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Numero do processo: 10830.009456/2003-77
Data da sessão: Wed Oct 28 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed Oct 28 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA-IRPF
Ano-Calendário: 1992
RESTITUIÇÃO DO IMPOSTO PROGRAMA DE DESLIGAMENTO VOLUNTARIO-PDV - COMPROVAÇÃO — Não comprovado que a rescisão do contrato de trabalho do contribuinte ocorreu em face de P.D.V., indefere-se o pleito.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2801-000.302
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
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Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Amarylles Reinaldi e Henn ues Resende - Presidente Marcelo M - Relator FORMALIZADO EM: 0 3 DEZ 2010 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Arnarylles Reinaldi e Henriques Resende, Marcelo Magalhães Peixoto, Jose Raimundo Tosta Santos (Conselheiro convocado), JUlio Cézar da Fonseca Furtado, Rubens Maurício Carvalho (Conselheiro convocado) e SamIro Machado dos Reis. Relatório Cuidam os autos de pedido de restituição do Imposto de Renda Retido na Fonte incidente sobre os rendimentos auferidos pelo interessado em apreço, durante o ano- calendário de 1992, sob a alegação de tratar-se de verba indenizatória recebida a titulo de incentivo a. adesão a Programa de Desligamento Voluntário (PDV) promovido pela empresa 3M do Brasil Ltda. O pedido de restituição foi apreciado pela autoridade administrativa da Delegacia da Receita Federal em Campinas (fls. 12/13) e indeferido em vista da preliminar de extinção do direito de pleiteá-la, com fulcro nas disposiOes dos artigos 165, 1 e 168, 1 da Lei 5.172/66 ( Código Tributário Nacional) e Ato Declaratório SRF n.° 96, de 26/11/99. Apresentada a manifestação de inconformidade de fls. 17/28, a 7' Turma da Delegacia Federal de Julgamento em São Paulo II indeferiu o pleito do contribuinte pelas mesmas razi5es (acórdão as fls. 32/36). Contra a referida decisão o interessado apresentou recurso voluntário de fls. 39/56 ao Primeiro Conselho de Contribuintes que, por meio do Acórdão n.° 102-48,070 de fls.. 80/85, afastou a preliminar de decadência determinando o enfrentamento do mérito . Retomaram os autos a DPI de origem que, por meio do Serviço de Orientação e Análise Tributária, intimou a empresa a apresentar documentação para instruir o pedido de restituição e dar prosseguimento ao processo (fls. 101). Analisada a documentação apresentada, o pleito foi negado pela autoridade administrativa por meio do Despacho Denegatório de fls. 124/125, sob o argumento de que o contribuinte não conseguiu comprovar que a empresa realizou um PDV e que o seu desligamento ocorreu por força de adesão ao mesmo. Concluiu aquela autoridade que o plano de demissão voluntária incentivada adotado pela empresa 3M do Brasil Ltda., não se enquadra na forma de desligamento estabelecida pela IN SRF" 165/98, inexistindo fundamento legal para se considerar os rendimentos ern causa corno insentos ou não tributáveis. A ciência do indeferimento deu-se por via postal em 24/10/2008, conforme Aviso de Recepção de fls. 127. Em 18/11/2008, por meio de procurador constituído conforme instrumento de fls. 146, o interessado apresentou a manifestação de inconformidade de fls. 128/144, alegando, em síntese, o que segue: -preliminarmente, requer a nulidade deste Ultimo despacho decisório por encerrar urn juizo completamente diverso do adotado inicialmente em relação ao pedido formulado, de forma a caracterizar mudança de fundamento jurídico; - na primeira oportunidade foi indeferido o pleito em função de entendimento expresso no Ato Declaratório n.° 96/99, concluindo-se pela decadência do direito. Ora, para formar o juizo sobre decadência, antes firmou-se o juizo de que a verba indenizatória era de PDV, tendo sido citado e destacado o inciso a se normativo. Ao invoca-lo, a autoridade administrativa admitiu tratar-se de pagame to inde ido resultante de PDV, não cabendo mais 2 Processo if 10830 009456/2003-77 S2-1T01 Acórdão n.° 2801-00.302 Fl 2 qualquer questionamento sobre a natureza da verba indenizatória, aspecto que também não foi discutido nas decisões posteriores; -com o pronunciamento do Conselho de Contribuintes materializou-se a decisão administrativa definitiva no que se refere ao reconhecimento de seu direito, não podendo mais ser alterada. È indevida, portanto a tentativa da autoridade administrativa no sentido de desconstituir essa decisão, cabendo-lhe a única tarefa de concretizar o comando final nela determinado; -no mérito, verifica-se que o novo indeferido foi motivado por dois aspectos: a realização de urn plano informal de demissão incentivada e o pagamento de uma gratificação por mera liberalidade da empresa; - a ausência de formalidade não tern o condão de tomar inexistente o Plano de Demissão Voluntária, já que a legislação não prescreve urna forma rigorosa para instituição desses planos, ficando a critério da empresa escolher o melhor meio: oral e escrito; -nesses planos os elementos fundamentos são: a decisão da empresa em promover enxugamento de seu quadro; a adesão dos funcionários a tais planos; a vocação meramente compensatória ou reparatória por perdas sofridas; a indenização especial paga em pecúnia pelo dano sofiido. Todos esses elementos estão presentes no caso em exame. -a empresa manteve controle de todas as adesões ao plano, corn indicação das pessoas participantes e dos valores envolvidos, para informações ao Fisco ou a terceiros visando esclarecer qualquer dúvida a esse respeito; - a própria fundamentação do despacho recorrido corrobora a existência do referido plano ao mencionar em determinado trecho, reproduzindo declaração da empresa, que "o Sr. Ruy Baptista da Silva, foi nosso funciondrio.. foi demitido sem justa causa, e na ocasião integrou um plano de demissão incentivada."; -a liberalidade no pagamento da indenização é um aspecto insito ao PDV. liberalidade porque a empresa não está obrigada a instituir tais planos, o que faz por conveniência e oportunidade; - no caso em concreto, discussões formais à parte, é certo que o requerente recebeu a indenização em substituição ao emprego perdeu, no contexto de urn plano estabelecido por sua empregadora, fato que foi expressamente averbado nas duas declarações apresentadas pela empresa; -não resta dúvida quanto à característica indenizatória das verbas pagas, que tern a natureza de ressarcimento e de compensação pela perda do emprego, entendimento expresso em importantes julgados do Poder Judiciário, que transcreve. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento- Sao Paulo, por sua 7 Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, indeferiram a solicitação, conforme acórdão 17- 30.153. Cientificado em 25.05.2009, fls. 153, e inconformado o recorrente, através de seu procurador, interpôs o recursoltvolun - s. 160/172, onde em síntese alega: V , 3 Os valores recebidos Desligamento Voluntário não eram ti Que a p rimeira instância reconheceu que a restituição estava vinculada h verba indenizatória recebida no âmbito do denominado PDV, mas não reconheceu o direito A restituição sob o pressuposto de que seu exercício tinha sido ultimado fora do prazo, por conta das disposiçaes do ato declaratório 96/99; Que o processo retornou a Delegacia local para as providências de liquidação do direito creditório que finalmente havia sido reconhecido; Que para formar o juizo sobre a decadência, o agente competente antes formou o juizo de que a verba indenizatória era do PDV, já que a discutida decadência foi centrada nos recolhimentos do imposto correspondente a tal verba indenizatória; Que não poderia a autoridade julgadora rever a decisão administrativa final favorável ao contribuinte que, era definitiva; Que ainda que se admitisse essa revisão, ela se mostraria impossível porque está fundada em mudança de fundamento jurídico, que , no caso vertente, não pode ser aplicada retroativamente , a teor do disposto no artigo 146 do CTN. Que a declaração na empresa supre a formalização de documentos para provar o PDV, e que portanto não há falta de comprovação em que se funda o acórdão atacado; Que resta claro que as verbas foram pagas em substituição ao emprego que perdeu o interessado, no contexto de um plano estabelecido pela sua ex-empregadora, que esta expressamente averbado na declaração apresentada pela empresa, em resposta oferecida intimação encaminhada pela autoridade local. Por fim, pugna pelo provimento integral ao presente recurso para o fim de ser reformada a r.decisão recorrida, com o reconhecimento do seu direito A restituição do imposto de renda, cobrado sobre a indenização recebida no âmbito do PDV. o relatório. Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator O recurso é tempestivo, na conformidade do prazo estabelecido pelo art. 33 do Decreto n.° 70,235 de 06 de março de 1972, tendo sido interposto por parte legitima, razão porque dele tomo conhecimento. Da análise do presente processo verifica-se que o mesmo trata-se de Pedido de Restituição do IRPF incidente sobre verbas rescisórias que o recorrente alega ter recebido a titulo de indenização da 3M do Brasil Ltda. , pela sua adesão ao Plano de Demissão Voluntária PDV. entendimento pacifico nesta Camara que os valores pagos pot pessoa jurídica aos seus empregados a titulo de incentivo a Programa de Desligamento Voluntário — PDV, não se sujeitam A. incidência do imposto de renda na fonte e na Declaração de Ajuste Anual. incentivo por adesão aos Programas de ministração tributária como sendo de natureza 4 Processo n° 10830,009456/2003-77 S2-TE01 AcOrdZio n° 2801-00.302 Fl 3 indenizatória, e somente depois de reiteradas decisões judiciais é que a Secretaria da Receita Federal passou a disciplinar os procedimentos internos no sentido de que fossem autorizados e inclusive revistos de oficio os lançamentos referentes à matéria. Em 31/12/1998, foi editada a IN SRF n.' 165, na qual a Fazenda Nacional ficava dispensada de constituir créditos tributários relativos b. incidência do Imposto de Renda na fonte sobre verbas indenizatórias pagas em decorrência de incentivo a. demissão voluntária. Esse procedimento foi nonnatizado pelo Ato Declaratório Normativo COSIT n.° 07, de 12/03/1999, publicado no DOU de 15/03/1999, que logo em seu item 1 estabelece: — a In Normativa no 16.5/1998, dispõe apenas sobre verbas indenizatórias percebidas em virtude de adesão a Plano de Demissão Voluntária — PD V, não estando amparadas pelas disposições dessa Instrução Normativa as demais hipóteses de desligamento, ainda que voluntário; Portanto, verifica-se que a legislação citada admitiu a renúncia h. cobrança do IR incidente sobre os valores recebidos, exclusivamente, em decorrência da adesão aos programas de demissão voluntúria . Regulamentando os procedimentos de pedido de restituição do imposto de renda retido sobre as verbas pagas ern decorrência de PDV, a Norma de Execução SRF/COTEC/COSIT/COSAR/COFIS no 02 de 02/07/1999, determinava a apresentação, junto corn o pedido, sob pena de indeferimento, entre outros, de cópia do Plano de Demissão Voluntária e cópia do Termo de Adesão. Da análise dos autos, verifico que o recorrente não apresentou cópias do Plano de Demissão Voluntária e do Termo de sua Adesão. Além disso, a empresa acima mencionada, em correspondência dirigida à Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária em Sao Paulo, datada de 04 de julho de 2006, fl, 73, informou que o Sr. .Ruy Baptista da Silva, participou do Plano de Demissão Incentivada patrocinado pela empresa, "não,fmwtalizado". Ha ainda, outra declaração da empresa de fls. 108, esclarecendo que a empresa praticou o pagamento de uma gratificação, visando sobretudo uma finalidade social, através de um plano Informal, e por tais motivos não têm como apresentar cópia do Plano de Demissão Voluntária e/ou Termo de Adesão, requerida pela DRF Neste contexto, não restou comprovada a alegação do interessado, qual seja, de que teria participado de PDV. Diante do exposto, voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso. Sala das Sessõe e outubro de 2009. Marcelo oto 5
score : 1.0
Numero do processo: 10925.001168/94-45
Turma: Sétima Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Mar 18 00:00:00 UTC 1998
Data da publicação: Wed Mar 18 00:00:00 UTC 1998
Ementa: RENDIMENTOS DE ATIVIDADE RURAL - Disponibilizados os rendimentos ao contribuinte e entregue o produto da atividade rural, deve proceder-se à declaração no ano em que tal fato ocorreu, ainda que o valor só seja efetivamente sacado em momento posterior.
ALIENAÇÃO DE PINHEIROS JÁ EXISTENTES NO IMÓVEL - FLORESTA NATIVA - Não tendo o contribuinte procedido ao plantio das árvores vendidas ou a qualquer forma de exploração das mesmas, somente as comercializando, deve proceder-se ao ganho de capital, por tratar-se de rendimentos auferidos em decorrência da aquisição do imóvel e, ainda, ante ao que dispõe o artigo 43, inciso I, do Código Civil.
Recurso provido.
Numero da decisão: 106-10.012
Decisão: ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Dimas Rodrigues de Oliveira (Relator) e Henrique Orlando Marconi. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Wilfrido Augusto Marques.
Nome do relator: DIMAS RODRIGUES DE OLIVEIRA
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ementa_s : RENDIMENTOS DE ATIVIDADE RURAL - Disponibilizados os rendimentos ao contribuinte e entregue o produto da atividade rural, deve proceder-se à declaração no ano em que tal fato ocorreu, ainda que o valor só seja efetivamente sacado em momento posterior. ALIENAÇÃO DE PINHEIROS JÁ EXISTENTES NO IMÓVEL - FLORESTA NATIVA - Não tendo o contribuinte procedido ao plantio das árvores vendidas ou a qualquer forma de exploração das mesmas, somente as comercializando, deve proceder-se ao ganho de capital, por tratar-se de rendimentos auferidos em decorrência da aquisição do imóvel e, ainda, ante ao que dispõe o artigo 43, inciso I, do Código Civil. Recurso provido.
