Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,966)
- Primeira Turma Ordinária (16,488)
- Primeira Turma Ordinária (16,437)
- Primeira Turma Ordinária (16,296)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,295)
- Segunda Turma Ordinária d (16,013)
- Segunda Turma Ordinária d (14,534)
- Primeira Turma Ordinária (13,106)
- Primeira Turma Ordinária (12,545)
- Segunda Turma Ordinária d (12,532)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,725)
- Terceira Câmara (68,203)
- Segunda Câmara (57,034)
- Primeira Câmara (21,275)
- 3ª SEÇÃO (16,295)
- 2ª SEÇÃO (11,352)
- 1ª SEÇÃO (6,877)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (127,959)
- Segunda Seção de Julgamen (115,716)
- Primeira Seção de Julgame (77,508)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,120)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,472)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,545)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,108)
- HELCIO LAFETA REIS (3,896)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,840)
- WILDERSON BOTTO (2,674)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,654)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,655)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (19,010)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 14041.001393/2007-81
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/2006
Documento: NFLD n° 37.087.8710
lavrada em 29/11/2007
PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. ART. 45 DA LEI 8.212/91.
SÚMULA VINCULANTE Nº 08 DO STF.
O prazo decadencial das contribuições previdenciárias é de 05 (cinco) anos, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal.
SALÁRIO INDIRETO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. ASSISTÊNCIA
MÉDICA. INEXISTÊNCIA DE AMPLITUDE DE COBERTURA.
SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO.
Os valores pagos pela empresa a título de previdência privada e assistência médica enquadram-se no conceito de salário de contribuição previdenciária quando não extensíveis à totalidade dos empregados.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-001.061
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, Nas preliminares, por maioria de
votos, em determinar a decadência até a competência 10/2002, com base no art. 150, § 4º, do CTN. Vencidos os conselheiros Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e Carlos Alberto Mees Stringari. No mérito, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso determinando o recalculo da multa de acordo com a redação do artigo 32-A da Lei 8.212/91, dada pela Lei 11.941/2009, fazendo prevalecer a multa mais benéfica para o contribuinte.
Nome do relator: MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 23 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201202
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/2006 Documento: NFLD n° 37.087.8710 lavrada em 29/11/2007 PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. ART. 45 DA LEI 8.212/91. SÚMULA VINCULANTE Nº 08 DO STF. O prazo decadencial das contribuições previdenciárias é de 05 (cinco) anos, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal. SALÁRIO INDIRETO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. ASSISTÊNCIA MÉDICA. INEXISTÊNCIA DE AMPLITUDE DE COBERTURA. SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. Os valores pagos pela empresa a título de previdência privada e assistência médica enquadram-se no conceito de salário de contribuição previdenciária quando não extensíveis à totalidade dos empregados. Recurso Voluntário Provido em Parte.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 14041.001393/2007-81
anomes_publicacao_s : 201202
conteudo_id_s : 4896861
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Apr 19 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-001.061
nome_arquivo_s : 2403001061_14041001393200781_201202.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO
nome_arquivo_pdf_s : 14041001393200781_4896861.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do colegiado, Nas preliminares, por maioria de votos, em determinar a decadência até a competência 10/2002, com base no art. 150, § 4º, do CTN. Vencidos os conselheiros Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e Carlos Alberto Mees Stringari. No mérito, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso determinando o recalculo da multa de acordo com a redação do artigo 32-A da Lei 8.212/91, dada pela Lei 11.941/2009, fazendo prevalecer a multa mais benéfica para o contribuinte.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
id : 4749783
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 23 09:37:36 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1730891387628421120
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2130; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 150 1 149 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 14041.001393/200781 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2403001.061 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 08 de fevereiro de 2012 Matéria CONTRIBUIÇOES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Recorrente SANOLI INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ALIMENTAÇÃO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/2006 Documento: NFLD n° 37.087.8710 lavrada em 29/11/2007 PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. ART. 45 DA LEI 8.212/91. SÚMULA VINCULANTE Nº 08 DO STF. O prazo decadencial das contribuições previdenciárias é de 05 (cinco) anos, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal. SALÁRIO INDIRETO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. ASSISTÊNCIA MÉDICA. INEXISTÊNCIA DE AMPLITUDE DE COBERTURA. SALÁRIODECONTRIBUIÇÃO. Os valores pagos pela empresa a título de previdência privada e assistência médica enquadramse no conceito de saláriodecontribuição previdenciária quando não extensíveis à totalidade dos empregados. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, Nas preliminares, por maioria de votos, em determinar a decadência até a competência 10/2002, com base no art. 150, § 4º, do CTN. Vencidos os conselheiros Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e Carlos Alberto Mees Stringari. No mérito, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso determinando o recalculo da multa de acordo com a redação do artigo 32A da Lei 8.212/91, dada pela Lei 11.941/2009, fazendo prevalecer a multa mais benéfica para o contribuinte. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Fl. 146DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI 2 Marthius Sávio Cavalcante Lobato Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza e Marthius Savio Cavalcante Lobato. Fl. 147DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI Processo nº 14041.001393/200781 Acórdão n.º 2403001.061 S2C4T3 Fl. 151 3 Relatório Adoto integralmente o relatório de fls.106/107: Tratase de autodeinfração (DEBCAD 37.008.5132) lavrado em 29/11/2007, contra o contribuinte em epígrafe, por infração ao art. 32, inciso IV, §5°, da Lei n° 8.212/91, com alteração da Lei n° 9.528/97. De acordo com o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 12/16, a empresa acima identificada, nas competências 01/1999 a 12/2006, apresentou as Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social — GFIP com omissão de fatos geradores, ou seja, deixou de incluir, na guia, as parcelas da remuneração paga aos segurados empregados a título de plano de assistência médica e plano de previdência privada, infringindo, assim, o dispositivo legal supradescrito. Esclarece a autoridade autuante que os referidos planos foram contratados pela empresa em 01/05/1992 e 20/12/2001, com a AMIL ASSISTÊNCIA MÉDICA INTERNACIONAL LTDA. e BRASILPREV PREVIDÊNCIA PRIVADA S.A., respectivamente, para beneficiar apenas parte dos seus empregados (ocupantes dos cargos de Diretor, Gerente de Área, Chefe de Área, Gerente de Unidade e Nutricionista), conforme normas internas da empresa. Assim sendo, tais valores pagos em desacordo com a legislação previdenciária (art. 28, §9°, alíneas "p" e "q", da Lei n° 8.212/91), revestemse de natureza salarial, caracterizandose como salário indireto em favor desses empregados. Em decorrência da infração ao dispositivo legal acima descrito e considerando que não foram constatadas as circunstâncias agravantes e atenuantes previstas nos artigos 290 e 291 do RPS Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.° 3.048/1999, foi aplicadaamulta novalor de R$931.990,27 (novecentosetrinta_e um mil, novecentos_e_noventa reais e vinte e sete centavos), que equivale a cem por cento do valor devido, relativo à contribuição não declarada, limitada a um multiplicador sobre o valor mínimo, em função do número de segurados, nos termos do art. 32, inciso IV e §. 5°, da Lei n.° 8.212/91, na redação dada pela Lei n.° 9.528/97, combinado com o art. 284, inciso II, do RPS, cujo valor foi atualizado pela Portaria MPS n.° 142/2007. Foi anexado aos Relatórios Fiscais o discriminativo dos valores omitidos que compuseram o montante da multa aplicada (fls. 13/15 e 18/20). Tais valores, esclarece o autuante, foram identificados por meio da contabilidade da empresa (contas 31.209 — "assistência médica" e 31.220 — "previdência privada") e, uma vez que não foi apresentada a relação nominal dos segurados beneficiários dos planos, tornouse impossível a identificação, mês a mês, dos referidos segurados. Foram ainda analisados os contratos de prestação dos serviços e as respectivas Notas Fiscais/Faturas emitidas. DA IMPUGNAÇÃO Tempestivamente, a autuada apresentou impugnação, pedindo a anulação do auto, com as seguintes alegações, em síntese: Fl. 148DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI 4 a decadência qüinqüenal dos lançamentos referentes às competências 01/1997 a 12/2002, com base no art. 173 do Código Tributário Nacional — CTN; ausência de natureza salarial nos valores pagos a título de previdência privada complementar, em conformidade com o disposto no art. 202 da Constituição Federal, com a alteração da Emenda Constitucional n° 20/98; Lei Complementar n° 109/01; e art. 458, § 2°, VI, da CLT, com a redação dada pela Lei n° 10.243/2001; ausência de natureza salarial nos valores pagos a título de assistência médica, em conformidade com o disposto no art. 458, § 2 °, IV da CLT, com a redação dada pela Lei n° 10.243/2001; que, de acordo com a legislação trabalhista (legislação pertinente para efeito do disposto no §10 do art. 28 da Lei n° 8.212/91), não existe obrigatoriedade de que os planos sejam extensíveis a todos os empregados para que sejam excluídos do conceito de salário. A Fazenda Nacional julgou procedente o lançamento, afastando a decadência requerida em defesa, aplicando a decadência decenal. Desta decisao, apresentou recurso a demandante, reiterou a Decadencia quinquenal e no merito, insiste em seus fundamentos no sentido de que os valores pagos a título de previdencia complementar não detem natureza salarial. É o relatório. Fl. 149DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI Processo nº 14041.001393/200781 Acórdão n.º 2403001.061 S2C4T3 Fl. 152 5 Voto Conselheiro Marthius Sávio Cavalcante Lobato relator DA TEMPESTIVIDADE Recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Conheço. DA DECADÊNCIA A decisão recorrida afastou a decadência argüida pelo recorrente sob o fundamento de que a mesma seria decenal, nos termos dos artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212/91. O Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária de 12 de Junho de 2008, aprovou a Súmula Vinculante nº 8 nos seguintes termos: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Referida Súmula declara inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91, que impõe o prazo decadencial e prescricional de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias, o que significa que tais contribuições passam a ter seus respectivos prazos contados em consonância com os artigos 150, § 4º, 173 e 174, do Código Tributário Nacional. CTN Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; Fl. 150DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI 6 In casu, contase o prazo decadencial nos termos do artigo 150, § 4º, do CTN tendo em vista ter ocorrido pagamento parcial. Conforme Relatório Fiscal de fls. 12/16, o período das irregularidades compreendeu a competência 01/1999 a 12/2006. Logo, o prazo decadencial ocorreu em relação ao período parcial, compreendido entre: 01/1999 a 10/2002, inclusive (nos termos do art. 150, § 4º, do CTN), conforme explicado. Acolho a preliminar de decadência para dar provimento ao recurso voluntário, extinguindose o crédito tributário do período compreendido entre 01/1999 a 10/2002. DA AUSËNCIA DE NATUREZA SALARIAL DOS VALORES PAGOS A TITULO DE PREVIDENCIA COMPLEMENTAR E DE ASSISTENCIA MEDICA A recorrente insiste na tese no sentido de que os valores pagos a titulo de previdencia complementar e de assistencia médica não tëm natureza salarial. Sem razão, contudo. Ficou devidamente comprovado nos autos, e o recorrente sequer contestou tal fato, de que o beneficio da previdencia complementar privada e de assistencia médica concedida aos seus empregados não era universal, ou seja, não era extendidos a todos os seus empregados. Apenas os elegiveis é que poderiam se beneficiar com a previdencia complementar e assistencia medica. Desta feita, não desconstituído os fundamentos da decisao a quo, no sentido de ausencia de universalidade do beneficio, deve ser mantido em sua integralidade a decisao. Adoto integralmente, como razoes de decidir os fundamentos da r. decisao “a quo”, in verbis: Salientese que referidos processos já foram objeto de julgamento, por esta 5' Turma/DRJ BSA, cuja conclusão foi pela procedência total dos lançamentos, nos termos dos Acórdãos n° 23.980 e 23.979, ambos de 30/01/2008, considerando que ambos os planos (de assistência médica e de previdência privada) contratados pela empresa não eram extensíveis à totalidade dos empregados a seu serviço, contrariando, assim, a exigência legal para enquadramento dessas rubricas na isenção da contribuição previdenciáriaprevista no art. 28, § 9°, alíneas "p" e "q", da Lei n° 8.212/91, verbis: "Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: (.) Fl. 151DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI Processo nº 14041.001393/200781 Acórdão n.º 2403001.061 S2C4T3 Fl. 153 7 §90 Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei a° 9.528, de 10/12/97) (...) p) o valor das contribuições efetivamente pago pela pessoa jurídicarelativo a programa de previdência complementar, aberto ou fechado,desde que disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes, observados, no que couber, os arts. 90 e 468 da CLT." q) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, despesas médicohospitalares e outras similares, desde que a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa;" (Negrito nosso) Agiu com acerto, portanto, a fiscalização, ao aplicar as disposições especificas da Lei n° 8.212/91, que não prevêem a exclusão das referidas verbas da base de incidência de contribuição, na forma como realizada pela empresa, uma vez que possuem estas caráter de retribuição pelos serviços prestados, o que configura um acréscimo indireto à remuneração dos beneficiados com o custeio dos planos de saúde e de previdência privada. (fls.108/109). Nego provimento. MULTA DO ARTIGO 32 A MAIS BENÉFICA CONCLUSÃO Ante todo o exposto e do mais que nos autos consta, conheço do recurso para no mérito DARLHE PROVIMENTO PARCIAL para, aplicando a Sumula Vinculante n. 8 do STF, reconhecer Decadencia quinquenal e extinguir o credito tributario do periodo compreendido entre 01/1999 a 10/2002, inclusive.Darlhe provimento parcial determinando o recalculo multa para aplicar o artigo 32A. Negar provimento ao recurso voluntario nos demais pontos. Marthius Sávio Cavalcante Lobato Fl. 152DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI 8 Fl. 153DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10380.005119/2007-80
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/09/2001 a 31/07/2006
PRELIMINARMENTE. Nega-se provimento a preliminar que não consegue
infirmar a decisao recorrida.
SAT.
