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Numero do processo: 19515.000260/2002-83
Data da sessão: Wed Oct 20 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Oct 20 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 1998,1999
IRFONTE - RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA - Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção (Súmula 1°CC n° 12).
NATUREZA INDENIZATÓRIA - Não logrando o contribuinte comprovar a natureza indenizatória/reparatória dos rendimentos recebidos a título de ajuda de custo paga com habitualidade a membros do Poder Legislativo Estadual, constituem eles acréscimo patrimonial incluído no âmbito de incidência do imposto de renda.
AJUDA DE CUSTO - ISENÇÃO - Se não for comprovado que a ajuda de custo se destina a atender despesas com transporte, frete e locomoção do contribuinte e de sua família, no caso de mudança permanente de um para outro município, não se aplica a isenção prevista na legislação tributária (Lei n°. 7.713, de 1988, art. 6o, XX).
IR - COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL - A repartição do produto da arrecadação entre os entes federados não altera a competência tributária da União para instituir, arrecadar e fiscalizar o Imposto sobre a Renda.
MULTA DE OFÍCIO - COMPROVANTE DE RENDIMENTOS PAGOS OU CREDITADOS EXPEDIDO PELA FONTE PAGADORA -EXCLUSÃO DE PENALIDADE - Tendo a fonte pagadora informado no comprovante de rendimentos pagos ou creditados que a contribuinte era beneficiária de isenção indevida, levando- a a incorrer em erro escusável e involuntário no preenchimento da declaração de ajuste anual, incabível a imputação da multa de ofício sobre o valor informado erroneamente, sendo de se excluir sua responsabilidade pela falta cometida.
Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 2202-000.313
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso para excluir da exigência tributária, por erro escusável, a multa de lançamento de ofício. Vencido o Conselheiro Pedro Anan Júnior, que provia integralmente o recurso.
Matéria: IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
Nome do relator: Antonio Lopo Martinez
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 1998,1999 IRFONTE - RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA - Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção (Súmula 1°CC n° 12). NATUREZA INDENIZATÓRIA - Não logrando o contribuinte comprovar a natureza indenizatória/reparatória dos rendimentos recebidos a título de ajuda de custo paga com habitualidade a membros do Poder Legislativo Estadual, constituem eles acréscimo patrimonial incluído no âmbito de incidência do imposto de renda. AJUDA DE CUSTO - ISENÇÃO - Se não for comprovado que a ajuda de custo se destina a atender despesas com transporte, frete e locomoção do contribuinte e de sua família, no caso de mudança permanente de um para outro município, não se aplica a isenção prevista na legislação tributária (Lei n°. 7.713, de 1988, art. 6o, XX). IR - COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL - A repartição do produto da arrecadação entre os entes federados não altera a competência tributária da União para instituir, arrecadar e fiscalizar o Imposto sobre a Renda. MULTA DE OFÍCIO - COMPROVANTE DE RENDIMENTOS PAGOS OU CREDITADOS EXPEDIDO PELA FONTE PAGADORA -EXCLUSÃO DE PENALIDADE - Tendo a fonte pagadora informado no comprovante de rendimentos pagos ou creditados que a contribuinte era beneficiária de isenção indevida, levando- a a incorrer em erro escusável e involuntário no preenchimento da declaração de ajuste anual, incabível a imputação da multa de ofício sobre o valor informado erroneamente, sendo de se excluir sua responsabilidade pela falta cometida. Recurso parcialmente provido.
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Numero do processo: 10235.001650/2007-57
Data da sessão: Thu Oct 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005, 2006
Ementa:
SIGILO BANCÁRIO.
As Requisições de Movimentação Financeira RMF emitidas seguiram
rigorosamente as exigências previstas pelo Decreto nº 3.724/2001, que regulamentou o artigo 6º da Lei Complementar 105, de 2001. Além do mais, o art. 11, § 3º, da Lei nº 9.311/96, com a redação dada pela Lei nº 10.174/2001, que autoriza o uso de informações da CPMF para a constituição do crédito tributário de outros tributos, aplica-se retroativamente. (Súmula CARF nº 35)
ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (Súmula CARF nº 2)
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS.
A Lei nº 9.430, de 1996, em seu art. 42, autoriza a presunção de omissão de rendimentos com base nos valores depositados em conta bancária para os quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações.
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITO BANCÁRIO. PRESUNÇÃO.
A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/1996 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada. (Súmula CARF nº 26)
IRPF. AFIRMAÇÕES RELATIVAS A FATOS. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO.
O conhecimento de afirmações relativas a fatos, apresentadas pelo
contribuinte para contraditar elementos regulares de prova trazidos aos autos pela autoridade fiscal, demanda sua consubstanciação por via de outros elementos probatórios, pois sem estes se mostram como meras alegações processualmente inacatáveis.
Numero da decisão: 2201-001.886
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, REJEITAR a preliminar de sobrestamento do recurso, arguida pela Conselheira Rayana Alves de Oliveira França, vencido também o Conselheiro Ewan Teles Aguiar. No mérito, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso.
Nome do relator: EDUARDO TADEU FARAH
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005, 2006 Ementa: SIGILO BANCÁRIO. As Requisições de Movimentação Financeira RMF emitidas seguiram rigorosamente as exigências previstas pelo Decreto nº 3.724/2001, que regulamentou o artigo 6º da Lei Complementar 105, de 2001. Além do mais, o art. 11, § 3º, da Lei nº 9.311/96, com a redação dada pela Lei nº 10.174/2001, que autoriza o uso de informações da CPMF para a constituição do crédito tributário de outros tributos, aplica-se retroativamente. (Súmula CARF nº 35) ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (Súmula CARF nº 2) OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS. A Lei nº 9.430, de 1996, em seu art. 42, autoriza a presunção de omissão de rendimentos com base nos valores depositados em conta bancária para os quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITO BANCÁRIO. PRESUNÇÃO. A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/1996 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada. (Súmula CARF nº 26) IRPF. AFIRMAÇÕES RELATIVAS A FATOS. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO. O conhecimento de afirmações relativas a fatos, apresentadas pelo contribuinte para contraditar elementos regulares de prova trazidos aos autos pela autoridade fiscal, demanda sua consubstanciação por via de outros elementos probatórios, pois sem estes se mostram como meras alegações processualmente inacatáveis.
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As Requisições de Movimentação Financeira RMF emitidas seguiram rigorosamente as exigências previstas pelo Decreto nº 3.724/2001, que regulamentou o artigo 6º da Lei Complementar 105, de 2001. Além do mais, o art. 11, § 3º, da Lei nº 9.311/96, com a redação dada pela Lei nº 10.174/2001, que autoriza o uso de informações da CPMF para a constituição do crédito tributário de outros tributos, aplicase retroativamente. (Súmula CARF nº 35) ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (Súmula CARF nº 2) OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS. A Lei nº 9.430, de 1996, em seu art. 42, autoriza a presunção de omissão de rendimentos com base nos valores depositados em conta bancária para os quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITO BANCÁRIO. PRESUNÇÃO. A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/1996 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada. (Súmula CARF nº 26) IRPF. AFIRMAÇÕES RELATIVAS A FATOS. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO. Fl. 198DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 22/02/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 21/02/2013 por EDUARDO TADEU FARAH 2 O conhecimento de afirmações relativas a fatos, apresentadas pelo contribuinte para contraditar elementos regulares de prova trazidos aos autos pela autoridade fiscal, demanda sua consubstanciação por via de outros elementos probatórios, pois sem estes se mostram como meras alegações processualmente inacatáveis. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, REJEITAR a preliminar de sobrestamento do recurso, arguida pela Conselheira Rayana Alves de Oliveira França, vencido também o Conselheiro Ewan Teles Aguiar. No mérito, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso. Assinado Digitalmente Maria Helena Cotta Cardozo Presidente. Assinado Digitalmente Eduardo Tadeu Farah Relator. EDITADO EM: 21/02/2013 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa, Rayana Alves de Oliveira França, Eduardo Tadeu Farah, Ewan Teles Aguiar (suplente convocado) e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente). Ausentes justificadamente os Conselheiros Rodrigo Santos Masset Lacombe e Gustavo Lian Haddad Relatório Trata o presente processo de lançamento de ofício relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física, exercícios 2005 e 2006, consubstanciado no Auto de Infração, fls. 03/09, pelo qual se exige o pagamento do crédito tributário total no valor de R$ 224.318,53, calculados até 28/09/2007. A fiscalização apurou omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários com origem não comprovada. Cientificada do lançamento, a interessada apresentou tempestivamente impugnação, alegando, conforme se extrai do relatório de primeira instância, que: 4. Os depósitos bancários feitos nas contas bancárias da contribuinte não refletem obrigatoriamente rendimentos omitidos. É absolutamente impertinente inquinarse de omissão de rendimentos sem outros indícios concludentes, créditos em contas bancárias sem pelo menos considerar os valores declarados no período examinado. Fl. 199DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 22/02/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 21/02/2013 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 10235.001650/200757 Acórdão n.º 2201001.886 S2C2T1 Fl. 3 3 5. É imprescindível que o fisco comprove a utilização dos valores depositados como renda consumida, evidenciando sinais exteriores de riqueza, visto que por si só, depósitos bancários não constituem fato gerador do imposto de renda, pois não caracterizam disponibilidade econômica de renda e proventos. 6. Deverá ser comprovado o nexo causal entre o depósito e o fato que represente omissão de rendimento. 7. A fundamentação legal é improcedente, pois baseiase em dispositivos legais que apenas substituem o parágrafo 5o do art.6o da Lei nº8.021/90, banidos de nosso ordenamento jurídico devido ao despropósito de sua pretensão. 8. Como origem dos recursos aponta sem apresentar comprovação documental, as seguintes situações: 9. Captava recursos no mercado financeiro e diretamente com particulares, terceiras pessoas, mediante empréstimos de cheques para serem preenchidos e desontados e ou custodiados em instituições financeiras. 10. As contas bancárias não eram movimentadas unicamente com recursos da impugnante, mas também com recursos de terceiros que simplesmente utilizavam das mesmas contas que efetivamente era compartilhada com diversas pessoas, mais das vezes atuantes no mesmo ramo de atividades da autuada. 