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Numero do processo: 11065.005425/2004-17
Data da sessão: Fri Mar 12 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/07/2003 a 30/09/2003
CERCEAMENTO DE DEFESA E NULIDADE - INOCORRÊNCIA.
Não ocorre nulidade ou cerceamento de defesa quando o lançamento
obedece à legislação que rege o lançamento fiscal e o contribuinte tem conhecimento da infração imputada, exercendo plenamente seu direito de defesa.
RECEITAS NÃO-CONSIDERADAS DESPESAS/CUSTOS INDEVIDOS
COMPONDO A BASE DE CÁLCULO DO CRÉDITO AO
CONTRIBUINTE - INFLUÊNCIA NO VALOR A RESSARCIR.
Na apuração do valor a ressarcir de PIS e COFINS não-cumulativos devem-se somar as receitas não consideradas e diminuir as
despesas/custos indevidamente considerados, ambos para fins de
apuração da base de cálculo da contribuição que serve para apurar o valor do ressarcimento, nos termos da legislação.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.357
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: CARLOS HENRIQUE MARTINS DE LIMA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/07/2003 a 30/09/2003 CERCEAMENTO DE DEFESA E NULIDADE - INOCORRÊNCIA. Não ocorre nulidade ou cerceamento de defesa quando o lançamento obedece à legislação que rege o lançamento fiscal e o contribuinte tem conhecimento da infração imputada, exercendo plenamente seu direito de defesa. RECEITAS NÃO-CONSIDERADAS DESPESAS/CUSTOS INDEVIDOS COMPONDO A BASE DE CÁLCULO DO CRÉDITO AO CONTRIBUINTE - INFLUÊNCIA NO VALOR A RESSARCIR. Na apuração do valor a ressarcir de PIS e COFINS não-cumulativos devem-se somar as receitas não consideradas e diminuir as despesas/custos indevidamente considerados, ambos para fins de apuração da base de cálculo da contribuição que serve para apurar o valor do ressarcimento, nos termos da legislação. Recurso Voluntário Negado.
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Não Ocorre nulidade ou cerceamento de defesa quando o lançamento obedece à legislação que rege o lançamento fiscal e o contribuinte tem conhecimento da infração imputada, exercendo plenamente seu direito de defesa. RECEITAS NÃO-CONSIDERADAS DESPESAS/CUSTOS INDEVIDOS COMPONDO A BASE DE CÁLCULO DO CRÉDITO AO CONTRIBUINTE - INFLUÊNCIA NO VALOR A RESSARCIR.. Na apuração do valor a ressarcir de PIS e COFINS não-cumulativos devem- se somar as receitas não consideradas e diminuir as despesas/custos indevidamente considerados, ambos para fins de apuração da base de cálculo da contribuição que serve para apurar o valor do ressarcimento, nos termos da legislação. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. . . Alexan re Kern - Presid i ei/' ' )I I(\s., iiii --- 1./ Carlos Ilenri//c 4 ( ,r ,/ Lima - Relator / /fr, 1 Participaram, ainda, do presente julga.mento, os Conselheiros Carlos Henrique Martins de Lima (Relator), Belchior Melo de Sousa, Daniel Maurício "Fedato, Hélcio -Lafetá Reis e Rangel Perrucci Relatório O contribuinte supracitado apresentou declaração de compensação, de fl .01, contendo débitos de tributos compensados com créditos a ressarcir. de PIS não- cumulativo de julho a setembro de 2003, conformells.02, 03 e 04„ A D.R1 de origem, após análise do pleito compensatório, constatou uma série de irregularidades tributárias, como receitas não incluídas na apuração do tributo (créditos de ICMS transferidos para terceiros; ressarcimento de créditos de IPI e variação cambial excluída indevidamente) ou utilização indevida de créditos devido à inclusão na base de cálculo de itens qu.e não a compõem (despesas financeiras de empréstimos e financiamentos obtidos junto a pessoas jurídicas; bens utilizados corno insinuo — fP1 e devolução de compras e insumos; despesa de aluguel não comprovada; glosa de despesa de depreciação em desacordo corno a lei; dedução de créditos do mercado externo inexistente; glosa de custos de prestação de serviço que eram realizados por empregados da própria empresa e glosa de custos de matéria-prima de instintos não comprovados). Com fundamento no citado Relatório de Fiscalização, foi prolatado o Despacho Decisório DR FiN HO/2006, não reconhecendo o crédito pleiteado, conforme fls.103 a 107.. Irresignado, o contribuinte apresenta manifestação de inconformidade, de fls. 109 a l22.. -Nesta., começa com a preliminar de duplicidade da cobrança de débitos contidos na apuração do valor a ressarcir da contribuição, que ao invés de resultar em valores á restituir, demonstra valores devidos da contribuição, conforme Auto de Infração decorrente do Relatório Fiscal. Posteriormente, argumenta a nulidade do despacho decisório. Este limitar-se-ia a informar o valor apurado de crédito favorável, sem que houve fundamentação da decisão, impossibilitando ao litigante entender as motivações de fato e direito que a. fundamentaram e a exercer o seu direito de ampla defesa e de contraditório, contrariando a Lei Geral do Processo Administrativo Fiscal. Ademais, o despacho decisório seria nulo porque o agente fiscal teria realizado ajustes nos valores apresentados pela restituição/compensação, sendo que somente o Delegado da Receita Federal teria competência para, fundamentadamente, fazer ou determinar alterações nos valores apresentados pelo contribuinte, nos termos da legislação que regula o pleito administrativo.. A No mérito, argumenta a inconstitucionalidade da ampliação da base de • \‘‘, cálculo da contribuição pelo §1", art,3" da Lei 9,718, de 27/11/1998, segundo doutrina e 2 Processo n 11005.00542512001-17 53-1 F,03 Ackfflo n.." 3803-00„357 H. 180 :jurisprudência, tendo reflexo, devido à repetição do conceito de faturamento, nas leis que estabeleceram o PIS e a COFINS -não-cumulativos. Continuando sua defesa, o contribuinte alega que incluiu, com base na legislação, corretamente os valores relativamente ao FPI, devolução de compras e insumos na base de cálculo do creditamento. -Da mesma forma, a glosa do insumo de matéria- prima pela inexistência de nota fiscal não deveria prevalecer, haja vista que a operação foi contabilizada tanto no comprador como no vendedor. Por sua. vez, a glosa dos serviços prestados pelas empresas Roala Calçados Ltda.. e Calçados Lidese Ltda., não teria razão de ser, pois se não houve a prestação de serviço registrada nas notas fiscais, não somente o crédito para o contribuinte deveria ser cancelado, mas também o débito destes prestadores de serviços, sob pena de locupletamento ilícito. No pertinente a glosa de valores com aluguéis de prédio, máquinas e equipamentos da base de cálculo do creditamento devido à inexistência de contrato com pessoa jurídica não seria aplicável porque houve a contabilização do pagamento destes valores pela empresa. Prosseguindo na sua contestação, o litigante afirma que as despesas financeiras de empréstimo e financiamento relativo a operações de factoring que foram glosadas são válidas para fins de cálculo do creditamento, Por fim, as despesas com depreciação, ao contrário que alega a fiscalização, estariam enquadradas dentro do permissivo legal contido no inciso III do §1 () do art..31 das Leis 10..637/2002 e 10..833/2003, além do §1° do art.3 I da .t_,ei 10.865/2004.. I',I o Relatório. .Voto Conselheiro Carlos Henrique Martins de Lima, Relator O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos para sua admissibilidade, e dele conheço.. A questão da nulidade no processo administrativo fiscal está regulada pelo art.59 do Decreto 70.235, de 06 de março de 1972, que assim dispõe: -.. . "Art. 59. São nulos: . / I - os atos e lermos lavrados por pessoa incompetente / 3 H- os despachos e decisões proferidas por autoridade incompetente ou com preteriação do direito de defesa. § I" A mui/idade de qualquer ato sei prejudica os posteriores que dele diretamente dependam ou sejam conseqüência.. § 2.. Na declaração de nulidade, a autoridade dirá os atos alcançados e determinará as providências necessárias ao prosseguimento ou solução do processo. § 3..". Quando puder decidir o mérito a .favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe a falta. (Acrescido pelo art. 1 ,° da Lei n.° 8.748/1993)" Primeiramente, embora não seja caso de nulidade, mas de cancelamento da exigência fiscal, não houve duplicidade de cobrança, pois neste processo não consta nenhum Auto de Infração. Somente consta o Relatório de Fiscalização, que indica que o contribuinte, ao invés de restituição, deveria ter valores a serem exigidos da contribuição devido à existência de irregularidades tributárias. Por isso é que o despacho decisório da DRF de origem somente indeferiu o pleito de ressarcimento e na intimação desta decisão consta como exigíveis os débitos contidos na declaração de compensação que não teve extinção pela inexistência de valores a ressarcir, conforme fls..103 • a 107, não exigindo nenhum outro débito tributário. • Prosseguindo, cabe ao cargo do Auditor-Fiscal da Receita Federal, segundo prescreve o art .6", incisos 1 e 11, da Lei 10.593, de 06 de dezembro de 2002, entre outras coisas, executar procedimentos de fiscalização para verificar o cumprimento das obrigações tributárias pelo sujeito passivo e elaborar e proferir decisões em processo administrativo-fiscal. Por sua vez, a 'Lei 11.457, de 16 de março de 2007, que criou a Secretaria da Receita Federal do Brasil e que modificou a denominação do cargo para Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil manteve as prerrogativas funcionais em seu artigo 6°, incisos 1 e 11., onde por conta desta determinação legal, o Auditor-Fiscal da Receita Federal realizará a aferição dos valores solicitados de ressarcimento da contribuição e a existência ou não de irregularidades tributárias Tal verificação resultou no Relatório Fiscal de fls. 86 a 110, onde foi apurada urna série de irregularidades, que resultaram na diminuição/inexistência do valor a ressarcir e seu. reflexo sobre os débitos tributários apresentados para compensação, Este • Relatório Fiscal apresenta a descrição em espécie e valor das irregularidades tributárias, seus reflexos sobre os valores a ressarcir e a compensar, sendo fundamentado, por lógica, nas normas que fundamentam o ressarcimento da contribuição para o PIS ou para COFINS não-cumulativos, que são as Leis 10,637, de 30/12/2002, e :10,833, de 29/12/2003, respectivamente, e alterações posterior•es. Logo, não há. que se falar em atos/despachos ou decisões efetuadas por agente incompetente ou com preterição do direito de defesa, 4y • 1-ato que prova a inexistência de cerceamento de defesa é o recurso do contribuinte quanto aos aspectos de mérito do litígio, comprovando o seu conhecimento dos fatos. .A jurisprudência deste Conselho de Contribuintes é clara quanto ao assunto, ti Processo n'' 1 I 065 005425/20(11-17 S3-1E03 Acórdão n.° 3803-00.357 P1 I 81 ~Forme se verifica nos acórdão abaixo transcritos: "NULIDADE DO LANÇAMENTO POR CERCEA M.ENTO DO DIREITO DE DEFESA - Se O autuado revela conhecer plenamente as acusações que lhe foram imputadas, rebatendo- as, uma a uma, de .forma meticulosa, mediante extensa e substancioso impugnação, abrangendo não só outras questões preliminares como também razões de mérito, descabe a proposição de cerceamento do direito de defesa (4° Câmara do 1° CC, Data da Sessão.- 13/04/99; Relatar: Nelson Mallmann; Decisão.- Acórdão 104-16966) "PIS - PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - NULIDADES - 1) E,S' C R /(.."A-0 DOS FATOS - PRINCÍPIO DA ECONOMIA PROCESSUAL - Deve ser rejeitado o pedido de nulidade do auto de infração fUndado na deficiência da descrição dos fatos, quando os elementos contidos no lançamento, em especial os anexos que contêm os cálculos do crédito tributário devido, deixam evidenciada a origem das diferenças apuradas pelo Fisco. A descrição dos fritos, ainda que incompleta, não enseja a decretação da sua nulidade, mesmo que se trate de elementos essenciais, tal como estabelece o art.. 10, 11, do Decreto 70.235172, se não há prejuízo para a defesa e o alo cumpriu sua finalidade, O cerceamento do direito de defesa deve se rei/ficar concretamente, e não apenas em tese O exame da impugnação e do recurso voluntário evidencia a correta percepção do conteúdo e da motivação do lançamento. Aplicação do princípio da economia processual. (3° Câmara do 2° CU; Data da Sessão.- 08112198,- Relator -Renato Scalco Isquierdo; Decisão.-R.ESOLUÇÃO 203-00029) " PRELIMINAR DE NULIDADE - CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA - Os casos de nulidade estão expressos objetivamente na norma processualísticaliscal e não encampam mero artificio subjetivo de apenas alegar a exigüidade do prazo da impugnação ou que falia ó ação fiscal fundamentação jurídica. (I 0 Câmara do I" Cr; Data da Sessão.- 26/01/2000; Relatou Sebastião Rodrigues Cabral; Decisão • Acórdão 101-92961) "NULIDADE 1)0 LANÇAMENTO - '[ERMO) 1)E INÍCIO DA AÇÃO FISCAL - FALIA DE INDICAÇÃO DO PRAZO DE DURAÇÃO DA A UDITORIA FISCAL - Não tendo sido praticado qualquer ato com preterição do direito de (kl esa e estando os elementos de que necessita o contribuinte para elaborar suas contra-razões de mérito juntados aos autos, fica de todo afastada a hipótese de nulidade do procedimento .fiscal (4 0 Câmara do 1° CC;• Data da Sessão: 08/06/99; Relator Nelson Mallmann; Decisão. Acórdão 104-17065) "No entanto„ são inaplicáveis as alegações contrárias à aplicação do conceito de , , faturamento contido no art.3°, §1°, da Lei 9.718, de 27 de novembro de 1998, visto que .5, il.) este não é a base legal do conceito de faturarnento, mas sim no adi', §§ I' e 2' da Lei 10..637/2002, e no art..1", §§ ! I e 20 da Lei 10.833/2003, pois é a partir destas normas que o contribuinte teve direito a ressarcimento de PIS e COFINS não-cumulativos, respectivamente, sobre -bens e serviços adquiridos.. Outrossim, o conceito de faturamento contido no artt, §§ 1' e 2' da Lei 10.637/2002, e no art.„.1 u , §§ 1' e 2' da Lei 10.833/2003, está em pleno vigor, não se podendo discutir a ilegalidade ou inconstitucionalidade de norma legal na esfera administrativa, por ser prerrogativa exclusiva do Poder Judiciário, conforme art.102 da Constituição, e vasta jurisprudência judicial e adro ia istrati va No pertinente a . glosa de valores de IPI e devolução de compras e insumos na 'base de cálculo do creditamento, a legislação determina que não podem compor a base de cálculo de crédito ao contribuinte da contribuição. A Lei 10,637/2002 (PIS não-cumulativo) e a Lei 10,833/2003 (COFTNTS não- cumulativa) e alterações posteriores não prevêem a possibilidade de creditamento devolução de compras e insumos„ pois se foram devolvidas é como se não tivessem sido compradas. Da mesma forma, o valor de 1P1, que não é considerado para fins da apuração do valor devido das contribuições, não devendo ser também para fios de resultar em crédito para o contribuinte, estando clara a situação no art.66, §3° da IN 247, de 21 de novembro de 2002 e no §3', da hrstrução Normativa SRF o" 404, de 12 de março de 2004. Em relação à glosa da inclusão na base de cálculo de matéria-prima devido à inexistência de comprovação desta por nota fiscal, não há que se alterar o procedimento fiscal, pois a falta de comprovação documental da compra não é suprida pela contabilização pelo contribuinte ou pelo vendedor, fato este não comprovado nos autos. A legislação do 1RPJ, que é utilizada de forma supletiva .para apuração dos valores da contribuição, prevê no Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto 3..000, de 29/03/1999, em seu artigo 264, capuz e parágralbs, que é obrigação da pessoa jurídica manter a escrituração e os documentos que a dão suporte em ordem e a. disposição da fiscalização enquanto não houver a decadência da Fazenda Pública CM. constituir seus direitos creditórios. Caso houvesse extravio da documentação, deveria haver publicação em jornal, ao órgão de comércio e a Receita Federal, mas que não foi providenciado pelo contribuinte.. A. suposta existência da contabilização da operação de compra e venda da matéria-prima sem nota fiscal no comprador e vendedor não se encontra provada nos autos, sendo fato insuficiente, por si só, para comprovar a operação, tendo em vista a necessidade de comprovação documental fiscalmente/juridicamente válida. Não é demais lembrar que cabe ao alcgante (contribuinte) comprovar o que alega, nos termos do art..333 do Código de Processo Civil: "Art. 333 - O ônus da prova incumbe: 1 -ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; 11 - ao réu, quanto à existência delido impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. "Destaque nosso. Observa-se que a glosa da despesa acima somente se aplica ao mês de 6 Proceso n" 11065. 005125/2004-17 534 E03 Acárffio n 3803-00.357 PI 182 outubro de 2004 e não aos períodos contidos neste processo. Idêntico raciocínio acima se aplica à glosa da despesa. de aluguel, tendo em vista que o contribuinte não comprovou à fiscalização, nem comprova nos a.utos, existência de contrato para fundamentar juridica.mente/fiscalmente a despesa.. Por sua vez, as glosas das despesas financeiras de empréstimo e financiamento relativos a operações de factoring também devem ser mantidas, pois não são passíveis de creditamento pela legislação. Como o contribuinte somente alega que as despesas acima seriam passíveis de comporem a base de calculo do crédito da contribuição, mas não explicita qual seria a razão .jurídica de seu raciocínio para contrapor ao ato administrativo de interpretação da. legislação, fica mais evidente a correção do procedimento da fiscalização. Prosseguindo a análise da contestação do contribuinte, nos defrontamos com insurgência contras a glosa dos serviços prestados pel.as empresas Roala Calçados Ltda. e Calçados Lidese Ltda. Esta irregularidade decorreu da constatação de que funcionários da área administrativa e de produção Prestavam serviços para o contribuinte (Calçados Orquídea) e para as empresas .Roala Calçados Ltda.. e Calçados Lidese Ltda.. no mesmo endereço, embora constem endereços diferentes para o órgão fiscal, onde há empregados que têm procuração para representar uma empresa sendo empregado de outra empresa, e não há como diferenciar, na. área de pwdução, os produtos feitos para uma empresa ou para outra, segundo informação dos próprios empregados, conforme Relatório Fiscal detalhado de fls. 85 a 88.. Em realidade, há somente uma empresa que atua sob a fachada de outras denominações .jurídicas.. Não há nenhuma contestação expressa que desminta as várias constatações e afirmações da fiscalização contida no Relatório Fiscal de fls. 85 a 88. Ocorre que pela sistemática da não-cumulatividade, salvo expressa disposição legal, se não há créditos decorrentes da aquisição de bens e serviços pelo comprador, também não- deve haver débitos fiscais por parte do vendedor/prestador do serviço ao comprador, haja vista que tais valores devem se compensar, incidindo a tributação sobre o valor agregado, representado pelo preço do bem/serviço. Por isso, se houve valores de débitos da contribuição pelas empresas Roala Calçados 1.4da.. e Calçados Lidese Ltda. nas vendas/prestações de serviço ao contribuinte que foram glosadas para -fins de crédito da contribuição pelas aquisições, estes valores são passíveis de pedido de restituição, após a verificação de sua regularidade.. Finalmente, a recorrente afirma que as despesas com depreciação, referentes ao período de .julho a dezembro de 2004, ao contrário que alega a fiscalização, estariam enquadradas dentro do permissivo legal contido no inciso 111 do § -1° do art.:31 das Leis 10,6.37/2002 e 10..833/2003, além do §1" do art.31 da Lei 10.865/2004. Neste ponto, o contribuinte novamente se equivocou. As despesas glosadas que foram utilizadas para gerar créditos da/ -,O,Étribuição para o contribuinte se referem aos LI 7 valores de depreciação de bens adquiridos até 30/04/2004, conforme prevê o capuz do art...3 .1 da Lei 10.865, de 30/04/2004, e não aos valores de depreciação de bens adquiridos a partir de 01/05/2004 (art.31,§1° da Lei 10.865/2004). Basta verificar os valores dos bens intbrmados como adquiridos / após V' de maio de 2004 pelo contribuinte na resposta às intimações da fiscali' .ação e os valores glosados no Relatório Fiscal.. . .,, Cabe lenibrar que a glosa da le: / esa .0'mente se aplica ao período de agosto a dezembro de 2004 e não aos periodos co ti o. -Á:processo administrativo, / i -' Diante do exposto, voto st . ( .1._,GAR PROVIMENTO à pretensão deduzida no recurso voluntário. Carlos H- ill,44 alide Lima ./ / : , , .... 8 .
