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Numero do processo: 10070.000384/2003-41
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue May 17 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Tue May 17 00:00:00 UTC 2005
Ementa: PASEP. DECRETOS-LEIS NºS 2.445/88 E 2.449/88. PAGAMENTOS INDEVIDOS OU A MAIOR. PRAZO PARA REPETIÇÃO DO INDÉBITO. O direito de pleitear a repetição do indébito tributário oriundo de pagamentos a maior realizados com base nos Decretos-Leis nºs 2.445/88 e 2.449/88 extingue-se em cinco anos, a contar da Resolução do Senado nº 49, publicada em 10/10/1995.
Recurso negado.
Numero da decisão: 203-10.149
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso face à decadência. Vencidos os Conselheiros Francisco Maurício R. de Albuquerque Silva (Relator), César Piantavigna e Maria Teresa Martínez López que admitiam o pedido para fatos geradores a partir de 06/03/93 (tese dos dez anos). O Conselheiro Antônio Bezerra neto votou pelas conclusões. Designado o Conselheiro Emanuel Carlos Dantas de Assis para redigir o voto vencedor.
Matéria: Pasep- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Francisco Maurício R. de Albuquerque Silva
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Numero do processo: 19515.000452/2011-81
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri May 03 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3403-000.434
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência.
Antonio Carlos Atulim - Presidente.
Rosaldo Trevisan - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim (presidente), Rosaldo Trevisan (relator), Robson José Bayerl, Marcos Tranchesi Ortiz, Ivan Allegretti e Domingos de Sá Filho.
Nome do relator: ROSALDO TREVISAN
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DE TABACOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência. Antonio Carlos Atulim Presidente. Rosaldo Trevisan Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim (presidente), Rosaldo Trevisan (relator), Robson José Bayerl, Marcos Tranchesi Ortiz, Ivan Allegretti e Domingos de Sá Filho. Relatório Versa o presente sobre Auto de Infração lavrado em 14/2/2011 (fls. 161 a 1651) contra a recorrente, para exigência de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), acrescido de juros de mora e multa de ofício (75%), no valor consolidado de R$ 53.677.187,39, referente aos fatos geradores de 31/7/2006 a 10/07/2007. No Termo de Constatação (fls. 150 a 153), narrase que a empresa apresentou vários pedidos de compensação, de 2006 a 2008, relacionados à fl. 150, referentes a créditos oriundos de “obrigações do reaparelhamento econômico” O.R.E. (cártulas representativas de 1 Todos os números de folhas indicados nesta decisão são baseados na numeração eletrônica da versão digital do processo (eprocessos). RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 95 15 .0 00 45 2/ 20 11 -8 1 Fl. 622DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/04/2013 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 27/04/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 19515.000452/201181 Resolução nº 3403000.434 S3C4T3 Fl. 622 2 dívida) e de “apertados” (títulos de indenização relativa à posse de terras no Estado do Paraná), todos indeferidos administrativamente, tendo sido as compensações consideradas como não declaradas. Resultou, assim, em procedimento de revisão interna, um montante de crédito tributário não constituído, em decorrência de diferenças entre valores de imposto escriturados no livro Registro de Apuração de IPI e os valores declarados em DCTF, estes incluídos no Auto de Infração referente ao processo no 19515.0004389/200775, conforme o demonstrativo de apuração do IPI a lançar de fl. 154. Notificada da autuação em 21/2/2011 (AR à fl. 167), a empresa apresenta impugnação em 21/3/2011 (fls. 180 a 191), alegando que: (a) o procedimento é nulo por ausência de ordem escrita da autoridade competente, conforme art. 906 do RIR, para a realização de nova fiscalização de período já fiscalizado, sendo imprescindível a demonstração de existência de motivo novo e relevante; b) o procedimento é nulo pela ausência de MPF, nos termos da Portaria RFB no 11.371/2007 (arts. 2o e 10, IV) e do Decreto no 3.724/2001 (art. 2o, § 3o, IV), pois não houve o tratamento automático de declarações, mas uma nova verificação dos dados referentes à fiscalização anterior; c) houve dupla cobrança, pois se está exigindo débitos já tratados nos processos administrativos no 19515.004389/200775 e no 10880.720145/2008 81, em fase de cobrança. Em 6/7/2011 (fls. 270 a 278), ocorre o julgamento de primeira instância, no qual se acorda pela improcedência da autuação, visto que os débitos com compensação considerada não declarada não foram confessados em DCTF e nem incluídos no auto de infração lavrado anteriormente. Decidese ainda que a obrigação de lançar deflui do texto do CTN, ainda que inexista ordem escrita para realização do segundo exame da escrita fiscal de período fiscalizado (embora houvesse, no caso, um RPF de revisão interna, com ciência à empresa em 7/1/2011, por AR), e que o MPF representa mero instrumento de controle da Administração Tributária, pelo que sua ausência não macula o procedimento administrativo de lançamento tributário, que é vinculado (conforme art. 142 do CTN). Cientificada da decisão em 7/12/2011 (AR à fl. 286), a empresa apresenta recurso voluntário em 26/12/2011 (fls. 299 a 318), reiterando a argumentação no sentido de que o lançamento padece de nulidade por vícios formais (ausência de autorização expressa da autoridade competente e inadequação do RPF, emitido pelo próprio Auditorfiscal, para o procedimento fiscal), agregando que por duas vezes (na MP no 66/2002, art. 47, e na MP no 75/2002) o Poder Executivo tentou (sem êxito) equivaler o MPF à autorização escrita de que trata o RIR. Levanta ainda possíveis nulidades na decisão de primeira instância por não localizar ato de nomeação de julgador ad hoc que participou da sessão de julgamento, e por ter o presidente (ausente na votação) assinado digitalmente a decisão. Por fim, sustenta que o débito referente a julho de 2006 (vencimento em 3/8/2006) já é objeto de cobrança em dívida ativa da União (no 10880.720145/200881), apresentando quadro (fl. 318) dos valores que entende devidos, comparandoos com o Auto de Infração de 2007 (processo administrativo no 19515.004389/200775). É o relatório. Voto O recurso preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele se toma conhecimento. Fl. 623DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/04/2013 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 27/04/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 19515.000452/201181 Resolução nº 3403000.434 S3C4T3 Fl. 623 3 Três são os temas originalmente versados no presente contencioso (ausência da autorização escrita a que se refere o art. 906 do RIR, ausência de MPF e duplicidade de exigência fiscal), tendo sido em sede de Recurso Voluntário adicionado um quarto assunto, atinente à competência da autoridade julgadora de primeira instância. Sobre os dois primeiros temas, cabe destacar preliminarmente que a autuação anterior (efetuada no processo administrativo no 19515.004389/200775), cientificada à recorrente em 26/12/2007, tratava de exigência de IPI relativa aos períodos de 10/1/2005 a 30/6/2007 (cf. cópia às fls. 98 a 125), em decorrência de cotejamento entre valores apurados no Registro de Apuração do IPI não recolhidos e/ou declarados em DCTF. De 5/9/2006 a 20/6/2008 (ou seja, do período que antecede ao que sucede a autuação de 26/12/2007), a recorrente apresentou diversos pedidos de compensação, indicando como origem as “O.R.E.” e os “apertados”, tendo as compensações sido unanimemente consideradas “não declaradas” em diversos despachos decisórios (emitidos antes e depois da autuação, mas dela desconectados). Tal conexão vem a ser feita na segunda autuação, quando a fiscalização efetua o lançamento de diferenças de IPI, ligadas a cada pedido de compensação (conforme detalhamentos de fls. 152 e 154). Essa segunda autuação decorre de ação fiscal inaugurada com o Termo de Intimação de fl. 5. Em tal termo, a autoridade fiscal informa que “no exercício das funções de AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil, dando início à ação de REVISÃO INTERNA determinada pelo RPF no 08.1.90.002010035183” (grifo nosso), ficava a recorrente intimada a apresentar determinados documentos. A recorrente afirma, em seu Recurso Voluntário, que o reexame de período já analisado, de acordo com o art. 906 do RIR (Decreto no 3.000/1999), não poderia ser feito sem ordem escrita do Superintendente, do Delegado ou do Inspetor da Receita Federal, e que: “O indigitado Registro de Procedimento Fiscal não foi expedido pelo Superintendente, Delegado ou Inspetor da Receita Federal, mas sim pelo AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil, autoridade absolutamente incompetente para os efeitos do artigo 906 supra citado”. (grifo nosso) O julgador de primeira instância afirma, em contraponto, que: “Ora, ou foi emitido um documento de circulação interna, o RPF, pelo Delegado da Receita Federal ou pelo chefe do serviço específico munido de delegação de competência, para o desenvolvimento do procedimento de revisão interna”. (grifo nosso) A documentação carreada ao processo não permite fidelidade nem à ilação da recorrente, nem à do julgador a quo, visto que o RPF que determina ao AuditorFiscal a revisão interna não figura nos autos, para que se ateste quem o expediu. Recomendável, no caso, a baixa do processo em diligência para que a unidade local esclareça a dúvida em relação à autoridade expedidora do documento que determinou a revisão interna, juntando ao processo o RPF de no 08.1.90.002010035183, ou comprovando por outro modo a identificação da autoridade expedidora de tal documento (em caso de não ser Fl. 624DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/04/2013 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 27/04/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 19515.000452/201181 Resolução nº 3403000.434 S3C4T3 Fl. 624 4 a autoridade o delegado da unidade, cabível ainda a juntada de eventual instrumento de delegação de competência). Outra questão que demanda melhor esclarecimento se refere à alegação de duplicidade de cobrança. Tanto a fiscalização (fl. 154) quanto a recorrente (fl. 318) elaboraram tabelas com os valores apurados, lançados em 2007, e atualmente devidos. Analisandose a tabela elaborada pelo Fisco (fl. 154, com consolidação à fl. 152), há colunas com a indicação do processo de compensação, data e valor original compensado, valor apurado na escrituação, DCTF e valor lançado em 2007. Dos valores apurados foram retirados os que constam em DCTF e os lançados em 2007. A fórmula de cálculo é clara e até aí não se vê duplicidade. A recorrente, em sua tabela, admite como totalmente devidos três períodos (agosto de 1006, novembro de 2006 e julho de 2007), e como parcialmente devido um período (janeiro de 2007 1o decêndio). No mais, apresenta diferenças (embora sem metodologia de cálculo ou justificativa) em relação ao fisco nas colunas apuração correta, valor do AI 2007 e pagamentos / DCTF. Os valores objeto da autuação de 2007 constam do processo (fls. 98 a 125), e por isso não são objeto de dúvida. O mesmo raciocínio vale para os valores das compensações. A dúvida reside nos pagamentos informados na tabela da recorrente (fl. 318) para os períodos de julho de 2006 (R$ 10.344,81), janeiro de 2007 1o decêndio (R$ 58.100,10) e janeiro de 2007 2o decêndio (R$ 70.996,04). Ademais, há um pagamento considerado pelo fisco (R$ 105.597,47), referente ao período de junho de 2007 2o decêndio, que não figura na lista da recorrente. Por fim, merece ainda ser aclarada a questão referente ao exigido na autuação em relação ao período de julho de 2006 (R$ 194.088,55), que a recorrente alega já estar sendo objeto de cobrança em Dívida Ativa no processo no 10880.720145/200881. As discussões travadas no Recurso Voluntário sobre as demais matérias não demandam maiores esclarecimentos da unidade local. Assim, considerando o aqui exposto, votase pela baixa do processo em diligência, para que a unidade local: a) esclareça a dúvida em relação à autoridade expedidora do documento que determinou a revisão interna (cuja peça inicial no processo é a intimação de fl. 5), juntando o RPF de no 08.1.90.002010035183, ou comprovando por outro modo a identificação da autoridade expedidora de tal documento (em caso de não ser a autoridade o delegado da unidade, juntar ainda eventual instrumento de delegação de competência); b) manifestese conclusivamente sobre os pagamentos informados pela recorrente em sua tabela (fl. 318), destacando se foram ou não considerados na autuação, apresentando versão atualizada, se necessário, da tabela de fls. 154, inclusive no que se refere a outras colunas; e Fl. 625DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/04/2013 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 27/04/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 19515.000452/201181 Resolução nº 3403000.434 S3C4T3 Fl. 625 5 c) indique conclusivamente se o montante exigido na autuação em relação ao período de julho de 2006 (R$ 194.088,55), já está sendo objeto de cobrança em Dívida Ativa no processo no 10880.720145/200881. Após a emissão do relatório de diligência, dêse ciência à recorrente, observandose os ditames do parágrafo único do art. 35 do Decreto no 7.574/2011, para que se manifeste em trinta dias, devolvendose os autos a este colegiado. Rosaldo Trevisan Fl. 626DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/04/2013 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 27/04/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 09/04/2013 por ROSALDO TREVISAN
score : 1.0
Numero do processo: 37005.001936/2007-01
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Feb 22 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Mon Feb 22 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIARL4S
Período de apuração: 01/03/2003 a 31/07/2006
AFERIÇÃO INDIRETA.
Na falta de prova regular e formalizada, o montante dos salários pagos pela execução de obra de construção civil pode ser obtido mediante aferição indireta.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
Numero da decisão: 2402-000.516
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 2ªTurma Ordinária da Segunda
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do
Nome do relator: MARCELO OLIVEIRA
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AFERIÇÃO. Recorrente RIBEIRO ALVIM ENGENHARIA LTDA E OUTRO Recorrida SECRETARIA DA RECEITA PREVEDENCIÁRIA - SRP ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIARL4S Período de apuração: 01/03/2003 a 31/07/2006 AFERIÇÃO INDIRETA. Na falta de prova regular e formalizada, o montante dos salários pagos pela execução de obra de construção civil pode ser obtido mediante aferição indireta. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO. i I Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 43 Câmara / r Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. "Ar ' Presidente Relator OLIV EIRA / 1 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros: Marcelo Oliveira, Ana Maria Bandeira, Rogério de Lellis Pinto, Lourenço Ferreira do Prado, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira (Convocado) e Núbia Moreira Barros Mazza (Suplente). i Relatório Trata-se de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Previdenciária (DRP), Juiz de Fora/MG, lis. 0329 a 0337, que julgou procedente o lançamento, oriundo de descumprimento de obrigação tributária legal principal, fl. 001. Segundo a fiscalização, de acordo com o Relatório Fiscal (RF), fls. 032 a 036, o lançamento refere-se a contribuições destinadas à Seguridade Social, incidentes sobre a remuneração paga a segurados, correspondentes a contribuição dos segurados, da empresa, a contribuição para o financiamento dos beneficios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho (SA1') e as contribuições devidas aos Terceiros. Ainda segundo o RF, os valores da base de cálculo foram obtidos por aferição indireta, devido à recorrente ter apresentado documentação deficiente. Os motivos que ensejaram o lançamento estão descritos no RF e nos demais anexos que o configuram. Em 03/10/2006 foi dada ciência à recorrente do lançamento, fls. 0155. Contra o lançamento, a recorrente apresentou impugnação, fls. 0157 a 0174, acompanhada de anexos. A Delegacia analisou o lançamento e a impugnação, julgando procedente o lançamento. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, fls. . 0342 a 0365, acompanhado de anexos, onde alega, em síntese, que: 1. A aferição não poderia ter sido utilizada, pois a Contabilidade da recorrente está em sintonia com todos os preceitos contábeis geralmente aceitos e todos os documentos solicitados foram apresentados; 2. O Fisco desconsiderou a contabilidade; 3. A falta de registro de alguns pagamentos não pode vir a desconsiderar toda a contabilidade da recorrente; 4. Todas as contribuições devidas foram recolhidas; 5. A retirada de pró-labore foi devidamente escriturada; 6. A regra decadencial deve ser a determinada no Código Tributário Nacional (CTN); Diante do acima exposto, a recorrente espera e requer o provimento do recurso. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão, fls. 0374. É o Relatório. 2 • Processo n° 37005.00193612007-01 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.516 Fl. 376 Voto Conselheiro Marcelo Oliveira, Relator Sendo tempestivo, CONHEÇO DO RECURSO e passo ao exame de seus argumentos. DA PRELIMINAR Preliminarmente, a recorrente afirma que ocorreu a decadência qüinqüenal, prevista no CTN. Esclarecemos à recorrente que o período de construção da obra, em que ocorreram fatos geradores do lançamento em questão (remuneração de segurados); foi - considerado pelo Fisco entre as competências 03/2003 a 07/2006, fls. 037. O lançamento ocorreu em 10/2006, data da ciência, fls. 0155, portanto não há que se falar em decadência qüinqüenal. Pela análise do processo e das alegações da recorrente, não encontramos motivos para decretar a nulidade do lançamento ou da decisão. Assim, o lançamento e a decisão encontram-se revestidos das formalidades legais, tendo sido lavrados de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam o assunto. Por todo o exposto, rejeito as preliminares e passo ao exame do mérito. DO MÉRITO Quanto ao mérito, a recorrente insurge-se pela utilização da aferição, mas afirma que fatos contábeis não constam na contabilidade. Primeiramente, esclarecemos à recorrente que o uso da aferição não denota penalidade. A utilização da aferição constitui-se em determinação da legislação, quando o Fisco depara-se em sua atividade com certas situações. Lei 8.212/1991: Art. 33. Ao Instituto Nacional do Seguro Social — INSS compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normalizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo 4 único do art. 11, bem como as contribuições incidentes a título de substituição; e à Secretaria da Receita Federal — SRF compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas de e do parágrafo único do art. 11, cabendo a ambos os órgãos, na esfera de sua competência, promover a respectiva cobrança e aplicar as sanções previstas legalmente. 3 § 1 ° É prerrogativa do Instituto Nacional do Seguro Social-INSS e do Departamento da Receita Federal-DRF o exame da contabilidade da empresa, não prevalecendo para esse efeito o disposto nos ara. 17 e 18 do Código Comercial, ficando obrigados a empresa e o segurado a prestar todos os esclarecimentos e informações solicitados. § 2°A empresa, o servidor de órgãos públicos da administração direta e indireta, o segurado da Previdência Social, o serventuário da Justiça, o síndico ou seu representante, o comissário e o liqüidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial são obrigados a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas nesta Lei. § 3 0 Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Instituto Nacional do Seguro Social-1NSS e o Departamento da Receita Federal-DRF podem, sem prejuízo da penalidade cabível, inscrever de oficio importância que reputarem devida, cabendo à empresa ou ao segurado o ônus da prova em contrário. Portanto, como demonstra detalbadamente o RF e a confissão da recorrente, o Fisco encontrou documentação deficiente e, com base em fundamento legal, utilizou a aferição. Finalmente, pela análise dos autos, chegamos à conclusão de que o lançamento e a decisão foram lavrados na estrita observância das determinações legais vigentes, sendo que tiveram por base o que determina a Legislação. CONCLUSÃO Em razão do exposto, Voto por negar provimento ao recurso, nos termos do voto. Sala das Sessõ - • •• fevereiro de 2010 ig2; • • O OLIVEIRA-Relator 4
score : 1.0
Numero do processo: 10830.008922/2002-16
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Feb 04 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed Feb 04 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998
AUTO DE INFRAÇÃO. CRÉDITOS NÃO COMPROVADOS. FALTA DE APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS FISCAIS. PROCEDÊNCIA.
