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Numero do processo: 10630.720205/2006-46
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 26 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jan 27 00:00:00 UTC 2011
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – NULIDADE DE ACÓRDÃO – Deve ser reconhecida a nulidade do acórdão proferido sem a publicação da pauta
de julgamento em nome dos co-responsáveis, mormente porque são os únicos recorrentes, vez que a Pessoa Jurídica é revel.
Numero da decisão: 1401-000.419
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em conhecer dos embargos para declarar a nulidade do acórdão nº 1202-00030, em razão da falta de publicidade na pauta de julgamento do nome dos responsáveis tributários.
Nome do relator: Karem Jureidini Dias
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(RESPONSÁVEIS) Interessado FAZENDA NACIONAL EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – NULIDADE DE ACÓRDÃO – Deve ser reconhecida a nulidade do acórdão proferido sem a publicação da pauta de julgamento em nome dos coresponsáveis, mormente porque são os únicos recorrentes, vez que a Pessoa Jurídica é revel. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em conhecer dos embargos para declarar a nulidade do acórdão nº 120200030, em razão da falta de publicidade na pauta de julgamento do nome dos responsáveis tributários. (assinado digitalmente) Viviane Vida Wagner Presidente (assinado digitalmente) Karem Jureidini Dias Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Viviane Vidal Wagner, Maurício Pereira Faro, Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Antonio Bezerra Neto, Fernando Luiz Gomes de Mattos e Karem Jureidini Dias. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 28/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/02/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 28/02/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 18/02/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10630.720205/200646 Acórdão n.º 140100.419 S1C4T1 Fl. 2 2 Relatório Tratase de Embargos de Declaração em que se discute a nulidade do acórdão proferido por este Colegiado, uma vez que os coresponsáveis não foram intimados. Utilizome do relatório do acórdão embargado para esclarecer do que trata o processo. Os Autos de Infração exigem Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, Contribuição ao PIS e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social, e foram lavrados em 07/12/2006 (fls.07/55). O auto de infração principal (IRPJ) contém o seguinte lançamento: 001 – Depósitos Bancários Não Contabilizados – Depósitos Bancários de Origem não Comprovado – Fato Gerador no 1º, 2º, 3º e 4º trimestres dos anoscalendário de 2001 e 2002. Foram arrolados como responsáveis pelo crédito tributário apurado as seguintes pessoas (fls. 71/72): Monte Alegre Participações e Administração de Bens S/C Ltda. (contribuinte); Dion Araújo Nogueira; Nordmark Holding Sociedad Anônima; Vigo do Brasil Câmbio e Turismo Ltda.; Piatã Câmbio e Turismo Ltda.; Ulisses Alves de Oliveira; Antônio Carlos Alves de Oliveira; Denny Menezes Rodrigues Santos; Ivan Moniz Freire; Ivan Newlands Moniz Freire; Flávio Newlands Moniz Freire; TN Comércio e Indústria Ltda.; Arobrás Indústria e Comércio Ltda.; Marcio Cardoso Pinto. Segundo consta do Relatório de Auditoria Fiscal (fls. 70/109), os fatos constatados sugerem a existência de diversos beneficiários dos resultados auferidos pela Monte Alegre Participações e Administração de Bens S/C Ltda., o que trouxe prejuízos a Fazenda Nacional através do ocultamento de valores tributáveis, configurando, ainda, indícios para a aplicação da doutrina da descaracterização da pessoa jurídica. Verificouse que os sócios de fato e de direito e os procuradores da empresa manipularam os recursos da autuada, de forma a descaracterizar seu objeto. Assim, foram arrolados como responsáveis todos os participantes das relações econômicofinaceiras apontadas no Relatório Fiscal, as quais indicam, segundo a fiscalização, uma prática de abrir e fechar empresas no Brasil e no exterior. Ademais, a fiscalização procedeu ao arbitramento do lucro, uma vez que o contribuinte não atendeu as intimações para apresentação de sua escrituração contábil e fiscal, além de que o contribuinte apresentou receita bruta como sendo “zero” no anocalendário de 2000, ficou omissa na entrega de declarações dos anoscalendários de 2001 e 2002 e apresentou declarações de inativa a partir desses anos. Afirmou também a fiscalização que “considerar como ‘receita omitida’ apenas um percentual dos depósitos, a título de ‘spread’ revelase completamente impossível pelos motivos a seguir: (a) não há nenhuma escrita e nenhum controle confiável para que se possa basear o lançamento; (b) há depósitos de valores enormes, de uma vez só, que certamente não são provenientes de câmbio a varejo; (c) mesmo que os depósitos fossem provenientes exclusivamente de câmbio, não se sabe quantas vezes os mesmos dólares foram vendidos antes de serem depositados os reais, ou mesmo se estes foram depositados; (d) só foram selecionados para intimações e lançamento valores acima de R$ 1.000,00, deixando de lado centenas de créditos de valores menores; (e) a constatação pela Fl. 2DF CARF MF Emitido em 28/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/02/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 28/02/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 18/02/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10630.720205/200646 Acórdão n.º 140100.419 S1C4T1 Fl. 3 3 auditoria de que a empresa demitia funcionários quase anualmente, admitindoos em seguida em outras empresas do grupo, conforme aqui relatado, sugere que os recursos financeiros também podem ter mudado de rumo”. Houve imposição de multa de ofício qualificada em 150%, com base no artigo 42, inciso II, da Lei nº 9.430/96, tendo em vista que restou constatado que a contribuinte dolosamente ocultou valores consideráveis do fisco, ficando omissa na apresentação de declarações dos anoscalendário de 2001 e 2002, além de utilizar interpostas pessoas para movimentar as contas bancárias em seu nome com fim de escapar à tributação. A ciência dos Autos de Infração se deu pela contribuinte por meio de edital (fls. 2271) em 27/12/2006, não havendo apresentação de impugnação pela contribuinte. Ademais, os sócios da contribuinte, Normark Holding Sociedad Anônima e Dion Araújo Nogueira, tampouco apresentaram impugnação. Às fls. 2273/2274 constam as datas em que os responsáveis tomaram ciência e a data de apresentação da impugnação por cada um. Em 25 de maio de 2007, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Juiz de Fora – MG julgou procedente o lançamento (fls. 2.275/2.321), em decisão assim ementada: “Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. FRAUDE. Comprovado o evidente intuito de fraude o prazo decadencial deslocase da regra do parágrafo 4º do artigo 150 para a do inciso I do artigo 173, ambos do CTN. ASSUNTO: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ FRAUDE. MULTA QUALIFICADA. Caracterizada a ocorrência da ação dolosa tendente a impedir ou retardar o conhecimento por parte da autoridade fazendária da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária, é cabível a aplicação da multa qualificada no percentual de 150% (cento e cinqüenta por cento). ARBITRAMENTO. BASE DE CÁLCULO. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. Em obediência à norma do artigo 42, da Lei nº 9.430, de 1996, a renda presumida é identificada com suporte nos depósitos e créditos bancários quando para estes não há no processo provas de sua origem. ATIVIDADE DE CÂMBIO. CUSTO DE AQUISIÇÃO. Para as operações cuja origem dos depósitos fosse comprovadamente a troca de moeda estrangeira, o custo de aquisição da moeda teria que ser demonstrado para que tãosomente o ganho de capital (spread) pudesse ser tributado. Período de apuração: 31/03/2001 a 31/12/2002 Assunto: Processo Administrativo Fiscal NULIDADE DO LANÇAMENTO. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Presentes os pressupostos do lançamento, não há que se falar em nulidade da autuação. INCONSTITUCIONALIDADE. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 28/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/02/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 28/02/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 18/02/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10630.720205/200646 Acórdão n.º 140100.419 S1C4T1 Fl. 4 4 Falece competência à autoridade julgadora de instância para a apreciação de aspectos relacionados com a constitucionalidade ou legalidade das normas tributárias, tarefa privativa do Poder Judiciário. SOLIEDARIEDADE PASSIVA E RESPONSABILIDADE PESSOAL. São solidariamente obrigadas as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal. Nos casos de fraude, simulação e prática de outros atos ilícitos os mandatários, prepostos, empregados, diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito provado são pessoalmente responsáveis pelas obrigações tributárias e penalidades. Assunto: Outros Tributos e Contribuições CSLL. PIS. COFINS. DECORRÊNCIA. Tratandose de exigência fundamentada na irregularidade apurada em ação fiscal realizada no Imposto de Renda Pessoa Jurídica, o decidido quanto àquele lançamento é aplicável ao lançamento decorrente.. Lançamento Procedente.” O voto condutor do acórdão da DRJ analisou os argumentos apresentados nas impugnações de forma conjunta, concluindo, quanto às preliminares suscitadas o seguinte: (i) Alegouse a ocorrência da decadência para os fatos geradores de janeiro a novembro de 2001, nos termos do artigo 150, § 4º, do Código Tributário Nacional. No entanto, entendeu por bem a DRJ em rejeitar a preliminar de decadência, uma vez que a regra decadencial aplicável ao caso é aquela disposta no artigo 173, inciso I, do Código Tributário Nacional, já que comprovada a existência das hipóteses de dolo, fraude e simulação. (ii) Também foi rejeitada a alegação de cerceamento do direito de defesa, alegado com base em suposta contradição e incerteza no enquadramento legal da responsabilidade. Entendeu a DRJ que tal direito foi respeitado, uma vez que a autoridade fiscalizadora evidenciou que os responsáveis manipularam os negócios da autuada. Quanto ao mérito: (i) No tocante à alegação de que não seria cabível a utilização, como base de cálculo de 100% das receitas omitidas, entendeu a DRJ que restou demonstrado que o arbitramento com base no “spread” seria impossível, além de que as contas correntes da Monte Alegre não seriam somente relativas a câmbio de moeda estrangeira, como queria parte dos impugnantes. (ii) Quanto à multa qualificada, a DRJ entendeu que restou comprovado o intuito de fraude, ou seja, a ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou retardar o conhecimento da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária. Quanto à responsabilidade pessoal, estabelecida pelos artigos 135, inciso III e 137, inciso I, ambos do Código Tributário Nacional (atribuída aos impugnantes Ulisses Alves de Oliveira, Antônio Carlos Alves de Oliveira; Denny Menezes Rodrigues Santos; Ivan Moniz Freire; Ivan Newlands Moniz Freire; Marcio Cardoso Pinto e Flávio Newlands Moniz Freire), Fl. 4DF CARF MF Emitido em 28/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/02/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 28/02/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 18/02/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10630.720205/200646 Acórdão n.º 140100.419 S1C4T1 Fl. 5 5 entendeu a DRJ que os impugnantes atuaram nos negócios desenvolvidos pela autuada como procuradores perante as instituições bancárias durante o período fiscalizado, utilizando os valores movimentados em benefício próprio, restando comprovado, ainda, que os referidos impugnantes decidiam pela prática dos negócios da empresa autuada. Ademais, conclui a DRJ no sentido de que mesmo que não houvesse prova de que parte dos impugnantes movimentavam as contas da autuada, ficou provado a relação destes com o sóciogerente da empresa (Sr. Dion Áraújo Nogueira) e, conseqüentemente, com as operações desenvolvidas pela empresa autuada. Quanto à responsabilidade solidária nos termos do artigo 124, inciso I e artigo 134, inciso III, do Código Tributário Nacional, entendeu a DRJ que também restou comprovado a relação dos impugnantes arrolados como responsáveis solidários e a autuada, bem como com o Sr. Dion. Afirma que os impugnantes tinham interesse comum com nos negócios realizados e se beneficiaram com os mesmos. Ademais, destaca que a simples falsidade de endereço na constituição da empresa autuada é caso típico de responsabilidade solidária. Em face do referido acórdão, os responsáveis Piatã Câmbio e Turismo Ltda., Antônio Carlos Alves de Oliveira; Ulisses Alves de Oliveira; Denny Menezes Rodrigues Santos; Ivan Newlands Moniz Freire; TN Comércio e Indústria Ltda.; Vigo do Brasil Câmbio e Turismo Ltda.; Ivan Moniz Freire apresentaram Recurso Voluntário. Os Recorrentes Piatã Câmbio e Turismo Ltda., Vigo do Brasil Câmbio e Turismo Ltda. e Ivan Moniz Freire argumentaram, de forma semelhante, o seguinte: (i) Preliminarmente, alegam pela nulidade da solidariedade (artigos 124, inciso I e 134, inciso II, ambos do Código Tributário Nacional), uma vez que a fiscalização não evidenciou a participação dos Recorrentes na movimentação bancária da empresa autuada. (ii) Ainda preliminarmente, argumentam que houve a decadência dos fatos geradores ocorridos de janeiro a novembro de 2001, já que decorrido o prazo de cinco anos previsto no artigo 150, § 4º do Código Tributário Nacional, tendo em vista que o lançamento foi formalizado somente em dezembro de 2006. Alegam que não restou evidenciado o intuito de fraude, razão pela qual a regra decadencial não seria a do artigo 173 do Código Tributário Nacional. (iii) No mérito, argumentam que não deve prosperar o arbitramento realizado pela fiscalização, uma vez que para tal, foi considerado o percentual de 100% da movimentação bancária e não apenas o “spread”. Ademais, alega o contribuinte que as justificativas dadas pela fiscalização não carecem de razoabilidade, refutando as razões expostas pela fiscalização para proceder ao arbitramento com base na totalidade das movimentações. (iv) Por fim, alegam ser descabida a majoração da multa de ofício já que não comprovado o evidente intuito de fraude, dolo ou simulação, não podendo a simples omissão de receitas ensejar a qualificação da multa. Os Recorrentes Antônio Carlos Alves de Oliveira, Ulisses Alves de Oliveira e Denny Menezes Rodrigues Santos argumentam que a fiscalização, ao enquadrá los como pessoalmente responsáveis nos termos dos artigos 135 e 137 do Código Tributário Fl. 5DF CARF MF Emitido em 28/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/02/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 28/02/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 18/02/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10630.720205/200646 Acórdão n.º 140100.419 S1C4T1 Fl. 6 6 Nacional e citar também outros dispositivos (artigos 124 e 134 do Código Tributário Nacional), dificultou/impediu a defesa dos Recorrentes, além de que os fatos descritos no relatório fiscal não são capazes de caracterizar a responsabilidade pessoal pretendida. Ademais, ao enquadrá los como pessoalmente responsáveis nesses termos, a fiscalização não teria observado os princípios da legalidade, tipicidade, segurança jurídica, bem como teria desrespeitado a ampla defesa e o contraditório. Os Recorrentes Ivan Newlands Muniz Freire, Flávio Newlands Muniz Freire e TN Comércio e Indústria Ltda., em argumentação semelhante, apontam para as seguintes razões de reforma do acórdão recorrido: (i) O acórdão equivocadamente entendeu que as presunções comuns constituem meio de prova, enquanto na verdade estes seriam apenas meios de convicção. (ii) O acórdão recorrido, para confirmar a tese de que as presunções comuns equivalem aos meios de prova, cita o artigo 332 do Código de Processo Civil, segundo o qual todos os meios legais são hábeis para provar a verdade dos fatos, porém, tal dispositivo trata dos meios de prova e não dos meios de convicção. (iii) Restou evidenciado que o acórdão recorrido decidiu com base em presunções comuns, conjuntos indiciários e em prova indireta, em detrimento das únicas provas diretas colhidas pela fiscalização. (iv) Afirmam que as únicas provas diretas colhidas pela fiscalização levam a conclusão de que a responsabilidade apenas poderia ser imputável ao Sr. Márcio Cardoso Pinto e ao Sr. Dion. (v) Argumentam, em sede preliminar, que houve cerceamento de defesa do Recorrente em razão da capitulação legal contraditória, nulidade da autuação, entrega dos autos desacompanhado de seus anexos e nulidade da intimação. (vi) Aduzem, ainda em sede preliminar, pela nulidade da autuação fiscal, em razão da inobservância do rito previsto na Medida Provisória nº 66/2002. (vii) No mérito, argumentam que a responsabilização solidária do Recorrente não pode prevalecer, já que não havia provas suficientes a demonstrar o interesse comum entre os Recorrentes e a empresa autuada, tampouco sendo comprovado que os Recorrentes administravam os bens da autuada e os valores depositados em suas contas correntes. Ademais, se os Recorrentes nunca exerceram o cargo de gerente ou representaram a autuada, não poderiam incorrer na prática de atos com excesso de poderes, infração à lei ou ao contrato social da autuada. (viii) Por fim, no mesmo sentido já argumentado nos outros recursos, alegam que a base de cálculo utilizada para o lançamento não importa necessariamente na matéria tributável, estando equivocado o arbitramento do lucro efetuado pela fiscalização. O julgamento resultou no acórdão nº 120200.030 negou provimento aos Recursos Voluntários, mantendo a responsabilidade. Fl. 6DF CARF MF Emitido em 28/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/02/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 28/02/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 18/02/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10630.720205/200646 Acórdão n.