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Numero do processo: 10120.012795/2009-32
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 06 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Dec 07 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2007
ERRO DE FATO. DECLARAÇÃO RETIFICADORA.
De acordo com a Súmula CARF nº 33, não produz efeitos sobre o lançamento de ofício, a declaração apresentada após o início do procedimento fiscal. Não se enquadram no conceito de erro de fato no preenchimento da DIPJ as alterações nos critérios contábeis e fiscais empreendidas na escrituração após o lançamento de ofício.
Numero da decisão: 1803-001.545
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Selene Ferreira de Moraes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Walter Adolfo Maresch - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Selene Ferreira de Moraes (presidente), Walter Adolfo Maresch, Sergio Rodrigues Mendes, Meigan Sack Rodrigues e Victor Humberto da Silva Maizman.
Nome do relator: WALTER ADOLFO MARESCH
1.0 = *:*
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2007 ERRO DE FATO. DECLARAÇÃO RETIFICADORA. De acordo com a Súmula CARF nº 33, não produz efeitos sobre o lançamento de ofício, a declaração apresentada após o início do procedimento fiscal. Não se enquadram no conceito de erro de fato no preenchimento da DIPJ as alterações nos critérios contábeis e fiscais empreendidas na escrituração após o lançamento de ofício.
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DECLARAÇÃO RETIFICADORA. De acordo com a Súmula CARF nº 33, não produz efeitos sobre o lançamento de ofício, a declaração apresentada após o início do procedimento fiscal. Não se enquadram no conceito de erro de fato no preenchimento da DIPJ as alterações nos critérios contábeis e fiscais empreendidas na escrituração após o lançamento de ofício. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Selene Ferreira de Moraes Presidente. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Selene Ferreira de Moraes (presidente), Walter Adolfo Maresch, Sergio Rodrigues Mendes, Meigan Sack Rodrigues e Victor Humberto da Silva Maizman. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 01 27 95 /2 00 9- 32 Fl. 223DF CARF MF Impresso em 07/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 05/12/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH 2 Relatório GSA GAMA SUCOS E ALIMENTOS LTDA, pessoa jurídica já qualificada nestes autos, inconformada com a decisão proferida pela DRJ BRASÍLIA (DF), interpõe recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, objetivando a reforma da decisão. Adoto o relatório da DRJ por bem retratar os fatos. Contra a contribuinte identificada no preâmbulo foi lavrado o auto de infração às fls. 83/87, formalizando lançamento de oficio do crédito tributário abaixo discriminado, relativo ao ano calendário de 2007, totalizando R$ 378.865,82. De acordo com a descrição dos fatos, a lavratura do auto de infração decorre da constatação de que o valor do IRPJ a pagar apurado na DIPJ/2008 não foi confessado em DCTF, nem compensado ou pago, motivando o lançamento de oficio do valor a seguir demonstrado: IRPJ sobre o Lucro Real Apurado na DIPJ em 31/12/2007 (fl. 42) 1.403.727,25 () Estimativas mensais pagas ou compensadas (fl. 69 e 75) 1.209.127,73 (=) Saldo de IRPJ a pagar 194.629,52. Cientificada pessoalmente da exigência em 16/12/2009 (fl. 84), a autuada apresentou em 15/01/2010 a petição impugnativa acostada às fls. 93/96, na qual, após enfocar inicialmente os pressupostos de admissibilidade da contestação, pugna pela improcedência dos lançamentos, invocando os argumentos de mérito a seguir sumariados. Segundo a impugnante, a diferença reputada como insuficiência de recolhimento decorreu de mero erro no preenchimento da DIPJ examinada pela fiscalização, o que não pode, absolutamente, caracterizar fato gerador do tributo. Tal equívoco pode ser facilmente verificado na DIPJ retificadora anexada à impugnação, que não foi transmitida em decorrência da fiscalização que culminou com a lavratura do auto de infração, mas cujos valores guardam perfeita sintonia com o Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR), também anexado como elemento de prova. Citando posicionamentos da jurisprudência administrativa e da doutrina, no sentido de que deve prevalecer a verdade material e a legalidade da tributação, requer que sejam consideradas as provas carreadas aos autos e julgado improcedente o crédito tributário lançado, por decorrer de simples erro cometido no preenchimento daquela obrigação acessória. A DRJ BRASÍLIA (DF), através do acórdão nº 0336.136, de 29 de março de 2010 (fls. 172/174), julgou procedente o lançamento, ementando assim a decisão: ASSUNTO : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURIDICA IRPJ Anocalendário: 2007 Fl. 224DF CARF MF Impresso em 07/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 05/12/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10120.012795/200932 Acórdão n.º 1803001.545 S1TE03 Fl. 224 3 DIPJ. ALEGAÇÃO DE ERRO DE FATO. FALTA DE PROVA. Não tendo o sujeito passivo trazido elementos de prova que sustentem a alegação do erro de fato invocado na impugnação, é de se manter o lançamento de ofício. Ciente da decisão em 23/04/2010, conforme Aviso de Recebimento – AR (fl. 180), apresentou o recurso voluntário em 17/05/2010 fls. 183/1189, onde reitera os argumentos da inicial de erro de fato no preenchimento da DIPJ. É o relatório. Voto Conselheiro Walter Adolfo Maresch O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos legais para sua admissibilidade, dele conheço. Trata o presente processo de auto de infração IRPJ, decorrente de imposto devido no ajuste do período de apuração anual de 2007, apurado através do confronto entre o valor devido na DIPJ e os valores confessados em DCTF e DCOMP. Alega a recorrente em síntese: a) Que conforme DIPJ retificadora, somente não entregue em virtude do procedimento de ofício, ocorreu erro de fato no preenchimento da DIPJ original; b) Que de acordo com a DIPJ retificadora, a recorrente na verdade apurou imposto a restituir e não a pagar no ajuste do ano calendário 2007; c) Que a DIPJ retificadora deve ser aceita, e revisto de ofício o lançamento, conquanto a nova declaração guarda total sintonia com o Livro de Apuração do Lucro Real – LALUR, que foi juntado por ocasião da impugnação. Não assiste razão a interessada. Com efeito, conforme já restou assentado na decisão de primeira instância, a alegação de erro de fato deve estar acompanhada de assentamentos contábeis e indicação precisa dos equívocos cometidos na declaração original. Não se sustenta a simples alegação de erro de fato, quando a pretensa DIPJ retificadora demonstra diferença radical com a original, seja na apuração do lucro líquido do exercício seja em relação aos valores de estimativas tidos como pagos/confessados. A alegação de erro de fato no preenchimento da declaração não se estende a mudanças nos critérios contábeis e fiscais adotados pelo contribuinte após a lavratura do auto de infração. Fl. 225DF CARF MF Impresso em 07/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 05/12/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH 4 No caso a DIPJ retificadora sequer foi entregue, mas mesmo ocorrendo a entrega após o início do procedimento fiscal, o processo é inócuo para elidir o lançamento de ofício. Neste sentido a Súmula CARF nº 33: Súmula CARF n° 33: A declaração entregue após o início do procedimento fiscal não produz quaisquer efeitos sobre o lançamento de ofício. No caso dos autos, a suposta declaração retificadora (fls. 118/128) apresenta um lucro real totalmente diverso da DIPJ original (fls. 32/66), com sensíveis alterações no lucro líquido, adições e exclusões, não justificadas ou comprovadas pela recorrente. Outrossim, tampouco apresenta qualquer justificativa para o valor das estimativas pagas/confessadas para as quais a autoridade fiscal apurou o montante de R$ 1.209.127,73 (fl. 69) e a recorrente apresenta o montante de R$ 1.521.532,36 (fl. 128). Destarte, sem prejuízo de requerer perante a Administração Tributária a revisão de ofício do lançamento, com base nos assentamentos contábeis e fiscais existentes, não vislumbro a existência de simples erro de fato no preenchimento da DIPJ original. Ante o exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch Relator Fl. 226DF CARF MF Impresso em 07/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 05/12/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH
score : 1.0
Numero do processo: 10935.005039/2008-91
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Mar 04 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2006
AUXÍLIO-DOENÇA. COMPLEMENTAÇÃO PAGA PELO EMPREGADOR. INCIDÊNCIA.
Os rendimentos decorrentes de complementação de auxílio-doença pagos pelo empregador estão sujeitos à incidência do imposto de renda, tanto na fonte como na declaração anual de ajuste. A isenção prevista no artigo 48 da Lei nº 8.541, de 1992 abrange apenas o auxílio-doença pago pela previdência oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e pelas entidades de previdência privada.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2202-002.196
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
(Assinado digitalmente)
Nelson Mallmann - Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Guilherme Barranco de Souza, Antonio Lopo Martinez, Odmir Fernandes, Pedro Anan Junior e Nelson Mallmann. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Rafael Pandolfo.
Nome do relator: NELSON MALLMANN
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2006 AUXÍLIO-DOENÇA. COMPLEMENTAÇÃO PAGA PELO EMPREGADOR. INCIDÊNCIA. Os rendimentos decorrentes de complementação de auxílio-doença pagos pelo empregador estão sujeitos à incidência do imposto de renda, tanto na fonte como na declaração anual de ajuste. A isenção prevista no artigo 48 da Lei nº 8.541, de 1992 abrange apenas o auxílio-doença pago pela previdência oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e pelas entidades de previdência privada. Recurso negado.
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COMPLEMENTAÇÃO PAGA PELO EMPREGADOR. INCIDÊNCIA. Os rendimentos decorrentes de complementação de auxíliodoença pagos pelo empregador estão sujeitos à incidência do imposto de renda, tanto na fonte como na declaração anual de ajuste. A isenção prevista no artigo 48 da Lei nº 8.541, de 1992 abrange apenas o auxíliodoença pago pela previdência oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e pelas entidades de previdência privada. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Guilherme Barranco de Souza, Antonio Lopo Martinez, Odmir Fernandes, Pedro Anan Junior e Nelson Mallmann. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Rafael Pandolfo. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 5. 00 50 39 /2 00 8- 91 Fl. 238DF CARF MF Impresso em 04/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2013 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por NELSON MALLMANN 2 RENATO LUIZ OTTONI GUEDES, contribuinte inscrito no CPF/MF 140.879.60668, com domicílio fiscal na cidade Cascavel, Estado do Paraná, à Rua Goiás, nº 1187 – casa, Bairro Country, jurisdicionado a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Cascavel PR, inconformado com a decisão de Primeira Instância de fls. 74/76, prolatada pela 7ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Curitiba – PR, recorre, a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, pleiteando a sua reforma, nos termos da petição de fls. 80/88. Contra o contribuinte acima mencionado foi lavrado, pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Cascavel PR, em 03/03/2008, Notificação de Lançamento de Imposto de Renda Pessoa Física (fls. 01/04), com ciência através de AR, em 10/10/2008 (fls. 15), exigindose o recolhimento do crédito tributário no valor total de R$ 1.652,29 (padrão monetário da época do lançamento do crédito tributário), a título de Imposto de Renda Pessoa Física, acrescidos da multa de lançamento de ofício normal de 75% e dos juros de mora de, no mínimo, de 1% ao mês, calculados sobre o valor do imposto de renda, relativo ao exercício de 2006, correspondente ao anocalendário de 2005. A exigência fiscal em exame teve origem em procedimentos de fiscalização onde a autoridade fiscal lançadora confrontando o valor dos rendimentos tributáveis recebidos de pessoa jurídica declarados com o valor dos rendimentos informados petas fontes pagadoras em Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf), para o titular e/ou dependentes, constatou omissão de rendimentos sujeitos à tabela progressiva, no valor de R$ 31.914,32, recebidos da fonte pagadora. Na apuração do imposto devido, foi compensado imposto de Renda Retido (IRRF) sobre os rendimentos omitidos no valor de R$ 6,02. Infração capitulada nos arts. 1° ao 3° e §§, 8° e 9°, da Lei n° 7.713, de 1988; arts. 1° ao 3°, da Lei n° 8.134, de 1990; arts. 5°, 6° e 33, da Lei n° 9.250, de 1995; arts, 1° e 15, da Lei n° 10.451, de 2002; arts. 43 a 45, 47, 49 a 53 do Decreto n° 3.000, de 1999 RIR/1999. Em sua peça impugnatória de fls. 11/15, instruída pelos documentos de fls.16/17, apresentada, tempestivamente, em 09/07/2008, o contribuinte, se indispõe contra a exigência fiscal, solicitando que seja acolhida à impugnação para declarar a insubsistência da Notificação de Lançamento, com base, em síntese, nos seguintes argumentos: que, conforme noticiado na SRL, o Contribuinte, ora Impugnante, em virtude de um infarto, esteve afastado do trabalho no período de 12.06.2005 a 15.10.2007, recebendo auxíliodoença do INSS (pelo teto) e mais a complementação paga pela FUNCEF (fundo de pensão dos economiários). Ocorre que tais valores eram antecipados pela Caixa Econômica Federal (CEF), a qual, depois, recebia dos órgãos previdenciário público e privado. Pelo menos era isso que o Impugnante acreditava acontecer, até por falta de informações a respeito, quando da apresentação da SRL; que, o auxíliodoença pago pelo INSS ou por entidade de previdência privada (FUNCEF), a teor dos normativos que regem o Imposto de Renda, são isentos e não tributáveis. No entanto, a CEF vinha descontando o referido tributo até ser comunicada pelo Contribuinte que nada era devido a título de imposto de renda, sobre os valores pagos a título de auxíliodoença; que, não houve qualquer procedimento irregular do Impugnante e nem o desejo de sonegar o tributo devido. Ele, apenas, está sendo vítima de um erro de interpretação da norma fiscal e de um procedimento e uma informação incorretos da CEF. Dizse isto, porque o fato gerador considerado (pagamento de salário) não existiu, visto que o Impugnante não trabalhou para a CEF no período de 12.06.05 a 15.10.07. Neste período ele recebeu auxíliodoença (que a CEF pagava pelo INSS) e a complementação do auxíliodoença (que a Fl. 239DF CARF MF Impresso em 04/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2013 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por NELSON MALLMANN Processo nº 10935.005039/200891 Acórdão n.º 2202002.196 S2C2T2 Fl. 3 3 CEF deveria pagar por conta da FUNCEF), e o auxíliodoença, bem como a sua complementação, têm a mesma natureza fiscal, isto é, são isentos de qualquer tributação. A mens legis é evidente, pois o legislador visou, diante dos gastos com a saúde do beneficiário que recebe o auxíliodoença e a sua complementação, sustar o pagamento do imposto de renda, enquanto perdurasse o recebimento do benefício previdenciário. A DIRF, por conseguinte, deveria ter informado que o Impugnante recebeu os benefícios previdenciários denominados auxíliodoença e complementação de auxíliodoença, mas não foi isso o que ocorreu. O erro chega a tanto, que a responsável pelo Setor de Pagamento da CEF ousou afirmar que o empregado estava trabalhando no período acima e que, por este motivo, o desconto do IRPF era devido; que, a declaração do Imposto de Renda 2005/2006 foi feita corretamente pelo Contribuinte, mas ele foi notificado de uma omissão de rendimentos no montante de R$ 31.914,32 e do lançamento a título de imposto, multa de ofício e juros de mora no montante de R$ 1.652,29, além da glosa do valor cuja restituição aguardava; que, posteriormente, estando reclamando com um outro advogado da CEF, aquele informou que, em virtude de uma questão interna entre a CEF e a FUNCEF, aquela deixou de pagar a esta última um valor e assumiu a obrigação de pagar a complementação do auxíliodoença aos empregados da CEF. Ocorre, que o Impugnante sempre contribuiu para os Órgãos de Previdência privada ligados à CEF, quais sejam: SASSE e FUNCEF (esta substituiu aquele). Por outro lado, a complementação da aposentadoria e da pensão por morte ou invalidez permanente são pagas pela FUNCEF, não sendo compreensível que a CEF pague a alguém, por não ser Órgão de Previdência privada, qualquer benefício previdenciário, a não ser que ela tenha incluído os seus empregados, à revelia destes, dentre aqueles que contribuem para os planos de previdência que ela vende no mercado. Mas tal discussão não interessa, a verdade é que o Impugnante era isento durante o período de licença médica e em auxílio doença do INSS e a complementação do auxíliodoença seja da FUNCEF ou TTEF. A isenção em tela decorre da natureza previdenciária do benefício e do aumento de gastos que o doente tem no tratamento da saúde (que deveria ser custeado pelo Estado, como assegura a Carta Magna). Se a CEF e a FUNCEF, por alguma razão estão invertendo os seus papéis, o cidadão não pode ser penalizado, até porque sofrera um infarto e teve os gastos com a sua saúde elevados exponencialmente, fazendo jus à isenção como qualquer outro cidadão que receba a complementação do auxíliodoença; que a renda tributável do Contribuinte deveria corresponder aos (salários recebidos antes do infarto, em 12.06.05, cujo total alçou a R$ 26.606,20 e não aos R$ 58.319,73 que a CEF declarou na DIRF, ensejando uma diferença de R$ 31.713,53 a maior nos rendimentos tributáveis. A partir de 12.06.05, o Contribuinte recebeu somente o auxíliodoença e a sua complementação, os quais são isentos à luz da lei; que o contribuinte declarou corretamente, aquilo que recebeu a título de auxíliodoença, tanto do INSS, como da FUNCEF ou da CEF, a qual entregou uma DIRF errada para a Receita Federal, onde consta que foi ela quem pagou os salários como se o empregado estivesse em atividade, o que é mentira, e está causando todo o transtorno, sofrimento e desgaste que o seu empregado vem sofrendo, mesmo após o grave infarto que o acometeu; que a questão