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Numero do processo: 11080.010793/2003-08
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 11 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Thu Mar 11 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social -
Cofins
Período de apuração: 01/04/1997 a 31/03/2003
ISENÇÃO. SOCIEDADES CIVIS. IMPOSSIBILIDADE DE AFASTAR
APLICAÇÃO DE LEI. CONSTITUCIONALIDADE DO ART. 56
Válida a revogação do art, 6º, III, da Lei n° 07/70 que concedia isenção da COFINS às sociedades civis de prestação de serviços de profissões legalmente regulamentadas, pelo art. 56, e parágrafo único, da Lei nº 9.430/96, que estabeleceu a incidência da contribuição para a seguridade social com base na receita bruta da prestação de serviços a partir de abril de 1997.
COMPENSAÇÃO
Impossibilidade de homologar compensações ante a inexistência de créditos.
MULTA ISOLADA
Deve ser mantida a multa isolada quando o novo texto descrevendo em linguagem diversa a hipótese de incidência vem de abarcar os fatos que substanciam a conduta da contribuinte em seu procedimento de declarar compensações com créditos ilíquidos e incertos.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3803-000.329
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, quanto ao recurso voluntário contra a declaração de renúncia à instância administrativa pela concomitância de processos administrativo e judicial, negado provimento à unanimidade; quanto à aplicação isolada da multa de lançamento de oficio, dado provimento por maioria de votos, para cancelá-la integralmente. Vencido o Conselheiro Belchior Melo de Sousa (Relator). Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Hélcio Lafetá Reis.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
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ementa_s : Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/04/1997 a 31/03/2003 ISENÇÃO. SOCIEDADES CIVIS. IMPOSSIBILIDADE DE AFASTAR APLICAÇÃO DE LEI. CONSTITUCIONALIDADE DO ART. 56 Válida a revogação do art, 6º, III, da Lei n° 07/70 que concedia isenção da COFINS às sociedades civis de prestação de serviços de profissões legalmente regulamentadas, pelo art. 56, e parágrafo único, da Lei nº 9.430/96, que estabeleceu a incidência da contribuição para a seguridade social com base na receita bruta da prestação de serviços a partir de abril de 1997. COMPENSAÇÃO Impossibilidade de homologar compensações ante a inexistência de créditos. MULTA ISOLADA Deve ser mantida a multa isolada quando o novo texto descrevendo em linguagem diversa a hipótese de incidência vem de abarcar os fatos que substanciam a conduta da contribuinte em seu procedimento de declarar compensações com créditos ilíquidos e incertos. Recurso Voluntário Provido.
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SOCIEDADES CIVIS. IMPOSSII3ILIDADE DE AFASTAI APLICAÇÃO DE LEI. CONSTffUCIONALIDADE DO ART. 56 Válida a revogação do art, 60, III, da Lei n° 07/70 que concedia isenção da COFINS às sociedades civis de prestação de serviços de profissões legalmente regulamentadas, pelo art. 56, e parágrafo único, da Lei n" 9.430/96, que estabeleceu a incidência da contribuição para a seguridade social com base na receita bruta da prestação de serviços a partir de abril de 1997. COMPENSAÇÃO Impossibilidade de homologar compensações ante a inexistência de eréditos MUI TA ISOLADA Deve ser mantida a multa isolada quando o novo texto descrevendo em linguagem diversa a hipótese de incidência vem de abarcar os fatos que substanciam a conduta da contribuinte em seu procedimento de declarar compensações com créditos ilíquidos e incertos Recurso Voluntário Provido.. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiada por unanimidade de votos, quanto ao recurso voluntário contra a declaração de renúncia à instância administrativa pela concomitância de processos administrativo e judicial, negado provimento à unanimidade; quanto à aplicação isolada da multa de lançamento de oficio, dado provimento por maioria de votos, para cancelá-la integralmente.. Vencido o Conselheiro Belchior Melo de Sousa (Relator). Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro lIélcio Lafetá Reis. (-N\ Alela dre Kern - Presidente _ 13elch10 Nielo--deSousa)- Relator Participa .arn, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Henrique Martins de Lima Belchior Melo de Sousa (Relator), Daniel Maurício Fedato, Lafetá Reis e Rangel Perucci Relatório • Frata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de IV 10.640, de 23 de novembro de 2006, da DRI/Porto Alegre-RS, lis, 324 a 329, que indeferiu o pedido de restituição e não homologou as compensações, em face da manifestação de inconformidade apresentada pela impugnante, lls, 236 a 263. A contribuinte protocola pedido de restituição em formulário, anexa petição em que explica a razão de ser da apresentação do pedido de restituição) nesta fbrina, posto ter que transmitir eletronicamente um pedido para cada DARF de pagamento da COF1NS que considera indevido, e transmite declarações de compensação indicando este processo administrativo como a origem do seu crédito. A DRF/Porto Alegre indeferiu a restituição pleiteada e não homologou as compensações, sob o fundamento de inexistência do trânsito em julgado da decisão no processo judicial, com fulcro no art., 170-A do el'N. Posteriormente, meses após, impetrou o Mandado de Segurança n" 2003.71,00.076236-7, questionando a revogação da isenção concedida as sociedades civis pela Lei Complementar n" 70/91, pela Lei n" 9.430/96, por ser lei ordinária. Mesmo com a falta de provimento de sua petição na primeira instância, a contribuinte continuou efetuando compensações mediante transmissão de DComps eletrônicas. Contra a contribuinte foi lavrado auto de infração para constituição da multa isolada, com base no art, 18 da Lei IV 10.833/2003, por ter efetuado compensação indevida vedada por expressa disposição legal, esta o art. 170-A, que exige o trânsito em julgado da decisão) judicial que reconhece o direito ao crédito. Inconformada, contesta perante a DR.1 a falta de análise do mérito do seu pedido, e argumenta que este não está vinculado à ação judicial, sendo distintos os objetos de que tratam a ação judicial e o processo administrativo. Argui que na via judicial discute a inexigibilidade do adimplemento de prestação pecuniária decorrente de obrigação tributária relativa à COFINS e no processo administrativo pretende que se analise a revogação da isenção) desta contribuição pelo art. 56 da Lei n° 9.430/96, sustentando a sua impossibilidade por desrespeito ao princípio da hierarquia das leis Defende, ainda, o prazo de 10 anos de prazo para pleitear restituição/compensação como prazo prescricional para o exercício do seu direito e a ilegalidade do art. 3" da Lei Complementar n" 1,18/2005 2 Processo n° 11080 010793/2003-08 53-1 E03 Acórdão n '" 3803-00.329 I'l 788 Cientificada da decisão em 08 de janeiro de 2007, irresignada, apresentou recurso voluntário) em 31 de janeiro de 2007 em que maneja os mesmos argumentos trazidos na impugnação, acima aduzidos. É o relatório. Voto Vencido .Conselheiro Belchior Melo d.e Sousa, Relator O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. A decisão da DR.' deve ser mantida, pelo seus próprios fundamentos. Nela defendeu-se a validade da norma contida no art. 56, da Lei IV 9„430/96 e a impossibilidade de se afastar a sua -aplicação sob o argumento de ineficácia da lei revogadora, por ferir a hierarquia das leis„ Julgar a validade de leis sob argumento de base constitucional é defeso também a este Conselho, nos termos do que rege o art. 62, parágrafo único, 1, do Regimento Interno.. Por outro lado, o anseio da recorrente não se pode sustentar ao amparo da Súmula 276 do ST1, por ela evocada, segundo a qual -as sociedades civis de serviços profissionais são isentas de COFINS, irrelevante o regime tributário", uma vez que: a) não (leve ser discutida neste processo a questão do regime tributário para ditas sociedades, preconizado pela Lei n" 8..541/92, eis os períodos geradores do crédito não se referem a períodos anteriores a abril de 1997, data do início da incidência da norma do art.. 56 da Lei n" 9..430/96; b) a matéria, objeto desta lide, já foi submetida ao STF, e teve julgamento em decisão plenária de 17 de setembro de 2008, que "...por maioria, desproveu O recurso nos termos do voto do relator... ". nos recursos extraordinários 377.457 e 381..964, ementado e decidido como abaixo destaco: Assunto DIREITO TRIBUTÁRIO LIMITAÇÕES AO PODER DE TRIBUTAR ISENÇÃO. usTRIBuTOEs CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS COFIAIS, . . "O Tribunal, por maioria, desproveu o recurso, nos lermos do . voto do Relator, vencidos os Senhores Ministros Eros Grau e Marco Aurélio.. Não participou da votação o Senhor Ministro nkMenezes Direito por suceder ao Senhor Ministro ,S'epúlveda Pertence, que proferira voto anteriormente. Em seguida, o .- ,,\\\ Tribunal, tendo em vista o disposto no artigo 27 da Lei n „ () 9 868/99, rejeitou pedido de modulação de tfeilo„s, vencidos ( s , ' ,,,/ 3 /' ...., Senhores Ministros Mene2es Direito, Lros Grau, Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Carlos Britto. Por fim, o Tribunal, nos ter Tno.s. do Voto do Relator, Ministro Gilmar Mendes (Pre.sidente), acolheu questão de ordem suscitada por Sua Excelência para permitir a aplicação do artigo 543-8 do Código de Processo Civil, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio Não participou da votação na questão de ordem o ,S"crihor Ministro Joaquim Barbosa, por ter-.se ausentado momentaneamente. Ausente, justilicadamente, a Senhora Ministra Ellen Gmeic Plenário, 17.09.2008. Registre-se excertos de votos no RE 377.457 que sedimentam a posição majoritária daquela Corte sobre a situação especifica do direto interesse do presente julgamento: "Lei Complementar n" 70/91 tem natureza de lei ordinária para as fins específicos da fixação da isenção e, portanto, poderia ter .sido revogaria, como o tiú, pelo art. 56, da Lei ti" 9.430/96 ." (voto Min Carmen Lúcia) [grifirs acrescidos] "A. rigor, como .se .sabe e a doutrina tem assentado iNNO de forma majoritária - , não há hierarquia entre lei complementar e lei ordinária, mas apenas âmbitos materiais de atuação distintos. Uma lei complementar- invadiu, como é o caso .sob exame, o litnbito de competência material da lei ordinária, não Imã que Ne falar em quebra de hierarquia das leis, como se .sustenta no RE sob exame." (voto do Min. Ricardo Lewandowsh). acrescidos] Desse modo, a decisão plenária supracitada pacifica a controvérsia quanto à constitucionalidade do art. 56 da -Lei n° 9.430/96, e consolida a baliza pela qual este Conselho já pautava seus julgamentos quanto a não afastar a aplicação deste dispositivo legal.. A recorrente refuta a existência de concomitância desta matéria por ela argüida desde o pedido administrativo, e também manejada no pedido judicial.. Não obstante tenha apresentado o pedido administrativo meses antes da ação judicial, e ainda que continuasse a declarar compensações ante a negativa de provimento judicial na ação que -moveu, sendo as partes as mesmas em ambos as vias, idêntica a causa de pedir e a pretensão que ao final almeja em ambas, considero que o objeto em. lide, em ambos, é o mesmo, não importando quaisquer diferenças de linguagem ou abordagem. Prejudicadas as demais matérias pertinentes ao direito subjetivo à compensação a. atualização monetária dos créditos, Quanto ao lançamento da multa isolada., primeiramente, temos que foi objeto de processo autônomo que recebeu o nítmero 11080..007143/2005-39, e que, posteriormente, foi apensado ao presente. O lançamento funda-se taticamente sobre as diferenças apuradas decorrentes da compensação indevida, por expressa vedação legal fundada em crédito decorrente de decisão judicial não transitada em julgado, conforme assenta o Termo de Constatação Fiscal, lis, 15 a 20, ela tem fundamento no art.. -18 da Lei n" 10.833/2003. Esta disposição legal sofreu diversas alterações modificando as hipóteses de fato em que deve incidir a referida multa, Roje, o texto da norma é veiculado pela Medida 7: • pk.Provisória n° 472, de 15 de dezernbr 0 de 2009, que assim preceitua: 4 \ , Processo n" 11020.010793/2003-02 S3-1 E03 Acórdão n." 3803-00.329 11 789 "Art 18 O lançamento de oficio de que trata o art. 90 da Medida Provisória no 2..158-.35, de 24 de agosto de 2001, limitar-se-á à imposição de multa isolada em razão de não- homologação da compensação quando não confirmada a legitimidade ou suficiência do crédito informado ou quando se comprove falsidade da declaração apresentada pelo sujeito passivo. Não obstante ter a contribuinte apresentado pedido de restituição antes • mesmo de ingressar com a ação judicia!, e mesmo tendo transmitido declarações de compensação -posteriormente à negação de provimento ao seu pleito judicial, pretendendo denotar a independência do pedido administrativo (laqueroutro, o fato é que o auto de infração foi. lavrado com base no art. 170-A do CTN, em vista da concomitância, e é sob essa premissa que ora deve ser analisado o enquadramento deste fato imponivel (compensação indevida por expressa. disposição legal) à nova, hipótese de incidência veiculada pelo texto alterador, citado, No texto temos três hipóteses, e são elas relativas: a)ao caráter de legitimidade do crédito; b)ao estado de suficiência do crédito; e) à natureza da ação de declarar falsamente, praticada pela contribuinte.. No auto de infração foi considerado que o crédito está fUndado numa ação .judicial. Deste fundamento decorrem duas situações: a) essa ação sequer existia ao tempo do pedido administrativo e da transmissão de parte das declarações de compensação; b) posteriormente, há transmissão de DComps mesmo na constância de desprovimento do seu pedido judicial. Logo, em ambas as situações não se há de filar em flsidade da declaração do contribuinte, pois - à parte os efeitos da sua iniciativa de promover ação judicial (a partir da concomitância deduzida pela Administração) - na sua perspectiva buscava provimentos diferentes em suas proposições nas vias administrativa e judicial.. E em ambas havia substrato Tático a amparar sua persecu.ção. A novidade da matéria da nova redação do artigo 18, sob análise, dado, inclusive, seus antecedentes de constantes modificações, e, sobretudo, sua dicção não objetiva requer que se faça uma breve digressão, para que não se proceda. a uma aplicação açodada do Direito. Tal redação acresceu à hipótese anterior (falsidade da declaração) as que abordo a seguir. Nessas, enxergo que o texto veiculou dois conceitos abertos, a permitir unia carga de subjetividade tanto na sua delimitação como na análise para enquadramento do fato na hipótese legal. Quanto à insuficiência do crédito, vejo que este conceito é conformado exclusivamente sobre uma situação de fato na operação conduzida pela contribuinte. Mesmo assim, sinto-o carregado de uma abrangência injustificável, pois um mero erro de cálculo na atualização do crédito ou o débito, pela contribuinte, fará incidir a multa. de oficio, por in.strficiência gerada. E a inconveniência dessa ação fiscal, com a necessária expedição de -MPF-F, na hipótese de pequenas insuficiências, No caso presente, subjaz ao crédito uma situação jurídica no veio da qual o próprio direito ao crédito é discutido.. Portanto, não se há de talar também de insuficiência de crédito.. Quanto ao conceito de legitimidade do crédito, ainda mais complexo; pois é de uma abertura tal que, numa leitura apressada, pode ser aplicado a toda e qualquer situação em que a compensação não for homologada.. É praticamente impossível dizer que compensação será legítima diante de uma não homologação. Qual Delegacia da Receita Federal que não homologue compensação Iara qualquer juízo de valor sobre a legitimidade da compensação negada para deixar de efetuar 'lançamento de multa isolada, agora sob a égide da MP n" 472, de 15 de dezembro de 2009? Creio que nenhuma correrá este risco. É de se notar, ademais, com o uso deste termo, que ele abrange os demais conceitos veiculados por esta norma alteradora da redação do artigo 18 relCrido, porque qual insuficiência de crédito não maculará como ilegítima a compensação? Sobretudo, quando toda. e qualquer insufaciência, sem exceção, deverá ser objeto desse lançamento!? E qual declaração falsa do contribuinte também não dará à compensação essa nódoa? Desse modo, vejo que bastava o texto dizer que toda compensação não -homologada deve carrear consigo lançamento de multa isolada. Nesse prisma de análise, o texto original, a seguir, é de superioridade mareante cm relação ao atual: "Art. 18. O lançamento de oficio de que trata o art. 90 da Medida Provisória no 2.158-35, de 24 de agosto de 2001„ limitar-se-á à imposição de multa isolada sobre as diferenças apuradas decorrentes de compensação indevida e aplicar-se-á unicamente nas hipóteses de o crédito ou o débito não ser passível de compensação por expressa disposição legai, de o crédito ser de natureza não tributária, ou em que ficar caracterizada a prática das infrações previstas nos arts. 71 a 73 da Lei no 4.502, de 30 de novembro de 1964. "(gritos acrescidos) Na mesma linha do raciocínio acima expendido, qual crédito não passível de compensação que será legitimo? Nenhum. Qual o de natureza não tributária que o será? Também nenhum.. E qual crédito que exsurja dos crimes elencados também o será? De novo, nenhum. Logo, o termo abrange todas as situações originariamente criadas .para a instituição da multa isolada. Objetividade houve na primeira modificação, de igual modo, ofertada pela Lei n" .11 .051, de 2004. Nesta, .Observe-se que a incidência ficou restrita a condutas que -ferissem de forma criminosa a ordem tributária: "Art.. 18. O lançamento de ofício de que traia o art. 90 da Medida Provisória n" 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, limitar-se-á à imposição de multa isolada em razão da não- homologação de compensação declarada pelo sujeito passivo nas hipóteses C171 que ficar caracterizada a prática das infrações previstas nos arts. 71 a 73 da Lei n" 4.502, de 30 de novembro de 1964." (gritos acrescidos) _ .• 6 Processo n" 11080 010793/200-08 S3-1-E03 Acórdão n.' 3803-00329 1,1. 790 Ainda sem perder a. objetividade, a redação dada pela Lei n" 11,488, de 2007, a seguir transcrita, Nesta, note-se que se ampliou a abrangência da aplicação da citada multa. Mesmo assim fazendo, está implícito, pela necessidade de comprovação da. falsidade da declaração do contribuinte, que a aplicação da penalidade decorre da imputação de uma responsabilidade subjetiva ao contribuinte. Sim, porque não se pode dizer que comprovar falsidade, aqui, conota o mesmo que constatar divergência em informações: "Art. 18.. O lançamento de oficio de que trata o art. 90 da Medida Provisória no 2..158-35, de 24 de agosto de 2001, limitar-se-á à imposição de multa isolada em razão de não- homologação da compensação quando se comprove • lsidade da declaração apre.sentada pelo sujeito passivo." (grilos acrescidos) Inobstante a infelicidade do texto, que denota a involução gradativa do itinerário da Administração Tributária, saindo de penalizar com a multa de oficio isolada. apenas condutas criminosas pala abarcar uni leque cada vez maior de comportamentos do contribuinte que resultem em não-homologação de suas compensações, cabe ainda perquirir o sentido do termo "não confirmada a legitimidade do crédito", à luz das disposições legais que davam cobertura à conduta do contribuinte no momento em que efetuou o pedido de restituição cumulado com as declarações de compensação. Levando em conta que a regência do seu procedimento está n.o art.. 74 da Lei n" 9.430/96, que reza que "O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os .judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utiliza-10 na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele órgão. " (grifos acrescidos), esta contribuinte não apurou crédito algum, pois o seu pedido de restituição não estava fundado em crédito liquido e certo, mas ria discussão de um direito ao crédito, seja na via administrativa ou na judicial. Assim, quer entenda a contribuinte que o seu pedido estava baseado em pedido administrativo e não vinculado à ação . judicial, ou quer se entenda • como .o fizeram os órgãos de origem e o julgador de primeira instância ter havido a concomitância, com o uso do crédito sem provimento judicial transitado ern julgado, procedimento expressamente vedado, estes fatos subssurnem-se à nova tipologia da infração consubstanciada na expressão "não confirmada a legitimidade do crédito", a impor que se mantenha a multa isolada lançada.. Por todo o exposto, voto por negar provimento ao recurso„ - 13elchi ri- Melo ite-Sbusr----- '- Voto Vencedor Conselheiro Hélcio Lafetá Reis, Redator Designado „ A autoridade fiscal procedera ao lançamento dkinülta isolada com base na. norma legal impositiva vigente à época, qual seja, o art. 18 da Lei n° 10.833/2003, em face da 7 compensação indevida procedida pelo contribuinte, tendo em vista que o suposto crédito se teferiria a matéria objeto de decisão judicial não transitada em julgado, em afronta ao art. 170- A do CTN. Assim dispunha o art, 18 da Lei IV 10.8.33/2003: At t 18 O lançamento de oficio de que truta o art 90 da Medida Provisória no 2 158-35, de 24 de agosto de 2001, limitar-se-á à imposição de multa isolada sobre as diferenças apuradas decorrentes de compensação indevida e aplicar-se-á unicamente nas hipóteses de o crédito Ou o débito não ser passível de compensação poi expressa disposição legal, de O crédito ser de natureza não tributária, ou em que ficar caracterizada a prática das infrações previstas nos arts. 71 a 73 da Lei no 4.502, de 30 de novembro de 1964 Contudo, tal dispositivo veio a sofrer alteração, restringindo-se, ainda mais, as hipóteses de aplicação da multa isolada, nos seguintes termos: ./1[/.. 18. O lançamento de ofício de que trata o ai t. 90 da Medida Provisória n 2 158-35, de 24 de agosto de 2001, limitar-se-á à imposição de multa isolada em razão da não-homologação de compensação declarada pelo sujeito passivo nas hipóteses em que fiem caracterizada a prática das infrações previstas nos um. 71 a 73 da Lei n" 4.502, de 30 de novembro de 1964. (Redação dada pela Lei n" 1L051, de 2004) (Vide Medida Provisória n" 351, de 20072 Posteriormente, tal dispositivo veio a sofrer sucessivas alterações, conlórme se depreende das transcrições a seguir: Art. 18 O lançamento de ofício de que trata o art. 90 da Medida Provisória 2 158-35, de 24 de agosto de 2001, limitar-se-á à imposição de multa isolada em razão de não-homologação da compensação quando se comprove falsidade da declaração apresentada pelo sujeito passivo (Redação dada pela Lei 1L488, de 20071 At t. 18 O lançamento de oficio de que trata o art 90 da Medida Provisória n'' 2 158-35, de 24 de agosto de 2001, limitar-se-á à imposição de multa isolada em razão de não-homologação da compensação quando não confirmada a legitimidade ou suficiência do crálito informado ou quando se comptove falsidade da declaração apresentada pelo sujeito passivo. • (Redação dada pela Medida Provisória n" 472, de 20092 Conforme acima demonstrado, com a edição da Lei n" 11.051/2004, a multa isolada passou a ser exigível somente nos casos em que se configurassem quaisquer das infrações previstas rios arts, 71 a 73 da Lei n° 4,502/1964 (sonegação, fraude ou conluio), encontrando-se, portanto, a partir daí, excluída a hipótese legal que embasara o lançamento de ofício da penalidade. Ressalte-se que as alterações posteriores do citado art. 18, ainda que, em tese, possam ser consideradas restauradoras da hipótese de infração original, não influem no presente julgamento, em face da impossibilidade de retroação de penalidade mais gravosa, cujo comando) passa a ser aplicável somente após a vigência do respectivo texto legal. , 8 Processo ti" 11080 010793/2003-08 S3-1E03 Acórdão n 3803-00;329 11 791 Portanto, em face da alteração legislativa superveniente que alterou a aplicação da multa de oficio, não abrangendo aquela objeto do auto de infração, e tendo em vista o principio da retroatividade benigna previsto no art. 106, II, "e", do Código Tributário Nacional (CTN), a multa de ofício inserida no total do crédito tributário deve ser exonerada pela aplicação retroativa do art„ 18 da Lei IV 10.833/2003, COm redação dada pela Lei n° 11 051/2004.. _ É como voto, IT 1 f1cio La fetá Reis
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Numero do processo: 13826.000103/2004-40
Data da sessão: Thu Mar 11 00:00:00 UTC 2010
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 08/04/1994 a 29/03/1999
INDÉBITO FISCAL. DECADÊNCIA.
