Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,060)
- Primeira Turma Ordinária (16,521)
- Primeira Turma Ordinária (16,450)
- Primeira Turma Ordinária (16,356)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,086)
- Segunda Turma Ordinária d (14,557)
- Primeira Turma Ordinária (13,115)
- Primeira Turma Ordinária (12,614)
- Segunda Turma Ordinária d (12,545)
- Primeira Turma Ordinária (11,521)
- Quarta Câmara (11,514)
- Quarta Câmara (85,954)
- Terceira Câmara (68,506)
- Segunda Câmara (57,351)
- Primeira Câmara (21,646)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,359)
- 1ª SEÇÃO (6,891)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,647)
- Segunda Seção de Julgamen (116,088)
- Primeira Seção de Julgame (77,944)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,142)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,432)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,612)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,273)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,201)
- HELCIO LAFETA REIS (3,911)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,937)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,875)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,769)
- WILDERSON BOTTO (2,683)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,961)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,477)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,673)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2026 (16,301)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,525)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10480.903070/2013-42
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 24 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/07/2011 a 30/09/2011
MATÉRIA-PRIMA, PRODUTO INTERMEDIÁRIO. CONCEITO.
Somente as matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, conforme a conceituação albergada pela legislação tributária, são hábeis ao creditamento do imposto.
Para que seja dado o tratamento de insumos aos bens que, embora não se integrando ao novo produto, sejam consumidos no processo de industrialização, tais bens devem guardar semelhança com as matérias primas - MP e produtos intermediários - PI, em sentido estrito, semelhança essa que reside no fato de exercerem, na operação de industrialização, função análoga a das MP e PI, ou seja, se consumirem, em decorrência de uma ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, ou por esse diretamente sofrida, mesmo que não integrando ao produto final.
PARTES E PEÇAS DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS. MATERIAIS REFRATÁRIOS. COMBUSTÍVEIS.
Não geram direito a crédito do imposto os produtos incorporados às instalações industriais, as partes, peças e acessórios de máquinas, equipamentos e ferramentas, mesmo que se esgastem ou se consumam no decorrer do processo de industrialização, bem como os produtos empregados na manutenção das instalações, das máquinas e equipamentos, inclusive lubrificantes e combustíveis necessários ao seu acionamento. Assim, glosam-se os créditos relativos a materiais intermediários que não atendam aos requisitos do Parecer Normativo CST nº 65, de 1979.
Numero da decisão: 3302-012.504
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em afastar a diligência. Vencido o conselheiro Jorge Lima Abud. No mérito, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto condutor. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3302-012.496, de 24 de novembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10480.903074/2013-21, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Vinicius Guimaraes, Walker Araujo, Jorge Lima Abud, Jose Renato Pereira de Deus, Larissa Nunes Girard, Raphael Madeira Abad, Denise Madalena Green, Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente).
Nome do relator: Larissa Nunes Girard
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 19 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 202111
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/07/2011 a 30/09/2011 MATÉRIA-PRIMA, PRODUTO INTERMEDIÁRIO. CONCEITO. Somente as matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, conforme a conceituação albergada pela legislação tributária, são hábeis ao creditamento do imposto. Para que seja dado o tratamento de insumos aos bens que, embora não se integrando ao novo produto, sejam consumidos no processo de industrialização, tais bens devem guardar semelhança com as matérias primas - MP e produtos intermediários - PI, em sentido estrito, semelhança essa que reside no fato de exercerem, na operação de industrialização, função análoga a das MP e PI, ou seja, se consumirem, em decorrência de uma ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, ou por esse diretamente sofrida, mesmo que não integrando ao produto final. PARTES E PEÇAS DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS. MATERIAIS REFRATÁRIOS. COMBUSTÍVEIS. Não geram direito a crédito do imposto os produtos incorporados às instalações industriais, as partes, peças e acessórios de máquinas, equipamentos e ferramentas, mesmo que se esgastem ou se consumam no decorrer do processo de industrialização, bem como os produtos empregados na manutenção das instalações, das máquinas e equipamentos, inclusive lubrificantes e combustíveis necessários ao seu acionamento. Assim, glosam-se os créditos relativos a materiais intermediários que não atendam aos requisitos do Parecer Normativo CST nº 65, de 1979.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2022
numero_processo_s : 10480.903070/2013-42
anomes_publicacao_s : 202203
conteudo_id_s : 6574954
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3302-012.504
nome_arquivo_s : Decisao_10480903070201342.PDF
ano_publicacao_s : 2022
nome_relator_s : Larissa Nunes Girard
nome_arquivo_pdf_s : 10480903070201342_6574954.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em afastar a diligência. Vencido o conselheiro Jorge Lima Abud. No mérito, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto condutor. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3302-012.496, de 24 de novembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10480.903074/2013-21, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Vinicius Guimaraes, Walker Araujo, Jorge Lima Abud, Jose Renato Pereira de Deus, Larissa Nunes Girard, Raphael Madeira Abad, Denise Madalena Green, Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente).
dt_sessao_tdt : Wed Nov 24 00:00:00 UTC 2021
id : 9236432
ano_sessao_s : 2021
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 19 09:56:16 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1727721676166135808
conteudo_txt : Metadados => date: 2022-03-11T12:37:53Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2022-03-11T12:37:53Z; Last-Modified: 2022-03-11T12:37:53Z; dcterms:modified: 2022-03-11T12:37:53Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2022-03-11T12:37:53Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2022-03-11T12:37:53Z; meta:save-date: 2022-03-11T12:37:53Z; pdf:encrypted: true; modified: 2022-03-11T12:37:53Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2022-03-11T12:37:53Z; created: 2022-03-11T12:37:53Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; Creation-Date: 2022-03-11T12:37:53Z; pdf:charsPerPage: 2481; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2022-03-11T12:37:53Z | Conteúdo => S3-C 3T2 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10480.903070/2013-42 Recurso Voluntário Acórdão nº 3302-012.504 – 3ª Seção de Julgamento / 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 24 de novembro de 2021 Recorrente VOTORANTIM CIMENTOS N/NE S/A Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/07/2011 a 30/09/2011 MATÉRIA-PRIMA, PRODUTO INTERMEDIÁRIO. CONCEITO. Somente as matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, conforme a conceituação albergada pela legislação tributária, são hábeis ao creditamento do imposto. Para que seja dado o tratamento de insumos aos bens que, embora não se integrando ao novo produto, sejam consumidos no processo de industrialização, tais bens devem guardar semelhança com as matérias primas - MP e produtos intermediários - PI, em sentido estrito, semelhança essa que reside no fato de exercerem, na operação de industrialização, função análoga a das MP e PI, ou seja, se consumirem, em decorrência de uma ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, ou por esse diretamente sofrida, mesmo que não integrando ao produto final. PARTES E PEÇAS DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS. MATERIAIS REFRATÁRIOS. COMBUSTÍVEIS. Não geram direito a crédito do imposto os produtos incorporados às instalações industriais, as partes, peças e acessórios de máquinas, equipamentos e ferramentas, mesmo que se esgastem ou se consumam no decorrer do processo de industrialização, bem como os produtos empregados na manutenção das instalações, das máquinas e equipamentos, inclusive lubrificantes e combustíveis necessários ao seu acionamento. Assim, glosam-se os créditos relativos a materiais intermediários que não atendam aos requisitos do Parecer Normativo CST nº 65, de 1979. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em afastar a diligência. Vencido o conselheiro Jorge Lima Abud. No mérito, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto condutor. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3302-012.496, de 24 de novembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10480.903074/2013-21, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho – Presidente Redator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 48 0. 90 30 70 /2 01 3- 42 Fl. 334DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3302-012.504 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903070/2013-42 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Vinicius Guimaraes, Walker Araujo, Jorge Lima Abud, Jose Renato Pereira de Deus, Larissa Nunes Girard, Raphael Madeira Abad, Denise Madalena Green, Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente). Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adota-se neste relatório o relatado no acórdão paradigma. Aproveita-se o Relatório do Acórdão de Manifestação de Inconformidade, em síntese: Em análise no presente processo o litígio decorrente de Despacho Decisório emitido quando da análise do(s) PER/DCOMP n° 37852.78403.201212.1.1.01-2192, transmitido(s) para utilização do saldo credor do IPI apurado no 3° trimestre/2011, com fulcro no art. 11 da Lei n° 9.779/99. O reconhecimento parcial se deveu a glosas de créditos de aquisições de produtos que não atendem os requisitos para o creditamento. Conforme se vê do Relatório Fiscal, as glosas se referiram a aquisição de coque de petróleo, além de outros produtos (descrição constante do Anexo "Demonstrativo dos Créditos do IPI Passíveis de Ressarcimento”). A Manifestante alega, em síntese, que todas as aquisições referem-se a insumos utilizados e consumidos no processo industrial, sustentando sua afirmação em laudo técnico anexo à Manifestação de Inconformidade. A Turma da Delegacia Regional de Julgamento julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade. A empresa foi intimada do Acórdão de Impugnação e ingressou com Recurso Voluntário alegando, em síntese: Da necessária homologação da compensação do contribuinte. Aplicação da Súmula n° 473 do STF c/c art. 149, IV e VIII do Código Tributário Nacional; Do coque de petróleo; Do tijolo alum, tijolo básico e tijolo si; Do concreto alum; Da argamassa; Do corpo moedor; Da chapa; Da correia transp; Da placa autectic; Fl. 335DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3302-012.504 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903070/2013-42 DA necessidade da aplicação da súmula n° 473 do STF c/c art. 149, IV e VIII do Código Tributário Nacional; Da necessidade de aferição dos fatos por meio de perícia técnica. DO PEDIDO Por todo o exposto, a Recorrente REQUER: em sede de preliminar, que seja: a. a imediata paralisação de quaisquer procedimentos tendentes à cobrança de todos os “débitos” albergados no processo administrativo n° 10480-900.306/2014-70 (Processo de Crédito nº 10480.903.070/2013- 42), face à expressa determinação da suspensão da exigibilidade dos créditos referenciados (art. 151, III, do CTN; art. 74, §§ 4°, 7°, 9°, 11, da Lei n° 9.430/96; o art. 15 do Decreto n° 70.235/72 e 137, da Instrução Normativa RFB n° 1717, de 17 de julho de 2017); b. por força dos mesmos dispositivos legais, que tais processos “de débito” passem a constar como “exigibilidade suspensa” nos sistemas informáticos da Receita Federal, de forma seja não sejam impedimento à obtenção de imprescindível Certidão Positiva de Débitos com Efeitos de Negativa - CPD-EN, nos termos dos arts. 205 e 206 do CTN, tampouco sejam enviados ao CADIN, conforme art. 7° da Lei n° 10.522/2002; No mérito, que seja revisado e reformado o Acórdão proferido pela DRJ, o qual foi cientificado ao contribuinte, inclusive com realização de imprescindível prévia perícia, mais uma vez justificada e requerida, por prevalência da verdade material no âmbito administrativo, conforme determina o art. 149, IV e VIII do CTN e é o núcleo das Súmulas n°s 346 e 473 do STF. É o relatório. Fl. 336DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3302-012.504 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903070/2013-42 Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto condutor consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: Quanto ao conhecimento, à tempestividade e ao mérito do Recurso Voluntário do contribuinte, transcrevo o entendimento majoritário da turma, expresso no voto do relator do acórdão paradigma: Da admissibilidade. Por conter matéria desta E. Turma da 3 a Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte. A empresa foi intimada do Acórdão de Impugnação, por via eletrônica, em 02 de setembro de 2020, às e-folhas 222. A empresa ingressou com Recurso Voluntário, em 02 de outubro de 2020, às e-folhas 223. O Recurso Voluntário é tempestivo. Da Controvérsia. Foram alegados os seguintes pontos no Recurso Voluntário: Da necessária homologação da compensação do contribuinte. aplicação da Súmula n° 473 do STF c/c art. 149, IV e VIII do Código Tributário Nacional; Do coque de petróleo; Do tijolo alum, tijolo básico e tijolo si; Do concreto alum; Da argamassa; Do corpo moedor; Da chapa; Da correia transp; Da placa autectic; DA necessidade da aplicação da súmula n° 473 do STF c/c art. 149, IV e VIII do Código Tributário Nacional; Da necessidade de aferição dos fatos por meio de perícia técnica. Passa-se à análise. A ora Recorrente, em 20.12.2012, apresentou o PER/DCOMP n° 42333.36803.201212.1.1.01-4402, com crédito referente ao ressarcimento de R$ 1.009.251,51, transmitido para utilização do saldo credor do IPI apurado no 3° trimestre/2012, com fulcro no art. 11 da Lei n° 9.779/99, sendo referido saldo credor relativo ao estabelecimento n° 10.656.452/0023-95. Sobre o direito aos créditos básicos de IPI, assim dispõe o art. 226, I do Regulamento do IPI de 2010: Art. 226. Os estabelecimentos industriais e os que lhes são equiparados poderão creditar-se (Lei n°4.502, de 1964, art. 25): Fl. 337DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 3302-012.504 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903070/2013-42 I - do imposto relativo a matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem, adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, incluindo-se, entre as matérias-primas e os produtos intermediários, aqueles que, embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente; (...) O Parecer Normativo CST n° 65/79 é um ato normativo expedido por uma autoridade administrativa, nos termos do art. 100, I do CTN, auxilia na determinação do conteúdo e alcance do art. 226, I do RIPI/2010, acerca de quais seriam os insumos que ensejam aproveitamento de créditos do IPI. Em virtude de abordar precisamente os elementos fáticos e pelo seu didatismo, trago o Acórdão de Recurso Voluntário n° 3402-007.295, de Relatoria da ilustre Conselheira Maria Aparecida Martins de Paula, a partir das folhas 06 daquele documento: Parecer Normativo CST n° 65/79 (DOU de 6/11/79) Imposto sobre Produtos Industrializados. 4.18.01.00 - Crédito do imposto - Matérias-primas, Produtos Intermediários e Material de Embalagem. A partir da vigência do RIPI/79, ex vi do inciso I de seu art. 66, geram direito ao crédito ali referido, além dos que se integram ao produto final (matérias-primas e produtos intermediários stricto sensu, e material de embalagem), quaisquer outros bens, desde que não contabilizados pelo contribuinte em seu Ativo Permanente, que sofram, em função de ação exercida diretamente sobre o produto em fabricação, alterações tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas. Inadmissível a retroação de tal entendimento aos fatos ocorridos na vigência do RIPI/72 que continuam a se subsumir ao exposto no PN CSTn° 181/74. Em estudo o inciso I do artigo 66 do Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados, aprovado pelo Decreto n° 83.263, de 9 de março de 1979 (RIPI/79). O artigo 25 da Lei n° 4.502, de 30 de novembro de 1964, com a redação que lhe foi dada pela alteração 8 a do artigo 2 o do Decreto-lei n° 34, de 18 de novembro de 1966, repetida “ipsis verbis” pelo artigo 1° do Decreto-lei n° 1.136, de 7 de setembro de 1970, dispõe: ‘Art. 25 A importância a recolher será o montante do imposto relativo aos produtos saídos do estabelecimento, em cada mês, diminuindo do montante do imposto relativo aos produtos nele entrados no mesmo período, obedecidas as especificações e normas que o regulamento estabelecer’. Como se vê, trata-se de norma não auto-aplicável, de vez que ficou atribuído ao regulamento especificar os produtos entrados que geram o direito à subtração do montante de IPI a recolher. 3. Diante disto, ressalte-se serem ‘ex nunc’ os efeitos decorrentes da entrada em vigência do inciso I do artigo 66 do RIPI/79, ou seja, usando da atribuição que lhe foi conferida em lei, o novo Regulamento estabeleceu as normas e especificações que a partir daquela data passaram a reger a matéria, não se tratando, como há quem entenda, de disposição interpretativa e, por via de conseqüência, retroativa, somente sendo, portanto, aplicável a norma em análise, a seguir transcrita, aos fatos ocorridos a partir da vigência do RIPI/79: ‘Art. 66 - Os estabelecimentos industriais e os que lhes são equiparados, poderão creditar-se (Lei n° 4.502/64 arts. 25 a 30 e Decreto-lei n° 3.466, art. 2°, alt. 8a): I - do imposto relativo a matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, incluindo-se, entre as matérias-primas e os produtos intermediários, aqueles que, Fl. 338DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 3302-012.504 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903070/2013-42 embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente.’ 4 - Note- se que o dispositivo está subdividido em duas partes, a primeira referindo- se às matérias-primas, aos produtos intermediários e ao material de embalagem; a segunda relacionada às matérias-primas e aos produtos intermediários que, embora não se integrando ao novo produto, sejam consumidos no processo de industrialização. 4.1 - Observe-se, ainda, que enquanto na primeira parte da norma ‘matérias- primas’ e ‘produtos intermediários’ são empregados ‘stricto sensu’, a segunda usa tais expressões em seu sentido lato: quaisquer bens que, embora não se integrando ao produto em fabricação se consumam na operação de industrialização. 4.2 - Assim, somente geram direito ao crédito os produtos que se integrem ao novo produto fabricado e os que, embora não se integrando, sejam consumidos no processo de fabricação, ficando definitivamente excluídos aqueles que não se integrem nem sejam consumidos na operação de industrialização. 5 - No que diz respeito à primeira parte da norma, que se refere a matérias- primas e produtos intermediários ‘stricto sensu’, ou seja, bem dos quais, através de quaisquer das operações de industrialização enumeradas no Regulamento, resulta diretamente um novo produto, tais como, exemplificadamente, a madeira com relação a um móvel ou o papel com referência a um livro, nada há que se comentar de vez que o direito ao crédito, diferentemente do que ocorre com os referidos na segunda parte, além de não se vincular a qualquer requisito, não sofreu alteração com relação aos dispositivos constantes dos regulamentos anteriores. 6 - Todavia, relativamente aos produtos referidos na segunda parte, matérias- primas e produtos intermediários entendidos em sentido amplo, ou seja, aqueles que embora não sofram as referidas operações são nelas utilizados, se consumindo em virtude do contato físico com o produto em fabricação, tais como lixas, lâminas de serra e catalisadores, além da ressalva de não gerarem o direito se compreendidos no ativo permanente, exige-se uma série de considerações. 6.1 - Há quem entenda, tendo em vista tal ressalva (não gerarem direito ao crédito os produtos compreendidos entre os bens do ativo permanente), que automaticamente gerariam o direito ao crédito os produtos não inseridos naquele grupo de contas, ou seja, que a norma em questão teria adotado como critério distintivo, para efeito de admitir ou não o crédito, o tratamento contábil emprestado ao bem. 6.2- Entretanto, uma simples exegese lógica do dispositivo já demonstra a improcedência do argumento, uma vez que, consoante regra fundamental de lógica formal, de uma premissa negativa (os produtos ativados permanentemente não geram o direito) somente conclui-se por uma negativa, não podendo, portanto, em função de tal premissa, ser afirmativa a conclusão, ou seja, no caso, a de que os bens não ativados permanentemente geram o direito de crédito. (...) 10 - Resume-se, portanto, o problema na determinação do que se deve entender como produtos ‘que embora não se integrando no novo produto, forem consumidos, no processo de industrialização’, para efeito de reconhecimento ou não do direito ao crédito. 10.1 - Como o texto fala em ‘incluindo-se entre as matérias primas e os produtos intermediários’, é evidente que tais bens hão de guardar semelhança com as matérias- primas e os produtos intermediários ‘stricto sensu’, semelhança esta que reside no fato de exercerem na operação de industrialização função análoga a destes, ou seja, se consumirem em decorrência de um contato físico, ou melhor Fl. 339DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 do Acórdão n.º 3302-012.504 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903070/2013-42 dizendo, de uma ação diretamente exercida sobre o produto de fabricação, ou por este diretamente sofrida. 10.2 - A expressão ‘consumidos’ sobretudo levando-se em conta que as restrições ‘imediata e integralmente’, constantes do dispositivo correspondente do Regulamento anterior, foram omitidas, há de ser entendida em sentido amplo, abrangendo, exemplificativamente, o desgaste, o desbaste, o dano e a perda de propriedades físicas ou químicas, desde que decorrentes de ação direta do insumo sobre o produto em fabricação, ou deste sobre o insumo. (...) 11 - Em resumo, geram o direito ao crédito, além dos que se integram ao produto final (matérias-primas e produtos intermediários, “stricto senso”, material de embalagens), quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação; ou vice-versa, proveniente de ação exercida diretamente pelo bem em industrialização, desde que não devam, em face dos princípios contábeis geralmente aceitos, ser incluídos no ativo permanente. Ao que se observa do Parecer Normativo CST n° 65/79, a partir da vigência do RIPI/1979, o conceito de insumo para fins de creditamento do IPI foi alterado, não se exigindo mais que o consumo se desse "imediata e integralmente" 4 no processo de industrialização, ou seja, o consumo do bem pode se dar após vários ciclos produtivos; e de outra parte, impedindo o creditamento aos bens classificados no Ativo Permanente. 5 A decisão proferida no Resp 1.075.508/SC, submetido à sistemática de que trata o artigo 543-C do CPC/73, cujos termos vincula este Colegiado, acolhe a tese, veiculada pelo Parecer Normativo CST n° 65/79, do contato físico e do desgaste direto em contraposição ao desgaste apenas indireto, tendo sido assim ementada: EMENTA PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543-C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. IPI. CREDITAMENTO. AQUISIÇÃO DE BENS DESTINADOS AO ATIVO IMOBILIZADO E AO USO E CONSUMO. IMPOSSIBILIDADE. RATIO ESSENDI DOS DECRETOS 4.544/2002 E 2.637/98. A aquisição de bens que integram o ativo permanente da empresa ou de insumos que não se incorporam ao produto final ou cujo desgaste não ocorra de forma imediata e integral durante o processo de industrialização não gera direito a creditamento de IPI, consoante a ratio essendi do artigo 164, I, do Decreto 4.544/2002 (Precedentes das Turmas de Direito Público: AgRg no REsp 1.082.522/SP, Rel.Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 16.12.2008, DJe 04.02.2009; AgRg no REsp 1.063.630/RJ, Rel. Ministro Francisco Falcão, Primeira Turma, julgado em 16.09.2008, DJe 29.09.2008; REsp 886.249/SC, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 18.09.2007, DJ 15.10.2007; REsp 608.181/SC, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, Primeira Turma, julgado em 06.10.2005, DJ 27.03.2006; e REsp 497.187/SC, Rel. Ministro Franciulli Netto, Segunda Turma, julgado em 17.06.2003, DJ 08.09.2003). Deveras, o artigo 164, I, do Decreto 4.544/2002 (assim como o artigo 147, I, do revogado Decreto 2.637/98), determina que os estabelecimentos industriais (e os que lhes são equiparados), entre outras hipóteses, podem creditar-se do imposto relativo a matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, incluindo-se ‘aqueles que, embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente’. Fl. 340DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 8 do Acórdão n.º 3302-012.504 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903070/2013-42 In casu, consoante assente na instância ordinária, cuida-se de estabelecimento industrial que adquire produtos ‘que não são consumidos no processo de industrialização (...), mas que são componentes do maquinário (bem do ativo permanente) que sofrem o desgaste indireto no processo produtivo e cujo preço já integra a planilha de custos do produto final’, razão pela qual não há direito ao creditamento do IPI. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. [negritei] (Grifo e negrito próprios do original) No caso, a fiscalização sustentou as glosas de créditos nas aquisições de materiais refratários pelo não enquadramento no conceito de assemelhados a produtos intermediários para fins de creditamento de IPI (Parecer Normativo CST n° 65/79), conforme Relatório Fiscal. O Recorrente, já na Manifestação de Inconformidade, apresentou Laudo Técnico, a partir das e-folhas 101. Do próprio Laudo Técnico acostado pelo Recorrente à Manifestação de Inconformidade, extrai-se que: - Do coque de petróleo: A Manifestação de Inconformidade traz a seguinte alegação às folhas 08 daquele documento: 1) o produto COQUE DE PETRÓLEO, cujas aquisições pela Impugnante gerou crédito de IPI no montante de R$ 1.380.143,58, corresponde mais de 78,41% dos créditos glosados e é utilizado na industrialização de cimento (produto tributado à alíquota zero e se desgasta direta e imediatamente no processo produtivo), conforme Laudo Técnico n° 115 6562-205 (doc. anexo); Desconsideração do coque de petróleo como matéria-prima ou produto intermediário na fabricação do cimento, tendo se entendido que o mesmo é mero combustível utilizado na geração de energia térmica. - Do tijolo alum, tijolo básico e tijolo si (e-folhas 107): TIJOLO ALUM. Cl (288927) TIJOLO BÁSICO (295208) TIJOLO BÁSICO (455103) TIJOLO BÁSICO (455108) TIJOLO BAS; MAG (445231) TIJOLO BAS; MAGN (445227) TIJOLO ALUM. C2 (288853) Os tijolos citados acima, 5.7 a 5.13, são utilizados como elementos protetores da estrutura do forno, sendo que são parcialmente consumidos na fabricação do clinquer em função do atrito e alta temperatura. Esses elementos são substituídos em intervalos não necessariamente periódicos. Atualmente esse intervalo é de aproximadamente 8 meses. Não sofrem o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. - Do concreto alum (e-folhas 106): CONCRETO ALUM (377846) Fl. 341DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 9 do Acórdão n.º 3302-012.504 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903070/2013-42 CONCRETO ALUM (288146) CONCRETO SIC SU (376472) O material acima, 5.1 a 5.3, é utilizado para revestimento de regiões quentes do forno de clinquer e torre de ciclones. O material é aplicado em média a cada 8 meses. Não sofrem o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. - Da argamassa (e-folhas 107): ARGAMASSA ALUM (146432) ARGAMASSA SIL-A (214001) ARGAMASSA BASIC (455132) Os materiais citados acima, 5.14 a 5.16, são utilizados para assentamento dos tijolos refratários quando instalados no forno de clinquer. Sua função principal é corrigir os desníveis presentes nas peças de refratário ou casco do forno. Não sofrem o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. - Do corpo moedor (e-folhas 106): CORPO MOEDOR; D (343023) CORPO MOEDOR; D (342918) CORPO MOEDOR; M (343037) Estes materiais, 4.1 a 4.3, possuem reposição mensal de acordo com medições de volume ocupado dentro do moinho, e que equivalem a 2 ton. Não sofrem o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. - Da chapa: O Recurso Voluntário traz a seguinte alegação às folhas 18: Observando trecho do Laudo Técnico é possível verificar que: 6.2 CHAPA ESP 3733002301 HAVER&BOECKER (283870) O item 6.1 são telas que compõem a peneira da ensacadeira. A sua função é não deixar passar corpo com alta granulometria para não entupir os bicos. A cada 8 meses fazemos a sua troca em função do desgaste da passagem do material. Os itens 6.2 e 6.3 são as chapas de encosto e mangotes dos bicos, que também sofrem desgastes durante a expulsão dos sacos após atingir o seu peso. A cada 6 meses sofrem substituição, bem como o item 6.4 responsável pelo acionamento das duas correias transportadoras da “camara” de limpeza dos sacos cheios. Demais itens (6.5 a 6.9) são correias transportadoras que transportam os sacos de cimento ao sair da Ensacadeira até a Paletizadora. Elas sofrem desgastes pela abrasão do saco de papel e a borracha durante o transporte. Com frequência media de troca de 7 meses, variando em função da posição ou caso de quebra por algum acidente. Não sofrem o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. Fl. 342DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 10 do Acórdão n.º 3302-012.504 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903070/2013-42 - Da correia transp (e-folhas 104): O item acima citado, corresponde a correia de transporte de material advindo do britador primário que é levado para a pilha pulmão de material bruto. O desgaste das correias também ocorre em função do contato direto entre material transportado e superfície das mesmas. A substituição ocorre sob demanda a partir de avalição técnica, ou anomalia indesejada. Não sofrem o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. - Da placa eutectic: O Recurso Voluntário traz a seguinte alegação às folhas 19: Observando trecho do Laudo Técnico é possível verificar que: 5.2 PLACA EUTECTIC/CDP 4666 0604 (374253) O item 5.2 acima são placas que revestem a calha de entrada. Elas são placas especiais para desgaste por sofrer altíssima abrasão e choque na queda dos materiais durante a alimentação constante do moinho. Observando trecho do Laudo Técnico é possível verificar que: 5.2 PLACA EUTECTIC/CDP 4666 0604 (374253) O item 5.2 acima são placas que revestem a calha de entrada. Elas são placas especiais para desgaste por sofrer altíssima abrasão e choque na queda dos materiais durante a alimentação constante do moinho. Não sofrem o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. Sendo assim, conheço do Recurso Voluntário e nego provimento ao recurso do contribuinte. Quanto à conversão do julgamento em diligência, transcrevo o entendimento majoritário da turma, expresso no voto vencedor do redator designado do acórdão paradigma: Com a devida vênia, divirjo quanto à proposta de conversão do julgamento em diligência. Importante ressaltar inicialmente que se analisa o conceito de matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem no contexto do IPI, tributo para o qual tais definições foram há muito assentadas, a exemplo dos Pareceres Normativos CST nº 181/1974 e nº 65/1979. Por meio das referidas normas, ficou definido que partes e peças de máquinas não se confundem com as matérias-primas ou produtos intermediários. E, considerada essa exclusão, para além da matéria-prima, do produto intermediário stricto sensu e do material de embalagem, geram direito a crédito outros bens, desde que não contabilizados no ativo permanente e que sofram, em função de ação exercida diretamente sobre o produto em fabricação, alterações tais como o desgaste, dano ou perda de propriedades físicas ou químicas, desde que não sejam partes e peças de máquinas. O segundo aspecto a se considerar é que se analisa os bens passíveis de serem classificados como insumo para a industrialização do cimento. Fl. 343DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 11 do Acórdão n.º 3302-012.504 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903070/2013-42 Partindo dessas premissas, entendo por desnecessária a conversão do julgamento em diligência, haja vista que os produtos submetidos à apreciação pelo Colegiado estão adequadamente identificados e descritos nos autos. Resta-nos realizar uma discussão conceitual a partir das informações existentes, e suficientes, como realizado no julgamento de primeira instância. Portanto, rejeito a proposta de conversão do julgamento em diligência. CONCLUSÃO Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas, não obstante os dados específicos do processo paradigma citados neste voto. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de afastar a diligência. (documento assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho – Presidente Redator Fl. 344DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10660.003673/2007-86
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/01/1997 a 30/09/1998
PREVIDENCIÁRIO AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA PERÍODO
PARCIALMENTE ATINGIDO PELA DECADÊNCIA QÜINQÜENAL SÚMULA
VINCULANTE STF Nº 8.
