Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,050)
- Primeira Turma Ordinária (16,516)
- Primeira Turma Ordinária (16,445)
- Primeira Turma Ordinária (16,325)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,024)
- Segunda Turma Ordinária d (14,547)
- Primeira Turma Ordinária (13,115)
- Primeira Turma Ordinária (12,572)
- Segunda Turma Ordinária d (12,545)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,851)
- Terceira Câmara (68,403)
- Segunda Câmara (57,284)
- Primeira Câmara (21,503)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,359)
- 1ª SEÇÃO (6,891)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,425)
- Segunda Seção de Julgamen (115,920)
- Primeira Seção de Julgame (77,827)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,142)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,440)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,597)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,147)
- HELCIO LAFETA REIS (3,911)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,856)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,753)
- WILDERSON BOTTO (2,679)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,474)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,671)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,021)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10909.720023/2007-49
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR
Exercício: 2005
ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. COMUNICAÇÃO AO ÓRGÃO DE FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL. ADA INEXISTENTE.
A obrigatoriedade da apresentação do ADA como condição para
o gozo da redução do ITR no caso de área de preservação
permanente, teve vigência a partir do exercício de 2001, em vista
de ter sido instituída pelo art. 17O da Lei nº 6.938/81, na
redação do art. 1º da Lei nº 10.165/2000.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2801-002.309
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - valor terra nua
Nome do relator: CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : ITR - notific./auto de infração eletrônico - valor terra nua
dt_index_tdt : Sat Sep 17 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201203
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2005 ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. COMUNICAÇÃO AO ÓRGÃO DE FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL. ADA INEXISTENTE. A obrigatoriedade da apresentação do ADA como condição para o gozo da redução do ITR no caso de área de preservação permanente, teve vigência a partir do exercício de 2001, em vista de ter sido instituída pelo art. 17O da Lei nº 6.938/81, na redação do art. 1º da Lei nº 10.165/2000. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 10909.720023/2007-49
conteudo_id_s : 6661364
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 15 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-002.309
nome_arquivo_s : 280102309_10909720023200749_201203.pdf
nome_relator_s : CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
nome_arquivo_pdf_s : 10909720023200749_6661364.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2012
id : 4597117
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:28 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423151136768
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-08-16T14:45:29Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2019-08-16T14:45:29Z; Last-Modified: 2019-08-16T14:45:29Z; dcterms:modified: 2019-08-16T14:45:29Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:09382bb9-09bd-4b9b-a1a8-ade3a5fca370; Last-Save-Date: 2019-08-16T14:45:29Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-08-16T14:45:29Z; meta:save-date: 2019-08-16T14:45:29Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-08-16T14:45:29Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2019-08-16T14:45:29Z; created: 2019-08-16T14:45:29Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2019-08-16T14:45:29Z; pdf:charsPerPage: 1727; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2019-08-16T14:45:29Z | Conteúdo => S2TE01 Fl. 54 1 53 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10909.720023/200749 Recurso nº 510.869 Voluntário Acórdão nº 280102.309 – 1ª Turma Especial Sessão de 13 de março de 2012 Matéria ITR Recorrente CLOVIS JOSÉ DA ROCHA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2005 ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. COMUNICAÇÃO AO ÓRGÃO DE FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL. ADA INEXISTENTE. A obrigatoriedade da apresentação do ADA como condição para o gozo da redução do ITR no caso de área de preservação permanente, teve vigência a partir do exercício de 2001, em vista de ter sido instituída pelo art. 17O da Lei nº 6.938/81, na redação do art. 1º da Lei nº 10.165/2000. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima, Tânia Mara Paschoalin, e Sandro Machado dos Reis. Fl. 62DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10909.720023/200749 Acórdão n.º 280102.309 S2TE01 Fl. 55 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 1ª Turma da DRJ/CGE (Fls. 38), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Contra o interessado supra foi lavrada a Notificação de Lançamento e respectivos demonstrativos de fls. 01 a 04, por meio do qual se exigiu o pagamento do ITR dos Exercícios 2005, acrescido de juros moratórios e multa de oficio, totalizando o crédito tributário de R$ 225.911,60, relativo ao imóvel rural denominado Fazenda Trombudo, com área total de 586,8 ha., NIRF 46578625, localizado no município de Itapema/SC. Constou da Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal (fls. 02) a citação da fundamentação legal que amparou o lançamento e as seguintes informações, em suma: que após regularmente intimado, o contribuinte não comprovou a isenção da área declarada a titulo de preservação permanente e não apresentou laudo técnico comprobatório do Valor da Terra Nua declarado, sendo este valor alterado para o apurado com base nas informações do SIPT. Cientificado do lançamento, por via postal, em 03/01/2008 (fls. 10), o interessado apresentou a impugnação de fls. 14 a 20, em 31/01/2008, acompanhada dos documentos de fls. 21 a 27, onde argumentou, em suma, que lançamento está equivocado, visto que a área de terra objeto da ação fiscal está inserida em área de preservação permanente devidamente averbada na matricula do imóvel, e transcreveu jurisprudência do Conselho de Contribuintes para sustentar seu entendimento. Passo adiante, a 1ª Turma da DRJ/CGE entendeu por bem julgar o lançamento procedente, em decisão que restou assim ementada: ÁREAS ISENTAS. TRIBUTAÇÃO. Para a exclusão da tributação sobre áreas de preservação permanente e reserva legal é necessária a comprovação da existência efetiva dessas áreas e cumprimento de exigências legais de entrega do ADA ao Ibama e averbação da reserva legal junto ao Registro de Imóveis. VALOR DA TERRA NUA. A base de cálculo do imposto será o valor da terra nua apurado pela fiscalização, com base no SIPT, se não existir comprovação que justifique reconhecer valor menor. Cientificado em 15/10/2009 (Fls. 45), o Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 16/11/2009 (fls. 46), reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação, e acrescentando ainda: Fl. 63DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10909.720023/200749 Acórdão n.º 280102.309 S2TE01 Fl. 56 3 Na hipótese sobre apreço a prova dos fatos advém da própria matricula do imóvel, no qual consta averbada que o imóvel .esta inserto em área de preservação florestal; conforme consignado na própria decisão de primeira instância. (...) Justamente por se tratar de área submetida a um Constrangimento legal é que a norma tributária, ,veiculada na Lei 9.393/97 c/a redação dada pela MP 2.16667/2001 garante a isenção do ITR sobre ,tais .áreas, independentemente de previa comprovação na declaração para fim de isenção do ITR. Portanto, o entendimento e que a comprovação de tais áreas, para efeito de sua exclusão da, base Calculo do ITR, independe de reconhecimento perante o IBAMA, sendo cabível a utilização de outros meios de prova para respaldar sua argumentação, como, na hipótese dos autos a averbação da área de reserva legal e preservação permanente , junto a Matricula do Imóvel no RGI.: É o Relatório. Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. No mérito, cingese a discussão em saber se a averbação no RGI e a apresentação do ADA são elementos essenciais e indispensáveis para que as áreas de preservação permanente e utilização limitada possam ser isentas de tributação. Não se questiona mais o VTN arbitrado pela fiscalização, posto que não impugnado e já transitado em julgado. Nesse sentido, cabe destacar, com relação à matéria, o que prevê o art. 10 da Lei 9.393/96, o qual disciplina a apuração do ITR: “Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitandose a homologação posterior.” A exclusão das áreas de preservação permanente para fins de apuração da área tributável do ITR, por sua vez, está prevista na alínea “a”, inciso II, §1º, do artigo supramencionado: “§ 1º Para os efeitos de apuração do ITR, considerarseá: Fl. 64DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10909.720023/200749 Acórdão n.º 280102.309 S2TE01 Fl. 57 4 (...) II área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei nº 7.803, de 18 de julho de 1989;” Até o Exercício de 2000, o ADA, segundo entendimento amplamente dominante do antes Conselho de Contribuintes, não era indispensável para efetiva comprovação quanto à existência das áreas passíveis de serem excluídas de tributação, de modo que admitiase a comprovação mediante a produção de outras provas. Isso se dava, principalmente, em razão de à época, inexistir previsão legal no sentido de caracterizar aquele documento como requisito para o gozo da isenção. A exigência se dava tãosomente através de instrumentos infralegais, com o que entendiase não ser possível exigirse o ADA como requisito indispensável ao benefício. Ocorre que, em 2000, com o advento da Lei nº 10.165/00, que incluiu o art. 17O, § 1º, à Lei nº 6.938/81, a exigência de apresentação do ADA passou a ter fundamento legal, expressandose o dispositivo no seguinte sentido: “Art. 17O. Os proprietários rurais que se beneficiarem com redução do valor do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR, com base em Ato Declaratório Ambiental ADA, deverão recolher ao IBAMA a importância prevista no item 3.11 do Anexo VII da Lei no 9.960, de 29 de janeiro de 2000, a título de Taxa de Vistoria. § 1o A utilização do ADA para efeito de redução do valor a pagar do ITR é obrigatória.” É certo que a Administração Pública, em razão do disposto no art. 37, caput, da Constituição Federal, que prevê o princípio da legalidade, deve, necessariamente, cumprir as determinações dos ditames legais, salvo se contrários a alguma norma constitucional – o que parece não ser o caso do dispositivo acima mencionado. Assentese, assim, que, em consonância com tal dispositivo, o ADA passou a ser documento indispensável para fruição da isenção. Todavia, em 24 de agosto de 2001, foi editada a MP 2.16667, que inseriu o §7º ao art. 10 da Lei nº 9.393/96: “Art. 10. (...) § 7o A declaração para fim de isenção do ITR relativa às áreas de que tratam as alíneas "a" e "d" do inciso II, § 1o, deste artigo, não está sujeita à prévia comprovação por parte do declarante, ficando o mesmo responsável pelo pagamento do imposto correspondente, com juros e multa previstos nesta Lei, caso fique comprovado que a sua declaração não é verdadeira, sem prejuízo de outras sanções aplicáveis.” Fl. 65DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10909.720023/200749 Acórdão n.º 280102.309 S2TE01 Fl. 58 5 Denotase, assim, que a regra que foi inserida pela Medida Provisória em comento diverge daquela prevista no art. 17O, § 1º, à Lei nº 6.938/81. Em consonância com as regras de resolução de antinomias entre regras jurídicas previstas na Lei de Introdução do Código Civil, segundo a qual as normas mais novas revogam as anteriores no que forem divergentes, entendemos que, hoje, encontrase em vigor, sendo plenamente aplicável, a regra do art. 10, §7º, da Lei nº 9.393/96, que não condiciona a isenção à prévia apresentação do ADA. É clara a norma decorrente do art. 10, § 7º, da Lei nº 9.393/96 ao determinar que a isenção de ITR não dependerá da prévia apresentação do ADA, com o que se pode concluir que admitese a posterior apresentação do mesmo no caso em que a Fiscalização tenha dúvidas quanto à efetiva possibilidade de determinado beneficiário gozar do benefício, ou mesmo a apresentação de outros documentos que tenham força probante suficiente para corroborar as informações da declaração. No caso ora analisado, a Recorrente não apresentou, mesmo que intempestivamente, o seu ADA. Temos ainda que o Recorrente também não anexou Laudo Técnico que confirma as informações prestadas na DITR; motivo pelo qual tais informações não devem ser consideradas fidedignas, não se prestando para restabelecer a área de preservação permanente. Ante tudo acima exposto, e tudo mais que consta nos autos, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Fl. 66DF CARF MF Impresso em 14/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE
score : 1.0
Numero do processo: 11543.001714/2007-07
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Aug 23 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2003
DEPENDENTES. DEDUÇÃO. GUARDA JUDICIAL. EFEITOS.
A guarda judicial somente opera efeitos perante a Administração Tributária, para fins de dedução de dependente, a partir do ano-calendário em que tenha sido proferida a correspectiva sentença.
DESPESAS COM INSTRUÇÃO. DEDUÇÃO. CURSO PREPARATÓRIO PARA VESTIBULARES. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL.
Na Declaração de Ajuste Anual poderão ser deduzidos os pagamentos
efetuados a estabelecimentos de ensino relativamente à educação pré-escolar, de 1º, 2º e 3º graus, cursos de especialização ou profissionalizantes do contribuinte e de seus dependentes, até o limite anual estipulado, não se enquadrando nesse conceito o pagamento de curso preparatório para vestibulares.
DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÃO. PAGAMENTOS. FALTA DE COMPROVAÇÃO.
