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Numero do processo: 10950.002156/2008-13
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 09 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jun 09 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO.
Todas as deduções declaradas estão sujeitas à comprovação ou justificação, mormente quando há dúvidas quanto à prestação dos serviços. Em tais situações, a apresentação tão-somente de recibos e declarações de lavra dos profissionais é insuficiente para comprovar a efetividade dos serviços e dos correspondentes pagamentos.
MULTA DE OFÍCIO. CABIMENTO.
Apurado imposto suplementar em procedimento de fiscalização, cabe exigi-lo juntamente com o correspondente valor de multa de ofício.
JUROS MORATÓRIOS. TAXA SELIC. APLICAÇÃO.
A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial
de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. (Súmula CARF nº 4)
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 2801-001.658
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Carlos César Quadros Pierre e Luiz Cláudio Farina Ventrilho que davam provimento parcial ao recurso para restabelecer as despesas odontológicas.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Todas as deduções declaradas estão sujeitas à comprovação ou justificação, mormente quando há dúvidas quanto à prestação dos serviços. Em tais situações, a apresentação tão-somente de recibos e declarações de lavra dos profissionais é insuficiente para comprovar a efetividade dos serviços e dos correspondentes pagamentos. MULTA DE OFÍCIO. CABIMENTO. Apurado imposto suplementar em procedimento de fiscalização, cabe exigi-lo juntamente com o correspondente valor de multa de ofício. JUROS MORATÓRIOS. TAXA SELIC. APLICAÇÃO. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. (Súmula CARF nº 4) Recurso voluntário negado.
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COMPROVAÇÃO. Todas as deduções declaradas estão sujeitas à comprovação ou justificação, mormente quando há dúvidas quanto à prestação dos serviços. Em tais situações, a apresentação tãosomente de recibos e declarações de lavra dos profissionais é insuficiente para comprovar a efetividade dos serviços e dos correspondentes pagamentos. MULTA DE OFÍCIO. CABIMENTO. Apurado imposto suplementar em procedimento de fiscalização, cabe exigilo juntamente com o correspondente valor de multa de ofício. JUROS MORATÓRIOS. TAXA SELIC. APLICAÇÃO. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. (Súmula CARF nº 4) Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Carlos César Quadros Pierre e Luiz Cláudio Farina Ventrilho que davam provimento parcial ao recurso para restabelecer as despesas odontológicas. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Fl. 296DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 15/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, 17/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAY DE MAGALHA Processo nº 10950.002156/200813 Acórdão n.º 280101.658 S2TE01 Fl. 281 2 Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Trata o presente processo de auto de infração que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 18.812,69, referente ao exercício de 2004, a título de imposto (R$ 8.147,55), acrescido da multa de ofício equivalente a 75% do valor do tributo apurado (R$ 6.110,66), além dos juros de mora (R$ 4.554,48). O lançamento é decorrente da apuração de dedução indevida a título de despesas médicas. Em sua impugnação, o contribuinte alegou, em síntese, que: • O lançamento deve ser anulado porque a autoridade lançadora agiu de forma arbitrária, ao fundamentar suas assertivas em presunções e ao desprezar a documentação apresentada relativa às despesas com as dentistas Bessie do Rocio Santos e Michele S. T. Taniguchi. Aduziu que os recibos apresentados foram emitidos por profissionais regularmente inscritas nos respectivos conselhos e, nessa condição, não poderiam ser desmerecidos sem prova em contrário. Destacou que os recibos foram corroborados por orçamentos que comprovam a necessidade dos tratamentos dentários, bem como cheques e saques relativos ao pagamento de cada tratamento. Menciona ainda declarações emitidas pelos profissionais, acostadas à impugnação; • Os tratamentos ocorreram durante os anos de 2003 e 2004, de forma que os pagamentos eram realizados de forma esporádica, na medida em que as consultas eram realizadas. Acrescentou que as profissionais, em vez de emitir um recibo cada vez que recebiam um montante, emitiam o documento de forma mensal, sendo este o motivo de as datas dos saques bancários não corresponderem aos respectivos recibos; • O Auditor Fiscal desconsiderou a informação prestada pela Unimed Regional de Maringá, a qual fez referência ao valor de R$ 4.721,24; • O comprovante da despesa com Bradesco Previdência e Seguros S/A foi apresentado em 07/02/2008, no momento em que atendeu a intimação nº 04/2008. • A aplicação da multa de oficio de 75% é equivocada, pois inexistiu falta de exatidão nas declarações prestadas pelo contribuinte; Fl. 297DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 15/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, 17/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAY DE MAGALHA Processo nº 10950.002156/200813 Acórdão n.º 280101.658 S2TE01 Fl. 282 3 • A cobrança de juros de mora com base na taxa Selic é ilegal e inconstitucional. A 7ª Turma da DRJ/Curitiba/PR, conforme Acórdão de fls. 261/264, julgou improcedente a impugnação. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 12/11/2010 (fl. 267), o interessado, representado por seus advogados (fl. 180), interpôs recurso voluntário de fls. 268/276, em 29/11/2010, no qual repete os argumentos da impugnação. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O litígio cingese à glosa da dedução de despesas médicas. Relativamente a essa questão, importa observar que a autuação está fundamentada na falta de comprovação dos correspondentes pagamentos e da efetiva utilização dos serviços. Merece destaque as seguintes observações registradas pela fiscalização: “a) Em relação aos pagamentos realizados à profissional de odontologia Bessie do Rocio Santos, no valor total de R$10.000,00, conforme recibos apresentados, os saldos indicados pelo contribuinte em extrato bancário não têm o condão de comprovar que os seus próprios e disponíveis recursos foram entregues à referida profissional, vez que o contribuinte não apresentou cópias de cheques compensados e emitidos pelo banco e que em conjunto com os extratos bancários pudessem registrar tais operações. Ademais, os saques realizados e indicados pelo contribuinte não são coincidentes em datas e valores com os respectivos recibos, razão pela qual a despesa deve ser glosada; b) Já as despesas realizadas com a profissional de odontologia Michele S. T. Taniguchi, no valor total de R$10.000,00, conforme recibos apresentados, no que se refere aos saldos indicados pelo contribuinte em extrato bancário, de igual maneira, não têm o condão de comprovar que os seus próprios e disponíveis recursos foram entregues à referida profissional, tendo em vista que o contribuinte não apresentou cópias de cheques compensados e emitidos pelo banco e que em conjunto com os extratos bancários pudessem registrar tais operações. Os saques realizados e indicados pelo contribuinte, também, não são coincidentes em datas e valores com os respectivos recibos. Razões que justificam a glosa da despesa. c) A despesa com o plano de saúde Unimed, conforme comprovante remetido pelo plano, indica valores que se referem a dependentes não declarados como tais. Assim, do total pago pelo contribuinte, diferentemente do declarado, no valor de R$ 4.721,24, deve ser glosado o valor de R$1.874,64, por se tratar de valor pago referente a pessoas estranhas da relação de dependência. Assim, a despesa com este plano a ser considerada é de R$2.846,60. Fl. 298DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 15/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, 17/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAY DE MAGALHA Processo nº 10950.002156/200813 Acórdão n.