º 140100.419 S1C4T1 Fl. 7 7 Em 15/06/2009, foi protocolada petição pelos coresponsáveis em que se pleiteia a anulação do referido acórdão, tendo em vista que da publicação da pauta consta apenas a razão social do sujeito passivo contra o qual foi lavrado o auto de infração, o qual não se defendeu, nem recorreu, sendo revel nos autos do processo. Tal fato implica na não observância do direito de defesa dos responsáveis. Em 22/06/2009, tomei conhecimento da petição protocolada em nome de alguns solidários e proferi despacho com o seguinte teor: Ilustríssima Senhora Presidente da Segunda Câmara da Primeira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, Tomei conhecimento da petição protocolada em 15/06/2009, em nome de alguns dos solidários arrolados nos lançamentos objeto deste processo. O pleito é para anular o julgamento, protestando para que outro seja efetuado. De fato, na publicação que informou a inclusão do processo em pauta para julgamento consta apenas a razão social do sujeito passivo contra qual foi lavrado auto de infração (Monte Alegre Participações e Administração de Bens S/C Ltda), mas que sequer recorreu. Aliado ao fato de que a publicação referenciou apenas pessoa jurídica (que apesar de sujeito passivo, não é recorrente), não constou o nome dos demais recorrentes na qualidade de responsáveis. Em razão dos fatos alegados na referenciada petição, sugiro seja efetuado novo julgamento, com a devida publicação incluindo os responsáveis da inclusão do respectivo processo em pauta de julgamento. Submeto à apreciação da Sra. Presidente. À Consideração Superior A Presidente da Câmara à época pronunciouse no seguinte sentido: “Inclua se em pauta com efeito de embargos, para que o Colegiado se manifeste sobre o vício formal apontado”. É o relatório Fl. 7DF CARF MF Emitido em 28/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/02/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 28/02/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 18/02/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10630.720205/200646 Acórdão n.º 140100.419 S1C4T1 Fl. 8 8 Voto Conselheira Karem Jureidini Dias, Relatora Conforme se verifica dos autos, apresentaram Recurso Voluntário os responsáveis Piatã Câmbio e Turismo Ltda., Antônio Carlos Alves de Oliveira, Ulisses Alves de Oliveira, Denny Menezes Rodrigues Santos, Ivan Newlands Moniz Freire, TN Comércio e Indústria Ltda., Vigo do Brasil Câmbio e Turismo Ltda., Ivan Moniz Freire, Flávio Newlands Moniz Freire. Por meio do acórdão nº 120200.030, em sessão realizada em 15/5/2009, os Recursos Voluntários dos responsáveis foram conhecidos e apreciados. Ocorre que não houve a publicação em nome dos únicos Recorrentes, o que impediu que os mesmos, por si ou por seus patronos, pudessem acompanhar o julgamento e, eventualmente, proceder à sustentação oral. Isto porque, conforme verificado, não houve a intimação dos responsáveis, tendo sido a pauta de julgamento do presente processo publicada apenas em nome do contribuinte principal, que sequer interpôs Recurso Voluntário. A Constituição Federal, em seu artigo 5º, LIV, assegurou aos litigantes o contraditório e a ampla defesa tanto no processo judicial quanto no processo administrativo. Verificase que tais direitos devem ser assegurados a todos os litigantes, razão pela qual, se o sujeito passivo indicado como responsável também é parte da lide, e dela poderá sofrer diversas consequências danosas ao responsável também deve ser dado a oportunidade de exercer o contraditório e a ampla defesa. Nesse sentido, Marcos Vinícius Neder e Maria Teresa Martínez Lopes (Processo Administrativo Fiscal Federal Comentado, 3ª Edição, 2010) apontam as razões para assegurar o direito de defesa ao responsável no processo administrativo: “Em que pese haver a possibilidade de defesa judicial pela via dos embargos à execução, o responsável inscrito na dívida ativa figurará, até que lhe seja oferecida a possibilidade da interposição dos referidos embargos, como inadimplente, arcando com todas as consequências danosas advindas desse fato (v.g., inscrição no Cadin, impossibilidade de obter certidão negativa). Assim, incluído como responsável tributário no auto de infração ou em termo de responsabilidade à parte, esperase que o interessado possa sempre se defender contra o lançamento no âmbito do contencioso administrativo. Em substância, tratase de dar plea atuação ao princípio constitucional que garante o direito de defesa, não só no trâmite do processo judicial, mas também na precedente fase administrativa.” Fl. 8DF CARF MF Emitido em 28/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/02/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 28/02/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 18/02/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10630.720205/200646 Acórdão n.º 140100.419 S1C4T1 Fl. 9 9 Seguindo tal orientação, diversos são os acórdãos deste Conselho em que se reconhece o direito de defesa do responsável solidário, verbis: “Ementa: SUJEIÇÃO PASSIVA SOLIDÁRIA NECESSIDADE DE APRECIAÇÃO Carece de respaldo legal a decisão de primeira instância que deixa de conhecer impugnações interpostas por sujeitos passivos solidários com base no argumento de que o acórdão prolatado em segundo grau é inexeqüível. O responsável tributário que ingressa na relação jurídicotributária como sujeito passivo indireto, poderá dela ser excluído se assim entender as autoridades competentes para apreciar as suas razões. Não conhecer os argumentos expendidos pelos indicados no autos para compor o pólo passivo da obrigação tributária constitui, à evidência, cerceamento do direito de defesa. (Acórdão 10517372, sessão de 18/12/2008)” “NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO ATRIBUIÇÃO DE RESPONSABILIDADE A SÓCIO PESSOA FÍSICA E A TERCEIROS NECESSIDADE DE CONHECIMENTO DOS ARGUMENTOS NA FASE LITIGIOSA ADMINISTRATIVA É nula a decisão de primeiro grau que deixa de apreciar os argumentos das impugnações postas por contribuintes incluídos pela fiscalização no pólo passivo da obrigação tributária. (Acórdão nº 10708.374, sessão de 07/12/2005)” “PAF. NULIDADE. DEVIDO PROCESSO LEGAL. Tendo em vista que a empresa indicada como responsável solidária não foi cientificada da decisão de primeira instância, deve ser declarada a nulidade do acórdão, por preterição do direito de defesa. Preliminar de nulidade acolhida. (Acórdão CSRF/0305.559, sessão de 12/11/2007)” “NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. SUJEIÇÃO PASSIVA. RESPONSÁVEIS TRIBUTÁRIOS. DIREITO À IMPUGNAÇÃO. NECESSIDADE DE CONHECIMENTO PELA DRJ. Nos termos do art. 142 do Código Tributário Nacional, o lançamento deve identificar os sujeitos passivos da relação obrigacional tributária, incluindo, quando possível, além do contribuinte o responsável tributário referido no inc. II do art. 121 do mesmo Código. Efetuado o lançamento contra o contribuinte e o responsável tributário, ambos têm direito à impugnação. Apresentada a impugnação em tempo hábil pelo responsável tributário, mas não sendo conhecida pela primeira instância, o processo deve ser anulado desde a decisão recorrida para que outra seja proferida, com análise dos argumentos de defesa de todos os sujeitos passivos impugnantes. Embargos acolhidos. (Acórdão nº 20312.647, sessão de 12/12/2007)” Ademais, como bem apontam os peticionários, as decisões com preterição do direito de defesa são nulas, conforme dispõe o artigo 59, II, do Decretolei nº 70.235/72: "Art. 59. São nulos: Fl. 9DF CARF MF Emitido em 28/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/02/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 28/02/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 18/02/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10630.720205/200646 Acórdão n.º 140100.419 S1C4T1 Fl. 10 10 II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. Por fim, cumpre citar a Portaria RFB nº 2.284, de 29 de novembro de 2010, que estabelece os procedimentos a serem observados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil quando da constatação de pluralidade de sujeitos passivos de uma mesma obrigação tributária, garantindo direito de defesa para todos os autuados como responsáveis, verbis: Art. 3º Todos os autuados deverão ser cientificados do auto de infração, com abertura de prazo para que cada um deles apresente impugnação. Art. 8º Na hipótese de diligência ou de perícia, de que trata o art. 18 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, todos os autuados que impugnaram ou recorreram do crédito tributário serão cientificados do resultado, sendolhes concedido prazo para manifestação. Por todo o exposto, voto por ACOLHER os Embargos de Declaração dos responsáveis, para reconhecer a nulidade in totum do acórdão recorrido, para que novo julgamento seja proferido, com a publicação da pauta em nome de todos os responsáveis. (assinado digitalmente) Karem Jureidini Dias. Fl. 10DF CARF MF Emitido em 28/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/02/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 28/02/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 18/02/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS
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Numero do processo: 13974.000143/2004-98
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2001
INDENIZAÇÃO PELO USO DE VEÍCULO PRÓPRIO NO EXERCÍCIO DE CARGO PÚBLICO (“AUXÍLIO CONDUÇÃO”“ AUXÍLIO COMBUSTÍVEL”). VERBA DE CARÁTER INDENIZATÓRIO. NÃO INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA.
A teor do acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, no Recurso Especial nº 1.096.288 RS, sujeito ao regime do art. 543C
do Código de Processo Civil, a verba paga com o objetivo de repor os valores despendidos com a utilização de veículo próprio no exercício da função pública tem caráter indenizatório e não constitui fato gerador do imposto de renda.
Recurso provido.
Numero da decisão: 2202-001.062
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Declarou-se impedida no julgamento a Conselheira Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: NELSON MALLMANN
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VERBA DE CARÁTER INDENIZATÓRIO. NÃO INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA. A teor do acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, no Recurso Especial nº 1.096.288 RS, sujeito ao regime do art. 543C do Código de Processo Civil, a verba paga com o objetivo de repor os valores despendidos com a utilização de veículo próprio no exercício da função pública tem caráter indenizatório e não constitui fato gerador do imposto de renda. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Declarouse impedida no julgamento a Conselheira Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann – Presidente e Relator. EDITADO EM: 23/03/2011 Fl. 87DF CARF MF Emitido em 24/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, João Carlos Cassuli Junior, Antônio Lopo Martinez, Ewan Teles Aguiar, Pedro Anan Júnior e Nelson Mallmann. Ausentes, justificadamente, o Conselheiro Helenilson Cunha Pontes. Fl. 88DF CARF MF Emitido em 24/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN Processo nº 13974.000143/200498 Acórdão n.º 220201.062 S2C2T2 Fl. 2 3 Relatório JOÃO ANTONIO MARTINS DA LUZ contribuinte inscrito no CPF/MF 239.057.51968, com domicílio fiscal na cidade de Mafra – Estado de Santa Catarina, na Rua João Maria do Valle, nº. 1029 – Bairro Jardim América, jurisdicionado a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Joinville SC, inconformado com a decisão de Primeira Instância de fls. 59/62, prolatada pela 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Florianópolis SC, recorre, a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, pleiteando a sua reforma, nos termos da petição de fls. 65/78. Contra o contribuinte foi lavrado, em 03/08/04, Auto de Infração – Imposto de Renda Pessoa Física (fls. 21/27), com ciência, através de AR, em 01/09/2004 (fls. 57), glosando imposto de renda retido na fonte a restituir no valor total de R$ 3.255,83, relativo ao exercício de 2001, correspondente, ao anocalendário de 2000. A exigência fiscal em exame teve origem em procedimentos de revisão interna da Declaração de Ajuste Anual relativo ao exercício de 2001, correspondente ao ano calendário de 2000, onde a autoridade lançadora constatou omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica ou física decorrente de trabalho com vínculo empregatício. Infração capitulada nos artigos 1º ao 3º e 6º, da Lei nº. 7.713, de 1988; artigos 1º ao 3º, da Lei nº. 8.134, de 1990; artigos 1º, 3º, 5º, 6º, 11 e 32, da Lei nº. 9.250, de 1995 e artigo 21 da Lei nº. 9.532, de 1997. Desta forma, foram alterados os valores das seguintes linhas da Declaração de Ajuste Anual: (1) – Rendimentos recebidos de pessoas jurídicas para R$ 87.336,17. Sendo apurado imposto a restituir no valor de R$ 1.841,09, após a revisão da declaração, já recebidos. Inconformado com o lançamento o contribuinte apresenta a sua peça impugnatória de fls. 01/19, instruída pelos documentos de fls. 28/56, onde após historiar os fatos registrados no Auto de Infração, se indispõe contra a exigência fiscal solicitando que seja acolhida à impugnação para considerar insubsistente a autuação, com base, em síntese, nas seguintes argumentações: que a restituição é devida ao reclamante pelas razões que estão ampla e corretamente expostas na sentença judicial transcrita no item 7 deste instrumento de impugnação. Vale ressaltar, ainda, que a despeito das alegações de competência em razão da matéria, apresentadas pelos impetrados e pelo litisconsorte passivo no processo 2002.013094 5, bem como pela Receita Federal na descrição dos fatos anexo ao auto de infração, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina julgouse competente e nesta qualidade julgou o mérito. Assim, de maneira clara e inequívoca, deixou expressa sua competência para decidir a respeito da controvérsia; que é importante se lembrar que a questão está centrada tão somente nos valores recebidos como indenização, do item “rendimentos tributáveis para “isentos e não tributáveis”“. Foi, pois, a busca destes valores, indevidamente pagos, objeto das retificações nas declarações e, agora, motivo de lançamento através do auto de infração, ora contestado; Fl. 89DF CARF MF Emitido em 24/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN 4 que como vemos pelas cópias das declarações entregues, original e substitutiva (anexos 08 a 13 e 14 a 19), a única diferença entre elas é a "transferência" dos valores recebidos como indenização, do item "rendimentos tributáveis" para "isentos e não tributáveis". Os anexos 20 a 35 contêm as cópias de todos os demonstrativos dos pagamentos mensais recebidos durante o ano de 2000, onde estão registradas, a título meramente indicador de "Aux. Combustível", as verbas pagas a título de indenização, mês a mês, no total anual de R$ 12.628,42, que é o valor lançado indevidamente como rendimento tributável na declaração original, que foi, na retificadora, registrado como rendimento não tributável; que o contribuinte tem como fonte de renda o trabalho assalariado e a única fonte pagadora é a Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina, portanto, passa a demonstrar os seus rendimentos percebidos durante o ano de 2000, conforme cópias dos contra cheques (anexos 20 a 35); que a controvérsia gira exclusivamente em torno da tributação relativa ao auxílio combustível. É fato que o Poder Judiciário já se manifestou sobre a matéria, inclusive deliberando sobre o mérito e a competência conforme se verifica no Acórdão, no item 7 a seguir. Não obstante, este ato só representa uma ratificação de um fato: a natureza do auxílio combustível tem caráter indenizatório que o exclui da tributação do Imposto de Renda. Não há dúvida a respeito: em razão de sua natureza, o funcionário não recebe este auxílio nas férias, na licençaprêmio e, também não o recebe no 13° salário. Basta ver os contra cheques de agosto suplementar, novembro e novembro suplementar, todos de 2000 (anexos 31, 33 e 34); que no Estado de Santa Catarina, o Agente Fiscal usa seu veículo para o I exercício do ofício de fiscalização. Portanto, mesmo que o Poder Judiciário ou mesmo a Receita Federal entendessem o contrário, não teriam o condão de mudar a natureza do fato. Em outras palavras, não considerar a verdadeira natureza do auxílio combustível equivalente a um desvirtuamento, uma ofensa ao bom senso e aos princípios gerais de direito; que o direito do contribuinte impugnante é líquido e certo e está assim declarado no Mandado de Segurança n° 2002.0130945, transitado em julgado conforme RE 4192659, que declarou a ilegalidade_do Ato_administrativo de exigir o imposto de renda sobre a verba reconhecida de caráter nitidamente indenizatório que não configura fato gerador do Imposto. Após resumir os fatos constantes da autuação e as principais razões apresentadas pelo impugnante a Quarta Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Florianópolis SC concluiu pela procedência da ação fiscal e manutenção do crédito tributário lançado, com base, em síntese, nas seguintes considerações: que como é cediço, o Imposto de Renda é tributo de competência da União (Constituição Federal, art. 153, inciso III), de modo que ela tem legitimidade para compor demandas que envolvam questões relacionadas à incidência do imposto, e essas demandas devem ser submetidas à Justiça Federal, a teor do que determina o art. 109, inciso I, da Constituição Federal; que é de se esclarecer ainda que o art. 157, inciso I, da Constituição Federal, invocado pelo impugnante, estabelece um dos critérios de repartição das receitas tributárias, conferindo aos Estados e ao Distrito Federal o produto da arrecadação do "imposto da União sobre renda e proventos de qualquer natureza, incidente na fonte, sobre rendimentos pagos, a qualquer título, por eles, suas autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem". Nesse caso, os Estados e o Distrito Federal atuam como meros agentes retentores do "imposto Fl. 90DF CARF MF Emitido em 24/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN Processo nº 13974.000143/200498 Acórdão n.