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Numero do processo: 16095.000513/2008-12
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/09/2003 a 31/12/2005
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.OMISSÃO.ACOLHIMENTO DO RECURSO.
Sendo constatada uma das hipóteses (contradição, omissão, obscuridade) para o acolhimento dos embargos de declaração, esses serão acolhidos para sanar o vício anteriormente apontado.
Embargos Acolhidos.
Numero da decisão: 2403-001.272
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os Embargos de Declaração.
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
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E COM. LTDA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/09/2003 a 31/12/2005 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.OMISSÃO.ACOLHIMENTO DO RECURSO. Sendo constatada uma das hipóteses (contradição, omissão, obscuridade) para o acolhimento dos embargos de declaração, esses serão acolhidos para sanar o vício anteriormente apontado. Embargos Acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os Embargos de Declaração. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente. Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e Marcelo Magalhães Peixoto.. Fl. 581DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/05/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Relatório Tratase de embargos de declaração (fls. 578 e 579), opostos pela Fazenda Nacional, com esteio no artigo 64, I, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), aprovado pela Portaria MF no 256/2009, contra o Acórdão nº 2403 000.785 que conheceu do recurso voluntário apresentado no processo em epígrafe e deulhe parcial provimento no sentido de afastar a tributação sobre os valores pagos a título de vale transporte e determinar, com relação aos demais lançamentos, o recálculo da multa de mora de acordo com o Art. 35, caput, da Lei 8.212/91 na redação dada pela Lei 11.941/2009 prevalecendo o mais benéfico ao contribuinte. A parte embargante sustenta que há omissão no acórdão citado no que se refere à aplicação da multa de mora, considerando que essa matéria não consta nem na ementa, nem na fundamentação e nem no relatório do decisum. Desse modo, a omissão seria patente por não ter a Turma Julgadora se manifestado acerca da aplicação da multa de mora, sobretudo com relação à exposição dos fundamentos que serviram para a formação do juízo dos conselheiros, ferindo assim o princípio da fundamentação das decisões. Por fim, requereu o acolhimento dos embargos declaratórios para que a omissão apresentada fosse sanada. É o relatório. Fl. 582DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/05/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 16095.000513/200812 Acórdão n.º 240301.272 S2C4T3 Fl. 582 3 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. Quanto aos requisitos de admissibilidade dos embargos de declaração opostos, entendo que foram preenchidos os itens de tempestividade; da regularidade de representação (embargos opostos pela Fazenda Nacional); dos requisitos de cabimento (omissão). Compulsando os autos atentamente, verifico que a parte relativa à multa moratória não constou no corpo do voto, como ocorre de praxe em todas as decisões de minha relatoria em que é determinada a manutenção do lançamento com o acréscimo legal da multa de mora prevista no art.35, caput, da Lei n 8.212/91 com a nova redação da Lei n 11.941/2009. Sendo assim, reconheço a omissão apontada e rerratifico os fundamentos do voto, incluindo o tópico relativo à incidência da multa de mora. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 583DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/05/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10845.000319/89-34
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Dec 13 00:00:00 UTC 1990
Numero da decisão: 301-00.593
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligencia ao INT, através da RO (DRF-Santos-SP),na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MARIA LUCIA SILVA CASTELO BRANCO
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Sessão de.._.1.3./d.e.zembro de 19 9Q ACORDÃO N.° Recurso n.° 111.800 Processo n 2 10845-000319/89-34. Recorrente TAKASAGO SUL AMERICANA LTDA. Recorrid a DRF - SANTOS - SP. RESOLUQA0 N2 301-593 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligencia ao INT, através da RO (DRF-Santos-SP),na forma do relatOrio e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasilia-DF 13 «e dezembro de 1990. ITAMAR VIEIRA DA CO TA - Presidente. 00. MARIA L CIA SILV CASTELO BRANCO - Relatora. Participaram, ainda do presente julgamento os seguintes Con selheiros: FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO, JOSE THEODORO MASCARENHAS MENCK, IVAR GAROTTI, JOAO BAPTISTA MOREIRA, FLAVIO ANTONIO QUEIROGA MENDLOVITZ e PAULO CÉSAR BASTOS CHAUVETP(Suplente). Ausente o Conselheiro WLADE- _ MIR CLOVIS MOREIRA. -2- Res. 301-0.593 SEWN PO= FORM. MEFP-TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES RECURSO N2 111.800 RECORRENTE: TAKASAGO SUL AMERICANA LTDA RECORRIDA : DRF/SANTOS-SP RELATORA : MARIA LUCIA SILVA CASTELO BRANCO RELATÓRIO Tendo importado a mercadoria de nome comercial "SANTA- LEX - TNK (Isamero de Idroxi-Trimetil-Triciclo-Tridecanona)", sob a classificagão TAB 29.13.36.99, foi o contribuinte autuado na for ma do Auto de Infragão .de fls. 01, através do qual a fiscalizagão, com base no Laudo do Labana de fls. 27 , desclassificou o produto para o cOdigo TAB 33.04.99.00, por entender tratar-se de "Mistura de Is6meros de Isocanfilciclohexanol e Miristato de Isoprila - uma mistura de substâncias odoríferas", exigindo, por fim, o recolhi- mento da diferença do I.I. e do IPI, assim como das multas previs- tas nos arts. 524 e 526, II, do R.A., no art. 364, inciso II, do RIPI. As fls. 31/36, a empresa impugnou o Auto de Infração tra zendo em sua defesa, os seguintes argumentos: a) 0 Laudo do Labana, de fls. 16, de 11.08.87, se con- trapOe a outro Laudo emitido pelo mesmo LaboratOrio em 12.11.84, conforme cOpia juntada ãs fls. 37, e cu jo teor leio em sessão; b) no pode sujeitar-se a mudanças de interpretação nos exames laboratoriais feitos em épocas diversas; c) 4 incabível a aplicagão da multa prevista no art.... 524, do R.A; d) também são inaplicáveis as multas dos arts. 526, II, do R.A. e 364, do RIPI. Diante da defesa do contribuinte a fiscalizagão enviou o processo ao Labana para que se pronunciasse sobre as divergencias encontradas entre os dois laudos constantes dos autos. Atendendo que la solicitação, o LaboratOrio de Análise emitiu a Informação Tecni ca de fls. 42, que leio integralmente em sessão. As fls. 49, o fiscal autuante opina pela manutengão do Auto de Infração, de conformidade com o RelatOrio e Parecer que leio em sessão. Ii" -3- Recurso:111.800 Res. 301-0.593 SERVICO PÚBLICO FEDERAL Com base nos "CONSIDERANDA" de fls. 54/55, lidos em ses são,a autoridade de lg instancia julgou procedente a aço fiscal, mantendo a exigência constante do Auto de Infração. Dentro do prazo legal, o contribuinte apresentou Recur- so Voluntgrio a este Conselho, onde alega preliminarmente cercea- mento de defesa, em virtude de no lhe ter sido dado conhecimento da informação técnica de fls. 42. Por tal motivo, requer a anula - go do feito. No mérito, reporta-se ãs suas razes de impugnação, re- jeitando totalmente a pretensão fiscal, e protestando pela poste- rior juntada de aditamento e/ou memorial. Requer, por fim, o provimento do Recurso. t o relatOrio. • Sala das SessOes, em e dezembro de 1990. -4- Rec. 111.800 Res. 301-593 SERVIDO PÚBLICO FEDERAL VOTO 0 contribuinte, em seu recurso; rechaça veementemente a juntada aos autos de informagOes e pareceres técnicos sobre os quais no lhe foi dado conhecimento, razão pela qual requer a anulação do feito. Por uma questão de economia processual, entendo mais sen sato que se baixe o processo em diligencia ao INT, a fim de que ague le Org5o técnico, analisando a amostra que lhe devera ser encaminha da pela Repartição de origem, apresente suas conclusOes sobre o pro duto em discussão, após a resposta aos quesitos que deverão ser for mulados pelas partes, com o objetivo de melhor definir o produto e a sua correta classificação. MARIA LUCIA SIL A CASTELO BRANCO - Relatora. •
score : 1.0
Numero do processo: 10831.001112/90-33
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Apr 27 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Mon Apr 27 00:00:00 UTC 1992
Ementa: ISENÇÃO. REDUÇÃO.
1. A empresa solicita redução do Imposto de Importação e Imposto sobre Produtos Industrializados com base na Lei nº 7.810/89. Tal benefício foi revogado pela Lei nº 8.032/90 sob cuja égide se deram os fatos geradores dos tributos.
2. A informação DECEX-CTIC D2-91/33380/91 esclareceu que o termo Guia de Importação descrito no art. 10, item II da Lei nº 8.032/90 não abrange as importações amparadas por carta de credenciamento.
3. Negado provimento ao recurso. Excluída, de ofício, a multa de mora.
Numero da decisão: 301-26.925
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, excluída de ofício a multa de mora, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente ju]gado.
Nome do relator: LUIZ ANTÔNIO JACQUES
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ementa_s : ISENÇÃO. REDUÇÃO. 1. A empresa solicita redução do Imposto de Importação e Imposto sobre Produtos Industrializados com base na Lei nº 7.810/89. Tal benefício foi revogado pela Lei nº 8.032/90 sob cuja égide se deram os fatos geradores dos tributos. 2. A informação DECEX-CTIC D2-91/33380/91 esclareceu que o termo Guia de Importação descrito no art. 10, item II da Lei nº 8.032/90 não abrange as importações amparadas por carta de credenciamento. 3. Negado provimento ao recurso. Excluída, de ofício, a multa de mora.
