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Numero do processo: 10920.001429/2010-76
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/10/2002 a 31/12/2005
PREVIDENCIÁRIO. NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. MULTA DE MORA.
Estando presentes todos os requisitos do art. 142 do CTN no Auto de
Infração, não há que se falar em nulidade.
Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2403-001.183
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para que seja recalculada a multa de mora de acordo com a redação do artigo 35 da Lei 8.212/91, dada pela Lei 11.941/2009, nos termos do art. 61 da Lei n o 9.430, de 27 de dezembro de 1996, fazendo prevalecer a mais benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
1.0 = *:*
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/10/2002 a 31/12/2005 PREVIDENCIÁRIO. NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. MULTA DE MORA. Estando presentes todos os requisitos do art. 142 do CTN no Auto de Infração, não há que se falar em nulidade. Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/10/2002 a 31/12/2005 PREVIDENCIÁRIO. NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. MULTA DE MORA. Estando presentes todos os requisitos do art. 142 do CTN no Auto de Infração, não há que se falar em nulidade. Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para que seja recalculada a multa de mora de acordo com a redação do artigo 35 da Lei 8.212/91, dada pela Lei 11.941/2009, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, fazendo prevalecer a mais benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente Marcelo Magalhães Peixoto – Relator Fl. 1438DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 2 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Cid Marconi Gurgel de Souza, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Fl. 1439DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 10920.001429/201076 Acórdão n.º 2403001.183 S2C4T3 Fl. 2 3 Relatório Tratase de Auto de Infração – AI (DEBCAD n. 37.764.2929, posteriormente alterado para a DEBCAD n. 37.282.3971 (fl. 65)), emitido em 22/04/2010, cuja notificação ocorreu em 26/04/2010 (fl. 64), lavrado em face da INTERCONTINENTAL INDÚSTRIA DE MÓVEIS LTDA e, solidariamente, em face da GASTLOSEN COMERCIAL LTDA (CNPJ n. 03.626.468/000184), sediada no mesmo endereço, com o mesmo administrador e por integrar o mesmo grupo econômico, no valor de R$ 9.138,10 (nove mil, cento e trinta e oito reais e dez centavos), relativo às contribuições previdenciárias devidas pelos segurados empregados e contribuintes individuais não descontadas, cujos fatos geradores foram extraídos da folha de pagamento e não estão declarados em GFIP. O período de apuração corresponde às competências: 10/2002 a 12/2005. Segundo o Relatório Fiscal de fls. 48/55, o lançamento em tela decorreu do lançamento DEBCAD n. 35.764.2929, Proc. n. 35358.000475/200634, que fora julgado nulo em 30/03/2007, por vício formal. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento, a Recorrente apresentou, tempestivamente, Impugnação de fls. 70/89. A GATLOSEN COMERCIAL LTDA, responsável solidária, apresentou, tempestivamente, Impugnação de fls. 724/749. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da Recorrente, a 6a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Florianópolis (SC) – DRJ/FNS, prolatou o Acórdão n° 0723.672, de fls. 1.394/1.398, mantendo procedente em parte o lançamento, para reduzir o valor total da autuação de R$ 9.138,10 para R$ 3.417,41. DO RECURSO Inconformada, a Recorrente interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário de fls. 1.401/1.407, acompanhado dos documentos de fls. 1.408/1.425, com os seguintes argumentos, em suma: I – Dos Fatos Tratase de Auto de Infração lavrado em face da Recorrente, julgado parcialmente procedente, referente a cobrança de contribuições previdenciárias sobre valores pagos a segurados empregados e contribuintes individuais. O Auto de Infração foi lavrado em 22/04/2010 e como houve recolhimento/antecipação por parte da Recorrente, por esse motivo, estão decaídas as competências relativas ao período compreendido entre 10/2002 a 03/2005, com base no art. 150, § 4o do CTN Fl. 1440DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 4 A Recorrente alega que a DRJ não analisou o período não decaído nos termos do art. 142 do CTN. II – Do Direito Não é possível identificar no lançamento a origem exata do levantamento realizado, assim como não há a devida demonstração do fato gerador (fato imponível), bem como a composição da base de cálculo apurada; não bastando que o Fiscal aponte a base de cálculo e o quantum debeatur, sem a devida demonstração racional utilizado na apuração dos valores. A Recorrente sustenta que a única informação constante no Auto de Infração é que se trata de contribuições previdenciárias incidentes sobre pagamentos a segurados e não descontadas; não descrevendo os fatos que levaram a lavrar o Auto de Infração, apenas alude a existência da diferença entre Folha de Pagamento e GFIP. A Recorrente não pode se defender uma vez que não foram apontados os supostos segurados, cujas remunerações não foram submetidas à tributação das contribuições previdenciárias. O lançamento não identifica claramente o fato gerador tributável, não preenchendo os requisitos do art. 142 do CTN. Como o Fiscal não demonstra de forma analítica e concludente os supostos débitos, está havendo uma inversão no ônus da prova. Traz doutrina e jurisprudência para fundamentar o alegado. Por tais razões, a cobrança é indevida e o Auto de Infração deve ser cancelado. III – Das Provas Protesta pela produção de todos os meios de provas admitidos em direito, inclusive conversão em diligência. IV – Do Pedido Protesta pela juntada posterior de eventuais documentos que se fizerem necessários, assim como demais provas. Requer reforma do acórdão da DRJ, assim como o total provimento do recurso. Fl. 1441DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 10920.001429/201076 Acórdão n.º 2403001.183 S2C4T3 Fl. 3 5 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fls. 1.400 e 1.401, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DO MÉRITO Tratase de Auto de Infração – AI, relativo às contribuições previdenciárias devidas pelos segurados empregados e contribuintes individuais não descontadas, cujos fatos geradores foram extraídos da folha de pagamento e não estão declarados em GFIP. A Recorrente sustenta, em suma, que o lançamento não observou as regras do art. 142 do CTN, assim como não trouxe de forma clara a composição da base de cálculo e os supostos débitos, assim como não foram apontados os supostos segurados e a remuneração submetida a contribuição previdenciária. Contudo, através da análise do Discriminativo do Débito – DD de fls. 4/6, cumulada com o Relatório de Documentos Apresentados – RDA de fls. 7/13, cumulado com o Relatório de Apropriação de Documentos Apresentados – RADA de fls. 14/33, cumulado com o Relatório de Lançamentos – RL de fls. 34/35 e do Relatório Fiscal, constante nas fls. 48/55, é possível a exata compreensão dos fatos e fundamentos ensejadores do lançamento em litígio. Estando presentes, por conseguintes, todos os requisitos do art. 142 do CTN. Logo, não tendo demonstrado o adimplemento das verbas não abrangidas pela decadência, deve o lançamento ser mantido. MULTA DE MORA A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabelece que os débitos referentes a contribuições não recolhidas no prazo previsto em lei, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61, da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Tendo em vista que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, cominelhe penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 em comparativo com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo), para determinação e prevalência da multa mais benéfica, no momento do pagamento. Fl. 1442DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 6 Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. CONCLUSÃO Do exposto, voto pelo provimento parcial do Recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 1443DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 15889.000325/2009-68
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2007
Ementa:
PREVIDENCIÁRIO. INTEMPESTIVIDADE.
Sempre que o recurso for interposto em um prazo maior do que o legalmente previsto, a jurisprudência entende que não se deve recebê-lo, tendo em vista o fenômeno da preclusão.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2403-001.181
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso.
Nome do relator: IVACIR JULIO DE SOUZA
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ementa_s : Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2007 Ementa: PREVIDENCIÁRIO. INTEMPESTIVIDADE. Sempre que o recurso for interposto em um prazo maior do que o legalmente previsto, a jurisprudência entende que não se deve recebê-lo, tendo em vista o fenômeno da preclusão. Recurso Voluntário Não Conhecido.
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INTEMPESTIVIDADE. Sempre que o recurso for interposto em um prazo maior do que o legalmente previsto, a jurisprudência entende que não se deve recebêlo, tendo em vista o fenômeno da preclusão. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso. Carlos Alberto Mees StringariPresidente Ivacir Júlio de SouzaRelator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Cid Marconi Gurgel de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Jhonatas Ribeiro de Souza. Fl. 244DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 15/06/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Relatório Tratase de Auto de Infração a obrigação acessória AUDEBCAD n° 37.240.5223 lavrado em face da empresa acima identificada pela infração ao artigo 32, inciso IV e § 50 da Lei n° 8.212/91, na redação dada pela Lei n° 9.528/97 uma vez que esta apresentou GFIP Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações Previdência Social com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdencidrias, durante período compreendido entre as competências janeiro de 2005 a dezembro de 2007. Informa o relato fiscal que a autuação é decorrente do fato de o contribuinte, que é pessoa jurídica de direito privado de caráter filantrópico, ter perdido o direito ao gozo da isenção da cota patronal das contribuições sociais por não atender aos requisitos legais insculpidos nos incisos II e III do art. 55 da Lei n° 8.212/91, conforme Ato Cancelatório n° 001/2003 de 14/07/2003 e Acórdão Decisório n° 945/2003 de 17/12/2003 (anexos). Afirma ainda que, embora a empresa tenha obtido a renovação da Certificação por força da MP 447/2008, não protocolou novo pedido de isenção junto à Receita Federal do Brasil. Assim, ao declararse em GFIP com o FPAS no código 639, típico de Entidades Beneficentes em gozo da isenção, suprimiu as contribuições sociais previdencidrias devidas que se constituem no presente Auto. A empresa apresentou impugnação de fls. 195, cujas alegações não prosperaram em razão do acórdão n° 1430.171, da 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil De Julgamento de Ribeirão Preto – SP DRJ/RPO que , em 13 de julho de 2010 decidiu pela procedência do lançamento. Irresignada, a recorrente interpôs o presente RECURSO VOLUNTÁRIO de fls, 209. Fl. 245DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 15/06/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15889.000325/200968 Acórdão n.º 2403001.181 S2C4T3 Fl. 2 3 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza, Relator Consulta aos dados identificadores de processo, conforme tela de fls. 208, extraída do sistema de cobrança DATAPREVINSS, em 30/08/2010, informa intempestiva a interposição do Recurso : CCADPRO DATA: 30/08/10 DATAPREVINSS CCADPRO SISTEMA DE COBRANÇA CONSULTA DADOS IDENTIFICADORES DE PROCESSO HORA: 14: PROCESSO: 372405223 ORIGEM: AI 03/11/2009 GEXAPS: 21023040 PERIODO: 11/2009 A: 11/2009 ULTIMO EVENTO: AR. CONFIRMADO 25/08/2010 SITUAÇÃO: AGUARDA EXPIRA PRAZO P/RECURSO 25/08/2010 DEVEDOR: CGC 50.761.121/000124 SOLIDÁRIO: NOME: FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DR RAUL BAUABJAHU DATAS DEFESA PRINC.ATLZ. 0,00 VALORES ATUALIZADOS EM CIÊNCIA:30/11/2009 T.R 0,00 30/08/2010 EXPIR. :30/12/2009 JUROS 0,00 DATAS RECURSO SELIC 31.517,51 CIÊNCIA:25/08/2010 MULTA 518.380,20 EXPIR. :24/09/2010 MULTA OFICIO 0,00 DATAS ACÓRDÃO MULTA ISOL 0,00 CIÊNCIA: TOTAL 549.897,71 EXPIR. : Próxima tela Finalizar Principal M adulo Anterior Window COBRANCA/1 at DTPSPMV2 Às fls.233 se registram a intempestividade do Recurso: “ Fora do prazo regulamentar o contribuinte apresentou recurso em contestação ao Acórdão no 1430.171 6a Turma da DRJ/RJI, de 13/07/2010 (fls. 195/202), conforme documentos inseridos as fls. 209 a 232. ” Assim, conforme registro de fls.208 e 233, o recurso é INTEMPESTIVO. Portanto, dele NÃO tomo conhecimento. Ivacir Júlio de SouzaRelator. Fl. 246DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 15/06/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Fl. 247DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 15/06/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 10845.008379/87-98
Data da sessão: Tue Apr 24 00:00:00 UTC 1990
Ementa: Conferência final de manifesto. Responsabilidade do Transportador sobre falta de granel sólido ocorrida na descarga, além do limite de 1% do total manifestado.
Negou-se provimento ao recurso.
Numero da decisão: 301-26.167
Decisão: ACORDAM os membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, vencidos os Conselheiros Fausto Freitas de Castro Neto e Hamilton de Sá Dantas, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOSE MARIA DE MELO
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score : 1.0
Numero do processo: 10845.005572/88-11
Data da sessão: Thu Sep 26 00:00:00 UTC 1991
Data da publicação: Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Isenção - Produto importado com benefícios do artigo 17 do DL 2433/88. O descumprimento da condição de sua destinação descaracteriza a isenção.
Numero da decisão: CSRF/03-01.814
Decisão: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado,
vencido o Cons. Fausto Freitas de Castro Neto.
Nome do relator: JOSE ALVES DA FONSECA
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NOV7,CD,9 r,r7,NDA E PLANEAMENTO PROCESSO N9 10845/005.572/88-11 Sessão de26 de setembrOde 19 91 ACORDÃQN9 CSRF/03-01.814 Recurso n2: RP/301-0.149 Recorrente: FAZENDA NACIONAL Recorrida: PRIMEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: PHILIPS DO BRASIL LTDA Isenção - Produto importado com be- nefIcios do artigo 17 do DL 2433/88. O descumprimento da condição de sua destinaçâo descaracteriza aiàenção. , Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos - Fiscais, por maioria de votos, dar provimento ao recurso, nos ter- : mos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado, vencido o Cons. Fausto Freitas de Castro Neto. '. -ala d. : Sess8es (DF), em 26 de setembro de 1991. 10,00,„ MARÁ Á v r F - PRESIDENTE f Y Ë A VrA FONSECA - RELATOR " IRAN DE LIMA - PROCURADOR DA FAZENDA NA- CIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei- ros: ITAMAR VIEIRA DA COSTA, UBALDO CAMPELO NETO, JOÃO HOLANDA COS- TA, PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JÚNIOR e SEBASTIÃO RODRIGUES CA_ BRAL. VÀ\ DAWP/DF- SECOS N q 054/90 J.M. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N 2 10845/005572/88-11 RECURSO N2 RP/301-70.149 ACÓRDÃO N9-CSRF/03-01.814 RECORRENTE: P.G.F.N. RECORRIDA : 1 g CÂMARA DO 3 2 CONSELHO DE CONTRIBUINTES RELATÓRIO Recorre à Câmara Superior de Recursos Fiscais a Procu- radoria da Fazenda Nacional, pleiteando a reforma do accirdão n2 301-26.213, de 14.08.90, prolatado pela l g Câmara do 3 2 Conselho de Contribuintes, cujo teor foi assim ementado: "ISENÇÃO - IPI vinculado à Importação. 1 - O art. 17, item I do Decreto-lei n 2 2433/88 prevê a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializa- dos na importação de equipamentos e seus acess6- rios quando destinados à instalação, ampliação ou modernização de indústria, o caso em tela pode ser caracterizado como nova instalação. Conseqüentemen te se enquadra na previsão legal. 2 - Dado provimento integral ao recurso." Nas razOes de recurso sustenta que "para que se possa dar a isenção tratada neste processo seria necessário que a merca- doria importada integrasse o ativo da empresa importadora e que se destinasse a sua instalação, ampliação ou modernização. Sustenta que a mercadoria integrou o ativo da importa- dora, mas quanto aos demais requisitos, as provas dos autos compro vam que não foram atendidos. Contra-razOes do importador sustenta que houve amplia- ção e modernização de sua fábrica com a importação dos refratá- rios: "ampliação - porque ampliou a capacidade instalada e capacidade produtiva da recorrida; modernização - porque colocou ativo novo nas suas li- nhas, cuja otimização do processo produtivo, moderni- zou o último." É o relatOrio. kOX ÁN, Imprensa Nacional - 4 SERVIÇO EUCOFWERM, PROCESSO N9 10845/005.572/88-11 3. Acórdão n9-CSRF/03-01.814 VOTO - - - --. Conselheiro JOSÉ ALVES DA FONSECA, relator. Entendo, da mesma-forma que o procurador e o voto vencido que apenas umapartedas eXíge.ncias para gozo da isenção con dicionada foi atendida. Não se coloca em dúvida que o produto refratário ao ser utilizado para a reconstrução de forno de fusão de vidro pas sou a Integra o ativo imobilizado da empresa, primeira condição exigida pelo artigo 17 do D.L. 2.433/88. Quanto a outra exigência do mesmo artigo, de que o produto seja destinada à instalação, ampliaçãoou modernização, ela não se cumpre. Se o produto destinou-se a reconstrução de um forno depreciado, acredito ter havido uma substituição e não uma instalação, ampliação ou modernização. Face ao exposto, dou provimento ao recurso. Brasllia - D.F., em 26 de setembro de 1991. J0" 11J1 :-ACE DA FONSECA - RELATO' ,a : ‘ .411ã \ Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1
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Numero do processo: 10865.000685/2009-14
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2004 a 30/11/2008
PREVIDENCIÁRIO. RECURSO VOLUNTÁRIO INTEMPESTIVO.
Não se conhece Recurso Voluntário protocolizado após trinta dias da data da ciência do Acórdão da DRJ, conforme previsto no art. 33 do Decreto n. 70.235/72.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Numero da decisão: 2403-001.141
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso.
Nome do relator: MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
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RECURSO VOLUNTÁRIO INTEMPESTIVO. Não se conhece Recurso Voluntário protocolizado após trinta dias da data da ciência do Acórdão da DRJ, conforme previsto no art. 33 do Decreto n. 70.235/72. Recurso Voluntário Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Jhonatas Ribeiro da Silva, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Fl. 214DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Relatório Assim relatou a DRJ, verbis: “Tratase de auto de infração lavrado pela fiscalização em relação ao contribuinte acima identificado, no montante de R$ 84.104,09, incluindo a contribuição devida pela empresa à Previdência Social incidente sobre o valor bruto das notas fiscais ou faturas de prestação de serviços, relativamente aos serviços que lhe foram prestados por cooperados, por intermédio da Unimed Regional da Baixa Mogiana — Cooperativa de Trabalho Médico, no período de 01/2004 a 11/2008. De acordo com o relatório fiscal de fls. 31/37, serviram de base para o levantamento as notas fiscais e faturas de prestação de serviços, os contratos de prestação de serviços, as GFIPs e as guias de recolhimento da Previdência Social. Por não concordar com os termos da autuação a empresa, por seu procurador constituído, apresentou impugnação ao débito alegando, em síntese, que a cobrança da presente contribuição onera os negócios jurídicos da sociedade cooperativa, obrigando a contratante a recolher o valor equivalente a 15% da nota fiscal ou fatura, enquanto aquele que contrata assistência médicohospitalar com as empresas em geral não tem a obrigação de recolher a aludida contribuição. Elabora, em seguida, um breve histórico acerca da legislação aplicável às cooperativas de trabalho, argumentando que o legislador ordinário extrapolou a competência tributária outorgada pela Constituição Federal ao eleger como base de cálculo o valor bruto da nota fiscal ou fatura, entendendo que tais valores contém materialidade distinta daqueles relacionados no artigo 195 da Constituição Federal. Além disso, argumenta que as remunerações pagas aos cooperados não se confundem com os valores constantes das notas fiscais ou faturas de prestação de serviços. Insurgese contra a discriminação dos serviços e despesas por ato normativo do INSS, para fins de incidência da contribuição, entendendo ser inadmissível que a lei ordinária seja alterada por ato infralegal. Transcreve jurisprudência sobre o assunto. Afirma, finalmente, que não houve incorreção ou omissão nos documentos fiscais apresentados pela impugnante, mas sim uma identificação de escrituração fiscal nos moldes da legislação vigente, a qual não acolhe a exigência inconstitucional contida neste auto de infração. Requer seja dado provimento à impugnação, para o fim de declarar a insubsistência do Auto de Infração.” Fl. 215DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10865.000685/200914 Acórdão n.º 2403001.141 S2C4T3 Fl. 2 3 DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da Recorrente, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão PretoSP, através da 8a Turma da DRJ/RPO, prolatou o Acórdão n° 1426.829, de fls. 189/193, mantendo procedente o lançamento, conforme ementa que abaixo se transcreve, verbis: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIARIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 30/11/2008 CONTRATAÇÃO DE COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO. CONTRIBUIÇÃO INCIDENTE SOBRE A NOTA FISCAL OU FATURA. É devida, pela empresa contratante, a contribuição de 15% sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, relativamente a serviços que lhe são prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho. INCONSTITUCIONALIDADE E ILEGALIDADE DE LEI OU ATO NORMATIVO. ARGÜIÇÃO. A instância administrativa é incompetente para se manifestar sobre inconstitucionalidade ou ilegalidade de lei ou ato normativo. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido” DO RECURSO Inconformada, a empresa interpôs, intempestivamente, Recurso Voluntário (fls. 198/201), requerendo a reforma do Acórdão da DRJ. É o Relatório. Fl. 216DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto DA INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO VOLUNTÁRIO Conforme AR constante na fl. 196, a Recorrente tomou conhecimento do Acórdão da DRJ, no dia 17/02/2010 (quartafeira), tendo iniciado o prazo para interposição do Recurso Voluntário no primeiro dia útil seguinte, nos termos do art. 5o do Decreto n. 70.235/72, qual seja, o dia 18/02/2010 (quintafeira). O prazo para a interposição de Recurso Voluntário é de 30 (trinta) dias, nos termos do art. 33 do Decreto n. 70.235/72, verbis: Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. Diante disso, os trinta dias para a interposição do Recurso Voluntário terminaram no dia 19/03/2010 (sextafeira). Logo, o Recurso Voluntário foi apresentado fora do prazo, vez que, conforme consta na fl. 198, a petição fora protocolizada no dia 26/03/2010 (sextafeira). CONCLUSÃO Diante do exposto, manifestome pelo não conhecimento do Recurso Voluntário, face a sua intempestividade. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 217DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
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Numero do processo: 13840.000274/2007-33
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1997 a 31/01/2007
PREVIDENCIÁRIO. NULIDADE DA NFLD. NÃO OCORRÊNCIA.
