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Numero do processo: 10380.004075/2005-17
Data da sessão: Tue Nov 06 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Aug 02 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2000, 2002
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRAZO PARA APRESENTAÇÃO DO RECURSO. PEREMPÇÃO.
Não se conhece das razões do recurso apresentado fora do prazo previsto no art. 33 do Decreto n° 70.235/72.
Numero da decisão: 1802-001.429
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NÃO CONHECER do recurso intempestivo, nos termos do voto do Relator. Declarou-se impedida de votar a Conselheira Ester Marques Lins de Sousa, por ter participado do processo na condição de autoridade administrativa da DRF/Fortaleza/CE.
(documento assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa- Presidente.
(documento assinado digitalmente)
Nelso Kichel- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Marciel Eder Costa e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Ausente o Conselheiro Marco Antônio Nunes Castilho.
Matéria: IRPJ - outros assuntos (ex.: suspenção de isenção/imunidade)
Nome do relator: NELSO KICHEL
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PRAZO PARA APRESENTAÇÃO DO RECURSO. PEREMPÇÃO. Não se conhece das razões do recurso apresentado fora do prazo previsto no art. 33 do Decreto n° 70.235/72. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NÃO CONHECER do recurso intempestivo, nos termos do voto do Relator. Declarouse impedida de votar a Conselheira Ester Marques Lins de Sousa, por ter participado do processo na condição de autoridade administrativa da DRF/Fortaleza/CE. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Marciel Eder Costa e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Ausente o Conselheiro Marco Antônio Nunes Castilho. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 0. 00 40 75 /2 00 5- 17 Fl. 224DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 02/08/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 02/08/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 10380.004075/200517 Acórdão n.º 1802001.429 S1TE02 Fl. 225 2 Relatório Cuidam os autos de Recurso Voluntário de fls.208/211 contra decisão da 3ª Turma da DRJ/Fortaleza (fls. 196/202) que julgou procedente em parte o auto de infração do IRPJ – Multa Isolada dos anoscalendário 2000 e 2002, reduzindo a multa isolada de 75% para 50% (aplicação retroativa do art. 14 da Lei nº 11.488/2007). Quanto aos fatos, consta do auto de infração IRPJ – Multa Isolada (e dos anexos) a imputação das seguintes infrações (fls. 08/19): a) Anocalendário 2002: (...) 001 MULTAS ISOLADAS. FALTA DE RECOLHIMENTO DO IRPJ SOBRE BASE DE CÁLCULO ESTIMADA Falta de pagamento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica, incidente sobre a base de cálculo estimada em função da receita bruta e acréscimos, decorrente da omissão de receita apurada em auditoria de IPI, conforme Demonstrativo da Receita Omitida e Demonstrativo das Diferenças Relativas as Estimativas, anexos a este Auto. Anexamos cópias das fichas da DIPJ e o Termo de Verificação da auditoria de IPI. (...) Enquadramento legal: Arts. 222, 843, e 957, parágrafo iinico, inciso IV, do RIR/99. (...) b) Anocalendário 2000: (...) 002 MULTAS ISOLADAS. DIFERENÇA APURADA ENTRE O VALOR ESCRITURADO E O DECLARADO/PAGO IRPJ ESTIMATIVA (VERIFICAÇÕES OBRIGATÓRIAS) Durante o procedimento de verificações obrigat6rias, foram constatadas divergências entre os valores declarados e os valores escriturados, referentes ao anocalendário de 2000, gerando insuficiência de pagamento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica, incidente sobre a base de cálculo estimada em função da receita bruta e acréscimos. Intimado, mediante Termo a prestar esclarecimentos sobre tais divergências, o contribuinte apresentou os quadros "Demonstrativo Mensal das Receitas Operacionais e Não Operacionais ", anexos a este Auto. Fl. 225DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 02/08/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 02/08/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 10380.004075/200517 Acórdão n.º 1802001.429 S1TE02 Fl. 226 3 Após os acertos devidos, foram elaborados os quadros APURAÇÃO DE DÉBITO e DEMONSTRATIVO DE SITUAÇÃO FISCAL APURADA, anexos a este Auto, com as diferenças que permaneceram. Os Demonstrativos da Base de Cálculo do PIS, COFINS e ESTIMATIVA CSLL e IRPJ, que também anexamos a este Auto, foram elaborados conforme Livro Razão, cópias anexas. (...) Enquadramento Legal: Arts. 222, 841, incisos III e IV, 843, e 957, parágrafo único, inciso IV, do RIR/99. (...) Termo de Verificação Fiscal (fls. 20/24), o qual integra o auto de infração. O crédito tributário lançado de ofício, a título de IRPJ – Multa Isolada de 75% dos anoscalendário 2000 e 2002, perfaz o montante de R$ 8.181,17. A contribuinte tomou ciência, pessoalmente, do auto de infração, por intermédio de seu representante legal, em 13/05/2005 – sextafeira (fls. 09) e do Termo de Encerramento do Procedimento de Fiscalização (fl.100). Em 13/06/2005 (segundafeira), a contribuinte apresentou a peça de impugnação (fls.102/125). Nessa parte, transcrevo o relatório da decisão a quo que resumiu assim as razões constantes da impugnação, in verbis: (...) 2. Cientificado das exigências em 13/05/2005 (fls. 100), apresentou o contribuinte a impugnação ao lançamento em 13/06/2005 (fls. 102/125) alegando, em síntese, o que se segue. 3 Preliminarmente, requer a nulidade do lançamento por perda de validade do Mandado de Procedimento Fiscal — MPF. Alega que o MPF é instrumento necessário para a habilitação do agente público da fiscalização e que deve conter alguns requisitos para sua validade, tais como: período de fiscalização, identificação do estabelecimento, prazo para a realização da fiscalização, natureza do procedimento e identificação do fiscalizado (sic). 3.1 Alega que os MPF (inicial e complementares) perderam a validade sem terem sido prorrogados conforme prescreve a Portaria SRF n° 3.001/2001. Tal fato por si macularia os autos de infração, tornandoos nulos. 3.2 Argúi a incompetência dos auditores que lavraram o auto de infração, a teor no artigo 16 da Portaria SRF 3.001/2001. Sustenta que, tendo o MPF originário perdido a validade por decurso de prazo, os complementares extrapolaram o prazo máximo de trinta dias de prorrogação entre a edição de um e Fl. 226DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 02/08/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 02/08/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 10380.004075/200517 Acórdão n.º 1802001.429 S1TE02 Fl. 227 4 outro o que impediria a permanência dos mesmos auditores até a conclusão da fiscalização. 3.3 Argumenta, ainda preliminarmente, que houve o cerceamento do seu direito de defesa, já que não fora elaborado qualquer demonstrativo de cálculo que permitisse o preciso conhecimento da imputação que lhe fora feita. O demonstrativo de fls.77/86 omite informações essenciais como: falta de indicação do número da nota fiscal que teria suportado a saída de produtos sem selo; não houve indicação da espécie do selo supostamente não utilizado; não constam quais produtos teriam saído com nota fiscal e sem selo. 3.4 O arbitramento de que se utilizaram os autuantes, com base no art. 223, parágrafo único, do RIPI, teria sido utilizado indevidamente, já que aqueles agentes não esgotaram as possibilidades de identificar o produto saído com selo e sem nota fiscal. 3.5 Quanto ao mérito, que a imputação de que houvera dado saída a produtos selados sem a emissão de nota fiscal bem assim produtos não selados com a emissão de nota fiscal somente poderia ser demonstrada a contento por meio de auditoria de produção combinada com auditoria do selo de controle. 3.5.1 Usouse tãosomente de presunção para o levantamento do montante lançado. As declarações de IRPJ e DCTF não foram sequer examinadas e os números levantados pelos autuantes não coincidem com os apresentados naqueles documentos. 3.5.2 Por fim, alega que possuía isenção do IRPJ para o período fiscalizado, razão pela qual não recolhera o crédito tributário em discussão. (...). A DRJ/Fortaleza, apreciando as razões da contribuinte, como já dito no início, julgou o lançamento procedente em parte, conforme Acórdão de 15/06/2007 (fls. 196/202), cuja ementa transcrevo a seguir: (...) ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2000, 2002 MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. NULIDADES. O Mandado de Procedimento Fiscal, sob a égide da Portaria que o criou, é mero instrumento de controle administrativo. AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. Fl. 227DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 02/08/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 02/08/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 10380.004075/200517 Acórdão n.º 1802001.429 S1TE02 Fl. 228 5 1) Somente ensejam a nulidade os atos e termos lavrados por pessoa incompetente e os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. 2) A teor do art. 60 do Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972, que trata do processo administrativo fiscal, as irregularidades, incorreções e omissões diferentes das relacionadas no art. 59 do mesmo decreto não importarão em nulidade, sendo sanadas quando resultarem em prejuízo para o sujeito passivo, salvo se este lhes houver dado causa, ou quando não influirem na solução do litígio. ARBITRAMENTO. Em auditoria de selos com mais de um produto por selo, não sendo possível a identificação do preço de cada produto, o imposto será calculado com base no valor mais elevado, a teor do artigo 223, parágrafo único, do RIPI/98. ISENÇÃO. A teor do artigo 176 do CTN, a isenção é sempre decorrente de lei que especifique as condições e requisitos exigidos para sua concessão. A simples menção de que estaria sob o abrigo da isenção, sem comprovação com documentação hábil e idônea ou referência ao ato legal que a concedeu, não tem o condão de afastar a constituição do crédito Tributário. JURISPRUDÊNCIA ARGÜIDA. Não sendo parte nos litígios objetos da jurisprudência trazida aos autos, não pode o sujeito passivo usufruir dos efeitos das sentenças ali prolatadas, uma vez que tais efeitos são inter partes e não erga omnes. MULTA ISOLADA. RETROATIVIDADE BENÍGNA. O percentual da multa isolada imposta no procedimento fiscal será reduzido de 75% para 50%, por força do disposto no artigo 14, da MP n° 351, de 2007, que deu nova redação ao artigo 44, da Lei n° 9.430, de 1996, em decorrência da aplicação do disposto no artigo 106, II, "c", do CTN. Lançamento Procedente em Parte (...) A contribuinte tomou ciência desse decisum em 26/07/2007, conforme Aviso de Recebimento AR (fl. 207), apresentando Recurso Voluntário em 27/09/2007 (fls. 208/211), juntando ainda os documentos de fls. 212/215, cujas razões, em síntese, são as seguintes: Nulidade do lançamento fiscal pela perda de validade do Mandado de Procedimento Fiscal – MPF: que o MPF é meio necessário de habilitação dos agentes fazendários em procedimentos fiscalizatórios, devendo ser observados todos os requisitos legais e regimentais para o aperfeiçoamento da validade do ato administrativo, mormente no tocante ao período de fiscalização, identificação do estabelecimento, prazos de realização e natureza do procedimento; que os MPF, inicial e complementares, perderam a validade sem terem sido regularmente prorrogados nos termos preconizados na Portaria SRF n°. 3.001/2001; que disso deflui a nulidade do auto de infração; que auditores fiscais responsáveis pela Fl. 228DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 02/08/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 02/08/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 10380.004075/200517 Acórdão n.º 1802001.429 S1TE02 Fl. 229 6 lavratura do auto de infração não tinham competência para fazêlo, a teor do art. 16 da Portaria SRF n°. 3.001/2001; Nulidade do lançamento fiscal por cerceamento do direito de defesa, pela falta dos demonstrativos de cálculo que pudessem viabilizar o conhecimento da exata dimensão da autuação; que há lacunas no demonstrativo de fls. 77 a 86, tais como: ausência de indicação do(s) número(s) da(s) nota(s) fiscal(is) que teria(m) suportado a saída de produto(s) sem selo, inexistência de identificação da espécie dos selos supostamente não utilizados e dos produtos que teriam saído com nota fiscal, mas sem o selo; Arbitramento indevido, efetuado pelos AuditoresFiscais com base no art. 223, parágrafo único, do RIPI, já que não houve o esgotamento das possibilidades de identificação do produto supostamente saído com selo, mas sem nota fiscal. Tal irregularidade somente poderia ser comprovada satisfatoriamente mediante demonstração de uma auditoria de produção combinada com auditoria do selo de controle. O fisco utilizou de reles presunções para levantamento e definição do montante tributário lançado. Incompreensivelmente, as declarações do IRPJ e as DCTF foram completamente desconsideradas pela fiscalização, fato que merece relevo por apresentarem dados e informações fiscais não coincidentes com os apurados pelos AuditoresFiscais. Ademais, alega a recorrente que era considerada isenta do IRPJ no período objeto do lançamento fiscal. Por fim, com base nessas razões, a recorrente pediu provimento ao recurso. É o relatório. Fl. 229DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 02/08/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 02/08/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 10380.004075/200517 Acórdão n.º 1802001.429 S1TE02 Fl. 230 7 Voto Conselheiro Nelso Kichel, Relator Recurso Voluntário intempestivo. A autoridade preparadora/saneadora dos autos, na unidade de origem da RFB já havia constatado a intempestividade do recurso, ao proferir o seguinte despacho, em 28/09/2007 (fl. 215): (...) Juntei, ao presente processo, os documentos de folhas 208 a 214 que tratam de RECURSO VOLUNTÁRIO, interposto pelo contribuinte em questão e que abrange os créditos mantidos na decisão de primeira instância. O recurso foi apresentado fora do prazo de 30 (trinta) dias da ciência da decisão de primeira instância. Assim, de acordo com o artia 35 do Decreto 70.235, de 06 de março de 1972, proponho o encaminhamento dos autos ao Primeiro Conselho de Contribuintes para prosseguimento. (...) Ainda que apresentado intempestivamente, o recurso subirá ao CARF para julgamento da perempção – Decreto nº 70.235/72 (art. 35), in verbis: Art. 35. O recurso, mesmo perempto, será encaminhado ao órgão de segunda instância, que julgará a perempção. O Decreto n° 70.23/72, diploma legal que regula o Processo Administrativo Tributário Federal, no seu art. 33 dispõe que da decisão proferida pela autoridade julgadora de primeira instância, quando contrária ao contribuinte, caberá Recurso Voluntário, dentro do prazo de trinta dias contado a partir da sua ciência, ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF. A propósito, trancrevo o disposto no art.33 do Decreto nº 70.235/72, in verbis: Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. Do texto legal citado sobressaem dois pressupostos básicos a serem, necessariamente, observados pelo contribuinte, quando no exercício do direito ao recurso, quais sejam: a) que o recurso seja dirigido à autoridade competente para apreciar e decidir sobre a matéria recorrida; Fl. 230DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 02/08/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 02/08/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 10380.004075/200517 Acórdão n.º 1802001.429 S1TE02 Fl. 231 8 b) que o recurso seja apresentado no órgão competente, dentro do prazo de trinta dias, quando muito, contado a partir da ciência da decisão de primeira instância. O descumprimento de qualquer dos pressupostos citados acarreta a ineficácia do recurso, impedindo o seu conhecimento por parte da autoridade a quem foi dirigido. No caso em tela, restou caracterizada a inobservância do prazo legal para interposição do recurso. A recorrente tomou ciência da decisão de primeira instância no dia 26/07/2007 (quintafeira), conforme Aviso de Recebimento – AR (fl. 207), tendo, todavia, protocolizado o encaminhamento de suas razões do Recurso Voluntário a este Colegiado somente no dia 27/09/2007, quintafeira (fls. 208/211), tudo conforme registro ou carimbo de protocolo aposto na peça recursal (fl. 208). A contagem do prazo aponta o dia 27/08/2007 (segundafeira) como data fatal para apresentação da peça recursal, o que, no caso, não foi observado, pois foi recepcionada somente em 27/09/2007 (quintafeira), ou seja, com um mês de atraso. Portanto, tratase de recurso serôdio (apresentado a destempo). A não observância do prazo legal para interposição do recurso voluntário impede o seu conhecimento, na medida em que a tempestividade constitui um dos pressupostos objetivos de admissibilidade. Por tudo que foi exposto, voto no sentido de NÃO CONHECER do recurso. (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel Fl. 231DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 02/08/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 02/08/2013 por NELSO KICHEL
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Numero do processo: 10120.002226/87-85
Data da sessão: Fri Oct 13 00:00:00 UTC 1989
Ementa: PIS - DedUÇão do I.R. - Decorrência - A con -
tribuição destacada do imposto de renda incidente
sobre correção monetária indevida de ca
pital ainda não integralizada e sobre omissão
de receita caracterizada por aumento de capital
. com recursos de origem e efetiva entrega
incomprovadas, conforme regularmente se apurou, tem sua exigência confirmada in totum
por força do julgado da E. Câmara no Processo
-matriz, que manteve o lançamento do impostoT
- Rejeitadas as preliminares.
- Negado provimento ao Recurso.