A falta de comprovação, por documentos hábeis e idôneos, dos efetivos pagamentos por serviços médicos enseja a manutenção dos valores glosados, posto que todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-001.809
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ANTONIO DE PÁDUA ATHAYDE MAGALHÃES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 03 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201108
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano-calendário: 2003 DEPENDENTES. DEDUÇÃO. GUARDA JUDICIAL. EFEITOS. A guarda judicial somente opera efeitos perante a Administração Tributária, para fins de dedução de dependente, a partir do ano-calendário em que tenha sido proferida a correspectiva sentença. DESPESAS COM INSTRUÇÃO. DEDUÇÃO. CURSO PREPARATÓRIO PARA VESTIBULARES. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. Na Declaração de Ajuste Anual poderão ser deduzidos os pagamentos efetuados a estabelecimentos de ensino relativamente à educação pré-escolar, de 1º, 2º e 3º graus, cursos de especialização ou profissionalizantes do contribuinte e de seus dependentes, até o limite anual estipulado, não se enquadrando nesse conceito o pagamento de curso preparatório para vestibulares. DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÃO. PAGAMENTOS. FALTA DE COMPROVAÇÃO. A falta de comprovação, por documentos hábeis e idôneos, dos efetivos pagamentos por serviços médicos enseja a manutenção dos valores glosados, posto que todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Aug 23 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 11543.001714/2007-07
anomes_publicacao_s : 201108
conteudo_id_s : 4824900
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Aug 31 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-001.809
nome_arquivo_s : 280101809_11543001714200707_201108.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : ANTONIO DE PÁDUA ATHAYDE MAGALHÃES
nome_arquivo_pdf_s : 11543001714200707_4824900.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
id : 4744096
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:46 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423157428224
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1851; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 163 1 162 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11543.001714/200707 Recurso nº 887.159 Voluntário Acórdão nº 280101.809 – 1ª Turma Especial Sessão de 24 de agosto de 2011 Matéria IRPF Recorrente GERVASIO SCABELO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2003 DEPENDENTES. DEDUÇÃO. GUARDA JUDICIAL. EFEITOS. A guarda judicial somente opera efeitos perante a Administração Tributária, para fins de dedução de dependente, a partir do anocalendário em que tenha sido proferida a correspectiva sentença. DESPESAS COM INSTRUÇÃO. DEDUÇÃO. CURSO PREPARATÓRIO PARA VESTIBULARES. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. Na Declaração de Ajuste Anual poderão ser deduzidos os pagamentos efetuados a estabelecimentos de ensino relativamente à educação préescolar, de 1º, 2º e 3º graus, cursos de especialização ou profissionalizantes do contribuinte e de seus dependentes, até o limite anual estipulado, não se enquadrando nesse conceito o pagamento de curso preparatório para vestibulares. DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÃO. PAGAMENTOS. FALTA DE COMPROVAÇÃO. A falta de comprovação, por documentos hábeis e idôneos, dos efetivos pagamentos por serviços médicos enseja a manutenção dos valores glosados, posto que todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Fl. 179DF CARF MF Emitido em 19/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/09/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 05/09/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 11543.001714/200707 Acórdão n.º 280101.809 S2TE01 Fl. 164 2 Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Tânia Mara Paschoalin, Eivanice Canário da Silva e Carlos César Quadros Pierre. Relatório Trata o presente processo de Notificação de Lançamento, às fls. 05/08, formalizada para exigência de crédito tributário no valor total de R$ 14.165,46, referente ao Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF (suplementar), multa de oficio e juros de mora, estes calculados até 29/06/2007. A autuação decorreu da revisão efetuada na declaração de ajuste anual apresentada pelo contribuinte, relativa ao exercício 2004, anocalendário 2003, onde foram glosados os seguintes valores de deduções pleiteadas: (i) dependentes (R$ 2.544,00): glosa de dois dependentes, por falta de comprovação da relação de dependência (um dos dependentes seria beneficiário de pensão alimentícia, e outro não estaria sobre a guarda judicial do contribuinte); (ii) despesas médicas (R$ 16.269,44): referente a serviços supostamente prestados por João Batista (R$ 250,00), Flavio dos Santos (R$ 4.020,00; e Clindon Clínica Odontológica Ltda. (R$ 12.000,00), por falta de comprovação dos efetivos pagamentos, além dos documentos apresentados pelo contribuinte se apresentarem em desconformidade com as exigências regulamentares (RIR/1999); (iii) despesas com instrução (R$ 5.994,00): foram glosadas despesas realizadas com os beneficiários cuja relação de dependência não restou comprovada, além de despesas efetuadas com curso prévestibular. Cientificado do lançamento em 12/06/2007, conforme Aviso de Recebimento AR à fl. 47, o contribuinte apresentou, em 10/07/2007, a impugnação às fls. 01/03, com as seguintes razões de defesa: primeiramente, faz referência ao manual de instrução para o preenchimento da Declaração Anual de Ajuste, que determina a guarda dos documentos que foram lançados no abatimento da renda bruta, a fim de serem comprovados através de recibos, notas fiscais ou outros, as despesas efetuadas, documentos estes que anexa às fls. 09/39 dos autos; não é atribuição do impugnante saber das condições fiscais de determinada empresa, junto aos órgãos públicos, conforme descrição dos fatos, relativos à glosa de despesa médica do prestador Clindon Clínica Odontológica Ltda., por tratarse de empresa inapta no CNPJ, no referido período; em relação à glosa do dependente Lucas Segatto Scabelo, afirma que este é seu dependente econômico, conforme cópia da Certidão de Nascimento apresentada, aduzindo que o mesmo não foi beneficiário de pensão alimentícia no ano de 2003; Fl. 180DF CARF MF Emitido em 19/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/09/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 05/09/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 11543.001714/200707 Acórdão n.º 280101.809 S2TE01 Fl. 165 3 quanto à glosa da dependente Gabriela Scabelo Duque, tratase de sua neta, cujo sustento ficou, desde o seu nascimento, a cargo do impugnante; embora a Sentença Judicial deferindolhe a guarda somente tenha sido proferida em 31 de março de 2004, tomou por base a data da inicial da ação, formulada em 25/09/2002; a ordem judicial determina que todas as despesas efetuadas com educação e saúde dos dependentes com pensão alimentícia (Sônia Maria Segatto Scabelo, Emanuela Segatto Scabelo e Joana Segatto Scabelo) sejam pagas pelo impugnante; para comprovar o dispêndio de R$ 250,00, referente à despesa médica incorrida com o prestador João Batista Gagno, junta cópia de recibo de pagamento, com declaração no verso do documento; quanto ao valor de R$ 4.020,00, relativo a despesa médica incorrida com o prestador Flávio dos Santos Milholli, junta cópias de 5 (cinco) recibos de pagamentos, com declaração no verso dos documentos; com relação à glosa de R$ 12.000,00, relativa à despesa médica incorrida com o estabelecimento Clindon Clínica Odontológica Ltda., CNPJ 31.730.609/000140, junta cópia de Nota Fiscal de Serviços referente a “serviços odontológicos prestados ao mesmo e seus dependentes”, além de declaração firmada por Elias T. Araújo, na qualidade de sócio da pessoa jurídica, afirmando que recebeu a importância referida na Nota Fiscal; bem como contrato particular de prestação de serviços de odontologia, firmado entre a Clindon e o impugnante, pelo qual a pessoa jurídica se compromete a prestar todos os serviços básicos de odontologia ao impugnante e aos seus dependentes (esposa, filhos e netos), mediante o pagamento do referido valor; junta aos autos extratos bancários aduzindo que estes comprovam “através da movimentação financeira, o quanto foi possível efetuar pagamentos dos valores acima declarados”. Ao final, aduz ter demonstrado a improcedência e insubsistência da ação fiscal, solicitando seja acolhida sua impugnação, com o cancelamento do débito fiscal reclamado. Às fls. 49/105 do processo foi juntado o Dossiê da Ação Fiscal, em atendimento à solicitação do Secoj/DRJ/Rio de Janeiro II/RJ. Na sequência, ao examinar o litígio, a 3a Turma de Julgamento da DRJ/Rio de Janeiro II/RJ, em decisão unânime, julgou procedente em parte a impugnação apresentada pelo contribuinte (Acórdão DRJ/RJ2 n° 1329.082, de 29/10/2010, às fls. 107/111), e deste modo, concluiu aquele Colegiado por: a) restabelecer a dedução pleiteada com o menor Lucas Segatto Scabelo, no valor de R$ 1.272,00; bem como a dedução a titulo de despesas com instrução desse dependente e da alimentanda Emanuela Segatto, observado o limite legal, totalizando o montante de R$ 3.996,00; Fl. 181DF CARF MF Emitido em 19/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/09/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 05/09/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 11543.001714/200707 Acórdão n.º 280101.809 S2TE01 Fl. 166 4 b) manter a glosa da dedução pleiteada em relação a Gabriela Scabelo Duque, visto que a Sentença da Vara de Infância e Juventude de Vitória, anexada aos autos, às fls. 12/14, comprova que o impugnante obteve a guarda judicial da menor apenas em data (31/03/2004) posterior ao anocalendário em exame (2003); c) manter a glosa das despesas médicas por entender que a documentação acostada aos autos pelo contribuinte não atende às exigências contidas no art. 80 do Decreto n° 3.000, de 1999, e ainda, em razão de o contribuinte não ter logrado êxito em comprovar o efetivo pagamento dessas despesas; d) manter a glosa das despesas com instrução de Joana Segatto, por se tratar de gastos efetuados com curso prévestibular, face à ausência de previsão legal para dedutibilidade de tal encargo. Transcrevese, a seguir, o ementário constante da referida decisão: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 IRRF. GLOSA DE DEPENDENTE. Excluise a glosa de dependente em relação ao qual o contribuinte logra comprovar a relação de dependência. A guarda judicial somente opera efeitos perante a Administração Tributária, para fins de dedução de dependente, a partir do ano calendário em que tenha sido proferida a correspectiva sentença. IRRF. GLOSA DE DESPESA MÉDICA. Mantémse a glosa de despesas médicas quando o contribuinte não comprove, mediante apresentação de prova idônea, a realização e a dedutibilidade das despesas. IRRF. GLOSA DE DESPESAS COM INSTRUÇÃO. Excluise a glosa de despesas com instrução até o limite individual da parcela dedutível comprovada. A despesa com curso preparatório para o vestibular não é dedutível da base de cálculo do Imposto de Renda, por falta de previsão legal. Impugnação Procedente em Parte. Crédito Tributário Mantido em Parte. Cientificado da decisão a quo em 22/06/2010, nos termos do documento à fl. 118, o contribuinte interpôs em 22/07/2010 o Recurso Voluntário às fls. 119/128, instruído com a documentação às fls. 129/160. Em sua peça recursal, argumenta que: relativamente à dedução pleiteada em relação a menor Gabriella Scabelo Duque, de quem possui a guarda reconhecida judicialmente, irresignase com a manutenção da Fl. 182DF CARF MF Emitido em 19/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/09/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 05/09/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 11543.001714/200707 Acórdão n.º 280101.809 S2TE01 Fl. 167 5 glosa em razão do fato de que a guarda foi requerida em 26/09/2002, tendo sido deferida, somente, em 31/03/2004, no entanto, a demora na prestação da tutela jurisdicional não pode lhe acarretar prejuízo, devendo ser considerado em seu favor que a ação proposta tem natureza constitutiva, devendo os efeitos retroagirem à data da sua propositura, ou seja, 26/09/2002; no tocante às despesas médicas, não concorda com a manutenção da glosa pelo fato de que os recibos e a nota fiscal emitidos pelos profissionais e pessoa jurídica atendem aos requisitos legais previstos na legislação (Decretolei n° 5.844/43, artigo 20, alínea “f” e Lei n° 10.406/02 – Código Civil); quanto ao abatimento com instrução da filha Joana Segatto Scabelo temse que o gasto encontrase de acordo com a lei de regência, pois, embora refirase ao pré vestibular, este encontrase inserido no 2° grau. Requer o contribuinte, por fim, que seja dado provimento ao recurso. Em 27/07/2010, conforme despacho à fl. 162, o processo foi encaminhado a este E. Conselho para julgamento. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O recurso em julgamento foi tempestivamente apresentado, preenchendo os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Não há no documento recursal qualquer alegação preliminar. Passo, portanto, à análise do mérito, que, nesta instância de julgamento, cingese à discussão acerca das glosas de deduções com dependente, despesas com instrução, e despesas médicas, elencadas no lançamento e que foram mantidas pela decisão recorrida. Primeiramente, no que se refere ao pleito do recorrente para que sua neta possa figurar como sua dependente no anocalendário em exame, entendo, assim como destacado na decisão vergastada, que não há amparo legal para tal deferimento. E explico. O art. 35, inciso V, da Lei n° 9.250/95, assim dispõe: Art. 35 Para efeito do disposto nos arts. 4°, inciso III, e 8°, inciso II, alínea “c”, poderão ser considerados como dependentes: (...) V o irmão, o neto ou o bisneto, sem arrimo dos pais, até 21 anos, desde que o contribuinte detenha a guarda judicial, ou de qualquer idade quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho; (...) (grifo nosso) Fl. 183DF CARF MF Emitido em 19/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/09/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 05/09/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 11543.001714/200707 Acórdão n.º 280101.809 S2TE01 Fl. 168 6 Como se observa, o ordenamento jurídico é claro quanto à necessidade de cumprimento do requisito constante do texto em destaque, qual seja a efetiva obtenção de guarda judicial do menor. No caso concreto, embora o contribuinte afirme e tente comprovar a dependência econômica da menor desde o seu nascimento, é certo que esta situação não basta à dedutibilidade das despesas pretendidas pelo recorrente. É de rigor verificar que a guarda judicial se presta justamente a garantir, nos casos necessários, a transferência da responsabilidade perante o menor ou incapaz. Assim, a responsabilidade que antes estava concentrada nos próprios pais é, com a guarda, concedida à terceira pessoa, que passa a possuir o direito/dever de zelar por este menor ou incapaz. Deste modo, cumpre frisar, a dedutibilidade das despesas se justifica exatamente em decorrência deste poder/dever transferido à pessoa do responsável. A norma determina, como condição sine qua non para a determinação da dedução de despesas com dependente, que seja efetivamente dependente do recorrente ou que este detenha a guarda jurídica do mesmo. Portanto, a guarda judicial somente opera efeitos perante a Administração Tributária, para fins de dedução de dependente, a partir do anocalendário em que tenha sido proferida a correspectiva sentença. Na espécie dos autos, a guarda judicial da menor somente foi obtida em 31 de março de 2004, com a sentença proferida pelo MM. Juiz de Direito da Vara de Infância e Juventude de Vitória(ES), acostada às fls. 158/160 dos autos. Assim, não há amparo legal para autorizar essa dedução no anocalendário em apreço (2003). Face o exposto, deve ser mantida a glosa do valor de R$ 1.272,00, referente à dedução indevida com dependente. No tocante às despesas com instrução, frisese que a legislação de regência não autoriza a dedução de dispêndios efetuados com cursos prévestibulares. Não há, portanto, como ser acatado o pleito do contribuinte, pois os recibos colacionados às fls. 71/81 do presente processo indicam claramente que os pagamentos se referem a manutenção de curso prévestibular e não de ano letivo regular inserido no 2° grau (denominado, hodiernamente, de ensino médio). Assim, procedente também essa glosa efetuada pela autoridade lançadora. Por fim, com relação às despesas médicas glosadas, verificase que o contribuinte limitouse a apresentar declarações e recibos/notas, desacompanhados de qualquer documentação hábil e idônea a comprovar a efetividade dos correspondentes pagamentos. Sobre a questão, destaquese o disposto no artigo 368 do Código de Processo Civil, in verbis: Art. 368. As declarações constantes do documento particular, escrito e assinado, ou somente assinado, presumemse verdadeiras em relação ao signatário. Fl. 184DF CARF MF Emitido em 19/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/09/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 05/09/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 11543.001714/200707 Acórdão n.º 280101.809 S2TE01 Fl. 169 7 Parágrafo único. Quando, todavia, contiver declaração de ciência, relativa a determinado fato, o documento particular prova a declaração, mas não o fato declarado, competindo ao interessado em sua veracidade o ônus de provar o fato. Assim, é equivocado entender que o inciso III do § 2° do art. 8° da Lei 9.250, de 1995, reproduzido no inciso III do § 1° do art. 80 do RIR/1999, apenas exige que o recibo tenha o nome, endereço e número do CPF ou CNPJ de quem prestou o serviço. Esta não é a correta interpretação do dispositivo. A indicação referese aos dados que devem constar na declaração de ajuste. Dados estes baseados na documentação. Entretanto, a tônica do dispositivo é a especificação e comprovação dos pagamentos. Tanto que admite o cheque nominativo como documento comprobatório, por ser prova cabal de transferência de numerários entre pessoas, quando dúvidas razoáveis acudirem ao fisco, pois essa prestação é o substrato material a dar guarida à dedução, consoante os dispositivos legais referidos. Portanto, como já ressaltado, documentos de natureza particular, por si sós, podem não ser suficientes para a comprovação do efetivo pagamento das despesas. Levandose em consideração, pois, tais observações, caberia ao autuado a apresentação de prova robusta e incontestável de que os pagamentos foram realizados efetivamente nos valores declarados. No entender deste relator extratos bancários que exibissem as ocorrências de saques efetuados em moeda corrente, de ordens de pagamento, ou de transferências bancárias, com data e valor compatíveis com recibos, notas e/ou declarações apresentados, poderiam trazer as evidências exigidas para validação da dedução pleiteada. Todavia, no presente caso, tais elementos probatórios não foram apresentados pelo recorrente. Diante do acima exposto, VOTO por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 185DF CARF MF Emitido em 19/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/09/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 05/09/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL
score : 1.0
Numero do processo: 10768.100286/2003-65
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Jun 20 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Fri Jun 20 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 301-01.988
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto da relatora.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: SUSY GOMES HOFFMANN
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Sat Sep 10 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200806
turma_s : Primeira Câmara
dt_publicacao_tdt : Fri Jun 20 00:00:00 UTC 2008
numero_processo_s : 10768.100286/2003-65
anomes_publicacao_s : 200806
conteudo_id_s : 6656856
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 09 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-01.988
nome_arquivo_s : 30101988_10768100286200365_200806.PDF
ano_publicacao_s : 2008
nome_relator_s : SUSY GOMES HOFFMANN
nome_arquivo_pdf_s : 10768100286200365_6656856.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto da relatora.