DECADÊNCIA. MULTA DE MORA.
Não há que se falar em nulidade da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD, quando não houver qualquer tipo de vício.
Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal.
Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2403-001.235
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, nas Preliminares por unanimidade de voto, em dar provimento parcial ao recurso reconhecendo a decadência das competências entre 01/1997 a 06/2002, inclusive, com base no art. 150, § 4º do CTN. No mérito por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para que seja recalculada a multa de mora de acordo com a redação do artigo 35 da Lei 8.212/91, dada pela Lei 11.941/2009, nos termos do art. 61 da Lei n o 9.430, de 27 de dezembro de 1996, fazendo prevalecer a mais benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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NULIDADE DA NFLD. NÃO OCORRÊNCIA. DECADÊNCIA. MULTA DE MORA. Não há que se falar em nulidade da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD, quando não houver qualquer tipo de vício. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal. Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, nas Preliminares por unanimidade de voto, em dar provimento parcial ao recurso reconhecendo a decadência das competências entre 01/1997 a 06/2002, inclusive, com base no art. 150, § 4º do CTN. No mérito por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para que seja recalculada a multa de mora de acordo com a redação do artigo 35 da Lei 8.212/91, dada pela Lei 11.941/2009, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, fazendo prevalecer a mais benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Fl. 0DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 2 Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Cid Marconi Gurgel de Souza, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 13840.000274/200733 Acórdão n.º 2403001.235 S2C4T3 Fl. 2 3 Relatório 1. Tratase de crédito lançado contra o contribuinte acima identificado, através da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD, DEBCAD n° 37.072.3244, no valor de R$ 196.180,44 (cento e noventa e seis mil, cento e oitenta reais e quarenta e quatro centavos), que acrescido de multa e juros corresponde ao valor consolidado em 03/07/2007 de R$ 325.325.37 (Trezentos e vinte cinco mil, trezentos e vinte cinco reais e trinta e sete centavos) nas seguintes competências: 01/1997 a 08/1997, 01/1998 a 12/1999, 13/2001, 01/2003 a 12/2004, 05/2005 a 07/2005 e 12/2006 a 01/2007. 1.1. O presente lançamento engloba as contribuições sociais, devidas e não recolhidas, relativas à parcela a cargo dos segurados empregados, incidentes sobre as remunerações a estes pagas ou creditadas, cujo desconto e recolhimento competem ao empregador. 2. Observamse as seguintes informações no relatório fiscal: 2.1. As contribuições dos segurados empregados, objeto da presente Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD, foram descontadas em Folhas de Pagamento e não foram recolhidas. 2.2. O lançamento teve como base as Folhas de Pagamento e os dados informados em GFIP. 2.3. Os dispositivos legais que amparam o presente lançamento encontramse discriminados no Relatório de Fundamentos Legais de Débito – FLD. As contribuições apuradas, por competência, encontramse demonstradas no Discriminativo Analítico de Debito — DAD, no Discriminativo Sintético do Débito — DSD e no Relatório de Lançamento RL. Através do RADA — Relatório de Apropriação de Documentos Apresentados, podese observar os valores dos documentos apropriados. Todos os Relatórios e Demonstrativos se encontram anexos na presente NFLD. 2.4. Consta também do Relatório Fiscal e do TEAF — Termo de Encerramento da Ação Fiscal, informações acerca dos demais documentos lavrados contra a empresa: AI 37.072.3198 (período 06/2007 a 06/2007), AI 37.072.3201 (período 06/2007 a 06/2007), AI 37.072.3210 (período 06/2007 a 06/2007), AI 37.072.3155 (período 04/2007 a 04/2007, AI 37.072.3163 (período 04/2007 a 04/2007), AI 37.072.3228 (período 06/2007 a 06/2007) AI 37.072.3236 (período 06/2007 a 06/2007) e NFLD 37.072.3252 (período 01/1999 a 01/2007), NFLD 37.072.3260 (período 01/1999 a 01/2007), NFLD 37.072.3279 (período 01/2000 a 11/2006) e NFLD 37.072.3287 (período 01/1997 a 02/2007). Constam ainda do Relatório Fiscal informações acerca da omissão de entrega da GFIP na competência 13/2005 e recolhimentos em GPS durante ação correspondente ao período. DA IMPUGNAÇÃO 3. Inconformada com o lançamento, a empresa contestou a presente NFLD, através do instrumento de fls. 251/252 e anexo de fl. 253, alegando em síntese: Fl. 2DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 4 3.1. Na preliminar, suscita que não há descrição pormenorizada e detalhada que facilite o entendimento da defesa, sendo o relatório complexo e confuso. Bem como, que todos os 7 Autos de Infrações e 5 NFLD´s têm semelhantes narrativas e relatórios, o que dificulta a defesa e assim deveria resultar na nulidade da NFLD, visto que limita na ampla defesa e contraditório. 3.2. Aponta a prescrição de parte das competências abrangidas no período de 01/1997 a 06/2002, uma vez que tal período tem fato gerador superior a 5 anos da constituição válida do lançamento, com base nos arts. 174 e 175 do Código Tributário Nacional CTN. 3.3. Considera que o crédito tributário foi apurado mediante aferição indireta, sendo tributado em 40% sobre o montante das notas fiscais emitidas. Sendo que a empresa já teria pago 11% desse montante, indiretamente, decorrente da retenção obrigatória do tomador de serviços, restando ainda um débito de 29%. 3.4. Narra que foi ilegal o método aplicado de aferição indireta, pois o cálculo teria sido apurado com base na presunção de percentual sobre o faturamento. 3.5. Para reforçar aponta que o débito foi apurado em procedimento realizado nas instalações do próprio INSS, com base nas informações de seu banco de dados e não com base nas reais informações da entidade contribuinte. 3.6. Destaca ainda que, possui um crédito com o INSS, referente à competência de abril de 2000, decorrente de um pagamento com código diverso e que sendo esses valores devidos pela autarquia, deveriam ser compensados ou devolvidos com acréscimos legais e, por possuir este crédito, assim como ter pedido a restituição do mesmo, estaria sofrendo retaliação do Fisco. 3.7. Conclui que o auto de infração deve ser julgado inconsistente, eis que lavrado mediante aferição indireta, pois a fiscalização teria mecanismos completos e adequados para apurar os valores com precisão. Assim, espera a abertura de prazo para apresentação de livros e documentos necessários, para que seja realizada nova apuração com a anulação do anterior. 3.7. Requer finalmente a procedência da impugnação, culminando em extinção e arquivamento do auto de infração DEBCAD 37.072.3244 . 4. Cumpre esclarecer que este processo foi encaminhado à DRJ/RJO I para julgamento, tendo em vista o disposto na Portaria RFB n° 535, de 28/03/2008. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da Recorrente, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão Preto SP, através da 7a Turma da DRJ/RPO, prolatou o Acórdão n° 1418.2777, de fls.267/273, mantendo procedente em totalidade o lançamento, conforme ementa que abaixo se transcreve, verbis: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração 01/01/1997 a 31/01/2007 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. PARTE DOS SEGURADOS. APURAÇÃO COM BASE EM FOLHAS DE PAGAMENTO E GFIP. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 13840.000274/200733 Acórdão n.º 2403001.235 S2C4T3 Fl. 3 5 A remuneração paga a segurado a serviço da empresa, verificada em folha de pagamento e GFIP, é fato gerador das contribuições destinadas à seguridade social, correspondentes à quota dos segurados. ALEGAÇÕES DESPROVIDAS DE COMPROVAÇÃO. NÃO CONHECIMENTO. FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO LEGAL E DE DESCRIÇÃO DOS FATOS. VIOLAÇÃO DE AMPLA DEFESA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. A impugnação deve ser instruída com os documentos em que se fundamentar, precluindo o direito de fazêlo em outro momento, salvo as exceções previstas legalmente. Os fatos ocorridos e os fundamentos legais do débito, discriminados de forma clara e sistematizada no relatório fiscal e no anexo de fundamentos legais, consubstanciamse em pressupostos jurídicos suficientes para a exigência fiscal, inocorrendo violação a ampla defesa e do contraditório. PRESCRIÇÃO. INOCORRÊNCIA. A prescrição não é uma preliminar invocável no processo administrativo tributário, pois seu curso é contado somente a partir da constituição definitiva do crédito tributário. LAVRATURA FORA DA SEDE DA EMPRESA. VALIDADE, INFORMAÇÕES TRIBUTÁRIAS. BANCO DE DADOS DO FISCO FEDERAL. Perfeitamente válido o auto de infração ou notificação confeccionado na repartição do órgão fiscalizador, a partir do seu banco de dados, uma vez que seu aperfeiçoamento como ato administrativo deuse com a regular notificação ao sujeito passivo. RETENÇÃO DE 11%. NOTAS FISCAIS. ANTECIPAÇÃO DE RECOLHIMENTO. Deve o contratante (tomador de serviços) reter e recolher o percentual de 11%, incidente sobre as notas fiscais/faturas emitidas pela contratada, mediante cessão de mãodeobra. Tal retenção representa mera antecipação de recolhimento, em relação ao total da folha de pagamento, devido pela empresa prestadora de serviços. Legítima a consulta às informações, constantes dos bancos de dados do fisco federal, notadamente por serem alimentados pelas próprias empresas e contribuintes, por meio de documentos informativos e declaratórios. Lançamento Procedente.” DO RECURSO Inconformada, a empresa interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário (fls. 282/288), requerendo a reforma do Acórdão da DRJ, com os seguintes argumentos: Fl. 4DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 6 1 – Preliminar 1.1 – Da dificuldade imposta à defesa, criada pelo fisco, decorrente das semelhantes narrativas no relatório do termo de encerramento fiscal. A Recorrente alega que o termo de encerramento de ação fiscal faz menção a sete autos de infração e cinco notificações fiscais de lançamento de débito, trazendo em todos eles semelhantes narrativas no relatório. Alega ser uma dificuldade imposta pelo fisco e que deve resultar na nulidade da NFLD, visto que limita o direito da ampla defesa e contraditório, princípios consagrados constitucionalmente. 1.2 – Da Prescrição e/ou caducidade dos créditos tributários anteriores a junho de 2002 A Recorrente se insurge pela aplicação da prescrição nos termos do art. 174 e 175 do CTN, não revogados pela legislação tributária. Cita Doutrina para fundamentar o alegado. 2 – Do Mérito 2.1 – Da base de cálculo tributada em 40% sobre o total das notas fiscais emitidas. A Recorrente considera que o crédito tributário foi apurado mediante aferição indireta, sendo tributado em 40% sobre o montante das notas fiscais emitidas. Sendo que, a empresa já teria pago 11% desse montante, indiretamente, decorrente da retenção obrigatória do tomador de serviços, restando ainda um débito de 29%. Narra que foi ilegal o método aplicado de aferição indireta, pois o cálculo teria sido apurado com base na presunção de percentual sobre o faturamento, enquanto poderia ter sido apurado precisamente através da análise de documentos em poder da Recorrente. 2.1 – Da apuração do crédito tributário ter sido realizada nas instalações do próprio INSS. A recorrente se insurge do fato da apuração do crédito tributário ter sido realizada nas próprias instalações do INSS, com base nas informações do seu próprio banco de dados e não com base nas informações da entidade contribuinte. Sugere que nos procedimentos fiscalizatórios o ente tributante deve se ater à escrita contábil e demais documentos que podem ser apresentados pela empresa averiguada, somente autorizando outra forma de fiscalização se houver recusa ou sonegação na apresentação dos documentos. Em decorrência requer a anulação das notificações fiscais de lançamento dos débitos, pela ausência dos prossupostos que o amparam, ou seja, liquidez, certeza e exigibilidade. Ao final informa ainda estar sofrendo retaliação por parte do fisco, haja vista possuir um crédito com o INSS e já ter realizado os correspondentes pedidos de restituição. Seriam créditos do Recorrente referente a um pagamento feito em duplicidade na competência de abril de 2000 e de um pagamento com código diverso (115), quando deveria ter sido recolhido no código 150. Fl. 5DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 13840.000274/200733 Acórdão n.º 2403001.235 S2C4T3 Fl. 4 7 Ao final requer provimento do Recurso. É o relatório. Fl. 6DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 8 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fl. 290, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. PRELIMINARMENTE DA DIFICULDADE IMPOSTA PELO FISCO, FACE AS SEMELHANTES NARRATIVAS DO RELATÓRIO DE ENCERRAMENTO FISCAL, LIMITANDO O DIREITO À AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO Os dispositivos legais que amparam o presente lançamento encontramse discriminados no Relatório de Fundamentos Legais de Débito – FLD. As contribuições apuradas, por competência, encontramse demonstradas no Discriminativo Analítico de Debito — DAD, no Discriminativo Sintético do Débito — DSD e no Relatório de Lançamento RL. Através do RADA — Relatório de Apropriação de Documentos Apresentados, podese observar os valores dos documentos apropriados. Todos os Relatórios e Demonstrativos se encontram anexos na presente NFLD. Consta também do Relatório Fiscal e do TEAF — Termo de Encerramento da Ação Fiscal, informações acerca dos demais documentos lavrados contra a empresa: AI 37.072.3198 (período 06/2007 a 06/2007), AI 37.072.3201 (período 06/2007 a 06/2007), AI 37.072.3210 (período 06/2007 a 06/2007), AI 37.072.3155 (período 04/2007 a 04/2007, AI 37.072.3163 (período 04/2007 a 04/2007), AI 37.072.3228 (período 06/2007 a 06/2007) AI 37.072.3236 (período 06/2007 a 06/2007) e NFLD 37.072.3252 (período 01/1999 a 01/2007), NFLD 37.072.3260 (período 01/1999 a 01/2007), NFLD 37.072.3279 (período 01/2000 a 11/2006) e NFLD 37.072.3287 (período 01/1997 a 02/2007). Constam ainda do Relatório Fiscal informações acerca da omissão de entrega da GFIP na competência 13/2005 e recolhimentos em GPS durante ação correspondente ao período. Conforme demonstrado, o processo foi perfeitamente instruído, detalhando todas as circunstâncias ensejadoras dos autos de infração e notificações fiscais de lançamento de débitos. O fisco não fugiu às suas regras e normas de fiscalização e imputação de crédito tributário. Em relação aos demais casos não houve em detrimento deste qualquer diferença capaz de ensejar a anulação do auto por faltarlhe qualquer das prerrogativas constituidoras de crédito em favor do fisco. Nesse diapasão, por ausência de previsão legal, não merece prosperar a alegação da Recorrente de falta de descrição pormenorizada das ocorrências e fundamentações legais das rubricas exigidas. DECADÊNCIA Fl. 7DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 13840.000274/200733 Acórdão n.º 2403001.235 S2C4T3 Fl. 5 9 O Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária de 12 de Junho de 2008, aprovou a Súmula Vinculante nº 8, nos seguintes termos: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Referida Súmula declara inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91, que impõem o prazo decadencial e prescricional de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias, o que significa que tais contribuições passam a ter seus respectivos prazos contados em consonância com os artigos 150, § 4º, 173 e 174, do Código Tributário Nacional: CTN Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (...) Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; De acordo com o art. 103A, da Constituição Federal, a Súmula Vinculante nº 8 vincula toda a Administração Pública, inclusive este Colegiado: CF/88 Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal, poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder a sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. In casu, como se trata de contribuições sociais previdenciárias que são tributos sujeitos a lançamento por homologação, contase o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, caso se verifique a antecipação de pagamento (mesmo que parcial) ou, nos termos do art. 173, I, do CTN, quando o pagamento não foi antecipado pelo contribuinte. Nesse diapasão, mister destacar que para que seja aplicado o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, basta que haja a antecipação no Fl. 8DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 10 pagamento de qualquer Contribuição Previdenciária, ou seja, não é necessária a antecipação em todas as competências. Havendo a antecipação parcial em uma única competência, já se aplica as regras do art. 150, § 4º do CTN. Também é entendimento deste Relator, que a antecipação a título de Contribuição Previdenciária abrange o pagamento para todas as rubricas relacionadas, tais como: destinadas a outras entidades e fundos — Terceiros (Salárioeducação e INCRA), dentre outras. O presente caso importa a aplicação do prazo previsto no art. 150, § 4º do CTN, pois, da da análise do Discriminativo Analítico de Débito – DAD, especificamente nas fls. 09/12, verificase que houve pagamento parcial da Contribuição Previdenciária em várias competências, como por exemplo em 07/2005. O período de apuração compreendeu as competências 01/1997 a 01/2007. A notificação ocorreu em 04/07/2007. Logo, o prazo decadencial ocorreu em relação ao período compreendido entre 01/1997 a 06/2002, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, conforme explicado. DO MÉRITO DA BASE DE CÁLCULO TRIBUTADA Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD, lavrada em face da Recorrente, referente às contribuições sociais devidas e não recolhidas, nos prazos previstos, à seguridade social, correspondentes à parte dos segurados empregados e contribuições individuais relativas, relativas à parcela descontada pela empresa e não recolhidas à Previdência Social, apesar de declaradas na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantis por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP, conforme previsto no art. 28, I e III, cumulado com o art. 20 e parágrafos; 21 e parágrafos e com o art. 22 da Lei n. 8.212/91, verbis: Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: I para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) (...) III para o contribuinte individual: a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, observado o limite máximo a que se refere o § 5o;(Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). (...) Fl. 9DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 13840.000274/200733 Acórdão n.º 2403001.235 S2C4T3 Fl. 6 11 Art. 20. A contribuição do empregado, inclusive o doméstico, e a do trabalhador avulso é calculada mediante a aplicação da correspondente alíquota sobre o seu saláriodecontribuição mensal, de forma não cumulativa, observado o disposto no art. 28, de acordo com a seguinte tabela: (Redação dada pela Lei n° 9.032, de 28.4.95). § 1º Os valores do saláriodecontribuição serão reajustados, a partir da data de entrada em vigor desta Lei, na mesma época e com os mesmos índices que os do reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social.(Redação dada pela Lei n° 8.620, de 5.1.93) § 2º O disposto neste artigo aplicase também aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que prestem serviços a microempresas. (Parágrafo acrescentado pela Lei n° 8.620, de 5.1.93) Art. 21. A alíquota de contribuição dos segurados contribuinte individual e facultativo será de vinte por cento sobre o respectivo saláriodecontribuição. (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). I revogado; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). II revogado. (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). § 1º Os valores do saláriodecontribuição serão reajustados, a partir da data de entrada em vigor desta Lei , na mesma época e com os mesmos índices que os do reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. (Redação dada pela Lei nº 9.711, de 1998). (Renumerado pela Lei Complementar nº 123, de 2006). § 2o No caso de opção pela exclusão do direito ao benefício de aposentadoria por tempo de contribuição, a alíquota de contribuição incidente sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição será de: (Redação dada pela Lei nº 12.470, de 2011) I 11% (onze por cento), no caso do segurado contribuinte individual, ressalvado o disposto no inciso II, que trabalhe por conta própria, sem relação de trabalho com empresa ou equiparado e do segurado facultativo, observado o disposto na alínea b do inciso II deste parágrafo; (Incluído pela Lei nº 12.470, de 2011) II 5% (cinco por cento): (Incluído pela Lei nº 12.470, de 2011) a) no caso do microempreendedor individual, de que trata o art. 18A da Lei Complementar no 123, de 14 de dezembro de 2006; e (Incluído pela Lei nº 12.470, de 2011) (Produção de efeito) b) do segurado facultativo sem renda própria que se dedique exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência, desde que pertencente a família de baixa renda. (Incluído pela Lei nº 12.470, de 2011) Fl. 10DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 12 § 3o O segurado que tenha contribuído na forma do § 2o deste artigo e pretenda contar o tempo de contribuição correspondente para fins de obtenção da aposentadoria por tempo de contribuição ou da contagem recíproca do tempo de contribuição a que se refere o art. 94 da Lei no 8.213, de 24 de julho de 1991, deverá complementar a contribuição mensal mediante recolhimento, sobre o valor correspondente ao limite mínimo mensal do saláriodecontribuição em vigor na competência a ser complementada, da diferença entre o percentual pago e o de 20% (vinte por cento), acrescido dos juros moratórios de que trata o § 3o do art. 5o da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (Redação dada pela Lei nº 12.470, de 2011) (Produção de efeito) § 4o Considerase de baixa renda, para os fins do disposto na alínea b do inciso II do § 2o deste artigo, a família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal CadÚnico cuja renda mensal seja de até 2 (dois) salários mínimos. (Redação dada pela Lei nº 12.470, de 2011) § 5o A contribuição complementar a que se refere o § 3o deste artigo será exigida a qualquer tempo, sob pena de indeferimento do benefício. (Incluído pela Lei nº 12.507, de 2011) Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de: I vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). II para o financiamento do benefício previsto nos arts. 57 e 58 da Lei no 8.213, de 24 de julho de 1991, e daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer do mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos: (Redação dada pela Lei nº 9.732, de 1998). a) 1% (um por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante o risco de acidentes do trabalho seja considerado leve; b) 2% (dois por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considerado médio; c) 3% (três por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considerado grave. III vinte por cento sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados Fl. 11DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 13840.000274/200733 Acórdão n.