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Numero do processo: 12898.001271/2009-51
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 03 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 2006, 2007 REVISÃO DA DECLARAÇÃO DE RENDAS. DECADÊNCIA. INOCORRÊNCIA. Não há que se falar em decadência do direito de revisão de declaração tratando-se de mera segregação dos valores em prejuízos operacionais e não operacionais, constante dos sistemas informatizados da RFB de controle dos prejuízos fiscais declarados (Sapli), feita com base em informações constantes da própria declaração apresentada. A simples glosa, em período posterior, dos efeitos decorrentes de valores formados no passado, não implica violação à regra decadencial. RETIFICAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE RENDAS. IMPOSSIBILIDADE. Inexistente qualquer acusação fiscal a respeito de determinada matéria e, portanto, inexistente litígio nesta parte, impertinente a sua discussão em processo administrativo fiscal de exigência de crédito tributário por motivo diverso. A impugnação ao lançamento e o recurso não são instrumentos adequados para pleitear retificação de declaração de IRPJ apresentada.
Numero da decisão: 1102-000.760
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME
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Recorrente LOG IN LOGISTICA INTERMODAL S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2006, 2007 REVISÃO DA DECLARAÇÃO DE RENDAS. DECADÊNCIA. INOCORRÊNCIA. Não há que se falar em decadência do direito de revisão de declaração tratandose de mera segregação dos valores em prejuízos operacionais e não operacionais, constante dos sistemas informatizados da RFB de controle dos prejuízos fiscais declarados (Sapli), feita com base em informações constantes da própria declaração apresentada. A simples glosa, em período posterior, dos efeitos decorrentes de valores formados no passado, não implica violação à regra decadencial. RETIFICAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE RENDAS. IMPOSSIBILIDADE. Inexistente qualquer acusação fiscal a respeito de determinada matéria e, portanto, inexistente litígio nesta parte, impertinente a sua discussão em processo administrativo fiscal de exigência de crédito tributário por motivo diverso. A impugnação ao lançamento e o recurso não são instrumentos adequados para pleitear retificação de declaração de IRPJ apresentada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Documento assinado digitalmente. Albertina Silva Santos de Lima Presidente. Documento assinado digitalmente. Fl. 189DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 31/ 07/2012 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 31/07/2012 por ALBERTINA SILVA SAN TOS DE LIMA Processo nº 12898.001271/200951 Acórdão n.º 110200.760 S1C1T2 Fl. 2 2 João Otávio Oppermann Thomé Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Albertina Silva Santos de Lima, Antonio Carlos Guidoni Filho, João Otávio Oppermann Thomé, Silvana Rescigno Guerra Barretto, José Sérgio Gomes, e João Carlos de Figueiredo Neto. Relatório Trata o presente processo de auto de infração lavrado contra a empresa acima identificada, para exigência de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica IRPJ, perfazendo um crédito tributário no montante de R$ 17.937.871,56, aí já incluídos os juros de mora e a multa de ofício de 75%. De acordo com o Termo de Verificação Fiscal, fls. 27/28, a empresa compensou indevidamente prejuízos não operacionais com prejuízos operacionais, o que resultou na compensação indevida de prejuízos nos anoscalendário de 2006 e 2007 nos valores de R$ 31.720.187,87 e R$ 3.829.515,43, respectivamente, conforme demonstrativo. O contribuinte apresentou impugnação, fls. 42 a 54, alegando, em síntese, o que a seguir se expõe. Para constituir os créditos tributários, a fiscalização efetuou a revisão da atividade de apuração do imposto de renda (na qual se inclui a determinação de saldos de prejuízos fiscais), passados mais de cinco anos, sendo que, após cinco anos do fato gerador ocorre a homologação do resultado da atividade do contribuinte, perecendo o direito do fisco de efetuar qualquer revisão. Tendo sido cientificado do lançamento em 12 de agosto de 2009, devese reconhecer a inviabilidade de revisão da apuração do seu resultado de 2002. A Impugnante adicionou ao seu Lucro Real, em 2004 e 2005, o lucro auferido por suas controladas situadas no exterior (Seamar Shipping Corporation e Navedoce Serviços e Empreendimentos Ltda.), sem que estes fossem efetivamente distribuídos, e assim o fez por ter sido compelida a fazêlo por força do disposto no art. 74 da MP nº 2.15835/01. Ocorre que a constitucionalidade desse dispositivo está sendo questionada no STF, por meio da ADIn nº 2.588, encontrandose o julgamento ainda pendente. Caso venha a ser reconhecida a sua inconstitucionalidade, os lucros auferidos por coligadas e controladas estrangeiras somente poderão submeterse à tributação no Brasil quando ocorrer o efetivo pagamento ou crédito do rendimento. Ademais, existem diversos casos semelhantes sendo discutidos pelo Judiciário, e precedentes do CARF favoráveis à tese apresentada pela ora Impugnante. Assim, o somatório dos valores adicionados ao lucro real dos anosbase de 2004, 2005 e 2006, no valor de R$ 71.279.382,81, a título de lucros de controladas no exterior Fl. 190DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 31/ 07/2012 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 31/07/2012 por ALBERTINA SILVA SAN TOS DE LIMA Processo nº 12898.001271/200951 Acórdão n.º 110200.760 S1C1T2 Fl. 3 3 deve ser excluído da apuração do lucro real dos respectivos períodos, por não se tratar de renda auferida, nos termos do art. 43 do CTN. Apesar de não ter apresentado Declaração de Rendimentos Retificadora, visando a reduzir o lucro tributável dos referidos periodos, a Impugnante requer seja garantido o seu direito de ter operacionalizadas as referidas retificações, de modo a alterar o seu Lucro Real antes das compensações, e, por consequência, modificar o montante das compensações de prejuízos fiscais consideradas indevidas pela fiscalização, de sorte que o montante do IRPJ cobrado a titulo de principal seja reduzido para R$ 3.552.273,97, conforme demonstrativo. Finaliza pedindo o cancelamento do crédito tributário lançado, em razão da decadência do direito de o fisco proceder à revisão, ou a revisão do lançamento, com a redução do valor lançado. A 2ª Turma da DRJ/RJ1, no Rio de JaneiroRJ, não reconheceu a decadência, observando que, no caso presente, não houve qualquer trabalho de revisão da declaração de IRPJ do anobase de 2002, mas sim que, em procedimento fiscal anterior de revisão de sua declaração, o seu prejuízo fiscal operacional fora alterado para R$ 7.970.071,00. E, com relação aos lucros auferidos no exterior, observou que a impugnação ao lançamento não é o instrumento adequado para retificar declaração de IRPJ, como também a retificação não pode ser feita após a ciência do lançamento, e, ainda, que, de qualquer sorte, enquanto não houver o trânsito em julgado do acórdão do STF, o art. 74 da MP nº 2.15835/2001 goza da presunção de ser constitucional. O Acórdão 1228.429, fls. 109 a 113, possui a seguinte ementa: “Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 2006, 2007 REVISÃO DA DECLARAÇÃO DE RENDAS. DECADÊNCIA. Inocorre a questão decadencial da revisão da declaração, visto que o erro constatado foi na escrituração do livro de apuração do lucro real Lalur, reconhecido pelo contribuinte. RETIFICAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE RENDAS. IMPOSSIBILIDADE. A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento.” Cientificada desta decisão em 08.03.2010, conforme AR de fls. 114, e com ela inconformada, a contribuinte interpôs recurso voluntário em 07.04.2010, fls. 116 a 135, no qual, em síntese, reprisa os argumentos já expostos por ocasião da inicial, e acrescenta, ainda, o pedido para que seja seja determinada a suspensão da exigência administrativa até o fim do julgamento da Adin no 2.588. É o relatório. Fl. 191DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 31/ 07/2012 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 31/07/2012 por ALBERTINA SILVA SAN TOS DE LIMA Processo nº 12898.001271/200951 Acórdão n.º 110200.760 S1C1T2 Fl. 4 4 Voto Conselheiro João Otávio Oppermann Thomé O recurso é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, dele tomo conhecimento. Alega a recorrente a decadência do direito do fisco revisar a apuração do seu resultado de 2002, pelo decurso do prazo superior a cinco anos, previsto no parágrafo 4º do artigo 150 do CTN. Não lhe assiste razão. No presente processo não houve qualquer revisão das apurações dos valores dos resultados positivos ou negativos apurados em qualquer ano calendário, mas tão somente glosa de compensação de prejuízos por insuficiência de saldo. Aliás, a própria recorrente observara, em resposta a termo de intimação lavrado pelo fisco, que o valor do prejuízo fiscal originalmente por ela declarado no ano calendário de 2002, fora ajustado em face de revisão fiscal posterior. Nesta mesma intimação, em que a autoridade fiscal solicitava esclarecimentos a respeito das mesmas inconsistências verificadas, relativas à compensação de prejuízos, as quais constituíram, afinal, o objeto do lançamento fiscal efetuado, esclareceu a recorrente que “a origem da compensação de prejuízos fiscais a maior apontada no referido Termo, deveuse pela não segregação do registro do prejuízo fiscal apurado no anocalendário de 2002, em ‘operacionais’ e em ‘não operacionais’, por ocasião da escrituração do LALUR daquele período...” Ora, a segregação dos prejuízos em operacionais e não operacionais é mera decorrência das informações prestadas pela recorrente em sua DIPJ. Assim dispõe o artigo 36 da Instrução Normativa SRF no 11, de 1996: “Art. 36. Os prejuízos não operacionais, apurados a partir de 1º de janeiro de 1996, somente poderão ser compensados, nos períodosbase subsequentes ao de sua apuração, com lucros de mesma natureza, observado o limite de que trata o ‘caput’ do artigo anterior. § 1º Consideramse não operacionais os resultados decorrentes da alienação de bens ou direitos do ativo permanente. § 2º O resultado não operacional será igual à diferença, positiva ou negativa entre valor pelo qual o bem ou direito houver sido alienado e o seu valor contábil, observado o disposto no art. 376 do RIR/94. § 3º Os resultados não operacionais de todas as alienações ocorridas durante o períodobase deverão ser apurados englobadamente entre si. Fl. 192DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 31/ 07/2012 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 31/07/2012 por ALBERTINA SILVA SAN TOS DE LIMA Processo nº 12898.001271/200951 Acórdão n.º 110200.760 S1C1T2 Fl. 5 5 § 4º No períodobase de ocorrência, os resultados não operacionais, positivos ou negativos, integrarão o lucro real. § 5º A separação em prejuízos não operacionais e em prejuízos das demais atividades somente será exigida se, no período, forem verificados, cumulativamente, resultados não operacionais negativos e lucro real negativo (prejuízo fiscal). § 6º Verificada a hipótese de que trata o parágrafo anterior, a pessoa jurídica deverá comparar o prejuízo não operacional com o prejuízo fiscal apurado na demonstração do lucro real, observado o seguinte: a) se o prejuízo fiscal for maior, todo o resultado não operacional negativo será considerado prejuízo fiscal não operacional e a parcela excedente será considerada, prejuízo fiscal das demais atividades; b) se todo o resultado não operacional negativo for maior ou igual ao prejuízo fiscal, todo o prejuízo fiscal será considerado não operacional. § 7º Os prejuízos não operacionais e os decorrentes das atividades operacionais da pessoa jurídica deverão ser controlados em folhas específicas, individualizadas por espécie, na parte B do LALUR, para compensação com lucros de mesma natureza apurados nos períodos subseqüentes. (...)” Conforme pontuou a autoridade julgadora a quo, o prejuízo não operacional de 2002 advém dos seguintes valores informados pela recorrente na sua DIPJ relativa àquele ano: receita de alienação de bens/direitos do ativo permanente de R$ 69.579.650,00 e valor contábil dos bens/direitos alienados de R$ 108.262.822,62, gerando um prejuízo não operacional de R$ 38.683.172,62. Portanto, não há que se falar em revisão de valores declarados, se a segregação dos valores em prejuízos operacionais e não operacionais tomou por base valores constantes da própria declaração da recorrente, os quais constavam em sistema informatizado, da Secretaria da Receita Federal do Brasil, de controle dos prejuízos fiscais declarados (Sapli). Concluindo, houve tão somente glosa, em período posterior, dos efeitos decorrentes de valores formados no passado, situação a qual, nos termos da pacífica jurisprudência do CARF a respeito, não atrai a aplicação da regra decadencial. No mérito, com relação a esta segregação, não há a oposição de qualquer argumento. De fato, assim como já o fizera por ocasião da resposta ao Termo, anteriormente mencionada, no recurso torna a afirmar a recorrente, verbis: “No caso dos autos, não se discute o fato de que a. Recorrente escriturou equivocadamente o Lalur referente aos resultados apurados no anobase de 2002 e lançados na DIPJ do exercício de 2003.” Noutro giro, pretende a recorrente a revisão do valor lançado, alegando que, nos anos de 2004 e 2005, adicionou indevidamente ao lucro real o lucro auferido por duas Fl. 193DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 31/ 07/2012 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 31/07/2012 por ALBERTINA SILVA SAN TOS DE LIMA Processo nº 12898.001271/200951 Acórdão n.º 110200.760 S1C1T2 Fl. 6 6 controladas situadas no exterior (Seamar Shipping Corporation e Navedoce Serviços e Empreendimentos Ltda.). Novamente sem razão a recorrente. Conforme corretamente observara a autoridade julgadora a quo, a impugnação ao lançamento não é o instrumento adequado para retificar declaração de IRPJ. O lançamento tributário, conforme já exposto, não promoveu nenhuma alteração nos valores declarados referentes a qualquer ano calendário. Conforme o demonstrativo da recomposição da compensação dos prejuízos, que acompanhou o referido Termo de Intimação (fls. 7/8), bem como, posteriormente, o próprio Termo de Verificação Fiscal e o auto de infração lavrado, de fato foi somente a falta de segregação dos resultados em 2002 que deu origem às glosas lançadas em 2006 e 2007. Portanto, a autuação fiscal não tem nenhuma relação com a matéria “lucros auferidos no exterior”. No caso específico dos anos de 2004 e 2005, não apenas não houve qualquer revisão dos valores declarados pelo contribuinte, como ainda sequer resultou, da recomposição de prejuízos efetuada pelo fisco, lançamento de tributo relativo a esses anos. Não há, portanto, qualquer acusação fiscal relativa a esses anos, pelo que revelase de todo inapropriada a discussão levantada pela recorrente. Aliás, se não tivesse a recorrente adicionado ao lucro real tais lucros provenientes de suas controladas no exterior, estaria sujeita ao lançamento de ofício sobre os referidos valores, que poderia ter sido feito, quem sabe, até mesmo no bojo do presente processo, e aí, sim, estaríamos aqui a discutir a procedência ou não desta adição. Concluindo, simplesmente não há litígio, neste processo, relativo à tributação de lucros auferidos no exterior, e, portanto, não há como acolher a pretensão recursal de redução do valor lançado por desconsideração dos valores que ela mesma adicionara à apuração do seu lucro real. Também não avança a pretensão da recorrente de que seja suspensa a exigência administrativa até o fim do julgamento da Adin no 2.588, na qual está sendo questionada a constitucionalidade do art. 74 da MP nº 2.15835/01, no que toca à tributação dos lucros auferidos no exterior, e isto por dois motivos. Em primeiro, ante a impertinência da discussão atinente à tributação dos lucros auferidos no exterior no bojo do presente processo, conforme acima exposto. Em segundo, porque a suspensão da exigibilidade somente ocorre em situações específicas previstas em lei (CTN, artigo 151), muitas das quais demandam iniciativa da parte, não havendo nenhuma notícia de que seja o caso dos autos. Por outro lado, se o que pretendia a recorrente era o sobrestamento do julgamento do presente processo, de se observar que este também somente ocorre em casos específicos. Conforme artigo 62A do Regimento Interno do CARF, somente devem ser sobrestados os julgamentos dos recursos quando o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B do CPC. Mais uma vez, não há notícia de que este seja o caso dos autos. Fl. 194DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 31/ 07/2012 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 31/07/2012 por ALBERTINA SILVA SAN TOS DE LIMA Processo nº 12898.001271/200951 Acórdão n.º 110200.760 S1C1T2 Fl. 7 7 Pelo exposto, nego provimento ao recurso voluntário. É como voto. Documento assinado digitalmente. João Otávio Oppermann Thomé Relator Fl. 195DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 31/ 07/2012 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 31/07/2012 por ALBERTINA SILVA SAN TOS DE LIMA
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Numero do processo: 14367.000531/2009-02
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/10/2004
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO OBRIGAÇÃO PRINCIPAL DIFERENÇA DE CONTRIBUIÇÕES CONTRIBUIÇÃO SEGURADOS EMPREGADOS PERÍODO ATINGINDO PELA DECADÊNCIA QUINQUENAL SÚMULA VINCULANTE STF EXISTÊNCIA DE RECOLHIMENTOS
O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a
inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212/1991, tendo inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, editado a “Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário””.