O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a
inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante nº 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”.
Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal
A Recorrente teve ciência do Auto de Infração de obrigação acessória no dia 17.09.2007, o período objeto do Auto de Infração é de 01/1997 a 09/1998.
Dessa forma, constata-se que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados, tanto nos termos do artigo 150, § 4º, CTN quanto nos termos do artigo 173, I, do CTN.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2403-000.565
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acatar a preliminar de decadência total com base nos critérios estabelecidos tanto na Art. 173, I, CTN quanto no Art. 150, § 4º, CTN.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
dt_index_tdt : Sat Mar 26 09:00:04 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201105
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 30/09/1998 PREVIDENCIÁRIO AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA PERÍODO PARCIALMENTE ATINGIDO PELA DECADÊNCIA QÜINQÜENAL SÚMULA VINCULANTE STF Nº 8. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante nº 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal A Recorrente teve ciência do Auto de Infração de obrigação acessória no dia 17.09.2007, o período objeto do Auto de Infração é de 01/1997 a 09/1998. Dessa forma, constata-se que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados, tanto nos termos do artigo 150, § 4º, CTN quanto nos termos do artigo 173, I, do CTN. Recurso Voluntário Provido.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10660.003673/2007-86
anomes_publicacao_s : 201105
conteudo_id_s : 4907836
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 23 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-000.565
nome_arquivo_s : 2403000565_10660003673200786_201105.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
nome_arquivo_pdf_s : 10660003673200786_4907836.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acatar a preliminar de decadência total com base nos critérios estabelecidos tanto na Art. 173, I, CTN quanto no Art. 150, § 4º, CTN.
dt_sessao_tdt : Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
id : 4741359
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 26 09:56:01 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728355848488484864
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 15; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2021; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 420 1 419 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10660.003673/200786 Recurso nº 260.322 Voluntário Acórdão nº 240300.565 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 12 de maio de 2011 Matéria OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Recorrente ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS DOS EXCEPICIONAIS APAE Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 30/09/1998 PREVIDENCIÁRIO AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA PERÍODO PARCIALMENTE ATINGIDO PELA DECADÊNCIA QÜINQÜENAL SÚMULA VINCULANTE STF Nº 8. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos:“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Nos termos do art. 103A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal A Recorrente teve ciência do Auto de Infração de obrigação acessória no dia 17.09.2007, o período objeto do Auto de Infração é de 01/1997 a 09/1998. Dessa forma, constatase que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados, tanto nos termos do artigo 150, § 4o, CTN quanto nos termos do artigo 173, I, do CTN. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 531DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO Assinado digitalmente em 13/06/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, 19/07/2011 por CARLOS ALBE RTO MEES STRINGARI 2 ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acatar a preliminar de decadência total com base nos critérios estabelecidos tanto na Art. 173, I, CTN quanto no Art. 150, § 4º, CTN. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Cid Marconi Gurgel de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 532DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO Assinado digitalmente em 13/06/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, 19/07/2011 por CARLOS ALBE RTO MEES STRINGARI Processo nº 10660.003673/200786 Acórdão n.º 240300.565 S2C4T3 Fl. 421 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário, fls. 370 a 415, apresentado contra Acórdão nº 0919.126 – 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Juiz de Fora MG, fls. 356 a 365, que julgou procedente o lançamento, oriundo de descumprimento de obrigação tributária acessória, fl. 01, Auto de Infração – AI nº 37.034.7714, no montante de R$ 11.951,21 (onze mil, novecentos e cinqüenta e um reais e vinte e um centavos). Segundo a AuditoriaFiscal, conforme o Relatório Fiscal da Infração, fls. 06, o Auto de Infração, de obrigação acessória, n° 37.034.7714, Código de Fundamentação Legal – CFL nº. 38, foi lavrado devido a Recorrente ter deixado de exibir, a partir do dia 25/07/2007 e durante todo o desenvolvimento do procedimento fiscal, as folhas de pagamento de todos os segurados empregados e dos contribuintes individuais no período de 01/1997 a 09/1998, conforme consta do Termo de Início da Ação Fiscal – TIAF. A Recorrente descumpriu assim, obrigação legal acessória, conforme previsto no art. 33, § 2º, da Lei n° 8.212, de 24 de julho de 1991, combinado com os arts. 232 e 233 do Regulamento da Previdência Social — RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06 de maio de 1999. Conforme o Relatório Fiscal da Aplicação da Multa, fls. 07, dada a inexistência de agravantes e de atenuantes, discriminadas no art. 290 e art. 291 do RPS, foi aplicada multa no valor total de R$ 11.951,21 (onze mil, novecentos e cinqüenta e um reais e vinte e um centavos), em obediência ao previsto no art. 92 e art. 102 da n° 8.212, de 24 de julho de 1991, combinado com o art. 283, II, alínea "j", art. 292, I, e art. 373, do RPS, com valores atualizados pela Portaria MPS/GM nº. 142, a partir do dia 01/04/2007. Foi emitido o Termo de Início da Ação Fiscal, às fls. 09 a 10, com ciência do contribuinte em 23.07.2007, conforme Aviso de Recebimento – AR nº 478633514BR, bem como o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 09412476F00, com período de apuração de 01/1997 a 12/2006, às fls. 08. O período objeto do Auto de Infração, conforme o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 06, é de 01/1997 a 09/1998. A Recorrente teve ciência do AI no dia 17.09.2007, conforme Aviso de Recebimento – AR nº 478636762BR, às fls. 20. A Recorrente apresentou impugnação tempestiva, às fls. 21 a 63, com Anexos às fls. 64 a 350, na qual relaciona os seguintes documentos: Fl. 533DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO Assinado digitalmente em 13/06/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, 19/07/2011 por CARLOS ALBE RTO MEES STRINGARI 4 Doc. 1 Procuração; Doc. 2 Cadastro CNPJ, Estatuto Social e Ata de Eleição da Diretoria; Doc. 3 Declaração de Utilidade Pública Federal; Doc. 4 Declaração de Utilidade Pública Estadual; Doc. 5 Declaração de Utilidade Pública Municipal; Doc. 6 Declaração de Imunidade de Imposto de Renda Pessoa Jurídica; Doc. 7 Certificado de Entidade Beneficente e de Assistência Social CEBAS; Doc. 8 Certidão do CNAS sobre o pedido de Reconsideração; Doc. 9 Ato Cancelatório n° 001/2007 e Declaratõrio n° 11431/0022007; Doc. 10 Certificado de Entidade de Fins Filantrópicos; Doc. 11 Registro no Conselho Nacional de Assistência Social CNAS; Doc. 12 Atestado de Funcionamento da Prefeitura Municipal de Santa Rita do Sapucaí; Doc. 13 Relatórios de Atividades dos anos 1997, 1998, 2004, 2005 e 2006; Doc. 14 Demonstrativos Contábeis dos anos 1997, 1998, 2004, 2005 e 2006; Doc. 15 Inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes CGC, Registro no Conselho Nacional de Serviço Social, Inscrição no Instituto Nacional de Previdência Social INPS, Jurisprudências sobre decadência. A Recorrida, conforme o Acórdão nº 0919.126 – 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Juiz de Fora MG, fls. 356 a 365, analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, conforme Ementa a seguir: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 29/08/2007 INFRAÇÃO. FOLHA DE PAGAMENTO. NA EXIBIÇÃO. Constitui infração deixar de exibir ao fisc0 documentos e/ou livros relacionados com as contribuições previstas na Lei 8.212/1991. Fl. 534DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO Assinado digitalmente em 13/06/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, 19/07/2011 por CARLOS ALBE RTO MEES STRINGARI Processo nº 10660.003673/200786 Acórdão n.º 240300.565 S2C4T3 Fl. 422 5 O valor da multa imposta por infração à norma previdenciária é atualizado nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. ENTIDADE ISENTA. REQUISITOS LEGAIS. NÃO ATENDIMENTO. ATO CANCELATÓRIO Fica isenta das contribuições de que tratam os artigos 22 e 23 da Lei n° 8.212/1991 a entidade beneficente de assistência social que atenda cumulativamente os requisitos previstos no artigo 55 da referida lei. O Instituto Nacional do Seguro Social – INSS cancelará a isenção se verificado o descumprimento do disposto na Lei n°8.212/1991. DECADÊNCIA. PRAZO DECENAL. O prazo para a Seguridade Social apurar e constituir seus créditos é de 10 (dez) anos, na conformidade da legislação previdenciária em vigor. LEGALIDADE E/OU CONSTITUCIONAL1DADE DE LEI. ARGÜIÇÃO. DESCABIMENTO NA VIA ADMINISTRATIVA. O controle da legalidade/constitucionalidade de ato normativo é, em regra, prerrogativa exclusiva do Poder Judiciário, cabendo ao fisco a aplicação de texto legal de eficácia no ordenamento jurídico. Lançamento Procedente Inconformada com a decisão da Recorrida, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, fls. 370 a 415, onde alega, em apertada síntese: Em sede de Preliminar. Dos fatos. Entendeu a decisão recorrida em manter a exigência fiscal contida na Notificação Fiscal de Débito DebCad. 37.034.771 4, relativa a não apresentação de documentos e livros relacionados com as contribuições previstas na lei n° 8212/91, tendo a entidade deixado de exibir durante o procedimento fiscal as folhas de pagamento de todos os segurados empregados e dos contribuintes individuais, no período de 01/1997 a 09/1998. Esse entendimento, contudo, não deve prevalecer, pois tratase de entidade imune e está em discussão o cancelamento da Fl. 535DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO Assinado digitalmente em 13/06/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, 19/07/2011 por CARLOS ALBE RTO MEES STRINGARI 6 isenção, ainda pendente de decisão final. Razão pela qual a entidade permanece gozando da imunidade até decisão final do CNAS sobre o pedido de reconsideração, e decisão final do Conselho de Contribuintes, sobre os recursos voluntários apresentados às NFLD´s, em que se discute o mencionado cancelamento.• Outrossim, o direito da fiscalização de lavrar auto de infração em relação ao período em questão, já decaiu. Da natureza jurídica da entidade e a imunidade tributária. Teceu comentários acerca da natureza jurídica da impugnante e sua imunidade tributária, alegando que a entidade sempre teve renovado o Certificado de Entidade Filantrópica, posto ser a recorrente entidade de caráter beneficente, filantrópico, de assistência social, de educação, cultural, de saúde, de estudo e pesquisa, desportivo e outros, sem fins lucrativos, constituída na forma de Associação, fundada em 30 de setembro de 1969, e devidamente registrada no Cartório de Registro Civil das Pessoas Jurídicas, Títulos e Documentos e Registros de Protestos de Títulos de Santa Rita do Sapucaí estando o Estatuto (doc. 2), em seus arts. 1°, 2° e 4° (que definem o objetivo social), 45 e 46 (que disciplinam o patrimônio e as rendas da entidade. A entidade foi declarada de utilidade pública pelos Governos Federal, conforme Decreto 94.054 de 24/02/1987 (doc. 3); Estadual pela Lei n° 8.627 de 20/07/1984 (doc. 4); e Municipal pela Lei n° 878 de 27/11/1972 (doc. 5), sendo, ademais, reconhecida como de fins filantrópicos, durante mais de 30 (trinta anos), conforme atestado pelo Ministério da Previdência e Assistência Social, e imune do Imposto de Renda, pela Receita Federal, anualmente (doc. 6). Da APAE e suas atividades sociais beneméritas. A APAE de Santa Rita do Sapucaí, fundada em 30 de setembro de 1969, e em pleno funcionamento desde então, vem auxiliando e contribuindo com a comunidade local e de municípios vizinhos, prestando inúmeros serviços à comunidade carente, tais como atendimento médico, ensino, esportes entre outros. É um modelo reconhecido de instituição voltada ao cuidado das crianças excepcionais. A APAE, nos termos de seu Estatuto Social, não remunera seus dirigentes e diretores e nem distribui lucros, bonificações, ou qualquer outra vantagem ou beneficio, a qualquer título. Todo o serviço prestado pela APAE é gratuito, e sua renda advém unicamente de contribuições e doações de particulares e auxílios do Poder Público, conforme prevê seu Estatuto. Fl. 536DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO Assinado digitalmente em 13/06/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, 19/07/2011 por CARLOS ALBE RTO MEES STRINGARI Processo nº 10660.003673/200786 Acórdão n.º 240300.565 S2C4T3 Fl. 423 7 Da decadência. Na data em que foi lavrada a presente NFLD, 29/08/2007, já teria ocorrido a impossibilidade de ser efetuado o lançamento tributário, pela decadência, em relação às contribuições supostamente devidas, no período de janeiro/ 1997 a setembro/1998. Em conseqüência não pode ser mantida a sua exigência, ainda que referido ato não fosse nulo pelas razões acima apontadas, o que se admite a guisa de argumentação. Expõe os reflexos da Súmula Vinculante 8, do STF. Do Mérito. No mérito, a recorrente é titular de imunidade tributária, que lhe põe a salvo das Contribuições exigidas ilegitimamente na Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD, de vez que preenche todos os requisitos previstos no art. 14 do CTN para enquadrarse na situação descrita no art. 195, § 70 da CF. Está, portanto, desonerada de exações tributárias, na forma da Lei 11.096/2005. Elenca os documentos com os quais cumpre os requisitos para a imunidade tributária: 1) Certificado de Entidade de Fins Filantrópicos, concedido em 05/07/1973, pelo Processo n° 237.138/73, com validade para o período de 01/01/1998 a 31/12/2000 (doc. 10); 2) Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social CEBAS renovado para o período de 01/01/2001 a31/12/2003 (doc. 7); 3) Certidão emitida pelo Conselho Nacional de Assistência Social, em 17/08/2007, atestando que o pedido de Reconsideração, para a renovação do CEAS, pelo Processo 71010.001665/2007 44 , ainda se encontra em análise (doc. 8); 4) Atestado de Registro da Entidade junto ao Ministério do Bem Estar Social e o Conselho Nacional de Assistência Social, desde 12/11/1970 (doc. 11); 5) Atestado de Funcionamento expedido pela Prefeitura Municipal de Santa Rita do Sapucaí, que certifica que a Entidade está em pleno e regular funcionamento desde 30/09/1969, cumprindo suas finalidades estatutárias e sociais no que concerne às atividades assistenciais, beneficentes e filantrópicas (doc. 12); Fl. 537DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO Assinado digitalmente em 13/06/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, 19/07/2011 por CARLOS ALBE RTO MEES STRINGARI 8 6) Relatórios anuais das atividades desenvolvidas pela entidade nos anos de 1997, 1998, 2004, 2005 e 2006 e demonstrações contábeis relativas aos anos de 1997, 1998, 2004, 2005 e 2006 que comprovam a sua adequação em todos os aspectos relevantes, de acordo com as práticas contábeis emanadas da legislação de regência (docs. 13 e 14). Da imunidade tributária. Ora, conforme demonstrado, sendo a imunidade do art. 195 § 7º da CF. uma limitação ao poder de tributar, não pode o legislador ordinário criar outros requisitos para o seu gozo que não os do art. 14 do CTN, em face do disposto no art. 146, II da Lei Fundamental. Vale dizer: o art. 195, parágrafo 7° da Carta coloca sob reserva legal a definição do conceito de entidade beneficente de assistência social, mediante a indicação dos comportamentos que a habilitem ao gozo da imunidade, observado o perfil traçado pelo texto maior. O conceito de entidade beneficente de assistência social tem suas balizas estabelecidas no próprio texto constitucional. Nem o legislador ordinário nem tampouco a autoridade administrativa podem ultrapassálas, sob pena de criar restrições à imunidade do art. 195, § 7º da CF, incidindo em violação á Lei Maior. Descabimento de aplicação de taxa SELIC. Descabe a incidência, sobre o principal, da Taxa SELIC, a título de correção monetária, em razão de referido índice ter natureza de juros remuneratórios, que são inaplicáveis ao crédito tributário. Do exame no processo administrativo de questões de natureza constitucional e ilegalidade Não há, pois, como deixar de ser examinada matéria constitucional alegada pela Recorrente em sua defesa e agora reiterada no presente recurso, sob pena de restar violado o seu direito de ampla defesa assegurado pela Constituição. E ampla defesa compreendese toda matéria argüida pela Recorrente, juridicamente válida, "falecendo competência ao órgão Julgador", isto sim, de dizer o que pode julgar e o que não pode julgar no processo administrativo. A Recorrente ao alegar matéria constitucional em sua defesa não pediu ao órgão julgador administrativo a declaração de inconstitucionalidade da lei, função Que deve ser exercida pelo Poder Judiciário, em função do principio da reserva de jurisdição, mas tão somente que fosse cumprida a Constituição. Fl. 538DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO Assinado digitalmente em 13/06/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, 19/07/2011 por CARLOS ALBE RTO MEES STRINGARI Processo nº 10660.003673/200786 Acórdão n.º 240300.565 S2C4T3 Fl. 424 9 Quando os contribuintes alegam a inconstitucionalidade de uma lei, não pedem aos tribunais administrativos que ´declare a inconstitucionalidade da lei'. mas que façam cumprir a Constituição. Pedem, na realidade, que determinado dispositivo de lei não seja aplicado àquele caso concreto, por ser inconstitucional. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão, fls. 419. É o Relatório. Fl. 539DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO Assinado digitalmente em 13/06/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, 19/07/2011 por CARLOS ALBE RTO MEES STRINGARI 10 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 419. DO DEPÓSITO RECURSAL O Supremo Tribunal Federal – STF editou a Súmula Vinculante nº 21 que afastou a exigência de depósito para a admissibilidade de recurso na esfera administrativa. Súmula Vinculante 21 É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. Fonte de Publicação: DJe nº 210, p. 1, em 10/11/2009. DOU de 10/11/2009, p. 1. Avaliados os pressupostos, passo para as questões preliminares. DAS QUESTÕES PRELIMINARES DA DECADÊNCIA Preliminarmente, devese verificar a ocorrência, ou não, da decadência. O Supremo Tribunal Federal STF, conforme o Informativo STF nº 510 de 19 de junho de 2008, por entender que apenas lei complementar pode dispor sobre prescrição e decadência em matéria tributária, nos termos do artigo 146, III, b, da Constituição Federal, Fl. 540DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO Assinado digitalmente em 13/06/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, 19/07/2011 por CARLOS ALBE RTO MEES STRINGARI Processo nº 10660.003673/200786 Acórdão n.º 240300.565 S2C4T3 Fl. 425 11 negou provimento por unanimidade aos Recursos Extraordinários nºs 556664/RS, 559882/RS, 559.943 e 560626/RS, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46, da Lei nº 8.212/91, atribuindose, à decisão, eficácia ex nunc apenas em relação aos recolhimentos efetuados antes de 11.6.2008 e não impugnados até a mesma data, seja pela via judicial, seja pela administrativa. Após, o STF aprovou o Enunciado da Súmula Vinculante nº 8, publicada em 20.06.2008, nestes termos: Súmula Vinculante nº 8 São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Publicada no DOU de 20/6/2008, Seção 1, p.1. É necessário observar ainda que as súmulas aprovadas pelo STF possuem efeitos vinculantes, conforme se depreende do art. 103A e parágrafos da Constituição Federal, que foram inseridos pela Emenda Constitucional nº 45/2004. in verbis: “Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. § 1º A súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. § 2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade. § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgandoa procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso (g.n.)." Portanto, da leitura do dispositivo constitucional acima, concluise que a vinculação à súmula alcança a administração pública e, por conseqüência, os julgadores no âmbito do contencioso administrativo fiscal. Ademais, no termos do artigo 64B da Lei 9.784/99, com a redação dada pela Lei 11.417/06, a administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, deve adequar a decisão administrativa ao entendimento do STF, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal. Fl. 541DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO Assinado digitalmente em 13/06/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, 19/07/2011 por CARLOS ALBE RTO MEES STRINGARI 12 “Art. 64B. Acolhida pelo Supremo Tribunal Federal a reclamação fundada em violação de enunciado da súmula vinculante, darseá ciência à autoridade prolatora e ao órgão competente para o julgamento do recurso, que deverão adequar as futuras decisões administrativas em casos semelhantes, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal” Cumpre ressaltar que o art. 62, caput do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF do Ministério da Fazenda, Portaria MF nº 256 de 22.06.2009, veda o afastamento de aplicação ou inobservância de legislação sob fundamento de inconstitucionalidade. Porém, o art. 62, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do CARF, ressalva que o disposto no caput não se aplica a dispositivo que tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal: “Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. (g.n.)” Portanto, em razão da declaração de inconstitucionalidade dos arts 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 pelo STF, há que serem observadas as regras previstas no Código Tributário Nacional CTN. Dessa forma, constatase que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados, nos termos dos artigos 150, § 4o, e 173 do Código Tributário Nacional. O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, assim estabelece em seu artigo 173: “Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; Fl. 542DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO Assinado digitalmente em 13/06/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, 19/07/2011 por CARLOS ALBE RTO MEES STRINGARI Processo nº 10660.003673/200786 Acórdão n.