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Numero do processo: 10825.000764/2007-30
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
PROCEDIMENTO FISCALIZAÇÃO. INTIMAÇÃO. ARTIGO 909 DO DECRETO 3000/99. DESNECESSIDADE.
Tratando-se de procedimento de revisão de declaração, para lançamento de tributo não declarado, decorrente de omissão de rendimentos, não é necessária a prévia intimação para pagamento; não se aplicando o disposto no artigo 909, do Decreto 3000/99, que trata de tributo já declarado.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2801-002.162
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
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INTIMAÇÃO. ARTIGO 909 DO DECRETO 3000/99. DESNECESSIDADE. Tratandose de procedimento de revisão de declaração, para lançamento de tributo não declarado, decorrente de omissão de rendimentos, não é necessária a prévia intimação para pagamento; não se aplicando o disposto no artigo 909, do Decreto 3000/99, que trata de tributo já declarado. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Walter Reinaldo Falcão Lima, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Tânia Mara Paschoalin e Carlos César Quadros Pierre. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Fl. 135DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10825.000764/200730 Acórdão n.º 280102.162 S2TE01 Fl. 132 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 3ª Turma da DRJ/SPOII (Fls. 23), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: 2. Tratase de notificação de lançamento do exercício 2005, ano calendário 2004, lavrado em 29/05/2007 (fls. 3/6), referente a omissão de rendimentos no valor de R$ 27.056,33, resultando em imposto de rendasuplementar de R$ 5.246,76 e respectivos acréscimos legais. 3. Em 16/04/2007 foi lavrada a primeira notificação de lançamento (fls. 13/17) por omissão de rendimentos (R$ 27.056,33), resultando em imposto suplementar de R$ 6.005,98 e acréscimos legais. 4. Os rendimentos identificados em DIRF foram referentes às seguintes fontes pagadoras e nos seguintes valores: Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar — R$ 11.556,84 Associação Hospitalar de Bauru — R$ 15.449,49 5. A contribuinte apresentou SRL que foi parcialmente deferida (fls. 4), sendo que foi considerado o valor de R$ 2.760,81 referente a previdência oficial (fl. 18) sobre os rendimentos omitidos, o que resultou no segundo lançamento, objeto desta impugnação no valor de R$ 5.246,76. 6. Em 04/07/2007 apresentou impugnação ao lançamento com as seguintes alegações: "... requer o reconhecimento dos dependentes Marcelo Henrique Gonçalves Alvisi e Ana Beatriz Gonçalves, para a diminuição do imposto de renda apurado a pagar. A guarda provisória foi concedida em 06 de junho de 2006, pelo fato de o Exmo. Juiz reconhecer que as crianças já estavam sob a guarda da avó (contribuinte) desde o nascimento do neto mais novo Marcelo Henrique, pois os mesmos foram abandonados pela mãe, caracterizando a dependência." 7. Juntou também certidão do Juizo de Direito da Segunda Vara da Família e das Sucessões da Comarca de Bauru/SP — Segundo Oficio da Família e das Sucessões, datada de 28/06/2006 (fl. 2), na qual é certificado que nos autos da Ação de Guarda de Menor de n° 2188/2006, foi deferido a Emília Maria Lacal Machado a guarda provisória de Marcelo Henrique Gonçalves Alvisi e Ana Beatriz Gonçalves. Passo adiante, a 3ª Turma da DRJ/SPOII entendeu por bem julgar o lançamento procedente, em decisão que restou assim ementada: Fl. 136DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10825.000764/200730 Acórdão n.º 280102.162 S2TE01 Fl. 133 3 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LANÇAMENTO PROCEDENTE. Procedente o lançamento quando o contribuinte deixa de apresentar documentação hábil para desqualificar a omissão. Cientificada em 13/05/2009 (Fls. 28), a Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 26/05/2009 (fls. 29), argumentando em síntese que: (...) É nulo o auto de infração que ora se hostiliza, em face da sua manifesta impropriedade, especialmente por inexistência de justa causa para a sua lavratura contra a impugnante, por inocorrência de qualquer ilicitude, muito menos a irrogada na peça acusatória. Na verdade, é da Constituição Pátria, a garantia dos cidadãos que além do exercício ao sagrado direito de defesa, tanto na fase administrativa como na judicial, não podem ser submetidos a investidas ilegais.(...) (...) Com efeito, a autoridade lançadora ao oferecer as incertezas e sem o devido processo legal antes da imposição do auto de infração, maculou a validade constitucional da ação, porquanto da forma como foi realizada e instaurada a multa, não enseja a declarante a chegar a um raciocínio lógico da suposta infração cometida, porquanto, referida ação fiscal, realizouse de forma equivocada, eis que os demonstrativos que poderiam oferecer suporte ao auto de infração nenhuma validade jurídica possuem sem com a violação do Principio da Ampla Defesa, no caso em tela. (...) Um órgão da administração pública não pode a pretexto do seu poder de polícia, atuar ao arrepio da lei e do ordenamento jurídico, agindo com paixão de seus dirigentes para, extrapolando as disposições da Lei Maior do País, impor sanções que se convertam em abuso de autoridade, excesso de exação, eivando sua conduta de nulidade relativa, quando não absoluta, parcial, quando não total de nenhum efeito na ordem jurídica tornando tais atos passíveis de decretação de nulidade pelo Poder Judiciário. É o Relatório. Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Fl. 137DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10825.000764/200730 Acórdão n.º 280102.162 S2TE01 Fl. 134 4 Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. Trata o caso, como claramente definido na notificação de lançamento, de omissão de rendimentos. Em sua peça impugnatória a contribuinte não contesta a omissão de rendimentos, limitandose a pedir a dedução relativa a dois supostos dependentes. Em seu recurso, a contribuinte não contesta a omissão de rendimentos, nem pede novamente a dedução pleiteada na impugnação; mas inova em sua argumentação, alegando a nulidade da autuação. O argumento central da contribuinte, para a nulidade e insubsistência do lançamento, está calcado no suposto descumprimento do art. 909 do Decreto 3000/99; in verbis: O Regulamento do Imposto de Renda aprovado pelo Dec. 3.000/99, em pleno vigor, determina em seu art. 909 que: "A pessoa física ou jurídica submetida à ação fiscal poderá pagar, até o vigésimo dia subseqüente à data do recebimento do termo de início da fiscalização, o imposto já declarado, de que for sujeito passivo como contribuinte ou responsável, com os acréscimos legais aplicáveis nos casos de procedimento espontâneo (Lei n° 9.430, de 1996, art. 47, e Lei n° 2 9.532, de 1997, art. 70, II)."(grifamos) Como se observa, há um nítido equivoco por parte da contribuinte. Na verdade, o dispositivo acima é claro ao enunciar que o contribuinte poderá pagar o imposto já declarado. Tratase, portanto, de imposto já declarado, e não pago. No caso presente tratamos da exigência de imposto não declarado, decorrente da omissão, da recorrente, em sua declaração, de rendimentos recebidos. Portanto, não há descumprimento do artigo 909, do Decreto 3000/99, no procedimento fiscal que originou o lançamento. Temos ainda que a contribuinte recebeu regularmente a notificação de lançamento, tomando, portanto, pleno conhecimento dos fatos que a ensejaram. A contribuinte teve pleno conhecimento do valor da omissão de rendimentos, a fonte de tal omissão, e ao cálculo do tributo devido em razão desta omissão. Contudo, em nenhum momento processual a contribuinte contesta esta omissão de rendimentos. Razão pela qual é dever manter o lançamento. Fl. 138DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10825.000764/200730 Acórdão n.º 280102.162 S2TE01 Fl. 135 5 Quanto ao pedido de parcelamento, e ao pedido de perícia com amparo no art. 793 do RICMS, é dever esclarecer que este conselho não possui competência para deferir parcelamentos, e que não se aplica a legislação do ICMS, seja de qual Estado for, no processo administrativo fiscal de lançamento de Imposto de Renda de Pessoas Físicas. Ademais, há nos autos todos os elementos de prova que dão suporte ao lançamento, sendo suficientes para a convicção do julgador; não havendo, desta feita, necessidade de perícia ou diligência. Ante tudo acima exposto, e o que mais constam nos autos, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Fl. 139DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE
score : 1.0
Numero do processo: 10120.006999/2005-19
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Sep 11 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Thu Sep 11 00:00:00 UTC 2008
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES
PERÍODO DE APURAÇÃO: 01/01/2003 a 31/12/2003
A atividade de “Suporte Técnico” não está expressamente vedada pelo artigo 17 da LC 123/96, tão pouco está expressa nas exceções do mesmo artigo, no seu parágrafo 1º. Porém, no parágrafo 2º há disposição no sentido de que qualquer outra atividade poderá optar pelo SIMPLES NACIONAL.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO
Numero da decisão: 301-34.742
Decisão: ACORDAM os membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
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Numero do processo: 12709.000040/2002-33