Numero da decisão: 103-09.675
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade e, no mérito, por maioria de votos, negar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Dícler de Assunção
Nome do relator: Braz Januário Pinto
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Processo n9 10120/002.226/87-85 aeti, F:ttet. G;itnst.> 7:4 MINISTÉRIO DA FAZENDA cvgc Sessao ds 13 de Qutubro de 19 89 ACOFRDA0 N.1.103_09.675 Recurso n.• 55.507 —.PIS DEDUÇÃO EXS: DE 1985 e 1986 Recorrente ALVORADA ENGENHARIA E IMÓVEIS LTDA. • ReçorrId DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM GOIÂNIA - GO PIS - DedUÇão do I.R. - Decorrência - A con - tribuição destacada do imposto de renda inci- dente sobre correção monetária indevida de ca pital ainda não integralizadd e sobre omissão de receita caracterizada por aumento de capi- tal . com recursos de origem e efetiva entrega incomprovadas, conforme regularmente se apu - rou, tem sua exigência confirmada in totum por força do julgado da E. Câmara no Processo -matriz, que manteve o lançamento do impostoT - Rejeitadas as preliminares. - Negado provimento ao Recurso. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de re curso interposto por ALVORADA ENGENHARIA E IMÓVEIS LTDA. - ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conse lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em rejeitar a prelimi- nar de nulidade e, no mérito, por maioria de votos, neg r provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Dfcler de Assunção. Sa das Sessões-DF., em 13 outubro de 1989. w:2 1 IO DA SILV CABRAL PRESIDENTE (ire ,ANUÁRIÕ PIN< RELATOR Ow VISTO EM L •J • I• • B (ISA 1 : Are • 10 • PROCURADOR DA FAZENL SESSÃO DE: 3 O NOV1989 DA NACIONAL v.v. Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: AYRES DE OLIVEIRA, LORGIO RIBEIRO, FRANCISCO XAVIER DA SILVA GUIMARÃES, e LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA. Ausente por motivo justificado o Conse lheiro ANTONIO PASSOS COSTA DE OLIVEIRA. • SERVIÇO MUCO FEDEM Processo n9 10120/002.226/87-85 Recurso n9 55.507 Acórdão n9 103-09.675 Recorrente: ALVORADA ENGENHARIA E IMÓVEIS LTDA. RELATÓRIO O Contribuinte, Alvorada Engenharia e Imóveis Ltda., com domicílio fiscal em Goiânia (GO), interpôs a este Conselho Tem- . pestivo Recurso. (f is. 65), em 31/7/89, contra a R. Decisão (f is 61/62) do Sr. Delegado da Receita Federal naquela Capital, que, em 09/06/89, julgara procedente a exigência constituída conforme Auto de Infração (fls. 7), de 28/12/87, tempestivamente impugnada em• 8/2/88, às fls. 13. A decisão (fls. 33/34) prolatada em 12/8/88,foi declarada nula pelo Acórdão n9 103-09.012, de 13/3/89, às fls. 49. 2. A contribuição do PIS-Dedução dos exercícios de 1985 e 1986, ora exigida constitui parcela do imposto incidente sobre correção monetária indevida sobre capital ainda não integralizado e sobre omissão de receita caracterizada por aumentO de capital com recursos de origem e, efetiva entrega incomprovadas, como se ,apurou no processo matriz, de n9 10120/002.228/87-19, a cujo Recurso, de n9 95.109, à - E. amara negou provimento, pelo Acórdão de n9 103-09.660, lido a seguir, juntamente com meu Relatório e voto, às fls. em anexo. 3. Tratando-se de Processo decorrente, o Contribuinte impugnou a exigência requerendo que fosse apreciada a sua procedên- cia, em tratamento idêntico ao dispensado à sua causa no Processo - matriz, cujas razões faz anexar. O Sr. Autuante, por sua vez, traz para os Autos a Informação do Processo principal. 4. A Autoridade a quo, em segunda Decisão, aos 09/06/89, à vista da matéria litigiosa ter sido mantida no Processo-matriz, à vista do princípio da decorrência e/de tudo o mais constante dos Au- tos, mantém a exigência in totum. . SERVIÇO PODLICO FEDERAL Processo n9 10120/002.226/87-85 2. Acórdão n9 103-09.675 5. No Recurso último, o Contribuinte contesta a nova De. _ cisão e a exigência com o mesmo arrazoado que apresentou no Proces- so-matriz.• * É o relatório. VOTO Conselheiro BRAZ JANUÁRIO PINTO, Relator: Tomo conhecimento do Recurso, pela sua tempestivida- . de e interposição na forma da lei. , 2. A vista da documentação trazida para os Autos e do aue foi relatado, o que ora se exige deve ser mantido integralmen - te, bem assim serem rejeitadas as preliminares argüidas, tal como se, decidiu no Processo-matriz, uma vez que nenhum fato relevante impe- , de a aplicação do princípio da decorrência, no caso. Isto posto, Voto pela rejeição das preliminares argüidas e, no mérito,. nego provimento ao recurso. Brasí ia-DF., de outubro de 1987. ipknip PIN 0 - RELATOR. 7 cvgc Page 1 _0078600.PDF Page 1 _0078700.PDF Page 1 _0078900.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10680.014974/2003-73
Data da sessão: Wed Feb 03 00:00:00 UTC 2010
Numero da decisão: 3301-000.035
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converteu-se o julgamento dos embargos de declaração em diligencia, conforme parecer do Relator.
Nome do relator: MAURICIO TAVEIRA E SILVA
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converteu- se o julgamento dos embargos de declaração em diligencia, conforme parecer do Relator. Rodrigo da Costa Possas — Presidente Mauricio veira e Si v — Relator Participaram do julgamento os Conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Mauricio Taveira e Silva, Francisco Mauricio Rabelo de Albuquerque Silva e Maria Tereza Martinez Lopez. Relatório Trata-se de Embargos de Declaração interpostos pela Unido Federal, por meio de sua Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional PGFN (557/568), em face do acórdão n2 201-81.652 (fls. 544/553), prolatado na sessão de 03/12/2008. Cientificada da decisão em 29/06/2009 (fl. 556) apresentou a referida peça em 30/06/2009 (fl. 557 e 569). O acórdão embargado visa sanar a omissão decorrente da falta de análise do recurso de oficio interposto. Alfim, requer sejam recebidos e acolhidos os Embargos Declaratórios, sendo sanada a omissão apontada. o Relatório. Voto Conselheiro Mauricio Taveira e Silva, Relator O acórdão n° 5.158, de 19/01/2004, prolatado pela DRJ em Belo Horizonte, as fls. 349363, exonerou a contribuinte do pagamento de contribuição, multa e juros, em valor superior ao seu limite de alçada, ensejando recurso de oficio, conforme estabelece o inciso I do art. 34 do Decreto n° 70.235/72, alterado pelo art. 67 da Lei n° 9.532/97, combinado com o art. 2° da Portaria MF n° 375/01, posteriormente revogada pela Portaria MF n° 03/08. Entretanto, conforme constatou a Procuradoria da Fazenda Nacional, o recurso de oficio não fora apreciado por este colegiado. Assim, consoante art. 65 do Regimento Interno do CARF, os embargos devem ser recebidos e acolhidos tendo em vista a omissão demonstrada. Os membros da 1a Turma de Julgamento, por unanimidade de votos houveram por bem "rejeitar a preliminar de nulidade; declarar defmitiva a exigência discutida no que se refere à matéria objeto da ação judicial (Mandados de Segurança nos 1999.38.00.008500-7 e 1999.38.00.008501-0); e julgar procedente em parte o lançamento, quanto à matéria diferenciada, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado." A exoneração encontra-se consignada no voto condutor do aresto nos seguintes termos: Apesar de não alegado pelo contribuinte em sua pega impugnatória, em homenagem ao principio da verdade material, observa-se, analisando-se os Demonstrativos de Situação Fiscal Apurada, que o fisco, embora tenha relacionado os pagamentos efetuados pelo contribuinte na coluna "Créditos Apurados" dos demonstrativos às fls. 45/48, não os levou em consideração no lançamento das diferengas devidas quando tais pagamentos eram superiores aos "Débitos Declarados". Dessa forma, o demonstrativo abaixo indica os períodos de apuração em que foram alterados os valores devidos a serem recolhidos pelo autuado, considerando os valores efetivamente pagos de Cofins (fis. 177/192 do Anexo I): 2 Processo n° 10680.014974/2003-73 S3-C3T1 Acórdão n.° 3301-00.035 Fl. 577 DEMONSTRATIVO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO EM REAIS - COFINS Período de Apuração Principal Valor Pago Valor Devido 02/1999 529.289,19 322.401,09 206.888,10 10/1999 846.332,66 272.274,46 574.058,20 07/2000 691.733,08 676.456,33 15.276,75 08/2000 692.703,47 690.211,46 2.492,01 09/2000 664.891,61 653.710,72 11.180,89 10/2000 716.032,35 714.675,58 1.356,77 11/2000 721.291,97 717.519,98 3.771,99 12/2000 853.998,03 818.263,27 35.734,76 01/2001 661.452,60 656.217,01 5.235,59 02/2001 683.774,13 651.459,00 32.315,13 03/2001 787.745,09 761.700,83 26.044,26 04/2001 846.374,04 784.847,47 61.499,57 05/2001 799.553,72 783.531,67 16.022,05 06/2001 975.514,45 764.058,06 211.456,39 07/2001 744.512,81 720.599,49 23.913,32 08/2001 817.419,98 804.561,85 12.858,13 09/2001 758.306,67 738.072,73 20.233,94 10/2001 815.637,25 790.904,97 24.732,28 11/2001 1.477.124,54 801.877,90 675.246,64 12/2001 1.552.290,28 720.408,22 831.882,06 01/2002 722.655,32 705.893,66 16.761,66 02/2002 954.048,06 817.575,70 136.472,36 03/2002 976.615,55 933.456,75 43.158,80 04/2002 1.035.363,47 1.031.647,16 3.716,31 05/2002 1.104.458,12 1.066.814,61 37.643,51 06/2002 1.236.115,35 1.184.354,53 51.760,82 07/2002 1.113.897,91 1.091.275,56 22.622,35 Ante o exposto, encaminho meu voto no sentido de rejeitar a preliminar de nulidade para: retificar os valores devidos para os períodos de apuração de 02/1999, 10/1999, e 07/2000 a 07/2002, devido aos pagamentos efetuados, conforme o demonstrativo acima elaborado, mantendo-se os valores lançados para os demais períodos de apuração; declarar definitiva, na esfera administrativa, a exigência fiscal correspondente ao valor de R$ 8.528.800,33 (R$ 3.104.334,64, referentes ao demonstrativo acima, e R$ 5.424.465,69, referentes aos demais períodos de apuração), acrescido da multa de oficio (75%) e dos juros de mora, em virtude de a aplicação da Lei n° 9.718, de 1998 estar sendo discutida judicialmente, prosseguindo-se na ação de cobrança, nos termos do AD(N) n° 03, de 1996; 3 julgar procedente em parte o lançamento no que concerne à matéria diferenciada; e recorrer de oficio deste acórdão, devido ei retificacdo dos valores devidos conforme a letra "a" acima, por força do disposto no art. 34 do Decreto n° 70.235, de 1972. A autoridade preparadora deve atentar para o recolhimento no valor de R$ 2.232.955,94 (/ls 178 e 194 do Anexo I), efetuado em 11/07/2000, referente aos fatos geradores de 02/1999 até 01/2000. Por outro lado, o Termo de Verificação Fiscal à fl. 21 in fine, consigna: "Os lançamentos foram realizados sem a utilização de pagamentos que por ventura o contribuinte tenha à sua disposição, para fins de compensação." Assim, embora seja justo o procedimento da autoridade julgadora de primeira instância em considerar os valores efetivamente pagos de Cofins, é possível que a contribuinte tenha se valido desses mesmos valores em procedimentos de compensação o que ensejaria a utilização em duplicidade desses pagamentos. Ademais, embora o julgador relator do voto condutor do acórdão mencione as fls. 45/48 e 177/192 do Anexo I, como sendo a origem dos dados apurados, ou seja, dos pagamentos efetuados pela contribuinte, a ausência de dados pormenorizados dificulta a conclusão quanto aos valores que ensejaram o demonstrativo acima terem sido corretamente considerados. Destarte, entendo haver procedência nos embargos, razão pela qual proponho sejam conhecidos e convertidos em diligência a fim de que a Delegacia da Receita Federal — DRF de origem analise se os valores que ensejaram o demonstrativo acima foram corretamente considerados e se tais valores de fato não foram objeto de pedido ou declaração de restituição ou compensação. Na seqüência, o fiscal diligente deverá elaborar relatório pormenorizado e conclusivo das análises levadas a efeito e do seu reflexo no auto de infração. Posteriormente, a contribuinte deverá ser intimada para que, no prazo de trinta dias, caso entenda conveniente, apresente manifestação, somente quanto à matéria decorrente da diligência. Por fim, os autos do processo deverão ser encaminhados ao CARF, para julgamento. Maud io Taveira e Mlva 4
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Numero do processo: 10580.001035/92-73
Data da sessão: Thu Jul 06 00:00:00 UTC 1995
Ementa: ris FATURAMENTO - Procedente a exigência quando comprovada a falta de recolhimento de Contribuicão, decorrente de omissão de receita operacional, e mantido o lançamento de imposto de Renda Pessoa
jurídica.
Numero da decisão: 102-30.035
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conse- lho de Contribuintes. Por unanimidade de votos, negar Provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto Que passam a integrar o pre- sente julgado
Nome do relator: Ursula Hansen
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COMERCIO E REPRESENTAÇOES LTT)A RECORRIDA : PRP - SALVADOR - DA ris FATURAMENTO - Procedente a exigência quando comprovada a falta de recolhimento de Contribui- cão, decorrente de omissão de receita operacional, e mantido o lançamento de imposto de Renda Pessoa jurídica, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por COMER? COMERCIO E REPRESENTAÇOES LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conse- lho de Contribuintes. Por unanimidade de votos, negar Provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto Que passam a integrar o pre- sente julgado. Sal f-4 Z;Cbbç.CL;, CM UU Juin° de i9bo akadki CARLOS EMANui-L;.~.,=ww FAT-vm - PRESTriENTE tif.G. U TA&HãNSEN - RELATORA VISTO EM LOUREMBERG RIREIRO NUN RS ROCHA - PROCURADOR DA FA SESSAO DE: 717MrkA MAMM.JAT Participaram, ainda, do presente jul gamento, os seguintes Conselhei- ros: Waldevan Alves de Oliveira, José Clovis Alves, Maria Clélia de Andrade Figueiredo, Jülio César Gomes da Silva e José Carlos Passuel- lo. 2. MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N5-2. 10580/001.035/92-73 RECURSO Nn,: 84:006 ACORDA() NQ.: 102-30.035 RECORRENTE : COMERP COMERCIO E REPRESENTAÇOES LTDA E.E.L.411.2HIQ Versa o presente processo do Auto de Infração, fie. 01 e anexos, lavrado contra COMEDI' COMERCIO E REPRESENTAÇOES LTDA, CGC NQ 16.150.492/0001-31, jurisdicionada à Delegacia da Receita Federal em Salvador - BA, formalizando a exi gência de PIS FATURAMENTO, relativa aos exercícios de 1991 e 1992, no valor originário de 1,250,41 UFIR e correspondentes acréscimos legais. O lançamento, com base na alínea "b" do artigo 30 da Lei Complementar No 07/70, c/c parágrafo único do arti go lo da Lei Complementar No, 17/73, e Regulamento do PIS/PASEP decorreu de.procedi- mento de fiscalização em que foram apuradas irregularidades - omissão de receita operacional, ocasionando insufuciência na determinação da base de cálculo da Contribuição, e lançado Imposto de Renda - Pessoa Jurídica, conforme demonstrado no Processo No 10580/001.033/92-50. Inconformada com 0. exigência fiscal, a contribuinte, apresentou em 04/03/91, sua impugnação de fls, 188, com os anexos de fls. 189/193, fundamentando 813,5.15 alegações nas razões apresentadas no processo relativo ao imposto de Renda: A decisão de ia instância, de ni:zmero 154/92, foi profe- rida as fls. 200/207, sendo o lançamento julgado procedenter)i>7 ( ,)`-_.-- 3. MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO Na. 10580/001.035/92-73 ACORDA() Na. 102-30.035 Ciente da decisão singular em 14/05/92 (fls. 21 1 ), a contribuinte interpôs recurso voluntário em 15/06/92, reiterando, em suas Razões, anexadas às fls. 212/216, os argumentos formulados na fa- se impugnatoria, bem como aos constantes no recurso interposto no pro- cesso de imposto de Renda, Pessoa Jurídica. O recurso foi lido na íntegra em Plenário. E o relatóriõ. (// \,2---- _. 4. MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO Ng.-1. 10580/001.035/92-73 ACORDA° N. 102-30.035 Y. 2 T. Conselheira Ursula Hansen, Relatora: Estando o recurso revestido de todas as formalidades legais, dele tomo conhecimento. A exigência fiscal constante deste processo é correlata a que foi apurada no processo de No 10580/001.033/92-48. Consiaeranao oue o recurso referente ao ImPosto áe Fen- da Pessoa Jurídica, ao ser apreciado por esta Câmara em sessáo reali- zada em 15 de fevereiro de 1993, foi jul gado improcedente, conforme faz certo o Acórdão No 102-27.835; Considerando que, nas R:A.zóes de recu rso voluntário anostadas aos presentes autos, a recorrente ale ga que a exigência cal está vinculada e decorre daquele formalizado no processo em que foram apurada, as irregularidades tributadas pelo Imposto de Renda Pessoa jurídica e ao qual foram anexados Notas Fiscais, Taionãrios e demais documentos. Considerando que a ora Recorrente não apresentou qual- quer nova razão ou Prova que infirmasse o acerto da decisão proferida, Voto no sentido de negar-se provimento ao recurso. Brasília - DF, 06 de julho de 1995. , Ursu l a, - Relatora. Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 13808.006254/2001-87
Data da sessão: Thu Feb 14 00:00:00 UTC 2008
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 20/05/1996 a 31/01/1998
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. REVELIA.
IMPUGNAÇÃO. INTEMPESTIVIDADE RECONHECIDA.
NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO.
O prazo para a impugnação conta-se a partir da intimação regular
do lançamento tributário (arts. 15 do Decreto n2 70.235/72; e 145
do CTN) e não da sentença exarada no Mandado de Segurança
que julgou legítimo o crédito, sendo certo que, não cumprida nem
impugnada oportunamente a exigência, a autoridade preparadora
declarará a revelia (art. 21 do Decreto ri2 70.235/72) e, se a
medida judicial referir-se à matéria objeto de processo fiscal, o
curso deste último não será suspenso, exceto quanto aos atos
executários (parágrafo único do art. 62 do Decreto n2 70.235/72).
Configurada a revelia da recorrente em 12 instância, por
apresentação de impugnação extemporânea, não se instaura a fase
litigiosa do processo, o que a impossibilita de recorrer a este
Colegiado.
Recurso negado.
Numero da decisão: 201-80.938
Decisão: ACORDAM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: IPI- ação fiscal- insuf. na apuração/recolhimento (outros)
Nome do relator: Fernando Luiz da Gama Lobo D´Eça
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materia_s : IPI- ação fiscal- insuf. na apuração/recolhimento (outros)
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 20/05/1996 a 31/01/1998 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. REVELIA. IMPUGNAÇÃO. INTEMPESTIVIDADE RECONHECIDA. NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO. O prazo para a impugnação conta-se a partir da intimação regular do lançamento tributário (arts. 15 do Decreto n2 70.235/72; e 145 do CTN) e não da sentença exarada no Mandado de Segurança que julgou legítimo o crédito, sendo certo que, não cumprida nem impugnada oportunamente a exigência, a autoridade preparadora declarará a revelia (art. 21 do Decreto ri2 70.235/72) e, se a medida judicial referir-se à matéria objeto de processo fiscal, o curso deste último não será suspenso, exceto quanto aos atos executários (parágrafo único do art. 62 do Decreto n2 70.235/72). Configurada a revelia da recorrente em 12 instância, por apresentação de impugnação extemporânea, não se instaura a fase litigiosa do processo, o que a impossibilita de recorrer a este Colegiado. Recurso negado.