é simples e, provavelmente, quem errou deverá ser instado a pagar e a corrigir o seu erro, não pode o Contribuinte ser apenado, quando a CEF já recolheu o Fl. 240DF CARF MF Impresso em 04/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2013 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por NELSON MALLMANN 4 imposto de renda além do devido à Receita Federal, que, induzida em erro pela DIRF, insiste em querer receber mais ainda, só que, desta vez, do Contribuinte, após glosar os lançamentos corretos dele e cobrar os encargos excessivos já recolhidos pela CEF indevidamente; que, o contribuinte, em que pese o respeito ao conhecimento técnico dos servidores desse Órgão, não pode se conformar com o lançamento equivocado e decorrente de um erro de classificação da remuneração repassada pela CEF, até porque agora a Receita Federal já conhece a verdade real e não se furtará a acolher esta impugnação, para declarar a isenção da complementação do auxíliodoença e mandar arquivar o presente processo administrativo. Após resumir os fatos constantes da autuação e as principais razões apresentadas pelo impugnante, os membros da Sétima Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Curitiba PR concluíram pela improcedência da impugnação, com base, em síntese, nas seguintes considerações: que o artigo 111, II, do Código Tributário Nacional é claro ao dispor que a legislação tributária que disponha sobre outorga de isenção deve ser interpretada literalmente. Assim, não é possível aumentar o âmbito de aplicação da isenção em comento, a qual não pode ser estendida à hipótese de complementação de auxíliodoença paga pelo empregador; que o valor relativo ao benefício pago pelo INSS ao contribuinte foi considerado isento. Analisando o documento de fls. 30 SISRH da CEF considerou o valor de R$ 58.319,73 como rendimentos tributável e R$ 14.276,01 como rendimento isento Benefícios INSS. Desta forma, não foram considerados como rendimentos tributáveis os valores pagos pelo INSS a título de auxíliodoença ao contribuinte no anocalendário de 2005; que, sendo assim, no presente caso, não há dúvida de que os rendimentos apurados pela fiscalização correspondem à complementação de auxíliodoença que foi paga ao contribuinte pela Caixa Econômica Federal CEF. Nesta linha, é importante transcrever as informações contidas no relatório de malha fiscal, fls. 19, que não deixam dúvidas que a tributação somente incidiu sobre os valores pagos pela CEF ao contribuinte relativos a complementação de salário; que, com relação aos valores recebidos a título de complementação de salário, temos a informar que são tributáveis. A Caixa Econômica Federal não é órgão de previdência oficial ou privada. Logo, tratase de complementação de auxíliodoença pago pelo empregador, situação que não está contemplada pela isenção; que o contribuinte não apresentou documentos que demonstrem que a complementação do auxíliodoença seria um encargo da FUNCEF. Isso poderia ser feito por meio de normas, regulamentos, contratos, instrumentos de convênio ou até mesmo certidões/declarações emanadas da CEF ou da FUNCEF, mas nenhum elemento dessa espécie foi anexado pelo contribuinte Sem essa demonstração, devese considerar que se trata mesmo de complementação devida e paga pelo empregador (CEF), a qual está sujeita à incidência do imposto de renda. ASSUNTO :IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2006 AUXÍLIODOENÇA. COMPLEMENTAÇÃO PAGA PELO EMPREGADOR. INCIDÊNCIA. Fl. 241DF CARF MF Impresso em 04/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2013 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por NELSON MALLMANN Processo nº 10935.005039/200891 Acórdão n.º 2202002.196 S2C2T2 Fl. 4 5 Os rendimentos decorrentes de complementação de auxílio doença pagos pelo empregador estão sujeitos à incidência do imposto de renda, tanto na fonte como na declaração anual de ajuste. A isenção prevista no artigo 48 da Lei 8.541/92 abrange apenas o auxíliodoença pago pela previdência oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e pelas entidades de previdência privada. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Cientificado da decisão de Primeira Instância, em 07/04/2011, conforme Termo constante à fls. 79, e, com ela não se conformando, o contribuinte interpôs, em tempo hábil (09/05/2011), o recurso voluntário de fls. 80/88, no qual demonstra irresignação contra a decisão supra, baseado, em síntese, nas mesmas razões expendidas na fase impugnatória, reforçado pelas seguintes considerações: que o auxíliodoença pago pelo INSS e por entidade de previdência privada (FUNCEF), a teor dos normativos que regem o Imposto de Renda, é isento e não tributável. No entanto, a CEF vinha descontando o referido tributo até ser comunicada pelo Contribuinte que nada era devido a título de imposto de renda, sobre os valores pagos a título de auxíliodoença por conta da FUNCEF, entidade para a qual ele contribui desde a sua instituição em 1.977; que do mês de junho do ano de 2005 e até meados do ano de 2006, a CEF descontou, indevidamente, o IRRF. E, mesmo quando parou de efetuar os descontos indevidos, ela não se preocupou em ressarcir ao empregado ou estornar os valores já recolhidos indevidamente aos cofres da Fazenda Nacional; que o contribuinte, ao declarar os rendimentos do ano de 2005, viuse forçado a recalcular os lançamentos feitos pela sua Empregadora (CEF), uma vez que aquela lançou na DIRF, como tributáveis, os valores integrais dos salários pagos desde o mês de junho de 2005, quando uma parte e até a totalidade nos demais meses daquele ano já era isenta, descabendo a incidência do imposto de renda na fonte que continuou sendo descontado, como provam as cópias dos contracheques coligidos aos autos; que a declaração do Imposto de Renda 2005/2006 foi feita corretamente pelo Contribuinte, mas ele foi notificado de uma omissão de rendimentos no montante de R$ 31.914,32 e do lançamento a título de imposto, multa de ofício e juros de mora no montante de R$ 1.652,29, além da glosa do valor cuja restituição aguardava; que o contribuinte esclarece que efetuou a sua declaração de imposto de renda à vista dos contracheques, ignorando o Comprovante de Rendimentos entregue pela CEF, eis que os lançamentos estavam em desacordo com a lei e com a realidade, porque o órgão de previdência privada FUNCEF é que tinha a obrigação de pagar e, através da CEF, efetivamente, pagou a complementação em favor do Recorrente; que contribuinte declarou corretamente, aquilo que recebeu a título de auxíliodoença, tanto do INSS, como da FUNCEF. Foi a CEF que entregou uma DIRF errada para a Receita Federal, onde consta que foi ela quem pagou os salários como se o empregado estivesse em atividade, o que é mentira, e está causando todo o transtorno, sofrimento e desgaste que o seu empregado vem sofrendo, mesmo após o grave infarto que o acometeu; Fl. 242DF CARF MF Impresso em 04/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2013 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por NELSON MALLMANN 6 que a persistir no erro quanto à natureza do benefício previdenciário pago ao Recorrente, a Fazenda Nacional e a própria CEF se expõem ao risco de sofrer um processo judicial, para que o Juízo declare a isenção que a própria lei já prevê e que nada mais é devido pelo Contribuinte; que o Recorrente esclarece que a Receita Federal não pode pretender que a CEF e a FUNCEF, estando sonegando imposto de renda (a FUNCEF não declara o recebimento indireto do seu crédito, relativo à execução acima noticiada contra a CEF), quando esta última (CEF) paga o benefício previdenciário por conta da FUNCEF, porque, assim agindo a FUNCEF não dá entrada de recurso algum no seu caixa, enquanto, por outro lado, a CEF, declarando como sendo o benefício pago por conta dela mesma, abate no imposto de renda a despesa havida com o pagamento ao seu empregado. A fraude fiscal é das duas empresas (CEF e FUNCEF) e não do Recorrente, que agora traz a lume o Estatuto da FUNCEF e o Regulamento de Benefícios dela e outras normas pertinentes; que, mais uma vez, não restam dúvidas de que a complementação do auxíliodoença pago pelo INPS deve, sempre, ser honrado pela FUNCEF (ente de previdência privada, mantido pela CEF). É o Relatório. Fl. 243DF CARF MF Impresso em 04/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2013 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por NELSON MALLMANN Processo nº 10935.005039/200891 Acórdão n.º 2202002.196 S2C2T2 Fl. 5 7 Voto Conselheiro Nelson Mallmann, Relator O presente recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal e deve, portanto, ser conhecido por esta Turma de Julgamento. Não há argüição de qualquer preliminar. Da análise dos autos do processo se verifica que a exigência é decorrente da revisão da Declaração de Ajuste Anual do contribuinte, na qual foi constatada a omissão de rendimentos tributáveis recebidos da Caixa Econômica Federal – CEF (CNPJ n° 00.360.305/000104), no montante de R$ 31.914,32, bem foi compensado Imposto de Renda Retido (IRRF) sobre parte dos rendimentos omitidos no valor de R$ 6,02. O montante omitido foi apurado mediante comparação entre os rendimentos tributáveis declarados pelo contribuinte e os valores informados em Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte DIRF pela CEF. A lei estabelece, entre outras hipóteses, a isenção no pagamento do imposto de renda para (i) os seguros recebidos de entidades de previdência privada decorrentes de morte ou invalidez permanente do participante; (ii) o capital das apólices de seguro ou pecúlio pago por morte do segurado, bem como os prêmios de seguro restituídos em qualquer caso, inclusive no de renúncia do contrato (iii) os proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de neoplasia maligna, nefropatia grave, entre outros, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma; (iv) os valores recebidos a título de pensão, quando o beneficiário desse rendimento for portador das doenças anteriormente relacionadas, exceto a decorrente de moléstia profissional, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída após a concessão da pensão ; (v) os rendimentos percebidos pelas pessoas físicas decorrentes de segurodesemprego, auxílio natalidade, auxíliodoença, auxíliofuneral e auxílioacidente, pagos pela previdência oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e pelas entidades de previdência privada; (vi) os rendimentos provenientes de aposentadoria e pensão pagos pela Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, por qualquer pessoa jurídica de direito público interno, ou por entidade de previdência privada aos maiores de 65 (sessenta e cinco) anos, até o valor de novecentos reais por mês, sem prejuízo da parcela isenta prevista na tabela de incidência mensal do imposto; (vii) o valor dos serviços médicos, hospitalares e dentários mantidos, ressarcidos ou pagos pelo empregador em benefício de seus empregados. A decisão recorrida não merece reparos, como visto a mesma foi clara e objetiva, apresentando os argumentos pela qual mantém o lançamento efetuado e com as quais eu concordo. Para não ser repetitivo, peço vênia ao relator da matéria em primeira instância para adotar os seus fundamentos neste voto e para que surjam dúvidas transcrevo os excertos abaixo: Fl. 244DF CARF MF Impresso em 04/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2013 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por NELSON MALLMANN 8 A isenção do imposto de renda para os rendimentos decorrentes de auxíliodoença está prevista no artigo 48 da Lei n° 8.541/92, com a redação dada pela Lei 9.250/95: "Art. 48. Ficam isentos do imposto de renda os rendimentos percebidos pelas pessoas físicas decorrentes de seguro desemprego, auxílionatalidade, auxíliodoença, auxíliofuneral e auxílioacidente, pagos pela previdência oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios c pelas entidades de previdência privada." No mesmo sentido dispõe o artigo 39, XLII, do Regulamento do Imposto de Renda RIR, aprovado pelo Decreto n° 3.000/99: "Art. 39. Não entrarão no cômputo do rendimento bruto: (...) XLII os rendimentos percebidos pelas pessoas físicas decorrentes de segurodesemprego, auxílionatalidade, auxílio doença, auxíliofuneral e auxílioacidente, pagos pela previdência oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e pelas entidades de previdência privada (Lei n" 8.541, de 1992, art. 48, e Lei n2 9.250, de 1995, art. 27);" Pelo teor das normas acima transcritas, é evidente que a isenção abrange apenas o valor do auxíliodoença pago pela previdência oficial ou pelas entidades de previdência privada, o que não abrange a eventual complementação paga pelo próprio empregador. O artigo 111, II, do Código Tributário Nacional é claro ao dispor que a legislação tributária que disponha sobre outorga de isenção deve ser interpretada literalmente. Assim, não é possível aumentar o âmbito de aplicação da isenção em comento, a qual não pode ser estendida à hipótese de complementação de auxíliodoença paga pelo empregador. Tanto é assim que no "Perguntas e Respostas" relativo ao IRPF do Exercício de 2006, a Secretaria da Receita Federal do Brasil esclarece que a complementação de auxíliodoença paga pela empresa é tributável, tanto na fonte como na declaração de ajuste: 227 São tributáveis os valores ressarcidos ou pagos pelas empresas a título de complementação de rendimento, tais como segurodesemprego, auxíliocreche, auxíliodoença, auxílio funeral, auxílio próescolar, gratificações por quebra de caixa, indenização adiciona por acidente de trabalho, etc. ? Sim. Esses valores são tributáveis na fonte e na declaração de ajuste. São isentos apenas os rendimentos pagos pela previdência oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, ainda que pagos pelo empregador por força de convênios com órgãos previdenciário, e pelas entidades de previdência privada, decorrentes de segurodesemprego, auxílionatalidade, auxílio doença, auxíliofuneral e auxílioacidente. Fl. 245DF CARF MF Impresso em 04/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2013 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por NELSON MALLMANN Processo nº 10935.005039/200891 Acórdão n.º 2202002.196 S2C2T2 Fl. 6 9 É de se esclarecer que o valor relativo ao benefício pago pelo INSS ao contribuinte foi considerado isento. Analisando o documento de fls. 30 SISRH da CEF considerou o valor de R$ 58.319,73 como rendimentos tributável e RS 14.276,01 como rendimento isento Benefícios INSS. Desta forma, não foram considerados como rendimentos tributáveis os valores pagos pelo INSS a título de auxíliodoença ao contribuinte no ano calendário de 2005. Sendo assim, no presente caso, não há dúvida de que os rendimentos apurados pela fiscalização correspondem à complementação de auxíliodoença que foi paga ao contribuinte pela Caixa Econômica Federal CEF. Nesta linha, é importante transcrever as informações contidas no relatório de malha fiscal, fls. 19, que não deixam dúvidas que a tributação somente incidiu sobre os valores pagos pela CEF ao contribuinte relativos a complementação de salário. O contribuinte recebeu no exercício valores a título de auxílio doença. Os rendimentos foram pagos pela CEF, mas parte deles são referentes a benefícios do INSS. A Caixa considerou os benefícios do INSS isentos e os demais rendimentos como tributáveis. O contribuinte afirma que os valores recebidos da Caixa são referentes a complementação paga pela FUNCEF. São isentos os valores recebidos a título de auxílio doença pagos por órgãos da previdência oficial ou por entidades de previdência privada. Como aqueles valores foram pagos pela Caixa, os consideramos como tributáveis. Com relação aos valores recebidos a título de complementação de salário, temos a informar que são tributáveis. A Caixa Econômica Federal não é órgão de previdência oficial ou privada. Logo, tratase de complementação de auxíliodoença pago pelo empregador, situação que não está contemplada pela isenção, conforme normas acima mencionados. Se houvesse demonstração de que a complementação foi paga pela CEF em razão de convênio com o órgão de previdência privada (FUNCEF), a tese do contribuinte até poderia ser acatada, pois aí poderseia considerar que se trata de situação semelhante à do auxíliodoença devido pelo INSS e pago por intermédio do empregador (benefício este que não foi considerado tributável pela autoridade lançadora). Contudo, o contribuinte não apresentou documentos que demonstrem que a complementação do auxíliodoença seria um encargo da FUNCEF. Isso poderia ser feito por meio de normas, regulamentos, contratos, instrumentos de convênio ou até mesmo certidões/declarações emanadas da CEF ou da FUNCEF, mas nenhum elemento dessa espécie foi anexado pelo contribuinte. Sem essa demonstração, devese considerar que se trata mesmo de complementação devida e paga pelo empregador (CEF), a qual está sujeita à incidência do imposto de renda. Quanto à diferença de R$ 200,79 invocado pelo Impugnante, esta referese ao rendimento tributável recebido pelo Fl. 246DF CARF MF Impresso em 04/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2013 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por NELSON MALLMANN 10 contribuinte no mês de janeiro de 2005, bem como o IRRF no valor de R$ 6,02 retido relativo a este rendimento, que são decorrentes de decisão da Justiça Federal. Salientase que o valor foi obtido da DIRF entregue pela CEF, sendo assim, como tratase de rendimento informado como tributável, deve ser incluído na base de cálculo do imposto devido. Como o recorrente não apresentou, nesta fase recursal, nenhuma prova que pudesse elidir a imputação realizada pela autoridade fiscal lançadora e pelo teor das normas acima transcritas, fica evidente que a isenção abrange apenas o valor do auxíliodoença pago pela previdência oficial ou pelas entidades de previdência privada, o que não abrange a eventual complementação paga pelo próprio empregador. Diante do conteúdo dos autos e pela associação de entendimento sobre todas as considerações expostas no exame da matéria e por ser de justiça, voto no sentido de negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann Fl. 247DF CARF MF Impresso em 04/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2013 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por NELSON MALLMANN
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Numero do processo: 10166.004820/2007-16
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Oct 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2003
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACÓRDÃO REVISOR.