º 240300.565 S2C4T3 Fl. 426 13 II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. (g.n.)” Já em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, aplicase o disposto no § 4º, do artigo 150, do CTN, segundo o qual, se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador: “Art.150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (g.n.)” Essas interpretações estão em sintonia com decisões do Poder Judiciário. “Ementa: ....1. O entendimento jurisprudencial consagrado no Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento por homologação cujo pagamento ocorreu antecipadamente, o prazo decadencial de que dispõe o Fisco para constituir o crédito tributário é de cinco anos, contados a partir do fato gerador.Todavia, se não houver pagamento antecipado, incide a regra do art. 173, I, do Código Tributário Nacional.” (STJ.1ª Turma, AgRg no Ag 972.949/RS, Rel.: Min.Denise Arruda.,ago/08.) (g.n.) Fl. 543DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO Assinado digitalmente em 13/06/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, 19/07/2011 por CARLOS ALBE RTO MEES STRINGARI 14 “Ementa: ....4. Nas exações cujo lançamento se faz por homologação, havendo pagamento antecipado, contase o prazo decadencial a partir da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 4º, do CTN). Somente quand onão há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. Em normais circunstâncias, não se conjugam os dispositivos legais. Precedentes das Turmas de Direito Público e da Primeira Seção. 5.Hipótyese dos autos em que não houve pagamento antecipado, aplicandose a regra do art. 173, I, do CTN.” (STJ. 2ª Turma, AgRg no Ag 939.714/RS, Rel.: Min. Eliana Calmon., fev/08.) . (g.n.) “Ementa: .... Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, a fixação do termo a quo do prazo decadencial para a constituição do crédito deve considerar, em conjunto, os arts. 150, § 4º, e 173, I, do Código Tributário Nacional. Na hipótese em exame, que cuida de lançamento por homologação (contribuição previdenciária) com pagamento antecipado, o prazo decadencial será de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. (...) Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN..” (STJ. EREsp 278727/DF. Rel.: Min. Franciulli Netto. 1ª Seção. Decisão: 27/08/03. DJ de 28/10/03, p. 184.) . (g.n.) Portanto, para que possa identificar o dispositivo legal a ser aplicado seja o art. 173, I, do CTN ou seja o art. 150, § 4°, do CTN – devese identificar a ocorrência, ou não, de pagamentos parciais, pois só assim se pode declarar os efeitos da decadência no lançamento. Entretanto, há de se salientar que a MP nº 449/2008, convertida na Lei nº 11.941/2009, trouxe nova disciplina para as punições pelo descumprimento das obrigações acessórias, ao revogar os parágrafos do art. 32 da Lei nº 8.212/91 e ao criar o art. 32A como nova sistemática de aplicação de multas. Ademais, o art. 32, § 11, da Lei 8.212/1991, correlaciona o arquivamento dos documentos comprobatórios das obrigações tributárias ã prescrição relativa aos créditos decorrentes das operações a que se refiram. Art. 32. A empresa é também obrigada a: (...) § 11. Os documentos comprobatórios do cumprimento das obrigações de que trata este artigo devem ficar arquivados na empresa durante dez anos, à disposição da fiscalização. (Parágrafo renumerado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). § 11. Em relação aos créditos tributários, os documentos comprobatórios do cumprimento das obrigações de que trata este artigo devem ficar arquivados na empresa até que ocorra a prescrição relativa aos créditos decorrentes das operações a que se refiram. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) (gn) Fl. 544DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO Assinado digitalmente em 13/06/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, 19/07/2011 por CARLOS ALBE RTO MEES STRINGARI Processo nº 10660.003673/200786 Acórdão n.º 240300.565 S2C4T3 Fl. 427 15 Outrossim, verificase, da análise dos autos às fls. 20, que a cientificação do Auto de Infração pela Recorrente se deu em 17.09.2007 e o período objeto do auto de infração, conforme o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 06, é de 01/1997 a 09/1998. Dessa forma, constatase que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados, tanto nos termos do artigo 150, § 4o, CTN quanto nos termos do artigo 173, I, do CTN. CONCLUSÃO Voto pelo CONHECIMENTO do recurso para, nas preliminares, DARLHE PROVIMENTO, face à aplicação da decadência qüinqüenal tanto nos termos do artigo 150, § 4o, CTN quanto nos termos do artigo 173, I, do CTN. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 545DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO Assinado digitalmente em 13/06/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, 19/07/2011 por CARLOS ALBE RTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10166.727458/2011-31
Data da sessão: Wed Dec 09 00:00:00 UTC 2015
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF
Período de apuração: 01/01/2006 a 30/11/2008
AUTO DE INFRAÇÃO. NECESSIDADE DE NOVA DISTRIBUIÇÃO NOS MOLDES DO ART. 47 DO RICARF. RECURSO NÃO CONHECIDO. A distribuição dos autos deverá observar o Regimento Interno do Carf razão pela qual determino a redistribuição do presente recurso.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Numero da decisão: 2402-004.762
Decisão: Acordam os membros do colegiado, não conhecer do recurso voluntário, determinando o envio dos autos para o CEGAP, para que sejam submetidos a prévia distribuição e sorteio.
Nome do relator: LOURENÇO FERREIRA DO PRADO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 26 09:00:04 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201512
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF Período de apuração: 01/01/2006 a 30/11/2008 AUTO DE INFRAÇÃO. NECESSIDADE DE NOVA DISTRIBUIÇÃO NOS MOLDES DO ART. 47 DO RICARF. RECURSO NÃO CONHECIDO. A distribuição dos autos deverá observar o Regimento Interno do Carf razão pela qual determino a redistribuição do presente recurso. Recurso Voluntário Não Conhecido
numero_processo_s : 10166.727458/2011-31
conteudo_id_s : 6578344
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 22 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2402-004.762
nome_arquivo_s : Decisao_10166727458201131.pdf
nome_relator_s : LOURENÇO FERREIRA DO PRADO
nome_arquivo_pdf_s : 10166727458201131_6578344.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, não conhecer do recurso voluntário, determinando o envio dos autos para o CEGAP, para que sejam submetidos a prévia distribuição e sorteio.
dt_sessao_tdt : Wed Dec 09 00:00:00 UTC 2015
id : 9242556
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 26 09:56:14 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728355848520990720
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1636; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 2 1 1 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.727458/201131 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2402004.762 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 09 de dezembro de 2015 Matéria MULTA ISOLADA. Recorrente PAULO BAETA EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Período de apuração: 01/01/2006 a 30/11/2008 AUTO DE INFRAÇÃO. NECESSIDADE DE NOVA DISTRIBUIÇÃO NOS MOLDES DO ART. 47 DO RICARF. RECURSO NÃO CONHECIDO. A distribuição dos autos deverá observar o Regimento Interno do Carf razão pela qual determino a redistribuição do presente recurso. Recurso Voluntário Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, não conhecer do recurso voluntário, determinando o envio dos autos para o CEGAP, para que sejam submetidos a prévia distribuição e sorteio. Ronaldo de Lima Macedo Presidente Lourenço Ferreira do Prado Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Ronaldo de Lima Macedo, Ronnie Soares Anderson, Kleber Ferreira Araújo, Marcelo Oliveira, João Victor Ribeiro Aldinucci, Natanael Vieira dos Santos, Lourenço Ferreira do Prado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 72 74 58 /2 01 1- 31 Fl. 383DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP22.0322.10562.4P0V. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto por PAULO BAETA EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA, em face de acórdão que manteve o Auto de Infração n. lavrado para a para aplicação de Multa Isolada em razão da retenção do Imposto de Renda da Pessoa Física no tocante ao pagamento de comissão de corretagem a corretores autônomos, no período compreendido de 01/2006 a 11/2008. O contribuinte foi cientificado do débito em tela em 07.11.2011 (fls. 108) e apresentou a peça impugnatória em 01.12.2011 (fls.117/142), restando mantida a decisão a quo (fls.263/281). Inconformada com o julgamento de primeira instancia administrativa o Contribuinte interpõe recurso voluntário (fls.291/316), onde alega, em síntese: Preliminarmente: que são inválidas as provas coligidas, uma vez que tanto a oitiva do Gerente Administrativo, ocorrida em 31.01.2011, e a oitiva do Gerente de Vendas, que se deu em 15.02.2011, das medidas denominadas como "reunião, ou "entrevista", que teriam ocorrido na sede da própria empresa, previamente agendada (fl. 12 do relatório), porquanto aduz que as pessoas ouvidas sequer possuem poder para representar a empresa em negócios, como se verifica do estatuto social da Recorrente que houve equívoco na aplicação da decadência, devendo ser reconhecida a decadência parcial relativa aos 5 (cinco) anos anteriores da intimação do lançamento; No mérito aduz que: é inválida a multa por ausência de fato gerador de IRRF uma vez que alega que os corretores não possuíam nenhum vínculo com a Recorrente e que as comissões eramlhe repassadas pelos clientes da mesma, motivo pelo qual a desobriga de recolhimento de imposto de renda retido na fonte, desaguando também a cobrança da alusiva multa; a alíquota de 35% não pode ser utilizada sobre o valor total dos cálculos apresentados pela fiscalização , pleiteando sua integral invalidade; a invalidade da multa duplicada no patamar de 75%,, uma vez que não ocorreu a sonegação fiscal tampouco a caracterização de dolo pela Recorrente; Sem contrarrazões da Procuradoria da Fazenda Nacional, subiram os autos a este Eg. Conselho. É o relatório. Fl. 384DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP22.0322.10562.4P0V. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10166.727458/201131 Acórdão n.º 2402004.762 S2C4T2 Fl. 3 3 Voto Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado, Relator Da detida análise dos autos, entendo pela existência de situação impeditiva ao julgamento do presente recurso nesta oportunidade. Conforme documentação constante do presente processo os autos vieram a esta Seção de julgamentos após resolução n.. 1402000.281, através da qual houve declínio da competência da 1a Seção. No entanto, após o declínio da competência percebi que os autos foram a mim encaminhados sem o cumprimento da regra constante no art. 47 do atual RICARF, a seguir: "Art. 47. Os processos serão sorteados eletronicamente às Turmas e destas, também eletronicamente, para os conselheiros, organizados em lotes, formados, preferencialmente, por processos conexos, decorrentes ou reflexos, de mesma matéria ou concentração temática, observandose a competência e a tramitação prevista no art. 46. § 1º Quando houver multiplicidade de recursos com fundamento em idêntica questão de direito, o Presidente de Turma para o qual os processos forem sorteados poderá sortear 1 (um) processo para definilo como paradigma, ficando os demais na carga da Turma. § 2º Quando o processo a que se refere o § 1º for sorteado e incluído em pauta, deverá haver indicação deste paradigma e, em nome do Presidente da Turma, dos demais processos aos quais será aplicado o mesmo resultado de julgamento. § 3º As partes dos demais processos que não o sorteado como paradigma terão direito a apresentar sustentações orais quando do julgamento do recurso do processo paradigma, limitado o prazo total da sustentação oral ao disposto nos incisos II e III do caput do art. 58." A previsão regimental supra mencionada também era constante do antigo Regimentos Interno deste Conselho, aprovado pela Portaria MF 256/09, cuja previsão constava no art. 47, confirase: "Art. 47. Os processos serão distribuídos aleatoriamente às Câmaras para sorteio, juntamente com os processos conexos e, preferencialmente, organizados em lotes por matéria ou concentração temática, observandose a competência e a tramitação prevista no art. 46. {2} § 1° Quando houver multiplicidade de recursos com fundamento em idêntica questão de direito, cuja solução já tenha jurisprudência firmada na CSRF, poderá o presidente da Câmara escolher dentre aqueles um processo para sorteio e julgamento. § 2° Decidido o processo de que trata o § 1°, o presidente do colegiado submeterá a Fl. 385DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP22.0322.10562.4P0V. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 4 julgamento, na sessão seguinte, os demais recursos de mesma matéria que estejam em pauta, aplicandoselhes o resultado do caso paradigma" Dessa forma, mesmo tendo sido o feito incluído em pauta de julgamentos, não vejo como proceder ao julgamento do recurso voluntário nesta assentada, sem que antes venha a ser cumprido aquilo o que determinado pelo art. 47 do RICARF (Portaria 343/15), motivo pelo qual voto por NÃO CONHECER do presente recurso, determinando o envio dos autos para a CEGAP, para que seja o presente processo submetido a prévia distribuição e sorteio. É como voto. Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 386DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP22.0322.10562.4P0V. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por LOURENCO FERREIRA DO PRADO em 18/01/2016 16:00:00. Documento autenticado digitalmente por LOURENCO FERREIRA DO PRADO em 18/01/2016. Documento assinado digitalmente por: RONALDO DE LIMA MACEDO em 18/01/2016 e LOURENCO FERREIRA DO PRADO em 18/01/2016. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 22/03/2022. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP22.0322.10562.4P0V Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 5EF2D3B7FC8323149CF715667BED5B457AED7488 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10166.727458/2011-31. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
score : 1.0
Numero do processo: 16327.001383/2006-94
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 06 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1402-000.180
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
Nome do relator: CARLOS PELÁ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 26 09:00:04 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201203
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
numero_processo_s : 16327.001383/2006-94
conteudo_id_s : 6577841
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 21 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 1402-000.180
nome_arquivo_s : Decisao_16327001383200694.pdf
nome_relator_s : CARLOS PELÁ
nome_arquivo_pdf_s : 16327001383200694_6577841.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
dt_sessao_tdt : Tue Mar 06 00:00:00 UTC 2012
id : 9241757
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 26 09:56:13 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728355848526233600
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 19; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1300; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T2 Fl. 2 1 1 S1C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16327.001383/200694 Recurso nº Voluntário Resolução nº 1402000.180 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 06 de março de 2012 Assunto SOLICITAÇÃO DE DILIGÊNCIA Recorrente BANCO CITIBANK S/A Recorrida 8ª TURMA DA DRJ/SPO1 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto Presidente (assinada digitalmente) Carlos Pelá – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Leonardo de Andrade Couto. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 63 27 .0 01 38 3/ 20 06 -9 4 Fl. 2417DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.09533.TZM4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.001383/200694 Resolução nº 1402000.180 S1C4T2 Fl. 3 2 Relatório Tratase de processo administrativo oriundo da homologação parcial de pedidos de compensação que utilizam crédito de saldo negativo de IRPJ e de CSLL, referente ao ano calendário 2002 (fls. 01/06, 20/163, 309/314, 1116/1205verso). Os créditos originários apresentados pela Recorrente são de R$ 32.299.022,19 a título de IRPJ e R$ 4.789.054,59 a título de CSLL. O despacho decisório de fls. 373/390, indeferiu integralmente o saldo negativo de CSLL, tendo homologado as compensações realizadas com saldo negativo de IRPJ até o limite de R$ 5.676.064,37. O relatório da DRJ narra que: (i) o interessado teria apresentado Declarações de Compensação, informando, para o anocalendário de 2002, créditos de R$ 32.299.022,19 de Saldo Negativo de IRPJ, resultante este de antecipações de IRPJ e de IRRF deduzido do imposto devido, e de R$ 4.789.054,59 de Saldo Negativo de CSLL, originário de antecipações de CSLL; (ii) conforme o sistema DCTFGER (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Gerencial), as antecipações de IRPJ e CSLL teriam sido realizadas, a partir de 99, quando houve o último pagamento efetivo , mediante compensações sem processo, com créditos de anos anteriores; em razão disso, realizou o exame da consistência dessas compensações; Saldos Negativos de IRPJ (iii) em razão do exame das compensações de IRPJ, o Saldo Negativo de IRPJ declarado pelo interessado para o anocalendário de 99, de R$ 16.400.209,99, foi reduzido para R$ 3.042.258,61, pelo fato de os registros dos sistemas DCTFGER, SINAL 08 e SIEFDIRF indicarem que os valores de antecipações e de IRRF que poderiam ser deduzidos do IRPJ devido seriam inferiores aos declarados: do total das antecipações declaradas como pagas, em 99, de R$ 18.279.296,10, o sistema de controle de pagamentos da RFB tem registro de apenas R$ 10.269.906,94, e do IRRF retido declarado, de R$ 8.325.159,03, o interessado ofereceu receitas financeiras à tributação correspondentes apenas ao valor de R$ 2.976.596,81 de IRRF; (iv) por sua vez, o Saldo Negativo de IRPJ declarado para o ano de 2000, de R$ 14.320.237,10, foi reduzido para R$ 8.080.129,40, em razão do redimensionamento para menos do Saldo Negativo de 99, saldo este que fora utilizado em compensações sem processo nas antecipações de IRPJ de 2000; (v) também, o Saldo Negativo de IRPJ declarado para o ano de 2001, de R$ 24.136.889,60, foi reduzido para R$ 9.955.101,76, em razão do fato de que das antecipações declaradas, de R$ 24.293.083,99, foram aceitas apenas R$ 10.111.296,15, porque: não constaria o alegado pagamento em DARF de R$ 684.132,36 (de 01/2001); não teriam sido deferidos R$ 3.568.370,77 (dos R$ 5.208.783,82 pleiteados) no PAF 11610.001.857/200174, e haveria insuficiência de R$ 9.929.284,71 (=R$ 18.400.167,81 utilizados menos R$ 8.470.883,10 existentes) do Saldo Negativo de 2000 utilizado; (vi) por sua vez, o Saldo Negativo de IRPJ declarado para o ano de 2002, de R$ 32.299.022,19, foi reduzido para R$ 5.676.064,37, em razão do fato de que das antecipações declaradas, de R$ 38.145.637,39, foram aceitas apenas R$ 10.782.452,65 (Saldo de 2001 atualizado), como compensações sem processo, e Fl. 2418DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.09533.TZM4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.001383/200694 Resolução nº 1402000.180 S1C4T2 Fl. 4 3 haveria um valor deduzido a menor de IRRF pelo interessado, de R$ 740.226,92 (= R$ 19.730.319,71 existentes menos R$ 18.990.092,79 deduzidos pelo interessado); a referida não aceitação (de R$ 26.622.957,82) de parte das antecipações se deu porque: não constaria nos sistemas da RFB o pagamento do IRPJ Estimativa de 12/2002, de R$ 5.592.206,43, teria sido indeferido o valor de R$ 1.443.513,54 no PAF 11610.001857/200174; teria utilizado o valor de R$ 5.832.691,15 (= R$ 6.572.918,07 menos R$ 740.226,92 acima mencionados) de IRRF do ano (para pagamento de IRPJEstimativa de 09/2002), sem oferecer as correspondentes receitas financeiras à tributação; haveria insuficiência de R$ 13.754.546,71 (=R$ 24.536.999,36 utilizados menos R$ 10.782.452,85 existentes) do Saldo Negativo de 2001 utilizado em compensações sem processo; Saldos Negativos de CSLL (vii) em decorrência do exame das compensações realizadas no período de 99 em diante para a CSLL, constatou que o Saldo Negativo da CSLL do anocalendário de 99 declarada pelo interessado, de R$ 3.924.476,75, estaria correto; (viii) contudo, o Saldo Negativo da CSLL declarado de 2000, de R$ 2.382.156,20, foi reduzido para R$ 2.309.362,81, em razão da utilização a maior do Saldo Negativo de 99, em R$ 72.793,39 (=R$ 4.353.862,00 utilizados menos R$ 4.281.068,61 disponíveis, em valor atualizado), em compensação sem processo; (ix) também, o Saldo Negativo de CSLL declarado para o ano de 2001, de R$ 6.125.425,68, foi convertido em Saldo Positivo de R$ 879.256,52, por conta do fato de que das antecipações declaradas, de R$ 8.751.990,24, foram aceitos apenas R$ 1.747.170,78, porque não teriam sido deferidos créditos de R$ 5.763.490,54 no PAF 11610.001.857/200174, e haveria insuficiência do Saldo Negativo de 2000, que corrigido somou R$ 2.309.362,81, enquanto o interessado utilizou em compensações sem processo o valor de R$ 2.988.499,70; (x) por sua vez, o Saldo Negativo de CSLL declarado para o ano de 2002, de R$ 4.789.054,58, foi convertido em Saldo Positivo de R$ 5.005.808,88, em razão do fato de que das antecipações declaradas, de R$ 13.738.909,46, foram aceitas apenas R$ 3.944.046,00; essa não aceitação de antecipações se deu porque, à parte de terem sido considerados os pagamentos em DARF, de R$ 3.944.046,89, foram indeferidas compensações sem processo, no valor de R$ 6.734.816,06, com saldo, inexistente, de 2001, e compensações por processo, no PAF 11610.001.857/200174, de R$ 1.046.852,20; (xi) ao final, foi reconhecido apenas crédito de IRPJ do anocalendário de• 2002 decorrente de antecipações, no montante de R$ 5.676.664,37, não sendo reconhecido crédito de CSLL; (xii) em conseqüência, foram homologadas compensações até o limite do crédito de IRPJ. Cientificada, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade aduzindo, em síntese, que: 1) a diferença não acolhida do saldo negativo de IRPJ 2002, de R$ 26.622.957,83 (=R$ 32.299.022,20 pleiteados menos R$ 5.676.064,37 reconhecidos), seria composta (i) por valores utilizados na compensação de IRPJ estimativa do ano, originários de IRRF (R$ 5.832.691,15), e de (ii) saldos negativos do IRPJ dos anoscalendário de 2000 (R$ 1.443.513,54), de 2001 (R$ 13.754.546,71), e 2006 (R$ 5.592.206,43); Fl. 2419DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.09533.TZM4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.001383/200694 Resolução nº 1402000.180 S1C4T2 Fl. 5 4 2) o crédito de R$ 5.592.206,43 originário do saldo negativo de IRPJ 2006 teria sido utilizado no PER/DCOMP 37260.95540.280907.1.3.02.2450 (fls. 447, 449 e 455) para pagar o IRPJ estimativa de dezembro/2002; 3) a diferença não acolhida do saldo negativo de CSLL 2002, no valor de R$4.789.054,59 seria composta por valores utilizados na compensação de CSLL estimativa do ano, de saldos negativos de CSLL dos anoscalendário de 2000 (R$1.046.852,20), 2001 (R$ 6.734.480,02) e 2006 (R$ 2.013.194,31); 4) o saldos negativos de CSLL de R$ 2.013.194,31, originário do saldo negativo de 2006 foi utilizado para pagara a CSLL estimativa de dezembro/2002, conforme PER/DCOMP 37260.95540.280907.1.3.02.2450. 