º 280101.658 S2TE01 Fl. 283 4 d) Por fim, resta considerar que a despesa com BRADESCO PREVIDÊNCIA E SEGUROS S/A, no valor de R$4.000,00, não foi objeto de comprovação pelo contribuinte, razão pela qual deve ser glosada.” A decisão recorrida concluiu pela procedência das referidas glosas, pois verificou que: 1. Ao contrário do que alegou o contribuinte, não foram apresentadas provas dos pagamentos efetuados ao Bradesco Previdência e Seguros S/A. Ressaltou, inclusive, que o saldo de prêmios acumulados em VGBL, no valor de R$ 3.800,00, em 31/12/2002, não significa que tenha havido pagamentos no anocalendário de 2003; 2. Os valores pagos a Unimed relativos a Rosana Breginski da Rocha (711,55), Elaine Santos Souza (R$ 272,63) e Thais Breginski da Rocha (R$ 890,86) não poderiam ter sido deduzidos, pois essas pessoas não foram arroladas como dependentes na declaração de ajuste anual do contribuinte (fls. 48 a 54). Portanto, considerou acertada a respectiva glosa de R$ 1.875,04; 3. Não foram apresentados documentos que demonstrem a efetiva ocorrência dos pagamentos das demais despesas médica, bem como os extratos bancários não evidenciam a correlação entre cada movimentação bancária e cada pagamento efetuado. Em relação aos cheques que o contribuinte afirmou terem sido utilizados para pagamento dos profissionais, ressaltou que deveriam ser apresentadas cópias dos mesmos, para que se verificasse o beneficiário da ordem de pagamento. Em sede de recurso, o interessado sustenta todas as justificativas prestadas durante o procedimento fiscal e na peça impugnatória sem, contudo, aditar os elementos de provas julgados necessários pela fiscalização e decisão recorrida a comprovar a efetividade dos correspondentes pagamentos. Ocorre que tão importante quanto o preenchimento dos requisitos formais do documento comprobatório da despesa, é a constatação da efetividade do pagamento direcionado ao fim indicado. Isto quer dizer que os documentos relacionados às despesas permitidas como dedução da base de cálculo do imposto sobre a renda não representam uma presunção absoluta e inquestionável, pois, sempre que necessário, a autoridade tributária poderá exigir do sujeito passivo a comprovação da sua efetividade/pagamento. A falta de comprovação dos pagamentos denota que o procedimento fiscal foi acertado, porquanto indique a inexistência das despesas, ressalvada a comprovação contrária, que o interessado não logrou produzir, salientandose que, na análise de prova, à instância julgadora é assegurada a liberdade de convicção, a teor do art. 29 do Decreto nº 70.235, de 1972: Art. 29. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias. Fl. 299DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 15/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, 17/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAY DE MAGALHA Processo nº 10950.002156/200813 Acórdão n.º 280101.658 S2TE01 Fl. 284 5 Portanto, a exigência de comprovação do efetivo pagamento encontrase amparada na legislação e nos elementos fáticos existentes, razão pela qual deve ser mantida a glosa correspondente. Também não pode prosperar a pretensão do contribuinte no sentido de se afastar a penalidade imposta, em razão da aplicabilidade ao caso do artigo 44, inciso I, da Lei n° 9.430/96, segundo o qual: Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: I – de setenta e cinco por cento sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; O lançamento que promoveu a glosa de despesas médicas tem como conseqüência a apuração de imposto suplementar, ou seja, imposto que deixou de ser recolhido. Restando confirmada a glosa, é cabível, por conseguinte, a multa prevista no dispositivo acima transcrito sobre o imposto suplementar. Por fim, no que tange à aplicação dos juros Selic, cabe trazer à colação a Súmula CARF n° 4, que assim dispõe: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Diante do exposto, voto negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 300DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 15/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, 17/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAY DE MAGALHA
score : 1.0
Numero do processo: 13857.000150/2006-98
Data da sessão: Wed May 27 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed May 27 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2002, 2003, 2004
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - NULIDADE - IMPROCEDÊNCIA - São improcedentes as arguições de nulidade quando ausentes nos autos qualquer uma das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto n° 70.235, de 1972.
AJUSTE ANUAL - DEDUÇÕES - DEPENDENTES - Não preenchidos os requisitos previstos no art. 35 da Lei n° 9.250, de 1995, incabível a dedução pleiteada.
DESPESAS MÉDICAS - APRESENTAÇÃO DE RECIBOS - SOLICITAÇÃO DE OUTROS ELEMENTOS DE PROVA PELO FISCO - POSSIBILIDADE - Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, podendo a autoridade lançadora solicitar elementos de prova da efetividade dos serviços médicos prestados e dos correspondentes pagamentos, mormente quando desproporcionais aos rendimentos declarados. Nessa hipótese, a apresentação tão-somente de recibos é insuficiente para comprovar o direito à dedução pleiteada.
Preliminar rejeitada.
Recurso negado.
Numero da decisão: 3804-000.046
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Turma Especial da Terceira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar arguida pelo Recorrente e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Ac.Patrim.Descoberto/Sinais Ext.Riqueza
Nome do relator: AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2002, 2003, 2004 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - NULIDADE - IMPROCEDÊNCIA - São improcedentes as arguições de nulidade quando ausentes nos autos qualquer uma das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto n° 70.235, de 1972. AJUSTE ANUAL - DEDUÇÕES - DEPENDENTES - Não preenchidos os requisitos previstos no art. 35 da Lei n° 9.250, de 1995, incabível a dedução pleiteada. DESPESAS MÉDICAS - APRESENTAÇÃO DE RECIBOS - SOLICITAÇÃO DE OUTROS ELEMENTOS DE PROVA PELO FISCO - POSSIBILIDADE - Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, podendo a autoridade lançadora solicitar elementos de prova da efetividade dos serviços médicos prestados e dos correspondentes pagamentos, mormente quando desproporcionais aos rendimentos declarados. Nessa hipótese, a apresentação tão-somente de recibos é insuficiente para comprovar o direito à dedução pleiteada. Preliminar rejeitada. Recurso negado.
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Numero do processo: 17883.000271/2005-92
Data da sessão: Wed May 27 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed May 27 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
EXERCÍCIO: 2001
OMISSÃO DE RENDIMENTOS SUJEITOS AO AJUSTE ANUAL - AUSÊNCIA DE RETENÇÃO - RESPONSABILIDADE DO BENEFICIÁRIO. - Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção (Súmula n° 12, do Primeiro Conselho de Contribuintes).
REMUNERAÇÃO PELO EXERCÍCIO DE CARGO OU FUNÇÃO - INCIDÊNCIA -Sujeitam-se à incidência do imposto de renda as verbas recebidas como remuneração pelo exercício de cargo ou função, independentemente da denominação que se dê a essa verba.
MULTA DE OFÍCIO - JUROS DE MORA - PEDIDO DE DISPENSA DO PAGAMENTO DE PENALIDADES - Somente a lei pode estabelecer as hipóteses de dispensa ou redução de penalidades.
MULTA DE OFÍCIO - CONTRIBUINTE INDUZIDO A ERRO PELA FONTE PAGADORA -Não comporta multa de ofício o lançamento constituído com base em valores espontaneamente declarados pelo contribuinte que, induzido pelas informações prestadas pela fonte pagadora, incorreu em erro escusável no preenchimento da declaração de rendimentos.
Preliminar rejeitada.
Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 3804-000.051
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Turma Especial da Terceira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar arguida pelo Recorrente e, no mérito, DAR provimento PARCIAL ao recurso, para excluir da exigência a multa de ofício lançada, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF EXERCÍCIO: 2001 OMISSÃO DE RENDIMENTOS SUJEITOS AO AJUSTE ANUAL - AUSÊNCIA DE RETENÇÃO - RESPONSABILIDADE DO BENEFICIÁRIO. - Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção (Súmula n° 12, do Primeiro Conselho de Contribuintes). REMUNERAÇÃO PELO EXERCÍCIO DE CARGO OU FUNÇÃO - INCIDÊNCIA -Sujeitam-se à incidência do imposto de renda as verbas recebidas como remuneração pelo exercício de cargo ou função, independentemente da denominação que se dê a essa verba. MULTA DE OFÍCIO - JUROS DE MORA - PEDIDO DE DISPENSA DO PAGAMENTO DE PENALIDADES - Somente a lei pode estabelecer as hipóteses de dispensa ou redução de penalidades. MULTA DE OFÍCIO - CONTRIBUINTE INDUZIDO A ERRO PELA FONTE PAGADORA -Não comporta multa de ofício o lançamento constituído com base em valores espontaneamente declarados pelo contribuinte que, induzido pelas informações prestadas pela fonte pagadora, incorreu em erro escusável no preenchimento da declaração de rendimentos. Preliminar rejeitada. Recurso parcialmente provido.
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Numero do processo: 10283.003822/2004-17
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Aug 24 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Aug 24 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 301-01.681
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - valor terra nua
Nome do relator: SUSY GOMES HOFFMANN
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Numero do processo: 13736.000524/2008-11
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2005
IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LEI Nº 8.852/94. SÚMULA CARF Nº 68.