Constatada, mediante embargos de declaração, a ocorrência de obscuridade, omissão ou contradição deve-se proferir novo Acórdão, para rerratificar o Acórdão embargado.
RENDIMENTOS DE ANISTIADO POLÍTICO. ISENÇÃO.
São isentos do Imposto de Renda os valores pagos aos anistiados políticos a título de indenização em prestação única ou em prestação mensal, permanente e continuada. As aposentadorias, pensões ou proventos de qualquer natureza pagos aos anistiados políticos, civis ou militares somente é isenta caso seja deferido o pedido de substituição de regime.
DECISÕES ADMINISTRATIVAS. EFEITOS.
As decisões administrativas não se constituem em normas gerais, razão pela qual seus julgados não se aproveitam em relação a qualquer outra ocorrência, senão àquela objeto da decisão.
Embargos Acolhidos
Numero da decisão: 2102-002.214
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em CONHECER dos embargos de declaração para sanar a omissão existente no Acórdão nº 2102-01.339, de 08/06/2011, e, sem efeitos infringentes, em NEGAR provimento ao recurso. Fez sustentação oral em nome próprio, o Dr. José Rocha de Carvalho, OAB-DF nº 5.869.
Assinado digitalmente
Giovanni Christian Nunes Campos Presidente
Assinado digitalmente
Núbia Matos Moura Relatora
EDITADO EM: 29/08/2012
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho.
Nome do relator: NUBIA MATOS MOURA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em CONHECER dos embargos de declaração para sanar a omissão existente no Acórdão nº 2102-01.339, de 08/06/2011, e, sem efeitos infringentes, em NEGAR provimento ao recurso. Fez sustentação oral em nome próprio, o Dr. José Rocha de Carvalho, OAB-DF nº 5.869. Assinado digitalmente Giovanni Christian Nunes Campos Presidente Assinado digitalmente Núbia Matos Moura Relatora EDITADO EM: 29/08/2012 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho.
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ACÓRDÃO REVISOR. Constatada, mediante embargos de declaração, a ocorrência de obscuridade, omissão ou contradição devese proferir novo Acórdão, para rerratificar o Acórdão embargado. RENDIMENTOS DE ANISTIADO POLÍTICO. ISENÇÃO. São isentos do Imposto de Renda os valores pagos aos anistiados políticos a título de indenização em prestação única ou em prestação mensal, permanente e continuada. As aposentadorias, pensões ou proventos de qualquer natureza pagos aos anistiados políticos, civis ou militares somente é isenta caso seja deferido o pedido de substituição de regime. DECISÕES ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. As decisões administrativas não se constituem em normas gerais, razão pela qual seus julgados não se aproveitam em relação a qualquer outra ocorrência, senão àquela objeto da decisão. Embargos Acolhidos Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 00 48 20 /2 00 7- 16 Fl. 239DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 29/08/2012 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 30/08/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10166.004820/200716 Acórdão n.º 2102002.214 S2C1T2 Fl. 240 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em CONHECER dos embargos de declaração para sanar a omissão existente no Acórdão nº 2102 01.339, de 08/06/2011, e, sem efeitos infringentes, em NEGAR provimento ao recurso. Fez sustentação oral em nome próprio, o Dr. José Rocha de Carvalho, OABDF nº 5.869. Assinado digitalmente Giovanni Christian Nunes Campos – Presidente Assinado digitalmente Núbia Matos Moura – Relatora EDITADO EM: 29/08/2012 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho. Relatório Em sessão plenária realizada em 08 de junho de 2011 esta Turma julgou o recurso apresentado pelo contribuinte JOSÉ ROCHA CARVALHO, Acórdão nº 210201.339, ocasião em que negouse provimento ao recurso, por unanimidade de votos. O acórdão está assim ementado: RENDIMENTOS DE ANISTIADO POLÍTICO. ISENÇÃO. RESTITUIÇÃO. Os rendimentos recebidos pelos anistiados políticos são isentos do imposto de renda a partir de 29/11/2002. Entretanto, a restituição de valores já pagos, até 25/11/2003, somente se efetivará após o deferimento da substituição de regime, prevista no art. 19 da Lei nº 10.559, de 2002. Cientificado do referido Acórdão, por via postal, em 27/11/2011, Aviso de Recebimento (AR), fls. 96, o contribuinte apresentou Pedido de Revisão, fls. 97/98, em 30/12/2011, onde afirma que o mencionado acórdão não fez nenhuma referência a um importante documento que foi entregue ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais no dia 16/12/2009, onde o Delegado da Receita Federal do Brasil e a 3ª Turma da DRJ em Brasília reconheceram a condição de anistiado político e a condição de isentos do imposto de renda no que se refere aos salários de anistiado. Em 03/01/2012, o contribuinte apresentou Pedido de Cancelamento de Julgamento (Fato Novo), fls. 105, onde afirma que teve vista do processo em 02/01/2012 e constatou que os documentos apresentados em 19/12/2009, ainda não haviam sido acostados aos autos quando da apreciação de seu recurso. É o Relatório. Fl. 240DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 29/08/2012 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 30/08/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10166.004820/200716 Acórdão n.º 2102002.214 S2C1T2 Fl. 241 3 Voto Conselheira Núbia Matos Moura, relatora De imediato, cumpre dizer que não há previsão legal, no Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (RICARF), aprovado pela Portaria nº 256, de 22 de junho de 2009, para a apreciação de pedido de revisão de julgamento, conforme proposto pelo contribuinte em seu requerimento, fls. 97/98. Contudo, considerando que o contribuinte aponta a existência de omissão no acórdão nº 210201.339, de 08/06/2011, deve o documento ser tomado como embargos de declaração. Entretanto, o prazo previsto para a apresentação de embargos de declaração é de cinco dias a contar da ciência do acórdão, conforme disposto no art. 65, §1º, do RICARF – Anexo II. Logo, o requerimento apresentado pelo contribuinte, em 30/12/2011, está intempestivo, pois que a ciência do acórdão ocorreu em 27/11/2011. Ocorre que do exame dos autos verificase que de fato o contribuinte protocolizou em 16/12/2009, Pedido de Juntada, fls. 99, onde encaminha cópia de decisão proferida, em 30/09/2009, pela DRJ de Brasília nos autos do processo 10166.008365/200817 e que tais documentos somente foram acostados os autos depois do julgamento do recurso interposto pelo contribuinte. Vêse, portanto, que o Pedido de Juntada, formulado pelo contribuinte, não foi acostado aos autos por lapso manifesto dos serviços administrativos do CARF. Contudo, o ônus do equívoco não pode ser imputado ao contribuinte, de sorte que deve ser superada a tempestividade dos embargos de declaração apresentado pelo contribuinte, para conhecêlo e proferir nova decisão, desta feita apreciando o pedido de juntada de novos documentos. Assim, passase ao exame do recurso do contribuinte, iniciando com a apreciação do Pedido de Juntada, fls. 99, apresentado em 16/12/2009. De pronto, cumpre dizer que cuidase de omissão de rendimentos recebidos da Polícia Civil do Distrito Federal e o contribuinte afirma que tais rendimentos são isentos, nos termos do parágrafo único do art. 9º da Lei nº 10.559, de 13 de novembro de 2002, abaixo transcrito: Art. 9º Os valores pagos por anistia não poderão ser objeto de contribuição ao INSS, a caixas de assistência ou fundos de pensão ou previdência, nem objeto de ressarcimento por estes de suas responsabilidades estatutárias. Parágrafo único. Os valores pagos a título de indenização a anistiados políticos são isentos do Imposto de Renda.(Regulamento) O pedido de juntada, formulado em 16/12/2009, encontrase assim redigido: Fl. 241DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 29/08/2012 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 30/08/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10166.004820/200716 Acórdão n.º 2102002.214 S2C1T2 Fl. 242 4 O contribuinte acima identificado vem junto a esse Conselho, para expor e requerer o seguinte: 01 – Já apresentou recurso em 25/08/2009 com os anexos que julga necessários para resolver o problema. 02 – Deseja lembrar que o principal anexo é a ATA da julgamento pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, onde relata que mesmo não sendo, ainda, concedido a Progressão Funcional, que é um dos pedidos, foi confirmada sua condição de anistiado político. 03 – Em outro processo, também da Receita Federal do Ministério da Fazenda, sobre o mesmo assunto, de nº 10166.008365/200817, o Senhor Delegado da Receita Federal do Brasil e a 3ª Turma da DRJ Brasília (por unanimidade) reconheceram a condição de anistiado político e de isento do imposto de renda no que se refere aos salários de anistiado. 04 – Com o objetivo de agilizar e facilitar a conclusão do presente processo peço a JUNTADA do relatório e decisão da Receita Federal, sobre o mesmo assunto. Vêse, portanto, que o pedido de juntada do contribuinte não traz fato novo, apenas busca apresentar mais elementos que acredita robustecer a tese já defendida no recurso. Nestes termos, considerando o princípio da ampla defesa e da verdade material devese acolher o Pedido de juntada, formulado pelo contribuinte. Acrescentese que a decisão da DRJ somente foi proferida em 30/11/2009, podendo ser tomada como fato superveniente, conforme disposto no art. 16, §4º, alínea b, do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, já que proferida depois de encerrado o prazo para a apresentação do recurso voluntário. Consta, ainda, dos autos cópia de partes do acórdão da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, relativo ao requerimento de anistia, de interesse do contribuinte, fls. 100/103. Entretanto, não é possível identificar se tal documento também foi acostado aos autos em razão do Pedido de juntada, formulado pelo contribuinte em 16/12/2009. Contudo, na dúvida e considerando o acima exposto, tal documento também será apreciado neste voto. Superadas as preliminares, passase ao exame da alegação do recorrente de que os rendimentos considerados omitidos no lançamento sejam isentos, nos termos do parágrafo único do art. 9º da Lei nº 10.559, de 2002. De pronto, cumpre dizer que os rendimentos em questão, recebidos da Polícia Civil do Distrito Federal, decorrem do fato de o recorrente ter sido declarado anistiado político, nos termos do art. 8º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal de 1988 e que é aposentado daquele órgão desde 22/12/1995, conforme documentos, fls. 10 e 56. A Lei nº 10.559, de 2002, prevê indenização aos anistiados políticos em prestação única (art. 4º), para os que não possam comprovar vínculo laboral, ou em prestação mensal, permanente e continuada (art. 5º), para os demais. Essa indenização, em parcela única ou em prestação mensal, não se submete à contribuição previdenciária e ao imposto de renda (art. 9º) e correrá a conta do Tesouro Nacional (art. 3º). Fl. 242DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 29/08/2012 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 30/08/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10166.004820/200716 Acórdão n.º 2102002.214 S2C1T2 Fl. 243 5 Já o art. 19, da mencionada lei, prevê que o pagamento de aposentadoria ou pensão excepcional relativamente aos já anistiados será mantida, sem solução de continuidade, até a substituição pelo regime de prestação mensal, permanente e continuada, obedecido o que determina o art. 11. Por seu turno, o art. 11 preceitua que todos os processos de anistia, mesmo os arquivados, deferidos ou não, deveriam ter sido remetidos ao Ministério da Justiça, encarregado de aferir as condições para substituição da aposentadoria pela prestação mensal, permanente e continuada. Por pertinente, transcrevese a seguir o Decreto nº 4.897, de 25 de novembro de 2003, que regulou o parágrafo único do art. 9º da Lei nº 10.559, de 2002: O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto no parágrafo único do art. 9º da Lei no 10.559, de 13 de novembro de 2002, DECRETA: Art. 1º Os valores pagos a título de indenização a anistiados políticos são isentos do Imposto de Renda, nos termos do parágrafo único do art. 9º da Lei no 10.559, de 13 de novembro de 2002. § 1º O disposto no caput inclui as aposentadorias, pensões ou proventos de qualquer natureza pagos aos já anistiados políticos, civis ou militares, nos termos do art. 19 da Lei no 10.559, de 2002. § 2º Caso seja indeferida a substituição de regime prevista no art. 19 da Lei no 10.559, de 2002, a fonte pagadora deverá efetuar a retenção retroativa do imposto devido até o total pagamento do valor pendente, observado o limite de trinta por cento do valor líquido da aposentadoria ou pensão. Art. 2º O disposto neste Decreto produz efeitos a partir de 29 de agosto de 2002, nos termos do art. 106, inciso I, da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional. Parágrafo único. Eventual restituição do Imposto de Renda já pago até a publicação deste Decreto efetivarseá após deferimento da substituição de regime prevista no art. 19 da Lei no 10.559, de 2002. Art. 3º A Secretaria da Receita Federal poderá editar normas complementares a este Decreto. Art. 4º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Pois muito bem. O decreto acima transcrito esclareceu que o aposentado tem direito à isenção do imposto de renda e da contribuição previdenciária ainda antes da substituição pelo regime de prestação mensal, permanente e continuada prevista no art. 5º da Lei nº 10.559, de 2002, e determinou que caso a substituição seja indeferida pelo Ministério da Justiça, a fonte pagadora deverá efetuar a retenção retroativa do imposto devido até o total pagamento do valor pendente, observado o limite de trinta por cento do valor líquido da aposentadoria ou pensão. Fl. 243DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 29/08/2012 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 30/08/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10166.004820/200716 Acórdão n.º 2102002.214 S2C1T2 Fl. 244 6 Entretanto, no que diz respeito à restituição de valores já pagos até a data da publicação do referido Decreto (25/11/2003), temse que somente se efetivará após o deferimento da substituição de regime, prevista no art. 19 da Lei nº 10.559, de 2002. E este é o caso dos autos. O Auto de Infração em exame decorreu da revisão da Declaração de Ajuste Anual (DAA), anocalendário 2002, exercício 2003, retificadora, que foi apresentada pelo contribuinte para pleitear a restituição do imposto de renda já recolhido sobre os rendimentos de anistiado político. Ora, de conformidade com o disposto no parágrafo único do art. 2º tal restituição somente é possível após o deferimento da substituição de regime, prevista no art. 19 da Lei nº 10.559, de 2002. No presente caso, o contribuinte juntou ao recurso, documento, fls. 83, que comprova que o contribuinte apresentou requerimento de anistia ao Ministério da Justiça, em 22/11/2002, assim como ata de julgamento do referido requerimento, fls. 86, donde se extrai o que se segue: Por unanimidade, deferir parcialmente o pedido para conceder ao Sr. José Rocha de Carvalho a ratificação declaração de anistiado político, negando qualquer reparação econômica.(grifei) O recorrente juntou, ainda, cópia de partes do acórdão da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, no requerimento de anistia, de interesse do contribuinte, fls. 100/103, do qual por pertinente se extrai os seguinte trechos: 22. Deste modo, se o Requerente foi readmitido, e lhe foi conferida todas as prerrogativas legais, bem como seu retorno ao trabalho e a garantia das vantagens inerentes ao cargo ocupado, não há sentido em conceder reparação econômica, em prestação mensal, permanente e continuada. 23. Deste modo, esta Comissão entende que se o vínculo laboral, então tolhido ao tempo das perseguições sofridas, foram oportunamente resgatada a conclusão que se chega é o de indeferimento da reparação econômica sob pena de afrontar o art. 16 da Lei de Anistia. 1 (grifei) 24. Portanto, traçados estes pontos e face à prova inequívoca colacionada, opino pelo deferimento parcial do pleito, para que seja: a) Concedida a ratificação declaração da condição de anistiado político, oficializando em nome do Estado Brasileiro, o pedido de desculpas ao Sr. José Rocha de Carvalho, com base no art. 1º, inciso I da Lei nº 10.559, de 13 de novembro de 2002; 25. É o voto. 1 Art.16.Os direitos expressos nesta Lei não excluem os conferidos por outras normas legais ou constitucionais, vedada a acumulação de quaisquer pagamentos ou benefícios ou indenização com o mesmo fundamento, facultandose a opção mais favorável. Fl. 244DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 29/08/2012 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 30/08/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10166.004820/200716 Acórdão n.º 2102002.214 S2C1T2 Fl. 245 7 Por oportuno, transcrevese a seguir o art. 1º da Lei nº 10.559, de 2002: Art. 1o O Regime do Anistiado Político compreende os seguintes direitos: I declaração da condição de anistiado político; II reparação econômica, de caráter indenizatório, em prestação única ou em prestação mensal, permanente e continuada, asseguradas a readmissão ou a promoção na inatividade, nas condições estabelecidas no caput e nos §§ 1º e 5º do art. 8º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Ora, muito embora a cópia do acórdão da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça esteja incompleta, resta claro do trecho acima transcrito que, ao contrário do que entende o contribuinte, o pedido de substituição de regime, prevista no art. 19 da Lei nº 10.559, de 2002, foi indeferido. Vale lembrar que a isenção concedida pela Lei nº 10.559, de 2002, contempla apenas a indenização, em parcela única ou em prestação mensal, permanente ou continuada, que corre por conta do Tesouro Nacional, o que não é o caso dos rendimentos recebidos pelo contribuinte do Governo do Distrito Federal. Por fim, no que se refere à decisão da DRJ de Brasília nos autos do processo 10166.008365/200817, de interesse do contribuinte, e que trata de matéria semelhante a discutida nestes autos, devese esclarecer que as decisões administrativas não se constituem entre as normas complementares contidas no art. 100 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional (CTN) e, por conseguinte, não vinculam as decisões desta instância julgadora, restringindose aos casos julgados e às partes inseridas no processo que resultou a decisão. Assim, considerando que o contribuinte não logrou comprovar o deferimento da substituição de regime, prevista no art. 19 da Lei nº 10.559, de 2002, deve ser mantido o lançamento, nos termos em que consubstanciado no Auto de Infração. Ante o exposto, voto por acolher os embargos de declaração para sanar a omissão existente no Acórdão nº 210201.339, de 08/06/2011, e, sem efeitos infringentes, NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Núbia Matos Moura Relatora Fl. 245DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 29/08/2012 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 30/08/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10166.004820/200716 Acórdão n.º 2102002.214 S2C1T2 Fl. 246 8 Fl. 246DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 29/08/2012 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 30/08/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
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Numero do processo: 10680.013328/2001-27
Turma: PLENO DA CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: Pleno
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Aug 29 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Feb 27 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Outros Tributos ou Contribuições
Ano-calendário: 1990, 1991, 1992
PRAZO PRESCRICIONAL - REPETIÇÃO DE INDÉBITO -
Para os pedidos administrativos protocolizados antes de 09/06/2005 deve ser aplicado o entendimento anterior que permitia a cumulação do prazo do art. 150, § 4º, com o do art. 168, I, do CTN.