dt_sessao_tdt : Fri Jun 20 00:00:00 UTC 2008
id : 4624784
ano_sessao_s : 2008
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:36 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423160573952
conteudo_txt : Metadados => date: 2013-10-29T12:37:16Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-10-29T12:37:16Z; Last-Modified: 2013-10-29T12:37:16Z; dcterms:modified: 2013-10-29T12:37:16Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:e5195cf3-3c33-4227-9f41-1b94793ba9ba; Last-Save-Date: 2013-10-29T12:37:16Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-10-29T12:37:16Z; meta:save-date: 2013-10-29T12:37:16Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-10-29T12:37:16Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-10-29T12:37:16Z; created: 2013-10-29T12:37:16Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2013-10-29T12:37:16Z; pdf:charsPerPage: 844; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-10-29T12:37:16Z | Conteúdo => CC03/C01 Fls. 64 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA 10768.100286/2003-65 135.923 Solicitação de Diligencia 301-1.988 20 de junho de 2008 KARVAN VIAGENS E TURISMO LTDA - ME DRJ/RIO DE JANEIRO/RJ Processo n° Recurso a' Assunto Resoluçâo n° Data Recorrente Recorrida RESOLUÇÃO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto da relatora. w\ ■ OTACILIO DAN S CARTAXO Presidente SUSY Relatora • S FFMANN Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, Irene Souza da Trindade Torres, Rodrigo Cardozo Miranda, Joao Luiz Fregonazzi e Valdete Aparecida Marinheiro. Processo n.° 10768.100286/2003-65 Resoluçfio n.° 301-1.988 CC03/C01 Ms. 65 RELATÓRIO Cuida-se de pedido de inclusão (fls.01) no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - SIMPLES, instituído pela Lei n". 9317, de 05 de dezembro de 1996, sob os seguintes fundamentos: 1) Que foi requerido em 17/12/02 seu enquadramento no Sistema Integrado de Pagamentos de Impostos e Contribuições das ME e EPP (SIMPLES), com vigência a partir de 01/01/2003; 2) A Receita Federal indeferiu o pedido alegando que as empresas com o objetivo social de Agencia de Viagem e Turismo não poderiam ser enquadradas no SIMPLES. Entretanto, com a publicação da Lei n. 10.637/02, publicada no DOU de 31/12/2002, as pessoas jurídicas que se dediquem exclusivamente atividade de Agência de Viagem e Turismo, poderão optar pelo SIMPLES. Em despacho decisório (fls.23/23v°), a Delegacia da Receita Federal do Rio de Janeiro, indeferiu o pedido de inclusão no Simples em virtude da existência de débito na PGFN, Processo 10768.511483/2002-01, fls.19. Inconformado, o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade (fls.25) alegando em síntese que: 1) Possui todos os requisitos previstos na Lei n. 9.317/96 c/c a Lei n. 10.637/02, art. 26 , inciso I, para o seu enquadramento no Sistema Integrado de Pagamentos de Impostos e Contribuições; 2) Cumpriu com as suas obrigações pecuniárias relativas ao IRPJ Código 2089, referente ao 2' Trimestre/1999, valor de R$ 24,22, 3° Trimestre/2000 valor de R$ 335,64 e 1' Trimestre/1999 valor de R$ 299,02, cobrado indevidamente, uma vez que tal obrigação foi cumprida desde 30/04/1999, conforme prova os respectivos DARFs anexos. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento do Rio de Janeiro proferiu acórdão (fls.34/36) indeferindo a solicitação, pois comprovada a existência de débitos inscritos em divida ativa à época em que formalizado o pedido de inclusão retroativa no SIMPLES, justifica-se o seu indeferimento. O contribuinte apresentou recurso (fls.41/42) reiterando praticamente os mesmos argumentos trazidos com a manifestação de inconformidade e juntando novamente os documentos que comprovam a sua regularidade fiscal. Em síntese, é o relatório. 2 Processo n.° 10768.100286/2003-65 Resolução n.° 301-1.988 CC03/C0 I Fls. 66 VOTO Conselheira Susy Gomes Hof mann, Relatora Conheço do Recurso por preencher os requisitos legais. Cuida-se de pedido de inclusão (fis.01) no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - SIMPLES, instituído pela Lei n°. 9317, de 05 de dezembro de 1996, com data retroativa a 01/01/2003, considerando que o pedido é datado de 04 de fevereiro de 2003. 0 contribuinte é uma sociedade empresária que tem como objetivo social de prestação de serviços na area de serviços de agência de viagem e turismo. Com o advento da Lei 10.637 de 30/12/2002 que permitiu que as empresas com objetivo social de agência de viagem e turismo poderão ser enquadradas no SIMPLES, a Recorrente pleiteou em 04/02/2003 a sua inclusão A motivação para a negativa na inclusão da Recorrente no SIMPLES é alegada divida em nome do contribuinte, entretanto, a Recorrente alega que não tinha tais dividas e traz provas juntadas as fls. 50 a 57. Ocorre que não há, aos olhos desta Conselheira, condições de serem analisadas pelos Julgadores desta Camara se efetivamente, tais valores estão quitados. Por este motivo, voto para que o julgamento seja convertido em diligência a repartição de origem a fim de que a Secretaria da Receita Federal do Brasil e a Procuradoria da Fazenda Nacional se manifestem sobre os pedidos de revisão de débitos inscritos e trazidos aos autos as fls. 50 a 57. como voto. Sala das Sessões, em 20 de junho de 2008. OFFMANN - Relatora 3
score : 1.0
Numero do processo: 10935.006898/2008-06
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 01 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Dec 01 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2007
AJUSTE ANUAL. DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. ÔNUS DA PROVA.
Todas as deduções pleiteadas no ajuste anual estão sujeitas à comprovação mediante apresentação de documentação hábil e idônea, em consonância com a legislação de regência, sob pena de não serem acatadas.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2801-002.126
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: AMARYLLES RELNALDI E HENRIQUES RESENDE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 17 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201112
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2007 AJUSTE ANUAL. DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. ÔNUS DA PROVA. Todas as deduções pleiteadas no ajuste anual estão sujeitas à comprovação mediante apresentação de documentação hábil e idônea, em consonância com a legislação de regência, sob pena de não serem acatadas. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Dec 01 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10935.006898/2008-06
anomes_publicacao_s : 201112
conteudo_id_s : 5122316
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 12 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-002.126
nome_arquivo_s : 280102126_10935006898200806_201112.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : AMARYLLES RELNALDI E HENRIQUES RESENDE
nome_arquivo_pdf_s : 10935006898200806_5122316.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Thu Dec 01 00:00:00 UTC 2011
id : 4747836
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:52 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423174205440
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1657; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 93 1 92 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10935.006898/200806 Recurso nº 887.923 Voluntário Acórdão nº 2801002.126 – 1ª Turma Especial Sessão de 1 de dezembro de 2011 Matéria IRPF DESPESAS MÉDICAS Recorrente CHRISTIAN FARIAS TRAJANO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2007 AJUSTE ANUAL. DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. ÔNUS DA PROVA. Todas as deduções pleiteadas no ajuste anual estão sujeitas à comprovação mediante apresentação de documentação hábil e idônea, em consonância com a legislação de regência, sob pena de não serem acatadas. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Carlos César Quadros Pierre. Fl. 102DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 14/12/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10935.006898/200806 Acórdão n.º 2801002.126 S2TE01 Fl. 94 2 Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi expedida a Notificação de Lançamento de fls. 12 a 14, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2007, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$7.403,93, acrescido de multa de ofício e juros de mora. A autuação decorreu de glosas de deduções peliteadas a título de despesas médicas (R$26.220,00) e contribuição à previdência privada/FAPI (R$703,40), por falta de comprovação. IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou a impugnação (fls. 01 a 06), acatada como tempestiva. Alegou, consoante relatório do acórdão de primeira instância (fls. 60verso): (...) que jamais recebeu qualquer intimação para apresentar comprovantes das deduções declaradas e que somente agora, após ser intimado da Notificação de Lançamento, está anexando os referidos comprovantes. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A 7ª Turma da DRJ Curitiba/PR, conforme Acórdão de fls. 60 a 62, julgou impugnação procedente em parte o lançamento, tendo restabelecido dedução referente à contribuição à previdência privada no valor de R$585,88. Destacou que não foi aceita a dedução de contribuição previdenciária privada no valor de R$117,52, pois o documento apresentado para comprovar o direito menciona tal valor como “saldo inicial da reserva”, sem demonstrar que contribuições lhe deram origem . Quanto às despesas médicas, registrou a não apresentação dos recibos médicos originais, o que impossibilita seu aproveitamento. Ademais, frisou a ausência de indicação dos pacientes que teriam sido atendidos em todos as cópias de recibos, a ausência de endereço no recibo emitido pelo dentista Dilmar Gênero e da especificação do tratamento odontológico que teria sido realizado e, em relação ao recibos de emissão de Cláudio Bibiano de Oliveira, ponderou que a declaração de fls. 24 mencionam o interessado e Andressa Meurer Missio Trajano como pacientes, sendo um indicativo que parte das despesas constantes dos recibos não poderia ser deduzida. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 02/09/2010 (fls. 63), o contribuinte, por intermédio de representante (Prouração às fls. 07) apresentou, em 30/09/2010, o Recurso de fls. 67 a 80, instruído com os documentos médicos de fls. 81 a 90, argumentando, em síntese, que teria apresentado cópias de recibos autenticadas em cartório, as quais, entretanto, foram consideradas insuficientes à comprovação do direito à dedução pleiteada. Fl. 103DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 14/12/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10935.006898/200806 Acórdão n.º 2801002.126 S2TE01 Fl. 95 3 Assevera que os tratamentos efetuados por Claúdio Bibiano de Oliveira tiveram como paciente tãosomente o recorrente e que os recibos apresentados são hábeis a comprovar tal alegação, representando prova suficiente a justificar a dedução pleiteada. Entende que não caberia lhe exigir novos elementos de prova das despesas médicas incorridas, consoante julgados do Primeiro Conselho de Contribuintes que invoca. Não obstante, prossegue, solicita a juntada da declaração de fls. 90. Relativamente ao endereço do profissional Dilmar Genaro, invoca consulta ao site do CRO/PR e argumenta que é cediço, a Receita Federal do Brasil como nenhum outro órgão tem um cadastro com todos os dados dos seus contribuintes. O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 92, que também trata do envio dos autos a este Conselho. É o Relatório. Voto Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Inicialmente, registrese que o interessado nada novo traz aos autos para afastar o acerto da glosa de contribuição à previdência privada mantida no acórdão recorrido. Quanto ao litígio, neste recurso, restringese a glosa de despesas médicas, sendo oportuno conferir as disposições legais acerca da matéria. Determinam o inc. II, alínea “a”, §§ 2º e 3º do art. 8º da Lei nº 9.250, de 1995, que na declaração de ajuste anual, poderão ser deduzidos da base de cálculo do imposto de renda os pagamentos feitos, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas provenientes de exames laboratoriais e serviços radiológicos, restringindose aos pagamentos efetuados pelo contribuinte relativos ao seu tratamento e ao de seus dependentes. De acordo com o § 2º, III do precitado dispositivo, a dedução fica condicionada ainda a que os pagamentos sejam especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e CPF ou CNPJ de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação de cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento. A dedução em questão não se aplica às despesas ressarcidas por entidade de qualquer espécie ou cobertas por contrato de seguro (Lei nº 9.250, de 1995, art. 8º, §2º, IV). Depreendese, portanto, que os documentos carreados aos autos para a comprovação da dedução pleiteada devem deixar claro que se trata de despesas médicas, sendo possível identificar o emitente como um dos profissionais acima mencionados, seu nome, CPF ou CNPJ, endereço, bem como esclarecer que os serviços médicos prestados tiveram como beneficiário o contribuinte ou seus dependentes. As despesas pleiteadas não podem ter sido objeto de ressarcimento por entidade de qualquer espécie. Fl. 104DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 14/12/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10935.006898/200806 Acórdão n.º 2801002.126 S2TE01 Fl. 96 4 Importante ter em mente que, em se tratando de deduções da base de cálculo do imposto devido, o ônus da prova do direito alegado é do declarante que deve tomar todas as cautelas para comprovar o direito invocado por meio de documentos hábeis e idôneos que não deixem dúvida quanto a nenhum dos pontos estabelecidos na legislação de regência acima mencionada. E mais, a ninguém é dado deixar de cumprir a legislação sob a alegação de que a desconhece (DecretoLei nº 4.657, de 4 de setembro de 1942, art. 3º). Isso posto, examinandose os recibos de fls. 16 a 22 (cópias dos documentos de fls. 82 a 88), verifico que, como constou do acórdão recorrido, em nenhum deles é especificado o paciente atendido (tãosomente o responsável pelos pagamentos) e no recibo de emissão de Dilmar Genero (fls. 16 e 88) também não consta o endereço do emitente. Portanto, neste contexto, diante da legislação de regência, estéril o argumento do recorrente que os requisitos legais estariam cumpridos. Quanto à declaração de fls. 90, emitida em 27 de setembro de 2010, por Cláudio Bibiano, esta também não é suficiente para suprir as falhas dos recibos anteriormente apresentados, eis que não elucida quais pagamentos teriam sido realizados relativamente ao tratamento fornecido ao contribuinte. Importante lembrar que na declaração anteriormente apresentada (fls. 24), Andressa Meurer Missio Trajano, pessoa não relacionada como dependente na declaração do interessado, era igualmente citada como paciente dos mesmos procedimentos médicos, em idêntico período. Com acerto, as autoridades julgadoras de primeira instância destacaram a ausência da indicação do paciente nos recibos apresentados e, ante a menção de não dependente na declaração de fls. 24, a impossibilidade de se aferir que despesas seriam referentes ao contribuinte. Portanto, para o propósito pretendido pela contribuinte, os recibos e declaração que instruem o recurso voluntário não preenchem os requisitos legais acima mencionados, não sendo aptos a ampararem as deduções pretendidas. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Fl. 105DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 14/12/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL
score : 1.0
Numero do processo: 10730.000157/2008-18
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 14 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2005
DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS.
São admitidas as deduções pleiteadas com a observância da legislação tributária e que estejam devidamente comprovadas nos autos.
PROVA. APRECIAÇÃO PELO JULGADOR.
Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2801-002.332
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso para restabelecer dedução com despesas médicas no valor de R$ 2.081,00, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCAO LIMA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 17 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201203
ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2005 DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. São admitidas as deduções pleiteadas com a observância da legislação tributária e que estejam devidamente comprovadas nos autos. PROVA. APRECIAÇÃO PELO JULGADOR. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção. Recurso Voluntário Provido em Parte.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 10730.000157/2008-18
conteudo_id_s : 6662092
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 15 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-002.332
nome_arquivo_s : 280102332_10730000157200818_201203.pdf
nome_relator_s : WALTER REINALDO FALCAO LIMA
nome_arquivo_pdf_s : 10730000157200818_6662092.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer dedução com despesas médicas no valor de R$ 2.081,00, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Wed Mar 14 00:00:00 UTC 2012
id : 4576220
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:27 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423188885504
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1730; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 1 1 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10730.000157/200818 Recurso nº 917.909 Voluntário Acórdão nº 2801002.332 – 1ª Turma Especial Sessão de 14 de março de 2012 Matéria IRPF Recorrente CARLOS ALBERTO VERZONI Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2005 DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. São admitidas as deduções pleiteadas com a observância da legislação tributária e que estejam devidamente comprovadas nos autos. PROVA. APRECIAÇÃO PELO JULGADOR. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer dedução com despesas médicas no valor de R$ 2.081,00, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Carlos César Quadros Pierre, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Tânia Mara Paschoalin e Walter Reinaldo Falcão Lima. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Fl. 74DF CARF MF Impresso em 21/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 20/ 03/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 20/03/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 10730.000157/200818 Acórdão n.º 2801002.332 S2TE01 Fl. 2 2 Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi expedida a Notificação de Lançamento de fls. 14/16, relativa à Declaração de Ajuste AnualDAA do Imposto de Renda Pessoa Física do exercício 2005, anocalendário 2004, em que foi apurado um crédito tributário correspondente a R$ 9.436,52, decorrente da glosa de despesas médicas no montante de R$ 16.207,57, conforme complementação da descrição dos fatos de fls. 15, reproduzida a seguir: “COMPLEMENTAÇÃO DA DESCRIÇÃO DOS FATOS Da análise da documentação apresentada pelo contribuinte, foi aceito como comprovação de dedução de despesas médicas o valor total de R$ 17.367,89 correspondente as Notas fiscais/recibos apresentados. Foram alterados os pagamentos efetuados a DENISE S. ALMEIDA PARA ZERO, pelo descumprimento de formalidades essenciais previstas em lei (falta do endereço do consultório/estabelecimento do profissional, no recibo); FUNDAÇÃO PETROBRÁS para R$1.337,89 e SUELY L KELLER para R$8.000,00 por terem sido os totais comprovados; DANIELA C. CARDOSO e VERA V. ARAGON para zero por não serem apresentados comprovantes. Art.80 do RIR D.3000 de 26/03/1999.” IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o interessado apresentou a impugnação de fls. 01, juntamente com os documentos de fls. 02/17, em que requer, conforme relatório do acórdão de primeira instância, a revisão das despesas médicas, listando os gastos com Convênio INSS/Petros (R$ 2.706,57), Fundação Petrobras Petros (R$ 1.337,89), Suely Lopes Keller (R$ 8.000,00), Vera Villela de Aragon (R$ 2.081,00), Daniel Avelar Martins de Carvalho (R$ 8.000,00) e Denise Sá de Almeida (R$ 8.100,00). Anexa ainda declaração médica acerca de sua condição de saúde. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A DRJ/Rio de JaneiroII julgou a impugnação procedente em parte para restabelecer as despesas médicas relativas à Denise Almeida (R$ 8.100,00), INSS/Petros (R$ 2.706,57), sendo oportuno transcrever trechos do voto do relator do respectivo aresto, que analisa as despesas médicas glosadas, à luz dos documentos carreados aos autos. “Em relação a Suely Keller, a Autoridade Fiscal procedeu a glosa parcial, acatando a dedução do valor de R$8.000,00, glosando R$ 400,00, por falta de comprovação. Em sua defesa, o Contribuinte aponta o valor de R$8.000,00 como sendo o correto, anexando os recibos correspondentes (fls. 08/11). Dessa forma, resta consolidado administrativamente o Fl. 75DF CARF MF Impresso em 21/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 20/ 03/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 20/03/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 10730.000157/200818 Acórdão n.º 2801002.332 S2TE01 Fl. 3 3 lançamento no que se refere ao cálculo do imposto suplementar decorrente da glosa dos R$400,00. Da mesma forma, em relação a Daniela Cardoso. O valor declarado de R$ 2.920,00 foi glosado por falta de comprovação. Agora, em sua defesa, o Contribuinte não cita ou junta qualquer comprovante ou recibo dessa profissional, sendo forçoso concluir que também esta parte do lançamento está consolidada administrativamente, na forma do artigo 17 do PAF. (...) Em sua defesa, o Contribuinte apresenta recibo emitido por Denise Almeida (fl. 07), que supre a falta de endereço apontada pela Autoridade Fiscal, sendo de se restabelecer o valor de R$8.100,00. Quanto à Vera Aragon, despesa não comprovada no curso da ação fiscal, o Contribuinte apresenta recibo de fl. 04. Da análise do documento, constatase que não consta indicação do beneficiário do tratamento. Dessa forma, a glosa do valor de R$ 2.081,00 deve ser mantida. Em relação à Petros, é de se dar razão ao Contribuinte. A Autoridade Fiscal aceitou somente o valor de R$ 1.337,89. Entretanto, no comprovante de rendimentos de fl. 03, estão consignadas duas rubricas de despesas médicas, uma associada aos rendimentos pagos pelo INSS (R$ 2.706,57) e outra, aos rendimentos pagos pela Petros (R$ 1.337,89), esta última já acatada no lançamento. Dessa forma, o Contribuinte faz jus a deduzir também o valor de R$ 2.706,57. Pelo exposto, voto no sentido de considerar PROCEDENTE EM PARTE a impugnação, alterando o lançamento na forma do demonstrativo abaixo, para restabelecer despesas médicas no valor de R$ 10.806,57, mantendo a glosa de R$ 5.401,00, sendo R$3.320,00 relativos a parte não impugnada pelo Contribuinte.” RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 18/07/11, o interessado apresentou, em 01/08/11, recurso voluntário para incluir novos documentos e solicitar sua apreciação por este Conselho. É o Relatório. Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima O recurso é tempestivo e atende as demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Fl. 76DF CARF MF Impresso em 21/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 20/ 03/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 20/03/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 10730.000157/200818 Acórdão n.º 2801002.332 S2TE01 Fl. 4 4 Embora o § 4º do art. 16 do Decreto n° 70.235/72 estabeleça que a prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que seja comprovada a ocorrência de quaisquer das hipóteses previstas naquele parágrafo, o que não foi feito pelo recorrente, entendo que, neste caso, o princípio da verdade material deve prevalecer sobre o dispositivo legal citado, tendo em vista o disposto no art. 8º da Lei nº 9.250/95, que trata da apuração da base de cálculo do imposto devido, que admite como deduções as despesas devidamente comprovadas. Por conseguinte apreciarei os documentos anexados em sede recursal. As despesas médicas relativas a Vera Aragon, no valor de R$ 2.081,00, foram glosadas em virtude de o recibo de fls. 04 não indicar o beneficiário do tratamento. Em sede de recurso voluntário o contribuinte juntou novo recibo, emitido pela prestadora dos serviços, informando que as despesas em questão foram relativas a sessões de psicoterapia realizadas para o filho do recorrente, Eduardo da Silva Verzoni, que consta como seu dependente em sua declaração de ajuste anual do exercício 2005, anocalendário 2004 (fls. 25). Dessa forma, tendo sido sanada a irregularidade que motivou a glosa, deve ser restabelecida a dedução pleiteada. Em relação às despesas médicas relativas a Suely Keller, cuja glosa parcial (R$ 400,00) ocorreu porque os recibos juntados às fls. 08/11 totalizaram R$ 8.000,00, sendo que foi declarado como dedução o montante de R$ 8.400,00, o recorrente, para comprovar o valor declarado, junta, em substituição ao recibo no valor de R$ 1.900,00, expedido em 28/03/04 e juntado às fls. 11, outro recibo expedido na mesma data no valor de R$ 2.300,00. Como não há quaisquer esclarecimentos prestados pela emitente de tais recibos acerca da divergência de tais valores, e em virtude de o contribuinte não ter apresentado o recibo no valor de R$ 2.300,00 somente em sede recursal, sendo que poderia têlo juntado anteriormente e não o fez, entendo que o referido documento carece de credibilidade, devendo ser considerado como correto o recibo de fls. 11, no valor de R$ 1.900,00. Convém ressaltar que, em sua impugnação (fls. 01), o interessado informa como total de despesas médicas pagas a Suely Keller o montante de R$ 8.000,00. Por conseguinte deve ser mantida a glosa parcial de R$ 400,00, referente às despesas declaradas com a aludida profissional. Vale lembrar que, nos termos do art. 29 do Decreto nº 70.235/72, na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção. Quanto aos documentos juntados reconhecendo que o interessado é portador de moléstia grave, cumpre assinalar que a perícia médica realizada pelo INSS atesta que o recorrente é portador de enfermidade enquadrada como isenta de imposto de renda desde 28/03/08. Como o anocalendário fiscalizado se refere a 2004, inaplicável a isenção em questão a este caso. Diante do exposto acima voto por DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para restabelecer, a título de dedução como despesas médicas, o montante de R$ 2.081,00. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator Fl. 77DF CARF MF Impresso em 21/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 20/ 03/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 20/03/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 10730.000157/200818 Acórdão n.º 2801002.332 S2TE01 Fl. 5 5 Fl. 78DF CARF MF Impresso em 21/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 20/ 03/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 20/03/2012 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA
score : 1.0
Numero do processo: 10166.015761/2007-10
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
RENDIMENTOS RECEBIDOS DE ORGANISMOS INTERNACIONAIS.
SÚMULA CARF N° 39.
Os valores recebidos pelos técnicos residentes no Brasil a serviço da ONU e suas Agências Especializadas, com vínculo contratual, não são isentos do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 2801-001.834
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
dt_index_tdt : Sat Sep 03 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201108
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 RENDIMENTOS RECEBIDOS DE ORGANISMOS INTERNACIONAIS. SÚMULA CARF N° 39. Os valores recebidos pelos técnicos residentes no Brasil a serviço da ONU e suas Agências Especializadas, com vínculo contratual, não são isentos do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Recurso voluntário negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10166.015761/2007-10
anomes_publicacao_s : 201108
conteudo_id_s : 6650865
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 01 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-001.834
nome_arquivo_s : 280101834_10166015761200710_201108.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : TÂNIA MARA PASCHOALIN
nome_arquivo_pdf_s : 10166015761200710_6650865.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2011
id : 4744110
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:46 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423190982656
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1524; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 86 1 85 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.015761/200710 Recurso nº 178.391 Voluntário Acórdão nº 280101.834 – 1ª Turma Especial Sessão de 25 de agosto de 2011 Matéria IRPF Recorrente EDNARDO DE FREITAS MACHADO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 RENDIMENTOS RECEBIDOS DE ORGANISMOS INTERNACIONAIS. SÚMULA CARF N° 39. Os valores recebidos pelos técnicos residentes no Brasil a serviço da ONU e suas Agências Especializadas, com vínculo contratual, não são isentos do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Eivanice Canário da Silva, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Fl. 89DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/09/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10166.015761/200710 Acórdão n.º 280101.834 S2TE01 Fl. 87 2 Trata o presente processo de notificação de lançamento que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 27.480,33, referente ao exercício de 2005, a título de imposto (R$ 13.148,49), acrescido da multa de ofício equivalente a 75% do valor do tributo apurado (R$ 9.861,36), além dos juros de mora (R$ 4.470,48). O lançamento é decorrente da apuração de omissão de rendimentos do trabalho recebidos de Organismo Internacional. Em sua impugnação, o contribuinte apresentou as razões de defesa abaixo, extraídas do Acórdão recorrido: DA SÍNTESE DA NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO. Alega o impugnante que foi intimado a cumprir obrigações tributárias em razão dá constatação de irregularidades na Declaração de Imposto de Renda do exercício 2005, decorrentes da omissão de rendimentos recebidos dc Organismos Internacionais. DOS FATOS Informa que foi contratado por Organismo Internacional (FAO — Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) para execução de tarefas relacionadas à Modalidade de Serviço Técnico Continuado, regido pelo Decreto, nº 3.751, de 2001. Para tal Organismo prestou serviços sem qualquer interrupção no contrato de trabalho e sujeitouse a cumprimento de horário, participação em eventos e reuniões, elaboração de relatórios c notas técnicas, realização de viagens a serviço além de gozar de férias 'remuneradas.. Pelos serviços prestados recebia rendimentos mensais depositados em conta corrente. DO MÉRITO Segundo afirma, a Notificação de Lançamento é improcedente, pois decorre de interpretação equivocada feita pela Receita Federal dos termo da legislação que regem a Matéria. Alega que não houve omissão de rendimentos, pois os informou como isentos e nãotributáveis na Declaração de Imposto de Renda, em consonância com a legislação vigente, qual seja, o art. 5º da Lei n° 4.506, de 1964, em vigor por força do art. 30 da Lei n°7.713, de 1988 e observado' o art. 98 do Código Tributário Nacional — CTN. A isenção/nãotributação lhe foi conferida pela legislação acima e pelo Acordo Básico de Assistência e Cooperação Técnica, promulgado pelo Decreto nº 59.308, de 1966 e pela Convenção Sobre Privilégios e Imunidades das Agências Especializadas das Nações Unidas, promulgada pelo Decreto nº 52.288, de 1963. Fl. 90DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/09/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10166.015761/200710 Acórdão n.º 280101.834 S2TE01 Fl. 88 3 Ressalta que os atos internacionais se sobrepõem à legislação interna e prevêem que os funcionários das agências especializadas gozarão de isenções de impostos, quantos aos salários e vencimentos, a eles pagos pelas agências especializadas, além de equipararem os peritos e assistentes técnicos aos demais funcionários dos Organismos internacionais. A seguir, destaca que o Decreto nº 3.751, de 2001 e a Portaria nº 12, de 2001 do Ministério das Relações Exteriores — MRE estabelecem regras a serem observadas pela Administração Pública para a contratação de serviços técnicos continuados e de apoio em Unidade ide Gerenciamento de Projetos — UGP, sujeitas à previa aprovação da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores — ABC/MRE. Ademais, o pronunciamento da Receita Federal sobre o tema, feito no Parecer Normativo nº 717, de 1979, transcrito, apresentase favorável à sua tese. O impugnante interpreta o art. 5º da Lei n" 4.506, de 1964, com auxílio do art.111 do, CTN, e afirma que os residentes no Brasil têm direito à isenção do Imposto sobre os rendimentos pagos pelos Organismos Internacionais e que, em relação aos demais rendimentos por eles auferidos, a tributação se dá conforme as regras previstas f para os residentes no exterior. Transcreve, também, trechos do Parecer CST nº 897, de 1973, do Parecer Normativo nº 717, de 1979, da Solução de Consulta nº 74, de 2000, da SRRF/8ª RF e a pergunta n° 177 do Manual Pergunta e Respostas do IRPF/1996, além de jurisprudência administrativa e judicial. Dando continuidade, reforça a tese da existência de vínculo empregatício com o Organismo Internacional. A partir de transcrição dos artigos 443 e 445 da Consolidação das Leis do Trabalho CLT, tece raciocínio de que o tipo de contrato existente com o Organismo Internacional, pelas suas características, configura contrato de trabalho por prazo indeterminado, sendo irrelevante o fato de tais características não constarem por escrito no Contrato, haja vista que pode o mesmo ser acordado tácita ou expressamente, verbalmente ou por escrito e por prazo determinado ou indeterminado. Então, dado que foi contratado pelo Organismo Internacional, que o assalaria pelo desempenho de funções específicas previstas no Contrato e no Termo de Referência, resta demonstrada a existência de vínculo empregatício com o Organismo. Por fim, alega que, caso fosse devido o Imposto, caberia a obrigação ao Organismo Internacional (FAO — Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) ou à Fl. 91DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/09/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10166.015761/200710 Acórdão n.º 280101.834 S2TE01 Fl. 89 4 Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores ABC/M RE. Solicita, então, a improcedência do lançamento. A 3ª Turma da DRJ/BSA/DF julgou procedente o lançamento, conforme Acórdão de fls. 49/58, que restou assim ementado: OMISSÃO DE RENDIMENTOS DO TRABALHO RECEBIDOS DE ORGANISMOS INTERNACIONAIS. Sujeitamse à tributação sob a forma de recolhimento mensal obrigatório (carnêleão), sem prejuízo do ajuste anual, os rendimentos recebidos por residentes ou domiciliados no País decorrentes da prestação de serviços a Organismos Internacionais de que o Brasil faça parte. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 11/12/2008 (fl. 62), o interessado interpôs recurso voluntário de fls. 63/66, em 07/01/2009. Em sua defesa, reitera os argumentos da impugnação sobre a pretendida isenção do imposto sobre os rendimentos recebidos da FAO. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Ao contribuinte foi imputada omissão de rendimentos recebidos da FAO Food and Agriculture Organization agência especializada da Organização das Nações Unidas, a partir de vínculo contratual, oriundos de serviços prestados por técnicos residentes no Brasil. Quanto a essa matéria, cabe trazer à colação a Súmula CARF n° 39, que assim dispõe: Os valores recebidos pelos técnicos residentes no Brasil a serviço da ONU e suas Agências Especializadas, com vínculo contratual, não são isentos do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Por força do que dispõe o artigo 72, § 4°, combinado com o artigo 45, inciso VI, ambos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, tal enunciado é de adoção obrigatória por este julgador. Assim, é de se considerar acertado o lançamento em questão. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Fl. 92DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/09/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10166.015761/200710 Acórdão n.º 280101.834 S2TE01 Fl. 90 5 Tânia Mara Paschoalin Fl. 93DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/09/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 36624.015847/2006-01
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Oct 08 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Mon Oct 08 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/12/1999 a 01/12/2004
Ementa: PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. NFLD. DECADÊNCIA. 05 (CINCO) ANOS. CO-RESP. SÓCIOS. DOCUMENTO INSTRUTÓRIO SALÁRIO INDIRETO. HOMENAGEM POR TEMPO DE SERVIÇO. NATUREZA SALARIAL PARA FINS PREVIDENCIÁRIOS.