Contribuição adicional para financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa, para empresas cuja atividade preponderante ofereça risco de acidente do trabalho considerado leve, médio ou grave.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2403-001.042
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de voto, em negar
provimento ao recurso.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
dt_index_tdt : Sat Apr 23 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201202
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/09/2001 a 31/07/2006 PRELIMINARMENTE. Nega-se provimento a preliminar que não consegue infirmar a decisao recorrida. SAT. Contribuição adicional para financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa, para empresas cuja atividade preponderante ofereça risco de acidente do trabalho considerado leve, médio ou grave. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10380.005119/2007-80
anomes_publicacao_s : 201202
conteudo_id_s : 5060045
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Apr 18 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-001.042
nome_arquivo_s : 2403001042_10380005119200780_201202.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO
nome_arquivo_pdf_s : 10380005119200780_5060045.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de voto, em negar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
id : 4749771
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 23 09:37:35 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1730891387637858304
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1706; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 809 1 808 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10380.005119/200780 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2403001.042 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 07 de fevereiro de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA Recorrente CÁJUINA SÃO GERALDO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/09/2001 a 31/07/2006 PRELIMINARMENTE. Negase provimento a preliminar que não consegue infirmar a decisao recorrida. SAT. Contribuição adicional para financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa, para empresas cuja atividade preponderante ofereça risco de acidente do trabalho considerado leve, médio ou grave. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de voto, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente. Marthius Sávio Cavalcante Lobato – Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 845DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI 2 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado às fls. 202 contra decisao que julgou procedente o lançado pela fiscalização, NFLD n° 35.898.437,8, Identificação MF n° 10380.005119/200780, que teve como fatos geradores as remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer titulo, aos segurados empregados expostos a agentes ambientais nocivos. Tratase, portanto, de contribuições relacionadas com o recolhimento do adicional do RAT/SAT, para financiamento das aposentadorias especiais de segurados expostos a condições especiais de trabalho. Segundo o relatório fiscal às fls. 52/61 os valores das remunerações foram lançados por arbitramento, pagamento e nas informações contidas nas demonstrações ambientais de trabalho, bem como nos controles internos apresentados durante o curso da ação fiscal. a autuação corresponde às contribuições devidas à Seguridade Social, no período de maio de 1995 a abril de 2000, relativas à parte dos segurados, empresa, SAT/RAT e Terceiros. Apresentada impugnaçao a tempo e modo, fora julgado procedente a autuaçao. Irresignada com a decisão a recorrente interpôs recurso voluntário às fls.789/796, insistindo em sua tese preliminar de incompetëncia do auditor fiscal da previdencia social para fiscalizar o cumprimento de normas de segurança e medicina do trabalho, bem como nas preliminares de nulidade da infraçao por sissociaçao entre o fato narrado como infraçao e a fundamentaçao legal apresentada pelo auto de infraçao e no no merito insiste em sua tese de que a NFLD é nula por vício formal. É o relatório. Fl. 846DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI Processo nº 10380.005119/200780 Acórdão n.º 2403001.042 S2C4T3 Fl. 810 3 Voto Conselheiro Marthius Sávio Cavalcante Lobato, Relator. DA ADMISSIBILIDADE DO RECURSO VOLUNTÁRIO: Recurso tempestivo. Conheço. I DA PRELIMINARE DE INCOMPETËNCIA DO AUDITORFISCAL DA PREVIDENCIA SOCIAL PARA FISCALIZAR O CUMPRIMENTO DE NORMAS DE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO – CLT, ART. 155. Insiste o recorrente em sua tese de incompetëncia do auditorfiscal da previdencia social para fiscalizar o cumprimento de normas de segurança e medicina do trabalho – CLT, artigo 155. Equivocase, contudo. Conforme muito bem fundamentado pelo r. decisão recorrida, os auditores fiscais da Previdência social detém competência para autuar na fiscalização da documentação de empresas relacionadas a segurança e medicina do trabalho. A decisao “a quo” , merece ser mantida por seus próprios e jurídicos fundamentos, razão pela qual a adoto integralmente, fazendo parte integrante do presente decisum: O art. 8 0, da Lei 10.593/2002, assim dispõe: "Art. 8° São atribuições dos ocupantes do cargo de Auditor Fiscal da Previdência Social, relativamente às contribuições administradas pelo Instituto Nacional do Seguro Social INSS: a) executar auditoria e fiscalização, objetivando o cumprimento da legislação da Previdência Social relativa às contribuições administradas pelo INSS lançar e constituir os correspondentes créditos apurados: h) efetuar a lavratura de Auto de Infração quando constatar a ocorrência do descumprimento de obrigação legal e de Auto de Apreensão e Guarda de documentos, materiais, livros e assemelhados,para verificação da existência de fraude e irregularidades; c) examinar a contabilidade das empresas e dos contribuintes em geral, não se lhes aplicando o disposto nos art. 17 e 18 do Código Comercial; Fl. 847DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI 4 d) julgar os processos administrativos de impugnação apresentados contra a constituição de credito previdenciário; e) reconhecer o direito à restituição ou compensação de pagamento ou recolhimento indevido de contribuições; f) auditor a rede arrecadadora quanto ao recebimento e repasse das contribuições administradas pelo DVSS,. g) supervisionar as atividades de orientação ao contribuinte efetuadas por intermédio de mídia eletrônica, (define e plantão fiscal; e h) proceder à auditoria e à fiscalização das entidades e dos findos dos regimes próprios de previdência social, quando houver delegação do Ministério da Previdência e Assistência Social ao INSS para esse fim; e I) em caráter geral, as demais atividades inerentes às competências do INSS. § 1" O Poder Executivo poderá, dentre as atividades de que trata o inciso II, cometer seu exercício, em caráter privativo, ao Auditor Fiscal da Previdência Social. § 2 0 O Poder Executivo, observado o disposto neste artigo, disporá sobre as atribuições dos cargos de AuditorFiscal da Previdência Social. Observase, do texto, acima transcrito, que o AFPS tem competência para constituição do crédito tributário, com a emissão dc Notificação de Débito correspondente, quando constatar a ocorrência do descumprimento de obrigação legal. A obrigação legal de elaborar e manter atualizada documentação relacionada com atividades desenvolvidas pelo trabalhador, em condições de risco, encontrase prevista no art. 58, da Lei n° 8.213/91, in verbis: Art. 58. A relação dos agentes nocivos químicos, físicos e biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física considerados para fins de concessão da aposentadoria especial de que trata o artigo anterior será definida pelo Poder Executivo. (Redação dada pela Lei n"9.528, de 1997) § 1" A comprovação da efetiva exposição do segurado aos agentes nocivos será feita mediante formulário, na forma estabelecida pelo Instituto Nacional do Seguro SocialINSS, emitido pela empresa ou seu preposto, com base em laudo técnico de condições ambientais do trabalho expedido por médico do Fl. 848DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI Processo nº 10380.005119/200780 Acórdão n.º 2403001.042 S2C4T3 Fl. 811 5 trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho nos termos da legislação trabalhista. (Redação dada pela Lei n°9.732, de 11.1298) • § 20 Do laudo técnico referido no parágrafo anterior deverão constar informação sobre a existência de tecnologia de proteção coletiva ou individual que diminua a intensidade do agente agressivo a limites de tolerância e recomendação sobre a sua adoção pelo estabelecimento respectivo. (Redação dada pela Lei n. 9.732, de 11.12.98). § 30 A empresa que não mantiver laudo técnico atualizado com referência aos agentes nocivos existentes no ambiente de trabalho de seus trabalhadores ou que emitir documento de comprovação de efetiva exposição em desacordo com o respectivo laudo estará sujeita à penalidade prevista no art. 133 desta Lei. (Incluído pela Lei n°9.528,de 1997) § 4 0 A empresa deverá elaborar e manter atualizado perfil profissiográfico abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e fornecer a este, quando da rescisão do contrato de trabalho, cópia autêntica desse documento. (Incluído pela Lei n° 9.528, de 1997. Com base em tais considerações, é plenamente justificável que o AFPS fiscalize os documentos relacionados à saúde e segurança do trabalho, face à implicação dos mesmos em relação à contribuição social adicional prevista no art. 57, § 6° da Lei n° 8.213/91.(o realce é do original). Art.57.A aposentadoria especial será devida, uma vez cumprida a carência exigida nesta Lei, ao segurado que tiver trabalhado sujeito a condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física, durante 15 (quinze), 20 (vinte) ou 25 (vinte e cinco) anos, conforme dispuser a lei. §6"0 beneficio previsto neste artigo será financiado com os recursos provenientes da contribuição de que trata o inciso 11 do art. 22 da Lei n 8.212, de 24 de julho de 1991, cujas a//quotas serão acrescidas de doze, nove ou seis pontos percentuais, conforme a atividade exercida pelo segurado a serviço da empresa permita a concessão de aposentadoria especial após quinze, vinte ou vinte e cinco anos de contribuição, respectivamente. Mais disposições pertinentes ao caso: Lei n°8213/91: "Art. 19. Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso Vil do art. 11 desta Lei, Fl. 849DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI 6 provocando lesão corporal ou perturbação jáncional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho. § 1" A empresa é responsável pela adoção e uso das medidas coletivas e individuais de proteção e segurança da saúde do trabalhador 2° Constitui contravenção penal, punível com multa, deixar a empresa de cumprir as normas de segurança e higiene do trabalho. § 3° É dever da empresa prestar informações pormenorizadas sobre os riscos da operação a executar e do produto a manipular. §4° O Ministério do Trabalho e da Previdência Social fiscalizará e os sindicatos e entidades representativas de classe acompanharão o fiel cumprimento do disposto nos parágrafos anteriores, conforme dispuser o Regulamento." Também se verifica que o Poder Executivo dispôs sobre a atribuição dos cargos de AuditorFiscal da Previdência Social nas diversas regulamentações que se sucederam no tempo, disciplinando a atuação do AFPS nos procedimentos fiscais em que busca verificar se a empresa considera lodosos riscos ocupacionais, para efeito de controle da qualidade ambiental, como medida preventiva de acidentes de trabalho. Diante da extensa legislação, transcrevemos, abaixo, os dois últimos instrumentos normativos editados pelo INSS, vigentes no período autuado: IN 95, na redação dada pela 1N 99, de 05/12/2003: "Art 184. O Auditor Fiscal da Previdência Social2117PS auditara a regularidade dos controles internos das empresas relativos ao gerenciamento dos riscos ocupacionais, de modo a assegurar a correta correspondência das informações declaradas no CN1S com a evidenciação técnica das condições ambientais de trabalho, conforme disposto nos artigos 177 e 178." IN 10012003 Art. 400. Para fins da cobrança da contribuição prevista no inciso II do art. 22 da Lei n°8212, de 1991, da contribuição adicional prevista no § do art. 57 da Lei n°8.213, de 1991, da contribuição adicional e do percentual adicional de retenção previstos nos §§ 1°c 2° do art. 1' e no art. 6" da Lei e 10.666, de 2003, respectivamente, o INSS, por intermédio de sua fiscalização, verificará: I a regularidade e a conformidade das demonstrações ambientais de que trata o art. 404;11 os controles internos da empresa relativos ao gerenciamento dos riscos ocupacionais,111 a veracidade das informações declaradas em GFIPAV o cumprimento das obrigações relativas ao acidente de trabalho:V o cumprimento das demais disposições previstas nos arts. 19, 57, 58, 120 e 121 da Lei n"8.213, de 1991. Fl. 850DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI Processo nº 10380.005119/200780 Acórdão n.º 2403001.042 S2C4T3 Fl. 812 7 Parágrafo único. O disposto no caput tem como objetivo: I – validar as informações do banco de dados do Cadastro Nacional de Informações Sociais (MS), que é alimentado pelos fatos declarados em GFIP;11 evitar a concessão de benefícios indevidos:111 garantir o custeio de benefícios devidos." A atuação da fiscalização previdenciária, na área de prevenção e controle dos riscos ocupacionais, já encontra respaldo público, como se pode constatar nas palavras do Sr. Armand F. Pereira, Diretor da OIT para o Brasil, ao prefaciar o livro "Aprenda como Fazer" Ed. Ltr, do renomado Engenheiro de Segurança do Trabalho, James Sherique: "Os avanços significativos no setor formal devemse a uma combinação de esfirços que refletem um quadro institucional de SST dos mais favoráveis e invejáveis do planeta, com cerca de 4.000 fiscais da previdência, 3.200 auditoresfiscais do trabalho, 120.000 e tantos técnicos de SSP e ainda cerca de 150.000 agentes comunitários de saúde que direta ou indiretamente prestam serviços de SST" Ainda nessa linha, extraise não merecer guarida o argumento de que a competência para tratar de aposentadoria especial é do INSS (benefícios). Pelo já suficientemente exposto, concluise pela viabilidade da análise por parte dos Auditores Fiscais dos documentos relacionados com a contribuição social adicional prevista no art. 57, § 6° da Lei n°8.213/91. Também é plenamente legal que a fiscalização do INSS verifique a documentação relacionada com riscos ocupacionais, pois há previsão normativa, quanto a esses documentos, na própria lei aplicável à Previdência Social. Pelo acima exposto, concluise pela falta de sustentação dos argumentos defensórios no sentido de que não há autorização para que a fiscalização previdenciária realiza perícia técnica ou considere inválidos documentos apresentados pela empresa (PPP). Mesma conclusão se extrai do argumento que a elaboração de PPP em desacordo com ato normativo infralegal não autoriza que o AFPS julgue inválido ou válido documento relacionado com aposentadoria especial. Ressaltase que o Auditor não realizou perícia técnica, em seu sentido estrito, tendo, apenas, cumprido o seu oficio à luz dos dispositivos normativos, legais e regulamentares, conforme já descritos. Acrescentese que é da competência do Auditor, no pleno exercício de suas funções, a emissão de Notificação de Débito, sendo tal procedimento atividade administrativa vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Cai por terra, portanto, a alegação defensória no sentido de que, em caso de constatação de irregularidade, deveria o AFPS emitir Representação Administrativa ao órgão competente, ao invés de constituir o respectivo crédito. O Auditor Fiscal tem sim, competência para executar auditoria e fiscalização Fl. 851DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI 8 relacionadas aos documentos solicitados, em cumprimento ao que está previsto na legislação da Previdência Social. E esse e o caso do presente processo administrativo: o Auditor está verificando se a empresa cumpre obrigação prevista na legislação da Previdência Social, relacionada com riscos ocupacionais agentes nocivos no ambiente de trabalho. Portanto, é plenamente justificável que o Auditor Fiscal fiscalize os documento relacionados à saúde e segurança do trabalho, para verificação do cumprimento de obrigação prevista em lei, bem como, para verificar a existência de agentes nocivos que impliquem na alteração da aliquota destinada ao financiamento dos benefícios previstos nos art. 57 e 58 da Lei n° 8.213/91, e daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho. Também se conclui que o Agente do Fisco tem competência para apontar as irregularidades descritas no Relatório Fiscal, independentemente de laudo prévio do Ministério do Trabalho, já que cada órgão tem seu corpo fiscalizatório e independência funcional.(fls. 779/783). Nego provimento. II — PRELIMINAR DISSOCIAÇÃO ENTRE O FATO NARRADO COMO INFRAÇÃO E A FUNDAMENTAÇÃO LEGAL APRESENTADA NO AUTO DE INFRAÇÃO. Alega o recorrente que “os fundamentos legais mencionados, como justificadores do arbitramento do débito não correspondem aos fatos narrados, nem na folha de rosto da NFLD, que deveria conter um dos motivos previstos na Lei n. 8.212/91, para proceder ao arbitramento do valor do débito”(fl.793).Consequentemente, afirma que “comprovado que não há uma relação entre fato gerador da obrigação e a respectiva fundamentação legal da NFLD, motivo pelo qual deve ser acolhida esta preliminar, para o fim de declarar nulo este procedimento administrativo fiscal”( fl. 795). Sem razão, contudo. Ficou devidamente comprovado e demonstrado a fundamentaçao legal apresentada no auto de infraçao e o fato narrado. Na realidade, a dissociaçao existe na fundamentaçao do recorrente para com o auto de infraçao. Quer a recorrente esconder os vícios apontados. Por outro lado, nâo há qualquer fundamento lógico na preliminar apresentada, distoando de toda a realidade dos autos. A presente preliminar, na realidade, beira a máfé. Nego provimento. NO MÉRITO Fl. 852DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI Processo nº 10380.005119/200780 Acórdão n.º 2403001.042 S2C4T3 Fl. 813 9 Alega a recorrente que a NFLD é nula por vício formal. Afirma que da “ leitura dos autos verificase o desrespeito a todos os princípio constantes do art. 2. da Lei 9.784/99” (fl.795). Sem razão. Na realidade, assim como na preliminar acima julgada, os fundamentos apresentados pela recorrente beiram à máfé. Nào há, realmente, qualquer fundamento jurídico em seu pedido de nulidade por vício formal. Ao fim e ao cabo, o mérito se confude com as preliminares, cujos fundamentos já foram expostos e integram a presente decisáo. Nada a reformar. Nego provimento. CONCLUSÃO: Ante o exposto e do que mais nos autos consta, conheço do recurso voluntario para NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 853DF CARF MF Impresso em 26/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 14041.001538/2007-44
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2002 a 31/12/2002
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.CONTRADIÇÃO E OMISSÃO.ACOLHIMENTO DO RECURSO.
