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Numero do processo: 10936.000087/2004-50
Data da sessão: Thu Mar 26 00:00:00 UTC 2009
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 07/01/2002 a 30/12/2002
DECLARAÇÃO DE IMPORTAÇÃO. UNIDADE DE MEDIDA ESTATÍSTICA. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. MULTA.
A apresentação de declaração de importação com mercadoria importada quantificada incorretamente na unidade de medida estatística estabelecida pela Secretaria da Receita Federal, sujeita o contribuinte à multa prevista no inciso lido artigo 84 da Medida Provisória n° 2.158-35.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3102-000.065
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
Nome do relator: MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA
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UNIDADE DE MEDIDA ESTATÍSTICA. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. MULTA. A apresentação de declaração de importação com mercadoria importada quantificada incorretamente na unidade de medida estatística estabelecida pela Secretaria da Receita Federal, sujeita o contribuinte à. multa prevista no inciso lido artigo 84 da Medida Provisória n°2.158-35. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. , • • I. IA lã- A TRAJWANIPRIresidente _ a N /.4; • v • • MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA — EDITADO EM: Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Ricardo Paulo Rosa, Corintho Oliveira Machado, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Marcelo Ribeiro Nogueira (Relator), Beatriz Veríssimo de Sena, Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro e Judith do Amaral Marcondes Armando. Processo n° 10936.000087/2004-50 S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.065 Fl. 229 Relatório Adoto o relatório da decisão de primeira instância por entender que o mesmo resume bem os fatos dos autos até aquele momento processual: Trata-se de auto de infração de aplicação de multa por quantificação incorreta da mercadoria importada na unidade de medida estatística. Lavrado o auto de infração e intimada a contribuinte (fls. 174), ingressou a mesma tempestivamente com a impugnação de fls. 192-193. Seguem as alegações da impugnante. Não há diferença alguma entre a quantidade desembaraçada e a declarada, sendo que os dados estatísticos servem apenas para alimentar o sistema e as informações para a Receita Federal, não havendo qualquer prejuízo ao Erário decorrente da autuação da empresa. Não houve dolo ou má-fé, mas tão-somente um erro na compreensão da medida estatística. A empresa obteve a liberação das mercadorias sem quaisquer problemas, O sofisticado sistema da Receita Federal, que é digno de elogios, identificou quem a "quantidade na medida estatística" se escreve como nos demais documentos do processo (500.000,00 kg), e não como consta na DI (500,00 kg). Alega efeito confiscató rio da multa. Às folhas 205, foi o processo remetido a esta Delegacia de Julgamento. A decisão recorrida recebeu de seus julgadores a seguinte ementa: Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 07/01/2002 a 30/12/2002 RESPONSABILIDADE POR INFRAÇÕES A responsabilidade por infrações aduaneiras independe da intenção do agente, nos termos do artigo 94, caput e §2° da Medida Provisória n°2.158-35. Lançamento procedente. O contribuinte, restando inconformado com a decisão de primeira instância, apresentou recurso voluntário no qual ratifica e reforça os argumentos trazidos em sua peça de impugnação. 2 Processo n° 10936.000087/2004-50 S3-CIT2 Acórdão n.° 3102-00.065 Fl. 230 Os autos foram enviados ao antigo Terceiro Conselho de Contribuintes e fui designado como relator do presente recurso voluntário, na forma regimental. Tendo sido criado o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, pela Medida Provisória n° 449, de 03 de dezembro de 2008, e mantida a competência deste Conselheiro para atuar como relator no julgamento deste processo, na forma da Portaria n° 41, de 15 de fevereiro de 2009, requisitei a inclusão em pauta para julgamento deste recurso. É o Relatório. 3 Processo n° 10936.000087/2004-50 S3-CIT2 Acórdão n.° 3102-00.065 Fl. 231 Voto Conselheiro MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Relator Entendo que o recurso é tempestivo e atende aos requisitos legais. A recorrente não nega ter declarado em erro, alega somente que seu procedimento deve ser caracterizado como erro material, involuntário e que entregou à Receita Federal todos os documentos relativos às operações em exame, o que possibilitou a correta avaliação dos bens importados. Argumenta, ainda, que não há diferença entre as quantidades declaradas e desembaraçadas, o que afasta a aplicação da multa, ressaltando que as quantidades indicadas nas faturas de importação e nos certificados de origem coincidem com aquelas consignadas na licença de importação e na declaração de importação, o que afastaria também a irregularidade apontada pela fiscalização. Ocorre que os documentos trazidos aos autos pela fiscalização demonstram com clareza que a ora recorrente declarou quantidade de mercadoria importada na unidade de medida estatística menor do que a realmente existente e como bem indicou a decisão recorrida, por força do disposto no artigo 94 e seu §2°, do Decreto-lei n° 37/66, a responsabilidade pelo cometimento de infração independe da intenção do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. Assim, mesmo tendo sido involuntária, o que não está comprovado nos presentes autos, a infração cometida sujeita o contribuinte à multa prevista no inciso II do artigo 84 da Medida Provisória n° 2.158-35, restando correto o lançamento efetuado. Assim, VOTO por conhecer do recurso voluntário para negar-lhe provimento. i\ . I - - -- MARCELO RIB IRO NOGUEIRA 4
score : 1.0
Numero do processo: 10875.908187/2009-01
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 15 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 3401-000.388
Decisão: RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para sobrestá-lo até decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal em matéria sob repercussão geral, em razão do art. 62-A do Regimento Interno do CARF.
Nome do relator: EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS
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RICARF, art. 62A, § 2º. Recorrente SUPERMERCADOS IRMÃOS LOPES LTDA Recorrida DRJ PORTO ALEGRERS Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para sobrestálo até decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal em matéria sob repercussão geral, em razão do art. 62A do Regimento Interno do CARF. Júlio César Alves Ramos – Presidente Emanuel Carlos Dantas de Assis Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Cleuter Simões Mendonça, Odassi Guerzoni Filho, Adriana Oliveira e Ribeiro (Suplente), Fernando Marques Cleto Duarte e Júlio César Alves Ramos. Relatório Tratase de Recurso Voluntário em Declaração de Compensação (DCOMP) cujo crédito tem origem, segundo a Recorrente, na exclusão do ICMS da base de cálculo das Contribuições PIS e Cofins. Indeferida a pretensão por meio de despacho decisório eletrônico, a contribuinte alegou o seguinte na Manifestação de Inconformidade, conforme o relatório da DRJ que reproduzo: A ilegalidade/inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da Cofins. 0 conceito constitucional de faturamento corresponde à receita bruta da pessoa jurídica, que consiste apenas no produto da venda de mercadorias e/ou serviços. Fl. 81DF CARF MF Impresso em 12/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/03/2012 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10875.908187/200901 Resolução n.º 3401000.388 S3C4T1 Fl. 81 2 0 valor do ICMS não constitui receita dessas modalidades, mas sim receita dos estados, caracterizandose, pois, como imposto indireto que apenas transita por seu patrimônio. Considerar que tal imposto integra a base de cálculo daquelas contribuições é alterar o conceito de faturamento definido pelo Direito Privado, ofendendose, pois, o art. 110 do Código Tributário Nacional.Também a Emenda Constitucional n° 20, de 15 de dezembro de 2008, não pode dar suporte à tal inclusão, pois, por um lado, como dito, o ICMS não compõe o conceito de faturamento, e, por outro, ela não pode validar ato legal editado anteriormente à sua vigência; • A própria Administração Pública reconhece que o valor recolhido a titulo de ICMS não integra o faturamento. Sempre que qualquer contribuinte ajuizar ação objetivando repetição de indébito daquele imposto, a Fazenda Pública Estadual competente invocará em sua defesa a aplicação do art. 166 do Código Tributário Nacional, sustentando que o pedido do contribuinte não pode ser acolhido em razão de ele atuar apenas como intermediário da arrecadação do ICMS, pois o imposto seria pago efetivamente pelo adquirente final do produto. Assim, numa interpretação contrario sensu daquele dispositivo legal, não pode a Unido considerar como receita bruta da recorrente o valor do ICMS; • HA afronta ao principio constitucional da capacidade contributiva, pois embora atue como sujeito passivo de diversas relações jurídicas tributárias, não o é nas relações que envolve o contribuintefinal e o Fisco Estadual, não detendo, assim, capacidade contributiva sobre receitas auferidas pelo Erário; • Aplicase ao caso, por analogia, o estabelecido no art. 212, §1°, da Constituição Federal. Dessa forma, não se pode exigir PIS e Cofins sobre valores transferidos ao Fisco Estadual; • 0 atual posicionamento do Supremo Tribunal Federal na apreciação do RE n° 240.785MG, que trata de matéria idêntica presente, corrobora todos os argumentos aqui suscitados. Observese que já foram prolatados seis votos em favor dos contribuintes e apenas um contra. Assim, é notório que deverá ser reformado o Despacho Decisório ora recorrido, para que seja aplicado ao caso o atual posicionamento daquele Tribunal. Ao final, requer: • a reforma do Despacho Decisório, para homologação da compensação realizada; • produção de todas as modalidades de prova admitidas em direito, sob pena de cerceamento de direito de defesa; • sejam as intimações realizadas pessoalmente ou via Correios em nome da própria interessada, bem como em nome dos advogados. A DRJ manteve o indeferimento por interpretar que o ICMS integra, sim, a base de cálculo das duas Contribuições. Fl. 82DF CARF MF Impresso em 12/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/03/2012 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10875.908187/200901 Resolução n.º 3401000.388 S3C4T1 Fl. 82 3 No Recurso Voluntário insiste na compensação, repisando alegações da Manifestação de Inconformidade. É o relatório, elaborado a partir do processo digitalizado. Voto Conselheiro Emanuel Carlos Dantas de Assis, Relator O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos do Processo Administrativo Fiscal, pelo que dele conheço. Todavia, o julgamento deve sobrestado em obediência do Regimento Interno deste Conselho. O tema referente à inclusão (ou não) do ICMS na base de cálculo do PIS Faturamento e da Cofins está sob análise do Supremo Tribunal Federal, no Recurso Extraordinário nº nº 574706, que versa sobre o seguinte (tema 69): Recurso extraordinário em que se discute, à luz do art. 195, I, b, da Constituição Federal, se o ICMS integra, ou não, a base de cálculo da contribuição para o Programa de Integração Social PIS e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFIN Não pode, pois, ser analisado nesta oportunidade, impondose o sobrestamento do julgamento em obediência ao § 2º do art. do Anexo II do RICARF, acrescentado pela Portaria MF nº 586, de 21/12/2010, que dispõe o seguinte: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543 C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543 B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. Como informa o sítio do Colendo Tribunal na internet (consulta em 03 de outubro de 2011), o debate A matéria também é objeto da ADC nº 18 e do RE nº 2407852/MG. Apreciando Medida Cautelar na referida Ação Declaratória de Constitucionalidade, o STF, em 13/08/2008, resolvendo questão de ordem suscitada no sentido de dar prosseguimento ao julgamento do RE nº 240.7852/MG, por maioria deliberou pela precedência do controle concentrado em relação ao controle difuso, conforme a ementa seguinte (negrito acrescentado): Medida cautelar. Ação declaratória de constitucionalidade. Art. 3º, § 2º, inciso I, da Lei nº 9.718/98. COFINS e PIS/PASEP. Base de Fl. 83DF CARF MF Impresso em 12/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/03/2012 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10875.908187/200901 Resolução n.º 3401000.388 S3C4T1 Fl. 83 4 cálculo. Faturamento (art. 195, inciso I, alínea "b", da CF). Exclusão do valor relativo ao ICMS. 1. O controle direto de constitucionalidade precede o controle difuso, não obstando o ajuizamento da ação direta o curso do julgamento do recurso extraordinário. 2. Comprovada a divergência jurisprudencial entre Juízes e Tribunais pátrios relativamente à possibilidade de incluir o valor do ICMS na base de cálculo da COFINS e do PIS/PASEP, cabe deferir a medida cautelar para suspender o julgamento das demandas que envolvam a aplicação do art. 3º, § 2º, inciso I, da Lei nº 9.718/98. 3. Medida cautelar deferida, excluídos desta os processos em andamentos no Supremo Tribunal Federal. A eficácia da liminar acima foi prorrogada várias vezes pelo STF (vencidos os Min. Marco Aurélio e Celso de Melo), sempre pelo prazo de 180 dias, sendo que em 25/03/2010 tal prorrogação teria se dado pela última vez, segundo o Plenário do Colendo Tribunal (conforme o sítio do STF na internet, consultado em 30/01/2012). Pelo exposto, levando em conta art. 62A, § 2º, do RICARF, voto por sobrestar o julgamento até que o STF decida sobre a inclusão ou não do ICMS na base de cálculo do PIS Faturamento e Cofins. Somente após decisão transitada em julgado do Colendo Tribunal sobre o tema é que o processo deve retornar a esta Turma para julgamento. Emanuel Carlos Dantas de Assis Fl. 84DF CARF MF Impresso em 12/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/03/2012 por JULIO CESAR A LVES RAMOS
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Numero do processo: 10880.000528/2002-44
Data da sessão: Thu Jan 26 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Ementa:
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. Estabelece-se como tacitamente homologada a compensação objeto de pedido de compensação convertido em declaração de compensação que não seja objeto de despacho decisório proferido no prazo de cinco anos, contado da data do protocolo do pedido, considerando-se pendente de decisão administrativa a Declaração de Compensação, o Pedido de Restituição ou o Pedido de Ressarcimento em relação ao qual ainda não tenha sido intimado o sujeito passivo do despacho decisório proferido pela Autoridade competente para decidir sobre a compensação, a restituição ou o ressarcimento.
