Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,805)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,871)
- Primeira Turma Ordinária (16,379)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,216)
- Primeira Turma Ordinária (16,197)
- Primeira Turma Ordinária (16,160)
- Segunda Turma Ordinária d (15,905)
- Segunda Turma Ordinária d (14,489)
- Primeira Turma Ordinária (13,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,511)
- Segunda Turma Ordinária d (12,428)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,468)
- Quarta Câmara (85,170)
- Terceira Câmara (67,786)
- Segunda Câmara (56,453)
- Primeira Câmara (20,645)
- 3ª SEÇÃO (16,216)
- 2ª SEÇÃO (11,306)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,453)
- Segunda Seção de Julgamen (115,046)
- Primeira Seção de Julgame (76,951)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,964)
- Câmara Superior de Recurs (37,972)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,607)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,489)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,270)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,899)
- HELCIO LAFETA REIS (3,843)
- ROSALDO TREVISAN (3,233)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,929)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,781)
- WILDERSON BOTTO (2,640)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,493)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,841)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,472)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,600)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,135)
- 2017 (16,840)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2026 (16,157)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10882.001855/2001-12
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Feb 25 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Tue Feb 25 00:00:00 UTC 2003
Ementa: NORMAS PROCESSUAIS - PRAZO DECADENCIAL - Nos tributos sujeitos ao regime do lançamento por homologação, havendo pagamentos, a decadência do direito de constituir o crédito tributário se rege pelo artigo 150, § 4º, do CTN, de modo que o prazo para esse efeito será de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. Não havendo pagamentos, configura-se a situação em que a constituição do crédito tributário deverá observar o disposto no artigo 173, inciso I, do CTN, sendo a decadência do direito de constituir o crédito tributário contada a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. (Precedentes do STJ e da CSRF-MF).
Recurso provido para acolher a preliminar de decadência.
Numero da decisão: 202-14.566
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de
Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso para acolher a preliminar de decadência. Vencidos os Conselheiros Nayra Bastos Manatta (Relatora), Antônio Carlos Bueno Ribeiro e Henrique Pinheiro Torres. Designada a Conselheira Ana Neyle Olímpio
Holanda para redigir o Acórdão.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Nayra Bastos Manatta
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : PIS - ação fiscal (todas)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200302
ementa_s : NORMAS PROCESSUAIS - PRAZO DECADENCIAL - Nos tributos sujeitos ao regime do lançamento por homologação, havendo pagamentos, a decadência do direito de constituir o crédito tributário se rege pelo artigo 150, § 4º, do CTN, de modo que o prazo para esse efeito será de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. Não havendo pagamentos, configura-se a situação em que a constituição do crédito tributário deverá observar o disposto no artigo 173, inciso I, do CTN, sendo a decadência do direito de constituir o crédito tributário contada a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. (Precedentes do STJ e da CSRF-MF). Recurso provido para acolher a preliminar de decadência.
turma_s : Segunda Câmara
dt_publicacao_tdt : Tue Feb 25 00:00:00 UTC 2003
numero_processo_s : 10882.001855/2001-12
anomes_publicacao_s : 200302
conteudo_id_s : 4121180
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 09 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 202-14.566
nome_arquivo_s : 20214566_122182_10882001855200112_018.PDF
ano_publicacao_s : 2003
nome_relator_s : Nayra Bastos Manatta
nome_arquivo_pdf_s : 10882001855200112_4121180.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso para acolher a preliminar de decadência. Vencidos os Conselheiros Nayra Bastos Manatta (Relatora), Antônio Carlos Bueno Ribeiro e Henrique Pinheiro Torres. Designada a Conselheira Ana Neyle Olímpio Holanda para redigir o Acórdão.
dt_sessao_tdt : Tue Feb 25 00:00:00 UTC 2003
id : 4684741
ano_sessao_s : 2003
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:21:41 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713042859313070080
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-10-21T18:00:09Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-10-21T18:00:09Z; Last-Modified: 2009-10-21T18:00:09Z; dcterms:modified: 2009-10-21T18:00:09Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-10-21T18:00:09Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-10-21T18:00:09Z; meta:save-date: 2009-10-21T18:00:09Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-10-21T18:00:09Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-10-21T18:00:09Z; created: 2009-10-21T18:00:09Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 18; Creation-Date: 2009-10-21T18:00:09Z; pdf:charsPerPage: 2110; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-10-21T18:00:09Z | Conteúdo => • • F 2- 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA 2° CC-MF Ministério da Fazenda *, ..-.....: 4; Segundo Conselho de Co-:" . »Saiotes Fl. fli:.71,-e- Segundo Conselho de Contribuintes Sc.% gund n C árna:.-a RECURSO ESPECIAL Processo n2 : 10882.001855/2001-12 Recurso n2 : 122.182 N° R P/ 202 . _12.2182 , Acórdão n2 : 202-14.566 Recorrente : SWERWIN WILLIAMS BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. Recorrida : DRJ em Campinas - SP • NORMAS PROCESSUAIS — PRAZO DECADENCIAL - Nos ME - Segundo Conselho do Contribuintesi 0 PubliÁnt ino Dleu-io Oficial cía_ (MOO sj ei P".2-0 9 Ru briga ...i.V.A^?"--1 tributos sujeitos ao regime do lançamento por homologação, havendo pagamentos, a decadência do direito de constituir o de crédito tributário se rege pelo artigo 150, § 4°, do CTN, de modo que o prazo para esse efeito será de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. Não havendo pagamentos, configura-se a situação em que a constituição do crédito tributário deverá observar o disposto no artigo 173, inciso I, do CTN, sendo a decadência do direito de constituir o crédito tributário contada a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. (Precedentes do STJ e da CSRF-MF). Recurso provido para acolher a preliminar de decadência. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: SRERWIN WILLIAMS BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso para acolher a preliminar de decadência. Vencidos os Conselheiros Nayra Bastos Manatta (Relatora), Antônio Carlos Bueno Ribeiro e Henrique Pinheiro Torres. Designada a Conselheira Ana Neyle Olímpio Holanda para redigir o Acórdão. . Sala das Sessões, em 25 de fevereiro de 2003. Hentrt.qa:u Pinheir; To es2-e-'Ft Presidente Owetwocaansaga_ --/Lnr NWEllimpio landa Relatora-Designada Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Eduardo da Rocha Schmidt, Gustavo Kelly Alencar, Raimar da Silva Aguiar e Sérgio Roberto Roncador (Suplente) Ausente, justificadamente, o Conselheiro Dalton César Cordeiro de Miranda. lao/opr 1 • • 441,C411 2Q CC-MF -• -Jr..", Ministério da Fazenda • :43 • t Fl. Segundo Conselho de Contribuintes Processo n2 : 10882.001855f2001-12 Recurso n2 : 122.182 Acórdão n2 : 202-14.566 Recorrente : SHERWIN WILLIAMS BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. RELATÓRIO Adoto o, relatório contido no Acórdão 13RJ/CPS n° 1.825, de 08/08/2002, fls. 127/132, proferido pela DRJ/Campinas — SP, que a seguir transcrevo. "77-ata-se de Afino de Infraça7o cZ 79/80 lavrado contra a contrihutizte em cznkrigre, creincia erz 117/1/22/21207 relativo jaltahnsuficiéncia de recolhimento da coutrihuiçãO „soara o Programa de Integração Social -PÁS; aosperz:odos de/telho/7996a mak:V/29(gno montante de .RS3 76912361 2 .Descriçaro dos _Fatos, dail cf7, o autuante infOrma.- ' A ora fiscalizada ajuizou contra a União Ação Ordinária de n° 96.0023491-4 objetivando efetuar a compensação de PIS recolhido a maior por força dos Decretos-Leis 2.445 e 2.449, ambos de 1988. O pedido foi acolhido e extinta a causa com julgamento de mérito. Por força da remessa 'ex officio' subiu ao TRF, aguardando julgamento (processo 1999.03.99.069541-9). Realizou depósitos judiciais no período que compreende jul/96 a mai/98. O processo de acompanhamento de medida judicial junto à SRF tomou o n° 10880.039797/96-19. Este auto de infração, com suspensão de exigibilidade, visa constituir o crédito tributário, na salvaguarda dos interesses da Fazenda Pública.' Inconyihrtnada com o procedimento .fiscai a interessada protocoliou impugnará» .defls. 9.2/90; em 73/17221701, onde alega, em sáaese efundamentalmeute, que.- 321 por/irra das cú:çoo.siceies do art. 173 da Lei n°3772 de 25 de outubro 7966 — Código 737»utárú, Nacional IC7219, o prazo cabível para que a Arcarena'a PáhhCa exerça o seu pretenso chi-etiO á coustitut?á7o crédito trihutáná é de cinco anos contar/os "do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado". fiplicaa'a essa regra ao caso concreto, temos que a erlensão ma:rinza que poelerta ter sido alcançado pelo presente auto de MA-ação seria o/ãto gerador ocorrido cisco anos antes da lavratura, ou sO, o ttre:r de outubro de 7996 Logo, estanarn abrangidos pela decculeircia osperiandos defiilho a setembro de 19962 2 • ,imA 2° CC-MF•• Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes Processo n2 : 10882.001855/2001-12 Recurso n2 : 122.182 Acórdnon2 : 202-14.566 3.2 a suspensa-o, da ateibilhdaa'e se deu por /Orça de medida linunar coneeabda em aça--47 proposta pela impugnante, em /ice da realtzaçâO de depeisitos _440'k-fará- correspondentes ao valor integral aiSenthiro, ou sé/kr, ao ecato valor constitugo por meio do ala° de /UA-açá-o. flestarte. é tiva,olicável multa de cyicio, confOrnrea2:577(2-e o art. 6...? da Lei n 09 ca de 27 de dezembro de 199,52 3.3. como ar valores em a'arussáto esteio depositados em _infra, ocasionando a szespensdo enkibtlidade do crédito tributário, é brcabt-vel a incriléiactU cie juros de mora, uma vez que mio há deseurniarinzento de obrirgareio tm»utér/a." A decisão primeira instância, proferida por meio do Acórdão retrocitado, julgou procedente em parte o lançamento, e foi ementada nos seguintes termos: 12.05C-2440A7V-CLI. O PiLS-r é contrehaiy-do tiesitizakia à Seguridade Social e, como tal tem aprazo a'ecadencrál de dez anos 47par/ri- ato primeiro dia do exercício segutine em que o crédirodooderia ter sido constfrutáb. 4dILL.7,1 ADE ofrraya L2Liz'diS7-70 JZZOICZIL. .717áro cabe a aplicação de multa de oficio na consrau.tdo do crédito trIbutario depertUdos para os quairjaram efêtuados a'epósitosfild/Chair no montante Uzterreil do tributo devido. Lançamento Procedente em Parte': A contribuinte, inconformada com a parte mantida do lançamento, apresenta recurso voluntário ao Segundo Conselho de Contribuintes, fls. 137/138, no qual reitera as razões apresentadas na primeira instância, apenas no que diz respeito à decadência do PIS. É o relatório. 3 r CC-MF 44 --;7. Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes -:firiftP ;ir - Processo n9 : 10882.001855/2001-12 Recurso n2 : 122.182 Acórdão n2 : 202-14.566 VOTO VENCIDO DA CONSELHEIRA-RELATORA NAYRA BASTOS MANATTA A teor do relatado, a controvérsia submetida à análise deste Colegiado cinge-se, apenas, à questão do prazo decadencial do PIS, vez que, conforme dito pela própria recorrente na peça recursal interposta, fls. 137/138, "as demais matérias - multa de lançamento de oficio e juros de mora -já/oram solvidas na instância de origem . .". Na elaboração deste voto, socorri-me da brilhante exposição do Auditor-Fiscal Odilo Blanco Lizarzaburu sobre decadência do PIS constante dos autos do processo n° 10920.000898/99-56, fls. 226 a 269. td Contribuição para o Programa de Integração Social, MS; embora não seja tributo em sentido estrito, é uma exação que guarda natureza tributaria, sujeita ao lançamento por homologação. Por isso, as regras jundicas que regem o prazo decaa'encial e o para homologar os pagamentos antec‘oaa'os, efetivados pelo contribuinte, são aquelas inserias no artigo 15 da Lei á'. 212/1991 e no artigo 1)74 f I°, do Código Tributário Nacional as quais devem ser interpretadas em conjunto com a norma geral estampada no artigo 173, do mesmo Código. Á hteralidade do ,f I° do art. 150 do CM. está assim a'isposta.. i'Ártzsa: O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. Parágrafo st° - Se a lei não /irar prazo á homologação será ele de (cinco) anos, o contar da ocorrência do /à to gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o cre'a7to, salvo se comprovada a ocoirência de do/o, _fraude ou simulação." (destaque0. O prazo fixado no parág-rafb reirocitado, obviamente, refere-se homologação dos procedimentos a cargo do sujeito passivo, ai incluída a antecOação de pagamento acaro efetuada, tornando-se definitivo ditos procedimentos e eabao o crédito tributário na justa medida do pagamento 4 • 2° CC-MF • - Ministério da Fazenda Fl. 4rfl-,*:0-: Segundo Conselho de Contribuintes , Processo n2 : 10882.001855/2001-12 Recurso n2 : 122.182 Acórdão n2 202-14.566 antecipado. Toa'avriz eventuais- aVerenças entre o valor devido e o anteciaado pelo sujeito passivo não são alcançadas pela homologando, já que esta tem como escopo reconhecer, ratificar os procedimentos eyetuados pelo sujeito passivo aperte içoados peto pagamento. Ora, a parte não satirfeita, não pode ser homologada, fica em aberto, até guie se opere a decadência do direito de o fi:reo constituir o crédito tributério. 217o caso ora em análtre, não houve pagamento por pane do sujeito passivo, o que de plano ajrzsitcz ar regra do _55' 1° do artigo J50 do C721! Daí então, tem-se que passar a análise das normas de dee:ade rna:a possíveis. de aplicação ao caso em comento. .Printerramente; transcreve-se a norma geral prevista no Código Tributário Arca:~ que em sei artigo 179 assini dispõe - tire: 173. O aii-efro de a Faz-enata constituir o crédito tribatário extingue-se após 5 (cinco) anos, comados.. ai prinzieb-o dia do ererciCio seguinte àquele em que o lançamento poderia' ter sido efetziaa'o,- II- da data em que se tornar de/g/ativa a decisão gire houver anulado, por vi-Eloforma-4 o lançamento anteriormente efetuado. A)" cio seu turno, o artigo 3° do Decreto-Lei 2052/1983 determinava a todos os coniribinntes a obrigação de conservarem pelo prazo de 70 anos todos os documentos comprobatdrios dos reco/h/Mentos efetuados e da base de cálculo do _WS tigre 3° contribuintes que nado conservarem, pelo prazo de dez anos a partir da dat a JZ.raa'a para o reco/hz:Mento, os documentos compro.balórios dos pagamemo.s eté Prados e da base de cálculo das contribuirdes, ficam sujefros ao pagamento das parcelas devidas: calculadas sobre a receita mé.ciár mensal do ano anterior; deffacianadez com base nos indyrCes de vanação das Obrigações ifecynstáveis- do remara 7VaciOncil sempre/tubo dos acre'scimos e demais conananYesprevÁstos nesteDecreto-lel Ora, a norma desse artigo 3° nada maLs é do que o prazo decadencial da connbanção, pois- não ja. ria sentido determinar a guarda dos comprovantes de pagamentos e da base de cálculo do tributo, por tanto tempo, se não mais:fosse possível lançar eventuaÁr ~eriças entre a contribuição devida e o valor do pagamento antecipado ff 5 - , . • . . Q • -, ta.- •;,,, Ministério da Fazenda 2 CC-MF Segundo Conselho de Contribuintes Fl. •;it:;h2Crr- . ••, Processo n2 : 10882.00185512001-12 Recurso n2 : 122.182 Acórdão n2 : 202-14.566 Posteriormente, com a edição da Lei n° 8212/199/ o legislador estendeu a todas as contribuições que compõem a Seguridade Social o prazo decenal de decadéncia para constituição dos respectivos créditos tributários, nos seguintes termos.. Wrt. 45 O Direito da Seguridade Social apurar e constituir seus créditos extingue-se após (dez) anos contados.. I- do primeiro efra do exercício seguinte eigae/e em que o crédito poderia ter sido coalhado,. II- da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vicio formal a constituição de crédito anteriormente efetuada." Como se pode observar claramente no artigo 3° do Decreto-Lei n° 2052/1983 e, sobretudo, no 15 da Lei n°8212/1991, o prazo decao'encial da contribuirão para o PIS é de 10 anos. 7'odavi4 ii primeira vista, esses artigos parecem ser incompatíveis com o art. 173 do CFA T já que prescrevem prazos diferentes para uma mesma situação jurídica. Qual prazo deve então prevalecer, o do CTN,* norma geral tributária, ou o especilico, criado por lei ordinária? Primeiramente, é preciso ter presente, no confronto entre leis complementares e leis ordinárias, qual a matéria a que se está examinando. Lei complementar é aquela que, dispondo sobre matéria, expressa ou implicitamente, prevista na redação constitucional está submetida ao quorum qualificaa'o pela maioria absoluta nas duas Casas do Congresso Nacional /Vão raros são argumentos de que as leis complementares a'esfrutam de supremacia hierárquica relativamente a's leis ordinárias, quer pela posição que ocupam na lista do artigo 5S? CP/88, situando-se logo após as Emendas à Constituição, quer pelo regime de aprovação mais severo a que se reporia o artigo 69 da Cana Magna. Nada mairfa iso, pois . não existe hierarquia alguma entre lei complementar e lei ordinária, o que há são âmbitos materiais diversos atribuídos pela Constituição a cada qual destas espécies normativas, como ensina linche/ Temei' ':Hierarquia, para o Direito, é a circunstáncia de uma norma encontrar sua nascente, sua Ante geradora, seu sei; seu engate lógico, seuftndamento de validade numa norma superior. (.) I' TEMER, Michel. Elementos de Direito Constitucional. 1993, p, 140 e 142. 6 9•• n:,in 2° CC-MF • - rer, Ministério da Fazenda 44.„ Fl. Segundo Conselho de Contribuintes Processo n9 : 10882.001855/2001-12 Recurso n9 : 122.182 Acórdão n2 : 202-14.566 Não hei hierarquia alguma entre o lei complementar e a lei ordinária. O que há são ámbitos materiais diversos atribuídos pela Constituição a cada qual destas espécies. normativas." Em resumo, não é ofato de a lei complementar estar sujeita a um rito legislativo maiv nkido que lhe dará a precedência sobre uma lei ordinária, mas sim a merie'ria nela contida, constitucionalmente reservada aquele ente Em segundo lugar, convém não perder de vista a seguinte disposição constitucional.. o legislador complementar apenas está autorizado a laborar em termos de normas gerais. Nesse mister; e somente enquanto estiver tratando de normas gerais; o produto legislado terá a hierarquia de lei complementar. Nada impede, e os exemplos são inúmeros neste sentido, que o legislador complementar, por economia legislativa, saia desta moldura e desça ao detalhe, estabelecendo também normas espec./27ms. Neste momento, o legislador, que atuava no altiplano da lei complementar e, portanto, ocupava-se de normas gerais., desceu ao nível da legislador ordinário e o produto disso resultante lerá apenas força de lei ordinária, posto que a Constituição Federal apenas lhe deu competência para produzir lei complementar enquanto adstrito às normas gerais. Ácerca desta questão, vejo-se excerto do pronunciamento do Supremo Tribunal Federal.- td jurisprudéncia desta Corte, sob o império da Emenda Constitucional n° 1/69 - e a constituição atual não alterou esse sistema - se_firmou no sentido de que só se exisFe lei complementar para as matérias cuja disciplina a Constituição expressamentejâz tal exikéncia, e, se porventura a matéria disciplinada por lei cujo processo legislativo observado tenha sido o da lei complementar; não seja daquelas para que a Cada Magna extke essa modalidade legislativa, os dispositivo que tratam dela se têm com dispositivos de lei ordinária. (STP: Pleno, ,IDC I-Df; Rei Ata Moreira divas)" E assim é porque a Constituição Federal outorgou competência plena a cada uma das pessoas políticas a quem entregou o poder de instfruir exações de natureza tributaria. Esta competência plena não encontra limites, a não ser aqueles estabelecidos na própria Constituição, ou aqueles estabelecidos em legislação complementar editada no estrito espaço outorgado pelo Legislador Constituinte to exemplo das normas gerais em matéria de legislação tributaria, que poderão dispor acerca da definição de contribuintes, de/aio gerador, de 7 • • Ministério da Fazenda CC-MF Fl. Segundo Conselho de Contribuintes a;;*{Irt? Processo n9 : 10882.001855/2001-12 Recurso n2 : 122.182 Acórdão n° : 202-14.566 crédito, de prescrição e de decaa'ência, mas; repire-se, sempre de modo a estabelecer normas gerais. Neste sentido são ar lições da melhor doutrina. Roque Carrara, por exemplo, ensina que o art. la da Cf; se interpretado sistematicamente, não dá margem a dúvidas: "(.) a competência para editar normas gerais em matéria de legislação tributaria desaulorfra a União a descer ao detalhe, /370 4 ocupar-se com peculiaridaa'es da tributação de cada pessoa polâica. Entender o assunto de outra forma poa'eria desconjuntar os princOiosjederativo, da autonomia municOal e da autonomia distrital (.) A lei complementar veiculadora de "normas gerais em matéria de legislação tributaria" poder4 quando muito, sirtematiZar os prinad'oios e normas constitucionais que regulam a tributação, orientando, em seu dia-a-dia, os legisladores oraihários das várias pessoas políticas, enquanto criam tributos, deveres instrumentais tributários, isenções tributárias etc. Ao menor desvio, porém, desta função simplesmente explicâadora, ela deverá ceder passo Constituição. De fato, como tantas vezes temos insistido, as pessoas polhicas; enquanto tributam, só devem obea'iência aos difames da Constituição. Embaraços porventura existentes em normas fr/raconstitucionais - como, por exemplo, em lei complementar editada com apoio no art. Ja da Cada Magna - não tém o condão de tolhé-las na criação, arrecadação, Ara/fração etc., dos tributos de suas competênciús. DAI POR QUE EM RIGOR, NÃO SERÁ' Á LEI COMPLEMENTAR QUE DEFINIRÁ' "OS TRIBUTOS 5 sais ESPÉCIES': NEM "OS FATOS GERADORES BASES DE cÁzczzo E CONTRIBUINTES" DOS imposros DISCRIMINADOS NA cavsnruaro. Á RAZÃO DESTA IMPOSSIBILIDADE JURI2VCA É MUITO SIMPLES. ws mÁrams FORAM DISCIPLINADAS com EXTREMO CUIDADO, EM SEDE CONSTITUCIONAL. AO LEGTSWOR COMPLEMENTAR SERÁ DADO, NA MELHOR DÁS HIPÓTESES DETALHAR O ASSUAPTO, OLNOS E/TOS PORÉM NOS R/GIDOS POSTULADOS CONSTITUCIONAIS QUE NUNCA PODERÁ' ACUTILAR SUA PUNÇÃO Saí MERAMENTE DECLARATÓRIA. SE par dzÉté orsso, LEGISLADOR ORO/MÁRIO DAS PESSOAS POLITICAS f 8 h; 2° CC-MF Ministério da Fazenda Fl. tr. •n; .ar Segundo Conselho de Contribuintes 4g"ifr--/Qe> Processo n2 : 10882.001855/2001-12 Recurso n9 : 122.182 Acérdáo n2 : 202-14.566 SltiraSS2,1=2"40EPTR.-1" DEStniEEZ.,41? SEUS "COMÁNDOS" (J,LOCZE27ESSOROdtVIELVDdISL_IMOESCONSTITUCY0iVALS). For 45.2tal modo, não cabe ti lei complementar em análise a'etermrnar ás pessoas politicas como deverão legislar acerca da nobrykação, lançamento, crédito, pr-escrição e decadência tributárias Elas, também nestes pontos, dfrainhnorão tais temas com a autonomia que /hes outorgou o Terto Atara Os prina,nios diederativa da autonomia municipal da autonomia distrital que se mantlestam com intensidade márinza na "ação estatal de erigir tributar': náro poa'em ter suas drinensbres traduzidas ou, mesmo, alteradas, por normas inconstitucionais': (Curso de Direito Conacianal rnbutário, ,99i pp. 40.9,J) Destaquei For Isso, as normas esjoeccirica.s serára estabelecidos em cada uma das pessoas polhicas tribunzirtes. Assim é que a Mu:do, enquanto ordem parcial e integrante da Fea'eraçaro, em cuja comiaeténera está a instituição das contribuições somais; editou, primeiramente, o flecreto-Lei n° 2052/1283 prevendo o prazo decetim" de a'ecatiência a'o Fis, e, posteriormente, a Lei n° 8212/1991 quefirou em seu artigo 15 aprazo de .10 (dez) anos para constituir os créditos da Seguridade Social dentre elas o FiS Elasteceu-se, pais; neste caso, e dentro da absoluta regularidade constitucional aprazo °recorde...teia/ para a constitu4-ão das contribuições sociais para 10 anos, tal prazo, quando nãofirada em lei especrjica, aí sim é de 5 anos, como estabelecido na norma gera/ .RepiSe-se que a regra gera, é no sentido de que a lei instituidora de cada uma das arardes de natureza tributaria, editada no âmbito das pessoas políticas dotadas de conveténcia constitucional parei institui-las, é que vai Arar os prazos decadenciaís; cuja dilação vai depender da opção política do legislador Ao lado da regra geral o legislador complementar adiantou-se ao legislador ordinária de cada ente trit5utanie e fixou uma norma subsidiária que poderá ser utilizada pelas pessoas pohnaas dotadas de competéncia tributária. Vale &ter, o legislador ordindrist, ao instituir uma ararão de natureza tributária, poderá silenciar a respeita do prazo decante/ai ela erigencia então instituída. Neste caso, aplica-se a norma prevista no art. /73 do C.1X ou seja, no silêncio do legislador ordinário da Uniero, dos Estadas, das Municifrios ou do Distrito Federai aplicar-se-á o prazo previsto nestes eiráposUtinos. Atas, repita-se, apenas subsidiariamente, a'e modo que, a qualquer momento, cada legislador competente para instituir deterrtaa'a azarão, poderá Int- aflz-eir prazo diverso. Como fez a 9 - . . . 6 22 CC-MF ••• :_t.r-..;,... Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes 4.4;ertrk-to,n -7...es. - Processo n2 : 10882.001855/2001-12 Recurso n2 : 122.182 Acórdão n2 : 202-14.566 Unido, no caso especifico do „Pis- e, posterionnente, de todas as contribuições para a Seguridade Social. Por outro lado, o Código Tributário .4/aciona/foi recepcionado pelo ordenamento fieriáik-o tizezugurado em 1:98cÇ na forma do artigo 31 parágrafo 5'2 do A.ha das ...0z-sposiodes Caralialel[W7G7Z:f Transitórias. Face ao princúzio da recepçdo, a leg-Lskicáro anterior é recebida com a hierarquia atribuider pela Cortstriguk-d--o vrgente às mazért:as tratadas na legislação recepcionada. Isto significa- que unia .lei ora»tárta poderá ser recepcionado com eficácia de lei complementar, desde que veiCtdadora de matéria que a Constiiii4gro recepcionaa'ora ertia seya tratada em Te/ complementar. O contrário também pode acontecer Uma fel complementar poderá ser recepcionada apenas com força de lei ordinári:a, desde que portadora de matérias para as quais . a Constbie49a recercárriailora rido mar:, erija lei compiementar h' pode acontecer, ainda que a reccoça-ei seyaz em parte com/orça de lei complementar e em parte com os atributos de lei oraiMíria: amamente o que aconteceu com o Código Tributário Nacional -4 Consiiiie4'a.1/2 Federal de .79,98,1 em seu artigo 114" inciso _Ia exige lei complementar-pez= estabelecer normas gerais' em matéria tributária. Portanto, naquilo que o Código trata de normas gerais em matéria de legislação tributaria, /ai recepciçonaa'o com hierarquia de lei complementar De outra parle, nas matérias que não trefridern normas gerais em matéria de legislação tributaria, o Código é apenas mais- unia lei ordr»ária: ror exemplo, o CIAI guando trata de percentual de juros de mora, evidentemente, neste aspecto, não veicula norma geral" portanto, pode ser alterado por lei ordinária, tanto é verdade, que; atualmente- os /uras moratórios são calculados, por /orça de lei ordinária, co,,, base na _Tarei S'elic. ÃSSillt, o artigo .I73' do C7X encerra norma gera/ em matéria de a'ecezdencra, competindo à lei de cada entidade tributante dispor sobre as normas eSpeCIXCe7S. tVe._s/a linha é o aporte doutrinário de Wagner Salero, ao afirmar que no sistema da Const».-~dei de L988/á rezm efficrimhzadas todas os ~teses em que a matérkt deve ser objeto de lei complementar, pelo que se retira do legislador ordinário parcela de competencha para tratar do assunto. É o que ocorre na seara do 12.0.-eii`o fl.-ibid.:ta 'Nesse campo, o art. J16- da Constiiii4--áo de 1988 atribui papel priMac-ialà lei compiernentar. Ponte princ4oal da nossa diScOlrizo, por intermédio da lei complementar sedo veiCulezdos ou normas gerais. em matéria de /estiava-o tributam:af 10 - . . . . . ...I. ,.. - . 2Q CC-MF•-i -Lc=, Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes Processo n2 : 10882.001855/2001-12 Recurso n2 : 122.182 Acórdão n2 : 202-14.566 Advirta-se, paro lago, que a espeeXca junção da lei complementar tributário é em tudo e por tudo distinta do /unção básica a'o Lei ore/M.05-ra Somente esta últ.imo restou definida, pela Lei if-Yag-iza como iConte dortalária dos diversos tiPos tributários. Somente em cardter excepcional o constraiinte impds - como veiculo apto a descrever o tua gerador do tributo - o tipo normativo da lei complementar É o que se dá, em nratért2/ de contribuicides paro o custeio da seguridade socia‘ quando o 1e:is-á/dor a'elibera exercer a chamada competência residual Orevirta no ari; 7542' MC* O 4 combalado com o artigo J9i; á I°, do LeiSzepremg). Ará 57lleelt7 ente/ dás' /bufes do direfro trihutário, cumpre sublinhar; riáro se poa'e considerar a /e/ complementar espécie de requiSho prévia para que os diversas entes tributantes (União, Estados „Oistrito „Federal e ill'unfr-ifivas2 exerçam as respectivas competências 1571,270S1WVeS, coma parece a certa doutrina. (1-) Cava/esc-em, tainhán agora, na ordenamento normativo brasileiro, as competéncia.s aro legislador complementar - que editará as normas g-erair - com as do legislador ordinário - que elaborará as normas especificas - para disporem, dentro dos diplomas- legais yzue lhes cabe elaborar, sobre os lemas da .presatala e da a'ecadencia em matéria tributaria. A' norma geral é, disse o grande Pontes de Mirando: "uma lei sabre leis de inbutaçdo Dere; a fel easeplertradar de que cuida o art. 116; _I_IC da Superlei he/Plker-se e regala, o método pelo qual será contado o prazo c4i• jeteSeltf 0," deve dispor sabre o interruntio a". a prescriçdo e fixar regras a respeito do reinicio do curso aaprescri@da. rodaslg. senti a fel en25Adorclo o listar are deffidpio da prato de fireseelpfa adestfradrel o arda leidato. "7 (Wagner Baleia Contrz»uly-cler Saciais - Quesidres Polaraez.s, .Dialética, 7,99), pp. W/962 Ateso-fiei Com estar inatacáveis conclusbres, e nem poderia ser ihterente, concorda Roque Antonio Carrizzeaz..- "à que estamos tentando arfrer é que a .lei complementar, ao regular a prescry?dio e a decadência tributarias, deverá limitar-se a apontar diretrikes e regras gerais'. Miapaelerd; por um lado, abolir os instituto.s em tela (que "'aram expressamente mencionados na t2 (curso de Direito Constitucional Tributário, 1995, pp. 412/13) 1'/ 11 t2 0 CC-MF Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes -;:tfekt* Processo n2 : 10882.00185512001-12 Recurso n1). : 122.182 Acórdão n 202-14.566 Carta Sign-ema) nem, por outro lado, descer a detalhes, atropelando a autonomia dos pessoas poâticas tributardes O legislador complementar não recebeu um "Cheque em branco", para dis-cgilittar a decadência e apreascripdo tributarias. Melhor esclarecendo, a lei complementar poderá determinar - conto defeito determtnou (2.7rt. L: do 039 - que a decadência e a preseriçdo seio causas aribniVar de obrigações tributárias. Poderá, ai ida, estabelecer — conto detato estabeleceu iarts. .I73 e. 174, C.7219- o e//es a quo destesjenómenosyaridicos, não de modo a contrariar o sistema pirídiao, mas a prestigia-Ia Poderá, igualmente; elencezt- - conto deJato elencene (anis. 151 e mi, bzi, parágrafo' únhro, do C7212 - as cerresas frtipeditivas,suspensivas e árterruptivas daprescrição tributário_ Neste partawlar poderá; altds, até criar causas novas (não contempladas no Código Civil brasileiro) considerando as pecuharedaeles do direito mataria/ violado. Tinias estes exemplas enquadram-se, perfritamente, no campo das nonnasgerais em matéria deferir/ação tributária. Mo é dado, porém, a esta mesma lei complementar, entrar na chamada "economia Marna ',' vale diZer nos assuntos de peculiar interesse das pessoas pollZk-as. Estas, ao exercitarem suas competências tributarias, devem obedecet; apenas, a's diretrizes consuifuctionetir. Af criação abstrato de tributos, o modo de apurar o crédito tributdrio e a/ø/ma de se extinguirem obrigações tributária; tacizesive a decera'acia e a pre.scrição, estão no campo privativo das pessoas polfticars, que lei complementar alguma poderá restring»; nem, mraia menos, anular Pis porque; segundoperzsamos; ayfraçãO dos prazos prescricionais e decadenciais depende de lei da pro:nria entidade tributa/lie. Não de lei complementar Nesse sentido, os arts. /73 e do Código Tributário Naciona4 enquanto /Iram prazos decadenctais- e prescricionair, tratam de matérias reservada tiv lei ordátart:a de cada pessoa política. Portanto, nada impede que uma lei ora'iitdria federal/ire novos prazos prescriaionaLr e de-cadenciais para um tipo de tributo federal" .Não se alegue que a Contrrbu4-ão pata o Programa de Integração Social PIS,' não estaria abrangida pelo prazo de 10 anos previsto na Lei n° 8212/91, vez que este diploma legal não menciona expressamente predita coturrbuição social Ora, os artigos ./.94,e, .1.94 267, »Tel:F0 1K e 239, todos da CF/8á mio deixam margem ei dúvida are que tratam de contribuição para a seguredaa'e social .12e Jato, a seguridade soeykrt ao lume do artigo 191 da CF/88 12 - , . , 4.01C't, 2° CC-MF -. .c. -,.. Ministério da Fazenda A. tkip i, -kit" Segundo Conselho de Contribuintes ./.,--,.."-:>2:4.• Processo n2 : 10882.001855/2001-12 Recurso n2 : 122.182 Acórdão n2 : 202-14.566 compreende um conjunto integrado de ações da iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinados a assegurar os direitos relativos à saúde, ti previdência e ti assistência social E o PIS entra justamente no item relativo dprevidencia saciai como fonte de recurso para o financiamento do seguro desemprego, conforme deixam explícito os artigos 239 e 201, inciso /I< da CP/SR. No mais, o PIS é uma contribuição social incidente sobre o /aturamento, que é uma das bares de financiamento da seguridade social expressamente identificada no artigo 195, da CF/88 Portanto, a lei S212/91, quando, em seu artigo IS, ampliou para /O anos o prazo para homologação e formalização dos créditos da Seguridade Social, inclui também nesse prazo o PIS Outro não é o entendimento adotado pelo Supremo Tribunal Federai manifestado pelo Afinisiro Carlos Velloso, Relatar do Recurso Extraordinário ~ n° 13c£281-CL entre outros, quando _ficou assentada a seguinte classificação das contribuições. 'O citado artigo 149 bis/frui três tipos de contribuições: a) contribuições social:s.,. b) de intervenção: c) cot-Fora/Mas. Ás primeiras, as contribuições sociais, desdobram-se; por sua vez em a 1) contribuições de seguridade social a.2) outras de seguridade soda l e a.3) contribuições sociais gerais . Examinemos mais . detidamente essas contribuições. Ás contribuições sociais:lidamos, desdobram-se em a.1 contribuições de seguridade sociab estão dist4olinadas no art. .I9.5, .1 .11 off/ da Constituição. São as contribuições previdenciãrias, as contribuições do FINSOCIÁL, as da Lei n° 768,e o PIS e o RISS? (047 art23.9). Não estão sujeitos á anterioridade (art. 119 art. 195, j: 62 . a.2 outras de seguridade social Ore: 195, if. 12: não estão sujeitas a; anterioridade (ai% 119 art. J9J, if 62. Á sua instituição, todavia, está condicionada á observeíncia do técnica da competência residual da União, a começar, parti sua a sua instituição, pela exigência de lei complementar (art. 195, I: It. art. 151, 4',. a.3 contribuições sociais gerais. (ar/ 119): o FGTS; o salário-educação (mi 212 ,f 5,, as contribuições do SENA/ do SESI do SENÁC (art. 210Y Sujeitam-se ao prbic‘iiio da anterioridade" Com esse entendimento do ST1: o que já era bastante evidente no Texto Constitucional restou extreme de dúvida que o Rir está tizserido no rol das contribuições da seguridade sociale como tal está sujeito ao prazo decadencial estabelecido pelo artigo IS da Lei n°8.2.12/91."dr 13 . , . . ., 22 CC-MF z,b-• fürft. Ministério da Fazenda "PP ‘ ..Or Segundo Conselho de Contribuintes Fl. Processo n2 : 10882.001855/2001-12 Recurso n2 : 122.182 Acórdão n2 : 202-14.566 Posto isso, e considerando que a ciência do auto de infração ao sujeito passivo deu-se em 17/10/2001 e que os créditos tributários lançados referem-se a fatos geradores ocorridos no período compreendido entre julho/1996 e maio/1998, não há como se falar em decadência. É de se observar que, ainda que seja adotado o entendimento contido no art. 150, § 4°, do CTN, só estariam homologados os lançamentos relativos aos meses de julho a setembro/1996. Os demais períodos não teriam sido homologados pela Fazenda Nacional, uma vez que o lançamento, relativo aos períodos de outubro/1996 a maio/1998, foi efetuado em 15/10/2001, ou seja, antes de decorridos os cinco anos contados da ocorrência do fato gerador. Também, apenas a título de argumentação, se adotado o prazo decadencial previsto no art. 173, inciso 1, do CTN, ainda não teria decaído o direito de a Fazenda Nacional constituir o crédito tributário, objeto deste lançamento, já que o prazo de cinco anos, contado do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido efetuado, estaria findo em 01/01/2002 e o Auto de Infração data de 15/10/2001. Diante do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso interposto pelo sujeito passivo. Sala das Sessões, em 25 de fevereiro de 2003. i ---y-ei:)— *, NAYSt BAIFO.TTA 14 22 CC-MF Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes Fl. Processo n2 : 10882.001855/2001-12 Recurso n2 : 122.182 Acórdão n 202-14.566 VOTO DA CONSELHEIRA ANA NEYLE OLÍMPIO HOLANDA RELATORA-DESIGNADA Reporto-me ao relatório da lavra da ilustre Conselheira Nayra Bastos Manatta. Trata a presente controvérsia de lançamento cujo objeto é a contribuição para o Programa de Integração Social — PIS, sendo que pende litígio apenas sobre a aferição do prazo decadencial para a Fazenda Pública constituir o crédito tributário, ponto sobre o qual recai a divergência surgida neste Colegiado. Entende a ilustre relatora que devem ser aplicados à espécie os mandamentos veiculados pelo artigo 45 da Lei n° 8.212/91, que determina que o prazo decadencial deve ser de dez anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ser constituído. Embora a tese tenha sido brilhantemente exposta, concessa vénia, ouso discordar de tal posicionamento, no que sou seguida pela maioria dos meus pares. A nosso ver, as determinações do inciso I do artigo 45 da Lei n° 8.212, de 1991, não se aplicam à espécie, vez que aquele dispositivo legal refere-se ao direito da seguridade social apurar e constituir seus créditos, sendo que o título VI da mesma norma dispõe sobre as fontes de financiamento da seguridade social e enumera as contribuições a que estão obrigados a União, o segurado e as empresas. Dentre as contribuições a cargo da empresa estão enumeradas a contribuição para o F1NSOCIAL (Decreto-Lei n° 1.940/82) e a contribuição social sobre o lucro — CSLL — (Lei n° 8.034/90), não havendo qualquer referência à contribuição para o PIS. Assim, não incluída a contribuição para o PIS naquelas enumeradas pela Lei n°8.212/91, pode-se inferir que o legislador pretendeu dar tratamento distinto a esta contribuição, sendo que o artigo 45 daquela lei apenas alcança a constituição de créditos provenientes das contribuições elencadas no seu artigo 23, não havendo como estender sua aplicação à contribuição para o PIS, vez que a decadência, por se tratar de prazo extintivo da constituição do crédito tributário, necessita de expressa previsão legal, não podendo ser presumida. Destarte, devem ser observadas na espécie as determinações do artigo 173, 1, do Código Tributário Nacional, de que o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se cinco anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Para que se determine o termo inicial do prazo deliberado pela norma supracitada, invocamos o mandamento do artigo 142 do CTN, que determina que a constituição do crédito tributário se dá pelo lançamento, após ocorrido o fato gerador e instalada a obrigação tributária, 15 . , . , , 2° CC-MF ••• -t . "i",.! Ministério da Fazenda zki .17:- r- Fl. Segundo Conselho de Contribuintes Processo n° 10882.001855/2001-12 Recurso n° : 122.182 Acórdão n°- : 202-14.566 ou seja, a Fazenda Pública poderá agir para constituir o crédito tributário pelo lançamento com a ocorrência do fato gerador. É pacificado tratar-se a contribuição para o PIS de tributo sujeito ao regime de lançamento por homologação. Ex vi do artigo 150 do CTN, o lançamento por homologação "ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa". No direito tributário brasileiro, tem-se verificado que dificilmente sobredita homologação se dá de forma expressa, sendo mais comum que o procedimento do contribuinte seja o único que se verifica, sobressaindo-se a figura da "homologação tácita". Diante desse quadro, a antecipação do pagamento é situação determinante para a análise da decadência do direito de lançar o crédito tributário, posição que tem sido manifestada reiteradamente pelo Superior Tribunal de Justiça, no sentido de que, nesse caso, as deliberações do artigo 173, I, do CTN, antes citado, devem ser interpretadas em conjunto com o artigo 150, § 4°, do mesmo diploma legal, sendo que o dies a quo para a contagem do prazo decadencial passa a ser a data da ocorrência do fato gerador. Entretanto, deixando o sujeito passivo de efetuar o pagamento, entende aquela Corte que deve ser observado o prazo decadencial previsto no artigo 173, I, do CTN, ou seja, cinco anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que a Fazenda Pública poderia efetuar o lançamento. O posicionamento do Superior Tribunal de Justiça evidencia-se no julgamento do Recurso Especial n° 58.918-5/RJ, que teve como Relator o Ministro Humberto Gomes de Barros, como também no julgamento do Recurso Especial n° 199560/5P, DJU 26/04/99, tendo como Relator o Ministro Ari Pargendler, cujas ementas a seguir transcrevemos. "Recurso Especial n° 58.918-5/RJ, (95/0001216-2) 'TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIARL4. CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. DECADÊNCIA. PRAZO (CT1V, ART. 173). 1- O art. 173, I, do CIN deve ser interpretado em conjunto com seu art. 150, § 4°. II - O termo inicial da decadência prevista no art. 173, 1, do CTN, não é a data em que ocorreu o fato gerador. III - Á decadência relativa ao direito de constituir crédito tributário somente ocorreu depois de cinco anos, contados do exercício seguinte àquele em que se extinguiu o direito potestativo de o Estado rever e homologar o lançamento (C77V, art. 150, § 4°)+_. i 16 . . , 22 CC-MF -• -erk::w Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes -, Processo n' : 10882.001855/2001-12 Recurso n't : 122.182 Acórdão n' : 202-14.566 IV— Se o fato gerador ocorreu em outubro de 1974, a decadência opera-se em 1° de janeiro de 1985." (grifamos) "Recurso Especial n° 199560/51', (98/0098482-8) 'TRIBUTÁRIO. DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. Nos tributos sujeitos ao regime do lançamento por homologação, a decadência do direito de constituir o crédito tributário se rege pelo artigo 150, § 4°, do Código Tributário Nacional, de modo que o prazo para esse efeito será de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador (a incidência da regra supõe, evidentemente, hipótese típica de lançamento por homologação, aquela em que ocorre o pagamento antecipado do tributo). Se o pagamento do tributo não for antecipado, já não será o caso de lançamento por homologação, situação em que a constituição do crédito tributário deverá observar o disposto no artigo 173, inciso I, do Código Tributário Nacional." Neste ponto, cabe ressaltar a posição manifestada pela Câmara Superior de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda, que corrobora o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, como no julgamento do Acórdão n° CSRF/02-01.0004, sendo que a síntese do posicionamento daquela corte administrativa encontra-se na ementa a seguir transcrita: "PIS — DECADÊNCIA — A decadência relativa ao direito de constituir crédito tributário, nos casos em que houve a antecipação do pagamento, ocorre após cinco anos contados da ocorrência do fato gerador. O prazo decadencial de dez anos a que se refere o artigo 45 da Lei n° 8.212/91 apenas alcança a constituição dos créditos provenientes das contribuições elencadas no artigo 23 dessa lei, não havendo como estender sua aplicação à contribuição ao PIS. A decadência, por se tratar de prazo extintivo, necessita de expressa previsão legal, não podendo ser presumida." Também quanto ao prazo estipulado no artigo 3° do Decreto-Lei n° 2.052/83, é pacifico neste Colegiado o que foi ratificado pela amara Superior de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda, tratar-se tal norma de regra que estabelece o dever de guarda de documentos por dez anos, e não de prazo decadencial. No entender daquela corte, a imposição se faz de forma coerente com o prazo estipulado no artigo 10 do mesmo decreto-lei, que trata de prescrição, face à necessidade de cobrança do débito dentro daquele prazo. Conforme Demonstrativo da Base de Cálculo da contribuição para o PIS, às fls. 74/76, foram efetuados depósitos judiciais correspondentes a todo o período abrangido no auto de infração — julho de 1996 a maio de 1998 — nesse passo, tem-se a considerar apenas o lapso temporal a ser observado para os casos de ocorrência de pagamentos, em que será aplicável a regra do artigo 150, § 4°, do Código Tributário Nacional, de modo que o prazo decadencial será de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. 17 , 2° CC-MF rw, Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes , çk Processo n't : 10882.001855/2001-12 Recurso n' : 122.182 Acórdão n't : 202-14.566 Na esteira das decisões do STJ e da CSRF/MF, para os meses de julho a setembro de 1996,0 prazo decadencial encerrou-se em setembro de 2001, e, como o sujeito passivo tomou conhecimento da exação em 17 de outubro de 2001, os lançamentos referentes a tais períodos foram atingidos pela decadência, o que implica na extinção do crédito tributário correspondente, de acordo com o artigo 156, V, do Código Tributário Nacional. Com essas considerações, voto pelo acolhimento da preliminar argüida. Sala de Sessões, em 25 de fevereiro 2003. ÁrNWE OLIMP O HOLANDA 18
score : 1.0
Numero do processo: 10907.000830/96-39
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Feb 19 00:00:00 UTC 1998
Data da publicação: Thu Feb 19 00:00:00 UTC 1998
Ementa: Deve ser mantido o lançamento preventivo de decadência, excluída a multa de ofício por força do artigo 63 da Lei 9.430/96.
Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 301-28652
Decisão: Por unanimidade de votos, não tomou-se conhecimento do recurso.
Nome do relator: LEDA RUIZ DAMASCENO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 199802
ementa_s : Deve ser mantido o lançamento preventivo de decadência, excluída a multa de ofício por força do artigo 63 da Lei 9.430/96. Recurso não conhecido.
turma_s : Primeira Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Feb 19 00:00:00 UTC 1998
numero_processo_s : 10907.000830/96-39
anomes_publicacao_s : 199802
conteudo_id_s : 4263739
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 301-28652
nome_arquivo_s : 30128652_118984_109070008309639_003.PDF
ano_publicacao_s : 1998
nome_relator_s : LEDA RUIZ DAMASCENO
nome_arquivo_pdf_s : 109070008309639_4263739.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Por unanimidade de votos, não tomou-se conhecimento do recurso.
dt_sessao_tdt : Thu Feb 19 00:00:00 UTC 1998
id : 4685109
ano_sessao_s : 1998
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:21:47 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713042859319361536
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-07T03:16:30Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-07T03:16:30Z; Last-Modified: 2009-08-07T03:16:30Z; dcterms:modified: 2009-08-07T03:16:30Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-07T03:16:30Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-07T03:16:30Z; meta:save-date: 2009-08-07T03:16:30Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-07T03:16:30Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-07T03:16:30Z; created: 2009-08-07T03:16:30Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2009-08-07T03:16:30Z; pdf:charsPerPage: 1123; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-07T03:16:30Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA PROCESSO N° : 10907.000830/96-39 SESSÃO DE : 19 de fevereiro de 1998 ACÓRDÃO N° : 301-28.652 RECURSO INI° : 118.984 RECORRENTE : SOUTH WEST IMPORTADORA DE VEÍCULOS LTDA RECORRIDA : DEU/CURITIBA/PR 'Deve ser mantido o lançamento preventivo de decadência, excluída a multa de oficio por força do artigo 63 da Lei 9.430/96". RECURSO NÃO CONHECIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. • ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em não tomar conhecimento do recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 19 de fevereiro de 1998 MO OY DE MEDEIROS Presidente / /./ • LEDA RUIZ D • • StENO nac. tADOP IA 0.11AL DÁ EMZC NCA 'At Coardanaçao.Geral c ammentaydo E...ta/adida' Relatora Em LUCIANA COR1EZ ROft11 PONTES Procuradora ca fazenda Nadam' /DS/9 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, MÁRIO RODRIGUES MORENO, ISALBERTO ZAVÃO LIMA, MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ e JOSÉ ALBERTO DE MENEZES PENEDO enc MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N.° : 118.984 ACÓRDÃO N.° : 301-28.652 RECORRENTE : SOUTH WEST IMPORTADORA DE VEICULOS LTDA RECORRIDA : DRJ/CURITIBA/PR RELATOR(A) • LEDA RUIZ DAMASCENO RELATÓRIO A empresa importou dois automóveis - marca MAZDA - modelo MX- 3, cuja alíquota vigente à época era de 70% para o II, face o Decreto 1427/95, e, amparado por liminar, exarada pelo JUIZO da 8' Vara Federal do Paraná, em Mandado de Segurança, recolheu a aliquota de 20% do II, desembaraçando os veículos. Posteriormente, foi prolatada a Sentença concedendo a segurança pretendida, confirmando a liminar, recorrendo da decisão a Procuradoria da Fazenda Nacional. Em virtude de encontrar-se a matéria "sub-Judice", e com o escopo de preservar o crédito tributário dos efeitos decadenciais foi lavrado Auto de Infração, sobre a diferença do fi devido. Impugnou o feito, alegando que a matéria encontra-se "sub-judice". A Autoridade Monocrática, não conhece da impugnação quanto ao mérito e exclui a multa de oficio, assim ementando a decisão: "A propositura de MS impede a apreciação de idêntica matéria na esfera administrativa". "A Concessão de liminar em MS anteriormente ao início de qualquer procedimento do fisco, impõe o cancelamento das multas de oficio aplicadas na base do artigo 4° da Lei 8218/91 e art. 80 da Lei 4.502/64, conforme disposto no artigo 63 da Lei 9.430/96". A empresa interpôs recurso a este Conselho reiterando, em síntese, os argumentos da impugnação e aduzindo jurisprudência. É o relatório. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N.° : 118.984 ACÓRDÃO N.° : 301-28.652 VOTO Irretocável a decisão da autoridade monocrática, que preserva o lançamento do imposto devido, com o escopo de prevenir a decadência, sem contudo, discutir o mérito, vez que encontra-se "sub-judice". Não conheço do recurso. Sala das Sessões, em 19 de fevereiro de 1998 441/ LEDA R 1, 9 1, • SCENO - RELATORA 41. 3 Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10882.000727/2001-51
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jun 10 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Tue Jun 10 00:00:00 UTC 2003
Ementa: CRÉDITO TRIBUTÁRIO. EXTINÇÃO. O pagamento é uma das modalidades de extinção do crédito tributário. Recurso de ofício negado.
