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Numero do processo: 13936.000017/2003-17
Data da sessão: Mon Aug 04 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 202-01.258
Decisão: RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência.
Nome do relator: Maria Cristina Roza da Costa
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I MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA 13936.000017/2003-17 139.665 Solicitação de Diligência 202-01.258 04 de setembro de 2008 B. IWANKO & CIA. LTDA DRJ em Curitiba - PR MF — SEGUIV.:0 CONSELI-;0 DE r;C.,10.16;.A;;E:: CONFERE COM 0 ORIGINAL Brasilia, / / 6( Ivana Cláudia Silva Cato Mat. Sia e 92136 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por B. IWANKO & CIA. LTDA. RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unapi'midade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência. 7y 4:46at,?5 d,4) ANTONIO CARLOS A I ULIM Presidente r- (5/ MARIA CRISTINA ROZA DA COSTA Relatora Participaram, ainda, da presente resolução, os Conselheiros Gustavo Kelly Alencar, Nadja Rodrigues Romero, Antônio Lisboa Cardoso, Antonio Zomer, Domingos de Sá Filho e Maria Teresa Martinez López. RELATÓRIO Trata-se de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 3a Turma de Julgamento da DRJ em Curitiba - PR. Por bem relatar os fatos, reproduzo abaixo o relatório da decisão recorrida: "Versa o presente litígio sobre manifestação de inconformidade em face da não homologação das compensações que foram declaradas pelo contribuinte em epígrafe N. 01), em 22/01/2003, com o fito de extinguir débitos de COFINS relativos aos períodos de competência de 1 MF - SECUNC.;0 CONOELEO t.:0i±i1Rii3liii70 1 CONFERE COM O ORIGNAI. Brasilia, lvana CIttudia Silva Castro t,/ Mat. SiaT)e 92136 Processo n.° 13936.000017/2003-17 Resolução n. ° 202-01.258 CCO2/CO2 Fls. 2 novembro e dezembro de 2002, no montante de R$ .1, utilizando-se de direito creditório vindicado em face de pagamentos realizados a titulo de contribuição para o PIS, entre 24/02/1993 e 13/10/1995, tendo sido referida contribuição apurada entre janeiro de 1993 e setembro de 1995, com base na receita operacional bruta (código 3885). Analisada a pretensão do interessado, o chefe da SAORT da Delegacia da Receita Federal em Ponta Grossa exarou o despacho decisório de fls. 58 e 59, e não homologou as compensagões declaradas, tendo em vista o decurso do prazo de cinco anos previsto no art. 168, inciso I, da Lei n.° 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional), conforme interpretação expendida pelo Ato Declaratório SRF n.° 96, de 26 de novembro de 1999. Regularmente cientificado do despacho decisório, por AR (ii. 62), em 11/04/2003, o interessado, através de seu representante legal «is. 42 a 47), apresentou, em 09/05/2003, a manifestação de inconformidade colacionada cis fls. 63 a 77, onde, em síntese: I) alega ter a autoridade administrativa a quo esquecido que o prazo em questão, embora seja, de fato, de cinco anos após a homologação, não tem, na espécie, o inicio de sua contagem situado na data do pagamento da contribuição, haja vista a decisão de inconstitucionalidade da exigência fiscal e a Resolução n.° 49/95 do Senado Federal. 2) argumenta que o prazo decadencial ou presCricional para pleitear a restituição ou a compensação de tributos ou contribuições sujeitos ao lançamento por homologação é de- dez anos contados da ocorrência do fato gerador, quando não houver homologação expressa, segundo o que extrai do disposto no ,f 4° do art. 150 do CTN, ao que aduz ser este o entendimento adotado pelo Superior Tribunal de Justiça e algumas Câmaras do 1° Conselho de Contribuintes. 3) nesta linha, alega que a homologação tácita, por decurso de prazo, ou mesmo a expressa, por ato administrativo, não faz retroagir a extinção definitiva do crédito it data do pagamento e isto tanto é verdade que, nos casos de restituição automática, o Primeiro Conselho de Contribuintes (Acórdão n.° 108-06.629/01 - DOU de 24/10/2001) entendeu que, uma vez formulado o pedido de restituição através da declaração correspondente ao exercício de 1991, onde consta 'imposto a restituir', não há que se falar em prescrição do direito de pleitear a restituição, ainda que a petição tenha sido protocolizada em 1997. 4) transcreve ementas de decisões prolatadas pelo STJ e cita as disposições contidas nos artigos 156, VII, 150, ,ss' 4°, e 168, I, do CTN, para reiterar a conclusão segundo a qual, se o tributo está sujeito ao lançamento por homologação, como é o caso do PIS, o prazo para que seja pleiteada a correlata restituição é, retroativamente, de cinco (anos) até a homologação tácita (extinção do crédito Tributário), somados de mais cinco (anos), também retroativamente, até a data da ocorrência do fato gerador, totalizando dez anos. 5) alternativamente, alega que, mesmo não havendo previsão em lei complementar, é inafastável que também se considere como eventos 2 MF - SEGUNI7:0 CONSELI-10 0;4IKii31.1;;4TE* CONFERE COMO ORIGINAL _ A .5 .1-(0 lvana Cláudia Silva Castro 4`." Mat. &ape 92136 também dotados da propriedade de reabrir o prazo para pleitear-se a restituição do tributo, não só a Resolução do Senado Federal e o julgamento da ADIN pelo STF, mas também a sobrevinda da lei de natureza interpretativa ou, ainda, de ato administrativo de efeitos gerais. 6) nesta ótica, cita doutrina jurídica de RICARDO LOBO TORRES e excerto de ementa colhida junto ao Segundo Conselho de Contribuintes, para sustentar o entendimento de que, no caso do PIS exigido com base nos DDLL 2.445 e 2.449, de 1988, além da resolução senatorial, há a Medida Provisória n.° 1.110/95, e reedições posteriores, o Decreto n.° 2.194/97 (art. 1°) e a Instrução Normativa SRF n.° 31/97 reconhecendo a inconstitucionalidade e o correlato . dever de restituição. 7) pondera, contudo que, especificamente quanto ao direito de restituição dos valores advindos (sic) da inconstitucionalidade em questão, somente com a edição da MP n.° 1.621-36, de 10/06/1998, é que houve tal reconhecimento, pois entende que referido diploma, ao alterar o § 2° do art. 17 da citada MP n.° 1.110, para dizer que "o disposto neste artigo não implicará restituição ex officio de quantia paga", reconheceu o dever de restituição dos correlatos indébitos, desde que esta fosse pleiteada pelo contribuinte. 8) com base na supracitada premissa, considera a norma ventilada pela MP 1.621-36, de 1998, verdadeira lei interpretativa e, na medida em que esclarece o que queria dizer o § 2° do art. 17 da MP n.° 1.110, de 1995, e faz interpretação autêntica da Resolução n.° 49, editada pelo Senado Federal em 1995, deve - s—er considerada evento novo e capaz de reabrir o prazo de cinco anos para o pedido de restituição dos indébitos relacionados ao PIS e correspondentes à diferença entre o valor recolhido com base no DDLL 2445 e 2.449 e o valor devido na forma da LC 17. ° 07, de 1970. 9) também em razão disso, considera que não há que se falar em decadência ou prescrição do direito de restituição em tela, visto que o pedido administrativo foi formalizado em 11/03/2001 (sic), ao passo que o prazo para formalizá-lo se escoaria (totalmente) apenas em 10/06/2003, cinco anos após a publicação da MP n.° 1.621-36 de 1998. 10) não obstante tudo isso, alega que há de ser considerado também que os indébitos em referência não se inserem em nenhuma das hipóteses de pagamento indevido previstas no art. 165 do CTN pois são decorrentes da aplicação de legislação inconstitucional, assim já declarada e reconhecida nas mais variadas instâncias, esferas e funções do Poder Estatal, em razão do que aduz o entendimento segundo o qual se a lei inconstitucional nasce morta, desde nunca, é capaz de gerar quaisquer efeitos jurídicos e, na mesma medida, os pagamentos indevidos de tributos não podem ser jurisdicizados pelo transcurso de um prazo, seja este prazo decadencial ou prescricional. 11) nessa perspectiva, cita doutrina de HUGO DE BRITO MACHADO e alega que, se o art. 165 do CTIV não prevê a hipótese de pagamento indevido de tributo em razão da inconstitucionalidade da legislação Processo n.° 13936.000017/2003-17 Resolugiio n.° 202-01.258 CCOICO2 Fls. 3 3 Processo n. ° 13936.000017/2003-17 Resolução n. ° 202-01.258 MF - SEGUN0 CONSELHO DE r.141Et; CONFERE COM O ORIGWAL Brasilia, .10 LDS_ lvana ak:clia Silva Castro tk/ nriat. Sia 92136 CCO2/CO2 Fls. 4 que fundamentava a sua cobrança, o art. 168 do mesmo diploma, que se refere ao prazo que o contribuinte tem para buscar a respectiva restituição, igualmente não regula tais situações, pelo que entende ser imperioso que os recolhimentos indevidos em questão sejam restituídos independentemente de qualquer prazo. 12) finalmente, em face de tudo o quanto foi exposto, solicita que seja dado provimento (sic) a declaração de compensação ern apreço, tendo em conta que, muito embora a compensação entre créditos e débitos de PIS e de COFINS não poder ser efetuada na forma da Lei n.° 8.383, de 1991, por não serem contribuições da mesma espécie e destinaçdo constitucional, ambas as exagões são tributos (sic) administrados pela Secretaria da Receita Federal e, portanto, compensáveis, corn arrimo na Lei n.° 9.430, de 1996. Posteriormente a apresentação da supracitada manifestação de inconformidade, consta dos autos, a fl. 79, que o processo foi encaminhado em retorno a DRF/PONTA GROSSA, ern 23/05/2003, por ordem da Delegada de Julgamento em Curitiba, sob o fundamento de que os autos tratam de declaração de compensa cão para a qual não há previsão legal de competência para apreciação por parte da DRJ, - conforme o disposto no art. 203 do Regimento Interno da SRF, aprovado pela Portaria MF n.° 259, de 2001, ficando ressalvado a DRF proceder a revisão de oficio, se for o caso. fl. 81, consta despacho que encaminha proposta de representação aprovada pelo chefe da SAORT/DRF/POIVTA GROSSA, no sentido de que, em face da não-homologação da presente DCOMP, fosse _ promovido pela FIANA o lançamento de oficio previsto no art. 90 da MP n.° 2.158-35, de 2001, relativamente aos valores que foram objeto de compensações formuladas pelo interessado com base na IN SRF n.° 21, de 1997, e bem assim declarações de compensação não- homologadas, que foram apresentadas pelo contribuinte corn base na IN SRF n.° 210, de 2002. Referido entendimento, foi inicialmente acolhido pela DRF/PONTA GROSSA e cientificado (por AR) ao interessado em 18/07/2003 (fl 87) mas, todavia, foi posteriormente re-analisado pela SAORT/DRF/PONTA GROSSA, nos termos dos despachos exarados ás fls. 101/102 e 108/109, o que resultou no encaminhamento do processo para julgamento nesta DRJ/CUR1TIBA, com base, em síntese, na seguinte interpretação: 'corn a edição da MP n.° 135/03, convertida na Lei n.° 10.833/03, restabeleceu-se a sistemática de exigência dos débitos confessados exclusivamente corn fundamento no documento que formaliza o cumprimento de obrigação acessória, comunicando a existência de crédito Tributário (DCTF, DIRPF, etc.), tal como estabelecia art. 5° do Decreto-lei n.° 2.124, de 1984, até a edição da MP n.° 2.158-35, de 2001. Isto porque o art. 18 da Lei n.° 10.833/03 determinou que o lançamento de oficio limitar-se-á a imposição de multa isolada sobre as diferenças apuradas decorrentes de compensação por expressa disposição legal, de o crédito ser de natureza não tributária, ou em que ficar caracterizada a prática de infrações previstas nos arts. 71 a 73 da Lei n°4.502, de 30 de novembro de 1964." 4 MF —SEGLOVI) CONSELHO DE CONFERE COM O OGIGNAL Brasilia, t lvana Cláudia Silva Castro 1,../ Mat. Siape 92136 Processo n.° 13936.000017/2003-17 Resolução n.° 202-01.258 CCO2/CO2 Fls. 5 Apreciando as razões de impugnação a Turma Julgadora proferiu decisão escorçada na seguinte ementa: "Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/11/2002 a 31/12/2002 DCOMP. DÉBITO NA-0 CONFESSADO. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. INCABIMENTO. Relativamente aos débitos não confessados pelo sujeito passivo, o lançamento de oficio é o ato jurídico que, nos termos do art. 142 do CTN, perfaz o único instrumento legal hábil para formalizar a pretensão fazendciria e conferir exigibilidade ao crédito Tributário, razão pela qual o exercício do direito ao contraditório, nestes casos, deve se dar em sede da impugnação ao lançamento, e não via manifestação de inconformidade contra a não-homologação da declaração de compensação. Impugnação Não Conhecida". Devidamente cientificada da decisão em 03/04/2007, a empresa apresentou, em 02105/2007, recurso voluntário a este Eg. Conselho de Contribuintes, alegando em contraditório, primeiramente, que a decisão recorrida não conheceu da impugnação sob o fundamento de inexistência de previsão legal para apresentação de manifestação de inconformidade nessa via processual em face da inexistência de confissão de divida nas - declarações apresentadas — Decomp e DCTF. Aduz que o afastamento do direito de defesa implica derrogação do ordenamento jurídico brasileiro e que é inequívoco o direito de defesa, podendo a Repartição questionar somente os efeitos passíveis de serem produzidos pela peça impugiatória e nunca o direito de peticionar junto ao órgão público. Requer, como os argumentos expendidos na impugnação não foram analisados, a determinação de que a Delegacia de Julgamento analise o mérito vertido na referida peça. Alternativamente, requer a análise do mérito por este Conselho, ao qual são remetidos os fundamentos contidos na manifestação de inconformidade, onde a questão está elucidada pormenorizadamente. Consta, as fls. 145 a 148, 150, 153 e 156, informação da existência de ação judicial cujo objeto reporta-se ao aqui contido, haja vista o pedido do Juizo de cópia destes autos. A referida ação encontrava-se, em 05/03/2008, em fase de embargos a execução fiscal, conforme informação de fl. 153. o Relatório. 5 Processo n.° 13936.000017/2003-17 Resolução n.° 202-01.258 htlf - SEGU0 CONSELki0 i3E COi0 .0,;;;;ITITTE1 CONFERE CM O ORIGINAL Brasilia, i Ivaria Cláudia Silva Castro i,..., Mat. Sla .,e 92136 CCO2/CO2 Fls. 6 VOTO Conselheira MARIA CRISTINA ROZA DA COSTA, Relatora O recurso voluntário é tempestivo e preenche as demais condições necessárias sua admissibilidade e conhecimento. A matéria versada nos autos é relativa à apresentação de PERDcomp e DCTF, sendo que nesta última a extinção do credito tributário declarado foi vinculada à primeira, que por sua vez, encontra-se neste processo. Tais declarações foram apresentadas antes da edição da Lei n 2 10.833/2003, a qual, em seu art. 17, converteu em declaração de compensação, com confissão de divida, todos os pedidos de compensação até então apresentados que ainda estivessem pendentes de homologação, conforme segue: "Art. 17. 