunerações dos segurados empregados. SEBRAE A contribuição destinada ao SEBRAE tem natureza de contribuição de intervenção no domínio econômico e beneficia todas as empresas, ainda que indiretamente. INCONSTITUCIONALIDADE/ILEGALIDADE Compete exclusivamente ao Poder Judiciário decidir sobre matéria relativa a constitucionalidade /legalidade. RETIFICAÇÃO. Devem ser objeto de exclusão as competências que não estão abrangidas pela ação judicial. Lançamento Procedente em Parte” DO RECURSO Inconformada, a empresa interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário de fls. 847/951, requerendo a reforma do Acórdão da DRJ, com os seguintes argumentos: Fl. 964DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 17460.000998/200711 Acórdão n.º 2403001.701 S2C4T3 Fl. 4 5 Preliminarmente Sustenta ser indevido o depósito recursal. Da Decadência do Lançamento Requer a aplicação do prazo decadencial de 5 (cinco) anos, nos termos do art. 150 e 173 do CTN. Dos Fatos A Recorrente resume a lide. Da Função do Conselho de Recursos Sustenta que o CRPS é competente para afastar leis inconstitucionais ou não válidas. Da Ilegalidade do Salário Educação A Recorrente traz um histórico da legislação brasileira para concluir que a contribuição devida a título de salário educação é inconstitucional. Colaciona jurisprudências para fundamentar o alegado. Da Ilegitimidade da Cobrança de Contribuição ao INCRA Não incide contribuição ao INCRA em relação à empresa que desenvolve atividade exclusivamente urbana, sendo, portanto, ilegal. Traz jurisprudências nesse sentido. Da Inconstitucionalidade da Contribuição para o SEBRAE, SESC e SENAC A Recorrente traz um histórico legislativo, colacionado com jurisprudências, para concluir que as citadas contribuições são inconstitucionais. Do Bis In Idem A cobrança de contribuições para o SEBRAE, SESC e SENAC constitui um bis in idem, vez que tem a mesma regramatriz da contribuição previdenciária. Do Efeito Confiscatório da Multa Aplicada Para a Recorrente caracteriza confisco a multa acima de 20%, nos termos doa RT. 61 da Lei n. 9.430/96. Traz jurisprudência nesse sentido. Da criação e da Finalidade da Taxa SELIC Traz um histórico legislativo, acompanhado de jurisprudências, para concluir ser inconstitucional a taxa Selic. É o relatório. Fl. 965DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fl. 957, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. PRELIMINARMENTE DECADÊNCIA O Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária de 12 de Junho de 2008, aprovou a Súmula Vinculante nº 8, nos seguintes termos: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Referida Súmula declara inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91, que impõem o prazo decadencial e prescricional de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias, o que significa que tais contribuições passam a ter seus respectivos prazos contados em consonância com os artigos 150, § 4º, 173 e 174, do Código Tributário Nacional: CTN Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (...) Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; De acordo com o art. 103A, da Constituição Federal, a Súmula Vinculante nº 8 vincula toda a Administração Pública, inclusive este Colegiado: Fl. 966DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 17460.000998/200711 Acórdão n.º 2403001.701 S2C4T3 Fl. 5 7 CF/88 Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal, poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder a sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. In casu, como se trata de contribuições sociais previdenciárias que são tributos sujeitos a lançamento por homologação, contase o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, caso se verifique a antecipação de pagamento (mesmo que parcial) ou, nos termos do art. 173, I, do CTN, quando o pagamento não foi antecipado pelo contribuinte. Nesse diapasão, mister destacar que para que seja aplicado o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, basta que haja a antecipação no pagamento de qualquer Contribuição Previdenciária, ou seja, não é necessária a antecipação em todas as competências. Havendo a antecipação parcial em uma única competência, já se aplica as regras do art. 150, § 4º do CTN. Também é entendimento deste Relator, que a antecipação a título de Contribuição Previdenciária abrange o pagamento para todas as rubricas relacionadas, tais como: destinadas a outras entidades e fundos — Terceiros (Salárioeducação e INCRA), dentre outras. Analisando o Termo de Encerramento da Auditoria Fiscal – TEAF, na fl. 186/188, a Fiscalização destaca que examinou “Comprovantes de Recolhimentos”. Concluise, portanto, que houve recolhimento a título de contribuição previdenciária, fato suficiente para a aplicação da decadência nos termos do art. 150, § 4º do CTN. O período de apuração compreendeu as competências 01/1999 a 04/2003. A notificação ocorreu em 05/01/2006 (fl. 545). Logo, o prazo decadencial ocorreu em relação ao período compreendido entre 01/1999 a 12/2000, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, conforme explicado. MÉRITO DO SALÁRIO EDUCAÇÃO A Recorrente pleiteia a declaração da ilegalidade da contribuição destinada ao salário educação. Ocorre que, o Supremo Tribunal Federal já se pronunciou tanto, pela recepção da legislação da contribuição social do salário educação pela Constituição Federal de 1988, como pela constitucionalidade da Lei n° 9.424/1996, in verbis: SÚMULA (STF)N° 732: É CONSTITUCIONAL A COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO DO SALÁRIO EDUCAÇÃO, SEJA SOB A CARTA DE 1969, SEJA Fl. 967DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 8 PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988, E NO REGIME DA LEI 9424/1996. Logo, improcede o pleito da Recorrente no que se refere ao salárioeducação. DA CONTRIBUIÇÃO AO INCRA Para fundamentar a ilegalidade da contribuição devida ao INCRA, a recorrente tomou por base o antigo entendimento do Colendo STJ. Ocorre que tal entendimento está superado e, conforme a atual jurisprudência, é devida a contribuição ao INCRA, verbis: PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. AÇÃO RESCISÓRIA. CONTRIBUIÇÃO AO INCRA. LEI N. 8.212/91. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. MODIFICAÇÃO DE ENTENDIMENTO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 343/STF. 1. A ação rescisória foi manejada para desconstituir acórdão que entendeu indevida a contribuição para o INCRA, porquanto teria sido revogada pela Lei n. 8.212/91, entendimento este perfilhado pelo STJ à época de sua prolação. 2. A modificação do referido entendimento aconteceu somente a partir de 2006, quando se conclui que a contribuição destinada ao INCRA não foi extinta, nem pela a Lei n. 7.787/89, nem pela Lei n. 8.212/91, ainda estando em vigor. Tal entendimento foi exarado com o julgamento proferido pela Primeira Seção, nos EREsp 770.451/SC, Rel. Min. Castro Meira, Sessão de 27.9.2006. 3. Com efeito, a mudança de entendimento adotado no Superior Tribunal de Justiça não pode justificar, somente por este motivo, a impugnação por via da ação rescisória. Isso porque, após o trânsito em julgado, a lei beneficia a segurança jurídica em lugar da justiça. O fato de a matéria ter entendimento pacificado, à época, afasta a possibilidade de violação de "literal disposição de lei", ainda que a jurisprudência posteriormente tenhase firmada consoante a pretensão da parte. 4. Cumpre reiterar que tanto o STF quanto o STJ firmaram o entendimento de que a questão referente à exigibilidade da contribuição destinada ao INCRA após a edição das Leis 7.787/89 e 8.212/91 é de cunho infraconstitucional. Precedentes: RE 540.304 AgR, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 25/3/2010; AI 612.433 AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 22/10/2009; REsp 902.349/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Seção, DJe 3/8/2009; AgRg no REsp 597.069/SC, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe 25/11/2008. 5. Incide, portanto, a Súmula 343 do STF. A título de reforço, precedentes idênticos: AgRg na AR 4.439/PR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Seção, julgado em 22.9.2010, DJe 1.10.2010; Fl. 968DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 17460.000998/200711 Acórdão n.º 2403001.701 S2C4T3 Fl. 6 9 AgRg na AR 3.509/PR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Seção, julgado em 9.8.2006, DJ 25.9.2006, p. 202). Agravo regimental improvido. (AgRg no REsp 1244089/RS, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 26/04/2011, DJe 03/05/2011) (grifo nosso) Nesse diapasão, em 09 de julho de 2009, no julgamento do Proc. n. 37311.010070/200676, a 3a Câmara / 2a Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento prolatou o Acórdão n. 230200.073, no sentido de ser devida a contribuição destinada ao INCRA, mesmo por empresas urbanas, verbis: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/1996 a 31/03/2000, 01/05/2000 a 31/08/2001, 01/12/2001 a 20/12/2001 (...) EMPRESAS URBANAS. CONTRIBUIÇÃO PARA O INCRA. É legitima a cobrança da contribuição para o INCRA das empresas urbanas, sendo inclusive desnecessária a vinculação ao sistema de previdência rural. (...) Recurso Voluntário Provido em Parte (...) ACORDAM os membros da 3a Câmara / 2a Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, com fundamento nos artigos 150, § 4° e 173, 1 do CTN, acatar a preliminar de decadência de parte do período a que se refere o lançamento para provimento parcial do recurso. Os Conselheiros Edgar Silva Vidal e Manoel Coelho Arruda Junior acompanharam o Relator pelas conclusões entendendo que se aplica o artigo 150, § 4° do CTN para ambos os levantamentos; no mérito, por unanimidade de votos, mantidos os demais valores. (grifo nosso) Portanto, reconhecida a legalidade da contribuição devida ao INCRA, não deve ser reformado o Acórdão da DRJ no que se refere a esse pedido. INCONSTITUCIONALIDADE DA CONTRIBUIÇÃO PARA O SEBRAE, SESC E SENAC A Recorrente alega inconstitucionalidade da contribuição destinada ao SEBRAE, SESC e SENAC. Diante disso, não há o que se pronunciar, posto que o CARF não é competente para se pronunciar sobre matéria constitucional nos termos da Súmula nº 02 do CARF, abaixo transcrita: Fl. 969DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 10 “O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária”. Por esse mesmo motivo, já se afasta de plano o pronunciamento acerca das alegações de inconstitucionalidade levantadas no Recurso Voluntário, dado o impedimento acolhido pela presente Súmula. DA APLICAÇÃO DA TAXA SELIC A Recorrentes entende como ilegal a incidência de algum índice de atualização monetária superior a 12% ao ano. Ocorre que, nos termos do art. 62A do Regimento Interno do Conselho de Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, os julgamentos dos conselheiros estão vinculados aos acórdãos do STF e STJ, quando prolatados nos termos dos arts. 543B e 543C do CPC, verbis: Art. 62A do Regimento Interno do CARF: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Nesse diapasão, o Colendo STJ já se manifestou acerca da possibilidade de atualização monetária pela Taxa SELIC, nos termos do art. 543C do CPC, verbis: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL SUBMETIDO À SISTEMÁTICA PREVISTA NO ART. 543C DO CPC. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. JUROS DE MORA PELA TAXA SELIC. ART. 39, § 4º, DA LEI 9.250/95. PRECEDENTES DESTA CORTE. 1. Não viola o art. 535 do CPC, tampouco nega a prestação jurisdicional, o acórdão que adota fundamentação suficiente para decidir de modo integral a controvérsia. 2. Aplicase a taxa SELIC, a partir de 1º.1.1996, na atualização monetária do indébito tributário, não podendo ser cumulada, porém, com qualquer outro índice, seja de juros ou atualização monetária. 3. Se os pagamentos foram efetuados após 1º.1.1996, o termo inicial para a incidência do acréscimo será o do pagamento indevido; no entanto, havendo pagamentos indevidos anteriores à data de vigência da Lei 9.250/95, a incidência da taxa SELIC terá como termo a quo a data de vigência do diploma legal em tela, ou seja, janeiro de 1996. Esse entendimento prevaleceu na Primeira Seção desta Corte por ocasião do julgamento dos EREsps 291.257/SC, 399.497/SC e 425.709/SC. Fl. 970DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 17460.000998/200711 Acórdão n.º 2403001.701 S2C4T3 Fl. 7 11 4. Recurso especial parcialmente provido. Acórdão sujeito à sistemática prevista no art. 543C do CPC, c/c a Resolução 8/2008 Presidência/STJ. (REsp 1111175/SP, Rel. Ministra DENISE ARRUDA, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 10/06/2009, DJe 01/07/2009) (grifo nosso) Ademais, além do referendo Judicial em sede de Recurso Repetitivo, essa matéria consta na Súmula n. 3 do CARF, verbis: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Portanto, não há que se falar em ilegalidade na aplicação da Taxa SELIC em matéria tributária. MULTA A multa aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabelece que os débitos referentes a contribuições não recolhidas no prazo previsto em lei, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61, da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Tendo em vista que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, cominelhe penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 em comparativo com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo), para determinação e prevalência da multa mais benéfica, no momento do pagamento. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Fl. 971DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 12 CONCLUSÃO Do exposto, preliminarmente, reconheço a decadência referente ao período compreendido entre: 01/1999 a 12/2000, nos termos do art. 150, § 4º do CTN. No mérito, julgo procedente em parte o recurso para determinar o recálculo da multa de mora de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 972DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
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Numero do processo: 36204.003834/2006-21
Data da sessão: Tue Oct 27 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Oct 27 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 2402-000.010
Decisão: RESOLVEM os membros da Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara
do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem.