11. Houve saques em dinheiro das contas que seguramente serviram para efetuar posteriormente outros depósitos nas mesmas contas, mas depende dos extratos bancários para comprovar tal operação, os quais ainda não foram fornecidos pelas instituições financeiras. 12. O montante de rendimentos declarados deve ser subtraídos do valor dos depósitos bancárias encontradas, além dos valores referentes a cheques devolvidos, não computados pelo fisco. 13. Devem ser aproveitados os recursos comprovadamente auferidos pelo o contribuinte ao longo dos respectivos anos calendário fiscalizados. 14. Os depósitos em dinheiro do mês anterior, quando já tributado, passam a servir nos meses subseqüentes, de origem para novos depósitos em dinheiro, em qualquer conta da contribuinte. Todos os saques feitos em contas correntes nos meses anteriores ao longo de período fiscalizado, servirão de recursos para os meses seguintes. 15. Não foram excluídos os cheques devolvidos nas contas bancárias, bem como as transferências entre contas da mesma titularidade, cujo total deverá ser excluído do montante tributado. 16. Protesta pela juntada posterior de documentos. 17. Pede pelo cancelamento do lançamento. Fl. 200DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 22/02/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 21/02/2013 por EDUARDO TADEU FARAH 4 A 2ª Turma da DRJ em Belém/PA julgou integralmente procedente o lançamento, consubstanciado nas ementas abaixo transcritas: DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. PRESUNÇÃO LEGAL. A Lei nº 9.430, de 1996, estabeleceu uma presunção legal de omissão de rendimentos que autoriza lançar o imposto correspondente sempre que o titular da conta bancária, regularmente intimado, não comprovar, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos creditados em sua conta de depósito ou de investimento. ADEQUAÇÃO DA PRESUNÇÃO LEGAL. VINCULAÇÃO DA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. Não cabe ao julgador administrativo discutir se a presunção estabelecida em lei é apropriada ou não, pois se encontra totalmente vinculado aos ditames legais (artigo 116, inciso III, da Lei n.º 8.112/1990), mormente quando do exercício do controle de legalidade do lançamento tributário (artigo 142 do Código Tributário Nacional CTN). Nesse passo, não é dado apreciar questões que importem a negação de vigência e eficácia do preceito legal que, de modo inequívoco, estabelece a presunção legal de omissão de rendimentos (artigo 42, caput, da Lei n.º 9.430/1996). DESFECHO GENÉRICO POR PRODUÇÃO DE PROVAS. Não deve ser acolhido o protesto genérico, no desfecho da impugnação, pela produção de todos os meios de prova em direito admitidas, nos termos dos arts. 15 e 16, III e § 4°, do Decreto nº 70.235/1972, que prescreve a preclusão consumativa para apresentação de provas com a interposição da petição contestatória. Lançamento Procedente Intimada da decisão de primeira instância em 30/10/2009, Vanuza Barboza Melo apresenta Recurso Voluntário (fls. 173/187), sustentando, essencialmente, os mesmos argumentos defendidos em sua impugnação, sobretudo: É o relatório. Voto Conselheiro Eduardo Tadeu Farah O recurso é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. A matéria que chega à apreciação deste Colegiado referese, basicamente, a omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários sem origem comprovada, prevista no artigo 42 da Lei n° 9.430/1996, relativamente a fatos ocorridos nos anoscalendário de 2004 e 2005. Em sua peça recursal solicita a suplicante provimento ao seu recurso alegando, preliminarmente, violação ilegal de seu sigilo bancário. Quanto ao mérito afirma que o Fisco não estabeleceu nexo causal entre os depósitos. Além do mais, assevera que os Fl. 201DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 22/02/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 21/02/2013 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 10235.001650/200757 Acórdão n.º 2201001.886 S2C2T1 Fl. 4 5 depósitos bancários por si só não constituem fato gerador do imposto de renda e, portanto, não restou caracterizada a utilização desses recursos como renda consumida. Por fim, alega que trabalha de forma autônoma no ramo de vendas de calçados, confecções, jóias, semijóias e de produtos de beleza, atividade conhecida por "sacoleira". Devido a dificuldade financeira foi obrigada a movimentar em suas contas recursos de terceiros. Assim, os saques efetuados em dinheiro foram posteriormente depositados nas mesmas contas bancárias. No que tange a alegação de violação ilegal de sigilo bancário impende registrar que seu afastamento se deu com base na Lei Complementar nº 105/2001, bem como no art. 11, § 3º, da Lei nº 9.311/1996 (redação dada pela Lei nº 10.174/2001). Em relação à legalidade dos diplomas legais referenciados, o CARF já se posicionou. Tratase da Súmula CARF nº 35: Súmula CARF nº 35: O art. 11, § 3º, da Lei nº 9.311/96, com a redação dada pela Lei nº 10.174/2001, que autoriza o uso de informações da CPMF para a constituição do crédito tributário de outros tributos, aplicase retroativamente. (grifei) Além do mais, as Requisições de Movimentação Financeira – RMF emitidas seguiram rigorosamente as exigências previstas pelo Decreto nº 3.724/2001, que regulamentou o artigo 6º da Lei Complementar 105/2001, inclusive quanto às hipóteses de indispensabilidade previstas no art. 3º que também estão claramente presentes nos autos. Em verdade, verificase que a recorrente foi intimada a fornecer seus extratos bancários, no entanto, apresentou parcialmente, razão pela qual não restou outra opção a fiscalização senão a emissão da Requisição de Informações sobre Movimentação Financeira – RMF. Ademais, o CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária, consoante a Súmula CARF nº 2: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Sobre a preliminar de sobrestamento arguida pela Conselheira Rayana Alves de Oliveira França, penso que a mesma não deve ser acolhida, pois o caso em apreço não se subsume ao § 1º do art. 62A do RICARF (Portaria MF n° 256/2009). Ressaltese que de acordo com a Portaria CARF nº 01/2012, o procedimento de sobrestamento somente será aplicado nas hipóteses em que houver sido determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) o sobrestamento de Recursos Extraordinários que versem sobre matéria idêntica àquela debatida na Suprema Corte. Ademais, a tese de sobrestamento não foi acolhida pela Câmara Superior de Recursos Fiscais. Destarte, não há qualquer ilegalidade no afastamento do sigilo bancário. No mérito, a presente omissão de rendimentos está sendo exigida da pessoa física tendo em vista a existência de depósitos bancários de origem não comprovada, com base na presunção legal estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, a seguir transcrito: Art.42 Caracterizamse também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente Fl. 202DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 22/02/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 21/02/2013 por EDUARDO TADEU FARAH 6 intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. De acordo com o dispositivo supra, basta ao Fisco demonstrar a existência de depósitos bancários de origens não comprovadas para que se presuma, até prova em contrário, a cargo da contribuinte, a ocorrência de omissão de rendimentos. Tratase de uma presunção legal do tipo juris tantum (relativa), e, portanto, cabe ao Fisco comprovar apenas o fato definido na lei como necessário e suficiente ao estabelecimento da presunção, para que fique evidenciada a omissão de rendimentos. Não se pode olvidar que a utilização da figura jurídica da presunção legal para fins de encontrar a renda omitida, está em perfeita consonância com os dispositivos legais constante na legislação pátria. No processo tributário administrativo as provas obedecem às disposições estabelecidas no Código Civil. É o que se extrai do art. 212, IV, do referido Código: Art. 212. Salvo o negócio a que se impõe forma especial, o fato jurídico pode ser provado mediante: I confissão; II documento; III testemunha; IV presunção; V perícia. (grifei) A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/1996 constitui um instrumento direcionado à facilitação do trabalho de investigação fiscal, justamente em razão das dificuldades impostas à identificação dos fatos econômicos dos quais participou a recorrente. Existe normalmente uma grande quantidade de ações e negócios não formais efetuados pelo contribuinte, na maioria das vezes marcada pela inexistência de prova documental, razão pela qual a lei desincumbiu a autoridade fiscal de provar sua ocorrência. Não tem sentido a autoridade fiscal constituir prova de um fato presumido. Portanto, a presunção dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda, conforme se observa da Súmula CARF nº 26: A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada. Assim, não logrando o titular comprovar a origem dos créditos efetuados em sua conta bancária, temse a autorização para considerar ocorrido o fato gerador na forma do artigo 43 do Código Tributário Nacional1. Quanto a alegação de que os depósitos de um mês justificam os depósitos havidos em meses subseqüentes, transcrevese a Súmula CARF nº 30: Na tributação da omissão de rendimentos ou receitas caracterizada por depósitos bancários com origem não comprovada, os depósitos de um mês não servem para 1 CTN – Lei n° 5.172, de 1966 – Art. 43. O imposto, de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica: I – de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; II – de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no inciso anterior. Fl. 203DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 22/02/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 21/02/2013 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 10235.001650/200757 Acórdão n.º 2201001.886 S2C2T1 Fl. 5 7 comprovar a origem de depósitos havidos em meses subsequentes. Cabe, ainda, esclarecer que o § 5º do art. 6º da Lei nº 8.021/1990, que previa o arbitramento dos rendimentos com base na renda presumida, foi expressamente revogado pelo art. 88, inciso XVIII, da Lei nº 9.430/1996. Isso, aliás, ratifica a intenção do legislador em dar novo tratamento à matéria, eis que, na lei nova, deixou de existir a obrigatoriedade de se estabelecer o nexo causal entre cada depósito e o fato que represente omissão de receita. Em relação à solicitação para que se aproveite os recursos comprovadamente auferidos pela contribuinte, cumpri esclarecer que não houve, ao longo do período fiscalizado, apresentação de declaração de ajuste, portanto, não há como identificar os rendimentos tributáveis recebidos pela recorrente. Por fim, em sua peça recursal fundamenta a recorrente sua defesa, basicamente, em questões de direito, não se manifestando quanto às questões de fato, deixando de apresentar as provas da origem dos recursos dos depósitos em suas contas correntes, sendo que são estas, tão somente, que podem afastar a exigência. Portanto, a alegação de que trabalha como autônoma e que a movimentação bancária advém de vendas de calçados, confecções, jóias e produtos de beleza, bem como de recursos de terceiros, demanda sua consubstanciação por via de elementos probatórios, pois sem estes se mostram como meras alegações processualmente inacatáveis. Ante ao exposto, voto por rejeitar a preliminar e, no mérito, negar provimento ao recurso. Assinado Digitalmente Eduardo Tadeu Farah Fl. 204DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 22/02/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 21/02/2013 por EDUARDO TADEU FARAH
score : 1.0
Numero do processo: 10245.001297/2004-43
Data da sessão: Sun Apr 19 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Wed May 06 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA- IRPF
Exercício: 2000
ACÓRDÃO RECORRIDO. FUNDAMENTO JURÍDICO INATACADO.