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Numero do processo: 10830.009456/2003-77
Turma: Segunda Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Nov 10 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Fri Nov 10 00:00:00 UTC 2006
Ementa: DECADÊNCIA – PEDIDO DE RESTITUIÇÃO – PDV – TERMO INICIAL – O instituto da decadência decorre da inércia do titular de um direito em exercê-lo. Deve-se, portanto, tomar a data da publicação da norma que veiculou ser indevida a exação como o dies a quo para a contagem do prazo decadencial.
Decadência afastada.
Numero da decisão: 102-48.070
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, para AFASTAR a decadência e determinar o retorno dos autos à 7° Turma da DRJ/SÃO PAULO/SP II para o enfrentamento do mérito, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Naury Fragoso Tanaka e Antônio José Praga de Souza que não afastam a decadência do direito de repetir.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS
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Deve-se, portanto, tomar a data da publicação da norma que veiculou ser indevida a exação como o dies a quo para a contagem do prazo decadencial. Decadência afastada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por RUY BAPTISTA DA SILVA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, para AFASTAR a decadência e determinar o retorno dos autos à 7° Turma da DRJ/SÃO PAULO/SP II para o enfrentamento do mérito, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Naury Fragoso Tanaka e Antônio José Praga de Souza que não afastam a decadência do direito de repetir. LEILA ARIA S HERRER LEITÃO PRESID ri; a AI n 41 4' JOS É1 D • • STA SANTOS RELATOR FORMALIZADO EM: 19 frIAR 2117 • Processo n° : 10830.009456/2003-77 Acórdão n° : 102-48.070 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: LEONARDO HENRIQUE MAGALHÃES DE OLIVEIRA, SILVANA MANCINI KARAM, MOISÉS GIACOMELLI NUNES DA SILVA e ALEXANDRE ANDRADE LIMA DA FONTE FILHO. 2 '• Processo n° : 10830.009456/2003-77 Acórdão n° : 102-48.070 Recurso n° : 153.609 Recorrente : RUY BAPTISTA DA SILVA RELATÓRIO • O Recurso Voluntário em exame pretende a reforma do Acórdão DRJ/SPO II n° 14.533, de 15/03/2006 (fls. 32/36), que indeferiu, por unanimidade de votos, o pedido de restituição do imposto de renda retido na fonte relativo ao Programa de Desligamento Voluntário — PDV, objeto da manifestação de inconformidade de fls. 16/28, posto entender presente a decadência do direito. • O pedido de restituição em tela (fl. 01) foi apresentado à Delegacia da Receita Federal em Campinas/SP, em 17/12/2003, e indeferido pelo mesmo motivo (Despacho Decisório às fls. 12/13). Em sua peça recursal (fls. 39/58), o Recorrente insurge-se contra os fundamentos do Parecer PGFN/CAT/n° 1.538/99, que dá suporte ao Ato Declaratório SRF n° 96/99. Argumenta que o Parecer COSIT n° 58/98 já orientava às unidades descentralizadas da SRF no sentido de que para se cogitar da decadência é mister que o direito seja exercitável. Neste diapasão, cita a Instrução Normativa SRF n° 165/98, publicada em 06/01/1999, que reconheceu ser indevida a incidência tributária sobre parcelas que compõe o PDV, além de demarcar o termo inicial da decadência para a repetição do indébito. Por fim, requer o julgamento imediato do mérito do recurso, nos termos do artigo 515, § 3° do CPC. É o Relatório. (41„ 3 Processo n° : 10830.00945612003-77 Acórdão n° : 102-48.070 VOTO • Conselheiro JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Relator O recurso preenche os pressupostos de admissibilidade, razão pela qual dele se conhece. O instituto da decadência decorre da inércia do titular de um direito em exercê-lo. A Decadência é fato jurídico que faz perecer um direito pelo seu não exercício durante um certo lapso de tempo, diferentemente da prescrição que atinge a ação que o protege. Ao efetuar retenções na fonte e incluir as parcelas do PDV na base de cálculo anual do tributo, tanto a fonte pagadora quanto o sujeito passivo, respectivamente, agiram sob a presunção de ser legítima a exação. Mais: seguiram orientação expressa da administração tributária, sob pena, inclusive, de serem autuados. Entretanto, reconhecido pelo Superior Tribunal de Justiça e, posteriormente, por ato da administração pública, atribuindo efeito erga omnes, que as parcelas recebidas como incentivo ao desligamento voluntário estão fora do campo de incidência do imposto de renda, surge para o contribuinte o direito ao não recolhimento do tributo, como também a repetição aos valores recolhidos indevidamente. No meu sentir, desta forma se homenageiam princípios basilares do direito como o da moralidade, isonomia, boa fé, lealdade, vedação do enriquecimento sem causa e o da segurança jurídica. Do contrário, estar-se-ia disseminando a desconfiança na lei e no Órgão tributário que orientou o contribuinte e a fonte pagadora ao cumprimento de obrigação tributária inexistente. Nos casos em que os pagamentos indevidos decorrem de situações em que o contribuinte não deu causa (inconstitucionalidade, não incidência tributária), muito melhor e saudável para o sistema é a certeza de que a legalidade será restaurada. (1.—.\ 4 . , Processo n° : 10830.009456/2003-77 Acórdão n° : 102-48.070 E não poderia ser de outra forma. O lançamento é ato administrativo vinculado à lei. Nesta, encontram-se todos os elementos que compõem a obrigação tributária. O controle da legalidade, a ser efetuado pela própria administração ou pelo poder judiciário, é imperativo de ordem pública. Constatada a ilegalidade da cobrança do tributo, a administração tem o poder/dever de anular o lançamento e restituir o pagamento indevido. O valor maior sobre o qual se sustenta o Estado e a arrecadação, como subproduto, é o valor legalidade, não podendo dele haver renúncia, em nenhum momento, sem que se comprometa a legitimidade de ação do Estado. A legalidade, ontologicamente, é objeto e causa do Estado de Direito. Reconhecida pela Administração Fiscal que as verbas pagas referentes ao Programa de Desligamento Voluntário não sofrem tributação do imposto de renda, nem na fonte nem na declaração da pessoa física (Instrução Normativa SRF n° 165, de 31/12/1998), a contagem do prazo decadencial de cinco anos, para que o contribuinte pleiteie a restituição do tributo indevidamente retido ou pago, dá-se a partir da publicação do referido ato (06/01/1999), consumando-se o prazo decadencial somente em 06/01/2004. Isto porque, antes da publicação da norma, não tinha o contribuinte o conhecimento do que era indevida a exação, e não se reconhecer tal fato seria penalizá-lo por ato que não praticou quando o seu direito não era reconhecido. Como o pedido em exame foi protocolizado em 17/12/2003 (fl. 01), não se operou a decadência. Neste sentido, é oportuno transcrever a ementa do Acórdão n° 108- 05.791, publicado no DOU de 27/10/99, em que foi relator o ilustre conselheiro José Antonio Minatel: "RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO DE INDÉBITO — CONTAGEM DO PRAZO DE DECADÊNCIA — INTELIGÊNCIA DO ART. 168 DO CTN: O prazo para pleitear a restituição ou compensação de tributos pagos indevidamente é sempre de 5 (cinco) anos, distinguindo-se o inicio de sua contagem em razão da forma em que se exterioriza o indébito. Se o indébito exsurge da iniciativa unilateral do sujeito passivo, calcado em situação fática não litigiosa, o prazo para pleitear a restituição ou compensação tem inicio a partir da data do pagamento que se considera indevido (extinção do crédito 5 PrOcesso n° : 10830.00945612003-77 Acórdão n° : 102-48.070 tributário). Todavia, se o indébito se exterioriza no contexto de solução jurídica conflituosa, o prazo para desconstituir a indevida incidência só pode ter início com a decisão definitiva da controvérsia, como acontece nas soluções jurídicas ordenadas com eficácia "erga omnes; pela edição de resolução do Senado Federal para expurgar do sistema norma declarada inconstitucional, ou na situação em que é editada Medida Provisória ou mesmo ato administrativo para reconhecer a impertinência de exação tributária anteriormente exigida.' Também a Secretaria da Receita Federal, através do Parecer COSIT n° 04, de 28.01.99, reconheceu o direito do contribuinte à restituição do tributo pago indevidamente, quando entendeu que: "Somente são passíveis de restituição os valores recolhidos indevidamente que não tiverem sido alcançados pelo prazo decadencial de 5 (cinco) anos, contados a partir da data do ato que concede ao contribuinte o efetivo direito de pleitear a restituição" Por fim, entendo que o pedido de restituição em exame não versa questão exclusivamente de direito. Questões de fato devem ser analisadas, como a existência do PDV em caráter geral e os benefícios propostos, adesão do funcionário e confirmação do IRRF. Em face ao exposto, voto por afastar a decadência acolhida pela instância a quo, devendo o processo retornar à 7° Turma da DRJ São Paulo II I SP para análise do pedido em causa, inclusive, se necessário ao deslinde da questão, com intimação do interessado ou da emprese para juntada de documentos. Sala das Sessões - DF, em 10 de novembro de 2006. mi „a AP" JOSc. U • ()NISTA SANTOS 6 Page 1 _0024500.PDF Page 1 _0024600.PDF Page 1 _0024700.PDF Page 1 _0024800.PDF Page 1 _0024900.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 11610.005733/2001-68
Data da sessão: Tue Jul 28 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Jul 28 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF
PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL - EXISTÊNCIA DE CONCOMITÂNCIA
Em atenção à Sumula n° 01 deste Primeiro Conselho, importa renúncia As instâncias administrativas a propositura, pelo sujeito passivo, de ação judicial, por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de oficio, com o mesmo objeto do processo administrativo.
Recurso não conhecido
Numero da decisão: 2801-000.165
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em NÃO CONHECER do recurso, em virtude da opção pela via judicial, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRF- que ñ versem s/ exigência de cred. trib. (ex.:restit.)
Nome do relator: SANDRO MACHADO DOS REIS
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL - EXISTÊNCIA DE CONCOMITÂNCIA Em atenção à Sumula n° 01 deste Primeiro Conselho, importa renúncia As instâncias administrativas a propositura, pelo sujeito passivo, de ação judicial, por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de oficio, com o mesmo objeto do processo administrativo. Recurso não conhecido
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Recorrida 1" TURMAJDRJ-SÃO PAULO I/SP ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL - EXISTÊNCIA DE CONCOMITÂNCIA Ern atenção à Sumula n° 01 deste Primeiro Conselho, importa renúncia As instâncias administrativas a propositura, pelo sujeito passivo, de ação judicial, por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de oficio, com o mesmo objeto do processO administrativo. Recurso não conhecido Vistas, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em NÂO CONHECER do recurso, em virtude da opção pela via judicial, nos termos do voto do Relator. FORMAL ADO EM: 0 3 DE 2010 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Amarylles Reinaldi e Hemique Resende, Sandro Machado dos Reis, Jose Raimundo Tosta Santos (Conselheiro convocado), Margareth Valentini (Suplente convocada), Marcelo Magalhães Peixoto e lio Cezar Fonseca Furtado. Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: "A Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária em Sao Paulo — Derat/SPO, em 09,05.2005, tendo em vista o Acórdão n" 102-46.251 do Primeiro Conselho de Contribuintes (fls. 163/172), determinou a repetição do valor de R$ 10,064,43, a titulo de crédito do recorrente ao Imposto de Renda Retido na Fonte sobre o Lucro Liquido — ILL, recolhido no exercício de 1990, acrescido dos juros calculados coin base na taxa Selic, nos termos dos artigos 51 e 52 da Instrução Normativa da SRF n" 460, de 2004 (fI. 187/188). Intimada da decisão em 31.05.2005, a contribuinte apresentou manifesta cão de inconformidade em 27.06 2005 «Is. 236/245), alegando, em síntese, a necessidade de corrigir o valor do crédito reconhecido, bem como fazer incidir juros moi atórios e compensatórios, sob pena de o Estado incorrer em emiquecimento ilícito, confisco e ferir direito de propriedade, contrariando o artigo 5", XXII, XXXVI e LIV da Constituição Federal; artigos 161 e 163 do Código Tributária Nacional, artigos 1062, 1063 e 1064 do Código Civil; art. 1 0 da Lei n" 4.414/1964; art, 125, Ido Código de Processo Civil; e a Súmula 12 do Superior Tribunal de Justiça. Pede, ao final, a correção do crédito reconhecido pelo IPC, entre maio de 1990 a janeiro de 1991, e pelo INPC, de fevereiro a maio de 1991; e a aplicação de juros moratórias e compensatórios desde o pagamento indevido até a presente data, no percentual de 1%, além da aplicação da Selic. Conconzitantemente, a contribuinte propôs junto à 26" Vora Federal Cível em Sao Paulo o Mandado de Segurança n" 2005 61.00.018213-7, tendo sido concedida medida liminar para que a autoridade impetrada aplicasse a Norma de Execução Conjunta SRF1COSIT/COSAR N" 08, de 27,06.1997, pardfins de calculo da correção monetária do valor do ILL reconhecido mediante o presente processo administrativo (11 198), Cumprindo a ordem judicial, a Derat/SPO, em 24.10,2005, reconheceu uni valor adicional de R$ 62.663,78, a título de correção monetária efetuada até 31.12.1995 (fls. 201/202). Intimada dessa nova decisão en: 31,10.2005, a contribuinte apresentou inaniftstação de inconformidade em 18 11.2005, juntada as fls. 206/221, em que reafirma os mesmos termos anteriormente deduzidos acerca da necessidade da correção monetória e da incidência dos ,juros compensatórios e moratórios, desde o pagamento indevido. 2 Processo n° 11610 005733/2001-68 S2-TE01 Ac6altio n " 2801-00.165 Fl 283 Às f is. 232/23.5, a contribuinte manifesta discordância da pretensão da Derat/SPO em compensar de ofício o crédito apurado no presente processo administrativo coin valores supostamente devidos pela recorrente. " Passo adiante, l Turma da DRI/SP I entendeu por bem indeferir a solicitação da Recorrente, em decisão que restou assim ementada: "Assunto: Processo Administrativo Fiscal Exercício, 1990 PROCESSOS ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. CONCOMITANCIA. A propositura de ação judicial pela contribuinte contra a Fazenda, importa em renúncia ao podet- de recorrer as instâncias administrativas quanta à matéria coincidente. CONSTITUCIONALIDADE. CONTROLE JURISDICIONAL. O controle de constitucionalidade de atos normativos. é da competência do Poder Judiciário, restringindo-se o julgador administrativo ao controle da legalidade dos atos proferidos e executados pelas autoridades recorridas. RESTITUIÇÃO. JUROS DE MORA. INCIDÊNCIA Os ¡tiros moratórios utilizados para a valoração de direito de crédito de contribuinte decorrente de pagamento indevido são calculados pela taxa Selic a partir de I" de janeiro de 1996, inexistindo previsão legal para o cálculo de juros anteriormente a essa data. Solicitação Indeferida" Irresignado, o Recorrente interpôs Recurso Voluntário, reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação. o relatório. Voto Conselheiro Sandra Machado dos Reis, Relator Trata-se, corno visto, de pedido de restituição/compensação efetuado pelo ora Recorrente em razão de ter pago indevidamente o Em decisão anteriormente proferida por este Egrégio Conselho de Contribuintes, reconheceu-se ao ora Recorrente seu direita quanto à restituição do que pagou indevidamente à titulo de ILL. 3 Ocorre que, insurge-se novamente o Recorrente quanto à atualização do valor que lhe deveria ser restituído, pleiteando a atualização com base no IPC, no período de maio de 1990 a janeiro de 1991, e pelo INPC, de févereiro a maio de 1991. Todavia, tal pedido não deve prosperar, em razão da via administrativa ter sido preterida pelo ora Recorrente em favor da via judiciária para tratamento da atualização monetária do credito que lhe era devido. Isso porque foi impetrado o Mandado de Segurança 2005..61,00.018213-7 pelo Recorrente, cujas cópias encontram-se anexadas As fls. 247/251, através do qual foi exarada ordem no sentido de que o indébito deveria ser corrigido conforme os indices previstos na Norma de Execução Conjunta SRFICOSIT/COSAR n° 8, de 27/06/1997. Ora, uma vez que a atualização foi procedida exatamente conforme determinado em decisão judicial, descabe ao Recorrente rediscutir a matéria em âmbito administrativo, até mesmo porque a decisão proferida pelo Poder Judiciário se sobrepõe As decisões administrativas, além do que, a escolha por aquela via, afasta a competência desta para análise da matéria. Em sendo assim, descabe a reanalise da matéria acima mencionada por esse Conselho, devendo prevalecer o que já foi decidido pelo Poder Judiciário com relação matéria. Em face do exposto, NÃO CONHEÇO do presente recurso em razão da matéria nele tratada ser objeto do Mandado de Segurança n°200561.00.018213-7. corn. . 11%i& ■ larosMachaio aos Reis 4
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Numero do processo: 13603.000984/2007-66
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 24 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Jan 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS
Período de apuração: 01/11/1997 a 31/12/2000
PRAZO. RESTITUIÇÃO. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO.