De se manter o lançamento fiscal que desconsiderou os supostos créditos de IPI utilizados pela empresa, diante do completo desinteresse da empresa em apresentar a documentação fiscal capaz de lhe garantir a sua integridade.
AUTO DE INFRAÇÃO. NÃO ATENDIMENTO ÀS INTIMAÇÕES. MULTA EXASPERADA. PROCEDÊNCIA.
Correta a exasperação da multa de ofício em 112,5% para os casos em que o sujeito passivo, repetidamente intimado ao longo da ação fiscal, não logra atender à fiscalização.
TAXA SELIC. SÚMULA Nº 3.
É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - Selic para títulos federais.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 203-13.779
Decisão: ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento recurso.
Matéria: IPI- ação fiscal- insuf. na apuração/recolhimento (outros)
Nome do relator: Odassi Guerzoni Filho
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ementa_s : Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998 AUTO DE INFRAÇÃO. CRÉDITOS NÃO COMPROVADOS. FALTA DE APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS FISCAIS. PROCEDÊNCIA. De se manter o lançamento fiscal que desconsiderou os supostos créditos de IPI utilizados pela empresa, diante do completo desinteresse da empresa em apresentar a documentação fiscal capaz de lhe garantir a sua integridade. AUTO DE INFRAÇÃO. NÃO ATENDIMENTO ÀS INTIMAÇÕES. MULTA EXASPERADA. PROCEDÊNCIA. Correta a exasperação da multa de ofício em 112,5% para os casos em que o sujeito passivo, repetidamente intimado ao longo da ação fiscal, não logra atender à fiscalização. TAXA SELIC. SÚMULA Nº 3. É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - Selic para títulos federais. Recurso Voluntário Negado.
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Numero do processo: 13011.000278/2005-12
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Dec 06 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Dec 06 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Obrigações Acessórias
Ano-calendário: 2004
Ementa: DCTF. DENUNCIA ESPONTÂNEA. A entidade "denúncia espontânea" não alberga a prática de ato puramente formal do contribuinte de entregar, com atraso, a Declaração de Contribuições e Tributos Federais.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 303-35.024
Decisão: ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
Nome do relator: Anelise Daudt Prieto
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ementa_s : Obrigações Acessórias Ano-calendário: 2004 Ementa: DCTF. DENUNCIA ESPONTÂNEA. A entidade "denúncia espontânea" não alberga a prática de ato puramente formal do contribuinte de entregar, com atraso, a Declaração de Contribuições e Tributos Federais. Recurso Voluntário Negado
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Recorrida DRJ-JUIZ DE FORA/MG Assunto: Obrigações Acessórias Ano-calendário: 2004 Ementa: DCTF. DENUNCIA ESPONTÂNEA. A entidade "denúncia espontânea" não alberga a prática de ato puramente formal do contribuinte de entregar, com atraso, a Declaração de Contribuições e Tributos Federais. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. ANELISE DAUDT PRIETO - Presidente e Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Zenaldo Loibman, Nilton Luiz Bartoli, Tarásio Campelo Borges, Nanci Gama, Silvio Marcos Barcelos Fiúza, Luis Marcelo Guerra de Castro e Marciel Eder Costa. Processo n.° 13011.000278/2005-12 Acórdão n.° 303-35.024 CONC03 Fls. 34 Relatório Adoto o relatório da decisão recorrida, que transcrevo a seguir: -Trata-se de processo de exigência de "Multa por atraso na entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais — DCTF 2004", no valor de R$ 500,00, cujo lançamento teve por base legal os dispositivos citados na "Descrição dos Fatos/Fundamentação" constante do Auto de Infração. Notificada do lançamento, a interessada apresentou impugnação, alegando, em resumo, entrega espontânea, o que excluiria a penalidade nos termos do CTN, art. 138." A Delegacia de Julgamento manteve o lançamento, em decisão assim ementada: "Ementa: MULTA POR ATRASO. DCTF. DENUNCIA ESPONTÂNEA. devida a multa no caso de entrega da declaração fora do prazo estabelecido ainda que o contribuinte o faça espontaneamente." Ciente da decisão em 04/08/2006 (AR de fl. 20), a empresa apresentou recurso voluntário a este Conselho em 31/08/2006, insistindo na hipótese de denúncia espontânea e argüindo que, se a entrega da declaração antes de qualquer procedimento de fiscalização não se enquadra na hipótese de denúncia espontânea do artigo 138, do CTN, o que se enquadraria em tal instituto? Requer, ao final, o cancelamento do débito. o Relatório. • Processo n.° 13011.000278/2005-12 Acórdão n.° 303-35.024 CC03/CO3 Fls. 35 Voto Conselheira ANELISE DAUDT PRIETO, Relatora Conheço do recurso, que é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Trata-se de imputação da multa por atraso na entrega da DCTF do ano calendário de 2004. A recorrente defende a aplicação do instituto da denúncia espontânea. A solução da questão já está pacificada no Superior Tribunal de Justiça, que entende não caber tal beneficio quando se trata de DCTF, conforme se depreende dos julgamentos dos seguintes recursos, entre outros: RESP 357.001-RS, julgado em 07/02/2002; AGRESP 258.141-PR, DJ de 16/10/2000 e RESP 246.963-PR, DJ de 05/06/2000. A motivação de tais decisões está muito bem explanada no voto do julgamento do Agravo Regimental no RESP-258.141-PR, em que a Primeira Turma confirmou a decisão monocratica do Eminente Ministro José Delgado, do qual extraio o seguinte excerto: "Penso que a configuração da "denuncia espontânea" como consagrada no artigo 138 do CTN, não tem a elasticidade que lhe emprestou o v. Acórdão supradestacado, deixando sem punição as infrações administrativas pelo atraso no cumprimento das obrigações fiscais. A extemporaneidade na entrega da declaração do tributo é considerada como sendo o descumprimento no prazo fixado pela norma, de uma atividade fiscal exigida do contribuinte. E regra de conduta formal que não se confunde com o não pagamento do tributo, nem com as multas decorrentes por tal procedimento. A responsabilidade de que trata o art. 138, do CTN, é de pura natureza tributária e tem sua vinculação voltada para as obrigações principais e acessórias àquelas vinculadas. As denominadas obrigações acessórias autônomas não estão alcançadas pelo art. 138 do CTN. Elas se impõem como normas necessárias para que possa ser exercida a atividade administrativa fiscalizadora do tributo, sem qualquer laço com os efeitos de qualquer fato gerador do mesmo. A multa aplicada é em decorrência do poder de policia exercido pela administração pelo não cumprimento de regra de conduta imposta a uma determinada categoria de contribuinte." Cabe também reproduzir o trecho da ementa do acórdão relativo ao AGRESP 248.151-PR, que bem ilustra a posição daquela Egrégia Corte quanto ao assunto em comento: "3. A entidade "denúncia espontânea" não alberga a pratica de ato puramente formal do contribuinte de entregar, com atraso, a Declaração de Contribuições e Tributos Federais." ANELISE DAUDT PRI 0 Processo ti. 0 13011.000278/2005-12 Acórdão ° 303-35.024 CC03/CO3 Fls. 36 Finalmente, vale lembrar que a jurisprudência da Câmara Superior de Recursos Fiscais também corre no mesmo sentido, a exemplo da decisão proferida por meio do Acórdão 301-124.712, relatado pelo Conselheiro Luis Antônio Flora em 06/11/2006, cuja ementa transcrevo a seguir: "DCTF. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA - DENÚNCIA ESPONTÂNEA. A multa por atraso na entrega de DCTF tem fundamento em ato com força de lei, não violando, portanto, os princípios da tipicidade e da legalidade. Por se tratar a DCTF de ato puramente formal e de obrigação acessória, sem relação direta com a ocorrência do fato gerador, o atraso na sua entrega não encontra guarida no instituto da exclusão da responsabilidade pela denúncia espontânea. Recurso especial provido. Em face do exposto, nego provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões, em 06 de dezembro de 2007. S
score : 1.0
Numero do processo: 10120.007209/2005-12
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Feb 28 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Thu Feb 28 00:00:00 UTC 2008
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
Exercício: 2002
ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE OU ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA - COMPROVAÇÃO
Para que as áreas de Preservação Permanente e de Utilização Limitada estejam isentas do ITR, é preciso que as mesmas estejam perfeitamente identificadas por documentos idôneos e que assim sejam reconhecidas pelo IBAMA ou por órgão estadual competente, mediante Ato Declaratório Ambiental -ADA, ou que o contribuinte comprove ter requerido o referido ato àqueles órgãos, em tempo hábil.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
Numero da decisão: 302-39.313
Decisão: ACORDAM os membros da segunda câmara do terceiro conselho de
contribuintes, pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da redatora designada. Vencidos os Conselheiros Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro, relatora, Marcelo Ribeiro Nogueira, Luis Alberto Pinheiro Gomes e Alcoforado (Suplente) e Nanei Gama que davam provimento integral. Designada para redigir o acórdão a Conselheira Mércia Helena Trajano D'Amorim.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro
1.0 = *:*
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Numero do processo: 11030.000222/2005-12
Turma: Segunda Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Feb 04 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed Feb 04 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2001 e 2002.
Ementa:
IRRETROATIVIDADE DA LEI COMPLEMENTAR N° 105 E DA LEI N° 10.174, DE 2001 - PRELIMINAR REJEITADA.
1. Em que pese o entendimento do relator de que o artigo 11, § 3º, da Lei n° 9.311, de 1996, que vedava a utilização dos dados da CPMF para constituição do crédito tributário relativo a outras contribuições ou impostos, se constituía em norma de direito material que regia aos fatos que ocorreram durante sua vigência, a douta maioria da Câmara possui entendimento de que as disposições da Lei n° 10.174 e da Lei Complementar n° 105, ambas de 2001, aplicam-se aos lançamentos cujos fatos geradores ocorreram antes do início de sua vigência, pois se tratam, no entender da maioria, de normas que apenas ampliaram os poderes de investigação da fiscalização.
2. Ressalvado o ponto de vista pessoal do relator e considerando o posicionamento da douta maioria, não se acolhe a preliminar de irretroatividade.
DECADÊNCIA - DEPÓSITOS BANCÁRIOS - PRAZO CONTADO DE FORMA MENSAL - INAPLICABILIDADE.
3. Da interpretação sistêmica dos artigos 8º, 9º e 10° da Lei n° 8.134, de 1990; artigos 3º, parágrafo único e artigos 4º; 8º e 10° da Lei n° 9.250, de 1995 e do artigo 42, § 1º, da Lei n°
9.430, de 1996, conclui-se que a base de cálculo do imposto de renda é a soma anual dos valores apurados mensalmente. Não há antinomia entre uma norma estabelecer que os valores consideram-se recebidos no mês em que houver o crédito pela instituição financeira e outra norma considerar que a base de cálculo constitui-se da soma dos valores recebidos em cada um dos meses do ano-calendário. O que é necessário é que se tenha presente que na apuração da base de cálculo deve, quando for o caso, se efetuar as deduções previstas no artigo 4o da Lei n° 9.250, de 1995.
4. O fato gerador decorrente de rendimento ou valores creditados em conta de depósito ou de investimento em relação aos quais o titular, regularmente intimado, não comprova a origem dos recursos utilizados nessas operações se consuma em 31 de dezembro e não na data em que o depósito foi realizado.
5. A consumação do fato gerador em 31 de dezembro torna-se mais evidente no momento em que se analisam as disposições do § 3º, II, do art. 42 da Lei n° 9.430, de 1996 e artigo 4º da Lei n° 9.481, de 13.08.1997, que manda desconsiderar os valores inferiores a R$ 12.000,00 (doze mil reais), desde que o seu somatório, dentro do ano-calendário, não ultrapasse o valor de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais).
PRESUNÇÃO LEGAL - MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA.
6. Presume-se omissão de rendimentos os valores creditados em conta corrente ou de investimento em relação aos quais o contribuinte, regularmente intimado, não comprova a origem através de provas que, dadas as circunstâncias do caso concreto, se mostrem suficientes para afastar a presunção legal.
ATIVIDADE RURAL - CONVICÇÃO DE QUE OS RECURSOS CREDITADOS NUMA DAS CONTAS SÃO PROVENIENTES DA ATIVIDADE RURAL AVALIAÇÃO DO CASO CONCRETO - POSSIBILIDADE DE TRIBUTAÇÃO NO PERCENTUAL DE 20% DA RECEITA.
7. Consideradas as circunstâncias do caso concreto, em relação à conta bancária em que houve convencimento de que os recursos nela depositados são oriundos da atividade rural, em relação aos depósitos não justificados, nesta conta, reduz-se a base de cálculo para o percentual de 20%. Inteligência do artigo 5º, parágrafo único da Lei n° 8.023, de 1991 e do artigo 42, § 2º, da Lei n° 9.340, de 1996.
Recurso Voluntário parcialmente provido.
