Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,966)
- Primeira Turma Ordinária (16,484)
- Primeira Turma Ordinária (16,434)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,295)
- Primeira Turma Ordinária (16,295)
- Segunda Turma Ordinária d (16,013)
- Segunda Turma Ordinária d (14,534)
- Primeira Turma Ordinária (13,106)
- Primeira Turma Ordinária (12,545)
- Segunda Turma Ordinária d (12,516)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,721)
- Terceira Câmara (68,184)
- Segunda Câmara (57,010)
- Primeira Câmara (21,265)
- 3ª SEÇÃO (16,295)
- 2ª SEÇÃO (11,352)
- 1ª SEÇÃO (6,874)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (127,921)
- Segunda Seção de Julgamen (115,680)
- Primeira Seção de Julgame (77,486)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,117)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,476)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,545)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,108)
- HELCIO LAFETA REIS (3,893)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,840)
- WILDERSON BOTTO (2,657)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,651)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,653)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (18,909)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 35301.010570/2005-11
Data da sessão: Wed Apr 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/10/1995 a 31/10/1998
PRELIMINARMENTE. DECADÊNCIA PARCIAL. QUINQUENAL.
SÚMULA VINCULANTE N 8. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
PREVIDENCIÁRIA. TRIBUTO SUJEITO AO LANÇAMENTO POR
HOMOLOGAÇÃO. APLICAÇÃO. ART.150, § 4º. CÓDIGO TRIBUTÁRIO
NACIONAL.
O STF, em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a
inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula
Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos:“São
inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei
1569/77 e os
artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de
crédito tributário”.
Nos termos do art. 103-A
da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes
aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na
imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do
Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas
federal, estadual e municipal.
Tratando-se
de contribuição social previdenciária, tributo sujeito ao
lançamento por homologação, aplica-se
a decadência do art. 150, § 4º do
Código Tributário Nacional.
REGIMENTO INTERNO DO CARF. ART.62-A.
VINCULAÇÃO À
DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RESP N
973.733/SC. TRIBUTO SUJEITO AO LANÇAMENTO POR
HOMOLOGAÇÃO. OBRIGATORIEDADE DE RECOLHIMENTO.
INEXISTÊNCIA. APLICAÇÃO DO ART.173, I , CTN.
Considerando a exigência prevista no Regimento Interno do CARF no art.62A,
esse Conselho deve reproduzir as decisões do Superior Tribunal de Justiça
proferidas em conformidade com o art.543-C
do Código de Processo Civil.
No caso de decadência de tributo sujeito ao lançamento por homologação, o
RESP n 973.733/SC decidiu que o art.150,§ 4º do Código Tributário
Nacional só será aplicado quando for constada a ocorrência de recolhimento,
caso contrário, será aplicado o art.173, I, do Código Tributário Nacional.
CESSÃO DE MÃO-DE-OBRA.
DEFINIÇÃO LEGAL. LEI 8.212/91.
CONSTATAÇÃO.RETENÇÃO 11% SOBRE O VALOR BRUTO DA
NOTA FISCAL OU FATURA DE SERVIÇOS. LEGALIDADE E
CONSTITUCIONALIDADE
A cessão de mão-de-obra
é conceituada segundo a Lei n 8.212/91, e que, uma
vez constatada, obriga o contratante de serviços, executados mediante cessão
de mão-de-obra,
a reter 11% (onze por cento) do valor bruto da nota fiscal ou
fatura de serviços, nos termos do art. 31 da Lei 8.212/91, na redação da Lei
n.º 9.711/98, sistemática interpretada como legal e constitucional pelos
Tribunais Superiores.
RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. ART.30, VI, LEI N 8.212/91.
CONSTRUÇÃO CIVIL. INAPLICABILIDADE DO BENEFÍCIO DE
ORDEM. ART.124,II,CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL.
Sendo constatada a ocorrência de cessão de mão-de-obra
no serviço de construção civil, a responsabilidade pelo pagamento do crédito tributário passa a ser solidária entre a tomadora e a prestadora do serviço, nos moldes do art.30, VI, da Lei n 8.212/91, não havendo a necessidade de ser respeitado o benefício de ordem, consoante o art.124, II, do Código Tributário Nacional.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-001.227
Decisão: Acordam os membros do colegiado, nas preliminares, por unanimidade de
voto, em dar provimento parcial ao recurso reconhecendo a decadência das competências 08/1998, inclusive, com base no art. 150, § 4º do CTN. No mérito por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para que seja recalculada a multa de mora de acordo com a redação do artigo 35 da Lei 8.212/91, dada pela Lei 11.941/2009, nos termos do art. 61 da Lei
no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, fazendo prevalecer a mais benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201204
ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/10/1995 a 31/10/1998 PRELIMINARMENTE. DECADÊNCIA PARCIAL. QUINQUENAL. SÚMULA VINCULANTE N 8. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA. TRIBUTO SUJEITO AO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. APLICAÇÃO. ART.150, § 4º. CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. O STF, em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos:“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. Tratando-se de contribuição social previdenciária, tributo sujeito ao lançamento por homologação, aplica-se a decadência do art. 150, § 4º do Código Tributário Nacional. REGIMENTO INTERNO DO CARF. ART.62-A. VINCULAÇÃO À DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RESP N 973.733/SC. TRIBUTO SUJEITO AO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. OBRIGATORIEDADE DE RECOLHIMENTO. INEXISTÊNCIA. APLICAÇÃO DO ART.173, I , CTN. Considerando a exigência prevista no Regimento Interno do CARF no art.62A, esse Conselho deve reproduzir as decisões do Superior Tribunal de Justiça proferidas em conformidade com o art.543-C do Código de Processo Civil. No caso de decadência de tributo sujeito ao lançamento por homologação, o RESP n 973.733/SC decidiu que o art.150,§ 4º do Código Tributário Nacional só será aplicado quando for constada a ocorrência de recolhimento, caso contrário, será aplicado o art.173, I, do Código Tributário Nacional. CESSÃO DE MÃO-DE-OBRA. DEFINIÇÃO LEGAL. LEI 8.212/91. CONSTATAÇÃO.RETENÇÃO 11% SOBRE O VALOR BRUTO DA NOTA FISCAL OU FATURA DE SERVIÇOS. LEGALIDADE E CONSTITUCIONALIDADE A cessão de mão-de-obra é conceituada segundo a Lei n 8.212/91, e que, uma vez constatada, obriga o contratante de serviços, executados mediante cessão de mão-de-obra, a reter 11% (onze por cento) do valor bruto da nota fiscal ou fatura de serviços, nos termos do art. 31 da Lei 8.212/91, na redação da Lei n.º 9.711/98, sistemática interpretada como legal e constitucional pelos Tribunais Superiores. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. ART.30, VI, LEI N 8.212/91. CONSTRUÇÃO CIVIL. INAPLICABILIDADE DO BENEFÍCIO DE ORDEM. ART.124,II,CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. Sendo constatada a ocorrência de cessão de mão-de-obra no serviço de construção civil, a responsabilidade pelo pagamento do crédito tributário passa a ser solidária entre a tomadora e a prestadora do serviço, nos moldes do art.30, VI, da Lei n 8.212/91, não havendo a necessidade de ser respeitado o benefício de ordem, consoante o art.124, II, do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário Provido em Parte.
numero_processo_s : 35301.010570/2005-11
conteudo_id_s : 5106804
numero_decisao_s : 2403-001.227
nome_arquivo_s : 2403001227_35301010570200511_201204.pdf
nome_arquivo_pdf_s : 35301010570200511_5106804.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, nas preliminares, por unanimidade de voto, em dar provimento parcial ao recurso reconhecendo a decadência das competências 08/1998, inclusive, com base no art. 150, § 4º do CTN. No mérito por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para que seja recalculada a multa de mora de acordo com a redação do artigo 35 da Lei 8.212/91, dada pela Lei 11.941/2009, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, fazendo prevalecer a mais benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora
dt_sessao_tdt : Wed Apr 18 00:00:00 UTC 2012
id : 4224771
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:44:33 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714074933096611840
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 19; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2438; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 724 1 723 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 35301.010570/200511 Recurso nº 100.000 Voluntário Acórdão nº 2403001.227 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 18 de abril de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA Recorrente SENDAS S/A E IBEG ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/10/1995 a 31/10/1998 PRELIMINARMENTE. DECADÊNCIA PARCIAL. QUINQUENAL. SÚMULA VINCULANTE N 8. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA. TRIBUTO SUJEITO AO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. APLICAÇÃO. ART.150, § 4º. CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. O STF, em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos:“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Nos termos do art. 103A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. Tratandose de contribuição social previdenciária, tributo sujeito ao lançamento por homologação, aplicase a decadência do art. 150, § 4º do Código Tributário Nacional. REGIMENTO INTERNO DO CARF. ART.62A. VINCULAÇÃO À DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RESP N 973.733/SC. TRIBUTO SUJEITO AO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. OBRIGATORIEDADE DE RECOLHIMENTO. INEXISTÊNCIA. APLICAÇÃO DO ART.173, I , CTN. Considerando a exigência prevista no Regimento Interno do CARF no art.62 A, esse Conselho deve reproduzir as decisões do Superior Tribunal de Justiça proferidas em conformidade com o art.543C do Código de Processo Civil. Fl. 724DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/05/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 No caso de decadência de tributo sujeito ao lançamento por homologação, o RESP n 973.733/SC decidiu que o art.150,§ 4º do Código Tributário Nacional só será aplicado quando for constada a ocorrência de recolhimento, caso contrário, será aplicado o art.173, I, do Código Tributário Nacional. CESSÃO DE MÃODEOBRA. DEFINIÇÃO LEGAL. LEI 8.212/91. CONSTATAÇÃO.RETENÇÃO 11% SOBRE O VALOR BRUTO DA NOTA FISCAL OU FATURA DE SERVIÇOS. LEGALIDADE E CONSTITUCIONALIDADE A cessão de mãodeobra é conceituada segundo a Lei n 8.212/91, e que, uma vez constatada, obriga o contratante de serviços, executados mediante cessão de mãodeobra, a reter 11% (onze por cento) do valor bruto da nota fiscal ou fatura de serviços, nos termos do art. 31 da Lei 8.212/91, na redação da Lei n.º 9.711/98, sistemática interpretada como legal e constitucional pelos Tribunais Superiores. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. ART.30, VI, LEI N 8.212/91. CONSTRUÇÃO CIVIL. INAPLICABILIDADE DO BENEFÍCIO DE ORDEM. ART.124,II,CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. Sendo constatada a ocorrência de cessão de mãodeobra no serviço de construção civil, a responsabilidade pelo pagamento do crédito tributário passa a ser solidária entre a tomadora e a prestadora do serviço, nos moldes do art.30, VI, da Lei n 8.212/91, não havendo a necessidade de ser respeitado o benefício de ordem, consoante o art.124, II, do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, nas preliminares, por unanimidade de voto, em dar provimento parcial ao recurso reconhecendo a decadência das competências 08/1998, inclusive, com base no art. 150, § 4º do CTN. No mérito por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para que seja recalculada a multa de mora de acordo com a redação do artigo 35 da Lei 8.212/91, dada pela Lei 11.941/2009, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, fazendo prevalecer a mais benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente. Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 725DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/05/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 35301.010570/200511 Acórdão n.º 2403001.227 S2C4T3 Fl. 725 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado às fls. 661 a 676 contra decisão da Delegacia da Receita Previdenciária de Duque de Caxias/RJ (fls. 618 a 622) que julgou PROCEDENTE EM PARTE a NFLD nº 35.566.2248 no valor originário de R$ 385.729,12 (trezentos e oitenta e cinco mil, setecentos e vinte e nove reais e doze centavos). Segundo o relatório fiscal às fls. 40 a 44, o crédito exigido na NFLD acima referese às contribuições previdenciárias (segurados, empresa e SAT/RAT), tendo a apuração do valor lançado sido realizada mediante o instituto da responsabilidade solidária, decorrente da execução da obra civil feita pela IBEG ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES LTDA (CNPJ 33.607.565/000190), uma vez que a contratante do serviço não comprovou o recolhimento das contribuições incidentes sobre a remuneração dos segurados incluídos em nota fiscal/fatura. Desta autuação, as responsáveis solidárias foram notificadas e apresentaram suas impugnações às fls.52 a 65 (SENDAS SA ) e 76 e 77(IBEG ENGENHARIA) alegando, respectivamente, em síntese: EMPRESA SENDAS SA A tempestividade da defesa; A decadência com base no art.150, parágrafo 4, do Código Tributário Nacional das competências 10/1995 a 10/1996; A ilegalidade do lançamento, por este tentar constituir crédito baseado em legislação posterior (Lei 9.711/98) à ocorrência dos possíveis fatos geradores (10/1995 a 10/1998); Ser necessário o concreto lançamento para que seja invocada a responsabilidade do solidário, de modo que a fiscalização deve primeiramente exigir do contribuinte (real praticante do fato gerador)para só depois cobrar do corresponsável; Que a fiscalização cometeu ilegalidades ao utilizarse de critério indevido para apurar o valor do crédito tributário, pois foi desprezado por completo o dispositivo legal da solidariedade e da aferição, uma vez que realiza cobrança contra pessoa que se encontra quite com as obrigações tributárias; Ser ilegal a incidência de juros e multa; Por fim, requereu a anulação integral do lançamento. EMPRESA IBEG ENGENHARIA Fl. 726DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/05/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Que sempre forneceu os documentos necessários à SENDAS, inclusive o comprovante de recolhimento, motivo pelo qual demonstra a inexistência de débito perante o fisco federal. Ao final, requereu o cancelamento da NFLD. Às fls.585 a 589, há despacho (n 17.422.4/0035/2005) da Seção de Análise de Defesas e Recursos da Delegacia da Receita Previdenciária em Duque de Caxias/RJ determinando o pronunciamento da autoridade fiscal com relação ao correto enquadramento legal do lançamento em razão dos serviços prestados; à documentação juntada pela empresa prestadora de serviço e aos percentuais utilizados para a apuração do saláriodecontribuição explicitado na tabela elaborada pela fiscalização. Em resposta à diligência, foi informado que os serviços são caracterizados como obras de construção civil; que a documentação juntada pela empresa prestadora não atesta vínculo com as competências levantadas, bem como algumas GPS’s não constam com o n das correspondentes notas fiscais; que o percentual utilizado foi 20% do valor da nota fiscal por não haver discriminação dos valores da mão de obra utilizada. O despacho 17.422.4/0031/2005, considerando os vícios sanados, ofertou prazo para a interposição de defesa. Assim, a empresa SENDAS S/A apresentou defesa complementar às fls.604 a 615, ratificando os pontos trazidos à baila em sua primeira impugnação. Instada a manifestarse acerca da matéria, a Delegacia da Receita Previdenciária de Duque de Caxias/RJ proferiu a DecisãoNotificação 17.422.4/0413/2005 nos seguintes termos: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA.CONSTRUÇÃO CIVIL. A responsabilidade solidária não comporta beneficio de ordem, podendo o Fisco exigir o total do crédito constituído da empresa contratante, a teor do art.30, inciso VI, da Lei n 8.212/91, com a redação vigente à época dos fatos geradores, c/c art. 124, parágrafo único, do Código Tributário Nacional (Lei n 5:172/66). Lançamento Procedente em Parte. Às fls.628 há despacho informando a retificação da NFLD n 35.566.2248. Às fls.633 a 638, a empresa IBEG ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES LTDA apresentou manifestação contra o despacho 17.422.4/0031/2005 alegando que tal decisão alterou o lançamento, mas que o mais prudente seria nulificar o ato administrativo. Irresignada com a decisão (DecisãoNotificação 17.422.4/0413/2005), a empresa SENDAS apresentou recurso voluntário às fls. 661 a 676, reiterando basicamente todos os pontos da impugnação, acrescentando, com relação à decadência, que devem ser declaradas como decadentes as competências anteriores a abril de 1998 e que houve desrespeito ao percentual da IN 18/2000. Por fim, requereu a reforma da decisão recorrida e a anulação integral da NFLD em querela. Fl. 727DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/05/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 35301.010570/200511 Acórdão n.