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Numero do processo: 13897.000635/2003-62
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 21 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF
Anocalendário:
1998
NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO.
As causas de declaração de nulidade do auto de infração estão descritas no
art. 59 do Decreto nº 70.235/72, não cabendo argüir sobre tal possibilidade
em casos não especificados no referido dispositivo legal.
MULTA DE OFÍCIO ISOLADA POR FALTA DE RECOLHIMENTO DA
MULTA DE MORA.
Descabe a cobrança de multa de ofício isolada exigida sobre os valores de
tributos recolhidos extemporaneamente, sem o acréscimo da multa de mora,
antes do início do procedimento fiscal. (Súmula CARF nº 31).
ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade
de lei tributária (Súmula CARF nº 2).
JUROS DE MORA. TAXA SELIC.
A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos
tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são
devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial
de Liquidação e Custódia SELIC
para títulos federais. (Súmula CARF nº 4)
JUROS DE MORA. APLICAÇÃO.
São devidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago
no vencimento, ainda que suspensa sua exigibilidade, salvo quando existir
depósito no montante integral. (Súmula CARF nº 5)
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2801-002.540
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso para cancelar a exigência da multa de ofício isolada, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: DCTF_IRF - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (IRF)
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
1.0 = *:*
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Anocalendário: 1998 NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. As causas de declaração de nulidade do auto de infração estão descritas no art. 59 do Decreto nº 70.235/72, não cabendo argüir sobre tal possibilidade em casos não especificados no referido dispositivo legal. MULTA DE OFÍCIO ISOLADA POR FALTA DE RECOLHIMENTO DA MULTA DE MORA. Descabe a cobrança de multa de ofício isolada exigida sobre os valores de tributos recolhidos extemporaneamente, sem o acréscimo da multa de mora, antes do início do procedimento fiscal. (Súmula CARF nº 31). ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2). JUROS DE MORA. TAXA SELIC. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. (Súmula CARF nº 4) JUROS DE MORA. APLICAÇÃO. São devidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, ainda que suspensa sua exigibilidade, salvo quando existir depósito no montante integral. (Súmula CARF nº 5) Recurso Voluntário Provido em Parte.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Anocalendário: 1998 NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. As causas de declaração de nulidade do auto de infração estão descritas no art. 59 do Decreto nº 70.235/72, não cabendo argüir sobre tal possibilidade em casos não especificados no referido dispositivo legal. MULTA DE OFÍCIO ISOLADA POR FALTA DE RECOLHIMENTO DA MULTA DE MORA. Descabe a cobrança de multa de ofício isolada exigida sobre os valores de tributos recolhidos extemporaneamente, sem o acréscimo da multa de mora, antes do início do procedimento fiscal. (Súmula CARF nº 31). ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2). JUROS DE MORA. TAXA SELIC. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. (Súmula CARF nº 4) JUROS DE MORA. APLICAÇÃO. São devidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, ainda que suspensa sua exigibilidade, salvo quando existir depósito no montante integral. (Súmula CARF nº 5) Recurso Voluntário Provido em Parte. Fl. 86DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/06/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13897.000635/200362 Acórdão n.º 280102.540 S2TE01 Fl. 76 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para cancelar a exigência da multa de ofício isolada, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 4ª Turma da DRJ/CPS/SP. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “Tratase de Auto de Infração eletrônico decorrente do processamento da DCTF do anocalendário 1998, lavrado em 17/06/2003, exigindo crédito tributário no valor total de R$ 4.525,54, discriminado em imposto, multa vinculada, juros de mora calculados até 30/06/2003 e multa isolada. A infração decorre da constatação da falta de localização de pagamento e do recolhimento efetuado em atraso em desconformidade com a legislação vigente, tudo vinculado a débitos de IRRF, e foi enquadrada nos dispositivos legais indicados no demonstrativo de fls. 30. A interessada foi cientificada via postal, em 17/07/2003 (AR de fls. 36). Inconformada com a exigência fiscal, a contribuinte, por intermédio de seus representantes legais, apresentou, em 15/08/2003, impugnação de fls. 01/17, acompanhada de documentos de fls. 18/35. Após breve resumo dos fatos, protesta, preliminarmente, pela insubsistência do Auto de Infração, por manifesta ilíquidez e presunção. Alega que a fiscalização não embasou corretamente a imposição tributária, ofendendo o disposto no art. 10 do Decreto n° 70.235, de 1972, caracterizando cerceamento do direito de defesa. Cita jurisprudência e doutrina. No mérito, aborda a questão das penalidades e acréscimos morat6rios, dizendo que a incidência da multa de oficio e dos Fl. 87DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/06/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13897.000635/200362 Acórdão n.º 280102.540 S2TE01 Fl. 77 3 juros de mora "só serve para agravar a situação da Impugnante que, só não recolheu o imposto nominal devido, pela situação econômica por que passava o Pais". Tomando como referência a multa prevista na legislação civil (art. 52 da Lei n° 9.298, de 1996), entende abusivo o percentual da multa aplicada, em afronta a legislação fiscal e ao principio da proporcionalidade e do nãoconfisco. Cita doutrina e conclui: "25. Dessa forma, por analogia e em respeito ao principio da isonomia, supondose o não acolhimento da tese de que a denúncia espontânea do débito torna ilegal a cobrança de juros e multa moratória, o percentual máximo para sua aplicação seria de 2% (dois por cento), uma vez que a inflação mensal nos dias de hoje não chega a atingir a escala de 1%." Ao se reportar aos juros de mora, julga que somente deveria incidir um tipo de acréscimo ao débito (multa ou juros). Alega que o ordenamento não aceita o anatocismo (capitalização de juros), citando o art. 253 do Código Comercial e a Súmula 121 do Supremo Tribunal Federal. Diz haver efetivo aumento de tributo sem qualquer base legal, sendo ilegal a exigência tributária. Baseiase em doutrina e jurisprudência, protestando pela prevalência dos juros previstos no art. 161, § 1 0, do CTN. E conclui ser inviável a base considerada para a aplicação dos percentuais, pois tais acréscimos foram aplicados de forma composta. Argumenta, ainda, a inconstitucionalidade da cobrança de juros à taxa Selic, enfatizando que a CF de 88 estabelece o limite máximo dos juros em 1% ao mês, sob pena de cometimento do crime de usura pecuniária. Cita mais jurisprudência. Encerra, em suas palavras: "62. Diante dessas razões, requer seja acolhida a preliminar argüida, decretandose a nulidade do Auto de Infração impugnado por imprecisão técnica quanto à descrição do fato tributável e inespecificidade quanto aos dispositivos legais infringidos. Em assim não sendo, no mérito, ante os suficientes argumentos doutrinários e jurisprudências deduzidos, requer seja julgado IMPROCEDENTE o Auto de Infração em questão para o efeito de tornar inexigível e indevida a imposição tributária apurada, mesmo que parcialmente, tudo como medida de JUSTIÇA!"” O lançamento foi julgado procedente em parte, conforme Acórdão de fls. 42/47, para cancelar a multa de oficio vinculada. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 17/01/2008 (fl. 50), o interessado, representado por seus advogados (fl. 70), interpôs o recurso de fls. 53/69, em 14/02/2008. Em sua defesa, repete os argumentos da impugnação no que se refere à nulidade do auto de infração e à cobrança dos juros de mora. É o relatório. Fl. 88DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/06/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13897.000635/200362 Acórdão n.º 280102.540 S2TE01 Fl. 78 4 Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. A respeito das hipóteses de nulidade, o art. 59 do Decreto nº 70.235/72 dispõe: “Art. 59. São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa.” Entretanto, no presente caso, todos os atos e termos foram lavrados por servidor competente, franqueando amplas condições de defesa à contribuinte, não se configurando qualquer hipótese que ensejasse a nulidade do procedimento administrativo. Conforme consta dos autos, restou mantida pela decisão recorrida a exigência dos débitos do IRRF, referentes ao períodos de apuração 0210/1998, 0111/1998 e 01 12/1998, acrescidos dos juros de mora, além da multa isolada de 75% por falta de recolhimento da multa de mora devida relativamente ao débito do período 0212/1998. No que tange à cobrança da multa isolada de 75%, é de se observar a Súmula CARF n° 31, de aplicação obrigatória no âmbito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais: “Descabe a cobrança de multa de ofício isolada exigida sobre os valores de tributos recolhidos extemporaneamente, sem o acréscimo da multa de mora, antes do início do procedimento fiscal.” Quanto à exigência dos débitos do IRRF, referentes ao períodos de apuração 0210/1998, 0111/1998 e 0112/1998, a recorrente não contesta a exigência dos valores principais, mas apenas os correspondente acréscimos exigidos a título de juros de mora por razões de ilegalidade e inconstitucionalidade. Tal discussão já foi pacificada neste Colegiado, conforme Súmulas CAR nº 2, 4 e 5: Súmula CARF n° 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Súmula CARF nº 4 A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Fl. 89DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/06/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13897.000635/200362 Acórdão n.º 280102.540 S2TE01 Fl. 79 5 Súmula CARF nº 5: São devidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, ainda que suspensa sua exigibilidade, salvo quando existir depósito no montante integral. Diante do exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso, para cancelar a multa de ofício isolada. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 90DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/06/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A
score : 1.0
Numero do processo: 10380.000298/2009-21
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2006
DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO.
Devem ser consideradas as deduções a título de despesas médicas
comprovadamente efetuadas com dependente.
DESPESAS MÉDICAS. PLANO DE SAÚDE. ALIMENTANDOS. DEDUÇÃO.
As despesas médicas realizadas com alimentandos, quando realizadas em virtude de cumprimento de decisão judicial ou de acordo homologado judicialmente, poderão ser deduzidas pelo alimentante na Declaração de Ajuste Anual.
PLANO DE SAÚDE. BENEFICIÁRIA. APRESENTAÇÃO DE DECLARAÇÃO EM SEPARADO NO MODELO SIMPLIFICADO. DEDUÇÃO VEDADA.
Não são dedutíveis da base de cálculo do Imposto de Renda as despesas com plano de saúde, quando a beneficiária não conste como dependente na declaração de rendimentos do titular do plano e tenha feito declaração simplificada em separado.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2801-002.606
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para acatar dedução a título de despesas médicas no valor total de R$ 3.966,10, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ANTONIO DE PÁDUA ATHAYDE MAGALHÃES
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano-calendário: 2006 DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Devem ser consideradas as deduções a título de despesas médicas comprovadamente efetuadas com dependente. DESPESAS MÉDICAS. PLANO DE SAÚDE. ALIMENTANDOS. DEDUÇÃO. As despesas médicas realizadas com alimentandos, quando realizadas em virtude de cumprimento de decisão judicial ou de acordo homologado judicialmente, poderão ser deduzidas pelo alimentante na Declaração de Ajuste Anual. PLANO DE SAÚDE. BENEFICIÁRIA. APRESENTAÇÃO DE DECLARAÇÃO EM SEPARADO NO MODELO SIMPLIFICADO. DEDUÇÃO VEDADA. Não são dedutíveis da base de cálculo do Imposto de Renda as despesas com plano de saúde, quando a beneficiária não conste como dependente na declaração de rendimentos do titular do plano e tenha feito declaração simplificada em separado. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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COMPROVAÇÃO. Devem ser consideradas as deduções a título de despesas médicas comprovadamente efetuadas com dependente. DESPESAS MÉDICAS. PLANO DE SAÚDE. ALIMENTANDOS. DEDUÇÃO. As despesas médicas realizadas com alimentandos, quando realizadas em virtude de cumprimento de decisão judicial ou de acordo homologado judicialmente, poderão ser deduzidas pelo alimentante na Declaração de Ajuste Anual. PLANO DE SAÚDE. BENEFICIÁRIA. APRESENTAÇÃO DE DECLARAÇÃO EM SEPARADO NO MODELO SIMPLIFICADO. DEDUÇÃO VEDADA. Não são dedutíveis da base de cálculo do Imposto de Renda as despesas com plano de saúde, quando a beneficiária não conste como dependente na declaração de rendimentos do titular do plano e tenha feito declaração simplificada em separado. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para acatar dedução a título de despesas médicas no valor total de R$ 3.966,10, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator. Fl. 65DF CARF MF Impresso em 19/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 30/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10380.000298/200921 Acórdão n.º 2801002.606 S2TE01 Fl. 66 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Walter Reinaldo Falcão Lima, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin e Carlos César Quadros Pierre. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Relatório Mediante Notificação de Lançamento, às fls. 02/04 e 13, formalizouse exigência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF (Suplementar) correspondente ao exercício 2007, anocalendário 2006, no valor total de R$ 5.089,69, incluídos a multa de ofício e os juros de mora, estes calculados até 28/11/2008. De acordo com a descrição dos fatos e o enquadramento legal constantes da peça de autuação, a autoridade fiscal efetuou a glosa do valor de R$ 17.316,20 referente a despesas médicas pleiteadas pelo contribuinte a título de dedução do imposto devido, conforme se observa do exceto a seguir transcrito (fl. 14): Dedução Indevida de Despesas Médicas. Conforme disposto no art. 73 do Decreto n° 3.000/99 RIR/99, todas as deduções pleiteadas na Declaração de Ajuste Anual estão sujeitas à comprovação ou justificação. Regularmente intimado, o contribuinte não atendeu a Intimação até a presente data. Em decorrência do não atendimento da referida Intimação, foi glosado o valor de R$ 17.316,20 deduzido indevidamente a titulo de Despesas Médicas, por falta de comprovação. Enquadramento Legal: Art.8°, inciso II, alínea “a”, e §§ 2° e 3°, da Lei n° 9.250/95; arts. 73, 80 e 841, inciso II, do Decreto n° 3.000/99 RIR/99 e arts. 43 a 48 da Instrução Normativa SRF n° 15/2001. Cientificado do lançamento em 10/12/2008, conforme faz prova o Aviso de Recebimento AR à fl. 15, o interessado apresentou sua impugnação em 05/01/2009, à fl. 01, juntando ao processo cópias dos seguintes documentos: i) comprovante de rendimentos pagos e de retenção na fonte fornecido pela fonte pagadora, à fl. 06; e ii) extrato dos descontos efetuados, conforme informação da fonte recebedora dos recursos, devidamente discriminados, à fl. 07. Ao final de sua defesa o impugnante solicitou que fosse considerado sem efeito o lançamento, tendo em vista se referir a despesas legítimas e devidamente comprovadas. Na sequência, verificado pelo órgão julgador que o documento anexado pelo recorrente à fl. 07 se tratava de documento relativo ao anocalendário de 2007, estranho à lide, foi realizada diligência, às fls. 16/17, para que fosse solicitado ao contribuinte o documento Fl. 66DF CARF MF Impresso em 19/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 30/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10380.000298/200921 Acórdão n.