Numero da decisão: 3402-001.631
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª câmara / 2ª turma ordinária da terceira
SEÇÃO DE JULGAMENTO, pelo voto de qualidade, em dar provimento ao recurso para reconhecer a homologação tácita da compensação. Vencidos os Conselheiros Silvia de Brito Oliveira, Fernando Luzi da Gama Lobo D'Eça e Helder Massaaki Kanamaru (Suplente) que
não reconheciam a homologação tácita. O Conselheiro João Carlos Cassuli Junior votou pelas conclusões.
Nome do relator: GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Ementa: DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. Estabelece-se como tacitamente homologada a compensação objeto de pedido de compensação convertido em declaração de compensação que não seja objeto de despacho decisório proferido no prazo de cinco anos, contado da data do protocolo do pedido, considerando-se pendente de decisão administrativa a Declaração de Compensação, o Pedido de Restituição ou o Pedido de Ressarcimento em relação ao qual ainda não tenha sido intimado o sujeito passivo do despacho decisório proferido pela Autoridade competente para decidir sobre a compensação, a restituição ou o ressarcimento.
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HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. Estabelecese como tacitamente homologada a compensação objeto de pedido de compensação convertido em declaração de compensação que não seja objeto de despacho decisório proferido no prazo de cinco anos, contado da data do protocolo do pedido, considerandose pendente de decisão administrativa a Declaração de Compensação, o Pedido de Restituição ou o Pedido de Ressarcimento em relação ao qual ainda não tenha sido intimado o sujeito passivo do despacho decisório proferido pela Autoridade competente para decidir sobre a compensação, a restituição ou o ressarcimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª câmara / 2ª turma ordinária da terceira SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO, pelo voto de qualidade, em dar provimento ao recurso para reconhecer a homologação tácita da compensação. Vencidos os Conselheiros Silvia de Brito Oliveira, Fernando Luzi da Gama Lobo D'Eça e Helder Massaaki Kanamaru (Suplente) que não reconheciam a homologação tácita. O Conselheiro João Carlos Cassuli Junior votou pelas conclusões. NAYRA BASTOS MANATTA Presidente GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros João Carlos Cassuli Junior, Silvia de Brito Oliveira, Fernando Luiz da Gama Lobo D Eca, Helder Masaaki Kanamaru (Suplente). Fl. 734DF CARF MF Impresso em 20/03/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 1/02/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 20/02/2012 por NAYRA BASTOS MA NATTA Processo nº 13706.001449/0027 Acórdão n.º 3402001631 S3C4T2 Fl. 205 2 Relatório Trata se de processo de ressarcimento do crédito presumido do IPI a ser utilizado na compensação de débitos tributários. O sujeito passivo teve seu pedido indeferido por falta de apresentação de documentação probatória necessária para análise do pleito. Inconformado com a denegação de seu pedido, apresentou manifestação de inconformidade alegando em síntese que por reorganização da empresa inadvertidamente omitiuse de apresentar tal documentação, sendo que a mesma está na empresa à disposição da fiscalização, assim, com base no artigo 19 da IN 600/2005 e nos princípios da finalidade, razoabilidade eficiência, informalidade e da verdade material, requer que seja determinada a realização de diligências que comprovarão seu direito ao crédito presumido do IPI, cuja lei impediria qualquer espécie de exclusão dos insumos empregados na industrialização de produtos exportados. A Delegacia de Julgamento em Ribeirão Preto julgou improcedente a manifestação de inconformidade em razão do recorrente não ter apresentado tempestivamente documentos que comprovassem de forma peremptória seu direito creditório. Em 27/08/2009, foi protocolado recurso voluntário ao CARF, com a juntada de diversos documentos. Na peça recursal, discorre sobre os princípios que regem a administração pública e sobre o direito ao crédito presumido de IPI nas operações de exportação, requerendo, em síntese: a) Que seja determinada a baixa do processo em diligência para apuração do crédito presumido de IPI em vista da impossibilidade de a recorrente juntar aos autos todos os documentos requeridos pelo agente fiscal, em razão da quantidade; e b) Com o resultado da diligência, que seja reformada a decisão de primeira instância no sentido de reconhecer integralmente o pedido de ressarcimento/compensação requerido inicialmente pelo recorrente. É o relatório. Voto Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho, Relator A impugnação foi apresentada com observância do prazo previsto, bem como dos demais requisitos de admissibilidade. Sendo assim, dela tomo conhecimento e passo a apreciar. Preliminarmente, foi levantada a questão da ocorrência da homologação tácita da compensação declarada em 11/01/2002, por meio do pedido fl. 03. Fl. 735DF CARF MF Impresso em 20/03/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 1/02/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 20/02/2012 por NAYRA BASTOS MA NATTA Processo nº 13706.001449/0027 Acórdão n.º 3402001631 S3C4T2 Fl. 206 3 Entendo que cabe razão à interessada, tendo em vista que a ciência do despacho decisório ocorreu em 02/06/2008 (fl. 61, verso) – ou seja, após o transcurso do prazo de cinco anos estabelecido no art. 74, § 5º, da Lei nº 9.430/96, conforme as alterações promovidas pela Lei nº 10.833/03. É oportuno tecer algumas linhas acerca da história da compensação tributária. O Código Tributário Nacional arrolou a compensação como uma das modalidades de extinção do crédito tributário, cometendo à lei ordinária a tarefa de disciplinarlhe as condições e garantias (art. 170 do CTN). Essa previsão encampa uma conotação de norma delineadora de simples perspectiva de direito, notadamente por ser dirigida à autoridade administrativa. Com o fito de fulminar qualquer conjectura voltada à atribuição de letra morta ao instituto da compensação em matéria tributária, em nível federal, houve a devida instrumentalização desse instituto jurídico, de modo que a Lei nº 8.383/91, por força do seu art. 66, passou a autorizar a autocompensação de indébitos tributários no âmbito do lançamento por homologação. Portanto, para que o contribuinte pudesse se valer do direito subjetivo à autocompensação de indébito tributário, nos termos do art. 66 da Lei nº 8.383/91, com alterações introduzidas pelo art. 39 da Lei nº 9.250/95, bastava, simplesmente, que o mesmo tivesse efetuado pagamento indevido ou maior de tributos e que a compensação se realizasse com débitos vincendos de tributos da mesma espécie e destinação constitucional. Por sua vez, em 27 de dezembro de 1996, através da promulgação da Lei nº 9.430, deuse a inauguração de um novo regime jurídico compensatório que caminhava paralelamente àquele consagrado pela Lei nº 8.383/91. Posteriormente, O art. 49 da Medida Provisória nº 66, de 29 de agosto de 2002, convertida na Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, altera a redação do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, acrescenta os parágrafos 1º a 5º, nos seguintes termos: Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou ressarcimento, poderá utilizá lo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. § 1º A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos remanescentes. § 2º A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação. (...) § 4º Os pedidos de compensação pendentes de apreciação pela autoridade administrativa serão considerados declaração de compensação, desde o seu protocolo, para os efeitos previstos neste artigo. (grifamos) § 5º A SRF disciplinará o disposto neste artigo. Fl. 736DF CARF MF Impresso em 20/03/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 1/02/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 20/02/2012 por NAYRA BASTOS MA NATTA Processo nº 13706.001449/0027 Acórdão n.º 3402001631 S3C4T2 Fl. 207 4 Com essa alteração foi instituída a Declaração de Compensação (DCOMP), procedida pelo próprio contribuinte e tendo o efeito de extinguir o crédito tributário sob condição resolutória de sua ulterior homologação pela autoridade administrativa competente (§§ 1º e 2º). O § 4º, acima transcrito, atribui aos “Pedidos de Compensação” pendentes de apreciação pela autoridade administrativa a nova disciplina aplicável à “Declaração de Compensação”, desde o seu protocolo. A Medida Provisória nº 135, de 30 de outubro de 2003, convertida na Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, alterou o § 5º e acrescentou ao art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, os §§ 6º ao 12, sendo relevante a transcrição do § 5º, in verbis: § 5º O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. Como visto, os “Pedidos de Compensação” pendentes de apreciação pela autoridade administrativa passaram a ser tratados como “Declaração de Compensação”, com efeito de extinguir o crédito tributário sob condição resolutória de sua ulterior homologação pela autoridade administrativa competente, no prazo de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. Por sua vez, em relação ao prazo para homologação da compensação assim se manifestou a COSIT na SCI nº 1, de 04/01/2006: EMENTA: PEDIDO DE COMPENSAÇÃO CONVERTIDO EM DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PRAZO DE CINCO ANOS PARA HOMOLOGAÇÃO TÁCITA DA COMPENSAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE HOMOLOGAÇÃO TÁCITA PARA PEDIDOS DE COMPENSAÇÃO NÃO CONVERTIDOS EM DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. OBRIGATORIEDADE DE EXAME DO PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. CABIMENTO DE MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE CONTRA O NÃO RECONHECIMENTO DO CRÉDITO OBJETO DO PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. O prazo para a homologação de compensação requerida à Secretaria da Receita Federal tem sua contagem iniciada na data do protocolo do pedido de compensação convertido em declaração de compensação. Será considerada tacitamente homologada, mediante despacho proferido pela autoridade competente da Secretaria da Receita Federal, a compensação objeto de pedido de compensação convertido em declaração de compensação que não seja objeto de despacho decisório proferido no prazo de cinco anos, contado da data do protocolo do pedido, independentemente da procedência e do montante do crédito. Não foram convertidos em declaração de compensação os pedidos de compensação de créditos de terceiros, “crédito prêmio” instituído pelo art. 1º do DecretoLei nº 491, de 1969, título público, crédito decorrente de decisão judicial não Fl. 737DF CARF MF Impresso em 20/03/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 1/02/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 20/02/2012 por NAYRA BASTOS MA NATTA Processo nº 13706.001449/0027 Acórdão n.º 3402001631 S3C4T2 Fl. 208 5 transitada em julgado e crédito que não se refira a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal. Os pedidos de compensação não convertidos em Declaração de Compensação não estão sujeitos à homologação tácita e devem ser deferidos ou indeferidos pela autoridade competente da Secretaria da Receita Federal. Na hipótese de pedido de compensação convertido em declaração de compensação, a autoridade competente da Secretaria da Receita Federal, após reconhecer a homologação tácita da compensação declarada, deve se posicionar quanto à procedência e ao montante do crédito do sujeito passivo para com a União. Quando o crédito for reconhecido e tiver valor superior ao total do débito objeto da compensação tacitamente homologada, a autoridade competente da Secretaria da Receita Federal deverá promover a restituição do saldo creditório remanescente que foi objeto de pedido de restituição, desde que inexistam outros débitos a serem compensados com o referido crédito. Ainda que haja o reconhecimento da homologação tácita da compensação pela autoridade competente da Secretaria da Receita Federal, é cabível a apresentação de manifestação de inconformidade contra o nãoreconhecimento do direito creditório quando o crédito informado pelo sujeito passivo em seu pedido de compensação convertido em declaração de compensação não for integralmente reconhecido. A DRJ, ao apreciar manifestação de inconformidade contra o nãoreconhecimento do crédito objeto do pedido de restituição cumulado com pedido de compensação, pode reconhecer o exato valor do crédito do sujeito passivo para com a União, bem como o exato valor do débito compensado. O manual de controle do crédito tributário da Divisão de Administração do Crédito Tributário da Pessoa Jurídica – DIPEJ/CORAT assim dispõe acerca do assunto: a) o prazo para a homologação de compensação requerida à SRF tem sua contagem iniciada na data do protocolo do pedido de compensação convertido em declaração de compensação; b) será considerada tacitamente homologada, mediante despacho proferido pela autoridade competente da SRF, a compensação objeto de pedido de compensação convertido em declaração de compensação que não seja objeto de despacho decisório proferido no prazo de cinco anos, contado da data do protocolo do pedido, independentemente da procedência e do montante do crédito; c) mesmo que o crédito informado seja inferior ao total dos débitos relacionados no pedido de compensação convertido em declaração de compensação, haverá a homologação tácita das compensações efetuadas (extinção definitiva dos débitos compensados) após o decurso do prazo de 5 (cinco) anos para a Fl. 738DF CARF MF Impresso em 20/03/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 1/02/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 20/02/2012 por NAYRA BASTOS MA NATTA Processo nº 13706.001449/0027 Acórdão n.º 3402001631 S3C4T2 Fl. 209 6 homologação expressa, haja vista que a homologação tácita da compensação decorre exclusivamente do decurso do referido prazo, independentemente da procedência e do montante do crédito. d) não foram convertidos em declaração de compensação os pedidos de compensação de créditos de terceiros, “crédito prêmio” instituído pelo art. 1º do DecretoLei nº 491, de 1969, título público, crédito decorrente de decisão judicial não transitada em julgado e crédito que não se refira a tributos e contribuições administrados pela SRF; e) os pedidos de compensação não convertidos em Declaração de Compensação não estão sujeitos à homologação tácita e devem ser deferidos ou indeferidos pela autoridade competente da SRF; f) na hipótese de pedido de compensação convertido em declaração de compensação, a autoridade competente da SRF, após reconhecer a homologação tácita da compensação declarada, deve se posicionar quanto à procedência e ao montante do crédito do sujeito passivo para com a União; g) quando o crédito for reconhecido e tiver valor superior ao total do débito objeto da compensação tacitamente homologada, a autoridade competente da SRF deverá promover a restituição do saldo creditório remanescente que foi objeto de pedido de restituição, desde que inexistam outros débitos a serem compensados com o referido crédito; h) ainda que haja o reconhecimento da homologação tácita da compensação pela autoridade competente da SRF, é cabível a apresentação de manifestação de inconformidade contra o não reconhecimento do direito creditório quando o crédito informado pelo sujeito passivo em seu pedido de compensação convertido em declaração de compensação não for integralmente reconhecido pela autoridade competente da SRF; e i) a DRJ, ao apreciar manifestação de inconformidade contra o nãoreconhecimento do crédito objeto do pedido de restituição cumulado com pedido de compensação, pode reconhecer o exato valor do crédito do sujeito passivo para com a União, bem como o exato valor do débito compensado.” Voltando ao presente processo, a ciência do despacho decisório que indeferiu a compensação pleiteada pelo contribuinte foi efetuada em 02/06/2008 (fl. 61, verso). Como neste caso trata de Pedido de Compensação convertido em Declaração de Compensação (DCOMP), a contagem do prazo para a homologação da compensação deve se dar a partir da data do protocolo dos pedidos administrativos na Secretaria da Receita Federal, ou seja, 11/01/2002. Pelo exposto, dou provimento ao recurso para reconhecer a homologação tácita da compensação declarada à fl. 03. Fl. 739DF CARF MF Impresso em 20/03/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 1/02/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 20/02/2012 por NAYRA BASTOS MA NATTA Processo nº 13706.001449/0027 Acórdão n.º 3402001631 S3C4T2 Fl. 210 7 É como voto. Sala das Sessões, em 26 de janeiro de 2012 Gilson Macedo Rosenburg Filho Fl. 740DF CARF MF Impresso em 20/03/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 1 1/02/2012 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 20/02/2012 por NAYRA BASTOS MA NATTA
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Numero do processo: 10950.002215/2005-01
Data da sessão: Wed May 19 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Sistema Integrado de Pagamento de hnpostos e Contribuições das
Mieroempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Ano-calendário: 2002
SIMPLES FEDERAL INGRESSO E/OU PERMANECIA MANUTENÇÃO, INSTÂNCIA, REPAROS OU ASSISTÊNCIA TÉCNICA EM MÁQUINAS E EQUIPAMEnws ATIVIDADE NÃO
VEDADA
A prestação de serviços de manutenção, assistência técnica, instalação ou
reparos ern ináquinas e equipamentos não se equipara a serviços profissionais prestados por engenheiros e não impede o ingresso ou a permanência da pessoa jurídica no SIMPLES Federal.