Nome do relator: ANA MARIA BANDEIRA
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CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo u° 36204.00383412006-21 Recurso n° 151.021 Resolução n° 2402-00.010 — C Câmara / r Turma Ordinária Data 27 de outubro de 2009 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente COMPROFAR ADMINISTRAÇAO DE BENS LTDA Recorrida SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA - SRP RESOLVEM os membros da Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem. i / 1 i 41 / t ARG LO OLIVEIRA / Presidente OP 04/ ofitiz7) RAnn •• • li IA ANDE ratora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Marcelo Oliveira, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Rogério de Lellis Pinto, Cleusa Vieira de Souza (Convocada) e Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira (Convocada). 1 Processo e 36204.003834/2006-21 S2-C4T1 Resolu "cão n.° 2402-00.010 Fl. 340 RELATÓRIO Trata-se de Auto de Infração lavrado com fundamento na inobservância da obrigação tributária acessória prevista na Lei n° 8.212/1991, no art. 32, inciso IV e § 5°, acrescentados pela Lei n°9.528/1997 c/c o art. 225, inciso IV e § 4° do Decreto n° 3.048/1999, que consiste em a empresa apresentar a GE1P — Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. A autuação foi mantida em decisão de primeira instância e a autuada apresenta recurso. É o relat 2 Processo e 36204.00383412006-21 S2-C4T1 I Resolução n.° 2402-00.010 Fl. 341 I : • VOTO Conselheira Ana Maria Bandeira, Relatora Para que o recurso seja devidamente apreciado e julgado, é necessário que se esclareça a questão que se segue.. O Relatório Fiscal da Infração (fl. 42/43), informa que a autuada deixou de incluir em GFIP os seguintes fatos geradores: • —Remuneração paga a trabalhadores –eriquadrados na categoria de segurado empregado, originalmente considerados representantes comerciais pela empresa, cujas contribuições correspondentes foram objeto da NFLD 35.908.395-1. • • Remuneração paga a segurados contribuintes individuais e pagamentos efetuados à cooperativas de trabalho, cujas contribuições correspondentes foram objeto da NFLD n° 35.908.397-8. Como se vê, se trata de descumprimento de obrigação acessória consubstanciada na omissão de determinados fatos geradores em GFIP e está a empresa discutindo administrativamente a natureza de salário de contribuição de tais valores nos autos das notificações citadas. ' Dessa forma, entendo que o julgamento do presente Auto de Infração só pode ocorrer após o julgamento das notificações, quando ficará definido se os valores omitidos seriam ou não fatos geradores de contribuições previdenciárias. Quanto à NFLD 35.908.397-8, objeto do Recurso n° 150905, este foi objeto de análise por parte desta Conselheira que entendeu por dar provimento parcial ao recurso para reconhecer a decadência parcial face à edição da Súmula Vinculante n° 8 do Supremo Tribunal Federal. No que tange à NFLD n° 35.908.395-1, objeto do Recurso n° 151281, o qual também foi distribuído a esta Conselheira para relatoria, foi observado que antes da decisão de primeira instância foi realizada diligência cujo resultado não foi encaminhado à notificada para .; \ manifestação. ) A fim de se evitar alegações de cerceamento de defesa, entendeu-se por anular a decisão de primeira instância para saneamento do processo, ou seja, intimar a empresa da diligência realizada. Como o julgamento do recurso da NFLD n° 35.908.395-1 ainda não ocorreiã, haja vista, a dependência do reconhecimento da natureza previdenciária dos valoresnãby teriam sido informados na GFIP, entendo que o julgamento do presente auto encontra ól I . . 3 Processo tf 36204.003834/2006-21 82-C4T1 Resolução n.° 2402-00.010 R. 342 Assim, entendo que os autos do presente processo devem se encaminhados à origem onde ficarão sobrestados até o saneamento da NFLD correlata. Diante do exposto, voto por CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, para que se proceda conforme o proposto. Sala das Sessões, em 27 de outubro de 2009 1 irr Y BANDE • - Relatora 4
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Numero do processo: 10830.720424/2006-79
Data da sessão: Wed Apr 25 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 3101-000.230
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por voto de qualidade, em converter o julgamento do recurso voluntário em diligência à repartição de origem. Vencidos os conselheiros Valdete Aparecida Marinheiro (relatora), Vanessa Albuquerque Valente e Luiz
Roberto Domingo. Os Conselheiros Vanessa Albuquerque Valente e Luiz Roberto Domingo votaram pelas conclusões. Designado redator para a resolução o Conselheiro Corintho Oliveira Machado.
Nome do relator: VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
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Acordam os membros do Colegiado, por voto de qualidade, em converter o julgamento do recurso voluntário em diligência à repartição de origem. Vencidos os conselheiros Valdete Aparecida Marinheiro (relatora), Vanessa Albuquerque Valente e Luiz Roberto Domingo. Os Conselheiros Vanessa Albuquerque Valente e Luiz Roberto Domingo votaram pelas conclusões. Designado redator para a resolução o Conselheiro Corintho Oliveira Machado. Tarásio Campelo Borges Presidente Substituto Valdete Aparecida Marinheiro Relatora Corintho Oliveira Machado Redator Designado Participaram do presente julgamento os Conselheiros Tarásio Campelo Borges, Corintho Oliveira Machado, Luiz Roberto Domingo, Mônica Monteiro Garcia De Los Rios, Valdete Aparecida Marinheiro e Vanessa Albuquerque Valente. Fl. 344DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 31/05 /2012 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 31/05/2012 por TARASIO CAMPELO BORG ES, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10830.720424/200679 Resolução n.º 3101000.230 S3C1T1 Fl. 2 2 Relatório Por bem relatar, adotase o Relatório de fls. 293 dos autos emanados da decisão DRJ/RPO, por meio do voto do relator João Francisco Sampáio Garcia, nos seguintes termos: “Tratase de Declarações de Compensação (fls. 01/125) no valor total de R$ 371.435,81, cujo crédito é oriundo de ressarcimento de IPI, com fundamento na Lei nº 9.779/99, relativo ao 4º trimestre de 2004. Com base na informação fiscal de fls. 137/138, a Delegacia da Receita Federal em Campinas proferiu o Despacho Decisório de fl. 152, no qual deferiu parcialmente o valor de R$ 130.362,25 e glosou R$ 241.073,56, homologando parcialmente as compensações pleiteadas. Segundo consta, a contribuinte deu saída a produtos de sua fabricação com classificação fiscal equivocada, e com falta de lançamento do imposto. Consequentemente, foi lançado o imposto e reconstituída a escrita fiscal, resultando em redução do saldo credor ao final do trimestrecalendário, razão pela qual foi deferido parcialmente o valor solicitado. Regularmente cientificada, a postulante apresentou a manifestação de inconformidade de fls. 156/167, alegando, em resumo, o seguinte: 1. O mérito desse processo de ressarcimento/compensação é dependente e vinculado ao processo de auto de infração de IPI nº 10830.006632/200661, assim, o exame do mérito desses autos deve ser sobrestado até o julgamento final do auto de infração relativo à mesma matéria, ou ter julgamento simultâneo com este; 2. Contesta a reconstituição da escrita fiscal efetuada pela fiscalização, questionando os critérios adotados na lavratura do auto de infração. 3. Protesta contra a cobrança dos débitos compensados enquanto estiver pendente a discussão sobre a legitimidade dos procedimentos adotados pela contribuinte; requereu, ainda, seja sustada a precipitada cobrança, consignandose a suspensão da exigibilidade das parcelas indicadas nesta. Por fim, requer o reconhecimento da improcedência do Despacho Decisório.” A decisão recorrida emanada do Acórdão nº. 1418.057 de fls. 292 traz a seguinte ementa: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004 RESSARCIMENTO DE IPI. SALDO CREDOR DO TRIMESTRECALENDÁRIO. Havendo redução do saldo credor de IPI do trimestrecalendário, em virtude de lançamento de imposto, deferese o ressarcimento do novo saldo credor, após a reconstituição da escrita fiscal. Fl. 345DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 31/05 /2012 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 31/05/2012 por TARASIO CAMPELO BORG ES, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10830.720424/200679 Resolução n.