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jun 19 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Thu Jun 19 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 301-01.976
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO
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conteudo_txt : Metadados => date: 2013-10-29T11:48:40Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-10-29T11:48:40Z; Last-Modified: 2013-10-29T11:48:40Z; dcterms:modified: 2013-10-29T11:48:40Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:88db154d-3cc4-477d-80f1-c815af3fa212; Last-Save-Date: 2013-10-29T11:48:40Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-10-29T11:48:40Z; meta:save-date: 2013-10-29T11:48:40Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-10-29T11:48:40Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-10-29T11:48:40Z; created: 2013-10-29T11:48:40Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2013-10-29T11:48:40Z; pdf:charsPerPage: 841; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-10-29T11:48:40Z | Conteúdo => OTACÍLIO DA Presidente AS CARTAXO CC03/011 Fls. 195 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA 12709.000040/2002-33 135.546 Solicitação de Diligência 301-1.976 19 de junho de 2008 ROTGERS AUTOMOTIVE DO BRASIL LTDA. DRJ/FLORIANOPOLIS/SC Processo n° Recurso n° Assunto Resolução n° Data Recorrente Recorrida RESOLUÇÃO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator. LUIZ ROBERTO DOMINGO Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Luiz Novo Rossari, Irene Souza da Trindade Torres, Rodrigo Cardozo Miranda, Joao Luiz Fregonazzi, Valdete Aparecida Marinheiro e Susy Gomes Hoffmann. Processo n.° 12709.000040/2002-33 Reso!Kilo n.° 301-1.976 CC031C01 Fls. 1% RELATÓRIO Trata-se de Recurso Voluntário interposto em face da decisão de primeira instância que considerou procedente o lançamento do Imposto de Importação - II, Imposto sobre Produtos Industrializados — IPI, multa de controle administrativo das importações, multa proporcional ao valor aduaneiro e multa por inexistência de fatura comercial, por entender a autoridade fiscal que houve erro na classificação fiscal adotada pela contribuinte para importação de diversas máquinas na posição NCM 8479.89.99 (referente a outras máquinas e aparelhos mecânicos corn função própria), por não se tratarem de corpo único. Por bem relatar os fatos, peço vênia ao ilustre relator André Suaki dos Santos, para transcrever o Relatório proferido ern sede de Decisão naquela Instância: ''A empresa acima qualificada importou, por meio da Declaração de Importação (DI) n" 01/1240613-5, registrada em 26/12/2001 (fls. 23 a 26), a mercadoria descrita como "Esta cão de montagem, rebitadora e provadora para suporte de montagem do Frontend PQ24, composto de: 03 unid. Einzelnietpaze — local para rebitar individual; 01 unid. Einzelnietplatz — local para rebitar individual; 02 unid. Biegevorrichtung— dispositivo para dobrar; 01 unid. Pri4fVorrichtung — dispositivo de teste; 01 unid. Erweiterung Handmontageplâtze — local para montagem manual; 01 jogo Einbauwerkzeuge — ferramentas intercambiáveis", classificando o conjunto no código NCM 8479.89.99, referente a outras máquinas e aparelhos mecânicos com função própria. Por ocasião da verifica cão fisica das mercadorias, foi solicitada a emissão de Laudo Técnico ais. 32 e 33,), que resultou na juntada do documento de .fls. 34 a 44, elaborado pelo Engenheiro Mecânico Guilherme Pianovski Anior (CREA 18.160-D PR). Coln base nas informações constantes do retrocitado Laudo Pericial, a fiscalização concluiu não se tratar a mercadoria de uma unidade funcional, devendo cada um de seus componentes seguir seu próprio regime de classificação, conforme detalhado a seguir: - 08 rebitadeiras manuais, individuais, marca Bollhoff P803 com acionamento pneumático: código NCM 8467.11.90; - 01 prensa hidráulica vertical, automática, para aplicar ilhoses metálicas em peps plásticas para veículos, através de conformação, com controlador programável, n" série 1342/1: código NCM 8479.89.11; - 01 aparelho para inspeção automática do posicionamento de rebites e ilhoses metálicas com o .fim de verificar se todos os rebites e ilhoses foram colocados na peva plástica (parte/peça de veículos), n" série 1342/5: código NCM 9031.80.90; 2 Processo FL' 12709.000040/2002-33 ResoluçAo n.° 301-1.976 - 01 aparelho composto de uma mesa e dispositivos emissores de luz, que tem por função principal indicar ao operador da rebitadeim manual em quais furos ele deve colocar os rebites, n" série 1342/4: código NCM 9031.80.90; - 01 jogo de dispositivos/partes e pegas de prensa: código NCM 8479.90.90; - 06 sacos plásticos com ilhoses e rebites avulsos: código NCM 7415.29.00. Em conseqüência, ,foram lavrados os Autos de Infração de "is. 01 a 07, 12 a 14 e 18 a 20, integrado pelos demonstrativos de fls. 08 a 11, 15, 16 e 21, onde se exige da contribuinte as quantias de R$ 68,67, a titulo de Imposto de lmportaçõo (II), acrescida de multa de oficio, R$ 45,28, relativamente a Imposto sabre Produtos Industrializados (IPA R$ 125.979,89, referente a multa do controle administrativo das importações (mercadoria importada ao desamparo de Licença de Importação ou documento equivalente), Rs 4.194,22, a titulo de multa proporcional ao valor aduaneiro (mercadoria classificada incorretamente na Nomenclatura Comum do Mercosul - NCM), e R$ 6,87, referente a multa por inexistência de Fatura Comercial (produtos: 01 jogo de dispositivos/partes e peças de prensa e 06 sacos de ilhoses e rebites avulsos). Cientificada da autuação, a interessada protocolizou a defesa de fls. 59 a 64, acompanhada dos documentos de fls. 65 a 94, alegando, ern sin tese, que: - o Laudo Técnico que embasou a autuação se encontra prejudicado, urna vez que não esclarece de forma incisiva se o produto analisado se trata de uma estação de montagem, rebitadora e provadora para suporte de montagem do Fron tend PQ24 (suporte plástico para radiador e faróis do automóvel VW Polo PQ24), pois tal quesito não foi forrnulado pelo fisco; - o conjunto em questão é de fato uma linha de montagem corn a finalidade de aplicar rebites e ilhoses no referido suporte plástico, conforme explanação detalhada, as fls. 60 e 61, de corno funciona tal sistema, composto por dispositivo automático de aplicação de rebites e dobragem de orelhas, primeira bancada rebitadara, segunda bancada rebitadora, terceira bancada rebitadora e bancada provadora,. -junta as fotografias de ifs. 65 a 74, relativas aos vários itens do que seria a estação de montagem, para melhor compreensão da sua tese; - os aparelhos importados possuem urna função bem definida, que é a de "aplicar rebites em peps plásticas", estando correta, portanto, a classificação fiscal adotada para a combinação de máquinas, nos termos da Nota 4 da Seção XVI da NCM/SH; - como exemplo de aplicação da citada Nota, cita o "Ex" tarifário n" 347, estabelecido pela Resolução Camex n" I, de 24/01/2002, em que as máquinas ali relacionadas têm a função bem determinada de "aplicar revestimentos em comprimidos e outros núcleos", classificando-se o conjunto no código NCM 8479.89.99; CC03/C01 Fls. 197 3 Processo n.° 12709.000040/2002-33 ResoluçAo n.° 301-1.976 CC03/C01 Fls. 198 - mesmo que o reenquadramento tarifário fosse procedente, não seria cabível a multa prevista no art. 526, inciso II, do Regulamento Aduaneiro, visto que a linha de montagem foi corretamente descrita, aplicando-se ao caso o disposto no Ato Declaratório Normativo COSIT n°12/1997. Por entender que não se encontravam reunidos todos os elementos necessários a formar convicção acerca da matéria, e considerando os questionamentos da empresa em relação ao Laudo Pericial que norteou o feito fiscal, a autoridade julgadora determinou a realização de diligencia (fls. 100 e 101) a .fim de que técnico credenciado junto a Secretaria da Receita Federal respondesse aos quesitos elencados, visando a urna melhor identificação do produto importado. Em atendimento ao solicitado, o assistente designado — Engenheiro Mecânico Guilherme Pianovski Júnior - elaborou a Laudo Técnico de ,f1s. 107a 116. Ciente do resultado da diligencia (fl. 120), a contribuinte não apresentou aditamento a sua impugnação inicial (t7. 121). Diante da Impugnação apresentada pela contribuinte, a DRJ—Florianópolis/SC proferiu Acórdão considerando o lançamento procedente, nos seguintes termos: "Assunto: Classificação de Mercadorias Data do Mo gerador: 26/12/2001 Ementa: CLASSIFICAÇÃO TARIFÁRIA. NÃO-CARACTERIZAÇÃO DE UNIDADE FUNCIONAL. Restando demonstrado nos autos que os diferentes tipos de máquinas e aparelhos importados não se enquadram no conceito de unidade funcional, deve cada um dos componentes seguir seu regime próprio de classificação fiscal. Ementa: FALTA DE LICENÇA DE IMPORTAÇÃO. PENALIDADE. Aplica-se a multa por falta de LI nas importações sujeitas a Licenciamento Automático e não Automático quando o importador, além de classificar erroneamente a mercadoria, descreve-a de forma imprecisa, impedindo a sua adequada identificação. MULTA PROPORCIONAL AO VALOR ADUANEIRO DA MERCADORIA. Aplica-se a multa de I% sobre o valor aduaneiro da mercadoria classificada de maneira incorreta na Nomenclatura Comum do Mercosul (NC. FALTA DE FATURA. PENALIDADE. cabível a aplicação de multa regulamentar quando inexiste fatura comercial relativa a determinados itens efetivamente importados. Lançamento Procedente." 4 Processo n.° 12709.000040/2002-33 Resol tivfio n.