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Numero do processo: 10331.000044/2003-01
Turma: Sexta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Dec 08 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Thu Dec 08 00:00:00 UTC 2005
Numero da decisão: 106-01.332
Decisão: RESOLVEM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRF- penalidades (isoladas), inclusive multa por atraso DIRF
Nome do relator: Luiz Antonio de Paula
1.0 = *:*
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Numero do processo: 10247.000042/2004-43
Turma: Oitava Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Oct 19 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Oct 19 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 108-00.375
Decisão: RESOLVEM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em
diligência, nos termos do voto do Relator.
Matéria: CSL- que não versem sobre exigência de cred. trib. (ex.:restituição.)
Nome do relator: José Henrique Longo
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Recorrida : 1° TURMA/DRJ-BELÉM/PA Sessão de :19 DE OUTUBRO DE 2006 RESOLUÇÃON°. 108-00.375 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CADAM S.A. RESOLVEM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. DORIV • • APILD04":7N PRESI ri E E / A/ . 41 ,_ r4JOS,j •n UE LONIIIII\ ; FORMALIZADO EM: -2kli NO V 1006 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO, KAREM JUREIDINI DIAS, JOSÉ CARLOS TEIXEIRA DA FONSECA, MARGIL MOURA° GIL NUNES, ORLANDO JOSÉ GONÇALVES BUENO e FERNANDO AMÉRICO WALTHER (Suplente Convocado). Ausente, Justificadamente, o Conselheiro NELSON LÓSSO FILHO. , i • ./1":*43, MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ,L , '"et.V1k 4> OITAVA CÂMARA Processo n°. :10247.000042/2004-43 Resolução n°. :108-00.375 Recurso n°. :147.666 Recorrente : CADAM S.A. RELATÓRIO A empresa acima identificada recorre do Acórdão proferido pela turma julgadora de 1° grau que indeferiu o pedido de compensação da CSL relativa ao mês de novembro/2003 com o saldo negativo de IRPJ do ano-calendário de 2001, em razão de ter sido lavrado auto de infração com reversão do saldo negativo e exigência de IRPJ (processo administrativo 10247.00018912003-52). Esta é a ementa (fl. 100): PEDIDO DE COMPENSAÇÃO — CRÉDITO TRIBUTÁRIO ILÍQUIDO E INCERTO — É inexeqüível a aquiescência do pedido de compensação da CSLL devida com o IRPJ negativo apurado, se existe lançamento de oficio para o mesmo período em que foi apurado IRPJ negativo; revertendo o valor apurado para IRPJ a pagar e transformando o crédito tributário pleiteado em ilíquido e incerto, face à pendência de recurso administrativo ou judicial que reconheça a certeza e liquidez do crédito tributário. A empresa apresenta em suma os seguintes argumentos em seu Recurso Voluntário: a) o processo administrativo em que se discute o lançamento de ofício ainda não está encerrado; b) o lançamento de ofício é absolutamente equivocado [discorre sobre o mérito daquele processo]; • c) a redução de IRPJ já efetuada pelo contribuinte beneficiado somente poderá ser considerada indevida, dando lugar ao lançamento dos valores reduzidos, para sua cobrança, após a decisão irrecorrível, o que certamente não é o caso dos autos A razão pela qual deve ser julgado procedente o recurso voluntário. AddLN 41/42 r • MINISTÉRIO DA FAZENDA S" PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES OITAVA CÂMARA Processo n°. : 10247.000042/2004-43 Resolução n°. :108-00.375 Promoveu-se o arrolamento de bem (fls. 122). É o Relatório. * 3 r " i • ", MINISTÉRIO DA FAZENDA *4 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES .13 4 :" OITAVA CÂMARA Processo n°. : 10247.000042/2004-43 Resolução n°. :108-00.375 VOTO Conselheiro JOSÉ HENRIQUE LONGO, Relator Conheço do Recurso uma vez que preenche os requisitos legais. A recorrente teve contra si lavrado auto de infração para exigência de IRPJ relativo ao ano de 2001 (cujo litígio é objeto de outro processo), que envolve o mesmo período-base em que, no seu entender, gera-se-lhe um crédito pelo saldo negativo do imposto. Entendo correto o raciocínio da turma da DRJ em Belém, no sentido de que não se pode reconhecer o crédito (para compensação) da empresa quando esta tiver pendente um débito decorrente de auto de infração para exigir-lhe tributo da mesma natureza e do mesmo período que ela pede restituição. Contudo, deve ser levado em conta forçosamente o resultado do processo administrativo do lançamento de ofício, n° 10247.000189/2003-52, que passou por esta Câmara e foi baixado em diligência. É que caso o lançamento seja cancelado, o suposto crédito do contribuinte não está mais direta e automaticamente consumido pelo lançamento de oficio. Por outro lado, se o lançamento for confirmado, não há que se falar em crédito para compensação. Desse modo, converto o julgamento em diligência para que sejam restituídos os autos a esta 8 a Câmara apenas e tão somente quando o processo administrativo 10247.000189/2003-52 estiver com decisão transitada em julgado, e para que seja anexada cópia da sua decisão terminativa. Sala das Sessões - DF, em 19 de outubro de 2006. O SAigail: 711X1)544 4 4 Page 1 _0032800.PDF Page 1 _0032900.PDF Page 1 _0033000.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 15540.000843/2008-31
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Nov 12 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Fri Nov 12 00:00:00 UTC 2010
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCALAno-calendário: 2003
PERÍCIA. DESNECESSIDADE. INDEFERIMENTO.O deferimento de prova pericial está condicionado à demonstração pelo contribuinte de que a matéria abordada nos autos exige conhecimento técnico, que não é o presente caso.ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIOAno-calendário: 2003IRPJ E CONTRIBUIÇÕES. DECADÊNCIA DO DIREITO DO FISCO LANÇAR TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO.Restando configurado que o sujeito passivo não efetuou recolhimentos, o prazo decadencial do direito do Fisco constituir o crédito tributário deve observar a regra do art.173, inciso I, do CTN. Precedentes no STJ, nos termos do RESP nº 973.733SC, submetido ao regime do art.543C do CPC, e daResolução STJ 08/2008.ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJAno calendário: 2003COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO.Sujeitam se à incidência tributária os resultados obtidos por sociedades cooperativas em operações diversas de ato cooperativo. Se, conjuntamente com os serviços dos associados, a cooperativa contrata com a clientela a preço global não discriminativo, o fornecimento de bens ou serviços de terceiros e/ou cobertura com diárias e serviços hospitalares, serviços de laboratórios e outros serviços, especializados ou não, prestados por não associados (terceiros não cooperados), pessoas físicas ou jurídicas, estas operações se caracterizam como atos não cooperativos e estão sujeitas à incidência tributária.
ARBITRAMENTO DO LUCRO. ESCRITURAÇÃO. FALTA DE SEGREGAÇÃO DAS RECEITAS DA ATIVIDADE (ATOS NÃO COOPERATIVOS) E INGRESSOS (ATOS COOPERATIVOS). IMPRESTÁVEL. CABIMENTO.É cabível o arbitramento, uma vez que a escrituração realizada pelo interessado contém deficiência que a torna imprestável para determinar o lucro real, já que não segrega os valores relativos aos Ingressos (atos cooperativos) e às Receitas da Atividade (atos não cooperativos). A base de cálculo da autuação está perfeitamente demonstrada nos autos, não havendo, portanto, nulidade na autuação.ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕESAno-calendário: 2003Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLLPrograma de Integração Social PISCSLL/PIS. LANÇAMENTOS DECORRENTES.Subsistindo parcialmente o lançamento do IRPJ, o mesmo raciocínio se aplica aos lançamentos formalizados por mera decorrência daquele, em razão da relação de causa e efeito que os vinculam.
Numero da decisão: 1401-000.385
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em afastar a preliminar de decadência, vencidos o relator e o conselheiro Sérgio Luiz Bezerra Presta, que acompanhava pelas conclusões. Designado o conselheiro Antônio Bezerra Neto para redigir o voto vencedor nessa parte. Por unanimidade de votos, no mérito, negar provimento ao recurso.
Matéria: IRPJ - AF - lucro arbitrado
Nome do relator: ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA
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materia_s : IRPJ - AF - lucro arbitrado
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCALAno-calendário: 2003 PERÍCIA. DESNECESSIDADE. INDEFERIMENTO.O deferimento de prova pericial está condicionado à demonstração pelo contribuinte de que a matéria abordada nos autos exige conhecimento técnico, que não é o presente caso.ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIOAno-calendário: 2003IRPJ E CONTRIBUIÇÕES. DECADÊNCIA DO DIREITO DO FISCO LANÇAR TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO.Restando configurado que o sujeito passivo não efetuou recolhimentos, o prazo decadencial do direito do Fisco constituir o crédito tributário deve observar a regra do art.173, inciso I, do CTN. Precedentes no STJ, nos termos do RESP nº 973.733SC, submetido ao regime do art.543C do CPC, e daResolução STJ 08/2008.ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJAno calendário: 2003COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO.Sujeitam se à incidência tributária os resultados obtidos por sociedades cooperativas em operações diversas de ato cooperativo. Se, conjuntamente com os serviços dos associados, a cooperativa contrata com a clientela a preço global não discriminativo, o fornecimento de bens ou serviços de terceiros e/ou cobertura com diárias e serviços hospitalares, serviços de laboratórios e outros serviços, especializados ou não, prestados por não associados (terceiros não cooperados), pessoas físicas ou jurídicas, estas operações se caracterizam como atos não cooperativos e estão sujeitas à incidência tributária. ARBITRAMENTO DO LUCRO. ESCRITURAÇÃO. FALTA DE SEGREGAÇÃO DAS RECEITAS DA ATIVIDADE (ATOS NÃO COOPERATIVOS) E INGRESSOS (ATOS COOPERATIVOS). IMPRESTÁVEL. CABIMENTO.É cabível o arbitramento, uma vez que a escrituração realizada pelo interessado contém deficiência que a torna imprestável para determinar o lucro real, já que não segrega os valores relativos aos Ingressos (atos cooperativos) e às Receitas da Atividade (atos não cooperativos). A base de cálculo da autuação está perfeitamente demonstrada nos autos, não havendo, portanto, nulidade na autuação.ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕESAno-calendário: 2003Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLLPrograma de Integração Social PISCSLL/PIS. LANÇAMENTOS DECORRENTES.Subsistindo parcialmente o lançamento do IRPJ, o mesmo raciocínio se aplica aos lançamentos formalizados por mera decorrência daquele, em razão da relação de causa e efeito que os vinculam.
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Recorrente UNIMED DE NOVA FRIBURGO, SOCIEDADE COOPERATIVA DE SERVIÇOS MÉDICOS E HOSPITALARES LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2003 PERÍCIA. DESNECESSIDADE. INDEFERIMENTO. O deferimento de prova pericial está condicionado à demonstração pelo contribuinte de que a matéria abordada nos autos exige conhecimento técnico, que não é o presente caso. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2003 IRPJ E CONTRIBUIÇÕES. DECADÊNCIA DO DIREITO DO FISCO LANÇAR TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO. Restando configurado que o sujeito passivo não efetuou recolhimentos, o prazo decadencial do direito do Fisco constituir o crédito tributário deve observar a regra do art.173, inciso I, do CTN. Precedentes no STJ, nos termos do RESP nº 973.733SC, submetido ao regime do art.543C do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2003 COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO. Sujeitamse à incidência tributária os resultados obtidos por sociedades cooperativas em operações diversas de ato cooperativo. Se, conjuntamente com os serviços dos associados, a cooperativa contrata com a clientela a preço global não discriminativo, o fornecimento de bens ou serviços de terceiros e/ou cobertura com diárias e serviços hospitalares, serviços de laboratórios e outros serviços, especializados ou não, prestados por não associados (terceiros não cooperados), pessoas físicas ou jurídicas, estas Fl. 537DF CARF MF Emitido em 31/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO Assinado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, 02/03/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE, 31/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER Processo nº 15540.000843/200831 Acórdão n.º 140100.385 S1C4T1 Fl. 527 2 operações se caracterizam como atos não cooperativos e estão sujeitas à incidência tributária. ARBITRAMENTO DO LUCRO. ESCRITURAÇÃO. FALTA DE SEGREGAÇÃO DAS RECEITAS DA ATIVIDADE (ATOS NÃO COOPERATIVOS) E INGRESSOS (ATOS COOPERATIVOS). IMPRESTÁVEL. CABIMENTO. É cabível o arbitramento, uma vez que a escrituração realizada pelo interessado contém deficiência que a torna imprestável para determinar o lucro real, já que não segrega os valores relativos aos Ingressos (atos cooperativos) e às Receitas da Atividade (atos não cooperativos). A base de cálculo da autuação está perfeitamente demonstrada nos autos, não havendo, portanto, nulidade na autuação. ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Anocalendário: 2003 Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Programa de Integração Social PIS CSLL/PIS. LANÇAMENTOS DECORRENTES. Subsistindo parcialmente o lançamento do IRPJ, o mesmo raciocínio se aplica aos lançamentos formalizados por mera decorrência daquele, em razão da relação de causa e efeito que os vinculam. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, afastar a preliminar de decadência, vencidos o relator e o conselheiro Sérgio Luiz Bezerra Presta, que acompanhava pelas conclusões. Designado o conselheiro Antônio Bezerra Neto para redigir o voto vencedor nessa parte. Por unanimidade de votos, no mérito, negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Viviane Vidal Wagner Presidente (Assinado digitalmente) Alexandre Antônio Alkmim Teixeira Relator (Assinado digitalmente) Antônio Bezerra Netto – Redator Designado Participaram do julgamento os Conselheiros Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira, Eduardo Martins Neiva Monteiro, Sérgio Luiz Bezerra Presta e Viviane Vidal Wagner. Fl. 538DF CARF MF Emitido em 31/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO Assinado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, 02/03/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE, 31/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER Processo nº 15540.000843/200831 Acórdão n.