Numero da decisão: 9900-000.480
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
OTACÍLIO DANTAS CARTAXO - Presidente.
ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR - Relator.
EDITADO EM: 26/12/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Susy Gomes Hoffmann, Valmar Fonseca de Menezes, Alberto Pinto Souza Júnior, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Júnior, Jorge Celso Freire da Silva, José Ricardo da Silva, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Elias Sampaio Freire, Gonçalo Bonet Allage, Gustavo Lian Haddad, Manoel Coelho Arruda Junior, Marcelo Oliveira, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Henrique Pinheiro Torres, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Júlio César Alves Ramos, Maria Teresa Martinez Lopez, Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Possas, Mercia Helena Trajano Damorim que substituiu Marcos Aurélio Pereira Valadão
Matéria: IRF- que ñ versem s/ exigência de cred. trib. (ex.:restit.)
Nome do relator: ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
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ementa_s : Assunto: Outros Tributos ou Contribuições Ano-calendário: 1990, 1991, 1992 PRAZO PRESCRICIONAL - REPETIÇÃO DE INDÉBITO - Para os pedidos administrativos protocolizados antes de 09/06/2005 deve ser aplicado o entendimento anterior que permitia a cumulação do prazo do art. 150, § 4º, com o do art. 168, I, do CTN.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. OTACÍLIO DANTAS CARTAXO - Presidente. ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR - Relator. EDITADO EM: 26/12/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Susy Gomes Hoffmann, Valmar Fonseca de Menezes, Alberto Pinto Souza Júnior, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Júnior, Jorge Celso Freire da Silva, José Ricardo da Silva, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Elias Sampaio Freire, Gonçalo Bonet Allage, Gustavo Lian Haddad, Manoel Coelho Arruda Junior, Marcelo Oliveira, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Henrique Pinheiro Torres, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Júlio César Alves Ramos, Maria Teresa Martinez Lopez, Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Possas, Mercia Helena Trajano Damorim que substituiu Marcos Aurélio Pereira Valadão
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. OTACÍLIO DANTAS CARTAXO Presidente. ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Relator. EDITADO EM: 26/12/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Susy Gomes Hoffmann, Valmar Fonseca de Menezes, Alberto Pinto Souza Júnior, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Júnior, Jorge Celso Freire da Silva, José Ricardo da Silva, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Elias Sampaio Freire, Gonçalo Bonet Allage, Gustavo Lian Haddad, Manoel Coelho Arruda Junior, Marcelo Oliveira, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Henrique Pinheiro Torres, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Júlio César Alves Ramos, AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 01 33 28 /2 00 1- 27 Fl. 433DF CARF MF Impresso em 28/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/0 1/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 26/12/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNI OR 2 Maria Teresa Martinez Lopez, Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Possas, Mercia Helena Trajano Damorim que substituiu Marcos Aurélio Pereira Valadão Relatório Tratase de Recurso Extraordinário interposto pela Fazenda Nacional (doc. a fls. 186 e segs.), com fundamento no arts. 9º e 43 do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 147, de 2007, em face do Acórdão n° CSRF/04 00.750, que negou provimento ao Recurso Especial da Fazenda Nacional e que restou assim ementado: “Exercício: ILL SOCIEDADE POR QUOTAS DE RESPONSABILIDADE LIMITADA RESTITUIÇÃO DE VALORES PAGOS DECADÊNCIA. O marco inicial do prazo decadencial de cinco anos para os pedidos de restituição do imposto de renda retido na fonte sobre o lucro líquido, pago por sociedades por quotas de responsabilidade limitada, se dá em 25.07.1997, data de publicação da Instrução Normativa SRF n° 63.”. Em breve síntese, a recorrente sustenta que: “pelo exame dos artigos 165, inciso I e 168, inciso I, ambos do CTN, constatase que o direito de o sujeito passivo pleitear a restituição total ou parcial de tributo pago indevidamente ou maior que o devido, em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido, EXTINGUESE COM O DECURSO DO PRAZO DE CINCO ANOS, CONTADOS DA DATA DA EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO”. Em apoio ao seu argumento, sustenta que: “Esse entendimento, conforme ensina Leandro Paulsen, já se firmou na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça: ‘A Primeira Seção do STJ, quando do julgamento dos Embargos de Divergência no REsp 435.835SC, em março de 2004, reconsiderou entendimento anterior para firmar posição, agora, no sentido de que a declaração de inconstitucionalidade não influi na contagem do prazo para repetição ou compensação. Entendemos que prevaleceu a melhor orientação. Isso porque o prazo não se altera em função do fundamento do pedido de repetição, de modo que a declaração de inconstitucionalidade, pelo Supremo, não tem implicação na sua contagem. Efetivamente, o direito à repetição não se origina da decisão do STF. Cada contribuinte, antes mesmo de qualquer decisão do STF, tem a possibilidade de buscar no Judiciário, o reconhecimento do direito à repetição ou à compensação com fundamento em inconstitucionalidade forte no controle difuso’(Grifou se). O posicionamento adotado no EREsp acima mencionado já se encontra pacificado naquela Corte. Foi inclusive reiterado, recentemente, pelo Fl. 434DF CARF MF Impresso em 28/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/0 1/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 26/12/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNI OR Processo nº 10680.013328/200127 Acórdão n.º 9900000.480 CSRFPL Fl. 215 3 voto condutor do eminente Ministro Teori Albino Zavascki, no REsp 747.091/SC. Vejase: ‘Considerouse ser irrelevante, para efeito da contagem do prazo prescricional, a causa do recolhimento indevido (v.g., pagamento a maior ou declaração de inconstitucionalidade do tributo pelo Supremo), eliminandose a anterior distinção entre repetição de tributos cuja cobrança foi declarada em controle concentrado e em controle difuso, com ou sem edição de resolução pelo Senado Federal (...)’ (Grifouse).” Em despacho a fls. 198, o Presidente da Câmara Superior de Recursos Fiscais admitiu o Recurso Extraordinário da Fazenda Nacional, por entender que atendia aos pressupostos de recorribilidade. Cientificada do recurso extraordinário da Fazenda Nacional, a contribuinte apresentou contrarrazões a fls. 208 e segs.. Voto Conselheiro Alberto Pinto Souza Junior Ao analisar mais detidamente o acórdão paradigma (Acórdão n˚ 0202.088) aduzido pela recorrente, verifico que, embora o Relator tenha feito menção a posição predominante à época neste Colegiado, qual seja, a de que o dies a quo do prazo prescricional se desloca para a data da publicação da Resolução Senatorial, essa não foi a ratio decidendi do julgado, mas sim, mero obiter dictum. Tanto é assim que na ementa do acórdão sequer qualquer menção foi feita acerca desse entendimento. Aliás, o Relator não poderia sustentar as duas posições ao mesmo tempo, ainda que, naquele caso, elas levassem ao mesmo resultado, pois elas são excludentes, razão que demonstra ainda mais o caráter acessório do comentário feito sobre a posição majoritária então vigente. Assim, a verificação da divergência deve ser feita à luz do posicionamento que efetivamente foi adotado no acórdão paradigma, qual seja, que o dies a quo do prazo prescricional é aquele indicado no art. 168, I, do CTN. Por essa razão conheço do recurso extraordinário da Fazenda Nacional, pois resta presente o dissídio jurisprudencial. Esclareçase, inicialmente, que a tese do acórdão recorrido (que o dies a quo do prazo prescricional da pretensão à restituição do indébito tributário passa a ser a data da publicação da IN SRF 63/97) decorre do entendimento de que, em situações extraordinárias o dies a quo do prazo prescricional se modifica, ou seja, em caso de declaração de inconstitucionalidade de lei pelo Supremo Tribunal Federal, de Resolução do Senado Federal suspendo a eficácia de norma (art. 52, X, CF/88) ou do reconhecimento pela administração que a exação é indevida por inconstitucionalidade. Ocorre que, no caso em tela, o reconhecimento pelo Fisco, que a exação é indevida, derivou do que fora determinado pela Resolução do Senado n˚ 82/96, pois o que fez a IN SRF 63/97 foi tãosomente ampliar a parte disposita da Resolução, para que alcançasse outras formas societárias quando o contrato social não previsse a distribuição automática dos lucros, já que o texto da resolução limitouse a tratar de Fl. 435DF CARF MF Impresso em 28/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/0 1/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 26/12/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNI OR 4 sociedades anônimas. Assim, a decisão recorrida também decorre da tese de que a declaração de inconstitucionalidade da norma tributária tem o condão de alterar o dies a quo do prazo prescricional da pretensão à restituição ao indébito tributário, afastando, assim, a aplicação do art. 168, I, do CTN. Por força do disposto no art. 62A do RICARF, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelo art. 543C do CPC, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Assim, reproduzo o que fora decidido no REsp nº 1.110.578/SP, representativo de controvérsia julgado pela sistemática do art. 543 do CPC, cuja ementa a seguir transcrevo: REsp 1110578 /SP RECURSO ESPECIAL 2009/00083134 Relator(a) Ministro LUIZ FUX (1122) Órgão Julgador S1 PRIMEIRA SEÇÃO Data do Julgamento 12/05/2010 Data da Publicação/Fonte DJe 21/05/2010RT vol. 900 p. 204 Ementa TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ART.543C, DO CPC. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA.TRIBUTO DECLARADO INCONSTITUCIONAL. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. TERMO INICIAL. PAGAMENTO INDEVIDO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO DE OFÍCIO. 1. O prazo de prescrição quinquenal para pleitear a repetição tributária, nos tributos sujeitos ao lançamento de ofício, é contado da data em que se considera extinto o crédito tributário, qual seja, a data do efetivo pagamento do tributo, a teor do disposto no artigo168, inciso I, c.c artigo 156, inciso I, do CTN. (Precedentes: REsp 947.233/RJ, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em23/06/2009, DJe 10/08/2009; AgRg no REsp 759.776/RJ, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 17/03/2009, DJe20/04/2009; REsp 857.464/RS, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI,PRIMEIRA TURMA, julgado em 17/02/2009, DJe 02/03/2009; AgRg no REsp1072339/SP, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA, julgado em03/02/2009, DJe 17/02/2009; AgRg no REsp. 404.073/SP, Rel. Min. HUMBERTO MARTINS, Segunda Turma, DJU 31.05.07; AgRg no REsp.732.726/RJ, Rel. Min. FRANCISCO FALCÃO, Primeira Turma, DJU21.11.05) 2. A declaração de inconstitucionalidade da lei instituidora do tributo em controle concentrado, pelo STF, ou a Resolução do Senado (declaração de inconstitucionalidade em controle difuso) é despicienda para fins de contagem do prazo prescricional tanto em relação aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, quanto em relação aos tributos sujeitos ao lançamento de ofício. (Precedentes: EREsp 435835/SC, Rel. Ministro FRANCISCO PEÇANHA MARTINS, Rel. p/ Acórdão Ministro JOSÉ DELGADO, PRIMEIRA SEÇÃO,julgado em 24/03/2004, DJ 04/06/2007; AgRg no Ag 803.662/SP, Rel.Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 27/02/2007, DJ19/12/2007) Fl. 436DF CARF MF Impresso em 28/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/0 1/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 26/12/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNI OR Processo nº 10680.013328/200127 Acórdão n.º 9900000.480 CSRFPL Fl. 216 5 3. In casu, os autores, ora recorrentes, ajuizaram ação em 04/04/2000, pleiteando a repetição de tributo indevidamente recolhido referente aos exercícios de 1990 a 1994, ressoando inequívoca a ocorrência da prescrição, porquanto transcorrido o lapso temporal quinquenal entre a data do efetivo pagamento do tributo e a da propositura da ação. 4. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do art. 543C do CPC e da Resolução STJ 08/2008."[grifo nosso] Do julgado acima transcrito, de plano já se conclui que o acórdão recorrido merece reforma, pois, como ali decidido, "declaração de inconstitucionalidade da lei instituidora do tributo em controle concentrado, pelo STF, ou a Resolução do Senado (declaração de inconstitucionalidade em controle difuso) é despicienda para fins de contagem do prazo prescricional tanto em relação aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, quanto em relação aos tributos sujeitos ao lançamento de ofício". Ora, da mesma forma é despiciendo, para contagem do prazo prescricional da pretensão à restituição do indébito tributário, o reconhecimento da inconstitucionalidade da exação pelo Poder Executivo, mesmo porque, tal posicionamento não encontra qualquer suporte no Direito posto. Resta, então saber qual o prazo prescricional, quando se tratar de tributo sujeito ao lançamento por homologação, pois a posição adotada no item 1 do acórdão acima transcrito referese unicamente aos lançamentos de ofício. Sobre tal questão, já decidiu o Supremo Tribunal Federal, ao julgar o recurso representativo da controvérsia RE n. 566.621/RS; como também o Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o recurso representativo de controvérsia REsp n. 1.269.570MG. Tal posição jurisprudencial foi muito bem sintetizada na ementa do REsp 1089356/PR, a qual assim dispõe: REsp 1089356 / PR RECURSO ESPECIAL 2008/02103521 Relator(a) Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES (1141) Órgão Julgador T2 SEGUNDA TURMA Data do Julgamento 02/08/2012 Data da Publicação/Fonte DJe 09/08/2012 Ementa TRIBUTÁRIO. RECURSOS ESPECIAIS. JUÍZO DE RETRATAÇÃO. ART. 543B, § 3º, DO CPC. MANDADO DE SEGURANÇA QUE ATACA INDEFERIMENTO DE PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DE SALDOS NEGATIVOS DA CSLL REFERENTES AO EXERCÍCIO DE 1996. PEDIDO ADMINISTRATIVO PROTOCOLADO ANTES DE 09.06.2005. INAPLICABILIDADE DA LEI COMPLEMENTAR N. 118/2005 E DO ART. 16 DA LEI N. 9.065/95. 1. Tanto o STF quanto o STJ entendem que, para as ações de repetição de indébito relativas a tributos sujeitos a lançamento por homologação ajuizadas de 09.06.2005 em diante, deve ser aplicado o prazo prescricional quinquenal previsto no art. 3º da Lei Complementar n. 118/2005, ou seja, prazo de cinco anos com termo inicial na data do pagamento. Já para as ações ajuizadas antes de 09.06.2005, deve ser aplicado o entendimento anterior que permitia a cumulação do prazo do art. 150, §4º com o do art. 168, I, do CTN (tese do 5+5). Precedente do STJ: recurso representativo da Fl. 437DF CARF MF Impresso em 28/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/0 1/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 26/12/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNI OR 6 controvérsia REsp n. 1.269.570MG, 1ª Seção, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 23.05.2012. Precedente do STF (repercussão geral): recurso representativo da controvérsia RE n. 566.621/RS, Plenário, Rel. Min. Ellen Gracie, julgado em 04.08.2011. 2. No caso, embora se trate de mandado de segurança ajuizado no ano de 2007, houve observância do prazo do art. 18 da Lei n. 1.533/51 e a impetrante impugna o ato administrativo que decretou a prescrição do seu direito de pleitear a restituição dos saldos negativos da CSLL referentes ao anocalendário de 1995, exercício de 1996, cujo pedido de restituição foi protocolado administrativamente em 05.07.2002, antes, portanto, da Lei Complementar n. 118/2005. Diante das peculiaridades dos autos, o Tribunal de origem decidiu que o prazo prescricional deve ser contado da data de protocolo do pedido administrativo de restituição. Em assim decidindo, a Turma Regional não negou vigência ao art. 168, I, do CTN; muito pelo contrário, observou entendimento já endossado pela Primeira Turma do STJ (REsp 963.352/PR, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 13.11.2008). 3. No tocante ao recurso da impetrante, deve ser mantido o acórdão do Tribunal de origem, embora por outro fundamento, pois, ainda que o art. 16 da Lei n. 9.065/95 não se aplique nas hipóteses de restituição, via compensação, de saldos negativos da CSLL, no caso a impetrante formulou administrativamente simples pedido de restituição. Na espécie, ao adotar a data de homologação do lançamento como termo inicial do prazo prescricional quinquenal para se pleitear a restituição do tributo supostamente pago a maior, o Tribunal de origem considerou tempestivo o pedido de restituição, o qual, por conseguinte, deverá ter curso regular na instância administrativa. Mesmo que a decisão emanada do Poder Judiciário não contemple a possibilidade de compensação dos saldos negativos da CSLL com outros tributos administrados pela Receita Federal do Brasil, nada obsta que a impetrante efetue a compensação sob a regência da legislação tributária posteriormente concebida. 4. Recurso especial da Fazenda Nacional parcialmente conhecido e, nessa parte, não provido, e recurso especial da impetrante não provido, em juízo de retratação. Em suma, temos que: a) para as ações de repetição de indébito relativas a tributos sujeitos a lançamento por homologação ajuizadas de 09/06/2005 em diante, deve ser aplicado o prazo prescricional quinquenal previsto no art. 3º da Lei Complementar n. 118/2005, ou seja, prazo de cinco anos com termo inicial na data do pagamento; e b) para as ações ajuizadas antes de 09/06/2005, deve ser aplicado o entendimento anterior que permitia a cumulação do prazo do art. 150, § 4º com o do art. 168, I, do CTN (tese do 5+5). Todavia, o julgado acima transcrito foi além do decidido nos recursos representativos de controvérsia retro citados, pois sustentou que tais conclusões se aplicariam também em caso de pedido administrativo, ou seja, as mesmas considerações acerca da data do ajuizamento da ação de repetição de indébito, para fins de determinação do dies a quo do prazo prescricional, seriam também aplicáveis em caso de restituição pedida diretamente à Fl. 438DF CARF MF Impresso em 28/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/0 1/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 26/12/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNI OR Processo nº 10680.013328/200127 Acórdão n.º 9900000.480 CSRFPL Fl. 217 7 Administração Tributária. Sobre tal ponto, embora não seja caso de aplicação do art. 62A, já que o referido recurso especial não foi julgado pela sistemática do art. 543C do CPC, adoto tal entendimento para então concluir que: a) para os pedidos administrativos de restituição relativos a tributos sujeitos a lançamento por homologação protocolizados de 09/06/2005 em diante, deve ser aplicado o prazo prescricional quinquenal previsto no art. 3º da Lei Complementar n. 118/2005, ou seja, prazo de cinco anos com termo inicial na data do pagamento; e b) para os pedidos administrativos protocolizados antes de 09/06/2005, deve ser aplicado o entendimento anterior que permitia a cumulação do prazo do art. 150, § 4º com o do art. 168, I, do CTN (tese do 5+5). In casu, como o pedido foi protocolizado em 19/11/2001, aplicase a cumulação dos prazos do art. 150, § 4˚, com o do art. 168, I, do CTN, ou seja, dez anos contados do fato gerador. Razão pela qual entendo atingida pela prescrição apenas a pretensão à restituição de valor pago a título de ILL relativo ao ano calendário de 1990, e concluo ser tempestivo o pedido de restituição dos pagamentos a título de ILL relativos aos anos calendários de 1991 a 1992. Em face do exposto, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso extraordinário da Fazenda Nacional, para acolher a preliminar de prescrição da pretensão à restituição de valor pago a título de ILL relativo ao ano calendário de 1990, e determinar o retorno dos autos à Delegacia da Receita Federal de Julgamento, para enfrentamento do mérito do pedido de restituição dos pagamentos a título de ILL relativos aos anos calendários de 1991 e 1992. Alberto Pinto Souza Junior Relator Fl. 439DF CARF MF Impresso em 28/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/0 1/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 26/12/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNI OR
score : 1.0
Numero do processo: 10283.902088/2010-19
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 04 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Oct 23 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício: 2008
COMPENSAÇÃO. PER/DCOMP. ERRO DE PREENCHIMENTO. COMPROVAÇÃO.