A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-001.673
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES
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materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano-calendário: 2005 IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LEI Nº 8.852/94. SÚMULA CARF Nº 68. A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
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decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
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OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LEI Nº 8.852/94. SÚMULA CARF Nº 68. A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Tânia Mara Paschoalin e Eivanice Canário da Silva. Relatório Fl. 39DF CARF MF Emitido em 08/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13736.000524/200811 Acórdão n.º 280101.673 S2TE01 Fl. 38 2 Tratase de Notificação de Lançamento, fls. 20/23, decorrente do resultado da revisão efetuada na declaração de rendimentos retificadora apresentada pelo contribuinte, referente ao exercício 2006, anocalendário 2005, em que foi apurado pela fiscalização a omissão de rendimentos no valor de R$ 7.554,12. Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou sua impugnação argumentando, em síntese, que efetuou alteração de valores anteriormente declarados como rendimentos tributáveis (Adicional por Tempo de Serviço e Compensação Orgânica), uma vez que, no Informe de Rendimentos, sua fonte pagadora não os havia excluído da tributação. Esclarece que assim o fez ao amparo do artigo 1º, inciso III, alíneas “d” e “n”, da Lei nº 8.852/94. Ao apreciar a questão, o Órgão Colegiado de primeira instância decidiu, por unanimidade de votos, pela procedência do lançamento, mantendo, portanto, a exigência fiscal, nos termos do Acórdão DRJ/RJO II nº 1320.121, de 10/07/2008, às fls. 26/30. Intimado da decisão a quo, o contribuinte interpôs o Recurso Voluntário às fls. 33/34. Em suas razões, o recorrente reitera os argumentos postos na impugnação ao lançamento. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O presente recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal, razão pela qual dele tomo conhecimento. Do exame das peças processuais, constatase que o litígio mira discussão acerca da interpretação da Lei nº 8.852, de 04/02/1994, especialmente no tocante à tributação dos rendimentos recebidos pelo interessado a título de “adicional por tempo de serviço” e “compensação orgânica”, sobre os quais sustenta, em sua peça recursal, que não deve incidir o Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (IRPF). Ocorre que, da análise da referida legislação, inferese claramente que as alíneas “a” até “r” do inciso III, do art. 1°, da Lei n° 8.852/94, tratam de exclusões do conceito de remuneração, mas não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF, ou seja, não determinam sua exclusão do rendimento bruto para fins de não incidência do Imposto sobre a Renda de Pessoa Física. Assim, as verbas recebidas pelo recorrente a título de “adicional por tempo de serviço” e “compensação orgânica” encontramse incluídas no rol dos rendimentos tributáveis, entre aqueles elencados no artigo 3º, § 1°, da Lei n° 7.713, de 1988. Tal entendimento já é pacífico no âmbito deste Egrégio Conselho, diante da edição da Súmula CARF n° 68, aprovada pela 2a Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais – CSRF, em sessão realizada em 29/11/2010, com registro no Anexo II da Portaria nº Fl. 40DF CARF MF Emitido em 08/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13736.000524/200811 Acórdão n.º 280101.673 S2TE01 Fl. 39 3 49, de 01/12/2010, publicada no D.O.U. de 07/12/2010, de aplicação cogente, cujo enunciado a seguir se transcreve: A Lei n°. 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Hígido, portanto, o lançamento formalizado na Notificação às 20/23, que tomou por base os rendimentos tributáveis informados na Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF) apresentada pela fonte pagadora. Isto posto, VOTO por NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 41DF CARF MF Emitido em 08/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL
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Numero do processo: 18336.000542/2003-15
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Aug 24 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Aug 24 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 301-01.683
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO
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Numero do processo: 11065.001688/00-62
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Feb 26 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Mon Feb 26 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 20/07/1995 a 10/12/1998
Ementa: AÇÕES ADMINISTRATIVA E JUDICIAL EM CURSO DE JULGAMENTO – RENÚNCIA PROCESSUAL RECONHECIDA. Tem-se dos autos que ambas as ações administrativa e judicial possuem partes, pedido e causa de pedir similares, quanto ao recolhimento de valor apurado a título de IPI. Assim, o contribuinte, ao eleger preferencialmente a via judicial, por esta terá seu direito julgado, considerando cabível ou não a incidência tributária. Desta feita, sequer há possibilidade de se acolher tal pedido administrativo, sob pena de desdizer futura decisão judicial e colocar em risco a segurança jurídica das relações tributárias.
MULTA DE OFÍCIO E JUROS DE MORA. O lançamento do tributo foi feito com a aplicação da multa de ofício e dos juros de mora. Tais temas não foram tratados em ação judicial por isso devem ser conhecidos. Incabível a aplicação da multa de ofício uma vez que a empresa à época dos fatos e da autuação já estava acobertada por decisão judicial favorável.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE
Numero da decisão: 301-33.631
Decisão: ACORDAM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto da relatora.
Matéria: IPI- ação fiscal - penalidades (multas isoladas)
Nome do relator: SUSY GOMES HOFFMANN
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ementa_s : Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 20/07/1995 a 10/12/1998 Ementa: AÇÕES ADMINISTRATIVA E JUDICIAL EM CURSO DE JULGAMENTO – RENÚNCIA PROCESSUAL RECONHECIDA. Tem-se dos autos que ambas as ações administrativa e judicial possuem partes, pedido e causa de pedir similares, quanto ao recolhimento de valor apurado a título de IPI. Assim, o contribuinte, ao eleger preferencialmente a via judicial, por esta terá seu direito julgado, considerando cabível ou não a incidência tributária. Desta feita, sequer há possibilidade de se acolher tal pedido administrativo, sob pena de desdizer futura decisão judicial e colocar em risco a segurança jurídica das relações tributárias. MULTA DE OFÍCIO E JUROS DE MORA. O lançamento do tributo foi feito com a aplicação da multa de ofício e dos juros de mora. Tais temas não foram tratados em ação judicial por isso devem ser conhecidos. Incabível a aplicação da multa de ofício uma vez que a empresa à época dos fatos e da autuação já estava acobertada por decisão judicial favorável. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE
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MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES '1/2Att PRIMEIRA CÂMARA Processo n° 11065.001688/00-62 Recurso n° 133.214 Voluntário Matéria IM / CLASSIFICAÇÃO FISCAL Acórdão n° 301-33.631 Sessão de 26 de fevereiro de 2007 Recorrente PLÁSTICOS JAVEL LTDA. Recorrida DRJ/PORTO ALEGRE/RS • • Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - 1P1 Período de apuração: 20/07/1995 a 10/12/1998 Ementa: AÇÕES ADMINISTRATIVA E JUDICIAL EM CURSO DE JULGAMENTO — RENÚNCIA PROCESSUAL RECONHECIDA. Tem-se dos autos que ambas as ações administrativa e judicial possuem partes, pedido e causa de pedir similares, quanto ao recolhimento de valor apurado a título de 1PI. Assim, o contribuinte, ao eleger preferencialmente a via judicial, por esta terá seu direito julgado, considerando cabível ou não a incidência tributária. Desta feita, sequer há possibilidade de se acolher tal pedido administrativo, sob pena de desdizer futura • decisão judicial e colocar em risco a segurança jurídica das relações tributárias. MULTA DE OFÍCIO E JUROS DE MORA. O lançamento do tributo foi feito com a aplicação da • multa de ofício e dos juros de mora. Tais temas não foram tratados em ação judicial por isso devem ser conhecidos. Incabível a aplicação da multa de ofício uma vez que a empresa à época dos fatos e da autuação já estava acobertada por decisão judicial favorável. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Processo n. 11065.001688/00-62 COB/C01 Acórdão n.°301-33.631 Fls. 379 ACORDAM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto da relatora. OTACÍLIO DANT - • • TAXO - Presidente SUSY G HOFFMANN - Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: José Luiz Novo Rossari, Luiz • Roberto Domingo, Valmar Fonsêca de Menezes, Atalina Rodrigues Alves, Irene Souza da Trindade Torres e Carlos Henrique Klaser Filho. Esteve presente o Procurador da Fazenda Nacional José Carlos Dourado Maciel. • • Processo n.° 11065.001688/00-62 CCO3/C01 Acórdão n.