º 140100.385 S1C4T1 Fl. 528 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra o Acórdão nº 1226.694, proferido pela 7ª Turma da Delegada da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro I (RJ). Por economia processual, adoto e transcrevo o relatório constante na decisão de primeira instância: “Trata o presente processo de autos de infração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), de Programa de Integração Social (PIS) e de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), lavrados contra o interessado acima qualificado, pela DRF/Niterói (RJ), referente ao anocalendário de 2003. O procedimento de oficio resultou em autos de infração de IRPJ, no valor de R$ R$ 2.583.367,62 (fls. 08/32); de Pis, no valor de R$ 166.478,36 (fls. 34/41); de CSLL, no valor de R$ 495.075,05 (fls. 42/50); todos acrescidos de multa de oficio de 75% (setenta e cinco por cento) e demais encargos de juros moratórios. De acordo com a Descrição dos Fatos (fls. 14/22) e o Termo de Verificação Fiscal (fls. 23/28) verificase, em resumo, o seguinte. Pela DIPJ/2004 — anocalendário de 2003 (fls. 51/117), verificase que as receitas auferidas pelo interessado não foram oferecidas à tributação. Todo o resultado apurado, segundo o interessado, decorreu de atos cooperativos, não tributáveis. O interessado tratou tais resultados como exclusão para a apuração do lucro real (fl. 56). Entende a fiscalização, todavia, que os valores relativos ao pagamento de mensalidade, recebidos dos usuários do plano de saúde contratado com o interessado, têm destinações diversas. Quando o interessado repassa parte da receita bruta auferida para os médicos cooperados, os quais atenderam os usuários dos planos de saúde, estes valores são referentes aos ingressos, atos cooperativos (artigos 30 e 79 da Lei n° 5.764/1971 e art. 182 do RIR/1999), isentos do pagamento de IRPJ. Entretanto, quando o interessado repassa parte da receita bruta auferida para terceiros, não cooperados, os quais atendem os usuários do plano de saúde, estes valores são referentes à receita da atividade, atos nãocooperativos (artigos 86 e 111 da Lei n° 5.764/1971 e art. 183, inciso II, do RIR/1999), os quais são tributáveis. O interessado é cooperativa de trabalho médico que, além de prestar serviços por meio de seus médicos associados, fornece cobertura para despesas com hospitais, clínicas, exames médicos e laboratoriais, por meio da contratação de pessoas jurídicas não associadas (terceiros não cooperados) para a prestação de tais serviços a usuários de plano de saúde por ela comercializados. Fl. 539DF CARF MF Emitido em 31/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO Assinado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, 02/03/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE, 31/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER Processo nº 15540.000843/200831 Acórdão n.º 140100.385 S1C4T1 Fl. 529 4 Entende também a fiscalização que o montante de recursos auferidos, referentes às atividades não relacionadas aos objetivos sociais, tais como, ingressos financeiros, ingressos patrimoniais e receitas não operacionais, são atos não cooperativos e, portanto, tributáveis. Assim, segundo à fiscalização, deveria haver a segregação das receitas referentes a atos cooperativos (não tributáveis) e não cooperativos (tributáveis). A fiscalização, por meio de diversos Termos de Intimação Fiscal (fls. 202/203; fls. 208/209; fl. 219 e outros), intimou o interessado a apresentar demonstrativo que identificasse os ingressos/receitas, mês a mês, auferidos no transcorrer do ano calendário de 2003, referentes ao rateio na proporção direta da fruição relativa aos atos realizados pela cooperativa perante às pessoas físicas vinculadas, pessoas jurídicas vinculadas e pessoas físicas e jurídicas não vinculadas. A fiscalização, por meio de diversos Termos de Intimação Fiscal (fls. 204/205; fls. 213/214; fls. 222/223 e outros), intimou o interessado a apresentar demonstrativo que identificasse os dispêndios/custos e/ou despesas, mês a mês, incorridos no transcorrer do anocalendário de 2003, referentes ao rateio na proporção direta da sua necessidade, relativa aos atos realizados pela cooperativa perante às pessoas físicas vinculadas, pessoas jurídicas vinculadas e pessoas físicas e jurídicas não vinculadas. Após sucessivas solicitações de prorrogação de prazo, as quais, digase, foram deferidas pela fiscalização, o interessado apresentou respostas, em 06/11/2008 (fls. 227/229), e em 04/12/2008 (fls. 255/257), sem, no entanto, apresentar os demonstrativos que identificassem os ingressos e as receitas e os dispêndios e os custos e/ou despesas. O interessado alegou, em síntese, que, por operar exclusivamente em nome dos seus sócios (atos cooperativos), só possuiria ingressos e não receitas. Do mesmo modo, os serviços administrativos ou operacionais contratados (serviços auxiliares, hospitalares, pronto atendimento, etc.), por serem realizados em nome dos sócios, se enquadrariam no conceito de dispêndios e não de custos/despesas. A escrituração mantida pelo interessado (Anexo I do presente processo) não distingue os ingressos das receitas, tampouco os dispêndios dos custos/despesas, considerando todas as origens de recursos como ingressos e todas as aplicações dos recursos como dispêndios. Considerando a imprestabilidade da escrituração do interessado para apuração do lucro real, tendo em vista a não segregação dos ingressos e as receitas da atividade, e, ainda, que o interessado não apresentou, apesar de sucessivas intimações, os demonstrativos que identificassem os ingressos, as receitas, os dispêndios e os custos e/ou despesas, a fiscalização poderia acomodarse e tributar a totalidade da receita bruta. Todavia, em vez disso, procedeu ao rateio dos valores e ao arbitramento do lucro (fls. 260/268), uma vez que não haveria outra forma para apurar os valores referentes aos Fl. 540DF CARF MF Emitido em 31/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO Assinado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, 02/03/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE, 31/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER Processo nº 15540.000843/200831 Acórdão n.º 140100.385 S1C4T1 Fl. 530 5 ingressos e à receita da atividade que não o rateio, com base na proporcionalidade dos dispêndios e do custo/despesa, sendo que essa foi a opção adotada pela fiscalização para apuração dos valores a serem tributados. No Termo de Arbitramento de Lucro (fls. 260/268), anexos 01/03 (fl. 265), 02/03 (fl. 266) e 03/03 (fls. 267 e 268), verificase que a fiscalização procedeu ao rateio dos valores auferidos de receita bruta (atividades relacionadas ao objetivo social do interessado "contraprestações efetivas do plano" e "outros ingressos operacionais"), com base na proporcionalidade dos dispêndios e do custo/despesa, tendo apurado os valores auferidos referentes aos ingressos, os quais não foram tributados, e os valores referentes às receitas da atividade, os quais foram tributados (infração 001 do auto de infração de IRPJ — fls. 10/11). Já o montante de recursos auferidos, referentes às atividades não relacionadas aos objetivos sociais do interessado, tais como, "ingressos financeiros", "ingressos patrimoniais" e "receitas não operacionais" (fls. 27 e 237/240), denominados de Outras Receitas, por serem atos nãocooperativos, foram tributados (infração 002 do auto de infração de IRPJ — fls. 11/12). A apuração da base de cálculo do IRPJ pelo lucro arbitrado e do respectivo IRPJ está demonstrada no Termo de Verificação Fiscal (fls. 23/28). Com relação ao PIS e à CSLL, a fiscalização entende, conforme consta às fls. 19/20 da Descrição dos Fatos, que incidem sobre o total da Receita Bruta (PIS) e sobre o total do Lucro Líquido Ajustado e/ou Superávit (CSLL), integrando as bases de cálculo de ambos os valores referentes a atos cooperativos e a atos não cooperativos. Contudo, afirma que os valores referentes ao crédito tributário incidente sobre os atos cooperativos (ingressos), relativos às duas contribuições, não foram constituídos através do presente lançamento de oficio. Ou seja, somente foi constituído o crédito tributário referente à Receita da Atividade (infração 001) e às Outras Receitas (infração 002). Consta à fl. 20 da Descrição dos Fatos que o crédito tributário relativo à Cofins, também exigível sobre o total da Receita Bruta, foi constituído com a exigibilidade suspensa, por força da decisão, de 31/08/2006, exarada pelo Excelentíssimo Sr. Ministro do Supremo Tribunal Federal Dr. Marco Aurélio Mello, que determinou o sobrestamento do processo referente ao Recurso Extraordinário RE/444363. Em função desse evento, houve a instauração de Processo Administrativo Fiscal (PAF) em separado do presente processo, o qual foi protocolado sob o n° 15540.000842/200897. Inconformado, o interessado apresentou impugnação de fls. 351/366 (CSLL), de fls. 367/382 (Pis) e de fls. 383/398 (IRPJ), com os mesmos argumentos. Nelas alegou, em síntese, o seguinte: . que as autuações são decadentes, já que as supostas obrigações objeto dos lançamentos deveriam ter sido constituídas até dezembro/2007, nos termos do art. 173 do Código Tributário Fl. 541DF CARF MF Emitido em 31/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO Assinado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, 02/03/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE, 31/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER Processo nº 15540.000843/200831 Acórdão n.º 140100.385 S1C4T1 Fl. 531 6 Nacional (CTN), mas só foi regularmente notificada das mesmas em dezembro/2008. . que não compete ao Auditor negar a juntada de documentos no processo e tampouco desconsiderar as informações prestadas pelo advogado, ainda que não acompanhada de procuração. As informações foram enviadas tempestivamente (04/12/08), ainda que sem o conteúdo solicitado pelo Auditor. . que inexiste corelação entre os elementos fiscalizados e as conclusões da auditoria, uma vez que esta se baseou em critérios subjetivos e nos valores pessoais do Auditor. . que a autuação é nula, pois o Auditor não declinou a base de cálculo para apurar os tributos. . que o arbitramento foi indevido e fruto apenas da arbitrariedade do Auditor. . que é uma sociedade cooperativa sem fins lucrativos que pratica apenas os atos cooperativos previstos na Lei n° 5.764/71, sobre os quais não incidem tributos federais, sendo, portanto, nulas as autuações. . que atua exclusivamente em nome dos sócios (médicos cooperados), não possuindo receita referente à sua atividade objeto, pois os valores que recebe em nome dos sócios apenas transitam pelo seu Caixa e não compõem o seu patrimônio. . que o Parecer Normativo CST da Cosit n° 38/80 reconhece a não incidência de tributos nas atividades cooperativas. . que o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) aprovou normas específicas para reger os demonstrativos contábeis e o balanço das sociedades cooperativas, estabelecendo conceitos próprios para as receitas que a cooperativa recebe em nome dos sócios (INGRESSOS) e para as despesas atribuídas aos mesmos (DISPÊNDIOS). . que, apesar da permissão legal de operar com terceiros (médicos não cooperados), não exerce este tipo de operação, pois adota o princípio da exclusividade. Atua apenas em nome dos seus sócios, realizando as operações previstas no Parecer Normativo CST da Cosit n° 38/80: organização e administração dos interesses comuns ligados à atividade profissional, tais como os que buscam a captação de clientela; a oferta pública ou particular dos serviços dos associados; a cobrança e o recebimento dos honorários; o registro, controle e distribuição periódica dos honorários recebidos; a apuração e a cobrança das despesas da sociedade, mediante rateio na proporção direta da fruição dos serviços pelos associados; cobertura de eventuais prejuízos com recursos provenientes do Fundo de Reserva (art. 28, I) e, supletivamente, mediante rateio, entre os associados, na razão direta dos serviços usufruídos. . que o Auditor agiu na contramão da orientação que prevalece nos últimos pronunciamentos do Superior Tribunal de Justiça (STJ), contrariando orientação pacífica dos tribunais superiores; citou acórdãos do STJ. Fl. 542DF CARF MF Emitido em 31/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO Assinado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, 02/03/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE, 31/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER Processo nº 15540.000843/200831 Acórdão n.º 140100.385 S1C4T1 Fl. 532 7 . que, com as impugnações, junta os documentos mencionados na defesa. Por fim, requer a realização de perícia. Consta Despacho da 7ª Turma da DRJ/RJ/I, às fls. 400/401, para que o interessado fosse intimado a apresentar o instrumento de representação processual (procuração). Cumprida a exigência às fls. 405/406.” Ao apreciar a demanda, a DRJ houve por bem manter o lançamento, consoante se verifica da ementa abaixo transcrita: “ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2003 PERÍCIA.DESNECESSIDADE. INDEFERIMENTO. Deve ser indeferida a perícia que é desnecessária, já que a documentação contida nos autos é suficiente para formar a convicção do julgador. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2003 DECADÊNCIA. INOCORRÊNCIA. Nos tributos sujeitos ao regime de lançamento por homologação, a decadência do direito de constituir o crédito tributário se rege pelo art. 150, § 4º, do Código Tributário Nacional (CTN). Contudo, no lançamento por homologação o que se homologa é o pagamento. Se não houver pagamento, já não será o caso de lançamento por homologação, mas sim de lançamento de oficio (art. 149 do CTN), situação em que a constituição do crédito tributário deverá observar o disposto no art. 173, inciso I, do CTN ("O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado"). ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2003 COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO. Sujeitamse à incidência tributária os resultados obtidos por sociedades cooperativas em operações diversas de ato cooperativo. Se, conjuntamente com os serviços dos associados, a cooperativa contrata com a clientela a preço global não discriminativo, o fornecimento de bens ou serviços de terceiros e/ou cobertura com diárias e serviços hospitalares, serviços de laboratórios e outros serviços, especializados ou não, prestados por não associados (terceiros não cooperados), pessoas físicas ou jurídicas, estas operações se caracterizam como atos não cooperativos e estão sujeitas à incidência tributária. ARBITRAMENTO DO LUCRO. ESCRITURAÇÃO. FALTA DE SEGREGAÇÃO DAS RECEITAS DA ATIVIDADE (ATOS NÃO COOPERATIVOS) E INGRESSOS (ATOS COOPERATIVOS). IMPRESTÁVEL. CABIMENTO. Fl. 543DF CARF MF Emitido em 31/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO Assinado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, 02/03/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE, 31/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER Processo nº 15540.000843/200831 Acórdão n.º 140100.385 S1C4T1 Fl. 533 8 É cabível o arbitramento, uma vez que a escrituração efetuada pelo interessado contém deficiência que a torna imprestável para determinar o lucro real, já que não segrega os valores relativos aos Ingressos (atos cooperativos) e às Receitas da Atividade (atos não cooperativos). BASE DE CÁLCULO. A base de cálculo da autuação está perfeitamente demonstrada nos autos, não havendo, portanto, nulidade na autuação. OUTRAS RECEITAS (INGRESSOS FINANCEIROS, PATRIMONIAIS E RECEITAS NÃO OPERACIONAIS). ATOS NÃO COOPERATIVOS. Sujeitamse à incidência tributária as outras receitas (ingressos financeiros, patrimoniais e receitas não operacionais) obtidas por sociedades cooperativas, por não se caracterizarem como ato cooperativo. ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Anocalendário: 2003 Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Programa de Integração Social PIS CSLL/PIS. LANÇAMENTOS DECORRENTES. Subsistindo o lançamento principal, igual sorte colhe os lançamentos que tenham sido formalizados por mera decorrência daquele, em razão da relação de causa e efeito que os vinculam. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido.” Inconformada com a decisão proferida pela DRJ, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário, reforçando os termos da defesa anteriormente apresentada. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro Relator Alexandre Antônio Alkmim Teixeira , relator: O recurso reúne as condições de admissibilidade, dele tomo conhecimento. Como se extrai do relatório, tratase de Recurso Voluntário interposto contra acórdão que manteve a procedência do lançamento de crédito tributário relativo à cobrança de IRPJ, CSLL e PIS incidente sobre os resultados positivos obtidos pela cooperativa de trabalho médico, ora Recorrente, apurado pela fiscalização por meio do arbitramento. Inocorrência de nulidade do auto de infração. Cerceamento ao direito de defesa não configurado. Fl. 544DF CARF MF Emitido em 31/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO Assinado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, 02/03/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE, 31/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER Processo nº 15540.000843/200831 Acórdão n.º 140100.385 S1C4T1 Fl. 534 9 Em suas razões recursais, a Recorrente alega que o auto de infração padece de nulidades, em virtude nas incorreções na apuração da base de cálculo, indevidamente arbitrada pela fiscalização. Sustenta ainda que o indeferimento da prova pericial teria impossibilitado o exercício do seu direito de defesa. Quanto ao pedido de produção da prova pericial, decidiu acertadamente a DRJ ao indeferir tal requerimento. O deferimento da realização de perícia está condicionado à demonstração, pela Recorrente, de que a matéria a ser discutida necessita de conhecimento técnico, o que, definitivamente, não é a situação que se verifica dos presentes autos. Isso porque, a matéria aqui discutida é a prática de atos não cooperativos pelo ora Recorrente, não sendo imprescindível a opinião técnica a respeito. Além disso, o Decreto nº. 70.235/72, que regulamenta o processo administrativo fiscal (PAF), determina expressamente que o contribuinte deverá requerer, na sua Impugnação, a produção da prova pericial, ocasião em que deverá indicar o nome do seu perito, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados. Do contrário, considerarseá não formulado o pedido de tal prova. Confirase: “Art. 16. A impugnação mencionará: I a autoridade julgadora a quem é dirigida; II a qualificação do impugnante; III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta; IV as diligências que o impugnante pretenda sejam efetuada, expostos os motivos que as justifiquem. III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) IV as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) V se a matéria impugnada foi submetida à apreciação judicial, devendo ser juntada cópia da petição. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) § 1º Considerarseá não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV do art. 16. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993)” (Sem destaques no original) Da análise dos autos verificase que, embora a Recorrente tenha, em sua impugnação, qualificado o seu perito e exposto os motivos que justificam a sua pretensão com a realização da perícia, a Recorrente deixou de atender requisito essencial à elaboração de tal prova, qual seja, a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados. Fl. 545DF CARF MF Emitido em 31/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO Assinado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, 02/03/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE, 31/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER Processo nº 15540.000843/200831 Acórdão n.º 140100.385 S1C4T1 Fl. 535 10 Assim, nos termos da legislação do PAF, são considerados como não formulados os pedidos de perícia sem indicação dos quesitos técnicos, que delimitariam a matéria a ser abordada pela perícia. É incabível, portanto, a produção de prova pericial nos presentes autos, seja pela sua desnecessidade, seja pela irregularidade apontada. Em relação às demais nulidades do auto de infração, decorrentes da irregularidade no arbitramento da base de cálculo dos tributos devidos, sustenta a Recorrente que “o Auditor afastouse da realidade e resolveu agir de acordo com valores próprios, o que não correto e não está de acordo com as atividades de sua competência.cumpre esclarecer o seguinte.” Contudo, em nenhum momento comprovou, documentalmente, os excessos cometidos pela fiscalização, demonstrando que esta possuía meios para aferir base de cálculo mais verossímil, evitandose o seu arbitramento. Pelos documentos trazidos aos autos temse que o arbitramento fezse necessário em virtude da deficiência na sua escrituração contábil, que a torna imprestável para determinar o real lucro auferido pela Recorrente. Por tal razão, neste caso, foi preciso realizar o arbitramento do lucro, tendo em vista a existência de receitas passíveis de tributação, como, por exemplo, os resultados obtidos com a prática de atos auxiliares de contratação de profissionais não cooperados (hospitais e laboratórios), os quais, na visão do Fisco, são classificados como atos não cooperativos. Desta forma, realizouse o arbitramento, constando no auto de infração a descrição da infração praticada pela Recorrente, citando inclusive a legislação aplicada, razão pela qual não há que se falar em cerceamento do direito de defesa. Ante o exposto, julgo improcedente, neste particular, o recurso voluntário aviado, eis que não houve qualquer transgressão ao princípio constitucional do contraditório e da ampla defesa. Reconhecimento da decadência de parte do crédito tributário. O presente auto de infração visa a cobrança de crédito tributário de IRPJ, CSLL e PIS incidente sobre os resultados positivos auferidos pela Recorrente, cooperativa de trabalho médico, relativo ao anocalendário de 2003. Consoante se extrai dos autos às fls. 348, o contribuinte foi intimado da lavratura do Auto de Infração, por via postal, em 30/12/2008. Analisandose o presente caso sob o prisma da decadência, temse que, por se tratar de exigência de crédito tributário de imposto de renda pessoa jurídica e outros tributos sujeitos ao lançamento por homologação, o prazo decadencial aplicável é o previsto no art. 150, § 4° do CTN, qual seja: cinco anos a contar da data da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária. Apenas a título de ilustração, cumpre notar que a Câmara Superior de Recursos Fiscais já consolidou seu entendimento no sentido de que o IRPJ é tributo sujeito ao lançamento por homologação e, por esse motivo, a decadência regese pelo disposto no art. 150, § 4°do CTN. Vejase: Fl. 546DF CARF MF Emitido em 31/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO Assinado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, 02/03/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE, 31/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER Processo nº 15540.000843/200831 Acórdão n.º 140100.385 S1C4T1 Fl. 536 11 “PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL – IRPJ – PRELIMINAR DE DECADÊNCIA – Consoante jurisprudência firmada pela Câmara Superior de Recursos Fiscais, após o advento da Lei n° 8.383/91, o Imposto de Renda de Pessoas Jurídicas é lançado na modalidade de lançamento por homologação e a decadência do direito de constituir crédito tributário regese pelo artigo 150, § 4º, do Código Tributário Nacional.” (Acórdão n° 10195547. Recurso n° 142596. Processo n°: 10640.002763/200283. Sessão de Julgamento: 24/05/2006) Desta feita, havendo lançamento por homologação, o termo inicial para a contagem do prazo decadencial é o primeiro dia após a ocorrência do fato gerador, independentemente de ter havido ou não pagamento do tributo, resguardados os casos de dolo, fraude ou simulação. Temse, portanto, que, nas hipóteses de lançamento por homologação, transcorrido o prazo de cinco anos contados do fato gerador, considerase homologado o lançamento, ainda que não tenha havido pagamento do tributo. É o que se extrai do entendimento firmando no julgado abaixo: “IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA – 1° T DE 1998. DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, com decurso do prazo de cinco anos contados da ocorrência do fato gerador, a atividade exercida pelo sujeito passivo para apurar a base de cálculo, com ou sem pagamento de tributos, está homologada e não pode mais ser objeto de lançamento. Acolhida preliminar de decadência.” (Número do processo: 10665.002223/200301. Número do Recurso: 144.986. Acórdão: 10195.403. Sessão de Julgamento: 23/02/2006) Aplicandose tudo o que foi exposto ao caso em tela, temse que devem ser excluídos do lançamento as parcelas relativas ao IRPJ e à CSLL nas competências de 01/2003 a 09/2003 (primeiro a terceiro trimestre), bem como os valores cobrados a título de PIS nas competências de 01/2003 a 11/2003, vez que alcançadas pelo prazo decadencial previsto no art. 150, § 4º, do CTN. Crédito Tributário relativo à COFINS Antes de adentrar ao mérito da demanda, cumpre ressaltar que o crédito tributário relativo à COFINS não é objeto da presente lide. Conforme consta das fls. 20 da Descrição dos Fatos, para a cobrança de tal contribuição houve a instauração de Processo Administrativo Fiscal próprio, separado do presente feito, protocolado sob n° 15540.000842/200897. Sujeição das Cooperativas de Trabalho Médico ao recolhimento de IRPJ. Fl. 547DF CARF MF Emitido em 31/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO Assinado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, 02/03/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE, 31/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER Processo nº 15540.000843/200831 Acórdão n.º 140100.385 S1C4T1 Fl. 537 12 Adiante, a Recorrente requer a desconstituição do lançamento efetuado pelo Auditor Fiscal, argüindo, em suma, que os resultados por ele tributados são oriundos da prática de atos cooperativos, logo, situados fora do campo de incidência da norma tributária. Pois bem. A presente controvérsia resumese na possibilidade ou não de sujeitar as receitas obtidas pelas cooperativas de trabalho médico, por meio da venda de planos de saúde, à tributação de Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica. É que, nos moldes da Lei nº. 9.430/96, o IRPJ incidirá sobre o lucro real, presumido ou arbitrado das pessoas jurídicas domiciliadas no país ou a elas equiparadas. Entretanto, embora as cooperativas sejam, nos termos da lei civil, pessoas jurídicas constituídas sob a forma de sociedade, o regime jurídico aplicável a elas é diferente das sociedades empresárias ou simples, visto que possuem uma finalidade peculiar. Isto porque as cooperativas, na exegese dos arts. 3º e 4º da Lei nº. 5.764/71, são sociedades de pessoas constituídas, sem intuito de lucro, com o objetivo principal de prestar serviços aos seus associados. Dispõe os referidos artigos, in litteris: “Art. 3° Celebram contrato de sociedade cooperativa as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir com bens ou serviços para o exercício de uma atividade econômica, de proveito comum, sem objetivo de lucro. Art. 4º As cooperativas são sociedades de pessoas, com forma e natureza jurídica próprias, de natureza civil, não sujeitas a falência, constituídas para prestar serviços aos associados, distinguindose das demais sociedades pelas seguintes características: (...) X prestação de assistência aos associados, e, quando previsto nos estatutos, aos empregados da cooperativa;” Neste contexto, o art. 79 da citada lei dispõe que os atos cooperativos, ou seja, os atos praticados pela cooperativa com seus associados, ou pelas cooperativas entre si, “não implicam em operação de mercado, nem contrato de compra e venda de produto ou mercadoria.” Será considerado ato cooperativo, portanto, todo negócio jurídico que tenha em uma das extremidades da relação negocial um associado. Neste caso, a cooperativa atuará como intermediária entre o médico cooperado e o paciente (não cooperado), sendo que o resultado obtido com a realização deste negócio jurídico será, posteriormente, repassado ao cooperado. Ademais, ainda no que concerne à definição dos atos praticados pelas cooperativas, o art. 87 da referida lei estabelece que “os resultados das operações das cooperativas com não associados, mencionados nos artigos 85 e 86, serão levados à conta do "Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social" e serão contabilizados em separado, de molde a permitir cálculo para incidência de tributos”. Desta forma, da combinação dos arts. 79 e 87 da Lei das Cooperativas temse que os atos cooperativos, entendidos como as operações realizadas entre a cooperativa, na condição de intermediária, e seus cooperados, não serão tributáveis por não estarem incluídos na hipótese de incidência da norma tributária. Todavia, os atos não cooperativos, ou seja, os Fl. 548DF CARF MF Emitido em 31/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO Assinado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, 02/03/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE, 31/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER Processo nº 15540.000843/200831 Acórdão n.º 140100.385 S1C4T1 Fl. 538 13 praticados pela cooperativa com não associados estarão sujeitos à tributação, vez que resultam em lucro. Neste diapasão, o Min. Castro Meira, ao analisar os resultados provenientes da prática de atos cooperativos e não cooperativos por sociedades cooperativas, concluiu que “os atos cooperativos não geram receita nem faturamento para a sociedade cooperativa. O resultado financeiro deles decorrente não está sujeito à incidência do tributo. Cuidase de uma nãoincidência pura e simples, e não de uma norma de isenção. Já os atos não cooperativos, praticados com não associados, geram receita à sociedade, devendo o resultado do exercício ser levado à conta específica para que possa servir de base à tributação.” (REsp nº. 807.690/SP, 2ª Turma do STJ, DJ de 01/02/2007). Após a definição e a delimitação do ato cooperativo, cabe, agora, analisar o regime jurídico que contorna as cooperativas de trabalho médico, sobretudo no que tange às receitas obtidas com a venda de planos de saúde. As cooperativas de trabalho médico são sociedades de pessoas, sem fins lucrativos, constituídas com o intuito de fortalecer e fomentar o trabalho de seus médicos associados. Para tanto, as cooperativas promovem a intermediação entre seus associados (médicos) e terceiros (pacientes). Neste contexto, as cooperativas de trabalho médico praticam, em suma, dois tipos de atos, quais sejam, atos cooperativos consistentes no exercício de suas atividades em benefício dos seus associados que prestam serviços médicos a terceiros (não cooperados) e atos não cooperativos de serviços de administração a terceiros que adquiriram seus planos de saúde para receber tratamento em hospitais, clínicas cirúrgicas, laboratórios, etc. A receita obtida por meio da venda de planos de saúde possui destinações diversas, quais sejam, remuneração dos médicos pelos serviços prestados (distribuição das sobras) e pagamento de hospitais, clínicas cirúrgicas e laboratórios por serviços prestados aos adquirentes do plano. Com relação à distribuição das sobras aos médicos cooperados, temse que os recursos destinados a este fim são oriundos da prática de atos cooperativos, vez que a cooperativa atua como intermediária na relação negocial de prestação de serviços entre o médico cooperado e o paciente não associado. Lado outro, no que concerne ao pagamento de hospitais, laboratórios e clínicas cirúrgicas pelos serviços prestados a terceiros (pacientes), temse que os recursos destinados a este fim são provenientes da prática de atos não cooperativos, porquanto não há em um dos pólos da relação negocial um cooperado. Nesta hipótese, a cooperativa atua com caráter nitidamente empresarial, uma vez que administra recursos de terceiros para o pagamento de serviços prestados por pessoas jurídicas não cooperadas. Dessa forma, temse que é necessário promover a segregação dos recursos obtidos pela cooperativa, por meio da venda de planos de saúde, com base na destinação que lhes é dada, sob pena de se tributar valores oriundos da prática de atos cooperativos. Como no caso em questão a escrituração contábil da Recorrente estava insatisfatória, o Auditor Fiscal efetuou o arbitramento do resultado positivo percebido pela cooperativa, ora Recorrente, consolidando as receitas de atos não cooperativos, após decotar os ingressos que entendeu por provenientes de atos cooperativos (vide fls. 17, 261/262). Ante o exposto, entendo que diante da escassa documentação a que teve acesso, o Fiscal agiu acertadamente ao promover o arbitramento da base de cálculo das receitas Fl. 549DF CARF MF Emitido em 31/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO Assinado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, 02/03/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE, 31/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER Processo nº 15540.000843/200831 Acórdão n.