Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,050)
- Primeira Turma Ordinária (16,516)
- Primeira Turma Ordinária (16,445)
- Primeira Turma Ordinária (16,325)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,024)
- Segunda Turma Ordinária d (14,547)
- Primeira Turma Ordinária (13,115)
- Primeira Turma Ordinária (12,572)
- Segunda Turma Ordinária d (12,545)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,851)
- Terceira Câmara (68,403)
- Segunda Câmara (57,284)
- Primeira Câmara (21,503)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,359)
- 1ª SEÇÃO (6,891)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,425)
- Segunda Seção de Julgamen (115,920)
- Primeira Seção de Julgame (77,827)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,142)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,440)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,597)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,147)
- HELCIO LAFETA REIS (3,911)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,856)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,753)
- WILDERSON BOTTO (2,679)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,474)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,671)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,021)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10380.005730/2002-01
Data da sessão: Mon Jul 06 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon Jul 06 00:00:00 UTC 2009
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/04/1997 a 31/12/1997
AGRAVAMENTO DA EXIGÊNCIA. INOVAÇÃO NOS FUNDAMENTOS
DA AUTUAÇÃO.
As turmas de julgamento das delegacias de julgamento da Receita Federal do Brasil não têm competência para agravar a decisão inicial por meio da mudança dos fundamentos da autuação.
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/04/1997 a 31/12/1997
AUTO DE INFRAÇÃO. FALTA DE RECOLHIMENTO.
COMPENSAÇÃO DOS DÉBITOS COM CRÉDITOS JUDICIALMENTE
RECONHECIDOS. PROCESSO JUDICIAL NÃO COMPROVADO.
Cancela-se a exigência fiscal, formulada sob o fundamento de que o processo judicial que teria reconhecido os créditos opostos em compensação dos débitos lançados não estava comprovado, quando o sujeito passivo comprova que tal imputação é improcedente.
Recurso provido.
Numero da decisão: 3803-000.024
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO
DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
Matéria: DCTF - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada(TODOS)
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : DCTF - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada(TODOS)
dt_index_tdt : Sat Sep 03 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200907
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/1997 a 31/12/1997 AGRAVAMENTO DA EXIGÊNCIA. INOVAÇÃO NOS FUNDAMENTOS DA AUTUAÇÃO. As turmas de julgamento das delegacias de julgamento da Receita Federal do Brasil não têm competência para agravar a decisão inicial por meio da mudança dos fundamentos da autuação. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/04/1997 a 31/12/1997 AUTO DE INFRAÇÃO. FALTA DE RECOLHIMENTO. COMPENSAÇÃO DOS DÉBITOS COM CRÉDITOS JUDICIALMENTE RECONHECIDOS. PROCESSO JUDICIAL NÃO COMPROVADO. Cancela-se a exigência fiscal, formulada sob o fundamento de que o processo judicial que teria reconhecido os créditos opostos em compensação dos débitos lançados não estava comprovado, quando o sujeito passivo comprova que tal imputação é improcedente. Recurso provido.
dt_publicacao_tdt : Mon Jul 06 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 10380.005730/2002-01
anomes_publicacao_s : 200907
conteudo_id_s : 6651116
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 01 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-000.024
nome_arquivo_s : 380300024_137947_10380005730200201_004.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : ALEXANDRE KERN
nome_arquivo_pdf_s : 10380005730200201_6651116.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Mon Jul 06 00:00:00 UTC 2009
id : 4612707
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:29 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423737290752
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-30T11:13:29Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-30T11:13:29Z; Last-Modified: 2009-09-30T11:13:29Z; dcterms:modified: 2009-09-30T11:13:29Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-30T11:13:29Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-30T11:13:29Z; meta:save-date: 2009-09-30T11:13:29Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-30T11:13:29Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-30T11:13:29Z; created: 2009-09-30T11:13:29Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-09-30T11:13:29Z; pdf:charsPerPage: 1400; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-30T11:13:29Z | Conteúdo => S3-TE03 Fl. 63 • k‘tik, ,:koom,„„ r"-z " MINISTÉRIO DA FAZENDAN.-'7130(aj "'"`" CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10380.005730/2002-01 Recurso n° 137.947 Voluntário Acórdão n° 3803-00.024 — 3a Turma Especial Sessão de 06 de julho de 2009 Matéria PIS - AUTO DE INFRAÇÃO ELETRÔNICO Recorrente CONSTRUTORA BAQUIT LTDA. Recorrida DRJ-FORTALEZA/CE ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/1997 a 31/12/1997 AGRAVAMENTO DA EXIGÊNCIA. INOVAÇÃO NOS FUNDAMENTOS DA AUTUAÇÃO. As turmas de julgamento das delegacias de julgamento da Receita Federal do Brasil não têm competência para agravar a decisão inicial por meio da mudança dos fundamentos da autuação. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/04/1997 a 31/12/1997 AUTO DE INFRAÇÃO. FALTA DE RECOLHIMENTO. COMPENSAÇÃO DOS DÉBITOS COM CRÉDITOS JUDICIALMENTE RECONHECIDOS. PROCESSO JUDICIAL NÃO COMPROVADO. Cancela-se a exigência fiscal, formulada sob o fundamento de que o processo judicial que teria reconhecido os créditos opostos em compensação dos débitos lançados não estava comprovado, quando o sujeito passivo comprova que tal imputação é improcedente. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. ALE NDRE KERN Presidente e Relator o Processo n° 10380.005730/2002-01 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00.024 Fl. 64 Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Ivan Allegretti, Hélcio Lafetá Reis e Daniel Maurício Fedato. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Carlos Henrique Martins de Lima. Relatório Cuida-se de recurso (fls. 45 a 47) interposto pelo recorrente acima qualificado, contra o Acórdão n2 6.550, de 28 de julho de 2005, da DRJ/FOR, fls. 33 a 37, sem ementa. Versa o presente processo sobre Auto de Infração, cientificado ao contribuinte em 20/03/2003 (cópia do AR na fl. 24), decorrente de procedimento de auditoria eletrônica da DCTF do 2°, 3° e 4° trimestre(s) de 1997, em que o declarante, ora recorrente, informou que seus débitos de Contribuição para o PIS/Pasep dos meses de abril a dezembro daquele ano, nos valores de R$ 1.238,74, R$ 1.137,53, R$ 2.396,12, R$ 4.458,38, R$ 1.133,02, R$ 2.116,72, 1.618,26, R$ 645,75 e R$ 675,46, haviam sido compensados com créditos reconhecidos pela sentença que transitou em julgado nos autos do processo judicial n2 960008759-8. Sob o fundamento "Proc. Jud nõo comprovad" (Anexo 1— DEMONSTRATIVO DOS CRÉDITOS VINCULADOS NÃO CONFIRMADOS, fl(s). 17 a 19), o Fisco não acolheu a exceção de compensação sem DARF e lançou de oficio os referidos débitos, com os consectários de praxe, formalizando a exigência constante do Auto de Infração n 2 0002411, fls. 15 e 16 e anexos. A exação totalizou R$ 41.271,73. Em sua peça de impugnação, o autuado ratifica a existência da ação judicial indicada na DCTF, uma medida liminar inominada, exarada em 14/03/1996, pela 5 a Vara Federal no Ceará, que suspendeu a exigibilidade do crédito tributário relativa ao PIS, apurado segundo a Lei Complementar n 2 7, de 7 de setembro de 1970, e da Cofins, até os limites dos valores indevidamente pagos segundo os inconstitucionais Decreto-Lei n 2 2.445, de 29 de junho de 1988, e Decreto-Lei n2 2.449, de 21 de julho de 1988. A medida liminar foi confirmada em sentença. Pede o cancelamento da exigência fiscal. Mantendo a exigência do principal e dos juros de mora, calculados pela taxa Selic, a DRJ-FOR cancelou a aplicação da multa de lançamento de oficio, por retroação benigna do art. 18 da Lei n2 10.833, de 29 de dezembro de 2003, com a redação que lhe foi dada pelo art. 25 da Lei n2 11.051, de 29 de dezembro de 2004. Segundo a decisão ora recorrida, o lançamento destinou-se a proteger o crédito tributário contra os efeitos da decadência. Após síntese dos fatos relacionados com a exação representada pelo Auto de Infração n2 0002411 e com o seu julgamento em primeira instância, plasmado no Acórdão DRJ-FOR n2 6.550, o recorrente insiste na extinção dos débitos lançados pela compensação com o direito creditório judicialmente reconhecido, argumentando que caberia ao Fisco apenas homologar as referidas compensações. Pede reforma para o referido acórdão. É o Relatório. (k. 2 Processo n° 10380.005730/2002-01 S3-T E03 Acórdão n.° 3803-00.024 Fl. 65 Voto Conselheiro ALEXANDRE KERN, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 45 a 47 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJ-FOR n2 6.550, de 28 de julho de 2005, fls. 33 a37. A argumentação e a prova documental acostada aos autos por ocasião do momento processual da impugnação eram perfeitamente hábeis para a constatação de que o fundamento do Auto de Infração n 2 0002411 era, absolutamente, improcedente. A tutela concedida nos autos da Ação Cautelar n2 96.0008759-8 (mais tarde confirmada por sentença) autorizava a compensação alegada. Comprovada a ação judicial, tocava à autoridade julgadora de primeira instância cancelar o auto. A 2 Turma da DRJ/FOR preferiu, no entanto, inovar o fundamento da exação, transmudando-o para lançamento de oficio para prevenir os efeitos da decadência, em verdadeiro agravamento da exigência inicial, para o qual não detinha competência, conforme vem decidindo esta instância recursal administrativa: "CONSELHO DE CONTRIBUINTES Ministério da Fazenda Numero Recurso :120573 Câmara :PRIMEIRA CÂMARA Numero Processo :13805.003767/97-28 Tipo do Recurso :VOLUNTÁRIO Matéria :IRPJ E OUTROS Recorrente :VIDROS VITON LTDA. Recorrida/interessado :DRJ-SÃO PAULO/SP Data da Sessão :22/02/2000 Relator :Edison Pereira Rodrigues Decisão :Acórdão 101-92978 Resultado :DPU - DAR PROVIMENTO POR UNANIMIDADE Texto da Decisão : Por unanimidade de votos, acolher a preliminar de nulidade do agravamento da exigência e, no mérito, DAR provimento ao recurso Ementa :LANÇAMENTO — MODIFICAÇÃO DOS CRITÉRIOS JURÍDICOS — VEDAÇÃO. O disposto no art. 146 do CTN veda à administração tributária introduzir modificações, benéficas ou não ao contribuinte, em lançamentos inteiros, perfeitos e acabados, em homenagem à certeza e segurança das relações jurídicas. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL — AGRAVAMENTO DA EXIGÊNCIA — INOVAÇA-0 NOS FUNDAMENTOS DA AUTUAÇÃO EM DECISÃO DE DELEGADO DE JULGAMENTO — LANÇAMENTO REALIZADO POR AUTORIDADE INCOMPETENTE — NULIDADE. Nulo é o agravamento da exigência, promovido em decisão de primeiro grau mediante inovação nos fundamentos da autuação, porque falece competência ao Delegado de Julgamento para a lavratura do ato. MÚTUO ENTRE COLIGADAS. Insubsistente o lançamento que por sua descrição 3 Processo n° 10380.005730/2002-01 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00.024 Fl. 66 dos fatos e norma legal infringida dá tratamento de variação monetária passiva às despesas glosadas, em dissonância com as disposiçôes do art. 4° do Decreto n° 332/91 e da contabilidade do sujeito passivo, que recomendam tratamento de despesa de correção monetária. Recurso provido." Conclusões Em face do exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso, para cancelar integralmente o lançamento. Sala das Sessões, em 06 de julho de 2009. NDRE KERN 4
score : 1.0
Numero do processo: 10660.001779/2005-83
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Dec 09 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue Dec 09 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 301-02.091
Decisão: RESOLVEM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligencia, para que seja anexada a decisão definitiva do processo n° 10660.000861/2005-91.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
Nome do relator: IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
dt_index_tdt : Sat Sep 17 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200812
turma_s : Primeira Câmara
dt_publicacao_tdt : Tue Dec 09 00:00:00 UTC 2008
numero_processo_s : 10660.001779/2005-83
anomes_publicacao_s : 200812
conteudo_id_s : 6658258
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 12 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-02.091
nome_arquivo_s : 30102091_10660001779200583_200812.PDF
ano_publicacao_s : 2008
nome_relator_s : IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
nome_arquivo_pdf_s : 10660001779200583_6658258.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligencia, para que seja anexada a decisão definitiva do processo n° 10660.000861/2005-91.
dt_sessao_tdt : Tue Dec 09 00:00:00 UTC 2008
id : 4624031
ano_sessao_s : 2008
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:35 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423743582208
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-04-28T14:28:02Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 5; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-04-28T14:28:02Z; Last-Modified: 2011-04-28T14:28:02Z; dcterms:modified: 2011-04-28T14:28:02Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:25cdbc20-4ef7-425e-b0dd-a77ab17a82b5; Last-Save-Date: 2011-04-28T14:28:02Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-04-28T14:28:02Z; meta:save-date: 2011-04-28T14:28:02Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-04-28T14:28:02Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-04-28T14:28:02Z; created: 2011-04-28T14:28:02Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2011-04-28T14:28:02Z; pdf:charsPerPage: 948; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-04-28T14:28:02Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA Processo n° 10660.001779/2005-83 CC03/C01 Fls. 834 Recurso n° 135.759 Assunto Solicitação de Diligência Resolução n° 301-02.091 Data 09 de dezembro de 2008 Recorrente SOLUÇÕES OPERACIONAIS IND.E COM. DE PRODUTOS DE TELECOMUNICAÇÕES Recorrida DRJ/SA0 PAULO/SP RESOLUÇÃO N° 301 -02.091 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligencia, para que seja anexada a decisão definitiva do processo n° 10660.000861/2005- 91. 'lfennue Pi nheiro Torres - Presidente atual Irene Souza Da Trindade Torres - Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Jose Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, Alex Oliveira Rodrigues de Lima, Rodrigo Cardozo Miranda, Valdete Aparecida Marinheiro e João Luiz Fregonazzi. Processo n.° 10660.001779/2005-83 Resolução n.° 301-02.091 CC03/C01 Fls. 835 RELATÓRIO Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, o qual passo a transcrever: "A fiscalização da DRF Varginha autuou a empresa acima qualificada (folhas 01 a 06), sob o fundamento da ocorrência de dano ao Erário, aplicando a conversão da pena de perdimento em multa prevista no ,¢ 1° do artigo 618 do Decreto 4.543/2002. A autuação está embasada nas conclusões do Procedimento Especial de Verificação da Origem de Recursos Aplicados em Operações de Comércio Exterior, cuja cópia encontra-se ay folhas 21 a 44. O relatório de ação fiscal, cuja conclusão foi pela ocorrência de interposição fraudulenta, informa, em suma, que: do total de 24 itens, documentos, livros e informações diversas, solicitados à interessada mediante o Termo de Inicio de Ação Fiscal n° 001, a empresa deixou de apresentar 13 itens que se referiam especificamente aos recursos movimentados por ela; a interessada apresentou planilhas visando demonstrar a origem de recursos, no entanto, não apresentou prova alguma da veracidade dos itens nelas indicados; por exemplo, na planilha referente ao ano de 2002 (folha 24), a interessada não especificou a forma de recebimento do valor referente às "Duplicatas compensadas com fornecedores" (R$ 90.632,99); também não comprovou a efetivação dos "Empréstimos empresas/sócios" no valor de 2.546.432,32, no mesmo ano de 2002, não esclarecendo a identidade do provedor, a disponibilidade e a efetiva entrega, conforme preceitua o artigo 6°, ,f 1°, da IN 202/02; não apresentou nenhuma comprovação da realização dos empréstimos bancários informados como fonte de origem dos recursos; os valores indicados como sendo empréstimos recebidos da empresa Sol Telecom não podem ser aceitos para a comprovação da origem de recursos, uma vez que tal empresa foi alvo de idêntico procedimento especial e as conclusões apontaram para sua inexistência de fato, além do que, no processo administrativo 10660.000656/2005-25, a empresa Sol Telecom não conseguiu comprovar à fiscalização a origem e disponibilidade dos recursos por ela movimentados; os demais empréstimos informados como origem de recursos não tiveram comprovação de sua efetivação, disponibilidade ou transferência. Não foram apresentados documentos, contratos, tampouco extratos bancários que pudessem comprovar a efetivação dos empréstimos informados; No ano de 2001 a empresa realizou 48 importações num total aproximado de R$ 3.572.716,00 e mais impostos no valor de R$ 555.062,00. Pela análise da Demonstração de Fluxo de Caixa, 2 Processo n.° 10660.001779/2005-83 Resolução n.° 301-02.091 CC03/C01 Fls. 836 Demonstração de Origem e Aplicação de Recursos e pelo Balancete de verificacdo (folhas 32 e 33), a interessada não tinha disponibilidade financeira para efetuar as importações, uma vez que os valores indicados pela empresa como fonte de recursos não podem ser utilizados por falta de comprovação dos mesmos; No ano de 2002 a empresa realizou 37 importações num total aproximado de R$ 2.538.395,00 e mais impostos no valor de R$ 692.736,00. Pela análise da contabilidade, verifica-se um total de empréstimos no valor de R$ 2.019.857,08 que, exceto pelo empréstimo de R$ 144.207,14 feito junto a empresa Eletrônicos Prince, encontram- se todos sem a comprovação de sua efetiva ocorrência. Mais uma vez, a fiscalização conclui pela falta de disponibilidade financeira da empresa para realizar as operações de importação naquele ano; No ano de 2003 a empresa realizou 39 importações num total aproximado de R$ 1.632.883,00 e mais impostos no valor de R$ 402.526,00. Da mesma forma, a contabilidade informa os valores de R$ 967.394,66 como sendo relativo a empréstimos junto a empresas e terceiros e R$ 802.366,09 relativos a empréstimos junto a instituições financeiras. No entanto, tais empréstimos não tern comprovação de sua efetivação. A posição contábil do inicio de 2003 comprova que não há como a empresa efetuar as transações relativas ás operações de importação daquele ano; A circunstância de real adquirente das mercadorias importadas não foi comprovada pela empresa mediante a apresentação de instrumentos hábeis capazes de registrar as negociações ocorridas; Concluindo pela ocorrência de interposição fraudulenta de terceiros nas importações listadas ás folhas 12 e 13, a fiscalização, nos termos do disposto no artigo 59 da lei 10.637/2002, entendeu ser aplicável a pena de perdimento nas mercadorias ali descritas. Em razão da impossibilidade de apreensão das mercadorias, a fiscalização aplicou a multa prevista no § 3° do artigo 23 do DL 1.455/76, com as alterações do artigo 59 da lei 10.637/2002. Foi então, lavrado o auto de infração ás folhas 01 a 13. Em sua impugnação, a interessada alegou, em síntese, que: As receitas auferidas pelas vendas das mercadorias foram suficientes para comprovar as despesas com comércio exterior; Os empréstimos foram contabilizados, porém, não foram formalizados em contrato de mútuo. Além disso, ao contrário do que afirma a fiscalização, os empréstimos foram utilizados para cobrir despesas operacionais e não de comércio exterior. Os valores utilizados para pagamentos de operações de comércio exterior seriam advindos do lucro obtido nos períodos; o total de entre lucro bruto e lucro liquido auferido no período de 2001 a 2004 foi de R$ 5.473.081,64 enquanto que as importações no período somaram R$ 5.258.298,20; t' 3 Processo n.