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Recurso n~ : 112. 685 Recorrente: FEPASA - FERROVIA PAULISTA S.A. 301-26.925 Recorrid IRF - VIRACOPOS - SP ISENÇÃO. REDUÇÃO. 1. A empresa solicita reduç~o do, Imposto de Importaç~o e Imposto sobre: Produtos Incustrial izados com base na Lei nQ 7.810/89. Tal benefício foi revogado pela Lei nQ 8.032/90 sob cuja-égide se deram os fatos g~ radores dos tributos. 2. A informaç~o DECEX-CTIC D2-91/33380/91 esclareceu I que o t~rmo Guia de Importaç~o descrito no art. 10, hem' 1[' 8a' Lei nQ 8.032/90 n~o abrange as importa - ções amp?radas por carta de credenciamento. 3. Negado provimento ao recurso. Excluída, de ofício, a multa de mora. VISTOS, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Con- selho de Contribuint~s" por u~animidade de votos, em negar provimell to ao recurso, excluJda de ofJcio a multa de mora, na forma do rela tório e voto que passam a integrar o presente jü]gado. - Braiília-DF, em 27 de abril de 1992. ITAMAR EI A DA COSTA - Presidente VISTO EM SESSÃO DE: \RlN:ROORIGUESiDE,:SQlJlA V 2 6 AGO '1993 ( QUES - R~.A1at.oorr\ 'lJL/ l./ - Procurador da Fazenda Nacional v.v. DAME'P/DF ~ SECOS H' 041'/92 - ~. H. ; I Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: JOSe JHEODORO MASCARENHAS MENCK, OTAC1LIO DANTAS CARTAXO, FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO~e JOÃO BAPTISTA MOREIRA. Ausentes os Cons.SA~ DRA MIRIAM DE AZEVEDO MELLO e RONALDO LINDIMAR JOSt MARTON. I • I MF - TERCEIRO RECURSO N.: RECORRENTE RECORRIDA RELATOR CONSELHO DE CONTRIBUINTES - PRIMEIRA CAMARA 112.685 FEPASA - FERROVIA PAULISTA S/A IRF - VIRACOPOS Conselheiro LUIZ ANTONIO JACQUES R E L A T O R I O A recorrente solicitou através da DI n. 6353/90 de 11.07.90, redução do Imposto de Importação e IPI, com base na Lei n. 7810/89. A fiscalização constatando que o referido benefício fiscal, encontrava-se revogado pela Lei n. 8032/90 (DOU 13/04/90), lavrou o Auto de Infração de fls. 01, para exigir os tributos, com os acréscimos legais, no total de Cr$ 13.885,74 (treze mil, oitocentos e oitenta e cinco cruzeiros e setenta e quatro centavos) ou 279,75 Bônus do Tesouro Nacional. Tendo tomado ciência do Auto de Infração, através do AR (fI. 08), tempestivamente, a autuada apresen- tou impugnação de fls. 09/15, alegando basicamente o seguin- te: nal, procedeu SAP 232; - que para manutenção de seu parque operacio- a importação de peças para socadora Plasser • que a importação fora levada a efeito, com suporte na documentação legal acostada ao processo, sem guia de importação com base no item 4.3 do Comunicado Cacex n. 204/88, conforme dispõe a Carta de Credenciamento, junto à Secretaria da Receita Federal, emitida em 26.01.90, com va- lidade para embarque até 31.12.90, sob o n. 18-90/00173-1; que ficou surpresa, ao deparar com a mani- festação do Auditor Fiscal, no verso da DI, de que a redução estava revogada Lei n. 8032/90; que a ferrovia fora tradicionalmente bene- ficiada pela isenção ou redução de impostos, quando da im- portação de máquinas e equipamentos necessários a manutenção de seu parque operacional, mencionando vários dispositivos legais, que acolhiam ora especificamente, ora genericamente, benefício ao transporte ferroviário nacional; que destaca a Lei n. 8032/90 de 12/04/90, que é por excelência didática sobre a matéria e teve por fim legislar, dispondo no seu Artigo 1 , que revoga as isenções e reduções, no seu Artigo 2 as limita e por outro lado nos Arts. 3 ao 9 disciplinam as importações sob certos aspec- tos; que no Artigo 10 determina que O Artigo 1 , não se aplica as isenções e reduções concedidas, nos termos da legislação respectiva até a data de entrada em vi- gor desta Lei; que a ferrovia já denciamento da SRF, junto à Cacex, em -~ de Importação desde 26.01.90 e com prazo de validade até 31.12.90; - que a Carta de Credenciamento fora da, sob a vigência da Lei n. 7810/89, que concedia de 80% do Imposto de Importação e IPI, tendo como exclusiva conclusão, que a importação está amparada Lei; concedi- redução única e por esta • - que cita obra "Estudos de Problemas e Casos Tributários", Edição José Bushsky - 1969, tratando-se de um direito, fundado na obrigatoriedade de suas normas, devem estas serem interpretadas com a maior atenção ao fim do di- reito, que é a justiça, não só quanto aos interesses do Es- tado, na obtenção de sua receita, para a consecução de seus objetivos, como na pessoa do contribuinte, para não onerá-lo demasiadamente, sem base real e sem que importe a imposição tributária, um verdadeiro confisco; que o CTN quando trata da interpretação e integração da legislação tributária, dispõe em seu Art. 112, que a lei tributária que define infrações, ou lhes comina penalidades, interpreta-se da maneira mais favorável ao acu- sado, em caso de dúvida quanto à capitulação legal do fato, à natureza ou às circunstâncias materiais do fato ou à natu- reza ou extensão dos seus efeitos; que sobre a matéria, com propriedade mani- festou-se J.MOTTA MAIA (Comentário ao CTN), que a lei tribu- tária permite uma abertura em favor do contribuinte, por via da interpretação, quando se trata de beneficiá-lo, ou seja, como na lei penal, há de adotar-se a interpretação mais fa- vorável ao acusado, o contribuinte; - que do ponto de vista, estritamente jurídi- co, há que destacar-se o que dispõe a Carta de Credenciamen- to da Cacex "A Cacex, concede ao Importador acima, registra- do no Cadastro de Exportadores e Importadores sob n. 3-0018/60-02059, a presente Carta de Credenciamento para im- portar partes e peças, componentes e acessórios para seu uso próprio, sem guia de importação com base no item 4.3 do Co- municado Cacex n. 204/88 de 02.09.88, até o limite anual de US$ 100.000, (cem mil dólares americanos) FOB ou seu equiva- lente em outras moedas". que por todo o exposto, requer a improce- dência do Auto de Infração. Sobre a impugnação, manifesta-se o Autor do feito às fls. 44/45, proponho a manutenção do Auto de Infra- ção, com os seguintes argumentos: que o único direito que a autuada possue, através da Carta de Credenciamento, é o de poder importar, partes, peças, componentes e acessórios de máquinas, sem a obrigação de emissão de guia de importação para cada opera- ção, até o limite global de US$ 100.000,00 FOB, somente is- so; que não hà como pretender que a Cacex, ao emitir a Carta de Credenciamento, tenha lhe concedido qual- quer tipo de favor fiscal, sendo portanto, totalmente ina- plicável ao caso o disposto no Art. 10, Inciso I da Lei n. 8032/90, como quer a impugnante; - que também não se aplica ao caso, o dispos- to no Inciao 11 do maamo Actigo 10, que ceeaalva a i6anção~ Ói para as GIs já emitidas antes da revogação, não se tratando no presente caso, de Guia de Importação, mas sim de Carta de Credenciamento e que pelo estatuído no Art. 129 do RA, é ve- dada outra interpretação, que não seja a literal, da legis- lação dispondo de isen9ão ou redu9ão do imposto; que por último, cabe informar que assunto idêntico, envolvendo a mesma pessoa passiva da obriga9ão tributária, já foi julgado nesta IRF (Processo n. 10831.000692/90-60 Decisão n. 65/90), tendo-se decidido que o simples fato de dispor de Carta de Credenciamento emi- tida antes da entrada em vigor da Lei revogatória, não dá a interessada o direito a gozo de redução pretendida. Em 29.08.90, a autuada solicitou a liberação da mercadoria, através da Portaria MF n. 389/76, oferecendo em garantia, fiador bancário, sendo autorizada a libera9ão em 30.08.90 (fI. 47) e consequente desembaraço efetuado em 05.09.90, conforme fI. 49/verso. A autoridade de la. Instância julgou proce- dente a ação fiscal. O recurso foi interposto no prazo, com as ra- zões já arroladas na contesta9ão. O processo foi em diligência ao DECEX por de- terminação desta la. Câmara através da Resolu9ão n. 301-631/91 cuja resposta se encontra às fls. 80. E o relatório. • Rec. 112.685 Ac. 301-26.925 V O T O Conselheiro LUIZ ANTONIO JACQUES, Relator: A Decisão n. 95/90, de la. Instância está as- sim ementada (fls. 56): "Interpreta-se-á literalmente a Legislação Aduaneira que dispuser sobre a outorga de Isenção ou Redução do Imposto de Importação (Art. 129 do RA, aprovado pelo Decreto n. 91.030/85 - Lei n. 5172/66, Art. 111, Inciso Ir - CTN). Quando da ocorrência do fato gerador do Im- posto de Importação, já estava em vigor a Medida Provisória n. 158/90 (DOU-16.03.90), convertida na Lei n. 8032/90 (DOU-13.04.90), revogando a Lei n. 7810/89. Ação fiscal PROCEDENTE." O voto do ilustre Conselheiro Flávio Antonio Queiroga Mendlovitz que embasou a Resolução n. 301-631/91 foi o seguinte (fls. 74): "A Lei n. 8032/90 trata de Isenções e redu- ções, dispõe em seu art. 10, inciso 11: "Art. 10 - O disposto no art. 1 desta lei não se aplica: ••••••• ••••••• °.0 •••••••••• _ ••••••••••• _. 11 - aos bens importados, a título definitivo, amparados por isen- ção ou redução na forma da le- gislação anterior, cujas guias de importação tenham sido emiti- das até a data da entrada em vi- gência desta lei." Conforme se depreende da leitura do texto le- gal, não está contemplado o termo "Carta de Credenciamento", expedida conforme dispõe a Resolução CACEX n. 204/88." O DECEX, pelo Ofício n. CTIC-02-91/33380, de 20.12.91 assim se pronunciou (fls.80): "Referimo-nos aos Ofícios números . 0110831/GI-040/91 e 126/91, de 29.04 e 21.10.91, dirigidos à Agência Centro São Paulo do Banco do Brasil S.A., nos quais V.Sas. solicitam pronunciamento acerca do quesito formulado pela la. Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes rela- tivamente a importação realizada pela FEPASA - Ferrovia Pau- lista S.A., através de Carta de Credenciamento. A propósito, esclarecemos que a carta de cre- denciamento, por revestir-se de caráter genérico, não é uma guia de importação e sim um documento equivalente, que surte O" mesmosefeiio",ouaodo previsieem lei ""ea eOUiva~~ . '.(4_ 2 No caso presente, o artigo 10 inciso rr da Lei n. 8032, de 12.04.90, não prevê a equivalência de qual- quer outro documento à guia de importação. Sendo assim, entendemos que o termo guia de importação descrito no aludido diploma legal não abrange as importações amparadas por carta de credenciamento." Diante da clareza do enunciado, voto no sen- tido de negar provimento ao recurso. Excluo, entretanto, a multa de mora por entender que ela só é cabível após ciência da decisão irrecorrivel na esfera administrativa e decorrido o prazo para pagamento do crédito tributário lan~ado. Sala das Sessões, 27 de abril de 1992. 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007
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Numero do processo: 10880.015284/87-59
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jan 28 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Tue Jan 28 00:00:00 UTC 1992
Ementa: CLASSIFICAÇÃO.
I. Rejeitada a preliminar de irrevisibilidade do lançamento.
2. O produto "Lampadas miniaturas utilizadas na indicação de chave interruptora" classifica-se no código TAB 85.20.0400.
3. Incabível a aplicação da multa do art. 522,IV, do R.A. e da multa de mora.
4. Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 301-26.816
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para excluir as multas de mora e do art. 522, IV do R.A., e por maioria de votos, em manter a multa do art. 364, II, do R.A., vencido o Conselheiro João Baptista Moreira.