º 140100.385 S1C4T1 Fl. 539 14 tidas por tributáveis. Assim, julgo procedente o lançamento efetuado, mantendose a cobrança do crédito tributário que não foi abarcado pela decadência. Sujeição das Cooperativas de Trabalho Médico ao recolhimento de CSLL e PIS. No que tange à exigência de crédito tributário referente à CSLL e ao PIS, a DRJ julgou procedente o lançamento sob o fundamento de que “as exigências fiscais relativas a estas contribuições são mera decorrência dos fatos apurados no auto de infração do imposto de renda pessoa jurídica (IRPJ). Subsistindo o auto de infração matriz (IRPJ), igual sorte devem colher aqueles autos de infração lavrados por mera decorrência, tendo em vista o nexo causal entre eles.” A esse respeito, mantenho o lançamento, e adoto os mesmos fundamentos acima para a tributação pela CSLL, que deve incidir sobre as receitas provenientes de atos não cooperados. Em relação ao PIS, é importante tecer algumas considerações complementares. Até o advento da MP nº 1.858/99, as sociedades cooperativas eram tributadas pelo PIS nos termos do art. 2º e seu § 1º, da Lei nº 9.715/95, verbis: “Art. 2º. A contribuição para o PIS/PASEP será apurada mensalmente: I pelas pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do imposto de renda, inclusive as empresas públicas e as sociedades de economia mista e suas subsidiárias, com base no faturamento do mês; II – pelas entidades sem fins lucrativos definidas como empregadoras pela legislação trabalhista e as fundações, com base na folha de salários; III – (...) § 1º. As sociedades cooperativas, além da contribuição sobre a folha de pagamento mensal, pagarão, também, a contribuição calculada na forma do inciso I, em relação às receitas decorrentes de operações praticadas com não associados.” A partir de novembro de 1999, a MP nº 1.858/99, alterou o regime jurídico tributário dado às sociedades cooperativas. Nesse período a base de cálculo da contribuição do PIS das sociedades cooperativas passou a ser apurada com base no faturamento total com as exclusões da MP nº 1.858/99, que trazia no seu art. 15 as seguintes hipóteses, verbis: “Art. 15. As sociedades cooperativas poderão, observado o disposto nos arts. 2º e 3º da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, excluir da base de cálculo da COFINS e do PIS/PASEP: Fl. 550DF CARF MF Emitido em 31/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO Assinado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, 02/03/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE, 31/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER Processo nº 15540.000843/200831 Acórdão n.º 140100.385 S1C4T1 Fl. 540 15 I os valores repassados aos associados, decorrentes da comercialização de produto por eles entregue à cooperativa; II as receitas de venda de bens e mercadorias a associados; III as receitas decorrentes da prestação, aos associados, de serviços especializados, aplicáveis na atividade rural, relativos a assistência técnica, extensão rural, formação profissional e assemelhadas; IV as receitas decorrentes do beneficiamento, armazenamento e industrialização de produção do associado; V as receitas financeiras decorrentes de repasse de empréstimos rurais contraídos junto a instituições financeiras, até o limite dos encargos a estas devidos.” Pelo exposto, considerando que o PIS incide sobre o faturamento, que abrange a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevante o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas e que não ocorreram hipóteses de exclusões da base de cálculo previstas em lei, constato que o lançamento de ofício em lide não merece retificação, pois foi efetuado como determinou a lei em vigor. Conclusão Ante o exposto, voto por reconhecer a decadência de parte do crédito tributado, consoante demonstrado anteriormente. Com relação ao restante das alegações, voto por manter o lançamento nos moldes em que efetuado. (Assinado digitalmente) Relator Alexandre Antônio Alkmim Teixeira Relator Voto Vencedor Conselheiro Antonio Bezerra Neto, Redatordesignado. A minha discordância limitase apenas à questão da decadência. No tocante a esse tema, em primeiro lugar, reconhecendo a controvérsia que o tema envolve, ressalvo a minha opinião particular de ter defendido anteriormente que o fato contingente de existir ou não pagamentos não teria o condão de interferir na natureza do tributo sujeito a homologação e por conseqüência aplicarseia a regra do art. art. 150, § 4º do CTN, ressalvado o caso de fraude ou dolo em que preponderaria a regra do art. 173, I do CTN. Entretanto, curveime recentemente à jurisprudência atual do STJ, no sentido de entender que a aplicação do art.150, §4º, do CTN atrai a realização de um pagamento. Na Fl. 551DF CARF MF Emitido em 31/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO Assinado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, 02/03/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE, 31/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER Processo nº 15540.000843/200831 Acórdão n.º 140100.385 S1C4T1 Fl. 541 16 ausência desse pagamento, como é o caso, o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese também após 5 (cinco) anos, mas, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado (art.173, I, do CTN). Quanto à matéria, adoto, portanto, a posição consolidada do STJ: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. PETIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL ASSINADA POR ADVOGADO SEM PROCURAÇÃO NOS AUTOS. SÚMULA 115/STJ. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA. TERMO INICIAL. VIOLAÇÃO DE PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. COMPETÊNCIA DA SUPREMA CORTE. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. ..... 3. Nos créditos tributários relativos à contribuição previdenciária – tributo sujeito a lançamento por homologação – cujo pagamento não foi antecipado pelo contribuinte, caso em que se aplica o art. 173, I, do CTN, deve o prazo decadencial de cinco anos para a sua constituição ser contado a partir do primeiro dia do exercício financeiro seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Portanto, escorreito o acórdão recorrido, o qual entendeu pela exigibilidade integral dos débitos referentes ao ano base de 1992. ..... 7. Recurso especial não conhecido.(Segunda Turma, REsp 1154592 / PR, Min. Castro Meira, Julg. 20/05/2010, DJe 02/06/2010). AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. DIREITO TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÊNCIA. TERMO INICIAL. 1. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, quando inocorre o pagamento antecipado pelo contribuinte, o prazo decadencial para o lançamento de ofício substitutivo é determinado pelo artigo 173, inciso I, do Código Tributário Nacional. 2. Orientação reafirmada pela Primeira Seção desta Corte, no julgamento do REsp nº 973.733/SC, Relator Ministro Luiz Fux, sob o rito dos recursos repetitivos (Código de Processo Civil, artigo 543C). 3. Agravo regimental improvido. (Primeira Turma, AgRg no REsp 1120220 / PR, Min. Hamilton Carvalhido, Julg. 18/05/2010, DJe 02/06/2010) PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS Fl. 552DF CARF MF Emitido em 31/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO Assinado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, 02/03/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE, 31/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER Processo nº 15540.000843/200831 Acórdão n.º 140100.385 S1C4T1 Fl. 542 17 PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). ..... 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (Primeira Seção, REsp 973.733/SC, Min. Luiz Fux, Julg. 12/08/2009, DJe 18/09/2009) No caso que se cuida, o auto de infração visa a cobrança de crédito tributário de IRPJ, CSLL e PIS incidente sobre os resultados positivos auferidos pela Recorrente, cooperativa de trabalho médico, relativo ao anocalendário de 2003. Portanto, pela regra do art. 173, I do CTN o lançamento poderia ser efetuado até 31/12/2009. Como a ciência da lavratura do Auto de Infração, por via postal, se deu em 30/12/2008, afastado está a decadência tanto do IRPJ quanto das demais contribuições sociais. Por todo o exposto, afasto a decadência. (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto Fl. 553DF CARF MF Emitido em 31/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO Assinado digitalmente em 02/03/2011 por ANTONIO BEZERRA NETO, 02/03/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE, 31/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER
score : 1.0
Numero do processo: 10746.001006/2001-23
Turma: Segunda Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Mar 18 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Fri Mar 18 00:00:00 UTC 2005
Numero da decisão: 102-02.217
Decisão: RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRF- que ñ versem s/ exigência de cred. trib. (ex.:restit.)
Nome do relator: Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 10202217_10746001006200123_200503; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-01-20T17:52:49Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 10202217_10746001006200123_200503; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 10202217_10746001006200123_200503; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-01-20T17:52:49Z; created: 2017-01-20T17:52:49Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2017-01-20T17:52:49Z; pdf:charsPerPage: 848; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-01-20T17:52:49Z | Conteúdo => 1I , , ", MINISTÉRIO DA 'FAZENDA PRIIViEI~O CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA " .. I ProceSso nO Recurso nO Matéria Recorrente Recor:rida Sessão de ' : 10746.001Q06/2Ó01-23 : 136.979 : IRF - ANO: 2001 ' : CONSÓRCIO CONSTRUTOR 'UHE I-AjEADO ,:4al'U RMAlD RJ-,BRASí L1A/D F : 1~ de março ~e 2095 ,'" , ' , " RÉSOLUÇÃO N°'102-02.217 Vistos, ,relatados e' discutidos os presentes' autos de recurso íl)terposto por CONSÓRCIO CONSTRUTÇ)R'UHE LAJEADO. ,RESOLVEMos Membros da ,S~gunda Câmara' do Primeiro Conselho de Contribui~tes, por unanimidade de 'votos, CONVE:RTER o ju.ígame~t9 , , em diligênda, nos termos do voto do. Relator. I t ',f) t- K-- '-I.L-~' LEONARDO HENRIQUE M. DE OLIVEIRA REI-ArOR " , FORMALIzADO E~: '2 1 OU T-/Oü5, " / Participar~m, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: .NAURY FRAGOSO , TANAKA, JOSÉ OLESKOVICZ, GERALDO, ~ASCARENHAS LOPES,' CANÇADO' DINIZ, JOSÉ RAIMUNDO TOSTA ,SANTOS, ALEXANDRE ANDRADE LIMA DA FONTE FILHQ.e MARIA GORETTI DE BULHÕES CARVALHO, " , , " ~ ecinh MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo nO :10746.001006/2001-23 . . Resolução nO : 102-,02.217 Recurso,no Recorrente. : 136.979 : CONSÓRCIO CONSTRUTOR UHE LAJEADO RELATÓRIO CONSÓRCIO CONSTRUTOR UHE LAJEADO, inscrita no CNPJ/MF sob o nO 02.529.379/0001-57, ingressou com pedido de' compensação em 13/08/2001 (fI. 01) de imposto retido na fonte recolhido a maior (valor R$ 281,90) com IRRF (código 0588), devido nor'nês de julho do ano calendário 2001. v A Recorrente, entre outros documentos (fls. 02/22),. anexou ao . processo cópia de DARF (fi. 02), instrumento particular de constituição de consórcio . . ~ (fls. 09/13), procuração (fI. 15), e DCTFs. Na apreciação <;iasolicitaçãq (fls. 24/27), a DRF em Palmas -' TO, por meio do Despacho Decisório 2001 SasitlDRF/PAL, de 21/08/2001, indeferiu o pedido da contribuinte sob 'o fundamento de "inexistência de previsão legal"'(fl. 27). Descontente, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade (fI. 29), juntou documentos {fls. 30/39) e destacou, verbis: "Trata-se de retenção de IRF feita indevidamente na NF 2911 emitida 07/05/2001 de ISRAEL JOÃO ZANOONÁ relativo à serviço de Transporte de Solo' não tributado jJelo IR na Fonte conforme cópia de NF e 'que foi prontamente devolVIda-após a verificação do r erro, conforme cópia de NF e que foi prontamente devolvida após a verificação do erro, conforme cópia de' depósito bancário. Informamos ainda que' entendemos como omissão o não recolhimento do IRF, bem como a não figuração na OCTF no período correspondente ao citado no processo (3a semana de Mai/2001) uma vez que NÃO é devido a retenção do IRF e conseqüente súa informação' na OCTF cónforme explicado acima." (ipsis litteris, fI. 29). 2 'MINISTÉRIO DA FAZENDA . PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDACÂMARA Processo nO : t0746.001 006/2001-23 ' Resolução nO : 102-02.217 Por sua vez, a douta' autoridade julgadora de primeira instância por meio do acórdão n.o 06.499, de 27/06/2003 (fls. 41/43), indeferiu a solicitação; consoante redaçãq 'da'ementa seguinte: "Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2001 . Ementa: IRRF - RESTITUIÇÃO , , A legislação tributaria somente autoriza a restituição, nos ,casos ,de , pagamento indevido ou a maior de imposto de renda~ A simples devolução do imposto retido ao prestador do serviçd não lhe dar o direito, a restituição.' . Solicitação Inde.ferida"(fl. 41). , , ' "-Daí a interposição de Recurso, Voluntário, (fls; . 47/48)" com 'seguimento a este Egrégio Con?~lho de Contribuintes via despacho da autoridade administrativa (fI. 60). Documentos juntados (fls. 49/59). ÍIf . É o relatório. 3 ._._---_._"----_.~- , . I MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO'CONSELHO D'E CONTRIBUJN"(ES SEGUNDA CÂMARA 'Processo nO: 10746.00'1006/2001-23 . e .• . Resolução nO : 102-02.217 ."'; ". VOTO .' .Conselt)ejro LEONARDO HENRIQUEM. DE OLlVE.lRA, "Relator' . ' Versam os presentes autos sobre pedido .de restituição de imposto retído na f~nte recolhido a ~aiQr que"o devid~, coni"co~pensação c6m'IRRF (código n.?0588)', devido no mês e julho de2001 no,valor de R$ 281 ;90. ' A decisã~ a 'quo ,.indefériu .a pretensão da contribuinte .soo o fundamento de .que o procedimento da autoridade admihistrativa compétente, por meio do 'despacho decis6rio. (fls. 24/27), o'qual result'ou na comp~nsa'ção do. valor , I'.. . '. ' ,,-, .< pleiteado (R$ 281,90) com b valor de R$ 284,25 retido e não recolhido está correto, . ... .... . .não merecendo,. portanto, 'qualquér reparo .. . I Adveio nesta fase recursal para julgamento desta C. ~Câmara a' . 