I – Ainda que o art. 45 da Lei nº 8.212/91, ao tratar de matéria excluída da competência legislativa ordinária, desafiou diretamente a nossa Lei Maior, face o teor do art. 49 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, bem como da Súmula nº 2 do 2º Conselho, não nos cabe afastar a sua aplicação, pelo que deve ser reconhecido o prazo de 10 (dez) anos para a decadência do tributo previdenciário; II – - A indicação dos sócios e administradores no anexo denominado de co-resp, nada mais representa do que procedimento instrutório da NFLD, previsto na legislação previdenciária, e visa, sobretudo, auxiliar na eventual responsabilização das pessoas ali indicadas, nos limites impostos pelas normas tributárias especificas para essa responsabilização; III - homenagem em pecúnia oferecida por mera liberalidade, ainda que de forma condicionada, pelo empregador aos seus empregados, não nega sua característica salarial, já que é decorrência única e exclusiva do contrato de trabalho existente entre ambos, e mais, representa ganho obtido por tempo de dedicação a empresa, o que nos mostra uma vinculação entre seu fornecimento e o labor do seu beneficiário, indicadora da sua natureza contraprestativa, numa forma indireta; IV - há suscevidade no fornecimento da verba, também naqueles ganhos econômicos do obreiro, quando se tem a certeza de que receberá, assim como os outros empregados na mesma condição, valores prometidos pelo empregador, como costume arraigado na sua relação empregatícia.
Recurso negado.
Numero da decisão: 206-00.007
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, I) por maioria de votos, em rejeitar a preliminar de decadência. Vencido o Conselheiro Daniel Ayres Kalume Reis; e II) por unanimidade de votos: a) em rejeitar a preliminar de exclusão dos co-responsáveis; e b) no mérito, em negar provimento ao recurso. Fez sustentação oral o advogado da recorrente, Dr. Guilherme Barranco de Souza, OAB/SP 163605
Nome do relator: ROGERIO DE LELLIS PINTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 17 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200710
ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/12/1999 a 01/12/2004 Ementa: PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. NFLD. DECADÊNCIA. 05 (CINCO) ANOS. CO-RESP. SÓCIOS. DOCUMENTO INSTRUTÓRIO SALÁRIO INDIRETO. HOMENAGEM POR TEMPO DE SERVIÇO. NATUREZA SALARIAL PARA FINS PREVIDENCIÁRIOS. I – Ainda que o art. 45 da Lei nº 8.212/91, ao tratar de matéria excluída da competência legislativa ordinária, desafiou diretamente a nossa Lei Maior, face o teor do art. 49 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, bem como da Súmula nº 2 do 2º Conselho, não nos cabe afastar a sua aplicação, pelo que deve ser reconhecido o prazo de 10 (dez) anos para a decadência do tributo previdenciário; II – - A indicação dos sócios e administradores no anexo denominado de co-resp, nada mais representa do que procedimento instrutório da NFLD, previsto na legislação previdenciária, e visa, sobretudo, auxiliar na eventual responsabilização das pessoas ali indicadas, nos limites impostos pelas normas tributárias especificas para essa responsabilização; III - homenagem em pecúnia oferecida por mera liberalidade, ainda que de forma condicionada, pelo empregador aos seus empregados, não nega sua característica salarial, já que é decorrência única e exclusiva do contrato de trabalho existente entre ambos, e mais, representa ganho obtido por tempo de dedicação a empresa, o que nos mostra uma vinculação entre seu fornecimento e o labor do seu beneficiário, indicadora da sua natureza contraprestativa, numa forma indireta; IV - há suscevidade no fornecimento da verba, também naqueles ganhos econômicos do obreiro, quando se tem a certeza de que receberá, assim como os outros empregados na mesma condição, valores prometidos pelo empregador, como costume arraigado na sua relação empregatícia. Recurso negado.
turma_s : Sexta Câmara
dt_publicacao_tdt : Mon Oct 08 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 36624.015847/2006-01
anomes_publicacao_s : 200710
conteudo_id_s : 6660945
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 14 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 206-00.007
nome_arquivo_s : 20600007_141732_36624015847200601_008.PDF
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : ROGERIO DE LELLIS PINTO
nome_arquivo_pdf_s : 36624015847200601_6660945.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, I) por maioria de votos, em rejeitar a preliminar de decadência. Vencido o Conselheiro Daniel Ayres Kalume Reis; e II) por unanimidade de votos: a) em rejeitar a preliminar de exclusão dos co-responsáveis; e b) no mérito, em negar provimento ao recurso. Fez sustentação oral o advogado da recorrente, Dr. Guilherme Barranco de Souza, OAB/SP 163605
dt_sessao_tdt : Mon Oct 08 00:00:00 UTC 2007
id : 4841306
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:55 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423193079808
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-05T21:12:00Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-05T21:11:59Z; Last-Modified: 2009-08-05T21:12:00Z; dcterms:modified: 2009-08-05T21:12:00Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-05T21:12:00Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-05T21:12:00Z; meta:save-date: 2009-08-05T21:12:00Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-05T21:12:00Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-05T21:11:59Z; created: 2009-08-05T21:11:59Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2009-08-05T21:11:59Z; pdf:charsPerPage: 2008; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-05T21:11:59Z | Conteúdo => 14F - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COMO ORIGINAL CCO2/C06 Brasília, _a/• Fls. 310 Carla Mat.- to: MINISTÉRIO 1 • • A • • ét k wk:L.t SEGUNDO CONSELHO DE CO 'TRIBUINTe la sd cee retina dia.ISrrextaira nCámae Carvalhz.-t,1/44 SEXTA CÂMARA Segundo Conselho de Contai!~ Processo n° 36624.015847/2006-01 Recurso n° 141.732 Voluntário Matéria SALÁRIO INDIRETO - BÔNUS POR TEMPO DE SERVIÇO Acórdão n° 206-00.007 Sessão de 08 de outubro de 2007 Recorrente COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO Recorrida SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA EM SÃO PAULO-SP At.,0°5rogait., dav Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias,00 00N GrO o O Itôo I Período de apuração: 01/12/1999 a 01/12/2004 wx,' - co, Ementa: PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. NFLD. DECADÊNCIA. 05 (CINCO) ANOS. CO-RESP. SÓCIOS. DOCUMENTO INSTRUTORIO SALÁRIO INDIRETO. HOMENAGEM POR TEMPO DE SERVIÇO. NATUREZA SALARIAL PARA FINS PREVIDENC1ÁRIOS. I — Ainda que o art. 45 da Lei n°8.212/91, ao tratar de matéria excluída da competência legislativa ordinária, desafiou diretamente a nossa Lei Maior, face o teor do art. 49 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, bem como da Súmula n° 2 do 2° Conselho, não nos cabe afastar a sua aplicação, pelo que deve ser reconhecido o prazo de 10 (dez) anos para a decadência do tributo previdenciário; II — - A indicação dos sócios e administradores no anexo denominado de co-resp, nada mais representa do que procedimento instrutório da NFLD, previsto na legislação previdenciária, e visa, sobretudo, auxiliar na eventual responsabilização das pessoas ali indicadas, nos limites impostos pelas normas tributárias especificas para essa responsabilização; III - homenagem em pecúnia oferecida por mera liberalidade, ainda que de forma condicionada, pelo empregador aos seus empregados, não nega sua característica salarial, já que é decorrência única e exclusiva do contrato de trabalho existente entre ambos, e mais, representa ganho obtido por tempo de dedicação a empresa, o que nos mostra uma vinculação entre seu fornecimento e o labor do seuk MF -SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES lProcesso n.° 36624.015847/2006-01 CONFERE COMO 'r),IGINAL CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.007!Bradá, / / V 7-- Fls. 311 • Carlos • Iriir Met.: • 01 beneficiário, in kat ora da sua natureza contraprestativa, uma forma indireta; IV - há suscevidade no fornecimento da verba, também naqueles ganhos econômicos do obreiro, quando se tem a certeza de que receberá, assim como os outros empregados na mesma condição, valores prometidos pelo empregador, como costume arraigado na sua relação empregatícia. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, I) por maioria de votos, em rejeitar a preliminar de decadência. Vencido o Conselheiro Daniel Ayres Kalume Reis; e II) por unanimidade de votos: a) em rejeitar a preliminar de exclusão dos co-responsáveis; e b) no mérito, em negar provimento ao recurso. Fez sustentação oral o advogado da recorrente, Dr. Guilherme Barranco de Souza, OAB/SP 163605. Ci ELIAS SAMP 10 FREIRE Presidente ( tas ~Ir RI • 1 1 LELLIS PINTO Rel:t ir Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ana Maria Bandeira, Bemadete de Oliveira Barros, Daniel Ayres Kalume Reis, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Cleusa Vieira de Souza e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. _ _ _ Processo n.° 36624.015847/2006-01. CCO2/C06 • -Acórdão n.° 206-00.007 MF -SEGUNDO CONSEIHO DE CONTRIBUNTES. Fls. 312- CONFERE COM O DR, 'NAL Brasflia, 2 % / fli / il Caiu 111 .. a Relatório Met L • (11 25 . Trata-se de Recurso Voluntário interposto pela COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUICÃO, contra Decisão-Notificação (fis.206/220), exarada pela Secretaria da Receita Previdenciária em São Paulo-SP, a qual julgou procedente a presente Notificação Fiscal de Lançamento de Débito-NFLD, no valor de R$ 1.887.245,63 (um milhão, oitocentos e oitenta e sete mil, duzentos e quarenta e cinco reais e sessenta e três centavos). Segundo o Relatório Fiscal, a NFLD em questão trata de contribuições previdenciárias devidas a Seguridade Social, referentes à parte da empresa, e as destinadas ao financiamento dos beneficios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais de trabalho, tendo como fatos geradores os valores pagos aos empregados da Notificada a titulo de homenagem por tempo de serviço a partir de 10 (dez) anos do empregado na empresa, e posteriormente de 05 (cinco) em 05 (cinco) anos, aumentando o percentual sobre o salário-base. O Recorrente alega em seu recurso que a base-de-cálculo das contribuições previdenciárias, segundo o art. 201 da CF, seriam os rendimentos advindos da relação de trabalho, tenham natureza remuneratória e sejam também habituais, sendo que a verba em questão não se enquadraria na hipótese de incidência do tributo em estudo. Aduz que a debelada verba não guarda relação com o critério material da hipótese de incidência, por não ser contraprestativa e por não ser paga se maneira habitual. Segue forte no argumento de que o pagamento não teria natureza retributiva, da mesma forma com que não seria habitual, enquadrando-se inclusive, no item 7, da alínea "e" do § 9°. do art. 28 da Lei n. 8.212/91. Sustenta que o crédito previdenciário teria sido alcançado pela decadência , nos moldes fixados pelo art. 156, V do CTN, nos termos em que tenta demonstrar. Diz que a inclusão dos sócios no pólo passivo da presente NFLD seria ilegal, somente podendo eles responder pelo crédito tributário se restar demonstrado sua culpa ou dolo, para encerrar requerendo a procedência do seu recurso. A SRP apresentou suas contra-razões, reiterando os fundamentos da DN, requerendo a sua manutenção. É o Relatório.tly Processo n.° 36624.0 I 5847/2006-0 - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.007 gINFERE COM O rIOtMAL Fls. 313 &estila,:d.-5 à Cailos -111 Met: a O o Voto Conselheiro ROGERIO DE LELLIS PINTO, Relator Recurso tempestivo, dispensado do depósito recursal por força de decisão judicial, e considerando assim estar presentes todos os requisitos para sua admissibilidade, passo à sua análise. Alega o Contribuinte, em sede de preliminar, que o crédito tributário contido na presente NFLD, teria sido parcialmente alcançado pela decadência qüinqüenal, aplicável as contribuições previdenciárias. Sem embargos, a questão da decadência das contribuições vertidas para o Custeio da Seguridade Social, tem sido objeto de constantes discussões tanto no âmbito doutrinário, quanto no âmbito jurisprudencial. Nesse ideal, é sabido que o E. STJ recentemente, por meio de seu plenário, e em decisão unânime, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212/91, que fixa o prazo de 10 (dez) anos para a decadência das contribuições sociais, reconhecendo o prazo qüinqüenal para esses fins, muito embora o Pretório Excelso, guardião maior do texto Constitucional, ainda não tenha enfrentado definitivamente o tema. Não posso negar que, enquanto Conselheiro junto a uma das extintas Câmaras do V. Conselho de Recursos da Pprevidência Social, responsável por julgar o Custeio Previdenciário, vinha me posicionando sobre a possibilidade de aplicação do prazo de 05 (cinco) anos para a decadência das contribuições previdenciárias, em algumas hipóteses. Em verdade, creio que uma análise técnica e isenta da matéria em discussão, tal qual aquela realizada pelo STJ, nos levaria a reconhecer que, de fato, o art. 45 da Lei n° 8.212/91, padece de irremediável vício de constitucionalidade, já que trata de matéria de alçada de Lei Complementar, o que levaria a aplicação do prazo decadencial previsto no Códex Tributário, qual seja 05 (cinco) anos. Não obstante esse entendimento, e na atual contextualização, não podemos perder de vistas que o atual Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, veda expressamente, em seu art. 49, que suas Câmaras pronunciem ou mesmo deixem de aplicar a legislação em vigor, mesmo quando entender pela sua inconstitucionalidade. Reforçando esse posicionamento, o Pleno do 2° Conselho de Contribuintes, referendou em súmula (n° 2) a matéria, impossibilitando que seus Órgãos Julgadores pronunciem a inconstitucionalidade da legislação tributária. Desse modo, mesmo considerando que o art. 45 da Lei n° 8.212/91, ao tratar de matéria excluída da competência legislativa ordinária, desafiou diretamente a nossa Lei Maior, não nos cabe afastar a sua aplicação, pelo que concluo não haver nenhum crédito tributário alcançado pela decadência decenal, rejeitando assim a preliminar aventada na peça recursal. Seguindo em preliminar, o contribuinte insurge contra a suposta responsabilização dos diretores da empresa, indicados no anexo CO-RESP, onde, a meu ver, razão também não lhe acompanha, conforme veremos"' ME - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.° 36624.015847/2006-01 idta:NF3EFtE COMO O' IGINAL CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.007 Fls. 314 agi" Canos . Mal: L: 01 r Sem embargos, da leitura a enta dos autos evis en ia-se que o sujztito passivo que deve suportar o ônus contido na presente NFLD é a prop . empresa, sendo ela, em primeira análise, a responsável pelo crédito tributário ora discutido. Ocorre que, como bem assinalado na DN, os créditos da Seguridade Social, estão resguardados pela solidariedade dos sócios, administradores e diretores, ex vi do art. 13, e § único da Lei n° 8.620/93. Transcrevemos o texto da lei: "Art. 13: O titular de firma individual e os sócios de empresas por cotas de responsabilidade limitada respondem solidariamente e subsidiariamente, com seus bens pessoais, pelos débitos junto à Seguridade Social. Parágrafo Único: Os acionistas controladores, os administradores, os gerentes e os diretores respondem solidariamente e subsidiariamente com bens pessoais ao inadimplemento das obrigações para com a Seguridade Social, por dolo ou culpa". Como se vê, a responsabilidade pessoal dos sócios e diretores do sujeito passivo é solidária e subsidiária, mas estes somente responderão pelo crédito tributário, conforme determina o próprio CTN e o dispositivo legal acima indicado, se restar constatado uma ação dolosa ou culposa, na execução dos atos de administração. É de se esclarecer que a Relação de Co-Responsáveis, constantes às fls. dos autos, e que pode ter induzido ao equivoco o Recorrente, serve apenas de subsídios, para que em sendo necessário à cobrança judicial do débito, e se constatada a administração fraudulenta, já disponha a Fazenda Pública de dados para responsabilizar quem de direito. O que não quer dizer que sejam eles, neste momento, o sujeito passivo da obrigação inadimplida. Desse modo, a indicação dos sócios e administradores no anexo denominado de co-resp, nada mais representa do que documento instrutório da NFLD, previsto na legislação previdenciária, e visa, sobretudo, auxiliar na eventual responsabilização das pessoas ali indicadas, óbvio que desde que se obedeça as normas tributárias específicas para essa responsabilização. Em sendo assim, rejeito também a r preliminar, passando ao estudo das questões meritórias contidas no bojo do presente levantamento, sem, é claro, perder de vistas às razões que trazem o Recorrente a esta Colenda Câmara. Na esteira desse raciocínio, é importante destacar que o ceme da questão ora discutida situa-se em saber se a rubrica que representa o objeto da presente NFLD, estaria ou não no campo de incidência da contribuição previdenciária, o que em meu sentir, nos força a uma análise da extensão legal do termo salário de contribuição. Sem embargos, a Lei n° 8.212/91, ainda que por dispositivos legais distintos, fixou a base de cálculo do tributo previdenciário devido pelo empregado bem como aquele de responsabilidade do empregador, em regra, a partir de um conceito central comum a ambos, ou seja, dos mesmos elementos caracterizadores, o que implica reconhecer que o salário-de- contribuição pode ser visto tanto sob o enfoque legal direcionado ao empregado quanto à empresa empregadora, sem que isso venha a representar distorção para a análise propostafr ME - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.