• 301-33.631 ns. 380 Relatório Cuida-se de impugnação a Auto de Infração elaborada por PLÁSTICOS JAVEL LTDA com CNPJ n° 91.665.612/0001-59, em que se impugna lançamento de Imposto Sobre Produto Industrializado — IPI no valor de R$ 1.019.918,73, com multa de 75% e juros de mora, respectivamente., nos termos do artigo 80, inciso II, da Lei 4502/64 e do artigo 45, da Lei 9430/96, perfazendo um total de R$ 2.471.192,35. Para melhor abordagem da matéria, adota-se o relatório apresentado pela Delegacia da Receita Federal de PORTO ALEGRE — RS, fls. 240/241, consoante anotações seguintes: "O estabelecimento industrial acima qualificado foi autuado pela Fiscalização do IP4 para exigir o imposto que o contribuinte não lançou, no valor de R$ 1.019.918,73, com a multa de 75%, capitulada • no artigo 80. II, da Lei 4502, de 30c de novembro de 1964, com a redação do artigo 45 da Lei 9430, de 27 de dezembro de 1996, e juros de mora, perfazendo a soma de R$ 2.471.192,35, conforme Auto de Infração de 165 e anexos. 1.1 O estabelecimento industrial acima, segundo o Relatório de Ação Fiscal de fls. 157/164, fabricou e deu saída a sacos plásticos e bobinas, pelícolas ou filmes, com alíquota zero porque destinados a embalar produtos alimentícios, enquadrados no código 3923.90.00 Ex. 01, da 77PI/96, com aliquota zero, enquanto que o autuante entendeu que os referidos produtos se classifram em códigos próprios, tributados a alíquota de 15%, em vista do que, lançou o imposto pelas saídas no pèríodo acima. 1.2 Ainda de acordo com o referido Relatório de Ação Fiscal, o contribuinte impetrou ação ordinária (n 98.18.10195-2, fls. 227/233) pleiteando a incidência de aliquota zero correspondente a embalagem de plásticos, papéis e outros materiais destinados a servirem de • invólucros para produtos alimentícios, como também o direito de ver assegurada a compensação do imposto indevidamente pago nos últimos dez anos, tendo sido vitorioso em seu intento (fls. 233). 1.3 O procedimento do contribuinte foi considerado infração enquadrada nos artigos 15,16,17,22, inciso II, 29, inciso 11, 54,55, inciso I, alínea "b" e inciso II, alínea "c", 59,62,63, inços 11, 107, inciso II (..). 2. O contribuinte, discordando do lançamento, apresentou a impugnação de fls. 203/218 e anexos, inclusive cópia da sentença prolatada na Ação Ordinária de n 98.18.10195-2, fls. 227/233, no devido prazo, pelo seu procurador, instrumento as fls. 219, expondo as suas razões que serão relatadas na constituição; 2.1. Depois de fazer um relato dos fatos da autuação, defende insistentemente o direito de considerar os sacos plásticos e as bobinas, pelícolas ou filmes que fabrica, no código correspondente a embalagens para produtos alimentícios, código 3923.90.00 Ex 01, da TIPI/96, com alíquota zero, embora mencione também alguns códigos n—tçk Processo n.• 11065.001688/00-62 CCO3/C01 Acórdão n.• 301-33.631 Es. 381 do capítulo 48, produtos de papel, não pertinentes ao caso, trazendo a colação jurisprudência a seu favor. 2.2. Afirma que seus produtos constituem invólucros destinados a condicionar produtos alimentares, sujeitos a alíquota zero, em decorrência do princípio da seletividade segundo a essencialidade do produto, inclusive a bobina impressa, com indicação do produto a embalar, e refilada que é utilizada pelo cliente numa máquina de empacotamento automático, convertendo a bobina em saco ao mesmo tempo que enche o saco com a mercadoria (fls. 213, letra B); 2.3. Alega que o seu procedimento está fundamentado em decisão judicial, julgada inteiramente procedente, fundada em reiterada jurisprudência, conferindo-lhe o pleito (fls. 212); 2.4. Discorda também da aplicação da multa de oficio (item 18 da impugnação), que entende totalmente indevida porque, nos termos do artigo 151, IV (referindo-se ao Cl?! sem nomeá-lo) a concessão de 111 medida lliminar em mandado de segurança suspende a exigibilidade do crédito tributário, enquanto que a impugnante tem mais do que isso: uma sentença judicial que lhe autorizou a compensação. Fora isso, protesta também pelo caráter de confisco da multa de 75%, apontando uma decisão judicial no sentido de sua alegação. 2.5. Protesta ainda contra a cobrança de juros de mora pela taxa Selic, dizendo que em decisão recente a Justiça Federal (que transcreve as fls. 215/218) afastou a incidência da mesma sobre os débitos fiscais em atraso, proibindo a Fazenda Nacional de utilizá-la, devendo aplicar a taxa de 1% ao mês. 2.6. Por fim, encerrando a defesa, requer seja julgada procedente a impugnação, cancelando o Auto de Infração e absorvendo a impugnação de qualquer cominação fiscal. É o relatório." • Seguiram-se razões de voto, fls. 241/244, e recurso voluntário, fls. 252/268. O julgamento do Conselho de Contribuintes foi convertido em diligência para evitar conflito de decisões em diferentes esferas de Poder, Executivo e Judiciário, nos termos de fls. 293-297. Tendo em vista, em tese, que simultaneamente a este processo administrativo fiscal há ação judicial em trâmite perante a Justiça Federal — Processo n 981810195-2, fls. 227- 233. Foram anexados os documentos requisitados em diligência, em cumprimento a Resolução n 301-1.696, nos termos de fls. 304-376. É o Relatório. ranit< Processo C11065.001688/00-62 CCO3/CO1 Acórdão n.° 301-33.631 Fls. 382 Voto Conselheira Susy Gomes Hoffmann, Relatora Conheço em parte do recurso consoante os fundamentos abaixo descritos. Cuida-se de impugnação a Auto de Infração elaborada por PLÁSTICOS JAVEL LTDA com CNPJ n° 91.665.612/0001-59, em que se impugna lançamento de Imposto Sobre Produto Industrializado — TI no valor de R$ 1.019.918,73, com multa de 75% e juros de mora, respectivamente, nos termos do artigo 80, inciso II, da Lei 4502164 e do artigo 45, da Lei 9430/96, perfazendo um total de R$ 2.471.192,35. Da análise atenta dos presentes autos, passa-se a considerar. Preliminarmente, como já anotado no relatório, extrai-se dos presentes autos do • processo administrativo, que há propositura de ação ordinária em busca de discutir judicialmente a legalidade da incidência de tributo de IPI. Juntou-se petição inicial, fls. 305-319, contestação, fls. 321-328, sentença, fls. 338-344, acórdão, fls. 348-370, recurso extraordinário, fls. 330-335 e acórdão de recurso especial, fls. 372-374. Descreve a petição inicial de ação ordinária que a autora afirma que sua produção é voltada para a confecção de embalagens de plásticos, papel e outros materiais destinados a servirem de invólucro para produtos alimentícios. Entende que pela natureza dos produtos, que são destinados a embalar produtos alimentares, estão eles sujeitos à alíquota zero e não à alíquota de 15%, conforme exigido, isto em decorrência dos princípios da seletividade e essencialidade previstos na legislação. Faz citações doutrinárias e pleiteia a incidência da alíquota zero e a compensação do indevidamente recolhido, corrigido integralmente, com tributos de diferentes espécies ou com parcelas vincendas do próprio TI". • O Juiz Federal a quem coube a análise e julgamento da ação judicial acolheu a pretensão da autora para "declarar que as embalagens produzidas pela autora e que são destinadas a produtos alimentícios sujeitam-se a al-iquota zero de TI, assegurando a autora a compensação dos valores indevidamente pagos, nos termos expostos na fundamentação", fls. 344. Essa decisão foi confirmada por acórdão do Tribunal Regional Federal da tl a• Região, fls. 355. Houve ainda a interposição de recursos especial e extraordinário, sendo que o primeiro teve seu seguimento negado enquanto o segundo encontra-se pendente de julgamento. Resta assim, clarividente que a matéria de fundo da discussão administrativa foi renunciada com a propositura da ação ordinária, eis que possuem partes, pedido e causa de pedir similares. Tendo ocorrido a preferência, a escolha do contribuinte, pela via judicial. Principalmente, porque, independentemente do pedido de compensação formulado em via judicial, houve ainda pedido para que o Poder Judiciário reconhecesse por indevidos os impostos sobre produtos industrializados — TI, com o argumento de que os produtos produzidos pela empresa e lançados pelo fisco são favorecidos por alíquota zero, sem valor aferível. rar6 Processo n.° 11065.001688/00-62 CCO3/C01 • Acórdão n.°301-33.631 Fls. 383 Fato este que atinge frontalmente a discussão travada em âmbito administrativo sobre a legalidade do auto de infração, que impõe alíquota de 15% aos produtos da empresa objetos de lançamento, que difere das decisões judiciais. Dessa forma, em busca de preservar a harmonia entre as três funções constitucionalmente estabelecidas pela Lei Maior - Executiva, Legislativa e Judiciária, para evitar o conflito de decisões e, reprovadamente, por em risco a segurança jurídica das relações tributárias, preferir-se-á negar seguimento ao recurso voluntário. Outrossim, não se deve incentivar a subdivisão dos requisitos formadores da regra Matriz de Incidência Tributária — RMIT, discutindo sua validade em esferas de Poder distintas. Notadamente, todos os requisitos se originam de um mesmo evento fenomênico, assim, não se conformando o contribuinte com o seu lançamento, deve se valer das instâncias administrativa ou judicial. 