'diferença' cO'ns.tatadadiante dop:rocedimento da autoridade de primeira instância. Para o deslinde da questão, faz-se.necessário reportarmo~nos ao.rol elencado no parágràfo primeiro do artigo 647 d? RIRI1999.: • I. , "Art 647. Estão ~ujeitaS' à inCidência .do imposto ~a fo~te,à alíquota de .um e meio por cento, as importâncias Pélgas' ou creditadas por pessoa$ jurídicas a outras pessdas jurídicas, civis oLi mercantis, pela prestação de serviços caracterizadam~nte de natureza profissional . (Decreto-Lei nO2.030, de 9'de junho de 1983, art. 2°, Óecreto-Lei nO 2.065; de 1983, art. 1°" inciso 111,Lei nÓ7A50, de 1985, art. 52, e Lei n° 9.064, de 1995, art. 6°., ',' ~ 1° Compreendem-se nas disp'osiçoes deste artigo 'OS' serviços ,a ht seguir indicados: ,\ . ()" '.40 • • .' • "'" 4 . 11 MINISTÉRIO DA FAZENDA. . PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo nO : 10746".001Oà6/2001-23 Resolução nO : 102-02.217 Verifica-se que a atividade exercida e. objeto de discussão nestes autos, .prestação de serviços de transporte (fI. 32), não está expressamente listada no ~ 1° do artigo 647 do RIR/1999. Neste sentido, transcreve-se decisões em processo de consulta, verbis: "SERViÇOS PROFISSIONAIS - Por não figurarem dentre os serviços listados no ~ .1° do art. 647 do Decreto nO 3000, de 1999, escapam à incidência do imposto"na fonte os rendimentos obtidos .por pessoa jurídica na - prestação de serviços' de 'transporte rodoviário de passageiros e de carga em geral e locação de veículos automotores~, sendo ou não optante pelo Simples. Dispositivos Legais: Art. 647 do Decreto nO3000, de 1999 e Parecer Normativo CST nO08, de 1986.,,1 (g. n.). - .. (Processo de Consulta n.o 182/00.6rgão: SRRF,I 8aRegião Fiscal. Publicação no O.O.'U. de 04/10/2000). "TRANSPORTE DE CARGAS - Incide o imposto de renda na fonte sobre quarenta por cento do 'valor bruto pago por pessoa jurídica a pessoa física pela prestação de serviços de transporte de cargas. Não incide imposto de renda na fome quando esse serviço for prestado por pessoa jurídica, ainda que por equiparação. { ..).DISPOSITlVOS LEGAIS: arts. 629 e 649 do Decreto nO2.000, de 1999 (RIR/1999); ADN COSIT n,..o 06, de 2000.,2 (g. n.). (Processo de Consulta n.o 19/02. 6rgão: SRRF 1 18 Região Fiscal. Publicação O.O.U. de 27/02/20(2). , Nesta esteira, constata-se, com efeito, que o serviço prestado, oçorreu por meio da pessoa jurídica Israel João Zandoná, inscrita no CNPJ/MF sob o n.o88.591.219/000-53 e inscrição estadu,al n.o 027/0009507 (fls. 32, 35, 37138). A seu turno, referimo-nos ao artigo 166, do CTN: 1 Extraída do Regulame:nto do Imposto de Renda 2005, Anotado e Comentado, Fiscosoft Editora, vol. II, pág. 1.499. . , " 2 Extraída do Regulamento do Imposto de Renda 2005, Anotado e Comentado, Fiscosoft Editora, vol. II, pág. "1.446, . I 5 Processo nO . : 10746.001006/2001-23 Resolução nO :.102-02.217 . Nessas condições, proponho que se converta o j.ulgamento em diligência para que, retorQando os autos à Delegacia de origem, sejam intimados: i) a Recorrente par? fazer prova do ônus que pleiteia o respectivo indébito, bem como ii) juntar declaração de Israel João Zandona que a legitime requerer a restituição e, ao final, iii) emita o douto representante do Fisco Parecer conclusivo na sua boa e / devida forma de direito. \ . MINI~TÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES. 'SEGUNDA CÂMARA "Art. 166. A restituição de tributos que comportem, por sua. natureza, transferência do respectivo encargo finance'iro somen~e será feita a' quem prove haver assumido referido encargo, ou, no caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado a recebe-Ia. ". I É o voto. Sala .das Sessões - DF, em18 de março de 2005. \ L k-UL- LEONARD,O HENRIQUE M. DE OLIVEIRA I. 6 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006
score : 1.0
Numero do processo: 10680.009006/2003-45
Turma: Sexta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Jul 09 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Fri Jul 09 00:00:00 UTC 2004
Numero da decisão: 106-01.261
Decisão: RESOLVEM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por maioria de votos, CONVERTER o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator. Vencido o Conselheiro Antônio Augusto Silva Pereira de Carvalho (Suplente convocado) que negava a preliminar de diligência.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: Luiz Antonio de Paula
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RESOLVEM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, CONVERTER o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator. Vencido o Conselheiro Antônio Augusto Silva Pereira de Carvalho (Suplente convocado) que negava a preliminar de diligência. JOSÉ4Ft AIRIS PENHA PRESI ENTE Aula— LUIZ ANTONIO DE PAULA RELATOR FORMALIZADO EM: 16 AG O 2004 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros SUELI EFIGÉNIA MENDES DE BRITTO, ROMEU BUENO DE CAMARGO, GONÇALO BONET ALLAGE, ANA NEYLE OLÍMPIO HOLANDA e WILFRIDO AUGUSTO MARQUES. Ausente, justificadamente, o Conselheiro JOSÉ CARLOS DA MATTA RIVITTI. Sustentação oral feita pelo próprio Recorrente. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 10680.009006/2003-45 Resolução n° : 106-01.261 Recurso n°. : 139.563 Recorrente : LICINIA MARIA RAMALHO PACCINI RELATÓRIO Licinia Maria Ramalho Paccini, já qualificada nos autos, inconformada com a decisão de primeiro grau de fls. 260/265, prolatada pelos Membros da 5 8 Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belo Horizonte-MG, recorre a este Conselho de Contribuintes pleiteando a sua reforma, nos termos do Recurso Voluntário de fls.269/273. Contra a contribuinte acima mencionada foi lavrado em 02/0712003 o Auto de Infração — Imposto de Renda Pessoa Física, fls. 02/03 e seus anexos de fls. 04/09, com ciência, via postal, em 17/07/2003 ("AR" - fl. 183), exigindo-se o recolhimento do crédito tributário no valor total de R$ 44.976,31, sendo: R$ 18.195,16 de imposto, R$ 10.204,05 de juros de mora (calculados até 30/06/2003) e R$ 16.577,10 de multa de ofício (75% e 150%), referentes aos exercícios de 1998 a 2002, anos- calendário 1997 a 2001, respectivamente. Da ação fiscal resultou a constatação da seguinte irregularidade: 1) DEDUÇÃO DA BASE DE CÁLCULO PLEITEADA INDEVIDAMENTE — DESPESAS MÉDICAS DEDUZIDAS INDEVIDAMENTE. Glosa de deduções com despesas médicas, pleiteadas indevidamente, conforme consta do Termo de Verificação Fiscal, às fls. 10/15. Fatos Geradores: 31/12/1997; 31/12/1998; 31/121/1999; 31/12/2000 e 31/12/2001v (r 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 10680.009006/2003-45 Resolução n° : 106-01.261 Enquadramento Legal: arts. 11, 3° do Decreto-lei n° 5.844/43; arts. 8°, Inciso II, alínea "a" e §§ 2° e 3°, 35 da Lei n° 9.250/95:: arts. 73 e 80 do RIR/99; art. 1°, inciso IV da Lei n°8.137/90. Multa de Ofício: 75% e 150% (referentes aos recibos emitidos pela falecida Sra. Claudite Bárbara de Oliverira) A autuada irresignada com o lançamento apresentou, por intermédio de seu Representante Legal (Procuração — fl. 190), tempestivamente em 12/08/2003, a sua peça impugnatória de fls. 186/189, instruída com os documentos de fls. 191/254, que após historiar os fatos registrados no Auto de Infração e seus anexos, se indispôs parcialmente, contra a exigência fiscal, requerendo que a mesma seja declarada insubsistente, com base, em síntese, nos argumentos, devidamente relatados às 261/262. Após resumir os fatos constantes da autuação e as principais razões apresentadas pela impugnante, os Membros da 5° Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belo Horizonte-MG, acordaram, por unanimidade de votos, considerar procedente o lançamento, na parte objeto de litígio, nos termos do relatório e voto do relator, Acórdão DRJ/BHE N° 4.565, de 08 de outubro de 2.003, fls. 260/265. A ementa que consubstancia a presente decisão é a seguinte: "Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física — IRPF. Exercício: 1998, 1999, 2000, 2001, 2002 Ementa: DESPESAS MÉDICAS Para se gozar do abatimento pleiteado com base em despesas médicas, não basta a disponibilidade de um simples recibo, sem vincula ção do pagamento ou a efetiva prestação dos serviços. Lançamento Procedente*, 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 10680.009006/2003-45 Resolução n° : 106-01.261 A contribuinte foi cientificada dessa decisão em 02/01/2004 ("AR" — fl. 268), e, com ela não se conformando, interpôs, por intermédio de seus Representantes Legais (Instrumento de Mandato — fl. 271), dentro do tempo hábil (30/01/2004), com o Recurso Voluntário de fls. 269/273, no qual demonstrou sua irresignação contra a decisão supra ementada, que em apertada síntese, pode assim ser resumido: - refutou veementemente as alegações da fiscalização ao fundamento de que efetivamente não se caracterizou a hipótese de infração que ocasionasse a glosa das despesas médicas lançadas; - está evidenciado no auto de infração o caso típico de eleição errônea do sujeito passivo, pois como pode observar, ela cumpriu fielmente a obrigação legal, e efetuou corretamente o abatimento de suas e de seus dependentes, relativo às despesas médicas; - tanto é verdade, que os profissionais que prestaram serviços, emitiram e assinaram os respectivos recibos afirmando que receberam quantia certa pela prestação dos tratamento médico/odontológicos; - além desses recibos, prestaram, ainda, declaração confirmando a prestação dos serviços; - inferir a fiscalização, de que teria utilizado-se de recibos inidôneos, é no mínimo repugnante; - o conteúdo do Termo de Verificação Fiscal utilizado para efetivar a glosa das deduções não pode prevalecer, ou seja, baseou-se apenas em extratos bancários, confrontando-se valores; - ela não se recorda, nem poderia ser exigido dela, de que forma de pagamento foi utilizada; - se os profissionais que prestaram os serviços não recolheram regularmente o imposto de renda, cabe a fiscalização notifica-los, e não efetuar a glosa das deduções da recorrente; - não houve informação falsa ou inexata que pudesse oferecer condições para a glosa pretendida pelo fisco; 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 10680.009006/2003-45 Resolução n° : 106-01.261 - transcreveu o art. 112 do CTN, e concluiu, afirmando que não caso em concreto, não há a liquidez e certeza necessária à constituição do crédito tributário, razão pela qual a pretensão de tributação não pode prosperar Às fls. 274/278, constam procedimentos do arrolamento de bens/direitos para seguimento do presente recurso voluntário. , É o Relatório. O 5 1 . MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 10680.009006/2003-45 Resolução n° : 106-01.261 VOTO Conselheiro LUIZ ANTONIO DE PAULA, Relator O recurso é tempestivo, na conformidade do prazo estabelecido pelo art. 33 do Decreto n° 70.235 de 06 de março de 1972, tendo sido interposto por parte legitima, razão porque dele tomo conhecimento. Em limine, cabe consignar que já na fase impugnatória, a contribuinte não contestou a glosa das deduções efetuadas pelos serviços prestados pela falecida Claudite Bárbara de Oliveira, sendo objeto de parcelamento junto à Secretaria da Receita Federal (processo n° 10680.010235/2003-11). A referida dedução embasou a Representação Fiscal para Fins Penais constante do processo n° 10680.009005/2003- 09. Na espécie dos autos, a fiscalização logrou a produzir prova capaz de sustentar a glosa das deduções pleiteadas pela recorrente, relativas as deduções odontológIcas prestadas por Claudite Bárbara de Oliveira, uma vez ter sido comprovada a fraude, pois os pagamentos foram efetuados à referida profissional, que 1 havia falecida em 25/03/1997, conforme consta da Certidão de Óbito de fl. 86.Em relação ao crédito tributário correspondente a esta dedução, a contribuinte efetuou o parcelamento do débito. i 1 Durante a ação fiscal, a contribuinte foi intimada a apresentar documentos, que comprovassem o efetivo pagamento dos serviços médicos vinculados aos recibos emitidos por aqueles profissionais. 6 . . MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 10680.009006/2003-45 Resolução n° : 106-01.261 Em resposta, afirmou que todos os pagamentos foram efetuados em espécie, e apresentou também, cópias dos extratos bancários dos anos de 1998 a 2001. Procedendo-se a um confronto entre os saques realizados nas contas bancários e os recibos apresentados pela contribuinte, elaborou-se a planilha de fls. 155/158, onde constatou-se que em todos os anos, o total dos saques realizados foram Inferiores ao valor total dos recibos. A fl. 159, a contribuinte retifica a sua resposta anterior, com a informação de que alguns valores pagos podem ter sido em espécie e/ou cheques, não sendo possível identificar a composição desses pagamentos. Entretanto, nada carreou para os autos. Mas o calcanhar de Aquiles da tese de defesa está na prova de que os serviços tenham sido efetivamente prestados e os respectivos honorários efetivamente pagos. Em sua peça impugnatória, trouxe declarações manuscritas, de fls. 213/218, exceto uma, as demais em papel não timbrado todas datadas de 2003, que descreve genericamente os serviços supostamente prestados, sem indicação detalhada das datas em que foram realizados. Quanto aos pagamentos, declara-se que os pagamentos foram efetuados mensalmente. Com o recurso, renova as alegações quanto às deduções de despesas médicas, sem nada acrescentar. A efetividade do pagamento a título de despesas médicas não se comprova com mera exibição de recibo, mormente quando o contribuinte não carreou para os autos quaisquer outras provas adicionais da ef tiva prestação dos serviços 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 10680.009006/2003-45 Resolução n° : 106-01.261 Com essas considerações, e consubstanciado no principio da verdade material e nos termos do art. 18, § 3° da Portaria MF n° 55, de 16/03/96, que aprovou os Regimentos Internos da Câmara Superior de Recursos Fiscais e dos Conselhos de Contribuintes do Ministério da Fazenda e, considerando a busca da segurança de decidir nos impõe o dever de propor a conversão do julgamento em diligência, para que a autoridade preparadora de origem adote as seguintes providências: a) intimar todos os profissionais prestadores de serviços (fls. 213/218), no sentido de certificar-se de que houve a efetiva prestação dos serviços, em que foram realizados, os valores recebidos, e, quais a forma de recebimento; b) dar ciência à Recorrente da presente Resolução e do resultado da Diligência realizada. Sala das Sessões - DF, em 09 de julho de 2004. 1LUIZ ANTONIO DE PAULA 8 Page 1 _0013100.PDF Page 1 _0013300.PDF Page 1 _0013500.PDF Page 1 _0013700.PDF Page 1 _0013900.PDF Page 1 _0014100.PDF Page 1 _0014300.PDF Page 1
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Numero do processo: 10950.000410/99-24
Turma: Segunda Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Oct 20 00:00:00 UTC 2000
Data da publicação: Fri Oct 20 00:00:00 UTC 2000
Numero da decisão: 102-01.998
Decisão: RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em
diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: Daniel Sahagoff
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score : 1.0
Numero do processo: 11050.000625/2005-15
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 302-01.527
Decisão: RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligencia à Repartição de Origem, nos termos do voto da relatora.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - insufiência apuração/recolhimento
Nome do relator: MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