score : 1.0
Numero do processo: 10166.014169/2007-92
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 10 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
RENDIMENTOS RECEBIDOS DE ORGANISMOS INTERNACIONAIS.
TRIBUTAÇÃO. SÚMULA CARF N° 39.
Os valores recebidos pelos técnicos residentes no Brasil a serviço da ONU e suas Agências Especializadas, com vínculo contratual, não são isentos do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.555
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima (Relator) que votou por não conhecer do recurso. Designada redatora do Voto Vencedor a Conselheira Tânia Mara
Paschoalin.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCAO LIMA
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TRIBUTAÇÃO. SÚMULA CARF N° 39. Os valores recebidos pelos técnicos residentes no Brasil a serviço da ONU e suas Agências Especializadas, com vínculo contratual, não são isentos do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima (Relator) que votou por não conhecer do recurso. Designada redatora do Voto Vencedor a Conselheira Tânia Mara Paschoalin. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin – Redatora Designada Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Carlos César Quadros Pierre, Eivanice Canário da Silva, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin e Walter Reinaldo Falcão Lima. Relatório Fl. 76DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/08/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 14/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Processo nº 10166.014169/200792 Acórdão n.º 280102.555 S2TE01 Fl. 2 2 Por descrever bem os fatos, adoto o relatório do acórdão de primeira instância, que reproduzo a seguir: “Contra o contribuinte em epígrafe foi emitida a Notificação de Lançamento do Imposto de Renda da Pessoa Física – IRPF, referente ao exercício 2005, lavrado por AFRF da DRF/Brasília/DF. O valor do crédito tributário apurado está assim constituído: (em Reais) Imposto Suplementar 12.675,30 Multa de Ofício (passível de redução) 9.506,47 Juros de Mora (cálculo até 31/08/2007) 4.309,60 Total do Crédito Tributário 26.491,37 O referido lançamento teve origem na constatação da seguinte infração: Omissão de Rendimentos do Trabalho Recebidos de Fontes no Exterior: omissão de rendimentos do trabalho recebidos de Organismo Internacional (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD). Valor: R$ 66.803,31. O contribuinte apresentou Solicitação de Retificação de Lançamento – SRL, que foi indeferida, conforme Resultado anexado à fl. 13. A ciência do Resultado da SRL ocorreu em 12/11/2007, conforme documento de fl. 30. Posteriormente, em 21/11/2007, o lançamento foi impugnado, em petição de fls. 01/12, acompanhada dos documentos de fls. 13, na qual se alega, resumidamente, o quanto segue: Preliminarmente, por meio de transcrição dos artigos 43 e 45 do Código Tributário Nacional – CTN, sustenta que a responsabilidade pelo pagamento do Imposto de Renda Pessoa Física é da fonte pagadora (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD), independente de constar no contrato de trabalho que a obrigação pela retenção do IRPF seria do contratado. Por conseguinte, os valores recebidos são líquidos. Ainda de forma preliminar, solicita a exclusão dos juros de mora e das multas em observância ao parágrafo único do art. 100 do CTN, pois acredita que se aplicam ao seu caso os Pareceres Normativos nºs. 17, de 06/04/1979 e 03, de 28/08/1996. Tais Pareceres feitos em atendimento a consultas do PNUD esclarecem que não são abrangidos pela isenção os funcionários recrutados no local e que sejam remunerados à taxa horária. Situação diversa tem o contribuinte, posto que trabalhava de forma permanente para o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD. Relata que foi contratado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD, a fim de trabalhar com horário préestabelecido, sob subordinação hierárquica, em labor não eventual e mediante o recebimento de salários fixos mensais. De acordo com o previsto em convenções e acordos Fl. 77DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/08/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 14/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Processo nº 10166.014169/200792 Acórdão n.º 280102.555 S2TE01 Fl. 3 3 internacionais promulgados pelo Brasil, deveria gozar de isenção de Imposto de Renda em virtude de trabalhar para Organismo Internacional, mas, apesar de haver informado na Declaração de Imposto de Renda que gozava de isenção, foi surpreendido com o lançamento. A Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas, promulgada pelo Decreto nº 27.784, de 1950, dispõe no artigo V que os funcionários da ONU serão isentos de qualquer imposto sobre salários e emolumentos recebidos das Nações Unidas. Idêntica linha de raciocínio é adotada pela Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Agências Especializadas das Nações Unidas, promulgada pelo Decreto nº 52.288, de 1963, que no art. 6º declara que os funcionários dos Organismos Internacionais gozarão de isenções de impostos, quanto aos salários e vencimentos a eles pagos pelas agências especializadas e em condições idênticas as de que gozam os funcionários das Nações Unidas. Defende, então, a supremacia dos tratados internacionais em relação à legislação interna, por força do disposto no art. 5º, § 2º da Constituição Federal e nos artigos 96 e 98 do CTN e a aplicação das Convenções indistintamente aos funcionários estrangeiros ou nacionais dos Organismos Internacionais. A seguir, adota as razões contidas na decisão prolatada pelo Juiz Substituto da 19ª Vara Federal de Brasília/DF, o Dr. Juliano Taveira Bernardes, no processo nº 99.94058, em 05/02/2001, transcritas na impugnação e resumidas adiante. A fruição da isenção depende o contribuinte incluirse dentre as categorias indicadas pelo Secretário Geral da ONU (Seção 17 do art. V do Decreto nº 27.784, de 1950); enquadrarse na conceituação de “funcionário da ONU”; e de determinar se é necessária a veiculação de seu nome na lista periódica prevista no dispositivo. O primeiro requisito foi cumprido com a Resolução nº 76 da ONU, de 07/12/1946, que outorgou os privilégios e imunidades mencionados nos artigos V e VII da Convenção em tela a todos os membros do pessoal das Nações Unidas, à exceção daqueles recrutados no local e que sejam remunerados à taxa horária, condições estas cumulativas. Foi cumprido, também, o segundo requisito ao se afastar a limitação dos privilégios e imunidades previstos na Convenção daqueles que atendam ao art. 4.1 do Estatuto de Pessoal da ONU, e considerar o conceito nacional de “funcionário”. No direito pátrio, o termo “funcionário” é de utilização exclusiva na definição de servidores públicos civis e, portanto, a alusão a funcionários da ONU deve ser entendida como empregados da ONU. O(A) contribuinte atendeu a todos os requisitos necessários para a configuração de uma relação de emprego, conforme estabelece o art. 3º da Consolidação das Leis Trabalhistas – CLT. Fl. 78DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/08/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 14/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Processo nº 10166.014169/200792 Acórdão n.º 280102.555 S2TE01 Fl. 4 4 Quanto à identificação das categorias dos funcionários a serem beneficiados com a isenção, o Conselho de Contribuintes tem considerado ser inexigível do sujeito passivo a produção desta prova. Ademais, a Resolução nº 76, de 1946 já determinou as categorias favorecidas com a isenção, logo a comunicação periódica é mera faculdade deferida ao Secretário Geral da ONU e não requisito de gozo da isenção. Assim, conclui que preenche todos os requisitos para a fruição da isenção. Seu entendimento é corroborado por orientações emanadas pela Receita Federal, contidas no Parecer CST nº 717, de 06/04/1979 e nas perguntas 172 e 176 do Manual Imposto de Renda Pessoa Física – Perguntas e Respostas/1995, transcritos. Colaciona, também, excertos jurisprudenciais favoráveis à sua tese. Por fim, solicita a declaração de insubsistência da Notificação de Lançamento e a conseqüente inexigibilidade do crédito tributário lançado.” A 3a Turma da DRJ/Brasília julgou o lançamento procedente, nos termos da ementa transcrita a seguir: OMISSÃO DE RENDIMENTOS DO TRABALHO RECEBIDOS DE ORGANISMOS INTERNACIONAIS Sujeitamse à tributação sob a forma de recolhimento mensal obrigatório (carnêleão), sem prejuízo do ajuste anual, os rendimentos recebidos por residentes ou domiciliados no País decorrentes da prestação de serviços a Organismos Internacionais de que o Brasil faça parte. Lançamento Procedente. Cientificado do acórdão de primeira instância em 17/10/08 (fls. 57), o interessado, por intermédio de representante, interpôs, em 29/10/08, o Recurso de fls. 44/56, argumentado, em síntese, que os rendimentos não se sujeitam à tributação pelo imposto de renda. Em atendimento à Resolução nº 2801000.067 (fls. 59), de 29/09/11, o julgamento foi convertido em diligência para que o contribuinte apresente o instrumento de mandato que albergue a impugnação e o recurso voluntário, tendo sido juntado aos autos procuração, assinada em 17/11/09, outorgando poderes ao representante do recorrente para atuar junto à Receita Federal e demais órgãos do Ministério da Fazenda, nos autos do processo nº 10166.014169/200792. Os autos retornaram a este Conselho e o processo foi sorteado para este Conselheiro em virtude de a Relatora da citada Resolução não mais integrar este Colegiado. É o Relatório. Voto Vencido Fl. 79DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/08/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 14/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Processo nº 10166.014169/200792 Acórdão n.º 280102.555 S2TE01 Fl. 5 5 Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima, Relator O recurso não deve ser conhecido, como será demonstrado a seguir. Como pode ser observado na Procuração juntada em atendimento ao Termo de Intimação Fiscal nº 538/2011, realizada em cumprimento à Resolução nº 2801000.067, somente em 17/11/09 foram outorgados poderes ao Sr. Rubens Santoro Neto para que este atuasse administrativamente em nome do recorrente neste processo, no âmbito do Ministério da Fazenda, sendo que o “recurso voluntário” foi interposto em 29/10/08, antes, portanto da data em que o procurador recebeu poderes para atuar neste processo. Por conseguinte o aludido recurso não possui validade por ter sido assinado por quem não detinha, à época, poderes para tanto. Diante do exposto acima voto por NÃO conhecer do recurso. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Fl. 80DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/08/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 14/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Processo nº 10166.014169/200792 Acórdão n.º 280102.555 S2TE01 Fl. 6 6 Voto Vencedor Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Redatora designada. Com a devida vênia do nobre Relator, Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima, permitome divergir de seu voto quanto ao entendimento de que o recurso voluntário não possui validade por ter sido assinado por quem não detinha, à época, poderes para tanto, uma vez que somente em 17/11/09 foram outorgados poderes ao Sr. Rubens Santoro Neto para que este atuasse administrativamente em nome do recorrente neste processo, no âmbito do Ministério da Fazenda. Pareceme de excessivo rigor formal a decisão de não conhecer o recurso do contribuinte no contexto presente nos autos, estando em dissonância com os princípios do processo administrativo tributário, especialmente o do informalismo, tendo em vista que o recorrente procedeu à correção do vício de representação, anexando, ainda que intempestivamente, a procuração ao processo administrativo, com o que restaram ratificados os atos praticados anteriormente. Assim, considerando que o recurso é tempestivo, foi interposto por parte legítima e preenche os demais requisitos de admissibilidade, dele tomo conhecimento. Ao contribuinte foi imputada omissão de rendimentos recebidos do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento PNUD, a partir de vínculo contratual, oriundos de serviços prestados por técnicos residentes no Brasil. Quanto a essa matéria, cabe trazer à colação a Súmula CARF n° 39, que assim dispõe: Os valores recebidos pelos técnicos residentes no Brasil a serviço da ONU e suas Agências Especializadas, com vínculo contratual, não são isentos do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Por força do que dispõe o artigo 72, § 4°, combinado com o artigo 45, inciso VI, ambos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, tal enunciado é de adoção obrigatória por este julgador.Assim, é de se considerar acertado o lançamento em questão. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 81DF CARF MF Impresso em 24/09/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/08/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 14/08/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N, Assinado digitalmente em 17/08/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 13603.001365/2006-16
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2002
LIVRO CAIXA. DESPESAS DEDUTÍVEIS
Aceita-se a dedução das despesas escrituradas em Livro Caixa necessárias à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora e devidamente comprovadas por documentos hábeis e idôneos.
NULIDADE DO PROCEDIMENTO FISCAL. VIOLAÇÃO AO CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. INOCORRÊNCIA.
Não constitui violação aos princípios do contraditório e ampla defesa a ausência de manifestação da autoridade administrativa sobre pedido de prazo para apresentação posterior de provas.
PROVA. APRECIAÇÃO PELO JULGADOR.
Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção.
LANÇAMENTO DE OFÍCIO. MULTA DE 75%. EXIGÊNCIA.
Comprovada a falta ou insuficiência de recolhimento do imposto, correta a lavratura de auto de infração para a exigência do tributo, aplicando-se a multa de ofício de 75%.
DECISÕES ADMINISTRATIVAS E JUDICIAIS. EFEITOS.
Com exceção das decisões judiciais transitadas em julgado, proferidas no rito do recurso repetitivo e da repercussão geral, as demais decisões administrativas e judiciais não vinculam os julgamentos deste Conselho, posto que inexiste lei que lhes atribua eficácia normativa, razão pela qual só produzem efeitos entre as partes envolvidas, não beneficiando nem prejudicando terceiros.