Tratando-se de lançamento de diferenças de contribuições, onde a própria autoridade fiscal descreve a existência de recolhimentos parciais, a decadência deve ser apreciada a luz do art. 150, §4º do CTN.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2401-002.460
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, declarar a decadência do lançamento.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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Tratandose de lançamento de diferenças de contribuições, onde a própria autoridade fiscal descreve a existência de recolhimentos parciais, a decadência deve ser apreciada a luz do art. 150, §4º do CTN. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, declarar a decadência do lançamento. Elias Sampaio Freire Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora Fl. 507DF CARF MF Impresso em 15/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 08/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 508DF CARF MF Impresso em 15/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 08/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE Processo nº 14367.000531/200902 Acórdão n.º 240102.460 S2C4T1 Fl. 2 3 Relatório O presente Auto de Infração de Obrigação Principal, lavrada sob o n. 37.243.5963, tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social, parcela a cargo dos segurados empregados não recolhidos na época própria, no período de 01/2004 a 10/2004. Destacase que, conforme descrito no relatório fiscal, fl. 12 a presente Ação Fiscal analisou exclusivamente para as obras de Construção Civil inscritas no Cadastro de Especifico do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) sob os números 41.590.00450/77 e 41.620.00407/70 de propriedade da empresa PLATINUM CONSTRUÇÕES LTDA. Ainda conforme o relatório fiscal, constituem Fatos Geradores das Contribuições lançadas, o montante das Contribuições Previdenciárias correspondentes à parte dos SEGURADOS, incidentes sobre as Remunerações pagas e/ou creditadas aos Segurados Empregados constantes em suas Folhas de Pagamento, apurada pelo batimento folhas versus GFIP versus FOLHA DE PAGAMENTO, assim como NÃO FORAM EFETUADOS OS RECOLHIMENTOS DEVIDOS. A empresa NÃO COMPROVOU ter efetuado o Recolhimento Integral do montante das Contribuições Previdenciárias Devidas. Consoante o descrito pela autoridade fiscal, em consulta ao Banco de Dados de Recolhimentos da Previdência Social restou constatado que a empresa havia efetuado recolhimentos parciais através de Guias de Recolhimento da Previdência SocialGPS. Os valores recolhidos foram deduzidos dos valores apurados através dos Autos de Infrações, constituídos neste procedimento fiscal, conforme demonstrado no Relatório de Apropriação de Documentos Apresentados RADA, anexo do Auto de Infração AI. Importante, destacar que a lavratura da NFLD deuse em 29/12/2009, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 30/12/2009. Inconformada, a empresa notificada apresentou impugnação à fls. 27 a 37. Foi exarada Decisão que determinou a procedência do lançamento, fls. 473 a 478, conforme ementa a seguir: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 PERÍCIA. DESNECESSIDADE. INDEFERIMENTO. Se o fato controverso puder ser comprovado por meio de prova documental que deveria ser produzida pelo próprio impugnante, a prova pericial é prescindível. PROVA DOCUMENTAL. MOMENTO. Fl. 509DF CARF MF Impresso em 15/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 08/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE 4 Não apresentando as provas documentais no momento da impugnação, e não apontando justificativas para essa omissão, há a preclusão desse direito. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao autor o ônus da prova dos fatos constitutivos do direito alegado. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Não conformado com o resultado proferido a tomadora apresentou recurso, fl. 486 a 497. Em síntese alega: 1. não se desmerece o trabalho efetuado pelo AuditorFiscal durante a fiscalização, até porque este lhe oportunizou a apresentação de documentos e esclarecimentos, na intenção de apurar os fatos que estavam sob investigação; 2. porém, as informações que apresentou à fiscalização possuíam erros, que induziram o AuditorFiscal a apurar divergências que não existem; 3. esse equívoco cometido por ele próprio reside no fato de, em algumas competências, existirem a indicação de pagamento de remuneração a empregados em duplicidade, pagamentos de remunerações em montantes que não foram efetivamente pagos aos empregados e pagamento de bolsa de estágio, sobre a qual não incide a contribuição previdenciária; 4. não lhe resta outra alternativa senão reconhecer seu erro no fornecimento de suas próprias informações, requerendo, todavia, a apuração correta dos dados condizentes aos fatos geradores das contribuições em análise, em especial a composição das folhas de pagamento, como forma de ser atestado por esta Delegacia de Julgamento que as divergências apontadas não existem. 5. os fatos aqui apontados são de fácil verificação, o que se depreende dos próprios relatórios elaborados pela fiscalização, intitulados "CRUZAMENTO DE GFIP VERSUS FOLHA DE PAGAMENTO", os quais integram o auto de infração. 6. como forma de corrigir os equívocos constatados, elaborou dossiês de cada competência fiscalizada, nos quais constam as informações lançadas em GFIP, as respectivas GPS, que permitem constatar a realidade de cada folha de pagamento, afastando, assim, alguns valores indicados erroneamente na documentação entregue à fiscalização. 7. se tais levantamentos não forem suficientes à conclusão do caso, solicita a realização de perícia contábil, relativa às competências de 2004, por meio da qual o perito designado terá acesso a todos os documentos correspondentes aos dados em análise. 8. o lançamento não pode ser convalidado em razão de afrontar os princípios da razoabilidade, da proporcionalidade, da legalidade, da verdade material, da capacidade contributiva; do enriquecimento sem causa do Estado; 9. Requer perícia; Fl. 510DF CARF MF Impresso em 15/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 08/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE Processo nº 14367.000531/200902 Acórdão n.º 240102.460 S2C4T1 Fl. 3 5 10. os dados anexados a esta defesa, baseados nas explicações e documentos correspondentes, demandam a apreciação de perícia contábil, a ser designada por esta Delegacia de Julgamento. O processo foi encaminhado para julgamento no âmbito deste Conselho. É o relatório. Fl. 511DF CARF MF Impresso em 15/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 08/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE 6 Voto Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 501. Superados os pressupostos, passo as preliminares ao exame do mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES: DA DECADÊNCIA – DE OFÍCIO Antes de adentrar as questões meritórias trazidas pelo recorrente, entendo deva ser apreciada preliminar referente ao prazo de decadência para o fisco constituir os créditos objeto deste AIOP. Nesse sentido, subsumo todo o meu entendimento quanto a legalidade do art. 45 da Lei 8212/91 (10 anos), outrora defendido , à decisão do STF. Assim, profiro meu entendimento a respeito da matéria. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991, tendo inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, editado a Súmula Vinculante de n º 8, senão vejamos: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. O texto constitucional em seu art. 103A deixa claro a extensão dos efeitos da aprovação da súmula vinculando, obrigando toda a administração pública ao cumprimento de seus preceitos. Dessa forma, entendo que este colegiado deverá aplicála de pronto, mesmo nos casos em que não argüida a decadência qüinqüenal por parte dos recorrentes. Assim, prescreve o artigo em questão: Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Ao declarar a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212, prevalecem as disposições contidas no Código Tributário Nacional – CTN, quanto ao prazo para a autoridade previdenciária constituir os créditos resultantes do inadimplemento de obrigações previdenciárias. Citese o posicionamento do STJ quando do julgamento proferido pela 1a Seção no Recurso Especial de n º 766.050, cuja ementa foi publicada no Diário da Justiça em 25 de fevereiro de 2008, nestas palavras: Fl. 512DF CARF MF Impresso em 15/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 08/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE Processo nº 14367.000531/200902 Acórdão n.º 240102.460 S2C4T1 Fl. 4 7 PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. ISS. ALEGADA NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. VALIDADE DA CDA. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA ISS. INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. ENQUADRAMENTO DE ATIVIDADE NA LISTA DE SERVIÇOS ANEXA AO DECRETO LEI Nº 406/68. ANALOGIA. IMPOSSIBILIDADE. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA. POSSIBILIDADE. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. FAZENDA PÚBLICA VENCIDA. FIXAÇÃO. OBSERVAÇÃO AOS LIMITES DO § 3.º DO ART. 20 DO CPC. IMPOSSIBILIDADE DE REVISÃO EM SEDE DE RECURSO ESPECIAL. REDISCUSSÃO DE MATÉRIA FÁTICOPROBATÓRIA. SÚMULA 07 DO STJ. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. INOCORRÊNCIA. ARTIGO 173, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CTN. 1. O Imposto sobre Serviços é regido pelo DL 406/68, cujo fato gerador é a prestação de serviço constante na lista anexa ao referido diploma legal, por empresa ou profissional autônomo, com ou sem estabelecimento fixo. 2. A lista de serviços anexa ao Decretolei n.º 406/68, para fins de incidência do ISS sobre serviços bancários, é taxativa, admitindose, contudo, uma leitura extensiva de cada item, no afã de se enquadrar serviços idênticos aos expressamente previstos (Precedente do STF: RE 361829/RJ, publicado no DJ de 24.02.2006; Precedentes do STJ: AgRg no Ag 770170/SC, publicado no DJ de 26.10.2006; e AgRg no Ag 577068/GO, publicado no DJ de 28.08.2006). 3. Entrementes, o exame do enquadramento das atividades desempenhadas pela instituição bancária na Lista de Serviços anexa ao DecretoLei 406/68 demanda o reexame do conteúdo fático probatório dos autos, insindicável ante a incidência da Súmula 7/STJ (Precedentes do STJ: AgRg no Ag 770170/SC, publicado no DJ de 26.10.2006; e REsp 445137/MG, publicado no DJ de 01.09.2006). 4. Deveras, a verificação do preenchimento dos requisitos em Certidão de Dívida Ativa demanda exame de matéria fáticoprobatória, providência inviável em sede de Recurso Especial (Súmula 07/STJ). 5. Assentando a Corte Estadual que "na Certidão de Dívida Ativa consta o nome do devedor, seu endereço, o débito com seu valor originário, termo inicial, maneira de calcular juros de mora, com seu fundamento legal (Código Tributário Municipal, Lei n.º 2141/94; 2517/97, 2628/98 e 2807/00) e a descrição de todos os acréscimos" e que "os demais requisitos podem ser observados nos autos de processo administrativo acostados aos autos de execução em apenso, onde se verificam: a procedência do débito (ISSQN), o exercício correspondente (01/12/1993 a 31/10/1998), data e número do Termo de Início de Ação Fiscal, bem como do Auto de Infração que originou o débito", não cabe ao Superior Tribunal de Justiça o reexame dessa inferência. 6. Vencida a Fazenda Pública, a fixação dos honorários advocatícios não está adstrita aos limites percentuais de 10% e 20%, podendo ser adotado como base de cálculo o valor dado à causa ou à condenação, nos termos do artigo 20, § 4º, do CPC (Precedentes: AgRg no AG 623.659/RJ, publicado no DJ de 06.06.2005; e AgRg no Resp 592.430/MG, publicado no DJ de Fl. 513DF CARF MF Impresso em 15/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 08/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE 8 29.11.2004). 7. A revisão do critério adotado pela Corte de origem, por eqüidade, para a fixação dos honorários, encontra óbice na Súmula 07, do STJ, e no entendimento sumulado do Pretório Excelso: "Salvo limite legal, a fixação de honorários de advogado, em complemento da condenação, depende das circunstâncias da causa, não dando lugar a recurso extraordinário" (Súmula 389/STF).8. O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, assim estabelece em seu artigo 173: "Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento." 9. A decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, quais sejam: (i) regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado; (ii) regra da decadência do direito de lançar nos casos em que notificado o contribuinte de medida preparatória do lançamento, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento de ofício ou de tributos sujeitos a lançamento por homologação em que inocorre o pagamento antecipado; (iii) regra da decadência do direito de lançar nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação em que há parcial pagamento da exação devida; (iv) regra da decadência do direito de lançar em que o pagamento antecipado se dá com fraude, dolo ou simulação, ocorrendo notificação do contribuinte acerca de medida preparatória; e (v) regra da decadência do direito de lançar perante anulação do lançamento anterior (In: Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Santi, 3ª Ed., Max Limonad, págs. 163/210). 10. Nada obstante, as aludidas regras decadenciais apresentam prazo qüinqüenal com dies a quo diversos. 11. Assim, contase do "do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" (artigo 173, I, do CTN), o prazo qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício), quando não prevê a lei o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, bem como inexistindo notificação de qualquer medida preparatória por parte do Fisco. No particular, cumpre enfatizar que "o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, sendo inadmissível a aplicação cumulativa dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do CTN, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento Fl. 514DF CARF MF Impresso em 15/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 08/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE Processo nº 14367.000531/200902 Acórdão n.º 240102.460 S2C4T1 Fl. 5 9 por homologação, a fim de configurar desarrazoado prazo decadencial decenal. 12. Por seu turno, nos casos em que inexiste dever de pagamento antecipado (tributos sujeitos a lançamento de ofício) ou quando, existindo a aludida obrigação (tributos sujeitos a lançamento por homologação), há omissão do contribuinte na antecipação do pagamento, desde que inocorrentes quaisquer ilícitos (fraude, dolo ou simulação), tendo sido, contudo, notificado de medida preparatória indispensável ao lançamento, fluindo o termo inicial do prazo decadencial da aludida notificação (artigo 173, parágrafo único, do CTN), independentemente de ter sido a mesma realizada antes ou depois de iniciado o prazo do inciso I, do artigo 173, do CTN. 13. Por outro lado, a decadência do direito de lançar do Fisco, em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, nem sido notificado pelo Fisco de quaisquer medidas preparatórias, obedece a regra prevista na primeira parte do § 4º, do artigo 150, do Codex Tributário, segundo o qual, se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador: "Neste caso, concorre a contagem do prazo para o Fisco homologar expressamente o pagamento antecipado, concomitantemente, com o prazo para o Fisco, no caso de não homologação, empreender o correspondente lançamento tributário. Sendo assim, no termo final desse período, consolidamse simultaneamente a homologação tácita, a perda do direito de homologar expressamente e, conseqüentemente, a impossibilidade jurídica de lançar de ofício" (In Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Santi, 3ª Ed., Max Limonad , pág. 170). 14. A notificação do ilícito tributário, medida indispensável para justificar a realização do ulterior lançamento, afigurase como dies a quo do prazo decadencial qüinqüenal, em havendo pagamento antecipado efetuado com fraude, dolo ou simulação, regra que configura ampliação do lapso decadencial, in casu, reiniciado. Entrementes, "transcorridos cinco anos sem que a autoridade administrativa se pronuncie, produzindo a indigitada notificação formalizadora do ilícito, operarseá ao mesmo tempo a decadência do direito de lançar de ofício, a decadência do direito de constituir juridicamente o dolo, fraude ou simulação para os efeitos do art. 173, parágrafo único, do CTN e a extinção do crédito tributário em razão da homologação tácita do pagamento antecipado" (Eurico Marcos Diniz de Santi, in obra citada, pág. 171). 15. Por fim, o artigo 173, II, do CTN, cuida da regra de decadência do direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário quando sobrevém decisão definitiva, judicial ou administrativa, que anula o lançamento anteriormente efetuado, em virtude da verificação de vício formal. Neste caso, o marco decadencial iniciase da data em que se tornar definitiva a aludida decisão anulatória. 