0 art. 74 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, alterado pelo art. 49 da Lei n° 10.637, de 30 de dezembro de 2002, passa a Vigorar com a seguinte redação: "Art 74 (Art. 49. 0 art. 74 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. 74:- 0 sujeito passivo que aparar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizá-lo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele órgão. I ° A compensa cão de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados. 2° A compensação declarada a Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutó ria de sua ulterior homologação. § 4" Os pedidos de compensação pendentes de apreciação pela autoridade administrativa serão considerados declaração de compensação, desde o seu protocolo, para os efeitos previstos neste artigo. § 5" prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. 6 MF - SEGLIWI) CO4$1.11-10 DE ,:;0;■ 41SUUTEQ CONFERE COM O ORIGIt4AL E3rasilia, Ivana Ciáudia Silva Castro t,./ Mat. Sia 92136 Processo n.° 13936.000017/2003-17 Resolucao n.° 202-01.258 CCO2/CO2 Fls. 7 § 6' A declara geio de compensação constitui confissão de divida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados. §. 7g- Não homologada a compensação, a autoridade administrativa deverá cientificar o sujeito passivo e intimá-lo a efetuar, no prazo de 30 (trinta) dias, contado da ciência do ato que não a homologou, o pagamento dos débitos indevidamente compensados. § (Se Não efetuado o pagamento no prazo previsto no § 7, o débito sera encaminhado à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional para inscrição em Divida Ativa da Unido, ressalvado o disposto no § 9. § 9 É facultado ao sujeito passivo, no prazo referido no § apresentar manifestação de inconformidade contra a não-homologação da compensa cão. § 10. Da decisão que julgar improcedente a manifestação de inconformidade caberá recurso ao Conselho de Contribuintes. § 11. A manifestação de inconformidade e o recurso de que tratam os §§ 9 e 10 obedecerão ao rito processual do Decreto 7? 70.235, de 6 de março de 1972, e enquadram-se no disposto no inciso 1H do art. 151 da Lei le 5.172, de 25 de outubro de 1966 - Código Tributário Nacional, relativamente ao débito objeto da compensação." (grifos acrescidos) Entretanto, a. vista do fato novo, constituído pela informação relativa existência de ação judicial referente à mesma matéria aqui vazada, indicando a possibilidade de concomitância- entre a esfera administrativa -e a judicial, voto no sentido de converter o julgamento em diligência para que sejam anexados aos autos as principais peças dos autos judiciais, bem como certidão de objeto e pé, dando conta da situação do processo até a data em que ocorrer sua emissão. Devem ser apresentadas quaisquer outras informações julgadas necessárias ao deslinde da controvérsia, a juizo da autoridade administrativa. Sala das Sessões em 04 de setembro de 2008. plyIARIA CRISTINA ROZA DA COSTA 7
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Numero do processo: 10680.003521/95-03
Data da sessão: Wed Mar 15 00:00:00 UTC 2000
Numero da decisão: 201-04.914
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: Luiza Helena Galante de Moraes
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Numero do processo: 10820.001315/92-75
Data da sessão: Tue Sep 13 00:00:00 UTC 1994
Numero da decisão: 108-00.061
Decisão: RESOLVEM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: Mario Junqueira Franco Junior
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MINIST~RIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO NQ: 10820-001.315/92'-75 Sess~o de 13 de setembro de 1994 RESOLUÇ~O NQ: 108-.0.061 RECURSO NQ:106.169 - IRPJ - EX: DE 1988 RECORRENTE:MARTINS NISHIMURA LTDAc RECORRIDA :ARAÇATUBA (SP) RESOLUÇAO NQ: 108-0.061 1"(-:'!CUj"'~:;O :i.n t'(':':'f"P()~::.to pOI"-l'1HRTINS NISHINURA L TDAc: Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o ....F'PEbI)[J-lfE ,Jt:'.IHIOh: ',./1:::;',[,0 L!"! Conselheiros~ OTACILIO DANTAS CARTAXO, SANDRA MARIA DIAS NUNES~ PAULO Serviço Público Federal ~nistério da Fazenda Primeiro Conselho de Contribuintes Processo nO 10820/001.315/92-75 Resolução nO 108-0.061 Recurso nO 106169 Recorrente: Martins Nish~ura Ltda. RELATÓRIO 1 • •• Trata-se de lançamento de ofício para cobrança do IRPJ, exercício de 1988, com descrição dos fatos e enquadramento legal às fls. 04, conforme segue: Diferença entre o passivo declarado pela empresa e a documentação apresentada. Diferença no saldo de depreciação acumulada, conforme declaração de rendimentos, e apuração de sua movimentação às fls. 08, importando em saldo devedor de correção monetária a maior. Irresignada, a autuada apresentou impugnação tempestiva, na qual concorda com a autuação referente ao passivo não comprovado, insurgindo-se tão-somente, com relação à apuração de correção monetária devedora a maior. Neste aspecto, informa desconhecer a forma como foi a diferença levantada, alegando ter obedecido aos ditames do Decreto-Lei 2341/87. Junta mapa de correção monetária que sustentou sua contabilização. Informações fiscais às fls. 36, no sentido da manutenção do lançamento, tendo em vista que o Decreto-Lei 2341/87 determinou a utilização da OTN média no cálculo das quotas de depreciação, amortização e exaustão. Decisão monocrática às fls. lançamento original. 37, mantendo "in totum" o • No recurso, de fls. 43, a ora recorrente inova seus argumentos no sentido de frisar o duplo efeito de seu procedimento. Alega que se houve erro no tocante à correção monetária das depreciações o mesmo ocorreu com as contas de ativos ensejadoras de correção credora. Demonstra, partindo do saldo da conta de "Móveis e Utensílios" em 31/12/86, e aplicando os índices legais de correção, ter por outro lado, efetuado a maior o reconhecimento da correção credora, valor superior ao agora lançado de ofício. Por derradeiro, recorre da incorreta aplicação do encargos da TRD nos termos do art. 9° da Lei 8177/91. É o relatório~ ~~ Serviço Público Federal Ministério da Fazenda Primeiro Conselho de Contribuintes Processo nO 10820/001.315/92-75 Resolução nO 108-0.061 Recurso nO 106169 Recorrente: Martins Nishimura Ltda. RESOLUÇÃO Conselheiro Mário Junqueira Franco Júnior, Relator. 2 •• •• Creio necessário alguns esclarecimentos para a solução deste litígio. No balanço de 1986 os saldos das contas de ativo permanente, inclusa a depreciação acumulada, não conferem com o mapas de fls. 15 e 19. Estes últimos foram utilizados para base de cálculo da correção monetária de balanço, cujo saldo em resultado do exercício foi de Cz$ 2.329.104,92, espelhado na demonstração de resultado de fls. 31 e mapas de fls. 15 e 16. Entendo necessário que os autos retornem à instância singular, para as seguintes explicações, com emissão de parecer conclusivo a respeito: 1- Identificação junto à contabilidade da recorrente de como foi ajustado o saldo de balanço inicial das contas do imobilizado, haja visto a diferença entre o balanço de dezembro de 1986 e os mapas de correção monetária durante o ano de 1987. 2- Identificar, precisamente, qual o impacto líquido em resultado destes ajustes, visto que as mesmas não foram feitas em contrapartida de correção monetária de balanço . 3- Juntar cópias dos lançamentos em livro diário, referente aos ajustes supracitados, bem como a correta denominação das rubricas contábeis envolvidas. Por .fim, obedecendo ao princípio clencia à recorrente, para, se assim respeito. Após, retornem os autos a este final. É o meu voto. da ampla defesa, dê-se desejar, pronunciar-se a Colegiado para julgamento • Brasília, Mário Jun de Júnior, Relator~ 00000001 00000002 00000003
score : 1.0
Numero do processo: 13839.000229/2005-56
Data da sessão: Mon Dec 07 00:00:00 UTC 2009
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. NORMAS PROCESSUAIS.
EMBARGOS DECLARATÓRIOS. OMISSÃO. Devem ser rejeitados os
embargos declaratórios quando não restar comprovada a omissão invocada na peça recursal.
Embargos Acolhidos.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 1302-000.129
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, conhecer dos embargos e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Marcos Rodrigues de Mello.
Matéria: IRPJ - AF - lucro arbitrado
Nome do relator: Irineu Biachi
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I .r..410‘lca MINISTÉRIO DA FAZENDA -t CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAISk - PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO:.-t•trxx Processo n° 13839.000229/2005-56 Recurso n° 154.759 Embargos Acórdão n° 1302-00.129 - 3a Câmara / 2" Turma Ordinária Sessão de 07 de dezembro de 2009 Matéria BUI - Ex(s) -2004 a 2005. Embargante ADVANCE INDÚSTRIA TÊXTIL LTDA. Interessado SEGUNDA TURMA ORDINÁRIA DA TERCEIRA CÂMARA DA PRIMEIRA SEÇÃO DO CARF (ANTIGA QUINTA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES) PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. NORMAS PROCESSUAIS. EMBARGOS DECLARATORIOS. OMISSÃO. Devem ser rejeitados os embargos declaratórios quando não restar comprovada a omissão invocada na peça recursal. Embargos Acolhidos. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, conhecer dos embargos e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Marcos Rodrigues de Mello. • MARCOS RODRIGUES DE MELLO - Presidente IRINEU BIANCHI - Relator EDITADO EM: 26 ABR ?e1C Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Wilson Femandes Guimarães, Paulo Jacinto do Nascimento, Natanael Vieira dos Santos, Antônio Bezerra Neto, Irineu Bianchi e Marcos Rodrigues de Mello. Relatório ADVANCE INDÚSTRIA TÊXTIL LTDA., devidamente qualificada nos autos, interpõe EMBARGOS DECLARATORIOS (fls. 457/461) ao Acórdão número 105- 16934, da Quinta Câmara do extinto Primeiro Conselho de Contribuintes. Aduz que o referido Acórdão é omisso quanto à questão preliminar de nulidade, notadamente em relação à norma legal que serviu de embasamento para os votos dos Conselheiros, mas que, em verdade não se aplica ao caso concreto. Diz em síntese que o Mandado de Procedimento Fiscal que deu suporte à autuação foi aberto em 28.02.2002, para fiscalização do IRPJ nos períodos de 01/1998 a 12/2000, e Verificações Obrigatórias nos cinco anos anteriores à abertura do MPF, nada dispondo acerca da possibilidade de fiscalização e autuação de período posterior à emissão do mandado. Em que pese à omissão do MPF quanto a possíveis verificações obrigatórias em períodos posteriores, quando do julgamento da preliminar de nulidade, a Câmara recorrida fincou posição de que por estar previsto na legislação fiscal esta possibilidade, aquela mera omissão não acarretaria nulidade. Diz ainda que a possibilidade de o MPF abranger não apenas o período de cinco anos anteriores, mas também todo o período de execução do procedimento fiscal, somente passou a ter previsão na legislação fiscal com a Portaria n° 1.468, de 6 de outubro de 2003. E arremata dizendo que o MPF que deu origem ao auto de infração respeitou a legislação em vigor à época em que fora editada, ou seja, a Portaria n° 3007/01, que em sua redação original não permitia o MPF de verificações obrigatórias abarcar períodos futuros. Pediu o acolhimento dos embargos, conferindo-se efeitos modificativos para dar provimento ao recurso voluntário, anulando o auto de infração. É o Relatório. Voto - Conselheiro IRINEU BIANCHI Conheço do recurso, eis que é hábil e tempestivo. Segundo a peça recursal, o Acórdão embargado contém omissão relativamente à norma legal que serviu de embasamento para as suas conclusões, a qual não se aplica ao caso concreto. Analisando o voto condutor verifica-se que o mesmo, reproduzindo decisão anterior da Quinta Câmara do extinto Primeiro Conselho de Contribuintes, mencionou apenas as disposições da Portaria SRF n°3.007, de 2001. E, como a referida Portaria é o diploma legal que iscipIina o uso do Mandado de Procedimento Fiscal, não vejo como negar-lhe aplicabilidade Tanto é assim que: 2 Processo n°13839.000229/2005-56 S1-C3T2 Acórdão n.° 1302-00.129 Fl. 2 Embargante invoca a aplicação do seu art. 7 0, § 1 0, com a redação dada pela Portaria n° 1.468/03. A circunstância de o voto condutor não mencionar expressamente a nova redação do art. 70, § 1°, não significa a existência de omissão capaz de autorizar o efeito modificativo do julgado, como pretende a Embargante. Em primeiro lugar deve-se reafirmar o que ficou assentado no voto condutor, no sentido de que o MPF representa mero instrumento de controle administrativo, não implicando nulidade do lançamento a eventual irregularidade relacionada com a sua omissão. Tratando especificamente da fiscalização de períodos não delimitados no MPF, o Acórdão embargado é bem claro ao diferenciar as verificações obrigatórias com as ações que decorrem do objeto da ação fiscal, com o destaque de que apenas neste último caso é que se toma necessária a emissão do MPF Complementar, o que não é o caso dos autos. Em sendo assim, entendo que o cotejo entre a redação do art. 7 0, § 1', da Portaria SRF n° 3007/01 e aquela dada pela Portaria n° 1.468/03, está implícito no voto condutor, principalmente por que é a própria Embargante que admite na peça recursal, que a matéria foi amplamente debatida quando do julgamento do recurso voluntário. Nestas condições, não vislumbro nenhuma omissão no Acórdão embargado. ( DIANTE DO EXPOSTO, conheço do recurso e voto no sentido de NEGAR- LHE PROVIMENTO.' IRINEU BIANCHI — Relator Lr, 3
score : 1.0
Numero do processo: 10882.000691/2005-30
Data da sessão: Thu May 10 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
Ano-calendário: 1991
LANÇAMENTO SUPLEMENTAR. PRAZO DECADENCIAL.
Declarada a nulidade do lançamento original por vício formal, dispõe a Fazenda Nacional do prazo de 5 (cinco) anos para efetuar novo lançamento, contado da data em que a decisão declaratória da nulidade se tornar definitiva na esfera administrativa.
DESPESAS DEDUTÍVEIS. ROYALTIES. LIMITE.
A despesa com royalties pela exploração de marcas de indústria e de comércio e patentes de invenção, por assistência técnica, científica, administrativa ou semelhantes, sujeita-se ao limite máximo de dedutibilidade no percentual de 5% (cinco por cento), dirigido indistintamente a beneficiários residentes no Brasil ou no exterior.
DESPESAS DEDUTÍVEIS. ROYALTIES. MARCA COMERCIAL.
Demonstrado nos autos que a licença obtida permite a fabricação e comercialização de jogos mediante o uso de nome artístico, distinguindo a mercadoria, produto ou serviço, com o consentimento expresso do respectivo autor ou titular, restando, portanto, protegido pela marca comercial, a despesa de royalties assim incorrida sujeita-se à limitação imposta pela legislação vigente.
JUROS. TAXA SELIC. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. (Súmula CARF nº 4)
MULTA DE OFÍCIO. CONFISCO.