Numero da decisão: 102-49.495
Decisão: ACORDAM os Membros da segunda câmara do Primeiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, 1) em REJEITAR as preliminares e, no mérito, em DAR provimento PARCIAL ao recurso para: a) afastar da base de cálculo da omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários os valores de R$ 20.000,00 e de R$ 2.520,00 realizados em 04/10/2001; b) excluir da base de cálculo dos depósitos bancários não justificados, no ano de 2000, o valor de R$ 364.233,41, correspondente à diferença do que foi declarado na DAA e os valores apurados pela fiscalização; c) excluir da base de cálculo dos depósitos não justificados os valores creditados na conta corrente do BNB, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: Moises Giacomelli Nunes da Silva
1.0 = *:*
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2001 e 2002. Ementa: IRRETROATIVIDADE DA LEI COMPLEMENTAR N° 105 E DA LEI N° 10.174, DE 2001 - PRELIMINAR REJEITADA. 1. Em que pese o entendimento do relator de que o artigo 11, § 3º, da Lei n° 9.311, de 1996, que vedava a utilização dos dados da CPMF para constituição do crédito tributário relativo a outras contribuições ou impostos, se constituía em norma de direito material que regia aos fatos que ocorreram durante sua vigência, a douta maioria da Câmara possui entendimento de que as disposições da Lei n° 10.174 e da Lei Complementar n° 105, ambas de 2001, aplicam-se aos lançamentos cujos fatos geradores ocorreram antes do início de sua vigência, pois se tratam, no entender da maioria, de normas que apenas ampliaram os poderes de investigação da fiscalização. 2. Ressalvado o ponto de vista pessoal do relator e considerando o posicionamento da douta maioria, não se acolhe a preliminar de irretroatividade. DECADÊNCIA - DEPÓSITOS BANCÁRIOS - PRAZO CONTADO DE FORMA MENSAL - INAPLICABILIDADE. 3. Da interpretação sistêmica dos artigos 8º, 9º e 10° da Lei n° 8.134, de 1990; artigos 3º, parágrafo único e artigos 4º; 8º e 10° da Lei n° 9.250, de 1995 e do artigo 42, § 1º, da Lei n° 9.430, de 1996, conclui-se que a base de cálculo do imposto de renda é a soma anual dos valores apurados mensalmente. Não há antinomia entre uma norma estabelecer que os valores consideram-se recebidos no mês em que houver o crédito pela instituição financeira e outra norma considerar que a base de cálculo constitui-se da soma dos valores recebidos em cada um dos meses do ano-calendário. O que é necessário é que se tenha presente que na apuração da base de cálculo deve, quando for o caso, se efetuar as deduções previstas no artigo 4o da Lei n° 9.250, de 1995. 4. O fato gerador decorrente de rendimento ou valores creditados em conta de depósito ou de investimento em relação aos quais o titular, regularmente intimado, não comprova a origem dos recursos utilizados nessas operações se consuma em 31 de dezembro e não na data em que o depósito foi realizado. 5. A consumação do fato gerador em 31 de dezembro torna-se mais evidente no momento em que se analisam as disposições do § 3º, II, do art. 42 da Lei n° 9.430, de 1996 e artigo 4º da Lei n° 9.481, de 13.08.1997, que manda desconsiderar os valores inferiores a R$ 12.000,00 (doze mil reais), desde que o seu somatório, dentro do ano-calendário, não ultrapasse o valor de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais). PRESUNÇÃO LEGAL - MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA. 6. Presume-se omissão de rendimentos os valores creditados em conta corrente ou de investimento em relação aos quais o contribuinte, regularmente intimado, não comprova a origem através de provas que, dadas as circunstâncias do caso concreto, se mostrem suficientes para afastar a presunção legal. ATIVIDADE RURAL - CONVICÇÃO DE QUE OS RECURSOS CREDITADOS NUMA DAS CONTAS SÃO PROVENIENTES DA ATIVIDADE RURAL AVALIAÇÃO DO CASO CONCRETO - POSSIBILIDADE DE TRIBUTAÇÃO NO PERCENTUAL DE 20% DA RECEITA. 7. Consideradas as circunstâncias do caso concreto, em relação à conta bancária em que houve convencimento de que os recursos nela depositados são oriundos da atividade rural, em relação aos depósitos não justificados, nesta conta, reduz-se a base de cálculo para o percentual de 20%. Inteligência do artigo 5º, parágrafo único da Lei n° 8.023, de 1991 e do artigo 42, § 2º, da Lei n° 9.340, de 1996. Recurso Voluntário parcialmente provido.
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VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/11/2012 por ANTONIO ALMIR XIMENES Fl. 2DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/11/2012 por ANTONIO ALMIR XIMENES Fl. 3DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/11/2012 por ANTONIO ALMIR XIMENES Fl. 4DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/11/2012 por ANTONIO ALMIR XIMENES Fl. 5DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/11/2012 por ANTONIO ALMIR XIMENES Fl. 6DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS - 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VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/11/2012 por ANTONIO ALMIR XIMENES Fl. 27DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/11/2012 por ANTONIO ALMIR XIMENES
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Numero do processo: 00825.006062/81-15
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Nov 06 00:00:00 UTC 1985
Data da publicação: Wed Nov 06 00:00:00 UTC 1985
Ementa: IPI - 1Q) Salda de produtos sem emissão de Nota Fiscal. 2Q) Produtos devolvido ou retornados ao estabelecimento fabricante sem escrituração no livro Registro de Controle da Produção e do Estoque ou fichas capazes de substuilo 3°) Vendas empresa interdependente. Inaplicável
a norma do artigo 46, S 3°,do RIPI/79 c.c artigo 51 S 2°,
se o preço de atacado do próprio produto existe na praça remetente.
Dá-se provimento parcial ao recurso para excluir a parte relativa
ao valor tributável nas vendas, (remessas), ocorridas entre julho/79 e julho/81. Item 3Q do auto de infração. Mantém-se a exigência relativa
aos itens 1° e 2° do mesmo Auto. Decisão por maioria.
Numero da decisão: 201-63.677
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros LINO DE AZEVEDO MESQUITA, HAROLDO BRAGA LOBO e OSVALDO TANCREDO DE OLIVEIRA, que excluíram da exigência a parcela a menor. Presente ao julgamento o Adv. Dr. SALVADOR FERNANDO SALVIA,
patrono da Recorrente.
Nome do relator: Mário de Almeida
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MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo N.o 0825-006.062/81-15 ovrs Sessão dll Q6 de no.y..emb.r.o de 19..8.5 . Recurso n.o 73.824 Recorrente INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE BEBIDAS PRIMOR LTOA. ReCiorrid a DRF EM BAURU - SP IPI - 1Q) Salda de produtos sem emissão de Nota Fiscal. 2Q) Produtos devolvido~ ou retornados ao estabelecimento fabricante sem escritura ção no livro Registro de Controle da Produção e do Estoque ou fichas capa~es de substitul-lo~ 3Q) Vendas .~ empresa interdependente. Ina- plicavel a norma do artigo 46, S 3Q,do RIPI/79 c.c artigo 51 S 2Q, se o preço de atacado do próprio produto existe na praça remetente. Dá-se provimento parcial ao recurso para excluir a parte relativa ao valor tributável nas vendas, (remessas), ocorridas entre julho/79 e julho/81. Item 3Q do auto de infração. Mantém-se a exigência rela- tiva aos itens 1Q e 2Q do mesmo Auto. Decisão por maioria. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso inter- posto por INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE BEBIDAS PRIMOR LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contri- buintes, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos ter- mos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros LINO DE AZEVEDO ME~Q~IT~, HAROLDO BRAGA LOBO e OSVALDO TANCREDO DE OLIVEIRA, que exclulram da eXlgencla a parcela a menor. Presente ao julgamento o Adv. Dr. SALVADOR FERNANDO SALVIA, patrono da Recorrente. Sala das~~6 je novembro V;J/d~y~ BRAGA LOici :'.Pnesidente de 1985. da Fazenda Nacional segue verso- Processo nQ 0825-006.062/81-15 Acórdão nQ 201-63.677 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros FERNANDO NEVES DA ! SILVA, SELMA SANTOS SALOMÃO WOLSZCZAK, CARLOS EDUARDO CAPUTO'BASTOSeSÉRGIO GOMES VELLOSO. , i* Assina o atual Presidente Dr.ARISTÓEANESFONlOURAII"HOLANDA;.em razão do faleci-!' mento do então Presidente Dr. HAROLDO BRAGA LOBO. ~ **Vista em ~~O/~Jao Procurador-Representante da Fazenda Nacional, Dr. ANTO- NIO CARLOS TAQUES CAMARGO, em face da Portaria PGFN nQ 62, 0.0. de 30/01/92. 1 L , I MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Prooesso N! 0825-006.062/61-15 Recurso n.o: 73.824 Re c o rre n te: ~\ I Acordõo no... 201-63.677 INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE BEBIDAS PRIMOR LTDA. ~: O presente Processo ora em qrau de recurso, esteve em ju! gamento nesta Egrégia c.âmara em 17.10.84 qúando, à unanimidade de seus membros, _foi o mesmo transformado em Diligência em apoio ao meu voto, em preliminar áo mérito. Leio para. oitiva e rememéria-deste Colenao~p1enário o r~ 1atério e o voto pré-falado tal como se encontram às fls. 164/171 . .. ", O resultado da Diligência encontra-se as fls. ~~-0176/191 que passo a ler e dispenso a transcrição. Deste foi dado vista aos ilustres patronos da recorren- te que as fls. 193/194 se manifestaram sobre a Diligência e fizeram juntar os anexos de fls. 195/402. É o relat~iO. ir" segue- SERViÇO PÚBLICO' FEDERAL Processo nQ 0825-006.062/81-15 Acórdão nQ 201-63.677 VOTO DO RE LATO R , CONSELHEIRO M]\RIO DE ALMEIDA No que concerne a saldas de produtos sem emissão de no- tas f i's ca i s, i n f ra ç ã o que fo i a p u r a d a co m b a s'e e mau tos 1a v r a dos p! lo fisco estadual, entendo que deve ser mantida a exig~ncia fiscal. Com ef~ito, a denDncia se acha amparada pelo art. 199 do CTN, que autoriza a troca de tnformações entr.e a Fazenda PUblica da IIUnião e dos E s ta dos, n o i n te re s s e d a f i s ca 1 i z a ç ã o dos t r ib u tos; a i nd a Po! que a autuada se conformou com a exig~ncia nas referidas autuações do. fisco estadual e p6rquea fiscalização federãl, no caso destes autos , somente reclamou o IPI re 1a t i vo ã que l,es produtos . a p r e e n d i- dos 'desacompanhados de documento fiscal IIno sentido li'teral do ter mo ••, e não naque1es casos de mera inidoneidade dos documentos em questão. Quanto ao cr~dito de IPI relativo a produtos devolvidos ou retornados ao estabelecimento fabricante, sem a competente!es- crituração no livro:R~gistro de Controle da Produção e do Estoque, ou fichas destinadas a substituf-lo, igualmente falece razã6 ao r! corrente. Realmente, embora o direito de cr~dito, nas devoluções, decorra, em Gltima anâlise, do princfpio de não cumulatividade do imposto, esse fato não socorre a empresa, justamente porque a tne- xist~ncta de registro dessas devoluções permitiu ã autuada da~ sal da a produtos sem lançamento do IPI, valendo assinalar que a em- p~esa nem soube informar a quantidade de insumos utilizada no ,fa~ brico dos produtos, nem provou a reincorporação de bens ao estoque. Por Gltimo, cumpre apreciar o litfgto no que concerne a vendas efetuadas para empresa interdepe~dente, por preço "infetior ao valor tributâvelmlnimo previsto na lei, dQ que decorreu lança- mento a menor do tmposto. Trata-se de remessas regidas, ã ~poca, pelo art. 46, I, a, do RIPI/79, eis que destinadas a estabelecimento de firma com a qual a ora recorrente mantinha relação de interdepend~ncia. jeto do Deflui do que consta dos autos 1 i tT 9 io h o uv e ve n das ~t e r c e i ro s , "\ r I que p o r to d o o p e ri o d o o£' por atacado. De abril a segue- p SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Processo nQ 0825-006.062/81-15 Acórdão nQ 201-63.677 junho de 1979, tais vendas eram procedidas tanto pela ,recorrente quanto pela interdependente; de julho de 1979 a julho de 1981 ape- nas a interdependente vendeu por atacado, na praça. No tocante ao perlodo de abril a junho de 1979, o lanç! mento de oflcio foi efetuado mediante adoção, como valor .tribuEâ- vel, do valor das vendas por atacado praticadas pela recorrente. Em sua defesa a empresa nao recusa claramente essa exi- g~ncia, podendo-se apenas mencionar argumentos ~enericamente pos- tos no sentido de que o valor tributâvel não pode exceder ao valor da operação, sendo este o valor de industrialização. Ora, ª meridiana a clareza da norma a que se refere a recorrente, quando indica como valor tributâvel o valor da opera- ção de que decorrer ofato gerador. Observa-se facilmente que o f! to gerador (salda] não decorre da operação de industriali~ação,mas da operação de venda, Sem razão a empresa, no particular. Por outro lado, os argumentos relativos a arbitramento, avaliação contraditória e ilegalidade de normas regulamentares,não são pertinentes a esse perlodo. Ao contr5rio, por toda a defesa e~ penhou~se a recorrente em afirmar que o valor tributâvel nas reme~ sas a interdependentes ª o preço de venda no atacado, sendo :cetto que, no auto de infração, foi'justamente.o preço praticado pela e~ p r es a em s.ua s .ve ndas po r a t a ca do a do ta do pa r a cã 1cu 1o d a e x t ge' nc ia. No tocante ~s remessas para a interdependente, no perl£ do de 7/79 a 7/81, foi a empresa autuada por não ter adotado, na i dentificação do valor tributâvel, a norma do art. 46, ~ 39, do RI- PI/79, que se refere a hipótese de produtos saldo~ do industrial ou equiparado com destino a comerciante autônomo, para venda direta a consumidor, com intermediação de firmas interdependentes. De fato, não só no auto de infração, mas igualmente na informação fiscal de ~fls. , dizem os autuantes que inexistia pr~ ço de atacado, porque a ora recorrente s8 procedeu a vendas para a in te rd e pe nd e n te, e a p o nta m co m 9\ ,v.a 1o r t r ib u tã v e 1 m in imo, nes s a s ~\:. segue- I I SERViÇO PÚBLICO FEDERAL rocesso n9 0825-006.062(81-15 Acórdão n9 201-63.677 circunst~ncias, o indicado no art. 46, ~ 39, c.c( art: 51, ~ 29,po! que, segundo os autuantes, esta ª a norma ap'ic~vel nas remessas a interdependentes, desde que intermediação ~ a interposição da inter dependente entre o fabricante e o consumidor. (fls. 100). Ora, a nórma do art. 46, ~ 39, diz respeito a vendas di- retas a consumidor, não procedendo o entendimento esposado pelos a~ tuantes. E resultou demonstrado nos autos ~ue as remessas em ques- tão não se vinculam aquele tipo de operação: a recorrente não prat2. cava vendas diretas a consumidor com a intermediação da interdepen- dente. Neste~ termos, evidencia-se a improcedgncia do lançamen- to, como posto. Nem vejo como confirmar a exiggncia, agora por fato e critªrio diversos dos que inspiraram o auto, e contra os quais se produziu a defesa. Com efeito, diz o auto, verbis: ". No perfodo de Julho(79 a Julho(81, quando não mais existia o preço corrente no mercado atacadista da praça do remetente, por que a partir de Maio(79 s8 houve vendas a estabelecimento de firmas in- terdependentes, calculou e lançou o rPI nas notas fiscais relativas ãs vendas a estabelecimentos:interdependentes, tom~ndo por base, p! r~ c~lculo do imposto, um valor diferente do estabelecido pelo fis- co no ~ 29 do art. 51, combinado com o ~ 39 do artigo 46 do RIPI DEC 83.263(79, o que resultou na falta de lançamento e de .récol~i- mento do IPr no total de Cr$ 126.207.694,07, conforme Termo de Verl ficação Fiscal, que contem a asstnatura de dois fiscai's ... (fls. 1). A impugnação trouxe o argumento de que os fatos não coin cidem com a hip5tese legal constante do ~ 39 do art. 46, razão por- que essa regra não seria pertinente ao câlculo do tributo nas remes sas questi'onadas. instancia, pronunciou-se a autoriade julgadora de primeira segue- SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0825-006.062/81-15 Acórdão n9 201-63.677 "Va au:tuaç.ão ái.6c.al... b) da legi.6laç.ão i~voc.ada "A pan:tiJ1.do me..6de MaJ.o/79 .6Ô houve ve~da.ó a i~- :tendepe~de~:te.6 o que .óig~l6lc.a, de ac.ondo c.om 0.6.~ane- c.ene.6 Nonma:tivo.6 CST ~9.ó. 26/70 e 89/79 a i~exi.ó:t~~c.ia do pneç.o c.onne~:te ~o menc.ado a:tac.adJ..ó:tada pnaç.a do ne me:te~;te a pan:tin de Maio/79, poi.6 e.ó.óe.6Ô .óe've~J.áic.~ qua~do hã ve~da.6, pon a:tac.ado, 6ei:tas a :tenc.einos, ~ão i~:t.e.ndepe~de~:te.6" - palavnas do.6 au:tua~:tes, ã.ó 6l.6. 2- v, i:tem 3. E~:tne:ta~:to, ~ão e: ess e o e~:te~dime~:to :,a:tua.lme~;te ado:tado pela admútis:tnaç.ao :tnlbu:tãnia, ponque, c.omo diz a eme~:ta do PN CST 44/81, "Qua~do a de:tenmi~aç.ão do va lon :tnibu:tãvel pana e6ei:to dec.ãlc.ulo do IPI 60n -~6e~ :tuada a:tnav 2.ó do.6 pneç.o.ó pna:tJ.c.ado.ó~o menc.ado '..cufLac.a- di.6:ta da pnaç.a do neme:te~:te, senR c.o~sldeJtado o u~lven- .óO da.ó ve~da.6 nealizada.ó ~aquela. foc.alJ.dade", u~iven.óõ que o AV [N) CST S/82 dec.lana .óen "a.ó ve~das e6e:tuada.6 pelos neme:te~:tes e pelos i~:tendepe~de~:tes do neme:te~:t~ ~o a:tac.ado, ha me.óma loc.al£dade, exc.luZdo8 os valone.6 de 6ne:te e IPI". E, e Llc.i:to c.o~c.luJ.n, .6'e~ao houven ve~da.6 do neme:te~:te ma.6 ape~a.ó do i~:tendepe~de~:te, o pneç.o c.onne~:te de menc.ado .óenã o pneç.o de ve~da i~ten- depe~de~:te, obedec.ido ~a:tunalme~:te o pnesc.~i:to ~o ~ 59 do an:t. 46 do RIPTI79. Em ac.e dessa c.o~c.lusao ~ao e: o c.aso, .6 e bu.6c.i:uLoValoJt;tJL~lita:ve:L 'ctP'Ctit.t/l!L. o ...•..a.li <'l;ttta;me~1,;to pJtev,{.6:to~o '~Z9doaJtt.51,c.~c..1:nc.i8onr' e .~.39 do cOi:t. 46 do RrPtI79,hidte:.6~ap:tic.dv~lape~a.6 dian:te da .{.~ex.{.f.i:tenc.--lae pke'ç.opoka;t((.c.ao .o'pko u.a -cTil.6eu. .6.{. mllan e al~da d.6.61m se ~do houven eleme~:tosque pO.6si- 6ill:tem a 6ixaç.ão de pneç.o maion". (grifo nosso) Ainda inconformada, a empresa recorreu a este Colegia- do alegando ainda uma vez que o art. 46, ~ 39 tem matriz l~gal no art. 28 do DL 1.593, ambas as regras inaplicâveis ao caso, .porque pertinentes a hipõtese diversa da vertente nos autos, jâ que nao procede vendas diretas a consumidor. Nessas condiç5es, vejo que os fatos postos no auto de infração nao são verdadeiros, naquilo que, segundo o auto, inexis- tia preço de atacado do produto, quando de fato tais vendas eram praticadas na praça. Tamb~m o crit~rio de lançamento posto no auto ~ inadequado, eis que o lançamento foi efetuado com bBse em ah~i- tramento, invocand.o-se a norm~.>\d~ art. 51, ~ 29 c. cl art. 46 ~ 39, ~ segue- SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Processo nQ 0826-006.062/81-15 Acórdão nQ 201-63.677 enquanto que nao cabe arbitramento se o preço de atacado do próprio produto existe na praça do remetente. Diante do exposto nao hã como confirmar o lançamento de oflcio, embora depreenda-se dos autos que efetivamente houve lança- mento a menor do IPI nas remessas, jã que o valor tributãvel ~ o preço de atacado praticado pela interdependente, sem exclusão do V! lor do fteteporque não cobrado 'nem destacado pelo vendedor, e .oom exclusão do valor do IPI jâ pago. Apenas como complementação, :cabe observar que o frete a excluir ~ o valo0 real, ~ não o valor indica do em qualqu~r tabela, ou aquele que poderia ter sido cobrado e des tacado, mas não o foi. De fato, a decisão de primeiro grau identificou corret! mente o valor tributãvel nas remessas de que se trata. Apenas esse não foi o objeto da ação fiscal e, pois, do litTgio instaurado com a impugnação. Com essas. considerações, dou provimento parcial ao re- curso para excluir d ",Encia a parte relativa a valor tributãvel nas remessas o co r r ',das entre . 1ho / 79 e j u 1ho /81 . de novembro de 1985 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008
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Numero do processo: 10783.000883/96-85
Turma: Oitava Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Oct 16 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Thu Oct 16 00:00:00 UTC 2008
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ
Ano-calendário: 1991, 1992 e 1993
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL NULIDADE DO LANÇAMENTO CERCEAMENTO
AO DIREITO DE DEFESA Rejeita-se a preliminar de nulidade do lançamento, quando não configurado vício ou omissão de que possa ter decorrido o cerceamento do direito de defesa.