Em consequência da decisão proferida pelo STF (RE 566.621), resta obrigatória a observância das disposições nele contida sobre prescrição expressas no Código Tributário Nacional, que mutatis mutandis, devem ser aplicadas aos pedidos de restituição de tributos formulados na via administrativa. Assim, para os pedidos efetuados até 09/07/2005 deve prevalecer a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que o prazo era de 10 anos contados do seu fato gerador; os pedidos administrativos
formulados após 09/07/2005 devem sujeitar-se à contagem de prazo trazida pela LC nº 118/05, ou seja, cinco anos a contar do pagamento antecipado de que trata o parágrafo 1º do artigo 150/CTN.
NORMAS REGIMENTAIS. OBRIGATORIEDADE DE REPRODUÇÃO DO CONTEÚDO DE DECISÃO PROFERIDA PELO STF NO RITO DO ART. 543-C DO CPC.
Consoante art. 62-A do Regimento Interno do CARF, “As decisões
definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B
e 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros
no julgamento dos recursos no âmbito do CARF”.
RECEITA DE VENDAS EFETUADAS A EMPRESA ESTABELECIDA NA ZONA FRANCA DE MANAUS. INCIDÊNCIA.
A isenção para o PIS e a COFINS prevista no art. 14 da Medida Provisória nº 2.03725, de 2000, atual Medida Provisória nº 2.15835, de 2001, quando se tratar de vendas realizadas para empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus, aplica-se às receitas de vendas enquadradas nas hipóteses previstas nos incisos IV, VI, VIII e IX, do referido artigo, até 25 de julho de 2004.
Apenas a partir de 26 de julho de 2004, as alíquotas do PIS e da Cofins foram reduzidas a zero para as receitas de vendas de mercadorias destinadas ao consumo ou à industrialização na Zona Franca de Manaus ZFM, quando auferidas por pessoa jurídica estabelecida fora da ZFM, nos termos do que dispõe o art. 2º da Lei nº 10.996, de 2004.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3202-000.417
Decisão: Acordam os membros do Colegiado: em preliminares, por unanimidade de votos, acolher a inocorrência de prescrição; no mérito, por maioria de votos, negou-se provimento ao recurso voluntário, vencido o Conselheiro Octávio Carneiro Silva Corrêa. O
Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda votou pelas conclusões. Declarou-se impedido o Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior.
Nome do relator: LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERE
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Recorrente FIAT AUTOMÓVEIS S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/11/1997 a 31/12/2000 PRAZO. RESTITUIÇÃO. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. Em consequência da decisão proferida pelo STF (RE 566.621), resta obrigatória a observância das disposições nele contida sobre prescrição expressas no Código Tributário Nacional, que mutatis mutandis, devem ser aplicadas aos pedidos de restituição de tributos formulados na via administrativa. Assim, para os pedidos efetuados até 09/07/2005 deve prevalecer a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que o prazo era de 10 anos contados do seu fato gerador; os pedidos administrativos formulados após 09/07/2005 devem sujeitarse à contagem de prazo trazida pela LC nº 118/05, ou seja, cinco anos a contar do pagamento antecipado de que trata o parágrafo 1º do artigo 150/CTN. NORMAS REGIMENTAIS. OBRIGATORIEDADE DE REPRODUÇÃO DO CONTEÚDO DE DECISÃO PROFERIDA PELO STF NO RITO DO ART. 543C DO CPC. Consoante art. 62A do Regimento Interno do CARF, “As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF”. RECEITA DE VENDAS EFETUADAS A EMPRESA ESTABELECIDA NA ZONA FRANCA DE MANAUS. INCIDÊNCIA. A isenção para o PIS e a COFINS prevista no art. 14 da Medida Provisória nº 2.03725, de 2000, atual Medida Provisória nº 2.15835, de 2001, quando se tratar de vendas realizadas para empresas estabelecidas na Zona Franca de Fl. 1DF CARF MF Impresso em 30/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 23/04/2012 por JOSE LUIZ NOVO ROSSARI 2 Manaus, aplicase às receitas de vendas enquadradas nas hipóteses previstas nos incisos IV, VI, VIII e IX, do referido artigo, até 25 de julho de 2004. Apenas a partir de 26 de julho de 2004, as alíquotas do PIS e da Cofins foram reduzidas a zero para as receitas de vendas de mercadorias destinadas ao consumo ou à industrialização na Zona Franca de Manaus ZFM, quando auferidas por pessoa jurídica estabelecida fora da ZFM, nos termos do que dispõe o art. 2º da Lei nº 10.996, de 2004. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado: em preliminares, por unanimidade de votos, acolher a inocorrência de prescrição; no mérito, por maioria de votos, negouse provimento ao recurso voluntário, vencido o Conselheiro Octávio Carneiro Silva Corrêa. O Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda votou pelas conclusões. Declarouse impedido o Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior. José Luiz Novo Rossari Presidente. Luís Eduardo Garrossino Barbieri Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros José Luiz Novo Rossari, Rodrigo Cardozo Miranda, Irene Souza da Trindade Torres, Gilberto de Castro Moreira Junior , Luís Eduardo Garrossino Barbieri e Octávio Carneiro Silva Corrêa. Relatório O presente processo trata de Pedido de Restituição formalizado em 28/01/2003 (fls. 01), onde a empresa solicita pretensos créditos em decorrência de alegado pagamento indevido da COFINS sobre receitas decorrentes de vendas efetuadas para a Zona Franca de Manaus, relativos ao período entre 01/11/1997 a 31/12/2000. Por bem descrever os fatos transcrevese o Relatório que integra a decisão de primeira instância administrativa, verbis: Relatório A contribuinte aqui identificada apresentou em 28/01/2003, junto à Delegacia da Receita Federal em Contagem/MG, o pedido de ressarcimento de IPI (fl. 03), relativo a períodos compreendidos entre o 4º trimestre de 1997 e o 4º trimestre de 2000, no valor total de R$ 4.241.419,07, informado como tendo por amparo a Lei n° 9.363/96 e Portaria MF 38/97(crédito presumido do IPI). À fl. 02 encontrase a DCOMP vinculada ao ressarcimento em tela. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 30/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 23/04/2012 por JOSE LUIZ NOVO ROSSARI Processo nº 13603.000984/200766 Acórdão n.º 3201000.417 S3C2T1 Fl. 2 3 Registrese que o referido pedido foi efetuado no âmbito do processo n° 13601.000084/200313, o qual foi apartado em atendimento ao Acórdão n° 15.900— 3a Turma da DRJ/Juiz de Fora, Sessão de 28/03/2007, cópia de fls. 72/87, gerando assim o presente processo relativo à Cofins e o de n° 13603.000985/200719 referente ao PIS. Em resposta ao Termo de Intimação de fl. 11, a interessada prestou o seguinte esclarecimento (fls. 12/15): Vem ainda esclarecer que, com referência ao Processo 13603.000084/200313 — montante de R$ 4.241.419,07, temos: a) R$ 3.701.700,37 referente a crédito de PIS/COFINS decorrente de pagamento indevido s/ Receita de Exportação, no período de 11/1997 a 12/2000 (vide anexo 1, com composição de valor). Os resultados da verificação da legitimidade dos créditos solicitados em ressarcimento estão consolidados na cópia do Termo de Verificação Fiscal de fls. 16/21 e no despacho de fl. 22, que concluiu pelo indeferimento total do montante solicitado em ressarcimento. As razões do indeferimento foram: a) a empresa já se apropriara, em sua escrita fiscal, de valores do crédito presumido além do apurado pela fiscalização, segundo demonstrado à fl. 44; b) o montante de R$3.701.700,37 "tratase de pagamento indevido de P1S/COFINS que deveria ter sido objeto de pedido de restituição, não se tratando de ressarcimento de crédito presumido de IPI" Por intermédio do Despacho Decisório de fls. 24/26 a autoridade competente da DRF/Contagem ratificou o procedimento da fiscalização, indeferindo o ressarcimento pleiteado e não homologando as compensações declaradas. A contribuinte apresentou manifestação de inconformidade às fls. 30/66. Discorda do indeferimento de seu pleito nos seguintes termos, de forma bastante sucinta: “(...) Em verdade, a apuração do crédito de IPI, na forma mencionada anteriormente, decorreu de procedimentos equivocados pela autoridade fiscal, devidamente impugnados no PTA 13603.000943/200699, ainda não julgado pela Delegacia competente. (...) Fl. 3DF CARF MF Impresso em 30/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 23/04/2012 por JOSE LUIZ NOVO ROSSARI 4 Por isso, não deve prevalecer a negativa apresentada pelo fisco e que deu origem à presente Manifestação de Inconformidade. Não há, no caso, qualquer relação entre a natureza dos ajustes efetuados pela Recorrente e aqueles que a auditora fiscal diz terem sido a razão para se apurar o crédito extemporâneo, ora objeto de questionamento. (...) O ajuste efetuado pela Recorrente e que deu origem ao crédito apropriado decorreu, em verdade, de vendas efetuadas para a Zona Franca de Manaus. Este procedimento foi adotado com base no entendimento exposto abaixo. É que de acordo com o art. 14 de Medida Provisória 2.03724/00, § 2º, inciso I, não se aplicariam às vendas efetuadas para empresas estabelecidas na Zona franca de Manaus (ZFM), as isenções relativas ao PIS e Cofins incidentes sobre receitas de exportação de mercadorias para o exterior. Não obstante, na edição número 25 da mesma Medida Provisória, foi suprimida a expressão "Zona Franca de Manaus". Este procedimento, ressaltese, guarda perfeita correlação com as normas pertinentes ao tema, sendo que desde o Decretolei n°288/67 havia a previsão para que as vendas de mercadorias para a Zona Franca de Manaus fosse tratada, para fins fiscais, como se fosse uma exportação. (...), a energia elétrica, ao contrário do alegado pela fiscalização, no processo de industrialização da Recorrente, classificase como produto intermediário e, desta forma, deve compor o crédito presumido de IPI. Com efeito, a classificação da energia elétrica enquanto produto intermediário se justifica pelo fato de que, embora não se integre fisicamente ao produto final exportado, in casu, é indispensável à fabricação deste, sendo diretamente consumida no processo produtivo. (...) Ora, se a autoridade tivesse buscado a verdade dos fatos, veria que a classificação das saídas em questão sob o CFOP 7.12 foi mero equívoco da Recorrente na formalização de suas atividades nos livros fiscais, sem que isso altere a realidade fática de que a atividade realizada na filial de onde saíram os produtos com CFOP 7.12 é, sem qualquer espaço para dúvida, um processo de industrialização. (...) Receita bruta operacional, portanto, é aquela que decorre das atividades que são abrangidas pelo objeto social da Fl. 4DF CARF MF Impresso em 30/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 23/04/2012 por JOSE LUIZ NOVO ROSSARI Processo nº 13603.000984/200766 Acórdão n.º 3201000.417 S3C2T1 Fl. 3 5 pessoa jurídica. Isso é relevante, pois a venda de sucata não está, obviamente, abrangida pelo objeto social da Recorrente. (...)” Ao apreciar a Manifestação de Inconformidade a DRJ/JFA, a par de não reconhecer o direito ao crédito presumido do IPI no montante de R$ 539.718,70 e de não homologar as compensações pleiteadas, decidiu não conhecer das razões apresentadas pela contribuinte quanto à matéria "Ajustes na receita de exportação — Zona Franca de Manaus", visto estarem atreladas a pedido de restituição de PIS e COFINS embutido no pedido de fl. 03, segundo informação de fl. 12 e levantamento de fl. 13, apresentados pela própria empresa. Em decorrência, determinou à DRF/Contagem apartar daquele processo os pedidos de restituição embutidos no pedido de ressarcimento de fl. 03 (sendo o pedido de restituição de PIS no valor corrigido de R$ 701.083,33, e o de Cofins no valor corrigido de R$ 3.000.617,04), e "encaminhar os processos apartados à DRJ/Belo Horizonte para verificação, com a maior urgência possível, do direito alegado (restituição de PIS/Cofins sobre vendas efetuadas para a Zona Franca de Manaus)”. A Primeira Turma da Delegacia da Receita Federal em Belo Horizonte MG julgou a solicitação indevida, proferindo o Acórdão no. 0219.912 (fls. 89/ss), o qual recebeu a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/11/1997 a 31/12/2000 PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. A isenção prevista no art. 14 da MP No. 2.03725, de 2000, atual MP No. 2.15835, de 2001, quando se tratar de vendas realizadas para empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus, aplicase às receitas de vendas enquadradas nas hipóteses previstas nos incisos IV, VI, VIII e IX, do referido artigo. A isenção da Cofins não alcança os fatos geradores ocorridos entre 1º de fevereiro de 1999 e 17 de dezembro de 2000, período em que produziu efeitos a vedação contida no inciso I do § 2º. do art. 14 da MP n' 1.8586, de 1999, e reedições (atual MP n 2 2.15835, de 2001). Solicitação Indeferida Fl. 5DF CARF MF Impresso em 30/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 23/04/2012 por JOSE LUIZ NOVO ROSSARI 6 A recorrente foi cientificada do Acórdão, por via postal, em 15/01/2009 (fl. 100/102). Inconformada com a decisão da autoridade julgadora administrativa, interpôs Recurso Voluntário, em 16/02/2009 (fls. 103/ss), ), onde repisando os argumentos apresentados na impugnação, em síntese, aduz que: a DRJ – Belo Horizonte, para o período envolvido no pedido de restituição, entendeu que não havia isenção da COFINS para vendas realizadas para a Zona Franca de Manaus. Somente após o período de 18.12.2000 — data em que foi publicada no Diário Oficial da União a decisão liminar proferida na ADIN n° 23489 — a Receita Federal do