5) os créditos referentes a saldo negativo de IRPJ e CSLL de 2000 estavam sendo controlados no PA 11610.001857/200174, que na época estava pendente de decisão no CARF, motivo pelo qual o presente processo deveria ficar suspenso. Os membros da 8ª Turma de Julgamento da DRJ/SPOI, por unanimidade de votos, consideraram improcedente a manifestação de inconformidade, não reconhecendo o direito creditório pretendido (fls. 1220/1244). Em resumo, a decisão recorrida afirma que: Saldo Negativo de IRPJ 1999 Que a glosa do saldo negativo de IRPJ foi legítima, já que o valor glosado, de R$ 13.357.951,38, é composto integralmente por deduções de IRRF que não puderam ser comprovadas. Tais valores de IRRF teriam sido recolhidos sobre as seguintes receitas: R$ 14.764.177,42, de Rendimentos de Aplicações de Renda Fixa (Código 3426), R$ 67.468.990,09, de Renda Variável Operações de SWAP (Código 5273) e R$ 724.229,13, de Juros sobre o Capital Próprio (Código 5706). Entretanto, conforme DIPJ/1999 (fl. 974), somente o oferecimento à tributação dos Rendimentos de Aplicações de Renda Fixa e de parte dos valores supostamente pagos a título de JCP puderam ser confirmados, razão pela qual, somente os valores de IRRF sobre Aplicações de Renda Fixa (no valor de R$ 2.941.123,82) e sobre JCP (no valor de R$ 35.472,99) puderam ser acolhidos. Saldo Negativo de IRPJ 2000 Que é legítima a redução do saldo negativo de IRPJ 2000, em R$ 6.240.107,70, em razão da redução ocorrida no saldo negativo de IRPJ 1999, conforme acima demonstrado. Afasta as alegações do interessado no sentido de que as compensações de IRPJ estimativa do anocalendário de 2000 (no total de R$ 9.536.793,29) teriam sido realizadas utilizando: (i) R$ 7.522.384,42 do saldo negativo de IRPJ 1999 (IRPJ estimativa de 06/2007), e (ii) R$ 2.014.408,87 do saldo negativo de IRPJ 1998 (IRPJ estimativa de 01/2000: R$ 304.392,20, 04/2000: R$ 515.101,24, 05/2000: R$ 67.094,76, 06/20000: R$ 1.127.820,67), uma vez que não haveriam provas do alegado. Ressaltou que os demonstrativos apresentados (fls. 1.067 e 1.082) deveriam estar acompanhados dos competentes lançamentos contábeis, evidenciando, com clareza e exatidão, como teriam sido realizadas tais compensações. Fl. 2420DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.09533.TZM4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.001383/200694 Resolução nº 1402000.180 S1C4T2 Fl. 6 5 Saldo Negativo de IRPJ – 2001 Que a redução do saldo negativo de IRPJ 2001 é legítima e decorrente da glosa de parte das antecipações declaradas, compostas, a saber, por: (i) R$ 684.132,36 relativos a DARF inexistente, (ii) R$ 5.208.783,82, indeferidos no PA 11610.001857/200174; e (iii) R$ 8.288.871,66, de insuficiência do saldo negativo de IRPJ 2000. Afastou por falta de provas a alegação do interessado de que o pagamento declarado como realizado via DARF no valor de R$ 684.132,36, teria sido indevidamente declarado (teria ocorrido seria compensação de saldo negativo de IRPJ 1999), tratandose, in casu, de erro de fato no preenchimento da DCTF. Também afastou as alegações de que as compensações sem processo teriam sido regularmente efetuadas com saldo negativo de IRPJ de 1999 e 2000, porque (i) tais saldos negativos, como visto acima, seriam insuficientes para as compensações realizadas em 2001 pelo interessado, e (ii) não foram apresentados os competentes lançamentos contábeis a embasar tal afirmação. Por fim, afastou o pedido de suspensão do presente processo até ulterior decisão nos autos do PA 11610.001857/200174. Saldo Negativo de IRPJ – 2002 Que a redução do saldo negativo de IRPJ 2002 (de R$ 26.622.957,82) é legítima e decorrente da não aceitação de parte das antecipações, pois (i) não teria sido possível confirmar o pagamento do IRPJ pago por estimativa em dezembro/2002, no valor de R$ 5.592.206,43, (ii) teria sido indeferido o valor de R$ 1.443.513,54 no PA 11610.001.857/2001 74, (iii) R$ 5.832.691,15 de IRRF utilizado para pagamento do IRPJ estimativa de 09/2002, não poderia ser aceito, vez que o interessado não comprovou ter oferecido as receitas financeiras correspondentes à tributação, e (iv) teria havido insuficiência de R$ 13.754.546,71 do saldo negativo de IRPJ 2001 utilizado em compensações sem processo. Nesse passo, acrescentou que (i) o valor de R$ 5.592.206,43 supostamente compensado com o saldo negativo de IRPJ 2006, conforme DCOMP 37260.95540.280907.1.3.02.2450 (fls. 447, 449 e 455), só poderia ser confirmado após a apreciação formal do PER/DCOMP, o que não teria ocorrido; (ii) os relatórios contábeis apresentados (fls. 538 a 640 e 642 a 690) não seriam suficientes para identificar com exatidão o oferecimento dos valores discutidos à tributação, mantendose, portanto, a glosa de R$ 5.832.691,15; e (iii) que a insuficiência de R$ 13.754.546,71 restou confirmada pela autoridade fiscal. Saldo Negativo de CSLL – 1999 Foi integralmente reconhecido. Saldo Negativo de CSLL – 2000 Que a redução do saldo negativo de CSLL 2000 é legítima e decorrente da utilização a maior do saldo negativo de período anterior, no montante de R$ 72.793,39. Que muito embora o interessado afirme que a diferença seja referente à compensação com saldos negativos de CSLL dos anoscalendário de 1998 e 1999, conforme DCTF (fls. 1069/1080) e Fl. 2421DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.09533.TZM4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.001383/200694 Resolução nº 1402000.180 S1C4T2 Fl. 7 6 planilhas de compensação (fls. 1109 e 1111), tais documentos não permitiriam chegar ao valor glosado. Saldo Negativo de CSLL – 2001 Que o saldo negativo de CSLL 2001, de R$ 6.125.425,68, teria sido corretamente convertido em saldo positivo de R$ 879.256,52, uma vez que apenas parte das antecipações declaradas foram aceitas (aceitas R$ 1.747.170,78 de R$ 8.751.990,24), já que (i) não teriam sido deferidos créditos de R$ 5.763.490,54 no PA 11610.001.857/200174, e (ii) haveria insuficiência do saldo negativo de CSLL 2000 (que, corrigido somou R$ 2.309.362,81, enquanto teriam sido utilizados em compensações sem processo o valor de R$ 2.988.499,70). Além disso, afastou as alegações do interessado de que a diferença em questão, de R$ 7.004.682,20 (soma do saldo negativo de R$ 6.125.425,68 e o saldo positivo de R$ 879.256,52), seria relativa a CSLL estimativa do ano regularmente compensadas com saldos negativos de CSLL de 1997, 1999 e 2000, uma vez que os demonstrativos apresentados (fl. 412) não foram acompanhados dos competentes lançamentos contábeis. Afastou novamente o pedido de suspensão do presente processo, por conta da pendência de julgamento do PA 11610.001857/200174. Saldo Negativo de CSLL – 2002 Que o saldo negativo de CSLL 2002, no valor de R$ 4.789.054,58, foi corretamente convertido em saldo positivo de R$ 5.005.808,88, em razão da glosa de parte das antecipações declaradas. Que tal glosa teria ocorrido pois só foram admitidos os pagamentos em DARF (R$ 3.944.046,89), tendo sido indeferidas as compensações sem processo (R$ 6.734.816,06), com créditos insuficientes de anos anteriores, e as por processo (PA 11610.001.857/200174, no valor de R$ 1.046.852,20). Afastou os argumentos do interessado no sentido de que a diferença seria decorrente da utilização regular de saldo negativo de IRPJ dos anoscalendário de 2000 (R$ 1.046.852,20), 2001 (R$ 6.734.480,021), e 2006 (R$ 2.013.194,31), por entender que o exame dos saldos anteriores teria deixado clara a insuficiência de valores para as compensações realizadas em 2002. Afastou, ainda, o pedido de suspensão do presente processo, por conta da pendência de julgamento do PA 11610.001857/200174. Com respeito a utilização de saldo negativo de 2006 para compensação da CSLL paga por estimativa referente ao mês de dezembro/2002, no valor de R$ 2.013.194,31, mediante PER/DCOMP (fls. 447 e 457), a decisão recorrida repisou sua posição de que a compensação só poderá ser aceita após sua apreciação formal pela autoridade fazendária, o que não aconteceu. Irresignada, a contribuinte apresentou recurso voluntário (fls. 1246/1288), repisando os argumentos de sua manifestação de inconformidade, acompanhada de novos documentos supostamente comprobatórios do direito que alega possuir (fls. 1289/2156 – lista de documentos fls. 1289/1290). Fl. 2422DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.09533.TZM4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.001383/200694 Resolução nº 1402000.180 S1C4T2 Fl. 8 7 Além disso, em 13/03/2012, a Recorrente apresentou petição (fls. 2295/2311), acompanhada dos documentos de fls. (2312/2355) acrescentando, em breve síntese, que (i) os créditos originários do PER/DCOMP 37260.95540.280907.1.3.02.2450, relativos às estimativas de IRPJ e CSLL de dezembro de 2002, já teriam sido homologados, conforme despacho decisório que anexa (fl. 2312/2316 nº. digital), e (ii) que o recurso voluntário interposto no PA 11610.001857/200174 já teria sido totalmente provido, com a homologação integral dos créditos pleiteados naqueles autos (fl. 2317/2355 nº. digital), suprimindo integralmente os fundamentos jurídicos utilizados na decisão recorrida. Inovando os argumentos, a Recorrente sustentou, ainda: (i) a homologação tácita do PER/DCOMP 17491.02987.190404.1.3.038704 (fls. 309/314) que pleiteia a compensação do crédito de saldo negativo de CSLL 2002, uma vez que só foi intimado do despacho decisório em que não homologou a referida compensação em 14/07/2009; e (ii) a decadência do direito da fazenda pública revisar a formação dos saldos negativos de recolhimentos de IRPJ e de CSLL do ano 2002, já que ultrapassado o prazo de 5 anos em 14/07/2009, quando o contribuinte foi intimado do despacho decisório. É o Relatório. Voto Conselheiro CARLOS PELÁ, Relator Conheço do Recurso por ser tempestivo, por atender aos requisitos de admissibilidade e por conter matéria de competência deste Conselho. Decadência A discussão preliminar suscitada pela Recorrente nos autos é conhecida e se resume em saber se, no âmbito das compensações de bases negativas de IRPJ e CSLL, o fisco pode efetuar ajustes nas bases de cálculo do IRPJ e da CSLL relativas a períodos passados (atingidos pela decadência), mas que repercutem nos créditos pleiteados pelos contribuintes em períodos futuros (ainda não decaídos). No presente caso, os saldos negativos de IRPJ e de CSLL em discussão referem se ao anocalendário 2002. Assim, considerando o fato gerador do IRPJ e da CSLL como sendo 31/12/2002, as autoridades fiscais deveriam ter auditado o lucro líquido da Recorrente até 31/12/2007. No entanto, apenas em 14/07/2009 (AR fl. 391verso) a Recorrente tomou ciência do primeiro despacho decisório (fls. 373/390) que indeferiu integralmente o saldo negativo de CSLL e deferiu parcialmente as compensações realizadas com saldo negativo de IRPJ. Nesse contexto, consoante entendimento que já manifestei algumas vezes nesta Colenda Câmara, ultrapassado o prazo de 5 anos, seria espúria a retificação perpetrada pelo Fisco relativamente aos saldos negativos de IRPJ e de CSLL do anocalendário de 2002. Sobre o tema, cumpre esclarecer, primeiramente, que, a contagem do prazo decadencial deve ter início na data em que o prejuízo fiscal ou saldo negativo é apurado. Fl. 2423DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.09533.TZM4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.001383/200694 Resolução nº 1402000.180 S1C4T2 Fl. 9 8 Segundo, a redução no futuro do saldo de prejuízo fiscal ou do saldo negativo de CSLL referente a períodos passados e alcançados pela decadência equiparase a lançar valores naquele período e, por isso, não pode ser admitida. A esse respeito, converge a jurisprudência deste Conselho. Vejamos algumas decisões: DECADÊNCIA ALTERAÇÃO DO SALDO DE PREJUÍZO GLOSA NO APROVEITAMENTO A contagem do prazo legal de decadência para que o fisco altere o valor do saldo de prejuízo fiscal deve ter início no período em que o prejuízo fiscal foi apurado e não o período em que o prejuízo fiscal foi aproveitado na compensação com lucro líquido. DECADÊNCIA CONTAGEM DE PRAZO REALIZAÇÃO MÍNIMA DO LUCRO INFLACIONÁRIO APLICAÇÃO DA SUMULA N. 10 O prazo decadencial para constituição do crédito tributário relativo ao lucro inflacionário diferido é contado do período de apuração de sua efetiva realização ou do período em que, em face da legislação, deveria ter sido realizado, ainda que em percentuais mínimos. Na íntegra: (...) No que diz respeito à glosa do prejuízo fiscal, sustentou a recorrente que o prejuízo foi efetivamente apurado a maior em decorrência de erro no cálculo do seu valor em 1997, em função de ter sido a ele adicionado também o montante do prejuízo não operacional, adição essa que a recorrente reconhece ser vedada pelo disposto no artigo 511 do Regulamento do Imposto de Renda. Ocorre que essa adição não poderia ser questionada pela fiscalização em função do decurso do prazo decadencial. Com efeito, o valor do prejuízo fiscal, compensado a maior nos anos calendário de 2001 e 2002, foi apurado no ano calendário de 1997. Como o auto de infração foi lavrado em 07 de dezembro de 2005, já teria ocorrido a decadência do direito de o fisco revisar os valores em questão. (...)Tenho para mim que a razão está com a recorrente. Isso porque, a meu ver, a decadência é algo que atinge todo o conjunto de informações que compuseram a atividade do lançamento efetuado em determinado período e que consta nos livros e documentos que integram a escrituração fiscal da empresa. O período atingido pela decadência, portanto, toma imutáveis os lançamentos feitos nos livros fiscais, não podendo ser mais alterados, seja pelo fisco, seja pelo contribuinte. (...) Essa questão, aliás, não é nova na jurisprudência administrativa. Vários precedentes já foram apreciados e o entendimento desta Corte é no sentido sustentado pela recorrente. Assim, é firme a orientação jurisprudencial que a contagem do prazo decadencial deve ter início na data em que o prejuízo é apurado A partir dessa data, tem o fisco cinco anos Fl. 2424DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.09533.TZM4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.001383/200694 Resolução nº 1402000.180 S1C4T2 Fl. 10 9 para verificar os critérios utilizados na quantificação do valor do prejuízo e questionar a forma como ele foi apurado Passado esse prazo, o fisco não pode mais glosar o valor compensado. (Acórdão 10809.621, Relator João Francisco Bianco, DOU em 07.11.2008). RECURSO EX OFFICIO — DECADÊNCIA — EFEITOS — O alcance das regras de decadência previstas no CTN, não só obsta o direito de o Fisco constituir o crédito tributário de período já precluso, como também, o de alterar informações e valores registrados em livros contábeis e fiscais, já alcançados pela homologação tácita. Homologado o crédito, por já estar extinto o direito de lançar pelo decurso de prazo previsto no CITY; homologada está toda a atividade praticada pelo contribuinte, vale dizer, todo o conjunto de informações contábeis e fiscais que a orientaram.(Acórdão 10196.265, Relator Paulo Roberto Cortez, DOU em 06/03/2008). DECADÊNCIA AJUSTES NO PASSADO COM REPERCUSSÃO FUTURA DECADÊNCIA Glosar no presente os efeitos decorrentes de valores formados no passado só é possível se a objeção do fisco não comportar juízo de valor quanto ao fato verificado em período já atingido pela decadência. (Acórdão 10707.819, Relator designado Natanael Martins, DOU em 01.04.2005). IRPF REVISÃO DO PREJUÍZO FISCAL COMPENSAÇÃO A Fazenda Nacional tem o prazo de cinco anos para rever o prejuízo fiscal apurado e adequadamente declarado. Incabível a glosa da compensação do prejuízo que, oportunamente, não foi revisto pela autoridade competente. Preliminar acatada.(Acórdão 10246.305, Relatora Maria Goretti de Bulhões Carvalho, DOU em 10/09/2004). IRPF ALIENAÇÃO DE PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA CUSTO DE AQUISIÇÃO O custo de aquisição de participação societária alienada, constante da declaração anual de ajuste do exercício de 1992, tempestivamente apresentada, não é passível de contestação, presente a decadência, prevalecendo, se maior, sobre outro que venha a ser apurado pelo fisco. Na íntegra: (...)Tratase de lançamento de ofício do imposto de renda de pessoa física fundado em ganho de capital em alienação de participações societárias ocorridas em 1995, cua tributação foi diferida para as datas dos efetivos recebimentos dos valores, fls. 03. Fl. 2425DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.09533.TZM4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.001383/200694 Resolução nº 1402000.180 S1C4T2 Fl. 11 10 (...)No que respeita a custo de aquisição, presente a decadência, a fiscalização não poderia questionar valores de mercado constantes da DIRPF/92, como ressaltado pela autoridade recorrida. (Acórdão 10418.701, Relator Roberto William Gonçalves, DOU em 03/09/2002). CSLL BASE NEGATIVA AJUSTES NO PASSADO COM REPERCUSÃO FUTURA DECADÊNCIA Adicionar valores tidos como indedutíveis em um determinado período, provocando a diminuição do saldo de base negativa, embora resultando em efeitos futuros, na prática, eqüivale a efetuar um lançamento de ofício naquele período já atingido pela decadência. Vedação. Na íntegra: (...) No caso presente, o auto de infração foi lavrado em 24/06/99; portanto, em princípio, o último período passível de ser alcançado por lançamento de ofício seria o períodobase encerrado em 31/05/1994. Embora as exigências refiramse a fatos geradores a partir de outubro de 1994, tiveram origem em despesas indedutíveis de empresa incorporada, relatadas pelo fisco como falta de adição à base de cálculo da CSLL nos meses de fevereiro a novembro de 1993 de depósitos judiciais da COFINS, nos termos do art. 8º da Lei nº 8.541/92. A redução indevida, ou falta de adição ao lucro líquido, no dizer do fisco, não originou exigências tributárias nos períodos em que ocorridas, por ter a empresa, até setembro de 1994, saldo anterior de bases negativas da CSLL que foram aproveitadas de ofício. Sobre esse tema fatos que nascem ou se formam em um período e repercutem em períodos subseqüentes já expressei minha opinião em voto que proferi nesta Câmara que deu origem ao Acórdão 10706061. Lá como aqui, é preciso terse presente que adicionar valores tidos como indedutíveis em um determinado período, provocando a diminuição do saldo de base negativa, embora resultando em efeitos futuros, na prática, eqüivale a efetuar um lançamento de ofício naquele período já atingido pela decadência. Com efeito, a redução do resultado negativo de um período, ou o aumento do resultado positivo, pela adição de despesa, se vinculada à formação de juízo sobre a dedutibilidade ou não do dispêndio apropriado, inserindose, portanto, no campo do lançamento de ofício. (Acórdão 10706.572, Relator Luiz Martins Valero, DOU em 21/06/2002) Fl. 2426DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.09533.TZM4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.001383/200694 Resolução nº 1402000.180 S1C4T2 Fl. 12 11 DECADÊNCIA — ALTERAÇÃO DO SALDO DE PREJUÍZO — GLOSA NO APROVEITAMENTO — Existindo erro na apuração do prejuízo fiscal, o prazo legal da abrangência da decadência deve considerar o período em que o prejuízo fiscal foi apurado e não o período em que o prejuízo fiscal foi aproveitado na compensação com lucro líquido.