º 2403001.227 S2C4T3 Fl. 726 5 Às fls.680 consta despacho informando que não houve a realização de depósito recursal, motivo pelo qual foi negado o seguimento do mesmo. Todavia, foi trazida aos autos a cópia de liminar em Mandado de Segurança (processo n 2007.51.01.4903550), deferida pela 2 Vara Federal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro, autorizando a interposição do recurso voluntário sem a comprovação do depósito prévio de 30% (trinta por cento) da quantia exigida. É o relatório. Fl. 728DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/05/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. DA ADMISSIBILIDADE DO RECURSO VOLUNTÁRIO: O recurso voluntário foi interposto tempestivamente (fls.661 a 676. Acontece que à época da discussão do crédito, exigiase do sujeito passivo que quisesse recorrer ao Contencioso Administrativo Federal o depósito de 30% (trinta por cento) equivalente ao crédito exigido. Considerando indevida a exigência, a recorrente impetrou Mandado de Segurança perante a Justiça Federal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro sob o n 2007.51.01.4903550 (cópia às fls.712 e 713) para não ter que cumprir a exigência legal de depositar 30% (trinta por cento) para fins de admissibilidade recursal. Entretanto, cabe destacar que não mais se exige a comprovação do depósito recursal como requisito de admissibilidade para a discussão de matéria no âmbito administrativo, tendo sido este o entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal ao editar a Súmula Vinculante nº. 21, que passa a vincular a administração pública, nos termos do art.103A da Constituição Federal: Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Impendese ainda colacionar o teor do verbete sumular: Súmula Vinculante 21 É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. Fonte de Publicação: DJe nº 210, p. 1, em 10/11/2009. DOU de 10/11/2009, p. 1. Portanto, conheço a admissibilidade do presente recurso e passo a analisar as questões relevantes para a resolução da lide tributária. DA PRELIMINAR: I – DA DECADÊNCIA PARCIAL QUINQUENAL: A fiscalização entendeu que no caso em tela o dever do pagamento do tributo, por decorrer de cessão de mãodeobra em construção civil/empreitada, é solidário, ou Fl. 729DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/05/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 35301.010570/200511 Acórdão n.º 2403001.227 S2C4T3 Fl. 727 7 seja, tanto a prestadora de serviços como a prestadora poderão ser cobradas da exação, caso tenha se verificado sua ausência de recolhimento. Assim, inseriu no polo passivo da demanda a empresa SENDAS S/A e a IBEG ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES LTDA como solidárias pelo cumprimento da obrigação tributária. Compulsando atentamente os autos, percebo a ocorrência de hipótese de extinção do crédito tributário de modo parcial (a decadência). Senão vejamos: Sobre a decadência da cobrança de créditos tributários, cabe destacar que as controvérsias que existiam no âmbito dos contenciosos administrativos e no judiciário com relação ao prazo decadencial da Secretaria da Receita Federal para apurar os valores devidos a título de contribuições previdenciárias tiveram seu fim com o advento da Súmula Vinculante n° 8, a qual reconheceu como inconstitucional os arts.45 e 46 da Lei n° 8.212/91. Ambos os dispositivos previam que os prazos para a Seguridade Social apurar e cobrar os seus créditos extinguiamse com 10 (dez) anos. A grande celeuma era a não aplicação do prazo previsto no Código Tributário Nacional de que os créditos tributários só poderiam ser apurados ou cobrados até 5 (cinco) anos a contar do marco inicial estabelecido pelo CTN. Assim, após várias decisões invocando a inconstitucionalidade dos arts.45 e 46 da Lei n° 8.212/91, o Egrégio Supremo Tribunal Federal sumulou a matéria com a edição da Súmula Vinculante de n º 8, in verbis: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Sabese ainda que essas súmulas têm efeito vinculante sobre a Administração Pública, conforme previsão do art.103A da Constituição Federal, motivo pelo qual este Colegiado deve aplicar o entendimento acima. Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n º 8.212, há que serem observadas as regras previstas no Código Tributário Nacional, o qual disciplina a decadência no art. 173, I e no art. 150, § 4. Em ambos, o direito de a Fazenda constituir o crédito extinguese em cinco anos, sendo que pela regra do art. 150, § 4º, a contagem é a partir da ocorrência do fato gerador e a do 173, I, é a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento Fl. 730DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/05/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 poderia ter sido efetuado ou da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Código Tributário Nacional Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homolo¬gação do lançamento. § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos an¬teriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por tercei¬ro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém, considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. § 4º Se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de 5 (cinco) anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. * * * Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento.” Pelo exposto, percebese que o marco inicial da decadência diverge no Código Tributário Nacional. A regra exposta no art.173, inciso I é aplicável às espécies tributárias que não estão sujeitas ao lançamento por homologação, pois as que se sujeitam a este tipo de lançamento têm o prazo decadencial regulado pelo art.150, §4° do CTN. Este entendimento é pacífico na doutrina pátria1: O início do prazo de decadência do direito de lançar, em se tratando de tributo ordinariamente sujeito a lançamento por 1 MACHADO, Hugo de Brito. Decadência e Prescrição no Direito Tributário Brasileiro. In MARTINS, Ives Gandra da Silva (Coord.), Curso de direito tributário. 11ed. São Paulo. Saraiva,2009, p.208. Fl. 731DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/05/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 35301.010570/200511 Acórdão n.º 2403001.227 S2C4T3 Fl. 728 9 homologação, começa na data do fato gerador do tributo a que se referir o lançamento. Não obstante a consideração de que o art.150, §4° do Código Tributário Nacional aplicase aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, vale destacar que esse Conselho só tem aplicado essa regra aos casos em que ocorre o recolhimento da exação, em virtude do entendimento do Superior Tribunal de Justiça na decisão do Recurso Especial n 973.733/SC (Informativo n 402/STJ), na qual teve como ponto pacífico a aplicação do dispositivo retro somente quando for constatado pagamento das contribuições. Desse modo, deve esse Conselho sujeitarse à regra definida pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça em razão do previsto no Regimento Interno do CARF, in verbis: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Assim, levando em consideração o acima exposto, e, tendo o presente recurso voluntário como matéria objeto de discussão a decadência, fazse necessária a vinculação deste voto ao preceito do Regimento Interno do CARF enquanto tal regra permanecer vigente, tendo em vista que o julgamento do RESP n 973.733/SC ocorreu nos moldes do art.543C do Código de Processo Civil. Tratandose o presente processo de solidariedade, entendo que a ciência da autuação deve ser dada a todos aqueles que foram indicados como corresponsáveis para o pagamento do débito. No caso em tela, a notificação ocorreu em 19/05/2003 somente com relação à empresa tomadora SENDAS, conforme data de assinatura do outorgado (procuração fls.48) José Vaz G. de Magalhães na capa da NFLD (fl.3). Com relação à ciência da prestadora de serviço (IBEG ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES LTDA), esta só ocorreu em 05/09/2003, mediante o recebimento do A.R às fls.74. Portanto, tratandose a presente autuação de quantia que, segundo a auditoria, poderia ser cobrada e adimplida por qualquer dos coobrigados (tomador ou prestador de serviço), em face da solidariedade constatada, entendo que o prazo de ciência da notificação a ser considerado para fins de decadência seja a data em que o último coobrigado teve ciência da lavratura da NFLD n° 35.566.2248. Pela contagem do art.150, o fisco só poderia cobrar crédito relacionado até a competência 09/1998, já pela contagem do art.173, I, o fisco poderia cobrar competência que houvesse sido lançada até 01/01/2004 (cinco anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito das competências de 1998 poderia ter sido lançado), para que o lançamento fosse considerado válido, e, a ciência da autuação do segundo coobrigado ocorreu em 05/09/2003, ou seja, só algumas competências foram acobertadas pela decadência, sendo estas as relativas ao período 10/1995 a 10/1996, que poderiam ser cobradas até 01/01/2002, o que ocorreu somente depois, em 2003. Fl. 732DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/05/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 10 Vale destacar que foi verificada a ocorrência de recolhimento antecipado, conforme atesta o TEAF. Por todo o exposto, acato a preliminar ora examinada, reconhecendo a decadência quinquenal com base no art. 150, § 4º do Código Tributário Nacional e passo ao exame do mérito das competências 09/1998 e 10/1998. DO MÉRITO: I – DA RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA NOS SERVIÇOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL: Considerando que algumas competências (09/1998 e 10/1998) não foram acobertadas pela decadência, passemos a analisar o mérito destas: O primeiro fato que merece atenção e esclarecimento é a fundamentação correta que deve constar na autuação. Segundo o relatório fiscal, a autuação baseouse no instituto da responsabilidade solidária nos casos de construção civil, no qual tanto o prestador de serviço como o tomador ficam responsáveis pelo recolhimento das contribuições previdenciárias incidentes sobre a remuneração paga aos empregados da prestadora, fundamentandose no art.31 da Lei n 8.212/91 Já o anexo FLD Fundamentos Legais do Débito apresenta como fundamento legal da responsabilidade solidária o exposto no art.30, VI, da Lei n 8.212/91. É certo que o contribuinte, em razão do princípio do contraditório e ampla defesa deve saber pormenorizadamente os motivos que levaram a fiscalização a lavrar Auto de Infração/Notificação Fiscal. Sendo assim, o erro na fundamentação do lançamento é hipótese que enseja a nulidade do ato administrativo por violar garantia constitucional do contribuinte (clareza dos fatos). No caso em tela, analisando os autos atentamente, verifiquei que o contribuinte não teve, todavia, seu direito de defesa cerceado, considerando que, não obstante o FLD possuir somente como fundamento legal o art.30, VI, da Lei n 8.212/91, o relatório fiscal, que também é um documento importante, quiçá o de maior relevância entre os anexos que acompanham o AI/NFLD, reportase ao art.31 da Lei n 8.212/91, dispositivo que trata da cessão de mãodeobra e da obrigatoriedade do tributo ser retido pela empresa tomadora, e menciona ainda que a solidariedade, no caso específico da prestação de serviço ocorrida, será aplicada. Portanto, não há o que se falar em ausência de clareza da autuação. Além disso, cabe ainda analisar a ocorrência de cessão de mãodeobra na prestação de serviços realizada. Vejamos, o que a legislação prevê acerca dessa tributação. A Lei n 8.212/91 preleciona que a prestação de serviços executados mediante cessão de mãodeobra, enseja a obrigação, para a contratante/tomadora, de reter 11% (onze por cento) do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviço a título de contribuição social previdenciária, in verbis: Art. 31. A empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mão de obra, inclusive em regime de trabalho Fl. 733DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/05/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 35301.010570/200511 Acórdão n.º 2403001.227 S2C4T3 Fl. 729 11 temporário, deverá reter 11% (onze por cento) do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher, em nome da empresa cedente da mão de obra, a importância retida até o dia 20 (vinte) do mês subsequente ao da emissão da respectiva nota fiscal ou fatura, ou até o dia útil imediatamente anterior se não houver expediente bancário naquele dia, observado o disposto no § 5o do art. 33 desta Lei. Destacouse. Percebese que somente os serviços executados mediante cessão de mãode obra estão sujeitos à incidência da contribuição, mas, o que a legislação considera cessão de mãodeobra? Segundo a Lei n 8.212/91, a cessão de mão de obra é, ipsis litteris: Art.31 – (...) (...) §3oPara os fins desta Lei, entendese como cessão de mãode obra a colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de segurados que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com a atividadefim da empresa, quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação. (Redação dada pela Lei nº 9.711, de 1998).Destacouse. Desse modo, sendo o serviço contínuo, realizado nas dependências da empresa contratante ou nas de terceiros, executado através de pessoas físicas à disposição desta, ele será considerado cessão de mãodeobra. No caso em tela, os serviços realizados pela prestadoras de serviço está ligado à área da construção civil (instalação elétrica e hidráulica), e a execução destes ocorreu mediante cessão de mão de obra, sendo provado pela documentação juntada que os empregados da empresa IBEG Engenharia estavam à disposição da SENDAS S/A (recorrente). Os serviços prestados enquadramse como cessão de mãodeobra, segundo a legislação (art.31, III, da Lei n 8.212/91; art.219, III, do Regulamento da Previdência Social), vejamos: Lei n 8.212/91 Art.31 – (...) (...) §4o Enquadramse na situação prevista no parágrafo anterior, além de outros estabelecidos em regulamento, os seguintes serviços: (Redação dada pela Lei nº 9.711, de 1998). I limpeza, conservação e zeladoria; (Incluído pela Lei nº 9.711, de 1998). II vigilância e segurança; (Incluído pela Lei nº 9.711, de 1998). Fl. 734DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/05/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 12 III empreitada de mãodeobra; (Incluído pela Lei nº 9.711, de 1998). IV contratação de trabalho temporário na forma da Lei no 6.019, de 3 de janeiro de 1974. (Incluído pela Lei nº 9.711, de 1998). Decreto n 3.048/99 – Regulamento Previdência Social Art.219.A empresa contratante de serviços executados mediante cessão ou empreitada de mãodeobra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal, fatura ou recibo de prestação de serviços e recolher a importância retida em nome da empresa contratada, observado o disposto no § 5º do art. 216. (Redação dada pelo Decreto nº 4.729, de 2003) (...) §2º Enquadramse na situação prevista no caput os seguintes serviços realizados mediante cessão de mãodeobra: I limpeza, conservação e zeladoria; II vigilância e segurança; III construção civil; IV serviços rurais; V digitação e preparação de dados para processamento; VI acabamento, embalagem e acondicionamento de produtos; VII cobrança; VIII coleta e reciclagem de lixo e resíduos; IX copa e hotelaria; X corte e ligação de serviços públicos; XI distribuição; XII treinamento e ensino; XIII entrega de contas e documentos; XIV ligação e leitura de medidores; XV manutenção de instalações, de máquinas e de equipamentos; XVI montagem; XVII operação de máquinas, equipamentos e veículos; XVIII operação de pedágio e de terminais de transporte; XIX operação de transporte de passageiros, inclusive nos casos de concessão ou subconcessão; (Redação dada pelo Decreto nº 4.729, de 2003) Fl. 735DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/05/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 35301.010570/200511 Acórdão n.º 2403001.227 S2C4T3 Fl. 730 13 XX portaria, recepção e ascensorista; XXI recepção, triagem e movimentação de materiais; XXII promoção de vendas e eventos; XXIII secretaria e expediente; XXIV saúde;e XXV telefonia, inclusive telemarketing. Diante de todo o exposto, percebese que para o caso em tela a cessão de mãodeobra ocorreu, motivo pelo qual a cobrança, ressalvadas as competências que estão acobertadas pela decadência, deve permanecer. Importante ainda é frisar que a retenção dos 11% (onze por cento) sobre o valor bruto da nota fiscal e/ou fatura de prestação de serviços é matéria superada em nossos Tribunais Superiores que entendem ser essa tributação um mecanismo eficaz que auxilia e assegura a arrecadação federal, configurandose como substituição tributária, medida de recolhimento autorizada constitucionalmente e inclusive reconhecida pela recorrente. Nesse diapasão, a empresa prestadora de serviços realiza, através de seus segurados, o fato gerador da contribuição social previdenciária (prestação de serviço remunerado), motivo pelo qual seria o contribuinte da contribuição patronal. Todavia, é substituída (contribuinte – substituído) por terceiro (substituto – tomador do serviço), tomando este a atitude de reter 11% (onze por cento) ensejando uma posterior compensação ou restituição. Ora, nada melhor do que o tomador, que será responsável pelo pagamento dos serviços, reter esses 11% (onze por cento) a título de contribuição previdenciária, valor esse que poderá ser compensado ou restituído na forma da legislação. Assim, foi que o Superior Tribunal de Justiça ao analisar a legalidade dessa tributação decidiu sabiamente que a retenção dos 11% (onze por cento) nada mais é do que uma sistemática de arrecadação inovadora, in verbis: RECURSO ESPECIAL Nº 1.036.375 SP PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ART. 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇO. RETENÇÃO DE 11% SOBRE FATURAS. ART. 31, DA LEI Nº 8.212/91, COM A REDAÇÃO DA LEI Nº 9.711/98. NOVA SISTEMÁTICA DE ARRECADAÇÃO MAIS COMPLEXA, SEM AFETAÇÃO DAS BASES LEGAIS DA ENTIDADE TRIBUTÁRIA MATERIAL DA EXAÇÃO. 1. A retenção de contribuição previdenciária determinada pela Lei 9.711/98 não configura nova exação e sim técnica arrecadatória via substituição tributária, sem que, com isso, resulte aumento da carga tributária. Fl. 736DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/05/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 14 2. A Lei nº 9.711/98, que alterou o artigo 31 da Lei nº 8.212/91, não criou nova contribuição sobre o faturamento, tampouco alterou a alíquota ou a base de cálculo da contribuição previdenciária sobre a folha de pagamento. 3. A determinação do mencionado artigo configura apenas uma nova sistemática de arrecadação da contribuição previdenciária, tornando as empresas tomadoras de serviço como responsáveis tributários pela forma de substituição tributária. Nesse sentido, o procedimento a ser adotado não viola qualquer disposição legal. 4. Precedentes: REsp 884.936/RJ, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA TURMA, julgado em 07/08/2008, DJe 20/08/2008; AgRg no Ag 906.813/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 18/10/2007, DJe 23/10/2008; AgRg no Ag 965.911/SP, Rel. Ministro JOSÉ DELGADO, PRIMEIRA TURMA, julgado em 22/04/2008, DJe 21/05/2008; EDcl no REsp 806.226/RJ, Rel. MIN. CARLOS FERNANDO MATHIAS (JUIZ CONVOCADO DO TRF 1ª REGIÃO), SEGUNDA TURMA, julgado em 04/03/2008, DJe 26/03/2008; AgRg no Ag 795.758/SP, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em 19/06/2007, DJ 09/08/2007. 5. Recurso especial provido. Acórdão submetido ao regime do art. 543C do CPC e da Resolução STJ 08/2008. No mesmo sentido, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, em decisão definitiva publicada em 05/09/2011, apreciou o Recurso Extraordinário de relatoria da Ministra Ellen Gracie e decidiu pela constitucionalidade da exação (retenção dos 11% ) a ser feita pelo tomador de serviços, vejamos: RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.191 / MT EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. RETENÇÃO DE 11% ART. 31 DA LEI 8.212/91, COM A REDAÇÃO DA LEI 9.711/98. CONSTITUCIONALIDADE. 