º 2801002.606 S2TE01 Fl. 67 3 concernente ao anocalendário objeto da autuação, ou seja, 2006, a qual foi atendida, conforme documento anexado à fl. 21. Ao apreciar o litígio, a 1a Turma de Julgamento da DRJ/Fortaleza/CE decidiu, por unanimidade de votos, julgar procedente em parte a impugnação, e assim, restabeleceu despesas médicas no valor de R$ 4.015,70 comprovadamente relacionadas a gastos com o plano de saúde do próprio contribuinte. O Acórdão DRJ/FOR nº 0818.332, de 21/06/2010, às fls. 26/31, traz a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2006 DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. Somente as despesas médicas, próprias ou com dependentes, podem ser dedutíveis para efeito de apuração da base cálculo do imposto de renda devido quando devidamente comprovadas. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Devidamente intimado da decisão a quo em 16/07/2010, nos termos do documento à fl. 36, o contribuinte interpôs, em 16/08/2010, o Recurso Voluntário às fls. 40/41, instruído com os documentos às fls. 42/44. Na peça recursal o contribuinte solicita que seja restabelecida a dedução com despesas médicas efetuadas com: Ana Maria Sousa do Nascimento, companheira com a qual tem união estável há 09 (nove) anos; Fernanda Sousa Fernandes, filha do titular com a referida companheira; e Vânia Maria de Oliveira Fernandes, exmulher, atualmente divorciada do declarante, esta última face à obrigação assumida em acordo judicial. Submetido o processo à apreciação desta Primeira Turma Especial da Segunda Seção do CARF, decidiuse, à unanimidade de votos, pela conversão do julgamento em diligência, nos termos da Resolução n° 2801000.095, de 12/03/2012, às fls. 48/51. Referida demanda objetivou que fossem adotadas, pela autoridade lançadora, as seguintes providências: 1) esclarecer se a Sra. Ana Maria Sousa do Nascimento, CPF nº 781.837.31368 (número de CPF constante na Escritura Pública Declaratória à fl. 42), apresentou declaração de rendimentos em separado para o exercício 2007, anocalendário 2006. Em caso positivo, informar se referida declaração foi apresentada no modelo completo ou simplificado; e constando dessa declaração deduções com despesas médicas, relacionar os respectivos beneficiários e valores dos pagamentos efetuados a este título. 2) intimar o contribuinte a apresentar cópia (devidamente autenticada) do documento que consta da referida ação de separação que comprove a obrigação assumida em acordo judicial quanto ao pagamento de plano de saúde de Vânia Maria de Oliveira Fernandes. Fl. 67DF CARF MF Impresso em 19/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 30/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10380.000298/200921 Acórdão n.º 2801002.606 S2TE01 Fl. 68 4 Em atendimento à diligência a unidade preparadora colacionou aos autos a documentação às fls. 54/62. Na sequência, o processo foi devolvido a este Egrégio Conselho para julgamento. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O recurso em julgamento foi tempestivamente apresentado, preenchendo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. No caso, a alegação da defesa é de que teria o direito de deduzir a título de despesas médicas, no anocalendário em exame, a parcela referente ao pagamento que efetuou com o plano de saúde de Ana Maria Sousa do Nascimento (companheira), Fernanda Sousa Fernandes (filha do titular com a referida companheira), e de Vânia Maria de Oliveira Fernandes (excônjuge). De fato, diante da certidão de nascimento anexada à fl. 43, verificase que Fernanda Sousa Fernandes é filha do recorrente, sendo pertinente a dedução da parcela de R$ 871,38 paga pelo recorrente, no anocalendário 2006, a título de plano de saúde em relação a esta dependente (menor de idade). No que diz respeito à dedução com despesas médicas efetuadas com Vânia Maria de Oliveira Fernandes (excônjuge), como resultado da diligência empreendida (Resolução às fls. 46/49) o interessado colacionou às fls. 58/59 e 61 dos autos cópias autenticadas de Termo de Audiência e respectiva Averbação de Divórcio, onde se constata que, por força de acordo homologado judicialmente, ficou estabelecido a obrigatoriedade do recorrente continuar arcando com o pagamento de plano de saúde e odontológico da Sra. Vânia. O documento à fl. 21 identifica, de forma individualizada, a despesa efetuada pelo recorrente com o plano de saúde da Sra. Vânia Maria de Oliveira Fernandes, que totalizou R$ 3.094,72. Portanto, considero cabível a dedução desta importância a título de despesas médicas. Quanto à dedução pleiteada com a parcela do plano de saúde relativa à Ana Maria Sousa do Nascimento, afirmou o contribuinte em sua defesa que não obstante sua companheira tenha optado por apresentar em separado a Declaração do Imposto de Renda do exercício 2007, não teria esta efetuado qualquer dedução concernente a estas despesas médicas em discussão. Sobre essa matéria, assim orientava a Receita Federal em seu “Manual de Perguntas e Respostas” quanto ao preenchimento da Declaração de Ajuste Anual do exercício 2007, anocalendário de 2006: “PLANO DE SAÚDE — DECLARAÇÃO EM SEPARADO Fl. 68DF CARF MF Impresso em 19/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 30/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10380.000298/200921 Acórdão n.º 2801002.606 S2TE01 Fl. 69 5 356 O contribuinte, titular de plano de saúde, pode deduzir o valor integral pago ao plano, incluindo os valores referentes ao cônjuge e aos filhos quando estes declarem em separado? Como regra geral, somente são dedutíveis na declaração os valores pagos a planos de saúde de pessoas físicas consideradas dependentes perante a legislação tributária e incluídas na declaração do responsável em que forem consideradas dependentes. Contudo, na hipótese em que o outro cônjuge ou os filhos constarem do plano, e, embora podendo ser considerados dependentes perante a legislação tributária, apresentarem declarações em separado no modelo completo, o valor integral pago ao plano pode ser deduzido na declaração de ajuste do titular do plano, desde que não seja utilizado como dedução nas declarações do outro cônjuge ou filhos. No caso de apresentação de declaração em separado no modelo simplificado pelo outro cônjuge ou pelos filhos, na qual todas as deduções a que estes teriam direito são substituídas pelo desconto simplificado, a parcela do plano de saúde correspondente ao outro cônjuge ou aos filhos é considerada indedutível na declaração do titular do plano. FILHO NÃO DEPENDENTE NA DECLARAÇÃO 357 São dedutíveis as despesas médicas e com instrução de filho não incluído como dependente na declaração de ajuste de quem efetuou o pagamento dessas despesas? Como regra geral, somente são dedutíveis na declaração as despesas médicas e com instrução de pessoas físicas consideradas dependentes perante a legislação tributária e incluídas na declaração do responsável em que for considerado dependente. Contudo, podem ser deduzidas na declaração as despesas médicas e com instrução: 1 pagas pelo declarante referentes a alimentandos desde que em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente, observados os limites legais; 2 referentes a filho que esteja sendo declarado como dependente por um dos cônjuges ainda que os recibos tenham sido emitidos em nome de outro cônjuge.” Todavia, na espécie em exame, conforme se observa da DIRPF e do respectivo recibo de entrega acostados às fls. 55/57 e 62, a contribuinte Ana Maria Sousa do Nascimento, companheira do recorrente, apresentou Declaração de Ajuste Anual do exercício 20007, anocalendário 2006, em separado, por meio de modelo simplificado. Desta forma, todas as deduções a que faria jus foram substituídas pelo desconto simplificado. Portanto, a parcela do plano de saúde paga em relação à Ana Maria Sousa do Nascimento não pode ser considerada dedutível na declaração de rendimentos apresentada pelo recorrente (titular do plano). Fl. 69DF CARF MF Impresso em 19/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 30/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10380.000298/200921 Acórdão n.º 2801002.606 S2TE01 Fl. 70 6 Em síntese, no presente caso, entendo que devem ser considerados como passíveis de dedução a titulo de despesas médicas somente os gastos com plano de saúde efetuados com Fernanda Sousa Fernandes (filha do recorrente) e Vânia Maria de Oliveira Fernandes (excônjuge), que totalizam R$ 3.966,10. Isto posto, VOTO por dar provimento parcial ao recurso para acatar dedução a título de despesas médicas no valor total de R$ 3.966,10. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 70DF CARF MF Impresso em 19/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 30/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA
score : 1.0
Numero do processo: 13820.000101/2003-20
Data da sessão: Wed May 19 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/01/1993 a 30/04/1996
COMPENSAÇÃO. EXTINÇÃO DO DIREITO.
Contra o reconhecimento do direito creditado subjacente à declaração de compensação corre prazo decadencial de cinco anos contado da data do pagamento.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.455
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: DANIEL MAURÍCIO FEDATO
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Contra o reconhecimento do direito creditado subjacente à declaração de compensação corre prazo decadeneial de cinco anos contado da data do pagamento, Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. . Daniel- Maurício Fedato Relatar Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Carlos Henrique Martins de Lima, Meio Lafetá Reis, Daniel Mauricio Eedato (Relator) e Rangel Permeei Fiarin, Relatório Trata o presente Recurso voluntário contra o Acórdão proferido pela URI de Campinas/SP, que não reconheceu a manifestação de inconformidade apresentada pelo Recorrente. Conforme descrito nos autos, verifica-se que a DRJ não acatou o pleito pelas seguintes considerações, Ementa da decisão: COMPENSA ÇÃO. EXTINÇÃO DO DIREITO. Contra o reconhecimento do direito creditório subjacente à declaração de compensação corre prazo decadencial de cinco anos contado da data do pagamento. Cientificada e não satisfeita, a Recorrida repisou sua tese já apresentada anteriormente, que em suma cinge-se em: a) o STF quando provocado acerca do assunto, unanimemente decidiu que os Decretos-Lei n" 2.445/88 e 2,499/88 são inconstitucionais', devendo prevalecer para fins de recolhimento ao PIS, disposto na Lei Complementar n" 07/70; b) a base de cálculo do PIS nos termos da Lei Complementar n" 07/70 é de seis meses antes do .fato gerador, conforme jurisprudência consolidada da I" Seção de Direito Público do STI,. c) o PIS é tributo sujeito a lançamento por homologação não se extinguindo na data de seu pagamento, e sim na data que esse pagamento é homologado de forma expressa ou tácita, cinco anos após o pagamento d) conforme entendem a doutrina e a . jurisprudência, a extinção do crédito tributário operar- se-ia com a homologação do lançamento, o que, na prática, resultaria num prazo de dez anos: cinco para a homologação tácita e mais cinco para o exercício do direito à restituição de recolhimento indevido. Com essas considerações, aguarda deste Conselho reconhecimento do direito creditório, bem como a homologação da declaração de compensação. Em síntese, é o relatório. r-V-= 2 Processo n" 13820 000101/2003-20 SI-TE03 Acórdão n." 3803-0O455 Fl 231 Voto Conselheiro Daniel Mauricio Fedato, Relator O recurso voluntário é tempestivo e atende às demais exigências legais, razão pela qual dele conheço. Conforme relatório demonstra a Interessada aguarda entendimento de que o prazo decadencial começa "correr" após decorridos cinco anos da ocorrência do fato gerador, somando mais cinco, "5+5 = 10 anos". Antes da análise do mérito, evoco os arts, 165 e 168 do CTN, que trata sobre o direito e prazos para requerer a repetição do indébito: "Art. 165, O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual ,for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no „sç 4" do artigo 162, nos seguintes casos: - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em ,face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do ,fato gerador efetivamente ocorrido; II - erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da &ignota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento; III - refOrma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória. Art. 168, O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: 1 - nas hipótese dos incisos I e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário; (Vide ar! 3 da LC n°118, de 2005) - na hipótese do inciso III do artigo 16.5, da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em .julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória, " Assim, deduz-se que o direito de restituição de tributo pago a maior ou de forma indevida, situação em que supostamente se enquadraria o presente caso, se extingue após cinco anos contados da data da extinção do crédito tributário, , 3 Portanto, o prazo de cinco anos para pleitear a repetição do indébito se inicia com o pagamento antecipado que se extingue o crédito tributário sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento, A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, manifestando-se sobre o assunto, emitiu o Parecer PGFN/CAT n" 1538, de 18 de outubro de 1999, posicionando-se nos seguintes termos: 1 — o entendimento de que termo "a quo" do prazo decadencial do direito de restituição de tributo pago indevidamente, com base em lei declarada inconstitucional pelo STF, seria a data de publicação do respectivo acórdão, no controle concentrado, e da resolução do Senado, no controle difuso, contraria o princípio da segurança jurídica, por ampliar o efeito ex !une, de maneira absoluta, sem atenuar a sua eficácia, de forma a não desfazer situações jurídicas que, pela legislação regente, não sejam mais passíveis de revisão administrativa ou judicial; 11 — os prazos decadenciais e prescricionais em direito tributário constituem-se em matéria de lei complementar, conforme determina o art, 150, III, "b" da Constituição da República, encontrando-se hoje regulamentada pelo CTN; III — o prazo decadencial do direito de pleitear restituição de crédito decorre de pagamento de tributo indevido, seja por aplicação inadequada da lei, seja pela inconstitucionalidade desta, rege-se pelo art, 168 do CTN, extinguindo-se, destarte, após decorridos cinco anos da ocorrência de uma das hipóteses previstas no art. 165 do mesmo Código. Posteriormente considerando o teor do Parecer acima transcrito, o Secretário da Fazenda Nacional expediu o Ato Declaratório n" 96, de 26 de novembro de 1999, fixando a interpretação, acercado prazo para a formulação de repetição para indébito, in verbis: "I - o prazo para que o contribuinte possa pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação declaratória ou em recurso extraordinário, extingue-se após o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos, contado da data da extinção do crédito tributário — arts, 165, I, e 168, 1, da Lei n" 5..172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional). Ressalte-se ainda, que por possuir caráter interpretativo, o citado Ato Declaratorio, aplica-se a fato pretérito, conforme o disposto no art. 106, I, do CIN. Assinale- se, também, que tal norma deve ser entendida no sentido de que a extinção do crédito tributário, como referida no art. 168, inciso I, do CTN, Ocorre na data do pagamento indevido ou maior que o devido. 4 Proce:so n" 13820.000101/2003-20 Acólita° ri" 3803-00,455 S3-TE03 Fl 232 A esse respeito, sobre o prazo decadencial a Lei Complementar n° 118, de 09 de fevereiro de 2005, soterrou definitivamente a questão, estabelecendo em seus artigos 3' e 4' que: "Art. 3" Para efeito de interpretação do inciso Ido art.. 168 do CT1V, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o 1" do art. 150 da referida Lei. Art. 4" Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após sua publicação, observado, quanto ao art. 3", o disposto no art. 106, inciso 1 da Lei n" .5.172 de 25 de outubro de 1966, CTN" Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso, em decorrência do transcurso do prazo decadencial de cinco anos para repetição do indébito contados da data do pagamento, Daniel Maurício Fedato -4 5
score : 1.0
Numero do processo: 11060.003241/2007-05
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2003, 2004, 2005, 2006
GANHO DE CAPITAL.
É de se manter o ganho de capital auferido com a alienação de bens ou direitos de qualquer natureza, quando esse ganho resulta da diferença positiva entre o valor de venda e o respectivo custo de aquisição atualizado monetariamente de conformidade com os índices previstos pela legislação de regência.