° 301-1.976 CC03/C01 Fls. 199 Intimada da decisão, em 09/05/2006, a contribuinte interpôs Recurso Voluntário em 08/06/2006, alegando que: • registrou a DI de n": 01/1240613-5 e classificou a mercadoria a ser importada no código NCM 8479.89.99, referente a "outras máquinas e aparelhos mecânicos corn função própria", de acordo com a Nota 4 da seção XVI da NESH, tendo em vista que as máquinas desempenham a . função de aplicar rebites e ilhoses em peças plásticas, ou seja, possuem função especifica; b) a combinação de máquinas, a qual é uma estação de montagem rebitadora e provadora para suporte de montagem do FRONTEND PQ24 (pega plástica,), efetua suas operações de forma seqüencial, portanto, trata-se de uma linha de montagem completa, indissociável de suas partes, e por mais que possa parecer não são, nem serão utilizadas separadamente; c) as ferramentas intercambitiveis (as rebitadeiras manuais) ficam fixas nas mesas que são os locais para rebitar, e só são ali utilizadas, não sendo utilizadas em outros locais da fábrica, portanto devem seguir a classificação fiscal das máquinas; d) a multa por falta de LI, do art, 526, II do RA, é indevida tendo ern vista que a classificação fiscal adota é a correta; e) tanto a classificação .fiscal da mercadoria na DI quanto a nova classificavao exigida pela fiscaliza cão tem a incidência das mesmas aliquotas de impostos, o que prova que a recorrente não tentou se beneficiar de aliquotas menores no momento de classificar a mercadoria, tanto que os valores lançados a titulo e II e IPI foram irrisórios; f) o próprio acórdão proferido pela DRJ expõe que a recorrente não agiu de má-fé para se furtar do recolhimento de tributos; g) a fiscalização aplicou multa do artigo 84, I da MP 2.158-35 referente a classificação incorreta na NCMITEC de I% sobre o valor aduaneiro da mercadoria, sendo assim não é razoável aplicar duas multas em razão do mesmo fato; o relatório. 5 Processo n.° 12709.000040/2002-33 Resolução n.° 301-1.976 CC03/C01 Fls. 200 VOTO Conselheiro Luiz Roberto Domingo, Relator Tendo o Recurso sido interposto tempestivamente e cumprido os demais requisitos de admissibilidade dele conheço. Afirma a Recorrente que propôs Ação Judicial para assegurar a liberação das mercadorias por entender não ser devido o imposto na forma requerida pela Fiscalização, uma vez que entende ter se utilizado da classificação fiscal correta. De fato, há nos autos As fis.89/91 cópia de decisão liminar em Agravo de Instrumento de n°: 2002.04.01.002290-6, garantindo a liberação das mercadorias, entretanto, não há nenhum documento pertinente ao Mandado de Segurança impetrado pela Recorrente. Assim, vislumbra-se de extrema importância conhecer o teor do Mandado, bem como se a Segurança pleiteada foi concedida e em que terms. Assim, não vislumbro nos autos elementos que possam ernbasar decisão final segura, bem como, norteada pela busca da verdade real como principio informador do processo administrativo fiscal, razão pela qual voto no sentido de converter o Julgamento em Diligencia, para que a autoridade preparadora diligencie junto à Recorrente para que sejam juntados nos autos os seguintes documentos: - certidão de objeto e pé relativa ao Mandado de Segurança impetrado. - cópias legíveis das principais peças processuais: petição inicial, liminar concedida, sentença, trânsito em julgado da sentença, cópia da apelação e contra razões, bem como do Acórdão prolatado e trânsito em julgado, caso haja. Sala das Sessões, ern 19 c:W junho de 2008 LUIZ ROB TO DOMINGO - Relator 6
score : 1.0
Numero do processo: 13601.000651/2002-42
Data da sessão: Mon Jul 06 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/07/2001 a 30/09/2001
SAÍDAS COM SUSPENSÃO.
A faculdade de utilizar os institutos da suspensão do IPI e da manutenção e utilização dos créditos previstos no art. 5° e parágrafos da Lei n° 9.826/1999 só alcançou os estabelecimentos equiparados a industrial após a publicação da Lei n° 10.485/2002, que introduziu o § 6° no art. 5° da Lei n° 9.826/1999.
ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA
Período de apuração: 01/07/2001 a 30/09/2001
CORREÇÃO MONETÁRIA E JUROS.
É incabível, por falta de previsão legal, a incidência de atualização monetária ou de juros SELIC sobre o ressarcimento de créditos de IPI, notadamente quando inexiste crédito a ser ressarcido.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.005
Decisão: ACORDAM os membros da 1ª turma especial da terceira SEÇÃO DE
JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/07/2001 a 30/09/2001 SAÍDAS COM SUSPENSÃO. A faculdade de utilizar os institutos da suspensão do IPI e da manutenção e utilização dos créditos previstos no art. 5° e parágrafos da Lei n° 9.826/1999 só alcançou os estabelecimentos equiparados a industrial após a publicação da Lei n° 10.485/2002, que introduziu o § 6° no art. 5° da Lei n° 9.826/1999. ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/07/2001 a 30/09/2001 CORREÇÃO MONETÁRIA E JUROS. É incabível, por falta de previsão legal, a incidência de atualização monetária ou de juros SELIC sobre o ressarcimento de créditos de IPI, notadamente quando inexiste crédito a ser ressarcido. Recurso Voluntário Negado.
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A faculdade de utilizar os institutos da suspensão do IPI e da manutenção e utilização dos créditos previstos no art. 5° e parágrafos da Lei n° 9.826/1999 só alcançou os estabelecimentos equiparados a industrial após a publicação da Lei n° 10.485/2002, que introduziu o § 6° no art. 5° da Lei n° 9.826/1999. ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/07/2001 a 30/09/2001 CORREÇÃO MONETÁRIA E JUROS. incabível, por falta de previsão legal, a incidência de atualização monetária ou de juros SELIC sobre o ressarcimento de créditos de IPI, notadamente quando inexiste crédito a ser ressarcido. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da la turma especial da terceira SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. ALEXANDRE KERN Pres dent BEL HIOR—MELO DE SOUSA Relato Fl. 259DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 5 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP16.0420.12247.W4IY. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo n° 13601.000651/2002-42 S3-TE01 Acórdão n.° 3803-006 Fl. 256 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helcio Lafeta Reis, Daniel Mauricio Fedato, Ivan Allegretti. Ausente justificadamente o Conselheiro Carlos Henrique Martins de Lima, presente o suplente . Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de n°09-16.399 , de 06 de junho de 2007, da DRJ/Juiz de Fora/MG, fls. 175 a 191, que indeferiu a solicitação da recorrente, em face da manifestação de inconformidade, fls. 114 a 124. Cientificada da decisão em 29 de junho de 2007, irresignada, apresenta recurso voluntário, fls. 196 a 215, em 30 de julho de 2007. Aduz, primeiramente, quanto à interpretação errada do art. 5°, da Lei n° 9.826/99, conduzida pelas autoridades fiscais, por entenderem que a suspensão do IPI só é aplicável para o estabelecimento industrial, excetuando do beneficio fiscal o estabelecimento equiparado a industrial, qual a recorrente; Para reforço do direito que reclama, serve-se da alteração desse artigo trazida pela Lei n° 10.485/02, quando veio contemplar outros beneficiários, inclusive os estabelecimentos equiparados a industrial, referindo que esta lei não veio trazer nenhuma inovação no plano jurídico, mas apenas interpretar a extensão do direito. Se assim não fir compreendido por esta corte administrativa, pede que lhe seja aplicada a retroatividade benéfica do teor da redação do art. 5°, pela Lei n°10.485/02. Requer, o reconhecimento, na totalidade, dos saldos credores de IPI, atualizados monetariamente pela SELIC, nos termos do art. 39, parágrafo único, da Lei n°9.250/95. Por fim, não logrando êxito no que acima pede, requer a decadência do direito de lançar, eis que os débitos de IPI constantes das declarações de compensação não estão devidamente constituídos. o relatório. Voto Conselheiro BELCHIOR MELO DE SOUSA, Relator 0 recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. Não há de prosperar o interesse da recorrente de ver seus argumentos acolhidos neste voto, porquanto considero já cabalmente vergastados por toda a análise levada a termo pela decisão recorrida. E para consolidá-la, sirvo-me dos argumentos 2 Fl. 260DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 5 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP16.0420.12247.W4IY. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo n° 13601.000651/2002-42 S3-TE01 Acórdão n.