1. Na substituição tributária, sempre teremos duas normas: a) a norma tributária impositiva, que estabelece a relação contributiva entre o contribuinte e o fisco; b) a norma de substituição tributária, que estabelece a relação de colaboração entre outra pessoa e o fisco, atribuindolhe o dever de recolher o tributo em lugar do contribuinte. 2. A validade do regime de substituição tributária depende da atenção a certos limites no que diz respeito a cada uma dessas relações jurídicas. Não se pode admitir que a substituição tributária resulte em transgressão às normas de competência tributária e ao princípio da capacidade contributiva, ofendendo os direitos do contribuinte, porquanto o contribuinte não é substituído no seu dever fundamental de pagar tributos. A par disso, há os limites à própria instituição do dever de colaboração que asseguram o terceiro substituto contra o arbítrio do legislador. A colaboração dele exigida deve guardar respeito aos Fl. 737DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/05/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 35301.010570/200511 Acórdão n.º 2403001.227 S2C4T3 Fl. 731 15 princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, não se lhe podendo impor deveres inviáveis, excessivamente onerosos, desnecessários ou ineficazes. 3. Não há qualquer impedimento a que o legislador se valha de presunções para viabilizar a substituição tributária, desde que não lhes atribua caráter absoluto. 4. A retenção e recolhimento de 11% sobre o valor da nota fiscal é feita por conta do montante devido, não descaracterizando a contribuição sobre a folha de salários na medida em que a antecipação é em seguida compensada pelo contribuinte com os valores por ele apurados como efetivamente devidos forte na base de cálculo real. Ademais, resta assegurada a restituição de eventuais recolhimentos feitos a maior. 5. Inexistência de extrapolação da base econômica do art. 195, I, a, da Constituição, e de violação ao princípio da capacidade contributiva e à vedação do confisco, estampados nos arts. 145, § 1º, e 150, IV, da Constituição. Prejudicados os argumentos relativos à necessidade de lei complementar, esgrimidos com base no art. 195, § 4º, com a remissão que faz ao art. 154, I, da Constituição, porquanto não se trata de nova contribuição. 6. Recurso extraordinário a que se nega provimento. 7. Aos recursos sobrestados, que aguardavam a análise da matéria por este STF, aplicase o art. 543B, § 3º, do CPC. Diante de tudo o que foi exposto, é inegável que a retenção dos 11% (onze por cento) por parte do tomador de serviços é devida nos casos em que a cessão de mãode obra for constatada. Entretanto, vale destacar que, em uma tentativa de assegurar ainda mais o cumprimento das obrigações tributárias, previu a legislação (Lei n 8.212/91), em seu art.30, VI, que, em certos casos, além do responsável pelo recolhimento (tomador de serviços – incorporador, proprietário), o prestador (construtora) também ficará caso o primeiro não tenha procedido ao recolhimento: Art.30 – (...) (...) VI o proprietário, o incorporador definido na Lei nº 4.591, de 16 de dezembro de 1964, o dono da obra ou condômino da unidade imobiliária, qualquer que seja a forma de contratação da construção, reforma ou acréscimo, são solidários com o construtor, e estes com a subempreiteira, pelo cumprimento das obrigações para com a Seguridade Social, ressalvado o seu direito regressivo contra o executor ou contratante da obra e admitida a retenção de importância a este devida para garantia do cumprimento dessas obrigações, não se aplicando, em qualquer hipótese, o benefício de ordem Fl. 738DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/05/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 16 Assim, considerando que o adimplemento parcial pela prestadora já foi apreciado e acolhido pela primeira instância e, considerando que está evidente a constatação de cessão de mãodeobra no presente caso, a obrigação para o pagamento do crédito tributário deve ser feita aos corresponsáveis pelo cumprimento da obrigação: IBEG ENGENHARIA e SENDAS S/A, face à solidariedade existente entre essas duas pessoas jurídicas no serviço de construção civil realizado nas competências 08/1998 a 10/1998. II – DA APLICAÇÃO DE MULTA MORATÓRIA E JUROS COM BASE NA TAXA SELIC: Considerando a manutenção da cobrança com relação a algumas competências (08/1998 a 10/1998), esta será acrescida de multa moratória e juros com base na taxa SELIC, em respeito à legislação vigente, entendimento já pacificado neste Colegiado: Lei N 8.212/91 Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). Sobre a aplicação deste dispositivo, o qual prevê multa de 0,33% ao dia e limitada a 20%, vale destacar que a redação acima foi dada por Lei diversa daquela vigente à época do fato gerador, motivo pelo qual será aplicada em conformidade com o art.106, II, do Código Tributário Nacional. Ademais, com relação à incidência da taxa SELIC sobre os débitos federais, inclusive contribuições sociais, registrese que a legislação de regência à época do fato gerador, a Lei nº 8.212/91, afastava literalmente os argumentos erguidos pela recorrente, in verbis:: Art. 34. As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC, a que se refere o art. 13 da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrelevável. (Restabelecido com redação alterada pela MP nº 1.571/97, reeditada até a conversão na Lei nº 9.528/97. A atualização monetária foi extinta, para os fatos geradores ocorridos a partir de 01/95, conforme a Lei nº 8.981/95. A multa de mora esta disciplinada no art. 35 desta Lei) Entretanto, a Lei n 11.941/2009 revogou o dispositivo acima e deu nova redação ao art.35 da Lei n 8.212/91, determinando que os débitos tributários a nível federal, teriam suas cobranças acrescidas de multa e juros na forma do art.61 da Lei n 9.430/96. Então vejamos: Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. Fl. 739DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/05/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 35301.010570/200511 Acórdão n.º 2403001.227 S2C4T3 Fl. 732 17 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). LEI N 9.430/96 Art.61.Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. §1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. §2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. §3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. (Vide Lei nº 9.716, de 1998) Art. 5º(...) (...) § 3º As quotas do imposto serão acrescidas de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC, para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir do primeiro dia do segundo mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração até o último dia do mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês do pagamento. A propósito, convém ainda mencionar que o CARF aprovou Súmula nº 04, nos seguintes termos: Súmula CARF Nº 4 A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Fl. 740DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/05/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 18 Portanto, a aplicação da taxa SELIC sobre os débitos tributários federais é devida e tem amparo legal com fulcro no artigo 35, caput, da Lei nº 8.212/91. III – DA APLICAÇÃO DA LEI MAIS BENÉFICA AO ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO: Tratandose de ato pendente de julgamento, há que se observar alguns preceitos legais do Código Tributário Nacional no que se refere à possibilidade de uma lei retroagir e alcançar fatos pretéritos, os quais ocorreram sob a égide de outra legislação. No caso em tela, verificase que tanto a aplicação de multa como a incidência de taxa SELIC sobre os débitos tributários federais encontra amparo atualmente no art.35, caput, da Lei n 8.212/91, dispositivo este alterado pela Lei n 11.941/2009. Deste modo, caso seja mais benéfico ao sujeito passivo, a Lei n 11.941/2009 deverá retroagir em respeito ao art.106 do Código Tributário Nacional, in verbis: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: (...) II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para, nas preliminares, DARLHE PARCIAL PROVIMENTO, reconhecendo a decadência das competências 10/1995 a 08/1998 com base no art. 150, § 4º do Código Tributário Nacional. No mérito, DARLHE PARCIAL PROVIMENTO, de modo que a cobrança seja mantida nas competências 09/1998 e 10/1998 com o recálculo da multa de mora previsto no art.35, caput, da Lei n 8.212/91, com base na redação dada pela Lei n 11.941/2009, prevalecendo a legislação mais benéfica ao contribuinte. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 741DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/05/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 35301.010570/200511 Acórdão n.º 2403001.227 S2C4T3 Fl. 733 19 Fl. 742DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/05/2012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10680.015347/2001-98
Data da sessão: Mon Jun 30 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Mon Jun 30 00:00:00 UTC 2008
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP
Período de apuração: 01/02/1996 a 31/08/2001
PIS. BASE DE CALCULO. TRABALHADORES AVULSOS.
A legislação especifica de regência da matéria determina que as entidades de fins não lucrativos contribuirão para o PIS no percentual de 1% incidente sobre a folha de pagamento mensal, sendo nela incluída, por expressa determinação legal, a remuneração paga aos empregados e aos trabalhadores
avulsos durante o mês.
0 conceito de Trabalhador Avulso é "Aquele que sindicalizado ou não, presta serviços de natureza urbana ou rural, sem vinculo empregatício, com intermediação obrigatória do sindicato da categoria (fora da faixa portuária) ou do órgão gestor de mão obra (na Área portuária)".
O presente lançamento foi realizado por ter a autoridade fiscal considerado que: "despesas com mão de obra, mesmo terceirizadas compõem a base de cálculo do PIS - Folha de Pagamento".
No presente caso, não houve pagamento de remuneração a empregados nem a trabalhadores avulsos.
Recurso Especial do Contribuinte Provido.
Numero da decisão: CSRF/02-03.225
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar
provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, (Relator) e Antonio Praga que negavam provimento ao Recurso. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Elias Sampaio Freire.
Matéria: Pasep- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Henrique Pinheiro Torres
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Pasep- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200806
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP Período de apuração: 01/02/1996 a 31/08/2001 PIS. BASE DE CALCULO. TRABALHADORES AVULSOS. A legislação especifica de regência da matéria determina que as entidades de fins não lucrativos contribuirão para o PIS no percentual de 1% incidente sobre a folha de pagamento mensal, sendo nela incluída, por expressa determinação legal, a remuneração paga aos empregados e aos trabalhadores avulsos durante o mês. 0 conceito de Trabalhador Avulso é "Aquele que sindicalizado ou não, presta serviços de natureza urbana ou rural, sem vinculo empregatício, com intermediação obrigatória do sindicato da categoria (fora da faixa portuária) ou do órgão gestor de mão obra (na Área portuária)". O presente lançamento foi realizado por ter a autoridade fiscal considerado que: "despesas com mão de obra, mesmo terceirizadas compõem a base de cálculo do PIS - Folha de Pagamento". No presente caso, não houve pagamento de remuneração a empregados nem a trabalhadores avulsos. Recurso Especial do Contribuinte Provido.
dt_publicacao_tdt : Mon Jun 30 00:00:00 UTC 2008
numero_processo_s : 10680.015347/2001-98
anomes_publicacao_s : 200806
conteudo_id_s : 5660980
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Dec 02 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : CSRF/02-03.225
nome_arquivo_s : 40203225_123737_10680015347200198_007.PDF
ano_publicacao_s : 2008
nome_relator_s : Henrique Pinheiro Torres
nome_arquivo_pdf_s : 10680015347200198_5660980.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, (Relator) e Antonio Praga que negavam provimento ao Recurso. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Elias Sampaio Freire.
dt_sessao_tdt : Mon Jun 30 00:00:00 UTC 2008
id : 4610954
ano_sessao_s : 2008
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:46:15 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714074933105000448
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-09-09T15:05:48Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 5; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-09-09T15:05:48Z; Last-Modified: 2011-09-09T15:05:48Z; dcterms:modified: 2011-09-09T15:05:48Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:995eebfb-940e-4a98-8de4-ba7c649efaa5; Last-Save-Date: 2011-09-09T15:05:48Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-09-09T15:05:48Z; meta:save-date: 2011-09-09T15:05:48Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-09-09T15:05:48Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-09-09T15:05:48Z; created: 2011-09-09T15:05:48Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2011-09-09T15:05:48Z; pdf:charsPerPage: 1638; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-09-09T15:05:48Z | Conteúdo => CS RF/T02 Fls. 433 MINISTÉRIO DA FAZENDA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA TURMA Processo n° 10680.015347/2001-98 Recurso n° 202-123.737 Especial do Contribuinte Matéria PIS folha de Salário - trabalhador avulso Acórdão nO 02 -03.225 Sessão de 30 de junho de 2008 Recorrente BENGECAIXA - CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS EMPREGADOS DO BENGE Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP Período de apuração: 01/02/1996 a 31/08/2001 PIS. BASE DE CALCULO. TRABALHADORES AVULSOS. A legislação especifica de regência da matéria determina que as entidades de fins não lucrativos contribuirão para o PIS no percentual de 1% incidente sobre a folha de pagamento mensal, sendo nela incluída, por expressa determinação legal, a remuneração paga aos empregados e aos trabalhadores avulsos durante o mês. 0 conceito de Trabalhador Avulso é "Aquele que sindicalizado ou não, presta serviços de natureza urbana ou rural, sem vinculo empregaticio, com intermediação obrigatória do sindicato da categoria (fora da faixa portuária) ou do órgão gestor de mão obra (na Area portuária)". O presente lançamento foi realizado por ter a autoridade fiscal considerado que: "despesas com ma° de obra, mesmo terceirizaclas compõem a base de cálculo do PIS - Folha de Pagamento". No presente caso, não houve pagamento de remuneração a empregados nem a trabalhadores avulsos. Recurso Especial do Contribuinte Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres,-(Relator) e Antonio Praga que negavam provimento ao Recurso. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Elias Sampaio Freire. -I Antonio Praga - Presidente 7 —_. / en ue Pinheiro Torres - Relator •, •- r-1 Elias S mpaio Freire - Redator Designado Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio Praga, Josefa Maria Coelho Marques, Gileno GurjAo Barreto, Antonio Carlos Atulim, Maria Teresa Martinez López, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Dalton César Cordeiro de Miranda, Henrique Pinheiro Torres, Leonardo Siade Manzan, Júlio César Vieira Gomes, Manoel Coelho Arruda Junior, Elias Sampaio Freire, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Antonio Carlos Guidoni Filho. Relatório Por bem relatar a discussão em tela, adoto e transcrevo o relatório do Acórdão recorrido. "Trata-se de Auto de Infração objetivando a cobrança da contribuição para o PIS decorrente de insuficiência de recolhinzentos, tendo enz vista que a empresa não declara, nem recolhe o PIS - folha de pagamento por não possuir nenhum empregado registrado, embora arque com despesas de pessoal junto a vários fornecedores de mão-de-obra. Irresignada a empresa apresentou impugnação tempestiva alegando em sua defesa: instituição sem .fins lucrativos, conforme atesta a prápria fiscalização, e como tal seria contribuinte do PIS na modalidade Folha de Salários, sendo a base de calculo afolha de pagamento de seus empregados, conforme determinam a LC n" 07/70 e.a Lei n" 9.718/98; não possuindo nenhum empregado não há folha de salários e considerar como seus os empregados terceirizados ou cedidos a ela como integrantes de sua folha de salários constitui ofensa ci • legislação vigente; de acordo com a CLT, nos termos em que conceitua empregador e empregado, verifica-se que a empresa não pode ser considerada empregadora uma vez que "não admite, assalaria e 2 Processo « 10680.015347/2001-98 Acórdão o.' 02-03.225 CSRF/T02 FIs. 434 dirige a prestação pessoal de serviços", apenas pagando às contratadas pela prestação dos serviços discriminados em cada contrato; as responsáveis pelo pagamento c/c todos os encargos legais com os empregados são as contratadas, pois é coin elas que os trabalhadores possuem vinculo trabalhista; diante da inexistência da folha de salários não há base de cálculo para o PIS; em todos os valores repassados para as contratadas estão incluidos os vcdores dos encargos, inclusive o PIS, e tributá-lo novamente, sobre o mesmo .fato gerador constitui bitributação. Anexa comprovantes; no que diz respeito aos trabalhadores avulsos, é impossível enquadra-los como trabalhadores da empresa por não atenderem os requisitos da legislação trabalhista, ou Ala, não prestam serviços de natureza não eventual a impugnante, sob dependência dela e mediante salário; . faltam, para os trabalhadores avulsos, os requisitos essenciais e sinndtáneos pard.a caracterização de relação de trabalho, quais sejam: não-evelltualidade, pessoa/idade, remuneração e subordinação. Transcreve deasão do Segundo Conselho de Cottribuintes; e requer todos os meios de prova admitidos no Direito. A DRJ em Belo Horizonte - MG manifestou-se por meio do Acórdão DRJ/BHE 11" 3.087, de 10/03/2003, fls. 320/327, julgando procedente em parte o lançamento, mantendo apenas a parcela relativa ao pagamento de trabalhadores avulsos, arrimada na Norma de Serviço CEF/PIS n°2, de 27/05/1971. Inconformada a recorrente apresenta, tempestivamente, recurso voluntário, 342/346, ao Conselho de Contribuintes alegando em sua defesa, em síntese: trata-se de entidade sem fins lucrativos, sujeitando-se a contribuição para o PIS à aliquota de I% incidente sobre a .folha ele salários; see-undo o art. 3" da LC n" 07/70 a entidade sem fins lucrativos deve também figural - como empregadora nos termos da legislação trabalhista para que sobre a sua .folha de salários inricia o PIS à al/quota (le 1%; neccsidade de se verificar o conceito de empregado na legislação trabalhista sempre esteve presente na legislação que Irma do PIS, como se pode verificar da Portaria ME n" 142/82 e da Lei n" 9.715/98, utilizadas conto base legal da autuaçào; 3 o art. 3" da CLT define como empregado a pessoa fisica que preste "serviço de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário"; não possuindo empregados, nestes termos,não'é contribuinte do PIS-folha de salários; 170 que diz respeito à mão-de-obra terceirizada a decisão recorrida afastou a incidência do PIS sobre esta parcela, mas manteve eia relação aos trabalhadores avulsos sob o fundamento de que a Norma de Serviço CEP/PIS n" 02, de 27/05/1991, determina que sobre o pagamento de trabalhadores avulsos incida o PIS-folha de salários; ao incluir os trabalhadores avulsos na base c/c cálculo do PIS- folha de pagamento a CEF extrapolou os limites estabelecidos na LC n" 07/70, ofendendo o disposto no CTN e na CLT; se a LC n" 07/70 e a Lei n" 9.715/98 determinam que sejam aplicados os conceitos constantes da CLT, confundir trabalhador avulso com empregado significa destoar do conceito existente no art. 3" da CLT e, portanto, ampliar os limites de sua competência tributciria; além disto houve ofensa ao principio contido no art. 110 do CTN que expressamente determina que a legislação tributária não pode alterar conceitos previstos no Direito Privado, como forma de definir e limitar competências tributárias; cita jurisprudência do Segundo Conselho de Contribuintes sobre matéria; e requer, por fim, seja dado provimento total ao recurso interposto. Foi efetuado arrolamento de bens, segundo documentos de lis. 349/350 e informação de fi. 351, permitindo o seguimento do recurso interposto." ACORDARAM os Membros da Segunda Camara do Segundo Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Gustavo Kelly Alencar, Dalton Cesar Cordeiro de Miranda e Marcelo Marcondes Meyer-Kozlowski, que apresentou declaração de voto. Manifestando a deliberação adotada por meio do acórdão recorrido, sintetizado na seguinte ementa: PIS. BASE DE CÁLCULO. TRABALHADORES AVULSOS. A legislação especifica de regência da matéria determina que as entidades de fins não lucrativos contribuirão para o PIS no percentual de 1% incidente sobre a folha de pagamento mensal, sendo nela incluída, por expressa determinação legal, a remuneração paga aos trabalhadores avulsos durante o mês. Recurso negado. A Contribuinte, com apoio no art. 32, II, do Regimento Interno do Conselho de Contribuintes, aprovado pela Portaria n° 55/98, interpôs RECURSO ESPECIAL, em facb do referido acórdão. Requereu seu regular processamento e posterior remessa a egrégia Câmara Superior de Recursos Fiscais. 