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL – INDEFERIMENTO DE PERÍCIA O
pedido de realização de perícia está sujeito ao que determina o inciso IV do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72. Além disso, ela também se submete a julgamento, não implicando deferimento automático, mormente quando a negativa é fundamentada na inexistência de início de prova que a justificasse.
IRPJ OMISSÃO DE RECEITAS PASSIVO FICTÍCIO A falta de comprovação, mediante a apresentação de documentos hábeis e idôneos, dos saldos das contas componentes do passivo do balanço patrimonial, autoriza a presunção legal de que as obrigações foram pagas com receitas mantidas à margem da escrituração, cabendo à contribuinte a prova da improcedência desta presunção. Excluise da tributação o passivo devidamente comprovado.
IRPJ OMISSÃO DE RECEITAS SUPRIMENTOS NÃO COMPROVADOS Os recursos entregues por sócio ao Caixa da pessoa jurídica consideramse
provenientes de receitas omitidas, quando não comprovada sua efetiva entrega e a origem no patrimônio da pessoa física supridora. Excluem-se da exigência os valores cuja origem e efetiva entrega restaram demonstradas.
IRPJ – DEDUTIBILIDADE DE CUSTOS E DESPESAS Para serem dedutíveis na apuração do lucro real, os custos e despesas devem ser usuais e necessários à atividade da empresa, comprovados por documentação hábil e idônea.
IRPJ – AJUSTES DO LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO – EXCLUSÕES – CONTRATOS COM ENTIDADES GOVERNAMENTAIS – No regime de reconhecimento do lucro oriundo de receitas obtidas por contrato com entidades governamentais, a tributação ocorre no momento do
recebimento da fatura, quando deve o lucro da operação ser
adicionado ao Lucro Real.
IMPOSTO DE RENDA FONTE ART. 35 DA LEI Nº 7.713/88 DECORRÊNCIA
É indevida a exigência do Imposto de Renda Sobre o Lucro Líquido, instituída pelo art. 35 da Lei nº 7.713/88, quando inexistir no contrato social cláusula de sua automática distribuição no encerramento do períodobase.
Entendimento do Supremo Tribunal Federal (RE nº 172058-1
SC, de 30/06/95), normatizado pela administração tributária por meio da IN SRF nº 63/97.
LANÇAMENTOS DECORRENTES CSL – FINSOCIAL – COFINS O decidido no julgamento do lançamento principal do imposto de renda pessoa jurídica faz coisa julgada nos dele decorrentes, no mesmo grau de jurisdição, ante a íntima relação de causa e efeito entre eles existente.
Preliminar de nulidade rejeitada.
Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 108-09.747
Decisão: ACORDAM os Membros da OITAVA CÂMARA do PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar de
nulidade e o pedido de perícia e, no mérito, DAR provimento PARCIAL ao recurso, para excluir da tributação do item 1 do auto de infração os montantes de CR$176.580.000,00 e CR$302.000.000,00 do primeiro e segundo semestre do ano 1992, do item 2 do auto de infração, passivo fictício, o valor de CR$2.633.400,00, cancelar o item 19 do auto de infração e
também cancelar o lançamento do IRFONTE, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Nelson Lósso Filho
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RReeccoorrrriiddaa 4ª TURMA/DRJFORTALEZA/CE Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 1991, 1992 e 1993 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL NULIDADE DO LANÇAMENTO CERCEAMENTO AO DIREITO DE DEFESA Rejeitase a preliminar de nulidade do lançamento, quando não configurado vício ou omissão de que possa ter decorrido o cerceamento do direito de defesa. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL – INDEFERIMENTO DE PERÍCIA O pedido de realização de perícia está sujeito ao que determina o inciso IV do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72. Além disso, ela também se submete a julgamento, não implicando deferimento automático, mormente quando a negativa é fundamentada na inexistência de início de prova que a justificasse. IRPJ OMISSÃO DE RECEITAS PASSIVO FICTÍCIO A falta de comprovação, mediante a apresentação de documentos hábeis e idôneos, dos saldos das contas componentes do passivo do balanço patrimonial, autoriza a presunção legal de que as obrigações foram pagas com receitas mantidas à margem da escrituração, cabendo à contribuinte a prova da improcedência desta presunção. Excluise da tributação o passivo devidamente comprovado. IRPJ OMISSÃO DE RECEITAS SUPRIMENTOS NÃO COMPROVADOS Os recursos entregues por sócio ao Caixa da pessoa jurídica consideramse provenientes de receitas omitidas, quando não comprovada sua efetiva entrega e a origem no patrimônio da pessoa física supridora. Excluemse da exigência os valores cuja origem e efetiva entrega restaram demonstradas. Fl. 1233DF CARF MF Emitido em 11/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/01/2012 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 10/01/2012 p or NELSON LOSSO FILHO Processo n.º 10783.000883/9685 Acórdão n.º 10809.747 CC01/C08 Fls. 1234 ___________ IRPJ – DEDUTIBILIDADE DE CUSTOS E DESPESAS Para serem dedutíveis na apuração do lucro real, os custos e despesas devem ser usuais e necessários à atividade da empresa, comprovados por documentação hábil e idônea. IRPJ – AJUSTES DO LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO – EXCLUSÕES – CONTRATOS COM ENTIDADES GOVERNAMENTAIS – No regime de reconhecimento do lucro oriundo de receitas obtidas por contrato com entidades governamentais, a tributação ocorre no momento do recebimento da fatura, quando deve o lucro da operação ser adicionado ao Lucro Real. IMPOSTO DE RENDA FONTE ART. 35 DA LEI Nº 7.713/88 DECORRÊNCIA É indevida a exigência do Imposto de Renda Sobre o Lucro Líquido, instituída pelo art. 35 da Lei nº 7.713/88, quando inexistir no contrato social cláusula de sua automática distribuição no encerramento do período base. Entendimento do Supremo Tribunal Federal (RE nº 1720581 SC, de 30/06/95), normatizado pela administração tributária por meio da IN SRF nº 63/97. LANÇAMENTOS DECORRENTES CSL – FINSOCIAL – COFINS O decidido no julgamento do lançamento principal do imposto de renda pessoa jurídica faz coisa julgada nos dele decorrentes, no mesmo grau de jurisdição, ante a íntima relação de causa e efeito entre eles existente. Preliminar de nulidade rejeitada. Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: A MADEIRA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. ACORDAM os Membros da OITAVA CÂMARA do PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar de nulidade e o pedido de perícia e, no mérito, DAR provimento PARCIAL ao recurso, para excluir da tributação do item 1 do auto de infração os montantes de CR$176.580.000,00 e CR$302.000.000,00 do primeiro e segundo semestre do ano 1992, do item 2 do auto de infração, passivo fictício, o valor de CR$2.633.400,00, cancelar o item 19 do auto de infração e também cancelar o lançamento do IRFONTE, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (Documento assinado digitalmente) Fl. 1234DF CARF MF Emitido em 11/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/01/2012 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 10/01/2012 p or NELSON LOSSO FILHO Processo n.º 10783.000883/9685 Acórdão n.º 10809.747 CC01/C08 Fls. 1235 ___________ MÁRIO SÉRGIO FERNANDES BARROSO – Presidente (Documento assinado digitalmente) NELSON LOSSO FILHO Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Orlando José Gonçalves Bueno, Valéria Cabral Geo Verçoza, Cândido Rodrigues Neuber e Karem Jureidini Dias. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Irineu Bianchi. Fl. 1235DF CARF MF Emitido em 11/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/01/2012 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 10/01/2012 p or NELSON LOSSO FILHO Processo n.º 10783.000883/9685 Acórdão n.º 10809.747 CC01/C08 Fls. 1236 ___________ Relatório Retorna o recurso a julgamento nesta E. Câmara, após cumprimento de diligência determinada na sessão de 27 de abril de 2006, por meio da Resolução nº 10800.317, fls. 938/951. A diligência foi determinada para que fosse juntada aos autos cópia do contrato social, para verificação da existência de cláusula de distribuição automática de lucros. Para tornar mais compreensíveis as matérias em julgamento, a seguir reproduzo o relatório e voto apresentados naquela oportunidade: “Contra a empresa A Madeira Indústria e Comércio Ltda, foram lavrados autos de infração do IRPJ, fls. 03/26, Finsocial, fls. 32/35, Cofins, fls. 36/39, ILL, fls. 40/50, e CSL, fls. 51/61, por ter a fiscalização constatado as seguintes irregularidades nos anos calendário de 1991 a 1993, ainda em litígio após a exoneração processada pelos julgadores de primeira instância e o acatamento pela contribuinte das exigências contidas nos itens 3, 6, 7, 8, 9, 10, 12, 14, 15, 16, 17 e 18 (valor de Cr$ 486.003.530,00) da descrição dos fatos de fls. 04/16: “1– OMISSÃO DE RECEITAS. SUPRIMENTO DE NUMERÁRIO – Omissão de receita operacional, decorrente de numerário entregue à empresa pelo sócio majoritário Américo Dessaune Madeira, para quitação de empréstimos efetuados pelo mesmo junto a Empresa, sem que ficasse devidamente comprovado, com documentação precisa e inquestionável, coincidente em datas e valores, a efetiva entrega do numerário e a proveniência imediata dos referidos recursos. 2– OMISSÃO DE RECEITAS. PASSIVO FICTÍCIO – Omissão de Receita Operacional, caracterizada pela manutenção no passivo, de obrigações sem comprovação, conforme levantamento procedido na empresa e conferência dos dados constantes do Balanço – FORNECEDORES em 31.12.92, e respectivos documentos. 4– CUSTO DOS BENS OU SERVIÇOS VENDIDOS. INDEDUTIBILIDADE DE PREJUÍZO APURADO EM TRANSAÇÃO EFETUADA COM ARTIFICIALISMO – Transação referente a compra e venda de café para entrega futura, sem circulação da mercadoria, ou seja, transação de papel, mantida com terceiros, para gerar prejuízos, (custo da compra é superior a receita da venda). A empresa contrata, para entrega futura, a venda de café por um preço inferior e compra da contratada o mesmo café por preço elevado, ocasionando um prejuízo ficto. (Transação de papel, sem circulação da mercadoria). Pelo documento de fls. 179, verificase que o valor da diferença entre a compra e a venda era remetida para a empresa Fl. 1236DF CARF MF Emitido em 11/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/01/2012 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 10/01/2012 p or NELSON LOSSO FILHO Processo n.º 10783.000883/9685 Acórdão n.º 10809.747 CC01/C08 Fls. 1237 ___________ contratada, que em seguida, devolvia para a fiscalizada o mesmo valor, ocasionando uma transação ficta, contratada apenas para reduzir o lucro da empresa. 5– CUSTOS, DESPESAS OPERACIONAIS E ENCARGOS. CUSTOS OU DESPESAS NÃO COMPROVADAS – Valores de diversas despesas e/ou custos não comprovados pela empresa, descritas no Quadro Demonstrativo nº 05, com identificação das Contas em que foram lançadas e fichas Razão anexas, fls. 185/234. 11– OUTROS RESULTADOS OPERACIONAIS. GLOSAS DE VARIAÇÕES MONETÁRIAS PASSIVAS – Lançamento a maior de Variação Monetária Passiva, calculada sobre Provisão IR Diferido, conforme demonstração anexa, fls. 324/326. 13– COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS. REGIME DE COMPENSAÇÃO Compensação indevida, nos meses de julho, agosto, setembro e dezembro de 1993, do prejuízo fiscal apurado no 1º semestre de 1992, em decorrência das infrações constatadas pela fiscalização, que reverteu, parte do citado prejuízo apurado pela empresa no 1º semestre de 1992, em resultado positivo. 18– AJUSTES DO LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO. ADIÇÕES. LUCRO REAL DO EXERCÍCIO – Diferença, entre o Lucro Real declarado pela empresa e o apurado na contabilidade, conforme Quadro Demonstrativo nº 15, e “Demonstrativo do Resultado do Exercício”, fls. 346/348, no valor de Cr$ 8.872.552.710,00. 19– AJUSTES DO LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO. EXCLUSÕES E COMPENSAÇÕES. CONTRATOS COM ENTIDADES GOVERNAMENTAIS – Redução indevida do lucro real, decorrente de diferimento da tributação de receita auferida no ano de 1991, em contrato celebrado com Entidades Governamentais, sem identificação das Entidades e respectivos contratos, cujo valor não se encontra registrado na parte “B” do LALUR e deixou de ser oferecido a tributação até a presente data. A empresa conforme documento de fls. 378/379, diferiu o Lucro e a respectiva Contribuição Social, sobre “FATURA A RECEBER” no montante de Cr$ 3.650.000.000,00, valor líquido apurado entre a “Receita de Obras” e o seu custo, sem identificação das Faturas e respectivos Contratos. Solicitação a fim de ser explicitado o procedimento acima foi feita através do Termo de Intimação datado de 14.11.95, fls. 351, o qual foi respondido de maneira inverídica, fls. 352/377, uma vez que a empresa vem alegando ter diferido valor referente a “Reajuste de Contrato de Obras”, sem exibição de prova documental e registro contábil, do alegado, em desacordo com o documento da empresa que serviu de base para o “Diferimento de Receitas de Obras Públicas”, no período de 1991, fls. 378/379. Fl. 1237DF CARF MF Emitido em 11/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/01/2012 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 10/01/2012 p or NELSON LOSSO FILHO Processo n.º 10783.000883/9685 Acórdão n.º 10809.747 CC01/C08 Fls. 1238 ___________ A empresa ao deixar de registrar na parte “B” do Lalur a receita diferida, como vinha procedendo nos anos anteriores por obrigação da legislação tributária, perdeu o controle do oferecimento da tributação daquele valor no ano de seu efetivo recebimento. No Quadro Demonstrativo nº 16, estão demonstrados os valores diferidos pela empresa no total de Cr$3.309.249.182,00, parte “A” do Lalur, fls. 381, cujo valor vai ser adicionado ao lucro real, por absoluta falta de comprovação da legitimidade da exclusão feita pela empresa.” Inconformada com a exigência, apresentou impugnação protocolizada em 29 de fevereiro de 1996, em cujo arrazoado de fls. 420/446, alega, em apertada síntese, o seguinte: Quanto ao item 1 suprimento de numerário: 1 a auditora certamente equivocouse na sua interpretação, pois equiparou os empréstimos (mútuos) efetivados pelo sócio Américo Dessaune Madeira à empresa à “Omissão de Receitas/Suprimento de Numerário” pela sociedade; 2 o equívoco ocorreu, à medida que a autuante confundiuse ao interpretar que os recursos entregues à contribuinte por seu sócio majoritário, tratavase de “quitação de empréstimos” efetuados anteriormente; 3 na verdade os recursos foram entregues do sócio para a pessoa jurídica, como operação de mútuo, onde o primeiro é o mutuante emprestador e a segunda é a mutuária tomadora do empréstimo; 4 a maior prova de que inexistia crédito da sociedade para com seu sócio majoritário é o próprio Anexo A da Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica, relativa ao anocalendário encerrado em 31 de dezembro de 1991, na rubrica “CRÉDITOS COM PESSOAS LIGADAS (FÍSICAS E/OU JURÍDICAS)” onde podese constatar a ausência de qualquer valor a receber de PESSOAS LIGADAS; 5 a fiscalização constatou a tradição ocorrida, e a entrega dos numerários do mutuante para a autuada, o que reveste e legitima a contratação no âmbito do direito civil; 6 não é aceitável a exigência do fisco de se fazer prova da entrega dos recursos pela empresa ao seu sócio majoritário, pois tratase claramente de operação inversa, ou seja, foi precisamente o sócio, pessoa física, quem emprestou recursos para a pessoa jurídica; 7 a pessoa física em questão, coincidentemente, já havia sido fiscalizada no mesmo período em exame, não tendo sido constatado quaisquer ilícitos fiscais quanto a origem dos recursos; Fl. 1238DF CARF MF Emitido em 11/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/01/2012 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 10/01/2012 p or NELSON LOSSO FILHO Processo n.º 10783.000883/9685 Acórdão n.