Descabe considerar-se, como suposta alteração da origem do crédito pleiteado, o comprovado erro no preenchimento de Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp).
Numero da decisão: 1803-001.543
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, dar provimento parcial ao recurso voluntário, para que o direito creditório pleiteado seja apreciado, pela DRF de origem, como saldo negativo, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Selene Ferreira de Moraes - Presidente
(assinado digitalmente)
Sérgio Rodrigues Mendes - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Selene Ferreira de Moraes, Meigan Sack Rodrigues, Walter Adolfo Maresch, Victor Humberto da Silva Maizman, Sérgio Rodrigues Mendes e Viviani Aparecida Bacchmi.
Nome do relator: SERGIO RODRIGUES MENDES
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Exercício: 2008 COMPENSAÇÃO. PER/DCOMP. ERRO DE PREENCHIMENTO. COMPROVAÇÃO. Descabe considerar-se, como suposta alteração da origem do crédito pleiteado, o comprovado erro no preenchimento de Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp).
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, dar provimento parcial ao recurso voluntário, para que o direito creditório pleiteado seja apreciado, pela DRF de origem, como saldo negativo, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Selene Ferreira de Moraes - Presidente (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Selene Ferreira de Moraes, Meigan Sack Rodrigues, Walter Adolfo Maresch, Victor Humberto da Silva Maizman, Sérgio Rodrigues Mendes e Viviani Aparecida Bacchmi.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2008 COMPENSAÇÃO. PER/DCOMP. ERRO DE PREENCHIMENTO. COMPROVAÇÃO. Descabe considerarse, como suposta alteração da origem do crédito pleiteado, o comprovado erro no preenchimento de Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 3. 90 20 88 /2 01 0- 19 Fl. 61DF CARF MF Impresso em 23/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/10/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 05/10/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10283.902088/201019 Acórdão n.º 1803001.543 S1TE03 Fl. 62 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, dar provimento parcial ao recurso voluntário, para que o direito creditório pleiteado seja apreciado, pela DRF de origem, como saldo negativo, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Selene Ferreira de Moraes Presidente (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Selene Ferreira de Moraes, Meigan Sack Rodrigues, Walter Adolfo Maresch, Victor Humberto da Silva Maizman, Sérgio Rodrigues Mendes e Viviani Aparecida Bacchmi. Fl. 62DF CARF MF Impresso em 23/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/10/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 05/10/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10283.902088/201019 Acórdão n.º 1803001.543 S1TE03 Fl. 63 3 Relatório Por bem retratar os acontecimentos do presente processo, adoto o Relatório do acórdão recorrido (fls. 34): Trata o presente processo de PER/DCOMP transmitido em 30.04.2008, através do qual foi efetivada a compensação de débitos da interessada, acima identificada, com crédito de CSLL referente a pagamento indevido (efetuado através do DARF descrito na fl. 28), no valor original de R$ 24.805,48. 2. A DRF/Manaus, através de despacho decisório eletrônico (fl. 05), indeferiu o pedido de restituição e considerou “não homologada” a referida compensação, sob o seguinte argumento: “Analisadas as informações prestadas no documento acima identificado, foi constatada a improcedência do crédito informado no PER/DCOMP por tratarse de pagamento a título de estimativa mensal de pessoa jurídica tributada pelo lucro real, caso em que o recolhimento somente pode ser utilizado na dedução do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) ou da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) devida ao final do período de apuração ou para compor o saldo negativo de IRPJ ou CSLL do período.” 3. Cientificada em 17.09.2010 (fl. 25), a interessada apresentou, tempestivamente, em 15.10.2010, manifestação de inconformidade (fl. 01/03), na qual alega: “Importa, primeiramente, observar que ocorreu, efetivamente, pagamento indevido da CSLL no período de apuração de agosto [rectius: fevereiro] de 2007. Ora, tal lapso de recolhimento não pode trazer uma penalização de pagamento duplo de tributo em razão de procedimento burocrático incorreto. Senão vejamos. Razão assiste ao Julgador do Despacho Decisório de que o procedimento escorreito seria esse valor pago indevidamente ser deduzido da CSLL devida ao final do período ou ser composição do saldo negativo da CSLL do período. Por lapso, a ora inconformada, em vez disso, realizou o PER/DCOMP, forma de registro de compensação não aceita para o presente caso. No entanto, o fato irretorquível é que há pagamento indevido da CSLL e o recolhimento do mesmo, a teor do Despacho Decisório, trará odioso enriquecimento ilícito da União Federal, em prejuízo à Inconformada. Assim sendo, buscando ajustar o procedimento dentro dos cânones definidos pela Receita Federal do Brasil, a empresa procedeu à retificação da DIPJ 2008 (ano base de 2007), ajustando, assim, em definitivo, tal informação. Desta forma, com a Declaração de 2007 já ajustada, onde se considera que a CSLL paga indevidamente está compondo o saldo negativo, crêse que não mais subsiste a cobrança do valor constante do respeitável Despacho Decisório. Fl. 63DF CARF MF Impresso em 23/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/10/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 05/10/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10283.902088/201019 Acórdão n.º 1803001.543 S1TE03 Fl. 64 4 Dada a impossibilidade de correção do PER/DCOMP pela empresa, haja vista que ele se encontra com Despacho Decisório em análise, ROGASE que essa correção seja realizada de OFÍCIO pela Receita Federal do Brasil.” 2. A decisão da instância a quo foi assim ementada (fls. 33): ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Período de apuração: 01/02/2007 a 28/02/2007 COMPENSAÇÃO. Incabível compensar débitos informados em declaração de compensação com valores referentes a créditos diversos daquele indicado no documento, os quais simplesmente não integram o seu conteúdo. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido 3. Cientificada da referida decisão em 27/07/2011 (fls. 37 numeração digital ND), a tempo, em 24/08/2011, apresenta a interessada Recurso de fls. 38 (ND) a 43 (ND), instruído com os documentos de fls. 44 (ND) a 58 (ND), nele reiterando os argumentos anteriormente expendidos. 4. É o que importa relatar. Em mesa para julgamento. Fl. 64DF CARF MF Impresso em 23/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/10/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 05/10/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10283.902088/201019 Acórdão n.º 1803001.543 S1TE03 Fl. 65 5 Voto Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes, Relator Atendidos os pressupostos formais e materiais, tomo conhecimento do Recurso. 5. A decisão recorrida, de fls. 33 a 35, não homologou a compensação declarada mediante Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp), ao argumento de que “Não pode ser acolhida a pretensão da contribuinte, pelo fato de o crédito, cuja existência pretende ver discutida, ser diferente daquele utilizado na compensação cuja ‘não homologação’ está sendo analisada” (fls. 35, item 9). 6. Sucede que descabe considerarse, como suposta alteração da origem do crédito pleiteado, o comprovado erro no preenchimento de Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp). 7. No presente caso, admite a própria Recorrente que deveria ter indicado o pagamento de estimativa mensal na dedução da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) devida ao final do período de apuração, compondo o saldo negativo correspondente. Para tanto, noticia que apresentou declaração retificadora nesse sentido (cópia do recibo de entrega, de fls. 4). 8. Assim, aquele pagamento de estimativa mensal, indicado como direito creditório na correspondente Per/DComp, compõe o saldo negativo apurável, devendo, a esse título, ser apreciado pelo órgão jurisdicionante. Conclusão Em face do exposto, e considerando tudo o mais que dos autos consta, voto no sentido de DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário, para que o direito creditório pleiteado seja apreciado, pela DRF de origem, como saldo negativo. É como voto. (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Fl. 65DF CARF MF Impresso em 23/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/10/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 05/10/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10283.902088/201019 Acórdão n.º 1803001.543 S1TE03 Fl. 66 6 Fl. 66DF CARF MF Impresso em 23/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/10/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 05/10/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES
score : 1.0
Numero do processo: 10680.010855/2002-61
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 20 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Jan 22 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2000
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACÓRDÃO REVISOR.
Constatada, mediante embargos de declaração, a ocorrência de obscuridade, omissão ou contradição deve-se proferir novo Acórdão, para rerratificar o Acórdão embargado.
DESPESAS COM INSTRUÇÃO. LIMITE.
Na Declaração de Ajuste Anual podem ser deduzidos os gastos com educação até o limite anual individual determinado pela legislação tributária, sendo vedada a transferência do excesso individual para outra pessoa.
Embargos Acolhidos
Numero da decisão: 2102-002.378
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração, com efeitos infringentes, para que, no se refere à despesa com instrução, restabelecer a dedução, no valor de R$ 2.229,19, no termos do voto da relatora.