A decadência do direito de se pleitear restituição e/ou compensação de indébito fiscal ocorre em cinco anos, contados da data de extinção do crédito tributário pelo pagamento.
INCONSTITUCIONALIDADE, ARGÜIÇÃO,
A autoridade administrativa é incompetente para apreciar argüição de inconstitucionalidade de lei.
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA
SEGURIDADE SOCIAL - COFINS.
Período de apuração: 01/04/1997 a 31/01/2004
SOCIEDADE CIVIL. PROFISSÃO. LEGALMENTE
REGULAMENTADA. ISENÇÃO.
A isenção de que gozava as sociedades civis de prestação de serviços de profissão, legalmente regulamentada, em relação à Cofins, cessou em 31 de março de 1997.
A partir de 10 de abril de 1997, por força de dispositivo legal, aquelas sociedades passaram a serem tributadas com base no faturamento mensal.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.333
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento. Os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis e Rangel Perruci Fiorin, votaram pelas conclusões do Relator.
Matéria: Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
Nome do relator: DANIEL MAURÍCIO FEDATO
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A decadência do direito de se pleitear restituição e/ou compensação de indébito fiscal ocorre em cinco anos, contados da data de extinção do crédito tributário pelo pagamento, INCONSTITUCIONALIDADE, ARGÜIÇÃO, A autoridade administrativa é incompetente para apreciar argüição de inconstitucionalidade de lei. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS. Período de apuração: 01/04/1997 a 31/01/2004 SOCIEDADE CIVIL. PROFISSÃO, LEGALMENTE REGULAMENTADA. ISENÇÃO. A isenção de que gozava as sociedades civis de prestação de serviços de profissão, legalmente regulamentada, em relação à Cofins, cessou em 31 de março de 1997. A partir de 10 de abril de 1997, por força de dispositivo legal, aquelas sociedades passaram a serem tributadas com base no faturarnento mensal Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento. Os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis e Rangel Permeei Fiorin, votaram pelas conclusões do Relatar. '-v(Ar-' re Kern - Presidente C S Daniel Maurício Fedato - Relatar Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Henrique Martins de Lima, Belchior Melo de Sousa, Daniel Maurício Fedato, Héleio Lafetá Reis e Rangel Permeei Florim Relatório Trata o presente recurso voluntário, contra decisão proferida pela 1' Turma da DM de Ribeirão Preto/SP, que indeferiu pleito do Contribuinte. A questão deu-se início com pedido (fl. 01) e protocolado em 30.03.2004, solicitando restituição de crédito que alega ter no montante de R$ 53.214,98, referente aos recolhimentos que entende ter efetuado indevidamente a partir de 08 de abril de 1994 a 13 de fevereiro de 2004, da COFINS, incidente sobre os fatos geradores dos meses de março de 1994 a janeiro de 2004. Em 06 de julho de 2004, a Delegacia da Receita Federal de Marília/SP não reconheceu o pedido de restituição de crédito formulado pela Interessada, fundamentada na inexistência do respectivo direito creditório, por não se beneficiar da isenção pretendida, pelas seguintes alegações: a) preliminarmente, na data de protocolo do presente pedido, o direito de a interessada repetir os valores referentes aos recolhimentos efetuados até 30/03/1999 encontrava-se decaído, nos termos do Código Tributário Nacional (CTN), arts, 165, 1, e 168, II, c/c o Ato Declarató rio SRF n°96, de 1999; e, b) no mérito, para os pagamentos efetuados a partir daquela data, a isenção da Cofins, para as sociedades civis de profissão regulamentada, prevista na Lei Complementar n" 70, de 1991, art. 6", 11, estava condicionada à adoção pela respectiva sociedade do regime de tributação previsto no Decreto-Lei n" 2,397, de 1987, art. 1" No presente caso, como a interessada não adotou aquele regime de tributação, optando pela tributação com base no lucro presumido, não faz jus à isenção prevista naquela lei complementar para o período, objeto deste pedido de restituição." Não satisfeita com a decisão, apresentou defesa a DRJ de Ribeirão Preto/SP, sob o fundamento de que tomou conhecimento do indeferimento de seu pedido sob a seguinte alegação, conforme bem descreveu a DRJ: a) na data de protocolo do seu pedido, o seu direito à repetição dos recolhimentos efetuados até 30/03/1999 encontrava-se decaído, nos termos do CTN, arts 165, 1, e 168, 1; e, b) os pagamentos efetuados a partir daquela data foram alvo de apreciação, porém, com base no Decreto n°2.397, de 1987, na Lei n° 8_383, de 1991, art. 71, na IN SRF n°21, de 1992, art, 33, e no Parecer Cosit n° 3, de 1994, 2 Processo n° 13826000103/2004-40 S3-1E03 Acórdão n°3803-00333 Fl. .315 Observando também o equívoco da Receita Federal, onde a LC if 70, de 1991, que instituiu a Cofins, isentou, em seu art, 6', 11, as sociedades civis de que trata o art. 1 do Decreto ri° 2397, de 1987, do pagamento dessa contribuição. Ocorre que a Lei n° 9.430, de 1996, lei ordinária, revogou esse direito que fora concedido por lei complementar. Assim, considerando que uma lei ordinária não pode alterar uma lei complementar por ser hierarquicamente inferior, tem direito à restituição dos valores recolhidos a título de Cofins no período entre abril de 1994 e janeiro de 2004. E quanto aos pagamentos atingidos pela decadência, segundo seu entendimento, o prazo quinquenal, para se repetir indébitos referentes a tributos sujeitos a lançamento por homologação, como a Cofins, deve ser contado a partir da data da homologação expressa e/ou tácita do pagamento efetuado sob condição resolutória, quando então ocorre a extinção do crédito tributário. Não ocorrendo a homologação expressa, a tácita ocorre depois de 05 (cinco) anos, contados da data do respectivo fato gerador, conforme estabelece o CTN, art. 150, § 4'. No presente caso, como a homologação foi tácita, a extinção se deu depois de decorridos 05 (cinco) anos do respectivo fato gerador, quando, então, se iniciou a contagem do prazo decadencial, resultando prazo total de dez anos para se repetir os respectivos indébitos, ou seja, 05 (cincos) anos para a extinção tácita e mais 05 (cinco) para a decadência do seu direito. Expendeu, ainda, às fis. 252/260, extenso arrazoado sobre: a prescrição prevista no CTN, art. 168; contagem do quinquênio para extinção de crédito tributário sujeito a lançamento por homologação; o direito de compensar administrativamente; e como nasce o direito de compensar, concluindo, ao final, que seu direito material não se extinguiu pelo tempo, e que, para o período de abril de 1997 a janeiro de 2001, gozava de isenção da Cofins, devendo o seu recurso ser conhecido e provido, permitindo a repetição dos valores recolhidos indevidamente a título dessa contribuição, A DIU não reconheceu estas considerações, negando o pleito pelas seguintes razões, Ementa da decisão: "Período de apuração: 08/04/1994 a 29/03/1999 INDÉBITO FISCAL, DECADÊNCIA, A decadência do direito de se pleitear restituição e/ou compensação de indébito fiscal ocorre em cinco anos, contados da data de extinção do crédito tributário pelo pagamento, INCONSTITUCIONALIDADE. ARGÜIÇÃO, A autoridade administrativa é incompetente para apreciai' argüição de inconstitucionalidade de lei, ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL — COFINS. Período de apuração: 01/04/1997 a 31/01/2004 3 SOCIEDADE CIVIL. PROFISSÃO. LEGALMENTE REGULAMENTADA. ISENÇÃO. A isenção de que gozava as sociedades civis de prestação de serviços de profissão, legalmente regulamentada, em relação à Cofins, cessou em 31 de março de 1997. A partir de 10 de abril de 1997, por força de dispositivo legal, aquelas sociedades passaram a serem tributadas com base no faturamento mensal. Solicitação Indeferida." Inconformada, renova seus motivos (fls. 278/303) a este Conselho de Contribuintes É o Relatório. Voto Conselheiro Daniel Maurício Fedato, Relatar O recurso voluntário é tempestivo e atende às demais exigências legais, razão pela qual dele conheço. Conforme relatório demonstra os valores referem-se a recolhimentos mensais a partir de 08 de abril de 1994 a 13 de fevereiro de 2004, verificando então a data de protocolo do pedido se já estava ou não decaído, para repetir todos os valores reclamados, A este respeito evoco o art. 165, I e 168, I do CTN: "Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4 0 do artigo 162, nos seguintes casos: - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do .fato gerador efetivamente ocorrido; Art. 168. O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos. contados: 1 - nas hipóteses dos incisos I e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário;" E se tratando de lançamento por homologação, como no caso da contribuição pata a CUPINS a extinção do crédito tributário, por previsão expressa do CTN ocorre quando do pagamento, e não em outro momento, 4 Processo n° 13526.000103/2004-40 S3-TE03 Acórdão n ° 3803-00333 Fl . 316 "Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. sç 1" O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. Art. 156. Extinguem o crédito tributário VII - o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto no artigo 150 e seus parágrafos 1 e 4;" E o art. 3 0 da Lei Complementar n° 118 de 09,02.2005, dissipa qualquer dúvida a respeito da data de extinção do crédito tributário sujeito a lançamento por homologação. "Art. 3 0 Para efeito de interpretação do inciso I do art. 168 do CTN, a extinção da crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o ,sç I" do art. 150 da referida Lei", Ora, se o pedido foi protocolado na data de .30 de março de 2004, o direito encontrava-se decaído naquela data. Restaria então conforme citou a DR.I, verificar a certeza e liquidez dos valores recolhidos após aquela data, ou seja, de 09 de abril de 1999 a 13 de fevereiro de 2004. Contudo, conforme demonstraremos a seguir, tanto os valores atingidos pela decadência quanto os demais, ao contrário do entendimento da interessada, são devidos por ela e não constituem indébitos tributários. Basicamente o mérito cinge-se na sujeição ou não das sociedades civis de prestação de serviços de profissão regulamentada ao pagamento da COFINS. Neste sentido, a LC n° 70/91 que instituiu a COFINS havia isentado aquelas sociedades dessa contribuição. No que tange ao período de competência abril de 1994 a março de 1997, a isenção, conforme se depreende dos dispositivos já transcritos, estava condicionada à adoção pela sociedade civil do regime de tributação dos seus lucros nas pessoas fisicas dos sócios. Em face do regime tributação de IR diferenciado das demais sociedades, aplicado às sociedades civis enquadradas no Decreto-Lei n° 2397 de 1987: "Os rendimentos das sociedades civis são de natureza eminentemente pessoal, pertencentes e indissociáveis dos sócios, o lucro apurado será integralmente submetido à 5 tributação nas pessoas físicas dos sócios, de acordo com a participação societária de cada um, independentemente de ocorrer distribuição efetiva ou não. Não haverá tributação na pessoa jurídica ", Ou seja, aquelas cujo lucro é tributado integralmente nas pessoas fisicas dos sócios, conclui-se que a LC n° 70/91 isentou as sociedades civis da contribuição social, por não se caracterizarem pessoas jurídicas para fins da Legislação. O art. 150, II da CF estabelece limitações do poder de tributar, determinando o que é vedado: "Instituir tratamento desigual entre contribuintes que encontrem em situação equivalente, proibida qualquer distinção em razão da ocupação profissional ou .função por eles exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos," Deste modo, se a sociedade civil que optar um dos regimes de tributação de que trata a Lei n° 8.541, de 1992, art. 20, lucro real ou presumido, abdicando-se do regime de tributação previsto no Decreto-Lei na 2397/87, art. 1°, deve ser enquadrada como contribuinte do imposto de renda das pessoas jurídicas e, conforme definição dada pela LC n° 70, de 1991, art. 1 °, está sujeita à contribuição para o programa de Financiamento da Seguridade Social. Por sua vez, a decadência referente na data de protocolo deste pedido, o direito de a interessada repetir os valores decorrentes de recolhimentos efetuados para esse período de competência (maio/1994 a março/1997) já havia decaído. E para o período de competência de abril de 1997 a janeiro de 2004, a isenção prevista na LC n' 70, de 1991, art, 6°, 11, foi revogada por meio da Lei n° 9,430, de 27 de dezembro de 1996, editada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Presidente da República, que assim dispõe quanto àquelas sociedades e a sujeição delas à COFINS, conforme: "Art. 55. As sociedades civis de prestação de serviços profissionais relativos ao exercício de profissão legalmente regulamentada de que trata o art I" do Decreto-Lei n" 2.397, de 21 de dezembro de 1987 passam, em relação aos resultados auferidos a partir de r de janeiro de 1997, a ser tributadas pelo imposto de renda de conformidade com as normas aplicáveis às demais pessoas jurídicas "Art. 56. As sociedades civis de prestação de serviços de profissão legalmente regulamentada passam a contribuir para a seguridade social com base na receita bruta da prestação de serviços, observadas as normas da Lei Complementar n° 70, de 30 de dezembro de 1991. Parágrafo único. Para efeito da incidência da contribuição de que trata este artigo, serão consideradas as receitas auferidas a partir do mês de abril de 1997. Art. 88, Revogam-se: 6 Processo n° 13826 000103/2004-40 83-TE03 Acórdão n° 3803-00.333 Fl. 317 dlaY - OS Ws. 1" e 2 0 do Decreto-Lei n° 2.397, de 21 de dezembro de 1987 Entende-se então que, a partir de 1° de abril de 1997, as sociedades civis de prestação de serviços profissionais relativos ao exercício de profissão legalmente regulamentada estão sujeitas á Cofins, nos termos da legislação tributária referente a essa contribuição. Independentemente do regime tributário adotado. Diante destas considerações, conclui-se que: a) os valores apurados a título de Cofins e recolhidos mensalmente pela interessada, nos termos da legislação tributária então vigente, sobre os fatos geradores ocorridos nos meses de competência de abril de 1997 a janeiro de 2004, não constituem indébitos tributários, conforme seu entendimento. b) quanto á suscitada inconstitucionalidade da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, sob a alegação de violação ao princípio constitucional de hierarquia das leis (CF/1988, art, 146, II, "b"), a instância administrativa não possui competência legal para se manifestar sobre questões em que se presume a colisão da legislação de regência e a Constituição Federal, atribuição reservada, no direito pátrio, ao Poder Judiciário (Constituição Federal, art. 102, I, "a" e III, "b", art, 103, § 2'; e Emenda Constitucional n° 3, de 18/03/1993; CPC, arts, 480 a 482; RISTI, arts. 199 e 200). c) a mais abalizada doutrina escreve que toda atividade da Administração Pública passa-se na esfera infralegal e que as normas jurídicas, quando emanadas do órgão legiferante competente, gozam de uma presunção de constitucionalidade, bastando sua mera existência para inferir a sua validade, d) vale dizer que, inovado o sistema jurídico com urna norma emanada do órgão competente, ela passa a pertencer ao sistema, cabendo á autoridade administrativa tão-somente velar pelo seu fiel cumprimento até que seja expungida do mundo jurídico por uma outra superveniente ou por resolução do Senado Federal da República, publicada posteriormente á declaração de sua inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal. e) como, no caso concreto, essas hipóteses não ocorreram, a norma inquinada de inconstitucional pela impugnante continua válida. Não sendo lícito á autoridade administrativa abster-se de cumpri-la e nem declarar sua inconstitucionalidade, com arrimo na Súmula n° 02 do CARF. Sob este figurino e considerando irretocável todo o entendimento da DRJ, nego provimento ao recurso, Daniel Maurício Fedato 7
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Numero do processo: 13053.000125/2005-89
Data da sessão: Wed May 19 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA
SEGURIDADE SOCIAL - COFINS
Período de apuração: 01/07/2004 a 30/09/2004
REGIMEDANÃO-CUMULATIVIDADE CRÉDITOS PRESUMIDOS.
UTILIZAÇÃO
Os créditos presumidos calculados pelas empresas agroindustriais, pela aquisição, de pessoas físicas, de produtos de origem animal, somente podem ser utilizados na dedução da Cofins devida.
NÃO-CUMULATIVIDADF. CÁLCULO DE CRÉDITOS
PRESUMIDOS
Os créditos presumidos referentes a aquisições de pessoas físicas
realizadas por empresas agroindustriais devem ser calculados sobre o valor comprovado de aquisições de produtos para industrialização.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.448
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso. Os Conselheiros Belchior Melo de Sonsa, Hélcio Lafetá Reis, Rangel Perrucci Fiorin e Alexandre Kern votaram pelas conclusões.
