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Numero do processo: 10320.001813/2005-71
Data da sessão: Tue Jul 06 00:00:00 UTC 2010
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Exercício: 2002
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. Não se aplica o instituto da denúncia
espontânea quando se tratar de multa isolada imposta em face do
descumprimento de obrigação acessória.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 1801-000.281
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado
Matéria: IRPJ - multa por atraso na entrega da DIPJ
Nome do relator: Carmen Ferreira Saraiva
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ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Exercício: 2002 DENÚNCIA ESPONTÂNEA. Não se aplica o instituto da denúncia espontânea quando se tratar de multa isolada imposta em face do descumprimento de obrigação acessória. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. ANA DE)1 -3;RROS FERNANDES - Presidente CARMEN FERREIRA SARAIVA - Relatora EDITADO EM: 12 NOV Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Guilherme Polastri Gomes da Silva, Maria de Lourdes Ramirez, André Almeida Blanco, Rogério Garcia Peres e Ana de Barros Fernandes. Relatório Contra a Recorrente acima identificada fbi lavrado o Auto de Infração à fl. 17, com a exigência do crédito tributário no valor de R8151,057,92 a título de multa por atraso na entrega em 06/12/2002 da Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica DIPJ n° 1153278, na forma de tributação pelo lucro real do ano-calendário de 2001, cujo prazo final era 28/06/2002 (alínea "c" do inciso III ao art. 106 do Código Tributário Nacional - CTN, art. 88 da Lei n° 8,981, de 20 de janeiro de 1995, art. 27 da Lei n° 9.532, de 10 de dezembro de 1997, art. 70 da Lei n° 10.426, de 24 de abril de 2002 e inciso II do art. 40 da Instrução Normativa SRF n° 166, de 23 de dezembro de 1999). Inconformada com a exigência fiscal, das quais teve ciência em 28/06/2005, fl. 19, a Recorrente, em 15/07/2005, apresentou a impugnação fls.. 01/05, com as alegações abaixo sintetizadas. Argumenta que o lançamento não pode ser considerado procedente, tendo em vista o instituto da denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional), Suscita que Diz-se que há denúncia espontânea quando o contribuinte, que por uma razão ou outra, deixou de recolher dado tributo no prazo previsto, visando à correção de seu erro, *Ma o pagamento devido, quitando-o, antes que o Fisco inicie qualquer procedimento de fiscalização Feita a denúncia, sobre o valor a ser recolhido devem incidir tão-somente a correção monetária e os juros de mora, ambos. destituídos de caráter punitivo, na medida em que há compensação suficiente por tal atraso -no pagamento do tributo, restando o Estado, destarte, ressarcido de sua provável perda de receita Dito de outro modo, não há espaço para sancionar o contribuinte com qualquer espécie de multa administrativa já que a teleologia do citado dispositivo do CTN e exatamente estimulá-lo a regularizar-se espontaneamente perante o Fisco Puni-lo portanto com in casa. importaria inominável lesão ao referido instituto. Indica jurisprudência em favor de sua tese de defesa. Conclui À vista de todo o exposto, a Impugnante, invocando os doutos suplementos do Nobre Julgador, espera e requer seja acolhida e provida a presente IMPUGNAÇÃO, para o fim de ser JULGADO IMPROCEDENTE IN TOTUM o auto de infração contra si lavrado determinando-se o arquivamento do processo. 2 Processo n" 10320 001813/2005-71 Si-TE01 Acórdão n ° 1801-00.281 Fl 44 Caso assim não entenda em homenagem ao principio da verdade material, a hnpugnante requer que VS a determine a realização de diligência (art. 18 Dec. n° 70,235/72), a .fini de que se demonstre a inexistência de .fiscalização anterior à denúncia (Houve fiscalização antes da denúncia espontânea, descaracterizando-a?: art. 16, IV daquela mesmo digesto. Está registrado como resultado do Acórdão da 3" TURMA/DR1- FORTALEZA/CE n° 08-11293, de 16/05/2008, fls. 23/29: "Lançamento Procedente" : Consta o indeferimento da produção de provas e ainda: MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DIPJ DENÚNCIA ESPONTÂNEA. INAPLICABILIDADE É cabível a exigência de crédito tributário decorrente da multa por atraso na entrega da DIPJ, quando 1-estar provada a sua apresentação extemporânea, mesmo que antes de iniciado o procedimento de oficio. ILEGALIDADE DAS LEIS E DOS ATOS NORMATIVOS TRIBUTÁRIOS - OBSERVÂNCIA DO ENTENDIMENTO DA SRF, A discussão sobre legalidade das leis e dos atos normativos tributários é matéria reservada ao Poder Judiciário. À autoridade administrativa compete constituir o crédito tributário pelo lançamento, sendo este vinculado e obrigatório sob pena de responsabilidade funcional, enquanto o julgador deve observar o entendimento da SRF expresso em atos tributários, Notificada em 09/06/2008, fi. 34, a Recorrente apresentou o recurso voluntário, fls. .35/41, em 25/06/2008, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge. Reitera os argumentos apresentados na impugnação. Com o objetivo de sustentar o argumento jurídico de que quer se socorrer interpreta a legislação que rege a questão litigiosa, citando entendimentos doutrinários e jurisprudenciais, Conclui Er positis, a ora Recorrente, invocando os doutos suplementes do Nobre Julgada; espera e requer seja acolhido e provido o presente RECURSO VOLUNTÁRIO, para o .fim de ser JULGADO IMPROCEDENTE IN TOTUM O AUTO DE INFRAÇÃO contra si lavrado, determinando-se o arquivamento do processo.. É o Relatório, 3 Voto Conselheira CARMEN FERREIRA SARAIVA O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. No recurso consta o requerimento a produção de provas. Sobre a matéria, vale esclarecer que o processo administrativo fiscal é regido pelo Decreto n" 70135, de 1972, que estabelece que a peça de defesa deve ser formalizada por escrito onde devem ser mencionados os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir ., precluindo o direito de a Recorrente praticar este ato e apresentar novas razões em outro momento processual, salvo a ocorrência de quaisquer das circunstâncias ali previstas (art. 15 e art. 16 do Decreto n° 70135, de 1972). Ela não apresentou a comprovação inequívoca de quaisquer fatos que tenham correlação com as situações excepcionadas pela legislação de regência Assim, a realização desse meio probante é prescindível, uma vez que os elementos probatórios produzidos por meios lícitos constantes nos autos são suficientes para a solução do litígio (art,18 do Decreto n° 70135, de 1972). Ademais, no exercício da função pública, a autoridade administrativa, de forma vinculada e obrigatória, lavrou o Auto de Infração, com observância de todos os requisitos legais que lhe conferem existência, validade e eficácia. Logo, o pedida deve ser indeferido. A Recorrente discorda do procedimento de oficio. Sobre a matéria, o Código Tributário Nacional fixa: Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória, • A obrigação principal surge com a ocorrência do .fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente. § 2" A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. 5 ç. A obrigação acessória, pelo simples fito da sua inobservância, converte-se em obrigação principal relativamente a penalidade pecuniária. O Decreto-lei n° 2.124, de 13 de junho de 1984, prevê: Art. 5' O Ministro da Fazenda poderá eliminar ou instituir obrigações acessórias relativas a tributos federais administrados pela Secretaria da Receita Federal. § I" O documento que .formalizar o cumprimento de obrigação acessória, comunicando a existência de crédito tributário, constituirá confissão de divida e instrumento hábil e suficiente para a exigência do referido crédito. A Portaria MF n° 118, de 28 de junho de 1984, determina: 4 Processo o' 10320.001813/2005-7 SI-TE01 Acórdão o " 1801-00,281 Fl 45 O Ministro de Estado da Fazenda, no uso de suas atribuições, RESOLVE N" 118 - I - Delegar ao Secretário da Receita Federal a competência que lhe foi atribuída pelo artigo 5" do Decreto-lei n°2124, de 13 de junho de 1984. Por seu turno, a Lei n° 9379, de 19 de janeiro de 1999, assim dispõe: Art. 16. Compete à Secretaria da Receita Federal dispor sobre as obrigações acessórias relativas aos impostos e contribuições por ela administrados, estabelecendo, inclusive, forma, prazo e condições para o seu cumprimento e o respectivo responsável, A Instrução Normativa SRF n°146, de 18 de março de 2002, determina: Art. 3" A DIPJ relativa ao ano-calendário de 2001 deverá ser apresentada: II - até .28 de junho de 2002, no caso das demais pessoas .jurídicas obrigadas à apresentação da DIPI Infere-se que o prazo final para entrega da DIN do ano-calendário de 2001 é o dia 28/06/2002. No caso tratado nos autos a Recorrente apresentou a DIPJ do ano-calendário de 2001 em 06/12/2002. Assim, ela não discorda do fato de que cumpriu a obrigação acessória de forma inoportuna. O Código Tributário Nacional prevê: Art. 138, A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de /nora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração, Parágrafo único, Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de .fiscalização, relacionados com a infração.. Nesse sentido a denúncia espontânea da infração é uma exteriorização de vontade do sujeito passivo perante a Fazenda Pública sem qualquer forma prevista em lei aplicável somente ao cumprimento a destempo da obrigação tributária principal e não à acessória.. É um instrumento de exclusão da sua responsabilidade, desde que acompanhada do pagamento do tributo devido sujeito ao lançamento por homologação e juros de mora e apresentada antes do início de qualquer procedimento fiscal, relacionado com a infração de tributos sujeitos ao lançamento por homologação administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil — RFB. Cabe mencionar a jurisprudência administrativa sobre a matéria (fonte: www,carf fazenda. govbr em 28/06/2010): 5 N" Recurso 1.55372 Número do Processo 13826.000309/2005-51 Turma 8" Turma Especial Contribuinte INDUSTRIA E COMERCIO DE AGUARDENTE SÃO JOSE LTDA Tipo do Recurso Recurso Voluntário - Negado Provimento Por Unanimidade-Data da Sessão 08/12/2008 Relator(a) João Francisco Bi CMCO N" Acórdão 198-00067 -Tributo / Matéria IRPJ - multa por atraso na entrega da DIPJ Decisão Por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso. Ementa Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Exercício 2002 - OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA - DENÚNCIA ESPONTÂNEA - INAPLICABILIDADE - É cabível a exigência da multa por atraso na entrega da Declaração de Ajuste Anual, visto que o instituto da denúncia espontânea não alberga a prática de ato puramente formal (precedentes do SI] e dos Conselhos de Contribuintes). Recurso Voluntário Negado, Ainda em relação à matéria, cabe mencionar a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça — STJ proferida em recurso especial (fonte: www,stj..gov.br em 15/06/2010): Processo AgRg no RE.sp 916168 / SP AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL2007/0005231-5 Relato, (a) Ministro HERMAN BENJAMIN (1132) Órgão Julgador T2 - SEGUNDA TURMA Data do Julgamento 24/03/2009 Data da Publicação/Fonte Die 19/05/2009 Ementa PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO DENÚNCIA ESPONTÂNEA OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA INAPLICABILIDADE 6 Processo n° 10320 001813/2005-71 Si-TE01 Acórdão 1801-00,281 El. 46 1. Inaplicável o instituto da denúncia espontânea quando se trata de multa isolada imposta em . face do descumprimento de obrigação acessória. Precedentes do STI 2. Agravo Regimental não provido. Acórdão Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça.' "A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do(a) Sr(a). Ministro(a)-Relator(a)." Os Srs. Ministros Mauro Campbell Marques, Diana Cahnon, Castro Meira e Humberto Martins votaram com o Sr. Ministro Relatar No presente caso, não se aplica o instituto da denúncia espontânea quando se tratar de multa isolada imposta em face do descumprimento de obrigação acessória. A multa aplicada em decorrência falta de entrega DIN do ano-calendário de 2001 no prazo legal não pode ser afastada, amparada na alegação de que houve apresentação voluntária. Por essa razão, não cabe razão à Recorrente. No que se refere à interpretação da legislação e aos entendimentos doutrinários e jurisprudenciais indicados na peça recursal, cabe esclarecer que somente devem ser observados os atos aos quais a lei atribua eficácia normativa, o que não se aplica ao presente caso (art. 100 do Código Tributário Nacional). Em face do exposto nego provimento ao recurso voluntário, CARMEN FERREIRA SARAIVA - Relatora 7
score : 1.0
Numero do processo: 10680.001840/2004-73
Data da sessão: Wed May 19 00:00:00 UTC 2010
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Exercício: 200.3
RECURSO, PEREMPÇÃO. NÃO-CONHECIMENTO.
Não se conhece de recurso perempto, apresentado após o trintídio legal.
Numero da decisão: 1803-000.405
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestividade, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Selene Ferreira de Moraes
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 200.3 RECURSO, PEREMPÇÃO. NÃO-CONHECIMENTO. Não se conhece de recurso perempto, apresentado após o trintídio legal.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-02T17:02:14Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-02T17:02:13Z; Last-Modified: 2010-09-02T17:02:14Z; dcterms:modified: 2010-09-02T17:02:14Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:d7967b01-9176-452b-b223-f4a63c775aa3; Last-Save-Date: 2010-09-02T17:02:14Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-02T17:02:14Z; meta:save-date: 2010-09-02T17:02:14Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-02T17:02:14Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-02T17:02:13Z; created: 2010-09-02T17:02:13Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-09-02T17:02:13Z; pdf:charsPerPage: 1011; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-02T17:02:13Z | Conteúdo => S1-TE03 Fl 64 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO , Processo n° 10680,001840/2004-73 Recurso n" .342.613 Voluntário Acórdão n" 1803-00.405 — 3" Turma Especial Sessão de 19 de maio de 2010 Matéria SIMPLES - EXCLUSÃO Recorrente REFRIGERAÇÕES FLORIANO PEIXOTO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 200.3 RECURSO, PEREMPÇÃO. NÃO-CONHECIMENTO. Não se conhece de recurso perempto, apresentado após o trintídio legal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestividade, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado, erra de Moraes - Presidente L5i Sérgio Rod e6 e,i&-er4e1- Relator EDITADO EM: 19/05/2010 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Selene Ferreira de Moraes, Benedicto Celso Benício Júnior, Walter Adolfo Maresch, Luciano Inocêncio dos Santos, Sérgio Rodrigues Mendes e Diniz Raposo e Silva. Processo n" I 0680 001840/2004-7,3 SI-1E03 Acórdão n." 1803-00.405 R 65 Relatório Por bem retratar os acontecimentos do presente processo, adoto o Relatório do acórdão recorrido (fls. 51): A optante pelo Sistema Integrado de Pagamentos de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - SIMPLES foi excluída de oficio pelo Ato Declaratório Executivo DRF/BHE n° 36, de 13 de abril de 2006, fi. 08, com efeitos a partir de 01/01/2002, com base na prestação de serviços profissionais de engenheiro (inciso Xlii do art, 9" da Lei n° 9,317, de 05 de dezembro de 1996y Cientificada do ato datado de 13/04/2006, fl. 08, a optante em 11/05/2006 apresentou a manifestação de inconformidade, fls. 09/14, com as alegações abaixo sintetizadas. Diz que sua peça de defesa é apresentada tempestivamente e, por esta razão, deve ser conhecida. Discorre sobre o procedimento fiscal com efeito retroativo contra o qual se insurge. Argumenta que o ato administrativo unilateral é nulo, uma vez que os princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório não .foram observados (inciso LV do ar! 5" da Constituição Federal). Tece esclarecimentos sobre a impossibilidade de aplicação dos efeitos retroativos do ato administrativo, arguindo que, assim sendo, há violação de princípios constitucionais, entre outros, da segurança jurídica, da legalidade, da isonomia, da publicidade e do direito adquirido, no sentido de que foi excluída da sistemática somente depois de cinco anos de sua opção_ Argúi que se dedica a conserto e manutenção de aparelhos de refrigeração, bem como montagem de câmaras .frigoríficas e balcões. Esclarece que não presta serviços profissionais de engenheiro e não depende de nenhum outro empregado cujo exercício da profissão dependa de habilitação prqfissional legalmente exigida. Defènde a tese de que não há subsunçao entre sua atividade e aquelas tipificadas no inciso XIII do art. 9" da Lei n° 9,317, de 1996, e alterações. Expõe criticas sobre a técnica legislativa da Lei n° 9.317, de 1996, por ser possível ao intérprete adotar o mesmo dispositivo tanto para vedar, como para excluir a pessoa jurídica do Simples. Em . face do exposto, requer o cancelamento do procedimento fiscal A decisão da instância a quo foi assim ementada (fls., 50): 5 'Yv't Processo n° 10680,001840/2004-73 81-TE03 Acórdão ti 1803-00.405 Ft 66 ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE — SIMPLES Exercício: 2003 OPÇÃO, Vedada a opção pelo Simples pela pessoa jurídica que presta serviço de manutenção de equipamento industrial, por caracterizar prestação de serviço profissional de engenheiro. Solicitação Indeferida Cientificada da referida decisão em 10/04/2008 (A.R., de fis, 56-verso), apresenta a interessada, em 15/05/2008, recurso de fls. 57 a 61, nele reiterando os argumentos anteriormente expendidos. Em mesa para julgamento. Voto Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes, Relator Conforme constou do relatório, a recorrente foi cientificada da decisão de primeira instância em 10/04/2008 (AR. de fls, 56-verso), uma quinta-feira, tendo apresentado a sua petição recursal em 15/05/2008 (fls. 57), também uma quinta-feira. Dispõe o art. .33 do Processo Administrativo Fiscal — PAF (Decreto n2 70.235, de 6 de março de 1972): Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos 30 (trinta) dias seguintes à ciência da decisão. Assim, cientificada em 10/04/2008, dispunha a recorrente do prazo de trinta dias para apresentar a sua inconformidade contra a decisão recorrida, prazo esse que se escoou impreterivelmente no dia 12/05/2008, uma segunda-feira (10/05/2008 foi sábado). Tendo apresentado o seu recurso apenas em 15/05/2008, 35 (trinta e cinco) dias depois da ciência da decisão recorrida, e .3 (três) dias após a data final de apresentação do recurso, está este perempto (art. 35 do PAF). Alega a recorrente, de fls. 57, ter tomado conhecimento do acórdão guerreado em 11/04/2008, uma sexta-feira. Ainda que se considere essa data como a de ciência, o prazo final também teria se encerrado no dia 12/05/2008, uma segunda-feira (11/05/2008 foi domingo), Sinn"` Processo n' 10680.001840/2004-7,3 S1-TE03 Acórdão n '1803-00.405 Fl 67 Considerando, por fim, que a data da elaboração de sua defesa (tis. 61) e 14/05/2008, não remanescem quaisquer dúvidas acerca da intempestividade de seu recurso, Conclusão Em face do exposto, e considerando tudo o mais que dos autos consta, voto no sentido de NÃO CONHECER DO RECURSO, por perempto. É como voto. L.5/1 Sérgio Rodrigues *Ves
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Numero do processo: 10580.003400/2005-60
Data da sessão: Tue Aug 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Exercício: 2004 TUTELA ANTECIPADA. ASPECTO TEMPORAL. Somente não cabe a exigência de multa de ofício nos lançamentos efetuados para prevenir a decadência, quando a exigibilidade estiver suspensa na forma dos incisos IV ou V do art. 151 do CTN e a suspensão do débito tenha ocorrido antes do início de qualquer procedimento de ofício a ele relativo. PAGAMENTOS NO PERÍODO. DEDUÇÃO. POSSIBILIDADE. Tendo em vista o princípio da moralidade administrativa (art. 37 da Constituição Federal), para efeito de pagamento, a pessoa jurídica poderá deduzir, do imposto apurado no período, o imposto de renda pago ou retido na fonte sobre as receitas que integraram a base de cálculo correspondente, seja por qualquer sistemática que tenha sido calculado. LANÇAMENTOS DECORRENTES. PIS. COFINS. CSLL. Tratando-se de lançamentos decorrentes, a relação de causalidade que informa os procedimentos leva a que os resultados do julgamento dos feitos reflexos acompanhem aqueles que foram dados ao lançamento principal de IRPJ.