° 10660.001779/2005-83 Resolução n. ° 301-02.091 CC03/C01 Fls. 837 os valores referentes aos empréstimos que o fisco entendeu como não comprovados, foram deliberadamente direcionados para as operações de comércio exterior e não para as despesas operacionais da requerente, como deveria; A aplicação da pena de perdimento depende do julgamento do Processo Administrativo 10660.000861/2005-91, referente is declaração de inaptidão da empresa; Suspende-se o processo, nos termos do artigo 265, IV, "a", do CPC, quando o mérito depende do julgamento de outra causa; 0 procedimento especial analisou apenas o período de 10/2000 a 12/2003. Não podem ser objeto da multa as mercadorias importadas mediante as DI's de 2004; Mesmo que tenha agido como "interposta persona", não o fez com dolo ou mecanismo fraudulento. A fiscalização não demonstrou a ocorrência de dolo, elemento subjetivo indispensável a tipificação do ilícito tributário; Ao contrario do que sustenta a fiscalização, seu CNPJ não está suspenso até o final do julgamento do processo administrativo 10660.000861/2005-91." A DRJ-São Paulo/SP julgou o lançamento procedente em parte (fls.764/774), nos termos da ementa adiante transcrita: "Assunto: Imposto sobre a Importação -II Período de apura cão: 04/09/2002 a 07/12/2004 Ementa: CONVERSÃO DA PENA DE PERDIMENTO EM MULTA. INTERPOSIÇÃO FRAUDULENTA. Nos termos do artigo 23 do DL 1.455/76, com a redação dada pelo artigo 59 da lei 10.637/2002, presume-se a interposição fraudulenta quando a empresa não conseguir comprovar a origem, disponibilidade e transferência dos recursos empregados. Nos casos em que não houve a instauração do procedimento especial para a verificação da origem dos recursos, sob o rito previsto na IN SRF 228/2002, não há que se falar em falta de comprovação uma vez que as operações de importação não tiveram seus recursos analisados ou verificados. LANÇAMENTO PROCEDENTE EM PARTE" Irresignada, a contribuinte apresenta Recurso Voluntário a este Colegiado (fls.781/803), em aduz, em síntese, o seguinte: - que o Auto de Infração é nulo, por padecer de vicio formal, visto não conter os requisitos legais de validade apontados nos arts. 90 e 10, incisos III e V, do Decreto n°. 70.235/72, isto 6, não verificou a ocorrência do fato gerador, não determinou a matéria tributável e nem revelou o método pelo qual o montante devido foi calculado; 4 Processo n.° 10660.001779/2005-83 Resolução n.° 301-02.091 CC03/C01 Fls. 838 - que, carecendo o Auto de Infração de tais informações, houve ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório; - que a multa objeto destes autos não poderia ter sido aplicada antes do julgamento definitivo do processo administrativo n°. 10660.000861/2005-91, onde as operações de comércio exterior praticadas pela recorrente estão sendo discutidas, contrariando o "principio da inocência"; - que a caracterização definitiva dos requisitos legais da aplicação da pena de perdimento não se dá ao final da fase de verificação fiscal, mas sim depois do julgamento final do processo onde esses fatos são discutidos, o que se dá nos autos do processo acima mencionado; - que houve cerceamento ao direito de defesa quanto à decisão recorrida, posto esta não haver considerado a prova documental emprestada requerida pela querelante na impugnação; - que não se vislumbra a existência de fraude capaz de sustentar a acusação imposta pelos agentes fiscais e que, se alguma irregularidade de natureza formal ou administrativa foi praticada pela empresa, o certo é que isso se deu sem intenção de causar qualquer tipo de lesão ao erário, por desconhecimento dos procedimentos alfandegários ou por interpretação equivocada da legislação aduaneira; e - que a conduta culposa não autoriza a aplicação da multa, sendo indispensável o elemento subjetivo do DOLO para a tipificação do ilícito tributário. Ao final, requer seja julgada improcedente a autuação fiscal. Relativamente ao valor exonerado, a DRJ- São Paulo/SP recorre de oficio. o relatório. ( 5 Processo n.° 10660.001779/2005-83 Resolução n.° 301-02.091 CC03/C01 Fls. 839 VOTO Conselheira Irene Souza da Trindade Torres, Relatora Trata-se de Auto de Infração lavrado contra a empresa SOLUÇÕES OPERACIONAIS INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PRODUTOS DE TELECOMUNICAÇÕES, para aplicação da multa equivalente ao valor aduaneiro da mercadoria prevista no §1° do art. 618 do Regulamento Aduaneiro 2002 (Decreto n°. 4.543, de 26/12/2002), em razão da conversão da pena de perdimento, em face de a contribuinte já ter realizado a comercialização dos produtos. A aplicação da penalidade de perdimento decorreu do resultado do procedimento especial de verificação da origem dos recursos aplicados em operações de comércio exterior, no qual se teria constatado interposição fraudulenta de terceiros, em razão de fortes indícios apresentados de que a empresa estaria sendo usada para a realização de operações comerciais sem dispor de patrimônio e capacidade operacional necessários realização de seu objeto social. Vez que a penalidade aplicada decorre da constatação de conduta fraudulenta, apurada nos autos de outro processo administrativo, entendo de bom alvitre sejam juntados aos autos o resultado defmitivo da decisão proferida no PA n°. 10660.000861/2005-91, onde se está a discutir as irregularidades que deram origem h. aplicação da penalidade objeto do Auto de Infração ora sub judice. Assim, voto no sentido de que seja CONVERTIDO 0 JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, para que autoridade preparadora providencie a decisão acima referida. como voto. Irene Souza da Trindade Torres /7 6
score : 1.0
Numero do processo: 13827.003400/2008-61
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Sep 30 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Sep 30 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2006
DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÃO. DOCUMENTAÇÃO COMPROBATÓRIA.
No caso de dúvida quanto à autenticidade dos recibos e declarações apresentadas, devem ser carreados aos autos outros elementos de prova, tais como exames, laudos, comprovantes de pagamentos, para que as despesas médicas declaradas possam ser consideradas dedutíveis.
DESPESAS MÉDICAS. PAGAMENTO EM ESPÉCIE. COMPROVAÇÃO.
EXTRATOS BANCÁRIOS.
Para que sejam considerados comprovados os pagamentos em espécie
referentes a despesas médicas, com base em extratos bancários, faz-se necessário que os saques efetuados nas contas bancárias sejam contemporâneos à emissão dos recibos e que haja compatibilidade entre os valores sacados e aqueles contidos nos documentos.
PROVA. APRECIAÇÃO PELO JULGADOR.
Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção.
DECISÕES JUDICIAIS. EFEITOS.
As decisões judiciais não constituem normas complementares do Direito Tributário, posto que inexiste lei que lhes atribua eficácia normativa, razão pela qual só produzem efeitos entre as partes envolvidas, não beneficiando nem prejudicando terceiros.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2801-001.927
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Ausente o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 10 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201109
ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2006 DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÃO. DOCUMENTAÇÃO COMPROBATÓRIA. No caso de dúvida quanto à autenticidade dos recibos e declarações apresentadas, devem ser carreados aos autos outros elementos de prova, tais como exames, laudos, comprovantes de pagamentos, para que as despesas médicas declaradas possam ser consideradas dedutíveis. DESPESAS MÉDICAS. PAGAMENTO EM ESPÉCIE. COMPROVAÇÃO. EXTRATOS BANCÁRIOS. Para que sejam considerados comprovados os pagamentos em espécie referentes a despesas médicas, com base em extratos bancários, faz-se necessário que os saques efetuados nas contas bancárias sejam contemporâneos à emissão dos recibos e que haja compatibilidade entre os valores sacados e aqueles contidos nos documentos. PROVA. APRECIAÇÃO PELO JULGADOR. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção. DECISÕES JUDICIAIS. EFEITOS. As decisões judiciais não constituem normas complementares do Direito Tributário, posto que inexiste lei que lhes atribua eficácia normativa, razão pela qual só produzem efeitos entre as partes envolvidas, não beneficiando nem prejudicando terceiros. Recurso negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Sep 30 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 13827.003400/2008-61
anomes_publicacao_s : 201109
conteudo_id_s : 6652854
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 05 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-001.927
nome_arquivo_s : 280101927_13827003400200861_201109.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
nome_arquivo_pdf_s : 13827003400200861_6652854.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Ausente o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
dt_sessao_tdt : Fri Sep 30 00:00:00 UTC 2011
id : 4744975
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:48 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423747776512
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1880; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 187 1 186 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13827.003400/200861 Recurso nº 887.828 Voluntário Acórdão nº 280101.927 – 1ª Turma Especial Sessão de 30 de setembro de 2011 Matéria IRPF Recorrente PAULO MAURÍCIO FERRARI Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2006 DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÃO. DOCUMENTAÇÃO COMPROBATÓRIA. No caso de dúvida quanto à autenticidade dos recibos e declarações apresentadas, devem ser carreados aos autos outros elementos de prova, tais como exames, laudos, comprovantes de pagamentos, para que as despesas médicas declaradas possam ser consideradas dedutíveis. DESPESAS MÉDICAS. PAGAMENTO EM ESPÉCIE. COMPROVAÇÃO. EXTRATOS BANCÁRIOS. Para que sejam considerados comprovados os pagamentos em espécie referentes a despesas médicas, com base em extratos bancários, fazse necessário que os saques efetuados nas contas bancárias sejam contemporâneos à emissão dos recibos e que haja compatibilidade entre os valores sacados e aqueles contidos nos documentos. PROVA. APRECIAÇÃO PELO JULGADOR. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção. DECISÕES JUDICIAIS. EFEITOS. As decisões judiciais não constituem normas complementares do Direito Tributário, posto que inexiste lei que lhes atribua eficácia normativa, razão pela qual só produzem efeitos entre as partes envolvidas, não beneficiando nem prejudicando terceiros. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 193DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 04/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 13827.003400/200861 Acórdão n.º 280101.927 S2TE01 Fl. 188 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Ausente o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antônio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima e Sandro Machado dos Reis. Relatório AUTUAÇÃO Por intermédio do Termo de Intimação de fls. 94, foi solicitada ao contribuinte a apresentação dos documentos abaixo descritos, relativos à sua Declaração de Ajuste Anual do IRPF relativa ao exercício 2006, anocalendário 2005: “ Comprovante de pagamento de Contribuição à Previdência Privada e Fapi. Decisão Judicial ou Acordo homologado judicialmente determinando o ônus das despesas médicas com alimentando. Comprovantes originais e cópias das despesas médicas.” Em atendimento à solicitação do Fisco, o interessado apresentou os esclarecimentos de fls. 115 e os documentos de fls. 95/114 e 116/122. O contribuinte foi novamente intimado (Termo de Intimação n° 202/08, de fls. 61), desta vez para apresentar a seguinte documentação: “Comprovantes do(s) efetivo(s) pagamento(s) da(s) despesa(s) médicas/hospitalares/odontológicas/outros (cópias de cheques ou cópia do extrato bancário, se pago em espécie e demonstrativo indicando data e valor do saque) e da(s) efetiva(s) prestação(ões) do(s) serviço(s), o qual consiste em relatório sucinto do(s) procedimento(s) (motivos dos tratamentos, procedimentos utilizados, exames preliminares, encaminhamento do paciente por outros profissionais, exames de auditoria, medicamentos utilizados (nota fiscal ou receituário médico, etc.)), nome do paciente e data de cada um dos procedimentos assinados pelos profissionais, constantes na relação de pagamentos efetuados (item 7 da declaração de ajuste anual); Demonstrativo dos valores de despesas médicas reembolsadas pelo plano de Saúde; Fl. 194DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 04/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 13827.003400/200861 Acórdão n.º 280101.927 S2TE01 Fl. 189 3 Comprovantes de pagamentos à Previdência Privada e FAPI, indicando os beneficiários do plano (ano calendário 2005).” Como resposta, foram apresentados os esclarecimentos de fls. 64/65, juntamente com a documentação de fls. 66/93. Por considerar que o Termo de Intimação n° 202/08, de fls. 61, foi atendido de forma parcial, a autoridade fiscalizadora expediu o Termo de Intimação n° 475/2008, de fls. 123, solicitando o seguinte: “Considerando o atendimento parcial do Termo de Intimação 202/2008, solicitamos comprovação do efetivo pagamento das despesas médicas/odontológicas dos profissionais: Dr. Carlos Eduardo Migliorini, Dr. Luis Maoreschi Neto, Dr. Flavio Luis Ferari Regatieri e Intituto odontologico de Cirurgia Ltda. Deverá ser apresentada cópia autenticada pelo banco dos cheques (frente e verso), no caso de pagamentos efetuados por esse meio e cópia dos extratos bancários, no caso de pagamento em espécie, identificando os saques e o beneficiário do pagamento.” Não consta nos autos resposta ao Termo de Intimação n° 475/2008. Após a apreciação da documentação apresentada, a fiscalização lavrou a Notificação de Lançamento de fls. 05/07, tendo sido apurado um imposto suplementar de R$ 1.489,59, mais acréscimos legais, decorrente da constatação das seguintes infrações, conforme descrição dos fatos de fls. 06, reproduzida a seguir: “Dedução Indevida de Despesas Médicas. Glosa do valor de R$ 10.217,16, indevidamente deduzido a título de Despesas Médicas, por falta de comprovação, ou por falta de previsão legal para sua dedução. COMPLEMENTAÇÃO DA DESCRIÇÃO DOS FATOS Glosa de despesas médicas: R$ 217,16 CABESP valores referentes a despesas de janeiro de 2006; 2 R$ 10.000,00 Dr. Carlos Eduardo Migliorini glosado as despesas por falta de comprovação dos pagamentos. O contribuinte informa que os pagamentos foram efetuados em dinheiro, apresentou extratos bancários identificando saques que não correspondem nem as datas, nem aos valores dos recibos apresentados, em geral a maioria dos saques são efetuadas em datas posteriores a data dos recibos. Foi considerada a despesa referente ao recibo emitido em 06/12/2005, de R$ 1.240,00, para o qual foi apresentada cópia de cheque nominal ao prestador do serviço.” IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o interessado apresentou a impugnação parcial de fls. 01/04, juntamente com os documentos de fls. 05/50, questionando somente a glosa Fl. 195DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 04/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 13827.003400/200861 Acórdão n.º 280101.927 S2TE01 Fl. 190 4 relativa aos gastos com o profissional Dr. Carlos Eduardo Migliorini, no valor de R$ 10.000,00, expondo as seguintes alegações, conforme relatório do acórdão da DRJ/São Paulo II (fls. 134): “> o interessado possui deficiência dentária, o que se reflete em suas despesas, tornandose injusto falar em gastos excessivos e que não condizem com a realidade; > os pagamentos foram efetuados em moeda nacional corrente, sendo os saques demonstrados nos extratos em anexo, ainda que em datas alternadas, não coincidentes com as datas dos recibos, nem sempre foram pagos nas datas da emissão; > o documento hábil para comprovação dos pagamentos são os recibos, e estando na posse do pagador, comprovam a quitação da prestação de serviços; > a autoridade não pôs dúvidas quanto a validade dos recibos; > eventual dúvida pode ser esclarecida na DIRPF do recebedor; > exigirse documentos comprobatórios inexistentes é abuso de poder, exigência ilegal e sem amparo legal; > quem acusa deve provar, sendo que o Fisco não provou que não houve a prestação de serviços; > somente há necessidade de se comprovar com outros documentos quando restar dúvidas quanto a idoneidade do comprovante apresentado; > requer acolhimento da impugnação e cancelamento da exigência fiscal;” ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A DRJ/ São PauloII julgou o lançamento procedente (fls. 132/140), sendo oportuno transcrever a ementa do respectivo aresto: “MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Consoante o disposto no artigo 17 do Decreto n.° 70.235/1972, com as modificações introduzidas pela Lei n.° 9.532/1997, considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. GLOSA DE DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. Nos termos do artigo 80, §1°, 11, do RIR/99, a dedução de despesas médicas da declaração de rendimentos restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes. Mantidas as glosas de despesas médicas, visto que o direito às suas deduções condicionase à comprovação dos correspondentes pagamentos, a juízo da autoridade fiscal. Fl. 196DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 04/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 13827.003400/200861 Acórdão n.º 280101.927 S2TE01 Fl. 191 5 Inteligência do artigo 11, §3°, do Decretolei n° 5.844/43 e artigo 73 do RIR/99. CRUZAMENTO DE DADOS. DEDUÇÕES PLEITEADAS X VALORES INFORMADOS COMO RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS RECEBIDOS POR PRESTADORES DE SERVIÇOS MÉDICOS. Somente a partir do exercício 2011, ano calendário 2010, com a Declaração de Serviços Médicos (Dmed) instituída pela Instrução Normativa n° 985, de 22/12/2009, possibilitará a Receita Federal do Brasil realizar internamente o cruzamento de informações entre rendimentos tributáveis recebidos pelos prestadores de serviços médicos pessoas jurídicas e equiparados com os pagamentos dedutíveis realizados pelos contribuintes, de maneira individualizada. Impugnação Improcedente.” RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 30/08/10, fls. 145, o contribuinte apresentou, em 28/09/10, o Recurso de fls. 146/156, juntamente com os documentos de fls. 157/182, alegando, em suma, que: a) os recibos constituem documentos hábeis e idôneos para comprovar a efetividade das despesas médicas realizadas e dos pagamentos efetuados; b) os pagamentos foram efetuados em moeda corrente, não havendo amparo legal para se exigir outros tipos de comprovantes, além dos recibos; c) a apresentação de cheques nominativos ou extratos bancários para comprovação do pagamento das despesas não é obrigatória, mas sim facultativa, logo o ônus de provar a não efetividade dos serviços prestados é do Fisco. Somente se houver dúvida quanto à idoneidade dos documentos, é que a responsabilidade é transferida ao contribuinte; d) a legislação exige que somente há necessidade de se comprovar as despesas médicas com outros documentos quando restar dúvida quanto à idoneidade do documento. Alega que neste caso isso não ocorreu; e) em ações judiciais, os Juízos e Tribunais, acatam os recibos como comprovantes a quitação de débitos; f) o valor das despesas médicas em discussão não pode ser considerado absurdo, pois naquele ano, mensalmente, recebeu cerca de R$ 3.000,00 e os citados gastos foram pouco superiores a R$ 936,00; g) quanto à alegação do julgador de que os saques em conta corrente demonstrados poderiam servir para quitação de despesas pessoais, afirma que tais pagamentos são efetuados na modalidade de débito automático, em conta conjunta com sua genitora; Fl. 197DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 04/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 13827.003400/200861 Acórdão n.º 280101.927 S2TE01 Fl. 192 6 h) as despesas médicas foram discriminadas e qualificadas em relatório emitido pelo prestador do serviço, não sendo obrigatória a descrição do tipo de enfermidade tratada; i) eventuais dúvidas acerca da veracidade das despesas médicas declaradas podem ser sanadas consultando a declaração de ajuste anual do prestador de serviço. Afirma que, com a implantação da Declaração de Serviços Médicos – DMED, os profissionais discriminados na Instrução Normativa 985 de 22 de dezembro de 2009, são obrigados a prestar informações à Receita Federal do Brasil acerca dos serviços prestados. Diante do exposto acima requer o cancelamento total da notificação de lançamento em discussão. É o relatório. Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima O recurso é tempestivo e atende as demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Cumpre informar, inicialmente, que a lide resumese à glosa das despesas médicas no valor de R$ 10.000,00, relativas ao Dr. Carlos Eduardo Migliorini, haja vista o recorrente não ter impugnado a glosa do valor de R$ 217,16, referente a CABESP, conforme relatado no acórdão de primeira instância (fls. 135), e como pode ser constatado pela leitura da peça impugnatória de fls. 01/03. Em princípio, admitese como prova idônea da dedução a título de despesas médicas os recibos fornecidos por profissional competente, legalmente habilitado, que contenham todas as indicações indispensáveis à identificação de quem efetuou o pagamento, em que data, referente ao tratamento de qual paciente, bem como a indicação do nome, endereço, CPF ou CNPJ do emitente. Todavia, a apresentação dos recibos não impede o direito de o Fisco solicitar que o contribuinte comprove ou justifique a dedução declarada, a exemplo do ocorrido neste caso. Foi a lei, mais precisamente o DecretoLei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 3º, que expressamente determinou que o contribuinte pode ser instado a comprovar ou justificar as deduções, deslocando para ele o ônus probatório, sendo que o § 4º daquele mesmo artigo previu a glosa das deduções, sem a audiência do contribuinte, quando forem exageradas ou não forem cabíveis. O referido dispositivo constitui a matriz legal do art. 73 do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999: “Art.73.Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (DecretoLei nº 5.844, de 1943, art. 11, §3º).” § 1º Se forem pleiteadas deduções exageradas em relação aos rendimentos declarados, ou se tais deduções não forem cabíveis, Fl. 198DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 04/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 13827.003400/200861 Acórdão n.º 280101.927 S2TE01 Fl. 193 7 poderão ser glosadas sem a audiência do contribuinte (Decreto Lei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 4º).” (grifo meu) A propósito de dedução de despesas médicas, confirase o estabelecido na Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995: “Art. 8º A base de cálculo do imposto devido no anocalendário será a diferença entre as somas: (...). II das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no ano calendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; (...). § 2º O disposto na alínea “a” do inciso II: (...). II restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento; IV não se aplica às despesas ressarcidas por entidade de qualquer espécie ou cobertas por contrato de seguro; V no caso de despesas com aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias, exigese a comprovação com receituário médico e nota fiscal em nome do beneficiário.” No presente caso, exatamente por não estar convencido de que os documentos apresentados eram suficientes para comprovar as despesas médicas em discussão, foi que a autoridade lançadora intimou o contribuinte a apresentar os comprovantes dos efetivos pagamentos. Não há como negar que esse procedimento por parte do Fisco significa que os recibos apresentados não foram considerados hábeis e idôneos como prova das despesas declaradas. O interessado apresentou como prova dos pagamentos extratos bancários, todavia para que os saques em conta corrente comprovem o pagamento de despesas médicas é preciso que haja vinculação entre os recibos e os documentos bancários, ou seja, que os saques sejam contemporâneos à emissão do recibo e no valor dos mesmos. Foi apresentado demonstrativo comparando a totalidade dos saques mensais com os valores pagos a título de Fl. 199DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 04/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 13827.003400/200861 Acórdão n.º 280101.927 S2TE01 Fl. 194 8 despesas médicas, sendo que estes seriam inferiores àqueles. Entretanto, analisando os extratos bancários apresentados (fls. 17/50 e 160/182), constatase que não existe compatibilidade entre as datas e valores dos saques efetuados e os recibos juntados, razão pela qual a glosa deve ser mantida. Não há como aceitar que a quase totalidade dos saques efetuados em conta bancária em determinado mês tenham sido utilizados para pagamento das despesas médicas glosadas, sem que haja um mínimo de vinculação entre as datas dos saques e dos recibos, e o recorrente não logrou êxito em demonstrar que isso tenha ocorrido. Convém ressaltar que, como o ônus probatório é do contribuinte, descabida a pretensão do recorrente de exigir que o Fisco confirme o recebimento dos valores pelos prestadores de serviços por meio de consulta à respectiva declaração de ajuste anual dos profissionais. A título de informação, na declaração de ajuste anual do exercício 2006, ano calendário 2005, não havia obrigatoriedade de o contribuinte informar o número do CPF dos rendimentos recebidos de pessoas físicas, o que inviabilizaria a verificação mencionada pelo interessado. Cumpre assinalar que, como perfeitamente esclarecido no acórdão recorrido, somente a partir da declaração de ajuste anual do exercício 2011, anocalendário 2010, a DMED possibilitará o cruzamento de informações entre os rendimentos tributáveis declarados pelos prestadores de serviços médicos com os pagamentos realizados pelos contribuintes, de maneira individualizada. É importante destacar que, de acordo com o art. 368 do Código Civil as declarações constantes do documento particular, escrito e assinado, ou somente assinado, presumemse verdadeiras em relação ao signatário. Não são válidas contra terceiros, como prova dos fatos que atestam, cabendo ao interessado, se necessário for, comprovar a veracidade dos fatos por meio de provas materiais, sendo que, neste caso, o interessado apresentou somente cópia dos extratos bancários, que foram apreciados, conforme informado anteriormente. Poderia ter juntado laudos ou exames das despesas pleiteadas, porém não o fez. Por conseguinte declarações firmadas pelos prestadores de serviços, em que sequer consta o reconhecimento de firma, tal qual o Relatório de fls. 09, não constituem prova dos serviços ali discriminados. Vale lembrar que, nos termos do art. 29 do Decreto nº 70.235/72, na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção. Assim, foi com base nesse dispositivo legal, que analisei os documentos carreados aos autos para verificar se são suficientes para comprovar as despesas médicas glosadas. No que diz respeito ao entendimento proferido em decisões judiciais, cumpre informar que tais julgados não constituem normas complementares do Direito Tributário, posto que inexiste lei que lhes atribua eficácia normativa, razão pela qual só produzem efeitos entre as partes envolvidas, não beneficiando nem prejudicando terceiros. Diante do exposto acima voto por NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator Fl. 200DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 04/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 13827.003400/200861 Acórdão n.º 280101.927 S2TE01 Fl. 195 9 Fl. 201DF CARF MF Emitido em 24/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 04/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL
score : 1.0
Numero do processo: 13016.000304/2005-62
Data da sessão: Thu Nov 19 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Nov 19 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL - COFINS
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005
PIS. REGIME NÃO-CUMULATIVO. CRÉDITOS GERADOS PEDIDO
DE COMPENSAÇÃO DOS CRÉDITOS COM OUTROS TRIBUTOS
FISCALIZAÇÃO PARA APURAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO DA
CONTRIBUIÇÃO NO MESMO PERÍODO. NECESSIDADE DE
LANÇAMENTO.
A sistemática de creditamento da COFINS e do PIS não-cumulativos não permite que, em pedido de compensação, seja sumariamente subtraída, do montante a ressarcir, a diferença de valores que a fiscalização considerar como recolhidos a menor, decorrentes da revisão da apuração da base de cálculo da contribuição Se a fiscalização entende que valores como o de transferências de créditos de ICMS devem sofrer a incidência da contribuição, tem de promover a sua exigência necessariamente por meio de lançamento de oficio, não podendo fazer a subtração sumária do crédito que o contribuinte utilizou em compensação para o pagamento de outros tributos, que ficariam a descoberto.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3803-000.229
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial do Terceira Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto relator.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: IVAN ALLEGRETTI
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
dt_index_tdt : Sat Sep 17 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200911
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005 PIS. REGIME NÃO-CUMULATIVO. CRÉDITOS GERADOS PEDIDO DE COMPENSAÇÃO DOS CRÉDITOS COM OUTROS TRIBUTOS FISCALIZAÇÃO PARA APURAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO DA CONTRIBUIÇÃO NO MESMO PERÍODO. NECESSIDADE DE LANÇAMENTO. A sistemática de creditamento da COFINS e do PIS não-cumulativos não permite que, em pedido de compensação, seja sumariamente subtraída, do montante a ressarcir, a diferença de valores que a fiscalização considerar como recolhidos a menor, decorrentes da revisão da apuração da base de cálculo da contribuição Se a fiscalização entende que valores como o de transferências de créditos de ICMS devem sofrer a incidência da contribuição, tem de promover a sua exigência necessariamente por meio de lançamento de oficio, não podendo fazer a subtração sumária do crédito que o contribuinte utilizou em compensação para o pagamento de outros tributos, que ficariam a descoberto. Recurso Voluntário Provido.
dt_publicacao_tdt : Thu Nov 19 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 13016.000304/2005-62
anomes_publicacao_s : 200911
conteudo_id_s : 4629326
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 14 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-000.229
nome_arquivo_s : 380300229_159612_13016000304200562_005.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : IVAN ALLEGRETTI
nome_arquivo_pdf_s : 13016000304200562_4629326.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial do Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto relator.
dt_sessao_tdt : Thu Nov 19 00:00:00 UTC 2009
id : 4733786
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:43 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423749873664
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-01T16:47:59Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-01T16:47:59Z; Last-Modified: 2010-09-01T16:47:59Z; dcterms:modified: 2010-09-01T16:47:59Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:1dc0e282-ef16-4505-ad09-4830b7345747; Last-Save-Date: 2010-09-01T16:47:59Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-01T16:47:59Z; meta:save-date: 2010-09-01T16:47:59Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-01T16:47:59Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-01T16:47:59Z; created: 2010-09-01T16:47:59Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-09-01T16:47:59Z; pdf:charsPerPage: 1556; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-01T16:47:59Z | Conteúdo => 53-T E03 1 , 1 59 MIN ISTÉRio DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS 'TERCEIRA SEÇÃO DE JUI,GAMENTO Processo ri" 13016000304/2005-62 Recurso n" 159..612 Voluntário Acórdão ri" 3803-00.229 — 3" Turma Especial Sessão de 19 de novembro de 2009 Matéria PIS NÃO-CUMULATIVO Recorreu te MOVEIS SANDRIN LIDA Recorrida DRI-PORTO ALEGRE/RS ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01 /01/2005 a 31/03/2005 PIS. REGIME NÃO-CUMULATIVO. CRÉDITOS GERADOS PEDIDO DE COMPENSAÇÃO DOS CRÉDITOS COM OUTROS TRIBUTOS FISCALIZAÇÃO PARA APURAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO DA CONTRIBUIÇÃO NO MESMO PERÍODO. NECESSIDADE DE LANÇAMENTO. A sistemática de creditamento da CUPINS e do PIS não-cumulativos não permite que, em pedido de compensação, seja sumariamente subtraída, do montante a ressarcir, a di ferença de valores que a fiscalização considerar como recolhidos a menor, decorrentes da revisão da apuração da base de cálculo da contribuição Se a fiscalização entende que valores como o de transferências de créditos de ICMS devem sofrer a incidência da contribuição, tem de promover a sua exigência necessariamente por meio de lançamento de oficio, não podendo fazer a subtração sumária do crédito que o contribuinte utilizou em compensação para o pagamento de outros tributos, que ficariam a descoberto. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos ACORDAM os membros da 3' Turma Especial do Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto LIO relator. yo. OS- ,------ - ' A N - Presidente1-E . ANDRE KER. . À .. TV _ • L E‘GRETTI - Relator ' \, ''\ \ \ , Particpr.ram, ai da, do presente julgamento, os Conselheiros Bechior Melo de Souza, Héleio _ ,ifet(. Re- , aniel. Mauricio .Eedato e Carlos Henrique Martins de Lima. Relatório Trata-se de Declaração de Compensação apresentada pelo contribuinte em 31/08/2005, utilizando créditos de Contribuição para o PIS não-cumulativa, apurados no período de janeiro a março de 2005 ( .118.. 01/04). A DRF-Caxias do Sul/RS reconheceu a existência do valor do "saldo de créditos passíveis de ressarcimento" indicado pelo contribuinte, mas entendeu por bem reduzir o crédito que o contribuinte poderia utilizar (fls. 18/23), fazendo-o a título de "GLOSA DE CREDITO", por ter veriliez.tdo que "no período contemplado pelo presente processo, o contribuinte efetuou operações de tran*rc"-'wcias de credito de 'CM a terceiros, mas ru'io reconheceu as receitas decorrentes dessas alienações de direitos a terceiros" (11. 19), entendendo, pois, que o contribuinte teria deixado de submeter à incidência do VIS as receitas decorrentes destas vendas de crédito de I.C.M.S Assim, a DRF apurou o valor que entendeu que seria devido de PIS em relação à receita de venda de créditos de ICMS, e reduziu este valor do saldo de créditos de PIS apresentado na declaração de compensação. O contribuinte apresentou .m.anifesta.ção de inconformidade (fls.. 34/43) argumentando que a glosa seria indevida porque seu direito de crédito decorre da sistemática não cumulativa do PIS e que não pode haver a incidência desta contribuição sobre a venda de créditos de K.NS, visto que a incidência do PIS deve ser limitada às receitas das vendas de bens e serviços, confbrme jurisprudência que cita. A DRI-Porto Alegre/RS manteve o entendimento da DR-lç por entender que a matéria exigiria decisão de ineonstitucionalidade das leis envolvidas, conforme se confere da ementa do Acórdão n" 10-16..l69, de 5 de junho de 2008 (lis. 45/46): Assunto . Contribuição para O P1S/Pasep Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005 INCONS111tICIONALIDADE. A autoridade administrativa é incompetente para decidir sobre a constitucionalidade dos atos baixados pelos Poderes Legislativo e Executivo 7,..._ iç2 , Processo n' 13016 000304/2005-62 S3-TE03 Acárao n " 3803-00.229 UI 60 ,S`olicitação Inde*rál(i. O contribuinte interpôs recurso voluntário (fls. 53/57) argumentado que a questão pode ser analisada na via administrativa, inclusive no que se refere à constitucionalidade dos dispositivos envolvidos, reiterando os argumentos da manifestação de inconfmmidade. É o relatório. Voto Conselheiro Ivan Allegretti, Relator C) recurso é tempestivo, motivo pelo qual dele conheço.. A DRF reconheceu a existência do crédito de PIS não-cumulativo indicado pelo contribuinte, .mas não permitiu que o saldo de crédito fosse integralmente utilizado na compensação. lsto porque a DRF entendeu que o contribuinte teria recolhido o PIS correspondente àquele mesmo mês de apuração em valor .menor que o devido, pois teria deixado de fazer incidir o PIS em relação aos valores correspondentes à venda. de créditos de ICMS. Por isso, retirou do saldo de créditos o valor que corresponderia ao débito de PIS relativo à venda de créditos de ICMS. Na linha de manifestações anteriores deste Conselho, entendo que o procedimento é equivocado. A sistemática não cumulativa da Contribuição ao PIS e da COFINS não funciona tal corno a sistemática de apuração do IP1, como parece pretender a DRF. No caso do se promove a escrituração) de créditos e débitos para, no final do período de apuração, mediante o balanço entre tais valores, obter-se (a) ou um saldo credor — que é transferido para aproveitamento no período subseqüente — (b) ou um saldo devedor -- • que implica em recolhimento do tributo. No caso do PIS e da COVINS a incidência e a apuração não dependem do confronto entre créditos e débitos. Sua incidência se dá sobre a receita ou o faturamento, determinando o valor devido, independente da existência de créditos que possam ser usados para redução deste valor. Com efeito, a única diferença da sistemática não cumulativa reside em permitir que "Do valor apurado na forMa do art.. 2 0 a pessoa . jurídica poderá descontar créditos calculados em relação ( „)" (art. 3" da Lei n" 10..637/2002 e da Lei n" 10,833/2003). É nítido, portanto, qr os créditos não compõem nem interferem na apuração da base de cálculo das Contribuições. No âmbito do pedido de compensação que utiliza créditos de PIS não cumulativo) não é cabível que a Fiscalização utilize parte do crédito — a título de "glosa", reduzindo o saldo de créditos • corno meio indireto para promover a revisão e ampliação da base de calculo do PIS, para o eleito de cobrança dos valores que entende devidos. Se a DRF entende que determinado valor recebido pelo contribuinte configura receita sujeita às referidas Contribuições, de modo que o contribuinte teria declarado e recolhido tributo menor que o devido, é imprescindível que promova a constituição do crédito pelo meio próprio: o lançamento. Confira-se, ademais, que o presente entendimento reitera a .:jurisprud.ência deste Conselho em julgamentos anteriores: PEDIDO DE RESSARCIMENTO COFIAIS NÃO C:1JMU-1,41'1VA RASE DE CÁLCULO DOS DÉBITOS. DIPLRENÇA A EXIGIR. NECESSIDADE DL LANÇAMENTO DE 0E1(10. A .sistemállca de ressarrimento da COPINS e do PIS não-cumulativos não permite que, em pedidos de ressarcimento, valores como o de transferências de créditos de ICIVIS, computados pela fiscalização no faturamento, base de cálculo dos débitos', sejam ,subtraída.s do montante a ressarcir Em tal hipótese, para a exigência das Contribuições carece seja elèluado lançamento de ofício RESSARCIMENTO. CONNS NÃO-CUMULATIVA _JUROS SELIC INAPLICABILIDADE Ao reSSareililetli0 não se aplicam os furos Sebe, inconlimdível que é com a re.slituição ou compensação, .sendo que no caso do PLS e COFINS não- cumulativos os arts. 13 e 15, VI, da Lei n'Y 10833/2003, vedam e.xpre.s.settnente tal aplicação. Recurso provido em parte (Acórdão 203-11852, Recurso Voluntário n'' L30.611, Conselheiro EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, 1) O.U. de 06/06/2007, Seção I, pág 49) PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL LANÇAMENTO Constatado que, na apuração do tributo devido, no âmbito do lançamento por homologação, O sujeito pas.sivo não oferecera à tributação, matéria que a fiscalização julga tributável, impõe-se o lançamento para formalização da exigência tributária, pois a mera glosa de créditos legítimos do sujeito passivo configura irregular compensação de oficio com crédito tributário ainda não constituído e, portanto, destituído da certeza e da liquidez imprescindíveis a sua cobrança. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO PIS NÃO- cumuurnvo ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. INCABIVEL. É incabível a atualização monetária do .saldo credor do PIS não- cumulativo objeto de res.sarcimento. Recurso Voluntário Provido em Parte. 1111111:1 4 Processo n" 13016. 00030412005-62 S3-1. E03 Acórdão n." 3803-00.229 H 61 (Recurso Voluntário n" 140.760, PA n" 11065 .002884/2005-11, Conselheira .S1.LVIA IX .BRITO OrtalRA, j 22707/2008) Pelas . razões expostas, voto no sentido de dar provimento ao recurso do contribuinte, para o efeito de reconhecer-lhe o direito de utilizar na sua declaração de compensação 1 integralidade do saldo de créditos, sem glosas, assim homologando integralmente a sua competi ação, ficando ressalvada a possibilidade de a Fiscalização apurar as diferenças de tril , tos g i,, tender devidas pela via própria do lançamento.. l Mv' lv ar Alle' ,re r li \ 1 i s i
score : 1.0
Numero do processo: 13116.001074/2003-69
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR
Exercício: 1999
DA ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA RESERVA LEGAL.