Não há caráter confiscatório na multa de ofício, aplicada no percentual de 75%, fundamentada em normas válidas e regularmente inseridas no Ordenamento Jurídico
Numero da decisão: 1402-001.041
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade e, no mérito, negar provimento ao recuso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: Frederico Augusto Gomes de Alencar
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 1991 LANÇAMENTO SUPLEMENTAR. PRAZO DECADENCIAL. Declarada a nulidade do lançamento original por vício formal, dispõe a Fazenda Nacional do prazo de 5 (cinco) anos para efetuar novo lançamento, contado da data em que a decisão declaratória da nulidade se tornar definitiva na esfera administrativa. DESPESAS DEDUTÍVEIS. ROYALTIES. LIMITE. A despesa com royalties pela exploração de marcas de indústria e de comércio e patentes de invenção, por assistência técnica, científica, administrativa ou semelhantes, sujeita-se ao limite máximo de dedutibilidade no percentual de 5% (cinco por cento), dirigido indistintamente a beneficiários residentes no Brasil ou no exterior. DESPESAS DEDUTÍVEIS. ROYALTIES. MARCA COMERCIAL. Demonstrado nos autos que a licença obtida permite a fabricação e comercialização de jogos mediante o uso de nome artístico, distinguindo a mercadoria, produto ou serviço, com o consentimento expresso do respectivo autor ou titular, restando, portanto, protegido pela marca comercial, a despesa de royalties assim incorrida sujeita-se à limitação imposta pela legislação vigente. JUROS. TAXA SELIC. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. (Súmula CARF nº 4) MULTA DE OFÍCIO. CONFISCO. Não há caráter confiscatório na multa de ofício, aplicada no percentual de 75%, fundamentada em normas válidas e regularmente inseridas no Ordenamento Jurídico
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 1991 LANÇAMENTO SUPLEMENTAR. PRAZO DECADENCIAL. Declarada a nulidade do lançamento original por vício formal, dispõe a Fazenda Nacional do prazo de 5 (cinco) anos para efetuar novo lançamento, contado da data em que a decisão declaratória da nulidade se tornar definitiva na esfera administrativa. DESPESAS DEDUTÍVEIS. ROYALTIES. LIMITE. A despesa com royalties pela exploração de marcas de indústria e de comércio e patentes de invenção, por assistência técnica, científica, administrativa ou semelhantes, sujeitase ao limite máximo de dedutibilidade no percentual de 5% (cinco por cento), dirigido indistintamente a beneficiários residentes no Brasil ou no exterior. DESPESAS DEDUTÍVEIS. ROYALTIES. MARCA COMERCIAL. Demonstrado nos autos que a licença obtida permite a fabricação e comercialização de jogos mediante o uso de nome artístico, distinguindo a mercadoria, produto ou serviço, com o consentimento expresso do respectivo autor ou titular, restando, portanto, protegido pela marca comercial, a despesa de royalties assim incorrida sujeitase à limitação imposta pela legislação vigente. JUROS. TAXA SELIC. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. (Súmula CARF nº 4) MULTA DE OFÍCIO. CONFISCO. Fl. 613DF CARF MF Documento de 17 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP13.0718.15490.W7DG. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10882.000691/200530 Acórdão n.º 140201.041 S1C4T2 Fl. 284 2 Não há caráter confiscatório na multa de ofício, aplicada no percentual de 75%, fundamentada em normas válidas e regularmente inseridas no Ordenamento Jurídico. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade e, no mérito, negar provimento ao recuso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto Presidente. (assinado digitalmente) Frederico Augusto Gomes de Alencar Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Leonardo de Andrade Couto. Fl. 614DF CARF MF Documento de 17 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP13.0718.15490.W7DG. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10882.000691/200530 Acórdão n.º 140201.041 S1C4T2 Fl. 285 3 Relatório TOYSTER Brinquedos Ltda recorre a este Conselho contra decisão de primeira instância proferida pela 4ª Turma da DRJ Campinas/SP, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF). Por pertinente, transcrevo o relatório da decisão recorrida (verbis): “Tratase do Auto de Infração relativo ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica IRPJ, lavrado em 17/03/2005, que formalizou o crédito tributário contra a contribuinte em epígrafe no valor total de R$ 105.439,47, incluindo multa de ofício e juros de mora calculados até 28/02/2005, devido às irregularidades assim discriminadas na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal de fls. 54: 001 — ALUGUÉIS OU "ROYALTIES" INOBSERVÂNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS Valor apurado conforme Declaração de Rendimento da Pessoa Jurídica referente ao anobase de 1991, exercício de 1992, e Demonstrativos de Malha Fazenda / Lançamento Suplementar e demais documentos que fazem parte integrante deste Auto de Infração. O contribuinte deixou de adicionar para efeito de apuração do Lucro Real o valor de Cr$ 56.317.061,00 ((cinqüenta e seis milhões, trezentos e dezessete mil e sessenta e um cruzeiros)) correspondente a "Parcelas não Dedutíveis", por não observar o limite dedutível de "Royalties" decorrentes de exploração de marcas, as quais só poderiam ser deduzidas até o limite de 5% (cinco por cento) da receita líquida das vendas dos produtos, consoante dispõe o texto do artigo 233 e 387, inciso I, do RIR/80, Decreto n°85.450/80. A exigência tributária se faz necessária tendo em vista que o lançamento originário foi nulo em decisão formalizada no Acórdão DRJ/CPS n° 4.521, de 25 de julho de 2003, em virtude de o referido lançamento não ter observado os requisitos estabelecidos no artigo 11 do Decreto n° 70.235 de 06/03/72 (PAF). O lançamento ora constituído está embasado no disposto no artigo 173, inciso II, do Código Tributário Nacional. Fato Gerador Valor Tributável ou Imposto Multa (%) 31/12/1991 Cr$ 17.687.478,59 75,00 Enquadramento legal: arts. 157 e § 1°, 191, 231, 232, 233 e 387, inciso I, do RIR/80." A contribuinte foi cientificada do auto de infração em 21/03/2005. Inconformada, apresentou, por intermédio de seu representante legal, em 18/04/2005, impugnação de fls. 60/107, acompanhada de documentos de fls. 108/195. Fl. 615DF CARF MF Documento de 17 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP13.0718.15490.W7DG. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10882.000691/200530 Acórdão n.º 140201.041 S1C4T2 Fl. 286 4 Após breve resumo dos fatos, protesta, preliminarmente, pela decadência do crédito tributário. Diz que o art. 173, II, do Código Tributário Nacional (CTN), no qual se fundamenta o lançamento, reportase apenas ao ato anulável e não ao ato nulo, como é o caso aqui em discussão. Distingue o ato anulável do ato nulo, dizendo que o primeiro é anulado por decisão, enquanto o segundo é declarado ou reconhecido como nulo pela decisão. Cita doutrina. Acusa não se tratar de anulabilidade, a qual ensejaria a convalidação do ato, mas sim de vício de nulidade, cuja declaração por meio da decisão administrativa não dá ensejo à reabertura do prazo decadencial. Ainda que assim não se entenda, defende outra tese, qual seja, de apenas ser admissível a contagem do prazo decadencial da ocorrência do fato gerador, "não se podendo aceitar que haja hipótese, atrelada à irregularidade cometida pela Administração Tributária, que devolva à Fazenda o prazo para constituir o crédito tributário, por flagrante violação ao princípio constitucional da segurança jurídica, insculpido no preâmbulo da Constituição Federal, no caput do art. 5° da Lei Maior, e ratificado pelo art. 2° da Lei n° 9.784/99". Alega que por meio do art. 173, II, do CTN, pretendeuse introduzir hipótese de interrupção e suspensão do prazo decadencial, aviltando todas as lições da doutrina a respeito. No caso presente, tratando de fato gerador do IRPJ 1991/1992, acusa ter decaído o direito de lançar no início do ano de 1997, de vez que a jurisprudência é dominante no sentido de o citado imposto sujeitarse ao lançamento por homologação (art. 150 do CTN). Ressalta que a decadência é instrumento jurídico que extingue o direito material e, portanto, é meio extintivo do crédito tributário (art. 156, V, do CTN). Cita doutrina e jurisprudência. No mérito, diz não se aplicar a limitação de dedutibilidade imposta no art. 233 do RIR/80. Transcreve o dispositivo para concluir que "a limitação de dedução aplicase aos valores devidos a título de royalties pela exploração de patentes de invenção ou uso de marcas de indústria ou de comércio, e não os valores devidos a título de direitos autorais a pessoas jurídicas ou pessoas físicas domiciliadas no Brasil". Salienta que os contratos firmados pela impugnante (em anexo) têm como objetivo o licenciamento de direitos autorais e instrumentos particulares de cessão de uso de obra de entretenimento com os chamados licenciantes, o que não se confunde com a exploração de patentes de invenção ou uso de marcas de indústria ou de comércio. Diz que o artigo limitador é explícito quanto às explorações atingidas, não identificando exploração de direitos autorais. Busca na doutrina, bem como na Lei n° 5.772, de 1971 (Código de Propriedade Industrial — arts. 6°, 59 e 61), os conceitos das atividades previstas no citado dispositivo para as diferenciar da atividade desenvolvida, tomando como fundamento, inclusive, a Lei n° 5.988, de 14 de dezembro de 1973 (arts. 6°, inciso VIII, 52 e 53, § 2°), relativa aos direitos autorais. Cita jurisprudência em favor da sua tese e continua: Fl. 616DF CARF MF Documento de 17 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP13.0718.15490.W7DG. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10882.000691/200530 Acórdão n.º 140201.041 S1C4T2 Fl. 287 5 "51. De fato, conforme se verifica das cláusulas dos contratos de licenciamento em anexo que sublinhamos, todos os direitos licenciados se referem a direitos autorais correspondentes a fabricação e a venda de produtos que ora são jogos, desenhos, brinquedos, maletas de pintura, potes de tinta, quebra cabeças etc. e não de exploração de marcas sejam comerciais ou não, sendo, inclusive, em alguns casos, expressamente vedada à Impugnante a utilização da marca correspondente (Top Arte Vídeo e Redibra Representações Internacionais). 52. Além disso, que nos contratos de licenciamento dos direitos autorais referentes a "JOGOS" que, cabe ressaltar são a maioria deles, está expressamente previsto nas cláusulas 11 ou 12, dependendo do contrato, que se a Impugnante vier a criar uma marca correspondente ela é a detentora da marca até o término do contrato e, portanto, como proprietária da marca nada deve a terceiros a título de royalties em virtude de exploração de marcas. 53. Além disso, nos poucos contratos em que há previsão de cessão das marcas correspondentes está expressamente ressaltado que a cessão está restrita a fabricação desses produtos, às promoções ou anúncios de vendas e distribuição dos mesmos, sendo, dessa forma, vedada a sua utilização para fins estranhos ao objeto principal dos contratos. 54. Ora, somente porque nestes contratos existe a previsão genérica de cessão de uso de marcas, nomes, símbolos não significa que esse seja o seu objeto principal que, como se demonstrou se refere à exploração dos direitos autorais. Não existe em nenhum dos contratos a especificação de marca, o seu n° de registro junto ao INPI, cláusulas relativas ao seu uso indevido e/ou em classe diversa da que foi registrada, ou ainda descrição ou cópia da marca, o que, confirma o entendimento de que a sua previsão tem caráter meramente acessório e vinculado à produção dos produtos. 55. Dessa forma, inconsistente e sem fundamento a afirmação da Autoridade Administrativa de que a Impugnante estaria explorando a marca "XUXA" uma vez que, também consta no contrato o direito de uso do nome e dos personagens para finalidade específica de produzir e comercializar os produtos listados onde a Impugnante pode aplicar a sua marca se assim desejar e que o licenciamento objeto do contrato é efetuado a título de "direitos autorais"." (grifos do original) Por outro lado, ressalta que o art. 231 do Regulamento do Imposto de Renda previa em caráter geral a dedução sem limitação quantitativa, desde que fossem necessárias para que o contribuinte mantenha a posse, uso ou fruição do direito que produz o rendimento. Recorda que a atividade do lançamento é vinculada à lei, sendo necessário para tanto uma correta adequação dos fatos ocorridos a um tipo legal específico, o qual deve abarcar de forma precisa todos os componentes fáticos que motivarão sua incidência. Cita doutrina. Ainda que assim não se entenda, diz que os pagamentos de royalties para domiciliados no Brasil não estavam vinculados ao limite do artigo 233, tendo em vista a disposição do art. 71 da Lei n° 4.506, de 1964, a qual especificou e delimitou o alcance do art. 12 da Lei n° 4.131, de 1962, a que se reporta o art. 6° do Decreto Lei n° 1.730, de 1979. Conclui, desta feita, que a limitação de dedução de valores devidos a título de royalties, prevista no art. 233 do RIR/80, aplicase exclusivamente aos pagamentos destinados a pessoas domiciliadas no exterior. Fl. 617DF CARF MF Documento de 17 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP13.0718.15490.W7DG. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10882.000691/200530 Acórdão n.º 140201.041 S1C4T2 Fl. 288 6 Frisa que todos os seus contratos são firmados com pessoas jurídicas domiciliadas no Brasil, não estando alcançados, portanto, pelo dispositivo em comento. Aponta mais jurisprudência. Reclama não ter havido uma análise efetiva por parte dos fiscais responsáveis pela lavratura da presente notificação e pela decisão que julgou improcedente a Solicitação de Revisão de Lançamento Complementar, "que se limitaram a aplicar o limite de 5% sobre os valores lançados na declaração de rendimentos na linha referente a royalties sem proceder a maiores investigações quanto à exata natureza dos valores lá registrados, prejudicando assim a Impugnante, que se vê, agora, obrigada a defenderse administrativamente face a uma autuação que sequer deveria ter sido lavrado e muito menos pela segunda vez". E acusa a indevida utilização de presunção pela autoridade fiscal, em ofensa ao disposto no art. 142 do CTN, face inadequação da capitulação legal e insuficiência de instrução probatória, ressaltando que o ônus da prova incumbe ao sujeito ativo. Nesse contexto, diz que o auto de infração é nulo. Ainda, mediante extenso arrazoado, contrapõese a cobrança de juros à taxa Selic, face violação dos princípios constitucionais da legalidade, da anterioridade, da segurança jurídica e da indelegabilidade de competência tributária; bem como à sua natureza remuneratória. Também, acusa o efeito confiscatório da multa imposta, partindo da análise do conceito e da finalidade da multa. Apresenta jurisprudência a respeito. Encerra protestando pela procedência da impugnação.” A decisão de primeira instância, representada no Acórdão da DRJ nº 05 26.305 (fls. 198204v) de 03/08/2009, por unanimidade de votos, julgou procedente o lançamento. A decisão foi assim ementada. “DECADÊNCIA. Declarada a nulidade do lançamento original por vício formal, dispõe a Fazenda Nacional do prazo de 5 (cinco) anos para efetuar novo lançamento, contado da data em que a decisão declaratória da nulidade se tornar definitiva na esfera administrativa. DESPESAS DEDUTÍVEIS. ROYALTIES. LIMITE. CABIMENTO. A despesa com royalties pela exploração de marcas de indústria e de comércio e patentes de invenção, por assistência técnica, científica, administrativa ou semelhantes, sujeitase ao limite máximo de dedutibilidade no percentual de 5% (cinco por cento), dirigido indistintamente a beneficiários residentes no Brasil ou no exterior. Demonstrado nos autos que a licença obtida permite a fabricação e comercialização de jogos mediante o uso de nome artístico, distinguindo a mercadoria, produto ou serviço, com o consentimento expresso do respectivo autor ou titular, restando, portanto, protegido pela marca comercial, a despesa de royalties assim incorrida sujeitase à limitação imposta pela legislação vigente.” Fl. 618DF CARF MF Documento de 17 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP13.0718.15490.W7DG. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10882.000691/200530 Acórdão n.º 140201.041 S1C4T2 Fl. 289 7 Contra a aludida decisão, da qual foi cientificada em 21/08/2009 (A.R. de fl. 207), a interessada interpôs recurso voluntário em 18/09/2009 (fls. 210270) onde repisa os argumentos trazidos em sede de impugnação. É o relatório. Fl. 619DF CARF MF Documento de 17 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP13.0718.15490.W7DG. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10882.000691/200530 Acórdão n.º 140201.041 S1C4T2 Fl. 290 8 Voto Conselheiro Frederico Augusto Gomes de Alencar. O recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal. Dele, portanto, tomo conhecimento. Conforme relatado, o lançamento contestado foi implementado para fins de superar vício de forma constatado no lançamento original, constituído por meio de Notificação declarada nula mediante Acórdão DRJ/CPS n° 4.521, de 25 de julho de 2003 (cópia às fls. 36/41) sob o argumento de que referida Notificação, de fls. 03/05, não identificava o servidor responsável pelo feito. Da formalização do lançamento suplementar A Recorrente contesta a formalização do lançamento, feita com base nas disposições constantes do art. 173, II, do CTN, porque entende que este se aplica a ato anulável, e não a ato nulo, como é o caso aqui em discussão. A redação do dispositivo em questão é a seguinte: "Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: 1— (omissis) II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. " A respeito da matéria, assim dispôs o ADN Cosit n° 2, de 3 de fevereiro de 1999: "1. os lançamentos que contiverem vício de forma incluídos aqueles constituídos em desacordo com o disposto no art. 5° da IN SRF n° 94, de 1997 devem ser declarados nulos, de oficio, pela autoridade competente; 2. declarada a nulidade do lançamento por vício formal, dispõe a Fazenda Nacional do prazo de 5 (cinco) anos para efetuar novo lançamento, contado da data em que a decisão declaratória da nulidade se tornar definitiva na esfera administrativa. "(negrejouse) Como visto, a própria Administração Tributária firmou entendimento de que os lançamentos constituídos com vício de forma devem ser declarados nulos, não conferindo a distinção admitida na doutrina entre o ato nulo e anulável, para fins de aplicação do disposto no art. 173, II, do CTN. Nesse mesmo sentido, colacionase a jurisprudência abaixo: Fl. 620DF CARF MF Documento de 17 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP13.0718.15490.W7DG. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10882.000691/200530 Acórdão n.º 140201.041 S1C4T2 Fl. 291 9 "NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO SUPLEMENTAR DECLARADA NULA (EX 93) — A existência de Notificação de Lançamento Suplementar, declarada nula, quando na verdade deveria ter sido anulada, autoriza a aplicação do art. 173, II, do CTN, para efeito de início de contagem do prazo de decadência a partir da respectiva decisão, quando por meio dela seja possível ao sujeito passivo conhecer com nitidez a acusação que lhe é imputada. Impõese para tanto, a dicotomia entre ato nulo e anulável." (Ac. 1° CC 1085.772/99 — DOU 25/08/99) Em outra frente de defesa, contrapõese a Recorrente à própria legalidade do dispositivo invocado, com base no entendimento doutrinário de que o prazo decadencial não se interrompe ou suspende. Nesses termos, requer o reconhecimento da extinção do crédito tributário, pelo transcurso do prazo legal, ante o fato gerador se reportar ao anocalendário 1991 e a ciência do novo lançamento ter sido efetuada em 21/03/2005, tratando a hipótese de lançamento por homologação, regido pelo art. 150 do CTN. No entanto, por estar devidamente fundamentada a exigência em ato legal regularmente inserido no ordenamento jurídico, não cabe a este Colegiado perquirir sua constitucionalidade, dado este controle não ser da alçada dos órgãos administrativos, mas sim, exclusivamente, do Poder Judiciário, nos termos do art. 102, incisos I, "a" e III, "b" e § 1º da Constituição Federal. Enquanto a norma não é declarada inconstitucional pelos órgãos competentes do Poder Judiciário e não é eliminada do sistema normativo, tem presunção de validade vinculante para a Administração Pública. Quaisquer discussões que versem sobre a constitucionalidade, legalidade ou equidade das leis exorbitam da competência das autoridades administrativas, às quais cabe apenas cumprir as determinações da legislação em vigor, principalmente em se tratando de norma validamente editada, segundo o processo legislativo constitucionalmente estabelecido. Esta é a jurisprudência firmada nesta Corte, sumulada na forma abaixo. Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Nesse contexto, a autoridade administrativa, por força de sua vinculação ao texto da norma legal, deve limitarse a aplicála, sem emitir qualquer juízo de valor acerca da sua constitucionalidade ou outros aspectos de sua validade. Do mérito. Da glosa do valor deduzido a título de royalties em valor superior ao limite de 5% No mérito, a exigência decorre da glosa do valor deduzido a título de royalties em valor superior ao limite de 5%, estabelecido no art. 233 do RIR/80. Por entender que a matéria foi adequadamente enfrentada em primeira instância, peço vênia ao autor da decisão recorrida para seguir seus fundamentos, na forma a seguir desenvolvida. Em sua defesa, a Recorrente aduz não se sujeitar ao limite acima estipulado, em razão de a despesa se consistir em royalties pela exploração de direitos autorais, não Fl. 621DF CARF MF Documento de 17 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP13.0718.15490.W7DG. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10882.000691/200530 Acórdão n.º 140201.041 S1C4T2 Fl. 292 10 atingido pela restrição legal e, ainda, em razão de o beneficiário ser domiciliado no País, já fazendo alusão a regra de indedutibilidade disposta no art. 232 do Regulamento, cuja base legal é o art. 71 da Lei n° 4.506, de 1964. A citada Lei n° 4.506, de 30 de novembro de 1964, assim define o que se considera royalties, base legal do art. 32 do RIR/80: "Art 22. Serão classificados como "royalties" os rendimentos de qualquer espécie decorrentes do uso, fruição, exploração de direitos, tais como: a) direito de colher ou extrair recursos vegetais, inclusive florestais; b) direito de pesquisar e extrair recursos minerais; c) uso ou exploração de invenções, processos e fórmulas de fabricação e de marcas de indústria e comércio; d) exploração de direitos autorais, salvo quando percebidos pelo autor ou criador do bem ou obra. Parágrafo único. Os juros de mora e quaisquer outras compensações pelo atraso no pagamento dos "royalties" acompanharão a classificação destes." Referido normativo também inclui no conceito de royalties todas as espécies de rendimentos percebidos pela ocupação, uso, fruição ou exploração dos bens e direitos referidos no artigo acima: "Art 23. Serão classificados como aluguéis ou "royalties" todas as espécies de rendimentos percebidos pela ocupação, uso, fruição ou exploração dos bens e direitos referidos nos artigos 21 e 22, tais como: 1 As importâncias recebidas periodicamente ou não, fixas ou variáveis, e as percentagens, participações ou interesses; II Os pagamentos de juros, comissões, corretagens, impostos, taxas e remuneração do trabalho assalariado, autônomo ou profissional, feitos a terceiros por conta do locador do bem ou do cedente dos direitos; III As luvas, os prêmios, gratificações ou quaisquer outras importâncias pagas ao locador, ou cedente do direito, pelo contrato celebrado; IV As benfeitorias e quaisquer melhoramentos realizados no bem locado, e as despesas para preservação dos direitos cedidos, se de acordo com o contrato fizeram parte da compensação pelo uso do bem ou direito; V A indenização pela rescisão ou término antecipado do contrato; Fl. 622DF CARF MF Documento de 17 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP13.0718.15490.W7DG. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10882.000691/200530 Acórdão n.º 140201.041 S1C4T2 Fl. 293 11 VI o valor locativo do prédio urbano construido, quando cedido seu uso gratuitamente. § 1° O preço de compra de móveis ou benfeitorias, ou de qualquer outro bem do locador ou cedente, integrará o aluguel ou "royalty", quando constituir compensação pela anuência do locador ou cedente à celebração do contrato. § 2° Não constitui "royalty" o pagamento do custo da máquina, equipamento ou instrumento patenteado. § 3° Salvo na hipótese do item IV, as benfeitorias ou melhorias feitas pelo locatário não constituem aluguel para o locador, e para o locatário constituirão aplicação de capital que poderá ser depreciado no prazo de vida útil do bem ou amortizada no prazo do contrato, se este for inferior ao da vida útil do bem. § 4° Se o contrato de locação assegura opção de compra ao locatário e prevê a compensação de aluguéis com o preço de aquisição do bem, não serão classificados como aluguéis os pagamentos, ou a parte dos mesmos, que constituem prestação do preço de aquisição." (negrejouse e grifouse) Assim, foram classificados como royalties os rendimentos de quaisquer espécies decorrentes do uso, fruição, exploração de direitos, aí incluídos, expressamente, aqueles decorrentes de exploração de direitos autorais, salvo quando percebidos pelo autor. A Lei n° 3.470, de 28 de novembro de 1958, estabelece, em seu art. 74, a seguinte limitação à dedutibilidade a título de royalties, constituindo base legal do art. 233 do RIR/80, o qual fundamenta a exigência: "Art 74. Para os fins da determinação do lucro real das pessoas jurídicas como o define a legislação do imposto de renda, somente poderão ser deduzidas do lucro bruto a soma das quantias devidas a título de "royalties" pela exploração de marcas de indústria e de comércio e patentes de invenção, por assistência técnica, científica, administrativa ou semelhantes até o limite máximo de 5% (cinco por cento) da receita bruta do produto fabricado ou vendido. § 1° Serão estabelecidos e revistos periodicamente mediante ato do Ministro da Fazenda, os coeficientes percentuais admitidos para as deduções de que trata este artigo, considerados os tipos de produção ou atividades, reunidos em grupos, segundo o grau de essencialidade. § 2° Poderão ser também deduzidas do lucro real, observadas as disposições deste artigo e do parágrafo anterior, as quotas destinadas à amortização do valor das patentes de invenção adquiridas e incorporadas ao ativo da pessoa jurídica. § 3°A comprovação das despesas a que se refere este artigo será feita mediante contrato de cessão ou licença de uso da marca ou invento privilegiado, regularmente registrado no país, de acordo com as prescrições do Código da Propriedade Industrial (Decretolei n° 7.903, de 27 de agosto de 1945), ou de Fl. 623DF CARF MF Documento de 17 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP13.0718.15490.W7DG. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10882.000691/200530 Acórdão n.º 140201.041 S1C4T2 Fl. 294 12 assistência técnica, cientifica, administrativa ou semelhante, desde que efetivamente prestados tais serviços. "(negrejouse e grifouse) Depreendese da norma que foi estipulado um limite máximo de dedutibilidade no percentual de 5% (cinco por cento), dirigido indistintamente a beneficiários residentes no Brasil ou no exterior. Observase, também, que a norma pretendeu estipular limite de dedutibilidade a título de royalties pela exploração de marcas de indústria e de comércio e patentes de invenção, por assistência técnica, científica, administrativa ou semelhantes. Cabe esclarecer que o direito autoral, mesmo classificado como royalties, por força de lei, não se transforma em patente de invenção ("título de privilégio concedido ao inventor de uma descoberta de utilidade industrial" — Vocabulário Jurídico II e IV — De Plácido e Silva — Ed. Forense — 2a Edição — fl. 328) ou marca de indústria ou de comércio ou assistência técnica, científica, administrativa ou semelhante. É oportuno observar que os direitos autorais não se confundem com direito de marca e não se condicionam ao registro no INPI (art. 65, item 15 da Lei n° 5.772, de 21 de dezembro de 1971 — Código de Propriedade Industrial, vigente à época), desde que não sirvam para distinguir a mercadoria, produto ou serviço, com o consentimento expresso do respectivo autor ou titular. O art. 233 do RIR/80 tem por base legal o art. 74 da Lei n° 3.470/1958, art. 12 da Lei n° 4.131/1962 e art. 6° do Decretolei n° 1.730/1979, e não é possível alargar as suas hipóteses. Corroborando este posicionamento, Hiromi Higuchi e Celso Hiroyuki Higushi in "Imposto de Renda das Empresa — Interpretação e Prática" (26 Edição —2001, fls. 284 e 285) entendem, outrossim, que os limites de dedução de royalties de que trata a Portaria n° 436/1958 não se aplicam ao pagamento de direitos autorais para a edição e venda de livros (Ac. n° 1055.572/91 — DOU de 27/06/1991). Ademais, referidos autores posicionamse no sentido de que as quantias pagas a título de direito autoral não estão sujeitas ao limite em questão, obedecendo, portanto, às regras gerais para dedução de despesas e custos, pelos atributos de normalidade e necessidade, respeitandose o regime de competência (Acórdãos n° 10801.502/1994, no DOU de 17/04/1997 e 10701.392/1994, no DOU de 12/02/1998). Os Acórdãos citados, que baseiam seu entendimento, têm as seguintes ementas: "DIREITOS AUTORAIS — As quantias pagas ou incorridas a título de direitos de edição e distribuição de obras científicas, técnicas e outras são plenamente dedutíveis do lucro bruto na apuração do resultado do exercício, desde que não contribuam para a formação do resultado de mais de um exercício." (Ac. n° 1055.572/91 — DOU de 27/06/1991 —fl. 12473) "DIREITO AUTORAL — As quantias pagas a título de direito autoral não estão sujeitas ao limite imposto pelo art. 233 do RIR/80, obedecendo, portanto as regras gerais para dedução de despesas ou custos, pelos atributos de normalidade, necessidade, Fl. 624DF CARF MF Documento de 17 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP13.0718.15490.W7DG. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10882.000691/200530 Acórdão n.º 140201.041 S1C4T2 Fl. 295 13 respeitandose o regime de competência." (Ac. n° 108 01.502/1994, no DOU de 17/04/1997 —fl. 7660) "DESPESAS OPERACIONAIS — DESPESAS COM DIREITOS AUTORAIS — LIMITAÇÃO — Somente estão sujeitos à limitação estabelecida pelo art. 233 do RIR/80, os pagamentos que se refiram a transferência de tecnologia (assistência técnica, cientifica, administrativa ou semelhantes). Outra dispêndios_ que não se enquadram na classificação acima, refogem aos limites estabelecidos pelo ato legal." (Ac. 10701.392/1994, no DOU de 12/02/1998 —fl. 38) O art. 74 da Lei n° 3.470, de 1958, não foi revogado pela Lei n° 4.506, de 1964, embora esta tenha introduzido modificações no que concerne à dedutibilidade de despesas com royalties. Tal entendimento encontra precedente emanado do Supremo Tribunal Federal, bem como na jurisprudência administrativa (Ac. 1° CC 10512.861/99 — DO 09/12/99; Ac. 1° CC 10187.851/95 — DO 19/10/95 e Ac. 1° CC 10315.378 — DO 19/06/96). Com efeito, a citada Lei n° 4.506, de 1964, regulamentou, em seu art. 71, a dedutibilidade das despesas com royalties, constituindo a base legal dos arts. 231 e 232 do RIR/80, este último reportado pela contribuinte: "Art 71. A dedução de despesas com aluguéis ou "royalties" para efeito de apuração de rendimento líquido ou do lucro real sujeito ao imposto de renda, será admitida: a) quando necessárias para que o contribuinte mantenha a posse, uso ou fruição do bem ou direito que produz o rendimento; e b) se o aluguel não constituir aplicação de capital na aquisição do bem ou direito, nem distribuição disfarçada de lucros de pessoa jurídica. Parágrafo único. Não são dedutíveis: a) os aluguéis pagos pelas pessoas naturais pelo uso de bens que não produzam rendimentos, como o prédio de residência; b) os aluguéis pagos a sócios ou dirigentes de empresas, e a seus parentes ou dependentes, em relação à parcela que exceder do preço ou valor do mercado; c) as importâncias pagas a terceiros para adquirir os direitos de uso de um bem ou direito e os pagamentos para extensão ou modificação do contrato, que constituirão aplicação de capital amortizável durante o prazo do contrato; d) os "royalties" pagos a sócios ou dirigentes de empresas, e a seus parentes ou dependentes; e) os "royalties" pelo uso de patentes de invenção, processos e fórmulas de fabricação ou pelo uso de marcas de indústria ou de comércio, quando: Fl. 625DF CARF MF Documento de 17 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP13.0718.15490.W7DG. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10882.000691/200530 Acórdão n.º 140201.041 S1C4T2 Fl. 296 14 1) Pagos pela filial no Brasil de empresa com sede no exterior, em beneficio da sua matriz; 2) Pagos pela sociedade com sede no Brasil a pessoa com domicilio no exterior que mantenha, direta ou indiretamente, controle do seu capital com direito a voto; os "royalties" pelo uso de patentes de invenção, processos e fórmulas de fabricação pagos ou creditados a beneficiário domiciliado no exterior: 1) Que não sejam objeto de contrato registrado na Superintendência da Moeda e do Crédito e que não estejam de acordo com o Código da Propriedade Industrial; ou 2) Cujos montantes excedam dos limites periodicamente lixados pelo Ministro da Fazenda para cada grupo de atividades ou produtos, segundo o grau de sua essencialidade e em conformidade com o que dispõe a legislação especifica sobre remessa de valores para o exterior; g) os "royalties" pelo uso de marcas de indústria e comércio pagos ou creditados a beneficiário domiciliado no exterior: 1) Que não sejam objeto de contrato registrado na Superintendência da Moeda e do Crédito e que não estejam de acordo com o Código da Propriedade Industrial; ou 2) Cujos montantes excedem dos limites periodicamente fixados pelo Ministro da Fazenda para cada grupo de atividade ou produtos, segundo o grau de sua essencialidade, de conformidade com a legislação especifica sobre remessas de valores para o exterior." (negrejouse e grifouse) Observase que a norma acima veio complementar as regras de dedutibilidade, antes estipuladas pela Lei n o 3.470, de 1958, acrescentando que, para ser dedutivel, além de respeitar o limite de 5%, nos casos previstos, deve a despesa com royalties, a qualquer título, ser necessária para que a contribuinte mantenha a posse, uso ou fruição do bem ou direito que produz o rendimento. Exceção foi feita aos royalties de qualquer natureza pagos a sócios ou dirigentes de empresas, e a seus parentes ou dependentes; bem como aos royalties pelo uso de patentes de invenção, processos e fórmulas de fabricação ou pelo uso de marcas de indústria ou de comércio, pagos por empresa sediada no Brasil a matriz ou controladora no exterior; e aos royalties pelo uso de patentes de invenção, processos e fórmulas de fabricação ou pelo uso de marcas de indústria ou de comércio, pagos a beneficiário no exterior cujos contratos não sejam registrados no órgão competente ou os montantes excedam aos limites fixados pelo Ministro da Fazenda para cada grupo de atividade/produto, os quais foram expressamente considerados indedutiveis. No caso em discussão, a interessada informou em sua DIRPJ/1992, ano calendário 1991, Quadro 12 (Despesas Operacionais), linha 22 (Royalties e Assistência Técnica País), a quantia de Cr$ 104.475.511,00, nada indicando a título de parcela não Fl. 626DF CARF MF Documento de 17 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP13.0718.15490.W7DG. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10882.000691/200530 Acórdão n.º 140201.041 S1C4T2 Fl. 297 15 dedutível (fls. 17), o que foi objeto de revisão pela autoridade administrativa, para glosa do valor de Cr$ 56.317.061,00, excedente ao limite de 5%, previsto no art. 233 do RIR/80. Para comprovar a natureza das despesas de royalties em questão e, portanto, a sua não sujeição ao limite previsto no art. 233 do RIR/80, por tratar de direitos autorais, a impugnante apresenta os contratos de fls. 135/195, sem, no entanto, trazer aos autos as demonstrações financeiras e os registros escriturais que a acobertam, a fim de fazer a perfeita vinculação da despesa efetivamente deduzida com os alegados contratos. Ademais, os contratos firmados com a Editora Abril S/A (fls. 135/138) e Redibra Representações Internacionais Ltda (fls. 139/148), sequer poderiam ser aproveitados, eis que assinados no ano de 1992, posteriores, portanto, ao anocalendário auditado (1991). Da mesma forma, não se poderia aproveitar o contrato firmado com Mario Prescott Vicente Saragga Seabra (fls. 160/162), porque a cópia fornecida não permite a perfeita identificação do ano em que teria sido celebrado, além de carecer das formalidades legais para valerem contra terceiros, exigidas também no caso de direitos autorais, tais como autenticação e/ou registro no órgão competente (art. 53, § 1°, da Lei n° 5.988, de 14 de dezembro de 1973). Também não seriam passíveis de aceitação os contratos firmados com: TVSBT — Canal 4_ de São Paulo S/A (fls. 163/165); SCPC — Serviços de Criação e Planejamento em Comunicação S/C Ltda (fls. 166/168 e 193/195); Ludus Desenhos e Projetos S/C Ltda (fls. 169/171 e 172/174); Gimmick Projetos Especiais de Marketing (fls. 175/177); Companhia dos Jogos S/C Ltda (fls. 178/180); Mario Prescott Vicente Saragga Seabra (fls. 181/183 e 184/186) e Maria Angela Haddad Villas — ME (fls. 187/189 e 190/192), eis que carecem das formalidades legais para valerem contra terceiros, conforme acima ressaltado, tais como autenticação e/ou registro no órgão competente. O único contrato passível de aceitação é aquele firmado com Xuxa C:3 Promoções e Produções Artísticas Ltda (fls. 149/159), cujo objeto licenciado é o seguinte: "01. Na qualidade de titular dos direitos autorais e patrimoniais do nome e personagem "XUXA" e demais personagens agregados, a LICENCIANTE licencia à LICENCIADA o direito ao uso do nome e dos personagens para o fim único de produzir e comercializar os produtos a seguir: A) JOGO CARTONADO *** B) MALETA DE PINTURA — MALETA DE PINTURA DA XUXA 02. A presente licença é concedida de maneira restrita somente valendo quanto aos elementos licenciados e aos produtos expressamente especificados na cláusula primeira, onde consta o detalhamento dos produtos, que não poderão ser alterados e modificados. 03. Esta licença é intransferível. Os elementos não poderão ser alterados nem modificados, e deverão ser utilizados tal como entregues pela LICENCIANTE, mantendose todas as características do nome, desenhos e cores, sem inovação alguma, salvo com prévia e expressa autorização da LICENCIANTE. ... Fl. 627DF CARF MF Documento de 17 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP13.0718.15490.W7DG. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10882.000691/200530 Acórdão n.º 140201.041 S1C4T2 Fl. 298 16 06. A LICENCIADA não poderá utilizar, nos produtos licenciados, embalagens ou material de propaganda, os direitos autorais do presente contrato em conjunto com obras alheias, podendo, no entanto, aplicar suas marcas. ... 08. A LICENCIADA fará constar em todas as unidades dos produtos e suas embalagens, sob pena de rescisão contratual, a linha de "copyright", indicado a seguir: @ XUXA PRODUÇÕES ... 13. A presente licença é concedida para a industrialização e comercialização dos produtos no Brasil e usando a língua portuguesa. Sua exportação depende de prévia e expressa autorização da LICENCIANTE. ..." Observase do contrato que o objeto licenciado é o direito ao uso do nome e dos personagens "XUXA" em determinados jogos de diversão, expressamente especificados, cuja fabricação e comercialização foi atribuída à impugnante (Licenciada). Porém, o nome "XUXA" constitui direito de propriedade intelectual protegido pela lei de marca comercial. É sabido que o nome artístico é equiparado, para fins de proteção, aos nomes comerciais, quando autorizado o seu uso pelo titular (art. 65, item 12, da Lei n° 5.772, de 1971). Ademais, o direito autoral aqui em estudo serviu para distinguir a mercadoria, produto ou serviço, com o consentimento expresso do respectivo autor ou titular, sendo, também por este motivo, protegido pela marca, conforme já enfatizado neste voto (art. 65, item 15, da Lei n° 5.772, de 1971). Indiscutível, portanto, o fato de o citado contrato envolver o uso da marca "XUXA", distinguindo, inclusive, os produtos licenciados. Nesses termos, devida é a aplicação da limitação de 5%, prevista no art. 233 do RIR/80, não havendo de se cogitar da inadequação do enquadramento legal utilizado, ante as razões de decidir já expostas neste voto. Do efeito confiscatório da multa aplicada Quanto à multa de ofício, aplicada no percentual de 75%, há que se ter em conta sua válida fundamentação legal (art. 4º, inciso I, da Lei n° 8.218/91; art. 44, inciso I, da Lei n° 9.430/96 c/c art. 106, inciso II, alínea "c", da Lei n° 5.172/66). Também aqui quaisquer discussões que versem sobre a constitucionalidade, legalidade ou equidade dessas leis exorbitam da competência desta Corte. Dos juros de mora cobrados à taxa Selic Quanto ao questionamento sobre os juros de mora cobrados à taxa Selic, este Conselho tem pacificado o entendimento no sentido de sua aplicabilidade, expresso na Súmula CARF nº 04, a seguir transcrita. Fl. 628DF CARF MF Documento de 17 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP13.0718.15490.W7DG. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10882.000691/200530 Acórdão n.º 140201.041 S1C4T2 Fl. 299 17 Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Ex positis, VOTO por rejeitar a preliminar de nulidade suscitada pela Recorrente e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões, em 10 de maio de 2012. (assinado digitalmente) Frederico Augusto Gomes de Alencar Relator. Fl. 629DF CARF MF Documento de 17 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP13.0718.15490.W7DG. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR em 18/05/2012 11:11:04. Documento autenticado digitalmente por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR em 18/05/2012. Documento assinado digitalmente por: LEONARDO DE ANDRADE COUTO em 25/05/2012 e FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR em 18/05/2012. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 13/07/2018. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP13.0718.15490.W7DG Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: D0DB23DC437267BCE96762D62D03593F9296BE59 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10882.000691/2005-30. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 18471.002796/2003-13
Data da sessão: Tue Mar 09 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 1999
CONSTITUCIONALIDADE. COMPETÊNCIA.
Não cabe à autoridade julgadora de instância administrativa competência para a apreciação de aspectos relacionados com a constitucionalidade ou legalidade das normas tributárias, tarefa privativa do Poder Judiciário.
DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO PRESUMIDA DE RENDIMENTOS.
Presume-se a existência de renda omitida em montante igual aos depósitos e créditos bancários de origem não comprovada, cuja titularidade seja da pessoa fiscalizada.
MULTA DE OFÍCIO. CABIMENTO.
Cabível a aplicação da multa de ofício sobre diferenças do imposto lançados de ofício.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2102-000.476
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em Negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: RUBENS MAURÍCIO CARVALHO
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 1999 CONSTITUCIONALIDADE. COMPETÊNCIA. Não cabe à autoridade julgadora de instância administrativa competência para a apreciação de aspectos relacionados com a constitucionalidade ou legalidade das normas tributárias, tarefa privativa do Poder Judiciário. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO PRESUMIDA DE RENDIMENTOS. Presume-se a existência de renda omitida em montante igual aos depósitos e créditos bancários de origem não comprovada, cuja titularidade seja da pessoa fiscalizada. MULTA DE OFÍCIO. CABIMENTO. Cabível a aplicação da multa de ofício sobre diferenças do imposto lançados de ofício. Recurso Voluntário Negado
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Numero do processo: 10580.720284/2006-28
Data da sessão: Mon Apr 05 00:00:00 UTC 2010
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 2003
MULTA POR ATRASO. DIPJ. ENTREGA. Restando caracterizada a
entrega em atraso de DIPJ, e estando o contribuinte obrigado a sua apresentação, é devida a exigência de multa pelo descumprimento da obrigação acessória.
DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. INAPLICABILIDADE. O instituto da denúncia espontânea
não alberga a prática de ato puramente formal do contribuinte cumprir obrigação acessória, em atraso. (Acórdão: CSRF/01-04,920)
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 1402-000.137
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado
Matéria: IRPJ - multa por atraso na entrega da DIPJ
Nome do relator: Antônio José Praga de Souza
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DIPJ. ENTREGA. Restando caracterizada a entrega em atraso de DIPJ, e estando o contribuinte obrigado a sua apresentação, é devida a exigência de multa pelo descumprimento da obrigação acessória. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. INAPLICABILIDADE. O instituto da denúncia espontânea não alberga a prática de ato puramente formal do contribuinte cumprir obrigação acessória, em atraso. (Acórdão: CSRF/01-04,920) Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Ausente, justificadamente o Conselheiro André Ricardo Lemes da Silva. av Albertina Silva Santos di Lima Presidente EDITADO EM: 07/04/2010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio José Praga de Souza, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Albertina Silva Santos de Lima, Roberto Annond, André Ricardo Lemes da Silva e Adriana Giuntini. Relatório VALDO WILSON MORAIS MANHAES recorre a este Conselho contra a decisão proferida pela DM em primeira instância, pleiteando sua reforma, com -Mero no artigo 33 do Decreto ri° 70,235 de 1972 (PAI). Em razão de sua pertinência, transcrevo o relatório da decisão recorrida Trata-se de auto de infração relativo a multa pelo atraso na entrega de DM-, para exigência de crédito tributário no valor total de R$ 37.283,64. Conforme descrição dos fatos e enquadramento legal constantes no auto de inflação, o crédito tributário foi constituído em razão da DLPJ relativa ao ano calendário 2003 ter sido entregue fora do prazo fixado pela legislação, em 25/03/2006 O contribuinte foi cientificado do lançamento fiscal e apresentou impugnação, às fls. 02/07, alegando, em síntese, que: a) a DIN foi apresentada espontaneamente, assim, em decorrência do instituto da denúncia espontânea previsto no art. 138 do CIN, não poderia ser aplicada a multa por atraso na entrega da declaração. Apresentou doutrina e jurisprudência administrativa e judicial neste mesmo sentido; b) nos termos do art. 151, inciso III, do CTN, a presente impugnação tem o efeito de suspender todos os procedimentos tendentes à cobrança do crédito tributário objeto da autuação, em especial, o cancelamento das declarações simplificadas apresentadas A Decisão de l a , instância, manteve integralmente a exigência, estando assim ementada: MULTA POR ATRASO DIP1 ENTREGA. Restando caracterizada a entrega em atraso de DIPJ, e estando o contribuinte obrigado a sua apresentação, é devida a exigência de multa pelo descumprimento da obrigação acessória. MULTA POR ATRASO. DIPJ DENÚNCIA ESPONTÂNEA. A responsabilidade pela entrega da declaração de rendimentos não está alcançada pelo art. 138 do Código Tributário Nacional. Cientificado em 11/12/2007, fi. 27, o contribuinte apresentou recurso voluntário em 17/12/2007, FLS. 28-36, no qual repisa as alegações da peça impugnatória É o relatório. 2 Processo n" 10580 720284/2006-28 S1-C4T2 Acórdào n.° 1402-00,137 Fl Voto Conselheiro Antonio Jose Praga de Souza - Relatar O recurso reúne os requisitos de admissibilidade, devendo ser conhecido. Conforme relatado, trata-se de exigência de penalidade por descumprimento de obrigação acessória elementar, qual, seja, atraso na entrega da DCTF. De plano, registro que não assiste razão ao recorrente quando pleiteia os beneficios da denúncia espontânea no presente caso, por se tratar de obrigação acessória, puramente formal, de entrega de declaração. Já é entendimento assente, tanto na doutrina quanto na jurisprudência, que as responsabilidades autônomas, sem qualquer vínculo direto com a existência de um fato gerador, não estão alcançadas pela denúncia espontânea prevista no art. 1.38 do CTN. A figura da denúncia espontânea, contemplada no artigo 1.38 da Lei n° 5,172/66 — Código Tributário Nacional — argüida pelo recorrente, é inaplicável, porque juridicamente só é possível haver denúncia espontânea de fato desconhecido pela autoridade, o que não é o caso do atraso na entrega da Declaração de Rendimentos de 1RPF que se torna ostensivo com o decurso do prazo fixado para a entrega tempestiva da mesma. Apresentar a declaração de rendimentos é urna obrigação para aqueles que se enquadram nos parâmetros legais e deve ser realizada no prazo fixado pela lei. Por ser urna "obrigação de fazer", necessariamente, tem que ter prazo certo para seu cumprimento e, se for o caso, por seu desrespeito, uma penalidade pecuniária. A causa da multa está no atraso do cumprimento da obrigação, não na entrega da declaração, que tanto pode ser espontânea corno por intimação, em qualquer dos dois casos a infração ao dispositivo legal já aconteceu e cabível é, tanto num quanto noutro, a cobrança da multa. Enfim, o fato de a declaração ter sido apresentada espontaneamente não implica na exclusão da penalidade, conforme entendimento pacífico da Câmara Superior de Recursos Fiscais, a exemplo dos julgados abaixo, cuja ementa transcreve-se: "IRPF — MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL A apresentação da declaração de ajuste anual do imposto de renda fora do prazo legal, sujeita o contribuinte à multa por atraso no valor de R$165,74, quando este seja superior a 1% do imposto devido. DENÚNCIA ESPONTÁNEA O instituto da denúncia espontânea não alberga a prática de ato puramente formal do contribuinte de entregar, com atraso, a declaração do imposto de renda. Recurso improvido," Acórdão: CSRF/01-04,920 "IRPF — MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS — A partir do exercício de 1995, a entrega extemporânea da declaração de rendimentos sujeita-se à aplicação da multa prevista no artigo 88 da Lei 8 981/199.5. DENÚNCIA ESPONTÂNEA — O instituto da denúncia espontânea, previsto no art. 138 do CTN, não alcança o cumprimento extemporâneo de obrigação acessória," Acórdão: CSRF/01-03,721" 3 4 No que às demais alegações da peça recursal, verifico que foram adequadamente enfrentadas pela decisão de 1 a . instancia, que não merece reparos pelo que peço vênia para adotar seus fundamentos, a seguir transcritos: Primeiramente, convém registrar que a doutrina e as jurisprudências citadas ou transcritas pelo impugnante em sua defesa servem apenas como forma de ilustrar e reforçar sua argumentação, não vinculando a administração àquela interpretação, isto porque não têm eficácia normativa, nos termos do art. 100, do Código Tributário Nacional. Não sendo o impugnante participante dos processos administrativos e das ações judiciais geraram as citadas jurisprudências, não pode se beneficiar do seu resultado, conforme previsto no art. 472, do Código de Processo Civil. O impugnante alegou que a entrega espontânea da DIPJ, mesmo que intempestivamente, excluiria do direito do Fisco exigir a referida multa, fundamentando-se na denúncia espontânea prevista no art. 138 do CTN. Entretanto, o referido caso está especificamente tratado no inciso I, do § 2', do art. 7°, da Lei n° 10,426, de 2002, abaixo transcrito, e prevê tão somente a redução da penalidade à metade, o que foi observado na autuação. Art. 7° O sujeito passivo que deixar de apresentar Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ), Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCIF), Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica e Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF), nos prazos fixados, ou que as apresentar com incorreções ou omissões, será intimado a apresentar' declaração original, no caso de não-apresentação, ou a prestar esclarecimentos, nos demais casos, no prazo estipulado pela Secretaria da Receita Federal, e sujeitar-se-á às seguintes multas: I - de 2%(dois por cento) ao mês-calendário ou fração, incidente sobre o montante do imposto de renda da pessoa jurídica informado na DEPJ, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega desta Declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20%(vinte por cento), observado o disposto no § 3"; II - de 2%(dois por cento) ao mês-calendário ou fração, incidente sobre o montante dos tributos e contribuições informados na DCTF, na Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica ou na DIRF, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega destas Declarações ou entrega após o prazo, limitada a 20%(vinte por cento), observado o disposto no § 3'; III - de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10(dez) informações inconetas ou omitidas. § I' Para efeito de aplicação das multas previstas nos incisos I e II do caput, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo originahnente fixado para a entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não-apresentação, da lavratura do auto de infração § 2" Observado o disposto no § 3', as multas serão reduzidas: I - à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; II - a '75°/0(setenta e cinco por cento), se houver a apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. § 3" A multa mínima a ser aplicada será de: Processo n° 10580,72028412006-28 Acórdão n " 1402-00137 SI-C41-2 Ft 4 I - R$ 200,00 (duzentos reais), tratando-se de pessoa física, pessoa jurídica inativa e pessoa jurídica optante pelo regime de tributação previsto na Lei n° 9 317, de 5 de dezembro de 1996; II - R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. § 4° Considerar-se-á não entregue a declaração que não atender às especificações técnicas estabelecidas pela Secretaria da Receita Federal, § 5' Na hipótese do § 4°, o sujeito passivo será intimado a apresentar nova declaração, no prazo de 10(dez) dias, contado da ciência da intimação, e sujeitar-se-á à multa prevista no inciso I do caput, observado o disposto nos §§ I° a 30, Cabe esclarecer que foge à competência da autoridade administrativa apreciar a argüição e declarar ou reconhecer a inconstitucionalidade ou ilegalidade de norma legitimamente inserida no ordenamento pátrio, por se tratar de prerrogativa reservada ao Poder Judiciário, nos termos do art 102 da Constituição Federal, A norma jurídica, regularmente editada, goza da presunção de legitimidade e constitueionalidade, cabendo a autoridade administrativa tão-somente velar pelo seu fiel cumprimento, até que seja excluída do mundo jurídico por uma outra norma superveniente ou por resolução do Senado Federal, a partir de decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal (STF) declarando sua inconstitucionalidade. Quanto à suspensão prevista no art. 151, inciso HL do CTN, verifica-se que já foi providenciada conforme extrato, às fis. 15. Diante do exposto nego provimento ao recurso. Antor/.o José Praga de S e za
score : 1.0
Numero do processo: 10840.000211/00-14
Data da sessão: Thu Sep 20 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/07/1996 a 31/03/1997
Ementa: COFINS. ISENÇÃO. SOCIEDADE CIVIL DE PROFISSÃO REGULAMENTADA. RECOLHIMENTO INDEVIDO. RESTITUIÇÃO DEVIDA. SÚMULA N2 276 DO STJ. PRECEDENTES DA CSRF.
As sociedades civis de prestação de serviços profissionais estavam isentas de Cofins, nos termos do art. 62, II, da LC nº 70, de 1991,
portanto, irrelevante o regime tributário de IR adotado pela pessoa jurídica.
Recurso provido
Numero da decisão: 201-80.610
Decisão: ACORDAM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso.
Vencidos os Conselheiros Walber José da Silva, Maurício Taveira e Silva e Josefa Maria Coelho Marques.
Matéria: Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
Nome do relator: Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça
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ementa_s : Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/07/1996 a 31/03/1997 Ementa: COFINS. ISENÇÃO. SOCIEDADE CIVIL DE PROFISSÃO REGULAMENTADA. RECOLHIMENTO INDEVIDO. RESTITUIÇÃO DEVIDA. SÚMULA N2 276 DO STJ. PRECEDENTES DA CSRF. As sociedades civis de prestação de serviços profissionais estavam isentas de Cofins, nos termos do art. 62, II, da LC nº 70, de 1991, portanto, irrelevante o regime tributário de IR adotado pela pessoa jurídica. Recurso provido
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Ay, 1.221:28 CC°2/031 Fls. 104 &brió J.-- (tesa Mat.: Mcpc: 91745 b/A7n9, MINISTÉRIO DA FAZENDA , • • , SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 1'1 PRIMEIRA CÂMARA Processo n° 10840.000211/00-14 Recurso n° 132.081 Voluntário trIbulnles Matéria COfinSde CW1 ;10 .sagunde çait MF O Acórdão n° 201-80.610 put:grt n°, Rusga e. Sessão de 20 de setembro de 2007 Recorrente PEREIRA ADVOGADOS Recorrida DRJ em Ribeirão Preto - SP Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/07/1996 a 31/03/1997 Ementa: COFINS. ISENÇÃO. SOCIEDADE CIVIL DE PROFISSÃO REGULAMENTADA. RECOLHIMENTO INDEVIDO. RESTITUIÇÃO DEVIDA. SÚMULA N2 276 DO STJ. PRECEDENTES DA CSRF. As sociedades civis de prestação de serviços profissionais estavam isentas de Cofins, nos termos do art. 62, II, da LC n2 70, de 1991, portanto, irrelevante o regime tributário de IR adotado pela pessoa jurídica. Recurso provido. \P411-1 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. *AL MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES J Processo n.° 10840.000211/00-14 CONFL,RE COM O ORGINAL CCO2/C01 Acórdão n.°201-80.610 Brasla. 1aiott Fls. 105 &Mo ar" Mat.: Stape 91745 ACORDAM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Walber José da Silva, Maurício Taveira e Silva e Josefa Maria Coelho Marques. ek,e0tia- J»b q. . SE A MARIA COELHO MARQ ES Presidente \ahAnamcie~ FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA Relator • • Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Fabiola Cassiano Keramidas, José Antonio Francisco e Gileno Gurjão Barreto. Ausente o Conselheiro António Ricardo Accioly Campos. _ Processo n.° 10840.000211/00-14 MF - SEGUNDO CONSEtHO DE CONTRIBUINTES CCO2/031 Acórdão n.