Assinado digitalmente
Giovanni Christian Nunes Campos Presidente
Assinado digitalmente
Núbia Matos Moura Relatora
EDITADO EM: 26/11/2012
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Eivanice Canário da Silva, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: NUBIA MATOS MOURA
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ACÓRDÃO REVISOR. Constatada, mediante embargos de declaração, a ocorrência de obscuridade, omissão ou contradição devese proferir novo Acórdão, para rerratificar o Acórdão embargado. DESPESAS COM INSTRUÇÃO. LIMITE. Na Declaração de Ajuste Anual podem ser deduzidos os gastos com educação até o limite anual individual determinado pela legislação tributária, sendo vedada a transferência do excesso individual para outra pessoa. Embargos Acolhidos Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração, com efeitos infringentes, para que, no se refere à despesa com instrução, restabelecer a dedução, no valor de R$ 2.229,19, no termos do voto da relatora. Assinado digitalmente Giovanni Christian Nunes Campos – Presidente Assinado digitalmente Núbia Matos Moura – Relatora EDITADO EM: 26/11/2012 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 01 08 55 /2 00 2- 61 Fl. 150DF CARF MF Impresso em 27/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 04/12/2012 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 07/12/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10680.010855/200261 Acórdão n.º 2102002.378 S2C1T2 Fl. 156 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Eivanice Canário da Silva, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho. Relatório Em sessão plenária realizada em 7 de agosto de 2008 a Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes julgou o recurso apresentado pelo contribuinte MARCOS ANTONIO DE FARIA SILVA, Acórdão nº 10249.212, fls. 139/148, sendo proferida a seguinte decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL para restabelecer o valor de R$ 3.929,19, a título de despesa com instrução e R$ 3.070,00 a título de despesas médicas, nos termos do voto da Redatora designada. Por maioria de votos, restabelecer as despesas médicas no valor de R$ 787,79 correspondentes às notas fiscais existentes nos autos. Vencida, neste ponto, a Conselheira Silvana Mancini Karam (Relatora). Designada para redigir o voto vencedor a Conselheira Núbia Matos Moura. Notificada da decisão acima mencionada, a Fazenda Nacional apresentou Embargos de Declaração, fls. 152/153, a seguir parcialmente transcrito: 3 No que tange à dedução das despesas com instrução, a decisão incluiu os recibos nos valores de R$ 259,00 e R$ 265,00, emitidos pelo Instituto Santa Efigênia (despesas com instrução de dependente do contribuinte) e, no mesmo diapasão, os recibos de R$ 307,81 e de R$ 339,00, emitidos pela PUC/MG (despesas com instrução do próprio contribuinte), conforme se depreende das fls. 145 dos autos. 4 Ocorre que os valores suso citados já tinham sido incluídos pela DRJ de origem como despesas dedutíveis, abatendoos do presente lançamento, de tal modo que a inserção de tais valores no âmbito recursal implicaria uma dedução repetida e, portanto, indevida. 5 Dessa forma, há contradição no julgado porque ele, em que pese a informação de que a DRJ de origem já teria aceitado parcialmente os recibos juntados pelo contribuinte, incluiuos novamente no decisum, vale dizer, permitindo que o contribuinte fosse duplamente beneficiado, tanto pela DRJ como pelo e. Conselho de Contribuintes, com base nos mesmos documentos. 6 Ressaltese que a inclusão dos sobreditos valores repercute diretamente sobre valor lançado pelo contribuinte na DAA, vez que a consideração dos mesmos em duplicidade aumenta a margem de dedutibilidade dos valores lançados como isentos pelo contribuinte. Fl. 151DF CARF MF Impresso em 27/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 04/12/2012 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 07/12/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10680.010855/200261 Acórdão n.º 2102002.378 S2C1T2 Fl. 157 3 7 Portanto, face ao exposto, requer a União (Fazenda Nacional) seja esclarecida a contradição acima exposta e, se for o caso, sejam atribuídos efeitos infringentes ao recurso para excluir os valores constantes dos recibos juntados pelo contribuinte e que já haviam sido aceitos pela DRJ de origem para fins de dedução das despesas com instrução do próprio contribuinte e do respectivo dependente. É o Relatório. Fl. 152DF CARF MF Impresso em 27/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 04/12/2012 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 07/12/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10680.010855/200261 Acórdão n.º 2102002.378 S2C1T2 Fl. 158 4 Voto Conselheira Núbia Matos Moura, relatora Os Embargos de Declaração apresentados pela Fazenda Nacional preenchem os requisitos legais para sua admissibilidade e devem ser conhecidos. Em sua Declaração de Ajuste Anual (DAA), exercício 2000, anocalendário 1999, fls. 58/62, o contribuinte pleiteou dedução de despesas com instrução, no valor de R$ 5.100,00, que foi inteiramente glosada no lançamento. Importante observar que o valor de R$ 5.100,00 equivale a três vezes o limite individual, que era para o referido anocalendário de R$ 1.700,00. A decisão de primeira instância julgou procedente em parte o lançamento para reconhecer a despesas com instrução, no valor total de R$ 1.170,81, sendo: R$ 524,00 (R$ 259,00, fls. 12 + R$ 265,00, fls. 14) pagos ao Instituto Efigênia Vidigal, em prol de despesas com instrução de Marcos Henrique F Faria, filho do contribuinte e R$ 646,81 (R$ 307,81, fls. 18 + R$ 339,00, fls. 20) pagos a PUCMG em razão de despesas com instrução do próprio contribuinte. Já a decisão embargada, verificou corretamente que o contribuinte pagou ao Instituto Efigênia Vidigal, no anocalendário 1999, a quantia total de R$ 3.114,00, fls. 107/116, em prol de despesas com instrução de seu filho e que em relação às despesas próprias de instrução pagou à PUCMG a quantia de R$ 1.960,27, fls. 99/106, sendo certo que em tais quantias estão incluídos os valores já acolhidos na decisão recorrida. Ocorre que, ao definir as despesas com instrução que deveriam ser reconhecidas pela decisão embargada, a relatora assim se pronunciou: Considerando que o limite individual de despesas com instrução no período em análise era de R$ 1.700,00 cada um, e, diante das provas trazidas pelo interessado e, recebidas ainda que em sede de RO em homenagem ao princípio da verdade material, entendo como corretos os valores lançados a esse título na DAA original. Cabe portanto, restabelecer a esse título a diferença de R$ 3.929,19 correspondente ao seguinte: R$ 5.100,00 (valor lançado pelo contribuinte na sua DAA) R$ 1.170,81 (valor conferido ao interessado pela DRJ de origem) = R$ 3.929,19 a restabelecer a dedução. Ao assim proceder a relatora incorreu em uma impropriedade, qual seja: embora o contribuinte tenha deduzido em sua DAA despesas com instrução no valor de R$ 5.100,00, que corresponde a três limites individuais, somente comprovou despesas com instrução própria e com seu filho, sendo certo que a despesa com instrução deve ser limitada em R$ 3.400,00, que corresponde a duas vezes o limite individual de despesas com instrução. Fl. 153DF CARF MF Impresso em 27/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 04/12/2012 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 07/12/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10680.010855/200261 Acórdão n.º 2102002.378 S2C1T2 Fl. 159 5 Nestes termos, devem os embargos de declaração ser acolhidos para restabelecer a despesa com instrução, no valor de R$ 2.229,19, conforme a seguir demonstrado: Despesas com instrução próprias comprovadas = R$ 1.960,27 Despesas com instrução próprias dedutíveis = R$ 1.700,00 Despesas com instrução próprias já reconhecidas pela DRJ = R$ 646,81 Despesas com instrução próprias a ser reconhecida = R$ 1.053,19 Despesas com instrução do filho comprovadas = R$ 3.114,00 Despesas com instrução do filho dedutíveis = R$ 1.700,00 Despesas com instrução do filho já reconhecidas pela DRJ = R$ 524,00 Despesas com instrução do filho a ser reconhecida = R$ 1.176,00 Verificase, ainda, que no dispositivo da decisão embargada consta a expressão: nos termos do voto da redatora designada em lugar de: nos termos do voto da relatora. Assim, fazendose as devidas correções o dispositivo da decisão embargada passa a ter a seguinte redação: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL para restabelecer o valor de R$ 2.229,19, a título de despesa com instrução e R$ 3.070,00 a título de despesas médicas, nos termos do voto da Relatora. Por maioria de votos, restabelecer as despesas médicas no valor de R$ 787,79 correspondentes às notas fiscais existentes nos autos. Vencida, neste ponto, a Conselheira Silvana Mancini Karam (Relatora). Designada para redigir o voto vencedor a Conselheira Núbia Matos Moura. Ante o exposto, voto por acolher os embargos de declaração, com efeitos infringentes, para no que se refere à despesa com instrução, restabelecer a dedução, no valor de R$ 2.229,19. Assinado digitalmente Núbia Matos Moura Relatora Fl. 154DF CARF MF Impresso em 27/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 04/12/2012 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 07/12/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10680.010855/200261 Acórdão n.º 2102002.378 S2C1T2 Fl. 160 6 Fl. 155DF CARF MF Impresso em 27/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 04/12/2012 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 07/12/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
score : 1.0
Numero do processo: 10825.002404/2001-87
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 22 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Sep 25 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/04/1997 a 31/12/1997
LANÇAMENTO DE OFÍCIO. INOCORRÊNCIA DOS FATOS IMPUTADOS AO CONTRIBUINTE. Provado que não ocorreram os fatos imputados ao contribuinte no auto de infração, relativamente a glosas efetuadas em DCTF, cancela-se lançamento. PAGAMENTO INFORMADO EM DCTF. INOCORRÊNCIA. A falta de comprovação do pagamento informado em DCTF enseja a lavratura do auto de infração e a imposição da multa de ofício. Recurso de Ofício Negado e Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 3302-001.768
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício e dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Quanto ao recurso voluntário, a conselheira Fabiola Cassiano Keramidas acompanhou o relator pelas conclusões. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente e Relator. EDITADO EM: 25/08/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
Nome do relator: WALBER JOSE DA SILVA
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INOCORRÊNCIA DOS FATOS IMPUTADOS AO CONTRIBUINTE. Provado que não ocorreram os fatos imputados ao contribuinte no auto de infração, relativamente a glosas efetuadas em DCTF, cancelase lançamento. PAGAMENTO INFORMADO EM DCTF. INOCORRÊNCIA. A falta de comprovação do pagamento informado em DCTF enseja a lavratura do auto de infração e a imposição da multa de ofício. Recurso de Ofício Negado e Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício e dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Quanto ao recurso voluntário, a conselheira Fabiola Cassiano Keramidas acompanhou o relator pelas conclusões. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente e Relator. EDITADO EM: 25/08/2012 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 82 5. 00 24 04 /2 00 1- 87 Fl. 767DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/08/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/08/2012 por WALBER JOSE DA SILVA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Relatório Contra a empresa recorrente foi lavrado auto de infração eletrônico para exigir o pagamento de IPI, relativo ao períodos de apuração ocorridos entre abril e dezembro de 1997, tendo em vista que não foi localizado o processo judicial que suspendeu a exigibilidade do débito informado na DCTF e, também, porque não foram localizados diversos pagamentos (Darf) vinculados a débitos informados na DCTF. Inconformada com a autuação, a empresa interessada impugnou o lançamento, cujas alegações estão sintetizadas no relatório do acórdão recorrido, que leio em sessão. A 4a Turma de Julgamento da DRJ em Ribeirão Preto SP julgou parcialmente procedente o lançamento, para excluir os períodos de apuração abrangidos pela IN SRF no 67/98 e para reduzir a multa, nos termos do Acórdão no 1422.372, de 20/02/2009, cuja ementa abaixo transcrevo: FALTA DE RECOLHIMENTO. A falta ou insuficiência de recolhimento do IPI, apurado em procedimento fiscal, enseja o lançamento de ofício com os acréscimos legais. AÇÚCAR AMORFO. TRIBUTAÇÃO. IN 67/1998. Conforme disposto na IN 67/1998, as saídas de açúcar tipo refinado amorfo não foram tributadas pelo IPI no período de 14/01/1992 a 16/11/1997. RETROATIVIDADE BENIGNA. Aplicase a ato pretérito a legislação que deixe de cominálo como infração. Ciente desta decisão em 01/06/2009, a interessada ingressou, no dia 30/06/2009, com o recurso voluntário de fls. 707/711, no qual alega que: 1 efetuou o pagamento do débito do primeiro decêndio de maio de 1997, conforme comprovante que junta; 2 o mandado de segurança foi impetrado em nome do estabelecimento matriz, que é o escritório administrativo (CGC Ficha de Recadastramento do Estabelecimento Sede de fl. 765) e tanto o estabelecimento matriz como a filial estão sob a jurisdição da DRF de Bauru, sendo o estabelecimento autuado a única unidade fabril, contribuinte do IPI. O fato do endereço da petição inicial do mandado de segurança ser o da matriz “não afasta o reconhecimento de que o Mandado de Segurança tem por objeto o afastamento do IPI sobre o açúcar comercializado pelo estabelecimento filial (autuado)”. Fl. 768DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/08/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/08/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10825.002404/200187 Acórdão n.º 3302001.768 S3C3T2 Fl. 3 3 2 se não fosse para alcançar o estabelecimento autuado de nada valia o mandado de segurança, o que não é razoável; Na forma regimental, o recurso voluntário foi distribuído a este Conselheiro Relator. É o relatório. Voto Conselheiro Walber José da Silva, Relator. O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos requisitos legais de admissibilidade e, portanto, dele se conhece. A lide inicialmente estabelecida deveuse à falta de localização do processo judicial que suspendeu a exigibilidade dos créditos tributários declarados em DCTF e, também, à falta de localização dos pagamentos efetuados e vinculados aos débitos declarados em DCTF. Com relação aos pagamentos a empresa recorrente trouxe aos autos cópia dos respectivos Darf, sendo os mesmos conformados e acolhidos pela decisão recorrida, com exceção do pagamento vinculado ao débito do 105/97, no valor de R$ 280,10, que não foi localizado. O Darf juntado aos autos, na impugnação e no recurso voluntário, também no valor de R$ 280,10, referese ao pagamento vinculado ao débito do período de apuração de 1 06/97 (primeiro decêndio de junho de 1997), conforme se constata na DCTF e no Anexo Ia do Auto de Infração (fls. 26, 36 e 38). À mingua de prova da existência do pagamento declarado em DCTF, há que se manter o auto de infração, neste particular. Quanto à glosa dos débitos declarados em DCTF com a exigibilidade suspensa, entendo que assiste razão à Recorrente. É verdade que, estando o crédito tributário com exigibilidade suspensa por força de liminar proferida em mandado de segurança, não há impedimento para efetuar o lançamento, também com a exigibilidade suspensa e sem a multa de ofício. No entanto, não é este o caso do lançamento lavrado contra a recorrente. Ou seja, o auto de infração não foi lavrado com a exigibilidade suspensa e sim para exigir o pagamento do crédito tributário declarado na DCTF com a exigibilidade suspensa, com fulcro nas liminares proferidas nos Mandados de Segurança nº 96.130.09876 e 97.130.16521. O que se está imputando à empresa autuada é que os débitos do IPI que estão com a exigibilidade suspensa por força de decisão liminar, e regularmente declarados em Fl. 769DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/08/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/08/2012 por WALBER JOSE DA SILVA 4 DCTF, não foram aceitos pela RFB (foram glosados) porque o processo judicial que autorizou a suspensão da exigibilidade não foi comprovado, ou seja, não existe. Só isto. Na realidade, os processos judicial existem e neles foi proferido decisão liminar impedindo a exigência dos débitos do IPI. As DCTF estão corretas e não mereciam ser glosadas, continuando os débitos declarados com a exigibilidade suspensa, estando o destino dos ditos débitos vinculado à decisão que vier a transitar em julgado nas ações judiciais informadas na DCTF. Devo esclarecer que a decisão deste Colegiado não impede o fiel cumprimento da decisão judicial que vier a transitar em julgado. Quanto ao argumento da decisão recorrida de que a ação judicial impetrada pela matriz da recorrente não alcança o estabelecimento autuado entendo que assiste razão à recorrente pela peculiaridade dos fatos. Abstraindome da teoria da autonomia dos estabelecimentos, é razoável o argumento da Recorrente de que não teria sentido impetrar ação judicial contestando a legislação do IPI se não fosse para alcançar operações alcançadas pelo fato gerador do IPI. Por evidente, o estabelecimento matriz da Recorrente não é contribuinte do IPI, mas sim o estabelecimento autuado, única unidade fabril da empresa. Portanto, os mandados de segurança alcançam o estabelecimento autuado e não o estabelecimento matriz. Todas as decisões proferidas alcançam a saída do açúcar promovida pela empresa Recorrente. Com relação ao recurso de ofício, não vejo reparos a fazer na decisão recorrida em face do cristalino comando contido na IN SRF no 67/98. Portanto, adoto e ratifico os fundamentos da decisão recorrida, nesta parte. Isto posto, voto no sentido de negar provimento ao recurso de ofício e dar parcial provimento ao recurso voluntário para considerar improcedente o lançamento, exceto o do período de apuração de 105/97, no valor original de R$ 280,10, acrescido da multa de ofício e dos juros de mora. (assinado digitalmente) Walber José da Silva Relator Fl. 770DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/08/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 25/08/2012 por WALBER JOSE DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 19563.000133/2007-13
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 19 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Oct 25 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/05/1999 a 31/03/2002
RECURSO INTEMPESTIVO.
É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário no prazo legal. Não se toma conhecimento de recurso intempestivo.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2402-003.093
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por intempestividade.
Julio Cesar Vieira Gomes - Presidente.
Ronaldo de Lima Macedo - Relator.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões. Ausente, justificadamente, o conselheiro Lourenço Ferreira do Prado.
Nome do relator: RONALDO DE LIMA MACEDO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/05/1999 a 31/03/2002 RECURSO INTEMPESTIVO. É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário no prazo legal. Não se toma conhecimento de recurso intempestivo. Recurso Voluntário Não Conhecido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por intempestividade. Julio Cesar Vieira Gomes - Presidente. Ronaldo de Lima Macedo - Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões. Ausente, justificadamente, o conselheiro Lourenço Ferreira do Prado.