Preliminar rejeitada.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.461
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
1.0 = *:*
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2002 LIVRO CAIXA. DESPESAS DEDUTÍVEIS Aceita-se a dedução das despesas escrituradas em Livro Caixa necessárias à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora e devidamente comprovadas por documentos hábeis e idôneos. NULIDADE DO PROCEDIMENTO FISCAL. VIOLAÇÃO AO CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. INOCORRÊNCIA. Não constitui violação aos princípios do contraditório e ampla defesa a ausência de manifestação da autoridade administrativa sobre pedido de prazo para apresentação posterior de provas. PROVA. APRECIAÇÃO PELO JULGADOR. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. MULTA DE 75%. EXIGÊNCIA. Comprovada a falta ou insuficiência de recolhimento do imposto, correta a lavratura de auto de infração para a exigência do tributo, aplicando-se a multa de ofício de 75%. DECISÕES ADMINISTRATIVAS E JUDICIAIS. EFEITOS. Com exceção das decisões judiciais transitadas em julgado, proferidas no rito do recurso repetitivo e da repercussão geral, as demais decisões administrativas e judiciais não vinculam os julgamentos deste Conselho, posto que inexiste lei que lhes atribua eficácia normativa, razão pela qual só produzem efeitos entre as partes envolvidas, não beneficiando nem prejudicando terceiros. Preliminar rejeitada. Recurso Voluntário Negado.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1970; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 125 1 124 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13603.001365/200616 Recurso nº 912.781 Voluntário Acórdão nº 2801002.461 – 1ª Turma Especial Sessão de 17 de maio de 2012 Matéria IRPF Recorrente CARLOS ANTÔNIO DE ARAÚJO Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2002 LIVRO CAIXA. DESPESAS DEDUTÍVEIS Aceitase a dedução das despesas escrituradas em Livro Caixa necessárias à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora e devidamente comprovadas por documentos hábeis e idôneos. NULIDADE DO PROCEDIMENTO FISCAL. VIOLAÇÃO AO CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. INOCORRÊNCIA. Não constitui violação aos princípios do contraditório e ampla defesa a ausência de manifestação da autoridade administrativa sobre pedido de prazo para apresentação posterior de provas. PROVA. APRECIAÇÃO PELO JULGADOR. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. MULTA DE 75%. EXIGÊNCIA. Comprovada a falta ou insuficiência de recolhimento do imposto, correta a lavratura de auto de infração para a exigência do tributo, aplicandose a multa de ofício de 75%. DECISÕES ADMINISTRATIVAS E JUDICIAIS. EFEITOS. Com exceção das decisões judiciais transitadas em julgado, proferidas no rito do recurso repetitivo e da repercussão geral, as demais decisões administrativas e judiciais não vinculam os julgamentos deste Conselho, posto que inexiste lei que lhes atribua eficácia normativa, razão pela qual só produzem efeitos entre as partes envolvidas, não beneficiando nem prejudicando terceiros. Preliminar rejeitada. Fl. 127DF CARF MF Documento de 9 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.09347.4529. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13603.001365/200616 Acórdão n.º 2801002.461 S2TE01 Fl. 126 2 Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Carlos César Quadros Pierre, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin e Walter Reinaldo Falcão Lima. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Relatório Por descrever bem os fatos, adoto o relatório do acórdão de primeira instância, que reproduzo a seguir: “Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração acostado às fls. 03/09, relativo ao imposto de renda pessoa física (IRPF) do exercício 2002, que lhe exige crédito tributário no valor total de R$70.768,81, distribuídos da seguinte forma: imposto suplementar (2904).........................R$28.210,48 multa de ofício..............................................R$21.157,86 juros de mora (calculado até 31/08/2006)....R$21.400,47 total...............................................................R$70.768,81 Conforme Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, fl. 04, o lançamento decorreu da glosa de dedução indevida de livro caixa na declaração de ajuste anual do contribuinte, tendo em vista que, embora intimado, este não apresentou o livro caixa regularmente escriturado e informou que não possuía nenhum documento comprobatório das despesas ali escrituradas. Cientificado do lançamento, o contribuinte apresenta a impugnação de fls. 64/70, instruída com os documentos de fls. 71/85, onde aduz o que se segue. Discorda do argumento utilizado pela autoridade fiscal para efetuar a presente lavratura, no que se refere à não apresentação de Livro Caixa regularmente escriturado. Fl. 128DF CARF MF Documento de 9 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.09347.4529. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13603.001365/200616 Acórdão n.º 2801002.461 S2TE01 Fl. 127 3 Aduz que foi bem claro ao afirmar que nunca fez “ uso de Livro Caixa do tipo brochura”, e que sempre optou “por escriturar o livro caixa por meio de planilha Excell”. Afirma que não há nenhuma irregularidade nessa forma de escrituração, tratando se de mera adequação tecnológica. Ressalta que a própria Receita Federal exige a apresentação de inúmeras declarações na forma eletrônica e que há mais de vinte anos também escritura sua contabilidade dessa forma. Assim não é razoável que tenha de escriturar o Livro Caixa na forma manual. Informa, que para atender à Receita Federal, apresenta o Livro Caixa encadernado no formato espiral, o qual nada tem de diferente das planilhas apresentadas. Em relação ao fato de ter declarado não possuir nenhum documento comprobatório das despesas deduzidas, discorre que, em junho de 2001, desentendeuse com o seu sócio, o que resultou no fim da sociedade Simetria Contábil Ltda. Na época, retirouse da sociedade levando consigo a documentação de seus clientes. Diz que metade dos empregados o acompanhou para o escritório estabelecido na Av. Olegário Maciel, 516, salas 02/03, Centro, Belo Horizonte/MG, apesar de permanecerem registrados na antiga sociedade até dezembro de 2001, conforme cópias de rescisões juntadas aos autos. Afirma que no ano de 2001 sessenta por cento (60%) de seu custo operacional decorreu de encargos trabalhistas e quarenta por cento (40%) das demais despesas. Diz que não dispõe de nenhum recibo dos salários pagos porque três dos empregados permaneceram registrados, conforme relatado acima, na antiga sociedade e só foram incluídos em seu Livro de Empregados em dezembro 2001, quando rescindido o contrato anterior; outros três não estavam registrados em 2001 e, de mesmo modo, seu irmão Gilberto Raimundo de Araújo e sua filha Lorrayne Maresca C Araújo não eram registrados. Salienta que deixou claro a ruptura da sociedade, a perda de quase toda a documentação, porém apresentou comprovação de alguns salários pagos, de algumas rescisões de contrato e de outras despesas efetuadas que, por si sós, são suficientes para provar a veracidade de suas alegações. Destaca que reformou o imóvel que passou a ocupar a partir de julho de 2001, mas também não dispõe dos recibos das despesas ocorridas porque não pede recibos de pequenos serviços realizados por profissionais autônomos (pedreiros, carpinteiros, pintores, etc), em face da eventualidade. Alega que pediu prazo para restaurar a documentação perdida, no entanto a Receita Federal não se manifestou a respeito e optou por lhe autuar. Argumenta que não declara ser proprietário de nenhuma sala comercial e que é inadmissível manter seu escritório contábil Fl. 129DF CARF MF Documento de 9 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.09347.4529. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13603.001365/200616 Acórdão n.º 2801002.461 S2TE01 Fl. 128 4 sem pagar aluguel, condomínio, IPTU, energia elétrica, telefone, internet, seguro, materiais de higiene e limpeza, etc. Diz que pediu mas não conseguiu junto à Telemar um extrato de todos os pagamentos de telefone desde julho de 2001. Defende que é possível fazer uma estimativa do gasto a partir do confronto com as contas de 2004 e 2005. Informa a juntada de histórico fornecido pela CEMIG referente o consumo de energia nas duas salas alugadas. Junta também cópia de Dimob fornecidas pela Administradora Metrópole Ltda, relativas aos anos de 2001 a 2004, que comprovam as despesas com aluguel e esclarece que, por motivo de restrições creditícias, o contrato de locação foi firmado em nome de um estagiário do escritório, José Raimundo Costa, porém, sendo a responsabilidade pelos pagamentos sempre do Impugnante. Alega que forneceu em 2001 vales transportes para empregados, mas que não tem como restaurar os comprovantes das despesas. Sugere que o cálculo seja feito com base no custo despendido em maio de 2006 para um trabalhador que utilize 44 vales transporte. Assim basta multiplicar por seis e depreciar o resultado encontrado para o ano de 2001. Salienta que a papelaria que lhe fornecia impressos não emite notas fiscais informatizadas, razão pela qual não se dispôs a fornecer cópias das notas fiscais. Alega que também realizou despesas com cópias reprográficas, autenticações e reconhecimentos de firmas em cartórios, mas não tem como precisar onde efetuou tais despesas. Lembrase de outras despesas operacionais com as quais arcou, mas não dispõe de recibos. Alega que essas despesas são pequenas e que suas alegações são verdadeiras. Questiona porque a Fiscalização não levou em consideração as despesas efetivamente comprovadas, como o histórico fornecido pela Cemig, a Dimob fornecida pela Administradora Metrópole Ltda e outros mais. Ressalta o teor do artigo 76 do RIR e argumenta que foi retirado da legislação tributária o excesso de rigor e o formalismo, cabendo ao contribuinte apenas conservar os comprovantes de despesas até que expire o prazo prescricional/decadencial. Ressalta que boa parte da documentação foi apresentada em tempo hábil e que foi requerido dilação do prazo para apresentação da documentação extraviada, sendo que a Receita Federal se absteve até mesmo de comentar o pedido formulado. Por fim, requer a consideração das despesas cujos comprovantes foram apresentados e que lhe seja concedido prazo para obtenção de segundas vias dos demais comprovantes, inclusive judicialmente.” Fl. 130DF CARF MF Documento de 9 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.09347.4529. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13603.001365/200616 Acórdão n.º 2801002.461 S2TE01 Fl. 129 5 A 9a Turma da DRJ/Belo HorizonteMG julgou a impugnação improcedente (fls. 88/94), em suma, por entender que a escrituração do Livro Caixa ocorreu de forma irregular, posto que sem observância de requisitos especificados na legislação contábil e fiscal, e que os documentos carreados aos autos não são suficientes para comprovar as despesas declaradas com aquele Livro, descrevendo as razões da não aceitação de tais documentos. Cientificado do acórdão de primeira instância em 10/05/11 (fls. 99), o interessado interpôs, em 08/06/11, o Recurso de fls. 102/113, juntamente com os documentos de fls. 114/123, alegando, em suma, que: a) a Receita Federal concluiu pela veracidade das receitas, embora não tenha sido apresentada nenhuma documentação, não aceitando as despesas declaradas. Dessa forma, ao agir com “dois pesos e duas medidas”, foi injusta e tendenciosa, pois deveria desconsiderar tanto as despesas quanto as receitas; b) discorda da aplicação da multa de ofício, sob a justificativa de que somente perdeu seu Livro Caixa e os documentos respectivos, mas jamais sonegou imposto. Nesse sentido faz alusão à Súmula 25 do CARF, ressaltando que não restou comprovado ter agido com evidente intuito de fraude; c) o indeferimento de prazo para restaurar o Livro Caixa contraria o disposto no art. 5o da Constituição Federal, que assegura o direito ao contraditório e a ampla defesa no processo administrativo; d) não concorda com o indeferimento acima citado com base no art. 16 do Decreto 70.235/72, por entender que o extravio da documentação constitui motivo de força maior, nos termos da alínea “a” do § 4° do aludido artigo; e) diante da ausência de apresentação de documentação comprobatória pelo contribuinte, devido ao seu extravio, “o agente administrativo deve agir com base em outros elementos, em especial, os princípios do contraditório e da ampla defesa, assegurados constitucionalmente, bem como a "força maior" prevista no Decreto 70.235/72, artigo 16, parágrafo 4° , alínea "a", e ainda os artigos 108 e 112 do CTN”; f) a jurisprudência e a doutrina não admitem a aplicação literal do disposto no art. 136 do CTN, como alega ter ocorrido pela Receita Federal do Brasil neste caso; g) questiona o não acatamento das despesas comprovadas por meio de segunda via de documentos, esclarecendo que, em relação ao pagamento de aluguéis, jamais teve a preocupação de obter recibos em seu nome; h) a exigência de escrituração das despesas do períodobase em Livro Caixa constitui obrigação acessória, cuja inobservância pode ensejar, no máximo, uma penalidade, jamais a exigência de tributo, por absoluta inexistência de fato gerador; Fl. 131DF CARF MF Documento de 9 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.09347.4529. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13603.001365/200616 Acórdão n.º 2801002.461 S2TE01 Fl. 130 6 i) violação aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade. Diante do exposto acima requer o provimento de seu recurso para “declarar a total insubsistência do auto de infração, ou no mínimo afastar a multa de oficio, eis que não restou demonstrado intuito de fraude de minha parte, nos termos da Súmula 25 do CARF”. É o Relatório. Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima O recurso é tempestivo e atende as demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. DA PRELIMINAR O recorrente alega a ocorrência de desrespeito aos princípios do contraditório e ampla defesa, por não lhe ter sido concedido prazo para restaurar seu Livro Caixa que, segundo afirma, teria sido extraviado. Tratase de matéria preliminar, embora o contribuinte não a tenha denominada dessa forma. Registrese, inicialmente, que não é verdade que não foi concedido prazo para o contribuinte restaurar o Livro Caixa. Como pode ser verificado na resposta apresentada, em 16/05/06, pelo contribuinte (fls. 16/19) ao Termo de Intimação Fiscal de fls. 12/13, sua solicitação foi de prazo “para restaurar e juntar os recibos de pagamento de salários”, sendo que não consta manifestação por parte da Administração acerca de tal pedido. Vale dizer que o auto de infração foi lavrado somente em 06/09/06, ou seja, o recorrente teve quase quatro meses para juntar toda e qualquer documentação comprobatória das despesas com Livro Caixa, e restaurar o próprio Livro, e não o fez. Ou seja, mesmo não havendo pronunciamento por parte do Fisco acerca da dilação do prazo para apresentar documentação, nada impedia o interessado de juntála aos autos, requerer a sua apreciação por este Colegiado, e isso não ocorreu, com exceção dos documentos de fls. 116 e 177, que serão apreciados quando da análise do mérito. Não prospera, também, a alegação de que o extravio de seu Livro Caixa se enquadra com motivo de força maior, posto que este está ligado a eventos da natureza, e não foram carreados aos autos provas de que o extravio daquele Livro ocorreu devido àqueles motivos. Vale dizer que, desde que foi intimado, em 28/04/06, o recorrente estava ciente da necessidade de apresentar o Livro Caixa, sendo que se passaram quatro anos até a interposição do recurso voluntário, sem que o contribuinte tenha providenciado a sua restauração, posto que, se o seu entendimento foi no sentido de que tenha ocorrido força maior, deveria ter se esforçado para apresentar o Livro em sede recursal, e solicitar sua apreciação, e não o fez. Por fim, é importante esclarecer que no âmbito do processo administrativo fiscal os princípios do contraditório e da ampla defesa devem estar presentes a partir da fase impugnatória, momento em que se instaura o litígio. Até então, no curso do procedimento de Fl. 132DF CARF MF Documento de 9 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.09347.4529. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13603.001365/200616 Acórdão n.º 2801002.461 S2TE01 Fl. 131 7 fiscalização, estamos diante de uma fase inquisitória, em que não há obrigatoriedade de o Fisco intimar o contribuinte acerca de todos os procedimentos realizados. Por tais razões não resta configurado qualquer cerceamento do direito de defesa ou mesmo ofensa ao contraditório. DO MÉRITO Cumpre informar, inicialmente, que, nos termos do § 2° do art. 6º da Lei nº 8.134/90, com a redação alterada pelo art. 34 da Lei n° 9.250/95, todas as receitas e despesas escrituradas em Livro Caixa estão sujeitas à comprovação, sendo que a legislação atinente à matéria foi compilada nos arts. 75 e 76 do Regulamento do Imposto Sobre a Renda, aprovado pelo Decreto n° 3.000/99, in verbis: Art.75.O contribuinte que perceber rendimentos do trabalho nãoassalariado, inclusive os titulares dos serviços notariais e de registro, a que se refere o art. 236 da Constituição, e os leiloeiros, poderão deduzir, da receita decorrente do exercício da respectiva atividade (Lei nº 8.134, de 1990, art. 6º, e Lei nº 9.250, de 1995, art. 4º, inciso I): I a remuneração paga a terceiros, desde que com vínculo empregatício, e os encargos trabalhistas e previdenciários; II os emolumentos pagos a terceiros; III as despesas de custeio pagas, necessárias à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora. Parágrafo único .O disposto neste artigo não se aplica (Lei nº 8.134, de 1990, art. 6º, §1º, e Lei nº 9.250, de 1995, art. 34): I a quotas de depreciação de instalações, máquinas e equipamentos, bem como a despesas de arrendamento; II a despesas com locomoção e transporte, salvo no caso de representante comercial autônomo; III em relação aos rendimentos a que se referem os arts. 47 e 48. Art.76. As deduções de que trata o artigo anterior não poderão exceder à receita mensal da respectiva atividade, sendo permitido o cômputo do excesso de deduções nos meses seguintes até dezembro (Lei nº 8.134, de 1990, art. 6º, §3º). §1º O excesso de deduções, porventura existente no final do ano calendário, não será transposto para o ano seguinte (Lei nº 8.134, de 1990, art. 6º, §3º). §2º O contribuinte deverá comprovar a veracidade das receitas e das despesas, mediante documentação idônea, escrituradas em Livro Caixa, que serão mantidos em seu poder, à disposição da fiscalização, enquanto não ocorrer a prescrição ou decadência (Lei nº 8.134, de 1990, art. 6º, §2º). Fl. 133DF CARF MF Documento de 9 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.09347.4529. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13603.001365/200616 Acórdão n.º 2801002.461 S2TE01 Fl. 132 8 §3º O Livro Caixa de que trata o parágrafo anterior independe de registro. O § 3° do art. 76 acima reproduzido estabelece que o Livro Caixa independe de registro. Todavia esse fato não exime que o citado Livro seja preenchido de acordo com os requisitos especificados na legislação contábil e fiscal. Verificando a planilha apresentada pelo contribuinte (fls. 20/31 e fls. 72/85), constatase que não há como aceitála como Livro Caixa, posto que foi preenchida de forma totalmente alheia às regras contábeis e fiscais, não havendo discriminação correta das despesas tampouco data em que teriam sido realizadas, além de não haver menção aos documentos a que se referem. Igualmente, os documentos juntados às fls. 32/56 não são suficientes para comprovar que se referem a despesas realizadas pelo recorrente, pelos motivos demonstrados no acórdão recorrido, razão pela qual não merece qualquer reparo a análise daquela documentação realizada pelo órgão julgador de primeira instância. Ademais, de acordo com os comprovantes de rendimentos fornecidos por BH Conta Ltda e Simetria Contábil Ltda (fls. 59/60), os rendimentos recebidos pelo interessado de tais empresas se referem a trabalho assalariado, logo não é permitido ao contribuinte deduzir despesas relativas a essas pessoas jurídicas como despesas com Livro Caixa, que são limitadas a despesas decorrentes de trabalho não assalariado. Também as Declarações firmada por José Raimundo Costa (fls. 116) e Lorrayne Maresca Costa de Araújo (fls. 117), apresentadas em sede recursal, não se prestam a comprovar despesas com Livro Caixa, por não se tratarem de documentos hábeis e idôneos para tais fins, pelos seguintes motivos: a) a Declaração firmada por José Raimundo Costa não tem o condão de contrapor contrato de locação celebrado em seu nome, como é o objetivo do documento; b) a Declaração firmada por Lorrayne Maresca Costa de Araújo não substitui a necessidade de comprovação da realização de despesas em nome do contribuinte, necessárias à percepção dos rendimentos de trabalho não assalariado; É importante destacar que, nos termos do art. 29 do Decreto nº 70.235/72, na apreciação da prova a autoridade julgadora formará livremente a sua convicção. Em relação à alegação de que a fiscalização teria agido com “dois pesos e duas medidas”, ao desconsiderar somente as despesas relativas ao Livro Caixa, quando, no seu entendimento, deveria ter agido da mesma forma quanto às receitas, cumpre assinalar que a autoridade fiscal não está obrigada a exigir a comprovação de todos os dados constantes na declaração de ajuste anual do contribuinte, mas somente daqueles que suscitar dúvidas acerca da sua veracidade. Neste caso, conforme Termo de Intimação Fiscal de fls. 12/13, não foi solicitada ao interessado a comprovação do recebimento de rendimentos decorrentes de trabalho não assalariado, sendo que, em relação ao Livro Caixa, foram solicitados os documentos comprobatórios que respaldam a respectiva escrituração, valendo ressaltar que na planilha apresentada como Livro Caixa não foram informados quaisquer valores como receitas, mas tão somente despesas, como pode ser constatado às fls. 20/31 e fls. 72/85. Por conseguinte não prospera a alegação do recorrente. Fl. 134DF CARF MF Documento de 9 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.09347.4529. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13603.001365/200616 Acórdão n.º 2801002.461 S2TE01 Fl. 133 9 Assim, em virtude de ausência de apresentação de Livro Caixa e de documentos que comprovem a realização de despesas sob essa rubrica, correta a glosa efetuada pela fiscalização. Acerca das decisões administrativas e judiciais citadas, cumpre assinalar que, com exceção das decisões judiciais transitadas em julgado, proferidas no rito do recurso repetitivo e da repercussão geral, as demais decisões administrativas e judiciais não vinculam os julgamentos deste Conselho, posto que inexiste lei que lhes atribua eficácia normativa, razão pela qual só produzem efeitos entre as partes envolvidas, não beneficiando nem prejudicando terceiros. Em relação à multa de ofício, sua aplicação é de caráter obrigatório, no caso de lançamento de ofício, nos termos do art. 44, I, da Lei nº 9.430/96, cabendo esclarecer que no caso em apreço não houve aplicação da multa qualificada, ao contrário do que alega o recorrente, pois o percentual aplicado foi de 75%, sendo que a Súmula 25 do CARF trata de multa qualificada. Assim, também no tocante a esta matéria, não há qualquer reparo a ser feito no lançamento. Por fim, vale registrar que o lançamento foi realizado em estrita consonância com a legislação, não havendo quaisquer violações aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade, mesmo porque o interessado não logrou demonstrar tais violações, limitandose a meras alegações. Diante do exposto acima voto por REJEITAR a preliminar suscitada e por NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator Fl. 135DF CARF MF Documento de 9 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.09347.4529. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por WALTER REINALDO FALCAO LIMA em 21/05/2012 09:28:25. Documento autenticado digitalmente por WALTER REINALDO FALCAO LIMA em 21/05/2012. Documento assinado digitalmente por: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES em 22/05/2012 e WALTER REINALDO FALCAO LIMA em 21/05/2012. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 08/10/2019. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP08.1019.09347.4529 Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: C4BCDC9010F72ACA5D2FDAD3A48E58892562F838 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 13603.001365/2006-16. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 10660.000761/2005-64
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 18 00:00:00 UTC 2010
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 30/04/2004, 30/07/2004,menta:
DIRF-PAPEL. IMUNE. FALTA OU ATRASO NA ENTREGA DA
DECLARAÇÃO.