° 201-80.610 CONFERE COM O ORIGINAL Fls. 106 Wasita. zoog Sivz artesa Mzt.S.ae91145 - Relatório Trata-Se de recurso voluntário (fls. 76/84) contra o Acórdão DRJ/RPO n 2 6.935, de 18/05/2005, constante de fls. 66/70, intimado por via postal em 14/03/2005 e exarado pela 42 Turma da DRJ em Ribeirão Preto - SP, que, por unanimidade de votos, houve por bem indeferir a manifestação de inconformidade de fls. 56/60, deixando de homologar tanto o pedido de restituição de Cofins de fl. 01 no valor de R$ 19.412,51, protocolado em 31/01/2000, como os pedidos de compensação constantes de fls. 02 e 43/44, respectiva e parcialmente indeferidos por Despacho Decisório da DRF em Ribeirão Preto - SP em 14/04/2000 (fls. 41/42) e através dos quais a ora recorrente pretendia ver compensados supostos créditos contra a Fazenda de Cofins, em razão de supostos recolhimentos indevidos no valor de R$ 19.412,51 efetuados no período de 08/96 a 03/97 (cf. Darfs de fls. 16/26 e demonstrativos), cujas operações estariam isentas, nos termos do art. 6 2 da LC n2 70/91, com débitos vincendos de tributos administrados pela SRF. • Por seu turno, a Decisão de fls. 66/70, da 4 2 Turma da DRJ em Ribeirão Preto - SP, houve por bem indeferir a manifestação de inconformidade de fls. 56/60, deixando de homologar tanto o pedido de restituição de Cofins de fl. 01 no valor de R$ 19.412,51 como os pedidos de compensação constantes de fls. 02 e 43/44, respectiva e parcialmente indeferidos por Despacho Decisório da DRF em Ribeirão Preto - SP, aos fundamentos sintetizados em sua ementa exarada nos seguintes termos: "Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/07/1996 a 31/03/1997 Ementa: SOCIEDADE CIVIL DE PROFISSÃO REGULAMENTADA. COF1NS. ISENÇÃO. INAPLICABILIDADE. A isenção da Cofins, prevista no art. 6", II, da LC n° 70, de 1991, beneficiava exclusivamente as sociedades civis que tributavam o lucro integralmente nas pessoas fisicas dos sócios, não podendo o beneficio ser estendido àquelas que optaram por tributá-lo na pessoa jurídica. •Solicitação Indeferida". Nas razões de recurso voluntário (fls. 76/84) oportunamente apresentadas a ora recorrente sustenta a reforma da r. decisão recorrida e a legitimidade do crédito compensando, tendo em vista: a) a comprovação de sua condição de pessoa jurídica prestadora de serviços profissionais, fazendo jus à fruição da isenção prevista no inciso II do art. 6' da Lei Complementar n12 70/91, sendo certo que o regime de tributação do imposto de renda da pessoa jurídica não afetaria a isenção da Cofins. 41191M É o Relatório. 4@ki- • e MF - SEGUNDO CONSEU-0 CE CO4TR1SUINTES Processo n.• 10840.000211/00-14 CONF ERE COM O OR.GINAL CCO2/C01 Acórdão n..201-80.61021 - Es. 10700&esta. ,egy sgvioç Artma Ma," Chapo 9171.5 Voto Conselheiro FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA, Relator O recurso reúne as condições de admissibilidade e, no mérito merece provimento. Preliminarmente, anoto ser assente na jurisprudência deste Conselho que "a autoridade administrativa não é competente para decidir sobre a constitucionalidade e a legalidade dos atos baixados pelos Poderes Legislativo e Executivo", salvo se a respeito dela já houver pronunciamento do STF, cuja orientação tem efeito vinculante e eficácia subordinante, eis que a desobediência à autoridade decisória dos julgados proferidos pelo STF importa na invalidação do ato que a houver praticado (cf. Acórdão do STF-Pleno na Reclamação n21.770- RN, rel. Min. Celso de Mello, publ. in RTJ 187/468; cf. também Acórdão do STF-Pleno na Reclamação n2 952, rel. Min. Celso de Mello, publ. in RTJ 183/486), ou quando o STJ já houver pacificado sua jurisprudência na interpretação do direito federal cuja última palavra lhe cabe, nos expressos termos do art. 105, inciso III, alínea "c", da CF/88. É exatamente o caso dos autos, onde se verifica que a interpretação do direito federal ora controvertido já foi definitivamente dirimida pela jurisprudência do Egrégio STJ em sentido contrário ao preconizado no voto do ínclito Relator, achando-se cristalizada na Súmula n2 276, cujo teor é o seguinte: "Súmula nE 276 - As sociedades civis de prestação de serviços profissionais são isentas de Cofins, irrelevante o regime tributário adotado" (aprovada, à unanimidade, pela Primeira Seção do STJ, em sessão de 14/05/2003). Examinando a questão em face das recentes decisões da Suprema Corte sobre o tema, o Egrégio STJ recentemente reafirmou a incidência da citada Súmula, como se pode ver da seguinte e elucidativa ementa: "PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. COFINS. ISENÇÃO. SOCIEDADES CIVIS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PROFISSIONAIS. INCOMPATIBILIDADE ENTRE LEI COMPLEMENTAR E LEI ORDINÁRIA SUPERVENIE1V7E MATÉRIA DE ÍNDOLE CONSTITUCIONAL. PRECEDENTES DO STF. REGIME DE TRIBUTAÇÃO DA RENDA. IRRELEVÁNC'IA. OMISSÃO OU AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. NÃO CONFIGURADAS CARÁTER EXTRA PETITA DO JULGADO. INOCORRÊNCIA. 1. A ausência de debate, na instância recorrida, sobre o dispositivo legal cuja violação se alega no recurso especial atrai, por analogia, a incidência da Súmula 2821STF. 2. A controvérsia a respeito da incompatibilidade entre lei ordinária e • lei complementar é de natureza constitucional, já que a invasão, por lei ordinária, da esfera de competência reservada constitucionalmente à lei complementar, acarreta a sua inconstitucionalidade, e não a sua ilegalidade. Precedentes do STF. • 3. Assim, a discussão sobre a Lei Complementar n° 70/91 ser materialmente ordinária, bem como a respeito da revogação de seu art. 4.411/41 .• • MF - SEGUNDO cor4safc DE CONTRIOUINTES • CONE •"" RE COM O ORIG:11K. Processo rI.° 10840.000211/00-14 CCO2/C01 • Acórdão n.° 201-80.610 Bras:1,a, ; zocar Fls. 108 s3.10 .515: . 5-mbrasa Mat.. 8rap2 91745 6°, II, pela Lei n°9.430/96, tem índole constitucional, sendo vedada sua apreciação em recurso especial. 4. Aplica-se a Súmula n a 276 desta Corte (as sociedades civis de prestação de serviços profissionais são isentas da COFINS, irrelevante o regime tributário adotado) quando a controvérsia sobre a referida isenção fundar-se no regime de tributação da renda adotado pela empresa. 5. Não viola os arts. 458 e 535 do CPC, nem importa negativa de prestação jurisdicional, o acórdão que, mesmo sem ter examinado individualmente cada um dos argumentos trazidos pelo vencido, adotou, entretanto, fundamentação suficiente para decidir de modo integral a controvérsia posta. 6. Não há que se cogitar do caráter extra petita do julgado recorrido, já que o Tribunal de origem, no que manteve a sentença ( fl. 46), •restringiu seu provimento ao pedido inicial, no sentido de que é irrelevante para o reconhecimento da isenção da COFINS o regime de tributação adotado pela sociedade civil. 7.Recurso especial parcialmente conhecido e improvido." (cf. Acórdão da 1 2 Turma do STJ no REsp n2 812.538-MG, Reg. n2 2006/0017067-0, em sessão 15/08/2006, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, pub. in DJU de 31/08/2006, p. 245) Acolhendo o judicioso entendimento do Poder Judiciário cristalizado na citada Súmula n2 276 do STJ, a jurisprudência administrativa é indiscrepante e referendada pela CSRF, como se pode ver das seguintes e elucidativas ementas: "COFINS - SOCIEDADE CIVIL PRESTADORA DE SERVIÇO PROFISSIONAL RELATIVO AO EXERCICIO DE PROFISSÃO LEGALMENTE REGULAMENTADA - ISENÇÃO DO ART. 6°, II, DA LC N° 70/91 - As exigências legais para que a pessoa jurídica faça jus à isenção prevista no art. O, II, da LC n° 70/91 decorrem da interpretação do art. 1° do Decreto Lei n" 2.397/87, e são: (a) que a pessoa jurídica seja sociedade civil prestadora de serviços profissionais relativos ao exercício de profissão legalmente regulamentada; (b) que seja registrada no Registro Civil da Pessoas Jurídicas; e (c) que seja constituída, exclusivamente, por pessoas físicas domiciliadas no Brasil. Não houve restrição à isenção, no art. 6* da LC n° 70/91, em virtude da forma de tributação do Imposto de Renda, bem como, com relação aos sócios, exige-se os serviços prestados pela sociedade sejam relativos ao exercício de profusão legalmente regulamentada. Recurso voluntário provido". (cf. Acórdão n2 201-75.438 da 1 2 Câmara do 22 CC, Recurso I12 116.359, Processo n2 10930.000226/99-77, em sessão de 10/07/2002, Rel. Cons. Gilberto Cassuli) (negritei) "Por maioria de votos, NÃO CONHECER do recurso quanto ao mérito da isenção dó art 6°, II, da Lei Complementar 70/91, vencidos os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres (Relator), Josefa Maria Coelho Marques e Antonio Carlos Atulim, e por maioria de votos, DAR provimento ao recurso quanto a prescrição, vencidos os Conselheiros Adriene Maria de Miranda, Gustavo Vieira de Melo Monteiro e Maria (bÀÀ, ME - SEGUWO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COM O ORIGINAL• Processo n.° 10840.000211/00-14 CCO2/C01 Acórdão n.° 201-80.610 BMSill2, 14 . t222 Fls. 109 E;bc'sa Mal Soe 91745 Teresa Martinez Lopez que ' eram provimento parcial ao recurso para reconhecer a prescrição em relação aos pagamentos efetuados até 25 de fevereiro de 1994. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Mário Junqueira Franco Júnior." (cf. Acórdão CSRF/02- 02.256 . da 22 Turma da CSRF, Recurso n2 116.359, Processo n2 10930.000226/99-77, em sessão de 24/04/2006, Rel. Conselheiro Henrique Pinheiro Torres) "NORMAS PROCESSUAIS. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. (...) COF1NS. SOCIEDADE CIVIL. ISENÇÃO. As sociedades civis de prestação de serviços profissionais relativos ao exercício de profissão legalmente regulamentada, constituídas exclusivamente por pessoas físicas domiciliadas no País e registradas no Registro Civil das Pessoas Jurídicas, até 31 de março de 1997, independentemente do regime de tributação do imposto de renda a que estavam sujeitas, faziam jus à isenção da Cofins. Recurso provido em parte." (cf. Acórdão n2 204-01.429 da 42 Câmara do 22 CC, no Recurso n2 131.639, Processo n2 13884.003594/2001-43, -em sessão de 28/06/2006, Rel. Conselheiro Henrique Pinheiro Torres, publ. in DOU de 16/03/2007, Seção 1, pág. 51) "COFINS. SOCIEDADE CIVIL. ISENÇÃO. As sociedades civis de prestação de serviços profissionais relativos ao exercício de profissão legalmente regulamentada, constituídas exclusivamente por pessoas físicas domiciliadas no País e registradas no Registro Civil das Pessoas Jurídicas, até 31 de março de 1997, independentemente do regime de tributação do Imposto de Renda a que estavam sujeitas, faziam jus à isenção da COFINS. Recurso provido." (cf. Acórdão ri' 202-13.682 da 22 Câmara do 22 CC, Recurso n2 117.497, Processo n2 10930.000335/00-18, em sessão de 20/03/2002, Rel. Conselheiro Henrique Pinheiro Torres) "COFINS - SOCIEDADE CIVIL - ISENÇÃO - As sociedades civis de prestação de serviços profissionais relativos ao exercício de profissão legalmente regulamentada, registradas no Registro Civil das Pessoas Jurídicas e constituídas exclusivamente por pessoas físicas domiciliadas no País, até 31 de março de 1997, faziam jus à isenção da COFIAS (art. 6* da Lei Complementar n • 70/91). Recurso provido." (cf. Acórdão n2 203-09556 da 32 Câmara do 2'2 CC, no Recurso 112 122.719, Processo n2 10680.003834/2001-16, em sessão de 12/05/2004, Rel. Conselheira Maria Teresa MartInez López) Como é curial, tendo por objeto a interpretação e eficácia de normas determinadas, acerca das quais há controvérsia atual entre órgãos judiciários e a administração pública que acarreta grave insegurança e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica, tal como ocorre com as decisões da Suprema Corte, é evidente que as Súmulas do STJ têm efeito vinculante em relação aos órgão da Administração Pública, pois, como também já assentou a jurisprudência do Egrégio STJ: "o entendimento sumular há de ser prestigiado como forma de bem distribuir a Justiça e conferir segurança jurídica aos jurisdicionados, eis que o escopo primordial do princípio da segurança jurídica é de que todos tenham certeza que o direito será aplicado unijbrme e isonomicamente, ante situações semelhantes" (cf. Acórdão da 1 2 Turma do STJ no AgRg no Ag n2 304.282-SP, Reg. n2 2000/0040827-1, em sessão de 07/12/2000, Rel. Mitèovi Francisco Falcão, publ. in DJU de 02/04/2001, p. 264). • fil, -Ah-/• • MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n CONFERE COMO Ci4IGIN AL .° 10840.000211/00-14 CCO2/C01 Acórdão n.° 201-80.610 Brasilo. _41_0 —Itf? Fls. 110 SMo tta Ma. Sopa 91745 Considerando que a questao legal objeto do presente processo já foi deslindada pelo Poder Judiciário no mesmo sentido preconizado no recurso, entendo que se impõe o seu provimento no interesse da própria Administração, pois, como já tive a oportunidade de me pronunciar, os processos e os recursos administrativos não são instituídos somente no interesse dos contribuintes, mas também no interesse e aperfeiçoamento da própria Administração, no chamado "auto-controle" ou "auto-tutela" da legalidade dos atos administrativos, de modo a evitar que a Fazenda Pública se apresente perante o Poder Judiciário, como autora ou como Ré, lastreada em atos ou títulos eivados de ilegalidade, irregularidade e, portanto, ilíquidos, incertos e inexigíveis, com todas as funestas conseqüências jurídicas da sucumbência judicial (cf. "Curso de Direito Tributário" coordenado por Antonio Carlos Rodrigues do Amaral, Ed. Celso Bastos, 2002, pág. 249). Finalmente, no que toca à correção monetária, verifico que a jurisprudência da Colenda CSRF já assentou que incide a taxa Selic sobre a restituição ou ressarcimento, nos termos do art. 39, § 42, da Lei n2 9.250/95 (cf. Acórdão CSRF/02-01.319 da 22 Turma da CSRF, no Recurso n2 110.145, Processo n2 10945.008245/97-93, Rel. Conselheiro Henrique Pinheiro Torres, em sessão de 12/05/2003; cf. também Acórdão CSRF/02-01.949 da 22 Turma da CSRF, no Recurso n2 115.973, Processo n2 10508.000263/98-21, Rel. Conselheira Josefa Maria Coelho Marques, em sessão de 04/07/2005). Considerando, de um lado, que o pedido de restituição do PIS indevidamente recolhido foi formulado dentro do prazo decadencial e, de outro, que a recorrente fazia jus à isenção nos termos da legislação e da jurisprudência citadas, assim como aos "indébitos" dela decorrentes, atualizados monetariamente, que, por sua vez poderiam ser utilizados para a compensação com débitos próprios, nos termos do art. 74 da Lei n2 9.430/96 (redação dada pela Lei n2 10.637, de 30/12/2002 - DOU de 31/12/2002), voto no sentido de DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário (fls. 76/84) para reformar parcialmente a r. Decisão de fls. 66/70, da 42 Turma da DRJ em Ribeirão Preto - SP, e, na esteira da Súmula n 2 276 do STJ e da jurisprudência deste Conselho: a) reconhecer a procedência do direito à repetição do indébito da Cofins, tal como pleiteada no pedido de restituição de fl. 01, vez que "as sociedades civis de prestação de serviços profissionais são isentas de Cofins, irrelevante o regime tributário adotado"; b) determinar que as importâncias de Cofins indevidamente recolhidas sejam recalculadas e corrigidas de acordo com os critérios retromencionados; e c) após conferidos os cálculos dos créditos líquidos contra a Fazenda, sejam estes compensados com os débitos vencidos objetos dos pedidos de compensação constantes de fls. 02 e 43/44, e homologada a compensação pela d.' autoridade administrativa, nos termos do art. 74 da Lei n2 9.430/96 (redação dada pela Lei ne2 10.637, de 30/12/2002 - DOU de 31/12/2002), sendo certo, ainda, que eventuais débitos indevidamente compensados devem ser cobrados através do procedimento previsto nos §§ r e 82 dó art. 74 da Lei n2 9.430/96 (redação da Lei n2 10.833, de 2003). É o meu voto. Sala das Sessões, em 20 de setembro de 2007. V9V-~it*It‘Glir • FERNANDO LUIZ DA GAMA OBO D'EÇA r4r Page 1 _0012500.PDF Page 1 _0012700.PDF Page 1 _0012900.PDF Page 1 _0013100.PDF Page 1 _0013300.PDF Page 1 _0013500.PDF Page 1
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Numero do processo: 11080.001132/2001-11
Data da sessão: Wed Jun 16 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 1999
ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE E ILEGALIDADE.
Às instâncias administrativas não competem apreciar vícios de ilegalidade ou de inconstitucionalidade das normas tributárias, cabendo-lhes apenas dar fiel cumprimento à legislação vigente. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária - Súmula CARF nº
MULTA DE OFÍCIO. CABIMENTO.