4 Processo n° I 0680.015347/2001-98 AcórclAo n.° 02-03.225 CSRFF02 Fls. 435 Por meio do Despacho n° 202-354, fis. 421/422, o Presidente da Segunda Camara do Segundo Conselho de Contribuintes recebeu o Recurso Especial interposto quanto ao direito dos contribuintes não computarem na base de cálculo do PIS-folha de pagamento os valores pagos aos empregados avulsos. A Fazenda Nacional apresentou suas Contra-Razões ao Recurso Especial, fls. 424/429, solicitando a manutenção da decisão proferida pela Segunda Camara do Segundo Conselho. o Relatório. Voto Vencido Conselheiro Henrique Pinheiro Torres, Relator 0 recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele conheço. A teor do relatado, a questão tratada no presente recurso diz respeito unicamente à inclusão dos trabalhadores avulsos na folha de salários para efeito da incidência do PIS - folha de pagamento. A meu sentir não merece reparo o acórdão vergastado, pois como bem asseverou a relator a . a quo, havia expressa previsão legal para a incidência da contribuição sobre os pagamentos efetuados a trabalhadores avulsos, senão vejamos: A Lei complementar n°07/1970, criadora do PIS, em seu artigo 11, delegou a Caixa Econômica Federal elaborar o regulamento do Fundo, a ser aprovado pelo CMN: "Art. 11. No prazo de 120 (cento e vinte) dias, a contar da vigência desta lei, a CaIlya Econômica Federal submeterá aprovacdo do Conselho Monetário Nacional o regulamento do Fundo, fixando as normas para o recolhimento e a distribuicao dos recursos, assim C01110 as diretrizes e os critérios para a sua aplicaedo. Parágrafo único. O Conselho Monetário Nacional pronunciar- se-a, no prazo de 60 (sessenta) dias, a contar do seu recebimento, sobre o Projeto de regulamento do Fundo." Ern cumprimento ao determinado no dispositivo legal supra transcrito, a CEF baixou diversos ,atos para norinatizar a cobrança da Contribuição, dentre esses atos tern-se a Norma de Serviço n" 2, de 27/05/1971, a qual dispôs, expressamente, em seu item 7, a forma como as entidades de fins não lucrativos contribuiriam para o PIS. De acordo com essa norma, a contribuição seria de 1% sobre a folha de pagamento mensal. Mais adiante, no item 7.1, foi esclarecido o que dever-se-ia entender corno folha de pagamento mensal: "os rendimentos do trabalho assalariado de qualquer natureza, tais como: salários, gratificações, ajuda de custo, comissões, qüinqüênio, 13" salário, etc, mais a remuneração paga pela prestação de serviços a todos os empregados e trabalhadores avulsos durante o mês". Destaquei. A referida Norma de Serviço, como bem asseverou o acórdão recorrido, não extrapolou a competência outorgada à CEF pela LC n" 07/70, .'aO rendimento de trabalhadores avulsos corno folha de salário para efeito da incidência do PIS, já que a própria Lei Complementar havia determinado expressamente que caberia à CEF dispor sobre a forma que os trabalhadores avulsos contribuiriam para o PIS. ' • Em síntese, predita norma de serviço não transbordou os limites estabelecidos em lei, porquanto as condições nela estabelecidas vieram, tão-somente, atender as determinações dadas pelos artigos '1", § 2" c/c o art. 11, ambos da lei instituidora da Contribuição. "Art. É instituído, na forma prevista nesta lei, o Programa de Integração Social, destinado a promover a integração cio empregado na vida e no desenvolvimento das empresas. § 1" Para os fins desta lei, entende-se por empresa a. pessoa , jurídica, nos termos da legislação do Imposto de Renda, e por empregado todo aquele assim definido pela Legislação Trabalhista. § 20 A participação dos trabalhadores avulsos, assim definidos os que prestam serviços a diversas empresas, sem relação empregaticia, no Programa de Integração Social, Jar-se-ci'no:s termos do Regulamento a ser baixado, de acordo com o artigo 11 desta lei." (grifo nosso) Não se alegue que a atribuição à Caixa • Econômica da competência para expedir a respectiva Norma, na qual seriam indicadas as condições que os trabalhadores avulsos participariam do PIS, seria inconstitucional, pois, a possibilidade de deslegalização ou de degradação do grau hierárquico encontra limites constitucionais nas matérias constitucionalmente reservadas à lei. A Constituição Federal, no tocante ao financiamento da seguridade social determinou que caberia à lei, em sentido estrito, definir a forma como tbda a sociedade participaria direta e indiretamente do financiamento, incluindo os trabalhadores avulsos entre os contribuintes, mas nada dispôs como seria a participação das sociedades sem fins lucrativos.Por seu turno, o CTN, no artigo 97, onde elenca as matérias reservadas a lei, em sentido estrito, não menciona a forma como será exigida a contribuição das sociedades sem tins lucrativos. Com isso, tem-se que a forma como as ditas sociedades participarão no custeio da seguridade social não está reservada ã lei em sentido estrito. Assim, se não existir reserva material de lei, pode o legislador atribuir à administração competência para disciplinar, por meio de ato normativo próprio, tais matérias. 0 que, na hipótese dos autos, veio a fazer por meio da Norma de Serviço n° 2, de 27/05/1971. A deslegalização em matéria tributária não é novidade.em nossos tribunais, o STF, no julgamento do RE n° 140.699-1 Pernambuco, com base no excelente voto do Ministro limar Galva°, julgou-a constitucional. Assim, não se pode dizer que a Caixa Económica Feral extrapolou a delegação que lhe fora dada, ao incluir a remuneração desses trabalhadores na base de cálculo do PIS - folha de pagamento das entidades sem fins lucrativos. xposto, voto por DAR PROVIMENTO ao recurso especial cio contribuinte. Elias ampaio Freire f Processo n" 10680.015347/2001-98 Acórdão n." 02-03.225 CSRF/T02 Fls. 436 Diante do exposto, e valendo-me dos lúcidos fundamentos do acórdão guerreado, nego provimento ao recurso apresentado pelo sujeito passivo. P Hennque Pinheiro Torres Voto Vencedor Conselheiro Elias Sampaio Freire, Redator Designado Conforme entendimento assentado 110 voto do ilustre conselheiro relator, a legislação especifica de regência da matéria determina que as entidades de fins não lucrativos contribuirão para o PIS no percentual de 1% incidente sobre a folha de pagamento mensal, sendo nela incluída, por expressa determinação legal, a remuneração paga aos empregados e aos trabalhadores avulsos durante o mês. Entretanto, ouso divergir do ilustre conselheiro relator acerca da abrangência do conceito de trabalhador avulso. 0 conceito de Trabalhador Avulso é "Aquele que sindicalizado ou não, presta serviços de natureza urbana ou rural, sem vinculo empregaticio, com intennediação obrigatória do sindicato da categoria (fora da faixa portuária) ou do órgão gestor de mão obra (na area portuária)". O trabalhador avulso presta serviços sem vinculo de emprego, pois não há subordinação nem com o sindicato (ou órgão gestor de mão de obra), muito menos com as empresas para as quais presta serviços, dada inclusive a curta duração. O sindicato (ou órgão gestor de mão de obra) apenas an -egimenta a mão-de-obra e paga os prestadores de serviço, de acordo com o valor recebido das empresas que e rateado entre os que prestaram serviço. Não há poder de direção do sindicato (ou órgão gestor de mão de obra) sobre o avulso, nem subordinação deste com aquele, 0 presente lançamento foi realizado por ter a autoridade fiscal considerado que: "despesas com Mao de obra, mesmo terceirizadas compõe az a base de cálculo do PIS — Folha de Pagamento" (fls. 38). Entretanto, no presente caso, não houve pagamento de remuneração a empregados nem a trabalhadores avulsos (fls. 66 a 79). 7
score : 1.0
Numero do processo: 10940.000556/2003-91
Data da sessão: Tue Aug 21 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Oct 30 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/11/1998 a 10/11/1998, 01/04/1999 a 10/04/1999, 01/06/2000 a 10/06/2000, 01/09/2000 a 31/12/2000, 01/01/2001 a 31/12/2001, 01/01/2002 a 30/11/2002
PAGAMENTOS. DARF. RETIFICAÇÕES
Comprovada a retificação dos darf e a alocação dos pagamentos efetivamente comprovados para o CNPJ correto, os valores devem ser deduzidos das respectivas parcelas do crédito tributário lançado e exigido, mantendo-se apenas os saldos devedores das parcelas cujos pagamentos não as extinguiram na íntegra.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE
Numero da decisão: 3301-001.579
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
(Assinado Digitalmente)
Rodrigo da Costa Possas - Presidente.
(Assinado Digitalmente)
José Adão Vitorino de Morais - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martínez López, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Paulo Guilherme Déroulède e Andréa Darzé Medrado.
Matéria: IPI- ação fiscal- insuf. na apuração/recolhimento (outros)
Nome do relator: JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IPI- ação fiscal- insuf. na apuração/recolhimento (outros)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201208
ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/11/1998 a 10/11/1998, 01/04/1999 a 10/04/1999, 01/06/2000 a 10/06/2000, 01/09/2000 a 31/12/2000, 01/01/2001 a 31/12/2001, 01/01/2002 a 30/11/2002 PAGAMENTOS. DARF. RETIFICAÇÕES Comprovada a retificação dos darf e a alocação dos pagamentos efetivamente comprovados para o CNPJ correto, os valores devem ser deduzidos das respectivas parcelas do crédito tributário lançado e exigido, mantendo-se apenas os saldos devedores das parcelas cujos pagamentos não as extinguiram na íntegra. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE
dt_publicacao_tdt : Tue Oct 30 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10940.000556/2003-91
anomes_publicacao_s : 201210
conteudo_id_s : 5174508
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 30 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 3301-001.579
nome_arquivo_s : Decisao_10940000556200391.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS
nome_arquivo_pdf_s : 10940000556200391_5174508.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (Assinado Digitalmente) Rodrigo da Costa Possas - Presidente. (Assinado Digitalmente) José Adão Vitorino de Morais - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martínez López, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Paulo Guilherme Déroulède e Andréa Darzé Medrado.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 21 00:00:00 UTC 2012
id : 4350664
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:44:46 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714074933110243328
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1993; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T1 Fl. 358 1 357 S3C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10940.000556/200391 Recurso nº 01 Voluntário Acórdão nº 3301001.579 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 21 de agosto de 2012 Matéria IPI AI Recorrente AGOSTINHO ZARPELLONI FILHOS S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/11/1998 a 10/11/1998, 01/04/1999 a 10/04/1999, 01/06/2000 a 10/06/2000, 01/09/2000 a 31/12/2000, 01/01/2001 a 31/12/2001, 01/01/2002 a 30/11/2002 PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE “Súmula CARF nº 11: Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal.” ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/11/1998 a 10/11/1998, 01/04/1999 a 10/04/1999, 01/06/2000 a 10/06/2000, 01/09/2000 a 31/12/2000, 01/01/2001 a 31/12/2001, 01/01/2002 a 30/11/2002 PAGAMENTOS. DARF. RETIFICAÇÕES Comprovada a retificação dos darf e a alocação dos pagamentos efetivamente comprovados para o CNPJ correto, os valores devem ser deduzidos das respectivas parcelas do crédito tributário lançado e exigido, mantendose apenas os saldos devedores das parcelas cujos pagamentos não as extinguiram na íntegra. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (Assinado Digitalmente) Rodrigo da Costa Possas Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 0. 00 05 56 /2 00 3- 91 Fl. 1001DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 11 /09/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 2 (Assinado Digitalmente) José Adão Vitorino de Morais Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martínez López, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Paulo Guilherme Déroulède e Andréa Darzé Medrado. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da DRJ Porto Alegre que julgou improcedente a impugnação interposta contra o lançamento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), referente aos fatos geradores ocorridos no 1º decêndio de novembro de 1998, no 1º de abril de 1999, no 1º de junho de 2000, e nos decêndios de setembro de 2000 a novembro de 2002. A exigência tributária decorreu da falta de declaração e pagamento do imposto escriturado naquele período, conforme Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal às fls. 171/173 e Relatório Fiscal às fls. 174/181. Inconformada com o lançamento, a recorrente impugnouo (fls. 185/188), alegando razões assim resumidas por aquela DRJ: “... que todas as irregularidades constatadas se referem a erros involuntários de escrituração dos livros de entradas, de saídas e de apuração do IPI ou de falta de inclusão em DCTF; além disso, todas as saídas promovidas pela unidade fabril filial estavam isentas ou tributadas à alíquota zero, sendo incabível o lançamento efetuado; requer, por fim, a extinção do auto de infração e anuncia a apresentação futura de DCTFs retificadoras, conforme pedido de dilação de prazo por quinze dias apresentado em 27/03/2003 em virtude de ‘fechamento de balanços, assembléias gerais e verificações contábeis para recolhimento de impostos’.” Analisada a impugnação, aquela DRJ, julgoua improcedente, mantendo a exigência do crédito tributário, conforme acórdão nº 1422.360, datado de 20/02/2009, às fls. 246/250, sob as seguintes ementas: “IMPOSTO LANÇADO, ESCRITURADO E NÃO DECLARADO. FALTA DE RECOLHIMENTO. PRINCÍPIO DA AUTONOMIA DOS ESTABELECIMENTOS. É devido o imposto lançado nas notas fiscais de saída, escriturado e não declarado, sendo que a apresentação de documentos de arrecadação federal (DARF), emitidos com o CNPJ de outro estabelecimento da mesma firma, não elide o lançamento de ofício, à luz do princípio da autonomia dos estabelecimentos. IMPUGNAÇÃO. PROVAS ADICIONAIS. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. Tendo em vista a superveniência da preclusão consumativa com a regular oferta da peça de defesa dentro do trintídio legal, é rejeitada a apresentação injustificada de razões e provas suplementares, pois o momento propício para a defesa cabal é o da oferta da impugnação.” Cientificada dessa decisão, a recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 258/261), requerendo, em preliminar, o reconhecimento da prescrição intercorrente, pelo decurso do prazo de mais de seis anos, desde a notificação do lançamento; e, no mérito, a improcedência do lançamento, alegando, em síntese: que: a) o débito de R$3.714,06 referente Fl. 1002DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 11 /09/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10940.000556/200391 Acórdão n.