Nome do relator: FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO
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I. Rejeitada a preliminar de irrevisibilidade do lanç~mento. 2. O produto "Iampadas miniaturas utilizadas na indicação de chave interruptora" classifica-se . no"c6digo TAB85.20.0400. 3. Incab íve I a a p Iicaç ão da muI ta do art. 522,I V' do R. A .e da multa de mora. 4. Recurso parcialmente provido. VistdJs, relatados e discutidos os presentes: autos, ACOROAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conse lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento p"rcial ao recurso 'para excluir as multas de mora e do art. 522, IV do R.A., e por maioria de votos, em manter a multa do art. 364, 11, do R.A., vencido o onselheiro João Baptista Moreira. Brasília-DF, em 8 de janeiro de 1992. IT~R VIElA DA ,OSTA - Presidente -~~~.{2 \ FAIJ TO DE FREITAS ~/N O-R lator" I SOUZA - Proc. da Fazenda Nacional VISTO EM SESSÃO DE: 21 ABO 1992 Participaram ainda do presente julgamento os seguintes Conselheiros: João Baptista Moreira, Luiz Antônio Jacques, Elizabeth Maria Violatto (suplente) e Sandra Míriam de Azevedo Mello. Ausente os Conselheiros Sérgio de Castro Neves, Flávio Antônio Queiroga Mendlovitz e José Theodoro Mascarenhas Menck. DAMEFP/DF - SEC08 H' 047/92 _ J. H. 02. SERViÇO PUBLICO FEDERAL MEFP - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - PRIMEIR~ cÂM~~ RECURSO N~ 112.145 - ~CÓRD~O N~ 301-26.816 RECORRENTE KOST~L ELETROMEC~NIC~ LTD~ RECORRID~ DRF - são Paulo - SP REL~TOR F~USTO DE,FREIT~S E C~STRO NETO Retorna este processo de diligência ao INT, ordenada p~ la Resolução 305.628 (fls. 63 acompanhada do Parecer Técnico de~ se Instituto às fls. 47. Para relembrar a Câmara sobre a matéria em julgamen to, leio o relatório e voto daquela Resolução e o Parecer técnico produzido. . É o relatório. SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Rec.: 112.145 I\.C.: 301-26.816' YQ.!Q neira. Quanto,à preliminar de descabimento da revisão adu-ª Em face do q~e disp6em, taxativameh~e os arts. 455 e 456 do R.A., a revisão aduaneira é sempre admitida enquanto nao decair o direito da Fazenda Nacional, para verificar a regularid-ª de da importação, quant6 aos seus pspectos fiscais e outros, o que é caso, pelo que rejeito esta preliminar. No mérito. ~ questão se resume à clasificação da mercadoria de~ crita pela Recorrente simplesmente como lâmpadas códigos 1.55.00. 31929.0 e 1.55.00.30865,00, componentes para chave interruptora 03.8137.50, por ela classificada na posição T~B 85.20.17.99 e em ato de revisão desclassificada para a posição T~B 85.20.04.00. No código 85.20 abrange lâmpadas e tubos elétricos de incandescência ou de descarga (inclusive raios ultravioleta ou iQ fravermelhos); lâmpadas de arco e a posição proposta pela Recor-; rente 85.20.17.99 abrange: 85.20 - lâmpadas seladas 85.99 - qualquer outra Enquanto,; que a posição proposta pelo Sr. ~utuante e acolhida pela decisão recorrida abrange 85.20.04.00 - de filamento incandescente, de base r~ duzida, em qualquer voltagem, não especificada. Como vimos do relatório, o laudo do INT examinando as lâmpadas em questão é peremptório: nao são elas seládas e sao sem base e do tipo subminiatura. Em sendo assim, dúvida nao resta que essas lâmpadas nao se enquadram nem na posição dada pelo auto de infração, n~," nem em qualquer outra subposição ou item da posição 85.20. Em tais casos e de se aplicar a Regra 4ª das Normas Gerais Para a Interpretação da NBM, segundo a qual "~s mercadorias que não caibam em qualquer das posiç6es da Nomenclatura devem ser c,lassificadas na po~o que compreenda os artigos de maior sem~ pos.!. caI Rec.: 112.145 1\c.: 301--2.6;.816 SERViÇO PUBLICO FEDERAL ~s NENCC~S comentando essa Regra 4ª dizem: REGR~ 4 ~s mercadorias que não caibam em qualquer das ções da pauta devem classificar-se pela posição respondente aos artefactos mais análogos. COMENT1\RIO; I) Esta regra refere-se a mercadorias que não cabem em qualquer das posições da pauta, por esta não con ter posição por onde se possam classificar. ~ regra dispõe que essas mercadorias se classifiquem pela PQ sição correspondente aos artefactos mais análogos. 11) ~ primeira operação que exige a classificação, con forme a regra 4, é a comparação das mercadorias pr~ sentes a despacho com outras semelhantes, de maneira a determinar as m~cadorias mais análogos às mercadQ rias importadas. ~ operação seguinte, quando aquele fim for atingido, é a de determinar a posição corre~ pondente às mercadorias análogas. Feito isto, a r~ gra exige a classificação das mercadorias importadas pela posição que foi assim determinada. 111) ~ analogia pode naturalmente fundar-se em vários elementos, como nome, características, emprego, etc. Ora, quanto a posição adotada pela Recorrente, a sua pergunta sobre se "No presente caso, conforme as amostras anexas, podem ser consideradas como lâmpadas seladas de filamento 'incande~ cente" o laudo do INT ~ taxativo: Nlo. Portanto, improcede totalmente a posição pela Recorrente 85.20.17.99. escolhida Já a posição decidida pela decisão recorrida 85.20. 04.00, já vimos que o laudo do INT é taxativo: são lâmpadas SEM B~SE o que em princípio não abrange as lâmpadas em questão. No ,entanto, diz mais o laudo em apreço, que as lâmp£ das sao incandescentes e do' tipo subminiatura e utilizadas em ~- néis de comutação e telefonia. são elas assim mais análogas as da posição 85.20. 04. "de filamento encandescente, de base reduzida, em qualquer vol- tagem, não especificada", tendo como única diferença a inexistên cia de "Base reduzida". E, mais. Como vimos dos comentários das NENCC~S a Regra 4ª, a analogia, pode fundar-se em vários elementos como nQ me, características, emprego etc ... Ora, o laudo do INT diz que tais lâmpadas têm emprego íUJ Rec.: 112.145 I\c.: 301-26.816 SERViÇO PÚBLICO FEDERAL em painéis de comutação telefônica. o Parecer Normativo CST (NBM) 16/74 invocado no I\uto de Infração e pela decisão recorrida diz que "1\ posição 85.20.00. 00 d? TI\B inclui o conjunto de lâmpadas de qualquer natureza, quaisquer sejam as aplicações particulares a que se destinam. I\~ sim as lâmpadas miniaturas, para lanternas e indicações de painéis, classificam-se no C6digo 85.20.04.00 da TI\B..." o laudo do INT, como vimos, afirma que as lâmpadas sao incandescentes do tipo subminiatura e utilizadas em painéis de conectação e telefonia, o que as faz' se inserirem na classificação adotada pelo PN 16/74. Quanto as multas. Foi a Recorrente condenada pela decisão recorrida a multa do art. 364, 11 do RIPI/82, a mulmde mora do parágrafo úni co do art. 12 do Decreto-lei 1.736/79 e suas alterações posteriQ res e o art. 522, IV do R.I\./85. Consoante interativa jurisprudência deste Conselho, em casos como o presente é inaplicável essa multa de mora. Quanto a do art. 522, IV do R.I\./85 a mesma pune com uma importância fixa, por infração do Regulamento, para a qual nao seja prevista pena específica. 1\ imposição dessa multa nao tem a menor procedência. I\lega-se que a Recorrente teria infringido o art. 99 do R.I\./85 o qual somente se refere quanto ao modo de calcular o imposto, ou seja, pela aplicação da al'íquota identificada pelo PQ sicionamento da mercadoria nos c6digos da TI\B. Ora, isto certo ou errado, foi feito pela Recorren te, de fo~já que; não foi desobedecida a regra para o cálculo do imposto. I\ssim, com base na Regra 4ª para interpretação da NBM eno aludido Parecer Normativo, dou provimento parcial ao recurso, para excluir da condena;ão a multa do parágrafo único do art. 12'<b Decreto-lei 1.736/79 e a do art. 522, IV do R.I\./85. Sala das Sessões, em 28 de janeiro de 1992. ~L.---r::<,Â, L~~..s4 FI\USTO FREITI\S DE CI\STRO NETO - Relator 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
score : 1.0
Numero do processo: 11330.000174/2007-31
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/03/1999 a 31/08/2002
AUTO DE INFRAÇÃO.DESCUMPRIMENTO.OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. LANÇAMENTO. FATOS GERADORES. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. TÍTULOS
PRÓPRIOS.