(Acórdão 108 06.921, Relator José Henrique Longo, em 17/04/2002). DECADÊNCIA – IRPJ – PREJUÍZOS FISCAIS – GLOSA DE DESPESAS O direito de a Fazenda Pública constituir exigências tributárias relativas ao imposto de renda das pessoas jurídicas, extinguese após cinco anos da ocorrência do fato gerador, de acordo com o parágrafo 4º do artigo 150 do CTN. A glosa de despesas, ainda que implique apenas em redução de prejuízos fiscais, por comportar juízo de dedutibilidade, não provada a existência de fraude ou simulação, está impedida pelo decurso do prazo decadencial referido. Na íntegra: (...)Como já acenado, em todas as hipóteses acima consideradas há um elemento uniforme, qual seja, temse um fato pretérito que se integra aos resultados apurados nos exercícios seguintes. Vale dizer, a repercussão atual tem origem e representa a continuação dos fatos verificados no passado. Portanto, tais fatos devem ser examinados sob duas perspectivas: no passado, no tocante à formação; no futuro, no que tange às repercussões ficais decorrentes da efetiva apropriação. O trabalho fiscal, nesses casos, pode examinar a formação pretérita do fato, mas não deve extrair e atribuir repercussão fiscal aos exercícios já protegidos pela decadência. O possível ajuste na formação desse fato, neste contexto, deve repercutir no exercício subseqüente, vale dizer, no momento da sua efetiva apropriação. Há, assim, um perfeito equilíbrio, pois o lançamento de ofício não invade exercício já atingido pela preclusão administrativa, como também o fato não repercute no futuro com uma formação distorcida. (...) Essas premissas, como não poderia ser diferente, devem nortear o exame da compensação do prejuízo fiscal. Todavia, neste particular, é preciso terse presente que reduzir o valor do prejuízo apurado, mediante a impugnação de valores apropriados ao resultado do período de sua formação, na prática, eqüivale a efetuar um lançamento de ofício naquele exercício. Com efeito, a redução do prejuízo fiscal de um período, se vinculada à formação de juízo sobre a dedutibilidade ou não de um dispêndio lá apropriado, ou sobre a falta de tributação de uma receita ou ganho havido no período da sua formação, inserese, portanto, no campo do lançamento de ofício. (...) Submisso às premissas colocadas e para reforçar a coerência necessária, diferente seria o tratamento quando o Fl. 2427DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.09533.TZM4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.001383/200694 Resolução nº 1402000.180 S1C4T2 Fl. 13 12 fisco recalcular lucro inflacionário em períodos já atingidos pela decadência, constatando, em função da ação fiscal, que o contribuinte teria realizado valores menores que o mínimo exigido nesses períodos. Ocorrendo essa hipótese entendemos que deve o fisco considerar como se realizado fosse o mínimo exigido para esse período, evitandose assim a transferência da tributação suplementar não mais possível para períodos posteriores ainda não atingidos pela decadência. Ainda nesse ponto, mas agora analisando os reflexos na recomposição do lucro real dos períodos afetados pelo recalculo do lucro inflacionário passível de diferimento, tendo em vista as premissas já referidas, não podem ser aceitas as glosas efetuadas pela fiscalização no valor excluído do lucro real, a título de lucro inflacionário diferido, nos anos de 1991 e 1º semestre de 1992. Reduzir aquelas exclusões implicam na redução dos prejuízos fiscais apurados pela empresa naqueles períodos (=lançar, como visto), o que não é mais possível face ao decurso do prazo decadencial. (Acórdão nº : 10706.061, Relator Luiz Martins Valero, DOU em 28/03/2001) COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS EXERCÍCIOS DE 1989 E 1990 Incabível a glosa da compensação de prejuízo com o lucro real obtido em determinado exercício, quando o referido prejuízo, apurado na demonstração do lucro real, não tiver sido objeto de revisão por parte da autoridade lançadora no prazo decadencial. Recurso provido.(Acórdão 10318.623, Relator Cândido Rodrigues Neuber, em 14/05/1997). Em virtude da íntima relação de interdependência entre períodos de apuração, eventual glosa realizada pelo fisco poderá refletir na composição das bases em anos calendários anteriores já atingidos pela decadência, o que não pode ser admitido. Em que pesem as opiniões divergentes, é incabível dizer que a contagem do prazo decadencial para constituição do crédito tributário ocorre com compensação do saldo negativo ou do prejuízo fiscal e não com a sua apuração. Isso porque, tratamse de efeitos futuros continuados de ato pretérito. Não pode o Fisco alterar informações e valores da contabilidade já alcançados pela decadência e homologados tacitamente. A esse propósito, é necessário fazer constar que, a Câmara Superior de Recursos Fiscais, ao enfrentar a problemática da contagem do prazo decadencial de base negativa de CSLL (Acórdão 40105.873), muito embora tenha decidido que entre a formação da base de cálculo negativa e seu aproveitamento poderá transcorrer mais de cinco anos, sem que se possa alegar decadência do direito de constituir o crédito tributário, deixou consignado que assim seria, pois a fiscalização, na ocasião, não efetuou qualquer juízo de valor no tocante à formação do saldo de base de cálculo negativa, restringindose a refazer o histórico dos valores Fl. 2428DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.09533.TZM4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.001383/200694 Resolução nº 1402000.180 S1C4T2 Fl. 14 13 declarados pelo contribuinte e os cálculos inerentes à apuração do saldo a compensar nos anos seguintes. Reforçase com isso o entendimento que adoto para decidir que não é possível retroagir no tempo para, após cinco anos, alterar os lançamentos contábeis do sujeito passivo. É exatamente o caso dos autos. O saldo negativo de IRPJ e CSLL do ano calendário 2002 não foi integralmente reconhecido pela impossibilidade de se "validar" as compensações realizadas para pagamento dos débitos de IRPJ e CSLL estimativa do período, quitadas com crédito de saldo negativo de períodos anteriores, já alcançados pela decadência. Logo, uma vez que tais créditos não poderiam ser questionados face à homologação tácita e decadência, há de ser confirmada a totalidade do crédito pleiteado pela recorrente, com a consequente homologação das compensações efetuadas. Homologação tácita do saldo negativo de CSLL 2002 De outro giro, ainda que se considere que a contagem do prazo decadencial para constituição do crédito tributário ocorre com compensação do saldo negativo ou do prejuízo fiscal e não com a sua apuração, verificase que, ainda assim, ocorreu a homologação tácita da compensação relacionada ao saldo negativo de CSLL 2002, declarada no PER/DCOMP 17491.02987.190404.1.3.038704. Ora, o crédito de saldo negativo de CSLL do anocalendário 2002 foi requerido por meio do PER/DCOMP 17491.02987.190404.1.3.038704, transmitida em 19/04/2004 (fls. 309/314). Entretanto, a Recorrente só foi intimada do despacho decisório que não homologou referida compensação em 14/07/2009 (AR fl. 391verso), quando já decorrido o prazo de cinco anos para a homologação da compensação declarada (art. 74 da Lei nº. 9430/96). Assim, uma vez que a fiscalização tinha até o dia 18/04/2009 para apreciar a compensação formalizada pela Recorrente e não o fez, deve ser reconhecida a homologação tácita da compensação realizada, reconhecendose o crédito pleiteado no valor total de R$ 4.789.054,59 (débito compensado no valor de R$ 3.821.346,38). Do mérito Passo a analisar o mérito, considerando a hipótese de a maioria dos presentes superar a preliminar argüida pela Recorrente. Saldo Negativo de IRPJ 1999 No exame feito das compensações de IRPJ, a autoridade fiscal concluiu que o saldo negativo de IRPJ 1999 seria de R$ 3.042.258,61, não de R$ 16.400.209,99, como consta da DIPJ 2000, pelo fato de os registros dos sistemas DCTFGER, SINAL 08 e SIEFDIRF indicarem que os valores de antecipações e de IRRF que poderiam ser deduzidos do IRPJ devido seriam inferiores aos declarados: do total das antecipações declaradas como pagas, de R$ 18.279.296,10, o sistema de controle de pagamentos da RFB teria registro de apenas R$ Fl. 2429DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.09533.TZM4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.001383/200694 Resolução nº 1402000.180 S1C4T2 Fl. 15 14 10.269.906,94, e do IRRF retido declarado, de R$ 8.325.159,03, apenas para o valor de R$ 2.976.596,81 o interessado teria oferecido as respectivas receitas financeiras à tributação. Nesse passo, verificase, conforme diligência solicitada por este CARF nos autos do PA 11610.001857/200174 (fls. 2323/2325), que do total das antecipações declaradas como pagas, de R$ 18.279.296,10, apenas o montante já indicado, de R$ 10.269.906,94, foi comprovado. Entretanto, no que toca ao IRRF, declarado no valor de R$ 8.325.159,03, foram comprovados créditos para o anocalendário de 1999, no valor total de R$ 16.430.259,52. Assim, tendo em vista que, o imposto de renda de 15% e adicional devidos somavam R$ 10.204.245,14 e que, conforme apurado, o IRRF e o IR mensal pago por estimativa somavam R$ 26.700.166,46, a Recorrente apurou saldo negativo de IRPJ no valor total de R$ 16.495.921,32. Saldo Negativo de IRPJ 2000 No exame feito das compensações de IRPJ, a autoridade fiscal concluiu que o saldo negativo de IRPJ 2000, seria de R$ 14.320.237,10 (fls. 341 verso), valor representado pela soma das antecipações do Imposto de Renda no valor de R$ 9.536.793,29, com IRRF de R$ 7.687.159,23, deduzida do imposto devido no montante de R$ 2.903.715,42. O saldo negativo de IRPJ 2000 não foi totalmente homologado, vez que as antecipações do Imposto de Renda, no valor de R$ 9.536.793,29, não puderam ser comprovadas. Isso porque, compensadas com saldo negativo de 1999 – que havia sido reajustado – tendo sido aceito apenas o valor de R$ 3.042.258,61. Nos autos do PA 11610.001857/200174 foram discutidas as compensações de IRPJ estimativa do anocalendário de 2000, no total de R$ 9.536.793,29. Nessa ocasião, conforme acórdão nº. 110200.465, proferido pela 2ª Turma Ordinária da 1ª Câmara desta 1ª Seção de Julgamento (fls. 2335/2339), as autoridades fiscais confirmaram o recolhimento das estimativas e o IRRF de 1998 e 1999, bem assim como o pagamento a maior de IRPJ referente a 1997, o que, por conseqüência, ensejou a homologação total do saldo negativo de IRPJ 2000. Por tudo isso, considerando que a formação do saldo negativo em discussão foi analisada minuciosamente nos autos do PA 11610.001857/200174, tendo sido realizada, inclusive, a baixa dos autos para diligência e apuração da documentação contábil apresentada pela contribuinte, devem ser acatadas as conclusões do referido processo administrativo. Saldo Negativo de IRPJ 2001 O saldo negativo de IRPJ 2001 no valor de R$ 24.136.889,60, foi reduzido para o valor de R$ 14.181.787,84, tendo sido homologado apenas o valor de R$ 9.955.101,76. Tal redução corresponde à glosa de antecipações declaradas (no valor total de R$ 24.293.083,99), das quais apenas os montantes de R$ 10.111.296,15 (que corresponderia ao saldo negativo de IRPJ 2000 R$ 8.470.883,10 em valor atualizado) e de R$ 1.640.413,05 (deferido no PA 11610.001857/200174) foram admitidos. Fl. 2430DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.09533.TZM4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.001383/200694 Resolução nº 1402000.180 S1C4T2 Fl. 16 15 Noutras palavras, esses R$ 14.181.787,84 (= R$ 24.293.083,99 menos R$ 10.111.296,15) não reconhecidos, são referentes às antecipações de IRPJ estimativa de 2001, compostas por (i) R$ 684.132,36 relativos a DARF inexistente (IRPJ estimativa de Jan/01), (ii) por R$ 5.208.783,82 indeferidos no PA 11610.001857/200174, (iii) e R$ 8.288.871,66 de insuficiência do saldo negativo de anos anteriores. Consoante declarado em DCTF, para pagamento das antecipações no total de R$ 24.293.083,99, a Recorrente teria efetuado (i) pagamento em DARF, de R$ 684.132,36, (ii) compensações sem processo de R$ 18.400.167,81 e (iii) compensações no PA 11610.001857/200174, de R$ 6.849.196,87 (sendo R$ 1.640.413,05 deferidos, e R$ 5.208.783,82 indeferidos). A Recorrente esclarece que, de fato, não ocorreu o suposto pagamento declarado como realizado via DARF, no valor de R$ 684.132,36. Suscita a ocorrência de erro de preenchimento da DCTF, uma vez que tal pagamento teria sido realizado efetivamente via compensação com crédito de saldo negativo de IRPJ 1999. Acrescenta que todas as demais compensações sem processo (R$ 18.400.167,81) teriam sido regularmente efetuadas com saldos negativos de IRPJ de 1999 e 2000. Revela que com saldo negativo de IRPJ 1999 foi compensado o IRPJ devido por estimativa em janeiro/01 a maio/01 e julho/01 (fl. 1267) e, com saldo negativo de IRPJ 2000, foi compensado o IRPJ devido por estimativa em julho/01 e setembro/01 (fl. 1271). Nesse diapasão, tenho como certo que devem ser acolhidas as alegações de equívocos cometidos no preenchimento da DCTF quando devidamente comprovados, em virtude do princípio da verdade material, orientador do processo administrativo fiscal. Assim, considerando tudo quanto foi demonstrado pela Recorrente e considerando, conforme pontuado até aqui, que os saldos negativos de IRPJ de 1999 e 2000 foram confirmados, mostrandose suficientes para suportar as compensações realizadas em 2001, devem ser acatadas as alegações da Recorrente sobre a hipótese de erro de fato no preenchimento da DCTF. Por fim, quanto aos demais valores não reconhecidos, relacionados a saldos negativos de períodos anteriores (i) R$ 5.208.783,82 supostamente indeferidos nos autos do PA 11610.001857/200174 (saldo negativo IRPJ 2000), e (ii) R$ 8.288.871,66 de suposta insuficiência do saldo negativo de IRPJ 1999, vale notar, conforme exposto nos tópicos acima, que foi reconhecida sua saciedade e legitimidade. Logo, também devem ser reconhecidas as compensações realizadas com tais créditos para pagamento das antecipações de IRPJ estimativa do anocalendário 2001. Com efeito, deve ser confirmado o saldo negativo de IRPJ 2001 em sua integralidade. Saldo Negativo de IRPJ 2002 A Recorrente apurou um saldo negativo de IRPJ 2002 no montante de R$ 32.299.022,19, valor representado pela soma das antecipações do Imposto de Renda no valor de R$ 38.145.637,39, com IRRF de R$ 18.990.092,79, deduzida do imposto devido (R$ 24.836.707,99). Fl. 2431DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.09533.TZM4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.001383/200694 Resolução nº 1402000.180 S1C4T2 Fl. 17 16 A autoridade fiscal terminou por reduzir o saldo negativo de IRPJ 2002, de R$ 32.299.022,19 para R$ 5.676.064,37, uma vez que (i) do valor total das antecipações declaradas no ano (R$ 38.145.637,39), apenas o valor de R$ 10.782.452,65 (Saldo de 2001 atualizado como compensações sem processo) foi admitido, e (ii) haveria um valor deduzido a menor de IRRF pelo interessado, de R$ 740.226,92 (= R$ 19.730.319,71 existentes menos R$ 18.990.092,79 deduzidos pelo interessado). A não aceitação (de R$ 26.622.957,82) de parte das antecipações teria ocorrido porque (i) não constaria nos sistemas da RFB o pagamento do IRPJ estimativa de 12/2002, de R$ 5.592.206,43 (crédito referente a saldo negativo de IRPJ 2006), (ii) teria sido indeferido o valor de R$ 1.443.513,54 no PA 11610.001857/2001 74 (crédito referente a saldo negativo IRPJ 2000), (iii) teria havido insuficiência de créditos no montante de R$ 13.754.546,71 (= R$ 24.536.999,36 utilizados menos R$ 10.782.452,85 reconhecidos), referentes a saldo negativo de IRPJ 2001, utilizado em compensações sem processo; e, (iv) o interessado teria utilizado o valor de R$ 5.832.691,15 (= R$ 6.572.918,07 menos R$ 740.226,92 acima mencionados) de IRRF do ano (para pagamento de IRPJ estimativa de 09/2002), sem oferecer as correspondentes receitas financeiras à tributação. Primeiramente, importa notar que o crédito de saldo negativo de IRPJ 2006 no valor de R$ 5.592.206,43 foi pleiteado na DCOMP (fls. 447, 449 e 455) que, no entanto, não foi integralmente homologada, conforme despacho decisório no processo administrativo de crédito nº. 10880.962787/201151 (fls. 2312/2316). Nesse passo, tenhase em mente que, do crédito total pleiteado no valor de R$ 29.071.325,92, foi homologado o montante de R$ 28.986.140,87. Portanto, o débito compensado (de R$ 5.592.206,43) poderá ser quitado até o limite do crédito homologado. Quanto aos demais valores não reconhecidos, referentes a crédito de saldo negativo de períodos anteriores, tais também devem ser homologados, já que foram confirmados – conforme tópicos acima os saldos negativos de IRPJ dos anoscalendário 2000 e 2001. Por fim, no que toca ao valor de R$ 5.832.691,15 de IRRF, é necessário tecer alguns esclarecimentos. Com relação ao IRRF, a Recorrente apurou o montante de R$ 25.563.010,86 (no sistema DIRF da RFB consta R$ 25.818.865,99) enquanto que a fiscalização considerou apenas o montante de R$ 19.730.319,71, pois, conforme entendimento da fiscalização, a empresa não teria tributado a totalidade das receitas financeiras que geraram o IRRF. A Recorrente sustenta que a totalidade das receitas financeiras foram contabilizadas e tributadas e evidencia tal fato, segregando seus argumentos entre IRRF sobre aplicações financeiras de renda variável e renda fixa. IRRF – Renda Variável A Recorrente afirma que o IRRF (R$ 22.530.862,60) é decorrente do rendimento de operações de swap no valor total de R$ 112.654.313,23. Esclarece que na DIPJ do AC 2002 – Ficha 6, Linha 21 – constou o valor de R$ 87.094.048,02, uma vez que esse seria o valor líquido apurado (receitas despesas), conforme balancetes que apresenta. Fl. 2432DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.09533.TZM4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.001383/200694 Resolução nº 1402000.180 S1C4T2 Fl. 18 17 Reforçando a argumentação, a Recorrente apresenta novos documentos e esclarecimentos, detalhando a forma como foram contabilizadas as receitas financeiras de renda variável que geraram as retenções de IR efetuadas em setembro e novembro de 2002. IRRF – Renda fixa A Recorrente esclarece que os rendimentos obtidos em operações de renda fixa foram contabilizados e tributados em sua integralidade, conforme regime de competência; ou seja, efetuandose a retenção do IR no momento do resgate do título. Assim, como parte da receita financeira demonstrada nos informes de rendimento foi contabilizada e tributada em exercícios anteriores ao da retenção do IR, a fiscalização não teria identificado a contabilização da totalidade da receita financeira na DIPJ do AC 2002. Nesse passo, a Recorrente apresentou diversos documentos que comprovariam a efetiva contabilização, conforme regime de competência, de todas as receitas financeiras obtidas em operações de renda fixa. Portanto, para confirmação da legitimidade do IRRF sobre aplicações financeiras de renda fixa e variável, e, conseqüentemente, do valor glosado de R$ 5.832.691,15, devem ser cuidadosamente analisados os relatórios contábeis, razões, balancetes e demais documentos apresentados pela Recorrente (fls. 538/640, 642/690 e docs. 8 a 13 do recurso voluntário, fls. 1478/1585). Com efeito, nesse ponto, encaminho meu voto no sentido de baixar o processo em diligência para que a autoridade fiscal autuante analise os documentos anexados ao recurso voluntário, a fim de que se verifique se a totalidade das receitas financeiras de renda fixa e variável obtidas no anocalendário 2002 foi devidamente submetida à tributação, permitindo que o IRRF decorrente de tais rendimentos fosse considerado na formação do saldo negativo de IRPJ 2002. Confirmado o direito da Recorrente, o saldo negativo de IRPJ 2002 deverá ser homologado até o limite dos créditos reconhecidos. Saldo Negativo de CSLL 2002 Ainda que a maioria dos presentes não tenha reconhecido a homologação tácita das compensações de saldo negativo de CSLL 2002 declaradas no PER/DCOMP 17491.02987.190404.1.3.038704, parte do crédito pleiteado deve ser reconhecido. Como visto, o saldo negativo de CSLL 2002 (R$ 4.789.054,58), foi convertido em saldo positivo de R$ 5.005.808,88, em razão da glosa de parte das antecipações declaradas. Isso porque, só foram admitidos os pagamentos de antecipações de CSLL realizados via DARF (R$ 3.944.046,89), tendo sido indeferidas as compensações realizadas com saldos negativos de períodos anteriores: (i) saldo negativo de IRPJ 2000 (1.046.852,20), (ii) saldo negativo de IRPJ 2006 (2.013.194,31); e (iii) saldo negativo de CSLL 2001 (6.734.480,02). Nesse contexto, uma vez confirmado o direito creditório referente aos saldos negativos de IRPJ 2000 e 2006 – conforme exposto nos tópicos acima , devem ser, para logo, reconhecidas as compensações realizadas até o limite do direito creditório. Fl. 2433DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.09533.TZM4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.001383/200694 Resolução nº 1402000.180 S1C4T2 Fl. 19 18 As demais compensações de antecipações efetuadas no anocalendário 2002, com crédito de saldo negativo de CSLL 2001, serão homologadas na medida em que tais créditos sejam confirmados, conforme análise que passo a expor. Saldo Negativo de CSLL 2000 e 2001 Do saldo negativo de CSLL 2000 (R$ 2.382.156,60), apenas R$ 2.309.362,81 foram homologados. A diferença é decorrente do não reconhecimento do pagamento de CSLL estimativa dos meses de janeiro, abril, maio e junho, quitadas com crédito de saldo negativo de CSLL de 1998 e 1999, conforme documentos que anexa ao recurso voluntário (DCTF, planilhas de compensação, livros contábeis, etc). Assim, também nesse ponto, encaminho meu voto no sentido de converter o julgamento em diligência para que a autoridade fiscal analise os documentos anexados ao recurso voluntário, a fim de que se verifique a legitimidade das compensações efetuadas para pagamento de CSLL estimativa no anocalendário 2000 e, conseqüentemente, do saldo negativo de CSLL 2000. De outro giro, também em razão da falta de comprovação dos créditos de saldo negativo de períodos anteriores (a saber: saldo negativo de IRPJ 2000 e saldos negativos de CSLL 1997, 1999 e 2000) diversas compensações realizadas para pagamento de CSLL estimativa foram glosadas, ensejando a redução do saldo negativo de CSLL 2001 (de R$ 6.125.425,68, apenas R$ 2.309.362,81 foi homologado). Uma vez que já está comprovada a legitimidade do saldo negativo de IRPJ 2000 – conforme exposto nos tópicos acima , devem ser, para logo, reconhecidas as antecipações compensadas com referido crédito. Já as demais antecipações compensadas com crédito de saldo negativo de CSLL 1997, 1999 e 2000 , terão seu reconhecimento condicionado à análise dos documentos apresentados pela Recorrente e ao resultado da diligência que ora se propõe. Por tudo isso, proponho a conversão do julgamento em diligência à repartição de origem, para que analise os documentos apresentados com o recurso voluntário, verifique os saldos das bases negativas em face da decisão do processo anterior e das compensações homologadas, além do cômputo da renda relacionada com as retenções de fonte. O contribuinte deverá ser intimado acerca do resultado da diligência para, querendo, apresentar manifestação. Após isso, o resultado da diligência deverá ser encaminhado a esse Colegiado pelo Chefe da Repartição Preparadora. (assinado digitalmente) Carlos Pelá Relator Fl. 2434DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 18 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.09533.TZM4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por CARLOS PELA em 09/07/2013 15:44:06. Documento autenticado digitalmente por CARLOS PELA em 09/07/2013. Documento assinado digitalmente por: LEONARDO DE ANDRADE COUTO em 22/07/2013 e CARLOS PELA em 09/07/2013. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 04/05/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP04.0520.09533.TZM4 Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 9817531EB0670B544320560BA7E1322F7D60989F Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 16327.001383/2006-94. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
score : 1.0
Numero do processo: 14041.001535/2007-19
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do fato gerador: 07/12/2007
AUTO DE INFRAÇÃO.DESCUMPRIMENTO.OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. LANÇAMENTO. FATOS GERADORES. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. TÍTULOS
PRÓPRIOS.