º 10809.747 CC01/C08 Fls. 1239 ___________ 8 houve nítido equívoco da fiscal, que inverteu as figuras contratantes e assim, presumiu estar o sócio majoritário quitando empréstimo com a defendente, quando o correto é que o mesmo estava emprestando numerário para a empresa; Em relação ao item 4 glosa de custos apurado em transação com artificialismo: 9 o direito brasileiro não reconhece com exclusividade a tradição real (circulação de mercadoria), eis que adota, outrossim a tradição simbólica para inúmeros casos; 10 pressupor a fiscalização que a operação foi efetuada com artificialismo, pelo fato de a mercadoria ter sido comprada em meses posteriores por preço inferior ao preço pago anteriormente, é certamente desconhecimento do mercado de bolsas, pois é assim que se processa todo o mecanismo de negociação de mercadorias; 11 No denominado mercado de comodities, mercado esse oficial, como o são também os mercados de bolsas de valores de ações, de índices, de ouro e outros, são comuns transações gerando ora ganhos ora perdas, visto tratarse de operações reconhecidamente de risco; 12 no mercado de Comodities são fixados compromissos de compra e venda a preços previamente estipulados, inclusive com o pagamento de prêmios pelo compromisso assumido e, na data futura, quando ocorrido o momento de efetivamente concluirse o negócio, ocorrerão as perdas e ganhos face as desistências e opções, tudo baseado nas cotações e expectativas de rentabilidade do negócio; 13 a operação questionada consistiu em operação de compra e venda para entrega futura de café, intermediada por corretor habilitado na praça de Santos/SP, tendo a citada operação sido registrada na Associação Comercial daquela cidade, sendo que no seu vencimento foi a mesma liquidada por diferença de preço, entre o valor da contratação e o valor real de mercado (cotação do dia), operação esta comumente praticada no dia a dia do mercado de café do principal porto exportador do País; 14 nos documentos utilizados pela fiscalização para determinar que ocorreu transação com artificialismo, não existe nenhum indício de tal situação, pois tratase de operação de compra e venda entre as partes e não há prova cabal de retorno de qualquer parcela via depósitos bancários ou via ingresso de divisas no caixa, que assim levem a clara evidência de artificialismo, tratandose, então, de mera suposição da autuante, talvez por desconhecimento da metodologia comercial ao mercado de café; No que concerne ao item 11 outros resultados operacionais – glosas de variações monetárias passivas. Fl. 1239DF CARF MF Emitido em 11/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/01/2012 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 10/01/2012 p or NELSON LOSSO FILHO Processo n.º 10783.000883/9685 Acórdão n.º 10809.747 CC01/C08 Fls. 1240 ___________ 15 a fiscalização não comprovou claramente a infração que estava imputando à empresa, referindose no auto de infração a demonstração anexa inexistente, sem enumerála e anexála aos autos, cerceando, nitidamente o seu direito de defesa, pois não dispõe de dados suficientes para contestálo; Em relação ao item 13 compensação de prejuízos: 16 refazendo os cálculos dos prejuízos fiscais, ante o acatamento de infrações apuradas, concluise pela existência de saldo de prejuízo a compensar; No que diz respeito ao item 18 ajustes do lucro líquido do exercício: 17 a adição do valor de Cr$ 8.872.552.710,00 constitui engano da fiscalização quando da apuração dos valores objeto do auto de infração; 18 a parcela de Cr$ 8.239.729.797,00 foi indevidamente computada no valor de Cr$ 12.086.319.119,90, que serviu como base de cálculo no Demonstrativo de Apuração do Imposto de Renda Pessoa Jurídica, haja vista ter sido o referido valor de Cr$ 8.239.729.797,00 simples paradigma para apuração da diferença de Cr$ 486.003.530,00, que é a diferença entre o lucro real declarado e o constatado pela fiscalização; 19 a empresa, quando da elaboração do cálculo da compensação de prejuízo, compensou o referido valor com o saldo de prejuízos acumulados. Manter a tributação ocasionaria duplicidade de incidência; Quanto ao item 19 ajustes do lucro líquido do exercício. Exclusões e compensações. Contratos com entidades governamentais: 20 solicita perícia contábil, para comprovação de faturamento pendente e confirmação das medições nos registros financeiro/contábeis do DER/ES e da empresa e até para se certificar, em face do procedimento contábil adotado, que inexistiu insuficiência ou falta de recolhimento de imposto; 21 a operação em causa, nada mais representou senão num mero registro antecipado da expectativa de Receitas Futuras, auferidas por conta de Contratos de Empreitada de Obras com Entidades Governamentais, mais especificamente, com o DER ES como comprovam os respectivos documentos contratuais; 22 o procedimento em questão, implementado desde o ano de 1986, jamais implicou em qualquer prejuízo para o fisco, e até muito pelo contrário, nos anos anteriores ao ano de 1991, onerou a empresa em razão de diminuição indevida de seus prejuízos fiscais; 23 no anobase de 1986, objetivando atender ao princípio contábil da competência de exercícios, registrou contabilmente Fl. 1240DF CARF MF Emitido em 11/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/01/2012 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 10/01/2012 p or NELSON LOSSO FILHO Processo n.º 10783.000883/9685 Acórdão n.º 10809.747 CC01/C08 Fls. 1241 ___________ em conta do ativo representativa de “Serviços Executados a Faturar”, tendo como contrapartida, conta de Resultados denominada “Receita de Prestação de Serviços”, o valor de suas receitas efetivamente auferidas, porém não recebidas; 24 como tratavamse de Receitas não Recebidas, com base no disposto no art. 282 do RIR/80 “excluiu”, para fins de apuração do Lucro Real deste períodobase, a importância assim contabilizada; 25 no anobase de 1987, repetiuse o procedimento (em relação às receitas efetivamente auferidas, entretanto não recebidas), porém, não sem computar, por via de “adição” na apuração do Lucro Real deste períodobase, o valor da “exclusão” efetuada em 1986, corrigida monetariamente até 31/12/87; 26 no anobase de 1988 somente “adicionou” corrigida monetariamente, a parcela “excluída” em 1987, não tendo efetuado qualquer “exclusão” própria deste períodobase; 27 no anobase de 1990, tornou a efetuar “exclusões” de suas receitas efetivamente auferidas, mas não recebidas, para em 1991 “adicionar” o correspondente valor corrigido monetariamente e “excluir” aquele de competência do próprio anobase de 1991, no montante de Cr$ 3.309.249.182,00, valor esse objeto de glosa pela autuante; 28 não fosse a empresa haver detectado que estava adotando uma prática contábil totalmente adversa e prófisco, permaneceria utilizando os mesmos critérios antes explanados e, nesse caso, teria “adicionado” o aludido valor, corrigido monetariamente, na sua apuração do lucro real do 1º semestre de 1992; 29 em razão de não haver efetuado a mencionada “adição” foi que a auditora, retroagindo ao anobase de 1991, glosou a “exclusão” da referida importância. Ocorre que a citada glosa é totalmente improcedente, visto que, como dito anteriormente, somente deixou de fazer a “adição” pretendida pela autuante, em razão de haver detectado que estava adotando uma prática contábil mais gravosa sob o ponto de vista fiscal; 30 nos anos em que assim procedeu, registrava em conta de Resultados de Receita de Prestação de Serviços, o valor de suas receitas efetivamente auferidas, porém não recebidas. Como “receitas efetivamente auferidas, porém não recebidas”, devese entender aquelas para as quais, na data de sua contabilização, o correspondente faturamento ainda não fora autorizado pelo Órgão Público contratante dos serviços – em razão de ausência de dotação orçamentária e respectivo empenho de despesa – mas que foram determinadas segundo as cláusulas dos contratos firmados com os referidos Órgãos Públicos, combinadas com as medições do progresso físico das obras, efetuadas pelas áreas de engenharia das partes ou seja, contratante e contratada; Fl. 1241DF CARF MF Emitido em 11/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/01/2012 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 10/01/2012 p or NELSON LOSSO FILHO Processo n.º 10783.000883/9685 Acórdão n.º 10809.747 CC01/C08 Fls. 1242 ___________ 31 em que pese o registro contábil da receita definida acima ter sido efetuado sempre no último dia de cada ano que assim procedeu, já no ano seguinte ao de registro de tal despesa, quando autorizada com relativo atraso pelo Órgão Público, a efetuar o faturamento, o fazia, como ainda hoje o faz, não atendose apenas a parcela aprovada e contida no valor contabilizado no término do ano anterior, mas sim, pelo somatório desta (originária) e o faturamento efetivamente recebido (inclusive reajustamentos); 32 efetuado o faturamento, ao invés de identificar, através de análise contábil, quanto do valor faturado já havia sido registrado em período anterior, e somente registrar como receita no período de ocorrência do faturamento a parcela excedente (reajustes) contabilizava como Receita de Prestação de Serviços todo o valor faturado, incorrendo com esse procedimento, em uma dupla contabilização com aquela parcela que ficara registrada no período anterior. Esse procedimento foi adotado pela empresa em todos os períodos anteriormente mencionados nos quais “excluía” no ano de contabilização a Receita de Serviços a Faturar e “adicionava” no período subseqüente a parcela antes excluída acrescida da correspondente correção monetária; 33 foram pelas razões aqui expostas, que a empresa, para fins de Declaração de Rendimentos do anocalendário de 1992, período de 01/01 a 31/12/92, tendo constatado que o critério contábil/fiscal por ela adotado nos anos anteriores, estava revelandose mais gravoso e indevido, quer por majoração de seu Lucro Real, quer por redução de seus Prejuízos Fiscais aliado ao fato de que o mesmo, não trazia qualquer prejuízo para o fisco, deixou de tributar no período mencionado, o valor que havia sido “excluído” da tributação no anobase findo em 31/12/91; 34 Portanto, não se trata do fato da empresa ter perdido controle de oferecimento à tributação, até porque a exclusão é legítima, inexistindo qualquer prejuízo para o fisco. Em 07 de fevereiro de 2003 foi prolatado o Acórdão nº 2.489, da 4ª Turma de Julgamento da DRJ em Fortaleza, fls. 467/487, que considerou procedente em parte o lançamento, expressando seu entendimento por meio da seguinte ementa: “Suprimentos de Recursos (Prova) – A comprovação da origem dos recursos supridos significa a necessidade de ser demonstrado que os recursos advenientes dos sócios foram percebidos por estes de fonte estranha à sociedade ou, se da empresa, submetidos a regular contabilização. A prova da transferência bancária dos recursos dos sócios para a pessoa jurídica é apta a comprovar somente a efetiva entrega, mas não a origem. Nesses casos, permanece válida a presunção de omissão de receita, estabelecida no art. 181 do RIR/80 (Ac. 1º CC 10180.088/90) Fl. 1242DF CARF MF Emitido em 11/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/01/2012 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 10/01/2012 p or NELSON LOSSO FILHO Processo n.º 10783.000883/9685 Acórdão n.º 10809.747 CC01/C08 Fls. 1243 ___________ Passivo Fictício – Reputase fictício o passivo da empresa se a fiscalizada não lograr comprovar a existência das obrigações, indiciando o fato omissão de receitas. Custos ou Despesas não Comprovados. É procedente a glosa de custos e despesas não amparados por documentação que os suportem. Prova. Ônus da Prova. O ônus de provar (ônus probando) consiste na necessidade de o sujeito passivo prover elementos probatórios suficientes para a formação do convencimento sem a qual não é possível obter êxito na causa. Se o contribuinte não logra comprovar a efetivação do negócio, com documentação hábil e idônea, é de se considerar procedente a imputação fiscal. Pedido de Diligência/Perícia. A autoridade julgadora determinará, de ofício ou a requerimento do sujeito passivo, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis. Pedido de Perícia. Deve ser indeferido o pedido de perícia, quando o exame técnico é desnecessário para a solução da lide. Tributação Reflexa. Contribuição Social. Imposto de Renda na Fonte. Dada a íntima relação de causa e efeito que vincula as exigências, a decisão proferida no lançamento principal é aplicável aos lançamentos decorrentes. PIS/FATURAMENTO – Demais Pessoas Jurídicas Com a Resolução nº 49 do Senado Federal a autuação com base nos Decretos nº 2.445/88 e 2.449/88 deve ser considerada nula, porquanto esses decretos foram retirados do mundo jurídico, passando a viger a Lei Complementar nº 07/70. Multa de Lançamento de Ofício. Princípio da Retroatividade Benigna. A multa de lançamento de ofício no percentual de 75% (setenta e cinco por cento) de que trata o artigo 44 da Lei nº 9.430/96, sendo menos gravosa que a vigente ao tempo da ocorrência do fato gerador, aplicase retroativamente, tendo em vista o disposto no artigo 106, II, "c" do Código Tributário Nacional. Lançamento Procedente em Parte” Cientificada em 16 de maio de 2003, uma sextafeira, Termo de Ciência de fls. 503, e novamente irresignada com o acórdão de primeira instância, apresenta seu recurso voluntário protocolizado em 17 de junho de 2003, em cujo arrazoado de fls. 507/527 repisa os mesmos argumentos expendidos na peça impugnatória, agregando, ainda: Fl. 1243DF CARF MF Emitido em 11/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/01/2012 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 10/01/2012 p or NELSON LOSSO FILHO Processo n.º 10783.000883/9685 Acórdão n.º 10809.747 CC01/C08 Fls. 1244 ___________ 1 em preliminar, a nulidade dos lançamentos pela falta de requisitos obrigatórios, data e local da lavratura do auto de infração; 2 que comprova o passivo tributado como fictício e as despesas glosadas, por meio dos elementos que junta aos autos; 3 ao teor do artigo 181 do RIR/80 a presunção de omissão de receita só estará configurada quando exista indício desta ocorrência na escrituração do contribuinte ou qualquer outro elemento de prova, podendo ser arbitrada com base nos suprimentos não comprovados; 4 a origem dos recursos despendidos pelo sócio em favor da sociedade tem como base os próprios empréstimos em favor do sócio no ano de 1992; 5 o sócio possuía capacidade econômica financeira advinda das atividades rurais devidamente registradas na DIRPF do ano de 1992; 6 a exigência do Imposto de Renda Retido na Fonte com base no artigo 35 da Lei nº 7.713/88 é inconstitucional; 7 a manutenção do lançamento do IR Fonte com base em fundamento de inexistência de contrato social juntados aos autos que comprove a ausência de previsão de distribuição de lucros não pode prosperar, porque o ônus dessa prova deve ser do fisco, conforme jurisprudência do Conselho de Contribuintes; 8 a mera previsão contratual de distribuição dos lucros aos sócios não é fato gerador do Imposto de Renda sobre o Lucro Líquido, porque pode existir lucro apurado no exercício e ser utilizado em investimentos necessários à atividade da empresa; É o Relatório. Voto O recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para sua admissibilidade, pelo que dele tomo conhecimento. À vista do contido no processo, constatase que a contribuinte, cientificada do Acórdão de Primeira Instância, apresentou seu recurso arrolando bens, fls. 880, entendendo a autoridade local, pelo despacho de fls. 901, restar cumprido o que determina o § 2º, do art. 33, do Decreto nº 70.235/72, na nova redação dada pelo art. 32 da Lei nº 10.522, de 19/07/02. As matérias ainda em litígio dizem respeito à constatação pelo Fisco das seguintes infrações à legislação tributária: omissão de receitas pela falta de comprovação da origem e efetiva entrega do numerário entregue à empresa por sócio, omissão de receitas caracterizada por passivo fictício, indedutibilidade de prejuízo apurado em transação efetuada com artificialismo, glosa de Fl. 1244DF CARF MF Emitido em 11/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/01/2012 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 10/01/2012 p or NELSON LOSSO FILHO Processo n.º 10783.000883/9685 Acórdão n.