MULTA ISOLADA. FALTA DE RECOLHIMENTO DO CARNÊ-LEÃO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA.
É descabida a exigência de multa isolada por falta de recolhimento de carnê-leão quando o contribuinte informa na declaração de ajuste anual os valores sujeitos ao carnêleão
e efetua o pagamento do imposto apurado na aludida declaração dentro do prazo legal e antes do início de qualquer procedimento
fiscal relacionado à infração, por restar caracterizada a ocorrência de denúncia espontânea.
JUROS MORATÓRIOS. TAXA SELIC. APLICAÇÃO.
A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial
de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. (Súmula CARF nº 4)
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2801-002.410
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir a multa isolada por falta de recolhimento do Carnê-leão. Vencidos os Conselheiros Tânia Mara Paschoalin (Relatora) e Antonio de Pádua Athayde Magalhães que negavam provimento ao recurso. Designado Redator do Voto Vencedor o
Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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É de se manter o ganho de capital auferido com a alienação de bens ou direitos de qualquer natureza, quando esse ganho resulta da diferença positiva entre o valor de venda e o respectivo custo de aquisição atualizado monetariamente de conformidade com os índices previstos pela legislação de regência. MULTA ISOLADA. FALTA DE RECOLHIMENTO DO CARNÊLEÃO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. É descabida a exigência de multa isolada por falta de recolhimento de carnê leão quando o contribuinte informa na declaração de ajuste anual os valores sujeitos ao carnêleão e efetua o pagamento do imposto apurado na aludida declaração dentro do prazo legal e antes do início de qualquer procedimento fiscal relacionado à infração, por restar caracterizada a ocorrência de denúncia espontânea. JUROS MORATÓRIOS. TAXA SELIC. APLICAÇÃO. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. (Súmula CARF nº 4) Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir a multa isolada por falta de recolhimento do Carnêleão. Fl. 194DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 05/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/05/2012 por TANIA MARA PASCHOAL IN, Assinado digitalmente em 24/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11060.003241/200705 Acórdão n.º 2801002.410 S2TE01 Fl. 185 2 Vencidos os Conselheiros Tânia Mara Paschoalin (Relatora) e Antonio de Pádua Athayde Magalhães que negavam provimento ao recurso. Designado Redator do Voto Vencedor o Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima – Redator designado. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin – Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Carlos César Quadros Pierre, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin e Walter Reinaldo Falcão Lima. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 4ª Turma da DRJ/STM/RS. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “Contra o contribuinte antes identificado foi lavrado o auto de infração de imposto de renda de pessoa física de fls. 66 a 71, referente aos anoscalendários 2002 a 2005, sendolhe exigido o crédito tributário apurado assim constituído: Imposto R$ 9.831,81 Juros de Mora (calculados até 31/10/2007) R$ 3.656,90 Multa de oficio (passível de redução) R$ 7.373,85 Multa exigida isoladamente (passível de redução) R$51.382,65 Valor do Crédito Tributário Apurado R$72.245,21 O presente auto de infração originouse da constatação das seguintes infrações, relatadas no Demonstrativo de Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal (11s. 66 a 71) e Relatório de Fiscalização (fls. 84 a 91): 1ª) Omissão de ganhos de capital na alienação de bens e direitos, no valor de R$84.148,80 (50% por ser bem comum), recebidos nos meses de janeiro, março, abril e maio de 2005, conforme fls. 65 e 68, resultando num imposto devido de Fl. 195DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 05/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/05/2012 por TANIA MARA PASCHOAL IN, Assinado digitalmente em 24/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11060.003241/200705 Acórdão n.º 2801002.410 S2TE01 Fl. 186 3 R$12.622,32, que descontado o valor recolhido de R$2.790,51 (fl. 64), resulta no montante lançado de R$9.831,81 (fls. 65 e 66). 2ª) Multa isolada pela falta de recolhimento do IRPF devido a titulo de carnê leão dos meses de janeiro de 2002 a dezembro de 2005, no valor de R$51.382,65, conforme fls. 05, 09, 13, 17 e 72 a 80. Regularmente cientificado do auto de infração em 14/11/2007, conforme "AR" de fl. 92, apresenta em 17/12/2007, tempestiva (fl. 141) e total impugnação anexada ao processo nas fls. 93 a 107, alegando o seguinte: a) A ilegitimidade da multa imposta. Transcreve o art. 44 da Lei n° 9.430/1996, e diz que pela leitura do caput, há a determinação de que a multa deve ser calculada sobre a totalidade ou diferença de tributo. 0 Inciso I diz das situações nas quais se aplica o percentual de 75% e o § 1º, a maneira como ela será exigida. No seu entender, a fiscalização afirma que ele teria omitido rendimentos recebidos de pessoas físicas e por isso, não teria apurado o pagamento mensal e ainda, omitido o ganho de capital. Entendimento esse extraído das tabelas do auto de infração. Sobre esses valores mensais alega que foi calculado o IR de 27,5% e sobre este aplicada a multa de 75%. Entendendo isso correto, reclama que o fisco, fazendo uma interpretação mais abrangente à norma, aplicoulhe cumulativamente o item III, do mesmo § I° e inciso I do mesmo art. 44, dizendo isso ser um equívoco, pois com isso se tem 150% de multa (75% mais 75%). Portanto, as multas devem ser aplicadas de forma isolada e nunca de modo cumulativo, não cabendo ao fisco inovar, pois a interpretação jurídica é uma atividade vinculada à ordem jurídica. Requer a exclusão da exigência da multa isolada por ser totalmente ilegítima e ilegal. Raciocina que, em termos de multa, a situação é curiosa, se não confiscatória, no tocante a atitude do fisco, pois alem do montante de R$20.862,56, do qual consta inserido 75% de multa (R$7.373,85), lhe foi acrescentado mais R$51.382,65, representando um percentual de 246,29% de multa, ou seja, multa sobre multa. Por fim, fazendo alusão a Acórdão do então Primeiro Conselho de Contribuintes, que alega haver fulminado exigência idêntica, requer a exclusão da multa. b) Insurgese quanto ao uso ilegítimo da taxa SELIC. Faz largos comentários sobre sua tese para alegar que a sua utilização é Fl. 196DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 05/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/05/2012 por TANIA MARA PASCHOAL IN, Assinado digitalmente em 24/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11060.003241/200705 Acórdão n.º 2801002.410 S2TE01 Fl. 187 4 ilegal e inconstitucional. Colaciona Acórdão do STJ em sua defesa. Em síntese, diz estar o auto de in fração contaminado e ser ilegítimo na medida em que utilizou a Selic para calcular juros de mora. c) Quanto ao não recolhimento mensal obrigatório, após dizer que o fisco burla o art. 196 da Lei 5.172/1966, e afirmar que, enquanto a pessoa física tem rendimentos do trabalho, declara e paga regularmente seu IR, o fisco, baseado em Medidas Provisórias vencidas (nºs 303/2006 e 351/2007), e até mesmo contra a decisão mencionada do CC, novamente reclama da aplicação de 246,29% a titulo de multa e inclusive sobre a multa, somente pelo fato de não ter elaborado o carnê leão. Insiste de que todos os seus rendimentos foram declarados por ocasião do ajuste anual e os impostos pagos religiosamente. A inexistência do carnê leão não passaria de mera infração formal o que poderia, no máximo, significar uma postergação, tendo como consequência, mera multa formal. Portanto, com essas razões, não há como prosperar a aplicação dos astronômicos valores que lhe foram impingidos e ainda, acompanhados de duas multas sobre o mesmo fato gerador, correção monetária e juros. d) No tocante a pseuda omissão de ganho de capital na alienação de bens imóveis, entende não ter o menor fundamento. Afirma haver atendido a todas as solicitações da autuante. Informa que o valor atualizado em sua declaração de bens, que passou de R$50.000,00 para R$150.000,00, deveuse a uma Certidão da Prefeitura de Santa Maria que avaliou o imóvel em R$190.973,66, documento esse que atribui ser idôneo e hábil. Tendo alienado por R$188.000,00, questiona onde está o hipotético ganho de capital? Ao fim, requer a improcedência do auto de infração pelas razões expostas.” A impugnação foi julgada improcedente, conforme Acórdão de fl. 142/152, que restou assim ementado: MULTA ISOLADA. FALTA DE RECOLHIMENTO OBRIGATÓRIO. Relativamente aos rendimentos recebidos a partir de 1° de janeiro de 1997, é cabível a exigência da multa isolada no percentual de 50%, incidente sobre o valor do imposto mensal devido a titulo de recolhimento obrigatório (carneleão) e não recolhido, independe do oferecimento destes rendimentos à tributação na declaração de ajuste anual. Por se tratarem de penalidades aplicáveis no cometimento de infrações distintas, revestese de legalidade a exigência concomitante da multa de oficio e da multa isolada. Fl. 197DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 05/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/05/2012 por TANIA MARA PASCHOAL IN, Assinado digitalmente em 24/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11060.003241/200705 Acórdão n.º 2801002.410 S2TE01 Fl. 188 5 MULTA ISOLADA 75% REDUÇÃO DO PERCENTUAL PARA 50%. Dispondo a lei nova de penalidade menos severa que a vigente ao tempo da pratica da infração, aplicase ao fato pretérito. GANHOS DE CAPITAL. ALIENAÇÃO. IMÓVEL. CUSTOS. Incide o imposto de renda sobre os ganhos de capital obtidos na alienação de imóvel, considerado como a diferença positiva entre o valor de alienação dos bens e direitos e o respectivo custo de aquisição, sendo este pelo seu valor histórico, vedada a atualização monetária. DECISÕES JUDICIAIS E ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. As decisões judiciais e administrativas, não proferidas pelo STF sobre a inconstitucionalidade das normas legais, não se constituem em normas gerais, razão pela qual seus julgados não se aproveitam em relação a qualquer outra ocorrência, sendo aquela objeto da decisão. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. Os tributos e contribuições sociais não pagos até o seu vencimento, com fatos geradores ocorridos a partir de 01/01/1995, serão acrescidos na via administrativa ou judicial, de juros de mora equivalentes, a partir de 01/04/1995, a taxa referencial do Selic para títulos federais. ARGÜIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. Argüições de inconstitucionalidade refogem à competência da instancia administrativa, salvo se já houver decisão do Supremo Tribunal Federal declarando a inconstitucionalidade da lei ou ato normativo, hipótese em que compete a autoridade julgadora afastar a sua aplicação. Regularmente cientificado daquele acórdão em 20/04/2010 (fl. 157), o interessado, representado por seus advogados (fl. 177), interpôs recurso voluntário de fls. 158/176, em 20/05/2010. Em sua defesa, renova os argumentos expendidos na impugnação. É o relatório. Voto Vencido Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Cuida o presente lançamento de omissão de ganhos de capital na alienação de bens e direitos, no anocalendário de 2005, que resultou na exigência do imposto de R$ Fl. 198DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 05/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/05/2012 por TANIA MARA PASCHOAL IN, Assinado digitalmente em 24/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11060.003241/200705 Acórdão n.º 2801002.410 S2TE01 Fl. 189 6 9.831,81, acrescido dos correspondentes valores de multa de ofício equivalente a 75% do valor do tributo apurado de (R$ 7.373,85) e juros de mora (R$ 3.656,90). Também trata da exigência da multa isolada pela falta de recolhimento do IRPF devido a titulo de carnê leão, referente aos meses de janeiro de 2002 a dezembro de 2005, no valor de R$ 51.382,65. No que tange à omissão de ganho de capital, não assiste razão ao recorrente, devendo ser ratificado o entendimento da decisão recorrida, que assim se manifestou a respeito: Manifesta contrariedade à exigência, dizendo haver atendido ao fisco quando solicitado, historia a operação e informa que atualizou o valor do custo de aquisição do imóvel em sua declaração de bens para R$150.000,00 em 2004, tendo por base uma certidão fornecida pela Prefeitura de Santa Maria que avaliou a propriedade em R$190.973,66 para efeito de IPTU. Questiona se o documento mencionado é ou não documento hábil e idôneo para a RFB. Como dito anteriormente, deixase de emitir juízo de valor, portanto, não se discute idoneidade. Quanto a ser ou não hábil, vejamos dentre os vários significados do verbete no dicionário conhecido como Aurélio, o que se presta ao caso presente. Adj. 2g. (...) 9. Que está de acordo com as imposições legais, com as exigências preestabelecidas: 2 Ai se pode retornar a pergunta: O documento fornecido pela Prefeitura é hábil para alterar o valor de aquisição do imóvel constante da declaração de bens do reclamante e que foi objeto de alienação e por decorrência, de apuração e ganho de capital? A resposta é não. Vejase, primeiramente, o preceituado no art. 800 do RIR/90: Art. 800. Os bens serão declarados discriminadamente pelos valores de aquisição em Reais, constantes dos respectivos instrumentos de transferência de propriedade ou da nota fiscal, observado o disposto nos arts. 119, § 3º, e 125 a 136 (Lei n° 9.250. de 1995, art. 25, § 2º e Lei n° 9.532, de 1997, arts. 23, §3º, e 24). O art. 131 do mesmo diploma legal trata da impossibilidade de se efetuar qualquer atualização no valor do bem, senão vejamos. Art. 131. Não será atribuída qualquer atualização monetária ao custo dos bens e direitos adquiridos após 31 de dezembro de 1995 (Lei n° 9.249, de 1995, art. 17, inciso II). Fl. 199DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 05/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/05/2012 por TANIA MARA PASCHOAL IN, Assinado digitalmente em 24/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11060.003241/200705 Acórdão n.