Numero da decisão: 1101-000.282
Decisão: Acordam os membros do colegiada por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso para cancelar O ato declai atório de exclusão, nos tei mos do relatório e voto que integram o presente julgado
Nome do relator: Edeli Pereira Bessa
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ementa_s : Sistema Integrado de Pagamento de hnpostos e Contribuições das Mieroempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2002 SIMPLES FEDERAL INGRESSO E/OU PERMANECIA MANUTENÇÃO, INSTÂNCIA, REPAROS OU ASSISTÊNCIA TÉCNICA EM MÁQUINAS E EQUIPAMEnws ATIVIDADE NÃO VEDADA A prestação de serviços de manutenção, assistência técnica, instalação ou reparos ern ináquinas e equipamentos não se equipara a serviços profissionais prestados por engenheiros e não impede o ingresso ou a permanência da pessoa jurídica no SIMPLES Federal.
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos Acordam os membros do colegiada por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para cancelar O ato declai atório de exclusão, nos tei mos do relatório e voto que integram o presente julgado ,iif/' FRANC1S( ) DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ - Presidente Abi---P&„ i'D - .I,I PEREIRA BESSA - Relatora 1T)ITA DO EM: 01/06/2010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz (Presidente da turma), Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho (Vice,- Presidente), Carlos Eduardo de Almeida Guerreiro, F.deli Pereira .Bessa e Shelley Ilenrique Daicamim. Ausente o conselheiro :José Ricardo da Silva I .Relatório JCI EQUIPA.MENtOS DE SEGURANÇA ELETRÔNICA LTDA. MN , já qualificada nos autos, recorre de decisac.) proferida pela 2" Turma da Delegacia dá Receita Federal de Julgamento de Curitiba/PR, que por unanimidade de votos. INDEFERIU a manifestação de inconfoinfidade interposta contra o Ato Deelaratório Executivo - ADE IV 528.680, de 02/08/2004 (.11, LI ), o qual a excluiu do SIMPLES a partir de 01/01/2002. Constá da decisão recorrida o seguinte relato: Trata o proc.e.sso de mandéstação de iro...vil:fia MidUde contra decisão que iniVeriu pedido de solicitaçào da revisão da exc/usão do ,Simples OS), que tinha como olyeto O exclusão do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos' e Contribuições do Miereetopresas e das. Empresas de Pequeno Porte -- Simples, por motivo da excreicio cia atividade vedada O Ato I.)ecIaratório Executivo de Exclusão do Simples 1 )RI-711,1aringá n" 528 345, emitido em 02/08/2004. 11 24-verso, excluiu o contribuinte do regime do Simples., com ejeito a parti) de 01/01/2002, por incorrer na vedação prevista no w-t 9', ,,V111 da Lei n' 9 317, de 1996 Inconformado, o contribuinte protocoliiii solicitação cia revisão da exclusão ORM de fl. 23-verso, que foi indefirida pela decisão de fl 2=.)' bali-nada da decisão em 07/06/2005, conlórnie AR de fl 28, tempestivainente, em 07/07/2005, o contribuinte apresentou a impugnação de fl 01/15, atra tié de seus procuradores, procuração 5 fl 16, acoinpanhada dos documentos de jts 17/18, que se re_surne a segui' Preliminar Alega falta de competencia par a ci expedição do ato de exclusão do Simple..:;, por parte do chefe da Sauat/DRP/Alaringá; Cita a Portaria da SRL 001, de 02/01/2001, que determina que a competc?riela pata a prática do ADE é da.s ,seguintes autoridades Sevretário, Coordenador Geral, Coordenador, Superintendente, Delegado e Inspetor.; Sustenta que, como o cheia da Sacat/D1[P/7vi5riro0 não detém nenhaina dos mencionadas funções, o 41).1s não iefll Vafiddlk. aanCalddO, Afj7 Afirma que, desde a saci opção pelo aro 2000, momento ern que teve imediato deli.:-Turointo, saci (11Vir dade económica é a mesma, ou safo. "cornéTc10 da componentes eletrônicos, alarmes, filOtOras alá` l ia(1S, CCM:sal 10 da l'ad10- CoMorlicadores., monitores de vídeo, moto, es cl/ti icos C aparelhos clettonicos em atividade que, sete (oro s mais' tarde, veio a sei considerada incompolivel com o Simples, Reclama que a legislação utilizada pelo fisco pura excluir a empresa 5 arikvior própria conce.ssão do beneficio (lei que regulamento a prc.rfissão de cru.,,enheiro, de 1.966, e resolução do ('REA, de 1973), e assim, se aplicáveis. ao caso, deveria o .fisco ter indcf:r ido a opção inicial do coou ibuinte, O que não ocorreu; ,Sitstenta que tal legislação /135u (" aplicável 5 esp(:eie, ja que o cleciriperihr, das atividades da empresa (conserto da equipamentos clarõrileos) não necessito de conhecimento espccilico de engenheiro, Cita Resolução do Conselho Nacional da Educaçao a' 11, de 11/03/200.2, c entende ser absurdo afirmar que 1110S ah VidddaS reguei eia as eorripetèneias e habilidades de eroyenhcir o pois t2 troca de UM fliStlkd em uai alarme eletrônico, ou de Hm rrocesw ri' 10950 002215/2005-01 SI-C1.1. Acórdão n." 1101-00.282 Fl 2 portão eletrônico ou Írle-smo a limpeza de equipamentos, independern de qualquer conhecimento matemático, científico, tecnológico, etc, nem tampouco necessita de planejamento, supervisão, elaboração e coordenação de algum projeto de erkgenharia„ bastando tão somente a dedicação pessoal do (inearregado pelo serviço e, quando muito, do estudo atento de um manual de iustruções de algum _fabricante, Cita decisão do Conselho de Contribuintes; Aduz ter ocorrido ajr onta ao principio constitucional tributário da estrita Cita doutrina; Reclama que o dispositivo legal utilizado pelo fisco em 71C71hitni momento jaz menção específica às atividades de conserto de equipamentos eletrônicos, sendo inapliçável às enzpréscts que as exerçam; Contesta a aplicação do termo "assemelhados'', e assevera que o uso ria analoia em direito tributário é inadmissível, poiv o subjetivismo fiscal na interpretação de qual atividade é assemelhada ou não acarretaria uma insegurança jurídica enorme, alán de possibilitar a exação de atividades que a própria lei não previa como ,.vau/ato gerador; Discorda do subjetivismo do fisco na interpretação da Resolução Conka 218/73, que discrimina as atividades. privativas de engenheiro, quando, em nenhum momento, há qualquer menção específica à atividade de manutenção e limpeza de - equipamentos para posto sdc ser viços (Postos de combustíveis), Cita decisão judicial,- Aponta ainda afi ()rua ao princípio COP . ti fitticiona da igualdade trilnuál ia, eis que considerando ser atividade privativa de engenheiro eletrônico, retira-lhe o poder de competição, , já. que, se . for obrig,ada a recolher os tributos na forma geral. , terá que acrescer tais custos a seus ser ViÇOS, fazendo com que seus clientes' migrem para concorrentes que ainda não sofreram a arbitrariedade Loineuda; Requer- i) o ricothimento da impugnação, ii) o cancelamento do ADE., iii) o exaurimento de todas co teses elencadas no recurso. o relatório. A 2 Turma da .DRI/Curitiba afastou tais alegações argumentando que: • O ato declinatório de exclusão ô válido porque emitido pelo Delegado da Receita federal em.lVlaringá. • O objeto social da empresa (contércio dc componentes eletrônicos, alarmes, motores elétricos, conserto de radio-comunicadores, monitores de vídeo, motores el.étricos e aparelhos eletrônicos em - geral) incide na vedação do art.. 9', inciso XIII da Lei n" 9 3 1 7, de 5 de dezembro de ..1996, por ser privativa de engenheiro, ou, no mínimo, de técnico eletrônico de segundo grau, nos termos da legislação que regula estas profissões. • As exceções trazidos com a Lei ii0 10.964, de 28 de ournbro . de 2004, não contemplam a atividade de manutenção e reparação de máquinas e aparelhos exercitada pela iinpugnante.. ("4-' • A vedação ao Simples independe da complexidade do serviço e até mesmo da efetiva presença do engenh.eiro, j á que decorre da simples constatação de exercício de atividade vedada • O ato de exclusã.o é deelaratorio e opera efeitos -retroativos, na medida em que por ocasião da opção pelo Simples, o fisco não profere nenhuma decisão de cat ater homologatorio, de confirmação do direito de ingresso no regime favorecido, ocorrendo simplesínente a aceitação das informações prestadas pelo co.ntribuinte, em caráter resrílutóric.4 sempre sujeita a posterior averiguação. • (ii) legislador autorizou a interpietação analógica ao optar pela expressão -ou assemelhados, e de qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida", e nitidamente não quis criar uma relação exaustiva de profissionais. • Não há insegurança jurídica .-.)oirque a interpretação adotada já foi divelgi.ida pela SRF, através da pergunta 144 do "Questionário Perguntas e Respostas Pessoa fuá:fleti, 2006", às páginas 102-103, • A argüição de afronta a princípios constitucionais enseja a apreciação de inconstitucionalidade, que é de competência privativa do Poder J udici á rio Cientificada da decisão de primeira instância em ,31/07/2009 (fl. 45), a contribuinte interpôs recurso voluntário, tempestivamente, em 26/08/2009 (tis, 47/63). Defende que os serviços de conserto de radio-comunicadores, motores elétrico e aparelho eletrônicos em geral,. nos termos da própria Resolução do CONFli,A n" 218, na 24, podem sei realizados por técnico de grau médio, não sendo privativas de engenheiro. Reproduz ementas de julgados do Terceiro Conselho de Contribuintes, bew como do Tribunal Regional federal 111171" Região e do Superior lribunal de Justiça - Si'l Consigna, ainda, que, a teor da Resolução CNE/CES ri.`) 11/2002, editada pela Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, quase que absurdo .ficar ia afit Mdi que a atividade da Contribuinte i equer as (. orripetências e habilidades necessár ias à formação profissional do engenheiro, pois, a troca de um füsível em um alarme eletrônico, ou de um portão eletrônico, ou mesmo a limpeza equipamentos, indcpendem de qualquer conhecimento matemático, cierltifico, tecnológico eic„ nem tampouco, necessita de planejamento, supervisão, elaboração e coordena(,:ao de algum projeto de engenhar ia Efill seu entendimento, basta, tão somente a dedicação pessoal do encarregado pelo serviço e, quando muito, do estudo atendo de um manual de instruções de algum fabricante. h neste sentido são outros acórdãos do Terceiro Conselho dc Contribuintes que menciona. Conclui que os s-er viços téenico.s s que se refere à lei dos .1.;,ngenherro.N .sào aqueles ligados à edificação (obras) e, consequentemente, se a Contribuinte realmente exec:utasse st....! vi. ç...os de eng(=.,yiluir ia ela deveria estar registrada no CREA, O que é infirmado por declaras.......) emitida. pelo 5'IND1R121).71 (Sindicato da Indá.s(ria da Reparação de Veículos c crf 4 ce,s. ,sól ias cl.: tVfar ingá). 