º 2403001.235 S2C4T3 Fl. 7 13 contribuintes individuais que lhe prestem serviços; (Incluído pela Lei nº 9.876, de 1999). IV quinze por cento sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, relativamente a serviços que lhe são prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho. (Incluído pela Lei nº 9.876, de 1999). § 1o No caso de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades corretoras, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de crédito, empresas de seguros privados e de capitalização, agentes autônomos de seguros privados e de crédito e entidades de previdência privada abertas e fechadas, além das contribuições referidas neste artigo e no art. 23, é devida a contribuição adicional de dois vírgula cinco por cento sobre a base de cálculo definida nos incisos I e III deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). (Vide Medida Provisória nº 2.15835, de 2001). § 2º Não integram a remuneração as parcelas de que trata o § 9º do art. 28. § 3º O Ministério do Trabalho e da Previdência Social poderá alterar, com base nas estatísticas de acidentes do trabalho, apuradas em inspeção, o enquadramento de empresas para efeito da contribuição a que se refere o inciso II deste artigo, a fim de estimular investimentos em prevenção de acidentes. § 4º O Poder Executivo estabelecerá, na forma da lei, ouvido o Conselho Nacional da Seguridade Social, mecanismos de estímulo às empresas que se utilizem de empregados portadores de deficiências física, sensorial e/ou mental com desvio do padrão médio. § 6º A contribuição empresarial da associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional destinada à Seguridade Social, em substituição à prevista nos incisos I e II deste artigo, corresponde a cinco por cento da receita bruta, decorrente dos espetáculos desportivos de que participem em todo território nacional em qualquer modalidade desportiva, inclusive jogos internacionais, e de qualquer forma de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade, propaganda e de transmissão de espetáculos desportivos. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). § 7º Caberá à entidade promotora do espetáculo a responsabilidade de efetuar o desconto de cinco por cento da receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos e o respectivo recolhimento ao Instituto Nacional do Seguro Social, no prazo de até dois dias úteis após a realização do evento. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). Fl. 12DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 14 § 8º Caberá à associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional informar à entidade promotora do espetáculo desportivo todas as receitas auferidas no evento, discriminandoas detalhadamente.(Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). § 9º No caso de a associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional receber recursos de empresa ou entidade, a título de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade, propaganda e transmissão de espetáculos, esta última ficará com a responsabilidade de reter e recolher o percentual de cinco por cento da receita bruta decorrente do evento, inadmitida qualquer dedução, no prazo estabelecido na alínea "b", inciso I, do art. 30 desta Lei.(Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). § 10. Não se aplica o disposto nos §§ 6º ao 9º às demais associações desportivas, que devem contribuir na forma dos incisos I e II deste artigo e do art. 23 desta Lei. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). § 11. O disposto nos §§ 6º ao 9º deste artigo aplicase à associação desportiva que mantenha equipe de futebol profissional e atividade econômica organizada para a produção e circulação de bens e serviços e que se organize regularmente, segundo um dos tipos regulados nos arts. 1.039 a 1.092 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 Código Civil. (Redação dada pela Lei nº 11.345, de 2006). § 11A. O disposto no § 11 deste artigo aplicase apenas às atividades diretamente relacionadas com a manutenção e administração de equipe profissional de futebol, não se estendendo às outras atividades econômicas exercidas pelas referidas sociedades empresariais beneficiárias. (Incluído pela Lei nº 11.505, de 2007). § 12. (VETADO) (Incluído pela Lei nº 10.170, de 2000). § 13. Não se considera como remuneração direta ou indireta, para os efeitos desta Lei, os valores despendidos pelas entidades religiosas e instituições de ensino vocacional com ministro de confissão religiosa, membros de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa em face do seu mister religioso ou para sua subsistência desde que fornecidos em condições que independam da natureza e da quantidade do trabalho executado. (Incluído pela Lei nº 10.170, de 2000). Em suas defesas, a Recorrente sustenta que, para base de cálculo, a fiscalização tributou a Recorrente em 40% sobre o montante das notas fiscais emitidas. Sendo que a empresa já teria pago indiretamente 11% decorrente da retenção obrigatória do tomador de serviços, resultando em débito de 29%, mediante aferição indireta. Argumentos estes que não podem prosperar. Ocorre que, conforme se extrai das palavras da Fiscalização nos itens “4 e 5” da fl. 64 do Relatório Fiscal, a mesma teve como base para apuração do crédito tributário as próprias folhas de pagamento e GFIPS apresentadas pela Recorrente, verbis: Fl. 13DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 13840.000274/200733 Acórdão n.º 2403001.235 S2C4T3 Fl. 8 15 “4. As ocorrências dos fatos geradores se deram com os pagamentos de remunerações aos segurados empregados e contribuintes individuais, conforme constatado nas folhas de pagamento e GFIP apresentados pela empresa, sendo que os recolhimentos de contribuições previdenciárias não foram suficientes para quitação dos débitos apurados. 5. Durante o procedimento fiscal foram analisados os documentos: folhas de pagamento, recibos de pagamento de salários, rescisões de contrato de trabalho, GFIP, GPS, RAIS, livro e fichas de registro de empregados, notas fiscais de prestação de serviços, livro de registros de prestação de serviços de 2006, livro caixa do ano de 2006 e atos constitutivos, sendo que, os débitos lançados na presente notificação foram apurados com base nas folhas de pagamento e GFIP, como já mencionado. As bases de cálculo, as contribuições lançadas, as deduções efetuadas, os recolhimentos considerados e as alíquotas e percentuais de multas aplicadas, estão demonstrados nas colunas ‘GFIP’ da planilha ‘demonstrativo dos valores apurados e divergências entre folhas de pagamento e GFIP e planilha demonstrativa dos valores apurados conforme folhas de pagamento’, ambas em anexo, bem como, nos relativos: DAD – discriminativo analítico dos débitos, RL – relatório dos lançamentos, DSD – Discriminativo sintético de débitos, RDA – Relatório dos documentos apresentados, RADA – relatório de apropriação dos documentos apresentados e FLD – fundamentos legais dos débitos, anexos a NFLD. Os lançamentos foram feitos nos levantamentos: 001 – VALORES DE FOLHAS DE PAGAMENTO, que corresponde aos valores apurados em folhas de pagamento no período de 01/1997 a 12/1998, antes da implantação da GFIP e 002 – VALORES DE FOLHA E GFIP, correspondendo aos valores constatados nas folhas de pagamento e informados em GFIP a partir de 01/1999.” Nesse diapasão, a Recorrente não comprovou a cobrança sobre a base de cálculo da Contribuição Previdenciária de 40% sobre a totalidade de suas notas fiscais que afirma em todos os seus recursos. Não comprovou, outrossim, o adimplemento do referido tributo e muito menos que houve erro no cálculo que ensejou a dívida, razão pela qual, deve o lançamento ser mantido. Por esses motivos, não devem prosperar as alegações da Recorrente, devendo o lançamento ser mantido. DO LOCAL DA APURAÇÃ DO CRÉDITO – BANCO DE DADOS DO INSS. A Recorrente alega e diz respaldarse em entendimento jurisprudencial do TRF da 4ª Região, mesmo não juntando nenhuma jurisprudência, que nos procedimentos fiscalizatórios o ente tributante deve se ater à escrita contábil e demais documentos que podem ser apresentados pela empresa fiscalizada e que somente é autorizada outra forma de apuração de crédito tributário quando houver recusa ou sonegação na apresentação dos documentos e que esse procedimento teria sido feito nas dependências do INSS, não sendo averiguados os documentos contábeis da empresa. Fl. 14DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 16 O contribuinte esquecese que é prerrogativa do fiscal verificar as informações fiscais prestadas pela empresa, através das obrigação acessória (documentação fornecida pelo contribuinte), como é o caso da apresentação da GFIP. Ademais, de acordo com a SÚMULA Nº 6 do CARF: “É legítima a lavratura de auto de infração no local em que foi constatada a infração, ainda que fora do estabelecimento do contribuinte.” Assim, não existe a necessidade da lavratura do auto ocorrer nas dependências da empresa fiscalizada quando verificada a declaração da tributação devida em GFIP e não verificado o pagamento correspondente. DOS ALEGADOS PEDIDOS DE RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO E VALORES RETIDOS A Recorrente alega possuir crédito com o Fisco, face aos pedidos de restituição realizados. Não compete a este conselho, nos autos do processo em tela, decidir sobre os pedidos de restituição realizados pelo contribuinte. Ademais, com relação aos valores retidos pelos tomadores de serviço já ficou decidido pela DRJ que eles já foram considerados na lavratura do Auto de Infração. MULTA DE MORA A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabelece que os débitos referentes a contribuições não recolhidas no prazo previsto em lei, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61, da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Tendo em vista que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, cominelhe penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 em comparativo com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo), para determinação e prevalência da multa mais benéfica, no momento do pagamento. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; Fl. 15DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 13840.000274/200733 Acórdão n.º 2403001.235 S2C4T3 Fl. 9 17 c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. CONCLUSÃO Do exposto, preliminarmente, reconheço a decadência em relação ao período compreendido entre 01/1997 a 06/2002, nos termos do art. 150, § 4º do CTN; no mérito, julgo parcialmente procedente o recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 16DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 15956.000215/2009-55
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO IRREGULARIDADE DA AUTUAÇÃO INOCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, apenalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido
elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO GFIP APRESENTAÇÃO
DE GFIP COM DADOS NÃO CORRESPONDENTES AOS FATOS GERADORES DE TODAS AS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS
Constitui infração, punível na forma da Lei, apresentar a empresa a Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social GFIP, com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias.
A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária.
CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, IV, §§ 4º e 5º, LEI Nº
8.212/91 APLICAÇÃO DO ART. 32, IV, LEI Nº 8.212/91 C/C ART. 32A,
LEI Nº 8.212/91 PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA ATO
NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO ART. 106, II, C, CTN
Conforme determinação do art. 106, II, c do Código Tributário Nacional CTN a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se
de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
Desta forma, há que se observar qual das seguintes situações resulta mais favorável ao contribuinte, conforme o art. 106, II, c, CTN: (a) a norma anterior, com a multa prevista no art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c art. 32, §§ 4º e 5º, Lei nº 8.212/1991 ou (b) a norma atual, nos termos do art. 32,
inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c o art. 32-A, Lei nº 8.212/1991, na redação dada pela Lei 11.941/2009.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2403-001.158
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para que se recalcule o valor da multa, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 32-A da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009.
Nome do relator: PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
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Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO GFIP APRESENTAÇÃO DE GFIP COM DADOS NÃO CORRESPONDENTES AOS FATOS GERADORES DE TODAS AS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Constitui infração, punível na forma da Lei, apresentar a empresa a Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social GFIP, com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do autode infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária. CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, IV, §§ 4º e 5º, LEI Nº 8.212/91 APLICAÇÃO DO ART. 32, IV, LEI Nº 8.212/91 C/C ART. 32A, LEI Nº 8.212/91 PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO ART. 106, II, C, CTN Conforme determinação do art. 106, II, c do Código Tributário Nacional CTN a lei aplicase a ato ou fato pretérito, tratandose de ato não Fl. 188DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Desta forma, há que se observar qual das seguintes situações resulta mais favorável ao contribuinte, conforme o art. 106, II, c, CTN: (a) a norma anterior, com a multa prevista no art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c art. 32, §§ 4º e 5º, Lei nº 8.212/1991 ou (b) a norma atual, nos termos do art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c o art. 32A, Lei nº 8.212/1991, na redação dada pela Lei 11.941/2009. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para que se recalcule o valor da multa, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 32A da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Jhonatas Ribeiro da Silva, Marcelo Magalhães Peixoto e Maria Anselma Coscrato dos Santos. Ausente o Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 189DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000215/200955 Acórdão n.º 240301.158 S2C4T3 Fl. 92 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário, fls. 72 a 87, interposto pela Recorrente – AJUSTE TRANSP E SERVICOS GERAIS DA LAVOURA LTDA. contra Acórdão nº 12 32.668 15ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Rio de Janeiro I RJ, fls. 54 a 65, que julgou procedente a autuação por descumprimento de obrigação acessória, Auto de Infração de Obrigação Acessória – AIOA nº. 37.213.5803, às fls. 01, com valor consolidado de R$ 93.042,60. Conforme o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 18 a 20, o Auto de Infração nº. 37.213.5803, Código de Fundamentação Legal – CFL 68, foi lavrado pela Fiscalização contra a Recorrente por ela ter apresentado GFIP Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, nas competências 01/2005 a 12/2005. O Relatório Fiscal da Infração, às fls. 06 a 07, informa que: Em ação fiscal na empresa, constatouse que a mesma nas competências 01/2005 a 12/2005 deixou de declarar em Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social GFIP as contribuições devidas, relativa aos segurados empregados pelo enquadramento indevido como Produtora Rural e também não constou na GFIP os Contribuintes Individuais Carreteiros Autônomos. Houve portanto o descumprimento da obrigação legal acessória, conforme previsto na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 32, inc. IV e §§ 3º e 5º, acrescentado pela Lei n° 9.528, de 10/12/1997, combinado com art. 225, IV e § 4°, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999. A multa a ser aplicada tem enquadramento legal na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 32, §5°, acrescentado pela Lei n° 9.528, de 10/12/1997, e Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999, art. 284, inc. II, e art. 373. Em virtude da infração cometida fica a autuada sujeita à multa prevista no art. 32, §5° da Lei 8212/1991 e 284, inc. II, Decreto 3.048/99, com valor mínimo atualizado pela Portaria MPS/MF 48, de 12.02.2009, calculada de acordo com o Anexo do Relatório Fiscal de Aplicação da Multa, às fls. 12 a 15, no valor total de R$ 93.042,60. Fl. 190DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 4 Segundo se depreende do Relatório Fiscal de Aplicação da Multa, às fls. 07, não ficaram caracterizadas nem circunstância agravante e nem circunstância atenuante. A Recorrente teve ciência do TIPF – Termo de Início do Procedimento Fiscal, às fls. 09, na qual consta o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 0810900.2009.00430. O período objeto do auto de infração, conforme o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 06 a 07, é de 01/2005 a 12/2005. A Recorrente apresentou Impugnação, às fls. 18 a 30. A Recorrida analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, nos termos do Acórdão nº 1232.668 15ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Rio de Janeiro I RJ, fls. 54 a 65, conforme Ementa a seguir: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de.apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005 LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA INFRAÇÃO. GFIP. DADOS NÃO CORRESPONDENTES AOS FATOS GERADORES DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. Apresentar a empresa a GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores'de todas as contribuições previdenciárias constitui infração à legislação previdenciária. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Acórdão Vistos, relatados e discutidos estes autos,' acordam os membros da 15a Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento — Rio de Janeiro I (RJ), por unanimidade de votos, em negar provimento à impugnação, mantendo o crédito tributário, no valor de R$93.042,60, acrescidos dos encargos moratórios. Intimese para pagamento do crédito mantido, acrescido dos encargos moratórios, no prazo de 30 dias da ciência, salvo interposição de recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, em igual prazo, conforme facultado pelo art. 1o do Decreto n° 6.103, de 30 de abril de 2007, art. 33 do Decreto n.° 70.235, de 6 de março de 1972, artigos 304, 305 do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99, artigos 29 e 30 da Lei 11.457/07, art.126 da Lei 8.213/91, art.l ° e 20 da Portaria MF 41, de 17.02.2009. Fl. 191DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000215/200955 Acórdão n.º 240301.158 S2C4T3 Fl. 93 5 Inconformada com a decisão de 1ª instância, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, fls. 72 a 87, reiterando os argumentos utilizados em sede de Impugnação, em apertada síntese: Em sede Preliminar. (i) Da omissão quanto à tipicidade da infração cominada: princípios da ampla defesa. Nesse passo, a Recorrente ressaltou a regra de que a lei nova que descriminaliza uma determinada conduta passa a viger sobre as situações presentes e sobre as passadas, desde que ainda não transitadas em julgado. Em sendo essa a hipótese que acontece no bojo do processo, foi suscitada a impossibilidade de aplicação dos §§ Y e 5° do inciso IV do artigo 32 supracitado, vez que revogados, devendose incidir a regra do artigo 106, II, `a' do Código Tributário Nacional. Entrementes, a turma julgadora, ao apreciar o tópico, apenas versou sobre a retroação da norma mais benigna aduzida pelo CTN em face ao cálculo Ida multa cominada — que é alcançado pela alínea `c' do artigo 106 , calandose, todavia, sobre a retroação prevalente, que referese à própria conduta considerada infringida pelo auto de infração lavrado e cuja tipicidade foi elidida pela Lei n. 11.941/2009. Do Mérito. (ii) da atipicidade do § 5º, do inciso IV do art. 32 da Lei 8212/1991 Nesse passo, a lei ulterior veio retirar a tipicidade de conduta que era considerada infração na medida em que a expurgou do sistema normativo. Assim, devese prevalecer as regras da retroatividade da lei benigna, que impõe a incidência da norma nova, mais benéfica, também sobre fatos a ela anteriores, desde que ainda não transitados em julgado. In casu, há que aplicar o princípio do nullum crimen, nulla poena sine lege, respaldado pelo artigo 5°, XL da Magna Carta. Nessa senda, antes de designar a retroatividade da lei benéfica tão somente para a seara penal, fazse necessária a observação de um procedimento hermenêutico pautado pela lógica da isonomia, da legalidade e da analogia in bonam partem, que, incontinenti, guiará para o entendimento de que a lei que tenha cunho repressivo, qualquer que seja o âmbito no qual se arrime, estará vulnerada à retroatividade benigna. Fl. 192DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 6 (iii) Da subsunção deficiente: tipicidade cerrada. Fazse bastante para o afastamento da imputação feita contra a Recorrente o fato de que a norma considerada transgredida foi revogada e, portanto, extraída do sistema normativo pátrio . Entrementes , para melhor deslinde da questão, compete elucidar a imputação da infração pelo artigo 32, IV, §5° da Lei n. 8.212/ 1991 como se o mesmo ainda fosse válido. (iv) da adequação ao código FPAS: princípio do devido processo legal e do contraditório e ampla defesa Entretanto, ainda padece de julgamento definitivo à questão principal referente ao FPAS, que não pode ser presumida para fins de cobrança tributária, de modo que o auto de infração ora debatido deve ser elidido a fim de evitar transgressão aos primados constitucionais do devido processo legal e do contraditório e da ampla defesa (v) Da índole rurícola: observância ao art. 150, II da Magna Carta A caracterização da atividade rural; sua atividade econômica predominante é a rural, especificamente ligada ao setor rural da agroindústria e do produtor rural por tríplice aspecto: Serve de apoio para as usinas de açúcar e álcool, até porque presta serviços tão somente as mesmas, pois as auxilia na consecução da produção rural, cuja conclusão ocorrerá tão somente se verificados os procedimentos de produção da cana, do corte, do transporte e da efetiva entrega da matériaprima ao respectivo comprador para industrialização; Tais procedimentos são executados e consolidados exatamente pela impugnante para a devida entrega da canadeaçúcar, razão pela qual está devidamente amparada pela caracterização conceitual de atividade rural praticada pelo produtor; e Em razão ao já exposto, estando a Recorrente ativa e operacionalmente voltada ao meio agrário, não pode a Recorrida constrangeIa à desqualificação de seus atributos, pois que verdadeira afronta aos princípios que permeiam todo o ordenamento jurídico, mormente aqueles que voltamse para regular condutas da Administração com potencial para atingir o cidadão em seus direitos mais essenciais, fazendo urgir o afastamento do desenquadramento proposto pela Recorrida. (vi) Do cálculo da multa – retroação da lei mais benéfica Alega que, nos termos do art. 106, inciso II, alínea 'c' do CTN, a multa deve ser calculada segundo a norma mais benéfica ao Fl. 193DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000215/200955 Acórdão n.