Nascida a obrigação tributária de recolher contribuições sociais
previdenciárias, há a necessidade dos fatos geradores destas serem lançados mensalmente em títulos próprios da contabilidade, caso contrário, será lavrado Auto de Infração por esse descumprimento legal.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-001.428
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Marconi Gurgel de Souza — Relator. S2-C4T3 Fl. 145 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 11330.000174/2007-31 Recurso n° 000.000 Voluntário Acórdão n" 2403-001.428 — 4' Câmara / 3' Turma Ordinária Sessão de 20 de junho de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA Recorrente GEFCO LOGÍSTICA DO BRASIL LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIARIAS Período de apuração: 01/03/1999 a 31/08/2002 AUTO DE INFRAÇÃO.DESCUMPRIMENTO.OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. LANÇAMENTO. FATOS GERADORES. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIARIAS. TÍTULOS PRÓPRIOS. Nascida a obrigação tributária de recolher contribuições sociais previdencidrias, há a necessidade dos fatos geradores destas serem lançados mensalmente em títulos próprios da contabilidade, caso contrário, será lavrado Auto de Infração por esse descumprimento legal. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 153DF CARF MF Impresso em 22/11/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO Relatório Trata-se de recurso voluntário apresentado As fls.109 a 122 contra decisão da 13 turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento do Rio de Janeiro 1/RJ (fls.98 a 107) que julgou PROCEDENTE o lançamento constante no Auto de Infração AI n° 37.028.622-7, no valor consolidado de R$ 11.569,42 (onze mil e quinhentos e sessenta e nove reais e quarenta e dois centavos). A autuação corresponde A atitude da empresa em não possuir, em sua contabilidade, contas especificas para lançamento, em separado, dos fatos geradores das contribuições previdencidrias relativos a valores pagos ou creditados pela empresa, aos segurados trabalhadores autônomos e demais pessoas físicas, até a competência 02/2000, e aos segurados contribuintes individuais, a partir de 03/2000, descumprindo preceito do art.32, II, da Lei n 8.212/91. A fiscalização trouxe ainda alguns documentos como Plano de Contas da GEFCO e lançamentos, por amostragem, como frete contrat.transport.; assessoria jurídica e serviços contábeis. 0 dispositivo legal infringido determina que a empresa lance mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, discriminadamente, os fatos geradores de todas as contribuições sociais, incluindo os montantes descontados, as contribuições da empresa e os totais recolhidos. 0 Auto de Infração n 37.028.622-7 no numerário de R$ 11.569, 42 (onze mil e quinhentos e sessenta e nove reais e quarenta e dois centavos) foi lavrado tendo como base legal os arts.92 e 102 da Lei n 8.212/91 e os arts.283,I1, "a" e 373 do Decreto n 3.048/99 (Regulamento da Previdência Social). Desta autuação, a recorrente foi notificada em 28/03/2007 e apresentou impugnação As fls. 52 a 58 alegando: - Violação ao Principio do Contraditório e Ampla-Defesa , por ter sido dado um prazo exíguo para a apresentação de 8 impugnações; - Decadência do direito de constituir o crédito tributário com base no art. 173, I, do Código Tributário Nacional; - A ilegitimidade da contribuição sobre valores pagos a cooperativas de trabalho; - Que o art. 225, parágrafo 13, IL do Regulamento da Previdência Social estipula apenas que devem ser discriminados os valores integrantes e não integrantes do salário-de-contribuição, bem como as contribuições descontadas dos segurados, as da empresa e os totais recolhidos, não sendo exigida a segregação dessas quantias; Por fim, requereu a relevação da multa pela ausência de circunstâncias agravantes, dolo, fraude e má-fé. Fl. 154DF CARF MF Impresso em 22/11/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO Processo IV 11330.000174/2007-31 S2-C4T3 Acórdão n.° 2403-001.428 Fl. 146 Instada a manifestar-se acerca da impugnação, a 13° Turma da DRJ/Rio d Janeiro I/RJ proferiu acórdão (n° 12-14.454) nos seguintes termos: ASSUNTO.. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/1999 a 31/08/2002 OBRIGAÇA'0 ACESSÓRIA.. ESCRITURAÇÃO CONTÁB1L. LANÇAMENTO EM TÍTULOS PRÓPRIOS. Deixar a empresa de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos, caracteriza infração ao art. 32, inciso II da Lei 8,212/91. Lançamento Procedente. Irresignada com a decisão supra, a recorrente interpôs recurso voluntário as fls.109 a 122, ratificando os argumentos expendidos na impugnação, requerendo, por fim, o acolhimento integral do presente recurso. As fls. 116 a 124 consta cópia do Mandado de Segurança impetrado perante a 14 Vara Federal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro acompanhada da liminar que deferiu o pedido do contribuinte em obrigar a Administração Pública Federal a receber o recurso voluntário desacompanhado do depósito recursal de 30%. Posteriormente, as fls. 129 e 130, o contribuinte peticionou informando o interesse de desistir parcialmente do litígio tributário, por entender que as competências de mat-go de 1999 a dezembro de 2001 foram acobertadas pela decadência nos moldes do art.173, I, do Código Tributário Nacional, razão pela qual desistiu de litigar pelas competências 01/2002 adiante. o relatório. 3 Fl. 155DF CARF MF Impresso em 22/11/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. DO MÉRITO: I — DA MANUTENÇÃO DA COBRANÇA E DA DESISTÊNCIA DO CONTRIBUINTE: A recorrente alega tanto em sua impugnação, recurso voluntário e petição juntada posteriormente que há decadência de algumas competências objeto do débito (03/1999 a 12/2001) com base no art.173, 1, do Código Tributário Nacional. Posteriormente, a empresa apresentou petição informando sua desistência de litigar as competências (01/2002 a 08/2002), trazendo inclusive documento comprobatório de sua adesão ao Refis da Lei n 11.941/2009, atestando seu interesse de pagar o débito corn relação ao período que não houvesse sido acobertado pelo instituto da decadência. Ocorre que a infração verificada no caso em tela é relativa a erro contábil, ou seja, se apenas em uma competência houve o erro de escrituração e este período não estiver acobertado pela decadência, ainda assim a cobrança será mantida, visto que a aplicação do instituto não se limita as competências individualizadas. Desse modo, a atitude da empresa de não possuir em sua contabilidade contas especificas para lançamento, em separado, dos fatos geradores das contribuições previdencidrias relativos a valores pagos ou creditados pela empresa, aos segurados trabalhadores autônomos e demais pessoas físicas, até a competência 02/2000, e aos segurados contribuintes individuais, a partir de 03/2000, incorre em descumprimento de obrigação acessória prevista no art.32, TE , da Lei n 8.212/91 e 225, II e parágrafos 13 a 17 do Regulamento da Previdência Social, in verbis: LEI N 8.212/91 Art. 32. A empresa é também obrigada a: - lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos; DECRETO N 3.048/99 (RPS) Ar1.225. A empresa é também obrigada a: 11 - lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as 4 Fl. 156DF CARF MF Impresso em 22/11/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO Processo 10 11330.000174/2007-31 S2-C4T3 Acórdão n.° 2403-001.428 Fl. 147 contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos; § 13. Os lançamentos de que trata o inciso II do caput, devidamente escriturados nos livros Diário e Razão, serão exigidos pela fiscalização após noventa dias contados chi ocorrência dos fatos geradores das contribuições, devendo, obrigatoriamente: I - atender ao principio contábil do regime de competência; e II - registrar, em contas individualizadas, todos os fatos geradores de contribuições previdenchirias de forma a identificar, clara e precisamente, as rubricas integrantes e não integrantes do salário-de-contribuição, bem como as contribuições descontadas do segurado, as da empresa e os totais recolhidos, por estabelecimento da empresa, por obra de construção civil e por tornador de serviços. § 14. A empresa deverá manter à disposição da fiscalização os códigos ou abreviaturas que identifiquem as respectivas rubricas utilizadas na elaboração da folha de pagamento, bem como os utilizados na escrituração contábil. § 15. A exigência prevista no inciso lido caput não desobriga a empresa do cumprimento das demais normas legais e regulamentares referentes à escrituração contdbil. § 16. São desobrigadas de apresentação de escrituração contábil: I - o pequeno comerciante, nas condições estabelecidas pelo Decreto-lei ne 486, de 3 de março de 1969, e seu Regulamento; - a pessoa jurídica tributada com base no lucro presumido, de acordo coin a legislação tributária federal, desde que mantenha a escrituração do Livro Caixa e Livro de Registro de Inventário; e; III - a pessoa jurídica que optar pela inscrição no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, desde que mantenha escrituração do Livro Caixa e Livro de Registro de Inventário. §I7. A empresa, agência ou sucursal estabelecida no exterior deverá apresentar os documentos comprobatórios cio cumprimento das obrigações referidas neste artigo à sua congênere no Brasil, observada a solidariedade de que trata o art. 222. Pelo transcrito, percebe-se que a infração refere-se à obrigatoriedade do registro contábil dos fatos geradores das contribuições sociais previdenciárias em títulos 5 Fl. 157DF CARF MF Impresso em 22/11/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO próprios. Assim, pode ser que a empresa proceda ao registro dos fatos contábeis, mas que este ocorra em titulo diverso que não seja o correto. No caso em tela, a recorrente deixou de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos referente As remunerações pagas, devidas ou creditadas aos seus segurados. Percebe-se, portanto, que a recorrente descumpriu preceito previsto na Lei n 8.212/91, bem com no Decreto n 3.048/99 (Regulamento da Previdência Social) pot . ter registrado em títulos não próprios de sua contabilidade (contas patrimoniais) os fatos geradores das contribuições sociais previdencidrias, motivo pelo qual deverá sujeitar-se ao pagamento de multa nos moldes do art.92 e 102 da Lei n 8.212/91 e art.283, 11, "a7: c/c 373 do RPS, in verbis: Regulamento Previdência Social Art. 283.Por infração a qualquer dispositivo das Leis n" 8.212 e 8.213, ambas de 1991, e 10.666, de 8 de maio de 2003, para a qual não haja penalidade expressamente cominada neste Regulamento, fica o responsável sujeito a multa variável de RS 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) a RS 63.617,35 (sessenta e três mil, seiscentos e dezessete reais e trinta e cinco centavos), conforme a gravidade da infração, aplicando-se-lhe o disposto nos arts. 290 a 292, e de acordo com os seguintes valores: II - a partir de RS 6.361,73 (seis mil trezentos e sessenta e uni reais e setenta e três centavos) nas seguintes infrações: Nota: Valor atuahfado para R$ 9.910,20 (nove tail novecentos e def. reais e vinte centavos), a partir de I° de junho de 2003, por força do reajuste de 19,71% concedido aos benefícios da Previdência Social pelo Decreto n°4.709. de 29/05/2003. a) deixar a empresa de lançar mensalmente, em i títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos; 0 Regulamento (Decreto n 3.048/99) cuidou ainda de tratar da atualização do valor cobrado, nos termos do art.373, in verbis: Art.373. Os valores expressos em moeda corrente referidos neste Regulamento, exceto aqueles referidos no art. 288, são reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos indices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da previdência social. No mesmo sentido, a Lei n° 8.212/91 preleciona ainda em seu art. 92 que qualquer infração a dispositivo desta legislação, quando não esteja prevista expressamente, sujeitar-se-á a observância desse dispositivo. Então vejamos: Art. 92. A infração de qualquer dispositivo desta Lei para a qual não haja penalidade expressamente cominada sujeita o responsável, conforme a gravidade da infração, a multa variável 6 Fl. 158DF CARF MF Impresso em 22/11/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO Processo n° 11330.000174/2007-31 S2-C4T3 Acórdão n.° 2403-001.428 Fl. 148 de CrS 100.000,00 (cem mil cruzeiros) a CrS 10.000.000,00 (dez milhões de cruzeiros), conforme dispuser o regulamento. 24 Vale destacar que o artigo acima foi atualizado conforme indicativo n° 24, vejamos: 24 Valores atualizados pela Portaria MPAS n° 4.479, de 4.6.98, a partir de 1° de junho de 1998, para, respectivamente, R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) e R$ 63.617,35 (sessenta e três mil, seiscentos e dezessete reais e trinta e cinco centavos) Além disso, previu o art.102 que os valores desta legislação seriam reajustados nos mesmos indices utilizados para o reajustamento dos beneficios de prestação continuada da Previdência Social. Art.102.0s valores expressos em moeda corrente nesta Lei serão reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos indices utilizados para o reajustamento dos benefícios de presta cão continuada da Previdência Social. Contudo, conforme já demonstrado, percebo que a infração foi cometida, motivo pelo qual deverá a cobrança ser mantida e atualizada na forma do dispositivo acima. CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para NEGAR-LHE PROVIMENTO. E como veto id Marconi Gurgel de Souza. 7 Fl. 159DF CARF MF Impresso em 22/11/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO
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Numero do processo: 10831.001781/88-17
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jan 29 00:00:00 UTC 1991
Numero da decisão: 301-00.605
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência ao TNT (Instituto Nacional de Tecnologia), na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOSE THEODORO MARCARENHAS MENCK
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Numero do processo: 15889.000576/2008-61
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/07/2001
PREVIDENCIÁRIO. PERÍODO INTEGRAL ATINGIDO PELA DECADÊNCIA QUINQUENAL. SÚMULA VINCULANTE DO STF.
Após a publicação da Súmula Vinculante nº 8 pelo Supremo Tribunal Federal que declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212/1991, aplicam-se as disposições do CTN para fins do cômputo da decadência.
Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal.
Os fatos geradores ocorreram entre as competências 01/1999 a 07/2001, o lançamento foi realizado em 16/12/2008, tendo a cientificação ocorrido em 19/12/2008, dessa forma, em considerando que os valores inerentes não eram
recolhidos até porque a exigência das contribuições surgiram do ato cancelatório nº 006/2002, encontram-se alcançados pela decadência quinquenal, as contribuições até a competência 11/2003, período muito superior ao que está sendo cobrado no presente AIOP.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2403-001.416
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso reconhecendo a decadência total com base em qualquer critério do CTN.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 31/07/2001 PREVIDENCIÁRIO. PERÍODO INTEGRAL ATINGIDO PELA DECADÊNCIA QUINQUENAL. SÚMULA VINCULANTE DO STF. Após a publicação da Súmula Vinculante nº 8 pelo Supremo Tribunal Federal que declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212/1991, aplicam-se as disposições do CTN para fins do cômputo da decadência. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal. Os fatos geradores ocorreram entre as competências 01/1999 a 07/2001, o lançamento foi realizado em 16/12/2008, tendo a cientificação ocorrido em 19/12/2008, dessa forma, em considerando que os valores inerentes não eram recolhidos até porque a exigência das contribuições surgiram do ato cancelatório nº 006/2002, encontram-se alcançados pela decadência quinquenal, as contribuições até a competência 11/2003, período muito superior ao que está sendo cobrado no presente AIOP. Recurso Voluntário Provido.