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MINIS AZEND A . SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES tt• PRIMEIRA CÂMARA Processo n° 13808.006254/2001-87 Recurso n° 138.494 Voluntário Matéria IPI mF.„5.9undonoc0:"9, %ciada erd8:13:7 Acórdão n° 201-80.938 I Sessão de 14 de fevereiro de 2008 Recorrente VOTORANTIM CELULOSE E PAPEL S/A Recorrida DRJ em Ribeirão Preto - SP ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 20/05/1996 a 31/01/1998 _ _ PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. REVELIA. IMPUGNAÇÃO. INTEMPESTIVIDADE RECONHECIDA. NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO. O prazo para a impugnação conta-se a partir da intimação regular do lançamento tributário (arts. 15 do Decreto n2 70.235/72; e 145 do CTN) e não da sentença exarada no Mandado de Segurança que julgou legítimo o crédito, sendo certo que, não cumprida nem impugnada oportunamente a exigência, a autoridade preparadora declarará a revelia (art. 21 do Decreto ri2 70.235/72) e, se a medida judicial referir-se à matéria objeto de processo fiscal, o curso deste último não será suspenso, exceto quanto aos atos executários (parágrafo único do art. 62 do Decreto n 2 70.235/72). Configurada a revelia da recorrente em 12 instância, por apresentação de impugnação extemporânea, não se instaura a fase litigiosa do processo, o que a impossibilita de recorrer a est Colegiado. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. 4 o - . - ME - ! !•!.TR:SU:l41-ES Y.t Processo n ° 13808.006254/2001-87 Eta51113. 04" Dl( CCOVCO I • Acórdão n.°201-80.938 Fls. 1533 Márcia Crist: ,:upv ()I 15:e ACORDAM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. ikkiMA9MRIIIA COELHO MARQUES Presidente \ AVO C4/14° "/12d/(117 - FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA — Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Walber José da Silva, Fabiola Cassiano Keramidas, Mauricio Taveira e Silva, José Antonio Francisco e Antônio Ricardo Accioly Campos. Ausente o Conselheiro Gileno Gurjão Barreto. Processo n.0 13808.006254/2001-87 CCO2/C01 Acórdão ri.° 201-80.938 MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRCUINTES .; Fls. 1534 CONFERE: COMO ORIC{NAL Brasil:a, O 4-/ Márcia Cristma Ctil. ;am.a Relatório Mal Stdpe 0117502 Trata-se de recurso voluntário (fls. 1.488/1.508, vol. VII) contra o v. Acórdão DRJ/RPO ri2 14-14.545, de 21/12/2006, da 2 11 Turma da DRJ em Ribeirão Preto - SP (fls. 1.461/1.474, vol. VII), que, por unanimidade de votos, houve por bem não conhecer da impugnação, mantendo integralmente o lançamento original consubstanciado no auto de infração de IPI (MPF n2 0819000/01317/01, fls. 531/555, vol. III), notificado por via postal em 27/12/2001 (fl. 558, vol. III), através do qual a ora recorrente foi acusada de não ter recolhido ou ter recolhido a menor o IPI no valor total de R$ 14.194.063,13 (IPI: R$ 7.277.090,29; juros de mora: R$ 6.916.972,84), por se utilizar de créditos indevidos, nos períodos de 31/05/96 a 20/01/98. Em razão dos fatos assim noticiados, a d. Fiscalização considera infringidos os arts. 29, inciso II, 54, 59, 62, 107, inciso II, e 112, inciso IV, do R11 31182, e exigíveis os juros calculados à taxa Selic nos termos do art. 61,1 3 2, da Lei n2 9.430/96, esclarecendo que a exigibilidade do lançamento estaria suspensa enquanto a ação impetrada pela contribuinte estivesse pendente de decisão no Processo Judicial n2 2001.61.00.017823-2, da 142 Vara da Justiça Federal, aplicando-se, para_ fins de Certidão de Quitação de Tributos Federais, o disposto no art. 206 do CTN (cf. fl. 558, vol. III). Embora deferida a medida liminar em 22/08/2001 ("para o fim de assegurar, às impetrantes, a utilização dos apontados valores referentes ao crédito-prêmio do IP1, consoante a decisão judicial proferida, em operações de transferência entre empresas, como requerido ", cf. fls. 1.193/1.194, vol. VI), a segurança foi denegada por sentença judicial (DOE de 26/04/2006, fls. 1.201/1.215 e 1.219, vol. VI), complementada em sede de embargos de declaração (fls. 1.221/1.231 e 1.134/1.135, vol. VI) e intimada em 19/09/2006 (fl. 1.237, vol. VI), contra a qual foi interposto recurso de Apelação (fls. 1.238/1.284, vol. VI), recebido em ambos os efeitos pelo MM Juiz a quo (fl. 1.509, vol. VII), sem noticia de julgamento pelo TRF da 3 ! Região. Por seu turno, a r. Decisão de fls. 1.461/1.474 (vol. VII), por unanimidade de votos, houve por bem não conhecer da impugnação, aos fundamentos sintetizados em sua ementa nos seguintes termos: "ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 20/05/1996 a 31/01/1998 TEMPEST1VIDADE DA IMPUGNA çÃo. Cassada a ordem judicial que determinava o cancelamento do Auto de Infração lavrado com suspensão da exigibilidade do crédito tributário, por força de liminar concedida em sede de mandado de segurança, a contagem para apresentação da impugnação iniciou-se no dia seguinte ao da publicação do Despacho Judicial. Impugnação não Conhecida". 4C19 Em suas razões de recurso voluntário (fls. 1.488/1.508, vol. VII) oportunamente apresentadas e garantidas por fiança bancária oferecida no MS n2 2001.61.00.017823-2, fls. 1510/1513, vol. VII, a ora recorrente sustenta a insubsistência da autuação e da decisão de 1! instância que a manteve, tendo em vista: a) prelimin nte, a tempestividade da impugnação tAf : &121 C °1 Ca r" : EV Mil E C :In Tt -.. . CONFSC eXit O ORIGNAL Processo n.° 13808.006254/2001-87 CCO2/C01 Acórdão n.°201-80.938 Ciasigiá, (A-7 /9-( i 0 8 1 Fls. 1535• .. Márcia Crisn:là (1;) ,i. a Garcia Mai slapc O 1175112 protocolada em 01/11/2006 (fls. 1.371 1.4 , vol . , nos errnos-ttcr-art. 62 do Decreto n9 70.235/72, cujo prazo somente deveria ser contado após a intimação da complementação da sentença judicial denegatória da segurança (DOE de 26/04/2006, fls. 1.201/1.215 e 1.219, vol. VI) em sede de embargos de declaração (fls. 1.221/1.231 e 1.134/1.135, vol. VI), ocorrida em 19/09/2006 (fl. 1.237, vol. VI); b) a nulidade do auto de infração por falta de MPF; e c) a nulidade do auto de infração, em face da inexigibilidade da responsabilidade pela retenção. Vi É o Relatório. hisP3/4"k Processo n.° 13808.006254/2001-87 ... —•---------- - - - CCO2/C01 • Acórdão n.° 201-80.938 tv, r: . si_Giiii:"C' V : .' ':' ;:::- enN iiiiiiiiiiiii Fls. 1536 C n :. i I 1. n. '' --‘,“.n I. r4ig•: .3 1,0::: I 09. . o2 1 Márcia Cr,s: (fl :,, , ir,', Garcia IVoto Nitti sim,: 1)117502 Conselheiro FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA, Relator O recurso voluntário (fls. 1.488/1.508, vol. VII) não reúne as condições de admissibilidade, não podendo ser conhecido, em face da manifesta intempestividade da impugnação, bem proclamada pela r. decisão recorrida, eis que, ao contrário do que sustenta a ora recorrente, o prazo para a impugnação conta-se a partir da intimação regular do lançamento tributário (arts. 15 do Decreto n2 70.235/72; e 145 do CTN) e não da sentença exarada no Mandado de Segurança que julgou legitimo o crédito, sendo certo que, não cumprida nem impugnada oportunamente a exigência, a autoridade preparadora declarará a revelia (art. 21 do Decreto n2 70.235/72) e, se a medida judicial referir-se à matéria objeto de processo fiscal, o curso deste último não será suspenso, exceto quanto aos atos executórios (parágrafo único do art. 62 do Decreto n2 70.235/72). No caso concreto, é irretorquivel que o auto de infração de IPI (MPF n2 0819000/01317/01, fls. 531/555, vol. III) foi regularmente notificado por via postal em 27/12/2001 (fl. 558, vol. III), sendo que, nos termos da jurisprudência cristalizada na Súmula n2 6 deste Egrégio r CC, aprovada em sessão plenária de 18/09/2007, "é válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicilio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário." Assim, é evidente que a serôdia impugnação somente protocolada em 01/11/2006 (fls. 1.371/1.421, vol. VII) não instaurou a fase litigiosa do procedimento, nem suspendeu a exigibilidade do crédito tributário, e, portanto, não podia ser objeto de decisão. Nesse sentido o ADN Cosit n2 15, de 12/07/96, expressamente declara, em caráter normativo, às Superintendências Regionais da Receita Federal, às Delegacias da Receita Federal de Julgamento e aos demais interessados, que, expirado o prazo para impugnação da exigência, deve ser declarada a revelia e iniciada a cobrança amigável, sendo que eventual petição, apresentada fora do prazo, não caracteriza impugnação, não instaura a fase litigiosa do procedimento, não suspende a exigibilidade do crédito tributário nem comporta julgamento de primeira instância. No mesmo sentido também já assentou a jurisprudência administrativa que, "configurada a revelia da Empresa, e lavrado o respectivo termo, por apresentação de impugnação extemporânea, não se instaura a fase litigiosa do processo, o que a impossibilita de recorrer a este Colegiado" (cf. Resolução n2 203-00.053 da 32 Câmara do 22 CC, no Recurso n2 102.642, Processo n2 13707.000815/91-01, em sessão de 19/11/92, rel. Conselheiro Tiberany Ferraz dos Santos). Se não bastasse, no mérito, verifica-se que a simples existência de sentença com exame do mérito no referido Mandado de Segurança impetrado pela recorrente já impediria um reexame das mesmas matérias de mérito objeto do presente recurso, que sequer poderiam ser reapreciadas na instância administrativa, seja porque, de acordo com a lei processual, "nenhum juiz decidirá novamente as questões já decididas, relativas à mesma lide" (art. 471 do CPC), sendo "defeso à parte discutir, no curso do processo, as questões já decididas" (art. 473 do CPC), seja ainda porque, havendo concomitância de discussão, esta Colenda Câmara tem reiteradamente proclamado, que "a discussão concomitante de matérias nas esferas judicial e 1administrativa enseja a renúncia nesta, pelo principio da inafastabilidade e unicidade da jurisdição" ji.„ (cf. Acórdão n2 201-77.493, Recurso n2 122.188, da 1! Câmara do 22 CC, em sessão de ‘ ‘ / iNkt MF - SEGUNDO CONV".;.K., C ON TPSU INTES CONFEM - ( ...:2;.) O ORIGINAI. Processo n.° 13808.006254/2001-87 i3L3silia O I 0 1( j O 52 CCOVC01•• Acórdão n.°201-80.938 Fls. 1537 Márcia C: ;s. hireira Garcia N131 ;4:2, 2 17/02/2004, rel. Antonio Mario de Abreu Pinto; cf. tambnEifidrirri 2 201-77.519, Recurso n2 122.642, em sessão de 16/03/2004, rel. Gustavo Vieira de Melo Monteiro). Neste sentido a jurisprudência dominante do 1 2 CC cristalizada na Súmula n2 1, recentemente aprovada, que expressamente dispõe: "importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de oficio, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial." (cf. DOU- 1 de 26/6/2006, p. 26, e RDDT vol. 132/239; Súmula n2 1 deste Egrégio 22 CC aprovada em sessão plenária de 18/09/2007). Note-se que nem mesmo as hipóteses de suspensão da exigibilidade do crédito tributário seriam óbices para o lançamento, pois, como já assentou a jurisprudência uniforme do Egrégio STJ, "a suspensão da exigibilidade do crédito tributário na via judicial impede o Fisco de praticar qualquer ato contra o contribuinte visando à cobrança de seu crédito, tais como inscrição em dívida, execução e penhora, mas não impossibilita a Fazenda de proceder à regular constituição do crédito tributário para prevenir a decadência do direito de lançar" (cf. Acórdão da 1 2 Seção do STJ _ nos Emb. de Divergência no REsp n2 572.603-PR, Reg. n2 2004/0121793-3, em sessão de 08/06/2005, rel. Min. Castro Meira, publ. in DJU de 05/09/2005, p. 199, e in RDDT vol. 123, p. 239). Da mesma forma, ante a comprovada denegação da segurança por sentença judicial (DOE de 26/04/2006, fls. 1.201/1.215 e 1.219, vol. VI), complementada em sede de embargos de declaração (fls. 1.221/1.231 e 1.134/1.135, vol. VI), intimada em 19/09/2006 (fl. 1.237, vol. VI), verifica-se que nada mais obstava a exigibilidade do crédito tributário e de seus consectários lógicos através do presente lançamento, pois, como já assentou a jurisprudência judicial cristalizada na Súmula n2 405 do STF, "denegado o mandado de segurança pela sentença ou no julgamento do agravo dela interposto, fica sem efeito a liminar concedida, retroagindo os efeitos da decisão contrária", sem prejuízo da fiança efetuada e mantida em nome da recorrente em juízo, seja posteriormente levantada, ou convertida em renda, conforme a determinação daquele d. Juízo, perante o qual foi efetivada, sendo certo que nesta última hipótese (conversão em renda), obviamente, deve ser feita a correspondente dedução do valor convertido em renda na data de sua conversão, da exigência consubstanciada no presente lançamento. Nesse sentido, contemplando especificamente a hipótese dos autos, confira-se: "PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO - SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO - LIMINAR CASSADA PELA SENTENÇA DENEGA TÓRIA DA SEGURANÇA - RETORNO AO STATUS QUO ANTE - INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA E CORREÇÃO MONETÁRIA - RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO. A sentença que nega a segurança é de caráter declaratório negativo, cujo efeito, como é cediço, retroage à data da impetração. Assim 'cassada a liminar ou cessada sua eficácia, voltam as coisas ao status quo ante. Assim sendo, o direito do Poder Público fica restabelecido in tett= para a execução do ato e de seus consectários, desde a data da liminar' (cf Hely Lopes Meirelles, 'Mandado de Segurança, Ação Popular, Ação Civil Pública, Mandado de Injunção, 'Habeas Data', Malheiros Editores, p. 62). É devido, dessarte, o pagamento de juros de mora desde o vencimento da obrigação e correção monetária, mesmo que a suspensão da 4,01 NIF • SEGUNDO .c: (-.-,7,;MBUINTES Processo n.° 13808.00625412001-87 CONFERE co::. O ORiGt:AL ccovcoi • Acórdão n.° 201-80.938 Cradia_O _ 9 og__ Fls. 1538 Márcia C'rist; '.11 n re :ri: Garcia exigibilidade do c-iviitn trihuMribliéhhet se . em momentoi,anterior ao vencimento. Recurso especial não conhecido." (cf. Acórdão da 2 2 Turma do STJ no REsp n2 208.803-SC, Reg. n2 1999/0025864-9, em sessão de 11/02/2003, rel. Min. Franciulli Netto, publ. in DJU de 02/06/2003, p. 232) Note-se que a Súmula n2 405 do STF, tendo por objeto a interpretação e eficácia de normas determinadas, acerca das quais há controvérsia atual entre órgãos judiciários e a administração pública que acarreta grave insegurança e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica, tem efeito vinculante em relação à administração pública federal direta e indireta a partir de sua publicação na imprensa, nos expressos termos no art. 103-A da Constituição Federal (redação dada pela EC n2 45/2004). Assim, nem mesmo o efeito suspensivo concedido no recebimento da Apelação da ora recorrente teria aptidão de revigorar o provimento liminar revogado por decisum de direito, como já proclamaram os Egrégios STJ e TRF da 41 Região e se pode ver das seguintes e elucidativas ementas: "PROCESSUAL CIVIL. MEDIDA CAUTELAR. RECURSO ORDINÁRIO. EFEITO SUSPENSIVO. DECISÃO DENEGATóRIA DE SEGURANÇA. IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA. IMPROCEDÊNCIA. A decisão denegatória de segurança não tem conteúdo 'executário', descabendo, por impossibilidade jurídica, suspender-lhe a execução pela via transversa, atribuindo-se efeito suspensivo a recurso ordinário, a sentença denegatária tem eficácia 'meramente declaratária negativa' do ato, não havendo, a rigor, efeito algum para se suspender. Medida cautelar julgada improcedente. decisão unânime." (cf. Acórdão da 11 Turma do STJ na MC n2 114-GO, Reg. n2 1994/0036145 -9, em sessão de 21/06/95, rel. Min. Demócrito Reinaldo, pub. in DJU de 28/08/95, pag. 26562) "PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. SENTENÇA DENEGA TOMA. APELAÇÃO. EFEITO SUSPENSIVO. A Apelação de sentença que denega Mandado de Segurança é dotada de efeito exclusivamente devolutivo, sendo infactível a atribuição de efeito exclusivamente suspensivo a recurso contra julgado de conteúdo negativo, certo que o mesmo não aportaria aptidão para revigorar provimento liminar revogado por decisum de direito." (cf. Acórdão da Turma do TRF da 42 Reg. no AG n2 0406755-2, rel. Des. Fed. Amaury Chaves de Athayde, publ. in DJU de 10/09/98, pág. 594) No que toca à incidência dos acréscimos moratórios calculados à taxa Selic, também são devidos, como expressamente admite a jurisprudência do Egrégio STJ e se pode ver das seguintes ementas: "TRIBUTÁRIO - EXECUÇÃO FISCAL - ICMS - CREDITAMENTO - êt, ÍNDICE DE CORREÇÃO MONETÁRIA E DE JUROS DE MORA - LEI EMsF- -SEGUNDO -LEI i-C)r_F C ';NTRWINTES CONFERI. %,;( • 3 Cr:c0,\ IProcesso n.° 13808.00625412001-87 CCO2/C01 • Acórdão n.° 201-80.938 Etasili3,_ 4-1 ./ ep Fls. 1539 Márcia Cria.---,rá Garcia Mjz s, ESTADUAL - 1' :250/95 —VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC - INOCORRÊNCIA. (.) 5. A Corte Especial do STJ, no REsp 215.881/PR, não declarou a inconstitucionalidade do art. 39, § 4° da Lei 9.250/95, restando pacificado no Primeira Seção que, com o advento da referida norma, teria aplicação a taxa SELIC conto índice de correção monetária e juros de mora, afastando-se a aplicação do CTX 6. A taxa SELIC, segundo o direito pretoriano, é o índice a ser aplicado para o pagamento dos tributos federais e, (.) , deve incidir a partir de 01/01/96. 7.Recurso especial da Fazenda Estadual provido. 8.Recurso especial da empresa parcialmente conhecido e, nessa parte, improvido." (cf. Acórdão da 22 Turma do STJ no REsp n2691025-MG, Reg. n2 2004/0131305-2, em sessão de 11/04/2006, rel. Min. Eliana Calmon, publ. in DJU de 23/05/2006, p. 140) "TRIBUTÁRIO. ICMS. JUROS DE MORA PELA TÁXI SELIC. LEGALIDADE. I. É legitima a utilização da taxa SELIC como índice de correção monetária e de juros de mora, na atualização dos débitos tributários pagos em atraso, diante da existência de lei estadual que determina a adoção dos mesmos critérios adotados na correção dos débitos fiscais federais. Precedentes: EREsp 418940/MG, 1" S., Min. Humberto Gomes de Barros, DJ 09.12.2003; REsp 552049/SC, 2"T, Min. Castro Meira, DJ 27.06.2005; REsp 586219 / MG, I" T., Min. Teori Albino Zavascki, DJ 02.05.2005. 2. Embargos de divergência a que se dá provimento." (cf. Acórdão da 1 2 Seção do STJ nos Emb. de Div. no REsp n2 623.822-PR, Reg. n2 2005/0018740-6, em sessão de 24/08/2005, rel. Min. Teori Albino Zavaseld, publ. in DAI de 12/09/2005, p. 200) "TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. ICMS. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. INCIDÊNCIA DA TAXA SELIC. DÉBITO TRIBUTÁRIO ESTADUAL. EXISTÊNCIA DE AUTORIZAÇÃO LEGAL. RECURSO PROVIDO. I. É legal a aplicação da taxa SELIC na atualização dos débitos fiscais não-recolhidos integralmente no vencimento. 2. Na linha de orientação desta Corte Superior, a SELIC, além de ser utilizada como índice de correção monetária e de juros morató rios em relação aos tributos federais (Lei 9.250/95), deve ser aplicada também na correção dos tributos estaduais, nas hipóteses em que haja lei estadual autorizando a sua incidência. VIU-13. Precedentes da Primeira Seção e de ambas as Turmas que a compõem. MF - SEGUNDO CONEELHO DE CONTRSUINTES CONFERE Cal O ORIGINAI • Processo n.° 13808.006254/2001-87 CCO2/C0 1 • Acórdão n.° 201-80.938 Brasão A) OS Fls. 1540 Márcia Crisiiie.aGarci a Mai Su til: bit -;02 4. Embargos de • ivergencia p • • arnicfrAcéaffirda . 14 Seção do STJ nos Emb. de Div. no REsp n 2 426.967-MG, Reg. n2 2005/0080285- 4, em sessão de 09/0812006, rel. Min. Denise Arruda, publ. in DJU de 04/09/2006, p. 218) Isto posto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao presente recurso voluntário (fls. 1.48811.508, vol. VII). É como voto Sala das Sessões, em 14 de fevereiro de 2008. \PC 11/ 1 4 014 ideP NyW FERNANDO LUIZ DA GAMA'LOBO D'EÇA 41, Page 1 _0053500.PDF Page 1 _0053700.PDF Page 1 _0053900.PDF Page 1 _0054100.PDF Page 1 _0054300.PDF Page 1 _0054500.PDF Page 1 _0054700.PDF Page 1 _0054900.PDF Page 1
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Numero do processo: 10680.723652/2010-48
Data da sessão: Tue Jul 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jan 20 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2007
PROVA PERICIAL
Deve ser indeferido o pedido de prova pericial requerido pelo contribuinte quando desnecessária, ou seja, cuja produção não terá o condão de infirmar o trabalho fiscal.
