Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,966)
- Primeira Turma Ordinária (16,484)
- Primeira Turma Ordinária (16,434)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,295)
- Primeira Turma Ordinária (16,295)
- Segunda Turma Ordinária d (16,013)
- Segunda Turma Ordinária d (14,534)
- Primeira Turma Ordinária (13,106)
- Primeira Turma Ordinária (12,545)
- Segunda Turma Ordinária d (12,516)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,721)
- Terceira Câmara (68,184)
- Segunda Câmara (57,010)
- Primeira Câmara (21,265)
- 3ª SEÇÃO (16,295)
- 2ª SEÇÃO (11,352)
- 1ª SEÇÃO (6,874)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (127,921)
- Segunda Seção de Julgamen (115,679)
- Primeira Seção de Julgame (77,486)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,117)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,476)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,545)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,108)
- HELCIO LAFETA REIS (3,893)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,840)
- WILDERSON BOTTO (2,657)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,651)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,653)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (18,907)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 13706.000190/2003-11
Data da sessão: Tue Nov 04 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Mon Nov 03 00:00:00 UTC 2008
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2000
OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA - MULTA PELO ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA DA PESSOA FÍSICA -COTISTA DE EMPRESA INAPTA -- A participação no quadro societário de empresa inapta como titular, sócio ou acionista não obriga, por si só, o sujeito passivo a incidir na condição de obrigatoriedade da entrega da declaração de ajuste anual da pessoa física. Participação em quadro societário de empresa declarada inapta, omissa e não localizada, com presunção de inatividade no ano-calendário em debate, não é condição suficiente para obrigar o sócio a entregar a DIRPF.
Recurso Especial do Procurador Negado.
Numero da decisão: CSRF/04-01.177
Decisão: Acordam os Membros da Quarta Turma da Câmara Superior de Recursos
Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento recurso especial da Fazenda Nacional e cancelar a exigência, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- auto infração - multa por atraso na entrega da DIRPF
Nome do relator: Ivete Malaquias Pessoa Monteiro
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto infração - multa por atraso na entrega da DIRPF
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200811
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2000 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA - MULTA PELO ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA DA PESSOA FÍSICA -COTISTA DE EMPRESA INAPTA -- A participação no quadro societário de empresa inapta como titular, sócio ou acionista não obriga, por si só, o sujeito passivo a incidir na condição de obrigatoriedade da entrega da declaração de ajuste anual da pessoa física. Participação em quadro societário de empresa declarada inapta, omissa e não localizada, com presunção de inatividade no ano-calendário em debate, não é condição suficiente para obrigar o sócio a entregar a DIRPF. Recurso Especial do Procurador Negado.
dt_publicacao_tdt : Mon Nov 03 00:00:00 UTC 2008
numero_processo_s : 13706.000190/2003-11
anomes_publicacao_s : 200811
conteudo_id_s : 4424690
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : CSRF/04-01.177
nome_arquivo_s : 40401177_149819_13706000190200311_004.PDF
ano_publicacao_s : 2008
nome_relator_s : Ivete Malaquias Pessoa Monteiro
nome_arquivo_pdf_s : 13706000190200311_4424690.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os Membros da Quarta Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento recurso especial da Fazenda Nacional e cancelar a exigência, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 04 00:00:00 UTC 2008
id : 4635880
ano_sessao_s : 2008
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:48:15 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714075068411150336
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-22T13:59:14Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-22T13:59:14Z; Last-Modified: 2009-07-22T13:59:14Z; dcterms:modified: 2009-07-22T13:59:14Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-22T13:59:14Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-22T13:59:14Z; meta:save-date: 2009-07-22T13:59:14Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-22T13:59:14Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-22T13:59:14Z; created: 2009-07-22T13:59:14Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-07-22T13:59:14Z; pdf:charsPerPage: 1339; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-22T13:59:14Z | Conteúdo => , • CSRFTTO4 Fls. 1 , ..,. ..ak'ikl MINISTÉRIO DA FAZENDA '4. N •‘:" 4; CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS '''-f"..n• QUARTA TURMA Processo n° 13706.000190/2003-11 Recurso n° 102-149.819 Especial do Procurador Matéria IPRF Acórdão n° 04-01.177 Sessão de 04 de novembro de 2008 Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado VERNER MELLO DINESENHANSEN ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2000 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA - MULTA PELO ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA DA PESSOA FÍSICA -COTISTA DE EMPRESA INAPTA - - A participação no quadro societário de empresa inapta como titular, sócio ou acionista não obriga, por si só, o sujeito passivo a incidir na condição de obrigatoriedade da entrega da declaração de ajuste anual da pessoa física. Participação em quadro societário de empresa declarada inapta, omissa e não localizada, com presunção de inatividade no ano-calendário em debate, não é condição suficiente para obrigar o sócio a entregar a DIRPF. Recurso Especial do Procurador Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os Membros da Quarta Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento recurso especial da Fazenda Nacional e cancelar a exigência, nos termos do voto da Relatora. NIO2 Gile7 res.. ii,. te il. Ál..., I c' - N•Ir AS PESSOA MONTEIRO atora )17-.---- JD . Processo n° 13706.00019onow-1 I CSRF/T04 Acórdão n.° 04-01.177 Fls. 2 FORMALIZADO EM: 22 DEZ. 2008 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Maria Helena Cotta Cardozo, Gonçalo Bonet Allage, Ana Maria Ribeiro dos Reis, Moisés Giacomelli Nunes da Silva Gustavo Lian Haddad e Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho. O, 2 • Processo n° 13706.000190/2003-11 CSRF/T04 Acórdão n.°04-01.177 Fls. 3 Relatório Inconformada com o decidido através do Acórdão N° 102-47868( fls.40146), da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, que por maioria de votos deu provimento ao recurso, a Fazenda Nacional, apresentou o Recurso Especial de fls. 50/58, dado seguimento nos termos do despacho de fls.59/60. O acórdão está assim decidido e ementado: Por maioria de votos, DAR provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Naury Fragoso Tanaka (Relator), José Raimundo Tosta Santos e Antônio José Praga de Souza que negam provimento. Designada a Conselheira Savana Mancini Karam para redigir o voto vencedor. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO ANUAL - OBRIGAÇÃO DECORRENTE DA SITUA ÇAO DE SÓCIO QUOTISTA - Decorridos mais de cinco anos do ato administrativo que declara a sociedade INAPTA, o contribuinte, sócio detentor de suas quotas sociais, fica desobrigado de apresentar declaração de ajuste anual, quando a obrigação decorrer exclusivamente dessa condição. Recurso provido. Em vasto arrazoado a Fazenda Nacional se contrapõe ao decidido porque houve contrariedade à lei 8981/I995,bem como à Instrução Normativa SRF 148. Contra-razões oferecidas às fls. 63/64, onde pede a manutenção da decisão proferida no acórdão recorrido. É o Relatório. 3 . ' • Processo n°13706.000190/2003-11 CSRF/T04 Acórdão n.° 04-01.177 Fls, 4 Voto Conselheira IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO, Relatora O recurso preenche os pressupostos de admissibilidade e deve ser conhecido. Trata-se de multa aplicada por atraso na entrega da declaração do imposto de renda das pessoas físicas, por contribuinte sócio de pessoa jurídica declarada inapta e sem funcionamento há mais de 25 anos. No caso vertente, o contribuinte apresentou a Declaração de Ajuste Anual da Pessoa Física, referente ao exercício de 2000, em atraso.Considerada a ausência de imposto devido, sofreu a cominação mínima no valor de R$ 165,74. O Contribuinte informa que não mais exerce a atividade de comerciante, há mais de 25 anos, fato não contraditado na ação fiscal. Consta do processo tela on-line do sistema GUIA, na qual presentes dados indicativos da situação da empresa Laticínios Ventura Ltda, e entre eles a inaptidão ocorrida em 31 de agosto de 1997, por omissão contumaz, e a data de abertura em 27 de junho de 1969. Em situações semelhantes à dos presentes autos a jurisprudência da Câmara Superior de Recursos Fiscais tem se posicionado no sentido de desconsiderar tal condição de obrigatoriedade relativa à participação em empresa, tendo em vista que a empresa em questão encontrava-se em situação cadastral de inapta no encerramento do ano-calendário relativo à autuação Como exemplo, o Acórdão CSRF n° 04-00.183, sessão de 13 de dezembro de 2005, relator o conselheiro Wilfrido Augusto Marques, que restou assim ementado: MULTA POR ATRASO NA DECLARAÇÃO — EMPRESA INAPTA —Constando a empresa como inapta, não permanece para o sócio a obrigação de entrega de Declaração de Imposto de Renda. Recurso especial negado Como não restou comprovado que o Contribuinte estava obrigado a prestar tal declaração, por outros motivos decorrentes de imposição legal, encaminho meu voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso da Fazenda Nacional. ASala G •. ões-DF, em 04 de novembro de 2008. 000-.Ls.a.: 1 - E M ' Ir PESSOA MONTEIRO AZ-- 4 Page 1 _0027800.PDF Page 1 _0028000.PDF Page 1 _0028200.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10880.004996/00-37
Data da sessão: Tue Jun 17 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue Jun 17 00:00:00 UTC 2008
Ementa: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES
CONTRIBUIÇÃO PARA O FINSOCIAL. PRAZO PARA REQUERER A RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO.
Resguardada minha opinião, adoto, no caso presente, a jurisprudência pacificada por esta Turma no sentido de que, o prazo de cinco anos para requerer a restituição ou a compensação dos valores indevidamente recolhidos a titulo de contribuição ao Finsocial, deve ser contado a partir da data da publicação da MP n° 1.110, de 31 de agosto de 1995.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: CSRF/03-05.838
Decisão: ACORDAM os membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso especial e determinar o retorno dos autos à Delegacia da Receita Federal de origem, para apreciação as demais matérias, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. As Conselheiras Anelise Daudt Prieto, e Judith do Amaral Marcondes acompanharam a Conselheira Relatora pelas suas conclusões qua, e ao prazo para pleitear o direito.
Nome do relator: Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200806
ementa_s : OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES CONTRIBUIÇÃO PARA O FINSOCIAL. PRAZO PARA REQUERER A RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. Resguardada minha opinião, adoto, no caso presente, a jurisprudência pacificada por esta Turma no sentido de que, o prazo de cinco anos para requerer a restituição ou a compensação dos valores indevidamente recolhidos a titulo de contribuição ao Finsocial, deve ser contado a partir da data da publicação da MP n° 1.110, de 31 de agosto de 1995. Recurso especial negado.
dt_publicacao_tdt : Tue Jun 17 00:00:00 UTC 2008
numero_processo_s : 10880.004996/00-37
anomes_publicacao_s : 200806
conteudo_id_s : 4413896
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Apr 18 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : CSRF/03-05.838
nome_arquivo_s : 40305838_125941_108800049960037_005.PDF
ano_publicacao_s : 2008
nome_relator_s : Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro
nome_arquivo_pdf_s : 108800049960037_4413896.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso especial e determinar o retorno dos autos à Delegacia da Receita Federal de origem, para apreciação as demais matérias, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. As Conselheiras Anelise Daudt Prieto, e Judith do Amaral Marcondes acompanharam a Conselheira Relatora pelas suas conclusões qua, e ao prazo para pleitear o direito.
dt_sessao_tdt : Tue Jun 17 00:00:00 UTC 2008
id : 4633522
ano_sessao_s : 2008
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:48:02 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714075068414296064
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-22T11:23:48Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-22T11:23:48Z; Last-Modified: 2009-07-22T11:23:48Z; dcterms:modified: 2009-07-22T11:23:48Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-22T11:23:48Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-22T11:23:48Z; meta:save-date: 2009-07-22T11:23:48Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-22T11:23:48Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-22T11:23:48Z; created: 2009-07-22T11:23:48Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-07-22T11:23:48Z; pdf:charsPerPage: 1472; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-22T11:23:48Z | Conteúdo => • -• CSRF/T03 Fls. I t; • err MINISTÉRIO DA FAZENDA m,' ,.;-•-;* • CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS 4:570)t> TERCEIRA TURMA Processo e 10880.004996/00-37 Recurso n° 301-125.941 Especial do Procurador Matéria 301-125.941 • Acórdão n° 03-05.838 Sessão de 17 de junho de 2008 Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado PANIFICADORA E CONFEITARIA SÃO JUDAS TADEU LTDA. ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES CONTRIBUIÇÃO PARA O FINSOCIAL. PRAZO PARA REQUERER A RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. Resguardada minha opinião, adoto, no caso presente, a jurisprudência pacificada por esta Turma no sentido de que, o prazo de cinco anos para requerer a restituição ou a compensação dos valores indevidamente recolhidos a titulo de contribuição ao Finsocial, deve ser contado a partir da data da publicação da MP n° 1.110, de 31 de agosto de 1995: Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso especial e determinar o retomo dos autos à Delegacia da Receita Federal de origem, para apreciação as demais matérias, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. As Conselheiras Anelise Daudt Prieto, e Judith do Amaral Marcondes acompanharam a Conselheira Relatora pelas suas conclusões qua, e ao prazo para pleite . (direito. ANT• PRA' A Pre íente ROSA MA IA D fia Á eva (-7-0 E JESUS DA SILVA COSTA DE CASTRO Relatora FORMALIZADO EM: 25 MA1 2009 ,, Processo n° 10880.004996/00-37 CC01/C01 Acórdão n.° 03-05.838 Fls. 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo, Susy Gomes Hoffmann, Anelise Daudt Prieto, Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro, Judith do Amaral Marcondes Armando, Nanci Gama e Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho. Relatório Trata-se de Recurso Especial de Divergência (fls. 66/75) interposto pela i. Procuradoria da Fazenda Nacional contra o Acórdão n°301-30.700 (fls. 59/64), exarado pela E. Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, sintetizado na ementa abaixo transcrita: FINSOCIAL. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. O termo a quo para o contribuinte requerer a restituição dos valores recolhidos é a data da publicação da Medida Provisória n° 1.110/95, findando-se 05 (cinco) anos após. Precedentes do Segundo Conselho de Contribuintes. PROVIDO POR UNANIMIDADE Em suas razões recursais, a i. Procuradoria alega, em síntese, que, nos termos do AD/SRF n° 96/99, o direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de cinco anos, contados da data da extinção do crédito tributário (art. 168, inciso I, do Código Tributário Nacional), ocorrido com o pagamento do tributo. Regularmente intimada do supra citado recurso em 29 de junho de 2005, a contribuinte em epígrafe (doravante denominada Interessada) apresentou suas contra-razões no dia 14 de julho de do mesmo ano (fls. 110/114). Nesta peça, a Interessada sustenta a manutenção do inteiro teor do acórdão recorrido, com fulcro em decisões emanadas pelo próprio Conselho de Contribuintes. É o relatório. _ 2 Processo e 10880.004996/00-37 CCOI /C01 Acórdão n.° 03-05.838 Fls. 3 Voto O recurso teve seus requisitos de admissibilidade analisados mediante Despacho n°301-42.05/04 (fl. 105), proferido pelo i. Presidente da Primeira amara do Terceiro Conselho de Contribuintes e, portanto, deve ser conhecido. O cerne da questão que se discute no presente feito restringe-se ao termo inicial para a contagem do prazo que a Interessada possui para pleitear a restituição do Finsocial tendo como premissas que: (i) os recolhimentos se referem a fatos geradores ocorridos entre março de 1990 a fevereiro de 1992 (fl. 10); e (ii) o pedido de restituição foi protocolizado em março de 2000 (fl. 01). Durante vários meses defendi posicionamento segundo o qual, considerando que os textos legais têm pressuposto de legalidade e de constitucionalidade, o prazo de cinco anos para requerer a restituição dos valores indevidamente recolhidos a titulo de contribuição ao Finsocial, somente poderia ser contado a partir da publicação da Medida Provisória n° 1.621-36 (ou seja, a partir de 10 de junho de 1998). Nesse esteio, o prazo somente se encerraria em 10 de junho de 2003. Nada obstante, após muitas considerações e discussões com meus pares, acabei por acatar uma ponderação que entendo ser totalmente coerente: O Poder Executivo deve seguir as orientações pacificamente adotadas pelo Poder Judiciário. Assim sendo, alterei minha posição para acatar a linha de entendimento consolidado e recentemente confirmado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), segundo o qual o prazo de 5 (cinco) anos estabelecido para a decadência do crédito decorrente de indébito tributário (artigo 168, I, do CTN) deve ser somado ao interstício hábil à homologação assinalada no § 40 do artigo 150 do CTN: 4°. Se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de 5 (cinco) anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Se não se operou a homologação expressa ventilada em tal dispositivo, deflui daí a consumação tácita de tal expediente administrativo, dependente do transcurso de 5 (cinco) anos contados da ocorrência de cada qual dos fatos geradores do tributo considerado para ser reputado materializado. Antes de esgotados os prazos referidos (5 anos + 5 anos) não se pode cogitar de extinção do direito de a Interessada requerer a restituição de tributo indevidamente recolhido, sobretudo porque não transcorrido o período hábil à constatação formal, pela Fazenda Pública, de que a mesma promoveu pagamentos indevidos. Consulte-se, nesta toada, o entendimento do STJ sobre o tema, que em tudo confirma as observações adredemente formuladas (RE n° 327043). 1\11/2% 3 Processo e 10880.004996/00-37 CCOI/C01 Acórdão n.° 03-05.838 • Fls. 4 1. Questiona-se, aqui, (a) a natureza — se interpretativa ou não - do art. 30 da LC 118/2005, segundo o qual, para efeito de contagem do prazo para a repetição do indébito, deve ser considerado que "a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado", bem como (12) a legitimidade da art. 4°, segunda parte, da mesma Lei, que determina a aplicação retroativa daquele artigo 3°, tal como prevê o art. 106. I, do CIN. (.) 6. Ainda que se admita a possibilidade de edição de lei interpretativa, como prevê o art. 106. I, do CTN, mas considerando o que antes se disse sobre o processo interpretativo e seus agentes oficiais (:-- a norma é aquilo que o Judiciário diz que é), evidencia-se como hipótese paradigmática de lei inovadora (e não simplesmente interpretativa) aquela que, a pretexto de interpretar, confere à norma interpretada um conteúdo ou um sentido diferente daquele que lhe foi atribuído pelo Judiciário ou que limita o seu alcance ou lhe retira um dos seus sentidos possíveis. É o que ocorre no caso em exame. Com efeito, sobre o tema relacionado com a prescrição da ação de repetição de indébito tributário, a jurisprudência do STJ (1° Seção) é no sentido de que, em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, o prazo de cinco anos, previsto no art. 168 do CTN, tem início, não na data do recolhimento do tributo indevido, e sim na data da homologação — expressa ou tácita - do lançamento. Segundo entende o Tribunal, para que o crédito se considere extinto, não basta o pagamento: é indispensável a homologação do lançamento, hipótese de extinção albergada pelo art. 156, VII, do CIN. Assim, somente a partir dessa homologação é que teria início o prazo previsto no art. 168, I. E. não havendo homologação expressa, o prazo para a repetição do indébito acaba sendo, na verdade, de dez anos a contar do fato gerador. (..) Ora, o art. 30 da LC 118/2005, a pretexto de interpretar esses mesmos enunciados, conferiu-lhes, na verdade, um sentido e um alcance diferente daquele dado pelo Judiciário. Ainda que defensável a "interpretação" dada, não há como negar que _ _ a lei inovou no plano normativo, pois retirou das disposições normativos interpretadas um dos seus sentidos possíveis, justamente aquele tido como correto pelo STJ, intérprete e guardião da legislação federal. Se, como se disse, a norma é aquilo que o Judiciário, como seu intérprete, diz que é, não pode ser considerada simplesmente interpretativa a lei que dá a ela outro signcado. Em outras palavras: não pode ser considerada interpretativa a lei que tem o evidente objetivo de modificar a jurisprudência dos Tribunais. Somente a tN* jurisprudência é que pode, legitimamente, alterar a jurisprudênci 4 , . . Processo n° 10880.004996/00-37 Ce0 1/C0 I Acórdão n.° 03-05.838 Fls. 5 7. Não se nega ao Legislativo o poder de alterar a norma (e, portanto, se for o caso, também a interpretação formada em relação a ela). Pode, sim, fazê-lo, mas não com efeitos retroativos. (.) Nada obstante todo o acima exposto, cabe salientar que esta Turma possui jurisprudência pacificada no sentido de que o prazo de cinco anos para que o contribuinte solicite a restituição/compensação dos valores indevidamente recolhidos a título de contribuição ao Finsocial, deve ser contado a partir da data da publicação da MP 1.110, de 31 de agosto de 1995. Ora, considerando que: (i) a solicitação efetuada pela Interessada foi protocolizada em março de 2000; (ii) os recolhimentos se referem a fatos geradores ocorridos entre março de 1990 a fevereiro de 1992; e, (iii) a adoção da jurisprudência adotada por esta Turma, para o caso concreto, não altera a essência de minha decisão; voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao Recurso da Fazenda Nacional (ressalvadas minhas convicções sobre a matéria). Os presentes autos devem retomar à repartição de origem (DRF), para que esta se pronuncie sobre as demais questões de mérito. dasdas S "es, 17 rio df 2008. da dê &MV ROSA RIA DE JESUS DA SILVA COSTA DE CASTRO faX 5 Page 1 _0001100.PDF Page 1 _0001300.PDF Page 1 _0001500.PDF Page 1 _0001700.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10680.720708/2006-26
Data da sessão: Wed May 27 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed May 27 00:00:00 UTC 2009
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano-calendário: 2000
ÔNUS PROBATÓRIO DAS ALEGAÇÕES,
Não tendo a empresa, durante todo o processo, produzido qualquer prova de fato modificativo, impeditivo ou extintivo da pretensão fazendária, notadamente no sentido de afastar a aplicação de penalidade que lhe foi imputada, há que ser mantido o lançamento.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 1803-000.067
Decisão: Acordam os membros do colegiada, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: Luciano Inocêncio dos Santos
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200905
ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2000 ÔNUS PROBATÓRIO DAS ALEGAÇÕES, Não tendo a empresa, durante todo o processo, produzido qualquer prova de fato modificativo, impeditivo ou extintivo da pretensão fazendária, notadamente no sentido de afastar a aplicação de penalidade que lhe foi imputada, há que ser mantido o lançamento. Recurso Voluntário Negado.