Numero da decisão: 203-08959
Decisão: Por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso de ofício.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Valmar Fonseca de Menezes
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Cofins - ação fiscal (todas)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200306
ementa_s : CRÉDITO TRIBUTÁRIO. EXTINÇÃO. O pagamento é uma das modalidades de extinção do crédito tributário. Recurso de ofício negado.
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Tue Jun 10 00:00:00 UTC 2003
numero_processo_s : 10882.000727/2001-51
anomes_publicacao_s : 200306
conteudo_id_s : 4444982
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 203-08959
nome_arquivo_s : 20308959_121827_10882000727200151_004.PDF
ano_publicacao_s : 2003
nome_relator_s : Valmar Fonseca de Menezes
nome_arquivo_pdf_s : 10882000727200151_4444982.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso de ofício.
dt_sessao_tdt : Tue Jun 10 00:00:00 UTC 2003
id : 4684567
ano_sessao_s : 2003
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:21:38 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713042859325652992
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-10-24T19:13:35Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-10-24T19:13:35Z; Last-Modified: 2009-10-24T19:13:35Z; dcterms:modified: 2009-10-24T19:13:35Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-10-24T19:13:35Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-10-24T19:13:35Z; meta:save-date: 2009-10-24T19:13:35Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-10-24T19:13:35Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-10-24T19:13:35Z; created: 2009-10-24T19:13:35Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-10-24T19:13:35Z; pdf:charsPerPage: 1131; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-10-24T19:13:35Z | Conteúdo => (..? DA FAZENDA • SeJildr., ConLe:ho de Contribuintes Pub'irWo no ()Crio Oficial da União •• Ministério da Fazenda De a os" 7coq 2Q CC-MF Zdt . '..;trrr Fl. Segundo Conselho de Contribuintes v t-r"•, Processo n' : 10882.000727/2001-51 Recurso ng : 121.827 Acórdão n : 203-08.959 Recorrente : DRJ EM CAMPINAS - SP Interessada : Alcatel Cabos Brasil S.A. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. EXTINÇÃO. O pagamento é uma das modalidades de extinção do crédito tributário. Recurso de oficio negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: DRJ EM CAMPINAS — SP. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de oficio. Sala das Sessões, em 10 de junho de 2003 Otacilio tas Cartaxo Presidente , V.• ar F: j : eir: e 't ezes Rela • . Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Maria Cristina Roza da Costa, Adriene Maria de Miranda (Suplente), Mauro Wasilewski, Maria Teresa Martinez López, Luciana Pato Peçanha Martins e Francisco Mauricio R. de Albuquerque Silva. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Antônio Augusto Borges Torres. Imp/cf 1 2' CC-MF ''.•:-ri Ministério da Fazenda Fl. •;; k" Segundo Conselho de Contribuintes Processo n9 : 10882.000727/2001-51 Recurso 119 : 121.827 Acórdão n9 : 203-08.959 Recorrente : DRJ EM CAMPINAS - SP RELATÓRIO Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, que transcrevo a seguir: "Trata-se de Auto de Infração (fls. 199/202) e demonstrativos (fls. 195/198), lavrado contra o sujeito passivo em epígrafe — ciência em 04/05/2001, constituindo crédito tributário no valor de R$2.868.351,67 (contribuição + juros de mora), com exigibilidade suspensa, relativo à insuficiência de recolhimento da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social — Cofins, referente ao período de apuração de julho de 1999 a dezembro de 2000. 2. No Termo de Verificação Fiscal (fl. 207), os autuantes informam que "procedemos às verificações necessárias para analisar a regularidade da empresa no que diz respeito às suas obrigações relativas à Cofins nos períodos-base de 1999 e 2000. A interessada, tempestivamente, respondeu aos quesitos solicitados, entregando, inclusi- ve, documentos que comprovam que suas obrigações quanto à Cofins, encontram-se ainda sendo objeto de manifestação definitiva da Justiça. Em razão disso, haja vista aquilo que consta no processo n` 1999.61.025139-0, que tramita na Justiça Federal de São Paulo, cuja cópia parcial encontra-se anexa a esse processo, e visando salva- guardar os interesses da Fazenda Nacional, procedemos ao lançamento, com suspensão da exigibilidade, da diferença a menor da Cofins relativa aos períodos-base de 1999 e 2000". 3. Inconformada com o procedimento fiscal, a interessada interpôs impugnação tempestiva em 05/06/2001 (fls. 209/213), onde alega, em síntese e fundamen- talmente, que: 3.1 — a referida autuação foi lavrada visando, tão somente, evitar a decadência dos referidos créditos, sendo que o próprio auto de infração reconhece a situação de suspensão da exigibilidade dos créditos a que se refere, em razão de concessão de segurança nos autos de Mandado de Segurança n°. 1999.61.025139-0, em trâmite junto à 2? Vara Federal de São Paulo; 3.2 — o mandado de segurança acima citado, em que se discute a constitucionalidade da alteração promovida pela Lei n° 9.718/98 na aliquota da Cofins (de 2% para 3% ), foi impetrado pela autuada em 02/07/1999, tendo sido deferida medida liminar em 07/07/1999, suspendendo a exigibilidade do crédito tributário originado por esta alteração. Diante dessa decisão, a autuada passou a recolher a contribuição considerando a alíquota anterior à Lei n°. 9.718/98 (2O); 2 • ;0171;:a CC-MF tq Ministério da Fazenda Fl. t) It. Segundo Conselho de Contribuintes - Processo n2 : 10882.000727/2001-51 Recurso II' : 121.827 Acórdão n 203-08.959 3.3 — ocorre que a medida liminar foi cassada por despacho proferido no Agravo de Instrumento no. 2000.03.00.055666-8 em 20/12/2000. Em razão desse fato e atendendo à previsão contida no artigo 63, § 2° da Lei n° 9.430/96, na data de 19/01/2001, a autuada efetuou o pagamento da Cofins que havia deixado de recolher por força de medida liminar, devidamente corrigida pela Selic, desde a ocorrência do fato gerador (DARF e planilhas de cálculo anexas); 3.4 — posteriormente, em 04/04/2001, o Juízo da 2? Vara Federal de São Paulo proferiu sentença concedendo a segurança e confirmando a liminar anteriormente concedida; 3.5 — portanto, da simples análise dos fatos ora descritos e dos documentos que os comprovam, conclui -se que as obrigações tributárias em relação às quais refere- se o presente auto de infração já foram pagas pela autuada, não restando qualquer valor a ser saldado, independentemente do fato da exigibilidade do referido crédito estar suspensa por força de decisão judicial; 3.6 — dessa forma, considerando-se que o crédito lançado já se encontra totalmente pago (DARF anexo), requer a autuada seja negado provimento ao auto de infração ora impugnado." A DRJ em Campinas - SP proferiu decisão, nos termos da ementa transcrita adiante: "Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/07/1999 a 31/12/2000 Ementa: PAGAMENTO. EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. O pagamento extingue o crédito tributário, nos termos do inciso I, art. 156 da Lei n.° 5.172/1966 — Código Tributário Nacional. Lançamento Improcedente". Os autos vieram a este Colegiado em razão do Recurso de Oficio apresentado pela autoridade julgadora de primeira instância na própria decisão recorrida. É o relatório. 3 4 • ,,. 0,1?:,iti 2Q CC-MF 'ec--, ti Ministério da Fazenda, ,:ar 0.. Fl. 14),....:It Segundo Conselho de Contribuintes ?' Processo n' : 10882.000727/2001-51 Recurso n : 121.827 Acórdão nQ : 203-08.959 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR VALMAR FONSECA DE MENEZES Os autos subiram para apreciação deste Colegiado em razão do Recurso de Oficio apresentado pela DRJ de origem nos termos do Decreto n" 70.235/72, art. 34, I, com a redação dada pela Lei n° 8.748/93, em razão de ter exonerado o sujeito passivo do pagamento de contribuições e encargos de multa de valor superior a R$500.000,00, de acordo com o limite de alçada estabelecido na Portaria MF n°333, de 11.12.1997. Por preencher os requisitos de admissibilidade, passo a apreciá-lo. Trata-se de auto de infração relativo à COFINS, onde se verifica que, antes da sua lavratura, a contribuinte já havia recolhido o crédito tributário correspondente. Dispõe o Código Tributário Nacional, em seu artigo 156, que o pagamento é uma das modalidades de extinção do crédito tributário. , Diante da simplicidade da questão posta a exame, resta-nos apenas concordar com os termos expostos na decisão recorrida, negando provimento ao recurso. 1 Sala das Sessões, em 10 d. unho de 2003 , 'Oly . VALI N t FO -Zo 'S' • 'O EZES 4
score : 1.0
Numero do processo: 10907.000682/93-09
Turma: Terceira Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Oct 15 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Wed Oct 15 00:00:00 UTC 1997
Ementa: IMPOSTO DE RENDA-PESSOA JURÍDICA - ADIANTAMENTO À EMPRESA INTERLIGADA - DECORRÊNCIA - PIS/ RECEITA OPERACIONAL - O lançamento da contribuição para o PIS, efetuado com base nos Decretos-lei Nº.2.445/88 e 2.449/88, que tiveram suas execuções suspensas por serem declarados inconstitucionais pela Resolução do Senado Federal Nº 49, de 09 de outubro , são nulos de pleno direito, devendo a autoridade lançadora proceder novo lançamento, com fulcro na Lei Complementar Nº.07, de 07 de setembro de 1970 e Lei Complementar Nº.17, de 12 de dezembro de 1973.
IMPOSTO DE RENDA NA FONTE/CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - Tratando-se de lançamento reflexivo, a decisão proferida, no que couber, ao lançamento relativo ao imposto de renda pessoa jurídica é aplicável ao lançamento decorrente, em razão da íntima relação de causa e efeito que os vincula.
MULTA DE LANÇAMENTO DE OFÍCIO - Nos termos do art. 106, inciso II letra “c” da Lei n 5.172/66, é de se convolar a multa de lançamento de ofício quando a nova lei estabelecer penalidade menos severa que a prevista à época da infração. (Publicado no D.O.U, de 07/01/98)
Numero da decisão: 103-18969
Decisão: Por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso.
Nome do relator: Marcia Maria Loria Meira
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 199710
ementa_s : IMPOSTO DE RENDA-PESSOA JURÍDICA - ADIANTAMENTO À EMPRESA INTERLIGADA - DECORRÊNCIA - PIS/ RECEITA OPERACIONAL - O lançamento da contribuição para o PIS, efetuado com base nos Decretos-lei Nº.2.445/88 e 2.449/88, que tiveram suas execuções suspensas por serem declarados inconstitucionais pela Resolução do Senado Federal Nº 49, de 09 de outubro , são nulos de pleno direito, devendo a autoridade lançadora proceder novo lançamento, com fulcro na Lei Complementar Nº.07, de 07 de setembro de 1970 e Lei Complementar Nº.17, de 12 de dezembro de 1973. IMPOSTO DE RENDA NA FONTE/CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - Tratando-se de lançamento reflexivo, a decisão proferida, no que couber, ao lançamento relativo ao imposto de renda pessoa jurídica é aplicável ao lançamento decorrente, em razão da íntima relação de causa e efeito que os vincula. MULTA DE LANÇAMENTO DE OFÍCIO - Nos termos do art. 106, inciso II letra “c” da Lei n 5.172/66, é de se convolar a multa de lançamento de ofício quando a nova lei estabelecer penalidade menos severa que a prevista à época da infração. (Publicado no D.O.U, de 07/01/98)
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Oct 15 00:00:00 UTC 1997
numero_processo_s : 10907.000682/93-09
anomes_publicacao_s : 199710
conteudo_id_s : 4237428
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 103-18969
nome_arquivo_s : 10318969_111583_109070006829309_009.PDF
ano_publicacao_s : 1997
nome_relator_s : Marcia Maria Loria Meira
nome_arquivo_pdf_s : 109070006829309_4237428.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Wed Oct 15 00:00:00 UTC 1997
id : 4685086
ano_sessao_s : 1997
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:21:47 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713042859329847296
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-04T14:55:29Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-04T14:55:29Z; Last-Modified: 2009-08-04T14:55:29Z; dcterms:modified: 2009-08-04T14:55:29Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-04T14:55:29Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-04T14:55:29Z; meta:save-date: 2009-08-04T14:55:29Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-04T14:55:29Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-04T14:55:29Z; created: 2009-08-04T14:55:29Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2009-08-04T14:55:29Z; pdf:charsPerPage: 1358; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-04T14:55:29Z | Conteúdo => - • . - MINISTÉRIO DA FAZENDA ?; PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo N°.: 10.907-000.682/93-09. Recurso N°. :111.583. Matéria : IMPOSTO DE RENDA-PESSOA JURÍDICA - EXS:1992. Recorrente : CUBO-COMERCIAL EXP. E IMP. PRODUTOS FLORESTAIS LTDA. Recorrida : DRJ EM CURITIBA/PR Sessão de : 18 DE OUTUBRO DE 1997. Acórdão N°. : 103-18.969 IMPOSTO DE RENDA-PESSOA JURÍDICA - ADIANTAMENTO À EMPRESA INTERLIGADA - Não configura negócio de mútuo a compra de produtos junto a empresa interligada, efetuada mediante a formalização de contrato, precedidas de repasse de recursos a titulo de adiantamento, por fornecimentos efetivados em datas previamente estipuladas e com suporte em documentação idônea.. Cabe ao fisco comprovar se houve favorecimento quanto aos prazos fixados para pagamento, aos preços praticados para a aquisição do bem ou descumprimento de alguma cláusula contratual, com intuito de averiguar se tais operações espelham "negócios de mútuo". Recurso Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CUBO-COMERCIAL EXPORTADORA E IMPORTADORA DE PRODUTOS FLORESTAIS LTDA. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. RODrIETIBER PRESIDENTE erin%N.IÁk MARCIA MARIA LORrA MEIRA RELATORA , MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° :10907.000682/93-09 Acórdão n° :103-18.969 FORMALIZADO EM: 1 2 DEZ 1997 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: VILSON BIADOLA, MÁRCIO MACHADO CALDEIRA, EDSON VIANNA DE BRITO, SANDRA MARIA DIAS NUNES E VICTOR LUÍS DE SALLES FREIRE. AUSENTE A CONSELHEIRA RAQUEL ELITA PRETO ALVES VILLA REAL. gya~ • 2 , r4 • MINISTÉRIO DA FAZENDA • ;" yit f. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 10907.000682193-09 Acórdão n° :103-18.969 Recurso N°. :111.583. Recorrente : CUBO-COMERCIAL EXP. E IMP. PRODUTOS FLORESTAIS LTDA. RELATÓRIO CUBO-COMERCIAL EXPORTADORA E IMPORTADORA DE PRODUTOS FLORESTAIS LTDA. com sede na Av. Governador Manoel Ribas, 1.711, município de Paranaguá/PR, após indeferimento de sua petição impugnativa, recorre, tempestivamente, do ato do Senhor Delegado da Receita Federal de Julgamento em Curitiba/PR., que manteve a exigência do crédito tributário, formalizado através do Auto de Infração de fls.01/11, na pretensão de ver reformada a decisão da autoridade singular. Trata - se de exigência do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas, relativa ao exercício de 1992, ano - base de 1991, face a constatação, pela autoridade fiscal, de Omissão de Receita de Correção Monetária, face a não atualização monetária de valores colocados à disposição da empresa interligada RAMIRES CARBO INDUSTRIAL LTDA. Tempestivamente, a autuada impugnou o lançamento (fis.77181), argumentando em síntese que: 1 - a atividade principal da empresa é a exportação de carvão vegetal de eucaliptos e seus derivados, produtos que são adquiridos de sua co-irmã Ramires Carbo Industrial Ltda., por meio de contratos; 2 - o pagamento do valor de cada operação de compra e venda é feito à vista, pela compradora à vendedora, precisamente nas datas previstas nos contratos; 3 ch.&_ • b: ;•• MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° :10907.000682/93-09 Acórdão n° : 103-18.969 3 - os contratos visam a aquisição da quantidade necessária de carvão vegetal, para fazer face aos compromissos de exportação e garantir o preço do produto; 4 - ao ajustar os contratos de exportação do carvão com seus clientes no exterior e deles recebendo, adquire a quantidade de produto necessária de sua co- irmã, em vez de aplicar no mercado financeiro; 5 - portanto, os contratos se revestem de ampla legalidade, exatidão e clareza, tratando-se de negócio com mercadorias, diverso e distinto de negócio de mútuo;. 6 - a presunção invocada pelo fisco, dá margem a uma interpretação adversa dos fatos. As fls.148/151, o autor do procedimento fiscal opinou pela manutenção integral do crédito tributário lançado Às fis.154/159, a autoridade julgadora de primeira, instância proferiu a Decisão N°2-007/96, julgando procedente a ação fiscal. lrresignada com a decisão singular, interpôs recurso a este Colegiado, fis.164/168, em 01/03/96, instruído com os documentos de fls.1601231, com os mesmos argumentando da impugnação, apresentando, na oportunidade, as Notas Fiscais de saída dos produtos, juntamente com os contratos que lhe deram origem e a planilha da efetiva entrega do produto, com o intuito de comprovar a ocorrência de um negócio com mercadorias e não um negócio mútuo. 4 . . ti b..... MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° :10907.000682/93-09 Acórdão n° :103-18.969 Às fls.2341236, o Procurador da Fazenda Nacional apresentou sua Contra-Razões ao recurso voluntário. É o relatório. c3%asil4Ed d\ 5 . , b. • .9 MINISTÉRIO DA FAZENDA N, • PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° :10907.000682/93-09 Acórdão n° :103-18.969 VOTO CONSELHEIRA MARCIA MARIA LORIA MEIRA - RELATORA. O recurso preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, deve ser conhecido. Versa o presente processo de exigência constituída através de Auto de Infração, relativa ao exercício de 1992, ano - base de 1991, face a apuração de Insuficiência de Correção Monetária, por não ter a autuada procedido a correção monetária dos valores colocados à disposição da empresa interligada RAMIRES CARBO INDUSTRIAL LTDA, fundada em distribuição disfarçada de lucros (DDL) - contrato de mútuo Conforme Informação Fiscal de fls.1481151, o autor do feito caracterizou as operações de compra e venda de matérias-primas, junto a empresa interligada, como contrato de mútuo, baseado nas seguintes evidências: 'a) a autuada, em 31/12191, possuía um Patrimônio Líquido de Cr$17.525.730,00(fis.38 verso) e mantinha com a co-irmã o montante de Cr$506.030.901,00 (t7s.38/71); b) enquanto a interessada, em 31/12/91, possuía um Passivo Circulante de Cr$875.829.189,00 (fis.38 verso), que gerou no período-base de 01/01/91 a 31/12191 o equivalente a Cr$591.920.501,00 de despesas (t7s.39), sendo Cr$142.452.963,00 a título de variações monetárias passivas e Cr$449.467.538,00 a titulo de despesas financeiras, mantinha com sua co-irmã o montante de Cr$506.030.901,00 (fis.38 e 71), sem remuneração. wits. 6 • MINISTÉRIO DA FAZENDA j:̀ .1 " :".‘j PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 10907.000682/93-09 Acórdão n° :103-18.969 Assim, todo o capital da interessada, que gerou despesa de correção monetária, bem como grande parte do capital de terceiros, que gerou variação monetária passiva e despesa financeira, estavam à disposição da empresa interligada, sem remuneração, pelo que os resultados necessitam dos ajustes apontados no procedimento." 'Quanto ao fato em si, o mesmo não se caracteriza nem como faturamento antecipado e nem como venda para entrega futura, senão vejamos: Em ambos os casos deveria existir um documento fiscal correspondente, o que não existe. No primeiro caso o objeto ainda não foi produzido, enquanto que no segundo o objeto já se encontra produzido. No faturamento antecipado, o valor correspondente é contabilizado como Receita de Exercícios Futuros, porque a empresa ainda não tem custo incorrido. Na venda para entrega Mura, a receita deverá ser computada na apuração do lucro líquido do período-base da operação, porque o bem já foi produzido e a vendedora passa a ser mera depositária daquele produto. Assim, os adiantamentos contabilizados, conforme documentos de fls.71 e 72, apresentam - se como simples conta corrente financeiro que, conforme a necessidade da interessada, é baixado pela compra de mercadorias, inexistindo qualquer emissão de documento fiscal anterior, é o que evidencia por si só, e pela Declaração do IRPJ de fls.141/147, da vendedora dos produtos, onde se verifica que inexiste a conta de Receita de Exercícios Futuros, descaracterizando o faturamento antecipado, e existe estoque de produtos que não foram considerados vendidos, descaracterizando a venda para entrega Mure. Por seu turno, a recorrente alega que tem como atividade constante em seu Contrato Social a exploração de carvão vegetal de eucalipto e seus derivados e, ao ajustar com seus clientes os contratos para a exportação do carvão e destes receber o 'quantum" em pagamento, ao invés de aplicar tal importância no mercado financeiro, adquiria de sua co-irmã o volume de produto necessário, para fazer face aos compromissos assumidos contratualmente de exportadora. Anexa, na oportunidade, cópia 7}~- 7 'h' 24 • ir MINISTÉRIO DA FAZENDA N, • , r;“ PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° :10907.000682/93-09 Acórdão n° :103-18.969 dos contratos acompanhados das notas fiscais respectivas, com intuito de comprovar a legalidade da operação. Da análise do processo, verifica-se que a operação de compra e venda de carvão vegetal com entrega futura, efetuada entre a recorrente e sua interligada Ramires Garbo Industrial Ltda. reveste-se de plena legalidade, posto que decorreram de atos jurídicos perfeitos, firmados através de contratos que possuem todas as características necessárias para que os mesmos tenham validade, ou seja: a) nome das empresas contratantes: Ramires Garbo Industrial Ltda. denominada vendedora e CUBO - Comercial Exportadora e Importadora de produtos Florestais Ltda como compradora; b) o objeto do contrato é a comercialização entre as partes de carvão vegetal; c) menciona a quantidade, o preço por tonelada e a forma de pagamento de cada um dos contratos; d) especificações técnicas; e) informa os deveres, obrigações e direitos de ambas as partes; f) o prazo de vigência do contrato é por tempo determinado; g) penalidades aplicáveis no caso de não cumprimento de quaisquer das cláusulas previstas; h) prevê a rescisão do contrato caso a vendedora deixar de entregar parte da mercadoria, com devolução da importância já paga; i) indicação do local , data , assinatura das contratantes e de duas testemunhas. 4::)t 2•n ir MINISTÉRIO DA FAZENDA• PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 10907.000682/93-09 Acórdão n° :103-18.969 Também, as notas fiscais estão revestidas de todas as formalidades legais, sendo que a matéria - prima, a quantidade e o valor são as previstas nos contratos. Portanto, entendo que não configura negócio de mútuo a compra de produtos junto a empresa interligada, efetuada mediante a formalização de contrato, precedida de repasse de recursos a titulo de adiantamento, por fornecimentos efetivados em datas previamente estipuladas e com suporte em documentação idônea.. Caberia ao fisco aprofundar a fiscalização e efetuar o exame individualizado de cada operação prevista nos respectivos contratos, para comprovar se houve favorecimento entre as empresas interligadas quanto aos prazos fixados para pagamento, os preços praticados para a aquisição dos produtos e, ainda, se houve descumprimento de alguma cláusula contratual, com o objetivo de averiguar se essas operações espelham "negócios de mútuo". Face ao exposto, Voto no sentido de Dar Provimento ao Recurso. Sala De Sessões(DF) em, 15 de outubro de 1997. MARCIA MAca MEIRA 9 Page 1 _0051700.PDF Page 1 _0051900.PDF Page 1 _0052100.PDF Page 1 _0052300.PDF Page 1 _0052500.PDF Page 1 _0052700.PDF Page 1 _0052900.PDF Page 1 _0053100.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10930.000968/99-39
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Sep 19 00:00:00 UTC 2001
Data da publicação: Wed Sep 19 00:00:00 UTC 2001
Ementa: PIS - DECADÊNCIA - SEMESTRALIDADE - BASE DE CÁLCULO - 1) A decadência do direito de pleitear a compensação/restituição tem como prazo inicial, na hipótese dos autos, a data da publicação da Resolução do Senado que retira a eficácia da lei declarada inconstitucional (Resolução do Senado Federal nº 49, de 09/10/95, publicada em 10/10/95). Assim, a partir de tal data, conta-se 05 (cinco) anos até a data do protocolo do pedido (termo final). In casu, não ocorreu a decadência do direito postulado. 2) A base de cálculo do PIS, até a edição da MP nº 1.212/95, corresponde ao faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador (Primeira Seção STJ - REsp nº 144.708 - RS - e CSRF). Aplica-se este entendimento, com base na LC nº 07/70, até os fatos geradores ocorridos até 29 de fevereiro de 1996, consoante dispõe o parágrafo único do art. 1º da IN SRF nº06, de 19/01/2000.
Recurso a que se dá provimento.
Numero da decisão: 201-75.381
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Luiza Helena Galante de Moraes e Serafim Fernandes Corrêa.