A não apresentação, ou a apresentação da DIRF-Papel Imune após os prazos estabelecidos pela legislação, sujeita o contribuinte à imposição da multa prevista
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 3803-000.433
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso, para reduzir a penalidade aplicada pelo descumprimento da obrigação acessória a R$ 5.000,00 (cinco mil reais), adequando-a ao inc. II do § 4º do art. 1º Lei nº 11.945, de 2009.
Matéria: IPI- ação fiscal - penalidades (multas isoladas)
Nome do relator: CARLOS HENRIQUE MARTINS DE LIMA
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ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 30/04/2004, 30/07/2004,menta: DIRF-PAPEL. IMUNE. FALTA OU ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. A não apresentação, ou a apresentação da DIRF-Papel Imune após os prazos estabelecidos pela legislação, sujeita o contribuinte à imposição da multa prevista Recurso Voluntário Provido
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decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso, para reduzir a penalidade aplicada pelo descumprimento da obrigação acessória a R$ 5.000,00 (cinco mil reais), adequando-a ao inc. II do § 4º do art. 1º Lei nº 11.945, de 2009.
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"FALIA OU ATRAS() NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO, A nao apresentação, ou a apresentação da DIRF-Papel Imune após os prazos estabelecidos pela legislação, sujeita o contribuinte à imposição da multa prevista Recuiso Voluniario Piovido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiada poi unanimidade de votos, dar 1:movimento parcial ao recurso, para reduzir a penalidade aplicada pelo descumprimento da obrigação acessória a R$ 5 000,00 (cincO mil reais), adequando-a ao inc, II do § 4" do art. I" .I.ei nú I 1 945, de 2009. P Alexa iidre E.,i e ''-i;),(1: P. ie,si det i te( ,f)lpi 4 /11 • 0 / , ii, . //i 1 , (f I T„ ; 1 1. ; ( .alioá.' r ;i'ilw ividtGllS (te Élina— Relator Y7 / 1 : LI/Li i i Partic.,iparam da sessão de julgamento os Conselheiros: Belchior Melo de , Sousa, Carlos Henrique Mattins de Lima (Relatoi), Rangel Permeei Fiorin, Daniel Mauricio Fcdato e I lélcio 'Afeta Reis i Relatório Contra a contribuinte retro qualificada foi lavrado o Auto de Infração de tis 03/05 para exigência de Multa no valor de R$ 28 500,00, decorrente da falta ou atraso na entrega da Declaração Especial de .1131O1T11a0CS Relativas ao Controle do Papel Imune (D1EPapel Imune), relativamente aos trimestres I e 2"/2004 O lançamento foi amparado nos dispositivos legais relacionados na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal do Auto de Infração (11. 04), merecendo destaque o art.. 505 e parágrafo único do Decreto ri° 4 544/2002 (cuja matriz, legal é o art 57 da Medida Provisória ff' 21.58-35/2001) e os ai ts V, 10 e 11 da IN SRI . IN' 71/2001. Após ciência do Auto de Inflação, por via postal, em 05/04/200.5 (11. J7) e inconformada com o lançamento, apresentou a contribuinte, em 05/0.5/2005, a impugnação de fls. 19/21, na qual, em síntese; 1') alega que não Operou com papel imune no 1' trimestre/2004 e que, no 20 trimestre/2004 houve apenas entrada, atribuindo a esses fatos a ausência de entrega das DIF. - Papel Imune, sob a justificativa de que nessa situação o programa não 1"min" geração do disquete para transmissão, gerando a mensagem de eno NÃO HÁ MOVIMENTO; 2 0 ) argumenta que o valor da multa imposta é absurdo e viola o principio do não confisco; 3 0 ) acrescenta que não pode Ser penalizado duas vezes pelo mesmo CITO, não podendo pagar a multa imposta por mês de atraso; 40 ) alega abuso de poder, pela autoridade fiscal, na lavralura do auto de inft ação 5") ao final, requer seja anulado o auto de infração \. .,7É o Relatório i Nr I) ,,,, \J !. , 1 2 ['recesso 11" 10e(4) 000761/2.005-64 S3- Tlf.03 Aeól dão ii 3803-00A33 11 7S Voto Conselheiro Carlos Henrique Mar rins de Lima, Relator () recurso é tempestivo e preenche Os deniais requisitos para sua admissibilidade, e dele conheço Destaco inicialmente que a obrigaçã.o acessória. de que se trata — apreseniação da DIF-Papel Imune — decorre de deferência legal Secretaria da Receita Federal SRF, operada pelo art. 16 da lei n" 9 779, de 19 de janeiro de 1999, matriz legal do art. 212 do Regulamento do Imposto sobre Produtos Indusirializados — IN, aprovado pelo Decreto n" 4.544, de 26 de dezembro de 2002 — REP1/2002, abaixo ti allSeritO: Art. 212 4 SR.1.- poderá dispor sobre as obri,wwires acessórias relativas ao imposto, estabelecendo, inclusive, .fõi praro condiçõea paia o seu (...umprimento O O respectivo responsável (Lei n"9 779, de 1999, (11 /6) Munida dessa autor i zação legal, cuja constitucionalidade escapa da competência desse colegiado questionar, a teor da Súmula 21, a extinta Sn editou a Instrução Normativa SR 71, de 24 de agosto de 2001, mais tarde alterada pela Instrução Normativa S.R1' .n.2 1.01, de 21 de dezembro cle 2001, e pela Instrução Normativa SRF d 134, de 8 de fevereiro de 2002, para criar a Declaração 1 .special de Informações Relativas ao Controle do Papel Imune - [)1F-Papei Imune (ali. 10), instituir a obrigação acessória de apresentá-la (art 11) e remeter a sanção para os que a de,scumpritem ao art. 57 da MI d' 2.158- 35. de 2001, malriz legal do art. 505 do R IPI/2002: Art .50.5 O descumptimento das. obrigações acessórias eyigidas no.. C1 MOS do art. 212 oca' J (dará a aplica< ao da multa de R$ 5 000,00 (cinco mil rcais), poi inàs-calc.vhiário, aos contribuintes que deixarem de fornecer, HOS prazos estabelecidos, as infoi maçães ou eschnecink.mins solicitados (Medida Provisõria n" 2 /58-35, de 2001, ait 57) Parág,,ralo único Ara hipótese de pessoa jurídica optante Reto SIMPLES, a multa de gire trata o (vinil seir.i. redicida em setenta poi cento (Medida Ri ocria n" 2 1.58- 5, de 200.1, (ui 57, •pai c.i. iafo 1:f Ph.0) O recorrente não foge à regra e, assim como todos os inadimpl.entes (h) cumprimento de obrigação acessória, penalizados com a multa regulamentada pela 1 N-SRF n) 71, de 2001, inquina tal sanção de nulidade. () recorrente cita excertos de doutrina que rechaçam a possibilidade de instituição da obrigação acessória. Cm apreço por instrumento not man vo infralegal. Súmula IV 2 do Segundo Conselho de Contribuintes, aprovada na Sessão Plenária de 18 de setembro de 2007: "O Segundo Conselho e ibuiates não é; competente para se pronunciar sobre a ineonstitueionalidade da legislação tribulartiy.1 Y" if -N-ão penso assim.. O Código Tributário Nacional [CTNI, no Ululo ii. "Da Obrigação 'Tributária" ao conceituar a obrigação acessória indica que ela decorre da legislação tributária. O próprio (.1‘N, no art. 96, define o que vem a ser a expressão "legislação tributária" afirmando que "compreende as leis. os tratados O as convenções internacionais, os decretos e a.s normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos O relações jum ídicas a eles pertinentes Porlanto, criar unia obrigação acessória não é prerrogativa de lei .strictu senso, nos termos do que rege o CIN. Ioda essa digressão é, no entanto, despicienda, no caso vertente, É que a tralha de que se trata não -foi instituída pela IN-SR1 d 71, de 2001. Essa penalidade, aplicável a todas as hipóteses de descumptimento de obrigações acessórias estabelecidas pela SRF, foi instituída pelo artigo 58 da -MP 2.1.58-34, de 2001, que, por força do ai t. 2" da Fruenda Constitucional n" 32, de 2001, encontra-se em vigor até a presente data, com força de lei. Assim, creio ter demonstrado, ainda que de fOrma concisa, a base em que se sustenta a aplicação da penálidade, rechaçando a nulidade argüida. Cumpre esclarecer, também, já que se trata de arguir-lento recorrente nos recursos voluntários da espécie, que a multa torna-se aplicável a partir da constatação do atraso na entrega da declaração, e não após o prazo estabelecido em intimação fiscal para tanto, independentemente de já ter sido expedido o ato declamatório do registro especial, ou dc ler ocorrido movimentaçã.o de estoque, conforme claramente especificado nas instruções de preenchimento da DIF-Papel Imune: O de tonante deverõ .selecionai os células correspondentes as atividades do c ..s ta helecime rito que .sendo cadasb O campo .N" Rewistro Especial não é de preenchimento obrigatório para o estabelecimento que não estiver inscrito, mas O programa, quando o declarante acionar a opção "fechar", emitirá uma mensagem alertando-o para O possibilidade de registidl C.S.Se lát» er As três cédulas que estão é direita do fi-ame "Tipos de Registros/Número de Registro 1: special" permik'm üu th:.'elaiante intOrmar que no bimestre não hozire movimentação de notas fiscais, produção de publicações ou movimentação de estoques. 4 - Célula "Sem informação de Notas Ficais": as .sinale caso não tenha havido movimentação de notas fiscais refirentes a papel imune, livros, jornais e periódicos no trimestre base da D1[ PapeiImune. - Célula "Sem informação de Produção Pttblicaçães'": assinale eityo não tenha havido produção de livros, jornais e periódicos no trimesti e ,efel .ência da declaração. 6 - Célula "Sem Informação de Movimentação de Estoques". as.s inale U150 Ha() hdlYid0 movimentação de estaques de papel imune, de livros e de aparas ., sobras e papel inutilizado no trimestre 1..ferencia da deelar.(1ÇãO Ou seja, não é a intimação pela Fiscalização que institui o obrigado em mora no cumprimento da obrigação acessória, razão pela qual não prospera a exceção de coinprimento espontâneo da obrigação, antes de qualquer atividade do Fisco. O instituto da denuncia espontânea do ar t. 138, do C.TN não abriga as obrigações de lazer, co-mo é o caso das responsabilidades acessórias autônomas, sem qualquer vinculo direto com a existência do fato gerador do tributo,que não são alcançadas. 4 . . I' roGcsso T-I') 10660 000161 /20(b-c"),1 S3-1V,03 Acirc-Fio n." 3803-00..433 11 79 .DCStaftC, os arf11111CIIIIOS trazidos pelo recorrente a. penalidade imposta são alegações cujo reconhecimento depende da confrontação do texto legal que estabeleceu a imposição da multa Gut. 58 da MI' 2..158-.34) com o texto constitucional e demais princípios que regem a atividade legislativa.. F. alegações acerca da inconstitucional idade e da ilegalidade das norma.s tributárias não podem ser apreciada.s na esfera administrativa, por transbordar os limites de sua competência legal. O que se julga. é a. aplicação d.a norma, não sua validade .iurídica.. E., corno visto, no caso concreto a legislação tbi aplicada. corr.etamente no que diz r•espeito '.1 exigência da penalidade. Princípios constitucionais possuem como destinatário, via de regra, o legislador ordinário, servindo apenas e tão-somente de inspiração e orientação para o exercício da. competência legislativa. no momento da criação das normas ¡uridicas que regularão o imposto.. Somente a lei, elaborada por quem detêm a. competência legislativa conferida pela Constituição, assim como as normas consti tucion.ais de eficácia plena e aplicabilidade imediata têm o condão de criar relações jul idicas de direito mater •ial.. Por este motivo, não há como acatar a tese apresentada pelo recorrente. A rigor, deve ser aduzido que o princípio da estrita legalidade é o paradigma da atividade administrativa estatal, sendo que a apreciação de questionamentos de .jaez constitucional não é província da atividade de .julgamento administrativo empreendida pelo órgão competente no seio da Administração Pública, competindo-lhe tão-somente aplicar o direito tributário positivo. Por essa mesma razão, afasto, peremptoriamente, qualquer insinuação de que a penalidade de que se trata tenha. ferido os pr•incípios da razoabilidade, da capacidade conisibufiva, da proporcionalidade e da 780110M -ia, ou de que tenha natureza confiscator ia. .Rejeito também o argumento de que a interpretação da legislação, quanto a. quantificação da multa, tenha sido equivocada.. 1,embr.o o recorrente que não se trata aqui dc uma. declaração mensal, mas, ao contrário, reLer •ern-se aos trimestres de cada armo.. Para vingar a peculiar interpretação proposta pelo re,conente, a redação do art 57 da MI n" .2.158-.34, de .2001, deveria refer .ii .-se a trimestre, e não a mês-calendário, como fez. Portanto, entendo que a presente multa foi corretamente aplicada, não sendo o caso de substitui-1a, nem de reduzi-la, ao teor do artigo 1_36 do CTN. Vntrementes, a. Lei n' 11.945, de 4 de .junho de 2009, em seu art. 1", § .3", I e ff' soterrou de vez a dúvida quanto à legalidade da. instituição dessa. obriga.ção acessória por instrução normativa, atribuindo expressamente à SRL essa prerrogativa A citada lei, em seu § 4", I e 11 3 , também alterou significativamente as penalidades para o descumpr •imento da obrigação acc..ssoria. ';'..; 3o Fica atribuída á Secretaria da Receita federal de .ftasil competóncia para: I - expedir normas coruplementines relativas ao Registro 1 special e ao cumprimento das exigências a que estão strjeítas as pessoas ,jurídicas paia sua concessão., li - estabelecer a pot iodieidade e a forma de, comprovação da correta destinaçâo do papel beneficiado com imunidade, inclusive mediante a instituição de obrigação acessória destinada ao controle da sua comercialização e impor taçãO. 3 § 4o O não cumprimento da obrigação prevista no inciso II do § 3o deste aitigo sujeitará a pessoa . jurídica às seguintes penal idades: I - 57ó (c.l. .0..por cento), não in mferior a "R$ 100,0(1 (ce reais) e dto superior a RI', 5 000,00 (cinco mil reais), do ,/ , valor ciaa: .weraçoes com papel ilITU caioidas ou apresentadas de tbrma inexatau mo incoplet .,a e 1'" -' ,''. » s / r A multa pela infração que era cumulativa por mês de atraso, liii repartida em duas naturezas, contOrme incisos I e [1: no primeiro caso, ad valorem incidente sobre os valores apurados em três eventos distintos, com valores limítrofes mínimo e máximo; no segundo, de valor lixo, conforme o porte da sociedade, na hipótese da entrega da DR-Papel com atraso. Repare-se, ainda, que elas podem sei mutuamente cumulativas No caso presente, o lato tipificado diz respeito, exclusivamente, a "falta/atraso na prestação de informações". Não há indicação de que tenha havido omissão de informações sobre operações como papel inume/ omitidas ASSIM, em face da retroatividade na norma penal mais benigna, prevista no art. 10p, II, "e" do CL N, à luz das disposições legais citadas, considerando-se que se trata de sofciedade enquadrável como micro ou pequena /,' empresa, a penalidade originalmente aplii ,da deerá ser "[eduzida para R$ 10 000,00 (dez mil Mreais), consoante o disposto no c.. II do " (101, I" da Lei 1 1,945, de 2009 Ante o I exposto, it ç-W 1)21 dar parcial provimento para reduzir a penalidade aplicável, adequando-o à Lei d 2009l . 9 ,.. -de' ,ti Ck. ry rf Carlos 1- -(1"i( t ". ttins de Lima / I . , L./ II _ de R$ 2 500,00 (dois mil e quinhentos reais) para miem e pequenas empresas e de R$ 5 000,00 (cinco mil leais) para as demais, independentemente da sanção prevista no inciso 1 deste ai tipo, se as informações não lOrem apresentadas uo prazo estabelecido 6
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Numero do processo: 10925.000764/2005-40
Data da sessão: Mon Jun 28 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS -
IPI
Período de apuração: 01/10/2002 a 31/12/2002, 01/10/2003 a
31/12/2003
CRÉDITOS IPI.