Nascida a obrigação tributária de recolher contribuições sociais
previdenciárias, há a necessidade dos fatos geradores destas serem lançados mensalmente em títulos próprios da contabilidade, caso contrário, será lavrado Auto de Infração por esse descumprimento legal.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-000.548
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
dt_index_tdt : Sat Mar 26 09:00:04 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201105
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 07/12/2007 AUTO DE INFRAÇÃO.DESCUMPRIMENTO.OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. LANÇAMENTO. FATOS GERADORES. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. TÍTULOS PRÓPRIOS. Nascida a obrigação tributária de recolher contribuições sociais previdenciárias, há a necessidade dos fatos geradores destas serem lançados mensalmente em títulos próprios da contabilidade, caso contrário, será lavrado Auto de Infração por esse descumprimento legal. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 14041.001535/2007-19
anomes_publicacao_s : 201105
conteudo_id_s : 4873874
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 22 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-000.548
nome_arquivo_s : 2403000548_14041001535200719_201105.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 14041001535200719_4873874.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
id : 4741348
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 26 09:56:00 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728355848560836608
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1616; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 179 1 178 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 14041.001535/200719 Recurso nº 000.000 Voluntário Acórdão nº 2403000.548 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 11 de maio de 2011 Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA Recorrente CAIXA ECONÔMICA FEDERAL Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 07/12/2007 AUTO DE INFRAÇÃO.DESCUMPRIMENTO.OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. LANÇAMENTO. FATOS GERADORES. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. TÍTULOS PRÓPRIOS. Nascida a obrigação tributária de recolher contribuições sociais previdenciárias, há a necessidade dos fatos geradores destas serem lançados mensalmente em títulos próprios da contabilidade, caso contrário, será lavrado Auto de Infração por esse descumprimento legal. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente. Cid Marconi Gurgel de Souza Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 2 Fl. 2DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 14041.001535/200719 Acórdão n.º 2403000.548 S2C4T3 Fl. 180 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado às fls. 328/372 contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Brasília/DF (fls.313/325) que julgou PROCEDENTE o lançamento constante no auto de infração n° 37.058.7251, sendo aplicada a multa no valor R$ 11.951,21 (onze mil e novecentos e cinquenta e um reais e vinte e um centavos). Conforme Relatório Fiscal apresentado às fls. 27/33, a autuação corresponde à atitude da empresa em deixar de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos, conforme previsto na Lei nº. 8.212/91, art. 32, II, c/c com o art. 225, II e parágrafos 13 e 17 do Regulamento da Previdência Social aprovado pelo Dec. nº. 3.048/99. A fiscalização teve como objetivo analisar os valores pagos pela CEF à empresa SPIRIT INCENTIVO E FIDELIZAÇÃO LTDA, sob a forma de valores em espécie e pontos de fidelização, referentes a remuneração transferida a empregados da CEF por serviços prestados, a título de premiação, bonificação, fidelização e outros. Vale ressaltar, segundo o Relatório Fiscal, que os fatos geradores foram levantados através de técnicas de auditoria tais como testes de observância e substantivos, aplicadas aos documentos, arquivos, digitais, arquivos contábeis, folha de pagamento e outros, sendo realizada a circularização de informações junto a empregados da CEF, e empresas FENAE CORRETORA e GRUPO CAIXA. Insta salientar que foram analisados durante o procedimento de auditoria, os valores pagos internamente pela CEF aos seus empregados, bem como, os valores pagos aos funcionários da caixa pelas empresas supramencionadas. O dispositivo legal infringido é o previsto no inciso II dos Art. 32 da Lei 8.212/91 e inciso II e parágrafos 13 a 17 do Art. 225 do RPS, estando sujeita à aplicação das penalidades previstas no Art. 283, inciso II, “a”, e art.373 do RPS e arts.92 e 102 da Lei n 8.212/91. Desta autuação, a recorrente apresentou impugnação às fls. 251/288 alegando: A nulidade dos autos de infração por vício formal do procedimento fiscal, em virtude da inobservância aos procedimentos constantes da Instrução Normativa MPS/SRP nº.3, de 14 de julho de 2005, destacando : A nulidade do lançamento de débito prescindindose de individualização dos empregados e escorandose em dificuldades relativas à quantidade de registros e cerceamento de defesa; A titularidade dos pagamentos; Fl. 3DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 4 A inexistência de relação entre a autuada e a empresa SPIRIT INCENTIVO E FIDELIZAÇÃO LTDA; A extinção do crédito tributário – Decadência nos termos do art. 146, III da CF/88; Ademais, contestou sobre: As Campanhas de endo marketing (incentivo), fidelização, premiação e outros; destacando: Ausência de habitualidade, peridiocidade e certeza dos créditos. A premiação com pacotes de viagens e com pontuação no programa PAR de relacionamento; Mecânica de premiação A definição do fato gerador e das bases de cálculo das contribuições sociais, destacando: O enquadramento jurídico equivocado pelo auditor fiscal. O regulamento pessoal da CEF, no tocante a esclarecimentos quanto À vedação de receber benefícios de terceiros e de uso de materiais em atividades particulares. A atuação dos empregados da CEF; A necessária clareza quanto à natureza jurídica de parcelas concedidas por terceiros a empregados e a distinção entre remuneração, comissão, guelta e gorjeta. Esclarecimento necessário aos benefícios concedidos a pessoas físicas não empregadas para retribuir metas de produtividade. Do emprego da analogia no direito tributário brasileiro – impossibilidade de utilização no caso concreto; A correta natureza dos “prêmios” decorrentes das campanhas promovidas e seu tratamento tributário pelas disposições da Lei nº. 8.212/91; Por fim, requereu o reconhecimento da efetiva e completa INSUBSISTÊNCIA da autuação promovida ressaltando a descaracterização do fato gerador da obrigação, posto que não há não hipótese de incidência configurada, desta feita, alegando que a multa igualmente não poderá subsistir. Contudo, caso a douta autoridade fiscal não decida pela insubsistência do auto, solicitou a realização das diligências necessárias, consoante o art.18 do Dec. nº. 70.235/72. Instada a manifestarse acerca da impugnação, a 5ª Turma da DRJ/Brasília/DF proferiu acórdão (n° 03 24.422) nos seguintes termos: Fl. 4DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 14041.001535/200719 Acórdão n.º 2403000.548 S2C4T3 Fl. 181 5 ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 07/12/2007 OMISSÃO DE FATOS GERADORES NA CONTABILIDADE. Constitui infração deixar a empresa de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos. PRÊMIO. PRODUTIVIDADE. O pagamento de prêmio/plano de incentivo a segurados empregados tem natureza salarial, integrando o salário de contribuição, por não• estar contemplado nas exclusões arroladas no parágrafo 90 do artigo 28 da Lei n° 8.212/91 e alterações posteriores. PRÊMIOS. TERCEIROS. O pagamento de prêmio/plano de incentivo ao empregado por empresas que não se revistam da qualidade de empregador, mas com o consentimento deste, aproveitando a relação de emprego e as oportunidades daí advindas, integra o salário de contribuição. Lançamento Procedente Irresignada com a decisão supra, a recorrente interpôs recurso voluntário às fls. 328 a 372, onde preliminarmente, alegou a inexigibilidade de depósito prévio para a interposição do recurso administrativo tributário. Ademais, não trouxe nenhuma argumentação nova para o julgamento do pleito, mas tão somente ratificou todos os argumentos expendidos na impugnação. É o relatório. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 6 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. DA ADMISSIBILIDADE DO RECURSO VOLUNTÁRIO: O recurso voluntário foi interposto tempestivamente (fls328 a 372). Acontece que à época da discussão do crédito, exigiase do sujeito passivo que quisesse recorrer ao Contencioso Administrativo Federal o depósito de 30% (trinta por cento) equivalente ao crédito exigido. Considerando indevida a exigência, a recorrente suscitou a ilegalidade da exigência no boje de seu recurso voluntário, transcrevendo dispositivos constitucionais e julgados relativos ao caso. Sobre o assunto, cabe destacar que não mais se exige a comprovação do depósito recursal como requisito de admissibilidade para a discussão de matéria no âmbito administrativo, tendo sido este o entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal ao editar a Súmula Vinculante nº. 21, que passa a vincular a administração pública, nos termos do art.103A da Constituição Federal: Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Impendese ainda colacionar o teor do verbete sumular: Súmula Vinculante 21 É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. Fonte de Publicação: DJe nº 210, p. 1, em 10/11/2009. DOU de 10/11/2009, p. 1. Portanto, conheço a admissibilidade do presente recurso e passo a analisar as questões relevantes para a resolução da lide tributária. DO MÉRITO: I – DA INFRAÇÃO COMETIDA: I.1 – DA OBRIGATORIEDADE DO REGISTRO CONTÁBIL EM TÍTULOS PRÓPRIOS: Fl. 6DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 14041.001535/200719 Acórdão n.º 2403000.548 S2C4T3 Fl. 182 7 A recorrente foi autuada com base no art.32, II, da Lei n 8.212/91 e 225, II e parágrafos 13 a 17 do Regulamento da Previdência Social por lançar em títulos não próprios de sua contabilidade os fatos geradores relativos às contribuições sociais previdenciárias, in verbis: LEI N 8.212/91 Art. 32. A empresa é também obrigada a: (...) II lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos; DECRETO N 3.048/99 (RPS) Art.225. A empresa é também obrigada a: (...) II lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos; (...) § 13. Os lançamentos de que trata o inciso II do caput, devidamente escriturados nos livros Diário e Razão, serão exigidos pela fiscalização após noventa dias contados da ocorrência dos fatos geradores das contribuições, devendo, obrigatoriamente: I atender ao princípio contábil do regime de competência; e II registrar, em contas individualizadas, todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias de forma a identificar, clara e precisamente, as rubricas integrantes e não integrantes do saláriodecontribuição, bem como as contribuições descontadas do segurado, as da empresa e os totais recolhidos, por estabelecimento da empresa, por obra de construção civil e por tomador de serviços. § 14. A empresa deverá manter à disposição da fiscalização os códigos ou abreviaturas que identifiquem as respectivas rubricas utilizadas na elaboração da folha de pagamento, bem como os utilizados na escrituração contábil. § 15. A exigência prevista no inciso II do caput não desobriga a empresa do cumprimento das demais normas legais e regulamentares referentes à escrituração contábil. § 16. São desobrigadas de apresentação de escrituração contábil: Fl. 7DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 8 I o pequeno comerciante, nas condições estabelecidas pelo Decretolei nº 486, de 3 de março de 1969, e seu Regulamento; II a pessoa jurídica tributada com base no lucro presumido, de acordo com a legislação tributária federal, desde que mantenha a escrituração do Livro Caixa e Livro de Registro de Inventário; e; III a pessoa jurídica que optar pela inscrição no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, desde que mantenha escrituração do Livro Caixa e Livro de Registro de Inventário. §17. A empresa, agência ou sucursal estabelecida no exterior deverá apresentar os documentos comprobatórios do cumprimento das obrigações referidas neste artigo à sua congênere no Brasil, observada a solidariedade de que trata o art. 222. Pelo transcrito, percebese que a infração referese à obrigatoriedade do registro contábil dos fatos geradores das contribuições sociais previdenciárias em títulos próprios. Assim, pode ser que a empresa proceda ao registro dos fatos contábeis, mas que este ocorra em título diverso que não seja o correto. No caso em tela, a recorrente deixou de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos referente às remunerações pagas, devidas ou creditadas sob a forma prêmios, bonificações e comissões, utilizandose de crédito em conta corrente, cartões de créditos ou débitos ou pontos de fidelização para posterior resgate. Havendo essa remuneração, através de prêmios/bonificações, aos segurados empregados, nasce para a recorrente a obrigação de recolher contribuições sociais sobre tais pagamentos e registrar individualizadamente todos os fatos, conforme previsão do art.32, II, da Lei n 8.212/91 e art.225, II, parágrafos 13 a 17 do RPS. Não obstante a fiscalização não ter se manifestado acerca de conceitos contábeis que culmine na identificação do título próprio para o registro dos fatos geradores, impendese trazer a diferenciação entre conta patrimonial e conta resultado, tendo em vista que a análise desses dois tipos de registro contábil serem essenciais para a configuração do descumprimento legal. Vejamos: Conta contábil pode ser entendida como um depósito de onde retiramos e colocamos valores representativos das movimentações ocorridas numa determinada entidade. Os valores nelas registrados deverão observar estritamente aos Princípios Fundamentais de Contabilidade. Dentre esses, encontramos o princípio da competência, o qual prevê que as despesas devem ser registradas quando incorridas, mesmo que não pagas. As contas patrimoniais são aquelas utilizadas para o registro e controle dos ítens patrimoniais, ou seja, ativos e passivos, sendo representados pelos bens, direitos e obrigações. Já as contas de resultado aglutinam os valores movimentados numa empresa que influirão diretamente no resultado do exercício, isto é, são contas de despesas e receitas. Fl. 8DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 14041.001535/200719 Acórdão n.º 2403000.548 S2C4T3 Fl. 183 9 Diante do presente caso, não caberia o registro ser efetuado em qualquer título, como o fez a recorrente ao lançar o pagamento de segurados como despesas com marketing e propaganda O título próprio para esse lançamento, conforme conceito acima, seria nas contas de resultado, pois esta é apropriada para o registro da movimentação de receitas (recebimento de recursos financeiros) e despesas (gastos com os profissionais). Ainda a respeito da identificação correta dos títulos próprios, os incisos do § 13 do art.225 do Regulamento da Previdência Social prevêem que os lançamentos atendam ao Princípio Contábil do Regime de Competência e sejam registrados em contas individualizadas de modo que as rubricas das contribuições sejam identificadas melhor. Desse modo, percebese que a recorrente descumpriu preceito previsto na Lei n 8.212/91, bem com no Decreto n 3.048/99 (Regulamento da Previdência Social) por ter registrado em títulos não próprios de sua contabilidade (contas patrimoniais) os fatos geradores das contribuições sociais previdenciárias, motivo pelo qual deverá sujeitarse ao pagamento de multa nos moldes do art.92 e 102 da Lei n 8.212/91 e art.283, II, “a”: c/c 373 do RPS, in verbis: Regulamento Previdência Social Art. 283.Por infração a qualquer dispositivo das Leis nos 8.212 e 8.213, ambas de 1991, e 10.666, de 8 de maio de 2003, para a qual não haja penalidade expressamente cominada neste Regulamento, fica o responsável sujeito a multa variável de R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) a R$ 63.617,35 (sessenta e três mil, seiscentos e dezessete reais e trinta e cinco centavos), conforme a gravidade da infração, aplicandoselhe o disposto nos arts. 290 a 292, e de acordo com os seguintes valores: (...) II a partir de R$ 6.361,73 (seis mil trezentos e sessenta e um reais e setenta e três centavos) nas seguintes infrações: Nota: Valor atualizado para R$ 9.910,20 (nove mil novecentos e dez reais e vinte centavos), a partir de 1º de junho de 2003, por força do reajuste de 19,71% concedido aos benefícios da Previdência Social pelo Decreto nº 4.709, de 29/05/2003. a) deixar a empresa de lançar mensalmente, em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos; O Regulamento (Decreto n 3.048/99) cuidou ainda de tratar da atualização do valor cobrado, nos termos do art.373, in verbis: Art.373. Os valores expressos em moeda corrente referidos neste Regulamento, exceto aqueles referidos no art. 288, são reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da previdência social. Fl. 9DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 10 No mesmo sentido, a Lei nº 8.212/91 preleciona ainda em seu art. 92 que qualquer infração a dispositivo desta legislação, quando não esteja prevista expressamente, sujeitarseá a observância desse dispositivo. Então vejamos: Art. 92. A infração de qualquer dispositivo desta Lei para a qual não haja penalidade expressamente cominada sujeita o responsável, conforme a gravidade da infração, a multa variável de Cr$ 100.000,00 (cem mil cruzeiros) a Cr$ 10.000.000,00 (dez milhões de cruzeiros), conforme dispuser o regulamento. 24 Vale destacar que o artigo acima foi atualizado conforme indicativo nº 24, vejamos: 24 Valores atualizados pela Portaria MPAS nº 4.479, de 4.6.98, a partir de 1º de junho de 1998, para, respectivamente, R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) e R$ 63.617,35 (sessenta e três mil, seiscentos e dezessete reais e trinta e cinco centavos) Além disso, previu o art.102 que os valores desta legislação seriam reajustados nos mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. Art.102.Os valores expressos em moeda corrente nesta Lei serão reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. Contudo, conforme já demonstrado, percebo que a infração foi cometida, motivo pelo qual deverá a cobrança ser mantida e atualizada na forma do dispositivo acima. Por fim, não constatei a ocorrência de circunstancias agravantes, de modo que a multa a ser aplicada deverá ser o valor mínimo com base no art.292, I, do Regulamento da Previdência Social. CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 10DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 14041.001535/200719 Acórdão n.º 2403000.548 S2C4T3 Fl. 184 11 Fl. 11DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 11128.004308/2003-65
Data da sessão: Thu Sep 17 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Sun Jul 19 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS
Data do fato gerador: 05/12/2002
CLASSIFICAÇÃO FISCAL. PREPARAÇÕES DESTINADAS À ALIMENTAÇÃO ANIMAL.
Os produtos identificados pela análise laboratorial como preparações destinadas à alimentação animal, na forma como se apresentam, classificam-se no código 2309.90.90, conforme esclarecem as informações técnicas acostadas aos autos, e com base nas Notas Explicativas do Sistema Harmonizado.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3101-000.224
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Nome do relator: CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 26 09:00:04 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200909
ementa_s : CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 05/12/2002 CLASSIFICAÇÃO FISCAL. PREPARAÇÕES DESTINADAS À ALIMENTAÇÃO ANIMAL. Os produtos identificados pela análise laboratorial como preparações destinadas à alimentação animal, na forma como se apresentam, classificam-se no código 2309.90.90, conforme esclarecem as informações técnicas acostadas aos autos, e com base nas Notas Explicativas do Sistema Harmonizado. Recurso Voluntário Negado.
dt_publicacao_tdt : Sun Jul 19 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 11128.004308/2003-65
anomes_publicacao_s : 200907
conteudo_id_s : 6577786
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 21 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3101-000.224
nome_arquivo_s : 310100224_340315_11128004308200365_006.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
nome_arquivo_pdf_s : 11128004308200365_6577786.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Thu Sep 17 00:00:00 UTC 2009
id : 4639496
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 26 09:55:55 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728355848617459712
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-02-05T01:32:47Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-02-05T01:32:47Z; Last-Modified: 2010-02-05T01:32:47Z; dcterms:modified: 2010-02-05T01:32:47Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-02-05T01:32:47Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-02-05T01:32:47Z; meta:save-date: 2010-02-05T01:32:47Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-02-05T01:32:47Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-02-05T01:32:47Z; created: 2010-02-05T01:32:47Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2010-02-05T01:32:47Z; pdf:charsPerPage: 1340; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-02-05T01:32:47Z | Conteúdo => S3-C1T1 F1.113 N (‘'.:*k4 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS ,. # 'ffi,;'1 , TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 11128.004308/2003-65 Recurso n° 340.315 Voluntário Acórdão n° 3101-00.224 — ia Câmara / 1" Turma Ordinária Sessão de 17 de setembro de 2009 Matéria IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO Recorrente ROCHE VITAMINAS BRASIL LTDA. Recorrida DRJ- SÃO PAULO II/SP ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 05/12/2002 CLASSIFICAÇÃO FISCAL. PREPARAÇÕES DESTINADAS À ALIMENTAÇÃO ANIMAL. Os produtos identificados pela análise laboratorial como preparações destinadas à alimentação animal, na forma como se apresentam, classificam- se no código 2309.90.90, conforme esclarecem as informações técnicas acostadas aos autos, e com base nas Notas Explicativas do Sistema Harmonizado. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. ..,e_ g--477.verg1 jo~ HENRIQUE PINHEIR OR --,. RES - Presidente I q i 11 Í II ' :11 5 . 4 I I .:11 CORINTHO OLájEIRA MACHADO - Relator EDITADO EM: 30 de setembro de 2009 ; Participaram do pràente julgamento os Conselheiros Tarásio Campelo ItBorges, Corintho Oliveira Machado, iz Roberto Domingo, Vanessa Albuquerque Valente, Valdete Aparecida Marinheiro e Henrique Pinheiro Torres. cli ... 1 Relatório Adoto o relato do órgão julgador de primeiro grau até aquela fase, com as devidas adições: O importador, por meio da declaração de importação DI n° 02/1079232-3, de 05/12/02, importou nas adições 02 e 04 as mercadorias descritas respectivamente como "VITAMINA D3 (COLECALCIFEROL) ROVIMIX D3-500 USO: ANIMAL QUALIDADE: INDUSTRIAL APLICAÇÃO: ALIMENTAÇÃO ANIMAL REG. MA SP-03509 00296-3" e "VITAMINA B2 (RIBOFLAVINA) ROVIMIX B2 80 SD USO: ANIMAL QUALIDADE: INDUSTRIAL APLICAÇÃO: ANIMAL REG. MA SP-03509 00626-8", classificando nas NCM 2936.29.21 e 2936.23.10, com alíquotas de 0% de imposto de importação e 0% de imposto sobre produtos industrializados. Segundo a fiscalização, a classifkação fiscal correta para ambos os produtos é a NCM 2309.90.90, com alíquota do imposto de importação de 9,5%. Baseou-se a autuação nos Laudos Fucamp n° 0243.01 e n° 0243.02 de 12/12/2002, fls. 35 e seguintes. Através do Auto de Infração de fls. 01 a 48, cobraram-se as diferenças de imposto de importação, juros, multa de mora e multa pela classificação fiscal incorreta. Intimada do Auto de Infração em 02/09/2003 (fl. 51), a interessada apresentou impugnação e documentos em 30/09/2003, juntados às folhas 52 e seguintes, alegando em síntese: As NESH do capítulo 2309 excluem dessa posição as vitaminas apresentadas em um solvente ou estabilizadas por adição de agentes antioxidantes ou antiaglomerantes, por adsorção em um substrato ou por revestimento, por exemplo gelatina, ceras, matérias graxas (gordas), desde que a quantidade das substâncias acrescentadas não modifiquem o caráter de vitaminas e nem as tornem particularmente aptas para usos específicos de preferência à sua aplicação geral. Cita a Decisão COANA n°4 de 29/04/1999 e a Decisão COANA n°11 de 21/06/1999. Cita que tal entendimento foi adotado pelo Comitê da OMA e aprovado no Brasil pela IN SRF n° 99/99. Argumenta que as mercadorias devem classificar-se na posição 2936 de acordo com a lista de inclusões da NESH dessa posição. Não havendo reclassificação, também não há razão para a cobrança da multa pelo erro na classificação fiscal. A DRJ em SÃO PAULO II/SP julgou procedente o lançamento, alicerçando "\ seu entendimento de acordo com a ementa: Assunto: Classificação de Mercadorias 2 Processo n° 11128.004308/2003-65 S3-C1T1 Acórdão n.° 3101-00.224 Fl. 114 Data do fato gerador: 05/12/2002 Ementa: IDENTIFICAÇÃO DE MERCADORIA. CLASSIFICAÇÃO TARIFÁRIA. Os produtos identificados pela análise laboratorial como preparações destinadas à alimentação animal, na forma como se apresentam, classificam-se no código 2309.90.90, conforme esclarecem as informações técnicas acostadas aos autos, e com base nas Notas Explicativas do SH. Discordando da decisão de primeira instância, a interessada apresentou recurso voluntário, fls. 83 e seguintes onde reproduz os argumentos alinhavados em primeiro grau e aduz jurisprudência administrativa a seu favor e requer a improcedência da ação fiscal. A Repartição de origem, considerando a presença do recurso voluntário, encaminhou os presentes autos para apreciação do Conselho, fi. 111. É o Relatório. Voto Conselheiro CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Relator O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. Ab initio, cumpre dizer que as Decisões de consulta exaradas pela COANA (n° 4, de 29/04/1999 e n° 11, de 21/06/1999) são orientações da Administração Tributária que não servem para todos os contribuintes, e sim restritamente para os consulentes, que no caso vem a ser o SINDIRAÇÕES - Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal, ao qual a recorrente não se declarou filiada. Também não se tem notícia de que a recorrente tenha formulado consulta previamente ao auto de infração, daí porque essa argumentação não pode prosperar. Com respeito à classificação dos produtos importados, a fundamentação aposta pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento não merece reparos, inclusive o argumento trazido pela recorrente, relativo às exclusões da posição 2309, labora em desfavor dela mesma: As NESH do capitulo 2309 excluem dessa posição as vitaminas apresentadas em um solvente ou estabilizadas por adição de agentes antioxidantes ou antiaglomerantes, por adsorçéio em um substrato ou por revestimento, por exemplo gelatina, ceras, matérias graxas (gordas), desde que a quantidade das substâncias acrescentadas não modifiquem o caráter de vitaminas e nem as tornem particularmente aptas para usos específicos de preferência à sua aplicação geral. Ou seja, os laudos, fls. 36 e 41, estão a asseverar que as substâncias acrescentadas aos produtos importados modificaram o caráter de vitaminas e as tornaram particularmente aptas para usos específicos de preferência à sua aplicação '/7 3 geral, a saber, entrar na fabricação dos alimentos completos e alimentos complementares para nutrição animal. Dito isso, reproduzo o quanto dito pela decisão recorrente, a qual adoto como razões de fato e de direito: A classificação adotada pelo importador para o produto ROVIMIX D3-500 é a NCM 2936.29.21: "2936 Provitaminas e vitaminas, naturais ou reproduzidas por síntese (incluídos os concentrados naturais), bem como os seus derivados utilizados principalmente como vitaminas, misturados ou não entre si, mesmo em quaisquer soluções. 