A área de reserva legal, para fins de exclusão da tributação do ITR, deve estar averbada à margem da inscrição da matricula do imóvel no cartório de registro de imóveis competente, o que restou comprovado no caso presente.
DO VALOR DA TERRA NUA — SUBAVALIAÇÃO.
A possibilidade de revisão do VTN arbitrado pela fiscalização, com base no SIPT, depende da apresentação de "Laudo Técnico de Avaliação" emitido por profissional habilitado ou empresa de reconhecida capacitação técnica devidamente anotado no CREA, e que demonstre o atendimento aos requisitos das Normas da ABNT (NBR 8799).
DA MULTA LANÇADA (75,0%) E DOS JUROS DE MORA (Taxa SELIC).
Apurado imposto suplementar em procedimento de fiscalização, no caso de informação incorreta na declaração, é devida a multa de ofício e o débito deve ser corrigido pela Taxa SELIC, conforme disposição legal.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2801-002.217
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer Área de Reserva Legal de 1.028,00 ha, nos termos do voto do Relator.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: SANDRO MACHADO DOS REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
dt_index_tdt : Sat Sep 17 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201202
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 1999 DA ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA RESERVA LEGAL. A área de reserva legal, para fins de exclusão da tributação do ITR, deve estar averbada à margem da inscrição da matricula do imóvel no cartório de registro de imóveis competente, o que restou comprovado no caso presente. DO VALOR DA TERRA NUA — SUBAVALIAÇÃO. A possibilidade de revisão do VTN arbitrado pela fiscalização, com base no SIPT, depende da apresentação de "Laudo Técnico de Avaliação" emitido por profissional habilitado ou empresa de reconhecida capacitação técnica devidamente anotado no CREA, e que demonstre o atendimento aos requisitos das Normas da ABNT (NBR 8799). DA MULTA LANÇADA (75,0%) E DOS JUROS DE MORA (Taxa SELIC). Apurado imposto suplementar em procedimento de fiscalização, no caso de informação incorreta na declaração, é devida a multa de ofício e o débito deve ser corrigido pela Taxa SELIC, conforme disposição legal. Recurso Voluntário Provido em Parte.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 13116.001074/2003-69
conteudo_id_s : 5247169
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 13 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-002.217
nome_arquivo_s : Decisao_13116001074200369.pdf
nome_relator_s : SANDRO MACHADO DOS REIS
nome_arquivo_pdf_s : 13116001074200369_5247169.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer Área de Reserva Legal de 1.028,00 ha, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
id : 4863695
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:56 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423768748032
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1968; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 208 1 207 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13116.001074/200369 Recurso nº 333.629 Voluntário Acórdão nº 2801002.217 – 1ª Turma Especial Sessão de 07 de fevereiro de 2012 Matéria ITR Recorrente CLAY MENDES Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 1999 DA AREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA RESERVA LEGAL. A área de reserva legal, para fins de exclusão da tributação do ITR, deve estar averbada à margem da inscrição da matricula do imóvel no cartório de registro de imóveis competente, o que restou comprovado no caso presente. DO VALOR DA TERRA NUA — SUBAVALIAÇÃO. A possibilidade de revisão do VTN arbitrado pela fiscalização, com base no SIPT, depende da apresentação de "Laudo Técnico de Avaliação" emitido por profissional habilitado ou empresa de reconhecida capacitação técnica, devidamente anotado no CREA, e que demonstre o atendimento aos requisitos das Normas da ABNT (NBR 8799). DA MULTA LANÇADA (75,0%) E DOS JUROS DE MORA (Taxa SELIC). Apurado imposto suplementar em procedimento de fiscalização, no caso de informação incorreta na declaração, é devida a multa de ofício e o débito deve ser corrigido pela Taxa SELIC, conforme disposição legal. Recurso Voluntário Provido em Parte. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer Área de Reserva Legal de 1.028,00 ha, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Fl. 208DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 13116.001074/200369 Acórdão n.º 2801002.217 S2TE01 Fl. 209 2 Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães (Presidente), Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis, Walter Reinaldo Falcão Lima, Ewan Teles Aguiar (Suplente Convocado) e Eivanice Canário da Silva (Suplente Convocada). Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: “Contra o contribuinte interessado foi lavrado, em 29/08/2003, o Auto de Infração/anexos de fls. 01/08, pelo qual se exige o pagamento do crédito tributário no montante de R$ 55.821,39, a titulo de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR, do exercício de 1.999, acrescido de multa de oficio (75,0%) e juros legais calculados até 31/07/03, incidente sobre o imóvel rural denominado "Fazenda N. S. Das Vitórias", (NIRF 29913390), localizado no município de Porangatu — GO. A ação fiscal, proveniente dos trabalhos de revisão das DITR/1999 incidentes em malha valor (Formulários de fls. 09/12), iniciouse com a intimação de fls. 14, recepcionada em 30/06/2003 ("AR" de fls. 13), exigindose a apresentação, no prazo de 20 dias, dos seguintes documentos de prova: 1° Certidão ou Matricula Atualizada do Reg. Imobiliário; 2° Laudo de Avaliação, que atenda às normas da ABNT (NBR 8799), demonstrando o valor fundiário do imóvel (VTN), e 3° Nota Fiscal de aquisição de vacinas da Secretaria Estadual de Agricultura, constando a quantidade de animais existente durante 1998. Em atendimento, foram carreados aos autos os documentos de fls. 15 e 16. No procedimento de análise e verificação das informações declaradas na DITR/1999 e da documentação apresentada pelo contribuinte, a fiscalização resolveu "glosar" integralmente a Área declarada como de utilização limitada, com 1.038,0ha, além de entender que o VTN declarado, de R$ 110.000,00, estava subavaliado, arbitrando o valor de R$ 408.060,00. Desta forma, foi aumenta a Área tributada do imóvel, juntamente com a sua Área aproveitável, com redução do Grau de Utilização dessa nova Área utilizável. Conseqüentemente, foi aumentado o VTN tributado — devido à glosa da Área de utilização limitada declarada e ao novo valor atribuído pela fiscalização , bem como a respectiva alíquota de cálculo, alterada de 0,30% para 6,00%, para efeito de Fl. 209DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 13116.001074/200369 Acórdão n.º 2801002.217 S2TE01 Fl. 210 3 apuração do imposto suplementar lançado através do presente auto de infração, conforme demonstrativo de fls. 02. A descrição dos fatos e o enquadramento legal da infração, da multa de oficio e dos juros de mora, encontramse descritos às folhas 03 e 06. Cientificado do lançamento em 18/09/2003 ("AR" de fls. 19), o contribuinte interessado, através de advogados e procuradores legalmente constituídos (às fls. 60), protocolizou, em 10/10/2003, a impugnação de fls. 21/59. Apoiado nos documentos de fls. 70, 71, 72/76, informou e alegou o seguinte, em síntese: • faz um breve relato dos fatos e das alterações efetuadas pela fiscalização, que deram origem ao presente Auto de Infração; • o que fora declarado pelo impugnante no período base de 1999 corresponde exatamente a veracidade dos fatos, sobretudo no que tange à Área de reserva legal/Área de utilização limitada, conforme faz prova a documentação anexa; • a lei estabelece procedimentos para lavratura do auto de infração, cabendo designar a infração cometida, bem como, a penalidade aplicada ao infrator, possibilitando ao mesmo o direito constitucional de defesa; transcrevendo parte da obra do Prof. De Plácido e Silva, no seu vocabulário Jurídico (Ed. Forense — 1982); e o seguinte dizer do citado mestre: "a forma legis omissa, corruit actus, ou seja, quando se omite a forma indicada por lei, o ato é nulo." • com amparo no principio do contraditório pleno e amplo, assegurado pela Constituição Federal (art. 5°, LV) que sejam apreciados, preliminarmente, os fatos a seguir relatados, com fundamentação própria e especifica (CF/88, art. 93, IX, e inteligência dos arts. 5° inciso II e 37, caput, Hely Lopes Meireles, Direito Administrativo Brasileiro, 15a ed. RT, SP, 1990, pp. 78/79; • a ementa descrita pelo fiscal não condiz com a realidade dos fatos, posto que não se baseia no fato ocorrido, não considerando a assertiva do mesmo e nem o uso do bom senso; • a ementa deve ser clara, demonstrando o erro do contribuinte em cada fato descrito, sendo que esses requisitos visam garantir a segurança do fisco e do autuado, vindo a constituir o auto uma peça séria, segura, com retidão e lisura; • a favor da sua tese, transcreve ensinamentos do mestre SAMUEL MONTEIRO, em Tributos e Contribuições, tomo III, pág. 160/163; • a narração dos fatos no auto de infração é imprescindível para a defesa do autuado, sem o que, não estaria assegurado o principio do contraditório pleno e amplo (art. 5°, inciso LV da CF); • desta forma, o auto tornase contraditório, lacônico e omisso, o que vulnera o principio da legalidade do ato administrativo fiscal, quebrando, por conseqüência, o principio do Fl. 210DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 13116.001074/200369 Acórdão n.º 2801002.217 S2TE01 Fl. 211 4 contraditório pleno, que ficou cerceado, trazendo aos autos, a favor da sua tese, jurisprudência do TRF (RE no 116.477AL, 5a Turma, DJU de 24/09/87, p. 20.310); • transcrevendo ensinamento do jurista SAMUEL MONTEIRO, tomo III, pág. 169, pede, ainda nas preliminares, a nulidade do auto de infração em questão; • para a cobrança do ITR devese observar a existência do fato gerador, a base de cálculo e a aplicação da alíquota; • a base de cálculo do ITR é o VTN tributável, nos termos do art. 3° da Lei n° 8.847/1994, transcrito pelo impugnante; além de transcrever, para ratificar esse conceito, jurisprudências do TRF la Região (3a Turma, REO 1998.01.00.0309761MG, Relator Juiz Olindo Menezes, DJ 12/11/99, p. 142, e 4a Turma, MAS 1998.01.00.0088444/MG, Relator Juiz halo Mendes, DJ 26/05/2000, p. 260); • transcreve os seguintes dispositivos legais (§ 1° do art. 3°, art. 4° (caput) inciso I, alíneas "a" e "h" e seu parágrafo único, e o art. 50 (caput), todos da Lei n° 8.847/94 • assim, a lei determina expressamente a exclusão de determinadas áreas para aferição do Valor da Terra Nua que vai ser utilizado como base de cálculo do ITR; • para incentivar a produção agrícola a legislação estabeleceu alíquotas progressivas e regressivas, que varia de 0,03% até 20,0% em função da área do imóvel e do grau de utilização da sua área aproveitável; • transcreve o disposto no art. 104, da Lei n°8.171/91, que versa sobre a política agrícola, e o disposto no inciso I, do art. 11 da citada Lei 8.847/94. Portanto, as áreas dos imóveis rurais consideradas de reserva legal e de preservação permanente são isentas de tributação e do pagamento de ITR; • nos termos do Código Florestal de 1965, existem duas formas de vegetação no que se refere as Áreas de preservação permanente: umas são criadas pelo s6 efeito do próprio Código Florestal e outras são criadas juridicamente por ato do Poder Público; • faz referência a reserva legal obrigatória, demonstrando os percentuais mínimos fixados na legislação ambiental paras as diversas regiões do País; • a reserva legal decorre de normas legais que limitam o direito de propriedade, da mesma forma que as florestas e demais forma de vegetação permanente. Faz a distinção entre reserva legal e área de preservação permanente com relação A dominialidade; • nem o proprietário privado, nem o Poder Executivo podem consentir na diminuição ou supressão da Reserva Florestal, a não ser que esse consentimento seja expressamente dado pela lei federal. Nenhum ato normativo, tais como decretos, portarias, resoluções, etc.., podem mudar o percentual exigido para as reservas, como também não podem alterar as exigências legais que as caracterizam; Fl. 211DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 13116.001074/200369 Acórdão n.º 2801002.217 S2TE01 Fl. 212 5 • ciente dessas disposições relacionadas A proteção ambiental, que estabelecem áreas de preservação permanente e de reserva legal que limitam o próprio direito de propriedade, destinou parte de sua a propriedade rural a Área de preservação permanente e a área de reserva legal; • observando o descrito na legislação pátria, cumprindo, também, com a determinação preconizada no art. 16, § 2° da Lei n°4.771/65, que prevê a averbação da área de reserva legal A margem da inscrição da matricula do imóvel, foi apresentado, para tanto, memorial descritivo elaborado por profissional habilitado, qualificado para tal, devidamente averbado junto ao Cartório de Registro de Imóveis; • o agente público, contrariando completamente os termos legais e os documentos apresentados pelo impugnante, classificou a área de reserva legal como sendo área tributável, fazendo constar que o impugnante não comprovou o direito A isenção da área de utilização limitada, com a apresentação de memorial descritivo, aprovado pelo IBAMA, averbado A margem do registro no Cartório de Registro de Imóveis, anterior A 01/01/1.999; • para preenchimento da DITR/1.999, o requerente se pautou em valores que condizem com a realidade dos fatos, posto que fora realizado um trabalho sério por profissionais gabaritados para se encontrar os valores que foram declarados, sendo que toda a documentação exigida foi apresentada em momento oportuno; • ademais, a área de reserva legal localizada na propriedade do impugnante, descrita no memorial descritivo e no laudo técnico elaborado por engenheiro agrônomo, sempre existiu, não se vislumbrando nenhuma razão plausível para ignorar essa existência e tributar referida área de reserva legal, devidamente averbada â margem da inscrição da matricula no registro de imóveis e devidamente constatada pelo IBAMA; transcrevendo, a respeito, ementas da jurisprudência administrativa, a saber: 1°) Segundo Conselho de Contribuintes — la Câmara, número do processo 13603.001910/0008, rel. Luiz Sérgio Fonseca Soares, data da sessão 03/12/2002; 2°) Terceiro Conselho de Contribuintes — 2a Câmara, processo n° 13936.000036/9852, rel. Sidney Ferreira Batalha, data da sessão 10/07/2002; 3°) — Segundo Conselho de Contribuintes — 3a Câmara, processo n° 10070.002384/9622, rel. Mauro Wasilewski, data da sessão 08/12/1998; 4°) — Segundo Conselho de Contribuintes — 1a Câmara, processo n° 13154.000173/9532, rel. Rogério Gustavo Dreyer, data da sessão 15/09/1997; 50) — Terceiro Conselho de Contribuintes — 3a Câmara, processo n° 13121.000061/9668, rel. Carlos Fernando Figueiredo Barros, data da sessão 18/09/2002; 6° Terceiro Conselho de Contribuintes — 2 Câmara, processo n° 10680.010777/9640, rel. Elizabeth Emilio de Moraes, data da sessão 23/08/2002, e 70) — Terceiro Conselho de Contribuintes — 2a Câmara, processo n° 13652.000008/9993, rel. Paulo Roberto Cuco Antunes, data da sessão 20/09/2002; Fl. 212DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 13116.001074/200369 Acórdão n.º 2801002.217 S2TE01 Fl. 213 6 • portanto, comprovada a existência da área de reserva legal devidamente averbada A margem da matricula do imóvel, no CRI competente, não há que se falar em diferença a ser apurada no recolhimento do ITR, no ano de 1999, sobretudo por incidir essa diferença em área considerada por lei como não tributável; • ademais, a área de reserva legal deve ser excluída do cálculo do ITR, INDEPENDENTEMENTE DA DATA DE SUA AVERBAÇÃO, nos termos da jurisprudência trazida aos autos (Terceiro Conselho de Contribuintes — 3' Câmara, processo n° 10293.000710/9614, rel. Zenaldo Loibman, data da sessão 08/11/2001) • inferese que a jurisprudência permite, inclusive, o reconhecimento da Área de reserva legal como área não tributável, mesmo que a sua averbação tenha ocorrido durante o fluxo do processo administrativo instaurado (Segundo Conselho de Contribuintes — 1ª Câmara, processo n° 10950.000846/95 26, rel. Geber Moreira, data da sessão 12/05/1998); • mesmo comprovada a existência da área de reserva legal, o agente fiscal deseja cobrar uma diferença proveniente de uma área não tributável, considerada isenta pela própria legislação, não merecendo lograr êxito referida atitude; • ao contrário do ocorrido, o agente fiscal deveria excluir a área de reserva legal do Valor da Terra Nua, com base no § 10 do art. 3 0 da Lei no 8.847/94, avaliando o Grau de Utilização da terra e aplicando a alíquota de cálculo então prevista; • a inclusão da área de reserva legal como área tributável, resultou na queda do grau de utilização da terra de 100% para 46,5%, ocorrendo, conseqüentemente, mudança de faixa de tributação do imóvel, de acordo com a tabela que regula a incidência do ITR; • o agente público agiu contrariando todas as provas comprovando materialmente a existência das áreas de reserva legal localizadas dentro da fazenda (mapa detalhado da propriedade e laudo técnico, devidamente averbado no CRI), que correspondem justamente As áreas que o agente público classificou como supostamente tributáveis; • ressaltese que o fiscal simplesmente lançou os referidos valores nas tabelas incluídas no corpo do Auto de Infração, desprovidas de qualquer detalhamento ou explanação a respeito das motivações que o fizeram chegar A referida conclusão, em total desconsideração ao Laudo Técnico apresentado, feito pelo engenheiro agrônomo; • esta forma de proceder do fiscal, ignorando o Laudo Técnico elaborado por profissional competente, comprovando a existência das áreas de reserva, conforme determina a lei, contraria a orientação jurisprudencial dominante, transcrevendo ementas dos seguintes julgados do Segundo Conselho de Contribuintes: 1° 3a Turma, Ac. N° 20305280, relator Otacilio Dantas Cartaxo, sessão 03/03/99; 2° 3a Câmara, Ac. N° 20306262, relatora Lina Maria Vieira, sessão 26/01/2000 e Fl. 213DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 13116.001074/200369 Acórdão n.