Brasil passou a reconhecer a isenção da contribuição. Entretanto, a recorrente discorda deste entendimento; deve ser observado o DecretoLei n° 288/67, tendo em vista a sua recepção pela Constituição Federal de 1988, sendo que o seu artigo 4º estabeleceu para todos os efeitos fiscais, uma equiparação entre as exportações brasileiras efetuadas para o estrangeiro e as remessas de mercadorias nacionais para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus. O diploma legal citado, apesar de anterior à Constituição Federal de 1988, foi por ela recepcionado no art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias; se a COFINS não incide nas vendas para o exterior e, por sua vez, o Decretolei n° 288/67 explicita, tecnicamente, que todos os negócios nacionais com a Zona Franca de Manaus são considerados, para fins fiscais, como vendas para o estrangeiro, outra não pode ser a conclusão senão a de que também não há incidência da contribuição nas vendas a ela (ZFM) realizadas; não se busca, no Recurso, a declaração de constitucionalidade de norma. Buscase somente sua a aplicação literal ao caso concreto; cita jurisprudência do STJ sobre a matéria requer, por fim, o provimento do recurso. O processo digitalizado foi sorteado e, posteriormente, distribuído a este Conselheiro Relator, na forma regimental. É o relatório Voto Conselheiro Luís Eduardo G. Barbieri, Relator O recurso é tempestivo, atende aos requisitos de admissibilidade previstos em lei, razão pela qual dele se conhece. Preliminares Antes de adentrarmos ao mérito referente ao direito à restituição do tributo, devemos analisar a questão relativa ao prazo legal previsto para ser formulado o pedido de restituição de tributos, por tratarse de matéria preliminar. Este conselheiro sempre vinha exarando seus votos no sentido de que o prazo para que o sujeito passivo exerça seu direito de requerer a restituição de valores recolhidos a Fl. 6DF CARF MF Impresso em 30/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 23/04/2012 por JOSE LUIZ NOVO ROSSARI Processo nº 13603.000984/200766 Acórdão n.º 3201000.417 S3C2T1 Fl. 4 7 maior ou indevidamente é aquele expresso no inciso I do artigo 168, combinado com o inciso I artigo 165, ambos do CTN, ou seja, o pedido deveria ser formulado no prazo máximo de 5 anos a contar do pagamento indevido ou a maior, inclusive no caso de tributos sujeitos ao lançamento por homologação, como a COFINS e o PIS, que se extinguem com o pagamento antecipado por força do disposto no parágrafo 1º do artigo 150. Esclareçase, ainda, que o prazo previsto no art. 168, I, do CTN, representa prazo prescricional, mas que se aplica, também, ao pedido administrativo, de forma que, esgotado o prazo para apresentação da ação de repetição de indébito, também se esgota o prazo do pedido administrativo. Neste diapasão, com o intuito de dirimir as controvérsias existentes quanto ao momento em que ocorreria a extinção do crédito tributário, o próprio legislador, na tentativa de interpretar o artigo 168, I do CTN, em 09 de fevereiro de 2005, por meio da Lei Complementar n° 118, explicitou sua vigência no tempo: Art. 3º Para efeito de interpretação do inciso I do artigo 168 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 — Código Tributário Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o parágrafo 1º do artigo 150 da referida Lei. Art. 4° Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após sua publicação, observado, quanto ao art. 3°, o disposto no art. 106, inciso I, da Lei n" 5.172, de 25 de outubro de 1966 — Código Tributário Nacional. Entretanto, o STF – Supremo Tribunal Federal – ao julgar o RE 566.621, relatado pela Ministra Ellen Gracie, reconheceu a inconstitucionalidade da segunda parte do artigo 4º da LC no. 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de cinco anos tãosomente às ações ajuizadas após o decurso do vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Por conseguinte, para as ações ajuizadas anteriormente a esta data (09/06/2005), o STF decidiu que “quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, §4º, 156, VII, e 168, I, do CTN”. Foi reconhecida a Repercussão Geral, devendo ser aplicado, portanto, o artigo 543B, parágrafo 3º, do CPC aos recursos sobrestados. Em consequência da decisão proferida no RE 566.621, resta obrigatória a observância das disposições nele contida sobre prescrição expressas no Código Tributário Nacional, que mutatis mutandis, devem ser aplicadas aos pedidos de restituição de tributos formulados na via administrativa. Assim, para os pedidos efetuados até 09/07/2005 deve prevalecer a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que o prazo era de 10 anos contados do seu fato gerador; os pedidos administrativos formulados após 09/07/2005 devem sujeitarse à contagem de prazo trazida pela LC 118/05, ou seja, cinco anos a contar do pagamento antecipado de que trata o parágrafo 1º do artigo 150/CTN. Fl. 7DF CARF MF Impresso em 30/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 23/04/2012 por JOSE LUIZ NOVO ROSSARI 8 Como os alegados recolhimentos indevidos ou a maior referemse ao período de apuração de 01/11/1997 a 31/12/2000 e o pedido inicial de restituição foi formalizado em 28/01/2003 pela contribuinte (fls. 02), não ocorreu a prescrição em relação ao período solicitado, considerandose o prazo de 10 anos estipulado pelo STF para os pedidos formulados até 09/07/2005. Mérito O ponto central do presente litígio referese à incidência, ou não, do PIS e da COFINS sobre as vendas de mercadorias destinadas à Zona Franca de Manaus, em outras palavras, se há imunidade, como pretende a recorrente, por entender que estas vendas devem ser equiparadas a uma exportação. Inicialmente, cabe destacarmos a evolução cronológica da legislação referente à matéria, tendo em vista as diversas alterações perpetradas ao longo do tempo. No tocante especificamente à Zona Franca de Manaus, o art. 4º do Decreto Lei nº 288, de 28 de fevereiro de 1967 prescrevia uma “equiparação” entre as exportações efetuadas para o estrangeiro e as remessas de mercadorias nacionais para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus, para efeitos fiscais e nos termos da legislação em vigor, verbis: “Art. 4º A exportação de mercadorias de origem nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus, ou reexportação para o estrangeiro, será para todos os efeitos fiscais, constantes da legislação em vigor, equivalente a uma exportação brasileira para o estrangeiro.” (grifouse) A Constituição Federal estabeleceu que as contribuições sociais não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação, nos termos do artigo abaixo transcrito: Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às contribuições a que alude o dispositivo: (...) § 2º As contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico de que trata o caput deste artigo: I não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação; No que se refere à COFINS, em relação às receitas de exportação, a Lei Complementar No. 70, de 30 de dezembro de 1991, estabeleceu em seu art. 7o: "Art. 7o É ainda isenta da contribuição a venda de mercadorias ou serviços destinados ao exterior, nas condições estabelecidas pelo Poder Executivo." (grifei) O Decreto No. 1.030, de 29 de dezembro de 1993, que regulamentou o disposto no art. 7o da Lei Complementar 70/91, estabeleceu as condições relativas ao Fl. 8DF CARF MF Impresso em 30/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 23/04/2012 por JOSE LUIZ NOVO ROSSARI Processo nº 13603.000984/200766 Acórdão n.º 3201000.417 S3C2T1 Fl. 5 9 tratamento de isenção para as empresas estabelecidas nas localidades que menciona, assim dispondo: "Art. 1º. Na determinação da base de cálculo da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), instituída pelo art. 1º. da Lei Complementar no 70, de 30 de dezembro de 1991, serão excluídas as receitas decorrentes da exportação de mercadorias ou serviços, assim entendidas: I vendas de mercadorias ou serviços para o exterior, realizadas diretamente pelo exportador; II exportações realizadas por intermédio de cooperativas, consórcios ou entidades semelhantes; III vendas realizadas pelo produtorvendedor às empresas comerciais exportadoras, nos termos do DecretoLei nº 1.248, de 29 de novembro de 1972, e alterações posteriores, desde que destinadas ao fim específico de exportação para o exterior; IV vendas, com fim específico de exportação para o exterior, a empresas exportadoras registradas na Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo; e V fornecimentos de mercadorias ou serviços para uso ou consumo de bordo em embarcações e aeronaves em tráfego internacional, quando o pagamento for efetuado em moeda conversível. Parágrafo único. A exclusão de que trata este artigo não alcança as vendas efetuadas: a) à empresa estabelecida na Zona Franca de Manaus, na Amazônia Ocidental ou em Área de Livre Comércio; b) a empresa estabelecida em Zona de Processamento de Exportação: (...)." (Grifouse) Por sua vez, a Lei Complementar nº 85, de 15 de fevereiro de 1996, em seu art. 1º alterou a redação do art. 7º da Lei Complementar nº 70, de 1991, para isentar da COFINS as receitas provenientes das hipóteses adiante mencionadas, determinando ainda no seu art. 2º que seus efeitos retroagissem aos fatos geradores ocorridos a partir do dia 1º de abril de 1992, data de início dos efeitos do disposto na referida Lei Complementar nº 70, de 1991: “Art. 1º O art. 7º da Lei Complementar nº 70, de 30 de dezembro de 1991, passa a vigorar com a seguinte redação: Art. 7º São também isentas da contribuição as receitas decorrentes: I de vendas de mercadorias ou serviços para o exterior, realizadas diretamente pelo exportador; Fl. 9DF CARF MF Impresso em 30/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 23/04/2012 por JOSE LUIZ NOVO ROSSARI 10 II de exportações realizadas por intermédio de cooperativas, consórcios ou entidades semelhantes; III de vendas realizadas pelo produtorvendedor às empresas comerciais exportadoras, nos termos do Decretolei nº 1.248, de 29 de novembro de 1972, e alterações posteriores, desde que destinadas ao fim específico de exportação para o exterior; IV de vendas, com fim específico de exportação para o exterior, a empresas exportadoras registradas na Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo; V de fornecimentos de mercadorias ou serviços para uso ou consumo de bordo em embarcações ou aeronaves em tráfego internacional, quando o pagamento for efetuado em moeda conversível; VI das demais vendas de mercadorias ou serviços para o exterior, nas condições estabelecidas pelo Poder Executivo. Art. 2º Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação, retroagindo seus efeitos a 1º de abril de 1992.” A Lei No. 9.718, de 27 de novembro de 1998, que trouxe diversas alterações relativas à contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, não fez qualquer referência à exclusão de receitas de exportações ou à isenção das contribuições sobre tais receitas. Posteriormente, a Medida Provisória No. 1.8586, de 29 de junho de 1999, e reedições, até a Medida Provisória No. 2.03724, de 23 de novembro de 2000, em seu art. 14, caput e parágrafos, adiante transcritos, dispôs sobre as regras de desoneração das contribuições em tela, nas hipóteses especificadas e revogou expressamente todos os dispositivos legais relativos à exclusão de base de cálculo e isenção, existentes até o dia 30 de junho de 1999: "Art. 14. Em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de fevereiro de 1999, são isentas da Cofins as receitas: (...) II da exportação de mercadorias para o exterior; (...) § 1º. São isentas da contribuição para o P1S/PASEP as receitas referidas nos incisos I a IX do caput. § 2º. As isenções previstas no caput e no parágrafo anterior não alcançam as receitas de vendas efetuadas: I a empresa estabelecida na Zona Franca de Manaus na Amazônia Ocidental ou em área de livre comércio; (...)”. (grifei) Por outro lado, é fato que o governador do Amazonas impetrou a Ação Direta de Inconstitucionalidade — ADIn no 2.3489 (DOU de 18/12/2000) —, requerendo a declaração de inconstitucionalidade e ilegalidade da restrição feita à Zona Franca de Manaus. Neste sentido, o Supremo Tribunal Federal STF deferiu medida cautelar suspendendo a Fl. 10DF CARF MF Impresso em 30/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 23/04/2012 por JOSE LUIZ NOVO ROSSARI Processo nº 13603.000984/200766 Acórdão n.º 3201000.417 S3C2T1 Fl. 6 11 eficácia da expressão "na Zona Franca de Manaus", disposta no inciso I do § 2o do art. 14 da Medida Provisória No. 2.03724/00. Ocorre que a esta decisão foi conferido, expressamente, efeito ex nunc. No entanto, cumpre destacar que o STF já emitiu decisão definitiva (em 02/02/2005) sobre a ADIn nº 2.348, nos seguintes termos: “DECISÃO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE MEDIDA PROVISÓRIA REEDIÇÕES AUSÊNCIA DE ADITAMENTO À INICIAL PRECEDENTE PREJUÍZO (QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE Nº 1.952/DF). 1. Conforme ressaltado pelo ProcuradorGeral da República na peça de folha 545 a 547, a medida provisória atacada mediante esta ação direta de inconstitucionalidade foi objeto de reedições sucessivas, não havendo ocorrido aditamento à inicial. 2. Nos termos do precedente revelado na apreciação da Questão de Ordem na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 1.952/DF, relatada pelo ministro Moreira Alves, com decisão publicada no Diário da Justiça de 9 de agosto de 2002, declaro o prejuízo do pedido por perda de objeto, ficando prejudicada a medida liminar deferida. 