dt_publicacao_tdt : Wed May 27 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 10680.720708/2006-26
anomes_publicacao_s : 200905
conteudo_id_s : 4629177
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Feb 15 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1803-000.067
nome_arquivo_s : 180300067_163233_10680720708200626_005.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : Luciano Inocêncio dos Santos
nome_arquivo_pdf_s : 10680720708200626_4629177.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiada, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed May 27 00:00:00 UTC 2009
id : 4638651
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:48:41 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714075068419538944
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-03-10T13:09:21Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 7; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-03-10T13:09:21Z; Last-Modified: 2011-03-10T13:09:21Z; dcterms:modified: 2011-03-10T13:09:21Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:f0be44d8-ff08-4441-aa0f-83b204771efb; Last-Save-Date: 2011-03-10T13:09:21Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-03-10T13:09:21Z; meta:save-date: 2011-03-10T13:09:21Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-03-10T13:09:21Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-03-10T13:09:21Z; created: 2011-03-10T13:09:21Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2011-03-10T13:09:21Z; pdf:charsPerPage: 1259; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-03-10T13:09:21Z | Conteúdo => LEONARDO D inÁa DE COUTO Presidente 67.40 LUCIANO IN Ctl\T 10 DOS SANTOS - Relator Sl-TE05 FL 155 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10680,720708/2006-26 Recurso n° 163.23.3 Voluntário Acórdão n° 1803-00.067 — 5' Turma Especial Sessão de 27 de maio de 2009 Matéria CSLL Recorrente ABI-ACKEL ADVOGADOS ASSOCIADOS Recorrida 40 TURMA/DRJ-BELO HORIZONTE-MG ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2000 ONUS PROBATÓRIO DAS ALEGAÇÕES, Não tendo a empresa, durante todo o processo, produzido qualquer prova de fato modificativo, impeditivo ou extintivo da pretensão fazendaria, notadamente no sentido de afastar a aplicação de penalidade que lhe foi imputada, há que ser mantido o lançamento. Recurso Voluntário Negado, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiada, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado, EDITADO EM: F? 8 J A N. 2 0 1 1 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Walter Adolfo Maresch, Luciano Inocencio dos Santos, Benedict° Celso Benicio Júnior e José Clóvis Alves (Presidente da Câmara na data do julgamento). Processo n° 10680.720708/2006-26 SI -TEOS Acórdão n.° 1803-00.067 F. 156 Relatório Trata-se de recurso voluntário contra decisão da 4' Turma da DRJ de Belo Horizonte — MG, que manteve integralmente o lançamento relativo ao Auto de Infração(fls. 03/07) lavrado contra a recorrente supra citada, com multa de 75%, referente a exigência tributária da CSLL do ano-calendário de 2002, no valor de R$ 11331,99, O referido lançamento originou-se do confronto de informações entre o SINAL06 (sistema da Secretaria da Receita Federal), e as informações prestadas pela contribuinte na DIN e nas suas declarações em DCTF, o qual contatou a infração a seguir: "001- INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO/ DECLARAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO OU DECLARAÇÃO Constata-se insuficiência de recolhimento da contribuição através das diferengas apuradas pelo confronto das declarações DIPJ, DCTF e o sistema da Receita Federal SINAL06 Foi verificado que o contribuinte zerou o valor da CSLL através de recolhimentos por estimativa do IRPJ informado em DCOMP que na verdade já foi aproveitado para quitação do valor do devido IR . Desta forma constitui-se a infração pela diferença apurada da CSLL." Apontaram-se como fundamentos legais os art. 841, incisos I, III, IV, do Decreto IV 3.000 de 26/03/1999, que regulamenta a tributação, fiscalização, arrecadação e administração do IR sobre proventos de Qualquer Natureza (RIR/99); e os art, 28 combinado com o art. 6°, §2*; e 44, inciso I, todos da Lei ri° 9.430 de 27/12/1996. Inconformada com o lançamento, do qual foi notificada em 04/05/2006 (fl. 76), a recorrente apresentou impugnação (fls. 77/78), alegando em resumo que: o Houve falta de preenchimento de "PER/DCOMP" pata utilização do saldo negativo de CSLL apurado no ano-calendário anterior ao do lançamento; • Faltou também preenchimento do REDARF recolhido no código 5993 ao invés de 2484; • Não concorda com o valor da autuação, pois os valores recolhidos no ano anterior adicionado aos recolhimentos do próprio ano. • Reconhece o erro material cometido pelo contador, mas não concordam com o auto de inflação, tendo em vista a existência de créditos tributários. 9 Processo IV 10680.720708/2006-26 S1-TE05 Acórdão n.° 1803-00.067 FL 157 o Finaliza informando que está retificando suas DCTFs, junta cópias de DARFs e planilhas de cálculo requerendo a extinção do crédito tributário do presente processo. Instada a se manifestar sobre a questão, a DR.1 proferiu acórdão (fl .114/117), mantendo integralmente o lançamento, cujos fundamentos, em apertada síntese foram os seguintes: • A recorrente assume a infração e não impugna a matéria do auto de infração lavrado, motivo pelo qual aplica-se neste caso o disposto no art. 17 do Decreto Ja° 70.235 de 1972; • Não há matéria litigiosa no que concerne ao crédito tributário exigido, a recorrente apenas afirma possuir créditos que ainda não foram objeto de PER/DCOMP; • Segundo a IN/SRF n° 600 de 2005 é facultado e não obrigatório apresentar manifestação de não conformidade por parte do contribuinte conforme leitura do art, 48 da Lei mencionada; e • Concluindo que, considera-se procedente o lançamento por não conhecer do requerimento da compensação na ordem art, 140, inciso III da Portaria do Ministério da Fazenda n° 30/2005 . Após ciência da contribuinte conforme AR no dia 20/08/2007, protocolou Recurso Voluntário em 19/09/2007 (fl. 124) expondo o seguinte: • Reconhece sua falha dando parcialmente razão As ponderações do acórdão, e informa que esta retificando PER/DCOMP; • Discorre sobre a ausência de subordinação Conselho de Contribuintes h RFB conforme art. I' do Regimento Interno deste Conselho; • Apresenta demonstrativos de cálculo para mostrar que não ficaria com nenhum débito, não fosse a falha, já reconhecida em sua impugnação, da falta de preenchimento de PER/DCOMP, informando a compensação com saldo negativo do ano anterior; • Informa como "Providências Atuais" que esta retificando o PER/DCOMP entregue em 05/06/2006, conforme Termo de Intimação de Irregularidade no preenchimento de PER/DCOMP retificador transmitido em 18/09/2007, que atualizou os valores até a data de transmissão do DCOMP original 05/06/2006, pela taxa SELIC, o crédito referente ao saldo negativo de CSLL na D11'32002 ano-calendário 2001, de R$ 13.665,07; o Aduz que corn o memorial de cálculos apresentado conclui que não existe a divida pleiteada; e • Por ter demonstrado a quitação de todos os débitos, pede a improcedência das exigências fiscais contidas no auto de infração, Processo n° 1068072070812006-26 S1-TE05 AcOrdiion 1803-00.067 Fl 158 anexa o termo de Intimação de Retificação de PERDCOMP e o mesmo documento retificado em 18/09/2007, o relatório, Voto Conselheiro Luciano Inocéncio dos Santos, Relator O recurso voluntário é tempestivo e contem os requisitos essenciais à sua admissibilidade, motivo pelo qual, dele tomo conhecimento . Por tratar-se de situação, cujo deslinde é meramente probatório, necessários se faz, resgatar os fatos apontados no vertente caso. Nesse sentido, vê-se que a recorrente expressamente reconheceu não ter cumprido, a época própria (antes de lavrado o auto de infração), as formalidades que poderiam obstar-lhe o lançamento, quais sejam, a compensação (entrega da DCOMP), a confissão da divida tributária na DCTF ou ainda o recolhimento do tributo. Milita também contra a recorrente, o fato de que em momenta algum do processo se insurgiu contra os fatos e fundamentos que originaram o lançamento, tomando-os incontroversos . Destaque-se ainda, que as informações da recorrente, dando conta de que entregou e posteriormente retificou DCOMP, relativa ao débito exigido no lançamento vertente, não tem o condão de afastar o lançamento, mas tão somente de extingui-lo, sob a condição resolutória de que a administração tributária venha homologar essa compensação. Ademais, a atribuição de homologação de compensação, só compete ao CARE se instaurado litígio acerca dessa compensação, o qual já tenha sido analisado pela DRJ, instando esse colegiado a se manifestar sobre a matéria, o que não é o caso . Compre destacar, que não pode a Recorrente atribuir ao Fisco o dever de produzir a prova que lhe competia, pois no sistema de distribuição da carga probatória adotado pelo Processo Administrativo Federal (PAP), o ônus de provar a veracidade do que se afirma é do interessado, segundo o disposto na Lei n° 9,784, de 29 de janciro de 1999, art, 36, que assim dispõe (in verbis): "Art, 36, Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuizo do dever atribuido ao órgão competente para a instrução e do disposto no artigo 37 desta Lei." (Grifamos) Corrobora também essa assertiva, o disposto no art 330, II da Lei IV 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (Código de Processo Civil), o qual assevera que (in verbis): "Art 3 .33. 0 Onus da prova incumbe , 4 E como voto. 0,64.49 LUCIANO INOCE CIO DOS SANTOS - rt_el.tor Processo n° 10680.720708/2006-26 SI -TE05 AcórdRo n 0 1803-00.067 Fl. 159 ...) Omissis II — ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificative ou extintivo do direito do autor. " (Grifamos) Ora, as alegações de recurso devem ser acompanhadas das provas que as corroboram, sob a pena processual de aplicação da maxima do "Allegatio et non probatio, quasi non allegatio", qual seja, quem alega e no prova, é tido como no tendo alegado. Diante do exposto, mantenho a exigência, negando provimento ao recurso voluntário. 5
score : 1.0
Numero do processo: 10880.031501/88-57
Data da sessão: Mon Oct 15 00:00:00 UTC 2001
Data da publicação: Mon Oct 15 00:00:00 UTC 2001
Numero da decisão: CSRF/02-00.012
Decisão: RESOLVEM os Membros da Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros Jorge Freire (Relator) e Otacilio Dantas Cartaxo. Designado para o voto vencedor o Conselheiro Carlos Alberto Gonçalves Nunes.
Nome do relator: Jorge Freire
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200110
dt_publicacao_tdt : Mon Oct 15 00:00:00 UTC 2001
numero_processo_s : 10880.031501/88-57
anomes_publicacao_s : 200110
conteudo_id_s : 5289336
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 19 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : CSRF/02-00.012
nome_arquivo_s : 40200012_108800315018857_200110.PDF
ano_publicacao_s : 2001
nome_relator_s : Jorge Freire
nome_arquivo_pdf_s : 108800315018857_5289336.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros Jorge Freire (Relator) e Otacilio Dantas Cartaxo. Designado para o voto vencedor o Conselheiro Carlos Alberto Gonçalves Nunes.
dt_sessao_tdt : Mon Oct 15 00:00:00 UTC 2001
id : 4625682
ano_sessao_s : 2001
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:47:36 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714075068422684672
conteudo_txt : Metadados => date: 2013-04-12T17:54:24Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-04-12T17:54:24Z; Last-Modified: 2013-04-12T17:54:24Z; dcterms:modified: 2013-04-12T17:54:24Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:f30b9d80-2dcd-4884-b19e-464aee505a79; Last-Save-Date: 2013-04-12T17:54:24Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-04-12T17:54:24Z; meta:save-date: 2013-04-12T17:54:24Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-04-12T17:54:24Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-04-12T17:54:24Z; created: 2013-04-12T17:54:24Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; Creation-Date: 2013-04-12T17:54:24Z; pdf:charsPerPage: 1011; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-04-12T17:54:24Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA TURMA Processo n° Recurso n° Matéria Recorrente Interessada Sessão de : 10880.031501/88-57 : RD1101-01.268 : PASEP : BANCO DO ESTADO DE SAO PAULO S/A : FAZENDA NACIONAL : 15 DE OUTUBRO DE 2001 RESOLUÇÃO N° CSRF/02-0.012 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pelo BANCO DO ESTADO DE SAO PAULO S/ A. RESOLVEM os Membros da Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros Jorge Freire (Relator) e Otacilio Dantas Cartaxo. Designado para o voto vencedor o Conselheiro Carlos Alberto Gonçalves Nunes. RESIDENTE CARLOS ALBERTO GONÇALVES NU ES RELATOR DESIGNADO FORMALIZADO EM: 25 FEV 2002 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: SÉRGIO GOMES VELLOSO, MARCOS VINÍCIUS NEDER DE LIMA, DALTON CÉSAR CORDEIRO DE MIRANDA e FRANCISCO MAURÍCIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA.. Processo n° : 10880.031501/88-57 Resolução n° : CSRF/02-0.012 Recurso n° : RD/101-01.268 Recorrente : BANCO DO ESTADO DE SAO PAULO S/A. RELATÓRIO Reporto-me ao relatório do ilustre Conselheiro sorteado, Dr. Jorge Freire: "0 contribuinte acima identificado foi autuado relativamente ao PASEP, por falta de recolhimento da contribuição, fatos geradores referentes aos meses de 08/83 a 02/88. 0 enquadramento legal foi: o art. 3° da Lei Complementar n° 08/70, os arts. 6 e 14, inciso VI, do Decreto- Lei n° 2052/83 e os arts. 7 e 8 do Decreto n° 71.618/72. Em seguida, foi apresentada a impugnação alegando, em síntese, o seguinte: a)- que é contribuinte do PIS e não do PASEP pois o Decreto- Lei n° 2052/83 não tem o condão de alterar a Lei Complementar que criou o PIS; b)- que, se por absurdo, viesse a ser enquadrado como contribuinte do PASEP a base de cálculo deveria ser reduzida de acordo com os Decretos-Lei n°s 2445/88 e 2449/88; c)- protestou, ainda, pela compensação dos valores recolhidos ao FUNDO PIS-PASEP referente ao período que serviu de base a autuação. A DIVTRI/DRF/SP fez retornar o processo ao Fiscal autuante para que informasse se havia reduzido a base de cálculo nos termos dos Decretos-Lei n°s 2445/88 e 2449/88. A Fiscalização informou (fls. 110/111) que não reduziu a base de cálculo e sustentou o seu procedimento com base no art. 144 do CTN. A DRF/SP/Santa Efigênia julgou a impugnação improcedente. 0 contribuinte, então, interpôs recurso ao Conselho de Contribuintes, reiterando suas alegações. A Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes deu provimento parcial, apenas, para admitir a compensação do que fora recolhido a titulo de PIS. Foi interposto, então, pelo contribuinte Recurso Especial â Câmara Superior de Recursos Fiscais e, em seguida, apresentada petição no Processo n° : 10880.031501/88-57 Resolução n° : CSRF/02-0.012 sentido de que o Relator enfrentasse pontos que considerou não abordados quando do Acórdão. O Presidente do Primeiro Conselho de Contribuintes despachou o processo ao Conselheiro Relator que prestou os esclarecimentos necessários (fls. 471/472). Em seguida, foi negado seguimento ao Recurso Especial. Em razão disso, o contribuinte requereu revisão da admissibilidade do Recurso Especial, tendo o processo por sorteio sido encaminhado ao Conselheiro Marcos Vinícius Neder de Lima. Em seguida, foi solicitada à Delegacia Especial de Instituições Financeiras que informasse sobre a existência de Aviso de Recepção da intimação do despacho de fls. 473/477. A resposta foi negativa. O Relator manifestou-se (fls. 595/599) sobre o Recurso Especial, nos seguintes termos: "Deste modo, depreende-se está caracterizada a divergência arguida com relação ao item do ajuste da base de cálculo da contribuição, justificando-se pois, o seguimento do recurso especial para analise do mérito em instância superior". O Presidente da Câmara Superior de Recursos Fiscais manifestou- se por negar seguimento ao Pedido de Reexame do Recurso Especial de Divergência (fls. 6011606). 0 Plenário, no entanto, decidiu, por maioria de votos, vencidos os conselheiros Edison Pereira Rodrigues e °tad lio Dantas Cartaxo, admitir o Recurso Especial. Fui, então, em fevereiro de 2001, designado Relator do presente Recurso Especial." É o Relatório. 41 Processo n° : 10880.031501/88-57 Resolução n° : CSRF/02-0.012 VOTO VENCIDO Conselheiro JORGE FREIRE, Relator Do relatado, exsurge que a matéria trazida ao conhecimento desta Câmara Superior cinge-se, exclusivamente, acerca da pertinência da base de cálculo utilizada para o lançamento da contribuição ao PASEP. A decisão recorrida admitiu, apenas, que o recorrente tem direito a compensar o PIS recolhido com o PASEP lançado. No entanto, com a devida vênia, o despacho que admitiu a subida dos autos a esta instância especial administrativa foi assaz genérico, não objetivamente quantificável, vez ter afirmado que "a questão da comprovação dos valores a serem deduzidos na apuração da base de cálculo do PASEP não foi objeto de discussão desde a exordiaL Discute-se apenas a tese defendida pela recorrente, segundo a qual impõem-se tais exclusões na apuração da base de cálculo do PASEP'. Como bem apontou a Fazenda Nacional, em suas contra-razões ao recurso especial (fl. 612), "decisão desta magnitude — concessiva 6 contribuinte de direito genérico e abstrato de realizar deduções — importaria em deixar ao talante de um dos sujeitos da relação jurídica tributária a definição acerca da base de cálculo da exação, o que, em se tratando de relação ex leqe, é verdadeiramente absurdo e inadmissível: não pode a Administração tributária fazê-lo ao seu alvedrio, face ao principio da legalidade positiva que incide sobre o Estado (art. 37, caput, da Constituição), mas igualmente não se pode admitir que o contribuinte o faça, tendo em vista o principio da legalidade negativa que a todos obriga (art. 52, in iso II, da Constituição)". Processo n° : 10880.031501 188-57 Resolução n° : CSRF/02-0.012 Ora, o lançamento foi todo ele calcado em informações prestadas pela própria instituição financeira. Foi ela quem informou ao Fisco sua receita operacional, conforme depreende-se dos documentos de fls. 14/18. Se todos os elementos e valores para quantificação das exclusões da base de cálculo postuladas estão em seu poder, é seu o Onus de, ao alegar tal direito, torná-lo liquido, quantificando e identificando sua natureza. Caso contrário, suas alegações, como o foram, são dúbias, permitindo que em sede de execução do aresto seja revolvida novamente toda a matéria. E isto é contra a própria razão de ser dos recursos especiais, que, em meu sentir, não se prestam a quantificações e reanálise da prova, quanto mais de sua produção, ao menos no caso concreto, onde se quer podemos afirmar que os valores que se postula sejam excluídos da base de calculo estavam de fato nela embutidos. Ao admitirmos tal iliquidez, estaríamos conspurcando um dos princípios mais caros ao Estado Democrático de Direito, a segurança jurídica, pois estaríamos permitindo que ao cabo de todo um procedimento contencioso, surreal isticamente, ele novamente se iniciasse. . Demais disso, como aduzido, estando a recorrente com a posse dos elementos probatórios para que se pudesse verificar se de fato as exclusões postuladas de fato foram ou não incluidas na base imponivel da exação, e ai quantificar suas ponderações, deveria tê-lo apresentado nos vários momentos processuais que teve a sua disposição, sem mencionar o momento em que variadas petições foram juntadas aos autos. Isto porque, quando declarou ao fisco sua receita operacional, o ônus de provar que nela estariam incluídos valores que alega serem agora impróprios como base imponivel da exação, passou a ser seu, uma vez que a Lei Complementar n 2 08/70 aduz que a base de cálculo do PASEP 6, para as sociedades de economia mista, a receita orçamentária, inclusive transferências e receita operacional. Pugnando a recorrente, portanto, por exclusões não especificadas na LC n2 08/70, que só vieram a ser discriminadas nos Decretos-lei n' 2.445 e 1,s,N Se Processo n° : 10880.031501/88-57 Resolução n° : CSRF/02-0.012 2.449, ambos de 1988, mas que banidos por inconstitucionalidade do ordenamenfOJ jurídico, à empresa caberia especificar no seu plano de contas, mês a mês, aonde e em que valores estariam as exclusões que entende pertinente, e não como feito, com alegações vagas e imprecisas que não permitem ao julgador sequer saber se tais exclusões constavam do valor inicialmente declarado ao Fisco. Mas não o fez, vindo apenas desde de sua petição impugnatória ( fls. 126 a 163), em 28/01/1991, referindo-se, de passagem às exclusões da base de cálculo, quando pugnou pela exclusão da receita de terceiros, correção monetária, reversões de provisões e as receitas de recuperações, sequer provando que as mesmas de fato foram consideradas na autuação e em que extensão. José Frederico Marques' nos ensina que "As normas produtoras de efeitos jurídicos constituem, em última análise, verdadeiras configurações abstratas de fatos e acontecimentos, a cuja existência se prendem as consequências de ordem jurídica que os preceitos legais prevêem e disciplinam. Necessário 6, por isso, que a pessoa que pretenda obter esses efeitos jurídicos previstos nas normas e regras da lei, prove e demonstre a existência dos fatos de onde tais efeitos se originam". As disposições do artigo 333 do CPC nada mais fizeram do que positivar tal ensinamento. E não se diga que não existe preclusão em direito processual administrativo, mormente o fiscal, face a seus princípios regentes, mais especificamente a verdade material e a informalidade. Forçoso é reconhecer que a verdade processual nunca é absoluta, mas relativa, e, em certa medida, formalizada. E não se está aqui a negar o que todos sabemos, que uma das mais importantes manifestações do formalismo processual é a tensão entre o direito processual e o direito material, posto que este corre o risco de soçobrar em virtude de considerações puramente formais. Mas, I MARQUES, José Frederico. "Instituições de Direito Processual Civil, vol l a ed. atualizada, Millennium, Campinas, 2000, p. 341. Processo n° : 10880.031501/88-57 Resolução n° : CSRF/02-0.012 como afirma o aclamado processualista italiano Mauro Cappelletti 2 , "... também certo que todo o instrumento impõe, de sua vez, pelo modo de operar, certas regras técnicas, as quais devem certamente respeitar as finalidades às quais o instrumento que visa servir, mas que todavia às vezes assumem por si mesmas, - prescindindo do objeto a cujo serviço está o instrumento - , uma validade própria, uma racionalidade ou, ainda que relativa, necessidade. É este um dos aspectos da assim chamada "autonomia" do direito processual, no âmbito do qual são identificáveis certas normas, ou mesmo institutos, que podem valer "qualquer que seja" a natureza do direito substanciar Assim, na espécie, quando a lei reguladora do procedimento administrativo fiscal determinar alguma forma, estará mitigado o informalismo que os manuais apontam como principio informador do processo administrativo fiscal, e que muitos operadores do direito querem fazer crer que é um principio absoluto e ilimitado. Nélson Nery Costa, ao discorrer sobre a aplicabilidade do principio do informalismo, entende que ele não se aplica uniformemente a todas as inúmeras espécies de procedimento administrativo; expressamente ressalva os processos de caráter fiscal e disciplinar, em relação aos quais "deve prevalecer o principio da relevância das formas jurídicas, em razão da natureza da discussão produzida nestes processos administrativos" 3. Em síntese, entendo que não cabe em instância especial instrução probatória, ainda mais quando todos os meios de prova estão em poder do contribuinte que as alega. In casu, antes de adentrar no mérito, far-se-ia necessário que se constatasse primeiramente se as exclusões postuladas estariam ou não computadas na base imponivel do lançamento e em que extensão, sob pena de prolatarmos uma decisão inócua ou totalmente ilíquida. 2 CAPPLLETTI, Mauro. Ideologias en el derecho procesal, em Revista de Jurisprudência do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, trad. De Athos Gusm5o Carneiro, vol. 13/1. 3 COSTA, Nélson Nery. Processo Administrativo e suas Espécies. Rio de Janeiro, Forense, 1998, pk9. Processo n° : 10880.031501/88-57 Resolução n° : CSRF/02-0.012 Assim, diante do exposto, NEGO provimento ao Recurso Especial. • Sala s Sessões — DF, 15 de outubro de 2001. JORG FREIRE Processo no : 10880.031501/88-57 Resolução no : CSRF/02-0.012 VOTO VENCEDOR Conselheiro CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, Relator Designado: Embora não conteste em tese os fundamentos apresentados pelo ilustre relator sorteado e os não menos ilustres Conselheiros que o acompanharam na recusa de realização de diligência, o caso sob julgamento reveste-se de 41110 circunstâncias especiais que, aliadas ao principio da verdade material e o do contraditório e da ampla defesa, reclamam, inclusive por obediência ao principio da economia processual, que este Colegiado determine a realização de diligência para escoimar toda e qualquer dúvida sobre a verdadeira base de cálculo da contribuição para o PASEP que vem sendo questionada pelo sujeito passivo, desde sua impugnação (fls. 126/163); portanto, matéria prequestionada. Concordo que o sujeito passivo não tenha sido preciso quando ponderou a existência de exclusão de receita de terceiros, correção monetária, reversões de provisões e de receitas de recuperações, mas entendo, por outro lado, que o fisco, na observância dos procedimentos estabelecidos no art. 142 do Código Tributário Nacional, deveria, com os poderes de investigação que a lei lhe confere, apurar a procedência do fato alegado na defesa inclusive intimando a impugnante a fazer as demonstrações necessárias e prestar os esclarecimentos indispensáveis elucidação da questão, excluindo as parcelas que não deveriam compor a base de cálculo, ou informando as razões pelas quais a pretensão do sujeito passivo não procedia. . Isto posto, proponho que o Colegiado reserve sua manifestação sobre as preliminares apresentadas para etapa posterior, e determine, desde logo, a realização de uma diligência junto à repartição de origem para que: 1) o sujeito passivo seja intimado para, em prazo razoável, comprovar que a base de cálculo utilizada no lançamento da Processo n° : 10880.031501/88-57 Resolução n° : CSRF/02-0.012 contribuição abrange receita de terceiros, correção monetária, reversão de provisões e as receitas de recuperações, apresentando, para tanto, demonstrativos precisos sobre esses valores, com indicação dos lançamentos contábeis correspondentes, e os esclarecimentos indispensáveis elucidação da questão; 2) a fiscalização, realizando, se necessário, exame da escrita do contribuinte, se pronuncie sobre a exatidão dos demonstrativos e a autenticidade dos documentos eventualmente apresentados, prestando, outrossim, os esclarecimentos necessários à realização da justiça fiscal; 3) dê ciência ao sujeito passivo das conclusões da fiscalização, abrindo-lhe prazo para, querendo, pronunciar-se a respeito delas. É como voto. Sala das Sessões-DF, em 15 de outubro de 2001. CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES RELATOR DESIGNADO
score : 1.0
Numero do processo: 10166.018476/99-81
Data da sessão: Wed Jul 17 00:00:00 UTC 2002
Data da publicação: Mon Jun 17 00:00:00 UTC 2002
Ementa: Tributário. Imposto de Renda e Contribuição Social. Medida
Provisória n° 812, de 31.12.94, convertida na Lei n° 8.981/95.