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CONTRIBUIÇÃO PATRONAL, SAT E TERCEIROS Recorrente CONSTRUTORA AMÉRICA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/1999 a 31/03/2002 RECURSO INTEMPESTIVO. É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário no prazo legal. Não se toma conhecimento de recurso intempestivo. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por intempestividade. Julio Cesar Vieira Gomes Presidente. Ronaldo de Lima Macedo Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões. Ausente, justificadamente, o conselheiro Lourenço Ferreira do Prado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 56 3. 00 01 33 /2 00 7- 13 Fl. 153DF CARF MF Impresso em 25/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/10/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 19/10/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 22/10/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Relatório Tratase de lançamento fiscal decorrente do descumprimento de obrigação tributária principal, referente às contribuições devidas à Seguridade Social, incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados, concernente à parcela patronal, incluindo as contribuições para o financiamento das prestações concedidas em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (SAT/GILRAT) e as contribuições destinadas a outras Entidades/Terceiros, para as competências 05/1999 a 03/2002. O Relatório Fiscal (fls. 29/30) informa que foram examinados os seguintes documentos: Livro Diário, folhas de pagamento e outros elementos. A ciência do lançamento fiscal ao sujeito passivo deuse em 04/01/2003 (fl.01). A autuada apresentou impugnação tempestiva (fls. 32/35) – acompanhada de anexos de fls. 36/88, alegando, em síntese, que já recolheu, em parte, os valores apurados no presente lançamento fiscal, conforme documentos acostados. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) em Belém/PA – por meio do Acórdão no 0123.026 da 4a Turma da DRJ/BEL (fls. 109/115) – considerou o lançamento fiscal procedente em parte, eis que determinou a retificação dos valores inicialmente apurados, mantendo o crédito tributário em parte, conforme Discriminativo Analítico do Débito Retificado (DADR), que acompanha o presente Acórdão. Além disso, julgou improcedente os valores apurados na competência 08/1997, levantamento DAL, referente ao estabelecimento CEI n° 12.014.06776/70, por considerálos maculados pela decadência quinquenal. A Notificada apresentou recurso voluntário, manifestando seu inconformismo pela obrigatoriedade do recolhimento dos valores lançados e no mais efetua repetição das alegações da peça de impugnação. A Delegacia da Receita Federal do Brasil (DRF) em Belém/PA informa que o recurso interposto é intempestivo e encaminha os autos ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) para processamento e julgamento. É o relatório. Fl. 154DF CARF MF Impresso em 25/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/10/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 19/10/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 22/10/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 19563.000133/200713 Acórdão n.º 2402003.093 S2C4T2 Fl. 3 3 Voto Conselheiro Ronaldo de Lima Macedo, Relator Quanto à tempestividade do recurso voluntário interposto, verificase que não houve cumprimento de tal requisito de admissibilidade. A Recorrente foi intimada da decisão de primeira instância em 27/12/2011, mediante correspondência postal acompanhada de Aviso de Recebimento (AR), conforme documento dos Correios juntado aos autos. Por sua vez, a Recorrente interpôs recurso voluntário, apresentando as mesmas alegações postuladas na sua peça de impugnação (fls. 32/35), e não se manifestou a respeito da tempestividade do recurso. Em decorrência dos elementos fáticos constantes nos autos, verificase que a Recorrente interpôs o recurso voluntário em 27/01/2012, nos termos da papeleta devidamente assinada por servidor do Fisco (Delegacia da Receita Federal do Brasil), papeleta inicial do recurso. O art. 5º, parágrafo único, do Decreto 70.235/1972 – diploma que trata do contencioso administrativo fiscal no âmbito dos tributos arrecadados e administrados pela União – estabelece como serão computados os prazos para interposição de recurso, transcrito abaixo: Art. 5º. Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. Salientase que a tempestividade do recurso voluntário é aferida pela data do protocolo junto ao órgão preparador do processo (circunscrição do domicílio fiscal da Recorrente). Em outras palavras, o que importa, para verificar a tempestividade do recurso, é que ele tenha sido apresentado ao protocolo dentro do prazo legalmente previsto, nos termos do art. 33 do Decreto 70.235/1972, transcrito abaixo: Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos 30 (trinta) dias seguintes à ciência da decisão.(g.n.) A Recorrente teve ciência da decisão de primeira instância – prolatada por meio do Acórdão no 0123.026 da 4a Turma da DRJ/BEL (fls. 109/115) –, em 27/12/2011 (terçafeira). Assim, levandose em consideração que os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão, nos exatos termos do parágrafo único do artigo 5º do Decreto 70.235/1972, o prazo para interposição de recurso teve início em 28/12/2011 (quartafeira). O trigésimo dia ocorreu em 26/01/2012 (quintafeira). Entretanto o recurso só teria sido postado em 27/01/2012, sextafeira. Fl. 155DF CARF MF Impresso em 25/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/10/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 19/10/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 22/10/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Com o mesmo entendimento, o art. 15 do Decreto 70.235/1972 estabelece que a peça recursal deverá ser apresentada no local do órgão preparador de circunscrição do sujeito passivo. Decreto 70.235/1972 (Processo Administrativo Fiscal PAF): Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. (g.n.) A regra na contagem dos prazos processuais é a continuidade, ou seja, os prazos não se suspendem nem se interrompem, com exceção das hipóteses de força maior ou de caso fortuito, como greves ou outros fatos que impeçam o funcionamento dos órgãos da Administração. Essas hipóteses devem ser devidamente comprovadas nos autos e, no momento, não as encontramos presentes neste processo. Nesse sentido, resta claro que a autuada não verificou o prazo para apresentação do recurso, só vindo a apresentálo após o vencimento legal. CONCLUSÃO: Diante do exposto, voto no sentido de NÃO CONHECER do recurso interposto em razão da sua intempestividade. Ronaldo de Lima Macedo. Fl. 156DF CARF MF Impresso em 25/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/10/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 19/10/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 22/10/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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Numero do processo: 10855.000611/2009-05
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 20 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Dec 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2005
DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÃO. COMPROVAÇÃO. Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, sendo ônus do sujeito passivo comprovar a despesa com a apresentação de documento que contenha todos os requisitos legais, podendo a autoridade lançadora solicitar a comprovação do efetivo pagamento. Hipótese em que a prova requerida não foi apresentada.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2101-001.967
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
___________________________________
Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Presidente
(assinado digitalmente)
___________________________________
José Raimundo Tosta Santos - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), José Raimundo Tosta Santos, Alexandre Naoki Nishioka, Célia Maria de Souza Murphy, Gilvanci Antonio de Oliveira Sousa e Gonçalo Bonet Allage.
Nome do relator: JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS
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DEDUÇÃO. COMPROVAÇÃO. Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, sendo ônus do sujeito passivo comprovar a despesa com a apresentação de documento que contenha todos os requisitos legais, podendo a autoridade lançadora solicitar a comprovação do efetivo pagamento. Hipótese em que a prova requerida não foi apresentada. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) ___________________________________ Luiz Eduardo de Oliveira Santos Presidente (assinado digitalmente) ___________________________________ José Raimundo Tosta Santos Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), José Raimundo Tosta Santos, Alexandre Naoki Nishioka, Célia Maria de Souza Murphy, Gilvanci Antonio de Oliveira Sousa e Gonçalo Bonet Allage. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 85 5. 00 06 11 /2 00 9- 05 Fl. 74DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 05/1 2/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 22/11/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS 2 O recurso voluntário em exame pretende a reforma do Acórdão nº 1744.075 (fl. 31), que, por unanimidade de votos, julgou procedente em parte o lançamento do IRPF, relativo ao exercício de 2005, anocalendário de 2004. De acordo com o contido na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, fl. 05, a autoridade fiscal procedeu à glosa do valor de R$ 29.499,77, indevidamente deduzido a título de despesas médicas, motivado pela falta de comprovação de notas fiscais e efetivo pagamento referentes aos seguintes prestadores de serviços: Sandra Domingues Ribeiro R$ 6.000,00; Clínica Médica E. P. Colombini Ltda R$ 17.800,00; Rosângela Terêncio Arruda ME R$ 4.630,56 e Sul América Companhia de Seguro Saúde R$ 1.069,21. Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou impugnação parcial ao lançamento, fl. 01, na qual solicita revisão dos cálculos à vista dos recibos emitidos por Sandra Domingues Ribeiro, no valor total de R$ 6.000,00 e do recibo de Nelson E. P. Colombini, no valor de R$ 17.800,00, acompanhado das cópias de microfilmes dos cheques, todos nominais ao prestador Nelson E. P. Colombini, que totalizaram esse pagamento. Ao apreciar o litígio, o órgão julgador de primeiro grau restabeleceu a dedução com despesa médica no montante de R$17.800,00. Manteve a glosa relacionada à profissional Sandra D. Ribeiro (fls.07/08), no valor total de R$ 6.000,00, por entender que os recibos apresentados não informam o endereço da prestadora, não identificam o beneficiário dos serviços, impossibilitando saber se estes foram prestados ao contribuinte ou a terceiros, não informam o registro de habilitação profissional da emitente no respectivo Conselho Regional de Classe e também não vieram acompanhados de provas de seus efetivos pagamentos. A decisão recorrida possui a seguinte ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF Exercício: 2005 GLOSA DE DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. Nos termos do artigo 80, §1°, II, do RIR/99, a dedução de despesas médicas da declaração de rendimentos restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes. Restabelecemse as deduções com despesas médicas no valor da prova documental apresentada pelo contribuinte. Impugnação Procedente em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte Em seu apelo ao CARF (fl. 61) o recorrente reitera o pedido pelo restabelecimento da despesa odontológica de R$6.000,00 e reapresenta cópia autenticada dos recibos devidamente preenchidos pela Dra. Sandra Domingues Ribeiro, CPF.063.425.46851; cópia do Comprovante da Situação Cadastral da mesma junto a Secretaria da Receita Federal; cópia do seu cartão profissional que também comprova que ela existe inclusive no verso consta minha próxima consulta 05/08/2011. Anexa outros documentos relacionados a tratamentos em anos posteriores, com o fim de provar que a profissional existe e que o trata até os dias de hoje. É o relatório. Fl. 75DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 05/1 2/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 22/11/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS Processo nº 10855.000611/200905 Acórdão n.º 2101001.967 S2C1T1 Fl. 78 3 Voto Conselheiro JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Relator O recurso atende os requisitos de admissibilidade. Em litígio, tãosomente, a glosa da despesa médica no valor total de R$6.000,00, pago em duas parcelas de R$3.000,00, em 22/11/2004 e 22/12/2004. Conforme já assentado neste Colegiado, as despesas médicas dedutíveis da base de cálculo do imposto de renda restringemse aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes, e limitamse a pagamentos especificados e comprovados. Sobre a dedução de despesas médicas, vejamos o que dispõe a Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995: Art. 8º A base de cálculo do imposto devido no anocalendário será a diferença entre as somas: (...). II das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no ano calendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; (...). § 2º O disposto na alínea “a” do inciso II: (...). II restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento; Por sua vez, o Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999, Regulamento do Imposto de Renda, RIR/1999, art. 73, dispõe: Art.73. Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (DecretoLei nº 5.844, de 1943, art. 11, §3º). §1º Se forem pleiteadas deduções exageradas em relação aos rendimentos declarados, ou se tais deduções não forem cabíveis, Fl. 76DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 05/1 2/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 22/11/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS 4 poderão ser glosadas sem a audiência do contribuinte (Decreto lei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 4º). Examinandose os recibos de fls. 07/09, compreendese o porque das glosas efetuadas pela fiscalização. Os serviços prestados em Clínicas, contudo, não foram apresentadas notas fiscais, mas recibos avulsos que não atendiam os requisitos legais. Também não houve comprovação do efetivo pagamento. A decisão de primeiro grau somente restabeleceu a dedução da despesa com o profissional Nelson E. P. Colombini, no montante de R$ 17.800,00, tendo em vista que as cópias de microfilmes dos cheques compensados, nominais ao prestador Nelson E. P. Colombini, comprovam o efetivo pagamento, a teor do que dispõe o art. 80, § 1º, III, do RIR/1999. Manteve a glosa relacionada à profissional Sandra D. Ribeiro (fls.07/08), no valor total de R$ 6.000,00, por entender que os recibos apresentados não informam o endereço da prestadora, não identificam o beneficiário dos serviços, impossibilitando saber se estes foram prestados ao contribuinte ou a terceiros, não informam o registro de habilitação profissional da emitente no respectivo Conselho Regional de Classe e também não vieram acompanhados de provas de seus efetivos pagamentos. Com efeito, diante da clareza da descrição dos fatos na Notificação de Lançamento do auto de infração e do voto condutor da decisão recorrida, esperavase que o contribuinte fosse mais diligente com a prova requerida, até por que não seria tão difícil apresentar os saques em conta bancária, comprovantes de depósito, transferência ou fotocópia dos cheques relativo aos dois pagamentos de R$3.000,00, observandose, naturalmente, a coincidência de datas (retirada/pagamento). De fato, sendo os rendimentos do impugnante provenientes de Pessoas Jurídicas (fls. 24), creditados em conta corrente, forçosamente os recursos para pagar as despesas médicas restariam demonstrados em sua movimentação bancária. No caso vertente, o impugnante não se preocupou em apresentar quaisquer documentos/provas subsidiários que comprovassem o efetivo pagamento da despesa médica glosada, conforme solicitado pela autoridade tributária e reiterado na decisão a quo. Os documentos apresentados não se referem ao anocalendário de 2004 e em nada interfere na solução do presente litígio. Da mesma forma, a alteração das informações indicadas nos recibos originais (fls. 07/08), através da inclusão de novos dados (fl. 63), resulta apenas na adulteração do documento original. Por pertinente, vale observar que o Código Civil quando estabelece os requisitos básicos, por exemplo, para que um documentos seja considerado prova de quitação, o faz tendo em vista a oposição deste documento em relação aos seus signatários, não em relação à Administração Pública. Aliás, a presunção de veracidade, como estatui o artigo 219 do Código Civil (Lei nº 10.406/2002), operase somente em relação aos participantes do ato, razão pela qual o fisco pode solicitar a comprovação do efetivo pagamento: Art. 219. As declarações constantes de documentos assinados presumemse verdadeiras em relação aos signatários. A presunção de veracidade não alcança terceiros, entre os quais o sujeito ativo da obrigação tributária, que mantém uma relação jurídica distinta e completamente independente daquela entre os signatários. Em contrapartida, a exigência de comprovação de efetivo pagamento tem justamente por finalidade a confirmação dos fatos por meio de outros elementos de prova, vale dizer, que sejam independentes de uma simples afirmação de suposta verdade. E a exigência proposta pela fiscalização tem sua razão de existir nos valores elevados que o contribuinte pretendeu deduzir. Fl. 77DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 05/1 2/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 22/11/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS Processo nº 10855.000611/200905 Acórdão n.º 2101001.967 S2C1T1 Fl. 79 5 Com efeito, quando as deduções pleiteadas são elevadas, não basta o interessado apresentar recibos que não comprovam o fato declarado, conforme dispõe o artigo 368 do Código de Processo Civil. Art. 368. As declarações constantes do documento particular, escrito e assinado, ou somente assinado, presumemse verdadeiras em relação ao signatário. Parágrafo único. Quando, todavia, contiver declaração de ciência, relativa a determinado fato, o documento particular prova a declaração, mas não o fato declarado, competindo ao interessado em sua veracidade o ônus de provar o fato. Neste sentido, o Superior Tribunal de Justiça já teve oportunidade de afirmar que "a presunção juris tantun de veracidade do conteúdo do instrumento particular é invocável tãosomente em relação aos seus subscritores (STJ, Ac. Unân. 4a T. Resp. 33.2003/SP, rel. Min. Sálvio de Figueiredo Teixeira, in RSTJ 78:269). E também o entendimento da doutrina abalizada de Washington de Barros Monteiro: "Salientese, entretanto, que a presunção de veracidade só prevalece contra os próprios signatários, não contra terceiros, estranhos ao ato". (Curso de Direito Civil", 10 vol., 34a Edição, p. 257 e 258). É certo que o sistema protege o documento que se reveste de presunção de veracidade, permitindo redução do seu valor probatório somente diante de prova em contrário. Contudo, o documento que não se reveste de presunção de veracidade, como recibos e declarações particulares, são passíveis de serem rejeitados como prova, desde que haja outros motivos, pois a estes documentos atribuise valor probatório ordinário. Assim, o ônus da prova do fato declarado compete ao contribuinte interessado na prova da sua veracidade, sendo legitima a exigência pelo fisco de elementos complementares a estes documentos, com a finalidade de formar juízo de verossimilhança dos fatos declarados. Para a situação revelada no caso em exame, há que se comungar com o entendimento manifestado pela fiscalização, que encontra suporte na jurisprudência majoritária deste Conselho, expresso nas ementas abaixo colacionadas, dentre muitas outras, no mesmo diapasão: IRPF DEDUÇÕES COM DESPESAS MÉDICAS COMPROVAÇÃO Para se gozar do abatimento pleiteado com base em despesas médicas, não basta a disponibilidade de um simples recibo, sem vinculação do pagamento ou a efetiva prestação de serviços. Essas condições devem ser comprovadas quando restar dúvida quanto à idoneidade do documento. (Ac. 1º CC 10243935/1999 e Ac. CSRF 011.458) DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS COMPROVAÇÃO A validade da dedução de despesas médicas, quando impugnadas pelo Fisco, depende da comprovação do efetivo pagamento e/ou da prestação dos serviços. (Acórdão 10422781, Sessão de 18/10/2007) DESPESAS MÉDICAS GLOSA Tendo a autoridade fiscal efetuado a glosa de despesas médicas por não comprovação dos gastos, não há justificativa para seu restabelecimento sem confirmação do efetivo desembolso e da prestação do serviço. (Acórdão 10248922, Sessão de 25/01/2008). Fl. 78DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 05/1 2/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 22/11/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS 6 Em face ao exposto, nego provimento ao recurso. (assinado digitalmente) José Raimundo Tosta Santos Fl. 79DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 05/1 2/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 22/11/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS
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Numero do processo: 13603.000164/2002-60
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 17 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Nov 29 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF
Exercício: 1998
MULTA ISOLADA. RETROATIVIDADE BENIGNA.
Em decorrência da aplicação do princípio da retroatividade benigna, aplica-se a nova legislação exonerando-se a multa isolada nas hipóteses de tributo recolhido intempestivamente sem o acréscimo da multa de mora.
Numero da decisão: 2202-002.072
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado por unanimidade de votos, acolher os Embargos Declaratórios apresentados para, rerratificando o Acórdão n.º 2202-01.384, de 27/09/2011, sanando a contradição apontada, manter a decisão original
(Assinado Digitalmente)
Nelson Mallmann - Presidente.
(Assinado Digitalmente)
Pedro Anan Junior - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Rafael Pandolfo, Antonio Lopo Martinez, Odmir Fernandes, Pedro Anan Júnior e Nelson Mallmann (Presidente). Ausentes, justificadamente, o Conselheiro Helenilson Cunha Pontes.
Matéria: IRF- ação fiscal - outros
Nome do relator: PEDRO ANAN JUNIOR
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado por unanimidade de votos, acolher os Embargos Declaratórios apresentados para, rerratificando o Acórdão n.º 2202-01.384, de 27/09/2011, sanando a contradição apontada, manter a decisão original (Assinado Digitalmente) Nelson Mallmann - Presidente. (Assinado Digitalmente) Pedro Anan Junior - Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Rafael Pandolfo, Antonio Lopo Martinez, Odmir Fernandes, Pedro Anan Júnior e Nelson Mallmann (Presidente). Ausentes, justificadamente, o Conselheiro Helenilson Cunha Pontes.