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PERÍODO INTEGRAL ATINGIDO PELA DECADÊNCIA QUINQUENAL. SÚMULA VINCULANTE DO STF. Após a publicação da Súmula Vinculante nº 8 pelo Supremo Tribunal Federal que declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212/1991, aplicamse as disposições do CTN para fins do cômputo da decadência. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal. Os fatos geradores ocorreram entre as competências 01/1999 a 07/2001, o lançamento foi realizado em 16/12/2008, tendo a cientificação ocorrido em 19/12/2008, dessa forma, em considerando que os valores inerentes não eram recolhidos até porque a exigência das contribuições surgiram do ato cancelatório nº 006/2002, encontramse alcançados pela decadência quinquenal, as contribuições até a competência 11/2003, período muito superior ao que está sendo cobrado no presente AIOP. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 544DF CARF MF Impresso em 10/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI 2 ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso reconhecendo a decadência total com base em qualquer critério do CTN. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Cid Marconi Gurgel de Souza, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Fl. 545DF CARF MF Impresso em 10/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI Processo nº 15889.000576/200861 Acórdão n.º 2403001.416 S2C4T3 Fl. 2 3 Relatório Tratase de crédito lançado contra o contribuinte acima identificado, através do Auto de Infração de Obrigação Principal AIOP n° 37.202.8519, no valor de R$ 5.371,10, que acrescido de multa no valor de R$ 1.424,49 e juros de R$ 7.363,66 corresponde ao valor consolidado em 16/12/2008 de R$ 14.159,25 (Quatorze mil, cento e cinquenta e nove reais e vinte cinco centavos) nas competências 01/1999 a 07/2001. O presente lançamento engloba as contribuições previdenciárias devidas à Secretaria da Receita Federal do Brasil – RFB e destinadas à seguridade social, correspondente à parte da empresa, incidentes sobre a remuneração paga a contribuintes individuais. Observamse as seguintes informações no Relatório Fiscal: A conduta da empresa, em tese, enquadrase no tipo penal sonegação de contribuições previdenciárias (código penal – Decretolei nº 2.848/40, Art. 33A, I, II, III), uma vez que, omitiu segurados em folha de pagamento e não os incluiu nas informações prestadas em GFIP, deixando, desta forma de registrar/informar a remuneração dos trabalhadores a seu serviço. Também não efetuou os recolhimentos incidentes sobre a remuneração omitida. Na lavratura foi utilizado o código de levantamento “FDS – favorecido desconhecido” e foram objeto de lançamento as competências 01/1999, 06/2000 e 07/2001. Também foram analisados os livros diários e razão dos exercícios 1999 a 2001, extratos bancários, arquivos em meio magnético com registros dos cheques emitidos pela empresa, folhas de pagamentos de contribuintes individuais, além da GFIP e Guias de Recolhimento da Previdência Social – GPS. Integram o presente lançamento: instruções para o contribuinteIPC; Fundamentos Legais de DébitoFLD; Discriminativo Analítico de Debito — DAD; Discriminativo Sintético do Débito — DSD; Relatório de Lançamento – RL; Relatório de co responsáveis – CORESP e Relatório de vínculos – VÍNCULOS. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento, a empresa contestou o AIOP, através do instrumento de fls. 240/256, alegando em síntese: Que o lançamento combatido seria nulo, o que tecnicamente inviabilizaria a geração de quaisquer dos efeitos do direito que lhes são inerentes, inclusive, o de ser levado ao foro executivo. É necessário que o lançamento fiscal preencha diversos requisitos e exigências, inclusive formais, sob pena de, na impossibilidade do correspondente saneamento, ser imperioso seu cancelamento, por vício de nulidade, que seria o que ocorre nos presentes autos. Ausência de ciência ao contribuinte de modificações realizadas no MPF (Mandado de Procedimento Fiscal) e ofensa ao disposto no art. 9° da Portaria RFB n°11.371/2007, bem como, Do cerceamento de defesa. Fl. 546DF CARF MF Impresso em 10/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI 4 Do equivocado instrumento de constituição do crédito tributário e da nulidade do ato de lavratura da precária autuação fiscal. Da ocorrência de incontornável decadência do direito de lançar o suposto débito e a equivocada utilização de interpretação analógica para a exigência de tributos. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da Recorrente, a 7ª turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão PretoSP, prolatou o Acórdão n° 14 26.813 de fls. 305/319, mantendo procedente em totalidade o lançamento, conforme ementa que abaixo se transcreve, verbis: “Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1999 a 31/07/2001 CONTRIBUIÇÕES DA EMPRESA INCIDENTES SOBRE A REMUNERAÇÃO DE SEGURADOS CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS. A empresa é obrigada a recolher as contribuições a seu cargo incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, aos segurados contribuintes individuais a seu serviço. ALTERAÇÃO MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL (MPF). NULIDADE. INOCORRÊNCIA O MPF é mero instrumento interno de planejamento e controle das atividades e procedimentos fiscais sendo elemento irrelevante na análise da validade do lançamento. A identificação de qualquer alteração no MPF durante a ação fiscal não macula o crédito tributário exigido. A declaração de nulidade de qualquer ato só se impõe no caso de ficar configurado prejuízo concreto ou impossibilidade de o sujeito passivo defenderse dos fatos. AUTO DE INFRAÇÃO. INSTRUMENTO DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. O Auto de Infração é instrumento hábil para lançamentos de créditos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, quer seja para a obrigação principal, quer seja para as obrigações acessórias. PERDA DA ISENÇÃO. INCIDÊNCIA DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS A CARGO DA EMPRESA E DAS CONTRIBUIÇÕES DESTINADAS AOS TERCEIROS A PARTIR DA DATA FIXADA NO ATO CANCELATÓRIO DA ISENÇÃO. Com a perda da isenção, passam a ser devidas, desde a data fixada no ato cancelatório da isenção, as contribuições, a cargo da empresa, incidentes sobre as remunerações pagas aos segurados empregados e contribuintes individuais, bem como as contribuições destinadas aos Terceiros, incidentes sobre as remunerações pagas aos segurados empregados. Fl. 547DF CARF MF Impresso em 10/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI Processo nº 15889.000576/200861 Acórdão n.º 2403001.416 S2C4T3 Fl. 3 5 PRAZO DECADENCIAL CONTADO A PARTIR DA DATA AO ATO CANCELATÓRIO. DECADÊNCIA. INOCORRÊNCIA. Em se tratando de cancelamento de isenção, a contagem do prazo decadencial de 5 (cinco) anos tem início no primeiro dia do exercício seguinte ao da emissão do ato cancelatório, dessa forma, se o lançamento foi realizado dentro destes parâmetros e respeitou o período fixado em tal documento, não há que se falar em extinção do crédito pela decadência. Impugnação Improcedente. Crédito tributário mantido.” DO RECURSO Inconformada, a empresa interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário (fls. 325/337), requerendo a reforma do Acórdão da DRJ, com os seguintes argumentos: 1 DAS PRELIMINARES DA INADEQUAÇÃO JURÍDICA DO INSTRUMENTO DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO PERANTE O REGRAMENTO LEGAL DE REGÊNCIA – DA NULIDADE DO ATO DE LAVRATURA DA PRECÁRIA AUTUAÇÃO FISCAL. Que, sob a ótica do bom direito, quando se tratar de exigência de pagamento de tributo (obrigação principal) o crédito deverá ser constituído por meio de NL NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO e não AIOP, como no presente caso. Que, a própria norma de regência diferencia os instrumentos fiscais de constituição de crédito ao estabelecer específicas finalidades e destinações a cada um deles, e, especificando a correspondente utilização, determina que nas hipóteses de descumprimento de obrigação principal (pagamento do tributo), a formalização de tal ocorrência se dará por intermédio de Notificação de Lançamento (NL) enquanto que, nas hipóteses de descumprimento de obrigação acessória (deveres instrumentais) o crédito deve ser constituído mediante Auto de Infração (AI), não podendo o AFRF, a sua escolha, utilizar um pelo outro. DA FALTA DE PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS HÁBEIS A LEGITIMAREM A APLICABILIDADE DO CONTIDO NO ART. 173, II, DO CTN – DA OCORRÊNCIA DA DECADÊNCIA DO ´PRESENTE LANÇAMENTO. Aponta que houve decadência, para constituição do crédito tributário em questão, entre o período de janeiro de 1999 a julho de 2001, haja vista que o AIOP ocorreu em 19 de dezembro de 2008, tendo havido mais de 5 anos entre a data que o lançamento poderia ter sido efetuado e a efetiva notificação. Que o posicionamento defendido pelo AFRFB, não encontra amparo junto a jurisprudência pátria, pois, conforme se denota de recentes julgamentos do SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA — ST, resta como incontroverso que o prazo decadencial iniciase ou a partir da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 40 do CTN) ou do primeiro dia do exercício seguinte (art. 173, I do CTN), não comportando, dessa forma, a descabida hipótese de Fl. 548DF CARF MF Impresso em 10/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI 6 ser considerada como marco inicial da sua contagem o respectivo ato cancelatório da imunidade. Neste diapasão, não haveria dúvida de que a possibilidade da autoridade fiscal exigir as contribuições sociais lançadas no AI encontrariase fulminada pela DECADÊNCIA conforme o mais atual posicionamento do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF) que reconheceu no dia 11/06/2008, que apenas Lei Complementar pode dispor sobre normas gerais em matéria tributária, como prescrição e decadência, incluídas, aí, as contribuições sociais. 2 – DAS CONSIDERAÇÕES FINAIS Requer que seja o presente RECURSO ADMINISTRATIVO recebido e regularmente processado, com a conseqüente e imediata suspensão da exigibilidade da dita contribuição à Seguridade Social, até o final julgamento da presente lide administrativa, a teor do disposto no art. 151, III, do Código Tributário Nacional, onde, diante de todo o demonstrado, resultará no cancelamento definitivo do débito É o relatório. Fl. 549DF CARF MF Impresso em 10/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI Processo nº 15889.000576/200861 Acórdão n.º 2403001.416 S2C4T3 Fl. 4 7 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fl. 339, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. PRELIMINARMENTE DECADÊNCIA O Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária de 12 de Junho de 2008, aprovou a Súmula Vinculante nº 8, nos seguintes termos: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Referida Súmula declara inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91, que impõem o prazo decadencial e prescricional de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias, o que significa que tais contribuições passam a ter seus respectivos prazos contados em consonância com os artigos 150, § 4º, 173 e 174, do Código Tributário Nacional: CTN Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (...) Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: Fl. 550DF CARF MF Impresso em 10/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI 8 I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; De acordo com o art. 103A, da Constituição Federal, a Súmula Vinculante nº 8 vincula toda a Administração Pública, inclusive este Colegiado: CF/88 Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal, poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder a sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. In casu, como se trata de contribuições sociais previdenciárias que são tributos sujeitos a lançamento por homologação, contase o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, caso se verifique a antecipação de pagamento (mesmo que parcial) ou, nos termos do art. 173, I, do CTN, quando o pagamento não foi antecipado pelo contribuinte. Nesse diapasão, mister destacar que para que seja aplicado o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, basta que haja a antecipação no pagamento de qualquer Contribuição Previdenciária, ou seja, não é necessária a antecipação em todas as competências. Havendo a antecipação parcial em uma única competência, já se aplica as regras do art. 150, § 4º do CTN. Também é entendimento deste Relator, que a antecipação a título de Contribuição Previdenciária abrange o pagamento para todas as rubricas relacionadas, tais como: destinadas a outras entidades e fundos — Terceiros (Salárioeducação e INCRA), dentre outras. Tratase de Auto de Infração de Obrigação Principal– AIOP, referente à falta de recolhimento à seguridade social sobre as contribuições correspondentes à parte da empresa, incidente sobre as remunerações pagas aos contribuintes individuais, dentro do período de 01/1999 a 07/2001. Analisando os autos, especificamente na fl. 236, onde se encontra o Termo de Encerramento de Procedimento Fiscal – TEPF, verificase que a Fiscalização analisou os “Comprovantes de Recolhimento”, fato per si suficiente para que seja aplicada a decadência nos termos do art. 150, § 4º do CTN. Em verdade os créditos cobrados já estavam decaídos em sua integralidade desde 08/2006. A lavratura em dezembro de 2008 foi extemporânea. Assim sendo, como a notificação ocorreu em 19/12/2008, o prazo decadencial ocorreu em relação a todo o período compreendido pela autuação, ou seja, entre 01/1999 a 07/2001, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, conforme explicado. Fl. 551DF CARF MF Impresso em 10/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI Processo nº 15889.000576/200861 Acórdão n.º 2403001.416 S2C4T3 Fl. 5 9 CONCLUSÃO Do exposto, reconheço a decadência total, nos termos do art. 150, § 4º do CTN. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 552DF CARF MF Impresso em 10/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI
score : 1.0
Numero do processo: 10845.001153/89-19
Data da sessão: Fri Jul 09 00:00:00 UTC 1993
Data da publicação: Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
Ementa: FALTA DE MERCADORIA TRANSPORTADA A GRANEL. ÁCIDO ORTOFOSFÓRICO,
Situando-se a diferença apurada na margem de perda natural
admitida pelo INT.