010 A partir do momento em que se recorre a instância judicial, e esta se manifesta pelo cabimento ou não da incidência tributária, o Poder Executivo está impedido de posicionar- se sobre qualquer matéria já apreciada ou julgada pelo Poder Judiciário. E mais, a decisão judicial, gravada com o manto do trânsito em julgado, torna impossível até mesmo atender a qualquer pedido administrativo do contribuinte, sob pena de desdizer uma decisão judicial e violar a coisa julgada. Acrescentando ainda que os recursos especial e extraordinário sequer possuem efeito suspensivo, estando em pleno vigor o posicionamento judicial. Por isso, as instâncias administrativas decidem do seguinte modo: "APELO AO PODER JUDICIÁRIO Importa em renúncia por pane do sujeito passivo, de litigar na instância administrativa, quando faz opção por discutir no Poder Judiciário, matéria relativa a exigência de crédito tributário, tomando- se definitiva, nesse âmbito." O citado posicionamento administrativo jurisprudencial veio a se solidificar com a elaboração da Súmula 5 do Terceiro Conselho de Contribuintes, que possui a seguinte redação: "Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura, pelo sujeito passivo, de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação de matéria distinta da constante do processo judicial." Resta assim, configurada a discussão paralela entre diferentes esferas de Poder, deixar de apreciar o presente Recurso Voluntário, em observância a unicidade de jurisdição e a segurança das relações jurídicas. Assim, quanto à matéria de fundo do Auto de Infração NÃO CONHEÇO DO RECURSO em razão da concomitância entre os processos administrativo e judicial. . . • Processo n. • 11065.001688/00-62 CCO3/C01 Acórdão o.° 301-33.631 Fls. 384 Contudo, no lançamento tributário veiculado pelo auto de infração objeto do presente processo administrativo, houve a imposição de multa de ofício e aplicação dos juros de mora, temas estes que passo a analisar. Com relação à multa de ofício deve a mesma ser afastada visto que em 11 de abril de 2000 foi prolatada a sentença judicial em ação ordinária proposta pela Recorrente cujo dispositivo contém o seguinte: "Isso posto, julgo procedente o pedido para declarar que as embalagens produzidas pela autora e que são destinadas a produtos alimentícios sujeitam-se à alíquota zero do IPI, assegurando a autora a compensação dos valores indevidamente pagos, nos termos expostos na fundamentação. Condeno a Fazenda Nacional a restituir as custas adiantadas pela autora, bem como a pagar-lhe honorários advocatícios de 10% (dez por cento) sobre o valor atualizado da causa" (fls. 233 dos autos). Realmente sobre esta sentença houve a apelação e a remessa para o reexame de ofício, o que fez com que a sentença judicial ficasse suspensa até a decisão final. O Tribunal Regional Federal confirmou a sentença. Foi negado seguimento ao Recurso Especial e dado • seguimento ao Recurso Extraordinário. Assim, tem-se que se por um lado a Recorrente não tinha medida liminar ou cautelar que suspendesse a exigibilidade do crédito tributário nos termos do artigo 63 da Lei 9.430/96, é certo que sobre a questão, à época do lançamento já havia uma sentença judicial que favorecia a tese da Recorrente. Inclusive, verifica-se que o lançamento ocorreu, também, em razão da ocorrência da ação judicial para fins de prevenção de decadência conforme admitido pela própria fiscalização às fls. 160. Entendo que o advento da decisão judicial supera a própria concessão de medida liminar, visto que fruto de uma análise fmal e profunda da matéria. Portanto, entendo incabível a aplicação da multa de ofício ao caso. Todavia, quanto aos juros de mora, entendo cabíveis visto que a sua não aplicação somente ocorre nos casos do depósito integral e tempestivo do valor do crédito tributário. Ademais a discussão da constitucionalidade da SELIC é tema sobre o qual este 41 Conselho de Contribuintes não têm competência para adentrar. Em vista do exposto, CONHEÇO PARCIALMENTE DO RECURSO, apenas nos temas em que não há concomitância entre as vias judicial e administrativa, isto é, nos• temas de multa de ofício e juros de mora, para NA PARTE CONHECIDA DAR PROVIMENTO PARCIAL AO RECURSO a fim de afastar a aplicação da multa de ofício e manter a aplicação dos juros de mora, nos moldes lançados no auto de infração. É COMO 3/010. Sala das Sessões, em 26 de fevereiro de 2007 à rSUSY GOMES vAl • - Relatora Page 1 _0013474.PDF Page 1 _0013475.PDF Page 1 _0013476.PDF Page 1 _0013477.PDF Page 1 _0013478.PDF Page 1 _0013479.PDF Page 1
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Numero do processo: 10670.001025/2007-76
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 09 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jun 09 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003, 2004, 2005, 2006
PRELIMINAR. NULIDADE. LANÇAMENTO. ACÓRDÃO DRJ. IMPROCEDÊNCIA.
Não procedem as alegações de nulidade do lançamento quando não se
vislumbra nos autos nenhuma uma das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972.
DESPESAS MÉDICAS. APRESENTAÇÃO DE RECIBOS. SOLICITAÇÃO DE OUTROS ELEMENTOS DE PROVA PELO FISCO. POSSIBILIDADE.
Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, podendo a autoridade lançadora solicitar elementos de prova da efetividade dos serviços médicos prestados e dos correspondentes pagamentos, mormente quando pairam dúvidas acerca da prestação dos serviços e correspondentes desembolsos. Nessa hipótese, a apresentação tão-somente de recibos é insuficiente para comprovar o direito à dedução pleiteada.
MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE. DESPESAS MÉDICAS INEXISTENTES.
A inclusão na Declaração de Ajuste Anual de despesas médicas sabidamente inexistentes, tão-somente com o propósito de reduzir o imposto devido, caracteriza o evidente intuito de fraude, justificando a imposição de multa de ofício qualificada.
Preliminares Rejeitas
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2801-001.656
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares suscitadas e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003, 2004, 2005, 2006 PRELIMINAR. NULIDADE. LANÇAMENTO. ACÓRDÃO DRJ. IMPROCEDÊNCIA. Não procedem as alegações de nulidade do lançamento quando não se vislumbra nos autos nenhuma uma das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972. DESPESAS MÉDICAS. APRESENTAÇÃO DE RECIBOS. SOLICITAÇÃO DE OUTROS ELEMENTOS DE PROVA PELO FISCO. POSSIBILIDADE. Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, podendo a autoridade lançadora solicitar elementos de prova da efetividade dos serviços médicos prestados e dos correspondentes pagamentos, mormente quando pairam dúvidas acerca da prestação dos serviços e correspondentes desembolsos. Nessa hipótese, a apresentação tão-somente de recibos é insuficiente para comprovar o direito à dedução pleiteada. MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE. DESPESAS MÉDICAS INEXISTENTES. A inclusão na Declaração de Ajuste Anual de despesas médicas sabidamente inexistentes, tão-somente com o propósito de reduzir o imposto devido, caracteriza o evidente intuito de fraude, justificando a imposição de multa de ofício qualificada. Preliminares Rejeitas Recurso Voluntário Negado
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NULIDADE. LANÇAMENTO. ACÓRDÃO DRJ. IMPROCEDÊNCIA. Não procedem as alegações de nulidade do lançamento quando não se vislumbra nos autos nenhuma uma das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972. DESPESAS MÉDICAS. APRESENTAÇÃO DE RECIBOS. SOLICITAÇÃO DE OUTROS ELEMENTOS DE PROVA PELO FISCO. POSSIBILIDADE. Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, podendo a autoridade lançadora solicitar elementos de prova da efetividade dos serviços médicos prestados e dos correspondentes pagamentos, mormente quando pairam dúvidas acerca da prestação dos serviços e correspondentes desembolsos. Nessa hipótese, a apresentação tãosomente de recibos é insuficiente para comprovar o direito à dedução pleiteada. MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE. DESPESAS MÉDICAS INEXISTENTES. A inclusão na Declaração de Ajuste Anual de despesas médicas sabidamente inexistentes, tãosomente com o propósito de reduzir o imposto devido, caracteriza o evidente intuito de fraude, justificando a imposição de multa de ofício qualificada. Preliminares Rejeitas Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 538DF CARF MF Emitido em 13/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 16/06/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES R Assinado digitalmente em 16/06/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES R, 20/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10670.001025/200776 Acórdão n.