RECURSO NÃO CONHECIDO.
Limitando-se o Recorrente a reiterar os argumentos contidos na impugnação, sem atacar o fundamento jurídico do acórdão da DRJ, o recurso não deve ser conhecido.
Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 3101-000.058
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara
da Terceira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso, por falta de ataque ao fundamento jurídico do acórdão da DRJ, nos termos do voto do relator.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: Alexandre Naoki Nishioka
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MINISTÉRIO DA FAZENDA F4 '. -• ), CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS .. •1 TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO• Processo n° 10245.001297/2004-43 Recurso n° 159.355 Voluntário Acórdão n° 3301-00.058 — 3 1' Câmara / I" Turma Ordinária Sessão de 06 de maio de 2009 Matéria IRPF Recorrente ASTRID BARBOSA MARQUES Recorrida r. TURMA/DRJ-BELEM/PA ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA- IRPF Exercício: 2000 ACÓRDÃO RECORRIDO. FUNDAMENTO JURÍDICO INATACADO. RECURSO NÃO CONHECIDO. Limitando-se o Recorrente a reiterar os argumentos contidos na impugnação, sem atacar o fundamento jurídico do acórdão da DRJ, o recurso não deve ser conhecido. Recurso não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso, por falta de ataque ao fundamento jurídico do acórdão da DRJ, nos termos do voto do relator. ii,,41 7f TE • • § or IAS PESSOA MONTEIRO Presidente , nkL..1, ja- ALEXA la LV DRE NAOKINISHIOKA Relator i Processo n°10245.001297/2004-43 S3-C3T1 Acórdão n.0 3301-00.058 Fl. 454 FORMALIZADO EM: Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Raimundo Tosta Santos, Rubens Maurício Carvalho(Suplente), Núbia Matos Moura,Sidney Ferro Barros (Suplente),Vanessa Pereira Rodrigues Domene, Moisés Giacomelli Nunes da Silva. • Relatório Trata-se de recurso voluntário (fls. 448/450) interposto, em 16 de abril de 2007, contra o acórdão de fls. 439/442, do qual a Recorrente teve ciência em 19 de março de 2007 (fls. 447), proferido pela 2 0 Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belém (PA), que, por unanimidade de votos, não conheceu da impugnação de fls. 281/283, apresentada em face do auto de infração de fls. 07/12, lavrado em 23 de março de 2004 (ciência em 26 de julho, fls. 277), em decorrência de deduções da base de cálculo pleiteadas indevidamente e de omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários com origem não comprovada, verificadas no ano-calendário de 1999. O relatório contido no acórdão recorrido resume as infrações apontadas e as alegações da Recorrente da seguinte forma: "1. O presente processo, que ostenta como última folha a de n°438, trata de autuação contra o contribuinte acima qualificado, conforme o Auto de Infração de fls. 7/16, do Imposto de Renda Pessoa Física, exercício de 2000, ano-calendário de 1999, para formalização e cobrança do crédito tributário nele estipulado, no valor de R$ 1.413.501,58 (hum milhão, quatrocentos e treze mil, quinhentos e um reais e cinqüenta e oito centavos), além de multa de oficio de 75% (setenta e cinco por cento) e juros de mora à taxa SELIC, calculados de acordo com a legislação de regência. 2. Inconformado com a exigência, o contribuinte apresentou impugnação em 02/09/2004 (fls. 281/283), conforme carimbo de recepção aposto na impugnação, alegando à fls. 281, "in verbis": "vem da forma mais respeitosa, interpor IMPUGNAÇÃO TEMPESTIVA ao lançamento tributário, conforme consta ao Processo n° MPF 0260100/00023/03, postado junto ao Correio e Telégrafo no dia 26.097.2004 sob n° SQ5375513545BR, correspondência n° 133/2003/DR/AM /RR, que nos foi entregue via AR no dia 30.07.2004 "(Grifou)." (fls. 440). A Recorrida não conheceu da impugnação, através de acórdão que teve a seguinte ementa: "ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Ano-calendário: 1999 EMENTA: 2 Processo n° 10245.001297/2004 .43 S3-C3T1 Acórdão n°3301-00.058 Fl. 455 IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA. A defesa apresentada fora do prazo legal não comporta julgamento quanto às alegações de mérito, vez que não caracteriza impugnação e não instaura a fase litigiosa do procedimento. Impugnação não Conhecida." (fls. 439). Não se conformando, a Recorrente interpôs o recurso voluntário de fls. 448/450, no qual reiterou os argumentos apresentados na impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Relator Conforme se extrai do relatório, a Impugnante reitera no recurso voluntário as razões contidas na impugnação de fls. 281/283. Não obstante, a decisão recorrida não conheceu da impugnação, em virtude da intempestividade desta, o que em nenhum momento foi contestado pela Recorrente. Considerando-se que o fundamento jurídico do acórdão recorrido não foi atacado, o presente recurso não deve ser conhecido. É como voto. Sala das Sessões - DF, em 06 de maio de $19 r n110 di iLi ALEXANDRE NAOKI Ni1-11 ' • 3 Page 1 _0010700.PDF Page 1 _0010800.PDF Page 1
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Numero do processo: 10580.000277/00-59
Data da sessão: Mon Nov 12 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Sun Nov 11 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL – RECONHECIMENTO DE DIREITO CREDITÓRIO – DUPLO GRAU - ANÁLISE DE MÉRITO – Nos processos administrativos fiscais de pedido reconhecimento do direito creditório, cujo litígio instaurou-se apenas quanto ao prazo para interposição do pleito, ou seja, a unidade de origem da Receita Federal não apreciou o mérito, afastada essa preliminar, os autos devem retornar àquela origem para essa análise, podendo o contribuinte apresentar outra manifestação de inconformidade à DRJ, no prazo de 30 dias da ciência, caso discorde da nova decisão.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: CSRF/03-05.470
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de recursos Fiscais, 1) pelo voto de qualidade, NEGAR provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional. Prevaleceu o entendimento que a contagem do prazo de 5 (cinco) anos para interpor o pedido de restituição do Finsocial iniciou-se em 31/08/1995, com a publicação da Medida Provisória n° 1.110 de 30/08/1995. Em face da proposição de três teses distintas, na primeira votação ficaram vencidos os Conselheiros Anelise Daudt Prieto e Antônio José Praga de Souza, que davam provimento integral ao recurso, sob o entendimento que esse prazo tem como marco final a publicação do Ato Declaratório SRF nº 96, em 30/11/1999. Em segunda votação foram vencidos os Conselheiros Judith do Amaral Marcondes Armando, Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro e Valmir Sandri, para os quais esse prazo é de 10 (anos), contados da ocorrência de cada fato gerador (tese dos “cinco + cinco”), e davam provimento parcial ao recurso. O Conselheiro Antônio José Praga de Souza, vencido na primeira votação, acompanhou a tese vencedora. 2) Pelo voto de qualidade, foi determinado o retorno dos autos à Delegacia da Receita Federal (DRF) de origem, para enfrentamento do mérito, podendo o Contribuinte, se discordar da nova decisão, interpor manifestação de inconformidade dirigida à DRJ, vencidos os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo, Marciel Eder Costa, Anelise Daudt Prieto e Valmir Sandri que determinavam o retorno dos autos à DRJ. Designado para redigir o voto vencedor nesta parte o Conselheiro Antônio José Praga de Souza.
Nome do relator: MARCIEL EDER COSTA
1.0 = *:*
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Numero do processo: 10070.000364/2003-71
Data da sessão: Tue Aug 25 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Aug 25 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1999
PEDIDO DE REVISÃO DE ORDEM DE EMISSÃO DE INCENTIVOS FISCAIS - PERC - A regularidade fiscal necessária à emissão do PERC deve ser verificada em relação ao momento em que a contribuinte ingressa com o requerimento, não pcdenco ser indeferido o pedido em função de eventual irregularidade fiscal verificada no futuro quando vier a ser analisado o pedido.
Recurso Voluntário provido
Numero da decisão: 1202-000.145
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Cândido Rodrigues Neuber
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Numero do processo: 16327.000899/2006-11
Data da sessão: Tue Nov 06 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Apr 04 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2000
NULIDADE. ERRO NA CAPITULAÇÃO LEGAL.
O erro na capitulação legal da infração cometida não acarreta a nulidade do lançamento, quando comprovado, pela correta descrição dos fatos nele contida e pela defesa apresentada pela contribuinte contra as imputações que lhe foram feitas, que não ocorreu cerceamento do direito de defesa
DECADÊNCIA. AUSÊNCIA DE PAGAMENTOS. REGRA DO ART. 173 DO CTN.
O lançamento por homologação ocorre quando o sujeito passivo da obrigação tributária apura o montante tributável e efetua o pagamento do imposto devido, ainda que parcialmente, sem prévio exame da autoridade administrativa, hipótese em que a contagem do prazo decadencial se rege pelo disposto no art. 150, § 4o, do CTN, quando ausentes dolo, fraude ou simulação. Somente a falta do pagamento antecipado, aplicar-se-ia a regra de contagem do prazo decadencial prevista no art. 173, inciso I, do CTN, o que não foi o caso.
Numero da decisão: 1401-000.894
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, EM REJEITAR a preliminar de nulidade, ACOLHER a decadência para DAR provimento ao recurso..
(assinado digitalmente)
Jorge Celso Freire da Silva Presidente
(assinado digitalmente)
Antonio Bezerra Neto Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro e Jorge Celso Freire da Silva. Ausente, justificadamente, a Conselheira Karem Jureidini Dias.