3. Publiquese. Brasília, 2 de fevereiro de 2005. Ministro MARCO AURÉLIO Relator”. Com a referida decisão julgando prejudicada a ADIn impetrada e arquivando o processo sem apreciação do mérito, à data de análise e elaboração do presente voto, entendo cabível a apreciação das razões de mérito da Recorrente nesta instância administrativa. Retornando à análise da evolução normativa sobre a matéria, posteriormente à decisão liminar do STF (na ADIn no 2.3489), editouse a Medida Provisória no. 2.03725, de 21 de dezembro de 2000, atual Medida Provisória no. 2.15835, de 2001, a qual suprimiu a expressão "na Zona Franca de Manaus" do inciso I do §2o do art. 14, acima citado, que vinha constando em suas edições anteriores, verbis: Art. 14. Em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1o de fevereiro de 1999, são isentas da COFINS as receitas: I dos recursos recebidos a título de repasse, oriundos do Orçamento Geral da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, pelas empresas públicas e sociedades de economia mista; II da exportação de mercadorias para o exterior; III dos serviços prestados a pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior, cujo pagamento represente ingresso de divisas; IV do fornecimento de mercadorias ou serviços para uso ou consumo de bordo em embarcações e aeronaves em tráfego Fl. 11DF CARF MF Impresso em 30/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 23/04/2012 por JOSE LUIZ NOVO ROSSARI 12 internacional, quando o pagamento for efetuado em moeda conversível; V do transporte internacional de cargas ou passageiros; VI auferidas pelos estaleiros navais brasileiros nas atividades de construção, conservação modernização, conversão e reparo de embarcações préregistradas ou registradas no Registro Especial Brasileiro REB, instituído pela Lei no 9.432, de 8 de janeiro de 1997; VII de frete de mercadorias transportadas entre o País e o exterior pelas embarcações registradas no REB, de que trata o art. 11 da Lei no 9.432, de 1997; VIII de vendas realizadas pelo produtorvendedor às empresas comerciais exportadoras nos termos do DecretoLei no 1.248, de 29 de novembro de 1972, e alterações posteriores, desde que destinadas ao fim específico de exportação para o exterior; IX de vendas, com fim específico de exportação para o exterior, a empresas exportadoras registradas na Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; X relativas às atividades próprias das entidades a que se refere o art. 13. § 1o São isentas da contribuição para o PIS/PASEP as receitas referidas nos incisos I a IX do caput. § 2o As isenções previstas no caput e no §1o não alcançam as receitas de vendas efetuadas: I a empresa estabelecida na Amazônia Ocidental ou em área de livre comércio; II a empresa estabelecida em zona de processamento de exportação; (Revogado pela Lei nº 11.508, de 2007) III a estabelecimento industrial, para industrialização de produtos destinados à exportação, ao amparo do art. 3o da Lei no 8.402, de 8 de janeiro de 1992. Posteriormente, foi editada a Medida Provisória n° 202, publicada em 26 de julho de 2004, convertida na Lei n° 10.996, de 2004, cujo art. 2° reduziu a zero as alíquotas de PIS e da COFINS sobre as receitas de vendas de mercadorias destinadas ao consumo ou à industrialização na Zona Franca de Manaus ZFM, por pessoa jurídica estabelecida fora da ZFM, verbis: Art. 2o Ficam reduzidas a 0 (zero) as alíquotas da Contribuição para o PIS/PASEP e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS incidentes sobre as receitas de vendas de mercadorias destinadas ao consumo ou à industrialização na Zona Franca de Manaus ZFM, por pessoa jurídica estabelecida fora da ZFM. Fl. 12DF CARF MF Impresso em 30/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 23/04/2012 por JOSE LUIZ NOVO ROSSARI Processo nº 13603.000984/200766 Acórdão n.º 3201000.417 S3C2T1 Fl. 7 13 Na tentativa de elucidar esta complexa evolução normativa sobre a matéria, transcrevo trechos da Solução de Divergência Cosit n° 7, de 29 de novembro de 2006, (DOU de 04/12/2006), onde é feito um estudo histórico sobre a legislação que regula a matéria: 15. A argumentação no sentido de que, para fins de isenção do PIS/Pasep e da Cofins, teria o art. 4o do Decretolei No.288, de 28 de fevereiro de 1967 ,equiparado a venda de mercadorias de origem nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus, ou reexportação para o estrangeiro exportação brasileira para o exterior, não prospera, de acordo com a inteligência do próprio dispositivo, como pode ser observado de sua transcrição a seguir: Art. 4º. A exportação de mercadorias de origem nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus, ou reexportação para o estrangeiro, será para todos os efeitos fiscais, constantes da legislação em vigor, equivalente a uma exportação brasileira para o estrangeiro. (Grifouse) 16.Ressaltese que a expressão "constante da legislação em vigor" contida no texto do art. 4º do Decretolei No. 288, de 1967, pela sua incontestável clareza, já é suficiente para afastar qualquer dúvida quanto ao seu alcance no sentido temporal. Não se pode afirmar, portanto, que o referido dispositivo teria o condão de modificar a legislação superveniente que tenha instituído qualquer tributo ou contribuição social. Ao contrário, não resiste à menor análise, a afirmação de que as contribuições sociais — PIS/Pasep e Cofins instituídas em 1970 e 1991, teriam sido alcançadas pelos efeitos da citada equiparação. 16.1. Por outro lado, se o legislador pretendesse contemplar, indistintamente, com a isenção dessas contribuições, todas as receitas de vendas efetuadas para quaisquer empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus, teria feito constar expressamente na legislação especifica do PIS/Pasep e da Cofins. 16.2.Logo, é correto concluir que o próprio dispositivo legal (art. 4º do Decretolei No. 288, de 1967) restringiu a aplicabilidade da equiparação mencionada, para os efeitos dos impostos e contribuições constantes da legislação vigente em 28 de fevereiro de 1967. Até porque não poderia projetar os efeitos da legislação isencional para o futuro indiscriminadamente. I6.3.A propósito das conclusões mencionadas nos itens anteriores sobre o alcance do dispositivo referido, deve ser ressaltada a restrição procedida pelo legislador ordinário, ao tratar inclusive de impostos já existentes à data de edição daquele Decretolei, evidenciando a intenção, no sentido de evitar o acúmulo de outras formas de incentivos, além da nele Fl. 13DF CARF MF Impresso em 30/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 23/04/2012 por JOSE LUIZ NOVO ROSSARI 14 efetivamente prevista, nos termos constantes do art. 7º. do Decretolei n° 1.435, de 17 de dezembro de 1975, in verbis: Art. 72 A equiparação de que trata o artigo 40 do Decretolei n° 288, de 28 de fevereiro de 1967, não compreende os incentivos fiscais previstos nos Decretosleis No. 491, de 5 de de 1969; 1.158, de 16 de março de 1971; 1.189, de 24 de setembro de 1971; 1.219, de 15 de maio de 1972, e 1.248, de 29 de novembro de 1972, nem os decorrentes do regime de "drawback". (Grifouse) 17. Por meio da Nota/Cosit/Cotex no 151, de 14 de maio de 2002, a Secretaria da Receita Federal (SRF) submeteu ao exame da ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGF1V), o seu entendimento sobre essa matéria, para que fosse ratificado ou retificado. A PGFN, por intermédio do PARECER/PGFN/CAT/No. 1.769, de 23 de maio de 2002, ratificou o entendimento da SRF no sentido de que a supressão da expressão "na Zona Franca de Manaus" que constava do inciso I do §2 do art. 14 da Medida Provisória No. 2.03724, de 2000, no que se refere a vendas realizadas para empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus, deve ser aplicável, exclusivamente, para as receitas de vendas enquadradas nos incisos IV, VI, VIII e IX do art. 14 da atual Medida Provisória no 2.15835, de 2001. 18. Atualmente o art. 2º Lei no 10.996, de 15 de dezembro de 2004, conversão da Medida Provisória n2 202, de 23 de julho de 2004, em relação as receitas de vendas de mercadorias para a Zona Franca de Manaus, assim dispõe: “Art. 2º Ficam reduzidas a 0 (zero) as alíquotas da Contribuição para o PIS/PASEP e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS incidentes sobre as receitas de vendas de mercadorias destinadas ao consumo ou à industrialização na Zona Franca de Manaus ZFM, por pessoa jurídica estabelecida fora da ZFM § 1º Para os efeitos deste artigo, entendemse como vendas de mercadorias de consumo na Zona Franca de Manaus ZFM as que tenham como destinatárias pessoas jurídicas que as venham utilizar diretamente ou para comercialização por atacado ou a varejo. § 2º Aplicamse as operações de que trata o caput deste artigo as disposições do inciso II do § 2° do art. 3° da Lei n° 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e do inciso II do § 2° do art. 3° da Lei n° 10.833, de 29 de dezembro de 2003”. CONCLUSÃ0 19. Diante do exposto, solucionase a presente divergência respondendo recorrente que a isenção da Cofins prevista no art. 14 da Medida Provisória 2.03725, de 2000, atual Medida Provisória no 2.15835, de 2001, quando se tratar de vendas realizadas para empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus, aplicase para as receitas de vendas enquadradas Fl. 14DF CARF MF Impresso em 30/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 23/04/2012 por JOSE LUIZ NOVO ROSSARI Processo nº 13603.000984/200766 Acórdão n.º 3201000.417 S3C2T1 Fl. 8 15 nas hipóteses previstas nos incisos IV, VI, VIII e IX, do referido art. 14, a seguir transcritos: IV) receitas do fornecimento de mercadorias ou serviços para uso ou consumo de bordo em embarcações e aeronaves em trafego internacional, quando o pagamento for efetuado em moeda conversível; VI) receitas auferidas pelos estaleiros navais brasileiros nas atividades de construção, conservação modernização, conversão e reparo de embarcações préregistradas ou registradas no Registro Especial Brasileiro REB, instituído pela Lei No. 9.432, de 8 de janeiro de 1997; VIII) receitas de vendas realizadas pelo produtorvendedor as empresas comerciais exportadoras de que trata o Decreto lei No. 1.248, de 1972, destinada ao fim especifico de exportação; e IX) receitas de vendas efetuadas com fim especifico de exportação para o exterior, as empresas comerciais exportadoras registradas na Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. 19.1 A isenção da Cofins não alcança os fatos geradores ocorridos entre 1º de fevereiro de 1999 e 21 de dezembro de 2000, período em que produziu efeitos à vedação contida no inciso I do §2o do art. 14 da Medida Provisória n 1.8586, de 1999, e reedições, até a Medida Provisória re 2.03724, de 2000. 20. Somente a partir de 22 de dezembro de 2000, data de publicação no Diário Oficial da Unido da Medida Provisória re 2.03725, de 2000, atual Medida Provisória No 2.15835, de 2001, é que estão isentas da Contribuição para o PIS/Pasep às receitas de vendas relacionadas nos incisos "IV", "VI", "VIII" e "IX" de seu art. 14. 21. Conseqüentemente, continuam isentas da incidência da Cofins e do PIS/Pasep as demais receitas enquadradas nos incisos I, II, III, V e VII do art. 14 da Medida Provisória 2.15835, de 2001, por não estarem relacionadas com vendas à Zona Franca de Manaus. 22. Ressaltese que, a partir de 26 de julho de 2004, as alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins ficaram reduzidas a zero para as receitas de vendas de mercadorias destinadas ao consumo ou à industrialização na Zona Franca de Manaus ZFM, quando auferidas por pessoa jurídica estabelecida fora da ZFM, com base no dispõe o art. 22 da Lei no. 10.996, de 2004. Fl. 15DF CARF MF Impresso em 30/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 23/04/2012 por JOSE LUIZ NOVO ROSSARI 16 Portanto, a matéria pode ser assim sintetizada, em função do transcurso do tempo: a) A isenção para o PIS e a COFINS prevista no art. 14 da Medida Provisória 2.03725, de 2000, atual Medida Provisória No. 2.15835, de 2001, quando se tratar de vendas realizadas para empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus, aplicase às receitas de vendas enquadradas nas hipóteses previstas nos incisos IV, VI, VIII e IX, do referido artigo (até o início de vigência a Medida Provisória n° 202, publicada em 26 de julho de 2004, convertida na Lei n° 10.996, de 2004); b) A referida isenção não alcança os fatos geradores ocorridos entre 1º de fevereiro de 1999 e 21 de dezembro de 2000, período em que produziu efeitos a vedação contida no inciso I do § 2º do art. 14 da Medida Provisória No. 1.8586, de 1999, e reedições (atual Medida Provisória 2.15835, de 2001); c) A partir de 26 de julho de 2004, nos termos da Medida Provisória n° 202, convertida na Lei n° 10.996, de 2004, as alíquotas do PIS e da COFINS foram reduzidas a zero para as receitas de vendas de mercadorias destinadas ao consumo ou à industrialização na Zona Franca de Manaus ZFM, quando auferidas por pessoa jurídica estabelecida fora da ZFM. Muito bem. Passemos à aplicação das normas citadas ao caso concreto. Inferese, de antemão, que não compete a este Tribunal Administrativo discutir a constitucionalidade dos dispositivos (Decreto No 1.030/93 e Medidas Provisórias) que, expressamente, impediam a aplicação, por analogia, do benefício fiscal da isenção tributária nos casos de vendas para a ZFM. Em outro giro, não procede a argumentação da Recorrente de que, para fins de isenção/imunidade da Cofins, teria o art. 4º do DecretoLei nº 288, de 28 de fevereiro de 1967, estabelecido para todos os efeitos fiscais, uma equiparação entre as exportações brasileiras efetuadas para o estrangeiro e as remessas de mercadorias nacionais para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus.. O referido dispositivo estabelece que remessa de mercadorias de origem nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus será “equivalente” a uma exportação brasileira para o exterior, para efeitos fiscais, desde que atendidas as condições constantes da legislação em vigor. Sobre o alcance do artigo referido, deve ser ressaltado que abrangia tão somente os efeitos fiscais previstos na legislação então vigente, conforme norma inserta no dispositivo legal (DL nº 288/67), repitase, “constantes da legislação em vigor”. Este é o entendimento que me parece deve ser feito. Assim, entendo, essa equiparação não é absoluta, podendo ser mitigada para não alcançar incentivos fiscais que o legislador pretendeu ou pretenda estender exclusivamente às exportações efetivas para o exterior. Reforça este entendimento a norma inserta no artigo 7º do DecretoLei nº 1.435/1975, abaixo transcrita: “Art. 7º A equiparação de que trata o artigo 4º do DecretoLei nº 288, de 28 de fevereiro de 1967, não compreende os incentivos fiscais previstos nos DecretosLeis nºs 491, de 5 de março de 1969; 1.158, de 16 de março de 1971; 1.189, de 24 de setembro de 1971; 1.219, de 15 de maio de 1972, e 1.248, de 29 de Fl. 16DF CARF MF Impresso em 30/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 23/04/2012 por JOSE LUIZ NOVO ROSSARI Processo nº 13603.000984/200766 Acórdão n.