O recebimento de insumos por transferência de outro estabelecimento enseja o destaque do IPI devido nas respectivas notas fiscais que acompanham os produtos transferidos. Sem essa providência, não se evidenciam o registro do IPI na escrita fiscal do transmitente dos insumos, tampouco o direito de aproveitamento dos créditos pelo estabelecimento recebedor daqueles insumos, seja para o confronto debito x crédito, seja para o ressarcimento em espécie ou mediante compensação com outros tributos e contribuições administrados pela Receita Federal do Brasil.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.464
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: CARLOS HENRIQUE MARTINS DE LIMA
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/10/2002 a 31/12/2002, 01/10/2003 a 31/12/2003 CRÉDITOS IPI. O recebimento de insumos por transferência de outro estabelecimento enseja o destaque do IPI devido nas respectivas notas fiscais que acompanham os produtos transferidos. Sem essa providência, não se evidenciam o registro do IPI na escrita fiscal do transmitente dos insumos, tampouco o direito de aproveitamento dos créditos pelo estabelecimento recebedor daqueles insumos, seja para o confronto debito x crédito, seja para o ressarcimento em espécie ou mediante compensação com outros tributos e contribuições administrados pela Receita Federal do Brasil. Recurso Voluntário Negado.
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MINISrFÉRIO DA FAZENDA CONSELHO Al)MINISTRATIVO IW RECURSOS FISCAIS I I , RCE1RA SUCÃO DE JULGAMUNTO Processo n" 10925 000764/2005-40 Recurso n" 258.176 Voluntário Acórdão n" 3803-00.464 — .3" Turma Especial Sessão de 28 de junho de 2010 Matéria RESSARCIMENTO Dr 1P1 Recorrente SADIA S/A Recorrida DRI-j1"1/ Dl , FORA NIG ASSUNTO:IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IP! Período de apuração: 01/10/2002 a 31/12/2002, 01/10/2003 a 31/12/200.3 CRÉDITOS IPI. O recebimento de insumos por transferência de outro estabelecimento enseja o destaque do IPI devido nas respectivas notas fiscais que a co mp an Iram os produtos transferidos Sem essa providência, não se evidenciam o i egi S ti o do IPI na escrita fiscal do transmitente dos inSti Inos, tampouco o direito de aproveitamento dos créditos pelo estabelecimento recebedor daqueles insumos, seja para o confronto debito x crédito, seja para o ressarcimento em espécie ou mediante compensação com outros tributos e contribuições administrados pela Receita Pederal do Brasil. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos Acordam os membros do C,Oleiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso „,--,, e __ re _ , • ,. Al ‘ -a -Ri Kern - Pies'C itte22.. , ../J,' I '''' 1/ Carlos FlefiN) '' /a Ihs de Ij ma - Relator ../í .," , 1 Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Carlos Henrique Martins de Lima (Relator), Hélcio 1,-ifetà Reis, Daniel Maurício Feciato e Rangel Permeei Relatório Trata o presente processode PEDIDO D E R.ESSARCIMNN FO/CO.M.P.E.NSACÂO PER.DCOMP 18592..96112.010604 1 3.01- 0009 (1:1 s.. 01/03) c PERDCOMP n". 03575,7 -1073..270204 1.3.01-6000, concernentes a SALDO CREDOI.Z. de IP I, relativos, respectivamente, ao 4' trimestre do ano- calend ário de 2003, transmitida em 01/06/2004, e 4' trimestre de 2002, transmitida em 27/02/2004, com fulcro no art. 11 da Lei á' 9.779, de 19/01/1999 Ao saldo credor de R$ 4.007,40 (R$10.788,83,11. 02, e R$32 518,57, tf 05), extraído do RA1I 1, vincularam-se os débitos do Imposto de Renda Retido iia Fonte - IRRF, apulado na 5' 1 semana de maio de 2004 (IL. 03) e da estimativa mensal da Contribuição Social sobre o lucro Liquido CSLI.,, do mês de janeiro de 2004 (1 06), ambos controlados no processo 10675..003860/2007-09. Em análise de legitimidade, a autoridade competente da -Delegacia da Receita 1 ederal em Uberlândia, MG, exarou o Despacho Decisório de lis. 253/255 para. deferir parcialmente o pleito de ressarcimento, com o reconhecimento do saldo credor de R$32.518,57; homologara compensação declarada à 11. 06 e não- homologar a compensação declarada à ft. 03, o que gerou a carta de cobrança de fls. 259/260.. O indeferimento e a não homologação de compensação dizem respeito à PER DCOMP ri°. 18592.96112.010604..1.3.01.0009 ( fls.. 01/03). As razões para o deferimento parcial do saldo credor, com amparo na Informação Fiscal de lis. 238/243, 8/243, serão, resumidamente, descritas a seguir: a) o estabelecimento exerce operação dc abate de sim iflOS e preparação de carnes e subprodutos derivados de suínos, inclusive embutidos, tributados i aliquota zero; b) o saldo credor apurado pela contribuinte corresponde ao IP 1 de R$10.788,83, informado no campo de Informações (- oin.p -lernentares das notas fiscais xeroeopiadas its fls.. 209/210 e 212/21.5, anulado no Livro Registro de Apuração do lmposto sobre Produtos Industrializados RAIP1, à fl. 188; e) a nota fiscal de fl. 213, refere-se à. exportação de frango codelado pelo estabelecimento de Paranaguá, portanto não guarda relação com o estabelecimento pleiteante, restando indevido o creditamento; d) os produtos sobre os quais a contribuinte apurou o saldo e 'ed,ior são transferências de insumos filial localizada em Paranaguá, PR (Ç.'pJ: 20.730.099/00040-09).. As notas fiscais de lIansferêncii..ts (tis. 209/210, 212 e 21.4. 5) \i\ 2 \\:\ Processo n' 10()25 0i)0764/2005-40 S3-1 LOS Acórdão n 3803-0W464 1-1 343 ão trazem o IP1 destacado, mas apenas anotado a título de Informações Complementares - Campo 5 do 'Modelo do documento adotado, que é o de Nota fiscal fatura. A base de cálculo utilizada difere do valor total bruto, constante do quadro "dados do produto", do qual também não constam indicações sobre alíquota e valor do 1P1. irregularidades apontadas deixaram dúvidas quanto ao correto recolhimento do tributo no estabelecimento de origem Intiinada a esclarecer os fatos assinalados no parágrafo anterior, a empresa limitou-se a intbrmat-, à fl. 220, que a ausência das indicações decorre de falta de configuração específica do sistema para tais operações e que os valores são divergentes porque a transferência de insumos opera-se com o montante de valor de custo e o imposto creditado tem por base de cálculo os valores de aquisição/compra. Quanto à solicitada comprovação do lançamento do 1PI, indicado nas notas fiscais, a débito, pelo estabelecimento de Paranaguá, a empresa apresentou, às fls. 222/237, cópias de notas fiscais e, a elas concla.eionadas, cópias de lançamentos no Livro Registro de filtradas - LR 1/ daquele estabelecimento. Tais elementos não comprovam o débito de IPI, pois: —dentre as cópias apresentadas, na,o constam as das notas fiscais relacionadas neste processo; —em relação às notas fiscais do outro processo correlato, não há relação direta entre as notas -fiscais e os lançamentos no I „R_F., e, — principalmente, os lançamentos no [.RI comprovam créditos do estabelecimento de Paranaguá, e não débitos, confim-lie foi solicitado mediante intimação. Desse modo preenchidas, as notas fiscais de fls. 209/210, 21.2 e 21 4/21 5 não são hábeis para comprovar o crédito requerido, portanto não tem valor -fiscal, conforme estatuem os arts .353, 1.25, 190 e 196 do Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados RIPI/2002: Cienti ficada do despacho decisório, a contribuinte manifestou sua inconformidade às fls. 268/275 e 291/298 (processo de cobrança n. 10675 .00:3860/2007-09), a 1 egan do em síntese, que: 1) a autoridade fiscal equivocou-se ao deixar de reconhecer o direito ao ressarcimento de R$10:788,53 por considerar que todo o crédito objeto do pedido de ressarcimento não foi lançado no Livro Registro de Apuração do 1PI (R.A1P1) Assim agindo, o fisco infringe o princípio da não-cumulatividade do 'PI esculpido no art. 15.3, inc„ II, :3'), da Constituição Federal, haja. vista que o simples deseumprimento de obrigação acessória não pode impedir o direito ao crédito que tem índole constitucional; 2) a requerente não pode ser. penalizada com a não-homolo g ação do crédito apenas e tão-somente em razão do descumprimento de Obrigação acessória, .3) não pairam drii vidas de que quando muito a requerente poderia ter sido autuada por descumprirnento de dever instrumental, mas não poderia, em hipótese alguma, ter restringid i/O/ seti direito de crédito e conseqüente denegação dos pedidos de 3 ressarcimento e de compensação; 4) cabe ainda destacar que o fisco alega que não foi lançado débito de [PI no RAIP1 do estabelecimento de Paranaguá. Entretanto, o estorno foi devidamenle realizado, conforme comprovaLil os documentos anexos, inexistindo qualquer das máculas apontadas pela fiscalização, 14ãO havendo nada que impeça o creditamento Vale ressaltar que os valores relativirs às notas fiscais cru comento são destacados, conforme comprovado, diretamente no R.A1P.I., rio campo "outros débitos", visto que o sistema S AP riãO prevê emissão de nota fiscal de ti an.sterência de importados com destaque do [P1 DO campo especifico da nota fiscal.. Também não computa diretamente o débito no Livro Registro de Saídas, motivo pelo qual, conforme solicitado pela fiscalização, a impug.nante junta cópia do Livro -Registro de apuração do estabelecimento localizado em Paranaguá; 5) a requerente faz jus ao reconhecimento do crédito de 1PI con.stante em todas as notas fiscais descritas no seu pedido inicial de ressarcimento, motivo pelo qual necessário se faz. a homologação do pedido de compensação do 'ERRE. , objeto deste processo A DRJ alega que é inevitável reconhecer o acerto do despacho decisório que indeferiu o saldo credor requerido pela ausência das necessárias observações do que dispõem á legislação tributaria, bem como pela incomprovada amdação do crédito registrado no primeiro estabelecimento, mediante lançamento nas notas fiscais de transferência de insumo, bem como da escrituração do respectivo do Imposto no RÃ [P1 do estabelecimento remetente.Ressalte, ainda, a inclusão indevida, nos R$ 10.7883 requeridos, do 111 correspondente a nota fiscal de tis 213.. Em decorrência da decisão proferida pela DRJ o contribuinte protocolizou recurso VOILUItári0 em 02 de julho de 2008 solicitando a reforma do acórdão por via de conseqüência a homologação total da compensação inlegral de créditos de IPI dos presentes autos, de ruodo a ser extinto por compensação o debito de I.R.R.E em tazão da compensação com o saldo credor de face ao entendimento aos int 4 e 8 do Regulamento de \Imposto de Produtos Industrializados. Voto Conselheiro Carlos Ilenrique Martins de Lima, Relator O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos para sua admissibilidade, e dele conheço. ; A recorrente pretende ver reconhecidos créditos de IPI, relativos ao 4' trimestre do ano-calendário de 2003, que alega possuir em face de transferências de insumos por estabelecimento localizado em Paranaguá, PR, indeferidos por meio do Despacho Decisório de fls. 253/255. "[ais créditos fOram integralmente negados porque o IPI ryt requerido não foi destacado nas notas fiscais utilizadas nessas operações Ademais, não houve comprovação do registro dos débitos, correspondentes aos 1 4\\ Processo n'' 10925 0007012005-10 S3-1 11:113 Acórdào n " 3803-00.464 H. 344 CF éditos requer idos, no estabelecimento de onde provier am os insumos (Paranaguá), Pois bem.. Um face do pleito de fls.. 04/06, foi desta.eado um auditor fiscal, para verificar a legitimidade do saldo credor requerido, () auditor fiscal , em análise do processo de industrialização e do documentará° fiscal da requerente, relatou na. Informação 1iseal de fls. 240/243, que o crédito requerido de R$10.788,83 (com exceção da parcela correspondente à nota fiscal de ft 21.3), embora represente aquisições de produtos quali ficáveis como matérias-priinas, produtos intermediários e materiais de embalagem, não se comprovou que a transferência desses insurnos entre os estabelecimentos de Paranaguá e Uberlândia tenha ocorrido de forma regular, Isso porque nas notas apensadas às fls, 209/1210, 212 e 2141.215 não há o destaque do IP 1, o qUe tornaria evidente que o estabelecimento, localizado no Paraná, ao transferir os insumos para a requerente, anulou o crédito registrado quando do recebimento daqueles insurnos (aquisição original). A anulação, feita por intermédio de lançamento do IPI na nota fiscal de transferência e no RAIP1, é condição indispensável para que o estabelecimento recebedor dos insumos transferidos possa legitimamente registrar o IN corno crédito em sua escrita Fiscal Entretanto, essa circunstância incomprovada põe cru cheque a afirmação da conttibuinte de que todas as medidas necessárias à legitimação de seu crédito teriam sido adotadas pelo estabelecimento localizado em Paranaguá. Além do mais, a alegada apresentação do R AIPI do estabeleci incuto remetente de instintos não foi confirmada nos autos, apenas restando como inadequada e insubsistente comprovação do lançamento do IPI, nrediante oferecimento dos seguintes documentos: cópia do Livro Registro de Entrada, às fls. 222/237, e as notas fiscais de lis. 209/210, 212 e 214/215, sem o devido destaque doi'''. Sendo assim, com objetividade e clareza, o auditor fiscal ao rechaçar os argumentos apresentados pela contribuinte, concernentes às solicitações emitidas no Termo de -Intimação de -fl. 218 , asseverou: Quanto à solicitada comprovação do lançamento do 1- 11. , indicado nas notas fiscais, a débito, pelo estabelecimento de Paranaguá., a empresa apresentou, às fls. 222/237, cópias de notas fiscais e, a elas correlacionadas, cópias de lançamentos no Livro Registro de Entradas - daquele estabelecimento. Tais elementos não comprovam o débito de IN, pois: -dentre as cópias apresentadas, não constam as das notas fiscais relacionadas neste processo; •-em relação às notas fiscais do outro processo correlato, não há relação direta entre as notas fiscais e os lançamentos no L,RE, e, - principalmente, o os lançamentos no LRE comprovam créditos do es abeJecimento de Paranaguá, e não débitos, contbrme foi solicitado mediante intimação, • / • Desse modo preenchidas, as notas fiscais de fls. 209/210, 212 e 214/215 não • 5 são hábeis para comprovar o crédito requerido, portanto não tem valor fiscal, conforme estatuem os arts. 353, 125, 190 e 196 do Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados — RIPI/2002.. A propósito, os citados artigos dispõem: a) serão consideradas, para efeitos fiscais, sem valor legal, e servirão de prova apenas et11 favor do HSCO, as notas fiscais que não contiverem 1.10 quadro "Cálculo do Imposto", as informações necessárias à identificação e classificação do produto e ao cálculo do imposto devido (art. 353); b) considerar-se- não efetuados os atos de iniciativa do sujeito passivo, para o lançamento,. quando o documento !br reputado sem valor por lei ou por este 1.Z„cgulamento ou estiver em desacordo com as normas do Capitulo VIII do RIR/2002 .. que cuida do lançamento do "PI (ad. 125); c) os créditos serão escriturados pelo beneficiário, em seus livros fiscais à vista dos documentos que lhes confiram legitánidade (ari 190); d) o direito à utilização dos créditos do iinpost o pelos estabelecimentos industriais, e equiparados a industrial, mediante dedução do imposto devido pelas saídas de produtos daqueles estabelecimentos, está subordinado ao cumprimento das condições estabelecidas para cada caso e das exigências previstas para a sua esci itinação no R.1.11/2002 (, art. 196), Do mesmo modo, o art.. 11 da Lei ri.`-' 9.779, de 19/01./1.999, in tine, condiciona o direito de crédito à submissão às normas expedidas pela Secretaria da Receita Federal Por seu turno, os aias, l u e 20 da IN SRL n0 33, de 1999, que regulamentou o art. 11 da Lei á 9.779, de 1999, estabelecem que a apuração e a utilização do crédito se darão de emilbrmidade com a referida instrução Normativa e (Inc os créditos, relativos às matérias-primas, aos produtos intermediários e ao material de embalagem, serão registrados na escrita fiscal. É indubitável que há regramento sobre o direito de crédito e a escrituração é regra geral devendo sempre ser observada pelos interessados em aproveitar créditos de IP I, seja para dedução do imposto devido pela salda de produtos, seja para solicitar ressarciinento de créditos A escrituração é instrumento tanto de apuração de saldo credor ou devedor, cumprindo ao contribuinte realizá-la, quanto de controle do fisco sobre os ressarcimentos requeridos e deferidos aos contribuintes.. Não é simples obrigação acessória sujeita à sanção caso o contribuinte a descumpra. Muito embora o auditor fiscal, não tenha questionado a "legitimidade" do crédito no montante de R$ 10..788,83, reitere-se que excetuada a fx.ircela correspondente à nota •. fiscal de fl. 213, pois que decorrente de aquisições de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem, acertadamente indeferiu por completo a solicitação do estabelecimento contribuinte. Isso porque, é condição .fundarnental para o deferimento: o destaque no 1PI na nota fiscal correspondente à transferência do insumo e a devida escrituração no lavro Registro de Apuração do IP' RAIP1 do estabelecimento remetente a titulo de débito do imposto, a fim de evitar o duplo aproveitamento na escrita e depois no ressarcimento, pois o aproveitamento de crédito se dá primeiramente na escrita fiscal, sendo concedido de forma subsidiária o ressarcimento desde que, eomprovadamente, exista esse direito. N o caso em análise, a transferência de nsumos 0, r / ocorreu sem que o estabelecimento transmitisse destacasse o imposto devido pelaVIif,,,S ; saída de produtos e o registrasse como débito no RAIPI„ Mesmo nessas condições, a então 1, 1 •,,./.1,`. a I i rocesso n' 0025 00076:1/2005-10 S3-T F.03 Acórao n " 3803-00.464 rl 315 tequetenie escriturou suposto 1P1 pela eutrada dos produtos r egistr ad o s nas notas riscais de fls. 209/210, 212 e 21.4/2156. /. . /' i Por todo o expeiS..61.1 .N/o10 por negar movimento ao recurso. ..,' (""_al los)#€, , tly i artuis de Lima ,/ 7/ ti,,,, VI 7
score : 1.0
Numero do processo: 10283.006272/2004-80
Data da sessão: Mon Jun 28 00:00:00 UTC 2010
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Data do fato gerador: 13/03/1998
PIS EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO HOMOLOGAÇÃO
TÁCITA DO PAGAMENTO.