Artigos 42 e 58, que reduziram a 30% a parcela dos prejuízos
sociais, de exercícios anteriores, suscetível de ser deduzida no
lucro real, para apuração dos tributos em referência. Alegação de
ofensa aos princípios da anterioridade e da irretroatividade.
Diploma normativo que foi editado em 31.12.94, a tempo, portanto,
de incidir sobre o resultado do exercício financeiro encerrado.
Descabimento da alegação de ofensa aos princípios da
anterioridade e da irretroatividade, relativamente ao Imposto de
Renda
Numero da decisão: CSRF/01-03.918
Decisão: Acordam os Membros da Primeira Turma da Câmara Superior de
Recursos Fiscais, por maioria de votos, em DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Victor Luis de Salles Freire e Remis Almeida Estol.
Nome do relator: Celso Alves Feitosa
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200207
ementa_s : Tributário. Imposto de Renda e Contribuição Social. Medida Provisória n° 812, de 31.12.94, convertida na Lei n° 8.981/95. Artigos 42 e 58, que reduziram a 30% a parcela dos prejuízos sociais, de exercícios anteriores, suscetível de ser deduzida no lucro real, para apuração dos tributos em referência. Alegação de ofensa aos princípios da anterioridade e da irretroatividade. Diploma normativo que foi editado em 31.12.94, a tempo, portanto, de incidir sobre o resultado do exercício financeiro encerrado. Descabimento da alegação de ofensa aos princípios da anterioridade e da irretroatividade, relativamente ao Imposto de Renda
dt_publicacao_tdt : Mon Jun 17 00:00:00 UTC 2002
numero_processo_s : 10166.018476/99-81
anomes_publicacao_s : 200206
conteudo_id_s : 4420592
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jun 06 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : CSRF/01-03.918
nome_arquivo_s : 40103918_000243_101660184769981_008.PDF
ano_publicacao_s : 2002
nome_relator_s : Celso Alves Feitosa
nome_arquivo_pdf_s : 101660184769981_4420592.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os Membros da Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, em DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Victor Luis de Salles Freire e Remis Almeida Estol.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 17 00:00:00 UTC 2002
id : 4630321
ano_sessao_s : 2002
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:47:49 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714075068430024704
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-08T12:44:54Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-08T12:44:54Z; Last-Modified: 2009-07-08T12:44:54Z; dcterms:modified: 2009-07-08T12:44:54Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-08T12:44:54Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-08T12:44:54Z; meta:save-date: 2009-07-08T12:44:54Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-08T12:44:54Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-08T12:44:54Z; created: 2009-07-08T12:44:54Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2009-07-08T12:44:54Z; pdf:charsPerPage: 1609; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-08T12:44:54Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA 40:4N- CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS _ .•4L.4j,;X°' PRIMEIRA TURMA Processo : 10166.018476/99-81 Recurso : RP/103-0.243 Matéria : IRPJ/CSLL Recorrente : FAZENDA NACIONAL Recorrida : TERCEIRA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sujeito Passivo : SOL TRANSPORTES COLETIVOS LTDA Sessão de : 17 DE JUNHO DE 2002 Acórdão n.° : CSRF/01-03.918 Tributário. Imposto de Renda e Contribuição Social. Medida Provisória n° 812, de 31.12.94, convertida na Lei n° 8.981/95. Artigos 42 e 58, que reduziram a 30% a parcela dos prejuízos sociais, de exercícios anteriores, suscetível de ser deduzida no lucro real, para apuração dos tributos em referência. Alegação de ofensa aos princípios da anterioridade e da irretroatividade. Diploma normativo que foi editado em 31.12.94, a tempo, portanto, de incidir sobre o resultado do exercício financeiro encerrado. Descabimento da alegação de ofensa aos princípios da anterioridade e da irretroatividade, relativamente ao Imposto de Renda. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. Acordam os Membros da Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, em DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Victor Luis de Salles Freire e Remis Almeida Estol. ISON P k ODRIGUES PRESIDN , CELSO ALVES FEITOSA RELATOR FORMALIZADO EM: 2 :?002 Participaram, ainda do presente julgamento, os Conselheiros: ANTONIO DE FREITAS DUTRA, MARIA GORETTI DE BULHÕES CARVALHO, CÂNDIDO RODRIGUES NEUBER, LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO, VERINALDO Processo : 10166.018476/99-81 Acórdão n.° : CSRF/01-03.918 HENRIQUE DA SILVA, MARIA AMÉLIA FRAGA FERREIRA (SUPLENTE CONVOCADO), IACY NOGUEIRA MARTINS MORAIS WILFRIDO AUGUSTO MARQUES, JOSÉ CLOVIS ALVES, NATANAEL MARTINS (SUPLENTE CONVOCADO) MÁRIO JUNQUEIRA FRANCO JÚNIOR e MANOEL ANTONIO GADELHA DIAS. Ausentes justificadamente os Conselheiros José Carlos Passuello e Carlos Alberto Gonçalves Nunes.. 2. Processo : 10166.018476/99-81 Acórdão n.° : CSRF/01-03.918 Recurso n° : RP/103-0.243 Recorrente : FAZENDA NACIONAL Sujeito Passivo : SOL TRANSPORTES COLETIVOS LTDA. , RELATÓRIO O recurso especial foi interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional (fls. 150/156), com fundamento no artigo 5 0 , I, do RICSRF, aprovado pela Portaria MF n° 55/98, estando aquele delimitado pela questão relativa à limitação da compensação de prejuízos fiscais, nos termos da Lei 8981/95. Aduz, em suma: : /) que o voto condutor do acórdão recorrido além de não , traduzir entendimento unânime, conflita com norma expressa contida no art. 42 e parágrafo único da Lei 8981/95, que "... inadmitem, expressamente, a redução , superior a 30% do lucro líquido, apurado nos anos calendário posteriores a 1995, ,, , mediante compensação de prejuízos fiscais." , io as Cortes de Justiça Superiores (STJ e STF) já decidiram que a Lei 8981/95 é constitucional; o mesmo ocorrendo em sede administrativa; 1 ih) a formação do "direito adquirido" à compensação integral , dos prejuízos incorridos antes da edição da Lei 8981/95 depende da realização de todos os fatos necessários à sua configuração, o que não é o caso dos autos, tendo em vista a edição anterior da MP 812/94 (que foi convertida na mencionada Lei 8981/95); /7 1iv) que, ademais, não há direito adquirido quanto à forma (e ,, exercício do direito, sendo que o art. 42 da Lei 8981/95 apenas disciplinou a forma , de exercício de um direito, não o excluindo, contudo. 3, Processo : 10166.018476/99-81 Acórdão n.° : CSRF/01-03.918 Às fls. 183/184 encontra-se o Despacho PRESI n° 103- 0080/2001, dando seguimento ao recurso, determinando o encaminhamento dos autos à Delegacia da Receita Federal em Brasília/DF para as providências cabíveis, com intimação para apresentação de contra-razões, e posterior retorno à Câmara para encaminhamento dos autos à Câmara Superior de Recursos Fiscais. O Recorrido apresentou contra-razões ao recurso interposto às fls. 187/199. Leio as peças. É o relatório. Processo : 10166.018476/99-81 Acórdão n.° : CSRF/01-03.918 VOTO CONSELHEIRO CELSO ALVES FEITOSA - RELATOR Concordo com a o entendimento da presidência da Câmara recorrida que deu seguimento ao recurso especial. Efetivamente presente está a divergência. Além do mais, o julgado atacado não foi unânime. Ao que se sabe, nos Tribunais Superiores a matéria vem assim sendo decidida, contra o entendimento do Sujeito Passivo: STJ "Agravo no Agravo de instrumento. Decisão Monocrática que conhece o Agravo de Instrumento para dar provimento ao Recurso Especial. Medida Provisória n° 812/94, convertida na Lei n° 8.981/95. Violação ao art. 42 do Diploma Federal. I.. O art. 42 da Lei n° 8.981/95, que limita o direito à compensação, tem eficácia a partir de 31/12/94, data de publicação da Medida Provisória n° 812. II. Inexiste direito líquido e certo de proceder à compensação dos prejuízos fiscais acumulados até 31 de dezembro de 1994 na base de cálculo do Imposto de Renda, sem limites da Lei n° 8.891/95. Precedente do Excelso Supremo Tribunal Federal: RE 232.084, Rel. Min. limar Gaivão". ( 1999/0044699-2 — Agrte. Casa Anglo Brasileira S/A — Agrdo. Fazenda Nacional — Rel. Min. Nancy Andrighi — AI n° 243.514) "Imposto de Renda de Pessoas Jurídicas — Compensação de Prejuízos Ficais — Lei n° 8.921/95 — Medida Provisória n° 812/95 — Princípio da Anterioridade. A medida Provisória n° 812, convertida na Lei n° 8.921/95 não contrariou o princípio constitucional da anterioridade. Na fixação da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro, o lucro líquido ajustado poderá ser reduzido pár compensação da base de cálculo negativa, apurada em períodos bases anteriores em, no máximo, trinta por cento. A compensação da parcela dos prejuízos fiscais excedentes a 30% poderá ser efetuada, integralmente, nos anos calendários subsequentes. A vedação do direito à compensação de prejuízos fiscais pela Lei n° 8.981/95 não violou o direito adquirido, vez que o fato Processo : 10166.018476/99-81 Acórdão n.° : CSRF/01-03.918 gerador do imposto de renda só ocorre após o transcurso do período de apuração que coincide com o término do exercício financeiro. Recurso improvido." ( REsp . 252.536 — CE (2000/0027459-3) — Rel. Min. Garcia Vieira — Recte. Metalgráfica Cearense S/A — Mecesa — Recdo. Fazenda Nacional ) STF (RE . 232.084 — voto — Min. limar Gaivão) " ... Acontece, no entanto, que, no caso, a medida provisória foi publicada no dia 31.12.94, a tempo, portanto, de incidir sobre o resultado financeiro doe exercício, encerrado no mesmo dia, sendo irrelevante, para tanto, que o último dia do ano de 1994 tenha recaído num sábado, se não se acha comprovada a não- circulação do Diário Oficial da União naquele dia. Não há falar, portanto, quanto ao Imposto de Renda, em aplicação ofensiva aos princípios constitucionais invocados. Se assim, entretanto, se deu quanto ao imposto de renda, o mesmo não é de dizer-se da contribuição social, cuja majoração estava sujeita ao princípio da anterioridade nonagesimal, segundo o qual a norma jurídica inovadora , para alcançar o balanço de 31.12.94, haveria de ter sido editada até 31/10/94, o que, como visto, não se verificou. Ante o exposto, meu voto conhece, em parte, do recurso e, nessa parte, lhe dá provimento, para declarar inaplicável, no que tange ao exercício de 1994, o art. 58 da Medida Provisória n° 812/94, que majorou a contribuição social incidente sobre o lucro das empresas". (RE . 256.273 — voto — Min. limar Gaivão) "... A Medida Provisória n° 812/94, nos artigos 42 e 58, dispôs do seguinte modo: ../ "Art. 42. A partir de 1° de janeiro de 1995 para efeito 16e determinar o lucro real, o lucro líquido ajustado pelas adiçõe e exclusões previstas ou autorizadas pela legislação do Impgsto sobre a Renda poderá ser deduzido em, no máximo, trinta/por cento. Parágrafo único. A parcela dos prejuízos fiscais apurados até 31 de dezembro de 1994, não compensada em razão do disposto no "caput" deste artigo poderá ser utilizada nos anos- calendários subsequentes." Art. 58. Para efeito de determinação da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro, o lucro líquido ajusta poderá ser reduzido por compensação da base de cálculo negativa, ç' Processo : 10166.018476/99-81 Acórdão n.° : CSRF/01-03.918 apurada em períodos-bases anteriores em, no máximo, trinta por cento." Considerando que, pelo regime anterior, do Decreto-Lei n° 1.598/77, o contribuinte podia compensar o prejuízo apurado em um período-base com o lucro real apurado nos quatro períodos-bases subsequentes, podendo fazê-lo de forma total ou parcial, em um ou mais períodos, à sua vontade (art. 64 e § 2°), é fora de dúvida que para aqueles que, efetivamente, registraram prejuízo, as normas transcritas importaram aumento de imposto (no primeiro caso) e de contribuição social (no segundo), limitados que ficaram à compensação de apenas 30% daqueles prejuízos por ano. Se assim é, fácil deduzir que, para influir na apuração do lucro do exercício de 1994, para fim do cálculo do imposto de renda devido em 1995, bastaria que a referida Medida Provisória n° 812/94 fosse publicada ainda no mencionado exercício (art. 150, III, a e b), o que, efetivamente, não ocorreu, já que foi veiculada no "Diário Oficial da União", de 31/12/94. Chegou a recorrente a afirmar que citado Diário Oficial somente teve sua distribuição iniciada à 19;45min daquele sábado, fato que, todavia , não chegou a ser comprovado. Para afetar o cálculo da contribuição social de 1995 mister seria, no entanto, que a medida provisória houvesse sido dada à luz até o dia 31 de outubro de 1994, em face da anterioridade nonagesimal prevista no art. 195, § 6°, da Constituição. Posto que tal não se verificou, é fora de dúvida que não incidiu ela, para esse efeito, no balanço social de 1994. Acontece, porém, que o recurso não trouxe alegação de ofensa ao art. 195, § 6°, da Constituição, motivo pelo qual não há como provê-lo nesse ponto. Meu voto, por isso, não conhece do recurso." ,/ Os julgados estão assim ementados: " Ementa — Tributário. Imposto de Renda e Contribuição ,12,cial. Medida Provisória n° 812, de 31.12.94, convertida na Lei n° 8.981/95. Artigos 42 e 58, que reduziram a 30% a parcela dos prejuízos sociais, de exercícios anteriores, suscetível de ser deduzida no lucro real, para apuração dos tributos em referência. Alegação de ofensa aos princípios da anterioridade e da irretroatividade. Diploma normativo que foi editado em 31.12.94, a tempo, portanto, de incidir sobre o resultado do exercício financeiro encerrado. Descabimento da alegação de ofensa aos princípios da anterioridade e da irretroativid, ade, relativamente ao Imposto de Renda, o mesmo não se dando no tocante à contribuição Processo : 10166.018476/99-81 Acórdão n.° : CSRF/01-03.918 social, sujeita que está à anterioridade nonagesimal prevista no art. 195, § 6° da CF, que não foi observado. Recurso conhecido, em parte, e nela provido." (RE. 232.084-9) " Ementa — Tributário. Imposto de Renda e Contribuição Social. Medida Provisória n° 812, de 31.12.94, convertida na Lei n° 8.981/95. Artigos 42 e 58, que reduziram a 30% a parcela dos prejuízos sociais, de exercícios anteriores, suscetível de ser deduzida no lucro real, para apuração dos tributos em referência. Alegação de ofensa aos princípios da anterioridade, da irretroatividade e do direito adquirido. Diploma normativo que foi editado em 31.12.94, a tempo, portanto, de incidir sobre o resultado do exercício financeiro encerrado, ante a não-comprovação de haver o Diário Oficial sido distribuído no sábado, no mesmo dia, do referido diploma normativo. Descabimento da alegação de ofensa dos princípios da anterioridade e da irretroatividade, e, obviamente, do direito adquirido, relativamente ao Imposto de Renda, o mesmo não se dando no tocante à contribuição social, sujeita que está à anterioridade nonagesimal prevista no art. 195, § 6° da CF, que não foi observado. Ausência, entretanto, de alegação de ofensa ao mencionado dispositivo. Recurso não conhecido" (RE. 256.273) A acusação que dá embasamento à imputação diz respeito a IRPJ de 1995, apurado por opção lucro real mensal, conforme consta dos autos. Dai emerge a da impossibilidade de compensação em percentual, quanto ao prejuízo, superior a 30%, nos termos do que ficou exposto, afastados ficando ainda, os demais argumentos de violação a outros princípios constitucionais, nos termos do fixado nos julgados apontados. Conheço do recurso e lhe dou provimento. É como voto. Sala das Sessões — DF, em/ 17 de junho de 2002 40‹: CEL. - O LV EITOSA Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10108.000089/2001-59
Data da sessão: Wed Oct 28 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed Oct 28 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
Exercício: 1997
ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA - RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO. ATO CONSTITUTIVO.
A averbação no registro de imóveis da área eleita pelo proprietário/possuidor é ato constitutivo da reserva legal; portanto, somente após a sua prática é que o sujeito passivo poderá exclui-la da base de cálculo para apuração do ITR.
Recurso especial provido.
Numero da decisão: 9202-000.378
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Gonçalo Bonet Allage e Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti (convocada).
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - valor terra nua
Nome do relator: Júlio César Vieira Gomes
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : ITR - notific./auto de infração eletrônico - valor terra nua
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200910
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 1997 ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA - RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO. ATO CONSTITUTIVO. A averbação no registro de imóveis da área eleita pelo proprietário/possuidor é ato constitutivo da reserva legal; portanto, somente após a sua prática é que o sujeito passivo poderá exclui-la da base de cálculo para apuração do ITR. Recurso especial provido.
dt_publicacao_tdt : Wed Oct 28 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 10108.000089/2001-59
anomes_publicacao_s : 200910
conteudo_id_s : 4446571
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jul 02 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 9202-000.378
nome_arquivo_s : 920200378_130555_10108000089200159_006.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : Júlio César Vieira Gomes
nome_arquivo_pdf_s : 10108000089200159_4446571.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Gonçalo Bonet Allage e Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti (convocada).