Matéria: IRPJ - AF (ação fiscal) - Instituição Financeiras (Todas)
Nome do relator: ANTONIO BEZERRA NETO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2000 NULIDADE. ERRO NA CAPITULAÇÃO LEGAL. O erro na capitulação legal da infração cometida não acarreta a nulidade do lançamento, quando comprovado, pela correta descrição dos fatos nele contida e pela defesa apresentada pela contribuinte contra as imputações que lhe foram feitas, que não ocorreu cerceamento do direito de defesa DECADÊNCIA. AUSÊNCIA DE PAGAMENTOS. REGRA DO ART. 173 DO CTN. O lançamento por homologação ocorre quando o sujeito passivo da obrigação tributária apura o montante tributável e efetua o pagamento do imposto devido, ainda que parcialmente, sem prévio exame da autoridade administrativa, hipótese em que a contagem do prazo decadencial se rege pelo disposto no art. 150, § 4o, do CTN, quando ausentes dolo, fraude ou simulação. Somente a falta do pagamento antecipado, aplicar-se-ia a regra de contagem do prazo decadencial prevista no art. 173, inciso I, do CTN, o que não foi o caso.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, EM REJEITAR a preliminar de nulidade, ACOLHER a decadência para DAR provimento ao recurso.. (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva Presidente (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro e Jorge Celso Freire da Silva. Ausente, justificadamente, a Conselheira Karem Jureidini Dias.
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BANCO MÚLTIPLO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2000 NULIDADE. ERRO NA CAPITULAÇÃO LEGAL. O erro na capitulação legal da infração cometida não acarreta a nulidade do lançamento, quando comprovado, pela correta descrição dos fatos nele contida e pela defesa apresentada pela contribuinte contra as imputações que lhe foram feitas, que não ocorreu cerceamento do direito de defesa DECADÊNCIA. AUSÊNCIA DE PAGAMENTOS. REGRA DO ART. 173 DO CTN. O lançamento por homologação ocorre quando o sujeito passivo da obrigação tributária apura o montante tributável e efetua o pagamento do imposto devido, ainda que parcialmente, sem prévio exame da autoridade administrativa, hipótese em que a contagem do prazo decadencial se rege pelo disposto no art. 150, § 4o, do CTN, quando ausentes dolo, fraude ou simulação. Somente a falta do pagamento antecipado, aplicarseia a regra de contagem do prazo decadencial prevista no art. 173, inciso I, do CTN, o que não foi o caso. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, EM REJEITAR a preliminar de nulidade, ACOLHER a decadência para DAR provimento ao recurso.. (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva – Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 00 08 99 /2 00 6- 11 Fl. 297DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 16327.000899/200611 Acórdão n.º 1401000.894 S1C4T1 Fl. 299 2 (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro e Jorge Celso Freire da Silva. Ausente, justificadamente, a Conselheira Karem Jureidini Dias. Fl. 298DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 16327.000899/200611 Acórdão n.º 1401000.894 S1C4T1 Fl. 300 3 Relatório Tratase de recurso voluntário contra Acórdão da 10ª Turma da Delegacia da Receita Federal de São Paulo ISP. Adoto e transcrevo o relatório constante na decisão de primeira instância, compondo em parte este relatório: Trata o presente processo de Auto de Infração (fls. 89 a 92) relativo ao Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ do anocalendário 2000 da empresa sucedida Banco Lloyds TSB S.A., CNPJ 33.852.567/000145, lavrado em razão do não reconhecimento do direito ao incentivo fiscal relativo à destinação, ao FINAM, de parte do IRPJ recolhido. De acordo com o relatório de fls. 7, o incentivo fiscal pleiteado pela. sucedida não foi reconhecido, por ocasião do processamento da DIPJ/2001, errfrazão de apuração de pendência fiscal. Está consignado, também, que não consta registro de PERC em relação ao anocalendário de 2000, o que indica não ter havido manifestação por parte da interessada no prazo legal. Considerandose que a empresa sucedida efetuou pagamentos com código específico para o FINAM, foi elaborado o demonstrativo de fls. 8, no qual se apurou recolhimento a menor de IRPJ no montante de R$2.800.000,00. Em decorrência dos fatos acima descritos, foi lavrado auto de infração para a exigência dos valores a seguir discriminados (fls. 89 a 92) Crédito Tributário Enquadramento Legal Valor em R$ Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) Art. 60 da Lei n° 9.069/95; arts. 559 a 561 do RIR/99 2.800.000,00 Juros de Mora (calculados até 31/05/2006) Art. 61, § 3o, da Lei n° 9.430/96 2.531.480,00 Multa Proporcional Art. 44,1, da Lei n° 9.430/96 2.100.000,00 TOTAL 7.431.480,00 Cientificada da autuação em 26/06/2006 (fl. 89), a interessada apresentou, em 25/07/2006, a impugnação de fls. 97 a 108, acompanhada dos documentos de fls. 109 a 185. Preliminarmente, alega nulidade da autuação por impropriedade e incoerência na capitulação legal. Sustenta que os artigos 559 a 561 do RIR/99, mencionados no auto de infração, não se aplicam ao caso em comento, visto que regulam a concessão do benefício de redução do imposto às pessoas jurídicas que mantenham empreendimentos econômicos na área de atuação da SUDAM, que não é o caso da empresa sucedida Banco Lloyds TSB S.A. Fl. 299DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 16327.000899/200611 Acórdão n.º 1401000.894 S1C4T1 Fl. 301 4 Acrescenta que não há que se falar em infração ao art. 60 da Lei n° 9.069/95, pois esse dispositivo apenas condiciona a concessão de incentivo ou benefício fiscal a contribuintes com regularidade fiscal. Assim, alega nulidade da autuação, pois não houve indicação de infração alguma cometida pela contribuinte da qual ela possa se defender adequadamente, em afronta ao princípio da ampla defesa e do contraditório. A impugnante também alega que o lançamento não pode prosperar em face da decadência. Argumenta que o IRPJ é um tributo sujeito a lançamento por homologação e que a decadência do direito da Fazenda de proceder ao lançamento se dá no prazo de cinco anos contados da data do fato gerador, nos termos do art. 150, §4°, do CTN. Assim, o crédito tributário relativo ao anocalendário de 2000, somente poderia ter sido constituído até 31/12/2005, não podendo prosperar o lançamento em questão, visto que foi efetuado em 26/06/2006. Além disso, a impugnante sustenta que não há qualquer valor de II exigido, pois os valores devidos foram integralmente pagos. Alega que o art. Medida Provisória n° 2.058/2000 estabelece que o contribuinte que apresentar irregularidade fiscal tem o prazo de noventa dias para sanála e, se não o fizer, não terá direito ao incentivo fiscal, sendo o valor da opção tratado como imposto. Assim, conclui que não cabe à Fazenda autuála, mas verificar a destinação dos valores pagos a título de incentivo fiscal. A impugnante também se insurge contra a imposição da multa de ofício de 75% calculada sobre o valor do tributo devido, sob o argumento de que tal exigência é abusiva, extorsiva, expropriatória e confiscatória, em flagrante desrespeito aos artigos 5°, inciso XXII, e 37 da Constituição Federal e aos artigos 3o e 112, inciso IV, do Código Tributário Nacional. Em relação aos juros de mora calculados pela taxa Selic, alega a impugnante que a exigência deve ser cancelada, pois a taxa Selic tem natureza remuneratória, além de ser determinada unilateralmente pelo Banco Central do Brasil. Ante o exposto, a impugnante requer seja acolhida integralmente a impugnação apresentada, para o fim de se reconhecer, em preliminar, a nulidade do auto de infração e, no mérito, a total improcedência da exigência fiscal impugnada, incluindo o principal, os juros de mora e a multa de ofício. . É o relatório A DRJ MANTEVE o lançamento, nos termos da ementa abaixo: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2000 FINAM. REJEIÇÃO DA OPÇÃO POR INCENTIVO FISCAL. INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO DE IRPJ. LANÇAMENTO. O não reconhecimento do direito ao incentivo fiscal deve ser questionado pelas pessoas jurídicas optantes no prazo legal. Sem qualquer manifestação da interessada no prazo concedido, é cabível o lançamento do imposto de renda da pessoa jurídica recolhido a menor em virtude do não reconhecimento do incentivo fiscal relativo à aplicação feita nos Fundos de Investimentos Regionais. Fl. 300DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 16327.000899/200611 Acórdão n.º 1401000.894 S1C4T1 Fl. 302 5 ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2000 ERRO NA CAPITULAÇÃO LEGAL. NULIDADE. O erro na capitulação legal da infração cometida não acarreta a nulidade do lançamento, quando comprovado, pela correta descrição dos fatos nele contida e pela impugnação apresentada pela contribuinte contra as imputações que lhe foram feitas, que não ocorreu cerceamento do direito de defesa. DECADÊNCIA. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. PRAZO. Na hipótese em que o recolhimento dos tributos sujeitos a lançamento por homologação ocorre em desconformidade com a legislação aplicável, e, por conseguinte, procedese ao lançamento de ofício (CTN, art. 149), o prazo decadencial de cinc£ tem início no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que esse lançamento (de ofício) poderia ter sido realizado, conforme previsto no art. 173, I, do CTN. MULTA DE OFÍCIO. TAXA SELIC. ALEGAÇÕES DEINCONSTITUCIONALIDADE E ILEGALIDADE. Não compete à autoridade administrativa apreciar questões relacionadas à inconstitucionalidade de leis ou à ilegalidade de normas infralegais, matérias estas reservadas ao Poder Judiciário. Irresignada com a decisão de primeira instância, a interessada interpôs recurso voluntário a este CARF, repisando os tópicos trazidos anteriormente na impugnação e aduzindo em complemento: Com base no disposto no parágrafo 40, do art. 14, da MP n° 2.058/00 e com base no pronunciamento já manifestado pelo CARF acerca da matéria, restou demonstrado que, no caso de ser constatada a irregularidade fiscal do contribuinte, o valor da parcela originalmente destinada ao FINAM será tratada com imposto pago como se a opção não tivesse sido efetuada, razão pela qual não haveria que se falar em valor de imposto supostamente recolhido a menor. Não configura qualquer tipo de infração o fato de encontrarse irregular perante o Fisco quando da aplicação realizada, até mesmo porque essa irregularidade poderia ser sanada no prazo de 90 (noventa) dias contados da formalização da opção (art. 14, parágrafos 1°, 20 e 4º, da MP 2.058/00). Caso isso não ocorresse, a lei prevê expressamente que o valor da opção será tratado como imposto pago, de acordo com o art. 14 desse mesmo preceptivo legal: Art. 14 A opção pela aplicação de parcela de imposto sobre a renda das pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real de que trata o artigo anterior, deverá ser confirmada pela Secretaria da Receita Federal após processamento das DIPJ: § 1º. A confirmação das opções fica subordinada à regularidade do cálculo do incentivo e à regularidade fiscal dos contribuintes optantes, em relação aos tributos e contribuições federais. (...) Fl. 301DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 16327.000899/200611 Acórdão n.