Em razão do transcurso do prazo de 5 anos contados da data do fato gerador do tributo sujeito ao lançamento por homologação, tem-se que o crédito tributário respectivo encontrava-se extinto pela homologação tácita na data da ciência do lançamento, relativamente ao período acima identificado. O prazo decadencial de 10 anos previsto no art. 45 da Lei nº 8.212/1991 foi declarado
inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal por meio da Súmula
Vinculante nº 8.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 3803-000.474
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso, para declarar a decadência do direito de constituição do crédito tributário.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: CARLOS HENRIQUE MARTINS DE LIMA
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MiNISTÉR 10 DA FAZENDA ':'...•-':..Sisif,U:,:--: CONSTEI:10 ADMINISTRATIVO „DE RECURSOS FISCAIS '1E RC EIRA S Et: AO DF ,Il I EGAMENTO Processo n" 10283 006272/2004-80 Recurso n" 249.600 Voluntário Acórdão n" 3803-00.474 — 3" Turma Especial Sessão de 28 de junho de 2010 Matéria COEINS E PIS Recorrente MSP COMÉRCIO E RE PRI 1'.SENTAÇÃO LIDA Recorrida DRJ-BE LÉM/PA ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 13/03/1998 PIS 1..X1.1.NÇÃC..) DO CR1'-:.DITO TRIBUTÁRIO HOMOIX..)GAÇÃO TÁCITA DO PAGAMENTO, Em razão do transcurso do prazo de 5 anos contados da data do fato geradot do tributo sujeito ao lançamento por homologação, tem-se que o crédito tributário respectivo encontrava-se extinto pela homologação tácita na data da ciência do lançamento, relativamente ao pei iodo acima identificado. O prazo decadencial de 10 anos previsto no art. 45 da Lei n 8 212/1991 ibi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal por meio da Súmula Vinculante n' 8. Recurso Voluntário Provido , Vistos, relatados e discutidos ' s presentes autos. Acordam os membros do Colcgiado, por unanimidade de votos, dar provirriento ao recurso, para declarar a decadência do direito de constituição do crédito tribuUrrio. / , .. __ Ale • andre Kern,/ -) C) ., en Carlos 4 i tfi// 1-1/9i q): jr: ar/fins de Lima - Relator PaltiCipeir 11 • a nd-, ij o presente julgamento Os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Carlos I !enrique Vadios (4 lima (Relator), Hélcio Lafetá Reis, Daniel Mauricio I-, cdato e Rangel Penucci f iot in i Relatório O presente processo trata-se de autos de infração de -11.s. 04/09 e 46/51, para cobrança de contribuições, relativa a talo gerador- ocorrido em 13/03/1998, cujos valores serão acrescidos de multa de oficio de 75% e juros de mora, calculados de acordo com a legislação de regência: Contribuição piria o PIS R.$ 2 - 1 832,38 (.-:.ontribuição para Financiamento da Seguridade Social — Co1ins R$ 67.176,56 A autuação decorreu de insuficiência de recolhimento das sobreditas eni 13/03/1998, cujos valores [Oram apurados com base nas notas fiscais apresentadas pela empresa Amitzonback S/A, CNPJ 00.804.889/0001-60, pala comprovar a aplicação de recursos obtidos junto à Sudam. A contribuinte apresenta impugnação às tis. 35/38 e 77/80, onde, resumidamente, alega apenas a decadência para a constituição dos créditos tributários aqui ein exame, pom. serem lançamentos por homologação. A .D.R.1 de 13el.éni. defende a tese dos dez anos para fins de cobrança dos PIS e da C.',0-1,1-NS, entende ainda que ambas contribuições são destinadas ao linanciatuento Seguridade Social, conforme alínea "d" do parágrafo único do artigo 11 da Lei n. 8.212,. a. ela aplica-se, não o prazo deeadencial previsto no parágrafo 4 do aut. 150 do CTN, mas sim aquele indicado no inciso 1 do artigo 45 da Lei n.8.212. Em decorrência da decisão profimida. pela. -DRI o contribuinte prolocoliZOLI recurso voluntário em 30 de novembro de 2006 solicitando a reforma da decisão proferida pela DR.1- Voto (...mselheiro Carlos Henrique Martins de Lima, Relator O recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos legais de admissibilidade, pelo que dele conheço. Trata-se de contrariedade ao auto de infração lavrado 04 de novembro de - 2.004, em que se exigiram parcelas da contribuição para o PIS tendo por fundainento a insuficiência de recolhimento em 13/03/1998, nos termos do reknorio supra. I. Extinção do crédito tributário. Homologação tácita do pagamento. • piocc,;••;•,, 1283 c06271/2004-80 S3- 1 - E03 A cói Elo n " 3803-00474 El H8 Ampatado no disposto no art. 150, § 40, do Código Tributário Nacional, o Recorrente, preliminarmente, alega o transcurso do prazo deeadencial, fato esse que implicaria na extinção do crédito tributário relativo ao fato gerador ocorrido em 13/03/ 998 A DR1 Belém afasion essa preliminar .trieorada no art.. 45 da Lei .n" 8 212/1991 que definia o prazo deeadeneial de dez anos para a constituição de créditos relativos a tributos destinados à Seguridade Social.. Contudo, conforme demonstrado a seguir, essa decisão não poderá prosperar ern razão do efetivo transcurso do prazo decadeneial relativamente ao referido fato gerador. De início, registre-se que o Supremo Tribunal Federal, por meio da Súmula Vinculante n" 8, a seguir transcrita, declarou a ineonstitucionalidade do art. 45 da Lei n" 8 .212/1991, que previa o prazo decadencial de dez anos para a constituição de créditos tributários relativos a contribuições sociais, dispositivo esse que serviu de base para o afastamento da preliminar de deeadèneia alegada pelo contribuinte em sede de impugnação ,S"ão inconstitucionais. o p10ágr0f0 único do artigo 5" do Decreto- Lei n" 1 59//977 e (rs arkos -15 e 46 da Lei n" 8 212/129.1, que tratam de pi escriçâo e decadência de crédito mribatám to (Súmula vinculante a" t de 12/06/2008). A Constituição 'Federal, por sua vez, em seu art. 03-A e §§, determina que o conteúdo de súmula vinculante deve ser obsetvado pelo Poder Judiciário e pela A.dministração Pública, to verbis: Ari /03 . A O ,SUpremo Tribunal Federal poderá, de 011cto por provoea070, illediafrUC deCiSií0 de dois icri,os dos scurs membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa 0ficial, terá efi:',ito vinco/ante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder sua revisão ou ClinCeillniettiO, mi ktroma estabelecida com lei (Inchado nela ElliMILfif (,OMSlifliClOilíd ti" .15, de 2004) {Vide n" 11.417 de 2906M. /".4 sinjuda lerá por oh/clivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas deter minadas, acerca das quais haja controvérsia atual, entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração publica que a( (17 i• ele puave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica /5 2" Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido cm lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poder á ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucion(rfidadc .§ 3" 1)0 ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a sánuda cqdreavel ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Sujo emo Tribunal _Federal que, julgando-a procedente. anulará o ato adounistrativo ou cassará a decisão judicial rechumula, e determinará que outra seja 171 .(li3rida com ou Seill a apheação da suomula, conforme o eaw f' Consoante tal entendimento, a Lei Complementar o `) 118/2008 revogou o referido ai!:. 45, conforme demonstrado a seguir: Ar! 13 Picam revogados. 1 — a partir da data de publicação (le.s. h.7 Lei Complementar. a) os anis. 45 e 46 da Lei no 8.212. de 24 de julho de 19.91, Dessa founa, diante do Eito de se tratai a contribuição para o .P IS de tributo sujeito ao lançamento por homologação previsto no art. 150 do C1N e tendo em vista que houve pagamento antecipado por parte do contribuinte, conforme se depreende do contido no Teimo de Verificação e Constatação Fiscal (li. 17), deve-se aplicai a regra pievista no § 4" do mesmo artigo, ia Ve/ bi Ar/ 150 O lançamemu por hornologaçao, rjhe ()cor,- e quanto ao ri ibutos- cuja leis fação atribua ao suleao po 5 Ni VO o devei de antecipai O pagamento (CO? prj. rio exame da autoridade.' adminiNtrativa, opera-e ',elo ato em que a relii ida atam idade, tomando conhujincnto da atividade a ),S t/31 <",VC/ (... ida. pelo obrigado, expteNsamente a homologa. ( ) .,;,. 4 Se a lei não fi.val prazo a homologação, semi ele de cinco anos, a contar da oeorréricia do lato ge7ador, e.'xpirado C..5 Ne pi azo sem que a hcenda l'UNica se tendia prominc.-iado, consideia-se homologado o lançamento e delinitiv(f//ltjtit.". CV,h1/0 o cráfitO, SONO ..1(' comprovada a oco, i '.i'icia de dolo, Irclude ou simulaç'do Portanto, considerando que o auto de inflação foi lavrado em 04/11/2004 c cientificado ao contribuinte na mesma data, aplicando-se a regra da homologação tácita, tem-se que a parcela do crédito tributário lanc: do/cy(1 13/03/1998 já se encontrava extinta naquela data, com base no dispositivo acima rei reduAo. Diante do expost ,.11)A.R PROVIMENTO ao recurso voluntário, cancelando-se o auto de infração p I, „1: : ii , ..1/3 / e): '(-)ricli• ck,,,,,,n 7 fli Cai los Ile,ítimi 4 . . 'atiftins de Lima • , 1 i, 1 4
score : 1.0
Numero do processo: 16542.000029/2003-55
Data da sessão: Thu Apr 29 00:00:00 UTC 2010
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano-calendário: 2003
CRÉDITO-PRÊMIO CRÉDITO DE TERCEIRO PROVIMENTO
JUDICIAL COMPENSAÇÃO.