º 3201000.417 S3C2T1 Fl. 9 17 novembro de 1972, nem os decorrentes do regime de ‘drawback.’ Nestes casos o legislador restringiu o alcance da equiparação em comento para evitar que os incentivos específicos para a exportação, previstos nos diplomas legais enumerados nesse artigo 7º, fossem estendidos às remessas para a Zona Franca de Manaus. E mais. Se o legislador pretendesse contemplar, indistintamente, com a isenção dessa contribuição, todas as receitas de vendas efetuadas para quaisquer empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus, teria feito constar expressamente na legislação específica da COFINS, mas isso não foi feito, ao contrário, dispôs inequivocamente que a isenção não alcança as vendas efetuadas a empresas estabelecidas nessa área de livre comércio, como disposto no parágrafo único do artigo 1º do Decreto nº 1.030, de 29 de dezembro de 1993, que regulamentou o disposto no art. 7º da Lei Complementar nº 70, de 1991. Do mesmo modo, a CF/88 prescreveu que não incidirão as contribuições sociais sobre as receitas decorrentes de exportação (art. 149, §2º, I), sendo certo, que não há como equipararse “receitas decorrentes de exportação” com “receitas decorrente de venda para a ZFM”. A imunidade para as contribuições foi concedida apenas em relação às receitas de exportação; a incidência sobre as receitas de venda para a ZFM foi tratada pela legislação infraconstitucional, como elencada acima. De outro lado, a discussão a respeito do art. 40 do Ato das Disposições Transitórias da Constituição Federal de 1988, não deve ser feita no âmbito do contencioso administrativo, que não é o foro próprio e adequado para questionamentos de natureza constitucional. Assim, em conclusão, considerando que o alegado pagamento indevido teria ocorrido no período de apuração de 01/11/1997 a 31/12/2000, entendo que deve ser negado o pedido de ressarcimento e, consequentemente, não homologada a declaração de compensação efetuada. Destarte, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. É como voto. Luís Eduardo Garrossino Barbieri Fl. 17DF CARF MF Impresso em 30/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 23/04/2012 por JOSE LUIZ NOVO ROSSARI 18 Fl. 18DF CARF MF Impresso em 30/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 20/04/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 23/04/2012 por JOSE LUIZ NOVO ROSSARI
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Numero do processo: 10611.000229/96-52
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Mar 19 00:00:00 UTC 1997
Numero da decisão: 301-01.105
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: LEDA RUIZ DAMASCENO
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Numero do processo: 10410.000353/98-55
Turma: Sétima Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Feb 25 00:00:00 UTC 1999
Data da publicação: Thu Feb 25 00:00:00 UTC 1999
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL — NULIDADE NÃO OCORRIDA -
Não é nulo o auto de infração lavrado por autoridade competente e que não tenha causado preterição do direito de defesa. Tampouco é nulo o lançamento efetuado de acordo como que preceitua o art. 142 do CTN.
IRPF- OMISSÃO DE RENDIMENTOS- TRABALHO ASSALARIADO,
SUBSÍDIOS FIXOS E ANUÊNIOS.- São tributáveis os rendimentos auferidos do trabalho assalariado, entre eles os subsídios fixos e anuênios recebidos de Assembléia Legislativa do Estado.
IRPF - OMISSÃO DE RENDIMENTOS - AJUDA DE GABINETE E MUDA
DE CUSTO.- São tributáveis os rendimentos auferidos a titulo de ajuda de gabinete e ajuda de custo para os quais não exista previsão legal de isenção.
Recurso negado.
Numero da decisão: 106-10.681
Decisão: ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: LUIZ FERNANDO PLIVEIRA DE MORAES
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL — NULIDADE NÃO OCORRIDA - Não é nulo o auto de infração lavrado por autoridade competente e que não tenha causado preterição do direito de defesa. Tampouco é nulo o lançamento efetuado de acordo como que preceitua o art. 142 do CTN. IRPF- OMISSÃO DE RENDIMENTOS- TRABALHO ASSALARIADO, SUBSÍDIOS FIXOS E ANUÊNIOS.- São tributáveis os rendimentos auferidos do trabalho assalariado, entre eles os subsídios fixos e anuênios recebidos de Assembléia Legislativa do Estado. IRPF - OMISSÃO DE RENDIMENTOS - AJUDA DE GABINETE E MUDA DE CUSTO.- São tributáveis os rendimentos auferidos a titulo de ajuda de gabinete e ajuda de custo para os quais não exista previsão legal de isenção. Recurso negado.
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Numero do processo: 13707.002276/2005-30
Data da sessão: Wed Aug 19 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed Aug 19 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2001
PAGAMENTO ANTES DO INÍCIO DA AÇÃO FISCAL - Não prevalece a parte do
lançamento referente a tributo cujo pagamento se comprova efetuado antes do inicio da ação fiscal.
Recurso provido
Numero da decisão: 2801-000.207
Decisão: ACORDAM os membros da Primeira Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: AMARYLLES RELNALDI E HENRIQUES RESENDE
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2001 PAGAMENTO ANTES DO INÍCIO DA AÇÃO FISCAL - Não prevalece a parte do lançamento referente a tributo cujo pagamento se comprova efetuado antes do inicio da ação fiscal. Recurso provido
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MINISTÉRIO DA FAZENDA j: CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS ...*Ot 4.; SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO mse.i.st Processo IV 13707.002276/2005-30 Recurso n° 158.965 Voluntário Acórdão n° 2801-00.207 — P Turma Especial Sessão de 19 de agosto de 2009 Matéria IRPF Recorrente DALVA TEIXEIRA LIMA Recorrida TURMA/DRJ-RIO DE JANEIRO/RJ II ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - MET Exercício: 2001 PAGAMENTO ANTES DO INÍCIO DA AÇÃO FISCAL - Não prevalece a parte do lançamento referente a tributo cujo pagamento se comprova efetuado antes do inicio da ação fiscal. Recurso provido ACORDAM os membros da Primeira Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE Presidente e Relatora FORMALIZADO EM: Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Raimundo Tosta Santos (suplente convocado), Sandro Machado dos Reis, Bernardo Augusto Duque Bacelar (suplente convocado), Julio Cezar da Fonseca Furtado e Marcelo Magalhães Peixoto. Processo n° 13707.002276/2005-30 S2-TE0/ Acórdão n.° 2801-00.207 Fl. 39 Relatório AUTUAÇÃO Contra a contribuinte acima identificada foi lavrado, em 05/10/2005, o Auto de Infração de fls. 03 a 06, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2001, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$4.157,40, acrescido de multa de oficio e juros de mora. A autuação decorreu de lançamento de rendimentos de trabalho assalariado recebidos de pessoas jurídicas tidos como omitidos no ajuste anual. IMPUGNAÇÃO Cientificada do lançamento, a contribuinte apresentou a impugnação tempestiva (fls. 01), focando, consoante relatório do acórdão de primeira instância (fls. 22): "(.) primordialmente o inciso III do art I° da Lei 8.852/94, o qual, segundo alega, elenca hipóteses, que excluiriam - rendimentos do campo de incidência do imposto de renda sobre a pessoa fisica e, assim, a Secretaria da Receita Federal deveria rever a autuação." ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A 1' Turma da DRJ-Rio de Janeiro/RJ II, por unanimidade de votos, julgou procedente o lançamento com base, entre outras, nas seguintes considerações (fls. 22 e 23): "9. O artigo P' da Lei 8.852/94 define meramente aquilo que seja vencimento básico, vencimentos e remuneração para aplicação dos seus dispositivos. Com efeito, não outorga isenção ou enumera hipóteses de não incidência de imposto, mesmo porque, lei que concede isenção deve ser especifica, nos termos do § 6° do artigo 150 da CF/88, ou seja, deve tratar exclusivamente da matéria isentiva ou de determinada espécie tributária. 10. Ás alíneas de "a" até "r" no inciso III do art I" da Lei 8.852/94 são exclusões do conceito de remuneração, mas nãd são hipóteses de isenção ou não incidência de imposto de renda da pessoa física, em outras palavras, não determinam sua exclusão do rendimento bruto para fins de não incidência do imposto sobre a pessoa física, mas sim, repita-se, de sua exclusão do conceito de remuneração para os objetivos da Lei 8.852/94. 1!. Destarte, entendo correta a autuação, motivo pelo qual VOTO pela procedência do lançamento." 2 Processo n°13707.002276/2005-30 S2-TE01 Acórdão n." 2801-00.207 Fl. 40 Os fundamentos da decisão de primeira instância estão consubstanciados na seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2001 Omissão de Rendimentos Constatada a omissão de rendimentos na declaração de ajuste, é cabível o lançamento. Lançamento Procedente" RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificada da decisão de primeira instância em 12/12/2006 (fls. 24), a contribuinte apresentou, em 09/01/2007, o Recurso de fls. 29, argumentando, em síntese, que os cálculos para a liquidação do crédito tributário exigido devem ser revistos. Pondera que considerado o saldo de imposto a pagar apurado na declaração originariamente apresentada, bem como a redução da multa de oficio em 30%, deveria quitar a exigência com o total de R$ 7.872,02, conforme calculado no plantão fiscal. Ocorre que promoveu tal recolhimento e foi informada no CAC que deveria ter pago 128 8.799,27. O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 37, que também trata do envio dos autos ao então Primeiro Conselho de Contribuintes. É o Relatório. Voto Conselheira AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. No caso, a interessada não mais discute os fundamentos da autuação ou do acórdão recorrido. Está é inconformada com a incidência de multa de oficio sobre a totalidade do imposto apurado no auto de infração sem a. exclusão prévia do saldo de imposto a pagar originariamente declarado e tempestivamente recolhido a titulo de cotas (código de recolhimento 0211). Não obstante o lançamento tenha que se reportar à declaração retificadora, que substituiu integralmente a originariamente apresentada, os recolhimentos efetuados anteriormente à lavratura do Auto de Infração, disponíveis nos sistemas informatizados administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil devidamente vinculados ao exercício em apreço, deveriam ter sido considerados a fim de calcular o efetivo imposto suplementar devido, conforme pleiteado. 3 Processo n° 13707.002276/2005-30 S2-TE01 Acórdão ri.° 2801-00.207 Fl. 41 Portanto, sobre tais recolhimentos, não caberia a incidência de multa de oficio, eis que imposto pago antes da autuação. Afinal, dispõe o art. 150, § 3° da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional (CTN): "Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida peto obrigado, expressamente a homologa. § 1° O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação ao lançamento. § 2° Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando a extinção total ou parcial do crédito. § 3° Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém, considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação." (gritos acrescidos). Diante do exposto, voto por DAR provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 19 de agosto de 2009 -„_.— AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE 4
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Numero do processo: 13857.000136/92-28
Data da sessão: Mon Oct 18 00:00:00 UTC 1993
Data da publicação: Tue Dec 22 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IRPJ - LUCRO PRESUMIDO - OMISSÃO DE RECEITA
Comprovado mediante elementos fornecidos pela empresa, que os gastos realizados com a atividade desenvolvida foram superiores à receita bruta declarada, considera-se-á a diferença como receita omitida, sujeita à tributação, uma vez que não logrou comprovar, mediante documentação hábil, a origem dos recursos utilizados, excluídos os valores correspondentes a lucro e pro-labore considerados automaticamente distribuídos.