Sendo constatada uma das hipóteses (contradição, omissão, obscuridade) para o acolhimento dos embargos de declaração, esses serão acolhidos para sanar o vício anteriormente apontado.
Embargos Acolhidos.
Numero da decisão: 2403-001.039
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer dos embargos para no mérito dar-lhe provimento
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
dt_index_tdt : Sat Apr 23 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201202
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2002 a 31/12/2002 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.CONTRADIÇÃO E OMISSÃO.ACOLHIMENTO DO RECURSO. Sendo constatada uma das hipóteses (contradição, omissão, obscuridade) para o acolhimento dos embargos de declaração, esses serão acolhidos para sanar o vício anteriormente apontado. Embargos Acolhidos.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
numero_processo_s : 14041.001538/2007-44
conteudo_id_s : 6591448
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Apr 18 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-001.039
nome_arquivo_s : Decisao_14041001538200744.pdf
nome_relator_s : CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 14041001538200744_6591448.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer dos embargos para no mérito dar-lhe provimento
dt_sessao_tdt : Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
id : 9284311
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 23 09:37:38 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1730891387653586944
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1636; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 554 1 553 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 14041.001538/200744 Recurso nº 100.000 Embargos Acórdão nº 2403001.039 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 07 de fevereiro de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado CAIXA ECONÔMICA FEDERAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2002 a 31/12/2002 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.CONTRADIÇÃO E OMISSÃO.ACOLHIMENTO DO RECURSO. Sendo constatada uma das hipóteses (contradição, omissão, obscuridade) para o acolhimento dos embargos de declaração, esses serão acolhidos para sanar o vício anteriormente apontado. Embargos Acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer dos embargos para no mérito darlhe provimento Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente. Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 554DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 20/03/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Relatório Tratase de embargos de declaração (fls. 541 e 542) opostos pela Fazenda Nacional com esteio no artigo 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), aprovado pela Portaria MF no 256/2009, contra o Acórdão nº 2403 000.662 que conheceu do recurso voluntário apresentado no processo em epígrafe e deulhe parcial provimento no sentido de reconhecer, preliminarmente, a decadência das competências 01/2002 a 11/2002 com base no art.150, § 4º, do Código Tributário Nacional, e, no mérito, ter determinado o recálculo da multa de mora de acordo com o Art. 35, caput, da Lei 8.212/91 na redação dada pela Lei 11.941/2009 prevalecendo o mais benéfico ao contribuinte. A parte embargante sustenta que houve contradição e omissão no acórdão supra citado, ao passo que foi considerada a ocorrência de recolhimento antecipado, quando o mesmo não foi constatado pela ausência de valores no campo créditos considerados do Discriminativo Analítico de Débito, requerendo assim que os embargos sejam conhecidos e providos para sanar as irregularidades. Fl. 555DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 20/03/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14041.001538/200744 Acórdão n.º 2403001.039 S2C4T3 Fl. 555 3 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. Quanto aos requisitos de admissibilidade dos embargos de declaração opostos, entendo que foram preenchidos os itens da tempestividade; da regularidade de representação (embargos opostos pela Fazenda Nacional) e dos requisitos de cabimento (contradição e omissão). Compulsando os autos atentamente, verifico que houve um equívoco quando da análise dos Discriminativos de Débito, tendo em vista que a aplicação do art.150, § 4º, do Código Tributário Nacional, segundo entendimento majoritário do CARF, que vem sendo adotado por essa 3 Turma Ordinária da 4 Câmara da 2 Seção de Julgamento, da qual faço parte, só tem sido aplicado quando constatado o recolhimento antecipado, o que não foi o caso. Assim, caso haja decadência, esta terá como base legal o art.173, I, do Código Tributário Nacional. Na lide em tela, considerando que o contribuinte foi intimado em 07/12/2007 da autuação e, considerando que os valores objeto de cobrança referemse a fatos geradores ocorridos entre 01/2002 a 12/2007, não há o que se falar em decadência. CONCLUSÃO: Diante do exposto e de tudo o mais que dos autos consta, CONHEÇO OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO para darlhes provimento a fim de sanar a contradição e a omissão apontadas, devendo o contribuinte ser intimado dessa mudança no acórdão 2403 000.662, a qual ficará consignada na seguinte forma: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para DARLHE PARCIAL PROVIMENTO, de modo que seja mantido o crédito tributário lançado na NFLD 37.114.4620, devendo a contribuição social previdenciária incidir sobre os valores recebidos pelos segurados empregados da recorrente, procedendose ao recálculo da multa de mora, com base na redação dada pela Lei 11.941/2009 ao artigo 35, caput, da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 556DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 20/03/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Fl. 557DF CARF MF Impresso em 10/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 20/03/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 36624.004086/2006-53
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Oct 10 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Oct 10 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/11/2001 a 30/03/2005
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA – SALÁRIO INDIRETO – INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO - SEGURADOS EMPREGADOS – CARACTERIZAÇÃO.
As verbas intituladas “Indenização” e “Indenização Adicional”, pagas pela empresa a seus empregados, integra o salário de contribuição por possuírem natureza salarial.
A utilização da taxa de juros SELIC encontra amparo legal no art. 34 da Lei nº 8.212/91. Impossibilidade de apreciação de inconstitucionalidade da lei no âmbito administrativo.
Recurso negado.
Numero da decisão: 206-00.065
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Oct 15 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200710
ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/11/2001 a 30/03/2005 Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA – SALÁRIO INDIRETO – INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO - SEGURADOS EMPREGADOS – CARACTERIZAÇÃO. As verbas intituladas “Indenização” e “Indenização Adicional”, pagas pela empresa a seus empregados, integra o salário de contribuição por possuírem natureza salarial. A utilização da taxa de juros SELIC encontra amparo legal no art. 34 da Lei nº 8.212/91. Impossibilidade de apreciação de inconstitucionalidade da lei no âmbito administrativo. Recurso negado.
turma_s : Sexta Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Oct 10 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 36624.004086/2006-53
anomes_publicacao_s : 200710
conteudo_id_s : 6680237
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 10 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 206-00.065
nome_arquivo_s : 20600065_141885_36624004086200653_006.PDF
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
nome_arquivo_pdf_s : 36624004086200653_6680237.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Wed Oct 10 00:00:00 UTC 2007
id : 4841248
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:43 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648810595221504
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-05T21:12:24Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-05T21:12:24Z; Last-Modified: 2009-08-05T21:12:24Z; dcterms:modified: 2009-08-05T21:12:24Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-05T21:12:24Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-05T21:12:24Z; meta:save-date: 2009-08-05T21:12:24Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-05T21:12:24Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-05T21:12:24Z; created: 2009-08-05T21:12:24Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2009-08-05T21:12:24Z; pdf:charsPerPage: 1110; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-05T21:12:24Z | Conteúdo => ,r • ME - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBt.. CONFERE COM O ORIGINAL 3 1 / DrY CCO2C06 Brasília Fls. 216 Maria d • wa &abo i SiaPe 751683 k • - •ÉRIO DA FAZENDA • :1-firts _ SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES )1t;Cbt> SEXTA CÂMARA Processo n° 36624.004086/2006-53 Recurso n° 141.885 Voluntário Matéria SALÁRIO INDIRETO - INDENIZAÇÃO osntesAcórdão n. 206-00.065 ndo CO` •-^ ° de cor onde% da MF-Seg" do no Sessão de 10 de outubro de 2007 de sktasda Recorrente BANCO SANTOS S/A Recorrida SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/11/2001 a 30/03/2005 Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA — SALÁRIO INDIRETO — INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO - SEGURADOS EMPREGADOS — CARACTERIZAÇÃO. As verbas intituladas "Indenização" e "Indenização Adicional", pagas pela empresa a seus empregados, integra o salário de contribuição por possuírem natureza salarial. A utilização da taxa de juros SELIC encontra amparo legal no art. 34 da Lei n°8.212/91. Impossibilidade de apreciação de inconstitucionalidade da lei no âmbito administrativo. , Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. MF - SEGUNDO CONSELHO D 'ErleNTRIE S CONFERE COM O ORIGINAL Processo n.° 36624.004086/2006-53• CCO21C06 • Acórdão n.° 206-00.065 Brasffia,_22_ / 9- Fls. 217 Maria de (-12— -reira de CaCglho ACORDAM os iàttÁrja\a12.4.4Q-SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. • r ( - • ELIAS SAMPAIO FREIRE Presidente I (-)CA A-. 4:- • ----"•• ;A J BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS Relatora - Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ana Maria Bandeira, Rogério de Lellis Pinto, Daniel Ayres Kalume Reis, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, deusa Vieira de Souza e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Processo n.° 36624.004086/2006-53 CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.065 • MF - StorF2RECON0S NE41.01102 Fls. 218CtINANTIUL 15 ~Há, 2.S 1JL_Q3 ode-cb Relatório :ye j Matia de Fá ,ifeira de Carvalho Mat. Si 7)160 Trata-se de crédito previdenciário lançado contra a empresa acima identificada, referente às contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à contribuição da empresa, à destinada ao financiamento dos beneficios decorrentes dos riscos ambientais do trabalho e aos terceiros. Consta do Relatório da NFLD (fls. 50 a 55) que o fato gerador das contribuições lançadas é o pagamento, pela empresa a seus empregados, de verbas intituladas "Indenização" e "Indenização Adicional, consideradas salário de contribuição pela fiscalização e sobre as quais a notificada não fez incidir contribuição previdenciária. A autoridade notificante relata que a empresa não esclareceu sobre a natureza da verba "Indenização" e que o pagamento da verba "Indenização Adicionarestava previsto nos Acordos Coletivos de Trabalho, consistindo em uma obrigaçao pecuniária da Empresa para com os empregados dispensados sem justa causa, com valor variável em função do tempo de serviço do funcionário no Banco. Informa, ainda, que não foram lançadas, na presente NFLD, as seguintes contribuições: a) o adicional de 2,5% (dois vírgula cinco por cento) devidas pelas instituições financeiras, tendo em vista a discussão judicial da matéria; b) dos empregados, pelo fato de sua maioria já contribuir pelo teto; e, c) as destinadas ao Salário-Educaçao, relativa à matriz, a partir de 07/2004, em decorrência de convênio firmado com o FNDE. A notificada impugnou o débito (fls. 66 a 83), alegando, em síntese, descabimento de alegação de natureza salarial das verbas pagas e inaplicabilidade da taxa SELIC para os débitos de natureza fiscal. A Secretaria da Receita Previdenciária, por meio da DN n° 21.003.0/0052/2006, julgou o lançamento procedente, defendendo que as verbas pagas, apesar de nomeadas "indenização" e "indenização adicional", são pagamentos que traduzem vantagem económica, vinculada ao tempo de trabalho, função/cargo do empregado, compondo, portanto, o salário de contribuição, e que não há amparo legal para prosperar a pretensão da Impugnante no sentido de exclusão da taxa SELIC aplicada para o cálculo dos juros incidentes sobre o débito lançado. Inconformada com a decisão, o contribuinte recorreu tempestivamente (fls. 178 a 192), repetindo as alegações já apresentadas na impugnação. Insiste que os valores pagos a título de "indenização adicional", são decorrentes de previsão em Acordos Coletivos de Trabalho e que visam indenizar os empregados dispensados sem justa causa e contesta os argumentos do Relatório Fiscal e o não enquadramento de tais verbas na alínea "g" do § 9° do art. 28 da Lei n° 8.212/91, acrescentando que tais rubricas, sendo indenizações, não integram a base de cálculo da contribuição previdenciária. Reafirma que os ganhos que integram o salário de contribuição, consoante § 40 do art. 302 da Constituição Federal, são os ganhos habituais e que tal comando deve ser observado pela legislação infraconstitucional. Transcreve o inciso I e o § 9° do art. 29 da Lei n° 8.212/91 e cita a doutrina e jurisprudência trabalhista sobre salário e remuneração para fundamentar o caráter indenizatório CONFERE COM O ORIGINAL Processo n°36624.004086/2006-53 Brasília. 23(.6 )/ CCOVC06 Acórdão n.° 206-00.065 Cal-2 Fls. 219 Maria de Fát~ Carvalho Mat. Siape 751683 dos valores pagos, bem como da não incidência de contribuição previdendária sobre ganhos eventuais, concluindo que os valores levantados não têm natureza salarial, sendo inconstitucional a exigência da Notificação, que deverá ser julgada improcedente. Assevera que os juros com aplicação da taxa SELIC não podem ser utilizados para os débitos tributários administrados pelo INSS, tanto em razão de sua natureza remuneratória, bem como em virtude do § 1° do art. 161 do CTN, que estabelece a taxa máxima de 1% (um por cento) ao mês para o cálculo dos juros incidentes sobre obrigações tributárias. Infere que a Lei n° 9.065/95, ao estabelecer o percentual dos juros a ser aplicado nas obrigações tributárias, deixou de estabelecer a forma de cálculo da taxa de juros de natureza moratória e pretendeu a equiparação com a taxa de juros remuneratórios, juridicamente impossível. Aponta que os juros incidentes não têm apenas caráter indenizatório e que, neste caso concreto, correspondem a um adicional de 30% (trinta por cento) sobre o principal, equivalendo a uma sanção e verdadeiro confisco; Ressalta que o art. 192 § 3° da CF/88 limita a cobrança de juros, para qualquer obrigação, ao patamar de 12% (doze por cento) ao ano, e conclui que a taxa SELIC é inaplicável aos débitos tributários, requerendo, por fim, que seja julgada totalmente improcedente a Notificação Fiscal. - É o Relatório. =71. MF -5 EGUNDO CONSELHO DE CONTR1bProcesso o.° 36624.00408612006-53 CONFERE COMO CRlG1NAL CCO2/C06 Acórdão n." 206-00.065 Fls. 220 Brunia. 2- ___1--„,41-02 cuca Mana de n• i1712 remira de Carvalho V 1 M. S,arc 751683 O tO Conselheira BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Relatora Inicialmente, vale ressaltar que a recorrente não nega que efetuou pagamentos a título de "Indenização" e "Indenização Adicional" a seus empregados. Apenas entende que tais verbas não possuem natureza salarial, e sim indenizatória, já que se caracterizam como ganho eventual e cita a doutrina para tentar definir remuneração sobre o prisma trabalhista. Contudo, a doutrina há muito já consagrou a autonomia científica do Direito Previdenciário em face do Direito do Trabalho. O conceito de salário-de-contribuição não se confiwide com o conceito de remuneração retirado do Direito Laboral. Segundo Wladimir Novaes Martinez (Comentários à Lei Básica da Previdência Social), "O conceito previdenciário de salário-de-contribuiçao não tem de coincidir exatamente com a definição trabalhista de remuneração ou, com mais razão, com a descrição de salário. Para isso é necessário o tipo legal circunscrever o fato gerador, impondo suas condições". O fato de o pagamento das verbas em discussão estar previsto nos Acordos Coletivos de Trabalho não altera sua natureza. Os efeitos indenizatórios pactuados em acordos coletivos somente repercutem na esfera da relação de emprego, não atingindo terceiros estranhos à relação laborai, entre os quais, a Previdência Social. Nesse sentido, nos ensina Adriana Hilgenberg de Araújo (Direito do trabalho e direito processual do trabalho: temas atuais, Editoria Juruá, p 55 e" 56): "Como visto, as convenções e acordos coletivos são fontes do Direito do Trabalho, cujas cláusulas serão aplicadas a todos os pertencentes a uma determinada categoria ou empresa (no caso dos acordos). As cláusulas, tanto as obrigatórias (CLT artigo 616), facultativas, obrigatórias ou normativas, devem respeitar o ordenamento legal, não podendo ferir preceitos, sejam eles constitucionais ou infraconstitucionais, salvo expressa autorização ." (grifei). Assim, os acordos coletivos não têm a força de alterar disposições legais, em especial, as inseridas na Lei n°8.212/91. A recorrente alega que a Constituiçao Federal, no § 4°, do art. 201, indica quais os ganhos que integram o salário-de-contribuição. Porém, a Lei 8.212/91 consubstanciou o disposto na Constituição Federal, ao estabelecer, em seu art. 28: "Entende-se por salário de contribuição: 1 - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer titulo, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades, e os adiantamentos decorrentes de ajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador. ..".(grifei). Portanto, o salário é elemento remuneratório do trabalho. Assim, se determinada parcela remuneratória se originou em decorrência única e exclusiva do vinculo laborai entre empregado e empregador, esta não deve ser excluída da base de cálculo da contribuição. No caso, as verbas pagas pela empresa a seus empregados se caracterizam como remuneração, pois elas foram destinadas a retribuir o trabalho, tendo sido pagas aos segurados que prestaram serviços à recorrente, em função da permanência desses na empresa, possuindo, portanto, caráter contraprestacional. MF - SEGUNDO CONSFLHO DE CONTRIB CONFERE CUM O ORIGINAL Processo n.° 36624.004086/2006-53- Acórdão n.°206-00.065 13nsr 2.3 co_9 Fls. 221 CU) GIA) Maria de I - eira de Carvalho 7516 _— Ademais, é oportunc-elme~qu if eree 83 nto CTN, "a isenção, ainda que prevista em contrato, é sempre decorrente de lei que especque as condições e requisitos exigidos para a sua concessão...". No presente caso, não resta dúvida que as verbas intituladas "Indenização" e "Indenização Adicional" não estão incluídas nas hipóteses legais de isenção previdenciária, previstas no § 9°, art. 28, da Lei n° 8.212/91. O item 7, da alínea "e", do referido § 9°, citado pela recorrente em sua peça recursal exclui do salário de contribuição apenas os ganhos eventuais e abonos expressamente desvinculados do salário. Ou seja, para que não haja incidência de contribuição previdenciária sobre as verbas em comento, é necessário que haja uma lei que as desvincule expressamente do salário, o que não é o caso. Com relação à ilegalidade da aplicação da taxa SELIC alegada pela recorrente, cumpre salientar que a utilização da Taxa SELIC para atualizações e correções dos débitos apurados encontra respaldo no art. 34, da Lei n°8.212/91 e o Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, aprovado pela Portaria MF n° 147/2007, veda aos Conselhos de Contribuintes afastar aplicação de lei ou decreto sob fundamento de inconstitucionalidade, conforme disposto em seu art. 49. É oportuno lembrar que cabe ao Supremo Tribunal Federal, guardião da Constituição Federal, declarar a inconstitucionalidade de lei ordinária. Se o destinatário de uma lei sentir que um de seus dispositivos é inconstitucional, o STF é o órgão competente para tal declaração Portanto, o foro apropriado para questões dessa natureza não é o administrativo. Ademais, o servidor público não pode se eximir de aplicar uma lei porque o seu destinatário entende ser inconstitucional quando não há manifestação definitiva do STF a respeito. Nesse sentido, CONSIDERANDO tudo o mais que dos autos consta; Voto no sentido de CONHECER do recurso para, no mérito, NEGAR-LHE PROVIMENTO. É como voto. Sala das Sessões, em 10 de outubro de 2007. BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS • Page 1 _0042600.PDF Page 1 _0042700.PDF Page 1 _0042800.PDF Page 1 _0042900.PDF Page 1 _0043000.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10480.000939/2003-23
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 01 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Mar 01 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2003, 01/07/2004 a 31/12/2004
ARGUIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. JULGAMENTO
ADMINISTRATIVO. COMPETÊNCIA.