dt_sessao_tdt : Wed Oct 28 00:00:00 UTC 2009
id : 4637958
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:48:28 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714075068446801920
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-14T14:59:43Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-14T14:59:43Z; Last-Modified: 2010-01-14T14:59:43Z; dcterms:modified: 2010-01-14T14:59:43Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-14T14:59:43Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-14T14:59:43Z; meta:save-date: 2010-01-14T14:59:43Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-14T14:59:43Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-14T14:59:43Z; created: 2010-01-14T14:59:43Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2010-01-14T14:59:43Z; pdf:charsPerPage: 1204; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-14T14:59:43Z | Conteúdo => CSRF-T2 Fl. 1 • '------:,;.--' MINISTÉRIO DA FAZENDA 'I STn:(. . •I7:: '''; CONSELHO ADMINISTRATIVO DE REcuRsos FISCAIS • CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo n° 10108.000089/2001-59 Recurso n° 330.555 Especial do Procurador Acórdão n° 9202-00.378 — 2' Turma Sessão de 28 de outubro de 2009 Matéria ITR Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado CUNHATAMM LTDA ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 1997 ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA - RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO. ATO CONSTITUTIVO. A averbação no registro de imóveis da área eleita pelo proprietário/possuidor é ato constitutivo da reserva legal; portanto, somente após a sua prática é que o sujeito passivo poderá exclui-la da base de cálculo para apuração do ITR. Recurso especial provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Gonçalo Bonet Allage e Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti (convocada). 40011, . /40r1 r ... il GONÇ ' (I is, e ALLAGE — Presidente em exercício 11 . JULIO 1 , A' IRA GOMES - Relator EDITAI)* M: n / ,..„....., , u‘1. Ut: L eli09 , 1 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Gonçalo Bonet Allage (substituto do Vice-Presidente), Caio Marcos Candido, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti (convocada), Julio Cesar Vieira Gomes, Manoel Coelho Arruda Júnior, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Francisco Assis de Oliveira Júnior, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Carlos Alberto Freitas Barreto. Relatório Trata-se de recurso especial de interposto pela Fazenda Nacional contra Acórdão, no qual, decidiu-se pela exclusão da base de cálculo do ITR da área do imóvel de correspondente à reserva legal, ainda que à época dos fato gerador não houvesse sua averbação do registro de imóveis. Alega o ilustre representante da Fazenda Nacional que o acórdão diverge da tese prevalente em outra turma deste Conselho que reconheceu a contrariedade à legislação tributária. Ao prover o recurso voluntário, o acórdão recorrido acabou por malferir o art. 10, § 40, inciso I, da 1N/SRF N° 43/1997, que disciplinou a Lei 9.393/96, com a redação do art, r, inciso II, da IN/SRF N° 67/97 e ofender o artigo 111 e 114, ambos do CTN. Em contra-razões, o interessado sustenta a inadmissibilidade do recurso e, no mérito, reprisa os argumentos em seu recurso voluntário. É o relatório. VOO Conselheiro JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Relator Uma vez atendidos os pressupostos para admissibilidade conheço do recurso e passo ao seu exame. Devolve-se a esta Câmara Superior de Recursos Fiscais o exame quanto à essencialidade ou não do cumprimento de determinadas exigências ou formalidades para fins de inclusão na base de cálculo do imposto territorial rural - I'TR das áreas rurais de proteção ambiental, conforme artigo 11 da Lei n° 8.847/94, verbis: Art. 11. São isentas do imposto as áreas: 1— de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n° 4.771, de 1965, com a nova redação dada pela Lei n° 7.803, de 1989. (.) Embora ambas as áreas sejam protegidas, há distinção na legislação no que se refere ao tratamento fiscal a elas dispensado, especialmente quanto às exigências a serem cumpridas. Para a área conceituada como reserva legal pelo artigo 16, §2° do Código Florestal, com a redação trazida pela Lei n° 7.803/89, a exigência é a averbação no órgão 2 Processo n° 10108.000089/2001-59 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.378 Fl. 2 competente de registro da destinação para preservação ambiental de área não inferior a 20% do total do imóvel. É o que se conclui da combinação com a parte final do artigo 11 inciso I da Lei n° 8.847/94, acima transcrito. Tem-se que a, ao alterar o art. 16 da Lei n° 4.771/65, acrescentou-lhe dois parágrafos, sendo que, na hipótese dos autos, interessa-nos o § 2°, com a seguinte redação, in verbis: "Art. 16. § 1. § 2°. A reserva legal, assim entendida a área de, no mínimo, 20% (vinte por cento) de cada propriedade, onde não é permitido o corte raso, deverá ser averbada à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente, sendo vedada a alteração de sua destin4ção, nos casos de transmissão, a qualquer título, ou de desmembramento da área." Além da definição, merecem ressaltos os efeitos da averbação de determinada área imobiliária como reserva legal. Não se trata de formalidade, mas sim de ato constitutivo. Ela modifica o direito real sobre o imóvel e para tanto deve ser adotada a mesma forma, que é o registro no órgão competente, nos termos do artigo 1.227 do Código Civil, verbis: Art. 1.227. Os direitos reais sobre imóveis constituídos, ou transmitidos por atos entre vivos, só se adquirem com o registro no Cartório de Registro de Imóveis dos referidos títulos (arts. 1.245 a 1.247), salvo os casos expressos neste Código. Por essa razão é que o Código Florestal passou a exigir a averbação no registro de propriedade do imóvel, fazendo com que a partir de então sobre àquela área o proprietário se submeta às limitações administrativas que lhe são impostas pela lei. Nesse sentido, transcrevo voto do Conselheiro Luis Marcelo Guerra de Castro (Acórdão n° 303- 34.883 de 07/11/2007, da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes): Consoante pródiga jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, v.g. os EDcl no AgRg no REsp 255170 / SP, Min. Luiz Fux e o RMS 18301 / MG, Min. João Otávio de Noronha, a reserva legal representa uma modalidade de limitação administrativa à propriedade rural. Como tal, tanto pode sujeitar o proprietário a obrigações de não fazer (o corte raso) quanto de fazer (de delimitar a área de reserva e averbá-la junto ao órgão competente). Veja-se a lição Maria Silvia di Pietro (Direito Administrativo. São Paulo. Atlas. 2003. 15a ed., p. 128) As limitações podem, portanto, ser definidas como medidas de caráter geral, impostas com fundamento no poder de policia do Estado, gerando para os proprietários obrigações positivas ou negativas, com o fim de condicionar o exercício do direito de propriedade ao bem-estar social. (destaquei) 3 De se notar, que, para a solução da lide, interessa definir em que momento se considera constituída tal restrição administrativa, pois somente após a sua constituição é que se configura a debatida hipótese de incidência "negativa", que exclui as áreas submetidas à restrição do pagamento do ITR. Com as devidas vênias, portanto, não me filio ao entendimento de que a averbação seria apenas uma mera formalidade, cujo descumprimento implicaria multa administrativa, e só: Não se admite que o Fisco afirme sustentação legal no Código Florestal para exigir averbação das áreas como condição ao seu reconhecimento como isentas de tributação pelo ITR. Esse tipo de infração ao Código Florestal pode e deve acarretar sanção punitiva, mas que não atinge em nada o direito de isenção do ITR quanto a essas áreas se elas forem de fato de preservação permanente, de reserva legal ou de servidão federal, conforme definidas na Lei 4.771/65 (Código Florestal) (.) De fato agrediria a lógica elementar estabelecer como condição prévia à isenção de área sob reserva legal, o mero ato de averbação, acessório, complementar na tarefa central de buscar a preservação da área, e que cumpre a finalidade especifica de dar conhecimento erga omnes, de forma a que qualquer adquirente posterior esteja ciente e possa ser responsabilizado pelo descumprimento da limitação de utilização imposta por lei, para áreas com certas características geográficas, ecológicas, históricas, de interesse ambiental, que constituem patrimônio nacional a ser obrigatoriamente preservado, independentemente de qualquer ato declarató rio do fisco ou de qualquer outro órgão administrativo. A definição de área de reserva legal é estabelecida no Código Florestal, a existência de áreas conforme a definição caracteriza a obrigação imposta não apenas ao proprietário, mas a todos, inclusive à administração pública, de preservação de tal área (Recurso Voluntário n° 12 7.562, de lavra do i. Conselheiro Zenaldo Loibman) É uma peculiaridade da reserva legal a eleição pelo próprio proprietário ou possuidor de qual parte da propriedade, não inferior a 20%, será reservada para a proteção ambiental. É a única modalidade que apresenta essa característica, nas demais, por exemplo a área de preservação permanente, a própria lei cuida de delimitá-la. Repito: somente se constitui reserva legal com a averbação da área eleita pelo proprietário/possuidor. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal pacificou-se nesse mesmo sentido. Transcrevo o resultado de pesquisa realizada pelo Conselheiro Luis Marcelo Guerra de Castro (Acórdão n° 303-34.883 de 07/11/2007, da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes): No Pretório Excelso, tal posição firmou-se a partir do julgamento do Mandado de Segurança n° 22688-9/PB (Tribunal Pleno, relatado pelo Ministro Moreira Alves, DJ de 28/04/2000) em que se discutia os efeitos da constituição de reserva legal sobre o cálculo da produtividade de imóvel em processo de desapropriação para fins de reforma agrária. 4 Processo n° 10108.000089/2001-59 CSIIFTZ Acórdão n.° 9202-00.378 Fl. 3 A questão, portanto, é saber, a despeito de não averbada se a área correspondente à reserva legal deveria ter sido excluída da área aproveitável total do imóvel para fins de apuração da sua produtividade nos termos do art. 6°, caput, parágrafo, da Lei 8.629/93, tendo em vista o disposto no art.. 10, IV dessa Lei de Reforma Agrária. Diz o art 10: Art. 10. Para efeito do que dispõe esta lei, consideram-se não aproveitáveis: (.) IV - as áreas de efetiva preservação permanente e demais áreas protegidas por legislação relativa à conservação dos recursos naturais e à preservação do meio ambiente. Entendo que esse dispositivo não se refere a uma fração ideal do imóvel, mas as áreas identificadas ou identificáveis. Desde que sejam conhecidas as áreas de efetiva preservação permanente e as protegidas pela legislação ambiental devem ser tidas como aproveitadas. Assim, por exemplo, as matas ciliares, as nascentes, as margens de cursos de água, as áreas de encosta, os manguezais. A reserva legal não é uma abstração matemática. Há de ser entendida como uma parte determinada do imóvel. Sem que esteja identificada, não é possível saber se o proprietário vem cumprindo as obrigações positivas e negativas que a legislação ambiental lhe impõe. Por outro lado, se sabe onde concretamente se encontra a reserva, se ela não foi medida e demarcada, em caso de divisão ou desmembramento de imóvel, o que dos novos proprietários só estaria obrigado por a preservar vinte cento da sua parte. Desse modo, a cada nova divisão ou desmembramento, haveria uma diminuição do tamanho da reserva, proporcional à diminuição do tamanho do imóvel, com o que restaria frustrada a proibição da mudança de sua destinaçéio nos casos de transmissão a qualquer titulo ou de desmembramento, que a lei florestal prescreve. Estou assim em que, sem a averbação determinada pelo § 2 0 do art 16 da Lei n° 4.771/65 não existe a reserva legal. (os destaques não constam do original) Nessa mesma linha, o MS 23.370-2/GO, Tribunal Pleno, Relator designado Min. Sepúlveda Pertence, D1 de 28/04/2000: EMENTA: 1 - Reforma agrária: apuração da produtividade do imóvel e reserva legal: 5 A "reserva legal", prevista no art. 16, 2° do Código Florestal, não é quota ideal que possa ser subtraída da área total do imóvel rural, para o fim do cálculo de sua produtividade (cf L. 8.629/93, art. 10, IRsem que esteja identificada na sua averbação (v.g MS 22.688) Apenas para demonstrar a manutenção desse entendimento jurisprudencial na Excelsa Corte, trago à colação o MS 25186 / DF, Tribunal Pleno, de relatoria do Ministro Carlos Brito, publicado no DJ de 02/03/2007: Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a área de reserva florestal não identificada no registro imobiliário não é de ser subtraída da área total do imóvel para o fim de cálculo da produtividade. Precedente: MS 22.688. Peço licença para transcrever novamente outro trecho do voto condutor onde tal entendimento fica consignado: Relembrando o que observou o Ministro Pertence, uma diferença essencial entre as áreas de reserva legal e de preservação permanente, é exatamente a ausência de pré-definição de quais são as áreas efetivamente sujeitas a proteção diferenciada. Antes da demarcação, portanto, o efeito invocado no voto condutor resta esvaziado, pois inexiste área a proteger, apenas a obrigação de se constituir um percentual sujeito a proteção. Por fim, adverte-se para a vedação prevista no artigo 62 do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22/06/2009: Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Quanto às exigências relacionadas à reserva legal, portanto, conclui-se que a averbação junto ao registro de imóveis competente é essencial para a sua constituição como tal, o que implica a inclusão na base de cálculo do ITR da área ainda não averbada quando da ocorrência do fato gerador do tributo. Em razãt do exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso interposto pela Fazenda Na b . o , Julio Cc.. • 't -ira Gomes - Relator 6
score : 1.0
Numero do processo: 11065.004349/2005-03
Data da sessão: Thu Mar 05 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Mar 05 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2001
PARTILHA POR ESCRITO PARTICULAR. HOMOLOGAÇÃO JUDICIAL.
A teor do que prescrevem o artigo 2.015 do Código Civil de 2002 e o artigo 1.031 do Código de Processo Civil, a homologação judicial é requisito essencial para a partilha amigável por instrumento particular.
DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. PRESUNÇÃO RELATIVA DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS.
O artigo 42 da Lei n° 9.430/96 estabelece presunção relativa que, corno tal, inverte o ônus da prova, cabendo ao contribuinte desconstituí-la.
Não se presta a desconstituir referida presunção a apresentação de partilha sem homologação judicial celebrada cinco anos após a remessa dos recursos ao contribuinte no exterior.
Hipótese em que o contribuinte não nega a realização da transferência de recursos em seu nome.
Recurso negado.
Numero da decisão: 3301-000.039
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara
da Terceira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: Alexandre Naoki Nishioka
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200903
ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2001 PARTILHA POR ESCRITO PARTICULAR. HOMOLOGAÇÃO JUDICIAL. A teor do que prescrevem o artigo 2.015 do Código Civil de 2002 e o artigo 1.031 do Código de Processo Civil, a homologação judicial é requisito essencial para a partilha amigável por instrumento particular. DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. PRESUNÇÃO RELATIVA DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS. O artigo 42 da Lei n° 9.430/96 estabelece presunção relativa que, corno tal, inverte o ônus da prova, cabendo ao contribuinte desconstituí-la. Não se presta a desconstituir referida presunção a apresentação de partilha sem homologação judicial celebrada cinco anos após a remessa dos recursos ao contribuinte no exterior. Hipótese em que o contribuinte não nega a realização da transferência de recursos em seu nome. Recurso negado.
dt_publicacao_tdt : Thu Mar 05 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 11065.004349/2005-03
anomes_publicacao_s : 200903
conteudo_id_s : 5645636
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun Apr 19 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 3301-000.039
nome_arquivo_s : 330100039_159926_11065004349200503_009.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : Alexandre Naoki Nishioka
nome_arquivo_pdf_s : 11065004349200503_5645636.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 05 00:00:00 UTC 2009
id : 4639370
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:48:56 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714075068453093376
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-09T15:46:18Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-09T15:46:17Z; Last-Modified: 2009-09-09T15:46:18Z; dcterms:modified: 2009-09-09T15:46:18Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-09T15:46:18Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-09T15:46:18Z; meta:save-date: 2009-09-09T15:46:18Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-09T15:46:18Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-09T15:46:17Z; created: 2009-09-09T15:46:17Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2009-09-09T15:46:17Z; pdf:charsPerPage: 1463; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-09T15:46:17Z | Conteúdo => S3-C3T1 Fl. 78 tL MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 11065.004349/2005-03 Recurso n° 159.926 Voluntário • Acórdão n° 3301-00.039 — 3' Câmara / 1' Turma Ordinária Sessão de 05 de março de 2009 Matéria TRPF Recorrente JOHN ALBERT GROSSMANN Recorrida 4'/. TURMA/DRJ-PORTO ALEGRE/RS Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF • Exercício: 2001 PARTILHA POR ESCRITO PARTICULAR. HOMOLOGAÇÃO JUDICIAL. A teor do que prescrevem o artigo 2.015 do Código Civil de 2002 e o artigo 1.031 do Código de Processo Civil, a homologação judicial é requisito essencial para a partilha amigável por instrumento particular. DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. PRESUNÇÃO RELATIVA DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS. • O artigo 42 da Lei n°. 9.430196 estabelece presunção relativa que, corno tal, inverte o ônus da prova, cabendo ao contribuinte desconstitui-la. Não se presta a desconstituir referida presunção a apresentação de partilha sem homologação judicial celebrada cinco anos após a remessa dos recursos ao contribuinte no exterior. Hipótese em que o contribuinte não nega a realização da transferência de recursos em seu nome. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. & Processo n° 11065.004349/200S-03 S3-C3T1 Acórdão n.°3301-00.039 Fl. 79 e • "" • UIA • ESSOA MONTEIRO Presidi te n ALEXANDRE ge, ) 4C,. RE NAOÍCI NI RIO Relator FORMALIZADO EM: 03 JUN 2009 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Raimundo Tosta Santos, Silvana Mancini Karam, Núbia Matos Moura, Eduardo Tadeu Farah, Vanessa Pereira Rodrigues Domene e Moisés Giacomelli Nunes da Silva. 2 Processo e 11065.004349/2005-03 S3-C3T1 Acórdão n.• 3301-00.039 Fl. 80 Relatório Trata-se de recurso voluntário (fls. 68/75) interposto, em 04 de junho de 2007, contra o acórdão de fls. 53/61, do qual o Recorrente teve ciência em 10 de maio de 2007 (fis. 64), proferido pela 4' Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Porto Alegre (RS), que, por unanimidade de votos, julgou procedente o auto de infração de fls. 38/39, lavrado em 12 de dezembro de 2005 (ciência em 12 de dezembro, fls. 44), em decorrência de omissão de rendimentos caracterizada por depósito bancário com origem não comprovada, verificada no ano-calendário de 2000. O relatório contido no acórdão recorrido resume as infrações apontadas e as alegações do Recorrente da seguinte forma: "Contra o contribuinte retro mencionado foi lavrado o Auto de Infração do Imposto de Renda de Pessoa Física de fls. 38/43, acompanhado do Relatório de Ação Fiscal de fls. 34/37, exigindo o recolhimento do crédito tributário no valor total de R$ 240.893,68, incluindo multa de oficio de 75% e juros de mora. Da ação fiscal restou a constatação da seguinte irregularidade: - OMISSÃO DE RENDIMENTOS CARACTERIZADA POR DEPÓSITOS BANCÁRIOS COM ORIGEM NÃO COMPROVADA — Ao proceder exames de mídia e documentos obtidos no exterior pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banestado, Equipe Especial de Fiscalização da Receita Federal, criada nos termos da Portaria SRF n° 463/2004, identificou operação financeira na qual o contribuinte figurou como beneficiário de US$ 198.864,00 (cento e noventa e oito mil, oitocentos e sessenta e quatro dólares dos EUA), creditados no dia 09/05/2000, na conta de investimentos denominada Kiesser Investrnent, mantida junto ao MTB-CBC- Hudson Bank. Tendo em vista que, regularmente intimado, o contribuinte não comprovou, mediante documentação hábil e idónea, a origem dos recursos utilizados nessa operação, o valor creditado na mencionada conta foi considerado omissão de rendimentos, conforme descriio no Relatório de Ação Fiscal. Para efeito de cálculo do imposto devido, o depósito, em moeda estrangeira, foi convertido em Reais com base na taxa de câmbio informada pelo Banco Central do Brasil, para compra, em vigor naquela data. Enquadramento Legal: Art. 849 do RIR/99; art. 42 da Lei n° 9.430/1996; art. 4° da Lei n° 9.481/1997 e art. 1° da Lei n°9.887/1999. Não se conformando com a exigência, o contribuinte apresenta impugnação, tempestivamente, alegando, em resumo, que os recursos pertenciam ao espólio de seu pai — Albert Grossmann, natural da Suíça, o qual faleceu no Brasil. Aponta que prestou as informações necessárias, bem como teria comprovado, por intermédio do respectivo Termo de Partilha amigável, conforme autorizado pelo art. 2.015 do novo Código Civil, que os valores creditados em seu nome tinham origem, na medida em que pertenciam ao seu falecido pai. 3 Processo n• 11065.004349/2005-03 S3-C3T1 Acórdão n.• 3301-00.039 Fl. 81 Além disso, entende que o Auto de Infração é nulo, visto que jamais teria praticado qualquer conduta que se enquadrasse nas hipóteses do art. 42 da Lei no 9.430, de 1996. O que houve, segundo o contribuinte, é que um sobrinho de seu pai resolveu transferir em seu nome, os valores pertencentes ao espólio de Albert Grossmann." (fls. 54/55). A Recorrida julgou procedente o lançamento, por meio de acórdão que teve a seguinte ementa: "ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2001 NULIDADE - IMPROCEDÊNCIA. Não procedem as argüições de nulidade quando não se vislumbra nos autos qualquer das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto n o 70.235/72. OMISSÃO DE RENDIMENTOS - DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. Caracterizam-se como omissão de rendimentos os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa flsica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. INVERSÃO DO ÓNUS DA PROVA Tratando-se de uma presunção legal de omissão de rendimentos, a autoridade lançadora exime-se de provar no caso concreto a sua ocorrência, transferindo o ônus da prova ao contribuinte. Somente a apresentação de provas hábeis e idôneas pode refutar a presunção legal regularmente estabelecida". (fls. 53) Não se conformando, o Recorrente interpôs o recurso voluntário de fls. . 68/75, no qual reiterou os argumentos apresentados na impugnação, salientando que a) foi-lhe cerceado o direito de defesa, porquanto apresentou o instrumento de partilha perante a Delegacia da Receita Federal em Novo Hamburgo, sem que tenha havido a devida apreciação do elemento de prova por aquele órgão; (II) o instrumento de partilha amigável apresenta-se como um documento hábil para comprovar a origem do valor fiscalizado, não sendo necessária a sua homologação judicial para que produza efeitos; (III) não pode a Administração amparar- se em presunções, tendo a uníssona jurisprudência do Conselho de Contribuintes vedado a inversão do ônus da prova. É o relatório. 