° 36624.015847/2006-01CONFERE COMO O" GINAL CCO2/C06 Acórdão n.° 206- .00.007 Brasília, / 14 /___O___ Fls. 3154a M: cadonitAlecrim MaL :0 4, 1 Vejamos o que nos diz o intim.) I, do artigo . ' a referenciada norma: "A ri. 28: Entende-se por salario-de-contribuiçao: 1 - pai 'a o empregado (...): a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos papos devidos ou creditados a qualquer titulo, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que sela a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa;" Grifamos. Nota-se que o conceito legal preocupou-se em afirmar que não apenas os valores pagos diretamente ao empregado pelo empregador, sofrerão a incidência do tributo previdenciário, mas igualmente os ganhos decorrentes de utilidades, desde que também possuam caráter habitual, tenham natureza onerosa e retributiva. A preocupação do legislador, assim, direciona o intérprete ao caráter remuneratório da verba vertida ao empregado, de sorte que o valor percebido somente será salário, se representar um aumento no seu patrimônio, é dizer, que aquilo que lhe está sendo pago, representa um acréscimo que tenha repercussão patrimonial. A propósito da disposição legal encimada, ao considerar o ganho habitual como salário-de-contribuição, a Lei -do Custeio Previdenciário nada mais fez do que reproduzir o que o § 11 do art. 201 da própria Constituição da República deixou assentado. Portanto, por força constitucional, não há que afastar os ganhos habituais advindos do contrato de trabalho, da incidência da contribuição previdenciária. Não obstante a amplitude que pode se conceder ao conceito de salário-de- contribuição, o próprio art. 28, mais adiante, especificamente o seu § 9°, veio a excluir da tributação previdenciária inúmeras situações especiais e exclusivas, onde, mesmo havendo pagamento direto ao empregado, não haverá a incidência de contribuição previdenciária. O destaque à exclusividade das hipóteses previstas no mencionado § 9 0, como nos adverte o próprio capta, não é aleatória, mas, na verdade, vem explicitar a fronteira imposta ao aplicador da norma previdenciária, vedando a ampliação do rol ali fixado, para eventualmente beneficiar determinada situação não contemplada pela Lei do Custeio Previdenciário. Resta delimitado, portanto, que os ganhos habituais, e o salário indireto efetivamente compõe a base sob a qual recai a incidência de contribuição previdenciária, cabendo-nos então verificar se o bônus por tempo de serviço, ora tributado, realmente está inserido nesse contexto, ou se enquadra em alguma hipótese do § 9° do art. 28 em comento. Para melhor contextualização, lembremos que a empresa Recorrente, como bem narra o relatório fiscal, concede a seus empregados, quando estes completam 10 (dez) anos de trabalho, e dai sucessivamente de 05 (cinco) em 05 (cinco) anos, uma verba como homenagem pelo tempo de serviço a sua disposição. Esse pagamento, entendeu a fiscalização ser salário para os fins previdenciários, haja vista decorrer do contrato de trabalho, representa ganho econômico, e ser habitual. Neste ponto, e em que pese o esforço argumentativo do ilustre subscritor da peça inconformista, penso que razão nenhuma lhe acompanha, na medida em que o pagamen", PAF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES• CONFERE COM 1 0- Processo n.°36624.015847/2006-0I CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.007 Fls. 316 Canos roi tvo' mot.:1: o, , de que cuidamos, realmente se amolda ao figurino legal que delimita a base-de-cálculo da contribuição previdenciária, como bem entendeu a fiscalização e a douta autoridade julgadora singular. A Recorrente aduz que a verba em baila não teria natureza salarial já que ausente de qualquer característica retributiva, o que não me parece ser o melhor dos entendimentos Em verdade, essa homenagem em pecúnia oferecida por mera liberalidade, ainda que de forma condicionada, pelo empregador aos seus empregados, não nega sua característica salarial, já que é decorrência única e exclusiva do contrato de trabalho existente entre ambos, e mais, representa ganho obtido por tempo de dedicação a empresa, o que nos mostra uma vinculação entre seu fornecimento e o labor do seu beneficiário, indicadora da sua natureza contraprestativa, numa forma indireta, como bem dito pela decisão guerreada. A condição de se tratar ou não de salário, não está vinculada ao interesse da fonte pagadora em, com aquele pagamento, assalariar ou não seu empregado, ou seja, não é o nome do pagamento ou a vontade da empresa em si, que vai determinar sua natureza jurídica. Sem espaço para dúvidas, a verba vertida para fugir da tributação previdenciária, deve ou enquadrar-se nas hipóteses excluídas pelo § 90 antes mencionado, ou simplesmente não acompanhar o enquadramento legal do inciso I do art. 28, o que não me parece ser o caso. Não vejo aqui, que estaríamos diante de um pagamento eventual, como veementemente sustenta a Empresa. Nesse ponto, o ganho habitual passível de exação, embora não se tenha uma definição legal do que venha este a ser, não são necessariamente aqueles valores auferidos mês a mês, -trimestralmente ou mesmo bimestralmente, etc. Há verbas pagas no decorrer do contrato de trabalho, ainda que não sejam auferidas nessas condições, e que não podem ser vistas como meramente eventuais. Com efeito, há suscessividade no fornecimento da verba, também naqueles ganhos econômicos do obreiro, quando se tem a certeza de que receberá, assim como os outros empregados na mesma condição, valores prometidos pelo empregador, como costume arraigado na sua relação empregatícia. Nesse ponto, se toma irrepreensível e digna de citação, o seguinte trecho da decisão que ora se discute: "5.31. Não há dúvida de que o pagamento da referida verba reveste-se de habitualidade: é de conhecimento de todos os empregados que a partir de dez anos de casa terão uma gratificação estabelecida com regras especificas previamente divulgadas, em intervalos e percentagens fixas sobre o salário base vide relatório fiscal, item 3 às fls. 33, ou seja, têm inicio a partir do décimo ano, em intervalos, então, regulares, ainda que espaçados em anos, perdurando até o final do vinculo empregaticio. 5.32. A ampla divulgação do pagamento de tais parcelas e de suas condições faz com que integre o contrato de trabalho dos empregados, trata-se de um pagamento ajustado com condição (decurso do tempo) pré-fixada, com termo certo de ocorrência e periodicidade estabelecida em anos, não é uma liberalidade paga em condições únicas, excepcionais; não é fortuita.(.)" Desse modo, tenho comigo que a verba ora em discussão representa na verdade uma gratificação ajustada, paga por mera liberalidade do empregador, e condicionada ao tempo de serviço do segurado empregado na empresa, da mesma forma com que tem nítida (r. MF SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.° 36624.015847/2006-01 CONFERE COM O Asa SINAL CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.007 Brasflia, .2; , isr Fls. 317 Carina Mat.: ,ffin, repercussão econômica, com caractensticas e ai • • -, 71 • • . irando em nenhuma das hipóteses excludentes do § 9° do art. 28 da Lei n° 8.212/91, portanto, de natureza salarial, sendo correta a exigência contida na combatida NFLD. Ante o exposto, voto no sentido de CONHECER DO RECURSO, para no mérito NEGAR-LHE PROVIMENTO, mantendo-se inalterada a decisão guerreada. Sala das Sessões, em 08 de outubro de 2007. ips RO( LLIS PINTO Page 1 _0004100.PDF Page 1 _0004200.PDF Page 1 _0004300.PDF Page 1 _0004400.PDF Page 1 _0004500.PDF Page 1 _0004600.PDF Page 1 _0004700.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10860.001570/2008-14
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
DEDUÇÃO. PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL.
Para que a dedução com pensão alimentícia seja admitida necessário que haja prova do efetivo pagamento do valor conforme determinado em sentença judicial.
DEDUÇÃO. DESPESA MÉDICA. PLANO ODONTOLÓGICO. COMPROVAÇÃO.
Deve ser restabelecida a dedução com despesa médica pleiteada pelo contribuinte e glosada pela autoridade fiscal quando comprovada na fase recursal.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2801-001.887
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso para restabelecer dedução a título de despesa médica no valor de
R$ 384,00, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 03 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201109
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 DEDUÇÃO. PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL. Para que a dedução com pensão alimentícia seja admitida necessário que haja prova do efetivo pagamento do valor conforme determinado em sentença judicial. DEDUÇÃO. DESPESA MÉDICA. PLANO ODONTOLÓGICO. COMPROVAÇÃO. Deve ser restabelecida a dedução com despesa médica pleiteada pelo contribuinte e glosada pela autoridade fiscal quando comprovada na fase recursal. Recurso Voluntário Provido em Parte.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10860.001570/2008-14
anomes_publicacao_s : 201109
conteudo_id_s : 5114197
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 02 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-001.887
nome_arquivo_s : 280101887_10860001570200814_201109.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES
nome_arquivo_pdf_s : 10860001570200814_5114197.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer dedução a título de despesa médica no valor de R$ 384,00, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
id : 4744948
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:48 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423197274112
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1673; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 52 1 51 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10860.001570/200814 Recurso nº 885.715 Voluntário Acórdão nº 280101.887 – 1ª Turma Especial Sessão de 29 de setembro de 2011 Matéria IRPF Recorrente FRANCISCO CARLOS ALEIXO FERREIRA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 DEDUÇÃO. PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL. Para que a dedução com pensão alimentícia seja admitida necessário que haja prova do efetivo pagamento do valor conforme determinado em sentença judicial. DEDUÇÃO. DESPESA MÉDICA. PLANO ODONTOLÓGICO. COMPROVAÇÃO. Deve ser restabelecida a dedução com despesa médica pleiteada pelo contribuinte e glosada pela autoridade fiscal quando comprovada na fase recursal. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer dedução a título de despesa médica no valor de R$ 384,00, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Eivanice Canário da Silva, Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis e Carlos César Quadros Pierre. Fl. 58DF CARF MF Emitido em 19/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/10/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 06/10/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10860.001570/200814 Acórdão n.º 280101.887 S2TE01 Fl. 53 2 Relatório Trata o presente processo de Notificação de Lançamento, às fls. 16/20, formalizada para exigência de crédito tributário no valor total de R$ 9.546,28, referente ao Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF (suplementar), multa de oficio e juros de mora, estes calculados até 30/06/2008. A autuação decorreu da revisão efetuada na declaração de ajuste anual apresentada pelo contribuinte, relativa ao exercício 2005, anocalendário 2004, onde foram glosados, por falta de comprovação, os seguintes valores de deduções pleiteadas: (i) dependentes (valor glosado R$ 2.544,00); (ii) despesas médicas (valor glosado R$ 1.203,60); e (iii) pensão alimentícia judicial (valor glosado R$ 19.045,90). Esclarece a autoridade lançadora que o sujeito passivo, após regularmente intimado, não se manifestou, o que ensejou as glosas, por falta de atendimento a intimação fiscal. Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou impugnação, às fls. 01/03, argumentando, em síntese, que: os filhos são seus dependentes, conforme documentos em anexo, sendo que realizou despesas com uniforme, material escolar, planos médicos e odontológicos, sendo que a lei faculta direito aos descontos estabelecidos; as despesas médicas estão justificadas em parte, sendo que não tem como comprovar os gastos com a Dra. Carla R. A (CPF 122.145.38828) e Dra. Andréia de Oliveira Araújo (CPF 276.833.52829), por não ter posse dos recibos, mas as despesas foram realizadas, pois os CPF das prestadoras de serviços estão corretos, o que demonstra que os valores foram verdadeiramente pagos; com relação aos comprovantes de convênios odontológicos SOESP e CEDRO, a empresa mudou sua razão social, motivo da emissão de dois comprovantes distintos; os valores de pensão alimentícia foram pagos em concordância com sentença judicial, em nome de Filomena Regina Ferreira e Ana Lucia Carvalho de Abreu. As pensões pagas à Sra. Filomena foram descontadas em folha de pagamento, e aquelas referentes à Sra. Ana Lucia eram pagas em dinheiro ou crédito em conta com posterior desconto em folha de pagamento; houve valores de pensão alimentícia que foram esquecidos na época, uma vez que alguns recibos estavam em poder do advogado; Fl. 59DF CARF MF Emitido em 19/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/10/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 06/10/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10860.001570/200814 Acórdão n.º 280101.887 S2TE01 Fl. 54 3 Ao final, o interessado solicitou que fosse acolhida sua impugnação, e ainda, fosse retificado o valor pago a titulo de pensão alimentícia judicial de R$ 19.045,90 para R$ 19.605,90. Após apreciar o litígio, a 8a Turma de Julgamento da DRJ/São Paulo II (SP), ao exarar sua decisão, julgou procedente em parte a impugnação, nos termos do Acórdão DRJ/CGE nº 1741.637, de 14/06/2010, às fls. 26/35, concluindo por: a) manter a glosa da dedução de dependentes, pois o contribuinte pagou no anocalendário em exame pensão alimentícia para os menores Rafael David Silva Aleixo Ferreira e Victor Carvalho de Abreu Aleixo Ferreira; b) restabelecer parte do montante pleiteado como dedução com pensão alimentícia judicial, diante dos comprovantes anexados às fls. 12/14 e 15 dos autos, que comprovam o pagamento a esse titulo no total de R$ 15.803,90; c) com relação às despesas médicas glosadas, restabelecer tãosomente a dedução pleiteada no valor de R$ 321,60, relativo à Sul América Seguro Saúde, posto que o comprovante de rendimentos pagos e de retenção de IR na fonte à fl. 09 comprova a realização desta despesa. A ciência da decisão de primeira instância ocorreu em 12/07/2010, conforme faz prova o Aviso de Recebimento – AR à fl. 37. O contribuinte interpôs Recurso Voluntário em 10/08/2010, às fls. 38/40, anexando a documentação às fls. 41/48, e argumentando que: a decisão recorrida deixou de considerar os recibos de pagamentos de pensão alimentícia feitos a Ana Lúcia Carvalho Abreu (mãe dos filhos do requerente), cópias às fls. 10/11, sendo necessário que se esclareça que referida pensão é originária de acordo feito em Juízo e por este homologado, documentos que por lapso deixaram de ser anexados à impugnação, mas as especificações declaradas naqueles recibos são esclarecedoras do pagamento. Por não ter o requerente, à época, condições de efetuar o depósito bancário conforme acordado, teve de pagar os valores, o que só poderia ocorrer pessoalmente, e assim foi feito, para evitar cobrança judicial; quanto à despesa com SOESP ODONTO SISTEMA ODONTOLÓGICO E SERVIÇOS PREVENTIVOS LTDA., a declaração apresentada comprova os gastos efetivamente efetuados com a manutenção do plano odontológico para o contribuinte e seus dependentes legais, únicos usuários do referido plano, em respeito ao disposto no acordo judicial. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O recurso em julgamento foi tempestivamente apresentado, preenchendo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Fl. 60DF CARF MF Emitido em 19/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/10/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 06/10/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10860.001570/200814 Acórdão n.º 280101.887 S2TE01 Fl. 55 4 Diante da ausência de questão preliminar, passo à análise do mérito, que, como se observa do relatório, nesta instância de julgamento, restringese à discussão em torno de parte de valores pleiteados pelo recorrente em sua declaração de rendimentos a título de pensão alimentícia judicial, pois o órgão julgador a quo não acatou as declarações às fls. 10/11 como prova do alegado pelo contribuinte, além da dedução de despesa com a manutenção de plano odontológico não restabelecida pela decisão recorrida. Em sua peça recursal o contribuinte reafirma que os valores em discussão foram declarados corretamente, e que podem ser comprovados através de documentação que nessa oportunidade colaciona aos autos, às fls. 41/48. Assim, primeiramente, sustenta o recorrente que efetuou o pagamento de pensão alimentícia a três filhos. Com o objetivo de comprovar o efetivo pagamento do ônus alimentar, apresenta cópia do acordo de separação homologado judicialmente às fls. 41/44. Também anexa às fls. 45/46 cópias das mesmas declarações às fls. 10/11, que não foram consideradas pela DRJ como documentação comprobatória do efetivo pagamento de valores relativos à pensão alimentícia no anocalendário em discussão (R$ 960,00 em janeiro, e R$ 960,00 em fevereiro de 2004). Pois bem, o artigo 8°, inciso II, alínea “f”, da Lei n° 9.250/95 trata da matéria nos seguintes termos: Art. 8° A base de cálculo do imposto devido no anocalendário será a diferença entre as somas: (...) II — das deduções relativas: (...) f) às importâncias pagas a título de pensão alimentícia em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão judicial, inclusive a prestação de alimentos provisionais, de acordo homologado judicialmente, ou de escritura pública a que se refere o art. 1.124A da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 Código de Processo Civil; Como se pode observar, por se tratar de dedução da base de cálculo, deve ser comprovada a efetividade do pagamento da pensão alimentícia e o ônus da prova é do sujeito passivo. Da análise das peças judiciais (cópias) constantes às fls. 41/44 dos autos, relacionadas ao Acordo de Separação Consensual entre o recorrente e Ana Lucia Carvalho de Abreu, homologado por sentença judicial, verificase que na decisão proferida pelo Juízo de Direito da Vara Distrital de Tremembé/SP encontrase determinado que os valores a serem pagos pelo recorrente a título de pensão alimentícia seriam depositados em conta bancária mantida pela representante dos beneficiários (filhos), senão vejamos: Documento às fls. 41/42 Fl. 61DF CARF MF Emitido em 19/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/10/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 06/10/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10860.001570/200814 Acórdão n.º 280101.887 S2TE01 Fl. 56 5 Os filhos menores ficarão sob a guarda Materna, tendo o pai direito de visita (...) 0 pai pensionará os filhos com o valor de quatro salários mínimos, sendo a proporção de um e trinta e três salário, para cada um dos menores a ser depositado todo quinto dia útil do mês na conta corrente da mãe, cujo número (...). (...)” (grifo nosso) Diante do acima posto, a comprovação de que tais pagamentos ocorreram seria justamente a apresentação de documentos que comprovassem os referidos créditos em conta bancária, como estabelecido no acordo homologado pela Justiça. Tal comprovação foi devidamente efetuada pelo recorrente em relação aos depósitos efetuados às fls. 12/14, cujos valores ali discriminados foram considerados pelo órgão julgador de primeira instância como pagamentos a título de pensão alimentícia. Todavia, em relação aos valores constantes das declarações às fls. 10/11, no total de R$ 1.920,00, permanece ausente a comprovação pelo recorrente do efetivo desembolso dessas quantias. Vale mencionar que a lei pode determinar a quem caiba a incumbência de provar determinado fato. É o que ocorre no caso das deduções. O art. 11, § 3°, do DecretoLei n° 5.844, de 1943, estabeleceu expressamente que o contribuinte pode ser instado a comprová las ou justificálas, deslocando para este o ônus probatório. E referido dispositivo está em consonância com o princípio de que o ônus da prova cabe a quem a alega. Nesse sentido, o art. 333 do Código de Processo Civil prevê que o ônus da prova incumbe ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito e ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Portanto, ante ao valor das deduções pleiteadas, cabe ao fisco, por imposição legal, tomar as cautelas necessárias a preservar o interesse público implícito na defesa da correta apuração do tributo, que se infere da interpretação do art. 11, § 4°, do DecretoLei n° 5.844, de 1943. O certo é que as declarações colacionadas às fls. 10/11, e anexadas novamente às fls. 45/46 do processo, não se mostram hábeis a respaldar a efetividade dos pagamentos em questão, verificandose, portanto, neste contexto, que o recorrente não se desincumbiu da prova necessária. No entender deste relator extratos bancários que exibam as ocorrências de ordens de pagamento ou de transferências bancárias, em data e valor compatíveis com os montantes estabelecidos em decisão e/ou acordo homologado pela Justiça, podem trazer as evidências exigidas para validação da dedução pleiteada. Portanto, no caso concreto, correta a decisão recorrida que manteve a glosa destes valores pleiteados pelo recorrente a título de pensão alimentícia judicial. Quanto ao valor pleiteado pelo declarante como dedução referente a despesas efetuadas com a manutenção de plano odontológico, entendo que o documento fornecido pela empresa SOESP ODONTO SISTEMA ODONTOLÓGICO E SERVIÇOS PREVENTIVOS Fl. 62DF CARF MF Emitido em 19/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/10/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 06/10/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10860.001570/200814 Acórdão n.º 280101.887 S2TE01 Fl. 57 6 LTDA., à fl. 48, é suficiente a demonstrar a realização de gastos no valor de R$ 384,00, dado que considero suprida a única formalidade exigida na decisão a quo (não indicação no documento dos beneficiários dos serviços prestados) face a anexação aos autos, nesta fase recursal, do citado Acordo judicial, que, em seus termos, albergou a obrigação do recorrente de efetuar o pagamento de convênio odontológico, tanto aos filhos, como à separanda, como se observa no excerto a seguir transcrito: “O pai continuará pagando o convênio odontológico em que figuram como dependente a varoa e os seus filhos. (...)” Isto posto, VOTO em dar provimento parcial ao recurso para restabelecer dedução a título de despesa médica no valor de R$ 384,00. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 63DF CARF MF Emitido em 19/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/10/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 06/10/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL
score : 1.0
Numero do processo: 00875.052037/83-25
Data da sessão: Wed Oct 21 00:00:00 UTC 1987
Ementa: DRAWBACK - Comprovado, através de relatório o cumprimento parcial do ato concessório - A exigência deverá recair somente sobre os insumos cuja comprovação não foi concretizada.
Recurso provido parcialmente para esta fim.
Numero da decisão: 303-25.046
Decisão: ACORDAM, os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, em dar provimento por maioria de votos, vencidos os Conselheiros Salustiano de Pinho Pessoa Neto e Afonso Celso Mattos Lourenço que negavam provimento ao apelo.
Nome do relator: SALUSTIANO DE PINHO PESSOA NETO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 17 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 198710
ementa_s : DRAWBACK - Comprovado, através de relatório o cumprimento parcial do ato concessório - A exigência deverá recair somente sobre os insumos cuja comprovação não foi concretizada. Recurso provido parcialmente para esta fim.
numero_processo_s : 00875.052037/83-25
conteudo_id_s : 6659124
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 13 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 303-25.046
nome_arquivo_s : Decisao_008750520378325.pdf
nome_relator_s : SALUSTIANO DE PINHO PESSOA NETO
nome_arquivo_pdf_s : 008750520378325_6659124.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM, os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, em dar provimento por maioria de votos, vencidos os Conselheiros Salustiano de Pinho Pessoa Neto e Afonso Celso Mattos Lourenço que negavam provimento ao apelo.
dt_sessao_tdt : Wed Oct 21 00:00:00 UTC 1987
id : 9508548
ano_sessao_s : 1987
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:42:07 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423200419840
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-05T21:11:29Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-05T21:11:29Z; Last-Modified: 2010-01-05T21:11:29Z; dcterms:modified: 2010-01-05T21:11:29Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-05T21:11:29Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-05T21:11:29Z; meta:save-date: 2010-01-05T21:11:29Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-05T21:11:29Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-05T21:11:29Z; created: 2010-01-05T21:11:29Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2010-01-05T21:11:29Z; pdf:charsPerPage: 1392; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-05T21:11:29Z | Conteúdo => ,• ..._ . - , - M,ZS4-----.-r--•:~ ~.VI tW. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA cabp Sessão de 21 de outubrcde1987 ACORDÃO N. o 30 3-25.046 Recurso n.o 106.659 - Proc. n 2 0875.052037/83-25 Recorrente CUMMINS BRASIL S.A Recorrid DRF/Garulhos-SP DRAWBACK - Comprovado, através de relatório o cumprimento parcial do ato concessorio - A exigencia deverá recair somente sobre os insumos cuja comprovação não foi concre- tizada - Recurso provido parcialmente para esta fim. VISTO relatadoe discutido o presente processo. ACORDAM, os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Con- selho de Contribuintes, em dar provimento por maioria de votos, ven- cidos os Conselheiros Salustiano de Pinho Pessoa Neto e Afonso Celso Mattos Lourenço que negavam provimento ao apelo. Sala das Se7.8es em, 21 d-i outubro de 1987. 2r 04- 4 / '. ) 44/ HÉL 1 • l'. i OLLA AkE ALEN • S RO - Presidente. 1 , dee IN i 11 .• Áli t, /IMMO, LUIZ—CARLOS I OGU IRA - Relat•r •esignado. IP, • . or" - 1k --.._ ALEXANDRE COSTA DL UNA • IRE - Proc. da Faz. Nacional. RECURSO DO PROCU2..',DOR Dft AZE DA NACIONAL N 2 303-0.947 VISTO EM T 1, 8nu SESSÃO DE: 2 3 - Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei ros: RUBENS PELLICIARI, WILFRIDO AUGUSTO MARQUES, SALUSTIANO DE PI- NHO PESSOA NETO, AFONSO CELSO MATTOS LOURENÇO, CARLINDO DE SOUZA MA CHADO E SILVA, LUIZ CARLOS NOGUEIRA E PAULO AFFONSECA DE BARROS FA RAI JÚNIOR. Fls. Recurso: 106.659 sERvico PÚBLICO FEDERAL Acórdão: :03-25.046 MF - 3 2 CONSELHO DE CONTRIBUINTES Recorrente: CUMMINS BRASIL S.A. Recorrida : DRF/Guarulhos-SP Relator : LUIZ CARLOS NOGUEIRA RELATÓRIO A firma CUMMINS DO BRASIL S/A foi intimada a recolhe o montante especificado no Quadro Demonstrativo de fls. 1:7/140 e da intimação de fls. 142, relativo ao I.I., IPI e TMP e encargos cabí- veis, correspondente a mercadorias importadas sob o Regime de "Draw- back", suspensão, porque a referida empresa não apresentou no prazo legal a comprovação de exportação dos produtos com elas fabricados. Na impugnação de fls. 144/145 a intimada diz que as fa- lhas apontadas se verificaram em razão de problemas administrativos de tempos passados e que solicitara à CACEX, de Guarulhos-SP, prazo de 60 (sessenta) dias para apresentação de relatório, explicando o que realmente acontecera com o Ato Concessório n 2 636-82/052, em vir tude do que pede a anulação da citada intimação de fls. 142. A informação fiscal de fls. 156/158 diz que não como aten der à CACEX na solicitação que fez à DRF de Guarulhos-SP, para sus- pensão, por 90 dias, de cobrança dos tributos já lançados, em con- sequencia do inadiplemento dos compromissos assumidos pela intimada, especialmente, no caso especifico do Ato Concessório que originou o presente processo, por já se encontrar em fase de cobrança na Arreca dação (DIVAR). A autoridade de primeira instância indeferiu a impugnação de fls. 144/145, e determinou a intimação da empresa infratora para recolher o que lhe foi exigido na notificação de fls. 142. A notificada/intimada, irresignada, recorreu, tempestiva- mente, para este Colegiado, pedindo, preliminarmente, a nulidade da exigência e da decisão recorrida, e, no mérito, que fosse dado provi mento integral ao recurso, para efeito de julgar totalmente insubsis tente e improcedente a ação fiscal. Esta Câmara, através do Acoí .dão n 2 303-23.980,de 26.09.84 por maioria de votos, anulou o processo, a partir da exigencia de fls. 142, a fim de que fosse lavrado o competente Auto de Infração para que o feito pudesse seguir o seu trâmite normal. O douto Procurador da Fazenda Nacional, junto a esta Cena ra, recorreu da decisão de fls. 174/176 para a Colenda Câmara Supe- rior de Recursos Fiscais, por entender que não caberia a anulação por constituir o documento de fls. 142 a Notificação para o recolhi- mento dos tributos e demais encargos devidos. Aquele- Egrégio Colegiado, acatando a tese da Procurado 'ria, deu provimento ao Recurso Especial, para determinar o exame do ,„mérito do litígio. Esta Câmara resolveu, antes "de pareciar o mérito, conver ter o julgamento em diligencia junto à CACEX; para que informasse se Ce 'asexigencias relativas ao "DraWback", a l ue se referem as DI's in tegrantrea do processo, foram cumpridas. . f • Fls. Recurso: 106.659 Acórdão:30.1--25.046 SERVICO PÚBLICO FEDERAL A CACEX, atendendo o que foi solicitado na Resolução n2 333-0016, de 25.06.85, fls. 255/257, enviou a este Colegiado a cor- respondencia de 26.06.87, anexa, na qual comunica que a recorrente devido grande desorganização verificada em sua área de comércio exte ror, indicou muitos insumos estrangeiros como não integrantes do processo de produção dos bens pexportados, quando, na realidade, ha viam se empregados nos produtos que amesma exportara. Por essa razão aquele órgão pediu a substituição dos Relatórios de Comprovação ante riormente enviados e que originaram o presente processo, pelos que estava juntanto à correspondencia acima referida, de 26.06.87, com a finalidade de excluir da relação dos componentes a nacional Iizar, os que efetivamente foram incorporados às mercadorias exportadas. A CACEX pretendeu com a substituição proposta, como decla rou, permitir a revisão dos cálculos dos tributos e multas :corres- pondentes aos documentos, originalmente, enviados por ela à DRF de Guarulhos-SP, e objetos do presente feito. É o Relatório. FLS. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Recurso: 106.659 • Accirdão:303-25.046 VOTO • Como se verifica através da documentação acostada aos autos pela CACEX, o ato concessório de DRAW-BACK de que trata o presente processo, foi parcialmente cumprido pela ora recorrente. De acordo com as informaçOes prestadas por aquele Or gão, os insumos anteriormente dados como nao integrantes dos bens exportados realmente integraram produtos que a interessada expor - tou e, em vista disto, a CACEX autorizou a substituição dos relato_ rios de comprovação correspondentes aos atos já baixados! Analisando os novos relatórios de comprovação do DRAW-BACK, verificamos o correto procedimento da ora recorrente no cumprimento da obrigação de exportar os insumos importados, com excessão daqueles mencionados no Anexo n 2 2076 a 2080 , razão pela qual dou provimento parcial ao recurso, devendo a Repartião, na execução do acórdão refazer os cálculos, recaindo a exigencia "so mente sobre os produtos cuja comprovação não foi concretizada. Sala das Sessões, em 21 de outubro de 1987. • tá....al.át. 1 . o LUIZ CARLA NOt,EIR-K---1.=-- (jy_ • - • • • . . .• • . . • •• Fls., . • • • . . • - •. . • • • • • Recurso: 106.659 . . . . ., . . . . .• • •.• • • . • • 303-25.046• . ,. • . Acordao: • • • .•. , .• . • . sErivica PúbLICO FEDERAL . . .. ' • . . • - • . • • • • . .