º 3301001.579 S3C3T1 Fl. 359 3 ao fato gerador ocorrido em 10/11/1998 não é devido, porque naquela data não havia incidência do IPI, conforme esclarecido às fls. 183, item 1, fotocópia da nota fiscal nº 005.820 às fls. 185, e fotocópia do RAIPI às fls. 190/192, justificando erro de processamento, nos termos das fls. 030 do Livro 13 – Registro de Saídas e fls. 215/217 do RAIPI; b) o valor do débito de R$4.157,95, lançado para o 1º decêndio de abril de 1999, não se refere à incidência do IPI e nada consta como operação de débito, na verdade, se refere a ICMS conforme provam os documentos às fls. 183 e 193/199; e, c) todas as demais parcelas lançadas e exigidas foram pagas, conforme prova a documentação inclusa, constituída de fotocópias autenticadas e relação de pagamentos emitida pela Agência da RFB em Irati; ressaltou, ainda, que, em 29/04/2003, aquela Agência retificou os darfs, convalidando todos os recolhimentos no CNPJ da filial, ou seja, nº 78.141.843/000448; assim, o lançamento deve ser cancelado. É o relatório. Voto Conselheiro José Adão Vitorino de Morais O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972. Assim, dele conheço. Quanto à preliminar de prescrição intercorrente, tratase de matéria sumulada por este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) nos termos da Súmula nº 11 que assim dispõe: “Súmula CARF nº 11: Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal.” Assim, por força do disposto no art. 72 do RICARF, em relação a esta matéria, adotase esta súmula, afastandose a suscitada prescrição. No mérito, a questão se resume a provas. Segundo, a recorrente a parcela lançada para o fato gerador ocorrido em 10/11/1998, na verdade se refere ao valor da nota fiscal de venda da mercadoria que por um erro foi lançada nos livros de IPI, como imposto, conforme esclarecido às fls. 183 (fls. 188), item 1, da fotocópia da nota fiscal 005.820 às fls. 185 (fls. 190) e fotocópia do RAIPI às fls. 190/192 (fls. 195/197), justificando erro de processamento do sistema que computou o total da nota fiscal como imposto devido o que também pode ser constatado nas fls. 030 do Livro 13 – Reg. de Saídas e fls. 189/191. Do exame dos referidos documentos, verificase que realmente a recorrente cometeu erro, lançando IPI, no valor de R$3.714,06, para aquele período de apuração, quando, na realidade, este valor corresponde ao valor da mercadoria vendida, ou seja, o valor total da nota fiscal, cuja operação estava sujeita à alíquota zero desse imposto. Já a parcela, no valor do débito de R$4.157,95, referente ao fato gerador ocorrido em 10/04/1998, segundo a recorrente corresponde ao ICMS e não ao IPI, conforme provam os documentos às fls. 183 (fls. 188) e 193/199 (fls. 198/204). Fl. 1003DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 11 /09/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 4 Realmente, aqueles documentos comprovam que o valor de R$4.157,95 corresponde exatamente ao valor do ICMS escriturado para o período de 01/04/1999 a 10/04/1999, conforme doc. às fls. 203 (fls. 198). Paras as demais parcelas, a recorrente alega pagamentos e que foram feitos redarfs retificando o CNPJ da matriz (nº 78.141.843/000103) para o da filial (nº 78.141.843/000448), conforme prova a documentação inclusa às fls. 270/272 e às fls. 273/355. Do exame daqueles documentos, verificase que assiste razão, em parte, à recorrente. Os extratos, Sistema de Informações da Arrecadação Federal Relação de Pagamentos às fls. 270/272, emitidos pela DRF em Ponta Grossa, comprovam que os darfs às fls. 273/355 foram retificados e os pagamentos alocados para o CNPJ da filial, o que extingue integralmente as parcelas dos créditos tributários, objetos do lançamento em discussão, com exceção das lançadas para os fatos geradores ocorridos nas datas de 31/01/2001, 31/10/2001, 31/12/2001, e 20/07/2002, cujos recolhimentos comprovados extinguiram, em parte, os valores lançados e exigidos, conforme demonstrado a seguir: a) 31/01/2001: lançado: R$1.062,81 – pagamento: R$512,20 – saldo devedor: R$550,61; b) 31/10/2001: lançado: R$1.574,15 – pagamento: R$1.324,15 – saldo devedor: R$250,00; c) 31/12/2001: lançado: R$623,32 – pagamento: R$164,19 – saldo devedor: R$459,13;e d) 20/07/2002: lançado: R$1.319,79 – pagamento: R$1.156,05 – saldo devedor: R$163,74. Cabe ressaltar que, para o fato gerador ocorrido 31/07/2001, o autuante lançou em duplicidade a diferença apurada, no valor de R$3.443,04, quando o correto e R$1.721,52. Assim, o valor pago extinguiu integralmente essa parcela. Portanto, levandose em conta a retificação dos darfs e os pagamentos comprovados, remanesceram apenas os saldos devedores demonstrados acima, no valor total original de R$1.423,48. Em face do exposto e de tudo mais que dos autos consta, dou provimento parcial ao recurso voluntário, mantendo apenas a exigência dos saldos devedores das parcelas lançadas para os fatos geradores ocorridos nas datas de 31/01/2001, 31/10/2001, 31/12/2001, e 20/07/2002, no valor total de R$1.423,48 (um mil quatrocentos e vinte e três reais e quarenta e oito centavos), a ser acrescido de juros de mora, à taxa Selic, e multa de ofício, no percentual de 75,0 do crédito mantido. (Assinado Digitalmente) José Adão Vitorino de Morais Relator Fl. 1004DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 11 /09/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10940.000556/200391 Acórdão n.º 3301001.579 S3C3T1 Fl. 360 5 Fl. 1005DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 11 /09/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 16/10/2012 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
score : 1.0
Numero do processo: 10768.720087/2007-00
Data da sessão: Tue Feb 14 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004
PROCESSO ADMINISTRATIVO E FISCAL - SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL - INEXISTÊNCIA DE CONCOMITÂNCIA.
A impetração de mandado de segurança coletivo, ou qualquer outra medida judicial proposta pelo sindicato da categoria econômica, por substituição processual, não se encontra entre as hipóteses previstas em que deva ser reconhecida a renúncia à esfera administrativa, prevista no art. 1º, § 1º do Decreto-lei nº 1.737, de 1979 e art. 38, parágrafo único, da Lei nº 6.830/80 e art. 78, § 1º do Anexo II, do RI-CARF.
Recurso Parcialmente Provido.
Numero da decisão: 3301-001.316
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para reformar a decisão da DRJ, afastando-se a concomitância e retornando os autos àquela Delegacia de Julgamento do mérito do recurso, nos termos dos votos que integram o julgamento.
Designado para redator o Conselheiro Antônio Lisboa Cardoso.
Vencidos os Conselheiros José Adão Vitorino de Morais (relator) e Rodrigo da Costa Pôssas (presidente).
Nome do relator: JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201202
ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 PROCESSO ADMINISTRATIVO E FISCAL - SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL - INEXISTÊNCIA DE CONCOMITÂNCIA. A impetração de mandado de segurança coletivo, ou qualquer outra medida judicial proposta pelo sindicato da categoria econômica, por substituição processual, não se encontra entre as hipóteses previstas em que deva ser reconhecida a renúncia à esfera administrativa, prevista no art. 1º, § 1º do Decreto-lei nº 1.737, de 1979 e art. 38, parágrafo único, da Lei nº 6.830/80 e art. 78, § 1º do Anexo II, do RI-CARF. Recurso Parcialmente Provido.
numero_processo_s : 10768.720087/2007-00
conteudo_id_s : 5221218
dt_registro_atualizacao_tdt : Sat May 02 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 3301-001.316
nome_arquivo_s : Decisao_10768720087200700.pdf
nome_relator_s : JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS
nome_arquivo_pdf_s : 10768720087200700_5221218.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para reformar a decisão da DRJ, afastando-se a concomitância e retornando os autos àquela Delegacia de Julgamento do mérito do recurso, nos termos dos votos que integram o julgamento. Designado para redator o Conselheiro Antônio Lisboa Cardoso. Vencidos os Conselheiros José Adão Vitorino de Morais (relator) e Rodrigo da Costa Pôssas (presidente).
dt_sessao_tdt : Tue Feb 14 00:00:00 UTC 2012
id : 4575943
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:45:51 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714074933113389056
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2015; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T1 Fl. 441 1 440 S3C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10768.720087/200700 Recurso nº 000.001 Voluntário Acórdão nº 330101.316 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 14 de fevereiro de 2012 Matéria IPI PER/DCOMP Recorrente PETROBRÁS DISTRIBUIDORA S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 PROCESSO ADMINISTRATIVO E FISCAL SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL INEXISTÊNCIA DE CONCOMITÂNCIA. A impetração de mandado de segurança coletivo, ou qualquer outra medida judicial proposta pelo sindicato da categoria econômica, por substituição processual, não se encontra entre as hipóteses previstas em que deva ser reconhecida a renúncia à esfera administrativa, prevista no art. 1º, § 1º do Decretolei nº 1.737, de 1979 e art. 38, parágrafo único, da Lei nº 6.830/80 e art. 78, § 1º do Anexo II, do RICARF. Recurso Parcialmente Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para reformar a decisão da DRJ, afastandose a concomitância e retornando os autos àquela Delegacia de Julgamento do mérito do recurso, nos termos dos votos que integram o julgamento. Designado para redator o Conselheiro Antônio Lisboa Cardoso. Vencidos os Conselheiros José Adão Vitorino de Morais (relator) e Rodrigo da Costa Pôssas (presidente). Rodrigo da Costa Pôssas Presidente José Adão Vitorino de Morais – Relator Fl. 441DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 28 /02/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por ANTONIO LISBOA CA RDOSO, Assinado digitalmente em 09/08/2012 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 2 Antônio Lisboa Cardoso Redator Participaram do presente julgamento os conselheiros: José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Maurício Taveira e Silva, Andréa Medrado Darzé, Maria Teresa Martínez López e Rodrigo da Costa Pôssas. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da DRJ Juiz de Fora que julgou improcedente a manifestação de inconformidade interposta contra despacho decisório que não homologou a compensação do débito fiscal de IRPJ, vencido na data de 31/05/2004, declarado no Pedido de Ressarcimento/Declaração de Compensação (Per/Dcomp) às fls. 05/209, transmitido na data de 24/05/2004, com créditos financeiros decorrentes de ressarcimento de saldo credor do IPI apurado no 1º trimestre de 2004. A DRF em Nova Iguaçu não homologou a compensação do débito fiscal declarado sob o argumento de que “a empresa deu saída preponderantemente a produtos não tributados (em face de se tratarem de produtos imunes), os quais, por estarem fora do campo de incidência do IPI, não possibilitam o aproveitamento dos créditos relativos aos insumos tributados neles empregados, créditos esses que devem ser estornados, na forma do §3°, do art. 2° da IN SRF n° 33/99”. Inconformada, a recorrente interpôs manifestação de inconformidade, insistindo na homologação da compensação do débito declarado, alegando razões assim resumidas por aquela DRF: “• argumenta, inicialmente, que praticamente a totalidade dos produtos que industrializa – lubrificantes e óleos derivados de petróleo – se tratam de produtos imunes por força do art. 155, §3° da CRFB, e não de produtos NT, como consignado na TIPI e no despacho decisório; • acrescenta que a possibilidade de se proceder a acumulação de créditos pelas entradas de MP, PI e ME utilizados em produtos imunes materializase no art. 11 da Lei n° 9.779/99 c/c o art. 4° da IN SRF no 33/99, além do art. 195, §2°, do Decreto n° 4.544/2002 (RIPI/2002) e diversas decisões da SRF em processos de consulta; • menciona a publicação do ADI SRF n° 05/2006, que ao dispor sobre a aplicação do art. 11 da Lei n° 9.779/99 e do art. 4° da IN SRF n° 33/99, determina não ser possível o aproveitamento de crédito quando o produto está amparado pela imunidade; • acrescenta que, diante da flagrante ilegalidade desse ato normativo, interpôs, por intermédio do SINDICON – Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis, na Seção Judiciária de Brasília, o MS Preventivo Coletivo n° 2007.34.00.0310118 (DOC. 8), cuja decisão inicial foi objeto de interposição de Agravo de Instrumento (n° 2007.01.00.0492004) pelo Sindicon junto ao TRF1, relativamente ao qual foi proferida decisão concedendo tutela antecipada do pleito recursal, suspendendo para as distribuidoras afiliadas os efeitos do ADI SRF n° 05/2006 (DOC. 9); • manifesta seu entendimento de que mesmo que o produto resultante da industrialização seja não tributado tem direito ao crédito decorrente da aquisição Fl. 442DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 28 /02/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por ANTONIO LISBOA CA RDOSO, Assinado digitalmente em 09/08/2012 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10768.720087/200700 Acórdão n.º 330101.316 S3C3T1 Fl. 442 3 dos insumos utilizados, em decorrência do princípio da nãocumulatividade, regra constitucionalmente prevista e, portanto, qualquer hipótese de negativa do crédito só poderia ser veiculada pela própria Carta, razão por que o ADI SRF n° 05/2006 é flagrantemente inconstitucional; • requer a realização de perícia química (tendente a comprovar que se trata de derivado de petróleo, imune) e contábil, indicando os respectivos peritos e formulando quesitos nos Anexos II e III, respectivamente, e, ainda, nova diligência em seu estabelecimento para comprovar que as informações prestadas atinentes à entrada de insumos e saída de produtos imunes e tributados normalmente ou à alíquota zero não contêm equívoco de que possa decorrer a negativa de homologação; • reafirma, ao final, seu pedido de homologação da compensação a que se refere o presente processo.” Analisada a manifestação de inconformidade, aquela DRJ julgoua improcedente, mantendo a nãohomologação da compensação do débito declarado, conforme Acórdão nº 0925.994, datado de 04/09/2009, às fls. 392/400, sob as seguintes ementas: “RESSARCIMENTO. COMPENSAÇÃO. PROCESSO JUDICIAL EM ANDAMENTO. I É vedado o ressarcimento a estabelecimento pertencente a pessoa jurídica com processo judicial cuja decisão definitiva possa alterar o valor a ser ressarcido. II É ilegítima a compensação baseada em créditos do IPI em discussão judicial, antes do trânsito em julgado, ainda mais se inexiste provimento judicial eficaz reconhecendo o crédito e autorizando a compensação com quaisquer tributos administrados pela RFB.” Cientificada dessa decisão, inconformada, a recorrente interpôs recurso voluntário (407/424), requerendo a sua reforma a fim de que se reconheça seu direito ao ressarcimento/compensação do crédito financeiro declarado e homologue a compensação do débito fiscal declarado, alegando, em síntese, que, ao contrário do decidido em primeira instância, não há demanda judicial em que sejam partes, ela e a União Federal, discutindo o crédito financeiro declarado no Per/Dcomp, objeto deste processo, e, ainda, que não faz sentido ficar o contribuinte submetido à pressuposição de que a administração fazendária tenha sua competência cerceada para a análise de seu pedido, em virtude de ação judicial impetrada pela sua entidade de classe, tendo em vista que o ajuizamento do Mandado de Segurança Coletivo não se adapta às condições previstas nos arts. 25 e 70 da IN SRFB nº 900/2008. Alegou, ainda, que o Mandado de Segurança Coletivo impetrado pelo SINDICON não trata de pedido de compensação, mas da constitucionalidade/legalidade do Ato Declaratório Interpretativo SRF nº 05/2006, utilizado pela Receita para negar o reconhecimento de créditos de IPI e que existe decisão válida e eficaz afastando este Ato, ficando, portanto, a administração fazendária impedida de negar a homologação da compensação do débito declarado. Expendeu também extenso arrazoado sobre o seu direito ao aproveitamento dos créditos do IPI sobre aquisições de insumos utilizados nos produtos fabricados por ela, tratando dos seguintes itens: i) dos produtos derivados de petróleo – imunidade; ii) imunidade e manutenção de crédito por vocação constitucional; iii) da decisão no mandado de segurança nº Fl. 443DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 28 /02/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por ANTONIO LISBOA CA RDOSO, Assinado digitalmente em 09/08/2012 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 4 2007.34.00.0310118; e, iv) das informações prestadas pela contribuinte, concluindo, ao final, que faz jus ao ressarcimento pleiteado. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro José Adão Vitorino de Morais O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972. Assim, dele conheço. Em que pese o extenso recurso voluntário apresentado pela recorrente, as questões de mérito se restringem à certeza e liquidez do crédito financeiro declarado no Per/Dcomp, e à homologação da compensação do débito declarado. Conforme demonstrado e provado na decisão recorrida, o crédito financeiro declarado no Per/Dcomp em discussão decorre do aproveitamento de créditos de IPI na aquisição de insumos utilizados na industrialização de produtos imunes a este imposto nos termos do §3º do art. 155 da Constituição Federal (CF) de 1988, e classificados na TIPI como nãotributados (NT). Dessa forma por se tratar de produtos “NT”, fora do campo de incidência do IPI, as aquisições de insumos utilizadas na industrialização e venda de tais produtos não dão direito ao crédito deste imposto por não se enquadrar no disposto no art. 11 da Lei nº 9.779, de 19/01/1999, que assim dispõe: “Art. 11. O saldo credor do Imposto sobre Produtos Industrializados IPI, acumulado em cada trimestrecalendário, decorrente de aquisição de matériaprima, produto intermediário e material de embalagem, aplicados na industrialização, inclusive de produto isento ou tributado à alíquota zero, que o contribuinte não puder compensar com o IPI devido na saída de outros produtos, poderá ser utilizado de conformidade com o disposto nos arts. 73 e 74 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, observadas normas expedidas pela Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda.” No entanto, o Sindicato Nacional de Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (SINDICOM) do qual a recorrente é filiada impetrou Mandado de Segurança Coletivo, protocolado sob o n° 2007.34.00.0310118/DF, visando garantir as suas filiadas o direito ao crédito de IPI, nos termos do art. 11 da Lei nº 9.779, de 19/01/1999, nas aquisições de insumos aplicados na industrialização de produtos imunes. Assim sendo, em relação ao direito de a recorrente se creditar e, conseqüentemente, se ressarcir de saldo credor do IPI declarado como crédito financeiro no Per/Dcomp em discussão, o julgamento nesta instância administrativa ficou prejudicado em face da ação judicial na qual discute este mesmo direito. Ora, a opção da recorrente pela via judiciária para a discussão de matéria tributária com idêntico pedido nas instâncias, administrativa e judicial, implicou renúncia ao poder de recorrer nesta instância, nos termos da Lei nº 6.830, de 1980, art. 38, parágrafo único, e do Decretolei nº 1.737, de 1979, art. 1º, § 2º. Fl. 444DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 28 /02/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por ANTONIO LISBOA CA RDOSO, Assinado digitalmente em 09/08/2012 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10768.720087/200700 Acórdão n.