º 240301.158 S2C4T3 Fl. 94 7 contribuinte, seja o dispositivo vigente na época da autuação ou o atual em vigor. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão, fls. 150. É o Relatório. Fl. 194DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 8 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 150. Avaliados os pressupostos, passo para as Questões Preliminares e ao Mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES (A) Da regularidade da lavratura do Auto de Infração De plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: • A autorização por meio da emissão do Mandado de Procedimento Fiscal – MPF F, com a competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento; • A intimação para a apresentação dos documentos conforme Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; • A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a Fl. 195DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000215/200955 Acórdão n.º 240301.158 S2C4T3 Fl. 95 9 lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. Folha de Rosto do Auto de Infração; b. Instruções para o Contribuinte – IPC; c. REPLEG – Relatório de representantes Legais; d. VÍNCULOS – Relação de Vínculos; e. TIPF –Termo de Início do Procedimento Fiscal; f. Termo de Intimação para Apresentação de Documentos TIAD; g. TEPF –Termo de Encerramento do Procedimento Fiscal. h. Relatório Fiscal da Infração. Cumprenos esclarecer ainda, que a autuação fiscal foi elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999, especialmente com a discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, dia e hora de sua lavratura. Art.293.Constatada a ocorrência de infração a dispositivo deste Regulamento, será lavrado autodeinfração com discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, dia e hora de sua lavratura, observadas as normas fixadas pelos órgãos competentes. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §1oRecebido o autodeinfração, o autuado terá o prazo de trinta dias, a contar da ciência, para efetuar o pagamento da multa de ofício com redução de cinqüenta por cento ou impugnar a autuação. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §2oImpugnada a autuação, o autuado, após a ciência da decisão de primeira instância, poderá efetuar o pagamento da multa de ofício com redução de vinte e cinco por cento, até a data limite para interposição de recurso. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §3ºO recolhimento do valor da multa, com redução, implica renúncia ao direito de impugnar ou de recorrer.(Redação dada pelo Decreto nº 4.032, de 2001) §4oApresentada impugnação, o processo será submetido à autoridade competente, que decidirá sobre a autuação, cabendo Fl. 196DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 10 recurso na forma da Subseção II da Seção II do Capítulo Único do Título I do Livro V deste Regulamento. (Redação dada pelo Decreto nº 6.032, de 2007) Analisandose o auto de infração e seus anexos, temse que foi cumprido integralmente os limites legais dispostos no art. artigo 293, Decreto 3.048/1999. (B) Alegações diversas de inconstitucionalidade. Analisemos. Não assiste razão à Recorrente pois o previsto no ordenamento legal não pode ser anulado na instância administrativa por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972, que dispõe sobre o processo administrativo fiscal, e dá outras providências: “Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 1o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 2o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 3o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 4o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 5o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 6o O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) II – que fundamente crédito tributário objeto de: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei no 10.522, de 19 de julho de 2002; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) Fl. 197DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000215/200955 Acórdão n.º 240301.158 S2C4T3 Fl. 96 11 b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) c) pareceres do AdvogadoGeral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)”(gn). Ademais, há a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. Súmula CARFnº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (i) Da omissão quanto à tipicidade da infração cominada: princípios da ampla defesa. Nesse passo, a Recorrente ressaltou a regra de que a lei nova que descriminaliza uma determinada conduta passa a viger sobre as situações presentes e sobre as passadas, desde que ainda não transitadas em julgado. Em sendo essa a hipótese que acontece no bojo do processo, foi suscitada a impossibilidade de aplicação dos §§ Y e 5° do inciso IV do artigo 32 supracitado, vez que revogados, devendose incidir a regra do artigo 106, II, `a' do Código Tributário Nacional. Entrementes, a turma julgadora, ao apreciar o tópico, apenas versou sobre a retroação da norma mais benigna aduzida pelo CTN em face ao cálculo Ida multa cominada — que é alcançado pela alínea `c' do artigo 106 , calandose, todavia, sobre a retroação prevalente, que referese à própria conduta considerada infringida pelo auto de infração lavrado e cuja tipicidade foi elidida pela Lei n. 11.941/2009. Analisemos. A apreciação de inconstitucionalidade em sede de Recurso Voluntário já foi analisada no item (B). Outrossim, não prospera tal argumentação da Recorrente no sentido de que a decisão de primeira instância deixou de apreciar tais pontos pois, exatamente às fls. 62 a 63, o Acórdão nº 1232.668 enfrentou tal questionamento, conforme até se verifica da conclusão deste ponto: Fl. 198DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 12 10.1. Constatase que o agente fiscal, em respeito ao princípio da multa mais benéfica (art. 106, II, "c" do CTN), aplicou a multa do art. 32, parágrafo 5 ° da lei 8.212/91, com redação dada pela lei 9.528/97, às competências 01.2005 a 03.2005 e 05/2005 a 12/2005 e para a competência 04/2005 foi aplicada a nova metodologia introduzida pela Lei 11.491/2009, em observância ao previsto no art. 106, II, `a' do Código Tributário Nacional. 10.2. Tal conduta foi criteriosamente detalhada nas planilhas de fls 12/15. 10.3. Tendo em vista a introdução de novo critério para o cálculo da multa pelo descumprimento da obrigação acessória do art. 32, inciso IV da lei 8.212/91, pela Medida Provisória 449, de 03.12.2008, convertida na lei 11.941, de 27.05.2009, faz se necessário verificar se o novo cálculo é mais benéfico que o anterior, por força do art. 106, inciso II, "c" do CTN. 10.4. Entretanto, de acordo com a Portaria Conjunta PGFN/RFB n° 14, de 4 de dezembro de 2009 (DÓU 08.12.2009), superveniente à INSTRUÇÃO NORMATIVA RFB N° 971, DE 13 DE NOVEMBRO DE 2009 DOU 17/11/2009, a autoridade julgadora eximirseá de efetuar o cálculo da multa mais benéfica, cabendo tal mister tão somente quando o contribuinte efetuar o pagamento ou em sede de execução fiscal (...) 10.5. Logo, a análise do valor da multa mais benéfica não será realizada neste momento do processo administrativo, mas tão somente quando do pagamento do crédito tributário ou de seu parcelamento administrativo, ou em sede de execução fiscal pelo órgão competente (art. 2 0, parágrafos 1 0 e 4° da Portaria Conjunta PGFN/RFB n° 14, de 4 de dezembro de 2009 DOU 08.12.2009). 10.6. Ademais, a mera alegação de confusão na aplicação da multa mais benéfica corresponde a contestação genérica (art. 302 do CPC) que não tem o condão de afastar a veracidade dos fatos narrados pelo agente fiscal, cabendo ao interessado o ônus da prova quanto à incorreção do procedimento adotado na aplicação da multa mais benéfica. Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. DO MÉRITO (ii) da atipicidade do § 5º, do inciso IV do art. 32 da Lei 8212/1991 Fl. 199DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000215/200955 Acórdão n.º 240301.158 S2C4T3 Fl. 97 13 Nesse passo, a lei ulterior veio retirar a tipicidade de conduta que era considerada infração na medida em que a expurgou do sistema normativo. Assim, devese prevalecer as regras da retroatividade da lei benigna, que impõe a incidência da norma nova, mais benéfica, também sobre fatos a ela anteriores, desde que ainda não transitados em julgado. In casu, há que aplicar o princípio do nullum crimen, nulla poena sine lege, respaldado pelo artigo 5°, XL da Magna Carta. Nessa senda, antes de designar a retroatividade da lei benéfica tão somente para a seara penal, fazse necessária a observação de um procedimento hermenêutico pautado pela lógica da isonomia, da legalidade e da analogia in bonam partem, que, incontinenti, guiará para o entendimento de que a lei que tenha cunho repressivo, qualquer que seja o âmbito no qual se arrime, estará vulnerada à retroatividade benigna. (iii) Da subsunção deficiente: tipicidade cerrada. Fazse bastante para o afastamento da imputação feita contra a Recorrente o fato de que a norma considerada transgredida foi revogada e, portanto, extraída do sistema normativo pátrio . Entrementes , para melhor deslinde da questão, compete elucidar a imputação da infração pelo artigo 32, IV, §5° da Lei n. 8.212/ 1991 como se o mesmo ainda fosse válido. (vi) Do cálculo da multa – retroação da lei mais benéfica Alega que, nos termos do art. 106, inciso II, alínea 'c' do CTN, a multa deve ser calculada segundo a norma mais benéfica ao contribuinte, seja o dispositivo vigente na época da autuação ou o atual em vigor. Analisemos os itens (ii), (iii) e (vi) conjuntamente. Conforme o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 18 a 20, o Auto de Infração nº. 37.213.5803, Código de Fundamentação Legal – CFL 68, foi lavrado pela Fiscalização contra a Recorrente por ela ter apresentado GFIP Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, nas competências 01/2005 a 12/2005. O Relatório Fiscal da Infração, às fls. 06 a 07, informa que: Em ação fiscal na empresa, constatouse que a mesma nas competências 01/2005 a 12/2005 deixou de declarar em Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social GFIP as contribuições devidas, relativa aos segurados empregados pelo enquadramento indevido como Produtora Fl. 200DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 14 Rural e também não constou na GFIP os Contribuintes Individuais Carreteiros Autônomos. Houve portanto o descumprimento da obrigação legal acessória, conforme previsto na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 32, inc. IV e §§ 3º e 5º, acrescentado pela Lei n° 9.528, de 10/12/1997, combinado com art. 225, IV e § 4°, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999. A multa a ser aplicada tem enquadramento legal na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 32, §5°, acrescentado pela Lei n° 9.528, de 10/12/1997, e Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999, art. 284, inc. II, e art. 373. Em virtude da infração cometida fica a autuada sujeita à multa prevista no art. 32, §5° da Lei 8212/1991 e 284, inc. II, Decreto 3.048/99, com valor mínimo atualizado pela Portaria MPS/MF 48, de 12.02.2009, calculada de acordo com o Anexo do Relatório Fiscal de Aplicação da Multa, às fls. 12 a 15, no valor total de R$ 93.042,60. No que tange ao cálculo da multa, é necessário tecer algumas considerações, face à edição da recente Medida Provisória nº 449/2008, convertida na Lei 11.941/2009. A citada Lei 11.941/2009 alterou a sistemática de cálculo de multa por infrações relacionadas à GFIP. Para tanto, a Lei 11.941/2009, inseriu o art. 32A, o qual dispõe o seguinte: “Art.32A.O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do art. 32 no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitarseá às seguintes multas: I de dois por cento ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no §3o; e II de R$ 20,00 (vinte reais)para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas §1º Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso I do caput, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento §2o Observado o disposto no § 3o, as multas serão reduzidas: I à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou II a setenta e cinco por cento, se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação Fl. 201DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000215/200955 Acórdão n.º 240301.158 S2C4T3 Fl. 98 15 §3o A multa mínima a ser aplicada será de: I R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; II R$ 500,00 ( quinhentos reais), nos demais casos”. Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106. inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, há que se verificar a situação mais favorável ao sujeito passivo, face às alterações trazidas. Art.106 A lei aplicase a ato ou fato pretérito: (...) II tratandose de ato não definitivamente julgado: (...) c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. No caso da presente autuação, Auto de Infração nº. 37.213.5803, a multa aplicada ocorreu nos termos do art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 e do art. 32, § 5º, da Lei nº 8.212/1991, o qual previa que pena administrativa correspondente à multa de cem por cento do valor devido relativo à contribuição não declarada, limitada aos valores previstos no art. 32, § 4º, da Lei nº 8.212/1991. Para efeitos da apuração da situação mais favorável, há que se observar qual das seguintes situações resulta mais favorável ao contribuinte, conforme o art. 106, II, c, CTN: (a) a norma anterior, com a multa prevista no art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c o art. 32, § 5º, Lei nº 8.212/1991 ou (b) a norma atual, nos termos do art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c o art. 32A, Lei nº 8.212/1991, na redação dada pela Lei 11.941/2009. Nesse sentido, entendo que na execução do julgado, a autoridade fiscal deverá verificar, com base nas alterações trazidas, a situação mais benéfica ao contribuinte. (iv) da adequação ao código FPAS: princípio do devido processo legal e do contraditório e ampla defesa Entretanto, ainda padece de julgamento definitivo à questão principal referente ao FPAS, que não pode ser presumida para fins de cobrança tributária, de modo que o auto de infração ora debatido deve ser elidido a fim de evitar transgressão aos primados constitucionais do devido processo legal e do contraditório e da ampla defesa Fl. 202DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 16 Analisemos. A apreciação de inconstitucionalidade em sede de Recurso Voluntário já foi analisada no item (B). Ademais, em relação ao enquadramento no código FPAS 7870, a Recorrente não trouxe elementos fáticos que pudessem se contrapor ao lançamento fiscal bem como à decisão de primeira instância a qual mantenho integralmente. 9.6 Portanto, correto o entendimento de que o enquadramento deve se dar no FPAS 787, por se tratar de pessoa jurídica excluída da substituição por ter atividade econômica autônoma de serviços. Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. (v) Da índole rurícola: observância ao art. 150, II da Magna Carta A caracterização da atividade rural; sua atividade econômica predominante é a rural, especificamente ligada ao setor rural da agroindústria e do produtor rural por tríplice aspecto: Serve de apoio para as usinas de açúcar e álcool, até porque presta serviços tão somente as mesmas, pois as auxilia na consecução da produção rural, cuja conclusão ocorrerá tão somente se verificados os procedimentos de produção da cana, do corte, do transporte e da efetiva entrega da matériaprima ao respectivo comprador para industrialização; Tais procedimentos são executados e consolidados exatamente pela impugnante para a devida entrega da canadeaçúcar, razão pela qual está devidamente amparada pela caracterização conceitual de atividade rural praticada pelo produtor; e Em razão ao já exposto, estando a Recorrente ativa e operacionalmente voltada ao meio agrário, não pode a Recorrida constrangeIa à desqualificação de seus atributos, pois que verdadeira afronta aos princípios que permeiam todo o ordenamento jurídico, mormente aqueles que voltamse para regular condutas da Administração com potencial para atingir o cidadão em seus direitos mais essenciais, fazendo urgir o afastamento do desenquadramento proposto pela Recorrida. Analisemos. Em relação aos elementos trazidos aos autos no processo nº 15956.000215/200955, que se refere ao Auto de infração de Obrigação Principal – AIOP, as cópias do Contrato Social e Alterações, mostram que o objeto social: Fl. 203DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000215/200955 Acórdão n.º 240301.158 S2C4T3 Fl. 99 17 em 26.10.1993 – fls. 58 – o objeto social da Recorrente era exploração de transportes rodoviários e serviços gerais da lavoura. em 18.03.2005 – fls. 69 – a 3ª alteração do Contrato Social indicou que o objeto social da Recorrente era exploração de transportes rodoviários de cargas em geral e prestação de serviços agrícolas de plantio, carpinagem, colheita, queimadas e capatazia (carga e descarga dos produtos agrícolas). A AuditoriaFiscal aponta, no Relatório Fiscal do processo nº 15956.000215/200955, às fls.18 a 20, que a atividade da Recorrente, conforme contrato social e alterações é "Transportes Rodoviários de Cargas em geral e Prestação de Serviços Agrícolas de Plantio, Carpinagem, Colheita, Queimadas e Capatazia (Carga e Descarga dos Produtos Agrícolas)", demonstrada também em Notas Fiscais de Prestação de Serviços e documentos contábeis o seu objeto social é o de transporte de carga, cujo enquadramento correto é no código FPAS 787 e não no código FPAS 604 (Produtor Rural Pessoa Jurídica). Outrossim, a Recorrente não colacionou aos autos elementos fáticos que pudessem demonstrar que se enquadra no FPAS 604 (Produtor Rural Pessoa Jurídica), de forma a desconstituir o reenquadramento realizado pela AuditoriaFiscal.. Neste sentido, a AuditoriaFiscal comprovou com elementos fáticos, tais como as Notas Fiscais de Prestação de Serviços e documentos contábeis, que a atividade preponderante da empresa se enquadra no FPAS 787, por se trará de pessoa jurídica excluída da substituição por ter atividade econômica autônoma de serviços, conforme o disposto no Anexo II da IN MPS/SRP nº 3/2005, o qual engloba: SINDICATO, FEDERAÇÃO E CONFEDERAÇÃO PATRONAL RURAL — ATIVIDADE COOPERATIVISTA RURAL — SETOR RURAL DA SOCIEDADE COOPERATIVA não relacionada no DecretoLei n.' 1.146/70 SETOR RURAL DAS AGROINDÚSTRIAS de piscicultura, carcinicultura, suinocultura e avicultura SETOR RURAL DA AGROINDÚSTRIA de florestamento e reflorestamento quando não aplicável a substituição, na forma do art. 22 A da Lei 787 8.212/91 — PRESTADOR DE MÃODEOBRA RURAL LEGALMENTE CONSTITUÍDO COMO PESSOA JURÍDICA, a partir de 08/94 — PRODUTOR RURAL PESSOA JURÍDICA e AGROINDÚSTRIA exclusivamente em relação aos empregados envolvidos na prestação de serviços rurais ou agroindustriais, caracterizados ou não como atividade autônoma, a partir de novembro/2001 — SETOR RURAL DO PRODUTOR PESSOA JURÍDICA excluído da substituição por ter atividade econômica autônoma (comercial, industrial ou de serviços). Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. Fl. 204DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 18 CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso, em dar provimento parcial ao recurso, NO MÉRITO, para que se recalcule o valor da multa, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 32A da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 205DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10805.909245/2016-68
Turma: Terceira Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 07 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Wed Apr 27 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/10/2011 a 31/12/2011
NULIDADE. OMISSÃO DO JULGADOR DE PRIMEIRA INSTÂNCIA NA APRECIAÇÃO DA MATÉRIA ALEGADA NA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. CERCEAMENTO DE DEFESA.
Configura-se cerceamento do direito de defesa a falta de análise e pronunciamento pela autoridade julgadora dos argumentos apresentados em sede de manifestação de inconformidade pelo contribuinte, o que gera, em consequência, a nulidade da decisão, com base no artigo 59, inciso II, do Decreto 70.235/1972.