Numero da decisão: 1801-000.663
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: Carmen Ferreira Saraiva
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ASPECTO TEMPORAL. Somente não cabe a exigência de multa de ofício nos lançamentos efetuados para prevenir a decadência, quando a exigibilidade estiver suspensa na forma dos incisos IV ou V do art. 151 do CTN e a suspensão do débito tenha ocorrido antes do início de qualquer procedimento de ofício a ele relativo. PAGAMENTOS NO PERÍODO. DEDUÇÃO. POSSIBILIDADE. Tendo em vista o princípio da moralidade administrativa (art. 37 da Constituição Federal), para efeito de pagamento, a pessoa jurídica poderá deduzir, do imposto apurado no período, o imposto de renda pago ou retido na fonte sobre as receitas que integraram a base de cálculo correspondente, seja por qualquer sistemática que tenha sido calculado. LANÇAMENTOS DECORRENTES. PIS. COFINS. CSLL. Tratandose de lançamentos decorrentes, a relação de causalidade que informa os procedimentos leva a que os resultados do julgamento dos feitos reflexos acompanhem aqueles que foram dados ao lançamento principal de IRPJ. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. (documento assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente Fl. 119DF CARF MF Emitido em 14/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 14/08/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 10580.003400/200560 Acórdão n.º 180100.663 S1TE01 Fl. 117 2 (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Relatora Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carmen Ferreira Saraiva, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Maria de Lourdes Ramirez, Magda Azario Kanaan Polanczyk, Edgar Silva Vidal e Ana de Barros Fernandes. Relatório Inicialmente cabe ressaltar que a Recorrente optante pelo Sistema Integrado de Pagamentos de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – Simples foi excluída de ofício pelo Ato Declaratório Executivo DRF/SDR/BA nº 416.338, de 07 de agosto de 2003, com efeitos a partir de 01/01/2002, que se encontra findo na esfera administrativa sem que fosse impugnado, fl. 82, e em face do qual a Recorrente ajuizou a Ação Ordinária n° 2005.33.00.0011260, tendo como este o objeto. Por esta razão houve o procedimento fiscal. I Contra a Recorrente acima identificada foi lavrado o Auto de Infração às fls. 03/08, com a exigência do crédito tributário no valor de R$40.958,80, a título de Imposto Sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), juros de mora e multa de ofício proporcional apurado pelo regime de tributação com base no lucro presumido dos quatro trimestres do ano calendário de 2003. O lançamento se fundamenta na omissão de receitas apurada em conformidade com as planilhas elaboradas pela própria Recorrente, fls. 28/35. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: art. 224 e art. 518 do Regulamento do Imposto de Renda constante no Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 (RIR, de 1999). Em decorrência de serem os mesmos elementos de provas indispensáveis à comprovação dos fatos ilícitos tributários foram constituídos os seguintes créditos tributários pelos lançamentos formalizados neste processo: II O Auto de Infração às fls. 09/13 com a exigência do crédito tributário no valor de R$20.610,11 a título de Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), juros de mora e multa de ofício proporcional. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: art. 1º e art. 3º da Lei Complementar nº 7, de 7 de setembro de 1970 e parágrafo único, alínea “a” do inciso I do art. 2º, parágrafo único do art. 3º, art. 10, art. 22 e art. 51 do Decreto nº 4.524, de 17 de dezembro de 2002. III – O Auto de Infração às fls. 14/18 com a exigência do crédito tributário no valor de R$95.124,05 a título de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), juros de mora e multa de ofício proporcional. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: parágrafo único do inciso II do art. 2º, art. 3º, art. 10, art. 22 e art. 51 do Decreto nº 4.524, de 17 de dezembro de 2002. Fl. 120DF CARF MF Emitido em 14/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 14/08/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 10580.003400/200560 Acórdão n.º 180100.663 S1TE01 Fl. 118 3 IV – O Auto de Infração às fls. 19/24 com a exigência do crédito tributário no valor de R$33.883,63 a título de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), juros de mora e multa de ofício proporcional. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: §§ do art. 2º da Lei nº 7.689, de 15 de dezembro de 1988, art. 19 e art. 24 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, bem como art. 29 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Cientificada em 27/04/2005, fls. 03, 09, 14 e 19, a Recorrente apresentou a impugnação em 25/05/2005, fls. 49/63, com as alegações abaixo sintetizadas. Aduz que a exclusão retroativa do Simples e os conseqüentes lançamentos são nulos e ilegais. Defende que sua opção pela sistemática foi deferida de plano e que desde estão cumpre suas obrigações tributárias principais e acessórias. Argúi que Solange Maria Barreto de Arawo Sarmento, CPF 487.346.08591, quando passou a integrar o seu quadro societário já havia cedido sua participação na sociedade MLAV Comércio de Roupas e Confecções Ltda, CNPJ 03.247.950/000103. Procura demonstrar que os efeitos retroativos da exclusão não podem prosperar, uma vez que tendo este ato natureza jurídica constitutiva somente pode ter força normativa a partir do mês subseqüente a sua edição. Tendo em vista o princípio da eventualidade, suscita que os pagamentos efetuados antes do início da ação fiscal a título de Simples nos dois primeiros trimestres do anocalendário de 2003 devem ser compensados com os valores apurados de ofício (art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996): Com o objetivo de fundamentar seus argumentos interpreta a legislação que rege a questão litigiosa, indica princípios constitucionais que supostamente foram violados e cita entendimentos doutrinários e jurisprudenciais em seu favor. Conclui Ante o exposto, requer a Impugnante seja a presente acolhida e julgada procedente, para que seja declarada a nulidade do Ato Declaratório Executivo DRF/SDR n° 416.338, de 07 de agosto de 2003, bem como sejam extintos todos os seus efeitos. Caso não seja este o entendimento, pelo principio da eventualidade, seja declarada a inexistência de relação jurídicotributária entre a lmpugnante e a Receita Federal, no que diz respeito a qualquer crédito tributário constituído em relação ao período anterior ao ato de exclusão da Impugnante, por decorrência da aplicação dos efeitos retroativos da exclusão ilegalmente conferidos pelo ADE DRF/SDR n° 416.338/2003, da Delegacia da Receita Federal. Ainda com fulcro no principio da eventualidade, caso se entenda legal a retroatividade dos efeitos da exclusão do SIMPLES, requer seja determinada a compensação dos valores recolhidos através da sistemática simplificada com o crédito tributário ora equivocadamente constituído, conforme planilha anexa. Ante o exposto, protestando pela produção de todos os meios de prova admitidos, em especial a pericial (diligência), isto se não for decretada a nulidade da Autuação, o que fica, de logo, requerido, bem assim a juntada ulterior de documentos. Fl. 121DF CARF MF Emitido em 14/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 14/08/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 10580.003400/200560 Acórdão n.º 180100.663 S1TE01 Fl. 119 4 Por fim, requer a nulidade ou improcedência da Autuação. Pede deferimento. Está registrado como resultado do Acórdão da 1ª TURMA/DRJ/SDR/BA nº 1514.982, de 25 de janeiro de 2008, fls. 90/97: “Lançamento Procedente”. Restou ementado ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2003 Ementa: PROPOSITURA DE AÇÃO JUDICIAL. RENÚNCIA A INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. A propositura, pelo contribuinte, de ação judicial na qual deduz pretensão idêntica àquela deduzida no processo administrativo importa a renúncia às instâncias administrativas, ou desistência de eventual recurso interposto. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2003 SIMPLES. EXCLUSÃO DE OFÍCIO. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. DECISÃO ADMINISTRATIVA DEFINITIVA. A não apresentação da manifestação de inconformidade contra o Ato Declaratório de exclusão do SIMPLES o torna definitivo na esfera administrativa. Nesta hipótese, incabível posterior apreciação deste ato pela DRJ. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. PAGAMENTO INDEVIDO. COMPENSAÇÃO. A compensação de pagamentos indevidos efetuados na forma do SIMPLES depende de prévio requerimento do contribuinte, inexistindo previsão legal para a realização de compensação de oficio quando da constituição do crédito. Contribuição para o PIS. Contribuição Social sobre o Lucro Liquido CSLL. Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS LANÇAMENTOS. MESMOS PRESSUPOSTOS FÁTICOS DO IRPJ. DECORRÊNCIA. Em se tratando de lançamentos decorrentes dos mesmos pressupostos fáticos que serviram de base para o lançamento do Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica, em razão da relação de causa e efeito, no que couber, devem ser estendidas as conclusões advindas da apreciação daquele aos lançamentos relativos à Contribuição para o PIS, Contribuição Social sobre o Lucro Liquido e COFINS. Notificada em 05/03/2008, fl. 114, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 24/03/2008, fls. 100/111, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge e reitera os argumentos apresentados na peça impugnatória. Conclui Fl. 122DF CARF MF Emitido em 14/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 14/08/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 10580.003400/200560 Acórdão n.º 180100.663 S1TE01 Fl. 120 5 Ante o exposto, requer a Recorrente seja recebido o presente recurso, para que seja dado provimento ao mesmo, para que seja declarada a nulidade do Ato Declarat6rio Executivo DRF/SDR n° 416.338, de 07 de agosto de 2003, bem como sejam extintos todos os seus efeitos. Caso não seja este o entendimento, pelo principio da eventualidade, seja declarada a inexistência de relação jurídicotributária entre a Recorrente e a Receita Federal, no que diz respeito a qualquer crédito tributário constituído em relação ao período anterior ao ato de exclusão da Recorrente, por decorrência da aplicação dos efeitos retroativos da exclusão ilegalmente conferidos pelo ADE DRF/SDR no 416.338/2003, da Delegacia da Receita Federal. Ainda com fulcro no principio da eventualidade, caso se entenda legal a retroatividade dos efeitos da exclusão do SIMPLES, requer seja determinada a compensação dos valores recolhidos através da sistemática simplificada com o crédito tributário ora equivocadamente constituído, conforme planilha anexa. Pede deferimento. É o Relatório. Voto Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Assim, dele tomo conhecimento. Em relação à exclusão do Simples, que se encontra finda na esfera administrativa, temse a seguinte decisão proferida nos autos do processo nº 2005.33.00.0011260 contra a União Federal assinada em 27/05/2005, fls. 86/88, que pode ter efeito jurídico na aplicação da multa proporcional de ofício nos presentes autos: AVML COMÉRCIO DE ROUPAS E CONFECÇÕES, devidamente qualificada, propôs Ação Ordinária contra a UNIÃO FEDERAL, com pedido de antecipação da tutela, objetivando a abstenção da ré em efetuar qualquer cobrança decorrente da retroatividade dos efeitos da exclusão do SIMPLES, referente ao período de janeiro/2002 a janeiro/2004, ao argumento de ilegalidade da retroação pretendida, bem como que lhe fosse assegurado o direito a obtenção de Certidão Positiva com efeitos de Negativa, relativamente ao período indicado. Na inicial de fls. 03/16, alega que, tendo optado ao Sistema Integrado de Pagamentos de Impostos e Contribuições das microempresas e das Empresas de Pequeno Porte, na qualidade de Microempresa — ME, na data de 10/04/2001, inobstante a regularidade no cumprimento de suas obrigações, viuse injustamente excluída do regime através do ato Declaratório Executivo DRF/SDR — ADE n° 416.338/2003. Assevera a ilegalidade do referido ato, ante a inocorrência de qualquer situação excludente prevista na lei, bem como da retroação dos efeitos da exclusão do SIMPLES à época da sua opção pelo regime. Fl. 123DF CARF MF Emitido em 14/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 14/08/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 10580.003400/200560 Acórdão n.º 180100.663 S1TE01 Fl. 121 6 [...] DECIDO. [...] Diante do exposto, DEFIRO o pedido de antecipação de tutela, para determinar a ré que se abstenha de efetuar a cobrança de débito decorrente da exclusão da autora do SIMPLES, referente ao período de janeiro/2002 a janeiro/2004, até o julgamento final da demanda, bem como que expeça a Certidão Positiva com efeitos de Negativa, relativamente ao período referido. Sobre a antecipação de tutela, cabe transcrever o enunciado da Súmula CARF n° 17, que é de adoção obrigatória (art. 72 do Anexo II da Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009, que aprova o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF), e que assim determina: Não cabe a exigência de multa de ofício nos lançamentos efetuados para prevenir a decadência, quando a exigibilidade estiver suspensa na forma dos incisos IV ou V do art. 151 do CTN e a suspensão do débito tenha ocorrido antes do início de qualquer procedimento de ofício a ele relativo. Analisando a situação fática, verificase que a Recorrente foi cientificada dos Autos de Infração em 27/04/2005, fls. 03, 09, 14 e 19, ou seja, antes que fosse proferida a decisão de antecipação de tutela em 27/05/2005, fls. 86/88. Assim a aplicação da multa de ofício proporcional está correta. A Recorrente alega que os atos administrativos são nulos. Os Autos de Infração foram lavrados por servidor competente que regularmente intimou a Recorrente para cumprilos ou impugnálos no prazo legal. As formas instrumentais adequadas foram respeitadas, os documentos foram reunidos nos autos do processo, que estão instruídos com as provas produzidas por meios lícitos. Foi oferecida à interessada a oportunidade de apresentar, no prazo legal, a peça de defesa acompanhada de todos os meios de prova a ela inerentes. Ademais, o enfrentamento das questões na peça de defesa denota perfeita compreensão da descrição dos fatos que ensejaram o procedimento e a indicação dos enquadramentos legais não propiciam a nulidade do ato em litígio. Com referência ao dever de lançar, esclareçase que a autoridade administrativa possuindo competência privativa efetuou o lançamento, cuja atividade é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional (art 142 do Código Tributário Nacional). A Recorrente foi previamente notificada do procedimento mediante a emissão do Termo de Início de Fiscalização, fl. 36, do Termo de Intimação Fiscal, fl. 38, do Termo de Reitimação Fiscal, fl. 39, do Termo de Ciência e Continuação de Procedimento Fiscal, fls. 44 e 46 e finalizou em 27/04/2005 com a ciência válida dos Autos de Infração, fls. 03, 09,14 e 19. Nestes termos, mostrase infundada a alegação da Recorrente de a autoridade fiscal não havia apreciado a documentação apresentada. No presente caso o servidor competente verificou a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinou a matéria tributável, calculou o montante do tributo devido, identificou o sujeito passivo, aplicou a penalidade cabível e determinou a exigência com a regular intimação para que a Recorrente pudesse cumprila ou impugnála no prazo legal (art. 10 e art. 14 do Decreto 70.235, de 1972). No exercício da função pública, a autoridade administrativa corretamente lavrou os Autos de Infração com observância de todos os requisitos legais que lhes conferem existência, validade e eficácia. Foram asseguradas à Recorrente as garantias ao devido processo legal, ao Fl. 124DF CARF MF Emitido em 14/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 14/08/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 10580.003400/200560 Acórdão n.º 180100.663 S1TE01 Fl. 122 7 contraditório e à ampla defesa (inciso LIV e inciso LV do art. 5º da Constituição da República Federativa do Brasil CR e Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972). Logo, não lhe cabe razão. A Recorrente solicita a realização de todos os meios de prova. Sobre a matéria, vale esclarecer que no presente caso se aplicam as disposições do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972. A legislação pertinente ao processo administrativo fiscal estabelece que a peça de defesa deve ser formalizada por escrito incluindo todas as teses de defesa e instruída com os todos documentos em que se fundamentar, precluindo o direito de a Recorrente praticar este ato e apresentar novas razões em outro momento processual, salvo a ocorrência de quaisquer das circunstâncias ali previstas. A Recorrente não apresentou a comprovação inequívoca de quaisquer fatos que tenham correlação com as situações excepcionadas pela legislação de regência, embora tenha sido previamente notificada para solucionar as pendências tributárias. Assim, a realização desses meios probantes é prescindível, uma vez que os elementos probatórios produzidos por meios lícitos constantes nos autos são suficientes para a solução do litígio. As formas instrumentais adequadas foram respeitadas e os documentos foram reunidos nos autos do processo, que estão instruídos com as provas produzidas por meios lícitos. Assim, a solicitação deve ser indeferida. A Recorrente diz que devem ser considerados os pagamentos efetuados a título de Simples efetuados antes do início da ação fiscal para fins de compensação com os valores objeto do lançamento. Sobre o lucro presumido, o RIR, de 1999, determina: Art.219. A base de cálculo do imposto, determinada segundo a lei vigente na data de ocorrência do fato gerador, é o lucro real (Subtítulo III), presumido (Subtítulo IV) ou arbitrado (Subtítulo V), correspondente ao período de apuração (Lei nº 5.172, de 1966, arts. 44, 104 e 144, Lei nº 8.981, de 1995, art. 26, e Lei nº 9.430, de 1996, art. 1º). [...] Art.224. A receita bruta das vendas e serviços compreende o produto da venda de bens nas operações de conta própria, o preço dos serviços prestados e o resultado auferido nas operações de conta alheia (Lei nº 8.981, de 1995, art. 31). Parágrafo único. Na receita bruta não se incluem as vendas canceladas, os descontos incondicionais concedidos e os impostos não cumulativos cobrados destacadamente do comprador ou contratante dos quais o vendedor dos bens ou o prestador dos serviços seja mero depositário (Lei nº 8.981, de real ou que se refiram a período no qual tenha se submetido ao regime de tributação com base no lucro presumido ou arbitrado. [...] Art. 923. A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais (Decreto Lei nº 1.598, de 1977, art. 9º, §1º). Fl. 125DF CARF MF Emitido em 14/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 14/08/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 10580.003400/200560 Acórdão n.