Matéria: Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
Nome do relator: CARLOS HENRIQUE MARTINS DE LIMA
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AGROINDUSTRIAL EXPORTADORA I ;MA Recorrida DR.1-SANTA MARIA/RS ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA o FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuí ação: 01/07/2004 a 30/09/2004 REGIMEDANÃO-CUMULATIVIDADE CRÉDITOS PRESUMIDOS, UTILIZAÇÃO Os créditos presumidos cakulados pelas empresas agroindustriais, pela aquisição, de pessoas físicas, de produtos de origem animal, somente podem ser ulilizados na dedução da Colins devida. NÃO-(AJMULATIVIDADF... CÁ Lcui,o ni. CRÉDITOS PRESUMIDOS Os Cl éditos presumidos reféíentes a aquisições de pessoas físicas zad as po r em presas agroindustriais devem ser calculados sobre o valor comprovado de aquisições de produtos para industrialização Recurso Volunlário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de volos, negar movimento ao feet1180. Os Conselheiros Belchior Melo de Sonsa, Heleio LaCe,tá Reis, Rangel Periucci Fiorin e Alexandre Kern votai aisi pelas conclusões tel\----/\e"- Alexari Ire Kern - Presidente . . i•.i / {..tp Carlos Berniqtr. • ititirils de Lima — Relatou Á' ,• • Participaram dgAessão de juh2,amento Os Conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Carlos Henrique Martins de Lima (Relator), .R.angd. Permeei Fiorin, Daniel Mauricio Fedato e -Releio Lafetá Reis. Relatório A contribuinte supra identificada teve reconhecido parcialmente o direito creditório relativamente ao saldo credor da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social — Cotins não-cumulativa referente ao 3' trimestre de 2004 e autorizado o ressarcimento ou compensi.tçã.o dos valores pleiteados até o limite do saldo credor no valor de R$ 3.611,67, conlbrine despacho decisório de fls. 157. O referido despacho foi emitido com base no Relatório de Ação Fiscal que se encontra às fls. 142 a 155, que apontou como irregularidades a existência de créditos que somente poderiam ser utilizados para dedução da contribuição devida, mas que constaram rio : pedido de ressarcimento/compensação, que estão relacionados à II. 144; o calculo de créditos sobre aquisição cujo pagamento não foi comprovado, no valor apontado à Il. 146; o cálculo de créditos indevidos sobre aquisição de mel realizada de pessoas físicas, confOrme descrito a Il. 149.. Inconformada. com o despacho decisório, a contribuinte apresentou a manifestação que se encontra às fls. 181 a 187, cujos argumentos podem ser assim resumidos: • —Em relação à utilização dos créditos de PIS e Cotins apurados na tom ia do art. 8 0 , da Lei n'' 10.925, de 2004, desconsiderou a decisão atacada que o art. 6', inciso 11, da Lei n° 10.833, de 2003, autoriza que os créditos vinculados à exportações sejam utilizados para compensação com débitos próp•rios, vencidos o1.1 vincendos, administrados pela Secretaria da Receita Federal. É evidente que o Ato Declaratário SRF n" 15, de 2005, não tem o condão de revogar uma disciplina que está expressa na Lei o' 10.833, de 2003, e ainda produzir efeitos retroativos. --- Não se conform.a com a ali UM ação de que não teria sido comprovada a aquisição de mel efetuada do SR. Luiz Alberto Bisonhin, pois, conforme expresso em manifestação que se encontra à fl.. 137 e seguintes, se trata de uma nota fiscal representativa da aquisição de diversos produtores que foi emitida em nome de somente um produtor por orientação da Receita Estadual. — O documento fiscal que representa tal operação é idôneo e os pagamentos a ele vinculados estão comprovados na contabilidade da contribuinte a que teve acesso a fiscalização. A circunstância de que os pagamentos vinculados à NF em questão não terem se efetivado para o Sr Luiz Alberto Bisonhin se deve ao fato de representar a compra de diversos produtores. 2 Procçsso 130.'33 000 25/2.005-89 S3-TE03 Ac-út-eVio ii" 3803-00 448 Fl 2:32 Requereu a contribuinte a r •eforrna da decisão que homologou apenas parte dos créditos pleiteados , bem como, atesiar• que a contribuinte sempre beneficia Os produtos que adquire. Ao analisai- a impugnação do contribuinte, a 'DR.] de Santa Maria julgou o lançamento procedente (fls. 203 a 204), no sentido de considerar não formulado o pedido de perícia, mantendo o despacho decisório de fls. .164 e indeferiu as solicitações do contribuinte.. Não resinado, o contiibuinte recorre a este Conselho (lis 213 a 2.21)) e reqtkii- a reforma da decisão a giro, bem como que seja reconhecida a nulidade da decisão 1...eco1 r•ida, haja vista o cerceamento de defesa que foi levado a efeito pela negativa da produção da prova pericial e do direito ch.1 ampla defesa. É o Relatório. Voto Conselheiro Carlos Henrique Martins de Lima, Relator• O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua. admissibilidade, portanto dele conheço. Pretendeu a cmnribuinte •atilizar para pedido de ressarcimento/compensação, créditos presumidos decorrentes de aquisição, de pessoas físicas, de produtos de origem animal nos meses de agosto e setembro de 2004. Observado o período em questão, de onde a contribuinte entende provêem os créditos presumidos (terceiro trimestre de 2004), deve ser registrado que o crédito presumido decorrente da aquisição de produtos agrícolas de origem animal, adquiridos diretamente de pessoas físicas residentes no Pais, teve vigência no período de 1°/02/2004 a 31/07/2004, visto que os §§ 5" e 6" do art. 3' da Lei n" 10.833, de 2003, foram revogados pela MP n" 183, de 2004, posterior.mente convertida na lei n" 10.925, de 2004.. A.ssiirl, a pa.rth• - de 01/08/2004, o crédito pi es •umido decorrente da aquisição produtos agropecuários utilizados como insumos na fabricação de mercadorias de origem • animal ou vegetal destinadas à alimentação humana ou animal, passou a ser tratado pelo art. 8' da Lei n° 10..92S„ . dc .2004 (com a redação dada pelo art. 29 da Lei n" Ll05l, de 2004 e art. 63 3 IV,/ da Lei n' 11,196, de 2005). Examinando-se a legislação de regência do teime da não-eumulatividade contribuição ao Pro grama de Integração Social PIS e da Cotins, há que se tázet urna distinção entre a qualidade dos créditos apuráveis naquele regime Para isso se litz necessária a transcrição dos artigos 3 0 , das Leis n° 10 637, de 2002, e n° 10.833. de 2003: Lei IV 10.637, de 2002 Ari 3" Do valor apurado na forma do ali 2' a pc.s.soa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a. 1 - bens adquiridas para revenda, exceto em relação às mercadorias c aos produtos referidos (Redação dada pela Lei n' 10.865, de 2004) a) nas incisos III e IV do 3' do (irl I 'desta Lei, e (Incluído pela Lei n" 10.865, de 2004) b) no ,s1-)' Tdo art., 2()desta Lei; (Incluído pela Lei a' 10.865, de 2004) - bens e serviços, utilizados como instinto na jyrestação de serviços e na ptodução ou fabricação de bens Ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2' da Lei n" 10 485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante Ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entr ega dos velculo.s classi ficadas nas posições 87.03 e 87 04 da 11P.1, (Redação dada pela Lei a' 10.865, de 2004) 111 - (1/11I1)O) IV — aluguéis de prédios, máquinas c' equipamentos, pagos dl pes,soa jurídica, utilizados nas atividades da empresa,- - valor das contraprestações de operaçõe.s de arrendamento mercantil de pessoa jurídica, exceto de optante pelo Sistema Integrado dc Pagamento de impostos e Contribuições das Microernpresas e das Empresas de Pequeno Porte - SIMPLES, (Redação dada pela Lei n° 10 865, de 2004) - máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado, adquiridos ou fabricados para locação a terceiros ou para utilização na produção de bens destinados éi venda OU lia iieataçéio de serviços (Redação dada pela Lei n' 11. 196, de 2111112005) TJ - edificações e berifc. ?itoria.s ' 1' imóveis (1(.? ler ceir os, quando o custo, • inehisive de mão-de-obra, tenha sido suportado pela locatária, VIII - bens recebidos um devolução, cuja receita de venda tenha integrado 'aturamento do mês ou de mês anterior, e ir ibutada confor me , fatur a e ri to• disposto nesta Lei. IX- energia elétrica e caem gia térmica, inclusive sob fOrma de vapor, consumidas nos c..stabelecimento.s. da pessoa jurídica (Redação dada pela Lei ()cesso ne I MOI 25/200:í- S3-11.F03 Acórdão 3803-00 448 VI 23:3 n' :' II 488, de 15 de junho de 2007) l' O crédito era determinado mediante a aplicação da olíquota prevista no capta do (111. 2 0 desta Lei sobre o valor (Redação dada pela lei n 0 10 865, de 2004) I - dos. itens mencionados nos incisos 1 e li do cama, adquiridos no inès, R- dos' itens inencionadOS nos inCiSOS .1 ff, V e do capuz, 1.11C0iTid05 no (Redcieà0 &ida pelo lei n" 10 684, de 30 5.2003) lii - dos encargos de deprocia<ão e amor 0E:ação dos bens mencionados nos incisos V/ e VII rio Caput, ineOrl'id0 i10 IV - dos bens mencionados no inciso VIII do capuz, devolvidos no mês 2 Não dará direito a crédito o valor (Redação dada pela Lei Ii° .0 de 2004) 1 - mão-de-obra paga a pessoa física, e (Incluído pela Lei o' 10.86.5, de 2004) 11 - do aquisição de bens ou serviços não st-ejeilos ao pagamento da contribuição, inclusive no caso de isenção, esse último quando revendido 5' utilizados corno illritín0 prOdatos ou serviços sujeitos à allquota O (rei o), isentos Ou não alcançados pela contribuição (Incluído pela Lei o' 1(1 86.5, de 2004), 3' O direito ao crêtlito aplica-se, exclusivamente, em relação 1 - aos bens e .s (.i viços adquiridos de pessoa jurídica domiciliada no País, fí- (10.5 custos e despesas incorridos, pagos ou creditados o pessoa jurídica domiciliada no País; - aos bens e Sei Vi.(;0.S• adquiridos e aos custos e despesas incorridos a partir do mês em que se iniciar a aplicação do disposto nesta Lei 4' O crédito não aproveitado em determinado mês poderá sê-Io nos meses subseqüentes .5 0 (VET/11)0) 6" (VET/U)0) 70 Na hipótese de a pessoa jurídica „suje.War-se à incidência não-cume dativa da contribuição parta O PIS/Pasep, em relação apenas a parte de suas 1 receitas, O crédito será apurado, evclusivamente, em relação (105 custos, despesas e encargos vinculados a t).,s,sa,s receitas )), A' Obser vadas as normas a serem editadas pela Secretaria da Receita G Federal, no (aso de custos, despesas e encargos vinculados às receitas referir/as' no 7" e àquelas submetidas ao regime de incidência cumulativo dessa conte' ibuição, o crédito será determinado, a critério da pessoa jurídica, pelo mt.'lodo de. — apropriação direta, inclusive em relação aos custos, por meio de sis lema de contabilidade de custos integrada e coordenada com a escrituração, ou II -- rateio proporcional, aplicando-se aos custos, de.spe,sas e encargos comuns a relação percentual existente entre a receita bruta sujeita à incidência não- cumulativa e a receita bruta total, auferida.s em cada mês 9' O método eleito pela pess. oa jurídica .será aplicado cortsistentemente por iodo o ano-calendário, observadas as normas a serem editadas pela Secretaria da Receita »Mera! 10 Sem prejuízo do aproveitamento dos créditos apurados na for Ma Link> artigo, as pessoas jurídicas que produzam mei cadorias de of igetn animal ou 12egetal, classificadas nos capítulos 2 a 4, 8 a 12 e 23, e nos 1804.00 00, 1805 00 00, 20.09, 2101.11 10 e 2209.00.00, lodos da Nomenclatura Comum do Illercosul, destinados à alimentação humana on animal poderão deduzir da contribuição para o PIS/Pascp, devida em cada período de apuração, crédito pic.?sumido, calculado sobre o valor. dos bens e ser viços referidos no inciso II do capuz deste artigo, adquiridos, no mesmo período, de pessoas físicas residentes no País (Incluído pela Lei n° 10 684, de 3010512003 e Revogado pela Lei ir' 10.925, de 200/1) 11. Relativamente ao crédito presumido referido no SS' 10 (Incluído pela Lei n°.10.684, de 200$ e Revogado pela Lei a' 10 925, de 2004) I- seu montante será determinado mediante aplicação, sobre o valo, das mencionadas aquisições, dc a//quota correspondente setenta por cento daquela constante do ar t 2,- 11 — o valor das aquisições não poderá ser superior ao que vier. a ser fixado, por espécie de bem ou ser viço, pela Secreta] ia da Receita Pederal. 12. Ressalvado O dispo.sto no ,s; 2 1deste. artigo e /10 5 I 'a 3'dó art. 2' desta Lei, na aquisição de mercadoria produzida por pessoa jurídica estabelecida na tona Franca de Manaus, consoante projeto aprovado pelo Conselho de Administração da Superintendência da Zona -Franca de Manai! s O crédito será determinado mediante a aplicação da a//quota de 1 9;) (um por ('ento) e, na situação de que trata a alínea b do inciso 4'clo art 2 rdesta 1,ei. mediante a aplicação da (1//quota de 1,65% (um inteiro e sessenta e cinco centé,shnos por cento) (Redação dada pela Lei n" 11 $07, de 1910512006) 13 Não illiegf Hl O valor das máquinas, equipamentos e outros bens fabricados para incorporação ao ativo imobilizado na foi /1/O do inciso VI do capta de.ste ar ligo os custos de que tratam os incisos do 2' deste artigo. (Ilidindo pela Lei n" I 1.196, de 211111200.5) Lei n°10.833, de 2093 Ali .3' Do valor apurado na fOrma do a; /. 2' a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a tf\ 1 - bens adquiridos paia revenda, exreto etil relação às Met cada r ias e aos produtos rdericias.. (Redação dada pela Lei n° 10 86.5, de 2004) \k\\ a) nos incisos III e IV do 3"- do ar t. 1' desta Lei, e (incluído pela Lei (s. • ri OCVSSO II' 1 3053 0(K)12:/20():,., S9 S3- T F03 Acarffin n ' 3803-00.448 O 234 / O 86. • , de 2004) b) no ,,,`, 1° do ai i 2-desta Lei, (Incluído pela Lei n" 10.865, de 2004) II - bens e .sei viços, utili,zados como insumo na prestação de serviços e na produção ou f(tbricaçao de bens ou modulas destinados à venda, inclusive? (.,: onibustiveis e lubrificantes, eNrC(.10 '''''n relação ao pagamento de que trata o (ai. .2" da Lei ri" 10485. de $ de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concession)rio, pela interniediação ou entrega dos veículos classificados nas posiçães 87.03 e 87 01 da Ti.P1; (Redação dada pela lei n' 10,865, de 2004) 111 - energia (>1.étrica e ellerf,:; i a térmica, inclusive sob fOrina de vapor, e(m.suinidas nos estabelecimentos da pessoa jurídica, (Redação dada pela lei n n 11.488, de 15 de junho de 2007) IV - aluguis de prédios, máquinas e equipamentos. , papos a pe.S soa jurídica, utilizados nas atividades da empresa, v" - valoi das contraprestacães de operações de arr endamento mercantil de pessoa jurídica, 0.11 •CO/0 de optante pelo Sistema Inte,ç_,,rado de Pagamento de linpostos e Contribuiçães das Miei °empresas e das Empresas de Pequeno Porte - S14,11-'1,1 ,S, (Redação dada pela Lei n' 10.865, de 2004), VI - máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao (divo imobilizado, adquiridos ou fabricados para locação a terceiros, Ou para utilização na produção de bens destinados à venda ou na prestação de .Sei viços; (Redação dada pela lei n" 1! 196, de 2005) • "UI - edi,fica<:(5c.5 e benfeitoi ias em imóveis próprios ou de terceiros, utilizados nas atividades da e.mpresa, VIII - bens recebidos em devolução cuja receita de venda tenha integrado laturamento do mês- ou de mês anterior, e tributada conforme o disposto nesta Lei,1 IX - armazenagem de me:acode), ia e frete na operação de venda, nos casos dos incisos 1 e 11, quando o ônus fOr .suportado pelo vendedor ,,- 1 '' Observado o disposto no , 1.5 deste artigo e no 1' do art. .52 desta lei, o crédito será determinado mediante a aplicação da alíquola prevista no capta do art 2 desta .Lei sobre o valor: (Redação dada pela Lei n' 10.925, de 2004) 1 - dos itens mencionados no..s incisos I e II do caput, adquiriaro no mès-, II - dos itens mencionados nos incisos III a V e /A/ do caput, incorridos no 111 - dos encargos de depreciação e amortização dos bens mencionados nos • incisos VI e VII (to capim incorridas no mês,- ' IV - dos bens mencionados no inciso VIR do calma'', devolvidos no mês. 2' Não dará direito a crédito o valor: (Redação dada pela Le?in c) 10 865, 1 de 2004) 1 - de mão-de-obra paga a pessoa física, e (Incluído pela Lei n' 10 865, de 2004) 11 - da aqUiNka0 de berIN 011 serviços não ..51,1jeitOs CIO pagamento da contribuição, inclusive no caso de isenção, esse último quando revendidos Ou utilizados. corno inumo pr•odutos OU serviç.vs sujeitos é alíquota O (zero), isentos ou não alcançados pela coiOi buição (Incluído pela Lei n° 10.865, de 2004) § 3' O direito ao crédito aplica-se, esclu.sivamente,' relação 1 - aos bens e serviços adquiridos de pessoa jurídica domiciliado no País, 11 - ao S' custos e ciespewl incorridos, pagos ou creditado a pes. soa jurídica domiciliado no País, /ff - aos bens' e sei 'viços' adquiridos e aos custos e despe,Sa5 incorridos a partir do mês "'que se iniciar a aplicação do disposto nesta Lei § 4' O crédito Ião aproveitado em determinado més poderá sê-lo nos meses Suhseqüen 5' Sem prejuízo do aproveitamento dos créditos apurados na forma deste artigo, as pessoas jurídicas que produzam mercadorias de origem animal ou vegetal, classificadas nos capítulos. 2 a 4, 8 a .12 e 23, e nos' códig-os• 01.0.3, 01.05, 0504 00, 0701 90 00, 0702 00.00, 0706 10 00, 07.08, 0709 90, 07 10, 07.12 a 07 .14, 1.5 07 a 1514, 151.5.2, 1..516.20.00, 15 I 7, 1701.11 00, 1701 99.00, 1702 90 00, 18 03, 1804 00 00, 1805 0000, 10 09, 2101.11.10 e 2209,00.00, todos da Nomenclatura ("'onium do Illercosul -- NCM de,stinados à alimentação humana ou animal, poderão deduzir da COFINS, devida em cada período de apuração, crédito presumido, calculado sobre o valor dos bens e serviço.s referidos no inciso 11 do Caput deste artigo, adquiridos, no mesmo período, il. ' pessoas físicas residentes no País (Revogado pela Lei 10.925, ch.? 2004) 0 Relativamente ao crédito presumido referido no §5' -(Revogado pela lei n 0 10.925, de 2004) I seu montante SeTá determinado mediante aplicação, sobre o valor da.s mencionadas aquisições, de ali quota correspondente a 80% (oitenta por cento) daquela constante do ar!. 2 o, • 11 — o valor das aquisições não poderá ser superior ao que vier a ser jixadO„ por espécie de bem ou serviço, pela Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda. 7' Na hipótese de a pessoa jurídica sujeitar-se é incidência não-cumulativa da (V1,1NS, em relação apenas à parte de ,silas receitas. o crédito será apurado, eyclusivamente, em relação aos custo s. , despesas' e enCtlig05 vinculados a essas receitas.. \\s, j, 80 Observadas as normas a Serem editadas pela Secretaria da Receita 8 Processo o' 1 1;;053 000 i 25/2005- S3- I E03 Acorao o " 3803-00.448 'H 235 federal, no cers-o de custos, despesas e er1,Cal gO.S vinculados às receitas rejo ida.s no ,s' 7c e àquelas .5 ubmetidas ao regime de incidência cumulativa dessa contribuição, o credito será determinado, a critério da pessoa jurídica, pelo nurlodo de 1 - apropriação direta, ityclusive em relação aos custos ., por MC10 de sistema de contabilidade de custos inles;rada e coordenada com a escrituração,' ou 11 - raiá° ',topo,- cional, aplicando-se aos C:.1,1.5105, despesas e encargos (0111-1111 . ti a fela(í10 pCFC01.1111a/ exristenie entre a receita bruta sujeita à incidência não- cumulativa e a receita bruta total, aufei idas . ''' cada IllêS" 90 O método eleito pela pessoa . jurídica pata determinação do crédito, na forma do § 8-`, seta aplicado consistentenwnte por todo o ano-calendát io e, igualmente, adotado na aputação do crédito relativo à conti ibuição pata O P1S/PASEP não-cumulativa, observadas as normas a ser cio editadas pela Secretaria da Receita .1 i'edei ai ,. s 10. O valor dos (.r(Wilors apurados- de acordo com este artigo não Gol? 5111/11 receita bruta da pessoa jurídica, servindo sonicule para dedução do valor devido da coo!; !inação ,,,ç 11 Sem prejuízo do aproveitamento dos créditos apurados na forma deste artigo, as pessoas jurídicas que adquiram diretamente de pessoas .físicas residentes no País produtos in imitira de origem vef.eial, classificados nas posiçães 10.01 a 10.08 e 12 01, todos da Airill, que exerçam cumulativamente as atividades de secai. , limpar, padronizar, armazenar e comercializar tais jnodutos, poderão deduzir da COFIN,S" devida, relativamente às vendas realizadas às pcs• .