º 3101000.230 S3C1T1 Fl. 3 3 Quando a delegacia de origem já deferiu o valor correspondente ao saldo credor reconstituído, não resta saldo a ser deferido. Solicitação Indeferida” Irresignado, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário a este Conselho – CARF (fls. 316 a 334) onde resumidamente, faz as seguintes alegações: I – Breve Histórico dos Fatos; II – Preliminarmente – a) Nulidade – inversão quanto à ordem do recebimento da decisão proferida no processo principal (10830.006632/200661 – Cerceamento ao direito de defesa. A recorrente não pode se manifestar quanto aos fundamentos de mérito utilizados para instruir o voto do presente processo, uma vez que não tomou ciência da decisão proferida no processo principal (10830.006632/200661). Assim, entendeu que houve preterição do direito de defesa da Recorrente na medida em que houve inversão na ordem de recebimento da decisão proferida nos presentes autos (reflexo) e a decisão proferida no processo principal do Auto de Infração, ainda não notificada. Contudo, demonstrada a dificuldade da Recorrente em apresentar suas razões de recurso, devido a inversão na ordem de recebimento das decisões, o que acarretou cerceamento ao seu direito de defesa, a r.decisão ora rechaçada deve ser declarada nula. b) Dependência – Processo reflexo do Lançamento de Ofício do IPI No processo realtivo ao Auto de Infração que exige IPI, juros moratórios e multas, já impugnado pela empresa, está a discussão sobre a classificação fiscal dos suplementos vitamínicos, marca XTAPA, produzido pela Recorrente. A decisão acerca da classificação dos produtos tem direta influência no saldo credor de IPI apurado pela empresa, já que foi em razão da classificação fiscal adotada pela Recorrente, cuja saída é tributada mediante aplicação de alíquota correspondente a 0%, que foi gerado o saldo credor em seus livros fiscais. Assim, requer o sobrestamento do exame do mérito desses autos até o julgamento final do Processo nº 10830.006632/200661, referente ao Auto de Infração que versa sobre a mesma matéria. Quanto a impossibilidade desse sobrestamento, conforme decisão recorrida, rebate a Recorrente que de acordo com a Portaria SRF nº 6.129 de 02/12/2005 há expressa determinação para que os processos sejam anexados na unidade da SRF em que se encontrem. c) Da Incerteza do Indeferimento Do Crédito Da Impugnante – Tendo em vista a reconstituição da escrita fiscal realizada pela r. fiscalização está contaminada de erros, tornando a exigência constante do AI lavrado ilíquida e incerta e, consequentemente, fazendo com que o indeferimento do crédito de IPI da Impugnante seja indevido. III No mérito a Recorrente discorreu, por tópicos, os erros incorridos pela fiscalização ao elaborar a reconstituição da escrita fiscal da Recorrente. Fl. 346DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 31/05 /2012 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 31/05/2012 por TARASIO CAMPELO BORG ES, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10830.720424/200679 Resolução n.º 3101000.230 S3C1T1 Fl. 4 4 IV – Do Pedido – a) Demonstrada a improcedência do indeferimento do Pedido de Ressarcimento de IPI, a Recorrente requer seja restabelecido seu direito integral ao ressarcimento/compensação efetuados no presente processo; b) reitera o pedido de julgamento deste processo em conjunto com o litígio também instaurado no Processo nº 10830.006632/200661 (principal), referente ao Auto de infração lavrado; c) por fim protesta pela nulidade da decisão e a abertura de novo prazo para Recurso, uma vez que com a inversão na ordem de recebimento das decisões, teve seu direito de defesa cerceado; d) como há determinação no processo principal para exclusão de valores indevidamente exigidos no período de janeiro a novembro de 2001, essa revisão redundará em reconhecimento de maior saldo credor que altera a recomposição da escrita fiscal da Recorrente, circunstância não reconhecida na decisão recorrida. Além do que, o saldo credor apurado em 31.12.2001 e não considerado pela fiscalização na reconstituição da escrita fiscal de 2002, também, redundará em saldo credor maior. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro Relator Valdete Aparecida Marinheiro, O Recurso Voluntário é tempestivo e dele tomo conhecimento, por conter todos os requisitos de admissibilidade. Trata o presente processo de pedido de ressarcimento/compensação de IPI e conforme relatado está totalmente vinculado ao Processo nº 10830.006632/200661, resultante do Auto de Infração de IPI lavrado, por divergência de classificação fiscal de produto produzido pela Recorrente. Evidentemente, no meu entendimento a decisão acerca da classificação dos produtos em discussão no processo referido tem, sim, direta influência no saldo credor de IPI apurado pela Recorrente. Portanto, o exame do mérito desses autos deve ser sobrestado, acostado ou juntado até o julgamento final do Processo 10830.006632/200661, que dado ao perfil dessa Conselheira, sequer tenho como conhecer o seu resultado. Assim, como concordei com a Recorrente, que em preliminar requereu a necessidade de o presente processo ser juntado por anexação na unidade da SRF em que se encontre o processo nº 10.830.006632/200661, com base na Portaria SRF nº 6.129, de 02.12.2005, que determina o seguinte: “Art. 1º Serão objeto de um único processo administrativo: I – as exigências de crédito tributário do mesmo sujeito passivo, formalizadas com base nos mesmos elementos de prova, referentes: (...) Fl. 347DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 31/05 /2012 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 31/05/2012 por TARASIO CAMPELO BORG ES, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10830.720424/200679 Resolução n.º 3101000.230 S3C1T1 Fl. 5 5 II – à exclusão do Simples, à suspensão de imunidade ou de isenção ou a não homologação de compensação e o lançamento de ofício de crédito tributário delas decorrentes; Art. 2º Os processos em andamento, que não tenham sido formalizados de acordo com o disposto no art. 1º, serão juntados por anexação na unidade da SRF em que se encontrem.” Discordo do voto de qualidade, que converteu o julgamento do presente Recurso Voluntário em diligência à Repartição de origem. É como voto Relatora Valdete Aparecida Marinheiro Voto Vencedor Conselheiro Corintho Oliveira Machado, Redator Designado Sem embargo das razões ofertadas pela recorrente e das considerações tecidas pela eminente Conselheira Relatora, o Colegiado, pelo voto de qualidade, aprovou a proposta de diligência, por entender essa necessária naquele momento para chegar à solução da lide posteriormente. Tratam os autos deste processo, conforme relatado, de Declarações de Compensação (fls. 01/125) no valor total de R$ 371.435,81, cujo crédito é oriundo de ressarcimento de IPI, com fundamento na Lei nº 9.779/99, relativo ao 4º trimestre de 2004. Ao verificar a escrita fiscal da recorrente, a auditoriafiscal constatou que a contribuinte deu saída a produtos de sua fabricação com classificação fiscal equivocada, e com falta de lançamento do imposto. Consequentemente, foi lançado o imposto e reconstituída a escrita fiscal, resultando em redução do saldo credor ao final do trimestrecalendário, razão pela qual foi deferido parcialmente o valor solicitado. Corolário disso, o mérito deste processo de ressarcimento/compensação é dependente e vinculado ao processo de auto de infração de IPI nº 10830.006632/200661, relativo à mesma matéria ventilada neste. Por conseguinte, a solução deste contencioso carece de instrução da decisão definitiva daqueles outros autos (processo nº 10830.006632/200661), que consubstanciam questão prejudicial a este. Nessa moldura, voto pela conversão do julgamento do recurso voluntário em diligência à repartição de origem para que a autoridade competente: Fl. 348DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 31/05 /2012 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 31/05/2012 por TARASIO CAMPELO BORG ES, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10830.720424/200679 Resolução n.º 3101000.230 S3C1T1 Fl. 6 6 (1) aguarde o julgamento definitivo na esfera administrativa do processo que cuida do mencionado lançamento de IPI; e (2) instrua os autos do presente processo administrativo com o resultado do julgamento definitivo do processo administrativo nº 10830.006632/200661. Posteriormente, após facultar à recorrente oportunidade de manifestação quanto ao resultado da diligência, providenciar o retorno dos autos para este colegiado, para julgamento. Sala das Sessões, em . CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Fl. 349DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 31/05 /2012 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 31/05/2012 por TARASIO CAMPELO BORG ES, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
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Numero do processo: 10620.000992/2003-82
Data da sessão: Wed Oct 29 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Oct 29 00:00:00 UTC 2008
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL — ITR
Exercício: 1999
ITR11999. ÁREA DE RESERVA LEGAL. Devidamente
comprovada a área de reserva legal por meio da averbação na
Matrícula do Imóvel, mesmo que após a ocorrência do fato
jurídico tributário, tal área deve ser excluída para finalidade do
cálculo do ITR devido.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: CSRF/03-06.159
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos
Fiscais, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencida a Conselheira Anelise Daudt Prieto
que deu provimento ao recurso.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: Susy Gomes Hoffmann
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I eÇ1 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA -, tr CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS 4:-32ltej> TERCEIRA TURMA Processo e 10620.000992/2003-82 Recurso n• 302-129.443 Especial do Procurador Matéria IMPOSTO TERRITORIAL RURAL Acórdão e 03-06.159 Sessão de 29 de outubro de 2008 Recorrente UNIÃO FEDERAL (FAZENDA NACIONAL) Interessado V & M FLORESTAL LTDA ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL — ITR Exercício: 1999 ITR11999. ÁREA DE RESERVA LEGAL. Devidamente comprovada a área de reserva legal por meio da averbação na Matrícula do Imóvel, mesmo que após a ocorrência do fato jurídico tributário, tal área deve ser excluída para finalidade do cálculo do ITR devido. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente jul . Vencida a Conselheira Anelise Daudt Prieto que deu provimento a ecurso. A IO GA Pr id te n iPÀ "4.1. SUSY GO , H • ANN Relator. FORMALIZADO EM: 1 O JUL 2009 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Anelise Daudt Prieto, Susy Gomes Hoffmann, Judith do Amaral Marcondes, Nilton Luiz Bartoli (Substituto convocado), Maria Cristina Roza da Costa, Luciano Lopes de Almeida Moraes (Substituto convocado), Antonio Carlos Guidoni Filho (Substituto do vice-presidente). Ausentes justificadamente as Conselheiros Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro e Nanci Gama. Processo n° 10620.000992/2003-82 CSRFiT03 Acórdão n.