4 Rroces:,:o 1;" 10950002215/2005-01 S1-C11.1 Acórdãon " 1101-00.282 01 3 Assim sendo, e tendo em conta também a o rensa aos princípios da legalidade e da igualdade tributária, pede o cancelamento do AI) U questionado e, por conseqüência, todo. os demais atos administtativos que se originaram de/e,. ainda, seja agenciado na pauta da referida s'es. siio de . julgamento que a recorrente, por intermédio de seus procurado .res, realizará defesa oral neste momento oportuno 01) 1 o irClatófio„ Voto Conselben a EDELl PliRKIIZABESSA . A decisão recorrida manteve o entendimento firmado péla autoridade preparadora de que a atividade da recorrente equivale à de engenheiro, ou assemelhado, o que impede seu ingresso e/ou permanência na sistemática simplificada de recolhimcnfo, nos termos do art.. 9 0 , inciso .X.111, da Lei n' 9 317, de 1996: Ari 9" iVão poderá opta» pelo SIMPLES, a pessoa ita. ¡dica [.. 1 XIII - que preste sei viços profissionais de corretor, representante comercial, clespacharite, ato», empresai ia, diretor ou produtor de espetáculos, cantor, in.U.sica, dançarino, máliw, dentista, enle ¡moira. Voto, macio, engenheiro, arquiteto, lisico, químico, eoanomi 5 ta, contador, auditor ., consultai; estatístico, achninistrador. pi ogr amador, analista de siNierila, advogado, psicólogo, professor, jornalista, publicitário, fisicultor, ou cm.emelhados, e de qualquer outra profissão Cujo exercício dependa de habilitação profissional le,galmente exigida, I_ _I É certo que a referida vedação é de ordem objetiva: importa a atividade exercida e não quem a desempenha Se ela está atribuída a algum dos profissionais (ou assemelhados) eleneados no referido inciso XIII, do art.. 9", da Lei n" 9.317, de 1996, o fato de a contribuinte praticá-la sem a observância das normas específicas ou sem o registro nos órgãos competentes não a descaracterizaria como circunstância impeditiva para o ingiesso ou a permanência no SIMPLES ..EL) ERA L No entanto, não é. possível considerar que a atividade de manutenção, assistência técnica, instalação ou reparos em máquinas e equipamentos seja alcançada pelo Mciso 'XLII do art.. 9" da Lei n" 9.317, de 1996, pois não equivale, via de regra, a serviços profissionais de engenheiro, ou assemelhado. Veja-se que a próptia Resolução n' 218, de 29 de junho de 1973, do Conselho l'edetol de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, que diseriminít atividades das di relentes modalidades profissionais da Engenharia. Arquitetura e Agronomia, assim dispõe: AH l' -- Para efeito do fiscalização do ;.:!xei cicio piofissional correspondente às diferentes modalidades da Engenharia, inquiteturci e Agronomia em nível supul ior e um nível médio, ficam designadas as W.guintn. atividades Atividade 01 - Supervisão, coordenação e o» ieniação técnica, - Atividade 02 -- E'studo, planejamento, projeto e especificação, Atividade 03- Estuda de viabilidade técnica-econômica, Atividade 04 - A s sisténela, aNNG'Mil'iU e consultoria. Atividade 05 Dá eção de obi a e Serviço técnico, Atividade 06- Li Nt(Jfr ia, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e pa» ceei . técnico, A ti viciado 07 - nesempenho de cargo e função técnica, Atividade 08 Ensino, pesquisa, análise, experimentação, ensaio e divulgação téeauca, extensão, Atividade 09 - El«boração de orçamento, Atividade 10 PadronLação, mensuração e controle de qualidade, ,._ AtIvidade 11 - Execução de obra e serviço técnico: 6 Processo n'' 10950 00221512005-01 SI -C11 I AcónCo n i 101-0(1.282 H .4 Atividade 12 - Fiscalização de obra e serviço técnico; Atividade 13 Produção técnica e especializada, Atividade 14 - Condução de trabalho técnico; Atividade 15 - condução de equipe de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção; Atividade 16 - Execução de instalação, montagem e reparo; Atividade 17 - Operação e manutenção de equipamento e instalação, Atividade 18 - Execução de dcsrwho técnico -1 Art.. 8" - Compele ao ENGENHEIRO ELETRICISTA ou ao ENGENHEIRO T E TI?IC 11.101 )1 1),11)L E 1, ElTiO T1CSN 1 - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo I" desta Resolução, rel é geração ., transmissão, distribuição e utilização da errei-g-ia elétrica, equipamentos, materiais e maquinas elétricas; sistemas de medição e controle elétricos, seus .serviços afins e correlatos Ari 9" -- Compete ao ENGENHEIRO ELETRONIC,"0 00 ao ENGENHEIRO ELEIRK:ISIA MODUID4T)12, ELE1 RóNiCA ao ENGENHEIRO 1)E: (..:0114TINICA K7j0.: 1 - o desempenho das atividades 01 a 18 do artil), o 1" desta Resolução ., rc." à'enies a mateidais elétricas e eletrônicos; equipamentos eletrônicos C117. geral; sistemas de comunicação e telecomunicações, sistemas de medição e controle elétrico e eletrônico, seus serviços afins e correlator. Ari_ 12 -- Compete ao ENGENHEIRO MU:AMUO ou ao ENGENHEIRO METCÁ N TC° L 4U10A4OVETS ou ao EiVG NETEIRO MEC'ÂNIC( E 1)E ARMAMENTO ou ao ENGENHEIRO DF Allromónrs ou ao ENGENHEIRO INDuSTRIALIVIODA1,1DADL, ME C/11111CA 1 -- o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1" desta Resolução, re:1Crentes processo.s mecânicos, ináquinas m geral, instalações industriais e mecânicas, equipamentos mecânicos e eletro-mecónkos; veicidos automotores. , sistemas de produção de transmissão e de utilização do calor, .5 is temas de reli meração e de ai condicionado, seus serviços (112115 e correlato,' Ari 13 - Compete ao ENGENHEM° ME TM 1:1R.GISTA ou ao ENClENHEIRO IND I I811114 L 1)1 MEiA /IJRGJA au E NG H EM.° /ND t. 1;57 'RIAL MODAUD/IDE MEJALURGIA. -. o desempenho das atividades 01 a 18 do ai ligo r.teta Resolução, referentes a processos inetaliirOcos, instalações e equipamentos destinados é industrio metalúrgica, beneficiamento de minérios, produtos rizetalt5nicos; sou N serviços afins O cor relatos. Ari 23 - Compete ao TÉCNICO DE NiVEl. SUPERIOR ou 1LCNÓLOGO„ 1 - o desempenho das atividades 09 a M do artigo 1" desta Resolução, circun scr itas ao âmbito das respectivas modalidades profissionais, 11 - as relacioruirlas to“ números 06 a 08 do artif;o 1' desta Resolução, desde que enquadradas no desempenho das atividades referidas no item T deste itit0,-o Ar t 24 Compete ao TÉCNICO DL GRA 11 MÉDIO: 1 - o desempenho das atividades 14 a 18 do atii:-;o 1" desta .Resolução, circim 5 ao âmbito das respectivas modalidades p/. ofissional 5, (.07 Ii as relacionadas nos números 07 a .12 do artig,o 1' desta Resolução, desde que enquadradas no de.sempenho das atividades referidas no 1/em 1 deste artigo (destacou-se) Se o próprio Conselho federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia entende que a manutenção e reparação de maquinas e equipamentos em geral são atividades executáveis também por tecnologos e técnicos de nível médio, é razoável concluir que não é inn serviço típico de engenheiro (ou assemelhado). A legislação aplicável à micro empresa continua este entendimento: da leitura conjunta dos arts.. €46 c 179 da Constituição, de 1988, O primeiro com a redação dada pela Emenda Constitucional n" 42, de 2003 , e do art. 94 do ADCT, posto pela mesma Emenda, extrai-se que o SIMPLES Nacional, criado pela Lei Complementar if 123, de 2006, veio substituii o SIMP1,ES Federal, criado pela 1,ei n" 9.317, de 1996.. Nesse passo, analisando-se as condições estabelecidos para adesão ao SIMPLES Nacional, percebe-se que a partir da Lei C.oinplementar n" 128, de 18 de dezembro de 2008, ficou explicitado que os "serviços de instalação, de reparos e de manutenção em geral" não vedam a opção, embora serviços de engenharia estejam fora do sistema Ou seja, a evolução da legislação demonstra que os serviços de manutenção em geral, assistência técnica, instalação e reparos não são equiparados a serviços profissionais de eiigenharia. Relevante anotar que ao firmar esta exceção em relação aos serviços de instalação, de reparos e de manutenção em geral, bem como de usinagem, solda, tratamento e revestimento de metais, a Lei Complementar 128, de 2008, sujeitou estas atividades ao cálculo dos tributos com base cru seu Anexo III, que já contempla a Contribuição Patronal Previdenciária. Resta, assim, afastada a interpretação veiculada no Ato Declaratório Normativo COSIA' ri `) 4, de 2000, publicado no Diário Oficial da União em '23/02/2000: Dispõe solo e a opção pelo ,S-IMPLES de empresvs que pies/em sei viços de montagem e manutenção de equipamentos' industr ,ai O (.*OORDENADOR-GLRAL 1)0 SLS'i'Lk14. M.A (1/i0. no uso das atribuições que lhe confere o ar! 199, inciso IV, do Regimento Inferno apit»)aclo pela Portaria ri" 227, de 3 de setembro cle 1998, e tendo em vista as dispoiçães do inciso XIII do art. 9" da Lei ti" .9.317. de 05 de dc.'zernhro de 1996 e da afinca "f" do ar!, 27 da Lei n" 5 194, de 24 de dewiribro de 1966 e a Resoh/S:ãO 31" 218, de 29 de junho de 1973, do Conselho federal de Engenhai ia„/Ii .quitetura e Agronomia Declara, em caráter normativo, às: Superintendências Ri?gionais da Receita l'ederal, às Deleg,acias da Receita Pedem/ de Julgamento e aos demais -interessados que não podem optar pelo SIA1PUS LIS' pus SOUS "Ui hired) que prestem wr viços de montagetn e manutenção de equipamentos industriais, por cai aelef .1Zar pies/ações de serviço profissional de engenhai ia (I:ARLOS ALBERTO DL' NUA CASTRO Assim, ante as evidências de que a contribuinte presta serviços de manutenção, assistência técnica, instalação e reparos de equipamentos. V010 por dar provimento ao recurso voluntário e cancelar o ato de exclusão recorrido PEREIRA BESSA - Relatora
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Numero do processo: 12709.000518/2006-59
Data da sessão: Thu Jul 01 00:00:00 UTC 2010
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 24/01/2004
RECURSO VOLUNTÁRIO PEREMPTO
Na forma do art. 23 do Decreto n° 70.235/72, o recurso voluntário deve ser interposto no prazo de até 30 (trinta) dias a contar da ciência da decisão a ser recorrida, Após esse prazo, o recurso que vier a ser protocolado não pode ser conhecido, por ser perempto.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 3102-00.690
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - classificação de mercadorias
Nome do relator: Beatriz Veríssimo de Sena
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 24/01/2004 RECURSO VOLUNTÁRIO PEREMPTO Na forma do art. 23 do Decreto n° 70.235/72, o recurso voluntário deve ser interposto no prazo de até 30 (trinta) dias a contar da ciência da decisão a ser recorrida, Após esse prazo, o recurso que vier a ser protocolado não pode ser conhecido, por ser perempto. Recurso Voluntário Não Conhecido.