çüa S" jurídicas a que se refere o ,.s' 5 0, em cada período de apuração, crédito presumido i-al(filado à allquota corrç.',spondente a 80% (oitenta por cento) daquela prevista no (ui 2' ,sobre o valor de aquisição dos referidos fil oclutos in 1101111 . 11. (Revogado pela Lei n' 10 295, de 2004) 12. Relativameníe ao et-édito presumido referido no 11. (Revogado pela Lei „--.1' ,.,,, ..,././ / I.. 711: —10 1:21.::/1)/: 2:11(:.s 4) aquisições que servir ilv base mira calculo do créd,ito . presumido não poderá ser 5(1/71 1/01 ao que Vier a ser li.vado, .por especze de produto, pela ..S`(:.cretaria da Receita rede; al — ,S7?r, e , 4 ir ( • 1 it: II 4 &cuia, ia da Receita Teih.Tal cypedirá os atos necessários para -ti tegulamenta-lo / 1$. 1)everá SCI es 1010(1(10 O crédito da COF/N,S' relativo a bens adquiridos para revenda 01,1 utilizados C0100 illS11171,0S na prestação de SerVi(Yn e 00 produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, que tenham sido /11/lados ou roubados, inutilizados ou deteriorados, destruídos em sinistro ou, ainda, empregados em. outros produtos que tenham tido a mesma destituição. (Incluído pela 1,ei ri' 10 865, de 2004) 14 Opcionalmente, o contribuinte poderá calcular o crédito de que trata o inciso 111 do § rdeste (litigo, relativo à aquisição de máquinas e equipamentos. destinados ao ativo imobilizado, no prazo de 4 (qual; o) 01105, mediante a 9 aplicação, a cada mês, das alíquolas !detidas no capta do ar/ 2" desta Lei sobre o valor correspondente a 1148 (uni quarenta e oito avos) do valor de aquisição do bem, de acordo com regulamentação da Secretaria da Receita Federal. (Incluído pela Lei n.`) 10.865, de 2004) 15. O crédito, na hipótese de aquisição, para revenda, de papel imune a impostos de que trata o ar! 150, inciso VI, alínea d da Constituição Federal, quando destinado à impre.ssão de periódicos, seta determinado mediante a aplicação da a//quota prevista no 2' do ai!. 2" desta Lei (Incluído pela Lei n" 10 865, de 2004) 16, Opcionalmente, o contribuinte poderá calcular o uédito de que trata o inciso III do 1 ' de.ste artigo, relativo à aquisição de vasilhames referidos no inciso IV- do ar! 51 desta Lei, destinados ao ativo imobilizado, no prazo de 12 meses. à lazão de 1112 (um doze avos), ou, na hipótese de opção pelo regime de tributação previsto no ar!. 52 desta Lei, poderá creditar-se de 1112 (uni doze avos) do valor da contribuição incidente, mediante alíquota especifica, na aquisição dos va,sithanies, de acot do com regulamentação da Secretária da Receita l'ederal. (Incluindo pela Lei n" 10 925, de 2004). 17 Ressalvado o disposto no 2' deste artigo e nos 1 ' a 3' do art. 2' desta Lei, na aquisição de mercadoria produzida por pessoa jurídica estabelecido' na Zona tranca de Manaus, consoante projeto aprovado pelo Conselho de .4dmini5tração Superintendência da Zona Franca de Manaus - RAMA, o crédito será determinado mediante a aplicação da a//quota de 4,6(,)(') (quatro inteiros e seis décimos por cento) e, na situação de que trata a alínea 1) do inciso II do .5° do art. 2'de.sta Lei, mediante a aplicação da ai/quota de 7,60%') (sete inteiros e sessenta centésimos por cento) (Redação dada pela Lei ri" 1.1 307, de I910512006) 18 O ( . 1'édito, na hipótese de devolução dos produtos de que traíam o.s l' e 2" do art. 2' desta Lei, .s et á determinado mediante a aplicação das a/ignotas incidentes na venda sobre o valor ou unidade de medida, conforme o caso, dos produtos recebidos em devolução no 1716 (Incluído pela Lei 11 051, de 2004) 1.9 4 empresa de serviço de transporte rodoviário de carga que subcontt atar serviço de transporte de carga pt estado por: (Incluído pela Lei n" 11.051, de 2004) • 1 -- pessoa física, transportador autónomo, poderá descontar, da Colins devida em cada período de apuração, e r édito •„ presumido calculado sobre o valor dos pagamentos efetuados [ror esses serviços, (Incluído pela Lei n(-) .1.1.05.1. de 2004) 11 - pessoa jurídica transportadora, optante pelo ,S1MPLES, poderá descontar, da, Colins devida um cada período de \\‘\\ apuração, crédito calculado sobre o valor dos pagamentos efetuados por esses serviços. (Incluído pela Lei 11:D 051, de ri .oceo n'' 13053 000125/2005-8') 53- 1 1M3 Acút dão ti.' 3803-00.448 H. 230 2004) 20 .Relativamente aos créditos referidos no /9 deste artigo, seu montante sei á determinado mediante aplicação„ sobre o valor dos mencionados pagamentos, de a//quota correspondente a 75% (setenta e cinco por cento) daquela constante do art 2' desta Lei. (Incluído pela Lei n' 1 051, de 2004) 21 Não innWPain o valor (1("1-S máquinas, equipamentos e outros bens . fabricados pai (1 incorporação ao ativo imobilizado na !Orfila do inciso VI do capai deste artigo os custos de que !ralam Os incisos do 2' deste artigo (Incluído pela Lei n.`" 11.196, de 21 I I 1 12005) Da leitura desses dispositivos, obseiva-se que os parágrafos l' a 7', da lei n" 10,6.37, de 2002, tratam dos chamados créditos básicos de PIS, enquanto os parágrafos !, e 4', do ad .3 da 1 ei n" .10 833, de 2003, tratam dos crédito.s básicos, da Cotins, créditos esses que eram (e são) passíveis de utilização na dedução de débitos das respectivas contribuições, além de poderem ser utilizados em compensação com débitos dc PIS e ('o fins apurados em operações no mercado interno, bem como com dé,bilos de outros tributos ou contribuições, e pedidos de res sor cimento em dinheiro, observados os artigos 21 e 22 da IN SRA ," ri' 600, de 2005. Por outro lado, os pauigrafos 5' a 12 do art .3', da Lei IV 10,833, de, 2004, que li aI ava dos chamados cH'eillOS• presumidos, dispunha que Os mcneiona.dos créditos seriam utilizados para dedução do valor devido, seja de Cotins, seja de PIS, mas não previa a sua utilização para compensação ou ressarcimento. Ao regulamentar o assunto, a Insbução Normativa (IN) SRF n° 404, de 1.2 de março de 2004, dispôs, em seu artigo 10, que os créditos presumidos somente poderiam ser utilizados para dedução do valor devido da contribuição: .4r1 10. Sem prejuízo do aproveitamento dos' créditos apurado.s. na . firma do art (`';', as pessoas jurídicas que produzam me; cadorias de origem animal ou vegetal classilicachis nos capítulos 2 a 4, 8 a 1 2 e 2$, e nos códigos 01 0$, 01 05, . 0504 00, 0701.90 00, 0702 00 00, 0706 10 00, 07 08, 0709 90, 07 10, 07 1.2 a 07 14, /507 a 15.1 . 1, 1515.2, ffik 1516.20 00, 15 17, 1 701 11.00, 1 701 99.00, 1702.90 00, 18 03, 1804.00.00, 180.5 00 00, 20 09, 2101 11/0 e 2209 00 00, todos da Nomenelatu.ra Comum do Afercosul (NC -44), destinados à alimentação humana ou animal, podem deduzir da (...'ojins não- cumulativa, devida em cada período de apuração, crédito presumido, calculado sobre o valor dos bens e serviços referidos na alínea "b" do inciso I do caput do a; t. 82, adquiridos, no mesmo período, cl;' essoas físicas residentes no País.. Na apuração do ci édito presumido de que trata este artigo aplica-se. ,s'obru o valor dus mencionadas aquisições, a (li/quota • dc 6,0N"i.. 11 22 O valor dos créditos apurados de acordo com este ai figo não constitui receita Inata da pessoa .juridica, s vi tido somente par a dedução do valor devido da contribuição Corroborando essas disposições, mostra-se pertinente registrar as determinações contidas no Ato Deetaratório Interpretativo n° 15, de 22 dc dezembro de 2005, que dispõe sobre o crédito presumido de que trata a Lei n" 1011 25, de 2004, arts 8' e 15, e sobre o crédito relativo à aquisição de embalagens, de que trata a Lei n" 10,833, de 2003,iii 51, §§ 3' e 4 a seguir transcrito, que se aplica retroativamente, visto tratar-se de ato interpretativo: O Skel?1,,'7ÁR/0 DA RECEITA FEDERAL, no uso da ali ibuição que lhe confete o inciso Hl do art 230 do Regimento Interno da ,S'ecívtatia da Receita l'ederal, aprovado pela Portaria MT n") 30, de 25 de fevereiro c-4. 2005, e tendo em vista o disposto na Lei n' 10.637, de .30 de dezembro de 2002, art 3 0 e art. 5, inciso 1.1, eNc>. 2, na Lei n" 10 833, de 29 de dezembro de 2003, art. 6, 2°, e art. 51, V) e 4, Lei n' 10 925, de 2$ de julho de 2004, arts 8' e .15, e da Lei n" 11 116 de 18 de maio de 2005, art. 16, e o que consta do processo n" 10168 004233/2005.- 45, declat a Ari 1' O valor do crédito presumido previ,sto na Lei n' 10 925, de 2004, uris 8" e 15, somente pode sei HiillIttd0 par HE deduzir da Contribuição para o PLYPasep e da Contribuição pa ia o Pinanciamento da Seguridade Social (Cofins) apuradas no regime de incidência não-cumulativa Ai! 2' O valor do crédito Itresumido relendo no art. 1' não pode ser objeto de compensação ou de ressarciniento, de que trata a Lei n'10.637, de 2002, art. 5', Y) 1', inciso II, e ‘ ,2`), da Lei n'l0 833, de 2003, art.. 6", ,7 I', inciso II, e 7 2', e a Lei n°11.116, de 200.5, ar!. 16 Ari 3' O valor do crédito relativo à aquisição de embalagens, previsto na Lei n' 10.833, de 2003, art 51, ,0 3' e 4, não pode ser objeto de ressarcimento, de que trata a Lei n" 10.637, de 2002, art. 5(), 2' a Lei 17 u 10 833, de 2003, art.. 6'1 2', e a Lei 11" 11 116, de 2005, art 16. JORGE ANIONIO DEHERIMCEIID Ainda corroborando aquele entendimento, transcreve-se o art. 16, da Lei n' \yri l 1 116, de 2005: Ar!, 16 O saldo (redor da C'ontribuição para o PIS / Pascp e da Cofins apurado na fOrma do art. 3' das 1,ei,s n's 10 637, de 30 de , dezembro de 2002, e 10 833, de 29 de dezembro de 2003, e do uri 15 da Lei n' 10.865, de 30 de abril de 2004, acumulado ao final de cada trimestre do ano-calendário em virtude do disposto no art 17 da Lei n" 11 033, de 21 de dezembro de 2004, poderá .ser objeto de: 1 - compensação com débitos próprios, vencidos. ou vincendos, 12 h oce;so n'' 1M153 000125/2{)05- 53-1. VO3 Anirclàúii" 3803-00448 H 237 I C/ali -VOS ti ti ibute.)s c,ymtribuicoes administrados pela ,S'eci ciaria da Receita Federal, observada a legislação especifica (71.-dieável à matéria,- ou 11 - pedido de ressai cimento em dinheiro, observada a legislação específica aplicável à nuttc'Tia ParágiafO único. Relativamente ao saldo eiedor acumulado a partir de 9 de agosto de .200-1 até o Ultimo trimesur-ealendário antcrioí 00 de publicação desta lei, a compensação ou pedido de essarcimento poderá ser efetuado a partir da promulgação desta lei Por sei pertinente ao assunto, são nanseritos, ainda, trechos da IN IZUR n" 563, de 2005, que, altei ando a IN SIZF n' 460, de .2004, regulou, entre outros, o enfocado at I: 16 da Lei n 1 1 .116, de 2005: Instrução Normativa RIÏR 0 0563, de 23/08/2005 Alteia a Insti tição Normativa SRL 0" 460, de 18 de outubro de 2004 SECRETÁRIO-CER.AL 1:11 RECEITA FEDERAL DO BRA,S11., tendo vista o disposto no ( ,) art. 17 da Lei n' 11..033, de 21 de dezembro de 2001, e no ar/l6 da Lei n' 11 116, de 18 de maio de 200,5, iesolve Art. I' Os cais. 21, 22, $0, 2', 41, 47 e 50 da Instrução N0;01(.101)(1 ,SWI' „o 460, de 18 de outubro de 2004, passam a ar gorar com a .seguinte redação. (L:01141'ENS/1 E R E„SSA R CIMEN TO DE CRE'Dir0,5'1.)A CONIRIBUIGTO PARA O PIS PA SEI' E DA (.."0171111S Art. 21. Os créditos da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofias apurados na foi ma do art 3' das Leis n's 10 637, de $0 de dezembro de 2002, c 10.833, de 29 de dezembro de 2003, que não puderem ser utilizados na dedução de débitos das respectivas contribuições ,poderão „ser utilizados na compensação de débitos próprios, vencidos ou vineendos, relativos a tributos e contribuições de que trata esta Instrução Normativa, decorrentes - de custos, de.spesas c encargos vinculados às vendas efetuadas- coin susperrsão, isenção, O//quota zero ou não- ine idêneia, quando acumulados ao final de cada trimestre do ano-calendái10, 4 0 O dispOSÍO PIO inciso II do capta aplica-se- ! - ao saldo credor acumulado a partir de 9 de agosto de 2004 até o final do primeiro trimestre-calendário de 2005, que poderá .sof utilizado para compensação a ser efc'duada a partir 13 de 19 de maio de 2005: Ar! 22 Us créditos a que ,se refc'i eM 0.5 1)1(1505 1 e 11 do caput do ai!. 21, acumulados ao final de cada trimestre do (1110- calendário, poderão ser objeto de re.s,sai cimento ,- 1' Relativamente ao inciso I.1 do capuz do art 21, o pedido dc reswircimento i(J ('-iente ao saldo credor acumulado a partir de 9 de agoto de 2004 até o final do pi imeiro trimestre-calendário de 2005 poderá .ser cieluado a partir de 19 de maio de 2005 Portanto, os créditos decorrentes de aquisições pelas empresas agi °industriais, de pessoas físicas, de produtos de origem animal não podem ser utilizados em compensação ou pedido de ressarcimento, eis que se tratam de crddi/os presumidos e não de erédit(n básicos, ou seja, o crédito presumido cventuahnente apurado com base no § 5 0 do art. 3 0 da 1,ei ir 10 833, de 2003, somente poderia ser utilizado mira dedução da Cofins devida em cada período de apuração, na forma das disposições do § 2 0 do art. 10, da IN SRF n" 404, de 2004, não havendo na legislação qualquer previsão para se efetuasse a compensação ou o ressarcimento do mesmo Ao se manifestar sobre as aquisições cujo pagamento não teria sido comprovado, a recorrente mencionou apenas que a aquisição feita de Luiz Alberto Bisonhin se trata de uma nota fiscal representativa da aquisição de diversos produtores que foi ern i tida em seu nome, por orientação da Receita Estadual. A não aceitação do calculo de créditos sobre aquisições não comprovadas no período em questão, diz respeito à aquisição registrada em nome de Sergio Lopes, cujo pagamento não foi encontrado, tendo a própria contribuinte inldrmado à 11 102, que se tratava de uma reposição de mel Tem-se, assim, que não poderia ser calculado crédito em relação a esse produto, visto que não se tratava de uma aquisição, mas de simples reposição, que infere-se que seja referente a unia aquisição anteriormente efetuada, entretanto, conforme consta na legislação supra, o crédito somente pode ser calculado sobre a aquisição de insumos na labricacão de 1produtos destinados a venda, não havendo previsão de, cálculo de crédito sobre outras entradas de insumos. Portanto não pode ser admitid, o cálculo de créditos sobre entradas de irisamos que não representem aquisições comprow das. / / Por todo o expolo:///A c.,sgar provimento ao recurso Carlosf,e r. -éj ,/ ' : ,"artins de Lima, j 14
score : 1.0
Numero do processo: 10730.000083/2005-69
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
DEDUÇÃO DE DEPENDENTE INCAPACITADO FÍSICA OU MENTALMENTE PARA O TRABALHO. COMPROVAÇÃO.
É de se admitir a dedução do imposto de renda relativa à dependente
incapacitada mentalmente para o trabalho, quando o contribuinte comprova, por meio de atestado médico, que a patologia acometida pela dependente a impede de trabalhar.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-002.491
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 DEDUÇÃO DE DEPENDENTE INCAPACITADO FÍSICA OU MENTALMENTE PARA O TRABALHO. COMPROVAÇÃO. É de se admitir a dedução do imposto de renda relativa à dependente incapacitada mentalmente para o trabalho, quando o contribuinte comprova, por meio de atestado médico, que a patologia acometida pela dependente a impede de trabalhar. Recurso Voluntário Provido.
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COMPROVAÇÃO. É de se admitir a dedução do imposto de renda relativa à dependente incapacitada mentalmente para o trabalho, quando o contribuinte comprova, por meio de atestado médico, que a patologia acometida pela dependente a impede de trabalhar. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Fl. 38DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/06/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 10730.000083/200569 Acórdão n.º 280102.491 S2TE01 Fl. 33 2 Relatório Trata o presente processo de notificação de lançamento que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio da qual se alterou o resultado apurado na Declaração de Ajuste Anual do interessado, referente ao exercício de 2004, de saldo de imposto a pagar de R$442,76 para saldo de imposto a pagar de R$1.142,35. A autuação decorreu de apuração de dedução indevida a título de dependentes. Em sua impugnação, o contribuinte contestou a referida glosa, conforme documentos juntados aos autos. A 3ª Turma da DRJ/RJ2/RJ julgou o lançamento procedente em parte, conforme Acórdão de fls. 22/24, para considerar comprovada a relação de dependência de sua esposa, Maria Joconda Todaro da Silva, mantendose a glosa da dependente Maria Cristina Todaro da Silva, sua filha, uma vez que não restou comprovado que ela estava incapacitada física ou mentalmente para o trabalho no anocalendário 2003. Regularmente cientificado daquele acórdão em 24/07/2008 (AR, fl. 28), o interessado interpôs recurso voluntário de fl. 29, em 01/08/2008. Em sua defesa, alega que a filha não exerce sua profissão por total impossibilidade psíquica, conforme atestado médico que ora apresenta, pretendendo assim seja restabelecida a correspondente dedução de dependente. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. A controvérsia cingese à glosa efetuada pela autoridade fiscal relativa à dedução da dependente Maria Cristina Todaro da Silva. A decisão recorrida não admitiu, como dependente do contribuinte, a sua filha Maria Cristina Todaro da Silva, nascida em 29/01/1964 (documento de fls. 16), pois não restou comprovado que ela estava incapacitada física ou mentalmente para o trabalho no ano calendário 2003, ressaltando que o atestado apresentado, à fl. 18, foi feito em folha simples e está datado de 08/06/2006. Em sede de recurso, o interessado apresenta, à fl. 30, o atestado emitido, em 28/07/2008, pela psiquiatra Dra. Ana Cristina Rizzato, de que Maria Cristina Todaro da Silva está sob seus cuidados desde 22/09/1999, por apresentar CID10 F20.5 (Esquizofrenia residual), sendo incapaz de exercer atividades laborativas. Fl. 39DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/06/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 10730.000083/200569 Acórdão n.º 280102.491 S2TE01 Fl. 34 3 Assim, entendo que o recorrente logrou êxito em demonstrar a incapacidade mental para o trabalho da filha Maria Cristina Todaro da Silva, na forma do inciso III do art.35, da Lei nº 9.250/1995. Portanto, considerando que o contribuinte comprovou por meio de atestado médico, que a patologia acometida pela dependente a impede de trabalhar, é de se admitir a dedução do imposto de renda relativa à referida dependente. Diante do exposto, voto por dar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 40DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/06/201 2 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por TANIA MARA PASCHOALI N
score : 1.0
Numero do processo: 11065.005426/2004-53
Data da sessão: Fri Mar 12 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/10/2003 a 31/12/2003
CERCEAMENTO DE DEFESA E NULIDADE - INOCORRÊNCIA
Não ocorre nulidade ou cerceamento de defesa quando o lançamento
obedece à legislação que rege o lançamento fiscal e o contribuinte tem conhecimento da infração imputada, exercendo plenamente seu direito de defesa.