• . '. . . • .. • . ' • • ' - -. . . • • . '. . . ' • - * . • VOTO VENCIDO • •. . . • • . • -••• - - - - . -• • - -- . - -- . - ..... .. ... - . . . • Entendo que o documento de fls. 148 constitui uma notifi • • - ,... ... , . caço de lançamento e intimação para recolhimento do credito tributario apurado, como entendeu o douto Conselheiro José Façanha Mamede, ao pro- „ -, ferir, na Colenda Camara Superior de Recursos Fiscais, no voto copia de fls. 250/251, do qual transcrevo e adoto o seguinte trecho: • . . • . _ _ .. . , . - - • '"Diz o art. 9 2 do Decreto 70.235/72 que "a exigencía docrj, 'dito tributário será formalizada em auto de infração ou notificação de . lançamento, distinto para cada tributo" e os artigos subseqüentes deter- . minam como devem ser formalizados o Auto de Infração e a Notificação de • • Lançamento. Ora, é entendimento pacifico nos diversos setores que inte-. •• gram a administração Fazendária que o Auto de In: F'ração . 6 procedimento próprio da fiscalização externa, efetuada normalmente no domicilio fisz • • cal do contribuinte, enquanto que a notificação de lançamento é o ias- '• trumento pelo qual a adminitração dá ciencia ao contribuinte de lança- . mento , procedido a partir de revisão interna de documentos fiscais ofe- recidos pelo prOprio contribuinte. No presente caso, o lançamento e re- sultante dessa revisão interna de documentos recebidos pela repartição relativos à comprovação de obrigaçaes assumidas pelo contribunte. como._.,.., condição-para fazer jus ao não pagamento de tributos antes suspensos. . pôr,: força de aplicação do regime de drawback. Apurado o descumprimento dessa obrigação (a de exportar), procedeu-se ao lançamento do tributo sendo o sujeito passivo intimado ou . notificado a recolher o imposto.' • - . NãO vejo, assim, como tenha sido descumprido o rito deter • . minado pelo Decreto 70.235/72, visto que o caso era de Notificação de . .. Lançamento e não de lavratura de Auto de Infração. Entendo, pois,- ' • venia" faltar razão aos ilustres prolatores do voto vencedor na ãmara - _recorrida, quando determinaram a anulação do feito pela aus&ncia de Au- to de Infração. Tal peça é inteiramente desnecessária no caso e o proce • dimento adotado tem total respaldo nas disposiçèSes do aruéi*dO Decreto 70.235/72, mormente nos artigos 9 2 e 11 desse diploma lega1.11 . • • • • . • . ._ • . • A'CACEX enviou à DRF. de Guarulhos-SP, no prazo legal, re- ., • . latorio informando a parte dos insumos importados e no aplicados _nas nercadorias industrializados. - • -, Os calculas do II, IPI, TMP e demais encargos devidos fo- • - ram feitos e à importadora; beneficiária do "drawback", suspensão, no-, Lificada do debito e acrescimos legais e intimada a fazer o recolhimen- to no prazo de vinte quatro (24) horas. • . A notificada apresentou o requerimento de fls. 144/145 )xplicando que a desorganização administrativa de sua empresa fez com._ lue ela nao tivesse um controle eficaz sobre as peças importadas sob o regime de "drawback", razão porque pedira a CACEX um prazo de 60 dias, )ara entregar relatorio, mostrando a real situação. • '•••, •.. Em . consequencia do relatorio apresentado pela importadora CACEX, ó referido órgão remeteu para este Conselho novos Anexos ao Re, . ... tatorio de Comprovaçao de "drawback" para subsit ituirOS.iniCialrehte ..- ofe .ecidos à DRF de Gurulhos, para efeito de novo cálculo dos tributos de- Jidos pela empresá :beneficiaria. • • •. . . . • , , • .• • y •.. .. ". •. , • .. . ,. , ., Fls. - : Recurso: 106.659 Acórdão: 30 3-25.046 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL A legislação que regula o Regime Especial de Drawback não preve modificações posteriores nas quantidades de insumos constantes da comprovação ::::determinada pelo inciso 15 da Port. MF n 2 36/82, razão por que é inaceitável a substituição da documentação de fls. 2/75 Pela,pos- teriormente, apresentada pela CACEX, de fls. Em face do exposto voto para que se negue provimento ao recurso. Sala das SessOes em, 21 de outubro de 1987. -;"----::-'e- -- ';--'- ----:::ET:- R) '---(::, rSALUSTIANO DE PINHO PESSOA N lator. 1 1
score : 1.0
Numero do processo: 13312.000498/2006-32
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 28 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Sep 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Ano-calendário: 2000
DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO.
O Imposto sobre a Renda de Pessoa Física é tributo sob a modalidade de lançamento por homologação e, havendo pagamento antecipado, aplica-se a regra do art. 150, § 4°, do CTN, ou seja, o prazo decadencial encerra-se após transcorridos cinco anos da data da ocorrência do fato gerador.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-001.864
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso para reconhecer a decadência, nos termos do voto do Relator. Ausente o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Nome do relator: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 03 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201109
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Ano-calendário: 2000 DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. O Imposto sobre a Renda de Pessoa Física é tributo sob a modalidade de lançamento por homologação e, havendo pagamento antecipado, aplica-se a regra do art. 150, § 4°, do CTN, ou seja, o prazo decadencial encerra-se após transcorridos cinco anos da data da ocorrência do fato gerador. Recurso Voluntário Provido.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 28 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 13312.000498/2006-32
anomes_publicacao_s : 201109
conteudo_id_s : 5113160
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 01 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-001.864
nome_arquivo_s : 280101864_13312000498200632_201109.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES
nome_arquivo_pdf_s : 13312000498200632_5113160.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para reconhecer a decadência, nos termos do voto do Relator. Ausente o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
dt_sessao_tdt : Wed Sep 28 00:00:00 UTC 2011
id : 4744913
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:47 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423208808448
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1569; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 60 1 59 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13312.000498/200632 Recurso nº 887.809 Voluntário Acórdão nº 280101.864 – 1ª Turma Especial Sessão de 28 de setembro de 2011 Matéria IRPF Recorrente FRANCISCO DE OLIVEIRA LIMA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2000 DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. O Imposto sobre a Renda de Pessoa Física é tributo sob a modalidade de lançamento por homologação e, havendo pagamento antecipado, aplicase a regra do art. 150, § 4°, do CTN, ou seja, o prazo decadencial encerrase após transcorridos cinco anos da data da ocorrência do fato gerador. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para reconhecer a decadência, nos termos do voto do Relator. Ausente o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin e Carlos César Quadros Pierre. Relatório Fl. 68DF CARF MF Emitido em 19/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/10/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 06/10/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13312.000498/200632 Acórdão n.º 280101.864 S2TE01 Fl. 61 2 Tratase de auto de infração, às fls. 14/19, para exigência de crédito tributário no valor total de R$ 14.145,04, relativo ao Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (IRPF), incluídos multa de oficio e juros de mora, estes calculados até o mês de agosto de 2006. A autuação decorreu da revisão efetuada na declaração de ajuste anual apresentada pelo contribuinte, relativa ao exercício 2001, anocalendário 2000, onde foi apurada a dedução indevida do valor de R$ 4.322,37 a título de Imposto de Renda Retido na Fonte. Cientificado do lançamento em 24/08/2006 (conforme fl. 26), o contribuinte apresentou em 25/09/2006 a impugnação às fls. 01/11, ocasião em que contestou o resultado do trabalho fiscal. Em síntese, argumentou que: o auto de infração lavrado não trouxe qualquer forma capaz de permitir a sua regular identificação, seja por um número de identificação, seja pelo numero do processo administrativo que lhe deu origem, e o sistema de dados da Receita Federal informa não existir qualquer processo em nome do defendente; a ampla defesa do autuado restou comprometida, assim como a validade da autuação por impossibilidade de verificação da competência da autoridade lançadora, devendo o lançamento ser anulado; face à inexistência de Mandado de Procedimento Fiscal MPF, o auto de infração lavrado é nulo de pleno direito, não podendo operar efeitos; o crédito tributário estaria extinto pela decadência, com base no art. 150, § 4°, do CTN, pois o lançamento abraçou períodos anteriores ao dia 28 de agosto de 2001, e a intimação do lançamento se deu em 28 de agosto de 2006; Ao final de sua defesa o contribuinte solicitou que fosse julgado improcedente o lançamento, com o consequente arquivamento dos autos. Na sequência, ao apreciar a lide, a 1a Turma de Julgamento da DRJ/Fortaleza/CE decidiu, por maioria de votos, pela improcedência da impugnação, mantendo, assim, a exigência fiscal, nos termos do Acórdão DRJ/FOR nº 0818.728, de 23/08/2010, às fls. 35/39, cujas ementas encontramse a seguir transcritas: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2000 GLOSA DE IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. DIRF. Mantémse como valor de imposto de renda retido na fonte aquele informado na Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte apresentada pela fonte pagadora. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2000 PROCEDIMENTOS DE FISCALIZAÇÃO. INAPLICABILIDADE DO CONTRADITÓRIO. Os procedimentos da autoridade fiscalizadora têm natureza inquisitória não se sujeitando ao contraditório os atos lavrados Fl. 69DF CARF MF Emitido em 19/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/10/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 06/10/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13312.000498/200632 Acórdão n.º 280101.864 S2TE01 Fl. 62 3 nesta fase. Somente depois de lavrado o auto de infração e instalado o litígio administrativo é que se pode falar em obediência aos ditames do principio do contraditório e da ampla defesa. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2000 DECADÊNCIA. O lançamento de tributo é procedimento exclusivo da autoridade administrativa. Tratandose de lançamento de oficio o prazo de cinco anos para constituir o crédito tributário é contado do exercício seguinte Aquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Com a ciência da decisão de primeira instância ocorrendo em 14/09/2010, nos termos do documento à fl. 42, o contribuinte, interpôs, em 14/10/2010 (vide data de protocolização do processo nº 13312.0009231201070, juntando por anexação a este), o Recurso Voluntário às fls. 44/46. Na peça recursal, requer o interessado a revisão da alteração feita em sua Declaração de Ajuste Anual de Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2001, ano base 2000, promovida pelo auto de infração, ou seja: a) Que a Receita Federal do Brasil homologue o valor de R$ 19.611,85 (dezenove mil seiscentos e onze reais e oitenta e cinco centavos), como valor correspondente ao IRRF retido pela percepção dos rendimentos tributáveis brutos no valor de R$ 87.484,55 (oitenta e sete mil quatrocentos e oitenta e quatro reais e cinquenta e cinco centavos), declarados pelo contribuinte como recebidos da fonte pagadora, Secretaria da Fazenda do Estado do Ceara e homologados, os rendimentos brutos, pela Receita Federal do Brasil; b) HOMOLOGAR o valor de R$ 35.691,74 (trinta e cinco mil e seiscentos e noventa e um reais e setenta e quatro centavos), como valor total do Imposto de Renda Retido na Fonte, conforme foram informados, originalmente, pelo contribuinte; É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O recurso em julgamento preenche os requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. De início, cumpre frisar que, por configurarse a decadência matéria de ordem pública, cabe ao julgador reconhecêla de ofício, se verificada a sua ocorrência, o que independe de provocação do interessado. Fl. 70DF CARF MF Emitido em 19/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/10/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 06/10/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13312.000498/200632 Acórdão n.º 280101.864 S2TE01 Fl. 63 4 Passamos, então, a analisar essa questão diante da autuação objeto dos autos, que se refere ao Imposto sobre a Renda de Pessoa Física, referente ao exercício 2001, ano calendário 2000, onde, registrese, não houve imposição de multa de oficio qualificada para a exigência formalizada pelo Fisco. Como ressaltado no acórdão recorrido, é pacífico, com o advento das Leis n°s 7.713, de 22 de dezembro de 1988 e 8.134, de 27 de dezembro de 1990, que o Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (IRPF) é tributo sob a modalidade de lançamento por homologação, que se materializa “ex vi” das normas do artigo 150 do CTN, vez que se atribui ao contribuinte o dever de antecipar o pagamento. Sobre o assunto, ilustra Alberto Xavier em sua obra “Do Lançamento. Teoria Geral do Ato. Do Procedimento e do Processo Tributário. Forense, 1977”: O artigo 150, parágrafo quarto pressupõe um pagamento prévio, e daí que ele estabeleça um prazo mais curto, tendo como dies a quo a data do pagamento, dado que este fornece, por si só, ao fisco, uma informação suficiente para que permita exercer o controle. O artigo 173, ao contrário, pressupõe não ter havido pagamento prévio, e daí que alongue o prazo para o exercício do poder de controle, tendo como dies a quo não a data da ocorrência do fato gerador, mas o exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ser efetuado. Verificase, ainda, quanto à esse tema (decadência), que o Superior Tribunal de Justiça STJ já firmou o entendimento de que a regra do art. 150, §4o, do CTN, somente deve ser aplicada nos casos em que o sujeito passivo antecipar o pagamento e não for comprovada a existência de dolo, fraude ou simulação, prevalecendo os ditames do art. 173, nos demais casos. Transcrevese, a seguir, a ementa do Recurso Especial nº 973.733 SC (2007/01769940), julgado em 12 de agosto de 2009, sendo Relator o Ministro Luiz Fux: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, Fl. 71DF CARF MF Emitido em 19/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/10/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 06/10/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13312.000498/200632 Acórdão n.º 280101.864 S2TE01 Fl. 64 5 julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). (...) 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (destaques do original) Observase que o acórdão do REsp nº 973.733/SC foi submetido ao regime do art. 543C do Código de Processo Civil, reservado aos recursos repetitivos, o que significa que essa interpretação deverá ser aplicada por este Colegiado, em obediência ao art. 62A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009, com alterações da Portaria MF nº 586, de 21 de dezembro de 2010, in verbis: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos Fl. 72DF CARF MF Emitido em 19/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/10/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 06/10/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13312.000498/200632 Acórdão n.º 280101.864 S2TE01 Fl. 65 6 extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes Face ao exposto, concluise que o prazo decadencial do Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (IRPF) deve ser contado da seguinte forma: (I) ocorrido o pagamento antecipado, aplicase a regra do art. 150, § 4°, do CTN; (II) não ocorrendo o pagamento antecipado ou se comprovadas as hipóteses de dolo, fraude e simulação, devese aplicar o disposto no art. 173, inciso I, do CTN. No presente caso, a exigência fiscal se refere ao exercício 2001, ano calendário 2000, no entanto, verificase que houve antecipação do pagamento do imposto mediante retenção de IRRF, sendo, portanto, o dia inicial da contagem do prazo decadencial para a Fazenda proceder ao lançamento a data de ocorrência do fato gerador, ou seja, 31 de dezembro do respectivo anocalendário (art. 150, § 4º, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional CTN). Assim, na espécie dos autos, o prazo decadencial deve ter como termo inicial 31/12/2000 e como termo final 31/12/2005. Considerando que a ciência do auto de infração se deu em 24/08/2006, conforme faz prova o documento à fl. 26, é de se reconhecer que o presente lançamento foi fulminado pela decadência. Isto posto, VOTO por dar provimento ao recurso para reconhecer a decadência. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 73DF CARF MF Emitido em 19/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/10/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 06/10/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL
score : 1.0