º 2801002.217 S2TE01 Fl. 214 7 3° 3a Câmara, Ac. N° 20306246, relatora Lina Maria Vieira, sessão 25/01/2000; • dessas decisões, depreendese que o Laudo Técnico elaborado por profissional habilitado não pode ser simplesmente ignorado, sob pena de se penalizar pessoas que o legislador não visou A época da feitura da norma, não obedecendo, assim, o fim social que a lei se destina; • depreendese da leitura dos artigos 29 e 114, do Código Tributário Nacional — CTN, que o fato gerador em concreto somente ocorre quando lida subsungdo do fato concreto a norma. Desse modo, o fato imponível fica configurado apenas quando atendidos todos os aspectos ou elementos descritos na hipótese de incidência, ou seja, o aspecto pessoal, espacial, temporal, material e quantificativo; • para incidência do ITR, figura como sujeito ativo a Unido (art. 153, IV da Constituição Federal), e como sujeito passivo o proprietário (art. 29, CTN); a propriedade precisa estar localizada em território nacional e tem que ser imóvel rural (art. 153, VI da CF); e a base de cálculo do imposto é o VTN; • portanto, no presente caso não há incidência do ITR, posto que muito embora haja a posse e propriedade, a lei expressamente excluiu a área de reserva legal do cálculo do VTN, bem como a isentou — dispensou legalmente o pagamento do tributo sobre a mesma, não se enquadrando a situação na lei tributária, estando, portanto, fora do campo de incidência tributária; • o agente fiscal simplesmente ignorou todas as provas em contrário e lavrou um auto totalmente alheio A realidade, posto que todos os valores declarados pelo impugnante referentes ao ITR/1.999 são corretos, não havendo que se falar em pagamento de diferença na apuração desse imposto, mormente quando esta diferença se refere a tributação de uma área considerada pela lei como isenta; • nos termos do art. 16, § 3° do Código Florestal e art. 129 (caput) da Constituição do Estado de Goiás, de 1989, o limite mínimo da área de reserva legal para os imóveis rurais localizados em regido de cerrado é de 20% (vinte por cento); • ciente dessa obrigatoriedade, o requerente procedeu a contratação de técnico qualificado, inscrito no CREA, para realizar o relatório de vistoria técnica para averbação da reserva legal, providência esta tomada logo em seguida junto ao CRI onde se localiza o imóvel, citando Paulo Affonso Leme Machado, em sua obra "Direito Ambiental Brasileiro", 7. ed., Malheiros Editores, p. 637; • considerando a existência de provas materiais e indubitáveis que confirmam a existência da Area de reserva legal na extensão que a lei determina, temos então a completa nulidade do auto de infração e a improcedência da cobrança da diferença alegada pelo agente fiscal como supostamente existente. Fl. 214DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 13116.001074/200369 Acórdão n.º 2801002.217 S2TE01 Fl. 215 8 • para incidência da obrigação, seria necessária a veracidade das afirmações contidas no Auto de Infração, para que essas se adequassem à norma legal, configurando assim, o fato gerador da divida; • percebese a fragilidade do Auto, frente aos elementos concretos anteriormente descritos, capazes de provar todas as alegações feitas pelo ora requerente, no qual prova a existência de áreas completamente Minis para serem classificadas como áreas de reserva legal, de conseqüência, não tributáveis; • o impugnante mantém uma área reservada maior ainda do que a lei determina, levandose em consideração o que descreve o art. 16, § 4°, do Código Florestal, ora transcrito; • tendo comprovado que o requerente já separou uma área equivalente aos 50% (cinqüenta por cento) previstos em lei como área de reserva legal, além da área de preservação permanente, sem computar o valor desta naquela, conforme autoriza o § 4° do art. 16 do Código Florestal, é de se notar que o impugnante possui uma preocupação ambiental acima da média, o que mais uma vez comprova a injustiça ocorrida com a lavratura do Auto de Infração; • o complexo normativo citado na presente peça proibe, declaradamente, a incidência do imposto nas áreas de Reserva Legal e de Preservação Permanente; • o que caracteriza a área de Reserva Legal não é a averbação desta no Registro do Imóvel, e sim a vegetação nela contida e a sua nãoutilização para fins agroeconômicos, transcrevendo definição de reserva legal extraída da obra de Edis Milaré, Direito do Ambiente p. 149; • não pode embasar o Auto de Infração unicamente na falta de averbação da área de Reserva Legal, pois este ato configura simplesmente uma formalidade processual, e o que o legislador visou, com a criação da norma, foi justamente o resultado material, qual seja a preservação das respectivas áreas, as quais estão sendo devidamente preservadas no caso em epígrafe, conforme demonstrado; • diante das provas contundentes e irrefutáveis que confirmam a existência da Área de Reserva Legal, deve ser retificado o lançamento no Auto de Infração, conforme decisão (ementa) transcrita, do Segundo Conselho de Contribuintes, 3a Câmara, Ac. N° 203 05942, relator Francisco Sérgio Nalini, sessão 19/10/99; • o Auto de Infração não encontra fundamentos de fato e de direito que ratifiquem a sua existência, devendo ser considerado improcedente e, conseqüentemente, a multa e os juros de mora, posto que o acessório sempre segue o principal; • quando o sujeito passivo contribuinte tem de vender sua propriedade para pagamento de tributos, é de se invocar o art. 5 0, inciso XIII da CF, que diz ser livre o exercício de qualquer trabalho, oficio ou profissão; Fl. 215DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 13116.001074/200369 Acórdão n.º 2801002.217 S2TE01 Fl. 216 9 • a multa patrimonial tem natureza compensatória, portanto, a Receita Federal não pode enriquecerse de forma ilícita; • da obra "Sanções Tributárias e Sanções Penais Tributárias" de Ângela Maria da Motta Pacheco, destaca "darlhe mais do que teria direito é privilegiar o enriquecimento ilícito, violando a proporcionalidade"; • conforme a Lei n° 9.298, de 01/08/1996, em seu art. 1° que modificou o art. 52, § 1° da Lei no 8.078, de 11/09/90 (Código do Consumidor), as multas de mora, hoje decorrentes do inadimplemento da obrigação, não poderão ser superiores a 2,0% do valor da prestação; • no caso de ser descumprida a obrigação acessória, o limite para a multa que se lhe há de impor, deverá ter por base o valor do imposto que teria sido pago se a obrigação acessória tivesse sido regularmente cumprida; • existe, pois, um limite que deve ser imposto A sanção e este limite é o valor do imposto, nos termos do art. 113, § 3° do CTN, transcrito pelo impugnante; • a obrigação tributária decorre da lei e não do acordo de vontades. Sendo a função da Lei Complementar medir a obrigação principal, será este o valor da base de cálculo para a imposição de penalidade pecuniária, nos casos de descumprimento da obrigação acessória; • o Governo Federal já reconheceu a exorbitância de se cobrar multas em valores superiores a 2% sobre o valor do débito, inclusive já prevendo legislação até mesmo para os contratos particulares; • uma multa tão elevada, em torno de 75,0%, caracteriza confisco; • ainda que o direito positivo não sustente, até a presente data, a redução de tais multas exorbitantes, devese reduzila a patamares mais reais, para o quadro econômico hoje vivido pelo requerente, quando estará amparado pela equidade fundada na razão e na justiça; • a redução das multas deve ocorrer para adequação dos negócios jurídicos A nova realidade econômica e aos novos costumes, e para que ela seja um gravame apenas suficiente para cobrir prejuízos A Fazenda Nacional e ser elemento de inibição da inadimplência; • ademais, no Congresso Nacional já tramitam vários projetos para redução de multas em todos os negócios jurídicos, inclusive no que tange As multas incidentes sobre tributos, taxas e contribuições, que já mereceram sensíveis adequações no sentido de atenuálas mesmo para casos já em Execução Fiscal; • a favor da sua tese, transcreve ementário da jurisprudência dos nossos tribunais, a saber: (1° REO 90.0116560/MG TRF la Regido. 3a Turma. Rel. Juiz Vicente Leal. DJ 250291, p. 2856, 2° AC 89.0117625/MG TRF la Regido. 3a Turma. Rel. Juiz Adhemar Maciel. DJ 261190, P. 28351, 3° REO Fl. 216DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 13116.001074/200369 Acórdão n.º 2801002.217 S2TE01 Fl. 217 10 90.030008421SP TRF 3a Regido. 4ª Turma. Rel. Juiz Silveira Bueno. DJ 081194, p. 63625, 4° RE 81.550/MG. STF 2a Turma. Rel. Min. Xavier de Albuquerque. DJ 130675, 5° RE 92.165/MG. STF 2a Turma. Rel. Min. Décio Miranda. DJ 1104 80, p. 2240. RTJ 9303/1368, 6° RE 82.510/SP — STF 2a Turma. Rel. Min. Leitão de Abreu. RTJ 89/610, e 7° RE 78.291/SP — STF la Turma. Rel. Min. Aliomar Baleeiro. RTJ 73/548); • transcreve decisão judicial proferida pela Dra. Maria Umbelina Zorzetti, Juiza de Direito da Comarca de Trindade — GO; • multas demasiadamente excessivas, no patamar de 75,0%, conforme in casu, constituem verdadeiro confisco, ferindo totalmente o disposto no art. 150, inciso IV, da CF, transcrito pelo impugnante, citando lições do jurista Samuel Monteiro; • além do seu caráter confiscatório e punitivo, a multa ora apresentada fere também os Princípios Gerais da Atividade Econômica, consagrado no art. 170 (caput), Parágrafo Único, da nossa Constituição, transcritos pelo impugnante; • a proibição do confisco tributário atinge todo e qualquer tributo, contribuição social ou penalidade (multas), citando ensinamento extraído da obra "Defesas e Recursos Fiscais", p. 89, de Samuel Monteiro; • impõese a exclusão da penalidade de plano e de oficio, o que desde já se requer, haja vista a impropriedade da imposição da mesma, ou no mínimo sua redução a 2%; • o valor dos juros de mora mostrase totalmente descabido e de caráter extremamente exploratório, alcançando a cifra astronômica de mais de 70% (setenta por cento) do valor da divida principal; • apesar do agente fiscal ter usado como base o art. 61, § 3°, da Lei no 9.430/61, este montante fere todas as legislações que tratam da matéria até então, citando, como exemplo o Decreto Lei no 167/67, no seu art. 5°, parágrafo único e o Código de Defesa do Consumidor que limitam a taxa de juros de mora a 1% ao ano; • a taxa SELIC é inconstitucional para incidir em débitos de natureza tributária, como se depreende da decisão do STJ (RESP 215881/PR; Relator: Min. Franciulli Netto; DJ 19/06/2000, pg. 00133), integralmente transcrita; • por ter sua incidência em matéria tributária considerada inconstitucional, a Taxa Selic deverá ser excluída e aplicado outro índice que expresse o real sentido de correção monetária, por ser medida de imperiosa e salutar justiça; • por tudo isso, requer que seja acolhida a preliminar suscitada, julgandose totalmente nulo o Auto de Infração, e caso, por hipótese, seja ultrapassada a preliminar arguida, requer o cancelamento do presente auto de infração, em decorrência da improcedência do mesmo, e, por fim, caso não se decida pela improcedência do referido auto, que suspenda a exigibilidade da Fl. 217DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 13116.001074/200369 Acórdão n.º 2801002.217 S2TE01 Fl. 218 11 multa, ou a coloque nos patamares descritos na presente peça, e que os juros sejam reduzidos a valores legalmente recomendados, bem como seja excluída a Taxa Selic, nos termos da fundamentação acima." Passo adiante, a DRJ entendeu por bem julgar procedente o lançamento, em decisão que restou assim ementada: “Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR Exercício: 1999 Ementa: NULIDADE DO LANÇAMENTO CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Tendo o contribuinte compreendido as matérias tributadas e exercido de forma plena o seu direito de defesa, não há que se falar no cerceamento desse direito. DA AREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA RESERVA LEGAL. A área de reserva legal, para fins de exclusão da tributação do ITR, deve estar averbada à margem da inscrição da matricula do imóvel no cartório de registro de imóveis competente, A época do respectivo fato gerador, nos termos da legislação de regência. DO VALOR DA TERRA NUA — SUBAVALIAÇÃO. A possibilidade de revisão do VTN arbitrado pela fiscalização, com base no SIPT, depende da apresentação de "Laudo Técnico de Avaliação" emitido por profissional habilitado ou empresa de reconhecida capacitação técnica, devidamente anotado no CREA, e que demonstre o atendimento aos requisitos das Normas da ABNT (NBR 8799). DA MULTA LANÇADA (75,0%) E DOS JUROS DE MORA (Taxa SELIC). Apurado imposto suplementar em procedimento de fiscalização, no caso de informação incorreta na declaração — ITR”. Irresignado, o Recorrente interpôs Recurso Voluntário, reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Sandro Machado dos Reis, Relator O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, razão pela qual conheço do mesmo. Tratase, na origem, de Auto de Infração lavrado em face do Recorrente, objetivando a cobrança complementar de ITR para o Exercício de 1999, na medida em que, em procedimento de revisão de DITR, teria a fiscalização apurado que o VTN declarado seria inferior àquele registrado nos sistemas da RFB para a localidade de Porangatu/GO, bem assim não haveria averbação da declarada Área de Reserva legal no registro de imóveis de sua propriedade. Fl. 218DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 13116.001074/200369 Acórdão n.º 2801002.217 S2TE01 Fl. 219 12 A primeira instância administrativa julgou integralmente procedente o Auto de Infração. Esse E. Conselho, por sua vez, em uma primeira análise do recurso interposto pelo Recorrente, determinou fosse realizada diligência para: (i) apurar se havia a efetiva averbação no RGI das áreas de Reserva Legal; bem assim (ii) determinar que a autoridade fiscal juntasse aos autos do processo cópia do Sistema de Preços de Terras (SIPT) indicando o preço lá expresso para o Exercício de 1999. Cumpridas essas diligências, em um primeiro momento foi juntado ao processo (fls.192/194) cópia da certidão de matrícula do imóvel, através da qual é possível identificar a averbação da área de 1.028,0ha, efetuada em 28.07.81. Como o contribuinte indicou em sua DITR a área de 1.038,00ha, deve ser mantida a glosa tão somente dessa diferença, restabelecendose a área de Reserva Legal, portanto, para 1.028,0ha. No que tange às cópias do SIPT, como se apura de fl. 190, vêse que o sistema, para a região em que localizado o imóvel do Recorrente, previa, para o Exercício de 1999, um VTN de R$ 200,00, como estipulado pela fiscalização. Tendo em vista que a Recorrente não juntou ao processo laudo técnico com vistas a contestar esse valor, deve prevalecer a informação do SIPT, utilizada pela fiscalização. Por fim, no que tange à contestação da multa e da taxa SELIC, como elas decorrem de previsão legal e esse E. Conselho de Contribuintes não é competente para declarar a inconstitucionalidade de leis, não merece prosperar a irresignação recursal. Diante do exposto, dou parcial provimento ao Recurso Voluntário para restabelecer a Área de Reserva legal de 1.028,0ha, como averbado no RGI do Recorrente, mantendo a autuação na parte restante. Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Fl. 219DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 10/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA
score : 1.0
Numero do processo: 10166.007870/2007-55
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
RENDIMENTOS RECEBIDOS DE ORGANISMOS INTERNACIONAIS.
SÚMULA CARF N° 39.