4 .. Processo n° 11065.004349/2005-03 S3-C3T1 Acórdão C3301-00.039 Fl. 82 _ Voto Conselheiro ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Relator O recurso preenche seus requisitos de admissibilidade, motivo pelo qual dele conheço. Alega o contribuinte, preliminarmente, que teria havido cerceamento a direito de defesa seu, uma vez que, embora não tenha sido possível atender, de imediato, a solicitação do fisco, foi requerida por ele dilação de prazo, culminando com a apresentação, em 15/12/2005, do instrumento de partilha amigável, juntado às fls. 47/48 dos autos. Segundo o Recorrente, a ausência de análise de referido documento pela autoridade fiscal teria gerado violação ao seu direito de defesa. A preliminar argüida pelo Recorrente não merece prosperar. Como se verifica do exame dos autos, o contribuinte foi devidamente intimado a esclarecer a origem dos valores constatados, apresentar os comprovantes da operação, bem como justificar sua omissão nas Declarações de Imposto de Renda da Pessoa Física (fls. 03/04). Diante da ausência de apresentação de documentos, o contribuinte foi novamente intimado, em 11/10/2005, a comprovar a abertura da sucessão. O ora Recorrente, no entanto, requereu uma dilação do prazo por mais vinte dias, o qual foi deferido pela fiscalização. Ao cabo do novo prazo concedido, o contribuinte apresenta petição informando que haviam decidido os herdeiros em realizar a partilha amigável, requerendo nova dilação do prazo, por mais vinte dias, para apresentação do documento hábil. Ora, diante da regular intimação do contribuinte e o deferimento de prazo para apresentação da documentação solicitada, não há que se alegar a nulidade do procedimento. Com efeito, ao contribuinte foi dada a oportunidade de juntada dos documentos, prazo este que não foi por ele observado. A juntada do instrumento da partilha deu-se apenas em 15/12/2008, quando já havia sido o contribuinte intimado, desde 13/12/2008 (fls. 46), da formalização do auto de infração. De igual modo, não há como se alegar qualquer prejuízo para a defesa, uma vez que ao contribuinte foi dada a oportunidade de impugnação ao auto de infração, com a apreciação de todos os pontos de defesa pelo acórdão de fls. 53/61. Assim, considerando a ausência de configuração de quaisquer das hipóteses do artigo 59 do Decreto n° 70.235/1972, deve ser afastada a preliminar de nulidade por cerceamento de defesa. No mérito, melhor sorte não assiste ao Recorrente. Alega o contribuinte que o instrumento particular de partilha apresentado às fls. 47 e 48 dos autos é prova idônea e inconteste da origem do valor. Segundo alega, estando as partes 4:1 e acordo, não seria necessaria a homologação judicial da partilha para que produza seus efeitos. , • 5 s • Processo n° 11065.004349/2005-03 S3-C3T1 Acórdão n.• 3301-00.039 Fl. 83 Não é essa, contudo, a conclusão a que se chega pela análise da literalidade do quanto disposto no art. 2.015 do Código Civil, que tem a seguinte redação: "Art 2.015. Se os herdeiros forem capazes, poderão fazer partilha amigável, por escritura pública, termo nos autos do inventário, ou escrito particular, homoloeado ado. juiz." Como se infere de referido artigo, a partilha amigável dar-se-á de três formas: por escritura pública, por termo nos autos do inventário ou, ainda, por instrumento particular. Essencial, para que a partilha realizada por escrito particular produza seus efeitos, que seja devidamente homologada pelo juiz. Outro não era o comando do art. 1.773 do antigo Código Civil de 1.916, o qual já exigia a homologação judicial da partilha para a produção de seus efeitos. Em comentários a referido dispositivo legal, bem anotou o Prof. Amoldo Wald que a partilha amigável "poderá ser feita por escritura pública, independendo de homologação do magistrado, ou por instrumento particular, sendo necessária a homologação judicial. (..)." (Curso de direito civil brasileiro: direito das sucessões. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1997. p. 207). Já sob a égide do Código Civil de 2002, Eduardo de Oliveira Leite também enfrenta o assunto com proficiência: "O principio que domina a partilha amigável é o consensualismo. E os três modos em que se pode efetuar a -partilha amigável se reportam ao consenso dos interessados: por escritura pública, termo nos autos do inventário ou escrito particular, sendo que as duas últimas hipóteses dependem da homologação judicial. Cumpridas as formalidades legais e demais pendências prévias à partilha (pagamento de impostos), a proposta será homologada judicialmente através de sentença a ser proferida, encerrando-se o inventário. A homologação é elemento fundamental para que se pfrssa verificar se houve observância das formalidades legais" (1 FITE, Eduardo de Oliveira. Comentários ao novo Código Civil: do direito das sucessões. Arts. 1.784 a 2.027, v. XXI. Rio de Janeiro: Forense, 2003. p. 795). Também não deixa dúvidas acerca da necessidade de homologação judicial da partilha a redação do artigo 1.031 do Código de Processo Civil, conferida pela Lei n° 11.441/2007: "Art. 1.031. A partilha amigável, celebrada entre partes capazes, nos termos do art. 2.015 da Lei n. 10.406, de 10 de janeiro de 2002 - Código Civil, será homologada de plano pelo juiz, mediante a prova da quitação dos tributos relativos aos bens do espólio e às suas rendas, com observância dos arts. 1.032 a 1.035 desta Lei." A necessidade de homologação judicial da partilha amigável para produção de seus efeitos foi bem retratada pelo Superior Tribunal de Justiça, a exemplo do que se infere \f,do julgado a seguir: % \ i6 Processo n• 11065.004349/2005-03 S3-C3T1 Acórdão n.• 3301-00.039 Fl. 84 "CIVIL E PROCESSUAL. INVENTARIO. PARTILHA AMIGÁVEL. VÍCIO DE VONTADE. ERRO. AÇÃO ANULATÕRLA. PRESCRIÇÃO ÂNUA. TERMO INICIAL. HOMOLOGAÇÃO POR SENTENÇA. CPC, ART. 1.029. EXEGESE. I. Ainda mu decorrente de acordo, como ele somente produz efeitos jurídicos Quando da sua homolozacio Rei". Dto, é dessa data que deve ser contado o prazo prescricional de um ano, previsto no art. 1.029, II, do CPC. II. Precedentes do STJ. III. Recurso especial conhecido e improvido." (STJ, 4'. Turma, REsp 168.399/RS, Rel. Ministro Aldir Passarinho Jr., julgado em 03/05/2001, DJ 13/08/2001, p. 160). A partilha amigável, portanto, somente produzirá seus efeitos após sua homologação judicial. No caso dos autos, o Recorrente junta "Termo de Partilha de Valores e Demais Disposições entre os Herdeiros de Albert Grossmann", formalizado posteriormente à ciência do lançamento, desprovido de homologação judicial e desacompanhado de quaisquer outros elementos de prova que pudessem afastar a presunção de omissão de rendimentos. Como bem observado pelo acórdão recorrido, aliás, não constam nos autos os extratos bancários ou outros documentos que comprovem que o pai do Recorrente possuía a importância depositada em bancos do exterior, a sustentar sua linha de defesa no sentido de que a quantia apontada teria sido transferida do espólio de seu pai. Ademais, considerando que o inventário, segundo informação do próprio Recorrente, não teria sido concluído em razão da dependência de regularização da representação legal do espólio de um de seus irmãos, o Sr. Robert Henry Grossmann, falecido, e, como tal, os bens do espólio encontrar-se-iam indisponíveis, não se justifica a transferência dos recursos pertencentes ao espólio a uma conta dos Estados Unidos da América. Assim, deve ser mantida quanto a este aspecto a decisão recorrida, na parte em que conclui o seguinte: "Por sua vez, também não consta do processo, documentos e/ou extratos bancários que comprovassem que o pai do recorrente, de fato, possuía tal importância depositada em bancos no exterior. Além disso, tendo em vista o falecimento do Sr. AJbert Grossmann, os depósitos, presume-se, deveriam estar indisponíveis e somente poderiam ser levantados por pessoa regularmente autorizada a tal e de conformidade com as normas legislativas do país de origem. Logo, neste particular, restou incomprovado documentalmente como o Sr. Peter Frei teria conseguido transferir os recursos pertencentes ao espólio para uma conta nos Estados Unidos da América, uma vez que o próprio interessado expressamente declarou que: "qualquer valor antes de concluído o inventário é património do espólio" e, por isso, estaria "indisponível". Outro aspecto que chama a atenção é o fato do impugnante ter informado a fls. 22 que: "o inventário ainda não foi finalizado. O seu encerramento está na dependência de regularizar a representação legal do espólio de um irmão meu, o Sr. Robert Henry Grossmann, falecido". Ora, se o inventário estava tramitando no exterior, visto que seu pai era de nacionalidade suíça, não se vialumbra, nos autos, 1 Processo n° 11065.004349/2005-03 S3-C3T1 Acórdão n.° 3301-00.039 Fl. 85 justificativa para que os herdeiros resolvessem partilhar os bens através do instrumento de fls. 47/48. Destarte, a legislação é bastante clara, quando determina que a pessoa física está obrigada a guardar os documentos das operações ocorridas ao logo do ano- calendário, até que se expire o direito de a Fazenda Nacional realizar ações fiscais relativas ao período, ou seja, até que ocorra a decadência do direito de lançar, significando com isto dizer que o contribuinte tem que ter um mínimo de controle de suas transações, para possíveis futuras solicitações de comprovação, ainda mais em se tratando de depósitos de quantias vultosas. Ora, o efeito da presunção "/uris tantum" é de inversão do ônus da prova. Portanto, cabia ao sujeito passivo apresentar provas de origem de tais rendimentos presumidos. Oportunidade que lhe foi proporcionada tanto durante o procedimento administrativo, através de intimação, como na impugnação" (fls. 58/59). No que tange à segunda alegação do Recorrente, de acordo com a qual não seria legitima a presunção da omissão de rendimentos, entendo que é igualmente desprovida de fundamento. Nesse sentido, conforme preceitua o artigo 42 da Lei 9.430/96: "Art. 42. Caracterizam-se também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto à instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa fisica ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idónea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. • §1°. O valor das receitas ou dos rendimentos omitido será considerado auferido ou recebido no mês do crédito efetuado pela instituição financeira. §2°. Os valores cuja origem houver sido comprovada, que não houverem sido computados na base de cálculo dos impostos e contribuições a que estiverem sujeitos, submeter-se-Ao às normas de tributação especificas, previstas na legislação vigente à época em que auferidos ou recebidos." Na realidade, instituiu o referido dispositivo autêntica presunção legal relativa, cujo condão é justamente o de inverter o ônus da prova, atribuindo-o ao contribuinte, que passa a ter o dever de refutá-la. Como é cediço, a presunção, seja ela hominis ou legal, é meio de prova que prescreve o reconhecimento jurídico de um fato provado de forma indireta. Ou seja, provando- se diretamente o fato indiciário, tem-se, por conseguinte, a formação de um juizo de probabilidade com relação ao fato presumido que, a partir de então, necessita ser afastado pelo contribuinte. No caso dos autos, prova-se especificamente a ocorrência de movimentação bancária injustificada, com a conseqüente percepção de disponibilidade de riqueza nova, decorrendo desta comprovação o reconhecimento da omissão de rendimentos na apuração da base de cálculo do IRPF. Nesse sentido, a presunção relativa referida pelo artigo 42 da Lei n° 9.430/96 é legítima, não ferindo, em nenhum ponto, a legislação tributária em vigor. Esta Câmara já consolidou entendimento de acordo com o qual, a partir da edição da Lei n". 9.430/96, é válida a vpresunção em referência, sendo ônus do Recorrentey. Processo e 11065.004349/2005-03 83-C3T1 Acórdão o.° 3301-00.039 Fl. 86 desconstitui-la com a apresentação de provas suficientes para tanto. É o que se depreende das seguintes ementas, destacadas dentre as inúmeras existentes sobre o tema: "OMISSÃO DE RENDIMENTOS - LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS - Para os fatos geradores ocorridos a partir de 1° de janeiro de 1997, o art. 42 da Lei n° 9.430, de 1996, autoriza a presunção legal de omissão de rendimentos com base em depósitos bancários de origem não comprovada pelo sujeito passivo. ÔNUS DA PROVA - Se o ônus da prova, por presunção legal, é do contribuinte, cabe a ele a prova da origem dos recursos utilizados para acobertar seus depósitos bancários." (1° Conselho de Contribuintes, 2' Câmara, Recurso Voluntário n°. 158.817, Relatora Conselheira Núbia Matos Moura, sessão de 24.04.2008) "LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS - PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS - Para os fatos geradores ocorridos a partir de 1° de janeiro de 1997, o art. 42 da Lei n° 9.430, de 1996, autoriza a presunção legal de omissão de rendimentos com base em depósitos bancários de origem não comprovada pelo sujeito passivo. TRIBUTAÇÃO PRESUMIDA DO IMPOSTO SOBRE A RENDA - O procedimento da autoridade fiscal encontra-se em conformidade com o que preceitua o art. 42 da Lei n° 9.430, de 1996, em que se presume como omissão de rendimentos os valores creditados em conta de depósito ou de investimento, mantidos em instituição financeira, cuja origem dos recursos utilizados nestas operações, em relação aos quais o titular pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprova, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. ÓNUS DA PROVA - Se o ônus da prova, por presunção legal, é do contribuinte, cabe a ele a prova da origem dos recursos utilizados para acobertar seus depósitos bancários, que não pode ser substituída por meras alegações." (1° Conselho de Contribuintes, 2' Câmara, Recurso Voluntário n°. 141.207, Relator Conselheiro Romeu Bueno de Camargo, sessão de 22.02.2006). Assim, considerando-se que a prova trazida pelo Recorrente não teve ' condão de afastar a presunção estabelecida pelo art. 42 da Lei n° 9.430/96, é de ser mantido o lançamento. Pelo exposto, voto no sentido de afastar a preliminar de cercea‘nto de defesa e, no mérito, manter, na integra, o acórdão recorrido, por seus próprios fundamentos( SaIrdal iSessts - F, e 05 deço de 2099( vity7 ALEXANDRE NA I NISHIO 9 _ Page 1 _0017400.PDF Page 1 _0017500.PDF Page 1 _0017600.PDF Page 1 _0017700.PDF Page 1 _0017800.PDF Page 1 _0017900.PDF Page 1 _0018000.PDF Page 1 _0018100.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 12045.000530/2007-03
Data da sessão: Mon Sep 28 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon Sep 28 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/04/1998 a 30/09/2003
DECADÊNCIA
De acordo com a Súmula Vinculante n° 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional.
Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal.
No caso de lançamento de oficio onde não há pagamento antecipado da contribuição, aplica-se o disposto no art. 173 do Código Tributário Nacional.
Embargos Acolhidos.
Numero da decisão: 2301-000.611
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª câmara / 1ª turma ordinária da Segunda Seção deJulgamento, por maioria de votos, acolher os embargos de declaração para acatar a preliminar de decadência de parte do período com fundamento no artigo 173, I do CTN, nos termos do voto da relatora, vencido o Conselheiro Edgar Silva Vidal.
Nome do relator: Bernadete de Oliveira Barros
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200909
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/04/1998 a 30/09/2003 DECADÊNCIA De acordo com a Súmula Vinculante n° 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional. Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. No caso de lançamento de oficio onde não há pagamento antecipado da contribuição, aplica-se o disposto no art. 173 do Código Tributário Nacional. Embargos Acolhidos.
dt_publicacao_tdt : Mon Sep 28 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 12045.000530/2007-03
anomes_publicacao_s : 200909
conteudo_id_s : 4462045
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Apr 29 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 2301-000.611
nome_arquivo_s : 230100611_149448_12045000530200703_005.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : Bernadete de Oliveira Barros
nome_arquivo_pdf_s : 12045000530200703_4462045.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª câmara / 1ª turma ordinária da Segunda Seção deJulgamento, por maioria de votos, acolher os embargos de declaração para acatar a preliminar de decadência de parte do período com fundamento no artigo 173, I do CTN, nos termos do voto da relatora, vencido o Conselheiro Edgar Silva Vidal.
dt_sessao_tdt : Mon Sep 28 00:00:00 UTC 2009
id : 4639717
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:49:04 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714075068468822016
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-12-14T22:31:03Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-12-14T22:31:03Z; Last-Modified: 2009-12-14T22:31:03Z; dcterms:modified: 2009-12-14T22:31:03Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-12-14T22:31:03Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-12-14T22:31:03Z; meta:save-date: 2009-12-14T22:31:03Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-12-14T22:31:03Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-12-14T22:31:03Z; created: 2009-12-14T22:31:03Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-12-14T22:31:03Z; pdf:charsPerPage: 1309; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-12-14T22:31:03Z | Conteúdo => S2-C3T1 • I Fl. 797 , !ef *.•%-r.,:t \..7 MINISTÉRIO DA FAZENDA ii: . .111'0`.-,,r CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS • Y r '....* , ; 15;:' ,,,'. E SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO ',Sfesr41:5 Processo n° 12045.000530/2007-03 Recurso n° 149.448 Embargos Acórdão n° 2301-00.611 — 3" Câmara / P Turma Ordinária Sessão de 28 de setembro de 2009 Matéria Decadência Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado DEPARTAMENTO DE ÁGUA E ESGOTO DO MUNICÍPIO DE VÁRZEA 1 GRANDE - DAEVG . ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/04/1998 a 30/09/2003 DECADÊNCIA De acordo com a Súmula Vinculante n° 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional. Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. No caso de lançamento de oficio onde não há pagamento antecipado da contribuição, aplica-se o disposto no art. 173 do Código Tributário Nacional.Embargos Acolhidos , Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ih II '•-. 1 , ACORDAM os membros da 3' câmara / 1" turma ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por maioria de votos, acolher os embargos de declaração para acatar a preliminar de decadência de parte d período com fundamento no artigo 173, I do CTN, nos termos do voto da relatora, vencido C e - .elheiro Edgar Silva Vidal. \ 4 rp, JULIO itV; VIEIRA GOMES Presiden e -L- )--.) -;'-') BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS Relatora _ _ Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Bemadete de Oliveira Barros, Leôncio Nobre de Medeiros (Suplente), Leonardo Henrique Pires Lopes, Damião Cordeiro de Moraes, Edgar Silva Vidal (Suplente) e Julio Cesar Vieira Gomes (Presidente). 2 • Processo n° 12045.00053012007-03 S2-C3T1 Acórdão n.° 2301-00.611 Fl. 798 Relatório A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional — PGFN opôs Embargos de Declaração (fls. 793/795) contra o Acórdão 206-01.610 (fls. 781 a 789), da extinta Sexta Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, que reconheceu a decadência de parte do débito e, no mérito, negou provimento ao recurso interposto pela notificada. Entende que houve omissão na fundamentação da decisão daquela Câmara. Alega que, ao aplicar a regra do artigo 150, § 4 0 , do CTN e reconhecer a decadência das contribuições lançadas, deve o julgador identificar os elementos constantes dos autos que permitiram a conclusão de que houve o pagamento antecipado. É o relatório. • Voto Conselheira BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Relatora Com fulcro no art. 570, § 1° do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, aprovado pela Portaria MF n° 147, de 25/06/2007, a Fazenda Nacional opõe, tempestivamente, Embargos de Declaração contra o Acórdão n° 206-01.610, de 02 de dezembro de 2008. Quanto à admissibilidade dos embargos, vale esclarecer que, diante das considerações apresentadas pela PGFN, entendo que restou caracterizada a omissão apontada pela Embargante. De fato, verifica-se que no acórdão embargado aplicou-se o prazo decadencial previsto no art. 150, § 4 0 , mesmo não tendo havido recolhimento antecipado de contribuições previdenciárias. No entanto, constata-se dos autos que só a partir de 05/99 é que houve recolhimento de contribuições previdenciárias pela notificada. Verifica-se, da leitura do Relatório Fiscal, que trata-se de NFLD substitutiva de uma outra julgada nula por vicio formal pelo CRPS. Em consulta aos sistemas informatizados da Previdência Social, constata-se que o contribuinte teve ciência da NFLD original em 12/05/2004, conforme consta do voto que culminou no acórdão que anulou a referida NFLD. Dessa forma, constata-se que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados correspondentes às competências de 04/1998 a 11/1998. Para a competência 12/1998, o lançamento poderia ter sido lançado em 01/1999, iniciando-se a contagem do prazo em 01/01/2000, que é o primeiro dia do exercício seguinte àquele que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos temos do dispositivo legal transcrito abaixo: Art173 - O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II - da data em que se tornar definitiva à decisào que houver anulado, por vicio formal, o lançamento anteriormente efetuado. , Parágrafo Único - O direito a que se refere este artigo extingue- se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. Portanto, para as competências objeto da NFLD em comento, a Previdência Social se encontra ainda no direito de cobrar as contribuições devidas lançadas a partir da competência 12/1998. 4 Processo n° 12045.000530/2007-03 S2-C3T1 Acórdão n.° 2301-00.611 Fl. 799 Assim, manifesto-me por acolher os embargos opostos pela Procuradoria, com fulcro no art. 65, da Portaria 256, de 22/06/09, que aprovou o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, para suprir a omissão apontada e reconhecer a decadência com base no disposto no art. 173, do CTN, para as competências 04/98 a 04/99. Sala das Sessões, em 28 de setembro de 2009 BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS - Relatora • 5
score : 1.0
Numero do processo: 10840.000134/92-93
Data da sessão: Tue Nov 17 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Nov 17 00:00:00 UTC 2009
Ementa: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES.
Ano-calendário: 1989, 1990, 1991
CONTRIBUIÇÃO ADICIONAL SOBRE O AÇÚCAR E O ÁLCOOL, AUTO DE INFRAÇÃO PROCESSO ANULADO AB INITIO, POR VICIO FORMAL.
Deve ser anulado o Auto de Infração cuja descrição dos fatos é vaga e incompleta, impossibilitando ao autuado conhecer dos Fatos cuja irregularidade lhe está sendo apontada, caracterizando o cerceamento do direito de defesa.
Processo Anulado.
Numero da decisão: 3102-000 .554
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em anular o processo ab initio por vício formal. Vencidos os Conselheiros Beatriz Veríssimo de Sena (Relatora), Nilton Luiz Bartoli e Nanci Gama que deram provimento ao recurso Designado o Conselheiro Celso Lopes Pereira Neto para redigir o voto vencedor.
Nome do relator: Beatriz Veríssimo de Sena
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200911
ementa_s : OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES. Ano-calendário: 1989, 1990, 1991 CONTRIBUIÇÃO ADICIONAL SOBRE O AÇÚCAR E O ÁLCOOL, AUTO DE INFRAÇÃO PROCESSO ANULADO AB INITIO, POR VICIO FORMAL. Deve ser anulado o Auto de Infração cuja descrição dos fatos é vaga e incompleta, impossibilitando ao autuado conhecer dos Fatos cuja irregularidade lhe está sendo apontada, caracterizando o cerceamento do direito de defesa. Processo Anulado.