° 3803-005 Fl. 257 desenvolvidos pelo Conselheiro Antonio Carlos Atulini, no Acórdão n°201-78.164, nos termos que a seguir transcrevo: 0 art. 4° da Lei n°4.502/64 diz que: "Equiparam-se a estabelecimento produtor, para todos os efeitos desta Lei: — II - as filiais e demais estabelecimentos que negociem com produtos industrializados por outros do mesmo contribuinte;". (destaquei) Como se pode observar, quando o caput utilizou a expressão "(..) para todos os efeitos desta Lei (..)" referiu-se expressamente a Lei n°4.502/64 e não a qualquer outra lei. Desse modo, nos casos de suspensão previstos na Lei n° 4.502/64, nos quais o legislador não distinguiu entre estabelecimento industrial e estabelecimento equiparado a industrial, é que se poderia considerar que existe paridade entre ambos em relação a suspensão do imposto, tal como ocorre nas hipóteses do art. 40, incisos VII e VIII, do RIPI/98 (matriz legal no art. 5° da Lei n°4.502/64). Nas hipóteses de suspensão que têm amparo em leis esparsas, verifica-se que o legislador em alguns casos se referiu a "estabelecimento industrial, ou equiparado a industrial" (como nos incisos II e III com matriz legal no DL n° 400/68), e em outros se referiu apenas a "estabelecimento industrial" (como no inciso VI, com matriz legal na Lei n°9.532/97). Tendo em conta que o art. 111 do CTN determina que as normas que versem sobre suspensão devem ser interpretadas literalmente, claro está que a equiparação a industrial "para os efeitos desta lei" - prevista no art. 4° da Lei n° 4.502/64 - não pode ser estendida para qualquer caso de suspensão, porque aquela expressão não tem o mesmo significado de "para todos os efeitos legais". Assim, nos casos de suspensão previstos em leis esparsas, somente poderão dar saída corn suspensão aqueles estabelecimentos que estiverem expressamente contemplados pelo legislador, não se podendo interpretar que o industrial e o equiparado a industrial sempre estão na mesma posição jurídica frente a uma hipótese de suspensão. No caso especifico deste processo, o art. 5° da Lei n° 9.826/99, em sua redação original, prescreveu que "(..) A saída, do estabelecimento industrial, ou a importação de chassis (..), destinados à montagem dos produtos classificados nas posições (..), dar-se-á com suspensão do IPI." (destaquei) Como a hipótese legal de suspensão só contemplou o estabelecimento industrial, a filial ora autuada não poderia ter 3 Fl. 261DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 5 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP16.0420.12247.W4IY. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo n° 13601.000651/2002-42 S3-TE01 Acórdão n.° 3803-005 Fl. 258 utilizado este instituto, nos períodos de apuração abarcados pelo lançamento. Somente com o advento da Lei n° 10.485/2002 é que foi introduzido o sr 6° ampliando a autorização para saídas com suspensão para o equiparado a industrial, nos seguintes termos: " sr 6° 0 disposto neste artigo aplica-se, também, a estabelecimento filial ou a pessoa jurídica controlada de pessoas jurídicas fabricantes ou de suas controladoras, que opere na comercialização dos produtos referidos no caput, e de suas partes, peças e componentes para reposição, adquiridos no mercado interno, recebidos em transferência de estabelecimento industrial, ou importados." Como se vê, o legislador ampliou bastante as autorizações para saídas com suspensão e para manutenção e utilização dos créditos do imposto, pois agora, além das filiais que tradicionalmente já são equiparadas a estabelecimento industrial pelo regulamento, também poderão dar saída com suspensão do imposto os estabelecimentos comerciais que forem controlados ou controladores de fabricantes dos produtos previstos no caput. Posteriormente, foi publicada a Lei n° 10.865/2004, que alterou a redação do § 6 e novamente restringiu a autorização prevista no artigo ao estabelecer que: "§ 6° 0 disposto neste artigo aplica-se, também, ao estabelecimento equiparado a industrial, de que trata o § 5° do art. 17 da Medida Provisória n° 2.189-49, de 23 de agosto de 2001." Assim, nos termos desta nova redação, o disposto neste artigo, ou seja, as autorizações para dar saída com suspensão e para manter e utilizar os créditos do imposto, aplicam-se apenas ao estabelecimento industrial e ao estabelecimento equiparado a industrial referido no art. 17, § 5°, da MP n°2.189-49/2001 (que é o estabelecimento comercial atacadista adquirente de produtos resultantes da industrialização por encomenda). Portanto, estão corretos o auto de infração e o Acórdão recorrido, quando mantiveram o lançamento do IPI na saída da filial, pois nos períodos de apuração abarcados pelo lançamento somente o estabelecimento industrial (matriz) podia ter dado saída com suspensão do IPI, valendo-se da hipótese prevista no art. Soda Lei no 9.826/99. o niesmo se diga quanto a glosa do crédito de R$ 49.172,34 na escrita fiscal da filial no 20 decêndio de agosto de 1999, conforme cópia do livro modelo 8 de fl. 112. Este crédito foi escriturado pela empresa a titulo de estorno dos débitos que foram considerados indevidos por ter dado saída com destaque do imposto após a publicação da MP que instituiu a autorização para dar saídas com suspensão. Como ficou demonstrado que o estabelecimento equiparado não podia utilizar a faculdade 4 Fl. 262DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 5 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP16.0420.12247.W4IY. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Sala d s Sessões, em 06 de julho de 2009 BELCH R MELO Processo n° 13601.000651/2002-42 S3-TE01 Acórdão n.° 3803-005 Fl. 259 prevista no art. 50 da Lei no 9.826/99, o imposto debitado não poderia ter sido estornado, razão pela qual deve ser mantida a glosa efetuada pela Fiscalização. Em face do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso". Desse modo, uma vez inexistente o crédito a ser ressarcido no presente processo a pretensão A. sua atualização pela SELIC mostra-se sem cabimento, haja vista que segue o acessório o mesmo destino do principal, à falta de disposição legal expressa a respeito. Tampouco, não seria possível aplicar-se ao caso a retroatividade benéfica, em face da nova e ampliada redação do art. 5 0, da Lei n° 9.826/99, pois não configura a lei alteradora lei interpretativa, mas lei que introduziu inovação no ordenamento jurídico. Ademais, comprova-o sua nova alteração pela Lei n° 10.865/04, estando a extensão da suspensão do IPI, por esta, apenas para o estabelecimento comercial, equiparado a industrial, que adquira bens resultantes de industrialização por encomenda. Por todo o exposto, voto por negar provimento ao recurso. 5 Fl. 263DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 5 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP16.0420.12247.W4IY. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento autenticado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Corresponde à fé pública do servidor, referente à igualdade entre as imagens digitalizadas e os respectivos documentos ORIGINAIS. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por LEVI ANTONIO DA SILVA em 23/08/2013 10:32:03. Documento autenticado digitalmente por LEVI ANTONIO DA SILVA em 23/08/2013. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 16/04/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP16.0420.12247.W4IY Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 75B846E3A83AECF840E773609BCC990238134062 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 13601.000651/2002-42. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 00875.052037/83-25
Data da sessão: Wed Sep 26 00:00:00 UTC 1984
Ementa: Anula—se o processo a partir das fls., para que seja lavrado o competente auto de infração de conformidade com o que determina o art. 9º do Decreto 70.235/72.
Numero da decisão: 303-23.980
Decisão: ACORDAMos Membros da Terceira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes s por maioria de votos, em acolher a preliminar de nulidade do processo, a partir da exigencia de fls. devendo a autoridade competente formalizar a exigencia na forma legal, vencidos os Conselheiros Judite de Carvalho Guerra, relatora, João Evangelista Carneiro da Cunha Neto e Enfia Leite Freitas Chagas. Relator designado o Conselheiro Sidney de Campos Pessoa, na forma do relatório e votos, que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JUDITE DE CARVALHO GUERRA
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S.04 • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES OLS/CF TERCEIRA C'AMARA Sessae de de 19 ACORD'A-0 N. 26 setembro 94 303 — 23.9'8'0 . Recurso n.. 105.559 — Processo n g. 0875/052.037/83-25. Recorrente CUMMINS BRASIL S/A.. Recorrici DRF GUARULHE'., Anula—se o processo a partir das fls., pará que seja lavrado o competente auto de infraçao de conformida • de com o que determina 'o art. 9 0 do Decreto 70.235/72. . VIST O s relatado e discutido o presente processo; ACORDAMos Membros da Terceira Camara do Tercei ro Conselho de ContribUintes s por maioria de votos, em acolher a preliminar de nulidade do processo, a partir da exigencia de fls. devendo a autoridade competente formalizar a exigencia na formale gal, vencidosos Conselheiros Judite de Carvalho Guerra, relatora, Joao Evangelista Carneiro da Cunha Neto e Enfia Leite Freitas Cha gas. Relator designado o Conselheiro Sidney de Campos Pessoa l na forma do relat(irio e votos, que passam a...integrar o presente jul- gado. BRASÍLIA — DF, em 26 DE SETEMBRO DE 1984, HINDEMBURGO DOBAL T ' IRA — 'residente ( 411b. SIDNEY,41 jo5 PE5SOA — R-lator designado. O OLE'4RII SI VEIRA E/RSIA,N DOS ANJOS—Procurador da Fa • zenda Nacional. Par-iciparam, al_nda, do presente julgamento os seguin • tes Conselheiros: JO"AO EVANGELISTA CARNEIRO DA CUNHA NETO, PAULO MORENO DE ALMEI — DA, JUDITE DE CARVALHÓ GUERRA, ENILA LEITE FREITAS CHAGAS, LUIZ CARLOS NOGUEIRA, PAULO ,S.RGIO VIEIRA LIMA.. fls.02 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MF 3o CONSELHO DE CONTRIBUINTES RECURSO N o: 106.659 • • ACORD-A0 N o : 303 - 23.930„; RECORRENTE: CUMMINS BRASIL S/A. RECORRIDA: DRF GUARULHOS. RELATOR - DESIGNADO: SIDNEY DE CAMPOS PESSOA. - • -:RELATORIO COMMINS BRASIL S/A foi notificada e intimada para reco- 1 lher o credito tributerio relativo a imposto de importaçao, imposto sobre produtos industrializados e taxa de melhoramento dos