Os valores recebidos pelos técnicos residentes no Brasil a serviço da ONU e suas Agências Especializadas, com vínculo contratual, não são isentos do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 2801-001.832
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
dt_index_tdt : Sat Sep 03 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201108
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 RENDIMENTOS RECEBIDOS DE ORGANISMOS INTERNACIONAIS. SÚMULA CARF N° 39. Os valores recebidos pelos técnicos residentes no Brasil a serviço da ONU e suas Agências Especializadas, com vínculo contratual, não são isentos do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Recurso voluntário negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10166.007870/2007-55
anomes_publicacao_s : 201108
conteudo_id_s : 6650948
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 01 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-001.832
nome_arquivo_s : 280101832_10166007870200755_201108.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : TÂNIA MARA PASCHOALIN
nome_arquivo_pdf_s : 10166007870200755_6650948.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2011
id : 4744107
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:46 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423775039488
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1533; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 100 1 99 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.007870/200755 Recurso nº 168.887 Voluntário Acórdão nº 280101.832 – 1ª Turma Especial Sessão de 25 de agosto de 2011 Matéria IRPF Recorrente NILVA DE FÁTIMA RODRIGUES AMORIM Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 RENDIMENTOS RECEBIDOS DE ORGANISMOS INTERNACIONAIS. SÚMULA CARF N° 39. Os valores recebidos pelos técnicos residentes no Brasil a serviço da ONU e suas Agências Especializadas, com vínculo contratual, não são isentos do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Eivanice Canário da Silva, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Fl. 105DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/09/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10166.007870/200755 Acórdão n.º 280101.832 S2TE01 Fl. 101 2 Trata o presente processo de notificação de lançamento que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 15.320,57, referente ao exercício de 2005, a título de imposto (R$ 7.364,60), acrescido da multa de ofício equivalente a 75% do valor do tributo apurado (R$ 5.523,45), além dos juros de mora (R$ 2.432,52). O lançamento é decorrente da apuração de omissão de rendimentos do trabalho recebidos de Organismo Internacional. Em sua impugnação, a contribuinte apresentou as razões de defesa abaixo, extraídas do Acórdão recorrido: Preliminarmente, por . meio de transcrição dos artigos 43 e 45 do Código Tributário Nacional — CTN, sustenta que a responsabilidade pelo pagamento do Imposto de Renda Pessoa Fisica é da fonte pagadora (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura — UNESCO/ONU), independente de constar no contrato de trabalho que a obrigação pela retenção do IRPF seria do contratado. Por conseguinte, os valores recebidos são líquidos. Ainda de forma preliminar, solicita a exclusão dos juros de mora e das multas em observância ao parágrafo único do art. 100 do CTN, pois acredita que se aplicam ao seu caso os Pareceres Normativos nºs. 17, de 06/04/1979 e 03, de 28/08/1996. Tais Pareceres feitos em atendimento a consultas do PNUD esclarecem que não são abrangidos pela isenção os funcionários recrutados no local e que são remunerados à taxa horária. Situação diversa tem a contribuinte, posto que trabalhava de forma permanente para o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento — PNUD. Relata que foi contratada pelo Programa das Nações Unidas para o\ Desenvolvimento — PNUD, a fim de trabalhar com horário préestabelecido, sob subordinação hierárquica, em labor não eventual e mediante o recebimento de salários fixos mensais. De acordo com o previsto em convenções e acordos internacionais promulgados pelo Brasil, deveria gozar de isenção de Imposto de Renda em virtude de trabalhar para Organismo Internacional, mas, apesar de haver informado na Declaração de Imposto de Renda que gozava de isenção, foi surpreendida com o lançamento. A Convenção. sobre Privilégios. e Imunidades das Nações Unidas, promulgada pelo Decreto n° 27.784, de 1950, dispõe no artigo V que os funcionários da ONU serão isentos de qualquer imposto sobre salários e emolumentos recebidos das Nações Unidas. Idêntica linha de raciocínio é adotada pela Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Agências Especializadas das Nações Unidas, promulgada pelo Decreto nº 52.288, de 1963, que no art.6º declara que os funcionários dos Organismos Internacionais gozarão de isenções de impostos, quanto aos salários e vencimentos a eles pagos pelas agências especializadas Fl. 106DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/09/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10166.007870/200755 Acórdão n.º 280101.832 S2TE01 Fl. 102 3 e em condições idênticas as de que gozam os. funcionários das Nações Unidas. Defende, então, a supremacia dos tratados internacionais em relação à legislação I interna, por força do disposto no art. 5°, § 2º da Constituição Federal e nos artigos 96 e 98 do CTN e a aplicação das Convenções indistintamente aos funcionários estrangeiros ou nacionais dos Organismos Internacionais. Seu entendimento é corroborado por orientações emanadas pela Receita Federal, contidas no Parecer CST nº 717, de 06/04/1979 e nas perguntas 172 e 176 do Manual Imposto de Renda Pessoa Física — Perguntas c Respostas/1995, transcritos. Colaciona, também, excertos jurisprudenciais favoráveis à sua tese. Por fim, solicita a declaração de insubsistência. da Notificação de Lançamento e à conseqüente inexigibilidade do crédito tributário lançado. Seu entendimento é corroborado por orientações emanadas pela Receita Federal, contidas no Parecer CST nº 717, de 06/04/1979 e nas perguntas 172 e 176 do Manual Imposto de Renda pessoa Física — Perguntas e Respostas/1995, transcritos. Colaciona, também, excertos jurisprudenciais favoráveis à sua tese. Por fim, solicita a declaração de insubsistência da Notificação de Lançamento e a conseqüente inexigibilidade do crédito tributário lançado. A 3ª Turma da DRJ/BSA/DF julgou procedente o lançamento, conforme Acórdão de fls. 74/75, que restou assim ementado: OMISSÃO DE RENDIMENTOS DO TRABALHO RECEBIDOS DE ORGANISMOS INTERNACIONAIS. Sujeitamse à tributação sob a forma de recolhimento mensal obrigatório (carnêleão), sem prejuízo do ajuste anual, os rendimentos recebidos por residentes ou domiciliados no País decorrentes da prestação de serviços a Organismos Internacionais de que o Brasil faça parte. Regularmente cientificada daquele Acórdão em 17/10/2008 (fl. 98), a interessada, representada por seu advogado (fl. 44), interpôs recurso voluntário de fls. 85/97, em 29/10/2008. Em sua defesa, reitera os argumentos da impugnação sobre a pretendida isenção do imposto sobre os rendimentos recebidos do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora Fl. 107DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/09/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10166.007870/200755 Acórdão n.º 280101.832 S2TE01 Fl. 103 4 O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. À contribuinte foi imputada omissão de rendimentos recebidos do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento PNUD, a partir de vínculo contratual, oriundos de serviços prestados por técnicos residentes no Brasil. Quanto a essa matéria, cabe trazer à colação a Súmula CARF n° 39, que assim dispõe: Os valores recebidos pelos técnicos residentes no Brasil a serviço da ONU e suas Agências Especializadas, com vínculo contratual, não são isentos do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Por força do que dispõe o artigo 72, § 4°, combinado com o artigo 45, inciso VI, ambos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, tal enunciado é de adoção obrigatória por este julgador. Assim, é de se considerar acertado o lançamento em questão. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 108DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/09/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 11128.000310/2001-01
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 12 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue Aug 12 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 301-02.012
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: JOÃO LUIZ FREGONAZZI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 03 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200808
camara_s : Segunda Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Aug 12 00:00:00 UTC 2008
numero_processo_s : 11128.000310/2001-01
anomes_publicacao_s : 200808
conteudo_id_s : 6151206
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 02 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-02.012
nome_arquivo_s : 30102012_11128000310200101_200808.PDF
ano_publicacao_s : 2008
nome_relator_s : JOÃO LUIZ FREGONAZZI
nome_arquivo_pdf_s : 11128000310200101_6151206.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 12 00:00:00 UTC 2008
id : 4626770
ano_sessao_s : 2008
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:37 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423780282368
conteudo_txt : Metadados => date: 2013-09-30T18:11:45Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-09-30T18:11:45Z; Last-Modified: 2013-09-30T18:11:45Z; dcterms:modified: 2013-09-30T18:11:45Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:c5a92fc8-9465-49ac-904c-284f219f9dd1; Last-Save-Date: 2013-09-30T18:11:45Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-09-30T18:11:45Z; meta:save-date: 2013-09-30T18:11:45Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-09-30T18:11:45Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-09-30T18:11:45Z; created: 2013-09-30T18:11:45Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2013-09-30T18:11:45Z; pdf:charsPerPage: 836; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-09-30T18:11:45Z | Conteúdo => CCONCO 1 11s. 179 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIM EIRA CÂMARA 11128.000310/2001-01 135.131 Solicitação de Diligência 301-2.012 12 de agosto de 2008 PANASONIC DO BRASIL LTDA. DRJ/FORTALEZA/CE Processo n° Recurso nO Assunto Resolução n° Data Recorrente Recorrida RESOLUÇÃO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator. OTACiLIO DA TAS CARTAXO Presidente JOAO LINZ FR Relator G NA ZI Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, Irene Souza da Trindade Torres, Rodrigo Cardozo Miranda, Valdete Aparecida Marinheiro e Susy Gomes Hoffmann. Processo n.° 11128.000310/2001-01 Resoluçiio n.° 301-2.012 CC03/C01 Fls. 180 RELATÓRIO Trata-se de Recurso Voluntário contra o Acórdão DRJ/FOR n.' 7.429, de 20 de dezembro de 2005, da 2•' Turn -la da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Fortaleza/CE (fls. 100/114), que, por unanimidade de votos, indeferiu pedido de reconhecimento de crédito contra a Fazenda Nacional e restituição de imposto de importação pago indevidamente. Por bem relatar os fatos, transcrevo o relatório da autoridade julgadora de primeira instancia, que passa a fazer parte deste voto: "Trata o presente processo de pedido de reconhecimento de direito creditório relativo ao Imposto de Importação, conforme requerimento c/c /is. 01-07. Argumenta o requerente que: promoveu importação de mercadorias por meio da Declaração de Importação (DI) n" 00/1022283-3, as quais foram produzidas no México e enviadas aos Estados Unidos para embarque com destino ao Brasil, sendo essa operação habitualmente utilizada no comércio internacional; por se !rota,- de mercadorias produzidas no México, pais membro da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), o importador teria direito a redução do Imposto de Importação, independentemente da localização geográfica do exportador; no ato do registro da DI no Sistenia Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), 17a0 foi possível o reconhecimento da redução, uma vez que o referido sistema somente admite a aplicação de redução tarifciria da ALADI nos casos em que o exportador esteja localizado em Pais membro da citada associação, contrariando o sistema jurídico vigente que permite a realização da operação praticada; o importador licou compelido a efetuar o recolhimento integral do imposto, já que o Siscomex, por problemas de programação, não aceita • redução tarifária para produtos procedentes de poises não associados à ALADL aincia que os bens sejam efetivamente produzidos em poises membros da mencionada associação, fato comprovado mediante a apresentação do certificado de origem; o Siscomex, ao indicar automaticamente a alíquota, somente considera as informações constantes do campo "Exportador: Nome/Pais", que no caso, não é membro da ALA DI (Estados Unidos), desconsiderando as informações inseridas 170 campo "Fabricante/Produtor: Nome/País", no qual é indicado pcds membro da ALADI (México); o problema de programação do Siscomex acarretou débito automãtico em conta corrente cio valor relativo ao Imposto de Importação, acarretando o pagamento a maior do citado imposto, não podendo o importador questionar a redução antes do desembaraço aduaneiro; 2 Processo n.° 11128.000310/2001-01 Resoluçiio n." 301-2.012 CCONC01 Fls. 181 de acordo coin as normas aplicáveis no âmbito da ALADI, nos casos em que o produto seja produzido em pais membro, deve ser concedida a redução pot- pat-te do pais importador (Decretos if's 90.782/1985 e 98.874/1990); foi juridicamente reconhecida a possibilidade da operação em comento, por intermédio da Resolução n" 252 do Comitê de Representantes da ALADI, regulamentada no Brasil pelo Decreto n" 3.325/1999; no âmbito da ALA DI admite-se que a mercadoria produzida em determinado pais seja comercializada por um terceiro pais que não seja membro da referida associação, devendo o certificado de origem indicar, no campo "observações", que a mercadoria será faturada por um operador de um terceiro pais, informando nome, denominação ou razão social e domicilio do exportador, que em definitivo fature a operação; cumpridos os requisitos acinta mencionados, o importador fará jus redução tarifária, ainda que o exportador não seja signatário da ALA DI,' as mercadorias foram produzidas no México (pais membro da ALADI), enviada para os Estados Unidos (pais que não é membro da ALADI) e posteriormente exportadas para o Brasil (pais membro da ALA DI),' em situação idêntica, por meio do processo n° 13884.002657/98 -60, foi reti ficado a DI n" 98/0821558-0, tendo o auditor .fiscal proferido despacho no campo "Informações Complementares" da DI, reconhecendo a aplicação do art. 2" da Resolução ALADI n°232/1997 e do art. 4", alínea "b", c/a Resolução ALADI n" 78/87, regulamentada pelo Decreto n" 98.874/1990, admitindo que, por problemas operacionais, o Siscomex não acata a aplicação de redução de aliquota, quando o pais de procedência não é membro da ALADI, procedendo a retificação da DI e calculando o imposto recolhido a mcaor; se não efetivada a restituição administrativamente isso equivalerá negação de vigência de tratado internacional, do qual o Brasil é signatário, bent como enriquecimento sem causa da União; a matéria foi objeto da Decisão n" 203, proferida pela Divisão de Tributação da 8" Região Fiscal, segundo a qual, as mercadorias produzidas e negociadas sob Acordo firmado no âmbito do ALADI, porém exportadas mediante intermediação de empresa de terceiro pais, não membro da citada associação, para se beneficial-en, das aliquotas preferenciais, devem atender os requisitos previstos na Resolução n" 78 da ALAD1 e estar cunparadas em Certificado de Origem, conforme Acordo n°91, modificado pela Resolução n" 232/1997; anexa ao requerimento os seguintes documentos «Is. 32-53): Pedido c/c Cancelamento de Declaração c/c Importação e Reconhecimento de Direito Creditório; DI, em que consta a informa cão do pais de origem e do número do contjiner da cargo; Declaração do exportador indicando os procedimentos adotados durante o trânsito das mercadorias no território norte-americano, as razões cio trânsito e a 3 Processo n.° 11128.000310/2001-01 Resoluçiio n.° 301-2.012 informação de que não houve qualquer operação diferente de cargo, descarga ou manuseio da cargo; fatura comercial informando que a mercadoria foi produzida no Mexico e fazendo alusão ao número do Conhecimento de Transporte; certificado de origem, em que consta declaração de que os produtos foram produzidos no México, segundo a normas da ALA DL e de que foram faturados por empresa localizada nos Estados Unidos, inclusive, com a indicação do número da fatura comercial; Conhecimento de Transporte, indicando o número do contêiner; extrato bancário demonstrando o débito do valor do Imposto c/c Importação; anexa ainda a seguinte documentação (fls. 54-63): pedido de restituição; declaração de não utilização do crédito tributário em compensação com outros tributos; declaração de estorno contáhil, nos custos das mercadorias, do valor do Imposto de Importação, - cleclaração de que as informações contábeis são expressão c/a verdade; lançamentos contábeis relativos ao estorno nos custos das mercadorias do valor do imposto; cópia de cheque indicando a instituição bancaria em que deve ser creditado o valor a ser restituído; cópia do cartão do CNPJ; por .fim requer seja retificado a DI para .fins de reconhecimento do direito creditório relativo ao Imposto de Importação recolhido a maior. No Parecer c/c ,fls. 66-67, foi proposto o indeferimento do pleito formulado pelo interessado, com base nos seguintes fundamentos: a importação em causa não constituiu uma transação efetuada diretamente entre Brasil e México, uma vez que a empresa exportadora mexicana faturou e exportou a mercadoria para a empresa americana que, por sua vez, a exportou para o Brasil; constata-se a inexistência dos pressupostos legais necessários para o gozo do tratamento preferencial estabelecido no Acordo firmado entre os citados poises, previstos na Resolução n" 252, incorporada a nossa legislação pelo Decreto n°3.325/1999, que atualizou as Resoluções nas 78/1987 e 232/1997; em diversos casos idênticos foram indeferidos pedidos de restituição, o que foi mantido pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo, citando-se a titulo ilustrativo a Decisão DRJ/SPO n°4.404, de 22/11/2000, contra a qual .foi interposto recurso ao Terceiro Conselho de Contribuintes, que o considerou desprovido, conforme Acórdão 301-29.820, c/c 04/07/2001. Tendo aprovado o citado Parecer, o Inspetor da Alfcinclega do Porto c/c Santos indeferiu o pedido de reconhecimento c/c direito creditório. Cientificado do despacho decis6rio em 02/08/2002 (fl. 68), o contribuinte apresentou a manifestação de inconformidade de Ils. 70- 84, no qual reproduz os argunzentos expendidos em seu requerimento aduzindo as seguintes razões: após o desembaraço, ingressou com o pedido de retificação da DI, solicitando o reconhecimento da redução tarifária, o qual foi indeferido, mediante a argumentação da autoridade administrativa c/c CC03/C01 Fls. 182 4 Processo 11. 0 11128.000310/2001-01 Resolução n.° 301-2.012 que as mercadorias não se encontravam mais no recinto allandegado, o que impossibilitaria a verifica cão e comprovação da origem; ingressou também com o pedido de reconhecimento de direito creditório, que foi indeferido única e exclusivamente em razão do já mencionado indeferimento da retificação c/a DI; o art. 4" da Resolução ALADI n°252, que aprova o texto consolidado e ordenando da Resolução n" 78, do Comitê de Representantes da ALADI, regulamentada pelo Decreto n" 3.325/1999, di: o que se deve considerar como expedição direta para efeitos do tratamento tarifârio preferencial,. na operação de que se trata, os produtos foram produzidos no México (pais membro da ALAD1), enviados para os Estados Unidos (pais que não é membro c/a ALADI), onde permaneceram sob vigilância e controle das autoridades aduaneiras para, posteriormente, serem exportados para o Brasil; o despacho de indeferimento c/a retificação da DI deve ser desconsiderado, pois contraria a Resolução n" 232 do Comitê de Representantes cia ALADI, bem como as normas que regem o desembaraço aduaneiro; torna-se insubsistente o despacho denegatório já que fundado apenas na ausência de retUicação da DI, devendo ser integralmente reformado; o despacho decisório desconsiderou a documentação apresentada pela requerente hem como a legislação vigente, não havendo por parte da autoridade fiscal qualquer questionamento acerca do certificado de origem ou mesmo de outro documento apresentado, que, parece, sequel - .foram objeto de analise; há precedentes no âmbito do Terceiro Conselho de Contribuintes e na própria Inspetoria da . Alfiindega do Porto de Santos favoráveis ci pretensão da recorrente, reconhecendo a redução tarifaria na hipótese de; os produtos terem sido produzidos em Pais membro da ALADI; ocorrer a saída física para o Brasil a partir de um terceiro pais não integrante na ALADI; verificar-se que o trânsito físico por terceiro pais foi justificado por motivos geográficos e considerações referentes transporte; os produtos não serem destinados ao comércio, uso ou emprego no pais de trânsito e não sofrerem, durante seu transporte e depósito, qualquer operação diferente da cargo e descarga ou manuseio para mantê-los em boas condições ou assegurar sua conservação; o Acórdão n" 301-29.820, citado no despacho decisório, foi objeto de recurso especial perante a Camara Superior c/c Recursos Fiscais, haja vista a existência de precedentes na Segundo e Terceira Câmaras do Terceiro Conselho de Contribuintes, estando pendente de julgamento; dentre os pedidos de reconhecimento de direito creditorio, formulados pela recorrente, a Terceira Câmara cio Terceiro Conselho de Contribuintes deu provimento aos recursos voluntários interpostos em processos, tratando de matéria idêntica j debatida nestes autos; CCO3 ' COI Fls. 183 5 Processo n." 11128.000310/2001-01 Reso Inca) n." 301-2.012 CC03/C01 Is. 184 o problema operacional existente no Siscomex, caracterizado pelo não reconhecimento da redução tarifária, afronta o disposto no art. 15 da Resolução ALADI n" 252, tendo em vista que significou, em termos práticos, verdadeiro entrave ao reconhecimento da origem da mercadoria, que se encontrava devidamente atestada por certificado de origem; por fim, requer o acolhimento do recurso coin reforma integral do despacho decisório que indeferiu o pleito formulado. Por força da Portaria SRF n" 956, de 08/04/2005, a competência para julgamento deste processo foi transferida para a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Fortaleza — CE". In-esignada, a querelante interpôs recurso voluntário onde reitera argumentação expendida por ocasião da impugnação ao feito fiscal, junta acórdãos proferidos pela Egrégia Camara Superior de Recursos Fiscais, como precedentes. Consoante os termos das Resolução n.° 301-1.843, fls. 154 e seguintes, o julgamento foi convertido em diligência para que a autoridade preparadora intimasse a recorrente a juntar aos autos as faturas expedidas pelo produtor no Mexico, relacionadas nos respectivos certificados de origem. Isto feito, retornam os autos a esta Colenda Camara para fins de julgamento. o relatório. • 6 Processo n.° 11128.000310/2001-01 Resolução ri.° 301-2.012 CC03/C0 I Fls. 185 VOTO Conselheiro João Luiz Fregonazzi, Relator 0 recurso é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade. Os julgamentos de processos relativos A contribuinte em epígrafe, cuja matéria verse sobre repetição de indébito em razão de preferência tarifária acordada nos termos do Acordo de Preferência Tarifária Regional PTR —4, cuja mercadoria tenha sido exportada do México, com operador de terceiro pais, e transito pelos Estados Unidos da América, vêm sendo convertidos em diligência para fins de verificação da correção desse procedimento, no que tange ao trânsito por terceiro pais e operação comercial. Por essa razão, adoto, corno razões de decidir, o voto proferido pela Conselheira Susy Gomes Hoffmann nos autos do processo n." 11128.000311/2001-48, abaixo transcrito. "Trata-se em saber se as mercadorias importadas pelo contribuinte estão ou não amparadas pela redução tarifária a que .fazem jus países integrantes da Associação Latino-Americana de Integração — ALA DI para dessa forma, determinar a restituição do imposto recolhido indevidamente, portanto, a lide diz respeito ao cabimento ou não do direito ao regime de preferência tarifária previsto no Acordo de Preferência Tarifária Regional assinado entre o Brasil e o México (PTR-4), cuja execução no Brasil foi operacionalizada pelo Decreto n' 90.782/84. Assim, o objeto da discussão está em z se saber se há impedimento ao enquadramento do beneficio previsto no Acordo da ALADI quando a mercadoria for vendida e remetida pelo México aos Estados Unidos da América, e, depois, exportada desse pais para o Brasil, coin emissão de Certificado de Origem em que esteja informado o .fcauramento pela empresa dos EEUU. A Conselheira que me antecedeu na análise deste processo, a ilustre Conselheira Adriana Giuntini Viana, havia convertido ojulgamento em diligência solicitando documentos que foram juntados ao processo. Todavia, comungo do entendimento do Conselheiro desta Cfimara, José Luiz Rossari, de que o processo ainda carece de documentação para estar maduro para ojulgamento. Neste sentido, voto da mesma forma cio Conselheiro Rossari, 110 entendimento da nova conversão deste julgamento em diligência, afim de que sejam trazidos aos autos novos elementos para a formação da convicção dos julgadores. Portanto, me remeto à diligência requerida pelo Conselheiro Rossari nos processos em que é relator, para adotar tal diligência integralmente como faço a seguir, transcrevendo, com pequenas alterações para a adequação ao presente caso, o teor do pedido feito nos outros processos c/a Recorrente que têm o Conselheiro Rossari como relator: Diante cio exposto, voto por que se converta ojulgamento eni diligencia ti unidade da SRFB de origem, afim de que: A) seja solicitada t't recorrente: 7 Processo n.° 11128.000310/2001-0 I Reso Inca° 11. 0 301-2.012 CC03/C0 I Fls. 186 Al) declaração da Alfândega dos Estados Unidos da América, no sentido de explicar o motivo de a mercadoria em questão ter sido introchcida em seu território. B) após o cumprimento do quesito anterior, seja solicitada a manifestação do Departamento de Negociações Internacionais/Secex, quanto à comercialização de mercadoria por operador de terceiro pais, membro ou não da ALADI (art. 9" da Resolução n". 252 da ALADI — Decreto n" 3.325/99), no tocante aos seguintes quesitos or ocasião desse pedido, deverdo ser encaminhados à Secex, em anexo, o Certificado de Origem, as Faturas Comerciais do México e dos EEUU, a declaração da Alfiinclega dos EEUU, se apresentada, e o Conhecimento de Carga): bl) pode a operação estar ao amparo de preferência tarifária prevista 110 aCOrd0 (PTR-4), no caso de a mercadoria ter sido vendida pelo produtor (México) e entregue a esse 3' pais (EStadOS UMCIOS da América), e depois ter sido exportada pelos EEUU para o Brasil, oportunidade em que foi emitido o Certificado de Origem com a observação de que a mercadoria foi objeto de faturanzento pelos EEUU? b2) nos casos da espécie, para efeitos de condição ao uso do beneficio, interveniência de operador de terceiro pais afasta a obrigatoriedade cio requisito de expedição direta de que trata o art. 4" da Resolução 17". 252? e b3) ainda quanto ao requisito de expedição direta (art. 4, "b", ii, da Resolução 172 252): a venda da mercadoria (conz emissão de fatura comercial) e sua expedição para terceiro pais, e a posterior comercialização e expedição do 3' pais para o Brasil (com emissão de fatura comercial), não são fatos que excluem ? a mercadoria da preferéncia tarifaria, tendo em vista que o dispositivo citado veda o beneficio quando se tratar de mercadorias destinadas ao COlilérCiO, liso ott emprego no pais de transito? Vale dizer, o comércio posterior da mercadoria já em poder do operador-exportador do 3' pais, não se caracteriza como uma expedição não direta pelo pais de origem, tendo CM vista que a mercadoria foi enviada para 3' pais e depois foi comercializada COM o Brasil?" Antes do retorno do processo a este Conselho, a Recorrente deverá ser informada do inteiro teor das informações prestadas, a fim de que, querendo, possa manifestar- se a respeito. Pelo exposto, voto por converter o julgamento em diligência junto à Unidade de Origem, para que sejam atendidos os quesitos apostos nas alíneas "A" e "B" retrotranscritos. É como voto. Sala das Sessões, em 12 de agosto de 2008 JOAO L1YZ FRL EGON' AZ 1 -.Relator i 17/ /11 • I i \ il \ • 8
score : 1.0
Numero do processo: 11080.000200/2002-14
Data da sessão: Tue Aug 11 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Aug 11 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003
AUTO DE INFRAÇÃO. DÉBITOS DECLARADOS EM DCTF COMO DE
EXIGIBILIDADE SUSPENSA. NÃO INCLUSÃO EM PROGRAMA DE
PARCELAMENTO.