TRD - Esclui-se a TRD excedente a 1% ao mês no período de fevereiro a julho de 1991.
Numero da decisão: 108-00.538
Decisão: ACORDAM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso, para excluir da base de cálculo os valores referentes a "pro- labore" e "lucro considerado automaticamente distribuído", bem como para excluir a incidência da TRD que exceder de 1% ao mês no período de fevereiro a julho de 1991, vencidos os conselheiros Adelmo Martins Silva e Paulo Irvin de Carvalho Vianna, que davam provimento integral e José Carlos Passuello, Sandra Maria Dias Nunes e jackson Guedes Ferreira que davam provimento parcial apenas para excluir o valor relativo a "pro-labore" e "Lucro considerado automaticamente distribuído", nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: RENATA GONÇALVES PANTOJA
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ementa_s : IRPJ - LUCRO PRESUMIDO - OMISSÃO DE RECEITA Comprovado mediante elementos fornecidos pela empresa, que os gastos realizados com a atividade desenvolvida foram superiores à receita bruta declarada, considera-se-á a diferença como receita omitida, sujeita à tributação, uma vez que não logrou comprovar, mediante documentação hábil, a origem dos recursos utilizados, excluídos os valores correspondentes a lucro e pro-labore considerados automaticamente distribuídos. TRD - Esclui-se a TRD excedente a 1% ao mês no período de fevereiro a julho de 1991.
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MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES RECURSO NR •• 104.736- IRPJ- EX. DE 1989 RECORRENTE • DITESC- DISTRIBUIDORA TEXTIL SNO CARLOS L1DA I'~ECOl'm:[l)A DI';:I':.....I'nBEIW'fO F.F:ETO....SI::' !~!!.~_.. IRPJ - LUCRO PRESUMIDO - OMISSÃO DE RECEITA CDmi?:r.6iT,adO:~ m(.:.~cli .;';.1. I""! t(.:.:, (.:.:,1(.:.~(m:.~ntD~::. 'fo I'. I""! (.'.-:c :i. d os Pf:':I. Ef. ! (-~m'" IJI~e~ial(:!Lle (J~5 gas.teJ~i I~ea].:llade:)~l C(Jnl a atj.v:l(jaeje (je !;~erlvolvj.da .fC)I'.arn~~l.lperior'e~; à re(::e:ita !:)I"l.l.ta(:lec::!.a.... l~ae:la,(:(:)r.l!s:j.(jel'.al'.-..~5e ....á a (:!i'f;ererlça C:(:)~~C)I'.p(::e:i..ta C)lll:i." 'I:.:i.d(':'r.!1~:;u.j(~.~:i.t~.;'r.A tl":i.but~':'~~i:~~\O!\Ltfli(':\ \'(.:.:'z qU(':':' n.;'?{o lDÇ:11~DI..l f" (., 11'1.) ,. (.)t , /.~ ". 111(:., (.\ .', '.' , .. '1' f.'.' (.' (') "1' (" (.'.\1" 'l' .'.~, ..?'(. I', ~'l\., .•, '\ /.\ n"..,'(',(.'.\'"..... .. I .. '.' ... ~I ••••• ~•. I ..... ..1.. L.. ... ., .. .I' ••f. • .) l •••..•••. !\ _, ..• ','.'." I d(J~S 1"ec:t.l"'SIOS t.ltj.:I.izad(J~5!1 eX(::LLl1(:i(:lSi(:)s;va:L(:)I"Ps i::c,!'._' 1"e!51)e:)rlde!'lte~5 a lLl(::r'(Je !JI~c)'...lal)eJI"e C(Jr'1~~ij.(jel"ado~5 au .... .t(:)(na.tj.c:a{nevl.te (:!i~;.tr':it)ll:[d(:)s" TRD - Exclui-se a TRD excedente a 1% ao mes nope- riodo de fevereiro a julho de 1991. ], D.!:lD I"(.:~II (.:~ II 1l..l C 1"0 con !;; :i. cI (~'~I" .;.:'r.clD ~':\Ut.C)m~':'r.t. :i. C:.:";'r.il1(.:.;.n t.e~.~d:i. s t I":i. bu:t do II!\ bc.:.,:m como P(':':'I",:f.Dc!o 1"'1.::\ I" ,:t :i. n~:~ :i. nte 1.:.1 t .•• ,',\ :I. I...GU(.:.:,d(.:.:,s 1.. (.:.:'1,.•.•• ~)ara exc::Lt.l:i.l~a :il'le:j.d~l.l(:ia (:la l'F~D (:ILlP exc:p(jel" ele :L~ ao (nés~ Vl(:) , (:Ie ";evel"e:i.r'() ~ ju:LllC) (je j.991!1 Vell(:j.dclS c:)~~; C:(JI'lsel.llej.I"os A(:le:l.rll(J ~:):i. :I.vÜ f~ F' .;';'r.U :I.o I I 1" V :i. n cfc.:.:' C .:.:'1.I" 'v' ~':'~]. h D 1,) :i. ,';\n I""!~':.(\1 q U ~:.~ d (:'r.v ~":'l.fi"! P I" o 'v' :i. (IH':'~n "1:.C) -'- MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO NR.13857/000.136/92-28 ACOI'WI'fON.. 10B....OO. ~.'dB JACKSON GUEDES FERREIRA 2. VISTO EI'I I I • I I ól.:l.nc oi:\~, CDn ~:~(~.~:I.6E':i .... ~OS" MARIO JUNQUEIRA FRANCO J~NIOR e LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA. MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES RECURSO NR •• 104.JJ6 ,,~cmmAO I'II~.: 10H ....OO. ";30 m;:CCJI'mENTE • DI TESC )) I STI:<I f.<UI DOI':.:(:,TE/T I 1... ,"AO CP,I',LCJ;;>I...T)),;. 3. (:I~é(:!:i.t(J tr'ilJl.ltál'-i(:) J.arlçaejC) rlC) A:[ de fls;~:L4 ((jatac:!e) ele 22,,()4,,92) j"1(:) va .... 1()1~ ete :L,,002,j.EI LJ!~]:I:~, !serJ(j(] CILlC j.96,31 lJI~IR r'e'fey"prn"-!se ac) :j.rnIJ(J~lt(J e (J!S C:ll,le (:)~).t(Jl.l~)e:la 'f:oy'ma ele:) LIJCY'C) r're~;Llrl):icjc) (al'"tsl.389 a P~:'l.I" ';;"1, ~;\ p ,"e.' !::. (.:-:.nt.;;'.l" !:IU.:':\ Dc.~c], '::'.1'" .;;l. ~i:?(O d (.:.~ F:(~~nd :i.m(.:.~nt. U~:;. r) o f~x C~I" c::L c :i.C) :I.9U9/UD;; S(.:.:'ncfo !l nAD ~:;(.:.:,pJ"(.:.~nc:tlpDl..l. com ,':'" file.:,!no .... .1- .. ,,' ," , .. (.)(,. (.) '.'(" I.) 1"(" ," -I.. ,. fl)f"" (" .. rj.,' .. r, -l- .. fi. ,.,1.. '1- (.). ,:t .. .;} ... I.. .:. . :;.'.;~".. ...I.::.~I ~:l......;:t" ". .;;t I ;".I .. .. MINISTERIO DA FAZENDA PI'~II'IEII'W CCJI'ISEI...HD DE COHTI'~Il:<UIHTES 4. I" ef (.:.~I" (.:.~....~:;.(.~ i.... q UF! E'tn -fu.n ~)?{O clE~ fI)(-:':' tDcl 0:1.D(.:.I:i..:';"t U t :i. 1 :i. 1. .:':'1.c!,':), n .i:'( ~':~Ut.UEJ. ~~:~:::((J)~l .:';'( " :i. m pU.q n i,ln te n 'iro ";D (.:.""t n.' tu I"OU o 1"(;,1.:,\n:i. :,.:i', c: :i. 01'\<",:1. me,., t,.,) Pi,\I" ,':, i,\ tDn cIE':'I" .i" I,,,,,, .... ("(')"ll",(')~::.,' ,..•...'.,.. ('I,.~J ,,':'.~-1'("'':::.'''I'''''''''''''' ('II')~:: ':'~fl) '1~:H'\I'(' I' I ' I ,'", t J ,. ,'I , J I , ••• "De.!l n,':'J. "'OV'fn':'t ,.:"t~/f:'n'..:':\C!{':). n.:':'!. ";)'U':'U";':\I~;:.;.:"tOo... . 0.0 .1'" ':" •• '1'" ll.. . o.. .. 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('f].s,,3~3 a 4:1.) bll(je se impU9natórit. e , , n~\D Vin(.:.lEtnc!o .£:'t es;'tâ,] cle~:~()t)I":j.(:la(:!C)s reiteradament~lob- al.ltLla~â(:) 'f:ae:e aI] (:lj.!sp(~~!i.t() (:ILlea fllu].ta nlàxima I:)l"ev:i~:;tafla L..e:i E~383/9:L, ÓO r:::~ d(.:.~ ~':':():."':~l(.:.~~qUE' !:i(':'<JI..I.nclo o <:tf'tiç,lD lOê'~ :i.nc:i.~;o 11 ~l II c:l'~, c::'rH~1 MINISTERIO DA EAZENDA , IPRIMEIRO CONSE~HO DE CONTRIBUINTES F'RO(:ES~3() l'II~,,].3857/()OO~j.36/92-"28 f~CnF<DPíO ]"']"" lO~:~'''00" :j:.':")B I termc) 0 ~)al..tj.r ele) (:ll.la]'.(:)~~~:ljlt.... C~~:;'1:",;\ b(~.~:I.e-:.~Cf:' .:':\ i n c: :i. dr:~~nc l.:';l. Id ()~:;., '''' ''''''''''''''''''''')',(~:''::'- ...., I"d'''''':.:''.':' elc) V('."') (:::".")(',"') tC) ,:10 ~ev»~\ ' MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 'L..JLLJl 7. Cl f:~'l ~':'t.l"(.:.l umE'n '1:.-;':'. !;:~'?t'o d ;';\ 1"(-';: c:o j"!" (;1'1 t.E':' cf (.:.; q U(.:,; 1"1~.?(C) h.:,:'!.\l :i. ~':'t ~:~f':'i::'!~;:.", I'" U'" -l:.u.I".:':\dD DI'"q :':\I""I:i. 'l. .;';\c::i. DI') .;';"1.1fl)(.";rl 'l:.(.:~ p.:';l.I"~';\ ~;).te-:.;!")d F.'I" .;) I' t) (.()m p( )<', I I,~ .;\( I clo~::. 'f -::'1.tD~:; D JD I'..... 1"j.(j(J~Serll 19~3~~1 'la -fc:Jr'rna aVel"ltada "la autL'a~:â(:) 1:j.~5(::a].é t(:)ta:I,rnen"te cleJc:a'" n c.:.:'c: :i. cf o ~:l b:i. d.;';\ (.:.~ ]':i. I'.D~::. fji.::\:i,OI" O 'f.c,1."i:.o é qUE':' <Cf '1':i.";(:: i', 1 :i.Z i'f \;: :.'io E" ,"'.m:i. n iU1 d o n " ri n , .. ti fi', ,....•1".,'1'C.,"'. c:'..... , .... ". o.. 0"0 "l'" 'f:i.~s(:aj.!5~, j.I')(:::Ll.l~sj.ve c:) dem(:)I'ls~.tl'atj.V(J {:Ie (ie!SI:Je!Sa15 e Irec:e:i.ta1s 'f:(J!"" ~Je:L(:) (::(JI'l.tl"ii:JLl:irlte('fl~I,.()4/09)~1 e'f:p'tLlol,l (:) J.eval'ltamel'l.tC) (ja~!~ JI":i," , •••••••1 "1 ....(,. '''.)'''' '1' (l,,::..,';"1,p :I.:L c .,':l. !;:ó(.:.:,~::.cl (.:.~ I" f~c:U I" ~::.D ~:!. ("f ], ~!:'•• 1 (.1') ':":\p1..1.I" ,:":"t 1"1cfD q U. (.:,:, hD I..••V (."::. ,J •.. ';, '•• t J ••• I "1'" ,':( (:18 (:z~~4..7~33"j.68!,34, e, e,n l'lPl1!ll,lnlnl(]'11811.tCJ!1a 1"p(:(:Jr'I'PI'lte :1.(:)gr'(Jl.l , b :i, rn p:l. E'~:lmc,:.~n'l:.(~:\ .::\ con t.!":i. bu.:L n tC\ :1.:i.m :i. t,':\ ....~::.c~ ~':l. 'f .;;l.:,:~c'::'1" d ,i './ :.~CI ..:1•... ,Jk,<:> ,,:.0b """.:. i.\ l"':'q:i.,,;L''I<;:','(O cio 1u<::I'"(" pn:.":;u.rn:i.cio,, :i.ne lu':;:i. .../C' ,'''df:''CFH''c1<::'' "II.":V ....o ;';::::l:,:,::~::'II::?~:';'::,~:(')::,i,~I:i.'f:;,::::::: ;',:: : :':c:':: :', 1 ::;'::'::' ;,:~,:::':::,:::.:),,' :::;'::,:~:: ~I):::,::~~\': ,i, ~:::' :'::," ::: ,:, ::~,C,:: ,', :: 1:'":" CI'Ic,.~,.. .,.\ '\1 I 'h , .\ '''''\'{')fJ~~cr ' ,.., ..,L" ., MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PI~OCI~~3~5()1'lf~,,].3857/000.,j.36/92'-'28 8. Ilf~ll ...t.,,:':)~?Ó'" V(.:.~,"i.t=:i.c.:;'l,ndD ~:\ 'f:L~:~c~';\1:i.?:':':\4:.~'\D,':'1. OCOI'"" 1" t.~n c::i. .;':~ d (.:, n fI" 'i ~:.l:: ~.:,{C) ri (:.~ l~' C::, C (::.'i -I. .o:, rj (:,)'.' I~"~:,. A cp n ~::.°il d r:'.... :ar5~:m~C:~~:~:~:q:~:oc::::~::o~~~:::~::~j::: tidos, que ficará sujeito ao pagamento dolim- PO~:;.'l:.D ,~\ 1....;.:.I.7.~;'(o c!f::':' ''',('','';; (tr':i.n"!:.,':" pUto' C(:;~l'l'ho) ~\ 1~(Jl~ (:)l.l.tl~(:)],2(:1(:" cai:)e !5a].j.elltal~ 2:i.l'lda~ a JLlr':l~51:)!"l.l(j~rl(::ia 1" (~(JI'lse:I.11(J ele (:(:)I'l't,":lIJI,lj,I')'te!5 gLle já eJec:icl:i,ll em váJ"i2!:~ (Jl:)ClV ..tlJl'li-" ~:;.Db1"(::- C) d !:;!::.u.nto ~I con 'fOf'(Jl(.~ ~;;(.;~ vc~I>':i.'f:i. CD, pE' 1,:':'1.~:; f:)m(,:,~n t..:";),~:;t Ir.:":I.:"! S C I'"J -l:,~:\~::. If(3A~~l'OS Sl,JF'EI:~:[()RE:~3 A I~E:(:~~~ll'ABF~LJ'T'A"-A exa'tj,- ::::.:::':::::::::::~:::::::::::::::::::',:,:::::::l:::,:: a manter à disposiçào do Fisco lodos os 11i- VI>(J~S (je esc:ri.tur'a~â(:) 'fi~;c:a:l ex:igj,(j(:)~S fe~.a a't:lvi.l:la(jeexer(:i.da e dernai.~; j:)dj:)é:i.s; (~l.le1:~p~'V.t'.- Iranl lJalra ajJLlI"ar' (:)!:; vaJ,c:)f'eS (:leC:::lalrad(J!