º 2801002.410 S2TE01 Fl. 190 7 Em consonância, transcrevese a ementa do processo de consulta nº 40/04, publicada no DOU em 06/04/2004, portanto de domínio público: 1 IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exceto na situação prevista no art. 96 da Lei nº 8.383, de 1991, não é possível alterar o valor original de aquisição de participações societárias constantes da declaração de bens e direitos. Dispositivos Legais: Lei n°8.383, de 30 de outubro de 1991, art. 96 e Instrução Normativa SRF n° 84, de 11 de outubro de 2001, arts. 2°, 5°, 8° e 16. Processo de Consulta n° 40/04. Órgão: SRRF / 6ª. Região Fiscal. Publicação no D.O.U.: 06.04.2004. O mencionado art. 96 da Lei n° 8.383/1991 tratou especificamente de situação excepcional para o ano calendário de 1991, que não se aplica ao caso, pois permitiu a avaliação a valor de mercado no dia 31 de dezembro daquele ano. Recorde se que o imóvel em causa foi adquirido em 15/07/1992 (fl. 55). Então essa conduta do reclamante em atualizar o custo de seu bem na declaração não encontra amparo legal algum muito menos em uma certidão. Podese ir mais longe, pois, no tocante à interpretação da legislação tributária, convém recorrer ao que determina o § 6° do art. 150 da Constituição Federal. Art. 150. (.) § 6. ° Qualquer subsidio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito presumido, anistia ou remissão, relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser concedido mediante lei especifica, federal, estadual ou municipal, que regule exclusivamente as matérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição, sem prejuízo do disposto no art. 155, § 2º, XII, g. (Redação dada pela Emenda Constitucional n°3, de 1993) (destaquei) Concluise, portanto, que nada há de ser reparado e a parcela do lançamento referente à exigência do imposto de renda sobre o ganho de capital omitido esta perfeita, pois ao contribuinte não é dado o direito de, por ato de vontade, atualizar o valor de seu bem na declaração de rendimentos, exceto aos casos previstos em lei, que não é o seu caso. Melhor sorte não socorre o contribuinte quanto ao seu inconformismo em relação à aplicação da multa isolada, sob o argumento de já ter recolhido os tributos no ajuste anual e de ser incabível a sobreposição de multa isolada com a multa de oficio. Salientese que, no presente caso, verificouse a falta de recolhimento do imposto devido a título de carnêleão, o que culminou com o lançamento da multa de oficio isolada. Observe que o interessado já havia oferecido à tributação os rendimentos recebidos de pessoas físicas ou de fontes do exterior, e que deveriam ser objeto do carnêleão, em sua declaração de ajuste anual. A fiscalização não colacionou tais rendimentos na base de Fl. 200DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 05/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/05/2012 por TANIA MARA PASCHOAL IN, Assinado digitalmente em 24/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11060.003241/200705 Acórdão n.º 2801002.410 S2TE01 Fl. 191 8 cálculo, até porque o próprio contribuinte já havia ofertado tais rendimentos mensais sujeitos ao carnêleão na sua declaração de ajuste anual. A fiscalização, então, apenas imputou a multa isolada de oficio sobre os valores apurados de carnêleão não pagos. Não houve cobrança da multa de oficio sobre o ajuste anual, já que não se apurou omissão de rendimento a justificála. Assim, incabível a argumentação de aplicação concomitante de multa isolada do carnêleão e multa de oficio do imposto referente ao ajuste anual. Ademais, temse que a multa isolada foi aplicada nos estritos termos do art. 44, II, da Lei n° 9.430/96, in verbis: Art. 44. Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas: (Redação dada pela Lei n° 11.488, de 2007) 1 de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; (Redação dada pela Lei n°11.488, de 2007) II de 50% (cinqüenta por cento), exigida isoladamente, sobre o valor do pagamento mensal: (Redação dada pela Lei n°11.488, de 2007) a) na forma do art. 8º da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, que deixar de ser efetuado, ainda que não tenha sido apurado imposto a pagar na declaração de ajuste, no caso de pessoa física; (Incluída pela Lei n°11.488, de 2007) Por fim, o recorrente se insurge contra a aplicação dos juros Selic. Nesse tocante, cabe trazer à colação a Súmula CARF n° 4, que assim dispõe: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 201DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 05/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/05/2012 por TANIA MARA PASCHOAL IN, Assinado digitalmente em 24/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11060.003241/200705 Acórdão n.º 2801002.410 S2TE01 Fl. 192 9 Voto Vencedor Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima, Redator designado. Com a devida venia da nobre relatora, Conselheira Tânia Mara Paschoalin, divirjo de seu entendimento no que diz respeito à exigência da multa isolada pela falta de recolhimento do IRPF devido a título de carnê leão dos meses de janeiro de 2002 a dezembro de 2005, no valor de R$ 51.382,65, conforme fls. 05, 09, 13, 17 e 72 a 80, pelas razões expostas a seguir. Convém, inicialmente, reproduzir o teor do art. 138 do CTN, que trata da denúncia espontânea, in verbis: Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento adminstrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração. No caso em apreço restou configurada a confissão de dívida pelo contribuinte, pois somente com a entrega das respectivas declarações de ajuste anual houve o conhecimento por parte do Fisco de que o interessado era devedor do carnêleão, haja vista ter informado em tais declarações rendimentos recebidos de pessoa física cujo montante mensal ultrapassou o limite de isenção para recolhimento de imposto de renda na modalidade carnê leão. Tanto é verdade que somente após a análise da declaração de ajuste anual fiscalizada é que foi aplicada a multa em questão. É importante destacar que no auto de infração em discussão não foi exigida qualquer parcela a título de carnêleão, sequer foram cobrados juros de mora por possível pagamento fora do prazo. Por conseguinte reconheceuse que houve o pagamento integral dos valores devidos de carnêleão juntamente com o imposto apurado nas respectivas declarações de ajuste anual, antes, portanto, do início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização relacionada à matéria. Diante do exposto acima resta caracterizada a ocorrência da denúncia espontânea, posto que o recorrente, antes de qualquer procedimento fiscal relacionado à exigência do recolhimento das dívidas do carnêleão em discussão, confessouas por meio das respectivas declarações de ajuste anual, e efetuou o pagamento integral dos valores devidos dentro do prazo estabelecido para recolhimento do imposto apurado nas respectivas declarações, haja vista que não consta nos autos qualquer informação de que o contribuinte tenha recolhido tais valores com atraso. Ante à ocorrência de denúncia espontânea, incabível a exigência de quaisquer multas de caráter punitivo, conforme entendimento consagrado pela Superior Tribunal de Justiça, que submeteu a citada matéria acima ao rito do recurso repetitivo (art. 543C, do Fl. 202DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 05/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/05/2012 por TANIA MARA PASCHOAL IN, Assinado digitalmente em 24/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11060.003241/200705 Acórdão n.º 2801002.410 S2TE01 Fl. 193 10 Código de Processo Civil), por meio do REsp 1.149.022, com decisão proferida em 09/06/10 (publicada em 24/06/10) e trânsito em julgado ocorrido em 30/08/10, sendo oportuno transcrever a ementa do respectivo julgado: RECURSO ESPECIAL Nº 1.149.022 SP (2009/01341424) RELATOR : MINISTRO LUIZ FUX RECORRENTE : BANCO PECÚNIA S/A ADVOGADO : SERGIO FARINA FILHO E OUTRO(S) RECORRIDO : UNIÃO FEDERAL (FAZENDA NACIONAL) PROCURADOR : PROCURADORIAGERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. IRPJ E CSLL. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECLARAÇÃO PARCIAL DE DÉBITO TRIBUTÁRIO ACOMPANHADO DO PAGAMENTO INTEGRAL. POSTERIOR RETIFICAÇÃO DA DIFERENÇA A MAIOR COM A RESPECTIVA QUITAÇÃO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. EXCLUSÃO DA MULTA MORATÓRIA. CABIMENTO. 1. A denúncia espontânea resta configurada na hipótese em que o contribuinte, após efetuar a declaração parcial do débito tributário (sujeito a lançamento por homologação) acompanhado do respectivo pagamento integral, retificaa (antes de qualquer procedimento da Administração Tributária), noticiando a existência de diferença a maior, cuja quitação se dá concomitantemente. 2. Deveras, a denúncia espontânea não resta caracterizada, com a conseqüente exclusão da multa moratória, nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação declarados pelo contribuinte e recolhidos fora do prazo de vencimento, à vista ou parceladamente, ainda que anteriormente a qualquer procedimento do Fisco (Súmula 360/STJ) (Precedentes da Primeira Seção submetidos ao rito do artigo 543C, do CPC: REsp 886.462/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.10.2008, DJe 28.10.2008; e REsp 962.379/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.10.2008, DJe 28.10.2008). 3. É que "a declaração do contribuinte elide a necessidade da constituição formal do crédito, podendo este ser imediatamente inscrito em dívida ativa, tornandose exigível, independentemente de qualquer procedimento administrativo ou de notificação ao contribuinte" (REsp 850.423/SP, Rel. Ministro Castro Meira, Primeira Seção, julgado em 28.11.2007, DJ 07.02.2008). 4. Destarte, quando o contribuinte procede à retificação do valor declarado a menor (integralmente recolhido), elide a necessidade de o Fisco constituir o crédito tributário atinente à Fl. 203DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 05/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/05/2012 por TANIA MARA PASCHOAL IN, Assinado digitalmente em 24/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11060.003241/200705 Acórdão n.º 2801002.410 S2TE01 Fl. 194 11 parte não declarada (e quitada à época da retificação), razão pela qual aplicável o benefício previsto no artigo 138, do CTN. 5. In casu, consoante consta da decisão que admitiu o recurso especial na origem (fls. 127/138): "No caso dos autos, a impetrante em 1996 apurou diferenças de recolhimento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro, anobase 1995 e prontamente recolheu esse montante devido, sendo que agora, pretende ver reconhecida a denúncia espontânea em razão do recolhimento do tributo em atraso, antes da ocorrência de qualquer procedimento fiscalizatório. Assim, não houve a declaração prévia e pagamento em atraso, mas uma verdadeira confissão de dívida e pagamento integral, de forma que resta configurada a denúncia espontânea, nos termos do disposto no artigo 138, do Código Tributário Nacional." 6. Conseqüentemente, merece reforma o acórdão regional, tendo em vista a configuração da denúncia espontânea na hipótese sub examine . 7. Outrossim, forçoso consignar que a sanção premial contida no instituto da denúncia espontânea exclui as penalidades pecuniárias, ou seja, as multas de caráter eminentemente punitivo, nas quais se incluem as multas moratórias, decorrentes da impontualidade do contribuinte. 8. Recurso especial provido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. Cumpre assinalar que as decisões do Superior Tribunal de Justiça, proferidas no rito do recurso repetitivo, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros do CARF, conforme disposto no artigo 62A, do Regimento Interno do Conselho Administrativo Fiscais (CARF), aprovado pela Portaria MF nº 256/2009, com alterações das Portarias 446/2009 e 586/2010, in verbis: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Por tais razões voto por DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para excluir a multa isolada por falta de recolhimento de carnêleão. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Fl. 204DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 05/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/05/2012 por TANIA MARA PASCHOAL IN, Assinado digitalmente em 24/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11060.003241/200705 Acórdão n.º 2801002.410 S2TE01 Fl. 195 12 Fl. 205DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/ 05/2012 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 24/05/2012 por TANIA MARA PASCHOAL IN, Assinado digitalmente em 24/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA
score : 1.0
Numero do processo: 10711.001723/89-03
Data da sessão: Thu Jan 31 00:00:00 UTC 1991
Ementa: Classificação .
I. Preparação química constituída pela mistura de ácido ascórbico e etil celulose (Laudo Labana nº 3519/86).
Preparado medicamentoso para uso terapêutico ou profilático.
Medicamento no sentido da Nota (30-I) letra "A" da NBM, classifica-se no código 30.03.35.00 da TAB.
2. Recurso parcialmente provido, com a exclusão da multa do art. 526; II do Regulamento Aduaneiro.
Numero da decisão: 301-26.415
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao
recurso quanto à classificação; por maioria de votos, vencido o Conselheiro Fausto Freitas de Castro Neto, manteve-se a multa do art. 524, II, do RA; por maioria de votos, vencidos os Conselheiros Itamar Vieira da Costa, Relator, Flávio Antonio Queiroga Mendlovitz e João Baptista Moreira, exclui-se a multa do art. 526, II, do RA. Designado para redigir o acórdão a Conselheira Maria Lucia Silva Castelo Branco,na forma do relatório e voto que passam a integrar o
presente julgado.