º 330101.316 S3C3T1 Fl. 443 5 Tratase de matéria já sumulada por este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), nos termos da Súmula nº 01 que assim dispõe: Súmula CARF nº 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.” Assim, quanto ao direito de a impetrante se ressarcir dos créditos do IPI declarados no Per/Dcomp, aplicase esta súmula. Remanesce, todavia, a questão nãooposta ao Poder Judiciário, ou seja, o direito de a recorrente efetuar compensação, mediante a transmissão de Per/Dcomp, utilizando se de crédito financeiro contra a Fazenda Nacional, objeto de discussão judicial, nãotransitada em julgado. A Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que instituiu a auto compensação sob condição resolutória, mediante a apresentação de Dcomp, assim dispõe: “Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. (Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002) (destaques acrescentados) § 1º A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) § 2º A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) (...).” Ora de acordo com este dispositivo legal, somente os créditos financeiros passíveis de restituição ou de ressarcimento e que gozem de certeza e liquidez podem ser objeto de compensação com débitos fiscais vencidos, mediante a entrega de Dcomp. No presente caso, o crédito financeiro utilizado na Dcomp em discussão é objeto de ação judicial ainda pendente de decisão transitada em julgado. Posteriormente ratificando esse entendimento, a Lei nº 11.051, de 29/12/2004 (conversão da MP nº 219, de 30/09/2004), alterou e/ ou incluiu na redação do art. 74 da Lei nº 9.730, de 1996, dispositivos vedando expressamente a apresentação de Dcomp utilizandose de crédito financeiro objeto de ação judicial, sem o trânsito em julgado, assim dispondo: “Art. 74. Fl. 445DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 28 /02/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por ANTONIO LISBOA CA RDOSO, Assinado digitalmente em 09/08/2012 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 6 .................................................................................................... (...). § 12. Será considerada não declarada a compensação nas hipóteses: (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 29/12/2004) II em que o crédito: (Incluído pela Lei nº 11.051, de 2004) (...); d) seja decorrente de decisão judicial não transitada em julgado; ou (Incluída pela Lei nº 11.051, de 2004) (...).” Dessa forma, comprovado que o Per/Dcomp em discussão utilizou crédito financeiro, objeto de discussão judicial ainda pendente de trânsito em julgado, não há que se falar em homologação da compensação do débito fiscal declarado. Quanto à suspensão da exigibilidade do débito fiscal, esta permanecerá até a decisão definitiva neste processo administrativo, nos termos do § 11 do art. 74 da Lei nº 9.430, de 27/12/1996. Em face do exposto e de tudo o mais que dos autos consta, não conheço do recurso voluntário, quanto à matéria oposta concomitantemente nas instâncias administrativa e judicial, ou seja, o direito de a recorrente se creditar do IPI incidente sobre as aquisições de insumos aplicados na industrialização de produtos imunes, e, na parte conhecido, negolhe provimento. (Assinado Digitalmente) José Adão Vitorino de Morais Relator Fl. 446DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 28 /02/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por ANTONIO LISBOA CA RDOSO, Assinado digitalmente em 09/08/2012 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10768.720087/200700 Acórdão n.º 330101.316 S3C3T1 Fl. 444 7 Voto Vencedor Conselheiro Antônio Lisboa Cardoso Em que pese o bem fundamentado voto do eminente Conselheiro José Adão Vitorino de Morais, a quem aprendi a admirar pelo acurado grau de justiça e conhecimento técnico, peço vênia para divergir apenas quanto à alegada concomitância pelo fato do sindicato da categoria econômica ter promovido medida judicial com o mesmo objeto discutido no âmbito administrativo. De fato, a substituição processual não se encontra entre as hipóteses previstas no art. 1º, § 2º do Decretolei nº 1.737, de 1979 c/c art. 38, § único, da Lei nº 6.830/80, e art. 78, § 2º (Anexo II) do RICARF, a ensejar a concomitância com o Poder Judiciário e o consequente abandono da discussão do assunto na via administrativa, pois, segundo os referido dispositivos legais, é necessário que o próprio contribuinte figure no polo ativo da ação judicial, o que no caso, não ocorreu. Peço vênia para transcrever a ementa do acórdão nº 10322.030 (processo nº 10768.100226/200261), de relatoria do ilustre Conselheiro Alexandre Barbosa Jaguaribe, julgado na sessão de 7 de julho de 2005, pela 3ª Câmara do então Primeiro Conselho de Contribuintes, que com muita clareza assim sintetiza o assunto: PROCESSO ADMINISTRATIVO E FISCAL – MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO – CONCOMITÂNCIA – INEXISTÊNCIA. A impetração de mandado de segurança coletivo, por substituo processual, não se encontra elencada entre as hipóteses em que se deva ser declarada a renúncia à esfera administrativa, previstas no art. 1º, § 2º do DecretoLei nº 1.737, de 1979 e no artigo 38, parágrafo único, da Lei nº 6.830/80. Em face do exposto, voto no sentido de prover parcialmente o recurso para anular a decisão da DRJ, em razão de estar afastada a concomitância com o Poder Judiciário, devendo o processo retornar aquela instância, a fim de que outra decisão seja proferida em boa e devida forma, analisandose toda a matéria de defesa. Antônio Lisboa Cardoso Redator Fl. 447DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 28 /02/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 22/03/2012 por ANTONIO LISBOA CA RDOSO, Assinado digitalmente em 09/08/2012 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
score : 1.0
Numero do processo: 10980.010108/2005-91
Data da sessão: Wed Sep 19 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Sep 28 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2002
DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Recibos emitidos por profissionais da área de saúde com observância aos requisitos legais são documentos hábeis para comprovar dedução de despesas médicas, salvo quando comprovada nos autos a existência de indícios veementes de que os serviços consignados nos recibos não foram de fato executados ou o pagamento não foi efetuado. Recurso voluntário provido.
Numero da decisão: 2802-001.900
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente e Relator. EDITADO EM: 25/09/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jaci de Assis Júnior, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, Carlos André Ribas de Mello, German Alejandro San Martín Fernández e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente).
Nome do relator: JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201209
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2002 DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Recibos emitidos por profissionais da área de saúde com observância aos requisitos legais são documentos hábeis para comprovar dedução de despesas médicas, salvo quando comprovada nos autos a existência de indícios veementes de que os serviços consignados nos recibos não foram de fato executados ou o pagamento não foi efetuado. Recurso voluntário provido.
dt_publicacao_tdt : Fri Sep 28 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10980.010108/2005-91
anomes_publicacao_s : 201209
conteudo_id_s : 5172494
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 28 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 2802-001.900
nome_arquivo_s : Decisao_10980010108200591.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
nome_arquivo_pdf_s : 10980010108200591_5172494.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente e Relator. EDITADO EM: 25/09/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jaci de Assis Júnior, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, Carlos André Ribas de Mello, German Alejandro San Martín Fernández e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente).
dt_sessao_tdt : Wed Sep 19 00:00:00 UTC 2012
id : 4296075
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:44:37 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714074933116534784
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1683; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 94 1 93 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.010108/200591 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2802001.900 – 2ª Turma Especial Sessão de 19 de setembro de 2012 Matéria IRPF Recorrente ARESIO SIQUEIRA MACHADO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2002 DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Recibos emitidos por profissionais da área de saúde com observância aos requisitos legais são documentos hábeis para comprovar dedução de despesas médicas, salvo quando comprovada nos autos a existência de indícios veementes de que os serviços consignados nos recibos não foram de fato executados ou o pagamento não foi efetuado. Recurso voluntário provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente e Relator. EDITADO EM: 25/09/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jaci de Assis Júnior, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, Carlos André Ribas de Mello, German Alejandro San Martín Fernández e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 01 01 08 /2 00 5- 91 Fl. 94DF CARF MF Impresso em 28/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 26 /09/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Tratase de lançamento de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) do exercício 2001 , anocalendário 2000, em virtude de glosa de dedução de despesas médicas. Conforme discriminado no auto de infração, as despesas a seguir foram glosadas porque, uma vez intimado a apresentar comprovantes do efetivo desembolso, somente foi acatado o valor de R$2.747,20, com glosa dos recibos de Sérgio Luiz (R$7.000,00), Maria Cristina (R$5.000,00), Celso Zavadinack (R$2.500,00) e CAPESESP (glosa de R$3.728,94, acatado R$1.397,20). A exigência foi impugnada sob a argumentação de que a glosa teria sido motivada pela falta de endereço, porém alguns documentos foram aceitos e outros não, que sendo possível comprovar a despesas por meio de cheque nominativo, temse também possível a comprovação por recibos e declarações ainda que sem o endereço, que o auto de infração não estava corretamente motivado e que a capitulação da infração não corresponde aos fatos verdadeiros, abusividade na aplicação da multa e falta de previsão legal para exigir atualização pela Selic. A DRJ rejeitou as alegações de nulidade do lançamento por não estar presente qualquer das hipóteses do art. 59 do Decreto 70.235/1972 e por ter sido garantido ao impugnante exercer plenamente sua defesa. No mérito, considerouse que as circunstâncias do caso – valores expressivos (R$2.500,00 e R$7.000,00) e comportamento contumaz do contribuinte nos exercícios 2000 a 2003 abrangendo meses consecutivos justificam que o fisco não se contente com simples recibos, (art. 73, §1º RIR1999) Ainda apontou a DRJ que o recibos de fls. 38 não possui data de emissão e o de fls. 41/43 e de fls. 31/36 indicam emissão continuada e despesas dispendiosas, e que há necessidade da comprovação do histórico da doença relativamente aos recibos com psicoterapia e fisioterapia e que o contribuinte foi autuado por não comprovar despesas médicas nos exercícios 2000 a 2003. Quanto à multa e à Selic, a DRJ apontou, respectivamente, que não cabe ao órgão administrativo apreciar inconstitucionalidade, havendo previsão legal para sua exigência e que há previsão legal para exigência dos juros de mora com base na Selic. Ciente da decisão de primeira instância em 12/08/2008, o recorrente apresentou recurso voluntário em 11/09/2008, no qual reitera os argumentos da impugnação, bem como indica decisões deste Conselho e discorda da exigência de comprovação médica acerca da doença que justificou o tratamento pois é questão de for íntimo. É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. Fl. 95DF CARF MF Impresso em 28/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 26 /09/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10980.010108/200591 Acórdão n.º 2802001.900 S2TE02 Fl. 95 3 Tratase de litígio acerca da comprovação das deduções de despesas médicas glosadas por falta de comprovação do que as autoridade fiscais comumente vem denominando de “efetivo desembolso”. Em casos desta natureza, tenho reiteradamente decidido que, a princípio, os recibos emitidos por profissionais legalmente habilitados que atendam às formalidade legais são hábeis a comprovar as deduções pleiteadas, mas, em havendo fortes indícios de que a documentação é inidônea, existe o direitodever de o fisco intimálo a comprovar o efetivo desembolso e prestação do serviço. A decisão sobre a dedutibilidade ou não da despesa médica merece análise caso a caso, consoante os elementos trazidos aos autos, tanto pelo fisco como pelo contribuinte, os quais serão decisivos para a formação da livre convicção do julgador, tendo como ponto de partida a imputação feita no lançamento. Nestes autos, a autoridade fiscal não apontou quais as razões pelas quais os recibos apresentados não são suficientes ainda que atendam as formalidades legais, não apontou sequer um indício em desfavor dos documentos apresentados pelo contribuinte. Não obstante seja louvável a preocupação do julgador de primeira instância, o devido processo legal exige que o processo caminhe sempre para frente e que o contribuinte arque com o ônus de defenderse unicamente da imputação que lhe foi feita no auto de infração, desta forma, não cabe ao julgador ocupar o papel da autoridade lançadora no sentido de comprovar a inidoneidade dos recibos e, ainda que haja imperfeições na lei que permitam eventual deturpação do benefício fiscal, não é lícito ao julgador, na tentativa de corrigir essas imperfeições, ampliar a imputação fiscal e com isso aumentar as exigências comprobatórias ao contribuinte sem base legal. Não havendo prova em desfavor dos recibos e das declarações dos profissionais – ainda que por meio de um conjunto forte de indícios e enquanto não houver disciplina legal mais adequada, atende ao verdadeiro interesse público privilegiar o devido processo legal e as demais garantias ínsitas ao Estado Democrático de Direito, cujos valores superam eventual perda arrecadatória. Diante do exposto, voto por DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 96DF CARF MF Impresso em 28/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 26 /09/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Fl. 97DF CARF MF Impresso em 28/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 26 /09/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10980.010108/200591 Acórdão n.º 2802001.900 S2TE02 Fl. 96 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão identificado em epígrafe. Brasília/DF, 25 de setembro de 2012 (assinado digitalmente) JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 98DF CARF MF Impresso em 28/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 26 /09/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 Fl. 99DF CARF MF Impresso em 28/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 26 /09/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 10283.009423/00-01
Data da sessão: Tue Jan 23 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Jan 23 00:00:00 UTC 2007
Ementa: CONTRIBUIÇÃO AO PIS. PRAZO PARA RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO. RESOLUÇÃO N° 49 DO SENADO FEDERAL. O prazo para o sujeito passivo formular pedidos de restituição e de compensação de créditos de PIS decorrentes da aplicação da base de cálculo prevista no art. 6°, parágrafo único, da LC n° 7/70, é de 5 (cinco) anos, contados da Resolução n° 49 do Senado Federal, publicada no Diário Oficial, em 10/10/95, que retirou a eficácia da lei declarada inconstitucional.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: CSRF/02-02.611
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Turma da Câmara Superior de
Recursos Fiscais, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres (Relator), Antônio Carlos Atulim e Antônio Bezerra Neto que deram provimento ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Flávio de Sá Munhoz.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: Henrique Pinheiro Torres
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200701
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO AO PIS. PRAZO PARA RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO. RESOLUÇÃO N° 49 DO SENADO FEDERAL. O prazo para o sujeito passivo formular pedidos de restituição e de compensação de créditos de PIS decorrentes da aplicação da base de cálculo prevista no art. 6°, parágrafo único, da LC n° 7/70, é de 5 (cinco) anos, contados da Resolução n° 49 do Senado Federal, publicada no Diário Oficial, em 10/10/95, que retirou a eficácia da lei declarada inconstitucional. Recurso especial negado.
dt_publicacao_tdt : Tue Jan 23 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 10283.009423/00-01
anomes_publicacao_s : 200701
conteudo_id_s : 5689120
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 07 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : CSRF/02-02.611
nome_arquivo_s : 40202611_129169_102830094230001_008.pdf
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : Henrique Pinheiro Torres
nome_arquivo_pdf_s : 102830094230001_5689120.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres (Relator), Antônio Carlos Atulim e Antônio Bezerra Neto que deram provimento ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Flávio de Sá Munhoz.
dt_sessao_tdt : Tue Jan 23 00:00:00 UTC 2007
id : 4616586
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:47:09 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2013-01-11T13:46:08Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: false; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2013-01-11T13:46:08Z; created: 2013-01-11T13:46:08Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2013-01-11T13:46:08Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2013-01-11T13:46:08Z | Conteúdo =>
_version_ : 1714074933118631936
score : 1.0
Numero do processo: 10980.011154/2002-64
Data da sessão: Wed Mar 21 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Mar 21 00:00:00 UTC 2007
Ementa: GANHO DE CAPITAL - DESAPROPRIAÇÃO - INDENIZAÇÃO - NÃO INCIDÊNCIA - Não incide o tributo sobre valores recebidos em decorrência de desapropriação, sob pena de descaracterizar o conceito de “justa indenização em dinheiro”, que condiciona e dá validade ao ato do poder expropriante.