º 220201.062 S2C2T2 Fl. 3 5 da União", sendo que a destinação do montante arrecadado não retira da União o papel de sujeito ativo na relação jurídicotributária; que por isso mesmo é que cabe à Secretaria da Receita Federal do Brasil decidir acerca de crédito pleiteado, ainda que decorrente de retenção indevida do Imposto de Renda efetuada por Estados, Distrito Federal e Municípios, e autorizar seu pagamento, conforme procedimentos estabelecidos atualmente na Instrução Normativa SRF n° 600, de 28 de dezembro de 2005; que no caso presente, não consta que a União tenha sido parte na ação judicial empreendida pelo impugnante, de modo que as decisões ali proferidas não vinculam a União; que na citada indenização paga aos servidores públicos federais, cuja isenção é prevista legalmente, evidenciase também a finalidade de reembolsar o funcionário pelas despesas realizadas na execução de serviços externos. Importa ressaltar a exigência contida na norma de que a indenização seja paga apenas àqueles que realizem trabalhos "externos"; que, assim, não basta que o funcionário seja ocupante deste ou daquele cargo, tenha esta ou aquela função, mas é imprescindível que o trabalho a ser realizado seja efetivamente fora de sua repartição, pois o deslocamento, cuja despesa se pretende reembolsar, não é o realizado pelo servidor até seu local de trabalho, mas sim o que se exige dele durante sua realização; que no caso do auxílio combustível destinado aos fiscais estaduais verifica se que não existe norma prevendo sua isenção, e tal isenção deveria ser veiculada por lei expressa conforme prescreve os arts. 111 e 176 do CTN. Além disso, como a base de cálculo do imposto só pode ser fixada por meio de lei emanada do poder competente (CF, art. 153, III; CTN, art. 97, IV), entendese que qualquer outra lei que não seja federal não pode instituir ou alterar a base de cálculo do imposto de renda; que, por outro lado, mesmo que fosse possível excluir de tributação provento tãosomente pelo fato dele possuir natureza indenizatória, a verba em análise não seria beneficiada porque tem natureza remuneratória, não obstante apresentarse sob a denominação de auxílio combustível ou indenização de transporte; que o pagamento do auxílio combustível destinado aos servidores do Estado de Santa Catarina encontrase regulamentado pelo art. 3 0, incisos I e II do Decreto Estadual n° 4.606, de 6 de fevereiro de 1990, com a redação dada pelo art. 10 do Decreto n° 663, de 19 de setembro de 1991, e pelo art. 10 do Decreto n° 2.402, de 27 de agosto de 2004; que tanto o servidor que realiza trabalhos externos, como o de auditoria dos livros fiscais na sede do contribuinte, quanto àquele que desempenha atividades dentro do órgão de lotação, inscrição e alteração cadastral, por exemplo, percebem o mesmo valor a título de auxílio combustível; que apesar de a legislação atribuir a essa verba a denominação de "indenização", o fato de ser paga indistintamente a quem efetua e não efetua gastos com transporte no exercício de suas funções exclui o caráter compensatório, de ressarcimento pela despesa incorrida a bem do serviço público. Ressaltase, por outro lado, seu cunho Fl. 91DF CARF MF Emitido em 24/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN 6 remuneratório, uma vez que é paga a todos os servidores ativos que exercem funções inerentes à fiscalização, quer realizem ou não despesas com locomoção durante o exercício de suas atividades; que a fórmula de cálculo do beneficio tem como variáveis o preço do automóvel e o do litro de gasolina, mas também não há vinculação ao gasto efetivo ou à condição de que o beneficiário tenha como atribuição própria do cargo o desempenho de serviços externos. Cientificado da decisão de Primeira Instância, em 25/02/2008, conforme Termo constante às fls. 63/64 e, com ela não se conformando, o contribuinte interpôs, dentro do prazo hábil (13/03/2008), o recurso voluntário de fls. 65/78, no qual demonstra total irresignação contra a decisão supra, baseado, em síntese, nos mesmos argumentos apresentados na fase impugnatória. É o relatório. Fl. 92DF CARF MF Emitido em 24/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN Processo nº 13974.000143/200498 Acórdão n.º 220201.062 S2C2T2 Fl. 4 7 Voto Conselheiro Nelson Mallmann, Relator O presente recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal e deve, portanto, ser conhecido por esta Turma de Julgamento. A matéria em discussão, conforme visto do relatório, versa sobre imposto de renda pessoa física, diante da reclassificação como rendimentos tributáveis dos valores recebidos a título de indenização pelo uso de veículo próprio (auxíliocombustível) pelo contribuinte em razão de ser funcionário público no Estado de Santa Catarina e usar veículo próprio no desempenho de suas funções profissionais. Inconformado, em virtude de não ter logrando êxito na instância inicial, o recorrente apresenta a sua peça recursal a este E. Conselho Administrativo de Recursos Fiscais pleiteando a reforma da decisão prolatada em Primeira Instância, sendo que para tanto suscita, em síntese, as mesmas razões da peça impugnatória. Da análise preliminar da matéria, constatase que o presente tratase de lavratura de Auto de Infração para reduzir o valor a restituir inicialmente apurado pelo interessado na Declaração de Ajuste Anual do exercício de 2001, anocalendário de 2000, tendo em vista a reclassificação de rendimentos recebidos a título de Auxílio Combustível de Isentos / Não Tributáveis para Tributáveis, ou seja, o litígio versa sobre a incidência, ou não, do imposto de renda sobre as verbas recebidas pelo contribuinte, servidor público estadual, a título de auxílio combustível. Inicialmente, é de se esclarecer, que cabe à Secretaria da Receita Federal decidir acerca de crédito pleiteado, ainda que decorrente de retenção indevida do imposto de renda efetuada por Estados, Distrito Federal e Municípios, e autorizar seu pagamento, conforme estabelecido nas normas legais. Alega o interessado, que os rendimentos em questão seriam isentos por constituírem indenização pelo uso de veículo próprio em atividades de inspeção e fiscalização de tributos e outras. Nesse sentido, informa haver sido deferida, em 04/07/2002, Liminar no Mandado de Segurança nº. 2002.0130945. De plano, verificase que tanto o Mandado de Segurança impetrado pelo autuado, bem como o impetrado pelo Sindicato dos Fiscais de Mercadorias em Trânsito, Exatores e Escrivões de Exatoria do Estado de Santa Catarina, a princípio, em nada influenciariam a solução do presente processo, já que a Fazenda Nacional não foi demandada naquela ação, impetrada contra a Fazenda Estadual. Nos julgados anteriores, neste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, sempre entendi, que a despeito das alegações de defesa, a decisão recorrida informa que, de acordo com o art. 3º, inciso I, do Decreto nº. 4.606, de 1990, o Auxílio Combustível ora tratado é pago de maneira geral, a todos os funcionários com exercício na Secretaria de Estado do Fl. 93DF CARF MF Emitido em 24/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN 8 Planejamento e Fazenda, portanto, não teria natureza indenizatória, e sim remuneratória. Nesse passo, a alteração do citado dispositivo legal, trazida pelo Decreto nº. 2.402, de 27/08/2004, teria deixado mais evidente o caráter geral do pagamento de tal verba: I – aos Auditores Fiscais da Receita Estadual, em atividade no âmbito da Secretaria de Estado da Fazenda, será atribuído pelo desempenho de atividade prevista no Anexo I o dobro do valor apurado pela aplicação da fórmula do “caput” deste artigo. II o valor apurado na forma deste artigo devido, conforme previsão legal, a outras categorias funcionais, será atribuída em montante igual ao resultado apurado pela aplicação da fórmula do “caput”. Por outro lado, não há dúvidas que, de acordo o art. 39 inciso XXIV, do RIR/99, não integra no cômputo do rendimento bruto a indenização de transporte a servidor público da União que realizar despesas com a utilização de meio próprio de locomoção para execução de serviços externos por força das atribuições próprias do cargo. Entretanto, é de se ressaltar, que na indenização paga aos servidores públicos federais, evidenciamse o caráter compensatório da verba paga, tendo em vista sua clara finalidade de reembolsar o funcionário pelas despesas potencialmente realizadas na execução de serviços externos. É de se ressaltar, ainda, que de acordo com as normas de concessão, a indenização de transporte é concedida, tãosomente para àqueles que realizem trabalhos “externos”. Assim, não basta que o funcionário seja ocupante deste ou daquele cargo, tenha esta ou aquela função, mas é imprescindível que o trabalho a ser realizado seja efetivamente fora de sua repartição, pois o deslocamento, cuja despesa se pretende reembolsar, não é o realizado pelo servidor até seu local de trabalho, mas sim o que se exige dele durante sua realização. Como também sempre entendi, em outros julgados, que nestes casos estaria evidenciado na própria legislação que estabeleceu o auxíliocombustível de que o mesmo não constituiria indenização pelos gastos com combustível, mas sim remuneração paga de forma generalizada. Entretanto, com todas as vênias necessárias, entendo que continuar esta discussão neste Tribunal Administrativo seria improdutivo, diante do fato que, em 21/12/2010, houve a edição da Portaria MF nº 586, que alterou o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009. Diante disso, a redação do art.62 do RICARF dispôs: Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; Fl. 94DF CARF MF Emitido em 24/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN Processo nº 13974.000143/200498 Acórdão n.º 220201.062 S2C2T2 Fl. 5 9 b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. Diante disso, resta claro que os julgados proferidos pelas turmas integrantes do CARF devem se adaptar, nos casos de decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, a estes julgados. Assim sendo, a não incidência de imposto de renda sobre os valores recebidos a título de indenização pelo uso de veículo próprio, compreendendo neste conceito as designações de “AuxílioCondução”, “AuxílioCombustível” e outras, é um destes temas. O Superior Tribunal de Justiça firmou posicionamento, em ambas as turma de direito público, no sentido de que o auxílio condução consubstancia compensação pelo desgaste do patrimônio dos servidores, que se utilizam de veículos próprios para o exercício da sua atividade profissional, inexistindo acréscimo patrimonial, mas uma mera recomposição ao estado anterior sem o incremento líquido necessário à qualificação de renda. Matéria decidida pela Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça, no REsp nº. 1.096.288 RS, de Relatoria do Exmo. Min. Luiz Fux, submetido ao regime do art. 543C do CPC e da Resolução n. 8/08 do STJ, que tratam dos recursos representativos da controvérsia, verbis: PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ART. 543C, DO CPC. AUXÍLIO CONDUÇÃO. IMPOSTO DE RENDA. NÃO INCIDÊNCIA. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRESCRIÇÃO. TERMO INICIAL. PAGAMENTO INDEVIDO. ARTIGO 4º, DA LC 118/2005. DETERMINAÇÃO DE APLICAÇÃO RETROATIVA. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONTROLE DIFUSO. CORTE ESPECIAL. RESERVA DE PLENÁRIO. MATÉRIA DECIDIDA PELA 1ª SEÇÃO, NO RESP 1002932/SP, JULGADO EM 25/11/09, SOB O REGIME DO ART. 543C DO CPC. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS. SÚMULA 07 DO STJ. Fl. 95DF CARF MF Emitido em 24/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN 10 1. A incidência do imposto de renda tem como fato gerador o acréscimo patrimonial, sendo, por isso, imperioso perscrutar a natureza jurídica da verba paga pela empresa sob o designativo de auxílio condução, a fim de verificar se há efetivamente a criação de riqueza nova: a) se indenizatória, que, via de regra, não retrata hipótese de incidência da exação; ou b) se remuneratória, ensejando a tributação. Isto porque a tributação ocorre sobre signos presuntivos de capacidade econômica, sendo a obtenção de renda e proventos de qualquer natureza um deles. 2. O auxílio condução consubstancia compensação pelo desgaste do patrimônio dos servidores, que utilizamse de veículos próprios para o exercício da sua atividade profissional, inexistindo acréscimo patrimonial, mas uma mera recomposição ao estado anterior sem o incremento líquido necessário à qualificação de renda. (Precedentes: REsp 825.845/RS, Rel. MIN. CARLOS FERNANDO MATHIAS (JUIZ CONVOCADO DO TRF 1ª REGIÃO), SEGUNDA TURMA, julgado em 08/04/2008, DJe 02/05/2008; REsp 825.907/RS, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em 01/04/2008, DJe 12/05/2008; REsp 639.635/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 12/06/2007, Dje 30/09/2008; REsp 731883 / RS , 1ª Turma, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, DJ 03/04/2006; REsp 852572 / RS, 2ª Turma, Rel. Min. Documento: 7570136 EMENTA / ACORDÃO Site certificado DJe: 08/02/2010 Página 1 de 3 Superior Tribunal de Justiça Castro Meira, DJ 15/09/2006; REsp 840634 / RS, 2ª Turma, Rel. Min. Eliana Calmon, DJ 01/09/2006; REsp 851677 / RS, 1ª Turma, Rel. Min. Francisco Falcão, DJ25/09/2006) 3. O princípio da irretroatividade gera a aplicação da LC 118/2005 aos pagamentos indevidos realizados após a sua vigência e não às ações propostas após a mesma, tendo em vista que a referida norma pertine à extinção da obrigação e não ao aspecto processual da ação. 4. A Primeira Seção, quando do julgamento do Resp 1002932/SP, sujeito ao regime dos "recursos repetitivos", reafirmou o entendimento de que "O advento da LC 118/05 e suas conseqüências sobre a prescrição, do ponto de vista prático, implica dever a mesma ser contada da seguinte forma: relativamente aos pagamentos efetuados a partir da sua vigência (que ocorreu em 09.06.05), o prazo para a repetição do indébito é de cinco a contar da data do pagamento; e relativamente aos pagamentos anteriores, a prescrição obedece ao regime previsto no sistema anterior, limitada, porém, ao prazo máximo de cinco anos a contar da vigência da lei nova." (RESP 1002932/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 25/11/2009). 5. Isto porque a Corte Especial declarou a inconstitucionalidade da expressão "observado, quanto ao art. 3º, o disposto no art. 106, I, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional", constante do artigo 4º, segunda parte, da Lei Complementar 118/2005 (AI nos ERESP 644736/PE, Relator Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 06.06.2007). 6. In casu, insurgese a parte autora contra a prescrição qüinqüenal determinada pelo Tribunal a quo, pleiteando a Fl. 96DF CARF MF Emitido em 24/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN Processo nº 13974.000143/200498 Acórdão n.º 220201.062 S2C2T2 Fl. 6 11 reforma da decisão para que seja determinada a prescrição decenal, sendo certo que os recolhimentos indevidos foram efetuados anteriormente à vigência da referida Lei Complementar, consoante ressumese das decisões prolatadas nas instâncias ordinárias, por isso que a tese é a consagração dos 5 anos de decadência da homologação acrescido dos 5 anos de prescrição. A ação foi ajuizada em 09/06/2005, ressoando inequívoca a inocorrência da prescrição relativamente às parcelas posteriores a 09/06/1995. 7. O reexame dos critérios fáticos, sopesados de forma eqüitativa e levados em consideração para fixar os honorários advocatícios, nos termos das disposições dos parágrafos 3º e 4º do artigo 20, do CPC, em princípio, é inviável em sede de recurso especial, nos termos da jurisprudência dominante desta Corte. Isto porque a discussão acerca do quantum da verba honorária encontrase no contexto fáticoprobatório dos autos, o que obsta o revolvimento do valor arbitrado nas instâncias ordinárias por este Superior Tribunal de Justiça. (Precedentes: REsp 638.974/SC, DJ 15.04.2008; AgRg no REsp 941.933/SP, DJ 31.03.2008 ; REsp 690.564/BA, DJ 30.05.2007). 8. Recurso especial da União Federal desprovido. Acórdão submetido ao regime do art. 543C do CPC e da Resolução STJ 08/2008. 9. Recurso especial da parte autora parcialmente conhecido e, nesta Documento: 7570136 EMENTA / ACORDÃO Site certificado DJe: 08/02/2010 Página 2 de 3 Superior Tribunal de Justiça parte provido, tãosomente para determinar a aplicação da prescrição decenal, nos termos da fundamentação expendida. Resta claro no voto do Exmo. Min. Luiz Fux, que o caso analisado se aplica, de forma genérica, para todas as situações em que funcionário público receba verba a título de indenização pelo uso de veículo próprio no exercício de suas atividades profissionais, não se levando em conta o nome específico dado para cada caso (auxílio condução, auxílio combustível, etc.), do qual transcrevo os seguintes excertos: Assim, para fins de incidência do imposto de renda, sendo o seu fato gerador o acréscimo patrimonial, imperioso analisar a natureza jurídica da verba paga sob o designativo de auxílio condução, a fim de se verificar se há efetivamente a criação de riqueza nova: a) se Documento: 7071812 RELATÓRIO, EMENTA E VOTO Site certificado Página 11de 20 Superior Tribunal de Justiça indenizatória, que, via de regra, não retrata hipótese de incidência da exação em tela; ou b) se remuneratória, ensejando a tributação. Isto porque a tributação ocorre sobre signos presuntivos de capacidade econômica, sendo a obtenção de renda e proventos de qualquer natureza um deles. O voto condutor do acórdão recorrido assim assentou, litteris: "A verba paga com o objetivo de repor os valores despendidos com a utilização de veículo próprio no exercício da função pública tem caráter indenizatório e não constitui fato gerador do Fl. 97DF CARF MF Emitido em 24/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN 12 imposto de renda. Tal verba visa tãosomente à reparação de perdas sofridas pelo uso e desgaste do veículo, não configurando acréscimo patrimonial do servidor. O fato de o pagamento ser efetuado em caráter permanente não desconfigura a natureza indenizatória da verba, tendo em conta ser paga apenas àqueles servidores que exercem determinados cargos, cujas atividades requerem a utilização do veículo para a sua consecução. Ademais, não há falar em interpretação ampliativa de isenção, pois disso não se trata. A situação é de nãoincidência, que não se confunde com isenção." Com efeito, o auxílio condução consubstancia mera compensação pelo desgaste do patrimônio dos servidores, que utilizamse de veículos próprios para o exercício da sua atividade profissional, inexistindo acréscimo patrimonial, mas uma recomposição ao estado anterior sem o incremento líquido necessário à qualificação de renda. Outro não foi o entendimento adotado pelas turmas de Direito Público desta Corte Superior: TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. AUXÍLIO CONDUÇÃO. VERBA RECEBIDA POR OFICIAL DE JUSTIÇA DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. NATUREZA INDENIZATÓRIA. 