Nome do relator: ITAMAR VIEIRA DA COSTA
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I. PreRaração química constituída pela mistura de jcido ascórbico e etil celulose (Laudo Labana nº 3519/86). PreRarado medicamentoso para uso terapêutico ou pro- filjtico. Medicamento no sentido da Nota (30-1) le- tra "A" da NBM, classifica-se no código 30.03.35.00 da TAB. 2 ..Recurso parcialmente provido, com a exclusão da mul- . ta db art.' 526; Ii do Regulamento Aduaneiro. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Canse lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar: .p.r.ovj'men.toao recurso quan~o à classificação; por maioria de votos, vencido o Con selheiro Fausto Freitas de Castro Neto, manteve-se a multa do art. 524, 11, do RA; por maioria de votos, vencidos os Conselheiros Ita- mar Vieira da Costa, Relator, Fljvio Antonio Queiroga Mendlovitz e João Baptista Moreira, exclui-se a multa do art. 526, 11, do RA. De signado para redigir o acórdão~' Conselheira Maria~Lucia.Silva Cas~ telo Branco,na forma do relatório e voto que passam a integrar opresnete julgado. Brasília- F, 31 de janeiro de 1991. .. :. ~,"' _... .--...,STA - Presidente. • • Recurso n.O Recorrente Recorrid VISTO EM SESSÃO DE: 111.366 Processo n9 10711-001723/89-03. QUIMITRA COM£RCIO E INDÚSTRIA QUíMICA S/A. IRF - PORTO DO RIO DE JANEIRO - RJ. ITAMAR VIEIRA D .~"'; '~C" MARiA-lUC~VA 'CASTELO RBANCO-- Relatora -designada. CONR~AR'S - P"'""d" d, F""d, N"i",I. O 9 ABR 1991 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: IVAR GAROTTI, Dbs£ T~EODORO:.MASCARENHAS MENCK e o Suplente PAULO C£- SAR BASTOS CHAUVET. Ausente o Conselheiro WLADEMIR CLOVIS MOREIRA. I: SERVIÇO PÚBLICO fEDERAL MEFP - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES,1! CÂMARA. RECURSO NQ 111.366 Ac6RDÃO NQ 301-26.415 RECORRENTE: QUIMITRA COMtRCIO E INDÚSTRIA QUíMICA S.A. RECORRIDA IRF - PORTO - RJ. RELATOR : CONSELHEIRO ITAMAR VIEIRA DA COSTA. r R E L A T Ó R I O Quimitra Comércio e Indústria Química S.A. submeteu a desps cho, através da Oeclaração de Importação (0.1.) número 10843/86 (fls • 3/6), e ao amparo da Guia de Importação (G. I.) número '001-86/011012-3 (fls. 7), 7.800 quilos de "501457 Ácido L(+)- Ascórbico.crist., puriss., recoberto, qualidade especial para tabletes e cipsulas", classifican do o produto no código TAS 29.38.08.00, com alíquotas de 30% para o Imposto de Importação (1.1.) e zero para o Imposto sobre Produtos Industrializados (I.P.I.), obtendo.o seu desembaraço com as prerrogs tivas da IN 14/85. • Encaminhada a amostra do produto ao Laboratório de - Anill ses, este emitiu o Laudo nº 3519/86 (fls. 10), esclarecendo tratar- se "de uma preparação contertdo 6cido ascórbico e etil celulose". Em ato de revisão, os produtos foram desclassificados para o código TAS 30.03.35.00, com alíquotas de 70% para o 1.1. e zero para o I.P.I., e exigido (fls. 27) o recolhimento da diferença do Imposto de Importação acrescida dos encargos legais. Não tendo sido atertdida a exigência fiscal, foi lavrado o Auto de Infração nº 190/89 (fi. 1), sendo, também, exigidas as mui tas previstas nos artigos 524 e 526, 11, do Regulamento Aduaneiro (R.A.), aprovado pelo Decreto nº 91.030/85. Devidamente intimada (fls. 31), a autúada, tempestivamente, apresentou impugnação (fls. 32/37), instruída com os documentos de fls. 38/63, alegando, em resumo, que: a) a Vitamina C recoberta é uma forma de vitamina em que se empregou o recurso técnico moderno de revestimento com etil celulose, tornando-a apropriada para a fabricaçãode formas orais sólidas, tais como comprimidos e ciPsulas~ con tit.!! aI ,. • • Rec. 111.366Ac. 301-26.415 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL b) O revestimento ou recobrimento da Vitamina C é superfl cial, tornando-a mais estável, e não interfere com suas propriedades farmacodinâmicas intrínsecas; c) de acordo com a i.arifa Aduaneira das Comunidades EurQ péias, as vitaminas permanecem na posição 29.38, ainda que envolvidas por substâncias tecnicamente apropriadas, tais como gelatina, gordura, vários tipos de borracha ou derivados de celulose; d) a DIMED, ouvida a respeito, concluiu que este revestimen to aumenta a estabilidade da Vitamina C perante o oxigi nio, não se caracterizando, entretanto, como um medic~ mento; e) descabem as multas previstas nos artigos 524 e 526 11 , do R.A., haja vista que não se pode caracterizar como d~ claração indevida da mercadoria a circunstância de nao haver ficado explicitado que a cobertura do ácido ascór bico era com etil celulose. A ação fiscal foi julgada procedente, em parte, pela autQ ridade lIa quo" para declarar devida, apenas, a dif~rença do Imposto de Importação. Como a autoridade exonerou a empresa do pagamento das multas, recorreu "ex officio" ao Superintendente da SRF-7ª RF. A empresa, inconformada, apresentou recurso a este Colegi~ do . Através da Resolução nº 303-0:330,: a Egrégia 3ª Câmara verteu o julgamento em diligência à SRRF-7ª RF, a fim de que o lar da unidade regional efetuasse o julgamento do recurso de sua Cad~ (fls. 81/84). O SRRF-7ª RF julgou procedente o recurso de ofício, restab~ lecendo as multas dos arts. 524 e 526, 11 do Regulamento "Aduaneiro (fls. 8~/88). Reaberto prazo à recorrente, esta, mais uma vez, aduz os mesmos argumentos antes expendidos, vindo o processo a esta Câmara para julgamento. SERVICO PÚBLICO FECERAL v O r O (vencido) -4- Rec. 111.366 Ac. 301-26.415 • • Trata o processo de divergincia de claS5ificaç~0 tarifiria. A empresa, para o produto que descreveu como "icido L _(+) asc6rbico cristo puriss., recoberto para comprimidos (Vitamina C), adotou a clas- sificaç~o TAB 29.38.08.00. A fiscalizaç~o, ao revés, indicou como correta o c6digo TAB 30.03.35.00, porque o resultado do laudo nQ 3073 concluiu tratar-se de "uma preparaç~o química para emprego terapiutico ou profilitico, consti. tuída por uma mistura de icido asc6rbico e etil cel-ulos~." _ Aqui, transcrevo e a este incorporo, voto proferido pelo eminente Conselheiro José Maria de Melo de que resultou o Ac6rd~0 nQ 301-26.030, verbis: "A matéria esti suficientemente posta nos autos. A mercadoria em causa demonstrou tratar-se de mistura pela adiç~o de ilcool estearílico ao icido asc6rbico. Não foge muito, "mutatis mutandis" da quest~o decidida com o Ac6rd~0 nQ 301-25.957, de 19.05.89, desta mesma Câmara. Nesté como naquele processo tem-se icido asc6rbico ao qual se adicionou outro produto para finalidades terapiuti- cas ou profiliticas. Com efeito, como esclarece o lABANA, o icido asc6rbico é bastante estive I e dispensa aditivações; os aditivos em causa, ilcool estearílico ou etil celulose, s~o dispensiveis quer como proteção quer como agentes esta- bilizadores. A recorrente, ela mesma, reconhece que, na es- pécie, a funç~o desses aditivos é a mesma . Configurou-se, portanto, nesta mistura de icido ascór bico com ilcool estearÍlico, a definiç~o legal de MEDICAMEH TO PARA USO TERAP~UTICO OU PROFIlÁTICO, prevista em a Nota (30-1) da NBM/TAB. "O termo "medicamento", no sentido da posi ção 30-3, deve aplicar-se: A) aos produtos que foram misturados para usos terapiuti- cos ou profiliticos." Além disso, esti afirmado também pelo laborat6rio ofi. cial, sem contestáção-, por parte da recorrente, que a adi~ ção do ilcool estearílico é típica na formulaç~o de compri midos, com funç~o de lubrificante, incorpan-do a superfície do .ddo ,,,6";00. s" ,d",'o tom, '''''''0, h"Ud,dm ':a , -5-' Rec.111.366 Ac. 301-26.415 SERVICO PUBL.ICO FEDERAL rapêutica OU profilática. Assim, nio merece reparos a decisio de primeira :ins- tincia, devendo classificar -se o produto das adiç6es 001, '004 e 005 da DI n2 6.512/86, da lRF no Purto do Rio de Ja- neiro, no código TAS 30.03.35.00. Com relaçio à multa de mQ-ra, porem, tenho-a por descabida. Nego provimento ao recurso, quanto ao mérito da clas- sificaçio, excluída a multa por descabida (art. 530 do Reg~ lamento Aduaneiro)." Por todo o exposto, voto no sentido de negar provimento ao .ecurso. S I d Ses oes 31 de J'aneiro de 1991.a a as , ITMAR VIlERA DA C STA - Conselheiro . • I> SERVICO púeLlco FEOERAL v O T O (Vencedor) -6- Rec.II1.366 Ac. 301-26.415 • Acompanho o entendimento do relator originário, Conselhei- ro Itamar Vieira da Costa no que concerne à classificação tarifária do produto importado. Trata-se como já visto,de' preparação química à base de ergocalciferol (vitamina 02) em meio de produto tensoativo não iôni co. Esta conclusão está baseada no Laudo nº 7210/85 e Informação Técni ca 080/88 do Laboratório de Análises-Labana/RJ. t um preparado medica- mentoso para fins terapêutico ou profilático e, no sentido da Nota (30-1) da NBM, um medicamneto. A classificação correta é a TAB . 30.03.35.00. Entendo cabível, também, a multa do art. 124 do Regulamen- to Aduaneiro aprovado pelo Decreto nº 91030/85. Minha discordância se situa na parte relativa à imposição da multa do art. 526, II do mesmo Regulamento. A empresa solicitou, an tes do embarque da mercadoria, e obteve a Guia de Importação 86/19151-1, em 22.07.85. Não se pode dizer, portanto, que esta importação foi fei- ta ao desamparo da GI como quer o Fisco. Por todo o exposto, voto no sentIdo de dar provimento parcial ao recurso, para excluir a multa do art. 526, II do Regulamento Aduaneiro. Sala das Sessões, 31 de ja~eiro de 1991. MARIA LUCIA s~ ELO "NACO - "I",,, d"'good •. 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006
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Numero do processo: 11516.006779/2008-49
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 11 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2004
RENDIMENTOS. ISENÇÃO. PENSÃO. EX-COMBATENTE DA FEB.
Somente as pensões e os proventos concedidos com base nos Decretos-lei nº 8.794 e nº 8.795, ambos de 23 de janeiro de 1946, na Lei nº 2.579, de 23 de agosto de 1955, no art. 30 da Lei nº 4.242, de 17 de julho de 1963, e no art. 17 da Lei nº 8.059, de 4 de julho de 1990, em decorrência de reforma ou de falecimento de ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira FEB, são
isentos do imposto de renda, nos termos do artigo 6°, inciso XII, da Lei n° 7.713/88 (artigo 39, inciso XXXV, do RIR/99).
ISENÇÃO. INTERPRETAÇÃO LITERAL.
A legislação tributária que disponha sobre outorga de isenção deve ser interpretada de forma literal.
ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE. LAUDO PERICIAL.
A isenção do Imposto de Renda decorrente de moléstia grave abrange rendimentos de aposentadoria, reforma ou pensão, no entanto, a patologia deve ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.581
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ANTONIO DE PÁDUA ATHAYDE MAGALHÃES
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ISENÇÃO. PENSÃO. EXCOMBATENTE DA FEB. Somente as pensões e os proventos concedidos com base nos DecretosLei nº 8.794 e nº 8.795, ambos de 23 de janeiro de 1946, na Lei nº 2.579, de 23 de agosto de 1955, no art. 30 da Lei nº 4.242, de 17 de julho de 1963, e no art. 17 da Lei nº 8.059, de 4 de julho de 1990, em decorrência de reforma ou de falecimento de excombatente da Força Expedicionária Brasileira FEB, são isentos do imposto de renda, nos termos do artigo 6°, inciso XII, da Lei n° 7.713/88 (artigo 39, inciso XXXV, do RIR/99). ISENÇÃO. INTERPRETAÇÃO LITERAL. A legislação tributária que disponha sobre outorga de isenção deve ser interpretada de forma literal. ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE. LAUDO PERICIAL. A isenção do Imposto de Renda decorrente de moléstia grave abrange rendimentos de aposentadoria, reforma ou pensão, no entanto, a patologia deve ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator. Fl. 113DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11516.006779/200849 Acórdão n.º 2801002.581 S2TE01 Fl. 114 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Eivanice Canário da Silva, Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis e Carlos César Quadros Pierre. Relatório Mediante Auto de Infração, às fls. 29/36, foi formalizada exigência de crédito tributário relativo ao IRPF Imposto sobre a Renda de Pessoa Física, exercício 2005, ano calendário 2004, no valor total de RS 42.118,60, incluídos a multa de ofício de 75% e os juros de mora. Por bem descrever os fatos, reproduzse, a seguir, excerto do Relatório constante da decisão recorrida: “(...) Conforme relatado na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal de fl. 31, o lançamento foi motivado pela constatação de omissão de rendimentos recebidos em decorrência da Justiça Federal relativos a Ação Ordinária n.° 95.80.026432/SC (Apelação Cível n.° 2002.72.04.0014347/SC) por meio do Precatório n.° 2003.04.02.0039385 do TRF 4a Região, no valor de R$ 88.408,05, já deduzido dos honorários advocatícios (R$ 83.258,07). O total dos rendimentos foi de R$ 171.666,12. Na apuração do imposto devido foi compensado o valor do IRRF sobre os rendimentos omitidos de R$ 5.149,98. Os dispositivos legais infringidos constam do auto de infração. Devidamente cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou a impugnação de fls. 39/40, alegando em breve sínese que recebeu por meio do precatório n.° 2003.04.02.0039385 do TRF 4.a Região, a importância líquida de R$ 83.258,07, depositados na CEF, referente a pensão especial de excombatente, por força da Lei n.° 2579/55, e art. 30 da Lei 4242/63; que do valor recebido lhe coube 50%, sendo que o restante foi dividido entre seus nove filhos. Aduz que sobre pensão especial de excombatente não incide imposto de renda. Noticia que há decisão judicial do Juizado Especial Federal de Florianópolis/SC Juiz Alcides Vettorazzi, nos autos do processo n.° 2005.72.50.0050197, reconhecendo que o imposto de renda não incide sobre pensão especial de excombatente, e que a sentença transitou em julgado. Requer o cancelamento do débito fiscal reclamado. (...)” A 6a Turma de Julgamento da DRJ/Florianópolis/SC, em decisão unânime, julgou improcedente a impugnação apresentada pelo contribuinte, mantendo, deste modo, a exigência tributária, nos termos do Acórdão DRJ/FNS nº 0724.314, de 06/05/2011, às fls. 67/70. Fl. 114DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11516.006779/200849 Acórdão n.º 2801002.581 S2TE01 Fl. 115 3 Cientificado da referida decisão, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário a este Egrégio Conselho, em que reitera seus argumentos contra o lançamento formalizado nos autos. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. De início, acato a informação prestada pela Unidade preparadora quanto à apresentação tempestiva do Recurso Voluntário. E mais, verifico que preenche os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Não há no referido documento qualquer alegação preliminar. Passase, portanto, ao mérito da questão. Sustenta o contribuinte que os rendimentos considerados como omitidos decorrem de pensão especial de excombatente e, portanto, seriam isentos de tributação pelo Imposto de Renda por força das Leis nºs 2.579/55, 4.242/63, e 8.059/90. Portanto, como se observa, a questão a ser enfrentada, em essência, diz respeito ao recorrente fazer jus ou não à isenção do IRPF a que se refere o inciso XXXV do art. 39 do Decreto nº 3000/99 – Regulamento do Imposto de Renda (RIR), cuja base legal é o art. 6º, inciso XII, da Lei nº 7.713/98 (pensões concedidas a excombatentes da Força Expedicionária Brasileira – FEB): Art. 39. Não entrarão no cômputo do rendimento bruto: [...] XXXV as pensões e os proventos concedidos de acordo com o DecretoLei Nº 8.794 e o DecretoLei Nº 8.795, ambos de 23 de janeiro de 1946, e Lei Nº 2.579, de 23 de agosto de 1955, Lei Nº 4.242, de 17 de julho de 1963, art. 30, e Lei Nº 8.059, de 4 de julho de 1990, art. 17, em decorrência de reforma ou falecimento de excombatente da Força Expedicionária Brasileira (Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, inciso XII); [...] (destaque nosso) O documento à fl. 12, denominado “Título de Pensão Especial – Nr 155/01”, emitido em 01/11/2001 pelo Ministério da Defesa/Comando do Exército, informa que ao contribuinte foi concedida pensão especial com base no art. 53 do ADCT da Constituição Federal, e na Lei nº 8.059/90. Todavia, a isenção prevista no citado RIR/99 aplicase tãosomente ao art.17 da Lei nº 8.059/90, conforme será demonstrado a seguir. Fl. 115DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11516.006779/200849 Acórdão n.