Nome do relator: Jorge Freire
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200109
ementa_s : PIS - DECADÊNCIA - SEMESTRALIDADE - BASE DE CÁLCULO - 1) A decadência do direito de pleitear a compensação/restituição tem como prazo inicial, na hipótese dos autos, a data da publicação da Resolução do Senado que retira a eficácia da lei declarada inconstitucional (Resolução do Senado Federal nº 49, de 09/10/95, publicada em 10/10/95). Assim, a partir de tal data, conta-se 05 (cinco) anos até a data do protocolo do pedido (termo final). In casu, não ocorreu a decadência do direito postulado. 2) A base de cálculo do PIS, até a edição da MP nº 1.212/95, corresponde ao faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador (Primeira Seção STJ - REsp nº 144.708 - RS - e CSRF). Aplica-se este entendimento, com base na LC nº 07/70, até os fatos geradores ocorridos até 29 de fevereiro de 1996, consoante dispõe o parágrafo único do art. 1º da IN SRF nº06, de 19/01/2000. Recurso a que se dá provimento.
turma_s : Primeira Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 19 00:00:00 UTC 2001
numero_processo_s : 10930.000968/99-39
anomes_publicacao_s : 200109
conteudo_id_s : 4442059
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Oct 17 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 201-75.381
nome_arquivo_s : 20175381_115946_109300009689939_006.PDF
ano_publicacao_s : 2001
nome_relator_s : Jorge Freire
nome_arquivo_pdf_s : 109300009689939_4442059.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Luiza Helena Galante de Moraes e Serafim Fernandes Corrêa.
dt_sessao_tdt : Wed Sep 19 00:00:00 UTC 2001
id : 4687100
ano_sessao_s : 2001
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:22:24 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713042859335090176
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-10-21T15:57:31Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-10-21T15:57:31Z; Last-Modified: 2009-10-21T15:57:31Z; dcterms:modified: 2009-10-21T15:57:31Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-10-21T15:57:31Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-10-21T15:57:31Z; meta:save-date: 2009-10-21T15:57:31Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-10-21T15:57:31Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-10-21T15:57:31Z; created: 2009-10-21T15:57:31Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2009-10-21T15:57:31Z; pdf:charsPerPage: 2055; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-10-21T15:57:31Z | Conteúdo => • •. • _ „ hW -Segundo Conselho de Contrbuinteo 1 Publicado no Diário Oficial da Unias, _ de ?R otz acm e 4‘— *- MINISTÉRIO DA FAZENDA Rubrica 25t— SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES MINISTÉRIO DA FAZENDA Se g undo Conselho de Contribuintes Processo : 10930.000968/99-39 Centro de Documentação Acórdão : 201-75.381 RECURSO ESPECIAL Recurso : 115.946 N° RADI2o1_1151:34G Sessão : 19 de setembro de 2001 Recorrente : IGUAÇU COMERCIAL E INDUSTRIAL DE CAFE LTDA. Recorrida : DRJ em Curitiba - PR PIS — DECADÊNCIA - SEMESTRALTDADE - BASE DE CÁLCULO —1) A decadência do direito de pleitear a compensação/restituição tem como prazo inicial, na hipótese dos autos, a data da publicação da Resolução do Senado que retira a eficácia da lei declarada inconstitucional (Resolução do Senado Federal n' 49, de 09/10/95, publicada em 10/10/95). Assim, a partir de tal data, conta-se 05 (cinco) anos até a data do protocolo do pedido (termo final). In casu, não ocorreu a decadência do direito postulado. 2) A base de cálculo do PIS, até a edição da MP nQ 1.212/95, corresponde ao faturarnento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador (Primeira Seção STJ - REsp n° 144.708 - RS - e CSRF). Aplica-se este entendimento, com base na LC nr2 07/70, até os fatos geradores ocorridos até 29 de fevereiro de 1996, consoante dispõe o parágrafo único do art. 1' da IN SRF n° 06, de 19/01/2000. Recurso a que se dá provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: IGUAÇU COMERCIAL E INDUSTRIAL DE CAFE LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Luiza Helena Galante de Moraes e Serafim Fernandes Corrêa. Sala das Sessões, em 19 de setembro de 2001 Jorge reire Presidente e Relator Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Rogério Gustavo Dreyer, João Beijas (Suplente), Gilberto Cassuli, José Roberto Vieira, Henrique Pinheiro Torres (Suplente), Antonio Mário de Abreu Pinto e Sérgio Gomes Venoso. Eaal/ovrs 1 fita MINISTÉRIO DA FAZENDA • T -1.:7,L, SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10930.000968/99-39 Acórdão : 201-75.381 Recurso : 115.946 Recorrente : IGUAÇU COMERCIAL E INDUSTRIAL DE CAFÉ LTDA. RELATÓRIO Cuida o presente processo de pedido de restituição/compensação (fls.01/02) da Contribuição ao Programa de Integração Social — PIS que a interessada alega ter recolhido a maior que o devido, referente ao período de apuração de fevereiro/89 a setembro/95. O Delegado da Receita Federal em Londrina - PR, através da Decisão de fls. 136/146, indeferiu o referido pleito em razão de: 1) o prazo para que o contribuinte possa pleitear a restituição extingue-se após o transcurso do prazo é de 05 (cinco) anos, contado da data da extinção do crédito tributário; 2) os prazos de recolhimento da Contribuição ao PIS, efetuado com base nos Decretos-Leis nia' 2.445/88 e 2.449/88, são os estabelecidos nas Leis n" 7.691/88, 8.218/91, 8.383/91 e alterações posteriores; e 3) não se comprovando recolhimentos em montante superior ao efetivamente devido, não há direito creditório em favor da requerente. Tempestivamente, a empresa apresentou sua manifestação de inconformidade contra a referida decisão, às fls. 150/159, alegando, em síntese, que o art. 6 9 da LC ng 07/70 estabelece que o PIS será devido mensalmente e calculado com base no faturamento do sexto mês anterior. Aduz, ainda, que quanto ao PIS, o art. 10 do Decreto-Lei n° 2.052/83, dispõe que a prescrição para a cobrança e para a pretensão de repetição/compensação é de 10 (dez) anos, aplicando-se mutatis mutandi à restituição. A autoridade julgadora de primeira instância administrativa, através da Decisão de fls. 177/188, indeferiu a reclamação contra o indeferimento do pedido de compensação do PIS, resumindo seu entendimento nos termos da ementa de fl. 177, que se transcreve: "Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/02/1989 a 30/09/1995 Ementa: RESTITUIÇÃO. DECADÊNCIA. O prazo para que o contribuinte possa pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação declaratória 2 -)11/ • :H&jc MINISTÉRIO DA FAZENDA • rwt SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10930.000968199-39 Acórdão : 201-75.381 Recurso : 115.946 ou em recurso extraordinário, extingue-se após o transcurso de 5 (cinco) anos, contados da data da extinção do crédito FATO GERADOR O fato gerador da contribuição para o PIS é o faturarnento do próprio período de apuração e não do sexto mês a ele anterior. PRAZO DE RECOLHIMENTO. ALTERAÇÕES. Normas legais supervenientes alteraram o prazo de recolhimento da contribuição para o PIS, previsto originariamente em seis meses. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO Descabe autorizar a restituição/compensação quando não estiver caracterizado o pagamento indevido ou maior que o devido de PIS. SOLICITAÇÃO INDEFERIDA". Cientificada em 03.10.00, a recorrente apresentou, em 23.10.00 (fls. 192/223), recurso voluntário a este Conselho de Contribuintes, reafirmando e confirmando os pontos expendidos na peça impugnatória, concluindo que a contribuição ao PIS das empresas mercantis e mistas permaneceu regulada pela LC n 2 07/70, art. 62, parágrafo único, que estabeleceu a base de cálculo correspondente ao faturamento do sexto mês anterior, sem qualquer correção monetária, tratando a Lei n2 7.691/88 e demais legislações subseqüentes, de prazo de recolhimento e não de base de cálculo. É o relatório. 3 jr.Nt....- MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10930.000968/99-39 Acórdão : 201-75.381 Recurso : 115.946 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR JORGE FREIRE No que pertine à questão preliminar quanto ao prazo decadencial para pleitear repetição/compensação de indébito, o termo a quo irá variar conforme a circunstância. No caso concreto, uma vez tratar-se de declaração de inconstitucionalidade dos Decretos-Leis e 2.445 e 2.449, ambos de 1988, foi editada a Resolução do Senado Federal de n2 49, de 09/09/95, retirando a eficácia das aludidas normas legais, que foram acoimadas de inconstitucionalidade pelo STF em controle difuso. Assim, havendo manifestação senatorial, nos termos do art. 52, X, da Constituição Federal, é a partir da publicação da aludida Resolução que o entendimento da Egrégia Corte espraia-se erga omnes. Portanto, tenho para mim que o direito subjetivo de o contribuinte postular a repetição de indébito, pago com animo em norma declarada inconstitucional, nasceu a partir da publicação da Resolução n9 49 1 , o que se operou em 10/10/95. Não discrepa tal entendimento do disposto no item 27 do Parecer COSIT n2 58, de 27 de outubro de 1998. E, conforme, já do conhecimento desta Câmara, o prazo para tal flui ao longo de cinco anos. Dessarte, tendo a contribuinte ingressado com seu pedido em 29/04/99, não identifico óbice a que seu pedido de compensação/restituição seja apreciado, como a seguir analisado. Por derradeiro, passo a enfrentar a questão que a contribuinte chama de "mérito propriamente dito" Em outras palavras, o que resta analisar é qual a base de cálculo que deve ser usada para o cálculo do PIS: se aquela correspondente ao sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador, entendimento esposado pela recorrente, ou se ela é o faturamento do próprio mês do fato gerador, sendo, de seis meses o prazo de recolhimento do tributo, raciocínio aplicado e defendido na motivação do lançamento objurgado. Em variadas oportunidades manifestei-me no sentido da forma do cálculo que sustenta a decisão recorrida 2, entendendo, em ultima ratio, ser impossível dissociar-se base de cálculo e fato gerador. Entretanto, sempre averbei a precária redação dada à norma legal, ora sob No mesmo sentido Acórdão n2 202-11.846, de 23 de fevereiro de 2000. 2 Acórdãos na 210-72.229, votado por maioria em 11/11/98, e 201-72.362, votado à unanimidade em 10/12/98. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA )1•••:- • 41"; SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10930.000968/99-39 Acórdão : 201-75.381 Recurso : 115.946 discussão. E, em verdade, sopesava duas situações: uma de técnica impositiva, e outra no sentido da estrita legalidade que deve nortear a interpretação da lei impositiva. E, neste último sentido, veio tornar-se consentânea a jurisprudência da CSRF 3 e também do STJ. Assim, calcado nas decisões destas Cortes, dobrei-me à argumentação de que deve prevalecer a estrita legalidade, no sentido de resguardar a segurança jurídica do contribuinte, mesmo que para isso tenha-se como afrontada a melhor técnica tributária, a qual entende despropositada a disjunção de fato gerador e base de cálculo. É a aplicação do princípio da proporcionalidade, prevalecendo o direito que mais resguarde o ordenamento jurídico como um todo. E agora o Superior Tribunal de Justiça, através de sua Primeira Seção, 4 veio tornar pacífico o entendimento postulado pela recorrente, consoante depreende-se da ementa a seguir transcrita: "TRIBUTÁRIO — PIS — SEMES7RALIDADE — BASE DE CÁLCULO — CORREÇÃO MONETÁRIA. 1. O PIS semestral, estabelecido na LC 07/70, diferentemente do PIS REPIQUE — art. 32, letra "a" da mesma lei — tem como fato gerador o faturamento mensal. 2. Em beneficio do contribuinte, estabeleceu o legislador como base de cálculo, entendendo-se como tal a base numérica sobre a qual incide a aliquota do tributo, o faturamento, de seis meses anteriores à ocorrência do fato gerador — art. 62, parágrafo único da LC 07/70. 3. A incidência da correção monetária, segundo posição jurisprudencial, só pode ser calculada a partir do fato gerador. 4. Corrigir-se a base de cálculo do PIS é prática que não se alinha à previsão da lei e à posição da jurisprudência. Recurso Especial improvido." Portanto, até a edição da MP n2 1.212/95, é de ser dado provimento ao recurso para o fim de que o auto de infração seja refeito considerando como base de cálculo o faturamento 3 O Acórdão n2 CSRF/02-0.871 3 também adotou o mesmo entendimento firmado pelo STJ. Também nos RD n's 203-.293 e 203-0.334, j. em 09/02/2001, em sua maioria, a CSRF esposou o entendimento de que a base de cálculo do PIS refere-se ao faturamento do sexto mês anterior à ocorrência do fato gerador (Acórdãos ainda não formalizados). E o RD n° 203-0.3000 (Processo n° 11080.001223/96-38), votado em Sessões de junho do corrente ano, teve votação unânime nesse sentido. 4 Resp n° 144.708, rel. Ministra Eliane Calmou, j. em 29/05/2001. 5 "V. „Ai e, MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10930.000968/99-39 Acórdão : 201-75.381 Recurso : 115.946 do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador, tendo como prazos de recolhimento aquele da lei (Leis n” 7.691/88; 8.019/90; 8.218/91; 8.383/91; 8.850/94; 9.069/95 e MP 812/94) do momento da ocorrência do fato gerador. E a IN SRF tf 006, de 19 de janeiro de 2000, no parágrafo único do art. 1 2, com base no decidido julgamento do Recurso Extraordinário n° 232.896-3-PA, aduz que "aos fatos geradores ocorridos no período compreendido entre .1 2 de outubro de 1995 e 29 de fevereiro de 1996 aplica-se o disposto na Lei Complementar n2 7, de 7 de setembro de 1970, e ri2 8, de 3 de dezembro de 1970". Forte em todo o exposto, DOU PROVIMENTO AO RECURSO PARA QUE OS CÁLCULOS SEJAM FEITOS CONSIDERANDO COMO BASE DE CÁLCULO DO PIS, PARA OS PERÍODOS OCORRIDOS ATÉ, INCLUSIVE, FEVEREIRO DE 1996, O FATURAMENTO DO SEXTO MÊS ANTERIOR À OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR, SEM CORREÇÃO MONETÁRIA. FICA RESGUARDADA À SRF A AVERIGUAÇÃO DA LIQUIDEZ E CERTEZA DOS CRÉDITOS E DÉBITOS COMPENSÁVEIS POSTULADOS PELA CONTRIBUINTE, DEVENDO FISCALIZAR O ENCONTRO DE CONTAS, E PROVIDENCIANDO, SE NECESSÁRIO, A COBRANÇA DE EVENTUAL SALDO DEVEDOR. Sala das Sessões, em 19 de setembro de 2001 JORGE FREIRE 6
score : 1.0
Numero do processo: 10925.004105/96-01
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 08 00:00:00 UTC 1999
Data da publicação: Wed Dec 08 00:00:00 UTC 1999
Ementa: CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA - Inocorrência em virtude da autoridade monocrática ter apreciado todos os questionamentos constantes da impugnação. ITR - ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE - São consideradas não aproveitáveis as áreas ocupadas por florestas ou matas de efetiva preservação permanente, as comprovadamente imprestáveis para qualquer exploração agrícola, pecuária ou florestal, desde que devidamente comprovadas. (art. 16, "a" e § 2º, da Lei 4.771/65, com a nova redação dada pela Lei nº 7.803/89). ÁREA DE INTERESSE ECOLÓGICO E DE RESERVA LEGAL - Somente são consideradas isentas as áreas definidas e comprovadas como de interesse ecológico por órgão do poder competente, federal ou estadual e de reserva legal (art. 11 da Lei nº 8.847/94; art. 1º, II, da Lei nº 7.803/89). PERCENTUAL DE UTILIZAÇÃO EFETIVA DA ÁREA APROVEITÁVEL - O imóvel rural que apresentar percentual de utilização efetiva da área aproveitável igual ou inferior a trinta por cento terá a alíquota multiplicada por dois, nos segundo ano consecutivo e seguintes em que o fato ocorrer. Recurso negado.
Numero da decisão: 203-06191
Decisão: Por unanimidade de votos: I) rejeitou-se a preliminar de cerceamento do direito de defesa; e, II) no mérito, negou-se provimento ao recurso.
Nome do relator: Lina Maria Vieira
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 199912
ementa_s : CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA - Inocorrência em virtude da autoridade monocrática ter apreciado todos os questionamentos constantes da impugnação. ITR - ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE - São consideradas não aproveitáveis as áreas ocupadas por florestas ou matas de efetiva preservação permanente, as comprovadamente imprestáveis para qualquer exploração agrícola, pecuária ou florestal, desde que devidamente comprovadas. (art. 16, "a" e § 2º, da Lei 4.771/65, com a nova redação dada pela Lei nº 7.803/89). ÁREA DE INTERESSE ECOLÓGICO E DE RESERVA LEGAL - Somente são consideradas isentas as áreas definidas e comprovadas como de interesse ecológico por órgão do poder competente, federal ou estadual e de reserva legal (art. 11 da Lei nº 8.847/94; art. 1º, II, da Lei nº 7.803/89). PERCENTUAL DE UTILIZAÇÃO EFETIVA DA ÁREA APROVEITÁVEL - O imóvel rural que apresentar percentual de utilização efetiva da área aproveitável igual ou inferior a trinta por cento terá a alíquota multiplicada por dois, nos segundo ano consecutivo e seguintes em que o fato ocorrer. Recurso negado.
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Dec 08 00:00:00 UTC 1999
numero_processo_s : 10925.004105/96-01
anomes_publicacao_s : 199912
conteudo_id_s : 4455726
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 203-06191
nome_arquivo_s : 20306191_105416_109250041059601_007.PDF
ano_publicacao_s : 1999
nome_relator_s : Lina Maria Vieira
nome_arquivo_pdf_s : 109250041059601_4455726.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Por unanimidade de votos: I) rejeitou-se a preliminar de cerceamento do direito de defesa; e, II) no mérito, negou-se provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Wed Dec 08 00:00:00 UTC 1999
id : 4686754
ano_sessao_s : 1999
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:22:18 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713042859338235904
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-29T12:27:10Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-29T12:27:09Z; Last-Modified: 2010-01-29T12:27:10Z; dcterms:modified: 2010-01-29T12:27:10Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-29T12:27:10Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-29T12:27:10Z; meta:save-date: 2010-01-29T12:27:10Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-29T12:27:10Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-29T12:27:09Z; created: 2010-01-29T12:27:09Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2010-01-29T12:27:09Z; pdf:charsPerPage: 2064; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-29T12:27:09Z | Conteúdo => . 4i. .n . 2.2 PUBLICADO 50 D. O. U. Do 15 / O _/ 2000 MINISTÉRIO DA FAZENDA C - i.':6*-)0-)1. Rubc/m I , ^'11.twitit. CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10925.004105196-01 Acórdão : 203-06.191 . Sessão : 08 de dezembro de 1999 Recurso : 105.416 Recorrente : JOSE CLÁUDIO CARAMONI . Recorrida : DRJ em Florianópolis - SC CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA - Inocorrência em virtude da autoridade monocrática ter apreciado todos os questionamentos constantes da impugnação. Mt — ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE — São consideradas não aproveitáveis as áreas ocupadas por florestas ou matas de efetiva preservação permanente, as comprovadamente imprestáveis para qualquer exploração agrícola, . pecuária ou florestal, desde que devidamente comprovadas. (art. 16, "a" e § 2 ., da Lei . 4.771/65, com a nova redação dada pela Lei n° 7.803/89). ÁREA DE INTERESSE ECOLÓGICO E DE RESERVA LEGAL — Somente são consideradas isentas as áreas definidas e comprovadas como de interesse ecológico por órgão do poder competente, federal ou estadual e de reserva legal (art. 11 da Lei n° 8.847/94; art.r, II, da Lei n° 7.803/89). PERCENTUAL DE UTILIZAÇÃO EFETIVA DA ÁREA APROVEITÁVEL — o imóvel rural que apresentar percentual de utilização efetiva da área aproveitável igual ou inferior a trinta por cento terá a aliquota multiplicada por dois, nos segundo ano consecutivo e seguintes em que o fato ocorrer. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: JOSE CLÁUDIO CARAMONI. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos: I) em rejeitar a preliminar de cerceamento do direito e defesa; e, II) no mérito, em negar provimento ao recurso. Sala .. O— ess es, em 08 de dezembro de 1999 ‘ll Otacilio r .: • Cartaxo / Presi !ente ! , _ i•: ! a , Viei)Vieira/114 ' • atora .' Participaram, ainda, do presente julgamento Conselheiros Francisco Sergio Nalini, Francisco Mauricio R. de Albuquerque Silva, Renato Scalco Isquierdo, Mauro Wasilewski, Sebastião Borges Taquary e / Daniel Correa Homem de Carvalho. , ,, lao/ovrs . . , 1 1 / / ,,, ,, 2"/ O MINISTÉRIO DA FAZENDA 14 v t;clori CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10925.004105/96-01 Acórdão : 203-06.191 Recurso : 105.416 Recorrente : JOSE CLÁUDIO CARAMONI RELATÓRIO José Cláudio Caramori, qualificado nos autos, proprietário do imóvel rural denominado "Fazenda Juriti", situado no Município de Angical/BA, com área de 413,3ha, cadastrado na SRF sob o n° 04929454, recorre a este Conselho da decisão da autoridade "a quo", que determinou o prosseguimento da cobrança do crédito tributário objeto da Notificação de Lançamento de fls. 03, relativo ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR e contribuições do exercício de 1995. Inconformado com a exigência o interessado apresentou, tempestivamente, a impugnação de fls. 01, alegando que a propriedade é totalmente coberta por vegetação nativa e que houve erro no preenchimento da declaração, somente detectado quando do recebimento da Notificação de ITR/95, anexando laudo de avaliação às fls.02. Decidindo o feito, a autoridade julgadora de primeira instância proferiu a decisão DRUSC n° 1.318/97, às fls. 11/14, assim ementada: "IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL (ITR) NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO Ano-base: 1995 Utilização da Terra — Quanto menor a utilização da terra maior será seu VTN calculado na forma do art. 3° §§ e incisos, a Lei no. 8.847/94. Retificação de dados cadastrais. Quando vise a reduzir ou excluir tributo, só é admissivel mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento. LANÇAMENTO PROCEDENTE." Inconformado, o interessado interpôs, com guarda de prazo, o recurso voluntário de fls. 17/18, reiterando os argumentos expendidos na peça impugnatória e 2 . n .•-•-n• . HW' i MINISTÉRIO DA FAZENDA , CONSELHO DE CONTRIBUINTES -.. , Processo : 10925.004105/96-01 Acórdão : 203-06.191 informando que o imóvel está situado no polígono das secas, no Município de Angical, no Estado da Bahia - BA onde a aliquota do imposto é de 1,0%, para um GUT zero, conforme - tabela 2 da Lei n° 8.847/94; que a área é de interesse ecológico, por se tratar de mata nativa, conforme declaração de engenheiro agrônomo e discorda da posição adotada pelo julgador singular de que após a notificação, não pode o contribuinte ter sua declaração revista, em virtude de erros cometidos em seu preenchimento, dizendo, ainda, que improcede a alíquota de 2% para o exercício de 1995, visto não ter atrasado o pagamento de 1994, conforme comprovante anexo, pleiteando, caso indeferido o presente recurso que seja aplicada a aliquota de 1%. A PFN deixa de oferecer contra-razões em virtude do processo não se enquadrar nas hipóteses previstas na Portaria MF n° 260/95, com a redação dada pelo art. 1 0 da Portaria 189/97. É o relatório. ' À I 3 , , 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10925.004105/96-01 Acórdão : 203-06.191 • VOTO DA CONSELHEIRA-RELATORA LINA MARIA VIDRA • O recurso é tempestivo e, tendo atendido aos demais pressupostos legais, dele tomo conhecimento. Inicialmente, cumpre apreciar a preliminar de cerceamento de direito de defesa da decisão da autoridade julgadora singular, suscitada pela recorrente. A decisão monocrática fundamenta-se na tese de que, após notificado o lançamento, a retificação pretendida sofre impedimento, representado pela norma inserta no § 1" do art. 147 da Lei n° 5.172/66 - Código Tributário Nacional — CTN , que estabelece, verbis: " Art. 147. (omissis) § LÁ retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissivel mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento". Esta questão tem sido objeto de reiteradas decisões por parte deste Conselho, que reconhece o direito de o contribuinte impugnar o lançamento que haja sido estribado em fatos inveridicos, não se podendo, portanto, falar em ocorrência de preclusão. Assim, conclui-se que, uma vez cientificado o sujeito passivo do lançamento, ainda que formalizado com base nas informações prestadas pelo contribuinte, não há que se falar em pedido de retificação de declaração, porém, de pedido de revisão do lançamento, através de impugnação. É isso que se depreende da própria notificação de lançamento, quando intima o contribuinte a pagar ou a impugnar a exigência, nos termos do art. 1 do Decreto n° 70.235/72 e o que prescrevem os arts. 145 e 149 do Código Tributário Nacional. No presente caso, apesar da autoridade singular ter manifestado em seu decisum que eventuais alterações nas informações, quando visem a reduzir ou excluir tributo, só são admissíveis antes da notificação de lançamento, enfrentou com acerto o ponto básico questionado pelo contribuinte na impugnação de fls. 01, razão pela qual rejeito a preliminar suscitada. No mérito, a questão fuleral que é o percentual de utilização efetiva da área aproveitável foi exaustivamente analisado pela autoridade singular, que pautou sua decisão na Lei n°8.847/94, art. 5, §§ 1, II, e3 que reza 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA MS:1 CONSELHO DE CONTRIBUINTEStí Processo : 10925.004105/96-01 Acórdão : 203-06.191 "Art. 50 Para a apuração do valor do ITR, aplicar-se-á sobre a base de • cálculo a aliquota correspondente ao percentual de utilização efetiva da área aproveitável do imóvel rural considerado o tamanho da propriedade medido em hectare e as desigualdades regionais, de acordo com as tabelas I, II e III, constantes do Anexo 1. • § 1 Para obtenção da aliquota será observada a localização do imóvel, conforme descrito abaixo: • 1- 11 — Tabela II — os municípios localizados no Polígono das Secas e Amazónia Oriental assim determinado em lei; III- § 1 § 3 0 O imóvel rural que apresentar percentual de utilização efetiva da área aproveitável igual ou inferior a trinta por cento terá a aliquota calculada na forma deste artigo, multiplicada por dois, nos segundo ano consecutivo e seguintes em que ocorrer o fato." • Da análise dos documentos acostados aos autos verifica-se que as alegações do contribuinte de que apesar do solo ser aproveitável, nele não desenvolve qualquer tipo de exploração estão corroboradas pelas informações prestadas pelo profissional habilitado, que assim se pronunciou (doc. fls. 19): "CAPACIDADE DE USO DA TERRA: Na eventualidade de ser desmaiada possui aptidão para exploração agrícola e pecuária, exigindo correção de solo (calagem e adubação)." Na SRL apresentada às fls. 21, o contribuinte pede a alteração das seguintes áreas de sua propriedade que possui 413,3ha: a)preservação permanente - de 10,0ha para 200,0 ha; b)reserva legal - de 0,0ha para 200,0ha; 5 \k( MINISTÉRIO DA FAZENDA ) CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10925.004105/96-01 Acórdão : 203-06.191 Oimprestáveis — de 20,0ha para 0,0ha; e d)ocupadas com benfeitorias — de 10,0ha para 13,3ha: Os Laudos Técnicos apresentados às fls. 02 e 19 são insuficientes para comprovar as alterações pretendidas. Apesar de terem sido emitidos por profissionais habilitados, conforme fazem prova os Termos de ART anexados às fis.04 e 20, não observaram as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas — ABNT, não detalharam a existência de áreas de reserva legal, preservação permanente e ocupadas com benfeitorias, limitando-se a informar que a propriedade é totalmente coberta por vegetação nativa. Ademais, nenhuma prova cabal, capaz de modificar o lançamento, como cópia autenticada e atualizada da matrícula ou certidão do Registro de Imóveis, contendo a área definida como de reserva legal dou preservação permanente, ou ato do Poder Público Federal ou Estadual declarando o enquadramento da área de interesse ecológico nas disposições do parágrafo único do art. 104 da Lei n° 8.171/91, foi apresentada pelo contribuinte. A Lei n° 8.171, de 17.01.91, dispondo sobre política agrícola estabelece, em seu art. 104, parágrafo único, in verbis: "Art. 104 São isentas de tributação e do pagamento do Imposto Territorial as áreas dos imóveis rurais consideradas de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei no. 4.771/65, com a nova redação dada pela Lei no. 7.803/89. Parágrafo único . A isenção do Imposto Territorial Rural — ITR estende-se ás áreas da propriedade rural de interesse ecológico para a proteção dos ecossistemas, assim declaradas por ato do órgão competente — federal ou estadual — e que ampliam as restrições de uso previstas no "caput" deste artigo." Quis o legislador expurgar da tributação aquelas áreas não passíveis de exploração, em virtude de grande interesse ecológico ou de preservação de florestas. Mas para que não ocorra a incidência do imposto referidas áreas têm que estar documentalmente comprovadas. Não bastam simples alegações de que a propriedade é composta de áreas de reserva legal, de preservação permanente, ou de mata nativa. Uma coisa é não se poder explorar a terra por proibição legal, outra é deixá-la inexplorada por vontade própria. E é exatamente sobre a área não utilizada, por vontade do proprietário que o ITR incide. 6 Ári 45 -5, • . - MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10925.004105/96-01 Acórdão : 203-06.191 Senão vejamos: a base de cálculo do imposto é o Valor da Terra Nua, excluído o valor das construções, instalações, benfeitorias, culturas permanentes e temporárias, pastagens cultivadas e melhoradas, florestas plantadas. Sobre esses bens incorporados ao solo não há incidência do imposto, ao contrário, se a terra não é explorada, se não sofre qualquer tipo de utilização, o imposto é taxativo, pois esta é a filosofia da tributação da terra. No caso em apreço, nenhum documento hábil foi juntado pelo contribuinte capaz de comprovar a existência de áreas de preservação permanente e de reserva legal ou de interesse ecológico como mencionado em sua defesa. O Laudo Técnico apresentado, apesar de acompanhado do Termo de ART, não atende aos requisitos da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT e as áreas que o contribuinte pretende alterar não estão comprovadas com documentos hábeis, tais como: cópia autenticada e atualizada da matrícula ou certidão do Registro de Imóveis, contendo a área definida como de reserva legal, ou ato do Poder Público Federal ou Estadual declarando o enquadramento de área de interesse ecológico nas disposições do parágrafo único do art. 104 da Lei n° 8.171/91, entre outros. Também não há como se acolher a alegação do recorrente de que a aliquota de 2% aplicada no lançamento é improcedente, visto não ter atrasado o pagamento do ITR194, posto que o que define a multiplicação da aliquota por dois é o percentual de utilização efetiva da área aproveitável. Quando este percentual é inferior a 30%, a aliquota calculada com base no art. 5° da Lei n° 8.847/94 será multiplicada por dois, nos segundo ano consecutivo e seguintes em que ocorrer o fato Em face de todo o exposto conheço do recurso, por tempestivo, para rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, negar-lhe provimento. É o meu voto. Sala das • essões, e ' 08 de dezembro de 1999 • _ • 411A VIEIRAC----%\ 7
score : 1.0
Numero do processo: 10880.044399/89-86
Turma: Sétima Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Sep 13 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Sep 13 00:00:00 UTC 2007
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. LAPSO MANIFESTO. Constatada a ocorrência de inexatidões materiais devidas a lapso manifesto, acolhe-se os embargos, nos termos do art. 58 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, aprovado pela Portaria MF 147/2007, para incluir na exclusão da base de cálculo do IRPJ, a matéria provida.