1. A jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça firmouse no sentido de que o "auxíliocondução" recebido por oficiais de justiça possui caráter indenizatório, porquanto visa recompor as perdas experimentadas pela categoria pelo uso de veículo próprio no exercício de suas atribuições profissionais. 2. Recurso especial a que se nega provimento. (REsp 825.845/RS, Rel. MIN. CARLOS FERNANDO MATHIAS (JUIZ CONVOCADO DO TRF 1ª REGIÃO), SEGUNDA TURMA, julgado em 08/04/2008, DJe 02/05/2008) PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. "AUXÍLIOCONDUÇÃO". OFICIAL DE JUSTIÇA. NÃOINCIDÊNCIA. 1. O auxílio condução consubstancia compensação pelo desgaste do patrimônio dos servidores, que se utilizam de veículos próprios para o exercício da sua atividade profissional, inexistindo acréscimo patrimonial, mas uma mera recomposição ao estado anterior sem o incremento líquido necessário à qualificação de renda (Precedentes desta Corte: REsp 731.883/RS, Primeira Turma, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, DJ 03.04.2006; REsp 852.572/RS, Segunda Turma, Rel. Min. Castro Meira, DJ 15.09.2006; REsp 840.634/RS, Segunda Turma, Rel. Min. Eliana Calmon, DJ 01.09.2006; e REsp 8516.77/RS, Primeira Turma, Rel. Min. Francisco Falcão, DJ 25.09.2006). Fl. 98DF CARF MF Emitido em 24/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN Processo nº 13974.000143/200498 Acórdão n.º 220201.062 S2C2T2 Fl. 7 13 2. A incidência do imposto de renda tem como fato gerador o acréscimo patrimonial, sendo, por isso, imperioso perscrutar a natureza jurídica da verba paga pela empresa sob o designativo de "auxíliocondução", a fim de verificar se há efetivamente a criação de riqueza nova: (a) se indenizatória, que, via de regra, não retrata hipótese de incidência da exação; ou (b) se remuneratória, ensejando a tributação. Isto porque a tributação ocorre sobre signos presuntivos de capacidade econômica, sendo a obtenção de renda e proventos de qualquer natureza um deles. 3. Recurso especial desprovido. (REsp 825.907/RS, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em 01/04/2008, DJe 12/05/2008) TRIBUTÁRIO. OFICIAL DE JUSTIÇA. AUXÍLIO CONDUÇÃO. IMPOSTO DE RENDA.NÃO INCIDÊNCIA. NATUREZA INDENIZATÓRIA. ACRÉSCIMO PATRIMONIAL NÃO CONFIGURADO. 1. "Os valores recebidos pelos oficiais de justiça a título de auxíliocondução, por possuírem natureza indenizatória e não representarem acréscimo patrimonial, não sofrem incidência de imposto de renda." (REsp 866.967/PR, Rel. Ministro João Otávio de Noronha, Segunda Turma, DJ de 09.02.2007). 2. Recurso Especial não provido. (REsp 639.635/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 12/06/2007, DJe 30/09/2008) PROCESSUAL CIVIL. PREQUESTIONAMENTO. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. SÚMULA 284/STF. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA 7/STJ. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. AUXÍLIO CONDUÇÃO. NATUREZA. REGIME TRIBUTÁRIO DAS INDENIZAÇÕES. DISTINÇÃO ENTRE INDENIZAÇÃO POR DANOS AO PATRIMÔNIO MATERIAL E AO PATRIMÔNIO IMATERIAL. PRECEDENTES (RESP 674.392SC E RESP 637.623PR). 1. A ausência de debate, na instância recorrida, dos dispositivos legais cuja violação se alega no recurso especial atrai a incidência da Súmula 282/STF. Documento: 7071812 RELATÓRIO, EMENTA E VOTO Site certificado Página 13de 20 Superior Tribunal de Justiça. 2. É pressuposto de admissibilidade do recurso especial a adequada indicação da questão controvertida, com informações sobre o modo como teria ocorrido a violação a dispositivos de lei federal (Súmula 284/STF). 3. O reexame do conjunto probatório dos autos é vedado em sede de recurso especial, por óbice da Súmula 07 deste STJ. 4. O imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador, nos termos do art. 43 e seus parágrafos do Fl. 99DF CARF MF Emitido em 24/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN 14 CTN, os "acréscimos patrimoniais", assim entendidos os acréscimos ao patrimônio material do contribuinte. 5. Indenização é a prestação destinada a reparar ou recompensar o dano causado a um bem jurídico. Os bens jurídicos lesados podem ser (a) de natureza patrimonial (= integrantes do patrimônio material) ou (b) de natureza nãopatrimonial (= integrantes do patrimônio imaterial ou moral), e, em qualquer das hipóteses, quando não recompostos in natura, obrigam o causador do dano a uma prestação substitutiva em dinheiro. 6. O pagamento de indenização pode ou não acarretar acréscimo patrimonial, dependendo da natureza do bem jurídico a que se refere. Quando se indeniza dano efetivamente verificado no patrimônio material (= dano emergente), o pagamento em dinheiro simplesmente reconstitui a perda patrimonial ocorrida em virtude da lesão, e, portanto, não acarreta qualquer aumento no patrimônio. Todavia, ocorre acréscimo patrimonial quando a indenização (a) ultrapassar o valor do dano material verificado (= dano emergente), ou (b) se destinar a compensar o ganho que deixou de ser auferido (= lucro cessante), ou (c) se referir a dano causado a bem do patrimônio imaterial (= dano que não importou redução do patrimônio material). 7. A indenização que acarreta acréscimo patrimonial configura fato gerador do imposto de renda e, como tal, ficará sujeita a tributação, a não ser que o crédito tributário esteja excluído por isenção legal, como é o caso das hipóteses dos incisos XVI, XVII, XIX, XX e XXIII do art. 39 do Regulamento do Imposto de Renda e Proventos de Qualquer Natureza, aprovado pelo Decreto 3.000, de 31.03.99. 8. Precedentes: REsp 782.646/PR, 1ª Turma, Min. Teori Albino Zavascki, DJ de 05/12/2005; AgRg no Ag 672.779/SP, 1ª Turma, Min. Luiz Fux, DJ de 26/09/2005; REsp 71.583/SE, 1ª Turma, Min. Teori Albino Zavascki, DJ de 21/11/2005; e REsp 706.817/RJ, 1ª Turma, Min. Francisco Falcão, DJ de 28/11/2005. 9. No caso, os valores recebidos a título de "auxíliocondução", consoante assentado pelo acórdão recorrido, possuem natureza indenizatória e não representam acréscimo patrimonial, não restando configurado o fato gerador de imposto de renda (REsp 507.945/SC; REsp 501.173/SC; AgRg no REsp 610.662/RS; REsp 491.320/SC). 10. Recurso especial a que se nega provimento. (REsp 731883 / RS, 1ª Turma, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, DJ 03/04/2006) Documento: 7071812 RELATÓRIO, EMENTA E VOTO Site certificado Página 14de 20 Superior Tribunal de Justiça PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. ARTIGO 535 DO CPC. ARGÜIÇÃO GENÉRICA. SÚMULA 284/STF. SUPOSTA AFRONTA A PRECEITO LEGAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. ACÓRDÃO RECORRIDO. FUNDAMENTOS INATACADOS. SÚMULA 283/STF. AUXÍLIOCONDUÇÃO RECEBIDO PELOS OFICIAIS DE JUSTIÇA. NATUREZA INDENIZATÓRIA. IMPOSTO DE RENDA. NÃOINCIDÊNCIA. Fl. 100DF CARF MF Emitido em 24/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN Processo nº 13974.000143/200498 Acórdão n.º 220201.062 S2C2T2 Fl. 8 15 1. Não se conhece do recurso especial pela alegada violação ao artigo 535 do CPC nos casos em que a argüição é genérica. Incidência da Súmula 284/STF. 2. Falta de prequestionamento do disposto no artigo 6º, XX, da Lei 7.713/88. 3. "É inadmissível o Recurso Extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles" (Súmula 283/STF). 4. Os valores recebidos pelos oficiais de justiça a título de auxíliocondução são de caráter indenizatório, não constituindo acréscimo patrimonial a ensejar a incidência do Imposto de Renda. 5. Recurso especial conhecido em parte e improvido. (REsp 852572 / RS, 2ª Turma, Rel. Min. Castro Meira, DJ 15/09/2006) PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO – AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO – SÚMULA 211/STJ – SÚMULA 7/STJ – IMPOSTO DE RENDA – "AUXÍLIOCONDUÇÃO" – NATUREZA INDENIZATÓRIA – NÃO INCIDÊNCIA. 1. Não se conhece do recurso especial, por ausência de prequestionamento, se a matéria trazida nas razões recursais não foi debatida no Tribunal de origem. A orientação desta Corte é no sentido de que, se, a despeito da oposição de embargos de declaração, o Tribunal de origem se recusar a se pronunciar sobre a questão impugnada, o recurso especial deve indicar como violado o art. 535 do CPC, sob pena de aplicação da Súmula 211/STJ. 2. È vedado, em sede de recurso especial, o reexame do conjunto fáticoprobatório dos autos. 3. O "auxíliocondução" recebido pelos oficiais de justiça possui caráter indenizatório, pois visa recompor as perdas experimentadas pela categoria na utilização de veículo próprio para o exercício da função pública. Precedentes. 4. Não havendo, pois, acréscimo patrimonial, não há que se falar em incidência do imposto de renda. 5. Recurso especial conhecido em parte e, nessa parte, improvido. (REsp 840634 / RS, 2ª Turma, Rel. Min. Eliana Calmon, DJ 01/09/2006) TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. "AUXÍLIO CONDUÇÃO". VERBA RECEBIDA POR OFICIAL DE JUSTIÇA FEDERAL. NATUREZA INDENIZATÓRIA. CASO DE NÃOINCIDÊNCIA. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. VIOLAÇÃO AO ART. 535, II, Documento: 7071812 RELATÓRIO, EMENTA E VOTO Site Fl. 101DF CARF MF Emitido em 24/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN 16 certificado Página 15de 20 Superior Tribunal de Justiça DO CPC. AUSÊNCIA. RECURSO CONHECIDO EM PARTE. I Não se conhece do recurso em tela no que se refere à alegada negativa de vigência aos arts. 97, VI, 111 e 176 do CTN, por falta de prequestionamento da matéria inserta nos dispositivos aludidos, incidindo, na espécie as Súmulas nº 282 e 356 do STF e a Súmula nº 211 do STJ. II O Tribunal a quo julgou satisfatoriamente a lide, não se verificando violação ao art. 535, II, do CPC, porquanto se pronunciou sobre o tema proposto, tecendo as devidas considerações acerca do caráter indenizatória da verba recebida pela recorrida a título de "auxíliocondução", afastando a incidência do imposto de renda. III O denominado "auxíliocondução" não revela renda ou acréscimo patrimonial que justifique a incidência do Imposto de Renda. Nitidamente, percebese que a finalidade da referida verba é recompor, de certa forma, o patrimônio (no caso, o veículo) do Oficial de Justiça utilizado para o exercício de funções públicas. Precedente doutrinário. Precedente jurisprudencial: REsp nº 731.883/RS, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJ de 03/04/06. IV Recurso especial parcialmente conhecido, para, nessa parte, negarlhe provimento. (REsp 851677 / RS, 1ª Turma, Rel. Min. Francisco Falcão, DJ25/09/2006). Nos julgados posteriores sobre o mesmo assunto (valores recebidos a título de indenização pelo uso de veículo próprio, por funcionário público, no exercício de suas atividades profissionais), o Superior Tribunal de Justiça aplicou a mesma decisão acima transcrita, conforme se constata nos julgados abaixo, verbis: AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.177.624 RJ (2010/00172325). TRIBUTÁRIO – PROCESSUAL CIVIL – INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO ART. 557 DO CPC – IMPOSTO DE RENDA – NÃO INCIDÊNCIA SOBRE VERBAS INDENIZATÓRIAS – AUXÍLIOALIMENTAÇÃO – AUXÍLIOTRANSPORTE. 1. A eventual nulidade da decisão monocrática calcada no art. 557 do CPC fica superada com a reapreciação do recurso pelo órgão colegiado, na via de agravo regimental. 2. O fato gerador do imposto de renda é a aquisição de disponibilidade econômica ou jurídica decorrente de acréscimo patrimonial (art. 43 do CTN). 3. Não incide imposto de renda sobre as verbas recebidas a título de indenização. Precedentes. 4. O pagamento de verbas a título de auxílioalimentação e auxíliotransporte correspondem ao pagamento de verbas indenizatórias, portanto, não incide na espécie imposto de renda. Agravo regimental improvido. Fl. 102DF CARF MF Emitido em 24/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN Processo nº 13974.000143/200498 Acórdão n.º 220201.062 S2C2T2 Fl. 9 17 AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.154.912 RS 2009/01656307) PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. AUXÍLIOCONDUÇÃO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL ILEGITIMIDADE PASSIVA DA UNIÃO. 1. A decisão agravada foi baseada na jurisprudência pacífica desta Corte, no sentido de reconhecer a ilegitimidade passiva da União e, conseqüentemente, a legitimidade do ente federativo, em ação proposta por servidor público estadual visando à restituição de Imposto sobre a Renda retido na fonte, bem como à competência da Justiça Estadual para o julgamento do feito. 2. A Primeira Seção desta Corte, ao julgar o REsp 989.419/RS, da relatoria do Min. Luiz Fux (DJe de 18.12.09), sob o rito do art. 543C do CPC e da Resolução STJ n.º 08/2008, ratificou o entendimento "de que a legitimidade passiva ad causam nas demandas propostas por servidores públicos estaduais, com vistas ao reconhecimento do direito à isenção ou à repetição do indébito relativo ao imposto de renda retido na fonte, é dos Estados da Federação, uma vez que, por força do que dispõe o art. 157, I, da Constituição Federal, pertence aos mesmos o produto da arrecadação desse tributo". 3. Agravo Regimental de Beatriz Miranda Petrucci não provido. 4. Agravo Regimental do Estado do Rio Grande do Sul não provido. Como visto, a jurisprudência dominante do Superior Tribunal de Justiça firmouse no sentido de que a verba paga com o objetivo de repor os valores despendidos com a utilização de veículo próprio no exercício da função pública tem caráter indenizatório e não constitui fato gerador do imposto de renda. Resta claro, que a Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça pacificou a matéria em favor dos contribuintes, por ocasião do julgamento do RESP nº 1.096.288 RS, o qual foi submetido ao rito dos recursos repetitivos, previsto no art. 543C do CPC, pelo qual a decisão tem o efeito de impedir na origem (2ª instância) a interposição de recursos especiais que estejam em confronto com o entendimento adotado pelo STJ. Por outro lado, resta claro que a Legislação do Estado de Santa Catarina assegura aos seus servidores o direito à indenização pelo uso de veiculo próprio nos trabalhos de fiscalização de tributos estaduais e define claramente a finalidade e o caráter indenizatório, que não se incorporam ao vencimento, ou à remuneração para fins de férias, licença, aposentadoria ou pensão, conforme Decreto n° 4.606, de 06 de fevereiro de 1990, que se transcreve nas partes que interessam: Art. 3° A indenização pelo uso de veículo próprio de que trata o inciso VIII do § 2° do artigo 1° da Lei n° 7.881, de 22 de dezembro de 1989, fica limitada a 25% (vinte e cinco por cento) do valor máximo de remuneração nele previsto e será conferida mediante a utilização dos seguintes critérios: Fl. 103DF CARF MF Emitido em 24/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN 18 I 12,5% (doze inteiros e cinco décimos por cento) pelo desempenho das atividades previstas no item I do Anexo I ou pelo exercício de função em órgão da estrutura organizacional de Secretaria da Fazenda; II 12,5% (doze inteiros e cinco décimos por cento) pelo desempenho das atividades previstas nos itens 2, 3 ou 4 pela antecipação prevista na alínea "a" da Nota III do Anexo I ou pelo exercício de cargos de Inspetor Auxiliar de Fiscalização de Mercadorias em trânsito, Assessor de Coordenador Regional da Fazenda Estadual ou Coordenador Regional da Fazenda Estadual ou da Função de Supervisor de Posto Fiscal. § 1° Nas operações especiais ato em que o funcionário seja deslocado, por mais de 30 dias, para desempenho de suas atividades em região fiscal diversa da sua, em complementação à indenização prevista neste artigo e sem prejuízo das diárias que lhe couberem, o funcionário receberá o valor correspondente a um mês de vencimento no início e outro no final do período. § 2° A indenização prevista neste artigo não se incorpora ao vencimento ou remuneração para fins de adicional por tempo de serviço, férias, licenças, aposentadoria, pensão, disponibilidade ou contribuição previdenciária. Fica claro, nos autos do processo, que o presente caso se trata de verbas recebidas a título de indenização pelo uso de veículo próprio. Assim, não pode prosperar tal lançamento. Diante do conteúdo dos autos e pela associação de entendimento sobre todas as considerações expostas no exame da matéria e por ser de justiça, voto no sentido de dar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann Fl. 104DF CARF MF Emitido em 24/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN Processo nº 13974.000143/200498 Acórdão n.º 220201.062 S2C2T2 Fl. 10 19 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão nº 220201.062 Brasília/DF, 21 de março de 2011 (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann Presidente da 2ª Turma Ordinária Segunda Câmara da Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 105DF CARF MF Emitido em 24/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN Assinado digitalmente em 23/03/2011 por NELSON MALLMANN
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Numero do processo: 10109.000813/90-11
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 08 00:00:00 UTC 1993
Data da publicação: Wed Dec 08 00:00:00 UTC 1993
Ementa: IPI - PENALIDADE DO ART. Nº 365 -II - DO RIPI/82 - INAPLICABILIDADE. Carece de fundamento legal a aplicação desta penalidade quando a Nota Fiscal emitida, que não corresponde à saída efetiva da mercadoria, refere-se a produto não tributado pelo IPI, estando, portanto, o ilícito, fora do seu campo regulamentar.
Recurso provido.
Numero da decisão: 202-06.230
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por maoria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro ELIO ROTHE. Ausentes os Conselheiros TERESA CRISTINA GONÇALVES PANTOJA e JOSE ANTONIO AROCHA DA CUNHA.