16. In casu: (a) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (b) a obrigação ex lege de pagamento antecipado do ISSQN pelo contribuinte não restou adimplida, no que Fl. 515DF CARF MF Impresso em 15/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 08/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE 10 concerne aos fatos geradores ocorridos no período de dezembro de 1993 a outubro de 1998, consoante apurado pela Fazenda Pública Municipal em sede de procedimento administrativo fiscal; (c) a notificação do sujeito passivo da lavratura do Termo de Início da Ação Fiscal, medida preparatória indispensável ao lançamento direto substitutivo, deuse em 27.11.1998; (d) a instituição financeira não efetuou o recolhimento por considerar intributáveis, pelo ISSQN, as atividades apontadas pelo Fisco; e (e) a constituição do crédito tributário pertinente ocorreu em 01.09.1999. 17. Desta sorte, a regra decadencial aplicável ao caso concreto é a prevista no artigo 173, parágrafo único, do Codex Tributário, contandose o prazo da data da notificação de medida preparatória indispensável ao lançamento, o que sucedeu em 27.11.1998 (antes do transcurso de cinco anos da ocorrência dos fatos imponíveis apurados), donde se dessume a higidez dos créditos tributários constituídos em 01.09.1999. 18. Recurso especial parcialmente conhecido e desprovido.(GRIFOS NOSSOS) Podemos extrair da referida decisão as seguintes orientações, com o intuito de balizar a aplicação do instituto da decadência qüinqüenal no âmbito das contribuições previdenciárias após a publicação da Súmula vinculante nº 8 do STF: Conforme descrito no recurso acima: “A decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, quais sejam: (i) regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado; (ii) regra da decadência do direito de lançar nos casos em que notificado o contribuinte de medida preparatória do lançamento, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento de ofício ou de tributos sujeitos a lançamento por homologação em que inocorre o pagamento antecipado; (iii) regra da decadência do direito de lançar nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação em que há parcial pagamento da exação devida; (iv) regra da decadência do direito de lançar em que o pagamento antecipado se dá com fraude, dolo ou simulação, ocorrendo notificação do contribuinte acerca de medida preparatória; e (v) regra da decadência do direito de lançar perante anulação do lançamento anterior (In: Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Santi, 3ª Ed., Max Limonad, págs. 163/210) O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, nos casos de lançamentos em que não houve antecipação do pagamento assim estabelece em seu artigo 173: "Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito Fl. 516DF CARF MF Impresso em 15/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 08/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE Processo nº 14367.000531/200902 Acórdão n.º 240102.460 S2C4T1 Fl. 6 11 tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento." Já em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, aplicase o disposto no § 4º, do artigo 150, do CTN, segundo o qual, se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador, Senão vejamos o dispositivo legal que descreve essa assertiva: Art.150 O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (grifo nosso) Contudo, para que possamos identificar o dispositivo legal a ser aplicado, seja o art. 173 ou art. 150 do CTN, devemos identificar a natureza das contribuições omitidas para que, só assim, possamos declarar da maneira devida a decadência de contribuições previdenciárias. No caso, a aplicação do art. 150, § 4º, é possível quando realizado pagamento de contribuições, que em data posterior acabam por ser homologados expressa ou tacitamente. Contudo, antecipar o pagamento de uma contribuição significa delimitar qual o seu fato gerador e em processo contíguo realizar o seu pagamento. Deve ser possível ao fisco, efetuar de forma, simples ou mesmo eletrônica a conferência do valor que se pretendia recolher e o efetivamente recolhido. Neste caso, a inércia do fisco em buscar valores já declarados, ou mesmo continuamente pagos pelo contribuinte é que lhe tira o direito de lançar créditos pela aplicação do prazo decadencial consubstanciado no art. 150, § 4º. Assim, deverseá considerar que houve antecipação para aplicação do § 4º do art. 150 do CTN, quando ocorreu por parte do contribuinte o reconhecimento do valor devido e o seu parcial recolhimento, sendo em todos os demais casos de não reconhecimento da rubrica aplicável o art. 173 do referido diploma. Fl. 517DF CARF MF Impresso em 15/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 08/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE 12 No caso ora em análise, observamos o lançamento de diferença de contribuições sobre a remuneração paga aos segurados empregados, onde é possível identificar pelo relatório fiscal e relatórios anexos ao AIOP a apropriação de documentos, razão porque entendo aplicável o prazo decadencial a luz do art. 150, § 4º. Vejamos trecho do relatório descrito anteriormente: A empresa NÃO COMPROVOU ter efetuado o Recolhimento Integral do montante das Contribuições Previdenciárias Devidas. Consoante o descrito pela autoridade fiscal, em consulta ao Banco de Dados de Recolhimentos da Previdência Social restou constatado que a empresa havia efetuado recolhimentos parciais através de Guias de Recolhimento da Previdência SocialGPS. Os valores recolhidos foram deduzidos dos valores apurados através dos Autos de Infrações, constituídos neste procedimento fiscal, conforme demonstrado no Relatório de Apropriação de Documentos Apresentados RADA, anexo do Auto de Infração AI. Face o exposto e considerando que no lançamento em questão foi efetuado em 29/12/2009, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 30/12/2009. Os fatos geradores ocorreram entre as competências 01/2004 a 10/2004 (fls. 04 e 05), sendo assim, devem ser declarada a decadência da totalidade das contribuições ora lançadas. CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso para no mérito DARLHE PROVIMENTO, mantendo o lançamento efetuado. É como voto. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Fl. 518DF CARF MF Impresso em 15/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 08/06/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 13/06/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE
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Numero do processo: 13896.001589/2007-52
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/07/2001 a 31/03/2007
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. RECURSO VOLUNTÁRIO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. CONCOMITÂNCIA COM PROCESSO JUDICIAL..
NÃO CONHECIMENTO. O art. 38, parágrafo único da Lei n. 6.830/80, assim como a Súmula n. 1 do Carf, impede o conhecimento de recurso voluntário de sujeito passivo que ajuíza ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo.
Recurso Voluntário não conhecido.
Numero da decisão: 2301-002.586
Decisão: Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em não conhecer do Recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Nome do relator: DAMIAO CORDEIRO DE MORAES
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/07/2001 a 31/03/2007 Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. RECURSO VOLUNTÁRIO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. CONCOMITÂNCIA COM PROCESSO JUDICIAL.. NÃO CONHECIMENTO. O art. 38, parágrafo único da Lei n. 6.830/80, assim como a Súmula n. 1 do Carf, impede o conhecimento de recurso voluntário de sujeito passivo que ajuíza ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo. Recurso Voluntário não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em não conhecer do Recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Presidente. (assinado digitalmente) Damião Cordeiro De Moraes Relator. Fl. 690DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 04/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Adriano Gonzales Silverio, Damião Cordeiro De Moraes, Mauro Jose Silva, Leonardo Henrique Pires Lopes. Relatório 1. Tratase de recurso voluntário interposto pelo contribuinte Budai Industria Metalurgica Ltda., em face de Acórdão prolatado pela 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campinas (DRJ Campinas), que julgou parcialmente procedente o auto de infração. 2. De acordo com o relatório fiscal, o lançamento se refere às contribuições a cargo da empresa destinadas à Seguridade Social contribuição da empresa na qualidade de empregador e destinadas às Entidades e Fundos (Terceiros), tendo por base a remuneração paga aos segurados empregados, contidas em GFIP Guia de Recolhimento do FGTS e Informações a Previdência Social, relativas ao período de 01/07/2001 a 31/03/2007. 3. A ementa do acórdão de primeira instância restou lavrada nos termos que abaixo se transcreve: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/2001 a 31/03/2007 MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. DECADÊNCIA. COMPENSAÇÃO. AÇÃO JUDICIAL. ANATOCISMO. PERÍCIA CONTÁBIL. O Mandado de Procedimento Fiscal (MPF) pode se assinado eletronicamente pela Autoridade competente. Uma vez autorizada a ação fiscal, o AuditorFiscal informado no MPF é competente para constituir o crédito tributário. Não é competência do julgador administrativo decidir sobre constitucionalidade de lei. Com a publicação da súmula vinculante n° 8 do Supremo Tribunal Federal, o prazo para o Fisco constituir as obrigações previdenciárias passou a ser qüinqüenal, nos termos do Código Tributário Nacional (CTN). A impugnante deve provar que realizou a compensação com vistas a extinguir o crédito exigido. As questões discutidas em ação judicial não serão conhecidas no processo administrativo. A existência de ação judicial não enseja o sobrestamento do processo administrativo. Nos autos, não se verifica qualquer indício de que tenham incidido juros sobre juros ou juros sobre multa. A impugnante deve demonstrar a necessidade da perícia contábil para a apuração do crédito tributário. Não pode genericamente alegar que a Fl. 691DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 04/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 13896.001589/200752 Acórdão n.º 2301002.586 S2C3T1 Fl. 601 3 perícia resultará em retificação do lançamento. O julgador pode indeferir a perícia que julgar impertinente. Lançamento Procedente em Parte” (f. 531). 4. Ante a prolação do Acórdão supracitado, o contribuinte interpôs o presente Recurso Voluntário, alegando, em síntese: a) a nulidade do lançamento, pelo fato de não preencher os de requisitos formais; b) a inconstitucionalidade das contribuições lançadas; c) que foi requerido judicialmente (2000.61.00.0370345; 2005 . 61.00. 029686 6; 98.00.541.76 5; 97.00. 099.43 1; 2005.61.00.0296878) a nulidade da exação; d) a extinção do crédito tributário em decorrência da compensação; e) o efeito confiscatório da multa imposta e a imposição abusiva de juros (anatocismo); e f) a impossibilidade da aplicação da taxa Selic em débitos previdenciários como juros de mora. 5. Sem contrarrazões, os autos foram encaminhados a esta Câmara para apreciação do recurso voluntário. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Damião Cordeiro de Moraes DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE 1. Cumpre ressaltar que o recorrente informa que a matéria pertinente ao presente recurso foi submetida ao crivo do poder judiciário, verbis: “Nesse sentido, diante de tal entendimento, exerce a contribuinte o seu direito de acesso ao judiciário e promoveu ações judiciais de modo a obter desta esfera um posicionamento a seu favor. O processo que envolve tal exação é o de n° 2000.61.00.0370345 em tramite perante o Tribunal Regional Federal da Terceira Região. [...] Importante é ressaltar que tal processo serviu para a empresa compensar, em decorrência do crédito referente aos pagamentos indevidamente efetuados, com débitos do próprio INSS. Ressaltase que a interposição do Mandado de Segurança para os fins da compensação foi em 19/ 10/2000. Fl. 692DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 04/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 4 [...] É evidente e fidedigna a informação de que houve a compensação e adiante demonstrará os números dos processos que ainda tramitam no judiciário neste sentido. Naqueles processos foram juntadas todas as guias que demonstram o instituto da compensação e servem de prova anexa aos referidos mandados de segurança, de forma a demonstrar aos juízes a veracidade das suas alegações. Tais processos servem de prova e estão à disposição para eventual diligencia in loco no Tribunal Regional Federal da Terceira Região. DOS PROCESSOS JUDICIAIS EM TRÂMITE Uma vez esclarecido a necessidade da argumentação acerca do questionamento da constitucionalidade das leis que originaram a exação, necessário se faz esclarecer também que tais contribuições foram (e são) alvos de processos judiciais (mandado de segurança), onde se requereu, em síntese, a "suspensão do recolhimento das exações futuras até o julgamento definitivo da lide". São os processos: 1. 2005 . 61.00. 029686 6 (SEBRAE) 2. 98.00. 541.76 5 ( INCRA) 3.2000.61.00. 0370345 (Majoração da alíquota de 10% para 20% da contribuição previdenciária incidente sobre a folha de salários). 4. 97.00. 099.43 1 (Salário Educação) 5. 2005.61.00.0296878 (SAT) [...] Dessa forma, reiterase mais uma vez a questão ainda estando sub judice necessário se faz aguardar o deslinde daqueles processos, eis que a qualquer momento podem advir acórdãos exarados pelos Tribunais superiores que irão interferir no mérito desta NFLD” (f. 586 a 590). [grifamos] 2. Verificase, portanto, que o próprio recorrente suscita a concomitância de processos judiciais com o presente apelo administrativo. Tratase, portanto, da chamada dupla impugnação, vedada pelo art. 38, parágrafo único da Lei n. 6.830/80: Art. 38 [...] Parágrafo Único A propositura, pelo contribuinte, da ação prevista neste artigo importa em renúncia ao poder de recorrer na esfera administrativa e desistência do recurso acaso interposto. 3. No mesmo sentido é o teor da Súmula n. 1 do Carf: Súmula CARF nº 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade Fl. 693DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 04/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 13896.001589/200752 Acórdão n.º 2301002.586 S2C3T1 Fl. 602 5 processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. 4. A concomitância de processos em esferas de impugnação distintas constitui ato incompatível com o exercício do direito de recorrer administrativamente, ante a prevalência da função judicante pelo Poder Judiciário (art. 2º da CF). 5. O Conselho tem precedentes em uníssono: “ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS. EXERCÍCIO: 2005. OPÇÃO PELA VIA JUDICIAL.A PROPOSITURA PELA RECORRENTE, CONTRA A FAZENDA NACIONAL, DE AÇÃO JUDICIAL COM O MESMO OBJETO, IMPORTA A DESISTÊNCIA DO RECURSO VOLUNTÁRIO INTERPOSTO.VISTOS, RELATADOS E DISCUTIDOS OS PRESENTES AUTOS.ACORDAM OS MEMBROS DO COLEGIADO, POR UNANIMIDADE DE VOTOS, NÃO CONHECER DO RECURSO VOLUNTÁRIO INTERPOSTO POR APLICAÇÃO DA SÚMULA CARF Nº 01 (CONCOMITÂNCIA DE AÇÃO JUDICIAL E PROCESSO ADMINISTRATIVO), NOS TERMOS DO VOTO DA RELATORA.” (CARF. 1ª Seção de Julgamento. 1ª Turma Especial. Acórdão nº 180100539. Processo 11610003705200700. Data 30/03/2011, Relatora Conselheira Carmen Ferreira Saraiva). “ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL PERÍODO DE APURAÇÃO: 26/06/1995 A 30/08/1996 AÇÃO JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA DE OBJETO, RENÚNCIA À INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. SÚMULA CARF N° 1.IMPORTA RENÚNCIA ÀS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS A PROPOSITURA PELO SUJEITO PASSIVO DE AÇÃO JUDICIAL POR QUALQUER MODALIDADE PROCESSUAL, ANTES OU DEPOIS DO LANÇAMENTO DE OFICIO, COM O MESMO OBJETO DO PROCESSO ADMINISTRATIVO.RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO. VISTOS, RELATADOS E DISCUTIDOS OS PRESENTES AUTOS. ACORDAM OS MEMBROS DO COLEGIADO, POR MAIORIA DE VOTOS, EM NÃO CONHECER DO RECURSO EM FACE DA CARACTERIZAÇÃO DA CONCOMITÂNCIA DE OBJETO. VENCIDO O CONSELHEIRO DALTON CÉSAR. CORDEIRO DE MIRANDA QUE NÃO RECONHECERA A CONCOMITÂNCIA E, POR CONTA DISSO, APRESENTARÁ DECLARAÇÃO DE VOTO” (CARF 3ª Seção de Julgamento. 4ª Câmara. 1ª Turma Ordinária Acórdão nº 340100913 do Processo 10920003412200413 Data28/07/2010. Rel. Cons. Odassi Guerzoni Filho) 6. Ora, como bem reconhece o recorrente (ff. 586 a 590) o que se discute são exatamente as mesmas rubricas dos processos submetidos ao Judiciário. 7. Dessa forma, no caso, se trata de não conhecimento pela concomitância (art. 38, p. ún. da LEF). Nesse sentido, não merece conhecimento o recurso voluntário. CONCLUSÃO Fl. 694DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 04/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 6 8. Dado o exposto, NÃO CONHEÇO do recurso voluntário, nos termos acima delineados. Damião Cordeiro de Moraes Relator Fl. 695DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 04/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES
score : 1.0
Numero do processo: 13629.003949/2008-91
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/02/2004 a 29/02/2004
Ementa:PRECLUSÃO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO. INOVAÇÃO EM
RECURSO. MATÉRIA NÃO CONHECIDA.