TRIBUTÁRIO. NORMAS GERAIS. IMPULSÃO PROCESSUAL. ALEGAÇÃO DE INÉRCIA DA PARTE CREDORA. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. NÃO OCORRÊNCIA. PRECEDENTES DO STJ E DO STF.Constituído, no quinqüênio, através de auto de infração ou notificação de lançamento, o crédito tributário, não há falar em decadência, fluindo, a partir daí, em princípio, o prazo prescricional, que, todavia, fica em suspenso, até que sejam decididos os recursos administrativos.” O acórdão recorrido seguiu essa vertente, citando acórdãos do Colendo Supremo Tribunal Federal, in verbis: A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que, no intervalo entre a lavratura do auto de infração e a decisão definitiva do recurso administrativo que tenha sido interposto pelo contribuinte, não corre prazo decadencial ou prescricional.
TRIBUTÁRIO. NORMAS GERAIS. OMISSÃO QUANTO A MATRIZ LEGAL. DISTINÇÃO ENTRE PESSOA JURÍDICA LIGADA E CONTROLADORA ALCANÇADA POR COMANDO LAVRADO NA PEÇA FISCAL. INOVAÇÃO DO CRITÉRIO JURÍDICO APÓS QÜINQÜÊNIO.REABERTURA DE PRAZO.DESNECESSIDADE. DECADÊNCIA. INOCORRÊNCIA. Se o ato acusatório inicial descreve com minudências a infração, citando artigo de lei que, por remissão, alcança o sentido teleológico da norma não expressa em que se apoiara o fisco para o lançamento, não há como atribuir à lacuna denunciada inovação de critério jurídico com propósitos de macular a exigência fiscal, salvo se entendermos que acionista controlador não tenha os mesmos desígnios jurídicos de uma pessoa ligada. A reabertura de prazo para oferta de nova impugnação, nesse caso, aprisiona-se meramente num preciosismo desnecessário, e no princípio que extravasa os pontuais limites do contraditório e da ampla defesa.
IRPJ. NEGOCIAÇÃO COM TÍTULOS. LIMITE A PARTIR DO QUAL ESTARÁ SUJEITA A TRIBUTAÇÃO NA FONTE.REDUÇÃO DE PERCENTUAL POR ATO NORMATIVO DO SENHOR SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL. FALTA DE PREVISÃO LEGAL. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. OFENSA NÃO VISLUMBRADA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. O e.Supremo Tribunal Federal - Recurso Extraordinário n° 198.554-2/SP, em sessão plenária de 25.06.97, por maioria de votos, assegurara que a nova Carta, em seu art. 25 do ADCT, teria revogado, a partir de 05 de abril de 1989 apenas a delegação concedida para alteração da quantificação da base de cálculo, não estendendo - tal impedimento - à exação com supedâneo na última determinação que, em cumprimento da referida delegação, havia sido fixada. Por analogia permanecera válida – até a última data assim determinada - a delegação concedida para que o Sr. Secretário da Receita Federal alterasse alíquotas ou coeficientes de base de cálculo.
TÍTULOS DE RENDA FIXA NEGOCIADOS. COMISSÃO POR INTERMEDIAÇÃO. INOBSERVÂNCIA DO LIMITE DE DOIS POR CENTO. PAGAMENTO NA DATA DA EMISSÃO. FÓRMULA ADOTADA. CONTESTAÇÃO. TRIBUTAÇÃO DO EXCESSO. GANHO DE CAPITAL.LANÇAMENTO SUBSISTENTE. A taxa anual há de ser transmudada na taxa efetiva de um dia, sem levar em conta o prazo entre a aquisição e o resgate do título quando a comissão pela intermediação na colocação de títulos no mercado financeiro ocorrer na data da emissão e não na data do seu resgate.
MULTA. EFEITO CONFISCATÓRIO.ARGÜIÇÃO. CONCEITO DE CONFISCO.DEMONSTRAÇÃO NÃO-REALIZADA. ACOLHIMENTO. IMPOSSIBILIDADE. O exame de constitucionalidade da norma está confinada no foro do judiciário, e notadamente no egrégio Supremo Tribunal Federal. O sucesso da argüição na órbita administrativa sempre dependerá de demonstrações exaustivas, acompanhadas de dados técnicos irretorquíveis, evidenciando até que ponto a imposição da penalidade comprometera o patrimônio empresarial, de modo a ficar efetivamente patenteada a vedação estabelecida na Carta Magna.
IRPJ. INDEDUTIBILIDADE. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. EMPRESA ESTRANGEIRA.CONTRATO. ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO ECONÔMICO. LAUDO TÉCNICO. OBJETO. INTERMEDIAÇÃO ALEGADA JUNTO A INVESTIDORES ESTRANGEIROS.EXTENSÃO CONTRATUAL NÃO-PREVISTA. AUSÊNCIA DE PROVAS.LANÇAMENTO PROCEDENTE. Não se pode atestar - como dedutível - uma despesa oriunda da prestação de serviços de assessoria e de consultoria técnicas sem um mínimo de detalhamento expresso do que fora contraprestado. Trabalhos desses jaez não se perfazem apenas com uma menção lacônica assentada em notas fiscais, em recibos emitidos, acompanhados ou não de contratos próprios, dando conta de que fora prestado um serviço genérico de assessoria ou de consultoria. É um imperativo comprobatório de que os serviços técnicos se façam acompanhar de contratos, propostas técnicas firmadas pelas partes, papéis de trabalhos aplicáveis à espécie, planejamento de implantação, anteprojeto, relatórios profissionais exaustivos e conclusivos com avaliação dos serviços pactuados e dos resultados finais após expressão de testes ou de ensaios de consistência do que fora implantado, entre outros.
IRPJ.GASTOS INDEDUTÍVEIS E NÃO-COMPROVADOS. DUALISMO TRIBUTÁRIO. NATUREZA DISTINTA. Não há como tipificar um gasto como indedutível sem que se materialize a sua efetiva contraprestação. A indedutibilidade, para se confirmar, exige que o bem ou o serviço tenha sido contraprestado, pois de outra forma não haveria como conceituá-lo desnecessário, inusual ou anormal. Quando um gasto não corresponder a algo recebido, a hipótese tributária caracterizar-se-á como redução indevida do resultado do exercício, com possíveis reflexos no IR-Fonte. O gasto indedutível atinge o lucro líquido ajustado ( o lucro real ); o inexistente, o próprio resultado do exercício ( o contábil ). A não-distinção da natureza dos gastos e das suas especificidades implicarão erro insanável na construção do ilícito.
DESPESAS E CUSTOS. ELEMENTOS PROBANTES. COMPROVAÇÃO INÁBIL OU FALTA DE COMPROVAÇÃO. INCONGRUÊNCIAS E OMISSÕES NÃO SANADAS. Os gastos hão de ser provados de forma exaustiva e inequivocamente sem máculas.
DESPESAS DE VIAGENS AO EXTERIOR. INDEDUTÍVEIS. CONCEITO. A natureza do dispêndio é fundamental para se determinar a necessidade e a normalidade de uma despesa na ótica tributária. Um gasto somente poderá ser impugnado, por indedutível, com a prova da sua efetiva contraprestação. A indedutibilidade exige que o bem, o serviço e o encargo tenham a recíproca da contraprestação, pois de outra forma não haveria como conceituar o respectivo dispêndio como necessário, usual ou normal. Entretanto o gasto há de ser respaldado em documentos que permitam atestar a sua real necessidade, tais como relatórios de viagens, de auditoria, entre outros, acompanhados, quando for o caso, da qualificação exaustiva dos profissionais das empresas, de tal forma que se possibilite - sem quaisquer óbices -, atestar-se os verdadeiros liames causais entre as respectivas viagens e os objetivos sociais ou com as atividades operacionais da empresa, inclusive com identificação funcional plena de todos os seus beneficiários.
Numero da decisão: 107-09.163
Decisão: ACORDAM os Membros da Sétima Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, ACOLHER os Embargos de Declaração, para sanar lapso manifesto e, no mérito, re-ratificar o Acórdão n° 107-07.812, de 20 de outubro de 2004, para rejeitar as preliminares suscitadas e DAR provimento PARCIAL ao recurso, nos termos do relatório e vote que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
Nome do relator: Albertina Silva Santos De Lima
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200709
turma_s : Sétima Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Sep 13 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 10880.044399/89-86
anomes_publicacao_s : 200709
conteudo_id_s : 4179202
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 12 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 107-09.163
nome_arquivo_s : 10709163_137613_108800443998986_010.PDF
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : Albertina Silva Santos De Lima
nome_arquivo_pdf_s : 108800443998986_4179202.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Sétima Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, ACOLHER os Embargos de Declaração, para sanar lapso manifesto e, no mérito, re-ratificar o Acórdão n° 107-07.812, de 20 de outubro de 2004, para rejeitar as preliminares suscitadas e DAR provimento PARCIAL ao recurso, nos termos do relatório e vote que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Sep 13 00:00:00 UTC 2007
id : 4684198
ano_sessao_s : 2007
ementa_s : EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. LAPSO MANIFESTO. Constatada a ocorrência de inexatidões materiais devidas a lapso manifesto, acolhe-se os embargos, nos termos do art. 58 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, aprovado pela Portaria MF 147/2007, para incluir na exclusão da base de cálculo do IRPJ, a matéria provida. TRIBUTÁRIO. NORMAS GERAIS. IMPULSÃO PROCESSUAL. ALEGAÇÃO DE INÉRCIA DA PARTE CREDORA. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. NÃO OCORRÊNCIA. PRECEDENTES DO STJ E DO STF.Constituído, no quinqüênio, através de auto de infração ou notificação de lançamento, o crédito tributário, não há falar em decadência, fluindo, a partir daí, em princípio, o prazo prescricional, que, todavia, fica em suspenso, até que sejam decididos os recursos administrativos.” O acórdão recorrido seguiu essa vertente, citando acórdãos do Colendo Supremo Tribunal Federal, in verbis: A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que, no intervalo entre a lavratura do auto de infração e a decisão definitiva do recurso administrativo que tenha sido interposto pelo contribuinte, não corre prazo decadencial ou prescricional. TRIBUTÁRIO. NORMAS GERAIS. OMISSÃO QUANTO A MATRIZ LEGAL. DISTINÇÃO ENTRE PESSOA JURÍDICA LIGADA E CONTROLADORA ALCANÇADA POR COMANDO LAVRADO NA PEÇA FISCAL. INOVAÇÃO DO CRITÉRIO JURÍDICO APÓS QÜINQÜÊNIO.REABERTURA DE PRAZO.DESNECESSIDADE. DECADÊNCIA. INOCORRÊNCIA. Se o ato acusatório inicial descreve com minudências a infração, citando artigo de lei que, por remissão, alcança o sentido teleológico da norma não expressa em que se apoiara o fisco para o lançamento, não há como atribuir à lacuna denunciada inovação de critério jurídico com propósitos de macular a exigência fiscal, salvo se entendermos que acionista controlador não tenha os mesmos desígnios jurídicos de uma pessoa ligada. A reabertura de prazo para oferta de nova impugnação, nesse caso, aprisiona-se meramente num preciosismo desnecessário, e no princípio que extravasa os pontuais limites do contraditório e da ampla defesa. IRPJ. NEGOCIAÇÃO COM TÍTULOS. LIMITE A PARTIR DO QUAL ESTARÁ SUJEITA A TRIBUTAÇÃO NA FONTE.REDUÇÃO DE PERCENTUAL POR ATO NORMATIVO DO SENHOR SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL. FALTA DE PREVISÃO LEGAL. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. OFENSA NÃO VISLUMBRADA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. O e.Supremo Tribunal Federal - Recurso Extraordinário n° 198.554-2/SP, em sessão plenária de 25.06.97, por maioria de votos, assegurara que a nova Carta, em seu art. 25 do ADCT, teria revogado, a partir de 05 de abril de 1989 apenas a delegação concedida para alteração da quantificação da base de cálculo, não estendendo - tal impedimento - à exação com supedâneo na última determinação que, em cumprimento da referida delegação, havia sido fixada. Por analogia permanecera válida – até a última data assim determinada - a delegação concedida para que o Sr. Secretário da Receita Federal alterasse alíquotas ou coeficientes de base de cálculo. TÍTULOS DE RENDA FIXA NEGOCIADOS. COMISSÃO POR INTERMEDIAÇÃO. INOBSERVÂNCIA DO LIMITE DE DOIS POR CENTO. PAGAMENTO NA DATA DA EMISSÃO. FÓRMULA ADOTADA. CONTESTAÇÃO. TRIBUTAÇÃO DO EXCESSO. GANHO DE CAPITAL.LANÇAMENTO SUBSISTENTE. A taxa anual há de ser transmudada na taxa efetiva de um dia, sem levar em conta o prazo entre a aquisição e o resgate do título quando a comissão pela intermediação na colocação de títulos no mercado financeiro ocorrer na data da emissão e não na data do seu resgate. MULTA. EFEITO CONFISCATÓRIO.ARGÜIÇÃO. CONCEITO DE CONFISCO.DEMONSTRAÇÃO NÃO-REALIZADA. ACOLHIMENTO. IMPOSSIBILIDADE. O exame de constitucionalidade da norma está confinada no foro do judiciário, e notadamente no egrégio Supremo Tribunal Federal. O sucesso da argüição na órbita administrativa sempre dependerá de demonstrações exaustivas, acompanhadas de dados técnicos irretorquíveis, evidenciando até que ponto a imposição da penalidade comprometera o patrimônio empresarial, de modo a ficar efetivamente patenteada a vedação estabelecida na Carta Magna. IRPJ. INDEDUTIBILIDADE. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. EMPRESA ESTRANGEIRA.CONTRATO. ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO ECONÔMICO. LAUDO TÉCNICO. OBJETO. INTERMEDIAÇÃO ALEGADA JUNTO A INVESTIDORES ESTRANGEIROS.EXTENSÃO CONTRATUAL NÃO-PREVISTA. AUSÊNCIA DE PROVAS.LANÇAMENTO PROCEDENTE. Não se pode atestar - como dedutível - uma despesa oriunda da prestação de serviços de assessoria e de consultoria técnicas sem um mínimo de detalhamento expresso do que fora contraprestado. Trabalhos desses jaez não se perfazem apenas com uma menção lacônica assentada em notas fiscais, em recibos emitidos, acompanhados ou não de contratos próprios, dando conta de que fora prestado um serviço genérico de assessoria ou de consultoria. É um imperativo comprobatório de que os serviços técnicos se façam acompanhar de contratos, propostas técnicas firmadas pelas partes, papéis de trabalhos aplicáveis à espécie, planejamento de implantação, anteprojeto, relatórios profissionais exaustivos e conclusivos com avaliação dos serviços pactuados e dos resultados finais após expressão de testes ou de ensaios de consistência do que fora implantado, entre outros. IRPJ.GASTOS INDEDUTÍVEIS E NÃO-COMPROVADOS. DUALISMO TRIBUTÁRIO. NATUREZA DISTINTA. Não há como tipificar um gasto como indedutível sem que se materialize a sua efetiva contraprestação. A indedutibilidade, para se confirmar, exige que o bem ou o serviço tenha sido contraprestado, pois de outra forma não haveria como conceituá-lo desnecessário, inusual ou anormal. Quando um gasto não corresponder a algo recebido, a hipótese tributária caracterizar-se-á como redução indevida do resultado do exercício, com possíveis reflexos no IR-Fonte. O gasto indedutível atinge o lucro líquido ajustado ( o lucro real ); o inexistente, o próprio resultado do exercício ( o contábil ). A não-distinção da natureza dos gastos e das suas especificidades implicarão erro insanável na construção do ilícito. DESPESAS E CUSTOS. ELEMENTOS PROBANTES. COMPROVAÇÃO INÁBIL OU FALTA DE COMPROVAÇÃO. INCONGRUÊNCIAS E OMISSÕES NÃO SANADAS. Os gastos hão de ser provados de forma exaustiva e inequivocamente sem máculas. DESPESAS DE VIAGENS AO EXTERIOR. INDEDUTÍVEIS. CONCEITO. A natureza do dispêndio é fundamental para se determinar a necessidade e a normalidade de uma despesa na ótica tributária. Um gasto somente poderá ser impugnado, por indedutível, com a prova da sua efetiva contraprestação. A indedutibilidade exige que o bem, o serviço e o encargo tenham a recíproca da contraprestação, pois de outra forma não haveria como conceituar o respectivo dispêndio como necessário, usual ou normal. Entretanto o gasto há de ser respaldado em documentos que permitam atestar a sua real necessidade, tais como relatórios de viagens, de auditoria, entre outros, acompanhados, quando for o caso, da qualificação exaustiva dos profissionais das empresas, de tal forma que se possibilite - sem quaisquer óbices -, atestar-se os verdadeiros liames causais entre as respectivas viagens e os objetivos sociais ou com as atividades operacionais da empresa, inclusive com identificação funcional plena de todos os seus beneficiários.