dt_publicacao_tdt : Tue Nov 17 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 10840.000134/92-93
anomes_publicacao_s : 200911
conteudo_id_s : 5279093
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jan 09 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3102-000 .554
nome_arquivo_s : 310200554_327178_108400001349293_014.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : Beatriz Veríssimo de Sena
nome_arquivo_pdf_s : 108400001349293_5279093.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em anular o processo ab initio por vício formal. Vencidos os Conselheiros Beatriz Veríssimo de Sena (Relatora), Nilton Luiz Bartoli e Nanci Gama que deram provimento ao recurso Designado o Conselheiro Celso Lopes Pereira Neto para redigir o voto vencedor.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 17 00:00:00 UTC 2009
id : 4621035
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:47:32 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714075068479307776
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-01T22:39:25Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-01T22:39:23Z; Last-Modified: 2010-09-01T22:39:25Z; dcterms:modified: 2010-09-01T22:39:25Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:8721e192-401f-4c80-a048-f30c6a9f4bbe; Last-Save-Date: 2010-09-01T22:39:25Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-01T22:39:25Z; meta:save-date: 2010-09-01T22:39:25Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-01T22:39:25Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-01T22:39:23Z; created: 2010-09-01T22:39:23Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 14; Creation-Date: 2010-09-01T22:39:23Z; pdf:charsPerPage: 1322; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-01T22:39:23Z | Conteúdo => S13-.0 I T2 P1 799 . . . MINISTÉRIO DA .FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCFRA SEX -..ÃO DP .11_11_,GAMPNTO Processo n" 10840.000134/92-93 Recurso n" .327 178 Voluntário Acórdão n" 31(12-00.554 l a Câmara / 2" Turma Ordinária Sessão de 17 de novembro de 2009 Matéria COIVIRIBUIÇÃO H ADICIONAI, SOBRE AÇÚCAR E AI,COOL Recorrente IRMÃOS BIAG1 S/A - AÇÚCAR P ÁLCOOL, Recorrida DIZI-SÀO PAU( ,O/SP ASSUNTO: OU MOS TRIBU I OS 011 CONTRIBUIÇÕES Ano-calendário: 1989, 1990, 1991 CONTRIBIIIÇÃ.0 ADICIONAL SOBRF (_) AÇÚCAR E O ÁI.,COOL, AUTO DF. INFRAÇÃO. PROCESSO ANUI ,ADO Ail INITIO, POR VICIO FORMAL,. Deve ser anulado o Auto de Infração cuja descrição dos fatos é vaga e incompleta, impossibiíitando ao autuado conhecer dos Fatos cuja irregularidade lhe está sendo apontada, caracterizando o cerceamento do direito de defesa Processo Anulado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos Acordam os membros do Colegiada pelo voto de qualidade, em anular o processo al) initio por vício formal. Vencidos os Conselheiros Beatriz Veríssimo de Sena (Relatora), Nilton Luiz BatIoli e Nanei Gama que deram piovimento ao recurso Designado o Conselheiro CeEso Lopes Pereira Neto para iedigii o voto vencedor. Luis--X41Tet jlo G-trena de Castro - Presidente 13-eatriz Veríssimo de Sena - Relatora Celso Impes Pereira Neto - Redator Designado D ITADO EM: 30/11/2009 Patticiparam do presente julgamento os C.V.uselheiles Luis Marcelo Guelra de Castro, José Fernandes do Nascimento, Beatriz Veríssimo de Sena, Nilton Luiz Bartoli, Celso Lopes Pereira Neto e Narici Gama. R elató rio Em .razão da precisão com que resume a lide, adoto parte do ielatorio do v. acórdão regional (11s. 573-575): .h ala-se de auto de injr. ação lavrado em 09/01/92 para exigir a (..'ontribuição e o Adicional ao Instituto do Açác'ar e do ../17.coot que liaici o Decrcto-lci o' 308, de 28/02/1967, uri 3", com a s alterações introduzidas pelo Decreto :lei n" 1 712, de 14/11/1979, ar is 1' o 2" e pelo Decreto-Lei n" 1.952, de 15/07/1982, ("ris 1° O lançamento decorreu da falta de ccolhimento da contribuição e do adicional sobre o aciica/ e o álcool nos períodos de apui ação compreendidos entre maio de 198.9 e novembro do 1 991 (fl 21) -Regularmente apresentou --o sujeito passivo it impugnação de fls.29/39, instruída com os documento.s de JR. 40/66, onde junta cópias de petições e de caíras de fiança bancaria tfil preliminar a nulidade da peça imposiliva, sob o argumento de que teria sido lavrada 11(1 vigência de ordem Pidieial com e,xfn essa proibição de a União cobrar Os ii ibnios e impor multa, pelo não-recolhimerito 00 período em questão Com tal proibição os exatores tet iam se tornado incompetentes paia a prática do ato whninistrativo de lançamento e o falo de o Juiz, posteriormente, ter ainorizado a substituição do depósito judicial pela fiança bancária, em nada teria aliciado a situação da impugnante, já que ela continua-lia prol, pela decisão judicial que autorizara O não-recolhimento da c.\.,...fç Aro mérito, alegou que a evigéricia dos tributos, da correção monetária, dos faros de mora e da multa é incabível na espécie por todas as razões por ela invocadas' na, iniciais da caule/ar da ação principal que se se,5 .z,min, as- qual, fórum intc'iramenie reprisadas na impugnação O podem 1/5 sim !iet suitelizada Ocorrência de violação da vigente Constituição da Re.pnblica (('1-7/1988), art. 1 . 19, pui desvio de/[nci/tc/cic/e, uma vez que com o adwnto do 1-.)ecTeto-lei n" 1 952, de 1.982 iniciou-se o esvtriamenio das atividade, do instituto do ,Alç:Ucar e do (MA) /1 partir de sua vit .,, ência o produto arrecadado foi transfe?ido para O 1e.soura Nacional e paia o Banco Central. coriferindo-se ao Conselho Monetário Nacional a competência tanto para a fixação das aliquotas, como para aprovaç:ão da destinação do dinheiro ai recadado O es vazionicilto do 1.44. teria sido completado com o Decreto-lei n" 2 401, de 21/12/1987 e CO/li O Decielo n" 96.022, de 09/05/1988 (1 primena proibiu a PI °Gesso n 1 Oi (J 000134/92-93 S3-C1-12 Aded:ioii 31(12-00.554 11 800 utilização de recursos do nsouro Nacional em opor-N . 7)es de compra e vemla de açúcar pata exportação e, o segundo, trang.eriu à ,S'ecretaria da .Rereita Federal a competência para administrar, fiscalizar e arrecadar . a contribuição e seu adicional, Nos lermos do nccreto-lei n" 1 952, art 3", pertence ao Conselho Monetário Nacional a competência para a fixação das (111"qm-rias Antretanto, esse (j r10.0 riãO leria dehhentd0 CVDre .SMI e fOrmalmente, COM a indispensável publicidade oficial a CSNe respeito, pois. as alíquotas continuaram a ver ilegal e indevidamente filadas pelo 11A Ainda que ., sob a vigência da ordem constitucional anterior, se admitisse como válido uma autarquia assumir a eornpetência delegada a um órgão do' rufininistração direta, hoje essc., fido .seria flagrantemente inconstitucional, pois o rui 2.5 das disposições constitucionais transitórias revrwou, a partir de 180 dias da data dhi promulgação da nova carta, todos os dispo.sitivos legais que atribuam ou deleguem a órgão do li.xecutivo competencia assinalada pela Constituição ao Congresso iVacional EM razão disso O Receita Federal não tern suporte legal para cobrin • a contribuição e o adicional, O art 149 da Constituição exige que a instituição dos contribuições de intervenção no domínio económico se efetue.: por meio de lei complementar e a fixação das respectivas alíquotas por lei ordinária, o que não ocorreu com os tributos ora gueri rodos .4 nova ordem constitucional não mais se COiripadeee 0010 a fixação de alíquotas por órgãos rio Poder Executivo„sallio nos casos e condições do art 153, pai ágrofir da Carta Nem rrii.S1710 0 . teto de .20% dos preços do açái .or e do álcool estabelecido pelo Decreto-lei n 1 712, ai t 3", pode amparar a pr eterisão do fisco, já que os preços do açúcar são fixados pelo próprio .Lxecutivo (Lei n" 4 870, de 01/12/196,5, ar 1 zo. Resulta clara, portanto, a violação do princípio da legalidade ao qual está sujeita a /r/ação da allquola de tributos Requereu /OS seio acolhidas suas razões para o firn de cancelar- se o auto de infração .1 decisão de prirneir o grau (flv 89/9.3) jufiou procedente O lançamento sob os scuinles argumentos a) a autoridade administrativa á incompetente para se manifestar sobre a inconstitucionafidade das leis, 1)) a competência para a Receita Federal fiscalizar e cobrar a contribuição e seu adicional está prevista no art I" do Decreto n" 96 022/88 e no Decreto-lei n" 2 471/88, não cabendo ao órgão opinar sobre a motivação e tampouco sobre (1 própria. instituição da base de cálculo, e) que embora os vafines lançadas ;._.•stivessem "sub j7./ice" e com a exigibilidade suspensa, a autor-idade administrativa não podia deixar de cj etuar o lançamento, por ser uma atividade vim:111(7(1a e sob pena de deeadâicla O Conselho de Contribuintes não tomou conhecimento do recurso voluntário interposto, por entender que houve renúncia 9.)3\11 , às instáncia,s administrativas. c que a propositura de ação Judicial não inipede a realização do lançamento para a constituição do crédito tributário ('âmata 8`0per10) de Recursos »iscais, pot 'Juno do Acórdão C:5RL/02-0676 de lis 330/347 anulou o processo a parti" da decisão de pritudlro vau 01.s. 89193), pól entender que a 0/20.5 flui a de al, •riO deelaratória de inexistência de relação jurídica tributária precedente à autuação, não piçjudiea a análise do mérito no processo adminis. trativo /1 551/1/, a decisão singular foi declarada nula 1201 cerceamento de delésa, uma 00z, que nau leria enfrentado os seguintes aspectos da impu,gnacão a) o IAA não pode fixar aliquotas da contribuição e do adicional, por lhe faiar ednmetênda legal ou constitucional para laraO,' os Decrelos-leis a" 1.712/79 e 1952/82, dispõem que somente o Conselho Monetário Nacional j). comp , t,..nte para fixar alíquoias, MUS .[:s se oáo mio as fiX(/// C, (:) caso ti havido delegação de ao LIA nesse sentido, a trivsina estaria revogado por /oiça do ai I. 25 dos Disposio)e. s Constitucionais cinsitor ias Apd r) a (lenda do contribuinte-, 'domaram os autos paia novo julsNmento de pi imeiia ins• landa. Remetidos os autos à nova decisão da DRJ, o tecuiso voluntário foi julgado parcialmente procedente, por meio de acórdão assim ementado (11 571): IS 5W7/0 OON híJutn, OU COral Ano-calei/dá; ia • 1.989, 1990, 199/ .P.Menta PRALIMINAR LV.NC041172INCIA paul' ico no S1,1 entendimento segundo O qual ocorre rer11.111Cia eS.--kra admiiustíaiivü nos caso,s de concomitância entoe p1OCVS50. administrativos e judiciais com o mesmo objeto tra eraltiO, /01//a- Se conhecimento da impugnação em sou md r d ern estrito cumprimento do ad .ordão CSRL/02-0676 (.:ONTRII3WC:".-i0 E ADICIONAL 40 4(.'Ú CAR E if.LCOOL É jurídica L/ c .,,,• u•Nricia da contribuição por meio de auto de inflação PrecMf 7//t,'S do STI e do ,S"Ir UT 118 Aplica-se a legislação mais benffica (10 aiOS e fatos não definitivamente julgados IURU.S' DL MORA Exclui- se os juros de ind)ra com base na 1RD, nos felinos du ato administrativo emanado da Receita L'ederal lfiteiposa) recul .so volijiitáiio, em sessão do dia 7 de julho de 2001, a Segunda Cantata do Terceiro Conselho de Conn ibuintes nao conheceu do mesmo, por entendei que a ação declaratoria ajuizada pelo contribuinte prejudicaria o seguimento do processo administrativo fiscal (11,s. 616-630). (LC) , Pi oc,.csso /1" 1 W1,10 0001134/92-93 S3-C 1 1.2 Acórd:io / 4" 310240.554 H 20 Em face da decisão da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes o Contribuinte interpôs recurso especial, o qual logrou provimento pela Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Eiscais, A CSRI : asseverou que a causa de pedir de ambas as lides — judicial e fiscal — ser-ia distinta. Os autos voltar i, então, a julgamento, para apreciação do mérito o relatório. Decido. Voto Vencido Conselheira Beatriz Veríssimo de Sena, Relatora Ultrapassada a questão da possibilidade de exame de mérito por concomitância de instâncias, examino a legalidade do lançamento. Entendo que o recurso voluntário merece provimento no mérito, na medida em que a. fixação das alíquotas de cobrança da Contribuição Adicional sobre o Açúcar e o Álcool foi lealizada sem amparo legal. As contribuições ao Instituto do Açúcar e do Álcool Cm .= instituídas pelo art.. 3" do Decreto-Lei n° 308/67, com a finalidade permitir a intervenção estatal na produção de cana-de-açúcar. Essa contribuição tinha por finalidade regular o preço da cana-do-açúcar e seus derivados, respeitadas as diterença.s regionais, bem como custear as atividades do referido Instituto do Açúcar e do Álcool - 1AA. A fim de regular as oscilações do mercado, essa contdbuição era lançada conforme alíquotas e bases de cálculo fixadas não em lei em sentido estrito, mas com base em resoluções periodicamente lançadas pelo Conselho Consultivo do Institui° do Açúcar e do Álcool e, posteriormente, pelo Conselho Monetário Nacional, órgão do Banco Central do Brasil Depreende-se, pois, que o tributo em exame consiste em uma espécie de contribuição para a intervenção no domínio econômico constituída sob a égide da. Carta. Constitucional de 1967. Importante observar o momento de sua criação, pois, em sua redação original, o art. 157, § 90 , da Constituição de 1967, possuía dispositivo que permitia à União fixar contribuições destinadas ao custeio dos serviços e encargos públicos, nos termos da lei. Havia, amparo constitucional naquele momento, portanto, para a União Federal dispor sobre Os elementos constitutivos da norma que prevê a contribuição para o IAA Ao regular as atribuições do Poder Executivo, a Emenda Constitucional n" 1/69 modificou as atribuições do Poder . Legislativo quanto à tributação. Estabelecia o art. 43 da Emenda Constitucional n" 1/69: ".1ri 4$ cabe ao Conresso Nacional com a sanção do Pi esidente da República, dispor sobre iodas as matérias de competência da União, especialmente 1 — tributos, arrecadação e distribuição de rendas;". A luz do então novo texto constitucional, o Supremo Tribunal Vederal firmorr o entendimento de que se encontrava sob á competência do Poder Legislativo a função de criar leis sobe "tributos", incluindo as contribuições, consideradas subespécies desse. De acordo com a ordem constitucional então vigente, poderia O Poder Legislativo estabelecer as aliquotas mínima. e máxima dos tributos, cabendo ao Poder Executivo fixar, dentro dos limites, o valor a ser recolhido. Todavia, era indispensável a. regulação prévia da matéria pelo Poder Legislativo. Posteriormente, a Emenda Constitucional n" 8/77 emprestou nova disciplina a • competência tributária, permitindo (conforme interpretação _jurisprudencial da época) que as contrib •uições "sociais" e apenas essas poderiam ser reguladas pelo Podei Executivo Assim o fez incluindo novo inciso ao art. 43, que passou a indicar quais contribuições permaneceriam sob a competência do Congresso Nacional'. l'or excIusã.o, o sTE- entendeu que as contribuições que ali não estavam destacadas, que erani as chamadas contribuições "sociais", n.ão seriam de competência do Con.gresso Nacional. , Nesse período, o Poder Executivo valeu-se dessa modificaeão constitucional para dispor sobtx, as aliquotas da contribuição pata o IAA, por meio de decisões do Conselho Consultivo do lAA e, depois, de resoluções do Conselho Monetário Nacional Contudo, já naquele momento, a fixação de aliquotas era eivada de ilegalidade e ineonstitucionalidade. Com eleito, as contribuições para o I.AA jamais foram de caráter "social", integrando a exceção do inciso X do ar t. 43 da Carta Constitucional anterior. Por outro lado, é certo que a contribuição para o IAA sempre teve caráter de intervenção na economia, sendo, portanto, do ge.neto tributo, cuja competência sempre coube ao Poder- Legislativo. Com o advento da Constituição Federal de 1988, a competência. do Poder Legislativo para regulamentar a contribuição do IAA tornou-se ainda nuns patente O art. 149 da Constituição Federal coloca sob a reserva da lei a regência da contribuição de intervenção do domínio econõmico. O a I.I. 150, 1, veda à União exigir ou atunentar tributo sem lei que assim o estabeleça. Ademais, quando o texto constitucional de 1988 excetuou a legalidade tributária, assim. o tez somente para Os impostos de impoitação. exportação, 1P.1. e operações financeiras. Além disso, o constituinte vedou a qualquer dos Poderes delegar atribuições, salvo as exceções -previstas no próprio texto constitucional. Não obstante, a fixação das aliquotas da contribuição para o 1AA. pelo Conselho Monetário Nacional fez-se desde sua criação até depois da edição da Constituição Federal de 1988 .1.a1ta. à constituição para o 1AA requisito essencial para sua cobrança: o critério material (base de cálculo e aliquota) validamente lixados. A publicidade é uni dos princípios que deve nortear todo e qualquer ato administrativo, tendo sido positivado no artigo 37 da Constituição Federal de 1988. Uma vez ausente esse fequis i to, o ato administrativo não pode vincular tercei os Cumpre observar, ademais, que não foi editada lei era sentido e..1r.i.to fixando a base de cálculo da CIDE em análise. Falta, in cauí, também o requisito da estrita legalidade. Por i blii., a competência excepcional para defluir alíquotas dada pela Emenda Constitucional n" 1/69 tbi delegada ao chefe do Poder Executivo, e não a órgãos desse poder. Não cabia ao (_"MN, portanto, divulgar autonomamente aliquotas de CEDE. Nesse sentido, laço referência a artigo publicado pelo Professor José Souto "Maior Borges: "10 8 Acresce ainda que 0 c oinpelència c.vc...(pc -tonal e .s.tava (onNtilucionalmeme aPibuída 00 Podei Evccutivo, exci .eido pelo 1 Redação do novo inciso X do ali: 43, com a .Lmenda 8/77: - "Art. 43 - Cube ao Congresso Nacional com a sanção do Presidente da R.epublica, dispor soln(1 todas as matérias de competência da Unido, especialmente: 1- tributos, arrecaciaçao e disnibuiçào de rendas; 1) X - couriibuicões sociais pata custear os em:alvos previstos nos arts. 165, II, V, XIII, XVI e XIX, 166, pai I, 175, pa -. 4 e 178 " o VI1 10M 0.000134/92-93 S3-C1l 2 " 31.02-00.554 Fl. 802 Presidente da .R.cpública (Emertdet 1/69, art. 73). Não por subórgãos corno a C'omissão Executiva do 14 A e o (1.'onsel6o Monetário Nacional. 4 competència 1)01 • O alterar alíquours e - bases d.c calculo de tributos é Urna (101n)elén cio lecislativa ratione ma/crina. Dada a sua eminência c excepcionalidad.e não pode ser exercida por qual.quer repartição buricráfira da Administração Federal, máxime se descentralizada, como COnll5 são Consultiva do .141 Só o Presidente da República era para tanto competente • Com e.xclusão de qualquer outra autoridade da Administração Federal direta ou Urdir ela 10 9 A CF/88 introduziu, no das contribuições, fitadas alterações que inviabilizam até mesmo a regulari.;ação posteriori das contribuições do 144 e seu adicional. Não mais .fircultou ao F,xcculivo, nas condições- e limites legalmente estabelecidos, alterar-lhes as a//quotas e bases de crdeulo, ao eontrário do que sucede com os impo..slas _sobre a importação, e.xpor loção, produtos industrializados e operações financeiras (art. 153, 14: Deveras com relação às contribuições de ¡filei. Veneã O no domínio económico impera .solidário o ar' 119, caput, que as .sujeita ao disposto nos ruis 146, fli (normas gerais de Direito Tributário) e 150, í e 11 (legalidade tributária). Nesse território no; inativo, já não mais é aberta a exceção constitucional para a co-parlicipação do Executivo na feitura da lei tributária só a lei pode então dispor sobre alíquotas e bases de calcailo das contribuiçãe.s para intervenção da União no domínio eCOnOlniCO e pois na economia canavieira nacional 10.10 Com as aliquotas das contribuições do /.14 não teriam sido, até a vigência da CF/88 (v. Ato das Disposições Cm)stitucional 'Transitórias, (rt. 34), validamente . fixadas, não mais poderão vir a vê-lo. Nem o Presidente da República, nem quaisquer outros óigãos da .1dministração Federal, e portanto nem o Conselho Monetário Nacional, nem o 114„ poderiam mais sanar a omissão. À . falia de dignou" essas contribuições teriam a sua estruturação incompleta. Não se 'criam aperfêiçoado a fim de validamente ingressar no .sisienia. Corresponderiam aos atos não apenas nulos, mas a rigor inexistentes, Ne aceitarmos as categorias de Pontes de Miranda. A tese de que as' contribuiçõc_s do LIA poderiam ler a//quotas fixadas pelo Poder . Executivo envolve es sa inex-mátwl conseqüência. sem a rleterminação em (Ihs-ir ato da ai/quota do tributo ele estará neeessartrunente incowleto. Não se bata de um requisito de el icácia cio alo normativo, mas de unia condição .sine qua non para sua propr .- ia validade (existência) Pr bueiro a aliquota do tributo seria instituída pelo Legislativo. Depois eventualmente alterada pelo Executivo 2 (destaque atual) ' no-RGEs, José Souto Maior. Contribuição para o IAA. "In.: Revista de Direito ir. ibutário" ano 15, janánar 1 991, n 55, p H5-135. )n.../"/ Vale destacar ainda que a Câmaia Superior de Recursos Fiscais já se posicionou pela ineficácia dos atos do Conselho 'Monetário Nacional que fixam aliquotas para cobrança de contribuição para o lAA, caso não sejam publicados no Diário Oficial da tjiuáo. Transcrevo ementa que bem ilustra a posição da Cantata Superior: C0NC0A-117ÁNCIA ENTRE PROCESSO ADAIINIS1RATIVO E JUDICIAL Não há concomitância 01111: proues.so adminrstrativo e jildiCi Cl I quando a causa de pedir do processos- for divers-a CONTRIBUIÇÃO SOBRE O AÇ'1.:1('AR E fiL("001.