O processo administrativo fiscal não é foro hábil para a apreciação de arguições de inconstitucionalidade, por se tratar de matéria de competência exclusiva do Poder Judiciário. [Súmula CARF nº 2]
ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2003, 01/07/2004 a 31/12/2004
PEDIDO DE RESSARCIMENTO. SALDO CREDOR TRIMESTRAL.
INSUMOS APLICADOS NA FABRICAÇÃO DE BENS ‘NT”.
Não há direito aos créditos de IPI em relação às aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT. [Súmula CARF nº 20]
Numero da decisão: 3803-001.279
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
dt_index_tdt : Sat Oct 29 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201103
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2003, 01/07/2004 a 31/12/2004 ARGUIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. JULGAMENTO ADMINISTRATIVO. COMPETÊNCIA. O processo administrativo fiscal não é foro hábil para a apreciação de arguições de inconstitucionalidade, por se tratar de matéria de competência exclusiva do Poder Judiciário. [Súmula CARF nº 2] ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2003, 01/07/2004 a 31/12/2004 PEDIDO DE RESSARCIMENTO. SALDO CREDOR TRIMESTRAL. INSUMOS APLICADOS NA FABRICAÇÃO DE BENS ‘NT”. Não há direito aos créditos de IPI em relação às aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT. [Súmula CARF nº 20]
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Mar 01 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10480.000939/2003-23
anomes_publicacao_s : 201103
conteudo_id_s : 4673541
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Oct 26 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-001.279
nome_arquivo_s : 380301279_10480000939200323_201103.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : ALEXANDRE KERN
nome_arquivo_pdf_s : 10480000939200323_4673541.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 01 00:00:00 UTC 2011
id : 4816022
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:41 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648810599415808
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1781; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 362 1 361 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10480.000939/200323 Recurso nº 506.444 Voluntário Acórdão nº 380301.279 – 3ª Turma Especial Sessão de 1 de março de 2011 Matéria PEDIDO DE RESSARCIMENTO IPI SALDO CREDOR TRIMESTRAL BÁSICO Recorrente CAGEL CALCINADORA DE GESSO BONITO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2003, 01/07/2004 a 31/12/2004 ARGUIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. JULGAMENTO ADMINISTRATIVO. COMPETÊNCIA. O processo administrativo fiscal não é foro hábil para a apreciação de arguições de inconstitucionalidade, por se tratar de matéria de competência exclusiva do Poder Judiciário. [Súmula CARF nº 2] ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2003, 01/07/2004 a 31/12/2004 PEDIDO DE RESSARCIMENTO. SALDO CREDOR TRIMESTRAL. INSUMOS APLICADOS NA FABRICAÇÃO DE BENS ‘NT”. Não há direito aos créditos de IPI em relação às aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT. [Súmula CARF nº 20] Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, Daniel Maurício Fedato, Carlos Henrique Martins de Lima e Rangel Perrucci Fiorin. Fl. 379DF CARF MF Emitido em 18/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN 2 Relatório O estabelecimentomatriz de Cagel Calcinadora de Gesso Bonito Ltda formulou pedido de ressarcimento do saldo credor básico, acumulado no anocalendário de 2003 e nos 3º e 4º trimestres de 2004, com apoio no art. 11 da Lei nº 9.779, de 19 de janeiro de 1999, e, cumulativamente, transmitiu as declarações de compensação nº 11859.56586.120105.1.3.012930 e 14873.72365.290105.1.3.012633, visando a compensar parcela do direito creditório com débitos próprios de PIS e Cofins. A Delegacia da Receita Federal do Brasil (DRF) em PetrolinaPE, por meio do Despacho Decisório à fl. 289, não reconheceu o direito creditório e não homologou as compensações, com apoio no Termo de Informação Fiscal e do Parecer nº 095/2007 (fls. 286 a 288), porque os insumos tributados foram utilizados como material de embalagem, aplicados na industrialização de gesso moído e calcinado, produto classificado na TIPI sob o código 2520.10.19 e com a indicação "NT' (não tributado), que não dá direito a crédito. Sobreveio Manifestação de Inconformidade. A 5ª Turma da DRJ/REC julgou improcedente e indeferiu a solicitação. O Acórdão n°. 1123.099, de 15 de julho de 2008, fls. 325 a 333, teve ementa exarada nos seguintes termos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS – IPI Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2003, 01/07/2004 a 31/12/2004 ART. 11 DA LEI N° 9.779/1999. RESSARCIMENTO/COMPENSAÇÃO. PRODUTO "NT". IMPOSSIBILIDADE. Os créditos do IPI decorrentes da aquisição de insumos tributados aplicados na industrialização de produto classificado na TIPI como "NT" (nãotributado) não participam da apuração do saldo credor trimestral para efeito do ressarcimento/compensação de que trata o art. 11 da Lei n° 9.779/99 PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA NÃO CUMULATIVIDADE. A nãocumulatividade do IPI é exercida pelo sistema de crédito, atribuído ao contribuinte, do imposto relativo a produtos entrados no seu estabelecimento, para ser abatido do que for devido pelos produtos dele saídos. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE E/OU ILEGALIDADE Não compete à autoridade administrativa, com fundamento em juízo sobre constitucionalidade de norma tributária, negar aplicação da lei ao caso concreto. Prerrogativa exclusiva do Poder Judiciário, por força de dispositivo constitucional. Solicitação Indeferida Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da 5ª Turma da DRJ/REC. O arrazoado de fls. 338 a 355, após síntese dos fatos relacionados, alega Fl. 380DF CARF MF Emitido em 18/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10480.000939/200323 Acórdão n.º 380301.279 S3TE03 Fl. 363 3 ofensa ao princípio constitucional da nãocumulatividade, inserto no inc. II do § 3º do art. 153, da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 – CRFB/88, sobre o qual disserta, citando e transcrevendo jurisprudência e doutrina. Discute ainda a legalidade e a constitucionalidade do art. 2°, § 3°, da Instrução Normativa – SRF nº 33, de 4 de março de 1999. Digressiona ainda sobre a equivalência entre os efeitos da isenção, da tributação com alíquota “zero%” e da nãotributação. Pugna ainda o afastamento da aplicação do art. 170A do CTN, relativamente “... a fatos geradores ocorridos antes da publicação da LC 104/2001, o que tomaria possível a utilização dos créditosprêmio de IPI oriundos de exportações anteriores à publicação da referida Lei Complementar.” ( fl. 354) Pede reforma in totum do Acórdão nº 1123.099, da 5° Turma da DRJ/REC de 15 de julho de 2008. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 338 a 355 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJREC5ª Turma nº 1123.099, de 15 de julho de 2008. Argüições de afronta à lei e à Constituição O recorrente pede e espera que, em sede de processo administrativo, se negue vigência à leis e atos normativos regularmente introduzidos no ordenamento jurídico, referindose à Lei nº 9.779, de 1999, e à INSRF nº 33, de 1999, que vedaram o creditamento do IPI na entrada de insumos aplicados na fabricação de bens situados fora do campo de incidência do imposto. O recorrente por outro lado demonstrou bem saber que o julgamento administrativo, efetivamente, não possui competência legal para se manifestar sobre questões em que se presume a colisão da legislação de regência com a Constituição Federal, atribuição reservada, no direito pátrio, ao Poder Judiciário. Tal impossibilidade é incontroversa. A propósito, incide a Súmula CARF nº 2 a vedar tal possibilidade: Súmula CARF Nº 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Ademais, a matéria já tem entendimento pacificado no âmbito do CARF, plasmado na Súmula CARF nº 20, publicada no DOU de 22 de dezembro de 2009: Súmula CARF nº 20: Não há direito aos créditos de IPI em relação às aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT. Fl. 381DF CARF MF Emitido em 18/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN 4 Direito ao crédito nas aquisições de insumos aplicados na fabricação de bens “NT” As considerações acima já são plenamente suficientes para que se negue provimento ao recurso voluntário. Nada obstante, saiba o recorrente que, se o produto é nãotributado ele está fora do campo de incidência do imposto, não havendo de se cogitar da atuação do princípio da nãocumulatividade e do regulamento do IPI, pois neste caso o IPI destacado nas notas fiscais de entrada de insumos deve ser contabilizado como custo. Outrossim, devese ressaltar que o art. 2° do RIPI também dispõe que o imposto incide sobre “produtos industrializados, nacionais e estrangeiros, obedecidas as especificações constantes da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados – TIPI”, nos termos da Lei nº 4.502, de 1964 e do DecretoLei nº 34, de 1966. Assim, apesar das alegações de inconstitucionalidades, é fácil para o manifestante verificar que pela TIPI os indigitados produtos são N/T, portanto fora do campo de incidência do tributo, diferentemente daqueles produtos que a TIPI classifica com alíquota zero. Desta forma os insumos aplicados a estes produtos não dão direito ao crédito do imposto, nem a seu ressarcimento. Aliás, caso o autor da peça recursal efetivamente buscasse o alcance do princípio constitucional da nãocumulatividade, facilmente verificaria que a aplicação do instituto do ressarcimento ao IPI pago, tanto nos insumos destinados aos produtos não tributados N/T, como pelos comerciantes adquirentes de produtos tributados que os revendessem sem a incidência do IPI, resultaria, pura e simplesmente, em se anular a arrecadação do tributo, ou em ressarcir àquele que já repassou como custo o imposto ao consumidor, que é, em última análise, quem arca com este tributo, pois sua natureza é de incidir indiretamente sobre o consumo de produtos industrializados. Ademais, é indiscutível que o direito aos créditos básicos tem origem constitucional diante do princípio da nãocumulatividade, entretanto, esse direito não é irrestrito como quer fazer crer a manifestante, sendo perfeitamente possível sua limitação e regulamentação por leis infraconstitucionais para a sua utilização, tal como ocorre com vários outros direitos e garantias previstos na Constituição. Exemplo disso é o próprio direito de ação (Constituição Federal, art. 5º, inciso XXXV) que, apesar de estar garantido de forma ampla e irrestrita no texto constitucional, sofre limitações impostas pelas leis processuais infraconstitucionais, já que seu exercício é condicionado à verificação dos pressupostos processuais e das condições da ação. Princípios constitucionais possuem como destinatário, via de regra, o legislador ordinário, servindo apenas e tãosomente de inspiração e orientação para o exercício da competência legislativa no momento da criação das normas jurídicas que regularão o imposto. Somente a lei, elaborada por quem detém a competência legislativa conferida pela Constituição, assim como as normas constitucionais de eficácia plena e aplicabilidade imediata têm o condão de criar relações jurídicas de direito material. Por este motivo, não há como acatar a tese apresentada pela manifestante Conclusão Nego provimento ao recurso. Fl. 382DF CARF MF Emitido em 18/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10480.000939/200323 Acórdão n.º 380301.279 S3TE03 Fl. 364 5 Sala das Sessões, em 1 de março de 2011 Alexandre Kern Fl. 383DF CARF MF Emitido em 18/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN 6 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10480.000939/200323 Interessada: CAGEL CALCINADORA DE GESSO BONITO LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380301.279, de 1 de março de 2011, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 1 de março de 2011. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 384DF CARF MF Emitido em 18/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 10314.002693/98-27
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jun 20 00:00:00 UTC 2000
Data da publicação: Tue Jun 20 00:00:00 UTC 2000
Numero da decisão: 303-00.769
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência a Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ZENALDO LOIBMAN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Nov 05 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200006
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Tue Jun 20 00:00:00 UTC 2000
numero_processo_s : 10314.002693/98-27