RECEITAS NÃO-CONSIDERADAS DESPESAS/CUSTOS INDEVIDOS
COMPONDO A BASE DE CÁLCULO DO CRÉDITO AO
CONTRIBUINTE - INFLUÊNCIA NO VALOR A RESSARCIR
Na apuração do valor a ressarcir de PIS e COFINS não-cumulativos devem-se somar as receitas não consideradas e diminuir as
despesas/custos indevidamente considerados, ambos para fins de
apuração da base de cálculo da contribuição que serve para apurar o valor do ressarcimento, nos termos da legislação.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.358
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: CARLOS HENRIQUE MARTINS DE LIMA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/10/2003 a 31/12/2003 CERCEAMENTO DE DEFESA E NULIDADE - INOCORRÊNCIA Não ocorre nulidade ou cerceamento de defesa quando o lançamento obedece à legislação que rege o lançamento fiscal e o contribuinte tem conhecimento da infração imputada, exercendo plenamente seu direito de defesa. RECEITAS NÃO-CONSIDERADAS DESPESAS/CUSTOS INDEVIDOS COMPONDO A BASE DE CÁLCULO DO CRÉDITO AO CONTRIBUINTE - INFLUÊNCIA NO VALOR A RESSARCIR Na apuração do valor a ressarcir de PIS e COFINS não-cumulativos devem-se somar as receitas não consideradas e diminuir as despesas/custos indevidamente considerados, ambos para fins de apuração da base de cálculo da contribuição que serve para apurar o valor do ressarcimento, nos termos da legislação. Recurso Voluntário Negado.
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Acordam os membros do Coleg -ado/por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. l.dre Ale/Xa KerIesi.ee ilÁl Carlos Henri y /prsVLima - Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, Os Conselheiros Carlos 11enrique Martins de lima (Motor), Belchior Melo de Sousa, Daniel Mauricio Vedato, Lafeta Reis e Rangel Permeei Fiorin, Relatório O contribuinte supracitado apresentou declaração de compensação, de 11.01, contendo débitos de tributos compensados com créditos a ressarcir de PIS não- cumulativo de outubro a dezembro de 2003, confomie Ils.02, 03 e 04, A. IMF de origem, após análise do pleito compensatório, constatou urna série de irregularidades tributárias, como receitas não incluídas na apuração do tributo (créditos de ICMS transferidos para terceiros; ressarcimento de créditos de 111 e variação cambial excluída indevidamente) ou utilização indevida. de créditos devido à inclusão na base de cálculo de itens que não a compõem (despesas financeiras de empréstimos e financiamentos obtidos junto a pessoas jurídicas; bens utilizados como insumo - IPI e devolução de compras e insumos; despesa de aluguel não comprovada; glosa de despesa de depreciação em desacordo corno a lei; dedução de créditos do mercado externo inexistente; glosa de custos de prestação de serviço que eram realizados por empregados da própria empresa e glosa de custos de matéria-prima de insurnos não comprovados). Com fundamento no citado Relatório de Fiscalização, foi. prolatado o Despacho Decisório DRF/NH0/2006, não reconhecendo o crédito pleiteado, conforme 16.101 a 105.. Ir-resignado, o contribuinte apresenta manifestação de inconformidade, de Ils,107 a 122.. Nesta, começa com a preliminar de duplicidade da cobrança de d(1.'bitos contidos na apuração do valor a ressarcir da contribuição, que ao invés de resultar em valores a. restituir, demonstra valores devidos da contribuição, conto= Auto de Infração decorrente do Relatório Fiscal. Posteriormente, argumenta a nulidade do despacho decisório. Este linntar-se-ia a informar o valor apurado de crédito fávorável, sem que houve fundamentação da decisão, impossibilitando ao litigante entender as .motivações de fato e direito que a fundamentaram e a exercer o seu direito de ampla defesa e de contraditório, contrariando a. Lei Geral do Processo Administrativo Fiscal. Ademais, o despadro decisório seria nulo porque o agente fiscal teria realizado ajustes nos valores apresentados pela restituição/compensação, sendo que somente o Delegado da Receita Federal teria competência para, fundamentadamente„ fazer ou • determinar alterações nos valores apresentados pelo contribuinte, nos termos da legislação que regula o pleito administrativo. 2 Processo n' II 065 .005426/2004-53 S3-1- E03 Acórdão n." 38034)0.358 1'1. 175 No mérito, argumenta a inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo da contribuição pelo §1, art.3" da Lei 9,718, de 27/11/1998, segundo doutrina e jurisprudência, tendo reflexo, devido à repetição) do conceito de faturamento, nas leis que estabeleceram o PIS e a COUINS não-cumulativos, Continuando sua defesa, o contribuinte alega que incluiu, com base na. legislação), corretamente os valores relativamente ao wr, devolução de compras e insumos na base de cálculo do creditamento.. Da mesma forma, a glosa do insumo de matéria- prima pela inexistência de nota fiscal não deveria prevalecer, haja vista que a operação foi contabilizada tanto no comprador corno no vendedor., Por sua vez, a glosa dos serviços prestados pelas empresas Roala Calçados Ltda.. e Calçados Lidese Ltda. não teria razão de ser, pois se não houve a prestação de serviço registrada nas notas fiscais, não somente o crédito para o contribuinte deveria. ser cancelado, mas também o débito destes prestadores de serviços, sob pena de locupletamento ilícito.. No pertinente a glosa de valores com aluguéis de prédio, máquinas e equipamentos da base de cálculo do creditamento devido à inexistência de contrato com pessoa jurídica não seria aplicável porque houve a. contabilização do pagamento destes valores pela empresa.. Prosseguindo na sua contestação, o litigante afirma que as despesas financeiras de empréstimo e .financiamento relativo a operações de Factorin g, que foram glosadas são válidas para fins de cálculo do crednamento. Por fim, as despesas com depreciação, ao contrário que alega a fiscalização, estariam enquadradas dentro do permissivo legal contido no inciso 1-H do § .1') do art..31 das Leis 10.637/2002 e 10.833/2003, além do §1° do art..31 da Lei 10.865/2004, É o Relatório.. Voto Conselheiro Carlos Henrique Martins de Lima, Relator O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos para sua admissibilidade, e dele conheço. A questão da nulidade no processo administrativo fiscal está regulada pelo ..trt.59 do -Decreto 70,235, de 06 de março de 1972, que assim dispõe: "Art. 59. São nulos: • 1 - os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; • , 7/,' 3 1.1- os despachos e decisões proferidas por autoridade incompetente ou com pieteriação do direito de Mesa. 1". À. multidade de qualquer ato só prepidica os posteriores que dele diretamente dependam ou sejam conseqüência ,,,S" 2_ Na declaração de nulidade, a autoridade dirá as atos alcançadas. e determinará a.s providências necessárias ao prosseguimento ou solução do processo. (Mando puder decidir o mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir O ato ou suprir-lhe a .falta. (Acrescido pelo art, 1. .° da Lei n.° 8748/1993)" Primeiramente, embora não seja caso de nulidade, mas de cancelamento da exigência fiscal, não houve duplicidade de cobrança, pois neste processo não consta nenhum Auto de Infração. Somente consta o Relatório de Fiscalização, que indica que o contribuinte, ao invés de restituição, deveria ter valores a serem exigidos da contribuição devido à existência de irregularidades tributárias, sendo por isso é que o despacho decisório da DRF de origem somente indeferiu o pleito de ressarcimento e na intimação desta decisão consta como exigíveis os débitos contidos na declaração de compensação que não teve extinção 'pela inexistência de valores a ressarcir, confillme fls. 101 a 105, não exigindo nenhum outro débito tributário. .Prosseguindo, cabe ao cargo do Auditor-Fiscal da Receita Federal, segundo prescreve o art.6 a , incisos I e II, da Lei 10.593, de 06 de dezembro de 2002, entre outras coisas, executar procedimentos de fiscalização para verificar o 'cumprimento das obrigações tributárias pelo sujeito passivo e elaborar e proferir decisões em processo administrativo-fiscal.. Por sua vez, a Lei 11.457, de 1.6 de março de 2007, que C11011 a Secretaria da Receita Federal do Brasil e que modificou a denominação do cargo para Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil manteve as prerrogativas funcionais em seu artigo 60 , incisos I e II„, onde por conta desta determinação legal, o A.uditor-Viscal da Receita. Federal realizará a aferição dos valores solicitados de ressarcimento da contribuição e a existência ou não de irregularidades tributárias Tal verificação resultou no Relatório Fiscal de lis, 75 a 99, onde foi apurada uma série de irregularidades, que resultaram na diminuição/inexistência do valor a ressarcir e seu reflexo sobre os débitos tributários apresentados .para compensação. Este Relatório Fiscal apresenta a descrição em espécie e valor das irregularidades tributárias, seus reflexos sobre os valores a ressarcir e a compensar, sendo .fundamentado, por lógica, nas normas q u.e fundame.nta.m. o 1.-essarcimento da contribuição para o PIS ou para a COTINS não-cumulativos, que são as Leis .10637, de 30/12/2002, e 10.833, de 29/12/2003, respectivamente, e alterações posteriores. Logo, não há que se falar em atos/despachos ou decisões efetuadas por agente incompetente ou com preterição do direito de defesa. Fato que prova a inexistência de cerceamento de defesa é o recurso do r , ' contribuinte quanto aos aspectos de mérito do litígio, comprovando o seu conhecimento . dos fatos. A jurisprudência deste Conselho de Contribuintes é clara quanto ao assunto, ("). Processo n" ! 1065 005426/2001-53 S3-1 E03 Acá ao n. 3803-00358 1'1 176 conforme se verifica nos acórdão abaixo transcritos: "NULIDADE DO LANÇAMENTO POR CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA - Se o autuado revehi conhecer plenamente as acusações que lhe foram imputadas, rebatendo- as, uma a uma, de firma meticulosa, mediante extensa e substanciosa impugnação, abrangendo não só outras questões preliminares como também razões de mérito, descabe a proposição de cerceamento do direito de defesa (4' Câmara do 1° CC. Data da Sessão.,- 13/04/99; Relator- Nelson Mal/mana, Decisão- Acórdão 104-16966) "PIS - PROCESSO ADMINISTRATIVO) FISCAL, - NULIDADES - DESC.R.IÇÃO DOS / ,',1 TOS - PRIN.C11310 DA ECONOMIA PROCESSUAL - Deve ser rejeitado o pedido de nulidade do auto de MIT' ação fundado na deficiência da descrição dos fatos, quando os elementos contidos no lançamento, em especial os anexos que contêm os cálculos do crédito tributálio devido, deixam evidenciada a origem das diferenças apuradas pelo Fisco. A descrição dos fatos, ainda que incompleta, não enseja a decretação da sua nulidade, mesmo que se trate de elementos essenciais, tal como estabelece o art. 10, 11, do Decreto 70.2351 72, se não há prejuízo para a defesa e o alo cumpriu sua finalidade . O cerceamento do direito de defes sa deve se verificar concretamente, e não apenas em tese. O) era me da impugnação e do recurso voluntário evidencia a correta percepção do conteúdo e da motivação do lançamento Aplicação do princípio da economia processual. (3° Câmara do 2" CC; Data da Sessão.- 08112198, Relator-Renato Scalco Isquierdo,. Decisão.-RE,S'OLUCÃO 203-00029) " PRELIMINAR DE NULIDADE - CERCEAA4ENTO 1)0 DIREITO DE DEFESA - Os casos de nulidade estão expressos objetivamente na norma processualistica fiscal e não encampam mero artifício subjetivo de apenas alegar a exigüidade do prazo da impugnação ou que .falta à ação fiscal fundamentação jurídica (I ° Camara do 1° CC; Data da Sessão.- 26/01/2000; Relator: Sebastião Rodrigues Calmai; Decisão: Acórdão 101-92961) "NULIDADE DO L1INÇAIVIEN10 - TERMO DE INÍCIO al AÇÃO FISCAL - FALTA DE INDICAÇÃO 1)0 PRAZO) DE DURAÇÃO) DA AUDITORIA FISCAL - Não tendo sido praticado qualquer ato com preterição do direito de dele sa e estando os elementos de que necessita o contribuinte para elaborar suas contra-razões de mérito juntados aos autos, fica de // lodo afastada a hipótese de nulidade do procedimento fiscal. (4° Câmara do 1° CC; Data da Sessão: 08/06/99; Relato,. ' ., Nelson Mallinann, Decisão: /lcórdão 104-1 706.5) No entanto„ são inaplicáveis as alegações contrái ias à aplicaç • o i(.,,, conceito de°kl.. / .5 Uai:tiramento contido no art.3°, §1°, da Lei 9,718, de 27 de novembro de 1998, visto que este não é a base legal do conceito de faturamento, mas sim no art.1°, §§ I' e 2' da Lei 10.637/2002, e no art.1", §§ .1 1 e 2' da Lei 10.833/2003, pois é a partir destas normas que o contribuinte teve direito a ressarcimento de PIS e CO.I.INS não-cumulativos, respectivamente, sobre bens e serviços adquiridos. Outrossim, o conceito de faturamento contido no art.,P, §§ 1" e 2" da Lei 10.637/2002, e no art.1 ( ', §§ e 20 da Lei 10,833/2003, está em pleno vigor, não se podendo discutir a ilegalidade ou inconstitucionalidade de norma legal na esfera administrativa, por ser prerrogativa exclusiva do Poder Judiciário, conforme adi 02 da Constituição, e vasta jurisprudência judicial e administrativa.. No pertinente a glosa de valores de IPI e devolução de compras e insumos na base de cálculo do creditamento, a legislação determina que não podem compor a base de cálculo de crédito ao contribuinte da contribuição.. A Lei 10,637/2002 (PIS não-cumulativo) e a Lei 10.833/2003 (COVINS não- cumulativa) e alterações posteriores não prevêem a possibilidade de creditamento da devolução de compras e insumos, pois se foram devolvidas é como se não tivessem sido compradas. Da .mesma forma, o valor de II% que não é considerado para fins da apuração do valor devido das contribuições, não devendo ser também para fins de resultar em crédito para o contribuinte, estando clara a situação no art..66, §3° da IN 247, de 21 de novembro de 2002 e no art.8" §3', da Instrução Normativa SRF IV 404, de 12 de março de 2004. Em relação à glosa da inclusão na base de cálculo de matéria-prima devido à inexistência de comprovação desta por nota fiscal, não há que se alterar o procedimento fiscal, pois a falta de comprovação documental da compra não é suprida pela contabilização pelo contribuinte ou pelo vendedor, fido este não comprovado nos autos. A legislação do IR PJ, que é utilizada de forma supletiva para apuração dos valores da contribuição, prevê no Regulamento do 'Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto 3.000, de 29/03/1999, em seu artigo 264, capuz e parágrafos, que é obrigação da pessoa Jurídica manter a escrituração e os documentos que a dão suporte em ordem e a disposição da fiscalização enquanto não houver a decadência da Fazenda Pública em constituir seus direitos creditõrios. Caso houvesse extravio da documentação, deveria haver publicação em jornal, ao órgão de comércio e a Receita Federal, mas que não foi providenciado pelo contribuinte. .A suposta existência da contabilização da operação de compra e venda da matéria-prirna sem nota fiscal no comprador e vendedor não se encontra provada nos autos, sendo fato insuficiente, por si só, para comprovar a operação, tendo em vista a necessidade de comprovação documental fiscalmente/juridicamente válida. Não é demais lembrar que cabe ao al.egante (contribuinte) comprovar o que alega, nos termos do trt.333 do Código de Processo Civil: "Ari 333 - O ônus da prova incumbe: Processo ri" 1 1O5 005426/2004-.5.3 S3-[E03 Acórdão n '' 3803-00.358 II. 177 1 - ao autor, quanto T10 faia constitutivo do ,seu direito,- 1 1 - ao réu, quanto à existência de Jato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. ti Destaque nosso. Observa-se que a glosa da despesa acima somente se aplica ao mês de outubro de 2004 e não aos períodos contidos neste processo., Idêntico raciocínio acima se aplica á glosa da despesa de aluguel, tendo em vista que o contribuinte não comprovou à fiscalização, nem comprova nos autos, a existência de contrato para fundamentar juridica.mente/fisealmente a despesa. Por sua vez, as glosas das despesas financeiras de empréstimo e financiamento relativos a operações de factoring também devem ser imilitidas, pois não são passíveis de creditamento pela legislação.. Como o contribuinte somente alega que as despesas acima seriam passíveis de comporem a base de cálculo do crédito da contribuição, mas não explicita qual seria a. razão jurídica de seu raciocínio pata contrapor ao ato administrativo de interpretação da legislação, fica mais evidente a correção do procedimento da fiscalização. Prosseguindo a análise da contestação do contribuinte, nos defrontamos com insurgência contras a glosa dos serviços prestados pelas empresas Roala Calçados Ltda. e Calçados Lidese Ltda. Esta irregularidade decorreu da constatação de que funcionários da área administrativa e de produção prestavam serviços para o contribuinte (Calçados Orquídea) e para as empresas Roala Calçados Ltda. e Calçados Lidese Ltda. no mesmo endereço, embora constem endereços diferentes para o órgão fiscal, onde há empregados que têm procuração para representar uma empresa sendo empregado de outra empresa, e não ha corno diferenciar, na área de produção, Os produtos leitos para uma empresa ou para outra, segundo infbrmação dos próprios empregados, conforme Relatório Fiscal detalhado de lis. 83 a 86. Em realidade, há somente uma empresa que atua. sob a fachada de outras denominações jurídieas Não há nenhuma contestação expressa que desminta as várias constatações e afirmações da fiscalização contida no Relatório Fiscal de fls. 83 a 86. Ocorre que pela sistemática da não-eumulatividade, salvo expressa disposição legal, se não há créditos decorrentes da aquisição de bens e serviços pelo comprador, também não deve haver débitos fiscais por parte do vendedor/prestad.or do serviço ao comprador, haja vista que tais valores devem se compensar, incidindo a tributação sobre o valor agregado, representado pelo preço do bem/serviço. Por isso, se houve valores dc débitos da contribuição pelas empresas -Roala Calçados Ltda.. e Calçados(...k. Lidese Ltda. nas vendas/prestações de serviço ao contribuinte que foram glosadas para fins de crédito da contribuição pelas aquisições, estes valores são pass"vc;» de pedido de ../ -1 7 . 1 restitui ção, após a verificação de sua regularidade.. Finalmente, a recorrente afirma que as despesas com depreciaçã.o, referentes ao período de julho a dezembro de 2004, ao contrário que alega a fiscalização, estariam enquadradas dentro do permissivo legal contido no inciso 111 do §1" do art,3 . 1 das Leis 10..637/2002 e 10.833/2003, além do §1° do art..31 da Lei 10,865/2004 Neste ponto, o contribuinte novamente se equivocou. As despesas glosadas que foram -utilizadas para gerar créditos da contribuição para o contribuinte se referem aos valores de depreciação de bens adquiridos até 30/04/2004, conforme prevê o capuz do art.3 -1 da Lei 10.865, de 30/04/2004, e não aos valores de depreciação de bens adquiridos a partir de 01/05/2004 (art.3.1,§1° da Lei. 1. 0..865/2004) Basta verificar os valores dos -bens intbrimulos como adquiridos após 1 O de maio de 2004 pelo contribuinte na resposta às intimações da fiscalização e os valores glosados no Relatório Fiscal.. C.' abe lembrar que a glosa da despe 'a .somente se aplica ao período de agosto a /.- dezembro de 2004 e não aos períodos contido., n ste pro -esso administrativo. / Diante do exposto, voto PROVIMENTO à pretensão deduzida no recurso voluntário. Carlos Hem' 1- e Lima f 8
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Numero do processo: 10166.010710/2007-93
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. COMPROVAÇÃO CONTRÁRIA. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. CANCELAMENTO.
Quando do confronto das informações prestadas pelo contribuinte e pela fonte pagadora restar constatado elemento de prova que descaracterize a omissão de rendimentos, cabível o cancelamento do correspondente crédito tributário.
DECLARAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE DIRF. GLOSA DO IRRF. AJUSTE NO VALOR DO RENDIMENTO DECLARADO.
Por questão de coerência, as informações prestadas por fonte pagadora em DIRF devem ser utilizados tanto com o fito de glosar o imposto na fonte, quanto para ajustar o valor do rendimento tributável declarado.
Recurso Provido em Parte.