Conforme expressamente previsto no art. 17 do Decreto n º 70.235 na
redação conferida pela Lei n º 9.532 de 1997, considerarseá
não impugnada
a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante.
De acordo com o previsto no inciso III do art. 16 do Decreto n º 70.235, a
impugnação deve conter os motivos de fato e de direito em que se
fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir.
O sujeito passivo tem o ônus da impugnação específica, e caso esta não seja
efetuada, considerarseão
verdadeiros os fatos apontados pela fiscalização
federal. Além de gerar a preclusão processual, não podendo ser alegada a
matéria em grau de recurso, em função da exigência prevista no art. 16,
inciso III do Decreto n º 70.235. No mesmo sentido é do disposto no art. 473
do CPC, aplicado subsidiariamente no processo administrativo tributário, em
que se proíbe à parte discutir, no curso do processo, as questões já decididas,
a cujo respeito se operou a preclusão. Assim, todas as alegações devem ser
concentradas na impugnação, que é a primeira oportunidade que o sujeito
passivo possui para se manifestar nos autos do processo administrativo.
PENALIDADE PECUNIÁRIA – VALOR APLICADO. PRESUNÇÃO DE
CONSTITUCIONALIDADE.
Não há dúvida da importância dos princípios para o ordenamento jurídico,
pois os mesmos são vetores para elaboração dos atos normativos, devendo ser
observados pelo Poder Legislativo na elaboração das leis. Portanto são
direcionados ao legislador, sendo critérios prélegais,
e caso não sejam
observados, e seja publicada uma lei com ofensa a princípios constitucionais,
cabe análise e censura pelo Poder Judiciário. Entretanto, uma vez sendo
publicada a lei, há presunção de constitucionalidade da mesma, e cabe ao Poder Executivo, cumprir e executar as determinações legais, sem que se faça
juízo de valoração do ato, sob pena de fragilidade do ordenamento
constitucional, e invasão de atribuições entre os Poderes. O Poder Executivo
somente utilizará os princípios na hipótese de falta de disposição expressa
legal, conforme previsto no art. 108 do CTN; logo se há dispositivo legal, não
cabe aplicação direta dos princípios em detrimento do ato legal, sob pena de
ofensa ao art. 108 do Codex Tributário.
Numero da decisão: 2302-001.843
Decisão: ACORDAM os membros da Segunda Turma da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade foi negado provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o julgado.
Nome do relator: MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/02/2004 a 29/02/2004 Ementa:PRECLUSÃO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO. INOVAÇÃO EM RECURSO. MATÉRIA NÃO CONHECIDA. Conforme expressamente previsto no art. 17 do Decreto n º 70.235 na redação conferida pela Lei n º 9.532 de 1997, considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. De acordo com o previsto no inciso III do art. 16 do Decreto n º 70.235, a impugnação deve conter os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir. O sujeito passivo tem o ônus da impugnação específica, e caso esta não seja efetuada, considerarseão verdadeiros os fatos apontados pela fiscalização federal. Além de gerar a preclusão processual, não podendo ser alegada a matéria em grau de recurso, em função da exigência prevista no art. 16, inciso III do Decreto n º 70.235. No mesmo sentido é do disposto no art. 473 do CPC, aplicado subsidiariamente no processo administrativo tributário, em que se proíbe à parte discutir, no curso do processo, as questões já decididas, a cujo respeito se operou a preclusão. Assim, todas as alegações devem ser concentradas na impugnação, que é a primeira oportunidade que o sujeito passivo possui para se manifestar nos autos do processo administrativo. PENALIDADE PECUNIÁRIA – VALOR APLICADO. PRESUNÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE. Não há dúvida da importância dos princípios para o ordenamento jurídico, pois os mesmos são vetores para elaboração dos atos normativos, devendo ser observados pelo Poder Legislativo na elaboração das leis. Portanto são direcionados ao legislador, sendo critérios prélegais, e caso não sejam observados, e seja publicada uma lei com ofensa a princípios constitucionais, cabe análise e censura pelo Poder Judiciário. Entretanto, uma vez sendo publicada a lei, há presunção de constitucionalidade da mesma, e cabe ao Poder Executivo, cumprir e executar as determinações legais, sem que se faça juízo de valoração do ato, sob pena de fragilidade do ordenamento constitucional, e invasão de atribuições entre os Poderes. O Poder Executivo somente utilizará os princípios na hipótese de falta de disposição expressa legal, conforme previsto no art. 108 do CTN; logo se há dispositivo legal, não cabe aplicação direta dos princípios em detrimento do ato legal, sob pena de ofensa ao art. 108 do Codex Tributário.
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Recorrente COTENCO CONSTRUCOES E COMERCIO LTDA Recorrida DRJ BELO HORIZONTE MG Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/02/2004 a 29/02/2004 Ementa:PRECLUSÃO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO. INOVAÇÃO EM RECURSO. MATÉRIA NÃO CONHECIDA. Conforme expressamente previsto no art. 17 do Decreto n º 70.235 na redação conferida pela Lei n º 9.532 de 1997, considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. De acordo com o previsto no inciso III do art. 16 do Decreto n º 70.235, a impugnação deve conter os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir. O sujeito passivo tem o ônus da impugnação específica, e caso esta não seja efetuada, considerarseão verdadeiros os fatos apontados pela fiscalização federal. Além de gerar a preclusão processual, não podendo ser alegada a matéria em grau de recurso, em função da exigência prevista no art. 16, inciso III do Decreto n º 70.235. No mesmo sentido é do disposto no art. 473 do CPC, aplicado subsidiariamente no processo administrativo tributário, em que se proíbe à parte discutir, no curso do processo, as questões já decididas, a cujo respeito se operou a preclusão. Assim, todas as alegações devem ser concentradas na impugnação, que é a primeira oportunidade que o sujeito passivo possui para se manifestar nos autos do processo administrativo. PENALIDADE PECUNIÁRIA – VALOR APLICADO. PRESUNÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE. Não há dúvida da importância dos princípios para o ordenamento jurídico, pois os mesmos são vetores para elaboração dos atos normativos, devendo ser observados pelo Poder Legislativo na elaboração das leis. Portanto são direcionados ao legislador, sendo critérios prélegais, e caso não sejam observados, e seja publicada uma lei com ofensa a princípios constitucionais, cabe análise e censura pelo Poder Judiciário. Entretanto, uma vez sendo publicada a lei, há presunção de constitucionalidade da mesma, e cabe ao Fl. 434DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2012 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA, Assinado digitalmente em 11/06/ 2012 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA 2 Poder Executivo, cumprir e executar as determinações legais, sem que se faça juízo de valoração do ato, sob pena de fragilidade do ordenamento constitucional, e invasão de atribuições entre os Poderes. O Poder Executivo somente utilizará os princípios na hipótese de falta de disposição expressa legal, conforme previsto no art. 108 do CTN; logo se há dispositivo legal, não cabe aplicação direta dos princípios em detrimento do ato legal, sob pena de ofensa ao art. 108 do Codex Tributário. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Segunda Turma da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade foi negado provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o julgado. Marco André Ramos Vieira Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Marco André Ramos Vieira (Presidente), Liege Lacroix Thomasi, Arlindo da Costa e Silva, Adriana Sato e Manoel Coelho Arruda Júnior. Fl. 435DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2012 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA, Assinado digitalmente em 11/06/ 2012 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Processo nº 13629.003949/200891 Acórdão n.º 230201.843 S2C3T2 Fl. 421 3 Relatório O presente lançamento tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social em virtude da utilização de mãodeobra assalariada, na edificação de obra de construção civil de responsabilidade do notificado, fls. 16 a 18. Os valores foram lançados por aferição indireta, relativos à diferença da NFLD n° 37.078.9032, lavrada em 22/2/2007. Não conformada com a notificação, foi apresentada defesa pela sociedade empresária, fls. 32 a 46. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento analisou os argumentos da autuada e proferiu a decisão de fls. 396 a 401, mantendo o lançamento. Não concordando com a decisão, houve interposição de recuso voluntário conforme fls. 403 a 417. Alegou, em síntese, a autuada: a) Devia ser julgado o presente recurso com as notificações conexas; b) Não cabia a aferição de valores; c) Fora demonstrada a regularidade dos lançamentos contábeis; d) A multa aplicada afrontava o princípio do nãoconfisco; Não foram apresentadas contrarrazões pelo órgão fazendário. É o relato suficiente. Fl. 436DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2012 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA, Assinado digitalmente em 11/06/ 2012 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA 4 Voto Conselheiro Marco André Ramos Vieira, Relator O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 419. Pressuposto de admissibilidade superado, passo ao exame das questões preliminares ao mérito. O recorrente inovou as alegações em recurso. Dessa forma, as matérias que não foram expressamente impugnadas em primeira instância, não serão conhecidas por este Colegiado. Conforme expressamente previsto no art. 17 do Decreto n º 70.235 na redação conferida pela Lei n º 9.532 de 1997, considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. De acordo com o previsto no inciso III do art. 16 do Decreto n º 70.235, a impugnação deve conter os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir. A redação do art. 17 do Decreto n º 70.235 retrata o disposto no art. 302 do CPC, nestas palavras: Art. 302. Cabe também ao réu manifestarse precisamente sobre os fatos narrados na petição inicial. Presumemse verdadeiros os fatos não impugnados, salvo: I se não for admissível, a seu respeito, a confissão; II se a petição inicial não estiver acompanhada do instrumento público que a lei considerar da substância do ato; III se estiverem em contradição com a defesa, considerada em seu conjunto. Parágrafo único. Esta regra, quanto ao ônus da impugnação especificada dos fatos, não se aplica ao advogado dativo, ao curador especial e ao órgão do Ministério Público. Desse modo, analisando em conjunto o Decreto n º 70.235 e o CPC, o sujeito passivo tem o ônus da impugnação específica, e caso esta não seja efetuada, considerarseão verdadeiros os fatos apontados pela fiscalização federal. Além de gerar a preclusão processual, não podendo ser alegada a matéria em grau de recurso, em função da exigência prevista no art. 16, inciso III do Decreto n º 70.235. No mesmo sentido é do disposto no art. 473 do CPC, aplicado subsidiariamente no processo administrativo tributário, em que se proíbe à parte discutir, no curso do processo, as questões já decididas, a cujo respeito se operou a preclusão. Assim, todas as alegações devem ser concentradas na impugnação, que é a primeira oportunidade que o sujeito passivo possui para se manifestar nos autos do processo administrativo. No primeiro momento oportuno para se manifestar nos autos, a parte tem o ônus de impugnar toda a matéria. Fl. 437DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2012 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA, Assinado digitalmente em 11/06/ 2012 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Processo nº 13629.003949/200891 Acórdão n.º 230201.843 S2C3T2 Fl. 422 5 Entretanto, há matérias que independentemente de arguição pelo sujeito passivo na impugnação podem ser conhecidas de ofício pelo órgão julgador. São elas: a relativa a direito superveniente, surgida somente após a impugnação, ou no corpo da decisão de primeiro grau; ou as relativas às questões que o julgador pode conhecer de ofício como a decadência e os pressupostos processuais; ou às questões que envolvam nulidade absoluta, que são aquelas não passíveis de convalidação. As nulidades absolutas no processo administrativo estão previstas no art. 59 do Decreto n º 70.235 de 1972, nestas palavras: Art. 59. São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. § 1º A nulidade de qualquer ato só prejudica os posteriores que dele diretamente dependam ou sejam conseqüência. § 2º Na declaração de nulidade, a autoridade dirá os atos alcançados, e determinará as providências necessárias ao prosseguimento ou solução do processo. § 3º Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprirlhe a falta. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) Fora das hipóteses do art. 59 do Decreto n º 70.235, as demais irregularidades serão sanadas apenas se resultarem prejuízo ao sujeito passivo, e desde que tenham sido argüidas pelo sujeito passivo, pois caso contrário haverá preclusão, na forma do art. 17 do Decreto n º 70.235. Art. 60. As irregularidades, incorreções e omissões diferentes das referidas no artigo anterior não importarão em nulidade e serão sanadas quando resultarem em prejuízo para o sujeito passivo, salvo se este lhes houver dado causa, ou quando não influírem na solução do litígio. Conforme previsto no art. 61 do Decreto n º 70.235, a nulidade será declarada pela autoridade competente para praticar o ato ou julgar a sua legitimidade. Assim, pode o Conselho de Contribuintes como órgão julgador da legitimidade do lançamento fiscal reconhecer a nulidade absoluta, o que não ocorreu in casu. Não procede o argumento recursal de que devia ser julgado o presente recurso com as notificações conexas. Esses autos possuem todos os elementos probatórios suficientes para que seja proferido o julgamento, não havendo prejudicialidade em relação às demais notificações. Ao contrário do afirmado pela recorrente, foi correta a aferição realizada pela fiscalização tributária. Conforme consignado pela Auditoria Fiscal, cujo trecho é transcrito no recurso: "Analisada toda a documentação apresentada e ainda, a solicitada através do Termo de Intimação para Apresentação de Documentos TIAD, de 22/11/2007, foi verificado que a obra Fl. 438DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2012 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA, Assinado digitalmente em 11/06/ 2012 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA 6 encerrouse em 31/01/2004 e a empresa, em março, abril, maio, setembro e outubro/2004, efetuou lançamentos de aquisição de materiais empregados na obra (cimento, telhas, tintas), bem como houve contabilização de aquisição de equipamentos de segurança, pagamento de refeições, quando não mais possuía trabalhadores alocados na obra, ou seja, não restando comprovada a mãodeobra necessária para a sua utilização ou os materiais não foram utilizados na referida obra." Desse modo, a contabilidade não registrou o movimento real de todos os fatos geradores, o que possibilitou o arbitramento dos valores na forma do art. 148 do CTN e do art. 33, parágrafos 3º a 6º da Lei n 8.212 de 1991. Os argumentos colacionados pela recorrente confirmam a continuidade da obra, apesar de já encerrada na contabilidade. Quanto à alegação de não observação dos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade; da proibição de efeito confiscatório e da capacidade contributiva, teço os seguintes comentários. Não há dúvida da importância dos princípios para o ordenamento jurídico, pois os mesmos são vetores para elaboração dos atos normativos, devendo ser observados pelo Poder Legislativo na elaboração das leis. Portanto são direcionados ao legislador, sendo critérios prélegais, e caso não sejam observados, e seja publicada uma lei com ofensa a princípios constitucionais, cabe análise e censura pelo Poder Judiciário. Entretanto, a lei publicada possui presunção de constitucionalidade, e cabe ao Poder Executivo cumprir e executar as suas determinações, sem que se faça juízo de valoração do ato, sob pena de fragilidade do ordenamento constitucional, e invasão de atribuições entre os Poderes. O Poder Executivo somente utilizará os princípios na hipótese de falta de disposição expressa legal, conforme previsto no art. 108 do CTN; logo se há dispositivo legal, não cabe aplicação direta dos princípios em detrimento do ato legal, sob pena de ofensa ao art. 108 do Codex Tributário. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto pelo conhecimento do recurso voluntário e pela negativa de provimento a ele. É como voto. Marco André Ramos Vieira Fl. 439DF CARF MF Impresso em 02/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2012 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA, Assinado digitalmente em 11/06/ 2012 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 13876.001176/2003-82
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 26 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/01/2002 a 31/01/2002, 01/05/2002 a 31/05/2002, 01/06/2002 a 30/06/2002
OPÇÃO PELA VIA JUDICIAL. SÚMULA CARF 1.