° 03-08.159 Fls. 2 Relatório Trata o presente de Recurso Especial por maioria, interposto pela União Federal, por meio de seu Procurador, alegando que o Acórdão n° 302-37265, proferido pela r Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes contraria legislação tributária, no que tange ao provimento do recurso voluntário do contribuinte, determinando a exclusão da base de cálculo do ITR as áreas declaradas como sendo de reserva legal. O presente processo refere-se a auto de infração (fls.05/09), consubstanciando o lançamento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR, exercício de 1999, referente ao imóvel denominado "Fazenda Campo Alegre II", cadastrado na SRF, sob o 0631180-6 com área de 10.536,6 hectares, localizado no Município de João Pinheiro — MG. Em resposta à notificação fiscal, o contribuinte apresentou os seguintes documentos: i) Ato Declaratório Ambiental do IBAMA — ADA; ii) Laudo Técnico expedido por profissional habilitado; ii) Matrículas do imóvel com averbações. Entretanto, a autoridade fiscal entendeu por bem efetuar a glosa total da área declarada pelo contribuinte, qual seja: 2.645,4 hectares de Reserva Legal sob o fundamento de que a averbação das áreas nas matriculas do imóvel foi efetuada em data posterior ao fato gerador do ITR/99. O contribuinte então apresentou impugnação alegando em síntese que: 1) a simples falta de averbação não modifica o fato real e concreto de que a empresa possui áreas de reserva legal, que são de grande interesse ecológico e vêm sendo preservadas, já que nenhuma atividade, econômica ou não, é desenvolvida; 2) o Manual de Instrução para preenchimento do Ato Declaratório determina que "a isenção do Imposto Territorial Rural — ITR para aqueles que preservam e protegem as florestas em áreas de delicado equilíbrio, de extrema necessidade (próxima aos cursos d'água, ao redor de nascentes, no topo dos morros, etc...), ou em outras situações cuja importância da preservação seja tão grande quanto a prática de uma atividade econômica que exija a remoção desta cobertura natural, é a demonstração do governo brasileiro ao incentivo não subjetivo, mas concreto, a todos aqueles que contribuem de uma maneira consciente para a manutenção de um ambiente saudável e duradouro"; 3) foram feitas as averbações das áreas de reserva legal em 20/09/2001; 4) observando as disposições contidas no artigo 217, da Lei n. 6.015/73 de Registros Públicos, qualquer pessoa deverá provocar a averbação da área de interesse ecológico. Assim, a falta de averbação não é responsabilidade apenas da empresa, mas de todo cidadão, inclusive o Ministério Público; ratC 2 • Processo n° 10620.000992/2003-82 CSRE/T03 Acórdão n.° 03-06.159 Fls. 3 5) requer ao final o cancelamento do Auto de Infração e conseqüente extinção do crédito fiscal. A Delegacia da Receita Federal em Brasília proferiu acórdão (fls.80/87) julgando o lançamento procedente, pois a exigência legal de averbação da área de reserva legal à margem da inscrição da matricula do imóvel no cartório de registro de imóveis competente, para fins de exclusão da tributação, sujeita-se ao limite temporal da ocorrência do fato gerador do ITR no correspondente exercício. O contribuinte apresentou recurso voluntário (fls.91/95) reiterando praticamente os mesmos argumentos trazidos com a impugnação. O Terceiro Conselho de Contribuintes proferiu acórdão às fls. 113/123, dando provimento por maioria de votos, ao Recurso Voluntário. Os Ilustres Conselheiros da Segunda Câmara entenderam que a condição de reserva legal não decorre nem da averbação da área no registro de imóveis nem da vontade do contribuinte, mas de texto expresso de lei. È suficiente, para fins de isenção do ITR, a declaração feita pelo contribuinte da existência, no seu imóvel, das áreas de preservação permanente e de reserva legal, ficando responsável pelo pagamento do imposto e seus consectários legais, em caso de falsidade, a teor do artigo 10, § 70 da Lei n. 9.393/96. modificado pela MP n°. 2.166-67/2001. A Fazenda Nacional apresentou recurso especial (fls.125/134) aduzindo que a inexistência do compromisso público de preservar as áreas assim como o compromisso extemporâneo não podem ter o condão de isentar o tributo anterior à respectiva anotação. Caso assim o fosse, nenhum efeito resultaria da medida de incentivo à conservação do meio ambiente, pois o proprietário da terra usaria o beneficio da exclusão de tais áreas na apuração do ITR e o Poder Público não teria qualquer garantia quanto à responsabilidade pela preservação, o que não ocorre quando da existência da averbação da área ou termo de compromisso estiverem devidamente registrados. O contribuinte apresentou contra-razões (fls.143/163) afirmando que o reconhecimento da isenção do ITR basta a simples declaração do contribuinte. Em síntese é o relatório. Voto •Conselheira SUSY GOMES HOFFMANN, Relatora. O presente recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, razão por que dele tomo conhecimento. Trata-se o presente processo administrativo de lançamento tributário veiculado por meio de Auto de Infração e Imposição de Multa do ITR relativo ao exercício de 1999 em que houve as seguintes glosas/alterações na DITR apresentada pelo contribuinte: raeç 3 Processo n° 10620.000992/2003-82 CSRUTO3 Acórdão n.° 03-06.159 Fls. 4 DITR AIIM Motivo Decisão Decisão 3° CC DRJ Deu Provimento ao Área de Reserva Averbação Manteve o 2.645,4 ha 0,0 Recurso para exclusão daLegal extempora'nea lançamento área declarada A questão que se apresenta no caso em tela é o fato de que o contribuinte providenciou a averbação da área de reserva legal em data posterior ao fato gerador do ITR. Assim, vejamos o que prescreve a legislação relativa à exclusão de áreas preservadas da tributação do referido imposto. O amparo legal para a exclusão das áreas de reserva legal encontra-se disciplinado no art. 10 da Lei n°. 9.393/96 com redação dada pela M? 2166-67, de 24 de agosto de 2001, in verbis: "Art. 10. (..) 1°. Para os efeitos de apuração do 1TR, considerar-se-á: II — área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n°. 4.771, de 15 de setembro de 1965, com redação dada pela Lei n". 7.803, de 18 de julho de 1989; b) de interesse ecológico para a proteção dos ecossistemas, assim declaradas mediante ato do órgão competente, federal ou estadual, e que ampliem as restrições de uso previstas na alínea anterior; c) comprovadamente imprestáveis para qualquer exploração agrícola, pecuária, granjeira, aquícola, ou florestal, declaradas de interesse ecológico mediante ato do órgão competente, federal ou estadual; d) as áreas sob regime de servidão florestal". E dessa forma, havendo a glosa das referidas áreas pela fiscalização, o contribuinte deve comprovar, segundo meu entendimento, a sua existência através dos seguintes documentos hábeis, quais sejam: • Área de reserva legal: matrícula do imóvel contendo averbação da área de reserva legal, ainda que intempestiva, laudo técnico, termo de compromisso para averbação de reserva legal ou ADA. No presente caso, contudo, verifica-se que houve certa divergência relativamente a dimensão da área destinada à área de reserva legal, conforme quadro abaixo: DITR LAUDO (fl. ADA AVERBAÇÃO (fl. 22) (fl. 19) 26/58) Área de Reserva Legal 2.645,4 ha 2.852,87 ha 2.645,4 ha 2.978,57 ha r"-K 4 a Processo n° 10620.000992/2003-82 CSRF/T03 Acórdão n? 03-04.159 Fls. 5 Assim, entendo que a área de reserva legal do imóvel em questão está devidamente comprovada por meio da averbação da área na Matrícula no Registro do Imóvel, independentemente do fato de ter sido extemporânea. Neste sentido, é a jurisprudência do Conselho de Contribuinte, conforme ementa de Acórdão do Recurso 134.840 da relatoria de Sílvio Marcos Barcelos Fiúza, nos seguintes termos: Ementa: ITR/I 999. AUTO DE INFRAÇÃO. GLOSA DAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E UTILIZAÇÃO LIMITADA. Afastada a preliminar suscitada. Para fins de isenção do IIR não estão sujeitas à prévia comprovação por pane do declarante conforme dispõe o art. 10, parágrafo 7°, da Lei n.° 9.393/96. Comprovada habilmente, mediante ADA, declarações oficiais devidamente protocolizadas, laudo técnico e averbação à margem da matrícula no registro de imóveis, dentre outros, mesmo a destempo, a existência das áreas isentas da propriedade, conforme declaradas. Ainda no mesmo sentido: Ementa: ITR/2000. LAUDO TÉCNICO COMPETENTE. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ÁREA DE RESERVA LEGAL. A vigente Lei 9.393/96, com a nova redação posterior à Lei 10.165/2000, deve ser interpretada em conjunto com o Código Florestal, de forma sistemática e teleológica, e não autoriza a exigência prévia de protocolo de requerimento de ADA para fins de isenção do TIRO lançamento pretendeu glosar áreas de interesse ambiental legalmente isentas do ITR, apresentando como única motivação o requerimento intempestivo de ADA ao IBAMA, em contrariedade ao prazo definido arbitrariamente em IN SRF, porém, trata-se de exigência sem qualquer fundamento legaL Os laudos técnicos elaborados por engenheiros agrônomos constituem prova suficiente da existência de área de preservação permanente pelo só efeito do art.2° da Lei 4.771/65, e da área de reserva legal definida no código florestal. O lançamento é improcedente (J. Recurso Provido por Unanimidade de votos. Acórdão n° 303-34669. Terceira Câmara. Processo n° 13629.000954/2004-19. Relator: Zanaldo Loibman. Julgado em 11/09/07 Isto posto, voto para NEGAR PROVIMENTO ao presente Recurso Especial, mantendo-se a r. decisão ora combatida, no sentido de excluir do lançamento a área de reserva legal, devidamente comprovadas por meio da averbação na Matrícula do Imóvel. É como voto. Brasília, 29 de outubro de 2008 à. 11 1) SUSY GO '.4bk 0F4 ANN Page 1 _0008800.PDF Page 1 _0008900.PDF Page 1 _0009000.PDF Page 1 _0009100.PDF Page 1
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Numero do processo: 11543.002890/2003-24
Data da sessão: Wed May 23 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998 PROCESSO JUDICIAL. INEXISTÊNCIA DE AMPARO JUDICIAL. Constatado que à época do lançamento não havia qualquer medida judicial que justificasse as compensações declaradas, deve ser mantida a exigência. Recurso Improvido.