Recurso especial negado
Numero da decisão: CSRF/04-00.548
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Remis Almeida Estol
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200703
ementa_s : GANHO DE CAPITAL - DESAPROPRIAÇÃO - INDENIZAÇÃO - NÃO INCIDÊNCIA - Não incide o tributo sobre valores recebidos em decorrência de desapropriação, sob pena de descaracterizar o conceito de “justa indenização em dinheiro”, que condiciona e dá validade ao ato do poder expropriante. Recurso especial negado
dt_publicacao_tdt : Wed Mar 21 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 10980.011154/2002-64
anomes_publicacao_s : 200703
conteudo_id_s : 5925440
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Nov 13 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : CSRF/04-00.548
nome_arquivo_s : 40400548_10980011154200264_007.pdf
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : Remis Almeida Estol
nome_arquivo_pdf_s : 10980011154200264_5925440.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Quarta Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Mar 21 00:00:00 UTC 2007
id : 4618810
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:47:12 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2012-11-21T15:04:56Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: false; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2012-11-21T15:04:56Z; created: 2012-11-21T15:04:56Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2012-11-21T15:04:56Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2012-11-21T15:04:56Z | Conteúdo =>
_version_ : 1714074933119680512
score : 1.0
Numero do processo: 19679.018762/2003-79
Data da sessão: Tue May 27 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue May 27 00:00:00 UTC 2008
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 1990
IRPF - VERBAS INDENIZATÓRIAS - PROGRAMA DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA - PDV - RESTITUIÇÃO - DECADÊNCIA.
O marco inicial do prazo decadencial para os pedidos de restituição de imposto de renda indevidamente retido na fonte, decorrente do recebimento de verbas indenizatórias referentes à participação em PDV, se dá em 06.01.1999, data de publicação da Instrução Normativa SRF n° 165, a qual reconheceu que não incide imposto de renda na fonte sobre tais verbas.
Recurso negado.
Numero da decisão: CSRF/04-00.912
Decisão: ACORDAM os membros da Quarta Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso especial e determinar o retorno dos autos à DRF de origem para apreciar as demais questões relacionados ao pleito, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidas as Conselheiras Maria Helena Cotts Cardoza e Ana Maria Ribeiro dos Reis que deram provimento ao recurso.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: Gonçalo Bonet Allage
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200805
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 1990 IRPF - VERBAS INDENIZATÓRIAS - PROGRAMA DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA - PDV - RESTITUIÇÃO - DECADÊNCIA. O marco inicial do prazo decadencial para os pedidos de restituição de imposto de renda indevidamente retido na fonte, decorrente do recebimento de verbas indenizatórias referentes à participação em PDV, se dá em 06.01.1999, data de publicação da Instrução Normativa SRF n° 165, a qual reconheceu que não incide imposto de renda na fonte sobre tais verbas. Recurso negado.
dt_publicacao_tdt : Tue May 27 00:00:00 UTC 2008
numero_processo_s : 19679.018762/2003-79
anomes_publicacao_s : 200805
conteudo_id_s : 5926588
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Nov 19 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : CSRF/04-00.912
nome_arquivo_s : 40400912_150029_19679018762200379_006.pdf
ano_publicacao_s : 2008
nome_relator_s : Gonçalo Bonet Allage
nome_arquivo_pdf_s : 19679018762200379_5926588.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da Quarta Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso especial e determinar o retorno dos autos à DRF de origem para apreciar as demais questões relacionados ao pleito, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidas as Conselheiras Maria Helena Cotts Cardoza e Ana Maria Ribeiro dos Reis que deram provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Tue May 27 00:00:00 UTC 2008
id : 4620994
ano_sessao_s : 2008
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:47:14 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2012-11-16T18:34:28Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: false; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2012-11-16T18:34:28Z; created: 2012-11-16T18:34:28Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2012-11-16T18:34:28Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2012-11-16T18:34:28Z | Conteúdo =>
_version_ : 1714074933120729088
score : 1.0
Numero do processo: 10283.720622/2008-48
Data da sessão: Wed May 09 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 2003 ESTIMATIVA MENSAL DE JANEIRO DE 2003 - ALEGAÇÃO DE QUITAÇÃO POR MEIO DE AUTO-COMPENSAÇÃO A partir de 1º de outubro de 2002, com a entrada em vigor do artigo 49 da Medida Provisória nº 66, de 30/08/2002 (convertida na Lei 10.637, de 30/12/2002), não mais é possível realizar a chamada auto-compensação, que era prevista no art. 66 da Lei 8.383/1991. Desta data em diante, todos os procedimentos de compensação junto à Receita Federal devem seguir as regras da Lei 9.430/1996, especificamente aquela prevista no § 1º de seu art. 74, que exige a apresentação de Declaração de Compensação. ESTIMATIVA MENSAL DE ABRIL DE 2003 - ALEGAÇÃO DE QUITAÇÃO POR PAGAMENTO Os DARF apresentados pela Contribuinte são referentes à estimativa de janeiro/2003, e eles já foram computados pela Fiscalização não só como recolhimento parcial desta estimativa, mas também para fins de dedução do saldo de IRPJ a pagar no final do ano. Se os documentos apresentados não comprovam o alegado pagamento do débito de abril/2003, ele permanece em aberto. INSUFICIÊNCIA NO RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVAS MENSAIS - REFLEXOS NO SALDO FINAL DO IRPJ A PAGAR Se as diferenças nas estimativas não foram mesmo quitadas, o saldo exigido a título de IRPJ no ajuste, que delas decorreu, também não merece qualquer reparo. MULTA ISOLADA POR FALTA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVAS Não há entre as estimativas e o tributo devido no final do ano uma relação de meio e fim, ou de parte e todo (porque a estimativa é devida mesmo que nãohaja tributo devido). Por isso, a multa pela falta de estimativas não se
confunde com a multa pela falta de recolhimento do tributo apurado em 31 de
dezembro. Além disso, não há no Direito Tributário algo semelhante ao
Princípio da Consunção (Absorção) do Direito Penal, o que também afasta os
recorrentes argumentos sobre a concomitância de multas.
Numero da decisão: 1802-001.217
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Gilberto Baptista, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho, que davam provimento parcial ao recurso para afastar a multa isolada por falta de pagamento de estimativa.
Nome do relator: JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201205
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 2003 ESTIMATIVA MENSAL DE JANEIRO DE 2003 - ALEGAÇÃO DE QUITAÇÃO POR MEIO DE AUTO-COMPENSAÇÃO A partir de 1º de outubro de 2002, com a entrada em vigor do artigo 49 da Medida Provisória nº 66, de 30/08/2002 (convertida na Lei 10.637, de 30/12/2002), não mais é possível realizar a chamada auto-compensação, que era prevista no art. 66 da Lei 8.383/1991. Desta data em diante, todos os procedimentos de compensação junto à Receita Federal devem seguir as regras da Lei 9.430/1996, especificamente aquela prevista no § 1º de seu art. 74, que exige a apresentação de Declaração de Compensação. ESTIMATIVA MENSAL DE ABRIL DE 2003 - ALEGAÇÃO DE QUITAÇÃO POR PAGAMENTO Os DARF apresentados pela Contribuinte são referentes à estimativa de janeiro/2003, e eles já foram computados pela Fiscalização não só como recolhimento parcial desta estimativa, mas também para fins de dedução do saldo de IRPJ a pagar no final do ano. Se os documentos apresentados não comprovam o alegado pagamento do débito de abril/2003, ele permanece em aberto. INSUFICIÊNCIA NO RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVAS MENSAIS - REFLEXOS NO SALDO FINAL DO IRPJ A PAGAR Se as diferenças nas estimativas não foram mesmo quitadas, o saldo exigido a título de IRPJ no ajuste, que delas decorreu, também não merece qualquer reparo. MULTA ISOLADA POR FALTA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVAS Não há entre as estimativas e o tributo devido no final do ano uma relação de meio e fim, ou de parte e todo (porque a estimativa é devida mesmo que nãohaja tributo devido). Por isso, a multa pela falta de estimativas não se confunde com a multa pela falta de recolhimento do tributo apurado em 31 de dezembro. Além disso, não há no Direito Tributário algo semelhante ao Princípio da Consunção (Absorção) do Direito Penal, o que também afasta os recorrentes argumentos sobre a concomitância de multas.
numero_processo_s : 10283.720622/2008-48
conteudo_id_s : 5235578
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Aug 23 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1802-001.217
nome_arquivo_s : Decisao_10283720622200848.pdf
nome_relator_s : JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA
nome_arquivo_pdf_s : 10283720622200848_5235578.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Gilberto Baptista, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho, que davam provimento parcial ao recurso para afastar a multa isolada por falta de pagamento de estimativa.
dt_sessao_tdt : Wed May 09 00:00:00 UTC 2012
id : 4597294
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:46:05 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714074933130166272
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2303; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 112 1 111 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10283.720622/200848 Recurso nº 933.220 Voluntário Acórdão nº 180201.217 – 2ª Turma Especial Sessão de 09 de maio de 2012 Matéria IRPJ Recorrente TEMA TRANSPORTES ESPECIAIS DE MANAUS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2003 ESTIMATIVA MENSAL DE JANEIRO DE 2003 ALEGAÇÃO DE QUITAÇÃO POR MEIO DE AUTOCOMPENSAÇÃO A partir de 1º de outubro de 2002, com a entrada em vigor do artigo 49 da Medida Provisória nº 66, de 30/08/2002 (convertida na Lei 10.637, de 30/12/2002), não mais é possível realizar a chamada autocompensação, que era prevista no art. 66 da Lei 8.383/1991. Desta data em diante, todos os procedimentos de compensação junto à Receita Federal devem seguir as regras da Lei 9.430/1996, especificamente aquela prevista no § 1º de seu art. 74, que exige a apresentação de Declaração de Compensação. ESTIMATIVA MENSAL DE ABRIL DE 2003 ALEGAÇÃO DE QUITAÇÃO POR PAGAMENTO Os DARF apresentados pela Contribuinte são referentes à estimativa de janeiro/2003, e eles já foram computados pela Fiscalização não só como recolhimento parcial desta estimativa, mas também para fins de dedução do saldo de IRPJ a pagar no final do ano. Se os documentos apresentados não comprovam o alegado pagamento do débito de abril/2003, ele permanece em aberto. INSUFICIÊNCIA NO RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVAS MENSAIS REFLEXOS NO SALDO FINAL DO IRPJ A PAGAR Se as diferenças nas estimativas não foram mesmo quitadas, o saldo exigido a título de IRPJ no ajuste, que delas decorreu, também não merece qualquer reparo. MULTA ISOLADA POR FALTA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVAS Não há entre as estimativas e o tributo devido no final do ano uma relação de meio e fim, ou de parte e todo (porque a estimativa é devida mesmo que não Fl. 112DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 23/06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10283.720622/200848 Acórdão n.º 180201.217 S1TE02 Fl. 113 2 haja tributo devido). Por isso, a multa pela falta de estimativas não se confunde com a multa pela falta de recolhimento do tributo apurado em 31 de dezembro. Além disso, não há no Direito Tributário algo semelhante ao Princípio da Consunção (Absorção) do Direito Penal, o que também afasta os recorrentes argumentos sobre a concomitância de multas. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Gilberto Baptista, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho, que davam provimento parcial ao recurso para afastar a multa isolada por falta de pagamento de estimativa. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Gilberto Baptista, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho. Fl. 113DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 23/06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10283.720622/200848 Acórdão n.º 180201.217 S1TE02 Fl. 114 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belém/PA, que considerou procedente o lançamento realizado para a constituição de crédito tributário relativo ao Imposto sobre a Renda da Pessoa da Jurídica – IRPJ do anocalendário de 2003, conforme auto de infração de fls. 20 a 27, no valor de R$ 71.601,16, incluindose nesse montante a multa de ofício de 75% e os juros moratórios. O lançamento também abrangeu a aplicação de multa isolada no valor de R$ 11.114,46, por insuficiência no recolhimento das estimativas mensais de IRPJ dos meses de janeiro e abril de 2003. Para descrever os fatos que antecederam o recurso sob exame, reproduzo o relatório constante da decisão de primeira instância, Acórdão nº 0122.058, às fls. 70 a 75: (...) II DAS INFRAÇÕES LANÇADAS 2. A Empresa foi autuada pelas seguintes infrações à legislação tributária, a saber: 2.1 FALTA DE RECOLHIMENTO/DECLARAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA. INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO OU DECLARAÇÃO Na linha 19 da ficha 12 (Cálculo do Imposto de Renda sobre o Lucro Real) da DIPJ/2004, o contribuinte declarou que havia um saldo de IRPJ a pagar no valor de R$ 441.573,73. O débito correspondente ao saldo apurado no ajuste anual deveria ter sido declarado em separado na DCTF do 1° trimestre de 2004, o que, conforme constatamos por meio de consultas aos sistemas da RFB, não ocorreu. Também deveria ter sido pago em quota única, até o último dia útil do mês de março de 2004, mas consultamos os pagamentos efetuados a partir de 2003 e não localizamos nenhum pagamento com o código de receita 2430, destinado ao recolhimento do IRPJ apurado no ajuste anual. Tampouco encontramos pagamentos em outros códigos referentes ao ajuste anual do IRPJ, como 2456 ou 2390. Entretanto, localizamos pagamentos de estimativas de IRPJ, relativas ao anocalendário 2003, no montante de R$ 411.254,81, não consideradas pelo contribuinte na apuração do ajuste anual. Assim sendo, revisamos os valores declarados, deduzimos as estimativas efetivamente pagas e apuramos um saldo restante de IRPJ a pagar no valor de R$ 30.318,92, conforme 'Demonstrativo de Valores Revisados/Ficha 12', anexo a este auto de infração. Fl. 114DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 23/06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10283.720622/200848 Acórdão n.º 180201.217 S1TE02 Fl. 115 4 Diante do exposto, com o intuito de regularizar o valor do IRPJ não declarado em DCTF nem recolhido, efetuamos o lançamento do saldo a pagar, relativo ao anocalendário 2003 . 2.2 MULTA ISOLADAS FALTA DE RECOLHIMENTO DO IRPJ SOBRE A BASE DE CALCULO ESTIMADA aplicada sobre a diferença de imposto não recolhido; Durante o procedimento de revisão, verificamos que os valores relativos às estimativas do IRPJ de janeiro e abril/2003, apurados e declarados na linha 12 da ficha 11 (Cálculo do Imposto de Renda Mensal por Estimativa), haviam sido recolhidos a menor. A insuficiência deste recolhimento torna aplicável a multa de 50%, determinada pelo art. 44, § I , inciso IV, da Lei n° 9.430/96 alterado pelo art. 14 da Lei n° 11.488/2007, calculada sobre a parcela do pagamento mensal que deixou de ser efetuado. MÊS ESTIMATIVA ESTIMATIVA DIFERENÇA MULTA 50% DEVIDA RECOLHIDA 01/03 28.807,97 8.217,69 20.590,28 10.295,14 04/03 19.740,33 18.101,69 1.638,64 819,32 III – DA IMPUGNAÇÃO 3 Em 18/08/2008, a Empresa apresentou impugnação ao Auto de infração (fls. 38), e alega em síntese: 3.1 DOS ELEMENTOS DE PROVA – MÉRITO Não efetuamos recolhimento da diferença no valor de R$ 20.590,28 apurados em 01/2003 em virtude de havermos compensado com saldo negativo apurado na Linha 18 da Ficha 12 da DIPJ/2003 anocalendário de 2002 através do registro contábil número 0276 de 31/01/2003 conforme cópia da Declaração e do Livro Diário anexas. 2) O recolhimento da diferença no valor de R$ 1.638,64 foi efetuado em 31/03/2003 conforme copia do DARF anexa. Como mencionado, a DRJ Belém/PA considerou procedente o lançamento, expressando suas conclusões com a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2003 Fl. 115DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 23/06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10283.720622/200848 Acórdão n.º 180201.217 S1TE02 Fl. 116 5 CRÉDITO TRIBUTÁRIO EXTINÇÃO PAGAMENTO NÃO COMPROVAÇÃO O pagamento é forma de extinção do crédito tributário; uma vez verificado o pagamento, extinguese o crédito tributário referente à parcela correspondente. Para tanto, deve ser comprovado o pagamento. COMPENSAÇÃO DE SALDO NEGATIVO SEM PROCESSO FALTA DE PREVISÃO LEGAL A modalidade de compensação sem processo se extinguiu com a vigência da IN SRF 210/2002, DOU 01/10/2002, logo, a partir desta data, por falta de previsão legal, não existe a possibilidade de compensação nestes moldes. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformada com essa decisão, da qual tomou ciência em 18/10/2011, a Contribuinte apresentou em 17/11/2011 o recurso voluntário de fls. 80 a 88, onde reitera as mesmas razões de sua impugnação, com os argumentos abaixo: os valores lançados neste processo administrativo foram devidamente compensados e ou pagos, conforme demonstrado por meios dos documentos juntados; o débito de R$ 20.590,28 referese a uma compensação efetuada em janeiro de 2003, derivada de saldo negativo apurado na Linha 18 da ficha 12 da DIPJ/2003, ano calendário de 2002, através do registro contábil n° 0276 de 31/01/2003, cuja cópia foi juntada aos autos; restou demonstrado a existência do crédito, bem como a existência do débito, que foi compensado à época, devendo ser aprovada tal compensação, nos moldes que determinava a legislação vigente; o Julgador a quo, baseandose em uma Lei que passou a vigorar apenas em maio de 2003, ou seja, posterior à compensação, indeferiu esse procedimento; restou demonstrado que a diferença existente é idêntica ao valor que ficou negativo no ano anterior; ficou demonstrado que o Fisco tinha uma dívida a ser acertada com o Contribuinte naquele ano, tudo levando à conclusão de que o valor que o Fisco ficou devendo foi compensado. No entanto, como de praxe, o Fisco negou a compensação, alegando o não atendimento de Lei que passou a vigorar apenas cinco meses depois; de acordo com o art. 66 da Lei 8.383/91, nos casos de pagamento a maior de tributos (...), o Contribuinte pode efetuar a compensação desse valor no recolhimento de importância correspondente a período subseqüente; para o débito no valor de R$1.638,64, restou demonstrado pela Recorrente que o DARF foi devidamente pago, conforme cópia anexa, não havendo mais nada a ser cobrado; Fl. 116DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 23/06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10283.720622/200848 Acórdão n.º 180201.217 S1TE02 Fl. 117 6 a diferença apresentada foi devidamente paga conforme DARF juntado às fls. 66, não havendo mais nada a ser recolhido referente àquele mês . Este é o Relatório. Fl. 117DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 23/06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10283.720622/200848 Acórdão n.º 180201.217 S1TE02 Fl. 118 7 Voto Conselheiro José de Oliveira Ferraz Corrêa, Relator. O recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para a sua admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. Conforme relatado, este processo tem por objeto lançamento para exigência do IRPJ do anocalendário de 2003 (ajuste anual), e também de multa isolada por insuficiência no recolhimento de estimativas mensais de IRPJ dos meses de janeiro e abril deste mesmo ano. Vêse que a Contribuinte contesta especificamente as diferenças apuradas em relação às estimativas mensais, não se manifestando diretamente sobre o tributo exigido no ajuste anual. No início de sua decisão, a Delegacia de Julgamento explicitou a implicação entre essas duas matérias: Analisando a defesa do Contribuinte, quando relata que as diferenças de estimativas a pagar, apurada pela Fiscalização, foram devidamente compensadas e pagas, há de se observar que a sua Impugnação diz respeito à multa Isolada e comprovação de parte do IRPJ apurado no final do anocalendário, pois o valor das diferenças das estimativas compõe também o cálculo do imposto devido no final do anocalendário (objeto de autuação). Logo, caso o Contribuinte venha se eximir totalmente das cobranças das estimativas, seria procedente a Impugnação em relação à multa aplicada isoladamente, e parcialmente procedente em relação ao IRPJ devido no final do período. Com efeito, o recurso em relação às estimativas mensais tem implicação direta no saldo a ser exigido no final do ano. Isto porque, caso seja reconhecida a quitação dos R$ 20.590,28 (diferença na estimativa de janeiro/2003) e dos R$ 1.638,64 (diferença na estimativa de abril/2003), o saldo em aberto no final do ano, de R$ 30.318,92, deve ser reduzido no valor daqueles pagamentos. Passemos, então, à análise das referidas estimativas e de sua repercussão no saldo final do IRPJ a pagar referente ao anocalendário de 2003. Quanto à diferença apurada em relação a janeiro de 2003, no valor de R$ 20.590,28, que a Contribuinte alega ter quitado por compensação, cabe primeiramente registrar que a Lei 10.637/2002 introduziu profundas modificações para procedimentos de compensação realizados a partir de 1º de outubro de 2002. As novas regras foram inseridas no art. 74 da Lei 9.430/1996: Fl. 118DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 23/06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10283.720622/200848 Acórdão n.º 180201.217 S1TE02 Fl. 119 8 Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão.(Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002) (Vide Decreto nº 7.212, de 2010) § 1o A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) § 2o A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) § 3o Além das hipóteses previstas nas leis específicas de cada tributo ou contribuição, não poderão ser objeto de compensação:(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) (...) § 4o Os pedidos de compensação pendentes de apreciação pela autoridade administrativa serão considerados declaração de compensação, desde o seu protocolo, para os efeitos previstos neste artigo.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) (...) Não há dúvidas de que até setembro de 2002, os contribuintes podiam realizar compensações entre tributos de mesma espécie na sua própria contabilidade, a chamada autocompensação, independentemente de apresentação de pedido de compensação, de instauração de processo administrativo, etc., enfim, independentemente de maiores formalidades, com base no art. 66 da Lei 8.383/1991. Contudo, este tipo de procedimento não foi mais admitido a partir de 1º de outubro de 2002. Desde então, todos os procedimentos de compensação junto à Receita Federal devem seguir as regras introduzidas no art. 74 da Lei 9.430/1996 (acima transcritas), especialmente aquela prevista em seu § 1º, segundo a qual, a compensação “deverá ser efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados”. Com as referidas modificações na Lei 9.430/1996, a Declaração de Compensação DCOMP configurou um instrumento totalmente novo no Direito Tributário, porque a ela foi conferido o efeito de extinguir o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação (§2º do art. 74 da Lei 9.430/1996). A compensação deixou de ser um mero procedimento de encontro de contas a ser homologado pelo Fisco, e se tornou equivalente à quitação por moeda, com efeitos semelhantes àqueles previstos no art. 150 do Código Tributário Nacional (lançamento por homologação). Fl. 119DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 23/06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10283.720622/200848 Acórdão n.º 180201.217 S1TE02 Fl. 120 9 Assim, no novo e atual contexto, se não for apresentada a Declaração de Compensação – DCOMP exigida pela Lei, não há que se falar em realização de compensação. Vale ainda registrar que a IN SRF nº 323, de 24 de abril de 2003, que foi editada após o alegado encontro de contas, não criou nenhuma regra nova suprimindo a vigência do art. 66 da Lei 8.383/1991, mas apenas explicitou o que já constava do art. 74 da Lei 9.430/1996, até porque, como instrução normativa, ela não poderia fazêlo. O fato é que a partir de 01/10/2002, com a entrada em vigor do artigo 49 da Medida Provisória nº 66, de 30/08/2002 (convertida na Lei 10.637, de 30/12/2002), não mais era possível realizar a chamada autocompensação, com base no art. 66 da Lei 8.383/1991. Portanto, não há como acatar as alegações apresentadas, independentemente da existência do saldo negativo em 2002 (matéria que não está sendo aqui examinada), porque o aproveitamento deste crédito não podia ter ocorrido na forma pretendida pela Contribuinte. Quanto à diferença em relação à abril de 2003, no valor de R$ 1.638,64, a Delegacia de Julgamento fez os seguintes esclarecimentos sobre os DARF apresentados como prova de sua quitação: (...) passaremos a analisar as argumentações da Impugnante: “O recolhimento da diferença no valor de R$ 1.638,64 foi efetuado em 31/03/2003 conforme copia do DARF anexa.” Compulsando os Autos, verificamos, principalmente o Demonstrativo de Fls. 16 e os Darf de fls 66/67, que a Impugnante alega ser referente à diferença de estimativa apurada, diz respeito aos pagamentos referente à estimativa o mês de 01/2003. Como veremos: Demonstrativo de Pendências Valores Declarados e Recolhidos PERÍODO DECLARADO PAGAMENTOS DIFERENÇA NA DIPJ 01/03 28.807,97 8.217,69 20.590,28 04/03 19.740,33 18.101,69 1.638,64 Os Darfs apresentados são de R$ 1.490,90 e R$ 6.726,79 (fls. 66/67) que somados perfazem um total R$ 8.217,69 correspondentes aos pagamentos de 01/2003, como demonstrado nas fls. 16. Logo, não justifica a Impugnante tentar comprovar a diferença de estimativa a pagar, referente ao período 04/2003, com pagamentos que foram utilizados em períodos anteriores. De fato, os dois DARF apresentados pela Contribuinte, às fls. 65 e 66, são referentes à estimativa de janeiro/2003. Além disso, eles já foram computados pela Fl. 120DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 23/06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10283.720622/200848 Acórdão n.º 180201.217 S1TE02 Fl. 121 10 Fiscalização não só como recolhimento de estimativa, mas também para fins de dedução do saldo a pagar no final do ano. A Contribuinte simplesmente repetiu o argumento de que a diferença de abril já estava paga e não trouxe qualquer elemento que pudesse comprovar tal alegação, de modo que ela deve ser rejeitada. Conforme esclarecido no início do voto, a decisão em relação às estimativas tem implicação no saldo final do IRPJ a pagar, que também está sendo exigido neste processo. Como as diferenças nas estimativas não foram mesmo quitadas, o saldo exigido a título de IRPJ no ajuste também não merece qualquer reparo. Finalmente, uma vez caracterizada a insuficiência no recolhimento das estimativas de janeiro e abril de 2003, resta tratar da multa isolada que foi aplicada em decorrência deste fato. Cabe registrar que a previsão dessa penalidade está contida no art. 44 da Lei 9.430/1996, e que ela deve ser aplicada ainda que tenha sido “apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no anocalendário correspondente”, conforme o inciso IV do §1º deste artigo, em sua redação original: Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: I de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; II cento e cinqüenta por cento, nos casos de evidente intuito de fraude, definido nos arts. 71, 72 e 73 da Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. § 1º As multas de que trata este artigo serão exigidas: I .......... II .......... III .......... IV isoladamente, no caso de pessoa jurídica sujeita ao pagamento do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido, na forma do art. 2º, que deixar de fazêlo, ainda que tenha apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no ano calendário correspondente; Esta multa está atualmente prevista no art. 44, II, “b”, da mesma lei, conforme as alterações promovidas pela Lei nº 11.488/2007, e fixada em 50%, percentual que já foi aplicado no caso em exame. Fl. 121DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 23/06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10283.720622/200848 Acórdão n.º 180201.217 S1TE02 Fl. 122 11 Não vislumbro outra interpretação possível para a parte final do texto acima transcrito, senão a de que a referida multa deve ser exigida da pessoa jurídica ainda que esta tenha apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a CSLL. Com efeito, a clareza da redação não possibilita entendimento diverso, a menos que se admita o afastamento de norma legal vigente, tarefa que não compete à Administração Tributária. Além disso, a hermenêutica jurídica ensina que se deve preferir a inteligência dos textos que torne viável o seu objetivo, ao invés da que os reduza à inutilidade. Nesse caso, o entendimento contrário implicaria na supressão ou inutilidade de todo o adendo estabelecido pelo inciso IV acima (ainda que tenha apurado ...). Também é importante destacar que o texto legal diz “ainda que tenha apurado prejuízo fiscal ....” e não “ainda que venha a ser apurado prejuízo fiscal ...”, numa clara indicação de que a multa deve ser aplicada mesmo com o período já encerrado, e não apenas no ano em curso. Tudo isso que se disse até aqui serve para demonstrar que as estimativas mensais, de fato, configuram obrigações autônomas, que não se confundem com a obrigação tributária decorrente do fato gerador de 31 de dezembro. Sua natureza jurídica, inclusive, a faz destoar totalmente do padrão traçado pelo art. 113 do CTN (que trata das obrigações tributárias), pois ela é uma obrigação que surge antes da ocorrência do fato gerador do tributo. Seu pagamento, por outro lado, nada extingue, gerando apenas um registro contábil de crédito a favor do contribuinte, a ser aproveitado no futuro. Além disso, nos termos do art. 44 da Lei 9.430/96, essa obrigação existe mesmo que a pessoa jurídica tenha apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a CSLL. Ou seja, existe ainda que não haja tributo devido. Portanto, não há entre as estimativas e o tributo devido no final do ano uma relação de meio e fim, ou de parte e todo (porque a estimativa é devida mesmo que não haja tributo devido), e, sendo assim, a multa pela falta de estimativas não se confunde com a multa pela falta de recolhimento do tributo apurado em 31 de dezembro. E ainda que assim não fosse, caberia assinalar que não há no Direito Tributário algo semelhante ao Princípio da Consunção (Absorção) do Direito Penal, o que também afasta os recorrentes argumentos sobre a concomitância de multas. Deste modo, como as diferenças nas estimativas não foram efetivamente recolhidas, considero correta a aplicação da multa isolada. Diante do exposto, nego provimento ao recurso. (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa Fl. 122DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 23/06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10283.720622/200848 Acórdão n.º 180201.217 S1TE02 Fl. 123 12 Fl. 123DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 23/06/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 18471.000243/2002-37
Data da sessão: Mon Jan 25 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Mon Jan 25 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendario: 1998
Ementa: LUCRO REAL DEDUTIBILIDADE DE DESPESAS.
Somente são dedutíveis na apuração do lucro real as despesas de serviços prestados se forem comprovadas com documentação hábil e idônea, bem como, comprovada e efetiva prestação de serviço.
DEDUTIBILIDADE DE DESPESAS COM CONFRATERNIZAÇÃO.
As despesas com confraternização, sobre serem usuais nas empresas, concorrem para melhoria de relacionamento entre os empregados e demais colaboradores da pessoa jurídica e, pois, para aumento de produtividade da empresa ou evitar sua queda. Nessa ordem, não se poem como gastos consumidos ao puro libido do contribuinte, desconectado com o desenvolvimento e a desenvoltura dos objetos sociais, mais precisamente, do lucro. A vista do valor envolvido, a comprovação da efetividade desses gastos consumidos deve ser pautada também pela razoalidade e pelo principio da materialidade.
LANÇAMENTO DECORRENTE.
Aplica-se ao lançamento da CSLL, o decidido em relação ao tributo principal, por decorrer nos mesmos fatos
Numero da decisão: 1402-000.085
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, em dar provimento parcial ao recurso nos seguintes termos: 1) Por maioria de votos, em excluir na glosa o valor de R$ 5.956,00 vencidas Conselheiras Albertina Silva Santos de Lima (Relatora) e Carmem Ferreira Saraiva. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Marcos Shiguedo Takata, 2) Por unanimidade de votos, em excluir da glosa o valor de R$ 3.050,00 e 3) pelo voto de qualidade em negar o provimento aos demais itens, vencidos os Conselheiros Marcos Shiguedo Takata, Carlos Pelá e Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira que mantinham apenas a glosa em relação aos serviços não realizados e a glosa de treinamentos e cursos, nos termos do relatorio e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Albertina Silva Santos de Lima
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201001
ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendario: 1998 Ementa: LUCRO REAL DEDUTIBILIDADE DE DESPESAS. Somente são dedutíveis na apuração do lucro real as despesas de serviços prestados se forem comprovadas com documentação hábil e idônea, bem como, comprovada e efetiva prestação de serviço. DEDUTIBILIDADE DE DESPESAS COM CONFRATERNIZAÇÃO. As despesas com confraternização, sobre serem usuais nas empresas, concorrem para melhoria de relacionamento entre os empregados e demais colaboradores da pessoa jurídica e, pois, para aumento de produtividade da empresa ou evitar sua queda. Nessa ordem, não se poem como gastos consumidos ao puro libido do contribuinte, desconectado com o desenvolvimento e a desenvoltura dos objetos sociais, mais precisamente, do lucro. A vista do valor envolvido, a comprovação da efetividade desses gastos consumidos deve ser pautada também pela razoalidade e pelo principio da materialidade. LANÇAMENTO DECORRENTE. Aplica-se ao lançamento da CSLL, o decidido em relação ao tributo principal, por decorrer nos mesmos fatos
dt_publicacao_tdt : Mon Jan 25 00:00:00 UTC 2010
numero_processo_s : 18471.000243/2002-37
anomes_publicacao_s : 201001
conteudo_id_s : 5832368
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Feb 23 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1402-000.085
nome_arquivo_s : 140200085_155865_18471000243200237.pdf
ano_publicacao_s : 2010
nome_relator_s : Albertina Silva Santos de Lima
nome_arquivo_pdf_s : 18471000243200237_5832368.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, em dar provimento parcial ao recurso nos seguintes termos: 1) Por maioria de votos, em excluir na glosa o valor de R$ 5.956,00 vencidas Conselheiras Albertina Silva Santos de Lima (Relatora) e Carmem Ferreira Saraiva. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Marcos Shiguedo Takata, 2) Por unanimidade de votos, em excluir da glosa o valor de R$ 3.050,00 e 3) pelo voto de qualidade em negar o provimento aos demais itens, vencidos os Conselheiros Marcos Shiguedo Takata, Carlos Pelá e Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira que mantinham apenas a glosa em relação aos serviços não realizados e a glosa de treinamentos e cursos, nos termos do relatorio e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Mon Jan 25 00:00:00 UTC 2010
id : 4616008
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:47:08 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.2; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.2; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: false; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo =>
_version_ : 1714074933136457728
score : 1.0