º 10809.747 CC01/C08 Fls. 1245 ___________ custos ou despesas não comprovadas, glosas de variações monetárias passivas, compensação indevida de prejuízos fiscais, diferença entre o lucro real declarado pela empresa e o apurado na contabilidade, redução indevida do lucro real decorrente de diferimento da tributação de receita auferida em 1991, o que levou a lavratura de autos de infração do IRPJ, Finsocial, Cofins, CSL e ILL. Em suas razões, a recorrente alega a inconstitucionalidade da exigência do Imposto de Renda na Fonte sobre o Lucro Líquido lançado com base no art. 35 da Lei nº 7.713/88. Como a autuada é uma empresa por quota de responsabilidade limitada, para o cancelamento do lançamento é necessário que o contrato social em vigor na data do fator gerador do tributo não contenha cláusula com previsão de distribuição automática de lucros aos sócios ao final do exercício. Os documentos juntados aos autos não permitem o julgamento a respeito do recurso, visto que as cópias de contratos sociais anexadas, fls. 528/531 e 532/534, não se referem aos períodos autuados. O primeiro está datado de 03 de abril de 1974 e o segundo de 22 de agosto de 2002. Assim, em respeito ao princípio do contraditório e da ampla defesa, voto no sentido de se converter o julgamento em diligência, com o retorno do processo à repartição de origem, para que seja juntado aos autos cópia do contrato social vigente à época da ocorrência dos fatos geradores dos tributos lançados, anoscalendário de 1991 e 1992. Como resultados da diligência foram juntados aos autos cópias do Contrato Social de fls. 1208/1228. Cientificada do resultado da diligência, a pessoa jurídica não apresentou manifestação a seu respeito. É o Relatório. Fl. 1245DF CARF MF Emitido em 11/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/01/2012 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 10/01/2012 p or NELSON LOSSO FILHO Processo n.º 10783.000883/9685 Acórdão n.º 10809.747 CC01/C08 Fls. 1246 ___________ Voto Conselheiro NELSON LOSSO FILHO, Relator. As matérias ainda em litígio dizem respeito à preliminar de nulidade do lançamento, à solicitação de pedido de perícia e à constatação pelo Fisco das seguintes infrações à legislação tributária: omissão de receitas pela falta de comprovação da origem e efetiva entrega do numerário entregue à empresa por sócio, omissão de receitas caracterizada por passivo fictício, indedutibilidade de prejuízo apurado em transação efetuada com artificialismo, glosa de custos ou despesas não comprovadas, glosas de variações monetárias passivas, compensação indevida de prejuízos fiscais, diferença entre o lucro real declarado pela empresa e o apurado na contabilidade, redução indevida do lucro real decorrente de diferimento da tributação de receita auferida em 1991, o que levou a lavratura de autos de infração do IRPJ, Finsocial, Cofins, CSL e ILL. Entendo que não existe fundamento para acatar a preliminar de nulidade do lançamento, em virtude de os fatos alegados pela recorrente não se enquadrarem em nenhuma das hipóteses de nulidade previstas no Decreto nº 70.235/72. Pela análise dos autos, nas razões de impugnação e recurso, percebese que a pessoa jurídica entendeu perfeitamente as infrações que lhe estavam sendo imputadas, demonstrando conhecer os fatos descritos pelo Fisco nas peças de acusação, rebatendo em seu arrazoado as matérias ali constantes, não tendo a ausência da indicação da data e local da lavratura do auto de infração o condão de caracterizar o cerceamento ao direito de defesa. Assim sendo, rejeito a preliminar de nulidade do lançamento suscitada. Rejeito, também, o pedido de diligência formulado. O instituto da perícia é instrumento que deve servir ao julgador, e não só à parte, na busca de sedimentar a sua convicção sobre os fatos em litígio, devendo ser utilizado quando há dúvida, contradição ou início de prova que a justifique. A perícia não é instrumento adequado para trazer ao processo elementos que dependam de comprovação pelo próprio autuado, situação ínsita aos controles do fiscalizado, de fácil demonstração nestes autos, se efetivamente pertinentes. Mesmo após a lavratura do auto de infração, poderia a recorrente juntar quaisquer documentos aos autos que porventura tivessem pertinência com o litígio, tendo deixado, entretanto, até a fase recursal, de exercer seu direito de comprovação. No que diz respeito à falta de comprovação da origem e efetiva entrega dos numerários, aportados ao ativo da pessoa jurídica por sócio nos primeiro e segundo semestres do ano de 1992, item 01 do auto de infração de fls. 04, constato que a caracterização desta omissão de receitas, pela falta de comprovação da origem e efetiva entrega do numerário, é matéria cediça neste Colegiado. Fl. 1246DF CARF MF Emitido em 11/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/01/2012 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 10/01/2012 p or NELSON LOSSO FILHO Processo n.º 10783.000883/9685 Acórdão n.º 10809.747 CC01/C08 Fls. 1247 ___________ A presunção estatuída no art. 12, § 3º do Decretolei 1.598/77, c/c artigo 1º III do Decretolei nº 1.648/78 é “juris tantum”, cujo efeito é o de transferir à pessoa jurídica o ônus da prova quanto à efetiva entrega dos recursos, como também à origem de tais valores no patrimônio do sócio supridor. Essa presunção de omissão de receitas admite, portanto, sua elisão por meio de apresentação de prova, confirmando a efetividade da operação e a origem desses recursos. Para a comprovação da efetiva entrega do numerário, é necessário que a empresa comprove o real recebimento do valor, seja por depósito em conta corrente bancária, em cheque, ordem de pagamento a seu favor, ou qualquer outro elemento de prova da transferência do numerário do patrimônio do sócio para o da pessoa jurídica. Além disso, deve ficar também provada a origem deste numerário no patrimônio do supridor. Foram trazidos à colação documentos para sustentar as alegações apresentadas pela recorrente, não comprovando a empresa, em sua totalidade, a efetividade da entrega dos numerários supostamente vertidos, não sendo também confirmada a outra condição cumulativa que é a origem dos recursos e sua transferência do patrimônio dos sócios para a pessoa jurídica. Em nenhum momento, desde a fase impugnatória, foi provada integralmente a lisura das operações, não conseguindo a pessoa jurídica afastar a presunção de omissão de receitas constatada. A seguir, analiso os documentos apresentados pela recorrente para justificar a origem e a efetividade da entrega de numerários por sócio à empresa: 1º Semestre de 1992 Data Valor suprimento Comprovação Fls. 09/01 7.785.000,00 Depósito em dinheiro, não comprova a efetiva entrega nem a origem. 084 13/01 11.000.000,00 Efetiva entrega comprovada. A origem não foi comprovada por inexistência de empréstimo da empresa ao sócio em período próximo ao suprimento. 085 20/01 17.000.000,00 Efetiva entrega comprovada. A origem não foi comprovada por inexistência de empréstimo da empresa ao sócio em período próximo ao suprimento. 086 24/01 180.000,00 Inexistência de documentação comprobatória. xxx 20/02 11.200.000,00 Efetiva entrega comprovada. Origem comprovada por existência de empréstimo da empresa ao sócio em período próximo ao suprimento. Excluir da tributação. 087 28/02 1.900.000,00 Efetiva entrega comprovada. Origem comprovada por existência de empréstimo da empresa ao sócio em período próximo ao suprimento. Excluir da tributação. 088 09/03 10.000.000,00 Efetiva entrega comprovada. Origem comprovada por existência de empréstimo da empresa ao sócio em período próximo ao suprimento. Excluir da tributação. 089 09/03 30.000.000,00 Não comprova a efetiva entrega do numerário. Documento comprobatório, “Doc C” de transferência de numerário não identifica se foi débito em conta corrente do remetente. 090 13/03 5.000.000,00 Efetiva entrega comprovada por DOC de transferência de numerário 090 Fl. 1247DF CARF MF Emitido em 11/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/01/2012 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 10/01/2012 p or NELSON LOSSO FILHO Processo n.º 10783.000883/9685 Acórdão n.º 10809.747 CC01/C08 Fls. 1248 ___________ que identifica o débito em contacorrente do remetente. Origem comprovada por existência de empréstimo da empresa ao sócio em período próximo ao suprimento. Excluir da tributação. 16/03 17.000.000,00 Efetiva entrega comprovada. Origem comprovada por existência de empréstimo da empresa ao sócio em período próximo ao suprimento. Excluir da tributação. 091 17/03 9.000.000,00 Efetiva entrega comprovada. Origem comprovada por existência de empréstimo da empresa ao sócio em período próximo ao suprimento. Excluir da tributação. 092 01/04 26.000.000,00 Não comprova a efetiva entrega do numerário. Documento comprobatório, “Doc C” de transferência de numerário não identifica se foi débito em conta corrente do remetente. 093 03/04 30.000.000,00 Não comprova a efetiva entrega. O documento é um depósito em conta corrente do sócio e não da empresa. 094 07/04 65.600.000,00 Não comprova a efetiva entrega. O documento é um depósito em conta corrente da empresa, em dinheiro. 095 13/04 5.500.000,00 Não comprova a efetiva entrega. O documento é um depósito em conta corrente da empresa, em dinheiro. 095 14/04 13.000.000,00 Efetiva entrega comprovada por DOC de transferência de numerário que identifica o débito em contacorrente do remetente. Origem comprovada por existência de empréstimo da empresa ao sócio em período próximo ao suprimento. Excluir da tributação. 096 14/04 7.000.000,00 Não comprova a efetiva entrega. O documento é um depósito em conta corrente da empresa, em dinheiro. 096 15/04 44.180.000,00 Inexistência de documentação comprobatória. xxx 24/04 45.000.000,00 Não comprova a efetiva entrega. O documento é um depósito em conta corrente da empresa, em cheques, que não identifica o sócio. 097 05/05 30.000.000,00 Não comprova a efetiva entrega do numerário. Documento comprobatório, “Doc C” de transferência de numerário não identifica se foi débito em conta corrente do remetente. 098 05/05 45.000.000,00 Efetiva entrega comprovada. Origem comprovada por existência de empréstimo da empresa ao sócio em período próximo ao suprimento. Excluir da tributação. 099 07/05 11.238.000,00 Não comprova a efetiva entrega. O documento é um depósito em conta corrente da empresa, em cheques, que não identifica o sócio. 100 15/05 40.500.000,00 Não comprova a efetiva entrega. O documento é um depósito em conta corrente da empresa, em cheques e dinheiro. 101 20/05 29.000.000,00 Não comprova a efetiva entrega. O documento é um depósito em conta corrente da empresa, em dinheiro. 102 21/05 1.480.000,00 Efetiva entrega comprovada por cheque de terceiro em nome do sócio de data próxima ao depósito. Origem comprovada por existência de empréstimo da empresa ao sócio em período próximo ao suprimento. Excluir da tributação. 103 Fl. 1248DF CARF MF Emitido em 11/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/01/2012 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 10/01/2012 p or NELSON LOSSO FILHO Processo n.º 10783.000883/9685 Acórdão n.º 10809.747 CC01/C08 Fls. 1249 ___________ 26/05 38.500.000,00 Não comprova a efetiva entrega. Os documentos são um depósito em contacorrente da empresa, em dinheiro, e DOC de transferência de numerário que não identifica se foi débito em contacorrente do remetente. 104 01/06 14.844.923,66 Não comprova a efetiva entrega. O documento é um depósito em conta corrente da empresa, em dinheiro. 105 03/06 14.000.000,00 Efetiva entrega comprovada por cheque de terceiro em nome do sócio de data próxima ao depósito. Origem comprovada por existência de empréstimo da empresa ao sócio em período próximo ao suprimento. Excluir da tributação. 106 03/06 15.000.000,00 Efetiva entrega comprovada por cheque de terceiro em nome do sócio de data próxima ao depósito. Origem comprovada por existência de empréstimo da empresa ao sócio em período próximo ao suprimento. Excluir da tributação. 109 05/06 17.000.000,00 Não comprova a efetiva entrega. O documento é um depósito em conta corrente da empresa, em dinheiro. 112 05/06 13.500.000,00 Não comprova a efetiva entrega. O documento é um depósito em conta corrente da empresa, em cheque, que não identifica o sócio. 112 05/06 3.300.000,00 Não comprova a efetiva entrega. O documento é um depósito em conta corrente da empresa, em cheque, que não identifica o sócio. 112 05/06 34.000.000,00 Efetiva entrega comprovada. Origem comprovada por existência de empréstimo da empresa ao sócio em período próximo ao suprimento. Excluir da tributação. 113 08/06 27.300.000,00 Não comprova a efetiva entrega. O documento é um depósito em conta corrente da empresa, em cheque, que não identifica o sócio. 114 10/06 5.848.000,00 Inexistência de documentação comprobatória. xxx 17/06 14.000.000,00 Não comprova a efetiva entrega. O documento é um depósito em conta corrente da empresa, em dinheiro. 114 17/06 12.000.000,00 Não comprova a efetiva entrega. O documento é um depósito em conta corrente da empresa, em cheque, que não identifica o sócio. 114 22/06 145.740.000,00 Não comprova a efetiva entrega. O documento é um depósito em conta corrente da empresa, em cheque e dinheiro. 115 26/06 5.000.000,00 Não comprova a efetiva entrega. O documento é um depósito em conta corrente da empresa, em cheque, que não identifica o sócio. 117 23/06 10.080.000,00 Inexistência de documentação comprobatória. xxx Data Valor suprimento Comprovação 27/07 20.029.000,00 Não comprova a efetiva entrega. O documento é um depósito em conta corrente da empresa, em cheque, que não identifica o sócio. 117 04/08 40.000.000,00 Inexistência de documentação comprobatória. xxx 07/08 23.000.000,00 Inexistência de documentação comprobatória. xxx 01/09 25.000.000,00 Efetiva entrega comprovada por cheque de terceiro em nome do sócio de data próxima ao depósito. Origem comprovada por existência de empréstimo da empresa ao sócio em período próximo ao suprimento. 118 Fl. 1249DF CARF MF Emitido em 11/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/01/2012 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 10/01/2012 p or NELSON LOSSO FILHO Processo n.º 10783.000883/9685 Acórdão n.º 10809.747 CC01/C08 Fls. 1250 ___________ Excluir da tributação. 01/09 12.000.000,00 Não comprova a efetiva entrega. O documento é um depósito em conta corrente da empresa, em cheque, que não identifica o sócio. 121 19/10 11.500.000,00 Não comprova a efetiva entrega. O documento é um depósito em conta corrente da empresa, em dinheiro. 123 19/10 21.900.000,00 Não comprova a efetiva entrega. O documento é um depósito em conta corrente da empresa, em cheque, que não identifica o sócio. 124 26/10 56.000.000,00 Não comprova a efetiva entrega. O documento é um depósito em conta corrente da empresa, em cheque e dinheiro. 124 03/11 10.000.000,00 Não comprova a efetiva entrega. O documento é um depósito em conta corrente da empresa, em dinheiro. 124 03/11 33.000.000,00 Não comprova a efetiva entrega. O documento é um depósito em conta corrente da empresa, em dinheiro. 125 23/11 68.000.000,00 Efetiva entrega comprovada. Origem comprovada por existência de empréstimo da empresa ao sócio em período próximo ao suprimento. Excluir da tributação. 126 09/12 45.000.000,00 Não comprova a efetiva entrega. O documento é um depósito em conta corrente da empresa, em dinheiro. 125 28/12 165.000.000,00 Efetiva entrega comprovada. Origem comprovada por existência de empréstimo da empresa ao sócio em período próximo ao suprimento. Excluir da tributação. 127 30/12 44.000.000,00 Efetiva entrega comprovada. Origem comprovada por existência de empréstimo da empresa ao sócio em período próximo ao suprimento. Excluir da tributação. 128 Ante a comprovação apresentada pela contribuinte em relação à efetividade e a origem dos suprimentos de numerário realizados por sócio, deve ser excluído da tributação do 1º semestre de 1992 o montante de Cr$ 176.580.000,00 (11.200.000,00 + 1.900.000,00 + 10.000.000,00 + 5.000.000,00 + 17.000.000,00 + 9.000.000,00 + 13.000.000,00 + 45.000.000,00 + 1.480.000,00 + 14.000.000,00 + 15.000.000,00 + 34.000.000,00) e do 2º semestre de 1992 o valor de Cr$ 302.000.000,00 (25.000.000,00 + 68.000.000,00 + 165.000.000,00 + 44.000.000,00). Quanto à omissão de receitas caracterizada por passivo fictício, item dois do auto de infração, a jurisprudência deste Colegiado sobre a matéria está consolidada no sentido de que a manutenção no passivo de obrigações já pagas e/ou não comprovadas indicia a existência de receitas mantidas à margem da escrita e, em conseqüência, subtraídas ao crivo da tributação, salvo prova em contrário a ser produzida pela contribuinte. Assim, para que a presunção legal relativa à omissão de receitas, neste caso, seja afastada, é necessário que a pessoa jurídica comprove, com documentação hábil e idônea, a existência da obrigação registrada em seu passivo, demonstrando, ainda, que o pagamento da mesma ocorreu em data posterior ao do encerramento do balanço do exercício objeto de fiscalização. Fl. 1250DF CARF MF Emitido em 11/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/01/2012 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 10/01/2012 p or NELSON LOSSO FILHO Processo n.