portos,a crescidos de correçao monetaria e juros de mora, em virtude de "inadimplemento do compromisso de exportaçao assumido por meio do ' Ato Concesserio DRAWBACK de n(Jmero 636-82/046, de 10.08.82, confor- me Relaterio de Comprovaçao DRAWBACK de fls. 01/49". Na defesa d-Jinteressada diz que utilizou as peças impor tadas sob regime especial nos produtos exportados e que a CACEX se propoe apreciar novo Relatorio de Comprovaçao que lhe sara encami nhado e que refletira a rea1idade3 da situaçao. No expediente a CACEX, a ora Recorrente esclarece: "Acreditamos que a máioria das peças por bai- xar tenham sido efetivamente exportadas, uma parte ja • • escrapeadas e outra parte talves em estoque ainda. Por - falhas administrativas passadas do setor de importaçao houve um controle deficiente dos Atos Concessionarios que no permita uma identificaçao correta do destino das - .peças e o prazo ora solicitado servira para regulari - zar a situaçao definitivamente. • Segundo ainda o que foi acordado, os prazos cominados permitirao atraves do citado relaterio nos mostrar a real situaçao das peças por baixar. Apos revi sao das baixas, o que realmente estiver em estoque ain- da sara informado a CACEX junto com as providencias que iremos tomar, seja aplicando em motores a serem exporta dos seja reexportando ou escrapeando as peças den ,tro das normas estipuladas pela CACEX. Para estes casos ser a do licitado umprazo razoavel par a sua soluçao, raspei tando o prazo legal maxim. de ciais anos de permanencia das peças no Pais. NN fls.03 • Recurso n Q 106.659 . O"SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Acrdao 303-23.9'80 Caso Se constate que algumas peças tenham si do utilizadas indevidamente em motores vendidos no mer •cado domestico 2 iremos anexar ao relatorio os recolhi- 1 Jnentos devidos," A autoridade julgadora singular indefere a 'impugnaçao, conforme decisao constante dos autos, sob os fundamen- tos: • "Considerando que, de acordo com a Portaria MF-36/822 item 12, "o beneficiario do DRAWBACK devera comprovar as exportaçoes perante.a CACEX ate 30 dias apos o termino • do prazo de exportaçao constante do Ato Concessorio"; Considerando que houve inadimplemento do compromisso de • exportar è foi feita, por esta DRF, com base na Porta- ria acima, item 1 6 -b, a intimaçao para o pagamento dos tributos suspensos: Considerando que no ha amparo algum para se atender ao pedido, feito pela CACEX, de suspensao do recolhimento • • dos debitas tribut g rios referentes ao Ato Concessgrio." Segue-se o Recurso de fls.1 6 5 /1 6 9,cujas .ra zoes sao lidas em Sessao. o Relatgrio • -:VOTO :- • A recorrente levanta a preliminar de nulidade da exigen cia da açao fiscal e, c3nseouentemente, da decisao singular, uma vez, que a exigencia er'questao nao foi formalizada corretamentelis „. • to e, atraves de auto de infraçao. • Entendo ter razao a recorrente quanto a este fato",por - quanto, conforme se observa atraves de documento, a DRF/Guarulho3ex. pediu intimaçao para que a recorrente recolhesse o IPI, deixandolno entanto, de obedecer as determinaçoes estabelecidas no art. 9 Q do Decreto 70.235/72. Assim, voto no sentido de anular o processo a partir das ris,~ inclusive, a fim de que seja lavrado o competente auto das infraçao„ devendo o processo seguir, posteriormente o seu tramiterwr mal. Sala das Seses em 2de SET ' BRO de 1984 .41p, ok, SIDNEY DF AlgS PESSOA- Relatar designado. OLS/CF - 4 - Recurso: 106.659 Acórdão: 303-23.9P.°SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL VOTO VENCIDO Trata-se de importação de peças sob o regime de DRAWBACK suspensão, concedido pela CACEX através do Ato Concessó- rio n? 636-82/052, de 25.08.82, relativamente ao qual observou-se "inadimplemento do compromisso de exportação" conforme Relatório de Comprovação Drawbaak de fls.03174. A interessada afirma poder fazer comprovação da destinação própria quanto ao material importado, na sua maior parte, e a CACEX se prop6e apreciar dita comprovação. O litígio es- tá" ainda pendente de julgamento, não se podendo negar, nessa fase, a realização de prova em defesa dos direitos da parte, motivo por- que voto no sentido de remeter o processo ã CACEX para as informa- çOes que julgar convenientes, demonstrando, se for o caso, as alte- raçOes porventura feitas no Relatório de Comprovação Drawback per- tinente ao Ato ConcessOrio n9 636-82/052. Sala das Sess6es, em 26 de setembro de 1984. Am9PLaí": ce-2--6Cuvrg-ktiOSÁJAA-ç --Judite de Carvalho Guerra - Conselheira
score : 1.0
Numero do processo: 10540.001349/2007-90
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2004
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA.
Caracteriza omissão de rendimentos a existência de valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto à instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-001.697
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES
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materia_s : IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano-calendário: 2004 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. Caracteriza omissão de rendimentos a existência de valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto à instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Recurso Voluntário Negado.
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DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. Caracteriza omissão de rendimentos a existência de valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto à instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Tânia Mara Paschoalin e Eivanice Canário da Silva. Relatório Fl. 227DF CARF MF Emitido em 08/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10540.001349/200790 Acórdão n.º 280101.697 S2TE01 Fl. 463 2 Trata o presente processo de auto de infração, às fls. 05/25, formalizado para exigência de crédito tributário no montante de R$ 69.282,00, relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física (R$ 32.639,79), multa de ofício (R$ 24.479,83), e juros de mora calculados até 31/08/2007 (R$ 12.162,38). De acordo com a descrição dos fatos e o enquadramento legal constantes da peça de autuação, às fls. 06/20, foi apurada pela fiscalização: i) omissão de rendimentos pagos por pessoas jurídicas em 2003 e 2004; ii) omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários efetuados nos anoscalendários 2002, 2003, e 2004, em relação aos quais o contribuinte não comprovou, por meio de documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Em seu relato a autoridade lançadora esclarece que todos os depósitos bancários foram analisados, inclusive os de valor inferior a R$ 12.000,00, visto que a sua soma ultrapassara o limite anual de R$ 80.000,00, pois totalizaram R$ 496.293,22 no ano de 2003, R$ 545.837,60 em 2004, e R$ 641.263,98 em 2005. Mais adiante, relaciona os depósitos de origem não comprovada, e enumera de forma individualizada os motivos de terem sido rejeitados os elementos e alegações apresentadas pelo contribuinte para justificálos, pois se resumiam em alegações relacionadas a empréstimos que teriam sido contraídos junto a terceiros e a depósitos de recursos sacados de suas próprias contas. Destaca ainda que, como prova, o contribuinte apresentou unicamente cópia de sua declaração do exercício 2007, entregue após o início do procedimento fiscal, contendo a informação das dívidas correspondentes. Consta da autuação que a soma dos depósitos não comprovados foi de R$ 31.177,93 em 2003, R$ 20.866,00 em 2004, e R$ 19.404,00 em 2005. Inconformado com a exigência da qual tomou ciência em 28/09/2007, o interessado apresentou, em 30/10/2007, impugnação, às fls. 274/295, assinada por seu procurador. Em sua defesa, o contribuinte concordou com a inclusão (tributação) dos rendimentos pagos por pessoas jurídicas, todavia, contestou a exigência da correspondente multa de ofício (75%), argumentando que o profissional que confeccionou a sua declaração teria sido induzido a erro pela forma como a informação destes rendimentos fora prestada pelas fontes pagadoras. Como não houve dolo ou máfé, não caberia a aplicação da penalidade. Quanto aos depósitos bancários, reiterou de maneira circunstanciada as mesmas justificativas que haviam sido apresentadas no decorrer da ação fiscal, procurando demonstrar a procedência dos empréstimos de terceiros e dos recursos sacados de suas próprias contas. Registrese que, consoante documento à fl. 430 dos autos, a parte não litigiosa do lançamento foi transferida para o processo nº 10540.720082/200733. Em seguida, ao apreciar a lide, a 3a Turma de Julgamento da DRJ/Salvador (BA), em decisão unânime, julgou procedente em parte o lançamento. Assim, com relação à parte litigiosa do lançamento, relacionada aos depósitos bancários não comprovados, decidiu aquele órgão julgador manter a exigência apenas do imposto no valor de R$ 3.316,78, incidente à alíquota de 27,5% sobre o depósito de R$ 12.061,00, posto que o somatório dos demais depósitos bancários elencados pela fiscalização, em cada anocalendário objeto da Fl. 228DF CARF MF Emitido em 08/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10540.001349/200790 Acórdão n.