É eficaz o tutela judicial provisória que, favorece o impetrante, quando provida apenas de efeito devolutivo, inclusive na hipótese de transferência de crédito para terceiro, ainda que lei superveniente tenha preceituado a matéria de forma diversa. Negada na instância final o provimento judicial pretendido, dá-se a inexistência do crédito e, via de conseqüência, ficam invalidadas as compensações declaradas vinculadas ao crédito sub judice.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.407
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
1.0 = *:*
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IIPEI,A(i0 - 11.1RISMO S/A Recorrida DRJ-PORTO Al;FURF/RS AssuNto: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIM.] TÁRIO Ano-calendário: 200.3 cRÉ Duo-mim 1(1 CRÉDITO Dl TERCEIRO PROVIMENTO JUDICIAL COMPENSAÇÃO. E. eficaz o inicia judicial provisória que, tavotecc o impetrante, quando provida apenas de efeito devolutivo, inclusive na hipótese de transferência de crédito para terceiro, .linda que lei superveniente tenha preceituado a matéria de iiitina diversa Negada na instância final o provimento judicial pretendido, dá-se a inexistência do crédito e, via de conseqüência, ficam invalidadas as compensações declaradas vinculadas ao crédito sub.judice, Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso Alexand e Kern - Presidente \\N- _ RelcIror MeRn-fe Particiimram, ainda, do presente .julgamento, os Conselheiros Daniel Maurício Fedato, Hélci( Latetá Reis, Carlos T femique Marfins de Lima e Rangel Permeei Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de n" 10-12.098, de 18 de maio de 2007, da DRJ-Porto Alegre/RS, Os. 109 a 117, que: i) não conheceu do recurso quanto ao teconhecimento do crédito, por opção pela via judicial; -h) rejeitou a preliminar de nulidade do despacho decisório; e, iii) no mérito, julgou improcedente a manifestação de inconformidade para mantel o despacho decisório proferido pelo Delegado da Receita Federal em Florianópolis, que não homologou as compensações de débitos do interessado, com créditos de terceiros.. A contribuinte apresentou Declaração de Compensação, com o respectivo formulário anexo "Créditos Decorrentes de Decisão Judicial", compensando COPINS e contribuição para o PIS, referente ao mês de novembro de 2002, com crédito pertencente a outro contribuinte, .Retinadont Catarinense S/A, objeto de decisão _judicial, cuja utilização roi instrum.entalizada mediante o Processo Administrativo n" 13706 000745/2002-43 A Delegacia da Receita f ederal em Florianópolis descreve o andamento do Mandado de Segurança n" 2001 5101006335-5, porém decide não homologar as compensações com fundamento no caput do art. 74 da 1,ei n" 9.430/96, cuja redação dada pela 1,ci n" .10.627/2002 deixou explicito que a compensação de débitos se deva dar com créditos próprios, adicionado ao lato de que a compensação foi declarada CM 1.5 de janeno de 2003, após a promulgação desta. Tndica que houve deferimento de liminar " reconhecendo o direito ao ciédito-premio de .11.-)1 c a ,sua utilização corifOrme O determinado pelas Instruções Normativos da Secretaria da Receita Federal de ars 21/97, 73/97 c 37/97, bem como pelo puni grato I" do artigo 39 da Lei .9532/97". Aponta, ainda, para a segurança concedida, em 21 de agosto de 2001, continuando integralmente a liminar, perfazendo os créditos todas as operações promovidas nos últimos dez anos", e afastados o Ato Declaratório SRV n" 3.1, de 30 de março de 1999, e a Instrução Normativa SRF n" 41, de 7 de abril de 2000.. No Despadro Decisório a autoridade administrativa aduz que a sentença que havia reputado ilegal a proibição da IN SRLi n" 41, de 2000, de compensar débitos com créditos de terceiros, perdeu a eficácia, nessa parte, após 1 de outubro de 2002, data em que passou a surtir efeitos o art. 49 da Medida Provisória d 66, de 29 de agosto de 2002, convertida na I,ci ri" 10.637, de 30 de dezembro de 2002, dispositivo que, ao dar nova redação ao ali. 74 da Lei n" 9,430, de 27 de dezembro de 1996, desautoriza compensações de débitos do sujeito passivo, com créditos de terceiros, Em sua manifestação de inconformidade, a impugnaute alega, preliminarmente, nulidade do Despacho Decisório, fundada na incompetência do Delegado da Receita Federal em Florianópolis para anular os despachos do Delegado de Administração Tributária do Rio de Janeiro. Decorrente das decisões judiciais no Mandado de Segurança 2001,5101006335-5, a requerente: a) reporta-se à IN SRF n() 21, de 1997, sob a qual ingressou com pedidos de compensação na Derat no Rio de Janeiro, repartição jurisdicionante do estabelecimento detentor dos créditos, e na repartição que jurisdicionava o titular dos débitos, DR!' em Florianópolis, roi protocolada uma via do pedido, com o caráter exclusivo de comunici Iioccs n'' 16 ,12 N00202003-55 E03 Acóalão n 3803-00.407 i 1 1W) b) argumenta, no mérito, que a Dotai no Rio de Janeiro quantificou os créditos do estabelecimento Refinadora Catarinense S/A, nos Processos n' 13706..000714/2001-1 0 e 13706..000745/2002-43, inclusive glosando valores que entendeu indevidos, e autorizou as compensações, com débitos do interessado.. Diz a manifestação de inconformidade que a decisão . judicial não perdeu sua eficácia, após a edição da Medida Provisória n' 66, de 2002, porque não foi modificada pela autoridade judicial que a prolatou, nem por outra de instância superior, estando em pleno vigor, inclusive no que tange à liminar, que impede a autoridade fiscal de promover qualquer ato coativo ou impeditivo do direito do imperrante, em razão da medida de revida. Na. seqiiência, o interessado defende o cabimento dos créditos de que tratam os arts. 1 e 5 do Decreto-lei na 491, de, 1969, e também a sua compensação com débitos de terceiros, sob pena de os refei idos dispositivos virarem letra morta. Alega o requerente que, quando da entrada em vigor da alteração promovida. pela Medida Provisória n' 66, de 2002, o detentor dos créditos . já possuía. direito adquirido, no que se refere à compensação do seu crédito-prêmio com débitos de terceiros, acrescentando que a lei restritiva de direitos só pode alcançar fatos pretéritos nas hipóteses previstas no arr. 106 da Lei n' 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional (CTN), que não se verificam nos autos.. A DR,1 prestigiando o despacho decisório não conhece da matéria relativa à procedência do crédito, pela renfincia da via administrativa por parte da cedente, em lace da ação judicial que promoveu por meio do retendo mandado de segurança. No mérito, .julga improcedente a manifestação de inconformidade não homologando as compensações, por perda da eficácia da sentença em face da publicação da Lei n" 10.637/2002, que deu nova redação ao art. 74 da. Lei n" 9.430/96. Ciente da decisão em .24 de setembro de 2007, irresignada, apresenta o recurso voluntário de lis .23 de outubro de 2007, em que reitera os mesmos argumentos trazidos na impugnação e milita na defesa da legalidade e vigência do crédito-premio, e, ao fim, requer o provimento do presente recurso com o acolhimento das compensações declaradas.. É. o relatório. Voto Conselheiro Belchior Melo de Sousa, Relator O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua portanto dele conheço.. Trabalha sob entendimento equivocado a decisão recorrida, quando firma que a mudança de regência na legislação tributária teni a força de suprimir a eficácia, em ação, da norma substancial-concreta-individual expedida pelo .judiciario em favor da impetrante na AMS n" 2001.5101006335-5 Isto não o fez o art. 49 da Medida Provisória n" 66, que deu nova redação ao are, 74 da Lei 9.430/96, que em seu teor passou a exigir o trânsito em julgado da decisão judicial deferindo créditos utilizados em compensação, bem como explicam" que os créditos apurados são próprios de quem os utiliza.. Nada importa agora dizer que a IN SR-1 .' n" 21/97 extrapolou seu espaço regulatório ao permitir, desprovida de fundamento de validade, a transferência para terceiros de créditos não esgotados em compensações .próprias, bem como ao exigir o trânsito em :jul.g.“.lo de decisões judiciais que reconhecem direitos creditórios passíveis de restituição, utilizáveis na compensação de débitos.. Indevida que era, a regulamentação foi posteriormente revogada pela. IN SRF n" 41/2000, com isso reconhecendo a Administração Tributária a sua ilegalidade Malgrado este fato, o que importa é que, tendo ou não sido visualizada pelo Judiciário a ilegalidade da primeira instrução normativa (a .1N n" 21/97), em inúmeras decisões afastou a eficácia da ultima (a IN n" 4112000), tachada de ilegal, para permitir a transferência de créditos para terceiros. E isto ocorreu no caso .presente, com liminar e segurança concedidas à .R.efin.adora Catarinense S/A. Se houve reconhecimento judicial do direito ao crédito relativo a certo período, enquanto permanecesse sem reforma a decisão proferida, perduraria o direito de a impetrante esgotar seus créditos nos moldes do que fora decidido. A norma que lhe foi superveniente tern eleito prospectivo e para situações que não estejam tuteladas por provimento judicial Além do mais, neste caso, a declaração de compensa.çáo que deve ser objeto de análise é a que fora apresentada na DRI'/Horian.ópolis e protocolada antes de 1" de outubro de 2002, data do inicio da vigência do art. 49 da MP n" 66/2002, exercendo a que fbi entregue na DRF/Rio de Janeiro o caráter de comunicado, segundo rege a IN SR n" 21/97, § 3" e 40: 3' Na hipótese rlo parágratri anterior, a via do Pedido de Compensação de Crédito com Débito de Tercen .os„ entregue.' à DM,'ot.i IRI-A da jurisdição do contribuinte titular do débito lerá earátet exclusivo de comunicado. 4" Na hipótese do 2", a competência para analisar o pleito. delirar a compensação e adotai os procedánentos interno S de que trata o ;, 2" do art. 1 3 é da DRF ou IRETA da jurlsdir,.'ão conliibuinte titular do crálito Do que, sob o comando judicial a. transferência de créditos :libra legitima, não cabendo subtrair-se este direito subjetivo pela só entrada de nova norma no oalenament ---- 4\ Processo n" 16542 000020./200. ,[-.5 53-1 LO3 Aeorclão n 3803-00,407 kl 187 .jurídico brasileiro, dispondo de forma diversa. Assim fosse, não haveria segurança. jurídica, na solução dos conflitos que são postos diante do judiciário e que se encontram sob o pálio de uma tutela concedida. Contudo, é malhar no óbvio dizer que o provimento obtido em primeira instância pela cedente do crédito era provisório, urna vez utilizada a prerrogativa rectusal, e que a compensaçãr) dos débitos da recorrente com créditos da Refinaria Catarinense possuía caráter- precário e contingente do que resultaria decidido .judiciahnente com respeito ao destino do crédito Logo, a questão que remanesce como objeto de deslinde nesta instância recursoi é julgar a procedência da compensações declaradas, à luz da subsistência do crédito na. estrita na -Rirmo como apresentado: de terceiro, não admitido pela Administração tributária, e, por sua natureza controversa, dr,...corrente de decisão judicial. Articula a decisão guerreada, apenas ad atgrunentandum, que, .tosse o crédito da impugnante, ainda assim não se manifestaria. sobre ele uma vez levada a matéria ao Judiciário, a quem cabe dizer o Direito, ern vista da. unicidade da jurisdição, nos termos da CV/88. Se não o faria nesta Última hipótese, muito menos [azão de faze-10 quando a impugnante,, e ora recorrente, não é parte na relação jurídica sob o crivo do Judiciário. Daí, com razão a decisão recorrida, quando não se imiscui de efetuar a análise do crédito, por não pertencer originariamente à impagnante, e, via de consequência, esta análise não compor o objeto da presente lide.. Com este itinerário, o crédito deve aportar neste processo líquido e certo, não cabendo qualquer manifestação cru torno dele, para que se homologue as cornpe.nsações. Um fato incontrastável delimita este processo: toda. a dialética nele travada deve ser balizado, pelos comandos judiciais tendentes a dirimir o conflito quanto ao direito de créddo. O que deles resulta determina o rumo do provimento neste.. Assim, de fato, não é objeto desta lide julgar a vigência ou não do crédito prêmio, previsto no art. I" do Decreto-Lei n'' 491/69, nem sua extensão temporal Noutra via, nesta instância encontra-se desprovida de sua razão de decidir, a discussão quanto à legitimidade ou não do exercício do direito de utilizar crédito de terceiro reconhecido em decisão .judicial, pela recorrente, como uma das razões de decidir, ante o fato de ter declarado as compensações após a edição da lei n" 10.6.37/2002, que normalizou a utilização de créditos na compensação tão-só de débitos próprios.. Como se concluirá. O Mandado de Segui onça n" 2001.5101006335-5 teve sua segurança cancelada pelo TRF-2a Região, ao dar provimento à Apelação da Fazenda Nacional, em. 04 de .julho de 2006. .M.as isto não sena o bastante, posto que não há efeito suspensivo em AMS, e a sentença é exeqüível. Ffitselanto, os recursos Fspe,cial e Uxtraordinário não foram admitidos; decisões publicadas no Diário da Justiça em 21 de fevereiro de 2008. Com. isto, ficou prejudicada a Medida. Cautelar Inominada interposta com o fim de suspender a cobrança dos débitos compensados, que ficaram a descoberto com a decisão de segunda instância. o\ Estes são dados do andamento do processo que decide o direito ao crédito Os intimmes a respeito do processo contidos na peça recursal não contemplam essas fases. Desse modo, conquanto válidas as declarações de compensação apiesentadas na DRF/SC„ o que prevalece - no dizer da própria Delesa em seu recurso é o que restar decidido na ação judicial. E desta resulta que não há crédito a ser deferido ú. impetrante, Relinadora Catarinense S/A, e, via, de consequência, a ser cedido para terceiros Pelo exposto, voto por negar provimento ao recurso. IPY 7 --- e Sousa • 6
score : 1.0
Numero do processo: 10831.002104/87-45
Data da sessão: Fri Sep 29 00:00:00 UTC 1989
Data da publicação: Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Imposto de importação (debito remanescente). Inexistência de cerceamento de defesa, face à abertura de prazo para Oferecimento
de novas razões impugnatórias.
Recurso especial da Fazenda Nacional que se acolhe,
em parte, determinando-se, em conseqüência que a Câmara a quo aprecie a matéria de mérito do litígio fiscal.
Numero da decisão: CSRF/03-01.612
Decisão: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis cais, por maioria de votos, dar provimento, em parte, ao recurso, de terminando o retorno dos autos â Câmara de origem para julgamento do mérito do litígio, nos termos do relat6rio e voto que passam a inte- grar o presente julgado, vencidos os Cons. Hélio Loyolla de Alencas- tro (Relator), que dava provimento integral, e o Cons. Paulo César de Avila e Silva, que negava provimento. Designado Relator para o AcOr- dão o Cons. Hamilton de Sê Dantas
Nome do relator: HAMILTON DE SA DANTAS
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ementa_s : Imposto de importação (debito remanescente). Inexistência de cerceamento de defesa, face à abertura de prazo para Oferecimento de novas razões impugnatórias. Recurso especial da Fazenda Nacional que se acolhe, em parte, determinando-se, em conseqüência que a Câmara a quo aprecie a matéria de mérito do litígio fiscal.
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decisao_txt : ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis cais, por maioria de votos, dar provimento, em parte, ao recurso, de terminando o retorno dos autos â Câmara de origem para julgamento do mérito do litígio, nos termos do relat6rio e voto que passam a inte- grar o presente julgado, vencidos os Cons. Hélio Loyolla de Alencas- tro (Relator), que dava provimento integral, e o Cons. Paulo César de Avila e Silva, que negava provimento. Designado Relator para o AcOr- dão o Cons. Hamilton de Sê Dantas
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Imposto de importação (debito remanescen- te). Inexistência de cerceamento dedefesa, face à abertura de prazo para Oferecimento de novas razOes impugnatOrías. Recurso es- pecial da Fazenda Nacional que se acolhe, em parte, determinando-se,-em conseqüen- cia, que a Câmara a quo aprecie a matéria de mérito do litígio fiscal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis cais, por maioria de votos, dar provimento, em parte, ao recurso, de terminando o retorno dos autos â Câmara de origem para julgamento do mérito do litígio, nos termos do relat6rio e voto que passam a inte- grar o presente julgado, vencidos os Cons. Hélio Loyolla de Alencas- tro (Relator), que dava provimento integral, e o Cons. Paulo César de Avila e Silva, que negava provimento. Designado Relator para o AcOr- dão o Cons. Hamilton de Sê Dantas. Sala das Sess8es(.DF)., em 29 de setembro de 1989. URGÉL;: we ' / LIPES - PRESIDENTE v.v / p H Ã LTON DE S4 Á- - RELATOR DESIGNADO o etc C JO -INO CÉSAR GONÇALS CORREA - PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei- ros: ITAMAR VIEIRA DA COSTA, EDWALDO REIS DA SILVA e SEBASTIÃO RO- DRIGUES CABRAL. Ausente justificadamente o Cons. PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JUNIOR. SEVIÇONRWORDERAL PROC. N2 10831-002.104/87-45 RP/N2 303-0.957 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA : TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: RHODIA S.A. RELATÓRIO A Fazenda Nacional, por intermédio de seu Procurador que subscreve as razOes do apelo (fls. 40/41), dirige-se a esta C.S.R.F. pedindo a reforma do ac. n 2 303-25.171, oqual, por maioria de votos, anulou o processo a partir da notificação de fls.,em aco lhimento ao argüido cerceamento do direito de defesa, uma vez en- tendeu-se não terem sido informados ao contribuinte os critérios para aplicação da chamada "técnica de imputação proporcional do dé- bito". O arrazoado de Fazenda Nacional tem o seguinte teor ("verbis"): "A Fazenda Nacional, não se conformando : com a decisão prolatada, por maioria de votos, pela Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Con tribuintes nos autos de processo n 2 ....... ...... 10831-002.103/87-45 (acórdão n 2 303-25.171), in- terpOe o presente recurso especial, no qual aduz o seguinte: Versa o presente caso sobre notificação de lançamento do débito referente a recolhimento a menor do imposto de importação. Por não ter sido informada do modo pelo qual aferiu-se o valor do débito, a autuada, em sua impugnação, alegou cerceamento de defesa. A IRF-Viracopos acatando a alegação da autuada, reabriu o prazo para impugnação e pres- tou esclarecimento sobre o cálculo dos encargos legais incidentes sobre a diferença a ser reco- lhida (fls. 08). , Já em segunda instância, a maioria dos membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes entendeu por bem dar provimento ih, + 1 , .------'-'*---- -3- SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROC. N2 10831-002.104/87-45 Acórdão n9-CSRF/03-01.612 do recurso, acatando a tese de cerceamento de de fesa, vez que o cálculo de acréscimos legais do tributo baseou-se em critérios não publicados no D.O.U. Data venha, a Fazenda Nacional discorda - da mencionada decisão. A IRF-Viracopos, às fls. 08 prestou es- clarecimento sobre o cálculo dos acréscimos le- gais do tributo. Nesse mesmo documento, foi informado que a técnica de imputação proporcional de pagamento estava normatizada pela IN SRF n2 053, de 23.07.81 e pela IN SRF n 2 19 de 09.03.84. A alegação de que a empresa não teve aces so ao Manual de Aplicação de Acréscimos Legais de Tributo não pode prosperar. O direito não foi feito para os imprevidentes. A empresa autuada deveria, por todos os modos, procurar ter acesso a essa obra. Deveria ter sido diligente. Em nenhum momento a empresa provou que, ao menos, tivesse tentado ter acesso a dito ma- nual. Além do mais, o mérito da questão cinge-se ao fato de ter havido ou não recolhimento a me- nor do imposto de importação. E o recolhimento a menor restou demonstrado nos autos. Isto posto, a Fazenda Nacional requer a reforma da decisão de segunda instãncia, para ser mantida a decisão de fls. 21." Regularmente intimada conforme MEMO n 2 043/88 -- que se fez acompanhar de cópia do acórdão e do recurso especial 22/08/88 (A.R. de fls. 44), não acorreu aos autos para oferecimen to das contra-razOes ao apelo interposto. É o relatório. , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10831/002.104/87-45 4. Acórdão n9-CSRF/03-01.612 VOTO VENCEDOR DO CONSELHEIRO HAMILTON DE Sg£ DANTAS Data venha, apesar dos fundamentos do voto condu- tor do acórdão recorrido, de fls. 36/38, da lavra do ilustre Con selheiro Wilfrido Augusto Marques, vejo a presente questão fis- cal por outro prisma. Por exemplo, no ponto primacial daquestão, que envolve a alegação de cerceamento de defesa, vejo essa sus- tentação como sem muita consistência, uma vez que a defesa foi instruída por profissional que demonstrou, no patrocínio de sua cliente, amplos e detalhados conhecimentos das normas gerais e internas da legislação aduaneira. Renovar a instrução do feito, anulando-se desde a notificação, retardaria o andamento e a conclusão do feito, so bretudo se considerando que, em matéria de mérito, jê se encontra bastante enriquecido e amadurecido. Ademais, some-se aos argumentos acima, a inafastá vel realidade de que, por três C3) vezes, o contribuinte e ora recorrente, teve oportunidade de alargar a sua prova, sustentar as suas razOes e ter assegurado o seu direito de defesa. Primei- ramente, com a impugnação de fls. 5/7, depois, em decorrência do recálculo feito, de fls. 8, quando, via petição de fls. 11/16, ex pendeu novos argumentos de defesa. Por fim, ainda em primeiraixo tância, quando interpôs o seu recurso de fls. 26/30. Já nessa superior instância, numa quarta oportuni dade processual, também poderá exercitar o direito de defesa, em bora não tenha, pelo que consta dos autos, contra-arrazoado as alegações recursais de fls. 40/41 do Procurador da Fazenda Nacio nal. Estas, numa análise objetiva, merecem, em parte, acolhimen- to, pois efetivamente não houve o alegado cerceamento de defesa, com todo o respeito.,A? smummonum PROCESSO N9 10831/002.104/87-45 5. Acórdão n9-CSRF/03-01.612 Quanto a outra parte da súplica recursal, ade jul gamento do mérito, entendo que aqui não se devolve asuperior ins tãncia toda a matéria da apelação, porquanto o mérito, na Câmara recorrida, restou inatacado, quando o julgamento ali proferido, de fls. 36, apenas abordou matéria preliminar, daí ver como in- dispensável que a matéria de mérito seja apreciada por aquele Colegiada, sob pena de supressão de uma instância. DE MODO QUE, por todo o exposto, dou provimento parcial ao recurso do Procurador da Fazenda Nacional para deter- minar o retorno dos autos ã Câmara de origem para julgamento do mérito do litígio fiscal. É como voto. Brasília-DF, em 29 de setembro de 1989. N a44..." , 4% ATON DE SÁ DANT4 -1 ATOR DESIGNADO - 6 - SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROC. Na 10831-002.104/87-45 Acórdão n9-CSRF/03-01.612 CONSELHEIRO: HÉLIO LOYOLLA DE ALENCASTROS VOTO VENCIDO A hipótese dos autos diz respeito à insuficiência de pagamento do I.I., apurada em ato de conferencia fiálco-documen- tal, por conseqüente desclassificação dos produtos submetidos a despacho e liberados mediante a D.I. n 2 001973 - de 23/02/87. O sujeito passivo concordou com a exigência e, para tal fim, elaborou a D.C.I. n 2 000365 - de 06/03/87 (fls. 03), ten do recolhido as quantias de Cz$ 2007,61 e Cz$ 160,61 1 a titulo de imposto de importação e sobre produtos industrializados. O pagamento referente ao I.I., todavia,deveria ter si do acompanhado dos correspondentes acréscimos legais (correção mo netária, multa e juros de mora), o que não foi atendido; assimEen do, a quantia que deveria ter sido recolhida em 06/03/87 (DCI n2 000365) era Cz$ 2661,28, e não apenas de Cz$ 2007,61. Portanto, pelo atraso verificado na sua liqüidação, o débito existe e sua exigência é inquestionável, porque fei- tq,com respaldo em texto de lei. A cobrança, no entanto, efetivou-se mediante a técni- ca de imputação proporcional do débito, que consiste em alocar-se a diferença apurada entre o tributo ou penalidade e os acréscimos legais. Por outras palavras, o tributo pago fora de prazo, deve ser onerado com o acréscimo da lei; não se efetivando o recolhi- mento desses valores, a quantia ingressada a título de imposto, é reteada proporcionalmente às respectivas rubricas, tendo em conta o valor do débito apurado. Os critérios para tal modalidade de cobrança foram ex- plicitados em despacho de fls. 08, tendo dele o sujeito passivo recebido cópia, além de que foi devolvido o prazo de 30 (trinta ) dias para oferecimento de impugnação da exigência (o que fez em alentada defesa) ou recolhimento do crédito. Em decorrência, o sujeito passivo teve a seu dispor, não obstante atos publicados no DOU, todos os fundamentos de fato e de direito da imputação que lhe foi feita,tendo, inquestionavelmente, »°;? -7- umno pumommul PROC. N9 10831-002.104/87-45 Acórdão n9-CSRF/03-01.612 CONSELHEIRO: HÉLIO LOYOLLA DE ALENCASTRO de modo amplo e desembaraçado, exercido seu direito, tanto na fase impugnatória quanto na recursal; não há razão, portanto, para se falar em preterição ou cerceamento de defesa. . Nessa ordem de consideraçOes, dou provimento ao recur so especial da Fazenda,para fins de, em reformando o acórdão re- corrido, restabelecer a decisão de primeira instância. Sala das SessOes, em 29 de setembro de 1989. /17/ --,--- i ...-- -''' - ------Z ,,. HÉLIO LOYe, , LA DE ALENCASTRO - Relator , .".-- , Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1
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Numero do processo: 10510.002837/2006-91
Data da sessão: Thu Mar 11 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA
SEGURIDADE SOCIAL — COFINS
Fatos geradores: 30/11/2002,31/12/2002
DIFERENÇA APURADA ENTRE O VALOR ESCRITURADO E O
DECLARADO. LANÇAMENTO DE OFICIO.