anomes_publicacao_s : 200006
conteudo_id_s : 6695160
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Nov 04 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 303-00.769
nome_arquivo_s : 30300769_103140026939827_200006.PDF
ano_publicacao_s : 2000
nome_relator_s : ZENALDO LOIBMAN
nome_arquivo_pdf_s : 103140026939827_6695160.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência a Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Tue Jun 20 00:00:00 UTC 2000
id : 4623162
ano_sessao_s : 2000
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:33 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648810645553152
conteudo_txt : Metadados => date: 2014-05-05T18:40:15Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2014-05-05T18:40:15Z; Last-Modified: 2014-05-05T18:40:15Z; dcterms:modified: 2014-05-05T18:40:15Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:12a50b18-3a94-4814-9737-0c8244252743; Last-Save-Date: 2014-05-05T18:40:15Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2014-05-05T18:40:15Z; meta:save-date: 2014-05-05T18:40:15Z; pdf:encrypted: false; modified: 2014-05-05T18:40:15Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2014-05-05T18:40:15Z; created: 2014-05-05T18:40:15Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2014-05-05T18:40:15Z; pdf:charsPerPage: 838; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2014-05-05T18:40:15Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA • PROCESSO N° SESSÃO DE RECURSO N° RECORRENTE RECORRIDA : 10314.002693/98-27 : 20 de junho de 2000 : 120.564 : PERLEX PRODUTOS PLÁSTICOS LTDA : DRJ/SÃO PAULO/SP RESOLUÇÃO N° 303.769 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Terceira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência a Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasilia-DF, em 20 de junho de 2000. 2 9 SET Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ANELISE DAUDT PRIETO, NILTON LUIZ BARTOLI, MANOEL D'ASSUNÇÃO FERREIRA GOMES, JOSÉ FERNANDES DO NASCIMENTO e IRINEU BIANCHI. Ausente o Conselheiro SÉRGIO SILVEIRA MELO. Imac/1 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° RECORREN lb RECORRIDA RELATOR 120.564 303.769 PERLEX PRODUTOS PLÁSTICOS LTDA DRESÃO PAULO/SP ZENALDO LOIBMAN RELATÓRIO E VOTO Este processo foi iniciado com a lavratura do Auto de Infração de fls. 1/4. A empresa acima identificada desembaraçou por intermédio da DI n° 108705 de 29/03/94 o produto identificado na adição 001 (fl.8) como partes e peças de reposição para máquinas industriais (válvulas de comporta), comprometendo-se a apresentar guia de importação (GI) a posteriori conforme permissão concedida pela Portaria DECEX n° 15, art.1°, letra, de 09/08/91( DOU 12/08/91). Em ato de revisão aduaneira, a fiscalização verificou a não apresentação da GI A repartição aduaneira dentro do prazo previsto pela Portaria supramencionada. 0 contribuinte foi então intimado para efetuar a referida apresentação. Diante da falta de manifestação da interessada, foi lavrado o Auto de Infração em epígrafe, em 07/08/98, para exigir a multa prevista no artigo 526, II, do Regulamento Aduaneiro (RA), aprovado pelo Decreto n° 91.030/85. A autuada tomou ciência do lançamento tributário em 31/08/98 conforme documento de fl. 11-verso, e apresentou sua defesa, tempestivamente em 21/09/98, conforme se vê à fl. 13. Em síntese, apresentou os seguintes argumentos como impugnação ao lançamento: 1) Protocolou no BB, dentro do prazo regulamentar fixado na Portaria/DECEX 15/91, em 04/04/94, pedido de GI, n° PGI- 94/054470 (fls. 14/15). 2) Fez acompanhamento pessoal junto ao DECEX, insistindo na emissão da guia ou informação das razões de demora, pelas correspondências de 13/09/94, 11/04/95 e 27/07/95 (docs. fls. 16, 17e 18). 3) 0 DECEX incorreu em descaso da "função dever" de uma função pública. Destaque-se que o importador recolheu todos os tributos e gravames devidos A Fazenda Nacional. 2 Dq MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 120.564 RESOLUÇÃO N° : 303.769 4) 0 Ato Declaratório Normativo COSIT n° 3/97 estabelece a não incidência de penalidade por apresentação de GI fora do prazo. E a situação típica deste processo onde o DECEX omitiu-se na emissão da GI, mas ainda poderá fazê-lo. A decisão de la instância foi pela procedência do lançamento efetuado, mantendo o crédito tributário lançado. 0 julgador singular apresentou basicamente as seguintes razões para a sua decisão: - A Portaria DECEX 15/91 permite em determinadas situações que a GI possa ser emitida e apresentada após o desembaraço aduaneiro. Entretanto, o importador tem o dever de obter a GI e apresentá-la. - 0 presente caso não está enquadrado na situação prevista pelo ADN-COSIT 3/97. 0 referido Ato trata da situação em que a GI foi regularmente emitida, porém a sua apresentação A repartição aduaneira ocorreu após os 15(quinze) dias estabelecidos pela Portaria DECEX 15/91. - Vale ressaltar que o DECEX naquela Portaria estabeleceu condições para a emissão da GI e sua apresentação após o desembaraço. Por exemplo, se um importador qualquer desembaraçasse mercadorias que supostamente estavam enquadradas nas condições criadas pela Portaria e não conseguisse posteriormente provar este enquadramento, o texto da Portaria 15/91 faz supor que a GI não seria emitida. - 0 lançamento efetuado de oficio foi pela constatação de que estava faltando a GI para acobertar a importação de mercadorias já desembaraçadas. Assim resta cabível o lançamento da multa por infração ao controle administrativo das importações por falta de GI. Irresignada, a autuada impetrou recurso voluntário perante o Terceiro Conselho de Contribuintes. 0 recurso foi apresentado tempestivamente, porém não foi efetuado, inicialmente, o depósito recursal, tendo em vista medida liminar concedida em Mandado de Segurança pela 23' Vara Cível Federal conforme documento de fls. 74/75. Posteriormente, a Inspetoria da Receita Federal de São Paulo, por meio do Oficio n° 1.108/99/GAB de 18/11/99, informa ao Sr. Presidente do Terceiro Conselho de Contribuintes que o TRF/3' Regido concedeu efeito suspensivo ao Agravo de Instrumento interposto pela PFN/SP (docs. de fls. 81/83), cassando a 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 120.564 RESOLUÇÃO N° : 303.769 liminar antes concedida à empresa Perlex Produtos Plásticos Ltda. (processo 10314.002693/98-27). Não há noticia no processo sobre recolhimento do depósito recursal. Irresignada, a interessada apresentou tempestivamente recurso voluntário ao Terceiro Conselho de Contribuintes, conforme consta as fls. 45/56, onde reapresenta os mesmos argumentos apresentados na impugnação e acrescenta, em resumo, o que se segue: Pois bem, a partir do advento do SISCOMEX - MODULO IMPORTAÇÃO, deixou de existir a tradicional guia de importação, que foi substituida pela licença de importação, emitida eletronicamente. Desde então, as antigas GI emitidas a posteriori, nos termos do art. 2° da Portaria DECEX 8/91, serviriam apenas " para efeito de regularização junto à SRF", e nada mais; A decisão recorrida ao confirmar o lançamento da multa supõe que o DECEX decidiu não emitir a GI. Ora. o Sr. Delegado de Julgamento, antes de partir para infundadas "suposições", tinha o dever inafastável de diligenciar perante a SECEX/DECEX, para que esta se manifestasse, por escrito, sobre os sucessivos pedidos de licença de importação formulados pela importadora, A. vista do art. 13 da Portaria MICT n° 21/96, verbis: "Art. 13. A SECEX/DECEX manifestar-se-6, quando couber, sobre retificações que venham a ocorrer durante o despacho aduaneiro e após o desembaraço da mercadoria."; - A importadora cumpriu rigorosamente em dia todas as obrigações acessórias que lhe competiam, tendo formulado por quatro vezes o pedido de emissão de GI a posteriori nos termos da Portaria DECEX8/91 com a redação dada pela Port. DECEX15/91; - Ao contrário do que diz a decisão recorrida, a Portaria DECEX não estabelece condições ao importador para que haja a emissão da GI. Essa norma é de natureza interna corporis; 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUE■TTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 120.564 RESOLUÇÃO N° : 303.769 - Não ha como deixar de reconhecer a manifesta atipicidade do art. 526, II, do RA, para a hipótese sub judice. A recorrente importou e desembaraçou normalmente os bens, acobertada pela Portaria DECEX 15/91. Requereu tempestivamente (mais de uma vez) a GI. Então não se trata de importação que se enquadraria no inciso II, do art. 526; NÃO HOUVE OMISSÃO ALGUMA POR PARTE DA TAX PAYER; A recorrente não pode ficar A mercê da boa (ou má) vontade do DECEX, para livrar-se dessa maldosa, injusta e ilegal punição. Requer seja dado provimento ao recurso. Ao lado da necessidade de se esclarecer a questão referente ao depósito recursal, entendo assistir razão A recorrente quanto a um ponto especifico levantado em sua argumentação que reveste-se da natureza de questão preliminar. Refiro-me A sua assertiva de ter a decisão de la instância se baseado em suposição de que a GI não fora emitida pela SECEX, possivelmente por haver constatado que as mercadorias desembaraçadas pelo importador não estavam enquadradas nas condições estabelecidas pela Portaria DECEX 15/91. Parece-me relevante que se obtenha informação perante a SECEX no sentido de esclarecer se de fato a NÃO EMISSÃO da referida GI referente A DI n° 108705/94 registrada por PERLEX PRODUTOS PLÁSTICOS LTDA., se deveu a não enquadramento da importação em condições estabelecidas pelo órgão. Caso a razão seja outra, informá-la. Assim, proponho a conversão do presente julgamento em diligência • A Repartição de Origem para que : 1) informe se houve o recolhimento de depósito recursal após decisão do TRF/3a Região, ou se após ouvida a parte agravada houve modificação da decisão judicial. Caso tenha sido atendida a exigência quanto ao depósito, providenciar também o solicitado no item 2, a seguir: 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 120.564 RESOLUÇÃO N° : 303.769 2) Requerer A. SECEX informação que esclareça se de fato a NÃO EMISSÃO DA GI referente A importação sob análise deveu-se a não enquadramento da mesma em condições estabelecidas pelo órgão. Caso a razão seja outra, informá-la. Sala das Sessões, em 20 de junho de 2000. • OIBMAN - Relator •
score : 1.0
Numero do processo: 10980.005714/2004-11
Turma: Segunda Turma Especial
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Mar 16 00:00:00 UTC 2009
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES
Data do fato gerador: 01/03/2003
INCONST1TUCIONALIDADE. ILEGALIDADE. APRECIAÇÃO. VEDAÇÃO.
Não compete à autoridade administrativa tributária a apreciação da inconstitucionalidade ou ilegalidade das leis, por ser essa prerrogativa exclusiva do Poder Judiciário.
PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE LOCAÇÃO DE MÃO-DE - OBRA
Caracteriza-se como atividade de cessão ou locação de mão de obra, vedada ao Simples, a prestação de serviços consistente em colocar os funcionários da empresa à disposição da contratante de segurados do INSS que realizem serviços contínuos relacionados ou não com a atividade-fim da empresa, quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação.
Solicitação Indeferida
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3802-000.029
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: MARIA DE FATIMA OLIVEIRA SILVA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Sat Nov 05 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200903
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Data do fato gerador: 01/03/2003 INCONST1TUCIONALIDADE. ILEGALIDADE. APRECIAÇÃO. VEDAÇÃO. Não compete à autoridade administrativa tributária a apreciação da inconstitucionalidade ou ilegalidade das leis, por ser essa prerrogativa exclusiva do Poder Judiciário. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE LOCAÇÃO DE MÃO-DE - OBRA Caracteriza-se como atividade de cessão ou locação de mão de obra, vedada ao Simples, a prestação de serviços consistente em colocar os funcionários da empresa à disposição da contratante de segurados do INSS que realizem serviços contínuos relacionados ou não com a atividade-fim da empresa, quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação. Solicitação Indeferida Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Segunda Turma Especial
numero_processo_s : 10980.005714/2004-11
conteudo_id_s : 5453781
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Nov 03 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3802-000.029
nome_arquivo_s : Decisao_10980005714200411.pdf
nome_relator_s : MARIA DE FATIMA OLIVEIRA SILVA
nome_arquivo_pdf_s : 10980005714200411_5453781.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora.