- IA A Inc'vistCneia de publicação do.s atos do Conselho Monetá, Nacional, polo BACEN, resulta na inetkácia dos mesmos, por i no sistènela do obr igator iedade de .seu cumprimento Pi ceei/ornes . da Camara Super ior dcl?courso 5 Fiscais- Recurs-o especial negado (CMnara Superior do Recursos Fiscais do Conselho Administrativo do Recni,sos Fiscais, 3' TUF .Recurso 216340, proces-so 13828 00001W91-21, julgamento 12/11/2007, rei Cons Susy Gomos Hoffinann) Assim, pelas . . 1 azOcs acima expostas, dou provimento t.ko re.çurso voluntário. , f-- 1' e ali- iz Veríssimo de Sena Voto Vencedor Conselheiro Celso Lopes Perena Neto, Redator Designado Preliminarmente, cumpre apreciai a regularidade do Auto de Infração laviado (tis. 01/22), no qual se exige o crédito tributário relativo à Contribuição adicional sobre o açúcar e o álcool, que se discute nos autos. Ressalte-se, que sendo o Auto de Infração um ato administrativo que gera efeitos para a Fazenda Pública e para o contribuinte, ele somente será válido se lavrado ern coutbrmidade com a lei, de acordo com o piincipio da legalidade, insculpido no art. 37 da Carta Magna de 1988, que dispõe, -verbis.. I. 37 A administração publica ilheta e indireta de qualquer dos- podere.s da União, dos- Estados,. do Distrito Federal o dos Alunicípios, obcdecerú aos principlos da legalidade, Unpessoalidade, moi alidade, publicidade e e:11eiência, O Decreto 70.235/1972, que disciplina o piocesso administrativo dispõe no seu art. 10, verbis "Art. 10 O auto do infração SV.7 lavimlo por sei vidor competente, no local da verificação da Ia/Ia, o contorci obrifflitor iamente 1)\-- ' 8/1 Processo n 10840 000131/92-93 S3-C 11-2 Aci dí i" 3102-00..554 Fl. 803 1- a qualificação do notificado, .11 - o local, a data e a hora da laviatura, a descrição do falo .1V - a disposição legal infringida e a penalidade aplicável: V - a determinação da exige :.;ncia e a intimação para cumpri-/a ou impugná-la ptazo trinta dias, VI - a assinatura do autuante c a indicação de .seu cat , .<_ ,o ou função e o número de matrícula. "(gri [A) Verifica-se, assim, que a lei especifica os requisitos que, obrigatoriamente, deverá conter o Auto de Infração, dentre eles, a descrição dos fatos que motivaram a autuação e as disposições legais infringidas. Cabe obs(.1. vár que o mutuante ao descrever os fatos motivadores da lavratura do Auto de Infração deve vinculá-los à hipótese prevista na norma legal que teria sido infringida. Dai a ra.zão de a descrição dos :fatos e enquadramento legal serem tratados dentro do mesmo item no Auto dc Infração (fls.. 20) Devo salientar a dificuldade encontrada por este Redator designado para. entender os latos que nortearam a ação fiscal em epígrafe, dada a precária instrução processual que se apresenta no mesmo.. Com efeito, destaque-se desde logo que a peça principal da pendenga o Auto de Infração (lis. 01/22), encontra-se ‘,..lvado de omissões que impedem o conhecimento do que foi ali lançado No caso sob exame, corista na "Descrição dos fatos e Enquadramento(s) Legal (is)'', às fl.. 20, verbis. "NO e.yercício das furk:ôe.s de Auditot Fiscal do :tesouro Nacional e nos ler li10 .1 do ai!, 3" do Deereto-rei 71 " .2 rl 71 de 01 09 88, lavrei o pre.sente Auto de Infi-ação para evigir cio contribuinte acima identificado ., a CONTRIBUIÇÃO f; o ADICIONAL SOBRF O A(..V.7CA T? E O ÁLCOOL, não declarados e não tecollfidds nos meses de maio de 1989 a novembro de 199/, conforme demonstrativos anexos. A descrição dos fatos pára neste ponto que transcrevi. A. partir daí o autuante passa a informar o enquadramento legal dos tributos, da correção monetária, dos juros de moia, da multa de oficio e da taxa referencial diária acumulada (fls. 20), No enquadramento legal dos tributos, apesar de as aliquotas aplicáveis ao caso terem sido estabelecidas através de decisões da CMN, não consta referência a estas, no campo "enquadramento legal". Apesar da descrição dos -fatos remeter a "demonstrativos anexos", no dernonstralivo de fls, 21, constam apenas os valores originais; dos tributos sem nenhuma. infimna.ção sobre as bases de cálculo ou alíquota.s aplicadas, nem. subi e os dispositivos legais que as estabeleceram.. Nas demais folhas do auto, encontramos, apenas, o termo de inicio (fls. 01), termo de encerramento (lls. 22), cópias de jornais (fls. 02/16) e relação de depósitos judiciais (lis. 17/19), em que nenhuma descrição adicional é acrescentada sobre os fatos ou dispositivos legais. Eu]. suma, o que se tem é uma descrição dos tatos vaga, genérica e incompleta, não havendo clareza suficiente para demonstrar o cálculo do tributo, especialmente quanto às aliquotas e 'bases de cálculo, bem como as normas legais aplicáveis ao caso, caracterizando o cerceamento do dneito de defesa do contribuinte, pois não forann colocados todos os elementos à disposição da Contribuinte, para a elaboração de sua plena defesa., com todos os meios e recursos a ela inerentes, contbrine garantido na Constituição Federal. Entendo, portanto, que houve ofensa grave à Legislação processual e ao Código Tributário Nacional, em seu artigo 142, que determina o conceito e a natureza. do lançamento. Por outro lado, é dever da administração anular os seus atos, quando houve preterição do direito de defesa, nos termos do art.. 59, H do Decreto n" 70,235/72: -Ari. 59 São nulos - 1 - m atos e termos lavrados por pessoa incompetente; os despachos e decisões prolá itlo.s por autoridade incompclente Ou com preterição do direito de defeSa. Por Sua VCÁ.,..0 . Ato Deelaratói-ió -NorniatiVõ- COSII ir - 2/99, dispõe sare a -nulidade de lançamentos que contiverem vício formal e sobre o prazo decadencial para a Fazenda Nacional constituir o crédito tributário objeto de lançamento declarado nulo por essa razão, nos seguintes termos: O.s lançamentos que contiverem vicio de lOrma - incluídos aqueles constituídos em desacordo com o disposto no tlft. 50 da [Ar SR» Nó 94, de .1997 - devem ser declarados nulos, de oficio, pela autoridade.' conwelente, 2. declarada a nulidade tio lançamento por vicio formal, disprie ti Pazenda Nacional do prazo de 5 (cinco) ano.s para de. :luar novo lançamento, contado da data em arte a decisão declaratória da nulidade se tornar definitiva na esteta administrativa." Por OUTIO lado, reza. o art. 59, § 3" do Decreto 70..235/72 que, quando puder- decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, esta não deverá ser pronunciada: "Art. 59 São nulos: 1— os atos- e felinos lavrados por pessoa incompetente,. 11 —os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente OH COM preterição do direito de ddesa 1" A nulidade de qualquer ato .só prejudica os posteriwes que dele diretamente dependam ou sejam conseqiiencia. 2" Na decidi ação de nulidade, a autoridade dirá os atos alcançados, e delcinrinará as provitUncias necessárias ao pro.sseguimenro ou solução do proce.s.so . 3" Quando imder decidir do mérito a finwr do.slljeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidtufr, a autoridade hi\- -Y110 1011 40 000134/92-03 S3-C1 12 AcórdE rio o" 3102-00.554 H 804 julgadora tido a pronunciará nem Intitulará repetir o ato OU Suprir-lhe a . falta. (Incluído pela Lei n'8 748, de 1993)"(p-,rifii) A i.. relatora entendeu que se encontravam ausentes dois requisitos essenciais à cobrança da (..:ontribuição em comento: o da publicidade, pela inexistência de publicação dos atos do Conselho Monetário Nacional que fixaram as aliqu.otas do tributo; e o da estrita legalidade, pois somente o Congresso Nacional, através de lei, poderia 'ter fixado aquelas aliquotas. Por esta razão, votou a i. relatora por dar provimento ao recurso vohmtário.. Peço vênia para discordar da i. relatora. Relativamente à publicidade, verifica-se que o Conselho Monetário Nacional- CIVIN tornava em plenário a decisão de lixar aliquotas da referida contribuição, o que era feito por meio de Aios Administrativos denominados Votos do CMN e que o instituto do AçUcar e do Álcool - procedeu à publicação desses "Atos" mencionados, no Diário ()Ciciai daiJ nião - A publicação das decisões do C'MN pelo IAA ocorria pelo fato de o Conselho não possuir secretaria executiva, porém isso em nada prejudicava a publicidade dos atos que fix.avarn as aliquotas. No caso especifico dos preços do açúcar e do álcool e da contribuição de intervenção no domínio econômico em comento, as decisões do Conselho Monetário Nacional . erarn comunicadas aos Ministérios da Fazenda, Planejamento, Indústria e Comercio e ainda, ao Banco do 13rasil SÃ e ao IAA, que o publicava no D.O.U.. As atribuições do IHAA quanto à publicação dos atos relativos à contribuição e à sua exigência, estão compreendidas naquelas dos arts. ó" e 7" do Decreto-lei n" 1.952/1982, operando ad referendum do CM N: Lica assegurado ao lqs-tiluto do Açuca) e do Álcool O exercício de todas as atribuições relacionadas . com (.1, intervenção da União no domínio económico, na área da a5:roinciustria canavieira do País, assim como com O up010 ao Setor, em todos os seus se,:,;MentOS, m) fio ma da Legislação em vigor Ari, 7" O eyercício, pelo Instituto do Açúcar e do Álcool, das atribuições )eferidas no artigo anterior lia-se-á de acordo com programação elaborada pela mesma Autarquia e submetida pelo Alinistro da Indústria e do Comércio à aprovação do Conselho Alonetaiio Nacional. Pai-agi rifo iMico Com a aprovação, pelo Conselho Alonetatio Nacional, da pf (nranlar:(i0 de que trata este artigo, ficam assegurados os recursos necc 550l. 705 050(1 el=0(.v .içO. o Dessa forma, o IAA, ao publicar os atos do CMN que fixavam as aliquotas da Contribuição e ao proceder à sua cobrança não extrapolou os limites das atribuições estabelecidos na lei que instituiu as contribuições incidentes sobre açúcar e álcool. Como bem ressaltou a decisão recorrida se "dependesse a cobrança de publicação da,s clehherações clo Conselho .klónetário Nacional, como quer . a lmpugnante, flada haveria até esta daw a realizar, ndo apenas nes-la área, como também, na área do câmbio, finanças, cornei cio exterior, moeda, ele", Quanto à legalidade, transcrevo e adoto parte do voto do relator da decisão recorrida: ("7 A competência pata a União instituir contribuições de inter rencão domínio económico está prevista no art 149, que F001010100 ex1g-0 obsei rância de alguns requiii1).S No entanto, é necessário lembrar que a c .ontribuição em comento já tinha .sido 1oh a éOde da ordcm constitucional anterior quando foi promulgada a (..`onstiticição de 1988 :Trata-se então de aplicar a cediça teor- ia da recepção, a fim de aquilatar se as normas- jurídicas- instituídas sob a constituição anteiior encontram fundamento de validade na nova ordem constitucional Nesse passo, não tc'in razão a impugnantc' quando diz que a cemiribuic-ão precisaria .ser instituído por lei complementar A uma, porque é cediço que não existe inconstitucionalideule foi loa! super venic'.nic.'.. $e fosse 1/.) (101(101(01 a alegação da impugnante, o próprio código ti ibutário nacional, que .foi veiculado por lei Oidifá 1" 10 501) (1 dC 0017.511 .1.10O70 0111017:01; 1 • 1O felia .sido recepcionado pela Cai- ta de 1988, uma ver que O atual art. 146 estabelece. que as ¡unirias gerais 010 Inatj'11.1:1 tributái ia derem ser veiculadas por meio de . lei complementar À. duas, por (pie tratando-se de contribuição de intervenção no domnno económico não é necessária a intervenção de lei compleine.ntar, pois o art. 146, III, "a", somente faz tal exigência 001 1 e1/f0j1:11 ao lifipOStO disclaninado.s 1101 (."onstituição Assim, lícito concluir que os D( :.,.cretos-le .i. n" 28/02/1967,- n" / 712, de 14/11/1979 O n" 1.9.52, de 15/07/1982, foram todos recepcionados pela COnShil No tocante ao princípio da le-g-alidade, o a) 1. 150, I, estabelece que ,somente f. 101 meio de lei podem .ser Instituídos ou majolada.s as a//quotas dos tributos. Oia, a delegação ao Conselho Monetário Nacional pata disciplinar a alwração de aliquota e a (festim-Não da contribuição decorre de lei (Decr(.to-lei n" 1.952, de .1982). lergo, não ocwf eu nenhuma afronta ao princípio da legalidade, 100..5100 pOrqUe OS .7110 que estabeleceram 0.s valores da contribuição seu adicional, 0111 010070100 algum extrapolaram 0 limite legal de 20(:)e) 010 relação aos preco.s oficiais do açúcar e do álcool. Portanto, improcede a alegação. O ST I decidiu pela legalidade da c.,.oruribuiciio e .Yelf adicional, confOrme s pode Ve/ i ficar na .scguirde ementa TRIBUTÁRIO. CON'IRIBUI00 E ADICIONAL INCIDENTE SOBRE O ÁLCOOL E A WCA R (C,14). A TP,RA (j0 DA A LiQUO /A mo PODER ExEcuri Va DELEGAÇÃO DO EXER(.1.C10 DA COMPElÊNCIA AO (."ONSELII0 MONETÁRIO .NACIOAAL. POSSIBILIDADE. O .Decteto-lei n" 308/67, no seu art. .3", instituiu o contribuição incidente sobre o álcool e açúcar ((A A), com fi.dção contribuição "poruliscal" ., como meio de intervenção no domínio econômico e: no interesse de cate/forjas profissionais. 1 2 PI ()cesso n" 1{W0 100134/92-9:; S3-C112 Acotdâo n '1102-00,554 Fl 805 O Decreio-lei n" 1.952/82 hão criou nova hipótese de incidência da contribuição CAA, mas, só lhe alterou a perecntualização (aliquota). A delegação ao Conselho Monetário Nacional para disciplinar a alteração de alíquoia e a deslinação da contribuição CA A decorre de lei (Decreto-lei n" 1952/82) e não afronta preceito legal de hierarquia maior. Após o advento da Constituição Federal de 1988 não se promulgou nenhuma lei alterando a aliquoht da contribukão CA A, nem esta se afigura incompatível com o novo „sistema tributátio instituído na Carta Constitucional eia vigor. Recurso não conhecido. Decisão unânime. (Recurso Especial II" 23.750-0/41.„ RIU 05/09/94) Essa interpretação é dginitiva pois o Pleno do Supré.'mo lributial Federal, ao julgar o Recurso ExiwordimUio 214.206-9 decidiu 11.à0 1.01flat - conhecimento do cuim). A integra deste acyj i .dão icontra-se juntado às I/s. 455/486 e seu dispositivo é claríssano • "Vistos, rehuados e discutidos estes autos, acordam os- Ministros do Supremo Tribunal Federa/, em Pie dia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de voto.s, em não conhecer do recurso " E o extrato da ata de julgamento que consta à fl 486 mais uma vez repetiu que " O Tribunal, por maioria de votos, não conheceu do recurso, VerIMOS os Ministros Carlos Velloso (Relator), que conhecia o i•L'curso e lhe dava provimento em parte, e do voto do Ministro Marco Aurélio, que também conhecia e dava-lhe proVáfienia . )11 Ora, se O recurso não fOi conhecido e nem decidido em seu mérito, ficou mantido o entendimento do Tribunal a quo, no sentido da le,szalidade e da constilucionalidade da exação. irrelevante que na ementa do Recurso Exlít7OUli fláijo 11" 214 206-9 tenha constado que a possibilidade da ai/quota variai ou ser /Piada por autoridade administrativa é incompatível com a CF/88 Em primeiro lugar, não houve julgamento de mérito e a ass(..Ttiva da ementa Pira leira como_se o recurso tivesse sido conhecido e provido. Se não houw.'..julgainento de mérito, nada foi decidido em relação ao pedido, ao a trito do recurso. Em .s .e,.gundo lugar ., é cediço que ementas e frindiunentações não transitam em julgado Somente a parte dispositiva (Ac uma decisão, ou seja, a conclusão, aquilo que foi decidido em relação ao pedido é que de coisa julgada (CPC, au. 468 e 469), Nesse sentido, hasta uma simph..'s leitura no voto do Ministro Nelson Joblin (fis.465/467, que agora leio em Sessão) para se constatar que apenas fia le. .:jto um comentário durante a fundamentação, no sentido de que a aliquota não poderia .ser , /L; fixada pela autoridade admintstrativa, mas que o Ministro votava pot não conhecer do ecutso Acompanhai (1111 o Minhir0 101)1111 Alinistros Al(miei() ( `Ou êtr (11 468), Ilnun Gatuão (11 472), ,Srepir !veda Pertence (J1 48.3) o Néri ela S'ilveir a (11 48.5) inequívoco que não houve: julgamento de mérito porque o Ice:urso 'O. jói conhecido Como O STF 11-ãO oom forço do coisa ,julgada que a allquota não podoriii ser fixada poi autoridade' ad nistiat deve evalecer a intor »rotação fixad.a. pelo S11, não havendo que.' se .. .fillén • em extensão administrativa dos ekitos do ae.'Orelão do .STP . em berielic'io do sujeito passivo porque absolutamente nada fOi decidido polo stip; 0100 corte mesmo que se considerasse a ementa da referida decisão do STF, ver i fica- se que a contribuição Foi recepcionado pela C1788, -o que poderia ser discutida seria a aliquota aplicável: aquela vigente à data da pionrulgação da C1188 ou as aliquotas posteriormente alteradas pelo CMN Mas a contribuição, por urna dessas aliquotas, seria devida nos anos de 1989 a 1991, período abrangido pelo presente auto de infração: "RE(..'IIRSO EXTRA ORD1NÁR10 N" 214.206-9 ALAGOAS EMENTA (VNS'ITIVC/ONAL 1RIBUI7IRIO CVNTRIBUICAO 1)E1 ID:4 AO »VS7771110 1)0 (1CÚCAR L DO IL( 001— LIA 1 CF/N8 RR:1;11(7011/0U O DE 308/67„ COM AS Al .,TLRA(ÕES DOS 1)EL RE1OS-1,É1S 1712/79 E 1952/82 Ficou afastada a ofinsa ao ar! 149, da CE788, que: exie lei complementar para a instituição de contribuições do intervenção no domínio econermico A contribuição pata o 144 é compatível 0010 o sistema 11 ibutário nacional Não vulnerv o ar 1.74. ss 57 do ADC'T/CE/99 É ineompatívol com a CP/S poss. ibilidade. da alíquota variar 00 ser fixada por- autor idade administrativa Recurso não conhecido " Portanto, não vejo como se poderia dar provimento ao recurso voluntário. Diante de todo o exposto, voto pela ANULAÇÃ() AB INT110 , por vicio formal, em razão das iiregularidades apontados no Auto de Infração e do evidente cerceamento do direito de detészt Celso Lopes Pereira Neto •, fr
score : 1.0
Numero do processo: 19647.008060/2005-16
Data da sessão: Thu Jun 30 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jun 30 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto de Renda Pessoa Jurídica IRPJ
Ano-calendário: 2002, 2003
AUTO DE INFRAÇÂO. PRELIMINAR DE NULIDADE.
Estando os atos administrativos, consubstanciadores do lançamento, revestidos de suas formalidades essenciais, não se há que falar em nulidade do procedimento fiscal.
CERCEAMENTO DO DIREITO DE AMPLA DEFESA. INEXISTÊNCIA.
Inexiste cerceamento ao direito de defesa quando o ato administrativo tenha sido emitido por agente competente, em total consonância com a legislação vigente e tenha sido regularmente oferecida a ampla oportunidade de defesa, com a devida ciência do auto de infração.
REABERTURA DE PRAZO PARA PERMITIR A ATUALIZAÇÃO DE DOCUMENTAÇÃO AO CONTRIBUINTE. IMPOSSIBILIDADE.
Os registros contábeis e fiscais das empresas devem ser mantidos de forma regular, em atendimento às legislações fiscais e contábeis. Não é coerente e razoável sob o ponto de vista do trabalho fiscal aguardar o contribuinte a fazer ou refazer livros fiscais como forma de demonstrar seu direito.
FALTA DE APRESENTAÇÃO DE LIVROS E DOCUMENTOS.
ARBITRAMENTO DO LUCRO.
0 lucro será arbitrado quando o contribuinte deixar de apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal.
MULTA CONFISCATÓRIA
Quanto à multa confiscatória, cumpre destacar que a mesma está prevista na legislação tributária, não sendo da competência dessa Corte afastar lei (44, I, da Lei n° 9.430, de 1996) por critério de inconstitucionalidade, conforme disposto na Súmula 2 do CARF.
JUROS SELIC
Por fim, quanto aos Juros Selic, esse Tribunal já pacificou a questão, conforme se depreende da Súmula 4 do CARF.
Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL
Ano-calendário: 2002, 2003
Aplicam-se, por via reflexa, os mesmos fundamentos apontados quanto IRPJ, mantendo-se o lançamento fiscal com base no lucro arbitrado.
Recurso conhecido e não provido.
Numero da decisão: 1201-000.543
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em
AFASTAR as preliminares suscitada e, no mérito, em NEGAR provimento ao recurso.
Matéria: IRPJ - AF - lucro arbitrado
Nome do relator: Rafael Correia Fuso
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - AF - lucro arbitrado
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201106
ementa_s : Imposto de Renda Pessoa Jurídica IRPJ Ano-calendário: 2002, 2003 AUTO DE INFRAÇÂO. PRELIMINAR DE NULIDADE. Estando os atos administrativos, consubstanciadores do lançamento, revestidos de suas formalidades essenciais, não se há que falar em nulidade do procedimento fiscal. CERCEAMENTO DO DIREITO DE AMPLA DEFESA. INEXISTÊNCIA. Inexiste cerceamento ao direito de defesa quando o ato administrativo tenha sido emitido por agente competente, em total consonância com a legislação vigente e tenha sido regularmente oferecida a ampla oportunidade de defesa, com a devida ciência do auto de infração. REABERTURA DE PRAZO PARA PERMITIR A ATUALIZAÇÃO DE DOCUMENTAÇÃO AO CONTRIBUINTE. IMPOSSIBILIDADE. Os registros contábeis e fiscais das empresas devem ser mantidos de forma regular, em atendimento às legislações fiscais e contábeis. Não é coerente e razoável sob o ponto de vista do trabalho fiscal aguardar o contribuinte a fazer ou refazer livros fiscais como forma de demonstrar seu direito. FALTA DE APRESENTAÇÃO DE LIVROS E DOCUMENTOS. ARBITRAMENTO DO LUCRO. 0 lucro será arbitrado quando o contribuinte deixar de apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal. MULTA CONFISCATÓRIA Quanto à multa confiscatória, cumpre destacar que a mesma está prevista na legislação tributária, não sendo da competência dessa Corte afastar lei (44, I, da Lei n° 9.430, de 1996) por critério de inconstitucionalidade, conforme disposto na Súmula 2 do CARF. JUROS SELIC Por fim, quanto aos Juros Selic, esse Tribunal já pacificou a questão, conforme se depreende da Súmula 4 do CARF. Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Ano-calendário: 2002, 2003 Aplicam-se, por via reflexa, os mesmos fundamentos apontados quanto IRPJ, mantendo-se o lançamento fiscal com base no lucro arbitrado. Recurso conhecido e não provido.