Numero da decisão: 3301-001.487
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ANTONIO LISBOA CARDOSO
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INEXISTÊNCIA DE AMPARO JUDICIAL. Constatado que à época do lançamento não havia qualquer medida judicial que justificasse as compensações declaradas, deve ser mantida a exigência. Recurso Improvido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Rodrigo da Costa Pôssas Presidente Antônio Lisboa Cardoso Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Adão Vitorino de Moraes, Antônio Lisboa Cardoso (relator), Amauri Amora Câmara Júnior, Andrea Medrado Darzé, Maria Teresa Martínez López e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente). Fl. 269DF CARF MF Impresso em 21/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 09/08/20 12 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO 2 Relatório Cuidase de recurso em face do acórdão da DRJ do Rio de Janeiro (II) que julgou parcialmente procedente o auto de infração eletrônico de Cofins, do período de apuração de 01/01/1998 a 31/12/1998, excluindo tãosomente a multa de ofício, conforme sintetiza a ementa a seguir reproduzida: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/ 01/1998 a 31/12/1998 COMPENSAÇÃO COM PROCESSO JUDICIAL.EXIGIBILIDADE SUSPENSA . NÃO COMPROVAÇÃO. Constatado que à época do lançamento não havia amparo judicial às compensações declaradas, regular é a exigência. NULIDADE. AMPLA DEFESA. Uma vez perfeitamente identificado no auto de infração que foram garantidos ao autuado todos os direitos para o exercício de sua defesa, não se tem configurada qual quer afronta aos princípios da ampla defesa ou do contraditório. AUTO DE INFRAÇÃO CERCEAMENTO DO D IRE ITO DE DEFESA. Não acarreta nulidade do Auto de Infração por cerceamento do direito de defesa, quando comprovado, pela descrição dos fatos nele contido e a impugnação apresentada pelo contribuinte contra as imputações que lhe foram feitas, que inocorreu o referido cerceamento. MULTA DE OFÍCIO. Em face do princípio d a retroatividade benigna, exonerase a multa de ofício no lançamento de corrente de vinculação não comprovada, apurada em declaração prestada pelo sujeito passivo. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido em Parte. Cientificada em 20/09/2011 (AR – fl. 233, do processo digitalizado), a interessada interpôs o recurso voluntário de fls. 235 e seguintes, em 19/10/2011, arguindo a nulidade do auto de infração, por não descrever adequadamente os fatos e o enquadramento legal, e no mérito, alegando que ajuizou, em setembro de 1999, ação ordinária declaratória contra a União Federal, objetivando o reconhecimento/do seu direito em não se submeter à cobrança da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social COFINS, no período compreendido entre a data da dispensa do último empregado (23.08.1995) até a promulgação da Emenda Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998 (processo nº 99.00076877). É o relatório. Fl. 270DF CARF MF Impresso em 21/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 09/08/20 12 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO Processo nº 11543.002890/200324 Acórdão n.º 330101.487 S3C3T1 Fl. 270 3 Voto Conselheiro Antônio Lisboa Cardoso, Relator O processo indicado nas DCTF é o de nº 96000.40362, sendo que o processo judicial existente é de nº 99.00076877, o qual na verdade se referia ao Mandado de Segurança julgado extinto pela 2ª Vara Federal do Estado do ES (fls. 55/61) dos autos, com o objetivo de não recolher Cofins em razão de sua atividade comercial, por não ser empregador, antes da EC nº 20/98. Na própria sentença relativo ao pedido de antecipação de tutela, nos autos do processo nº 99.00076877, consta esclarecimento de que a requerente já havia ajuizado mandado de segurança (nº 96.00040362) na mesma 2ª Vara Federal, o qual foi extinto sem julgamento de mérito, visto que MM. Juiz Titular entendeu que a matéria encerrava dilação probatória incompatível com o rito do "writ" (fls. 95/99) Desta forma, não há como declarar a nulidade do auto de infração, ainda que emitido eletronicamente em auditoria das DCTF´s declaradas. Em relação ao mérito, melhor sorte não assiste á Recorrente, vez que a v. sentença (fls. 156/159) que julgou o mérito da Ação Ordinária (proc. nº 99.0076877), também julgou improcedente o pleito da ora Recorrente e o Recurso de Apelação também foi julgado improcedente pelo TRF da 2ª Região (fls. 177/182), cujos recursos extraordinário e especial também foram inadmitidos na sequência (fls. 209/212). Portanto, uma vez demonstrado que a Recorrente se encontrava amparada por decisão judicial, bem como pelo fato do crédito tributário não se encontrar com a exigibilidade suspensa, nos termos do art. 151, do CTN, deve ser mantida a exigência. Em face do exposto, voto no sentido de rejeitar a preliminar de nulidade, pra no mérito negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 23 de maio de 2012 Antônio Lisboa Cardoso Fl. 271DF CARF MF Impresso em 21/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 09/08/20 12 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO 4 Fl. 272DF CARF MF Impresso em 21/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 09/08/20 12 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO
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Numero do processo: 18471.000340/2007-34
Data da sessão: Wed Sep 30 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed Sep 30 00:00:00 UTC 2009
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Data do fato gerador: 30/04/1995, 31/07/1995, 31/08/1995, 30/09/1995
CSLL - DECADÊNCIA - LANÇAMENTO DECLARADO NULO POR
VÍCIO FORMAL - ART. 173, II, DO CTN
Vício formal é aquele verificado no próprio instrumento de formalização do crédito, e que não está relacionado à realidade representada (declarada) por meio do ato administrativo de lançamento. Essa espécie de vício não diz respeito aos elementos constitutivos da obrigação tributária, ou seja, ao fato
gerador, à base de cálculo, ao sujeito passivo, etc. A falta de descrição da matéria tributável e de clareza na tipificação da infração atribuída ao sujeito passivo não configura vício formal. Uma vez afastada a aplicação do art. 173, II, do crN, o crédito tributário relativo à CSLL dos meses de abril, julho,
agosto e setembro de 1995, e lançado em 15/05/2007, encontrava-se, nesta data, fulminado pela decadência, tanto pelo prazo do § 4º do art. 150 do CTN, quanto pelo prazo do art. 173, I, e até mesmo pelo antigo prazo do art. 45 da Lei 8.212/1991, que não é mais aplicado por força da Súmula 8 do STF.
Numero da decisão: 1802-000.179
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, reconhecer a decadencia e dar provimento ao recurs9, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: Jose de Oliveira Ferraz Correa
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 30/04/1995, 31/07/1995, 31/08/1995, 30/09/1995 CSLL - DECADÊNCIA - LANÇAMENTO DECLARADO NULO POR VÍCIO FORMAL - ART. 173, II, DO CTN Vício formal é aquele verificado no próprio instrumento de formalização do crédito, e que não está relacionado à realidade representada (declarada) por meio do ato administrativo de lançamento. Essa espécie de vício não diz respeito aos elementos constitutivos da obrigação tributária, ou seja, ao fato gerador, à base de cálculo, ao sujeito passivo, etc. A falta de descrição da matéria tributável e de clareza na tipificação da infração atribuída ao sujeito passivo não configura vício formal. Uma vez afastada a aplicação do art. 173, II, do crN, o crédito tributário relativo à CSLL dos meses de abril, julho, agosto e setembro de 1995, e lançado em 15/05/2007, encontrava-se, nesta data, fulminado pela decadência, tanto pelo prazo do § 4º do art. 150 do CTN, quanto pelo prazo do art. 173, I, e até mesmo pelo antigo prazo do art. 45 da Lei 8.212/1991, que não é mais aplicado por força da Súmula 8 do STF.
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Recorrida zia TU'RMA/DRJ-RIO DE JANEIRO/RJ I ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 30/04/1995, 31/07/1995, 31/08/1995, 30/09/1995 CSLL - DECADÊNCIA - LANÇAMENTO DECLARADO NULO POR VÍCIO FORMAL - ART. 173, II, DO CTN Vício formal é aquele verificado no próprio instrumento de formalização do crédito, e que não está relacionado à realidade representada (declarada) por meio do ato administrativo de lançamento. Essa espécie de vício não diz respeito aos elementos constitutivos da obrigação tributária, ou seja, ao fato gerador, à base de cálculo, ao sujeito passivo, etc. A falta de descrição da matéria tributável e de clareza na tipificação da infração atribuída ao sujeito passivo não configura vício formal. Uma vez afastada a aplicação do art. 173, II, do crN, o crédito tributário relativo à CSLL dos meses de abril, julho, agosto e setembro de 1995, e lançado em 15/05/2007, encontrava-se, nesta data, fulminado pela decadência, tanto pelo prazo do § 40 do art. 150 do CTN, quanto pelo prazo do art. 173, I, e até mesmo pelo antigo prazo do art. 45 da Lei 8.212/1991, que não é mais aplicado por força da Súmula 8 do STF. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, reconhecer a decadencia e dar provimento ao recurs9, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. • .„------- _.-------!"--; ------ ,------7 EST - -'-- 11 L " il S • d A — Presidente. 'DE . J 0,17. KA FERRAZ 'CORRÊA — Relator. . 1 - EDITADO EM: A 4 Piuu •uu9 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (Presidente da Turma), João Francisco Bianco (Vice-Presidente), José de Oliveira Ferraz Corrêa, Leonardo Lobo de Almeida, Nelso Kichel (Suplente) e Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior 2 Processo n° 18471.000340/2007-34 S1-TE02 Acórdão n.° 1802-00.179 Fl. 2 Relatório Trata-se de Recurso Voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro/RJ I, que considerou procedente o lançamento realizado para a constituição de crédito tributário relativo à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL (fls. 57 a 61), no valor de R$ 42.631,81, estando incluído nesse montante a multa de oficio de 75% e os juros moratórios. A autuação decorreu do fato de a contribuinte, em alguns meses do ano- calendário de 1995, ter efetuado compensações indevidas de base de cálculo negativa de períodos anteriores, sem a observância do limite de 30% previsto no art. 58 da Lei 8.981/95 e no art. 16 da Lei 9.065/95. De acordo com o Termo de Constatação de fls. 53 a 55, esta mesma matéria já havia sido objeto de um lançamento anterior, controlado pelo processo n° 15374.000989/00- 18 (que está anexado ao presente), e esse outro lançamento foi declarado nulo pela Delegacia de Julgamento, em razão da inobservância de requisitos essenciais em sua confecção. Assim, observando o disposto no art. 173, II, do Código Tributário Nacional, teria aquela autoridade julgadora determinado que o lançamento fosse refeito em boa e devida forma, o que resultou nessa nova autuação, que ora se examina. O referido Termo de Constatação também informa que a contribuinte ajuizou Mandado de Segurança preventivo, processo n° 95.0013280-0, pleiteando a compensação integral dos prejuízos fiscais e das bases negativas da CSLL, sem a limitação legal de 30%. Contudo, o Tribunal Regional Federal da r Região teria exarado decisão, em sede de apelação, denegando a segurança pleiteada pela contribuinte, e o processo judicial estaria aguardando julgamento de Recurso Extraordinário pelo Supremo Tribunal Federal. Deste modo, e de acordo ainda com a fiscalização, a contribuinte, ao realizar a compensação de base negativa acima do limite permitido, deixou de