Nome do relator: Hélvio Escovedo Barcellos
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Recorrente N COM. E REPR. DE PRODUTOS AGR1COLAS NACIONAL LTDA. Recorrida DR....:EM PONTA PORM - MS IPI - PENALIDADE RT.DO A 3 5-11 - DO RIPI/82 - INAPLICABILIDADE. Carece he fundamento legal a aplicaçMo desta penalidadd quando a Nota Fiscal emitida, que nXo corresp+e a salda efetiva da mercadoria, refere-se a pr duto n2Tio tributado pelo I)IPS., estando, portanto, i ilícito, fora do seu campo regulamentar. Recurvo provido. Vistos, relatados e disc idos os presentes autos de recurso interposto por COM. E REPR. DE PRODUTOS AGRICOLAS NACIONAL LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Wmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por maibria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro ELIO ROTHE. Ausentes os Conselheiros TERESA CRISTINA GoNçALmts PANTWA e ;JOSE ANTONIO AROCHA DA CUNHA. Sala das Sessaes, em/F.; re d b dezemro e 1993. HELVIO ESC3V::DO BA4...OS - ' 1 ..cesidente e Relator , P d ,4P. i . ADRIAN QUEIROZ DE CA ~LHO - Procuradora-Repre- sentante da Fazen- da Nacional VISTA EM SESSMO DE g NIA1 294 Parti am n jlg ncipar, ainda, do presete uameto, os Conselheiros ANTONIO CARLOS BUENO R EIIBRO, OVVI ALDO TANCREDO DE OLIVEIRA, TARASIO CAMPELO BORGES e 'JOSE CABIL GAROFANO. iovrs/ .J)/ A3Z ,./ 4‘1?" MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no 10109.000813/90-11 Recurso no e 87.713 Acóreno no: 202-06.230 Recorrente: COM. E REPR. DE PRODUTOS AORICOLAS NACIONAL LTDA. RELATORI O Contra a Empresa í: C) e RepresentaçWo de Produtos Agrícolas Nacional Ltda. foi lin/rodo o Auto de Infraçgo CIO fls. 199, onde 5e exige o crédito tRibuterio no valor total de r/ 102.010,12 DTNE ” por ter a empresa, ela ti me tevan à "Operaçgo Soja" no período de 01/08/89 a 31/07/'0, emitido notas .1.scacis que nab correspondem às saldas efetivas dos produtos nelas descritos, conforme se percebe da análise do Termo de Verificaflo Fiscal e documentos de fls. 01, 07/11, 27 e 37. Inconformada com a ei igOncia fiscal, a Autuada apresentou tempestivamente a impugnaçgo de fls. 204/206, alegando, basicamente, que; . a) em se tratando d empresa comercial, nasci está incluída em nenhuma das cateçorais previstas para os 1 contribuintes do IPI (art. 51, CT . E muito menos equipara—se por lei e contribuinte desse imposto. o RIPI/02 consagra tal exclusgsog b) n go estando a Em.resa subordinada às normas do TPI, é ilegal a exigOncia do /imposto, uma vez que fere disposições constitucionais e o e9tatuldo no art. 108, parágrafo le, do CTN; "O emprego da analogia neb poderá resultar na i exig ci d tOna e ri ngbuto o preivsto em leing c) a multa coo ti a no auto de infraçgo n;lio pode ser mantida, pelo menos no que se refere a IPI, por estar ferindo a impossibilidade de aplicaçãb de analogia ou de extenso analógica e o princípio da es rita legalidade d) a Empresa irovou, através de informaçffes passadas aos AFTN, o efetiva entrada dos numerários correspondentes às vendes efet adas com notas fiscais emitidas e tidas como inidoneas pelos fiscais por terem as firmas destinatárias declarado a n go—aquisiçgo das mercadorias, sem /considerar que em um mercado competitivo como é o de gr gos, ovendedor n go pode se dar ao luxo de exigir do comprador a efetiva entrada das notas fiscais e sua contabilidade, haja vista que para isso existe o fisco; 6 , 433 g 2.,a7:v yk MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLA WEJAMENTO 400L:s4v..ç: SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES •Processo no:: 10109.000813/90-11 Acórdao no n 202-06.230 (?) nao houve omissa° de Registro Contabil total ou parcial de receita. Também nao é o cAso de faisificaçao material ou ideológica de escrituraçao e seus comprovantes, pois as notas fiscais de salda refletem a verdade:.ra situaçao da empresan sao idôneas. E a capitulaçao contida no Auto de infraçao é desprovida de legalidade, haja vista que, além da . empresa nao ser contribuinte do IPI, suas notas fiscais representam a saída real do produto. O que houve foi uma intenção de autuar a impugnante sob qualquer pretextou f) ao final, requer a anulaçao do auto de infraçao. Prestada a informa0b fiscal, foram os autos conclusos ao Inspetor da Receita Feceral CO) Ponta Por g-MS, que com base nos fundamentos constant(ls de fls. 215/217 " iulgou procedente a açao fiscal, ementando assim sua decisabn "A contribuinte nao consegiu em suas alegaçffes trazer argumentos sustentados em provas, de que nao procede o Auto (e Infraçao lavrado em seu desfavor. Em razao disso, mantem-se integralmente o crédito tributário apurado no Auto de Infraçao. Legisla0o pertinentun Art. 365, inciso II - do Regulamento do 3mposto sobre Produtos industrializados, apr9vado pelo Decreto no 87.981, de 23 de Dezembro de 1982." • Irresignada, a Empl-csa interpôs o tempestivo recurso voluntário de fls. 222/232, no qual insurge-se contra a cobrança do IPT, utilizando-se, basicamente, dos mesmos argumentos constantes da peça :Lírll)LtCtILa tória. E o relatório. i 3 4321 ..' ..,t,..,,,.,,. MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO ir 'ir ,:k5i:-.' or SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES --m...4 Processo no: 10109.000813/90-11 AceirdWo no: 202-06.230 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR HELVIO ESCOVEDO BARCELLOS , O assunto versado nc presente processo lá foi 1 apreciado por esta riamara, que, em ses~ de 30 de agosto de 1990, deu provimento ao Recurso no 84.143, pelo Acórflo ng 202-03.618, cujo voto, do ent ião Relator, Conselheiro Antonio Carlos de Moraes, a seguir o transcrevou 1 "Discute-se, nos autos, em resumo, o I cabimento ou rao da aplica0o da penalidade estabelecida pelo ar it.. 365-11, do RIP1/82 ao comerc n iate de produto agrícola, ..., "soja a , granel", que emitiu notas fiscais de venda desse produto que, comprovad<tmente, rao correspondem às saldas efetivas da mercadoria, n'ão tendo também logrado a Recorrente comprovar o recebimento do valor correspondente Ali supostas vendas. A Recorrente, já na fase impugnatória, como na recursal, demonstrol com vigorosos fundamentos, que n'go é contribuinte do IPI e nem o produto que I "comercializou" está sLjeito à incidencia daquele tributo o que, a 'leu ver, é absolutamente verdadeiro, nWo cabendo, quando a estes fatos, qualquer di1isencu110 em relawlWo ás alegaçffes da Recorrente,— • Contudo, da análise literal dos termos do inciso IT do art. 365 d p RIPI/82, verbisu ;• I "5ln:á 9M52 efti± j2reas. fprA 51J2!:á SA:Elfáfá Per.-21á4J454.5ánáá 8211-42ERWAAAO2D45.2. Nalã flis:,A1 slms FAQ , Ç2£125ánátP94.4.0 i'á5 2::,&,AA. 2 -12:42 Slftá nrs:22 ryel (15M5riI2 (42 na! :). leEacent2 e rniIenIe e os que, em proveici próprio ou alheio, utilizarem, r~lic. rfm ou registrarem essa Nota para qualquer efeito, l:Jaj ,a ot,t 4.55e 54.(22>±A(14A9. 09 .4P.1125:Mr:Pa 2 AÁRA 2M9 A WalA 22 rRS.ir PC525:45:át2 Ál(>52n.19-" (q/D) , em cujo texto grifani os os aspectos que se enquadram na hipótese (pie se examina, verifica-se que o comando legal versa sobre 'is.. Fs. relativas 4 . i J35=• .„...• .- . . ._ MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO ...tv R ,s< fr-., - - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES—,-.0 Processo no: 10109.000813/90-11 AcórdWo no: 202-06.230 , a produtos industrilaizadcs„ circunscritos na área de incidOncia do IPI, nâo alcançando, portimít.c), os produtos nâo tributados scbre os quais versa esta demanda. Temos por óbvio que à conliguraçâo da emissâo de Ns. Fs. que nWo corresOondam à efetiva salda de mercadorias, notas irias, tipificam a prática de ilícito fisal que, todavia, vai encontrar sua capitulaçâc penal em diploma legal distinto, seja naquele que rege o Imposto sobre a Renda, seja naquele que rege o Imposto sobre a Circulaçâo de Mercadorias, mas, em se tratando de produto nWo tributado pélo IFI, nâo há como se pretender tipificar o idcito no art. 365-11 do RIP1/82. Portanto !, entendo, salvo melhor julzo dos meus pares, carecer de b.se legal a imposiçâo de penalidade à Recorrente como decidiu a recorrida ,deeisâo. 1 Voto, por conseguin . .e„ no sentido de que se i conheça do recurso, por .wmpestivo, para dar-lhe provimento, reformando-sLi a decisâo prolatada em primeira instância." Com base nesses mesmos argumentos, que adoto como raz8e1 de decidir, voto por que se dO prJwimento ao recurso. Sala das SessCies, em firdo dezembro de 1993. .lif ler é HELVIO :.C' EDO BTOELLOS ,
score : 1.0
Numero do processo: 10580.009520/90-51
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jan 04 00:00:00 UTC 1994
Data da publicação: Tue Jan 04 00:00:00 UTC 1994
Ementa: ITR - O débito de imposto relativo a exercícios anteriores autoriza a não-consideração da redução do imposto como estímulo fiscal à produtividade. Recurso negado.
Numero da decisão: 202-06293
Nome do relator: José Antônio Arocha da Cunha
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Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ADELSON SANTOS PRADO. ACORDAM os Membros da Segunda Cãmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Sala das Sessffes, em 01, de janeiro de 1994. HELVIO Es».VF.D0 JBAP:;ELLOS - Presidente 30:: • MIME. ULLA DA LUNHA - Relator Á 4 • 11.) it • re ADRinkti2sIsx_Eg. CARVALHO - Procuradora-Repre- sentante da Fa- zenda Nacional visto] Em s E s snu DE: 2 5 FEV Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros ELIO ROTHE, ANTONIO CARLOS BUEM° RIBEIRO, TARASIO CAMPELO BORDES 30SE CABRAL SAROFANO e OSVALDO 'TANCREDO DE OLIVEIRA. APM l( r ,ed.%; MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES- . Processo no 10560.009520/90-51 Re CU rso non 92.. 025 Acor: c:12(o no ; s. 202.06-293 Recc)rren te r. ADELS(114 SANTOS PRADO REL ATOR 1 Cl C3 c: on :te acima :I. cl t:i.t:i. ca doc) :f o :i. st c: cl o II 15 „ 02) a pagar (:) p (:) sobre a ir o p ed cl v.) "E c;:;) r : t o ri al RIA I r a 1. •••• TR/E39 e cl C) mais t. r: : i. 1:111 .1.0S „ Ir e.?t e rent. c:-)s ao L(i?(5VECI, rural. denominado E c) ç:o eg r e de sua r) r: p r „ ].oc::aii.z aclo no VI n c: :1 p :i. o de Rui Xar bc)sa -; BA „ com área total. de 3 „ 833 „ 2 lia T. til Pu g I/ and o o 'f :I t o tis ,; o in t; e Ir o is s ;mi il));E:,(3031 Ler ad t.c :i. rido o imóvel. c:;:im 06.08 „ 88 „ e demais a 1:rasos „ -foram pagos c;;)Ill nome do antiqo p r: o p )•: :1etário em :14 „ O e que o :i. po5t. o et e r: en te a 89 fora 1:),:,Ág o • em 29 03.90 „ á em SOU nome„ e e ir onea mi e r) €: i nd1. c: a cl o c o (nC) 05 a n ci em :Cr aso .. C) INCRA n -for U. •fl. „ ) LU)) (200 St. ar!) cl éb t ir e v c:)s a :19E36 e 1.957. Com base n cx. )sa c) -V o Ir 111 a f:VC) „ a ati C) r : cl a cl e si r) g 4. 1. c?. 1- .101 (2 OU pro c:e cl em-) te o 1 ari c;:a men :to :E i r rés i g ri cl o„ o re c: o I' en Ice ir e r POS ClIrS(:) ( .1 e *f :1 ,. :1.8/1.9 n El E) em sínt. esc) q ue at ) iA fazenda III'oc) eg re r es •1.00 da :ft.li:a0 das prop :i. cl a cl (.m. 1; ti c;:i om inadas F.o o L.cncjce e 1<,:á g ad o „ a r icl as e 01 ° 6 0 7 88 cos.) t o r t:lscrl, Lura Pt‘ 131 t: a q ÇIIO P a anexa O c aso cc;)x s is e ri) os (1é t. s :‘ 1 e g a cl „ e Clt)111)011 •Le) 11 e S (:: r• •1111' • n•:1 nVc Sei- á. lavrada ) a c 1:i a CI !CR() El E? Se I .- um Org áto cl e so r : g ar) z. a cl o e sem i::on :trole c-.1 cys r: e ceb MC.)11 t os, c:-) :fc-) t. tia cl os c: ) es 1. a r : e c cc:. qi..t e cl e Lx ou de anexar aos autos os 1: 0(11:) OV i:11 • 1 teS i)11111))0 te) 1:1 OS 1: TR E36 c)) 3I2. i p o ir El ;X(:) ha. V 0.'. 1 — 1. 05 I' e (:: L1:1(1 (:) 1:11) s•:111 :i. (;) pre r :CA r o q c.cc-:;. os c), ri t. r: e g OU ir1,11 l'•• 1: (5 l'•• 1. O 1:1 (J P- (:) Ca 5 :i. 'Sc:) cl a. lavra -LU r a cl a E is c:ritUra PI:A.131 (1 ) at r: ma ha v€-) r E) OS cl ébit os relce ren t es a 19E37 e 1 933. e a c:ir: esc i. MOS 1. e ga ci) „ c: o r) :I: o rm c)) o c:c.c me ri t. o i; cttce c:: :i. - 1.1,)).;; e ) coque; r: o p rov :i. men t o ao r e cu rso „ e s per ando : fr aze r- S ao b en :i. o cia C-, t.i E: o Rel. t. o :i. o 2 40? ns. MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no: 10580.009520/90-51 AcórciXo no: 202.06-293 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR JOSE ANTONIO AROCHA DA CUNHA Cl recorrente apresentou uma escriturik de fls. 22 em que fica claro a quitaao do imóvel com relaçáo ao FUNRURAL (TAPAS). Assim sendo, por nAb ter comprovado os pagamentos do 1TR relativos aos ex•rcicins de 1986 e 1987, nego provimento ao recurso interpocito. Sala das Sesffes, PM 04 de janeiro de 1994. JO T NI-e) OCIA DA CUNHA
score : 1.0
Numero do processo: 10480.010163/2002-79
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Oct 20 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Thu Oct 20 00:00:00 UTC 2005
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO. PRAZO. TERMO INICIAL. INTEMPESTIVIDADE. Inicia-se a contagem do prazo de trinta dias para apresentação de recurso na data da ciência da decisão de 1ª instância, na hipótese de ciência pessoal ou por via postal, com prova de recebimento em que consta a data deste, excluindo-se da contagem a data do início e incluindo-se a do vencimento. Não se conhece do recurso apresentado após esse prazo.
COFINS. LANÇAMENTO ANTERIOR. Deve ser cancelada a parte da exigência tributária que já tenha sido objeto de lançamento anteriormente efetuado.
Recursos voluntário não conhecido e de ofício negado.