º 180100.663 S1TE01 Fl. 123 8 A Recorrente fez opção pela tributação com base no lucro presumido com os respectivos pagamentos, fls. 03/24, que foram regularmente deduzidos dos créditos tributários constituídos nos presentes autos. Deve determinar a base de cálculo dos tributos aplicando o coeficiente sobre a receita bruta total auferida no período de apuração. Este foi o regime de tributação adotado pela Recorrente e que foi regularmente observado pelas autoridades fiscais, não sendo cabível no curso da ação fiscal a sua alteração. A receita bruta das vendas e serviços compreende o produto da venda de bens nas operações de conta própria, o preço dos serviços prestados e o resultado auferido nas operações de conta alheia e ainda os ganhos de capital, os rendimentos e ganhos líquidos obtidos em aplicações financeiras, as demais receitas, os resultados positivos e valores recuperados correspondentes a custos e despesas. Somente podem ser excluídos da receita bruta as vendas canceladas, os descontos incondicionais concedidos e os impostos não cumulativos cobrados destacadamente do comprador ou contratante dos quais o vendedor dos bens ou o prestador dos serviços seja mero depositário. Com base nos elementos disponíveis então por ela apresentados, a autoridade fiscal apurou o ilícito tributário da omissão de receitas fundamentada na Planilha elaborada pela Recorrente, fls. 28/35, oportunidade em que foram considerados os pagamentos efetuados dos tributos determinados com base no lucro presumido: IRPJ Trimestres do Ano Calendário de 2003 Valor da Receita – Auto de Infração R$ Valor do Tributo Apurado– R$ Valor do Tributo DCTF – R$ Pagamento Efetuado R$ Valor Lançado R$ 1º 501.026,55 6.012,33 0,00 0,00 6.012,33 2º 694.869,04 8.338,43 0,00 0,00 8.338,43 3º 960.067,75 13.183,37 7.309,90 7.309,90 6.891,47 4º 948.884,25 12.977,69 12.977,69 12.977,69 0,00 CSLL Trimestres do Ano Calendário de 2003 Valor da Receita – Auto de Infração R$ Valor do Tributo Apurado– R$ Valor do Tributo DCTF – R$ Pagamento Efetuado R$ Valor Lançado R$ 1º 501.026,55 5.411,09 0,00 0,00 5.411,09 2º 694.869,04 7.504,59 0,00 0,00 7.504,59 3º 960.067,75 10.368,74 6.578,91 6.578,91 3.789,83 4º 948.884,25 10.247,95 10.247,95 10.247,95 0,00 PIS Fl. 126DF CARF MF Emitido em 14/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 14/08/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 10580.003400/200560 Acórdão n.º 180100.663 S1TE01 Fl. 124 9 Meses do Ano Calendário de 2003 Valor da Receita – Auto de Infração R$ Valor do Tributo Apurado– R$ Valor do Tributo DCTF – R$ Pagamento Efetuado R$ Valor Lançado R$ Janeiro 105.642,65 686,68 0,00 0,00 686,68 Fevereiro 149.675,50 972,90 0,00 0,00 972,90 Março 245.708,50, 1.597,11 0,00 0,00 1.597,11 Abril 246.321,75 1.601,10 0,00 0,00 1.601,10 Maio 260.395,04 1.692,57 0,00 0,00 1.692,57 Junho 188.152,25 1.222,99 0,00 0,00 1.222,99 Julho 350.910,00 2.280,92 0,00 0,00 2.280,92 Agosto 303.348,0 1.971,77 1.971,77 1.971,77 0,00 Setembro 305.809,75 1.987,77 1.987,77 1.987,77 0,00 Outubro 264.338,00 1.718,20 1.718,20 1.718,20 0,00 Novembro 260.907,75 1.695,91 1.695,91 1.695,91 0,00 Dezembro 423.638,50 2.753,65 2.753,65 2.753,65 0,00 COFINS Meses do Ano Calendário de 2003 Valor da Receita – Auto de Infração R$ Valor do Tributo Apurado– R$ Valor do Tributo DCTF – R$ Pagamento Efetuado R$ Valor Lançado R$ Janeiro 105.642,65 3.169,28 0,00 0,00 3.169,28 Fevereiro 149.675,50 4.490,27 0,00 0,00 4.490,27 Março 245.708,50, 7.371,26 0,00 0,00 7.371,26 Abril 246.321,75 7.389,66 0,00 0,00 7.389,66 Maio 260.395,04 7.811,86 0,00 0,00 7.811,86 Junho 188.152,25 5.644,57 0,00 0,00 5.644,57 Julho 350.910,00 10.527,30 0,00 0,00 10.527,30 Agosto 303.348,0 9.100,44 9.100,44 9.100,44 0,00 Setembro 305.809,75 9.174,30 9.174,30 9.174,30 0,00 Outubro 264.338,00 7.930,14 7.930,14 7.930,14 0,00 Novembro 260.907,75 7.827,24 7.827,24 7.827,24 0,00 Dezembro 423.638,50 12.709,16 12.709,16 12.709,16 0,00 Em relação ao aproveitamento dos valores recolhidos a título de Simples relacionados à fl. 83, a Recorrente indica os valores dos recolhimentos efetuados no período que entende devam ser considerados para deduzir dos tributos devidos apurados de ofício: Mês do AnoCalendário de 2003 Valor Pago – Código 6106 – R$ Fl. 127DF CARF MF Emitido em 14/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 14/08/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 10580.003400/200560 Acórdão n.º 180100.663 S1TE01 Fl. 125 10 Janeiro 5.704,71 Fevereiro 8.681,18 Março 16.216,77 Abril 18.227,81 Maio 21.352,40 Junho 16.181,10 Agosto 30.178,26 Tendo em vista o princípio da moralidade administrativa (art. 37 da Constituição Federal), para efeito de pagamento, a pessoa jurídica poderá deduzir, do imposto apurado no período, o imposto de renda pago ou retido na fonte sobre as receitas que integraram a base de cálculo correspondente, seja por qualquer sistemática que tenha sido calculado. Por esta razão, a Recorrente faz jus à dedução dos valores recolhidos no período a título de Simples sobre as receitas que integraram a base de cálculo correspondente. O fato de estes recolhimentos terem sido efetuados por outra sistemática não impede o seu aproveitamento para fins de dedução do valores dos tributos apurados de ofício. Cabe ressaltar que a autoridade responsável pela execução do acórdão deve se certificar da efetividade destes recolhimentos antes de proceder à respectiva dedução. No que se refere à interpretação da legislação e aos entendimentos doutrinários e jurisprudenciais indicados na peça recursal, cabe esclarecer que somente devem ser observados os atos para os quais a lei atribua eficácia normativa, o que não se aplica ao presente caso (art. 100 do Código Tributário Nacional). Em relação aos princípios constitucionais que a Recorrente aduz que supostamente foram violados, cabe transcrever o enunciado da Súmula CARF n° 2, que é de adoção obrigatória (art. 72 do Anexo II da Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009, que aprova o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF), e que assim determina: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Logo, este argumento não pode prosperar. Atinente ao PIS, à Cofins e à CSLL, tratandose de lançamentos decorrentes, a relação de causalidade que informa os procedimentos leva a que os resultados do julgamento dos feitos reflexos acompanhem aqueles que foram dados ao lançamento principal de IRPJ. Em face do exposto voto por dar provimento em parte ao recurso voluntário para que os valores recolhidos na sistemática do Simples sejam considerados e excluídos dos valores dos tributos lançados. Cabe ressaltar que a autoridade administrativa responsável pela execução do acórdão deve se certificar da efetividade destes recolhimentos antes de proceder à respectiva dedução. (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Fl. 128DF CARF MF Emitido em 14/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 14/08/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 10580.003400/200560 Acórdão n.º 180100.663 S1TE01 Fl. 126 11 Fl. 129DF CARF MF Emitido em 14/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 14/08/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES
score : 1.0
Numero do processo: 10980.008916/2005-98
Data da sessão: Wed Jan 26 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calenddrio: 2002, 2003
NULIDADE DO LANÇAMENTO
Não restou caracterizada. nenhuma das hipóteses que poderiam macular a autuação pelo vicio da nulidade, conforme previsto no art. 59 do Decreto 70.235/1972 - PAF, quais sejam, lançamento realizado por pessoa incompetente ou cerceamento do direito de defesa,
ASSUNTO: IMPOST() SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - I.RPJ
Ano-calendário: 2002, 2003
OMISSÃO DE RECEITAS DEPÓSITOS BANCÁRIOS CUJA ORIGEM
NÃO MI COMPROVADA
Caracterizam omissão de receitas os valores creditados em contas de depósito ou de investimento mantidas junto a instituições financeiras, em relação aos quais a interessada, regularmente intimada, não comprova, mediante
documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados.
ARBITRAMENTO DOS LUCROS - ESCRITURAÇÃO IMPRESTÁVEL
A escrituração completamente imprestável para identificar a eletiva movimentação financeira, inclusive bancária, e também para determinar o
lucro real, enseja o arbitramento dos lucros.
TRIBUTAÇÃO REF LIAA - CSLL, PIS e COFINS
Estende-se aos lançamentos decorrentes, no que couber, a decisão prolatada
no lançameato matriz, em razão da íntima relação de causa e efeito que os
vincula..
Numero da decisão: 1802-000.780
Decisão: Acordam os membros do eolegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado
Nome do relator: JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORRÊA
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calenddrio: 2002, 2003 NULIDADE DO LANÇAMENTO Não restou caracterizada. nenhuma das hipóteses que poderiam macular a autuação pelo vicio da nulidade, conforme previsto no art. 59 do Decreto 70.235/1972 - PAF, quais sejam, lançamento realizado por pessoa incompetente ou cerceamento do direito de defesa, ASSUNTO: IMPOST() SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - I.RPJ Ano-calendário: 2002, 2003 OMISSÃO DE RECEITAS DEPÓSITOS BANCÁRIOS CUJA ORIGEM NÃO MI COMPROVADA Caracterizam omissão de receitas os valores creditados em contas de depósito ou de investimento mantidas junto a instituições financeiras, em relação aos quais a interessada, regularmente intimada, não comprova, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados. ARBITRAMENTO DOS LUCROS - ESCRITURAÇÃO IMPRESTÁVEL A escrituração completamente imprestável para identificar a eletiva movimentação financeira, inclusive bancária, e também para determinar o lucro real, enseja o arbitramento dos lucros. TRIBUTAÇÃO REF LIAA - CSLL, PIS e COFINS Estende-se aos lançamentos decorrentes, no que couber, a decisão prolatada no lançameato matriz, em razão da íntima relação de causa e efeito que os vincula..
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Recorrida 3 TURMA/DRI-RIO DE JANEIRO/RJ I ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-cal enddrio: 2002, 2003 N ti LI D A DE DO LANÇAMENTO Não restou caracterizada. nenhuma das hipóteses que poderiam macular a autuação pelo vicio da nulidade, conforme previsto no art. 59 do Decreto 70.235/1972 - PAF, quais sejam, lançamento realizado por pessoa incompetente ou cerceamento do direito de defesa, ASSUNTO: IMPOST() SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - I.RPJ Ano-calendário: 2002, 2003 OMISSÃO DE RECEITAS DEPÓSITOS BANCÁRIOS CUJA ORIGEM NÃO MI COMPROVADA Caracterizam omissão de receitas os valores creditados em contas de depósito ou de investimento mantidas junto a instituições financeiras, em relação aos quais a interessada, regularmente intimada, não comprova, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados. ARBITRAMENTO DOS LUCROS - ESCRITURAÇÃO IMPRESTÁVEL A escrituração completamente imprestável para identificar a eletiva movimentação financeira, inclusive bancária, e também para determinar o lucro real, enseja o arbitramento dos lucros. TRIBUTAÇÃO REF LIAA - CSLL, PIS e COFINS Estende-se aos lançamentos decorrentes, no que couber, a decisão prolatada no lançameato matriz, em razão da íntima relação de causa e efeito que os vincula.. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Processo IC 1098() 00891 /2005-)8 SI - I E02 Aci.mrio ii 1802-00.780 H 471 Acordam os membros do eolegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado 4ster Karqu- „s Preskkj14' --- 9g16 de Oliveira I , erraz Cortéa - Relator. EDITA DO Participaram da sessão de j9kjamento os conselheiros: Ester Marques I,ins de Sousa, Joao haneiseo Bianco, Jose de / hyena Ferraz Corrêa, Edwal Casoni de Paula Fernandes junior, Nelso Kiebel e And1 .6 Almeida Blanco, Process() n' 10980 008916/2005-98 S1-11412 Ac6n150 n." 1802-110„780 1' I. 172 Relatório Trata-se de Recurso Voluntário contra decisão da Delegacia da Receita 'Federal de Julgamento no Rio de Janeiro/Ri E , que considerou procedente o lançamento realizado para a constituição de crédito tributário relativo ao Imposto sobre a Renda da Pessoa da Jurídica IRPI, Contribuição para o Programa de Integração Social — PIS, a Contribuição Social sobre o lucro Liquido - CSLL e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - CORNS, conforme autos de infração de lis. 245 a 284, nos valores de R$ 72.408,95, R$ 32.947,15, R$ 54,306,70 e R$ 152,065,55, respectivamente, incluindo-se nesses montantes a multa de 75% e os juros moratórios. Os fundamentos destas exigências estão indicados no Termo de Verificação Fiscal de fls. 241 a. 244, nos seguintes termos: ( 1) 0 Contribuinte notificado do procedimento fiscal mediante recebintento do Mandado de Procedimento Fiscal em 08/03/2005, tendo nesta data também recebido Terino de Inicio de Fiscalização, doc..11s 03 a o4 2) A empresa apresentou ã . fiscalização os livros diários n`!s 1 e 2, referente a escrituração dos anos caiendários de 2002 e 2003, fotocópias dells. 80 a 153, extratos bancários da movimentação financeira estando incluido nos extratos a movimentação de cartões de crédito, relativo aos recebimentos de vendas, doe. firs.. 09 a 50.. Foi apresentado, ainda, arquivo magnético da movimentação de cartões de créditos e documentos de recolhimento do MSS relativo it . filha dc pagamentos dos empregados, fotocópias doe, .11s,56 a 79 3) Juntamente coin os documentos da empresa fiscalizada, tinam entregues livros fiscais de entrada e saida da empresa Chiesa Sr. Chiesa Lida, C1VP101..249. 163/0001-75, doe fls. 161 a 207, cujas operações de compra e venda estão contabilizadas de . forma globalizada nos livros Diário da empresa Churrascaria Choro/es Lida. 4) A empresa transcreveu nos livros diário números I e 2, relativo aos anos calendários de 2002 e 2003, balancetes trimestrais com apuração do Imposto de Renda pelo lucro presumido 5) 0 contribuinte fiscalizado Churrascaria Charolcs Ltda. apresentou Declaração do Imposto de Renda - DIPJ, nos anos calendários de 2002 e 2003, como einpresu Inativa, doe. fls.51 55. 6) Consta dos diários da fiscalizada, notas explicativas onde o contribuinte 4:ulna que as duas empresas pertencem ao rues mo gr impo c ainda as seguintes informações. Process() 11" I 0980 0089 6/2005-98 I10O2 Acórcho n "1802-00,780 Fl 473 a) qua os empregados estão registrados am nome da fiscaliz(ida Chin rascaria Chato/es Lida ; b) a movinientação bancária fin efetuada em nome da fiscalizada Churrascaria (_har°les () as conwras e as vendas foram (..filliadas em nome da empresa (.'hiesa d Chicsa Lida , (1) que os impostos incidentes sobre a receita .fin'orn recolhidos pela Chiesa á. Chiesa Lida. 7) Procedendo análise dos créditos bancários relativos aos depósitos e operações de recebimento com cartão de crédito, confOrme consta d()): extratos bancários, doe fls 09 a5), coma corrente 111" 37 159-9, em nome da fiscalizada Chin rascaria Charoles Ltda , na agenda 1197-5 do banco Btadcsco, confrontados coin o arquivo magnético fornecido pelo contribuinte relativo à movirrientação com aorta() de crédito, verificamos qua os créditos não são coincidentes de datas e valores corn as operações de vendas registrodas nos livros fiscais da empresa Chiesa Chiesa Ltda lançados de forma globalizada no livro diário da fiscalizado Onnplementando, verificamos qua não foi constatado lançamentos de contrapartida entre as operações de venda de uma empresa a as recebimentos de outra, coincidentes de data e valor, sela por nota fiscal ou poi lançamento diário. Assim, intimamos a fiscalizada, conforme termo de 211/212, a comprovar origem das recursos re/ativos (las créditos efetuados em sua coma bancário. . Omissflo de Receita Arão comprovada a origem (10.5 créditos, os valores relacionadas nos dernonstrativos de 11s. 213 a 239, rekrentes a movimentação de cartão de créditos, depostos e °Lams créditos, foram caracterizados como omissão de receita, na fin-ma do artigo 287 do Regulamento tIo Impo.sto de Renda, aprovado pelo Decreto n" 3.000, de 06/03/99. ) Deselas8ificaciio da Escrita - Tendo ern vista que a empresa escriturou nos livros diários operações de compra e venda referente a notas fiscais emitidas por outro empresa a, ainda, procedeu no livro diário lançamento.s de compra e vando por totais mensurs, fieou caracterizado que a escrituração pos.sui eit'os' e vícios qua a tornam imprestável, inclusive para identilicar a efetiva movimentação bancária Assim. procedemos desclassificação da escrita na forma do artigo 5.30, inciso tetra "a", a em decor-rem-la /icon o contribuinte .sujeito a forma de tributação com base 170A critérios do lucro arbitrado Arbitramento do Lucro — Constatada a omissão de raccita e não o'er-cantos a tributação, fica o contribuinte strjelto ao arbitrament() do lucro na finina dos artigo.s 288, .532 e..5.37 do Process() 110 10980 00891(V2005-98 11:02 Ad)f(b) 11.' 1802-0(1,780 H. 474 Rewdamento do Impost() de Renda, aprovado pelo eto 3 000 de 06 03 99 Tributação Refleya 4purada U missdo de receita fica o contribuinte stqeiki à !fibula:0o retlexa da Contribuição Social Solve o [per° Liquido CSLL, Programa do Integração Social PIS e Contribuição paid o Financiamento da Seguridade Social -- CONATS, confinlne autos de infração lavrados nesta data Instaurada a fase litigiosa, corn a impugnação de fls. 287 a. 304, e conforme descrito na decisão de primeira instância, Acórdão n" 1.2-19.407 (ils 366 a. 374), a Contribuintc apresentou os seguintes argumentos: - é nulo o auto de inflação lançado, vez que não atendidos os requisitos do art, 142 da Lei tr) 5.172, de 25 de outubro de 1966 - Código Tributário Nacional (CTN), haja vista o crédito tributário da obrigação principal já ter sido quitado à prescrição legal; - se há erros ou vícios na escrituração contábil, certo é que a mesma não se torna, imprestável, sendo passível de correções a encargo da autoridade .fazendaria, nos termos do art.. 172, inciso -IL do CTN, observados pelo Senhor Auditor Fiscal no presente caso; - os valores referidos no Auto dc Infração como outros créditos de R$ 617,304,57, silo inerentes aos mesmos valores depositados anteriormente através da movimentação com cartões de crédito, que apenas foram sacados para eventuais programas de despesas operacionais e, posteriormente, depositados novamente na mesma conta corrente. On seja, o montante de R$ 617,304,57 consta em duplicidade na planilha de cálculo) do auditor fiscal, pois já foi considerado wino depósito oriundo de cartões de crédito na mesma planilha; - nos anos-calendário de 2002 e 2003, a receita total considerada deve ser de R$ 1.245297,77, tributando-se apenas o valor de R$ 472.533,79, conforme demonstrativo as ils. 289; - devem ser deduzidos dos Autos de Infração os valores dos impostos provisionados na contabilidade (planilha anexa), tendo em vista, que já. foram pagos ou. parcelados; - são incabiveis os valores finais exigidos, bem como inconsistentes as multas aplicadas; Ao final da impugnação, a Contribuinte pediu a nulidade do leito, ou a remissão total ou parcial do crédito, ou a compensação dos valores pagos. O relatório da decisão recorrida também. registra. que com a impugnação foram apresentados os seguintes documentos: a) demonstrativo mensal dos valores contabilizados em 2002 e 2003 (15.291/292); b) demonstração do resultado do exercício 2002 e 2003 (fls.293 e 299); e) razão anal file() do Pis a recolher 2002 e 2003 (11s.294 e 300); Process() n" 10980 008916/2005-98 S -• I • lije Acónkio 1802-00.,780 Fl. 475 (I) razdo analítico da Colins a recolher-- 2002 e 2003 (fl s. 295 e 301); e) razao analítico da GSM, a pagar 2002 e 2003 (11s,296 e 302); I) razao analítico do Imposto de Renda a Pagar — 2002 e 2003 (11.s.297 e 303); g) razao atlantic° da Receita corn Vendas 2002 e 2003 (t1s. 298 c 304). Como mencionado, a DIU Rio de Janeiro/RJ 1 considerou procedente o lançamento, expressando suas conclusões corn a seguinte ementa: ASSUNTO' PROCESSO ADMINIS1RA11V0 FISCAL Ano-calendório 2002, 200.5 PRO VA /140/i/LN/ 0 DE APRESEN1ACAO A prova documental den: .ser apresentada na impugnaçao, preeluindo o direito de o impugnante /azê-lo em outro momento proces.sual As alegações desprovidas de prova nao produzem efeito em .sede de processo administrativo fiscal NULIDADE A U10 DE MP RACA -0. NJ° provada violaeao disposições do artigo 142 do Código Tributário Nacional, tampouco as dos artigos 10 «59 do Decreto 11 0 70.235, de 1972, nao hó que .se Mar em nulidade do laneamento. ASSUNTO.. IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA Ano-calendório.. 