º 280101.697 S2TE01 Fl. 464 3 autuação, não ultrapassaram o limite anual de R$ 80.000,00, e, individualmente, tais valores eram inferiores a R$ 12.000,00. Transcrevese, a seguir, a ementa constante do Acórdão DRJ/SDR n° 15 19.208, de 07/05/2009, às fls. 432/433: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF. Anocalendário: 2003, 2004, 2005 DEPÓSITOS BANCÁRIOS. LIMITES. Na apuração dos rendimentos omitidos com base em depósitos de origem não comprovada devem ser excluídos os créditos inferiores a R$ 12.000,00, se a sua soma no ano não ultrapassar R$ 80.000,00. Lançamento Procedente em Parte. Com a ciência da decisão da DRJ ocorrendo em 22/06/2009, conforme AR – Aviso de Recebimento à fl. 436, o contribuinte interpôs, em 22/07/2009, por meio de seu procurador, o Recurso Voluntário às fls. 442/446. Requer o contribuinte o cancelamento do débito fiscal em litígio, no valor de R$ 3.316,78, que restou mantido pelo julgamento de primeira instância. Para tanto, reitera as alegações e provas que apresentou para comprovar a origem do depósito bancário de R$ 12.061,00 questionado na autuação. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O recurso em julgamento foi tempestivamente apresentado, preenchendo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Inicialmente, cumpre transcrever a legislação que embasou a parcela da exigência fiscal que resta à discussão nessa fase recursal: Art. 42. Caracterizamse também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. §1° O valor das receitas ou dos rendimentos omitido será considerado auferido ou recebido no mês do crédito efetuado pela instituição financeira. §2° Os valores cuja origem houver sido comprovada, que não houverem sido computados na base de cálculo dos impostos e contribuições a que estiverem sujeitos, submeterseão às Fl. 229DF CARF MF Emitido em 08/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10540.001349/200790 Acórdão n.º 280101.697 S2TE01 Fl. 465 4 normas de tributação especificas, previstas na legislação vigente à época em que auferidos ou recebidos. §3° Para efeito de determinação da receita omitida, os créditos serão analisados individualizadamente, observado que não serão considerados: 1 os decorrentes de transferências de outras contas da própria pessoa física ou jurídica; II no caso de pessoa física, sem prejuízo do disposto no inciso anterior, os de valor individual igual ou inferior a R$ 12.000,00 (doze mil reais), desde que o seu somatório, dentro do ano calendário, não ultrapasse o valor de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais). §4° Tratandose de pessoa física, os rendimentos omitidos serão tributados no mês em que considerados recebidos, com base na tabela progressiva vigente à época em que tenha sido efetuado o crédito pela instituição financeira. §5° Quando provado que os valores creditados na conta de depósito ou de investimento pertencem a terceiro, evidenciando interposição de pessoa, a determinação dos rendimentos ou receitas será efetuada em relação ao terceiro, na condição de efetivo titular da conta de depósito ou de investimento. §6° Na hipótese de contas de depósito ou de investimento mantidas em conjunto, cuja declaração de rendimentos ou de informações dos titulares tenham sido apresentadas em separado, e não havendo comprovação da origem dos recursos nos termos deste artigo, o valor dos rendimentos ou receitas será imputado a cada titular mediante divisão entre o total dos rendimentos ou receitas pela quantidade de titulares." Da interpretação do dispositivo legal acima transcrito podese concluir que para a determinação da omissão de rendimentos na pessoa física, a autoridade lançadora deverá efetuar uma análise preliminar dos valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto à instituição financeira, onde deve ser observada, dentre outras, a seguinte formalidade: não serão considerados os créditos de valor igual ou inferior a doze mil reais, desde que o seu somatório, dentro do anocalendário, não ultrapasse o valor de oitenta mil reais (já excluídas as transferências entre contas do mesmo titular). No caso concreto, o lançamento questionado abraçou os anoscalendários de 2002, 2003 e 2004, em que foram analisados valores creditados em contas de depósitos, cuja origem o fisco concluiu não ter sido comprovada pelo recorrente. Ocorre que, por ocasião do julgamento a quo, após exame dessa matéria posta em litígio (depósitos bancários de origem não comprovada), a DRJ/Salvador decidiu por manter a exigência tãosomente da parcela de R$ 3.316,78, relacionada ao depósito no valor de R$ 12.061,00 efetuado em 2004, uma vez que todos os demais depósitos apontados no auto de infração eram inferiores a R$ 12.000,00, e o somatório destes, no respectivo anocalendário, não ultrapassava o limite anual de R$ 80.000,00 definido pela legislação. Fl. 230DF CARF MF Emitido em 08/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10540.001349/200790 Acórdão n.º 280101.697 S2TE01 Fl. 466 5 Assim, quanto a este depósito remanescente de R$ 12.061,00, insiste o contribuinte em afirmar que os recursos que constituíram tal crédito em sua conta bancária seriam provenientes, em parte, de um empréstimo de R$ 10.000,00, cuja dívida teria sido informada em sua declaração do ajuste anual do exercício 2007, e o restante, de saques efetuados de suas contas correntes, com respaldo em depósitos efetivados pela Câmara dos Deputados e Assembléia Legislativa da Bahia. Deveras, da análise dos autos, verificase que os argumentos do recorrente, não o socorrem. Como bem destacado na peça de autuação, a simples informação da dívida, com base em declaração do exercício 2007, anocalendário 2006, apresentada ao fisco em 30/04/2007, ou seja, após o início do procedimento fiscal, não é prova da efetivação do suposto empréstimo, muito menos, que tenha sido esta, em parte, a origem do depósito. A respeito, ressaltese ainda que sequer foi apresentado pelo recorrente o contrato celebrado à época (com o devido registro em Cartório), como também não foi colacionada aos autos qualquer prova da origem dos recursos utilizados na alegada operação de crédito. Quanto aos recursos oriundos de saques efetuados, não é prova da origem do depósito em questão, que requer seja comprovada com documentação hábil e idônea, compatível em datas e valores com a operação efetuada, como determinado na legislação de regência. Isto posto, VOTO em negar provimento ao Recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 231DF CARF MF Emitido em 08/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL
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Numero do processo: 00814.005894/81-25
Data da sessão: Tue Jul 23 00:00:00 UTC 1985
Numero da decisão: 303-00.024
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade devotos, em converter o julgamento em diligência à CACEX, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: PAULO MORENO DE ALMEIDA
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ACORDÃO N,o.__ ._._._ .. Recurso n.O 106.806 -Processo nº 0814;~005894/81-25 • Recorrente' CIA. HIDROELlTRICA DO SÃO 'FRANCISCO-CHESF Recorrid IRF - CO NGONH AS -S P. Vistos, relatados e ~~~cutidos os presentes au- tos de recurso interposto por CIA. HIDROELlTRICA DO SÃO FRANCISCO - CHESF. Presidente ANJOS-Procurador da Fazenda Nacional. seguintes Conselhe.i O 2 6 JUL 198 Participaram, ainda, ros: AFONSO CELSO MATTOS LOURENÇO, ILA LEITE FREITAS C~AGAS, HIN- DEMBURGO DOBAL TEIXEIRA, JO~O EVANGELISTA CARNEIRO DA CUNHA NETO , , LUIZ CARLOS NOGUEIRA e SIDNEY DE CAMPOS PESSOA. VI S TO EM SESSÃO DE ARESOLVEM os Membros da Terceira Camara do Terce.i ro Conselho de Contribuintes, por unanimidade devotos ,em converter o julgamento em dilig~ncia ~ CACEX ,nos termos do voto do relator. julho de 1985. • '. •• • SERViÇO PÚBLICO FEDERAL RECURSO: 106.806 ~Proc.: 0814/005894/81-25 RECORRENTE:CIA. HIDROEL~TRICA DO S~O FRANCISCO-CHESF ~RESOLUÇAO : 303/0024 , E£1.1i1QElQ E .1LQ1Q A CIA. HIDROEL~TRICA DO S~O FRANCISCO-CHESF foi autuada, em 10-07-81, fls. 16 deste processo, porque em ato de Ao conferencia aduaneira da D.I. nº 30902, de 10-06-81, fls. 1/14 a fiscalizaç~o encontrou, na Adiç~o 001, mercadorias descobertas pela G.I. nº 01-80/40844, correspondente ao despacho acima,tendo aplicado ~ importadora a multa cominada no art. 169, inciso I letra "b", do Decreto-lei nº 37/66, no valor de,~'::r[$1.050.243,34. O autor do fei to, ao contestar a impugnaç~o temp~s tiva da autuada, a peça de fls. 26, foi agravada a exig~ncia fis- cal com a lavratura do Auto de Infraç~o Complementar, de 22-07-~4 ~s fls. 32, impondo mais ([$1.015.447,11 ,sob a mesma capitulaç~o: legal da multa antet~or , perfazendo, assim, um cr~dito tribut~- rio total de ~ 2.065.690,45 , tamb~m defendido em tempo,~s fls.' 52/53.Demonstrativo dos c~lculos e Delaç~o das peças encontradas' sem amparo na g~ia supracitada acham-se ~s fMs. 33. Alega a autuada que as faltas e excessos de me~ca- doria apontados foi porque na confe(encia fisica n~o estava pre- sente o Aditivo nº 01-81/19464, o que causou dificuldades e equi- vocos na identificaç~o e quantidade dos produtos;que foram muitos os embarques parcelados de grandes e variadas quantidades de mer- cadorias consistentes em partes e peças, conjuntos, aparelhos e instrumentos, completos ou separados, amparados por v~rios Anexos e Aditivos ~ guia de importaç~o e que tal variedade pode ter con- duzido a enganos de parte a parte, tanto dela importadora como da fiscalizaç~o. O Aditivo nº 01-81/1470, que se encontra no proce..ê.