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.
ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. INCOMPETÊNCIA DA INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. SÚMULA CARF 2.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
CRÉDITO TRIBUTÁRIO. EXIGIBILIDADE SUSPENSA. LANÇAMENTO PARA PREVENIR A DECADÊNCIA. MULTA DE OFÍCIO. INCABÍVEL. Incabível a imposição de multa de ofício, no lançamento para prevenir a decadência de tributo cuja exigibilidade houver sido suspensa na forma dos incisos IV e V do art. 151 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966.
ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/01/2002 a 31/01/2002, 01/05/2002 a 31/05/2002, 01/06/2002 a 30/06/2002
CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TAXA SELIC. INCIDÊNCIA. SÚMULA CARF 4.
A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no 2 período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais.
Numero da decisão: 3402-001.766
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, em parte, por submissão da matéria ao Poder Judiciário e, na parte conhecida, em dar provimento parcial ao recurso para cancelar a multa de ofício aplicada. Vencidos os Conselheiros Helder Massaaki Kanamaru (Suplente), João Carlos Cassuli Junior li e Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, que davam provimento também para excluir da base de cálculo as receitas de variação cambial decorrentes de exportação.
Nome do relator: SILVIA DE BRITO OLIVEIRA
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2002 a 31/01/2002, 01/05/2002 a 31/05/2002, 01/06/2002 a 30/06/2002 OPÇÃO PELA VIA JUDICIAL. SÚMULA CARF 1. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. INCOMPETÊNCIA DA INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. SÚMULA CARF 2. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. EXIGIBILIDADE SUSPENSA. LANÇAMENTO PARA PREVENIR A DECADÊNCIA. MULTA DE OFÍCIO. INCABÍVEL. Incabível a imposição de multa de ofício, no lançamento para prevenir a decadência de tributo cuja exigibilidade houver sido suspensa na forma dos incisos IV e V do art. 151 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2002 a 31/01/2002, 01/05/2002 a 31/05/2002, 01/06/2002 a 30/06/2002 CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TAXA SELIC. INCIDÊNCIA. SÚMULA CARF 4. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no 2 período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais.
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Recorrida DRJ em RIBEIRÃO PRETOSP ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2002 a 31/01/2002, 01/05/2002 a 31/05/2002, 01/06/2002 a 30/06/2002 OPÇÃO PELA VIA JUDICIAL. SÚMULA CARF 1. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. INCOMPETÊNCIA DA INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. SÚMULA CARF 2. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. EXIGIBILIDADE SUSPENSA. LANÇAMENTO PARA PREVENIR A DECADÊNCIA. MULTA DE OFÍCIO. INCABÍVEL. Incabível a imposição de multa de ofício, no lançamento para prevenir a decadência de tributo cuja exigibilidade houver sido suspensa na forma dos incisos IV e V do art. 151 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2002 a 31/01/2002, 01/05/2002 a 31/05/2002, 01/06/2002 a 30/06/2002 CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TAXA SELIC. INCIDÊNCIA. SÚMULA CARF 4. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no Fl. 1196DF CARF MF Impresso em 07/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2012 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/06/ 2012 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por NAYRA BASTOS MANATTA 2 período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais.: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, em parte, por submissão da matéria ao Poder Judiciário e, na parte conhecida, em dar provimento parcial ao recurso para cancelar a multa de ofício aplicada. Vencidos os Conselheiros Helder Massaaki Kanamaru (Suplente), João Carlos Cassuli Junior li e Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, que davam provimento também para excluir da base de cálculo as receitas de variação cambial decorrentes de exportação. NAYRA BASTOS MANATTA Presidente. SÍLVIA DE BRITO OLIVEIRA Relatora. EDITADO EM: 11/06/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Sílvia de Brito Oliveira, Helder Massaaki Kanamaru (Suplente), Gilson Macedo Rosenburg Filho, João Carlos Cassuli Junior, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva e Nayra Bastos Manatta Presidente) Relatório Tratase de processo formalizado para recepcionar a parte do crédito tributário constituído no auto de infração de que trata o processo nº 10855.004133/200228, cuja exigibilidade estaria suspensa, conforme representação à fl. 01 destes autos. Estes autos receberam, por transferência, a exigência da Contribuição pra Financiamento da Seguridade Social (Cofins) relativa aos fatos geradores de janeiro, maio e junho de 2002, pois, naqueles autos, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Ribeirão PretoSP (DRJ/RPO), nos termos do voto condutor do Acórdão cuja cópia consta das fls. 298 a 357, entendeu estar equivocada a apropriação dos depósitos feita pela fiscalização e julgou que, de todo o período autuado, que compreende os fatos geradores de fevereiro de 1999 a junho de 2002, estariam com a exigibilidade suspensa, por força de depósito do montante integral, apenas o crédito tributário relativo aos precitados fatos geradores. Contra essa decisão, a contribuinte interpôs o recurso voluntário das fls. 320 a 355 cuja preliminar de nulidade foi acolhida pela Terceira Câmara do extinto Segundo Conselho de Contribuintes, conforme Acórdão nº 20310.261, de 6 de julho de 2005, às fls. 524 a 532, o que ensejou o Recurso Especial da Procuradoria da Fazenda Nacional (PFN), que, por maioria de votos, foi provido pela Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais (CSRF) e os autos retornaram a este colegiado para julgamento do mérito. Fl. 1197DF CARF MF Impresso em 07/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2012 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/06/ 2012 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por NAYRA BASTOS MANATTA Processo nº 13876.001176/200382 Acórdão n.º 3402001.766 S3C4T2 Fl. 2 3 No recurso voluntário interposto, quanto ao mérito, alegou a contribuinte, em síntese, que: I – as receitas de variação cambial são decorrentes de exportações realizadas, por isso sobre elas não incide a Cofins, conforme art. 14, inc. II, da Medida Provisória (MP) nº 2.15835, de 24 de agosto de 2001, e art. 149, § 2º, da Constituição Federal, com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 33, de 11 de dezembro de 2001; II – são indevidos a multa de ofício e os juros de mora, tendo em vista que a matéria foi submetida à apreciação judicial e o crédito tributário está com a exigibilidade suspensa por depósito judicial; III – a Lei nº 9.718, de 1998, está eivada de vício formal e é inconstitucional, visto que, ao definir a base de cálculo da Cofins, não guardava nenhuma semelhança com os conceitos de faturamento ou de receita bruta; IV – não se pode dar a interpretação dada pelo Ato Declaratório Normativo (ADN) Cosit nº 3, de 1995, ao art. 38 da Lei nº 6.830, de 22 de setembro de 1980, pois o legislador pretendeu alcançar apenas a hipótese em que a interposição de medida judicial ocorre após a lavratura do auto de infração; e V – ainda que se dê a interpretação do precitado ADN, devese considerar que o art. 51 da Lei nº 9.784, de 1999, revogou a norma do parágrafo único do art. 38 da Lei nº 6.830, de 1980, não sendo mais possível presumir a renúncia à via administrativa. A recorrente alegou ainda a competência desta instância administrativa para afastar disposição legal que afronta a Constituição Federal e a inaplicabilidade da taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) para o cálculo dos juros moratórios e, ao final, solicitou que se reforme a decisão recorrida e se reconheça a improcedência do lançamento. Registrese, por fim, que, na peça recursal, sustentouse a nulidade da decisão recorrida, em virtude de não se ter apreciado, no colegiado de piso, a matéria concernente à isenção e imunidade das receitas decorrentes de exportação suscitadas na fase impugnatória. Na sessáo de 16 de novembro de 2009, este colegiado, nos termos da Resolução 340200.042, resolveu converter o julgamento do recurso voluntário em diligência para fosse esclarecido se a decisão judicial de que decorreu a suspensão da exigibilidade do crédito tributário foi anterior ou posterior ao início do procedimento de ofício e se, em relação aos fatos geradores de janeiro, maio e junho de 2002, os valores depositados compreendem o tributo e os acréscimos legais devidos até a data da efetivação do depósito. No bem elaborado despacho das fls. 646 a 649, a unidade preparadora destes autos informou, em apertada síntese, que o crédito tributário objeto destes autos, no início do procedimento fiscal, já estava com a exigibilidade suspensa, por força do Mandado de Segurança (MS) 1999.61.10,0032421, e que os depósitos efetuados foram tempestivos, suficientes e aptos a suspender a exigibilidade desse mesmo crédito tributário. Dessa diligência a recorrente foi cientificada por via postal e não se manifestou. Fl. 1198DF CARF MF Impresso em 07/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2012 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/06/ 2012 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por NAYRA BASTOS MANATTA 4 É o relatório. Voto Conselheiro Sílvia de Brito Oliveira O recurso é tempestivo e seu julgamento está inserto na esfera de competência da Terceira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), devendo ser parcialmente conhecido, em virtude de parte da matéria aqui tratada ter sido submetida a tutela jurisdicional. Convém então, desde logo, registrar que não se conhece aqui da matéria atinente à inconstitucionalidade da Lei nº 9.718, de 1998, e à tributação das receitas financeiras, tendo em vista a propositura pela recorrente dos Mandados de Segurança seguintes: 1) nº 1999.61.10.0010036, com cópia da petição inicial às fls. 21 a 33, no qual foi concedida liminar em 15 de abril de 1999, confirmada por sentença, para garantir o direito de recolher a Cofins sem a ampliação da base de cálculo promovida pela Lei nº 9.718, de 1998. Posteriormente o Tribunal Regional Federal da 3ª Região reformou a sentença de primeira instância, tendo sido autorizado, em fevereiro de 2002, o depósito judicial correspondente à diferença entre a base de cálculo estabelecia pela Lei Complementar nº 70, de 1991 e a estipulada pela Lei nº 9.718, de 1998; 2) nº 1999.61.10.0032421, com cópia da petição inicial às fls. 39 a 62, no qual foi concedida liminar em 13 de agosto de 1999 para que a Cofins não fosse recolhida com à alíquota de 3%. Todavia, nos termos da sentença prolatada em 19 de outubro de 2000, foi concedida em parte a segurança para reconhecer a inconstitucionalidade do art. 3º, caput e § 1º da Lei nº 9.718, de 1998, confirmando a liminar apenas no que não conflitar com a sentença. Quanto a essa matérias impõese a aplicação da Súmula Carf nº 1, de 2009, cujo teor transcrevese: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. (grifouse) Uma vez que a preliminar de nulidade foi superada pela CSRF, cabe, agora, apreciar apenas as arguições de mérito. Sobre a configuração das receitas de variação cambial como decorrentes de exportação para merecer imunidade ou a isenção prevista no art. 14, inc. II, da MP nº 2.15835, de 2001, salientese que, nos termos da Portaria MF nº 356, de 1988, a receita de exportação deve ser apurada com utilização da taxa de câmbio fixada no boletim de abertura pelo Banco Central do Brasil, para compra, em vigor na data do embarque das mercadorias exportadas. Portanto, após essa data de embarque, é receita financeira a receita advinda da variação Fl. 1199DF CARF MF Impresso em 07/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2012 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/06/ 2012 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por NAYRA BASTOS MANATTA Processo nº 13876.001176/200382 Acórdão n.º 3402001.766 S3C4T2 Fl. 3 5 cambial e a incidência da Cofins sobre esse tipo de receita foi submetida pela recorrente à tutela jurisdicional. Relativamente à utilização da taxa Selic para cálculo dos juros moratórios, cabe a aplicação da Súmula Carf nº 4,, de 2009, cujo enunciado trascrevese a seguir: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais Quanto à alegada competência das instâncias administrativas para afastar deispositivo legal por inconstitucionalidade, notese que há vedação regimental expressa para impedir que os Conselheiros do Carf afastem ou deixem de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Esse procedimento somente é permitido nas hipóteses relacionadas no art. 62, parágrafo único do Anexo II da Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – Regimento Interno do Carf, que estabelece, ipsis litteris: Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do Advogado Geral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. Nesse ponto, cabe ainda lembrar a Súmula Carf nº 2, de 2009, que transcrevese: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. No que diz respeito à imposição da multa de ofício e aos juros de mora, assiste razão à recorrente, pois conforme informação obtida na diligência, o crédito tributário já estava com a exigibilidade suspensa, por ocasião da lavratura do auto de infração e os depósitos efetuados foram suficientes para satisfazer o montante integral do crédito tributário, isto é, o valor do tributo acrescido da multa e dos juros moratórios devidos até a data da efetivação do depósito. Fl. 1200DF CARF MF Impresso em 07/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2012 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/06/ 2012 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por NAYRA BASTOS MANATTA 6 Observese, contudo, que os juros moratórios são apenas indicados no auto de infração, pois seu valor exato apenas pode ser determinado na data do pagamento do tributo, visto que sua incidência ocorre a partir da data do vencimento do tributo até a data da efetiva extinção do crédito tributário. Impõese, por conseguinte, a observância do art. 63 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que dispõe, ipsis litteris: Art.63. Na constituição de crédito tributário destinada a prevenir a decadência, relativo a tributo de competência da União, cuja exigibilidade houver sido suspensa na forma dos incisos IV e V do art. 151 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, não caberá lançamento de multa de ofício. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.15835, de 2001) § 1º O disposto neste artigo aplicase, exclusivamente, aos casos em que a suspensão da exigibilidade do débito tenha ocorrido antes do início de qualquer procedimento de ofício a ele relativo. (...) Por todo o exposto, voto por não conhecer do recurso em parte, por opção pela via judicial, e, na parte conhecida, dar parcial provimento apenas para cancelar a multa de ofício aplicada. É como voto. Sílvia de Brito Oliveira Relatora Fl. 1201DF CARF MF Impresso em 07/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2012 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/06/ 2012 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por NAYRA BASTOS MANATTA
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Numero do processo: 10580.000286/2002-73
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 23 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Apr 18 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/01/1997 a 31/03/1997
PROCESSO JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA COM PROCESSO ADMINISTRATIVO. LANÇAMENTO.