dt_sessao_tdt : Mon Mar 16 00:00:00 UTC 2009
id : 5891132
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:43 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648810650796032
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-06-16T11:59:26Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-06-16T11:59:26Z; Last-Modified: 2010-06-16T11:59:26Z; dcterms:modified: 2010-06-16T11:59:26Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-06-16T11:59:26Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-06-16T11:59:26Z; meta:save-date: 2010-06-16T11:59:26Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-06-16T11:59:26Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-06-16T11:59:26Z; created: 2010-06-16T11:59:26Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-06-16T11:59:26Z; pdf:charsPerPage: 1397; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-06-16T11:59:26Z | Conteúdo => S3-TE02 Fl. 60 Ar: MINISTÉRIO DA FAZENDA Acir1<,t CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10980.005714/2004-11 Recurso n° 142.890 Voluntário Acórdão n° 3802-00.029 — r Turma Especial Sessão de 16 de março de 2009 Matéria SIMPLES-EXCLUSÃO Recorrente FONTES SERVIÇOS DE LIMPEZA LTDA. Recorrida DRJ-CURITIBA/PR ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Data do fato gerador: 01/03/2003 INCONST1TUCIONALIDADE. ILEGALIDADE. APRECIAÇÃO. VEDAÇÃO. Não compete à autoridade administrativa tributária a apreciação da inconstitucionalidade ou ilegalidade das leis, por ser essa prerrogativa exclusiva do Poder Judiciário. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE LOCAÇÃO DE MÃO-DE - OBRA Caracteriza-se como atividade de cessão ou locação de mão de obra, vedada ao Simples, a prestação de serviços consistente em colocar os funcionários da empresa à disposição da contratante de segurados do INSS que realizem serviços contínuos relacionados ou não com a atividade-fim da empresa, quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação. Solicitação Indeferida Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora. ); $27(tti4 4-2-1 PCI-drun Mg 9A HELENA TAXI-ANO DAMORIM - Presidente MARIA DE RAU/se-OLIVEIRA SILVA - Relatora EDITADO EM: 21/09/2009 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Mércia Helena Trajano Damorim, Maria de Fátima Oliveira Silva e Luis Alberto Pinheiro Gomes e Alcoforado. Relatório Adoto o relatório do órgão de primeira instância atinente ao presente feito, que passo a transcrever: "Trata o processo da exclusão da empresa do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples, mediante o Ato Declarató rio Executivo (ADE) n° 75, de 12 de julho de 2005, fl. 15, do Delegado da Receita Federal de Curitiba./PR porque a empresa exerceu atividade de cessão de mão-de-obra vedada ao Simples pelo art. 9°, latida Lei n°9.317, de 05 de dezembro de 1 996. 2.0 processo decorre de Representação Administrativa da Fiscalização do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, fls. 2/10, que identificou que a interessada atuava na locação de mão-de-obra durante fiscalização que efetuou junto a cliente desta, e da análise formulada as fis, 12/14 pelo Serviço de Controle e Acompanhamento tributário - Secat da ORE em Curitiba/PR. 3.Tempestivamente. a interessada interpôs a manifestação de inconformidade de fls. 18/30, acompanhada dos documentos de fls. 31/34. 4. Entende que foi equivocada a interpretação de que a empresa presta serviços de locação de mão-de-obra, a partir da atividade econômica principal desenvolvida "Serviços de lavagem e limpeza de carpetes, tapetes, cortinas, estofados e bens moveis", fls. 5 e 32; explica que compreende serviços de lavagem e limpeza, ou seja, comercializa produtos de limpeza sendo esta a atividade principal e, como complemento da venda desses produtos, também providencia a limpeza de bens a que os produtos vendidos são destinados, portanto, não há vedação dessas atividades ao Simples. 5. Entende ter comprovado, dessa forma, não exercer a atividade vedada de locação de mão-de-obra, não havendo razão para sua exclusão. 6 Reclama de ofensa ao princípio constitucional da legalidade em decorrência do qual a Administração Pública Mio pode por simples ato administrativo, conceder direitos de qualquer 2 Processo n° 10980.005714/2004-11 83-TE02 Acórdão n.° 3802-00.029 a 61• 7. Afirma que o próprio art. 9° da Lei n° 9.3 I 7, de 1996, e alterações, é inconstitucional, haja vista que as discriminações que contém resultam na quebra do principio da isonomia, de modo que, ainda assim não estaria afastada a ilegalidade do ADE, pois o tratamento diferenciado deve englobar todas as microempresas e empresas de pequeno porte, conforme define a lei, e qualquer outra distinção é inconstitucional, ofendendo o art. 150 II da Constituição Federal de 05 de outubro de 1988 - CF de 1988, e uma lei ordinária não pode criar exceções; se as receitas anuais não ultrapassam a R$ 720.000,00 qualquer microempresa ou empresa de pequeno porte devem assim ser consideradas. Requer a nulidade do ADE e a manutenção da empresa no Simples" A Delegacia de Julgamento proferiu decisão, nos termos da ementa que se transcreve: "ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRTBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE- SIMPI ES Data do Fato gerador: 01/0372003 INCONSTITUCIONALIDADE. ILEGALIDADE. APRECIAÇÃO. VEDAÇÃO. Não compete à autoridade administrativa manifestar-se quanto à inconstitucionalidade ou ilegalidade das leis, por ser essa prerrogativa exclusiva do Poder Judiciário. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE LIMPEZA E LOCAÇÃO DE MAO-DE-OBRA Caracteriza-se como atividade de cessão ou locação de mão-de- obra, vedada ao Simples, a prestação de serviços que consiste em colocar os funcionários da empresa à disposição da contratante de segurados do INSS que realizem serviços contínuos relacionados ou não com a atividade-fim da empresa, quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação. Solicitação Indeferida" Cientificada do inteiro teor do acórdão n° 06-18.284, da T Turma da DRJ/CTA , a contribuinte interpôs Recurso Voluntário em 16/07/08, conforme petição de fls. 47-51, reiterando as razões iniciais de sua impugnação. A autoridade competente deu por encenado o preparo do processo, encaminhando-o para a segunda instância administrativa. Os autos foram distribuídos a esta conselheira mediante sorteio (fl. 60, última). É o Relatório. ;I 3 Voto Conselheira MARIA DE FÁTIMA OLIVEIRA SILVA, Relatora O recurso é tempestivo e preenche as condições de admissibilidade, portanto, dele conheço. A empresa recorre ao Terceiro Conselho de Contribuintes alegando que conforme se depreende de seu contrato social, sua atividade principal é a de serviços de lavagem e limpeza de carpetes, tapetes, cortinas, estofados e bens móveis, ou seja, comercializa produtos de limpeza e como complemento da vendas desses produtos também providencia a limpeza dos bens a que os produtos se destinam, que, como afirma, já comprovado nas notas fiscais juntadas ao processo anteriormente. Ora, da análise das notas fiscais supra (fls. 07/10), constata-se que a apresentação destas não a socorrem, já que todas referem-se a serviços prestados a cada mês para a mesma empresa, com retenção a favor da Seguridade Social, em percentual de 111% (onze por cento), caracterizando fornecimento de mão-de-obra, com bem se depreende do art. 31 da Lei 8.112, de 24 de julho de 1991, com redação do art. 23 da Lei 9.711, de 20 de novembro de 1998, senão vejamos: "Art. 31. A empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mão-de-obra [..], deverá reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher a importância retida até o dia dois do mês subseqüente ao da emissão da respectiva nota fiscal, ou fatura em nome da empresa cedente da mão de obra [..1. § 3° Para os fins desta Lei, entende-se corno cessão de mão-de- obra a colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de segurados que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com a atividade-fim da empresa, quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação. § 4° Enquadram-se na situação prevista no parágrafo anterior, além de outros estabelecidos em regulamento, os seguintes serviços: 1— limpeza, conservação e zeladoria; ." Ante os ditames legais expostos, evidencia-se serem os serviços prestados constantes das notas fiscais acima referenciadas, decorrentes de cessão de mão-de-obra à empresa Pluma Conforto e Turismo SA. Ademais, a recorrente não faz juntada aos autos de qualquer outro documento de forma a robustecer suas alegações, como bem ficou patenteado quando do julgamento rr J11quo. ()) 4 • Processo n° 10980.005714/2004-11 S3-1E02 Acórdão n.°3802-00.029 Fl. 62 Questiona da constitucionalidade dos dispositivos legais apontados, cujo exame refoge à competência deste Conselho, por ser essa prerrogativa exclusiva do Poder Judiciário. Como se constata do teor das alegações, não houve alteração na situação legal já apreciada pela instância a quo, que no entender desta Conselheira, não cabe reparo. Assim sendo, não há como modificar o julgamento de i a Instância, por absoluta ausência de fundamento legal e/ou novas razões a serem apreciadas. Pelo exposto, nego provimento ao recurso. 7 41 MARIA DE FÁTIMA 00/EIRA SILVA 5
score : 1.0
Numero do processo: 10880.007816/2001-49
Data da sessão: Mon May 10 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Ano-calendário: 1997
RECALCULO DA DECLARAÇÃO. ERRO DE FATO,
A apresentação de duas declarações de ajuste, cada uma com um dos
rendimentos recebidos e ambas com pleitos de dedução da base de cálculo, foi considerado como erro de fato. Tratando-se de erro de fato, o crédito resultante do lançamento derivou do recálculo do imposto correto, com a soma dos rendimentos e aplicação uma única vez das deduções admitidas legalmente e, na consequente, exigência de valor indevidamente devolvido ao contribuinte.
Recurso Voluntário Negado,
Numero da decisão: 2802-000.273
Decisão: Acordam os membros do Colegiada, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relatora.
Matéria: IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
Nome do relator: LUCIA REIKO SAKAE
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
dt_index_tdt : Sat Oct 15 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201005
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Ano-calendário: 1997 RECALCULO DA DECLARAÇÃO. ERRO DE FATO, A apresentação de duas declarações de ajuste, cada uma com um dos rendimentos recebidos e ambas com pleitos de dedução da base de cálculo, foi considerado como erro de fato. Tratando-se de erro de fato, o crédito resultante do lançamento derivou do recálculo do imposto correto, com a soma dos rendimentos e aplicação uma única vez das deduções admitidas legalmente e, na consequente, exigência de valor indevidamente devolvido ao contribuinte. Recurso Voluntário Negado,
numero_processo_s : 10880.007816/2001-49
conteudo_id_s : 6681973
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Oct 13 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-000.273
nome_arquivo_s : Decisao_10880007816200149.pdf
nome_relator_s : LUCIA REIKO SAKAE
nome_arquivo_pdf_s : 10880007816200149_6681973.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiada, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relatora.
dt_sessao_tdt : Mon May 10 00:00:00 UTC 2010
id : 9540332
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:51 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648810652893184
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-12-15T10:34:07Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-12-15T10:34:07Z; Last-Modified: 2010-12-15T10:34:07Z; dcterms:modified: 2010-12-15T10:34:07Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:a6839b45-2826-4def-adb2-a4049e754bfe; Last-Save-Date: 2010-12-15T10:34:07Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-12-15T10:34:07Z; meta:save-date: 2010-12-15T10:34:07Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-12-15T10:34:07Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-12-15T10:34:07Z; created: 2010-12-15T10:34:07Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-12-15T10:34:07Z; pdf:charsPerPage: 1195; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-12-15T10:34:07Z | Conteúdo => S2-TE02 Fl 79 MINISTÉRIO DA FAZENDA /v:::::." CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS;..,: SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 10880.007816/2001-49 Recurso n" 161,300 Voluntário Acórdão n" 2802-00.27.3 — 2" Turma Especial Sessão de 10 de maio de 2010 Matéria IRPF - Ex(s).: 1998 Recorrente REGINA MARIA GUIBO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FISICA - IRPF Ano-calendário: 1997 RECALCULO DA DECLARAÇÃO. ERRO DE FATO, A apresentação de duas declarações de ajuste, cada uma com um dos rendimentos recebidos e ambas com pleitos de dedução da base de cálculo, foi considerado como erro de fato. Tratando-se de erro de fato, o crédito resultante do lançamento derivou do reeálculo do imposto correto, com a soma dos rendimentos e aplicação uma única vez das deduções admitidas legalmente e, na consequente, exigência de valor indevidamente devolvido ao contribuinte, Recurso Voluntário Negado, , Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiada, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relatora•. Valeria Pestana Marques - Presidente . „ Ir"- rA L' Lucia " eike akae - Relatora EDITA? O EM: ' 2 Cl ,,`..;'. '.: "I° .. 1 Participaram cio presente julgamento, os Conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Ana Paula Locoselli Erichsen, Lúcia -Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Carlos Nogueira Nicácio e Valéria Pestana Marques (Presidente). 2 Processo n" 10880.007816/2001-49 S2-TE02 Acórdão n " 2802-00.273 Fl 80 Relatório Trata-se de Recurso Voluntário interposto contra acórdão proferido na 1" instância administrativa, pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento, de fls. 62/66, que considerou "wocedente em parte" o lançamento„ A ciência de tal julgado se deu por via postal em 09/05/2007, consoante o AR — Aviso de Recebimento — de ft 70. À vista disso, foi protocolizado, em 11/06/2007, recurso voluntário de fls.. 71, no qual o pólo passivo questiona a exigência do valor de "restituição recebida indevidamente a devolver", no montante original de R$ 225,47. Na peça recurso', a contribuinte questiona a cobrança do valor de R$ 39.3,43 (trezentos e noventa e três reais e quarenta e três centavos) entendendo que tal exigência se refere "à diferença da restituição recebida a menor em junho/2000, conforme cópia do Extrato da Secretaria da Receita Federal emitido em 21/06/2000; tal diferença refere-se ao PDV e não ao exercício 1998/ ano — base 1997," Citando a composição do montante de R$ 2.445,69, afirma que tal valor se refere ao PDV do Banco BANERJ ano-base 1,998 (R$ 2,350,14) e ao Imposto sobre a renda pago pelo Gov. do Est. De São Paulo (95,55); relaciona, ainda, vários documentos juntados (.11,74 É o relatório. 3 Voto Conselheira Lucia Reiko Sakae, Relatara O recurso voluntário é tempestivo e presentes, ainda, os demais requisitos formais de admissibilidade, dele conheço. Analisando-se o lançamento inicialmente efetivado e a decisão proferida pela 1" instância, verifica-se que, na verdade, a Delegacia de Julgamento entendendo estar diante de erro de fato, acatou os valores dos rendimentos tributáveis, equivocadamente, infamados pela contribuinte em dois formulários distintos, juntando-os e recalculando o imposto devido. Como a decisão acatou erro de fato e o recalculo resultou em restituição efetuada ao contribuinte indevidamente, o lançamento resultou em "procedente em parte", justamente para se exigir o valor indevidamente restituído à contribuinte. Acrescente-se que o entendimento da contribuinte analisando as declarações em separado está totalmente equivocado; os rendimentos recebidos devem ser somados, além do fato de que as deduções relativas aos dependentes e com instrução tem valor definido, não sendo possível a dedução por mais de uma vez, ou seja, como efetuado pela contribuinte, em cada uma de suas declarações,. Assim, após as deduções pertinentes, ao resultado deve ser aplicada a tabela progressiva anual. Desta feita, a decisão da DRJ só veio a recalcular o imposto correto devido e, como a contribuinte já havia recebido indevidamente valor maior a titulo de restituição, resultou na exigência de valor a devolver, que deve ser corrigida por conta da diferença temporal entre a restituição devolvida indevidamente e a exigência que se verificou com o cálculo correto. Assim, qualquer inferência a valores recebidos no ano-base de 1998, está totalmente equivocado. Conclusão, Ante o exposto, voto no sentido-de negar provimento ao recurso, salientando que o valor exigido é resultado apenas da devolução efetuada erradamente por conta das declarações apresentadas em separado pela contribuinte. vr F eiko • C:- c- Sakae 4
score : 1.0
Numero do processo: 10280.001848/2005-23
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 01 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Mar 01 00:00:00 UTC 2011
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano-calendário: 1999
RESSARCIMENTO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Indeferimento do pedido de ressarcimento do saldo credor do PIS/PASEP após o não reconhecendo o crédito pleiteado.
Não homologação das compensações vinculadas ao crédito.
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO
Aplicam-se os ordenamentos contidos nos artigos 165 e 168 do Código Tributário Nacional, condicionados apresentação de toda documentação comprobatória, que possa servir de base à constituição do crédito tributário em discussão.