Numero da decisão: 1003-002.934
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acatar a preliminar de nulidade suscitada e no mérito, por maioria de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário e anular o acórdão da DRJ que não conheceu da Manifestação de Inconformidade, a fim de que seja proferida nova decisão, com o exame integral das alegações da Recorrente aduzidas em sede de Manifestação de Inconformidade, retomando-se o rito processual a partir daí. Vencida a conselheira Carmen Ferreira Saraiva, que lhe negou provimento.
(documento assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça, Márcio Avito Ribeiro Faria, Carmen Ferreira Saraiva (Presidente).
Nome do relator: Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/2011 a 31/12/2011 NULIDADE. OMISSÃO DO JULGADOR DE PRIMEIRA INSTÂNCIA NA APRECIAÇÃO DA MATÉRIA ALEGADA NA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. CERCEAMENTO DE DEFESA. Configura-se cerceamento do direito de defesa a falta de análise e pronunciamento pela autoridade julgadora dos argumentos apresentados em sede de manifestação de inconformidade pelo contribuinte, o que gera, em consequência, a nulidade da decisão, com base no artigo 59, inciso II, do Decreto 70.235/1972. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acatar a preliminar de nulidade suscitada e no mérito, por maioria de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário e anular o acórdão da DRJ que não conheceu da Manifestação de Inconformidade, a fim de que seja proferida nova decisão, com o exame integral das alegações da Recorrente aduzidas em sede de Manifestação de Inconformidade, retomando-se o rito processual a partir daí. Vencida a conselheira Carmen Ferreira Saraiva, que lhe negou provimento. (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva - Presidente (documento assinado digitalmente) Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça, Márcio Avito Ribeiro Faria, Carmen Ferreira Saraiva (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 80 5. 90 92 45 /2 01 6- 68 Fl. 375DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 1003-002.934 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10805.909245/2016-68 Relatório Trata-se de recurso voluntário contra acórdão de nº 108-002.365, de 17 de setembro de 2020, proferido pela 3ª Turma da DRJ08, que julgou a manifestação de inconformidade da Recorrente não conhecida. Por economia processual e por entender suficientes as informações constantes no Relatório do r. acórdão, passo a transcrevê-lo abaixo: “Trata o presente de análise de Declaração de Compensação (DComp) de nº 39059.68250.210616.1.3.04-5007 (e-fls. 190/194), em que se postula direito creditório referente a pagamento indevido de IRPJ do 4º trimestre/2011, parcialmente homologada por Despacho Decisório (DD) eletrônico (e-fls. 198), de que se deu ciência ao Contribuinte em 10/11/2016 (e-fls. 189). DESPACHO DECISÓRIO 2. O item “3” do DD, “FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO E ENQUADRAMENTO LEGAL”, assim dispõe: “A análise do direito creditório está limitada ao ‘crédito original na data de transmissão’ informado no PER/DCOMP, no valor de 20.081,83 Valor do crédito original reconhecido: 9.677,58 A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas parcialmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, restando saldo disponível inferior ao crédito pretendido, insuficiente para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Características do DARF discriminado no PER/DCOMP MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE 3. Irresignado, o Contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade (e-fls. 3/4) em 24/11/2016 (e-fls. 187). 4. Em suma, assenta que “Em vista a correção do cálculo do débito da empresa, e tendo a empresa recolhido o valor de 746.367,24 e declarado débito de 655.377,54 em suas Fl. 376DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 1003-002.934 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10805.909245/2016-68 obrigações retificadoras, a empresa utilizou a diferença para compensação de outro tributo administrado pela RFB, em declaração de compensação. Tendo os DARFs de recolhimentos no valor total de 746.367,24 e declarado o débito de 655.377,54, vimos solicitar a reanálise e anulação de débito no valor principal de 14.873,92, citado no referido despacho decisório. Pelo exposto acima, a empresa não entende a cobrança do débito de 14.873,92, gerado no despacho decisório”. Por sua vez, a 3ª Turma da DRJ08 não conheceu da Manifestação de Inconformidade apresentada sob o argumento de que a Recorrente não teria apresentado as razões de seu inconformismo, não havendo, portanto, a instauração o litígio. Já a Recorrente interpôs recurso voluntário aduzindo, em síntese: I - Preliminarmente: a) Que houve a instauração do litígio, visto que “no caso em apreço, a Recorrente explicou e comprovou documentalmente a origem do crédito de IRPJ a ser compensado, informando ainda que houve retificação das obrigações acessórias, seguidas dos pagamentos dos saldos de tributos, gerando, assim, pagamento a maior, merecendo, portanto, ser conhecida a sua manifestação de inconformidade. Quer-se dizer, mesmo que parte do crédito tenha sido utilizado na DCOMP nº 29762.08687.180516.1.3.04-5493, ainda resta salso positivo para a presente DCOMP”; II - Mérito: a) Após transmitir a DCF original, a Recorrente transmitiu uma declaração retificadora, seguida, na sequência, de outra retificadora, sendo essa terceira a válida. Assim, o crédito gerado por essa redução de IRPJ, importou R$ 90.989,70 e como são três cotas de IRPJ, cada uma delas obteve um crédito de R$ 30.329,90. Tal crédito possuía em referência ao DARF de R$ 242.208,88, quitado em 30/03/2012, atualizado para a data das transmissões das DCOMPs perfazia R$ 43.022,96; b) Portanto, o crédito era absolutamente suficiente para quitar os DCOMP nº 29762. 08687.180516.1.3.04-5493 no valor de R$ 14.536,89 (que abateu COFINS de abril/2016), bem como DCOMP ora em análise no valor de R$ 28.708,98 (que abateu PIS de maio/2016), e, c) Deve haver o cancelamento do débito lançando no despacho decisório, já que a Recorrente demostrou a higidez de seus créditos, que mesmo tendo compensado também outra DCOMP não interferem na quitação da presente. É o relatório. Fl. 377DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 1003-002.934 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10805.909245/2016-68 Voto Conselheira Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça, Relatora. O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência, em especial no Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972, inclusive para os fins do inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional. Assim, dele tomo conhecimento. Da Nulidade da Decisão Recorrida Conforme visto no relatório, o processo versa acerca de análise de Declaração de Compensação (DComp) de nº 39059.68250.210616.1.3.04-5007, em que a Recorrente informou direito creditório referente a pagamento indevido de IRPJ do 4º trimestre/2011, parcialmente homologada por Despacho Decisório. Irresignada, Recorrente apresentou manifestação de inconformidade explicando a origem do crédito pleiteado e requerendo a juntada e apreciação de documentos que comprovariam suas alegações. Ocorre que a decisão de primeira instância entendeu que, como a Recorrente não teria fundamentado seus pontos de discordância, o litígio não fora insaturado . Logo, o acórdão de piso não conheceu da manifestação de inconformidade, nos seguintes termos: “(...) 6. Todavia, não foi instaurado o litígio, nos termos do art. 119 do Dec. nº 7.574, de 2011. O Contribuinte, ao afirmar que “[...] não entende a cobrança do débito de 14.873,92, gerado no despacho decisório”, não elencando os “os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir”, a teor do inc. III do art. 57 do referido Decreto, evade-se de contestar a afirmação fiscal, que é singela, como se viu da transcrição de trecho do DD: parte do direito creditório foi utilizado para quitar o débito declarado na DComp nº 29762.08687.180516.1.3.04- 5493”. Porém, com o devido respeito, discordo a decisão “a quo” e entendo que deve ocorrer sua anulação, sob pena de preterição ao direito de defesa da Recorrente. Explico. A nulidade da decisão de primeira instância se justifica ante o flagrante cerceamento de defesa da Recorrente, posto que os argumentos elencados na manifestação de inconformidade não foram enfrentados pela DRJ. Fl. 378DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 1003-002.934 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10805.909245/2016-68 De fato, a Recorrente apresentou de forma sucinta suas razões ao explicar que teria recolhido valor a título de IRPJ maior do que o efetivamente devido, considerando as declarações retificadoras e que utilizou a diferença para compensação de outro tributo administrado pela RFB, em PerDcomp. Convém destacar que a contribuinte apresentou elementos de prova em sede de manifestação de inconformidade. Neste contexto, entendo que a DRJ deveria ter apreciado o argumento da Recorrente, bem como os documentos carreados aos autos que poderiam se prestar ou não a comprovar o alegado. Ao se furtar de tal análise, a DRJ descumpriu seu dever de preservação do contraditório e a ampla defesa, garantias constitucionalmente asseguradas ao contribuinte. Logo, o acórdão recorrido incorreu em nulidade por prejuízo evidente ao direito de defesa da Recorrente, conforme prevê o artigo 59, inciso II, do Decreto nº 70.235/1972, in verbis: Art. 59 - São nulos: I - "omissis" II - os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa." Desta feita, os autos devem ser devolvidos à primeira instância administrativa, para que seja proferida nova decisão, vez que o acórdão de piso apresenta vício de nulidade o julgado proferido com preterição ao direito de defesa da Recorrente, caracterizado pela ausência de apreciação de argumento de seu inconformismo em sede de primeira instância. Ante o exposto, oriento meu voto no sentido de acatar a preliminar de nulidade suscitada para dar provimento ao recurso voluntário e anular o acórdão da DRJ que não conheceu da Manifestação de Inconformidade, a fim de que seja proferida nova decisão, com o exame integral das alegações da Recorrente manejadas em sede de Manifestação de Inconformidade, retomando-se o rito processual a partir daí. (documento assinado digitalmente) Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça Fl. 379DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 13502.001356/2008-17
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/07/1994 a 31/07/1994
DECADÊNCIA
Quando o lançamento anterior é anulado por vício formal, o termo a quo para contagem da decadência passa a ser a data que se tornar definitiva a decisão que houver anulado o crédito anteriormente constituído.
SOLIDARIEDADE. CESSÃO DE MÃO-DE-OBRA.
A contratante de serviços executados mediante cessão de mão-de-obra, inclusive em regime de trabalho temporário, responde solidariamente com o executor pelas obrigações decorrentes desta Lei, em relação aos serviços prestados, não se aplicando, em qualquer hipótese, o benefício de ordem. Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2403-001.214
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, reconhecendo a anulação do lançamento original por vício material, o que resulta em decadência total do lançamento presente. Vencidos o relator Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Ivacir Julio de Souza. Fez sustentação oral a advogada da recorrente Dra. Marluzi Andrea Costa Barros – OAB 896-B/Bahia.
Nome do relator: PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO
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SOLIDARIEDADE. CESSÃO DE MÃODEOBRA. A contratante de serviços executados mediante cessão de mãodeobra, inclusive em regime de trabalho temporário, responde solidariamente com o executor pelas obrigações decorrentes desta Lei, em relação aos serviços prestados, não se aplicando, em qualquer hipótese, o benefício de ordem. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, reconhecendo a anulação do lançamento original por vício material, o que resulta em decadência total do lançamento presente. Vencidos o relator Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Ivacir Julio de Souza. Fez sustentação oral a advogada da recorrente Dra. Marluzi Andrea Costa Barros – OAB 896B/Bahia. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Fl. 227DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/06/2012 por IVACIR JU LIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 228DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/06/2012 por IVACIR JU LIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13502.001356/200817 Acórdão n.º 240301.214 S2C4T3 Fl. 219 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário, às fls. 146 a 165 com Anexo às fls. 166 a 213, interposto pela Recorrente – CARAÍBA METAIS SA. contra Acórdão nº 1523.384 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Salvador – BA, às fls. 138 a 141, que julgou procedente a autuação por descumprimento de obrigação principal, Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD nº. 37.054.6997, às fls. 01, com valor consolidado de R$ 15.612,95. O crédito previdenciário se refere às contribuições previdenciárias destinadas à Seguridade Social correspondente à parte dos segurados empregados, à contribuição da empresa, à contribuição destinada ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho – SAT/RAT, do período de 07/1994. De acordo com o Relatório Fiscal, fls. 63 a 75, com Anexo às fls. 76 a 102, a presente NFLD nº. 37.054.6997, com ciência do sujeito passivo em 30.01.2007, foi lavrada em substituição à NFLD n° 35.521.6310 de 30/12/2005, considerada nula através da DecisãoNotificação n° 04.401.4/0178/2006 emitida pela AuditoraFiscal da Previdência Social Leonora Ramos Bastos em 13 de julho de 2006, em virtude de equivoco no relatório "Fundamentos Legais do Débito". A NFLD 35.521.6310, por sua vez, tinha sido lavrada em substituição à NFLD 32.615.8952, com ciência do sujeito passivo em 21.01.1999, anulada por decisão do CRPS conforme o acórdão n° 002013, de 11/08/2003. Anotese que uma séries de lançamentos relacionados à responsabilidade solidária tendo a empresa CARAÍBA METAIS S/A como sujeito passivo foi anulado no CRPS, inclusive o referente à NFLD 32.615.8952, sendo que no corpo da decisão do Acórdão do CRPS sempre se fez referência à possibilidade do INSS refazer o lançamento com fulcro em vício formal, previsto no art. 173, II, CTN: Documento:0032.616.0124 Tipo do Processo:DÉBITO Unidade de Origem:DIVISÃO DE ARRECADAÇÃODARREC Nº de Protocolo do Recurso:44000.002291/200305 Recorrente(s):CARAIBA METAIS S/A Recorrido(s): INSS Fl. 229DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/06/2012 por IVACIR JU LIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Assunto/Espécie Benefício:RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA Data de Entrada no(a) JR/CRPS:09/10/2003 Relator(a):LUIZ ANTONIO DE FARIA GRANGEIRO (...) O INSS procedeu de forma generalizada apresentando um único modelo de Relatório Fiscal, Pronunciamento Fiscal e DN, sem adentrar nas peculiaridades de cada um dos contratos e/ou serviços. Só quando está CaJ reclamou a necessidade de uma melhor caracterização da cessão de mãodeobra foram apresentados os contratos e outros, ainda assim nenhum esclarecimento foi apresentado, além de teorias. O INSS não conseguiu sair do campo da suposição tese da terceirização, e dos dispositivos legais para a realidade fática dos contratos ou das prestações de serviços. Ainda lembro, quando analisei diversos contratos e serviços, ter apontado o que, sob minha ótica, caracterizava ou evidenciava a existência de cessão de mãodeobra. Reputo, hoje, tal procedimento como intolerável, posto que comporta total cerceamento de defesa. Não cabe a este ou a qualquer outro Conselheiro garimpar nos autos evidências do que foi afirmado pelo INSS de forma genérica. Devemos sim cotejar as afirmativas do INSS, devidamente delimitadas e comprovadas, com as alegações do contribuinte inconformado. Cabe sim, ao INSS, motivar adequadamente suas afirmativas, possibilitando ao contribuinte a perfeita compreensão do que lhe é imputado, viabilizando o exercício do direito inserido no Inciso LV, do Art. 5º, da CF/88. Portanto, entendo que o melhor desfecho para a NFLD em pauta, é apontar sua nulidade por cerceamento defesa, possibilitando que o INSS, a seu critério refaça o lançamento, sanando a nulidade apresentada. Registro ainda que em alguns contratos e serviços, vislumbrei a existência de cessão de mão deobra, entretanto volto a reafirmar que cabe à autoridade lançadora motivar seus atos. Tal decisão resguarda os direitos da autarquia no que se refere a prazo decadencial Inciso II, do Art. 173, do CTN. CONCLUSÃO Face ao exposto, voto por CONHECER DO PEDIDO DE REVISÃO DO INSS e no mérito DARLHE PROVIMENTO PARCIAL, anulando o Acórdão nº 02/002756/2002, da 2ª CaJ/CRPS. Em substituição àquele voto no sentido de CONHECER DO RECURSO do notificado e ANULAR a NFLD em pauta, na forma do voto do acima apresentado. Documento:0032.616.0477 Tipo do Processo:DÉBITO Fl. 230DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/06/2012 por IVACIR JU LIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13502.001356/200817 Acórdão n.º 240301.214 S2C4T3 Fl. 220 5 Unidade de Origem:DIVISÃO DE ARRECADAÇÃODARREC Nº de Protocolo do Recurso:44000.002290/200352 Recorrente(s):CARAIBA METAIS S/A Recorrido(s): INSS Assunto/Espécie Benefício:CAMPO EM BRANCO PROVISORIAMENTE Data de Entrada no(a) JR/CRPS:09/10/2003 Relator(a):LUIZ ANTONIO DE FARIA GRANGEIRO (...) O INSS procedeu de forma generalizada apresentando um único modelo de Relatório Fiscal, Pronunciamento Fiscal e DN, sem adentrar nas peculiaridades de cada um dos contratos e/ou serviços. Só quando está CaJ reclamou a necessidade de uma melhor caracterização da cessão de mãodeobra foram apresentados os contratos e outros, ainda assim nenhum esclarecimento foi apresentado, além de teorias. O INSS não conseguiu sair do campo da suposição tese da terceirização, e dos dispositivos legais para a realidade fática dos contratos ou das prestações de serviços. Ainda lembro, quando analisei diversos contratos e serviços, ter apontado o que, sob minha ótica, caracterizava ou evidenciava a existência de cessão de mãodeobra. Reputo, hoje, tal procedimento como intolerável, posto que comporta total cerceamento de defesa. Não cabe a este ou a qualquer outro Conselheiro garimpar nos autos evidências do que foi afirmado pelo INSS de forma genérica. Devemos sim cotejar as afirmativas do INSS, devidamente delimitadas e comprovadas, com as alegações do contribuinte inconformado. Cabe sim, ao INSS, motivar adequadamente suas afirmativas, possibilitando ao contribuinte a perfeita compreensão do que lhe é imputado, viabilizando o exercício do direito inserido no Inciso LV, do Art. 5º, da CF/88. Portanto, entendo que o melhor desfecho para a NFLD em pauta, é apontar sua nulidade por cerceamento defesa, possibilitando que o INSS, a seu critério refaça o lançamento, sanando a nulidade apresentada. Registro ainda que em alguns contratos e serviços, vislumbrei a existência de cessão de mão deobra, entretanto volto a reafirmar que cabe à autoridade lançadora motivar seus atos. Tal decisão resguarda os direitos da autarquia no que se refere a prazo decadencial Inciso II, do Art. 173, do CTN. CONCLUSÃO Face ao exposto, voto por CONHECER DO PEDIDO DE REVISÃO DO INSS e no mérito DARLHE PROVIMENTO, anulando o Acórdão nº 02/000258/2003, da 2ª CaJ/CRPS. Fl. 231DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/06/2012 por IVACIR JU LIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 Em substituição àquele voto no sentido de CONHECER DO RECURSO do notificado e ANULAR a NFLD em pauta, na forma do voto do acima apresentado. Documento:0032.616.0116 Tipo do Processo:DÉBITO Unidade de Origem:DIVISÃO DE ARRECADAÇÃODARREC Nº de Protocolo do Recurso:44000.002288/200383 Recorrente(s):CARAIBA METAIS S/A Recorrido(s): INSS Assunto/Espécie Benefício:CAMPO EM BRANCO PROVISORIAMENTE Data de Entrada no(a) JR/CRPS:09/10/2003 Relator(a):LUIZ ANTONIO DE FARIA GRANGEIRO (...) O INSS procedeu de forma generalizada apresentando um único modelo de Relatório Fiscal, Pronunciamento Fiscal e DN, sem adentrar nas peculiaridades de cada um dos contratos e/ou serviços. Só quando está CaJ reclamou a necessidade de uma melhor caracterização da cessão de mãodeobra foram apresentados os contratos e outros, ainda assim nenhum esclarecimento foi apresentado, além de teorias. O INSS não conseguiu sair do campo da suposição tese da terceirização, e dos dispositivos legais para a realidade fática dos contratos ou das prestações de serviços. Ainda lembro, quando analisei diversos contratos e serviços, ter apontado o que, sob minha ótica, caracterizava ou evidenciava a existência de cessão de mãodeobra. Reputo, hoje, tal procedimento como intolerável, posto que comporta total cerceamento de defesa. Não cabe a este ou a qualquer outro Conselheiro garimpar nos autos evidências do que foi afirmado pelo INSS de forma genérica. Devemos sim cotejar as afirmativas do INSS, devidamente delimitadas e comprovadas, com as alegações do contribuinte inconformado. Cabe sim, ao INSS, motivar adequadamente suas afirmativas, possibilitando ao contribuinte a perfeita compreensão do que lhe é imputado, viabilizando o exercício do direito inserido no Inciso LV, do Art. 5º, da CF/88. Portanto, entendo que o melhor desfecho para a NFLD em pauta, é apontar sua nulidade por cerceamento defesa, possibilitando que o INSS, a seu critério refaça o lançamento, sanando a nulidade apresentada. Registro ainda que em alguns contratos e serviços, vislumbrei a existência de cessão de mão deobra, entretanto volto a reafirmar que cabe à autoridade lançadora motivar seus atos. Tal decisão resguarda os direitos Fl. 232DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/06/2012 por IVACIR JU LIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13502.001356/200817 Acórdão n.