A multa de 75% do débito é exigência expressa de Lei - art.. 44 da Lei nº 9,4.30/1996, dela não se *podendo afastar nem a autoridade incumbida do lançamento do crédito tributário, nem a que aprecia a sua legitimidade.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2201-000.704
Decisão: Acordam os membro do Colegiado, por Unanimidade de votos, negar
provimento, nos termos do voto do Relator
Matéria: IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
Nome do relator: EDUARDO TADEU FARAH
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Às instâncias administrativas não competem apreciar vícios de ilegalidade ou de inconstitucionalidade das normas tributárias, cabendo-lhes apenas dar fiel cumprimento à legislação vigente. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária - Súmula CARF n" MULTA DE OFÍCIO.. CABIMENTO. A multa de 75% do débito é exigência expressa de Lei - art.. 44 da Lei n" 9,4.30/1996, dela não se *podendo afastar nem a autoridade incumbida do lançamento do crédito tributário, nem a que aprecia a sua legitimidade. Recurso negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. oAcordam os membro Al do ... legiado, por Unanimidade de votos, negar provimento, nos termos do voto do Rel4or A i LuaiEDITADO EM: Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa, Rayana Alves de Oliveira França, Eduardo Tadeu Parai], Janaina Mesquita Lourenço de Souza, Moisés Criacomelli Nunes da Silva e Francisco Assis de Oliveira Júnior (Presidente). 2 Processo n" I 1080 001132/2001 -1 I S2-C2T1 Acórdão n 2201-00.704 Fl 2 Relatório Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração do Imposto de Renda Pessoa Física de fls, 04/07, exigindo o recolhimento de IRPF acrescido de multa de oficio de 75% e juros de mora, totalizando o montante de R$ 5,219,34, A fiscalização apurou a omissão de rendimentos sobre aluguéis ou royalties recebidos de pessoa jurídica, bem como omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica decorrentes de trabalho com vinculo empregatício.. Cientificado do lançamento, o autuado apresenta tempestivamente impugnação alegando que a aplicação de pena administrativa da ordem de 75% do valor do tributo significa claramente urna burla ao principio da vedação do confisco, prevista na Carta Magna em seu artigo 150, IV, Assevera, ainda, que o fisco não pode expandir-se sua exigência até afetar a atividade da pessoa jurídica ou fisica, especialmente quando a organização é voltada ao proveito ou beneficio coletivo. Portanto, conclui o impugnante que não é admissivel tributo ou pena antieconômico ou antisocial, pois o principio da moderação ou da razoabilidade dos tributos e das penas administrativas se funda no direito de propriedade, havendo que se estabelecer um limite, sob pena de aniquilamento do sujeito passivo. A 4' Turma da DR.J de Porto/Alegre/RS julgou integralmente procedente a exigência, conforme se extrai da transcrição de parte do voto condutor do julgamento de primeira instância: Assim, sempre que se fizer uma declaração inexata, considerando-se como tal a que contiver ou omitir; inclusive eia relação a incentivos fiscais, qualquer elemento que implique redução do imposto a pagar ou restituição indevida, cabe o lançamento de oficio e a conseqüente aplicação da multa de oficio. Quanto às alegações de confisco e do percentual da multa de oficio aplicada em patamares excessivos, é oportuno salientar. que a Constituição Federal, em seu art. 1.50, IV, veda a utilização de tributo com o efeito de confisco. Trata-se de limitação ao poder de tributar- que visa evitar o excesso de carga tributária, que implique no comprometimento da capacidade contributiva do contribuinte. Po; ém, não existe um patamar pré-definido pela legislação tributária que permita dizer que um tributo tem ou não efeito confiscatório, cabendo essa valoração legislador ou, mediante provocação, ao órgão judicial competente Assim, em primeiro plano, pode-se dizer que o princípio do não-coqfisco é uma limitação imposta pelo legislador constituinte ao legislador' infra-constitucional, não podendo este último instituir tributo que tenha efe..ito coqfiscatário, onerando excessivamente o contribuinte EM segundo plano, o princípio dirige-se, eventualmente, ao poder judiciário, que deve aplicá-lo controle difilso ou concentrado da constitucionalidade das leis. Portanto, não se pode dizer que o principio esteja direcionado à administração tributária. Esta submete-se ao principio da legalidade, não podendo se esquivar à aplicação de lei editada coufbrine o processo legislativo constitucional Não cabe à administração tributária criar a lei, muito menos fintar-se a aplicá-la ou negar sua vigência. A autoridade lançadora não deve nem pode fazer um juizo valoralivo sobre a oportunidade e conveniência cio lançamento O lançamento tributário é rigidamente regrado pela lei, ou, no dizer do art 3' do Código Tributário Nacional (Lei n° 5 172/1960 - CIN, é atividade administrativa plenamente vinculada. O que é determinante para a efetivação do lançamento é a ocorrência do fato gerador Conlbrine o ar! 142 do CTN, ocorrido o fato gerado, a autoridade fiscal deve constituir o crédito tributário, calculando a exigência rle acordo com a lei vigente à época cio fato Assim, não compete à instância arlmúlistrativa a análise sobre a matéria, pois a vedação constitucional quanto à utilização de tributo com eleito conliscatório, dirige-se ao legislador, e não ao aplicador da lei Além do mais, o principio que norteia a imputação desta penalidade constitui-se em ins-trumento de desestimulo ao sistemático inadimplemento das obrigações tributa, ias. ( ) Diante do exposto e de tudo o mais que dos autos consta, VOTO no sentido de JULGAR PROCEDENTE o lançamento fOrinalizado no Auto de infração Intimado da decisão de primeira instância em 17/02/2007 (fl.. 54), Samuel Peker apresenta Recurso Voluntário em 26/02/2007 (fl. 55), argumentando, que "..„ Vem por meio ratificar a inconformidade, relativa a multa aplicada, pois no entendimento do Sujeito Passivo, a referida multa tem eleito de confisco, e que a pena administrativa de 75%, do valor do tributofère a princípios constitucionais, prevista na carta Magma, estando portanto em seu entendimento dispensada cio pagamento da mesma, e utiliza-se do seu direito de contribuinte de recorrer em 2' instância pois na I° defesa apresentada esta Secretaria Julgou Procedente o Auto, mas o contribuinte sustenta sua manifestação de contestação. É o relatório. 4 Processo o" 11080 001132/2001-11 S2-C2T1 Acórdão o " 2201-00,704 Fl 3 Voto Conselheiro Eduardo Tadeu Fatah, Relator O recurso é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço, Recorre o suplicante exclusivamente contra a cominação da multa de oficio de 75%, alegando que, além de possuir caráter confiscatório sua imposição fere os princípios constitucionais previstos na Carta Magma. Pois bem, a imposição da multa de 75% se deu em função da previsão legal constante no artigo 44, inciso I, da Lei n" 9,430, de 1996, que a seguir se transcreve: Art 44 Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as Seguin tes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: 1 - de setenta e cinco por cento, nas casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento . ou recolhimento após o vencimento do prazo, .sein o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte, Pelo que se vê, andou bem a fiscalização quando verificou que o contribuinte não ofereceu à tributação a integ,ralidade de seus rendimentos, deixando, conseqüentemente, de recolher o imposto de renda correspondente, sujeitando-se, por conseguinte, à imposição da multa de 75%. Insta frisar que a autoridade fiscal não se pode furtar ao cumprimento dos mandamentos da legislação tributária, sob pena de responsabilidade funcional, pois sua atividade é plenamente vinculada (art. .3" e parágrafo único do art. 142 da Lei n°5.172, de .25 de outubro de 1966 - Código Tributário Nacional - CTN). Ademais, de acordo com o inciso VI do art.. 97 do CTN, somente a lei pode estabelecer as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. Assim, já é de amplo domínio que não podem as instâncias julgadoras administrativas estender suas apreciações para o campo das argüições relacionadas com a ilegalidade ou inconstitucionalidade de atos legais regularmente editados. É uma limitação de competência que, à evidência, nasce da própria natureza da atividade administrativa. No sentido desta limitação de competência tem se firmada tanto a jurisprudência judicial, quanto as reiteradas manifestações deste Conselho, traduzidas estas em inúmeros de seus acórdãos. Cite-se, entre estes, o de 106-07.30.3, de 05/06/1995: Eddaído Tadeu Farah CONSIITUCIONALIDADE DAS LEIS - Mio compete ao Conselho de Contribuintes, como tribunal administrativo que é, e, tampouco ao juizo de primeira instância, o exame da constitucionalidade rias leis e normas administrativas LEGALIDADE DAS NORMAS FISCAIS - Não compete ao Conselho de Contribuintes ., como Tribunal Administrativo que é, e, tampouco ao juizo de primeira instância, o exame da legalidade das leis e normas administrativas Neste mesmo sentido é o conteúdo da Súmula CARF n 2 2: O ('ARE 11ãO é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária Em se tratando de falta de pagamento ou recolhimento de tributo, apurada em procedimento de oficio, a autoridade lançadora deve aplicar as multas de lançamento de oficio, previstas no art. 44 da Lei n 9.430, de 27 de dezembro de 1996, não podendo deixar de aplica- la ou reduzir seu percentual ao seu livre arbítrio, Portanto, como a multa de oficio está prevista em ato legal vigente, regularmente editado, descabida mostra-se qualquer manifestação deste órgão julgador no sentido de afastar de sua aplicação/eficácia. Por todo o exposto, voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso., 6
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Numero do processo: 11011.000525/98-38
Data da sessão: Tue Oct 26 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO -II
Exercício: 1998
IMPORTAÇÃO. FATURA COMERCIAL. ART. 427 DO REGULAMENTO ADUANEIRO.
Cópia, com assinatura dos exportadores, que se caracteriza como fatura comercial original, conforma exige o art. 427 do Regulamento Aduaneiro.
Recurso Especial denegado.
Recurso Especial do Procurador Negado.
Numero da decisão: 9303-001.207
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso especial.
Nome do relator: Susy Gomes Hofmann
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Caio M rcos Cândido - Presidertte ubstifiito y Susy Gomes ó a - Relatora EDITADO EM: 10/03/2011 CSRF-T3 Fl. 90 MINISTÉRIO, DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo n° 11011.000525/98-38 Recurso n° 320.772 Especial do Procurador Acórdão n° 9303-01.207 — 3' Turma Sessão de 26 de outubro de 2010 Matéria Valor aduaneiro Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado HOSPITAL FtMINA S/A ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO -II Exercício: 1998 IMPORTAÇÃO. FATURA COMERCIAL. ART. 427 DO REGULAMENTO ADUANEIRO. Cópia, com assinatura dos exportadores, que se caracteriza como fatura comercial original, conforma exige o art. 427 do Regulamento Aduaneiro. Recurso Especial denegado. Recurso Especial do Procurador Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, Rodrigo Cardozo Miranda, Antonio Carlos Atulim, Leonardo Siade Manzan, Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martinez López, Susy Gomes Hoffmann e Carlos Alberto Freitas Barreto. Relatório Trata-se de recurso especial por divergência interposto pela Procuradoria da Fazenda nacional, a fim de cassar o acórdão recorrido. O processo iniciou-se com a Notificação de Lançamento Aduaneiro por falta de fatura. Apurou-se infração ao artigo 427 do Regulamento Aduaneiro (Decreto n° 91030/85), tendo em vista que o contribuinte não apresentou, quando do registro das Declarações de Importação relativas a bens por ele importados, o original da fatura comercial exigido naquele dispositivo. A autoridade fiscal entendeu que parágrafo único daquele artigo, que dispõe sobre a aceitação da primeira via da fatura comercial se emitida por processo eletrônico, somente abrange as faturas emitidas por computador, não acobertando cópias xerograficas, "mesmo que estas, as cópias, sejam de faturas emitidas por processo eletrônico e destas conste indevidamente a expressão "original" (documento de fls. 01). Diante disso, ao contribuinte foi aplicada a multa prevista no art. 521, inciso III, "a", do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto n° 91.030/85. O art. 427 do Regulamento Aduaneiro tem o seguinte teor: "Art. 427- A primeira via da fatura comercial será sempre o original, podendo ser emitida, bem como suas cópias por qualquer processo. Parágrafo único- Sera aceita como primeira via da fatura comercial, quando emitida por processo eletrônico, aquela da qual conste expressamente tal indicação". Já o art. 521, inciso III, "a", do Regulamento Aduaneiro, prevê multa aplicada, de 10%, para a hipótese de: "III- de 10%: a- Pela inexistência de fatura comercial ou falta de sua apresentação no prazo fixado em termo de responsabilidade." O contribuinte apresentou impugnação (fls. 14/15). Relatou que, quando do despacho aduaneiro, foram apresentados os originais das faturas comerciais que foram expedidas pelos exportadores por via bancária. Afirmou que os bens foram regularmente desembaraçados. Defendeu que, dentro do conceito de processo eletrônico expresso no art. 427, parágrafo único, do Regulamento Aduaneiro, abrange-se a cópia xerográfica, constituindo-se em original da fatura comercial, até porque assinada pelos exportadores. A decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento (fls. 37/40) foi no sentido de que o artigo 427 do Regulamento Aduaneiro não abrange cópia xerográfica, com ,base nas Notas Explicativas do Sistema Harmonizado (NESH). Ressaltou-se que "6 irrelevante ter ocorrido o desembaraço aduaneiro da mercadoria sem a exigência da multa em causa, porquanto o art. 54 do Decreto- lei n° 37/1966 (..) concede prazo de cinco anos, a contar do registro da DI, para apuração da regularidade do pagamento do Imposto de Importação e demais gravames devidos ci Fazenda Nacional, dentre os quais se inclui a penalidade exigida" (fls. 39). 2 Processo n° 11011.000525/98-38 CSRF-T3 Acórdão n.° 9303-01.207 Fl. 91 Em sede de recurso voluntário (fls. 47/48), o contribuinte reiterou os argumentos já declinados nos autos, e ressaltou que as importações ern questão foram efetuadas para um hospital que é mantido por verbas públicas, destinado ao tratamento de população carente. No acórdão recorrido, deu-se provimento ao recurso voluntário, por entender que o fato ocorrido não se subsume ao art. 521, inciso III, "a", do Regulamento Aduaneiro, tendo em vista que não houve falta de existência de fatura comercial nem de sua apresentação. Julgou que o art. 427 atribui ao emissor da fatura a faculdade de definir qual deve ser considerada pela fiscalização a 10 via da fatura comercial. Finalmente, que é relevante o exame dos elementos obrigatórios que devem constar na fatura, e não se é original ou não. A recorrente (fls. 63/66) alegou que a cópia da fatura comercial não pode ser aceita como original, uma vez que não se equipara A. primeira via da fatura. Por outro lado, expôs que falta competência ao Conselho de Contribuintes para afastar a aplicação do Regulamento Aduaneiro, "que prevê expressamente que a primeira via da fatura comercial será sempre o original". Em contra-razões (fls. 79/81), o contribuinte pugnou por que não seja dado provimento ao recurso especial, tendo em vista as razões já demonstradas nos autos, além do fato de que a decisão trazida à baila pela recorrente não poderia servir de paradigma, por não caracterizar a divergência jurisprudencial. o Relatório. Voto Conselheira Susy Gomes Hoffmann, Relatora O presente recurso especial é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade pois a divergência jurisprudencial acerca da matéria versada nos autos, ao contrário do defendido pelo contribuinte, restou cabalmente atestada. Com efeito, a recorrente logrou demonstrar, principalmente por meio de transcrição de parte da decisão apontada como paradigma, que nela entendeu-se que a cópia xerografada não se inclui no conceito de processo eletrônico, não bastando, outrossim, para que seja considerada original, a mera assinatura. Diante disso, passo à análise do mérito. A contenda existente nos presentes autos originou-se da desconsideração, por parte da autoridade fiscal, da cópia xerográfica como fatura comercial original, conforme demandado pelo art. 427 do Regulamento Aduaneiro vigente à época. Aplicou-se, destarte, a multa prevista no art. 521, inciso III, "a", do RA, por "inexistência de fatura comercial". 0 tema já se encontra pacificado no âmbito desta Câmara Superior de Recursos Fiscais. 3 Com efeito, diversas decisões apontam no sentido de que a cópia xerografada da fatura comercial enquadra-se no conceito de fatura original, especialmente se assinada pelo exportador. Eis as ementas de algumas dessas decisões: "IMPORTAÇÃO - FATURA COMERCIAL - ORIGINAL - PROCESSO DE EMISSÃO - REGULAMENTO. - A fatura comercial exigida no despacho aduaneiro, para fins de atendimento ao disposto nos arts. 425 e 427 do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto n" 91.030, de 1085, pode ser emitida por qualquer processo, inclusive o xerogrcifico, desde que contenha a indicação de ORIGINAL e esteja devidamente assinada por quem de direito ".(acórdão 03-03.783. Recurso n° 301-120776. Relator João Holanda Costa). "IMPORTAÇÃO - FATURA COMERCIAL - ORIGINAL - PROCESSO DE EMISSÃO - REGULAMENTO - A fatura comercial exigida no despacho aduaneiro pode ser emitida por qualquer processo, inclusive o xerográfico, desde que contenha a indicação de ORIGINAL e esteja devidamente assinada pelo exportador. Inteligência dos arts. 425 e 427 do Regulamento Aduaneiro então vigente, aprovado pelo Dec. 91.030/85 "(acórdão 03-03.740. Relator Paulo Roberto Cuco Antunes). Desta forma, outro não pode ser o posicionamento a se adotar no presente caso, sobretudo diante do fato de que da cópia xerográfica da fatura comercial apresentada pelo contribuinte, quando do despacho aduaneiro, constava a assinatura dos exportadores. O parágrafo único do art. 427 do Regulamento Aduaneiro, ao considerar expressamente a fatura comercial emitida mediante processo eletrônico corno fatura comercial, desde que mencionado em seu corpo tal indicação, da pleno respaldo ao entendimento ora esposado. Diante do exposto, nego provimento ao recurso especial da Procuradoria da Fazenda Nacional. 4
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