apurar débitos de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido — CSLL em alguns meses de 1995. Como haviam depósitos judiciais que cobriam parcialmente esses débitos, a fiscalização constituiu uma parte deles com exigibilidade suspensa, por meio do processo n° 18471.000339/2007-18, e a parte que estava desacobertada de depósito se encontra no presente processo, lançada com multa de oficio e juros de mora. Com a instauração da fase contenciosa, por meio da impugnação de fls. 91 a 109, a contribuinte insurgiu-se contra a exigência fiscal, trazendo os seguintes argumentos, conforme descritos na decisão de primeira instância, Acórdão n° 12-15.168, de fls. 202 a 216: 13.1 através do Mandado de Segurança impetrado pretende o reconhecimento do direito de proceder à compensação integral dos prejuízos fiscais e bases de cálculo negativas acumulados, sem o limite de 30% (trinta por cento) previsto nos artigos 42 e 58 da Lei n°8.981/1995; 33 13.2 no curso da ação de Mandado de Segurança, efetuou depósitos judiciais de IRPJ, CSLL e PIS/REPIQUE; 13.3 as autoridades fiscais lançaram no auto de infração os valores de IRPJ já depositados em Juízo, relativos aos períodos de agosto e setembro11995, salientando-se que o lançamento foi efetuado com suspensão da exigibilidade do crédito em razão de depósito judicial do montante considerado devido; 13.4 a mencionada limitação de 30% introduzida pela Lei n° 8.981/1995 constitui verdadeira afronta aos princípios basilares do Direito Tributário, quais sejam, da anterioridade, da irretroatividade, do direito adquirido, da capacidade contributiva e da isonomia fiscal; 13.5 os conceitos de lucro e renda pressupõem acréscimo patrimonial, que somente pode ser comprovado se do resultado de um exercício forem primeiramente deduzidos os prejuízos apurados em exercícios anteriores; 13.6 no tocante à inconstitucionalidade da limitação referida, cumpre examinar a questão relacionada com a própria validade do ato normativo publicado no Diário Oficial da União de 31/12/1994 (sábado), que somente circulou efetiva e normalmente no dia 02/01/1995; 13.7 é sabido que a publicação da lei é requisito essencial para a sua obrigatoriedade, sendo condição indispensável à sua validade, logo, importa definir se a data a ser considerada como marco inicial da vigência da lei é a constante do Diário Oficial ou aquela em que o mesmo é efetivamente levado a público, pois tal definição esclarecerá se a majoração das bases de cálculo do IRPJ e da CSLL é exigível já a partir de 01/01/1995; 13.8 para que a lei seja conhecida e cumprida, necessário se faz, porém, sua publicação, porquanto o conhecimento da lei pressupõe a circulação efetiva do Diário Oficial, motivo pelo qual conclui-se que a data da publicação da lei deve ser considerada como a data de sua efetiva circulação e não a data constante do veículo oficial utilizado para sua divulgação; 13.9 essa questão já foi analisada pelo Poder Judiciário, tendo ficado decidido na oportunidade que a data da publicação da Lei n° 8.383, de 31 de dezembro de 1991, não foi aquela constante do Diário Oficial em que foi veiculada, mas sim a de sua efetiva circulação, tese adotada igualmente pelo Egrégio Supremo Tribunal Federal; 13.10 o Diário Oficial que trazia a publicação da Medida Provisória n° 812/1994, circulou apenas no dia 02/01/1995, data em que, portanto, a referida norma entrou em vigor, assim, não poderiam as disposições nela contidas alcançar os fatos geradores do IRPJ ocorridos antes de 01/01/1996, nos termos do inciso III, "a" e "b", do artigo 150, da Constituição Federal, que dispõe sobre os princípios da irretro atividade e da anterioridade; 13.11 no que tange à CSLL, ocorre que, por força do artigo 195, § 6°, da Constituição Federal, além das garantias citadas, dever- 4 Processo n° 18471.000340/2007-34 S1-TE02 Acórdão n.° 1802-00.179 Fl. 3 se-á observar o prazo de 90 (noventa) dias contados da respectiva publicação, para que entre em vigor a lei que vier a instituí-1a ou modificá-la; 13.12 o Supremo Tribunal Federal já decidiu em sessão plenária que a lei que visa instituir ou modificar a CSLL, se não for publicada noventa dias antes do encerramento do ano-base respectivo só abrangerá fatos geradores ocorridos no exercício financeiro seguinte, em homenagem ao princípio da irretroatividade, conforme ocorreu com o artigo 8° da Lei n° 7.689/1988, declarado inconstitucional pelo STF; 13.13 desse modo, tem certeza que ao menos no que diz respeito à inaplicabilidade das restrições impostas pelos artigos 42 e 58 já no exercício financeiro de 1995, terá sua pretensão acolhida face aos princípios da irretroatividade, da anterioridade e do previsto pelo artigo 195, § 6°, da Constituição Federal; 13.14 por não fazer as ressalvas necessárias no sentido de assegurar aos contribuintes a manutenção de seu direito adquirido, a Lei n° 8.981/1995 feriu, de maneira frontal e direta, o princípio da irretroatividade das leis previsto no artigo 5°, =I, da Constituição Federal; 13.15 ao não garantir-lhe o gozo do direito adquirido de compensar integralmente os saldos de prejuízos fiscais e de bases negativas, constituídos em períodos anteriores ao de sua vigência, a Lei n° 8.981/1995 infringiu o princípio da segurança jurídica, porque o direito surgiu no momento em que os mesmos foram apurados, ou seja, na data de levantamento do balanço, entendimento esse mantido, inclusive, pelo Primeiro Conselho de Contribuintes através dos Acórdãos n° 101-92.411, de 12/11/1998, e n°101-92.605, de 17/03/1999; 13.16 não se trata de mera expectativa de direito, pois à época da promulgação da lei já sabia a interessada a proporção exata do quantum que poderia deduzir do lucro a ser apurado futuramente, signcando que esse direito já integrava seu "patrimônio líquido"; 13.17 o Primeiro Conselho de Contribuintes já decidiu que as normas aplicáveis à compensação de prejuízos são aquelas vigentes à época de sua constituição (Acórdão n°101-75.566, de 02/12/1984); 13.18 lei nova não pode retroagir, alcançando fatos que já se consumaram, afetando direitos adquiridos, logo, aceitar a limitação imposta pela Lei n° 8.981/1995 seria o mesmo que reconhecer a retroatividade da lei, fazendo letra morta da garantia constitucional, razão pela qual é flagrante a inconstitucionalidade das limitações por ela impostas ao gozo do direito adquirido; 13.19 por outro lado, sua capacidade contributiva estaria sendo inflada de forma artificial, de modo a provocar maior incidência tributária a recair sobre base de cálculo superavaliada, Ql._ 5 - decorrente de falso signo de aptidão econômica, por força da desconsideração dos resultados negativos acumulados superiores a 30% previstos na lei, desrespeitando, assim, o disposto no 1° do artigo 145 da Constituição Federal; 13.20 a limitação quantitativa à compensação dos resultados negativos acumulados importa, na prática, elevação da alíquota e da base de cálculo dos tributos incidentes sobre a renda e o lucro, relativamente aos contribuintes que alternam, sucessivamente, períodos de lucro e prejuízo; 13.21 considerados os princípios da continuidade da empresa e da interpenetração dos períodos-base de apuração de resultados, mostra-se discriminatória a restrição dos artigos 42 e 58 da Lei n o 8.981/1995, porquanto situações análogas com resultados globais idênticos no curso do empreendimento teriam tratamentos tributários diferenciados, visto que pagaria mais imposto sobre a renda ou o lucro aquele contribuinte que alternasse períodos de prejuízo e lucro, sucessivamente, o que• fere o princípio da isonomia fiscal; 13.22 em aspectos práticos, os contribuintes que apuram prejuízo vêm a recolher, na proporção da limitação de 30%, mais imposto e contribuição do que aqueles que, nos mesmos montantes, apuram apenas lucros, o que torna o tributo regressivo e discriminatório; 13.23 equivocou-se a Fiscalização ao considerar que os depósitos judiciais efetuados não correspondem ao valor total discutido judicialmente, eis que foram ignorados os depósitos correspondentes aos meses de janeiro, fevereiro, março, junho, julho, agosto e setembro/1995 (fls. 183/189), os quais são, no mínimo, suficientes para suprir a suposta insuficiência; 13.24 a Fiscalização não atentou para a existência de saldo de imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), equivalente a R$ 2445.5,5 1, na medida em que utilizou, na apuração do IRPJ supostamente devido, valor muito inferior àquele detido pela interessada; 13.25 esse saldo, conforme se verifica através dos documentos de fis. 191/199, originou-se de aplicações financeiras realizadas no decorrer do ano-calendário de 1995; 13.26 o crédito tributário total, pretensamente devido a título de IRPJ, CSLL e PIS/Repique (R$ 103.668,68) é bem inferior ao total dos depósitos realizados (R$ 108.902,48), razão pela qual apresenta demonstrativo com o objetivo de mostrar que os depósitos judiciais efetuados são suficientes para garanti-lo integralmente; 13.27 deve ser salientado que os depósitos realizados em excesso precederam as insuficiências detectadas pela Fiscalização, o que leva à conclusão de que a exigibilidade dos tributos lançados pela Fiscalização sempre esteve suspensa, nos termos do inciso lido art. 151 do CIN; 6 Processo n° 18471.000340/2007-34 S1-TE02 Acórdão n.° 1802-00.179 Fl. 4 13.28 os valores depositados, por seu turno, não sofreram qualquer tipo de atualização, porém, caso tivessem sido atualizados o valor indevidamente depositado seria ainda maior; 13.29 desse modo, comprova-se que os valores depositados judicialmente, em conjunto ou não com o saldo credor de IRRF, seriam não só suficientes para suspender a exigibilidade do crédito tributário, mas também para fazer frente ao crédito contido nos autos de infração; 13.30 sabendo-se que sua exigibilidade estava suspensa quando da lavratura do auto de infração, não poderia a Fiscalização ter lançado o principal acrescido de multa e juros de mora, na medida em que nenhum dos depósitos judiciais foi insuficiente ou efetuado em atraso, conforme, inclusive, entendimento do Conselho de Contribuintes (Acórdãos n's 101-93675, de 07/11/2001, 105-14322, de 17/03/2004, 108-07439, de 01/07/2003, e 202-11240, de 08/06/1999); 13.31 no mesmo sentido é o entendimento da Câmara Superior de Recursos Fiscais, mantido através do Acórdão CSRF n° 02- 01.095, de 22/01/2002, concluindo-se que, também por esse aspecto, deve ser julgado improcedente o auto de infração; 13.32 sendo flagrante a inconstitucionalidade da limitação contida nos artigos 42 e 58 da Lei n°8.981/1995, eis que afronta princípios fundamentais insculpidos na Constituição Federal, - requer a improcedência integral da ação fiscal ou, subsidiariamente, do lançamento dos juros de mora, até porque os valores supostamente devidos estão com sua exigibilidade suspensa em face dos depósitos judiciais efetuados, nos termos do artigo 151, inciso II, do CTN; 13.33 caso assim não entenda a autoridade julgadora, requer seja determinado que se aguarde a decisão definitiva a ser proferida nos autos do Mandado de Segurança, por meio do qual pleiteia o reconhecimento de seu direito de proceder à compensação integral dos prejuízos fiscais e das bases de cálculo negativas acumulados, sem o limite de 30% previsto nos artigos 42 e 58 da Lei n° 8.981/1995, devendo ser esclarecido que, na hipótese de improcedência da ação mandamental, a conversão dos valores depositados em Juízo extinguirá o suposto crédito lançado pela Fiscalização. Como mencionado, a DRJ Rio de Janeiro/RJ I considerou procedente o lançamento, expressando suas conclusões com a seguinte ementa: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 30/04/1995, 31/07/1995, 31/08/1995, 30/09/1995 PRELIMINAR. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. INCOMPETÊNCIA DOS ÓRGÃOS ADMINISTRATIVOS. 7 Falece competência aos órgãos administrativos da Administração Pública para apreciar argüições de inconstitucionalidade e/ou ilegalidade de leis promulgadas pelo Poder Legislativo, atribuição esta privativa do Poder Judiciário. PRELIMINAR. SOLICITAÇÃO DE SOBRESTAMEN7'0 DO JULGAMENTO. FALTA DE AMPARO LEGAL. Inexiste norma na legislação tributária e fiscal que disponha sobre o sobrestamento do julgamento de processos administrativos fiscais até o trânsito em julgado de sentença judicial. CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. ATIVIDADE VINCULADA E OBRIGATÓRIA. A atividade do lançamento, no que respeita aos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, além de privativa do Auditor Fiscal é vinculada e obrigatória, motivo pelo qual impõe-se a constituição do crédito tributário pelo lançamento de oficio, como meio de garantia de eventual cobrança do crédito tributário, ainda que sua exigibilidade esteja suspensa por força de depósitos judiciais efetuados nos autos de ação de Mandado de Segurança. Contribuição Social sobre o Lucro Liquido - CSLL Data do fato gerador: 30/04/1995, 31/07/1995, 31/08/1995, 30/09/1995 LUCRO REAL MENSAL. COMPENSAÇÃO DE BASES DE CÁLCULO NEGATIVAS ACUMULADAS DE PERÍODOS ANTERIORES. LIMITAÇÃO DE 30% AJUIZAMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA PREVENTIVO. LAVRATURA DE AUTO DE INFRAÇÃO COM O MESMO OBJETO. MÉRITO NÃO CONHECIDO. O ajuizamento de ação judicial contra a Fazenda Nacional, por qualquer que seja a modalidade processual, com o mesmo objeto, importa em renúncia tácita às instâncias administrativas e desistência de eventual impugnação interposta, operando-se, por conseguinte, o efeito de constituição definitiva do crédito tributário na esfera administrativa. AÇÃO JUDICIAL PREVENTIVA. INEXISTÊNCIA DE DEPÓSITOS JUDICIAIS. EnGÊNCIA DE MULTA DE OFICIO E JUROS MORATÓRIOS. Impõe-se o lançamento da contribuição, com acréscimo de multa de oficio e de juros morató rios, se a pessoa jurídica não deposita judicialmente os valores da CSLL posteriormente exigidos em auto de infração. Falece competência aos órgãos administrativos da Administração Pública no sentido de promover alterações, a qualquer título, nas informações constantes das guias de depósito judicial. IRRF SOBRE APLICAÇÕES FINANCEIRAS. DEDUÇÃO. INAPLICABILIDADE. 8 Processo n° 18471.000340/2007-34 S1-TE02 Acórdão n.° 1802-00.179 Fl. 5 Descabe a dedução do IRRF sobre aplicações financeiras realizadas no ano-calendário, se nos autos não fica demonstrado que os rendimentos correspondentes incluem-se dentre aqueles oferecidos à tributação na Declaração de Rendimentos, a título de receitas financeiras. Lançamento Procedente Inconformada com essa decisão, da qual tomou ciência em 27/08/2007, a contribuinte apresentou em 17/09/2007 o recurso voluntário de fls. 222 a 246, onde reitera os mesmos argumentos de sua impugnação, conforme descrito nos parágrafos anteriores, acrescentando ainda que: - não se está a requerer nenhum tipo de compensação tributária, uma vez que não se está diante de pagamentos, mas de depósitos judiciais; - todos os valores depositados constaram de guias específicas para cada tributo, porém encontram-se em uma única conta bancária; - a decisão final do mandado de segurança somente poderá acarretar duas conseqüências: ou a liberação da totalidade dos valores depositados e a conseqüente invalidade dos lançamentos efetuados, ou a conversão em renda da totalidade dos valores depositados e a conseqüente quitação dos valores lançados; - para comprovar que os rendimentos correspondentes ao IRRF foram oferecidos à tributação, a recorrente traz a Demonstração do Resultado de 10 de janeiro a 31 de dezembro de 1995, além do balancete gerencial, valendo lembrar que a escrita contábil dos contribuintes, quando regular, faz prova em seu favor; - na remota eventualidade de que essa Câmara não entenda comprovada de plano a suficiência dos valores depositados, bem como do saldo de IRRF, a recorrente requer a baixa dos autos em diligência, para que não reste dúvidas quanto ao alegado; - apesar de a decisão de primeira instância ter entendido que houve renúncia à esfera administrativa, em razão do referido mandado de segurança, é preciso ressaltar que a verificação da suficiência dos depósitos judiciais, bem como do saldo de IRRF, não é objeto de nenhum processo judicial, devendo ser levada a cabo na esfera administrativa, porque a comprovação da suficiência dos valores depositados deverá, no mínimo, suspender a exigibilidade dos créditos lançados. Este é o Relatório. • 9/ 9 Voto Conselheiro JOSÉ DE OLIVEIRA FERRAZ CORRÊA, Relator O recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para a sua admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. -Conforme relatado, a controvérsia diz respeito ao limite de 30% (trinta por cento) para a compensação de base de cálculo negativa de CSLL, nos termos do artigo 58 da Lei n° 8.981/1995 e do artigo 16 da Lei n° 9.065/1995, abaixo transcritos. Lei 8.981/1995 Art. 58. Para efeito de determinação da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro, o lucro líquido ajustado poderá ser reduzido por compensação da base de cálculo negativa, apurada em períodos-base anteriores em, no máximo, trinta por cento. Lei 9.065/1995 Art. 16. A base de cálculo da contribuição social sobre o lucro, quando negativa, apurada a partir do encerramento do ano- calendário de 1995, poderá ser compensada, cumulativamente • com a base de cálculo negativa apurada até 31 de dezembro de 1994, com o resultado do período de apuração ajustado pelas adições e exclusões previstas na legislação da referida contribuição social, determinado em anos-calendário subseqüentes, observado o limite máximo de redução de trinta por cento, previsto no art. 58 da Lei n° 8.981, de 1995. Restou bastante esclarecido que o mérito da questão principal está a cargo do Poder Judiciário, no Mandado de Segurança n° 95.0013280-0, onde será dada a decisão sobre a - obrigatoriedade ou não de se observar o limite de 30% na compensação das bases negativas, e, conseqüentemente, sobre a existência ou não dos débitos de CSLL que foram constituídos em razão de a contribuinte não ter observado esse limite. Contudo, como bem apontou a recorrente, embora haja a concomitância em relação a essa questão dita principal, caberia a essa instância administrativa analisar o problema da suficiência ou não dos depósitos judiciais, pois sendo estes suficientes, como alega a recorrente, não subsistiriam a multa de oficio e os juros de mora que foram incluídos no lançamento sob exame. • No caso, estaríamos diante da hipótese de lançamento dê débitos com exigibilidade suspensa, aliás, como ocorreu com os débitos que estão controlados no processo de n° 18471.000339/2007-18. O problema em relação aos depósitos ocorre porque a contribuinte pretende que eles sejam considerados em conjunto, ou seja, pelo valor global dos vários tributos nos vários períodos de apuração, conforme planilha à fl. 240, enquanto que a fiscalização levou em conta, para fins de suspensão da exigibilidade, apenas os depósitos referentes à própria CSLL dos períodos autuados. .1 o Processo n° 18471.000340/2007-34 81-TE02 Acórdão n.° 1802-00.179 Fl. 6 De acordo com a decisão de primeira instância, a Receita Federal não tem competência para fazer com que valores depositados a maior a título de um tributo sejam alocados a outro tributo, ou para que depósito judicial relativo a fato gerador de um período seja atribuído a outro período, vez que a administração dos depósitos está a cargo do juiz da causa, e a Receita Federal não teria, portanto, qualquer ingerência sobre eles. Somando-se a esses depósitos, haveria ainda a questão do IRRF, cujos valores não foram considerados pela DRJ, decisão essa que foi adotada em razão de não estar comprovada a tributação dos rendimentos correspondentes a essas retenções, apesar de o lançamento sob exame referir-se à CSLL e não ao TRPJ. Antes de adentrarmos na análise dessa matéria, porém, há outro problema a ser examinado em relação ao presente lançamento, embora ele não tenha sido argüido pela recorrente. O fato é que este lançamento, que se deu em 15/05/2007, em substituição ao lançamento de 28/03/2000, destinou-se à constituição de débitos cujos fatos geradores ocorreram em 30/04/1995, 30/07/1995, 31/08/1995 e 30/09/1995. Como mencionado, esse lançamento anterior, controlado pelo processo n° 15374.000989/00-18, foi declarado nulo pela Delegacia de Julgamento, em razão da inobservância de requisitos essenciais em sua confecção. E a nova autuação foi realizada, no entendimento da fiscalização, com observância do disposto no art. 173, II, do Código Tributário Nacional, que trata do prazo de decadência quando há anulação por vício formal: Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: I — (..) II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver 1 anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. É de suma importância, então, verificar se o vício do primeiro lançamento configura-se ou não como vício formal, para fins de aplicação do art. 173, II, do CTN. A Lei n° 4.717/1965 (Lei da Ação Popular), ao tratar da anulação de atos lesivos ao patrimônio público, permite, em seu art. 2°, uma análise comparativa entre os diferentes elementos que compõe o ato administrativo (competência, forma, objeto, motivo e finalidade): "Art. 2° São nulos os atos lesivos ao patrimônio das entidades mencionadas no artigo anterior, nos casos de: a) incompetência; b) vicio de forma; c)ilegalidade do objeto; d)inexistência dos motivos; (\, 11 e) desvio de finalidade. Parágrafo único. Para a conceituação dos casos de nulidade observar-se-ão as seguintes normas: a) a incompetência fica caracterizada quando o ato não se incluir nas atribuições legais do agente que o praticou; b) o vício de forma consiste na omissão ou na observância incompleta ou irregular de formalidades indispensáveis à existência ou seriedade do ato; c) a ilegalidade do objeto ocorre quando o resultado do ato importa em violação de lei, regulamento ou outro ato normativo; d) a inexistência dos motivos se verifica quando a matéria de fato ou de direito, em que se fundamenta o ato, é materialmente inexistente ou juridicamente inadequada ao resultado obtido; e) o desvio de finalidade se verifica quando o agente pratica o ato visando a fim diverso daquele previsto, explicita ou implicitamente, na regra de competência." (grifos acrescidos) Pela enumeração dos elementos que compõe o ato administrativo, já se pode visualizar o que se distingue da forma, ou seja, o que não deve ser confundido com a aspecto formal do ato (a competência, o objeto, o motivo e a finalidade). No contexto do ato administrativo de lançamento, vício formal é aquele verificado no próprio instrumento de formalização do crédito, e que não está relacionado à realidade representada (declarada) por meio deste ato. - O vício formal, portanto, não pode estar relacionado aos elementos constitutivos da obrigação tributária, ou seja, não pode referir-se ao fato gerador, à base de cálculo, ao sujeito passivo, etc. O vício a que se refere o artigo 173, II, do CTN abrange, por exemplo, a ausência de indicação de local, data e hora da lavratura do lançamento, a falta de assinatura do autuante, ou a falta da indicação de seu cargo ou função, ou ainda de seu número de matrícula, todos eles configurando elementos formais obrigatórios para a lavratura de auto de infração, conforme art. 10 do Decreto n° 70.235/1972. Nesse passo, e retomando o caso concreto, registro que a anulação do primeiro lançamento, conforme Acórdão DRJ/RJ I n° 6.023/2004, proferido nos autos do processo n° 15374.000989/00-18 (fls. 177 a 189), traz os seguintes fundamentos: 8. Exige-se da interessada nestes autos, o recolhimento da CSLL pelo suposto cometimento da seguinte infração, assim descrita pelo fiscal autuante: "Falta de recolhimento da Contribuição Social sobre o Lucro. Falta de pagamento integral e/ou pagamento a menor através de depósito judicial da Contribuição Sociais/Lucro Liquido." 