º 1401000.894 S1C4T1 Fl. 303 6 § 4º Na hipótese de existência de irregularidade fiscal, o contribuinte deverá proceder à regularização no prazo de noventa dias, sob pena do valor da opção ser tratado como imposto." (não destacado no original) Além disso, o imposto pago pela Recorrente passou a integrar os cofres do Tesouro Nacional, após o indeferimento da opção ao FINAM pela Receita Federal, de modo que a presente exigência configura cobrança em duplicidade. É o relatório. Fl. 302DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 16327.000899/200611 Acórdão n.º 1401000.894 S1C4T1 Fl. 304 7 Voto Conselheiro Antonio Bezerra Neto, Relator O recurso preenche os requisitos de admissibilidade, dele tomo conhecimento. Conforme relatado, tratase de recurso contra lançamento de ofício de IRPJ decorrente da revisão da DIPJ do anocalendário de 2000, onde ficou constatado que a contribuinte recolheu Darf com código específico para o FINAM, com base em opção efetuada na DIPJ2001 – Ficha 16. Tendo em vista que o processamento apurou irregularidades fiscais, a SRFB teria emitido extrato com as informações a respeito das aplicações efetuadas. Não havendo manifestação por parte da contribuinte dentro do prazo legal estabelecido no sentido de saná las através da apresentação do Pedido de Revisão de Ordem de Emissão de Incentivos Fiscais – PERC foi lavrado o auto de infração por falta de recolhimento do imposto. A Recorrente, por sua vez, contesta o auto de infração atacando os seus pressupostos. Tenta demonstrar, preliminarmente, que o auto de infração seria nulo por erro no enquadramento legal; que houve a decadência do direito de constituir o crédito tributário; e, por fim, no mérito, tenta demonstrar que a desconsideração da aplicação naquele incentivo não teria a consequência lógica da insuficiência do imposto acompanhado dos seus consectários legais (multa e juros de mora). Preliminar de nulidade Preliminarmente, a recorrente imputa o presente AI com o vício da nulidade, por conter enquadramentos legais alternativos e absolutamente incompatíveis entre si, fato este que teria gerado cerceamento do seu direito de defesa. Apenas para um melhor esclarecimento sobre o assunto, transcrevese o dispositivo que rege a matéria no processo administrativo fiscal. Prescreve o art. 59 do Decreto 70235/72 com a nova redação dada pela Lei 8748/93: Art. 59 São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa; Por conseguinte, considerase nulo o ato, se praticado por pessoa incompetente ou com preterição do direito de defesa, não tendo se caracterizado quaisquer das situações, pois não se põe em dúvida a competência do autor, nem há que se falar em preterição do direito de defesa, vez que os fatos apurados foram descritos com o respectivo enquadramento legal, e levados ao conhecimento, da autuada, levando a mesma a defenderse plenamente através da peça impugnatória acostada aos autos. Fl. 303DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 16327.000899/200611 Acórdão n.º 1401000.894 S1C4T1 Fl. 305 8 Cabe salientar que em relação especificamente ao suposto erro no enquadramento legal, é pacífico o entendimento deste Colegiado no sentido de que o mero erro no enquadramento legal não é suficiente para inquinar o auto de infração quando os fatos estão suficientemente bem descritos, permitindo plenamente o livre exercício do direito de defesa, como efetivamente aconteceu. Nesse sentido: PRELIMINAR ERRO NA CAPITULAÇÃO LEGAL NULIDADE inexiste nulidade em virtude de erro na capitulação legal, quando o fato está devidamente descrito na autuação.( I o Conselho de Contribuintes, I aCâmara, acórdão 10195881, sessão de 10/11/2006) NULIDADE erro ou omissão no enquadramento legal não dá causa à nulidade do lançamento se dele não decorrer concretamente cerceamento do direito de defesa e do contraditório, em especial, se a descrição fálica trouxer todos os aspectos relevantes para fins de incidência da regramatriz tributária. ( I o Conselho de Contribuintes, 3" Câmara, acórdão 10323256, sessão de 07/11/2007) CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA Pacífica a jurisprudência deste Conselho no entendimento de que a correta descrição dos fatos prevalece sobre eventual omissão ou erro na indicação do enquadramento legal, ainda mais quando a autuada rebate adequadamente os termos da acusação, indicados na descrição dos fatos. (1° Conselho de Contribuintes, 2" Câmara, acórdão 10247742, sessão de 26/07/2006) Acrescentese que, quando muito, em se admitindo o fato da autoridade lançadora ter cometido algum engano com relação à matéria de fato e a sua subsunção à norma, tratarseia então de questão de mérito. E como ficará bem demonstrado mais adiante, nem mesmo isso aconteceu. Assim, rejeito a preliminar de nulidade suscitada Decadência Suscita decadência, utilizandose da regra do art. 150, § 4º do CTN. A ciência do auto de infração se deu em 26/06/2006, no seu entender, então, teria ocorrido a decadência em 31/12/2005, ou seja, cinco anos após ocorrência do fato gerador do imposto (31/12/2000). A decisão de piso, apesar de o IRPJ ser um imposto por homologação, não adotou a tese do art. 150, §4 combinado com o art. 173, I, a depender da existência de pagamentos. No caso, a decisão de piso, adota a tese prevista no art. 173, I para o caso que se cuida. Segundo a DRJ, tratase de hipótese em que não há nada para se homologar, dado que o sujeito passivo não cumpriu, ou cumpriu de modo diverso com suas obrigações. Assim ocorrendo, a atividade a ser praticada pelo Fisco, segundo essa tese, não poderia ser caracterizada como mera homologação, já que esta pressupõe a existência das providências adotadas pelo contribuinte passíveis de confirmação pela autoridade administrativa. Nesse caso, caberia ao Fisco, na forma estabelecida pelo art. 149 do CTN, proceder ao lançamento de Fl. 304DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 16327.000899/200611 Acórdão n.º 1401000.894 S1C4T1 Fl. 306 9 ofício, que é executado também nos casos de omissão ou inexatidão do sujeito passivo no cumprimento dos deveres que lhe foram legalmente atribuídos. Não comungo dessa mesma tese. O IRPJ sendo um imposto por homologação, não há sentido algum em trabalhar com a hipótese de que a homologação se daria no caso de cumprimento perfeito da obrigação pelo contribuinte. É claro que o ato de homologação irá envolver todo um procedimento de comparação entre o que foi pago e o que deveria se pagar, e essa diferença deve ser lançada ainda dentro do contexto do imposto por homologação. E essa tese majoritariamente adotada pelo STJ em que se entende que a aplicação do art.150, §4º, do CTN atrai a realização de um pagamento. Na ausência desse pagamento, o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese também após 5 (cinco) anos, mas, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado (art.173, I, do CTN). Quanto à matéria, adoto, portanto, a posição consolidada do STJ: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. PETIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL ASSINADA POR ADVOGADO SEM PROCURAÇÃO NOS AUTOS. SÚMULA 115/STJ. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA. TERMO INICIAL. VIOLAÇÃO DE PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. COMPETÊNCIA DA SUPREMA CORTE. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. ..... 3. Nos créditos tributários relativos à contribuição previdenciária – tributo sujeito a lançamento por homologação – cujo pagamento não foi antecipado pelo contribuinte, caso em que se aplica o art. 173, I, do CTN, deve o prazo decadencial de cinco anos para a sua constituição ser contado a partir do primeiro dia do exercício financeiro seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Portanto, escorreito o acórdão recorrido, o qual entendeu pela exigibilidade integral dos débitos referentes ao ano base de 1992. ..... 7. Recurso especial não conhecido.(Segunda Turma, REsp 1154592 / PR, Min. Castro Meira, Julg. 20/05/2010, DJe 02/06/2010). AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. DIREITO TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÊNCIA. TERMO INICIAL. 1. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, quando inocorre o pagamento antecipado pelo contribuinte, o prazo decadencial para o lançamento de ofício substitutivo é determinado pelo artigo 173, inciso I, do Código Tributário Nacional. 2. Orientação reafirmada pela Primeira Seção desta Corte, no julgamento do REsp nº 973.733/SC, Relator Ministro Luiz Fux, sob o rito dos recursos repetitivos (Código de Processo Civil, artigo 543C). Fl. 305DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 16327.000899/200611 Acórdão n.º 1401000.894 S1C4T1 Fl. 307 10 3. Agravo regimental improvido. (Primeira Turma, AgRg no REsp 1120220 / PR, Min. Hamilton Carvalhido, Julg. 18/05/2010, DJe 02/06/2010) PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). ..... 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (Primeira Seção, REsp 973.733/SC, Min. Luiz Fux, Julg. 12/08/2009, DJe 18/09/2009) Outrossim, como o caso se refere a insuficiência de pagamento do imposto a título de incentivo fiscal por ter se constatado irregularidade nessa destinação, por óbvio, que está preenchida a condição de haver pagamentos no período. Em face do exposto, concluise que, na data do lançamento (26/06/2006), já encontravase decaído o direito do Fisco de constituir o crédito tributário, eis que o prazo disponível para o fato gerador abrangido (31/12/2000) teria se findado (31/12/2005) , de acordo com o disposto no art.150, §4º, do CTN. Fl. 306DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 16327.000899/200611 Acórdão n.º 1401000.894 S1C4T1 Fl. 308 11 Por todo o exposto, acolho a preliminar de nulidade para dar provimento ao recurso, ficando assim prejudicado o mérito. (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto Fl. 307DF CARF MF Impresso em 11/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA
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Numero do processo: 13971.003947/2008-01
Data da sessão: Wed Apr 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Apr 23 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/12/2002 a 31/05/2003
GFIP. INFORMAÇÕES INCORRETAS COM DADOS NÃO RELACIONADOS AOS FATOS GERADORES. INFRAÇÃO.