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso. ek(Guerra de Castro - Presidente Briz rissimo de Sena - Relatora EDITADO EM: 20/07/2010 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, José Femandes do Nascimento, Paulo Sérgio Celani (Suplente), Nanci Gama, Beatriz Veríssimo de Sena e Elias Fernandes Eufrásio (Suplente). Relatório O presente processo administrativo versa sobre a exigibilidade de Imposto de Importação, acrescido de multa de ofício, Imposto sobre Produtos Industrializados, COFINS- Importação acrescida de multa de oficio e Pis/Pasep-importação, lançados em quatro autos de infração, lavrados sobre mesmo fato. De acordo com a autoridade fiscal, a empresa-autuada registrou Declaração de Importação (DI) reivindicando a "não incidência" dos tributos acima apontados, tendo como base legal o artigo 71, inciso II, do Regulamento Aduaneiro. No entanto, ao assim proceder ., a empresa teria deixado de cumprir as exigências contidas na Portaria ME n° 150/1982, sendo indeferido o pedido de substituição das mercadorias. Nesse interregno, a empresa-autuada ingressou em juízo contra o lançamento e retenção dos produtos importados, obtendo liminar no mandado de segurança n° 2006.70.00.0255031, sendo a mercadoria liberada. Intimada a empresa autuada do lançamento, esta ingressou com impugnação tempestiva, na qual reiterou, em síntese, as razões expostas no mandado de segurança referido., A Delegacia Regional de Julgamento manteve o lançamento por entender que "Importa em renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo contribuinte, a qualquer tempo, de qualquer modalidade de ação judicial contra a Fazenda Nacional com o mesmo objeto do processo administrativo" (fl. 147). De acordo com a DRJ, o lançamento teria sido realizado para prevenir a decadência. Contra a decisão da DR], o contribuinte interpôs recurso voluntário. É o relatório. Voto do prazo legal. Conselheira Beatriz Veríssimo de Sena, Relatora O recurso voluntário não merece conhecimento, por ter sido interposto fora Com efeito, o Contribuinte foi notificado pessoalmente da r. decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento no dia 29 de junho de 2009 (segunda-feira), conforme consta à fl. 157.. No entanto, o Contribuinte protocolou o recurso voluntário apenas no dia 29 de julho de 2009 (quarta-feira), após, portanto, o prazo legal de 30 (trinta) dias a contar de sua intimação, conforme consta no carimbo de protocolo à fl. 162. Isso posto, o recurso voluntário não pode ser conhecido por ser perempto, nos termos do art. 23 do Decreto n" 70,235/72. Há precedentes nesse sentido: 2 Processo ri* 12709 000518/2006-59 53-C112 Acórao n " 3102-(W690 Fl 2 PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DO RECURSO VOLUNTÁRIO - CIÊNCIA POSTAL DA DECISÃO RECORRIDA - DATA DE RECEBIMENTO REGISTRADA NO AVISO DE RECEBIMENTO - TRINTIDIO LEGAL - RECURSO INTEMPESTIVO - NÃO CONHECIMENTO Na .forma do art. 23 do Decreto n" 70.235/72, o recurso voluntário deve ser interposto no prazo de 30 dias da ciência da decisão recorrida. Os prazos serão contínuos, excluindo-se na sua contagem o dia do início e incluindo-se o do vencimento. Essa dicção do Decreto n" 70,23.5/72, que dispõe sobre o processo administrativo fiscal federal, é idêntica à do Código de Processo Civil e à do Código Civil. O recurso interposto após o prazo legal não deve ser conhecido. Recurso voluntário não conhecido. (Recurso 15116.5, Processo 18471.000439/2004-93, Conselho de Contribuintes, Sexta Câmara, rel. Cons. Giovanni Christian Nunes Campos, julg. 06/03/2008) Pelo exposto, não conheço do recurso voluntário. Beatriz Veríssimo de Sena 3
score : 1.0
Numero do processo: 13808.001183/99-22
Data da sessão: Tue Mar 09 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IRPJ e CSLL - Despesas Operacionais
Exercício: 1997
DESPESAS OPERACIONAIS - GLOSAS - Não tendo a contribuinte comprovado com documentos hábeis e idôneos que as despesas dedutíveis da base de cálculo do imposto de renda, eram de fato necessárias para a realização das transações ou operações exigidas pela atividade da empresa, impõem-se a manutenção da r. decisão recorrida na sua integralidade.
JUROS TAXA SELIC - Nos termos da Súmula CARF n° 4, a partir de 10 de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais.
LANÇAMENTO DECORRENTE - CSLL - A solução dada ao litígio principal, relativo ao Imposto sobre a Renda Pessoa Jurídica, aplica-se, no que couber, ao lançamento decorrente, quando não houver fatos ou argumentos novos a ensejar conclusão diversa.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 1301-000.272
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
Nome do relator: Valmir Sandri
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Processo n° 13808.001183/99-22 Recurso n° 166.383 Voluntário Acórdão n° 1301-00.272 – 3' Câmara / 1 2 Turma Ordinária Sessão de 09 de março de 2010 Matéria IRPJ e CSLL Recorrente PETROSUL DISTRIBUIDORA, TRANSPORTADORA E COMÉRCIO DE COMBUSTÍVEIS LTDA. Recorrida V TURMA DE JULGAMENTO DA DRJ EM SÃO PAULO - SP Assunto: IRPJ e CSLL - Despesas Operacionais Exercício: 1997 DESPESAS OPERACIONAIS - GLOSAS - Não tendo a contribuinte comprovado com documentos hábeis e idôneos que as despesas dedutíveis da base de cálculo do imposto de renda, eram de fato necessárias para a realização das transações ou operações exigidas pela atividade da empresa, impõem-se a manutenção da r. decisão recorrida na sua integralidade. JUROS TAXA SELIC - Nos termos da Súmula CARF n° 4, a partir de 10 de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. LANÇAMENTO DECORRENTE - CSLL - A solução dada ao litígio principal, relativo ao Imposto sobre a Renda Pessoa Jurídica, aplica-se, no que couber, ao lançamento decorrente, quando não houver fatos ou argumentos novos a ensejar conclusão diversa. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Lejat ILLAL.LL LEONARDO DE ANDRADE COUTO - Presidente 4MIRSi - ReIithr- EDITADO EM: 2 é; A BR 2010 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Waldir Veiga Rocha, Ricardo Luiz Leal de Melo, Paulo Jakson da Silva Lucas, Thiago D'Ávila Melo Fernandes, Valmir Sandri e Leonardo de Andrade Couto. 2 Processo n° 13808.001183/99-22 SI-OU Acórdão n.° 1301-00.272 Fl. 2 Relatório PETROSUL DISTRIBUIDORA, TRANSPORTADORA E COMÉRCIO DE COMBUSTÍVEIS LTDA., já qualificada nos autos, recorre da decisão proferida pela 3 Turma d; Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de São Paulo - SP, que por unanimidade de votos, julgou procedente o lançamento para manter as exigências a titulo do IRPJ e CSLL, em decorrência das glosas de despesas efetuadas pela fiscalização. De acordo com a autoridade administrativa, as autuações tiveram origem em procedimento de verificação do cumprimento das obrigações tributárias, na qual foram constatadas deduções indevidas na base de cálculo do IRPJ e da CSLL de despesas com serviços prestados por terceiros, não comprovadas pela Recorrente, apesar de regularmente intimada para tanto. Dessa forma, foram lavrados os Autos de Infração a titulo de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ, fls. 21/35), no valor de R$ 75.965,38 e Contribuição Social sobre o Lucro Liquido (CSLL, fls. 36/40), no valor de R$ 30.747,81, já incluídos os juros de mora calculados e a multa proporcional. Cientificada dos lançamentos, a Recorrente apresentou, tempestivamente, impugnação (fls. 44/56) sustentando que: (i) a fiscalização não examinou a documentação que comprova a existência de despesas, contentando-se em apontar tais despesas como indedutíveis, sem levar em conta a verdade material; (ii) o auto de infração foi lavrado em manifesta presunção, eis que não restaram confirmadas as acusações fiscais; (ii) a verdade material é um dos pressupostos da atividade administrativa, segundo o qual cabe ao fisco apurar a essência dos fatos concretos para só depois concluir ou não pela tributação; (iv) o lançamento com base em meras presunções é inaceitável, devendo o Fisco provar a ocorrência do fato gerador; (v) na ausência de prova, conclui-se que a fiscalização baseou seu trabalho em mera ilação, além de inverter o ônus da prova, o que anula o presente lançamento de pleno direito; (vi) por se tratar de ato vinculado, ao lançar, a administração deve indicar expressamente seus motivos para possibilitar a apreciação do efetivo cumprimento das normas; (vii) para que haja motivação suficiente à convalida* do ato administrativo, é indispensável à explicitação da motivação legal e fática e na falta desses elementos, o ato administrativo padece de vicio de ilegalidade em desobediência ao principio da legalidade; 3 (viii) o ato é viciado não apenas na ausência de motivação, mas também quando inexiste correlação entre as razões de fato que ensejaram os atos e os preceitos juridicos que autorizaram a sua prática, isto é, quando se verifica a inadequação entre o dispositivo legal que fundamenta o ato e a situação material que efetivamente serviu de suporte real para a prática do ato; Requer ao final seja julgada procedente a sua impugnação a fim de decretar a insubsistência dos autos de infração lavrados. Em análise, a 3' Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo — SP, com base no Termo de Verificação Fiscal às fls. 19, definiu as despesas operacionais dedutiveis na determinação do lucro real como aquelas necessárias às atividades da empresa e à manutenção da respectiva fonte produtora de receitas, e que o Parecer Normativo n° 32/81, definiu o conceito de despesa necessária como sendo o gasto essencial a qualquer transação ou operação exigida pela exploração das atividades, principais e acessórias, que estejam vinculadas com as fontes produtoras. Sendo assim, entendeu que em se tratando de despesas operacionais, a prova de sua dedutibilidade é de responsabilidade do contribuinte, uma vez que este é obrigado, quando da apuração do lucro real, a manter escrituração com observância das leis comerciais e fiscais, citando para tanto, os artigos 197 e 223 do RIR11994. Sustenta a Turma que a fiscalização não autuou com base em presunção, e sim em decorrência da falta de apresentação de documentação hábil e idônea que sustentasse a dedutibilidade de despesas operacionais, não ocorrendo inversão do ônus da prova e sim falta de comprovação pela Recorrente dos fatos alegados. Assevera o órgão julgador que os documentos apresentados pela Recorrente em sua impugnação, não tem o condão de provar que os serviços prestados eram necessários à atividade da empresa e à manutenção da fonte produtora de receita, pois são totalmente omissos a que tipos de serviço se referem. Isto porque, a Recorrente juntou aos autos, comprovantes de depósitos, controles internos de contabilidade e cópias simples de recibos de serviços prestados, sem indicação de onde os serviços foram efetivamente prestados, não podendo .se verificar se o foram em imóvel relacionado com a atividade da Recorrente. Concluíram os julgadores pela procedência do lançamento, uma vez que se deve considerar como indedutiveis os gastos, já que a definição de despesa operacional para fins de apuração do lucro real é claramente disposta no art. 242 do RIR11994. A decisão referente ao IRPJ foi estendida à CSLL por tratar-se de infração decorrente. Devidamente intimada, a Recorrente apresentou recurso voluntário (fls. 307/315), alegando que não há de se falar em não comprovação das operações de despesas, pois existe documentação apta a demonstrar a ocorrência das despesas e existência dos pagamentos, tornando-se por mera presunção e equivocada a atuação do Fisco. Acrescenta que, uma vez que a Recorrente fez prova das despesas, cabe ao Fisco desconsiderá-las através de provas de que são inidôneas, sob pena de estar presumindo infração inexistente e frustrando a verdade material. Afirma ainda que a fiscalização ignorou as provas apresentadas pela Recorrente sem ao menos demonstrar os motivos, razão pela qual, entende que deve ser cancelado o lançamento efetuado. 4 Processo n° 13808.001183/99-22 51-C3TI Acórdão n.° 1301-00.272 Fl. 3 Ao final, sustenta a Recorrente a inconstitucionalidade da aplicação da Taxa SELIC ao presente caso tendo em vista tratar-se de taxa remuneratoria de capital que não pode ser exigida como juros de mora possuindo natureza diversa àquela aplicada. Requer ao final a procedência do recurso voluntário para o cancelamento presente auto de infração. É o relatório. Voto Conselheiro VALMIR SANDRI O recurso é tempestivo e preenche os requisitos para a sua admissibilidade. Dele, portanto, tomo conhecimento. Conforme se depreende do relatório, a Recorrente insurge-se contra decisão de primeira instância que julgou procedente as exigências, sob o entendimento de que não houve comprovação através de documentos hábeis e idôneos que os serviços prestados eram necessários à atividade da empresa e à manutenção da fonte produtora de receita, capazes de serem deduzidas do lucro real. Alega a contribuinte em síntese: (i) cerceamento do direito de defesa face a não aceitação, pela fiscalização, dos recibos apresentados referentes às prestações de serviços; (ii) a suficiência das provas apresentadas para comprovação da dedutibilidade de suas despesas (iH) a inversão do ônus da prova uma vez que caberia ao fisco desconstituir as provas apresentadas pela empresa; (iv) a falta de motivação da fiscalização ao desconsiderar as provas apresentadas; (v) a impossibilidade de presunção e; (vi) a inconstitucionalidade da aplicação da taxa SELIC. Inicialmente, como visto acima, alega a Recorrente cerceamento do direito de defesa pelo fato de a fiscalização não aceitar os recibos por ela apresentado, o que de plano afasto tal argumento, vez que a contribuinte teve pleno conhecimento dos motivos que originaram a não aceitação dos documentos por ela apresentado para justificar as deduções, tendo em vista que foi intimada para comprovar com documentos hábeis e idôneos tais custos/despesas. Se não o fez ou não conseguiu comprovar, não restou outra alternativa a fiscalização senão glosar os custos/despesas deduzidas da base de cálculo do imposto de renda. Com relação aos documentos juntados aos autos quando da apresentação da impugnação, os quais segundo a Recorrente comprovariam a efetiva prestação dos serviços pagos a diversos fornecedores no ano-calendário 1996, concordo com o entendimento da autoridade fiscal bem como do D. Julgador de l a instância no sentido de que de fato tais documentos não são hábeis a comprovar que de fato referidas despesas eram necessárias à atividade da empresa e à manutenção da sua respectiva fonte produtora das receitas. Isto porque, além de não ter sido apresentado qualquer contrato e/ou documento que vinculem os recibos que deram origem às glosas, também eles (recibos), de maneira alguma comprovam de forma hábil e idônea que tais serviços estão relacionados à 5 atividade empresarial e à manutenção da respectiva fonte produtora, eis que não fazem referência ao tipo de serviços prestados. A título exemplificativo, a Recorrente junta inúmeros recibos de pagamento para o engenheiro Luis, sem que os mesmos de forma alguma especificam que tipo de serviço foi prestado pelo referido engenheiro e qual a relevâncialnecessidade de tal serviço para a atividade da empresa. Nessa perspectiva, não obstante a contribuinte alegue que os documentos foram elaborados e assinados por prestadores de serviços e que, desse modo, comprovariam a efetiva prestação dos serviços, tenho para mim que estes são insuficientes para corroborar a necessidade desses serviços para a atividade da empresa. Sendo assim, não acolho os argumentos da Recorrente pela simples falta de apresentação de recibos que especifiquem não só o tipo de serviços prestado, bem como a relação deles com a atividade da contribuinte. Quanto à assertiva da impossibilidade de presunção, entendo que tal argumento deve ser afastado, tendo em vista que se trata aqui de matéria de fato e não de presunção conforme quer fazer crer a Recorrente. Isto porque, em se tratando de despesas operacionais, a prova de sua dedutibilidade é de exclusiva responsabilidade da Recorrente, eis que de acordo com a legislação comercial e fiscal, está ela obrigada, quando da opção pela tributação com base no lucro real, a comprovar com documentos hábeis e idôneos, os assentamentos efetuados em sua escrita e a sua necessidade, sob pena de assim não o fazendo, serem glosadas pela fiscalização, não havendo, portanto, o que se falar em inversão do ônus da prova conforme alegação da contribuinte. Com relação aos argumentos suscitados pela contribuinte a respeito da Taxa Selic, destaca-se que não cabe a este órgão administrativo fazer qualquer análise de constitucionalidade ou legalidade de normas inseridas legalmente no ordenamento jurídico pátrio, competência esta exclusiva do Poder Judiciário, razão pela qual entendo que não há que se falar afastamento da referida Taxa. Ressalte-se que esta matéria já foi inclusive sumulada por este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, nos seguintes termos: "Súmula CARF n° 4: A partir de 1° de abril de 1995, os juros moratórias incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para titulas federais." Ante o exposto, entendo que não merece qualquer reforma a r. decisão recorrida, a qual, além dos argumentos por mim acima aduzidos, a adoto como se minha fosse para manter a presente exigência. Quanto ao lançamento decorrente — CSLL -, por possuir os mesmos fundamentos fáticos da presente exigência, a decisão aqui prolatada faz coisa julgada em relação ao mesmo, em vista da intima relação de causa e efeito que os une. 6 Processo n°13808.001183/99-22 SI-C3T1 Acórdão n.° 1301-00.272 Fl. 4 Isto posto, voto no sentido de AFASTAR a preliminar suscitada, para no mérito NEGAR provimento ao recurso. É como voto. , 41~~-1DRI - Relator 7
score : 1.0
Numero do processo: 13830.001031/2001-46
Data da sessão: Wed Sep 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Nov 14 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL
Ano-calendário: 1996
Ementa:
CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO. ATOS COOPERADOS. NÃO INCIDÊNCIA.