9. O auto de infração, no entanto, contém sérias deficiências, a meu juizo, insanáveis, que o tornam insubsistente, pelas razões a seguir aduzidas. 10. Inicialmente, verifico que a falta de clareza na descrição dos fatos é evidente. No sentido de obter os esclarecimentos 12 Processo n° 18471.000340/2007-34 S11-TE02 Acórdão n.° 1802-00.179 Fl. 7 necessários com vistas ao conhecimento da matéria a ser apreciada, passei à análise dos elementos constantes dos autos, através do qual pude constatar, então, que o presente feito resulta de revisão interna da declaração de rendimentos do IRPJ/1996, efetuada pela Malha Fazenda, consubstanciada no Relatório de fls. 44/45. 11. Por outro lado, somente a partir da leitura da impugnação interposta pela interessada consegue-se compreender os reais motivos que levaram o fiscal autuante a lavrar o auto de infração sob exame e que ensejaram o presente contencioso. Assim, tratam os autos, na realidade, de compensação indevida de base de cálculo negativa da CSLL, por inobservância do limite de 30% (trinta por cento) previsto na legislação que rege a matéria (Lei n°8.981/1995, art. 58). (.) 15. Por outro lado, o fundamento legal em que se baseou o autuante para caracterizar a infração é o seguinte: arts. 856 e 889, incisos I e IV, do R1R/1994; arts. 56 - § 40 e 97, da Lei n° 8.981/1995; art. 10 da Lei n°9.065/1995, cujos textos transcrevo a seguir: (.) 17. Assim, além das deficiências mencionadas anteriormente, mais uma se apresenta, qual seja, os dispositivos legais ora transcritos, que fundamentam o auto de infração, não guardam qualquer relação com a descrição dos fatos. 18. Todavia, a maior deficiência do auto de infração decorre, a meu ver, da não verificação por parte do fiscal autuante da efetiva ocorrência do fato gerador da obrigação tributária. 19. isto porque, o depósito judicial a menor da Contribuição Social sobre o Lucro não se constitui em infração a qualquer dispositivo da legislação fiscal em vigor. A irregularidade cometida pela interessada que, efetivamente, constituiu fato gerador da contribuição em questão, e que deixou de ser descrita no auto de infração, seria aquela decorrente de compensação indevida de base de cálculo negativa, por inobservância do limite de 30%, previsto no art. 58 da Lei n° 8.981/1995. • 20. Desse modo, concluo que o fiscal autuante não apurou, nestes autos, a ocorrência do fato gerador da Contribuição Social, tarefa que o Código Tributário Nacional lhe atribui competência privativa, de conformidade com o art. 142 in verbis: 22. A comprovação da tipicidade, que se caracteriza pela estreita correlação entre o fato e a hipótese em abstrato descrita Ç. 13. na norma legal, sendo requisito essencial à demonstração do ilícito, não restou, portanto, caracterizada nestes autos. 23. Em decorrência, voto pela nulidade do lançamento, por ausência de comprovação, no auto de infração, da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária, devendo novo auto ser lavrado em boa e devida forma. Está bem evidente que o problema do primeiro lançamento não pode ser caracterizado como vício formal, posto que ele diz respeito à descrição da própria matéria tributável, bem como à tipificação da infração atribuída ao sujeito passivo. Com efeito, esse vício em muito ultrapassa os aspectos formais do ato de lançamento. Sendo assim, resta prejudica a aplicação do art. 173, II, do CTN. E, deste modo, por qualquer dos outros prazos de decadência, seja o previsto - no § 4° do art. 150, ou no art. 173, I, do CTN, ou até mesmo o do art. 45 da Lei 8.212/1991, já afastado do mundo jurídico por força da Súmula 8 do STF, constata-se que o direito de lançar os débitos dos meses de 1995 (abril, julho, agosto e setembro) já se encontrava desde há muito tempo fulminado pela decadência, quando se deu o lançamento sob exame, em 15/05/2007. Diante do exposto, voto no sentido de reconhecer de oficio a decadência, para cancelar a exigência fiscal constante deste processo. /— I# 4 SÉ DE OLIVEIRA FERRAZ • " A/ _ • • 14
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Numero do processo: 10980.007985/2003-12
Data da sessão: Tue Jun 12 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 1998
COMPENSAÇÃO. FALTA DE LIQUIDEZ E CERTEZA.
Para a compensação, mister que o crédito do contribuinte contra a Fazenda Pública se revista de certeza e liquidez.
Numero da decisão: 1202-000.793
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(documento assinado digitalmente)
Nelson Lósso Filho - Presidente.
(documento assinado digitalmente)
Nereida de Miranda Finamore Horta - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Nelson Lósso Filho, Carlos Alberto Donassolo, Viviane Vidal Wagner, Nereida de Miranda Finamore Horta, Geraldo Valentim Neto e Orlando Jose Gonçalves Bueno.
Matéria: DCTF_IRPJ - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (IRPJ)
Nome do relator: NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HORTA
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FALTA DE LIQUIDEZ E CERTEZA. Para a compensação, mister que o crédito do contribuinte contra a Fazenda Pública se revista de certeza e liquidez. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Nelson Lósso Filho Presidente. (documento assinado digitalmente) Nereida de Miranda Finamore Horta Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Nelson Lósso Filho, Carlos Alberto Donassolo, Viviane Vidal Wagner, Nereida de Miranda Finamore Horta, Geraldo Valentim Neto e Orlando Jose Gonçalves Bueno. Relatório A contribuinte Vilhena Máquinas e Sistemas de Escritório Ltda. (CNPJ 81.704.355/0001 63) teve contra si lavrado Auto de Infração referente ao IRPJ – Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, oriundo de cruzamento de informações a partir da DCTFDeclaração AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 00 79 85 /2 00 3- 12 Fl. 41DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2013 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HORTA, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por NEREIDA DE MIRANDA FIN AMORE HORTA 2 de Débitos e Créditos Tributários Federais, de 1998, onde foram encontradas infrações (fl. 12/13) O Auto de Infração foi lavrado em atenção aos períodos de 07/1998, 08/1998 e 09/1998, exigindose IRPJ no importe de R$ 4.582,72, acrescidos de R$ 3.437,04 referentes à multa de ofício, imputada em 75%. O valor total do auto foi de R$ 12.209,61, já incluídos os juros de mora. A contribuinte foi intimada em 11 de julho de 2003 (fl. 20) Irresignada, apresentou Impugnação (fl.1), alegando, em breve síntese, que, em 1996, a empresa “deixou em haver” o valor de R$ 63.282,35, protocolando na SRF em 27.11.1997, pedido de restituição referente ao montante acima indicado, o que ocasionou a abertura do Processo nº 10980.014976/9779. Dada a demora na tramitação do pedido de restituição e, ante a necessidade da utilização destes recursos, a empresa efetuou pedido de compensação. Junta cópia de “Demonstrativo de Créditos vinculados e não confirmados” referentes ao 3º trimestre de 1998, informando compensações e o processo vinculado, lastreando seu pedido no artigo 16, III e IV, Decreto nº 70.235/72. Portanto, requer o cancelamento do auto de infração. Ao julgar a impugnação, a 2ª Turma da DRJ/CTB, no Acórdão nº 0616.602, houve por bem indeferila sob o argumento de que pelo exame dos fatos ficou evidente que a impugnação é improcedente. Os julgadores informam que a compensação pleiteada não pode ser deferida, dado à condição imposta na legislação tributária de que a compensação só pode ser efetuada ante a liquidez e certeza do créditos da contribuinte, conforme previsão insculpida no artigo 170 do CTN – Código Tributário Nacional, e tal condição não foi verificada nos autos. Prossegue o acórdão asseverando que não há informações de que a contribuinte tenha desistido do processo em que pleiteava a restituição dos mesmos créditos que pretende compensar, o que inviabilizaria a compensação visada. Junta extrato de movimentação do aludido processo (fl. 22). Assim, o Acórdao julgou procedente os lançamentos, mantendo a exigência de IRPJ, acrescido de multa e juros legais, afastando, então, a impugnação. Consoante AR, a ciência foi dada em 15 de fevereiro de 2008 (fl. 28) e o AR foi juntado em 17 de março de 2008, o Recurso Voluntário foi apresentado em 10 de abril de 2008, onde reitera os argumentos trazidos com sua impugnação. É o relatório. Voto Conselheira Nereida de Miranda Finamore Horta O Recurso é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. Tratamse de Auto de Infração por falta de recolhimento de IRPJ referente aos meses de agosto a outubro de 1998. A recorrente alega, em seu Recurso Voluntário, que informou erroneamente em sua DCTF Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais, Fl. 42DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2013 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HORTA, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por NEREIDA DE MIRANDA FIN AMORE HORTA Processo nº 10980.007985/200312 Acórdão n.º 1202000.793 S1C2T2 Fl. 39 3 do anocalendário de 1998, no campo do crédito vinculado, sobre a quitação desses débitos que fora feita sob a forma de compensação sem DARF através do Processo Administrativo nº 10980.014976/9779. Todavia, o correto seria através da compensação de créditos negativos de exercícios anteriores, a saber, decorrente da DIP Declaração de Informações Econômico fiscais da Pessoa Jurídica do anocalendário de 1997, motivo pelo qual pede a reconsideração. A DRJ por sua vez, evoca o artigo 170 do CTN, o qual requer a liquidez e certeza para a admissão do crédito. A DRJ está correta, como veremos. Para análise do crédito do sujeito passivo contra a Fazenda Pública, mister partirmos da leitura do artigo 170, que esclarece que, para que seja efetivada a compensação, o crédito deve ser líquido e certo, in verbis: “Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública” (grifamos) Deriva daí que o pressuposto nuclear para a compensação tributária é que o crédito do contribuinte contra a Fazenda Pública se revista de certeza e liquidez. A certeza diz respeito ao reconhecimento por parte da Secretaria da Receita Federal do Brasil quanto à possibilidade da contribuinte se compensar de supostos indébitos. Já a liquidez do direito, há de ser comprovada pela prova documental do montante compensável, a ser reconhecido pela devedora. A recorrente não observou as formalidades necessárias para a compensação e também não apresentou nenhum documento que demonstrasse a existência do crédito no ano calendário de 1997, assim, não temos presente o conceito de crédito líquido e certo nos termos do artigo 170 do CTN. Portanto, meu voto é no sentido de NEGAR provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Nereida de Miranda Finamore Horta Relatora Fl. 43DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2013 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HORTA, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por NEREIDA DE MIRANDA FIN AMORE HORTA
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