Numero da decisão: 2801-002.443
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo do lançamento o montante de R$ 41.246,81. Vencido o Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima que dava provimento parcial ao recurso em menor extensão.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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COMPROVAÇÃO CONTRÁRIA. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. CANCELAMENTO. Quando do confronto das informações prestadas pelo contribuinte e pela fonte pagadora restar constatado elemento de prova que descaracterize a omissão de rendimentos, cabível o cancelamento do correspondente crédito tributário. DECLARAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE DIRF. GLOSA DO IRRF. AJUSTE NO VALOR DO RENDIMENTO DECLARADO. Por questão de coerência, as informações prestadas por fonte pagadora em DIRF devem ser utilizados tanto com o fito de glosar o imposto na fonte, quanto para ajustar o valor do rendimento tributável declarado. Recurso Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo do lançamento o montante de R$ 41.246,81. Vencido o Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima que dava provimento parcial ao recurso em menor extensão. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Fl. 153DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10166.010710/200793 Acórdão n.º 280102.443 S2TE01 Fl. 2 2 Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre e Walter Reinaldo Falcão Lima. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Trata o presente processo de notificação de lançamento que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 20.165,39, referente ao exercício de 2003, a título de imposto suplementar (R$ 7.969,65), acrescido da multa de ofício equivalente a 75% do valor do tributo apurado (R$ 5.977,23), dos juros de mora (R$ 5.218,52), além do Saldo de Imposto a Pagar – SIAP (R$ 999,99). O lançamento é decorrente da apuração de omissão de rendimentos de aluguéis ou royalties recebidos de pessoa jurídica e dedução indevida de imposto de renda retido na fonte. Em sua impugnação, o contribuinte apresentou as razões de defesa abaixo, extraídas do Acórdão recorrido: Cientificado em 22/08/2007, o interessado impugnou, em 21/09/2007, o lançamento alegando, em síntese, que os rendimentos de aluguéis informados por Albuquerque e Amorim Ltda. constam da Declaração Simplificada apresentada por sua esposa, senhora Maria Luiza de Faria Grangeiro. Pede para que sejam efetuadas pesquisas junto aos sistemas da Secretaria da Receita Federal do Brasil acerca dos rendimentos pagos por Érika Maria Abelem e, "caso tenham sido declarados a maior", que o valor declarado seja reduzido. A 6ª Turma da DRJ/RJ2/RJ, julgou improcedente a impugnação, conforme Acórdão de fls. 52/53, que restou assim ementado: APRESENTAÇÃO DE PROVAS. No processo administrativo fiscal, compete ao Contribuinte apresentar, na impugnação, todos os elementos probatórios necessários e suficientes a sustentar sua argumentação, na forma dos artigos 15 e 16 do Decreto n2 70.235/72 (que rege o Processo Administrativo Fiscal PAF). Regularmente cientificado daquele Acórdão em 19/10/2010 (fl. 57), o interessado interpôs recurso voluntário de fls. 60/63, em 17/11/2010. Em sua defesa, apresenta, em síntese, os seguintes argumentos: Fl. 154DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10166.010710/200793 Acórdão n.º 280102.443 S2TE01 Fl. 3 3 • Inicialmente, protesta pela produção de provas da referida imputação, pois a autuação foi feita com base em informação prestada pelo locatário em DIRF, o locador não tem nenhuma responsabilidade por essa informação. Ressalta que não foram apresentados recibos de pagamento/depósito em contacorrente/outros a sustentar o valores tidos como omitidos; • Sustenta que o valor correto é R$ 9.578,88, conforme consta da planilha anexa — o código do respectivo imóvel nos extratos é 00487 — Rua Senador Pompeu 1031, FortalezaCE, que tem por base os valores cobrados e repassados pela Predilar, não obstante constar da declaração de imposto de renda de Maria Luiza de Faria Grangeiro o valor de R$ 9.074,82; • Aduz que o registro de matrícula 11326, do Cartório de Registro de Imóveis da 2ª Zona da Comarca de Fortaleza — CE e o contrato de locação celebrado com Albuquerque e Amorim Comercial Ltda., com a interveniência da Predilar provam o que foi até aqui exposto; • Afirma que os rendimentos pagos por Érika Maria Abelem Ximenes, CNPJ 35.062.546/000151, são decorrentes de aluguéis do imóvel localizado na Rua Senador Pompeu 1071, Fortaleza/CE, imóvel código 03530 nos extratos da Predilar, conforme valores constantes de sua Declaração de Ajuste Anual sob exame; • Diz que a RFB acatou somente R$ 2.227,04 como imposto retido por Érika Maria Abelem Ximenes, CNPJ 35.062.546/000151, sem, contudo, apresentar qualquer documento que justifique a glosa efetuada; • Observa que a RFB considerou correto o rendimento pago por Érika Maria Abelem Ximenes, CNPJ 35.062.546/000151, constante de sua Declaração de Ajuste, ou seja, R$ 39.431,05, e correto o valor do imposto retido constante da DIRF (R$ 2.227,04). Ou seja, pegou os dois extremos, de forma a imputar uma maior tributação. Pretende, então, seja esclarecido porque não se utilizou a informação completa de uma ou de outra declaração. Submetido o processo à apreciação deste Colegiado, decidiuse pela conversão do julgamento em diligência, nos termos da Resolução nº 2801000.063, de 25/08/2011, às fls. 108/111, para que a empresa Albuquerque e Amorim Comercial Ltda. fosse intimada a informar os rendimentos pagos a título de aluguel a cada um dos coproprietários do imóvel situado à Rua Senador Pompeu 1031, FortalezaCE, que foi alugado para a empresa Albuquerque e Amorim Comercial Ltda., CNPJ 00.392.674/000163, conforme contrato de locação de fls. 99/106, firmado com a interveniência da Predilar Adm. e Venda de Imóveis Ltda. Em resposta, foram juntados aos autos os documentos de fls. 147/151. É o Relatório. Fl. 155DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10166.010710/200793 Acórdão n.º 280102.443 S2TE01 Fl. 4 4 Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O recorrente defende que os rendimentos recebidos da Albuquerque e Amorim Comercial Ltda., CNPJ 00.392.674/000163, durante o anocalendário de 2002, correspondem ao valor de R$ 9.578,88, sendo que já foi informado na declaração de imposto de renda de sua esposa Maria Luiza de Faria Grangeiro o valor de R$ 9.074,82. Aduz, assim, que, se existe alguma diferença ou omissão de rendimento de aluguel, esse valor é de R$ 504,06 e nunca de R$ 17.202,53. A decisão recorrida confirmou que a Sra. Maria Luiza de Faria Grangeiro declarou em sua DIRPF/2003 rendimentos de R$ 9.014,82 pagos pela empresa Albuquerque e Amorim Comercial Ltda. Entretanto, concluiu que o fato da mulher do Contribuinte declarar rendimentos da mesma fonte pagadora não é suficiente para macular o lançamento fiscal, tendo em vista que o contribuinte não carreou aos autos qualquer elemento de prova para demonstrar que os rendimentos declarados por sua mulher estão relacionados aos informados na DIRF apresentada em seu nome pela fonte pagadora. De acordo com o Formal de Partilha apresentado pelo recorrente, às fls. 95/97, verificase que ele é casado sob regime de comunhão de bens com Maria Luiza de Faria Grangeiro e que os dois, em conjunto, são proprietários de 1/9 do imóvel situado à Rua Senador Pompeu 1031, FortalezaCE, que foi alugado para a empresa Albuquerque e Amorim Comercial Ltda., CNPJ 00.392.674/000163, conforme contrato de locação de fls. 99/106, firmado com a interveniência da Predilar Adm. e Venda de Imóveis Ltda. Examinando os Extratos de Conta da Predilar emitido em nome do contribuinte, juntados às fls. 66/94, constatase que o montante de R$ 91.301,21 recebido a título de aluguel do referido imóvel, no anocalendário de 2002, é compatível com o valor integral do aluguel determinado no Contrato de locação de fls. 99/106. Entretanto, tal valor não é condizente com o valor de R$ 17.202,53 consignado na DIRF apresentada à RFB pela empresa Albuquerque e Amorim Comercial Ltda. (fl. 50). Conforme já relatado, em decorrência do procedimentos de diligência, a empresa Albuquerque e Amorim Comercial Ltda. foi intimada a informar os rendimentos pagos a título de aluguel a cada um dos coproprietários do imóvel situado à Rua Senador Pompeu 1031, FortalezaCE. Na resposta apresentada pela referida empresa (fls. 147/151), consta que o valor total pago, no anocalendário de 2002, a título de aluguel do imóvel situado à Rua Senador Pompeu 1031, FortalezaCE, corresponde ao montante de R$ 91.344,51. Ainda, é registrado o seguinte esclarecimento: “Não podemos identificar valores pagos a cada proprietário pois o boleto de pagamento enviado pela Predilar Administradora de imóveis Ltda para a nossa empresa efetuar o Fl. 156DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10166.010710/200793 Acórdão n.º 280102.443 S2TE01 Fl. 5 5 pagamento só consta um valor e um único CPF 210.018.47324 (MARIA BASTOS GRANJEIRO E OUTROS(S) .CONFORME XEROX PAGAMENTO EM ANEXO.” Diante dessas informações e tendo em vista que o recorrente e sua esposa Maria Luiza de Faria Grangeiro são, em conjunto, proprietários de 1/9 do imóvel situado à Rua Senador Pompeu 1031, FortalezaCE, verificase que o valor do correspondente aluguel recebido pelo casal monta a quantia de R$ 10.149,39. Como a parcela de R$ 9.014,82 foi declarada na DIRPF/2003 da Sra. Maria Luiza de Faria Grangeiro, conforme ratificado pela decisão recorrida, é de se manter a parcela de R$ 1.134,57 referente à omissão de rendimentos oriundos da fonte pagadora Albuquerque e Amorim Comercial Ltda., CNPJ 00.392.674/000163. Ou seja, deve ser cancelada a omissão de rendimentos apurada pelo fisco, no valor de R$ 16.067,96. No que tange à glosa do IRRF relativo aos rendimentos pagos pela empresa Érika Maria Abelem Ximenes ME, CNPJ 35.062.546/000151, reclama o interessado que não foi apresentado qualquer documento que justifique a alteração efetuada, Suscita, ainda, que a Receita Federal considerou correto o rendimento pago por Érika Maria Abelem Ximenes, CNPJ 35.062.546/000151, constante de sua Declaração de Ajuste, ou seja, R$ 39.431,05, e correto o valor do imposto retido constante da DIRF (R$ 2.227,04), computando os dois extremos, de forma a imputar uma maior tributação. Pretende, então, seja esclarecido porque não se utilizou a informação completa de uma ou de outra declaração. Compulsando os autos, constatase que a DIRF apresentada pela fonte pagadora Érika Maria Abelem Ximenes ME (fl. 51) registra que foi pago ao contribuinte a título de Aluguéis e Royalties Pagos a Pessoa Física, no anocalendário de 2002, o montante de R$ 14.252,20, bem como foi descontado o IRRF no importe de R$ 2.227,04. O Contribuinte informou na DIRPF/2003 rendimentos recebidos de Érika Maria Abelem Ximenes ME no valor de R$39.431,05 e IRRF correspondente de R$6.400,40. Conforme ressaltado pela decisão recorrida, a Autoridade, com base na DIRF, procedeu à glosa parcial do valor do IRRF dessa fonte pagadora, acatando somente o valor de R$ 2.227,04. Neste caso, entendo que assiste razão ao recorrente, devendo, por questão de coerência, as informações prestadas pela fonte pagadora em DIRF serem utilizadas tanto para justificar a glosa de parte do imposto retido na fonte, como para quantificar os rendimentos brutos por ele percebidos. Assim, deve ser computado na base de cálculo apenas o valor de R$ 14.252,20 consignado na referida DIRF, excluindose da base de cálculo do lançamento o valor de 25.178,85. Diante do exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso, para excluir da base de cálculo do lançamento o montante de R$ 41.246,81. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 157DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10166.010710/200793 Acórdão n.º 280102.443 S2TE01 Fl. 6 6 Fl. 158DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A
score : 1.0
Numero do processo: 10920.002507/2003-21
Data da sessão: Mon Jul 26 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Ano-calendário: 1998
AUTO DE INFRAÇÃO ELETRÔNICO. TEORIA DOS MOTIVOS
DETERMINANTES. Se a autuação torna como pressuposto de fato a
inexistência da opção do Contribuinte, limitando-se a indicar como dado concreto "Proc inexist no Profisc", e o mesmo demonstra a existência desta ação, bem como que figura no pólo ativo, deve-se reconhecer a opção.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3803-000.509
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso, para o lançamento. Vencido o Conselheiro Daniel Maurício Fedato (Relator), que deu provimento ao recurso para incluir o(s) débito(s) lançado(s) em programa de parcelamento.
Designado o Conselheiro Belchior Melo de Sousa para a redação do voto vencedor. A Dra.Juliana Burkhart Rivero, OAB/SP n. 173.205, fez sustentação oral.
Matéria: DCTF_IPI - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (IPI)
Nome do relator: DANIEL MAURÍCIO FEDATO
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Recurso Voluntário Provido, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso, para o lançamento. Vencido o Conselheiro Daniel Maurício Fedato (Relator), que deu provimento ao recurso para incluir o(s) débito(s) lançado(s) em programa de parcelamento. Designado o Conselheiro Belchior Melo de Sousa para a redação do voto vencedor, A Dra, Juliana Burkhart Rivero, OAB/SP n, 17.3.205, fez sustentação oral, ANxandré Kern - Presidente Bel4iorIVI-e16 de Sousa —"Redator Designado Parti , iparam, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Daniel Md rício Fedato (Relatou), Hélcio Lafetá Reis, Carlos Henrique Marfins de Lima e Rangel Per -Med Fiorin, 1 Relatório Em face da Contribuinte, em 16.06,2003 foi lavrado Auto de Infração (n" 0002015 — fis 23/30), motivado pela falta de recolhimento de IP I de períodos entre primeiro decêndio de agosto/98, exigindo-lhe o respectivo crédito tributário. Irresignada, a Autora apresentou Impugnação (ti. 01/08), alegando em suma, que o valor exigido fora declarado, como compensado com indébitos de CSLL, conforme Processo n" 13819,003151/98-33, onde segundo a Interessada o lançamento não poderia prosperar, por ter desconsiderado tal compensação. Informou ainda, que pleiteou a desistência do pedido objeto daquele processo, em razão de sua opção pelo Programa RUIS, e que o valor declarado em DCTF não foi informado na Declaração Refis, atendendo a própria orientação da SRF, in verbis: "Os valores relativos a débitos de imposto e contribuição já declarados ou confessados anteriormente à SRF, inclusive mediante pedido de parcelamento já concedido ou de parcelamento ou compensação ainda pendente de decisão, não deverão ser informados na Declaração REFIS (grilb da Impugnante)" Entendendo assim, que o débito exigido deveria ter siso incluído automaticamente no RENS, sendo improcedente o lançamento.. Em 13..06,08 a DRJ de Ribeirão Preto/SP, arrimada no entendimento da Retroatividade Benigna - art. 18 da Lei 10,833, de 2003, com redação cio art.. 18 da Lei n" 11.488, de 200, votou pela procedência parcial do lançamento, exonerando apenas a multa de oficio. Insatisfeita, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário (fls. 88/96), solicitando nulidade do lançamento, uma vez que restou comprovado que o débito em questão deveria ter sido automaticamente incluso no RUIS. Em síntese, é o Relatório, Voto Vencido Conselheiro Daniel Maurício Fedato, Relator O Recurso Voluntário é tempestivo e atende às demais exigências legais, razão pela qual dele conheço. A questão cinge-se, conforme Relatório demonstra, que o débito em questão deveria ter sido incluído automaticamente no RUIS, o que não aconteceu, Processo n" 10920 002507/2003-21 S3-TE03 Acórdão o " 3803-00.509 Fl / 11 Diante do exposto, constata-se que não foi detectado pelo Auto de Inflação Eletrônico, que sua opção era o Programa REFIS. Presume-se, com isso, que o Auto de Infração foi lavrado em virtude de acreditar a fiscalização, que a referida solicitação não existia. No entanto, conforme pode-se verificar na Impugnação da Recorrida (fi. 02), a opção foi recepcionada pela Secretaria da Receita Federal. Observa-se então, que não foi feita averiguação cronológica do pedido protocolado pela Recorrente.. A respeito do tema, transcrevo as considerações, extraídas de voto vencido no Acórdão n" 7.386, de 17 de novembro de 2004, da DRI-Curitiba/PR. 3. Respeitosamente, considero que fazer agora tais considerações, no âmbito do processo, e manter o lançamento sob pressupostos outros que sequer Ibranz, ou puderam ser, cogitados pela autoridade autuante corresponde à verdadeira inovação no que pertine à valoração jurídica dos _fatos, em época em que descabe à autoridade julgadora proceder ao agravamento da exigência, por .fbrça do que determina o § 3" do art. 18 do Decreto 77. 70,235, de 197.2, com redação dada pelo art. 1" da Lei n."8.748, de 1993, in verbis: § 3". Quando, em exames posteriores, diligências ou perícias, realizadas no curso do processo, Ibrem verificadas incorreçõe,s, omissões ou inexatidões de que resultem agravamento da exigência inicial, inovação ou alteração da .fundamentação legal da exigência, será lavrado auto de inflação ou emitida notificação de lançamento complementar devolvendo-se, ao sujeito passivo, prazo para impugnação no concernente à matéria modificada. 4. Em sintonia com o que determina a disposição legal supra, também a doutrina jurídica, na exegese de MARCOS VINICIUS NEDER e MARIA TERESA MARTINEZ LOPES (Ui Processo Administrativo Fiscal Federal Comentado, Dialética, .2002, p.184), recomenda o seguinte: "Assinz, constatadas pela autoridade julgadora inexatidões na verificação do . fato gerador, relacionadas com o mesmo ilícito descrito no lançamento original, o .saneamento do processo fiscal .será promovido pela feitura de Auto de Infração Complementar, Esta peça, sob pena de nulidade, deverá descrever os motivos que fiindamentam a alteração do lançamento indicando o ..fato ou circunstância que ele pretende aditar ou retificai; demonstrando o crédito tributário unificado, de modo a permitir ao contribuinte o pleno conhecimento da alteração". r 3 5.No caso em pauta, sabemos todos que o auto de inftação é lavrado mediante simples cruzamento de dados entre o que é informado pelo contribuinte e os demais registros contidos no sistema informatizado da Receita Federal O procedimento in casu é totalmente eletrônico e não obstante a sua validade, visto que autorizado por autoridade competente, fundamenta-se apenas no estreito limite desse cruzamento de inibi-mações. A descrição do fato, requisito de validade do auto de infração e elemento essencial ao exercício do direito à ampla defesa do sujeito passivo, encontra-se no âmbito de competência da autoridade lançadora, descabendo à autoridade julgadora supri-lo, ao argumento de que a exigência seria válida sob o prisma da 'falta de recolhimento". Ora, a falta de recolhimento é, em sentido amplo e via de regra, a razão de qualquer lançamento de ofício efetuado de modo a constituir o crédito tributário. Vale dizer, em linguagem mais simples, que o Fisco não pode, durante o procedimento, atirar no que vê e, então, a autoridade .julgadora, já no curso do processo, .fazê-lo acertar no que não viu, subtraindo ao impugnante o direito de opor contra-razões, quaisquer que sejam, sem que isto, pelo menos a meu juizo, resulte na preterição do direito de defesa do contribuinte autuado„ 6.Em apertada síntese, estas são as razões pelas quais, não promovido o aludido saneamento processual e ante a insubsistência do ,fato que ensejou a lavratura do auto de infração em exame, visto que agora são outros os pressupostos que o Cl13 ejarlam, divirjo, respeitosamente, da relatara e dos demais colegas julgadores que votaram pela procedência do . feito, eis que, a meu juizo, sem que o processo seja saneado, impõe-se o cancelamento do auto de infração, cabendo ao Fisco efetuar o lançamento que achar devido, então já sob o pálio de novos pressupostos, e desde que dentro de prazo decadencial 7. Isto posto, VOTO PELA IMPROCEDÊNCIA do lançamento, bem assim respectiva multa lançada de ofício ejuros moratórios." Concordo com este entendimento_ Neste caso, o Auto de Infração singelamente se arrima na inexistência da opção do REF IS De acordo com a 'teoria dos Motivos Determinantes, o ato administrativo está forçosamente vinculado aos fatos concretos apurados e aos fundamentos legais que lhe dão suporte, A .fiscalização preferiu tomar um suporte tático genérico e impreciso para dar suporte à autuação, ao invés de promover a apuração concreta da realidade do caso. E errou de fundamento, sendo então incabível que as instâncias julgadoras promovam a atividade de <-1 II - imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções, c. Processo o" 10920 0025071200.3-21 Acórdão ri." 3803-00..509 S3-TE03 FF 112 fiscalização que a autoridade lançadora devia ter executado, decantando o suporte concreto que deveria ter sido apurado e indicado pela autoridade lançadora para a lavratura do Auto de Infração. Deve-se, pois, reconhecer a opção da Suplicante, inclusão ao Programa REF1S, Diante do exposto, dou provimento ao Recurso Voluntário, Daniel Maurício Fedato Voto Vencedor Conselheiro Belchior Melo de Sousa, Redator Designado Como observa-se no Relatório e Voto do nobre relator, foi vinculado ao débito apurado e informado em DCTF um número de processo administrativo relativo à inclusão do débito no parcelamento RUIS. Sem acurada verificação, o auto de infração eletrônico decorrente de procedimento interno de auditoria em DCTF, toma corno motivo do lançamento a inexistência do referido processo. A fundamentação do voto vencido foi considerada escorreita, fulcrada na teoria dos motivos determinantes, vez que identificou, pela instrução dos autos, que é falso o fato em que se ancorou a lavratura do auto de infração, sendo verdadeira não apenas a existência do processo administrativo. Ocorre que por também ser verdadeira a opção por aquele regime de parcelamento e completos os procedimentos da contribuição quanto à sua formalização, o voto vencido encaminhou a decisão para o reconhecimento da inclusão da contribuinte no parcelamento pleiteado. Este, o ponto contra o qual os restantes membros desta Turma opôs divergência, considerando que discutir e decidir acerca do parcelamento não é objeto deste processo, mas julgar a procedência ou não do auto de infração. Assim, nos termos do art 50, 11, da Lei IV 9.784/98 foi definido que o ato administrativo do presente lançamento está desprovido de um de seus requisitos básicos, o motivo, para que subsista: "Ari .50 Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos finos O dos fundamentos jurídicas, quando. - elchWilWelo -j7S-13 " Pelo ,exposto, voto por dar provimento ao recurso pata cancelar o lançamento 6
score : 1.0
Numero do processo: 10380.100676/2005-41
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR
Exercício: 2001
ÁREA DE PASTAGENS. FALTA DE COMPROVAÇÃO.