Constitui infração, punível na forma da Lei, a empresa informar incorretamente, pela GFIP, os dados não relacionados aos fatos geradores das contribuições previdenciárias.
RETROATIVIDADE BENIGNA. GFIP. LEI Nº 11.941/09. REDUÇÃO DA MULTA.
A multa referente à declaração em GFIP foi alterada pela lei n° 11.941/09 o que, em tese, beneficia o infrator. Foi acrescentado o art. 32-A a Lei n ° 8.212/91. Conforme previsto no art. 106 do CTN, deve-se aplicar a norma mais benéfica ao contribuinte.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2803-002.244
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator, para retificar o valor da multa de ofício em razão da apresentação de GFIP com incorreções ou omissões, devendo-se aplicar o disposto no art. 32-A, inciso I, da Lei 8.212/1991, desde que mais favorável ao contribuinte.
(Assinado digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Oseas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato, Natanael Vieira dos Santos e Eduardo de Oliveira.
Matéria: CPSS - Contribuições para a Previdencia e Seguridade Social
Nome do relator: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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OUTROS DADOS Recorrente BRASIL REAL INDÚSTRIA DE CONFECÇÕES DE JEANS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/12/2002 a 31/05/2003 GFIP. INFORMAÇÕES INCORRETAS COM DADOS NÃO RELACIONADOS AOS FATOS GERADORES. INFRAÇÃO. Constitui infração, punível na forma da Lei, a empresa informar incorretamente, pela GFIP, os dados não relacionados aos fatos geradores das contribuições previdenciárias. RETROATIVIDADE BENIGNA. GFIP. LEI Nº 11.941/09. REDUÇÃO DA MULTA. A multa referente à declaração em GFIP foi alterada pela lei n° 11.941/09 o que, em tese, beneficia o infrator. Foi acrescentado o art. 32A a Lei n ° 8.212/91. Conforme previsto no art. 106 do CTN, devese aplicar a norma mais benéfica ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator, para retificar o valor da multa de ofício em razão da apresentação de GFIP com incorreções ou omissões, devendose aplicar o disposto no art. 32A, inciso I, da Lei 8.212/1991, desde que mais favorável ao contribuinte. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Oseas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato, Natanael Vieira dos Santos e Eduardo de Oliveira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 97 1. 00 39 47 /2 00 8- 01 Fl. 126DF CARF MF Impresso em 23/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13971.003947/200801 Acórdão n.º 2803002.244 S2TE03 Fl. 127 2 Fl. 127DF CARF MF Impresso em 23/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13971.003947/200801 Acórdão n.º 2803002.244 S2TE03 Fl. 128 3 Relatório DO LANÇAMENTO Tratase de Auto de Infração lavrado contra a empresa supracitada, em razão de ter apresentado Guia de Recolhimento ao FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP) com informações inexatas em relação aos dados não relacionados aos fatos geradores de contribuições previdenciárias, o que constitui infração ao art. 32, inciso IV e § 6° da Lei 8.212, de 24 de julho de 1991, acrescentado pela Lei 9.528 de 10 de dezembro de 1997, combinado com o art. 225, inciso IV e § 4° do Regulamento da Previdência Social (RPS) aprovado pelo Decreto 3.048, de 06 de maio de 1999. Consta do Relatório Fiscal da Infração (fls. 44/47) que a empresa apresentou GFIP com informação incorreta no campo referente à opção pelo SIMPLES. Em decorrência da infração ao dispositivo acima descrito, foi aplicada a multa prevista no artigo 32, § 6°, da Lei 8.212/91, acrescentado pela Lei 9.528/97, e artigo 284, inciso III do Regulamento da Previdência Social. DA CIÊNCIA DO LANÇAMENTO A ciência da autuação fiscal se deu em 22/10/2008, fl. 48, inconformado o recorrente apresentou impugnação. A decisão do órgão de primeira instância administrativa fiscal julgou o lançamento procedente. DO RECURSO VOLUNTÁRIO O contribuinte foi cientificado da decisão em 30/06/2009, fl. 94, inconformado interpôs recurso voluntário em 29/07/2009, fls. 96 a 122, alegando em síntese: A recorrente foi tributada pela Delegacia da Receita em Biumenau (9a Região), Santa Catarina, por pretensa omissão no registro de receitas, a partir de uma presunção da utilização de "interpostas pessoas", e que estaria formando, juntamente com outras empresas, um "Grupo Econômico de Fato", capitulando o referido auto pelo art.124, I e II do CTN, Lei 8.212/91, art. 30, IX; pelo Dec. 3.048/9 em seu art. 222 e Lei 8.884/1994, art. 17. Falta comprovação por parte do fisco; Os elementos motivadores da exclusão do SIMPLES, constam nos processos de Representações Administrativas 13971.003976/200864 e 13971.003977/200817 (fls. 09 a 207 e 09 a 173 respectivamente). A exclusão do Simples (Atos Declaratórios Executivos 43 e 47/2008) foi contestada, tempestivamente, e não tem decisão definitiva. Deve ser oferecida a oportunidade de apresentar sua defesa, suas provas e contrapor argumentos. A exclusão da empresa do SIMPLES é ilegal; Fl. 128DF CARF MF Impresso em 23/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13971.003947/200801 Acórdão n.º 2803002.244 S2TE03 Fl. 129 4 houve erro na capitulação da multa. No AI, na descrição sumária da infração consta a Lei 8.212, art. 32, inciso IV e parágrafo 3o, já no Relatório Fiscal do mesmo Auto de Infração, foi capitulado o parágrafo 6o, não se sabendo qual fundamentação deve ser aplicada ao caso; a multa de 150% é confiscatória e inconstitucional. Devese atentar para o princípio da proporcionalidade na aplicação de penalidade pecuniária; a taxa selic é ilegal; não foi comprovado dolo de sonegação; houve a prescrição do lançamento fiscal; por fim, requer a nulidade da autuação fiscal. É o relatório. Fl. 129DF CARF MF Impresso em 23/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13971.003947/200801 Acórdão n.º 2803002.244 S2TE03 Fl. 130 5 Voto Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima, Relator O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche todos os requisitos de admissibilidade, razão pela qual, passo a analisálo. Consta do Relatório Fiscal da Infração (fls. 44/47) que a empresa apresentou GFIP com informação incorreta no campo referente à opção pelo SIMPLES. Tratase de lançamento de ofício por descumprimento de obrigação acessória. Assim, a regra decadencial é a do inciso I do art. 173 do CTN: Art. 173. 0 direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte aquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Assim, considerando que a recorrente foi cientificada da autuação fiscal em 22/10/2008, não há competências decadentes. Destarte, não procede a tese de prescrição do lançamento trazida pela recorrente. A decisão recorrida assim se pronunciou quanto ao assunto, fl. 88: Exclusão do Simples e do Grupo Econômico: A impugnante insurgese contra a caracterização do grupo econômico. Todavia, tal discussão não tem nenhuma relevância nos presentes autos, uma vez que o lançamento foi lavrado exclusivamente em nome da autuada, não envolvendo, por ora, nenhuma outra empresa como responsável solidária por este crédito. Quanto à sua exclusão do SIMPLES, concluo que o tema já foi analisado quando do julgamento dos autos de infração lavrados em decorrência do inadimplemento da obrigação principal, pelo não recolhimento das contribuições previdenciárias devidas. Para relembrar, transcrevo parte do voto proferido no processo n° 13971.003941/200825, relativo às contribuições da empresa lançadas no Auto de Infração nº 37.191.1117: Inicialmente, temos que a empresa em epígrafe foi excluída de oficio do Simples Federal a partir de 01/01/2003, conforme Ato Declaratório DRF/BNU n° 43/2008, contra o qual a empresa apresentou manifestação de inconformidade intempestiva, conforme consta no processo 13977.003976/200864, tornandose definitiva a exclusão. Por oportuno, em relação ao Simples Nacional, também se constatou a Fl. 130DF CARF MF Impresso em 23/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13971.003947/200801 Acórdão n.º 2803002.244 S2TE03 Fl. 131 6 sua exclusão deste sistema simplificado de tributação, conforme consulta aos dados informatizados da Receita Federal do Brasil. Isto posto, verificandose que a empresa está definitivamente excluída do SIMPLES, não há o que se rediscutir nesta esfera administrativa. Como se pode notar da decisão recorrida que o processo de exclusão do SIMPLES da recorrente transitou em julgado, em razão de apresentação de manifestação de inconformidade intempestiva, tornandose definitiva a exclusão da recorrente. Estando excluída do SIMPLES, a recorrente incorreu em infração ao art. 32, inciso IV e § 6° da Lei 8.212/91, acrescentado pela Lei 9.528/97, combinado com o art. 225, inciso IV e § 4° do Regulamento da Previdência Social (RPS) aprovado pelo Decreto 3.048/99, pois não efetuou as correções no campo referente à opção pelo SIMPLES de suas GFIP’s. Desse modo, não são procedentes os argumentos apresentados pela recorrente que não dizem respeito à autuação fiscal em comento, quais sejam, pretensa omissão no registro de receitas, presunção da utilização de "interpostas pessoas", "Grupo Econômico de Fato", dolo ou sonegação, pois o lançamento fiscal menciona, somente, incorreções no campo das GFIP’s da recorrente referente à opção pelo SIMPLES. Embora a recorrente mencione que não há decisão definitiva de sua exclusão do SIMPLES, o processou transitou em julgado em razão de apresentação de defesa intempestiva. Foi oferecida oportunidade de defesa, provas e de contrapor argumentos. A exclusão da empresa do SIMPLES foi legal e expedida por autoridade competente. Correta a descrição da infração e dispositivo legal infringido, constante do auto de infração, fl. 2, e Relatório Fiscal da Infração, fl. 44. O parágrafo 3o do art. 32 da Lei 8.212/91 trata do local, data e forma de entrega da GFIP, e o parágrafo 6o do mesmo artigo se refere ao percentual a ser aplicado para a infração. Assim sendo, não há erro na capitulação da multa, com questiona a recorrente. O valor estabelecido como pena pecuniária não é abusivo e nem confiscatório porque o cálculo está previsto na Lei 8.212/91. A declaração de inconstitucionalidade de lei é prerrogativa outorgada pela Constituição Federal ao Poder Judiciário. A alegação de inconstitucionalidade formal de lei não pode ser objeto de conhecimento por parte do administrador público. Enquanto não for declarada inconstitucional pelo STF, ou examinado seu mérito no controle difuso (efeito entre as partes) ou revogada por outra lei federal, a referida lei estará em vigor e cabe à Administração Pública acatar suas disposições. Assim, no âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade, nos termos do art. 26A e parágrafo único, do Decreto n. 70.235/72, bem como, art. 62 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de recursos Fiscais CARF, aprovado pela Portaria GMF n º 256, de 22 de junho de 2009. No mesmo sentido é o que discorre a Súmula n ° 2 do CARF: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Fl. 131DF CARF MF Impresso em 23/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13971.003947/200801 Acórdão n.