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:21:32 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713042859340333056
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-13T19:45:28Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-13T19:45:28Z; Last-Modified: 2009-07-13T19:45:28Z; dcterms:modified: 2009-07-13T19:45:28Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-13T19:45:28Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-13T19:45:28Z; meta:save-date: 2009-07-13T19:45:28Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-13T19:45:28Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-13T19:45:28Z; created: 2009-07-13T19:45:28Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; Creation-Date: 2009-07-13T19:45:28Z; pdf:charsPerPage: 2511; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-13T19:45:28Z | Conteúdo => "t4 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • '73r-L4Ct) SÉTIMA CÂMARA .;.k.n) Processo n° :10880.044399/89-86 Recurso n° :137.613 Matéria : IRPJ E OUTROS — Ex.: 1987 Recorrente : MULTIPLIC LTDA (NOVA DENOMINAÇÃO DE MULTIPLIC BANCO• DE INVESTIMENTOS S/A) Recorida : 53 TURMA/DRJ-SÃO PAULO/SP I Sessão de :13 DE SETEMBRO DE 2007 Acórdão n° :107-09.163 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. LAPSO MANIFESTO. Constatada a ocorrência de inexatidões materiais devidas a lapso manifesto, acolhe- se os embargos, nos termos do art. 58 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, aprovado pela Portaria MF 147/2007, para incluir na exclusão da base de cálculo do IRPJ, a matéria provida. TRIBUTÁRIO. NORMAS GERAIS. IMPULSÃO PROCESSUAL. ALEGAÇÃO DE INÉRCIA DA PARTE CREDORA. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. NÃO OCORRÊNCIA. PRECEDENTES DO STJ E DO STF.Constituido, no quinqüênio, através de auto de infração ou notificação de lançamento, o crédito tributário, não há falar em • decadência, fluindo, a partir dai, em principio, o prazo prescricional, que, todavia, fica em suspenso, até que sejam decididos os recursos • administrativos? O acórdão recorrido seguiu essa vertente, citando acórdãos do Colendo Supremo Tribunal Federal, in verbis: A • jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de • que, no intervalo entre a lavratura do auto de infração e a decisão definitiva do recurso administrativo que tenha sido interposto pelo contribuinte, não corre prazo decadencial ou prescricionat TRIBUTÁRIO. NORMAS GERAIS. OMISSÃO QUANTO A MATRIZ LEGAL. DISTINÇÃO ENTRE PESSOA JURÍDICA LIGADA E CONTROLADORA ALCANÇADA POR COMANDO S LAVRADO NA PEÇA FISCAL. INOVAÇÃO DO CRITÉRIO JURÍDICO APÓS QUINQÜÊNIO.REABERTURA DE PRAZO.DESNECESSIDADE. DECADÊNCIA. INOCORRÊNCIA. Se o ato acusatório inicial descreve com minudências a infração, citando artigo de lei que, por remissão, alcança o sentido teleológico da norma não expressa em que se apoiara o fisco para o lançamento, não há como atribuir à lacuna denunciada inovação de critério jurídico com propósitos de macular a exigência fiscal, salvo se entendermos que acionista controlador não tenha os mesmos desígnios jurídicos de uma pessoa ligada. A reabertura de prazo para oferta de nova impugnação, nesse caso, aprisiona-se meramente num preciosismo desnecessário, e no princípio que extravasa os pontuais limites do contraditório e da ampla defesa. IRPJ. NEGOCIAÇÃO COM TÍTULOS. LIMITE A PARTIR DO QUAL ESTARÁ SUJEITA A TRIBUTAÇÃO NA FONTE.REDUÇÃO DE PERCENTUAL POR ATO NORMATIVO DO SENHOR SECRETÁRIO p(e .:.44::t MINISTÉRIO DA FAZENDA it PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES j. SÉTIMA CÂMARA Processo n° :10880.044399/89-86 Acórdão n° : 107-09.163 DA RECEITA FEDERAL. FALTA DE PREVISÃO LEGAL. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. OFENSA NÃO VISLUMBRADA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. O e.Supremo Tribunal Federal - Recurso Extraordinário n° 198.554-2/SP, em sessão plenária de 25.06.97, por maioria de votos, assegurara que a nova Carta, em seu art. 25 do ADCT, teria revogado, a partir de 05 de abril de 1989 apenas a delegação concedida para alteração da quantificação da base de cálculo, não estendendo - tal impedimento - à exação com supedâneo na última determinação que, em cumprimento da referida delegação, havia sido fixada. Por analogia permanecera válida — até a última data assim determinada - a delegação concedida para que o Sr. Secretário da Receita Federal alterasse alíquotas ou coeficientes de base de cálculo. TÍTULOS DE RENDA FIXA NEGOCIADOS. COMISSÃO POR INTERMEDIAÇÃO. INOBSERVÂNCIA DO LIMITE DE DOIS POR CENTO. PAGAMENTO NA DATA DA EMISSÃO. FÓRMULA ADOTADA. CONTESTAÇÃO. TRIBUTAÇÃO DO EXCESSO. GANHO DE CAPITAL.LANÇAMENTO SUBSISTENTE. A taxa anual há de ser transmudada na taxa efetiva de um dia, sem levar em conta o prazo entre a aquisição e o resgate do título quando a comissão pela intermediação na colocação de títulos no mercado financeiro ocorrer na data da emissão e não na data do seu resgate. MULTA. EFEITO CONFISCATÓRIO.ARGÜIÇÃO. CONCEITO DE CONFISCO.DEMONSTRAÇÃO NÃO-REALIZADA. ACOLHIMENTO. IMPOSSIBILIDADE. O exame de constitucionalidade da norma está confinada no foro do judiciário, e notadamente no egrégio Supremo Tribunal Federal. O sucesso da argüição na órbita administrativa sempre dependerá de demonstrações exaustivas, acompanhadas de dados técnicos in-etorquíveis, evidenciando até que ponto a imposição da penalidade comprometera o patrimônio empresarial, de modo a ficar efetivamente patenteada a vedação estabelecida na Carta Magna. IRPJ. INDEDUTIBILIDADE. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. EMPRESA ESTRANGEIRA.CONTRATO. ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO ECONÔMICO. LAUDO TÉCNICO. OBJETO. INTERMEDIAÇÃO ALEGADA JUNTO A INVESTIDORES ESTRANGEIROS.EXTENSÃO CONTRATUAL NÃO-PREVISTA. AUSÊNCIA DE PROVASIANÇAMENTO PROCEDENTE. Não se pode atestar - como dedutível - uma despesa oriunda da prestação de serviços de assessoria e de consultoria técnicas sem um mínimo de detalhamento expresso do que fora contraprestado. Trabalhos desses jaez não se perfazem apenas com uma menção lacônica assentada em notas fiscais, em recibos emitidos, acompanhados ou não de contratos 2 ?Íg . . L MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 4 ",:,; SÉTIMA CÂMARA Processo n° : 10880.044399189-86 Acórdão n° :107-09.163 próprios, dando conta de que fora prestado um serviço genérico de assessoria ou de consultoria. É um imperativo comprobatório de que os serviços técnicos se façam acompanhar de contratos, propostas técnicas firmadas pelas partes, papéis de trabalhos aplicáveis à espécie, planejamento de implantação, anteprojeto, relatórios profissionais exaustivos e conclusivos com avaliação dos serviços pactuados e dos resultados finais após expressão de testes ou de ensaios de consistência do que fora implantado, entre outros. IRPJ.GASTOS INDEDUTÍVEIS E NÃO-COMPROVADOS. DUALISMO TRIBUTÁRIO. NATUREZA DISTINTA. Não há como tipificar um gasto como indedutível sem que se materialize a sua efetiva contraprestação. A indedutibilidade, para se confirmar, exige que o bem ou o serviço tenha sido contraprestado, pois de outra forma não haveria como conceituá-lo desnecessário, inusual ou anormal. Quando um gasto não corresponder a algo recebido, a hipótese tributária caracterizar-se-á como redução indevida do resultado do exercício, com possíveis reflexos no IR-Fonte. O gasto indedutível atinge o lucro líquido ajustado ( o lucro real ); o inexistente, o próprio resultado do exercício ( o contábil ). A não-distinção da natureza dos gastos e das suas especificidades implicarão erro insanável na construção do ilícito. DESPESAS E CUSTOS. ELEMENTOS PROBANTES. COMPROVAÇÃO INÁBIL OU FALTA DE COMPROVAÇÃO. INCONGRUÊNCIAS E OMISSÕES NÃO SANADAS. Os gastos hão de ser provados de forma exaustiva e inequivocamente sem máculas. DESPESAS DE VIAGENS AO EXTERIOR. INDEDUTiVEIS. CONCEITO. A natureza do dispêndio é fundamental para se determinar a necessidade e a normalidade de uma despesa na ótica tributária. Um gasto somente poderá ser impugnado, por indedutível, com a prova da sua efetiva contraprestação. A indedutibilidade exige que o bem, o serviço e o encargo tenham a recíproca da contraprestação, pois de outra forma não haveria como conceituar o respectivo dispêndio como necessário, usual ou normal. Entretanto o gasto há de ser respaldado em documentos que permitam atestar a sua real necessidade, tais como relatórios de viagens, de auditoria, entre outros, acompanhados, quando for o caso, da qualificação exaustiva dos profissionais das empresas, de tal forma que se possibilite - sem quaisquer óbices -, atestar-se os verdadeiros liames causais entre as respectivas viagens e os objetivos sociais ou com as atividades operacionais da empresa, inclusive com identificação funcional plena de todos os seus beneficiários. 3 (9,3 £t MINISTÉRIO DA FAZENDA \‘' PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES li. SÉTIMA CÂMARA •èç-fab Processo n° : 10880.044399/89-86 Acórdão n° :107-09.163 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por, MULTIPLIC LTDA. (NOVA DENOMINAÇÃO DE MULTIPLIC BANCO DE INVESTIMENTOS S.A. ACORDAM os Membros da Sétima Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, ACOLHER os Embargos de Declaração, para sanar lapso manifesto e, no mérito, re-ratificar o Acórdão n° 107-07.812, de 20 de outubro de 2004, para rejeitar as preliminares suscitadas e DAR provimento PARCIAL ao recurso, nos termos do relatório e vote que passam a integrar o presente julgado. MARCOS 1,71US NEDER DE LIMA PRESID- 1 E ALBERTINA SILVA NTOS LIMA RELATORA FORMALIZADO EM: 1‘ OU T 2007 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: LUIZ MARTINS VALERO, HUGO CORREIA SOTERO, JAYME JUAREZ GROTTO, LISA MARINI FERREIRA DOS SANTOS e CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES. Ausente a Conselheira RENATA SUCUPIRA DUARTE. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA 1.4 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SÉTIMA CÂMARA Processo n° :10880.044399/89-86 Acórdão n° :107-09.163 Recurso n° :137.613 Recorrente : MULTIPLIC LTDA (NOVA DENOMINAÇÃO DE MULTIPLIC BANCO DE INVESTIMENTOS S/A) RELATÓRIO Trata-se de requerimento de fls. 1622/1623 do Chefe da DIORT/DERAT do Rio de Janeiro, datado de 22.11.2006. Refere-se a equívocos na decisão desta Câmara, proferida no Acórdão n° 107-07.812, em Sessão de 20 de outubro de 2004. Consta na conclusão do voto orientador do acórdão que foi dado provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo do IRPJ os seguintes valores: a) Cz$ 25.321,60 (subitem 11.1.6); b) Cz$ 165.951,33 (subitem 11.1.14); c) Cz$ 37.660,00 (subitem 11;4.1). Também consta da conclusão que as contribuições sociais ao PIS/Repique e ao PIS/dedução deveria ser ajustadas em face do decidido e que fosse promovida a retificação dos prejuízos fiscais remanescentes relativamente ao 2° semestre de 1986, alterando, inclusive o estoque desses mesmos prejuízos em 31.12.1986 tendo em vista as exonerações prolatadas. O Chefe da DIORT/DERAT/RJO apontou os seguintes equívocos: "1) O vencimento tanto do imposto de renda pessoa jurídica como das contribuições para o PIS dedução do IRPJ e para o PIS Repique, referentes ao 1° semestre de 1986, ocorreu legalmente em 30/09/86, mas 5 - 4' • MINISTÉRIO DA FAZENDA • $Ç PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SÉTIMA CAMARA r; Processo n° :10880.044399/89-86 Acórdão n° :107-09.163 os valores constantes no auto de infração de IRPJ, anexado à fl. 964/969, foram determinados considerando como data de vencimento do IRPJ a data de 3010411987, o que se reproduziu na determinação tanto do PIS dedução como do PIS repique, ambos calculados com base no IRPJ devido; 2) No item 11.1.14 do acórdão em causa consta exoneração de parcela no valor de Cz$ 658.315,79 (fl. 1515), a qual compõe o total de matérias providas — resumo do termo n° 1, Cz$ 849.588,72 (fl. 1516), resultado da soma de Cz$ 25.312,60, Cz$ 165.951,33 e Cz$ 658.315,79, mas na conclusão do voto não consta a exclusão de Cz$ 658.315,79, conforme fl. 1555, não havendo, também, menção ao valor em questão nas verbas excluídas constantes da ementa do acórdão (fl. 1484); É o relatório. rej 6 , . • • . MINISTÉRIO DA FAZENDA 'NOt4 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SÉTIMA CÂMARA Processo n° :10880.044399/89-86 Acórdão n° :107-09.163 VOTO Conselheira - ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Relatora. Trata-se de requerimento de fls. 1622/1623 do Chefe da DIORT/DERAT do Rio de Janeiro, datado de 22.11.2006. Refere-se a equívocos na decisão desta Câmara, proferida no Acórdão n° 107-07.812, em Sessão de 20 de outubro de 2004. As inexatidões materiais devidas a lapso manifesto serão retificadas pela Câmara mediante requerimento da autoridade responsável pela execução do acórdão, conforme o disposto no art. 28 do Regimento Interno (Portada MF 55/98) vigente à época, e conforme o disposto no art. 58 do Regimento Interno dos Conselhos dos Contribuintes, aprovado pela Portaria 147 de 25.06.2007, cujo caput a seguir transcrevo: Art. 58. As inexatidões materiais devidas a lapso manifesto e os erros de escrita ou de cálculo existentes na decisão serão retificados pelo Presidente, mediante requerimento de conselheiro da Câmara, do Procurador da Fazenda Nacional, do Presidente da Turma de Julgamento de primeira instância, do titular da unidade da administração tributária encarregada da execução do acórdão ou do recorrente. § 2° Caso o Presidente entenda necessário, preliminarmente, será ouvido o conselheiro relator, ou outro designado, na impossibilidade daquele, que poderá propor que a matéria seja submetida à deliberação da Câmara. Em relação aos equívocos relativos à data de vencimento do IRPJ e contribuições para o PIS/ Dedução e PIS/Repique, mencionada no item 1, essa divergência entre a data que deveria ter constado no auto de infração e a data que 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA 'set . PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SÉTIMA CÂMARA - Processo n° :10880.044399/89-86 Acórdão n° :107-09.163 constou não foi objeto do recurso voluntário e entendo que este Colegiado não deve se pronunciar. Em relação ao item 2 do requerimento, constato que houve lapso manifesto ao não constar na conclusão do voto, o valor excluído de Cz$ 658.315,79, tratado no item 11.1.14 do voto de fls. 1515/1516. Trata-se de exclusão de exigência apreciada à luz dos gastos glosados, por indedutibilidade. Transcrevo do acórdão o item referente a essa exclusão: 11.1.14. Serviços de lay-out e identidade visual do Banco ( logotipo, formulários, identificação visual interna ), por PVDI Programa Visual Des. Ind. Ltda., nos montantes de CZ$ 165.951,33 e CZ$ 658.315,79. Anexa contrato para mudar a sua identidade visual interna e externa, objetivando a modernização e as necessidades geradas pelo mercado, Notas Fiscais de Serviços, cópias de cheques e fichas de lançamento. Relator: Dessa feita há relatórios e proposta técnica, além de pagamentos feitos à contratante, com as ressalvas já delineadas pelas Autoridades Julgadoras de Primeira Instância. Entrementes os serviços contratados estão bem caracterizados, fato que, por si só, afastaria os efeitos contrários da decisão recorrida. Aliás, a douta Decisão ora revista, não se descura dessas constatações, como se pode inferir pelas expressões que se colacionam: Ei-las, in verbis: Analisando as notas fiscais e as propostas financeiras e técnicas apresentadas, observa-se não haver correspondência entre vários de seus componentes. Primeiramente as datas: elas simplesmente não figuram nas propostas, mas apenas nos memorandos de encaminhamentos dessas propostas feitos pela PVDI para a Multiplic datados de 12 de maio de 1 986 sob os números 081/86 e 079/86, docs. 15 e 16 de fls. 1 041 e 1 046 respectivamente. 61.15.4 — Causa estranheza uma proposta financeira, evidentemente feita com o objetivo de ser apreciada e discutida pelas partes, e, por fim, com ou sem alterações, aprovada e assinada, ser antecedida por pagamentos como dá provas o cheque emitido em 25 de março de 1986, e por emissão da nota fiscal correspondente em 11/03/1986. Por outro lado, se o objetivo da proposta era formalizar um contrato verbal já existente conforme se infere pelo mencionado 8 . • • •"•4 MINISTÉRIO DA FAZENDA • .4' PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 'e SÉTIMA CAMARA qtrPti> Processo n° :10880.044399/89-86 Acórdão n° :107-09.163 pagamento, dando-lhe uma roupagem jurídica, como explicar a ausência de assinaturas nas propostas financeira e técnica? 61.15.5 — A defesa, em sua petição, diz que a prestação de serviços pode ser comprovada através dos contratos, objeto das consignações precedentes, firmados com a empresa prestadora. Nos referidos documentos deveriam figurar os valores pagos antes da sua elaboração, porém, no tópico "4 — FORMA DE PAGAMENTO" da proposta financeira, tem-se: (...) 61.15.6 — Está visivilmente claro que as "provas apresentadas" destoam inteiramente dos fatos apurados pela fiscalização. No parágrafo extraído e retro- transcrito das "provas apresentadas", consta nos textos grifados que os valores deverão ser pagos após a aprovação da proposta. Admitindo-se ser aceitável esse contrato, só é possível a sua vincula ção com outros valores que não os glosados, pois o primeiro valor, como já destacado, foi pago antes da proposta, além da correspondente nota fiscal de serviços ter sido emitida em moeda distinta, ou seja o cruzeiro (Cr$). Não há, também, coincidência de qualquer importância da proposta com o valor pago. 61.157- O valor da nota fiscal número 1.261, Cz$ 658.315,79, foi pago em 03/06/86 e a proposta financeira, como já dito, não tem data, mas o seu encaminhamento para aprovação e assinatura foi feito em 12/05/1 986. Conjeturando que sua análise, aprovação e assinatura tenha ocorrido na mesma data e que, nos termos da forma de pagamento comentada, o primeiro deveria ter ocorrido em 12/06/1 986 e não em 03/06/86, tem-se ai um novo pressuposto: o pagamento foi antecipado. Ainda assim, a análise desse pagamento evidencia mais uma vez não haver qualquer vinculação com o valor glosado, pois na verdade o primeiro pagamento totalizaria Cz$ 133 000,00 e não o da proposta financeira, supra-reproduzida, que é de Cz$ 192.000,00. Observa-se que o texto da sentença transmuda a acusação para a hipótese tipificada como despesas não-comprovadas, alijando a acusação inicial caracterizada sob a ótica de despesas desnecessárias. À Decisão prévia me perfilho, porém desfecho conclusão divergente, tendo em vista que despesas desnecessárias não se confundem, no prisma da legislação tributária, com despesas não-comprovadas. Ao final do trabalho será colacionada monografia do relator acerca da divergência dos conceitos expendidos. Item que se concede provimento. RESUMO DO TERMO N° 1: Matérias Providas : Cz$ 849588,72 Matéria Exonerada pela Decisão de Primeiro Grau: Cz$ 6.000,00. 9 (27 1 . . • 4 j7 *14 MINISTÉRIO DA FAZENDA /4•I;;;-.1.7,_4 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES wn 41.5-̀ SÉTIMA CÂMARA Processo n° :10880.044399/89-86 Acórdão n° :107-09.163 Assim, constato que efetivamente houve lapso manifesto no acórdão ao deixar de constar na conclusão do voto a exclusão da base de cálculo do IRPJ no valor de Cz$ 658.315,79. Do exposto, oriento meu voto para acolher os embargos de declaração para sanar lapso manifesto, e no mérito re-ratificar o Acórdão n° 107-07812, de 20 de outubro de 2004, para rejeitar as preliminares suscitadas e no mérito dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo do IRPJ as seguintes verbas: a) Cz$ 25.321,60 ( subitem 11.1.6); b) Cz$ 849.588,72 ( subitem 11.1.14); c) Cz$ 37.660,00 ( subitem 11.4.1 ). Que se ajuste ainda, as contribuições sociais ao PIS/Repique e ao PIS/Dedução em face do decidido; e que se promova a retificação dos prejuízos fiscais remanescentes relativamente ao 2° semestre de 1986, alterando, inclusive, o estoque desses mesmos prejuízos em 31.12.1986, tendo em vista as exonerações prolatadas. Sala das Sessões - DF, em 13 de setembro de 2007. ALBERTINA SIL A S NTOS E LIMA to Page 1 _0036100.PDF Page 1 _0036200.PDF Page 1 _0036300.PDF Page 1 _0036400.PDF Page 1 _0036500.PDF Page 1 _0036600.PDF Page 1 _0036700.PDF Page 1 _0036800.PDF Page 1 _0036900.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10880.039604/96-93
Turma: Sétima Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Aug 15 00:00:00 UTC 2000
Data da publicação: Tue Aug 15 00:00:00 UTC 2000
Ementa: SUPRIMENTOS DE CAIXA - A escrituração comercial deve assentar-se em documentação adequada a comprovar o registro efetuado. Desta forma, a ausência de comprovação do ingresso do valor suprido é indício que autoriza a presunção legal de omissão de receita de que trata o § 3º do art. 12 do Decreto-lei nº 1.598/77, cumprindo à empresa desfazê-la, com a juntada de documentos hábeis e idôneos coincidentes em datas e valores.
OMISSÃO DE RECEITAS - SUBFATURAMENTO - O subfaturamento do valor de bens do ativo permanente alienados pela empresa configura caso de omissão de receitas operacionais e justifica o lançamento efetuado pelo fisco para cobrar a diferença de imposto.
CCSL-COFINS-PIS-REPIQUE E FINSOCIAL-FATURAMENTO - DECORRÊNCIA-Reconhecida no processo principal a ocorrência de omissão de receitas, impõe-se a mantença do lançamento das contribuições em tela. Em se tratando de prestadora de serviços, a alíquota da contribuição para o Finsocial/Faturamento é de 2%.
MULTA AGRAVADA - SUBFATURAMENTO - O subfaturamento da venda de bens do ativo fixo da empresa, através de supostas intermediações de pessoas físicas como compradoras dos bens e posteriormente como alienantes deles a empresa coligada, de modo esvaziar nessas operações grande parte dos lucros realmente auferidos na verdadeira operação venda que, de fato ocorreu entre as duas empresas, caracteriza a intenção de burlar a vigilância da autoridade fazendária, impedindo-lhe o conhecimento do fato gerador do imposto, e enseja a aplicação da multa qualificada de que trata o art. 728, III, do RIR/80
Numero da decisão: 107-06041
Decisão: Por unanimidade de votos, REJEITAR as preliminares levantadas e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso – Declarou-se impedido o Conselheiro Luiz Martins Valero.