A não confirmação da suspensão da exigibilidade de débitos declarados como tal em DCTF justifica seu lançamento de oficio para formalização de sua exigência.
ACRÉSCIMOS LEGAIS. JUROS DE MORA. TAXA SELIC.
A cobrança de juros de mora sobre débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Receita Federal do Brasil com base na taxa referencil do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - Selic para títulos federais é cabível. (Súmula 2° CC nº3).
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.053
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO
DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : PIS - ação fiscal (todas)
dt_index_tdt : Sat Sep 03 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200908
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003 AUTO DE INFRAÇÃO. DÉBITOS DECLARADOS EM DCTF COMO DE EXIGIBILIDADE SUSPENSA. NÃO INCLUSÃO EM PROGRAMA DE PARCELAMENTO. A não confirmação da suspensão da exigibilidade de débitos declarados como tal em DCTF justifica seu lançamento de oficio para formalização de sua exigência. ACRÉSCIMOS LEGAIS. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. A cobrança de juros de mora sobre débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Receita Federal do Brasil com base na taxa referencil do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - Selic para títulos federais é cabível. (Súmula 2° CC nº3). Recurso Voluntário Negado.
dt_publicacao_tdt : Tue Aug 11 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 11080.000200/2002-14
anomes_publicacao_s : 200908
conteudo_id_s : 6652376
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 02 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-000.053
nome_arquivo_s : 380300053_140312_11080000200200214_003.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : ALEXANDRE KERN
nome_arquivo_pdf_s : 11080000200200214_6652376.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 11 00:00:00 UTC 2009
id : 4613962
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:31 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423783428096
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-30T11:12:31Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-30T11:12:31Z; Last-Modified: 2009-09-30T11:12:31Z; dcterms:modified: 2009-09-30T11:12:31Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-30T11:12:31Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-30T11:12:31Z; meta:save-date: 2009-09-30T11:12:31Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-30T11:12:31Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-30T11:12:31Z; created: 2009-09-30T11:12:31Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2009-09-30T11:12:31Z; pdf:charsPerPage: 1477; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-30T11:12:31Z | Conteúdo => , . S3-TE03 Fl. 62 ,N$ MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 11080.000200/2002-14 Recurso n° 140.312 Voluntário Acórdão n° 3803-00.053 — 3' Turma Especial Sessão de 11 de agosto de 2009 Matéria PIS - AUTO DE INFRAÇÃO ELETRÔNICO Recorrente AUTO VIAÇÃO PRESIDENTE VARGAS LTDA. Recorrida DRJ-PORTO ALEGRE/RS ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003 AUTO DE INFRAÇÃO. DÉBITOS DECLARADOS EM DCTF COMO DE EXIGIBILIDADE SUSPENSA. NÃO INCLUSÃO EM PROGRAMA DE PARCELAMENTO. A não confirmação da suspensão da exigibilidade de débitos declarados como tal em DCTF justifica seu lançamento de oficio para formalização de sua exigência. ACRÉSCIMOS LEGAIS. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. A cobrança de juros de mora sobre débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Receita Federal do Brasil com base na taxa referencil do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - Selic para títulos federais é cabível. (Súmula 2° CC n23). Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3 Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. I ALE • NDRE KERN Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Ivan Allegretti, Hélcio Lafetá Reis, Daniel Mauricio Fedato e Carlos Henrique Martins de Lima. i , Processo n° 11080.000200/2002-14 S3-TE03 Acórdão n." 3803-00.053 Fl. 63 Relatório Versa o presente processo sobre Auto de Infração, notificado em 06/12/2001 (cópia do A.R. na fl. 22) decorrente de procedimento de auditoria eletrônica da DCTF do 1° trimestre(s) de 1997, em que o declarante, ora recorrente, informou que seus débitos de Contribuição para o PIS/Pasep dos meses de janeiro, fevereiro e março daquele ano, nos valores de R$ 3.082,62, R$ 2.485,83 e R$ 3.854,85, haviam sido compensados com créditos reconhecidos pela sentença que transitou em julgado nos autos do processo judicial n2 97.0020.684-0. Sob o fundamento "Proc. jud não comprovad" (Anexo I — DEMONSTRATIVO DOS CRÉDITOS VINCULADOS NÃO CONFIRMADOS, fl(s). 17), o Fisco não acolheu a exceção de suspensão da exigibilidade e lançou de oficio os referidos débitos, com os consectários de praxe, formalizando a exigência constante do Auto de Infração n2 0000946, fls. 15 e 16 e anexos. A exação totalizou R$ 25.561,40. Após impugnação (fls. 1 a 9), sobreveio o julgamento em primeira instância, em que a DRJ/POA -P Turma houve por bem em julgar o lançamento parcialmente procedente, apenas para excluir a aplicação da multa de lançamento de oficio, por retroação da norma penal mais benigna do art. 18 da Lei n2 10.833, de 29 de dezembro de 2003, com a redação que lhe foi dada pelo art. 25 da Lei n2 11.051, de 29 de dezembro de 2004, nos termos do art. 63 da Lei n2 9.430, de 27 de dezembro de 1996, tudo na forma do Acórdão n° 6.551, de 29 de setembro de 2005, fls. 27 a 31, que foi assim ementado: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/01/1997 a 31/03/1997 Ementa: DÉBITOS TRIBUTÁRIOS - NÃO INCLUSÃO NO REFIS - É pertinente o lançamento de débitos tributários que não foram incluídos no REFIS e não constam como pagos. MULTA DE OFICIO — RETROAÇÃO BENIGNA — MULTA DE MORA — Não encontrando-se o contribuinte nas hipóteses citadas na nova determinação normativa, deve-se, pela aplicação retroativa, nos termos do art.106, inciso II, alínea "c" do CTN, reduzir a multa de oficio para multa de mora. Lançamento Procedente em Parte Vem agora o autuado, em sede de recurso voluntário (fls. 36 a 44), após resumir os fatos relacionados, retomar as alegações já expedidas por ocasião de sua impugnação, a saber: a) De que aderiu, em 24/04/2000, ao Programa de Recuperação Fiscal — REFIS, instituído pela Lei n2 9.964, de 10 de abril de 2000, estando em dia com os pagamentos do referido programa de parcelamento; b) De que, ainda que lá não constem, os débitos que ora se controverte foram automaticamente incluídos no REFIS, em face do que dispõem o art. 2°, § 30 da referida Lei e o art. 2° da Instrução Normativa SRF tf 43, de 25 de abril de 2000; c) Que a taxa Selic é inaplicável no cálculo dos juros de mora. 2 Processo n° 11080.000200/2002-14 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00.053 Fl. 64 Conclui, requerendo reforma da decisão de piso, para se incluam, no REFIS, os débitos ora controvertidos, com a consequente anulação do AI n9- 0000946, e, alternativa e sucessivamente, que se recalcule a correção monetária do débito, excluindo-se a aplicação da taxa Selic. É o Relatório. Voto Conselheiro ALEXANDRE KERN, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 36 a 44 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJ-POA n 2 6.551, de 29 de setembro de 2005. Como já relatado, trata-se de lançamento eletrônico de débitos confessados em DCTF como estando com exigibilidade suspensa por força de medida judicial exarada nos autos do processo n2 97.0020.684-0. Em sua impugnação, o contribuinte desdiz aquilo que havia declarado na DCTF. Segundo o impugnante, os débitos de que se trata haviam sido automaticamente incluídos no REFIS, em face da sua adesão a esse programa de parcelamento, em 24/04/2000. Constatada a inveracidade dessa alegação, a r Turma da DRJ/POA julgou o lançamento procedente, no que procedeu corretamente. Saiba o recorrente que, diante do que havia informado em sua DCTF (Exigibilidade suspensa), os débitos de que se trata não foram incluídos no programa de parcelamento, justificando-se plenamente o seu lançamento de oficio. A reclamação contra a utilização da taxa Selic não prosperará. A questão já tem entendimento uniformizado, plasmado na Súmula n 2 3 do Segundo Conselho de Contribuintes, aprovada na Sessão Plenária de 18 de setembro de 2007, abaixo transcrita: É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federa do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia — Selic para títulos federais. Conclusões Em face do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 11 de agosto de 2009 • ALE NDRE KERN 3
score : 1.0
Numero do processo: 35183.000316/2007-60
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Oct 08 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Mon Oct 08 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1996 a 01/12/1998
Ementa: : PREVIDENCIÁRIO – DECADÊNCIA - COMISSIONADOS – REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL – EC Nº 20/1998.
O direito do fisco apurar e constituir os créditos referentes às contribuições previdenciárias estabelecidas na Lei nº 8.212/1991 extingue-se após 10 (dez) anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído, conforme dispõe o inciso I do art. 45 da citada lei.
Até a Emenda Constitucional nº 20/1998, os ocupantes de cargo em comissão, não amparados por regime próprio, são filiados ao Regime Geral da Previdência Social.
Após a vigência da Emenda Constitucional nº 20/1998 que inseriu o § 13 no art. 40 da CF/88, os ocupantes de cargo em comissão passaram a se vincular obrigatoriamente ao Regime Geral da Previdência Social.
Recurso negado.
Numero da decisão: 206-00.003
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, I) por maioria de votos, em rejeitar a preliminar de decadência. Vencido o Conselheiro Daniel Ayres Kalume Reis; e II) no mérito, por unanimidade de votos, em negar provimen 4 ai recurso.
Nome do relator: ANA MARIA BANDEIRA GARCIA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 10 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200710
ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1996 a 01/12/1998 Ementa: : PREVIDENCIÁRIO – DECADÊNCIA - COMISSIONADOS – REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL – EC Nº 20/1998. O direito do fisco apurar e constituir os créditos referentes às contribuições previdenciárias estabelecidas na Lei nº 8.212/1991 extingue-se após 10 (dez) anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído, conforme dispõe o inciso I do art. 45 da citada lei. Até a Emenda Constitucional nº 20/1998, os ocupantes de cargo em comissão, não amparados por regime próprio, são filiados ao Regime Geral da Previdência Social. Após a vigência da Emenda Constitucional nº 20/1998 que inseriu o § 13 no art. 40 da CF/88, os ocupantes de cargo em comissão passaram a se vincular obrigatoriamente ao Regime Geral da Previdência Social. Recurso negado.
turma_s : Sexta Câmara
dt_publicacao_tdt : Mon Oct 08 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 35183.000316/2007-60
anomes_publicacao_s : 200710
conteudo_id_s : 4116316
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 05 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 206-00.003
nome_arquivo_s : 20600003_141857_35183000316200760_007.PDF
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : ANA MARIA BANDEIRA GARCIA
nome_arquivo_pdf_s : 35183000316200760_4116316.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, I) por maioria de votos, em rejeitar a preliminar de decadência. Vencido o Conselheiro Daniel Ayres Kalume Reis; e II) no mérito, por unanimidade de votos, em negar provimen 4 ai recurso.