A propositura de ação judicial antes da lavratura do auto de infração não obstaculiza a formalização do lançamento, visando prevenir a decadência do direito da Fazenda Pública, mas impede a apreciação, pela autoridade administrativa a quem caberia o julgamento, das mesmas razões de mérito submetidas ao Poder Judiciário, cuja decisão faz coisa julgada se sobrepondo ao julgado administrativo. SÚMULA nº 1 CARF. Análise do mérito prejudicada.
Suspensão da exigibilidade do crédito até o trânsito da decisão judicial ou a perda da eficácia da medida liminar.
Recurso Voluntário provido em parte.
Numero da decisão: 3102-001.644
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado, para determinar a suspensão de exigibilidade do crédito até o trânsito em julgado da decisão judicial ou a perda da eficácia da medida liminar.
(assinado digitalmente)
Luis Marcelo Guerra de Castro - Presidente.
(assinado digitalmente)
Álvaro Arthur L. de Almeida Filho Relator
EDITADO EM: 20/02/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Marcelo Guerra de Castro (Presidente da Turma), Ricardo Paulo Rosa, Nanci Gama, Leonardo Mussi, Winderley Morais Pereira e Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho.
Nome do relator: ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/01/1997 a 31/03/1997 PROCESSO JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA COM PROCESSO ADMINISTRATIVO. LANÇAMENTO. A propositura de ação judicial antes da lavratura do auto de infração não obstaculiza a formalização do lançamento, visando prevenir a decadência do direito da Fazenda Pública, mas impede a apreciação, pela autoridade administrativa a quem caberia o julgamento, das mesmas razões de mérito submetidas ao Poder Judiciário, cuja decisão faz coisa julgada se sobrepondo ao julgado administrativo. SÚMULA nº 1 CARF. Análise do mérito prejudicada. Suspensão da exigibilidade do crédito até o trânsito da decisão judicial ou a perda da eficácia da medida liminar. Recurso Voluntário provido em parte.
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CONCOMITÂNCIA COM PROCESSO ADMINISTRATIVO. LANÇAMENTO. A propositura de ação judicial antes da lavratura do auto de infração não obstaculiza a formalização do lançamento, visando prevenir a decadência do direito da Fazenda Pública, mas impede a apreciação, pela autoridade administrativa a quem caberia o julgamento, das mesmas razões de mérito submetidas ao Poder Judiciário, cuja decisão faz coisa julgada se sobrepondo ao julgado administrativo. SÚMULA nº 1 CARF. Análise do mérito prejudicada. Suspensão da exigibilidade do crédito até o trânsito da decisão judicial ou a perda da eficácia da medida liminar. Recurso Voluntário provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado, para determinar a suspensão de exigibilidade do crédito até o trânsito em julgado da decisão judicial ou a perda da eficácia da medida liminar. (assinado digitalmente) Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 00 02 86 /2 00 2- 73 Fl. 138DF CARF MF Impresso em 18/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 21/03/2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 21/02/2013 por ALVARO A RTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO 2 (assinado digitalmente) Álvaro Arthur L. de Almeida Filho – Relator EDITADO EM: 20/02/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Marcelo Guerra de Castro (Presidente da Turma), Ricardo Paulo Rosa, Nanci Gama, Leonardo Mussi, Winderley Morais Pereira e Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho. Relatório Tratase de recurso voluntário visando a reforma do acórdão nº 1525.258 da 4ª Turma da DRJ/SDR, que não conheceu da matéria submetida ao judiciário, manteve os juros de mora e exonerou a multa de ofício. De acordo com o relatório da decisão recorrida se pode observar que: Contra a empresa acima identificada foi lavrado o Auto de Infração eletrônico n° 0000011 (fls. 10/11 e Demonstrativos de fls.12/13), para exigir a Contribuição para o Programa de Integração Social PIS, referente aos períodos base de janeiro a março de 1997, no valor de R$19.329,41, acrescido da multa de ofício e dos juros de mora. A infração relatada no auto de infração corresponde à falta de recolhimento ou pagamento do principal, declaração inexata informada na Declaração de Contribuições e Tributos Federais (DCTF), em razão de não ter sido confirmado o crédito vinculado indicado na declaração, com a exigibilidade suspensa, no Processo Judicial não localizado n°9500024675. O enquadramento legal do lançamento aponta infração aos artigos 1ª a 3ªo, alínea "b" da Lei Complementar nº 07, 1ºo a 3ºo alínea "b" da Lei Complementar n° 07, de 07 de setembro de 1970; 83, inciso III, da Lei n° 8.981, de 20 de janeiro de 1995; I da Lei n° 9.249, de 26 de dezembro de 1995; art. 2o e inciso I e parágrafo único, 3o , 5, 6, 8, I da Medida Provisória n° 1.49511, de 02 de outubro de 1996, e reedições; art.2° e inciso I, § Io e 3o , 5o, 6o e 8o, inciso I da Medida Provisória n° 1.546, de 1996, e reedições. Cientificada da exigência em 19/12/2001 (fl.66), a contribuinte apresentou impugnação ao lançamento em 09/01/2002 (fls.01/07), requerendo a anulação do auto de infração por não conter no relatório a descrição do fato, conforme determina o art. 10 do Decreto n°70.235, de 1972. Alega que é contribuinte da contribuição para o PIS, instituída pela LC 07, de 1970, que teve sua sistemática alterada pelos Decretoslei n° 2.445 e 2.449, ambos de 1988, estes que foram declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal, extirpados do mundo jurídico através da publicação da Resolução do Senado Federal n°49, de 09/10/1995, razão pela Fl. 139DF CARF MF Impresso em 18/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 21/03/2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 21/02/2013 por ALVARO A RTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO Processo nº 10580.000286/200273 Acórdão n.º 3102001.644 S3C1T2 Fl. 301 3 qual passou a ter lídimo direito de ser ressarcida dos pagamentos efetuados indevidamente a maior mediante compensação com parcelas impagas do próprio PIS, por força do art. 66 da Lei n°8.383, de 1991, arts .73 e 74 da Lei n°9.430, de 1996, direito que foi assegurado na Ação Ordinária n°95.00024675, doc.01, perante a 30ª Vara Federal do Rio de Janeiro, sendo deferida a antecipação da tutela, doc.02, autorizando a compensação requerida nos termos da inicial, impedindo sanções quanto as parcelas compensadas, razão pela qual requer que sejam observada a decisão judicial, sendo descabida a incidência da multa de ofício, nos termos do art.63 da Lei n°9.430, de 1996. A contribuinte anexou os documentos pertinentes à ação judicial. O processo foi encaminhado ao Grupo de Ações Judiciais GAJ da DRF/Salvador, fl.70, que informa no Despacho n°5010/2010, à fl.74, ter verificado que na DCTF (fls.8/15) foram informados os créditos tributários como suspensos pela Ação Ordinária n°95.00024675/RJ, cuja decisão em primeira instância foi favorável ao contribuinte em 23/01/2004, tendo sido interpostas Apelações Cíveis por ambas as partes, que permanecem pendentes de julgamento definitivo pelo TRF da 2a Região, fls.71/73. Confirmase entretanto, que à data da lavratura do auto de infração, em 29/10/2001, existia decisão favorável ao contribuinte em sede de antecipação de tutela, o que tornaria inexigível a exação (fls.58/61), promovendo a suspensão dos valores exigidos no SIEF Fiscalização. Após analisar a impugnação, decidiu a 4ª Turma da DRJ/SDR, pelo indeferimento, consoante se depreende da ementa abaixo: A S S U N T O : C O N T R I B U I Ç Ã O P A R A O P I S / PASEP Período de apuração: 01/01/1997 a 31/03/1997 AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. É correta a lavratura de auto de infração de crédito tributário em discussão judicial e com exigibilidade suspensa, posto que tal procedimento não traz qualquer prejuízo ao contribuinte e é a forma adequada de a Fazenda Nacional se resguardar do instituto da decadência. JULGAMENTO DO PROCESSO ADMINISTRATIVO A propositura de ação judicial com antecipação de tutela impede a apreciação de idêntica matéria na esfera administrativa, impondose, assim, o cumprimento da sentença definitiva emanada do Poder Judiciário. Tornase preclusa na esfera administrativa matéria levada pelo contribuinte ao Poder Judiciário e naquele âmbito já decidida ou ainda em tramitação. Fl. 140DF CARF MF Impresso em 18/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 21/03/2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 21/02/2013 por ALVARO A RTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO 4 EXIGIBILIDADE SUSPENSA. MULTA DE OFÍCIO. Cancelase, por inaplicável, penalidade incidente sobre crédito tributário com exigibilidade suspensa em face de decisão judicial. Impugnação Procedente em Parte Inconformada com a decisão acima, a contribuinte apresenta recurso voluntário alegando em síntese que: a) Em atenção a concessão de tutela antecipada, proferida nos autos do processo nº. 95.00024675 em trâmite na 30ª Vara Federal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro, a exigibilidade do crédito está suspensa; b) É ilegal o art. 3º da lei nº. 9.718/98, o qual alargou a base de cálculo do PIS e da COFINS, abragendo a incidência desses sobre a totalidade das receitas auferidas pelas pessoas jurídicas; c) O auto de infração deve ficar com a exigibilidade suspensa; d) Todos os procedimentos de compensação obedeceram aos parâmetros estabelecidos em juízo; e) Deve ser excluída da base de cálculo do PIS todas as receitas que extrapolem a atividade da empresa, ou que seja suspensa a exigibilidade do crédito tributário até o trânsito em julgado da decisão judicial; É o relatório. Voto Conselheiro Álvaro Almeida Filho Conheço do presente recurso por ser tempestivo e tratar de matéria de competência da terceira sessão. Como demonstrado foi lavrado contra a recorrente auto de infração visando a exigência da contribuição para o Programa de Integração Social – PIS referente ao período de janeiro a março de 1997, entretanto restou incontroverso nos autos que a matéria foi levada ao judiciário, antes mesmo do lançamento, portanto seu objetivo foi prevenir a decadência. A decisão recorrida reconheceu a concomitância e afastou a multa de ofício ao identificar que havia a concessão de tutela antecipada suspendendo a exigibilidade dos créditos. Assim, percebese que o objeto do lançamento é o mesmo apresentado no judiciário, portanto quanto ao mérito do julgamento resta prejudicada sua análise em face da propositura da demanda judicial, posicionamento este consolidado nos termos da súmula CARF nº 1: Fl. 141DF CARF MF Impresso em 18/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 21/03/2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 21/02/2013 por ALVARO A RTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO Processo nº 10580.000286/200273 Acórdão n.º 3102001.644 S3C1T2 Fl. 302 5 Súmula CARF nº 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Pelas razões acima, resta prejudica a análise do mérito da presente questão. Quanto o pedido de suspensão da exigibilidade do crédito, até o trânsito em julgado da medida judicial, é oportuno observar que o parágrafo único do art. 62 do decreto 70.235/1972, define que se a matéria apresentada na medida judicial for a mesma do processo administrativo fiscal, esse terá seu curso normal, exceto quanto aos seus atos executórios, nos seguintes termos: Art. 62. Durante a vigência de medida judicial que determinar a suspensão da cobrança, do tributo não será instaurado procedimento fiscal contra o sujeito passivo favorecido pela decisão, relativamente, à matéria sobre que versar a ordem de suspensão. (Vide Medida Provisória nº 232, de 2004) Parágrafo único. Se a medida referirse a matéria objeto de processo fiscal, o curso deste não será suspenso, exceto quanto aos atos executórios. A norma acima contempla as situações, nas quais o contribuinte se antecipa ao lançamento visando obstar a exigência de um tributo que não entende devido, assim a norma determina a suspensão da exigibilidade do crédito quando a medida judicial determinar suspensão da cobrança do tributo. A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, ao se posicionar sobre o tema, emitiu o parecer PGFN/CRJN nº 1.064/93, o qual concluiu em seu item ‘d” que: d) Preexistindo processo fiscal à liminar concedida, deve aquele seguir seu curso normal com a prática dos atos administrativos que lhe são próprios, exceto quanto aos atos executórios que aguardarão a sentença judicial ou, se for o caso, a perda da eficácia da medida liminar concedida. Por todo exposto conheço do recurso e dou parcial provimento, restando prejudicada a análise do mérito da questão, em atenção a concomitância, por fim determinase a suspensão da exigibilidade do crédito até o trânsito da decisão judicial ou a perda da eficácia da medida liminar. Sala de sessões 23 de outubro de 2012. (assinado digitalmente) Fl. 142DF CARF MF Impresso em 18/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 21/03/2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 21/02/2013 por ALVARO A RTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO 6 Álvaro Arthur L. de Almeida Filho Relator Fl. 143DF CARF MF Impresso em 18/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 21/03/2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 21/02/2013 por ALVARO A RTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO Processo nº 10580.000286/200273 Acórdão n.º 3102001.644 S3C1T2 Fl. 303 7 Fl. 144DF CARF MF Impresso em 18/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 21/03/2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 21/02/2013 por ALVARO A RTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO
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Numero do processo: 15504.100261/2010-13
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 05 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2007 Ementa: NORMAS PROCESSUAIS. INTEMPESTIVIDADE. Por intempestivo, não se conhece do recurso voluntário protocolizado após o prazo dos trinta dias seguintes à ciência da decisão de primeira instância, nos termos do artigo 33 do Decreto nº 70.235/72
Numero da decisão: 1802-001.304
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por intempestvo, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 2007 Ementa: NORMAS PROCESSUAIS. INTEMPESTIVIDADE. Por intempestivo, não se conhece do recurso voluntário protocolizado após o prazo dos trinta dias seguintes à ciência da decisão de primeira instância, nos termos do artigo 33 do Decreto nº 70.235/72 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por intempestvo, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (Assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marco Antonio Nunes Castilho, Nelso Kichel, Marciel Eder Costa e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Fl. 261DF CARF MF Impresso em 23/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 07/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 2 Relatório O contribuinte acima identificado foi autuado e notificado a recolher o crédito tributário, referente ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica — IRPJ, fls.02/11 e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido — CSLL, fls.12/17, relativos ao ano calendário de 2007, conforme abaixo discriminado: Por economia processual e bem descrever os fatos adoto a seguinte parte do relatório da decisão recorrida (fls.226/227) que a seguir transcrevo: No Relatório Fiscal de fls. 137/138, foram descritos os procedimentos fiscais, com destaque para as intimações expedidas e manifestações do contribuinte no curso da ação fiscal. Constatou a autoridade fiscal que a empresa não entregou a DIPJ Declaração de Informações Econômico Fiscais da Pessoa Jurídica, relativa ao ano calendário 2007, exercício 2008, nem declarou em DCTF o IRPJ e a CSLL devidos, tendo sido intimada a preencher a DIPJ, prestar informação acerca da forma de tributação para o ano calendário e apresentar o Livro Diário. Analisando a documentação apresentada pelo contribuinte, foi apurada insuficiência de declaração e recolhimento de IRPJ e CSLL, tendo sido efetuado o lançamento de ofício das diferenças apuradas. Os demais documentos que fundamentaram a exigência fiscal constam das fls. 18/136 e 139/141. Cientificado dos lançamentos em 11/11/2010, conforme Aviso de Recebimento (AR) de fl. 144, o contribuinte, por meio de seu procurador, apresentou a impugnação de fls. 153/222, em Fl. 262DF CARF MF Impresso em 23/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 07/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 15504.100261/201013 Acórdão n.