Não tendo sido apresentados documentos comprobatórios que justifiquem a área de pastagens declarada, deve ser mantida a glosa efetuada.
RETIFICAÇÃO DA DECLARAÇÃO APÓS O INÍCIO DA AÇÃO FISCAL. IMPOSSIBILIDADE.
A retificação da DITR só é possível mediante a comprovação do erro em que se funde e antes do início da ação fiscal.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.436
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - outros assuntos
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
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ementa_s : Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR Exercício: 2001 ÁREA DE PASTAGENS. FALTA DE COMPROVAÇÃO. Não tendo sido apresentados documentos comprobatórios que justifiquem a área de pastagens declarada, deve ser mantida a glosa efetuada. RETIFICAÇÃO DA DECLARAÇÃO APÓS O INÍCIO DA AÇÃO FISCAL. IMPOSSIBILIDADE. A retificação da DITR só é possível mediante a comprovação do erro em que se funde e antes do início da ação fiscal. Recurso Voluntário Negado.
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FALTA DE COMPROVAÇÃO. Não tendo sido apresentados documentos comprobatórios que justifiquem a área de pastagens declarada, deve ser mantida a glosa efetuada. RETIFICAÇÃO DA DECLARAÇÃO APÓS O INÍCIO DA AÇÃO FISCAL. IMPOSSIBILIDADE. A retificação da DITR só é possível mediante a comprovação do erro em que se funde e antes do início da ação fiscal. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Carlos César Quadros Pierre, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin e Walter Reinaldo Falcão Lima. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Fl. 57DF CARF MF Excluído Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.09292.XI9Q. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10380.100676/200541 Acórdão n.º 2801002.436 S2TE01 Fl. 53 2 Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o auto de infração de fls. 02/06, relativo ao Imposto Sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR do exercício 2001, formalizando a exigência de um crédito tributário de R$ 5.219,10, referente ao imóvel denominado “Lagedo da Costa”, NIRF – Número do Imóvel na Receita Federal – 29046785, decorrente da glosa total da área de pastagens, por falta de comprovação, solicitada por meio do Termo de Intimação de fls. 10 (ciência em 10/09/05, fls. 11), conforme descrição dos fatos de fls. 04, in verbis: “001 IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR FALTA DE RECOLHIMENTO DO IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL Contribuinte foi intimado a apresentar documentação comprobatória que justificasse área para pastagens de 512,0 hectares, uma vez que não consta,em sua DITR/2001 nenhum rebanho. Foi apresentado documento de cadastro de coleta de dados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Rio Grande do Norte, emitido em 26/11/2002, período diverso do solicitado no termo de intimação. Além disso, o contribuinte não apresentou Ficha de Registro de Vacinação e Movimentação de Gados,fornecida pelos escritórios vinculados à Secretaria de Agricultura, localizados nos municípios, nem notas fiscais que contivessem compra de vacinas para o rebanho no ano de 2000. Tendo em vista a não comprovação, foi efetuada a glosa total da área de pastagens.” IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o interessado apresentou impugnação considerada tempestiva, alegando, em síntese, conforme relatório do acórdão de primeira instância (fls. 42), que: “O impugnante alega que o FAR – Formulário de Alteração e Retificação, fl. 17, datado de 07.12.2005, não considerou a Declaração Retificadora do ITR do Exercício de 2001, apresentada pelo defendente em data de 22.09.2005, ora juntado aos presentes autos, tampouco considerou a NFVC nº 000751 datada de 21.04.2000 de medicamentos para uso no rebanho, fl. 30. Tanto o FAR, de 07.12.05, quanto o Auto de Infração, de 08.12.05, foram elaborados após a entrega da Declaração Retificadora do ITR/2001, no dia 22.09.05, providenciada antes do procedimento de qualquer ação fiscal, devendo esse órgão julgar improcedente tal autuação.” Fl. 58DF CARF MF Excluído Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.09292.XI9Q. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10380.100676/200541 Acórdão n.º 2801002.436 S2TE01 Fl. 54 3 ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A 1a Turma da DRJ/RecifePe julgou o lançamento procedente (fls. 40/45), por considerar que, quando do envio da DITR/2001 retificadora, em 22/09/05, o contribuinte já estava sob procedimento fiscal, iniciado por meio do Termo de Intimação Fiscal recebido em 10/09/05, logo não lhe era permitido retificar a DITR em questão, de acordo com o disposto no § 1o do art. 147 do CTN. Acerca da matéria objeto do auto de infração destacou que, embora o contribuinte não tenha a ela se referido em sua impugnação, as normas que tratam do assunto exigem que sejam apresentadas provas da existência da área de pastagens, o que não ocorreu no caso em apreço. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado do acórdão de primeira instância em 28/07/08 (fls. 46), o interessado interpôs, em 20/08/08, o Recurso de fls. 47/48, alegando, em suma, que não deve ser considerado o Termo de Intimação Fiscal de 10/09/05, para fins de consideração da data de início do procedimento fiscal, pois tomou conhecimento dos fatos alegados no auto de infração somente após 22/09/05, tendo destacado que não foi notificado do cancelamento da DITR retificadora apresentada. Aduz que esta DITR esclarece a quantidade de rebanho existente à época e que o julgador não levou em consideração essa informação. Diante do exposto acima requer o conhecimento e provimento de seu recurso. É o Relatório. Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima O recurso é tempestivo e atende as demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O acórdão recorrido não merece qualquer reparo, como será demonstrado a seguir. De acordo com o disposto no art. 7o, I, do Decreto no 70.235/72, o procedimento fiscal tem ínicio com o primeiro ato de ofício, praticado por servidor competente, com a devida ciência do contribuinte. O § 1° do mesmo artigo estabelece que o início do procedimento exclui a espontaneidade do sujeito passivo em relação aos atos anteriores. No caso em apreço o recorrente foi cientificado em 10/09/05 do Termo de Intimação Fiscal de fls. 10, que solicita a documentação hábil e idônea que jusitifique a área de pastagens de 512,0 ha, constante na DITR/2001. Dessa forma não restam dúvidas que o citado Termo deu início à ação fiscal que resultou no lançamento em discussão, razão pela qual a DITR/2001 enviada em 22/09/05 não poderia ser acieta como retificadora, devido à perda da espontaneidade, conforme disposto no § 1° do art. 7o do Decreto no 70.235/72. Fl. 59DF CARF MF Excluído Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.09292.XI9Q. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10380.100676/200541 Acórdão n.º 2801002.436 S2TE01 Fl. 55 4 Cumpre assinalar que essa matéria se encontra pacificada no âmbito deste Conselho, por meio da Súmula CARF nº 33, abaixo reproduzida: Súmula CARF nº 33 A declaração entregue após o início do procedimento fiscal não produz quaisquer efeitos sobre o lançamento de ofício. É importante destacar que, nos termos do art. 72 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22/06/09, com as alterações das Portarias MF nº 446, de 27/08/09, e 586, de 21/12/10, publicadas nos DOU de 31/08/09 e de 22/12/10, respectivamente, as súmulas do CARF são de observância obrigatória pelos seus membros. Acerca da glosa da área de pastagens, os documentos carreados aos autos pelo recorrente não se prestam a comprovála, como bem demonstrado na decisão atacada, sendo que peço venia para adotar como razões decidir os fundamentos expostos naquela decisão, abaixo reproduzidos: “(...) Embora o impugnante não tenha se referido à glosa da área de pastagem, motivo do Auto de Infração, prestase esclarecimento que, em relação à área de pastagens, deve ser observado o índice de rendimento mínimo fixado para os respectivos produtos, nos termos da Instrução Normativa SRF nº 60/2001, e da Instrução Especial Incra nº 19, de 28/05/1980, conforme previsto no art. 10, § 1º , inciso V, alíneas “b” e “c”, da Lei nº 9.393, de 19/12/1996, que assim dispõe: “Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitandose a homologação posterior. § 1º Para os efeitos de apuração do ITR, considerarseá: (...) V área efetivamente utilizada, a porção do imóvel que no ano anterior tenha: a) sido plantada com produtos vegetais; b) servido de pastagem, nativa ou plantada, observados índices de lotação por zona de pecuária; (...) Essa matéria foi disciplinada através dos arts. 15 e 16 da Instrução Normativa SRF nº 43/1997, que assim dispõem: “Art. 15. As áreas do imóvel servidas de pastagens e as exploradas com extrativismo estão sujeitas, respectivamente, a índices de lotação por zona de pecuária e de rendimento por produto extrativo. Fl. 60DF CARF MF Excluído Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.09292.XI9Q. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10380.100676/200541 Acórdão n.º 2801002.436 S2TE01 Fl. 56 5 § 1º Aplicamse, até ulterior ato em contrário, os índices constantes das Tabelas nº 3 (Índices de Rendimentos Mínimos para Produtos Vegetais e Florestais) e nº 5 (Índices de Rendimentos Mínimos para Pecuária), aprovados pela Instrução Especial INCRA nº 19, de 28 de maio de 1980, e Portaria nº 145, de 28 de maio de 1980, do Ministério de Estado da Agricultura (Anexos III e IV, respectivamente). (...)” “Art. 16. A área utilizada será obtida pela soma das áreas mencionadas nos incisos I a VII do art. 12, observado o seguinte: (...) II a área servida de pastagem aceita será a menor entre a declarada pelo contribuinte e a área obtida pelo quociente entre a quantidade de cabeças do rebanho ajustada e o índice de lotação mínima, observado o seguinte: a quantidade de cabeças do rebanho será a soma da média anual do total de animais de grande porte, de qualquer idade ou sexo, mais a quarta parte da média anual do total de animais de médio porte existente no imóvel; são considerados animais de médio porte, os ovinos e caprinos; são considerados animais de grande porte, os bovinos, bufalinos, eqüinos, asninos e muares; a quantidade média de cabeças de animais é o somatório da quantidade de cabeças existentes a cada mês dividida por 12 (doze), independentemente do número de meses em que existiram animais do imóvel. Não é dado ao contribuinte o direito de desconhecer a Lei. No caso a Lei é a de nº 9.393, de 19/12/1996, no seu artigo 10, § 3º. Tendo o imóvel rural área superior a 500,0 hectares, localizado nessa região, estava o contribuinte, obrigado aos índices de lotação animal, para cálculo da área de pecuária e de exploração extrativa. Orientação prestada no Manual para Preenchimento da Declaração do ITR/2001. Os documentos hábeis para comprovar o rebanho existente no imóvel rural seriam, por exemplo: ficha registro de vacinação e movimentação de gados e/ou ficha do Serviço de Erradicação da sarna e Piolheira dos Ovinos fornecidas pelos escritórios vinculados à Secretaria de Agricultura, localizados nos respectivos municípios, laudo de acompanhamento de projeto fornecido por instituições oficiais (secretaria de Agricultura dos Estados, Banco do Brasil, bancos e órgãos regionais ou estaduais de desenvolvimento), no qual deverão constar as informações sobre o efetivo pecuário de grande e médio porte, no imóvel em questão, no exercício anterior, no caso ao período de 01/01/2000 a 31/12/2000. Fl. 61DF CARF MF Excluído Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.09292.XI9Q. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10380.100676/200541 Acórdão n.º 2801002.436 S2TE01 Fl. 57 6 Para qualquer situação, deverá ser apresentada Certidão expedida pela Inspetoria Veterinária da Secretaria Estadual de Agricultura, informando a composição do rebanho registrado em nome do contribuinte, no imóvel rural em questão, no exercício anterior. Caso o rebanho encontrese registrado em nome de terceiros, apresentar documentação que relacione o referido rebanho ao imóvel em questão (contrato de arrendamento, recibo de pastoreio, etc). A nota fiscal de venda ao consumidor nº 000751, fl. 30, além de conter rasura na data de sua emissão, não prova a existência de animais no imóvel rural, muito menos o quantitativo desses animais, exigido para a aplicação do índice de lotação animal. (...)” Diante do exposto acima voto por NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator Fl. 62DF CARF MF Excluído Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.09292.XI9Q. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por WALTER REINALDO FALCAO LIMA em 21/05/2012 09:03:40. Documento autenticado digitalmente por WALTER REINALDO FALCAO LIMA em 21/05/2012. Documento assinado digitalmente por: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES em 22/05/2012 e WALTER REINALDO FALCAO LIMA em 21/05/2012. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 08/10/2019. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP08.1019.09292.XI9Q Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: AFDFFF2E9E96CBAC79AA2E0827203257991757C3 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10380.100676/2005-41. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 10746.720041/2007-31
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR
Exercício: 2005
VALOR DA TERRA NUA (VTN). ARBITRAMENTO.
O lançamento de ofício deve considerar, por expressa previsão legal, as informações constantes do Sistema de Preços de Terra, SIPT, referentes a levantamentos realizados pelas Secretarias de Agricultura das Unidades Federadas ou dos Municípios, que considerem a localização do imóvel, a capacidade potencial da terra e a dimensão do imóvel. Na ausência de tais informações, a utilização do VTN médio apurado a partir do universo de
DITR apresentadas para determinado município e exercício, por não observar o critério da capacidade potencial da terra, não pode prevalecer.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-002.422
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2005 VALOR DA TERRA NUA (VTN). ARBITRAMENTO. O lançamento de ofício deve considerar, por expressa previsão legal, as informações constantes do Sistema de Preços de Terra, SIPT, referentes a levantamentos realizados pelas Secretarias de Agricultura das Unidades Federadas ou dos Municípios, que considerem a localização do imóvel, a capacidade potencial da terra e a dimensão do imóvel. Na ausência de tais informações, a utilização do VTN médio apurado a partir do universo de DITR apresentadas para determinado município e exercício, por não observar o critério da capacidade potencial da terra, não pode prevalecer. Recurso Voluntário Provido.