2936.29 Outras vitaminas e seus derivados 2936.29.21 Vitamina D3 (colecalciferol)" A classificação adotada pelo importador para o produto ROVIMIX B2 80 SD é a NCM 2936.23.10: "2936 Provitaminas e vitaminas, naturais ou reproduzidas por síntese (incluídos os concentrados naturais), bem como os seus derivados utilizados principalmente como vitaminas, misturados ou não entre si, mesmo em quaisquer soluções. 2936.23 Vitamina B2 e seus derivados 2936.23.10 Vitamina B2 (riboflavina)" A classificação indicada como correta para ambos os produtos é a NCM 2309.90.90: "2309 Preparações dos tipos utilizados na alimentação de animais 2309.90.90 Outras" As Notas Explicativas da posição 2936, posição pretendida pela interessada, estabelecem que nela se incluem: "As protovitaminas e as vitaminas, naturais ou reproduzidas por síntese, bem como os seus derivados utilizados principalmente como vitaminas. Os concentrados de vitaminas naturais (os de vitaminas A ou D, por exemplo)... As misturas entre si de vitaminas, de provitaminas ou de concentrados... Os produtos acima mencionados diluídos em qualquer solvente (oleato de etila, propan-1-2-dioil, etanodiol, óleos vegetais, por - exemplo)." Acrescentam, ainda, as referidas notas que: "os produtos da presente posição (2936) podem ser estabilizados para tomá-los aptos à conservação ou transporte: - por adição de agente antioxidante - por adição de agentes . antiaglomerantes (hidratos de carbono, por exemplo) 4 — Processo n0 11128.004308/2003-65 S3-C1T1 Acórdão n.° 3101-00.224 Fl. 115 - por revestimento com substâncias apropriadas (gelatinas, ceras, etc.) mesmo plastificadas , ou - por adsorção em substâncias apropriadas (ácido silícico, por exemplo) desde que a quantidade das substâncias acrescentadas ou os tratamentos a que são submetidos não sejam superiores aos necessários à sua conservação ou transporte, nem modifiquem o caráter do produto de base nem os tornem particularmente aptos para usos específicos de preferência à sua aplicação geral."(grifo meu) Deste modo, as Notas explicativas permitem a adsorção da vitamina em substâncias apropriadas, mas impõem certas condições, tais como essa adição não tornar o produto particularmente apto para usos específicos de preferência à sua aplicação geral, que se não observadas, excluem a vitamina da posição 2936. Produtos como os examinados, são suscetíveis de se classificarem em diversas posições, dependendo da finalidade para a qual foram preparados ou das substâncias adicionadas ou associadas com a(s) vitamina(s). Dentre as posições mais comuns e suscetíveis de englobar tais mercadorias citam-se a 2309, englobando as preparações destinadas à alimentação animal, a 2936, reservada pra as vitaminas ou misturas de vitaminas, a 3003 ou 3004, se o produto for comprovadamente um medicamento e a 3824, quando se tratar de uma preparação não compreendida nem especificada em outra posição. Os laudos da Funcamp informam que os demais produtos (além das vitaminas propriamente ditas) foram adicionados às vitaminas para um fim especifico, qual seja, o de tornar o composto uma preparação para entrar na composição de ração animal. Assim dispõem o laudo n° 0243.01 sobre o produto ROVIMIX D3-500, fl. 36: "A Matéria Protéica, o Amido, a Maltose e as Substâncias Inorgânicas à base de Fosfato encontrados na mercadoria não se tratam de antiaglomerante, impurezas, estabilizantes e nem de agentes antipoeira. - Matéria Protéica, o Amido, a Maltose e as Substâncias Inorgânicas à base de Fosfato são excipientes utilizados com a finalidade de facilitar o manuseio e a dosagem dessa Vitamina nas rações animais e proteger química e fisicamente a substância ativa (Vitamina D3) durante o processo de mistura com outros componentes, na formulação final a que se destina (pré-mistura ou ração animal), mantendo-se inalterada." De forma semelhante, dispõem o laudo n° 0243.02 sobre o produto ROVIMIX B2 80 SD, fl. 41: "O Polissacarídeo não se trata de impureza, estabilizante, antiaglomerante e nem de agente antipoeira. \ 5 O Polissacarídeo é um excipiente utilizado como aglutinante, e tem a função de proteger química e fisicamente a substância ativa Riboflavina (Vitamina B2), durante o processo de mistura com outros componentes, e de facilitar a dosagem da mesma de maneira uniforme nas formulações de rações." As Notas Explicativas da posição 2309 esclarecem que nela se incluem as preparações destinadas a entrar na fabricação dos alimentos completos e alimentos complementares para nutrição animal. Tais preparações, designadas comercialmente de pré- misturas, são geralmente compostos de caráter complexo que compreendem um conjunto de elementos (às vezes denominados aditivos), cuja natureza e proporções variam consoante a produção zootécnica a que se destinam. Esses elementos são de três espécies: "1) Os que favorecem a digestão e, de uma forma mais geral, à utilização dos alimentos pelo animal, defendendo o seu estado de saúde: vitaminas ou provitaminas (destaque meu), aminoácidos, antibióticos, coccidiostáticos, oligoelementos, emulsificantes, aromantes ou aperitivos, etc.; . 2) Os destinados a assegurar a conservação dos alimentos, especialmente as gorduras que contêm, até serem consumidos pelo animal: estabilizantes, antioxidantes, etc.; 3) os que desempenham a função de suporte e que podem consistir numa ou mais substâncias orgânicas nutritivas (destaquei) (especialmente farinhas de mandioca ou de soja, sêmeas, leveduras e diversos resíduos da indústria alimentar), ou em substâncias inorgânicas (por exemplo, magnesita, cré, caulin, cloreto de sódio e fosfatos)." Assim, segundo as Notas, uma preparação constituída da maneira como as que encontramos é suscetível de enquadrar-se como uma preparação destinada a entrar na fabricação dos alimentos "completos" ou "complementares" da alimentação animal, ainda mais que a própria impugnante admite que as mercadorias importadas em comento se destinam a compor ração animal. A especificidade de uso dessa mercadoria é critério essencial ao seu enquadramento tarifário, independentemente de seu conceito técnico. A Fiscalização definiu corretamente o enquadramento tarifário relativo aos produtos importados, restando, dessa forma, cabível o tributo lançado, em função de uma alíquota diretamente ligada a esse enquadramento. Posto isso, NEGO PROVIMENTO ao recurso voluntário, prejudicados os demais argumentos. 1 .1, !,, 1( lill IY Lr( --, CORINTHO OLIV RA MACHADO 1/ 6 s ,
score : 1.0
Numero do processo: 35067.002381/2007-56
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/02/2002 a 31/12/2006
INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO
Da decisão de primeira instância cabe recurso dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. Recurso protocolizado em prazo superior não será conhecido.
Recurso Voluntário não Conhecido
Numero da decisão: 2403-000.558
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos em não
conhecer do recurso por intempestividade.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
dt_index_tdt : Sat Mar 26 09:00:04 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201105
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2002 a 31/12/2006 INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO Da decisão de primeira instância cabe recurso dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. Recurso protocolizado em prazo superior não será conhecido. Recurso Voluntário não Conhecido
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 35067.002381/2007-56
anomes_publicacao_s : 201105
conteudo_id_s : 4908032
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 22 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-000.558
nome_arquivo_s : 2403000558_35067002381200756_201105.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
nome_arquivo_pdf_s : 35067002381200756_4908032.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos em não conhecer do recurso por intempestividade.
dt_sessao_tdt : Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
id : 4741357
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 26 09:56:01 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728355848642625536
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1328; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 491 1 490 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 35067.002381/200756 Recurso nº 000000 Voluntário Acórdão nº 240300.558 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 11 de maio de 2011 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente CONSTRUTORA EPURA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2002 a 31/12/2006 INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO Da decisão de primeira instância cabe recurso dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. Recurso protocolizado em prazo superior não será conhecido. Recurso Voluntário não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos em não conhecer do recurso por intempestividade. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente/Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/09/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA, Assinado digitalmente em 21/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento Rio de Janeiro I, Acórdão 1221.749 10ª Turma, que julgou a autuação procedente, no valor de R$ 2.390,26. Segundo o Relatório Fiscal da Infração, o contribuinte deixou de incluir em sua folha de pagamento as remunerações dos segurados empregados a seu serviço, quando do pagamento das seguintes rubricas: Salários da obra Mansões do Bosque Comissões sobre vendas Maria de Fátima Damacena Participação nos Lucros ou Resultados PLR Desta forma, infringiu o artigo 32, inciso I, da Lei 8.212/91, combinado com o artigo 225, inciso I, parágrafo 90 do Regulamento da Previdência Social RPS aprovado pelo Decreto 3.048/99. A infração, o dispositivo legal infringido, o dispositivo legal da multa aplicada e o valor da multa foram assim apresentados por ocasião do lançamento: DESCRIÇÃO SUMÁRIA DA INFRAÇÃO E DISPOSITIVO LEGAL INFRINGIDO Deixar a empresa de preparar folha(s) de pagamento(s) das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social INSS, conforme previsto na Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 32, I, combinado com o art. 225, I e parágrafo 9., do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99. Para as infrações ocorridas no período anterior a 06.05.99: Regulamento da Organização e do Custeio da Seguridade Social ROCSS, aprovado pelo Decreto n. 2.173, de 05.03.97, art. 47, I e parágrafo 4.; Regulamento da Organização e do Custeio da Seguridade Social ROCSS, aprovado pelo Decreto n. 612, de 21.07.92, art. 47, I e parágrafo 4.; Para órgão gestor de mãode obra, referente ao trabalhador portuário avulso: Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 32, I, combinado com o art. 225, I e parágrafos 10, 11 e 12, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99. DISPOSITIVO LEGAL DA MULTA APLICADA Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 92 e 102 e Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99, art. 283, I, "a e art. 373. DISPOSITIVOS LEGAIS DA GRADAÇÃO DA MULTA APLICADA Fl. 2DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/09/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA, Assinado digitalmente em 21/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 35067.002381/200756 Acórdão n.º 240300.558 S2C4T3 Fl. 492 3 Art. 292, inciso IV, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99. VALOR DA MULTA: R$ 2.390,26 . Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, onde alega, em síntese, que: • Nulidade da intimação da decisão • Tempestividade do recurso • Quando apresentada a defesa administrativa se indicou o advogado da recorrente e que toda e qualquer intimação no processo deveria para ele ser dirigida, já que investido dos poderes para tanto. • A intimação da decisão administrativa foi dirigida para a empresa. • A intimação perpetrada na pessoa da própria parte, para ato do advogado regularmente constituído para a finalidade, se apresenta viciada e sem efeito jurídico, somente se a considerando a partir do momento em que o profissional a veio receber, que ocorreu em 05 de janeiro de 2009, valendo lembrar do recesso no período de 20.12.08 a 06.01.09, quando os advogados tiram suas férias. • A intimação foi entregue na portaria do edifício onde se situa o escritório da empresa em período que se encontrava com suas atividades paralisadas, dada o recesso de final de ano da construção civil, somente a recebendo efetivamente em 29.12.2008 (sextafeira), o que mais uma vez reafirma o prazo recursal. • Julgamento de primeira instância não enfrentou todos pontos da impugnação. • Não se pode, na mesma fiscalização, se autuar o contribuinte, três vezes, por não inserção de pseudo funcionário em, já que atos idênticos e que autorizaria apenas uma autuação. • A multa por reincidência, se embasa em duas autuações ocorridas há mais de cinco anos da que ora se recorre, não podendo, assim, servir de parâmetro para configurar reincidência. É o Relatório. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/09/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA, Assinado digitalmente em 21/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator Conforme se verifica à folha 482, foi dada ciência do Acórdão em 19/12/2008. O Recurso Voluntário foi protocolizado na DRF Vitória em 27/01/2009, e consta do processo que é intempestivo. Recorrente alega que quando apresentada a defesa administrativa se indicou o advogado da recorrente e que toda e qualquer intimação no processo deveria para ele ser dirigida. Verificase no processo que a Intimação que dá ciência do Acórdão foi encaminhada por via postal com AR para o domicílio tributário confirmado pelo fisco, onde, inclusive foi recebida a notificação. É pacífica a jurisprudência desse Colegiado de que é válida a intimação por via postal feita no endereço do sujeito passivo, mesmo que recebida por pessoa que não seja seu representante legal. É o que se pode ver da redação do enunciado de súmula abaixo reproduzido. Súmula CARF Nº 9 É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário. Entendo ser intempestivo o Recurso. CONCLUSÃO À vista do exposto, voto por NÃO CONHECER O RECURSO POR INTEMPESTIVIDADE. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 4DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/09/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA, Assinado digitalmente em 21/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 35067.002381/200756 Acórdão n.º 240300.558 S2C4T3 Fl. 493 5 Fl. 5DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/09/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA, Assinado digitalmente em 21/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 17546.000654/2007-53
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/07/1996 a 31/12/1996
PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA.
Ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado. As edições da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , “a ” determinaram que são inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da
Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.
Recurso voluntário provido.
Numero da decisão: 2403-000.604
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso, face à aplicação da decadência total do crédito tributário, por quaisquer dos critérios adotados no CTN, ora o art. 150, § 4º, CTN, ora o art. 173, I, CTN.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: IVANCIR JÚLIO DE SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
dt_index_tdt : Sat Mar 26 09:00:04 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201106
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/1996 a 31/12/1996 PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. Ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado. As edições da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , “a ” determinaram que são inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Recurso voluntário provido.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 17546.000654/2007-53
anomes_publicacao_s : 201106
conteudo_id_s : 4905904
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 24 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-000.604
nome_arquivo_s : 2403000604_17546000654200753_201106.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : IVANCIR JÚLIO DE SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 17546000654200753_4905904.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, face à aplicação da decadência total do crédito tributário, por quaisquer dos critérios adotados no CTN, ora o art. 150, § 4º, CTN, ora o art. 173, I, CTN.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
id : 4742359
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 26 09:56:04 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728355848645771264
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2036; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 610 1 609 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 17546.000654/200753 Recurso nº 160.508 Voluntário Acórdão nº 240300.604 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 08 de junho de 2011 Matéria LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente CEBRACE CRISTAL PLANO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/1996 a 31/12/1996 PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. Ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado. As edições da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , “a ” determinaram que são inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Recurso voluntário provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, face à aplicação da decadência total do crédito tributário, por quaisquer dos critérios adotados no CTN, ora o art. 150, § 4º, CTN, ora o art. 173, I, CTN. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Ivacir Júlio de Souza Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto , Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Jhonatas Ribeiro da Silva ( Suplente). Ausente o Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza. Relatório Fl. 767DF CARF MF Emitido em 21/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 20/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 20/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI 2 Conforme Relatório Fiscal (fls. 35/40), tratase o presente de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD, cadastrada sob o DEBCAD n° 37.062.4793, lavrada para efeito de constituição do crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social, em decorrência da responsabilidade solidária, em face aos serviços tomados da empresa Masstin Engenharia e Instalações Ltda., os quais foram prestados mediante cessão de mãode obra, nas competências de 07/1996 a 12/1996. Consta, ainda, desse Relatório, que o contribuinte não apresentou GRPS específicas, bem como as respectivas notas fiscais e o correspondente Contrato de Prestação de Serviços, o que culminou na lavratura de Auto de Infração. E que, por conseguinte, serviram de base para o lançamento os seus Livros Diário, quando, então, tomouse como base de cálculos (saláriodecontribuição) 40 % (quarenta por cento) dos valores lançados, relativos à essas notas fiscais. DA IMPUGNAÇÃO Inconformado com o procedimento fiscal, o sujeito passivo impugnou o lançamento por meio do expediente protocolado sob n° 35403.000032/200731 (fls. 42/88), onde, em síntese, alega que: o lançamento se verificou através de presunção, uma vez que fiscalização não se baseou em fatos concretos para lavrar a presente NFLD; o Sr. Fiscal adotou procedimento simplório, sem qualquer constatação ou comprovação da contrafação dos serviços; houve a constituição de crédito contra a impugnante, sem sequer procurar saber se os devedores principais efetuaram os pagamentos, ou seja, sem promover a notificação dessas empresas; o princípio da motivação não restou observado, uma vez que o Auditor Fiscal não trouxe para os autos qualquer elemento que pudesse comprovar a falta de recolhimento das contribuições exigidas; tendo em vista os princípios contidos no art. 37 da Constituição Federal, cabia ao Fisco promover diligência necessária a apurar o efetivo montante do tributo que entendeu devido, conforme exige o art. 142 do Código Tributário Nacional CTN; o agente fiscal pouco se importou com a hipótese de estar cobrando tributo já devidamente quitado; considerando que o tributo ora cobrado está sujeito ao lançamento por homologação, temse que o presente se subsume à regra do art. 150, § 4° do CTN; o lançamento há de ser declarado nulo, uma vez que já decai o direito do fisco constituir crédito referente a fatos geradores ocorridos anteriormente ao exercício de 2001; a empresa Masstin Engenharia e Instalações Lida não possui um débito sequer, conforme documentos que junta; não pode o fisco escolher, ao seu bel prazer, o sujeito que figurará no pólo passivo da obrigação tributária; Fl. 768DF CARF MF Emitido em 21/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 20/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 20/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI Processo nº 17546.000654/200753 Acórdão n.º 240300.604 S2C4T3 Fl. 611 3 inexiste nos autos qualquer comprovação quanto a suposta existência da obrigação tributária, tão pouco prova de que o devedor principal não teria quitado o crédito exigido; e caso se faça necessário, a impugnante protesta pela juntada oportuna dos referidos documentos. Junta documentos (fls. 106 a 109). A empresa prestadora dos serviços Masstin Engenharia e Instalações Ltda. embora tenha sido oportuna e devidamente notificada do lançamento (fls. 41), deixou de apresentar impugnação. DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar as alegações que fizera a impugnante, a 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campinas ( SP) DRJ/CPS, em 20 de agosto de 2007, exarou sentença mediante o Acórdão n° 0518978, mantendo o lançamento. DO RECURSO VOLUNTÁRIO Irresignada com a decisão a quo, a recorrente interpôs Recurso Voluntário onde reiterou as alegações que fizera em sede de impugnação. Fl. 769DF CARF MF Emitido em 21/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 20/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 20/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI 4 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fls.608, o recurso é tempestivo e reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DA PRELIMINAR DE DECADÊNCIA Tomandose como certo o entendimento de que ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado, em preliminar, quedome a observar hipótese decadencial face a edição da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal – STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , “a ”: SÚMULA VINCULANTE DO STF N° 8 “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. A súmula n° 8 passou a produzir efeitos a partir de 20 de junho de 2008, conforme ata da vigésima segunda sessão plenária do STF, do dia 12.06.2008, cuja íntegra do debate foi publicado no Diário de Justiça do dia 11.09.2008. O material está no site do tribunal. Consolidando o sumulado, se observa a Lei complementar n° 128, de 19 de dezembro de 2008, artigo 13, I, “a ” : “ Lei Complementar n°128, de 19 de dezembro de 2008 (...) Art. 13. Ficam revogados: I – a partir da data de publicação desta Lei Complementar: a) os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24 de julho de 1991” DOS EFEITOS DA MODULAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 45 DA LEI N° 8.212/91. Mesmo diante de certa obviedade, é relevante destacar e observar que consoante voto do Ministro Gilmar Mendes, a inconstitucionalidade do artigo 45 impede o Fisco de exigir pagamentos fora dos prazos de decadência e prescrição revistos no CTN e impõe retroagir, para todos os efeitos, menos para restituição de indébito, tãosomente dos créditos pendentes de pagamento das contribuições da Seguridade Social, constituindo pois, tal ato, em regra específica para este tributo: Fl. 770DF CARF MF Emitido em 21/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 20/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 20/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI Processo nº 17546.000654/200753 Acórdão n.º 240300.604 S2C4T3 Fl. 612 5 "Na espécie, a declaração de inconstitucionalidade dos arts. 45 46 da lei n° 8.212/1991 pode acarretar grande insegurança jurídica quanto aos valores pagos fora dos prazos qüinqüenais previstos no CTN e que não foram contestados administrativa ou judicialmente. Diante desses pressupostos, pondero a esta Corte a conveniência de modular os efeitos da mencionada declaração de constitucionalidade, de modo a afastar a possibilidade de repetição de indébito de valores recolhidos nestas condições, com exceção das ações propostas antes da conclusão deste julgamento. Nesse sentido, o Fisco resta impedido de exigir fora dos prazos de decadência e prescrição revistos no CTN as contribuições da Seguridade Social. No entanto, os valores já recolhidos nestas condições, seja administrativamente, seja por execução fiscal, não devem ser devolvidos ao contribuinte, salvo se pleiteada a repetição ou compensação de indébito, judicial ou administrativamente, antes da conclusão do julgamento, em 11.6.2008. Em outras palavras, créditos pendentes de pagamento não podem ser cobrados, em nenhuma hipótese, após o lapso temporal qüinqüenal. Por outro lado, créditos pagos antes de 11.6.2008 só podem ser restituídos, compensados ou de qualquer forma aproveitados, caso o contribuinte tenha assim pleiteado até ou seja, consideramse insuscetíveis de restituição os recolhimentos efetuados nos prazos previstos nos arts. 45 e 46 da Lei n° 8.212/1991 e não impugnados antes da conclusão deste julgamento. Ante o exposto, voto pelo desprovimento do recurso extraordinário, declarando a inconstitucionalidade do parágrafo único do art. 5° do DL n° 1.569/1977 e dos arts. 45 e 46 da Lei n° 8.212/1991, com modulação para atribuir eficácia ex nunc apenas em relação aos recolhimentos efetuados antes de 11.6.2008 e não impugnados até a mesma data, seja pela via judicial, seja pela administrativa. É como voto." A declaração da inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n° 8.212/91 resulta, no caso presente, na compulsória extinção do crédito previdenciário conforme os prazos estabelecidos no CTN. Conforme Relatório Fiscal de fls. 35/40, o período da ocorrência da infração foi definido pelas competências 07/1996 a 12/1996, e a empresa fora notificada em 21/12/2006( fls. 01). Assim, por qualquer dos critérios, quer seja na forma do artigo 150, §4° do CTN ou do preceituado no artigo 173, I, do mesmo diploma legal, o crédito lançado pela fiscalização através do Auto de Infração n°37.062.4793, encontrase totalmente fulminado pelo instituto da decadência. Fl. 771DF CARF MF Emitido em 21/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 20/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 20/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI 6 CONCLUSÃO Por tudo que foi exposto, conheço do recurso para reconhecendo a decadência do lançamento lavrado pela Notificação de Lançamento de Débitos n°37.062.479 3, por quaisquer que seja o critério preceituado no Código Tributário Nacional – CTN, tanto pelo artigo 150, § 4°, quanto pelo artigo 173, I, do mesmo diploma, determinar extintos o total dos créditos compreendidos no período definido pelas competências 07/1996 a 12/1996. É como voto. Ivacir Júlio de Souza Fl. 772DF CARF MF Emitido em 21/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 20/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 20/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 11040.721569/2011-13
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 06 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1402-000.147
Decisão: Por unanimidade de votos, resolvem sobrestar o julgamento nos termos do § 1º, do art. 62-A, do Anexo II, da Portaria MF nº 256/2009; que aprovou o Regimento Interno do CARF, até pronunciamento definitivo do STF sobre o tema.