º 1802001.304 S1TE02 Fl. 2 3 10/12/2010, separadamente em relação a cada um dos tributos lançados. Relativamente ao IRPJ, os argumentos do impugnante podem ser assim sintetizados: Dos fatos Nesse tópico, foi feito um resumo da autuação. Do lançamento de ofício Multa Fazendo remissão às disposições do art. 44 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, relativamente à multa de ofício de 75%, o defendente sustentou que referida norma não pode ser aplicada no caso em tela, uma vez que o contribuinte transmitiu a DIPJ 2008, ano calendário de 2007, informando os valores devidos a título de IRPJ e CSLL. Também escriturou os valores das provisões de IRPJ e CSLL no ano calendário de 2007 no livro razão, o qual foi devidamente apresentado à fiscalização. Assim, considerou que os lançamentos realizados pela autoridade fiscal devem ser cancelados, sob pena de duplicidade de lançamento. No caso, não foi a autoridade fiscal quem constituiu o crédito tributário. O próprio contribuinte declarou a existência dos créditos tributários a favor da União. Assim, não ocorreu o lançamento de ofício, pois a empresa transmitiu a DIPJ. Sustentou ainda que a multa a ser aplicada sobre os impostos e contribuições declarados em DIPJ deve limitarse a 20%, ao amparo do art. 61 da Lei nº 9.430, de 1996. Da ofensa aos princípios do não confisco, da capacidade contributiva, da proporcionalidade e da razoabilidade. Com base em entendimentos doutrinários e jurisprudenciais, o impugnante destacou aspectos acerca da inconstitucionalidade da multa de ofício exigida, tendo defendido a sua redução para o percentual de 20%. Dos pedidos Ao final, o impugnante postulou o acolhimento da impugnação para: a) que seja cancelado o auto de infração, uma vez que já havia declarado, por meio da DIPJ, o IRPJ e a CSLL do exercício 2008 ano calendário 2007; b) que a multa aplicada seja de no máximo 20%, considerandose que o lançamento do crédito tributário foi feito pelo próprio impugnante ao transmitir a DIPJ, e não de ofício, sob pena de ofensa ao artigo 61, da Lei nº 9.430, de 1996; c) ainda que se considere que o lançamento foi feito de ofício, o que se admite pelo amor ao debate, que seja a Fl. 263DF CARF MF Impresso em 23/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 07/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 4 multa reduzida para 20%, tendo em vista a inconstitucionalidade da multa no percentual de 75% por ofensa expressa aos artigos 5º, inciso XXII, 145, § 1° e 150, inciso IV da CF/88, aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade e entendimento dos Tribunais. O conteúdo da impugnação apresentada em relação ao lançamento da Contribuição Social, em termos gerais, guarda consonância com o contraditório oferecido no tocante ao IRPJ. A 2a. Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ/Belo Horizonte/MG) por unanimidade de votos, julgou procedente o lançamento conforme decisão proferida no Acórdão nº 0232.694, de 07 de junho de 2011 (fls.224/230), assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2008 DIPJ AUSÊNCIA DE ATRIBUTO DE CONFISSÃO DE DÍVIDA A DIPJ, por seu caráter meramente informativo, não constitui instrumento de confissão de dívida, ficando os débitos relativos a impostos e contribuições nela apurados sujeitos a lançamento de ofício, quando os valores pertinentes não foram recolhidos nem declarados em DCTF. MULTA DE OFÍCIO Nos casos de lançamento de ofício, será aplicada multa de 75% sobre a totalidade ou diferença de tributo, quando constatada a falta de pagamento ou recolhimento, a falta de declaração e declaração inexata. TRIBUTAÇÃO REFLEXA O decidido para o lançamento de IRPJ estendese ao lançamento da Contribuição Social que com ele compartilha o mesmo fundamento factual e para o qual não há nenhuma razão de ordem jurídica que lhe recomende tratamento diverso. O contribuinte cientificado da mencionada decisão em 07/12/2011 conforme o Aviso de Recebimento (AR), interpôs recurso ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, em 10/01/2012. As razões aduzidas na peça recursal são, no essencial, as mesmas apresentadas na impugnação, acima relatadas, portanto, desnecessário repetilas. É o relatório. Fl. 264DF CARF MF Impresso em 23/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 07/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 15504.100261/201013 Acórdão n.º 1802001.304 S1TE02 Fl. 3 5 Voto Conselheira Ester Marques Lins de Sousa Conforme relatado acima, a pessoa jurídica foi cientificada da decisão proferida mediante o Acórdão nº 0232.694, de 07 de junho de 2011 (fls.224/230), conforme o Aviso de Recebimento (AR), em 07/12/2011, quarta feira, e, interpôs recurso ao Conselho de Administrativo de Recursos Fiscais CARF, somente em 10/01/2012, terça feira, portanto, após o prazo dos trinta dias seguintes à ciência da decisão de primeira instância, nos termos do art.33 do Decreto nº 70.235/72, que teve como prazo fatal o dia 06/01/2012 (sexta feira) para a apresentação do mencionado recurso. Diante do exposto, concluo que o presente recurso, é intempestivo, não preenche as condições de admissibilidade, nos termos do art.33 do Decreto nº 70.235/72, razão pela qual voto por não conhecêlo. (Assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa. Fl. 265DF CARF MF Impresso em 23/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/ 07/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 10940.900089/2006-43
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Sun Mar 25 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 3202-000.058
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência.
Nome do relator: IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência. Irene Souza da Trindade Torres Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Rodrigo Cardozo Miranda, Gilberto de Castro Moreira Júnior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri e Octávio Carneiro Silva Corrêa. Ausente, justificadamente, o Conselheiro José Luiz Novo Rossari. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, o qual passo a transcrever: “Tratase de Manifestação de Inconformidade interposta em face do Despacho Decisório resultante da apreciação do Pedido Eletrônico de Ressarcimento ou Restituição e Declaração de Compensação — PER/DCOMP n° 31300.44532.271003.1.1.01 1336 de fls. 013/103, transmitido em 27/10/2003, por meio do qual a contribuinte pretende ter compensado o saldo credor do 3° Trimestre de 2000, no valor de R$ 12.071,87, em débitos do estabelecimento. O valor a ser compensado é originário da apuração de crédito presumido de IPI, registrado na escrita fiscal (Livro Registro de Apuração do IPI RAIPI) no 1° decêndio de julho de 2000 (fl. 015). Fl. 270DF CARF MF Impresso em 08/05/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2012 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 04/05/2012 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10940.900089/200643 Resolução n.º 3202000.058 S3C2T2 Fl. 266 2 A análise da liquidez e certeza do crédito pleiteado foi efetuada pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa, em 18/07/2008, mediante Despacho Decisório de fl. 011, no qual a autoridade competente indeferiu o pedido de ressarcimento, não reconheceu o direito creditório e não homologou as compensações declaradas neste processo. O pedido foi indeferido por ter sido constatada a "utilização integral ou parcial, na escrita fiscal, do saldo credor passível de ressarcimento em períodos subseqüentes ao trimestre em referência, até a data da apresentação do PER/DCOMP". Cientificada do Despacho Decisório, em 01/08/2008 (fl. 107), a contribuinte ingressou, em 02/09/2008, com a manifestação de inconformidade de fls. ¼ e documentos anexos, na qual alega, em síntese, o disposto a seguir. 1. Afirma ser regular o pedido de ressarcimento apresentado, por ter fundamento na lei e na Instrução Normativa no 210/2002, por ter sido declarado em DCP (Demonstrativo do Crédito Presumido) e por estar dentro do qüinqüênio legal. 2. Alega que, à época do protocolo, era recente a inovação constante da IN SRF n° 320/2003, que substituiu o processo físico pelo processo eletrônico, o que acarretou interpretações equivocadas quanto à forma de solicitação de ressarcimento de valores, em especial o entendimento por parte da requerente que o crédito presumido de IPI deveria ser solicitado informandose o trimestre de origem do crédito, ainda que o pedido fosse formalizado em períodos posteriores, enquanto que a escrituração e o estorno do crédito ocorreriam no dia do pedido, da mesma forma como eram feitos os pedidos efetuados por protocolo físico. Encerra pedindo a reforma da decisão para reconhecer o crédito solicitado e homologar a compensação realizada.” A DRJRibeirão Preto/SP julgou improcedente a manifestação de inconformada, não reconhecendo o direito creditório pleiteado (fls. 11/114v), nos termos da ementa adiante transcrita: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/07/2000 a 30/09/2000 Ementa: RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS DE IPI. MENOR SALDO CREDOR. O valor do ressarcimento limitase ao menor saldo credor apurado entre o encerramento do trimestre em que se originou o saldo a ressarcir e o período de apuração anterior ao da protocolização do pedido. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Irresignada, a contribuinte interpôs recurso voluntário perante este Colegiado (fls. 118/121), alegando que a autoridade fiscal deixou evidente a existência do crédito, mas que negou o ressarcimento dos valores, única e exclusivamente, por força do abatimento desses créditos com os débitos do mesmo imposto, referentes às saídas tributadas; entretanto, referidos Fl. 271DF CARF MF Impresso em 08/05/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2012 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 04/05/2012 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10940.900089/200643 Resolução n.º 3202000.058 S3C2T2 Fl. 267 3 débitos foram efetivamente pagos nas respectivas datas de vencimento, consoante se verifica pelos comprovantes de recolhimento juntados ao recurso, não havendo que se falar, portanto, em abatimento do crédito objeto do pedido de ressarcimento. Ao final, requereu provimento do recurso voluntário, sendo deferido o ressarcimento do crédito de IPI relativo ao 3º trimestre de 2000, bem como homologada a compensação realizada com o referido crédito. É o Relatório. Voto Conselheira Irene Souza da Trindade Torres, Relatora O recurso voluntário é tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade, razões pelas quais dele conheço. A contribuinte, em 27/10/2003, transmitiu a PER/DCOMP nº. 31300.44532.271003.1.1.01 1336 (fls. 13/103), por meio da qual pretendeu a compensação de alegados créditos presumidos de IPI, referentes ao 3º trimestre de 2000, no valor de R$ 12.071,87, com débitos próprios. A DRFPonta Grossa/PR indeferiu o pleito da contribuinte ao seguinte argumento: Analisadas as informações prestadas no PER/DCOMP e período de apuração acima identificados, constatouse o seguinte: Valor do crédito solicitado/utilizado: R$ 12.071,87 Valor do crédito reconhecido: R$ 0,00 O valor do crédito reconhecido foi inferior ao solicitado/utilizado em razão do(s) seguinte(s) motivo(s): Constatação de utilização Integral ou parcial, na escrita fiscal, do saldo credor passível de ressarcimento em períodos subseqüentes ao trimestre em referência, até a data da apresentação do PER/DCOMP. (grifo não constante do original) Diante tal conclusão, não foi homologada a compensação declarada no PER/DCOMP nº.11128.33090.291003.1.3.013401 e foi inferido o pedido de restituição/ressarcimento apresentado no PER/DCOMP: 411300.44532.271003.1.1.011336, restando glosados os créditos no valor principal de R$ 12.071,87, acrescidos de multa e juros. A DRJRibeirão Preto/SP manteve a glosa fiscal, ao argumento de que houve utilização do saldo credor objeto do presente pedido de ressarcimento (que foi transferido para os períodos seguintes) no abatimento de débitos gerados no período entre o encerramento do 2° trimestre de 1999 e o período de apuração anterior à data de protocolização do referido pedido, em outubro de 2003. Fl. 272DF CARF MF Impresso em 08/05/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2012 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 04/05/2012 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10940.900089/200643 Resolução n.º 3202000.058 S3C2T2 Fl. 268 4 Demonstrou, por meio de tabelas descritivas da evolução dos registros na escrita fiscal da contribuinte, referentes ao período entre o 2° trimestre de 1999 (primeiro trimestre em que foi apurado saldo credor e solicitado ressarcimento pela contribuinte, por meio do PER/DCOMP n° 31651.98129.281003.1.1.01 3514) e o 2° decêndio de outubro de 2003 (período de apuração imediatamente anterior aos pedidos de ressarcimento), que não houve apuração de saldo credor do imposto no segundo decêndio de dezembro de 2002, ou seja, que todo o crédito de IPI acumulado ao longo do período de 01/04/1999 a 20/12/2002 teria sido utilizado para abatimento dos débitos do mesmo imposto referentes às saídas tributadas, não restando, desta forma, valor a ressarcir. As tabelas foram extraídas no sítio da RFB na Internet (www.fazenda.receita.gov.br), na seguinte opção de menu: "Empresa" "Serviços e Informações de Pessoa Jurídica" "Restituição, Ressarcimento, Reembolso e Compensação" "PER/DCOMP Despacho Decisório" (preencher com o CNPJ 00.257.332/000156 e o PER/DCOMP n° 31651.98129.281003.1.1.01 3514) "Informações Complementares da Análise de Crédito". Por outro lado, em fase de recurso, a recorrente afirma que não ocorreram tais abatimentos e informa que os débitos pelas saídas tributadas foram efetivamente pagos nas respectivas datas de vencimento. Para comprovar ao alegado, juntou ao recurso inúmeros comprovantes de recolhimentos (“Comprovantes de Arrecadação”, às fls. 131/263), concluindo que não haveria, portanto, que se falar em abatimento do crédito objeto do pedido de ressarcimento. Diante das informações opostas que se vêem nos autos, todas lastreadas em documentação que, a princípio, seriam capazes de conferirlhes veracidade, entendo de bom alvitre sejam os autos baixados em diligência para que a autoridade preparadora verifique se houve a apropriação dos créditos para lançamento nos períodos subsequentes na escrita fiscal da contribuinte ou se houve os pagamentos alegados pela recorrente, informando conclusivamente se, até o decêndio anterior à protocolização do pedido de ressarcimento (2º decêndio de outubro 2003), havia ou não crédito de IPI a ser ressarcido. Ao término do procedimento, deve ser elaborado Relatório Fiscal sobre os fatos apurados na diligência, inclusive manifestandose sobre a existência de outras informações e/ou observações julgadas pertinentes para esclarecer os fatos. Encerrada a instrução processual, a interessada deverá ser intimada para manifestarse no prazo de 30 (trinta) dias, antes da devolução do processo para julgamento. Pelo exposto, voto no sentido de que seja CONVERTIDO O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, na forma acima posta . É como voto. Irene Souza da Trindade Torres Fl. 273DF CARF MF Impresso em 08/05/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2012 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 04/05/2012 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
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Numero do processo: 13707.003544/2002-98
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 11 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano calendário: 1995
Ementa.:
DECADÊNCIA. PEDIDO ANTERIOR À VIGÊNCIA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118 DE 2005. APLICAÇÃO DA DECISÃO PROFERIDA NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Nº 566.621/RS, – RECURSO PROVIDO.
Aplica-se aos pedidos de restituição ou compensação, formulados antes de 962005, o prazo decadencial consubstanciado na tese dos 5+5, do STJ.
Recurso Provido.
Numero da decisão: 1402-000.991
Decisão: Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para reconhecer a inexistência da caducidade do direito de pleitear a restituição e determinar o retorno dos autos à Delegacia da Receita Federal do Brasil no Rio de Janeiro para apreciação do mérito do pedido, retomando-se o trâmite processual a partir daí.
Nome do relator: MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano calendário: 1995 Ementa.: DECADÊNCIA. PEDIDO ANTERIOR À VIGÊNCIA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118 DE 2005. APLICAÇÃO DA DECISÃO PROFERIDA NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Nº 566.621/RS, – RECURSO PROVIDO. Aplica-se aos pedidos de restituição ou compensação, formulados antes de 962005, o prazo decadencial consubstanciado na tese dos 5+5, do STJ. Recurso Provido.