º 2801002.581 S2TE01 Fl. 116 4 Primeiramente, registrese que a Constituição Federal de 1988 também tratou da pensão dos excombatentes, aumentando o universo de excombatentes pensionistas. Com efeito, o art. 53 dos Atos das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) assim estabelece: Art. 53. Ao excombatente que tenha efetivamente participado de operações bélicas durante a Segunda Guerra Mundial, nos termos da Lei nº 5.315, de 12 de setembro de 1967, serão assegurados os seguintes direitos: [...] II pensão especial correspondente à deixada por segundo tenente das Forças Armadas, que poderá ser requerida a qualquer tempo, sendo inacumulável com quaisquer rendimentos recebidos dos cofres públicos, exceto os benefícios previdenciários, ressalvado o direito de opção; III em caso de morte, pensão à viúva ou companheira ou dependente, de forma proporcional, de valor igual à do inciso anterior; [...] Parágrafo único. A concessão da pensão especial do inciso II substitui, para todos os efeitos legais, qualquer outra pensão já concedida ao excombatente. Contudo, para regular essa determinação constitucional, foi promulgada a Lei nº 8.059/90, segundo a qual: Art. 1º Esta lei regula a pensão especial devida a quem tenha participado de operações bélicas durante a Segunda Guerra Mundial, nos termos da Lei nº 5.315, de 12 de setembro de 1967, e aos respectivos dependentes (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, art. 53, II e III). Art. 2º Para os efeitos desta lei, considerase: I pensão especial o benefício pecuniário pago mensalmente ao excombatente ou, em caso de falecimento, a seus dependentes; [...] Art. 3º A pensão especial corresponderá à pensão militar deixada por segundotenente das Forças Armadas. [...] Art. 6º A pensão especial é devida ao excombatente e somente em caso de sua morte será revertida aos dependentes. [...] Art. 11. O benefício será pago mediante requerimento, devidamente instruído, em qualquer organização militar do Fl. 116DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11516.006779/200849 Acórdão n.º 2801002.581 S2TE01 Fl. 117 5 ministério competente (art. 12), se na data do requerimento o ex combatente, ou o dependente, preencher os requisitos desta lei. [...] Art. 17. Os pensionistas beneficiados pelo art. 30 da Lei nº 4.242, de 17 de julho de 1963, que não se enquadrarem entre os beneficiários da pensão especial de que trata esta lei, continuarão a receber os benefícios assegurados pelo citado artigo, até que se extingam pela perda do direito, sendo vedada sua transmissão, assim por reversão como por transferência. [...] (grifos nossos) Ora, o art. 30 da Lei n° 4.242/1963 já determinava, in verbis: Art. 30 É concedida aos excombatentes da Segunda Guerra Mundial, da FEB, da FAB e da Marinha, que participaram ativamente das operações de guerra e se encontram incapacitados, sem poder prover os próprios meios de subsistência e não percebem qualquer importância dos cofres públicos, bem como a seus herdeiros, pensão igual à estipulada no art. 26 da Lei n.° 3.765, de 4 de maio de 1960. Destarte, examinando os dispositivos legais acima transcritos, percebese que a Lei nº 8.059/90 se refere a dois grupos de beneficiários. A maioria de seus artigos diz respeito aos excombatentes, conforme prescrito pelo art. 1º da Lei nº 5.315/67, no entanto, o seu art. 17 trata apenas daqueles enquadrados na definição do art. 30 da Lei nº 4.242/1963, mas não enquadrados na definição do art. 1º da Lei nº 5.315/67. Os primeiros (incluídos na Lei nº 5.315/67, art. 1º) fazem jus à pensão especial da Lei nº 8.059/1990, ao passo que os segundos (incluídos na Lei nº 4.242/1963, art. 30, mas não no primeiro grupo) não têm direito a esse benefício. Acrescentese que, por tratar de outorga de isenção, o inciso XXXV do art. 39 do Decreto nº 3000/99 – Regulamento do Imposto de Renda (RIR), cuja base legal é o art. 6º, inciso XII, da Lei nº 7.713/1998, deve ser interpretado literalmente (art. 111, inciso II, do Código Tributário Nacional CTN). Portanto, no que se refere à Lei nº 8.059/90, apenas os benefícios citados no art. 17 estão isentos do imposto de renda. O seja, os demais benefícios citados na Lei nº 8.059/90 estão sujeitos a esse imposto. Deveras, no presente caso, diante da documentação colacionada aos autos, em especial o Título de Pensão Especial à fl. 12, o que se pode inferir é que foi deferida judicialmente ao interessado a concessão de pensão especial com supedâneo no art. 53, inciso II, do ADCTCF/1988, e nos arts. 3º, 6º e 11 da Lei nº 8.059/90, sendo que, tal fundamentação não consta do mencionado dispositivo do RIR/1999, portanto, não fazendo jus o recorrente à isenção pleiteada. Quanto à alegada isenção por moléstia grave, esclareçase que a matéria é regida pelo art. 6°, inciso XIV, da Lei n° 7.713, de 1988, com a redação dada pelo art. 47 da Lei n° 8.541, de 1992, in verbis: Fl. 117DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11516.006779/200849 Acórdão n.º 2801002.581 S2TE01 Fl. 118 6 Art. 6°. Ficam isentos do imposto de renda os seguintes rendimentos percebidos por pessoas físicas: XIV os proventos de aposentadoria ou reforma, desde que motivadas por acidente em serviço, e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma; [...] Na sequência, a Lei n° 9.250, de 1995, assim definiu, relativamente à prova: Art. 30. A partir de 1° de janeiro de 1996, para efeito do reconhecimento de novas isenções de que tratam os incisos XIV e XXI do art. 6° da Lei n° 7.713, de 22 de dezembro de 1988, com a redação dada pelo art. 47 da Lei n° 8.541, de 23 de dezembro de 1992, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. (negritei) Como se vê, o aproveitamento da isenção pressupõe, além da prova de que os rendimentos sejam provenientes de aposentadoria, pensão ou reforma, que a existência de doença ali especificada seja atestada por laudo médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Por outro lado, o ônus de comprovar a doença é do contribuinte e, neste caso, o recorrente teve ampla oportunidade de fazer tal prova. O que consta dos autos são receituários emitidos por médico particular e resultados de exames, todavia, nenhum destes documentos se revela como instrumento hábil a atender as condições legais para fruição do benefício fiscal. Assim, sem que tenha sido devidamente comprovada, por meio de laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, a patologia que lhe daria o direito ao beneficio da isenção, não há como acolher o pleito apresentado. Destacase, por relevante, no tocante ao alcance das isenções, o que estabelece a Lei nº 5.172, de 1966 (Código Tributário Nacional CTN): Art. 111 – Interpretase literalmente a legislação tributária que disponha sobre: I – suspensão ou exclusão do crédito tributário; II – outorga de isenção;” (destaquei) Fl. 118DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11516.006779/200849 Acórdão n.º 2801002.581 S2TE01 Fl. 119 7 O escopo do dispositivo supra está em assegurar que a legislação que conceda favores fiscais seja sempre interpretada literalmente. A regra é sempre a tributação, sendo a isenção e os demais favores fiscais exceções que não podem ser estendidas indiscriminadamente. O legislador pretende, desse modo, delimitar ao máximo o campo de abrangência da renúncia fiscal, evitando que ocorram distorções. Face ao acima exposto, VOTO por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 119DF CARF MF Impresso em 01/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 23/07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA
score : 1.0
Numero do processo: 10805.001980/87-90
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Nov 19 00:00:00 UTC 1991
Data da publicação: Tue Nov 19 00:00:00 UTC 1991
Ementa: DRAWBACK - ISENÇÃO.
Empresa consignatária. Importação promovida por empresa consignatária integrante do sistema FUNDAP encontra amparo nas normas emanadas pelas autoridades governamentais envolvidas no
referido processo.
O regime não se estende à empresa consignatária.
Esclarecido pela CACEX que a mercadoria (Borracha natural), goza do benefício do "drawback"-isenção. Não se demonstrou o descumprimento das condições do regime deferido ao titular do Ato Concessório.
Recurso provido.
Numero da decisão: 303-26.882
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, vencido a Conselheira Malvina Corujo de Azevedo Lopes, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: SANDRA MARIA FARONI
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ementa_s : DRAWBACK - ISENÇÃO. Empresa consignatária. Importação promovida por empresa consignatária integrante do sistema FUNDAP encontra amparo nas normas emanadas pelas autoridades governamentais envolvidas no referido processo. O regime não se estende à empresa consignatária. Esclarecido pela CACEX que a mercadoria (Borracha natural), goza do benefício do "drawback"-isenção. Não se demonstrou o descumprimento das condições do regime deferido ao titular do Ato Concessório. Recurso provido.
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Empresa consignatária. Importação promovida por empresa consignatária integrante do sistema FUNDAP encontra ampa ro nas normas emanadas das autoridades governamentais en volvidas no referido processo. O regime não se estende à empresa consignatária. Esclarecido pela CACEX que a mercadoria (Borracha natu ral), goza do benefício do n drawback" - isenção. Não se demonstrou o descumprimento das condiçoes do regi me deferido ao titular doAto Concessório. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conse lho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao re curso, vencido a Conselheira Malvina CorujodeAzevedo Lopes, na forma do re latório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DAI ., 19 de novembro de 1991. Árf JOÃO H P '''NDA COSTA - Presidente _A. e-c.-- SAIIRA MARIA FARONI - Relato a RO' A = A SAL' DA CARVALHEIRA - Proc. da Faz. Nacional - VISTO EM SESSÃO DE: 28 AGI 1992 - RP/303-1.163. Participaram ainda do presente julgamento os seguintes Conselheiros: Paulo Affonseca de Barros Faria Junior, Humberto Esmeraldo Barreto Filho, Milton de Souza Coelho, Rosa Marta Magalhães de Oliveira e Sérgio de Castro Neves. umnonisixonomm MEFP - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - TERCEIRA CÂMARA RECURSO N2 111.603 - ACÓRDÃO N2 303-26.882 RECORRENTE : AISA IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA RECORRIDA : DRF - Santo André - SP RELATOR ; SANDRA MARIA FARONI RELATÓRIO Retorna este pr.oceso de diligência encaminhada à DRF- São Paulo, na forma da Resolução n 2 303.0331, de 24/05/90, a fim de que se informasse se as D.I. n 2 001887, 001925, 001926, 002017,0=8, 002102, 002188, 002239, 002240, 002241, 002274, 002275 e 002373, todas da DRF Santos, constam do Relatório de Comprovação do Drawback emiti do pela CACEX, correspondente• ao Ato Concessório 301-83/003, a favor da Companhia Goodyear do Brasil- Produtasde Borracha. A DRF -SãO Paulo restituiu o processo após anexar cópia do referido relatório, onde constam as D.I. mencionadas (fls. 404/407). É o relatório. Imprensa N~ Rec.: 111.603 sEnviCo PUBLICO FEDERAL Ac.: 302-26.882 VOTO Adoto, com as inaiepensáveis adaptações, o voto profe rido pelo ilustre Conselheiro Humberto Esmeraldo Barreto Filho, no julgamento do Recurso n 2 111.753. "'O art. 332 do Decreto J19. 91.030/85, que aprovou o Regu lamento Aduaneiro, estatui a faculdade de que dispõe a Comissão de Política Aduaneira para delegar competência a órgão da Administração Federal, quanto à concessão do regime de "drawback". E, com efeito, aquele órgão delegou à CACEX, através da Resolução n 2 1033/71, a com n••• petência para a concessão do aludido regime nas modalidades de suspen são e isenção do imposto de importação. Assim, os elementos coligidos nos presentes ' autos de monstram que foi deferido à Companhia GOODYEAR DO BRASIL - PRODUTWDE BORRACHA o regime de "drawback" na modalidade isenção. De fato, com plena observância das disposições legais pertinentes, os documentos de importação foram todos emitidos em nome da CIA GOODYEAR DO BRASIL - PRODUTWDE BORRACHA, sobreduto os que traduziram a concessão do "drawback" na forma aludida. A própria G.I. como .não poderia deixar de ser se adequa ao Comunicado CACEX então vigente de n 2 56, cujo item 4.1.2.4 diz: !!A CACEX poderá emitir, a critério de sua Direção-Geral, Guiasde importação em que o consignatário da mercadoria for outro que não oa_inportador, devendo o pedido de Guia de Importação ser acompanhado de concordância expressa do dito Consignatário. Esta prática é vedada nas importa çOes para revenda, exceto se as empresas foram consigna tárias integrantes do sistema FUNDAP". A AISA, que figura como consignatária na G.I., é emrpesa integrante do sitema FUNDAP. Sendo o "drawback" um regime aduaneiio que configura es timulo às exportações nacionais, com vistas à obtenção de saldos posi tivos, de divisas, favorecendo o importador com a agilização das ope rações correspondentes, bem assim com tratamento tributário diferen ciado, nada dbáta‘ o procedimento esposado pela recorrente, com fide lidade, inclusive ás normas baixadas pelo órgão rer3ponsáve1 pelo con trole do comércio exterior.VVale lembrar que o próprio Regulamento Aduaneiro esclareceu que "o beneficio de que trata este artigo é con sideradaà incentivo à exportação" (art. 314, parágrafo único), deven Imprensa Nacional Rec.: 111.603 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Ac.: 303-26.882 do como tal ser compreendido. Destarte, além do expresso apoio conferido pela CACEX, posteriormente reiterado no Comunicado n 2 204/88, o procedimento ado tado pelo contribuinte constava com a anuência da propria Secretaria da Receita Federal, constante do Telex Circular n 2 BASA/CST/DAA n2 521/80, pelo qual as repartições fiscais aduaneiras foram instruídas a aceitar as D.I's preenchidas em nome de consignatários indicados nas respectivas G.I's, desde que este constassem como importadores nas faturas comerciais e nos conhecimentos de transporte pertinentes, o que efetivamente se verificou no caso vertente. Em igual sentido, o Banco Central, através da Instrução de Serviço n 2 170/81, autorizou expressamente a contratação de câm •••• bio para pagamento de importaçOes formalizadas por empresa consigna tária indicada em Guia de Importação, desde que esta seja beneficiá ria do FUNDAP e conste como Importadora, nna fatura comercial e no conhecimento de transporte marítimo vificiaados à operação. Vê-se que, pelos autos, as operações promovidas pela recorrente gozavam do amparo de todas as autoridades governamentaism volvidas no processo de importação, valendo lembrar que, como bem sa lientado pelo douto Conselheiro José Alves da Fonseca no voto condu tor do acórdão n 2 303-25.784 (Rec. 110.753) no-. qual se apreciou si tuação semelhante à presente, embora se referindo ao BEFIEX, o regime de "drawback" não tem o objetivo precípuo de recolher tributos, que só serão devidos em caso de inadimplência do benefício, q que não é o caso. Inviável, ,assim, a exigência dos tributos incidentes caso fos se denegado o regime. Preservado o "drawback", rechaçadas ficam as demais exi gencias mantidas na v. decisão recorrida, inclusive a concernente à multa capitulada- no art. 521, inciso I, letra "c" do R.A., por não se ter caracterizado uso de falsidade nas provas exigidas para frui ção de benefícios previstos naquele diploma legal. Por via de conse qiiância, descabem igualmente a TMP e demais cominações aplicadas': Ante o exposto, dou provimento ao recurso, Sala das Sessões, 19 de novembro de 1991. SANDRA MARIA FARONI - Relatora Imprensa Nacional
score : 1.0
Numero do processo: 13053.000123/2005-90
Data da sessão: Wed May 19 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/04/2004 a 30/06/2004
AQUISIÇÃO COM O FIM ESPECÍFICO DE EXPORTAÇÃO.
APURAÇÃO DE CRÉDITOS.