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ARBITRAMENTO. O lançamento de ofício deve considerar, por expressa previsão legal, as informações constantes do Sistema de Preços de Terra, SIPT, referentes a levantamentos realizados pelas Secretarias de Agricultura das Unidades Federadas ou dos Municípios, que considerem a localização do imóvel, a capacidade potencial da terra e a dimensão do imóvel. Na ausência de tais informações, a utilização do VTN médio apurado a partir do universo de DITR apresentadas para determinado município e exercício, por não observar o critério da capacidade potencial da terra, não pode prevalecer. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre e Walter Reinaldo Falcão Lima. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Claudio Farina Ventrilho. Fl. 165DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10746.720041/200731 Acórdão n.º 280102.422 S2TE01 Fl. 156 2 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 1ª Turma da DRJ/BSA/DF. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “Contra a empresa identificada no preâmbulo foi emitida, em 19/11/2007, a Notificação de Lançamento n° 01501/00024/2007 (fls. 09/12), consubstanciando o lançamento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR, exercício de 2005, referente ao imóvel denominado "Lotes 21 e 24", cadastrado na RFB, sob o n° 6.137.2498, localizado no Município de Campos Lindos — TO. O crédito tributário apurado pela autoridade fiscal compõese de diferença no valor do ITR de R$ 85.723,59 que, acrescida dos juros de mora, calculados até 30/11/2007 (R$ 24.825,55) e da multa proporcional (R$ 64.292,69), perfaz o montante de R$ 174.841,83. A ação fiscal iniciouse com intimação ao contribuinte (fls. 01 e 02) para, relativamente as DITR, do exercício de 2005, apresentar o seguinte documento de prova: "Laudo de avaliação do imóvel, conforme estabelecido na NBR 14.653 da Associação Brasileira de Normas Técnicas — ABNT com fundamentação e grau de precisão II, com anotação de responsabilidade técnica ART registrada no CREA, contendo todos os elementos de pesquisa identificados. A falta de apresentação do laudo de avaliação ensejará o arbitramento do valor da terra nua, com base nas informações do Sistema de Preços de Terra SIPT da RFB". Em 18/10/2007 a contribuinte entrou com requerimento (doc. de fls 04) formalizando o pedido de prorrogação de prazo para entrega dos documentos, cuja data limite ficou estendida para até o dia 05/11/2007. Em 19/11/2007 a autoridade fiscal de posse das informações constantes da DITR/2005 e considerando não ter obtido resposta ao Temo de Intimação Fiscal (prorrogado para até o dia 05/11/2007), procedeu a análise da referida declaração e resolveu rejeitar o Valor da Terra Nua VTN declarado pela contribuinte, de R$ 19.661,87 (R$ 3,68/ha), arbitrandoo em R$ 555.501,31 (R$ 103,97/ha), com base no SIPT da RFB, tendo sido apurado imposto suplementar de R$ 85.723,59, conforme demonstrativo de fls. 11. A descrição dos fatos e o enquadramento legal da infração, da multa de oficio e dos juros de mora constam As folhas 10 a 12. Da Impugnação Fl. 166DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10746.720041/200731 Acórdão n.º 280102.422 S2TE01 Fl. 157 3 Cientificada do lançamento em 28/11/2007 ("AR" de fls. 14 e 15), ingressou a interessada, em 26/12/2007 (conforme carimbo datador aposto no documento de folha 20), por intermédio de Procurador/Advogado legalmente nomeado (procuração de folhas 30 e 31), com sua impugnação, anexada às fls. 20 a 29, lida nesta sessão. Junto à referida impugnação foi carreado Laudo Técnico de Avaliação de Imóvel Rural (fls. 32 a 49) e anexos (folhas 50 a 115). Alegou e requereu o seguinte, em síntese: fez a identificação da contribuinte e narrou sobre os fatos; a apuração do VTN arbitrado foi realizada com base na média dos VTNs declarados pelos contribuintes do município onde se localiza o imóvel, e como se sabe, o valor da terra nua depende da qualidade da terra, das condições de mercado no momento da apuração, de situações especificas da regido, ou seja, os imóveis possuem valor individualizado, não podendo realizar uma média com imóveis vizinhos e arbitrar tal valor sem levar em conta as especificidades de cada propriedade rural, não estando, por conseqüência, o VTN declarado subavaliado; o VTN arbitrado não condiz com a realidade do imóvel da Impugnante, pois esse é de difícil acesso, praticamente inacessível, não havendo maneiras de transportar a produção agrícola ou pecuária por outro meio que não seja aéreo, estando a 90 Km da cidade de Campo Alegre e a 80 do povoado de Rancharia, que a estrada é muito arenosa, com erosões de grande porte, apresentando toda dificuldade de tráfego que só é possível com veiculo de tração animal (carroça) e moto; que custo médio significa que houve valores menores e maiores, sendo que o valor da terra nua depende da qualidade da terra (boa, ruim, acidentada, com água, sem água, acessível, inacessível ... ), das condições de mercado no momento da pesquisa (oferta e procura), situações especificas como acesso rodoviário e outras situações; , encomendou ao Engenheiro Agrônomo Geraldo Mendonça Umbelino, a confecção de "Laudo Técnico de Avaliação de Imóvel" de acordo com as normas da ABNT e que ficou constatado a precariedade de condições de tráfego; dado a impossibilidade de escoamento da produção em virtude do percurso de 60 km em caminho carreiro, fato relevante para a formação de valor na avaliação da propriedade (item 7.3.3 da NBR 14.6533 da ABNT), o avaliador conclui que deve haver a escolha de métodos de avaliação mais apropriados; o imóvel em questão está, realmente, localizado em área de grande produtividade de soja, pois os terrenos próximos ao da Impugnante geralmente são planos e possuem alta fertilidade natural, dessa forma, o VTN médio do local, apurado pelo Autuante, é bem superior ao declarado pela Contribuinte; Fl. 167DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10746.720041/200731 Acórdão n.º 280102.422 S2TE01 Fl. 158 4 o imóvel não pode ser explorado, pela dificuldade de acesso, não possuindo estradas para escoamento da produção, tendo apenas, pela topografia, vocação para a pecuária; para chegar à rodovia mais próxima é necessário percorrer 30 km de estrada de terra, ou seja, a maneira mais fácil para escoamento da produção agrícola seria via aérea, o que torna os custos absurdamente altos, tornando absolutamente inviável sua comercialização; que diante de tais peculiaridades, a avaliação pelo método comparativo de dados de mercado deve ser vista com cautela no caso vertente, pois sofre a influência da valorização das terras do altiplano, onde se situam uma das melhores áreas para plantio de soja, contrastando significativamente com as terras objeto da lide; deve ser observado o texto constante do laudo: "A Adoção do valor médio para a avaliação de terras em Campos Lindos é metodologia inadequada, pois os valores do altiplano variam de 30 a 40 vezes o valor das terras da Fazenda Sônia Maria. Somamse ainda a falta de infraestrutura a sudoeste do município onde se localiza o imóvel"; por conseguinte, como a avaliação pelo método comparativo de dados de mercado se mostra inadequada ao presente caso, o avaliador (profissional devidamente habilitado para tal ato), utilizou outro método, qual seja o "Método do Valor Presente Liquido (VPL)", conforme consta às págs. 13 do laudo, o qual considera como investimentos a implementação da estrada e da exploração pecuária e o valor da propriedade avaliada pelo Método Direto; para o cálculo do Valor Presente Liquido foram elaborados os seguintes orçamentos (anexados aos laudos): investimento na exploração pecuária; investimento de implantação da estrada; custeio da pecuária e manutenção da estrada. Neste método, se o Valor Presente Liquido (VPL) for positivo ou igual a zero, o valor do imóvel será o da avaliação pelo Método Direto. Contudo, se for negativo, anulase o valor tributável; que no presente caso, considerando os investimentos realizados e receitas futuras com venda anual das crias, no prazo de 10 (dez) anos, descontadas a uma taxa anual de 8% a.a., chegouse a um Valor Presente Liquido (VPL) com um prejuízo de R$ 1.984.695,22; considerando ser negativo o VPL, vez que o grau de utilização da terra ficou prejudicado pela falta de condições de escoar a produção, o valor potencial do imóvel não se confirmou, conseqüentemente, devese anular o valor tributável; a conclusão do laudo de avaliação é de que a vistoria foi fator decisivo para constatação da impossibilidade de escoamento da produção e definição negativa do Valor Presente Liquido (VPL), Fl. 168DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10746.720041/200731 Acórdão n.º 280102.422 S2TE01 Fl. 159 5 o que inviabiliza economicamente o aproveitamento eficiente do imóvel, não cabendo qualquer tributação; o imóvel está ocupado por 11 posseiros, ocupando 30% (trinta por cento) da área total. Que são posses antigas, com mais de 30 (trinta anos), em casas simples, cerca de arame farpado e área de pastagem formada com capim brachiarão, conforme se pode ver pelas fotos inclusas no laudo. Não ha como desconsiderar a depreciação do valor do imóvel, em função da presença de tais posseiros; o imóvel não possui valor de mercado devido à falta de acesso e à presença dos posseiros. Que a Impugnante tentou por inúmeras vezes, sem sucesso, vendêlo, no entanto, não foi possível em face à impossibilidade, até o momento, de sua exploração econômica, pelos motivos anteriormente elencados; que é de se concluir que diante de tais precariedades, o VTN não pode ser aferido mediante comparação com os demais imóveis da região; informa que tem a intenção de futuramente, juntamente com os órgãos competentes dos governos federal, estadual e municipal, criarem a infraestrutura necessária ao transporte terrestre da produção, tanto que já providenciou orçamento de tais obras (anexo II do Laudo de Avaliação), para que, dessa forma, o imóvel possa alcançar o VTN médio da região arbitrado pelo Autuante. Conforme concluiu o Laudo (pág. 15) o prejuízo apurado pelo método VPL evidencia o que se sabe há muito tempo, ou seja, a infraestrutura deve ser custeada pelo Governo; que restou claramente demonstrado que o VTN declarado pela Impugnante, embora sendo muito inferior à média da regido, é o que condiz com a realidade dos fatos, pois o imóvel mesmo estando localizado em uma área altamente produtiva, com VTN médio alto, possui peculiaridades que reduz drasticamente o valor da terra nua que é a falta de acesso, via terrestre, impossibilitando o escoamento da produção, bem como, a presença de posseiros, o que inviabiliza economicamente o aproveitamento eficiente do imóvel, não cabendo, conseqüentemente, qualquer tributação sobre o imóvel; por fim, requer seja julgado improcedente o lançamento, em sua totalidade.” O lançamento foi julgado procedente, conforme Acórdão de fls. 118/126, que restou assim ementado: DO VALOR DA TERRA NUA SUBAVALIAÇÃO. Para fins de revisão do VTN arbitrado pela fiscalização, com base no VTN/ha apontado no SIPT, exigese que o Laudo Técnico de Avaliação, emitido por profissional habilitado, atenda aos requisitos essenciais das Normas da Fl. 169DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10746.720041/200731 Acórdão n.º 280102.422 S2TE01 Fl. 160 6 ABNT (NBR 14.6533),demonstrando, de forma inequívoca, o valor fundiário do imóvel, a preços da época do fato gerador do imposto (1°/01/2005), bem como a existência de características particulares desfavoráveis que justificassem o restabelecimento do VTN declarado. Regularmente cientificada daquele Acórdão em 26/01/2009 (fl. 131), a interessada, representada por seu advogado (fl. 30), interpôs o recurso de fls. 132/149, em 16/02/2009. Em sua defesa, sustenta os argumentos da impugnação. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O lançamento cuida de alteração do Valor da Terra Nua (VTN) declarado, mediante o arbitramento do VTN para 2005 em R$ 103,97/ha, perfazendo um total de R$ 555.501,31. Quanto à alteração procedida pela fiscalização do VTN, importante trazer à colação o disposto na Lei nº 9.393, de 19 de dezembro de 1996, art. 14: Art. 14. No caso de falta de entrega do DIAC ou do DIAT, bem como de subavaliação ou prestação de informações inexatas, incorretas ou fraudulentas, a Secretaria da Receita Federal procederá à determinação e ao lançamento de ofício do imposto, considerando informações sobre preços de terras, constantes de sistema a ser por ela instituído, e os dados de área total, área tributável e grau de utilização do imóvel, apurados em procedimentos de fiscalização. § 1º As informações sobre preços de terra observarão os critérios estabelecidos no art. 12, § 1º, inciso II da Lei nº 8.629, de 25 de fevereiro de 1993, e considerarão levantamentos realizados pelas Secretarias de Agricultura das Unidades Federadas ou dos Municípios. Por sua vez, na época da edição da Lei nº 9.393, de 1996, a Lei nº 8.629, de 1993, art. 12, §1º, inciso II estabelecia: “Art. 12. Considerase justa a indenização que permita ao desapropriado a reposição, em seu patrimônio, do valor do bem que perdeu por interesse social. § 1º A identificação do valor do bem a ser indenizado será feita, preferencialmente, com base nos seguintes referenciais técnicos e mercadológicos, entre outros usualmente empregados: Fl. 170DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10746.720041/200731 Acórdão n.º 280102.422 S2TE01 Fl. 161 7 I valor das benfeitorias úteis e necessárias, descontada a depreciação conforme o estado de conservação; II valor da terra nua, observados os seguintes aspectos: a) localização do imóvel; b) capacidade potencial da terra; c) dimensão do imóvel. § 2º Os dados referentes ao preço das benfeitorias e do hectare da terra nua a serem indenizados serão levantados junto às Prefeituras Municipais, órgãos estaduais encarregados de avaliação imobiliária, quando houver, Tabelionatos e Cartórios de Registro de Imóveis, e através de pesquisa de mercado. “ (grifos acrescidos) Registrese que a partir de 2001, a redação do art. 12 da Lei nº 8.629, passou a ser a seguinte: “Art.12.Considerase justa a indenização que reflita o preço atual de mercado do imóvel em sua totalidade, aí incluídas as terras e acessões naturais, matas e florestas e as benfeitorias indenizáveis, observados os seguintes aspectos: (Redação dada Medida Provisória nº 2.18356, de 2001) Ilocalização do imóvel; (Incluído dada Medida Provisória nº 2.18356, de 2001) IIaptidão agrícola; (Incluído dada Medida Provisória nº 2.183 56, de 2001) IIIdimensão do imóvel; (Incluído dada Medida Provisória nº 2.18356, de 2001) IVárea ocupada e ancianidade das posses; (Incluído dada Medida Provisória nº 2.18356, de 2001) Vfuncionalidade, tempo de uso e estado de conservação das benfeitorias. (Incluído dada Medida Provisória nº 2.18356, de 2001) §1oVerificado o preço atual de mercado da totalidade do imóvel, procederseá à dedução do valor das benfeitorias indenizáveis a serem pagas em dinheiro, obtendose o preço da terra a ser indenizado em TDA. (Redação dada Medida Provisória nº 2.183 56, de 2001) §2oIntegram o preço da terra as florestas naturais, matas nativas e qualquer outro tipo de vegetação natural, não podendo o preço apurado superar, em qualquer hipótese, o preço de mercado do imóvel. (Redação dada Medida Provisória nº 2.183 56, de 2001) §3oO Laudo de Avaliação será subscrito por Engenheiro Agrônomo com registro de Anotação de Responsabilidade Fl. 171DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10746.720041/200731 Acórdão n.º 280102.422 S2TE01 Fl. 162 8 Técnica – ART, respondendo o subscritor, civil, penal e administrativamente, pela super avaliação comprovada ou fraude na identificação das informações. (Incluído dada Medida Provisória nº 2.18356, de 2001)” Ante a legislação acima transcrita, depreendese que, nos casos de subavaliação do VTN, o lançamento de ofício deve considerar as informações constantes do Sistema de Preços de Terra, SIPT, referentes a levantamentos realizados pelas Secretarias de Agricultura das Unidades Federadas ou dos Municípios, que considerem a localização do imóvel, a capacidade potencial da terra e a dimensão do imóvel. Ocorre que, no caso, as informações disponíveis no SIPT, para o exercício em análise e o município de localização do imóvel, não decorrem de levantamentos efetuados pelas Secretarias de Agriculturas. Limitamse ao VTN médio apurado a partir do universo de DITR apresentadas, haja vista a consulta reproduzida no extrato de fl. 13. Ora, o VTN médio das declarações de ITR apresentadas referentes ao município de localização do imóvel, não permitem a generalização no tocante ao critério da capacidade potencial da terra, não sendo apto a justificar o arbitramento. Portanto, neste tocante, não pode prevalecer o lançamento, devendo ser restabelecido o VTN declarado. Na mesma linha dos fundamentos expostos, como razões de decidir, cito a ementa correspondente ao seguinte precedente: VALOR DA TERRA NUA (VTN). ARBITRAMENTO. O lançamento de ofício deve considerar, por expressa previsão legal, as informações constantes do Sistema de Preços de Terra, SIPT, referentes a levantamentos realizados pelas Secretarias de Agricultura das Unidades Federadas ou dos Municípios, que considerem a localização do imóvel, a capacidade potencial da terra e a dimensão do imóvel. Na ausência de tais informações, a utilização do VTN médio apurado a partir do universo de DITR apresentadas para determinado município e exercício, por não observar o critério da capacidade potencial da terra, não pode prevalecer. (Ac. nº 280100.571, julgado em 17.06.2010, Rel. Cons. Amarylles Reinaldi e Henriques Resende) Diante do exposto, voto por dar provimento ao recurso para restabelecer o Valor da Terra Nua VTN declarado. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 172DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10746.720041/200731 Acórdão n.º 280102.422 S2TE01 Fl. 163 9 Fl. 173DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A
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Numero do processo: 10166.002532/2008-16
Data da sessão: Tue Jul 10 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
GLOSA DE DESPESAS MÉDICAS. RECIBOS SEM IDENTIFICAÇÃO DO ENDEREÇO DO EMITENTE E SEM IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE.
Quando a fiscalização glosa as despesas médicas por falta de identificação do endereço do emitente dos recibos, e por falta da indicação do paciente nos mesmos, cabe ao contribuinte apresentar documentação sanando as falhas apontadas; não o fazendo, são mantidas as glosas.
DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS.
É passível de dedução da base de cálculo do Imposto de Renda a despesa médica declarada e devidamente comprovada por documentação hábil e idônea.
Recurso Voluntário Parcialmente Provido.
Numero da decisão: 2801-002.568
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso para restabelecer dedução a título de despesas médicas no valor de R$ 2.000,00, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
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RECIBOS SEM IDENTIFICAÇÃO DO ENDEREÇO DO EMITENTE E SEM IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE. Quando a fiscalização glosa as despesas médicas por falta de identificação do endereço do emitente dos recibos, e por falta da indicação do paciente nos mesmos, cabe ao contribuinte apresentar documentação sanando as falhas apontadas; não o fazendo, são mantidas as glosas. DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. É passível de dedução da base de cálculo do Imposto de Renda a despesa médica declarada e devidamente comprovada por documentação hábil e idônea. Recurso Voluntário Parcialmente Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer dedução a título de despesas médicas no valor de R$ 2.000,00, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. Fl. 89DF CARF MF Impresso em 20/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 19/ 07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 17/07/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10166.002532/200816 Acórdão n.º 280102.568 S2TE01 Fl. 90 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima, Eivanice Canário da Silva, e Sandro Machado dos Reis. Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 3ª Turma da DRJ/BSB (Fls. 59), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Contra o contribuinte em epígrafe foi emitida Notificação de Lançamento do IRPF 2004 por Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil da DRF/ Brasília. O crédito tributário apurado pela autoridade fiscal está assim constituído, em Reais: Imposto de Renda Pessoa Física Suplementar.............. 7.371,68 Multa de ofício (75%)................................................... 5.528,76 Juros de Mora (calculados até 29/02/2008)................ 4.061,79 Valor do Crédito Tributário apurado.......................... 16.962,23 O referido lançamento teve origem na constatação da(s) seguinte(s) infração(s): Dedução indevida de dependente – valor: R$ 3.816,00. Glosa por falta de comprovação. Dedução indevida de despesas médicas – valor: R$ 24.931,08. Glosa por falta de comprovação. Conforme disposto no art. 73 do Decreto 3.000/99 todas as deduções pleiteadas na declaração de Ajuste Anual estão sujeitas à comprovação ou justificação. Regularmente intimado, o contribuinte não atendeu ao pedido de esclarecimentos, ensejando as glosas acima descritas por falta de comprovação. A ciência do lançamento ocorreu em 19/02/2008 (informação Sucop às fls. 55) e o contribuinte apresentou sua impugnação em 29/02/2008 (fls. 01/02), acompanhada da documentação de fls. 03/43, alegando, em síntese, que traz os comprovantes que possui, os quais lista às fls. 01, e solicita correção do valor das despesas relativas à Sul América Seguro de Saúde, por não ter encontrado todos os comprovantes. Requer também a retificação das despesas com a empresa Interdental, que emitiu equivocadamente recibos em nome de Sandra Maria da Costa Ricciardi. Esta última não declarou tais despesas, pois apresentou declaração no modelo simplificado. Fl. 90DF CARF MF Impresso em 20/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 19/ 07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 17/07/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10166.002532/200816 Acórdão n.º 280102.568 S2TE01 Fl. 91 3 Passo adiante, a 3ª Turma da DRJ/BSB entendeu por bem julgar a impugnação procedente em parte, em decisão que restou assim ementada: DEDUÇÃO INDEVIDA DE DESPESAS MÉDICAS. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerase não impugnada, portanto não litigiosa, a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo contribuinte. DEDUÇÃO INDEVIDA DE DEPENDENTES. REQUISITOS LEGAIS. São considerados dependentes, para fins de dedução na Declaração do Imposto de Renda, as pessoas descritas no parágrafo primeiro do art. 77 do Regulamento do Imposto de Renda, desde que observados os demais parágrafos e a comprovação da relação de dependência seja demonstrada nos autos. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. GLOSA PARCIAL. Mantida a glosa parcial de despesas médicas, visto que o direito à sua dedução condicionase à comprovação mediante documentação hábil e idônea, em conformidade com a legislação pertinente. Cientificado em 24/01/2012 (Fls. 71), o Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 16/02/2012 (fls. 72 a 85); solicitando em síntese que: (...) sejam reexaminados os seguintes documentos: I – Recibos referentes aos pagamentos da Psicóloga Maria Augusta Bonardi Ferreira CRP – 3164, CPF 073.807.99878 que totalizaram gastos no valor de 4.260,00 Reais e que agora preenchidos adequadamente buscam suprir os motivos que os levaram a rejeição (item n° 64 do referido processo); II – Gastos de 3.218,11 reais pagos a Clínica em Referência de Intoxicações e Emergências Psiquiátricas (Criep) CNPJ: 02.385.493/00150 conforme recibos em anexo (item n° 8 folhas 64/65 do referido processo). Em anexo:Cópia do processo e cópias dos recibos comprobatórios dos itens I e II do presente recurso. É o Relatório. Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Fl. 91DF CARF MF Impresso em 20/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 19/ 07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 17/07/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10166.002532/200816 Acórdão n.º 280102.568 S2TE01 Fl. 92 4 Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. Segundo tudo que constam nos autos, permanecem em litígio apenas as despesas médicas relativa à profissional Maria Augusta B. Ferreira (R$ 4260,00), que foi glosada em razão de os recibos apresentados não atenderem ao disposto no Art. 80 do RIR/99 (Decreto 3.000/99) (recibos sem nome completo de quem pagou as despesas, sem nome do beneficiário do tratamento, e sem o endereço do emitente), e relativa a parte das despesas com a empresa CRIEP – Clínica em Referência de Intoxicação e Emergências Psiquiátricas Ltda., por falta de apresentação de documentos comprobatórios. No que se refere as despesas médicas que foram glosadas em razão de os recibos apresentados não atenderem ao disposto no Art. 80 do RIR/99 (Decreto 3.000/99), o recorrente, apesar de todo o esclarecimento da DRJ, não sanou as falhas apontadas, mesmo reapresentando outros recibos, sobre as mesmas despesas. É que em tais novos recibos também não constam a indicação do beneficiário do tratamento, nem o endereço do emitente. Razão pela qual tais glosas devem ser mantidas. Quanto as despesas médicas com a empresa CRIEP – Clínica em Referência de Intoxicação e Emergências Psiquiátricas Ltda., observo que, do valor declarado de R$3.428,11 a DRJ restabeleceu a dedução do valor de R$1.218,11 com base nos documentos apresentados; restando em litígio o valor de R$2.210,00. Por seu turno, o contribuinte, quando da apresentação do seu recurso, tratou de anexar duas notas fiscais, que não tinham sido apresentadas para a DRJ. A nota fiscal de n° 0717, página 78 dos autos, no valor de R$263,11, trata de venda de medicamentos, e material médico, para o paciente Breno da Costa Riccardi, que foi reconhecido como dependente do recorrente pela DRJ. Contudo, por falta de previsão legal, as despesas com os medicamentos, e o material médico, relacionados na referida nota fiscal, não podem ser deduzidas. Já a nota fiscal de n° 0718, página 79 dos autos, no valor de R$2.000,00, trata de prestação de serviços médicos, para o paciente Breno da Costa Riccardi, que foi reconhecido como dependente do recorrente pela DRJ. Tal despesa médica, com o dependente do contribuinte, deve ser restabelecida. Ante tudo acima exposto, e o que mais constam nos autos, voto por dar parcial provimento ao recurso, para restabelecer a despesa médica no valor de R$2.000,00. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Fl. 92DF CARF MF Impresso em 20/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 19/ 07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 17/07/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10166.002532/200816 Acórdão n.º 280102.568 S2TE01 Fl. 93 5 Fl. 93DF CARF MF Impresso em 20/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 19/ 07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 17/07/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE
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