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PEDIDO ANTERIOR À VIGÊNCIA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118 DE 2005. APLICAÇÃO DA DECISÃO PROFERIDA NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Nº 566.621/RS, – RECURSO PROVIDO. Aplicase aos pedidos de restituição ou compensação, formulados antes de 962005, o prazo decadencial consubstanciado na tese dos 5+5, do STJ. Recurso Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para reconhecer a inexistência da caducidade do direito de pleitear a restituição e determinar o retorno dos autos à Delegacia da Receita Federal do Brasil no Rio de Janeiro para apreciação do mérito do pedido, retomandose o trâmite processual a partir daí. (assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto Presidente (assinado digitalmente) Moisés Giacomelli Nunes da Silva Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Leonardo de Andrade Couto. Fl. 170DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2012 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 25/07/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 09/07/2012 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA Processo nº 13707.003544/200298 Acórdão n.º 1402000.991 S1C4T2 Fl. 0 2 Relatório Globex Administração e Serviços Ltda, já qualificada nos autos, com fundamento no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF), recorre da decisão de primeira instância, que julgou procedente a exigência. Consta da decisão recorrida o seguinte relato: 1. 0 presente processo foi protocolizado em 16.09.2002 e versa sobre pedido de compensação de créditos decorrentes de recolhimentos que teriam sido efetuados a maior, referentes ao FINSOCIAL, em 11.04.1995. Tais créditos, atualizados monetariamente pela contribuinte, importariam em R$ 86.305,45. 2. Em despacho proferido pela Divisão de Orientação e Análise Tributária — DIORT/EQPEJ, fls.33 a 35 consta, em resumo, que: A interessada quer compensar créditos no valor de R$ 86.305,45. 0 crédito teria origem em pagamento a maior ou indevido de FINSOCIAL, anobase de 1992, relativos aos períodos de apuração de janeiro, fevereiro e março. 0 Pedido de Compensação foi convertido em DCOMP. Considerando os DARF'S de fls. 20, e tendo sido o Pedido de Compensação formalizado em 16.09.2002, encontrase extinto o direito de pleitear a restituição, pelo decurso de prazo de cinco anos, pois os pagamentos foram efetuados em 11.04.1995. Desta forma não foi reconhecido o direito creditório, nem homologada a compensação objeto das Declarações de Compensação de fls. 01 a 02. 3. Na manifestação de inconformidade, de fls: 49 a 53, a interessada alegou, em síntese: 3.1 A aplicação do prazo decadencial de dez anos adotado pelo STJ. 3.2 A inaplicabilidade do art. 3°, da Lei Complementar n° 118 aos fatos anteriores à sua edição, sob pena de ofensa aos princípios constitucionais da irretroatividade das leis e da segurança jurídica. 3.3 Ao final requer seja acolhida a manifestação de inconformidade e homologada a compensação efetiva:da pela requerente. A decisão recorrida está assim ementada: RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. DECADÊNCIA. 0 direito do contribuinte pleitear a restituição/compensação de contribuição paga em valor maior que o devido, extinguese após o transcurso do prazo de cinco anos, contados da data da Fl. 171DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2012 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 25/07/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 09/07/2012 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA Processo nº 13707.003544/200298 Acórdão n.º 1402000.991 S1C4T2 Fl. 0 3 extinção do crédito, assim entendida como sendo a do pagamento antecipado, nos casos de lançamento por homologação. INCONSTITUCIONALIDADE. ESFERA ADMINISTRATIVA. As arguições de inconstitucionalidade, que visam afastar a aplicação de norma legal inserta no ordenamento jurídico, não são oponíveis na esfera administrativa, cabendo tal controle ao Poder Judiciário. Solicitação Indeferida Cientificada da aludida decisão, a contribuinte apresentou recurso voluntário, no qual contesta repisa as alegações da peça impugnatória e, ao final, requer o provimento. É o relatório. Fl. 172DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2012 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 25/07/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 09/07/2012 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA Processo nº 13707.003544/200298 Acórdão n.º 1402000.991 S1C4T2 Fl. 0 4 Voto Conselheiro Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Relator. O recurso é tempestivo, na conformidade do prazo estabelecido pelo artigo 33, do Decreto nº. 70.235 de 06/03/1972, foi interposto por parte legítima, está devidamente fundamentado e preenche os requisitos de admissibilidade. Assim, conheçoo e passo ao exame da matéria. No caso concreto o recurso não discute da existência ou não de pagamento a maior, mas sim o marco inicial do prazo decadencial. Tratase de alegado pagamento a maior realizado em 11.04.1995, com pedido de compensação protocolizado em 16.09.2002, portanto antes da vigência da Lei Complementar nº 118, de 2005, que entrou em vigor em 09 de junho de 2005. Em face ao que dispõe o artigo 62A do Regimento Interno do Carf, adoto o entendimento consolidado pelo STF, quando do julgamento do RE 566.621/RS, submetido à repercussão geral, com aplicação da regra do artigo 543B, do CPC, ocasião em que a Corte acabou por definir, em votação por maioria, que a sistemática de cálculo trazida pela LC nº 118, de 2005 (cinco anos a contar do recolhimento), deveria ser aplicada somente para aos pedidos de repetição formulados após 09/06/05, sendo que para os pedidos formulados anteriormente a tal data permanece o sistema de cálculo consolidado no âmbito do STJ (tese dos 5+5). Neste sentido, segue transcrita a ementa da decisão do STF. DIREITO TRIBUTÁRIO LEI INTERPRETATIVA APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005 DESCABIMENTO VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se autoproclamado interpretativa, implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. Inocorrência de violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como Fl. 173DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2012 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 25/07/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 09/07/2012 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA Processo nº 13707.003544/200298 Acórdão n.º 1402000.991 S1C4T2 Fl. 0 5 qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata às pretensões pendentes de ajuizamento quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastandose as aplicações inconstitucionais e resguardandose, no mais, a eficácia da norma, permitese a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis, conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não havendo lacuna na LC 118/08, que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário. Reconhecida a inconstitucionalidade art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tãosomente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, § 3º, do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido. ISSO POSTO, voto no sentido dar provimento ao recurso para reconhecer a inexistência da caducidade do direito de pleitear a restituição e determinar o retorno dos autos à Delegacia da Receita Federal do Brasil no Rio de Janeiro para apreciação do mérito do pedido, retomandose o trâmite processual a partir daí. É o voto. (assinado digitalmente) Moises Giacomelli Nunes da Silva Relator Fl. 174DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2012 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 25/07/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 09/07/2012 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA
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Numero do processo: 11060.900059/2008-77
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 07 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2004 PERDCOMP. RETIFICAÇÃO O pedido de restituição, ressarcimento ou reembolso e a Declaração de Compensação somente poderão ser retificados pelo sujeito passivo caso se encontrem pendentes de decisão administrativa à data do envio do documento retificador. (IN SRF n º 900, de 2008, art. 77).
Numero da decisão: 1801-001.088
Decisão: Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: MARIA DE LOURDES RAMIREZ
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2004 PERDCOMP. RETIFICAÇÃO O pedido de restituição, ressarcimento ou reembolso e a Declaração de Compensação somente poderão ser retificados pelo sujeito passivo caso se encontrem pendentes de decisão administrativa à data do envio do documento retificador. (IN SRF n º 900, de 2008, art. 77). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) ______________________________________ Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Marcos Vinicius Barros Ottoni, Maria de Lourdes Ramirez, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira, Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Ana de Barros Fernandes. Fl. 91DF CARF MF Impresso em 28/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 09/08/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES 2 Relatório Cuidase de recurso voluntário interposto contra o acórdão n º 1235.750, de 17/02/2011, da 1a. Turma da DRJ no Rio de Janeiro/RJ (fls. 36/39) que, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada contra o Despacho Decisório da DRF em Santa Maria/RS, que não homologou as compensações declaradas em PERDCOMP. Histórico Trata o presente processo de PERDCOMPs transmitidos em 07/06/2005 e 01/08/2005 (fls. 01/06) que informam direito creditório relativo a saldo negativo de IRPJ do anocalendário 2004, no valor de R$ 3.616,81, para compensar débitos de estimativa de IRPJ do anocalendário 2005. Pelo Despacho Decisório a DRF em Santa Maria/RS (fl. 10) não reconheceu a existência do direito creditório, uma vez que na DIPJ do respectivo exercício teria sido apurado saldo de imposto a pagar, no valor de R$ 1.681,63. Foi apresentada manifestação de inconformidade tempestiva (fls. 16/17), na qual alegou, a interessada, que havia cometido erro de preenchimento na DIPJ e nos PERCOMPs. Argüiu que a DIPJ do exercício 2005 foi retificada para constar resultado de saldo negativo de R$ 91,86, mas que também teria sido apurado saldo negativo de IRPJ no anocalendário 2003, no valor de R$ 3.774,94, parcialmente utilizado em outras compensações, restando direito creditório relativo a saldo negativo de IRPJ do anocalendário 2003, no valor de R$ 3.053,22 para ser utilizado nas compensações pleiteadas. As PERDCOMP teriam sido preenchidas com erro uma vez que deveria ter sido informado saldo negativo do anocalendário 2003 e não anocalendário 2005. A 1a. Turma da DRJ no Rio de Janeiro/RJ, por unanimidade de votos, indeferiu a manifestação de inconformidade ao fundamento de que retificações de PERDCOMP somente podem ser solicitadas antes da emissão de Despacho Decisório. Consignou, ainda, que a interessada teria inovado no pleito ao incluir o saldo negativo de IRPJ do anocalendário 2003, não analisado pelo órgão de origem (fls. 36/39). Notificada da decisão, em 11/03/2011, como demonstra a cópia do AR à fl. 43, apresentou, a interessada, em 01/04/2011, o recurso voluntário de fls. 44/45. Nas razões de defesa aduz que teria efetuado várias retenções de imposto no anocalendário 2004, em vista do fato de ser uma empresa de propaganda e publicidade e que o valor de R$ 3.616,81 existiria de fato na escrituração contábil, embora tenha cometido erros de preenchimento na DIPJ e nos PERDCOMPs. Em suas palavras: O valor de retenções pode ser verificado através de planilha em anexo. A empresa efetuou um controle desse crédito, não tentou se compensar de crédito inexistente, houve um erro de preenchimento na DIPJ onde não havia sido informado as retenções existentes (FICHA 12, Linha 13). Por isso foi efetuada a retificação e onde constava 1.681,63 a pagar, resultou em saldo negativo de 91,86. Solicitamos que seja revista a decisão. É o relatório. Fl. 92DF CARF MF Impresso em 28/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 09/08/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11060.900059/200877 Acórdão n.º 180101.088 S1TE01 Fl. 79 3 Voto Conselheira Maria de Lourdes Ramirez, Relatora. O recurso é tempestivo. Dele tomo conhecimento. Nos PERDCOMP apresentados a recorrente informa, a título de direito creditório, saldo negativo de IRPJ do anocalendário 2004, no valor de R$ 3.616,81. Antes de proferir o Despacho Decisório a DRF em Santa Maria/RS emitiu intimação, observando que na DIPJ do respectivo anocalendário 2004 havia sido apurado saldo de imposto a pagar, no valor de R$ 1.681,63. Assim, deveria a interessada apresentar DIPJ e/ou PERDCOMP retificadores, a fim de corrigir os valores pleiteados. A intimação encontrase acostada à fl. 6, e dela teve ciência a empresa em 12/03/2007, conforme demonstra a tela do sistema anexada à fl. 7. Entretanto, a interessada silenciou quanto à intimação da DRF de origem. Diante da inércia da empresa em corrigir seus procedimentos a DRF em Santa Maria não teve alternativa, senão indeferir o pedido, não reconhecer o direito creditório e não homologar as compensações. Somente depois de proferida a decisão da DRF em Santa Maria/RS, a recorrente veio a alegar que teria cometido erro no preenchimento dos PERDCOMP, nos quais deveria ter constado o saldo negativo de IRPJ do anocalendário 2003, assim como teria cometido erro de preenchimento na DIPJ do anocalendário 2003 e na DIPJ do anocalendário 2004. Apenas esta última foi retificada. Em verdade a interessada alterou o seu pedido inicial somente depois de terem sido analisados os PERDCOMPs pelo órgão de origem e proferido o despacho que não homologou as compensações. Assim como no Direito Processual Civil, no processo administrativo fiscal a exordial fixa os limites da controvérsia sobre o qual deverá se dar a jurisdição. O PERDCOMP transmitido eletronicamente encerra um pedido de restituição de crédito e um pedido de compensação de débitos com o crédito reclamado. Nele deve indicar, o interessado, o tipo e valor do direito creditório que julga possuir, assim como os débitos que pretende compensar com o crédito reivindicado. Entretanto, além de meras questões formais de preenchimento, o pedido de restituição eletrônico contém, necessariamente, a reivindicação de um direito, questão que deverá ser dirimida: a existência e a suficiência daquele direito creditório alegado pela parte interessada. Nesse contexto o PERDCOMP equivale à exordial. No caso em apreço a recorrente formalizou PERDCOMPs indicando o seu desejo de ver reconhecido o direito de reaver saldo negativo de IRPJ do anocalendário 2004, no valor de R$ 3.616,81, conforme demonstrou na página 2 do referido PERDCOMP (fl. 01, verso). Na página 2 do PERDCOMP apresentou os valores que compõem o saldo negativo e na Fl. 93DF CARF MF Impresso em 28/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 09/08/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES 4 página 6 do PERDCOMP (fl. 3, verso), os débitos que pretendia compensar. Nestes termos, a interessada fixou os limites do seu pedido. Somente depois de ser cientificada do despacho decisório eletrônico que negou a restituição e a compensação em vista das inconsistências de informações entre o quanto consignado na DIPJ do anocalendário 2004 e o informado nos PERDCOMP é que a interessada veio alegar que cometeu “erros” no preenchimento tanto da DIPJ quanto dos PERDCOMP. E os erros residiriam na indicação do tipo do crédito reclamado, que passou a ser o saldo negativo de IRPJ do anocalendário 2003. O Artigo 74 da Lei n º 9.430, de 1996, estabelece as regras para a restituição e a compensação de tributos. Nesse sentido a Lei expressamente confere à Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), competência para disciplinar as regras sobre a compensação estabelecidas no art. 74. Para além disso, a lei, direta e expressamente determina que a compensação poderá ser efetuada exclusivamente mediante a entrega de declaração em que constem as informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados. Portanto, a única via admissível para a compensação é a entrega da respectiva declaração, a qual deve, obrigatoriamente, (a) seguir as regras de preenchimento estabelecidas pela RFB, conforme o §14, acima; e (b) informar os créditos que foram utilizados naquela declaração de compensação, conforme o §1º. Regulamentando os procedimentos da compensação a IN SRF n º 900, de 2008, assim dispõe: Art. 77. O pedido de restituição, ressarcimento ou reembolso e a Declaração de Compensação somente poderão ser retificados pelo sujeito passivo caso se encontrem pendentes de decisão administrativa à data do envio do documento retificador e, observado o disposto nos arts. 78 e 79 no que se refere à Declaração de Compensação. À interessada foi dada a oportunidade de retificar os PERDCOMP e as DIPJ antes de ser proferido o despacho decisório denegatório das compensações, mas optou por omitirse. Após a emissão de decisão denegatória não é mais possível a retificação de PERCOMP, ainda que se trate de erro material no seu preenchimento. Por todo o exposto voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Fl. 94DF CARF MF Impresso em 28/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 09/08/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11060.900059/200877 Acórdão n.º 180101.088 S1TE01 Fl. 80 5 Fl. 95DF CARF MF Impresso em 28/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 09/08/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES
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