Numero da decisão: 3803-001.307
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: RANGEL PERRUCCI FIORIN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Oct 29 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201103
ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 1999 RESSARCIMENTO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Indeferimento do pedido de ressarcimento do saldo credor do PIS/PASEP após o não reconhecendo o crédito pleiteado. Não homologação das compensações vinculadas ao crédito. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO Aplicam-se os ordenamentos contidos nos artigos 165 e 168 do Código Tributário Nacional, condicionados apresentação de toda documentação comprobatória, que possa servir de base à constituição do crédito tributário em discussão.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Mar 01 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10280.001848/2005-23
anomes_publicacao_s : 201103
conteudo_id_s : 4673339
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Oct 27 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-001.307
nome_arquivo_s : 380301307_10280001848200523_201103.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : RANGEL PERRUCCI FIORIN
nome_arquivo_pdf_s : 10280001848200523_4673339.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 01 00:00:00 UTC 2011
id : 4816015
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:41 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648810674913280
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1447; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 218 1 217 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10280.001848/200523 Recurso nº 169.145 Voluntário Acórdão nº 380301.307 – 3ª Turma Especial Sessão de 1 de março de 2011 Matéria NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Recorrente AMAZONIA CELULAR S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 1999 RESSARCIMENTO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Indeferimento do pedido de ressarcimento do saldo credor do PIS/PASEP após o não reconhecendo o crédito pleiteado. Não homologação das compensações vinculadas ao crédito. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO Aplicamse os ordenamentos contidos nos artigos 165 e 168 do Código Tributário Nacional, condicionados apresentação de toda documentação comprobatória, que possa servir de base à constituição do crédito tributário em discussão. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) ALEXANDRE KERN Presidente. (assinado digitalmente) Rangel Perrucci Fiorin Relator. EDITADO EM: 27/03/2011 Fl. 283DF CARF MF Emitido em 05/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/03/2011 por RANGEL PERRUCCI FIORIN Assinado digitalmente em 27/03/2011 por RANGEL PERRUCCI FIORIN, 30/03/2011 por ALEXANDRE KERN 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (presidente); Belchior Melo de Souza; Carlos Henrique; Hélcio Lafetá Reis; Daniel Mauricio Fedato. Relatório Tratase de Recurso Voluntário apresentado por Amazônia Celular S/A contra o Acórdão que, por unanimidade de votos, indeferiu a solicitação a acerca do pedido de restituição de crédito tributário, oriundo de pagamento indevido ou a maior de PIS/PASEP. Os membros da 3ª Turma da DRJ/BEL, por unanimidade de votos, acordam que: a) O crédito tributário não constituído somente pelo lançamento, mas também por hipóteses de confissão de dívida previstas pela legislação tributária, como a entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF). b) Somente há que se falar em lançamento por homologação se o contribuinte tiver efetuado pagamento do tributo antes de qualquer atuação das autoridades fiscais. c) O artigo 3° da Lei Complementar n° 118/2005 determinou que "para efeito de interpretação do inciso I do art. 168 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966— Código Tributário Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o § 1° do art. 150 da referida Lei". d) O artigo 4° (da mesma Lei Complementar) preconiza que seja observada a retroatividade do artigo 3°, já que se trata de dispositivo legal expressamente interpretativo. e) no caso de pedido de restituição o contribuinte é o autor da ação, e, como tal, possui o ônus de prova. f) o §4° do art. 150 é uma limitação para que o Fisco promova ao lançamento de oficio, ou seja, é uma limitação para a nãohomologação expressa. g) deferir o pedido de restituição é o mesmo que desconstituir o lançamento que ocorreu com o pagamento, podendo Fisco somente promover a restituição caso o contribuinte demonstre, por meio de documentos hábeis e idôneos, a ocorrência do indébito. h) uma declaração de compensação, apenas se submete ao prazo previsto pelo art. 74, §5°, da Lei n° 9.430/96 (cinco anos contados da data da entrega da declaração), e não ao prazo do art. 150, §4°, do CTN. i) DCTF é uma confissão do contribuinte, e não uma homologação pelo Fisco, do valor declarado. Este ponto é essencial para que se possa perceber a influência do valor declarado em DCTF na análise do pedido de restituição e da declaração de compensação. A Recorrente, em contraposição, alega que: a) no presente caso, a origem do crédito tem como base as apurações contábeis, devidamente refletidas em demonstrativos fiscais entregues ao Fisco. Fl. 284DF CARF MF Emitido em 05/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/03/2011 por RANGEL PERRUCCI FIORIN Assinado digitalmente em 27/03/2011 por RANGEL PERRUCCI FIORIN, 30/03/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10280.001848/200523 Acórdão n.º 380301.307 S3TE03 Fl. 219 3 b) toda a documentação suporte foi disponibilizada, comprovando a utilização de créditos nos exatos termos apurados e informados. c) cabe ao Fisco o ônus de impugnar os lançamentos ou revisar seus critérios. Se assim não procedendo, a prova de existência do crédito deverá ser feita apenas com a disponibilização fiscal em DCTF. d) O lançamento, bem assim as manifestações fiscais, tais como as decisões em processos de restituição e compensação, são atos administrativos plenamente vinculados devendo estar revestidos dos cinco requisitos que informam o ato administrativo: competência, finalidade, forma, motivo e objeto. e) de acordo com a "teoria dos motivos determinantes", os motivos que determinam a vontade do agente, isto é, os fatos que serviram de suporte à sua decisão, integram a validade do ato. f) a invocação de "motivos de fato" falsos, inexistentes ou incorretamente qualificados vicia o ato. Uma vez enunciados pelo agente os motivos em que se calcou, o ato só será válido se estes realmente ocorreram e o justificavam. g) em caso de dúvidas ou divergências quanto à documentação do particular, cabe ao Auditor Fiscal comprovar e indicar individualmente as supostas irregularidades, demonstrando o seu efeito sobre o crédito tributário. h) as declarações fiscais exigidas em lei, e não só o PER/DCOMP, trazem elementos que devem ser apreciados pelo Fisco, pois, do contrário, não teriam nenhuma valia. Em caso de divergências, cabe ao Fisco buscar a verdade material, como pressuposto à aplicação da lei fiscal. i) o Fisco desconsiderou o crédito ao seu alvedrio sem justificar tal conduta. j) A prova de eventuais inconsistências e irregularidades compete ao Fisco, como conseqüência de seu dever de homologar. Da mesma forma que não se exige do contribuinte a transcrição de seus lançamentos contábeis no momento da entrega das atuais declarações (DIPJ, DCTF, Dacon, etc.), não pode o Fisco ignorálas e nem tampouco desprezar os registros contábeis que lhes servem de fundamento ou rejeitálos, sem fundamentação precisa e válida. k) o tributo que se sujeita ao lançamento por homologação, operase o regime previsto no art. 150, § 4º do CTN, em que a decadência do direito de lançar eventuais diferenças operase em cinco anos contados do fato gerador. l) transcorridos mais de cinco anos do fato gerador, sem que a autoridade fiscal tenha contestado a regularidade dos recolhimentos efetuados pelo contribuinte, considerase homologado o lançamento e operase a extinção do crédito tributário. Ao final a Recorrente pede a procedência do recurso voluntário, para que seja a solicitação deferida e reconhecido o direito creditório devidamente atualizado. Fl. 285DF CARF MF Emitido em 05/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/03/2011 por RANGEL PERRUCCI FIORIN Assinado digitalmente em 27/03/2011 por RANGEL PERRUCCI FIORIN, 30/03/2011 por ALEXANDRE KERN 4 Voto Conselheiro Rangel Perrucci Fiorin O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço e passo a votar. Litigase a da possibilidade da autoridade fazendária analisar pedidos de restituição e declarações de compensação referentes a períodos superiores ao lapso temporal de cinco anos, previsto no artigo 150,§ 4º do CTN, pelo fato de se depreender que o crédito tributário é constituído não somente pelo lançamento, mas também por hipóteses de confissão de dívida previstas pela legislação, como a entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF). Assim, o cerne central do questionamento levado ao julgamento de Conselho Administrativo de Recursos Fiscais é se os documentos apresentados e o lapso temporal para análise do pedido de restituição se enquadram nos termos da legislação tributário e do direito aplicado. No caso em tela, a recorrente foi intimada a apresentar documentos que pudessem comprovar o direito creditório alegado. Entretanto, não o fez, prestando apenas esclarecimentos. Neste diapasão, revelase importante analisar a Instrução Normativa SRF nº 600, de 28 de dezembro de 2005, que disciplina sobre a restituição e a compensação de créditos originados de cobrança ou pagamento espontâneo, indevido ou em valor maior que o devido, bem como prescreve a necessidade da apresentação de documentos comprobatórios: "Art. 411 A autoridade da SRF competente para decidir sobre a restituição poderá condicionar o reconhecimento do direito creditório à apresentação de documentos comprobatórios do referido direito, bem como determinar a realização de diligência fiscal nos estabelecimentos do sujeito passivo a fim de que seja verificada, mediante exame de sua escrituração contábil e fiscal, a exatidão das informações prestadas". No caso sob julgamento foi oferecida a oportunidade de apresentar toda documentação exigida, sendo certo que poderia ter sido ofertada até a data da apresentação da impugnação §4º do Art. 16, do Decreto nº 70.235/1972 – Processo Administrativo Fiscal (PAF), sob pena de preclusão. Os elementos de prova servem de convicção, cabendo as partes promover suas alegações e a juntada de documentos que possam servir de alicerces ao convencimento do julgador. No direito tributário prevalece o preceito da verdade material e formal dos fatos. Poderia neste contexto, até a data da impugnação, o recorrente se utilizar de todos os meios de prova admitidos em lei. A entrega da documentação fiscal é dever do contribuinte, quando requerida pela autoridade fiscal, a fim que possa comprovar o quanto deve ser restituído. Fl. 286DF CARF MF Emitido em 05/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/03/2011 por RANGEL PERRUCCI FIORIN Assinado digitalmente em 27/03/2011 por RANGEL PERRUCCI FIORIN, 30/03/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10280.001848/200523 Acórdão n.º 380301.307 S3TE03 Fl. 220 5 Nesse sentido, elucida Fabiana Del Padre Tomé in (A Prova no Direito Tributário. São Paulo: Noeses, 2005. p. 296297): “Diante do grande número de contribuintes e da variada gama de atividades por eles praticadas, são lhes impostos o cumprimento de certos deveres, objetivando facilitar o conhecimento e quantificação dos fatos jurídicos tributários pela autoridade administrativa. São os chamados deveres instrumentais, decorrentes dos deveres de colaborar com a Administração (...) Para relativizar a dificuldade de identificar os fatos jurídicos tributários realizados pelo vasto universo de contribuintes, tem lugar a imposição dessa espécie de deveres, ficando o sujeito passivo e, até mesmo, terceiros de alguma formar relacionados com referido fato, compelidos a praticar atos que auxiliem a Administração em sua atividade fiscalizatória. (...) Aos contribuintes cabe proceder os devidos registros, os livros contábeis, dos fatos relativos à sua movimentação empresarial, sempre alicerçados em documentos idôneos e hábeis, que deverão, quando requisitados, ser entregues à fiscalização, servindo à administração fazendária como elemento de prova.” Assim, neste quesito, entendese que a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Belém, acertadamente não homologou a compensação diante a ausência de liquidez e certeza. Arrimandose sobre o conflito de interesses entre a arrecadação e restituicao do tributo, Celso Antônio Bandeira Mello in (Curso de Direito Administrativo – 27 ed. Revisada e atualizada até a Emenda Constitucional de 4.2.2010. Ed. Malheiros . 2010. p. 115) ensina: (...) “Consistem, de uma lado, como estabelece o artigo 5°, LIV, da Constituição Federal, em que “ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal” e, de outro, na conformidade do mesmo artigo, inciso LV, em que: “ aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes”. Estão aí consagrados, pois, a exigência de um processo formal regular para que sejam atingidas a liberdade e propriedade de quem quer que seja e a necessidade de que a Administração Pública, antes de tomar decisões gravosas a um dado sujeito, ofereçalhe oportunidade de contraditório e de defesa ampla, no que se inclui o direito a recorrer das decisões tomadas.”) Quanto a alegação de que a decadência, nos tributos submetidos ao lançamento por homologação se opera nos moldes do artigo 150, § 4º do CTN, prefacialmente assinalase que o lançamento é um ato ou conjunto de atos vinculados da administração Fl. 287DF CARF MF Emitido em 05/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/03/2011 por RANGEL PERRUCCI FIORIN Assinado digitalmente em 27/03/2011 por RANGEL PERRUCCI FIORIN, 30/03/2011 por ALEXANDRE KERN 6 pública, que tem por escopo verificar a ocorrência do fato gerador, quem deve e o quanto é devido. Assim, mesmo entendendo, em outros processos já julgados por este conselheiro, que o prazo para a autoridade administrativa homologar a constituição do crédito não pode perdurar por tempo superior ao previsto na legislação tributária, qual seja cinco anos, sob pena de quebrar os preceitos consagrados no sistema tributário. No caso em tela, não se aplica o entendimento supra, pelo fato da não homologação expressa ou homologação tácita, por não se aplicar a regra do artigo 150, §4º, nem a do artigo 173, I, ambos do CTN, diante o pedido de restituição e compensação. Neste diapasão, de acordo com os princípios fundamentais que orientam a Administração Pública, dentre os quais o principio da legalidade, a teor do art. 37, caput, da Constituição Federal, a lei tributária deve rege as condições que autorizam a compensação e restituição tributária. A legislação infraconstitucional, na mesma batida, determina que Estado, por seus agentes, quando praticarem suas atividade não pode ultrapassar os limites traçados pelo art. 2ª da Lei 9784/99, que regula o processo administrativo federal: Art. 2o A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. No caso em questão, entendese que tais princípios foram respeitados, uma vez que as declarações fiscais trazem elementos que devem ser apreciados para conceder a restituição do crédito tributário, quando avaliadas as provas com valores suficientes a concessão da restituição, que são estatuído pelos artigos 165 e 168, ambos do Código Tributário Nacional: “Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4 do artigo 162, nos seguintes casos: I cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; (…) Art. 168. O direito de pleitear a restituição extinguese com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: I nas hipóteses dos incisos I e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário; Com este entendimento o legislador avençou que o direito do sujeito passivo pleitear a restituição total ou parcial de tributo ou contribuição a maior que o devido, extingue se com o decurso do prazo de 5 anos, contados da data da extinção do crédito tributário. Os artigo 150 de 156 do Código Tributário, respectivamente rezam: Fl. 288DF CARF MF Emitido em 05/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/03/2011 por RANGEL PERRUCCI FIORIN Assinado digitalmente em 27/03/2011 por RANGEL PERRUCCI FIORIN, 30/03/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10280.001848/200523 Acórdão n.º 380301.307 S3TE03 Fl. 221 7 “Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1 O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. (…) Art. 156. Extinguem o crédito tributário: (…) VII o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto no artigo 150 e seus parágrafos 1 e 4; Portanto, concluise que no caso de pedido de restituição devese aplicar as prescrições contidas nos artigos 165 e 168 do Código Tributário Nacional e não as hipóteses de decadência do direito de efetivar o lançamento tributário do fisco, mencionados nos artigos 150,§4º e 173,I do Código Tributário Nacional. Ademais, façase constar, que a restituição é condicionado apresentação de toda documentação comprobatória, que possa servir de base à constituição do crédito tributário em discussão. Diante de tudo o que foi exposto, NEGO PROVIMENTO ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Rangel Perrucci Fiorin Relator Fl. 289DF CARF MF Emitido em 05/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/03/2011 por RANGEL PERRUCCI FIORIN Assinado digitalmente em 27/03/2011 por RANGEL PERRUCCI FIORIN, 30/03/2011 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 11065.903797/2009-15
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 02 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Feb 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/03/2002 a 31/03/2002
INTIMAÇÃO ENDEREÇADA AO ADVOGADO.
Dada a existência de determinação legal expressa em sentido contrário, indefere-se o pedido de endereçamento das intimações ao escritório do procurador.
ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL
SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO.
Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado.
ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/03/2002 a 31/03/2002
Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITOS. DÉBITOS
CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO.
O deferimento de pedido de restituição de pagamento indevido de débito declarado em DCTF depende da prova do erro na confissão, passível de ser produzida, mesmo no curso do contencioso administrativo fiscal, até o momento processual da reclamação.
COMPENSAÇÃO. REQUISITOS.
É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza.