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Recorrida DRJ-FLORIANÓPOLIS/SC CC03/CO2 Fls. 69 RESOLUÇÃO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Segunda Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligencia à Repartição de Origem, nos termos do voto da relatora. JUDITI,D9 AMARAL MARCONDES ARMANDO President Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Marcelo Ribeiro Nogueira, Beatriz Veríssimo de Sena, Ricardo Paulo Rosa e Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro. Esteve presente a Procuradora da Fazenda Nacional Maria Cecilia Barbosa. Processo n.° 11050.000625/2005-15 Resolução n.° 302-1.527 CC03/CO2 Fls. 70 RELATÓRIO A empresa acima identificada recorre a este Conselho de Contribuintes, de decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Florianópolis/SC. Por bem descrever os fatos, adoto integralmente o relatório componente da decisão recorrida, A fl. 46, que transcrevo, a seguir: "Trata-se da exigência do imposto de importação, no valor de R$ 1.615,56, incidente sobre falta de mercadoria transportada a granel, constatada em ato de Conferencia Final de Manifesto. Segundo consta dos autos, de um total manifestado de 10.999.600 kg faltaram 259.864 kg do produto denominado ureia perolada. 0 crédito tributário exigido foi calculado com base na falta de 145.514 kg da mercadoria, em face do abatimento da franquia legal de I% da quantidade manifestada do granel, sobre a qual não há incidência tributária. Em impugnação tempestiva, a notificada, preliminarmente, protestou pela nulidade do lançamento, por entender que os fatos apontados deveriam ter sido objeto de vistoria aduaneira e por entender que, tendo atuado nos estritos limites de suas funções de Agente Marítimo, não responde pelas infrações cometidas pelo transportador. No mérito, argumenta que no caso de mercadoria a granel, os tributos deveriam incidir somente sobre a quantidade que excedesse a 5% do total manifestado, previsto como quebra natural para fins de exonerar o contribuinte de penalidade e que, se ainda assim, for, na espécie, considerado devido algum tributo, este não poderá incidir sobre a franquia legal de I% do total manifestado. Argumenta, também, que em se tratando de despacho antecipado, a quantia agora exigida já foi objeto de pagamento efetuado pelo importador, por ocasião do registro da respectiva Declaração de Importação, de modo a não mais existir crédito tributário a ser satisfeito. E o relatório." 0 pleito foi julgado procedente, no julgamento de primeira instância, nos termos do Acórdão DRJ/FNS n'' 9014, de 01/12/2006, As fls. 45/48, proferida pelos membros da la Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Florianópolis/SC, in verbis: "Assunto: Imposto sobre a Importaçâo -II Data do fato gerador: 10/03/2005 CONFERÊNCIA FINAL DE MANIFESTO. GRANEL. ILEGITIMIDADE DE PARTE PASSIVA. 0 Ato de Conferencia Final de Manifesto não se confunde corn o Ato de Vistoria, para cuja impugnação ao Termo foram facultados cinco dias, 2 • Processo n.° 11050.000625/2005-15 Resolução n.° 302-1.527 CC03/CO2 Fls. 71 contados de sua ciência a quem tiver sido nomeado responsável pela avaria constatada. Esse prazo não se confunde com o prazo de trinta dias para apresentação de impugnação a exigências de crédito tributário. A falta de mercadoria transportada a granel sujeita aquele que lhe tiver dado causa aos tributos incidentes sobre sua importação, ou que incidiriam não fosse a existência de beneficio isencional ou de redução de tributos. Esses tributos incidem sobre a quantidade que exceder á franquia de I% do total manifestado. Responde pelo extravio c/c mercadoria o representante no pais do transportador estrangeiro. Lançamento Procedente." Inconformado, o interessado apresenta recurso voluntário, tempestivamente, ás lis. 52/61. Ressalta que não há qualquer infração administrativa que justifique a autuação, tendo em vista as características do transporte de granéis, bem como, não foi considerado a conferência global (portos Aratu e Rio Grande). E, mais, traz, corno preliminar, ilegitimidade passiva da Fertimport de constar no pólo passivo, tendo em vista a Súmula n° 192 do TFR (Tribunal Federal de Recursos). 0 processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até a fl. 68 (última), que trata do trâmite dos autos no âmbito deste Conselho. E o relatório. • 3 MÊ CIA HELENA TRAJ -rr) O D'AMORIM - Relatora Processo n.° 11050.000625/2005-15 Resolução n.° 302-1.527 CC03, CO2 Fls. 72 VOTO Conselheira Mércia Helena Trajano D'Amorim, Relatora Tendo em vista preliminar de ilegitimidade passiva levantada pela recorrente, em função de ser agente marítimo, onde alega que se trata de infração cometida pelo transportador, assim como cita a Súmula de n° 192 do antigo TFR. E, no mérito, que seja observada a conferência global, por conta das descargas nos portos de Aratu e Rio Grande. Tendo em vista que a conferência final de manifesto destina-se a constatar falta ou acréscimo de volume ou mercadoria entrada no tenitório aduaneiro, mediante confronto do manifesto com os registros de descarga. E, no caso de mercadoria a granel transportada por via marítima, em viagem única, e destinada a mais de um porto no Pais, a conferência final de manifesto deverá ser realizada na unidade da SRF com jurisdição sobre o último porto de descarga, considerando-se todas as descargas efetuadas. Diante do exposto, VOTO PELA CONVERSÃO DO JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA A REPARTIÇÃO DE ORIGEM, para que: 1) a delegacia da RF em Rio Grande-RS informe se o recorrente possuía Termo de Responsabilidade para operar como agente marítimo na operação ora sob litígio (Navio Powstaniec Styczniowy-15/10/2002) e em caso positivo, em que termos foi o mesmo firmado; 2) se foi levado em conta a conferência global, conforme argumentado pelo recorrente e se for o caso, refeito o cálculo. Ao tern-lino, intime-se o recorrente para manifestar a respeito, em homenagem ao principio do contraditório, retornando os autos para apreciação deste Conselho. Sala das Sessões, em 13 de agosto de 2008 4
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Numero do processo: 10880.020281/91-96
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 12 00:00:00 UTC 1998
Data da publicação: Thu Nov 12 00:00:00 UTC 1998
Numero da decisão: 105-01.029
Decisão: RESOLVEM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: Nilton Pess
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: Resolução nº 105-1.029; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2016-06-02T20:43:00Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: Resolução nº 105-1.029; xmpMM:DocumentID: uuid:da032fde-a05f-4f37-b708-3ba21ee6eeb6; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: Resolução nº 105-1.029; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; ModDate--Text: ; dc:subject: ; meta:creation-date: 2016-06-02T20:43:00Z; created: 2016-06-02T20:43:00Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2016-06-02T20:43:00Z; pdf:charsPerPage: 757; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:custom:ModDate--Text: ; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2016-06-02T20:43:00Z | Conteúdo => FORMALIZADO EM: 15 DEZ 1998 i ! '1 \! . li I. i l i~ ,to I I I~ ••• RESOLUÇÃO N.° 105-1.029 10880.020281/91-96 15.501' PIS FATURAMENTO - EX.: 1989 CERINTER S/A INDUSTRIA E COMÉRCIO DRJ-SÃO PAULO/SP 12 DE NOVEMBRO DE 1998 i. VERINALDO HE PRESIDENTE ~ RESOLVEM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos . termos do voto do relator. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CERINTER S/A INDUSTRIA E COMÉRCIO. Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: JOSÉ CARLOS PASSUELLO, CHARLES PEREIRA NUNES, VICTOR WOLSZCZAK, ALBERTO ZOUVI (Suplente convocado) e IVO DE LIMA BARBOZA. Ausente o Conselheiro AFONSO CELSO MATTOS LOURENÇO. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.O. Recurso n.O. Matéria: Recorrente Recorrida Sessão de MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES O recurso referente ao presente processo não faz menção a apresentação ou não de recurso voluntário, referente ao processo matriz. ... RELATÓRIO E VOTO 15.501 CERINTER S/A INDUSTRIA E COMÉRCIO 10880.020281/91-96 105-1.029 • 10880.020282/91-59 - IR Fonte (recurso n.o 15.502); • 10880.020283/91-11 - Contribuição Social (recurso n.o 15.503); • 10880.020280/91-23 - Finsocial Faturamento (recurso n.o 15.504) e • 10882.001299/97-46 - Finsocial (recurso n.o 15.505). /". ) 2 ./r..;:Y7"( ,//.1/) Decorrentes do mesmo processo matriz, recebi para relatar, alem do presente, ainda os processos: O processo matriz, devidamente impugnado, quando do julgamento da impugnação, pela DRJ de São Paulo, através da Decisão n.o 7229/96-11.2018, teve sua exigência mantida integralmente (cópia fls. 32/36). Examinando os autos, verifico ser o mesmo decorrente do processo n.o 10880.020279/91-44, lavrado contra o mesmo contribuinte, referente ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica. Inconformado pela decisão n.o 7231/96-11.2020 (fls. 37/38), proferida pela DRJ de São Paulo, que considerou a AÇÃO FISCAL PROCEDENTE, o contribuinte, tempestivamente apresente recurso voluntário, dirigido ao Primeiro Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda (fls. 44/46). Recurso n.O Recorrente Processo n.o. Resolução n.O. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Retornando o+V"ocesso ao órgão de origem, é anexada tela a fi. 54, informando que o processo matriz se encontrava junto a procuradoria Seccional da Fazenda Nacional em OSASCO - SP, sendo após, novamente encaminhado para este colegiado. 3 10880.020281/91-96 105-1.029 a) Certificar se com relação ao processo n.o 10880.020279/91-44, foi apresentado ou não recurso voluntário e, b) Tendo sido apresentado, seja o mesmo encaminhado ao Primeiro Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, para a devida apreciação, ou c) Não tido sido apresentado, juntar ao presente cópia do processo principal, e devolução a este Conselho para que, pela apreciação do mérito/, 71ft"~ j7• ,,</( • t/ 'é-[l/ Por ser o presente decorrente, faz-se necessário, antes da apreciação do seu recurso, a análise do contido no processo matriz, razão porque voto pela conversão do julgamento em diligência, retornando o processo ao órgão de origem para as seguintes providências: Em pesquisa que realizamos junto ao Sistema COMPROT (fls. 56/57), obtenho a informação que efetivamente o processo matriz de encontra, desde 02/07/98, junto a PFN em OSASCO - SP, para onde já foi remetido em três oportunidades (seqüências 19, 21 e 23). A Secretaria Geral do Primeiro Conselho de Contribuintes, constatando o não recebimento de recurso referente ao processo principal, baixa o presente em diligência, solicitando informações sobre o processo matriz (fls. 53). Processo n.O. Resolução n.O• MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.o. Resolução n.o. 10880.020281/91-96 105-1.029 daquele, possam os colegas julgadores formar uma convicção em relação ao presente. É o meu voto. Sala das Sessões - DF, 12 de novembro de 1998. 4 00000001 00000002 00000003 00000004
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Numero do processo: 10183.005794/2005-73
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 19 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Thu Aug 19 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2000
DECLARAÇÃO DE IMPOSTO TERRITORIAL RURAL (DITR) — APRESENTAÇÃO FORA DO PRAZO — DECLARAÇÃO COM IMPOSTO DEVIDO - MULTA DE. MORA X MULTA DE LANÇAMENTO DE OFICIO — COBRANÇA CONCOMITANTE - A penalidade prevista nos arts. 7º e 9º, da Lei nº 9.393, de 1996, incide quando ocorrer à falta de apresentação de Declaração de Imposto Territorial Rural (DITR) ou a sua apresentação fora do prazo fixado. Em se tratando de lançamento formalizado segundo o disposto no art. 14 da Lei n° 9.393, de 1996 (lançamento de oficio), sobre o montante do imposto apurado, cabe tão somente a aplicação da multa específica para lançamento de oficio. Impossibilidade da simultânea incidência de ambos os gravames.Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2202-000.709
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Votou pelas conclusões a Conselheira Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga.
Nome do relator: NELSON MALLMANN
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ementa_s : Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2000 DECLARAÇÃO DE IMPOSTO TERRITORIAL RURAL (DITR) — APRESENTAÇÃO FORA DO PRAZO — DECLARAÇÃO COM IMPOSTO DEVIDO - MULTA DE. MORA X MULTA DE LANÇAMENTO DE OFICIO — COBRANÇA CONCOMITANTE - A penalidade prevista nos arts. 7º e 9º, da Lei nº 9.393, de 1996, incide quando ocorrer à falta de apresentação de Declaração de Imposto Territorial Rural (DITR) ou a sua apresentação fora do prazo fixado. Em se tratando de lançamento formalizado segundo o disposto no art. 14 da Lei n° 9.393, de 1996 (lançamento de oficio), sobre o montante do imposto apurado, cabe tão somente a aplicação da multa específica para lançamento de oficio. Impossibilidade da simultânea incidência de ambos os gravames.Recurso Voluntário Provido.
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MORA X MULTA DE LANÇAMENTO DE OFICIO — COBRANÇA CONCOMITANTE - A penalidade prevista nos arts. 7" e 90, da Lei n," 9..393, de 1996, incide quando ocorrer à falta de apresentação de Declaração de Imposto Territorial Rural (DITR) ou a sua apresentação fora do prazo fixado. Em se tratando de lançamento formalizado segundo o disposto no art. 14 da Lei n° 9.39.3, de 1996 (lançamento de oficio), sobre o montante do imposto apurado, cabe tão somente a aplicação da multa específica para lançamento de oficio. Impossibilidade da simultânea incidência de ambos os gravames.. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiada, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Votou pelas conclusões a Conselheira Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga. 1 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Pedro Anan Júnior, Antônio Lopo Martinez, João Carlos Cassuli Júnior, Gustavo Lian Haddad e Nelson Mallmann. Ausente, justificadamente o Conselheiro Helenilson Cunha Pontes, 2 l'i . ncessu 11" I 01 N311057()42005-73 S2-C2T2 dii n ' 220240..709 Fl. 2 Relatório ALÉCIO JARUCHE, contribuinte inscrito no CPF/MF 040A38.328-87, com domicilio fiscal na cidade de São Paulo - Estado de São Paulo, na Rua Ipiranga, ri' 318 - Bloco A — Conj. 801 — 8" andar — Ed. Vila Nornianda — Bairro Ipiranga, jurisdicionado, para fins administrativos de 1TR (NIRF 5323.665-3 — imóvel sem denominação localizado no município de Atipuana), a DERAT em São Paulo - SP, inconformado com a decisão de Primeira Instância de tis. 21/25, prolatada pela l' Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campo Grande - MS recorre, a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, pleiteando a sua reforma, nos termos da petição de fls. 311.36. Contra o contribuinte acima mencionado foi lavrado, em 27/10/2005, o Auto de Infração (fls. 05), com ciência por AR, em 08/11/2005, conforme fls. 12, exigindo-se o recolhimento do crédito tributário no valor total de R$ 141.228,24 (padrão monetário da época do lançamento do crédito tributário), a título de Multa por Atraso na Entrega da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural do exercício de 2000. Infração capitulada nos artigos 6" ao 9 0, da Lei n" 9..393, de 1996. Em sua peça impug,natória de fls. 01/04, apresentada, tempestivamente, em 25/11/2005, o contribuinte se indispõe contra a exigência fiscal, solicitando que seja acolhida à impugnação para declarar a insubsistência do Auto de Infração, com base, em síntese, nos seguintes argumentos: - que a Declaração do 1TR/2000 realmente foi entregue com atraso de 24 (vinte e quatro) meses o que proporcionaria uma multa de 24% (vinte e quatro por cento) face o estabelecido na Lei 9.393/96; - que acontece que 1TR/2000 foi pago no valor de R$ 237,48 (duzentos e trinta e sete reais e quarenta e oito centavos) o que implica no valor da multa em R$ 56,99 (cinqüenta e seis reais e noventa e nove centavos), e não no valor ora cobrado; - que o Auto de Infração, ato administrativo por excelência, e vinculado em espécie, há de pautar-se sempre pelos princípios da legalidade e segurança jurídicas, visto que contem em si um lançamento tributário; - que, portanto, deve ter motivação e fundamentação expressa, descrevendo com precisão os fatos ocorridos e seus pressupostos, para que o contribuinte possa defender-se amplamente e o julgador aplicar o direito com tranqüilidade; - que é de se considerar insubsistente Auto de Infração que descreve um fato e aplica multa referente a outro fato, não contemplado pela autuação; - que não contendo a peça de lançamento à clara descrição dos fatos e os critérios de verificação/apuração da exigência tributária, devem ser consideradas as razões de defesa da autuada, face á insipiência da peça básica do procedimento administrativo tributário; 3 - que o que ocorreu neste caso e não ficou o Auto de Infração com clara descrição é que o valor ora cobrado da multa de R$ 141.228,24 (cento e quarenta e um mil, duzentos e vinte e oito reais e vinte e quatro centavos) refere-se ao Auto de Infração lavrado em 29/09/2005, cujo Auto encontra-se em analise considerando a defesa administrativa impetrada pelo ora requerente no prazo legal, não obtendo ainda decisão sobre a defesa, que em sendo julgada improcedente caberá recurso ao 3° Conselho de Contribuintes e se for o Caso a Câmara Superior de Recursos Fiscais; - que, destarte, é uma arbitrariedade lavrar um Auto de Infração sobre valores que se encontram contestados legalmente e sem decisão definitiva; Assim sendo, enquanto não julgar em ultima estância administrativa a defesa apresentada contra o auto de infração anterior, não poderá ser cobrado a multa na forma autuada, vez que o processo administrativo tributário não poderá mais ser tido como um meio voltado a viabilizar decisões estatais segundo critérios de conveniência e oportunidade, eis que há direitos de caráter processual a serem tutelados, constitucionalmente assegurados ao contribuinte. Após resumir os fatos constantes da autuação e as principais razões apresentadas pelo impugnante, a 1" Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campo Grande - MS decide julgar procedente o lançamento mantendo o crédito tributário lançado, com base, em síntese, nas seguintes considerações: - que se percebe que, a par das obrigações cujo objeto constitua-se em pagamento, há aquelas que estabelecem prestações, positivas ou negativas, previstas na legislação tributária, no interesse do efetivo cumprimento da obrigação principal. Estas prestações, consistentes num fazer ou não fazer do sujeito passivo, são chamadas de obrigações acessórias ou deveres instrumentais tributários ou, ainda, obrigações formais; - que, desta forma, deixa bem claro o legislador que cada obrigação tem o seu conteúdo, não havendo que se confundir o objeto da obrigação principal com o da obrigação acessória; - que esta certeza não impede, entretanto, que algum dos aspectos inerentes à hipótese de incidência da obrigação acessória dependa de elementos constitutivos da obrigação principal. É o que ocorre no caso aqui tratado, em que o aspecto material do fato gerador da obrigação acessória depende da apuração do aspecto material (imposto devido) da obrigação principal; - que inicialmente, lembremos que a data final para a entrega da DITR/2000, fixado pelo art 3° da Instrução Normativa SRF n° 75/2000, foi 29 de setembro daquele ano não tendo ocorrido prorrogação desse prazo; - que a exigência da multa está prevista no art. 7" e 9° cia Lei n° 9.393/96, conforme segue: "Art. 7', No caso de apresentação espontânea do DIAC fura do prazo estabelecido pela Secretaria da Receita Federal, será cobrada multa de I % (um por cento) ao mês ou fração sobre o imposto devido não inferior a R$ 50,00 (cinqüenta reais), sem prejuízo da multa e dos juros de mora pela falta ou insuficiência de recolhimento do imposto ou quota. Art, 9" A entrega do DIAT fora do prazo estabelecido sujeitará o contribuinte à multa de que trata o art. 7 0 , sem prejuízo da multa e dos juros de mora pela falta ou insuficiência de recolhimento do imposto ou quota,"; 4 Piot:c:4s.° n'' 101 S3 005794/1005-73 Acórdão n " 2202-00.709 S2-C2T2 Fl 3 - que no caso em exame, não se discute o fato de a entrega da DITR/2000 ter ocorrido fora do prazo legal. Não obstante, necessário se toma apurar o quantunt devido do imposto para que seja possível quantificar o valor da multa devida na entrega; - que com a entrada em vigor da Lei n.° 9.393, de 1996, o ITR passou a ser tributo lançado por homologação, no qual cabe ao sujeito passivo apurar o imposto e proceder ao seu pagamento, sem prévio exame da autoridade administrativa, conforme disposto no artigo 150 da Lei n.° 5.172, de 25 de outubro 1966, o Código Tributário Nacional — CTN; - que o lançamento de oficio no caso de informações inexatas encontra amparo no art. 14, da Lei n° 9.393/1.996, abaixo transcrito, o qual também prevê a exigência da multa, decorrente do descumprimento de obrigação principal, cabível no procedimento de oficio; - que, conforme já afirmado, o valor da multa por atraso na entrega da DITR depende do valor do imposto devido. Imposto devido é aquele previsto na norma jurídica tributária, que estabelece a hipótese de incidência do tributo, elencando todos os seus aspectos ou critérios: material, pessoal, espacial, temporal e quantitativo; - que é necessário determinar-se, então, se imposto devido é aquele calculado pelo contribuinte na Declaração ou o apurado pela administração tributária, nos termos do capta do art. 14 da Lei n° 9.39.3/96. Como o conceito de imposto devido é aquele apurado conforme o que prevê a hipótese de incidência do tributo, forçoso reconhecer que o valor apurado pela fiscalização (que visa justamente ajustar o que foi informado pelo contribuinte àquilo que dispõe a legislação tributária) é o que deve compor a base de cálculo da multa devida por atraso na entrega na Declaração. Não há outro entendimento possível, até porque o procedimento fiscal efetuado com base no art. 14 da Lei n° 9.393/96 atesta "subavaliação ou prestação de informações inexatas, incorretas ou fraudulentas"; - que a D1TR apresentada pelo impugnante foi objeto de procedimento de malha, sendo que a impugnação apresentada no âmbito do processo n° 10183.004868/2005-54 já foi julgada por esta Turma de Julgamento, mediante Acórdão n° 10.345, de 22 de setembro de 2006, que decidiu, por unanimidade de votos, pela procedência do lançamento. - que se enfatize que julgamento do presente processo em nada prejudica o contribuinte, no que atine à suspensão do crédito tributário. Qualquer redução que venha a ser promovida no valor do imposto devido ensejará a redução do valor da multa, podendo o impugnante solicitar ., inclusive, o julgamento de seu recurso por dependência. A decisão de Primeira Instância está consubstanciada na seguinte ementa: Assunto tinpo.sto sobre a Propriedade Territorial Rural - DITR Exercício 2000 Ementa MULTA PELO ATRASO NA ENTREGA DA DECLARA CÃO . A entrega da Declaração do ITR, após o prazo fixado sujeita o contribuinte à multa prevista no art. 9 0, da Lei n° 9..393/96. Quando o valor devido do imposto decotre de procedimento de fiscalização, a multa é de 1% por mês de atraso, calculada sobre o valor apurado confOrme o art. 14 cia Lei n°9,393/96. Lançamento Procedente Após ser cientificado da decisão de Primeira Instância, em 18/11/2006, o recorrente interpôs, tempestivamente (10/11/2006), o recurso voluntário de fls. 31/36, no qual demonstra irresignação contra a decisão supra ementada, baseado, cru síntese, nos mesmos argumentos apresentados na fase impugnatória. É o relatório 6 Processo n" 10 I 83.005794n005-73 S2-C2T2 At:tirão n 2202-01L709 Fl. 4 Voto Conselheiro Nelson Mallmann, Relator O presente recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal e deve, portanto, ser conhecido por esta Turma de Julgamento. A discussão restringe-se ao lançamento de oficio para se exigir multa por atraso na entrega da declaração do imposto sobre a propriedade territorial rural — ITR, Exercício 2000, no valor total de R$ 141,228,24, do imóvel rural inscrito na Receita Federal sob o a' 5.323.665-3, localizado no município de Aripuanã - MT, É de se ressaltar, que a multa aplicada tem como base de cálculo o ITR apurado de oficio, através do processo n" 10183.004868/2005-54, no valor de R$ 588.451,54 a razão de 1% (um por cento) ao mês ou fração sobre o imposto apurado. Convém, ainda, esclarecer', que o processo no qual se apurou o imposto de oficio foi julgado na Terceira Seção de Julgamento do CARF, em 21/05/2009, através do Acórdão n° 3201-00158, negando provimento ao recurso do contribuinte, Inconformado o recorrente apresenta o seu recurso voluntário onde alega, principalmente, que a Declaração do ITR/2000, realmente, foi entregue com atraso de 24 (vinte e quatro) meses o que proporcionaria uma multa de 24% (vinte e quatro por cento) face o estabelecido na Lei 9,393, 1996, Porém, entende, que 1TR/2000 foi pago no valor de R$ 2.37,48 (duzentos e trinta e sete reais e quarenta e oito centavos) o que implica no valor da multa em R$ 56,99 (cinqüenta e seis reais e noventa e nove centavos), e não no valor ora cobrado, Entendo, que a razão esta com o suplicante, e mesmo que não fosse argüida a questão é de ressaltar que independentemente do teor da peça impugnatória e da peça recursal incumbe a este colegiado, verificar o controle interno da legalidade do lançamento e, para tanto, se faz necessário proceder a uma análise mais detalhada se está correto o lançamento da Multa de mora por Atraso na Entrega da Declaração de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, calculada na base de 1% ao mês ou fração sobre o ITR apurado de oficio. Ou seja, seria possível a incidência da multa de oficio e da multa por atraso na entrega da DITR, sobre a mesma base de cálculo apurado de oficio? Para que se faça a justiça fiscal e se mantenha a jurisprudência formada nesta turma de julgamento, deve ser excluída a- multa de mora pelo atraso na entrega da DITR cobrada concomitantemente com a multa de lançamento de oficio, .já que foram aplicadas, sobre o mesmo fato gerador, as seguintes penalidades: a) multa de lançamento de oficio; e b) multa de mora pelo atraso na entrega da DITR. Nota-se nos autos a fl. 05, que a multa de mora incidiu sobre o mesmo fato gerador da multa de lançamento de oficio e nos termos do artigo 7', 1, § 1' do Decreto n." 70.2.35, de 1972, o primeiro ato praticado por iniciativa do fisco, formalmente cientificado o sujeito passivo da obrigação tributária, exclui a espontaneidade e, consequentemente, cabível é 7 a penalidade prevista no artigo 44, incisos, I e II, da Lei n" 9,430, de 1996. Ou seja, o Auto de Infração deverá conter entre outros requisitos formais, a penalidade aplicável. A entrega do formulário utilizado para declaração do 1TR, no caso em pauta, se traduz corno formalidade que não gera qualquer outra conseqüência em termos de apenação do contribuinte, vez que independentemente da sua efetivação, o crédito tributário apurado de oficio seria gravado com a penalidade especifica para a hipótese de lançamento de oficio. Como é sabido, a multa de mora tem natureza indenizatória, visa essencialmente recompor ., ainda que parcialmente, o patrimônio do Estado pelo atraso no adimplemento da obrigação tributária e a penalidade por descumprimento de obrigação acessória, é uma pena de natureza tributária, A denominada multa de oficio é aplicada, de um modo geral, quando a autoridade fiscal lançadora, no exercício da atividade de controle das bases de cálculos dos impostos e contribuições, se depara com situação concreta da qual resulte falta de pagamento ou insuficiência no recolhimento do tributo devido, Vale dizer, a penalidade tem lugar quando o lançamento tributário é efetivado por haver o contribuinte deixado de cumprir a obrigação principal, e dessa omissão, voluntário ou não, resulte falta ou insuficiência no recolhimento de impostos ou contribuições devidos., Assim, quando se trata de lançamento de oficio, efetuado em razão de irregularidades constatadas pela autoridade fiscal lançadora, descabe a aplicação da multa de mora pela apresentação fora do prazo da Declaração Anual de Imposto Sobre a Propriedade Territorial Urbana (DITR), prevista no artigo 8" da Lei n° 9,393, de 1996, sobre a mesma base de cálculo apurado de oficio. Não há, portanto, como prevalecer à multa de mora aplicada pelo atraso na entrega do formulário da DITR, na torna como fundamentada a exigência. Assim, é de se excluir a multa por atraso na entrega da DITR lançada em concomitância com a multa de lançamento de oficio, observando que a penalidade prevista no artigo 80, da Lei IV 9.393, de 1996, incide quando acorrer à falta de apresentação da DITR ou a sua apresentação fora do prazo fixado, tendo por base de cálculo o imposto devido declarado. Em se tratando de lançamento formalizado segundo o disposto no artigo 14 da Lei n°9.393, de 1996, cabe tão somente a aplicação da multa especifica para lançamento de oficio. Impossibilidade da simultânea incidência de ambos os gravames, Diante do conteúdo dos autos e pela associação de entendimento sobre todas as considerações expostas no exame da matéria e por ser de justiça, voto no sentido dar provimento ao recurso, Data da ciência: MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS 2" CAMARA/2" SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo ri": 10183.005794/2005-73 Recurso IV: 339.754 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3" do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n" 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o (a) Senhor . (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão n° 2202-00.709. Brasília/DF, 2 2 010 EVELINE COÊLHO DE MELO HOMAR Chefe da Secretaria Segunda Câmara da Segunda Seção Ciente, com a Observação abaixo: ( ) Apenas com Ciência ( ) Com Recurso Especial ( ) Com Embargos de Declaração Procurador(a) da Fazenda Nacional
score : 1.0
Numero do processo: 35367.000738/2006-04
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 23 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Thu Sep 23 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/03/1996 a 31/01/2005
SEGURADO APOSENTADO QUE RETORNA À ATIVIDADE ABRANGIDA PELO RGPS, INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÕES.
Sobre as remunerações pagas a segurado aposentado que retoma à atividade abrangida pelo Regime Geral de Previdência Social incidem contribuições previdenciárias.
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/0.3/1996 a 31/01/2005
RELATÓRIO FISCAL QUE RELATA A OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR, APRESENTA A FUNDAMENTAÇÃO LEGAL DO TRIBUTO LANÇADO E ENFOCA A APURAÇÃO DA MATÉRIA TRIBUTÁVEL. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA.
INOCORRÊNCIA.
Não se vislumbra cerceamento ao direito do defesa do sujeito passivo, quando as peças que compõem o lançamento lhe fornecem os elementos necessários ao pleno exercício faculdade de impugnar a exigência.
PRODUÇÃO DE NOVAS PROVAS, DESNECESSIDADE PARA SOLUÇÃO DA LIDE, INDEFERIMENTO.
Devem ser indeferidos os requerimentos para a produção de novas provas, quando o conjunto probatório constante dos autos se mostre suficiente para a formação do convencimento do julgador,
ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/03/1996 a 31/01/2005
PRAZO DECADENCIAL EXISTÊNCIA DE ANTECIPAÇÃO DE PAGAMENTO OU IMPOSSIBILIDADE DE SE VERIFICAR ESSE FATO.
APLICAÇÃO DO 4º DO ART. 150 DO CTN.