Numero da decisão: 203-10493
Nome do relator: Sílvia de Brito Oliveira
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RV-Recorrida : DRJ em Recife - PE RO-Recorrente : DRJ EM RECIFE - PE RO-Interessada : Destilaria Pai Ltda. a. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO. PRAZO. TERMO INICIAL. INTEMPESTIVIDADE. Inicia-se a contagem do prazo de trinta dias para apresentação de recurso na data da ciência da decisão de l a instância, na hipótese de ciência pessoal ou por via postal, com prova de recebimento em que consta a data deste, excluindo-se da contagem a data do inicio e incluindo-se a do vencimento. Não se conhece do recurso apresentado após esse prazo. COF1NS. LANÇAMENTO ANTERIOR. Deve ser cancelada a parte da exigência tributária que já tenha sido objeto de lançamento anteriormente efetuado. Recursos voluntário não conhecido e de ofício negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: DRJ DESTILARIA PAL LTDA. ACORDAM os membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos: a) em não conhecer do recurso voluntário, face à intempestividade; e b) em negar provimento ao recurso de oficio. Sala das Sessões, em 20 de outubro de 2005. tonfzerra Neto Pres;• e te \ti MI/ • - • • • e Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros os Conselheiros Leonardo de Andrade Couto, Maria Teresa Martinez López, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Cesar Piantavigna, Valdemar Ludvig e Francisco Mauricio Rabelo de Albuquerque Silva. Eaallinp MINISTÉRIO DA FAZENDA, 2° Co iseo da Contribuir*** "-FRE COM O ORIGINAL • .1 atia, m i 0)2/ 06 0 1 vIsto • • • .,0 h ? CC-MF -7.ks,-2;r: Ministério da Fazenda • Fl.".5; •? Segundo Conselho de Contribuintes ':41‘13e> Processo ti* : 10480.010163/2002-79 Recurso na : 125.800 Acórdão ni : 203-10.493 Recorrente : DESTILARIA PAI LTDA. RELATÓRIO Contra a pessoa jurídica qualificada neste processo foi lavrado auto de infração para formalizar a exigência de crédito tributário relativo à Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) decorrente de fatos geradores ocorridos no período de março de 1997 a dezembro de 2001. Ensejou a constituição do crédito tributário a constatação, pela fiscalização, de diferenças entre os valores da contribuição declarados ou recolhidos pela contribuinte e os valores provenientes de sua escrituração contábil e fiscal. O feito fiscal foi tempestivamente impugnado e a r Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ) em Recife - PE, em Acórdão proferido em 28 de novembro de 2003, decidiu pela procedência parcial do lançamento para cancelar a exigência de parte do crédito tributário relativo ao período de março de 1997 a junho de 1999, que já haviam sido lançados anteriormente, recorrendo de oficio a este Segundo Conselho de Contribuintes. Da decisão da instância de piso, a pessoa jurídica autuada foi cientificada em 19 de dezembro de 2003, conforme Aviso de Recebimento (AR) à fl. 299, e, em 20 de janeiro de 2004, apresentou recurso em que alega a natureza confiscatória da multa de oficio aplicada e solicita que seja declarada a inexistência do débito, por ter sido ele objeto de compensação, por força de decisão judicial. A recorrente traz aos autos cópia autenticada do despacho da Desembargadora Federal Margarida Cantarelli, proferido no processo no. 2000.83.00.012985-9, que, até então, tramitava no Tribunal Regional Federal da 5' Região, cuja decisão reconhece o direito a créditos objeto do pedido de ressarcimento do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), com cópia à fl. 324, para compensar com todos os débitos da contribuinte e, remanescendo saldo, compensar com débitos de terceiros. Consta ainda dos autos certidão expedida pela Delegacia da receita Federal em Recife-PE para informar que há determinação judicial para que, dos créditos solicitados pela Destilaria Pai Ltda., no valor de R$ 9.947.435,00 (nove milhões novecentos e quarenta e sete mil quatrocentos e trinta e cinco reais), sejam deduzidos débitos seus com a Fazenda Nacional no valor de R$ 3.932.570,97 (três milhões novecentos e trinta e dois mil quinhentos e setenta reais e noventa e sete centavos), já apropriados pela Fazenda Nacional. A recorrente informou relação de bens para arrolamento, contudo não foram observadas as formalidades da Instrução Normativa SRF no. 264, de 20 de dezembro de 2002, e não constam dos autos que a Delegacia da Receita Federal tenha cumprido o disposto no art. 40 desse ato normativo. É o relatório. rb MINISTÉRIO DA FAZENDA 2' Conselho de Contribuintes CONFERE C'ZIA O ORIGINAL Brasília . f)9 1 Dt2 G viftr 2 d, •-• Ministério da Fazenda 2° CC-MF t . Fl. Segundo Conselho de Contribuintes 1:";,-.645 Processo na : 10480.010163/2002-79 Recurso n° : 125.800 Acórdão nt : 203-10.493 VOTO DA CONSELHEIRA-RELATORA SÍLVIA DE BRITO OLIVEIRA Relativamente ao recurso voluntário, note-se que a recorrente teve ciência da decisão da instância de piso em 19 de dezembro de 2003, sexta-feira, que, sendo dia de expediente normal na unidade preparadora do processo, marca a data do início da contagem do prazo de trinta dias previsto no art. 33 do Decreto n°70.235, de 6 de março de 1972. À vista das disposições do art. 50 do referido Decreto, há de se excluir dessa contagem o dia do início e incluir o dia do vencimento. Tem-se então que o termo final do prazo para apresentação do recurso voluntário neste processo se deu em 19 de janeiro de 2004, sendo pois intempestivo o recurso apresentado em 20 de janeiro de 2004. Destarte, uma vez que não foram atendidos os requisitos de admissibilidade do recurso voluntário, dele não tomo conhecimento. Quanto ao recurso de oficio, dele conheço e concluo que nenhuma reparo merece a decisão da 1 1 instância que cancelou a parte do crédito tributário referente aos fatos geradores ocorridos no período de março de 1997 a junho de 1999, que já havia sido lançada em auto de infração objeto do Processo n° 10480.002064/00-07. Diante do exposto, voto por não conhecer do recurso voluntário, por intempestivo, e negar provimento ao recurso de oficio. Sala d. Sessões, em 20 de outubro de 2005 a, / :RITO O EIRA MINISTÉRIO DA FAZENDA ConseCio de Contribuintes CONFERE COM O ORIGINAL Brastliktif_allat_ vts 3 Page 1 _0072900.PDF Page 1 _0073000.PDF Page 1
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Numero do processo: 10480.002132/89-70
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Aug 29 00:00:00 UTC 1991
Data da publicação: Thu Aug 29 00:00:00 UTC 1991
Ementa: CONTRIBUIÇÃO/FINSOCIAL - Comprovada a omissão de receitas, conforme elementos constantes do auto de infração relativo ao IRPJ e confirmado na decisão administrativa final, também relativa a este tributo, sobre dita omissão exigível é a Contribuição para o FINSOCIAL. Recurso a que se nega provimento.
Numero da decisão: 201-67323
Nome do relator: SÉRGIO GOMES VELLOSO
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Irus:AcADo Nom D. O. U. I C otÁpO ÉT 10,-1/19q_2 , wbnca --TrOTkj.l ie2(7 mlNis-rÉsi0 DA FAzEHJDA SEDuNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo N. 10.480-002-132/89-70 ovrs_ Sessiodo 29...de agosto 6519 91 ACORDA° N°201.47.323 Resumo n.o 83.626 Recorrente SULFATEK INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. Recosida DRF EM RECIFE/PE CONTRIBUIÇAO/FINSOCIAL - Comprovada a omissão de re- ceitas, conforme elementos constntes do auto de infra ção relativo ao IFLPJ e confirmado na decisão adminis- trativa final, -Lambem relativa a este tributo, sobre dita omissão exigível e a Contribuição para o FINSO CIAL. Recurso a que se nega provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por SULFATEK INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. ACORDAM os Membros da Primeir4 Cãmara do Segundo Conse lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Sala as Sessaes, em 29 de agosto de 1991. R 5,0 A71‘:7/ CASTRO - PRESIDENTE SÉR O GOMES VEtOSO - RELATOR DIVA Dat/ZIA ÇOSTA CRUZ E REIS - PREN VISTA EM SESSÃO DE 3Q Aso 1991 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros LINO DE AZEVEDO MESQUITA, HENRIQUE NEVES DA SILVA, SELMA SANTOS SALOMÃO WOLSZCZAK, DOMINGOS ALFEU COLENCI DA SILVA NETO, ANTONIO MARTINS CASTELO BRANCO e ROSALVO VITAL GONZAGA SANTOS (Suplente). Ail -:141i11; MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRMUINTES 02- Processo N9 10.480-002.132/89-70 Recurso N9; 83.626 Acorao N2: 201-67.323 RecorreMo; SOLFATEK INDÚSTRIA E COMERCIO LTDA. RELATÓRIO Ao ensejo do julgamento anterior do presente recurso por esta Cãmara, em sessã de 08 de novembro de 1990, foi o mesmo por mim relatado, conforme releio, para ser relembrado pelo Colegiado. (2 lido em plenário o relatório de fls. 415/416). Tendo em vista que o presente litigio se origina de fiscalização e conseqüente auto de infração relativo ao IRPJ, para melhor convicção do relator e desta Cãmara, foram solicitados os ele mentos julgados necessários e que informaram aquele litigio, inclusi ve cópia da decisão final administrativa, tudo conforme nosso pedido de diligência, constante do voto de fls. 417/418), a seguir transcri to e que releio. "Este Colegiado, já firmou o entendimento, como não poderia deixar de ser, de que não há reflexo do administrativo de determinação e exigência do Imposto de Renda - Pessoa Ju- rídica sobre os procedimentos de exigência de contribuições sociais (Pis/Faturamento e Finsocial) e de IPI ou IS Transportes, pois o imposto de renda tem como fato gerador o segue- \k\ hW/ 03- s5,=vicz Processo ne 10.480-002.132/89-70 Acórdão nO 201-67.323 lucro real, arbitrado ou presumido, enquan to que as referidas contribuições, que e a hipótese dos autos, tem como fato : gerador o faturamento de mercadorias ou de serviços. Com efeito, embora, em sentido lato, possa ser admitido como correto o entendimento de que o procedimento sob exame é reflexo de ação fiscal espeóffica na área de outro tri buto (imposto sobre a renda, no caso), nãoi se pode, ao meu entender, tome-lo como re- flexivo ou decorrente no sentido estrito do conceito adotado na administração fiscal. certo que são decorrentes nesse sentido es- trito os procedimentos que, tomando os mes mos fatos e &mentos que instruíram outro procedimento que denominaram de matriz de- vem seguir o mesmo destino deste, face à inquestionável relação de causa e efeito, que entrelaça a situação táctica, como é de se citar, as ações fiscais em que uma vez apurado lucro na pessoa Jurídica pe la adição ao cálculo desse tributo de recei tas omitidas, considera-se por presunção legal, que o valor dessa omissão seja toma- do como distribuído aos sócios. Da mesma forma, tenho que no caso de exigência de Finsocial (com base no Imposto de Renda - PJ) e de PIS/dedução, os fatos apreciados no procedimento do IRPJ possa-se considerar como coisa julgada em relação a essas con triuiçOes devidas sobre o IRPJ. O mesmo, entretanto, não se pode dizer quan do se trata de tributo diverso do IR ou 1(1 contribuições que tem por base o faturamen to e, pois, com normas legais próprias para apreciação das questões de fato e de direito, a serem apuradas em processo pró- prio e distinto, por força do disposto no art. 90 do Decreto no 70.235/72. Ao meu entender, nestes casos, como é o da presente hipótese, em que os elementos mate riais devem ser apreciados, segundo as nor mas próprias que regem a matéria tributária, cada administrativo deve ser instruído com os seus elementos de convicção, ainda que estes sejam comuns às diversas exigências. certo que isso importarã em duplicação de documentos, porem a eliminação deste estor- vo à agilização do processo administrativo segue- SERVIÇO FUSLICC FEWEAL 04- Processo n g 10.480-002.132/89-70 Acórdão n g 201-67.323 somente se poderá dar por alteração do cita do Decreto n g 70.235/72 (Processo Adminis- trativo Fiscal). E isso se impõe, sobretudo, quando as ins- tãncias administrativas revisoras são dis- tintas em relação aos diversos tributos e contribuições, pois que a instância revi sara aprecia não só adecisão recorrida,com5 os arguemntos trazidos ao recurso e os ele- mentos de convicção. Vale dizer, sob pena de incidência de cerceamento de defesa, a instãncia revisora, na apreciação do recur- so deve apreciá-lo itengralmente, nos seus efeitos suspensivo e devolutivo,verificando todos os argumentos oferecidos à discussão e os elementos de convicção. Dos autos observa-se que ao mesmo fora ane- xado grande número de documentos pela Recor rente, não vejo, entretanto, no mesmo, 5 demonstrativo da conta do passivo questiona do pela fiscalização, nem os elementos de convicção levados pela fiscalização. , Por estas razões, voto em preliminar ao me- rito, por baixar o presente recurso em dili gência a fim de que a autoridade preparado- ra anexe ao presente cópia reprográfica dos elementos de convicção levados ao adminis - trativo, relativo ao IRPJ, pela fiscaliza - ção e pelo contribuinte (desta, tão-somente os que não tenham sido anexados ao presente feito), inclusive a decisão do Eg. Primeiro Conselho de Contribuintes; se,por-economia, entender necessário, junte por linha o alu- dido administrativo relativo as IRPJ. O presente administrativo somente deve re- tornar após cumprida a diligência, aguardan do na repartição preparadora até que esta possa obter os dados solicitados. E o meu voto." A diligência foi cumprida mediante anexação de cópia do Acórdão n g 103-10.977, o qual, conforme veri'co e escla ,k segue- SERVICO P ,e-CO PEOE ná. l. 05- Processo no 10.480-002.132/89-70 Acórdão no 201-67.323 - esclareço, por unanimidade de votos, entendeu caracterizada e com- provada a ocorrencia de "obrigação anterioremente liquidada, menti da no passivo, ao final do exercício e configurada a irregularidade dc saldo da conta FORNECEDORES, e procedente omissão de receitas." \)\\\\ É o relatório. segue- 7C2i SERV'ÇO PLELICO PEMe,=>.. 06- Processo n9 10.480-002.132/89-70 Acórdão no 201-67.323 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR SÉRGIO GOMES VELLOSO Nos termos do relatório e voto, que comp5em o referido Acórdão no 103-10.977, verifica-se caracterizada a omis- são de receitas, visto que "os títulos exibidos, que representavam as pendências arroladas ao final do exercício, foram liquidados no curso do exercício, antes do seu encerramento, nada autorizando assim a sua indicação na conta, nos moldes feitos pelo contribuin- te autuado." Configurada dessa forma a omissão de receita, sobre a parcela omitida, conseqfientemente, exigível e a Contribui. . ção para o FINSOCIAL. Nego provimento ao recurso. Sala das Se siie , 29 de agosto de 1991. /17_ — SÉR 10 GOMES VELLOSO
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Numero do processo: 10183.002514/95-79
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Mar 20 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Thu Mar 20 00:00:00 UTC 1997
Ementa: ITR - VALOR DA TERRA NUA - O Valor da Terra Nua atribuído por ato normativo do Secretário da Receita Federal somente pode ser alterado mediante prova lastreada em laudo técnico, na forma e condições estabelecidas na legislação tributária. Recurso a que se nega provimento.
Numero da decisão: 202-09054
Nome do relator: Marcos Vinícius Neder de Lima
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O.. 2.Q Da CU/ 06J 199 ?L:-. c . nAe# MINISTÉRIO DA FAZENDA C .Rubrica ..r.rOrirCit SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10183.002514/95-79 Sessão . 20 de março de 1997 Acórdão : 202-09.054 Recurso : 99.939 Recorrente : OSMAR POSSER Recorrida : DRJ em Santa Maria - RS 1TR - VALOR DA TERRA NUA - O Valor da Terra Nua atribuído por ato normativo do Secretário da Receita Federal somente pode ser alterado mediante prova lastreada em laudo técnico, na forma e condições estabelecidas na legislação tributária. Recurso a que se nega provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: OSMAR POSSER. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 20 de março de 1997 1., fr . t Amicius Neder de Lima ente e Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Antonio Carlos Flueno Ribeiro, Helvio Escovedo Barcellos, Tarásio Campeio Borges, Oswaldo Tancredo de Oliveira, José de Almeida Coelho, Antônio Sinhiti Myasava e José Cabral Garofano. mdrn/AC/RS 1 • MINISTÉRIO DA FAZENDA 47.4.4 ift:9AG;e: SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10183.002514/95-79 Acórdão : 202-09.054 Recurso : 99.939 Recorrente : OSMAR POSSER RELATÓRIO O contribuinte apresentou impugnação à Notificação de Lançamento (fl. 02) relativa ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural e Contribuições CNA e SENAR, exercício de 1994, do imóvel rural situado no Município de Vera-MT, cadastrado na Secretaria da Receita Federal sob o n° 3607043-2. Alega em seu favor ter havido supervalorização de seu imóvel, decorrente da adoção pelo Fisco do Valor da Terra Nua (VTN) incompatível com a realidade dos preços de terra na região. Os critérios utilizados pela Secretaria da Receita Federal para fixar o VTN rninimo não levaram em conta os diversos tipos de terra existentes no município, ocasionando um preço único irreal. Roborando tal afirmativa, anexou aos autos Declaração da Prefeitura Municipal de Vera, assinada pelo Chefe da Divisão de Tributação, e uma avaliação realizada por imobiliária da região, ambas de 15 de maio de 1995. Da análise dos elementos do processo, a autoridade preparadora considerou as referidas declarações insuficientes para comprovar o valor requerido na petição e intimou o contribuinte para, em 20 (vinte) dias, apresentar Laudo Técnico de Avaliação circunstanciado, elaborado por técnico registrado pelo CREA, com o Valor da Terra Nua, por hectare, e outras informações necessárias. O recorrente atendeu a intimação, apresentando Laudo de Avaliação resumido (ft 13), de 8 de agosto de 1995, em que o avaliador se restringe a indicar o VTN do imóvel em questão. O julgador singular, então, na ausência de elementos de prova que refutassem a tese fiscal, considerou procedente o lançamento, fundamentando sua decisão, em sintese, nos seguintes aspectos: 2 *44,0 MtNISTERIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10193.002514/95-79 Acórdão : 202-09.054 I) o levantamento dos preços médios de terras da região, conforme determina o artigo 3° , § 2°, da Lei n° 8.847/94, baseou-se em pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), tendo sido apreciado pelo Ministério da Agricultura, do Abastecimento e Reforma Agrária; 2) para que seja questionado o Valor da Terra Nua mínimo (VTNminimo), nos termos do art. 3° da Lei is° 8.847/94, o recorrente deveria apresentar laudo técnico que contivesse as razões ou argumentos em que se fundamentava a avaliação, apresentando os estudos realizados e as conclusões da pericia, 3) a Norma Técnica da ABNT, NBR 8799, fixa condições exigíveis para a avaliação de imóveis rurais e deve ser aplicada em todas as avaliações de imóveis rurais. Irresignado com a decisão singular, tempestivamente o autuado interpõe Recurso Voluntário a este Colegiado, onde reitera os argumentos esposados na peça impugnatória e apresenta novo Laudo de Avaliação da propriedade. A Fazenda Nacional em suas contra-razões, assinada por seu douto representante, entende que deve ser mantido integralmente o lançamento. É o relatório. 3 FC ik.‘5 • MINISTÉRIO DA FAZENDA ''',0!E=?F SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES .4.a-t5ga Processo : 10183.002514/95-79 Acórdão : 202-09.054 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR MARCOS VINÍCIUS NEDER DE LIMA Depreende-se do relatado que o litígio trazido ao conhecimento deste Colegiado cinge-se ao Valor da Terra Nua (VTN) utilizado pelo Fisco na Notificação de Lançamento do exercido de 1994. O recorrente alega, inicialmente, que a metodologia do levantamento de valores constantes na IN n° 16/95, que serviram de base de cálculo para o lançamento do ITR/94, não obedeceu aos critérios previstos na Lei n° 8.847/94, ou seja, não foram efetuados os levantamentos para os diversos tipos de terra no município. Traz aos autos, para corroborar esta assertiva, demonstrativo da variação dos VTN minimos (em UM) nos últimos anos. Cumpre lembrar, neste passo, que a tal comparação dos VTN mínimos pode apresentar inconsistências se não se considerar a legislação de regência à época do levantamento. Isto porque os valores dos exercícios de 1992 e 1993 não eram calculados em UFIR, ficando o periodo entre a apuração do VTN e a respectiva notificação de lançamento sem correção monetária, situação que só foi alterada no exercício de 1994. Compará-los, portanto, mesmo convertidos em UF1R, certamente acarretará distorções de valores. Por outro lado, o legislador ao prever, no artigo 3° da Lei n° 8847/94, a possibilidade de o contribuinte apresentar Laudo Técnico de Avaliação, na hipótese de pretenso erro na avaliação do imóvel pela autoridade fiscal, visou atender ao perfil de especificidade de certas propriedades que, por serem distintas das demais no municipio, justificam a adoção de um valor inferior ao minimo legal. Acontece, porém, que ha requisitos mínimos em uni Laudo Técnico de Avaliação a serem cumpridos: primeiramente, seja expedido por profissional tecnicamente habilitado e, além disso, possa expor e justificar, com precisão, todos os parâmetros adotados para o fim a que se presta, a metodologia aplicada, bem como a conclusão do estudo realizado, do contrário somente pode ser interpretado como simples opinião, inservivel para afastar as possibilidades contrárias. No caso em comento, o Laudo de Avaliação apresentado não preenche estes requisitos, porquanto não atende as Normas de Avaliação de Imóvel Rural da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT (NBR 8799), por não demonstrar os métodos avaliatórios e fontes pesquisadas que levaram à convicção do valor atribuído ao imóvel. Além de restar não 4 • , MINISTÉRIO DA FAZENDA T,ST:TAS. SEGUNDE, CONSELHO DE CONTRIBUINTES c-41*Je Processo : 10183.002514/95-79 Acórdão : 202-09.054 comprovada a responsabilidade técnica do perito, por não ter sido anexada aos autos a cópia da Anotação de Responsabilidade Técnica - ART pela avaliação, devidamente registrada no CREA Entendo, pois, que o requerente não trouxe aos autos elementos que configurem, de modo inequívoco, a alegada majoração do Valor da Terra Nua (VTN), que Serviu de base para o lançamento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR de seu imóvel Pelo exposto, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO, mantendo a exação nos valores constantes na Notificação de Lançamento Sala das Sessões, em 20 de março de 1997 MAR til ! ' 1US NEDER DE MALA 5
score : 1.0
Numero do processo: 10480.012465/92-94
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Dec 03 00:00:00 UTC 1996
Data da publicação: Tue Dec 03 00:00:00 UTC 1996
Ementa: IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO E IPI.