2002, 2003 ESCRITURACJO IMPI?EST/ÍVEL ARBITRAMENT() BASE DE CAL( (ILO OMISS,I0 DI REC141AS DEPOST1OS BANC:A RIOS A mprestabilidade da escrituraeao autoriza o arbitramento do lucro, cuja base pode .ser o montante dos créditos bancários cuja origem nao restou comprovada. CAE PIS COHNS. TRIBUTACATO RETTEXA Inexistindo matéria especifica, de Jato ou de direito a ser examinada, aplica-se i exigência reflex(' o mesmo tratamento dispensado ao lançamento do IRP.J. por força da relaçao de causa e .frito que 0.s vinca/a. MULTA DE 0171C10 SETEM A E CINCO POR CANTO Decorre de mandamento de lei a aplicaVio da multa de 7.5% (setenta e cinco por cento) em caso de lançamento de oficio Lançamento Procedente Process° n" 10980 008916/2005-9 8 SI-I E02 Ac("A -crio n 1802-00.780 II 476 Inconformada coin essa decisão, da qual tomou ciência em 13/06/2008, a Contribuinte apresentou em 15/07/2008 o recurso voluntário de fl.s. 390 a 396, onde desenvolve os seguintes argumentos: - é nulo o auto de infração lançado, vez que não atendidos os requisitos do art. 142 do Código 'fributário Nacional, haja vista o credito tributúrio da obrigação principal já ter sido quitado a prescrição legal; - os depósitos valorados em R$ 617.304,57 são oriundos dc depósitos efetuados a partir dos próprios valores de cartão de crédito, que .foram originalmente sacados para a cobertura de pagamento de despesas operacionais, e posteriormente depositados em conta corrente, Ott seja., O montante de R$ 617,304,57 consta em duplicidade na planilha de cálculo do Auditor Fiscal, pois já foi considerad.o como deposito oriundo de cartões de credito na mesma planilha; - por mais que .fosse desconsiderada a Receita Contábil de R$ L245.297,77, conforme registro em Diário, o arbítrio do Estado não poderia ultrapassar o valor de R$ 1.717.8.31,56, que se refere ao valor total recebido por cartões de crédito.. Logo, o valor lançado em auto de .intiução, para o arbitramento da Receita foi de R$ 2.335..136,13, ou. seja, o valor total de todas as entradas na coati corrente, sejam elas por simples deposito de valores sacados ou por entradas de cartão de crédito; desta forma, o valor a ser considerado para fins de auto de in fração, visto a origem dos recursos, é o valor de R$ L.717.83 .1,56 referente aos cartões de crédito,. claramente abusivo o poder da autoridade em propor um valor total de RS 2,335.136,13 de faturamento, sem a vineulação direta do fato; - é descabida a argumentação do auditor em considerar os livros imprestaveis para fins de fiscalização, visto existir Diário e Razão das movimentações ocorridas na empresa; - é descabida a informação de que os valores não são coincidentes de data e É praticamente impossível conciliar cada movimento de consumidor cam as entradas dos referidos créditos de cartão em conta corrente, Precisaria notoriamente de um exército para o controle e vinculação de cada lançamento, o que inviabiliza totalmente qualquer atividade de pequeno porte (financeiro), como é o caso da Churrascaria Charoles; - o art. 128 do CM deixa claro que pode ser atribuida a terceiro responsabilidade pelo crédito tributário; - está evidente no processo instaurado que a Pessoa Jurídica Churrascaria Charoles e a. Pessoa Jurídica Chiesa & Chiesa, mesmo contendo distintos CNN's, estão sob uma mesma instalação, e são sim consideradas como grupo econômico (FAMILIAR) para efeitos legais, sendo assim solidária em seus créditos e débitos; - realmente ocorreu uma falha na manutenção da conta corrente em nome da. Churrascaria Charoles, obviamente por se tratar de empresa de pequeno porte, onde o trabalho o principal capital de seus sócios, situação em realidade na sociedade brasileira; - mas em várias fiscalizações, tributárias, trabalhistas ou civis em geral, quando se Faz necessária a execução do devedor, o judiciário não obsta em reconhecer o grupo fl 7 Procvsso110 10980. 008916/2005-98 SI-TE02 Acórdao ri " .1802-00:780 11 T77 econômico, levando Os seus integrantes a execução necessária.. De outro lado, é completamente injusto a análise fria e formal quando se trata de direitos do contribuinte; - a Recorrente pede que seja considerada a receita já. recolhida e tributada da Chiesa & Chiesa, que está declarada para fins fiscais para a Receita Federal do Brasil, pois esta receita configura o mesmo período alvo do auto de infração; - éjusto considerarmos a receita de R$ 1.717.831,56 de base de cálculo, deduzindo o valor já declarado aos calks públicos pela Chiesa & Chiesa, de R$ 1,245,297,77, restando assim um valor de R$ 472,533,79 a ser alvo do auto de infração; - pelo art„ 165 do CTN, quando imão oriundo do lato gerador, o impost° pode ser restituido ou compensado. Assim, o valor já declarado deve ser reduzido da ação principal; - a multa aplicada deve ser excluida ou reduzida„ Este é o Relatório. Process() n' I 0980 008916/2005-98 Si -JEW A c4::wcI5o 1802-00.780 11 478 Voto Conselheiro Relator, Jose de Oliveira Ferraz. Correa Portanto, dele decorrente de comprovada.. 1R PJ e CSLI,, 0 recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para a sua admissibilidade. tomo conhecimento, Conforme relatado, o litígio diz respeito a exigência de MN e reflexos omissão de receita veri ficada a partir de depósitos bancários com origem na() O lançamento abrangeu fatos geradores ocorridos em 2002 e 2003, e para o foi realizado com base no lucro arbitrado. A alegação de nulidade do auto de infração é improcedente, posto que não configurada nenhuma das hipóteses previstas no art, 59 do Decreto n" 70,235/1972 -- PAF, quais sejam, lançamento realizado por pessoa incompetente ou cerceamento do direito de defesa. Não há qualquer.. sentido na alegação de prescrição, primeiramente porque estamos tratando de lançamento de oficio, e o prazo que corre antes deste ato 6. de decadência, e não de prescrição. Alem disso, o lançamento foi realizado em 17/08/2005, portanto, em uma data perfeitamente válida para a constituição de créditos tributários relativos a fatos geradores ocorridos em 2002 e 2003. Deste modo, a preliminar deve ser rejeitada. Quanto ao mérito, o primeiro problema a ser examinado é a desconsideração dos livros apresentados, que deu causa ao arbitramento dos lucros, Merecem ser transcritas as consid.eraçaes contidas no voto que orientou a decisão recorrida: 26 Trata-se de arbitramento de lucro, corn lidcro no disposto no art. 530, inciso II, do RIR/1999, que assim determina - 530. 0 impost°, devido trimestralmente, no decorrer do ano- calendário será determinado coin base nos critérios do lucro arbitrado„ quando.- II - a cseriturwiio a que estiver obrigado o contribuinte revelar indícios de fraudes ou contiver vícios, erros ou delieOicias que a tornem imprestável para identificar a efctiva MOVitilenta(j0 final weir a , inclusive bancária; ou 9 Processo rI 10980.00i1916/2005-98 Si -TE02 Acórctio ii "1802-00:780 1.1 d79 b) determiner" o lucro real 27 Segundo o reproduzido no relatório, a escrituração do intere.s.sado inclui nota .s fiscais emitidas poi - terceiro.s e as .suas cantinas e vendas fOrain escrituradas pen totais mensais. Consta, também, que it movimentação &mania é efetuada pelo interessado, enquanto que as compras, vendas e recolhimentos de impostos sac) efetuados em nome de.' outra pessoa jurídica 28 Alega o interessado que tais l'icios são passíveis dc ctificaOes a cargo da I autoridade fiscal. 29 Não Ihe assiste razao È devei legal da pessoa juridica sujeita a tributa (ão corn base no lucro real mantel escritutaç..ão com obediência aos preceitos do legislação comercial e fiscal e, ainda, aos princípios de contabilidade geralmente aceitos, entre eles, o da entidade, que afirma que cada pessoa jurídica configura unidade patrimonial, o que a distingue das demais pessoa.s jurídicas, ainda que estas se tratem de .suas coligadas ou controladas.. 30. Por isso o registrode notas jeiscais de terceiros, como se de sua emissão fb.s.sem - circuriskinciia agravado pelo fate de o registro ser pelo valor total e sem livros' auxiliares, .sublinhe-se tornam imprestavd a escrituração do interessado para fins de determinação dos ti ibuto.s devidas 31 Note-se, ainda, que, ratificando a impre.stabilidade da escrita, tent-se que, de acordo com o termo de verificação (11.s.242), ao proceder a analise dos extratos bancario.s, relativamente a depósitos e operayie.s de recebimento corn car la° de crédito, eon fiontando-os corn os arquivos magnéticos enviados pelo interessado, o autuante constatou que os crédito.s não Marl coincidentes em datas e valores corn as operaçães de vendas registrada.s nos livros de outra pessoa juridic(' (Chiesa ('hieso Lida), que haviam sido lançados de few-Jim globalizada nos livros do interessado 32 Imprestavel a eserita, e não comprovadas as origens dos créditos, outra alternativa não coube ao autuante senão a de aplicar a regra vazada no sobredito artigo 530 do RIR/1999, que autoriza o arbitramento A Contribuinte não trouxe qualquer elemento capaz de refutar os fundamentos acima transcritos, motivo pet() qual também os adoto na presente decisão, para tins de manutenção do arbitrament.° dos lucros, Ainda sobre as condições da documentação apresentada vela Contribuinte, mas ja adentrando nas questões relativas ii apuração da base de calculo dos tributos, entendo importante destacar o conteúdo da intimação fiscal de fis. 211/212, entregue à Contribuinte ern 13/06/2005: No exercício das funções de Auditores-Piscais da .Receita Federal, ( INTIMAMOS O contribuinte acirra identificado, no prazo de 20 (vinte) dias a cornea do recebimento da presente Processo IV 10980 00891612005-98 S IT FM2 AcOrd5o ri " 1802-0O .780 FL 480 intimação, a prestar OS seguitues esclarecimentos, conforme .se segue, - Comprovar a origenz dos recurso.s relativo aos créditos fiancários, conform(' relação anexa ei presente intimação, !1s03 a 27, referente aos depósitos e movimentação com cartões de créditos lançados na coma corrente n" 37.1.59-9 do Banco Bradesco, agência 1197-5 e registrados 110 livro Diário n° 1 e 2, da empresa acima identifi cada, relativo aos anos calendários de 2002 e 2003 Os lançamentos dos créditos deverão ser coincidentes de dams e valores com as operações comerciais, mediante apresentação de documentos hábeis e idôneos. - Ressaltamos que não foi possível comprovar a veracidade das infinmacões Constant:es das notas explicative's que constam dos Diário da ,fiscalizada, tendo em vista que os valores relerente às ;rotas fiseais de saidas escrituradas 1108 livros fiscais da empresa ("hies(' (S'c. 1,tda , apresentados ao fisco, não seio coincidentes (le datas e valores com os credites bancários escriturados pela empresa fiscalizada.. - Para atendimento da presente intimação estamos devolvendo nesta data os extratos bancários conta corrente n° 37 159-9 do Banco Bradesco, agência 1197-5 e Os livros Diário da . fiscalizada , r*tvnie aos anos de 2002 e 200$ , bem corn() as livros fiscais de entrada e said(' da empresa Chiesa & Chiesa 1/da, „ relativo aos anos de 2002 e 2003.. A resposta a esta intimação foi apresentada pela Contribuinte em 17/08/2005, nos seguintes termos: Os reCtIK.S'OS relativos aos créditos bancários referentes aos. depósitos e movimentações com cartões de crédito lançados na conta corrente n" 37.159-9 da agência n° 1197-.5 do Banco Bra(lesco estão devidamente registrados em livros próprios e estão à disposição do Fisco Federal em seu estabelecimento. Devo ressaltar que a Fiscalização ainda procurou conciliar os registros dc vendas contidos nos livros da empresa Chiesa & Chiesa ILtda corn Os ingressos realizados na conta bancaria da autuada, mas constatou que não havia coincidência de datas e valores entre eles. Quanto a essas divergências, a Recorrente apenas alega o seguinte: Ora, sejamos diretos-, é praticamente impassivei conciliar cada movimento dc consumidor com as entradas dos referidos créditos (Jr cartão em conta corrente. Precisaria notoriamente de urn exército para o controle e vinculação de cada lançamento, o que inviabiliza totalmente qualquer atividade de pequeno porte (financeiro), corno é o caso da Churrascaria Charoles Nesse ponto, é oportuno novamente destacar os problemas verificados em relação à documentação contabi I e fiscal da Recorrente: Processo n" 10980 008916/2005-98 Accirchlo n " 1802-00,780 F l 481 - a Recorrente transcreveu nos Livros Diario números 1 c 2, Tel ativo aos anos-calendário de 2002 e 2003, Balancetes trimestrais com a.puração do Imposto de Renda pelo Nero presumido„ mas apresentou para estes mesmos períodos Declaração do Imposto de Renda - D WI como empresa inativa; - os empregados estariam registrados em nome da fiscalizada„ Churrascaria Charoles Ltd a; - as compras e vendas teriam sido efetuadas em nome da empresa Chiesa & Cbiesa IAida .; - as opera.y6es de compra e venda da empresa Chiesa & Chiesa. Ltda. estariam contabilizadas de forma globalizada nos livros Diário da empresa Churrascaria Chart)les Ltda.; e - os impostos -incidentes sobre a receita teriam sido recolhidos pela Chiesa & Chiesa Ltda Vê-se que apesar das condições acima, o que poi Si só já .bastaria para I undamental o lançamento sob exame, a Fiscalização ainda procurou identificar coincidências, de modo a compatibilizar as vendas registradas pela empresa Chiesa & C1 -nesa Ltda. com os ingressos na conta bancária da Recorrente, mas nem isso foi possível. Nestes termos, definitivamente, não há como acatar o argumento calcado na idéia de grupo econômico, para tins dc deduzir da base de cálculo autuada a receita já tributada pela empresa Chiesa & Chiesa Lida,, ou descontar os tributos jd recolhidos por aquela. A Recorrente também não apresentou qualquer elemento pala comprovar que os depósitos no valor de R$ 617.304,57, referentes aos outros ingressos, não decorrentes de cartão dc crédito, estariam cm duplicidade na plandha da Fiscalização.. Vale lembrar que de acordo com o art. 42 da Lei 9..430/1996: Art. 42. Caracierizam-se tainbcíln omis.sao de receita ou de rendimento os valores creditadas em conta de depósito ou de inveslimenlo mantida junto a instituivio financeira, em relekiio aos quais o titular., pessoa fisica ou . furidica, tegularmente intimado, mi.o comprove, mediante doeumentacao hZtbil e iddnea, origem dos recursos utilizadas nessas operações ()cone ai uma inversão do ônus da prova, do qual a Recorrente rido se desincumbiu corn o simples argumento de que os depósitos de R$ 617,304,57 fed am origem nos próprios valores recebidos por cartão de crédito, posto que corresponderiam a. valores sacados para a cobertura de despesas operacionais, e, posteriormente, depositados na mesma conta corrente. Nesse sentido, a planilha dc lis 235 a 2.39 indica "deposit() cheque" ou "deposito dinheiro" como histórico para a maioria. destes outros ingressos na conta bancária da Recorrente, o que também compromete os argumentos trazidos na peça de defesa. 12 b K.le Oliveira Fer az Correa-- Proccsso n" 10980 008916/2005-98 Si- VE02 Acórc156 n ' 1802-00,780 171 482 Finalmente, registro que o lançamento de oficio sempre é acompanhado da multa de 75%, por expressa disposição legal contida no art, 44 da Lei 9..430/1996, Portanto, não há como allista-la ou reduzi-la. Diante do exposto, voto no sentido de rejeitar a preliminar de nulidade, e, no mérito, nego provimento ao recurso. 13
score : 1.0
Numero do processo: 13055.000283/2001-95
Data da sessão: Tue Mar 27 00:00:00 UTC 2007
Ementa: CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. INDUSTRIALIZAÇÕES POR ENCOMENDA. CÔMPUTO DO VALOR DA INDUSTRIALIZAÇÃO.
No cálculo do crédito presumido de IPI devem ser considerados
os valores referentes às industrializações promovidas por
encomenda.
AQUISIÇÕES DE INSUMOS FRENTE A COOPERATIVAS.
As aquisições de insumos feitas perante cooperativas devem ser
computadas no cálculo do crédito presumido de IPI.
SELIC. RESSARCIMENTO.
A Selic deve ser computada ao valor do ressarcimento postulado
por conta do crédito presumido de IPI.
Recurso provido.
Numero da decisão: 203-11.923
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de
Contribuintes, em dar provimento ao recurso, nos seguintes termos: I) por maioria de votos, em dar provimento em relação à industrialização por encomenda. Vencidos os Conselheiros
Odassi Guerzoni Filho e Antonio Bezerra Neto; 11) por unanimidade de votos, em dar provimento quanto às aquisições das cooperativas. Os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Odassi Guerzoni Filho e Antonio Bezerra Neto votaram pelas conclusões (período de apuração posterior à revogação da isenção concedida às mesmas); e 111)por maioria de votos, em dar provimento quanto à atualização monetária (Selic), admitindo-a a partir da data de protocolização do pedido de ressarcimento. Vencidos os Conselheiros Antonio Bezerra Neto, Odassi Guerzoni Filho e Emanuel Carlos Dantas de Assis.
Matéria: IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
Nome do relator: Cesar Piantavigna
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ementa_s : CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. INDUSTRIALIZAÇÕES POR ENCOMENDA. CÔMPUTO DO VALOR DA INDUSTRIALIZAÇÃO. No cálculo do crédito presumido de IPI devem ser considerados os valores referentes às industrializações promovidas por encomenda. AQUISIÇÕES DE INSUMOS FRENTE A COOPERATIVAS. As aquisições de insumos feitas perante cooperativas devem ser computadas no cálculo do crédito presumido de IPI. SELIC. RESSARCIMENTO. A Selic deve ser computada ao valor do ressarcimento postulado por conta do crédito presumido de IPI. Recurso provido.