º 240301.214 S2C4T3 Fl. 221 7 da autarquia no que se refere a prazo decadencial Inciso II, do Art. 173, do CTN. CONCLUSÃO Face ao exposto, voto por CONHECER DO PEDIDO DE REVISÃO DO INSS e no mérito DARLHE PROVIMENTO, anulando o Acórdão nº 02/00293/2003, da 2ª CaJ/CRPS. Em substituição àquele voto no sentido de CONHECER DO RECURSO do notificado e ANULAR a NFLD em pauta, na forma do voto do acima apresentado. Documento:0032.615.8804 Tipo do Processo:DÉBITO Unidade de Origem:DIVISÃO DE ARRECADAÇÃODARREC Nº de Protocolo do Recurso:44000.002286/200394 Recorrente(s):CARAIBA METAIS S/A Recorrido(s): INSS Assunto/Espécie Benefício:CAMPO EM BRANCO PROVISORIAMENTE Data de Entrada no(a) JR/CRPS:09/10/2003 Relator(a):LUIZ ANTONIO DE FARIA GRANGEIRO (...) O INSS procedeu de forma generalizada apresentando um único modelo de Relatório Fiscal, Pronunciamento Fiscal e DN, sem adentrar nas peculiaridades de cada um dos contratos e/ou serviços. Só quando está CaJ reclamou a necessidade de uma melhor caracterização da cessão de mãodeobra foram apresentados os contratos e outros, ainda assim nenhum esclarecimento foi apresentado, além de teorias. O INSS não conseguiu sair do campo da suposição tese da terceirização, e dos dispositivos legais para a realidade fática dos contratos ou das prestações de serviços. Ainda lembro, quando analisei diversos contratos e serviços, ter apontado o que, sob minha ótica, caracterizava ou evidenciava a existência de cessão de mãodeobra. Reputo, hoje, tal procedimento como intolerável, posto que comporta total cerceamento de defesa. Não cabe a este ou a qualquer outro Conselheiro garimpar nos autos evidências do que foi afirmado pelo INSS de forma genérica. Devemos sim cotejar as afirmativas do INSS, devidamente delimitadas e comprovadas, com as alegações do contribuinte inconformado. Cabe sim, ao INSS, motivar adequadamente suas afirmativas, possibilitando Fl. 233DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/06/2012 por IVACIR JU LIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 ao contribuinte a perfeita compreensão do que lhe é imputado, viabilizando o exercício do direito inserido no Inciso LV, do Art. 5º, da CF/88. Portanto, entendo que o melhor desfecho para a NFLD em pauta, é apontar sua nulidade por cerceamento defesa, possibilitando que o INSS, a seu critério refaça o lançamento, sanando a nulidade apresentada. Registro ainda que em alguns contratos e serviços, vislumbrei a existência de cessão de mão deobra, entretanto volto a reafirmar que cabe à autoridade lançadora motivar seus atos. Tal decisão resguarda os direitos da autarquia no que se refere a prazo decadencial Inciso II, do Art. 173, do CTN. CONCLUSÃO Face ao exposto, voto por CONHECER DO PEDIDO DE REVISÃO DO INSS e no mérito DARLHE PROVIMENTO PARCIAL, anulando o Acórdão nº 02/002757/2002, da 2ª CaJ/CRPS. Em substituição àquele voto no sentido de CONHECER DO RECURSO do notificado e ANULAR a NFLD em pauta, na forma do voto do acima apresentado. Documento:0032.615.8600 Tipo do Processo:DÉBITO Unidade de Origem:DIVISÃO DE ARRECADAÇÃODARREC Nº de Protocolo do Recurso:44000.002285/200340 Recorrente(s):CARAIBA METAIS S/A Recorrido(s): INSS Assunto/Espécie Benefício:AFERIÇÃO INDIRETA, RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA Data de Entrada no(a) JR/CRPS:09/10/2003 Relator(a):LUIZ ANTONIO DE FARIA GRANGEIRO (...) O INSS procedeu de forma generalizada apresentando um único modelo de Relatório Fiscal, Pronunciamento Fiscal e DN, sem adentrar nas peculiaridades de cada um dos contratos e/ou serviços. Só quando está CaJ reclamou a necessidade de uma melhor caracterização da cessão de mãodeobra foram apresentados os contratos e outros, ainda assim nenhum esclarecimento foi apresentado, além de teorias. O INSS não conseguiu sair do campo da suposição tese da terceirização, e dos dispositivos legais para a realidade fática dos contratos ou das prestações de serviços. Fl. 234DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/06/2012 por IVACIR JU LIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13502.001356/200817 Acórdão n.º 240301.214 S2C4T3 Fl. 222 9 Ainda lembro, quando analisei diversos contratos e serviços, ter apontado o que, sob minha ótica, caracterizava ou evidenciava a existência de cessão de mãodeobra. Reputo, hoje, tal procedimento como intolerável, posto que comporta total cerceamento de defesa. Não cabe a este ou a qualquer outro Conselheiro garimpar nos autos evidências do que foi afirmado pelo INSS de forma genérica. Devemos sim cotejar as afirmativas do INSS, devidamente delimitadas e comprovadas, com as alegações do contribuinte inconformado. Cabe sim, ao INSS, motivar adequadamente suas afirmativas, possibilitando ao contribuinte a perfeita compreensão do que lhe é imputado, viabilizando o exercício do direito inserido no Inciso LV, do Art. 5º, da CF/88. Portanto, entendo que o melhor desfecho para a NFLD em pauta, é apontar sua nulidade por cerceamento defesa, possibilitando que o INSS, a seu critério refaça o lançamento, sanando a nulidade apresentada. Registro ainda que em alguns contratos e serviços, vislumbrei a existência de cessão de mão deobra, entretanto volto a reafirmar que cabe à autoridade lançadora motivar seus atos. Tal decisão resguarda os direitos da autarquia no que se refere a prazo decadencial Inciso II, do Art. 173, do CTN. CONCLUSÃO Face ao exposto, voto por CONHECER DO PEDIDO DE REVISÃO DO INSS e no mérito DARLHE PROVIMENTO, anulando o Acórdão nº 02/002792/2002, da 2ª CaJ/CRPS. Conforme o Relatório da decisão de primeira instância, às fls. 138 a 141, o lançamento foi efetuado contra a empresa em epígrafe e contra a empresa prestadora de serviço Tecnosteel Engenharia e Serviços Ltda., inscrita no CNPJ sob o n° 42.012.377/000100, em função da responsabilidade solidária entre elas decorrente da prestação de serviço de construção civil: Afirma também o Relatório que o lançamento foi efetuado contra a empresa em epígrafe e contra a empresa prestadora de serviço Tecnosteel Engenharia e Serviços Ltda., inscrita no CNPJ sob o n° 42.012.377/000100, em função da responsabilidade solidária entre elas decorrente da prestação de serviço de construção civil. Dispõe que o contrato celebrado entre a Caraíba Metais S.A. e a empresa Tecnosteel foi o C170/94, cujo objeto envolvia a demolição de laje e bases de concreto de equipamentos do prédio do filtro, evaporador e reator e do prédio de moagem de rocha na exunidade de ácido fosfórico, ou seja, objetos típicos de construção civil. A base de cálculo, conforme o mesmo Relatório, foi aferida através da nota fiscal referente ao serviço de construção civil Fl. 235DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/06/2012 por IVACIR JU LIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 10 prestado, emitidas pela empresa prestadora, discriminada na tabela as fls. 76. O sujeito passivo Tecnosteel Engenharia e Serviços Ltda. foi cientificado da notificação por via postal no dia 10/04/2007, conforme atesta a cópia do Aviso de Recebimento Digital, juntado as fls. 102, porém não apresentou impugnação. A Caraíba Metais S.A., por sua vez, tomou ciência da notificação por meio pessoal no dia 30/01/2007, conforme assinatura aposta à fl. 01, e apresentou defesa no dia 14/02/2007, conforme cópia de tela do Sistema de Protocolo, fls. 105, a qual foi juntada ao presente processo as fls. 106 a 125. A Recorrente teve ciência do Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 0928497900, às fls. 34 a 40. O período objeto da NFLD, conforme o Relatório Discriminativo Sintético do Débito DSD, às fls. 09, é de 07/1994 a 07/1994. A Recorrente teve ciência da NFLD no dia 30.01.2007, às fls. 01. A Recorrente apresentou Impugnação, às fls. 106 a 125 com Anexos às fls. 126 a 131, onde alega, conforme o Relatório da decisão de primeira instância, às fls. 138 a 141: (i) Alega a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212, de 1991, e em seguida afirma que os supostos débitos referentes as competências apontadas na notificação sob julgamento já teriam sido alcançados pela decadência, antes mesmo da decisão que anulou o lançamento anterior, na forma da legislação aplicável à decadência das contribuições previdenciárias, tratandose, portanto, de créditos homologados e extintos. (ii) Transcreve textos doutrinárias e decisões jurisprudenciais e conclui que, em se tratando de matéria tributária o prazo decadencial a ser aplicado encontrase disciplinado no art. 150, §4°, do Código Tributário Nacional (CTN), quando houver pagamento antecipado no caso de tributos sujeitos a lançamento por homologação e no art. 173 do mesmo Código, aplicase aos casos em que não houve pagamento antecipado do tributo. Assim, concluise pela decadência do direito da Fazenda constituir o crédito em comento, vez que o lançamento ocorreu apenas em 2007. (iii) Ressalta ainda que o prazo decadencial não teria sido suspenso após a decisão que, em 24/09/03, anulou a notificação por erros formais, visto que o prazo decadencial não admite suspensão ou interrupção. (iv) Argumenta que não ocorreu violação a qualquer dispositivo legal que justifique o lançamento da NFLD sob julgamento uma vez que a fiscalização não demonstrou nas partes integrantes da NFLD ter exigido da empresa contratada pela impugnante o crédito tributário objeto da presente autuação. Fl. 236DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/06/2012 por IVACIR JU LIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13502.001356/200817 Acórdão n.º 240301.214 S2C4T3 Fl. 223 11 (v) Tal procedimento seria necessário uma vez que a redação original do art. 30, VI da Lei n° 8.212, de 1991, não ressaltava que a solidariedade do dono da obra com o construtor não comporta o beneficio de ordem, exigência somente prevista a partir da vigência da Lei n° 9.528, de 10 de dezembro de 1997, que deu nova redação ao citado inciso. (vi) Afirma que tal entendimento encontravase corroborado pelo antigo Tribunal Federal de Recursos que exarou a Súmula n° 126. Nesse sentido, a responsabilidade solidária a que se refere o inciso VI supramencionado deve obediência ao disposto no art. 134 do CTN que imprime caráter subsidiário a essa responsabilidade. Colaciona decisões. (vii) Alega ainda que, mesmo prevalecendo o dispositivo legal que estabelece o prazo decadencial de 10 anos, a Fiscalização não pode exigir da Autuada documentos comprobatórios de recolhimento previdenciários anteriores ao prazo de 10 anos contados a partir da data de inicio do MPF n° 09284979 que originou a NFLD sob julgamento. A Recorrida analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, nos termos do Acórdão nº 1523.384 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Salvador BA, fls. 138 a 141, inclusive para excluir do pólo passivo a prestadora de serviços Tecnosteel Engenharia e Serviços Ltda., conforme Ementa a seguir: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/1994 a 31/07/1994 Ementa: DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. SÚMULA VINCULANTE N° 8. INOCORRÊNCIA, IN CASU. Dispõe a Súmula Vinculante n° 8 do STF: "São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 50 do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário". 0 prazo decadencial para o lançamento de contribuições sociais é de 5 anos. 0 crédito tributário não subsiste contra responsável solidário não cientificado dentro do prazo de decadencial. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. BENEFÍCIO DE ORDEM. A ausência de fiscalização prévia do prestador do serviço não tem o condão de extinguir o crédito tributário devidamente lançado e cientificado ao tomador do serviço, isso porque a responsabilidade solidária não comporta beneficio de ordem. Fl. 237DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/06/2012 por IVACIR JU LIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 12 ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTARIA Período de apuração: 01/07/1994 a 31/07/1994 Ementa: APLICAÇÃO DA MULTA. ALTERAÇÃO NA LEGISLAÇÃO. RETROATIVIDADE BENIGNA. MOMENTO DA APLICAÇÃO. Considerada a alteração na legislação e a aplicação da multa mais benéfica prevista no art. 106 do CTN, durante a fase do contencioso administrativo, de primeira instância, não há como se calcular a multa mais benéfica, haja vista que o pagamento ainda não foi postulado pelo contribuinte. Esta é uma interpretação literal do art. 35 da Lei n° 8.212, de 1991, na redação anterior à MP n° 449, de 2008, que estabelece que as multas de mora valem para o momento do pagamento. Portanto, somente neste momento o percentual da multa de mora estará definido. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Acórdão Acordam os membros da 6a Turma de Julgamento, por maioria de votos, excluir do processo a prestadora de serviços, Tecnosteel Engenharia e Serviços Ltda., em razão da falta de regular notificação do lançamento, que não mais pode ser saneada pelo transcurso do prazo decadencial, pelo que deve ser excluída a expressão "E OUTRO(S)" da qualificação do pólo passivo; e para considerar PROCEDENTE o lançamento de que trata a NFLD em tela contra a tomadora de serviços, Caraiba Metais S/A, nos termos do voto e de sua fundamentação. Vencidos os julgadores Antonio Augusto Matias de Souza e Flaviano Nicodemos de Andrade Lima. Intimese para pagamento do crédito mantido no prazo de 30 dias da ciência, salvo interposição de recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, em igual prazo, na forma dos arts. 25, II, e 33 do Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972. Encaminhese ao órgão de origem para cientificar o contribuinte e adotar as providências cabíveis. Inconformada com a decisão de primeira instância, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, fls. 146 a 165, com Anexo às fls. 166 a 213, onde alega em apertada síntese que: (i) Do vício material em contraposição do vício formal Fazse necessário demonstrar aos Ilmos. Julgadores, conforme se vê da simples leitura do acórdão acima colacionado, que Fl. 238DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/06/2012 por IVACIR JU LIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13502.001356/200817 Acórdão n.º 240301.214 S2C4T3 Fl. 224 13 anulou a primeira NFLD (32.615.8952) que foram anuladas tendo em vista carecer de provas suficientes para que restasse comprovado o direito de crédito do INSS, portanto, vicio material. (...)Com efeito, se revela equivocada a parte dispositiva do acórdão supra, que ensejou no novo lançamento ora objurgado. (...) Uma vez que os referidos lançamentos foram anulados, verdadeiramente em razão dos vícios materiais identificados, que dizem respeito à própria existência da divida, jamais se aplicaria ao caso o artigo 173, II, do CTN, que remete a vicio formal, impossibilitando assim, o relançamento daqueles fatos geradores, já carcomidos pela decadência. (...) O equivoco havido na parte dispositiva do acórdão n. 2013/2003, que ensejou no lançamento ora combalido, salta aos olhos. (ii) Da decadência ocorrida com base na Súmula 8, STF. Destarte, consoante se observa do próprio Relatório da NFLD 37.054.6997, ora combatida, o primeiro dia do exercício seguinte ao qual o lançamento poderia ter sido efetuado se deu em 01/1995, deste modo o prazo para que a administração pública constituísse o crédito tributário findouse em 01/2000. Entretanto, o II. Órgão Fazendário somente se dignou a efetuar o novo lançamento em janeiro de 2007, quando já havia transcorrido o prazo decadencial há 07 anos! (iii) Precedentes no CARF Colaciona Acórdão 230100.502 da 1 ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da 2ª Seção do CARF, relator Cons. Júlio César Vieira, que julgou o lançamento nulo porque considerou que a decisão do CRPS erroneamente apontou a possibilidade de refiscalização com base no art. 173, II, CTN quando o caso se direcionava para vício material, com isso também aplicou a Súmula 8 do STF para fundamentar a anulação por decadência: "Processo n° 13502.0011341200713 Recurso Voluntário n° 154.367 Acórdão n° 230100.502 — 3' Câmara/ 1 ª Turma Ordinária Sessão de 07 de julho de 2009 Matéria Decadência Recorrente CARAÍBA METAIS S.A. Recorrida SRP/SALVADOR/BA Fl. 239DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/06/2012 por IVACIR JU LIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 14 Assunto Contribuições Sociais Previdenciárias Período de Apuração 01/02/1993 a 31/05/1998 LANÇAMENTO SUBSTITUTIVO. DECADÊNCIA. VÍCIO MATERIAL. IMPOSSIBILIDADE A falta de caracterização dos fatos geradores. constitui vicio material, do que resulta, em caso 'de prejuízo à defesa, em nulidade do Lançamento; portanto, inaplicável a regra do artigo 173, ll do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário Provido." (...) VOTO (...) Pela leitura dos fundamentos, conclusão, decisório e ementa, o lançamento foi anulado por falta de caracterização da cessão de mão de obra. Também, não fez coisa julgada administrativa a qualificação do vicio que a anulou como formal. Não há essa expressão em nenhuma parte do acórdão. Apenas se diz no corpo do voto vencedor que pode o órgão fiscalizador refazer o lançamento. Esta parte entendo que é apenas uma orientação. O CRPS não possui precedência hierárquica em assuntos administrativos, padecendo de competência para uma avaliação discricionária sobre a conveniência e oportunidade de se realizar novo lançamento ou não. Exame tipicamente decorrente do poder de policia administrativa. É aceitável, embora não seja esse meu entendimento, que ao consignar a possibilidade de reconstituição do lançamento estarseia implicitamente considerando que lançamento tenha sido anulado por vicio formal. Mas, vejo ai duas razões principais para não se chegar A mesma conclusão: primeiro porque essa declaração de que novo lançamento pode ser realizado pode ter resultado justamente no entendimento de que o CRPS tivesse competência para isso; segundo porque essa declaração .não tem constitui premissa ou fundamento para se chagar à conclusão e que o lançamento é nulo (...)Por todo o exposto, não vejo com estender para o vicio do lançamento decorrente da falta de descrição clara e precisa do fato gerador a regra especial no artigo 173, II, mas tão somente as regras gerais nos artigos 150, §41 0 e 173, I do Código Tributário Nacional. No presente caso, qualquer que seja a regra decadencial todo o período do lançamento está por ela alcançado. Portanto, voto pelo provimento do recurso. (iv) da inocorrência do fato gerador apontado no NFLD Entretanto, é cediço que a responsabilidade solidária nos casos de construção civil somente restou prevista a partir das Fl. 240DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/06/2012 por IVACIR JU LIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13502.001356/200817 Acórdão n.º 240301.214 S2C4T3 Fl. 225 15 alterações promovidas pela Lei 9.528/97, ainda, igualmente cediço que no período ora cobrado — 07/94 — comportava o beneficio de ordem, de modo que o crédito previdenciário deveria ter sido exigido, primeiramente, do dono da obra, o que não ocorreu no presente caso. Cumpre consignar II Julgador que à época dos lançamentos a regra do beneficio de ordem aplicavase ao caso concreto, nos termos da dicção do artigo 31 da lei 8.212/91, antes da mudança ocorrida pela lei 9.528/97, que veio depois a afastar expressamente a aplicação do beneficio de ordem. É o que dispõe, inclusive a Súmula 126 do extinto TFR, aplicável à época do fato gerador, pela qual na cobrança de crédito previdenciário proveniente de contrato de construção de obra; o proprietário somente será acionado quando não for possível lograr do construtor através de execução contra ele intentada. (v) Quanto à multa, reitera pela aplicação da norma mais benéfica em atendimento ao art. 106, CTN. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão, fls. 217. É o Relatório. Fl. 241DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/06/2012 por IVACIR JU LIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 16 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 217. Avaliados os pressupostos, passo para as Questões Preliminares e ao Mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES Da regularidade da lavratura da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD Analisemos. Não obstante a argumentação do Recorrente, não confiro razão ao mesmo pois, de plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Foi realizada auditoriafiscal que resultou no lançamento da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD, de contribuições destinadas à Seguridade Social correspondente a Terceiros. Desta forma, conforme o artigo 37 da Lei n° 8.212/91, foi lavrado NFLD nº 37.054.6997 que, conforme definido no inciso IV do artigo 633 da IN MPS/SRP n° 03/2005, é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela SRP, apuradas mediante procedimento fiscal: (redação à época da lavratura da NFLD nº 37.054.6997) Lei n° 8.212/91 Art. 37. Constatado o atraso total ou parcial no recolhimento de contribuições tratadas nesta Lei, ou em caso de falta de pagamento de beneficio reembolsado, a fiscalização lavrará notificação de débito, com discriminação clara e precisa dos Fl. 242DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/06/2012 por IVACIR JU LIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13502.001356/200817 Acórdão n.