VALE TRANSPORTE EM DINHEIRO.
O Supremo Tribunal Federal entendeu que mesmo o seu pagamento em pecúnia não retiraria o caráter indenizatório da verba. Súmula 60 da Advocacia Geral da União.
PREVIDÊNCIA PRIVADA. DISPONIBILIDADE A TODOS OS EMPREGADOS COMO CONDIÇÃO PARA A ISENÇÃO.
Estar disponível a todos os empregados é condição presente em lex specialis em relação à LC 109/2001 que, por contribuir para realizar os desígnios constitucionais com limitações razoáveis e logicamente relacionadas à finalidade social do amparo previdenciário, em nada ofende a proporcionalidade, sendo, portanto, condição inafastável para que os pagamentos a plano de previdência complementar que beneficiam os empregados estejam sob o albergue da isenção.
RETENÇÃO. COOPERATIVA DE TRABALHO. INCONSTITUCIONALIDADE.
Incidência da Súmula CARF nº 02, segundo a qual esse Conselho não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de normas.
ATRIBUIÇÃO DO AUDITOR-FISCAL PARA AVERIGUAR O CORRETO ENQUADRAMENTO DA RELAÇÃO EMPRESA- TRABALHADOR.
Cabe à fiscalização averiguar a situação fática encontrada e, assim, efetuar o real enquadramento do segurado, nos termos da legislação.
ENQUADRAMENTO DE PESSOAS JURÍDICAS COMO SEGURADOS EMPREGADOS
Havendo provas no sentido de que os sócios das pessoas jurídicas contratadas reúnem as características de relação de emprego, cabe à fiscalização proceder ao correto enquadramento.
MULTA. RETROATIVIDADE.
Havendo beneficiamento da situação do contribuinte, incide a retroatividade benigna prevista na alínea c, do inciso II, do artigo 106, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional, devendo ser a multa lançada na presente autuação calculada nos termos do artigo 32-A da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009.
Numero da decisão: 2301-003.618
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, I) Por voto de qualidade: a) em negar provimento ao recurso na questão da previdência privada, nos termos do voto do Redator. Vencidos os Conselheiros Wilson Antônio de Souza Correa, Adriano Gonzáles Silvério e Manoel Coelho Arruda Júnior, que davam provimento ao recurso; II) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para que seja aplicada a multa prevista no Art. 61, da Lei nº 9.430/1996, se mais benéfica à Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira, que votaram em manter a multa aplicada; III) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a); b) em dar provimento ao recurso, na questão do vale transporte em dinheiro, nos termos do voto do Relator. Redator: Mauro José Silva.
Marcelo Oliveira - Presidente.
Adriano Gonzales Silvério- Relator.
Mauro José Silva Redator Designado
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (presidente da turma), Wilson Antonio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Manoel Coelho Arruda Junior, Mauro José Silva e Adriano Gonzales Silvério.
Nome do relator: ADRIANO GONZALES SILVERIO
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2007 PROVA PERICIAL Deve ser indeferido o pedido de prova pericial requerido pelo contribuinte quando desnecessária, ou seja, cuja produção não terá o condão de infirmar o trabalho fiscal. VALE TRANSPORTE EM DINHEIRO. O Supremo Tribunal Federal entendeu que mesmo o seu pagamento em pecúnia não retiraria o caráter indenizatório da verba. Súmula 60 da Advocacia Geral da União. PREVIDÊNCIA PRIVADA. DISPONIBILIDADE A TODOS OS EMPREGADOS COMO CONDIÇÃO PARA A ISENÇÃO. Estar disponível a todos os empregados é condição presente em lex specialis em relação à LC 109/2001 que, por contribuir para realizar os desígnios constitucionais com limitações razoáveis e logicamente relacionadas à finalidade social do amparo previdenciário, em nada ofende a proporcionalidade, sendo, portanto, condição inafastável para que os pagamentos a plano de previdência complementar que beneficiam os empregados estejam sob o albergue da isenção. RETENÇÃO. COOPERATIVA DE TRABALHO. INCONSTITUCIONALIDADE. Incidência da Súmula CARF nº 02, segundo a qual esse Conselho não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de normas. ATRIBUIÇÃO DO AUDITOR-FISCAL PARA AVERIGUAR O CORRETO ENQUADRAMENTO DA RELAÇÃO EMPRESA- TRABALHADOR. Cabe à fiscalização averiguar a situação fática encontrada e, assim, efetuar o real enquadramento do segurado, nos termos da legislação. ENQUADRAMENTO DE PESSOAS JURÍDICAS COMO SEGURADOS EMPREGADOS Havendo provas no sentido de que os sócios das pessoas jurídicas contratadas reúnem as características de relação de emprego, cabe à fiscalização proceder ao correto enquadramento. MULTA. RETROATIVIDADE. Havendo beneficiamento da situação do contribuinte, incide a retroatividade benigna prevista na alínea c, do inciso II, do artigo 106, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional, devendo ser a multa lançada na presente autuação calculada nos termos do artigo 32-A da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por voto de qualidade: a) em negar provimento ao recurso na questão da previdência privada, nos termos do voto do Redator. Vencidos os Conselheiros Wilson Antônio de Souza Correa, Adriano Gonzáles Silvério e Manoel Coelho Arruda Júnior, que davam provimento ao recurso; II) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para que seja aplicada a multa prevista no Art. 61, da Lei nº 9.430/1996, se mais benéfica à Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira, que votaram em manter a multa aplicada; III) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a); b) em dar provimento ao recurso, na questão do vale transporte em dinheiro, nos termos do voto do Relator. Redator: Mauro José Silva. Marcelo Oliveira - Presidente. Adriano Gonzales Silvério- Relator. Mauro José Silva Redator Designado Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (presidente da turma), Wilson Antonio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Manoel Coelho Arruda Junior, Mauro José Silva e Adriano Gonzales Silvério.
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VALE TRANSPORTE EM DINHEIRO. O Supremo Tribunal Federal entendeu que mesmo o seu pagamento em pecúnia não retiraria o caráter indenizatório da verba. Súmula 60 da Advocacia Geral da União. PREVIDÊNCIA PRIVADA. DISPONIBILIDADE A TODOS OS EMPREGADOS COMO CONDIÇÃO PARA A ISENÇÃO. Estar disponível a todos os empregados é condição presente em lex specialis em relação à LC 109/2001 que, por contribuir para realizar os desígnios constitucionais com limitações razoáveis e logicamente relacionadas à finalidade social do amparo previdenciário, em nada ofende a proporcionalidade, sendo, portanto, condição inafastável para que os pagamentos a plano de previdência complementar que beneficiam os empregados estejam sob o albergue da isenção. RETENÇÃO. COOPERATIVA DE TRABALHO. INCONSTITUCIONALIDADE. Incidência da Súmula CARF nº 02, segundo a qual esse Conselho não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de normas. ATRIBUIÇÃO DO AUDITORFISCAL PARA AVERIGUAR O CORRETO ENQUADRAMENTO DA RELAÇÃO EMPRESA TRABALHADOR. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 72 36 52 /2 01 0- 48 Fl. 878DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 09/01/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 09/01/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 10680.723652/201048 Acórdão n.º 2301003.618 S2C3T1 Fl. 2,5 2 Cabe à fiscalização averiguar a situação fática encontrada e, assim, efetuar o real enquadramento do segurado, nos termos da legislação. ENQUADRAMENTO DE PESSOAS JURÍDICAS COMO SEGURADOS EMPREGADOS Havendo provas no sentido de que os sócios das pessoas jurídicas contratadas reúnem as características de relação de emprego, cabe à fiscalização proceder ao correto enquadramento. MULTA. RETROATIVIDADE. Havendo beneficiamento da situação do contribuinte, incide a retroatividade benigna prevista na alínea “c”, do inciso II, do artigo 106, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional, devendo ser a multa lançada na presente autuação calculada nos termos do artigo 32A da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por voto de qualidade: a) em negar provimento ao recurso na questão da previdência privada, nos termos do voto do Redator. Vencidos os Conselheiros Wilson Antônio de Souza Correa, Adriano Gonzáles Silvério e Manoel Coelho Arruda Júnior, que davam provimento ao recurso; II) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para que seja aplicada a multa prevista no Art. 61, da Lei nº 9.430/1996, se mais benéfica à Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira, que votaram em manter a multa aplicada; III) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a); b) em dar provimento ao recurso, na questão do vale transporte em dinheiro, nos termos do voto do Relator. Redator: Mauro José Silva. Marcelo Oliveira Presidente. Adriano Gonzales Silvério Relator. Mauro José Silva – Redator Designado Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (presidente da turma), Wilson Antonio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Manoel Coelho Arruda Junior, Mauro José Silva e Adriano Gonzales Silvério. Fl. 879DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 09/01/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 09/01/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 10680.723652/201048 Acórdão n.º 2301003.618 S2C3T1 Fl. 3 3 Relatório Tratase de Auto de Infração nº 37.286.4236, o qual exige multa do sujeito passivo que deixou de declarar fatos geradores de contribuições previdenciárias por meio de GFIP Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informação à Previdência Social Segundo consta do Relatório Fiscal os fatos geradores das contribuições lançadas são: valores pagos a segurados empregados, incluídos nas folhas de pagamento, no período de 01/2007 a 12/2007, a título de "Previdência Privada" (código de levantamento PP) e "Vale Transporte" (código de levantamento VT); valores pagos a cooperativas de trabalho (código de levantamento CT), no período de 01/2006 a 12/2007, e remuneração de pessoas físicas, segurados empregados, contratados pela Fundação Dom Cabral como se a relação fosse entre pessoas jurídicas (código de levantamento SE), no período de 01/2007 a 12/2007 Em sede de impugnação sustentou a ora recorrente o seguinte: (i) a previdência privada, nos termos da Constituição Federal e da Lei Complementar nº 109/01 não é objeto de incidência das contribuições previdenciárias; ii) sobre o valetransporte pago em dinheiro não incide as contribuições, conforme precedente do Augusto STF; iii) inconstitucionalidade do inciso IV, do artigo 22 da Lei nº 8.212/91, a qual instituiu a retenção de 15% sobre a nota fiscal emitida por cooperativa de trabalho; iv) que as pessoas jurídicas foram contratadas nos termos da legislação civil; v) a incompetência do fisco para estabelecer relação de emprego; vi) possibilidade de contratar serviços intelectuais via pessoa jurídica, conforme estabelecido na Lei nº 11.196/05. A DRJ de Beleo Horizonte analisou a integralidade da defesa apresentada e manteve a autuação na sua integralidade. Irresignada com a decisão de primeira instância, a recorrente interpôs recurso voluntário repisando os argumentos arrolados na impugnação, bem como suscitando o cerceamento do seu direito de defesa ante o indeferimento da prova pericial pleiteada. É o relatório. Fl. 880DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 09/01/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 09/01/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 10680.723652/201048 Acórdão n.º 2301003.618 S2C3T1 Fl. 3,5 4 Voto Vencido Conselheiro Adriano Gonzales Silvério O recurso atende aos requisitos processuais de admissibilidade e, portanto, dele conheço. Indeferimento de prova Sustenta a recorrente que o indeferimento da prova pericial e do depoimento pessoal do AFRF inflete contra o direito ao exercício da mais ampla defesa, que restou cerceado pela autoridade fiscal, por isso devendo ser reconhecida a nulidade do processado a partir da decisão presentemente guerreada, com a determinação para que o processo administrativo retorne à origem, a fim de que se realize a prova postulada pelo contribuinte. Como rechaçado pela r. decisão recorrida, não consta no Decreto nº 70.235/72 a possibilidade de realizar o depoimento pessoal do AFRF, até porque os motivos que o levaram à lavrar o auto de infração encontramse minudentemente evidenciados no Relatório Fiscal que acompanha o Auto de Infração. Diante disso, a recorrente, em sede de impugnação requereu fosse realizada perícia técnica, porém sem justificar a sua necessidade e adequação ao caso concreto. Em sede recursal, porém, defende que a perícia teria o objetivo de apurar a realidade dos fatos. A prova pretendida pela ora recorrente é descabida, pois os fatos narrados pela fiscalização foram acompanhados dos documentos que entendeu serem os competentes para suportar os fatos e o enquadramento legal do sujeito passivo. A prova, portanto, é exclusivamente documental, não cabendo perícia para verificar, por exemplo, o pagamento de vale transporte em dinheiro, fato esse retirado da própria escrita fiscal da recorrente; a instituição de plano de previdência privado, fato esse evidenciado pela juntada do plano aos autos etc. Como se vê, o requerimento de prova pericial é genérico e não demonstra sua utilidade no esclarecimento dos fatos versados nesse lançamento, razão pela qual o v. acórdão não prejudicou o exercício da ampla defesa e do contraditório, previsto no artigo 5º LV, da Constituição. Assim, rejeito a preliminar de cerceamento do direito de defesa. Vale transporte em pecúnia Segundo a D. Fiscalização, o lançamento das contribuições previdenciárias seriam devidas, uma vez que a alínea f, do §9º, do artigo 28, da Lei nº 8.212/91, exclui da base de cálculo das contribuições previdenciárias a parcela recebida a título de vale transporte apenas na forma do artigo 1º da Lei nº 7.418/85. Fl. 881DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 09/01/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 09/01/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 10680.723652/201048 Acórdão n.º 2301003.618 S2C3T1 Fl. 4 5 Contudo, tal entendimento não pode prevalecer, já que o Supremo Tribunal Federal entendeu que mesmo o seu pagamento em pecúnia não retiraria o caráter indenizatório da verba. Ademais, a não aceitação do fornecimento do vale transporte em dinheiro caracterizaria a negação do curso legal da moeda. Cito o precedente do Pretório Excelso: “EMENTA: RECURSO EXTRORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA. VALETRANSPORTE. MOEDA. CURSO LEGAL E CURSO FORÇADO. CARÁTER NÃO SALARIAL DO BENEFÍCIO. ARTIGO 150, I, DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. CONSTITUIÇÃO COMO TOTALIDADE NORMATIVA. 1. Pago o benefício de que se cuida neste recurso extraordinário em valetransporte ou em moeda, isso não afeta o caráter não salarial do benefício. 2. A admitirmos não possa esse benefício ser pago em dinheiro sem que seu caráter seja afetado, estaríamos a relativizar o curso legal da moeda nacional. 3. A funcionalidade do conceito de moeda revelase em sua utilização no plano das relações jurídicas. O instrumento monetário válido é padrão de valor, enquanto instrumento de pagamento sendo dotado de poder liberatório: sua entrega ao credor libera o devedor. Poder liberatório é qualidade, da moeda enquanto instrumento de pagamento, que se manifesta exclusivamente no plano jurídico: somente ela permite essa liberação indiscriminada, a todo sujeito de direito, no que tange a débitos de caráter patrimonial. 4. A aptidão da moeda para o cumprimento dessas funções decorre da circunstância de ser ela tocada pelos atributos do curso legal e do curso forçado. 5. A exclusividade de circulação da moeda está relacionada ao curso legal, que respeita ao instrumento monetário enquanto em circulação; não decorre do curso forçado, dado que este atinge o instrumento monetário enquanto valor e a sua instituição [do curso forçado] importa apenas em que não possa ser exigida do poder emissor sua conversão em outro valor. 6. A cobrança de contribuição previdenciária sobre o valor pago, em dinheiro, a título de vales transporte, pelo recorrente aos seus empregados afronta a Constituição, sim, em sua totalidade normativa. Recurso Extraordinário a que se dá provimento.” (RE 478410, Relator(a): Min. EROS GRAU, Tribunal Pleno, julgado em 10/03/2010, DJe086 DIVULG 13052010 PUBLIC 14052010 EMENT VOL0240104 PP00822 RDECTRAB v. 17, n. 192, 2010, p. 145166) É importante ressaltar que a Portaria nº 256, de 22 de junho de 2009, a qual instituiu o Regimento Interno desse Egrégio Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, foi alterado pela Portaria nº 586, de 21 de dezembro de 2010, a qual incluiu o artigo 62A, segundo o qual devem ser observadas nos julgamentos desse Conselho as decisões definitivas de mérito do Pretório Excelso, proferidas na sistemática da repercussão geral, bem como as do C. Superior Tribunal de Justiça, na forma de recurso repetitivo. O que se extrai dessas alterações é que esse Conselho valhase, em suas decisões, daquelas já tomadas pelo Poder Judiciário e que consolidaram seu entendimento final sobre a matéria, pois no sistema jurídico brasileiro esse é o único órgão competente para “dizer Fl. 882DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 09/01/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 09/01/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 10680.723652/201048 Acórdão n.º 2301003.618 S2C3T1 Fl. 4,5 6 o direito” com foros de definitividade. É certo que, até o presente momento, o Supremo Tribunal Federal não julgou a questão ora posta em julgamento na forma de repercussão geral. É medida, pois, que se impõe reconhecer que essa temática já está superada no âmbito do Poder Judiciário, cabendonos, pelos princípios que regem a administração pública, tais como legalidade, moralidade e eficiência (artigo 37 caput da Constituição Federal) aplicála. Por essas razões, inclusive, que a AGU editou a Súmula 60, a qual reconhece o caráter indenizatório da verba. Diante desse panorama jurídico, não há que se falar em incidência de contribuição previdenciária em decorrência do pagamento de vale transporte em dinheiro. Previdência Privada Ao tratarmos no caso de previdência privada a análise jurídica deve partir da Constituição Federal, passando pela legislação complementar que a regulamenta, sob pena de desconsiderarmos regras jurídicas importantíssimas, sejam aquelas que definem as espécies de previdência privada existentes, sejam porque tais regras espraiamse no âmbito da incidência das contribuições previdenciárias. Partiremos, então, da análise do artigo 202 da Constituição Federal que, na parte relevante para o caso concreto, dispõe: “Art. 202. O regime de previdência privada, de caráter complementar e organizado de forma autônoma em relação ao regime geral de previdência social, será facultativo, baseado na constituição de reservas que garantam o benefício contratado, e regulado por lei complementar. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) § 1° A lei complementar de que trata este artigo assegurará ao participante de planos de benefícios de entidades de previdência privada o pleno acesso às informações relativas à gestão de seus respectivos planos. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) § 2° As contribuições do empregador, os benefícios e as condições contratuais previstas nos estatutos, regulamentos e planos de benefícios das entidades de previdência privada não integram o contrato de trabalho dos participantes, assim como, à exceção dos benefícios concedidos, não integram a remuneração dos participantes, nos termos da lei. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998).” Diante desse dispositivo legal extraímos que o regime de previdência privada será regulado mediante lei complementar, bem como que as contribuições aportadas pelo empregador, em benefício dos participantes não integram seus respectivos contratos de trabalho, tampouco suas respectivas remunerações, nos termos da lei. Perguntamos: que lei é esse a que se refere o § 2º do artigo 202? A nosso ver só pode ser a lei complementar exigida pelo próprio caput, pois é esta, por força constitucional, que deverá dispor sobre previdência privada. Fl. 883DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 09/01/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 09/01/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 10680.723652/201048 Acórdão n.º 2301003.618 S2C3T1 Fl. 5 7 A lei complementar exigida pela Carta Magna é a de nº 109, de 29 de maio de 2001, a qual ao dispor sobre previdência privada, classificouas, no seu artigo 4º em duas espécies, quais sejam: i) previdência fechada; e ii) previdência aberta. As entidades fechadas de previdência privada são aquelas tratadas no Capítulo III do citado diploma legal, em especial no artigo 31 que reza: “Art. 31. As entidades fechadas são aquelas acessíveis, na forma regulamentada pelo órgão regulador e fiscalizador, exclusivamente: I aos empregados de uma empresa ou grupo de empresas e aos servidores da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, entes denominados patrocinadores; e II aos associados ou membros de pessoas jurídicas de caráter profissional, classista ou setorial, denominadas instituidores. § 1o As entidades fechadas organizarseão sob a forma de fundação ou sociedade civil, sem fins lucrativos. § 2o As entidades fechadas constituídas por instituidores referidos no inciso II do caput deste artigo deverão, cumulativamente: I terceirizar a gestão dos recursos garantidores das reservas técnicas e provisões mediante a contratação de instituição especializada autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil ou outro órgão competente; II ofertar exclusivamente planos de benefícios na modalidade contribuição definida, na forma do parágrafo único do art. 7o desta Lei Complementar.” Logo se vê que as entidades fechadas de previdência são aquelas de adesão restrita aos funcionários da empresa ou grupo de empresas patrocinadoras ou das instituidoras, tais como associações de classe, sindicatos etc. Em relação ao plano de benefícios da entidade fechada, determina o artigo 16 da Lei Complementar nº 109, de 29 de maio de 2001 que esses devem ser, obrigatoriamente, oferecidos a todos os empregados dos patrocinadores, equiparandose a empregado, para efeitos dessa Lei, os gerentes, diretores, conselheiros ocupantes de cargo eletivo e outros dirigentes. Mais adiante a Lei Complementar nº 109, de 29 de maio de 2001, estabelece no Capítulo IV, artigo 36 as características de uma entidade aberta de previdência: “Art. 36. As entidades abertas são constituídas unicamente sob a forma de sociedades anônimas e têm por objetivo instituir e operar planos de benefícios de caráter previdenciário concedidos em forma de renda continuada ou pagamento único, acessíveis a quaisquer pessoas físicas.” Ao contrário da entidade fechada, a entidade aberta é acessível a qualquer pessoa física, não ficando restrita a empregados da entidade instituidora, por exemplo. Fl. 884DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 09/01/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 09/01/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 10680.723652/201048 Acórdão n.º 2301003.618 S2C3T1 Fl. 5,5 8 Ademais, em relação aos benefícios instituídos pelas entidades abertas determina o artigo 26 da Lei Complementar em comento: “Art. 26. Os planos de benefícios instituídos por entidades abertas poderão ser: I individuais, quando acessíveis a quaisquer pessoas físicas; ou II coletivos, quando tenham por objetivo garantir benefícios previdenciários a pessoas físicas vinculadas, direta ou indiretamente, a uma pessoa jurídica contratante. § 1o O plano coletivo poderá ser contratado por uma ou várias pessoas jurídicas. § 2o O vínculo indireto de que trata o inciso II deste artigo referese aos casos em que uma entidade representativa de pessoas jurídicas contrate plano previdenciário coletivo para grupos de pessoas físicas vinculadas a suas filiadas. § 3o Os grupos de pessoas de que trata o parágrafo anterior poderão ser constituídos por uma ou mais categorias específicas de empregados de um mesmo empregador, podendo abranger empresas coligadas, controladas ou subsidiárias, e por membros de associações legalmente constituídas, de caráter profissional ou classista, e seus cônjuges ou companheiros e dependentes econômicos. § 4o Para efeito do disposto no parágrafo anterior, são equiparáveis aos empregados e associados os diretores, conselheiros ocupantes de cargos eletivos e outros dirigentes ou gerentes da pessoa jurídica contratante. § 5o A implantação de um plano coletivo será celebrada mediante contrato, na forma, nos critérios, nas condições e nos requisitos mínimos a serem estabelecidos pelo órgão regulador.” Verificase que em relação ao plano de benefícios, não exige a legislação de regência, no caso das entidades abertas, que esse seja extensível a todos os empregados, tal como previsto para as entidades abertas. No tocante à questão relativa às contribuições previdenciárias o artigo 69 da lei em debate é muito claro ao estabelecer que sobre os aportes nos planos de previdência, seja ele fechado ou aberto, não há que se falar na sua incidência. Vejase: “Art. 69. As contribuições vertidas para as entidades de previdência complementar, destinadas ao custeio dos planos de benefícios de natureza previdenciária, são dedutíveis para fins de incidência de imposto sobre a renda, nos limites e nas condições fixadas em lei. § 1o Sobre as contribuições de que trata o caput não incidem tributação e contribuições de qualquer natureza.” Contudo, a análise não para por aí. Como vimos linhas acima as entidades fechadas e abertas possuem características distintas e uma delas, crucial para o exame do caso Fl. 885DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 09/01/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 09/01/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 10680.723652/201048 Acórdão n.º 2301003.618 S2C3T1 Fl. 6 9 concreto, é a questão relativa à participação da totalidade dos empregados e a eles equiparados. Melhor explicando, necessitamos verificar no caso concreto se o plano de previdência em debate é fechado ou aberto. Isto porque, tratandose de plano de previdência fechado poderia haver, em tese, a incidência das contribuições previdenciárias, já que nos autos verificouse que o plano não albergava todos os empregados e a eles equiparados. Porém, o que se depura do Relatório Fiscal e dos documentos anexados aos autos, é que o plano de previdência em evidência é contratado junto à entidade aberta, na modalidade coletivo, o qual objetiva garantir benefícios previdenciários às pessoas vinculadas à contratante, no caso a recorrente, amoldandose, portanto, à previsão do inciso II, do artigo 26 da Lei Complementar nº 109, de 29 de maio de 2001. Tratandose de plano de previdência contratado junto à entidade aberta a Lei Complementar nº 109, de 29 de maio de 2001, como já exposto, não exige que seja extensível a todos os empregados. Em relação ao disposto no artigo 28, § 9º, alínea “p” da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, o qual exige que o programa de previdência complementar, aberto ou fechado, tem que ser disponível à totalidade dos empregados e dirigentes para que não seja alvo das contribuições previdenciárias, entendo que esse foi revogado parcialmente pela Lei Complementar nº 109, de 29 de maio de 2001 no que diz respeito à extensividade da previdência complementar aberta. Contudo, ainda que assim não se entenda, ou melhor, ainda que o colegiado siga a premissa de prevalência do artigo 28, § 9º, alínea “p” da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, verificase no caso que o Plano estava disponível a todos, havendo apenas uma restrição temporal razoável para que o segurado empregado fosse por ele atendido. Nesse sentido, destaco precedente dessa E. 1ª Turma de relatoria do Conselheiro Mauro José Silva (Acórdão 2301002.684): “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2002 a 31/07/2007 ISENÇÃO. INTERPRETAÇÃO RESTRITIVA. APLICAÇÃO AO ASPECTO DO FATO GERADOR MUTILADO E NÃO AOS REQUISITOS PARA DESFRUTE DO BENEFÍCIO. BOLSA AUXÍLIO EDUCAÇÃO, CONVÊNIO SAÚDE E PREVIDÊNCIA PRIVADA.. A interpretação restritiva para as normas isencionais exigida pelo art. 111 do CTN diz respeito ao aspecto do fato gerador mutilado e não aos requisitos para desfrute do benefício. As eventuais condições de isenção não devem se submeter à uma restrição excessivamente rigorosa advinda da literalidade da norma sob pena de negarmos a finalidade do dispositivo. Se a norma isencional exige que o benefício seja oferecido a todos os empregados, uma exigência de um tempo mínimo na empresa guarda relação lógica com a finalidade do benefício fiscal no que se refere à bolsa auxílio educação, ao convênio saúde e ao pagamento de previdência privada, não sendo esta uma motivação adequada para o afastamento da isenção. Havendo provas do cumprimento de outros requisitos, a Fl. 886DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 09/01/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 09/01/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 10680.723652/201048 Acórdão n.º 2301003.618 S2C3T1 Fl. 6,5 10 isenção deve ser reconhecida. Recurso Voluntário Provido em Parte” Assim, entendo que o plano de previdência privado instituído pela recorrente atendeu aos ditames da Lei Complementar nº 109/01 e, portanto, escapam da incidência das contribuições previdenciárias. Serviços tomados por meio de cooperativas de trabalho Sustenta a recorrente que o inciso IV, do artigo 22 da Lei nº 8.212/91 é inconstitucional, razão pela qual o auto de infração não poderia exigir a retenção de 15% sobre o valor bruto da nota fiscal de prestação de serviços. A matéria relativa à inconstitucionalidade de norma não é de competência desse Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, o qual em diversos julgados assim se manifestou, o que culminou com a edição da Súmula CARF nº 02, cuja redação é a seguinte: “Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.” Assim, nesse ponto nego provimento ao recurso. Competência para verificar existência de vínculo empregatício No mérito, alega a recorrente que a fiscalização não teria competência para verificar a existência de vínculo empregatício entre a empresa e seus funcionários, cabendo essa atividade à Justiça do Trabalho. Esse tema já está sufragado no âmbito de nossos Tribunais, os quais reconhecem a possibilidade de a autarquia previdenciária averiguar a existência ou não de vínculo empregatício no exercício de sua atividade fiscalizadora. Nesse sentido o julgado abaixo do Colendo Superior Tribunal de Justiça: “TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. ART. 535 DO CPC. VIOLAÇÃO. INEXISTÊNCIA. AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL. PRESUNÇÃO DE LIQUIDEZ E CERTEZA DO TÍTULO EXECUTIVO. PREQUESTIONAMENTO DOS ARTS. 333 do CPC, 142 DO CTN, 82, 115, 129 E 131 do CC/16 E 3º DA CLT. AUSÊNCIA. SÚMULA 211/STJ. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL COMPROVADA EM PARTE. 1. O Tribunal a quo, ainda que de modo conciso, decidiu a questão ao afirmar que o documento apresentado pela recorrida, no sentido de provar a existência de serviço eventual, foi o mesmo utilizado pela autarquia para efetuar o lançamento do débito tributário. Não caracteriza, pois, insuficiência de fundamentação, a circunstância do acórdão atacado ter solvido a lide contrariamente à pretensão da parte, hipótese presente nesta demanda. 2. A instância a quo não emitiu juízo de valor acerca dos arts. 333, incisos I e II do CPC, 142 do CTN, 82, 115, 129 e 131 do CCB de 1916. Malgrado a recorrente tenha aviado embargos de declaração, não requereu naquela oportunidade o prequestionamento dos dispositivos acima elencados. Quanto ao art. 3º da CLT, ressaltase que o mero afastamento de sua Fl. 887DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 09/01/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 09/01/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 10680.723652/201048 Acórdão n.º 2301003.618 S2C3T1 Fl. 7 11 aplicação ao caso não satisfaz a necessidade de existir efetiva emissão de juízo de valor sobre a matéria à luz do dispositivo federal que se pretende apontar como violado. Aplicase, in casu, o disposto na Súmula 211/STJ. 3. A divergência jurisprudencial no que se refere à verificação da existência de vínculo empregatício esbarra no óbice da Súmula 7 desta Corte. Precedentes. 4. O dissídio pretoriano suscitado quanto à competência do INSS para constar a presença da relação de emprego restou devidamente comprovado. Cabe ao INSS investigar a relação laboral entre a empresa e as pessoas que a ela prestam serviços. Se verificar, portanto, que a empresa, de alguma maneira, usa artifício quanto à relação de emprego, para descaracterizála, deve autuála com o objetivo de zelar pela efetiva arrecadação. 5. Recurso especial conhecido, em parte, e improvido.(RESP 200101559367, CASTRO MEIRA, STJ SEGUNDA TURMA, 13/03/2006 – grifos nossos)” Além disso, dispõe o § 2º do artigo 229 do Decreto nº 3.048, de 6 de maio de 1999, Regulamento da Previdência Social: “Art.229. O Instituto Nacional do Seguro Social é o órgão competente para: §2º Se o Auditor Fiscal da Previdência Social constatar que o segurado contratado como contribuinte individual, trabalhador avulso, ou sob qualquer outra denominação, preenche as condições referidas no inciso I do caput do art. 9º, deverá desconsiderar o vínculo pactuado e efetuar o enquadramento como segurado empregado. (Redação dada pelo Decreto nº 3.265, de 1999)” Logo, cabe à fiscalização averiguar a situação fática encontrada e, assim, efetuar o real enquadramento do segurado, nos termos da legislação. Da desqualificação dos contratos firmados com pessoas jurídicas. Enquadramento dos sócios representantes como segurados empregados. A fiscalização empreendeu no sentido de demonstrar que “a Fundação Dom Cabral incorreu em uma sistemática irregular de contratação de diversos empregados profissionais de diversas áreas. Esta pactuação se deu por meio de Contratos de Prestação de Serviços celebrados com aqueles profissionais figurando como empresários (sócios das pessoas jurídicas)” Verificase nesses autos que os contratos firmados, todos com redação similar, previam uma carga horária de trabalho de 160 horas anuais, as quais divididas pelo numero de dias uteis dos anos objeto do levantamento, chegase um volume de 8 horas diárias, uma das circunstâncias que levou o Fisco a investigar o real enquadramento da relação jurídica que lhe foi apresentada. Chama a atenção nesses autos que os contratos tinham por objeto a realização de atividades, tais como: i) ministrar aulas; ii) desenvolver produtos, projetos e participação em outras atividades; iii) realizar conferências palestras e assemelhados. Tais atividades, como se verifica do Estatuto Social da recorrente e confrontados no Relatório Fiscal às fl. 50 dos autos, são relacionadas à própria finalidade da instituição. Fl. 888DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 09/01/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 09/01/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 10680.723652/201048 Acórdão n.º 2301003.618 S2C3T1 Fl. 7,5 12 E, nesse tocante, verificase que às fl. 382 a 385 desses autos, a recorrente, em virtude da Fiscalização efetuada pelo Ministério Público do Trabalho da 3ª Região no Inquérito Civil nº 001414.2009.03.000/4, firmou Termo de Ajustamento de Conduta em 29/07/2009, o qual considerou ilegal a “contratação de trabalhadores por empresa interposta” e, em decorrência desse acordo, ficou impedida de contratar pessoas jurídicas para exercer a atividade fim da empresa, excetuandose apenas algumas atividades meio, tais como, serviços de táxi, de motoboy etc. Ademais, verificase nos contratos firmados com as pessoas jurídicas, designadas de “CONTRATADAS” que estas poderiam “aderir aos beenfícios que a FDC disponibiliza para seus empregados.” Tais, benefícios, conforme apurou a fiscalização às fl. 374 e seguintes, foram destinados ao sócio que representava o contratado e que exercia a prestação de serviços perante a recorrente e se referem a reembolso de verba educacional (espanhol, ensino fundamental), alimentação, previdência privada Brasil Prev, plano de saúde Bradesco, reembolso de medicamentos, o que nos leva a crer que havia, de fato, uma relação pessoal do sócio com a recorrente e que este cumpria com deveres nítidos da relação empregatícia, fato esse também observado pelo Ministério Público do Trabalho. Não dá para se cogitar, diante da documentação carreada aos autos, que cada um desses profissionais estavam livres para ministrar ou não as aulas ou mesmo poderiam comparecer à instituição ou enviar substituto. Multa Em relação à aplicação da tabela de segurados para o cálculo da multa, há de se registrar que o dispositivo legal da multa aplicada foi alterado pela Lei 11.941, de 27 de maio de 2009, merecendo verificar a questão relativa à retroatividade benigna prevista na alínea “c”, do inciso II, do artigo 106, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966. A penalidade aplicada ao caso era a prevista no § 5º do artigo 32 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, a qual previa multa de 100% (cem por cento) sobre o valor devido da contribuição não declarada, limitada pelo número de segurados. É certo que o artigo acima citado foi, no curso desse processo, revogado pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009, a qual instituiu uma nova multa para casos como esse ora analisado, previsto no novel artigo 32A da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 cabendo, portanto, analisar a viabilidade ou não da aplicação do que dispõe a alínea “c”, do inciso II, do artigo 106, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional. Segundo as novas disposições legais, a multa prevista no recente dispositivo legal prevê multa de R$20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas, tal como ocorre no caso. Entendo que não se aplica ao caso a multa prevista no artigo 35A da Lei 8.212/91 uma vez que esse se refere apenas ao lançamento de contribuições previdenciárias, não cabendo interpretação extensiva para incluir nesse dispositivo a “declaração inexata” do artigo 44 ao qual ele faz referência. A meu ver houve beneficiamento da situação do contribuinte, motivo pelo qual incide na espécie a retroatividade prevista na alínea “c”, do inciso II, do artigo 106, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional, devendo ser a multa lançada Fl. 889DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 09/01/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 09/01/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 10680.723652/201048 Acórdão n.º 2301003.618 S2C3T1 Fl. 8 13 no presente Auto de Infração calculada nos termos do artigo 32A da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, incluído pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009. Diante dessas considerações, voto no sentido de CONHECER o recurso voluntário para DARLHE PARCIAL PROVIMENTO a fim de decotar do lançamento os valores relativos ao vale transporte pago em pecúnia, à previdência privada e aplicar, se mais benéfica, a multa prevista no artigo 32A da Lei nº 8.212/91, com a redação conferida pela Lei nº 11.941/09. Adriano Gonzales Silvério Relator Fl. 890DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 09/01/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 09/01/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 10680.723652/201048 Acórdão n.