O resultado positivo obtido pelas sociedades cooperativas nas operações realizadas com seus cooperados não integra a base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL, mesmo antes da vigência do art. 39 da Lei nº 10.865, de 2004 (Súmula CARF nº 83).
Numero da decisão: 9101-001.736
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso.
(assinado digitalmente)
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente
(assinado digitalmente)
Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Marcos Aurélio Pereira Valadão, José Ricardo da Silva, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, Karem Jureidini Dias, Valmar Fonseca de Menezes, Valmir Sandri, Jorge Celso Freire da Silva, João Carlos de Lima Júnior e Susy Gomes Hoffmann.
Matéria: CSL- auto eletrônico (exceto glosa compens. bases negativas)
Nome do relator: FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ
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ementa_s : Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL Ano-calendário: 1996 Ementa: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO. ATOS COOPERADOS. NÃO INCIDÊNCIA. O resultado positivo obtido pelas sociedades cooperativas nas operações realizadas com seus cooperados não integra a base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL, mesmo antes da vigência do art. 39 da Lei nº 10.865, de 2004 (Súmula CARF nº 83).
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso. (assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente (assinado digitalmente) Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Marcos Aurélio Pereira Valadão, José Ricardo da Silva, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, Karem Jureidini Dias, Valmar Fonseca de Menezes, Valmir Sandri, Jorge Celso Freire da Silva, João Carlos de Lima Júnior e Susy Gomes Hoffmann.
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ATOS COOPERADOS. NÃO INCIDÊNCIA. O resultado positivo obtido pelas sociedades cooperativas nas operações realizadas com seus cooperados não integra a base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL, mesmo antes da vigência do art. 39 da Lei nº 10.865, de 2004 (Súmula CARF nº 83). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso. (assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente (assinado digitalmente) Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Marcos Aurélio Pereira Valadão, José Ricardo da Silva, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, Karem Jureidini Dias, Valmar Fonseca de Menezes, Valmir Sandri, Jorge Celso Freire da Silva, João Carlos de Lima Júnior e Susy Gomes Hoffmann. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 83 0. 00 10 31 /2 00 1- 46 Fl. 186DF CARF MF Impresso em 18/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalme nte em 28/10/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 06/11/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 2 Tratase de recurso especial de divergência interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional – PFN, com fulcro no art. 5º, inciso II, do então Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 55, de 16/03/1998, contra o acórdão nº n° 10708.318, sessão de 20/10/2005 (fls. 142/151), que, por unanimidade de votos, deu provimento ao recurso voluntário, assim ementado: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO O ato cooperado não configura operação de comércio, seu resultado não é lucro e está situado fora do campo de incidência da Contribuição Social instituída pela Lei n° 7.689/88. A questão diz respeito a lançamento de ofício, a título de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL, levado a efeito contra a Cooperativa dos Produtores de Leite da Alta Paulista, sobre resultado positivo apurado no ano calendário de 1996. Para comprovar o dissenso jurisprudencial, a recorrente apresentou o Acórdão nº 10513.855, assim ementado: Acórdão 10513.855 CSLL COOPERATIVAS Os resultados positivos apurados por cooperativas em decorrência de operações com seus associados integram a base de cálculo para apuração da contribuição social sobre o lucro líquido. O apelo fazendário logrou seguimento através do Despacho nº DDF10714625353, de 18/04/2008 (fls. 159/160). A recorrida apresentou contrarrazões às fls. 167/175, trazendo à colação vasta jurisprudência administrativa em defesa dos seus argumentos, pugnando pela manutenção da decisão recorrida. É o relatório. Voto Conselheiro Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, relator. Da simples leitura das ementas confrontadas, transcritas no relatório, relativas aos acórdãos recorrido e paradigma, vêse que a matéria em causa referese à não tributação do resultado apurado pela recorrida, Cooperativa dos Produtores de Leite da Alta Paulista, assim decidido, por unanimidade de votos, pela extinta Sétima Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, no acórdão nº 107 08.318, sessão de 20/10/2005 (fls. 142). Sem embargo, tratase de matéria que não mais comporta discussões no âmbito do contencioso administrativo, em face da Súmula CARF nº 83, não restando dúvida que o caso ajustase perfeitamente à situação fática que a Súmula pretendeu alcançar, conforme segue: Súmula CARF nº 83: O resultado positivo obtido pelas sociedades cooperativas nas operações realizadas com seus cooperados não integra a base de cálculo da Contribuição Fl. 187DF CARF MF Impresso em 18/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalme nte em 28/10/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 06/11/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 13830.001031/200146 Acórdão n.º 9101001.736 CSRFT1 Fl. 5 3 Social sobre o Lucro Líquido – CSLL, mesmo antes da vigência do art. 39 da Lei nº 10.865, de 2004. Por essas razões, não conheço do recurso fazendário. É como voto. (assinado digitalmente) Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz Fl. 188DF CARF MF Impresso em 18/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalme nte em 28/10/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 06/11/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO
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Numero do processo: 10380.005080/2006-10
Data da sessão: Tue Apr 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Nov 18 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 1987, 1988
RECURSO ESPECIAL. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO FUNDAMENTADA DE SEMELHANÇA FÁTICA ENTRE OS ACÓRDÃOS COTEJADOS.
Não se conhece do resurso especial se não demonstrados fundamentadamente os pontos de semelhança entre os fatos dos acórdãos recorrido e paradigma para fins de verificação da divergência jurisprudencial.
Numero da decisão: 9101-001.611
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente.
Plínio Rodrigues Lima - Relator
EDITADO EM: 12/09/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, Paulo Roberto Cortez (Suplente Convocado), Jorge Celso Freire da Silva, Suzy Gomes Hoffmann, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Viviane Vidal Wagner (Suplente Convocada), José Ricardo da Silva, Plínio Rodrigues de Lima.
Matéria: IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
Nome do relator: PLINIO RODRIGUES LIMA
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 1987, 1988 RECURSO ESPECIAL. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO FUNDAMENTADA DE SEMELHANÇA FÁTICA ENTRE OS ACÓRDÃOS COTEJADOS. Não se conhece do resurso especial se não demonstrados fundamentadamente os pontos de semelhança entre os fatos dos acórdãos recorrido e paradigma para fins de verificação da divergência jurisprudencial.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente. Plínio Rodrigues Lima - Relator EDITADO EM: 12/09/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, Paulo Roberto Cortez (Suplente Convocado), Jorge Celso Freire da Silva, Suzy Gomes Hoffmann, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Viviane Vidal Wagner (Suplente Convocada), José Ricardo da Silva, Plínio Rodrigues de Lima.