Importação de bens com redução para zero da alíquota do I.I., ao
amparo da Res. CPA 14-1034/86, com vigência prorrogada pela
14-1302/87. Exigências de tal ato legal atendidas.
Recurso provido.
Numero da decisão: 302-33.444
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, vencidos os Conselheiros: Elizabeth Emílio de Moraes Chieregatto, Antenor de Barros Leite Filho, Henrique Prado Megda, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: UBALDO CAMPELLO NETO
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Importação de bens com redução para zero da aliquota do ao amparo da Res. CPA 14-1034/86, com vigência prorrogada pela 14- 1302/87. Exigências de tal ato legal atendidas. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, vencidos os • Conselheiros: Elizabeth Emílio de Moraes Chieregatto, Antenor de Barros Leite Filho, Henrique Prado Megda, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 03 de dezembro de 1996 ~t"-.0"..'eeererr" ELIZABETH EMÍLIO DE MORAES CHIEREGATTO PRESIDENTE W eete4 S ALDO CAMPtia.0 NETO RELATOR VISTA EM 12 MAR 1997 RP/302-0-649 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ELIZABETH MARIA VIOLATTO, LUIS ANTONIO FLORA, RICARDO LUZ DE BARROS BARRETO e PAULO ROBERTO CUCO ANTUNES hin MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CAMARA RECURSO N° : 116.149 ACÓRDÃO N° : 302-33.444 RECORRENTE : SISTEMAS AVANÇADOS DE TELEINFORMÁTICA S/A RECORRIDA : ALF/PORTO DE RECIFE/PE RELATOR(A) : UBALDO CAMPELLO NETO RELATÓRIO Trata-se de importação efetivada pela Sul América Teleinformática S/A, através da DI n° 002074 de 06/11/87 (adição 001); com redução para zero da aliquota do 1.1., por força da Res. CPA n° 14-1034/86. noF Quando do ato de revisão da DI mencionada, foi constatado o não cumprimento da exigência prevista no art. 2°, inc. II, das Resoluções CPA 14-1034/86 e 14-1302/87. Ali está estabelecido que o tratamento tarifário será aplicado mediante: a) apresentação de guia de importação, devendo ser atestada a não existência de similar nacional para o produto importado. Para este caso, o importador fez prova juntando a Guia com esse fim, na qual a autoridade competente atesta inexistir similar nacional para o produto, conforme comprova o documento de fls. 06; b) declaração expressa do CNPq de que os bens constantes do documento de importação, beneficiados com a redução de aliquota, prevista na referida Resolução, destinam-se à pesquisa cientifica ou ao desenvolvimento tecnológico. O importador não fez essa prova, pois não juntou tal declaração do CNPq. Em conseqüência, foi lavrado o Auto de Infração de fls. 01 para cobrança do Crédito Tributário de fls. 07 e 08. - Intimada, a empresa apresentou, tempestivamente, suas razões de defesa, alegando que; a) o Fiscal, por excesso de zelo, admitiu como irregular o beneficio de redução de aliquotas relativa à DI 2074/87 a despeito das observações comidas no anverso da Guia de Importação de n° 001-87/028154-0 firmado por funcionário do CNPq, atestando a inexistência de mercadoria similar no mercado nacional; b) a mercadoria discriminada na aludida 01 está identificada no item 211 da Relação de Material a Importar, integrante do Certificado de Aprovação de .1 Projeto (Processo CNPq n° SCI1028-R-86), demonstrando, que foram atendidas, à época, as exigências contidas no artigo 2° da Resolução CPA - 14-1034/86, para efeito de inexistência de similar nacional. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 116.149 ACÓRDÃO N° : 302-33.444 Apreciadas as razões de defesa, o AFTN foi pela manutenção da ação fiscal, dizendo que: a) a empresa afirma que o atestado de inexistência de similar nacional é firmado por funcionário do CNPq. Do exame da GI, de fl. 06, já aludida, deflui que o Supervisor Roberto Santos, subscritor tanto da cláusula de Transporte obrigatório, como do Atestado sobre similaridade, ali apostos é funcionário da então CACEX (DECEX) e não, do CNPq"; b) quanto às alegações seguintes, tendo a empresa juntado cópia de Relação de Material, de fls. 49, na sua ótica, essa prova documental elide a infração descrita na autuação. c) a manifestação de similaridade e a declaração do CNPq, exigências da Resolução CPA, quer de n° 14-1034/86, quer de n° 14-1302/87, são obrigações do Importador em apresentá-las, expressas na CI. d) O controle fiscal só assegurado com o cumprimento das exigências estabelecidas na Resolução, quais sejam, manifestação de sinnlaridade e declaração do CNPq, expressas na CI. A cópia da Relação de material, de fls. 49, enquanto prova, é inadequada pela desconformidade com o objeto. Mesmo tendo sido aposto, na GI, atestado de inexistência de similar nacional, pela CACEX, e não, pelo CNPq, isto, por si só, não assegura o controle fiscal, objeto da declaração do CNPq, por não ter esse órgão, nela (GI), expresso sua declaração. A ação fiscal foi julgada procedente conforme Decisão n° 020/93 (fls.67). Inconformada, a empresa apresentou recurso tempestivo e, após, petição com esclarecimentos, incorporada ao recurso por determinação do Presidente desta Câmara (fls. 93), com os seguintes argumentos: Ao decidir pela manutenção da ação fiscal, o Douto Julgador, concluiu que as condições da Resolução CPA 14-1302/87 são independentes e que a documentação exibida pela Recorrente não satisfazia o item I, do art. 2° daquela Resolução. Examinando-se o documento de fls. 06 dos autos encontramos a declaração a seguir transcrita: 1 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CAMARA RECURSO N' : 116.149 ACÓRDÃO N' : 302-33.444 "Para fins da Resolução n° 14-1034/86 da Comissão de Política Aduaneira, atestamos a não existência de produção e/ou similar nacional para mercadoria objeto deste documento". Na apreciação de fundamentos da impugnação, entendeu o Fiscal autuante que a pessoa que firmou a declaração retro é funcionário da CACEX e não do CNPq. É evidente que a CACEX não emitiria, graciosamente, a inexistência de produto similar nacional, a não ser com prova inequívoca apresentada pelo importador. 3 Com a indicação na peça de defesa, dos itens de mercadorias na Relação de Material a Importar devidamente referendada pelo carimbo do CNPq que se ajustam integralmente ao discriminado na Declaração de Importação revisada, está suprida a exigência fiscal, sem dar margem a possível prática de importação de quantidade maior do produto, porquanto tal irregularidade seria de fácil percepção ao se cotejar os bens discriminados nas DIs com o original da relação de Material a Importar, arquivado na repartição fiscal, justamente para oferecer subsídio a uma fiscalização efetiva. E acrescenta, às fls. 92/93: O único requisito efetivamente não cumprido é o da não apresentação da guia de importação ao CNPq, após emitida, para sua averbação. O requisito não foi cumprido porque esse órgão, através da manifestação intitulada "Incentivos à Pesquisa e Desenvolvimento" que corresponde ao Roteiro para Habilitação ao Programa (Doc. 01 fls. 94) dispensa tal apresentação quando se trata de financiamento externo, como no presente caso. No entanto, a recorrente fazia arquivar no Conselho, para seu conhecimento e controle cópia de todas as Declarações de Importação (doc. 02- fls. 95). Examinando-se o Doc. 01 (fls. 94) verifica-se que, no verbete Efetivação do Incentivo é exigido, logo abaixo, Encaminhar à SAC cópias das Declarações de Importação. Note-se que é para efetivação do beneficio, isto é, controle. Essa exigência é confirmada no Oficio SGS 229/87 dirigido diretamente à recorrente (Doc.03 - fls. 96). É o relatório. • 1 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 116.149 ACÓRDÃO N° : 302-33.444 VOTO O recurso é tempestivo e dele tomo conhecimento. Este processo teve, desde o início, quando da lavratura do auto de infração apenas uma irregularidade, mas foram ocorrendo ao longo das intervenções das partes, diversos equívocos que agora tento esclarecer. No texto do Auto de Infração, às fls. 01 - verso está dito: ler "O art. 2° da Resolução invocada determina que o tratamento tarifário ali previsto, será aplicado pela autoridade fiscal, mediante: I- apresentação de guia de importação, devendo ser atestada a não existência de similar nacional para o produto importado. O Importador fez prova de que satisfez essa exigência, juntando à Declaração de Importação Guia com esse fim, na qual a autoridade competente atesta inexistir similar nacional para o produto objeto da importação, conforme comprova o anexo de fis. 06; II- declaração expressa do CNPq de que os bens constantes do documento de importação, beneficiados com a redução de alíquota, prevista na referida Resolução, destinam-se à pesquisa científica ou ao desenvolvimento tecnológico. O importador não fez a prova de que satisfez a essa exigência, pois não juntou ao Despacho de Importação tal declaração. A autoridade julgadora de primeira instância, às fls. 71, justificando sua decisão, diz que "as duas condições têm que ser cumpridas e a autuada com a documentação apresentada, satisfez ao item I, deixando de cumprir o item 11, o que exprime requisito indispensável para o direito ao beneficio concedido no art. 1° da Resolução mencionada, conclusão a que se chega analisando o texto da Resolução CPA 14-1034/86". Portanto, não houve qualquer questionamento, sobre o item I da mencionada Resolução. Cabe, assim, a análise da parte referente ao item II. Qual foi o requisito não cumprido pela Recorrente e, por que não foi cumprido? MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CAMARA RECURSO N' : 116.149 ACÓRDÃO N° : 302-33.444 Efetivamente não foi apresentada a Guia de Importação ao CNPq para sua averbação. Mas o CNPq através de manifestação intitulada "Incentivos á Pesquisa e Desenvolvimento", que corresponde ao Roteiro para Habilitação ao Programa, dispensa, textualmente, a apresentação da Guia quando se trata de financiamento externo, como no caso objeto deste processo. (vide fls.94). A empresa encaminhava ao CNPq, para seu conhecimento, controle e arquivo, cópia de todas as Declarações de Importação. A DL dos Autos está mencionada ás fls. 94. A própria Entidade, CNPq, em correspondência enviada à empresa diz. a "Para efetivação do incentivo concedido, além dos procedimentos normais de importação, deverão ser observadas as seguintes obrigações por parte da empresa: a) encaminhar à Superintendência de Gestão e Serviços deste CNPq, via e anexos da Guia de Importação, logo após a emissão pela CACEX. Mas ressalva: Não se aplica nos casos de concessão de Dispensa de Financiamento Externo. (vide fls. 96). Por tudo o que foi exposto, verifica-se que a empresa não estava obrigada a encaminhar a Guia de Importação ao CNPq, em razão de determinação do próprio Conselho e todas as demais obrigações foram devidamente cumpridas. Dou provimento ao recurso. E o meu voto. Sala das Sessões, em 03 de dezembro de 1996 ‘LieelCé 1 1 ALDO CAMPEL NETO - RELATOR 6 Page 1 _0007100.PDF Page 1 _0007200.PDF Page 1 _0007300.PDF Page 1 _0007400.PDF Page 1 _0007500.PDF Page 1 _0007600.PDF _0007700.PDF _0007800.PDF
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Numero do processo: 10166.001347/91-04
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 04 00:00:00 UTC 1991
Data da publicação: Wed Dec 04 00:00:00 UTC 1991
Ementa: ISENÇÃO - Perda do benefício previsto no artigo 13, Lei 7752/89 por
desvirtuamento da destinação do bem, por cessão de seu uso. Nega-se
provimento.