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DRJ em Porto Alegre - RS 2UCC-MF FI. J~6 _fi- " • • CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. INDUSTRIALIZAÇÕES POR ENCOMENDA. CÔMPUTO DO VALOR DA INDUSTRIALIZAÇÃO. No cálculo do crédito presumido de IPI devem ser considerados os valores referentes às industrializações promovidas por encomenda. AQUISIÇÕES DE INSUMOS FRENTE A COOPERATIVAS. As aquisições de insumos feitas perante cooperativas devem ser computadas no cálculo do crédito presumido de IPI. SELIC. RESSARCIMENTO. A Selic deve ser computada ao valor do ressarcimento postulado por conta do crédito presumido de IPI. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: INDÚSTRIA DE PELES PAMPA LTDA. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, em dar provimento ao recurso, nos seguintes termos: I) por maioria de votos, em dar provimento em relação à industrialização por encomenda. Vencidos os Conselheiros Odassi Guerzoni Filho e Antonio Bezerra Neto; 11) por unanimidade de votos, em dar provimento quanto às aquisições das cooperativas. Os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Odassi Guerzoni Filho e Antonio Bezerra Neto votaram pelas conclusões (período de apuração posterior à revogação da isenção concedida às mesmas); e 111)por maioria de votos, em dar provimento quanto à atualização monetária (Selic), admitindo-a a partir da data de protocolização do pedido de ressarcimento. Vencidos os Conselheiros Antonio Bezerra Neto, Odassi Guerzoni Filho e Emanuel Carlos Dantas de Assis. Sala das Sessões, em 27 de março de 2007. 4.:l,,~~u, ÁAtànio erra Neto pres;;enre_ ce~na Relator ,. ,RS NOVO HAMBURGO DRF FL250 Processo n° Recurso na Acórdão n° Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes 13055.000283/2001-95 135.417 203-11.923 2U CC-MF FI. 141 I Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Sílvia de Brito Oliveira, Valdemar Ludvig e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Eric Moraes de Castro e Silva. Eaal/inp • • 2 lo "RS NOVO JJAMJJURGODRF }:J.251 Processo n° Recurso n° Acórdão n° Recorrente Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes 13055.000283/2001-95 135.417 203-11.923 INDÚSTRIA DE PELES PAMPA LTDA. RELATÓRIO 2U CC-MF FI. .24frJ i • • Pedido de ressarci.mento, baseado no crédito presumido de IPI (fls. 01 e 48), apresentado em 10/1212001, solicitou o pagamento da importância de R$ 273.825,46. O pedido vinculou-se ao período de 07/01 a 09/0l. À postulação foram associadas pretensões compensatórias (fls. 35, 41,42 e 43) . Parecer (fls. 49/51) opinou pelo deferimento parcial da postulação, pois vislumbrou que custos de industrializações feitas por outras empresas (industrialização por encomenda) não poderiam integrar a base de cálculo do incentivo, bem como que a contribuinte não procedeu à exclusão do valor de IPI das receitas operacionais, além de não ter considerado as repercussões das devoluções na receita de exportação e na receita operacional bruta. Despacho decisório, na linha do parecer expedido sobre a matéria, deferiu o ressarcimento no montante de R$ 190.918,54 (cento e noventa mil, novecentos e dezoito reais e cinqüenta e quatro centavos). Impugnação (Manifestação de Inconformidade), juntada às fls. 58/76, sustentou que o custo de industrializações por encomenda seriam computáveis na base de cálculo do incentivo por força do que estabelecido no artigo 20 da Lei 9.636/96. Questionou, por outro lado, a ausência de motivação da exclusão do montante de R$ 278.234,38 do montante do benefício, que decorreria de IPI relacionado às receitas operacionais e devoluções de compras. Na linha do que sustentou acerca da industrialização por encomenda, insurgiu-se à glosa das aquisições feitas frente a cooperativas. Finalmente, postulou a atualização do crédito ressarcível pela selic . Em vista de afirmação feita na "impugnação", de que industrializações por encomenda teriam sido procedidas com insumos adquiridos pelas empresas que delas se ocuparam, foi comandada diligência (fls. 128/129). Não se obteve resposta conclusiva sobre o ponto (fls. 132), pois a Recorrente informou que indisporia de elementos para demonstrar que suas parceiras experimentavam cobranças de IPI. Seguiu-se manifestação da Recorrente (fls. 138/144) acompanhada de documentos (fls. 146/172). Decisão (fls. 174/181) da instância de origem manteve intacto o provimento do órgão arrecadador. Recurso voluntário (fls. 184/209) reprisou integralmente os argumentos expendidos em "impugnação" ofertada nos autos. É o relatório, no essencial. 3 • .1\S NOVO HAMBU.RGO DRF rT 252 Processo n° Recurso n° Acórdão nO Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes 13055.000283/2001-95 135.417 203-11.923 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR CESAR PIANT AVIGNA 212CC.MF FI. ~f • • Primeiramente, cabe delimitar a lide. A glosa relativa à falta de exclusão do valor correspondente aos insumos aplicados em produtos em elaboração e acabados mas não vendidos, em setembro de 2001, último período apurado com base na Lei n° 9.363. de 1996. o requerente declarou sua expressa concordância, motivo pelo qual não contestou a referida glosa. que se tomou definitiva. Assim delimitada a pretensão recursal, merece agasalho em toda a sua extensão . As matérias referentes ao reflexo das industrializações por encomenda no cálculo do crédito presumido de IPI, bem como o cômputo da Selic ao valor ressarCÍvel em razão de tal incentivo são de longo conhecimento desse sodalício, encontrando-se pacificada pela jurisprudência da CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS: IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. INDUSTRIALIZAÇÃO POR ENCOMENDA E ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. Caracterizado na nota fiscal emitida pelo executor da encomenda (contribuinte emface das contribuições sociais - PIS/Pasep e Cofins) que o produto que industrializou se identijrca com um dos componentes básicos para o cálculo do crédito presumido (MP, Pl e ME), a ser utilizado no processo produtivo do encomendante (empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais), fica demonstrado o direito desse insumo integrar a base de cálculo do crédito presumido e, conseqüentemente, de ser a ele incorporado o custo do beneficiamento e, também, o da mão-de-obra do executor da encomenda. O montante a ser ressarcido deve ser feito em valores originários. porquanto não existe lei que autorize aplicar-lhe atualização monetária. NORMAS PROCESSUAIS. RESSARCIMENTO. CORREÇÃO. TAXA SEUC. O ressarcimento é uma espécie do gênero restituição, conforme já decidido pela Câmara Superior de Recursos Fiscais (Acórdão CSRF/02.0.708), pelo que deve ser aplicado o disposto no art. 39, ~ 4° da Lei n° 9.250/95, aplicando-se a Taxa Selic a partir do protocolo do pedido, bem como a correção nos termos da Norma de Execução COSIT/COSAR n° 08. Recurso provido. (Processo 11065.005350/2002-02. Recurso 131.986. Acórdão 204-01.019. Julgado em 20/02/2006. ReI. designado Cons. Flávio Munhoz) Como visto. tanto os custos da industrialização por encomenda. quanto a contagem da Selic ao crédito presumido de IPI encontram amparo no seio desse sodalício. As aquisições de cooperativas igualmente devem ser consideradas no cálculo do crédito presumido de IPI, segundo infere-se da orientação da CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS: IPI - CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI NA EXPORTAÇÃO - AQUISIÇÕES DE PESSOAS FÍSICAS E COOPERATIVAS - A base de cálculo do crédito presumido será determinada mediante a aplicação, sobre o valor total das aquisições de matérias- primas, produtos intermediários, e material de embalagem referidos no art. ]O da Lei na 4 deste documento. I"> . RS NOVO IIAMBURCiO TJRF FI. 253 Processo n° Recurso n° Acórdão n° Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes 13055.000283/2001-95 135.417 203-11.923 2"CC-MF FI. dEJJ-4 • • 9.363. de 13.12.96, do percentual correspondente à relação entre a receita de exportação e a receita operacional bruta do produtor exportador (art. r da Lei n" 9.363/96). A lei citada refere-se a "valor total" e não prevê qualquer exclusão. As Instruções Normativas nOs23/97 e 103/97 inovaram o texto da Lei nO9.363, de 13.12.96. ao estabeleceram que o crédito presumido de IPI será calculado, exclusivamente, em relação às aquisições efetuadas de pessoas jurídicas, sujeitas à COFINS e às Contribuições ao PIS/PASEP (IN nO23/97), bem como que as matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem adquiridos de cooperativas não geram direito ao crédito presumido (IN 11° 103/97). Tais exclusões somente poderiam ser feitas mediante Lei ou Medida Provisória. visto que as Instruções Normativas são normas complementares das leis (art. 100 do CTN) e não podem transpor, inovar ou modificar o texto da norma que complemenzam. - TAXA SELIC - NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO - Incidindo a Taxa SELIC - NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO - Incidindo a Taxa SELIC sobre a restituição, nos termos do art. 39, ~ 4° da Lei n° 9.250/95. a partir de 01.01.96, sendo o ressarcimento uma espécie do gênero restituição, conforme entendimento da Câmara Superior de Recurso Fiscais no Acórdão CSRF/02-0.708, de 04.06.98, além do que, tendo o Decreto n° 2.138/97 tratado restituição o ressarcimento da mesma maneira. a referida Taxa incidirá, também, sobre o ressarcimento. (2" Turma. Recurso 201-110145. Processo 10945.008245/97-93. Acórdão CSRF/02-0 1.319. ReI. designado Dalton Cesar Cordeiro de Miranda. Julgado em 12/05/2003) Outro não é o entendimento na esfera judicial. O STJ tem editado acórdãos acolhendo pretensões que tais, a nível de Seção de Direito Público O" Seção, RESP 591.298/MG, ReI. p/ acórdão Min. CASTRO MEIRA, Julgado em 27/10/2004). Face a tais colocações, dou provimento ao recurso voluntário, para admitir que sejam considerados os valores das aquisições de produtos frente a cooperativas, bem como os custos de industrializações por encomenda no cálculo do crédito presumido de IPI objeto destes autos, computando-se a Selic ao montante apurado desde a data da protocolização do pleito até o dia de sua efetiva satisfação . Sala das Se sões, em 27 de março de 2007. Documento de 45 páC]in[,is) conlirrnado cint!almentE;, Pode S':F consultado no código de localízaçgó'EPÓi10GH3,1i32673'~;iS, Consulte (1pénina de Bulenlic:açéo 5 pelo 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
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Numero do processo: 11080.008753/98-41
Data da sessão: Mon Feb 16 00:00:00 UTC 2004
Numero da decisão: 202-00.632
Decisão: RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator
Nome do relator: Gustavo Kelly Alencar
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Recorrente Recorrida RGS - INDÚSTRIA, COMÉRCIO, IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA. DRJ em Porto Alegre - RS RESOLUÇÃO N° 202-00.632 • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: RGS -INDÚSTRIA, COMÉRCIO, IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA. RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator. Sala das Sessões, em 16 de fevereiro de 2004 /fr~~ 4-4H~P4;;~ /ífkooque Pitilieiro Tóifés Presidente ~ ,rn7 avo KenLr Re tor cl/opr 1 • Processo nORecurso n° Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes 11080.008753/98-41 119.007 1 2 'CC.MF IFI. Recorrente RGS - INDÚSTRIA, COMÉRCIO, IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA. RELATÓRIO • Apresentou o Contribuinte pedido de ressarcimento de crédito presumido de IPI como ressarcimento das contribuições para o PIS/PASEP e COFINS incidentes nas aquisições, no mercado interno, de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem utilizados no processo produtivo de bens destinados à exportação, nos termos da portaria MF nO38/97. O pedido de ressarcimento foi deferido parcialmente, _sendo excluídas do pedido as parcelas relativas a: insumos adquiridos de não contribuintes do PIS e COFINS, notadamente cooperativas; mercadorias recebidas como remessa à Comercial Exportadora; produtos que são enviados a terceiros para industrialização por encomenda, sem ocorrência de tributação na entrada ou na saída; e exclusão no cômputo do beneficio dos valores relativos à revenda de marcadorias no mercado interno. Da referida decisão foi interposta manifestação de inconformidade para a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Porto Alegre - RS, combatendo a glosa efetuada, alegando em síntese o seguinte: a) os insumos adquiridos de cooperativas não são excluídos do cômputo da base de cálculo do crédito presumido; b) as mercadorias recebidas na qualidade de empresa Comercial Exportadora devem estar incluídas no cômputo do beneficio; c) os custos com industrialização por encomenda devem estar incluídos no cômputo do beneficio; e d) a revenda de matérias-primas deve ser incluída no cômputo da receita bruta. Defrontando tais alegações, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Porto AlegrelRS anulou a decisão por ilegitimidade da filial para pleitear o beneficio, ao que parecer emitido pela DRF reformou aquela decisão, resultando em diligência esclarecedora dos pormenores da operação, da qual decorreu a decisão de fls. 267/271, que manteve a glosa: "Assunto: Imposto sobre Produtos industrializados - IPI Período de Apuração: 01101/1998 a 30/06/1998 ; )( 2 Processo n° Recurso n° Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes 11080.008753/98-41 119.007 12'. CC-ill I. FI. • Ementa: CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI Não se incluem, na base de cálculo do crédito presumido, os valores referentes a aquisições de insumos oriundos da atividade rural efetuadas de cooperativas, nas chamadas operações típicas, uma vez que estas não são tributadas pelo PIS/COFINS. Não é admitida a inclusão dos valores referentes ao beneficiamento dos insumos efetuado por terceiros, com suspensão do imposto na remessa e no retomo do encomendante, na base de cálculo do Crédito Presumido, por falta de previsão legal. SOLICITAÇÃO INDEFERIDA ". Inconformado, interpôs o Contribuinte o recurso voluntário que.ora se julga. É o relatório., ! 3 • Processo nORecurso n° Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes 11080.008753/98-41 119.007 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR GUSTAVO KELL Y ALENCAR ~bJ • • O recurso preenche os requisitos para sua admissibilidade, dele tomo conhecimento. Inicialmente, verifico que o objeto social do Recorrente é, segundo os atos constitutivos de fls. 38/43 e 223/224, "a industrialização, comércio e intermediação, importação e exportação de couros crus, "wet blue", semi""acabados ou em qualquer outra fase de fabricação; comércio de produtos químicos; prestação de serviços ao setor coureiro atacadista, tais como assistência técnica, estudo e desenvolvimento de produtQ.$ e de mercados, simultaneamente ou não; agentes comerciais comissionados;. estudos para aquisição de equipamentos no país e no estrangeiro, podendo a sociedade adquirir imóveis, móveis, utensílios e máquinas para o atendimento de seu ramo de atividade." Outrossim, verifico que não há nos autos especificação de qual a efetiva industrialização que o Recorrente realiza, tão-somente havendo notícia da industrialização efetuada por terceiros. Assim, voto no sentido de converter o presente julgamento em diligência, a fim de apurar: quais são as reais operações realizadas pelo Recorrente, de industrialização ou de mera exportação; e se o Contribuinte realiza a exportação direta dos insumos que adquire, ou se os industrializa de alguma forma, além de mandar industrializá-los por encomenda. Findas essas apurações, seja oferecido oportunidade ao Recorrente de se manifestar sobre os resultados da diligência, antes do retorno dos autos a esta Câmara. Sala das Sessões, em 16 de fevereiro de 2004 AO~ENCARI 4 00000001 00000002 00000003 00000004
score : 1.0
Numero do processo: 10820.002240/2003-08
Data da sessão: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2002
Ementa:
NULIDADE DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA – Não é nulo
acórdão de primeira instância que exaure a matéria contida na impugnação.
PAF – NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO Comprovado que o procedimento fiscal foi feito regularmente, não se apresentando, nos autos, as
causas apontadas no art. 59 do Decreto nº 70.235/1972, não há que se cogitar em nulidade processual, nem em nulidade do lançamento enquanto ato administrativo.
IRFONTE. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. Constatada a omissão
de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção (Súmula CARF nº 12).
VERBAS TRABALHISTAS. Salvo nos casos de isenção expressamente
previstas em lei, são tributáveis os valores recebidos em decorrência de acordo ou sentença em ação trabalhista, inclusive multas, juros compensatórios ou moratórios por atraso de pagamento dessas verbas, e quaisquer outras vantagens.
IR. COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL. A repartição do produto da
arrecadação entre os entes federados não altera a competência tributária da União para instituir, arrecadar e fiscalizar o Imposto sobre a Renda.
MULTA DE OFÍCIO. ERRO ESCUSÁVEL. Se o contribuinte, induzido
pelas informações prestadas pela fonte pagadora, incorreu em erro escusável quanto à tributação e classificação dos rendimentos recebidos, não deve ser penalizado pela aplicação da multa de ofício.
JUROS DE MORA TAXA SELIC INCIDÊNCIA A partir de 1º de abril
de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários
administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais (Súmula CARF nº 4).
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2201-001.244
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para rejeitar as preliminares argüidas e no mérito dar provimento parcial para excluir a multa de ofício por ter sido caracterizado erro escusável. Vencido o conselheiro Pedro Paulo Pereira Barbosa.
Nome do relator: Rayana Alves de Oliveira França
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2002 Ementa: NULIDADE DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA – Não é nulo acórdão de primeira instância que exaure a matéria contida na impugnação. PAF – NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO Comprovado que o procedimento fiscal foi feito regularmente, não se apresentando, nos autos, as causas apontadas no art. 59 do Decreto nº 70.235/1972, não há que se cogitar em nulidade processual, nem em nulidade do lançamento enquanto ato administrativo. IRFONTE. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção (Súmula CARF nº 12). VERBAS TRABALHISTAS. Salvo nos casos de isenção expressamente previstas em lei, são tributáveis os valores recebidos em decorrência de acordo ou sentença em ação trabalhista, inclusive multas, juros compensatórios ou moratórios por atraso de pagamento dessas verbas, e quaisquer outras vantagens. IR. COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL. A repartição do produto da arrecadação entre os entes federados não altera a competência tributária da União para instituir, arrecadar e fiscalizar o Imposto sobre a Renda. MULTA DE OFÍCIO. ERRO ESCUSÁVEL. Se o contribuinte, induzido pelas informações prestadas pela fonte pagadora, incorreu em erro escusável quanto à tributação e classificação dos rendimentos recebidos, não deve ser penalizado pela aplicação da multa de ofício. JUROS DE MORA TAXA SELIC INCIDÊNCIA A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais (Súmula CARF nº 4). Recurso Voluntário Provido em Parte.