Nome do relator: Carlos Alberto Gonçalves Nunes
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200008
ementa_s : SUPRIMENTOS DE CAIXA - A escrituração comercial deve assentar-se em documentação adequada a comprovar o registro efetuado. Desta forma, a ausência de comprovação do ingresso do valor suprido é indício que autoriza a presunção legal de omissão de receita de que trata o § 3º do art. 12 do Decreto-lei nº 1.598/77, cumprindo à empresa desfazê-la, com a juntada de documentos hábeis e idôneos coincidentes em datas e valores. OMISSÃO DE RECEITAS - SUBFATURAMENTO - O subfaturamento do valor de bens do ativo permanente alienados pela empresa configura caso de omissão de receitas operacionais e justifica o lançamento efetuado pelo fisco para cobrar a diferença de imposto. CCSL-COFINS-PIS-REPIQUE E FINSOCIAL-FATURAMENTO - DECORRÊNCIA-Reconhecida no processo principal a ocorrência de omissão de receitas, impõe-se a mantença do lançamento das contribuições em tela. Em se tratando de prestadora de serviços, a alíquota da contribuição para o Finsocial/Faturamento é de 2%. MULTA AGRAVADA - SUBFATURAMENTO - O subfaturamento da venda de bens do ativo fixo da empresa, através de supostas intermediações de pessoas físicas como compradoras dos bens e posteriormente como alienantes deles a empresa coligada, de modo esvaziar nessas operações grande parte dos lucros realmente auferidos na verdadeira operação venda que, de fato ocorreu entre as duas empresas, caracteriza a intenção de burlar a vigilância da autoridade fazendária, impedindo-lhe o conhecimento do fato gerador do imposto, e enseja a aplicação da multa qualificada de que trata o art. 728, III, do RIR/80
turma_s : Sétima Câmara
dt_publicacao_tdt : Tue Aug 15 00:00:00 UTC 2000
numero_processo_s : 10880.039604/96-93
anomes_publicacao_s : 200008
conteudo_id_s : 4180107
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 107-06041
nome_arquivo_s : 10706041_121273_108800396049693_012.PDF
ano_publicacao_s : 2000
nome_relator_s : Carlos Alberto Gonçalves Nunes
nome_arquivo_pdf_s : 108800396049693_4180107.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Por unanimidade de votos, REJEITAR as preliminares levantadas e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso – Declarou-se impedido o Conselheiro Luiz Martins Valero.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 15 00:00:00 UTC 2000
id : 4684050
ano_sessao_s : 2000
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:21:30 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713042859350818816
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-21T18:38:12Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-21T18:38:12Z; Last-Modified: 2009-08-21T18:38:12Z; dcterms:modified: 2009-08-21T18:38:12Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-21T18:38:12Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-21T18:38:12Z; meta:save-date: 2009-08-21T18:38:12Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-21T18:38:12Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-21T18:38:12Z; created: 2009-08-21T18:38:12Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; Creation-Date: 2009-08-21T18:38:12Z; pdf:charsPerPage: 1960; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-21T18:38:12Z | Conteúdo => 4,1 k.:41 MINISTÉRIO DA FAZENDA ‘fl - g;" PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SÉTIMA CÂMARA Lam-5 • Processo n°. : 10880.039604/96-93 Recurso n°. : 121.273 Matéria: : IRPJ e OUTROS— Ex.: 1992 e 1993 Recorrente : VIAÇÃO RANCHO GRANDE LTDA. Recorrida : DRJ em CAMPINAS-SP. Sessão de : 15 de agosto de 2000 Acórdão n°. : 107-06.041 SUPRIMENTOS DE CAIXA - A escrituração comercial deve assentar-se em documentação adequada a comprovar o registro efetuado. Desta forma, a ausência de comprovação do ingresso do valor suprido é indício que autoriza a presunção legal de omissão de receita de que trata o § 3° do art. 12 do Decreto-lei n° 1.598/77, cumprindo à empresa desfazê-la, com a juntada de documentos hábeis e idôneos coincidentes em datas e valores. OMISSÃO DE RECEITAS - SUBFATURAMENTO - O subfaturamento do valor de bens do ativo permanente alienados pela empresa configura caso de omissão de receitas operaciOnais e justifica o lançamento efetuado pelo fisco para cobrar a diferença de imposto. CCSL-COFINS-PIS-REPIQUE E FINSOCIAL-FATURAMENTO - DECORRÊNCIA-Reconhecida no processo principal a ocorrência de omissão de receitas, impõe-se a mantença do lançamento das contribuições em tela. Em se tratando de prestadora de serviços, a alíquota da contribuição para o Finsocial/Faturamento é de 2%. MULTA AGRAVADA - SUBFATURAMENTO — O subfaturamento da venda de bens do ativo fixo da empresa, através de supostas intermediações de pessoas físicas como compradoras dos bens e posteriormente como alienantes deles a empresa coligada, de modo esvaziar nessas operações grande parte dos lucros realmente auferidos na verdadeira operação venda que, de fato ocorreu entre as duas empresas, caracteriza a intenção de burlar a vigilância da autoridade fazendária, impedindo-lhe o conhecimento do fato gerador do imposto, e enseja a aplicação da multa qualificada de que trata o art. 728, III, do RIR/80 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por VIAÇÃO RANCHO GRANDE LTDA. Processo n° : 10880.039604/96-93 Acórdão n° : 107-06.041 ACORDAM os Membros da Sétima Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, REJEITAR as preliminares levantadas e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Declarou-se impedido o Conselheiro Luiz Martins Valero. g)/11U-dalneut, MARIA BEATRIZ ANDRADE D CARVALHO PRESIDENTE Sé/e/1~ CARLOS ALBERTO GONÇALVES NU*S RELATOR FORMALIZADO EM: 26 S E T 2000 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros MARIA ILCA CASTRO LEMOS DINIZ, NATANAEL MARTINS, PAULO ROBERTO CORTEZ, EDWAL GONÇALVES DOS SANTOS e FRANCISCO DE ASSIS VAZ GUIMARÃES. 2 Processo n° : 10880.039604/96-93 Acórdão n° : 107-06.041 Recurso n°. : 121.273 Recorrente : VIAÇÃO RANCHO GRANDE LTDA. RELATÓRIO VIAÇÃO RANCHO GRANDE LTDA.., qualificada nos autos, recorre a este Colegiado contra a decisão do Sr. Delegado da Receita Federal de Julgamento em Campinas - SP., que deferiu apenas parcialmente a sua impugnação contra o auto de infração contra ela lavrado. O deferimento parcial incidiu sobre a omissão de receitas proveniente de débito de despesas diretamente em conta de receita o que acarretou a diminuição da receita bruta do período. Autoridade julgadora concluiu que esse fato não afetava o lucro líquido do período, porque os valores lançados diretamente a débito de receita, eram dedutíveis e, por isso, afastou a exigência do imposto de renda e da CSSL exigidos em razão dessa matéria. A controvérsia ainda sujeita a ao deslinde deste Colegiado pode, em síntese resumida, ser assim exposta: Segundo a peça básica (fls. 777/808), a empresa, nos ano-base de 1991, exercício de 1992, omitiu receitas, fato detectado por suprimentos de caixa feito pelo sócio majoritário à sociedade que foi escriturado como empréstimo, não tendo ela nem o referido sócio, devidamente intimados pela fiscalização (fis.86188 e 183), comprovado a origem externa dos recursos aportados ao Caixa. No ano calendário de 1992, 1° semestre, subfaturou o valor da venda a uma empresa a ela coligada de diversos ônibus de seu ativo imobilizado, através de interpostas pessoas, em operações inexistentes, segundo declaração prestada pelas próprias pessoas cujos nomes foram utilizados nessas operações. Com esse procedimento, considerado doloso pelo fisco, a 3 Processo n° : 10880.039604/96-93 Acórdão n° : 107-06.041 empresa desviou de sua contabilidade a importância de Cr$ 525.800.000,00. Em razão disso, no que respeita ao imposto apurado nessa matéria, foi-lhe aplicada a multa de lançamento de ofício qualificada. Em relação aos lançamentos reflexos, mantidos pela autoridade "a quo" e ainda objeto de litígio, foram lançados contra a pessoa jurídica a diferença de 1)FINSOCIAL-FATURAMENTO: O lançamento, no ano calendário de 1991, incidiu sobre o valor dos suprimentos de caixa do FINSOCIAL-Faturamento (fls. 789/792), e teve por fundamento o art. 1°, § 1°, do Decreto-lei n° 1.940/82, e art. 16, 80 e 83 do Regulamento do Finsocial, aprovado pelo Decreto n° 92.698/86. 2)CONTRIBUIÇÃO PARA A SEGURIDADE SOCIAL (COFINS): A Contribuição para a Seguridade Social (COFINS), fls. 793/796, abrangeu o item 2 do Termo de Constatação: Omissão de receita:débitos em conta de receita, tendo por base de cálculo as quantias de Cr$ 153.970.060,00, no primeiro semestre de 1992, e Cr$ 279.398.700,00, no segundo semestre de 1992, e bem assim a quantia de Cr$ 525.800.000,00, no primeiro semestre de 1992, de que trata o item 3 do referido Termo, ou seja, omissão de receita por subfaturamento na venda de bens do seu ativo imobilizado. O lançamento foi fundamentado nos arts. 1° a 5°, da Lei Complementar n° 70, de 30/12/91. 2) CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO: A Contribuição Social teve por base os mesmos valores que embasaram o lançamento do imposto de renda, e foi fundamentado no art. 20 e seus parágrafos, da Lei n° 7.689/88 .17 4 t1-1 • Processo n° : 10880.039604/96-93 Acórdão n° : 107-06.041 A empresa impugnou os lançamentos (fls. 815/823), alegando em resumo, não se tratar de suprimentos mas de movimentação em conta corrente do sócio, e que o fisco não teria provado que a entrada de numerário visava a suprir debilidade ou fragilidade financeira da suprida. Em relação à omissão de receitas por subfaturamento houve discrepância entre o Termo de Constatação e o Auto de Infração, gerando obscuridade que acarreta cerceamento do seu direito de defesa. Por outro lado, não foi demonstrado nexo causal entre a declaração dos pseudo-compradores dos veículos e a empresa, fato que também preteriu o seu direito de defesa. No mérito, assevera que não houve sonegação do imposto, sendo que as pessoas físicas que teriam participado, como intermediantes das operações, foram ouvidas pela fiscalização e os documentos pessoais então apresentados conferem com os indicados nos documentos fiscais de compra e venda das empresas envolvidas na operação. Além disso, a fiscalização deixou de comprovar que as vendas foram feitas por valor notoriamente inferior ao de mercado, o que reputa essencial para caracterizar o subfaturamento. No que respeita ao Finsocial Faturamento, além de ser reflexo do lançamento do imposto de renda, seguindo-lhe o destino, a aliquota da contribuição é de 0,5% e não 2%, adotada no lançamento. Sustenta a empresa que inexistia base de cálculo para a contribuição para o FINSOCIAUFATURAMENTO. E ainda a alíquota aplicável seria 0,5% e não 2%. Faltava previsão legal para o lançamento da Contribuição para a Seguridade Social (COFINS) e da Contribuição Social sobre o Lucro sobre receitas omitidas, o que só veio a acontecer com o advento da Lei n° 9.249/95, art. 24, § 2°. Ademais, o lançamento da Contribuição Social não poderia ter por base as despesas indedutiveis, pois, segundo a sistemática introduzida pela Lei n° 8.034/90, a base de cálculo para as empresas que declaram o imposto pelo lucro real, seria o lucro contábil, antes da provisão para o 5 Processo n° : 10880.039604/96-93 Acórdão n° : 107-06.041 imposto de renda, ajustado pelas adições e exclusões previstas no art. 2° daquela lei. Ao adicionar as parcelas de custos ou despesas ao lucro contábil, o fisco usou o lucro real como base de cálculo da contribuição. A autoridade julgadora de primeira instância, em relação à parte mantida do lançamento, após analisar a prova oferecida, sustenta que não foi comprovada a origem e efetiva entrega dos recursos , o que caracteriza a omissão de receitas, de acordo com o § 3° do art. 2° do Decreto-lei n° 1.598/77, sendo indiscrepante a jurisprudência administrativa a respeito. Relativamente à omissão de receitas, decorrente da venda de bens do ativo permanente, após detido exame da prova produzida pela fiscalização e pela empresa, afirma o julgador que os fundamentos da exigência estão bem sintetizados no "Quadro Demonstrativo da Operação de Venda de 31 ônibus"de propriedade da autuada, restando comprovado que a empresa, para evitar a evidente configuração de subfaturamento, procedeu à interposição fictícia de terceiros na venda dos veículos entre empresas ligadas. As declarações prestadas pelos onze supostos compradores dos veículos contestam a prova produzida pela autuada. As cópias dos cheques correspondentes a posterior alienação dos veículos dessas pessoas para a coligada da fiscalizada, que foram fornecidas pela instituição bancária, mostram que a beneficiária dos cheques é a própria emitente, que aparece como favorecida dos mesmos. Portanto, a venda se fez da autuada para a sua coligada que, no mesmo dia da compra, alienou- as para a CDS Exportação, Importação e Representação Ltda. Mantém a multa qualificada, ao argumento de que a ação da impugnante teve o propósito deliberado de impedir ou retardar, total ou parcialmente, a ocorrência do fato gerador, ou a excluir ou modificar suas carcterísticas essenciais, resultando em redução dos tributos devidos, ocorrendo a subsunção às hipóteses de que tratam os artigos 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502/4, definidoras da fraudai_ 6 r/ Processo n° : 10880.039604/96-93 Acórdão n° : 107-06.041 Quanto à alegação de prováveis pagamentos a maior, a título de PIS/RECEITA OPERACIONAL, o julgador esclareceu que estes devem ser devidamente quantificados pela contribuinte, e, se for o caso, objeto de pedido de restituição ou compensação, a ser intentado em procedimento próprio. Mantém a aliquota do Finsocial-Faturamento em 2%, em consonância com o Acórdão do STG-Plenário, 25/06/97 (RE 187.436-8) que considerou constitucionais as Leis n° 7.787/89, 7.894/89 e 8.147/90 que fixavam essa alíquota para as empresas exclusivamente prestadora de serviços, não estando elas contempladas nas disposições contidas no inciso III, do art. 18 da MP n°1.542/97. Ao contrário do que aconteceu com o IRPJ, a base de cálculo do COFINS foi afetado pelo procedimento contábil da empresa de lançar os custos em conta de receita, diminuindo a receita bruta do período e, por conseguinte, a base de cálculo da contribuição. Esclarece que o contribuinte equivocou-se na interpretação da Lei n° 9.249/95 que regra a tributação da receita omitida após 01/01/96, não se imiscuindo com a tributação de receitas até 31/12/95 quando vigia o era. 43 da Lei n° 8.541/92. Sustenta o julgador que, de acordo com o art. 2° da Lei n° 7.89/88, a base de cálculo da Contribuição Social é o resultado do exercício, antes da provisão para o imposto de renda. Desta forma, a omissão de receita afeta diretamente o lucro líquido, impondo-se a sua recomposição. Somente não se inclui na base de cálculo da contribuição social os valores cuja escrituração deva ser feita obrigatoriamente no LALUR, que, por sua natureza exclusivamente fiscal não reúnem os requisitos para serem registrados na escrituração comercial. No entanto, do mesmo modo que excluiu da base de cálculo do imposto de renda o valor dos custos levados diretamente à receita, por não ter a impropriedade 7 4, . . Processo n° : 10880.039604/96-93 Acórdão n° : 107-06.041 contábil afetado o lucro líquido do período, a DRJ afastou da base de cálculo da Contribuição Social aqueles valores, como já se disse alhures. A empresa foi intimada da decisão de primeira instância em 24/09/99 (fis.872), apresentado o seu recurso em 20/10/99 (fis.872), apoiado em liminar contra a exigência de depósito (fls. 882). Em seu recurso (fis. 8721880), a empresa reitera os seus argumentos de nulidade do lançamento, de improcedência dos suprimentos, por estar comprovada a entrega dos recursos e de não haver indagação, pesquisa ou diligências a esse respeito, quando cumpria ainda demonstrar o fisco que a entrada supria debilidade ou fragilidade financeira da suprida. Insurge-se contra a acusação de subfaturamento, por não estar configurado nos autos, tendo sido as pessoas físicas alienantes intermediárias entre as empresas coligadas, ouvidas pela fiscalização e devidamente identificadas, tendo ficado constatado que os documentos pessoais apresentados foram os mesmos constantes dos efeitos fiscais das empresas participantes nas operações de compra e venda Reitera a sua pretensão de ver compensado créditos de Finsocial/Faturamento, em vez de intentá-la em procedimento em separado. Em relação aos lançamentos reflexos reitera os argumentos já apresentados em sua impugnação. Seu recurso é lido na íntegra, para melhor conhecimento do Plenário 4/ 6....)É o relatório. 8 Processo n° : 10880.039604/96-93 Acórdão n° : 107-06.041 VOTO Conselheiro CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, Relator: Recurso tempestivo e assente em lei, dele tomo conhecimento. Preliminarmente, não houve cerceamento do direito de defesa da parte. O auto de infração, em todas a infrações apontadas, reporta-se expressamente ao Termo de Constatação e seus anexos, considerando-os parte integrante do auto. E desse Termo de Constatação a empresa teve ciência e cópia. Além disso, a recorrente, quando de sua impugnação, mostrou conhecer perfeitamente a acusação feita, tanto que se defendeu amplamente. No mérito, o voto adota a mesma ordem de matérias seguida no relatório. SUPRIMENTO DE CAIXA: O § 3° do art. 12 do Decreto-lei n° 1.598/77, consolidado no art. 181 do RIR/80, estabelece dois requisitos cumulativos e indissociáveis para que os suprimentos realizados pelos sócios e pessoas nele descritos, nas condições ali indicadas, não configurem desvio de receitas: 1) a prova da efetiva entrega dos recursos; e 2) a prova da origem dos recursos Desta forma, a ausência de comprovação da origem dos recursos supridos é indicio que, por si só, autoriza a presunção legal de omissão de receita de que trata o § 3° do art. 12 do Decreto-lei n° 1.598/77, cumprindo à empresa desfazê-la, com a juntada de documentos hábeis e idôneos coincidentes em datas e valores. ÁlA 9 _ _ Processo n° : 10880.039604/96-93 Acórdão n° : 107-06.041 A empresa e o sócio-autor do aporte, a título de empréstimo, foram previamente intimados pela fiscalização (fis.86/88 e 183) a comprovar a origem externa dos recursos aportados ao Caixa. No entanto não produziram, nem um nem outro, prova nesse sentido, limitando-se, tanto na impugnação como no recurso, a dizer que se trata de empréstimo em conta-corrente e que tem origem em poupança pessoal do sócio (fls. 185). O lançamento, assim, é escorreito e também a decisão que o manteve. OMISSÃO DE RECEITA POR SUBFATURAMENTO Também aqui não merece melhor sorte a recorrente. A fiscalização demonstrou de forma inequívoca que a empresa, usando do artifício de interpor entre ela e o verdadeiro adquirente, sua coligada Viação Januária Ltda., o nome de pessoas físicas como adquirentes de ônibus do seu Ativo Imobilizado, pelo valor de Cr$ 388.200.000,00 e, posteriormente, como alienantes desses mesmos veículos pelo preço de Cr$ 914.000.000,00, subfaturou a venda em Cr$ 525.000.000,00. A Viação Januária Ltda., no mesmo dia da "compra - desses bens das pessoas físicas, alienou-os à empresa C.D.S. Exportação, Importação e Representação Ltda. A par da descrição detalhada pelos autuantes no Termo de Constatação de fis.758/776 da simulação perpetrada pela empresa para ocultar o valor da verdadeira operação e, conseqüentemente, da base de cálculo do imposto, merecem registro os seguintes fatos: 1) as pessoas indicadas como compradoras negaram ter adquirido os veículos; 2) não reconheceram como suas as assinaturas apostas, nem os endereços constantes dos documentos de venda, e declaram não ter recebido os cheques com os e quais a Viação Januária registra os pagamentos dos valores dos Ônibus a essasi 10 - - Processo n° : 10880.039604/96-93 Acórdão n° : 107-06.041 pessoas físicas. E mais. Apurou a fiscalização, pelas xerocópias dos cheques que foram encaminhadas pelo banco sacado, que o favorecido dos cheques é a própria empresa emitente e os mesmos estão endossados pelo sócio majoritário que emitiu o cheque o artifício empregado pela empresa, simulando as operações com as pessoas físicas, não deixa dúvida quanto a intenção da empresa de burlar a vigilância do fisco impedindo-lhe ao mesmo tempo o conhecimento do fato gerador do imposto sobre as parcelas omitidas, procedimento que caracteriza a hipótese prevista no art. 71 da Lei n°4.502, de 30/11/64, a que se refere o art. 728, inciso III, do RIR/80. Mantenho, portanto, o lançamento também referente a essa matéria. Os lançamentos reflexos seguem a sorte do lançamento do imposto de renda, já que baseados na mesma prova. Os argumentos da autoridade recorrida em relação ao Finsocial/Faturamento, à COFINS, à Contribuição Social, e sobre a negativa de compensação de alegados pagamentos a maior, não especificados pela recorrente, não foram infirmados na peça recursal, devendo a decisão ser mantidas por seus próprios fundamentos. A multa de lançamento de ofício também deve ser mantida, inclusive na parte referente ao agravamento dela sobre o imposto e contribuições sonegadas no subfaturamento. Vale lembrar que essas multas já foram reduzidas, na decisão -a quo", de 100% e 300% para 75% e 150%, por força do disposto nos incisos I e II do art. 44 da Lei n° 9.430/96 c/c o art. 106, II, do -c-do CTN, consoante recomendação no Ato 4, Declaratório COSIT n°01, de 07/01/97. Processo n° : 10880.039604196-93 Acórdão n° : 107-06.041 Nesta ordem de juizos, rejeito as preliminares argüidas, e, no mérito, nego provimento ao recurso. Sala das Sessões-DF, 15 de agosto de 2000. ,,d/ktaéle-\ CARLOS ALBERTO GONÇALVES UNES 12 Page 1 _0028700.PDF Page 1 _0028800.PDF Page 1 _0028900.PDF Page 1 _0029000.PDF Page 1 _0029100.PDF Page 1 _0029200.PDF Page 1 _0029300.PDF Page 1 _0029400.PDF Page 1 _0029500.PDF Page 1 _0029600.PDF Page 1 _0029700.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10930.002563/2001-84
Turma: Terceira Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Sep 10 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Wed Sep 10 00:00:00 UTC 2003
Ementa: NORMAS DE FISCALIZAÇÃO – MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL – LIMITES DE VERIFICAÇÃO NO ESPAÇO E NO TEMPO – A incursão genérica a tributos não especificamente arrolados no Mandado de Procedimento Fiscal encontra suporte na autorização genérica para “verificações obrigatórias” que nele se contém sendo, outrossim, despicienda a ciência prévia ao sujeito passivo de sua eventual prorrogação.
NORMAS DE FISCALIZAÇÃO – INTIMAÇÃO DE ATOS PROCESSUAIS AO SUJEITO PASSIVO – RECEPÇÃO POR PROCURADOR REGULARMENTE CONSTITUÍDO - Descabe a acusação de deficiência da fiscalização quando a intimação é feita regularmente ao sujeito passivo na pessoa de mandatário regularmente constituído.
OMISSÃO DE RECEITA – SALDO CREDOR DE CAIXA – SUPRIMENTO DE CAIXA – PRESUNÇÃO DA OMISSÃO – Os lançamentos lastreados em saldo credor de caixa e suprimento de caixa são por presunção legal autorizados, cabendo ao sujeito passivo, na inversão do ônus da prova, a comprovação da inexistência do ilícito.
irpj - CSSL - COMPENSAÇAO – prejuízos fiscais - base negativa - LIMITE - 30% - A compensação de prejuízos fiscais e/ou da base negativa está limitada a 30%, pois as leis 8.981/95 e 9.065/95 determinam esse percentual e, consequentemente, o momento dessa compensação.
PIS/COFINS – ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO – AUMENTO DO PERCENTUAL DE INCIDÊNCIA – O Supremo Tribunal Federal vem considerando constitucional o alargamento da base de cálculo do PIS/COFINS previsto na Lei 9.718/98 para abarcar a receita bruta e não o faturamento, bem como o acréscimo da alíquota do COFINS de 2% para 3%.
PIS/COFINS – ICMS – EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO – Na medida em que o ICMS é parte integrante do preço e esta base de cálculo foi eleita pelo legislador, descabe a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/COFINS.
COFINS – BASE DE CÁLCULO – RECEITAS TRANSFERIDAS A TERCEIROS - BASE DE CÁLCULO – FATURAMENTO - Sendo o fato gerador do PIS e da COFINS, o faturamento, não tem cabimento a pretensão para incidência da alíquota sobre o lucro bruto apurado entre o valor da venda, pela concessionária, ao consumidor final e o valor de compra da montadora.
PIS – MEDIDA PROVISÓRIA 1.212/95 – PRAZO DE VIGÊNCIA – Observada a regra constitucional da noventena há de se considerar vigente a Medida Provisória 1.212/95 para os fatos geradores a partir de março/96 em face da inconstitucionalidade do art. 18 da Lei 9.718/98 proclamada pelo Supremo Tribunal Federal.
JUROS – TAXA SELIC – A exacerbação do lançamento pela inclusão da taxa SELIC como gravame da mora tem o devido suporte legal na legislação de regência (Lei 9.430/96). (Publicado no D.O.U. nº 222 de 14/11/03).
Numero da decisão: 103-21372
Decisão: Por unanimidade de votos, REJEITAR as preliminares suscitadas e, no mérito, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, vencidos os Conselheiros Victor Luís de Salles Freire (Relator) e Julio Cezar da Fonseca Furtado que davam provimento parcial ao recurso para admitir a compensação integral dos prejuízos fiscais. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Alexandre Barbosa Jaguaribe.
Matéria: IRPJ - AF- omissão receitas- presunção legal Dep. Bancarios
Nome do relator: Victor Luís de Salles Freire
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - AF- omissão receitas- presunção legal Dep. Bancarios
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200309
ementa_s : NORMAS DE FISCALIZAÇÃO – MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL – LIMITES DE VERIFICAÇÃO NO ESPAÇO E NO TEMPO – A incursão genérica a tributos não especificamente arrolados no Mandado de Procedimento Fiscal encontra suporte na autorização genérica para “verificações obrigatórias” que nele se contém sendo, outrossim, despicienda a ciência prévia ao sujeito passivo de sua eventual prorrogação. NORMAS DE FISCALIZAÇÃO – INTIMAÇÃO DE ATOS PROCESSUAIS AO SUJEITO PASSIVO – RECEPÇÃO POR PROCURADOR REGULARMENTE CONSTITUÍDO - Descabe a acusação de deficiência da fiscalização quando a intimação é feita regularmente ao sujeito passivo na pessoa de mandatário regularmente constituído. OMISSÃO DE RECEITA – SALDO CREDOR DE CAIXA – SUPRIMENTO DE CAIXA – PRESUNÇÃO DA OMISSÃO – Os lançamentos lastreados em saldo credor de caixa e suprimento de caixa são por presunção legal autorizados, cabendo ao sujeito passivo, na inversão do ônus da prova, a comprovação da inexistência do ilícito. irpj - CSSL - COMPENSAÇAO – prejuízos fiscais - base negativa - LIMITE - 30% - A compensação de prejuízos fiscais e/ou da base negativa está limitada a 30%, pois as leis 8.981/95 e 9.065/95 determinam esse percentual e, consequentemente, o momento dessa compensação. PIS/COFINS – ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO – AUMENTO DO PERCENTUAL DE INCIDÊNCIA – O Supremo Tribunal Federal vem considerando constitucional o alargamento da base de cálculo do PIS/COFINS previsto na Lei 9.718/98 para abarcar a receita bruta e não o faturamento, bem como o acréscimo da alíquota do COFINS de 2% para 3%. PIS/COFINS – ICMS – EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO – Na medida em que o ICMS é parte integrante do preço e esta base de cálculo foi eleita pelo legislador, descabe a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/COFINS. COFINS – BASE DE CÁLCULO – RECEITAS TRANSFERIDAS A TERCEIROS - BASE DE CÁLCULO – FATURAMENTO - Sendo o fato gerador do PIS e da COFINS, o faturamento, não tem cabimento a pretensão para incidência da alíquota sobre o lucro bruto apurado entre o valor da venda, pela concessionária, ao consumidor final e o valor de compra da montadora. PIS – MEDIDA PROVISÓRIA 1.212/95 – PRAZO DE VIGÊNCIA – Observada a regra constitucional da noventena há de se considerar vigente a Medida Provisória 1.212/95 para os fatos geradores a partir de março/96 em face da inconstitucionalidade do art. 18 da Lei 9.718/98 proclamada pelo Supremo Tribunal Federal. JUROS – TAXA SELIC – A exacerbação do lançamento pela inclusão da taxa SELIC como gravame da mora tem o devido suporte legal na legislação de regência (Lei 9.430/96). (Publicado no D.O.U. nº 222 de 14/11/03).
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 10 00:00:00 UTC 2003
numero_processo_s : 10930.002563/2001-84
anomes_publicacao_s : 200309
conteudo_id_s : 4228536
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 103-21372
nome_arquivo_s : 10321372_132878_10930002563200184_011.PDF
ano_publicacao_s : 2003
nome_relator_s : Victor Luís de Salles Freire
nome_arquivo_pdf_s : 10930002563200184_4228536.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Por unanimidade de votos, REJEITAR as preliminares suscitadas e, no mérito, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, vencidos os Conselheiros Victor Luís de Salles Freire (Relator) e Julio Cezar da Fonseca Furtado que davam provimento parcial ao recurso para admitir a compensação integral dos prejuízos fiscais. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Alexandre Barbosa Jaguaribe.