º 2801001.656 S2TE01 Fl. 0 2 Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares suscitadas e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Tânia Mara Paschoalin, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Carlos César Quadros Pierre. Relatório AUTUAÇÃO Contra a contribuinte acima identificada foi lavrado o Auto de Infração de fls. 02 a 11, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercícios 2003 a 2006, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$12.181,28, acrescido de multa de ofício parcialmente qualificada e juros de mora. A autuação decorreu de constatação de omissão de rendimentos tributáveis (R$5.025,88, exercício 2005) e glosa de deduções consideradas indevidas, a saber, despesas de instrução (R$1.311,40 e R$218,57, exercícios 2004 e 2006, respectivamente) e de despesas médicas (R$14.220,00, R$13.000,00, R$14.020,00 e R$4.000,00, referentes aos exercícios 2003 a 2006, respectivamente, com o imposto suplementar acrescido de multa de ofício qualificada). IMPUGNAÇÃO Cientificada do lançamento, a contribuinte apresentou a impugnação (fls. 406 a 424), acatada como tempestiva. Alegou, consoante relatório do acórdão de primeira instância (fls. 480): 1. houve ilegitimidade na lavratura do auto de infração, devendo ser considerado nulo o lançamento; 2. os rendimentos tributáveis relativos ao Centro Educacional Mendes e Santos foram informados conforme documento fornecido pela fonte pagadora, sendo incompreensível o fato de serem consideradas como verdadeiras as informações prestadas em DIRF pela fonte pagadora; 3. com relação à omissão relativa à Associação Educativa do Brasil, houve boa fé da contribuinte, pois entendeu que tal remuneração ficaria retida na fonte, sendo sua boa fé incontestável; Fl. 539DF CARF MF Emitido em 13/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 16/06/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES R Assinado digitalmente em 16/06/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES R, 20/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10670.001025/200776 Acórdão n.º 2801001.656 S2TE01 Fl. 0 3 4. as despesas de instrução foram informadas em valor superior ao efetivamente pago, tendo em visto erro do contador, que desconsiderou o desconto efetuado pelas instituições de ensino, não havendo má fé da contribuinte; 5. as despesas médicas são reais e os serviços declarados foram efetivamente utilizados pela contribuinte e seu dependentes, sendo que estão comprovadas pelos documentos exigidos pela legislação e o fiscal baseou o lançamento em imputações genéricas e não comprovadas; 6. o auto de infração deve ser considerado nulo, pois não está legitimada a pretensão do agente do fisco; 7. a multa aplicada deve ser reduzida, pois houve boa fé da contribuinte. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A 1ª Turma DRJ/Juiz de Fora/MG, depois de buscar confirmar com a fonte pagadora Centro Educacional Mendes e Santos o montante dos rendimentos tributáveis efetivamente percebidos pela interessada, julgou procedente o lançamento conforme Acórdão de fls. 478 a 490, destacando o óbice para o agravamento do lançamento em sede de julgamento. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificada da decisão de primeira instância em 31/07/2008 (fls. 443), a contribuinte, por intemédio de representante (Procuração às fls. 512) apresentou, em 08/09/2008, o Recurso de fls. 494 a 513. principia recapitulando os fatos e prossegue argumentando que o lançamento seria nulo, eis que embasado em suposições e contrariando as robusta e idônea documentação apresentada pela contribuinte. Igualmente nula a decisão de primeira instância que seguiu o mesmo caminho de suposições. Relativamente ao mérito, reafirma que os rendimentos percebidos do Centro Educacional Mendes e Santos foram declarados em conformidade com o Comprovante de Rendiemtnos emitido pela referida fonte pagadora, afastandose a responsabilidade da contribuinte. Tendo agido, dessa forma, de boafé, descabível a exigência de multa e juros. Assevera que ante a diminuta importância recebida da Associação Educativa do Brasil entendeu que tal remuneração (sic) ficaria retida na fonte, devendo também ser aplicada a fundamentação quanto à boafé, excluindose juros e multa. Repisa os argumentos da impugnação no tocante a despesas com instrução. Quanto às despesas médicas, pondera que a autuação está fundada em suposições e frágeis elementos de prova. Entende ser descabido lhe solicitar elementos outros de prova, tais como referências sobre tratamentos odontológicos, uma vez que os recibos apresentados não apresentam irregularidades. Acredita que está sendo penalizada por fato de terceiro, na medida em que a autoridade lançadora faz alusão à ausência de resposta por parte dos emitentes dos recibos. Defende que seus gastos médicos são perfeitamente compatíveis com o número de pessoas de sua família e situação sócioeconômica. Assevera que não possui conta corrente e que as despesas em questão foram todas pagas em espécie. Fl. 540DF CARF MF Emitido em 13/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 16/06/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES R Assinado digitalmente em 16/06/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES R, 20/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10670.001025/200776 Acórdão n.º 2801001.656 S2TE01 Fl. 0 4 Por fim, insurgese contra a qualificação da multa de ofício, eis que não há provas nos autos de que os recibos seriam inidôneos e nem do dolo da contribuinte. Protesta, ainda, que sejam excluídos multa e juros sobre o imposto porventura mantido. O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 515, que também trata do envio dos autos ao então Primeiro Conselho de Contribuintes. É o Relatório. Voto Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Inicialmente, no tocante às alegações de nulidade do lançamento e do acórdão recorrido, insta frisar que, do exame dos autos na restou especificada nenhuma hipótese que acarrete a nulidade de um ou outro, a saber, os atos e os termos lavrados por pessoa incompetente, como também os despachos e as decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa (art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972, e alterações posteriores). Diferentemente do alegado, como se verá do exame do mérito, os documentos apresentadas pela interessada não têm o valor probante pretendido. Relativamente à omissão de rendimentos, pretende a interessada, em última análise, se eximir da imposição da penalidade, eis que não há dúvidas quanto aos montantes percebidos. Assim, invoca boafé e inexpressividade do valor recebido. Ora, tais argumentos não afastam a imposição da multa de ofício (75%, no caso), a qual foi administrada nos estritos moldes da legislação de regência, cabendo ser mantida. No tocante à glosa de despesas com instrução, como já bem exposto no acórdão recorrido, a alegação de erro do contador que confeccionara suas declarações de ajuste anual não ilide sua responsabilidade pela infração apurada pela fiscalização e nem possibilita a exoneração da multa de ofício. Quanto à necessidade de comprovação das despesas médicas por meio de outros elementos de prova que não apenas os recibos , cumpre destacar que tal matéria não é nova neste Colegiado que a tem exaustivamente discutido e firmado o entendimento de que, em situações tais como a que se verifica nos autos, em que inclusive houve a qualificação da multa de ofício em virtude de os recibos apresentados term sido considerados “frios”, e, ao mesmo tempo a contribuinte só tem em seu poder recibos, indispensável a comprovação da efetividade dos pagamentos para que se acate a dedução pleiteada. Afinal, o art. 73 do Decreto nº 3.000, de 1999, Regulamento do Imposto de Renda, RIR/1999, dispõe: Art.73. Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (DecretoLei nº 5.844, de 1943, art. 11, §3º). Fl. 541DF CARF MF Emitido em 13/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 16/06/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES R Assinado digitalmente em 16/06/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES R, 20/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10670.001025/200776 Acórdão n.º 2801001.656 S2TE01 Fl. 0 5 No tocante à qualificação da multa de ofício, conforme extenso relato da autoridade lançadora (Termo de Verificação Fiscal, fls. 12 a 23), a interessada se utilizou de recibos emitidos por diversas pessoas jurídicas e físicas, relacionadas nos itens 01 a 12, sem conseguir comprovar a efetividade dos serviços e pagamentos correspondentes, de sorte que: Ante os fatos relatados, restou demonstrado que o contribuinte declarou pagamentos que não correspondem a serviços efetivamente realizados. Aceitar estes recibos como legítimos, seria premiar e incentivar a sonegação fiscal e a utilização fraudulenta de recibos "frios". Assim, restou caracterizada a intenção do contribuinte em reduzir de maneira fraudulenta o valor do imposto de renda a pagar nos referidos anos. A Lei n° 4.502/1964, dispôs: Nesse contexto, diante da omissão da contribuinte em apresentar as indispensáveis provas da efetividade dos serviços alegados e dos correspondentes desembolsos, caracterizado pela Fiscalização o evidente intuito de fraude, cabe manter a multa qualificada aplicada sobre as glosas de despesas médicas. Por fim, quanto ao pedido de que sejam exonerados multa e juros, cumpre destacar que o art. 161 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional (CTN) disciplina que o crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta. Por sua vez, o inc. VI, art. 97, do CTN, determina que somente a lei pode estabelecer as hipóteses de dispensa ou redução de penalidades. Por falta de previsão legal, as razões da impugnante não afastam a sanção. Diante do exposto, voto por rejeitar as preliminares suscitadas e, no mérito, negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Fl. 542DF CARF MF Emitido em 13/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 16/06/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES R Assinado digitalmente em 16/06/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES R, 20/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA
score : 1.0
Numero do processo: 13736.002356/2008-91
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2005
IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LEI Nº 8.852/94. SÚMULA CARF Nº 68.