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PAF – NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO Comprovado que o procedimento fiscal foi feito regularmente, não se apresentando, nos autos, as causas apontadas no art. 59 do Decreto nº 70.235/1972, não há que se cogitar em nulidade processual, nem em nulidade do lançamento enquanto ato administrativo. IRFONTE. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção (Súmula CARF nº 12). VERBAS TRABALHISTAS. Salvo nos casos de isenção expressamente previstas em lei, são tributáveis os valores recebidos em decorrência de acordo ou sentença em ação trabalhista, inclusive multas, juros compensatórios ou moratórios por atraso de pagamento dessas verbas, e quaisquer outras vantagens. IR. COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL. A repartição do produto da arrecadação entre os entes federados não altera a competência tributária da União para instituir, arrecadar e fiscalizar o Imposto sobre a Renda. MULTA DE OFÍCIO. ERRO ESCUSÁVEL. Se o contribuinte, induzido pelas informações prestadas pela fonte pagadora, incorreu em erro escusável quanto à tributação e classificação dos rendimentos recebidos, não deve ser penalizado pela aplicação da multa de ofício. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 04/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANC, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANC, Assinado digitalmente em 27/10/2011 por FRANCISCO ASS IS DE OLIVEIRA JU 2 JUROS DE MORA TAXA SELIC INCIDÊNCIA A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais (Súmula CARF nº 4). Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para rejeitar as preliminares argüidas e no mérito dar provimento parcial para excluir a multa de ofício por ter sido caracterizado erro escusável. Vencido o conselheiro Pedro Paulo Pereira Barbosa. (Assinado Digitalmente) Francisco Assis de Oliveira Júnior Presidente. (Assinado Digitalmente) Rayana Alves de Oliveira França Relatora. EDITADO EM: 24/10/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa, Rayana Alves de Oliveira França, Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe e Francisco Assis de Oliveira Júnior (Presidente). Ausência justificada do conselheiro Gustavo Lian Haddad. Relatório Em face da contribuinte acima mencionada foi lavrado Auto de Infração, fls. 48/54, exercício 2002, pelo qual foi apurado imposto suplementar no montante de R$39.166,24, acrescido de multa e juros pertinentes, relativo a rendimentos recebidos acumuladamente através de ação judicial contra o Governo do Estado de São Paulo, decorre de trabalho com vinculo empregatício, no período no qual a contribuinte era Secretária de Tributação do Estado. Conforme se depreende do Demonstrativo das Infrações (fls.54), o lançamento decorreu da alteração do valor dos rendimentos tributáveis, recebidos de pessoas jurídicas, de R$ 95.764,49, para R$ 246.902,18. Essa diferença corresponde ao valor declarado como isento e sobre a qual foi apurado imposto de renda suplementar. Importa de pronto ressaltar que a fonte pagadora ao pagar as verbas no processo judicial, apenas reteve e recolheu imposto de renda sobre as verbas pagas relativas aos juros moratórios. Cientificada do lançamento, a contribuinte apresentou impugnação de fls. 01/37, cujos principais argumentos estão sintetizados pelo relatório do Acórdão de primeira instância, o qual adoto, nesta parte: a) Na administração tributária da União, a definição da autoridade competente para lança tributo dependerá do tipo da atividade em execução, se interna ou externa. As atividades internas de efetuação e de revisão de lançamentos são da Fl. 2DF CARF MF Emitido em 04/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANC, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANC, Assinado digitalmente em 27/10/2011 por FRANCISCO ASS IS DE OLIVEIRA JU Processo nº 10820.002240/200308 Acórdão n.º 220101.244 S2C2T1 Fl. 2 3 competência do chefe da repartição lançadora, entretanto, essas mesmas atividades, quando decorrentes de diligências externas, no endereço do contribuinte ou de qualquer modo fora da repartição fiscal, compete aos Auditores Fiscais da Receita Federal. b) A constituição do crédito tributário decorreu de revisão interna da Declaração de Ajuste Anual da impugnante, portanto, não poderia ter sido utilizado Auto de Infração em lugar da Notificação de Lançamento. c) O Auditor Fiscal da Receita Federal não poderia ter lavrado o Auto de Infração antes de intimar a contribuinte para prestar informações acerca de gastos efetuados para receber os vencimentos acumulados objeto da tributação. d) No caso de vencimentos relativos a diversos anos, recebidos acumuladamente, é direito do contribuinte deduzir as despesas que suportou objetivando esse recebimento e como o lançamento foi realizado de oficio, era obrigação do lançador intimar para prestação dos esclarecimentos. Como não foi, e isso esta trazendo prejuízo à defendente, cumpre à autoridade julgadora anular o ato constitutivo do credito Tributário. ' A contribuinte não pode ser prejudicada por erro do servidor. Prosseguindo, em seu arrazoado a defesa alega que a Fazenda Estadual, fonte pagadora dos rendimentos tributados, deixou de reter imposto de renda sobre as diferenças de vencimentos pagas por força da condenação judicial, ou porque não quis efetuar a retenção do imposto que lhe pertencia, ou porque entendeu que as diferenças de vencimentos não são tributáveis, O fato é que reteve imposto de renda somente sobre as parcelas que pagou a titulo de juros moratórios. Apoiada em longo arrazoado, no goal menciona artigos da legislação tributária e jurisprudências administrativas, a defesa concluiu que ainda que o valor recebido a titulo de diferenças de vencimentos seja tributável, a responsabilidade pela falta de retenção não pode ser imputada à contribuinte, por ser da fonte pagadora dos rendimentos a obrigação de reter o imposto na fonte. Afirma, também, que o imposto exigido no Auto de Infração é receita tributária da fonte pagadora, Governo do Estado de São Paulo, e que a renúncia configurada pela não retenção do imposto não pode configurar transferência da competência da tributação para a União. Por fim, amparada no art. 722 do Decreto n° 3.000, de 26 de março de 1999 —Regulamento do Imposto de Renda (RIR11999) a defesa insurgese contra a exigência da multa e dos juros, afirmando, que a fonte pagadora deve responder por tais encargos, ainda, que o contribuinte ofereça à tributação os rendimentos que não sofreram a devida retenção. No que se refere aos juros, alega que exigilos com base na taxa Selic é inconstitucional e solicita sua substituição pela taxa de % ao mês. Menciona decisões judiciais e administrativas e afirma Fl. 3DF CARF MF Emitido em 04/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANC, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANC, Assinado digitalmente em 27/10/2011 por FRANCISCO ASS IS DE OLIVEIRA JU 4 que a cobrança de juros acima do doze por cento ao ano foi definida corno crime por meio da Lei de Usura. Após analisar a matéria, os Membros da 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Fortaleza/CE, acordaram, por unanimidade de votos, em julgar procedente o lançamento, nos termos do Acórdão DRJ/FOR n°08.10.079, de 30/01/2007, fls. 64/74, em decisão assim ementada: “OMISSÃO DE RENDIMENTOS. RESPONSABILIDADE DO BENEFICIÁRIO DOS RENDIMENTOS E DA FONTE PAGADORA. Compete ao contribuinte oferecer a totalidade de seus rendimentos à tributação, ainda, que os mesmos não tenham sofrido a devida retenção do imposto. Invocar a responsabilidade da fonte pagadora não exime o contribuinte do pagamento do imposto, acrescido dos encargos legais e penalidades aplicáveis. NULIDADE. LANÇAMENTO SUPLEMENTAR. FALTA DE INTIMAÇÃO PARA PRESTAÇÃO DE ESCLARECIMENTOS. O lançamento suplementar decorrente de procedimento de revisão de declaração de rendimentos prescinde de intimação previa para prestação de esclarecimentos, quando a infração estiver claramente demonstrada e apurada, nos termos da legislação vigente. NULIDADE. REVISÃO DE DECLARAÇÃO. FORMALIZAÇÃO DO LANÇAMENTO. Nos termos do art. 4° da IN SRF n° 94/97, o lançamento decorrente de revisão de declaração deve ser formalizado por meio de auto de infração. JUROS MORATORIOS. TAXA SELIC. A cobrança de débitos para corn a Fazenda Nacional, após o vencimento, acrescidos de juros morat6rios calculados corn base na taxa referencial do Selic, decorre de expressa disposição legal. DECISÕES JUDICIAIS E ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. As decisões judiciais e administrativas não se constituem em normas gerais, razão pela qual seus julgados não se aproveitam em relação a qualquer outra ocorrência, senão Aquela objeto da decisão, exceção das decisões do STF sobre inconstitucionalidade da legislação. Lançamento Procedente.” Cientificada da decisão da DRJ em 14/02/2007 (fls. 78), a recorrente apresentou, em 09/03/2007 tempestivamente, o recurso de fls. 80/98, em que ratifica os termos das peças de defesa apresentadas e alega em síntese: 1. Nulidade do lançamento por inadequação do instrumento; 2. Nulidade do lançamento por falta de providências prévias; 3. Ilegitimidade da impugnante; 4. Improcedência do lançamento por ser a obrigação da fonte pagadora; 5. Impossibilidade de exigir multa e juros da impugnante; Fl. 4DF CARF MF Emitido em 04/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANC, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANC, Assinado digitalmente em 27/10/2011 por FRANCISCO ASS IS DE OLIVEIRA JU Processo nº 10820.002240/200308 Acórdão n.º 220101.244 S2C2T1 Fl. 3 5 6. Forçosa dedução dos gastos efetuados para obter a renda Receita tributária que pertenceria à fonte pagadora; 7. A indevida incidência de juros pela taxa SELIC Foi procedido arrolamento de bens, nos termos legais e após cancelado tendo em vista a Decisão da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº1976 (fls.102/108). O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls.108 (última). Voto Conselheira Rayana Alves de Oliveira França Preliminar Nulidades Inicialmente, cabe apreciar a questão relativa a preliminar de nulidade da decisão de primeira instância argüida sob o fundamento de que a autoridade julgadora singular deixou de enfrentar as questões colocadas na peça impugnatória sobre as preliminares de nulidade, respaldadas na incompetência da autoridade que intimou a contribuinte, e também na omissão de informação do expediente administrativo instaurado com relação a fonte pagadora (falta de informação ao autuado dos fatos a ele imputados). Sobre estas questões, o julgador singular assim se manifestou: A defesa argúi a nulidade do lançamento, alegando que o mesmo não poderia ser constituído mediante Auto de Infração. Afirma que o lançamento resultou de revisão interna da Declaração de Ajuste Anual e que„ portanto, somente poderia ser constituído por meio de Notificação de Lançamento. Aponta, ainda, como causa de nulidade a falta de prévia intimação à contribuinte, para prestar esclarecimentos. Para o exame da questão devese, inicialmente, observar o que estabelece o art.9° do Decreto n° 70.235, de 1972, com a redação dada pelo art. 1º da Lei n° 8.748, de 9 de dezembro de 1993: Art. 9°A exigência do crédito tributário, a retificação de prejuízo fiscal e a aplicação de penalidade isolada serão formalizadas em autos de infração ou notificações de lançamento, distintos para cada imposto, contribuição ou penalidade, os quais deverão estar instruídos com todos os termos, depoimentos, laudos e demais elementos de prova indispensáveis à comprovação do ilícito. (grifei) Do artigo acima citado inferese que o lançamento do crédito tributário poderia ser consignado em Auto de Infração ou em Notificação de Lançamento, entretanto, a Instrução Normativa SRF n° 94, de 24/12/97, que dispõe sobre o lançamento suplementar de tributos e contribuições, Fl. 5DF CARF MF Emitido em 04/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANC, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANC, Assinado digitalmente em 27/10/2011 por FRANCISCO ASS IS DE OLIVEIRA JU 6 estabeleceu em seu art. 4º que se da revisão das declarações apresentadas pelos contribuintes, for constatada infração a dispositivos da legislação tributária o lançamento de oficio deverá ser consubstanciado em Auto de Infração. Deste modo, temse que não encontra respaldo na legislação tributária a argüição da contribuinte de que as infrações apuradas em revisão interna devam ser consubstanciadas em Notificação de Lançamento. No que tange à necessidade de intimação previa ao lançamento para apresentação de esclarecimentos, assim dispôs a Instrução Normativa SRF n° 94/97: Art. 3º O AFTN responsável pela revisão da declaração deverá intimar o contribuinte a prestar esclarecimentos sobre qualquer falha nela detectada, fixando prazo para atendimento da solicitação. Parágrafo único. A intimação de que trata este artigo poderá ser dispensada, a juízo do AFTN: a) se a infração estiver claramente demonstrada e apurada; Notese que o parágrafo único do art. 3º da citada Instrução Normativa SRF n° 94/97, admite o lançamento sem intimação prévia ao contribuinte, se a infração estiver claramente demonstrada e apurada.” Conforme visto, a autoridade julgadora de primeira instância analisou detalhadamente as preliminares aventadas pela recorrente. Inclusive não há qualquer reparo a fazer a esse entendimento, por essa razão utilizo dos fundamentos empossados para também afastar as nulidades de lançamento por inadequação do instrumento e falta de intimação da contribuinte para prestar esclarecimentos. Neste tocante, importa ainda ressaltar que no processo administrativo, somente com a fase contenciosa do procedimento, a partir da apresentação da impugnação, abrese a oportunidade do contraditório e da ampla defesa e que, no caso concreto, a Contribuinte pôde exercer com desembaraço o exercício do direito de defesa. Somente com a apresentação da impugnação é que se instaura a fase litigiosa do procedimento administrativo, a partir da qual se abre a oportunidade do contraditório e da ampla defesa, nos termos do artigo 5°, inciso LV, da Constituição Federal, conforme bem preceitua o artigo 14 do Decreto n° 70.235/1972. Ademais, é entendimento pacífico deste Conselho que no processo administrativo fiscal da União as nulidades são aquelas definidas no art. 59 do Decreto nº 70.235/72: “Art.59. São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. § 1º A nulidade de qualquer ato só prejudica os posteriores que dele diretamente dependam ou sejam conseqüência. § 2º Na declaração de nulidade, a autoridade dirá os atos alcançados, e determinará as providências necessárias ao prosseguimento ou solução do processo. § 3º Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade Fl. 6DF CARF MF Emitido em 04/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANC, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANC, Assinado digitalmente em 27/10/2011 por FRANCISCO ASS IS DE OLIVEIRA JU Processo nº 10820.002240/200308 Acórdão n.º 220101.244 S2C2T1 Fl. 4 7 julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprirlhe a falta. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 8.748, de 9/12/93).” Assim, não havendo nulidade legalmente prevista, resta refutado o argumento apresentado pela recorrente quanto a nulidade do lançamento. Assim deixo de acolher as preliminares de nulidade suscitadas. Ilegitimidade Passiva A contribuinte alega que a responsabilidade pelo pagamento do tributo é da fonte pagadora, já que se trata de imposto sujeito a retenção na fonte por antecipação. Esse é ponto fulcral do mérito discutido no presente processo. A tese apresentada pela contribuinte é de como se trata de imposto retido na fonte – mesmo que por antecipação – o responsável é a fonte pelo não pagamento. Contudo, adoto o entendimento majoritário da Câmara Superior de Recursos Fiscais de que é incabível a responsabilidade somente da fonte pagadora, conforme entendimento da Conselheira Leila Maria Scherrer Leitão: “Findo o anocalendário em que se deu o pagamento e, mais ainda, transcorrido o prazo para entrega da declaração de rendimentos do beneficiário, não há que perdurar a responsabilidade atribuída à fonte pagadora. Isto porque se trata de situação em que o cumprimento da obrigação pela fonte pagadora fica afastado, ou seja, o encerramento do exercício e o decurso do prazo para a entrega da declaração, afastam a responsabilidade da fonte pagadora, passando a surgir a obrigação do legítimo sujeito passivo – o beneficiário do rendimento.” (Acórdão nº 0400.221, relatora Conselheira Leila Maria Scherrer Leitão) A sistemática demonstrada pelo entendimento da conselheira acima exposta, ocorre porque o imposto retido na fonte é legalmente tratado como antecipação do crédito devido pelo contribuinte beneficiário, conforme demonstra o art. 12 da Lei 8.383 de 1991: “Art. 12. As pessoas físicas deverão apresentar anualmente declaração de ajuste, na qual se determinará o saldo do imposto a pagar ou valor a ser restituído.” Então se a fonte não efetuou o pagamento, é dever do contribuinte incluir os valores recebidos na Declaração de ajuste Anual. Deste modo se o Governo do Estado de São Paulo, quando efetuou o pagamento das verbas trabalhistas originadas da ação judicial efetuou a retenção do IRRF, caberia à contribuinte adimplir com a obrigação tributária, ao entregar a sua Declaração do Imposto de Renda. Inclusive esta já foi matéria pacificada neste Colegiado através da Súmula nº12 que afastou por completo qualquer dúvida sobre a responsabilidade tributária de recolhimento do IRRF: Súmula CARF nº 12: Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de Fl. 7DF CARF MF Emitido em 04/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANC, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANC, Assinado digitalmente em 27/10/2011 por FRANCISCO ASS IS DE OLIVEIRA JU 8 ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção. ”(Súmula 1º CC, nº 12). Assim, apesar de poder ter sido induzida a erro por ter a fonte pagadora ter retido o imposto somente sobre os juros moratórios, os valores pagos são relativos a verbas trabalhistas sobre as quais não caracteriza qualquer tipo de isenção. Improcedência do lançamento por ser a obrigação da fonte pagadora Conforme discorrido no item anterior a obrigação da antecipação era da fonte pagadora, essa não procedendo a devida retenção desloca a obrigação para o beneficiário no caso a recorrente. O contribuinte também alega que caberia ao Estado de São Paulo reclamar o imposto indevidamente não recolhido, conforme preleciona o art. 157, I, da Carta Magna: “Art. 157. Pertencem aos Estados e ao Distrito Federal: I o produto da arrecadação do imposto da União sobre renda e proventos de qualquer natureza, incidente na fonte, sobre rendimentos pagos, a qualquer título, por eles, suas autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem;” Esta questão é facilmente resolvida, pois a distribuição de competências tributárias não significa que a repartição do produto da arrecadação com outros entes federados altera a competência tributária do titular constitucional do poder de tributar relacionado tributo. É importante observar o disposto no próprio CTN, em seu art. 6º, parágrafo único, in verbis: “Art. 6º A atribuição constitucional de competência tributária compreende a competência legislativa plena, ressalvadas as limitações contidas na Constituição Federal, nas Constituições dos Estados e nas Leis Orgânicas do Distrito Federal e dos Municípios, e observado o disposto nesta Lei. Parágrafo único. Os tributos cuja receita seja distribuída, no todo ou em parte, a outras pessoas jurídicas de direito público pertencem à competência legislativa daquela a que tenham sido atribuídos.” (Grifei) A competência da União de arrecadar e fiscalizar o imposto de renda não pode ser transferida para outro ente federado, então não prosperam as alegações do contribuinte. Não cabendo portanto, qualquer retificação a fazer nesse ponto. Impossibilidade de exigir multa e juros da impugnante Nos seus argumentos aduz a recorrente: Fl. 8DF CARF MF Emitido em 04/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANC, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANC, Assinado digitalmente em 27/10/2011 por FRANCISCO ASS IS DE OLIVEIRA JU Processo nº 10820.002240/200308 Acórdão n.º 220101.244 S2C2T1 Fl. 5 9 “Portanto, ainda que o imposto lançado contra a impugnante fosse devido, não poderia ter sido acrescido da multa proporcional e de juros moratórios”. A recorrente aduz que fez sua declaração com base nos demonstrativos fornecidos pelo Centro do Professorado Paulista do Estado de São Paulo, no qual consta a referencia "PRINCIPAL LÍQUIDO DO AUTOR". Entendo que os valores recebidos não refere a verba isenta ou não tributável, mas que a contribuinte pode ter sido induzido a erro, pelas informações prestadas nesse documento quanto ao tratamento tributário dos referidos rendimentos, pois como a DIPF é feita com base na Declaração de Rendimentos recebida, a qual apresentava estes rendimentos como valores líquidos, ou seja não tributáveis. Tratase, portanto, de situação de erro escusável, como já decidido em inúmeros precedentes do antigo Conselho de Contribuintes e da Câmara Superior de Recursos Fiscais, conforme jurisprudência abaixo elencada: “MULTA DE OFÍCIO DADOS CADASTRAIS O lançamento efetuado com dados cadastrais espontaneamente declarados pelo contribuinte que, induzido pelas informações prestadas pela fonte pagadora, incorreu em erro escusável no preenchimento da declaração, não comporta multa de ofício.” (CSRF/01 4.825, j. 16.02.2004, Rel. Antonio de Freitas Dutra) “IRPF RENDIMENTOS TRIBUTAÇÃO NA FONTE ANTECIPAÇÃO RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA Em se tratando de imposto em que a incidência na fonte se dá por antecipação daquele a ser apurado na declaração, inexiste responsabilidade tributária concentrada, exclusivamente, na pessoa da fonte pagadora, devendo o beneficiário, em qualquer hipótese, oferecer os rendimentos à tributação no ajuste anual. MULTA DE OFÍCIO DADOS CADASTRAIS O lançamento efetuado com dados cadastrais espontaneamente declarados pelo contribuinte que, induzido pelas informações prestadas pela fonte pagadora, incorreu em erro escusável no preenchimento da declaração, não comporta multa de ofício. Recurso especial parcialmente provido.” (CSRF/0400.058, j. 21.06.2005, Rel. Remis Almeida Estol) Portanto, restando configurado erro escusável, os rendimentos devem ser tributados, mas afastada a multa de ofício. Forçosa dedução dos gastos efetuados para obter a renda Receita tributária que pertenceria à fonte pagadora Fl. 9DF CARF MF Emitido em 04/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANC, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANC, Assinado digitalmente em 27/10/2011 por FRANCISCO ASS IS DE OLIVEIRA JU 10 A contribuinte em suas razoes requer a dedução dos gastos efetuados, nos termos do artigo 12, da Lei nº 7.713/88: “Art. 12 No caso de rendimentos recebidos acumuladamente, o imposto incidirá, no mês do recebimento ou crédito, sobre o total dos rendimentos, diminuídos do valor das despesas com ação judicial necessárias ao seu recebimento, inclusive de advogados, se tiverem sido pagas pelo contribuinte, sem indenização.” Ocorre que apesar de alegar a recorrente não demonstra quais foram esses gastos incorridos, pois conforme ficou claro, o valor dos honorários advocatícios já havia sido descontado, entretanto não há qualquer prova referente a esses outros gastos pleiteados. Assim não detalhados os gastos, não há como acolher a pretensão da contribuinte nesse ponto. Indevida incidência de juros pela taxa SELIC No tocante a inaplicabilidade da taxa Selic, como juros de mora. Esta matéria já foi objeto de súmula deste Primeiro Conselho de Contribuinte, e, portanto dispensa maiores considerações a respeito. Tratase da Súmula CARF nº 4, a seguir reproduzida Súmula CARF nº 4 A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais” (Súmula 1º CC nº 4). Diante do exposto, rejeito as preliminares argüidas e no mérito dou provimento parcial para excluir a multa de ofício por ter sido caracterizado erro escusável. (assinado digitalmente) Rayana Alves de Oliveira França Relatora Fl. 10DF CARF MF Emitido em 04/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANC, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANC, Assinado digitalmente em 27/10/2011 por FRANCISCO ASS IS DE OLIVEIRA JU Processo nº 10820.002240/200308 Acórdão n.º 220101.244 S2C2T1 Fl. 6 11 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência da decisão consubstanciada no acórdão supra. Brasília/DF, 24/10/2011 __________(assinado digitalmente)_____________ FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JUNIOR Presidente da Segunda Câmara / Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 11DF CARF MF Emitido em 04/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/10/2011 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANC, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANC, Assinado digitalmente em 27/10/2011 por FRANCISCO ASS IS DE OLIVEIRA JU
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Numero do processo: 10120.002573/90-02
Data da sessão: Mon Aug 09 00:00:00 UTC 1993
Numero da decisão: 108-00.025
Decisão: ACORDAM os membros da Oitava câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, na forma do voto do relator.