dt_sessao_tdt : Wed Sep 10 00:00:00 UTC 2003
id : 4687556
ano_sessao_s : 2003
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:22:33 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713042859371790336
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-31T13:46:55Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-31T13:46:55Z; Last-Modified: 2009-07-31T13:46:55Z; dcterms:modified: 2009-07-31T13:46:55Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-31T13:46:55Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-31T13:46:55Z; meta:save-date: 2009-07-31T13:46:55Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-31T13:46:55Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-31T13:46:55Z; created: 2009-07-31T13:46:55Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; Creation-Date: 2009-07-31T13:46:55Z; pdf:charsPerPage: 2062; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-31T13:46:55Z | Conteúdo => • • -- - 4ft;Ca MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n°. :10930.002563/2001-84 Recurso n° :132 878 Matéria: : IRPJ E OUTROS — Ex(s): 1998 e 2000 Recorrente : ASSAI MOTOR LTDA. Recorrida : 1 a TURMA/DRJ-CURITIBA/PR Sessão de :10 de Setembro de 2003 Acórdão n°. : 103-21.372 NORMAS DE FISCALIZAÇÃO — MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL — LIMITES DE VERIFICAÇÃO NO ESPAÇO E NO TEMPO — A incursão genérica a tributos não especificamente arrolados no Mandado de Procedimento Fiscal encontra suporte na autorização genérica para 'verificações obrigatórias" que nele se contém sendo, outrossim, despicienda a ciência prévia ao sujeito passivo de sua eventual prorrogação. NORMAS DE FISCALIZAÇÃO — INTIMAÇÃO DE ATOS PROCESSUAIS AO SUJEITO PASSIVO — RECEPÇÃO POR PROCURADOR REGULARMENTE CONSTITUÍDO - Descabe a acusação de deficiência da fiscalização quando a intimação é feita regularmente ao sujeito passivo na pessoa de mandatário regularmente constituído. OMISSÃO DE RECEITA — SALDO CREDOR DE CAIXA — SUPRIMENTO DE CAIXA — PRESUNÇÃO DA OMISSÃO — Os lançamentos [astreados em saldo credor de caixa e suprimento de caixa são por presunção legal autorizados, cabendo ao sujeito passivo, na inversão do ônus da prova, a comprovação da inexistência do ilícito. IRPJ - CSSL - COMPENSAÇAO — PREJUÍZOS FISCAIS - BASE NEGATIVA - LIMITE - 30% - A compensação de prejuízos fiscais e/ou da base negativa está limitada a 30%, pois as leis 8.981/95 e 9.065/95 determinam esse percentual e, consequentemente, o momento dessa compensação. PIS/COFINS — ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO — AUMENTO DO PERCENTUAL DE INCIDÊNCIA — O Supremo Tribunal Federal vem considerando constitucional o alargamento da base de cálculo do PIS/COFINS previsto na Lei 9.718/98 para abarcar a receita bruta e não o faturamento, bem como o acréscimo da alíquota do COFINS de 2% para 3%. PIS/COFINS — ICMS — EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO — Na medida em que o ICMS é parte integrante do preço e esta base de cálculo foi eleita pelo legislador, descabe a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/COFINS. .km - 11/09103 té ;.- .- 4 MINISTÉRIO DA FAZENDAv v-, ri, PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n°. :10930.002563/2001-84 Acórdão n°. :103-21.372 COFINS — BASE DE CÁLCULO — RECEITAS TRANSFERIDAS A TERCEIROS - BASE DE CÁLCULO — FATURAMENTO - Sendo o fato gerador do PIS e da COFINS, o faturamento, não tem cabimento a pretensão para incidência da aliquota sobre o lucro bruto apurado entre o valor da venda, pela concessionária, ao consumidor final e o valor de compra da montadora. PIS — MEDIDA PROVISÓRIA 1.212/95 — PRAZO DE VIGÊNCIA — Observada a regra constitucional da noventena há de se considerar vigente a Medida Provisória 1.212/95 para os fatos geradores a partir de março/96 em face da inconstitucionalidade do art. 18 da Lei 9.718/98 proclamada pelo Supremo Tribunal Federal. JUROS — TAXA SELIC — A exacerbação do lançamento pela inclusão da taxa SELIC como gravame da mora tem o devido suporte legal na legislação de regência (Lei 9.430/96). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ASSAI MOTOR LTDA., ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, REJEITAR as preliminares suscitadas e, no mérito, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso, vencidos os Conselheiros Victor Luís de Salles Freire (Relator) e Julio Cezar da Fonseca Furtado que davam provimento PARCIAL ao recurso para admitir a compensação integral dos prejuízos fiscais, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Alexandre Barbosa Jaguaribe. A s. a 2 le RO D RI I .1 BER 11 • RESIDENT - - ALEXANDR 4: te :0 A JAGUARIBE RELATOR 1' S GNADO FORMALIZADO EM: 03 OV 2003 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ALOYSIO JOSÉ PERCÍNIO DA SILVA, MÁRCIO MACHADO CALDEIRA 1DJA RODRIGUES ROMERO e NILTON PESS. jals - 11/09/03 2 ,.. . , •h - - MINISTÉRIO DA FAZENDA ,offit: PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n°. : 10930.002563/2001-84 Acórdão n°. :103-21.372 Recurso n°. :132.878 Recorrente : ASSAI MOTOR LTDA. RELATÓRIO Versa o presente procedimento de Auto de Infração relativo a Imposto de Renda de Pessoa Jurídica e decorrências de CSLL, PIS e COFINS e, dos anos- calendário de 1997, 1998 e 1999. A teor da Folha de Continuação do Auto de Infração (fls. 352), denota- se ter a autuação fundamento no fato de que foi apurada "omissão de receitas" caracterizada ora pela "ocorrência de saldo credor de caixa", ora pela "não comprovação da origem e/ou de efetividade da entrega do numerário". Devidamente cientificada dos lançamentos a parte recursante apresenta suas impugnações às fls. 367/393 onde requer a invalidade dos lançamentos, de um lado por alegada falta de prova "de que efetivamente houve tais omissões" e, de outro lado, porque a "metodologia" utilizada pelo Fisco "não tem previsão legar. Argumenta em ainda, em seu favor que há um "descompasso entre o valor apontado no Auto de Infração e a verdadeira base de cálculo" para apuração dos valores de PIS e Cofins, posto que "o faturamento da empresa cujo ramo é a venda de veículos (concessionária) é apurado mediante a operação aritmética de subtração entre o valor pago pelo comprador e o valor repassado à montadora s. No mais questiona a majoração da alíquota da COFINS, de 2% para 3% e, por fim, argumenta que a aplicação de multa à base de 75% tem 'caráter confiscatórie. A r. decisão pluricrática de fls. 319/326, emanada da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Curitiba - PR, manteve i tegralmente os lançamentos. -I1/O9/O3 3 . . • 444.PIA• MINISTÉRIO DA FAZENDAci:15- : tc PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ":=a---?•.>" TERCEIRA CÂMARA Processo n°. :10930.002563/2001-84 Acórdão n°. :103-21.372 No particular o veredicto assim se ementou: "Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica — IRPJ - Ano-calendário: 1997, 1998, 1999 OMISSÃO DE RECEITAS — SALDO CREDOR DE CAIXA — São inválidos os lançamentos contábeis quando não comprovados com documentação hábil e idônea, sendo que o saldo credor de caixa, evidenciado com sua exclusão, revela indícios veementes de omissão de receita. _ SUPRIMENTO DE NUMERÁRIO - A falta de comprovação da origem e da efetiva entrega à pessoa jurídica dos recursos aplicados em suprimento de numerário realizado por sócio da empresa autoriza a presunção de omissão de receitas. Contribuição para o PIS/Pasep - Data do fato gerador: 31/12/1997, 31/12/1998, 31/12/1999 BASE DE CÁLCULO — FATURAMENTO - Sendo o fato gerador do PIS e da COFINS, o faturamento, não tem cabimento a pretensão para incidência da alíquota sobre o lucro bruto apurado entre o valor da venda, pela concessionária, ao consumidor final e o valor de compra da montadora. DECORRÊNCIA - Tratando-se de tributação reflexa da irregularidade descrita e analisa referente ao IRPJ, constante do mesmo processo, e dada a relação de causa e efeito, aplica-se o mesmo procedimento ao PIS. Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social — Cofins - Data do fato gerador 31/1211997, 31/12/1998, 31/12/1999 BASE DE CÁLCULO — FATURAMENTO - Sendo o fato gerador do PIS e da COFINS, o faturamento, não tem cabimento a pretensão para incidência da alíquota sobre o lucro bruto apurado entre o valor da venda, pela concessionária, ao consumidor final e o valor de compra da montadora. BASE DE CÁLCULO. INCLUSÃO DO ICMS - O ICMS referente às operações próprias da empresa compõe o pr da mercadoria e, conseqüentemente, o faturamento. km- 11/09/03 4 • • . , • - 3,---"'n;. MINISTÉRIO DA FAZENDA t- 's'f-T»:;tk' PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n°. : 10930.00256312001-84 Acórdão n°. :103-21.372 LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA - Exame da Legalidade/ Constitucionalidade. Não compete à autoridade administrativa de qualquer instância o exame da legalidade/inconstitucionalidade da legislação tributária, tarefa exclusiva do poder judiciário. DECORRÊNCIA - Tratando-se de tributação reflexa da irregularidade descrita e analisa referente ao IRPJ, constante do mesmo processo, e dada a relação de causa e efeito, aplica-se o mesmo procedimento à COFINS. Contribuição Social sobre o Lucro Liquido — CSLL - Ano-calendário: 1997, 1998, 1999 DECORRÊNCIA - Tratando-se de tributação reflexa da irregularidade descrita e analisa referente ao IRPJ, constante do mesmo processo, e dada a relação de causa e efeito, aplica-se o mesmo procedimento à CSLL. Normas Gerais de Direito Tributário - Ano-calendário: 1997, 1998, 1999 JUROS DE MORA. MULTA DE OFÍCIO. PERCENTUAIS. LEGALIDADE - Presentes os pressupostos de exigência, cobram-se juros de mora e multa de oficio pelos percentuais legalmente determinados. Lançamento Procedente" Irresignada, interpõe a parte recursante, tempestivamente, o seu apelo de fls. 429/479 onde busca alargar os limites do contraditório, até formulando argumentos na lançados na impugnação inaugural e que a seguir serão objeto de análise especifica Foram arrolados bens. É o relatório. ..)\ç km- 11/09/03 5 • . • " •-• ; MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ";h5.,-v:;;Lt >. TERCEIRA CÂMARA Processo n°. :10930.002563/2001-84 Acórdão n°. :103-21.372 VOTO VENCIDO Conselheiro VICTOR LUIS DE SALLES FREIRE, Relator O recurso é tempestivo tendo sido arrolado bem nos termos da IN/SRF 26/2001. Assim dele tomo conhecimento e a seguir abordo por tópicos as questões postas na peça recursal pelo títulos ali alinhavados: a) "INVALIDADE DOS LANÇAMENTOS E DOS AUTOS DE INFRAÇÃO POR VÍCIOS FORMAIS E MATERIAIS": A respeito da argüida insuficiência do "Mandado de Procedimento Fiscal" ao alargamento do processo investigatório, improcede a contradita do contribuinte já que nele foi lançada uma ressalva sobre a rubrica "verificações obrigatórias", permitindo a incursão além do IRPJ. De mais a mais, quanto ao "Mandado de Procedimento Fiscal Complementar, ainda que o sujeito passivo não tivesse tomado conhecimento da prorrogação do prazo de validade da inspeção, e este é o único tema que nele se contém, não vejo na espécie qualquer extravasamento da ordem de fiscalização. De resto, a respeito das intimações no curso do processo investigatório terem sido recepcionadas pelo contador, dado como sem poderes específicos, tal circunstância não desnatura o valor da intimação, até porque certo instrumento de mandato deu-lhe, ao contrário do indicado, poderes amplos e gerais, inclusive para "assinar intimações ou notificações' e teve a firma da subscritora reconhecida sem qualquer contestação. No fundo houve mero lapso na indicação do representante da Assai, insuscetível de contaminar o mandato. Rejeito as prejudiciais. b) 'DO IMPOSTO DE RENDA, AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO E COMPROVAÇÃO DE QUE OCORREU ACRÉSCIMO PATR MONIAL. DIREITO A COMPENSAÇÃO INTEGRAL DOS PREJUÍZOS FISCAIS' Ima —11/09/03 6 • — ;trn- MINISTÉRIO DA FAZENDA wt -71:-:, PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ,t> TERCEIRA CÁMARA Processo n°. :10930.002563/2001-84 Acórdão n°. :103-21.372 As acusações basicamente se reportaram à omissão de receita, ora por saldo credor de caixa, ora por suprimento não comprovado. Em casos que tais, a tributação por presunção foi autorizada pelo legislador e qualquer argumentação em contrário haveria de implicar ou na comprovação da inexistência de saldo credor, ou na indicação da origem e/ou efetividade da entrega do numerário em face da qualidade dos supridores, sócios do sujeito passivo. O sujeito passivo se calou e preferiu discutir apenas a tese da inocorrência de acréscimo patrimonial, defesa que não pode ser aceita até porque, para repetir, por presunção legalmente admitida, materializou-se a omissão de receita. O pleito de impugnação à trava dos prejuízos tem merecido deste Relator total aceitação. c) "DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO" Aplicam-se as considerações do item anterior, seja pelo mérito, seja pela trava. d) 'DO PIS E DA COFINS" A respeito do alargamento da base de cálculo do PIS/COFINS feita pela Lei 9.718/98, ou acréscimo do percentual de incidência da COFINS, cabe considerar desde logo que esse acréscimo já foi consagrado pelo Supremo Tribunal Federal e que aquele acréscimo, embora com julgamento não encerrado, também vem sendo acolhido pela Alta Corte. Perfilho igual entendimento. e) "EXCLUSÃO DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS" Trata-se de matéria vencida na instância administrativa e judicial, haja vista que o ICMS por definição do legislador é componente d preço e assim não há que se falar em bi-tributação. - 11/09/03 7 - -s.;g2-,•:- MINISTÉRIO DA FAZENDA4f. - PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES '';"4-4> TERCEIRA CÂMARA Processo n°. : 10930.002563/2001-84 Acórdão n°. :103-21.372 f) "EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO DA COFINS DAS "RECEITAS» TRANSFERIDAS PARA TERCEIROS Lembro inicialmente que de certa feita o § 2° do art. 3° da Lei 9.718/98 efetivamente determinou que na base de cálculo da COF1NS deveriam ser excluídos "os valores que "computados como receita, tenham sido transferidos para outra pessoa jurídica" e que, infelizmente este diploma subseqüentemente veio a ser revogado, sem que sequer tivesse tido o Poder Executivo vontade política de regulamentá-lo segundo o ordenamento do Legislador. E tenho para mim que para o efeito de apuração da base de cálculo mero trânsito de numerário pela contabilidade do sujeito passivo sem que configura verdadeiramente uma receita integrante do seu patrimônio ou, por outras palavras, ingressos que devam ser transferidos a terceiros, não integra a base de cálculo. Aliás de certa feita o E. Segundo Conselho de Contribuintes por sua Colenda Primeira Câmara já firmou entendimento em consonância com o meu pensamento, segundo se vê da ementa do acórdão abaixo transcrito: Número do Recurso : 115.478 Câmara : PRIMEIRA CAMARA Número do Processo: 10730.000723/98-41 Tipo do Recurso : DE OFICIO Matéria : COFINS Recorrente : DRJ-RIO DE JANEIRO/RJ Interessado(a) : FINIT AUTOMÓVEIS Data da Sessão : 10/07/2002 09:00:00 Relator : Gilberto Cassuli Decisão : ACÓRDÃO 201-75328 Resultado : NPU - NEGADO PROVIMENTO POR UNANIMIDADE Texto da Decisão : Por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso de ofício. COFINS - CONCESSIONÁRIA DE VEÍCULOS - CONTRATO DE CONCESSÃO - NÃO INCIDÊNCIA DA EXAÇÃO SOBRE FATURAMENTO DE TERCEIROS - Faturamento de terceiro não pode compor a base de cálculo da COFINS. Ademais, em tendo como base imponível da COFINS o que não se constituir em faturamento próprio, ou seja, valores que não correspondam à receita auferida pelo próprio contribuinte, estamos efetivamente, diante de um confisco. Apenas podem ser lançados créditos tributários referentes ao não recolhimento da COFINS incidente somente sobre o faturamento da contribuinte ( concessionári de veículos), excluído o faturamento de terceiros, tudo nos termos da fundarne "o. Recurso de ofício negado. Jen - 11/09/03 t., - esk.* - w9-?.;-!, MINISTÉRIO DA FAZENDA 90k' s PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 'çs:11 .742.>. TERCEIRA CÂMARA Processo n°. :10930.002563/2001-84 Acórdão n°. :103-21.372 Todavia, na espécie dos autos, a situação é diversa porquanto houve uma omissão de receita e assim não se pode deixar de concluir que o seu valor foi efetivamente percebido pelo sujeito passivo e não repassado a terceiro. Por isso nego provimento ao recurso neste particular. g) 'PIS. IMPOSSIBILIDADE DA APLICAÇÃO DA MEDIDA PROVISÓRIA 1.212/95 E REEDIÇÕES' Rejeito o entendimento de que a medida provisória não possa efetuar majoração de tributos. Pode-o, apenas respeitada a regra da noventena. Ademais a sua conversão além de 30 dias em diploma não lhe tira eficácia no tempo. De outra parte por enquanto prefiro consagrar a tese de que a inconstitucionalidade do art. 18 da Lei 9.718/98 impede apenas a cobrança do PIS nos termos da medida provisória 1.212(95 até o mês de fevereiro de 1996, não se estendendo aos fatos geradores até o início da eficácia da Lei 9.718/98. E não notei qualquer problema a este respeito no lançamento que dá como primeiro fato gerador o mês de dezembro/97. h)DA TAXA DE JUROS SELIC A Corte vem decidindo pela constitucionalidade da pertinente legislação de regência. Em suma, dou provimento parcial ao recurso para, rejeitadas as preliminares, no mérito afastar a incidência da trava de prejuízos sobre o crédito fiscal apurado. É mo v to. Sal das ssõe 1F, em 10 de setembro de 2003 . _ VICTOR LUIS D SALLES FREIRE kis — I 1/09/03 9 , ' MINISTÉRIO DA FAZENDA vr-Ts.,-: PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n°. :10930.002563/2001-84 Acórdão n°. : 103-21.372 VOTO VENCEDOR Conselheiro ALEXANDRE BARBOSA JAGUARI BE, Relator Designado Tendo sido designado para redigir o voto vencedor, adoto, integralmente, o relatório elaborado pelo Conselheiro Victor Luís de Saltes Freire. Trata-se da compensação, acima do limite de 30%, de prejuízos fiscais e da base negativa da CSSL. Embora, pessoalmente, não concorde com a posição encampada pela Câmara Superior de Recursos Fiscais, curvo-me à sua orientação majoritária', a qual, reiteradamente, tem reconhecido a legitimidade da denominada trava, fulcrada no principio jurídico denominado stempus regit actum", segundo o qual a compensação será sempre efetuada pela legislação aplicável à época em que o contribuinte optar por sua realização, da mesma forma que os prejuízos fiscais regem-se pela legislação vigente no ano-calendário em que foram gerados. Destarte, como, no caso vertente, há, tão-somente, descumprimento de legislação específica relativa à redução do lucro real, justifica-se a manutenção do lançamento. "EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO DA COFINS DAS "RECEITAS" TRANSFERIDAS PARA TERCEIROS. O § 2° do art. 3° da Lei 9.718/98 efetivamente determinou que na base de cálculo da COFINS deveriam ser excluídos 'os valores que "computados como receita, tenham sido transferidos para outra pessoa jurídica", todavia, esta norma veio a ser revogada pela MP 2.158-35/2001. Assim, sendo o fato gerador do PIS e da Acórdão CSFtF/01-02.997 jun - 11/09/03 10 . . =" 4.,rer -,,, MINISTÉRIO DA FAZENDA• %..• PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n°. :10930.002563/2001-84 Acórdão n°. :103-21.372 COFINS e o faturamento, não tem cabimento a pretensão para incidência da aliquota sobre o lucro bruto apurado entre o valor da venda, pela concessionária, ao consumidor final e o valor de compra da montadora. CONCLUSÃO Diante dos fatos acima expostos, voto no sentido de negar provimento ao recurso. Sala de Sessões - F, em 10 de setembro de 2003 ALEXANDRE ASpiS JAGUARIBE j/s - I I /09/03 II Page 1 _0054700.PDF Page 1 _0054900.PDF Page 1 _0055100.PDF Page 1 _0055300.PDF Page 1 _0055500.PDF Page 1 _0055700.PDF Page 1 _0055900.PDF Page 1 _0056100.PDF Page 1 _0056300.PDF Page 1 _0056500.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10930.002234/99-76
Turma: Sétima Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jul 13 00:00:00 UTC 2000
Data da publicação: Thu Jul 13 00:00:00 UTC 2000
Ementa: MULTA POR ATRASO DE ENTREGA DA DIRPF - EXERCÍCIOS DE 1995 E SEGUINTES - COMINAÇÃO FACE AO ART. 138 DO CTN - Consoante iterativa jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, a espontaneidade de que trata o art. 138 do Código Tributário Nacional não obsta a incidência da multa de mora decorrente do inadimplemento da obrigação tributária
Recurso negado.
Numero da decisão: 106-11390
Decisão: Por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Wilfrido Augusto Marques.
Nome do relator: Luiz Fernando Oliveira de Moraes
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200007
ementa_s : MULTA POR ATRASO DE ENTREGA DA DIRPF - EXERCÍCIOS DE 1995 E SEGUINTES - COMINAÇÃO FACE AO ART. 138 DO CTN - Consoante iterativa jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, a espontaneidade de que trata o art. 138 do Código Tributário Nacional não obsta a incidência da multa de mora decorrente do inadimplemento da obrigação tributária Recurso negado.
turma_s : Sétima Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Jul 13 00:00:00 UTC 2000
numero_processo_s : 10930.002234/99-76
anomes_publicacao_s : 200007
conteudo_id_s : 4196354
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 106-11390
nome_arquivo_s : 10611390_121822_109300022349976_005.PDF
ano_publicacao_s : 2000
nome_relator_s : Luiz Fernando Oliveira de Moraes
nome_arquivo_pdf_s : 109300022349976_4196354.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Wilfrido Augusto Marques.
dt_sessao_tdt : Thu Jul 13 00:00:00 UTC 2000
id : 4687455
ano_sessao_s : 2000
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:22:31 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713042859375984640
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-26T17:02:12Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-26T17:02:12Z; Last-Modified: 2009-08-26T17:02:12Z; dcterms:modified: 2009-08-26T17:02:12Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-26T17:02:12Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-26T17:02:12Z; meta:save-date: 2009-08-26T17:02:12Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-26T17:02:12Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-26T17:02:12Z; created: 2009-08-26T17:02:12Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-08-26T17:02:12Z; pdf:charsPerPage: 1257; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-26T17:02:12Z | Conteúdo => e C-49 MINISTÉRIO DA FAZENDA- 4, P- ;Si: PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEXTA CÂMARA •Processo n°. : 10930.002234/99-76 Recurso n°. : 121.822 Matéria: : IRPF - EX.: 1999 Recorrente : ISANETE MESSIAS Recorrida : DRJ em CURITIBA - PR Sessão de : 13 DE JULHO DE 2000 Acórdão n°. : 106-11.390 MULTA POR ATRASO DE ENTREGA DA DIRPF - EXERCÍCIOS DE 1995 E SEGUINTES — COMINAÇÃO FACE AO ART. 138 DO CTN — Consoante iterativa jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, a espontaneidade de que trata o art. 138 do Código Tributário Nacional não obsta a incidência da multa de mora decorrente do inadimplemento da obrigação tributária Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ISANETE MESSIAS. ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Wilfrido Augusto Marques. D1 • DRIGU E OLIVEIRA.4WaS„ et LUIZ FERNANDO7E-IRÁ DE MORAES RELATOR FORMALIZADO EM: 2 a AGO 2030 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros SUELI EFIGÊNIA MENDES DE BRITTO, THAISA JANSEN PEREIRA, ORLANDO JOSÉ GONÇALVES BUENO, ROMEU BUENO DE CAMARGO e RICARDO BAPTISTA CARNEIRO LEÃO. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. : 10930.002234/99-76 Acórdão n°. : 106-11.390 Recurso n°. : 121.822 Recorrente : ISANETE MESSIAS RELATÓRIO ISANETE MESSIAS, já qualificada nos autos, foi notificada de lançamento que lhe exigia o recolhimento de multa por atraso na entrega de declarações de rendimentos A exigência, relativa ao exercício de 1999, fundamenta- se no art. 88, item II, da Lei n° 8.981/95. Na impugnação, tempestiva, defende-se o sujeito passivo, alegando, em síntese, que a entrega das referidas declarações foi efetuada fora do prazo, mas espontaneamente, antes de qualquer procedimento fiscal, estando, portanto, ao amparo do art. 138 do CTN. A decisão de primeiro grau julgou procedente a ação fiscal, ao fundamento de que se trata de multa de mora e que a infração se consuma com o decurso do prazo legal para a entrega tempestiva da DIRPF, não podendo ser afastada pelo instituto da denúncia espontânea. Em seu recurso voluntário a este Conselho, a Recorrente renova os argumentos expendidos na impugnação. É o relatór/io. 2 - , MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. : 10930.002234/99-76 Acórdão n°. : 106-11.390 VOTO Conselheiro LUIZ FERNANDO OLIVEIRA DE MORAES, Relator Conheço do recurso, por preenchidas as condições de admissibilidade. Com relação aos exercícios de 1995 e seguintes, em que a defesa se centra na aplicabilidade do instituto da denúncia espontânea às multas tributárias de qualquer natureza, tenho sido vencido nesta Câmara, com amparo no posicionamento adotado pela Câmara Superior de Recursos Fiscais. No entanto, como o Eg. Superior Tribunal de Justiça, por suas turmas, firmou jurisprudência contrária ao meu entendimento, o que inclusive levou a CSRF a reconsiderar decisão anterior, passo a seguir a orientação daquela Corte, não obstante minha opinião pessoal a respeito. A jurisprudência do STJ encontra eco nesta Câmara no voto proferido em inúmeros precedentes pelo Conselheiro ROMEU BUENO DE CAMARGO, de seguinte teor: "A matéria discutida no presente Recurso diz respeito à procedência ou não da multa prevista para a entrega fora do prazo da DIRF, pois segundo o contribuinte teria ocorrido a denúncia espontânea, uma vez que teria efetivado a entrega do citado documento fora do prazo, contudo antes de qualquer procedimento da fiscalização. O Código Tributário Nacional, ao tratar da obrigação tributária, em seu artigo 113, estabelece que; / 3 /ir? 2 ri MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. : 10930.002234/99-76 Acórdão n°. : 106-11.390 Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória 1 °A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento do tributo ou penalidade pecuniária e extingui-se juntamente com o crédito dela decorrente. 2° A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. 3°A obrigação acessória, pelo simples fato de sua inobservância, converte-se em obrigação principal relativamente a penalidade pecuniária. Como podemos depreender, além da obrigação tributária principal, existem outras, acessórias destinadas a facilitar o cumprimento daquela. Por sua vez, o artigo 97 do mesmo diploma legal, em seu inciso V, preceitua que somente a Lei pode estabelecer cominação de penalidades para as ações ou omissões contrarias à legislação tributária ou para outras infrações nela definidas. Todo cidadão, sendo ou não sujeito passivo da obrigação tributária principal, está obrigado a certos procedimentos que visem facilitar a atuação estatal. Uma vez não atendidos esses procedimentos estaremos diante de uma infração que tem como conseqüência a aplicação de uma sanção. As sanções pela infração e inadimplemento das obrigações tributárias acessórias são as mais importantes da legislação tributária, pois conforme previsto no CTN quando descumprida uma obrigação acessória, esta se toma principal, e a responsabilidade do agente é pessoal e independe da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. A legislação tributária apresenta a multa como sanção pelo inadimplemento tributário que pode ser aquela que se aplica pelo descumprimento da obrigação tributária principal, e a que se aplica nos casos de inobservância dos deveres acessórios. As finalidades da multa tributária são de proteção, sanção e coação do Estado, com a finalidade de fortalecer o exato cumprimento de seus deveres como agente fiscal. A multa fiscal consiste no pagamento em dinheiro nos termos da Lei e assume o caráter de pena pois não objetiva apenas ressarcir o fisco, mas também penalizar o infrator., 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. : 10930.002234/99-76 Acórdão n°. : 106-11.390 Nessa linha, parece-nos que no presente caso não podemos admitir a denúncia espontânea pois o Recorrente providenciou a entrega da declaração fora do prazo legal, e como sustentou o ilustre ALIOMAR BALEEIRO, a multa fiscal ora cobre a mora, ora funciona como sanção punitiva da negligência, e neste caso a multa é indenizatória da impontualidade, da falta de dever do cidadão, e a mora decorrente da impontualidade constitui infração. Dessa forma se fosse reconhecida a denúncia espontânea teríamos esvaziado a figura da multa por atraso, e o artigo 138 do CTN não se desfez dessa penalidade porquanto os dispositivos do Código Tributário Nacional devem ser analisados e interpretados sistematicamente e não isoladamente como pretende o Recorrente. Finalmente cabe ressaltar que se desconsiderada a multa decorrente da impontualidade do sujeito passivo da obrigação tributária, estaríamos diante de uma afronta ao contribuinte responsável e cumpridor de suas obrigações, sem dizer que o mesmo estaria por considerar que sua pontualidade não estria sendo considerada pelo fisco, caracterizado-se uma flagrante injustiça fiscal." Tais as razões, voto por negar provimento ao recurso. Sala das Sessões - DF, em 13 de julho de 2000 LUIZ FERNANDO OLIVEIRA DE M RAES 5 ("17 Page 1 _0041300.PDF Page 1 _0041400.PDF Page 1 _0041500.PDF Page 1 _0041600.PDF Page 1
score : 1.0