º 2301003.618 S2C3T1 Fl. 8,5 14 Voto Vencedor Conselheiro Mauro José Silva, Redator Designado Apresentamos nossas considerações em sintonia com os aspectos do Acórdão para os quais fomos designados como Redator do voto vencedor. Incidência da contribuição previdenciária sobre a pagamentos a planos de previdência complementar. Existência de isenção com requisitos para seu desfrute mesmo após o advento da LC 109/2001. Iniciamos a análise sobre a incidência da contribuição previdenciária instituída pela Lei 8.212/91 sobre pagamentos de planos de previdência complementar tomando o dispositivo constitucional que outorgou competência para a União instituir tal contribuição. Os dispositivos que tratam do assunto estão, primordialmente, no art. 195, no entanto, não podemos desconhecer o conteúdo do §art. 201 Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: I do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) (...) II do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social de que trata o art. 201; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) (...) Art. 201. A previdência social será organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e Fl. 891DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 09/01/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 09/01/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 10680.723652/201048 Acórdão n.º 2301003.618 S2C3T1 Fl. 9 15 atuarial, e atenderá, nos termos da lei, a: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) (...) § 11. Os ganhos habituais do empregado, a qualquer título, serão incorporados ao salário para efeito de contribuição previdenciária e conseqüente repercussão em benefícios, nos casos e na forma da lei. (Incluído dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) Como se vê, a Constituição conferiu competência à União para instituir contribuição para financiar a seguridade social – incluída nesta a previdência social, conforme o caput do art. 194 – que pode incidir, no caso do empregador, sobre a folha de salários e demais rendimentos do trabalho; e, no caso, do trabalhador, sobre base de cálculo com relação à qual não houve expressa previsão de limites. Importante atentar para o fato de o §11º do art. 2001 ter autorizado a instituição de incidência da contribuição previdenciária sobre os ganhos habituais a qualquer título. Portanto, para as contribuições previdenciárias, temos que, desde de pelo menos a edição da emenda 20/98, a incidência destas estava autorizada, entre outros, para os seguintes fatos geradores: · No caso dos empregadores, sobre a folha de salários e demais itens remuneratórios(rendimentos) pagos à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício, bem como sobre os ganhos habituais do empregado pagos a qualquer título; · No caso dos trabalhadores, não há expressa delimitação dos fatos geradores. Como é cediço, a constituição apenas autoriza a criação de tributos, deixando para a Lei Ordinária do ente federativo a tarefa de criar a exação autorizada pelo Texto Magno. No caso das contribuições para a seguridade social é a Lei 8.212/91 que cumpre esse papel de forma mais específica, apesar de existirem outras contribuições destinadas a financiar a seguridade social criadas por outras leis(PIS, COFINS e CSLL, por exemplo). A referida lei determinou, em seu art. 11, que os empregadores, a quem denominou de empresas, seriam contribuintes de contribuições sociais “incidentes sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados a seu serviço”(parágrafo único, alínea “a”)., sendo segurados aquelas pessoas enumeradas no art. 12. Para os trabalhadores, a lei definiu que a contribuição incidiria o saláriodecontribuição, sendo este definido no art. 28. A definição das hipóteses de incidência da contribuição das empresas é encontrada no art. 22, o qual em seus quatro incisos estabelece a incidência de uma contribuição previdenciária geral sobre a remuneração dos empregados, uma contribuição Fl. 892DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 09/01/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 09/01/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 10680.723652/201048 Acórdão n.º 2301003.618 S2C3T1 Fl. 9,5 16 previdenciária relacionada aos riscos do trabalho, uma contribuição previdenciária sobre contribuintes individuais e uma contribuição previdenciária devida sobre pagamentos a cooperativas de trabalho. Interessanos para o momento a contribuição previdenciária das empresas cuja hipótese está presente no inciso I do art. 22, in verbis: Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de: I vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999) Analisando o referido dispositivo, podemos constatar, portanto, que três são as hipóteses de incidência do inciso I: remunerações, ganhos habituais sobre a forma de utilidades e adiantamentos decorrentes de reajuste salarial. Logo, cabenos verificar se os pagamentos feitos pelo empregador a título de previdência complementar estão alcançados por algumas incidências do inciso I do art. 22. Para tanto, em obediência ao art. 110 do CTN, iremos buscar o alcance das expressões constantes em tais hipóteses de incidência na legislação trabalhista. Assim, remuneração será aquilo que a CLT assim o considera. Sistematizando o conteúdo dos arts. 457 e 458 do código trabalhista, temos que remuneração é gênero do qual o salário lato sensu e as gorjetas são espécies. Ao seu turno, o salário lato sensu compreende o salário stricto sensu, as comissões, as porcentagens, as diárias e ajudas de custo que ultrapassam 50% do salário stricto sensu, as gratificações ajustadas, os abonos e as utilidades não excepcionadas pela lei trabalhista. A essa altura podemos concluir que as utilidades excepcionadas pela CLT não estão abrangidas pelo conceito de remuneração. No entanto, conforme esclarecido anteriormente, a Constituição autorizou a incidência da contribuição previdenciária não só sobre a remuneração como também sobre os ganhos habituais dos empregados a qualquer título, ao passo que a Lei 8.212/91 instituiu a incidência da contribuição das empresas sobre os ganhos habituais dos empregados sob a forma de utilidades. No que tange aos pagamentos de planos de previdência privada, quis a CLT estabelecer que se trata de utilidade que deve ser excepcionada da noção de salário lato sensu, e, portanto, da noção de remuneração, mas isso não retira sua natureza de utilidade paga aos Fl. 893DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 09/01/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 09/01/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 10680.723652/201048 Acórdão n.º 2301003.618 S2C3T1 Fl. 10 17 empregados que, sendo habitual, sofre a incidência da contribuição, conforme autorização constitucional e incidência positivada pela segunda parte do inciso I do art. 22 da Lei 8.212/91. Por outro lado, a contribuição das empresas incidente sobre a remuneração paga aos contribuintes individuais que lhe prestaram serviço– art. 22, inciso III, tem como fato gerador somente o pagamento de remuneração a estes, sem incluir os ganhos habituais sob a forma de utilidades como acontece com a hipótese do inciso I. Como já anotamos, a utilidade “pagamento a previdência privada” deixou de ser considerada como item da remuneração desde a edição da Lei 10.243/2001, publicada em 20/02/2001 e que alterou o art. 458 da CLT. A partir dessa data, portanto, o pagamento da empresa à plano de previdência privada é uma utilidade concedida pelo empregador que está fora do conceito de remuneração, ainda que o pagamento seja habitual. Para o caso da contribuição incidente sobre os pagamentos a contribuintes individuais, portanto, os pagamentos a planos de previdência complementar não estão incluídos no campo de incidência a partir do mês de 03/2001. Cabenos, agora, verificar se o conteúdo do §1º do art. 69 da Lei Complementar 109/2001 impede a incidência da contribuição previdenciária sobre tais pagamentos que beneficiam os empregados (art. 22, inciso I da Lei 8.212/91), por ser lei posterior que teria instituído isenção geral. Inicialmente, na esteira do que vem decidindo o STF, afasto o status de lei complementar de tal dispositivo, uma vez que seu conteúdo material é de lei ordinária, tendo em vista que a Constituição não exigiu para a criação de isenções o veículo da Lei Complementar. Portanto, não assumimos a existência de hierarquia entre o §1º do art. 69 da LC 109/2001 e os dispositivos da Lei 8.212/91. Porém, tratase de lei posterior que, embora de mesma hierarquia material, tratou de assunto regulado por lei anterior. Isso normalmente implicaria em concluirmos pela derrogação da lei antiga. No entanto, não podemos ignorar que o conteúdo do §1º do art. 69 da LC 109/2001 dispõe genericamente sobre a isenção que desfrutam os pagamentos a previdência complementar em relação ao conjunto de tributos, aí incluídas todas as contribuições. O referido dispositivo, por seu caráter genérico, ou seja, por possuir natureza de lei geral, não impede que a lei específica, a lex specialis, ainda que publicada em data anterior, permaneça em vigor para estabelecer condições para a isenção em relação a determinada contribuição, por conta da aplicação do princípio da especialidade. Significa dizer que a legislação de cada contribuição pode, desde que sem ofensa à proporcionalidade, estabelecer requisitos próprios para o desfrute da isenção. Em outras palavras, os requisitos impostos pela lex specialis para o gozo da isenção posteriormente ou anteriormente inserta em lei geral não devem ser de tal modo gravosos que, de fato, impeçam o desfrute do benefício. No caso dos pagamentos a título de previdência complementar, a Lei 8.212/91 definiu um requisito bastante razoável para o desfrute da isenção: que o programa esteja disponível a todos os empregados, in verbis: Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: (...) § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) Fl. 894DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 09/01/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 09/01/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 10680.723652/201048 Acórdão n.º 2301003.618 S2C3T1 Fl. 10,5 18 p) o valor das contribuições efetivamente pago pela pessoa jurídica relativo a programa de previdência complementar, aberto ou fechado, desde que disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes, observados, no que couber, os arts. 9º e 468 da CLT; É um requisito de óbvio caráter social que está em consonância com o princípio do valor social do trabalho previsto no art. 1º, inciso IV da Constituição Federal e com o objetivo de construir uma sociedade livre justa e solidária e reduzir as desigualdades sociais(art. 3º, incisos I e III), pois pretende assegurar que as empresas ofereçam plano de previdência complementar a todos os seus empregados, sem distinção de função, impedindo que somente os dirigentes e funcionários mais graduados tenham acesso ao benefício. Assim, estar disponível a todos os empregados é condição presente em lex specialis em relação à LC 109/2001 que, por contribuir para realizar os desígnios constitucionais com limitações razoáveis e logicamente relacionadas à finalidade social do amparo previdenciário, em nada ofende a proporcionalidade, sendo, portanto, condição inafastável para que os pagamentos a plano de previdência complementar que beneficiam os empregados estejam sob o albergue da isenção. Voltemos ao caso concreto. Notamos existir uma limitação de idade para ser beneficiário da previdência privada oferecida como benefício pela recorrente. Tratase de discrímen que não encontra justificativa lógica de modo a afastar a conclusão de que se trata de discriminação odiosa e vedada pela lei. Não estando o benefício disponível a todos os empregados, concluímos que os pagamentos a esse título não estão abrangidos pela isenção, estando correta sua manutenção na base de cálculo da contribuição em comento. (assinado digitalmente) Mauro José Silva – Redator Designado Fl. 895DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 09/01/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/11/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente e m 09/01/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO
score : 1.0
Numero do processo: 14041.000791/2005-19
Data da sessão: Tue Apr 13 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2003
IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. REMUNERAÇÃO. TRIBUTAÇÃO. ORGANISMO INTERNACIONAL.
Está sujeita a tributação do Imposto de Renda a remuneração auferida junto a Organismo Internacional relativa a prestação de serviço contratado em território nacional, uma vez não preenchida a condição de funcionário órgão. Súmula CARF n° 39.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: 9202-000.750
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso interposto pela contribuinte.
Matéria: IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
Nome do relator: Francisco Assis de Oliveira Júnior
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2003 IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. REMUNERAÇÃO. TRIBUTAÇÃO. ORGANISMO INTERNACIONAL. Está sujeita a tributação do Imposto de Renda a remuneração auferida junto a Organismo Internacional relativa a prestação de serviço contratado em território nacional, uma vez não preenchida a condição de funcionário órgão. Súmula CARF n° 39. Recurso especial negado.
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Numero do processo: 13807.005081/2005-13
Data da sessão: Fri Mar 27 00:00:00 UTC 2009
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Ano-calendário: 2003
DCTF. MULTA POR ATRASO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA.
Na forma da jurisprudência do antigo Conselho de Contribuintes, a aplicação da multa mínima pela entrega da DCTF a destempo não está alcançada pelo art. 138 do Código Tributário Nacional.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 3102-000.156
Decisão: ACORDAM os Membros da 1ª CÂMARA / 2ª TURMA ORDINÁRIA da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso.
Matéria: DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
Nome do relator: Marcelo Ribeiro Nogueira
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Recorrida DRJ-SÃO PAULO/SP ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Ano-calendário: 2003 DCTF. MULTA POR ATRASO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. Na forma da jurisprudência do antigo Conselho de Contribuintes, a aplicação da multa mínima pela entrega da DCTF a destempo não está alcançada pelo art. 138 do Código Tributário Nacional. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da i a CÂMARA / 2' TURMA ORDINÁRIA da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso. RCIA HELENA RAJANO D'AMORIM Presidente . - M RCELO RIBEIRO NOGUEIRA Relator Processo n° 13807.005081/2005-13 53-C1T2 Acórdão n.°3102-00.156 Fl. 52 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Judith do Amaral Marcondes Armando, Beatriz Veríssimo de Sena, Ricardo Paulo Rosa e Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro. 2 Processo n° 13807.005081/2005-13 53-C IT2 Acórdão n.° 3102-00.156 Fl. 53 Relatório Adoto o relatório da decisão de primeira instância por entender que o mesmo resume bem os fatos dos autos até aquele momento processual: Por meio do Auto de Infração de fl. 12, o contribuinte acima identificado foi autuado e notificado a recolher o crédito tributário no valor de R$ 500,00, a título de multa por atraso na entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais - DCTF, referente ao 3° trimestre do ano calendário de 2003. O enquadramento legal consta da descrição dos fatos como artigo 113, § 3° e 160 da Lei n° 5.172/1966 (CT1V); artigo 4° combinado com o artigo 2° da Instrução Normativa SRF n" 73/98; artigo 2" e 5' da Instrução Normativa SRF n° 126/98 combinado com item I da Portaria MF n° 118/84; artigo 5° do DL 2124/84 e artigo 7' da MP n° 16/01 convertida na Lei n" 10.426/2002. Cumpre consignar que conforme citado no Item 6 do Auto de Infração ora impugnado, O lançamento efetuado por meio do auto de infração emitido em 10 de junho de 2005, com vencimento em 2 de agosto de 2005 — fl. 02 - foi cancelado conforme Atos Declaratórios Executivos n° 105, de 25 de agosto de 2005, n°106 e n°107, de 30 de agosto de 2005, do Delegado da Receita Federal do Brasil de Fiscalização em São Paulo, publicados na Seção I, do Diário Oficial da União de 2 de setembro de 2005. Não se conformando com o lançamento acima descrito, a interessada apresentou a impugnação de fl(s). 01 e 11, na qual alega, em síntese, o seguinte: -que a empresa estava dispensada da entrega da DCTF, uma vez que tem valores mensais de impostos inferiores a R$ 10.000,00; -que a DCTF foi entregue com apenas um dia de atraso; -que todos os impostos declarados foram recolhidos nos prazos previstos em lei; -que o valor da multa é excessivo. A decisão recorrida recebeu de seus julgadores a seguinte ementa: Assunto: Obrigações Acessórias Ano-calendário: 2003 3 Processo n° 13807.005081/2005-13 S3-C1 T2 Acórdão n.° 3102-00.156 Fl. 54 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA. O cumprimento da obrigação acessória - apresentação de declarações (DCTF) - fora dos prazos previstos na legislação tributária, sujeita o infrator à aplicação das penalidades legais. Lançamento procedente. O contribuinte, restando inconformado com a decisão de primeira instância, apresentou recurso voluntário no qual ratifica e reforça os argumentos trazidos em sua peça de impugnação. Os autos foram enviados ao antigo Terceiro Conselho de Contribuintes e fui designado como relator do presente recurso voluntário, na forma regimental. Tendo sido criado o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, pela Medida Provisória n° 449, de 03 de dezembro de 2008, e mantida a competência deste Conselheiro para atuar como relator no julgamento deste processo, na forma da Portaria n° 41, de 15 de fevereiro de 2009, requisitei a inclusão em pauta para julgamento deste recurso. É o Relatório. 4 Processo n° 13807.005081/2005-13 S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.156 Fl. 55 Voto Conselheiro MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Relator O recurso é tempestivo e os requisitos recursais foram atendidos, portanto conheço do mesmo. Na via estreita do processo fiscal administrativo é descabida qualquer discussão sobre matéria constitucional. Sobre o assunto, foi o seguinte o posicionamento do STJ em decisão unânime de sua Primeira Turma provendo o RE da Fazenda Nacional n° 246.963/PR (acórdão publicado em 05/06/2000 no Diário da Justiça da União — DJU-e): Tributário. Denúncia espontânea. Entrega com atraso de declaração de contribuições e tributos federais — DCTF. 1. A entidade "denúncia espontânea" não alberga a prática de ato puramente formal do contribuinte de entregar, com atraso, a Declaração de Contribuições e Tributos Federais — DCTF. 2. As responsabilidades acessórias autônomas, sem qualquer vínculo direto com a existência do fato gerador do tributo, não estão alcançadas pelo art. 138, do CTN. 3. Recurso especial provido. Cite-se, ainda, Acórdão da Câmara Superior de Recursos Fiscais n° 02- 01.046, sessão de 18/06/01, assim ementado: DCTF — MULTA POR ATRASO NA ENTREGA — ESPONTANEIDADE — INFRAÇÃO DE NATUREZA FORMAL. O princípio da denúncia espontânea não inclui a prática de ato formal, não estando alcançado pelos ditames do art. 138 do Código Tributário Nacional. Recurso Negado. Assim, ressalvada minha opinião sobre a matéria, conheço do recurso para, adotando a referida jurisprudência, negar-lhe provimento, tendo em vista que a denúncia espontânea não afasta a aplicação da multa mínima. É como voto. Sala das Sessões — DF, em 27 de março de 2009. se JCLQ • lC".ELO RIBE;à*Q1/NIA91-.4-Af‘ Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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Numero do processo: 36266.004284/2006-33
Data da sessão: Tue Nov 19 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Dec 11 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 10/04/2006
AUTO DE INFRAÇÃO. GFIP COM OMISSÃO DE FATOS GERADORES.