Nome do relator: CARLOS PELÁ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 26 09:00:04 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201211
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
numero_processo_s : 11040.721569/2011-13
conteudo_id_s : 6577672
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 21 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 1402-000.147
nome_arquivo_s : Decisao_11040721569201113.pdf
nome_relator_s : CARLOS PELÁ
nome_arquivo_pdf_s : 11040721569201113_6577672.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Por unanimidade de votos, resolvem sobrestar o julgamento nos termos do § 1º, do art. 62-A, do Anexo II, da Portaria MF nº 256/2009; que aprovou o Regimento Interno do CARF, até pronunciamento definitivo do STF sobre o tema.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 06 00:00:00 UTC 2012
id : 9241748
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 26 09:56:12 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728355848653111296
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1351; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T2 Fl. 2 1 1 S1C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11040.721569/201113 Recurso nº Voluntário Resolução nº 1402000.147 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 06 de novembro de 2012 Assunto SOBRESTAMENTO Recorrente MARCONDES JESUS LEIRIA DE OLIVEIRA ME Recorrida 1ª TURMA DA DRJ/POA Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Por unanimidade de votos, resolvem sobrestar o julgamento nos termos do § 1º, do art. 62A, do Anexo II, da Portaria MF nº 256/2009; que aprovou o Regimento Interno do CARF, até pronunciamento definitivo do STF sobre o tema.. (assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto Presidente (assinada digitalmente) Carlos Pelá – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Leonardo de Andrade Couto. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 10 40 .7 21 56 9/ 20 11 -1 3 Fl. 487DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.09459.DL2N. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11040.721569/201113 Resolução nº 1402000.147 S1C4T2 Fl. 3 2 Relatório Tratase de autos de infração de IRPJ Simples, CSLLSimples, PISSimples, COFINSSimples, INSSSimples (fls. 2/56) e de IRPJ, CSLL, pIS e COFINS, calculados pela sistemática do Lucro Arbitrado (fls. 208/248), lavrados em razão da suposta omissão de receita, apurada pelas autoridades fiscais a partir do confronto entre os valores das receitas registrados nos Livros Registros de Apuração do ICMS e os valores das receitas informadas na Declaração Simplificada na Pessoa Jurídica – SIMPLES, período de 01/01/2007 a 30/06/2007, e na DIPJ – Lucro presumido ou DCTF e DACON (para o PIS e Cofins), períodos de apuração 01/07/2007 a 31/12/2008. O Contribuinte atua no transporte rodoviário de cargas, tendo apresentado no primeiro semestre de 2007, declaração simplificada pelo SIMPLES. Nos 2º e 3º trimestres de 2007 e 1º a 4º trimestres de 2008 apresentou a DIPJ com base no lucro presumido. Além da omissão de receita apurada no período de janeiro de 2007 a dezembro de 2008, na sistemática do SIMPLES, foram apuradas insuficiências nos recolhimentos de tributos nos mesmos períodos, em decorrência da alteração dos percentuais aplicáveis sobre a receita bruta acumulada por conta da adição da receita omitida à declarada. Nos 3º e 4º trimestres de 2007 e nos 1º, 2º, 3º e 4º trimestres de 2008 , em razão da falta de escrituração no Livro Caixa da movimentação financeira, inclusive da bancária, e também, não tendo apresentado a escrituração comercial e fiscal, a Fiscalização, arbitrou o lucro, tomando por base a receita bruta. Em virtude da omissão de receita apurada, foi aplicada multa qualificada de 150%, conforme art. 44, inciso I, e § 1º, da Lei nº 9.430/96 e realizada a Representação Fiscal para Fins Penais (processo nº. 11040.721572/201137). No caso da insuficiência de recolhimento, foi aplicada multa de 75%, prevista no inciso I, do art. 44 da Lei nº 9.430/96. O Contribuinte apresentou impugnação (fls. 298/337) e documentos (fls. 338/402), trazendo, em síntese, os seguintes argumentos: (i) Alega que nos anos de 2007 e 2008 não possuía frota própria de caminhões, sendo necessário a contratação de veículos de terceiros. Desse modo, repassava 80% do valor cobrado pelos fretes. Portanto, somente podem ser considerados como base de cálculo, 20% dos valores recebidos pelos serviços de frete, ou seja, somente 20% de fato representa o faturamento. No caso, é inconcebível considerar os valores repassados a terceiros, que apenas transitaram pela contabilidade (mera entrada de numerário), como integrantes das bases de cálculo para os tributos; (ii) A impossibilidade de o ICMS ser incluído na base de cálculo do PIS e da COFINS; (iii) A inconstitucionalidade da majoração da base de cálculo do PIS e da COFINS determinada pela Lei nº 9.718/98; (iv) A multa no percentual de 150% não pode exigida, eis que em momento algum houve a intenção de omitir, muito menos de forma dolosa, a sua documentação fiscal. Além disso, a multa de 150% possui caráter confiscatório, sendo desproporcional, irrazoável e ilegal; e (v) Requer a produção de prova técnica contábil para que seja demonstrado que as bases de cálculo dos tributos apurados pela Fiscalização não levaram em com conta o real faturamento. Indica o perito. A 1ª Turma da DRJ/POA julgou o lançamento procedente (fls. 413/428), nos termos da ementa a seguir reproduzida: Fl. 488DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.09459.DL2N. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11040.721569/201113 Resolução nº 1402000.147 S1C4T2 Fl. 4 3 ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Data do fato gerador: 31/01/2007, 28/02/2007, 31/03/2007, 30/04/2007, 31/05/2007, 30/06/2007 SIMPLES. RECEITA BRUTA. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE DE CARGAS Na prestação de serviços de transporte de cargas, quando os serviços de transportes são realizados por conta e exclusiva responsabilidade da transportadora, recebendo os valores dos fretes, inclusive aqueles efetuados por terceiros, a totalidade dos recebimentos decorrentes dessas operações integra a receita bruta para fins de determinação da base de cálculo do SIMPLES, não tendo amparo legal a exclusão dos valores repassados a terceiros pelos fretes subcontratados. SIMPLES. OMISSÃO DE RECEITA As diferenças existente entre as receitas registradas nos Livros Registros de Apuração do ICMS e as receitas informados na Declaração Simplificada na Pessoa Jurídica SIMPLES, constitui omissão de receita passível de tributação. SIMPLES. INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO É cabível a exigência das diferenças de imposto e contribuições recolhidas a menor, em decorrência da alteração dos percentuais aplicáveis sobre a receita bruta acumulada por conta da adição da receita omitida à declarada. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Data do fato gerador: 30/09/2007, 31/12/2007, 31/03/2008, 30/06/2008, 30/09/2008, 31/12/2008 LUCRO ARBITRADO. RECEITA BRUTA. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE DE CARGAS. Na prestação de serviços de transporte de cargas, quando os serviços de transporte são realizados por conta e exclusiva responsabilidade da transportadora, recebendo os valores dos fretes, inclusive aqueles efetuados por terceiros, a totalidade dos recebimentos decorrentes dessas cálculo do lucro arbitrado, não tendo amparo legal a exclusão dos valores repassados a terceiros pelos fretes subcontratados. LUCRO ARBITRADO. OMISSÃO DE RECEITA. As diferenças existente entre as receitas registradas nos Livros Registros de Apuração do ICMS e as receitas informados na Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica e nas DCTF, constitui omissão de receita passível de tributação. Fl. 489DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.09459.DL2N. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11040.721569/201113 Resolução nº 1402000.147 S1C4T2 Fl. 5 4 LANÇAMENTOS DECORRENTES. PIS/PASEP. COFINS. CSLL. INSS. A solução dada ao litígio principal, relativo ao IRPJ, aplicase, no que couber, aos lançamentos decorrentes, quando não houver fatos ou argumentos a ensejar decisão diversa. BASE DE CÁLCULO. PIS/PASEP. COFINS. As contribuições para o PIS e para a COFINS devem ser calculadas com base na receita bruta, assim entendida a receita bruta da pessoa jurídica, sendo irrelevante o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2007, 2008 PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. DISCUSSÃO. Incabível na esfera administrativa a discussão de que uma determinada norma legal não é aplicável por ferir princípios constitucionais, pois essa competência é atribuída exclusivamente ao Poder Judiciário, na forma dos artigos 97 e 102 da Constituição Federal. RECEITA TRIBUTADA A MENOR. CONDUTA REITERADA. CABIMENTO DA MULTA AGRAVADA PARA 150%. A conduta do Contribuinte de oferecer à tributação receitas inferiores as realmente auferidas, reiteradamente, apurando e recolhendo imposto de renda e contribuições a menor, denota o elemento subjetivo da prática dolosa, justificando o agravamento da multa para 150%. Irresignada, a contribuinte apresentou recurso voluntário (fls. 438/477), sustentando, preliminarmente, o cerceamento de defesa em razão do indeferimento do pedido de perícia e, no mérito, repisa os argumentos de sua peça impugnatória. É o Relatório. Voto O recurso voluntário atende a todos os pressupostos de admissibilidade. Deve, pois, ser conhecido. De plano, cumpre destacar que o recurso voluntário, assim como a impugnação interposta pela contribuinte é parcial, haja vista não apresentar qualquer contestação expressa às infrações que lhe foram imputadas pela fiscalização dando origem aos lançamentos de IRPJ, CSLL, PIS e COFINS calculados de acordo com a sistemática do Simples Nacional ou do Lucro arbitrado. A Recorrente contesta, tão somente, a aplicação da multa qualificada de 150% e as bases de cálculo utilizadas pela fiscalização, atacando o conceito de receita bruta adotado para apuração do imposto de renda e das contribuições. Fl. 490DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.09459.DL2N. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11040.721569/201113 Resolução nº 1402000.147 S1C4T2 Fl. 6 5 Assim, a omissão de um item no recurso voluntário e na impugnação da contribuinte, por si só caracteriza a concordância do sujeito passivo relativamente à parte não contestada, ensejando a aplicação do art. 17 do Decreto nº. 70.235/1972, que rege o Processo Administrativo Fiscal. Dito isso, passo a analisar a preliminar argüida pela Recorrente. Inicialmente, no que tange à preliminar de cerceamento de direito de defesa alegada pelo contribuinte, entendo descabida. Do exame dos autos, especialmente da decisão a quo, é possível verificar que as instâncias anteriores consideraram os documentos e alegações apresentadas pelo contribuinte, muito embora tenha entendido pela desnecessidade de perícia. Nesse contexto, não é demais frisar que a autoridade julgadora pode apreciar livremente as provas apresentadas conforme sua convicção e juízo, determinando a realização de diligência ou perícia quando entender imprescindíveis ao deslinde da controvérsia, o que não acontece no caso concreto. Passo à análise do mérito. Não merece reparo a decisão recorrida. O Contribuinte sustenta que somente 20% dos valores recebidos a título de fretes representa faturamento, pois repassa o restante para terceiros que prestam o serviço de transporte de cargas em seus veículos. Assim, os valores repassados a terceiros, não poderiam integrar a base de cálculo dos tributos lançados. Ora, não há previsão legal que permita, nas sistemáticas do Simples, do Lucro Arbitrado ou do Lucro Presumido, para que os valores repassados a terceiros a título de fretes possa ser deduzido da receita bruta. Tanto no Simples, como no Lucro arbitrado e no Lucro presumido, a apuração do Imposto de Renda é baseada na receita bruta auferida, como pontuado pela decisão recorrida. Com efeito, uma vez que o Contribuinte optou pelo Simples no período de 01/01/2007 a 30/06/2007 e teve o seu lucro arbitrado no período de 01/07/2007 a 31/12/2008, está correto o procedimento da Fiscalização que considerou como base de cálculo os valores totais dos fretes, sem excluir, por falta de previsão legal, os valores supostamente transferidos para terceiros pelos fretes subcontratados. Tais valores, se comprovados, somente poderiam ser deduzidos como custos ou despesas, caso fosse adotada a forma de tributação pelo lucro real, que não é o caso do Contribuinte. Além disso, a Contribuinte alega erro no apuração dos créditos tributários lançados e razão (i) da inconstitucionalidade da majoração da base de cálculo do PIS e da COFINS determinada pela Lei nº 9.718/98; e (ii) da impossibilidade de o ICMS ser incluído na base de cálculo do PIS e da COFINS. Fl. 491DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.09459.DL2N. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11040.721569/201113 Resolução nº 1402000.147 S1C4T2 Fl. 7 6 De fato, a inclusão de receitas não operacionais na base de cálculo do PIS e da COFINS, conforme previstos no § 1º do art. 3° da Lei nº. 9.718/98, foi devidamente declara inconstitucional pelo Plenário do STF. Em 09/11/2005, o Tribunal Pleno do STF completou o julgamento dos Recursos Extraordinários nº 346.0846, 358.273, 357.950 e 390.8405, declarando inconstitucional o alargamento da base de cálculo do PIS e da COFINS introduzida pela Lei nº 9.718/98. Ao fazêlo, o STF impediu a incidência destas contribuições sobre as receitas até então não compreendidas no conceito de faturamento da LC nº. 70/91. Nos termos da decisão do STF, o PIS e a COFINS só poderiam incidir sobre o “faturamento”, assim entendido, a somatória das receitas provenientes da venda de mercadoria e/ou serviços, afastada sua incidência sobre qualquer outra receita. No entanto, vale notar que as receitas decorrentes da prestação de serviço de fretes é receita operacional para a Recorrente. Não se trata, pois, de receita financeira, que poderia ser excluída da base de cálculo do PIS e da COFINS, nos termos da decisão do STF. Finalmente, aduz a Contribuinte sobre a impossibilidade de o ICMS ser incluído na base de cálculo do PIS e da COFINS. Ora, o tema é de interesse coletivo, dos contribuintes em geral e da Administração Fazendária, qual seja a questão da inclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS. Por essa razão, a disputa constitucional sobre a inclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS foi considerada de “repercussão geral” pelo STF, afeto à sistemática do artigo 543B do Código de Processo Civil (Lei nº. 5.869/73). A qualificadora constitucional da repercussão geral, uma vez reconhecida, oferece solução definitiva sobre a matéria e impede a repetição processualmente indevida e socialmente onerosa de outros processos com identidade de objetos e efeitos. A verificação da existência da preliminar formal impõe aos julgadores deste Conselho a aplicação do artigo 62A do Regimento Interno, aprovado pela Portaria MF nº. 256/09, vejamos: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. Fl. 492DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.09459.DL2N. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11040.721569/201113 Resolução nº 1402000.147 S1C4T2 Fl. 8 7 Assim, é de se sobrestar o feito, nesse ponto, até o deslinde da controvérsia pelo STF no julgamento do RE 574706. Multa qualificada O motivo invocado pela autoridade fiscal autuante para qualificar a multa de ofício foi o seguinte: “Considerando a expressiva divergência de valores e a falta de fundamento nos esclarecimentos prestados pela empresa, não se pode afirmar que esse fato tenha sido decorrente de um simples erro da fiscalizada, restando configurada a intenção dolosa na conduta adotada pelo contribuinte, com o propósito específico de impedir ou retardar o conhecimento, pelo fisco, do fato gerador do tributo.” Compulsandose dos autos é possível verificar que durante o procedimento fiscal foram conferidas duas oportunidades para que a Recorrente apresentasse os Livros Contábeis (Diário e Razão), ou o Livro Caixa contendo toda a movimentação financeira inclusive bancária. No entanto, a empresa apresentou tão somente o Livro Caixa, que, contudo, não apontava a movimentação bancária. Além disso, conforme dados informados em DCPMF (Declaração da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) para o anocalendário de 2007 e em DIMOF (Declaração de Informações sobre Movimentação Financeira) para o anocalendário de 2008, a empresa realizou movimentação financeira nos dois anoscalendário. Assim, tornouse evidente o intuito da Recorrente em evadirse da fiscalização, obstruindo a conferência dos valores efetivamente apurados. Corroborando esse entendimento, temos, ainda, que a Recorrente não contestou os créditos tributários lançados ou o arbitramento realizado pela fiscalização, demonstrando concordar com os valores cobrados. No que tocam às demais alegações de infração aos princípios constitucionais, tais como o princípio da proporcionalidade, da razoabilidade e do nãoconfisco, como já afirmado, descabe tal análise pelo julgador administrativo. Citese o enunciado da Súmula nº 2 deste Conselho: Súmula CARF Nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre inconstitucionalidade de lei tributária. Posto isso, encaminho meu voto no sentido de sobrestar a decisão final sobre a lide, em razão da questão sobre a inclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS, pendente de análise pelo STF, que poderá impor o recálculo das contribuições devidas. (assinado digitalmente) Carlos Pelá Relator Fl. 493DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.09459.DL2N. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por CARLOS PELA em 09/07/2013 11:24:49. Documento autenticado digitalmente por CARLOS PELA em 09/07/2013. Documento assinado digitalmente por: LEONARDO DE ANDRADE COUTO em 18/07/2013 e CARLOS PELA em 09/07/2013. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 04/05/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP04.0520.09459.DL2N Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: F7F96E9903EB3B4B8B1D13A47A6F87838E08690B Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 11040.721569/2011-13. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
score : 1.0
Numero do processo: 13819.002530/2010-08
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 10 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1801-000.091
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em realização de diligências, nos termos do voto do Relator
Nome do relator: EDGAR SILVA VIDAL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 26 09:00:04 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201204
turma_s : Primeira Turma Especial da Primeira Seção
numero_processo_s : 13819.002530/2010-08
conteudo_id_s : 6579996
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 24 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 1801-000.091
nome_arquivo_s : 180100091_13819002530201008_201204.PDF
nome_relator_s : EDGAR SILVA VIDAL
nome_arquivo_pdf_s : 13819002530201008_6579996.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em realização de diligências, nos termos do voto do Relator
dt_sessao_tdt : Tue Apr 10 00:00:00 UTC 2012
id : 4577494
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 26 09:55:49 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728355848716025856
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2104; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T1 Fl. 1 1 S1C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13819.002530/201008 Recurso nº Resolução nº 180100.091 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 10 de abril de 2012 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente RLD2 COMUNICAÇÃO VISUAL COMÉRCIO DE BANNERS LTDA. EPP Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em realização de diligências, nos termos do voto do Relator (Documento assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente (Documento assinado digitalmente) Edgar silva Vidal Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Carmen Ferreira Saraiva, Maria de Lourdes Ramirez, Edgar Silva Vidal e Ana de Barros Fernandes. Ausente momentaneamente o Conselheiro Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira RELATÓRIO A Recorrente foi excluída do SIMPLES NACIONAL a partir de 01 de janeiro de 2011, pelo Ato Declaratório Executivo DRF/SBC nº 445169, de 01 de setembro de 2010,por possuir débitos do SIMPLES com exigibilidade não suspensa, relacionados no mesmo ADE, conforme disposto no inciso V do art. 33 da Lei Complementar 123, de 14/10/2006, e no art. 4º da Resolução CGSN 15, de 23/07/2007. Em 28 de outubro de 2010 apresentou Manifestação de Inconformidade alegando que os débitos foram pagos, em decorrência do procedimento de pagamento, com conversão em renda, lastreado com créditos do DecretoLei nº 6.019/1943, objeto da ação de execução do Processo nº 2007.34.00.0400373, em trâmite perante a 18ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, pela modalidade de extinção do crédito tributário do art. 156, I, Fl. 77DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/06/2012 por EDGAR SILVA VIDAL, Assinado digitalmente em 07/06/2012 po r EDGAR SILVA VIDAL, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13819.002530/201008 Resolução n.º 180100.091 S1C3T1 Fl. 2 2 VI do CTN, c/c art. 6º da Lei nº 10.179/2001, ratificados pela Lei 11.803/2008, conforme guias de depósito judicial que serão posteriormente juntadas ao processo. Pede o cancelamento do Ato Declaratório, tornando sem efeito a Exclusão da empresa do SIMPLES. Todas guias de depósitos judiciais apresentadas pela Recorrente têm valor de R$ 15,00 (quinze) reais cada uma. Em sessão de 25 de maio de 2011, a 8ª Turma da DRJ/CPS julgou a Manifestação Improcedente, conforme Acórdão nº 0533.811. A decisão da DRJ teve por fundamentos: I– o crédito mencionado com base no DL 6.019/1943, objeto da ação impetrada pela recorrente, referese a pagamento de juros e da amortização dos títulos dos empréstimos externos realizados em libras e dólares pelos Governos da União, Estados e Municípios, Instituo de Café do Estado de São Paulo e Banco do Estado de São Paulo, não se tratando, portanto, de créditos administrados pela RFB, de acordo com a IN nº900, de 2008, II – a sentença judicial citada ainda não transitou em julgado, o que impediria a sua compensação com base no art. 34, § 3º, inciso I”, alínea “d”, da IN 900/2008; III – tratase de débito do SIMPLES, cuja compensação é veda pelo art. 34, § 3º, inciso XV, também da IN nº 900/2008.; IV – a compensação deve ser formalizada em Declaração de Compensação, conforme art. 74, §§ 1º e 2º, da Lei 9.430/96. e art. 34, § 1º da IN nº 900/2008. Intimada do Acórdão em 20/06/2011, interpôs Recurso Voluntário em 15 de julho de 2011, onde alega que a decisão da DRJ está equivocada, pois não se trata de compensação, haja vista que a Recorrente promoveu o pagamento, através da conversão em renda de seus débitos, com Declaração Retificadora, em data anterior ao início deste processo. Alega tratarse de Ação Executória contra a União Federal, cujo objeto é o crédito representado por Títulos da Dívida Externa Brasileira, regulados pelo DecretoLei nº 6.019/43, reconhecidos como devidos pela Secretaria do Tesouro Nacional, mas que se recusa a efetuar o seu resgate sem a aplicação de juros e correção monetária devidos, razão pela qual o contribuinte foi obrigado a bater às porta do Judiciário para receber aquilo que lhe é devido. Pede:o cancelamento do Processo Administrativo e dos débitos nele cobrados. É o relatório. Fl. 78DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/06/2012 por EDGAR SILVA VIDAL, Assinado digitalmente em 07/06/2012 po r EDGAR SILVA VIDAL, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13819.002530/201008 Resolução n.º 180100.091 S1C3T1 Fl. 3 3 VOTO Conselheiro Edgar Silva Vidal Relator O Recurso Voluntário é tempestivo e dele conheço. A Recorrente alega que a DRJ equivocouse ao julgar a Manifestação de Inconformidade, pois não se trata de compensação, mas de pagamento dos seus débitos tributários através da conversão em renda lastreado com créditos do DecretoLei nº 6.019/1943, objeto da ação de execução do Processo nº 2007.34.00.0400373, em trâmite perante a 18ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, pela modalidade de extinção do crédito tributário do art. 156, I, VI do CTN, c/c art. 6º da Lei nº 10.179/2001, ratificados pela Lei 11.803/2008, conforme guias de depósito judicial juntadas ao processo. Salientese que todas as guias apresentadas têm valor de R$ 15,00 (quinze) reais, portanto diferentes dos valores relacionados no Ato Declaratório de Exclusão.. Entendo que a comprovação dos pagamentos deve ser feita por Documentos de Arrecadação com quitação bancária, com os valores constantes do ADE , devidamente atualizados, o que não existe no processo. Por esta razão, voto no sentido de converter o julgamento em diligência para que sejam os autos baixados a origem para que a recorrente seja intimada para, no prazo de 30 dias, trazer aos autos os documentos que comprovem a quitação dos débitos, assim como as certidões negativas e de objeto e pé. Após, que os documentos juntados sejam analisados pela autoridade competente, com a elaboração de relatório circunstanciado e conclusivo das verificações efetuadas, do qual deverá ser a recorrente intimada a apresentar manifestação no prazo de 30 (trinta) dias, se do seu interesse, retornandose, posteriormente, os presentes autos a este Colegiado para prosseguimento. (documento assinado digitalmente) Edgar Silva Vidal Relator Fl. 79DF CARF MF Impresso em 18/06/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/06/2012 por EDGAR SILVA VIDAL, Assinado digitalmente em 07/06/2012 po r EDGAR SILVA VIDAL, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES
score : 1.0