Tendo sido apurados insuficiência de recolhimento e falta de declaração das contribuições Cofins e para o PIS, bem como ausência de compensação válida, escorreita a atuação da autoridade fiscal na lavratura dos autos de infração.
COMPENSAÇÃO. CRÉDITOS DECORRENTES DE MEDIDA
JUDICIAL. TRÂNSITO EM JULGADO. FORMALIZAÇÃO.
Créditos decorrentes de decisão judicial somente são passíveis de
compensação após o trânsito em julgado da respectiva decisão. A simples alegação do contribuinte não supre as medidas exigidas por lei para a formalização da compensação, que deverá, inclusive, encontrar-se devidamente escriturada.
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Fatos geradores: 31/08/2002, 30/09/2002, 31/10/2002, 30/11/2002,
31/12/2002
DIFERENÇA APURADA ENTRE O VALOR ESCRITURADO E O
DECLARADO. LANÇAMENTO DE OFÍCIO.
Tendo sido apurados insuficiência de recolhimento e falta de declaração das contribuições Cofins e para o PIS, bem como ausência de compensação válida, escorreita a atuação da autoridade fiscal na lavratura dos autos de infração.
COMPENSAÇÃO. CRÉDITOS DECORRENTES DE MEDIDA
JUDICIAL. TRÂNSITO EM JULGADO. FORMALIZAÇÃO.
Créditos decorrentes de decisão judicial somente são passíveis de
compensação após o trânsito em julgado da respectiva decisão. A simples alegação do contribuinte não supre as medidas exigidas por lei para a formalização da compensação, que- deverá, inclusive, encontrar-se devidamente escriturada.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.335
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: HÉLCIO LAFETÁ REIS
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MINISTÉRIO DA FAZENDA : CONSUMO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGA M () Processo ri" 10510.002837/2006-91 Recurso n" 246.218 Voluntário Acórdão n" 3803-09.335 — 3" Turma Especial Sessão de 11 de março de 2010 Matéria P1S/COFINS - INSUVICIENCIA DE REC01.1-11MENTO/DECI,ARAÇÂO Recorrente PROJETOS &, CONSTRUÇÕES TTEC LIDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL — COFINS Fatos geradores: 30/11/2002,31/12/2002 DIFERENÇA APURADA ENTRE O VALOR ESCRITURADO E O DECLARADO. LANÇAMENTO DE OFICIO. Tendo sido apurados insuficiência de recolhimento e falta de declaração das contribuições Colins e para o PIS, bem como ausência de compensação válida, escorreita a atuação da autoridade fiscal na lavratura dos autos de infração COMPENSAÇÃO. CRÉDITOS DECORRENTES DE MEDIDA .1 .11DICIAL, TRÂNSITO EM JUI,GADO. FORMALIZAÇÃO. Créditos decorrentes de decisão judicial somente são passíveis de compensação após o trânsito em julgado da respectiva decisão. A simples alegação do contribuinte não supre as medidas exigidas por lei para a formalização da compensação, que deverá, inclusive, encontrar-se devidamente escriturada. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O :PIS/PASEP Fatos geradores: 31/08/2002, 30/09/2002, 31/10/2002, 30/11/2002, 31/12/2002 DIFERENÇA APURADA ENTRE O VALOR ESCRITURADO E O DECLARADO. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. Tendo sido apurados insuficiência de recolhimento e falta de declaração das contribuições Cofins e para o PIS, bem como ausência de compensação válida, escorreita a atuação da autoridade fiscal na lavratura dos autos de infração. • COM PE.N SAÇÃO.. CRÉDITOS DECOR R ENTES DE MEDIDA • JUDICIAL. TRÂNSITO EM JULGADO. FORMALIZAÇÃO. • Créditos decorrentes de decisão judicial somente são passíveis de compensação após o trânsito em julgado da respectiva decisão. A simples alegação do contribuinte não supre as medidas exigidas por lei para a formalização da compensação, que- deverá, inclusive, encontrar-se devidamente escriturada, Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos,. Acordam os membros do Colcgiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. ,..-----. . . Alex ndre Kern - Presidente e+e."4."1" lidei° 1,afetá Reis -• Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Henrique Martins de Lima, Belchior Melo de Sousa, Daniel Mauricio Fedato, .Flélcio Lafeta. Reis (Relator) e Rangel Permeei Fiorin. ,.. , Relatório , Em 10 dc outubro de 2006, a Fiscalização da .DR.F Aracaju/SE lavrou autos de infração em desfavor do contribuinte supra identificado, relativos à .insuficiência de recolhimento da Cotins e do PIS, apurada a partir do confronto entre as infOrma.ções contidas em DIPJ, DCTF, livro Razão e em sistema de pagamentos da Receita Federal (fls. 1. a 1.4), , Nos termos contidos na Descrição dos Fatos (lis, 3 e 10), a Fiscalização informou que o contribuinte havia sido intimado a esclarecer as irregularidades detectadas, tendo alegado que possuiria créditos de PIS decorrentes de medida .judieial. (...on.cluiram os Auditores-Fiscais que a compensação deveria ter sido formalizada. em DCTF e escriturada na contabilidade da pessoa . jurídica, com identificação dos '.- débitos e créditos correspondentes. Inconformado com o lançamento de oficio, o contribuinte apresentou Impugnação (fls.. 69 a 70), alegando que procedera à compensação de crédito de PIS apurado a partir da declaração de inconstitucionalidade dos Deeretos-leis n° 2.445 e 2.449/1988 pelo Supremo Tribunal Federal, e que estaria enfrentando dificuldades operacionais no lançamento da compensação em DCTE.,,... .. Por fim requereu a anulação da multa imposta em face da compensação realizada.. ,. A DRI Salvador/BA julgou o lançamento procedente (fls.. 105 a 110), decidindo pela correta constituição do crédito tributário decorrente da falta ou insuficiência de , 2 Pwcesso ne I OS 10 00237/2006-91 S3-'I' E03 Acórcflo ii" 3803-00,335 Fl 161 recolhimento das contiibuições e pela necessidade de comprovação da alegação do então Impugnante de que procedera à compensação dos débitos lançados. - Constatou o relator a quo que o Sindicato da Indústria e da Construção Civil do Estado de Sergipe havia impetrado Mandado de Segurança Coletivo pleiteando o direito de compensação dos valores de PIS recolhidos a maior em razão da inconstitucionatidades dos Decretos-leis ri' 2..445 e 2.449/1988 declarada pelo Supremo Tribunal Federal.. Houve indeferimento do pedido de liminar, tendo sido a sentença prolatada pela Seção Judiciária da Justiça Federal do Estado de Sergipe em 29/05/2002, encontrando-se, na data do acórdão da DRI Salvador/BA, ainda em tramitação .junto à 3" Vara. Federal da. mesma Seção judiciária., A par dessa constatação, o julgador administrativo concluiu que existiria vedação legal. à compensação de tributo objeto de contestação judicial antes do trânsito em julgado da decisão, nos termos do art. 170-A. do CTN, o que afastaria a alegação constante da peça i pugn ator i a.. Não bastasse isso, salientou-se, também, que a alegada compensação não constaria da DCTF e nem da contabilidade do contribuinte, não elidindo, portanto, O dever dada Fazenda Pública de proceder ao lançamento de oficio das contribuições e respectivos acréscimos legais. Registrou-se, ainda, que, em face da não configuração de nenhuma das hipóteses do art. 151 do CTN, inexistiria no caso a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, tornando-se imputável, portanto, a multa de oficio prevista na legislação de regência. Não resignado, o contribuinte recorre a este Conselho (lis.. 114 a 116) e alega. a utilização de créditos do PIS garantidos judicialmente, em decisão transitada em julgado em 23/11/2006, nos termos do detalhamento das fases do processo judicial (11.. 143). o relatório. Voto Conselheiro 'Ideio Tafetá Reis, Relator O recurso é tempestivo, preenche as demais condições de admissibilidade e dele tomo conheci me.nt.o. Os autos de infração de PIS e Cofins decorreram da insuficiência de recolhimentos e de declaração apurada a partir do confronto entre as informações presentes em DIP.I e DCTF com o conjunto de recolhimentos efetuados pelo contribuinte. Para o desenvolvimento da presente análise, ter-se-á como ponto de partida. as seguintes constatações: " 3 a) os valores informados em DIPJ foram maiores que os declarados em DCTF, acarretando urna diferença de crédito tributário não constituída (fls. 3 e 10); b) não constam recolhimentos das contribuições no período (11s. 3 e 10); c) não houve fonnalização da compensação, nem a partir de declaração em DCTF, nem por meio de pedido próprio, não constando da escrituração do contribuinte os lançamentos correspondentes (fls.. 3, 10 e 69); d) a liminar requerida em mandado de segurança foi indeferida em .29 de maio de 2002, não tendo ocorrido, portanto, a suspensão da exigibilidade do crédito tributário 26); e) em consulta ao sítio da Justiça Federal na internei em 14/05/2007, apurou- se que a ação judicial ainda se encontrava em andamento (fl. 104); contudo, em outra consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça (ST:1) obteve-se a inlOnna.ção de que o acórdão havia transitado em julgado em 23 de novembro de 2006 (Il.. 143), data essa posterior ao lançamento de oficio formalizado em .10 de outubro do mesmo ano.. A par dessas considerações, passa-se à análise do mérito.. - 1. Diferenças apuradas em procedimento de ofício. Insuficiência de recolhimento e ausência de declaração. Urna vez, apurada insuficiência no recolhimento das contribuições Cotins e PIS e não tendo havido a formalização do crédito tributário por meio de declaração em DCTF, • lavraram-se os autos de infração, tendo por base os dispositivos legais identificados nos respectivos enquadramentos legais (fls.. 4 e 10-11), O Decreto n° 4..524 de 17 do dezembro de 2002, que regulamenta a. Contribuição para o P1S/Pasep e a. Cofin.s devidas pelas pessoas jurídicas em geral, assim determina nos casos de omissão de receita: Ari 91. Verificada a omissão de receita ou a necessidade de seu arbitramento, a autoridade tributária determinará o valor das contribuições, dos acréscimos a serem lançados, em conformidade com a legislação do Imposto de Renda (Lei W' 8 212, de 1991, art. 33, capta. e 3 e 62, Lei Complementar n2 70, de 1991, art. 10, para:grafi) único, Lei n2 9.715, de 19.98, arts. 92 e 11, e Lei nE 9.249, de 26 de dezembro de 1995, ar! 24). Art. 92 O processo administrativo de determinação e exigência das contribuições, bem assim o de consulta sobre a (iplicação respectiva legislação, serão regidos pelas normas do processo administrativo de determinação e exigência dos créditos tributários da União (Lei Complementar 70, de 1991, art 10, parágrato único. e Lei 9.715, de 1998, art 11). Art. 93. Ao PIS/Pasep e à Cafins aplicam-se, subsidiariamente e no que couber, as penalidades e demais acréscimos previstos na legislação do imposto de renda (Lei Complementar 70„ de 1991, ar! 10, paragralii único, e Lei n2 9 715„ de 1998, art. 92„ Medida Provisória n2 75, de 2002, ar! 32) 4 Processo n" 105 I O 002837/2006-91 53-1 E(13 Acórdão n 3803-00 335 11 162 Verifica-se, portanto que a autoridade fiscal, no exercício do poder-dever de constituir o crédito tributário por meio do lançamento, observou a legislação de regência para a lavratura dos autos de infração relativos às contribuições para o PIS e a Colins„ No momento da lavratura dos autos de infração, inexistia qualquer infbrmação acerca de eventual compensação válida, quer seja em pedido próprio ou em DCTF Ou, ainda, na escrituração do contribuinte. II. Compensação de créditos judiciais com débitos próprios. Formalização. Decisão transitada em julgado. O Recorrente alega ter procedido à compensação dos créditos de PIS com débitos próprios, baseado em decisão judicial transitada emlulgado; contudo não comprova tal alegação, não constando dos sistemas da Receita Federal tal providência,. Não se pode ignorar que a decisão judicial transitou em jillgado em data posterior à do lançamento de oficio, não -havendo guarida, portanto, a urna eventual compensação procedida de forma espontânea antes da decisão judicial definitiva. O Código Tributário Nacional (CTN) assim dispõe sobre essa matéria: Art. 170-4. .12; vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo _sujeito passivo, antes do trânsito em . julgado da respectiva decisão judicial.. (Artigo incluído pela hl? n" 104, de 10.1,2000 Portanto, mesmo que o contribuinte tivesse formalizado e declarado as compensações dos créditos judiciais com débitos próprios, ainda assim, seu procedimento teria contrariad.o dispositivo do código tributário, encontrando-se desabrigado de fundamentação A Lei n° 9.430/1996 disciplina o procedimento de compensação nos seguintes termos: Art 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizá-lo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele órgão.(Redação dada pela Lei n' .10.637, de 2002) § IQ 4 compensação de que trata o capta será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual coas lama informações relativas aos créditos ulihzados e aos respectivos débitos compensados.(Incluido pela Lei n" 10.637 de 20021 § compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, .sob condição resohitória de sua ulterior homologação.(Incluído pela rei n" 10.637, de 2002) - Grifei 5 Constata-se, .podanto, que o contribuinte não .formalizou a compensação alegada da forma exigida pela lei e, mesmo que o tivesse feito, ainda assim, estaria em desacordo com a legislação, por se tratar de crédito decorrente de medida judicial não transitada em julgado à época da pretensão. Isso, contudo, não significa que eventual crédito apurado venha a ser compensado no futuro com débitos do próprio contribuinte, nos termos da legi.si.ação de regência, Conclusão. Diante do exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, mantendo-se os lançamentos de oficio decorrentes da insuficiência de recolhimento e da falta dc declaração de parcelas das contribuições para o PIS e a C0f111S, não se encontrando os alegados créditos decorrentes de ação judicial em condições de serem . validamente compensados à época da lavratura dos autos de infração.. É corno voto. \-eri -(1 • 1.-1élcio J afeff Reis .6
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Numero do processo: 10209.000211/2003-11
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Aug 24 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Aug 24 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 301-01.685
Decisão: RESOLVEM os membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - insufiência apuração/recolhimento
Nome do relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO
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