Nome do relator: Renata Gonçalves Pantoja
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RECORRIDA - D.R.F. em Goiânia - GO. RESOLUÇAO NQ 108-0.025 de n'!:cun;::,o intE'qKISt.O pm- COOPERATIVA HABITACIONAL ANHANGUERA LTDA. Conselho de Contribuint.es~ por unanimidade de votos. converter o ',jI~:no EI'" ~::.E~:)~:)tíODE li PF:ocur;:(,~,DC)r;: Dr, FAZ~NDA NACIONAL PE:il~ticipi:'H"am~ ainrla~ elo pl~e~-:;F!lyb~julqament.o o,::: ~:;equi.nt:.F~s CeJnse 1.hei r',elE:. : ADEU'1O t''I(..'1FrTI NS E1I LW'~I, JOSE:~ CAFn..os P{.'1SSUE:.LL D ~ !"lr,F'd() JUNGlUEIF:P, FF;:At-.lC() JtJ!\!IOH F.' L,UIZ ?'1LBEF:;:TCl C?'1',j(.':l t'1?'1CEIF:A E GERm ..DO PERE I RA ~:3DBF~:INI-.IO ( SllF'LE:N'rE CONVOC(.mO) • AUSEtJfE ;:rUbTIFICt,D(:'rl'II::J-.!TE[) CC)I',ISEI .HE:'Ih:D Pf:,UL.CJ IR ',..J:H'.1 DE C(~":;:Vt:Jl...HD VI (:"".IHf~'. 2 PROCESSO NQ: 10120/002.573/90-02 RECURSO NQ: 102-196 RESOLUÇ~O Nº: 108-0.025 R E L A T 6 R I O COOPEF~AT I ',JA HABI TACrDrMiL.. 1~1\!HANGUEF';:A L.TDA. '. .i á, Suplementar de imposto de Renda Pessoa Juridica, recorre a este o contribuinte foi notificado a r'eco1her o Imposto de Renda Pessoa Juridica, no montante de NCz$ 6.807,96, no exerci cio de 1989, por terem sido constatados erros na apur~çâo do <::.:1'.1<::1.1.10 do :i.mpo!::.tol:i.qu:i.do ,'il p.:i •.q.::II ...• o au tU<.-:í cio impuqna(;'i~o '1' I s. 01, t.empestiVi::im(2nt(::~,alegando qU€~com~i,te\.,\(,~rl~Ode pr'e~?nchimr;!nto da declar'açâo ao informar, na linha 15 do quadro 14, o valor de Cz$ :i.7 • 62.1. • .18::' •• Por so 1. :i. ci t.?. dec:larada a :i. mpl"o ci",d (::::;r'1C :i..::1 cI.::1 n I.:) t :i.''/':i. c,:, (:;1,(0. A autor'idaclp julqi;lc!ot-;;. d",?c.i.diu qu~:! cl E~>:iq'encia 'f i;;:;C,:i11 rle\/e sel'- mantida na Sl..la tot.alidade, confonm:'2 decisâo dE> fI s. 2<.S/:?7, 1:a;~<:'i)ndoa seguint.e anéll :i.!:,I:?:Dispôe Cl i::trtiqo l~:;. do e!scr i t.o (:-'1 :i.nstn..l.í.cla com dc!curflt-'?ntos ~~mqU(7.~ !::;€~!'fundamentat-, SFH"á ':'.pl"'(,.:'!::.(:.:'nti:H:i i:\ iH) Ól"q:ro r'I"pp,i'.I";:lclOI"no I'H',i'.:.;~o dF! ti" :í,n t.::1d:i. iil!:,~, cont,ilcios in S:,I..l'f i c i en te"" para fundamentar a impuqnaç~o, lncapaz de dar sustentaç~o tant.o nelas contidas quanto às outras dúvidas surqidas 3 PROCESSO NQ: 10120/002.57J/90-02 RESOLUCAO NQ: 108-0.025 d(.:.:, telefonemas e memorandos (fls. 23) foi mi:lnti.c.locon ta to com ccmtribu.inte ~.ir.slici.tando-l hE~ outros docum~:?ntos para mt."'!lhoresc 1arE'CE'r"t.a:i.!sqUl?stiCJI'''lamentos~pr.lrém~ PC)l~ :i.n f,';t 1~'I...\i r" insuficientemente sua tempestivamente~ inteq1be Recur"so proferida pela aut.oridade singular, pelos sequintes :~ fnCj "lo. :i. \l<:J~!~ :: a cooperativa é uma pessoa jurídica sem fins lucrativos. pois tem como atlvldade exclusiva proporcionar a construç~o de imóveis residenciais a pt-f.~c;:ode CU!sto para seus CClcípl?r-iiildo!E',.coní:ol'''me comprovamos estatutos da instituiçâo (em anexo, doc. 03)~ na declarac;:~o de imposto de renda do exercício de 1988, per iodo-base de 1987, podem ser comprovadas as alegaçbes feitas na letr"a 11 _ 11~. (conforme cópia anexa, doc. preenchida corretamente, tendo os valores sido lançados nos campos e linhas corretas (quadro 14, linhas 16 e 27, do Anexo A, a recorrente apresenta, em anexo (does. 05 a 47), cÓpias autenticadas de sua documentac;:~o rontábil. referente ao periodo- b.::\1:;(':" dE'. :l.988!, /)':;'.'''';1 Cj!H~ PO!:;!:;.::,'".1';'1" cotrq::""ov;;,ciodi.:.! 'f:Ol"iIV;I. ckd::i.ni'!:.:i.v,;l 1* t2?~ 4 PROCESSO Nº: 10120/002.573/90-02 RESOLUÇAO Nº: 108-0.025 mesm,3. :I.ucr"at,:i,\Ia, Ao 'i::i,nal. t.r-'an~.,C:I~G:~vecio1.,1 t.r':i.na do pr-'o'f. F:ubens gomes de Souza, que em sua T r.i 1;)1,..lt.ál'- ia!, da ResF!nha TF":i.l::H,ltáj~:i.a" na há imposto devido, pois nào houve o fato gerador (lucro) para que SI::;' justifiql.H? a c:ol::w2,nça do mf.?smo, pois lanr;:ampnto no ,,~:o ,,'r;..:.latóv':i,o. 5 PROCESSO NQ: 10120/002.573/90-02 RESOLUÇ~O NQ: 108-'0.025 v O T O Conselheira RENATA GONÇALVES PANTOJA, Relatora o recurso é tempestivo e possui os requisitos de admissibilidade, por isso dele tomo conhecimento. T/?ndo CC:)OpE~r<:3.ti va Habi tac.i.onal .~ / 'f 1s. 32/ .t02~;) nâo s;ubmetidos à cl,pn:.'c:i.ac::~o da DPF' em 130 iãini ,,"1/\30 , voto no senti~o de se converter o presente julgamento em novo prazo para manifestaç&o da contv'ibuinte. I~: o 11'1(.:.:,\.\ voto. Brasília-DF', 09 de aQosto de 1993 ~ÇALS¥S.2~.(:ITOF;~tl 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
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Numero do processo: 10680.013965/2006-16
Data da sessão: Tue Sep 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ
Ano-calendário: 2002
PERÍCIA. REQUISITOS. NÃO ATENDIMENTO.
Não se conhece do pedido para realização de perícia quando desatendidos os requisitos do art. 16, inciso IV, do Decreto nº 70.235/1972 e alterações.
APRESENTAÇÃO DAS PROVAS. MOMENTO PROCESSUAL. PRECLUSÃO.
A apresentação de provas documentais deve ocorrer na fase impugnatória do processo administrativo fiscal, precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual, salvo nas hipóteses previstas no § 4º do art. 16, do Decreto nº 70.235, de 1972 e alterações.
IRPJ. LUCRO PRESUMIDO. PERCENTUAL APLICÁVEL. REVENDA PARA CONSUMO DE COMBUSTÍVEIS.
A apuração do lucro presumido, no percentual de 1,6%, é próprio da atividade de revenda, para consumo, de combustíveis derivados de petróleo, álcool etílico carburante e gás natural. Não confirmado nos autos essa hipótese, aplica-se a regra geral do percentual aplicável à presunção do lucro, que é de 8%.
Numero da decisão: 1202-001.023
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em indeferir os pedidos de produção de provas e de encaminhamento de intimações ao advogado da autuada, em não conhecer do pedido de perícia e, no mérito, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, vencido o Conselheiro Plínio Rodrigues Lima que entendia pela apreciação da incidência dos juros de mora sobre a multa de oficio, mesmo não contestada expressamente, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Orlando José Gonçalves Bueno.
Nome do relator: Conselheiro Carlos Alberto Donassolo
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2301; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C2T2 Fl. 130 1 129 S1C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10680.013965/200616 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1202001.023 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 10 de setembro de 2013 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO Recorrente FRANÇA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2002 PERÍCIA. REQUISITOS. NÃO ATENDIMENTO. Não se conhece do pedido para realização de perícia quando desatendidos os requisitos do art. 16, inciso IV, do Decreto nº 70.235/1972 e alterações. APRESENTAÇÃO DAS PROVAS. MOMENTO PROCESSUAL. PRECLUSÃO. A apresentação de provas documentais deve ocorrer na fase impugnatória do processo administrativo fiscal, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, salvo nas hipóteses previstas no § 4º do art. 16, do Decreto nº 70.235, de 1972 e alterações. IRPJ. LUCRO PRESUMIDO. PERCENTUAL APLICÁVEL. REVENDA PARA CONSUMO DE COMBUSTÍVEIS. A apuração do lucro presumido, no percentual de 1,6%, é próprio da atividade de revenda, para consumo, de combustíveis derivados de petróleo, álcool etílico carburante e gás natural. Não confirmado nos autos essa hipótese, aplicase a regra geral do percentual aplicável à presunção do lucro, que é de 8%. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em indeferir os pedidos de produção de provas e de encaminhamento de intimações ao advogado da autuada, em não conhecer do pedido de perícia e, no mérito, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, vencido o Conselheiro Plínio Rodrigues Lima que entendia pela apreciação da incidência dos juros de mora sobre a multa de oficio, mesmo não contestada expressamente, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Orlando José Gonçalves Bueno. AC ÓR Dà O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 01 39 65 /2 00 6- 16 Fl. 130DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 20/09/ 2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 10680.013965/200616 Acórdão n.º 1202001.023 S1C2T2 Fl. 131 2 (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto Donassolo – Presidente em Exercício e Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Donassolo, Viviane Vidal Wagner, Meigan Sack Rodrigues, Plínio Rodrigues Lima, Marcelo Baeta Ippolito e Orlando José Gonçalves Bueno. Relatório Tratase do exame do Auto de Infração para exigência do IRPJ, relativo ao anocalendário de 2002, acrescido da multa de ofício, no percentual de 75%, e dos juros de mora, pela taxa Selic. De acordo com o Termo de Verificação Fiscal, fls. 07 e seguintes, a fiscalização identificou que no Cadastro do contribuinte perante a SRFB consta o código CNAE nº 51519 Comércio Atacadista de Combustíveis, fls. 51. Além disso, o próprio contribuinte informou em sua DIPJ o mesmo código de atividade 51519/01 Comércio atacadista de álcool carburante, gasolina e demais derivados de petróleo exceto transportador retalhista (TER) e lubrificantes, fls. 11. Ainda segundo a fiscalização, fls. 08: “O Contribuinte foi intimado no dia 12 de setembro de 2006 (fls. 46 a 47) a apresentar a devida documentação comprobatória (escrituração contábil e/ou fiscal) referente à Revisão DIPJ relativa ao anocalendário 2002. Ante a intimação, o Contribuinte justificouse afirmando serem suas atividades comerciais relacionadas com o comércio de querosene iluminante, aguarrás e derivados do refino do petróleo, recolhendo seus tributos federais com opção pelo Lucro Presumido.” Para essa atividade informada pelo contribuinte como sendo atacadista, o agente fiscal entendeu que o percentual para apuração do lucro presumido é de 8% sobre a receita bruta e não o percentual de 1,6% aplicado pela autuada, pois este último se aplicaria apenas para a atividade de “revenda, para consumo, de combustível derivado de petróleo, álcool etílico carburante e gás natural”. As alegações trazidas na impugnação estão assim resumidas no Relatório do Acórdão nº 0220.992 da DRJ/Belo Horizonte, de fls. 75 e seguintes, o qual passo a transcrever e adotar: “IMPUGNAÇÃO DO LANÇAMENTO A notificação do lançamento, conforme aviso . de recebimento a folhas 65, deuse por via postal, em 13.03.2007. Em 12.04.2007, a autuada apresentou a Fl. 131DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 20/09/ 2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 10680.013965/200616 Acórdão n.º 1202001.023 S1C2T2 Fl. 132 3 impugnação juntada a folhas 67 a 72. Resumem o seu conteúdo os enunciados seguintes. • A autuada tem como principal atividade a revenda, para consumo, de derivados de petróleo, em forma retalhada e a varejo, conforme objetivos do contrato social. • A empresa foi indevidamente autuada. O artigo 15 da Lei n° 9.245, de 1995, estabelece que a base de cálculo do imposto, em cada mês, será determinada mediante a aplicação de 8% sobre a receita bruta. O § 1°, inciso I, do mesmo artigo estabelece que esse percentual será de 1,6% para a atividade de revenda, para consumo de combustível derivado de petróleo, álcool etílico carburante e gás natural. • As empresas optantes pelo lucro presumido devem entender o lucro auferido no período de apuração. Essa presunção é feita pela aplicação de percentuais ditados pela lei. Não obstante a determinação do procedimento fiscal, ao fisco foram prestados esclarecimentos para dirimir as dúvidas de interpretação da lei. . • O CNAE principal da empresa é de atacadista, mas isso não impede a contabilidade de informar o que é venda a varejo e o que é venda no atacado. Isso lhe é facultado, conforme as Dirf informadas à Receita Federal. • A autuada adquire produtos a granel (carros tanque de 15 a 30 mil litros por vez). As notas fiscais respectivas são lançadas no livro de entrada. Posteriormente a mesma mercadoria é fracionada para saída e vendida nunca em quantidades superiores à entrada. • A autuada envasa o produto em embalagens de 900m1, 5, 20 e 200 litros, e conteiner de 1000 litros para comercialização. É evidente que a autuada exerce atividade varejista que se caracteriza por venda a miúdo ou a retalho. Sua atividade é essencialmente varejista. • O querosene é um líquido resultante da destilação do petróleo e constitui uma fração entre a gasolina e o óleo diesel; é usado como combustível e como base de certos inseticidas. Seus usos incluem: combustível para aviões, aquecimento doméstico, iluminação, solvente e inseticidas. O autuante afirma ser o querosene eminentemente um solvente alifático, mas esse é apenas um dos seus usos. • Como é sabido, o querosene iluminante é em geral usado como combustível de lamparinas, o que exige a sua combustão. Daí que é combustível e se sujeita a toda uma legislação específica sobre sua comercialização, armazenamento e transporte. Tem também classificação fiscal própria. Portanto, não procede classificálo apenas como solvente e atribuir à empresa a comercialização de solvente alifático, desprezando os demais usos e também um dos objetivos sociais da empresa, que é a comercialização de querosene iluminante, utilizado em geral como combustível para equipamentos de combustão industrial e geração de energia elétrica. Como derivado de petróleo é combustível. A sua especificação técnica pode ser verificada na regulamentação CNP 11/82 e no ofício n° 037/99 ANP. • O autuante define o querosene como solvente alifático baseandose em pesquisa realizada sem nenhuma fundamentação legal e sem citar nenhuma norma regulamentadora. Não há nenhum fundamento legal para esse entendimento, de forma que a autuação se fez arbitrariamente a partir de juízo subjetivo e de premissas falsas. Não se forneceu a fonte da pesquisa e a autoridade se justifica como químico da especialidade. Fl. 132DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 20/09/ 2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 10680.013965/200616 Acórdão n.º 1202001.023 S1C2T2 Fl. 133 4 • A autuada apenas cumpriu a disposição legal aplicando o percentual de 1,6% referente à atividade que exerce de revenda para consumo de combustível derivado de petróleo. O Regulamento do ICMS de Minas Gerais inclui o querosene iluminante no rol dos combustíveis derivados de petróleo em seu artigo 73, inciso II,• alínea "f', tanto que o distribuidor do produto é responsável por substituição pela retenção e recolhimento do ICMS. Isso mostra a contradição do sistema tributário desse país. Esferas diferentes têm entendimentos diferentes, se a Receita Federal realmente compartilhar a opinião do autuante. • A empresa cumpriu suas obrigações fiscais rigorosamente em dia, aplicando a alíquota pertinente. Só utilizarão o percentual de 8% as atividades para a qual não esteja previsto percentual específico (artigo 519 do RIR/1999). • À vista do exposto, pedese que seja acolhida a impugnação para anular o auto de infração, julgálo insubsistente por contrariar a lei, divorciarse da realidade hermenêutica e dissentir dos entendimentos pretorianos. • Em caso de prosseguimento do procedimento administrativo tributário, pedese a realização de provas documentais e pericial para aferir, tecnicamente, a relação processual na formação de juízo de valor na composição do processo. • Pedese outrossim, que as intimações dos atos processuais sejam encaminhadas ao endereço do advogado que subscreve a impugnação Na seqüência foi emitido o Acórdão nº 0220.992 da DRJ/Belo Horizonte, de fls. 75 e seguintes, mantendo integralmente o lançamento fiscal, com o seguinte ementário: LUCRO PRESUMIDO PERCENTUAL DE APURAÇÃO . Na apuração do lucro presumido, somente se aplica o percentual de 1,6% sobre as receitas oriundas da revenda, para consumo, de combustível derivado de petróleo, álcool etílico carburante e gás natural. Lançamento Procedente Os principais fundamentos utilizados no acórdão recorrido estão assim sintetizados: o fato da autuada ter informado que é “atacadista”é o bastante para impedir a aplicação do percentual reduzido de 1,6%, ainda que se admita que as substâncias revendidas se enquadrem no disposto no § 1°, inciso I, do artigo 15 da Lei n° 9.249, de 1995. a autuada não comprovou que as suas receitas originaramse do comércio para o consumo de combustíveis derivados de petróleo, álcool etílico carburante e gás natural, o que implica na aplicação do percentual geral de apuração do lucro presumido, de 8%. constitui ônus da impugnante comprovar que sua receita foi efetivamente obtida com o “varejo” de combustíveis derivados do petróleo, visto que a própria autuada já havia informado à Receita Federal, por meio de sua declaração de rendimentos, que sua atividade era o comércio “atacadista”. presumemse verdadeiros, salvo prova em contrário, os dados e informações (de que é atacadista) prestadas pelo contribuinte em suas declarações ao fisco. Fl. 133DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 20/09/ 2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 10680.013965/200616 Acórdão n.