Recurso provido.
Numero da decisão: CSRF/03-02.138
Decisão: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Itamar Vieira da Costa (Relator), João Holanda Costa e Mariam Seif, que negavam provimento ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor o Cons. Fausto de Freitas e Castro Neto.
Nome do relator: ITAMAR VIEIRA DA COSTA
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RD/301-0.158 MATERIA RECORRENTE : ODFJELL WESTFAL LARSEN TANKERS AS & CO. REP. POR AGEN- CIA MARITIMA GRANEL LTDA. RECORRIDA : PRIMEIRA CAMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES INTERESSADA : FAZENDA NACIONAL FALTA DE MERCADORIA TRANSPORTADA A GRANEL. ACIDO ORTO- FOSFORICO, Situando-se a diferença apurada na margem de perda na- tural admitida pelo INT. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ODFJELL WESTFAL - LARSEN TANKERS AS & CO. REP. POR AGENCIA MARITIMA GRANEL LTDA.: ACORDAM os Membros da Cãmara Superior de Recursos Fis- cais, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Itamar Vieira da Costa (Relator), Jo go Holanda Costa e Mariam Seif, que negavam provimento ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor o Cons. Fausto de Freitas e Castro Neto. Sala das Sessbes-DF, em 09 de julho de 1993. MAI A M I - PRESIDENTE FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO - RELATOR DESIGNADO Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros! SEBASTIAO RODRIGUES CABRAL, SERGIO CASTRO NEVES e UBALDO CAMPELO NE- - TO. Ausente justificadamente o Cons. HUMBERTO ESMERALDO BARRETO FILHO. LÀ f _ MINISTRRIO DA FAZENDA CAMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS PROCESSO NR.: 10845/001.153/89-19 ACORDA° NR. CSRF/03-2.138 RECURSO NR. : RD/301-0.158 RECORRENTE : ODFJELL WESTFAL - LARSEN TANKERS AS & CO. REP. POR AGEN- CIA MARITIMA GRANEL LTDA. RECORRIDA : PRIMEIRA CAMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES INTERESSADA : FAZENDA NACIONAL RELATORI O Dicidindo matéria relacionada com faltas de mercadorias transportadas a granel, a ia. Câ'mara do Terceiro Conselho de Contri- buintes negou provimento ao recurso voluntário então apreciado, para acolher o limite percentual estabelecido pela IN 095/84 para quantifi- cação das quebras ditas naturais e inevitáveis. Em recurso a esta Câmara Superior, o suleito passivo protesta pela adoção do índice estabelecido pelo INT para a referida quantificação, alegando que a decisão recorrida, ao desconsiderar os laudos do I.N.T., diverge de outras decisbes de Conselho as quais ins- truem seu recurso, enquanto paradigmas da divergência suscitada. A Fazenda Nacional defende a confirmazão da decisão re- corrida. E o relatório. :" MINISTERIO DA FAZENDA CAMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS PROCESSO NR.: 10845/001.153/89-19 ACORDPIO NR. CSRF/03-2.138 VOTO VENCEDOR Conselheiro FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO - Relator Designado Esta CSRF tem conhecimento do parecer do INT sobre as características do ácido ortofosfórico. Pelo referido parecer, o produto em questão possui em média de 1 a 37. de sólidos em suspensão, determinando assim, a uma se- dimentação em 1,3 a 47. do volume de ácido ortofosfórico. Cita ainda, outros fatores de igual ou maior importân- cia que contribuem para a ocorrência da diferença de peso, não sendo, portanto, só a sedimentação a principal causadora dessa diferença. Neste processo a fiscalização constatou diferença de peso inferiores aos limites estabelecidos pela parecer da INT, em con- fronto com o total manifestado. E calçado pois no parecer do INT que dou provimento ao recurso. Sala das Sessbes-DF, em 09 de julho de 1993. La.4 itrw.1A4 ere....G24 FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO - RELATOR MINISTERIO DA FAZENDA CAMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS PROCESSO NR.: 10845/001.153/99-19 ACORDAO NR. CSRF/03-2.139 VOTO VENCIDO Conselheiro ITAMAR VIEIRA DA COSTA, Relator Por ser matéria amplamente discutida tanto no âmbito do Terceiro Conselho de Contribuintes como desta Cãmara Superior, repriso os termos do voto por mim proferido, condutor do Acórdão CSRF/03-1.666: "O assunto envolvendo o transporte de g ranéis sólidos e líquidos, no que se refere às quebras naturais, tem sido objeto de di- versos julgados das Câmaras do Terceiro Conselho de Contribuintes e, também, da Egrégia Câmara Superior de Recursos Fiscais. Os g ranéis estão sujeitos, como é sobejamento sabido a quebras naturais durante o trajeto das viagens e o manuseio dos produ- tos. Até mesmo a ação do tempo ou da temperatura ambiente podem in- fluir nessas quebras. A matéria tem merecido especiais cuidados por parte das autoridades aduaneiras da Secretaria da Receita Federal. Já em 1976, a fim de melhor normatizar o assunto, edi- tou-se a Instrução Normativa - SRF - nr. 12. Na IN-SRF 12/76 ficou ca- racterizado que as quebras não superiores a 57. (cinco por cento) ex- cluem a responsabilidade do transportador para efeito de cobranza multa pela falta de mercadoria dentro daquele limite. De notar, portanto, que o ato é restrito ao aspecto da não aplicabilidade de multa. 4 MINISTERIO DA FAZENDA CAMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS PROCESSO NR.: 10845/001.153/89-19 ACORDO NR. CSRF/03-2.138 Em 1984 surgiu a IN-SRF nr. 95, em razão da preocupação das autoridades aduaneiras com as quebras inevitáveis. Presume-se que a edição da norma foi precedida de acurado estudo por parte daqueles que lidam, cotidianamente, com este tipo de problema. A vista disto, ficou estabelecido que não será exigível do transportador o pagamento de tributos em razão de falta de mercadoria importada a granel sólido, liquido e/ou gasoso que se comporte dentro do limite de 17. (um por cento) p/ os sólidos e 0,57. (meio por cento), para os demais estados físicos do produto. Ao fixar este limite o Senhor Secretário da Recei- ta Federal fixou um parâmetro dentro do qual é possível não se exigir o pagamento do tributo incidente sobre a mercadoria. Dessa forma é de se entender que a aplicação das dispo- siçães da IN-SRF nr. 95/84 é pacífica. O questionamento poderá ser feito com vistas às modificaçbes dela própria, se for o caso. Não quanto à sua eficácia como norma, enquanto vigente. Aliás, a Egrégia Cãmara Superior de Recursos Fiscais tem se pronunciado a este respeito em diversas oportunidades. Veja-se o Acórdão CSRF/03-1.481, de 21.09.87, em cuja ementa consta: "Conferência final de manifesto. Produtos importados a granel. Inaplicabilidade do regime suspensivo de tribu- tação. Taxa de Câmbio. A falta de mercadoria transpor- tada a granel e apurada na descarga do navio em percen- tuais acima dos estabelecidos na IN-SRF nr. 95/84 su- j eita o transportador à indenização do imposto de im- portação responsável que é, nos termos do parágrafo único do Art. 60. do Decreto-lei 37/66, pelo pagamento do referido tributo que deixou de ser recolhido." No mesmo sentio os Acórdàos CSRF/03-1.519, 03-1.520 e 03-1.521, todos de 27.05.88. -"P, 5 MINISTERIO DA FAZENDA CAMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS PROCESSO NR.: 10845/001.153/89-19 ACORDA0 NR. CSRF/03-2.138 Como a matéria de que trata este processo é semelhante àquela de que resultou o Acórdão nr. CSRF/03-1.519, transcrevo e a es- te incorporo o voto proferido pelo ilustre Conselheiro relator Hélio Loyolla de Alencastro, verbis: "Em discussão no presente processo está a questão do percentual de quebra aceitável para fins de elidir a responsabilidade do transportador de indenizar o I.I., que deixou de ser recolhido em decorrência da falta ve- rificada no descarga do navio. Dito isto. Os granéis sólidos, líquidos e gasosos estão su- jeitos, por vício próprio, a quebra natural, regra a que foge o produto em causa: "ácido ortofosfórico", transportado na forma líquida. Reconhecendo a perda consequente dessa e de outras causas - sempre verifica- da no trajeto da viagem ou no manuseio das referidas mercadorias , o Sr. Secretário da Receita Federal, considerando os termos do art. 25 do Decreto-lei nr. 37/66, editou a I.N. nr. 95/84, fixando os percentuais de quebra admitidos como inevitáveis e determinando, em decorrência, a inexiaibilidade do pagamento de tributos pelo transportador em razão das faltas apuradas e con- tidas nos limites respectivos estabelecidos, a saber, 0,57. (meio por cento) no caso de granel liquido ou ga- soso, e de 17. (um por cento), na hipótese de granel só- lido. Portanto, "data máxima vénia", aos limites desses percentuais, estão jungidos o julgamento de la. Instan- cia e os Colegiadas de 2 e 3 graus, mormente em se tra- tando de inexigibilidade de tributos; do contrário, pratica-se-ia ato arbitrário e que implicaria em conce- der-se isenção do crédito tributário regularmente cons- tituído, por via oblíqua. Quanto ao invocado laudo do INT, ademais de ser uma peça teórica, não se referindo, assim, ao caso concreto apurado pelo Fisco, não pode sobrepor-se ao ata norma- tivo supracitado. Nessa ordem de consideraçbes, dou provimento ao re- curso especial." - - 5 MINISTPRTO DA FAZFNDA CAMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS PROCESSO NR.: 10845/001.153/89-19 ACORDA° NR. CSRF/03-2.138 Assim, por entender que nos casos de falta de mercado- ria (granel sólido) a tolerãncia de quebra se situa em 1% (um por cen- to) do total manifestado, na forma de IN-SRF nr. 95/84, voto no senti- do de negar provimento ao Recurso interposto pelo sujeito passivo." Sala das SeseJes-DF, em 09 de julho de 1993. 71( 1JOVA 4 ITAMAR--V1-É- A DA -COSTA - RELATOR , 7 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1
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Numero do processo: 12963.000831/2010-62
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/09/2006 a 31/12/2009
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE PRECEITO FUNDAMENTAL À VALIDADE DA AUTUAÇÃO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA INOCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua
lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO.