º 2803002.244 S2TE03 Fl. 132 7 Não há aplicação da taxa selic no auto de infração em epígrafe, pois trata de cominação específica decorrente do descumprimento de obrigação acessória. O crédito tributário encontrase revestido das formalidades legais do art. 142 e § único, e arts. 97 e 115, todos do CTN, com a descrição da infração e dispositivo legal infringido, o valor da multa aplicada e sua fundamentação legal, período apurado, relatório fiscal da infração e da aplicação da multa, Instrução para o Contribuinte; identificação do contribuinte, identificação do Auditor Fiscal notificante, e demais informações constantes dos autos, bem como, lavrado de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam o assunto, consoante o artigo 33 da Lei n° 8.212/91. Quanto à multa aplicada na autuação fiscal em epígrafe, há que se observar a retroatividade benigna prevista no art. 106, inciso II do CTN. As multas em GFIP foram alteradas pela Lei nº 11.941, de 27/05/2009, sendo mais benéficas para o infrator. Foi acrescentado o art. 32A a Lei n º 8.212, nestas palavras: Art. 32A.O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitar seá às seguintes multas: I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3odeste artigo. § 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento. § 2o Observado o disposto no § 3odeste artigo, as multas serão reduzidas: I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. § 3o A multa mínima a ser aplicada será de: I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e II–R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. Fl. 132DF CARF MF Impresso em 23/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13971.003947/200801 Acórdão n.º 2803002.244 S2TE03 Fl. 133 8 Em razão da introdução do art. 32A, inciso I na lei 8.212/91, pela lei 11.941/09, regulando a infração ora examinada, e seguindose o disposto no art. 106, inciso II do CTN (penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática), a multa que consta do presente Auto de Infração deve ser comparada com o valor obtido do cálculo feito consoante a regra do art. 32A, inciso I, da lei 8.212/91, e aplicado o que for mais benéfico ao contribuinte. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto em dar provimento parcial ao recurso, para retificar o valor da multa de ofício em razão da apresentação de GFIP com incorreções ou omissões, devendose aplicar o disposto no art. 32A, inciso I, da Lei 8.212/1991, desde que mais favorável ao contribuinte. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Fl. 133DF CARF MF Impresso em 23/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 19515.002688/2004-22
Data da sessão: Thu Oct 29 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Oct 29 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF
Exercício: 2003, 2004, 2005
MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. NULIDADE. INOCORRÊNCIA.
O Mandado de Procedimento Fiscal é mero instrumento interno de planejamento e controle das atividades e procedimentos da fiscalização, de sorte que suas eventuais falhas não implicam em nulidade do lançamento.
RETIFICAÇÃO DE DCTF. ESPONTANEIDADE.
O início do procedimento fiscal exclui a espontaneidade do sujeito passivo em relação aos atos anteriores, de sorte que DCTF retificadora apresentada durante o procedimento fiscal não são acatadas como denúncia espontânea.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2102-000.351
Decisão: Acordam os membros do colegiado por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares e, no mérito, negar provimento ao recurso, devendo a autoridade administrativa de jurisdição do contribuinte observar o pagamento realizado mediante o Darf de fl. 225, bem como o disposto no art. 6º, I, da Lei n°8.218/91, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRF- ação fiscal - ñ retenção ou recolhimento(antecipação)
Nome do relator: Núbia Matos Moura
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF Exercício: 2003, 2004, 2005 MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. O Mandado de Procedimento Fiscal é mero instrumento interno de planejamento e controle das atividades e procedimentos da fiscalização, de sorte que suas eventuais falhas não implicam em nulidade do lançamento. RETIFICAÇÃO DE DCTF. ESPONTANEIDADE. O início do procedimento fiscal exclui a espontaneidade do sujeito passivo em relação aos atos anteriores, de sorte que DCTF retificadora apresentada durante o procedimento fiscal não são acatadas como denúncia espontânea. Recurso Voluntário Negado.
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Data da sessão: Mon Mar 18 00:00:00 UTC 2002
Data da publicação: Mon Mar 18 00:00:00 UTC 2002
Ementa: II — CLASSIFICAÇÃO FISCAL — "EX" TARIFÁRIO - MULTA DO ART 44, INCISO I, DA LEI N 9430/96.
Comprovada, nos autos, ocorrência de descrição inexata do
produto importado. Cabível a cobrança da multa de oficio
Recurso provido
Numero da decisão: CSRF/03-03.263
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de
Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Paulo Roberto Cuco Antunes, Nilton Luiz Bartoli e Carlos Alberto Gonçalves Nunes
Nome do relator: HENRIQUE PRADO MEGDA
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RP/303-0 292 Matéria . IMPOSTO DE IMPORTACAO — CLASSIFICACAO FISCAL Recorrente . FAZENDA NACIONAL Recorrida . 3CÂMARA DO 3° CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sujeito Passivo: PLASCAR INDUSTRIA E COMERCIO LTDA Sessão . 18 DE MARÇO DE 2002 Acórdão CSRF/03-03 263 II — CLASSIFICACAO FISCAL — "EX" TARIFARIO - MULTA DO ART 44, INCISO I, DA LEI N 9430/96. Comprovada, nos autos, ocorrência de descrição inexata do produto importado. Cabível a cobrança da multa de oficio Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Paulo Roberto Cuco Antunes, Nilton Luiz Bartoli e Carlos Alberto Gonçalves Nunes • -•1\1 PE- TR - 8DRIGUES PRESIDENT,- ,d0r 'IQUE P-ADO MEGDA RELATOR FORMALIZADO EM. Pj vu Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ, MOACYR ELOY DE MEDEIROS e JOÃO HOLANDA COSTA. Processo n° :1128007158/97-32 2 Acórdão : CSRF/03-03 263 Recurso RP1303-0.292 Sujeito Passivo : PLASCAR INDUSTRIA E COMERCIO LTDA RELATÓRIO Tendo o Colegiado da E Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, através do Acórdão n° 303-29.223, de 10 de maio de 200020, decidido, por maioria de votos, dar provimento ao recurso interposto pelo contribuinte em epigrafe, cancelando a exigência da multa de oficio (art 44 da lei 9430/96) por entender não se haver configurado , em momento algum, falta de declaração ou declaração inexata, muito embora o aparelho importado pelo contribuinte não se enquadre no destaque tarifário (ex) pretendido, A Fazenda Nacional, por não concordar com a decisão proferida em segunda instância administrativa, interpôs Recurso Especial a esta Câmara Superior de Recursos Fiscais, cujas razoes de inconformismo, apresentadas pelo seu ilustre representante, podem ser assim sintetizadas: "A Recorrida submeteu a despacho aduaneiro equipamento classificado como "MÁQUINA DE TERMOFORMAR CHAPAS À VACU°, PARA PAINÉIS DE PORTAS AUTOMOTIVAS, COM SISTEMA DE ACOPLAMENTO E CONTROLADOR LÓGICO PROGRMÁVEL, COMPLETA, MARCA GEROG GEISS" (FLS. 13), com redução da aliquota do imposto de importação, ante o benefício previsto na Portaria Interministerial nr. 221/97, "Ex 001". Solicitada assistência técnica, o engenheiro responsável constatou, em seu Laudo Técnico, que a mercadoria importada divergia da declarada, consistindo em "UNIDADE FUNCIAL PARA A FABRICAÇÃO DE PEÇAS EM PLÁSTICO, MOLDADAS À VÁCULO, TAIS COMO VASILHAS, POTES, TAMPAS, BANHERIAS, BARCOS, GABINETES EM GERAL, PÁRA-CHOQUES, PAINÉIS FRONAIS, ETC..", não sendo de uso específico para painéis de portas automotivas (fls.. 19) Entendemos que a decisão proferida contrariou o disposto na Lei nr. 