Empresas exportadoras que efetuem aquisições com o fim específico de exportação não podem calcular créditos sobre tais aquisições.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.449
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso. Os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, Rangel Perrucci Fiorin e Alexandre Kern votaram pelas conclusões.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: CARLOS HENRIQUE MARTINS DE LIMA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/04/2004 a 30/06/2004 AQUISIÇÃO COM O FIM ESPECÍFICO DE EXPORTAÇÃO. APURAÇÃO DE CRÉDITOS. Empresas exportadoras que efetuem aquisições com o fim específico de exportação não podem calcular créditos sobre tais aquisições. Recurso Voluntário Negado.
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CONSELHO ADIVIINIS'IRATIVO DE, RECURSOS FISCAIS -,),,.,,,.•.J' j4".,- TPRCUIRA '1( AO DF Eli ,GAMENTO .-e::-,.. Processo n" 13051000123/2005-90 Recurso n" 254.046 Voluntário Acórdão n" 3803-00.449 — 3" Turma Especial Sessão de 19 de maio de 201 0 Matéria RESTITUICAO/COMP/PIS Recorrente AMÁMOS DA INTEGRAÇÃO AGROINDUSTRIAL EXPORTADORA LIDA Recorrida DRJ-SANTA MARIA /RS ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01./04/2004 a 30/06/2004 AQUISIÇÃO COM O FIM ESPECÍFICO DF, EXPORTAÇÃO, AN TRAÇÃO DV. CláDll'OS Hum esas exportadoias que efetuem aquisições com o fim específico de exportação não podem calcular créditos sobre tais aquisições. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos Acordam os membros do Colegiada por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso Os Conselheiros Belchiõi Melo de Sousa, fIéleio Lafetá Reis, Rangel Permeei biorin e Alexandre Kern votam rim pcías conclusões, ..---- Alexa dreA—Kicri/\:-1-ei flf.j.:(114ief"' Ciados I lenri :It'll l 'ati.:;iins del_imi Relator / 7,./ ,.. ..,.., Participaram da sessão de . julgamento os Conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Carlos 11eni ique Martins de I ,ima (Relator), Rangel Permeei Fiorin, Daniel Mauricio Fedato e Hdeio I ,a fetá Reis,, 1 Relatório A contribuinte supra identificada teve reconhecido parcialmente o direito creditório rehrtivamente ao saldo credor da contribuição ao Programa de Integração Social —.PIS não-cumulativo referente ao 2' trimestre de 2004 e autorizado o ressarcimento ou compensação dos valores pleiteados até o limite do saldo credor, conforme constou do Despacho Decisório que se encontra à ti. 164, no valor de R$ 9A90,03 . O referido despacho roí emitido com base no Relatório de Ação Fiscal que se encontra às tis. 148 a 162, que apontou como irregularidade a aquisição de mercadorias com o fim especifico de exportação no mês de abril de 2004, em valor total de R$ 53.388,00, conforme constou à 11, 155, inconformada. com o despacho decisório, a contribuinte apresentou a 'manifestação que se encontra às tis 185 a 195, cujos arl,,, umentos podem ser assim resumidos: —Em relação à utilização dos créditos de PIS e Cotins apurados na forma do art. 8', da Lei. u.' 10.925, de 2004, desconsiderou a decisão atacada que o art. 6 0 , inciso 11, da Lei n' 10.833, de 2003, autoriza que os créditos vinculados à exportações sejam. utilizados para compensação corri débitos próprios, vencidos ou vincendos, administrados pela Secretaria da Receita Federal. - É evidente que o Ato Declaratório sRF n° .1.5, de 2005, não tem o condão de revogar uma disciplina que está expressa na Lei if 10.833, de 2003, e ainda produzir. eleitos retroativos. -- Não se conforma com a afirmaç,ão de que não leria sido comprovada a aquisição de mel efetuada do SR. Luiz Alberto 13isoribin, pois, conforme expresso em manifestação que se encontra à ti. -143 e seguintes, se trata de uma nota fiscal representativa da aquisição de diversos produtores que foi emitida em nome de somente um produtor por orientação da Receita PstaduaL — O documento fiscal que representa tal operação é idôneo e os pagamentos a ele vinculados estão comprovados na contabilidade da contribuinte a que teve acesso a fiscalização. A circunstância de que os pagamentos vinculados à NF em questão não terem se efetivado para o Sr Juiz Alberto Hisonhin se deve ao fato de representar a compra de diversos produtores.. —As aquisições efetivadas na suposta condição de comercial exportadora, não correspondem à prática real, já que em. todos os casos existe beneficiamento do produto por , parte da contribuinte, o que autoriza a apuração de credito. Requereu a contribuinte a reforma da decisão que homologou apenas parte f\''s dos créditos pleiteados , -bem como, atestou a contribuinte que sempre beneficia os produtos WX\es, que adquire. Ao analisar a impugnação do contribuinte, a DRJ de Santa Maria julgou o lançamento procedente (fls. 203 a 204), no sentido de considerar não formulado O pedido de perícia, mantendo o despacho decisório de Os. .164 e indeferiu as solicitações do contribuinte2 1-,Locesso n'' 13053 00012372(103-90 S3-1 EM3 Acórdão ri. 3803-00.449 Íi 226 Não resig,n.a(io, o contribuinte recorre a este Conselho (fls. 213 a 2.21)) e requer a reforma da decisão a quo, bem como que seja reconhecida a inilidade da decisão recorrida, haja vista o cerceamento de defesa que foi levado a efeito pela negativa da produção da prova pericial e do direito da ampla defesa.. É. o Relatório. Voto Conselheiro Carlos Henrique Martins de 'Lima, Relator (1) recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua. admissibilidade, portanto dele conheço O valor do crédito não admitido neste processo se refere ao cálculo de créditos sobre aquisições com o fim especifico de exportação e a redução dos créditos equivalentes ao PIS calculado sobre as receitas com cessão de créditos de R-IMS.. Tais fatos determinaram ser considerado indevido o crédito de PIS no valor de R$ 1.411,18, conforme consta às fls. 155, 157 e 159. A inconformidade da contribuinte é parcial, visto que limitou-se a. contestar a não aceitação dos créditos que pretendeu calcular sobre as aquisições com o fim especifico de exportação, que representam o cisédito não aceito no valor de R$ 880,90, referente ao mês de abril de 2004. Não houve qualquer manifestação da contribuinte em relação à falta de inclusão na base de cálculo do PIS das receitas decorrentes de transferência a terceiros d.e créditos de IC.MS, que determinar anh a. glosa de crédito no mês de maio de 2004, no valor de R$ 530,28 Os demais argumentos apresentados pela, contribuinte dizem respeito a aspectos abordados no Relatório da Ação liscal que se referem a glosas procedidas cru processos que tratalT1 de outros períodos de apuração, que serão analisados nos respectivos processos. Ern relação às compras com o fim especifico de exportação, alegou a contribuinte que todos os produtos adquiridos sofrem processo de industrialização, o que lhe daria direito ao crédito. Pretende a contribuinte, com esse argumento, que se considere ter direito a créditos básicos pela aquisição de produtos destinados à sua industrialização, entretanto, as notas fiscais forain emitidas com o fim específico de exportação e a contribuinte não se preocupou em comprovar serem inveridicas as informa.ções consignadas nas notas fiscais de aquisição. Portanto deve se considerar que as aquisições tiveram o fim específico de exportações, tendo a co.3tlibuinte atuado nessas operações como empresa. exportadora, que 3 4 realizou aquisições com o lim especifico de exportação Nessa situação, a empresa que adquiriu os produtos com o fim especifico de exportação não pode utilizai o crédito na forma prevista no § 1 do art 6°, da Lei .0 c' 10.833, de 2003, nem pode calcular créditos vinculados a essa receita de exportação, em vista da proibição constante do § 4', do mesmo artigo: AI! 0'4 COT-INIS não incidirá sobre as receitas decorrentes das operações (lu • 1 - exportação de mercadorias para O cx-wrioi , Ii - preslação de serviços para pessoa física ou juridica ie.sidente ou (forni:c:ilíada no e.xtei for, cujo pagamento represente ingresso de divisas, (Redação (f(.-ida pela Lei rr.' 10 865, de 2004) 111 - vendas a empresa comercial exportadora com o fim especifico (k exportação 1° Na hipótese deste artigo, a pessoa jurídica vendedora poderá utilir.ar o crédito apurado na fOrma do art 3, para fins de: 1 - d(.?ducao do valor da contribuição a recolher., decorrente das demais operações no mercado interno; - compensação com débitos própt 10 s, vencidos ou vincendos, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, observada a legislação específica aplicável à malária 2" A pessoa jurídica que, até o final de cada trimestre do ano civil, não consegui, utilizar o crédito por qualquer das Minas previstas no ,.,s " 1 'poderá solicitar o seu rc.:'„ssarcimenio um dinheiro, observada a legislação específica aplicável à matéria '\\ 3' O disposto nas 1" e 2" aplica-se somente aos créditos apurados em relação a custos, despesas e eitCalgOS Vi Fleti laCION à receita de expor tacão, obsemido o disposto nos ,sSSS' 8" e .9" do art.3. x.. 4" O direito de utilizar o crédito de acordo com o I" não bend icia a empresa comercial exportadora que tenha adquirido mercadorias com o fim previsto no inciso lir do caput, ficando vedada, nesta hipótese, a apuração de créditos vinculados à receita de exportação Em vista do exposto, conclui-se pela correção da inte•rpreta.çao dada pela fiscalização a respeito da impossibilidade de apropriação de créditos sobie tais aquisições de mel de abelhas, conforme demonstrado ali 155, 4 . . I": oces:so n" I 3053 000 1 2:3 /200.5MO S3-1- iO3 Acót (fio n ' 3803-00449 1-. I 227 , • ty : 1...Por todo O eM..ii st), voto por negai provimento ao recurso i „,,"» (.-- j,. i. , .... Carlos A ' que'l1/1 n ITil VIS de LiMa )..''' k, , / . , i' • 5
score : 1.0
Numero do processo: 10845.003184/2005-02
Data da sessão: Thu Mar 11 00:00:00 UTC 2010
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/10/2001 a 31/10/2001; 01/01/2003 a 31/01/2003; 01/08/2003 a 31/12/2003; 01/01/2004 a 31/12/2004
INEXISTÊNCIA DE LIDE. MATÉRIA ESTRANIIA AO PAF.
Não se toma conhecimento do recurso quando versa sobre matéria diversa daquela constante do ato administrativo originário que dera ensejo à inconformidade do contribuinte. O ato impugnado tem natureza de cobrança administrativa, não se inserindo dentre aqueles regidos pelo Processo Administrativo Fiscal — Decreto nº 70.235/1972.
Recurso Voluntário não Conhecido.
Numero da decisão: 3803-000.346
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso.
Matéria: IRPJ - outros assuntos (ex.: suspenção de isenção/imunidade)
Nome do relator: HÉLCIO LAFETÁ REIS
1.0 = *:*
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MINISTÉRIO DA FAZENDA 4114,,P::;.W. CONSELHO ADMINISTRATIVO DF, RECURSOS FISCAIS '•,-,/,,,+-:_--,t,::,:,: • TERCEIRA SEÇÃO DÊ JULGAMEN '1'0 Processo n" 10845.003184/2005-02 Recurso n" 239171 Voluntário Acórdão n" 3803-00.346 — 3" Turma Especial Sessão de 11 de março de 2010 Matéria DCTF - ERRO DE PREENCIIIIVIENTO Recorrente AVANT1 ARMAZÉNS GERAIS S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAI Período de apuração: 01/10/2001 a 31/10/2001; 01/01/2003 a 31/01/2003; 01/08/200.3 a 31/ 12/2003; 01/01/2004 a 311./12/2004 INEXISTÊNCIA DF LIDE. MATÉRIA 11 STRANI IA AO PAF. Não se toma conhecimento do recurso quando versa sobre matéria diversa daquela constante do ato administrativo originário que dera ensejo à inconfiwmidade do contribuinte. O ato impugnado tem natureza de cobrança administrativa, não se inserindo dentre aqueles regidos pelo Processo Administrativo Fiscal — Decreto 11 0 70.235/1972. •Recurso Voluntário não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colcgiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso. eAlex ldre Kern. - P esidente (V\ .r ,Ç. (1.1';',i Hélcio Lafetá I eis - Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Henrique Martins de Lima, Belchior Melo de Sousa, Daniel Mauricio l'edato, Hélcio Lafetá Reis (Relator) e Rangel Perrueei Fiorin. 1 Relatório Por meio dos Termos de Intimação n" 00028648 (ft, 32), 00028646 ( .11. 80), 00028647 (ff 141) e 00028649 (fl. 195), todos emitidos em .18/08/2005, cujos processos -foram. unificados no presente, a DR-17 Santos/SI?, em face da existência de débitos em aberto declarados cru DCTIS entregues pelo contribuinte supra identificado, relativos a diferentes tributos, intimou o declarante a recolher aos cofres da União os saldos devedores e respectivos acréscimos legais ou, em caso de erro no preenchimento das DCTFs, apresentação de declarações retificador as . () contribuinte, após o recebimento dos referidos termos, ao invés de proceder conforme orientado pela Delegacia responsável pelo procedimento de cobrança administrativa, apresentou, por escrito, esclarecimentos e cópias de documentos na tentativa de justificar os supostos "créditos" em aberto (fls. 1 a 209). Em sua defesa, alega que os débitos relacionados nos termos de intimação já se encontravam extintos por pagamento, sendo apresentadas cópias dc DARFs para fins de comprovação, sem, contudo, fazer qualquer referência à entrega de DCTFs retificaderas.. Na oportunidade, o contribuinte se insurgiu contra a ampliação da base de cálculo das contribuições para o P1S/Pasep e Cofins operada por meio da Lei IV 9.718/1998, alteração essa que segundo ele violaria, além do zut. 195, 1, "b", da Constituição Federal em sua redação anterior à Emenda Constitucional n° 20/1998, o art. 110 do Código Tributário Nacional (CTN), tendo CM vista a alteração da definição e do alcance do termo "finuramento". Contrapôs-se, também, contra o aumento da aliquota da Cotins perpetrado pela mesma lei ordinária, por .ferir o principio da hierarquia das leis, uma vez que a aliquota anterior havia sido fixada por meio de lei complementar (-(T n° 70/1 9911 ).. Alegou, ainda, ofensa aos princípios da capacidade contributiva, da isonomia e da garantia nonagesimal, .bem como a falta de urgência para a edição das medidas provisórias que alteraram as contribuições sociais, e, por fim, requereu o arquivamento dos termos de. intimação. A DRF Santos/SP, ao analisar o pleito (fls. 223 a 224), verificou que alguns dos DARFs apresentados por cópia pelo contribuinte se referiam a pagamentos de débitos do .Refis anteriores àqueles declarados. Ressaltou o agente fiscal que a questão abordada no presente processo decorreria de erro no preenchimento das DCIFs e que o contribuinte não procedeu, confiirme havia sido solicitado, à vinculação dos débitos a algum pagamento, parcelamento, compensação ou medida judicial. Salientou, também, que, nos termos -contidos no corpo das intimações, a cobrança administrativa decorreria exclusivamente de erro no preenchimento de declaração, o que estaria a exigir tão-somente a apresentação de declarações retificadoras. Em razão disso, a DRF Santos/SP negou seguimento aos autos e decidiu por seu arquivamento. InconfOrmado com tal despacho, o contribuinte apresentou unia peça para cada um dos processos a que deu o nome de "Recurso Administrativo" (11s. 229 a 438), em que 2 Processo ti 10M5 003184/2005-02 S3-1 E03 Acórdão o" 3803-00.346 11. 