A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-001.674
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano-calendário: 2005 IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LEI Nº 8.852/94. SÚMULA CARF Nº 68. A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Recurso Voluntário Negado.
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OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LEI Nº 8.852/94. SÚMULA CARF Nº 68. A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Tânia Mara Paschoalin e Eivanice Canário da Silva. Relatório Fl. 48DF CARF MF Emitido em 08/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13736.002356/200891 Acórdão n.º 280101.674 S2TE01 Fl. 44 2 Tratase de Notificação de Lançamento, fls. 05/07, decorrente do resultado da revisão efetuada na declaração de rendimentos retificadora apresentada pelo contribuinte, referente ao exercício 2006, anocalendário 2005, em que foi apurado pela fiscalização a omissão de rendimentos no valor de R$ 8.799,18. Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou sua impugnação argumentando, em síntese, que efetuou alteração de valores anteriormente declarados como rendimentos tributáveis (Adicional por Tempo de Serviço), uma vez que, no Informe de Rendimentos, sua fonte pagadora não os havia excluído da tributação. Esclarece que assim o fez ao amparo do artigo 1º, inciso III, alínea “n”, da Lei nº 8.852/94. Ao apreciar a questão, o Órgão Colegiado de primeira instância decidiu, por unanimidade de votos, pela procedência do lançamento, mantendo, portanto, a exigência fiscal, nos termos do Acórdão DRJ/RJO II nº 1325.337, de 29/06/2009, às fls. 24/26. Intimado da decisão a quo, o contribuinte interpôs o Recurso Voluntário às fls. 38/39. Em suas razões, o recorrente reitera os argumentos postos na impugnação ao lançamento. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O presente recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal, razão pela qual dele tomo conhecimento. Do exame das peças processuais, constatase que o litígio mira discussão acerca da interpretação da Lei nº 8.852, de 04/02/1994, especialmente no tocante à tributação dos rendimentos recebidos pelo interessado a título de “adicional por tempo de serviço”, sobre os quais sustenta em sua peça recursal que não deve incidir o Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (IRPF). Ocorre que, da análise da referida legislação, inferese claramente que as alíneas “a” até “r” do inciso III, do art. 1°, da Lei n° 8.852/94, tratam de exclusões do conceito de remuneração, mas não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF, ou seja, não determinam sua exclusão do rendimento bruto para fins de não incidência do Imposto sobre a Renda de Pessoa Física. Assim, os valores recebidos pelo recorrente a título de “adicional por tempo de serviço” encontramse incluídos no rol dos rendimentos tributáveis, entre aqueles elencados no artigo 3º, § 1°, da Lei n° 7.713, de 1988. Tal entendimento já é pacífico no âmbito deste Egrégio Conselho, diante da edição da Súmula CARF n° 68, aprovada pela 2a Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais – CSRF, em sessão realizada em 29/11/2010, com registro no Anexo II da Portaria nº Fl. 49DF CARF MF Emitido em 08/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13736.002356/200891 Acórdão n.º 280101.674 S2TE01 Fl. 45 3 49, de 01/12/2010, publicada no D.O.U. de 07/12/2010, de aplicação cogente, cujo enunciado a seguir se transcreve: A Lei n°. 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Hígido, portanto, o lançamento formalizado na Notificação às 05/07, que tomou por base os rendimentos tributáveis informados na Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF) apresentada pela fonte pagadora. Isto posto, VOTO por NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 50DF CARF MF Emitido em 08/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL
score : 1.0
Numero do processo: 13446.000047/2005-07
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 09 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jun 09 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003
RENDIMENTOS PROVENIENTES DE TRANSPORTE DE CARGA.
BASE DE CÁLCULO.
Incide imposto de renda sobre 40% do rendimento total proveniente da prestação do serviço de transporte de carga, quando realizado pessoalmente pelo contribuinte, em veículo próprio ou locado, sendo permitida a participação de meros auxiliares ou ajudantes, desde que não se tratem de profissionais qualificados.
Recurso provido.
Numero da decisão: 2801-001.671
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
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materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 RENDIMENTOS PROVENIENTES DE TRANSPORTE DE CARGA. BASE DE CÁLCULO. Incide imposto de renda sobre 40% do rendimento total proveniente da prestação do serviço de transporte de carga, quando realizado pessoalmente pelo contribuinte, em veículo próprio ou locado, sendo permitida a participação de meros auxiliares ou ajudantes, desde que não se tratem de profissionais qualificados. Recurso provido.
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BASE DE CÁLCULO. Incide imposto de renda sobre 40% do rendimento total proveniente da prestação do serviço de transporte de carga, quando realizado pessoalmente pelo contribuinte, em veículo próprio ou locado, sendo permitida a participação de meros auxiliares ou ajudantes, desde que não se tratem de profissionais qualificados. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio de Pádua Athayde Magalhães, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima e Tânia Mara Paschoalin. Fl. 44DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 15/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 16/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13446.000047/200507 Acórdão n.º 280101.671 S2TE01 Fl. 43 2 Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 05/09, relativo à Declaração de Ajuste AnualDAA do Imposto de Renda Pessoa Física do exercício 2003, anocalendário 2002, decorrente de omissão de rendimentos recebidos da Prefeitura Municipal de Alagoa Grande, no valor de R$ 25.113,00, haja vista que o interessado declarou como rendimentos tributáveis somente o valor de R$ 16.742,00, sendo que consta na DIRF entregue pela empresa como total dos rendimentos tributáveis o montante de R$ 41.855,00 (fls. 14). Foi apurado um imposto suplementar de R$ 3.533,09, mais acréscimos legais. IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o interessado apresentou a impugnação de fls. 01/02, juntamente com os documentos de fls. 03/04, acatada como tempestiva, expondo os seguintes argumentos, conforme relatório do acórdão de primeira instância (fls. 20/21): "é um pequeno produtor rural e proprietário de uma máquina agrícola, (trator), que no inicio de 2002 com as boas precipitações das chuvas em nossa zona rural, foi convidado pelo prefeito municipal a prestar serviço de corte de terra (arar) em roçados de agricultores para agilizar no plantio dos roçados. O mesmo foi o próprio executor dos serviços contando apenas com a ajuda de um de seus filhos. Para fins de fazer prova e melhores esclarecimentos de que a receita é oriunda de serviços de transporte (trator), está sendo anexado a este instrumento uma certidão fornecida pela própria Prefeitura Municipal de Alagoa Grande e assinada pelo Senhor Prefeito deste município. Conclui que seja concedida a dedução prevista em lei, para tributação com base em transporte de carga conforme orienta o manual de preenchimento da declaração de ajuste anual". AACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A DRJ/Brasília julgou o lançamento procedente (fls. 19/23), sendo oportuno transcrever trecho do voto do relator do respectivo acórdão que justifica a manutenção da autuação: (...) No presente caso o contribuinte alega que os rendimentos do trabalho sem vinculo empregatício, foi decorrente da prestação de serviço com trator para a Prefeitura Municipal de Alagoa Grande, durante o inicio do ano de 2002, com a finalidade de agilizar o preparo das terras dos pequenos agricultores para agilizar o plantio. Fl. 45DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 15/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 16/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13446.000047/200507 Acórdão n.