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que em seu art 44, inciso I, assim dispõe: f h Processo n° 1128007158/97-32 3 Acórdão . CSRF/03-03 263 "Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição. I — de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte No presente processo foi produzida prova suficiente a demonstrar o cometimento da infração, conforme se verifica a fls., 19 e 40 — Laudo Técnico produzido por engenheiro competente, e fls. 20/24 — catálogo do produto importado apresentado pelo fabricante A aplicação da multa por declaração inexata da mercadoria se impõe no presente caso, sendo que a sua exclusão contraria frontalmente o disposto na legislação acima citada. A fls. 13, a contribuinte descreveu o equipamento como "MÁQUINA DE TERMOFORMAR CHAPAS À VACCJO, PARA PAINÉIS DE PORTAS AUTOMOTIVAS, COM SISTEMA DE ACOPLAMENTO E CONTROLADOR LÓGICO PROGRMÁVEL, COMPLETA, MARCA GEROG GEISS". A fls. 19, o Engenheiro credenciado constatou tratar- se de "UNIDADE FUNCIAL PARA A FABRICAÇÃO DE PEÇAS EM PLÁSTICO, MOLDADAS À VÁCULO, TAIS COMO VASILHAS, POTES, TAMPAS, BANHERIAS, BARCOS, GABINETES EM GERAL, PÁRA-CHOQUES, PAINÉIS FRONAIS, ETC " Não é necessário muito esforço para se deduzir que uma máquina multiuso não é uma máquina específica para produção de painéis de portas automotivas. Deve-se, então, concluir que a descrição do produto importado foi inexata, com o claro intuito de redução indevida de tributos, ensejando a aplicação de multa. A contribuinte certamente teve acesso ao catálogo fornecido pelo fabricante, aqui juntado a fls. 20/24, bastando ter olhos para se verificar as várias utilidades da máquina: ex. produção de peças para aviões, barcos, televisores, etc. Por outro lado, o estatuto social da empresa prevê que a mesma terá por atividades: "a industrialização", comércio, importação e exportação de artefatos de borracha e plástico, destinados às indústrias automobilísticas, eletrônicas e outras, e suas matérias primas" — fls 31 e 71. Processo n° 1128007158/97-32 4 Acórdão CS RF/03-03 263 Portanto, a máquina multiuso enquadra-se no objeto social da sociedade, sendo certo que o mesmo não se restringe a produção de painéis de portas automotivas. A Recorrida prestou declaração inexata de mercadoria importada, com o claro intuito de se beneficiar de redução indevida de impostos, incorrendo na multa prevista no art.. 44, inciso I, da lei nr 9.430/96 Analisado o recurso especial, sob o ponto de vista dos pressupostos ditados pelo art 33, caput e parágrafo segundo, do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, aprovado pela Portaria MF n 55/98, verificou-se o atendimento dos requisitos legais para sua admissibilidade, razão pela qual foi recebido pelo ilustre presidente da Câmara recorrida. Devidamente cientificado da decisão do Terceiro Conselho de Contribuintes e do recurso especial interposto pela Fazenda Nacional, tendo lhe sido facultada a apresentação de contra-razoes recursais, o contribuinte, com guarda de prazo, compareceu aos autos Os 134 a 141) pleiteando seja mantido o v acórdão recorrido, prolatado em estrita observância da legislação tributaria vigente e reafirmando os fundamentos de fato e de direito constantes do recurso voluntário anteriormente apresentado É o relatório. _ \1 I: ‘ l\,,,),)( Processo n° 1128.007158/97-32 5 Acórdão CSRF/03-03 263 VOTO Conselheiro HENRIQUE PRADO MEGDA, Relator A mercadoria objeto da lide encontra-se designada, nos documentos de importação, como "MAQUINA TERMOFORMAR CHAPAS A VACUO, PARA PAINEIS DE PORTAS AUTOMOTIVAS, COM SISTEMA DE ACOPLAMENTO E CONTROLADOR LOGICO PROGRAMAVEIS, COMPLETA, MARCA GEORG GEISS". Por outro lado, o laudo emitido pelo técnico certificante credenciado junto à Secretaria da Receita Federal, conclui que o equipamento importado não possui uso especifico para a fabricação de painéis de portasautomotivas Observe se que o destaque tarifário (ex) 001 do código NCM 8477.40.00 prescreve a necessidade de a maquina, para ser nele albergada, possuir a finalidade especifica de fabricação de portas automotivas. Assim, pelo simples exercício da leitura dos textos acima, verifica se que não há que se falar em inexistência de declaração inexata na descrição do produto em tela, e, em consonância com os fundamentos jurídicos constantes do ADN COSIT 10/97, concordando plenamente com as razões que embasaram a r decisão monocrática, estampadas em sua fundamentação com extrema concisão e clareza. entendo inafastavel a cobrança da multa de oficio prevista Em face dessas considerações, acolhendos argumentos deduzidos pela d Procuradoria da Fazenda Nacional objetivando demonstrar a inobservância dos preceitos legais que regem a matéria, voto pelo provimento do recurso regularmente interposto Sala das Sessões —DF, em 18 de março de 2002 HENRIQU "RADO MEGDA Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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Numero do processo: 10825.002069/2005-41
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Dec 11 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Thu Dec 11 00:00:00 UTC 2008
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 15/05/2001, 15/08/2001, 14/11/2001,
14/02/2002
DCTF. MULTA POR ATRASO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA.
Na forma da jurisprudência deste Conselho de Contribuintes, a
aplicação da multa mínima pela entrega da DCTF a destempo não
está alcançada pelo art. 138 do Código Tributário Nacional.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
Numero da decisão: 302-40.083
Decisão: ACORDAM os membros da segunda câmara do terceiro conselho de
contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
Nome do relator: MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA
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'. , ",--~._,--:":-ce l \ ~. Processo nO Recurso n° Matéria Acórdão nO Sessão de Recorrente Recorrida CC03/C02 Fls. 46 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA 10825.002069/2005-41 142.188 Voluntário DCTF 302-40.083 11 de dezembro de 2008 PREVE ENSINO LTDA . DRJ-RIBEIRÃO PRETO/SP ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 15/05/2001, 15/08/2001, 14/11/2001, 14102/2002 DCTF. MULTA POR ATRASO. DENúNcIA ESPONTÂNEA. Na fonna da jurisprudência deste Conselho de Contribuintes, a aplicação da multa mínima pela entrega da DCTF a destempo não está alcançada pelo art. 138 do Código Tributário Nacional. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. • ACORDAM os membros da segunda câmara do terceiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Mércia Helena Trajano D'Amorim, Beatriz Veríssimo de Sena, Ricardo Paulo Rosa e Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro. Esteve presente a Procuradora da Fazenda Nacional Maria Cecília Barbosa. •. Processo n° 10825.00206912005-41 Acórdão n.o 302-40.083 Relatório CC03/C02 Fls. 47 Adoto o relatório da decisão de primeira instância por entender que o mesmo resume bem os fatos dos autos até aquele momento processual: Contra a empresa acima qual(ficada, lavraram-se os autos de infração às fls. 03, 04, 05 e 6, exigindo-lhe multas por atrasos nas entregas das Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTFs), nos valores de R$ 2.838,33, R$ 14.443,79; R$ 38.020,99 e R$3.776,60, totalizando R$ 59.079,71 (cinqüenta e nove mil setenta e nove reais e setenta e um centavos). Por meio de auditoria interna em revisão de DCTFs, ver(ficou-se que a interessada entregou as declarações referentes aos 2", 3° e 4° trimestres do ano-calendário de 2000, aos 1': 2", 3° e 4° trimestres dos anos-calendário de 2001 e 2002 e ao 1" trimestre do ano-calendário de 2003 fora dos prazos.fixados na legislação tributária. Em face das intempestividades, lavram-se os presentes autos de iy!fi'ação com fundamento no Código Tributário Nacional (CTN), art. 113, S 3': Decreto-lei (DL) n° 2.124, de 1984, art. Y: c/c a Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal (IN-SRF) n° 126, de 1998, arts. 2" e 6~ e Medida Provisória (MP) n° 16, de 2001, art. 7", convertida na Lei n° 10.426, de 2002. Inco/?formada com os lançamentos, a interessada apresentou a impugnação às fls. 01/02, requerendo os seus cancelamentos, alegando, em síntese, que aderiu ao Programa Especial de Parcelamento (Paes) e, em face do disposto na Portaria Conjunta PGFN/SRF n° 3, de 1° de setembro de 2003, arts. 1" e 2~ c/c o art. 7", as multas por atrasos na entrega de DCTFs apresentadas até 31 de outubro de 2003 seriam absorvidas por esse programa, sendo desnecessária qualquer outra providência por parte dos contribuintes. A decisão recorrida recebeu de seus julgadores a seguinte ementa: Assunto: Obrigações Acessórias Data dofato gerador: 15/05/2001, 15/08/2001, 14/11/2001, 14/02/2002 DCTF. APRESENTAÇÃO INTEMPESTIVA. PENALIDADE A entrega intempestiva da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) sujeita o iy!frator às penalidades legais. PAES. MULTAS. INCLUSÃO A inclusão ex oIficio, no Programa Especial de Parcelamento (Paes), de multas decorrentes de atrasos na entrega de declarações à Secretaria da Receita Federal, contemplava exclusivamente os débitos 2 ,L Processo nO 10825.002069/2005-41 Acórdão n.o 302-40.083 confessados na respectiva declaração Paes e/ declarados ou confessados em DCTFs. Lançamento procedente. CC03/C02 Fls. 48 i o contribuinte, restando inconformado com a decisão de primeira instância, apresentou recurso voluntário no qual ratifica e reforça os argumentos trazidos em sua peça de impugnação. Os autos foram enviados a este Conselho de Contribuintes e fui designado como relator do presente recurso voluntário, na forma regimental. É o relatório. 3 ... - '. ' •.••• - , 'c.' Processo n° 10825.002069/2005-41Acórdão n.o 302-40.083 Voto Conselheiro Marcelo Ribeiro Nogueira, Relator CC03/C02 Fls. 49 I o recurso é tempestivo e os requisitos recursaIS foram atendidos, portanto conheço do mesmo. Na via estreita do processo fiscal administrativo é descabida qualquer discussão sobre matéria constitucional. Sobre o assunto, foi o seguinte o posicionamento do STJ em decisão unânime de sua Primeira Turma provendo o RE da Fazenda Nacional n° 246.963/PR (acórdão publicado em 05/06/2000 no Diário da Justiça da União - DJU-e): Tributário. Denúncia espontânea. Entrega com atraso de declaração de contribuições e tributos federais - DCTF. 1. A entidade "denúncia espontânea" não alberga a prática de ato puramente formal do contribuinte de entregar, com atraso, a Declaração de Contribuições e Tributos Federais - DCTF. 2. As responsabilidades acessórias autônomas, sem qualquer vínculo direto com a existência do fato gerador do tributo, não estão alcançadas pelo art. 138, do CTN 3. Recurso especial provido. Cite-se, ainda, Acórdão da Câmara Superior de Recursos Fiscais n° 02-01.046, sessão de 18/06/01, assim ementado: DCTF-MULTA POR ATRASO NA ENTREGA -ESPONTANEIDADE - INFRAÇio DE NATUREZA FORMAL. O princípio da denúncia espontânea não inclui a prática de ato formal, não estando alcançado pelos ditames do art. 138 do Código Tributário Nacional. Recurso Negado. Assim, ressalvada minha opmIao sobre a matéria, conheço do recurso para, adotando a referida jurisprudência, negar-lhe provimento, tendo em vista que a denúncia espontânea não afasta a aplicação da multa mínima. É como voto. Sala das Sessões, em 11 de dezembro de 2008 ~ /\ OJJvCCº-v 024' - . MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA - Re at 4 _J 00000001 00000002 00000003 00000004
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