A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário.
Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO GFIP APRESENTAÇÃO
DE GFIP COM DADOS NÃO CORRESPONDENTES AOS FATOS GERADORES DE TODAS AS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS
Constitui infração, punível na forma da Lei, apresentar a empresa a Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social GFIP, com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto-de-infração,
o qual se constitui, acessóriamente, em forma de exigir que a
obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO CANCELAMENTO DE PARCELAMENTO ESPECIAL INSTITUÍDO PELA LEI 11.941/2009.
O presente Recurso Voluntário, considerando-se o conteúdo da matéria discutida nos autos, não é a via adequada para discussão acerca de cancelamento de parcelamento especial instituído peal Lei 11.941/2009.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-001.330
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Nome do relator: PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO
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camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/09/2006 a 31/12/2009 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE PRECEITO FUNDAMENTAL À VALIDADE DA AUTUAÇÃO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO GFIP APRESENTAÇÃO DE GFIP COM DADOS NÃO CORRESPONDENTES AOS FATOS GERADORES DE TODAS AS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Constitui infração, punível na forma da Lei, apresentar a empresa a Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social GFIP, com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto-de-infração, o qual se constitui, acessóriamente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO CANCELAMENTO DE PARCELAMENTO ESPECIAL INSTITUÍDO PELA LEI 11.941/2009. O presente Recurso Voluntário, considerando-se o conteúdo da matéria discutida nos autos, não é a via adequada para discussão acerca de cancelamento de parcelamento especial instituído peal Lei 11.941/2009. Recurso Voluntário Negado.
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Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO GFIP APRESENTAÇÃO DE GFIP COM DADOS NÃO CORRESPONDENTES AOS FATOS GERADORES DE TODAS AS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Constitui infração, punível na forma da Lei, apresentar a empresa a Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social GFIP, com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. Fl. 149DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do autode infração, o qual se constitui, acessóriamente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO CANCELAMENTO DE PARCELAMENTO ESPECIAL INSTITUÍDO PELA LEI 11.941/2009. O presente Recurso Voluntário, considerandose o conteúdo da matéria discutida nos autos, não é a via adequada para discussão acerca de cancelamento de parcelamento especial instituído peal Lei 11.941/2009. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Jhonatas Ribeiro da Silva, Marcelo Magalhães Peixoto e Maria Anselma Coscrato dos Santos. Ausente o Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 150DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000831/201062 Acórdão n.º 240301.330 S2C4T3 Fl. 246 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto pela Recorrente – CONDOMÍNIO OPERACIONAL DO MINAS SUL SHOPPING contra Acórdão nº 0937.575 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Em Juiz de Fora MG que julgou procedente a autuação por descumprimento de obrigação acessória, Auto de Infração de Obrigação Acessória – AIOA nº. 37.273.2461, às fls. 01, com valor consolidado de R$ 14.107,90. A Recorrente está sendo autuada por descumprimento de obrigação acessória CFL 68 – por deixar de informar as contribuições previdenciárias sobre os pagamentos efetuados a segurados empregados e Contribuintes Individuais da Previdência social, pelos serviços prestados, apurados no Procedimento de Auditoria Fiscal em que foi lavrado este Auto de Infração. Não ficaram configuradas as circunstâncias agravantes e atenuantes previstas no Decreto no 3.048/1999. Conforme o Relatório Fiscal da Aplicação da Multa, às fls. 43, a multa aplicada pela infração corresponde a 100% do valor da contribuição devida e não declarada, limitada, por competência, em função do número de segurados da empresa, observado o limite mensal previsto no § 4o do art. 32 da Lei n° 8.212/91. O valor da multa foi reajustado pela Portaria MPS/MF 350, de 30/12/2009. Informa o Anexo do Relatório Fiscal da Aplicação da Multa – SAFIS: Comparação de Multas às fls. 47 a 49, que para as infrações com fato gerador anterior a 04/12/2008, data da entrada em vigor da MP no 449/2008, a multa aplicada deve observar o principio da retroatividade benigna (CTN, art. 106, inc. II, c), para tanto está sendo efetuada a comparação pelo Sistema, por competência, da multa aplicada acima (revogada) e da multa atualmente em vigor (Multa de oficio de 75%, no mínimo, conforme art. 44 da Lei 9.430/96): 2. PLANILHA COMPARATIVA DE CÁLCULO Ao se examinar a coluna "MULTA MENOS SEVERA", poderemos encontrar quatro diferentes situações, que são: a) "ANTERIOR" o débito da competência foi lavrado considerandose a multa de mora de 24% ou 12% calculada sobre o montante da contribuição previdenciária devida, inclusive compensação indevida, somada com os Autos de Infração com códigos de fundamentação legal 67, 68 e 69, quando existentes; b) "ATUAL" o débito da competência foi lavrado considerandose a multa de ofício de 75% e ou a multa de mora por compensação indevida, calculada com a alíquota de 0,33% Fl. 151DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 4 ao dia, limitada a 20%, somada com os Autos de Infração com códigos de fundamentação legal 77 e 78, quando existentes; c) "Al 78 E MULTA ANTERIOR" houve entrega de GFIP após 03/12/2008 e o débito da competência foi lavrado, considerando se a multa de mora de 2 4% ou 12% e mais o Al 78, porém desprezandose os valores dos Al 68 ou 69, mesmo que listados; d) "Al 78 E MULTA ATUAL" houve entrega de GFIP após 03/12/2008 e o débito da competência foi lavrado, considerando se a multa de ofício de 75% e ou a multa de mora por compensação indevida, calculada com a alíquota de 0,33% ao dia, limitada a 20%, e mais o Al 78. .O Relatório Fiscal da Infração, às fls. 02 a 06, informa que os valores consolidados no AIOP nº 37.273.2500 conexo a este presente AIOA referemse aos Levantamentos: AL e ALI; B0, B0I e B02; FP e FP2; FF e FF2, CI, CIIe CI2; SAI e SA2: 1) AL e AL1PAGAMENTO DE ALUGUEL DE EMPREGADOS: Despesas custeadas pela empresa com o aluguel residencial de seu empregado HAMILTON ÁLVARES DA SILVA (locatário), sem inclusão destes valores na Folha de Pagamento (FP) e na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP). Os pagamentos foram constatados nas contas contábeis 3301020006 – OUTROS SERVIÇOS CONTRATADOS (Livros Diário e Razão de 2006) e 316.01.0008 – ALUGUEL DE ASSESSORES (Livros Diário e Razão posteriores a 2006) e no Contrato de Aluguel anexado (Anexo I – A a E), realizados em nome do locador e da Livraria Castro Alves, de propriedade do mesmo; 2) BO, BO1 e BO2 – PAGAMENTO DE BONIFICAÇÃO: Pagamentos efetuados aos empregados de forma habitual, em todos os meses, apurados na Folha de Pagamento, rubricas 260 e 1482 (Anexo III – A e B), em razão da boa conduta dos colaboradores, assiduidade e pontualidade, conforme declaração da empresa (Anexo II); 3) FP e FP2 – FOLHA DE PAGAMENTO: Diferenças entre as contribuições apuradas na Folha de Pagamento apresentada pela empresa e as contribuições declaradas em GFIP, excluídos os pagamentos efetuados a título de bonificação; 4) FF e FF2 – PAGAMENTOS NÃO INCLUÍDOS NA BASE DE CÁLCULO DA FOLHA DE PAGAMENTO (EMPREGADOS) Pagamentos efetuados a empregados sem a devida inclusão na Folha de Pagamento, a título de horas extras, bonificações, serviços extras, etc, apurados na contabilidade e discriminados no Relatório de Lançamentos, bem como a rubricas de complementos do 13º salário que constam da FP de 01/2007, não incluídas na base de cálculo da previdência social (rubricas 231, 236 e 242), conforme Anexo VI; Fl. 152DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000831/201062 Acórdão n.º 240301.330 S2C4T3 Fl. 247 5 5) CI, CI1 e CI2 – CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS NÃO INFORMADOS NA GFIP: Pagamentos efetuados a contribuintes individuais, não incluídos nas Folhas de Pagamento nem GFIP, apurados através do confronto entre os lançamentos contábeis e os documentos que a eles deram origem, excluídos os documentos solicitados em Termos de Intimação e não apresentados pela empresa, conforme descrição contida no Relatório de Lançamentos; 6) SA1 e SA2 – DIFERENÇA DE SAT: Majoração da alíquota das contribuições para o RAT, que passou de 2% para 3%, de acordo com o Decreto nº 6.042, de 2007. A Recorrente teve ciência do TIPF – Termo de Início do Procedimento Fiscal, às fls. 08 a 09, na qual consta o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 0611200.2010.00161. A Recorrente teve ciência deste AIOA em 27.11.2010, conforme Aviso de recebimento – AR nº SR392390492BR. O período objeto do auto de infração, conforme o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 02 a 06, é de 09/2006 a 11/2008. Houve solicitação de Diligência Fiscal através do Despacho nº 102 da Turma de Julgamento da DRJ Juiz de Fora, para que a autoridade fiscal esclarecesse se os valores apurados na presente autuação, até a competência 11/2008, foram incluídos no parcelamento da Lei nº 11.941, de 2009. Ainda, em razão da contestação do valor de R$ 940,00 lançado como bonificação na competência 03/2009, solicitouse a explicitação do documento utilizado na apuração da contribuição e sua juntada aos autos. A Informação Fiscal, aduz que os valores apurados no procedimento fiscal não foram declarados em GFIP até o início da ação fiscal e não foram incluídos na base de cálculo apurada nas Folhas de Pagamento, não sendo assim reconhecidos pela empresa. Informa ainda que, não obstante o exposto, conforme cronograma estabelecido pela Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 02, de 03/02/2011, caberá às pessoas jurídicas optantes pelas modalidades de parcelamento previstas nos artigos 1º ou 3º da Lei nº 11.941, de 2009, ou pelos artigos 1º e 3º da MP Nº 449, de 2008, prestar informações necessárias à consolidação, tais como selecionar os débitos parceláveis e indicar o número de prestações no período compreendido entre os dias 06 a 29 de julho de 2011, conforme consta nas Orientações sobre as regras para consolidação dos débitos, disponíveis no site da RFB na internet (fls. 164/166). Relativamente ao valor de R$ 940,00 lançado na competência 03/2009, esclarece que, conforme descrito no Relatório Fiscal, tal valor foi verificado na Folha de Pagamento, como pagamento de “bonificação” nos códigos indicados. Anexa a Folha de Pagamento da referida competência. O contribuinte foi cientificado da Informação Fiscal e se manifestou reiterando a argumentação em sede de Impugnação. Houve uma nova solicitação de Diligência Fiscal para o Serviço de Controle e Acompanhamento Tributário SACAT, conforme Despacho nº 144, para que a autoridade Fl. 153DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 6 competente se manifestasse acerca ses valores apurados na presente autuação, até a competência 