Numero da decisão: 3803-001.077
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Oct 22 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201102
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/03/2002 a 31/03/2002 INTIMAÇÃO ENDEREÇADA AO ADVOGADO. Dada a existência de determinação legal expressa em sentido contrário, indefere-se o pedido de endereçamento das intimações ao escritório do procurador. ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/03/2002 a 31/03/2002 Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITOS. DÉBITOS CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO. O deferimento de pedido de restituição de pagamento indevido de débito declarado em DCTF depende da prova do erro na confissão, passível de ser produzida, mesmo no curso do contencioso administrativo fiscal, até o momento processual da reclamação. COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 02 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 11065.903797/2009-15
anomes_publicacao_s : 201102
conteudo_id_s : 5275790
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 18 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-001.077
nome_arquivo_s : 380301077_11065903797200915_201102.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : ALEXANDRE KERN
nome_arquivo_pdf_s : 11065903797200915_5275790.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado
dt_sessao_tdt : Wed Feb 02 00:00:00 UTC 2011
id : 4621999
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:32 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648810701127680
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1759; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 70 1 69 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11065.903797/200915 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 380301.077 – 3ª Turma Especial Sessão de 2 de fevereiro de 2011 Matéria PEDIDO DE RESTITUIÇÃO ELETRÔNICO DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Recorrente CENTRO CLÍNICO CANOAS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/03/2002 a 31/03/2002 INTIMAÇÃO ENDEREÇADA AO ADVOGADO. Dada a existência de determinação legal expressa em sentido contrário, indeferese o pedido de endereçamento das intimações ao escritório do procurador. ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/03/2002 a 31/03/2002 Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITOS. DÉBITOS CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO. O deferimento de pedido de restituição de pagamento indevido de débito declarado em DCTF depende da prova do erro na confissão, passível de ser produzida, mesmo no curso do contencioso administrativo fiscal, até o momento processual da reclamação. COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado Fl. 74DF CARF MF Emitido em 25/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN 2 Alexandre Kern – Presidente e relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Rangel Perrucci Fiorin, Hélcio Lafetá Reis, Carlos Henrique Martins de Lima e Daniel Maurício Fedato. O Dr. Camilo de Oliveira Leipnitz – OAB/RS no 58.392 – fez sustentação oral. Relatório Centro Clínico Canoas Ltda. transmitiu, em 12/07/2005, o Pedido de Ressarcimento ou Restituição / Declaração de Compensação PER/DCOMP no 07615.52703.120705.1.3.041047, visando a restituirse de indébito ocasionado pelo pagamento de no 1234834551 e a declarar a compensação do direito creditório daí emergente com débitos de Cofinsdo período de apuração de mar/2002. O Despacho Decisório no 831672051, fl. 1, não homologou a compensação porque o referido pagamento foi integralmente utilizado para a quitação de débitos do contribuinte, não resultando crédito disponível para a compensação dos débitos informados no PER/Dcomp para a compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Sobreveio Manifestação de Inconformidade, fls. 2 a 6, por meio da qual o requerente alega que: a) o direito creditório está relacionado com o efetivo pagamento do tributo. Pagamento este comprovado a partir da guia DARF devidamente autenticada pela instituição que recebeu o pagamento; b) o documento legitimador do crédito é a respectiva DARF e não a DCTF e/ou DIPJ; c) o pagamento indevido decorreu de equívoco constatado na apuração do valor devido a título de Cofins, período de apuração: mar/2002, que não corresponde ao valor constante da DARF de pagamento. Logo, apenas a instituição fazendária é capaz de autorizar o contribuinte a retificar a DCTF, com isso, restará explícito o direito creditório que a empresa possui. A DRJ/POA2ª Turma julgou a reclamação improcedente e não reconheceu o direito creditório pleiteado. O Acórdão no 1021.761, de 30 de outubro de 2009, fls. 31 e 32, teve emente vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/03/2002 a 31/03/2002 RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO FALTA DE LIQUIDEZ E CERTEZA INDEFERIMENTO. Nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional, essencial à comprovação da liquidez e certeza dos créditos para a efetivação do encontro de contas, sendo obrigação do contribuinte comprovar suas alegações, nos termos do art.333, inciso II do Código de Processo Civil. Fl. 75DF CARF MF Emitido em 25/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11065.903797/200915 Acórdão n.º 380301.077 S3TE03 Fl. 71 3 Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da DRJ/POA2a Turma. O arrazoado de fls. 34 a 51, em sede de preliminar, argui a nulidade da decisão recorrida, que teria alterado a fundamentação do indeferimento de seu pleito, em violação aos arts. 2° e 50 da Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999. No mérito, sinteticamente, pede reforma, alegando que: a) a instituição fazendária tem o dever de intimar a recorrente para apresentar os documentos contábeis e fiscais para comprovar o erro ocasionado no preenchimento da DCTF, sob pena de incorrer em manifesta ilegalidade; b) conforme entendimento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e jurisprudência pacificada no Superior Tribunal de Justiça, a cópia autenticada do DARF é suficiente para comprovação do recolhimento indevido de tributo; c) o pagamento indevido decorreu do equívoco decorrente da apuração do valor devido a título de Cofins, na competência de mar/2002; d) apenas a fiscalização tem o poder de autorizar que a empresa retifique a DCTF, motivo pelo qual a recorrente reitera seus argumentos para que seja possível sanar o erro cometido. Conclui, pedindo anulação do acórdão ora recorrido e, alternativa e sucessivamente, sua reforma para homologar o pedido de compensação formulado, haja vista a existência do DARF legitimador do direito creditório. Requer, por derradeiro, sejam, todas as intimações e comunicações do presente procedimento administrativo, inclusive para fins de sustentação oral, realizadas sempre em nome dos procuradores signatários. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 31 e 32 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJPOA2ª Turma nº 1021.761, de 30 de outubro de 2009. Pedido de direcionamento das intimações para o endereço dos procuradores Com relação ao requerimento para que as notificações e intimações relativas ao presente processo sejam enviadas ao endereço do patrono da causa, indefirase. Na atual fase do procedimento, todos os atos administrativos são, via de regra, feitos por meio postal e o Fl. 76DF CARF MF Emitido em 25/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN 4 Decreto nº 70.235, de 6 de março 1972 PAF, art. 23, II, com a redação que lhe foi dada pela Lei nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997, art. 67, determina que, nesta modalidade, sejam endereçados ao domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo. Não há portanto como deferir a solicitação para que as intimações sejam encaminhadas ao domicílio dos procuradores da sociedade. Preliminar de nulidade da decisão recorrida O recorrente infirma a decisão de piso sob o argumento de que apresentou novo fundamento para o indeferimento do pleito, em infração ao art. 50 da Lei nº 9.784, de 1999. O argumento recursal é o de que, enquanto o Despacho Decisório no 831672051 considerou que não haveria direito creditório para realizar a compensação, porque o valor do DARF teria sido utilizado para quitar débito do contribuinte, a decisão recorrida julgou improcedente a manifestação de inconformidade sob o fundamento de que a ora recorrente deveria comprovar, por meio de documentos contábeis e fiscais que houve erro no preenchimento da DCTF. A argüição de nulidade não prosperará simplesmente porque inexistiu a alegada inovação. Com efeito, o fundamento fático para o indeferimento do pleito de restituição e para a nãohomologação da compensação declarada foi a integral utilização do pagamento no 1234834551 na extinção de débitos do próprio contribuinte. Tratandose de julgamento de reclamação formulada pelo requerente, fundada na alegação de erro no preenchimento da Declaração de Contribuições e Tributos Federais – DCTF, instituída pela Instrução Normativa SRF nº 129, de 19 de novembro de 1986, a decisão recorrida julgoua improcedente porquanto inexistia, nos autos, qualquer prova do erro alegado. Não se trata pois de novo fundamento para o indeferimento do pleito, visàvis o motivo original, mas, tãosomente, de refutação expressa de argumento brandido na reclamação. Rejeito a preliminar. Mérito – A comprovação do indébito O recorrente está prenhe de razão: constatando que houve equívoco na apuração da base de cálculo de um tributo ou contribuição, o sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo no caso de cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido. É o que assegura o inc. I do art. 165 do CTN, transcrito em rodapé pelo recorrente, mas merecedor de maior destaque por caudalosa jurisprudência judicial, e.g.: “Ementa: .... I. Demonstrado o pagamento indevido de tributo, em razão de erro– depósito judicial feito por equívoco, mas convertido em renda da União – impõese a restituição (art. 165, II, do CTN). ....” (TRF1ª Região. AC 2000.01.00.0958800/MA. Rel.: Des. Federal Olindo Menezes. 3ª Turma. Decisão: 29/10/02. DJ de 13/12/02, p. 47.) “Ementa: .... É clara a autorização normativa à restituição de tributo recolhido indevidamente (art. 165, I, CTN). ....” (TRF2ª Região. AC 1999.02.01.0351647/RJ. Rel.: Des. Federal Ricardo Regueira. 1ª Turma. Decisão: 06/11/00. DJ de 07/12/00.) Fl. 77DF CARF MF Emitido em 25/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11065.903797/200915 Acórdão n.º 380301.077 S3TE03 Fl. 72 5 “Ementa: .... III. A restituição do tributo recolhido indevidamente encontra arrimo no art. 165, I, do CTN. ....” (TRF5ª Região. AC 2002.05.00.0177105/PE. Rel.: Des. Federal Luiz Alberto Gurgel de Faria. Decisão: 17/12/02. DJ de 16/04/03, p. 407.) Tenho certeza, o relator da decisão recorrida jamais pretendeu oporse a esse direito. O recorrente, no entanto, articula argumento falacioso, ao pugnar por seu direito à restituição, bradando que o mesmo “.., consoante dispõe o art. 165, inc. I do CTN decorre da ‘cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ...", e não dos valores declarados pelo contribuinte em DIPJ, DCTF...”. Se, de um lado é certo que o DARF informado no PER/Dcomp nº 07615.52703.120705.1.3.041047 comprova um recolhimento, de outro, como bem destacou a decisão recorrida, inexiste nos autos qualquer prova de que o pagamento nº 1234834551 seja indevido. Há tãosomente a alegação do requerente, ora recorrente. Nada mais. E, em sede de prova, nada alegar e alegar, mas não provar o alegado se equivalem (allegare nihil et allegatum non probare paria sunt). A esse propósito, reportome à Lei nº 9.784, de 1999, que o recorrente demonstrou bem conhecer. De acordo com o seu art. 36, que regulamenta o sistema de distribuição da carga probatória no Processo Administrativo Federal: o ônus de provar a veracidade do que afirma é do requerente: Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no artigo 37 desta Lei. No mesmo sentido o art. 330 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (CPC), já referido pela decisão recorrida. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça também corrobora esse entendimento: Allegare nihil et allegatum non probare paria sunt — nada alegar e não provar o alegado, são coisas iguais.(HABEAS CORPUS Nº 1.1710 — RJ, R. Sup. Trib. Just., Brasília, a. 4, (39): 211276, novembro 1992, p. 217) Alegar e não provar significa, juridicamente, não dizer nada.(INTERVENÇÃO FEDERAL Nº 83 — PR, R. Sup. Trib. Just., Brasília, a. 7, (66): 93116, fevereiro 1995. 99) RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA – APOSENTADORIA – NEGATIVA DE REGISTRO – TRIBUNAL DE CONTAS – ATOS ADMINISTRATIVOS NÃO COMPROVADOS – ART. 333, INCISO II, DO CPC – PAGAMENTO DOS PROVENTOS DE NOVEMBRO/96 E DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO DAQUELE MESMO ANO – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULAS 269 E 271 DA SUPREMA CORTE – 1. O ônus da prova incumbe ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (art. 333, II, do Código de Processo Civil). Incumbe às Secretarias de Educação e da Fazenda a demonstração de que a professora havia sido notificada da suspensão de sua aposentadoria. 2. Não cabe em mandado de segurança para cobrança de proventos não recebidos, a teor das súmulas 269 e Fl. 78DF CARF MF Emitido em 25/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN 6 271 da Suprema Corte. 3. Recurso parcialmente provido. (STJ – ROMS 9685 – RS – 6ª T. – Rel. Min. Fernando Gonçalves – DJU 20.08.2001 – p. 00538)JCPC.333 JCPC.333.II TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – IMPOSTO DE RENDA – VERBAS INDENIZATÓRIAS – FÉRIAS E LICENÇAPRÊMIO – NÃO INCIDÊNCIA – COMPENSAÇÃO – AJUSTE ANUAL – ÔNUS DA PROVA – O ônus da prova incumbe ao autor quanto ao fato constitutivo de seu direito e ao réu quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Cabe ao contribuinte comprovar a ocorrência de retenção na fonte do imposto de renda incidente sobre verbas indenizatórias e à Fazenda Nacional incumbe a prova de eventual compensação do imposto de renda retido na fonte no ajuste anual da declaração de rendimentos. Recurso provido. (STJ – REsp 229118 – DF – 1ª T. – Rel. Min. Garcia Vieira – DJU 07.02.2000 – p. 132) PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO – EXECUÇÃO FISCAL – EMBARGOS DO DEVEDOR – NOTIFICAÇÃO DO LANÇAMENTO – IMPRESCINDIBILIDADE – ÔNUS DA PROVA – 1. Imprescindível a notificação regular ao contribuinte do imposto devido. 2. Incumbe ao embargado, réu no processo incidente de embargos à execução, a prova do fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (CPC, art. 333, II). 3. Recurso especial conhecido e provido. (STJ – REsp 237.009 – (1999/00996607) – SP – 2ª T. – Rel. Min. Francisco Peçanha Martins – DJU 27.05.2002 – p. 147) TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – IRPF – REPETIÇÃO DE INDÉBITO – VERBAS INDENIZATÓRIAS – RETENÇÃO NA FONTE – ÔNUS DA PROVA – VIOLAÇÃO DE LEI FEDERAL CONFIGURADA – DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL NÃO COMPROVADA – SÚMULA 13/STJ PRECEDENTES – Cabe ao autor provar que houve a retenção do imposto de renda na fonte, por isso que é fato constitutivo do seu direito; ao réu competia a prova de eventual compensação na declaração anual de rendimentos dos recorrentes, do imposto de renda retido na fonte, fato extintivo, impeditivo ou modificativo do direito do autor – Incidência da Súmula 13 STJ – Recurso especial conhecido pela letra a e provido. (STJ – RESP 232729 – DF – 2ª T. – Rel. Min. Francisco Peçanha Martins – DJU 18.02.2002 – p. 00294) Ao contrário, em face da legislação tributária aplicável, milita contra a alegação do requerente a presunção de que o pagamento nº 1234834551 não lhe confere qualquer direito creditório porque foi alocado a débito espontaneamente confessado em DCTF. O recorrente poderia objetar que, dada sistemática declaratória atual do procedimento de compensação, não lhe foi oportunizada a comprovação do crédito, originado do pagamento indevido. Objeção improcedente. Bastaria que o contribuinte, espontaneamente, retificasse a DCTF respectiva, conforme lhe autorizava o art. 10 da Instrução Normativa SRF no 482, de 21 de dezembro de 2004, então vigente, e o próprio processamento eletrônico do PER/Dcomp nº 07615.52703.120705.1.3.041047 lhe deferiria o crédito pleiteado, transferindo para o Fisco o ônus da posterior verificação do seu procedimento. Mesmo na fase contenciosa do procedimento administrativo fiscal, que ora se desenrola, quando já não mais teria Fl. 79DF CARF MF Emitido em 25/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11065.903797/200915 Acórdão n.º 380301.077 S3TE03 Fl. 73 7 espontaneidade para retificar a DCTF1,o requerente, enquanto manifestante, poderia produzir a prova necessária para a demonstração de seu direito, em face da aplicação analógica do § 4º do art. 16 do PAF, autorizada pelo § 4º do art. 66 da Instrução Normativa RFB no 900, de 30 de dezembro de 2008. O recorrente, contudo, não se dignou a fazêlo, talvez esperando que a autoridade fiscal suplementasse a sua vontade e o intimasse a tanto. Ou, quem sabe, contasse o requerente justamente com a usual dilação temporal do processo administrativo com o propósito de fazer adiar ao máximo o cumprimento da obrigação tributária confessada, como permite supor a sua insistência nos requerimentos de suspensão da exigibilidade do débito oposto na compensação do hipotético direito creditório, aventura jurídica corriqueira depois da edição da Medida Provisória no 66, de 2002. Seja como for, tranqüilizese o contribuinte. Caso realmente disponha do direito creditório alegado, nos termos do art. 1º do Decreto nº 20.910, de 6 de janeiro de 1932, tem cinco anos, contados da data do pagamento indevido – desde que devidamente comprovada essa circunstância – para buscar seu direito. Nada a reparar na decisão recorrida, cujos fundamentos, forte no § 1º do art. 50 da Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, passam a fazer parte integrante desse voto. Conclusão Com essas considerações, voto por negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 2 de fevereiro de 2011 Alexandre Kern 1 Súmula CARF No. 33 A declaração entregue após o início do procedimento fiscal não produz quaisquer efeitos sobre o lançamento de ofício. Fl. 80DF CARF MF Emitido em 25/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN 8 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 11065903797200915 Interessada: CENTRO CLÍNICO CANOAS LTDA. Encaminhemse, de ordem, os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380301.077, de 2 de fevereiro de 2011, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 2 de fevereiro de 2011. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 81DF CARF MF Emitido em 25/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