º 240301.214 S2C4T3 Fl. 226 17 fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, conforme dispuser o regulamento. IN MPS/SRP n° 03/2005 Art. 633. São documentos de constituição do crédito tributário, no âmbito da SRP: IV Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD, que é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela SRP, apuradas mediante procedimento fiscal; Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: • A autorização por meio da emissão de TIAF – Termo de Início da Ação Fiscal, o qual contém o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF F, com a competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento; • A intimação para a apresentação dos documentos conforme Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; • A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido Mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. IPC Instruções para o Contribuinte (que tem a finalidade de comunicar ao contribuinte como regularizar seu débito, como apresentar defesa e outras informações); b. DAD Discriminativo Analítico do Débito (que discrimina os valores originários das contribuições devidas pelo contribuinte, abatidos os valores já recolhidos e as deduções legais); c. DSD Discriminativo Sintético do Débito (que apresenta os valores devidos em cada competência, referentes aos levantamentos indicados agrupados por estabelecimento); d. RL Relatório de Lançamentos (que relaciona os lançamentos efetuados nos sistemas específicos para apuração dos valores devidos pelo sujeito passivo); e. FLD Fundamentos Legais do Débito (que indica os dispositivos legais que autorizam o lançamento e a cobrança das Fl. 243DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/06/2012 por IVACIR JU LIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 18 contribuições exigidas, de acordo com a legislação vigente à época do respectivo fato gerador); f. REPLEG Relatório de Representantes Legais (Este relatório lista todas as pessoas físicas e jurídicas representantes legais do sujeito passivo, indicando sua qualificação e período de atuação.); g. VÍNCULOS Relatório de Vínculos (que lista todas as pessoas físicas ou jurídicas em razão de seu vínculo com o sujeito passivo, indicando o tipo de vínculo existente e o período); h. TIAF – Termo de Início da Ação Fiscal; i. TIAD – Termo de Intimação para Apresentação de Documentos;. j. TEAF Termo de Encerramento da Ação Fiscal;. k. REFISC – Relatório Fiscal. Cumprenos esclarecer ainda, que o lançamento fiscal foi elaborado nos termos do artigo 142 do Código Tributário Nacional, especialmente a verificação da efetiva ocorrência do fato gerador tributário, a matéria sujeita ao tributo, bem como o montante individualizado do tributo devido. De plano, o art. 142, CTN, estabelece que: “Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.” Ademais, não compete ao AuditorFiscal agir de forma discricionária no exercício de suas atribuições. Desta forma, em constatando a falta de recolhimento, face a ocorrência do fato gerador, cumprilhe lavrar de imediato a notificação fiscal de lançamento de débito de forma vinculada, constituindo o crédito previdenciário. O art. 243 do Decreto 3.048/99, assim dispõe neste sentido: Art.243. Constatada a falta de recolhimento de qualquer contribuição ou outra importância devida nos termos deste Regulamento, a fiscalização lavrará, de imediato, notificação fiscal de lançamento com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos competentes. Fl. 244DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/06/2012 por IVACIR JU LIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13502.001356/200817 Acórdão n.º 240301.214 S2C4T3 Fl. 227 19 Analisandose o NFLD nº 37.054.6997, temse que foi cumprido integralmente os limites legais dispostos no art. 142, CTN. (i) Do vício material em contraposição do vício formal Fazse necessário demonstrar aos Ilmos. Julgadores, conforme se vê da simples leitura do acórdão acima colacionado, que anulou a primeira NFLD (32.615.8952) que foram anuladas tendo em vista carecer de provas suficientes para que restasse comprovado o direito de crédito do INSS, portanto, vicio material. (...)Com efeito, se revela equivocada a parte dispositiva do acórdão supra, que ensejou no novo lançamento ora objurgado. (...) Uma vez que os referidos lançamentos foram anulados, verdadeiramente em razão dos vícios materiais identificados, que dizem respeito à própria existência da divida, jamais se aplicaria ao caso o artigo 173, II, do CTN, que remete a vicio formal, impossibilitando assim, o relançamento daqueles fatos geradores, já carcomidos pela decadência. (...) O equivoco havido na parte dispositiva do acórdão n. 2013/2003, que ensejou no lançamento ora combalido, salta aos olhos. (iii) Precedentes no CARF Analisemos conjuntamente os tópicos (i) e (iii). De acordo com o Relatório Fiscal, fls. 63 a 75, com Anexo às fls. 76 a 102, a presente NFLD nº. 37.054.6997, com ciência do sujeito passivo em 30.01.2007, foi lavrada em substituição à NFLD n° 35.521.6310 de 30/12/2005, considerada nula através da DecisãoNotificação n° 04.401.4/0178/2006 emitida pela AuditoraFiscal da Previdência Social Leonora Ramos Bastos em 13 de julho de 2006, em virtude de equivoco no relatório "Fundamentos Legais do Débito". A NFLD 35.521.6310, por sua vez, tinha sido lavrada em substituição à NFLD 32.615.8952, com ciência do sujeito passivo em 21.01.1999, anulada por decisão do CRPS conforme o acórdão n° 002013, de 11/08/2003. Anotese que uma séries de lançamentos relacionados à responsabilidade solidária tendo a empresa CARAÍBA METAIS S/A como sujeito passivo foi anulado no CRPS, inclusive o referente à NFLD 32.615.8952, sendo que no corpo da decisão do Fl. 245DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/06/2012 por IVACIR JU LIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 20 Acórdão do CRPS sempre se fez referência à possibilidade do INSS refazer o lançamento com fulcro em vício formal, previsto no art. 173, II, CTN. Inclusive, a mesma sistemática de anulação segue em relação ao Acórdão CRPS nº 2013, de 14.10.2003, referente à NFLD 32.615.8952, anulado por vício formal: (...) O INSS procedeu de forma generalizada apresentando um único modelo de Relatório Fiscal, Pronunciamento Fiscal e DN, sem adentrar nas peculiaridades de cada um dos contratos e/ou serviços. Só quando está CaJ reclamou a necessidade de uma melhor caracterização da cessão de mãodeobra foram apresentados os contratos e outros, ainda assim nenhum esclarecimento foi apresentado, além de teorias. O INSS não conseguiu sair do campo da suposição tese da terceirização, e dos dispositivos legais para a realidade fática dos contratos ou das prestações de serviços. Ainda lembro, quando analisei diversos contratos e serviços, ter apontado o que, sob minha ótica, caracterizava ou evidenciava a existência de cessão de mãodeobra. Reputo, hoje, tal procedimento como intolerável, posto que comporta total cerceamento de defesa. Não cabe a este ou a qualquer outro Conselheiro garimpar nos autos evidências do que foi afirmado pelo INSS de forma genérica. Devemos sim cotejar as afirmativas do INSS, devidamente delimitadas e comprovadas, com as alegações do contribuinte inconformado. Cabe sim, ao INSS, motivar adequadamente suas afirmativas, possibilitando ao contribuinte a perfeita compreensão do que lhe é imputado, viabilizando o exercício do direito inserido no Inciso LV, do Art. 5º, da CF/88. Portanto, entendo que o melhor desfecho para a NFLD em pauta, é apontar sua nulidade por cerceamento defesa, possibilitando que o INSS, a seu critério refaça o lançamento, sanando a nulidade apresentada. Registro ainda que em alguns contratos e serviços, vislumbrei a existência de cessão de mão deobra, entretanto volto a reafirmar que cabe à autoridade lançadora motivar seus atos. Tal decisão resguarda os direitos da autarquia no que se refere a prazo decadencial Inciso II, do Art. 173, do CTN. CONCLUSÃO Face ao exposto, voto por CONHECER DO PEDIDO DE REVISÃO DO INSS e no mérito DARLHE PROVIMENTO PARCIAL, anulando o Acórdão (...) Resta claro que na decisão do Acórdão CRPS nº 2013, de 11.08.2003, referente à NFLD 32.615.8952, a referência expressa à possibilidade do INSS, a seu critério, refazer o lançamento com fulcro no art. 173, II, CTN: Fl. 246DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/06/2012 por IVACIR JU LIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13502.001356/200817 Acórdão n.º 240301.214 S2C4T3 Fl. 228 21 “Portanto, entendo que o melhor desfecho para a NFLD em pauta, é apontar sua nulidade por cerceamento defesa, possibilitando que o INSS, a seu critério refaça o lançamento, sanando a nulidade apresentada. Registro ainda que em alguns contratos e serviços, vislumbrei a existência de cessão de mão deobra, entretanto volto a reafirmar que cabe à autoridade lançadora motivar seus atos. Tal decisão resguarda os direitos da autarquia no que se refere a prazo decadencial Inciso II, do Art. 173, do CTN.” Neste sentido, o art. 173, II, CTN expressamente se refere ao período decadencial para a constituição do crédito tributário após a anulação do lançamento por vício formal: Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: (...) II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Portanto, resta evidente que a decisão do CRPS expressamente apontou a anulação do Acórdão CRPS nº 2013, de 11.08.2003, por vício formal de forma a possibilitar que a Fazenda Pública, a seu critério, promovesse novo lançamento com fulcro no art. 173, II, CTN. Outrossim, considero que o presente Recurso Voluntário não se reveste da instrumentalidade adequada para cassar ou rever decisões proferidas em sede do Conselho de Recursos da Previdência Social – CRPS. Diante do exposto, não procede a alegação da Recorrente. (ii) Da decadência ocorrida com base na Súmula 8, STF. Destarte, consoante se observa do próprio Relatório da NFLD 37.054.6997, ora combatida, o primeiro dia do exercício seguinte ao qual o lançamento poderia ter sido efetuado se deu em 01/1995, deste modo o prazo para que a administração pública constituísse o crédito tributário findouse em 01/2000. Entretanto, o II. Órgão Fazendário somente se dignou a efetuar o novo lançamento em janeiro de 2007, quando já havia transcorrido o prazo decadencial há 07 anos! Fl. 247DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/06/2012 por IVACIR JU LIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 22 Analisemos. De acordo com o Relatório Fiscal, fls. 63 a 75, com Anexo às fls. 76 a 102, a presente NFLD nº. 37.054.6997, com ciência do sujeito passivo em 30.01.2007, foi lavrada em substituição à NFLD n° 35.521.6310 de 30/12/2005, considerada nula através da DecisãoNotificação n° 04.401.4/0178/2006 emitida pela AuditoraFiscal da Previdência Social Leonora Ramos Bastos em 13.07.2006, em virtude de equivoco no relatório "Fundamentos Legais do Débito". A NFLD 35.521.6310, por sua vez, tinha sido lavrada em substituição à NFLD 32.615.8952, com ciência do sujeito passivo em 21.01.1999, anulada por decisão do CRPS conforme o acórdão n° 002013, de 11/08/2003. O período objeto da NFLD nº 37.054.6997, conforme o Relatório Discriminativo Sintético do Débito DSD, às fls. 09, é de 03/1996 a 06/1998. A Recorrente teve ciência da NFLD no dia 30.01.2007, às fls. 01. Em relação à NFLD substituída 32.615.8952, não há decadência: período objeto: 07/1994 ciência da NFLD: 21.01.1999 Em relação à lavratura da presente NFLD 37.054.6997, lançada em substituição à NFLD 35.521.6310, anulada em 13.07.2006 e que tinha sido lavrada em substituição à NFLD 32.615.8952 conforme o acórdão CRPS n° 002013, de 11/08/2003, obviamente não há decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados nos termos do artigo 173, II, CTN: data da anulação do Acórdão CRPS nº 2013: 11.08.2003; data da anulação da NFLD 35.521.6310: 13.07.2006 data da ciência da presente NFLD 37.054.6997: 30.01.2007 Diante do exposto, não procede a alegação da Recorrente. NO MÉRITO (iv) da inocorrência do fato gerador apontado no NFLD Entretanto, é cediço que a responsabilidade solidária nos casos de construção civil somente restou prevista a partir das alterações promovidas pela Lei 9.528/97, ainda, igualmente Fl. 248DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/06/2012 por IVACIR JU LIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13502.001356/200817 Acórdão n.º 240301.214 S2C4T3 Fl. 229 23 cediço que no período ora cobrado — 07/94 — comportava o beneficio de ordem, de modo que o crédito previdenciário deveria ter sido exigido, primeiramente, do dono da obra, o que não ocorreu no presente caso. Cumpre consignar II Julgador que à época dos lançamentos a regra do beneficio de ordem aplicavase ao caso concreto, nos termos da dicção do artigo 31 da lei 8.212/91, antes da mudança ocorrida pela lei 9.528/97, que veio depois a afastar expressamente a aplicação do beneficio de ordem. É o que dispõe, inclusive a Súmula 126 do extinto TFR, aplicável à época do fato gerador, pela qual na cobrança de crédito previdenciário proveniente de contrato de construção de obra; o proprietário somente será acionado quando não for possível lograr do construtor através de execução contra ele intentada. Analisemos. A Recorrente, em sede de Impugnação, aduz que a solidariedade de que tratava o art. 30, VI, na redação original da Lei 8.212/1991, deveria ser interpretada juntamente com o art. 134, CTN: Lei 8.212/1991 Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas: (Redação dada pela Lei n° 8.620, de 5.1.93) (...) VI o proprietário, o incorporador definido na Lei nº 4.591, de 16 de dezembro de 1964, o dono da obra ou o condômino da unidade imobiliária, qualquer que seja a forma de contratação da construção, reforma ou acréscimo, são solidários com o construtor pelo cumprimento das obrigações para com a Seguridade Social, ressalvado o seu direito regressivo contra o executor ou contratante da obra e admitida a retenção de importância a este devida para garantia do cumprimento dessas obrigações (redação original); VI o proprietário, o incorporador definido na Lei nº 4.591, de 16 de dezembro de 1964, o dono da obra ou condômino da unidade imobiliária, qualquer que seja a forma de contratação da construção, reforma ou acréscimo, são solidários com o construtor, e estes com a subempreiteira, pelo cumprimento das obrigações para com a Seguridade Social, ressalvado o seu direito regressivo contra o executor ou contratante da obra e admitida a retenção de importância a este devida para garantia do cumprimento dessas obrigações, não se aplicando, em qualquer hipótese, o benefício de ordem; (Redação dada pela Lei 9.528, de 10.12.97) Fl. 249DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/06/2012 por IVACIR JU LIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 24 Código Tributário Nacional –CTN Art. 134. Nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte, respondem solidariamente com este nos atos em que intervierem ou pelas omissões de que forem responsáveis: I os pais, pelos tributos devidos por seus filhos menores; II os tutores e curadores, pelos tributos devidos por seus tutelados ou curatelados; III os administradores de bens de terceiros, pelos tributos devidos por estes; IV o inventariante, pelos tributos devidos pelo espólio; V o síndico e o comissário, pelos tributos devidos pela massa falida ou pelo concordatário; VI os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício, pelos tributos devidos sobre os atos praticados por eles, ou perante eles, em razão do seu ofício; VII os sócios, no caso de liquidação de sociedade de pessoas. Parágrafo único. O disposto neste artigo só se aplica, em matéria de penalidades, às de caráter moratório. Em relação à argumentação da Recorrente em sede de Recurso Voluntário, conforme já ressaltado pela decisão de primeira instância, a responsabilidade solidária prevista no art. 30, VI, Lei 8.212/1991 se coaduna com o previsto no art. 124, II, CTN, pois temse aqui a solidariedade de pessoas expressamente as pessoas expressamente designadas por lei. Desta forma, embora a redação original do art. 30, VI, Lei 8.212/1991 não contenha a expressão “não se aplicando, em qualquer hipótese, o benefício de ordem“, a correta interpretação deste art. 30, VI, Lei 8.212/1991 (na redação original) combinado com o art. 124, II, CTN evidencia que a fiscalização prévia do prestador do serviço não se faz necessária. CTN Art. 124. São solidariamente obrigadas: I as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal; II as pessoas expressamente designadas por lei. Parágrafo único. A solidariedade referida neste artigo não comporta benefício de ordem. Entretanto, conforme já ressaltado pela decisão de primeira instância, a responsabilidade solidária na construção civil prevista no art. 31, VI, Lei 8.212/1991 se coaduna com o previsto no art. 124, II, CTN, pois temse aqui a solidariedade de pessoas expressamente as pessoas expressamente designadas por lei, evidenciando que a fiscalização prévia do prestador do serviço não se faz necessária. Fl. 250DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/06/2012 por IVACIR JU LIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13502.001356/200817 Acórdão n.º 240301.214 S2C4T3 Fl. 230 25 Diante do exposto, não procede a alegação da Recorrente. (v) Quanto à multa, reitera pela aplicação da norma mais benéfica em atendimento ao art. 106, CTN. Analisemos. Esta Colenda Turma de Julgamento vem se posicionando reiteradamente, por maioria, em relação ao recálculo dos acréscimos legais, para que se recalcule a multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte: A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabeleceu que os débitos referentes a contribuições não pagas nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para comparála com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa mais benéfica. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Fl. 251DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/06/2012 por IVACIR JU LIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 26 Ressalvase a posição do Relator, posição vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso, NO MÉRITO, DAR PROVIMENTO PARCIAL AO RECURSO, para que se recalcule o valor da multa de mora, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 35 da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Voto Vencedor Conselheiro Ivacir Júlio de Souza, Redator Designado Como afirmado anteriormente no corpo do voto, o crédito previdenciário se refere às contribuições previdenciárias destinadas à Seguridade Social correspondente à parte dos segurados empregados, à contribuição da empresa, à contribuição destinada ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho – SAT/RAT, do período de 07/1994: Fl. 252DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/06/2012 por IVACIR JU LIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13502.001356/200817 Acórdão n.