O AUTO DE INFRAÇÃO É COMPOSTO POR VÁRIOS RELATÓRIOS. A AUSÊNCIA DE UMA INFORMAÇÃO NO REFISC, MAS QUE CONSTA DE OUTROS RELATÓRIOS, EM NADA MÁCULA O LANÇAMENTO. RELATÓRIOS PROCESSUAIS QUE ATENDEM AS DETERMINAÇÕES DA LEGISLAÇÃO. REGULARIDADE. DECADÊNCIA PARCIAL. CONEXÃO. AUSÊNCIA DE CONFIGURAÇÃO. DIVÓRCIO IDEOLÓGICO ENTRE A MATÉRIA DOS AUTOS E A TESE DE DEFESA E AS PROVAS ACOSTADAS PELO CONTRIBUINTE. INTIMAÇÃO PARA DEFESA ORAL DESNECESSIDADE. PUBLICAÇÃO DA ATA NO DOU E NO SITIO DO CARF NA INTERNET. NOVO PATAMAR LEGAL DA MULTA. LEGISLAÇÃO MAIS BENÉFICA APLICAÇÃO. RECONHECIMENTO.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2803-002.824
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator para: I - determinar a exclusão das competências anteriores a 11/2000, inclusive, em razão da decadência; II - determinar a aplicação da multa benéfica do artigo 32-A,I, da Lei 8.212/91 na redação dada pela Lei 11.941/2009, devendo tal recalculo ser realizado depois da exclusão determinada no item I.
(Assinado digitalmente).
Helton Carlos Praia de Lima. -Presidente
(Assinado digitalmente).
Eduardo de Oliveira. - Relator
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oseas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato.
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 10/04/2006 AUTO DE INFRAÇÃO. GFIP COM OMISSÃO DE FATOS GERADORES. O AUTO DE INFRAÇÃO É COMPOSTO POR VÁRIOS RELATÓRIOS. A AUSÊNCIA DE UMA INFORMAÇÃO NO REFISC, MAS QUE CONSTA DE OUTROS RELATÓRIOS, EM NADA MÁCULA O LANÇAMENTO. RELATÓRIOS PROCESSUAIS QUE ATENDEM AS DETERMINAÇÕES DA LEGISLAÇÃO. REGULARIDADE. DECADÊNCIA PARCIAL. CONEXÃO. AUSÊNCIA DE CONFIGURAÇÃO. DIVÓRCIO IDEOLÓGICO ENTRE A MATÉRIA DOS AUTOS E A TESE DE DEFESA E AS PROVAS ACOSTADAS PELO CONTRIBUINTE. INTIMAÇÃO PARA DEFESA ORAL DESNECESSIDADE. PUBLICAÇÃO DA ATA NO DOU E NO SITIO DO CARF NA INTERNET. NOVO PATAMAR LEGAL DA MULTA. LEGISLAÇÃO MAIS BENÉFICA APLICAÇÃO. RECONHECIMENTO. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator para: I - determinar a exclusão das competências anteriores a 11/2000, inclusive, em razão da decadência; II - determinar a aplicação da multa benéfica do artigo 32-A,I, da Lei 8.212/91 na redação dada pela Lei 11.941/2009, devendo tal recalculo ser realizado depois da exclusão determinada no item I. (Assinado digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima. -Presidente (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. - Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oseas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato.
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ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 10/04/2006 AUTO DE INFRAÇÃO. GFIP COM OMISSÃO DE FATOS GERADORES. O AUTO DE INFRAÇÃO É COMPOSTO POR VÁRIOS RELATÓRIOS. A AUSÊNCIA DE UMA INFORMAÇÃO NO REFISC, MAS QUE CONSTA DE OUTROS RELATÓRIOS, EM NADA MÁCULA O LANÇAMENTO. RELATÓRIOS PROCESSUAIS QUE ATENDEM AS DETERMINAÇÕES DA LEGISLAÇÃO. REGULARIDADE. DECADÊNCIA PARCIAL. CONEXÃO. AUSÊNCIA DE CONFIGURAÇÃO. DIVÓRCIO IDEOLÓGICO ENTRE A MATÉRIA DOS AUTOS E A TESE DE DEFESA E AS PROVAS ACOSTADAS PELO CONTRIBUINTE. INTIMAÇÃO PARA DEFESA ORAL DESNECESSIDADE. PUBLICAÇÃO DA ATA NO DOU E NO SITIO DO CARF NA INTERNET. NOVO PATAMAR LEGAL DA MULTA. LEGISLAÇÃO MAIS BENÉFICA APLICAÇÃO. RECONHECIMENTO. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator para: I determinar a exclusão das competências anteriores a 11/2000, inclusive, em razão da decadência; II determinar a aplicação da multa benéfica do artigo 32A,I, da Lei 8.212/91 na redação dada pela Lei 11.941/2009, devendo tal recalculo ser realizado depois da exclusão determinada no item I. (Assinado digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima. Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 36 26 6. 00 42 84 /2 00 6- 33 Fl. 270DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 05/12/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 09/12/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 36266.004284/200633 Acórdão n.º 2803002.824 S2TE03 Fl. 132 2 (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oseas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato. Fl. 271DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 05/12/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 09/12/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 36266.004284/200633 Acórdão n.º 2803002.824 S2TE03 Fl. 133 3 Relatório O presente Auto de Infração – AI DEBCAD 35.840.2522, CFL.68, apresentar a empresa o documento a que se refere a Lei 8.212, de 24.07.91, art. 32, inciso IV, parágrafo 3º, acrescentados pela Lei n. 9.528, de 10.12.97, com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, conforme previsto na Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 32, IV, parágrafo 5º., também, acrescentado pela Lei 9.528, de 10.12.97, combinado com o art. 225, IV e parágrafo 4º., do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99, com período de apuração, de 01/1996 a 12/2002, conforme Mandado de Procedimento Fiscal MPF, de fls. 06 e 07, o auto de infração, objetiva a aplicação de penalidade por infração a dever instrumental, determinado por lei. O sujeito passivo foi cientificado da autuação, em 11/04/2006, conforme Folha de Rosto do Auto de Infração – AI, de fls. 01. O contribuinte apresentou sua defesa/impugnação, em 26/04/2006, conforme, fls. 29, a defesa está acostada, as fls. 29 a 35, acompanhada dos documentos, de fls. 36 a 47. A defesa foi considerada tempestiva, fls. 48 e 51. O Serviço do Contencioso Administrativo da DRP São Paulo – Norte baixou os autos em diligência, fls. 64 a 67. A diligência foi atendida, conforme se verifica dos documentos, de fls. 68 a 73. Foi emitido o Despacho – Decisório DD Nº 21.002/0005/2007, fls. 74 a 81, visando retificar o valor da multa, uma vez que o agente lançador incluiu a rubrica terceiros de forma indevida. O contribuinte tomou conhecimento do DD pelos AR’s, de fls. 82 a 84. A empresa notificada por intermédio da petição, de fls. 85, protocolizada, em 10/07/2007, pediu dilação de prazo, bem como apresentou a petição, de fls. 89, pela qual reitera e ratifica os termos da impugnação apresentada. O órgão julgador de primeiro grau prolatou o Acórdão Nº 1721.414 8ª Turma da DRJ/SPOII, em 05/11/2007, fls. 91 a 95, sendo o lançamento considerado procedente. O contribuinte tomou conhecimento desse decisório, em 22/04/2008, conforme Intimação e AR, de fls. 99 e 100. O impugnante pediu vistas dos autos, pela petição, de fls. 101. As vistas foram concedidas e realizadas, em 30/04/2008, conforme Termo de Vistas, de fls. 103. A empresa, também, solicitou cópias integrais dos autos, conforme pedido, de fls. 104. Fl. 272DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 05/12/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 09/12/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 36266.004284/200633 Acórdão n.º 2803002.824 S2TE03 Fl. 134 4 Irresignado o contribuinte impetrou o Recurso Voluntário, petição de interposição com razões recursais, recebida, em 19/05/2008, acostadas, as fls. 111 a 128, desacompanhada de qualquer documento. As razões recursais resumidas são as seguintes. Preliminarmente. · que o auto de infração é nulo, pois o REFISC não contém o período da autuação, o que lhe retira a clareza e precisão, artigo 37, da Lei 8.212/91; · que a seção do contencioso baixou os autos em diligência e em razão desta o auto foi retificado, conforme DD, sendo imperiosa a revisão de todo o auto e a retificação dos erros, através da disponibilização ao contribuinte de novos e detalhados relatórios, para que se tenha um correto e cabal conhecimento da retificação efetuada, em atenção ao artigo 660, XVII c/c o 661, ambos, da IN 03/2005, pois os atuais relatórios não atendem as estas prescrições; · que não se pode exigir a escrita fiscal do contribuinte para períodos anteriores a abril/2001, nos termos do parágrafo 4º, do artigo 150, do CTN, ocorrendo, assim, a decadência, cita e transcreve decisão do CRPS, STJ e STF, não podendo o fisco exigir documentos para as competências anteriores a 04/2001; · que o julgamento deste auto deve ser sobrestado em razão da “conexão” com outros lançamentos, nos termos do artigo 4º, IV, da Portaria MPS Nº 520/2004 e do artigo 103, do CPC em razão do artigo 38 da PT 10.875/2007, pois o acessório deve seguir o principal, tendo em vista que a decisão daquelas notificações influenciaram os presentes autos, sendo esta a posição do CRPS pelo Ato Decisório 55/2007; 105/2006; 136/2005, os quais transcreve; · que a primeira instância acolha os argumentos deste recurso e reconheça a nulidade da atuação, nos termos do artigo 53, da Lei 9.784/99, sendo assim permitido o cancelamento do acórdão combatido, reconhecendose a improcedência da autuação; · que caso mantenha a primeira instância sua decisão a remessa desta ao CC · A recorrente aguarda: a) recebimento e processamento regular do recurso; b) decretação da improcedência da infração; c) no caso de não acolhimento do anteriormente argüido, que o julgamento do auto de infração seja sobrestado até julgamento das NFLD’s conexas em razão da prejudicialidade; · Por fim, postula sua intimação para a realização de defesa oral. O órgão preparador reconheceu a tempestividade do recurso, fls. 110; 130. Fl. 273DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 05/12/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 09/12/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 36266.004284/200633 Acórdão n.º 2803002.824 S2TE03 Fl. 135 5 Os autos foram remetidos ao Segundo Conselho de Contribuintes, fls. 130. Retomo o relatório em razão da apresentação da petição, da fls. 246 a 248, acompanhada dos documentos, de fls. 249 a 269, no curso do pedido de vista feito pelo I. Cons. Gustavo Vettorato, no qual o contribuinte alega em síntese, o que abaixo segue. · que o crédito principal NFLD/2530 foi anulado, cabendo a anulação deste auto, pois inexistente o fato gerador não pode prosperar a cobrança, pois não há o que se declarar em GFIP. É o Relatório. Fl. 274DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 05/12/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 09/12/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 36266.004284/200633 Acórdão n.º 2803002.824 S2TE03 Fl. 136 6 Voto Conselheiro Eduardo de Oliveira Relator O recurso voluntário é tempestivo e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade este merece ser apreciado. O auto de infração não é composto por um único relatório o artigo 37, da Lei 8.212/91 determina que o auto de infração tenha o período informado e as planilhas 1 e 2, anexas ao REFISC, deixam tal período bem claro, estando tal situação explicitada no item 5 do REFISC. Aliás, a peça recursal demonstra de forma cristalina, que a recorrente tem plena consciência do período da autuação, basta ler a passagem transcrita. A exigência de lançamento do presente AI decorreu do fato de o contribuinte no ter supostamente declarado em GFIP a ocorrência de fatos geradores, nos termos da Planilha 01 (fls. 24) referentes ao período de 01/1999 a 12/2000, bem como pelo disposto no Relatório Fiscal da Infração (REFISCI). (grifo do original). Ademais, o artigo 37 citado não regulamenta auto de infração, mas apenas notificação fiscal. A norma regulamentadora do AI é o artigo 33, da Lei 8.212/91 c/c o artigo 293, do Regulamento da Previdência Social – RPS apenso ao Decreto 3.048/99, as quais, aliás, não exige o período. Equivocase a recorrente o auto não foi retificado em razão da diligência. A diligência foi realizada para que se verificase junto à JUCESP a ocorrência de extinção da recorrente e nada mais. A retificação da expressão econômica da autuação se deu em razão de ter a autoridade julgadora a quo verificado que o agente lançador incluiu no valor da autuação a porcentagem relativa a terceiros, o que a legislação não autoriza. Esta foi a razão da retificação da expressão monetária do auto de infração. Os relatórios que compõe os presentes autos estão todos dentro das determinações dos artigos, que regulam a matéria como supramencionado. Não há razão para sobrestar o julgamento dos presentes autos, pois em matéria tributária a relação de acessoriedade não tem a mesma abrangência que no direito privado, veja o que diz o STF. As questões relativas a acessoriedade não tem no âmbito tributário a relação com que se apresenta na seara cível. O Supremo Tribunal Federal – STF no RE 250.844 – SP Fl. 275DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 05/12/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 09/12/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 36266.004284/200633 Acórdão n.º 2803002.824 S2TE03 Fl. 137 7 posicionouse a esse respeito em voto vista do Ministro Luiz Fux, que acabou acompanhado pelo relator Ministro Marco Aurélio Melo, do qual transcrevo o trecho abaixo. Vêse, assim, que o cumprimento da obrigação tributária acessória nada tem a ver com a existência, concomitante, de certa e determinada obrigação principal, ambas devidas pelo mesmo sujeito. O cumprimento de obrigações acessórias possui relevância externa e independente da relação articulada a partir do dever de pagar certo tributo. Projetase sobre outras relações jurídicotributárias, travadas ou não entre os mesmos sujeitos em torno de exações também idênticas ou não. Em verdade, toda controvérsia sobre a matéria decorre do emprego, pela legislação, de um mesmo rótulo (principal/acessória) para designar realidades distintas nos campos civil e tributário. Daí por que a terminologia “acessória”, vista em abstrato, é equívoca. Melhor seria que as mesmas fossem indicadas, pelo menos no campo justributário, por expressão mais precisa e infensa a ambiguidades, tal como “deveres instrumentais”. Sem embargo, o nomen iuris empregado pelo legislador não tem o condão de alterarlhes a essência, a qual, esta sim, deve informar o regime jurídico aplicável à hipótese. Além disso, após busca no sistema de controle de processos da Receita Federal em seu sítio www.receita.fazenda.gov.br, apenas localizei os sete autos abaixo e nenhum deles se reporta aos citados pelo contribuinte em sua peça recursal 35.902.9868; 35.902.9892 e 35.902.9973. Não fosse o que dito acima suficiente no Termo de Encerramento de Ação Fiscal – TEAF, de fls. 21 há apenas dois créditos lançados quais sejam o AI DEBCAD 35.840.2522 e a NFLD DEBCAD 35.840.2530, ou seja, os créditos citados pelo contribuinte não são resultados da mesma ação fiscal e assim não há como fazer relação entre um e outro. Fl. 276DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 05/12/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 09/12/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 36266.004284/200633 Acórdão n.º 2803002.824 S2TE03 Fl. 138 8 A petição da recorrente apresentada, em 18/09/2013, após iniciado o julgamento não merece provimento e as razões são simples. A uma, porque alega o contribuinte que a NFLD/2530 foi julgada nula, mas o Voto Vencedor do Acórdão acostado aos autos pela recorrente fala de outro crédito, observe se a transcrição. Não havendo relação entre a tese aventada e o documento apresentado. A duas, porque o julgado anexado fala de folha de pagamento de empregado e este auto de infração guerreado cuida de outro assunto, ocorrendo divórcio ideológico entre a matéria arguida e a trazida aos autos. Decisão do STF. E M E N T A: AGRAVO DE INSTRUMENTO AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO IMPUGNAÇÃO RECURSAL QUE NÃO GUARDA PERTINÊNCIA COM OS FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO OCORRÊNCIA DE DIVÓRCIO IDEOLÓGICO INADMISSIBILIDADE RECURSO IMPROVIDO. O RECURSO DE AGRAVO DEVE IMPUGNAR, ESPECIFICADAMENTE, TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. O recurso de agravo a que se referem os arts. 545 e 557, § 1º, ambos do CPC, na redação dada pela Lei nº 9.756/98, deve infirmar todos os fundamentos jurídicos em que se assenta a decisão agravada. O descumprimento dessa obrigação processual, por parte do recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele interposto. Precedentes. A ocorrência de divergência temática entre as razões em que se apóia a petição recursal, de um lado, e os fundamentos que dão suporte à matéria efetivamente versada na decisão recorrida, de outro, configura hipótese de divórcio ideológico, que, por comprometer a exata compreensão do pleito deduzido pela parte recorrente, inviabiliza, ante a ausência de pertinente impugnação, o acolhimento do recurso interposto. Precedentes.(AIAgR 440079, CELSO DE MELLO, STF) A três, porque o presente lançamento exige contribuição de contribuinte individual não realizada e não somente de caracterização de empregado, além do que está última não foi infirmada nestes autos. O artigo 36, do Decreto 70.235/72 veda a reconsideração em primeira instância, desta forma não cabe a ela – primeira instância se pronunciar, após a impetração do recurso voluntário. Fl. 277DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 05/12/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 09/12/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 36266.004284/200633 Acórdão n.º 2803002.824 S2TE03 Fl. 139 9 Assim, a competência por determinação legal é do CARF. No que tange a decadência, embora esta se aplique ao caso sua aplicação não se dá na forma pretendida pela recorrente. No presente caso estamos no campo do auto de infração por descumprimento de obrigação acessória, ou seja, dever instrumental, assim sendo não há que se falar em antecipação do pagamento e muito menos aplicação do artigo 150, § 4º, da Lei 5.172/66. Devese observar as competências 11/2000 e 12/2000, pois estas determinarão a sorte das demais competências. No caso da competência 11/2000 a GFIP deve ser entregue em 07/12/2000, assim o lançamento pode ser efetuado a partir de 08/12/2000, logo o primeiro dia do exercício seguinte seria 01/01/2001 e a decadência se consumaria em 01/01/2006. Desta forma, qualquer competência anterior a 11/2000, inclusive, estão decadentes e não justificam a autuação. Porém, em relação a competência 12/2000 a situação é outra uma vez que seu cumprimento pela entrega da GFIP foi em 07/01/2001. Assim, a partir de 08/01/2001 é que poderia se dar o seu lançamento e o primeiro dia do exercício seguinte seria apenas em 01/01/2002 e sua decadência só ocorreria em 01/01/2007. Destarte, não ocorreu a decadência para as competências 12/2000, em diante, sendo estas aptas a cobrança. Reconheço, ainda, nos termos do artigo 106, II, “c”, da Lei 5.172/66 que a multa deve ser recalculada, conforme nova sistemática introduzida pelo artigo 32, A, I, da Lei 8.212/91 na redação da Lei 11.941/2009. Fl. 278DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 05/12/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 09/12/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 36266.004284/200633 Acórdão n.º 2803002.824 S2TE03 Fl. 140 10 Indefiro o pedido de intimação para realização de defesa oral em razão da determinação do artigo 55, parágrafo único, do Portaria MF 256/2009 Regimento Interno do CARF, abaixo transcrito. Art. 55. A pauta da reunião indicará: Parágrafo único. A pauta será publicada no Diário Oficial da União com 10 (dez) dias de antecedência e divulgada no sítio do CARF na Internet. Posto isto, não há razões fáticas e jurídicas para conhecer dos pedidos da recorrente. CONCLUSÃO: Pelo exposto voto por conhecer do recurso para no mérito darlhe provimento parcial para: I determinar a exclusão das competências anteriores a 11/2000, inclusive, em razão da decadência; II – determinar a aplicação da multa benéfica do artigo 32, I, A da Lei 8.212/91 na redação dada pela Lei 11.941/2009, devendo tal recalculo ser realizado depois da exclusão determinada no item I. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Fl. 279DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 05/12/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 09/12/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 35226.003176/2005-76
Data da sessão: Wed Apr 14 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do fato gerador: 30/08/2002
NORMAS PROCESSUAIS. ADMISSIBILIDADE. DIVERGÊNCIA NÃO COMPROVADA. PRECEDENTES CSRF.