476 requereu a remessa dos autos à instância superior para fins de reforma da decisão da Delegacia da Receita Federal em. Santos/SP, trazendo urna série de questionamentos jurídicos, como (i) lesão aos princípios da legalidade, verdade material, contraditório e ampla defesa, (ii) ausência de motivação -e de fundamentação do ato administrativo, (iii) possibilidade de apreciação de inconstitucionalida.de pelos órgãos judicantes da Administração Fazendária, (iv) extinção dos créditos tributários sob análise, (v) inconstitucionalidade da Lei n° 9.718/1998, (vi) ofensa aos princípios da capacidade contributiva, da isonomia e da garantia nonagesimal, e (vii) ineficácia das medidas provisórias que alteraram a legislação tributária. A MU São Paulo 1/SP, em procedimento de recepção de processos (Os. 441 a 444), veri ficou de pronto que a matéria presente nos autos se restringia a uma simples cobrança administrativa, inexistindo constituição de credito tributário que justificasse a opção pelo Processo Administrativo I seal Na oportunidade, a DIO São Paulo 1/SP identificou os possíveis procedimentos a. serem observados pelo contribuinte para o deslinde da questão, tendo em vista a inexistência de litígio a demandar a apreciação da matéria por Delegacia de julgamento. Não resignado, o contribuinte apresentou "Recurso Administrativo Inominado" (fis. 449 a 463), repisando alguns dos argumentos apresentados anteriormente e contrapondo-se ao entendimento exarado pela autoridade julgadora a quo. É o relatório. Voto Conselheiro flélcio Lafetá Reis, Relator O recurso é tempestivo mas não preenche as demais condições de admissibilidade e dele, portanto, não tomo conhecimento em face das razões a seguir expostas. Como bem asseveraram as autoridades administrativas da DRF Santos/SP e da DRJ São Paulo 1/SP, a matéria objeto dos autos não se insere dentre aquelas discutíveis em Processo Administrativo Fiscal, tratando-se tão-somente de procedimento de cobrança admitil sti ali va. O Processo Administrativo Fiscal rege-se, basicamente, pelos dispositivos do Decreto n" 70.235/1972, em que se definem regras tanto para os processos de determinação e exigência de créditos tributários da União quanto para o processo de consulta sobre a aplicação da legislação tributária federal. A matéria dos presentes autos se restringe a débitos já declarados pelo contribuinte em DCTF e, portanto, já definitivamente constituídos, passíveis, desde então, a um • dos seguintes desdobramentos: comprovação de sua extinção ou discussão na via judicial a partir da inscrição dos débitos não quitados em Dívida Ativa da União, 075' Os procedimentos de arrecadação e cobrança, como bem asseverou o tributarista Alberto Xavier i , não se destinam à preparação da vontade da Administração tributária, mas à execução de direitos .já declarados pelos próprios contribuintes A opção deliberada pelo Processo Administrativo Fiscal, num contexto em que há previsão expressa de trâmite próprio para o enfrentamento da questão, evidencia-se como uma decisão de canhestra inazoabilidade. Tanto os Termos de Intimação quanto os despachos administrativos anteriores, todos eles trouxeram ao contribuinte orientações detalhadas para o deslinde da. questão que simplesmente foram ignoradas, tendo havido opção por urna defesa quixotesca, fazendo-se uso de ritos e peças processuais não previstas na legislação processual administrativa. Se realmente ocorreu a extinção dos débitos reclamados, seja por pagamento, compensação, parcelarne.nto ou em decorrência de medida judicial, não se vislumbra uma razão justificável para a resistência à entrega de declarações retificadoras, acompanhadas, se assim entender a autoridade administrativa de origem, da documentação hábil á comprovação dos dados declarados. Tratando-se de compensação, procedimento esse de iniciativa do .próprio sujeito passivo, que se sigam as orientações constantes das normas administrativas de regência. Não, O contribuinte optou por dar as costas às reiteradas orientações, fazendo uso de uma defesa inapropriada, denotando-se uma intenção meramente protelatória do deslinde da questão e evidenciando-se uma total falta de utilidade dos recursos manejados e conseqüente configuração da ausência de interesse de agir. Diante do exposto, voto por NÃO CONIlICER DO RECURSO por se referir a matéria diversa daquela constante do ato administrativo originário, tendo o ato administrativo impugnado natureza de cobrança administrativa, não se inserindo dentre aqueles regidos pelo Processo Administrativo Fiscal Decreto rir' 70,235/1972. É corno voto.. I télcio Lafetá eis XAVITR, Alberto. Do lançamento; teoria do ato, do procedimento e do processo tributário. 2. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2002, p. 11-7 4
score : 1.0
Numero do processo: 10920.003409/2006-53
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2002, 2003
DESPESAS MÉDICAS DOS ALIMENTANDOS.
Somente poderão ser deduzidos, nas declarações de rendimentos, os
pagamentos efetuados a título de despesas médicas dos alimentandos, quando realizadas pelo alimentante em virtude de cumprimento de decisão judicial ou de acordo homologado judicialmente.
DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS.
Somente são dedutíveis na Declaração de Ajuste Anual, as despesas médicas próprias ou de dependentes devidamente comprovadas.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.490
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
1.0 = *:*
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2002, 2003 DESPESAS MÉDICAS DOS ALIMENTANDOS. Somente poderão ser deduzidos, nas declarações de rendimentos, os pagamentos efetuados a título de despesas médicas dos alimentandos, quando realizadas pelo alimentante em virtude de cumprimento de decisão judicial ou de acordo homologado judicialmente. DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. Somente são dedutíveis na Declaração de Ajuste Anual, as despesas médicas próprias ou de dependentes devidamente comprovadas. Recurso Voluntário Negado.
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Somente poderão ser deduzidos, nas declarações de rendimentos, os pagamentos efetuados a título de despesas médicas dos alimentandos, quando realizadas pelo alimentante em virtude de cumprimento de decisão judicial ou de acordo homologado judicialmente. DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. Somente são dedutíveis na Declaração de Ajuste Anual, as despesas médicas próprias ou de dependentes devidamente comprovadas. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Fl. 269DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/06/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/06/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10920.003409/200653 Acórdão n.º 280102.490 S2TE01 Fl. 254 2 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 5ª Turma de Julgamento da DRJ/FNS/SC. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “Mediante o Auto de Infração de fls. 140 a 143, integrado pelo Termo de Verificação e Encerramento da Ação Fiscal de fls. 127 a 136 e pelos demonstrativos de fls. 137 a 139, exigese do interessado o Imposto de Renda Pessoa Física — IRPF Suplementar de R$15.838,53, acrescido da multa de oficio de 75% e juros de mora, em razão de a autoridade revisora haver efetuado, nas declarações de ajuste apresentadas para os exercícios de 2002 e 2003, anoscalendário 2001 e 2002, as seguintes glosas de deduções: — com dependentes. Do total pleiteado com 6 dependentes (R$6.480,00), no anocalendário 2001, a autoridade revisora glosou R$2.160,00, relativos aos filhos Paulo César Bighetti Bicalho e Fábio Henrique Bicalho, filhos de pais separados, por falta de comprovação da guarda de ambos. Pela mesma razão, glosou a dedução pleiteada no anocalendário 2002 (R$1.272,00) com o filho Fabio Henrique Bicalho. — de pensão judicial. A autoridade revisora glosou: (1) por não apresentação de acordo ou decisão judicial que obrigasse o contribuinte ao pagamento; (2) recibos apresentados em valor inferior ao deduzido; (3) o acordo só foi homologado em dezembro/2002 e (4) valor comprovado superior ao valor deduzido, conforme demonstrado a seguir: (...) — de despesas médicas. O contribuinte pleiteou dedução com despesas médicas nos anoscalendário 2001 e 2002 nos montantes de R$7.073,38 e R$7.760,22, respectivamente, e a autoridade fiscal efetuou as glosas das parcelas de R$4.615,20 e R$4.637,00, respectivamente. — de despesa com instrução, no anocalendário 2001, no valor de R$5.090,95. — de contribuições à previdência privada/FAPI, no valor de R$360,00, em cada um dos dois exercícios. A fundamentação legal consta do referido Auto de Infração. Inconformado, em parte, com a exigência, apresenta o contribuinte a impugnação de fls. 145 a 150, na qual expõe suas razões. Inicia com um comentário elogioso da AFRF que efetuou o lançamento e faz um relato das dificuldades que teve para atender às intimações durante o período de fiscalização; Passa,, Fl. 270DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/06/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/06/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10920.003409/200653 Acórdão n.º 280102.490 S2TE01 Fl. 255 3 então, a contestar as glosas efetuadas, pelas razões a seguir sintetizadas. Em relação às glosas de pensão alimentícia: Diz que os valores efetivamente pagos a Simone Aparecida Bighetti, nos anoscalendário 2001 e 2002, foram R$16.584,00 e R$18.720,00, respectivamente, conforme documentos que anexa. Concorda com a glosa no valor de R$253,32 em relação a Edésia L. S. Bicalho, no anocalendário 2001, entretanto, alega que os pagamentos à mesma, no anocalendário seguinte (2002) foram da ordem de R$22.800,91, conforme documentos que anexa. Quanto à Inês Lenita Saramento, argumenta que apresentou cópia da sentença datada de 06/12/2002, no entanto, conforme cópia dos autos que anexa, houve alimentos provisionais fixados judicialmente, tendo sido efetivamente pago no anocalendário 2002 o montante de R$3.600,00. Em relação aos dependentes: Concorda com a glosa correspondente a Paulo César Bighetti Bicalho, no anocalendário 2001. Contesta, entretanto, a glosa nos dois anoscalendário, correspondente a Fábio Henrique Bicalho (filho nascido em abril/2001), argumentando que este sempre foi economicamente seu dependente, pois a mãe, Inês Lenita Saramento, não exercia atividade econômica, nem possuía fonte de renda. Todas as despesas com móveis, roupas, prénatal, parto, plano de saúde e alimentos sempre teriam sido por ele custeadas, que, apesar de não morar sob o mesmo teto, mantinha, à época, um relacionamento afetivo com a mãe de Fábio, relacionamento este suficiente para que, em caso de alguma eventualidade consigo, pudesse ela provar ser sua companheira e tornarse sua dependente e/ou pensionista. Conclui, assim, ser indevida a glosa do filho como dependente. Quanto is despesas médicas: O contribuinte contesta, em relação ao anocalendário 2001, do total glosado (R$4.615,20), a parcela de R$3.500,20, como a seguir discriminado: (...) Em relação a José Carlos Coelli, João Yates Afta e Oral X Odontologia S/C Ltda., cujas despesas foram glosadas porque se referem a filhos sob a guarda da mãe, argúi que a pensão alimentícia tem a finalidade de dar alimentação, roupa, estudo e outras despesas básicas do cotidiano, mas quando ocorrem despesas emergenciais imprevisíveis é necessário o socorro financeiro, mesmo que não esteja previsto na decisão judicial. Aduz que a dependência econômica do alimentando não se limita Fl. 271DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/06/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/06/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10920.003409/200653 Acórdão n.º 280102.490 S2TE01 Fl. 256 4 a quantia prédeterminada, que foi uma despesa necessária, paga pelo responsável de mantêlos, razão por que entende ser justa e legal a sua dedução. Alega, ainda, que a despesa do Hospital Dona Helena referese ao internamento da mãe para cesárea de seu filho Fábio Henrique Bicalho. Argumenta que pagou todas as despesas da mãe e do filho, ocorridas nesta ocasião e o hospital entregoulhe os recibos. Aduz que não concorda com a glosa da despesa com o CEMESP — Centro Médico Esp. Ltda., argumentando que teve que socorrerse do mesmo, para que não houvesse dúvida no futuro em relação aos demais irmãos, com partilha de herança, posto que seu filho não nasceu na constância da sociedade conjugal. Em relação ao anocalendário 2002, do total glosado (R$4.637,00), o contribuinte pleiteia que se restabeleça a dedução da parcela de R$2.853,97, relativa aos profissionais a seguir discriminados,à. vista dos documentos que anexa: (...) Encerra o impugnante, nos seguintes termos: "Assim, entendo que ainda faltam documentos para serem apresentados, talvez os consiga até a decisão desta P Instância; peço deferimento no que apresentei nesta oportunidade". A impugnação foi julgada procedente em parte, conforme Acórdão de fls. 234/239, para considerar o valor de R$ 16.584,00 a título de pensão alimentícia. Regularmente cientificado daquele acórdão em 13/01/2010 (AR, fl. 242), o interessado interpôs recurso voluntário de fls. 244/245, em 12/02/2010. Em sua defesa, pretende, em síntese, sejam consideradas as despesas médicas com os profissionais José Carlos CoeIli e João Yates Atta, referentes a tratamento dentário de seus filhos; e com o Hospital Dona Helena, relativamente aos gastos com o nascimento do filho Fábio Henrique Bicalho, ocorrido em 1° de abril de 2001. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O inconformismo do recorrente cingese às seguinte glosas de despesas médicas mantidas pela decisão recorrida: AnoCalendário 2001 Beneficiários: Fl. 272DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/06/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/06/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10920.003409/200653 Acórdão n.º 280102.490 S2TE01 Fl. 257 5 José Carlos CoeIli _ R$ 300,00 João Yates Atta _R$ 1060,00 Hospital Dona Helena R$ _1512,70 AnoCalendário 2002 Beneficiários: José Carlos CoeIli _R$ 873,97 João Yates Atta _R$ 1980,00 Em relação aos pagamentos efetuados aos profissionais José Carlos CoeIli e João Yates Atta, nos anoscalendários 2001 e 2002, não merece reparos a decisão recorrida, eis que se referem a tratamentos de alimentandos, que somente podem ser consideradas dedutíveis se deferidos judicialmente aos alimentandos, na forma do art. 78, § 5º, do Decreto nº 3.000/99. Na espécie, pelo que consta dos autos e conforme confirmado pelo interessado, ele não estaria obrigado a suportar as despesas médicas dos alimentandos. Portanto, resta manter a glosa das correspondentes despesas médicas. Melhor sorte não socorre o contribuinte no que diz respeitos aos pagamentos efetuados ao Hospital Dona Helena, no anocalendário de 2001, referentes a despesas como o nascimento de seu filho Fábio Henrique Bicalho, tendo em vista que a criança não foi considerada pelo Fisco como dependente do autuado, uma vez que o contribuinte não detinha a guarda judicial do filho. Assim, não sendo o filho nem a mãe desse filho dependentes do autuado, não há como acolher a dedução dessas despesas médicas. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 273DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 26/06/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/06/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A
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