º 280101.671 S2TE01 Fl. 44 3 Verificase das informações prestada na DIRF pela fonte pagadora, a Prefeitura Municipal de Alagoa Grande, que os pagamentos foram efetuados nos meses de janeiro, março a agosto, outubro e dezembro, portanto, não exatamente no inicio do anocalendário de 2002, conforme alegações do contribuinte. No sentido de comprovar suas alegações juntou uma certidão emitida pelo Sr. Hildon Régis Navarro Filho, na qual afirma que o valor de R$ 41.855,00, foi referente a serviços prestados de corte de terra, com trator de sua propriedade, junto a Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Com a finalidade de comprovar se o contribuinte é de fato proprietário do veículo (trator), foi efetuado consulta no Sistema IRPF e emiti cópia da DIRPF/2003, às fls. 16 a 18, mas especificamente na fl. 17, no grupo 8 da D1PRF Declaração de Bens e Direito não consta a informação do referido bem, contradizendo suas afirmativas e a certidão emitida pela Prefeitura Municipal de Alagoa Grande . Em se tratando se prestação de serviço junto ao poder público, de conformidade com a Lei 8.66611993, a Prefeitura Municipal de Alagoa Grande, deveria ter formalizado processo de dispensa de licitação, com celebração de contrato de prestação de serviço, entretanto, não consta dos autos documento hábil para dar respaldo as alegações do contribuinte, de que o valor em questão foi oriundo da prestação de serviços com tributação de 40% do total do serviço prestado. Assim, não existe qualquer evidência de que o contribuinte faça jus à tributação favorecida. Por um lado, não demonstrou a propriedade do veículo e nem que tenha sido por ele, alugado. Por outro lado, os serviços de fretes não foram executados somente por ele, condição indispensável para a fruição do favor fiscal. Para fruição do beneficio, os serviços devem ser executados apenas pelo locatário ou proprietário do veículo, sendo admitida a participação de meros auxiliares ou ajudantes. Em vista do que foi exposto, e tendo em conta que a tributação favorecida não é incondicionada, entendo que a tributação deve incidir sobre o total dos rendimentos. O simples fato de provirem os rendimentos da prestação de serviços de transporte não implica a tributação em percentual reduzido. Necessário, também, o preenchimento dos demais requisitos: tratarse de veículo próprio (ou locado) e ser o serviço executado pessoalmente. Vale ressaltar que a omissão de rendimento foi decorrente das informações prestada pela fonte pagadora a Prefeitura Municipal de Alagoa Grande, que informou na DIRF, o total pago como rendimento tributável, motivando assim o lançamento. (...) (grifo meu) Fl. 46DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 15/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 16/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13446.000047/200507 Acórdão n.º 280101.671 S2TE01 Fl. 45 4 RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 30/07/08, fls. 24, o interessado apresentou, em 29/08/08, o Recurso de fls. 25/32, juntamente com os documentos de fls. 33/40, alegando, em suma, que: a) é proprietário de um trator marca Ford 6600, de ano 1979, doado no ano de 2001 pelos seus familiares, e, com esta máquina prestou serviços do município de Alagoa Grande no corte de terra para os pequenos agricultores. Afirma que se trata de uma máquina que não é registrada nos órgãos de trânsito e/ou quaisquer assemelhados para fins de registro, e que o seu valor é ínfimo, insignificante, pois, se trata de uma máquina bastante antiga, ano 1979, somente utilizada para o seu "ganha pão", dos seus três filhos e da mulher, no roçado que explora num pequeno sítio da família. E que, por esta razão, não fez constar na sua declaração o referido bem; b) conforme mencionado na própria ementa do aresto recorrido, não é preciso demonstrar a propriedade, mas apenas posse do dito bem, para que faça jus ao "beneficio" em questão; c) a contratação foi precedida de processo licitatório na modalidade carta convite, conforme documentos anexados ao recurso; d) o próprio órgão pagador, Prefeitura Municipal de Alagoa Grande, reconheceu a prestação do respectivo serviço e declarou que o trator em questão é de propriedade do contribuinte; Diante do exposto acima requer o cancelamento do débito fiscal. É o relatório. Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima O recurso é tempestivo e atende as demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Convém reproduzir, inicialmente, o dispositivo legal que trata da tributação à razão de 40% do total dos rendimentos provenientes de prestação de serviços de transporte, a saber, o art. 9°, da Lei n° 7.713, de 1988: Lei n° 7.713, de 1988 Art. 9º Quando o contribuinte auferir rendimentos da prestação de serviços de transporte, em veículo próprio locado, ou adquirido com reservas de domínio ou alienação fiduciária, o imposto de renda incidirá sobre: Fl. 47DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 15/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 16/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13446.000047/200507 Acórdão n.º 280101.671 S2TE01 Fl. 46 5 I quarenta por cento do rendimento bruto, decorrente do transporte de carga; II sessenta por cento do rendimento bruto, decorrente do transporte de passageiros. Parágrafo único. O percentual referido no item I deste artigo aplicase também sobre o rendimento bruto da prestação de serviços com trator, máquina de terraplenagem, colheitadeira e assemelhados. Cumpre verificar, portanto, se os rendimentos recebidos pelo interessado da Prefeitura Municipal de Alagoa Grande atendem aos requisitos constantes na norma acima. A DRJ/Brasília entendeu que isso não ocorreu pelos seguintes motivos: a) os pagamentos foram efetuados nos meses de janeiro, março a agosto, outubro e dezembro, conforme DIRF, portanto, não exatamente no início do anocalendário de 2002, contrariando as alegações do contribuinte; b) não constar na respectiva DAA do contribuinte a existência do bem utilizado para prestar os respectivos serviços, não havendo prova de que o contribuinte é proprietário do veículo; c) não ter sido apresentado “documento hábil para dar respaldo as alegações do contribuinte, de que o valor em questão foi oriundo da prestação de serviços com tributação de 40% do total do serviço prestado”; d) que os respectivos serviços não foram executados somente por ele, condição indispensável para a fruição do benefício, permitindo, somente, a participação de auxiliares ou ajudantes; Com o objetivo de contraditar os argumentos expostos no acórdão recorrido, o interessado juntou documentos relativos à licitação dos serviços executados. Verificando tais documentos, constatase que a licitação ocorreu na modalidade “Carta Convite” (docs. de fls. 37/38), como alegado na impugnação, constituindo documento hábil e idôneo a comprovar a realização dos aludidos serviços em 2002. Em sua impugnação o recorrente afirma que os serviços foram prestados por ele com a ajuda, apenas, de um de seus filhos. Com base nessa assertiva a DRJ/Brasília considerou que os serviços não foram executados somente pelo recorrente. Entretanto, na própria decisão recorrida admitese a participação de auxiliares ou ajudantes na execução dos serviços. A própria Receita Federal, por meio do Livro Perguntas e Respostas (Pergunta n° 175 da versão de 2011), admite que, se para auxiliar o contribuinte na execução do serviço for necessária a participação remunerada, com ou sem vínculo empregatício, de outras pessoas, estas não podem ser profissionais qualificados, mas sim meros auxiliares ou ajudantes. Por conseguinte a participação do filho do contribuinte na prestação dos serviços pode ser enquadrada nessa hipótese, posto que não há provas de que ele seja profissional qualificado. Quanto à época dos recebimentos dos valores, a declaração de fls. 36, fornecida pela aludida Prefeitura, esclarece a divergência entre a informação prestada pelo recorrente e aquela constante na respectiva DIRF. Fl. 48DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 15/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 16/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13446.000047/200507 Acórdão n.º 280101.671 S2TE01 Fl. 47 6 Acerca da ausência de documentos que comprovem a propriedade do bem utilizado para a realização dos serviços, considero que as alegações do recorrente para a sua não apresentação são pertinentes, mormente porque corroborada por certidão fornecida pela Prefeitura Municipal de Alagoa Grande (fls. 03) informando que o trator utilizado é de propriedade do contribuinte. Ademais, o objetivo da lei, ao mencionar "em veículo próprio locado, ou adquirido com reservas de domínio ou alienação fiduciária" é o de evitar que tal tributação seja utilizada por empregados ou prestadores de serviço que realizem o referido transporte utilizandose de bem de propriedade da contratante dos serviços. E neste caso a própria Prefeitura reconheceu que não é proprietária do trator. É importante destacar que, embora o § 4º do art. 16 do Decreto n° 70.235/72 estabeleça que a prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que seja comprovada a ocorrência de quaisquer das hipóteses previstas naquele parágrafo, considero que, neste caso, os documentos juntados em sede de recurso voluntário destinamse a contrapor os argumentos expostos pela DRJ/Brasília em sua decisão. Dessa forma estariam abrangidos pela exceção prevista na alínea “a” do citado parágrafo, que admite a juntada extemporânea de documentos que tenham como objetivo contrapor fatos ou razões posteriormente trazidos aos autos. Convém ressaltar que, em nenhum momento, a fiscalização exigiu do contribuinte a comprovação de que tais rendimentos seriam decorrentes de transporte de carga tampouco efetuou os questionamentos que levaram a DRJ a considerar o lançamento procedente. Assim, diante do conjunto probatório contido nos autos e, no exercício da faculdade concedida pelo art. 29 do Decreto n° 70.235/72, considero que os rendimentos recebidos da Prefeitura Municipal de Alagoa Grande em 2002, no valor de 41.855,00, são provenientes de serviços de transporte de carga, sujeitos à tributação de 40% do total dos rendimentos, nos termos do art. 9°, I, da Lei n° 7.713, de 1988. Por tais razões voto por DAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator Fl. 49DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 15/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 16/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA
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