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DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO FUNDAMENTADA DE SEMELHANÇA FÁTICA ENTRE OS ACÓRDÃOS COTEJADOS. Não se conhece do resurso especial se não demonstrados fundamentadamente os pontos de semelhança entre os fatos dos acórdãos recorrido e paradigma para fins de verificação da divergência jurisprudencial. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Otacílio Dantas Cartaxo Presidente. Plínio Rodrigues Lima Relator EDITADO EM: 12/09/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, Paulo Roberto Cortez (Suplente Convocado), Jorge Celso Freire da Silva, Suzy Gomes Hoffmann, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Viviane Vidal Wagner (Suplente Convocada), José Ricardo da Silva, Plínio Rodrigues de Lima. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 0. 00 50 80 /2 00 6- 10 Fl. 203DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2013 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 12/09/201 3 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 2 Relatório Trata o presente processo de autos de infração relativos aos anoscalendário de 1987 e 1988, lavrados em 1/06/2006 (Fls. 103), para revisar os lançamentos dos tributos IRPJ (Fls. 3 a 10), PIS/Dedução (Fls. 11 a 17), PIS/repique (Fls. 18 a 24), FINSOCIAL (Fls. 25 a 31) e IRRF (Fls. 32 a 39) fundamentados na omissão de receitas de prestação de serviços de limpeza efetuados pela interessada para as prefeituras dos municípios de ManausAM, SalvadorBA e FortalezaCE. Os lançamentos originários, resultantes de fiscalização concluída em setembro de 1990 e constantes dos processos adminiatrativos de autos n° 10380074229081, 103800074239043, 103800074249014, 103800074269031 e 103800074289067, foram anulados por força de decisão judicial, transitada em julgado em 20/09/2001 (processo judicial n° 9600408785 TRF 5ª Região), sob o fundamento de que ao arbitrar o lucro, no lançamento original, com base em 100% dos valores omitidos, o Fisco afrontou o Regulamento do Imposto sobre a Renda (RIR/80), art. 400, §6°, arbitramento do lucro com base em 50% dos valores omitidos. Em decorrência, o Fisco procedeu à revisão dos referidos lançamentos por entender que a nulidade dos autos originais ocorrera por vício formal, obedecido o dies a quo do CTN, art. 173, inciso II. Cientificada por AR, a interessada impugnou o lançamento em 04/07/2006 (Fls. 107 a 114). A DRJ/Fortaleza considerou os lançamentos alcançados pela decadência, sob o fundamento de que os autos originais continham falhas no seu aspecto substancial, aplicando se para a reconstituição do crédito tributário, por conseguinte, o dies a quo previsto no CTN, art. 173, inciso I. Em face da exoneração acima do limite de alçada, com base no Decreto n° 70.235, art. 34, I, houve Recurso de Ofício, julgado pela 1ª Turma da 1ª Câmara da 1ª Seção deste Conselho em 30/07/2009, a qual lhe negou provimento (Fls. 211 a 213), conforme consta da seguinte ementa: ASSUNTO: NORMAS GERIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO NULIDADE VICIO FORMAL E MATERIAL O LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO PODE SER VISTO COMO ATO ADMINISTRATIVO, CUJO CONTEÚDO EXPRESSA UMA NORMA INDIVIDUAL E CONCRETA. A PRODUÇÃO DESSE ATO PRESSUPÕE UM PROCEDIMENTO FORMAL REGIDO PELA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA. ASSIM, A DISCIPLINA DO LANÇAMENTO COMPÕESE DE NORMAS SUBSTANCIAIS (QUE DESCREVEM O FATO JURÍDICO TRIBUTÁRIO E ESTABELECEM OS ELEMENTOS DO VÍNCULO OBRIGACIONAL) E OUTRAS FORMAIS (QUE TRATAM DO PROCEDIMENTO PARA PRODUÇÃO DA NORMA SUBSTANCIAL). SÃO PERSPECTIVAS DISTINTAS DA MESMA AÇÃO: UMA ESTÁTICA E OUTRA DINÂMICA. O EXAME DA NORMA INDIVIDUAL E CONCRETA INTRODUZIDA PELO ATO DE LANÇAMENTO E DO PREENCHIMENTO DOS CRITÉRIOS DA REGRA MATRIZ DE INCIDÊNCIA PERMITE ENTENDER AS CAUSAS DE Fl. 204DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2013 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 12/09/201 3 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10380.005080/200610 Acórdão n.º 9101001.611 CSRFT1 Fl. 3 3 INVALIDADE DOS LANÇAMENTOS TRIBUTÁRIOS. QUALQUER VIOLAÇÃO DE UM DESSES CRITÉRIOS CONSTITUIRÁ RAZÃO NECESSÁRIA E SUFICIENTE PARA QUE O JULGADOR ADMINISTRATIVO INVOQUE VÍCIO SUBSTANCIAL DO LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO, PARA DECRETAR A SUA NULIDADE. NO CASO OBJETO DE ANÁLISE, O VÍCIO DO LANÇAMENTO ORIGINAL REFERE SE A QUANTIFICAÇÃO DO TRIBUTO, DIMENSÃO QUE EXPRESSA O CRITÉRIO QUANTITATIVO DA REGRA MATRIZ DE INCIDÊNCIA. LOGO, NÃO FALAR EM VÍCIO FORMAL, POIS O DESCUMPRIMENTO A LEI SE LOCALIZA NO PRÓPRIO CONTEÚDO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA QUE TEM NATUREZ4 SUBSTANCIAL. RECURSO DE OFICIO NEGADO Inconformada, a Fazenda Nacional interpôs o presente recurso (Fls. 217 a 223), alegando que o acórdão recorrido deu à lei tributária interpretação divergente da que lhe foi dada por outra Câmara em relação ao erro na quantificação do tributo, conforme a seguinte ementa do Acórdão paradigma n° 10192541 (Fls. 224 a 237): Acórdão n° 10192541. IRPJ POSTERGAÇÃO DO PAGAMENTO DE IMPOSTO INOBSERVÂNCIA DO REGIME DE COMPETÊNCIA LEI N° 8.200/91 A postergação do pagamento de imposto por inobservância do regime de competência deve ser apurada na forma da orientação contida no Parecer Normativo COSIT n° 02/96. Entretanto, se foi cometido erro de apuração da postergação, anulase o lançamento, vício formal. No mérito, alega a Recorrente, em síntese, que: para o vício ser considerado de natureza material ou substancial, deve estar atrelado aos fatos descritos como infração à legislação tributária, e não à mera expressão do valor devido. Nesse sentido, o erro na quantificação do valor devido não é um vício material, da substância do ato, mas mero vício formal, o qual exterioriza o valor devido de maneira equivocada, sem tocar na estrutura fundamental do lançamento. Cientificado do Acórdão e do Recurso Especial da Recorrente, a interessada não apresentou contrarrazões. Subiram os autos ao CARF distribuídos por sorteio a este relator em 10/10/2012. É o relatório. Voto Conselheiro Plínio Rodrigues Lima Fl. 205DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2013 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 12/09/201 3 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 4 Tratase de Recurso Especial de Divergência, interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional, contra decisão da 1ª Turma da 1ª Câmara da 1ª Seção deste Conselho, que, por unanimidade, negou provimento ao Recurso de Ofício, por meio do Acórdão n° 1103 00.015. O juízo de conhecimento do presente Recurso fundamentase no disposto nos arts. 67 e seguintes do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009: Art. 67. Compete à CSRF, por suas turmas, julgar recurso especial interposto contra decisão que der à lei tributária interpretação divergente da que lhe tenha dado outra câmara, turma de câmara, turma especial ou a própria CSRF. § 1° Para efeito da aplicação do caput, entendese como outra câmara ou turma as que integraram a estrutura dos Conselhos de Contribuintes, bem como as que integrem ou vierem a integrar a estrutura do CARF. § 2° Não cabe recurso especial de decisão de qualquer das turmas que aplique súmula de jurisprudência dos Conselhos de Contribuintes, da Câmara Superior de Recursos Fiscais ou do CARF, ou que, na apreciação de matéria preliminar, decida pela anulação da decisão de primeira instância. § 3° O recurso especial interposto pelo contribuinte somente terá seguimento quanto à matéria prequestionada, cabendo sua demonstração, com precisa indicação, nas peças processuais. § 4° Na hipótese de que trata o caput, o recurso deverá demonstrar a divergência arguida indicando até duas decisões divergentes por matéria. § 5° Na hipótese de apresentação de mais de dois paradigmas, caso o recorrente não indique a prioridade de análise, apenas os dois primeiros citados no recurso serão analisados para fins de verificação da divergência. § 6° A divergência prevista no caput deverá ser demonstrada analiticamente com a indicação dos pontos nos paradigmas colacionados que divirjam de pontos específicos no acórdão recorrido. § 7° O recurso deverá ser instruído com a cópia do inteiro teor dos acórdãos indicados como paradigmas ou com cópia da publicação em que tenha sido divulgado ou, ainda, com a apresentação de cópia de publicação de até 2 (duas) ementas. § 8° Quando a cópia do inteiro teor do acórdão ou da ementa for extraída da Internet deve ser impressa diretamente do sítio do CARF ou da Imprensa Oficial. § 9º As ementas referidas no § 7º poderão, alternativamente, ser reproduzidas no corpo do recurso, desde que na sua integralidade. § 10. O acórdão cuja tese, na data de interposição do recurso, já tiver sido superada pela CSRF, não servirá de paradigma, Fl. 206DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2013 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 12/09/201 3 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10380.005080/200610 Acórdão n.º 9101001.611 CSRFT1 Fl. 4 5 independentemente da reforma específica do paradigma indicado. Art. 68. O recurso especial, do Procurador da Fazenda Nacional ou do contribuinte, deverá ser formalizado em petição dirigida ao presidente da câmara à qual esteja vinculada a turma que houver prolatado a decisão recorrida, no prazo de 15 (quinze) dias contados da data da ciência da decisão. § 1° Interposto o recurso especial, compete ao presidente da câmara recorrida, em despacho fundamentado, admitilo ou, caso não satisfeitos os pressupostos de sua admissibilidade, negarlhe seguimento. § 2° Se a decisão contiver matérias autônomas, a admissão do recurso especial poderá ser parcial. Art. 69. Admitido o recurso especial interposto pelo Procurador da Fazenda Nacional, dele será dada ciência ao sujeito passivo, assegurandolhe o prazo de 15 (quinze) dias para oferecer contrarrazões e, se for o caso, apresentar recurso especial relativa à parte do acórdão que lhe foi desfavorável. O presente recurso é tempestivo como se pode observar nos autos às Fls. 214 e 217. Quanto à divergência, fazse necessária a sua demonstração fundamentada e comprovada, ou seja, a recorrente deve demonstrar que em situações fáticas semelhantes, o acórdão recorrido e o paradigma chegaram a conclusões distintas. Assim argumentou: 5 De acordo com o acórdão recorrido o erro na quantificação do tributo implicaria em erro substancial ou material do lançamento. Assim restou ementado o trecho de interesse: NULIDADE — VICIO FORMAL E MATERIAL(...) No caso objeto de análise, o vicio do lançamento original referese a quantificação do tributo, dimensão que expressa critério quantitativo da regra matriz de incidência. Logo, não há falar em vício formal, pois o descumptimento a lei se localiza no próprio conteúdo da obrigação tnbutárá que tem natureza substancial. 6 Noutra banda, segue a ementa do acórdão apontado como paradigma, no trecho de interesse: IRPJ POSTERGAÇÃO DO PAGAMENTO DE IMPOSTO INOBSERVÂNCIA DO REGIME DE COMPETÊNCIA LEI No. 8.200/91 (...) Entretanto, se foi cometido erro na apuração da postergação, anulase o lançamento, vício formal(...). (Acórdão 10192.541) 7 O acórdão recorrido considerou que a incorreta apuração da quantificação do tributo implica envido essencial ou material, enquanto que o acórdão apontado como paradigrfia considerou Fl. 207DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2013 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 12/09/201 3 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 6 que o erro na quantificação do tributo ensejaria mero vício formal. 8 Em ambos os casos foi apreciado vício na quantificação do tributo. Num o vício foi considerado formal, noutro material. Restou violado no caso em tela o disposto no art. 173, II, do CTN. Não logrou êxito a Recorrente em demonstrar a divergência, pois, limitouse a transcrever a ementa do acórdão paradigma e a afirmar que o erro na apuração da postergação do pagamento de imposto corresponde ao mesmo erro de quantificação de tributo a que se refere o acórdão recorrido. Portanto, entendo não atendido o disposto no §6° do art. 67 do RICARF, aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009. São esses os motivos pelos quais voto por NÃO CONHECER do presente recurso. É como voto. Plínio Rodrigues Lima – Relator. Fl. 208DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2013 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 12/09/201 3 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO
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Numero do processo: 11020.000991/2002-89
Data da sessão: Fri Jun 05 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/06/1993 a 31/12/1994
RESTITUIÇÃO. NORMA INCONSTITUCIONAL.
PRAZO DECADENCIAL.