º 10783.000883/9685 Acórdão n.º 10809.747 CC01/C08 Fls. 1251 ___________ Em sua peça contestatória a pessoa jurídica apenas logrou produzir prova suficiente para elidir o feito fiscal em relação ao montante de Cr$ 2.633.400,00, fls. 830, não apresentando mais documentos hábeis à comprovação da existência das obrigações integrantes do balanço auditado e a prova da sua quitação em data posterior a esse balanço. Deve, portanto, ser excluído da exigência fiscal o montante de Cr$ 2.633.400,00. No que concerne ao item 04 do auto de infração, “Custo dos Bens ou Serviços Vendidos. Indedutibilidade de Prejuízo Apurado em Transação Efetuada com Artificialismo”, sem reparos os fundamentos apresentados pelo acórdão de primeira instância. Deixou a recorrente de trazer aos autos elementos de prova da efetividade das operações, para ilidir a glosa efetuada. Por pertinente, transcrevo o seguinte excerto do acórdão de primeira instância a respeito do assunto: “Em relação ao item 04 – CUSTO DOS BENS OU SERVIÇOS VENDIDOS. INDEDUTIBILIDADE DE PREJUÍZO APURADO EM TRANSAÇÃO EFETUADA COM ARTIFICIALISMO – esclarece a autuante que em 1992 foi realizada transação referente a compra e venda de café para entrega futura, sem circulação da mercadoria, ou seja, transação de papel mantida com terceiros, para gerar prejuízos, porquanto o custo da compra é superior a receita da venda. No Quadro Demonstrativo nº 4, fls. 161/163, constam as transações consideradas como “efetuadas com artificialismo” pela autuante das quais se extrai: 1ª transação: A empresa em janeiro/92 vende para a SACIPAN Comércio Exportação S/A, 2000 sacas de café conillon por Cr$ 120.000.000,00 para entrega em março/92, com condições de pagamento: “à vista contra entrega”. Em março/92 a empresa compra da SACIPAN 2000 sacas de café conillon, pelo preço de Cr$ 190.000.000,00, com pagamento para 07/04/92, e, com observação de que este contrato liquida o feito em janeiro/92 com a SACIPAN (fls. 165/169). Conforme fls. 167/169 a empresa deposita para a SACIPAN o valor de Cr$ 70.000.000,00, ou seja, a diferença entre as duas transações. 2ª transação: A empresa em janeiro/92 vende para a CAFÉ MOKA Torrefação Moagem Ltda, 2000 sacas de café cru por Cr$ 160.000.000,00 para entrega em abril/92, com condições de pagamento: “à vista”. Em abril/92 a empresa compra da CAFÉ MOKA 2000 sacas de café cru, pelo preço de Cr$ 190.000.000,00, com pagamento para 14/04/92, e, com observação de que este contrato liquida o feito em janeiro/92 com a CAFÉ MOKA (fls. 170/174). Fl. 1251DF CARF MF Emitido em 11/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/01/2012 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 10/01/2012 p or NELSON LOSSO FILHO Processo n.º 10783.000883/9685 Acórdão n.º 10809.747 CC01/C08 Fls. 1252 ___________ Conforme fls. 172/174 a empresa deposita para a CAFÉ MOKA o valor de Cr$ 30.000.000,00, ou seja, a diferença entre as duas transações. 3ª transação: A empresa em janeiro/92 vende para a CAFÉ MOKA 2500 sacas de café por Cr$ 200.000.000,00 para entrega em abril/92, com condições de pagamento: “à vista”. Em abril/92 a empresa compra da CAFÉ MOKA 2500 sacas de café, pelo preço de Cr$ 250.000.000,00, com pagamento para 24/04/92, e, com observação de que este contrato liquida o feito em janeiro/92 com a CAFÉ MOKA (fls. 175/179). Conforme fls. 177/179 a empresa deposita para a CAFÉ MOKA o valor de Cr$ 50.000.000,00, ou seja, a diferença entre as duas transações. Às fls. 179 consta a seguinte correspondência da CAFÉ MOKA para a A MADEIRA, datada de 30/04/92: “Informamos a V. Sas. Que o Sr. Valmey do Café Moka está no Bradesco, Ag. 5010 City Lapa – S. PauloSP, aguardando a remessa de A Madeira no valor de Cr$ 50.000.000,00. Favor informar sobre a mesma, e, determinar para onde retorna”. (negritei) Na mesma fls. 179 consta a seguinte anotação: “Favor programar para 04/05/92”. O depósito dos Cr$ 50.000.000,00 da A. Madeira para a Café Moka foi realizado aos 04/05/92. 4ª transação: A empresa em janeiro/92 vende para a SACIPAN 1250 sacas de café por Cr$ 112.500.000,00 para entrega em abril/92, com condições de pagamento: “à vista”. Em abril/92 a empresa compra da SACIPAN 1250 sacas de café, pelo preço de Cr$ 125.000.000,00, com pagamento para 11/05/92, e, com observação de que este contrato liquida o feito em janeiro/92 com a SACIPAN (fls. 180/184) Conforme fls. 182/184 a empresa deposita para a SACIPAN o valor de Cr$ 12.500.000,00, ou seja, a diferença entre as duas transações. Às fls. 164 consta a contabilização efetuada pela empresa das transações acima relatadas, na qual escritura como Venda a importância de Cr$ 592.500.000,00, e, como Custo os montantes de Cr$ 755.000.000,00. Ora, diante somente dos dados colhidos pela autuante relativamente às transações efetuadas pela empresa com a SACIPAN e a CAFÉ MOKA poderseia concluir que houve a majoração indevida de custos, com a obtenção de pseudo perda em investimentos. No entanto, essa conclusão poderia ser dissipada pela empresa através da apresentação de outros documentos que comprovassem as transações acima apontadas, Fl. 1252DF CARF MF Emitido em 11/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/01/2012 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 10/01/2012 p or NELSON LOSSO FILHO Processo n.º 10783.000883/9685 Acórdão n.º 10809.747 CC01/C08 Fls. 1253 ___________ consideradas como “artificiais” ou “de papel” pela autuante; acostando aos autos provas que robustecessem aquelas já apresentadas e não consideradas suficientes pela fiscalização, a exemplo das diferenças de cotação do café nos meses de janeiro, março e abril de 1992. No entanto, em sua peça impugnatória o defendente discorre sobre o mercado de comodities, afirmando que as transações ora apreciadas são “comumente praticadas no dia a dia do mercado de café do principal porto exportador do País”, sem contudo apresentar provas inequívocas das transações não aceitas pela fiscalização. Com efeito, o contribuinte com sua peça de defesa não logrou acostar documentos adicionais a fim de infirmar a acusação fiscal. Realmente não se pode, sem provas adicionais, considerar comprovadas referidas transações. Nesse passo, dada a falta de prova inconteste sobre a efetiva realização das operações nos termos dispostos nos contratos anexos aos autos, concluo que o contribuinte não logrou infirmar a acusação de majoração indevida de custos, sendo, portanto, procedente a glosa destes.” Durante os procedimentos de fiscalização, a pessoa jurídica foi intimada a comprovar a efetividade dos custos glosados pelo Fisco, não o fazendo até a fase recursal. A dedutibilidade de custos e despesas está condicionada não só à sua necessidade, mas também à imperiosa comprovação de sua efetividade. Não há, portanto, de que se falar em despesas normais, usuais ou necessárias, sem a prova da existência delas, ou de ter a empresa nelas incorrido. Todos os elementos trazidos aos autos militam contra a autuada, que em nenhum momento logrou colocar em dúvida a acusação contida no trabalho fiscal. Assim, não produzindo a autuada justificativa do interesse para a empresa das operações realizadas, deve ser mantida a exigência deste item 04 do auto de infração. No que diz respeito ao item 05 do auto de infração, “Custos, Despesas Operacionais e Encargos. Custos ou Despesas não Comprovadas”, a recorrente não carreia aos autos documentação hábil e idônea que sustentasse os lançamentos contábeis. No Quadro Demonstrativo nº 5, fls. 185/188, encontramse listados os custos e despesas lançados na contabilidade do contribuinte, que não estão suportados por documentos comprobatórios (fichas Razão anexas às fls. 189/234): Contas intituladas “Encargos S/ Financiamentos”, “Juros e Despesas Bancárias”, “Serv. Sub Empreitada e Outros”, “Deságio”, “Serv. Empreitada e Outros”, “Encargos S/ Desc. Duplicatas”, “Aluguel e Locação Equip.”, “Aluguéis Outros”, “Mat. Rep. Equipamento Veículo”, “Combustíveis Lubrificantes”, “Assistência Técnica”, “Fretes e Carretos”, “Rep. Recond. de Peças”, “Materiais Aplicados”, “Aluguel e Locação Equipamento”, “Viagem e Estada”, “Promoções e Participações”, “PAT Programa Alim. Trab.” Fl. 1253DF CARF MF Emitido em 11/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/01/2012 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 10/01/2012 p or NELSON LOSSO FILHO Processo n.º 10783.000883/9685 Acórdão n.º 10809.747 CC01/C08 Fls. 1254 ___________ Não comprovada a despesa, deve ser mantida a exigência descrita neste item 05 do auto de infração. Quanto ao item 11 do auto de infração, “Outros Resultados Operacionais. Glosas de Variações Monetárias Passivas”, em que alega a empresa não ter conseguido se defender pela falta de demonstração da irregularidade, verifico que se trata de registro a maior de Variação Monetária Passiva incidente e calculada sobre Provisão IRDiferido, fls. 324/326, demonstrada pela fiscalização nas fls. 324/325, não ocorrendo o alegado cerceamento do direito de defesa. Deve ser mantida a exigência fiscal quanto a este item 11 do auto de infração. Em relação ao item 18 do auto de infração, “Ajustes do Lucro Líquido do Exercício. Adições. Lucro Real do Exercício”, o montante de Cr$ 8.872.552.710,00 descrito no auto de infração não foi exigido do contribuinte. Esse valor de Lucro Real Declarado no 2º semestre de 1992 foi utilizado pela fiscalização para a recomposição do Lucro Real do exercício, levando em conta o prejuízo fiscal remanescente do primeiro semestre de 1992, após a compensação com as infrações detectadas nesse exercício, conforme Demonstração de apuração do Imposto de Renda Pessoa Jurídica de fls. 19. Ao cabo, o montante tributável no segundo semestre de 1992 corresponde a CR$ 3.460.234.637,50, fls. 19, que pode ser decomposto da seguinte forma: 574.429.000,00 + 166.859.250,00 + 51.597.269,05 + 960.767.010,77 + 10.179.709,00 + 14.207.625,60 + 89.769.474,00 + 171.563.343,71 + 70.575.789,72 + 3.132.714,62 + 5.382.000,00 + 531.841.000,00 + 56.727.360,10 + 17.631.333,33 + 3.100.000,00 + 486.003.530,00 (infrações detectadas) + 8.872.552.710,00 (valor declarado) = 12.086.319.119,90 (–) 8.626.084.492,40 (prejuízo remanescente do primeiro semestre de 1992 corrigido monetariamente) = 3.460.234.637,50. Melhor sorte tem a autuada no que concerne ao item 19 do auto de infração, “Ajustes do Lucro Líquido do Exercício. Exclusões e Compensações. Contratos com Entidades Governamentais”, pois existe incongruência insuperável que leva ao afastamento da tributação. Notase que a autuada adotava sistematicamente nos anos anteriores aos fiscalizados o procedimento de diferir a tributação do lucro, apurado em contratos com órgãos governamentais. Tem razão a recorrente quando alega que a irregularidade apontada pelo Fisco não aconteceu quando da exclusão no ano de 1991, pois a sistemática estava correta, excluir da tributação o montante do lucro ainda não recebido, a incorreção ocorrida foi não ter sido adicionado o valor correspondente no período de 1992. No período de 1992 é que a fiscalização deveria ter tributado a pessoa jurídica. A infração não se refere a exclusão indevida, mas sim à falta de adição ao Lucro Real no período de recebimento do montante faturado. Assim, em virtude de erro no período do fato gerador do tributo, deve ser cancelado este item 19 do auto de infração. Fl. 1254DF CARF MF Emitido em 11/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/01/2012 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 10/01/2012 p or NELSON LOSSO FILHO Processo n.º 10783.000883/9685 Acórdão n.º 10809.747 CC01/C08 Fls. 1255 ___________ Lançamentos Decorrentes: ILL Da análise dos autos e dos elementos contidos no processo e do resultado da diligência com a juntada do contrato social vigente à época, fls. 1208/1228, vejo que o lançamento não reúne as condições para que prospere a exigência, porque a incidência do Imposto de Renda sobre o Lucro Líquido já foi submetida ao crivo do Supremo Tribunal Federal que, em decisão de seu pleno, no julgamento do RE n° 172.0581/SC, considerou ser o art. 35 da Lei nº 7.713/88 inconstitucional para as sociedades anônimas e, quando não ocorrer a automática distribuição de lucros, para as sociedades por cotas de responsabilidade limitada. Cabe aqui transcrever a síntese conclusiva, constante do voto do Ministro MARCO AURÉLIO, relator de tal Recurso Extraordinário no Tribunal Pleno, seção de 30/06/95: “Diante das premissas supra, concluo: a) o artigo 35 da Lei nº 7.713/88 conflita com a Carta Política da República, mais precisamente com o artigo 146, III, a, no que diz respeito às sociedades anônimas e, por isso, tenho como inconstitucional a expressão “o acionista” nele contida; b) o artigo 35 da Lei nº 7.713/88 é harmônico com a Carta, ao disciplinar o desconto do imposto de renda na fonte em relação ao titular da empresa individual, uma vez que o fato gerador está compreendido na disposição do artigo 43 do Código Tributário Nacional, recepcionado como lei complementar; c) o artigo 35 da Lei nº 7.713/88 guarda sintonia com a Lei Básica Federal, na parte em que disciplinada situação do sócio cotista, quando o contrato social encerra, por si só, a disponibilidade imediata, quer econômica, quer jurídica, do lucro líquido apurado. Caso a caso, cabe perquirir o alcance respectivo.” No caso em tela, a autuada é uma sociedade por quotas de responsabilidade limitada, não constando dos contratos sociais da recorrente juntados aos autos qualquer cláusula atribuindo disponibilidade imediata dos lucros aos sócios cotistas. A própria administração tributária, por meio da IN SRF nº 63/97, admitiu, normatizando o entendimento fixado pelo Supremo Tribunal Federal no RE nº 1720581, de 30/06/95, a revisão dos lançamentos do Imposto de Renda sobre o Lucro Líquido, nas hipóteses de sociedades por quotas de responsabilidade limitada, quando não restar provado que o contrato social da empresa atribua disponibilidade imediata do lucro aos sócios no término do períodobase. Do exposto, impõese o cancelamento da exigência lançada a título de Imposto de Renda sobre o Lucro Líquido prevista no art. 35 da Lei nº 7.713/88. CSL, COFINS e FINSOCIAL. Fl. 1255DF CARF MF Emitido em 11/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/01/2012 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 10/01/2012 p or NELSON LOSSO FILHO Processo n.º 10783.000883/9685 Acórdão n.º 10809.747 CC01/C08 Fls. 1256 ___________ Os lançamentos da CSL, da COFINS e do Finsocial em questão tiveram origem em matéria fática apurada na exigência principal, na qual a fiscalização lançou crédito tributário do Imposto de Renda Pessoa Jurídica. Tendo em vista a estreita relação entre eles existente, devese aqui seguir os efeitos da decisão ali proferida naquilo que repercutir nas exigências reflexas. Pelos fundamentos expostos, voto no sentido de rejeitar a preliminar de nulidade suscitada e o pedido de perícia, para, no mérito, dar provimento parcial ao recurso para excluir da tributação: do item 01 do auto de infração os valores de Cr$176.580.000,00 e Cr$302.000.000,00, no primeiro e segundo semestres do ano de 1992, respectivamente; do item 02, passivo fictício, o valor de Cr$ 2.633.400,00; integralmente o item 19 do auto de infração, Ajustes do Lucro Líquido do Exercício. Exclusões e Compensações. Contratos com Entidades Governamentais, e cancelar o lançamento decorrente do ILL exigido com base no art. 35 da Lei nº 7.713/88. (Documento assinado digitalmente) NELSON LOSSO FILHO Fl. 1256DF CARF MF Emitido em 11/01/2012 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/01/2012 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 10/01/2012 p or NELSON LOSSO FILHO
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Numero do processo: 10830.004392/2004-07
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Oct 16 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Thu Oct 16 00:00:00 UTC 2008
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE — SIMPLES
Ano-calendário: 2002
SIMPLES. EXCLUSÃO. ATIVIDADE NÃO VEDADA. LEGISLAÇÃO SUPERVENIENTE APLICÁVEL A ATO AINDA NÃO JULGADO DEFINITIVAMENTE.