dt_publicacao_tdt : Thu Jun 30 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 19647.008060/2005-16
anomes_publicacao_s : 201106
conteudo_id_s : 5273349
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 30 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1201-000.543
nome_arquivo_s : 1201000543_19647008060200516_201106.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : Rafael Correia Fuso
nome_arquivo_pdf_s : 19647008060200516_5273349.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em AFASTAR as preliminares suscitada e, no mérito, em NEGAR provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Thu Jun 30 00:00:00 UTC 2011
id : 4622119
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:47:34 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714075068485599232
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2112; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C2T1 Fl. 343 1 342 S1C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19647.008060/200516 Recurso nº 174.734 Voluntário Acórdão nº 120100.543 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 30 de junho de 2011 Matéria IRPJ e CSLL Auto de Infração Recorrente INTERLANDIA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto de Renda Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 2002, 2003 AUTO DE INFRAÇÂO. PRELIMINAR DE NULIDADE. Estando os atos administrativos, consubstanciadores do lançamento, revestidos de suas formalidades essenciais, não se há que falar em nulidade do procedimento fiscal. CERCEAMENTO DO DIREITO DE AMPLA DEFESA. INEXISTÊNCIA. Inexiste cerceamento ao direito de defesa quando o ato administrativo tenha sido emitido por agente competente, em total consonância com a legislação vigente e tenha sido regularmente oferecida a ampla oportunidade de defesa, com a devida ciência do auto de infração. REABERTURA DE PRAZO PARA PERMITIR A ATUALIZAÇÃO DE DOCUMENTAÇÃO AO CONTRIBUINTE. IMPOSSIBILIDADE. Os registros contábeis e fiscais das empresas devem ser mantidos de forma regular, em atendimento às legislações fiscais e contábeis. Não é coerente e razoável sob o ponto de vista do trabalho fiscal aguardar o contribuinte a fazer ou refazer livros fiscais como forma de demonstrar seu direito. FALTA DE APRESENTAÇÃO DE LIVROS E DOCUMENTOS. ARBITRAMENTO DO LUCRO. 0 lucro será arbitrado quando o contribuinte deixar de apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal. MULTA CONFISCATÓRIA Quanto à multa confiscatória, cumpre destacar que a mesma está prevista na legislação tributária, não sendo da competência dessa Corte afastar lei (44, I, da Lei n° 9.430, de 1996) por critério de inconstitucionalidade, conforme disposto na Súmula 2 do CARF. Fl. 203DF CARF MF Emitido em 10/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por RAFAEL CORREIA FUSO Assinado digitalmente em 04/07/2011 por RAFAEL CORREIA FUSO, 07/07/2011 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALA QUIAS 2 JUROS SELIC Por fim, quanto aos Juros Selic, esse Tribunal já pacificou a questão, conforme se depreende da Súmula 4 do CARF. Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Anocalendário: 2002, 2003 Aplicamse, por via reflexa, os mesmos fundamentos apontados quanto IRPJ, mantendose o lançamento fiscal com base no lucro arbitrado. Recurso conhecido e não provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em AFASTAR as preliminares suscitada e, no mérito, em NEGAR provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS Presidente. (documento assinado digitalmente) RAFAEL CORREIA FUSO Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Claudemir Rodrigues Malaquias (presidente), Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, Régis Magalhães Soares de Queiroz, Marcelo Cuba Netto e Rafael Correia Fuso. Ausente justificadamente o Conselheiro Antonio Carlos Guidoni Filho. Relatório Tratamse de Autos de Infração que cobram IRPJ e CSLL sobre lucro arbitrado ela fiscalização, referente aos quatro trimestres de 2002 e 2003, que se faz tendo em vista que o contribuinte, embora notificado a apresentar os livros e documentos da sua escrituração, conforme Termo de Inicio de Fiscalização, deixou de apresentálos. Vejamos os fatos narrados pela fiscalização: 1. A fiscalização foi iniciada em 06/06/2005 através da ciência do Termo de Início de Fiscalização, quando a empresa foi intimada a apresentar os livros e documentos necessários a consecução dos trabalhos, nesse momento referente ao ano calendário de 2003. Fl. 204DF CARF MF Emitido em 10/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por RAFAEL CORREIA FUSO Assinado digitalmente em 04/07/2011 por RAFAEL CORREIA FUSO, 07/07/2011 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALA QUIAS Processo nº 19647.008060/200516 Acórdão n.º 120100.543 S1C2T1 Fl. 344 3 2. Em 21/06/2005, a empresa apresenta resposta a nossa intimação, assinada pelo sócio e representante legal perante a Secretaria da Receita Federal, Sr. Godofredo de Abreu e Lima Júnior, afirmando não poder disponibilizar os elementos solicitados devido ao fato de que não possui a escrituração contábil do período objeto de fiscalização. 3. Em 22/06/2005, a empresa foi Reintimada a apresentar os documentos e elementos já solicitados no Termo de Início de Ação Fiscal, necessários ao desenvolvimento da auditoria fiscal para verificação dos valores apresentados na apuração dos resultados fiscais com base no lucro real, conforme sua declaração DIPJ apresentada, do ano calendário de 2003. 4. Em 04/07/2005, a empresa é cientificada, através de novo Termo de Intimação e Reintimação Fiscal, da extensão do período objeto da fiscalização para o ano de 2002, sendo, mais uma vez, solicitado os livros e documentos contábeis e fiscais (referentes aos anos calendário de 2002 e 2003). 5. Em 12/07/2005, a empresa encaminha a esta DRF carta resposta ao Termo de Intimação, novamente afirmando que a sua contabilidade está desatualizada e por isso não tem como dispor os elementos solicitados. Nada mais apresenta a esta fiscalização, exceto os dados de sua escrita fiscal, quais sejam: cópias do Livro de Registro de Apuração do ICMS do ano calendário de 2002; registros digitais das GIAM do ano calendário de 2003 (como entregues à Secretaria da Fazenda do Estado de Pernambuco); talonário das notas fiscais de vendas (vias fixas) dos anos de 2002 e 2003 e arquivos digitais com as relações das notas fiscais de vendas dos anos de 2002 e 2003 (apenas de alguns meses desses anos e de forma incompleta). 6. Finalmente, observese que, nos anos de 2002 e 2003, a empresa apresentou declarações DIPJ com forma de apuração do 1RPJ e da CSLL pelo lucro real trimestral, com receitas Zero no ano de 2002 e de R$ 1.455.682,99 no ano de 2003, quando as receitas de vendas desses anos como escrituradas nos seus livros fiscais de registro de apuração de ICMS, somam de R$ 9.430.874,00 e R$ 11.250.549,00, respectivamente; apresentou as Declarações (trimestrais) de Débitos e Créditos e Tributos Federais DCTF desses períodos onde não declara valores devidos de IRPJ, CSLL, PIS ou COFINS; e, nos sistemas da Secretaria da Receita Federal SRF, não constam pagamentos desses tributos nesses períodos de apuração (anos de 2002 e 2003). A tributação do IRPJ com base no lucro real exige a (correta e disponível) escrituração dos livros contábeis: Diário e Razão, bem como dos livros de Registro de Inventário, Livro de Apuração do Lucro Real LALUR etc. 8. Vejamos o que dizem os artigos 251, 258, 259, 260 e 264 do Regulamento do Imposto de Renda RIR/99 Decreto no. 3.000, de 26/03/1999..... Fl. 205DF CARF MF Emitido em 10/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por RAFAEL CORREIA FUSO Assinado digitalmente em 04/07/2011 por RAFAEL CORREIA FUSO, 07/07/2011 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALA QUIAS 4 9. Assim, temos que, a não disponibilização dos livros necessários e obrigatórios para a tributação com base no lucro real fato inclusive declarado pela empresa de que não possui tais documentos , conforme prevê expressamente o inciso III do artigo 530 do RIR/99 (Regulamento do Imposto de Renda Decreto 3.000/99) impõe o arbitramento dos lucros da empresa. Devidamente intimado, o contribuinte interpôs impugnação, alegando em síntese que: a) Preliminar: nulidade do lançamento, visto ter havido cerceamento ao amplo direito de defesa, posto que não estariam devidamente elucidados os motivos que fundamentaram a exigência fiscal; b) Preliminar: o arbitramento dos lucros, afirma, com base nos arts. 332 e 397 do CPC, 5° da CF e 2° e 3° (incisos III e IV) da Lei n° 9.784/99, que o fisco poderia ter lhe oportunizado complementar os livros fiscais solicitados; c) Mérito: requereu a realização de diligência e perícia e, com base no art. 3°, III, da Lei n° 9.784199, protesta pela juntada posterior de documentos que devido a quantidade não teriam sido entregues a tempo; d) Insurgese contra a apuração com base no Lucro Arbitrado, posto que tal procedimento seria reservado aos casos de inexistência ou imprestabilidade dos documentos contábeis, conforme especificado no art. 47 da Lei n° 8.981/95, e sustenta que a fiscalização deixou de considerar informações por ela apresentadas, não deduzindo despesas realizadas nos anoscalendário objeto de exame; e) Suscita afronta ao princípio da legalidade e afirma que improcede a ação fiscal quando na impugnação são apresentadas provas. Sobre o fato gerador do imposto de renda aduz que na dúvida a norma deveria estar sendo interpretada em seu favor, conforme prevê o art. 112 do CTN. Sobre os temas, transcreve excertos doutrinários, jurisprudência administrativa e ementa de julgado do STF; f) Defende que a multa aplicada de 75% resulta em confisco, sendo este vedado pela Constituição Federal, e se insurge contra a utilização da Taxa SELIC como juros moratórios para fins tributários por majorar, inconstitucionalmente, os juros aplicados em um percentual acima de 1%, o que configuraria anatocismo. g) Por fim, requer a improcedência do lançamento, a interpretação que lhe for mais benéfica em caso de dúvida e protesta por todos os meios de prova admitidos em direito. A DRJ manteve os lançamentos, conforme ementa abaixo transcrita: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURlDICA IRPJ Anocalendário: 2002, 2003 FALTA DE APRESENTAÇÃO DE LIVROS E DOCUMENTOS. ARBITRAMENTO DO LUCRO. 0 lucro será arbitrado quando o contribuinte deixar de apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal. Fl. 206DF CARF MF Emitido em 10/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por RAFAEL CORREIA FUSO Assinado digitalmente em 04/07/2011 por RAFAEL CORREIA FUSO, 07/07/2011 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALA QUIAS Processo nº 19647.008060/200516 Acórdão n.º 120100.543 S1C2T1 Fl. 345 5 JUROS DE MORA. TAXA SELIC. CABIMENTO. E cabível, por expressa disposição legal, a exigência de juros de mora equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – SELIC LANÇAMENTOS REFLEXOS. CSLL. O que for decidido no lançamento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica IRPJ é aplicável aos procedimentos reflexos, em face da intima relação de causa e efeito entre eles existente. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2002, 2003 AUTO DE INFRAÇÂO. PRELIMINAR DE NULIDADE. Estando os atos administrativos, consubstanciadores do lançamento, revestidos de suas formalidades essenciais, não se há que falar em nulidade do procedimento fiscal. CERCEAMENTO DO DIREITO DE AMPLA DEFESA. INEXISTÊNCIA. Inexiste preterição ao direito de defesa quando o ato administrativo tenha sido emitido por agente competente, em total consonância com a legislação vigente e tenha sido regularmente oferecida a ampla oportunidade de defesa, com a devida ciência do auto de infração. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. INCOMPETÊNCIA DAS INSTANCIAS ADMINISTRATIVAS PARA APRECIAÇÃO. As autoridades administrativas estão obrigadas à observância da legislação tributária vigente no pais, sendo incompetentes para a apreciação de argüições de inconstitucionalidade de atos legais regularmente editados. DILIGÊNCIA/PERÍCIA. INDEFERIMENTO. Rejeitamse requerimentos de diligência e perícia feitos em desacordo com a legislação de regência, ainda mais quando os elementos presentes nos autos são suficientes para firmar o convencimento do julgador. PROVAS. APRESENTAÇÃO. MOMENTO. IMPUGNAÇÃO. A impugnação deve estar instruída com todos os documentos e provas que o sujeito passivo possuir (artigos 15 e 16 do Decreto n° 70.235/72). Lançamento Procedente Intimado do acórdão da DRJ, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário, alegando que: Fl. 207DF CARF MF Emitido em 10/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por RAFAEL CORREIA FUSO Assinado digitalmente em 04/07/2011 por RAFAEL CORREIA FUSO, 07/07/2011 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALA QUIAS 6 1. Preliminar 1.1. Cerceamento ao amplo direito de defesa: A autoridade julgadora não reconheceu a ocorrência de cerceamento ao direito de defesa. Segundo o julgador o auto de infração preenche efetivamente os requisitos descritos na Lei de regência. O fato de o auto de infração preencher os requisitos formais expostos no artigo 10 do Decreto n°. 70.235/72 não significa dizer que o autuado apenas com tais elementos pode exercer seu direito a ampla defesa e ao contraditório. O fato é que a indicação de uma série de dispositivos que não indicam claramente a que infração se refere, pior dispostos de forma genérica implica na dificuldade do exercício do direito constitucional do contraditório. A Recorrente teve seu direito cerceado, pois mesmo apresentando a autoridade fiscal livro inventário, que também seve de base para cálculo do imposto devido, foi contra ela arbitrado tributo a pagar descartando tal documento. Para o direito tributário o arbitramento só se aplica quando os documentos contábeis não merecem a fé pública a eles atribuído, compreendendo estes não só os livros fiscais mas outras espécies de documentos. Vejamos o que diz a Norma Brasileira de Contabilidade sobre o assunto: 2.2.1. A documentação contábil compreende todos os documentos, livros, papéis, registros e outras peças que apóiam ou compõem a escrituração contábil 2.2.1.1. — Documentação contábil, estrito senso é aquela que comprova os atos e fatos que originaram o lançamento (...) Nesse sentido tendo a Recorrente fornecido o livro de Inventário que serve de base para fixação do lucro auferido, não pode o fisco ignorar tal fato e arbitrálo. Esse é o entendimento do Conselho de Contribuintes, vejamos: (...) E certo que a Recorrente informou a autoridade fiscal que a escrituração contábil da empresa estava desatualizada, contudo isso não significa dizer que inexistia registro contábil, nada impedindo que a autoridade abrisse novo para a fim de permitir atualização da documentação, fato que não ocorreu no caso dos autos. De efeito a questão se exaure na preliminar. Mas ainda que para argumentar, não seja aceita, no Mérito é de ser julgado improcedente o lançamento combatido considerando as razões a seguir elencadas. 2. No mérito 2.1. Do arbitramento indevido do lucro praticado pela autoridade fiscal — afronta ao artigo 47 da Lei 8.981/95: Fl. 208DF CARF MF Emitido em 10/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por RAFAEL CORREIA FUSO Assinado digitalmente em 04/07/2011 por RAFAEL CORREIA FUSO, 07/07/2011 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALA QUIAS Processo nº 19647.008060/200516 Acórdão n.º 120100.543 S1C2T1 Fl. 346 7 Inicialmente a Recorrente esclarece que toda matéria do presente recurso diz respeito ao tributo IRPJ, devendo ser considerada também para o tributo CSLL, haja vista o caráter reflexo daquele tributo sobre este. Sendo reformada a decisão da DRJRecife e por conseqüência o auto de infração em relação Imposto de Renda Pessoa Jurídica, mesmo fim deve ter a CSLL. A Recorrente é optante pela apuração do lucro real. Inobstante foi lavrado auto de infração com base em arbitramento do lucro real da mesma sob fundamento de que não houve fornecimento dos elementos contábeis necessários à fiscalização solicitados Recorrente. A autoridade julgadora, por sua vez, desconsiderou toda defesa da Recorrente, julgando procedente o lançamento. Não há de prosperar o julgamento a uma porque, ainda que não houvesse fornecimento da documentação contábil solicitada pela administração esta deveria basearse nas informações prestadas pela Recorrente em DCTF e demais documentos contábeis, a duas que foi fornecida parte da documentação contábil requerida sendo esta desconsiderada pelo julgador por completo. (...) Conforme, se depreende do julgado aqui combatido, a declaração do contribuinte, ora Recorrente, foi totalmente desconsiderada, havendo inversão total do ônus da prova pela Autoridade julgadora. Ora, é corolário precípuo do direito pátrio que o ônus da prova é daquele que alega o fato. No caso não é essa a conclusão a que se chega. A Autoridade Fiscal, sem base probatória alguma, arbitrou tributo a ser pago pela Recorrente, e o pior tal procedimento foi ratificado pelos julgadores da DRJRecife, o que data venia não pode prosperar. A de ser ressaltado que no arbitramento do IRPJ a pagar foi apurado unicamente com base nos livros de registro do ICMS e informações constantes da GIAM — Guia de Informação Mensal do ICMS, sem proceder ao abatimento das despesas ocorridas no período autuado. Tal fato demonstra a fragilidade da autuação e da decisão combatida. A legislação de regência descreve as hipóteses em que o arbitramento de lucro é possível, e em nenhuma dessas hipóteses se enquadra a situação da Recorrente. Vejamos o que dispõe o artigo 47 da Lei 8.981/95: (...) Resta evidente que o arbitramento de lucro só é possível em situações extremas, quando não existe qualquer documentação contábil hábil a compor o lucro da empresa, o que não é o caos dos autos, pois a autoridade fiscal detinha o Livro de Registro de Fl. 209DF CARF MF Emitido em 10/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por RAFAEL CORREIA FUSO Assinado digitalmente em 04/07/2011 por RAFAEL CORREIA FUSO, 07/07/2011 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALA QUIAS 8 Inventário passive l de compor o lucro da empresa que foi totalmente descartado. E a infringência da norma explicita no artigo 47 da Lei 8.981/95, afronta ainda o principio da legalidade, pois é cediço que o sujeito passivo só pagará tributo segundo definição legal e nos limites impostos por ela. (...) Resta então configurada a ilegalidade da autuação sofrida pela Recorrente, uma vez que lhe foi arbitrado lucro, encontrandose tributo a pagar, sem considerar a documentação contábil apresentada pela Recorrente. 2.2. Da multa confiscatória de 75%: Por outro lado, agrava ainda mais a situação da Recorrente o estabelecimento de multa de 75% sobre o valor do valor do tributo. Esquece o fisco que a função da penalidade pecuniária é corrigir e não destruir o patrimônio do contribuinte, e muito menos ser utilizada para provocar dano irreparável, eis que o pagamento da multa é classificado como receita derivada, como os tributos, gerando, também, a total improcedência da penalidade aplicada, alem da exigência fiscal. Seja qual for a motivação da Administração Tributária, em vez de corrigir só causa danos ao contribuinte, posto que termina transferindo ilegalmente parte substancial do patrimônio da Impugnante para a União, no que afronta o principio constitucional que veda o confisco (art. 150, IV da CF). Mas, mesmo que para argumentar, multa existisse para o caso, não pode ultrapassar o limite do principal. Esta é a regra que já constava do artigo 920 do antigo Código Civil, e foi imposta pelo artigo 412 do novo Código Civil, nos seguintes termos: "Artigo 412. 0 valor da cominação imposta na cláusula penal não pode exceder o da obrigação principal". Nestes termos, a multa de 75% aplicada só pode ser considerada confiscatória. Caso venha a prevalecer a pretensão manifestamente arrecadatória do fisco, contrariando a jurisprudência e afrontando o ordenamento jurídico constitucional, a Suplicante, na verdade, ficaria penalizada com um débito ilegal. E é evidente que a vedação do art. 150, IV da Carta Magna, diz respeito obrigação tributária como um todo (tributos e multas pecuniárias como definido no art. 113 do CTN) porque do contrário seria dar um cheque em branco ao legislador tributário para fixar, ao seu talante, tributo (com o nome de penalidade) sem atenção capacidade contributiva, fora dos limites da razoabilidade, agredindo a lógica, o bom senso e a segurança jurídica do cidadão contribuinte. Deste modo, a penalidade pecuniária deve ser fixada dentro de limites razoáveis que leve em conta a reparação ao dano presumido, e não seja forma subreptícia de tributo, atropelando Fl. 210DF CARF MF Emitido em 10/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por RAFAEL CORREIA FUSO Assinado digitalmente em 04/07/2011 por RAFAEL CORREIA FUSO, 07/07/2011 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALA QUIAS Processo nº 19647.008060/200516 Acórdão n.º 120100.543 S1C2T1 Fl. 347 9 a vedação constitucional ao confisco ou leve empresas ao estado de insolvência. De todo modo, diante dos fatos, jurisprudência e doutrina citados, é induvidosa a afirmação de que a multa de 75% é confiscatória, eis que ultrapassa o limite da razoabilidade. Sendo, portanto, além de atentatória aos princípios constitucionais de vedação ao confisco e da capacidade contributiva, agressiva ao patrimônio da Suplicante, não pode ser aplicada, sendo o que ora requer. 2.3. Dos juros de mora — inaplicabilidade da taxa SELIC: O Código Tributário Nacional, como lei complementar, hierarquicamente superior a Lei Ordinária n° 9.065/95 que adotou a taxa SELIC como juros, prevê no caso de inadimplemento, a cobrança exclusivamente de juros de mora, em função de seus efeitos e de sua natureza. E o § l° do art. 161 do CTN determina que só se pode cobrar juros de mora (originado de retardo, atraso, impontualidade contratual), não admitindo percentual superior a I% (um por cento). E a previsão do § 1° do art. 161 do CTN, só pode ser entendida como limite máximo. teto para o legislador ordinário, e não piso. E inconcebível que a Lei Complementar, sendo como é lex legum, tenha estabelecido limite mínimo, visto que seria passar cheque em branco em favor do legislador ordinário, permitindolhe fixar qualquer valor acima de 1% em afronta a Lei de Usura (Decreto n° 22.626/33). A par desses fundamentos é que não se pode aplicar aos créditos tributários a taxa SELIC, visto que está sendo aplicada como remuneração de capital e não como juros moratórios. Diante do exposto, REQUER que seja declarado improcedente o lançamento pelas seguintes razões; a) Preliminarmente pela declaração de nulidade do lançamento em razão da ausência de elementos que permitam o exercício do direito a ampla defesa em toda a sua plenitude; b) No mérito que seja julgada improcedente a exigência fiscal, para reformar o acórdão 1121.662 proferido pela DRF — Recife, tendo em vista que o autuante exige tributo indevido, haja vista o arbitramento de lucro que incidiu em tributo a pagar, desconsiderando a documentação contábil apresentada pela Recorrente, infringindo assim o artigo 47 da Lei 8.981/95. Este é o Relatório! Voto Fl. 211DF CARF MF Emitido em 10/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por RAFAEL CORREIA FUSO Assinado digitalmente em 04/07/2011 por RAFAEL CORREIA FUSO, 07/07/2011 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALA QUIAS 10 Conselheiro RAFAEL CORREIA FUSO O Recurso é tempestivo e atende aos requisitos legais, por isso o conheço. Quanto às preliminares alegadas pela Recorrente, entendo pelo não acolhimento, visto que o direito de defesa quando do procedimento de fiscalização foi devidamente respeitado, bem como após a lavratura do Auto de Infração, sendo atribuída em vários momentos desses autos a oportunidade do contribuinte apresentar os documentos pertinentes para combater o arbitramento do lucro, como também, pelo teor da defesa apresentada e do recurso, o contribuinte tem total conhecimento das imputações fiscais. Por isso, inexiste nos autos cerceamento do direito de defesa, muito menos se pode cogitar à existência de nulidade, até mesmo porque o Auto de Infração foi lavrado por autoridade competente, atendendo aos disposto no artigo 142 do CTN, fundado no artigo 530 do RIR/99, obedecendo todas as regras e princípios aplicáveis ao direito administrativo fiscal. Quanto ao argumento de que a autoridade fiscal deveria ter aberto novo prazo para o fim de permitir atualização da documentação, como sabido, os registros contábeis e fiscais das empresas devem ser mantidos de forma regular, em atendimento às legislações fiscais e contábeis. Se o contribuinte não procedeu de acordo com a lei, no mínimo age com culpa por tão negligência, devendo sofrer as penalidade cabíveis por tal ato. Assim, rejeito as preliminares alegadas pelo Recorrente! Quanto ao mérito, entendo também que a decisão da DRJ não merece reparos, pois os documentos apresentados pelo contribuinte foram parciais e não merecerem fé, conforme se depreende do relatório fiscal. O artigo 47 da Lei n° 8.981/95, prescreve que as possibilidades de arbitramento do Lucro, sendo contemplada dentre elas a não manutenção de escrituração na forma das leis comerciais e fiscais, a ausência de apresentação às autoridades fazendárias os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal e não manter, em boa ordem e segundo as normas contábeis Livro Razão e Diário: Art. 47. O lucro da pessoa jurídica será arbitrado quando: III o contribuinte deixar de apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal, ou o livro Caixa, na hipótese de que trata o art. 45, parágrafo único; VII o contribuinte não mantiver, em boa ordem e segundo as normas contábeis recomendadas, livro Razão ou fichas utilizados para resumir e totalizar, por conta ou subconta, os lançamentos efetuados no Diário. Dessa forma, conforme se observa do relatório fiscal, o contribuinte incorreu em várias condutas que permitiram a fiscalização aplicar o arbitramento do lucro, nos termos do artigo 530, inciso III do RIR/99: "Art. 530. 0 imposto, devido trimestralmente, no decorrer do ano calendário, será determinado com base nos critérios do lucro arbitrado, quando (Lei n.° 8.981, de 1995, art. 47, e lei n.° 9.430, de 1996, art. 1°): (.) Fl. 212DF CARF MF Emitido em 10/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por RAFAEL CORREIA FUSO Assinado digitalmente em 04/07/2011 por RAFAEL CORREIA FUSO, 07/07/2011 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALA QUIAS Processo nº 19647.008060/200516 Acórdão n.º 120100.543 S1C2T1 Fl. 348 11 III o contribuinte deixar de apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal, ou o Livro Caixa, na hipótese do parágrafo único do art. 527;" Assim, caberia ao contribuinte, como obrigação trazida no artigo 195, § único do CTN, além do disposto nos artigos 251, 258, 259, 260, inciso I e III, todos do RIR/99, possuir, manter, escriturar e guardar os documentos contábeis e fiscais, como livros Diário, além de registrar suas operações em livro de registro de inventário e LALUR, de forma a apresentar às autoridades fazendárias quando solicitados. Nestes termos, como bem observado na decisão da DRJ, não há ilegalidades no trabalho da fiscalização, sendo a aplicação do arbitramento fundada em justificativa plausível e contemplada na Lei, não havendo que se falar em dedução de custos ou despesas, como pretendida pela Recorrente: Por outro lado, traduzindo uma medida extrema, seu uso deve ser fundado em motivos que impeçam o conhecimento do lucro efetivo do sujeito passivo, o que efetivamente ocorreu no presente caso. Com efeito, conforme apontado na descrição dos fatos constantes dos autos de infração as fls. 06 e 14, o arbitramento somente se efetivou em face de a interessada não ter apresentado os Livros Diário, Razão e Registro de Inventário, fato comprovado através das respostas as intimações apresentadas às fls. 31 e 38, o que ensejou à fiscalização tomar por base a receita bruta conhecida através do Registro de Apuração do ICMS e da Guia Informativa Mensal do ICMS. Como se vê, o autuante agiu estritamente dentro da legalidade, ao arbitrar o lucro da interessada, em face da não apresentação dos livros e documentos de sua escrituração, com base nos valores de receita constatada como omitida. Não havendo que se falar, por conseguinte, em dedução de custos ou despesas. Quanto à CSLL, aplicamse, por via reflexa, os mesmos fundamentos acima, mantendose o lançamento fiscal com base no lucro arbitrado. Quanto à multa confiscatória, cumpre destacar que a mesma está prevista na legislação tributária, não sendo da competência dessa Corte afastar lei (44, I, da Lei n° 9.430, de 1996) por critério de inconstitucionalidade, conforme disposto na Súmula 2 do CARF: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Por fim, quanto aos Juros Selic, esse Tribunal já pacificou a questão, conforme se depreende da Súmula 4 do CARF: Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Diante do exposto, CONHEÇO do Recurso, para afastar as preliminares suscitadas e no mérito NEGOLHE provimento. Fl. 213DF CARF MF Emitido em 10/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por RAFAEL CORREIA FUSO Assinado digitalmente em 04/07/2011 por RAFAEL CORREIA FUSO, 07/07/2011 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALA QUIAS 12 É como voto! (documento assinado digitalmente) RAFAEL CORREIA FUSO Relator Fl. 214DF CARF MF Emitido em 10/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por RAFAEL CORREIA FUSO Assinado digitalmente em 04/07/2011 por RAFAEL CORREIA FUSO, 07/07/2011 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALA QUIAS
score : 1.0