# so,prorroga a data de embarque de 28-02-81 para 29-05-8l,contendo ~ ( . , , outras alte~açoes de peso lD~wido, fls. 13. O AWB, as fls. 4, e datado de D1106-8l, havendo,portanto, uma diferença de dois dias caracterizando à vencimento da G.I. nº 01-80/40844, falta que to- ~ ~davia nao foi apontada nas duas autuaçoes. Informaç~o fiscal às fls. 107 mant~m a autuaç~o Resoluç~o 303/0024 SERViÇO PÚBLICO FEDERAL "," Oque,afinal, foi julgada proceden~e pela-autoridade singular de primeira inst~ncia, conforme decis~o ~~ fls. 119/120. Em ~ecurso tempestivo a este Conselho, apresenta- do em 23-08-84, ~a CHESF manifesta seu inconformysmo com a penali dade imputada, masn~o inova as impugnaç~es ant8:riores com fatos e provas que possam excluir o cr~dito fiscal constituído. Os autos de infraç~o abrangem outras irr~gularid2 des, que já foram abjetos de decis~es das Egr~gias Primeira e A , ,... Segunda Camaras deste Conselho, conforme os Acordaó8 nºs 301- 24.988, de 13-02-85, fls. 158, e 302-30.333, de 21-05-85, fls. , - A171, versando materias de suas competencias. O Aditivo nº 01-81/19464, a cuja ausencia no ato derecurso~quer nos parecer que sua citaç~o foi mero ,defesa e que o mesmo nao contem a prova alegada. A de conferencia aduaneira a recorrente atribui as dificuldades e equívocos na identificaç~o dos produtos e suas quantidades desP2 ,... ,... chadas nao consta deste processo.Se era tao importante para evi- t~Í'l:::'ã\autuaç~D,na parte que ora se julga,que n~o estivesse P-J?~ •••.1 Sente na confe(e ncia, po r a1gum mo tivo insuperá ve1, vá 1~• Ma s , ,... continuar ausente nas fases posteriores de duas impugnaçoes e do artifício ,... O texto da lei diz que "constituem infraçoes ad - ministrativas ao controle das importaç~es (I) importar mercado - ,... rias do exteri~r (b) sem guia de importaçao OU documento equiva- ,... lente, que nao implique a falta de pagamento de quaisquer onus fi nanceiros ou cambiais". • etc. A G.I. nº 01-80/40844, conforme estrato ~s fl s. 14, nao cobria as peças é1jutuadas encontradas.a mais e o. aditivo que poderia sanar tal insufici~ncia at~ este momento n~o foi ~a- Apresentado pela parte interessada, a quem caberia o onus dessa prova. Diante dos fatos apurados no processo e das ra- zoes acima expostas, nego provimento ao recurso. Todavia, antes de colhidos os votos dos demais Conselheiros, o Conselheiro Afonso Celso Mattos Lourenço levan - tou a preliminar de convers~o do julgamento em diligAencia junto '~ CACEX,para que esse ~rgao se digne de informar: a) a exist~ncia do Aditivo nº 01-18/19464; b) a data e o limite de sua validade; SERViÇO PÚBLICO FEDERAL c) a exi st"encia ,de clausula restritiva q ua nto .' ao embarque ou aportamento da mercadoria;:~ "d) qualquer outro eleme~tB que possa contri-. . buir, pâra o desllndEidesta quest~o. oVencedora a preliminar acima, por unanimidade de votos, esta C~mara resolveu, tamb~m~pela unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligencia junto ~ CACEX, nos termos da preliminar levantada. .... Sal a da s~.~~t,Sso8{S, em 23 de ju1,ho de 1 98 5 • pE~- Relator. 00000001 00000002 00000003 00000004
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Numero do processo: 10166.007391/2008-10
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 26 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Oct 26 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2006
DEDUÇÃO. PENSÃO ALIMENTÍCIA.
Deve ser restabelecida a dedução a título de pensão alimentícia quando ficar comprovado que os pagamentos declarados foram realizados em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicial.
Recurso voluntário provido.
Numero da decisão: 2801-002.035
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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PENSÃO ALIMENTÍCIA. Deve ser restabelecida a dedução a título de pensão alimentícia quando ficar comprovado que os pagamentos declarados foram realizados em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicial. Recurso voluntário provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Fl. 77DF CARF MF Emitido em 23/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/11/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 17/11/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 11/11/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10166.007391/200810 Acórdão n.º 280102.035 S2TE01 Fl. 68 2 Trata o presente processo de notificação de lançamento que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 4.966,45, referente ao exercício de 2006, a título de imposto (R$ 2.486,09), acrescido da multa de ofício equivalente a 75% do valor do tributo apurado (R$ 1.864,56), além dos juros de mora (R$ 615,80). O lançamento é decorrente da apuração de dedução indevida a título de pensão alimentícia judicial e despesas médicas. Em sua impugnação, o contribuinte requereu o restabelecimento das referidas deduções, conforme comprovantes apresentados. A 3ª Turma da DRJ/BSB/DF julgou procedente em parte a impugnação, conforme Acórdão de fls. 31/35, para restabecer a dedução com despesas médicas, mantendo a glosa da dedução a título de pensão alimentícia judicial. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 24/08/2010 (fl. 39), o interessado, representado por Defensora Pública Federal (fl. 43), interpôs recurso voluntário de fls. 40/42, em 16/09/2010. Em sua defesa, alega estar obrigado ao pagamento da pensão alimentícia, conforme comprova cópias em anexo da petição inicial de separação judicial consensual (Proc. N° 00035920/96 — 5' Vara de Família de BrasiliaDF), do "Termo de Ratificação", da sentença que homologa o acordo entre as partes, além da certidão de trânsito em julgado, carta precatória de averbação e formal de partilha. Aduz, ainda que as intimações deverão ser dirigidas a defensora que subscreve o presente recurso, na sede do Núcleo do Distrito Federal, no SCRN EQ 704/705, BLOCO C, Asa Norte, Brasilia/DF —CEP 70.730 630, sendo contados em dobro todos os prazos. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Cuida o presente litígio de glosa da dedução efetuada na base de cálculo do IRPF, no período fiscalizado, a título de Pensão Alimentícia Judicial. A decisão recorrida manteve a glosa pelo fato de o contribuinte não ter instruído os autos com o Acordo Homologado Judicialmente ou a Decisão Judicial, mas apenas com os Comprovantes de Rendimentos Pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte de fls. 11/12, que registram o pagamento de pensão alimentícia. Conforme afirma o recorrente, foram juntadas, às fls. 46/65, cópias em anexo da petição inicial de separação judicial consensual (Proc. N° 00035920/96 — 5' Vara de Família de BrasiliaDF), do "Termo de Ratificação", da sentença que homologa o acordo entre as partes, além da certidão de trânsito em julgado, carta precatória de averbação e formal de partilha. Fl. 78DF CARF MF Emitido em 23/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/11/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 17/11/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 11/11/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10166.007391/200810 Acórdão n.º 280102.035 S2TE01 Fl. 69 3 Observase que a sentença transitado em julgado, em 28/10/1996, determinou que o contribuinte deve prestar, a titulo de pensão alimentícia, a contribuição mensal no valor de 30% (trinta por cento) para a esposa e 20% (vinte por cento) para o seu filho Ítalo, totalizando 50% (cinqüenta por cento), de todo o valor liquido que recebe do INSS, a titulo de proventos, bem como do SISTEL, sob a forma de complementação de previdência privada. Verificase, também, que os decontos efetuados sob a rubrica “Pensão Alimentícia” pelas fontes pagadorados do contribuinte (INSS e SISTEL), conforme comprovantes de fls. 11/12, no montante de R$ 14.763,61, estão em consonância com o cumprimento de refeida decisão judicial. Logo, deve ser restabelecido o valor de R$ 14.763,61 consignado a título de pensão alimentícia judicial na declaração de ajuste anual sob exame. Por fim, esclareçase que as intimações e notificações, no processo administrativo fiscal, devem ser encaminhadas ao domicílio tributário informado pelo contribuinte à Secretaria da Receita Federal para fins cadastrais, ou ao endereço eletrônico a ele atribuído pela administração tributária, desde que autorizado pelo sujeito passivo, não havendo qualquer permissão para que outra opção seja indicada durante a tramitação do feito, conforme dispõe ao art. 23, do Decreto nº 70.235/1972: Art. 23. Farseá a intimação: I pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) III por meio eletrônico, com prova de recebimento, mediante: (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) a) envio ao domicílio tributário do sujeito passivo; ou (Incluída pela Lei nº 11.196, de 2005) b) registro em meio magnético ou equivalente utilizado pelo sujeito passivo. (Incluída pela Lei nº 11.196, de 2005) Diante do exposto, voto por dar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 79DF CARF MF Emitido em 23/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/11/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 17/11/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 11/11/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10166.007391/200810 Acórdão n.º 280102.035 S2TE01 Fl. 70 4 Fl. 80DF CARF MF Emitido em 23/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/11/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 17/11/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 11/11/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 19679.010867/2005-41
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005, 2006
ISENÇÃO POR MOLÉSTIA GRAVE PROVENTOS NÃO DECORRENTES DE APOSENTADORIA, PENSÃO OU REFORMA.