º 240301.214 S2C4T3 Fl. 231 27 O período objeto da NFLD, conforme o Relatório Discriminativo Sintético do Débito DSD, às fls. 09, é de 07/1994. A Recorrente teve ciência da NFLD no dia 30.01.2007, às fls. 01. Ademais, de acordo com o Relatório Fiscal, fls. 63 a 75, com Anexo às fls. 76 a 102, a presente NFLD nº. 37.054.6997, com ciência do sujeito passivo em 30.01.2007, foi lavrada em substituição à NFLD n° 35.521.6310 de 30/12/2005, considerada nula através da DecisãoNotificação n° 04.401.4/0178/2006 emitida pela AuditoraFiscal da Previdência Social Leonora Ramos Bastos em 13 de julho de 2006, em virtude de equivoco no relatório "Fundamentos Legais do Débito". A NFLD 35.521.6310, por sua vez, tinha sido lavrada em substituição à NFLD 32.615.8952, com ciência do sujeito passivo em 21.01.1999, anulada por decisão do CRPS conforme o acórdão n° 002013, de 11/08/2003. No caso concreto, conforme citação abaixo, se observa que o Ilustre Relator tomou como conclusiva para o seu voto, a parte final da decisão que anulou a NFLD 32.615.8952, conforme o Acórdão n° 002013, de 11/08/2003, do CRPS: “ Como pode se depreender do texto acima, a anulação teve por base o inciso II, do artigo 173 do CTN, abaixo transcrito Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. A contagem do prazo decadencial então é a partir da data em que se tornou definitiva a decisão que anulou, por vício formal, o lançamento, isto é, 01/11/2003. O contribuinte tomou ciência do lançamento deste processo em 30/12/2005. Constatase que não se operou a decadência. Inicialmente, em 18/12/98, o crédito foi constituído por meio da NFLD 32.616.0124, que foi anulada por decisão do CRPS conforme o acórdão n° 000218, de 31/10/2003.” Sustentado, como afirmou, pela parte final do Acórdão, entendeu que estava diante de uma nulidade por vício formal, e assim, compulsoriamente, teve que seguir a dicção do referido artigo 173, II do CTN para efetuar as contas qüinqüenais sobre a decadência e, por conseqüência, negar provimento. Recente Acórdão do Primeiro Conselho de Contribuintes, aduz que : “ ( ... ) o vício formal ocorre quando o lançamento contiver omissão ou inobservância de formalidades essenciais, de normas que regem Fl. 253DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/06/2012 por IVACIR JU LIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 28 o procedimento da lavratura do auto, ou seja, da maneira de sua realização... (Acórdão n° 19200.015 IRPF, de 14/10/2008 da Segunda Turma Especial do Primeiro Conselho de Contribuintes) ” Analisandose todo o desenvolvimento e estrutura lógica do arrazoado do CRPS sobre a infração em tela, se infere que, contrariamente a conclusão sobre ter havido vício formal, o que restou demonstrado é que ocorreu vício material posto que fora por falta de motivação e conseqüente cerceamento de defesa que a referida NFLD fora anulada. Senão vejamos : Relevante observar que CRPS declarou nula a NFLD em comento nos seguintes temos: “ O INSS procedeu de forma generalizada apresentando um único modelo de Relatório Fiscal, Pronunciamento Fiscal e DN, sem adentrar nas peculiaridades de cada um dos contratos e/ou serviços. Só quando está CaJ reclamou a necessidade de uma melhor caracterização da cessão de mãodeobra foram apresentados os contratos e outros, ainda assim nenhum esclarecimento foi apresentado, além de teorias. O INSS não conseguiu sair do campo da suposição — tese da terceirização, e dos dispositivos legais para a realidade fática dos contratos ou das prestações de serviços. Ainda lembro, quando analisei diversos contatos e serviços, ter apontado o que, sob minha ótica, caracterizava ou evidenciava a existência de cessão de mãodeobra. Reputo, hoje, tal procedimento como intolerável, posto que comporta total cerceamento de defesa. Não cabe a este ou a qualquer outro Conselheiro garimpar nos autos evidências do que foi afirmado pelo INSS de forma genérica. Devemos sim cotejar as afirmativas do INSS, devidamente delimitadas e comprovadas, com as alegações, do contribuinte inconformado. Cabe sim, ao INSS, motivar adequadamente suas afirmativas, possibilitando ao contribuinte a perfeita compreensão do que lhe é imputado, viabilizando o exercício do direito inserido no Inciso LV, do Art. 5° da CF/88. Portanto, entendo que o melhor desfecho para a NFLD em pauta, é apontar sua nulidade por cerceamento defesa, possibilitando que o INSS, a seu critério refaça o lançamento, sanando a nulidade apresentada. Registro ainda que em alguns contratos e serviços, vislumbrei a existência de cessão de mão deobra, entretanto volto a reafirmar que cabe à autoridade lançadora motivar seus atos. Tal decisão resguarda os direitos da autarquia no que se refere ao prazo decadencial — Inciso II, do Art. 173, do CTN.(grifei)( novos grifos de minha autoria) CONCLUSÃO Face ao exposto, voto por CONHECER DO PEDIDO DE REVISÃO DO INSS e no mérito DARLHE PROVIMENTO PARCIAL, anulado o Acórdão n° 02/002757/2002, da 2"CaJ/CRPS. Fl. 254DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/06/2012 por IVACIR JU LIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13502.001356/200817 Acórdão n.º 240301.214 S2C4T3 Fl. 232 29 Em substituição àquele voto no sentido de CONHECER DO RECURSO do notificado e ANULAR a NFLD em pauta, na forma do voto acima apresentado. Isto posto, é nesse ponto que ouso divergir do Ilustre Conselheiro Relator, que diante daquela colocação final, a meu juízo, desarrazoada e descontextualizada , face a ausência de nexo com todo o corpo do texto, concluiu que a NFLD fora anulada por vício formal. A generalidade, subjetividade e a falta de motivação observadas pelo CRPS , vícios tipicamente materiais, prejudicaram, diretamente, os atos posteriores provocando cerceamento de defesa razão pela qual fora declarada a nulidade daquele lançamento: “ Portanto, entendo que o melhor desfecho para a NFLD em pauta, é apontar sua nulidade por cerceamento defesa...” (grifei) A inserção do artigo 173, II do CTN na parte final do arrazoado, contrariou frontalmente todo desenvolvimento do texto o que faz crer que tal colocação tenha sido inserida por equívoco. A Lei 5.172, Código Tributário Nacional – CTN, artigo 142 contém previsão da obrigatoriedade de se demonstrar claramente a ocorrência do a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente e determinar a matéria tributável : ( ... ) “ Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível.” Exortando novamente o Acórdão, de n° 19200.015 IRPF, de 14/10/2008,da Segunda Turma Especial do Primeiro Conselho de Contribuintes se demonstra configurado o vício material quando há equívocos na construção do lançamento contrariando o exigido no artigo 142 do CTN: “ O vício material ocorre quando o auto de infração não preenche aos requisitos constantes do art. 142 do Código Tributário Nacional, havendo equívoco na construção do lançamento quanto à verificação das condições legais para a exigência do tributo ou contribuição do crédito tributário, enquanto que o vício formal ocorre quando o lançamento contiver omissão ou inobservância de formalidades essenciais, de normas que regem o procedimento da lavratura do auto, ou seja, da maneira de sua realização... (Acórdão n° 19200.015 Fl. 255DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/06/2012 por IVACIR JU LIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 30 IRPF, de 14/10/2008 da Segunda Turma Especial do Primeiro Conselho de Contribuintes)” Quando a descrição do fato, como assevera o CRPS no caso presente, não é suficiente para a certeza de sua ocorrência, carente que é de algum elemento material necessário para gerar obrigação tributária, o lançamento se encontra viciado por ser o crédito dele decorrente duvidoso. É o que a jurisprudência do 1° Conselho de Contribuintes denomina de vício material: “ ( ... ) RECURSO EX OFFICIO – NULIDADE DO LANÇAMENTO – VÍCIO FORMAL. A verificação da ocorrência do fato gerador da obrigação, a determinação da matéria tributável, o cálculo do montante do tributo devido e a identificação do sujeito passivo, definidos no artigo 142 do Código Tributário Nacional – CTN, são elementos fundamentais, intrínsecos, do lançamento, sem cuja delimitação precisa não se pode admitir a existência da obrigação tributária em concreto. O levantamento e observância desses elementos básicos antecedem e são preparatórios à sua formalização, a qual se dá no momento seguinte, mediante a lavratura do auto de infração, seguida da notificação ao sujeito passivo, quando, aí sim, deverão estar presentes os seus requisitos formais, extrínsecos, como, por exemplo, a assinatura do autuante, com a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula; a assinatura do chefe do órgão expedidor ou de outro servidor autorizado, com a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. (...) ” (7ª Câmara do 1º Conselho de Contribuintes – Recurso nº 129.310, Sessão de 09/07/2002) Por sua vez, o vício material do lançamento ocorre quando a autoridade lançadora não demonstra/descreve de forma clara e precisa os fatos/motivos que a levaram a lavrar a notificação fiscal e/ou auto de infração. Diz respeito ao conteúdo do ato administrativo, pressupostos intrínsecos do lançamento. Desse modo, restando demonstrada a ocorrência de vício material do lançamento decorrente da falta de descrição clara e precisa do fato gerador, tal como o supra descrito pelo CRPS, não vejo como aplicar a regra especial no artigo 173, II. Portanto, em não se cogitando de aplicação do artigo 173, II do CTN, resultaria discutir sobre qual artigo do Código Tributário Nacional CTN deva ser aplicado, o 173, I ou 150, §4°. Entretanto, considerando que o período levantado ocorreu em 07/1994 cuja notificação fora efetivada ora em 30/01/2007 pela presente NFLD nº. 37.054.6997, ora em 30/12/2005 pela substituída NFLD n° 35.521.6310, vejo como dispensável discutir já que qualquer que seja a regra decadencial tal interregno restara completamente alcançado. Fl. 256DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/06/2012 por IVACIR JU LIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13502.001356/200817 Acórdão n.º 240301.214 S2C4T3 Fl. 233 31 CONCLUSÃO Por todo o exposto, voto por reconhecer a preliminar de decadência das contribuições apuradas e DAR PROVIMENTO ao recurso para declarar decadentes as contribuições apuradas no período 07/1994 por qualquer que seja a regra decadencial. Ivacir Júlio de Souza Redator Designado. Fl. 257DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/06/2012 por IVACIR JU LIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 10865.000071/2010-76
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/05/2009
Ementa:
BASE DE CÁLCULO. COOPERATIVA DE TRABALHO. ATIVIDADE DE SAÚDE.
Nos contratos coletivos para pagamento por valor predeterminado, quando os serviços prestados pelos cooperados ou por demais pessoas físicas ou jurídicas ou quando os materiais fornecidos não estiverem discriminados na nota fiscal ou fatura, a base de cálculo não poderá ser inferior a trinta por cento do valor bruto da nota fiscal ou da fatura, quando se referir a contrato
de grande risco ou de risco global, sendo este o que assegura atendimento completo, em consultório ou em hospital, inclusive exames complementares ou transporte especial.
Numero da decisão: 2403-001.114
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2005 a 31/05/2009 Ementa: BASE DE CÁLCULO. COOPERATIVA DE TRABALHO. ATIVIDADE DE SAÚDE. Nos contratos coletivos para pagamento por valor predeterminado, quando os serviços prestados pelos cooperados ou por demais pessoas físicas ou jurídicas ou quando os materiais fornecidos não estiverem discriminados na nota fiscal ou fatura, a base de cálculo não poderá ser inferior a trinta por cento do valor bruto da nota fiscal ou da fatura, quando se referir a contrato de grande risco ou de risco global, sendo este o que assegura atendimento completo, em consultório ou em hospital, inclusive exames complementares ou transporte especial.
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Matéria CONTRIBUIÇÕESPREVIDENCIÁRIAS Recorrente ASSOCIAÇÃO DE DEFESA DOS DIREITOS DO CONSUMIDOR E CIDADÃO DE MOCOCA Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2005 a 31/05/2009 Ementa: BASE DE CÁLCULO. COOPERATIVA DE TRABALHO. ATIVIDADE DE SAÚDE. Nos contratos coletivos para pagamento por valor predeterminado, quando os serviços prestados pelos cooperados ou por demais pessoas físicas ou jurídicas ou quando os materiais fornecidos não estiverem discriminados na nota fiscal ou fatura, a base de cálculo não poderá ser inferior a trinta por cento do valor bruto da nota fiscal ou da fatura, quando se referir a contrato de grande risco ou de risco global, sendo este o que assegura atendimento completo, em consultório ou em hospital, inclusive exames complementares ou transporte especial. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente/Relator Fl. 131DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 3 0/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Jhonatas Ribeiro Da Silva, Ivacir Julio De Souza, Maria Anselma Coscrato Dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro. Fl. 132DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 3 0/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10865.000071/201076 Acórdão n.º 2403001.114 S2C4T3 Fl. 117 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão Preto, Acórdão 1428.403 da 8ª Turma, que julgou improcedente a impugnação. A autuação foi assim apresentada no relatório do acórdão recorrido: Tratase de crédito tributário constituído pela fiscalização contra o sujeito passivo acima identificado (DEBCAD n° 37.247.9723), consolidado em 07/01/2010, no valor de R$ 88.561,92 (oitenta e oito mil quinhentos e sessenta e um reais e noventa e dois centavos), referente às contribuições destinadas à Seguridade Social e devidas pela empresa. Os fatos geradores das contribuições lançadas foram os valores pagos pela empresa pelos serviços que lhe foram prestados por cooperados intermediados por cooperativa de trabalho (Unimed de Mococa — Cooperativa de Trabalho Médico), no período de 01/2005 a 05/2009. A base de cálculo utilizada para o cálculo das contribuições lançadas correspondeu a 30% do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços. O sujeito passivo apresentou as Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social — GF1P, relativas ao período de 01/2005 a 05/2009, com informações inexatas no campo "Cooperativa de Trabalho — sem adicional", referente aos serviços que lhe foram prestados pela Unimed de Mococa, infringindo assim o disposto no artigo 32, inciso IV e § 5°, da Lei n°8.212/91. Haja vista que a Medida Provisória n° 449, em vigor desde 04/12/2008, convertida na Lei 11.941/2009, introduziu modificações na penalidade a ser aplicada para o recolhimento de contribuições em atraso (para os casos de falta de recolhimento e de falta de declaração ou declaração inexata, multa a ser aplicada passou a ser aquela prevista no artigo 44 da Lei n.° 9.430/96), a autoridade lançadora, após proceder a comparação entre a soma da multa de mora (artigo 35 da Lei 8.212/91) e da multa por apresentação de GFIP com omissão de fatos geradores (artigo 32, inciso IV e § 50, da Lei n° 8.212/91) com a multa pela falta de pagamento e apresentação de declaração inexata (artigo 44 da Lei n.° 9.430/96), aplicou esta última, no percentual de 75%, por ser a mais benéfica ao sujeito passivo, conforme tabela demonstrativa do cálculo da multa aplicada constante do Anexo 2 do Relatório Fiscal. Fl. 133DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 3 0/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, onde alega, em síntese, que: • Princípio da legalidade. • Para definição da base de cálculo utilizouse do artigo 291 da Instrução Normativa SRP nº 03, que entrou em vigor em 01/08/2005, meses após o início do período lançado. • O caput do artigo 291 é incisivo na determinação da base de cálculo, "as peculiaridades da cobertura do contrato definirão a base de cálculo" e o Fisco não determinou as peculiaridades do contrato. É o relatório. Fl. 134DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 3 0/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10865.000071/201076 Acórdão n.º 2403001.114 S2C4T3 Fl. 118 5 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões pertinentes. O que a recorrente questiona é a legalidade do procedimento do Fisco de determinar a base de cálculo com norma que só entrou em vigor após a ocorrência dos fatos geradores. Abaixo ficará demonstrado que não cabe razão à recorrente. Do relatório FLD FUNDAMENTOS LEGAIS DO DÉBITO, extraemse os fundamentos para a tributação de serviços prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho. Fundamentos Legais das Rubricas 227 CONTRIBUIÇÃO DAS EMPRESAS EM GERAL RELATIVAMENTE A SERVIÇOS QUE LHE SÃO PRESTADOS POR COOPERADOS POR INTERMÉDIO DE COOPERATIVAS DE TRABALHO 227.01 Competências : 01/2005 a 12/2005, 01/2006 a 12/2006, 01/2007 a 12/2007, 01/2008 a 12/2008, 01/2009 a 05/2009 Lei ri. 8.212 de 24.07.91, art. 22, IV (com a redação dada pela Lei n. 9.876 de 26.11.99); Regulamento da Previdência Social aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99, art.201, III (na redação dada pelo Decreto n. 3.265, de 29.11.99). Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de: IV quinze por cento sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, relativamente a serviços que lhe são prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho. Art.201. A contribuição a cargo da empresa, destinada à seguridade social, é de: III quinze por cento sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, relativamente a serviços que lhes são prestados por cooperados por intermédio de Fl. 135DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 3 0/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 cooperativas de trabalho, observado, no que couber, as disposições dos §§7º e 8º do art. 219 Para o período lançado, Instruções Normativas detalham o procedimento do Fisco e estabelecem que nos contratos coletivos para pagamento por valor predeterminado, quando os serviços prestados pelos cooperados ou por demais pessoas físicas ou jurídicas ou quando os materiais fornecidos não estiverem discriminados na nota fiscal ou fatura, a base de cálculo não poderá ser inferior a trinta por cento do valor bruto da nota fiscal ou da fatura, quando se referir a contrato de grande risco ou de risco global, sendo este o que assegura atendimento completo, em consultório ou em hospital, inclusive exames complementares ou transporte especial. IN INSS nº 100 de 18/12/2003 Subseção Única Das Bases de Cálculo na Atividade da Saúde Art. 299. Nas atividades da área de saúde, para o cálculo da contribuição de quinze por cento devida pela empresa contratante de serviços de cooperados intermediados por cooperativa de trabalho, as peculiaridades da cobertura do contrato definirão a base de cálculo, observados os seguintes critérios: I nos contratos coletivos para pagamento por valor predeterminado, quando os serviços prestados pelos cooperados ou por demais pessoas físicas ou jurídicas ou quando os materiais fornecidos não estiverem discriminados na nota fiscal ou fatura, a base de cálculo não poderá ser: a) inferior a trinta por cento do valor bruto da nota fiscal ou da fatura, quando se referir a contrato de grande risco ou de risco global, sendo este o que assegura atendimento completo, em consultório ou em hospital, inclusive exames complementares ou transporte especial; b) inferior a sessenta por cento do valor bruto da nota fiscal ou da fatura, quando se referir a contrato de pequeno risco, sendo este o que assegura apenas atendimento em consultório, consultas ou pequenas intervenções, cujos exames complementares possam ser realizados sem hospitalização. II nos contratos coletivos por custo operacional, celebrados com empresa, onde a cooperativa médica e a contratante estipulam, de comum acordo, uma tabela de serviços e honorários, cujo pagamento é feito após o atendimento, a base de cálculo da contribuição social previdenciária será o valor dos serviços efetivamente realizados pelos cooperados. Parágrafo único. Se houver parcela adicional ao custo dos serviços contratados por conta do custeio administrativo da cooperativa, esse valor também integrará a base de cálculo da contribuição social previdenciária. Fl. 136DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 3 0/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10865.000071/201076 Acórdão n.º 2403001.114 S2C4T3 Fl. 119 7 IN SRP nº 03 de 14/07/2005 Subseção Única Bases de Cálculo na Atividade da Saúde Art. 291. Nas atividades da área de saúde, para o cálculo da contribuição de quinze por cento devida pela empresa contratante de serviços de cooperados intermediados por cooperativa de trabalho, as peculiaridades da cobertura do contrato definirão a base de cálculo, observados os seguintes critérios: I nos contratos coletivos para pagamento por valor predeterminado, quando os serviços prestados pelos cooperados ou por demais pessoas físicas ou jurídicas ou quando os materiais fornecidos não estiverem discriminados na nota fiscal ou fatura, a base de cálculo não poderá ser: a) inferior a trinta por cento do valor bruto da nota fiscal ou da fatura, quando se referir a contrato de grande risco ou de risco global, sendo este o que assegura atendimento completo, em consultório ou em hospital, inclusive exames complementares ou transporte especial; b) inferior a sessenta por cento do valor bruto da nota fiscal ou da fatura, quando se referir a contrato de pequeno risco, sendo este o que assegura apenas atendimento em consultório, consultas ou pequenas intervenções, cujos exames complementares possam ser realizados sem hospitalização; II nos contratos coletivos por custo operacional, celebrados com empresa, onde a cooperativa médica e a contratante estipulam, de comum acordo, uma tabela de serviços e honorários, cujo pagamento é feito após o atendimento, a base de cálculo da contribuição social previdenciária será o valor dos serviços efetivamente realizados pelos cooperados. Parágrafo único. Se houver parcela adicional ao custo dos serviços contratados por conta do custeio administrativo da cooperativa, esse valor também integrará a base de cálculo da contribuição social previdenciária. Diferentemente do alegado pela recorrente, conforme demonstrado acima, existiam normas anteriores a 07/2005 que regulavam a determinação da base de cálculo. O “CONTRATO PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS MÉDICOS E HOSPITALARES” firmado entre a UNIMED DE MOCOCA e a ADECON ASSOCIAÇÃO DE DEFESA DOS DIREITOS DO CONSUMIDOR E CIDADÃO DE MOCOCA, folhas 51 a 56 contém os elementos suficientes para enquadrar a prestação de serviço contratada no tipo sujeito a base de cálculo não inferior a 30%, conforme apresentado nas normas acima. Fl. 137DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 3 0/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 CONCLUSÃO Voto por negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 138DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 3 0/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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