Constatando-se antecipação de recolhimento ou quando, com base nos autos, não há como a se concluir sobre essa questão, deve-se aferir o prazo deeadencial pela regra constante do § 4º do art. 150 do CTN
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE
Numero da decisão: 2401-001.387
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, I) Por unanimidade de votos, em declarar a decadência até a competência 05/2000 Votaram pelas conclusões os conselheiros Wilson Antônio Souza Corrêa, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Igor Araújo Soares, que consideram ser irrelevante a antecipação de pagamento II) Por maioria de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento, vencido o conselheiro Wilson Antônio Souza Corrêa, que a acolhia. III) Por unanimidade de votos: a) em rejeitar a preliminar de nulidade da decisão de primeira instância; e b) no mérito, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: KLEBER FERREIRA DE ARAUJO
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Sobre as remunerações pagas a segurado aposentado que retoma à atividade abrangida pelo Regime Geral de Previdência Social incidem contribuições previdenciárias, ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/0.3/1996 a 31/01/2005 RELATÓRIO FISCAL QUE RELATA A OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR, APRESENTA A FUNDAMENTAÇÃO LEGAL DO TRIBUTO LANÇADO E ENFOCA A APURAÇÃO DA MATÉRIA TRIBUTÁVEL. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. Não se vislumbra cerceamento ao direito do defesa do sujeito passivo, quando as peças que compõem o lançamento lhe fornecem os elementos necessários ao pleno exercício faculdade de impugnar a exigência. PRODUÇÃO DE NOVAS PROVAS, DESNECESSIDADE PARA SOLUÇÃO DA LIDE, INDEFERIMENTO. Devem ser indeferidos os requerimentos para a produção de novas provas, quando o conjunto probatório constante dos autos se mostre suficiente para a formação do convencimento do julgador, ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/03/1996 a 31/01/2005 PRAZO DECADENCIAL EXISTÊNCIA DE ANTECIPAÇÃO DE PAGAMENTO OU IMPOSSIBILIDADE DE SE VERIFICAR ESSE FATO. Assinado digitalmente em 28/11/2010 por KL EAPLICAVKAXM4-1(1)0/ ART» 1.5CY,D03 07MAK) FREI RE Autenticada digitalmente em 28/11/2010 por KLÉBER FERREIRA DE ARAUJO 1 Emitido em 1311212010 pelo fv1inistário di Fzende DE CARF ME Fl. 1779 Constatando-se antecipação de recolhimento ou quando, com base nos autos, não há como a se concluir sobre essa questão, deve-se aferir o prazo deeadencial pela regra constante do § 4 do art. 150 do CIN RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE Vistos, relatados e discutidos os presentes autos ACORDAM os membros do Colegiado, I) Por unanimidade de votos,ern declarar a decadência até a competência 05/2000 Votaram pelas conclusões os conselheiros Wilson Antônio Souza Corrêa, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Igor Araújo Soares, que consideram ser irrelevante a antecipação de pagamento II) Por maioria de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento, vencido o conselheiro Wilson Antônio Souza Corrêa, que a acolhia. III) Por unanimidade de votos: a) em rejeitar a preliminar de nulidade da decisão de primeira instância; e b) no mérito, em negar provimento ao recurso. EMAS SAMPAIO FREIRE - Presidente KLEBER FERREIRA DE ARAÚJO - Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Peneira de Araújo, Wilson Antônio Souza Corrêa, Igor Araújo Soares e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira Ausente os Conselheiros Cleusa Vieira de Souza e Marcelo Freitas de Souza Costa Assinado dtarmente em 28/11/2010 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 013/12/2010 por ELIAS SAMPAIO FREI RE Autenkado digitalmente em 28/11/2010 por KIEBER FERREIRA DE ARAUJO Emitido em 13112/2010 peto Ministério da Fazenda 2 DF CARI' ME Fl 1780 Processo n' 35367 000738/2006-04 82-C411 Acárdilo n" 2401-01,387 El 1.760 Relatório Trata o presente processo administrativo fiscal da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD, DEBCAD n.° 35.771682-5, posteriormente cadastrada na RFB sob o número de processo constante no cabeçalho A notificação, lavrada em nome da contribuinte já qualificada nos autos, traz em seu bojo contribuições dos segurados empregados e as seguintes contribuições patronais: para a Seguridade Social, para financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho (RAT) e aquelas destinadas outras entidades e fundos. O crédito em questão reporta-se à competências de 0.3/1996 a 01/2005 e assumiu o montante, consolidado em 17/06/2005, de R$ 35 044,67 (trinta e cinco mil, quarenta e quatro reais e sessenta e sete centavos) De acordo com o Relatório da NELD, fis, 158/162, os fatos geradores que deram ensejo a presente notificação foram as remunerações pagas a segurados empregados e contribuintes individuais. A empresa apresentou impugnação, fls. 232/244, cujas razões foram em parte acatadas pelo órgão julgador de primeira instância, que declarou o lançamento parcialmente procedente, fls. 1 962/1 700.. Inconformado, o sujeito passivo interpôs recurso voluntário, fls. 1,717/1.731, no qual, em síntese, alega que: a) os débitos relativos às competências 04/2004 - R$ 0,01 e 01/2005- R$ 22,20 foram quitados conforme guia anexada. Essa razão da impugnação não foi apreciada na primeira instância, por esse motivo aquele decisum merecer retificação; b) estão decadentes as contribuições do período de 05/1996 a 05/2000; c) o lançamento deve ser nulificado em razão de vício material, posto que a NFLD e seus anexos não possuem clareza e precisão; d) foram utilizadas na apuração remunerações não devidas e o fisco desconsiderou recolhimentos efetuados; e) a rubrica denominada ABONO COMPLEMENTAR e ou EXCEPCIONAL não integra a base de cálculo, pois se trata de quantia que o empregador concede a seus empregados de forma espontânea e em caráter transitório ou eventual ou por determinação legal; f) o fisco não relacionou os beneficiários do pró-labore; g) as contribuições sobre a remuneração paga a contribuintes individuais foram recolhidas, a exceção do pagamento ao Sr. Hélio Bonilha, posto que o mesmo, sendo aposentado, não teria os valores recolhidos aproveitados em seu beneficio; Assinado digitalmente em 2811112010 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 08(1212010 por ELIAS SAMPAIO FREI RE Autenticado digitalmente em 28/11/2010 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 3 Emitido em 13112)2010 pelo tv1inis1erin da Fazenda DF CARE 1V1F F E 1781 h) os pedreiros, enquadrados pelo fisco como empregados, na verdade, eram i) há necessidade de realização de perícia técnica para que sejam excluídos da NFLD os valores indevidos O órgão de primeira instância apresentou contra-razões, ti, 1735, pugnando pelo desprovimento do recurso. É o relatório. autônomos;autônomos; Assinado digitalmente em 28/1112010 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 0811212010 par ELIAS SAMPAi0 FREI RE Autenticado digitalmente em 2W11/2010 por ItLEBER FERREIRA DE ARAUJO Emitido em 1311212010 pelo Ministério da Fazenda 4 DF CARI MF H. I 782 Processo n" 35367 000735/2006-04 S2-C4TI Acórdão n 2401-01.387 Fl 1.761 Voto Conselheiro Kleber Ferreira de Araújo, Relator O recurso merece conhecimento, posto que preenche os requisitos de tempestividade e legitimidade. Vamos à decadência do direito de lançar as contribuições em questão. Na data da lavratura, o fisco previdenciário aplicava, para fins de aferição da decadência do direito de constituir o crédito, as disposições contidas no art. 45 da Lei n," 8,212/1991, todavia, tal dispositivo foi declarado inconstitucional com a aprovação da Súmula Vinculante n." 08, de 12/06/2008 (D.T 20/06/2008), que carrega a seguinte redação: São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 50 do decreto- lei n° 3.569/1977 e os artigos 4.5 e 46 da lei n°8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário É cediço que essas súmulas são de observância obrigatória, inclusive para a Administração Pública, conforme se deflui do comando constitucional abaixo: Ar!, 103-A O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiterada,s decisões .sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Pode, Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei ( Então, uma vez afastada pela Corte Maior a aplicação do prazo de dez anos previsto na Lei n.." 8212/1991, aplica-se às contribuições a decadência qüinqüenal do Código Tributário Nacional — CTN. Para a contagem do lapso de tempo, a jurisprudência vem lançando mão do art. 150, § 4. 0, para os casos em que há antecipação do pagamento (mesmo que parcial) e do art. 173, I, para as situações em que não ocorreu pagamento antecipado. É o que se observa da ementa abaixo reproduzida (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL n2 674497/PR, Relator: Ministro Mauro Campbell Marques, julgamento em 05/11/2009, RI de 13/11/2009): PROCESSUAL CIVIL EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO RECOLHIMENTOS NÃO EFETUADOS E NÃO DECLARADOS, ART. 173, 1, DO CTN, DECADÊNCIA CONSUMADA MATÉRIA SUBMETIDA AO REGIME DO ART 543-C DO CPC (RECURSOS REPETITIVOS) OMISSÃO NÃO OCORRÊNCIA, REDISCUSSÃO DO MÉRITO CARÁTER PROTELATO1?10. MULTA 1. O aresto embargado foi absolutamente claro e inequívoco ao consignar que "em se tratando de constituição do crédito tributário, em que não houve o recolhimento do ti ibuto, como o caso dos autos, o fisco dispõe de cinco anos contados do Assinalo dIgita1menle em 28/11/2010 por ICLEBER FERREIRA DE ARAUJO 08112/2010 por ELIAS SAMPAIO FREI RE Autenlicado dIghtmente em 28/11/2010 por IQEBER FERREIRA DF ARAUJO 5 Erp lUdo em 13/12i2010 pelo Minisério da Fazenda 5 DF CAR.F MF F1 1783 primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado Somente nos casos de tributo sujeito a lançamento por homologação, em que o pagamento foi feito antecipadamente, o prazo será de cinco anos a contar do fato gerador (art 150, sç' 4", do CIIV)" 2, Devem ser repelidos os embargos declaratórios manejados com o nítido propósito de rediscutir nzaté? ia já decidida 3 Embargos de declaração rejeitados com aplicação de multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa atualizado No caso vertente, a ciência do lançamento deu-se em 24/06/2005 e o período do crédito é de 03/1996 a 01/2005. Verifica-se na espécie que houve antecipação de pagamento, assim, deve-se adotar o critério previsto no art. 150, § 4°, do C IN Diante desse cenário, deve ser excluído do crédito em razão da decadência o período de 03/1996 a 05/2000. Com o reconhecimento da decadência para essas competências ficam excluídas as contribuições incidentes sobre o abono salarial (Levantamento A130 - 10/1999 a 05/2000) e sobre a remuneração dos pedreiros (Levantamento SCC — 06 a 08/1999), contra as quais o sujeito passivo apresentou inconformismo, mas que, por economia processual, deixarão as alegações correspondentes de ser enfrentadas. Quanto à alegada nulidade decorrente de falta de clareza e precisão do fisco na caracterização do fato gerador e na exposição dos critérios de apuração da base de cálculo, não posso dar razão à recorrente„ A origem do débito ficou bem delineada no Relatório Fiscal, não havendo dúvidas de que foram ali apuradas contribuições decorrentes de remuneração paga a empregados e contribuintes individuais. Os itens de apuração (levantamentos) em que foram distribuídos os diversos valores, de acordo com sua origem, facilita bastante a análise das rubricas que serviram de base para a apuração das contribuições para cada período do lançamento O fisco apresentou as bases de cálculo e alíquotas no relatório denominado "Discriminativo Analítico do Débito", O detalhamento da composição do salário-de- contribuição encontra-se apresentada no "Relatório de Lançamentos" Já o "Discriminativo Sintético do Débito" apresenta os valores originários e os acréscimos legais aplicados na data da consolidação da NFLD. Todos os documentos de arrecadação considerados na apuração fiscal constam do "Relatório de Documentos Apresentados". Esses créditos do contribuinte foram abatidos das contribuições devidas conforme demonstrado no "Relatório de Apropriação dos Documentos Apresentados" Toda a fundamentação legal que dá suporte à NFLD foi apresentada no anexo denominado "Fundamentos Legais do Débito" A alegação de que os valores pagos a título de pró-labore não foram discriminados por beneficiário, como causa de nulidade do processo, não merece acolhida, posto que os valores envolvidos foram coletados da documentação exibida pela própria empresa, que poderia conferir se as quantias apuradas não guardavam correlação com aquelas efetivamente paga aos administradores. Assim, por não enxergar qualquer prejuízo ao sujeito passivo quanto a esse aspecto, não posso acatar o pedido de declaração de nulidade da NFLD. O § 4, do art 12 da Lei n, 8212/1991' expressamente determina que o aposentado que retorna ao trabalho passa a ser tratado como segurado obrigatório, quando Assinado dtigalwante em 2811.1/2010,por Ki..ElleER FERREIRA DE.ARAWQ ,fla4.1212010 ror F.A..1AS SAMPAIO FREI 4 Li aposentado pelo Regime uerai de rreviaencia que estiver RE Auteniicacio digitalmente em 28111/2010 por ItLEBER FERREIRA DE ARAUJO Emitido em 13/12/2010 pelo Ministério da Fazenda 6 DF CARF Ml- Fl. 1784 Processo o" 35367,000738/2006-04 S2-C4T1 Acórdão o' 2401-01387 El 1 762 exerce atividade abrangida pelo Regime Geral de Previdência Social Nesse sentido, não posso concordar com a alegação de que os pagamentos efetuados a segurado aposentado decorrentes do trabalho prestado à recorrente não seria base de cálculo de contribuições previdenciárias. Não tem razão à empresa quando afirma que o órgão de primeira instância deixou de se pronunciar sobre as guias de pagamento recolhidas a titulo de diferenças de acréscimos legais Sobre essa questão transcrevo trecho da decisão recorrida que enfrenta essa matéria: 17 b Levantamento DAL - Diferenças de Acréscimos legais, estabelecimentos, 0001/84, recolhimento *atado conforme GPS as fis 262, a ser deduzido do débito Ao alegar que algumas guias de pagamento deixaram de ser consideradas na apuração, a empresa deveria ter indicado quais foram esses recolhimento e não apenas lançar argumentos genéricos O Relatório de Documentos Apresentados discrimina todas as guias que foram levadas em conta no levantamento do débito, de posse desses dados poderia a empresa detectar alguma omissão do fisco, todavia, não se indicou nenhum recolhimento que não houvesse sido aproveitado Agiu bem o órgão recorrido quando indeferiu o pedido de realização de perícia. No processo administrativo fiscal vigora o principio do livre convencimento motivado Segundo o qual a autoridade julgadora tem liberdade para adotar a tese que ache mais adequada a solução da contenda, desde o que o faça com a devida motivação. Nesse sentido, somente à autoridade que preside o processo é dado determinar a realização de perícias e diligências, caso ache necessário Não está o julgador obrigado a deferir pedidos de dilação probatória, se os elementos constantes nos autos já lhe dão o convencimento suficiente para emissão da decisão. Assim, sendo a prova dirigida à autoridade julgadora, é essa que tem a prerrogativa de determinar ou não a sua produção Nesse sentido, verificando-se que os elementos constantes dos autos são suficientes para que se chegue a uma conclusão segura sobre a lide tributária, como é o caso do processo ora julgado, deve-se indeferir os requerimentos para produção de novas provas Diante do exposto, voto por conhecer do recurso e dar-lhe provimento parcial, reconhecendo a decadência das contribuições lançadas para as competências 03/1996 a 05/2000, afastando as demais preliminares e no mérito pelo desprovimento do recurso. Sala das Sessões, em 23 de setembro de 2010 KLEBER FERREIRA DE ARAÚJO — Relator exercendo ou que voltar a exercer atividade abrangida por este Regime é segurado obrigatório em relação a essa atividade, ficando sujeito às contribuições de que trata esta Lei, para fins de custeio da Seguridade Social Assinado digitalmente em 28111/2010 por KLERER FERREIRA DE ARAUJO 08112/2010 por RIAS SAMPAIO FREI RE Auienticado dItOialmente em 2011112010 por KLE13ER FERREIRA DE ARAUJO Emitido em 13/12/2010 peio Ministério da Fazenda 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA -CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS 'Y QUARTA CÂMARA - SEGUNDA SEÇÃO Processo nú: 35367000738/2006-04 Recurso n°: 151063 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 30 do artigo 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n° 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Quarta Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão n° 2401-01387 Brasília, 15 de Dezembro de 2010 \MARTA MADALENA SIL VA Chefe da Secretaria da Quarta Câmara Ciente, com a observação abaixo: [ 1 Apenas com Ciência [ ] Com Recurso Especial [ ] Com Embargos de Declaração Data da ciência: / / Procurador (a) da Fazenda Nacional
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