~"-'~blr~:" ::::::' n:::ss::::sn:s:::v:~:::nt:::en:~:li:: '1':(.'.). ''',''.'.('' '.'. • ""'.'.". '..•..,••.,.' ••,'.. t' :;( I') '''' l'i' , ''',1"'(::' ,." ;', '" .,' ,1."') ). '11 UP(~~I":I.DI"e::; d .', , ~ f . d (.:.~c 1,;;\ I" .;:'1.d ,';\ !l D, d:L 'f (.:.~I" (.:~n ~;:.;':'t "f'i r- "1 I" ,\ ~.. J I 'i ("'i -I" "1 ~ ,I' 1" 'i . bu, 'I.,:';\~i:.;'}O comD I"(':'~C(':':':i.tEl otn:i. t ;i: (;.;:~: :::.f~,:;;;~.. :';;~:;lr::':;::I' :;.'htt: :i, :..: .. 'te 'lá() :1.C)gl"0,r c:c)m~)I"c)var a ol":lgefll (:lc)s; r'e(::l.lJ'S;(J!:; 1.. cc cc MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES F'RO(~E~3S()1~1~"j.3~357/000,,].36/92-.28 9. :I,()2-'24u:l()6/89 (X)() ],3,,()7,,90) e :l()5-"3,,7qf~/89 (1)(:) :l4,,()9u90)l' (J -fato (:!0 (J!S a!!~~el'ltarllel'lt(:)!! (1c) ~~:t:~~~~~~~i~~~~:~~:~~t~::~~;:~~:,I' ..:•.I:.):<',:,I.'{'~i:.,.:.,.:.,,::,~.:.:.','.::{'.:.:I::<I,~\'~~: (:)(nj.~i~;â()ele rc(::e:i,'ta ~e flàc:J 1:(:)1~ e!~ a ~:~Db ~:'l. -:':lf(.:.H.l.m(.~n t.::\~;:~:::tDek: qtl(':':' o 11íBDdu!!:. DP(':':I'",':"l.nd :i. ,! .:":U:!Dt-::V:ID 1"',."1.:,\'fi,,,u".l:i.,,.',,!;:Ao(.:."n"lu"" ú ,',',pu"'.:"S;';ocÍ'ff! 1"<"';" ..I.1túdD I'"n:lC (.:.,,"'; ú ....''',:.,.I.m 1"'1",,1,:;,o .... !Sarnel'l'te ~)e:la!s I~egl~a~s e!stal:Je:le(:j.cla!s 1'1e:) l_~.t(::r'c) 1~I~e~;ll(lli(:I(:) "fa<:e à legJ,s.la'" ~i:~:rD (.;:x p I"C,!!;!:;.:';). no .;:'1, Ir t. :i. (J D (.10 d ~';'~L f:' :i. B~':')n:::'~de :::';0" 1:;';':" (?:I.!\ qUt:. ng~o 1"(.:.:,C:f:~Pc:i.1nol..l. a l'lj.~)ó.te~;e cl(J al,.tj.qC) 396 (::C)111(Jf)C)I"II)a :lrl'f:va.tol"B ac) v'eqinlP (jp l\~C:l~C) ~r'e'" sumido, túmbém nAo é ve.dúde, pDrque o úrtigo 40 simplesmente tfúiú l'lC)V'rna~s palra O lLl(:v'(J IJlreS\.lmj.dc), taj.!s (:(:)111(:)(:) Il()V() l.:i.'ll:l.tee 1"e(~l~j.~5j.t(:)!5 l:)ara (:)!J~â(:) 1:)e10 :lLlC:V'() ç)I"e~5l.\n)j.(:I(:)a f)BI,.'til" (j(:) al.lo ....t)a~;e 1992, P: l Rln 1')0'-' f'lt)l.lnl m(:)n1PI'lt(:):, pr'()(:lll"Ol.l IreV()qar" () af,.t:Lgc:) 396 (:1(:)1~:[1~/80" I)e~!~'ta'f:~.l":~:.~:C).~':,:~)l{~~:l~'~:~:~I)'{~~~:la:,{~~:~:t~.,e~{~Clelr~{~~'~I~~~:..•tl:.l~~a lE'<':J:l.~:;l.;':~.!i:g(D '../:i.Cj(.:.:'nt.(':':' (.:.~ ..l ..ll J.~;;PI t..cJ(':.ll J.~;l, dc.';:, .. ::.' .1." c. ../1J;:>t.'.1.11L d::.' .I11 ..1.tL.I_.J.ll . te~~, a Y'P(:(:)f"V'Pllte j'lâ(:) .tl"C)l.lxe aC)Si at.l.t()~; CIIJa:ls~CII.lev' e1elnerltD~:; (:10 I)J'C)Va p~("<:; ,',\""l:i.cI:i.'"Cl''' I",,."""."''..l 1"'0';;'to,'> cio li,Hl!;.,',,,nento,, SERViÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13857/000.136/92-28 10. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ACÓRDÃO N9 108-00.538 Por todo o exposto e por tudo que do processo cons- ta, voto no Sentido de DAR provimento parcial ao recurso interpos- to por DITESC-Distribuidora Textil são Carlos Ltda., para excluir da base de cãlculo os valores referentes a pro-labore e lucros. considerados automaticamente distribuidos, bem como excluir a apl~ cação da TRD, no.que exceder a 1% ao mês, no periodo de fevereiro a julho de 1991. Brasilia (DF), 18 de outubro ~G,~ . RENATA GONÇALVES ~ de 1993. RELATORA 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008 00000009 00000010
score : 1.0
Numero do processo: 10825.002458/2001-42
Data da sessão: Tue Aug 18 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Fri Aug 28 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF
Ano-calendário: 1998
MULTA ISOLADA. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENIGNA.
Deve ser cancelada a multa de oficio isolada por falta de recolhimento da
multa de mora, em face do disposto no art. 14 da Lei n° 11.488, de
15/06/2007. Inteligência do art. 106, inciso II, alíneas "a" ou "c", do Código Tributário Nacional.
Recurso provido.
Numero da decisão: 2801-000.200
Decisão: ACORDAM os membros da Primeira Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: DCTF_IRF - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (IRF)
Nome do relator: SANDRO MACHADO DOS REIS
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PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENIGNA. Deve ser cancelada a multa de oficio isolada por falta de recolhimento da multa de mora, em face do disposto no art. 14 da Lei n° 11.488, de 15/06/2007. Inteligência do art. 106, inciso II, alíneas "a" ou "c", do Código Tributário Nacional. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Primeira Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE Preside - ,..‘ glikfril I I I‘ S 1\1DR° :"--- - ADO D n S REIS Relator 1 FORMALIZADO EM: 25.- SET 2009 1 • Processo n° 10825.002458/2001-42 S2-TE01 Acórdão n.° 2801-00.200 Fl. 86 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Júlio Cezar da Fonseca Furtado, Marcelo Magalhães Peixoto, José Raimundo Tosta Santos (Suplente convocdo) e Bernardo Augusto Duque Bacelar (Suplente convocado). fr Relatório Trata-se de lançamento para apurar irregularidades quanto a quitação de débitos , declarados em DCTF onde restou aplicada a multa de oficio (isolada) em função da • suposta ausência no pagamento dos juros de mora. Em impugnação, o contribuinte sustenta a aplicação da denúncia espontânea de que trata o art. 138 do Código Tributário Nacional. Às fls. 40/46, a Delegacia da Receita Federal de julgamento julgou procedente, em parte, para mitigar a multa aplicada à cifra de R$ 205,56 (duzentos e cinco reais e cinqüenta e seis centavos), conforme demonstrativos do auto de infração às fls. 18/22. Em recurso voluntário, o contribuinte reitera o argumento pertinente à denúncia espontânea, requerendo o provimento do recurso. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Sandro Machado dos Reis, Desde já, no que tange à multa de oficio isolada, aplicada em percentual de 75% (setenta e cinco por cento) do tributo devido, deve-se suscitar que o art. 44, inciso I, e parágrafo 1°, inciso II, da Lei n° 9.430/96, previa referida punição quando houvesse recolhimento em atraso sem a inclusão da multa de mora: "Art. 44. Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: 1 - de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; § 1° As multas de que trata este artigo serão exigidas: 1 - juntamente com o tributo ou a contribuição, quando não houverem sido anteriormente pagos; • 2 ' Processo n° 10825.002458/2001-42 S2-TE01 Acórdão n.° 2801-00.200 Fl. 87 II - isoladamente, quando o tributo ou a contribuição houver sido pago após o vencimento do prazo previsto, mas sem o acréscimo de multa de mora; )1, • Por sua vez, a Medida Provisória n° 351, publicada no Diário Oficial de 22/01/07, convertida na Lei n° 11.488, de 15/06/07, em seu art. 14, alterou a redação do art. 44 da Lei n° 9.430/96, que passou a vigorar com os seguintes termos: • "Art. 14. O art. 44 da Lei n" 9.430, de 27 de dezembro de 1996, • passa a vigorar com a seguinte redação: 'Art. 44. Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas: I - de setenta e cinco por cento sobre a totalidade ou diferença de tributo, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; II - de cinqüenta por cento, exigida isoladamente, sobre o valor do pagamento mensal: a) na forma do art. 8o da Lei n" 7.713, de 22 de dezembro de 1988, que deixar de ser efetuado, ainda que não tenha sido apurado imposto a pagar na declaração de ajuste, no caso de pessoa fisica; b) na forma do art. 2o desta Lei, que deixar de ser efetuado, ainda que tenha sido apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no ano-calendário correspondente, no caso de pessoa jurídica. 1 o O percentual de multa de que trata o inciso I do caput será duplicado nos casos previstos nos arts. 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502, de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. § 2o Os percentuais de multa a que se referem o inciso I do capta e o § 1 o, serão aumentados de metade, nos casos de não atendimento pelo sujeito passivo, no prazo marcado, de intimação para: 1- prestar esclarecimentos; II - apresentar os arquivos ou sistemas de que tratam os arts. 11 a 13 da Lei no 8.218, de 29 de agosto de 1991; III - apresentar a documentação técnica de que trata o art. 38.' (NR). Observa-se que a hipótese de exigência da multa de oficio isolada, por falta de recolhimento da multa de mora, que constava do inciso I e também do §1° do mesmo inciso, da redação original do art. 44, foi subtraída pela redação dada pela norma supracitada. 3 . I .• • Processo n° 10825.002458/2001-42 S2-TE01 Acórdão n.° 2801-00.200 Fl. 88 Consequentemente, o recolhimento fora do prazo deixou de ser considerado infração sujeita à multa de oficio isolada, razão pela qual deve ser excluída da tributação, por força do princípio da retroatividade benigna, consoante dispõe o art. 106, inciso II, alínea "c", do Código Tributário Nacional: "Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: . 1 - em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II - tratando-se de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de defini-lo como infração; b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; ,c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática." Pelo exposto, DOU provimento ao recurso. É corno voto. Sala ' e . - - . ies-13 -m 18 de agosto de 2009. , Al\"1-DRO ACHADO DOS REIS 4
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