Numero da decisão: 301-26773
Nome do relator: SANDRA MIRIAM DE AZEVEDO MELLO
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Nega-se provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Cons lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam In egrar oam t pre sente julgamento. Brasília-DFfÀ, 04 de dezembro de 1991. .4 ITAMAR •,-51, COSTA - Presidente • • SANDRA MI IAM DE AZEVEDO MEL O - Relatora MIRIAM DO E2ViÇili-N2t-711WIÇERDT-Proc. da Faz. Nacional VISTOEM O 6 DE7.1991 SESSÃO DE: Participaram ainda do presente julgamento os seguintes Conselheiros: Luiz Antonio Jacques, João Baptista Moreira, Wladrir Clovis Morei ra, Fausto Freitas de Castro Neto e FlavioAntri , Queiroga Mendlo vitz. Ausentes os Conselheiros Ivar Garotti e José Theodoro Mascare nhas Menck. 02. SERVICO PÚBLICO FEDERAL MEFP - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - PRIMEIRA CÂMARA• RECURSO N 2 114.175 - ACÓRDÃO N 2 301-26.773 RECORRENTE : FEDERAÇÃO AUTOMOBILÍSTICA DO DISTRITO FEDERAL RECORRIDA : DRF - Brasilia-DF RELATORA : SANDRA MÍRIAM DE AZEVEDO MELLO RELATÓRIO Contra a entidade acima citada foi lavrado o Auto de Infração de fls. 01 com exigencia do I.I. e do I.P.I. incidentes so bre a importação de um automóvel de corrida Fórmula 3 - marca RLinariol, por ter a mesma ::importado o bem para uso próprio, com isenção tribu tária, mas cedido o seu uso ao piloto Amir Nasr. 4111 Foi ainda exigido, no auto, a multa do art. 521, II, a do Regulamento Aduaneiro, bem como a multa do art. 364, II do RIPI. As fls. 15, foi juntado o Termo de Compromisso firmado entre a Cedente Federação de Automobilismo do Ditrito Federal e o Cessionário Amir Nasr, na qual este último recebe o bem em questão para uso, responsabilizando-se pelo mesmo. Consta às fls. 06 carta do Sr. Raymundo Nonato Soares Gurgel à Receita Federal, declarando ter preparado toda a documenta ção para a importação do carro, que todas as despesas da importação foram assumidas pelo piloto Amir Nasr e que o piloto assumiu a res ponsabilidade e guarda total do carro de competição. Impugnou a entidade, às fls. 33/36, alegando em sintese • que: - o Termo de Compromisso não caracteriza a transferência do bem, mas se constitui cono documento hábil para atender exigências de outras federaçOes; - a utilização do bem se destina a competições automobilisticas em nome da Federação brasiliense, por um de seus pilotos, no caso o cessionário mencionado; - o Termo de Compromisso consigna a responsabilidade civil e penal do piloto que viesse a se utilizar do veiculo e o mesmo não confe riu ao cessionário a disponibilidade sobre o bem .e que está ausen te qualquer característica onerosa; - quanto ao I.P.I. estava isenta a entidade segundo a Lei n 2. 7.752/ 89 e conforme oficio 728/89 que tramitou na Receita Federal; - Juntou a entidade carteiras de filiação do "piloto cessionário" re Imprensa Nacional uJ. Rec.: 114.175 Ac.: 301-26.773 SEF4 \//C(J PUBUCO FEDERAL cortes da imprensa local e fotos do veículo. A Decisão de fls. 52/56, manteve o auto pelas seguintes razões: - pelos documentos que instruem o processo, inclusive pela Declara ção do então Presidente da Entidade (fls. 06), está claro que o nome da mesma foi utilizado para obter isenção tributária em bene ficio de pessoa física; - que o Termo de Compromisso constitui verdadeira cessão de direito de uso do veiculo em causa; - que o carro não permanece nas dependencias da Federação, tendo o piloto assumido a responsabilidade e guarda total do mesmo. Recorre a Federação Automobilística a este Conselho, arguindo as mesmas razOes da impugnação e acrescentando que: - a entidade tem direito de escolher qualquer de seus pilotos para utilizar o veículo sendo o piloto Amir Nasr o mais habilitado; - a entidade como pessoa jurídica que é não pode utilizar o sem bem, a não ser através de pessoa física; - pede o provimento do recurso. É o relatOrio. • Pr~saNacimal Rec.: 114.175 Ac.: 301-26.773 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL VOTO Trata-se, nestes autos, da isenção subjetiva prevista no, artigo 149, inciso XV do Regulamento Aduaneiro e no artigo 13 da Lei n 2 7.752, de 14/04/89, que beneficia as pessoas jurídicas de natureza desportiva. Necesário se faz examinar, na espécie, se ocorrreu a cessão de uso do bem importado. O art. 137, do Regulamento Aduanerio, assim disp5e: "Art. 137 - Quando a isenção ou redução for vinculada à qualidade do importador, a transferencia de propriedade ou_usodos bens, a cqu'àlquer titulo, obriga ao prévio • pagamento do imposto (D.L. n 2 37/66, art. 11)" (grifo nosso). Entende a recorrente que não cedeu o uso do bem ao pilo to Amir Nasr e que o Termo de Compromisso foi realizado pela Federa ção e o piloto acima mencionado apenas para resguardar responsabilida de civil e penal. O mencionado art. 137 do R.A. exclui todo e qualquer ti po de cessão, porque estabelece a regra geral contida na expressão ... a qualquer titulo", dispondo que sua infringencia implica no pa gamento do imposto. Está patente, nos autos, através da documetnação iuntada pela entidade, em especial o Termo de fls.15, que o uso do bem Nfoi • transferido ao piloto Amir Nasr. Não, esperamos, é lógico como pre tende insinuar a recorrente, que uma pessoa jurídica pilote o veicu lo em criestão. O que se exige, porém, é que, no mínimo o uso do carro importado, esteja efetivamente à disposição e uso da Federação, atra vés de seus vários pilotos filiados e não apenas de um deles, num pri vilégio que deixa perceber o real objetiv p da importação beneficia da. Ademais, o Sr. Amir Nasr possui a guarda total do bem que, assim, não fica sequer na posse da Federação e guardado nas de pendencias da mesma em sua sede no Autódromo de Brasília. O bem importado não serve à Federação Automobilística Irar' mesmo à comunidade de pilotos, e Sr. Amir Nasr, diga-se de passagem, efetuou as despesas relativas à importação, conforme depoimento nos autos. Im5rensa NacionaI Rec.: 114.175 Ac.: 301-26.773 _ SERVIÇO PUBLICO FEDERAL A Lei 7.752/89, preve o beneficio fiscal para as entida des desportivas e somente se o bem a ser importado for para uso pró- prio (art. 13) (grifamos). O Termo de Compromisso, como dissemos, deixa comprovado que o carro é utilizado somente pelo piloto Amir Nasr e por mais nenhum membro da Federação e as partes no referido Termo são denomi nadas Cedehte(Federação) e Cessionário (Amir Nasr). Cabe, ainda, observar que as fotos do carros (fls. 42 e 43 verso) demonstmmu que nem o nome da Federação brasiliense está es tampado no mesmo. Aliás, as competiçOes são, notoriamente, entre pilo tos, individualmente, e não entre entidades. All Diante do exposto, nego provimento ao recurso, por consi dear que ocorreu a hipótese prevista no art. 137 do R.A., sendo des virtuado o objetivo definido ono art. 13 da Lei 7.752/89. Sala das SessOes, em 04 de dezembro de 1991. M O/14 (Á a /70eA) SANDRA MÍRIAM DE AZEVEDO MELLO - Relatora • • Im p rensa Nacional
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Numero do processo: 10467.000157/95-37
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Dec 06 00:00:00 UTC 1996
Data da publicação: Fri Dec 06 00:00:00 UTC 1996
Ementa: "É vedada a transferência, a qualquer título, de bens Importados com o
benefício da isenção vinculada à qualidade do importador. Inteligência
ao artigo 137 do Regulamento Aduaneiro."
Recurso provido.
Numero da decisão: 301-28270
Nome do relator: LEDA RUIZ DAMASCENO
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ementa_s : "É vedada a transferência, a qualquer título, de bens Importados com o benefício da isenção vinculada à qualidade do importador. Inteligência ao artigo 137 do Regulamento Aduaneiro." Recurso provido.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-07T02:48:04Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-07T02:48:04Z; Last-Modified: 2009-08-07T02:48:04Z; dcterms:modified: 2009-08-07T02:48:04Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-07T02:48:04Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-07T02:48:04Z; meta:save-date: 2009-08-07T02:48:04Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-07T02:48:04Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-07T02:48:04Z; created: 2009-08-07T02:48:04Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2009-08-07T02:48:04Z; pdf:charsPerPage: 1368; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-07T02:48:04Z | Conteúdo => A 1. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA PROCESSO N' : 10467.000157/95-37 SESSÃO DE : 06 de dezembro de 1996 ACÓRDÃO N' : 301.28.270 RECURSO N'' : 118.290 RECORRENTE : FUNDAÇÃO DE APOIO À PESQUISA E À EXTENSÃO - FUNAPE RECORRIDA : DRJ/RECIFEJPE "É vedada a transferência, a qualquer título, de bens Importados com o beneficio da isenção vinculada à qualidade do importador. Inteligência do artigo 137 do Regulamento Aduaneiro." Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso apenas para isentar as multas aplicadas. Vencidos os Conselheiros: Márcia Regina Machado Melaré e Luiz Felipe Gabião Calheiros, que davam provimento integral, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 06 de dezembro de 1996 MOACYR :»11 EIROS PRESIDE.00001110111.4- li/ /A /.4' 1 14 01 PAR P. . 1 v • O RELATORA (5.(6 Pft)- iet)1 Xiiciana Uortez (Rotiz Pontes Procuradora da Fazend3 Na:onal 2 5 MAR 1997 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ISALBERTO ZAVÃO LIMA, JOÃO BAPTISTA MOREIRA, FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO. Ausente o Conselheiro: SÉRGIO DE CASTRO NEVES. Fez sustentação oral o professor Francisco Fernando Ribeiro Monte. RG 1635.373-SSP/BA alice • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA RECURSO N° : 118.290 ACÓRDÃO N° : 301.28.270 RECORRENTE : FUNDAÇÃO DE APOIO À PESQUISA E À EXTENSÃO FUNAPE RECORRIDA : DRT/RECIFE/PE RELATOR(A) : LEDA RlUIZ DAMASCENO RELATÓRIO A recorrente importou computadores e acessórios ao amparo da lei 8.010/90, com beneficio da isenção do Imposto de Importação e IPI, para pesquisas científicas e tecnológicas vinculada à destinação dos bens, nos termos do artigo 145 do RA. Entretanto, o parágrafo segundo do artigo 10 da lei 8.010/90, conta que somente se beneficiarão desta Isenção as Importações realizadas pelo CNPq e ou na execução programas científicos e tecnológicos ou de ensino, credenciados pelo CNPq, caracterizando a importação vinculada à qualidade do importador, prevista no artigo 137 do Regulamento Aduaneiro. Em ato de fiscalização constatou-se que a requerente-FUNAPE, transferiu a posse e uso dos referidos equipamentos a terceiros, através de contrato de cessão, constando dos referidos contratos cláusula de pagamento e de transferência da posse definitiva, contratos de fls. A cláusula nona do contrato combinada com a cláusula terceira e quarta, deixa clara a transferência dos equipamentos: "Cláusula NONA DA DOAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS: No término do prazo estabelecido na cláusula terceira e não havendo débito por parte do cessionário, a cedente doará ao cessionário, o(s) equipamento (s) objeto do presente contrato, aprovado pelo Conselho Curador da cedente em sessão do dia 13/08/92, ficando o cessionário obrigado a utilizá-lo para os fins previstos na lei 8.010/90". Tendo o Auto de Infração efetuado o lançamento do crédito tributário relativo ao pagamento do II e IPI, multa com base no inciso II do artigo 4° da Lei 8.218/91, 364, inciso II do RIPI e, ainda multa de controle administrativo das Importações com base no inciso II do artigo 526 do RA A peça de impugnação, apresentada tempestivamente, alega, em síntese, o seguinte: 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA RECURSO N' : 118.290 ACÓRDÃO N' : 301.28.270 a) as irregularidades, objeto do descredenciamento da Fundação junto ao CNPq para efeito de gozo dos beneficios da lei 8.010/90, não seriam os mesmos a que fazem menção os termos de encerramento lavrados; b) nenhuma transferência de propriedade ou de uso das mercadorias importadas através das Dis, realizada, uma vez que a importação desses bens sofreu obstáculos por parte da Receita Federal, nos termos do processo n° 10467.000157/95- 37; c) as transferências efetivadas dizem respeito à DI n° 24966/93; d) os equipamentos importados são necessariamente utilizados pelos usuários, professores e pesquisadores, pertencentes à Universidade Federal da Paraíba, sem qualquer ofensa à Lei 8.010/90, em decorrência da cessão de uso formalizada, no tocante aos bens importados em 1993; e) a doação de bens, antes de transcorridos os cinco anos previstos pela Lei, dar-se-ia "ficando o cessionário obrigado a utilizá-lo para os fins previstos da Lei 8.010/90 e foi a forma encontrada para a obtenção de recursos financeiros, visando a uma maior aquisição desses equipamentos, tão só e unicamente com a intenção de desenvolver uma política crescente de fomento de programação de pesquisa científica e tecnológica e da melhoria do ensino no âmbito da UFPB"; t) a transferência de propriedade realizada como doação, no tocante a algumas das importações de 1993, o foi sem a devida autorização da Receita Federal, doações essas que foram posteriormente revogadas, através do Oficio Circular EXESE n° 01/95, às fls. 258. No entanto, as importações efetivadas em 94 e 95 não foram objeto de doação; g) a Lei 8.010/90 não trata de isenção vinculada à qualidade do importador; h) os professores, como usuários, dos equipamentos importados, "têm a posse como requisito necessário à efetivação dos procedimentos que a legislação do incentivo deseja. Nunca como terceiros"; i) não houve qualquer ocorrência de infração à legislação aduaneira, e muito menos a existência do ilícito tributário previsto na Lei 4.502/64, porquanto não consubstanciou um procedimento doloso, por parte da FUNAPE. A autoridade monocrática julga procedente a ação fiscal, ementando assim, a decisão: 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA RECURSO Fr : 118.290 ACÓRDÃO N' : 301.28.270 "TRANSFERÊNCIA A TERCEIROS DE BENS IMPORTADOS COM ISENÇÃO. A transferência, a terceiros, a qualquer título, de bens importados com isenção de tributos, obriga ao recolhimento dos tributos suspensos, sem prejuízo das sanções legais cabíveis". Inconformada, a requerente interpôs recurso, nos termos, resumidamente, seguintes: a) Alega que a transferência, objeto principal da autuação, teve por único escopo registrar o recebimento dos equipamentos pelos professores e pesquisadores, ressalvar o uso exclusivo aos objetivos de pesquisa científica e tecnológica e dentre outros objetivos controlar o pagamento e a forma de sua efetivação, com relação a esses equipamentos face ao empréstimo a ser feito junto ao BANESPA, "que seria ressarcido, voluntariamente pelos professores e pesquisadores (cláusula quarta e quinta"); b) insiste em que não pretendeu transferir o uso dos equipamentos e não contava que assim fossem interpretados esses contratos; c) diz que os contratos eram provisórios e haviam perdido a validade no início da presente ação fiscal; d) alega que os contratos da cessão não diziam respeito a todos os equipamentos importados; e)faz ajuntada de documentos e pede a improcedência da Decisão. Às fls. 376, a Procuradoria da Fazenda Nacional faz a juntada de suas contra-razões, que conclui pela irretocabilidade da decisão de primeira instância, e dentre outras considerações, aduz que o comportamento fraudulento é configurado pela vontade dirigida, intencionalidade e adredemente deliberada no sentido de impedir a ocorrência do fato gerador. É o relatório. diji!\ 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N' : 118.290 ACÓRDÃO N° : 301.28.270 VOTO O teor dos contratos efetivamente concretizados entre a requerente como CEDENTE e os terceiros, como CESSIONÁRIOS, por si só constitui prova contundente da infringência ao artigo 137 do Regulamento Aduaneiro e deixa clara a intenção do recorrente de transferir a propriedade dos equipamentos. O contrato é eivado de subterfúgios no sentido de fazer crer tratar-se de documento inocentemente elaborado, dentro dos parâmetros legais permitidos, não passando, porém, de uma transferência a titulo oneroso. O artigo 1° da lei 8.010/90, define a que se destina o bem e quem poderá desfrutá-lo. Tais importações têm sua destinação vinculada à qualidade do importador, não admitindo o artigo 137 do Regulamento Aduaneiro, transferência, A QUALQUER TÍTULO, tornando-se assim descaracterizado o regime da isenção e sujeito ao pagamento dos tributos. A Requerente infringiu a legislação concernente ao regime a que se submeteu, ao importar tais equipamentos, deixando de merecer tratamento tributário especial. A fraude não foi constatada, apenas, suposta, não devendo permanecer a multa constante da decisão relativa ao inciso II, art. 40 da lei 8.218, descabe a multa do 526, inciso II, do RA, tendo em vista que ao tempo da importação não caberia a expedição da GI portanto não se pode tipificar o fato como "importação sem guia". — Assim dou provimento parcial ao recurso para eximir o recorrente da imposição das multas constantes da decisão, e, exigir o pagamento do Imposto de Importação, IPI e acréscimos legais. Sala das Sessões, em 06 de dezembro de 1996 LEDA RUE DAMASCENO ' LATORA 5 . . MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N' : 118.290 ACÓRDÃO N° : 301.28.270 DECLARAÇÃO DE VOTO A recorrente realizou a importação de bens de informática, com isenção, com base no disposto na Lei n° 8.010, de 19/03/90. O artigo 1° da Lei referida dispõe, "in verbis": "Art. 1°: são isentas dos Impostos sobre a Importação e sobre Produtos Industrializados e do adicional ao frete para renovação da marinha mercante, as importações de máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos, bem como suas partes e peças de reposição, acessórios, matérias-primas e produtos intermediários, destinados à pesquisa cientifica e tecnológica" (grifei). A disposição legal que concede o beneficio fiscal é clara no sentido de a isenção também estar vinculada à destinação dada aos bens importados. Assim, para restar plenamente caracterizada a infração apontada no auto vestibular, além de ser constatada eventual transferência indevida dos bens a terceiros, deveria a fiscalização ter aprofundado as diligências para averiguar qual o efetivo uso dado aos bens importados pela recorrente. Somente com a prova de que os bens importados não estão sendo utilizados para o desenvolvimento das pesquisas cientificas, é que se poderá caracterizar o fato como infração aos artigos 145 e 147 do Regulamento Aduaneiro. Os artigo 145 e 147 do Regulamento Aduaneiro, que tratam das isenções vinculadas à destinação dos bens, determinam que somente perderá o direito à isenção se constatada a não utilização dos bens nas finalidades que motivaram a concessão. "art. 145: A isenção ou redução do imposto, quando vinculada à destinação dos bens, ficará condicionada à comprovação posterior do seu efetivo emprego nas finalidades que motivaram a concessão". "art. 147: Perderá o direito à isenção ou redução quem deixar de empregar os bens nas finalidades que motivaram a concessão". Nos autos, inexiste prova de a recorrente estar utilizando os bens para outras finalidades que não para o desenvolvimento das pesquisas cientificas. 6 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 118.290 ACÓRDÃO N° : 301.28.270 A sustentar a autuação, a fiscalização fez anexar vários contratos de cessão de direitos firmados com os professores da recorrente, que, em seu entender, caracterizariam uma cessão de uso a terceiros, vedada pelo artigo 137 do Regulamento Aduaneiro. Sucede que, analisando-se detidamente tais documentos verifica-se que a dita "cessão de direitos" ou a alegada "transferência" dos equipamentos não ocorreu. A • recorrente somente transferirá a titularidade dos bens quando estes já não valham mais absolutamente nada. Além disso, pelas cláusulas contratuais, as partes simplesmente ajustam uma "promessa de cessão de direitos", a ser efetivada, de modo incerto e eventual, somente após cinco anos ininterruptos do uso dos bens em programas de pesquisas cientifica e tecnológica. Ora, se uma eventual e incerta transferência dos direitos sobre os equipamentos somente ocorrerá após o transcurso de cinco anos de uso efetivo dos bens para as finalidades previstas na Lei n° 8.010/90, não pode ser caracterizada essa transferência desde logo, somente pelo fato de os professores da recorrente estarem utilizando os equipamentos. Alguém tem que manejá-los e ninguém melhor que o corpo docente da recorrente para tal. Outrossim, é cláusula expressa dos documentos que os bens entregues aos professores devem ser utilizados, especificamente, para o desenvolvimento de programas de pesquisa científica e tecnológica (claúsulas 1a, § único, 2, § único, 6 a, letra Em resumo, portanto: os contratos anexados às fls. não sustentam o entendimento fiscal de que os bens de informática, importados com isenção, sob os auspícios da Lei n° 8.010/90, foram desviados a terceiros; outrossim, não há prova nos autos de que referidos bens estão sendo utilizados em finalidades outras, que não para o desenvolvimento de pesquisas científicas. Voto, deste modo, no sentido de ser dado INTEGRAL PROVIMENTO ao recurso apresentado pela recorrente, a fim de serem canceladas as exigências constantes do auto de infração vestibular. Sala das Sessões, em 06 de dezembro de 1996 MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ - Conselheira _ - - 7 Page 1 _0012200.PDF Page 1 _0012300.PDF Page 1 _0012400.PDF Page 1 _0012500.PDF Page 1 _0012600.PDF Page 1 _0012700.PDF Page 1
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