O benefício da isenção do imposto de renda, concedido aos portadores de moléstia grave, somente se aplica aos proventos de aposentadoria, pensão ou reforma. Os rendimentos de natureza diversa não estão isentos do imposto.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2801-002.311
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso para reconhecer a isenção dos proventos de aposentadoria auferidos pela contribuinte no período de junho a dezembro de 2005, no valor total de R$ 54.439,85, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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O benefício da isenção do imposto de renda, concedido aos portadores de moléstia grave, somente se aplica aos proventos de aposentadoria, pensão ou reforma. Os rendimentos de natureza diversa não estão isentos do imposto. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para reconhecer a isenção dos proventos de aposentadoria auferidos pela contribuinte no período de junho a dezembro de 2005, no valor total de R$ 54.439,85, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Fl. 37DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/03/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 19679.010867/200541 Acórdão n.º 280102.311 S2TE01 Fl. 33 2 Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 7ª Turma de Julgamento da DRJ/SP2/SP. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “A contribuinte apresentou, em 04/07/2008, manifestação de inconformidade de fl. 12, discordando do Despacho Decisório exarado pela DIORT/DERAT/SP (fls. 07/10), do qual tomou ciência em 16/06/2008 (fl. 11), que indeferiu o pedido de restituição do valor relativo ao imposto de renda pessoa física, dos anoscalendário de 2004 e 2005, pedido esse lastreado na alegação de que a contribuinte é portadora de moléstia grave. A decisão considerou não formulado o Pedido de Restituição de Imposto de Renda Pessoa Física que incidiu sobre rendimentos isentos declarados na DIRPF como rendimentos tributáveis, tendo em vista que o mesmo poderá ser pleiteado exclusivamente mediante a apresentação de DIRPF retificadora e indeferiu o Pedido de Restituição de IRRF sobre o 13º salário referente ao anocalendário de 2004, por não se tratar de aposentadoria. Por intermédio da manifestação de inconformidade de fl. 12, a interessada, alega, em síntese, que: 1) A contribuinte tem direito a obter a restituição do IR conforme pleiteado, pois está amparada por lei federal, tendo preenchido todos os requisitos. 2) Tal direito não pode ser frustrado por mera instrução normativa, que passou a exigir declaração retificadora. Até porque não haveria o que ser retificado, visto que suas declarações estão corretas. Acrescentese que o 13º salário integra os proventos de aposentadoria. 3) Por outro lado, não conhecendo a contribuinte a legislação tributária e não sabendo operar computador, não parece justo nem razoável que seja obrigada a contratar serviços de terceiros, apenas para conseguir seu pacifico direito de restituição.” A solicitação foi indeferida, conforme Acórdão de fls. 22/27, que restou assim ementado: RESTITUIÇÃO RENDIMENTOS AUFERIDOS POR PORTADOR DE MOLÉSTIA GRAVE. Na hipótese de rendimento isento ou nãotributável declarado na DIRPF como rendimento sujeito à incidência de imposto de renda e ao ajuste anual, a restituição do indébito de imposto de renda será pleiteada exclusivamente mediante a apresentação da DIRPF retificadora. Apenas as restituições referentes ao 13º salário poderão ser pleiteadas mediante formulário. Regularmente cientificada daquele acórdão em 08/07/2009 (fls. 27), a interessada interpôs recurso voluntário de fls. 29/30, em 22/07/2009. Em sua defesa, reitera que subordinar a restituição à apresentação de declaração retificadora não parece adequado, nem razoável sob o aspecto legal e social. Pretende seja deferido o pedido de restituição, ao menos Fl. 38DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/03/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 19679.010867/200541 Acórdão n.º 280102.311 S2TE01 Fl. 34 3 do período posterior à aposentadoria da Prefeitura Municipal de São Paulo, com atualização pertinente. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Como bem assinalado na decisão recorrida, a isenção aos portadores de moléstia grave alcança apenas os proventos de aposentadoria, pensão ou reforma, bem como as respectivas complementações. Assim, além da condição de ser o beneficiário dos rendimentos portador de doença contemplada na norma legal, é necessária a condição de terem os rendimentos a natureza acima referida. No caso em tela, as provas carreadas aos autos não deixam qualquer dúvida quanto à natureza diversa dos rendimentos recebidos da Prefeitura do Município de São Paulo até o mês de maio de 2005, dado que a recorrente aposentouse em junho de 2005, conforme consta do Titulo de Aposentadoria n° 007/05 — SJ (fls. 04). Importa observar que, apesar de ter sido concedida aposentadoria por tempo de serviço pelo INSS em 03/10/2005 (fl. 05), a contribuinte somente recebeu rendimentos dessa fonte pagadora, ainda que retroativos, a partir de 14/03/2006, de acordo com as informações do documento de fl. 05. Quanto ao fato de existir norma administrativa no sentido de que a restituição do indébito do imposto de renda seja pleiteada mediante a apresentação de DIRPF retificadora, quando se tratar de rendimento isento ou nãotributável declarado na DIRPF como rendimento sujeito à incidência do imposto e ao ajuste anual, entendo que a forma estabelecida em ato normativo visando operacionalizar a restituição de imposto de renda incidente sobre rendimento isento ou nãotributável não pode se sobrepor a atos legais que amparam o reconhecimento da restituição, mormente considerando que, em sede de julgamento de 1ª instância, verificouse, em pesquisas nos sistemas da RFB, que não houve entrega de declarações retificadoras. Portanto, é de se reconhecer a isenção reclamada do imposto de renda a partir da data de sua aposentadoria, ocorrida em junho de 2005, para excluir da base de cálculo o valor dos rendimentos de aposentadoria recebidos da Prefeitura do Município de São Paulo, consignados na DIRF de fl. 21, que totalizam R$ 54.439,85. Diante do exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso para reconhecer a isenção dos proventos de aposentadoria auferidos pela contribuinte no período de junho a dezembro de 2005, no montante de R$ 54.439,85. Assinado digitalmente Fl. 39DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/03/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 19679.010867/200541 Acórdão n.º 280102.311 S2TE01 Fl. 35 4 Tânia Mara Paschoalin Fl. 40DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/03/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A
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Numero do processo: 00875.051846/83-47
Data da sessão: Mon Jun 24 00:00:00 UTC 1985
Numero da decisão: 303-00.011
Decisão: RESOLVEM OS Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência a CACEX:, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: LUIZ CARLOS NOGUEIRA
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 3030011_08750518468347_198506; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-06-02T10:57:32Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 3030011_08750518468347_198506; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 3030011_08750518468347_198506; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-06-02T10:57:32Z; created: 2017-06-02T10:57:32Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 2; Creation-Date: 2017-06-02T10:57:32Z; pdf:charsPerPage: 750; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-06-02T10:57:32Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA smo TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Sessão de ?.:t ..ª~..J..~-º de 19 ª.? . ACORDÃO N.o . Recurso n.O 106.662 - Processo nº 0875/051846/83-47 Recorrente CUMMINS BRASIL S/A Recorrid DRF - GUARULHOS-SP R E S O L U ç Ã O Nº 303/0011 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de re~ curso interposto por CUMMINS BRASIL S/A. '. RESOLVEM OS Membros da ~erceira Câmara do Terceiro Canse lho de Contribuintes, pDrunanimidade de votos, em converter o jul- gamento do recurso em diligência a CACEX:,nos termos do voto do Re- lator. Procurador da Fa- zenda Nacional - Relator - Presidente em 24 VISTO EM SESSÃO DE: Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei ros: AFONSO CELSO MATTOS LOURENÇO, ENILA LEITE FREITAS CHAGAS, HIN- DEMBURGO DOBAL TEIXEIRA, JUDITE DE CARVALHO GUERRA, PAULO MORENO DE ALMEIDA e.SIDNEY DE CAMPOS PESSOA. • \ SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Processo nº 0875/051846/83-47 '~ecurso nº 106.662 Recorrente: CUMMINS BRASIL S/A RESOLUÇÃO Nº 303/0011 R E L AT Ó R I O E V O T O O presente processo e oriundo da Douta Câmara S~ perior de Recursos Fiscais que, julgando o recurso impetrado pelo Sr. Procurador da Fazenda Nacional junto a esta Câmara, determinou o retorno dos autos para o julgamento do mérito do litígio. Adoto o relatório de fls. 156/157, que leio em sessao e que passa a fazer parte integrante do presente. Á CACEX,:átravés de correspondência 'eneaIDinháda ao Sr. Delegado da Receita Federal em Guarulhos, solicitou 'àquela autoridade, a suspensão do recolhimento dos débitos tributários da ora recorrente, pelo prazo de 90 dias, tendo em vista o entendimen to mantido entre a CACEX e a CUMMINS;BRASIL S/A, através de Term; de Compromisso, no qual a empresa concessionária do Regime ,.IIDRAW- BACK" se comprometia a informar através de relatório a destinação das peças importadas ao amparo os Atos Concessórios de que trata o presente processo. Conforme se pode observar através dos Rela:tóri'os/ Demonstrativos encaminhados pela Recorrente à CACEX, estaria com- provado a aplicação dos bens importados e ao amparo dos 'referidos Atos Concessórios, dentro do prazo de 90 dias estabelecido no Ter mo de Compromisso. Entretanto, não consta dos autos nenhum documen- to da CACEX dando baixa dos Atos Concessórios nem em todo nem em parte. Assim, voto no sentido de converter o julgamento em diligência junto à CACEX, a fim de que aquele órgão informe se o "Draw-Back" relativo às DIs de que trata o presente 'processo, foi cumprido integralmente, prestando, ainda, outros esclarecimen- tos que julgar necessários para o deslinde da q~estão. 00000001 00000002
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