A exclusão do contribuinte do regime especial de tributação do
SIMPLES não pode prosperar, urna vez que no curso do
julgamento do ato administrativo sobreveio lei que trata da
matéria, e nela consta, literalmente, que a atividade praticada pela recorrente (academia de dança, de atividades físicas e
desportivas) não se constitui em vedação A opção pelo indigitado
regime especial de tributação.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 302-39.893
Decisão: ACORDAM os membros da segunda câmara do terceiro conselho de
contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. A Conselheira Maria Regina Godinho de Carvalho (Suplente) votou pela conclusão.
Nome do relator: Corintho Oliveira Machado
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EXCLUSÃO. ATIVIDADE NÃO VEDADA. LEGISLAÇÃO SUPERVENIENTE APLICÁVEL A ATO AINDA NÃO JULGADO DEFINITIVAMENTE. A exclusão do contribuinte do regime especial de tributação do SIMPLES não pode prosperar, urna vez que no curso do julgamento do ato administrativo sobreveio lei que trata da matéria, e nela consta, literalmente, que a atividade praticada pela recorrente (academia de dança, de atividades tisicas e desportivas) não se constitui em vedação A opção pelo indigitado regime especial de tributação. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da segunda câmara do terceiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. A Conselheira Maria Regina Godinho de Carvalho (Suplente) votou pela conclusão. 1 • Processo n° 10830.004392/2004-07 Acórdão n.° 302-39.893 CC03, CO2 Fls. 45 CORINTHO OL IRA MACHADO - Relator 1 \ Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Marcelo Ribeiro Nogueira, Beatriz Verissimo de Sena, Ricardo aulo Rosa, Luis Alberto Pinheiro Gomes e Alcoforado (Suplente) e Davi Machado Evangelista (Suplente). Ausentes os Conselheiros Luciano Lopes de Almeida Moraes, Mercia Helena Trajano D'Amorim, Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro e a Procuradora da Fazenda Nacional Maria Cecilia Barbosa. • 2 Processo n° 10830.004392/2004-07 Acórdão n.° 302 -39.893 CC03CO2 Fls. 46 Relatório Adoto como parte de meu relato, o quanto relatado pela autoridade julgadora a quo: Trata o processo de exclusão da sistemática do Simples, por meio do Ato Declaratório 560.207, de 07 de agosto de 2003 (f1.03), em z virtude de o contribuinte exercer atividade econômica não permitida — Código CNAE 9231-2/99 (outros serviços especializados ligados às atividades artísticas). Cientificado da exclusão em 25/08/2004 U1.09), o contribuinte apresentou solicitação de revisão da exclusão do Simples (SRS) em 02/09/2004 (fls. 01), alegando, em síntese, que o ensino de dança não exige professor com registro em conselho regional, nem com formação de nível superior, e pode ser praticado por qualquer pessoa que goste de dança. A SRS, por não se tratar de matéria decorrente de erro de fato, segundo a DRF/Campinas, foi tonzada como manifestação de inconformidade, e diretamente remetida por aquela unidade a esta DRJ ([1. 18). A DRJ em CAMPINAS/SP indeferiu o pedido da interessada, mantendo o Ato Declaratório do Sr. Delegado da Delegacia da Receita Federal que excluiu a empresa do Simples, e o julgado ficou com a seguinte ementa: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2002 ACADEMIA DE DANÇA. VEDAÇÃO. As pessoas jurídicas que prestem serviço de ensino de dança não podem optar pelo Simples. Solicitação Indeferida. Discordando da decisão de primeira instância, a interessada apresentou recurso voluntário, fls. 23 e seguintes, onde basicamente repete os argumentos apresentados na impugnação e aduz que a LC no 123/2007, que trata do SUPERSIMPLES, expressamente inclui a atividade da recorrente no elenco de atividades que podem optar pelo SIMPLES, art. 17, § 1 0 , XX. i Ato seguido, a Repartição de origem encaminhou os presentes autos para a . apreciação deste Colegiado, conforme despachos de fls. 41/42. o relatório. 3 Processo n° 10830.004392/2004-07 Acórdão n.° 302-39.893 CC03/CO2 Fls. 47 Voto Conselheiro Corinth° Oliveira Machado, Relator 0 recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. Verifica-se na Declaração de Atividade, averbada no Registro de títulos e documentos, em 1980, que a atividade da recorrente é "Escola de Bailado" desde 1969. No plano do direito, a atividade de escola de dança ora é considerada atividade vedada a opção pelo SIMPLES, ora é considerada permitida, o que verifica-se pela jurisprudência administrativa divergente, da qual trago dois exemplos abaixo, sendo que tal matéria ainda não foi apreciada ainda pela e. Camara Superior de Recursos Fiscais, mormente a luz da nova LC n° 123/2007, que trata do SUPERSIMPLES (invocada pela recorrente): SIMPLES. EXCLUSA - O. ATIVIDADES DESPORTIVAS. As academias de ginástica, balé e natação estão excluídas da sistemática do Simples, por tratarem de atividade de prestação de serviço profissional assemelhado ao de professor. RECURSO NEGADO. Acórdão 301-32518; Rel. JOSÉ LUIZ NOVO ROSSARI ; 22/02/2006. SIMPLES. IMPOSSIBILIDADE DE EXCLUSÁ O. ATIVIDADE DA EMPRESA NÃO ESTÁ ENQUADRADA NOS DISPOSITIVOS DE VEDAÇÃO ,4 013('ÁO PELO REGIME DO SIMPLES. Atividade exercida pela recorrente, pequena sociedade empresária de 'Academia de Danger", não exercida por profissionais de nível superior ou que dependam de profissões regulamentadas, não é impeditiva de opção pelo SIMPLES, nos termos da Lei 9.317 de 05/12/1996. É de se cancelar a decisão que excluiu a recorrente coin data retroativa na sistemática do SIMPLES. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO Acórdão 303-35093; Rel. SILVIO M. BARCELOS FIUZA ; 30/01/2008. i 4 Processo n° 10830.004392/2004-07 Acórdilo n.° 302-39.893 CC03/CO2 Fls. 48 Pois bem, em virtude dessa divergência de entendimentos, após alguns enfrentamentos de casos similares, já havia fixado minha visão no sentido de que a formação do profissional que atua em academia de ginástica, de dança, e congêneres, é totalmente distinta daquela formação do profissional de educação, notadamente o professor. Nada obstante, vou superar essa discussão e centrar-me num outro ponto que, hodiernamente, reputo fundamental ao caso concreto, a saber, a questão da aplicação da legislação tributária a ato ou fato pretérito. Diz o Código Tributário Nacional, em seu art. 106, II, b: Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: - tratando-se de ato não definitivamente julgado: b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; Neste expediente tem-se urna exclusão de urn contribuinte de um regime especial de tributação porque, em tese, estaria praticando atividade vedada a participação no aludido regime. No curso do julgamento desse ato de exclusão sobrevém urna lei que trata da mesma matéria, e nela consta, literalmente, que a atividade praticada pela recorrente (academia de dança) não se constitui em vedação à opção pelo indigitado regime especial de tributação. E bem por isso, aplica-se o dispositivo supracitado. Esta matéria já havia sido enfrentada por este Colegiado, em tempos de outra conformação de meus pares, e naquele então, meu posicionamento foi contrário ao meu entendimento atual, pois pensava, erroneamente, que se a atividade precisava constar como não impeditiva na nova lei, era porque certamente o era (impeditiva) na lei anterior, e pela ultra- atividade da lei tributária, aquela lei é que seria aplicável. Sem embargo disso, a i. relatora naquela oportunidade, Conselheira ELIZABETH EMILIO DE MORAES CHIEREGATTO, sabiamente fez ver a Camara que a lei anterior não tinha maior importância por ocasião daquele julgamento, do qual trago a ementa e urn excerto para robustecer este voto: EXCLUSÃO POR ATIVIDADE ECONÔMICA. Nos terms dos incisos XIX e XX, do parágrafo I', clo artigo 17, da Lei Complementar le 123, de 14 de dezembro de 2006 (DOU de 15/12/2006), as vedações a opção pelo Simples Nacional não se aplicam z às pessoas jurídicas que se dediquem exclusivamente às atividades de academias de dança, de capoeira, de yoga, de artes marciais, de atividades fisicas, desportivas, de natação e escolas de esportes. Este permissivo legal passou a ter vigência em 15 de I dezembro de 2006. Apenas o regime de tributação foi postergado para 1'de julho de 2007. 5 Processo n° 10830.004392/2004-07 Acórdão n.° 302 -39.893 CC03/CO2 Fls. 49 Acórdão 302-38452; Rel, Cons, ELIZABETH EMÍLIO DE MORAES CHIEREGATTO; 28/02/2007. "Ressalto, entretanto, que, em 14/12/2006, foi editada a Lei Complementar n° 123 (DOU de 15/12/2006) que, C171 seu art. 17, § 10 , dispas que: "As vedações relativas a exercício de atividades previstas no caput deste artigo não se aplicam a pessoas jurídicas que se dediquem exclusivamente As atividades seguintes ou as que exerçam em conjunto com outras atividades que não tenham sido objeto de vedação no caput deste artigo: (...); XX — academias de dança, de capoeira, de ioga e de artes marciais; XXI — academias de atividades físicas, desportivas, de natação e escolas de esportes; (...)". (G.1V.) Os artigos 88 e 89 da referida Lei Complementar esclarecem que "Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação, ressalvado o regime de tributação das microempresas e empresas de pequeno porte, que entra em vigor em 1° de julho de 2007" e "Ficam revogadas, a partir de 10 de julho de 2007, a Lei n° 9.317, de 5 de dezembro de 1996, e a Lei n°9.841, de 5 de outubro de 1999".(G.N.) Assim sendo, a Lei Complementar n" 123/2006 passou a ter vigência em 15/12/2006 (data de sua publicação), sendo que apenas o regime de tributação a ser aplicado foi postergado para 1° de julho de 2007. Tal providência é plenamente justificada pelo fato de que o Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte — Simples Nacional — passou a ter uma abrangência muito maior, abrigando novos tributos e contribuições, no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, cio Distrito Federal e dos Municípios. Acrescentem-se, ademais, as previsões legais previstas, relativas as aliquotas e base de cálculo (artigos 18 a 20), bem como referentes ao "recolhimento dos tributos devidos (artigo 21) e, ainda, ao "repasse do produto da arrecadação" (artigo 22), entre outros. Ou seja, o Simples Nacional envolve uma série de providências que não podem ser viabilizadas senão pelo decorrer do tempo. É por isto que o "regime de tributação" somente passará a ter vigência em 1" de julho de 2007. Ressalte-se, por fim, que a empresa havia sido excluída do SIMPLES em decorrência de a atividade por ela desenvolvida — atividade de manutenção do fisico corporal — ter sido considerada vedada it opção por aquele sistema de tributação, por se assemelhar a de professor. Tal atividade não estava textualmente elencada no artigo 90, XIII, da Lei n°9.317/96, alterada pela Lei n°9.779/99. Era atingida, apenas, porque se considerava que a mesma envolvia ocupações que se assemelhavam a de professor. Assim sendo, uma vez que a L.C. n° 123/2006 permitiu expressamente ás "academias de dança, de capoeira, de ioga, de artes marciais, de i atividades fisicas, desportivas, de natação e escolas de esporte" optar pelo SIMPLES, entendo que, preenchidos os demais requisitos 6 Processo n° 10830.004392/2004-07 Acórdao n.° 302 -39.893 CC03,CO2 Fls. 50 estabelecidos pelo citado diploma legal, não há porque manter a exclusão da recorrente daquele sistema de tributação, mesmo sendo o referido ato legal posterior à opção realizada. No vinco do quanto exposto, entendo fragilizado o procedimento de exclusao da recorrente do SIMPLES, razão por que voto por PROVER o recurso. Sala das Sessões(f, ' 6 de outubro de 2008 y ( CORINTHO OU I pIo MACHADO - Relator • 7
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