11/2008, foram ou não incluídos no Parcelamento Especial da Lei nº 11.941, de 2009. A Informação Fiscal, citando a Lei nº 11.941, de 2009, artigos 5º e 12; a Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 6, de 22 de julho de 2009, art. 15, § 3º; a Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 2, de 3 de fevereiro de 2011, art. 1º, V, c/c art. 9º, informa que, por meio do envio de mensagem eletrônica, em 06/07/2011, o contribuinte foi cientificado de que deveria apresentar as informações necessárias à consolidação do parcelamento, até 29/07/2011, conforme tela anexa às fls. 190. O despacho assim destaca: Por meio de consulta ao site da Receita Federal do Brasil, verificamos que o prazo em questão transcorreu sem que contribuinte em referência apresentasse as informações necessárias à consolidação do parcelamento (não indicou nenhum débito para ser incluído no parcelamento declarado por meio de GFIP ou lançado pela fiscalização nem prestou as demais informações) razão pela qual, em consonância com o § 3o do art. 15 da Portaria Conjunta PGFN/RFB n° 6/2009, seu pedido de parcelamento pela Lei n° 11.941/2009 encontrase cancelado. POR TODO EXPOSTO... ESCLARECEMOS QUE O CONTRIBUINTE NÃO ESTÁ ENQUADRADO NO PARCELAMENTO DE QUE TRATA A LEI N° 11.941/2009. O contribuinte foi cientificado desta Informação Fiscal se manifestou reiterando a argumentação em sede de Impugnação, no sentido de que cumpriu todas as etapas previstas para a efetivação do parcelamento especial, tendo acessado o site da Receita Federal do Brasil para cumprir o disposto na Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 02/2011, a qual fixou o período de 06/07 a 29/07/2011, a fim de consolidar seus débitos, mas “perante o sistema da RFB o mesmo acusou que não haviam débitos a consolidar, situação em que o contribuinte nada pode fazer. A Recorrida analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, nos termos do Acórdão nº 0937.575 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Em Juiz de Fora MG, conforme Ementa a seguir: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/09/2006 a 31/01/2007 DEBCAD 37.273.2461 PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. GFIP. FATOS GERADORES. OMISSÃO. Constitui infração à legislação previdenciária a empresa deixar de informar em GFIP todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias. PARCELAMENTO CANCELADO. DISCUSSÃO. A discussão acerca do cancelamento de parcelamento não cabe a esta instância administrativa de julgamento. Fl. 154DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000831/201062 Acórdão n.º 240301.330 S2C4T3 Fl. 248 7 Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformada com a decisão de 1ª instância, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário,, reiterando os argumentos utilizados em sede de Impugnação, em apertada síntese: (i) Do cancelamento do parcelamento. Os lançamentos referentes às competências até 11/2008, inclusive, são indevidos, em razão de a empresa ter aderido ao Parcelamento Especial instituído pela Lei nº 11.941, de 2009, e indicado definitivamente, para pagamento ou parcelamento, a totalidade dos débitos existentes até 30/11/2008, em observância às Portarias Conjuntas PGFN/RFB nº 03, de 03/05/2010, e nº 11, de 24/06/2010, os quais abarcam, inevitavelmente, a obrigação ora questionada. Afirma que, até a presente data, não foi concluída a consolidação do parcelamento, razão pela qual a empresa não pode ser autuada, visto que a morosidade é da Administração Tributária. (ii) Impossibilidade de multa e juros após a adesão ao REFIS. Reitera a inviabilidade da cobrança e da inclusão de multa e juros sobre valores já incluídos no parcelamento ao qual a impugnante aderiu, pelo que deve ser declarada a insubsistência da autuação e decotadas as referidas penalidades do débito consolidado. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 155DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 8 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação da RFB: Avaliados os pressupostos, passo para as Questões Preliminares e ao Mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES (A) Da regularidade do lançamento. De plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: • A autorização por meio da emissão do Mandado de Procedimento Fiscal – MPF F, com a competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento; • A intimação para a apresentação dos documentos conforme Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; • A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. Folha de Rosto do Auto de Infração; b. Instruções para o Contribuinte – IPC; c. REPLEG – Relatório de representantes Legais; Fl. 156DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000831/201062 Acórdão n.º 240301.330 S2C4T3 Fl. 249 9 d. VÍNCULOS – Relação de Vínculos; e. TIPF –Termo de Início do Procedimento Fiscal; f. Termo de Intimação para Apresentação de Documentos TIAD; g. TEPF –Termo de Encerramento do Procedimento Fiscal. h. Relatório Fiscal da Infração. Cumprenos esclarecer ainda, que a autuação fiscal foi elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999, especialmente com a discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, dia e hora de sua lavratura. Art.293.Constatada a ocorrência de infração a dispositivo deste Regulamento, será lavrado autodeinfração com discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, dia e hora de sua lavratura, observadas as normas fixadas pelos órgãos competentes. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §1oRecebido o autodeinfração, o autuado terá o prazo de trinta dias, a contar da ciência, para efetuar o pagamento da multa de ofício com redução de cinqüenta por cento ou impugnar a autuação. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §2oImpugnada a autuação, o autuado, após a ciência da decisão de primeira instância, poderá efetuar o pagamento da multa de ofício com redução de vinte e cinco por cento, até a data limite para interposição de recurso. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §3ºO recolhimento do valor da multa, com redução, implica renúncia ao direito de impugnar ou de recorrer.(Redação dada pelo Decreto nº 4.032, de 2001) §4oApresentada impugnação, o processo será submetido à autoridade competente, que decidirá sobre a autuação, cabendo recurso na forma da Subseção II da Seção II do Capítulo Único do Título I do Livro V deste Regulamento. (Redação dada pelo Decreto nº 6.032, de 2007) Analisandose o auto de infração e seus anexos, temse que foi cumprido integralmente os limites legais dispostos no art. artigo 293, Decreto 3.048/1999. DO MÉRITO Fl. 157DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 10 (i) Do cancelamento do parcelamento. Os lançamentos referentes às competências até 11/2008, inclusive, são indevidos, em razão de a empresa ter aderido ao Parcelamento Especial instituído pela Lei nº 11.941, de 2009, e indicado definitivamente, para pagamento ou parcelamento, a totalidade dos débitos existentes até 30/11/2008, em observância às Portarias Conjuntas PGFN/RFB nº 03, de 03/05/2010, e nº 11, de 24/06/2010, os quais abarcam, inevitavelmente, a obrigação ora questionada. Afirma que, até a presente data, não foi concluída a consolidação do parcelamento, razão pela qual a empresa não pode ser autuada, visto que a morosidade é da Administração Tributária. Analisemos. A Recorrente alega que em razão de ter optado pelo parcelamento Especial instituído pela Lei 11.941/2009 não poderia ter ocorrido o lançamento dos valores no presente AIOA. Outrossim, a Informação Fiscal, conforme o Relatório da decisão de primeira instância do AIOP 37.273.2500 conexo a este presente AIOA, citando a Lei nº 11.941, de 2009, artigos 5º e 12; a Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 6, de 22 de julho de 2009, art. 15, § 3º; a Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 2, de 3 de fevereiro de 2011, art. 1º, V, c/c art. 9º, informa que, por meio do envio de mensagem eletrônica, em 06/07/2011, o contribuinte foi cientificado de que deveria apresentar as informações necessárias à consolidação do parcelamento, até 29/07/2011, conforme tela anexa às fls. 190. O despacho assim destaca: Por meio de consulta ao site da Receita Federal do Brasil, verificamos que o prazo em questão transcorreu sem que contribuinte em referência apresentasse as informações necessárias à consolidação do parcelamento (não indicou nenhum débito para ser incluído no parcelamento declarado por meio de GFIP ou lançado pela fiscalização nem prestou as demais informações) razão pela qual, em consonância com o § 3o do art. 15 da Portaria Conjunta PGFN / RFB n° 6/2009, seu pedido de parcelamento pela Lei n° 11.941/2009 encontrase cancelado. POR TODO EXPOSTO... ESCLARECEMOS QUE O CONTRIBUINTE NÃO ESTÁ ENQUADRADO NO PARCELAMENTO DE QUE TRATA A LEI N° 11.941/2009. Portanto, conforme a Informação Fiscal do Serviço de Controle e Acompanhamento Tributário – SACAT, o pedido de parcelamento da Recorrente foi cancelado, de modo que os lançamentos até 11/2008 não se encontram incluídos em tal parcelamento Especial. Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. Fl. 158DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000831/201062 Acórdão n.º 240301.330 S2C4T3 Fl. 250 11 (ii) Impossibilidade de multa e juros após a adesão ao REFIS. Reitera a inviabilidade da cobrança e da inclusão de multa e juros sobre valores já incluídos no parcelamento ao qual a impugnante aderiu, pelo que deve ser declarada a insubsistência da autuação e decotadas as referidas penalidades do débito consolidado. Analisemos. Conforme já visto no tópico (i), conforme a Informação Fiscal do Serviço de Controle e Acompanhamento Tributário – SACAT, o pedido de parcelamento da Recorrente foi cancelado, de modo que os lançamentos até 11/2008 não se encontram incluídos em tal parcelamento Especial. Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso e NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 159DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 10805.001176/89-18
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Mar 27 00:00:00 UTC 1996
Data da publicação: Wed Mar 27 00:00:00 UTC 1996
Ementa: - PROVA EMPRESTADA - NULIDADE
"A prova emprestada em matéria de classificação fiscal resulta
nulidade da Ação fiscal. Prova pericial deve se basear na amostra da importação cuja classificação seja o objeto da dúvida, caso contrário é mera presunção.
Numero da decisão: 301-27.967
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, vencidos os Conselheiros Márcia Regina Machado Melaré e Luiz Felipe Galvão Calheiros que votaram pela nulidade do auto , na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: LEDA RUIZ DAMASCENO
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ementa_s : - PROVA EMPRESTADA - NULIDADE "A prova emprestada em matéria de classificação fiscal resulta nulidade da Ação fiscal. Prova pericial deve se basear na amostra da importação cuja classificação seja o objeto da dúvida, caso contrário é mera presunção.
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decisao_txt : ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, vencidos os Conselheiros Márcia Regina Machado Melaré e Luiz Felipe Galvão Calheiros que votaram pela nulidade do auto , na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
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