A divergência jurisprudencial ensejadora do conhecimento do recurso especial há de ser específica, revelando a existência de teses diversas na interpretação de um mesmo dispositivo legal, o que não ocorreu in casu. Precedentes.
Acórdão que trate Mandado de Procedimento Fiscal - MPF de tributos administrado pela então Secretaria da Receita Federal não se presta como paradigma para demonstrar divergência de acórdão que trata de MPF referente procedimento fiscal disciplinado pelo Decreto n° 3.969/2001, específico para os tributos federais previdenciários.
Recurso especial não conhecido.
Numero da decisão: 9202-000.794
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em não conhecer do recurso. Vencido o conselheiro Julio César Vieira Gomes
Nome do relator: Elias Sampaio Freire
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-08-17T14:32:28Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-08-17T14:32:27Z; Last-Modified: 2010-08-17T14:32:28Z; dcterms:modified: 2010-08-17T14:32:28Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:f384fc9a-2f29-4cd8-b8f0-8410a556df39; Last-Save-Date: 2010-08-17T14:32:28Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-08-17T14:32:28Z; meta:save-date: 2010-08-17T14:32:28Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-08-17T14:32:28Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-08-17T14:32:27Z; created: 2010-08-17T14:32:27Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2010-08-17T14:32:27Z; pdf:charsPerPage: 1266; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-08-17T14:32:27Z | Conteúdo => CSRF-T2 Fl. 1 - MINISTÉRIO DA FAZENDA ------f CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo n° 35226.003176/2005-76 Recurso n° 242.083 Especial do Procurador Acórdão n° 9202-00.794 — 2 Turma Sessão de 14 de abril de 2010 Matéria CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado JOSÉ IVALDO FRANCO ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 30/08/2002 NORMAS PROCESSUAIS. ADMISSIBILIDADE. DIVERGÊNCIA NÃO COMPROVADA. PRECEDENTES CSRF. A divergência jurisprudencial ensejadora do conhecimento do recurso especial há de ser específica, revelando a existência de teses diversas na interpretação de um mesmo dispositivo legal, o que não ocorreu in casu. Precedentes. Acórdão que trate Mandado de Procedimento Fiscal - MPF de tributos administrado pela então Secretaria da Receita Federal não se presta como paradigma para demonstrar divergência de acórdão que trata de MPF referente procedimento fiscal disciplinado pelo Decreto n° 3.969/2001, específico para os tributos federais previdenciários. Recurso especial não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em não conhecer do recurso. Vencido o conselheiro Julio César Vieira Gomes. 1, ifoií ta ¡cá SUSY GO • OFF ANN — Presidente em exercício 41- ELIAS SAM 'AIO FREIRE — Relator EDITADO EM: 1 4 MAM 2010 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Susy Gomes Hoffinann (Vice-Presidente), Caio Marcos Candido, Gonçalo Bonet Allage, Julio César Vieira Gomes, Manoel Coelho Arruda Junior, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Francisco de Assis Oliveira Junior, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire, Ausente, temporariamente, o conselheiro Carlos Alberto Freitas Barreto. Relatório Trata-se de recurso especial interposto pela Fazenda Nacional sob o fundamento de que, em decisão unânime, foi anulado o Auto de Infração referente a multa prevista no art. 284, inciso II do Decreto n° 3.048/99, por infringir o comando legal do art. 32, inciso IV da Lei n° 8.212/1991, assim ementado: MPF AUSÊNCIA DE MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. NULIDADE DO LANÇAMENTO E DAS AUTUAÇOES. O Mandado de procedimento Fiscal - MPF confere aos lançamentos e autuações legitimidade de que decorreram dos motivos e informações nele declarados. É também instrumento de controle da atividade de fiscalização. A ausência de MPF torna nulo todo o procedimento. E.A.ERCENTES DE MANDATO ELETIVO. IMPROCEDÊNCIA. Não são devidas as contribuições previdenciárias sobre a remuneração paga. aos segurados exercentes de mandato eletivo, por força da Resolução n° 26/2005 do Senado Federal, conforme dispõe o Decreto / n° 2.346/97. Processo Anulado. A Fazenda Nacional alega em síntese que: a) há acórdãos paradigmas, apreciando questões semelhantes a destes autos, declaram que a ausência do Mandato de Procedimento Fiscal (MPF) não é suficiente para provocar a nulidade do lançamento, porquanto o MPF se configura como mero ato de controle administrativo interno, incapaz de interferir na validade da autuação. Ademais, só pode haver 2 Processo n° 35226.003176/2005-76 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.794 Fl. 2 decretação de nulidade com a demonstração inequívoca do prejuízo, o que não ocorreu no caso dos autos; e b) é pacifico o posicionamento de que o mandato de procedimento fiscal (MPF) é instrumento de procedimento interno da Administração Tributária, tanto é que não tem previsão em lei, estando regulado apenas por normas de natureza infralegal, como é o caso. O contribuinte, cientificado do recurso especial da Fazenda Nacional e do despacho que lhe deu seguimento, apresentou contra-razões. Argumentando em síntese que: a) o acórdão ora recorrido reconheceu o direito do autuado de ter o processo anulado por violação ao princípio da ampla defesa; b) não consta nos autos o MPF, TIAF e Termo de Intimação para apresentação de documentos, tampouco solicitação da Lei Orgânica Municipal e de dispositivos legais eventualmente existentes que determinassem a delegação de competência para a prática de atos relacionados às obrigações acessórias junto à Previdência Social; e c) ausência do TIAF em nome do autuado, uma vez que a autuação apenas pode se dar após ciência do TIAF dirigido a quem será autuado, caracterizando, dessa forma, ocorrência de cerceamento ao direito de defesa. É o relatório. Voto Conselheiro ELIAS SAMPAIO FREIRE, Relator Por oportuno, transcrevo as ementa dos acórdãos apresentados como paradigma e que dizem respeito especificamente a averiguação da possibilidade de se anular o lançamento em virtude de haver ausência de Mandado de Procedimento Fiscal — MPF: NORMAS PROCESSUAIS MPF. É de ser rejeitada a nulidade do lançamento, por constituir o Mandado de Procedimento Fiscal elemento de controle da administração tributária, não influindo na legitimidade do lançamento tributário. DEPOSITO JUDICIAL DO MONTANTE INTEGRAL E JUROS DE MORA. Incabível a incidência dos mora tórios quando o sujeito passivo deposita em juizo o montante integral do crédito litigado, no prazo de vencimento do tributo. Recurso parcialmente provido. (Acórdão n° 204-00810) Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 1998 Ementa: ITR. NORMAS PROCESSUAIS.MANDADO DE PROCEDIMENTO FOSCAL. AUSÊNCIA. PRELIMINAR DE NULIDADE. INEXISTÊNCIA. A ausência da expedição do Mandado de Procedimento Fiscal — MPF não gera nulidade no âmbito do processo administrativo fiscal, vez tratar-se de mero elemento de controle administrativo, 3 não causando, por si só, prejuízo à defesa do contribuinte. ITR. TERRAS SUBMERSAS. Não incide ITR sobre as terras submersas utilizadas como reservatórios para usinas hidrelétricas. ITR. ÁREAS CIRCUNDANTES DOS RESERVATÓRIOS PARA USINAS HIDRELÉTRICAS. As áreas que circundam os reservatórios e suas ilhas são áreas de preservação permanente, isentas de ITR. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO (Acórdão n° 301-33436) TRATADO BRASIL-PORTUGAL PARA EVITAR A DUPLA TRIBUTAÇÃO (ART. 10) - TRIBUTAÇÃO DE DIVIDENDOS — POSSIBILIDADE A PARTIR DA LEI N° 9.532/97 (ART. 1°). Pelo art. 10 do Tratado Internacional Brasil-Portugal (Decreto Legislativo n° 59/71 e Decreto n° 69.393/71) autorizava-se que os dividendos da sociedade residente na Ilha da Madeira pagos à sociedade no Brasil poderiam ser tributados pelo Brasil, o que, entretanto, somente passou a ocorrer com o advento da Lei n° 9.532/97 (art. 1°) sobre os fatos ocorridos a partir de 1998, em razão dos princípios da anterioridade e da irretroatividade. Assim, a exigência fiscal não pode levar em consideração os dividendos gerados até 1997, inclusive. MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. A inexistência de MPF ou erros na elaboração, emissão ou cumprimento de Mandado de Procedimento Fiscal não provocam nulidade do Lançamento de Ofício e da Autuação, pois o art. 142 do CTN não pode ter sua validade ou aplicação condicionada por normas infra-legais. TAXA SELIC — VALIDADE. A jurisprudência desse e. Conselho de Contribuintes firmou-se no sentido de que a aplicação da Taxa SELIC encontra respaldo legal e constitucional. (Acórdão n° 107-07532) Há de se salientar que declaração da nulidade do lançamento deu-se com base em legislação destinada especificamente e aplicável à época tão somente às contribuições previdenciárias, conforme assentado pela relatora do acórdão recorrido em seu voto. Confira: A falta de ciência do Mandado de Procedimento Fiscal - MPF, antes do início de qualquer procedimento fiscalizatório se constitui em vício insanável. A legislação vigente, Decreto n. 3.969/2001, exige emissão e ciência do MPF para a instauração do procedimento de fiscalização, conforme vemos a seguir. Decreto n. 3.969/2001... Art. 2° Os procedimentos fiscais relativos aos tributos federais previdenciários serão executados por servidores habilitados e instaurados mediante ordem específica denominada Mandado de Procedimento Fiscal (MPF). Parágrafo único. Para o procedimento de fiscalização, será emitido Mandado de Procedimento Fiscal - Fiscalização (MPF- F) e, no caso de diligência, Mandado de Procedimento Fiscal - Diligência (MPF-D). 4 Processo n° 35226.003176/2005-76 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.794 Fl. 3 Art. 3° Para os fins deste Decreto, entende-se por procedimento fiscal: I - de fiscalização, as ações que objetivam a verificação do cumprimento das obrigações tributárias, por parte do sujeito passivo, relativas aos tributos federais previdenciários, podendo resultar em constituição de crédito tributário; II - de diligência, as ações destinadas a coletar informações ou outros elementos de interesse da administração previdenciária, inclusive para atender exigência de instrução processual. Art. 4 ° O MPF será emitido na forma de modelos adotados e divulgados pela Diretoria de Arrecadação do Instituto Nacional do Seguro Social, do qual será dada ciência ao sujeito passivo, nos termos do art. 23 do Decreto no 70.235, de 6 de março de 1972, com a redação dada pelo art. 67 da Lei no 9.532, de 10 de dezembro de 1997, por ocasião do início do procedimento fiscal Ocorre que aos tributos os tributos a que se referem os paradigmas apresentados pela Fazenda Nacional não se aplicavam as regas previstas no Decreto n° 3.969/2001, destinado, especificamente às contribuições sociais previdenciárias Frise-se que a divergência jurisprudencial ensejadora do conhecimento do recurso especial há de ser especifica, revelando a existência de teses diversas na interpretação de um mesmo dispositivo legal, o que não ocorreu in casu. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. DANO MORAL. FIXAÇÃO. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL NÃO CONFIGURADA. 1. A majoração do quantum indenizatório a título de dano moral é medida excepcional e sujeita a casos específicos em que for constatada condenação ao pagamento de valor irrisório, o que não ocorre nos autos. Precedentes. 2. A divergência jurisprudencial ensejadora da admissibilidade, do prosseguimento e do conhecimento do recurso há de ser especifica, revelando a existência de teses diversas na interpretação de um mesmo dispositivo legal, embora idênticos os fatos que as ensejaram, o que não ocorre in casu. (GRIFEI) 3.Agravo regimental a que se nega provimento. (AgRg no Ag 1092014 / RSAGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE 1NSTRUMENT02008/0200684-6, Relator Desembargador convocado do TJ/AP HONILDO AMARAL DE MELLO CASTRO, DJe 02/09/2009) DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. CONSTRIÇÃO PATRIMONIAL. REQUISITOS AUTORIZADORES DA MEDIDA. DISSÍDIO 5 JURISPRUDENCIAL NÃO CONFIGURADO. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVID O. I - Hipótese em que os agravantes tiveram constrição patrimonial decretada em face de pedido do Ministério Público em Ação Civil Pública tendente a apurar irregularidades em certames licitatórios. II - Alegam os recorrentes que existem discrepâncias entre o acórdão recorrido, que reconheceu a possibilidade da constrição patrimonial, e decisão deste Tribunal Superior sobre matéria similar. III - A escorreita demonstração de dissídio jurisprudencial requer não apenas o apontamento de decisões díspares prolatadas por Tribunais diversos, mas antes de tudo que se verifique que as decisões conflitantes se deram ante a interpretação do mesmo dispositivo de lei federal. (GRIFEI) IV - Se, como no caso dos autos, Tribunais diversos divergem apenas quanto a quais fatos configurariam o fitmus boni iuris e o periculum in mora, não há interpretação divergente de dispositivos legais. V- Agravo regimental improvido. (AgRg no Ag 1120568 / PRAGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENT02008/0242271-7, Relator Ministro FRANCISCO FALCÃO, DJe 10/06/2009) Precedentes da Câmara Superior de Recursos Fiscais: RECURSOS. ADMISSIBILIDADE. - Só se configura a divergência entre julgados quando existem interpretações diferentes do mesmo dispositivo legal aplicado a situações semelhantes. Recurso especial não conhecido (GRIFEI) (Acórdão CSRF/02-02.128, Relator: conselheiro Antonio Carlos Atulim) Confira-se, ainda, nesse sentido, o seguinte precedente desta Segunda Tuima da Câmara Superior de Recursos Fiscais: REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO ESPECIAL — INEXISTÊNCIA — RECURSO NÃO CONHECIDO — É entendimento da CSRF que acórdão cujo objeto é o julgamento de matéria afeta à CSLL não serve de paradigma para caracterizar divergência em face a acórdão cuja matéria fática está relacionada ao imposto de renda pessoa física, ainda que em ambos os casos se discuta a multa isolada de que trata o art. 44, . II, da Lei n°9.430, de 1996. (Rec. Especial n° 102-151.750, acórdão n° 9202-00.136, Relator conselheiro Moisés Giacomelli Nunes da Silva) Portanto, acórdão que trate Mandado de Procedimento Fiscal — MPF de tributos administrado pela então Secretaria da Receita Federal não se presta como paradigma para demonstrar divergência de acórdão que trata de MPF referente procedimento fiscal disciplinado pelo Decreto n° 3.969/2001, especifico para os tributos federais previdenciários. Processo n° 35226.003176/2005-76 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.794 Fl. 4 Isto posto, oto por não conhecer do recurso especial interposto pela Fazenda Nacional. Elias Sampaio Freire - Relator 7
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