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ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Exercício: 1998 MULTA ISOLADA. RETROATIVIDADE BENIGNA. Em decorrência da aplicação do princípio da retroatividade benigna, aplicase a nova legislação exonerandose a multa isolada nas hipóteses de tributo recolhido intempestivamente sem o acréscimo da multa de mora. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado por unanimidade de votos, acolher os Embargos Declaratórios apresentados para, rerratificando o Acórdão n.º 220201.384, de 27/09/2011, sanando a contradição apontada, manter a decisão original (Assinado Digitalmente) Nelson Mallmann Presidente. (Assinado Digitalmente) Pedro Anan Junior Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Rafael Pandolfo, Antonio Lopo Martinez, Odmir Fernandes, Pedro AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 60 3. 00 01 64 /2 00 2- 60 Fl. 640DF CARF MF Impresso em 29/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 20/11/2012 po r NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR 2 Anan Júnior e Nelson Mallmann (Presidente). Ausentes, justificadamente, o Conselheiro Helenilson Cunha Pontes. Fl. 641DF CARF MF Impresso em 29/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 20/11/2012 po r NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR Processo nº 13603.000164/200260 Acórdão n.º 2202002.072 S2C2T2 Fl. 599 3 Relatório Contra a contribuinte EDITORA ALTEROSA LTDA., inscrita no CNPJ/MF sob n° 17.181.488/000101, foi lavrado o Auto de Infração de fls. 17/35, decorrente da constatação de inconsistência em sua DCTF 1° Trimestre de 1997, no importe de R$ 18.078,52. O fisco apurou a falta ou a insuficiência de pagamentos dos acréscimos legais dos valores recolhidos à título de IRRF, nos códigos 0561 e 8045, informados nas DCTF’s da 2ª e 4ª semanas de janeiro de 1994, 4ª semana de fevereiro e 5ª semana de março de 1997. Insurgindose contra a exigência, a contribuinte apresentou sua impugnação em 19/12/2000 (fls.01/14), com os seguintes argumentos assim resumidos pela autoridade julgadora de 1ª instância: “O lançamento fiscal afigurase totalmente nulo e improcedente (ipsis literis); Erro na identificação da semana a que se refere o IRRF informado na DCTF; não houve nenhum recolhimento fora do prazo, e em decorrência, nenhuma diferença de multa ou juros a ser lançada; Menciona vários Acórdãos do Conselho de Contribuintes para justificar entendimento de cancelamento do lançamento fiscal ocorrido em decorrência de preenchimento equivocado de declarações; Ainda que a hipótese de recolhimento do tributo em atraso fora verdadeiro, a multa de ofício cobrada está a incidir não sobre o valor dos tributos já pagos, mas apenas sobre o que deixou de ser recolhido, também acerca desta afirmação apresenta acórdão do conselho de contribuintes; Invoca os artigos 112 e 172 do CTN – Código Tributário Nacional, o art. 40 do Decreto n° 70.235/72, e o art. 4° do Decretolei n° 1.042, de 1969, que levando conta as peculiaridades do caso, requer a exclusão ou redução da multa isolada imputada; Embora tenha errado na identificação da semana do fato gerador, a quitação do tributo, por si só bastaria para exclusão da multa isolada aplicada; A penalidade arbitrada, além de despropositada e desproporcional, afigurase incabível na espécie; Requer ainda, a juntada posterior de DCTF’s retificadoras e outros documentos: DCTF auditada e DARF’s recolhidos; Fl. 642DF CARF MF Impresso em 29/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 20/11/2012 po r NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR 4 Contrato Social e cartão do CNPJ; Documentos pessoais do impugnante.” Após apresentação da impugnação, os autos foram encaminhados para a DRJ em Belo HorizonteMG (fls. 104), que decidiu pelo retorno do processo a unidade de origem para intimar o contribuinte a: “1) apresentar documentos probatórios do efetivo crédito/pagamento dos rendimentos que deram origem às retenções declaradas aos códigos 0561 e 8045 às 2ª e 4ª semanas de janeiro de 1997, 4ª semana de fevereiro de 1997, e 5ª semana de março de 1997; 2) Importante esclarecer ainda que, de acordo com o art. 923 do RIR/99 – Decreto n° 3.000, de 26 de março de 1999, o registro contábil desacompanhado dos documentos emitidos por terceiros que o lastreie não é meio de prova.” Intimado, o contribuinte apresenta os documentos de fls. 107/210 atendendo a diligência da autoridade julgadora. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belo Horizonte – MG, ao examinar o pleito decidiu pela procedência em parte do lançamento, através do acórdão DRJ/BHE n° .980, de 13 de outubro de 2004 (fls. 218/233), consubstanciado nas seguintes ementas: “MULTA DE LANÇAMENTO DE OFÍCIO/ISOLADA A multa de lançamento de ofício será cobrada isoladamente, por meio de auto de infração, quando o contribuinte pagar o imposto ou contribuição após o vencimento do prazo previsto, sem o acréscimo de multa de mora. JUROS DE MORA ISOLADOS O lançamento de juros de mora isolados é cabível quando o sujeito passivo efetuar o pagamento do tributo ou contribuição, fora do prazo legal, sem o acréscimo deste encargo. Lançamento Procedente em parte.” Devidamente cientificado dessa decisão em 11 de novembro de 2004, ingressa o contribuinte tempestivamente com recurso voluntário em 26 de novembro de 2004, às fls. 237/248, onde requer a reforma da decisão conforme demonstrado abaixo: “SITUAÇÃO FÁTICA DOS VALORES AUTUADOS – PROVA DOS FATOS GERADORES E DOS RECOLHIMENTOS TEMPESTIVOS – INEXIGIBILIDADE DAS MULTAS E JUROS COBRADOS Relativamente aos valores informados como pertencentes à 2ª semana de janeiro de 1997, a DRJ, à fl. 226, aponta um débito de R$ 1.120,98, afirmando em seguida, que ‘nem todos os documentos vinculados ao valor declarado foram apresentados’. Notase, contudo, que, conforme atesta o incluso Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho (anexo I), o acerto de contas com o empregado ocorreu em 17/01/1997 (vide assinatura do Fl. 643DF CARF MF Impresso em 29/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 20/11/2012 po r NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR Processo nº 13603.000164/200260 Acórdão n.º 2202002.072 S2C2T2 Fl. 600 5 referido TRCT). Assim, fica cabalmente demonstrado que o fato gerador do crédito exigido (R$ 1.120,98) referese, na verdade, à 3ª semana de janeiro de 1997, com vencimento, portanto, em 22/01/1997 (vide agenda tributária transcrita à fls. 226). Como o DARF correspondente foi pago no próprio dia 22/01/1997(anexo I), não houve atraso, nem há qualquer crédito a recolher. Quanto aos valores informados como pertencentes à 4ª semana de janeiro de 1997, a DRJ, à fl. 227, aponta um débito de R$ 9.472,69, afirmando, em seguida, que não foram apresentados todos os documentos vinculados ao valor declarado. Verifiquese, entretanto, conforme comprovam os recibos de pagamento de salários juntados nesta oportunidade (Anexo II), que a remuneração foi paga em 31/01/1997 (vide data e assinatura dos recibos mencionados). Assim fica comprovado que o fato gerador do crédito exigido (R$ 9.472,69) referese, na verdade, à 5ª semana de janeiro de 1997, com vencimento, portanto, em 05/02/1997 (vide agenda tributária transcrita à fl. 227). Como o DARF correspondente foi pago no próprio dia 05/02/1997 (anexo II), não houve impontualidade, nem há qualquer débito em aberto. No que se refere aos valores informados como pertencentes à 4ª semana de fevereiro de 1997, a DRJ, à fl. 228, aponta um débito de R$ 7.090,18, afirmando, em seguida, que ‘não foram apresentados todos os documentos vinculados ao valor declarado’. Observese, todavia, conforme comprovam os recibos de pagamento de salários ora apensados (anexo III), que a remuneração foi paga em 28/02/1997 (vide data e assinatura dos recibos mencionados). Assim, fica cabalmente demonstrado que o fato gerador do crédito exigido (R$ 7.090,18) referese na verdade, à 5ª semana de fevereiro de 1997. Com vencimento, portanto, em 05/05/1997 (vide agenda tributária transcrita à fl. 228). Como o DARF correspondente foi pago no próprio dia 05/03/1997 (anexo III), não há diferença a adimplir. Finalmente, no que diz respeito aos pagamentos informados como pertencentes à 5ª semana de março de 1997, a DRJ, à fls. 229, aponta um débito de R$ 8.300,78, afirmando, em seguida, que ‘não foram apresentados todos os documentos vinculados ao débito declarado’. Ressaltese, no entanto, conforme atestam os inclusos recibos de pagamento de salários (anexo IV), que a remuneração foi paga em 31/03/1997 (vide data e assinatura dos recibos mencionados). Assim, fica cabalmente demonstrado que o fato gerador do crédito exigido (R$ 8.300,78) referese, na verdade, à 6ª semana do março de 1997, com vencimento, portanto, em 09/04/1997 (vida agenda tributária transcrita à fl. 229). Como o DARF correspondente foi pago no próprio dia 09/04/1997 (anexo IV), não houve qualquer infração. Fl. 644DF CARF MF Impresso em 29/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 20/11/2012 po r NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR 6 Assim, como reconhece a própria DRJ, ‘ comprovada a tempestividade (...) destes recolhimentos, não há que se falar em multa ofício/isolada e juros de mora em relação a estes pagamentos’. (fls. 231232). IRRF E MULTA ISOLADA – NULIDADE DA EXIGÊNCIA POR AUSÊNCIA DE AMPARO LEGAL. Assim, tendo em vista (1) que o artigo 44 da Lei n° 9.430/96 não previu a aplicação multa de ofício (isolada ou não) para a hipótese de falta ou insuficiência de retenção de imposto de renda na fonte, exigência que, repitase, somente foi criada após a entrada em vigor da Lei n° 10.426/2002 (2) que o fato gerador a que se refere o presente AI ocorreu em 1997, antes, portanto, da publicação da referida lei, e (3) que, a teor do artigo 97, V, do CTN, somente a lei pode criar penalidades, não resta a menor dúvida de que a multa isolada ora combalida não possui amparo legal e, via de conseqüência, não pode subsistir. CANCELAMENTO DA MULTA ISOLADA Ante o exposto, e tendo em vista (i) que não se pode multa isolada pelo descumprimento de obrigação principal (pagar tributo sem os acréscimos moratórios pertinentes) (art. 113 CTN),(ii) que a penalidade isolada é incompatível com o previsto no artigo 47 da Lei n° 9.430/96, (iii) e que a penalidade isolada de que trata o § 1°, II, do art. 44 da Lei n°9.430/96, só é cabível quando se deixe de pagar a multa de mora no prazo de 20 dias do início da ação fiscal, não resta à menor dúvida sobre a inexigibilidade da multa isolada oura combatida, o que, espera se, será reconhecido e decretado por este Colegiado. CANCELAMENTO DA MULTA ISOLADA – DENÚNCIA ESPONTÂNEA Vêse, pois que o contribuinte que confessa o atraso e recolhe o tributo devido não está sujeito ao pagamento de qualquer penalidade. De fato, ‘A inexistência de crédito tributário via cumprimento da obrigação antes do procedimento fiscal, torna incabível a multa de ofício isolada diante da regra expressa do art. 138 do CTN (acórdão 10418061). Desta forma, por contrariar o disposto no artigo 138 do CTN, a multa isolada em apreço deve ser imediamente cancelada. ERRONEA ESCOLHA DA BASE DE CÁLCULO DA MULTA ISOLADA A DRJ sustenta que a multa isolada imposta á contribuinte encontra respaldo nos artigos 43 e 44 da Lei n° 9.430/96. Ora, a leitura dos dispositivos transcritos não deixa dúvida: contrariamente ao entendimento da DRJ de origem, a multa de 75% deve incidir não sobre o valor total dos tributos já pagos, mas apenas sobre aquilo que deixou de ser recolhido. Assim, havendo recolhimentos em atraso, a base de cálculo da multa Fl. 645DF CARF MF Impresso em 29/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 20/11/2012 po r NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR Processo nº 13603.000164/200260 Acórdão n.º 2202002.072 S2C2T2 Fl. 601 7 isolada está tãosomente o valor dos acréscimos moratórios (o único ‘débito existente). Ressaltese, finalmente que ‘Os equívocos na determinação da matéria tributável (base de cálculo da multa isolada) acarretam a insubsistência do lançamento (acórdão 10706233), circunstância que, caso não sejam acolhidos os fundamentos esposados (...) acima, certamente ocasionará o cancelamento da presente autuação.” Em sessão de julgamento realizada em 25 de maio de 2005, o processo foi colocado em pauta para julgamento, tendo em vista que o contribuinte juntou documentos de fls. 269 a 358, e a análise dos mesmos seria imprescindível para a conclusão do presente caso, por se tratar de documentos emitidos por terceiros o julgamento foi convertido em diligências para que a autoridade preparadora (DRF/Contagem – MG): examine os documentos de fls. 269/368, trazidos com o recurso; e, ofereça parecer conclusivo. Em podendo para tanto promover as diligências necessárias para maiores esclarecimentos. Tendo em vista a alteração do artigo 44 da Lei n° 9.430/96, pela Medida Provisória 303/2006 o contribuinte juntou petição (fls. 384 a 389) requerendo a aplicação da retroatividade benigna para cancelar a multa isolada aplicada ao presente caso. O processo foi enviado para DRF de Contagem MG, que intimou o contribuinte (fls. 391) para apresentar documentos (procuração com firma reconhecida, cópia autenticada da OAB do advogado e cópias autenticadas dos documentos de fls. 268/368). O que foi atendido pelo contribuinte, ao juntar os documentos de fls. 391 a 510. Tendo em vista que a diligência não havia sido totalmente cumprida pela autoridade preparadora, os autos foram novamente convertidos em diligência em sessão de 06 de agosto de 2008, através da Resolução 10402.708, fls. 512 a 518. Após atendida a diligência, os autos retornaram a este tribunal administrativo para julgamento Em sessão de julgamento ocorrida em 27 de setembro de 2001, a turma de julgamento deu provimento parcial ao recurso, Acórdão nº 220201.384, consubstanciado na seguinte ementa: Fl. 646DF CARF MF Impresso em 29/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 20/11/2012 po r NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR 8 EMENTA MULTA ISOLADA. RETROATIVIDADE BENIGNA. Em decorrência da aplicação do princípio da retroatividade benigna, aplicase a nova legislação exonerandose a multa isolada nas hipóteses de tributo recolhido intempestivamente sem o acréscimo da multa de mora A Procuradoria da Fazenda Nacional, apresentou embargos de declaração. A Embargante se opõe contra a contradição apresentada entre a ementa e o dispositivo do acórdão e o voto condutor. Fui designado para analisar os embargos interpostos e verifiquei que assiste razão a Embargante, uma vez que houve contradição entre o dispositivo do acórdão e o final do voto condutor. Por força dessa omissão, o presente processo retorna para julgamento É o relatório Fl. 647DF CARF MF Impresso em 29/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 20/11/2012 po r NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR Processo nº 13603.000164/200260 Acórdão n.º 2202002.072 S2C2T2 Fl. 602 9 Voto Conselheiro Pedro Anan Junior, Relator Tratase Entendo que assiste razão à Embargante, uma vez que como o julgamento ocorreu em 27 setembro de 2011, o a ementa e o dispositivo do acórdão consta a seguinte decisão: “EMENTA MULTA ISOLADA. RETROATIVIDADE BENIGNA. Em decorrência da aplicação do princípio da retroatividade benigna, aplicase a nova legislação exonerandose a multa isolada nas hipóteses de tributo recolhido intempestivamente sem o acréscimo da multa de mora DISPOSITIVO ACORDAM os membros do colegiado por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da exigência a multa isolada No final do voto condutor constou a seguinte decisão: Assim, tendo em vista que a multa cobrada no presente caso não mais existe, aplicase a retroatividade benigna, já que a exigência ainda se encontra pendente de julgamento. Neste sentido, conheço do recurso e no mérito dou provimento. Desta forma, há contradição a ser saneada uma vez que o dispositivo e o final do voto condutor estão incorretos. Neste sentido, acolho os embargos apresentados pela Procuradoria da Fazenda Nacional, para sanear a contradição entre o dispositivo do acórdão e o final do voto condutor, para que conste no final do mesmo: Assim, tendo em vista que a multa cobrada no presente caso não mais existe, aplicase a retroatividade benigna, já que a exigência ainda se encontra pendente de julgamento. Neste sentido, conheço do recurso e no mérito dou provimento parcial para cancelar a multa isolada. Fl. 648DF CARF MF Impresso em 29/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 20/11/2012 po r NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR 10 Portanto, voto no sentido de acolher os Embargos apresentados para, rerratificando o Acórdão n.º 220201.384, de 27/09/2011, sanando a contradição apontada, manter a decisão original proferida. (Assinado Digitalmente) Pedro Anan Junior Fl. 649DF CARF MF Impresso em 29/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 20/11/2012 po r NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por PEDRO ANAN JUNIOR
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