dt_sessao_tdt : Mon Oct 08 00:00:00 UTC 2007
id : 4839902
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:55 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423786573824
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-05T21:11:58Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-05T21:11:57Z; Last-Modified: 2009-08-05T21:11:58Z; dcterms:modified: 2009-08-05T21:11:58Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-05T21:11:58Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-05T21:11:58Z; meta:save-date: 2009-08-05T21:11:58Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-05T21:11:58Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-05T21:11:57Z; created: 2009-08-05T21:11:57Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2009-08-05T21:11:57Z; pdf:charsPerPage: 1507; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-05T21:11:57Z | Conteúdo => • LIF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE • O • IGINAL / ii CCO2/C06 Fls. 99 Carlos Alecrim Met : B 225 MINISTERIO DA FA NDA "orá Maria de ira dalettAho SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Secretiria da Sena Cima" Segundo Conselbo de Contribuiu** SEXTA CÂMARA Processo n° 35183.000316/2007-60 Recurso n° 141.857 Voluntário ffiu‘ntesse contt „rsoW10 "„A,,A Matéria ÓRGÃO PÚBLICO - COMISSIONADOS segoeo,-c,,,Ct Acórdão n° 206-00.003 PuUt-- o/nes to Sessão de 08 de outubro de 2007 Recorrente ESTADO DO PARANÁ - COORDENAÇÃO DA RECEITA DO ESTADO Recorrida SRP - SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1996 a 01/12/1998 Ementa: : PREVIDENCIÁRIO — DECADÊNCIA - COMISSIONADOS — REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL— EC N°20/1998. O direito do fisco apurar e constituir os créditos referentes às contribuições previdenciárias estabelecidas na Lei n° 8.212/1991 extingue-se após 10 (dez) anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído, conforme dispõe o inciso I do art. 45 da citada lei. Até a Emenda Constitucional n° 20/1998, os ocupantes de cargo em comissão, não amparados por regime próprio, são filiados ao Regime Geral da Previdência Social. Após a vigência da Emenda Constitucional n° 20/1998 que inseriu o § 13 no art. 40 da CF/88, os ocupantes de cargo em comissão passaram a se vincular obrigatoriamente ao Regime Geral da Previdência Social. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. n , MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COM • O- IGINAL Processo n.° 35183.000316/2007-60 , CCO2/C06 . Acórdão n.° 206-00.003 Baia .2_ / 4 / t)"? Fls. 100 Carlos 94Aloalin Ma: :s1225 ACORDAM os Membros da SEXTA C MARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, I) por maioria de votos, em rejeitar a preliminar de decadência. Vencido o Conselheiro Daniel Ayres Kalume Reis; e II) no mérito, por unanimidade de votos, em negar provimen 4 ai recurso. e ELIAS SA n PAI* REIRE Presidente - ANA I/ CA DEIRA2ARCIAgi2 Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Rogério de Lellis Pinto, Bemadete de Oliveira Barros, Daniel Ayres Kalume Reis, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Cleusa Vieira de Souza e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. MF -SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo ri.° 35183.000316/2007-60 CONFERE COM•RIGINAL CCO2/C06 Acórdão n°206-00.003 / it 9- Fls. 101Brasa, sio 4.151 Met: tigu4, Relatório Trata-se de lançamento de contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à contribuição dos segurados, da empresa e a destinada ao financiamento dos beneficios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho, no período de 01/1996 a 12/1998. O fato gerador das contribuições lançadas é a remuneração paga aos segurados vinculados ao RGPS — Regime Geral de Previdência Social, na condição de servidores ocupantes, exclusivamente, de cargos em comissão declarados de livre nomeação e exoneração. O Relatório Fiscal (fls. 50/54) esclarece que o Governo do Estado do Paraná instituiu regime próprio de previdência social, por meio da Lei PR — n° 10.219/1992, o qual considera como segurados, os ocupantes de cargos em comissão quando servidores públicos (art. 24, I). Em defesa tempestiva (fls. 65/70), a notificada suscita preliminar no sentido de que os débitos pretendidos estariam há muito fulminados pela prescrição qüinqüenal. Afirma que os empregados relacionados não podem ser considerados trabalhadores para os efeitos do art. 195 da CF/88, por lhe faltarem os elementos característicos da relação de emprego clássica regida pela CLT — Consolidação das Leis do Trabalho. Sendo assim, não podiam ser considerados meros trabalhadores sujeitos ao RGPS, tampouco como servidor público em sentido stricto. Argumenta que, no caso específico do Estado do Paraná, a Lei Estadual n° 4.339/1961 definia o ocupante de cargo em comissão, sem vínculo permanente com a administração pública, como segurado obrigatório do regime próprio do Estado do Paraná. Com a edição da Lei Estadual n° 10.219/1992, manteve-se tal posicionamento, pois o art. 64 da mesma dispôs que os servidores, no sentido lato, da administração direta e das autarquias passaram a ser contribuintes obrigatórios do sistema de previdência estabelecido. Alega que somente com a edição da Emenda Constitucional n° 20/1998 é que tomou inconteste a aplicabilidade do RGPS aos ocupantes de cargo em comissão. Por fim, afirma que o ente público é credor da notificante, em vultosa soma, face à absorção da aposentadoria de servidores que sempre contribuíram para o INSS. Assim, solicita o sobrestamento do procedimento para aguardar o encontro de contas em andamento. Pela Decisão-Notificação n° 14.401.4/0707/2006 (fls. 78/84), o lançamento foi considerado procedente. Contra tal decisão, a notificada apresentou recurso tempestivo (fls. 90/95) onde efetua repetição das argumentações já apresentadas em defesa. A SRP deixou de apresentar contra razões. É o Relatório. TI,) Processo n.° 35183.000316/2007-60 MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.003 CONFERE COM IGINAL Fls. 102 Bras, _23 / ii , o ?- fOr Mt 01', Voto Conselheira ANA MARIA BANDEIRA GARCIA, Relatora O recurso é tempestivo e a notificada está dispensada de efetuar o depósito recursal em razão de sua condição de órgão público. Assim, os requisitos para admissibilidade estão cumpridos. A recorrente apresenta como preliminar o argumento de que teria ocorrido a prescrição do direito de constituir o crédito lançado na presente notificação. Entendo que tal preliminar não pode ser acolhida. As contribuições previdenciárias são uma espécie de tributo sujeito ao lançamento por homologação. De acordo com o 4° do art. 150 do Código Tributário Nacional, nos casos de lançamento por homologação, o sujeito passivo antecipa o pagamento, e a contagem do prazo decadencial tem início na data de ocorrência do fato gerador. Tal dispositivo estabelece que o prazo é de cinco anos, se a lei não fixar prazo à homologação. No que tange às contribuições previdenciárias em comento, o art. 45, inciso 1, da Lei n° 8.212/91 é que estabeleceu o prazo mencionado no CTN, onde o direito da Seguridade Social apurar e constituir seus créditos extingue-se após dez anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído. Não obstante a polêmica existente a respeito -da constitucionalidade de tal dispositivo legal, o mesmo não foi inquinado de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal. Não há dúvidas a respeito da natureza tributária das contribuições sociais, entretanto, ainda que o Código Tributário Nacional tenha status de lei complementar, existe legislação específica para tratar a matéria, qual seja, a Lei n° 8.212/91 e tal diploma legal estabelece o prazo decadencial de dez anos. A meu ver, não é possível aplicar o disposto no Código Tributário Nacional em detrimento do art. 45, inciso I da Lei n° 8.212/91, uma vez que tal dispositivo encontra-se em plena vigência no ordenamento jurídico pátrio. Como o controle da constitucionalidade no Brasil é exercido, em regra, pelo Poder Judiciário, não cabe ao julgador no âmbito administrativo, pelo Princípio da Legalidade, deixar de aplicar lei vigente. Assim, manifesto-me por não acolher a preliminar apresentada. No mérito, melhor sorte não assiste à recorrente. Não é possível concordar com a afirmação de que, no período do lançamento, não há amparo legal para a pretensão de reclamar contribuições previdenciárias, uma vez que haveria previsão legal especifica em lei estadual. O lançamento se refere às contribuições incidentes sobre as remunerações pagas aos servidores ocupantes exclusivamente de cargo em comissão, os quais, a auditoria fiscal entendeu não estarem amparados por regime próprio. \ MF - SEGUNDO CXDNSELHO DE CO7R • Iap3 Processo n.° 35183.000316/2007-60 CCO2/C06 • Acórdão n.° 206-00.003 Brasília. a / --) Fls. 103 .41 bi Cadoz . ecrim Mat.: L 01 A Constituição de 1988 fixou o direito to os o I • • ores brasileiros e seus dependentes à proteção previdenciária. Embora tenham esse direito, nem todos encontram-se protegidos pelo mesmo regime, uma vez que a Constituição Federal permite a coexistência de diversos regimes, além do RGPS - Regime Geral de Previdência Social. Assim, os Estados, Distrito Federal e Municípios têm competência para criar sistemas próprios de previdência social destinados exclusivamente à cobertura dos respectivos servidores e seus dependentes. Como, porém, o direito à proteção previdenciária foi assegurado constitucionalmente a todos os trabalhadores brasileiros, inexistindo o regime próprio ou no caso do servidor não se encontrar abrangido por um regime próprio existente, estaria resguardado seu direito à proteção previdenciária mediante a vinculação ao RGPS. Até a edição da Emenda Constitucional n° 20/1998, os servidores ocupantes exclusivamente de cargo em comissão, vinculavam-se ao RGPS se não abrangidos por regime próprio. Após a vigência da citada emenda que inseriu o § 13 ao art. 40 da CF/88, tais servidores passaram a se vincular obrigatoriamente ao RGPS. In casu, os fatos geradores ocorreram antes e depois da Emenda Constitucional n° 20/1998. Quanto ao período posterior à citada emenda, a filiação dos comissionados é obrigatória por preceito constitucional. Anteriormente, cabe analisar o regime próprio instituído pelo ente público. O Estado do Paraná instituiu regime próprio de previdência social com a edição da Lei — PR n° 10.219, de 21/12/1992 que estatuiu no inciso I do art. 24 que só seriam segurados obrigatórios do regime próprio de previdência, dentre outros, os ocupantes de cargos em comissão quando servidores públicos. Como argumento para demonstrar que os comissionados estariam vinculados ao regime próprio, a recorrente afirma que os comissionados também seriam servidores públicos, no sentido lato, logo, estariam protegidos pelo regime próprio, nos termos do art. 64 da Lei Estadual n° 10.291/1992. Há que se salientar que a interpretação dada ao dispositivo, no que tange a abranger os servidores em sentido lato foi dada pela recorrente. Entretanto, a prevalecer tal interpretação, restaria evidenciada dissonância entre os dispositivos da própria lei, senão vejamos. O art. 24 da citada Lei Estadual em seu inciso I dispõe o seguinte: "Art. 24— São segurados obrigatório do Regime de Previdência Social estabelecido por esta Lei. I — Na qualidade de ativos, os servidores civis e militares dos órgãos da administração pública estadual direta e autárquica de todos os Poderes, os serventuários da justiça remunerados pelos cofres públicos e os ocupantes de cargos em comissão quando servidores públicos." (g.n). • PO- SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.° 35183.000316/2007-60 CONFERE o. * O ORIGINAL CCO21C06 Acórdão n.° 206-00.003 Brasilla, 23 , h Fls. 104• Cot.•"1:.C., Mai: Nota-se que o termo "quando servido es públicos" mi acrescentado ao dispositivo com evidente caráter restritivo, ou seja, haveria uma condição para que os ocupantes de cargos em comissão pudessem se filiar ao regime próprio. Entretanto, há que se analisar a intenção do legislador estadual. Ora, se o comissionado detém a condição de servidor público enquanto ocupa o cargo em comissão, de acordo com o entendimento da recorrente, há que se esclarecer quem seriam os comissionados não servidores públicos que seriam excluídos do regime de acordo com o inciso I do art. 24 da Lei Estadual n° 10.219/1992. A meu ver, a interpretação dada pela recorrente não está correta. Entendo que o regime próprio instituído pelo Estado do Paraná ao estabelecer a condição para que os comissionados pudessem se filiar ao mesmo, referiu-se à condição de servidor público efetivo, ou seja, no sentido stricto, como afirmou a recorrente. Aquele que ingressou no serviço público mediante concurso, conforme disciplinou a Constituição Federal. Se assim não fosse, não haveria necessidade de qualquer ressalva, pois de acordo com o entendimento apresentado pela recorrente, todos os comissionados, como servidores públicos em sentido lato, adquiririam o direito de se filiar ao regime previdenciário próprio. Assim, agiu com acerto a auditoria fiscal ao considerar os comissionados não abrangidos pelo regime próprio e enquadrá-los como segurados obrigatórios do Regime Geral de Previdência Social. Quanto ao pedido de sobrestamento até a ocorrência de compensação financeira entre regimes, o mesmo não pode ser acolhido, uma vez que não é possível paralisar o contencioso administrativo fiscal, sob o argumento da existência de de supostos créditos que a recorrente teria contra a notificante. Ainda que restassem demonstradas nos autos a liquidez e certeza dos supostos créditos, não caberia tratar a respeito de compensação nesta instância administrativa, mas no foro adequado, levando-se em conta, inclusive, as disposições do CTN -Código Tributário Nacional em seu art. 170, in verbis: "Art. 170- A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública." Ademais, cumpre observar que eventuais compensações entre regimes devem ser efetuadas nos termos da Lei n° 9.796 de 05/05/1999 que dispõe sobre a compensação financeira entre o Regime Geral de Previdência Social e os regimes de previdência dos servidores da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, nos casos de contagem recíproca de tempo de contribuição para efeito de aposentadoria. MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.° 35183.000316/2007-60 • CONFERE COMO RIGINAL 1 CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.003 BTastb....)J / Cfr Fls. 105 Carlos:1N • Mat: I.: 01 Diante do exposto e de tudo o mais que dos autos consta. Voto no sentido de conhecer do recurso para, no mérito, negar-lhe provimento. É como voto. Sala das Sessões, em 08 de outubro de 2007. ANdaade/ RIA BAND GARCIA Page 1 _0001400.PDF Page 1 _0001500.PDF Page 1 _0001600.PDF Page 1 _0001700.PDF Page 1 _0001800.PDF Page 1 _0001900.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10580.006170/2003-29
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 01 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Dec 01 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano calendário: 2000
RETIFICAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS APÓS O INÍCIO DA AÇÃO FISCAL. IMPOSSIBILIDADE.
A retificação da declaração de rendimentos só é possível mediante a comprovação do erro em que se funde e antes do início da ação fiscal.
PEDIDO DE PARCELAMENTO. COMPETÊNCIA PARA APRECIAÇÃO.
Compete à unidade da Receita Federal do Brasil que jurisdiciona o domicílio fiscal do contribuinte a apreciação de pedido de parcelamento.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.123
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: ANTONIO DE PÁDUA ATHAYDE MAGALHÃES
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
dt_index_tdt : Sat Sep 17 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201112
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano calendário: 2000 RETIFICAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS APÓS O INÍCIO DA AÇÃO FISCAL. IMPOSSIBILIDADE. A retificação da declaração de rendimentos só é possível mediante a comprovação do erro em que se funde e antes do início da ação fiscal. PEDIDO DE PARCELAMENTO. COMPETÊNCIA PARA APRECIAÇÃO. Compete à unidade da Receita Federal do Brasil que jurisdiciona o domicílio fiscal do contribuinte a apreciação de pedido de parcelamento. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Dec 01 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10580.006170/2003-29
anomes_publicacao_s : 201112
conteudo_id_s : 5123464
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 12 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-002.123
nome_arquivo_s : 2801002123_10580006170200329_201112.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : ANTONIO DE PÁDUA ATHAYDE MAGALHÃES
nome_arquivo_pdf_s : 10580006170200329_5123464.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Thu Dec 01 00:00:00 UTC 2011
id : 4747812
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:52 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423788670976
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1703; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 65 1 64 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10580.006170/200329 Recurso nº 509.722 Voluntário Acórdão nº 280102.123 – 1ª Turma Especial Sessão de 01 de dezembro de 2011 Matéria IRPF Recorrente JULIO CESAR NASCIMENTO MACHADO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2000 RETIFICAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS APÓS O INÍCIO DA AÇÃO FISCAL. IMPOSSIBILIDADE. A retificação da declaração de rendimentos só é possível mediante a comprovação do erro em que se funde e antes do início da ação fiscal. PEDIDO DE PARCELAMENTO. COMPETÊNCIA PARA APRECIAÇÃO. Compete à unidade da Receita Federal do Brasil que jurisdiciona o domicílio fiscal do contribuinte a apreciação de pedido de parcelamento. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Tânia Mara Paschoalin e Carlos César Quadros Pierre. Fl. 79DF CARF MF Impresso em 22/08/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 09/12/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10580.006170/200329 Acórdão n.º 280102.123 S2TE01 Fl. 66 2 Relatório Tratase de Auto de Infração, às fls. 45/51, onde está o fisco a exigir o recolhimento do crédito tributário no valor total de R$ 2.299,62, relativo a Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (Suplementar), incluídos a multa de oficio e juros de mora. A autuação decorreu da revisão efetuada na declaração de ajuste anual referente ao exercício 2001, anocalendário 2000, por meio da qual a autoridade lançadora apurou a seguinte infração: fl. 47 dos autos “DEDUÇÃO INDEVIDA DE IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE NO VALOR DE R$ 2.345,70 NÃO COMPROVADO. O CONTRIBUINTE FOI INTIMADO EM 11/09/2002 E REINTIMADO EM 22/11/2002 PARA PRESTAR ESCLARECIMENTOS ACERCA DOS VALORES DECLARADOS E NÃO COMPARECEU. CONFORME CONSULTA AO SISTEMA SUCOP IMAGEM O CONTRIBUINTE TOMOU CIÊNCIA DA INTIMAÇÃO (INTIMAÇÃO ENTREGUE AO DESTINATÁRIO).” Diante dessa glosa do Imposto de Renda Retido na Fonte, procedeuse a alteração do resultado da declaração entregue pelo contribuinte, de imposto a restituir de R$ 1.273,21 para saldo de imposto a pagar de R$1.072,49. Inconformado com a exigência, o interessado apresentou impugnação (doc. à fl. 01) asseverando que os valores que foram alterados no lançamento não são compatíveis com os rendimentos tributáveis que percebera naquele anocalendário. Alegou que digitou incorretamente as informações quando do preenchimento da sua declaração, no entanto, sem a intenção de burlar o fisco. Colacionou aos autos originais do comprovante de rendimentos e dos contracheques (fls. 02/15) relativos ao ano de 2000. Ao final, solicitou a revisão do lançamento. Após apreciar a lide, a 3a Turma de Julgamento da DRJ/Salvador/BA decidiu pela procedência do lançamento, nos termos do Acórdão DRJ/SDR nº 1518.328, de 05/02/2009, às fls. 57/58, em que consta a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF Anocalendário: 2000 ALTERAÇÃO. INADMISSIBILIDADE. Inadmissível a alteração da Declaração de Ajuste Anual depois de notificado o lançamento. Lançamento Procedente Devidamente intimado da decisão a quo em 30/04/2009 (AR à fl. 59), o contribuinte interpôs, em 14/05/2009, o Recurso Voluntário às fls. 60/61, onde argumenta que: Fl. 80DF CARF MF Impresso em 22/08/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 09/12/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10580.006170/200329 Acórdão n.º 280102.123 S2TE01 Fl. 67 3 (...) DA PRELIMINAR [Reconhecendo os méritos julgados pelos membros da 3a turma por unanimidade de votos, em considerar procedente o lançamento mantendo o imposto suplementar lançado nos termos do relatório, apesar de esclarecido o mérito da questão em pauta e reconhecendo de haver na legislação pertinente um limite temporal para o exercício da faculdade de alteração dos dados da declaração de ajuste anual, através de retificadora.] DO MÉRITO [Havendo reconhecimento e admissibilidade nos requisitos da defesa apresentada por documentos comprobatórios nos dados da declaração de ajuste anual, conforme explicitada no voto dos membros da 3a turma e que não tendo assim aceito a revisão do valor do imposto suplementar que na verdade não existiu de direito, mas de fato por conseqüência de extrapolar o limite temporal para o exercício da faculdade de alterar os dados da declaração, pois o limite é a notificação de lançamento, apurando e julgando o valor do imposto suplementar de R$ 1.072,49 o que venho solicitar o abatimento do valor em 40% parcelado em 08 (oito) vezes). DO PEDIDO À vista do exposto, demonstrada a insubsistência e improcedência parcial da decisão de primeira instância, requer que seja dado provimento ao presente Recurso.” É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O recurso em julgamento preenche os requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. O lançamento decorreu da glosa de Imposto de Renda Retido na Fonte, em razão da não comprovação do valor informado em sua declaração de ajuste anual do exercício 2001, anocalendário 2000. O contribuinte alegou em sua defesa que incorrera em equívoco quando do preenchimento da referida declaração de rendimentos. No entanto, o que não se pode olvidar é que a demonstração de que houve erro cabe ao recorrente, uma vez que o ônus da prova incumbe a quem alega. Ademais, temse que ônus é uma faculdade, cujo exercício é necessário para a consecução de um interesse, no caso o interesse do recorrente de provar que se equivocou no preenchimento de sua declaração de ajuste anual. Fl. 81DF CARF MF Impresso em 22/08/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 09/12/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10580.006170/200329 Acórdão n.º 280102.123 S2TE01 Fl. 68 4 Deveras, imperioso que se atenha para o fato de que as declarações constantes de documentos presumemse verdadeiras em relação aos signatários, ou seja, a apresentação de declaração de ajuste, por si só, é documento dotado de presunção de veracidade. Em sede de recurso, verificase que o contribuinte nada apresentou no sentido de alterar o resultado do julgamento a quo, e deste modo, ratificase a fundamentação que deu suporte ao acórdão recorrido. Com relação à manifestação concernente ao pretenso parcelamento do débito objeto dos autos, por se tratar de matéria que foge à competência para análise por este órgão julgador, cabe aqui tãosomente esclarecer que a respectiva solicitação deve ser formalizada em processo próprio junto à unidade da Receita Federal do Brasil (RFB) da circunscrição do contribuinte. Diante do exposto, VOTO por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 82DF CARF MF Impresso em 22/08/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 09/12/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA
score : 1.0