O prazo para requerer a restituição dos pagamentos da Contribuição para o PIS, efetuados com base nos Decretos-Leis nº 2.445/88 e 2.449/88, é de 5 (cinco) anos, iniciando-se a contagem no momento em que eles foram considerados indevidos com efeitos erga omnes, o que ocorreu com a publicação da Resolução nº 49, do Senado Federal, em 10/10/1995.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2102-000.202
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: Walber José da Silva
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NORMA INCONSTITUCIONAL. PRAZO DECADENCIAL. O prazo para requerer a restituição dos pagamentos da Contribuição para o PIS, efetuados com base nos Decretos-Leis nºs 2.445/88 e 2.449/88, é de 5 (cinco) anos, iniciando-se a contagem no momento em que eles foram considerados indevidos com efeitos erga omnes, o que ocorreu com a publicação da Resolução nº 49, do Senado Federal, em 10/10/1995. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente e Relator ad hoc. EDITADO EM: 27/05/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Josefa Maria Coelho Marques, Walber José da Silva, Fabiola Cassiano Keramidas, Maurício Taveira e Silva, José Antonio Francisco, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Ausente o Conselheiro Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça. Fl. 199DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/05/2015 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 11020.000991/2002-89 Acórdão n.º 2102-00202 S3-C3T2 Fl. 3 2 Relatório Adota-se o relatório do Acórdão recorrido, por bem refletir a contenda. Trata o presente processo de pedido de restituição (fls.01 e 40/45) de valores de PIS recolhidos sob a égide dos decretos-leis 2.445 e 2.449, ambos de 1988, protocolado em 19/03/2002. De acordo com a interessada, o valor a ser restituído perfaz o montante de R$ 111.117,02. Foi anexado ao pedido cópia dos DARFs de recolhimentos (fls.27/36) e, demonstrativo de créditos a recuperar (fls.37/39). 2. A Delegacia de origem do processo indeferiu o pleito da interessada, haja a vista decadência do direito A. restituição (fls.63/64). 3. A interessada apresentou, tempestivamente, manifestação de inconformidade (fls.66/76) argumentando que o prazo para pleitear restituição de valores recolhidos indevidamente de PIS é de 10 anos, sendo cinco anos contados a partir da data do fato gerador, somados de mais cinco anos contados da homologação tácita do lançamento. Transcreve jurisprudência nesse sentido. Acordaram os membros da 2ª Turma de Julgamento da DRJ/POA no sentido de indeferir a solicitação da Recorrente, nos termos do Acórdão nº 8.141, de 06/03/2006, cuja ementa é a seguinte: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/06/1993 a 31/12/1994 Ementa: SEMESTRALIDADE - PIS - LEI COMPLEMENTAR N° 07, DE 1970 - BASE DE CALCULO - A base de cálculo da Contribuição para o Programa de Integração Social - PIS/PASEP é o faturamento mensal. No cômputo dos valores devidos a titulo de PIS com base na Lei Complementar 07/1970 deve-se levar em conta, obrigatoriamente, as alterações dos prazos de recolhimentos estabelecidas pela legislação (Leis n°s 7.691/1988, 7.799/1989, 8.019/1990, 8.218/1991, 8.383/1991, 8.850/1994, 9.069/1995 e 8.981/1995). DECADÊNCIA - O direito de pleitear a restituição ou a compensação de valores pagos a maior/indevidamente, extingue- se em 5 anos, contados a partir da data de efetivação do suposto indébito, posição corroborada pelos PGFN/CAT 678/99 e PGFN/CAT 1538/99. Intimada em 18.04.2012, inconformada a Recorrente interpôs recurso voluntário em 09.05.2006. É o Relatório. Fl. 200DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/05/2015 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 11020.000991/2002-89 Acórdão n.º 2102-00202 S3-C3T2 Fl. 4 3 Voto Conselheiro WALBER JOSÉ DA SILVA, Relator ad hoc. A pretensão recursal é tempestiva e atende aos requisitos de admissibilidade, portanto dela tomo conhecimento. Prazo Decadencial Trata-se de pedido de restituição/compensação de créditos da contribuinte protocolado 29 de agosto de 2000, cujo pedido decorre do período de apuração compreendido entre jan/1988 a abr/1995, com base nos Decretos-Leis nºs 2.445 e 2.449, ambos de 1988, alegando, em síntese, a inconstitucionalidade dos referidos diplomas legais. Sem maiores prolixidades, entendo que o prazo para pedir a restituição com base na inconstitucionalidade dos Decretos-Leis nºs 2.445 e 2.449, ambos de 1988, é de 05 (cinco) anos, contados da publicação da Resolução do Senado Federal n° 49, de 10 de outubro de 1995, prazo este expirado em 10 de outubro de 2000. Esta questão é bastante conhecida por este Conselho de Contribuintes, que possui diversos julgados neste sentido. Aplica-se na espécie o prazo qüinqüenal a partir da Resolução do Senado Federal, tal como asseverado no julgamento dos Acórdãos 20179398 e CSRF/0202.354, a seguir transcritos: "PIS. RESTITUIÇÃO. NORMA INCONSTITUCIONAL. PRAZO DECADENCIAL. O prazo para requerer a restituição dos pagamentos da Contribuição para o PIS, efetuados com base nos Decretos-Leis n2s 2.445/88 e 2.449/88, é de 5 (cinco) anos, iniciando-se a contagem no momento em que eles foram considerados indevidos com efeitos erga omnes, o que ocorreu com a publicação da Resolução nº 49, do Senado Federal, em 10/10/1995. PRESCRIÇÃO. Nos pleitos de compensação/restituição de PIS, formulados em face da inconstitucionalidade dos Decretos-Leis nºs 2.445/88 e 2.449/88, o prazo de prescrição do direito creditório é de 5 (cinco) anos contado da data da publicação da Resolução n°. 49 do Senado Federal, de 10 de outubro de 1995. Precedentes da Câmara Superior de Recursos Fiscais.Recurso especial negado (originais sem destaque) Quanto à interpretação dos arts. 165 e 168 do CTN, estes dispõem que: "Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º, do art. 162, nos seguintes casos: Fl. 201DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/05/2015 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 11020.000991/2002-89 Acórdão n.º 2102-00202 S3-C3T2 Fl. 5 4 I cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; [...] Art. 168. O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: I nas hipóteses dos incisos I e II do art. 165, da data da extinção do crédito tributário;" (original sem destaque) Com efeito, se um determinado contribuinte recolheu mais tributo do que o devido por um equivoco próprio (art. 165, inciso I, CTN), a prescrição tem inicio com a extinção do crédito tributário (art. 168, inciso I, CTN), que se deu com a homologação do lançamento, sendo a homologação tácita, uma das modalidades de homologação. Todavia, nos casos, como o presente, em que a contribuinte recolheu tributo indevido (art. 165, inciso I, CTN), com base em lei que, em momento ulterior, foi declarada inconstitucional, a contagem se dá de outra forma. Isto porque, no mundo jurídico, os decretos- leis que tinham instituído a cobrança indevida, não existem, de modo que não se pode falar em crédito tributário propriamente dito. Como o Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade dos Decretos-Leis nºs 2.445 e 2.449, ambos de 1988, em controle concreto de constitucionalidade, essa decisão só passou a ter eficácia erga omnes com a publicação da Resolução n° 49, do Senado Federal, em 10/10/1995, momento em que a recorrente passou a fazer jus à restituição dos valores pagos indevidamente. O pedido de restituição da contribuinte foi formalizado em 19 de março de 2002, portanto, evidente é o fato de que naquela data a contribuinte não fazia jus ao seu direito à restituição. O pedido é tempestivo, no entanto, foi alcançando pelo instituto da decadência, razão pela qual deve ser indeferido. Dado a inexistência do direito material à restituição, em face da decadência, desnecessário analisar aqui as demais matérias de mérito, inclusive a semestralidade da base de cálculo do PIS. Conclusão. Diante de todo o exposto, voto negar provimento ao presente Recurso Voluntário para manter a decisão atacada. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA - Relator ad hoc. Fl. 202DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/05/2015 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 11020.000991/2002-89 Acórdão n.º 2102-00202 S3-C3T2 Fl. 6 5 Fl. 203DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/05/2015 por WALBER JOSE DA SILVA
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Numero do processo: 10425.001452/2003-22
Data da sessão: Thu Apr 29 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Mon Jul 27 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Outros Tributos ou Contribuições
Período de apuração: 01/09/1989 a 31/10/1991
FINSOCIAL.RESTITUIÇÃO.PRAZO DECADENCIAL
O prazo para que o sujeito passivo possa pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional por decisão judicial transitada em julgado, extingue-se após o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos, contado da data da extinção do crédito tributário arts. 165, 1, e 168, 1, da Lei n.° 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional).
Numero da decisão: 3101-000.405
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Decisão: Por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
HENRIQUE PINHEIRO TORRES - Presidente.
(assinado digitalmente)
RODRIGO MINEIRO FERNANDES - Redator designado.
EDITADO EM: 30/06/2015
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente), Corintho Oliveira Machado, Luiz Roberto Domingo, Valdete Aparecida Marinheiro, Vanessa Albuquerque Valente e Tarásio Campelo Borges.
Nome do relator: Relator
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ementa_s : Assunto: Outros Tributos ou Contribuições Período de apuração: 01/09/1989 a 31/10/1991 FINSOCIAL.RESTITUIÇÃO.PRAZO DECADENCIAL O prazo para que o sujeito passivo possa pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional por decisão judicial transitada em julgado, extingue-se após o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos, contado da data da extinção do crédito tributário arts. 165, 1, e 168, 1, da Lei n.° 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional).
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Decisão: Por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso. (assinado digitalmente) HENRIQUE PINHEIRO TORRES - Presidente. (assinado digitalmente) RODRIGO MINEIRO FERNANDES - Redator designado. EDITADO EM: 30/06/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente), Corintho Oliveira Machado, Luiz Roberto Domingo, Valdete Aparecida Marinheiro, Vanessa Albuquerque Valente e Tarásio Campelo Borges.
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Decisão: Por unanimidade de votos, negouse provimento ao recurso. (assinado digitalmente) HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente. (assinado digitalmente) RODRIGO MINEIRO FERNANDES Redator designado. EDITADO EM: 30/06/2015 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 42 5. 00 14 52 /2 00 3- 22 Fl. 343DF CARF MF Impresso em 27/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2015 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 02/07 /2015 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 24/07/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S Processo nº 10425.001452/200322 Acórdão n.º 3101000.405 S3C1T1 Fl. 107 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente), Corintho Oliveira Machado, Luiz Roberto Domingo, Valdete Aparecida Marinheiro, Vanessa Albuquerque Valente e Tarásio Campelo Borges. Relatório Trata o presente processo de Pedido de restituição cumulados com pedidos de compensação, por meio do formulário de 11.01 e das declarações de compensação de fls. 17 e 18 a 27, referentes a pagamentos do Finsocial efetivados nos períodos de janeiro de 1989 a outubro de 1991 e débitos do SIMPLES relativos aos períodos de apuração de outubro de 2003 a setembro de 2004, por força de decisão judicial que declarou, incindenter tantun, a inconstitucionalidade do art. 9° da Lei n° 7.689, de 15 de dezembro de 1989 e do art. 10 da Lei n° 8.147, de 28 de dezembro de 1990. Os créditos estão demonstrados na Planilha de 11.223. Os pleitos foram indeferidos pelo Despacho Decisório de f1.272 do Delegado da Receita Federal do Brasil em Campina Grande PB, em razão de aquela autoridade administrativa haver considerado, com base no PARECER SARAC DRF/CGD N° 223/2007 — fls.267/271 que, à data da solicitação da restituição — em 14/11/2002 — já havia transcorrido o prazo decadencial para o pleito da contribuinte no que se refere aos pagamentos efetuados, como dispõem os artigos 165, I, e 168, I, c/c o art. 156, X, do Código Tributário Nacional. Cientificada de tal negativa em 18/07/2007, conforme "AR" de fl. 279 a contribuinte, por meio do seu procurador, assim constituído pelo instrumento de procuração de fl.301, apresentou, em 16/08/2007, a manifestação de inconformidade de fls. 288/300, em que contesta o indeferimento do seu pedido. A DRJ competente manteve o indeferimento do pleito e o contribuinte recorreu a este Conselho. É o relatório. Voto Conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes – redator ad hoc Por intermédio do Despacho de fls. 342, nos termos da disposição do art. 17, III, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF, aprovado pela Portaria MF 256, de 22 de junho de 2009, incumbiume o Presidente da Turma a formalizar o Acórdão 3101000.405, não entregue pela relatora original, Conselheira Vanessa Albuquerque Valente, que não integra mais nenhum dos colegiados do CARF. Desta forma, a elaboração deste voto deve refletir a posição adotada pela relatora original e pelos demais integrantes do colegiado. Fl. 344DF CARF MF Impresso em 27/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2015 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 02/07 /2015 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 24/07/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S Processo nº 10425.001452/200322 Acórdão n.º 3101000.405 S3C1T1 Fl. 108 3 Em que se pese as alegações da recorrente, nenhuma ressalva há que ser feita na decisão recorrida. Transcrevo excertos do voto do acórdão 1121.026 da 2 Turma da DRJ/REC, cujos fundamentos adoto como minhas razões de decidir: O direito de pleitear a restituição, no caso de pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável (inciso I do artigo 165 do CTN), extinguese com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados, da data da extinção do crédito tributário, A teor do disposto no art. 156, inciso X, do Código Tributário Nacional, a decisão judicial transitada em julgado é uma das modalidades de extinção do crédito tributário; Nesse caso, tendo a decisão judicial comentada (que declarou, incindenter tantun, em favor da contribuinte, a inconstitucionalidade do Finsocial exigido na forma do art. 9° da Lei n°7.689, de 15 de dezembro de 1989 e do art. 10 da Lei n°8.147, de 28 de dezembro de 1990, correspondente aos pagamentos por ela efetuados e que serviram de objeto ao pedido de restituição de 11.01), transitado em julgado em 17 de setembro de 1998, o seu direito de requerer a restituição referenciada se extinguiu em 17 de setembro de 2003; Considerando, então, que a formalização do pedido de restituição supracitado somente ocorreu em 14/11/2003, este foi alcançado pela decadência. Assim, não pode a Administração Tributária, em respeito ao princípio da legalidade, insculpido no artigo 37, caput , da Constituição Federal, adotar regra diferente da prevista pelo art. 168, I, do CTN, para a contagem do prazo decadencial do direito de pleitear restituição. 17. Por via de conseqüência, tornase improcedente a compensação pleiteada pela contribuinte, uma vez que, de acordo com o disposto no art. 170 do CTN já transcrito no item 9 do presente Voto, a compensação de créditos tributários somente poderá ser efetuada com créditos líquidos e certos, sendo este, inclusive o entendimento exposto no Acórdão do TRF 5 Região (copia as fls.31/47). Assim, estando o crédito solicitado pela contribuinte para compensar com os seus débitos nas Dcomp de fls. 17 e 18 a 27, alcançado pela decadência, não há como proceder a referida compensação. Sendo assim, por imposição legal, a compensação em questão está condicionada a. homologação da autoridade administrativa, a qual deverá ser efetivada dentro de cinco anos, conforme estabelece o § 50 do art.74 da Lei n°9.430/1996 já mencionado, o que foi cumprido pela autoridade recorrida por meio do Despacho Decisório de 11.272, dentro do prazo legal precitado, após a análise dos pedidos de compensação apresentados pela contribuinte, o que contraria a sua alegação "de que a segurança jurídica foi vilipendiada, momento em que se decidiu, quase Fl. 345DF CARF MF Impresso em 27/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2015 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 02/07 /2015 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 24/07/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S Processo nº 10425.001452/200322 Acórdão n.º 3101000.405 S3C1T1 Fl. 109 4 quatro anos depois de unta jurídica já posta e definida, abalar a esfera de direitos de um contribuinte que já havia extinto seu credito tributário por meio da compensação.” Diante do exposto, voto por negar provimento ao Recurso Voluntário. E essas são as considerações possíveis para suprir a inexistência do voto. Rodrigo Mineiro Fernandes – Redator ad hoc Fl. 346DF CARF MF Impresso em 27/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2015 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 02/07 /2015 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 24/07/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S
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