º 1202001.023 S1C2T2 Fl. 134 5 não comprovada a alegação de que sua atividade é de comércio “varejista”, tornase irrelevante a discussão em torno da composição química e dos empregos potenciais da querosene ou de outros derivados do petróleo. Irresignada com a decisão proferida, a autuada apresentou recurso voluntário, de fls. 85 a 91, repisando praticamente as mesmas alegações trazidas na peça impugnatória. É o Relatório. Voto Conselheiro Carlos Alberto Donassolo Relator O recurso é tempestivo e nos termos da lei. Portanto, dele tomo conhecimento. Tratase de definir o percentual para apuração do lucro presumido para as atividades de venda de produtos derivados do petróleo efetuadas pelo contribuinte. A defesa alega, em preliminar, nulidade do acórdão recorrido em razão do indeferimento da produção de prova documental, da realização de perícia técnica e do envio de intimações ao advogado da autuada. Requer seja convertido o julgamento em diligência “com a finalidade de realizar as provas – pericial pela natureza técnica da relação processual, inclusive aferição da pesquisa; documental ,(em respeito ao princípio da eventualidade), com intimações para indicação de assistente e formulação de quesitos e quanto a documentos proceder requisições junto aos órgãos e entidades.” No mérito, alega que a atividade de revenda contempla os comerciantes atacadistas, porque eles também realizam revendas dos produtos elencados na lei. Aduz que toda revenda é para consumo e a Lei nº 9.249, de 1995, em seu art. 15, § 1º, inciso I, não distinguiu a que título de consumo, no atacado ou no varejo, não cabendo ao julgador ampliar o entendimento que não consta em lei. Já o acórdão recorrido entendeu que a autuada não comprovou que as suas receitas originaramse do comércio para o consumo de combustíveis derivados de petróleo, álcool etílico carburante e gás natural, nos termos do que dispõe a Lei nº 9.249, de 1995, o que implica na aplicação do percentual geral de apuração do lucro presumido, de 8%. Inicialmente, cumpre registrar que, ao contrário do que alega a defesa, o Decreto nº 70.235, de 1972 foi integralmente recepcionado pela Constituição Federal de 1988, não havendo que se falar que seus dispositivos afrontariam qualquer dispositivo ou princípio constitucional. Quanto ao pedido para a realização de perícia, esclareçase à recorrente que o seu deferimento somente ocorre se estiverem devidamente expostos os motivos que justifiquem tal procedimento, bem como, no caso de perícia, deve a requerente formular quesitos e indicar a qualificação profissional do seu perito, com o nome e o endereço, nos exatos termos do que Fl. 134DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 20/09/ 2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 10680.013965/200616 Acórdão n.º 1202001.023 S1C2T2 Fl. 135 6 dispõe o art. 16, inciso IV, do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1976 e alterações. Assim dispõe o citado art. 16, inciso IV: Art. 16. A impugnação mencionará: [...] IV as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) (grifei) No presente caso, para a devida análise do julgador, a defesa deixou de expor claramente os motivos que justificariam a realização de perícia, bem como deixou de formular quesitos, de modo que o seu pedido deixou de atender os requisitos estabelecido no referido dispositivo legal, não podendo, dessa forma, ser conhecido por este órgão julgador. Quanto ao pedido para a apresentação de provas documentais nessa fase processual, cabe dizer que o art. 16, parágrafos 4º e 5º, do Decreto nº 70.235, de 1972 é bastante claro ao fixar a fase impugnatória como o momento apropriado para a apresentação das provas, salvo as hipóteses previstas no § 4º do mesmo art. 16, que não se verificam no caso em análise. Art. 16. A impugnação mencionará: [...] § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) § 5º A juntada de documentos após a impugnação deverá ser requerida à autoridade julgadora, mediante petição em que se demonstre, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas nas alíneas do parágrafo anterior. (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (grifei) Dessa forma, é de se indeferir o pedido para a produção de novas provas. Por fim, correto o indeferimento efetuado pelo acórdão recorrido relativo ao pedido de encaminhamento das intimações ao advogado do contribuinte, uma vez que o art. 23, inciso II, do Decreto n° 70.235, de 1972, estipula que as intimações devem ser encaminhadas Fl. 135DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 20/09/ 2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 10680.013965/200616 Acórdão n.º 1202001.023 S1C2T2 Fl. 136 7 ao domicílio eleito pelo sujeito passivo e não ao domicílio do seu representante, como pretende a defesa. No que se refere ao mérito do lançamento fiscal, procurase definir os percentuais aplicáveis ao lucro presumido na atividade de comércio de combustíveis derivados de petróleo. Na impugnação, a autuada menciona que adquire querosene a granel, em carros tanque de 15.000 a 30.000 litros, e envasa em embalagens de 900ml, de 5 litros, de 20 litros, de 200 litros e em containeres de 1000 litros, para comercialização. Menciona, ainda, que o querosene é derivado do petróleo e é utilizado em geral como combustível para equipamentos de combustão industrial e geração de energia elétrica, fls. 69 e 70. Em que pese essas informações se prestarem a esclarecer o tipo de atividade desempenhada pela autuada, inexiste qualquer prova documental que confirme esses fatos. Por sua vez, os percentuais aplicáveis na apuração do lucro presumido estão referidos no artigo 223 do RIR/1999, abaixo transcrito, para melhor clareza: Art. 223. A base de cálculo do imposto em cada mês, será determinada mediante a aplicação do percentual de oito por cento sobre a receita bruta auferida mensalmente, observadas as disposições desta Subseção (Lei nº 9.249, de 1995, art. 15 e Lei nº 9.430, de 1996, art.2º) § 1º Nas seguintes atividades, o percentual de que trata este artigo será de (Lei 9.249, de 1995, art.15, § 1º): I um inteiro e seis décimos por cento, para a atividade de revenda, para consumo, de combustível derivado de petróleo, álcool etílico carburante e gás natural. II – dezesseis por cento: [...] III trinta e dois por cento, para as atividades de: [...] (grifei) Da leitura do dispositivo acima, depreendese que o caput do art. 223 abriga a regra geral do percentual aplicável à presunção do lucro e os incisos, as exceções à regra, das quais a “atividade de revenda, para consumo, de combustível derivado de petróleo, álcool etílico carburante e gás natural”, com percentual de 1,6%. A norma legal visou atingir com um percentual reduzido, de 1,6%, àquelas atividades que tem uma margem pequena de lucro, típicas do comércio de combustível utilizados em veículos automotores, popularmente chamados de “postos de gasolina”, que realizam suas vendas diretamente ao consumidor final. No caso em análise, sequer existem provas nos autos de que a empresa autuada exerceria a atividade de revenda, para consumo, de combustíveis derivados de petróleo, álcool etílico carburante e gás natural, o que daria o direito à utilização do percentual de 1,6%. Para contrapor a acusação da fiscalização, bastaria que a autuada trouxesse aos autos Fl. 136DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 20/09/ 2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 10680.013965/200616 Acórdão n.º 1202001.023 S1C2T2 Fl. 137 8 cópias das notas fiscais de venda a varejo dos produtos mencionados, de fácil apresentação pela interessada, o que não foi feito. Salientese que a demonstração do efetivo exercício da atividade de revenda, para consumo, dos combustíveis elencados em lei, que a interessada reclama em se enquadrar, é obrigação da pretendente. A par disso, assim dispõe o Código de Processo Civil, art. 333: Art. 333. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor”. Ademais, a discussão em torno da composição química e dos empregos potenciais do “querosene” ou de outros derivados do petróleo tornase irrelevante para o presente caso. O fato é que inexiste nos autos a comprovação de que a atuada exerça a atividade prevista em lei para apurar o lucro presumido no percentual de 1,6%, próprio dos comerciantes varejistas de combustíveis derivados de petróleo, álcool etílico carburante e gás natural. A jurisprudência do antigo Primeiro Conselho de Contribuinte também é pacífica nesse sentido, conforme se nota pela transcrição da ementa no Acórdão nº 0807.852, sessão de 17 de junho de 2004, dentre outros: IRPJ — LUCRO PRESUMIDO — BASE DE CÁLCULO – PERCENTUAL APLICÁVEL AS DISTRIBUIDORAS DE COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES — Não se confundem os percentuais aplicáveis na presunção do lucro no tocante à atividade de revenda de combustíveis, entre às distribuidoras e os postos varejistas. Em vista do exposto, voto no sentido de que sejam indeferidos os pedidos de produção de provas e de encaminhamento de intimações ao advogado da autuada, que não seja conhecido do pedido de perícia e, no mérito, que seja negado provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto Donassolo Fl. 137DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 20/09/ 2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 10680.013965/200616 Acórdão n.º 1202001.023 S1C2T2 Fl. 138 9 Fl. 138DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 20/09/ 2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO
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Numero do processo: 00845.054949/83-99
Data da sessão: Tue Feb 25 00:00:00 UTC 1986
Ementa: CONFERÊNCIA FINAL DE MANIFESTO - Falta e acréscimo de mercadoria estrangeira - Provido em parte para excluir da exigência fiscal as DIs cujos despachos não foram antecipados e nem simplificados e que as quantidades despachadas foram as mesmas desembaraçadas.
Numero da decisão: 303-24.458
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho
de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento em par
te ao recurso, para excluir as DIs de fls., nos termos do voto do relator, vencidos cG Conselheiro Hélio Loyolla de Alencastro, que negava provimento, e o Conselheiro Afonso Celso Mattos Lourenço que
dava provimento integral, na forma do relatório e votos que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Luiz Carlos Nogueira
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-15T15:37:24Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-15T15:37:24Z; Last-Modified: 2010-01-15T15:37:24Z; dcterms:modified: 2010-01-15T15:37:24Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-15T15:37:24Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-15T15:37:24Z; meta:save-date: 2010-01-15T15:37:24Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-15T15:37:24Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-15T15:37:24Z; created: 2010-01-15T15:37:24Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-01-15T15:37:24Z; pdf:charsPerPage: 1488; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-15T15:37:24Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA smo Sessao d.25/fevereiro de 19 86 ACORDA° N.°3P.3-24. 458 Recurso n.° 107.839 — Proc. 0845/054949/83-99 Recorrente AGÊNCIA DE VAPORES GRIEG S/A Recorrld DRF - SANTOS - SP CONFERÊNCIA FINAL DE MANIFESTO - Falta e acréscimo de mercadoria estrangeira - Provido em parte para excluir da exigência fiscal as DIs cujos despachos não foram an tecipados e nem simplificados e que as quantidades despa chadas foram as mesmas desembaraçadas. Visto, relatado e discutido o presente processo, ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conse- lho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento em par te ao recurso, para excluir as DIs de fls., nos termos do voto do re lator, vencidos cG Conselheiro Hélio Loyolla de Alencastro, que ne- gava provimento, e o Conselheiro Afonso Celso Mattos Lourenço que dava provimento integral, na forma do relatório e votos que passam a integrar o presente julgado. Sala das S2pOes, em 25 de fevereiro de 1986. à n••n HÉLIO tt f, "MIMA Presidente 4( ll111111P :1) Alia....ameekrAS LlIt Z - os 7,i o ,474. JOSÉ ,54ffrip - 4 -: kA I(vA Procurador da Fazenda Nacional VISTO EM SESSÃO P. FEV 198e RECURSO DO PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL N g 303-0.898 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: AFONSO CELSO MATTOS LOURENÇO, JOÃO EVANGETISTA CARNEIRO DA CU- NHA NETO, PAULO MORENO DE ALMEIDA, SALUSTIANO DE PINHO PESSOA NETO, SIDNEY DE CAMPOS PESSOA e WILFRIDO AUGUSTO MARQUES. • Fls. 02 Recurso: 107.839 Acórdão: 303-24.458 umno Nemo momm MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES RECORRENTE: AGÊNCIA DE VAPORES GRIEG S/A RECORRIDA : DRF - SANTOS - SP RELATOR : LUIZ CARLOS NOGUEIRA RELATÓRIO Em ato de conferencia final do manifesto n2 2.862/82, do navio BOW SAPHIR, entrado no Porto de Santos em 27/10/82, a fiscali- zação constatou a falta e acresci= de mercadoria transportada a gra nel, o que ócasionou a lavratura do auto de infração de fls. 01, pro pondo o recolhimento do imposto de importação e da multa .capitulad.a no art. 107, inciso VII, do DL 37/66. Em tempo hábil, a transportadora impugnou o feito fis- cal: 1) que as diferenças de peso no transporte a granel são um fenômeno normal e, em certas Circunstâncias, inevitáveis, fato re — conhecido pela própria SRF; • • 2) que não se pode identificar um responsável pelas que- bras naturais ocorridas no transporte marítimo de carga a - granel, principalmente as que se situam dentro do limite de tolerância fixa- do,pela autoridade fiscal; : 3) que o parágrafo único do art. 60 do DL n 2 37/66 pre- ceitua que o responsável deverá indenizar a Fazenda Nacional do va- lor dos tributos não recolhidos, mas, tratando-se de uma quebra natu ral, não existe responsável e a Fazenda Nacional não tem de quem co- brar os tributos; • 4) que o Código Comercial, em seu art. 102, e\o DL n2 116/67, em seu art. 4 2 , eximem o transportador da -responhabilidade decorrente de vício proprio da mercadoria; 5) que, verificando-se que os tributos foram integralmen te pagos ou se isenção houve, nada terá o transportador que . indeni- záiyrazão Pela qual se imp3em que sejam anexadas ao processo cópias das declaraçOes de importação; 6) . que o imposto de importação que deixou de ser recolhi do pelo responsável deveria ser calculado nas bases vigentes ao tem= po da ocorrência do fato gerador, isto e, à data da entrada (presumi da) da mercadoria no país e não nas bases atuais, constantes no Auto ' de Infração; 7) que, ao tempo do desembaraço aduaneiro, através do Bo letim de Descarga - Faltas e Acréscimos, emitido pela CODESP, esta repartição toma conhecimento da falta, razão pela qual deveria ser adotado o critério estabelecido pelo parágrafo único do art. 23 , do DL 37/66, que diz: "...a mercadoria .ficará sujeita aos tributos vigo • • H Fls. 03• Recurso: 107.839 •P Acórdão: 303-24.458 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL • rantés na data em que a'autoridade aduaneira apurar &falta ou dela tiver conhecimento". • ' I , Atendendo à alegação do impugnante, foram anexadas pias das DIs em questão, dando-se-lhe vista dos documentos anexados, sendo-lhe aberto novo prazo de defesa (fls. 64 a 214). Contestação fiscal, às fls. 215, pela manutenção inte- gral do feito. . Decidindo o litígio, a autoridade singular julgou proce- dente a ação fiscal para exigir da autuada o valor consignado no au- to de infração, a titulo de imposto de importação sem, no entanto, tecer consideraçUs acerca da penalidade imposta na peça inicial, pal. recendo ter sido a mesma dispensada. Inconformada com tal decisão, a transportadora, Agencia de Vapores Grieg S/A, com guarda de prazo legal, ecorre a este Con- selho, cujas razOes de recurso leio em sessão. / 1 r É O Relatório. • • , • ' Fls. 07 . • Recurso: 107.839 • AcOrdão: 303-24.458, SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL VOTO / - A recorrente alega que as mercadorias importadas ,foram despachadas nos totais manifestados, tendo ocorrido o pagamento inte gral do imposto de importação por parte do importador. • Examinando-se mais detidamente as DIs acostadas aos au- tos, verifica-se que tal hipótece ocorrem com as Declaraç6es de Im-7 portação de fls. 73, 77, 81, 85, 93, 98, 103, 113, 118, 123, 128, 133 e 190, pois as quantidades 'despachadas foram as mesmas desembara çadas, estando o espaço destinado à natureza do despacho (campo 32). em branco, o que vale dizer que o despacho não foi antecipado. , • • Assim, dou provimento em parte ao recurso a fim de ex- cluir a exigência relativa às DIs supra mencionadas. • • Sala da Sess3--, em 2 fevereiro de 1986. - - LUIZ C , ' OS' 1.CIRA - 'e a • • • • - _ • •
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